Na corrida rumo à única vaga em disputa para a bancada pernambucana no Senado, tem sido comum ver eleitores manifestando nas redes sociais – e nos bastidores da campanha – a opção pelo voto útil ou, como eles dizem, pelo ‘voto anti-Teresa’, candidata da Frente Popular que tem ocupado o primeiro lugar das pesquisas.
Eleitores de outras correntes políticas acreditam que a melhor estratégia para impedir que a candidata do PT ocupe a terceira cadeira do Senado responde pelo nome de André de Paula, postulante à Casa Alta pela coligação Pernambuco na Veia que aparece em segundo lugar nas pesquisas.
“Para senador, infelizmente não dá para votar na chapa 22 de Jair e Anderson. Gilson não me representa, apesar de ser importantíssimo para compor a base que nosso presidente precisa. Gilson não. Logo escolhi André de Paula 555, único que tem chances de superar a candidata do PT que está em primeiro lugar nas pesquisas, e só temos essa vaga”, diz uma das postagens.
A candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes, líder das intenções de voto com mais de 34%, não tem poupado esforços para eleger André de Paula senador. Em todas as agendas, André e Marília aparecem sempre juntos.
Durante entrevista concedida à CBN Recife, na última sexta-feira (23), Marília voltou a reforçar a importância de contar com André no Senado, quando for governadora. Questionada sobre as pesquisas que apontam Teresa Leitão como favorita, Marília foi assertiva: “André de Paula vai ser um senador muito melhor do que ela”. Para Marília, a virada está próxima.
Tal tendência começa a ser percebida no meio político e nas campanhas dos candidatos. O perfil equilibrado de André de Paula contribui para esse movimento. Entre especialistas, há um consenso de que o voto de senador só se define nos dias finais da campanha. Por outro lado, em Pernambuco, o candidato a governador mais bem votado em primeiro turno costuma eleger o candidato da sua coligação ao Senado. Em síntese, a eleição para senador em Pernambuco será definida nos últimos dias de campanha ou mesmo no dia da eleição. A conferir.
O Congresso Nacional converteu em lei apenas 23% das medidas provisórias do terceiro governo Lula (PT). É a menor taxa registrada desde a Emenda Constitucional 32, de 2001, que proibiu a reedição de MPs e fixou prazo máximo de 120 dias para cada medida, encerrando a prática de manter normas provisórias em vigor indefinidamente por renovação automática.
Os dados são do levantamento do Ranking dos Políticos com base na plataforma oficial do Planalto e mostram que o principal instrumento legislativo do Executivo federal perdeu eficácia ao longo das últimas duas décadas, independentemente do partido no poder.
Das 192 MPs editadas por Lula no terceiro mandato, 38 foram convertidas em lei. Outras 26 ainda estavam em tramitação no fechamento do levantamento. Das 166 com desfecho definido, 128 – ou 77% – não chegaram a se tornar lei. Na maior parte dos casos, o mecanismo foi a caducidade: o prazo máximo de 120 dias, composto por dois períodos consecutivos de 60 dias, se encerrou sem que o Congresso deliberasse sobre o texto.
Ao não pautar uma MP dentro do prazo, o Congresso a barra sem assumir o custo político de uma rejeição formal. O estudo descreve o fenômeno como “veto silencioso”, estratégia que se consolidou nos últimos anos e permite ao Legislativo exercer poder concreto sem confronto direto com o Executivo.
A série histórica levantada pelo Ranking dos Políticos começa no período pós-EC 32 do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, que abrange o último ano e meio de seu governo: 102 MPs editadas, 84 aprovadas, taxa de 82,3%. No primeiro mandato de Lula, de 2003 a 2006, o índice subiu para 90,4%, o mais alto do período analisado: das 240 MPs editadas, 217 foram aprovadas. A partir daí, a tendência geral é de queda.
No segundo mandato, a taxa recuou para 83,2%, com 149 aprovações em 179 MPs editadas. No primeiro governo de Dilma Rousseff, caiu para 74,4%, com 108 aprovações em 145 MPs. No segundo mandato dela, encerrado pelo impeachment, o índice foi de 78%, com 46 aprovações em 59 MPs editadas. Michel Temer registrou 75%, com 108 aprovações em 144 MPs e Jair Bolsonaro chegou a 68,3%, com 194 aprovações em 284 MPs editadas, o maior volume do período, parcialmente explicado pelo uso intensivo do instrumento durante a pandemia de Covid-19.
O contraste com o período anterior à reforma constitucional é ainda mais expressivo. No governo Fernando Collor, o Plano Collor foi implementado por meio de 17 medidas provisórias, incluindo o confisco da poupança. Todas foram aprovadas pelo Congresso sem alteração de nenhum dispositivo, retrato de uma época em que o Executivo legislava com quase nenhuma resistência parlamentar.
O levantamento aponta dois fatores estruturais para a reversão desse padrão. O primeiro é o fortalecimento orçamentário do Parlamento, em especial após a institucionalização das emendas parlamentares impositivas, que deram a deputados e senadores capacidade de entrega direta de políticas públicas em suas bases eleitorais, reduzindo a dependência da intermediação do governo federal.
O segundo é a polarização política iniciada nas eleições de 2014, que fragmentou coalizões tradicionais, culminou no impeachment de Dilma Rousseff e produziu um ambiente de desconfiança persistente entre os Poderes.
A isso se soma uma mudança de comportamento dos próprios presidentes. A partir do segundo mandato de Lula, os governos passaram a recorrer com mais frequência a outros instrumentos legislativos, como projetos de lei, propostas de emenda constitucional e projetos de lei complementar, enviados pelo próprio Executivo ou por líderes dos partidos da base. As MPs foram deixando de ser a principal via de produção legislativa do Executivo.
O processo se acentuou após 2022. A disputa polarizada entre Lula e Bolsonaro produziu um Congresso heterogêneo, com parcela da bancada estruturalmente inclinada à oposição ao Executivo eleito, não por estratégia conjuntural, mas por composição eleitoral.
O estudo conclui que o presidencialismo brasileiro preserva sua capacidade de ação, mas o centro decisório se deslocou. A medida provisória, instrumento que na origem simbolizava a força unilateral do Executivo, passou a medir a capacidade de cada governo de entrar em consenso com o Parlamento antes de agir.
O deputado federal Fernando Monteiro (PSD) reforçou o ritmo de crescimento de Caruaru durante as agendas do Governo de Pernambuco realizadas na última quinta-feira (2). Ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD) e do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD), o parlamentar participou de uma série de entregas.
Durante a passagem pela cidade, Fernando acompanhou a entrega da cozinha comunitária, o anúncio da licitação para a duplicação do trecho urbano da PE-95, a entrega do Complexo da Polícia Científica e da requalificação da emergência do Hospital Regional do Agreste. “Caruaru vive um momento de crescimento acelerado, fruto de uma gestão comprometida e de parcerias que dão resultado”, destacou.
Fernando Monteiro também tem ampliado sua força política no município, atuando em sintonia com a gestão municipal e fortalecendo alianças. “Nosso compromisso é com resultados. Já são cerca de R$ 200 milhões em investimentos, entre emendas e obras destravadas, que mostram que o trabalho conjunto está acelerando o desenvolvimento de Caruaru”, concluiu.
Em Caruaru, o parlamentar também destacou a chegada do deputado federal Túlio Gadêlha ao PSD. “Túlio chega para somar. É um jovem político comprometido em melhorar a vida das pessoas e que tem muito a contribuir com esse projeto coletivo”, afirmou. O ato aconteceu no Monte Bom Jesus, símbolo da Capital do Agreste.
Depois de perder a única governadora eleita no Nordeste em 2022 (Raquel Lyra, em Pernambuco, que foi para o PSD em março de 2025), o PSDB conseguiu filiações importantes e deve voltar a ser protagonista nas eleições em alguns estados.
Ao menos dois nomes recém-chegados ao tucanato são pré-candidatos aos governos de estado do Nordeste e despontam bem nas pesquisas: o ex-governador cearense Ciro Gomes, que deixou o PDT e se filiou em outubro de 2025; e o prefeito de Maceió João Henrique Caldas, o JHC, que trocou o PL pelo PSDB.
A filiação de JHC é nova: em postagem na manhã de ontem (2), Aécio Neves, presidente Nacional do PSDB, comemorou a filiação do prefeito de Maceió e citou que se trata de “um movimento que reposiciona o cenário político no estado e fortalece o partido no Nordeste”. Junto a JHC, também se filiaram ao PSDB sua esposa (Marina Cândia) e a mãe dele, a senadora Eudócia Caldas.
Troca de lideranças
Curiosamente, os dois nomes entraram para presidir os partidos em seus estados, recebendo o bastão de lideranças históricas do PSDB, mas que estão fora de disputas eleitorais há alguns anos. São eles:
No Ceará, o ex-governador e ex-senador Tasso Jereissati, que deixou a política ao final de 2022 após concluir mandato no Senado;
Em Alagoas, o também ex-governador e ex-senador Teotonio Vilela Filho, que não se candidatou mais após deixar o governo do estado ao final de 2014.
Ambos foram determinantes para as filiações dos nome de peso, que articularam dar a liderança estadual do partido para Ciro e JHC.
Outros nomes
Com grandes nomes em suas fileiras, o PSDB também atraiu aliados para sua bancada.
Em Maceió, até esta quinta-feira, ao menos três vereadores de Maceió se filiaram e mais sete são esperados. Todos são base de apoio do prefeito.
No Ceará, além de prefeitos, um grupo de seis deputados estaduais deve assinar a ficha de filiação ao PSDB, vindos de União Brasil e PDT. O deputado federal Danilo Forte (CE) também anunciou que deixa o União para ir para o partido.
Além dos dois estados, o partido também conseguiu avançar no Maranhão, onde filiou o deputado federal e ex-ministro de Lula, Juscelino Filho.
“O ato de filiação, liderado pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, também marcou a entrada de um grupo expressivo de prefeitos e lideranças municipais, ampliando a base política tucana e reforçando a presença do partido no interior maranhense”, disse comunicado na página do partido.
Renovação
Após a eleição de 2014, o partido foi encolhendo gradativamente e hoje não tem mais governadores no país e conta com apenas três senadores —um deles do Nordeste: Styvenson Valentim (RN).
Para a cientista política Luciana Santana, da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), apesar de o PSDB ter perdido protagonismo, não deixou de ter uma “relevância simbólica para o país”. “Ele tem um legado importante”, diz.
“O Aécio conseguiu fazer uma aposta nos últimos dois anos de reorganizar o partido e ser uma alternativa diante da polarização. Ele quer mostrar que é uma direita diferenciada de Caiado, de Zema, de Ratinho, de Tarcisio”, explica.
“Isso, a meu ver, tem dado certo, tem conseguido agregar nomes de peso e está apostando alto nessa eleição para apresentar uma situação melhor que 2022. Mas vejo que o objetivo principal, mais que governos, é ampliar a bancada federal. É um movimento de reconstrução”, diz Luciana.
Ela explica que esse modelo de direita mais moderada encontra naturalmente mais facilidade de diálogo no Nordeste, já que a região é a menos bolsonarista do país. Isso explica como o partido conseguiu a adesão de nomes fortes em estados-chave.
“Você tem direita no Nordeste que dialoga bem com a esquerda, com lideranças como Teotonio e Tasso que faziam isso com o governo Lula. Eles sempre tiveram um discurso mais moderado, e isso é mais difícil de achar hoje em estados de outras regiões por causa das bases eleitorais, onde há uma cristalização de preferência: as pessoas tendem a não deixar ao bolsonarismo, aconteça o que for.”
Mais uma artista de peso está confirmada no jantar de adesão em celebração aos 20 anos deste blog: Nena Queiroga, uma das vozes mais tradicionais da cultura popular pernambucana, deve se juntar à festa e puxar o frevo na edição deste ano.
Também estão confirmados os cantores Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Josildo Sá, André Rio e Fabiana Pimentinha. A lista tende a aumentar nos próximos dias, diante do interesse crescente de artistas e convidados em prestigiar o evento.
O jantar de adesão será para 300 convidados, no dia 18 de maio, a partir das 19 horas. Para participar, basta garantir o seu ingresso por apenas R$ 250,00 através do Pix: (87) 9.9957-9702 e enviar o comprovante para o mesmo número de telefone.
Nas últimas semanas, qualquer entrevista que Romeu Zema (Novo) dá para a imprensa passa pelo momento em que o ex-governador de Minas Gerais precisa negar que vá desistir da candidatura a presidente. Embora o seu partido também já tenha publicado seguidas notas rejeitando a possibilidade, crescem as vozes na legenda que consideram melhor um alinhamento ao senador Flávio Bolsonaro (PL) já no primeiro turno — mesmo sem a tão especulada oferta de uma vaga de vice na chapa.
Em reuniões recentes a portas fechadas em São Paulo e Brasília, as lideranças do Novo da região Sul estão começando a deixar mais claro que acham melhor caminhar nacionalmente com o partido dirigido por Valdemar Costa Neto. Três delas já agem assim em nível regional: o ex-procurador da operação Lava-Jato Deltan Dallagnol, pré-candidato ao Senado na chapa do senador e ex-juiz Sergio Moro (PL) no Paraná; o deputado Marcel Van Hatten, pré-candidato ao Senado na chapa de Luciano Zucco (PL) no Rio Grande do Sul; e Adriano Silva, ex-prefeito de Joinville e pré-candidato a vice-governador de Jorginho Mello (PL), que busca a reeleição.
Por trás da discussão conjuntural sobre o que fazer em 2026 há um debate mais profundo no Novo a respeito dos rumos do partido para o futuro depois de duas eleições presidenciais ruins — em 2018, João Amoêdo teve 2,50% dos votos e, quatro anos depois, Felipe d’Avilla recebeu 0,47%: afinal, a sigla quer ser uma linha auxiliar do bolsonarismo, como defendem Deltan, Van Hatten e Adriano Silva, ou uma alternativa na direita capaz de confrontar pontos frágeis da trajetória de Flávio e sua família?
É justamente esse ponto que anda incomodando o time de estrategistas de Zema nos últimos tempos. Eles querem liberação para atacar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não são autorizados. Depois de frequentar manifestações pela anistia de Bolsonaro e os condenados pelo 8 de Janeiro no ano passado, o ex-governador de Minas está vendo Renan Santos, pré-candidato a presidente pelo recém-criado Missão, vestir o figurino de candidato antissistema da eleição — papel que o Novo pretendia assumir com os ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao presidente Lula.
O Missão teve o registro homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em novembro após o Movimento Brasil Livre (MBL) atingir a quantidade mínima de assinaturas para a abertura de um partido no Brasil. Idealizado em 2014, o MBL cresceu na esteira da operação Lava-Jato e do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Em março, um evento em São Paulo mostrou como a legenda está presa a menos amarras que o Novo. No lançamento da candidatura do deputado federal Kim Kataguiri (Missão) ao Palácio Bandeirantes, Renan Santos fez o que Zema está proibido — chamou Flávio de “ladrão” e “representante da direita corrupta”. O método tem surtido efeito. Cortes de vídeos como esse têm viralizado nas redes e já há, inclusive, pesquisas de intenções de votos colocando o líder do MBL à frente de Zema na corrida presidencial.
A estagnação do ex-governador de Minas nas pesquisas, com potencial de ser agravada pelo anúncio da pré-candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) a presidente, não mudou a opinião de Deltan. Para o ex-procurador da Lava-Jato, falar de rachadinha, do pouco explicado patrimônio milionário do senador e da ligação com milícias de ex-assessores é afastar em definitivo a possibilidade de Zema ser vice da chapa do PL, uma articulação que ele próprio vem buscando.
Desde 2018, quando começaram a vir à tona denúncias envolvendo Flávio, Deltan demonstra cálculo político para evitar confrontos com o senador. Trocas de mensagens entre os procuradores da Lava-Jato publicadas pelo site Intercept em 2019 revelaram que o agora candidato pelo Novo reconhecia que as movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicavam um esquema de rachadinha na época em que o filho de Bolsonaro era deputado estadual. “É óbvio o que aconteceu”, escreveu ao comentar uma reportagem do UOL sobre repasses que Queiroz fez para Michelle Bolsonaro. No entanto, as conversas da mesma época expõem um Deltan dizendo aos colegas que preferia evitar se posicionar publicamente sobre o tema.
Desde a filiação há três anos, o ex-procurador da Lava-Jato é voz relevante nas tomadas de decisões do partido. Seu prestígio interno aparece na prestação de contas do Novo. Entre 2023 e 2024, recebeu salário mensal de R$ 30,4 mil da legenda. No ano passado, uma empresa dele em sociedade com a mulher foi contratada pela sigla por R$ 340 mil. Pelo contrato, a Comply Aperfeiçoamento Profissional e Pessoal ofereceu cursos de formação de lideranças de direita.
Por Johanns Eller Do Blog da Malu Gaspar, do jornal O Globo
Diálogos entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e sua então noiva, Martha Graeff, obtidos pela Polícia Federal (PF) indicam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes esteve com o banqueiro em datas próximas às viagens que o magistrado realizou em jatos executivos de Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel.
Os trajetos realizados por Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, entre os meses de maio e outubro de 2025 foram revelados pela Folha de S. Paulo na última terça-feira (31). O escritório de Viviane fechou em 2024 um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master.
O levantamento da Folha levou em conta dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Aeronáutica, Moraes e Viviane constam no registro de passageiros de terminais executivos no Aeroporto de Brasília.
A reportagem cruzou as datas das viagens de Moraes com as mensagens em que o ministro do STF é citado por Vorcaro nos diálogos com Martha, que também foram enviados à CPI do INSS. Nas mais de 2,3 mil páginas de conversas entre o casal, há três convergências de datas nos meses de maio e agosto.
Em 21 de maio, véspera da viagem de Moraes de Brasília a São Paulo em um jato da Prime Aviation, empresa da qual Vorcaro foi sócio e que também é dona de sua mansão em Brasília, o CEO do Banco Master relata à noiva estar com o ministro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), a quem chamou de “grande amigo de vida” em uma das conversas com Martha, em casa. “Tô aqui em casa, amor. Ciro e Alexandre”, escreveu Vorcaro às 21h36m. Na manhã do dia seguinte, o banqueiro relata a Martha que os convidados “foram [embora] cedo” e que ele se deitou às 1h da manhã.
Naquela noite, em 22 de maio, Moraes aparece como passageiro em um hangar de aviação executiva no Aeroporto de Brasília às 19h. Segundo a Folha, 33 minutos depois, um avião da Prime Aviation decolou rumo ao Aeroporto de Catarina, voltado para jatos privados.
Quatro dias depois, em 26 de maio, Daniel Vorcaro volta a citar Moraes. Ele conta à noiva que terá um encontro com o ministro e resolveu organizar um jantar com ele, sua mulher — Viviane, advogada do Master — e outros dois convidados. “Hoje a noite eu teria encontro com Alexandre, então estou marcando jantar com as mulheres, [do] Fábio e [a] dele, ok?”, escreve o executivo.
Embora não especifique, Vorcaro se refere ao ex-ministro das Comunicações Fábio Faria, citado frequentemente nas conversas do CEO com a noiva, e sua mulher, Patrícia Abravanel.
Na sequência, Martha liga para Vorcaro e eles conversam por 51 segundos. Três dias depois, em 29 de maio, Moraes e Viviane voaram de Brasília ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a bordo de um jato Embraer pertencente à Prime Aviation.
Em 8 de agosto, às 18h39m, Vorcaro escreve para Martha Graeff: “Tô com Alexandre e tenho reunião depois com Ciro [Nogueira]”. Moraes e Viviane tinham embarcado para São Paulo na véspera, às 19h. No mesmo horário, segundo o levantamento da Folha, o único voo para a capital paulista foi realizado pelo jato Falcon 2000 PS-FSW, que pertence a uma empresa controlada por Fabiano Zettel.
Cunhado de Vorcaro, Zettel é tratado pelos investigadores do caso Master como seu operador financeiro. Ele também é o controlador do fundo Arleen, que de acordo com o Estadão aportou R$ 35 milhões no resort Tayaya no período em que adquiriu uma fatia do empreendimento que pertencia à empresa Maridt, que tinha como sócio oculto outro ministro do Supremo, Dias Toffoli.
Daniel Vorcaro ainda era sócio da Prime You, dona da Prime Aviation, nas datas em que a coluna constatou a coincidência entre os diálogos e os voos de Moraes. A sociedade foi desfeita em setembro de 2025, dois meses antes da liquidação do Master. Também figurou no quadro societário da Prime Maurício Quadrado, ex-sócio de Vorcaro no Master. Segundo a companhia informou ao Valor Econômico, os dois venderam a parte deles para a própria empresa no início daquele mês.
Em nota divulgada pelo seu gabinete na última quarta-feira, após a publicação da matéria da Folha, Alexandre de Moraes alegou jamais ter viajado em aeronaves de Vorcaro e Zettel ou na companhia deles. “As ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas. O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”, declarou o magistrado.
Já o escritório de Viviane disse contratar “diversos serviços de táxi aéreo”, entre os quais o da Prime Aviation, mas alegou que Vorcaro e Zettel jamais viajaram junto de integrantes da banca de advogados. “Além disso, todos os valores eram pagos compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais”, destacou o Barci de Moraes.
O histórico de conversas entre Vorcaro e Martha que chegou ao Congresso termina em 13 de agosto de 2025. Até a primeira prisão do banqueiro, em 17 de novembro, não há registro de diálogos para a conferência de outras convergências de datas.
Mas a partir do levantamento da Folha de S. Paulo sabe-se que Moraes e Viviane teriam viajado em jatos de Vorcaro até 16 de outubro de 2025, um mês antes da Polícia Federal prender o banqueiro no Aeroporto Internacional de Guarulhos tentando embarcar em um jato rumo a Dubai com escala em Malta, o que foi encarado pelos investigadores como uma tentativa de fuga.
Em tempos de crise — e o Brasil atravessa uma delas, profunda e multifacetada — é comum que se busquem respostas na política, na economia ou nas instituições. No entanto, há uma dimensão mais profunda, muitas vezes negligenciada: a crise moral. E é justamente nesse ponto que a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo se revela surpreendentemente atual.
O julgamento, a condenação e a crucificação de Jesus não foram apenas eventos religiosos; foram também acontecimentos políticos. Ali estavam presentes o abuso de poder, a manipulação de narrativas, a pressão das massas e a fragilidade das instituições diante de interesses circunstanciais. A verdade foi relativizada, a justiça foi distorcida e a conveniência falou mais alto que a integridade.
É impossível não traçar paralelos com o Brasil contemporâneo. Vivemos um ambiente em que decisões institucionais são constantemente questionadas, onde a confiança no sistema de justiça sofre abalos e onde a política, cada vez com mais frequência, se afasta do seu propósito essencial: servir ao bem comum.
Na Paixão de Cristo, vemos uma liderança que não se curva à pressão, que não negocia princípios e que, mesmo diante da injustiça, mantém a coerência com sua missão. Jesus não buscou o poder pelo poder. Sua autoridade vinha da verdade que proclamava e do exemplo que vivia.
Por outro lado, os que o condenaram representam aquilo que ainda hoje nos desafia: a instrumentalização das instituições, o uso do poder para autopreservação e a incapacidade de reconhecer a verdade quando ela ameaça estruturas estabelecidas.
A grande lição que emerge desse paralelo não é de revolta, mas de responsabilidade. A crise que vivemos não será superada apenas por reformas legais ou mudanças de governo. Ela exige uma reconstrução ética, uma retomada de valores que devolvam sentido à vida pública.
A Paixão de Cristo nos ensina que a justiça verdadeira não pode ser moldada por conveniências, que o poder sem compromisso com a verdade se torna opressão e que o silêncio diante da injustiça também é uma forma de participação nela.
Mais do que apontar culpados, esse momento exige consciência. Cada cidadão, cada agente público, cada instituição precisa se perguntar: estamos do lado da verdade ou da conveniência?
Ao final, a cruz, símbolo máximo da injustiça humana, transforma-se em sinal de redenção. E talvez essa seja a maior esperança para o Brasil: a de que, mesmo em meio à crise, seja possível reencontrar o caminho da verdade, da justiça e do compromisso com o bem comum.
A Paixão de Cristo não é apenas um relato do passado. É um alerta permanente — e, sobretudo, um convite à transformação. Porque nenhuma nação se sustenta sem valores. E nenhuma justiça é legítima sem verdade.
Editorial da Folha de Pernambuco Por Eduardo de Queiroz Monteiro*
A Folha de Pernambuco completa, hoje, 28 anos de operação. Diuturna. Botar o jornal ao olhar do leitor é desafio. E tarefa magnífica. Porque é buscar na rua, na realidade, o fato. E tratá-lo de forma imparcial. Em favor do interesse coletivo. Isto é princípio. Responsabilidade profissional. No contexto concorrencial do sistema de mercado. Competindo. Com investimento. Em tecnologia e qualidade editorial.
Este é o cenário da Folha de Pernambuco. Que trabalha sob inspiração de três valores: democracia, Região e cultura. Democracia significa liberdade de pensar. E de publicar. Por isso, a imprensa é pilar do regime democrático. Democracia é elaboração. Vem de Montesquieu. Que criou a fórmula dos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Substituindo o monopólio do poder unipessoal da realeza.
Ao longo do tempo, árduo, a institucionalidade cuidou de aperfeiçoar os mecanismos de funcionamento do sistema. Está na Constituição brasileira de 1988: art. 5º, livre manifestação do pensamento. Combinado com art. 220, garantindo o exercício da atividade jornalística como essencial à democracia. Este é o chão no qual assentamos nossas impressoras. E assinalamos a inteligência de nossos editores.
Por sua vez, Região significa vínculo institucional e político com o Nordeste. Com a força produtiva e a inventividade política nordestinas. Assim, a Folha de Pernambuco trabalha em dois sentidos: assumindo os ideais que fizeram deste semiárido uma terra de produção. Acentuando a política contemporânea da bioenergia. E promovendo a defesa de projeto de desenvolvimento que serve ao Brasil. Por isso, entendemos o Nordeste como oportunidade de crescimento. E como modelo de integração federativa ao país.
Essa bandeira vem de longe. E traz um pensar: o Manifesto Regionalista, de 1926, de Gilberto Freyre. Mais que perfeita resposta à Semana de Arte Moderna de 1922. Quando, ainda com mais ênfase, os nordestinos contribuíram com ciência tropical e arte regional para tornar o Brasil destino de luz e criatividade.
Cultura significa fazeres do povo. Entendida duplamente como cultura popular, no gênio do barro de Vitalino e da sanfona de Luiz Gonzaga. E como cultura erudita amadurecida na literatura de Clarice Lispector e na musicalidade de Nelson Ferreira. É do conjunto harmônico desse duplo sentir que é feita a emoção tão pernambucanamente azul com que nós, aqui, nos apresentamos aos nossos leitores. E é na escala desses sons e dessas cores que a Folha de Pernambuco faz questão de abrir espaço para nossos artistas.
No 28º ano da peleja da Folha de Pernambuco, a nação celebra também mais uma eleição. Coincidência de calendário. Mas, nela, haverá igualmente, dedo dos fados, afinidade de propósitos. A rotina editorial da Folha de Pernambuco inscreve sua marca no tempo da democracia. Festeja o horizonte solar de sua fundação. E o faz na convicção de que é preciso lutar. Pelos valores que estimularam sua criação. E, na singeleza desse momento agudo, por paz no mundo e por justiça social no Brasil.
Aproveitamos esta data para compartilhar a alegria de poder valorizar a informação. Com os que tecem conosco, nesta Casa, e na canícula maior do Nordeste, o tapete da confiança no futuro. Ao lado de cumprimentar nossos colaboradores. E de renovar, junto aos nossos leitores, o compromisso de continuar defendendo a verdade.
A lista de exonerações do Governo de Pernambuco foi publicada em edição extra do Diário Oficial de ontem (2), incluindo seis secretários, duas secretárias executivas e assessores lotados na Secretaria da Casa Civil. As saídas ocorreram devido ao prazo estabelecido pela Legislação Eleitoral, já que todos pretendem ser candidatos ou serão opções para a disputa deste ano. A governadora Raquel Lyra (PSD) também nomeou duas secretárias executivas. As informações são do Blog Dantas Barreto.
Kaio Maniçoba (PP): comandava a pasta de Turismo, era o único com mandato e deixou o cargo para voltar à Assembleia Legislativa e disputar a reeleição.
Daniel Coelho (PSD): era secretário de Meio Ambiente e será candidato a deputado federal.
André Teixeira (PSD): estava na pasta de Infraestrutura e Mobilidade, e é cotado para deputado federal.
Emmanuel Fernandes, Manuca (Avante): era titular de Desenvolvimento Profissional, pré-candidato a deputado federal.
Carlos Braga (PSD): deixou a pasta de Assistência Social e pode ser candidato a deputado estadual.
Juliana Gouveia: era titular da Secretaria da Mulher e é opção de deputada estadual
Também saíram as secretárias executivas de Direitos Humanos, Fernanda Rafaela, e de Justiça e Direitos Humanos, Camila Freitas.
Miguel Duque (Podemos): foi exonerado da presidência do IPA para ser candidato a deputado federal.
Michelle Collins (PP): deixou a presidência da Arena Pernambuco, agora segue como pré-candidata a um mandato de federal.
Da Secretaria da Casa Civil saíram os ex-prefeitos Raimundo Pimentel (PSD), Célia Sales (PSD), Judite Botafogo (PSD) e o vereador Ronaldo Lopes (PSD), entre outros assessores.
Nomeações
A governadora Raquel Lyra nomeou Thamires Lívia para a Secretaria Executiva de Direitos Humanos; e Sylas de Freitas como secretário executivo da Criança e Juventude.
Em apenas um dia, leitores, amigos e seguidores deste blog adquiriram mais da metade dos 300 ingressos disponíveis para o jantar de adesão em comemoração aos 20 anos de fundação desta plataforma política, marcado para o dia 18 de maio, uma segunda-feira, no restaurante Sal e Brasa Jardins, na Avenida Rui Barbosa, no Recife, a partir das 19 horas.
Isso reflete de antemão o sucesso já garantido para o evento, que se traduzirá numa oportuna e emocionante forma de congratulação entre o editor e sua equipe com todos os que fazem questão de reconhecer em uma festa o importante trabalho que prestamos à sociedade como meio de informação e de defesa intransigente de suas causas mais nobres e dos seus direitos.
A antecipação das vendas foi um critério adotado para a garantia do acesso dos interessados ao primeiro evento comemorativo aos 20 anos do blog em função do espaço disponível ser extremamente limitado. Disponibilizamos apenas 300 pulseiras que garantem o jantar de um cardápio por excelência com uma boa música na voz ao vivo de artistas consagrados na constelação musical regional.
Já estão confirmados os cantores Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Josildo Sá, André Rio, Fabiana Pimentinha e Cristina Amaral, mas outros amigos e parceiros ainda devem confirmar presença para nos proporcionar uma noitada muito descontraída, emocionante e em alto astral.
Falei em primeiro evento porque planejamos mais dois: o segundo será o primeiro “Forró do Magno”, no dia 13 de junho em Arcoverde, data que celebra um ano do meu casamento com minha Nayla. O forrobodó, a partir de agora, será promovido todos os anos, no mesmo período junino.
O terceiro será um jantar de adesão em Brasília, promovido em conjunto com a tradicional Confraria do Blog Candanga, à frente o meu amigo Aristeu Plácido Júnior, embaixador de Pernambuco na capital federal. Vamos reunir autoridades federais e a grande colônia nordestina na corte.
Por fim, reitero com as informações abaixo a necessidade da compra antecipada para que você, caro leitor e amigo, não fique de fora da nossa primeira comemoração pelas duas décadas do bom jornalismo.
GARANTA SUA VAGA!
Caro leitor,
Se você quer compartilhar comigo os momentos de alegria e descontração do jantar de adesão pelos 20 anos do meu blog, faça de imediato a compra do seu convite.
Os ingressos são limitados: apenas 300 e não haverá venda de última hora no local do evento.
A decisão tomada pelo deputado federal Túlio Gadelha de se transferir do partido Rede para o PSD demarca uma mudança profunda no seu espectro de atuação política. Pela primeira vez, ele deixa as siglas de esquerda onde sempre militou para escolher um partido vinculado ao Centrão, que terá como pré-candidato a presidente o ex-governador Ronaldo Caiado.
Não se trata de uma mudança de casa na mesma rua. É a opção clara por outro endereço político. O uso da camisa vermelha no ato de ontem parece camuflar que o novo partido de Gadelha já fez sua opção política de clara oposição ao presidente Lula. Será que Túlio vai mesmo chegar ao novo partido como desertor?
Por que não mencionou nada sobre Ronaldo Caiado, o verdadeiro candidato do seu partido ao Planalto no enfrentamento a Lula, a quem se derramou em elogios no ato da sua filiação, para constranger a governadora, de quem tentou arrancar uma declaração mais direta e clara sobre um possível apoio dela a Lula, mas não conseguiu?
Não conseguiu simplesmente porque Raquel está comprometida com os bolsonaristas e a direita extremamente conservadora do Estado. Já estão alinhados a ela a fina flor do bolsonarismo, como os deputados Pastor Eurico, Fernando Rodolfo e Mendonça Filho, isso sem falar no ex-ministro Gilson Machado, que se transferiu do PL para o Podemos, partido fechado com a reeleição da governadora.
Túlio fez ainda a travessia da esquerda para a direita, caindo de paraquedas num partido do Centrão, porque seu antigo ninho partidário, a Rede Sustentabilidade, não havia fechado uma chapa competitiva para garantir a sua reeleição, vista como ameaçada pelos que entendem de formação de chapa para eleição proporcional.
VITRINE – Do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao sintetizar a importância do Hospital da Criança, uma das vitrines da gestão João Campos (PSB), entregue, ontem, na despedida do socialista da Prefeitura do Recife: “Acompanhei desde o início essa construção. Para mim, é um dia de alegria ver um hospital como esse, com essa qualidade, para as crianças do Recife, com especialização para crianças autistas. Essa é uma unidade que fez parte do PAC, com mais de R$ 130 milhões investidos pelo Governo Federal. É uma parceria do presidente Lula com o prefeito João Campos”.
Raquel não se compromete – Apesar do discurso incisivo do deputado Túlio Gadelha, em favor de um palanque duplo para Lula no Estado, durante sua filiação ontem ao PSD, para tentar uma vaga no Senado, a governadora Raquel Lyra em nenhum momento acenou para a possibilidade de apoiar a reeleição do petista. “Como você (Túlio Gadelha) mencionou aqui, a gente sempre contou com o apoio do presidente Lula, dos seus e daqueles que também pensam diferente, para que a gente possa fazer de Pernambuco um espaço mais plural, mais diverso e, sobretudo, mais justo”, disse, no único trecho que fez referência ao chefe da Nação.
Hospital tem boa estrutura – O Hospital da Criança do Recife Antônio Carlos Figueira passa a funcionar na Avenida Recife, no bairro de Areias. Com um investimento superior a R$ 200 milhões, sendo R$ 130 milhões oriundos do governo federal, a unidade começa a operar de forma gradual, com expectativa de atingir sua plenitude em até seis meses. O hospital foi construído com foco no atendimento exclusivo de crianças e adolescentes do Recife, por meio do SUS. A estrutura tem cerca de 12 mil metros quadrados, 60 leitos (50 de enfermaria e 10 de UTI) e capacidade para realizar mais de 500 mil procedimentos por ano, entre consultas, exames e cirurgias.
Fila zerada na pediatria – De João Campos, na sua última inauguração: “O hospital vai ter capacidade de zerar filas importantes da cidade na área de pediatria. Temos exames aqui, como a eletroneuromiografia, que têm filas grandes e para os quais vamos ter dedicação exclusiva. Os exames que estão aqui no centro de diagnóstico, que ocupa praticamente todo o térreo, são exatamente aqueles que têm hoje a maior fila no Recife. A gente vai conseguir ter autossuficiência na cidade e, inclusive, garantir que outros equipamentos possam atender pessoas do interior, a exemplo do IMIP”, afirmou o prefeito na inauguração.
Uma torcida no mínimo esquisita – Em entrevista, ontem, ao Frente a Frente, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, o presidente estadual do PT, Carlos Veras, deu uma declaração polêmica. Disse que estava na torcida para a governadora abrir um segundo palanque para Lula em Pernambuco. “Eu ainda não perdi essa esperança”, afirmou. Com a palavra João Campos, que definiu como estratégia jogar a governadora no palanque de Flávio Bolsonaro, já que está alinhada à fina flor do bolsonarismo no Estado.
CURTAS
O CARONA 1 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli viajou em 4 de julho do ano passado em um jatinho de uma empresa que tinha como sócio o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, segundo o jornal “Folha de S. Paulo”. Procurado, Toffoli não se manifestou.
O CARONA 2 – O ministro acessou o terminal executivo do Aeroporto de Brasília às 10h. Dez minutos depois, uma aeronave da Prime Aviation decolou com destino a Marília (SP), cidade natal do ministro. Vorcaro esteve no quadro societário da firma até setembro do ano passado. Na mesma data, segundo a “Folha de S. Paulo”, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) foram deslocados para Ribeirão Claro (PR), a cerca de 150 quilômetros de Marília.
NO TOPO – O Recife tem o quarto aluguel mais caro do Brasil, segundo o último índice FipeZap, divulgado em março deste ano. Com metro quadrado médio no valor de R$ 62,29, a capital pernambucana só ficou atrás de Barueri (71,40), Belém (63,79) e São Paulo (63,28). Mensalmente divulgados, os dados correspondem à média dos aluguéis anunciados nas cidades brasileiras em fevereiro.
Perguntar não ofende: Quem será o segundo candidato ao Senado de Raquel?