Na corrida rumo à única vaga em disputa para a bancada pernambucana no Senado, tem sido comum ver eleitores manifestando nas redes sociais – e nos bastidores da campanha – a opção pelo voto útil ou, como eles dizem, pelo ‘voto anti-Teresa’, candidata da Frente Popular que tem ocupado o primeiro lugar das pesquisas.
Eleitores de outras correntes políticas acreditam que a melhor estratégia para impedir que a candidata do PT ocupe a terceira cadeira do Senado responde pelo nome de André de Paula, postulante à Casa Alta pela coligação Pernambuco na Veia que aparece em segundo lugar nas pesquisas.
“Para senador, infelizmente não dá para votar na chapa 22 de Jair e Anderson. Gilson não me representa, apesar de ser importantíssimo para compor a base que nosso presidente precisa. Gilson não. Logo escolhi André de Paula 555, único que tem chances de superar a candidata do PT que está em primeiro lugar nas pesquisas, e só temos essa vaga”, diz uma das postagens.
A candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes, líder das intenções de voto com mais de 34%, não tem poupado esforços para eleger André de Paula senador. Em todas as agendas, André e Marília aparecem sempre juntos.
Durante entrevista concedida à CBN Recife, na última sexta-feira (23), Marília voltou a reforçar a importância de contar com André no Senado, quando for governadora. Questionada sobre as pesquisas que apontam Teresa Leitão como favorita, Marília foi assertiva: “André de Paula vai ser um senador muito melhor do que ela”. Para Marília, a virada está próxima.
Tal tendência começa a ser percebida no meio político e nas campanhas dos candidatos. O perfil equilibrado de André de Paula contribui para esse movimento. Entre especialistas, há um consenso de que o voto de senador só se define nos dias finais da campanha. Por outro lado, em Pernambuco, o candidato a governador mais bem votado em primeiro turno costuma eleger o candidato da sua coligação ao Senado. Em síntese, a eleição para senador em Pernambuco será definida nos últimos dias de campanha ou mesmo no dia da eleição. A conferir.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, neste domingo (17), de agendas em Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte, onde afirmou que pretende “juntar o povo de Pernambuco” em torno de seu projeto político para o Estado. A visita ocorreu durante as comemorações pelos 193 anos de emancipação política do município e reuniu lideranças locais de diferentes grupos políticos, entre elas o ex-prefeito Nino, o ex-vice-prefeito Pereira do Sindicato (PSB) e o vice-prefeito Rostand Negromonte (Podemos).
A primeira agenda do socialista foi na sede do Maracatu Águia Misteriosa, onde foi recebido pelo mestre Veronildo. Em seguida, João Campos visitou a Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (Amunam), acompanhado da fundadora da entidade, Eliane Rodrigues. O pré-candidato também participou de encontro no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Nazaré da Mata, Tracunhaém e Buenos Aires, onde falou sobre propostas voltadas ao homem e à mulher do campo.
Durante o discurso, João Campos afirmou que pretende criar uma modalidade do programa Chapéu de Palha voltada à formação em tecnologia para jovens de famílias rurais, inspirada no programa Embarque Digital. “Mais importante do que juntar a política, vamos juntar o povo”, declarou. Ele também afirmou que seguirá ao lado dos trabalhadores em disputas políticas e sociais. “Se o trabalhador estiver na luta, estarei do lado dele”, disse.
A agenda em Nazaré da Mata foi acompanhada pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), pela pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), pela deputada Tabata Amaral (PSB) e pelos deputados Lucas Ramos (PSB), Silvio Costa Filho (Republicanos), Pedro Campos (PSB) e Sileno Guedes (PSB), além de vereadores, ex-prefeitos e lideranças da Mata Norte.
Em sua primeira entrevista à imprensa desde o encontro com Donald Trump no início de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descreveu sua estratégia de aproximação com o americano como deliberada e pragmática e rechaçou qualquer leitura de que ela implique submissão ao americano.
Falando ao jornal Wasghinton Post, Lula relembra que a reunião no dia 7 de maio na Casa Branca começou com o presidente dos Estados Unidos o guiando pela galeria de retratos presidenciais. Diante das fotos com expressão fechada, Lula perguntou ao americano, em tom de brincadeira, se ele não sabe sorrir. Trump respondeu que eleitores preferem líderes com ar sério. “Só durante a eleição”, retrucou Lula. “Agora que você está governando, pode sorrir um pouco. A vida fica mais leve quando a gente sorri.”
Lula resumiu sua lógica da aproximação com o americano: “Se consegui fazer Trump rir, posso conseguir outras coisas também. Você não pode simplesmente desistir.”
Lula deixou evidentes a Trump suas discordâncias. “Trump sabe que sou contra a guerra com o Irã, que discordo de sua intervenção na Venezuela e que condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina”, afirmou. Mas fez questão de separar divergência política de relação entre Estados. “Minhas discordâncias políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui.”
O respeito é palavra-chave segundo Lula. Foi justamente a falta dele, avalia, que levou à crise do ano passado, quando Trump impôs tarifas a exportações brasileiras e sanções a autoridades do país em meio à pressão pelo processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Lula ainda afirmou que não pretende disputar com o ex-presidente o afeto de Trump. “Nunca pediria a Trump que não gostasse de Bolsonaro. Esse é problema dele”, afirmou. Para Lula, a boa relação com Washington serve, entre outras coisas, para desmentir o que chama de “falsidades” sobre o Brasil —narrativa que, segundo ele, alimentou as pressões americanas de 2025, impulsionadas por Eduardo Bolsonaro. “Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso.”
Em meio às sanções, Lula resistiu publicamente, sem romper o diálogo —e atribui essa postura a um ensinamento de sua mãe, dona Lindu, que era analfabeta. “Quem abaixa a cabeça pode não conseguir mais erguê-la. O Brasil tem muito orgulho do que é. Não temos que nos curvar a ninguém.”
Desde então, os dois se encontraram em setembro, na Assembleia-Geral da ONU, e falaram por telefone quatro vezes. Trump amenizou tarifas, suspendeu sanções e passou a elogiar o brasileiro, chamando-o de “dinâmico” e “inteligente”. Para Lula, os benefícios domésticos também apareceram: uma pesquisa realizada após a visita à Casa Branca mostrou que 60% dos brasileiros avaliaram o encontro como “bom para o Brasil”.
Na reunião, Lula entregou a Trump uma cópia do acordo nuclear negociado em 2010 por Brasil e Turquia com o Irã —rejeitado à época por Washington e pela União Europeia. Queria mostrar, disse, que “não é verdade que o Irã está tentando novamente construir uma bomba atômica”. Trump disse que leria o documento. Lula se ofereceu para ajudar a facilitar um diálogo, mas os dois não avançaram em passos concretos.
Reforçando sua aspiração por um papel de mediador global, Lula também tratou de Cuba. O brasileiro pediu ao americano que levante o bloqueio econômico à ilha e defendeu que o regime cubano, ao contrário do venezuelano, está disposto ao diálogo. “Cuba precisa de uma chance”, disse.
Para Lula, a diferença em relação à Venezuela —que teve seu ditador, Nicolás Maduro, deposto por forças americanas— é justamente essa abertura: “O que sei é que, se os Estados Unidos abrirem uma mesa de negociação, não baseada em imposições, Cuba vai participar.” Trump, segundo Lula, respondeu que não pretendia invadir a ilha.
Sobre a América Latina, Lula fez um alerta direto a Washington, citando a expansão chinesa na região. “A China descobriu e entrou na América Latina. Hoje, meu comércio com a China é duas vezes maior do que com os Estados Unidos. E isso não é preferência do Brasil.” Segundo ele, “se os Estados Unidos querem ir para a frente da fila, ótimo. Mas têm que querer.”
A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) recebeu, nesta sexta-feira (15), ao lado do prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), e do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa, uma homenagem do Maracatu de Baque Solto Feminino Coração Nazareno, em Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte. Durante a cerimônia, o grupo entregou aos políticos a tradicional gola utilizada pelos Caboclos de Lança, símbolo do maracatu rural pernambucano. O evento reuniu lideranças políticas e representantes da cultura popular da região.
Ao comentar a homenagem, Marília destacou a relação entre cultura popular e desenvolvimento social. “A Cultura é uma das mais potentes ferramentas sociais que existem. Através dela promovemos cidadania, educação, renda, turismo e pertencimento”, afirmou. A pré-candidata também mencionou sua atuação em iniciativas voltadas ao setor cultural, como a coautoria das Leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo.
Após a cerimônia, os pré-candidatos visitaram a sede do Maracatu Águia Misteriosa, comandado pelo Mestre Veronildo. A agenda em Nazaré da Mata também incluiu um encontro com filiados no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais. Em seguida, a comitiva seguiu para Xexéu, na Mata Sul, onde participou de atividade política com aliados do deputado estadual Júnior Matuto (PSB).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista ao The Washington Post divulgada neste sábado (17), que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, “sabe” que ele é “melhor que [Jair] Bolsonaro”. O chefe do Executivo brasileiro ainda comentou sobre o último encontro entre eles na Casa Branca, além de temas da política internacional.
“Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Esse é um problema dele. Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso.” As informações são da CNN.
Lula ainda relatou que usou do bom humor durante o encontro com Trump na Casa Branca, realizado no último dia 7 de maio, em Washington. Ao comentar sobre retratos do presidente americano expostos no local, o petista disse ter brincado com o republicano sobre sua expressão séria.
“Se eu consegui fazer Trump rir, posso alcançar outras coisas também. Não dá para simplesmente desistir”, afirmou.
O encontro entre os dois durou cerca de três horas e foi considerado positivo por integrantes do governo brasileiro. Na ocasião, Lula e Trump discutiram temas como tarifas comerciais, investimentos em minerais críticos e cooperação no combate ao crime organizado. Após a reunião, Trump classificou Lula como um presidente “dinâmico” e afirmou que a conversa foi “muito produtiva”.
Ao Washington Post, o petista ressaltou que sua estratégia diplomática é pautada pela defesa da soberania nacional e pela recusa em adotar uma postura submissa diante dos Estados Unidos.
“Quem abaixa a cabeça talvez não consiga erguê-la novamente. O Brasil tem muito orgulho do que é. Não precisamos nos curvar a ninguém”, disse Lula.
O presidente enfatizou ainda que mantém divergências com o líder dos Estados Unidos, mas afirmou que isso não compromete a relação entre os dois como chefes de Estado.
“Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo de sua intervenção na Venezuela e condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina. Mas minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui”, declarou o brasileiro.
Zé Antônio partiu neste domingo e levou com ele um pedaço importante da memória afetiva de muitos jornalistas de Brasília. Para mim, levou também um pedaço da minha própria história.
Nós tínhamos praticamente a mesma idade. Chegamos a Brasília mais ou menos no mesmo período, na década de 1980, eu vindo da Paraíba, ele vindo do Rio de Janeiro. Era português da gema, mas com um jeito carioca impossível de definir sem um sorriso no rosto. Zé Antônio era desses sujeitos raros que transformavam qualquer roda em um espetáculo de ironia e humor. Era impossível ficar perto dele sem rir. Mais impossível ainda esquecê-lo.
Convivemos durante muitos anos na redação do Correio Braziliense. Ele começou como repórter, eu como redator. Mais tarde, quando virei editor de esportes, uma das primeiras decisões que tomei foi colocá-lo como subeditor. Não por amizade, mas porque Zé Antônio tinha um talento raro para enxergar notícia. Tinha faro, sensibilidade, rapidez de raciocínio e uma visão de jornalismo que poucos profissionais possuem.
A cobertura que fizemos juntos da Copa do Mundo da Itália, em 1990 (foto em destaque), permanece viva na minha memória como uma das experiências mais marcantes da minha vida profissional. Foram dias intensos, engraçados, históricos. E Zé Antônio fazia tudo ganhar uma dimensão mais leve, mais humana, mais divertida.
No grupo de jornalistas “Filhos da Pauta”, do qual participávamos, sua presença continuava sendo uma alegria. Bastava aparecer uma mensagem dele para o ambiente mudar. Era como voltar instantaneamente à velha redação do Correio, às gargalhadas, às tiradas inteligentes, ao jeito absolutamente único que ele tinha de olhar a vida.
Embora soubéssemos do sofrimento que ele enfrentava na UTI, lutando contra um câncer, a gente nunca está preparado para perder um amigo verdadeiro. Quando Eneila Reis, a 00h09min deste domingo, postou a notícia, foi um choque para todos nós. Hoje o jornalismo brasileiro perde um profissional brilhante. E eu perco um companheiro de estrada, de redação e de vida. Estou triste. Muito triste.
Mas também profundamente agradecido por ter tido a sorte de conviver com José Antônio Rebelo Alves. Um amigo inesquecível.
Fui tomar um café da manhã no Atlante Plaza, há pouco, com meu amigo José Maria Trindade, da Jovem Pan, que veio para o jantar dos 20 anos do blog, e olha com quem me deparo: o grande Renato Aragão, 91 anos, lenda viva do humor brasileiro.
Ele veio ao Recife para participar do 1º Show dos Jovens, no Geraldão, ocorrido ontem. Foi um evento de celebração da fé, da música e da solidariedade, contando com a presença de sua filha, Lívian Aragão.
Renato Aragão foi uma das atrações especiais do Show dos Jovens, evento da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. O artista foi recepcionado por figuras locais, incluindo o ex-prefeito João Campos.
O evento marcou momentos de solidariedade e integração, com arrecadação de alimentos. Renato foi elogiado pela sua presença carismática e por manter o carinho com o público. A agenda cultural indicava grande movimentação no Recife, mas a presença de Renato Aragão ficou restrita ao evento do Geraldão ao longo do dia de ontem.
O tempo voa! Parece que foi ontem que promovi um café da manhã na Sal e Brasa, quando funcionava no Pina, para anunciar o start do blog. Ali, em meio a uma mesa bem cumprida e recheada de frutas, estavam apenas publicitários, marqueteiros e alguns colunistas.
Todos estupefatos, olhando nos meus olhos com ar de desconfiança. Senti que, no fundo, eles diziam: “Se o Magno já dava sinais de doido, agora não se tem mais dúvidas”. E eles tinham razão de sobra. Há 20 anos, a cultura de informação no Estado ainda prevalecia fortemente com o jornal impresso, o rádio e a televisão.
Arriscar um palpite empresarial fora dessa caixinha rotulada era mesmo uma loucura. Mas o tempo, que é o senhor da razão, foi mostrando que eu estava certo e os publicitários errados. Amanhã comemoro duas décadas de funcionamento ininterrupto do blog, com 2 milhões de acessos mensais, 10 milhões de contas alcançadas pelo Instagram e milhares de acessos também pelo Facebook e pelo X.
Com a minha ousadia, o Nordeste virou um laboratório para o jornalismo digital, e Pernambuco talvez seja campeão em número de blogs entre os nove estados da Região. Resolvi fazer três eventos para comemorar uma data tão significativa, fruto de muita luta, obstinação e coragem. É como matar um leão todo dia, como diz um amigo que também foi extremamente descrente na largada do empreendimento.
O primeiro evento é o jantar de adesão, amanhã, a partir das 19 horas, no restaurante Sal e Brasa Jardins, na Avenida Rui Barbosa. O evento já está esgotado. Planejado para apenas 300 pessoas, devido às restrições de espaço do ambiente, as pulseiras de acesso estão disponíveis com a cerimonialista Branca Góes. Quem adquiriu e ainda não retirou, favor contactar pelo número (81)999736095.
Será uma noitada bem especial e com muita música também. Vários artistas passarão por lá para homenagear o blog e dar uma “canjinha”, entre eles, Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Josildo Sá, André Rio, Fabiana Pimentinha, Cristina Amaral, Irah Caldeira, Walquiria Mendes e Novinho da Paraíba.
Todos sob a batuta do meu amigo Renato Bandeira. Renatinho, como é tratado pelos colegas de profissão e amigos mais próximos, é violonista, guitarrista, arranjador e produtor musical, reconhecido pela versatilidade na MPB e música instrumental.
Integrante da Spok Frevo Orquestra, acompanhou grandes nomes como Dominguinhos e Gal Costa, destacando-se no frevo e no jazz. Atua também em projetos como o “Renato Bandeira Trio” e “Som de Madeira”. Desenvolve ainda projetos intimistas, como o show “Buarque-se” com Marina Duarte, e lidera seu próprio trio de jazz.
Renatinho também é comentarista do Sextou, programa musical que apresento pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife.
O segundo será o 1º Forró do Magno, no Sesc, em Arcoverde, dia 13 de junho, a partir do meio-dia, animado pela super Oara e a participação de vários artistas, entre eles, meu amigo Maciel Melo. As mesas já estão disponíveis para venda através do número: (81)99973 6095. Além da Super Oara e do sensacional Maciel Melo, outros artistas passarão por lá para cantar e homenagear o blog.
Haverá, por fim, um terceiro evento para fechar as festividades dos 20 anos em alto astral: um jantar de adesão em Brasília. A ideia era promover logo em seguida ao forró de Arcoverde, mas Brasília fica esvaziada em junho, em seguida vem o recesso de julho. Em razão disso, ficou agendado para 11 de agosto.
Após a aprovação da Lei 14.026/2020, o setor de saneamento no Brasil passou por um ciclo relevante de concessões, PPPs e privatizações que, somados, movimentaram cerca de R$ 60 bilhões em pagamentos antecipados, sendo aproximadamente R$ 41 bilhões em outorgas e R$ 19 bilhões em privatizações.
As outorgas correspondem aos valores pagos pelas empresas privadas ao poder concedente, estados e municípios, para assumir a prestação dos serviços. Esses recursos foram destinados, em sua maior parte, aos governos estaduais e municipais, titulares dos serviços, sendo distribuídos conforme critérios estabelecidos em cada contrato.
Na prática, observa-se que a utilização desses recursos teve predominância fiscal. Estados como Rio de Janeiro, Alagoas, Sergipe, Piauí, Pará e Pernambuco direcionaram as outorgas majoritariamente para reforço de caixa, pagamento de dívidas e equilíbrio financeiro, com pouco ou nenhum reinvestimento direto no setor de saneamento.
O caso mais emblemático foi a concessão da Cedae, no Rio de Janeiro, que gerou cerca de R$ 25 bilhões, com grande parte destinada ao ajuste fiscal do Estado. Os demais R$ 16 bilhões, dos R$ 41 bilhões em outorgas, distribuíram-se da seguinte forma:
• Sergipe: R$ 4,54 bilhões
• Pernambuco: R$ 4,22 bilhões
• Alagoas: R$ 3,65 bilhões
• Pará: R$ 1,83 bilhão
• Piauí: R$ 1,0 bilhão
• Amapá: R$ 930 milhões
Esse arranjo evidencia que, em muitos casos, os estados transferiram a operação dos ativos ao setor privado em troca de receitas imediatas, enquanto a tarifa paga pelos usuários passa a suportar tanto os investimentos futuros quanto a remuneração do capital privado investido nas outorgas e privatizações. Surge, assim, uma preocupação relevante quanto à capacidade de pagamento da população, à modicidade tarifária e ao impacto sobre o orçamento das famílias, especialmente em regiões de menor renda.
Nas privatizações, a destinação dos recursos parece distinta, mas eles vão para o mesmo destino: os valores são direcionados ao acionista vendedor, que, nesses casos, são os próprios Estados. A privatização da Corsan, no Rio Grande do Sul, gerou cerca de R$ 4,15 bilhões ao tesouro estadual.
No caso de São Paulo, a privatização da Sabesp apresentou uma estrutura híbrida, combinando oferta primária e secundária. Do total de aproximadamente R$ 14,8 bilhões, cerca de R$ 6,9 bilhões (46,6%) corresponderam à parcela primária, recursos destinados diretamente à companhia para financiamento de investimentos e apoio à universalização. A parcela restante foi composta por venda de ações do Estado, revertendo recursos ao governo estadual. Trata-se do único caso relevante em que uma fração expressiva dos recursos foi claramente direcionada para a expansão e melhoria dos sistemas.
No caso da concessão parcial da Dessal, os recursos obtidos por meio da outorga possuem destinação legal vinculada, conforme o art. 10, §10, da Lei Complementar nº 398/2023, devendo ser aplicados exclusivamente em investimentos em infraestrutura, projetos ambientalmente sustentáveis ou pagamento de precatórios, sendo vedado seu uso em despesas correntes. Contudo, é importante destacar que essa vinculação não implica obrigatoriedade em aplicação direta nos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, ainda que a outorga tenha origem na concessão desses serviços.
A problemática central decorre justamente dessa ausência de vinculação específica ao saneamento. O conceito amplo de investimento em infraestrutura permite que os recursos sejam direcionados a diversas áreas, enquanto a possibilidade de pagamento de precatórios afasta ainda mais sua aplicação de investimentos estruturantes no setor. Assim, evidencia-se uma dissociação entre a origem dos recursos e a sua destinação, o que pode limitar sua contribuição efetiva para a expansão e melhoria dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Diferentemente das concessões e privatizações, os modelos de PPP (Parcerias Público-Privadas), como os adotados no Ceará e no Paraná, não envolvem pagamento de outorga, o que altera significativamente a lógica financeira. Nesses casos, o fluxo é inverso: o poder público realiza pagamentos ao parceiro privado ao longo do contrato, mediante comprovação de investimentos e cumprimento de metas e não sobrecarrega a tarifa com outorgas.
Além disso, a manutenção do controle estatal permite maior flexibilidade, como:
• utilização de dividendos para subsidiar tarifas
• reinvestimento integral dos resultados
• modulação da taxa de retorno
Aspectos que, em geral, não são viáveis em estruturas plenamente privatizadas.
Como já demonstrado, outro ponto central é que os valores arrecadados com outorgas e privatizações não são, em regra, vinculados ao saneamento, ou seja, não retornam automaticamente para investimentos no setor. A universalização prevista pelo novo marco, que estabelece metas até 2033, depende essencialmente dos investimentos obrigatórios previstos nos contratos, estimados em mais de R$ 200 bilhões.
Em síntese, o ciclo pós-marco legal gerou um volume expressivo de recursos financeiros para os entes públicos, com predominância de uso fiscal, enquanto a expansão efetiva dos serviços está ancorada nos compromissos de investimento assumidos pelas concessionárias ao longo do tempo, e, como já visto nos dias atuais, os recursos dos investimentos estão vindo dos bancos públicos.
Isso mostra que o público não confia no público. Prefere e confia mais no privado, pois instituições como BNDES e fundos como FGTS estão emprestando dinheiro para fazer os investimentos no País. Por mais esquizofrênico que possa parecer, o Estado vende as concessões e companhias, muitas vezes alegando não ter recursos, atraindo o capital privado, mas na verdade emprestam o dinheiro público para o privado auferir lucro.
Entretanto, há uma questão estrutural relevante: a ausência de um sistema nacional consolidado de monitoramento desses investimentos e metas. Atualmente, o acompanhamento é fragmentado entre:
• agências reguladoras infranacionais
• Estados e Municípios (poder concedente)
• ANA – Agência Nacional de Água e Saneamento (padronização regulatória)
• Tribunais de Contas e Ministério Público (controle externo)
Esse arranjo dificulta uma visão integrada de cumprimento das metas de universalização, no País, o que impende observar a NR04 da ANA quanto à possibilidade de fiscalização local, com atenção à precariedade das ERIs, na fiscalização.
Nas PPPs há maior controle operacional, com fiscalização direta pelas companhias estatais, que realizam pagamentos apenas após validação de medições e metas. Contudo, essas informações nem sempre são amplamente acessíveis ao público. Ademais as PPPs não exoneram a exigência de cumprimento das metas pelas CESBs, mas, pelo contrário, acentua a necessidade de cobrança dos parceiros privados para não ocorrer em descumprimento da legislação por parte da contratante/Companhia.
Diante desse cenário, surge uma questão central: quem será responsável pelo acompanhamento nacional das metas de universalização até 2033? Com a diversidade de modelos institucionais e a fragmentação regulatória, a resposta não é trivial.
Já há indícios de desafios concretos. Um exemplo é o estado da Paraíba, cujo edital recente de PPP de esgotamento sanitário prevê universalização apenas até 2039, dentro das possibilidades legais previstas pela Lei 14.026/2020, em casos de inviabilidade econômico-financeira.
Outra questão relevante diz respeito aos mais de 1.500 municípios atendidos por autarquias e serviços municipais (SAAEs). Como é consabido, a responsabilidade pela universalização é do titular. Mas ainda não há uma estratégia nacional clara para viabilizar a universalização nesses casos, especialmente considerando as limitações fiscais municipais e a menor capacidade de investimento.
Enquanto companhias estaduais, muitas estruturadas como sociedades de economia mista e, em alguns casos, com capital aberto, já enfrentam restrições relevantes, a situação das autarquias municipais é ainda mais desafiadora.
Por outro lado, há experiências positivas em andamento. O Ceará, por exemplo, vem avançando na universalização dos serviços operados pela Cagece, com dois contratos de PPP já implementados nas regiões metropolitanas de Fortaleza e Cariri, atendendo cerca de 4,3 milhões de pessoas e prevendo investimentos superiores a R$ 6,2 bilhões.
Adicionalmente, está previsto novo leilão na B3, em 30 de junho, para contratação de parceiros privados em 127 municípios, distribuídos em cinco blocos, com previsão de investimentos da ordem de R$ 7 bilhões em sistemas de esgotamento sanitário.
Por fim, é importante reconhecer que, especialmente nos municípios do interior e em regiões de menor renda, onde grande parte da população recebe até dois salários mínimos, a universalização até 2033 se mostra desafiadora. Nesses casos, o prazo até 2039, embora permitido legalmente, tende a ser uma alternativa mais realista.
Universalizar o saneamento não é apenas cumprir contratos, é garantir que o modelo escolhido seja socialmente justo, economicamente sustentável e institucionalmente responsável.
*Jornalista, sociólogo e doutor em Ciências Políticas
Após a interrupção das eleições diretas para governador pelo golpe militar de 1964, Pernambuco só voltou a escolher livremente seus governantes em 1982, no processo de redemocratização do país. Desde então, ocuparam o Palácio do Campo das Princesas nomes centrais da política pernambucana, como Roberto Magalhães, Miguel Arraes, Joaquim Francisco, Jarbas Vasconcelos, Eduardo Campos e Paulo Câmara — todos com marcas e legados próprios.
Entre eles, Paulo Câmara construiu uma singularidade rara. Foi o único governador eleito e reeleito enfrentando o mesmo adversário nas duas disputas — Armando Monteiro Neto — vencendo ambas ainda no primeiro turno. Em um estado historicamente marcado por disputas equilibradas e intensas, o feito possui evidente relevância política.
Sua trajetória, porém, não se resume às urnas. Paulo Câmara também protagonizou o mais longo período contínuo à frente do Executivo estadual desde a redemocratização: oito anos completos de governo, equivalentes a 2.920 dias de administração ininterrupta.
Economista e profundo conhecedor da estrutura fiscal do Estado, governou Pernambuco em um dos períodos mais difíceis da economia brasileira contemporânea. A crise de 2015 e 2016 mergulhou o país em recessão histórica, com retrações do PIB nacional de 3,8% e 3,3%, respectivamente.
Enquanto 16 estados enfrentavam colapso fiscal, atrasos salariais e parcelamento do décimo terceiro, Pernambuco atravessou a crise sem interromper o pagamento dos servidores. Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul tornaram-se símbolos do desequilíbrio financeiro. Em Pernambuco, salários e décimo terceiro permaneceram rigorosamente em dia.
O mesmo padrão de estabilidade administrativa se manifestou durante a pandemia da Covid-19. Em meio à maior crise sanitária do século, Pernambuco obteve reconhecimento nacional pela capacidade de resposta do sistema público de saúde, figurando entre os cinco estados brasileiros com menor taxa de mortalidade no período mais crítico da pandemia.
Talvez o dado mais eloquente de sua gestão tenha surgido ao final do mandato. Em 1º de janeiro de 2023, Paulo Câmara deixou nos cofres públicos de Pernambuco um superávit financeiro de R$ 4,25 bilhões — o maior registrado pela administração estadual nos últimos 40 anos.
Não se trata de retórica política nem de peça publicitária. O resultado foi oficialmente constatado pelo Tribunal de Contas do Estado, que aprovou, por unanimidade e sem ressalvas, todas as contas referentes aos oito anos de governo. Posteriormente, os relatórios também foram aprovados integralmente pela Assembleia Legislativa.
Naturalmente, nenhum governo está imune a críticas. Elas são parte essencial da democracia. Mas existe uma diferença entre o debate político legítimo e a negação objetiva dos fatos. E os fatos, sobretudo quando sustentados por dados oficiais e auditados pelos órgãos de controle, possuem força própria.
Pode-se divergir politicamente de Paulo Câmara, questionar prioridades administrativas ou discordar de decisões de governo. O que não parece razoável é ignorar resultados certificados institucionalmente. Porque, em política, versões disputam narrativas; os números, porém, quando auditados e aprovados, costumam falar uma linguagem menos vulnerável às paixões e mais próxima da realidade.
O burnout e o estresse ocupacional têm se tornado cada vez mais frequentes na vida moderna, principalmente em uma sociedade marcada por cobranças constantes, excesso de responsabilidades e dificuldade em equilibrar vida profissional e pessoal. Embora muitas pessoas utilizem os dois termos como sinônimos, eles não representam exatamente a mesma condição. O estresse ocupacional é uma resposta física e emocional diante de situações de pressão prolongada no ambiente de trabalho, enquanto o burnout é um estágio mais grave, caracterizado pelo esgotamento emocional intenso, perda de motivação e sensação de incapacidade diante das atividades profissionais.
O estresse no trabalho pode surgir por diversos fatores, como jornadas excessivas, metas inalcançáveis, sobrecarga de funções, conflitos interpessoais, insegurança profissional, falta de reconhecimento e ambientes organizacionais tóxicos. Inicialmente, o organismo reage tentando se adaptar às demandas, aumentando o estado de alerta e a produção de hormônios relacionados ao estresse. Em curto prazo, isso pode até gerar sensação de produtividade, porém, quando essa condição se mantém por semanas ou meses, começam a surgir sintomas físicos e emocionais importantes.
Entre os sinais mais comuns estão irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração, alterações do sono, fadiga constante, dores muscululares, cefaleias frequentes, queda de rendimento e sensação permanente de cansaço. Muitas pessoas passam a sentir que nunca conseguem “desligar” do trabalho, mesmo durante momentos de descanso. Aos poucos, o prazer pelas atividades profissionais diminui e o indivíduo pode desenvolver sentimentos de frustração, incompetência e despersonalização, tratando colegas, pacientes ou clientes de forma fria e automática.
No caso do burnout, o esgotamento vai além do cansaço habitual. O indivíduo sente que perdeu completamente sua energia emocional e mental. Tarefas antes simples passam a parecer extremamente difíceis e o trabalho deixa de ser fonte de realização para se tornar motivo de sofrimento. É comum ocorrer isolamento social, perda de produtividade, aumento do absenteísmo e até o desenvolvimento de quadros de ansiedade, depressão, abuso de substâncias e sintomas físicos persistentes.
Profissionais que atuam sob alta pressão emocional, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, cuidadores e executivos, apresentam maior vulnerabilidade, embora qualquer trabalhador possa desenvolver o problema. A cultura da produtividade extrema e da disponibilidade permanente, intensificada pela tecnologia e pelas redes sociais, também contribui para o adoecimento mental relacionado ao trabalho.
O diagnóstico deve ser realizado por um profissional capacitado, levando em consideração os sintomas, o contexto ocupacional e os impactos funcionais na vida do paciente. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida, reorganização da rotina, psicoterapia, melhora da qualidade do sono, prática de atividade física e, em alguns casos, uso de medicações para ansiedade ou depressão quando necessário. Além disso, estratégias institucionais são fundamentais, como ambientes de trabalho mais saudáveis, valorização profissional, limites claros de jornada e incentivo ao equilíbrio emocional.
Falar sobre burnout e estresse ocupacional é essencial para reduzir preconceitos e ampliar a conscientização sobre saúde mental. O sofrimento psíquico relacionado ao trabalho não deve ser interpretado como fraqueza ou incapacidade, mas como um sinal de que o organismo atingiu um limite diante de demandas excessivas. Cuidar da saúde emocional é tão importante quanto cuidar da saúde física, e reconhecer precocemente os sinais de esgotamento pode evitar consequências mais graves para a qualidade de vida, relacionamentos e desempenho profissional.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica
De vez em quando, o programa Sextou, musical de entrevistas com estrelas da MPB e artistas regionais que apresento pela Rede Nordeste de Rádio, me proporciona fortes emoções, momentos inesquecíveis.
Eu gostaria que papai estivesse ainda no nosso convívio para ter ouvido o Sextou com Os Demônios da Garoa, que foi ao ar no dia 8 passado.
Papai adorava! Era o grupo campeão lá em casa ouvido numa radiolinha das antigas. De todas, a que ele mais gostava era “Iracema”, do Adoniran Barbosa, mestre-estrela do grupo. “Iracema, eu nunca mais eu te vi /Iracema, meu grande amor, foi embora/ Chorei, eu chorei de dor porque / Iracema, meu grande amor foi você/ Iracema, eu sempre dizia/ Cuidado ao travessar essas ruas/ Eu falava, mas você não me escutava, não/ Iracema, você travessou contramão”.
“A vida é dura, mas com samba fica mais leve”, dizia Adoniran, que retratou um samba paulistano, todo próprio da cidade. Sua maior proeza foi transformar arranha-céus cinzentos e poluição da atmosfera em poesia. E ironizava quem insultava São Paulo. “Dizem que é selva de pedra, mas eu chamo de lar”, reagia.
Com atuação no Brasil há 84 anos, Os Demônios da Garoa continuam um símbolo vivo em tudo: representatividade, identidade, resistência e a tradição do samba paulistano. De pai para filho! Entrevistei Sérgio Rosa, percussionista, filho do Arnaldo Rosa, o fundador, que Deus já chamou. Serginho mantém a tradição familiar e seu filho Ricardo, também na percussão, já atua no grupo.
A formação original tinha o fundador Arnaldo Rosa (ritmo e vocal), Waldemar Pezuol (violão), Zezinho (violão tenor), os irmãos Antônio e Benedito Espanha (tantã e afoxé) e Bruno Michelucci (pandeiro).
Hoje, a formação dos Demônios da Garoa é a seguinte: Sérgio Rosa (pandeiro e afoxé), Roberto Barbosa, o canhotinho, (cavaquinho), Ricardo Cassimiro Rosa (percussão) e Dedé Paraizo (violão de 7 cordas).
Os Demônios da Garoa carregam uma história bastante curiosa, principalmente pela origem do nome. O que muita gente não sabe é que, a princípio, a banda se chamava “Grupo do Luar” e eles surgiram em 1943, quando participaram de um programa de calouros chamado A Hora da Bomba, transmitido pela Rádio Bandeirantes.
O grupo venceu o concurso de calouros, ganhando a oportunidade de se apresentar duas vezes por semana na rádio. Por iniciativa do locutor Vicente Leporace, um concurso foi aberto para que os ouvintes mandassem ideias de novos nomes para a banda, entre eles, surgiu “Demônios da Garoa”.
Até hoje não se sabe quem foi o ouvinte que sugeriu o nome, mas, segundo o grupo, “Demônios” surgiu porque o locutor Vicente Leporace se referia aos integrantes da banda como “esses endiabrados”, tendo em vista que o grupo era formado por indivíduos no auge da adolescência, que tinham entre 13 e 14 anos.
Já o termo “Garoa” surgiu porque naquela época a cidade de São Paulo era conhecida como “Terra da Garoa”. Em 1949, surgiu uma grande parceria que foi essencial para a consolidação do sucesso do grupo.
Os Demônios da Garoa conheceram o compositor Adoniran Barbosa durante as gravações do filme “O Cangaceiro” (1953). O contato do compositor com os meninos rendeu muitas composições que fizeram grande sucesso e contribuíram para a expansão e o reconhecimento nacional do grupo.
Um fato curioso sobre eles é que foram funcionários da Rádio Record durante os anos 50. “O conjunto foi funcionário da Rádio Record por mais de 15 anos, e foi uma época muito especial. Fazíamos parte do casting de grandes nomes da MPB. Uma época de muito aprendizado, amadurecimento, do qual temos muita saudade, disse Serginho na entrevista ao Sextou.
Os Demônios da Garoa são amplamente homenageados e respeitados por serem um dos maiores pilares do samba paulistano, construindo uma trajetória de mais de 80 anos que se mistura com a história da música brasileira. Desde 1994, o grupo é reconhecido pelo Guinness World Records (livro dos recordes) como o conjunto vocal mais antigo do Brasil e da América Latina em atividade.
O grupo consolidou sua reputação ao interpretar e eternizar as composições de Adoniran Barbosa, tornando-se os principais difusores do samba paulista e da crônica social da cidade de São Paulo. Eles personificam a cultura de São Paulo, Sucessos como “Trem das Onze” (o maior deles), “Samba do Arnesto”, “Saudosa Maloca” e “Tiro ao Álvaro” marcaram gerações de brasileiros.
Notabilizaram-se por vozes afinadas, arranjos vocais característicos e um humor marcante nas interpretações. Mesmo com a mudança de integrantes ao longo das décadas, o grupo manteve sua essência, muitas vezes através da continuidade familiar, como o caso de Ricardo Rosa (3ª geração) e Sérgio Rosa, mantendo o legado vivo.
Quem não se emocionaria em entrevistar um personagem vivo e autêntico dos Demônios da Garoa? Só quem não tem alma, sensibilidade e sentimento! Afinal, Sérgio deu voz no Sextou a um grupo considerado uma lenda viva do samba, unindo tradição e qualidade musical há oito décadas.
O principal reconhecimento do Selo Maior Valor de Revenda – Motos 2026 foi destinado ao modelo Honda Sahara 300, que obteve índice de depreciação de 1,9% após um ano de uso. Modelos da Kawasaki (com cinco), Yamaha e Honda (com quatro cada) venceram em 13 do total de 27 categorias contempladas no estudo da Agência Autoinforme. Os organizadores do SMVR-Motos também homenagearam outros 13 modelos, da Harley-Davidson, Kymco, Piaggio, Polaris, Royal Enfield, Shineray, Triumph e Vespa. O selo tem o objetivo de mostrar aos fabricantes e às importadoras e, em especial, aos consumidores finais, que um bem durável, de alto investimento, de trabalho ou de lazer, não deve se resumir a uma simples operação de vendas.
O estudo do SMVR-Motos passou a ser divulgado para valorizar os serviços de pós-venda e de fidelização dos clientes às marcas. “A certificação considera o preço praticado no mercado e não o preço de tabela e ignora anomalias, como eventual desova do estoque ou a falta do produto, situações que podem afetar diretamente o preço e distorcer os índices de valorização”, enfatiza Joel Leite, diretor da Agência Autoinforme. O selo também passou a considerar triciclos, quadriciclos (ATVs) e também os off-road (UTVs), veículos voltados ao trabalho e ao entretenimento.
Confira alguns destaques, por categoria
Street: Yamaha YBR 125/150 Factor (-3,8%) Scooter até 300 cc: Honda PCX 160 (-4,2%) Big trail acima de 800 cc: Triumph Tiger 900 (-7,3%) Trail: Honda Sahara 300 (-1,9%) Crossover até 500 cc: Kawasaki Versys-X 300 (-4,1%) Naked até 500 cc: Yamaha MT-03 (-8,4%) Custom até 500 cc: Royal Enfield Meteor 350 (-8,9%) Esportiva até 800 cc: Kawasaki Ninja 300 (-4,0%) Elétrica: Shineray PT 02 2000W (-12,4%)
Vem aí o Ora 5 – A GWM Brasil aproveitou o Innovation Week (SPIW), em São Paulo, e mostrou pela primeira para empresas, startups, especialistas e representantes do setor público o GWM Ora 5. Ele já é a versão destinada ao mercado brasileiro. O modelo 100% elétrico faz a marca chinesa avançar na expansão de seu portfólio de veículos eletrificados e reforça sua estratégia de longo prazo voltada à mobilidade sustentável. O SUV chega para competir com o BYD Yuan Pro. Assim, deve custar em torno dos R$ 180 mil. Maior que o Ora 03, ele terá visual retrô (ao mesmo tempo meio futurista). Dados como autonomia, potência e pacote de equipamentos deverão ser anunciados mais perto do lançamento, previsto para o segundo semestre.
Veja imagem do interior do novo Jeep Avenger – As primeiras imagens internas do novo Jeep Avenger revelam interior bem caprichado. Com um foco direcionado à ergonomia e conforto, bons materiais e cuidado nos acabamentos. Apenas pelo visual (a verificação pelo tato também é fundamental para avaliar a textura dos produtos usados) é possível prever qualidade, que a marca chama de “um novo olhar sobre sofisticação no segmento”. Enfim: assinatura luminosa valoriza o design.
A Jeep pretende, com o SUV compacto, “elevar o patamar do segmento”. Tecnologias intuitivas e conforto são os chamarizes do novo Avenger. O irmão menor do Renegade chega aos concessionários da marca agora em maio. O modelo é uma espécie de mistura de ingredientes das marcas do grupo Stellantis: é Jeep, será produzido na fábrica da Citroën em Porto Real, no Rio de Janeiro, e vai usar um motor Fiat que debutou no Pulse (1.0 turbo com sistema híbrido leve de bateria lítio de 12 volts, além do câmbio automático do tipo CVT). Esse conjunto produz 130 cv (etanol) e 125 cv (gasolina). Como é do subsegmento compacto, vai bater de frente com o Volkswagen Tera, Nissan Kait e Renault Kardian. O modelo tem 4,08m de comprimento e 380 litros de capacidade no porta-malas. Deve vir, de série, com o pacote semi autônomo Adas nível 2 (frenagem automática de emergência, assistente de faixa, monitoramento de ponto cego).
Jetour lança edição “Dark Knight” para os T1 e T2 – A chinesa Jetour passa a oferecer para os modelos da linha “T” a Edição “Dark Knight”, que traz itens diferenciados de estilo para os SUVs. A novidade está disponível para o T1 Premium e T2 Premium e marca a estreia da cor preta fosca, disponível exclusivamente nesta Edição. O T1 Dark Knight e o T2 Dark Knight agregam vários componentes escurecidos, como logotipos, rodas, detalhes do para-choque, grade frontal e rack de teto (este último exclusivo para o T2). Complementam o conjunto as pinças de freio pintadas em vermelho. A edição Dark Knight chega para aumentar a gama de oferta dos modelos Jetour e é oferecido pelo preço sugerido de R$ 3.500.
Dessa forma, o T1 Dark Knight custa R$ 268.400 e o T2 Dark Knight R$ 303.400. O Jetour T1 vendido no Brasil está disponível em duas versões: Advance e Premium. O conjunto híbrido plug-in combina motor 1.5 turbo a gasolina, com 135cv e 20,4kgfm de torque, a um propulsor elétrico de 204 cv e 31,6kgfm. O torque combinado atinge 52,0kgfm, com aceleração de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos. A bateria é de 26,7 kWh e, combinada com o tanque de 70 litros, oferece alcance de até 1.200 km. Posicionado atualmente como topo de linha no Brasil, o T2 traz conjunto mecânico que combina motor 1.5 turbo a gasolina (135 cv e 20,4kgfm) a dois motores elétricos adicionais, de 102 cv e 122 cv. O torque combinado atinge 62,2kgfm e a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,5 segundos. Com tanque de 70 litros e bateria de 26,7 kW/h, o T2 pode alcançar até 1.100 km de autonomia combinada.
Aplicativo: motoristas ganham até 60% nas capitais – A promessa de flexibilidade e autonomia no trabalho por aplicativos costuma vir acompanhada de uma ideia implícita de uniformidade: dirigir mais significaria ganhar mais, independentemente de onde se está. Na prática, porém, a geografia tem pesado, e muito, no resultado financeiro dos motoristas. Segundo levantamento do GigU, um motorista de aplicativo registra na Região Metropolitana de São Paulo um lucro médio de R$ 15,57 por hora, com margem líquida de 43,6%. A mesma atividade, exercida no noroeste do estado, em cidades como Barretos, São José do Rio Preto e Votuporanga, rende R$ 10,11 por hora, com margem de 33%.
A diferença de R$ 5,46 por hora, acumulada ao longo de uma jornada mensal de 200 horas, representa mais de R$ 1 mil a menos no bolso. Em um ano, o impacto ultrapassa R$ 13 mil. O padrão se repete em outros estados e, em alguns casos, com intensidade ainda maior. Em Minas Gerais, motoristas na Região Metropolitana de Belo Horizonte alcançam R$ 16,05 por hora, enquanto no Triângulo Mineiro o rendimento cai para R$ 9,36, uma diferença de R$ 6,69 por hora e 11 pontos percentuais de margem. No Rio de Janeiro, a renda média na capital chega a R$ 18,49 por hora, contra R$ 12,24 em regiões como Angra dos Reis e Volta Redonda. Na Bahia, Salvador registra R$ 14,74 por hora, enquanto áreas como Eunápolis e Porto Seguro ficam em R$ 8,88.
Rentabilidade – O cenário que emerge é o de um mercado fragmentado, em que o CEP do motorista passa a ser determinante para a rentabilidade. Em nove estados com múltiplas regiões analisadas, as diferenças de ganho por hora são consistentes, indicando que não se trata de distorções pontuais, mas de uma característica estrutural do modelo. Parte dessa disparidade está ligada à dinâmica de demanda, explica Luiz Gustavo Neves, CEO e cofundador da plataforma GigU.
“Capitais e regiões metropolitanas concentram maior volume de corridas, maior incidência de tarifas dinâmicas e presença mais forte de categorias premium, como Comfort e Black, que elevam o tíquete médio. Além disso, a densidade urbana reduz o tempo ocioso entre chamadas, permitindo um maior número de viagens por hora”, afirma. No interior, o cenário é mais ambíguo. Em geral, o menor volume de corridas e a menor presença de categorias de maior valor pressionam a receita. Por outro lado, custos operacionais tendem a ser mais baixos, já que combustível, manutenção e deslocamentos pesam menos, o que ajuda a sustentar a atividade, ainda que com margens inferiores.
Pernambuco – Essa relação, no entanto, não é linear. Em Pernambuco, por exemplo, motoristas fora da Região Metropolitana do Recife apresentam desempenho ligeiramente superior ao da capital: R$ 10,02 por hora, contra R$ 9,41. No Ceará, a diferença entre Fortaleza e o interior é reduzida, e a margem fora da capital chega a ser maior. São exceções que sugerem que o equilíbrio entre demanda e custo pode, em alguns contextos, favorecer cidades menores. Mais do que uma simples comparação regional, o que se observa é uma mudança na leitura sobre o trabalho por aplicativos. A localização deixa de ser apenas pano de fundo e passa a atuar como variável central na equação de renda. Ainda assim, não é o único fator determinante. Estratégias operacionais, como escolha de combustível, tipo de veículo e categoria, seguem capazes de alterar significativamente o resultado financeiro, em alguns casos com impacto maior do que o próprio território.
Mercado: Compass mantém a liderança entre os SUVs médios – O Jeep Compass segue como líder entre os SUVs médios em 2026. O modelo, que foi o mais vendido da subcategoria dos últimos 9 anos no país, foi também o mais comercializado em abril, com 4.219 emplacamentos, mantendo a liderança entre os SUVs médios no Brasil. O Compass conta com o aclamado motor Hurricane, que tem agora uma versão flexfuel com 272 cv. Em um mês que contou com a chegada dos novos Renegade e Commander com tecnologia MHEV, a Jeep emplacou 8.528 unidades, chegando a 35.774 emplacamentos nos quatro primeiros meses de 2026.
“Seu caminhão pode quebrar em 500 km”: a tecnologia que prevê falhas – Um relatório desenvolvido pela StartUs Insights, empresa austríaca de pesquisas que ajuda a identificar novas oportunidades em diversos setores, traçou um panorama detalhado sobre a Indústria de Gestão de Frotas e quais tecnologias estão moldando o setor globalmente. Segundo o texto, o segmento mantém uma taxa de crescimento anual de 2,07% e está sendo marcado por uma enxurrada de inovações. Para dar uma dimensão desse momento, no último ano cerca de 3.300 patentes foram registradas por 927 requerentes em todo o mundo. A taxa de crescimento anual de patentes é de 9,96% e indica um avanço consistente em áreas como análise da saúde de veículos, estruturas de automação, otimização de energia e camadas de comunicação para veículos conectados.
Os EUA lideram a lista com mais de 1.170 patentes, seguidos pelo Japão, com mais de 460. O estudo é categórico ao apontar que rastreamento de frotas, monitoramento em tempo real, plataformas de dados de transporte e o uso intensivo de Inteligência Artificial na gestão estão entre as principais soluções que lideram os aportes de investimento, impulsionam a evolução do setor e orientam as tendências para 2026 e para os próximos anos. Segundo Oswaldo Estrela Junior, responsável pela implementação de IA da Gestran, desenvolvedora de sistemas para gestão de frotas, o uso da tecnologia para ganho de performance nas empresas com frotas já é um caminho sem volta. Mais do que apoiar as tarefas do dia a dia, o momento atual marca uma virada: a IA passa a interpretar comportamentos, identificar padrões e munir o gestor para a tomada de decisões mais assertivas.
Um exemplo é a própria Gestran, que integra ao seu software dados de rastreamento e está se preparando para receber informações de telemetria. Tudo conectando informações do caminhão, do motorista e da operação em um único ambiente. Esses dados são capturados diretamente do veículo, são capturados por meio do rastreador do caminhão. Esse modelo permite, por exemplo, identificar condições dos veículos e até mesmo variações anormais de consumo de combustível e, assim, desvios de rota, excesso de velocidade, frenagens bruscas e outros indicadores críticos em tempo real, reforçando segurança, controle e previsibilidade.
Com o apoio da IA, torna-se possível cruzar dados reais da operação, analisar tipo de carga, rota e condições de terreno (como estradas de terra, asfalto ou ambientes severos, a exemplo de operações em mineradoras) e indicar qual é o pneu mais adequado para cada aplicação, além de estimar se o equipamento instalado em um caminhão suporta as exigências da próxima viagem. “Imagine receber um alerta informando que seu pneu pode não aguentar a próxima viagem, permitindo uma assistência antecipada e o envio deste aviso via WhatsApp, evitando transtornos, custos maiores, perda de tempo e garantindo a entrega da carga”, afirma Oswaldo Junior.
Vale a pena comprar carro elétrico no Brasil? – O carro elétrico já deixou de ser tendência e agora faz parte da decisão de compra de muitos brasileiros. Com a chegada de novas marcas, a ampliação da infraestrutura de recarga e a maior oferta de modelos, cresce também o volume de buscas sobre o tema, especialmente dúvidas relacionadas a custo, manutenção e rotina de uso.
Apesar do aumento do interesse, ainda existem incertezas para quem avalia trocar um modelo a combustão por um elétrico. Questões práticas do dia a dia, como carregamento, autonomia, pós-venda e comportamento do veículo em diferentes situações, ainda são pouco exploradas.
O avanço dos eletrificados no país ajuda a explicar esse interesse crescente. Dados da Bright Consulting mostram que veículos híbridos e elétricos representavam cerca de 0,1% da frota brasileira em 2016 e hoje já chegam a 1,4%. A projeção da consultoria é que esse número alcance 24% nos próximos quatro anos, acompanhando a expansão da infraestrutura de recarga, da oferta de modelos e da presença de novas marcas no mercado nacional. Por isso, Luis Henrique Gouveia, diretor geral do Grupo Toriba, referência no setor automotivo, reuniu respostas diretas para dúvidas comuns sobre carro elétrico no Brasil. Com atuação consolidada no segmento, o grupo também vem ampliando sua presença no segmento de eletrificados com marcas como GWM, Leapmotor, Omoda & Jaecoo e MG Motor, fortalecendo sua posição como referência para orientar o consumidor em todas as etapas da transição para a mobilidade elétrica.
1. Dá pra economizar com carro elétrico mesmo sem ter carregador em casa? – Sim. O carregamento residencial é mais conveniente, mas não é obrigatório. A expansão da rede de recarga pública, com pontos em shoppings, estacionamentos e vias urbanas, já permite o uso do carro elétrico sem instalação própria. Nesse caso, o motorista adapta a rotina de recarga ao longo do dia.
2. Carro elétrico funciona bem no trânsito das grandes cidades? Sim, e tende a ser mais eficiente no uso urbano. Em condições de trânsito intenso, com paradas frequentes, o sistema de regeneração de energia aproveita as frenagens para recarregar parcialmente a bateria, o que favorece o desempenho em cidades como São Paulo.
3. O ar-condicionado reduz muito a autonomia do carro elétrico? O uso do ar-condicionado impacta a autonomia, mas de forma moderada. Os sistemas atuais são mais eficientes e o efeito no consumo de energia costuma ser menor do que muitos consumidores imaginam, especialmente em trajetos urbanos.
4. O que acontece se a bateria acabar no meio do caminho? Assim como em um carro a combustão, o ideal é evitar essa situação com planejamento. Aplicativos mostram pontos de recarga próximos e ajudam a organizar rotas. Além disso, muitas marcas oferecem assistência 24 horas. Em caso de pane seca elétrica, o veículo pode ser levado até um ponto de carregamento.
5. Se o carro elétrico precisar de manutenção, há peças no Brasil? Esse é um dos principais receios de quem pensa em comprar um carro elétrico, mas a estrutura de atendimento vem avançando rapidamente. Montadoras têm investido em operação local de pós-venda e logística de peças. Um exemplo é a Omoda & Jaecoo, que ampliou seu centro de distribuição em Cajamar, na Grande São Paulo, aumentando a capacidade de estoque e agilizando o fornecimento no país. A GWM também já conta com fábrica no Brasil e um centro de distribuição de peças em Iracemápolis, no interior de São Paulo, reforçando a estrutura de atendimento local e a disponibilidade de componentes para o consumidor brasileiro.
6. Carro elétrico desvaloriza mais rápido do que o carro a combustão? O comportamento de depreciação dos carros elétricos acompanha o amadurecimento do mercado, que avança rapidamente. Com mais opções disponíveis, evolução tecnológica e expansão da rede de suporte, cresce também a confiança do consumidor, o que favorece uma valorização mais estável ao longo do tempo.
7. Dá pra viajar com carro elétrico no Brasil? Sim, especialmente em rotas mais estruturadas. A rede de recarga ainda está em expansão, mas já permite viagens com planejamento prévio. Aplicativos e sistemas integrados ao veículo ajudam a identificar pontos de carregamento ao longo do trajeto.
8. Carregar carro elétrico na chuva é seguro? Sim. O carregamento é seguro mesmo em ambientes externos. Os sistemas seguem normas internacionais de proteção contra água e foram desenvolvidos para operação em diferentes condições climáticas.
9. Carro elétrico aguenta estrada de terra ou uso mais pesado? Depende do modelo. Assim como nos carros a combustão, existem versões mais voltadas ao uso urbano e outras com características de SUV, maior altura do solo e capacidade para enfrentar diferentes tipos de terreno.
10. É preciso mudar muito a rotina para ter um carro elétrico? A mudança existe, mas costuma ser simples. Ao invés de abastecer em postos, o motorista passa a planejar o carregamento ao longo do dia ou realizá-lo em casa. Após a adaptação inicial, muitos usuários consideram a rotina mais prática. Na avaliação do executivo, o crescimento dos carros elétricos no Brasil está diretamente ligado à evolução da estrutura de suporte ao consumidor. “Hoje, quem busca um carro elétrico quer entender como ele funciona na prática. A decisão passa por custo, autonomia, manutenção e confiança na rede de atendimento. O mercado vem avançando rapidamente nesses pontos, o que torna essa escolha cada vez mais segura”, finaliza.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.