As autoproclamadas combatentes da corrupção em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra e sua vice, Priscila Krause, parecem ter adotado como prática um silêncio constrangedor diante de questões sensíveis que exigem esclarecimento.
Estar sob os holofotes não é tarefa simples. Entretanto, toda figura pública tem o dever de enfrentar temas espinhosos, por mais incômodos que sejam. O eleitor não perdoa a fuga deliberada do debate.
Leia maisAté agora, nenhuma das duas ofereceu explicações – sequer uma nota oficial ou declaração pública – sobre as diversas denúncias relacionadas a episódios de corrupção no âmbito do próprio governo.
Acusações, por exemplo, sobre repasses que ultrapassam R$ 100 milhões ao marido da vice-governadora, ou ainda o caso envolvendo o posto e o gás de Fernando de Noronha, ligados ao irmão de um secretário, seguem sem qualquer resposta. Apenas silêncio.
Nesta semana, mais um episódio veio à tona. Um respeitado jornal eletrônico de jornalismo investigativo publicou uma reportagem robusta revelando um possível escândalo envolvendo tentativa de uso eleitoral da Polícia Civil de Pernambuco. Faço aqui um necessário elogio à nossa Polícia Civil, que historicamente tem resistido a qualquer tentativa de instrumentalização política e sempre repudiou movimentos isolados que buscavam esse fim. Desta vez, porém, a gravidade é maior: as ordens, segundo a reportagem, estariam partindo dos escalões superiores do Poder. E isso é extremamente sério.
A resposta da governadora e de sua vice, mais uma vez, segue o padrão já estabelecido: um silêncio envergonhado.
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