Por Juliana Albuquerque – repórter do Blog
O que deveria ser uma experiência de lazer, se tornou uma missão bastante difícil para a costureira Ângela Maria, na última segunda-feira. Ao levar sua irmã Ana, de 44 anos, cadeirante de nascença para um simples banho de mar, na praia do Janga, em Paulista, se deparou com a inexistente falta de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida na área.
“Minha irmã sempre que via o mar pela TV, pediu para que fosse levada para conhecer. Demoramos bastante para levá-la justamente pela dificuldade que acreditamos que teríamos. E foi justamente o que ocorreu quando chegamos no Janga com ela, na segunda. Além de muitos buracos em praticamente todo o calçamento da orla, não há rampas de acesso para cadeira de rodas chegar ao mar”, conta a costureira.
Leia maisSegundo ela, para conseguir realizar o sonho da irmã, foi preciso que ela e o outro irmão suspendessem a irmã pelas mãos e pernas para chegar ao mar. “Ficamos exaustos por ter que carregá-la até a água, e isso com muita gente olhando. É revoltante observar a falta de atenção da prefeitura de Paulista com as pessoas com deficiência, que além de toda a limitação, ainda não consegue exercer o direito de tomar um banho de mar sem ter que enfrentar constrangimentos”, desabafa.
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