Secretário da Casa Civil de Salvador desde o primeiro governo de ACM Neto, Luiz Carreira, segue agora com o prefeito Bruno Reis tendo como foco a ampliação de investimentos para execução de projetos e assim deixar a cidade ainda mais estruturada. Em relação às finanças do município, o gestor fez uma avaliação do segundo ano de mandato do atual prefeito da capital baiana.
“Já é um ano em que a gente está conseguindo implementar uma quantidade muito grande de projetos. Viemos de um governo de continuidade do ex-prefeito ACM Neto, com um nível de investimento bastante elevado e felizmente estamos conseguindo manter e até mesmo ampliar os nossos investimentos na cidade”, afirmou o secretário durante entrevista nesta segunda-feira (28), para o programa Nova Manhã da rádio Nova Brasil FM com o editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra.
Entre os investimentos, o secretário destacou as obras do BRT, nas quais suas etapas estão sendo entregues em fases para a população. Luiz Carreira ainda pontuou que ao longo dos anos, a Prefeitura de Salvador se organizou para ter uma independência própria.
“Podemos ver que a cidade está bem cuidada, mantida e com obras praticamente em todos os bairros, mostrando que a prefeitura ao longo de todos esses anos se organizou, estruturou e preparou, e hoje é uma prefeitura que tem inclusive independência própria em investimentos, a exemplo do BRT. As obras do BRT estão sendo tocadas inteiramente com os recursos próprios da prefeitura juntamente com os financiamentos que foram tomados anteriormente”, frisou. Clique aqui e confira a matéria do Portal M! na íntegra.
A medicina moderna caminha para uma compreensão cada vez mais integrada do ser humano, deixando para trás a ideia de que corpo e mente operam em compartimentos isolados. Um dos exemplos mais nítidos dessa interconexão é a relação entre a dor crônica (aquela que persiste por mais de três meses) e as doenças psiquiátricas.
Não se trata apenas de uma coincidência; existe uma via de mão dupla biológica e psicológica onde uma condição frequentemente alimenta e agrava a outra.
A relação entre dor e psiquismo é frequentemente descrita como um ciclo vicioso. Quando a dor se torna crônica, ela deixa de ser apenas um “sinal de alerta” e passa a ser uma doença em si, alterando o sistema nervoso central.
Impacto psicológico da dor: Viver com dor constante gera desgaste emocional, isolamento social, perda de autonomia e distúrbios do sono. Esses fatores são gatilhos diretos para episódios depressivos e crises de ansiedade.
Impacto da saúde mental na dor: Por outro lado, pacientes com depressão ou ansiedade apresentam uma modulação da dor alterada. O cérebro “em sofrimento” tem mais dificuldade em filtrar estímulos dolorosos, diminuindo o limiar de tolerância. A ciência explica essa ligação através da neuroanatomia. Áreas do cérebro como o córtex cingulado anterior e a amígdala estão envolvidas tanto no processamento da sensação física da dor quanto na regulação das emoções. Além disso, neurotransmissores como a serotonina e a norepinefrina desempenham papéis duplos:
No cérebro, regulam o humor e o bem-estar.
Na medula espinhal, atuam nas vias que “bloqueiam” ou atenuam os sinais de dor que sobem para o cérebro. Como as causas são multifatoriais, o tratamento isolado da dor física raramente é eficaz a longo prazo. O modelo biopsicossocial é o padrão-ouro:
Tratamento farmacológico: Uso de antidepressivos (como os duais) que auxiliam tanto no humor quanto na analgesia.
Psicoterapia: Especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda o paciente a ressignificar a dor e reduzir a “catastrofização”.
Mudanças de estilo de vida: Higiene do sono, exercícios adaptados e técnicas de manejo de estresse (mindfulness). A dor crônica e as doenças psiquiátricas são duas faces da mesma moeda do sofrimento humano. Reconhecer que a dor de um paciente pode ter raízes — ou ser amplificada — por questões mentais não é invalidar o seu sofrimento, mas sim oferecer uma oportunidade real de cura e qualidade de vida.
*Médico com Pós Graduação em Psiquiatria e Neurologia Clínica
A possibilidade de uma colaboração premiada avançar sobre determinados agentes políticos e, ao mesmo tempo, omitir outros nomes de peso no cenário institucional, como ministros do Supremo Tribunal Federal, provoca um debate sobre os limites e a credibilidade desse instrumento no país. A discussão ganha contornos concretos diante de menções ao empresário Vorcaro, ligado ao Banco Master, e à eventual delimitação do alcance de suas declarações.
Pelo que estabelece o art. 4º da Lei nº 12.850/2013 (Lei de Organização Criminosa), a colaboração deve ser voluntária, eficaz e baseada na veracidade das informações prestadas. Na prática, isso impõe ao colaborador o dever de não omitir, de forma deliberada, fatos relevantes que estejam ao seu alcance, sob pena de comprometer os benefícios negociados com o Estado.
Integrantes da Procuradoria Geral da República, Polícia Federal e especialistas em direito penal destacam que o instituto não exige uma “onisciência” do colaborador, mas repudia a chamada colaboração seletiva. Ou seja, ainda que o delator não seja obrigado a saber tudo, não lhe é permitido escolher estrategicamente o que revelar com o objetivo de proteger determinados envolvidos.
Nesse contexto, a hipótese de Vorcaro apresentar informações que atinjam políticos, mas deixem de fora ministros do STF eventualmente relacionados ao mesmo conjunto de fatos, poderia acender questionamentos jurídicos relevantes. A eventual omissão de elementos substanciais pode ser interpretada como quebra da boa-fé objetiva, princípio que orienta os acordos de colaboração.
A legislação prevê consequências claras para esse tipo de conduta, incluindo a possibilidade de revisão ou até rescisão do acordo, além da perda dos benefícios concedidos. O controle judicial e a atuação do Ministério Público são apontados como essenciais para aferir a consistência e a completude das informações.
Na minha ótica, a credibilidade da colaboração premiada depende diretamente da sua aplicação rigorosa e uniforme. Em um ambiente de alta sensibilidade política, qualquer percepção de seletividade pode comprometer não apenas investigações específicas, mas também a confiança pública nas instituições responsáveis pela persecução penal.
A primeira professora é como uma estrela guia que ilumina o caminho da educação. A minha, que me ensinou o beabá em Afogados da Ingazeira, Deus já chamou, mas há outras, verdadeiros faróis da sabedoria, vagalumes que nos tiram a vedação e o lacro da ignorância, que também são eternas, inesquecíveis. E que continuam por aqui ainda a me inspirar.
Luiza Tadéia, que ilustra esta crônica recebendo o meu livro “Os Leões do Norte”, num encontro casual na loja de conveniência do posto Cruzeiro, em Arcoverde, foi o meu primeiro facho de luz como professora de Português em Afogados da Ingazeira. Uma gigante em sabedoria. Foi dela que recebi o primeiro norte da linguagem de texto.
No colégio Normal em minha terra natal, Tadéia me deu puxões de orelha, notas baixas e me pôs de castigo. Mas, quando percebeu que os seus métodos estavam dando certo comigo, ficou feliz. E professor feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina, como dizia Cora Coralina em sua sabedoria poética das suas colinas de Goiás.
O reencontro com Tadéia se deu numa manhã ensolarada na lojinha do Cruzeiro, parada obrigatória dos matutos que fazem o vai e vem dos seus rincões para a capital. Depois de papear, recordar os bons e saudosos tempos, me despedi dela segurando firme nas suas mãos. Suspirei forte e disse: “Obrigado, Tadéia, por segurar minha mão e me ensinar a dar os primeiros passos no conhecimento das letras”.
E acrescentei: “Você transformou letras em palavras e sonhos em realidade. Com carinho e paciência, você plantou em mim a semente do saber”. Seus olhos lacrimejaram, os meus também. Nos abraçamos demoradamente. Nunca mais vou esquecer aquele reencontro de um começo de história de 50 anos passados.
A primeira professora deve ser tratada como deusa. Mais do que ensinar, ela cuida, dá conselhos, alivia dores, cicatriza feridas, renova esperanças. Professor é ato de amor e compromisso social. Exige paciência, resiliência para superar obstáculos estruturais e dedicação diária para enxergar e desenvolver o potencial de cada aluno.
Tadéia, tenho plena convicção, nasceu vocacionada para a docência, que não é apenas um dom inato, mas um ofício construído na prática, reflexão e formação contínua. Bons professores como ela são como uma vela: consome-se para iluminar o caminho para os outros.
Ser professor é carregar no peito o orgulho de quem transforma vidas por meio do conhecimento, da empatia e do exemplo. É assumir a missão de educar com paixão e coragem, mesmo diante dos desafios. Sorte tem quem, cedo na vida, encontra mestres que são dádivas abençoadas por Deus.
Sortudo fui em ter uma Tadéia logo na largada em busca do aprendizado. Professoras como ela são condutores de almas e de sonhos, lapidam diamantes. Não sou o primeiro nem serei o último a exaltar quem me ajudou a ser gente na vida pelos bancos escolares.
A grande Rachel de Queiroz, de “O Quinze” e “Memorial de Maria Moura”, escreveu crônicas de agradecimento aos seus professores, reconhecendo que a influência dos mestres vai além do conteúdo técnico. Moldam a confiança e o caráter do aluno. Dizia a sábia Rachel: “O tempo das lições dos que nos aprumaram no ensino não se apaga. Adormece”.
Em homenagem a Tadéia, extensivo aos professores em geral, recorro novamente a Cora Coralina, que nos deixou uma lição para o resto da vida: a educação floresce na humildade, no exemplo e na troca de saberes. Ensinar é também um ato de aprender. “O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes”.
Nissan Kait é o antigo Kicks reestilizado — e isso é muito bom
Você provavelmente sabe a história do Nissan Kicks no Brasil. Ele era um SUV compacto, virou médio, ficou mais sofisticado e, claro, tornou-se mais caro — mas manteve o nome. O velho Kicks não desapareceu: ganhou o sobrenome Play, transformou-se numa espécie de versão de entrada da marca e continuou vendendo muito bem, até mais do que o agora irmão mais chique. Agora, o Kicks Play saiu de linha e nasceu o Kait. Mas o novo Kait é uma apenas uma reestilização do velho Kicks? A coluna De Bigu o testou por uma semana e constatou. Sim, é uma atualização visual, aquela aplicação de uma atraente roupagem. E isso é muito bom. Afinal, há várias razões pelas quais um novo produto, desde que tenha como base um mais antigo, costuma ter maior probabilidade de sucesso.
Ele passou, por exemplo, pelo que os profissionais de marketing classificam de validação, aprendizado e escalonamento. Lançado em agosto de 2016, o velho Kicks ofereceu à Nissan e seus clientes um histórico de uso capaz de gerar informações suficientes para melhorar funcionalidades e corrigir falhas. O Kait, por exemplo, manteve o que as famílias de classe média brasileiras (e, claro, taxistas, frotistas, motoristas de aplicativos etc) querem: tem bom espaço interno, proporciona conforto e, o melhor de tudo, tem um motor confiável (embora pouco ágil) e de baixo consumo de combustível. Enfim: o Kait preservou o que tinha de melhor e ainda ganhou uma repaginação no design.
A Nissan até tenta que o Kait não seja entendido comercialmente como apenas um produto reestilizado. Mesmo que estejam nele vários itens do modelo anterior — como teto, portas e até o para-lamas. Mas a Nissan deveria lembrar que reestilizar é aprimorar, requintar, aperfeiçoar. E que quaisquer eventuais defeitos comuns a um produto inédito têm menos chances de aparecer numa situação como essa. E, ainda, que o custo de produção seja bem mais em conta. Não à toa, o SUV brasileiro será exportado para pelo menos 20 países, incluindo o México. Confira o que ele tem de melhor.
As dimensões – O Kait tem 4,3m de comprimento, 1,76m de largura, 1,59m de altura — com entre-eixos de 2,62m de entre-eixos. Oferta mais espaço do que o Volkswagen Tera (2,56m) ou o Fiat Pulse, outro concorrente direto, com 2,53m. O porta-mala do compacto da Nissan tem capacidade para 432 litros de capacidade — um banho no do Tera, de apenas 350 litros.
O motor – Esse ponto pode (ou não) ser polêmico. O fato: a Nissan manteve o 1.6 aspirado flex de quatro cilindros e 16 válvulas. Ele gera até 113 cv e 15,5kgfm — o que, convenhamos, fica bem abaixo dos números dos concorrentes. O Fiat Pulse, só para ficar num exemplo já citado, tem propulsor 1.0, embora turbo, com até 130 cv e torque de 20,4 kgfm. A versão topo de linha do italiano, transformado em Abarth, traz motor 1.3 com 185 cv e 27,5 kgfm de torque. Isso não chega a ser um nó górdio, mas mesmo no trânsito urbano diário nota-se a falta de força do Kait. O carro fica pouco ágil. Numa ação de ultrapassagem, o barulho do motor vai às alturas. E não passa segurança nas rodovias, mesmo em retomadas. A falta de referência sobre os turbos nos 1.0 até pode deixar os clientes fiéis da Nissan satisfeitos, mas basta um teste rápido com um concorrente que eles sentirão a diferença. Ah, o câmbio automático é um CVT (continuamente variável) de seis marchas simuladas.
Consumo – O motor, por sua vez, é confiável – e está dentro daquele pacote que conquistou por méritos próprios. E, para aqueles motoristas de pé leve, cuidadosos, é bem econômico. Vale reforçar: dados de consumo devem ser vistos com parcimônia, levando em conta modo de condução, carga do veículo, condições da via e por aí vai. Mas, já que insistem, vejamos: o Kait tem médias públicas de 11,3 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada — com gasolina. Em estradas, pode chegar a 16 km/l. Posiciona-se, desta forma, na mesma faixa (talvez um pouco menos) dos 1.0 TSI do VW Tera ou mesmo do Fiat Pulse 1.3 AT.
Visual – Muitas peças do Kait são do Kicks antigo. De novidade, capô, faróis em LED na frente e na traseira — além de rodas, para-choques e tampa do porta-malas, uma mudança bem perceptível. Aliás, o conjunto óptico frontal e traseiro ficou muito bonito, fino, estiloso – e que chama a atenção à primeira vista. Isso inclui as DRLs (luzes de rodagem diurna), de três listras. E, como funcionalidade, ainda oferta o acendimento inteligente, o chamado sensor crepuscular com regulagem elétrica de altura. Por fim, vale lembrar do sistema “Follow me Home” (ou “siga-me para casa”). Essa função de segurança e conveniência mantém os faróis baixos ou lanternas do veículo acesos por um tempo determinado (geralmente 30 a 270 segundos) após desligar a ignição e fechar o carro. Ele ilumina o caminho em garagens ou locais escuros.
Preço – A versão testada, a Exclusive, tem preço sugerido de R$ 152,9 mil. Combate o Pulse Impetus, mas não o Hybrid, que custa pouco abaixo dos R$ 150 mil. Em relação ao VW Tera, só disputa com a versão High, pouco acima dos R$ 140 mil. No caso do Renault Kardian, seu rival é a Iconic, também na faixa dos R$ 150 mil.
Vida a bordo – O acabamento da versão topo de linha tem saídas de ar arredondadas, central de entretenimento com tela de 9 polegadas e conexão Apple CarPlay e Android Auto sem fio. Com a popularização dos chineses e suas grandes telas, o conjunto do Kait fica meio fora de moda, digamos assim. O quadro de instrumentos, por sua vez, é mais moderno, com duas telas digitais. Tem chave presencial para abertura das portas e partida por botão. Os bancos têm revestimento em couro, mas não são tão aconchegantes quanto deveriam para um carro de R$ 150 mil. Em termos de segurança, destaque para os seis airbags e para o alerta e assistente de frenagem e detecção de pedestre. Vale, ainda, destacar o assistente de permanência em faixa, a câmera com visão 360º, o alerta de ponto cego, a frenagem autônoma de emergência e o controle de cruzeiro adaptativo (ACC). O ar-condicionado desta versão é digital.
Vem aí o novo RAV4 – A Toyota acaba de confirmar a chegada do novo RAV4 ao Brasil. O SUV será apresentado oficialmente em abril, mas já começou a campanha prévia de lançamento junto aos clientes, que já podem se cadastrar no site oficial para indicar interesse e garantir prioridade na lista de espera. A nova geração do SUV mais vendido do mundo será oferecida em duas configurações. Na inédita versão S, o modelo se destaca pelo design moderno e interior que combina conforto e funcionalidade. Já a configuração SX tem acabamento refinado, sistemas inteligentes de assistência à condução e um conjunto de tecnologias avançadas. Todos os detalhes e preços serão divulgados em seu lançamento oficial, previsto para as próximas semanas.
SUV da GAC por R$ 130 mil – A chinesa GAC anunciou dois fatos no meio da semana passada: o lançamento do GS3 e a produção no Brasil. Em relação ao primeiro, são duas versões — e preços promocionais até o fim deste mês: a primeira parte de R$ 130 mil (com compras pelo Mercado Livre) e a segunda por R$ 160 mil. Quanto à produção, ela vai ser na planta da HPE Motors, em Catalão (GO), responsável pela montagem dos modelos Mitsubishi. A nacionalização do SUV compacto será feita por meio de processo do tipo CKD, com capacidade anual de 50 mil unidades em 2027.
Além da mão de obra local na produção, a GAC vai usá-la no desenvolvimento de produtos. O GS 3 nas versões Premium e Elite apostam em motorização turbo, pacote tecnológico avançado e boas dimensões. Ele tem 4,41m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,60 m de altura e entre-eixos de 2,65 m – com porta-malas de 341 litros, expansível a 1.271 litros. Ambas as versões usam motor 1.5 turbo a gasolina capaz de entregar 170cv e 25,5kgfm de torque. O conjunto é acoplado a uma transmissão automatizada de dupla embreagem e tração dianteira. Segundo dados da marca, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos. Já o consumo fica em 10,2 km/l na cidade e 11,6 km/l na estrada.
Foton apresenta sete novos veículos comerciais elétricos – A Foton acaba de anunciar a ampliação de seu portfólio com o lançamento no Brasil de sete novos veículos comerciais elétricos: o mini truck eWonder, as vans eView Connect, eView Grand e eToano Pro, além da linha de caminhões eAumark nas versões 6T, 9T e 12T. A chegada simultânea dos modelos marca um avanço estratégico da empresa na eletrificação do transporte comercial brasileiro, oferecendo soluções que atendem desde a logística urbana leve até operações com veículos de maior capacidade para aplicação intermunicipal. Os novos produtos foram desenvolvidos para responder à crescente demanda por eficiência energética, redução de custos operacionais e diminuição de emissões no transporte de cargas. Os modelos têm boa autonomia, tecnologia embarcada, ampla garantia e diferentes capacidades de carga e volume. A Foton vai passar das 100 concessionárias em todo o país ainda em 2026.
Toro ganha versão Lollapalooza – A Fiat aproveitou que é a patrocinadora master do Lollapalooza 2026, que acaba neste domingo, em São Paulo, para apresentar versão comemorativa da picape Toro desenvolvida exclusivamente para o festival. A edição especial, em cor roxa, também homenageia os 50 anos da Fiat do Brasil Na lateral, a logo comemorativa aos 50 anos da Fiat do Brasil está posicionada à frente de um conjunto de pixels que formam o mapa da América do Sul, reforçando a ligação da picape com o mercado da região.
Entre outras inovações, o modelo conta com uma nova grade superior com blocos que fazem menção ao novo estilo de design da marca, além de incorporar barra de proteção que combina resina e aço e uma nova iluminação em LED, que agora se estende à barra de teto. No interior, a novidade é a cor esmeralda nos revestimentos, com detalhes em verde cítrico. Há dez anos no mercado brasileiro, a picape da Fiat produzida no complexo industrial de Goiana, PE, já vendeu mais de 550 mil unidades.
Chevrolet convoca donos de S10 e Trailblazer – A marca norte-americana da General Motors no Brasil está chamando os proprietários de S10 e Trailblazer, versões 100 Anos, Brutal e Invencível, modelos 2025 e 2026, produzidos entre outubro de 2024 e maio de 2025, para irem a uma concessionária. Motivo: um problema no aplique do capô (instalado diretamente na fábrica ou como acessório na concessionária) pode se soltar em altas velocidades. Por isso, a peça precisa ser trocada.
Segundo a Chevrolet, o aplique do capô foi montado sem aplicação de um material que promove a sua adequada fixação. Com isso, em alta velocidade, a força aerodinâmica gerada pelo vento pode fazer com que a peça se desprenda. É possível perceber quando o aplique começa a se soltar, pois ele começa a vibrar de forma visível. Em caso de soltura, ela pode atingir e danificar outros veículos e/ou ferir motociclistas ou pedestres, com possibilidade de lesões físicas graves e até mesmo fatais. O serviço de substituição do aplique do capô, que é gratuito, pode ser realizado em cerca de duas horas e meia. Mais informações, no site da marca, pela Central de Relacionamento Chevrolet no 0800-702-4200 ou pelo WhatsApp no número (11) 99882-8157.
Os 10 carros dos anos 2000 mais buscados no Brasil – Um levantamento do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, revela os veículos dos anos 2000 que recebem o maior número de buscas na plataforma atualmente. O estudo leva em consideração as buscas e visitas entre março de 2025 a fevereiro deste ano para os modelos fabricados entre 2000 e 2009 por usuários de todo o Brasil. O ranking é encabeçado pelo Honda Civic, um clássico da montadora japonesa que ainda hoje é um dos mais buscados do país tanto entre os 0KM quanto em versões anteriores. Na sequência, estão Volkswagen Gol, Honda Fit, Chevrolet Astra, Toyota Corolla, Chevrolet Corsa, Chevrolet Celta, Fiat Palio, Chevrolet Vectra e Volkswagen Golf.
Palio, o Fiat usado mais vendido – E outro levantamento, desta vez feito pela OLX, aponta o Palio como o modelo usado da Fiat mais vendido por meio da plataforma em 2025. O estudo, que analisa a demanda pelos veículos da fabricante, mostra o Uno em segundo lugar, seguido pelo Strada na terceira posição. Os dados são divulgados no ano em que a Fiat completa 50 anos de presença no Brasil. Completam os cinco primeiros colocados o Toro, em quarto, e o Siena, em quinto lugar.
Como cuidar de um carro com alta quilometragem? – Um mapeamento do Sindipeças mostra que a idade média dos veículos no Brasil é de 10 anos e 11 meses, dois anos mais velhos do que a frota registrada em 2015, cuja idade média era de 8 anos e 10 meses. O envelhecimento é resultado de uma série de fatores – que envolvem desde as dificuldades no acesso ao crédito até o custo dos veículos 0km, que levam os consumidores a recorrerem ao mercado de carros usados. Por esse motivo, a maioria dos carros circulando hoje no Brasil possui uma quilometragem alta e, portanto, necessita de cuidados e manutenções específicas, tendo em vista que, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, 30% dos acidentes em rodovias são causados por veículos rodando em más condições.
Riscos de acidentes – Nesse sentido, a escolha do lubrificante se torna um passo fundamental para prolongar a vida do automóvel e diminuir os riscos de acidentes. Especialmente porque motores mais rodados podem sofrer com consumo excessivo de óleo, perda de potência e formação de borra, enquanto o sistema de suspensão, direção e freios tende a apresentar folgas e ruídos. Outras queixas comuns são que os sensores e partes elétricas perdem eficiência, comprometendo o desempenho e aumentando o consumo do combustível.
Tecnologias diferentes – Segundo José Cesário Neto, coordenador de Capacitação e Suporte Técnico dos Lubrificantes Mobil, o maior desafio de veículos mais antigos não é a quilometragem em si, mas as tecnologias deles, que são diferentes dos modelos atuais. “É recomendável uma avaliação completa do motor a cada 10.000 km (cerca de um ano de uso), além da consulta ao manual do veículo, verificando características específicas antes da troca de óleo”, orienta.
“Existe uma ideia popular de que, se o seu carro é mais velho, você deve usar um óleo mais viscoso. Mas isso não é necessariamente verdade”, aponta o coordenador Mobil. Ele recomenda sempre seguir as especificações indicadas no manual do proprietário. As montadoras realizam milhares de testes antes de determinar o lubrificante ideal para cada motor, levando em conta temperatura, pressão e o tipo de uso do carro, seguindo padrões internacionais (como SAE, API e ACEA), garantindo a performance e a durabilidade previstas pelo fabricante.
Reparos caros – O uso do óleo correto pode representar a diferença entre prolongar a vida útil do carro e antecipar reparos caros. “Independentemente da quilometragem do veículo, o uso de um lubrificante com características alinhadas com a recomendação da montadora mantém o nível de proteção e bom funcionamento do motor. É importante respeitar o intervalo de troca indicado e sempre usar filtros novos. Caso o motor esteja com um consumo anormal de óleo, a conduta correta é levar o veículo para uma oficina especializada para que sejam avaliados os possíveis causadores desta anormalidade. Utilizar um óleo mais viscoso não vai resolver o problema”, reforça Cesário Neto.
Outros sistemas – O especialista também recomenda atenção redobrada a outros sistemas do veículo. “Não basta cuidar apenas do motor. O fluido de freio, o fluído de arrefecimento e o lubrificante da transmissão também precisam ser revisados periodicamente, pois todos trabalham em conjunto para garantir segurança e desempenho”, explica. Além dos lubrificantes, as graxas também são itens importantes na manutenção, ao garantirem que a lubrificação adequada de componentes como rolamentos, juntas homocinéticas, e pinos de suspensão.
Em veículos mais antigos, esses pontos sofrem mais com o desgaste natural e a oxidação, o que pode gerar ruídos, vibrações e até falhas mecânicas. O uso regular de graxas de boa qualidade ajuda a reduzir o atrito entre as peças, evitar o ressecamento das borrachas de vedação e proteger contra a entrada de água e sujeira. A aplicação correta das graxas garante uma maior preservação do veículo, ajudando na economia com a prevenção de emergências e reparos mais complexos. “Manter a manutenção em dia é o segredo para a longevidade do veículo. Um motor bem cuidado não apenas funciona melhor, como ajuda a reduzir acidentes e custos inesperados”, reforça o coordenador.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
A precarização dos vínculos de trabalho e a superlotação das emergências são hoje os principais entraves da rede pública de saúde em Pernambuco, na avaliação do cirurgião-geral João Veiga. Em entrevista ao blog, o médico afirmou que a chamada pejotização tem comprometido a continuidade do atendimento, o ensino médico e o vínculo dos profissionais com as unidades. “Perde a relação do profissional com a instituição (pois ele pode ser de São Paulo, pode ser do Ceará, ele não precisa ser de Pernambuco), e perde-se também a relação com o ensino”, disse.
Segundo Veiga, a mudança no modelo de contratação dentro das Organizações Sociais (OSs), responsáveis pela gestão de parte dos hospitais, agravou o problema nos últimos anos. Ele afirma que, antes, os vínculos eram majoritariamente regidos pela CLT, mas passaram a ser flexibilizados. “A OS contrata aquele médico, por um dia, dois dias. Existe caso de profissionais que ficaram 16 dias de plantão e aí foram embora pra São Paulo e nunca mais voltaram. Isso compromete a formação de residentes e a assistência”, criticou. Para o médico, a precarização da mão de obra, somada à alta ocupação das emergências, tem pressionado o sistema. Ele cita o caso do Hospital da Restauração, que, segundo dados recentes do Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (CREMEPE), chegou a ultrapassar 300% de ocupação.
Além das relações de trabalho, Veiga aponta a falta de leitos como um dos principais problemas. Uma das soluções defendidas por ele é a ampliação dos chamados leitos de retaguarda, voltados para pacientes crônicos, o que liberaria vagas nas unidades de alta complexidade. “Você pactua com hospital de retaguarda pra ficar com pacientes crônicos. A Restauração tem 100 leitos de retaguarda, por exemplo, e a gente quer expandir essa estratégia para o interior também”, disse. Ele também defende o credenciamento de leitos na rede privada como alternativa imediata para ampliar a capacidade sem necessidade de novas construções.
A situação no interior, especialmente em Petrolina, é apontada como crítica. De acordo com o cirurgião, a cidade conta basicamente com a estrutura do hospital universitário ligado à Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), o Hospital de Ensino Dr. Washington Antônio de Barros, o que seria insuficiente para a demanda. “São 150 leitos no Hospital do Trauma, que é ligado à Univasf. Lá não tem hospital regional, nem municipal, nem estadual”, destacou. Como medida emergencial, ele propõe a instalação de um hospital de campanha voltado à traumatologia. “Não é possível que cidades como Petrolina e Juazeiro, [o paciente] tenha que se deslocar ou pra Salvador ou pro HR”, disse.
Apesar das críticas, Veiga reconhece avanços recentes na infraestrutura do Hospital da Restauração, com investimentos em equipamentos e melhorias estruturais. “O Hospital da Restauração, onde eu trabalho, está melhor. Os problemas tão sendo enfrentados. Mas ainda tem, claro”, avaliou. Ainda assim, ele defende medidas mais amplas. “A população precisa de ações maiores (…) Espero que fique melhor com quem quer que seja. Porque primeiro a gente vai para o HR. Pobre, rico, importante ou não, é a Restauração quem primeiro assiste, e que tá recebendo implementação de tecnologia como eu nunca vi antes”, concluiu.
Ainda, Veiga destaca que a posição do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) em relação à questão da pejotização das unidades públicas foi fundamental e uma medida importante para tratar o problema.
As comissões parlamentares de inquérito que passaram a investigar o Banco Master não conseguiram localizar e notificar Martha Graeff, ex-namorada do banqueiro Daniel Vorcaro, para que ela preste esclarecimentos. Tanto a CPI do Crime Organizado quanto a CPMI do INSS aprovaram a convocação da influenciadora, que mora nos Estados Unidos.
A CPMI do INSS marcou para a segunda-feira (23) o depoimento de Graeff. A oitiva deveria ser uma das últimas no colegiado, que deverá encerrar os trabalhos até o próximo dia 28. O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), disse que o relatório final será votado na quinta-feira (26). As informações são do portal Metrópoles.
Nascida no Rio Grande do Sul, Martha Graeff tem 40 anos e é empresária, ex-modelo e influenciadora. Mora nos EUA há 20 anos e hoje mora em Miami, na Flórida. Já foi casada com o astro da NBA (a liga de basquete dos Estados Unidos) Rony Seikaly, com quem tem uma filha de seis anos. Ela também já se relacionou com Aécio Neves (PSDB-MG) em 2017. Graeff e Vorcaro tiveram um relacionamento que foi, majoritariamente, à distância. Eles chegaram a noivar em 2024, em uma festa na Itália. O casal rompeu em 2025, pouco depois da primeira prisão do banqueiro.
Martha Graeff entrou no centro das investigações do Master após o vazamento de mensagens trocadas por ela e Vorcaro entre 2024 e 2025. Nos diálogos com a ex-noiva, Vorcaro citou políticos, ministros e integrantes do mercado financeiro.
As mensagens também levantaram suspeitas de que o dono do Banco Master tentou ocultar o patrimônio colocando imóveis e fundos em nome da namorada — algo que ela nega.
Como mostrado pelo Metrópoles, Graeff terminou o relacionamento com Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, em novembro de 2025, que se deu simultaneamente à liquidação do Master pelo Banco Central.
Após a veiculação das conversas, a socialite disse, por meio da assessoria, que terminou o relacionamento com o banqueiro “há alguns meses” e que mora nos Estados Unidos há mais de 20 anos.
Depois da CPMI, foi a vez da CPI do Crime Organizado aprovar a convocação da socialite. O depoimento foi marcado para a quarta-feira (25). Apesar da proximidade das datas, integrantes das cúpulas dos colegiados disseram à reportagem que não receberam retorno dos contatos com a defesa nem com Martha Graeff em si.
Com a ajuda da polícia do Senado, as equipes técnicas conseguiram localizar e-mails e alguns possíveis números da Martha Graeff. A estes endereços foram encaminhadas as intimações, ainda sem algum retorno.
A convocação exige a presença obrigatória de pessoas classificadas pelas CPIs como testemunhas. Ainda assim, a defesa dos convocados pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar tornar o comparecimento facultativo, sob o argumento de que o depoente, na verdade, figura como investigado — condição que o desobriga de comparecer. Essa estratégia foi adotada por Vorcaro quando ele foi convocado.
Morreu aos 81 anos Robert Mueller, ex-diretor do FBI e responsável por liderar a investigação sobre possíveis ligações entre a Rússia e a campanha presidencial de Donald Trump em 2016. A informação foi divulgada pela agência de notícias AP e confirmada pela família em comunicado neste sábado (21). “Com profunda tristeza compartilhamos a notícia de que Bob faleceu na noite de sexta-feira”, disse a família na nota, pedindo respeito à privacidade.
Mueller comandou o FBI por 12 anos, assumindo o cargo apenas uma semana antes dos ataques de 11 de setembro de 2001. Os atentados, que destruíram as torres do World Trade Center, em Nova York, e atingiram o Pentágono, perto de Washington, mudaram radicalmente as prioridades da agência, que passou a concentrar seus esforços no combate ao terrorismo. As informações são do jornal O Globo.
Nomeado pelo então presidente George W. Bush, Mueller permaneceu no cargo durante governos de partidos diferentes e se tornou o segundo diretor mais longevo da história do FBI, atrás apenas de J. Edgar Hoover. Seu mandato terminou em 2013, após ele aceitar permanecer por mais dois anos a pedido do presidente Barack Obama.
Investigação sobre Trump e Rússia
Depois de deixar o comando da agência e passar um período na iniciativa privada, Mueller voltou ao serviço público em 2017, quando foi nomeado procurador especial pelo Departamento de Justiça para investigar a interferência russa na eleição presidencial de 2016. A investigação, que durou quase dois anos, examinou se integrantes da campanha de Trump haviam coordenado ações com o governo russo para influenciar o resultado do pleito.
Durante o processo, a equipe de Mueller apresentou acusações criminais contra seis pessoas ligadas a Trump, incluindo o ex-chefe de campanha e o primeiro assessor de segurança nacional do governo.
O relatório final, com 448 páginas e divulgado em abril de 2019, apontou diversos contatos entre integrantes da campanha de Donald Trump e autoridades russas, mas não concluiu que houve uma conspiração criminosa entre os dois lados.
A prefeita de Casinhas, Juliana de Chaparral (União Brasil), assinou na manhã de ontem (20) a ordem de serviço para a construção da nova Escola Municipal Pedro Lourenço, no Sítio Catolé de Napoleão, na zona rural do município. A obra, orçada em mais de R$ 8 milhões e viabilizada por meio de convênio com o Governo de Pernambuco, substituirá a antiga unidade, construída há 48 anos.
A nova estrutura deve contar com salas climatizadas, refeitório, cozinha, parque infantil e quadra poliesportiva coberta. Durante o ato, a prefeita afirmou: “Será uma obra de mais de R$ 8 milhões, com salas organizadas, todas climatizadas, mobiliário novo e um espaço completo pensado para acolher melhor toda a comunidade. Com os equipamentos, esse investimento ultrapassa R$ 10 milhões”. Também estiveram presentes a secretária de Educação, Sandreane Domingues, demais secretários da gestão municipal, além do presidente da Câmara, Maciel Sales, vereadores da base aliada, lideranças locais, educadores, estudantes e moradores.
Uma empresa aberta recentemente pelo filho do deputado federal e ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), recebeu pagamento de R$ 250 mil da J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, pouco depois da constituição da empresa.
A transação foi considerada como “atípica” em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), obtido pelo Estadão. Um dos motivos do alerta do Coaf para esses pagamentos é que não envolvem fornecedores com atividade econômica compatível com a da J&F.
Procurada, a assessoria de Lira afirmou que seu filho prestou serviços de publicidade e marketing e possui “diversos clientes corporativos”. A J&F Participações afirmou que todos os pagamentos que faz se referem “a produtos ou serviços comprovadamente prestados, mediante emissão de nota fiscal e recolhimento de todos os tributos devidos”.
Os registros da Receita Federal apontam que a Archon S/A, pertencente a Arthur Cesar Pereira de Lira Filho, foi aberta em maio de 2025 com capital social de R$ 100 mil. O Coaf detectou que o pagamento de R$ 250 mil da J&F ocorreu entre fevereiro de 2025 e outubro de 2025, logo depois que a empresa foi aberta. O documento não cita uma data exata.
O relatório de inteligência financeira destaca que o filho do ex-presidente da Câmara possui apenas 26 anos e, segundo os dados do Coaf, tem residência registrada em Maceió. Mas a assessoria de Lira afirmou que ele já reside em Brasília há “quase dez anos”.
“Arthur Cesar Pereira de Lira Filho reside em Brasília há quase 10 anos e atua, há mais de 5 anos, no setor de publicidade e marketing, possuindo diversos clientes corporativos. Todos os pagamentos feitos a suas empresas são precedidos da emissão da respectiva nota fiscal e derivam de serviços regularmente prestados”, diz a nota.
Arthur Lira Filho tinha uma outra empresa do ramo de publicidade, que prospectou negócios em estatais durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele tinha aquela empresa em sociedade com outra pessoa e, no ano passado, abriu um novo CNPJ para ficar à frente dos negócios.
A principal atividade econômica da nova empresa dele é de “Correspondentes de instituições financeiras”, de acordo com o cadastro na Receita Federal. As atividades secundárias são amplas e vão desde consultoria em publicidade, marketing direto a representante do comércio de jornais e holding de instituições não-financeiras.
Lira tem relações antigas com integrantes do grupo empresarial J&F. Como mostrou o Estadão, ele chegou a vender gado a um executivo do grupo em leilão organizado no ano de 2022.
A J&F entrou na mira da CPI do INSS depois de ter feito pagamentos a uma empresa de consultoria que tem como sócio oculto o empresário Danilo Trento, apontado como um dos beneficiários das fraudes a aposentados.
A JBS, uma das empresas da holding dos Batistas, apareceu na CPI do Crime Organizado porque a comissão mirou movimentações do Banco Master e encontrou pagamentos de ambos a uma mesma empresa de consultoria.
O Estadão revelou outros pagamentos da J&F listados como atípicos pelo Coaf:
O de R$ 25,9 milhões para a holding que comprou as cotas do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no resort que ele tinha no Paraná em sociedade com fundo ligado ao Banco Master.
O de R$ 11,3 milhões para uma empresa de consultoria que pagou R$ 281,6 mil ao filho do ministro Nunes Marques, do STF. O relatório também apontou que a Consult Inteligência Tributária recebeu outros R$ 6,6 milhões do Banco Master.
Um pagamento de R$ 25 milhões ao escritório de Ibaneis Rocha, em 2025, meses depois da celebração de uma parceria do governo do DF com o PicPay, banco digital do conglomerado.
Leia a íntegra da nota do grupo J&F:
Todo pagamento realizado pela J&F Participações se refere a produtos ou serviços comprovadamente prestados, mediante emissão de nota fiscal e recolhimento de todos os tributos devidos. Caso o relatório mencionado pela reportagem exista, configura um grave crime de quebra ilegal de sigilo bancário que as autoridades competentes têm o dever de investigar. A J&F mantém auditorias independentes que certificam e confirmam a governança e a retidão dos processos internos
O ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, disse, há pouco, ao blog, que a homologação da federação progressista, formada pelo PP e União Brasil, tende a transformar o deputado Eduardo da Fonte, presidente da federação, num forte e disputado protagonista das eleições no Estado.
“Em se confirmando Dudu como dirigente da União progressista, este volta a ser uma peça fundamental no processo sucessório. Quem monta um exército como Dudu tem, com soldados espalhados nos quatro cantos de Pernambuco, não pode ser menosprezado, até porque guerra se ganha com exército e não com discurso”, afirmou.
A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, anunciou ontem (20) que deixará o cargo para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo. Segundo a ministra, o último dia à frente da pasta deve ser 30 de março. Eloy Terena, secretário-executivo do ministério e número dois da pasta, deve assumir o cargo após a saída de Sônia.
Em entrevista, a ministra falou sobre sua gestão e sobre os desafios dos últimos três anos, como o enfrentamento com o movimento indígena. “Eu acho que [o legado] é a retomada da demarcação das terras indígenas, a desintrusão de invasores dos territórios, mas eu acho que, sobretudo, é trazer a pauta indígena para a centralidade do debate público, para a centralidade da política pública”. As informações são do portal g1.
Sônia afirmou ainda que, por vezes, não entendia a paralisação de demarcações, que tem como pano de fundo o impasse jurídico entre Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso. Enquanto os ministros do Supremo negaram por maioria o marco temporal, o Congresso aprovou a lei sobre o tema.
O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) foi criado em janeiro de 2023, no começo do terceiro governo Lula (PT). O objetivo foi levar a questão indigenista ao primeiro escalão do Executivo, uma promessa do presidente, buscando garantir os direitos constitucionais de 1,7 milhão de pessoas e 305 etnias, assumindo a gestão direta de políticas de demarcação e a proteção de povos isolados.
Sônia destacou um avanço que considerou significativo nas políticas territoriais, com a homologação de 20 terras indígenas nos últimos três anos. O balanço supera o total da década anterior, que registrou 11 homologações.
Segundo o ministério, o cronograma de retomada teve início em 2023, com seis áreas oficializadas em abril daquele ano: Arara do Rio Amazônia (AC), Kariri Xocó (AL), Rio dos Índios (RS), Tremembé da Barra do Mandaú (CE), Uneiuxi (AM) e Ava Canoeiro (GO). Em setembro do mesmo ano, foram Rio Gregório (AC) e Acapuri de Cima (AM).
Em 2024, o ministério afirma que as ações contemplaram as TIs Cacique Fontoura (MT) e Aldeia Velha (BA) em abril, além de Potiguara de Monte-Mor (PA), Morros dos Cavalos (SC) e Toldo Imbu (SC) em dezembro.
Em 2025, o Ceará recebeu três novas áreas homologadas em agosto (Pitaguary, Lagoa Encantada e Tremembé de Queimadas), durante a 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas. Em novembro, durante a COP 30, em Belém, houve a homologação de quatro territórios: Kaxuyana-Tunayana (PA/AM), Parecis (MT), Uirapuru (MT) e Manoki (MT).
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, assinou, ontem (20), a ordem de serviço para a construção de uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) no Residencial Vanete Almeida. O equipamento vai garantir o acesso à atenção básica para as 902 famílias que vivem na localidade. “O Residencial Vanete Almeida vai ter, sim, uma Unidade Básica de Saúde para cuidar de perto das nossas famílias. E ontem demos mais um passo importante: assinamos a ordem de serviço para essa conquista”, afirmou a prefeita.
A obra contará com investimento total de R$ 1,9 milhão de reais, sendo R$ 1,8 milhão oriundo de recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A unidade será classificada como Porte 1, com área construída de 389,78m², ampliando a estrutura da rede municipal e garantindo mais proximidade no atendimento à população.
“Com essa nova unidade, vamos fortalecer ainda mais a atenção primária no município, levando um serviço essencial para mais perto das pessoas e garantindo melhores condições de atendimento para a população”, destacou a secretária municipal de Saúde, Lisbeth Rosa.