A possibilidade de uma colaboração premiada avançar sobre determinados agentes políticos e, ao mesmo tempo, omitir outros nomes de peso no cenário institucional, como ministros do Supremo Tribunal Federal, provoca um debate sobre os limites e a credibilidade desse instrumento no país. A discussão ganha contornos concretos diante de menções ao empresário Vorcaro, ligado ao Banco Master, e à eventual delimitação do alcance de suas declarações.
Pelo que estabelece o art. 4º da Lei nº 12.850/2013 (Lei de Organização Criminosa), a colaboração deve ser voluntária, eficaz e baseada na veracidade das informações prestadas. Na prática, isso impõe ao colaborador o dever de não omitir, de forma deliberada, fatos relevantes que estejam ao seu alcance, sob pena de comprometer os benefícios negociados com o Estado.
Integrantes da Procuradoria Geral da República, Polícia Federal e especialistas em direito penal destacam que o instituto não exige uma “onisciência” do colaborador, mas repudia a chamada colaboração seletiva. Ou seja, ainda que o delator não seja obrigado a saber tudo, não lhe é permitido escolher estrategicamente o que revelar com o objetivo de proteger determinados envolvidos.
Nesse contexto, a hipótese de Vorcaro apresentar informações que atinjam políticos, mas deixem de fora ministros do STF eventualmente relacionados ao mesmo conjunto de fatos, poderia acender questionamentos jurídicos relevantes. A eventual omissão de elementos substanciais pode ser interpretada como quebra da boa-fé objetiva, princípio que orienta os acordos de colaboração.
A legislação prevê consequências claras para esse tipo de conduta, incluindo a possibilidade de revisão ou até rescisão do acordo, além da perda dos benefícios concedidos. O controle judicial e a atuação do Ministério Público são apontados como essenciais para aferir a consistência e a completude das informações.
Na minha ótica, a credibilidade da colaboração premiada depende diretamente da sua aplicação rigorosa e uniforme. Em um ambiente de alta sensibilidade política, qualquer percepção de seletividade pode comprometer não apenas investigações específicas, mas também a confiança pública nas instituições responsáveis pela persecução penal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve chegar ao Brasil nesta sexta-feira (8) após concluir sua agenda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em em Washington.
A reunião entre os presidentes durou aproximadamente três horas e aconteceu na Casa Branca, onde também almoçaram juntos. As informações são da CNN.
Após o encontro, o mandatário brasileiro concedeu entrevista e respondeu a perguntas de jornalistas brasileiros e estrangeiros. Lula disse, por exemplo, que não acredita que o presidente Donald Trump irá interferir nas eleições brasileiras.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou a emissários do governo o desejo de conversar pessoalmente com o presidente Lula (PT). A ideia é reconstruir pontes após a Casa impor ao petista uma derrota histórica na última semana, rejeitando a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal).
A interlocutores Alcolumbre avisou que deseja encerrar o caso —nas palavras dele, “passar a régua” no episódio. Nessas conversas, o presidente do Senado sustenta que não trabalhou contra a indicação de Lula e que a rejeição foi resultado de uma insatisfação da Casa, cujo risco foi alertado por ele ao Planalto anteriormente. As informações são da Folha de S. Paulo.
O recado é que o parlamentar não quer prejudicar o governo e não vai trancar propostas ou pautar surpresas indigestas para o Executivo.
Até a derrota de Messias, Alcolumbre era visto como o presidente de uma Casa que deu pouca dor de cabeça a Lula. O tom dado pelo senador amapaense é que segue sendo do seu interesse jogar junto ao governo. A aliados do centrão ele havia comunicado que apenas procurava abrir um canal de interlocução com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista na eleição à Presidência, mas sem aderir à oposição.
Lula, por sua vez, também deixou claro que não deseja queimar pontes com Alcolumbre. Após a derrota na semana passada, disse “vida que segue” aos seus articuladores. Na terça-feira (5), o ministro José Mucio (Defesa) foi ao encontro do Senador para sentir a temperatura. Na quarta-feira (6), foi a vez do ministro José Guimarães (Relações Institucionais) almoçar com o chefe do Legislativo.
No Senado, Alcolumbre tem conversado com aliados de Lula, como o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), com quem esteve na manhã desta quinta-feira (7).
No rol de possibilidades aventadas no Planalto para melhorar o desempenho no Senado, está a troca de ocupantes de lideranças do governo na Casa. Aliados sugerem que Randolfe seja afastado por causa da sua proximidade com Alcolumbre, pela aliança no Amapá, e também porque o petista precisará se dedicar à reeleição no estado.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também é alvo de objeções. Alcolumbre rompeu relações com o petista durante o processo de indicação de Messias, e uma ala do governo aponta a impossibilidade de mantê-lo na liderança sem relação direta com o presidente da Casa.
O governo tem propostas importantes nas mãos de Alcolumbre. Estão para ser votadas no Senado as PECs (Propostas de Emenda à Constituição) do Suas (Sistema Único de Assistência Social) e a da Segurança Pública. O projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos no Brasil, as chamadas “terras raras”, também aguarda análise dos senadores.
A prioridade legislativa do governo para a eleição, o fim da escala 6×1, também precisará passar pelo Senado. A PEC está na Câmara e deve ser votada até o final de maio. Ou seja, o Planalto precisará da boa vontade de Alcolumbre para aprová-la até junho, mês que naturalmente é mais conturbado pela intensificação da pré-campanha e pelo início da Copa do Mundo.
Apesar desses movimentos, a fase do relacionamento entre Alcolumbre e governo foi descrita como abrasiva por um ministro de Lula. E, mesmo com esse esforço mútuo de reaproximação, o envolvimento de líderes do centrão com o caso do Banco Master deverá ser explorado pelo PT na disputa presidencial.
Sobre a rejeição de Messias, por exemplo, a estratégia será reprisar que adversários de Lula se uniram a ministros do STF para impedir o avanço das investigações, prejudicando um evangélico.
A associação de bolsonaristas ao caso ameaça azedar a relação com dirigentes partidários investigados. Pivô do escândalo, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com Alcolumbre em 2025 na residência oficial do Senado, de acordo com diálogos dele com a ex-namorada Marta Graeff que estavam em um dos celulares apreendidos pela PF.
A Amprev (Amapá Previdência), gestora do regime próprio de previdência do estado, aplicou R$ 400 milhões em títulos de alto risco do banco. A instituição era comandada por Jocildo Silva Lemos, alvo da PF em fevereiro e afilhado político de Alcolumbre.
O Sextou de hoje, programa musical que ancoro nas sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, está imperdível! O entrevistado é o percursionista Sérgio Rosa, filho de Arnaldo Rosa, fundador do grupo de samba paulistano Demônios da Garoa, o mais antigo em atividades no Brasil, com 83 anos ininterruptos. Já entrou, inclusive, para o Livro dos Recordes.
Demônios da Garoa nasceu no bairro da Mooca, em São Paulo, em 1943, conservando influências de uma variedade de fontes culturais para construir suas próprias características. Sua história musical cresceu quando seus fundadores conheceram Adoniran Barbosa, um dos mais importantes compositores da MPB, durante as filmagens de ‘O Cangaçeiro’, em terras nordestinas. Em 1949, juntos, foram vistos como uma personificação dos movimentos socioculturais da época.
Entre os sucessos mais conhecidos estão: “Trem das Onze”, “Iracema”, “Saudosa Maloca”, “O Samba do Arnesto”, “As Mariposas”, “Tiro ao Álvaro”, “Ói Nóis Aqui Trá Veiz”, “Vila Esperança” e “Vai no Bexiga pra Ver”. O grupo já lançou mais de 70 discos, com mais de 30 milhões de cópias vendidas e, aproximadamente, 11 mil shows realizados.
A formação original tinha Arnaldo Rosa (vocal e ritmo), os irmãos Antônio e Benedito Espanha (que marcavam ritmo tocando tantã e afoxé), Waldemar Pezuol (no violão), Zezinho (no violão tenor) e Bruno Michelucci (no pandeiro). Hoje, o grupo é composto por Sérgio Rosa, filho de Arnaldo, Dedé Paraizo, Everson Pessoa e Ricardo Rosa (Ricardinho).
O Sextou vai ao ar na próxima sexta-feira, às 18h, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque no alto do blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
Operação da PF empurra escândalo do Master para a pré-campanha de Flávio
A ofensiva da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ontem, empurrou o escândalo do Banco Master para o centro da articulação política da oposição e atingiu em cheio a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, presidente nacional do PP e um dos principais operadores da federação União Progressista, Ciro passou a ocupar o núcleo político da investigação sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com integrantes do Congresso.
A operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atingiu uma aliança considerada estratégica pelo entorno de Flávio. Assessores do senador trabalhavam para aproximar o PL da federação formada por PP e União Brasil, movimento visto como essencial para ampliar tempo de televisão, fundo partidário e palanques estaduais em 2026.
A cautela ficou evidente na reação pública do próprio Flávio. Em nota divulgada após a operação, o senador evitou citar Ciro nominalmente e classificou as informações como “graves”. “Entendemos que fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal”, afirmou. O parlamentar também destacou a condução do caso pelo ministro André Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, interlocutores do PL passaram a recalcular o peso da aproximação com o Centrão. A avaliação é de que o episódio reforça resistências dentro do bolsonarismo mais ideológico à ampliação da influência de partidos como PP e União Brasil sobre a campanha presidencial. Ao mesmo tempo, um afastamento brusco é tratado como improvável, já que a federação continua sendo considerada decisiva para a montagem de alianças regionais.
A investigação da PF descreve Ciro Nogueira como “destinatário central” de vantagens pagas por Daniel Vorcaro. Segundo os investigadores, o senador recebia pagamentos mensais de R$ 300 mil — valor que, em alguns períodos, teria chegado a R$ 500 mil — além de hospedagens em hotéis de luxo, viagens internacionais, voos privados, restaurantes de alto padrão e outras despesas pessoais custeadas pelo banqueiro. Em abril, o salário líquido de Ciro no Senado foi de R$ 29 mil, valor inferior a 10% do que a PF aponta como repasses mensais ligados ao esquema. A defesa do parlamentar afirmou repudiar “qualquer ilação de ilicitude”.
Entre os elementos reunidos pela PF está uma emenda apresentada por Ciro Nogueira para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Segundo a investigação, o texto foi elaborado dentro do Banco Master, encaminhado a Vorcaro e entregue em envelope destinado ao senador. A proposta ficou conhecida no Congresso como “emenda Master”. Mensagens apreendidas mostram o banqueiro comemorando a apresentação do texto: “Saiu exatamente como mandei”.
A PF também aponta que empresas ligadas ao senador e ao núcleo familiar de Vorcaro teriam sido utilizadas para movimentação e formalização de recursos investigados. Na decisão que autorizou a operação, André Mendonça cita indícios de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e continuidade delitiva. Os investigadores afirmam que a relação entre os dois “extrapola relações de mera amizade”.
O avanço da investigação alterou também o ambiente político em torno do próprio governo Lula (PT). Até então, parte do desgaste do caso Master vinha recaindo sobre o Planalto e sobre a proximidade entre integrantes do governo e ministros do STF, especialmente após a revelação de contratos ligados ao banco no entorno da Corte.
SERÁ? – Alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) já havia afirmado, em março, que renunciaria ao mandato caso surgisse “alguma denúncia comprovada” contra ele no caso Banco Master. A declaração foi dada durante agenda no Piauí, quando as revelações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro começavam a ganhar força. Ontem, Ciro foi alvo de buscas autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF.
Delação enfraquecida – O atual cenário na investigação do Banco Master é de resistência à proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro. Investigadores avaliam que o banqueiro ainda não entregou informações consideradas “produtivas” para o andamento do caso. A operação contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ontem, reforçou essa leitura dentro da investigação. A avaliação é de que a PF já avançou além do material oferecido até aqui pelo empresário. Para manter o status de colaborador, Vorcaro precisará apresentar novos elementos e provas mais robustas. Hoje, segundo fontes ligadas ao caso, a tendência predominante é pela rejeição da delação.
Tarifas na mesa – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que discutiu tarifas comerciais e minerais estratégicos com Donald Trump durante reunião de cerca de três horas na Casa Branca. Segundo Lula, os dois concordaram em criar um grupo de trabalho bilateral para tratar de impasses comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O petista disse que o tema das terras raras foi tratado como questão de soberania nacional e defendeu parcerias internacionais sem preferência por países específicos. PIX e classificação de facções criminosas como organizações terroristas, porém, ficaram fora da conversa. “A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania”, declarou Lula.
Sem interferência – Após encontro com Donald Trump, Lula afirmou não acreditar em interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. “Quem vota é o povo brasileiro”, disse, ao comentar a possibilidade de influência do republicano no cenário político nacional. Lula afirmou ainda que não considera adequada a participação de chefes de Estado estrangeiros em disputas eleitorais de outros países. Segundo o petista, Trump deve “se comportar como presidente dos EUA” e respeitar a soberania brasileira.
Química em dia – Donald Trump voltou a adotar tom cordial ao comentar o encontro Lula na Casa Branca. O republicano classificou a reunião como “muito boa” e chamou Lula de “um bom homem” e “um cara inteligente”. Em publicação nas redes sociais, Trump também descreveu o petista como “muito dinâmico” e afirmou que novas reuniões entre representantes dos dois países já estão previstas. Lula relatou que o encontro teve momentos de descontração e disse ter aconselhado o americano a sorrir mais. “Trump rindo é melhor do que de cara feia”, afirmou o presidente brasileiro.
CURTAS
Palanque segue em aberto – O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido está aberto a dialogar com a governadora Raquel Lyra (PSD) caso ela decida apoiar a reeleição de Lula em Pernambuco. Embora tenha reforçado que o “parceiro prioritário” da sigla no Estado é João Campos (PSB), Edinho evitou descartar a possibilidade de mais de um palanque para Lula em 2026. A declaração foi dada após reunião com João e encontro da executiva estadual petista, no Recife. “Se a governadora quiser apoiar o presidente Lula, nós estaremos abertos para ouvir”, afirmou.
Quebra-cabeça do Senado – A dificuldade de Raquel para fechar a chapa majoritária de 2026 segue travando definições no entorno do governo. Fernando Dueire (PSD), Miguel Coelho (União Brasil) e Túlio Gadêlha (PSD) disputam espaço em uma composição ainda sem rumo definido. Nos bastidores, aliados admitem que a demora reflete o desafio de montar uma chapa competitiva sem desagradar grupos que hoje convivem apenas por conveniência política. O Senado virou o principal foco de tensão dentro da base governista.
Jarbismo em campo – A recente reunião entre Raquel, o senador Fernando Dueire (PSD) e o ex-governador Jarbas Vasconcelos (MDB) reforçou a tentativa da gestora de se ancorar no chamado jarbismo para enfrentar João Campos na disputa de 2026. A articulação foi interpretada nos bastidores como busca por um capital político que ajude Raquel a construir uma narrativa eleitoral mais competitiva diante do socialista, que explora o legado do pai, o ex-governador Eduardo Campos, e já circula com chapa praticamente desenhada.
Perguntar não ofende: Se o PT já chama João de “parceiro prioritário”, o que sobra para Raquel?
Recebi, hoje, com muita honra e alegria, mais um título de Cidadão Honorário. Agora, sou bezerrense, filho adotado de Bezerros, a terra do carnaval dos Papangus, da maravilhosa Serra Negra, um dos pontos turísticos mais belos do Estado, que ajudei a propagar na mídia desde os anos 80, quando comecei no Diário de Pernambuco.
Já perdi as contas das adoções oficiais. Acho que passam de 80 municípios. São iniciativas em reconhecimento ao meu trabalho na Imprensa brasileira, com destaque para as defesas intransigentes dos interesses de Pernambuco.
Me considero um municipalista ardoroso. Charles Chaplin dizia que a vida é um assunto local. Ulysses Guimarães, o Senhor Diretas, ensinou que não existe político nacional. Todos se elegem nas suas aldeias e devem satisfação a este eleitorado, que dá a oportunidade do político local se projetar nacionalmente. Mas, com exceção do presidente da República, ninguém se elege com os votos do País, mas do eleitorado das suas aldeias.
Alguém há de perguntar o que fiz por Bezerros e mais de 80 municípios que me concederam a cidadania. Respondo apenas com uma frase: “É o reconhecimento ao meu jornalismo cidadão, em defesa daqueles que não têm voz, dos sem tribuna, dos injustiçados”.
Jornalismo cidadão é entregar para as novas gerações uma obra como ‘Os Leões do Norte’, compêndio histórico com o perfil de 22 governadores pernambucanos, alguns estadistas, como Agamenon Magalhães, que não serviu apenas a Pernambuco, mas ao Brasil.
Jornalismo cidadão é entregar uma obra como ‘O Nordeste que deu certo’, uma contribuição para mudar a imagem de uma região que cresce mais do que o Brasil, mas que continua sendo apontada como um problema e não uma solução para o País.
Jornalismo Cidadão é denunciar um regime de trabalho escravo nos grotões da seca, com o livro ‘Reféns da seca’. É trazer à luz ainda a correção do perfil de um grande brasileiro, Marco Maciel, que serviu sem se servir dos cargos, que, segundo Fernando Henrique Cardoso, era um homem extremamente devotado a vida pública, um vice-presidente da República que todo presidente gostaria de ter.
O Recife será, entre os dias 12 e 14 de maio, o centro das discussões institucionais do Ministério Público brasileiro ao sediar uma programação especial em celebração aos 80 anos da Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPPE). A agenda reunirá autoridades do Judiciário, membros do Ministério Público de diversas regiões do país e convidados em uma série de atividades que incluem seminários, reuniões estratégicas e programação cultural.
O Seminário de Comemoração dos 80 anos da AMPPE vai reunir representantes de diferentes regiões do país em uma agenda voltada ao debate institucional, intercâmbio de experiências e fortalecimento do Ministério Público brasileiro. O evento, que contará com palestras, painéis, reuniões estratégicas e apresentações culturais, tem o patrocínio de Suape e Lafepe e apoio institucional do Ministério Público de Pernambuco e da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público.
“A AMPPE atravessou momentos decisivos da história do país, esteve presente em pautas sociais relevantes e sempre buscou representar os membros do Ministério Público em seus pleitos e demandas. Celebrar 80 anos é preservar esse legado e, ao mesmo tempo, renovar compromissos para que essa trajetória siga pautada pela humanização, transparência e solidez institucional”, afirma Helena Martins, presidenta da entidade.
A pré-estreia do filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro teve seus ingressos esgotados em menos de 12h de anúncio da sessão. O longa metragem intitulado “Colisão dos Destinos” tem a direção de Doriel Francisco com produção de Mário Frias.
A estreia nacional será no dia 14 de maio. Em Pernambuco, as sessões de pré-estreia vão acontecer na próxima terça feira (12), no Teatro Beberibe, no Centro de Convenções, em Olinda, às 19h e às 21h.
Os ingressos para a sessão das 21h estão disponíveis mediante uma inscrição pelo link disponibilizado nas mídias de Gilson Machado Neto e de Gilson Machado Filho. “Impressionante como esgotou rápido. Anunciamos ao meio-dia de ontem e, ao final da tarde, a primeira sessão já estava lotada”, ressaltou Gilson Machado Neto, amigo do ex-presidente Bolsonaro, ex-ministro do Turismo e Cultura e pré-candidato a deputado federal.
Figura ilustre do mundo jurídico, o professor, jurista, advogado e autor de vários livros, João Mauricio Adeodato, está internado em estado crítico no Hospital Esperança, no Recife. O que se sabe, até o momento, é que ele passou mal em sua casa, caindo desmaiado e perdendo a consciência.
Alguns médicos, moradores do mesmo prédio que ele, prestaram os primeiros socorros antes da remoção para o hospital. Adeodato está em coma induzido, entubado, ainda sem diagnóstico definitivo. A família pede aos amigos paciência e fé neste momento delicado.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou, por meio de nota divulgada hoje, que considera “graves” as informações divulgadas sobre a operação contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Polícia Federal (PF) deflagrou pela manhã mais uma fase da Operação Compliance Zero e mirou, pela primeira vez, o núcleo político por suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. Ex-ministro da Casa Civil, Nogueira foi alvo de busca e apreensão. As informações são do portal Estadão
Ciro Nogueira recebia de Vorcaro uma mesada de R$ 300 mil, que pode ter chegado a R$ 500 mil, segundo a PF. A defesa do parlamentar afirmou que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que também ordenou o bloqueio de R$ 18,8 milhões em bens. No total, a PF cumpre dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária nos Estados de Piauí, Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo.
“O senador Flávio Bolsonaro acompanha com atenção e considera graves as informações divulgadas pela imprensa. Entendemos que fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal”, afirmou Flávio em nota.
O texto também diz que o senador “confia na relatoria do caso Master, conduzida pelo ministro André Mendonça, e esperamos uma ampla apuração”. O magistrado foi indicado ao STF por Bolsonaro.
Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, foi alvo de prisão temporária na operação – ele já havia sido incluído na investigação por suspeita de participação em fraudes nos fundos de investimento. A defesa dele ainda não se manifestou.
Um dos locais de busca e apreensão é a residência de Ciro Nogueira em Brasília. Não há cumprimento de mandado no gabinete dele no Senado. O irmão dele, Raimundo Nogueira, também foi alvo de buscas. A defesa dele também não se pronunciou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou o pedido de mudança do protocolo durante o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, hoje, em Washington. Mais cedo, o brasileiro solicitou que os dois se reunissem a portas fechadas antes de falarem com a imprensa. A coletiva dos dois foi cancelada após o encontro de mais de três horas.
“Primeiro, quando vim para cá, eu disse eu não iria conversar com a imprensa antes da reunião, não tem sentido”, afirmou em entrevista na embaixada após deixar a Casa Branca. “Eu venho para discutir assunto, como é que você vai fazer uma entrevista coletiva antes de você discutir?”, questionou.
“Nem eu, nem o presidente Trump precisamos de fotografia. E não precisamos inventar nada para a imprensa”, disse. O pedido foi feito após um desconforto do presidente brasileiro no último encontro entre os líderes, na Malásia. Lula achava melhor falar com a imprensa após a conversa formal entre os dois. A informação foi confirmada pelo secretário de Imprensa, Lércio Portela Delgado.
Por conta da mudança na programação, a equipe da Casa Branca orientou aos jornalistas que aguardam para registrar o encontro os líderes no Salão Oval a se sentarem, segundo a correspondente da Globo em Washington, Raquel Krähenbühl. “Ainda não é hora de se alinhar. Nós chamaremos quando for o momento de reunir, não há necessidade de formar fila agora”. Mais tarde, o atendimento à imprensa foi cancelado.
Acabou, há pouco, em Bezerros, no Agreste, a cerca de 110 quilômetros do Recife, a sessão de autógrafos do meu livro Os Leões do Norte, da editora Eu Escrevo, realizada no auditório da Faculdade Vale do Pajeú. O lançamento ocorreu após a solenidade em que recebi o título de Cidadão Honorário do município, homenagem proposta pelo vereador Diogo Lemos (PSB) e aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal.
O evento foi organizado pelo meu amigo Cleonildo Painha, advogado, empresário e presidente da instituição de ensino, responsável por reunir grande parte da classe política e jurídica da região. A solenidade contou com a presença de políticos, empresários, representantes do Judiciário e autoridades de vários municípios do Agreste.
Com os vereadores Emanuel de Boas Novas, Diogo Lemos, Roberto Dinda, Eduardo Lima, Eduardo Pereira, Idelbrando Pontes e o presidente da Faculdade Vale do Pajeú, Cleonildo Painha
Dos desembargadores homenageados anunciados anteriormente, participaram presencialmente Ricardo Paes Barreto, Erick Simões e Fausto Campos. Já Alberto Nogueira, Francisco Eduardo Sertório, Paulo Augusto de Freitas e Agenor Ferreira Filho enviaram representantes.
Com os vereadores Emanuel de Boas Novas, Diogo Lemos e o presidente da Câmara de Bezerros, Adé Motos
Também estiveram presentes o deputado estadual Joãozinho Tenório (PSD), vice-líder do Governo Raquel Lyra na Alepe; o prefeito de João Alfredo, Zé Martins (PSD); o presidente da Câmara de Bezerros, Adé Motos (União Brasil); além do vereador Diogo Lemos (PSB), autor da proposta da honraria.
Com o vereador de Sairé, Idelbrando PontesCom a prefeita de Cumaru, Maria Zeneide Medeiros e a ex-prefeita Mariana Medeiros
Prestigiaram ainda o evento os vereadores de Bezerros Emanuel de Boas Novas (União Brasil), Roberto Dinda (PSB) e Eduardo Lima (PSD); o advogado Eduardo Pereira; o vereador de Sairé e líder do governo municipal, Idelbrando Pontes (PT), representante do prefeito do município; o secretário de Administração de Barra de Guabiraba, Júnior Amorim; o médico e empresário Thiago Rangel, que fez questão de adquirir exemplares do livro para distribuir entre alunos do município; e o ex-prefeito de Bezerros Breno Borba (PT).
Com o ex-prefeito Bezerros, Breno Borba
A programação foi mais breve e com público reduzido em razão da morte de Margarida Geralda da Silva, mãe da prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino (União Brasil), falecida hoje.
Com o secretário de Administração de Barra de Guabiraba, Júnior Amorim
“Os Leões do Norte” reúne 22 minibiografias de ex-governadores de Pernambuco (1930–2022), fruto de extensa pesquisa jornalística e historiográfica. A obra resgata a memória política e institucional do Estado e propõe reflexão sobre os legados e impactos das gestões ao longo de quase um século.
Em comemoração aos 50 anos de existência, a Academia Pernambucana de Letras Jurídicas (APLJ) promove evento festivo, no próximo dia 14, às 17h. Na ocasião, acontecem também palestras do Ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Alberto Balazeiro, e do advogado, professor e escritor Guilherme Veiga, além de entregas de medalhas e título, coquetel e um momento musical. O evento acontece no auditório e foyer da Academia Pernambucana de Letras.
O ministro Alberto Balazeiro conduz palestra sobre “Processo Estrutural”. Balazeiro atua no TST desde 2021 e é membro da Academia de Letras Jurídicas da Bahia. Em novembro de 2025 foi designado Coordenador do Comitê Nacional do Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil e de Estímulo a Aprendizagem. A autoridade aproveita para divulgar e sortear um exemplar do livro de sua autoria “Processo Estrutural Laboral: Principiologia, Autonomia e Casuística”, com apresentação de Ana Virgínia Moreira Gomes, prefácio de Osmar Mendes Paixão Côrtes e posfácio de Lelio Bentes Corrêa.
Já Guilherme Veiga ministra palestra sobre Mediação nas Cortes Superiores, tema de seu livro publicado em 2023, que também será divulgado e sorteado no evento. A publicação tem apresentação de Manoel Antônio Bruno Neto e prefácio do ministro Paulo de Tarso Sanseverino. Mestre pela Unicap e Doutor pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB), Veiga é especialista em Direito Constitucional Internacional pela Universitá di Pisa, na Itália e, recebe na cerimônia a outorga de “Membro Benemérito”.
Serão homenageados na data com a Medalha Bernardette Pedrosa, as presidentes do IAB Nacional, da OAB/PE e do IAP, Rita Cortez, Ingrid Zanella e Erika Ferraz, respectivamente. Também recebem a condecoração o presidente de Honra e o diretor da Academia Brasileira de Direito, Roberto Victor Ribeiro e Ricardo Bezerra, bem como, o diretor da Faculdade de Direito do Recife/UFPE, Torquato de Castro Junior. A condecoração é uma homenagem à primeira mulher a ser admitida como professora na Faculdade de Direito do Recife, em 1965.
A solenidade que marca o Jubileu de Ouro da entidade é para convidados e deve reunir nomes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de estudantes e interessados na área jurídica. A celebração conta com apresentação de música clássica por trio do departamento de Música do Centro de Artes e Comunicação da UFPE, formado pela soprano Vanessa de Melo, a violonista Ruti Freitas e o bandolinista Vitor Castanheira com repertório de óperas e música brasileira em formato intimista.
Atualmente no comando da presidente Rosana Grinberg (foto), que foi eleita no biênio de 2022/2024, e reeleita no cargo para 2024/2026, a APLJ se consolida como uma entidade que se destina a seguir os ideais democráticos e o cumprimento dos princípios maiores do Direito e da Justiça dentro do ambiente acadêmico. Grinberg foi a primeira mulher a assumir o alto cargo na instituição. Professora, advogada, procuradora de Justiça de Pernambuco aposentada e presidente da Associação de Defesa da Cidadania e do Consumidor (ADECCON). Rosana Grinberg atuou por oito anos como presidente do Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor (FNECDC)