O novo presidente do União Brasil é o advogado Antônio Rueda. Foi eleito, há pouco, por 30 dos 42 delegados do partido que compareceram à convenção, em Brasília. Rueda derrotou o deputado Luciano Bivar, a quem é ligado politicamente há 30 anos, depois de um dia tenso em Brasília, no qual Bivar chegou a cancelar a eleição baixando uma resolução, derrubada pelos votos da maioria.
O Sertão voltou a fazer parte da agenda de Sebastião Oliveira. Na última terça-feira (22), o candidato a deputado estadual percorreu três municípios, Parnamirim, Terra Nova e Exu, onde reencontrou lideranças, aliados e amigos e reafirmou a disposição de seguir trabalhando pelo desenvolvimento da região.
Em Terra Nova, Sebastião foi recebido pelo presidente da Câmara de Vereadores, Livino Clementino, pela ex-prefeita Aline Freire e pelos vereadores Carlinhos Menezes e Neilson Neres, além de outras lideranças locais, e relembrou ações que ajudou a viabilizar no município.
“Tenho uma história de trabalho em Terra Nova. No Guarani, deixamos obras e ações que fazem parte do dia a dia da população, como o asfalto e a Academia da Cidade. É uma trajetória construída com trabalho e entregas, e quero continuar ajudando Terra Nova a avançar”, afirmou.
Em Exu, Oliveira foi recebido pelo Dr. Filipe Araújo e por Isabel Alencar. Na terra de Luiz Gonzaga, ele destacou que sua relação com o município começou em 2002, ainda no primeiro mandato na Alepe. “São 24 anos de parceria e realizações para a população de Exu. Fizemos a Estrada de Timorante, perfuramos poços artesianos, levamos máquinas agrícolas, calçamento e tantas outras ações. É uma história que continua. Ainda temos muito a fazer por Exu e por todo o Sertão”, afirmou Sebá.
Já em Parnamirim, Sebastião Oliveira participou de um encontro na residência do ex-vereador Newilton Mendes, com as presenças do vice-prefeito Nivaldo Mendes, dos vereadores Andryele Saraiva e Professor Elson Dantas, além de Aelma Mendes e Zezinho Luiz.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que viajou, em janeiro de 2025, com a família e o amigo Willer Tomaz, dos Estados Unidos para o Brasil, em uma aeronave administrada por empresa do banqueiro Daniel Vorcaro.
Meses depois, em agosto, a mesma aeronave foi usada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e pela mulher dele, a advogada Viviane Barci. A informação sobre a viagem foi publicada pela revista “piauí” e confirmada pelo g1.
Flávio confirmou a viagem em uma publicação nas redes sociais. Ele compartilhou uma publicação sobre o tema e disse: “Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”.
Em nota, o advogado Willer Tomaz afirmou que ele “não conhece Daniel Vorcaro, jamais esteve com ele e nunca celebrou com ele qualquer negócio, de qualquer natureza”. O senador deixou Fort Lauderdale, na região de Miami, na Flórida, às 12h15 de 19 de janeiro de 2025 e pousou em Brasília às 20h01.
O registro de entrada e saída da alfândega americana confirma que Flávio deixou os Estados Unidos naquela data. Ele havia entrado no país em 27 de dezembro de 2024, por Miami, para passar as festas de fim de ano com a família e amigos.
Entre eles estava Willer Tomaz, advogado que entrou no radar da Polícia Federal nas investigações sobre fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias do INSS.
O voo de retorno ao Brasil foi feito na aeronave da Embraer, Legacy 650, prefixo PP-NLR, fabricada em 2012. O jato tem autonomia para voar até 7,2 mil km a 850 km/h e pode levar até 13 passageiros.
Empresa ligada a Vorcaro
À época, a aeronave era gerida pela Prime Aviation, empresa ligada a Daniel Vorcaro, em contrato de 10 anos de cessão com a Fraction 024, de propriedade de Marcus Vinícius da Mata, também ligado ao banqueiro.
É com da Mata que Vorcaro troca mensagens questionando se a família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, já estaria usando de aeronaves de sua propriedade.
É esta mesma aeronave que, posteriormente, é apontada pela Polícia Federal como sendo negociada com o escritório de advocacia Barci de Moraes em maio de 2025, em um contrato de R$ 50 milhões por serviços advocatícios.
Apesar do contrato de Viviane Barci ser firmado, segundo a Polícia Federal, com a Viking Participações, que não tinha propriedade direta da aeronave, a empresa fazia parte do conglomerado usado por Daniel Vorcaro para diluir ativos financeiros.
“Os ativos mencionados seriam dois bens vinculados às empresas F24 (FRACTION 024 ADMINISTRACAO DE BEM PROPRIO S.A.) e F53 (PT-PCT ADMINISTRACAO DE BEM PROPRIO). A F24 é possuidora da aeronave modelo Legacy 650, prefixo PP-NLR, enquanto a F53 estava em fase de aquisição do Helicóptero EC 155 B1, fabricado pela Airbus Helicopters”, escreveu a PF sobre os bens que seriam dados por Vorcaro a Viviane Barci como parte do pagamento.
A Direção Estadual do PSOL Pernambuco aprovou resolução política que estabelece a orientação do partido para a eleição ao Senado Federal em 2026. Além de defender a candidatura de Paulo Rubem Santiago (Rede), o PSOL orienta sua militância a direcionar o segundo voto para Humberto Costa (PT) ou Marília Arraes (PDT).
A decisão considera a importância estratégica da composição do Senado para a correlação de forças no Congresso Nacional e a necessidade de fortalecer o campo democrático e popular nas eleições deste ano. Humberto Costa e Marília Arraes são os candidatos de Lula ao Senado em Pernambuco que mantêm maior proximidade com o campo democrático-popular e com a candidatura do presidente.
Por isso, a direção estadual orienta que a militância do PSOL não dilua o segundo voto em outras candidaturas, concentrando nossos votos em Humberto Costa 130 (PT) ou Marília Arraes 123 (PDT). A resolução também orienta as candidaturas majoritárias e proporcionais da federação PSOL-Rede em Pernambuco a se somarem ativamente às campanhas de Lula, Humberto Costa e Marília Arraes, integrando uma frente ampla em defesa da democracia e contra a extrema direita.
A orientação combina a autonomia política e programática do PSOL com a construção de uma ação unitária diante da conjuntura eleitoral de 2026. A reeleição de Lula para presidente, junto a Paulo Rubem Santiago e Humberto Costa ou Marília Arraes para o Senado, é essencial para o Brasil enfrentar e derrotar o bolsonarismo e fortalecer o campo de esquerda democrática e popular.
O Programa Ilumina Pernambuco tem como objetivo modernizar a iluminação pública dos municípios do Estado. Ele substitui antigas lâmpadas de vapor de sódio e mercúrio e luminárias ineficientes por luminárias de LED, garantindo mais eficiência energética e segurança. Apesar de não ser considerado município, o distrito estadual de Fernando de Noronha também está sendo contemplado pelo programa com um investimento aproximado de R$ 2.219.417,12, que garantirá a modernização de 1.229 pontos de iluminação em LED na ilha.
As obras já iniciaram e termina no próximo mês, em Outubro. A modernização será realizada em duas etapas: a primeira, com investimento de R$ 719.417,12, contemplará 969 pontos e prevê a ampliação e substituição de todo o sistema de iluminação pública da ilha; e a segunda, com o aporte financeiro aproximado de R$ 1.500.000,00, contemplará 260 pontos envolvendo a substituição de todo o sistema de iluminação das pedonais (acessos de pedestres), infraestrutura elétrica, revitalização de iluminação da Praça Flamboyant e implantação de sistema de telegestão em todos os pontos de iluminação da ilha.
O Programa Ilumina PE é uma iniciativa do Governo de Pernambuco, executada por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do estado. E, no arquipélago pernambucano, a ação conta com o apoio da Administração de Fernando de Noronha. “Fernando de Noronha só tem a agradecer ao Governo do Estado e à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação por ter sido contemplado pelo maior programa de iluminação de Pernambuco”, comemorou Roberta Meneses, superintendente de Infraestrutura e Meio Ambiente da Administração da ilha.
Ex-ministro da Previdência, do Trabalho, das Comunicações, da Secretaria-Geral de Governo. Ex-presidente do PT. Ex-deputado federal. Hoje um pouco afastado da rotina do partido e mais ainda da rotina do governo, Ricardo Berzoini tem várias credenciais para fazer alertas. Não foram poucas as campanhas eleitorais de que participou.
É com esse currículo que ele avaliou o atual quadro eleitoral, na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, e seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL). Berzoini projeta a possibilidade de agora Flávio Bolsonaro ter uma performance semelhante à que teve seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018. E em 2018 Jair Bolsonaro foi eleito presidente. Mas seu adversário na ocasião não era Lula, mas Fernando Haddad. “Ou seja, será como gosta de dizer aquele locutor de futebol: ‘Haja coração!’ Uma disputa voto a voto”, disse ele.
Para Berzoini, nessa reta final é preciso focar na parcela de eleitores ainda indecisos, que hoje, pelas suas avaliações, estaria entre 5% a 6%. E, nesse sentido, avalia ele, o foco da campanha não pode estar na militância tradicional petista. Esses votos já estão conquistados. Mas ganhar os corações e mentes de quem ainda não se definiu. “Se alguém a essa altura ainda não definiu em quem votará, é preciso descobrir qual é a razão dessa indefinição. Qual a resistência que há e trabalhar isso”.
A resistência de quem está indefinido, avalia Ricardo Berzoini, trabalha contra e a favor. Esse eleitor tem suas razões para não escolher de imediato Lula. Mas tem suas razões para não escolher Flávio Bolsonaro. Se Lula tem uma rejeição alta, conforme as pesquisas, Flávio também tem. Até maior. Poderia ser um complicador o fato de todos os adversários de Lula desta vez pertencerem a um campo mais conservador. Mas o sentimento do eleitor não parece ser assim tão ideológico. “O voto não tem dono”, observa Berzoini.
Segundo ele, o acompanhamento que teve de várias eleições mostra que nunca um candidato consegue transferir integralmente seus votos para aquele que eventualmente ele apoia no segundo turno. Mas Berzoini afirma que tem alertado para os riscos há algum tempo. Para ele, em alguns momentos teria havido certo salto alto quando pesquisas mostravam números mais positivos para Lula.
“Nós sabemos que quando vão se aproximando as eleições as pesquisas começam a ficar mais próximas do resultado de fato”, observa Berzoini. E era esse o alerta que fazia. Números mais favoráveis no passado poderiam ser enganosos. Lula, na verdade, não disputa contra Flávio Bolsonaro. Seu adversário é Jair, representado por Flávio.
Um outro fator que merece atenção, segundo Berzoini, é a pressão que deve ser exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para ele, já está mais do que claro que essa pressão já está acontecendo e deverá se intensificar. “Há diversos interesses em jogo”, diz Berzoini. “Desde terras raras até o Pix e o controle das big techs”.
Isso leva àquilo que o próprio Trump batizou de “Doutrina Donroe”, sua visão particular da Doutrina Monroe de “América para os americanos”. Busca estabelecer governos que se alinhem aos seus interesses no continente. “Hoje, só nós, o Brasil, e o Uruguai, resistimos a esse crescimento da direita no continente”, observa Ricardo Berzoini.
Na avaliação de Berzoini, no entanto, a propaganda eleitoral de Lula melhorou. Para ele, Lula vinha até há algum tempo muito focado em dizer o que tinha feito ao longo da sua trajetória política e nos três governos. Precisava, com mais clareza, projetar o que pretende fazer num quarto governo. E diferenciar isso das propostas adversárias.
Berzoini identifica alguns eixos principais de estratégia para essa reta final. “Precisamos avançar ainda mais em Minas Gerais, ampliar mais no Nordeste, crescer no Rio Grande do Sul e em São Paulo”. Pesquisa AtlasIntel nesta quarta (23) mostra vantagem de Lula em Minas. Ela aparece com 48,8% no primeiro turno contra 43,4% de Flávio.
No segundo turno, Lula em Minas vai a 51,5% contra 48,5% de Flávio. Em São Paulo, também a AtlasIntel nesta quarta mostra algum crescimento de ambos, maior, porém, de Flávio. Com relação à rodada anterior, Flávio foi de 39,9% para 45,1%. Lula foi de 36% para 39,8%. A vantagem de Flávio é de 5,3 pontos. Como diz o locutor: “Haja coração!”
Mais de dois anos depois de ser anunciado pelo Governo de Pernambuco como uma aposta para movimentar a economia da Mata Sul, o Polo Empresarial de Palmares ainda não funciona como o polo de empresas apresentado à população. No local, as imagens atuais mostram uma extensa área destinada aos empreendimentos, mas ainda marcada por obras de infraestrutura, terra e espaços sem galpões ou atividade empresarial instalada.
O projeto foi anunciado em 12 de junho de 2024. Naquele momento, o Governo do Estado informou que investiria R$ 5,7 milhões na implantação do polo, em uma área de dez hectares às margens da BR-101. O espaço seria dividido em 12 lotes destinados a empresas, com o objetivo declarado de impulsionar a economia e ampliar a geração de empregos na região.
A licitação também foi aberta naquele dia. O edital previa a contratação de uma empresa para executar terraplenagem, drenagem, pavimentação e sinalização. A disputa estava marcada para 10 de julho de 2024.
O contrato acabou sendo firmado com a Construtora JMT. O extrato publicado no Diário Oficial registra valor de R$ 4,57 milhões. Um documento da própria Adepe indicou início da execução em 30 de setembro de 2024, prazo de dez meses e conclusão prevista para 30 de julho de 2025. Na atualização de 30 de setembro de 2024, a obra aparecia como em execução, ainda sem valores medidos ou pagos naquele período.
A data prevista para conclusão passou, mas o polo continuou em obras. Em abril de 2026, quase nove meses depois daquele prazo, o próprio Governo de Pernambuco voltou a divulgar o empreendimento. A informação oficial dizia que cerca de R$ 5,5 milhões estavam sendo investidos na implantação do sistema viário, com serviços de terraplenagem, drenagem e pavimentação em mais de dez hectares. As 12 áreas continuavam sendo preparadas para receber empresas.
O contraste está justamente aí. Em junho de 2024, o polo foi apresentado como uma estrutura capaz de abrir Palmares para novos investimentos e empregos. Em abril de 2026, quase dois anos depois daquele anúncio, a própria comunicação oficial ainda descrevia obras destinadas a criar as condições necessárias para que as empresas pudessem chegar. Agora, em setembro de 2026, já se passaram mais de dois anos desde o lançamento do projeto.
Nas imagens atuais da área destinada ao polo, ainda não se vê a estrutura de um distrito empresarial em funcionamento. Não há, nos espaços registrados, uma concentração de galpões, fábricas, caminhões ou movimentação empresarial compatível com o objetivo anunciado para os 12 lotes. O cenário continua sendo predominantemente de implantação da infraestrutura.
Há ainda uma informação que precisa ser esclarecida pelo Governo do Estado. Em 2024, a Krenke Brinquedos foi anunciada como a primeira empresa prevista para o polo, com investimento de R$ 3,5 milhões e expectativa de criação de 45 empregos diretos. Atualmente, registros empresariais apontam uma filial ativa da companhia em Palmares, na BR-101, e o próprio site da Krenke informa a existência de uma unidade no município. As informações públicas localizadas, porém, não permitem confirmar se essa operação está instalada dentro dos lotes do Polo Empresarial ou em outra área de Palmares.
Por isso, a situação exige respostas mais detalhadas da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e do Governo do Estado. É preciso esclarecer qual é hoje o percentual executado da obra, quanto já foi efetivamente pago, qual o custo atualizado do projeto e qual é o novo prazo para conclusão. Também é necessário informar quantas empresas possuem lotes confirmados, quais delas já iniciaram a instalação e quando o polo começará efetivamente a funcionar.
Mais do que a aparência atual do terreno, o que está em discussão é o tempo. O investimento começou a ser anunciado em junho de 2024. O cronograma oficial chegou a apontar julho de 2025 como data para conclusão da infraestrutura. Em abril de 2026, os serviços ainda estavam sendo executados. Agora, a pergunta que permanece para Palmares e para a Mata Sul é quando aquela área finalmente estará pronta para receber empresas e transformar a expectativa de desenvolvimento em atividade econômica e empregos.
O cantor e compositor romântico Roberto Müller faleceu, hoje, no Recife, aos 89 anos. O sepultamento está previsto para amanhã, no Cemitério de Santo Amaro, na região central da capital pernambucana. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a causa da morte.
Nascido em 17 de fevereiro de 1937, na cidade de Piracuruca, no Piauí, Roberto Müller construiu uma carreira de mais de seis décadas na música brasileira. O cantor ficou conhecido principalmente por seu repertório romântico e por sua contribuição à música popular nordestina. As informações são do portal Fala News.
Roberto Müller iniciou sua trajetória artística em 1955, na Rádio Timbira, em São Luís, no Maranhão. Na década de 1960, mudou-se para o Rio de Janeiro em busca de novas oportunidades e passou por emissoras como Excelsior, Nacional e Mayrink Veiga. Entre seus trabalhos mais conhecidos está “Entre Espumas”, além de músicas como “Nunca Mais Brigarei Contigo”, que ajudaram a construir sua trajetória artística.
O portal ‘Diário do RN’ teve acesso a um vídeo que integra o material da Operação Mederi, investigação da Polícia Federal que apura supostas irregularidades em contratos da Saúde durante a gestão do então prefeito de Mossoró e atual candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil). Nas imagens, dois sócios da DISMED Distribuidora, empresa fornecedora de medicamentos para a Prefeitura de Mossoró, conversam sobre a divisão de valores de um contrato público e mencionam supostos repasses destinados a Allyson Bezerra e a uma mulher identificada como “Fátima”.
Ao explicar o que chama de “matemática de Mossoró”, um dos empresários utiliza como exemplo uma ordem de compra de R$ 400 mil e detalha quanto, segundo ele, seria destinado ao então prefeito e quanto ficaria com “Fátima”.
“Como é a matemática de Mossoró: Mossoró tem uma ordem de compra de R$ 400 mil, desses R$ 400, ele entrega R$ 200, tudo a preço de custo. Dos R$ 200, ele pega 30%, então aqui ele comeu R$ 60, fica R$ 140 para ele entregar 100%. Dos R$ 140, ele ganha R$ 70. R$ 70 com R$ 60, é meu, R$ 130; só que dos R$ 130, nós temos que pagar R$ 100 mil a Allyson e a Fátima. É 10% de Fátima e 15% de Allyson; só ficou R$ 30 mil para a empresa. ‘Tá’ aí o problema. Antigamente, a gente vendia R$ 400, nós ‘estava’ ganhando R$ 200; que é 100%. Dava os R$ 100 de Fátima e ficava os R$ 100 da empresa”, afirma um dos sócios na gravação.
As imagens são fruto de uma escuta ambiental implantada por agentes da Polícia Federal no escritório da DISMED, com o intuito de servir como prova documental para a Operação Mederi.
De acordo com o próprio relatório da Polícia Federal, os homens que aparecem no vídeo foram identificados como os sócios da DISMED Distribuidora Oseas Monthalggan Fernandes Costa e José Moabe Zacarias Soares.
O material da escuta ambiental na sede da Dismed foi incorporado ao conjunto de provas reunidas pela Operação Mederi, que investiga supostas irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Mossoró na área da saúde.
A ofensiva contra os impactos das casas de apostas ganhou um novo capítulo em Brasília. Depois de meses de cobranças no Congresso Nacional, o debate chegou ao centro das decisões do Governo Federal, que avalia medidas mais duras para restringir o funcionamento das bets e dos jogos online no país.
Entre os parlamentares que vêm colocando o tema na agenda está o deputado federal Waldemar Oliveira (Avante-PE). O pernambucano tem defendido um endurecimento das regras para o setor e apresentou uma série de propostas para reduzir os impactos das apostas sobre as famílias brasileiras.
Uma das principais iniciativas é o Projeto de Lei 3670/2026, apresentado por Waldemar em julho, que restringe a publicidade e o patrocínio das casas de apostas, amplia a proteção a públicos vulneráveis, estabelece medidas relacionadas à saúde mental e ao endividamento e propõe mudanças na tributação do setor.
Agora, a discussão avança também dentro do Palácio do Planalto. O presidente Lula tem defendido publicamente medidas mais duras contra as plataformas, enquanto o governo discute uma Medida Provisória que pode restringir fortemente o mercado e até proibir determinadas modalidades de apostas online.
Para Waldemar, o avanço do debate mostra que o problema deixou de ser tratado apenas como uma questão de regulamentação econômica e passou a ser encarado também pelo impacto social que provoca.
“Essa é uma luta que a gente vem travando há algum tempo. Não podemos normalizar um modelo que tira dinheiro da mesa das famílias, estimula o vício e atinge principalmente quem está mais vulnerável. Se o governo está disposto a enfrentar esse problema com mais força, terá nosso apoio para avançar”, afirma Waldemar.
O deputado também defende que o Congresso aproveite o momento para discutir de forma definitiva os limites de atuação do setor. “O importante é que o Brasil finalmente está entendendo a dimensão desse problema. Essa discussão precisa resultar em medidas concretas para proteger as pessoas”, completa.
Dei uma passadinha, ontem, no sítio Recanto Verde, em Sertânia, berço do poeta, cantor e compositor Luiz Wilson, frequentado na infância e adolescência pela minha Nayla. Lá, fomos recebidos por Chico Leite, irmão do artista, que mora em São Paulo e se emocionou ao receber o registro.
Em um vídeo que já viralizou nas redes, o prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca (PSB), enumera as inverdades da governadora em relação a supostas obras da sua gestão no município. Confira!
“Faz sem ela saber”. A frase dita pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), sugerindo a realização de uma laqueadura sem o consentimento da paciente, tem tudo para entrar no rol de declarações que foram marcantes para derrotas eleitorais de seus autores.
O caso veio à tona no último domingo, após o Portal Metrópoles publicar um vídeo em que a gestora aparece na inauguração da ala pediátrica do Hospital Dom Moura, em Garanhuns, respondendo ao que parece ser uma funcionária da unidade. A mulher diz a Raquel que recebeu uma gestante com sete filhos, ao que a governadora sugere que a coloque na fila para a laqueadura.
Ao ser informada de algo pela funcionária, Raquel retrucou: “Faz sem ela saber”. O caso teve repercussão nacional nos grandes veículos de imprensa e na voz de artistas, políticos, movimentos de defesa dos direitos das mulheres e influenciadores. Todos, claro, condenando a declaração.
Um dos casos mais recentes de frases que contribuíram para derrotas em eleições é o célebre “E daí? Não sou coveiro”, dito pelo então presidente Jair Bolsonaro em 2020, durante a pandemia – em uma coletiva de imprensa em que questionou os números de mortos pela Covid-19 e foi confrontado pelos jornalistas.
Já naquele ano, a declaração gerou indignação na sociedade, e foi muito utilizada durante a campanha vencida pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), remetendo ao negacionismo de Bolsonaro na condução da pandemia. Em 2008, a eleição municipal no Rio de Janeiro foi para o segundo turno entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV).
Uma disputa acirrada, muito possivelmente decidida devido a uma frase de Gabeira, capturada por repórteres que o acompanhavam em um shopping de Bangu, na Zona Oeste da capital carioca. Ao comentar, ao telefone, sobre uma candidata a vereadora aliada, ele esbravejou que ela era “analfabeta política”, e que tinha uma “mentalidade suburbana”.
O caso repercutiu na camada mais pobre da população e foi muito explorado pela campanha de Paes, que acabou vencendo pelo apertadíssimo placar de 50,7% contra 49,3% dos votos válidos. Durante a campanha presidencial de 2002, o candidato pelo PPS, Ciro Gomes, foi perguntado sobre qual seria a função de sua então esposa, a atriz Patrícia Pilar, no pleito.
Ciro então disse que “a importância é ela dormir comigo”. O machismo explícito da declaração repercutiu na imprensa e foi explorado pelos adversários. Ciro terminou a eleição em quarto lugar, atrás do vencedor Lula e de José Serra (PSDB) e Anthony Garotinho (PDT). O “faz sem ela saber” de Raquel Lyra teve repercussão imediata.
Movimentos de defesa dos direitos das mulheres realizaram um protesto em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco. Celebridades como as atrizes Deborah Secco e Luana Piovani se posicionaram nas redes sociais contra a declaração. O caso foi destaque em programas como o Estúdio i, da GloboNews, e nos maiores jornais de circulação nacional, como O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo.
EMPATE PRESIDENCIAL – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial, mas o petista passou a ter uma pequena vantagem numérica, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg. Lula registra 47,7% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 47,4%. No levantamento divulgado em 17 de setembro, Lula tinha 46,8%, enquanto Flávio registrava 47,2%. Desde então, o presidente oscilou 0,9 ponto porcentual para cima, e o senador avançou numericamente 0,2 ponto. A diferença entre os dois passou de 0,4 ponto a favor de Flávio para 0,3 ponto a favor de Lula. As oscilações se deram dentro da margem de erro do estudo, que é de um ponto porcentual para mais ou para menos. Brancos, nulos e os que não sabem somam 4,9%, ante 6% na pesquisa anterior.
Datafolha pode indicar reviravolta – A pesquisa do Quaest de ontem, mostrando empate técnico entre Raquel e João, ainda não mediu o impacto na imagem da governadora do escândalo da laqueadura. A do Datafolha, prevista para amanhã, tende a captar esse efeito porque seu campo só acaba hoje. Há uma expectativa de reviravolta do cenário em favor do candidato da oposição. Na Quaest, João subiu dois pontos e Raquel caiu dois. Em reta final, isso pode mostrar uma tendência, conforme especialistas em pesquisas eleitorais e avaliação de cenários eleitorais.
Mais uma derrota na Justiça – O Tribunal Regional Eleitoral determinou, ontem, que a campanha de Raquel Lyra (PSD) conceda direito de resposta a João Campos (PSB) em 195 inserções de 30 segundos, após considerar irregular a propaganda eleitoral intitulada “Fura-Fila”. Ao todo, serão 97 minutos e 30 segundos de direito de resposta no rádio e na televisão. A decisão do desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo contabilizou 25 veiculações da propaganda na televisão e 170 no rádio, todas com 30 segundos. O material deverá ser substituído por uma única mídia de resposta, distribuída nos mesmos meios, emissoras e blocos de audiência em que a propaganda questionada foi exibida.
Mais um ministro envolvido? – Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mostram que ela determinou a um funcionário que fizesse depósitos nas contas de dois funcionários do Ministério do Desenvolvimento Social, comandado pelo ministro Wellington Dias. Luchsinger é apontada nas investigações como lobista e, ao lado de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é alvo de inquéritos sob suspeita de tráfico de influência. Segundo a investigação, nos diálogos, Luchsinger enviou mensagem a um funcionário, Ulisses Barbosa, pedindo que fosse ao seu quarto e buscasse uma sacola com dinheiro. “Vc pega 60 mil por favor para fazer uns pagamentos pra mim ta”. Na mesma data, Ulisses envia um comprovante de um depósito de R$ 20 mil na conta de um dos servidores, o secretário-executivo adjunto da pasta, Ranniêr Costa Ciríaco.
Precatórios devolvidos – O corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves (na foto ao lado), determinou o cancelamento de 16 precatórios do setor sucroalcooleiro, que somam R$ 4,7 bilhões, com a respectiva devolução dos valores aos cofres públicos. A decisão atende a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e atinge precatórios de usinas açucareiras que chegaram a vender parte de seus créditos ao Banco Master. O montante estava depositado em contas judiciais desde dezembro de 2023, em razão de uma ordem expedida pela Justiça Federal do Distrito Federal um ano antes. O cancelamento não atinge os precatórios que o Master transferiu um mês antes de ser liquidado à Entre Investimentos, empresa da teia do banqueiro Daniel Vorcaro e controlada pelo hoje delator Antônio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”.
CURTAS
DOAÇÕES – Os partidos dos dois presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas lideram até o momento as doações de campanha privadas, vindas de pessoas físicas. Candidatos do PL, de Flávio Bolsonaro, receberam os maiores valores: R$ 49,2 milhões de 4.602 doadores. Já o PT, de Lula, agrega mais doações em quantidade: 7.251 doadores diferentes, que somam R$ 34,6 milhões.
RETIRADA – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) remova de suas redes sociais, em até 24 horas, um vídeo gravado no Palácio da Alvorada em que o petista fala sobre o escândalo do Banco Master.
SEM DISCURSO – O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), acionaram o Tribunal Superior Eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por suposta prática de conduta vedada no discurso de Lula na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Perguntar não ofende: O Datafolha de amanhã já traz o impacto do escândalo da laqueadura?