O novo presidente do União Brasil é o advogado Antônio Rueda. Foi eleito, há pouco, por 30 dos 42 delegados do partido que compareceram à convenção, em Brasília. Rueda derrotou o deputado Luciano Bivar, a quem é ligado politicamente há 30 anos, depois de um dia tenso em Brasília, no qual Bivar chegou a cancelar a eleição baixando uma resolução, derrubada pelos votos da maioria.
O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), publicou nas redes sociais um vídeo em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, na comparação entre os últimos oito anos, divididos entre os governos de Jair Bolsonaro e Lula, 94% do valor dos novos contratos firmados pelo Governo Federal com o Recife teriam sido fechados durante a atual gestão. Victor citou obras como o Hospital da Criança e intervenções em áreas de encosta e pediu votos para Lula no segundo turno.
A vereadora Professora Ana Lúcia foi eleita, nesta quarta-feira (21), para a 1ª vice-presidência da Câmara Municipal do Recife no biênio 2027-2028. Segundo as informações divulgadas, ela é a primeira mulher a ocupar o cargo na história da Casa de José Mariano. A parlamentar está no terceiro mandato e atualmente preside a Comissão de Educação, Cultura, Turismo e Esportes.
Professora e vereadora, Ana Lúcia tem atuação voltada a pautas como educação pública, inclusão de pessoas com deficiência, apoio a mães atípicas e direitos das mulheres. A 1ª vice-presidência integra a estrutura de direção da Câmara e participa da organização e da condução dos trabalhos institucionais do Legislativo municipal.
A expansão do mercado imobiliário de Petrolina (PE) está levando construtoras e incorporadoras a uma procura crescente pelo mercado de capitais e por outras soluções de gestão patrimonial. O movimento se insere numa transformação mais estrutural das fontes de financiamento do setor de imóveis no Nordeste e, no caso do Vale do São Francisco, vem atraindo para a região desde assessorias de investimento até novas operações do setor bancário, que chegam para atender a uma demanda que vai desde a administração do caixa à captação de recursos para novos empreendimentos.
“A partir do momento em que os players do setor ampliam o número de empreendimentos e passam a trabalhar com projetos de diferentes padrões, aumenta também a necessidade de alocação dos recursos disponíveis ao longo de todo o ciclo do negócio, de uma forma que garanta não apenas a melhor gestão, mas também rentabilidade”, explica o sócio-fundador da Pequod Investimentos, Diogo Velho Barreto (foto abaixo).
Segundo ele, a construção civil já representa 7% das operações da Pequod em Pernambuco, evidenciando a importância do setor para a atividade da empresa, que vem expandindo a atuação, antes concentrada nas capitais, para cidades médias do interior nordestino, entre elas Petrolina.
As mudanças no município, localizado a 715 km do Recife, ocorrem em um ambiente no qual o próprio financiamento imobiliário vem passando por uma reconfiguração. A menor disponibilidade de recursos da poupança para o crédito habitacional e a maior utilização de instrumentos do mercado de capitais, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs), vêm ampliando as alternativas de financiamento para o setor. Ao mesmo tempo, a necessidade de capital ao longo do ciclo dos empreendimentos coloca a gestão patrimonial num patamar muito mais estratégico para a atividade.
“Nesse cenário, a relação das empresas com o sistema financeiro deixa de estar concentrada exclusivamente na obtenção de crédito bancário. Dependendo da etapa do empreendimento e da finalidade dos recursos, a empresa pode precisar de financiamento para concluir uma obra, antecipar receitas ou adquirir um novo terreno e, paralelamente, administrar recursos que ainda não serão utilizados na operação”, explica o assessor de investimentos Samuel Silva, responsável pelo atendimento da Pequod na região. “A gestão financeira passa, assim, a considerar conjuntamente liquidez, prazo, risco e rentabilidade”, acrescenta.
Mais capital, mais decisões financeiras A expansão imobiliária de Petrolina ajuda a explicar por que esse movimento ganha força no Vale do São Francisco. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do município passou de 293.962 habitantes no Censo de 2010 para 386.791 em 2022, crescimento de 31,6%, o maior entre os principais polos urbanos de Pernambuco. No mesmo período, o número de domicílios particulares ocupados aumentou 59,8%, de 80.338 para 128.380 unidades.
O crescimento populacional e a formação de novos domicílios vêm acompanhados do incremento e da diversificação da oferta imobiliária. Segundo estudos da BCB Inteligência, Petrolina poderá alcançar 458.182 habitantes em 2031, o que se reflete em uma demanda por diferentes produtos da construção civil.
No mercado atual, a procura, antes mais concentrada em empreendimentos de alto padrão na orla do Rio São Francisco, vem se distribuindo também entre projetos de médio padrão, incluindo unidades na faixa de R$ 700 mil a R$ 1 milhão. O movimento alcança ainda a habitação popular: as contratações do Minha Casa, Minha Vida cresceram 141,2% no município entre 2020 e 2025.
Para Samuel Silva, a expansão do setor aumenta a complexidade da administração financeira das empresas. “O empresário local do setor imobiliário estava acostumado a pensar em terreno, obra, venda e recebimento. Mas, à medida que os negócios mudaram de escala, a gestão dos recursos passou a demandar soluções mais adequadas a essa nova realidade e mais alinhadas ao modelo atual de funding da construção”, afirma.
Liquidez ainda é prioridade O assessor afirma que, embora ainda prevaleça, em certa medida, a preferência dos empresários do ramo na região por instrumentos conservadores, devido à necessidade de disponibilidade imediata dos recursos para aproveitar oportunidades, esse comportamento vem se alterando.
“Empresas que compram terrenos, iniciam obras e avaliam continuamente novos projetos precisam preservar capacidade de movimentação do caixa. Por isso, produtos como CDB, Compromissada e Fundos de Investimentos, especialmente aqueles com liquidez compatível com as necessidades do negócio, seguem entre as alternativas mais procuradas atualmente”, destaca.
“Grande parte desses recursos vem do lucro dos empreendimentos e continua sendo mantida nesse tipo de produto. Mas há uma diversificação gradual da carteira do empresário, com a busca de soluções mais sofisticadas, como debêntures, fundos multimercado, ETFs de renda variável e até investimentos internacionais, dependendo do horizonte de utilização dos recursos”, detalha.
Essa reconfiguração está inserida na mudança do funding do próprio setor imobiliário no país, que tem se refletido de forma particular no Nordeste, considerando a relação tradicional do mercado regional de imóveis com o sistema bancário e a poupança. Dados da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostram que o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) registrou captação líquida negativa de R$ 2,9 bilhões no quarto trimestre de 2025.
A nova Mesa Diretora da Câmara do Recife, eleita na tarde desta quarta-feira (21), reforça a presença da base do prefeito Victor Marques no comando do Legislativo. Os dois principais cargos do colegiado, de presidente e de primeiro-secretário, serão ocupados por dois aliados fiéis da gestão municipal. São eles, respectivamente, Samuel Salazar (MDB) e Marco Aurélio Filho (PV). Dos nove vereadores escolhidos para o biênio 2027-2028, oito integram o campo governista. A única exceção é Fred Ferreira (PL), eleito terceiro vice-presidente.
Samuel Salazar será o novo presidente da Casa. Ele deixa a liderança do Governo, função que exerceu nos últimos anos e na qual esteve diretamente envolvido na interlocução entre a Prefeitura e os vereadores, primeiro durante a gestão de João Campos e, mais recentemente, com Victor Marques.
A primeira-secretaria, um dos postos mais importantes da estrutura da Câmara, com participação direta na administração da Casa e na condução de questões orçamentárias, financeiras e administrativas, ficará com Marco Aurélio Filho, que até recentemente integrava o secretariado de Victor Marques. Ana Lúcia (Republicanos) será a primeira vice-presidente. Hélio Guabiraba (PSB) assume a segunda vice-presidência e Fred Ferreira, a terceira.
Carlos Muniz (PSB), que também teve passagem pelo primeiro escalão da Prefeitura na gestão de João Campos, será o segundo-secretário. Gilberto Alves (PRD) ocupará a terceira-secretaria. Natália de Menudo e Chico Kiko, ambos do PSB, completam a Mesa como suplentes.
Com a ida de Samuel para a presidência da Câmara, Rinaldo Júnior (PSB) assume a liderança do Governo. Ele passa a ser o principal responsável pela interlocução política da Prefeitura com os vereadores e pela condução dos projetos de interesse do Executivo na Casa.
A nova composição mantém o diálogo que foi importante para o avanço de projetos da Prefeitura nos últimos anos. A interlocução entre o Executivo municipal e a Câmara teve reflexo direto em decisões relevantes para o Recife no atual biênio. Uma delas foi a aprovação da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, que atualizou as regras urbanísticas da cidade, criou estímulos à moradia no Centro, ampliou mecanismos de preservação e abriu novas possibilidades para a produção de habitação de interesse social.
A Câmara também autorizou uma operação de crédito de até R$ 900 milhões, dando à Prefeitura condições de ampliar investimentos em infraestrutura, saneamento, habitação, saúde e mobilidade.
Na educação, passaram pela Casa o Monitoria Recife, que criou bolsas para estudantes da rede municipal, e a ampliação do Bônus de Desempenho Educacional para profissionais da educação infantil. Já em 2026, os vereadores aprovaram o Plano Municipal de Cultura 2026-2036, que estabelece as diretrizes para as políticas culturais da cidade ao longo da próxima década.
A Mesa assume em janeiro de 2027. Até dezembro, a Câmara continua sob o comando de Romerinho Jatobá (PSB), eleito deputado estadual nas eleições deste ano, e do primeiro-secretário Eriberto Rafael (PSB).
O Sextou desta semana traz Vannick Belchior, filha do cantor e compositor cearense Antônio Carlos Belchior. Se estivesse ainda entre nós, Belchior faria 80 anos. A herdeira musical do cantor roda o Brasil com um belíssimo show em homenagem ao pai.
A cantora, de apenas 29 anos, segue o legado musical do pai. Batizado de “Meu Nome É Cem”, o projeto celebra os 80 anos de Belchior. No show, Vannick interpreta os grandes sucessos do pai, com destaque para os 50 anos do icônico álbum Alucinação.
Nascida em Fortaleza, Vannick iniciou a carreira musical em 2021, depois de estudar Direito. No projeto Meu Nome É Cem, a artista também resgata composições menos conhecidas do repertório de Belchior e conta com a colaboração de músicos que trabalharam com o pai, como Rick Ferreira e Sergio Zurawski. Entre as canções que integram o espetáculo estão Como Nossos Pais, Sujeito de Sorte e Notícia de Terra Civilizada.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
José Maria Trindade, diretor da Jovem Pan em Brasília, é um velho amigo. Somos da mesma geração que aportou em Brasília em 1984, em plena campanha das Diretas Já. Nos conhecemos numa entrevista exclusiva com o então Senhor Diretas, Ulysses Guimarães, presidente da Câmara dos Deputados e presidente do PMDB. Ele, por um jornal da Bahia; eu, pelo Diário de Pernambuco.
Uma amizade sólida, sem interrupções até hoje, graças a Deus. Diferentemente de Zé Maria, que fez carreira na Jovem Pan, mudei muito de empresa: passei pelo Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Última Hora, O Globo, Agência O Globo e Agência Meridional.
Mas há uma outra face dessa moeda que o destino nos reservou: fomos presidentes do Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados. Fui seu sucessor, numa eleição em que ele se transformou no meu principal cabo eleitoral.
Hoje, comando o blog político mais lido do Nordeste e Zé Maria participa do meu podcast Direto de Brasília, com perguntas aos meus convidados, ao lado de outros grandes amigos, como Marcelo Tognozzi e Rudolfo Lago.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE), Áureo Cisneiros, recebe hoje (21), às 20h, o Título de Cidadão Caruaruense, em solenidade na Câmara de Vereadores de Caruaru, no Agreste. A homenagem foi proposta pelo vereador Mano do Som (PDT).
Áureo foi reeleito presidente do SINPOL-PE em setembro de 2026 e iniciou o quarto mandato à frente da entidade. Sua atuação sindical é voltada a pautas como melhores condições de trabalho, valorização profissional, recomposição do efetivo e reivindicações relacionadas ao funcionamento da Polícia Civil de Pernambuco.
O vereador Samuel Salazar (MDB) está eleito presidente da Câmara Municipal do Recife, nesta quarta-feira (21), para suceder Romerinho Jatobá (PSB), que encerra o biênio e renunciará ao mandato para ser deputado estadual. Salazar é líder do Governo e, junto com os demais integrantes da Mesa Diretora, tomará posse no dia 4 de janeiro de 2027.
O segundo cargo mais importante do Legislativo, a Primeira Secretaria, ficará com Marco Aurélio Filho (PV). A Mesa ainda será composta por Ana Lúcia (Republicanos), na 1ª vice-presidência; Hélio Guabiraba (PSB), na 2ª vice; Fred Ferreira (PL) na 3ª vice; Gilberto Alves (PRD) como 2º secretário; e Carlos Muniz (PSB), na 3ª secretaria. As suplências ficaram com Natália de Menudo (PSB) e Chico Kiko (PSB). As informações são do Blog Dantas Barreto.
Apesar da tentativa de consenso para formação de chapa única, a vereadora Andreza Romero (PSB) obteve um voto para a presidência do Legislativo. Samuel Salazar recebeu um voto para 1º vice; Zé Neto (PSB) também um para 2º vice; e Kari Santos (PT) ficou com quatro para 3ª vice. Alef Collins obteve um voto (PP) e Osmar Ricardo (PT) ficou com dois para as suplências.
A penúltima pesquisa Quaest antes do segundo turno mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve ampla vantagem contra Flávio Bolsonaro (PL) no Nordeste, enquanto o senador permanece à frente nas demais regiões do país. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, menos de uma semana antes do retorno dos brasileiros às urnas.
No Sudeste, Flávio marca 48% das intenções de voto, enquanto 39% dizem votar em Lula. A distância entre eles caiu em uma semana — eles marcavam 49% e 38%, respectivamente. Já no Nordeste, o petista manteve 61% e o bolsonarista variou de 32% para 31%. As informações são do jornal O GLOBO.
No Sul, por sua vez, o senador permanece com 61% e Lula variou de 30% para 28%. Já nas regiões Centro-Oeste e Norte, Flávio variou de 50% para 49% e o petista passou de 42% para 41%.
Ao longo da campanha, ambos os candidatos intensificaram agendas no Sudeste e Nordeste. Enquanto Flávio atua para manter a dianteira na região com maior eleitorado do país, o petista atua para preservar a ampla vantagem no berço eleitoral do PT.
Outras clivagens
A pesquisa também mostra Flávio criando vantagem entre os jovens, mas perdendo espaço na faixa etária mais numerosa do instituto, que inclui os brasileiros de 35 a 59 anos.
Além do recorte por idade, a sondagem mantém alguns padrões. O presidente Lula vai melhor entre as mulheres, e Flávio, no eleitorado masculino.
Na leitura por renda, o petista segue como o preferido dos mais pobres, embora tenha oscilado dois pontos para baixo, e é citado por 51% dos que ganham até dois salários mínimos por mês. O bolsonarista tem 37%. Já entre os mais ricos acontece o oposto: Flávio segue à frente, mas variou para baixo e tem 50%, contra 39% do candidato à reeleição.
Os pesquisadores da Quaest foram às ruas entre os dias 17 e 20 de outubro. Ocorreram 2.154 entrevistas, feitas pessoalmente.
O levantamento, contratado pelo jornal OGLOBO e pela TV Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro junto à Justiça Eleitoral foi feito sob o código BR-08535/2026.
Pesquisa Quaest desta quarta (21) mostra que uma eventual volta dos Bolsonaro ao poder é o que mais amedronta a população. Essa foi a resposta de 44% dos entrevistados, enquanto 42% temem a reeleição de Lula. As duas opções, porém, estão tecnicamente empatadas, dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais. O levantamento foi contratado pelo GLOBO e pela TV Globo.
Essa disputa sempre esteve acirrada desde o início da série histórica da Quaest presidencial, em janeiro. Mas a última vez que o medo dos Bolsonaros aparecia numericamente à frente foi na pesquisa de 14 de agosto: 45% x 41%. Desde então, foram sete edições com o medo de Lula à frente, ou empatado. As informações são do jornal O GLOBO.
Na última pesquisa, há uma semana, houve um empate: 43% temiam mais o retorno dos Bolsonaro e 43% a reeleição de Lula.
Lula melhora no Sudeste e entre eleitores com ensino superior
As maiores diferenças regionais nesse segmento da pesquisa aconteceram no Sudeste e no Centro/Oeste Norte, enquanto a vantagem pró Lula no Nordeste e pró Bolsonaro no Sul oscilaram pouco. Nessa edição, 43% dos entrevistados do Sudeste responderam que temem mais a reeleição do Lula, e 41% a volta dos Bolsonaro, um empate técnico. Há uma semana, as porcentagens eram, respectivamente, 47% e 40%.
Na região Centro Oeste/Norte, a distância também diminuiu bastante: 46% temem mais Lula e 42% Bolsonaro. Há uma semana, os valores respectivos eram 47% e 37%.
No Nordeste, 56% temem mais os Bolsonaro e 33% a reeleição. Já no Sul, a dinâmica se inverte: 52% temem mais Lula e 33% outro mandato bolsonarista.
No recorte por gênero, houve pouca alteração. A maior diferença percentual foi a queda do medo da reeleição do Lula entre mulheres: de 38% para 35%.
O atual presidente melhorou também entre eleitores com Ensino Superior e mais ricos (que recebem mais de cinco salários mínimos). Nesses dois grupos, o medo de sua reeleição diminuiu, respectivamente, de 52% para 45%, e de 55% para 47%.
O resultado entre evangélicos também foi favorável a Lula. O medo de sua reeleição, que afetava 56% desse grupo na pesquisa anterior, agora oscilou para 53%, dentro da margem de erro de cinco pontos. Mas o medo do retorno dos Bolsonaro entre evangélicos avançou fora da margem de erro: de 27% para 33%.
Uma grande redução de medo de reeleição de Lula aconteceu, ainda, entre o grupo denominado de “direita não bolsonarista”. Na pesquisa anterior, 91% deles temiam a vitória Lulista. Agora a porcentagem caiu para 82%. Até entre os bolsonaristas houve diminuição relevante: de 94% para 87%.
Medo de Bolsonaro cresce entre beneficiários do Bolsa Família
Após as falas de Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Bolsonaro, sobre proposta de transição de dois anos para saída do Bolsa Família, beneficiários do programa social passaram a temer ainda mais um retorno da família Bolsonaro ao poder.
Segundo a pesquisa, 63% dos pesquisados nesse segmento têm medo de uma vitória bolsonarista, contra 23% que temem mais a reeleição de Lula. Na edição anterior, os números eram, respectivamente, 58% e 29%.
Empate nas intenções de voto
A pesquisa Quaest desta quarta mostrou um cenário de empate nas intenções de voto. Na espontânea, ambos os candidatos marcaram 40%. Já na estimulada, Flávio Bolsonaro marcou 45% e Lula 44%.
A Quaest ouviu 2.154 eleitores entre os dias 17 e 20 de outubro. Registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-08535/2026, o levantamento tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno por apenas um ponto percentual (45% a 44%), configurando empate técnico entre os candidatos à Presidência da República. Para Felipe Nunes, a virada do petista só acontecerá se a campanha conseguir reduzir a alienação eleitoral, assim como fez Dilma Rousseff em 2014.
Segundo o diretor da Quaest, alienação eleitoral é a soma do número de abstenções e dos votos nulos e brancos. No primeiro turno das eleições 2026, foram mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas e quase seis milhões que não escolheram nenhum dos candidatos disponíveis. As informações são do jornal O GLOBO.
Em 2022, a soma das abstenções e dos nulos e branco caiu somente 0,21% entre o primeiro e o segundo turno. Em 2014, a alienação eleitoral caiu mais de um ponto, o que permitiu a virada da Dilma no segundo turno. Apesar de a candidata do PT ter vencido Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno, ela saiu atrás do candidato tucado nas pesquisas de segundo turno.
— Se o nível da alienação eleitoral esperada para esse ano for próxima à de 2014, a mudança entre o primeiro e o segundo turno, há chance sim de o Lula fazer essa a virada. A Dilma virou na última semana por causa da queda da alienção eleitoral. O PT em 2014 conseguiu fazer o eleitorado que não votou em ninguém a escolher a Dilma. Isso para mim é mais decisivo do que olhar só para a taxa de abstenção — disse Nunes, completando. — O incumbente que conseguiu virar foi a Dilma quando a alienação caiu. O incumbente que não conseguiu foi Jair Bolsonaro, quando a queda não foi significativa.
Em tempos de polarização e ruído, olhar para a trajetória de Marco Maciel é resgatar a forma mais nobre de se fazer política. Ele foi o maior articulador da história moderna do país 🇧🇷 — um homem de Estado guiado pela sobriedade, pelo respeito sagrado às instituições e por uma capacidade ímpar de construir consensos onde outros viam apenas divisões.
Tive a honra de tê-lo como meu maior líder partidário durante os anos em que atuei na direção da Juventude Democratas. Em 2010, recebi dele a confiança inesquecível de colaborar em sua campanha ao Senado como um dos coordenadores de mobilização política.
Registro de 2011, na sede do partido no Senado Federal, durante a Convenção Nacional que marcou a posse da nossa diretoria nacional da juventude, ocasião em que fui empossado na Vice-Presidência Nacional da Juventude, estrutura na qual colaborei por 10 anos.
Por que Marco Maciel foi um verdadeiro statesman (homem de Estado)?
Na Ciência Política, o statesman distingue-se do político comum por priorizar o futuro do país e a higidez das instituições em detrimento do ganho eleitoral imediato. A história republicana recente comprova essa definição em atos concretos de Marco Maciel:
Articulador da Redemocratização: Teve papel decisivo na transição pacífica para a civilidade política nos anos 1980 e na construção do consenso que viabilizou a Assembleia Nacional Constitucional de 1987/1988.
Fiador da Estabilidade e das Reformas: Nos oito anos em que serviu como Vice-Presidente da República (1995–2002), assumiu a Presidência interinamente 87 vezes com absoluta lealdade constitucional, atuando como o pilar silencioso da aprovação do Plano Real e da modernização do Estado no Congresso Nacional.
Palavra Empenhada e Respeito Transversal: Exercia o poder sem ruído, vaziame ou populismo. Sua credibilidade era reconhecida por todo o espectro político — de governistas a opositores —, fazendo do diálogo e da busca por convergências o seu método de governança.
Reconhecê-lo como statesman é atestar o legado prático de um homem cuja sobriedade e espírito público sustentaram a governabilidade e a democracia brasileira em momentos cruciais.
Uma lembrança que guardo com profundo respeito ao eterno Vice-Presidente e Senador, cuja elegância moral e espírito público fazem uma falta imensa ao Brasil.
“Devemos buscar sempre, entre o que nos separa, aquilo que pode nos unir, porque, se queremos viver juntos na divergência, que é o princípio vital da democracia, estamos condenados a nos entender.” — Marco Maciel