O maior distrito do município de Brejo da Madre de Deus, o São Domingos, vem sendo transformado em um canteiro de obras pelo prefeito Roberto Asfora. Entre os projetos, estão sendo construídas uma escola municipal, com 21 salas de aula e uma cozinha ampliada, e uma creche com capacidade para cerca de 400 crianças.
Além destas obras voltadas para educação, a localidade também está recebendo calçamentos e saneamento em várias ruas. “Estamos trabalhando sempre para trazermos o melhor. São Domingos é um distrito/cidade, que merece nosso esforço e investimento necessário para o bem da população,” destacou o prefeito Roberto Asfora.
Monsieur The Gaule Lavoisier Ribeirovsky é parisiense da gemada do ovo, nascido e criado às margens do Rio Sena, distrito de Bodocongó nos Campos Elíseos da Borborema.
MONTANHAS DA JAQUEIRA — Olha só quem aflorou no recinto! O cientista político Monsieur The Gaulle. Porta-estandarte do bloco Chanteclair Careca do INSS, este ano ele fez um tour no Planalto Central, girou na Pauliceia Desvairada e deu um rolê nesta cidade lendária. Está elaborando tese de doutorado “O Brazil da gandaia carnavalesca é muito sério”. O canto do Chanteclair Careca incandesceu o Arrebol.
Ei pessoal, eis moçada, o canto do Chanteclair Careca do Arrebol eletriza as multidões, feito os transformadores da Celpe. Movidos por uma potência sexual de 69 kV, galináceos machos do sexo masculino emprenharam 69.999 donzelas debaixo dos altos coqueiros, no meio das pontes e nas marquises. Daqui a nove meses nascerão os bruguelos com sangue de Ziriguidum.
Como manifestação cultural do espírito carnavalesco, este ano foram depredados e incendiados apenas 40 busões. Feito um espetáculo de happening, os galináceos tocavam fogo nos ônibus e entoavam hinos de guerra tipo os hooligans.
A força de gravidade do bicho arrastou, segundo os cálculos trigonométricos de The Gaulle, 2.625.212 galináceos na avenida, nas ladeiras da Av. Guararapes, nos roçados da Av. Conde da Boa Vista. Os bichos ficaram pendurados nos postes, nas gambiarras, nas coberturas, desde a divisa com a Parahyba até o Estado de Alagoas e os mares de Fernão de Noronha. Havia até galináceos extraterrestres nas torres da antiga Igreja dos Martírios, que já foi demolida há muitos anos, e nos mangues feito Caranguejo, em homenagem a Chico Science.
Era galináceos machos do sexo masculino, galináceos machos do sexo feminino, do sexo neutro, sexo biflex, galináceos fêmeas do sexo flex, do sexo duplex, uma profusão de galináceos de todos os sexos.
Fiéis à regra de roubar um celular para comprar uma cervejinha, foram surrupiados mais de 10 mil smartphones. De tal modo os galináceos consumiram mais de 10 toneladas de líquidos espirituosos, marijuanas e alcaloides das folhas dos Andes. Isto é que são manifestações culturais, dizem os intelectuais de cabeça feita.
Próximo ano as excelências vão triplicar os salários, haverá novos escândalos de corrupção e os blocos de carnaval arrastarão milhões de extraterrestres felizes da vida. Feliz é o desembargador do Rio Grande do Norte que embolsou R$ 384 mil de vencimentos depois do carnaval. Esta gente fala em justiça e direito. Eu vos direi com fé de ofício: os penduricalhos das excelências nunca jamais serão eliminados. Nem mortos. Faz um pix pra eu, excelência!
Energizados com corrente contínua de 240 watts, os meliantes roubaram 55.555 smartphones para comprar umas cervejinhas, umas pedras da Cracolândia e folhas de marijuana. As bocas de fumo operaram em ritmo de punk.
Está na hora de repetir a sentença do meu ídolo, o lindo pensador Roberto Campos: “O Brazil não corre o menor risco de dar certo”. Tá no sangue verde-amarelo. Ziriguidum cabroeira!
A ex-deputada Marília Arraes (SD) disse, ontem, em suas redes sociais, que será candidata ao Senado e ninguém será capaz de removê-la. O que tenho ouvido, entretanto, é que exercita o jogo do blefe, porque a estratégia de um projeto majoritário para ela, garante, naturalmente, mídia, exposição. Para quem não tem um só prefeito apoiando sua candidatura a deputada, seu caminho natural, a aposta recai no voto de opinião.
Quanto mais afirmar que será postulante ao Senado, mais os holofotes estarão voltados para ela. Mas Marília blefa. Não será candidata porque não tem chapa, não tem grupo e nem sequer partido. O recurso de candidatura avulsa esbarra em tempo de TV, em estrutura partidária, em fundo eleitoral robusto.
O Solidariedade, seu partido, não tem tempo de TV e nem fundo eleitoral. É uma legenda nanica. Ela tem vazado para coleguinhas da mídia que o PDT escancarou as portas para adotá-la rumo ao Senado. Carlos Lupi, presidente nacional da legenda, é capaz de tudo. Pelo poder, até enforcar a mãe, como diria Brizola, mas o PDT também padece de estrutura. É tão anão quanto o SD.
Marília fica berrando que é candidata ao Senado de todo jeito porque já percebeu que na chapa de João Campos (PSB), primo e candidato a governador, não tem a menor chance. Numa eleição extremamente polarizada, enfrentando uma adversária no poder e com a máquina escancarada, não tem o menor sentido João montar uma chapa familiar.
Logo, diriam o que da chapa de João? A batizariam de “A Grande família”, aquele seriado humorístico da TV Globo. Uma família muito unida, e também muito ouriçada, que briga por qualquer razão, mas acaba pedindo perdão, diz o enredo da série global. Para derrotar Raquel, João precisa subtrair apoios da concorrente. Esta é a máxima do jogo elementar da política.
E para desestruturar Raquel, João terá que seduzir nomes potenciais, como Eduardo da Fonte, presidente da federação formada pelo PP e União Brasil. A chegada de Dudu, como é mais conhecido, passa por uma negociação e a compreensão de aliados, como Sílvio Costa Filho, que também quer o Senado.
Dudu, sim, somaria: maior federação, maior tempo de TV, maior fundo partidário, maior bancada no Senado, na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa, além do maior número de prefeitos.
Marília não soma, subtrai. E se sair mesmo candidata avulsa ao Senado só vai criar problemas ao projeto majoritário do primo João.
É isso aí!
NÃO É VERDADE – Quanto à versão que Marília espalha, de que a operação Vassalos inviabilizou a candidatura de Miguel Coelho (UB), e que João será pressionado por Lula e o PT para optar pelo nome dela, não é bem assim: a ex-deputada é odiada no PT, a começar pelo senador Humberto Costa, com quem teve um recente arranca-rabo. Lula, igualmente, não confia nela, desde quando, na eleição para Mesa Diretora da Câmara, ainda deputada na bancada pelo PT, fez um acordo com o ex-presidente Arthur Lira (PP), registrou sua candidatura avulsa para a segunda-secretaria e derrotou João Daniel (SE), candidato acordado entre os líderes partidários para o cargo.
O candidato de Lula – Em reserva, aliados do presidente da República dizem que se ele interferir para valer no processo eleitoral em Pernambuco, sendo ouvido por João Campos, indicaria para a segunda vaga ao Senado, já que a primeira está garantida para Humberto Costa, o ministro dos Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho (Republicanos). Não é à toa que Lula tem se rasgado em elogios a Silvinho, como é mais conhecido o ministro. Mas pode ser que o petista deixe João a vontade para decidir o que seria melhor para fortalecer seu duelo contra Raquel.
Fim do Hitler muçulmano – Morto numa ataque pelos Estados Unidos, o aiatolá Ali Khamenei comandou por quase quatro décadas um dos regimes mais cruéis do planeta — de 1981 a 1989 como presidente, de lá para cá como líder supremo. Só neste ano, para sufocar protestos iniciados em dezembro, a teocracia massacrou um contingente estimado em dezenas de milhares. Mantém sob feroz opressão minorias religiosas, mulheres e a população LGBT+. Imiscui-se na vida dos cidadãos a ponto de determinar o que podem ler, ouvir, assistir ou como devem se vestir. Patrocinou ao longo desses anos um eixo de grupos terroristas que espalhou dor não apenas pelo Oriente Médio, mas de Bangkok a Buenos Aires, passando por locais como Madri, Nova Délhi ou Sydney. Sempre matando civis inocentes.
Uma incógnita – À medida que a discussão sobre a redução da carga horária de trabalho, com o fim gradual da escala 6 por 1, avança no Congresso, cresce o receio, no setor produtivo, de aumento de custos, e, no setor financeiro, de impactos sobre as contas públicas. O que se coloca sobre a mesa de discussão, entre analistas especializados na área fiscal, é que provavelmente será necessária alguma concessão para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o artigo 7.º da Carta Magna, hoje fixado em 44 horas semanais. No mercado financeiro, a percepção é de que o potencial relator da PEC, Paulo Azi (União Brasil), pode conduzir a proposta de forma mais moderada, mas o avanço das conversas já é visto como negativo.
Refém de Dudu – Se Miguel se inviabilizar na disputa para o Senado — a esperar o resultado das pesquisas depois da operação Vassalos —- a governadora Raquel Lyra (PSD) tende a ficar refém do deputado Eduardo da Fonte (PP), nome de maior densidade eleitoral no campo da centro-direita. O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto, espalha em Brasília que o deputado Mendonça Filho ingressaria no PL para ser um dos nomes ao Senado na chapa da governadora, que não tem tantas opções como se observa no universo do seu adversário, o prefeito João Campos (PSB).
CURTAS
RETOMADA 1 – Volto hoje a fazer uma nova peregrinação pelo Agreste levando à tiracolo o meu livro “Os Leões do Norte”. A primeira parada será em Agrestina. O lançamento está marcado para às 14h na escola Leonila de Souza Ribeiro, com a presença do prefeito Josué Mendes (PSB).
RETOMADA 2 – Amanhã, estarei em dois municípios: pela manhã, a partir das 9h, em Camocim do São Félix, na Câmara de Vereadores, com a presença do prefeito Sóstenes Pontes (PSD), vereadores, secretários municipais, professores e alunos da rede municipal de ensino.
RETOMADA 3 – Também amanhã, na parte da tarde, às 14h, lanço “O Leões” em Panelas na escola Joaquim Nabuco, com presença do prefeito Ruben Lima (PSB), secretários e vereadores, além de professores e alunos da rede municipal. Até sexta-feira a maratona prossegue por Cupira, Cumaru, Passira e Altinho.
Perguntar não ofende: Marilia estaria em negociação com Raquel para disputar o Senado?
Depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) cobrou a cúpula do Ministério Público de todo o país a cortar os penduricalhos que causam supersalários, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou neste fim de semana que parcelas de pagamentos retroativos sejam redimensionadas para se “encaixarem” no limite salarial de R$ 46 mil por mês, previsto na Constituição.
Os ministros do STF Gilmar Mendes e Flávio Dino mandaram os tribunais de Justiça e as promotorias pararem de pagar “penduricalhos” nos contracheques. Mas, de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, no Rio de Janeiro, os pagamentos adicionais eram de R$ 270 mil para cada promotor mesmo depois das decisões. Com isso, Gilmar Mendes mandou uma notificação para Gonet, para o chefe da Promotoria do Rio e para os corregedores dos conselhos nacionais de Justiça e do Ministério Público e para chefes de todos os demais 26 Ministérios Públicos estaduais. As informações são do portal UOL.
Ontem, Gonet, que também preside o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), recomendou que os pagamentos retroativos devem se limitar ao limite salarial de R$ 46 mil por mês. O que passar disso, será cortado, ou seja, perdido. A regra vale para parcelas de benefícios atrasados ou acumulados, como a licença-compensatória, o adicional de tempo de serviço —- um benefício extinto, mas ainda pago —- e a parcela autônoma de equivalência —- que reúne uma série de verbas salariais antigas e acumuladas. Ainda assim, esses pagamentos só podem ser feitos nos próximos 45 dias, quando devem ser cortados, por ordem do STF.
Para evitar que os promotores redividissem as verbas retroativas em mais parcelas para o futuro, e assim, não perdessem os valores, Gonet impediu esse recálculo. Também proibiu qualquer antecipação ou outro mecanismo contábil diferente do “planejamento original”.
“É vedada a antecipação de verbas programadas para meses subsequentes, bem como a realização de qualquer reprogramação financeira com o objetivo de concentrar, acelerar ou ampliar desembolsos e a inclusão de novas parcelas ou de beneficiários não contemplados no planejamento original”, diz o Artigo 5º da recomendação do CNMP.
Apesar do nome, as chamadas “recomendações” têm força política e jurídica no Ministério Público. Descumpri-las costuma ser motivo para uma pessoa ou instituição virar alvo de processo cível ou criminal. Assim como o CNJ havia feito dias atrás, Gonet recomendou que o adicional de terço de férias não seja cortado mesmo que ele faça o salário dos promotores e procuradores ultrapassar o teto de R$ 46 mil por mês.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a passar por um tratamento de estímulo elétrico craniano. Conforme a defesa, esse procedimento visa melhorar as crises de soluço, ansiedade, depressão e qualidade do sono.
“AUTORIZO o ingresso do médico Ricardo Caiado nas dependências da carceragem na qual o apenado JAIR MESSIAS BOLSONARO encontra-se custodiado, três vezes por semana, as segundas, quartas e sextas-feiras às 19 horas, podendo o profissional portar o aparelho utilizado para a aplicação do Estímulo Elétrico Craniano, tais como clipes auriculares bilaterais necessários ao procedimento, devidamente vistoriados pelo estabelecimento”, escreveu Moraes, no despacho, permitindo a entrada do médico especializado no tratamento. As informações são do jornal O Globo.
O ex-mandatário está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, também conhecido como Papudinha, em Brasília. Ele foi transferido para o local em janeiro após uma articulação feita pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Rep), junto ao Supremo.
Segundo a defesa de Bolsonaro, o tratamento promove a “regulação funcional da atividade neurofisiológica central” aplicado por meio de “clipes auriculares bilaterais” enquanto o paciente permanece “em repouso consciente”.
Na petição, os advogados afirmaram que, com o procedimento, foi possível documentar “melhoras perceptíveis” no quadro de saúde de Bolsonaro, como no “sono e ansiedade/depressão e no quadro de soluços”. De acordo com os defensores, o tratamento elétrico precisa ser feito de modo frequente e sem prazo de término.
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro divulgou uma carta manuscrita, neste domingo (1), em que sai em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e prega a união da direita. Bolsonaro afirma ter pedido a sua mulher que só envolva nas articulações políticas após março de 2026.
Carta aos aliados
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro divulgou uma carta manuscrita, neste domingo, em que sai em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e prega a união da direita. O documento foi escrito de dentro da prisão e enviado aos seus apoiadores. A existência da carta foi revelada primeiramente pelo portal Metrópoles e confirmada pelo Globo.
“Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, pátria, família e liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”, escreveu Bolsonaro. A menção ocorre em meio a disputas internas no campo conservador sobre a condução das estratégias eleitorais e a ocupação de espaços políticos, incluindo vagas ao Senado.
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, discursou na tarde deste domingo (1) na Avenida Paulista, em São Paulo, durante ato que defende a conversão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e pede o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, entre eles Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Vários deputados estaduais e federais de São Paulo discursaram em cima do trio elétrico na Avenida.
Em um duro discurso, o pastor Silas Malafaia acusou o ministro Alexandre de Moraes de corrupção por causa do contrato de R$ 129 milhões do escritório de advocacia da mulher dele com o Banco Master. As informações são do portal Metrópoles.
“A mulher de Alexandre de Moraes tem um contrato de R$ 129 milhões com Banco Master para fazer o quê? Nada. Sabe o que significa isso? Corrupção deslavada. Compra do poder de Alexandre de Moraes”, disse Malafaia. “Ele [Moraes] foi comprado. Seu poder foi comprado”, completou.
Malafaia afirmou que Moraes até agora “não veio a público para dar satisfação dessa imoralidade” e disse que o STF está “desmoralizado” com o escândalo do Banco Master. “Alexandre de Moraes e Dias Toffoli tinham de estar afastados do STF. Não tem moral para julgar ninguém”.
Março chega como reta final para os ministros que precisam deixar a Esplanada em busca de cargos eletivos em outubro. De acordo com a legislação eleitoral, os titulares têm até seis meses antes do primeiro turno para se desincompatibilizar. No momento, 21 ministros estudam deixar as pastas que ocupam com destinos diversos: concorrer ao Senado, à Câmara dos Deputados, a governos estaduais ou mesmo se dedicar à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar de os palanques estaduais ainda estarem em processo de definição, ministros são peças-chave para a estratégia do presidente, que busca um inédito quarto mandato no Palácio do Planalto. Pesquisas eleitorais recentes, que mostraram um avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como nome da direita, acenderam um alerta no governo sobre a necessidade de garantir candidaturas fortes nos principais colégios eleitorais — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. As informações são do Correio Braziliense.
São Paulo é a maior incógnita por enquanto. Cresce a pressão do Planalto e do PT para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dispute o Palácio dos Bandeirantes contra o incumbente Tarcísio de Freitas (Republicanos). Lula, Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin se reúnem, a princípio, na terça-feira, para definir o desenho no estado. Apesar de Haddad negar publicamente que sua candidatura esteja definida, ela é dada como certa por aliados, uma vez que o ministro é considerado o único nome competitivo contra o governador paulista, escanteado eleitoralmente pelo clã Bolsonaro e praticamente obrigado a disputar a reeleição.
Pressão
Por sua vez, Alckmin também é pressionado a concorrer pelo estado — possivelmente ao Senado —, abrindo espaço para que um nome do MDB componha a chapa de Lula como vice. Nos bastidores, o atual vice-presidente nega querer disputar qualquer cargo que não seja a reeleição. O PSB tenta garanti-lo no posto e parte dos emedebistas resiste à hipótese de se atrelar a Lula — não esqueceram a campanha que o PT fez contra o partido, à epoca do impeachment de Dilma Rousseff, tentando colar no então vice Michel Temer a alcunha de traidor. Ainda assim, setores do MDB veem vantagem em embarcarem na segunda reeleição de Lula, sobretudo no Norte e no Nordeste, onde o presidente, aos poucos, perde capital eleitoral para o bolsonarismo.
São Paulo também é destino de outros ministros de peso. Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento, pretende se lançar ao Senado pelo MDB. Para isso, porém, precisa trocar domicílio eleitoral e de partido, já que o partido no estado pretende embarcar na reeleição de Tarcísio e na campanha de Flávio Bolsonaro. Ela foi senadora pelo Mato Grosso do Sul até 2022, quando disputou a Presidência e, por conta do apoio que deu a Lula no segundo turno, foi convidada para ser ministra.
Quem também mira o Senado é a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que negocia a volta ao PT para viabilizar-se na disputa. Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, quer se reeleger como deputado federal por São Paulo. Já Márcio França, do Empreendedorismo, lançou pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, mas pode ser mais um nome ao Senado. Porém, um candidato a mais do campo progressista poderia dividir os votos.
Também quer ser governador o ministro Renan Filho (Transportes), em Alagoas, para tentar fazer uma barreira de contenção ao grupo do ex-presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) — que deve contar com o apoio do bolsonarismo. Mas Renan não é o único que vai em busca de um governo estadual: André Fufuca (Esportes), no Maranhão, pretende concorrer ao Palácio dos Leões, porém pode reforçar o time governista na busca de uma cadeira ao Senado. Outro que pode voltar ao Poder Executivo local é Camilo Santana (Educação) — aguarda definição se apoiará a campanha à reeleição de Elmano de Freitas (PT) ao Palácio da Abolição ou se ele mesmo vai à luta, caso se conclua pelas pesquisas de intenção de votos que tem mais chances de vitória.
Em Minas Gerais, o xadrez está complicado, uma vez que o bolsonarismo formou uma base forte no estado. Dos ministros, a dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, vai atrás da reeleição a deputada estadual, condição que não é capaz de influenciar tanto assim na reeleição de Lula. Alexandre Silveira, de Minas e Energia, chegou a ser cotado para o governo mineiro ou para o Senado, mas deve se abster da disputa e participar da coordenação da campanha de Lula no estado, sem deixar o posto na Esplanada. Isso porque o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), adversário de Silveira, sinalizou ao presidente que pode aceitar o convite para disputar o Palácio da Liberdade contra o atual vice-governador, Mateus Simões, apoiado pelo governador Romeu Zema (Novo) e pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Além de Silveira, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também participará da campanha à reeleição do presidente sem deixar o cargo. Já o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, planeja sair do posto para se dedicar integralmente à busca do novo mandato pelo presidente. Publicitário, Sidônio fez carreira em campanhas políticas e comandou a que levou à vitória do petista, em 2022, sobre Jair Bolsonaro.
O Senado é destino prioritário de grande parte dos ministros. Além dos já mencionados, buscam uma cadeira na Casa Rui Costa (Casa Civil), pela Bahia; Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), pelo Paraná; Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), pelo Amapá; Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), por Pernambuco; e Carlos Fávaro (Agricultura), pelo Mato Grosso. Querem a Câmara Jader Filho (Cidades), pelo Pará; André de Paula (Pesca), por Pernambuco; Anielle Franco (Igualdade Racial), pelo Rio de Janeiro; Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), por São Paulo; Sonia Guajajara (Povos Indígenas), por São Paulo; e Wolney Queiroz (Previdência), por Pernambuco. Esse último, porém, ainda aguarda o sinal verde de Lula.
Sem a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o ato organizado pela direita hoje na avenida Paulista, em São Paulo, foi marcado por ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) e serviu de palanque para pré-candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nomes como o pastor Silas Malafaia e os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) não pouparam críticas ao STF e seus ministros. “O destino do Alexandre de Moraes é cadeia”, disse o parlamentar mineiro durante seu discurso. Ele também se dirigiu a Moraes como “pateta” e “panaca”.
Flávio também fez ataques ao Supremo. “Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do Supremo que descumpra a lei e isso só não acontece hoje porque ainda não temos maioria no Senado federal”, afirmou.
A manifestação reuniu 20.400 pessoas. O dado é do monitor do Debate Político da USP (Universidade de São Paulo) e do Cebrap em parceria com a ONG More in Common. Em 7 de setembro do ano passado, 42,2 mil pessoas se reuniram no mesmo local para pedir liberdade a Bolsonaro e a prisão de Moraes, segundo a mesma fonte.
Senador afirmou que “enjaularam” seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “A cada dia que passa, mais pessoas estão vendo como ele foi colocado onde ele está, com uma farsa, atropelando lei, rasgando a Constituição, julgado por seus inimigos”, disse ele. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pelo STF.
Malafaia acusou Moraes de ser um “ditador de toga” por causa do inquérito das fake news, que não tem a participação do Ministério Público. Ele também citou os contratos da mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master e os negócios do ministro Dias Toffoli com sócios do banco para criticar a corte. “Ministro Alexandre de Moraes, para me calar, vai ter que me botar na cadeia”, afirmou Malafaia.
Manifestação ocorreu em meio a turbulências na direita
União da direita no protesto vai na contramão de sinais recentes de racha interno. O discurso unificado das lideranças no ato é mais uma sinalização nesse sentido. De acordo com Carla Araújo, colunista do UOL, há um esforço da parte de Flávio para tentar reduzir a troca de farpas com Michelle, Nikolas e outros nomes conservadores.
Flávio fez aceno a Nikolas em seu discurso. Ele disse que a caminhada organizada pelo deputado de Minas a Brasília “reacendeu a vontade de lutar pelo nosso Brasil”. “Nikolas, muito obrigado por existir”, disse o senador.
Aliado de Bolsonaro, Tarcísio não foi porque cumpre agenda na Alemanha. Michelle ficou em casa, em Brasília, já que se recupera de uma cirurgia realizada nos últimos dias.
Ato recebeu mais de 30 lideranças da direita. Dois governadores, pelo menos cinco deputados federais, 11 deputados estaduais paulistas e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), participaram do evento —além de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
Três pré-candidatos à Presidência estiveram na manifestação. Além de Flávio, os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado, de Goiás, (PSD) foram à Paulista hoje, mas destoaram do tom de palanque ao filho de Jair Bolsonaro em seus discursos.
A presença de outros pré-candidatos foi usada por Flávio para descaracterizar ato como evento eleitoral. “Isso aqui prova que não é ato eleitoral, tem aqui pré-candidatos juntos, não estamos disputando voto, estamos pensando o que é melhor para nosso país”, disse o senador.
Imagem: Jefferson Aguiar/Pera Photo/Estadão Conteúdo
Zema disse que o Brasil não aguenta mais “a farra de intocáveis” em Brasília. Também afirmou que iria aos atos em São Paulo “quantas vezes for necessário”.
Caiado enalteceu seu próprio governo e afirmou que ele, Flávio e Zema têm o mesmo objetivo. “Aquele que chegar lá, o primeiro ato será anistia plena e geral no 1º de janeiro de 2027”, afirmou.
Eleição é o caminho mais rápido para anistia, segundo Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal, que está nos Estados Unidos desde o ano passado, participou do ato por meio de transmissão ao vivo. Ele defendeu que os eleitores de Bolsonaro votem no irmão para presidente em outubro. “Nós preferimos as lágrimas e a derrota do que a vergonha de não ter lutado”, disse.
Bonés com os dizeres “Flávio Bolsonaro 2026” foram vendidos por R$ 50. Na Paulista, os manifestantes também carregam cartazes que dizem “Bolsonaro livre”, “SOS Trump” e levaram bonecos infláveis do ex-presidente, do presidente Lula vestido de presidiário, e dos ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
Estreia de Flávio como pré-candidato
Manifestação de hoje foi a primeira de Flávio como pré-candidato à Presidência da República. A pré-candidatura do senador fluminense ao Palácio do Planalto foi anunciada no último dia 5 de dezembro e teve o aval de seu pai, que está preso em Brasília.
Assim como o pai fazia em atos na Paulista, Flávio usou colete à prova de balas por baixo da camiseta da seleção brasileira. O ato combinou público de apoiadores radicais com estratégia recente de moderação — em Brasília, aliados de Flávio têm repetido o mantra “a militância leva para o segundo turno. O centro decide a eleição”.
Na quarta, o senador chorou ao relatar as condições que Bolsonaro enfrenta na Papudinha. Parlamentares do PL postaram o vídeo em seus perfis.
Na sexta, Flávio tirou foto de Tarcísio de Freitas. O governador tratado como aliado do centrão e “traíra” pela ala mais radical do bolsonarismo, cedeu aos apelos e finalmente fez um gesto de apoio ao senador, além de propor coordenar a campanha em São Paulo.
A manifestação contra o presidente Lula e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF, e a favor da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizada na tarde de hoje na avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 20.400 pessoas. O número é do Monitor do Debate Político da USP (Universidade de São Paulo) e do Cebrap em parceria com a ONG More in Common.
A contagem de cabeças na multidão foi feita no pico da manifestação, a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial. O levantamento tem margem de erro de 12%.
A manifestação teve menos que a metade daquela realizada em 7 de setembro do ano passado, quando 42,2 mil pessoas pediam liberdade a Bolsonaro e a prisão de Moraes na avenida Paulista. O ato ficou marcado pela ostentação de uma enorme bandeira dos Estados Unidos em pleno aniversário da Independência do Brasil.
E foi um pouco maior do que aquela realizada na praça do Cruzeiro, em Brasília, que reuniu cerca de 18 mil pessoas, segundo contagem também do Monitor do Debate Político. Esse ato foi a conclusão de uma marcha de 240 quilômetros liderada por Nikolas Ferreiras a fim de chamar a atenção para a liberdade do ex-presidente. Ao final, um raio que feriu manifestantes acabou roubando a atenção.
Convocada em todo o país pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o “Acorda, Brasil” teve a participação de pré-candidatos à Presidência da República, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), de deputados federais, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e do pastor Silas Malafaia.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e a diretora do PL Mulher Michelle Bolsonaro não compareceram apontando outras agendas. Ambos vêm sendo cobrados por setores da direita, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, para se engajarem na campanha de Flávio.
Entre o público, faixas pedindo intervenção de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. E bonés de Flávio Bolsonaro presidente sendo vendidos a R$ 50.
“A manifestação de São Paulo mostrou maior mobilização do que aquela que vimos no Rio. Não foi uma mobilização muito forte, mas também não foi um fracasso de público”, apontou Pablo Ortellado, professor de Polícia Pública da USP e um dos coordenadores do levantamento. “Ela mostra que a despeito das brigas no bolsonarismo (sobre a escolha da candidatura de Flávio Bolsonaro e sobre a inclusão ou não do mote ‘Fora Tofolli’), o bolsonarismo conseguiu fazer uma mobilização significativa sem a presença de Jair Bolsonaro”, diz.
Comparecimento baixo na praia de Copacabana
Mais cedo, a manifestação bolsonarista na praia de Copacabana, no Rio, reuniu 4.700 pessoas, segundo o mesmo Monitor do Debate Político da USP. A contagem de cabeças na multidão foi feita no pico da manifestação, às 11h20, a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial. O levantamento tem margem de erro de 12%.
Em 7 de setembro do ano passado, a manifestação bolsonarista pró-anistia em Copacabana havia reunido 42,7 mil pessoas. Contou com a participação de deputados como Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Altineu Côrtes e General Pazuello, todos do PL fluminense, e do senador Carlos Portinho (PL-RJ).
Também fez uso da palavra, Douglas Ruas (PL), provável candidato bolsonarista ao governo do estado.
Outros atos foram realizados em capitais como Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador, entre outras.
Forças políticas e apoiadores da direita brasileira se reuniram na orla da praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, neste domingo (1), para participar da manifestação “Acorda Brasil”.
Convocado em caráter nacional pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e seus aliados, o ato aconteceu de forma conjunta em diversas capitais brasileiras. Com informações do Blog da Folha.
O objetivo foi pressionar os congressistas pelo impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e pela derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei da dosimetria, que reduz penas dos condenados pelos ataques do 8 de janeiro.
Entre os presentes, o deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL) participou do ato, mesmo em recuperação de uma cirurgia na coluna realizada há menos de um mês, segundo sua assessoria. Durante a mobilização, ele fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Eu não poderia deixar de vir representar Pernambuco nesse movimento que acorda o Brasil para colocar um fim nesse governo de corrupção e nesse sistema que coleciona um escândalo atrás do outro”, disse.
“É inadmissível o que está acontecendo. Lula e o filho envolvidos no maior escândalo da história do INSS com roubo de aposentadorias, o escândalo do Banco Master expondo a cúpula do poder com ministros do STF envolvidos”, afirmou o deputado.
No local, manifestantes também realizaram alusões favoráveis aos atos políticos dos Estados Unidos e Israel, demonstrando apoio às duas nações no cenário geopolítico global.
Moradores do Assentamento Ilha do Pontal, na zona rural de Lagoa Grande, receberam 141 títulos de posse de terra na última sexta-feira (27). A ação integra o programa Terra Pronta, executado pelo Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco (Iterpe), com apoio da superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Médio São Francisco, sediada em Petrolina, e da prefeitura. A titulação formaliza a posse das áreas e permite que as famílias acessem políticas públicas voltadas à agricultura familiar.
A cerimônia ocorreu na escola da comunidade e contou com a presença da prefeita Catharina Garziera (MDB), além de representantes estaduais e federais, entre eles o deputado estadual Jarbas Filho (MDB) e o senador Fernando Dueire (MDB). Com os títulos, os agricultores passam a ter segurança jurídica sobre os terrenos e podem solicitar financiamentos e programas de incentivo à produção rural. “Hoje é um dia histórico para a Ilha do Pontal. Esse é um sonho antigo da população que se transforma em realidade. Estamos garantindo segurança jurídica, acesso ao crédito e novas possibilidades de investimento para quem vive da terra”, afirmou a prefeita.
Entre os beneficiados, a medida representa o reconhecimento de uma ocupação antiga. “Esse título de terra era uma coisa que a gente mais esperava e precisava. A entrega hoje se torna muito importante para todos nós que vivemos e tiramos nosso sustento aqui”, disse o agricultor Edson Barbosa da Silva. Outra moradora contemplada, Dona Carmem, destacou o impacto simbólico da titulação. “Agora sim, me sinto uma agricultora de verdade”.
Segundo o diretor-presidente do Iterpe, Cleodon Ricardo Lima, a iniciativa também deve ampliar o acesso a políticas públicas. “Estaremos firmando uma parceria com o Incra em Petrolina para que esse documento garanta também o acesso aos recursos da instituição para os agricultores assentados da Ilha do Pontal”. A entrega ocorre no contexto das ações de regularização fundiária conduzidas pelo Governo de Pernambuco.
As eleições no Brasil já não se decidem apenas nos palanques, nos debates televisivos ou no horário eleitoral. O centro da disputa política migrou de forma definitiva para as redes sociais. É nesse ambiente que narrativas se formam, emoções são estimuladas e percepções se consolidam. No cenário atual, tudo indica que esse campo tende a operar majoritariamente contra o governo do presidente Lula.
Essa tendência não é fruto apenas de divergências ideológicas, mas do próprio funcionamento das plataformas digitais. As redes privilegiam mensagens curtas, diretas e carregadas de emoção, especialmente a indignação. Governos, por definição, lidam com temas complexos, decisões técnicas e limitações institucionais. Já a oposição atua com maior liberdade narrativa, explorando conflitos, simplificações e acusações que se adaptam melhor à lógica algorítmica.
O bolsonarismo, mesmo fora do poder, mantém forte presença e organização no ambiente digital. Influenciadores políticos, perfis coordenados e canais de disseminação de conteúdo continuam ativos, operando como uma estrutura permanente de mobilização. Essa engrenagem produz um fluxo contínuo de críticas ao governo federal, muitas vezes dissociadas de fatos ou contexto, mas altamente eficazes em termos de alcance e engajamento.
Há também o desgaste natural de quem governa. Crises econômicas, impasses no Congresso, dificuldades fiscais e tensões internacionais geram insatisfação. Nas redes sociais, esse desgaste é amplificado e convertido rapidamente em narrativa negativa. A lógica digital não favorece explicações longas nem ponderações. O que se espalha é a versão mais simples e emocionalmente impactante dos acontecimentos.
Comunicação oficial institucional
Outro ponto sensível é a dificuldade do governo em se comunicar de forma eficiente nesse ambiente. A comunicação oficial permanece excessivamente institucional, reativa e lenta. Falta presença orgânica, linguagem adaptada e capacidade de disputa narrativa em tempo real. Comunicação pública tradicional não é suficiente para enfrentar campanhas digitais bem estruturadas e agressivas.
Quem perde a batalha das redes sociais entra em clara desvantagem no processo eleitoral. No Brasil atual, as plataformas digitais não apenas refletem o debate político, elas moldam a opinião pública e condicionam o eleitorado.
*Advogado e político. CEO da Fliporto. Membro da Academia Pernambucana de Letras.
Os dirigentes da Fifa realizaram “reuniões de crise”, ontem, para discutir possíveis repercussões na Copa do Mundo dos ataques militares dos Estados Unidos e Israel ao Irã, de acordo com o jornal britânico The Times.
Os encontros ocorreram após a assembleia geral da International Board (IFAB), órgão responsável pela regulamentação das regras do futebol, sobre mudanças que serão incorporadas a partir da Copa do Mundo.
“Tivemos uma reunião hoje e é prematuro comentar em detalhes, mas vamos acompanhar os desenvolvimentos em torno de todas as questões ao redor do mundo”, afirmou secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom.
“Continuaremos a nos comunicar como sempre fazemos com os três governos (anfitriões), como sempre fazemos em qualquer caso. Todos estarão seguros”, afirmou.
A ação militar de ontem também levou figuras do futebol a questionarem, em caráter reservado, a decisão do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de criar um prêmio da paz da Fifa, outorgado ao presidente Trump em dezembro. A entrega do prêmio ocorreu em meio à escalada de tensão entre Estados Unidos e Venezuela, quando Washington já ensaiava uma operação militar que acabou sendo concluída em janeiro. O ditador Nicolás Maduro foi capturado e transferido para Nova York para enfrentar acusações de narcotráfico.
A entrega da honraria para reconhecer personalidades que, em tese, contribuiriam para a paz, a um líder que vem comandando seguidas operações militares pode gerar críticas e levantar questões sobre a neutralidade da entidade esportiva.
Procurada pelo Estadão neste sábado, após os ataques ao Irã, a entidade não se manifestou.
Os Estados Unidos, juntamente com México e Canadá, serão os anfitriões do torneio a partir do dia 11 de junho. O Irã, já classificado para o Mundial, tem seus jogos da fase de grupos marcados para o território americano, em Los Angeles e um em Seattle.
Embora difícil medir diretamente a posição de atletas e delegações, os conflitos recentes aumentam a pressão sobre representantes esportivos e federações. Ainda não há anúncios oficiais de boicotes ou sanções esportivas em resposta ao conflito.