Por Manoel Guimarães – Especial para o blog
Os ex-governadores Miguel Arraes (de Pernambuco) e Leonel Brizola (do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro) figuram entre as principais lideranças políticas nacionais no combate à ditadura militar. No entanto, para o anedotário popular, ficaram mais as diferenças e rusgas entre ambos.
“Não sei particularmente se eles tinham tantas divergências políticas, mas acho que tinham caminhos diferentes a seguir. Arraes construiu o PSB, Brizola construiu o PDT, do qual também sou fundador, quando perdemos o PTB. Se o PTB estivesse na mão de Brizola, seria um partido de muita referência histórica, pois, através dele, com Getúlio Vargas e João Goulart, vieram os grandes avanços trabalhistas, como 13º salário, férias e a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT)”, contou o filósofo João Vicente Goulart, filho do ex‑presidente João Goulart, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado por Magno Martins.
Leia maisMesmo assim, ele relata que Arraes protegeu Brizola e alertou para investidas militares contra seu pai. “Arraes estava na Argélia, soube que o serviço argelino detectou que Brizola estava na lista da Operação Condor e pediu a Neiva Moreira para comunicar que ele e o pai (João Goulart) tivessem cuidado. Brizola estava no exílio e foi expulso do Uruguai, por pressão do 3º Exército, mas ele, com muita sagacidade, entrou na embaixada americana. Jimmy Carter era o presidente dos Estados Unidos, com pauta em defesa dos direitos humanos. Mas foi Arraes quem havia passado essa informação”, completou.
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