A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que a venda da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, foi realizada abaixo do preço de mercado pela Petrobras ao fundo Mubadala Capital, empresa de investimentos de Abu Dhabi e que pertence à família real dos Emirados Árabes Unidos. A venda foi feita em 2021 pelo governo Bolsonaro.
Os dados foram obtidos pela CNN através de um relatório de auditoria realizada pela CGU. Segundo o documento, a venda da refinaria foi realizada por US$ 1,65 bilhão, abaixo do preço, por conta do momento em que o negócio foi concretizado.
A refinaria foi vendida em novembro de 2021, momento em que a pandemia da Covid-19 estava acontecendo no mundo inteiro, o que, segundo o relatório, foi um péssimo momento para a venda, já que os principais indicadores econômicos que guiam o valor de uma refinaria estavam em queda. Deste modo, o valor da refinaria ficou desvalorizado.
O relatório da CGU aponta que a Petrobras poderia ter esperado a recuperação do petróleo no mercado internacional para realizar a venda da refinaria. “A Petrobras assumiu um risco ao prosseguir com a etapa de propostas vinculantes e manter a fase de negociação no momento de maior turbulência do mercado”, diz o documento.
O relatório também apontou problemas em relação às metodologias, que até então não haviam sido utilizadas para a venda de estatais brasileiras. A CGU disse que, com o cenário incerto, a Petrobras poderia ter aguardado a estabilização do cenário econômico.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), anunciou, hoje, que deixará o comando do Ministério em abril para se dedicar integralmente ao projeto eleitoral de 2026. Pré-candidato ao Senado, ele afirmou que a desincompatibilização seguirá o calendário legal e permitirá maior foco na construção de sua candidatura.
“Estou trabalhando muito para cada vez mais consolidar a nossa candidatura ao Senado. Me sinto pronto e preparado para representar Pernambuco no Senado. Tive o privilégio de ser vereador do Recife, deputado estadual, secretário de Estado, deputado federal e agora ministro. Por tudo isso, me sinto pronto para representar Pernambuco no Senado. Conheço os desafios econômicos e sociais do nosso estado e tenho certeza de que vamos fazer uma bela campanha, apresentando propostas que dialogam com o futuro de Pernambuco”, afirmou o ministro.
“Entretanto, eleição majoritária não depende apenas de um desejo pessoal, mas, sim, de um conjunto de fatores. Mas tenho certeza de que ao lado do presidente Lula (PT) vamos construir uma bela vitória. Tenho conversado com o presidente, que cada vez mais tem me estimulado a disputar o Senado porque ele sabe que sempre procurei fazer política com decência, lealdade e correção. Vamos juntos, ao lado de Lula, continuar trabalhando muito nos próximos anos pelo futuro do nosso Estado”, avaliou Costa Filho.
Ainda de acordo com o ministro, a avaliação positiva do seu nome nas pesquisas de intenção de voto tem reforçado a viabilidade e lhe estimulado a seguir com a candidatura. “Estou pronto e preparado para continuar ao lado do presidente Lula ajudando Pernambuco e o Brasil”, declarou Silvio Costa Filho.
Silvio Costa Filho também destacou que está muito feliz pelos resultados que estão sendo apresentados pelo ministério, sobretudo, pelo grande crescimento do setor portuário e da aviação civil brasileira.
O município de Petrolina, no Sertão do São Francisco, enfrenta um início de ano marcado por uma escalada alarmante da violência. Em apenas treze dias de 2016, quinze pessoas foram assassinadas, evidenciando um cenário de insegurança que preocupa moradores e autoridades.
O crime mais recente foi registrado no distrito de Izacolândia. Adrian Rothylis Lima da Silva estava na varanda da casa de sua ex-companheira quando foi surpreendido por dois homens encapuzados, que se aproximaram e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. Informações preliminares apontam que o assassinato pode estar relacionado a um acerto de contas.
Segundo dados da Polícia Civil, cerca de 90% dos homicídios registrados no município têm ligação direta com o tráfico de drogas. As informações são do blog do Edenevaldo Alves.
Na mira da Polícia Federal, o filho do presidente Lula vai retornar a Madri nos próximos dias. Fábio Luís Lula da Silva passou as últimas três semanas no Brasil para as festas de fim de ano, sem registro de encontros com o pai.
Lulinha, como é conhecido, deixa o país no momento em que a Polícia Federal investiga a informação de que ele teria negócios com o principal operador do esquema de desvio de aposentados e pensionistas, Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Como revelou a coluna, o filho do presidente se mudou para a capital da Espanha em meados de 2025.
Um ex-auxiliar do operador contou, em depoimento, que Lulinha teria recebido R$ 25 milhões do Careca do INSS, além de uma “mesada” de cerca de R$ 300 mil. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, já confirmou em entrevista as investigações envolvendo o filho do presidente.
Lulinha não constituiu advogado e não foi localizado para comentar o assunto. O próprio Lula comentou o assunto. Disse que, se o filho fez algo de errado, terá de responder por isso.
A bancada do governo no Congresso, contudo, deixou claro que a declaração de Lula foi apenas uma tentativa de se blindar da crise, já que, por orientação do Planalto, votou em peso contra a convocação de Lulinha na CPMI do INSS. Lulinha e Antonio Carlos viajaram juntos para Portugal, em passagem aérea comprada pelo lobista.
Mensagens em posse da Polícia Federal revelaram ainda que, em 6 de outubro de 2024, o Careca do INSS instruiu um funcionário a entregar um “medicamento” no apartamento de Lulinha. O lobista enviou o print do endereço e especificou que a entrega deveria ser feita em nome de Renata Moreira, esposa de Lulinha. A informação foi revelada na coluna de Tácio Lorran.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com um novo recurso numa tentativa de fazer com que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analise os embargos infringentes contra a condenação por golpe de Estado. as informações são do portal Poder360.
Trata-se de um agravo regimental, recurso contra a decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes que, em 19 de dezembro, considerou que os embargos infringentes apresentados pelos advogados tinham o objetivo de “protelar” o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão. O novo recurso ainda deve ser analisado pelo ministro.
A defesa de Bolsonaro cita o voto do ministro Luiz Fux, que votou pela absolvição de todos os crimes imputados contra o ex-chefe de Estado: organização criminosa armada, tentativas de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, além de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Segundo os advogados, tendo apenas 1 voto pela absolvição, já bastaria para o caso ser analisado novamente, uma vez que o regimento interno da Corte apenas estabelece o limite de votos nas ações penais julgadas pelo plenário, não pelas turmas.
Esse tipo de recurso processual possibilita que as denúncias voltem a ser analisadas quando a decisão de condenação do colegiado não for unânime. Ou seja, mesmo que a decisão por condenar seja pela maioria, 4 votos contrários, no plenário com 11 ministros, poderia reabrir o caso para um novo julgamento. Clique aqui e confira a matéria na íntegra.
Aos poucos, o ex-ministro da Casa Civil de Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro governo, José Dirceu (PT-SP), vai construindo um retorno à ribalta política. Na formulação do que imagina para um possível quarto mandato, Lula quer trazer de volta antigos colaboradores que ficaram escanteados neste terceiro governo, por fatores que vamos detalhar mais abaixo na coluna.
Especialmente, Lula pensa nesses veteranos na trincheira do Congresso, para enfrentar uma oposição que ensaia vir mais hostil. Recentemente, Lula conversou nesse sentido com o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP). E com José Dirceu. Nesse sentido, ambos poderão disputar cadeiras de deputado federal.
O Mensalão desgastou João Paulo Cunha, mas especialmente Dirceu. Tudo começou quando o então presidente dos Correios, Maurício Marinho, indicado pelo então presidente do PTB, Roberto Jefferson, foi pego recebendo propina. Jefferson achou que tinha o dedo de Dirceu na denúncia contra Marinho, e reagiu atacando Dirceu. Em entrevista à Folha de S. Paulo, Jefferson denunciou a existência do Mensalão.
O esquema pelo qual o governo de Lula compraria apoio político acabou julgado pelo Supremo Tribunal Federal. A Câmara acabou cassando Roberto Jefferson e José Dirceu. Todo-poderoso no início do governo, Dirceu deixou a Casa Civil. Condenado, acabou sendo preso. Jefferson também foi condenado e preso. Curioso é que mais tarde reapareceria como um dos mais fiéis aliados de Jair Bolsonaro. Às vésperas das eleições de 2022, recebeu agentes da Polícia Federal com tiros e granadas. Aos 91 anos, com Alzheimer, cumpre prisão domiciliar.
Preso depois que a Lava Jato substituiu o escândalo do Mensalão, Lula afastou-se no terceiro governo de antigos aliados e aproximou-se do que foi apelidada de “Turma de Curitiba”, aqueles que mais foram solidários a ele enquanto ele esteve preso na sede da Polícia Federal na capital do Paraná. Agora, alguns do grupo original reaproximam-se.
Entre eles, José Dirceu. Que volta a ser importante formulador de estratégias para o PT e para o governo. É nesse sentido que chama a atenção artigo que ele escreveu para o site Congresso em Foco procurando desmontar diversos indicadores do governo de São Paulo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Os dados reunidos por Dirceu até poderiam valer como plataforma para rebater Tarcísio numa eventual corrida presidencial. Mas parecem já levar em conta que ele acabe optando pela reeleição em São Paulo, pois não pretende disputar a Presidência tendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato.
E, aí, pode crescer a ideia desejada pelo PT de lançamento de um nome forte para tentar disputar com Tarcísio. Duas hipóteses são consideradas, embora nenhum dos dois nomes pareça morrer de amores pela ideia: o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
No artigo, José Dirceu lista o que chamou de “sete pragas” do governo de Tarcísio de Freitas. Mas, especialmente, o ex-ministro da Casa Civil centra suas críticas no fracasso das políticas de privatização dos serviços de energia e abastecimento de água. Na energia, São Paulo viveu o segundo ano seguido de apagões no período de chuvas.
Na segunda-feira (12), o governo Lula determinou a apuração das responsabilidades pelas falhas no fornecimento de energia, não só da italiana Enel, depois que tanto Tarcísio de Freitas quando o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciaram em dezembro que o contrato de concessão seria rompido.
No artigo, José Dirceu fala, então, dos problemas no abastecimento de água e na responsabilidade da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Menciona o risco de crise hídrica. O ex-ministro da Casa Civil aponta outros números. E esboça por onde deve ser a guerra em São Paulo.
A Secretaria de Saúde do Brejo da Madre de Deus divulgou o balanço dos atendimentos realizados pela Carreta da Mulher Pernambucana, que esteve no município entre os dias 15 e 20 de dezembro de 2025, por meio de uma parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado.
De forma itinerante, a carreta ofertou exames e consultas essenciais para a saúde da mulher, incluindo mamografia, atendimento com mastologista, colposcopia, biópsia, consultas ginecológicas, além de exames da mama e do colo do útero. Durante o período de funcionamento, foram realizados 672 procedimentos, sendo 521 atendimentos em Brejo sede e 151 no distrito São Domingos.
A ação reforça o compromisso da gestão municipal em ampliar o acesso aos serviços de saúde, garantindo prevenção, diagnóstico precoce e cuidado integral com a saúde da mulher em todo o município.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida pela reeleição no pleito marcado para outubro deste ano, segundo pesquisa elaborada pela plataforma de jornalismo Meio e o Instituto Ideia, divulgada hoje. Ele aparece à frente de todos os adversários tanto no primeiro, quanto no segundo turno. A exceção é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que empata com Lula no segundo turno se considerada a margem de erro.
O petista leva vantagem sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e outros governadores de direita como Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Eduardo Leite (PSD).
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas por meio de entrevistas por telefone entre os dias 8 e 12 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06731/2026.
Em um dos cenários de primeiro turno testados, Lula registra 40,2% das intenções de voto contra 32,7% de Tarcísio. Na terceira colocação, aparecem Zema e Caiado com 5,5%, cada. Não souberam responder 11,8% e brancos e nulos somam 3,6%. Quando o governador é substituído por Flávio Bolsonaro, o petista registra 39,7% contra 26,5% do filho do ex-presidente. Ratinho Júnior tem 7%.
No dia 25 de dezembro, o senador Flávio Bolsonaro leu um carta, assinada por seu pai, onde o ex-presidente confirma que o filho será seu pré-candidato para a disputa pelo Palácio do Planalto em outubro. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirma que disputará a reeleição em São Paulo.
No cenário em que o governador paranaense é substituído por Eduardo Leite, Lula fica com 39,6% e Flávio oscila para 27,6%. O governador gaúcho registra 2,8%, atrás de Caiado (5,5%) e Zema (5,4%).
A Meio/Ideia também testou dois cenários com Michelle. No primeiro, com Ratinho, ela registra 29% contra 40% de Lula. No segundo, com Leite, o resultado é similar: 40,1% das intenções de voto para o petista contra 29,7% para a ex-primeira-dama.
Segundo turno
No segundo turno, Lula tem 44,4% contra 42,1% de Tarcísio. Devido à margem de erro, eles estão tecnicamente empatados. Brancos e nulos somam 7,2% e não souberam 6,4%.
O atual presidente leva vantagem contra todos os demais adversários. Ele supera Michelle (46% a 39%), Ratinho Júnior (46% a 37%), Caiado (46,3% a 36,5%), Zema (46,3% a 36,1%), Flávio (46,2% a 36%), Renan Santos (46,5 a 23,5%), Eduardo Leite (45% a 23%) e Aldo Rebelo (45,2% a 19%).
Lula e Flávio são os mais rejeitados
A pesquisa também questionou os entrevistados em quem eles não votariam de jeito nenhum se a eleição fosse hoje. O mais citado foi Lula (40,8%), seguido de Flávio Bolsonaro (30%), Michelle (26,1%) e Tarcísio (16,2%). Os demais nomes ficam abaixo de 12,8%, percentual obtido por Zema. Não souberam 12,2% e 3,1% disseram que não rejeitam ninguém.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), é o entrevistado de hoje do meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceira com a Folha de Pernambuco. Em entrevista ao programa da última semana, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, lançou Leite como candidato à Presidência da República, alternativa ao fim da polarização entre Lula e a direita bolsonarista.
Na pauta, as eleições presidenciais, os escândalos do INSS e Banco Master, a prisão de Bolsonaro e o anúncio da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ainda a gestão de Leite no Rio do Sul, sua saída do PSDB e a sucessão gaúcha num cenário no qual ele venha a disputar o Senado e não o Palácio do Planalto.
Eduardo Leite iniciou sua carreira política no movimento estudantil, como presidente do Grêmio Estudantil de sua escola. Graduado pela Faculdade de Direito da UFPel, filiou-se ao PSDB e concorreu a vereador do município de Pelotas, em 2004, obtendo a primeira suplência e assumindo a vaga após a cassação de um parlamentar.
Em seguida, integrou a administração municipal, primeiro como assessor e secretário interino e depois como chefe de gabinete nos governos de Bernardo de Souza e Fetter Júnior. Em 2008, foi eleito vereador e presidiu a Câmara Municipal de 2011 a 2013.
Após alcançar a suplência para a Assembleia Legislativa na eleição de 2010, Leite foi eleito prefeito de Pelotas em 2012, permanecendo no cargo durante quatro anos e sendo sucedido por Paula Mascarenhas, sua vice-prefeita.
Na eleição de 2018, foi eleito governador do Rio Grande do Sul no segundo turno, com 53% dos votos válidos, derrotando o governador José Ivo Sartori (MDB). Tornou-se assim um dos governantes mais jovens da história do estado e o primeiro governador brasileiro abertamente homossexual. Foi reeleito em 2022 e, após a vitória, foi escolhido presidente nacional do PSDB, sucedendo a Bruno Araújo.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Para o ex-prefeito do Recife e deputado estadual João Paulo (PT), as divergências políticas existentes, hoje, em Pernambuco, refletem, em primeiro lugar, a preocupação em colocar como prioridade a reeleição de Lula. “Também precisamos manter uma política que tem apresentado resultados no Estado, após anos de muitas dificuldades, inclusive pelo que foi provocado com a política do governo Bolsonaro”, disse o parlamentar.
Nesse contexto, o deputado fez uma consideração política que julga fundamental para o atual debate. Sem citar nomes, João Paulo disse que a possibilidade de um candidato petista ao Senado compor chapa com alguém que traiu Lula e Dilma e que esteve alinhado ao bolsonarismo é algo difícil de ser assimilado.
Segundo ele, o cenário ainda exige um debate mais profundo e um maior nível de consciência política. “Ressaltando que a esquerda não aceitará esse tipo de composição”, afirmou.
Favorito para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o jurista Wellington César Lima e Silva deve aceitar o cargo de ministro mesmo que a pasta seja desmembrada.
O nome de Wellington vem sendo defendido por alguns dos principais conselheiros do presidente Lula, entre eles o chefe da Casa Civil, Rui Costa; o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA); e o ministro da AGU, Jorge Messias.
A avaliação de pessoas próximas ao jurista é de que, se ele for chamado pelo presidente Lula, deve aceitar assumir o cargo ainda que a pasta esteja dividida.
A Polícia Federal realiza, hoje, uma nova fase da Operação Overclean, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, além de corrupção e lavagem de dinheiro. O deputado Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) é o principal alvo.
A operação teve o apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal nas investigações. Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF) e nas cidades de Salvador, Mata de São João e Vera Cruz, localizadas na Bahia.
Não é a primeira vez que o deputado é alvo da PF. Em junho do ano passado, na quarta fase da Overclean, policiais federais cumpriram mandados contra Félix Mendonça Jr, o assessor dele e prefeitos de municípios baianos. Dois prefeitos afastados dos cargos foram presos em flagrante durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
Mais dois empréstimos solicitados por Raquel podem enfrentar resistência na Comissão de Justiça da Alepe
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Um dos projetos enviados pelo Governo do Estado para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em caráter de urgência para ser analisado durante o período extraordinário em vigor pede autorização à Casa para que o Poder Executivo contrate mais dois empréstimos bilionários. A matéria é a de número 3693/2026 e pode sofrer resistência na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Alepe.
O colegiado tem reunião confirmada para amanhã (veja aqui), às 11h, com o propósito de distribuir as matérias para os relatores. Se cair na mão da oposição, o Governo do Estado não terá vida fácil para aprovar o texto.
Os deputados oposicionistas questionam há meses a necessidade de Pernambuco contratar mais empréstimos, porque alegam que a máquina pública sob gestão de Raquel Lyra (PSD) foi incapaz, até o momento, de captar todos os recursos de empréstimos anteriores já aprovados na Casa.
Pelo Regimento Interno da Assembleia, cabe ao presidente da CCLJ, deputado Alberto Feitosa (PL), que é da oposição, escolher os relatores dos projetos no colegiado. Mas os demais parlamentares podem solicitar que a distribuição seja por meio de sorteio eletrônico, como já realizado em outras ocasiões.
A Comissão de Justiça tem cinco deputados titulares da oposição, além do presidente. São eles: Sileno Guedes (PSB); Waldemar Borges (MDB); Diogo Moraes (PSDB); Edson Vieira (UB) e Mário Ricardo (RP). Os outros três são da base governista: Antônio Moraes (PP); João Paulo (PT) e Wanderson Florêncio (SD). Em tese, são cinco chances de parecer por rejeição contra apenas três para aprovação dos empréstimos.
Na justificativa do projeto, a governadora argumenta: “A proposição tem por finalidade viabilizar a reestruturação e a recomposição do principal das dívidas do Estado, medida essencial para o fortalecimento do equilíbrio fiscal, a melhoria do perfil da dívida pública e a ampliação da capacidade financeira do Estado para honrar seus compromissos, sem prejuízo da continuidade das políticas públicas prioritárias”.
Raquel também afirma que os novos empréstimos não implicam propriamente um novo endividamento, “mas sim a racionalização e adequado gerenciamento das obrigações financeiras estaduais”. Porém, o deputado Waldemar Borges, por exemplo, já foi às redes sociais criticar o pedido.
Em vídeo postado nos últimos dias no Instagram, Borges lembrou que desde o início da gestão de Raquel Lyra a Alepe já autorizou empréstimos que somados chegam ao valor de aproximadamente R$ 13 bilhões de reais. “Desses R$ 13 bilhões, o Governo do Estado não foi capaz de colocar efetivamente nos cofres nem R$ 4 bilhões”, apontou.
“Ruim de serviço” – Na opinião do deputado, que pode acabar sendo o relator dos novos empréstimos, ao não captar os recursos dos empréstimos aprovados pela Alepe o governo de Raquel se mostra “ruim de serviço”. “A sua gestão é amarrada, a sua incapacidade gerencial é absurda. Por isso, chega ao seu terceiro ano conseguindo apenas concluir algumas obras que vinham em andamento e entregar como algo novo uma creche, em três anos. E olhem vocês que a bandeira das creches foi a principal da campanha da atual governadora”, disparou Borges.
Banco do Brasil e Caixa Econômica – Caso sejam aprovados, os novos empréstimos de Pernambuco serão contraídos em bancos públicos, sendo um deles junto ao Banco do Brasil, no valor de R$ 2,5 bilhões, e o outro na Caixa Econômica Federal, de R$ 2,7 bilhões, ambos com garantia da União. “Diante da relevância da matéria para a sustentabilidade fiscal do Estado de Pernambuco e para a manutenção da capacidade de investimento público, solicito a observância do regime de urgência”, diz Raquel ao justificar os pedidos.
“Guarda-chuva de palanque” – O presidente estadual do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, afirmou que a sigla não aceitará ser feita de “guarda-chuva de palanque” nas eleições de 2026, porque o PL tem densidade suficiente para não aceitar ser coadjuvante e sim protagonista de qualquer projeto político. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ele disparou: “Andando pelo estado de Pernambuco todo, conversando com várias lideranças políticas, vejo esse jogo de montagem de palanques para ver o que é que a gente pode compor e ajudar. Mas eu quero até dar um recado que a direita em Pernambuco não vai ser usada, né? Quem pensa que vai usar a direita para poder servir de guarda-chuva, não vai”.
Efeito Porto de Galinhas – Para evitar casos como o de Porto de Galinhas, praia pernambucana na qual barraqueiros espancaram turistas, gerando repercussão negativa nacional, a Prefeitura do Recife, por meio do Procon, em parceria com a Secretaria Executiva de Controle Urbano, realiza, hoje, às 9h, no Compaz Leda Alves (Pina), uma palestra educativa voltada aos comerciantes da orla de Boa Viagem. A palestra será ministrada por Cristiane Moneta, secretária-executiva do consumidor do município. Ela abordará os direitos e deveres nas relações de consumo nas praias, além de orientações práticas sobre a legislação vigente e as responsabilidades dos comerciantes e permissionários que atuam em áreas públicas.
Sem definição de apoio – Numa demonstração de que as relações em Brasília não estão lá essas coisas neste início de ano, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (RP-PB), afirmou, ontem (12), que aguarda “gestos concretos” do presidente Lula (PT) antes de definir se apoiará a reeleição do petista. A declaração foi dada à imprensa durante evento em João Pessoa, na Paraíba. As informações são da CNN. “A política se constrói com reciprocidade. Nós temos que nessa construção política entender o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar. É isso que temos que construir de maneira muito tranquila e respeitosa para com a população do nosso Estado”, disse Motta, ao ser questionado sobre um possível apoio ao presidente.
CURTAS
Lula “sarado” – Uma foto do presidente Lula (PT) alterada por inteligência artificial para deixá-lo mais musculoso foi compartilhada por aliados nas redes sociais nos últimos dias e acabou virando meme na internet. Usuários da rede fizeram brincadeiras, ontem (12), com a foto editada do presidente, ironizando a tentativa da base lulista de rejuvenescer o chefe do Executivo.
Batalha pela anulação – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com um novo recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), ontem (12), voltando a pedir que o voto do ministro Luiz Fux, que absolveu o ex-presidente, prevaleça e a condenação dele seja anulada. No pedido, os advogados também tentam levar o caso para o plenário do STF.
Chefe de férias – De hoje (13) até o início de fevereiro, o chefe curtirá as merecidas férias e esta jornalista substituta ficará responsável pela coluna do Blog do Magno, um espaço prestigiado pela classe política e de repercussão nacional. Às fontes e a todo o público leitor, gratidão pela audiência e sugestões de nota e que tenhamos uma excelente experiência.
Perguntar não ofende: Raquel Lyra vai conseguir aprovar mais dois empréstimos na Alepe?