Tema local ainda na ordem do dia a ser tratado. Apesar das atenções voltadas para o plano internacional, o carnaval do Recife deve ao Galo da Madrugada sua considerável repercussão nacional. O bloco foi crescendo ano a ano e se transformou no espetáculo grandioso de hoje.
Mas o carnaval, como um todo, tem potencial para se tornar um produto ainda mais “vendável” do que atualmente. O superbloco é peça fundamental nisso, mas há muito mais a ser trabalhado.
Faz-se necessário encarar o conjunto como um negócio a ser conduzido de forma mais eficiente, com “arranjos produtivos” bem integrados entre todos os seus componentes. Pela dimensão do Galo, é preciso divulgá-lo como marca líder permanente desse processo, assim como ocorre com a galinha, em Porto.
Que sejam colocados mais “galos” em locais estratégicos do Recife: rodovias que levam ao interior, arredores do aeroporto, rodoviária e todos os acessos à cidade.
Sua diversificada cadeia de operadores, participantes e fornecedores precisa ser ainda mais bem organizada, para que se torne uma força mais aglutinadora e geradora de amplas oportunidades de trabalho, emprego e renda. Para tornar o Galo, âncora do projeto, um símbolo ainda mais marcante e atraente, seu visual estático carece de dinâmica, movimento e som.
Parintins, há anos, já incorporou movimento às suas alegorias. Abre-se aí um novo campo para que o Galo tenha, quando instalado na ponte, seu canto espargido, controlado eletronicamente, para acontecer nos momentos previamente definidos.
Técnicos da área saberão como fazê-lo, tornando-o muito mais atraente e emblemático. Urge que, no próximo ano, isso já esteja concretizado. Este carnaval, tendo o Galo como âncora, com seus ritmos e tendências tão plurais, tem tudo para alcançar uma dimensão bem maior do que a atual.
Pergunta-se: por que uma cidade com tão denso patrimônio histórico, cultural, artístico, musical, arquitetônico e tecnológico ainda não transformou tudo isso em um produto consequente e unificado no âmbito da “economia criativa”?
Para explorar a grandiosidade de todo esse potencial, é preciso iniciar uma aproximação mais estreita e inovadora: partir para um projeto de união econômica e cultural com Olinda. Daí poderia surgir algo novo e inusitado para ser trabalhado promocionalmente, um projeto comum a ser desenvolvido e divulgado como “Carnaval Recife-Olinda”.
Esse projeto estaria inserido em uma iniciativa ainda maior e mais ambiciosa, denominada “Circuito Recife-Olinda”, que deveria estar permanentemente, ao menos quatro meses antes, nas vias digitais, promovendo não apenas o carnaval, mas todo o acervo histórico-cultural citado das duas cidades. Esse tema será objeto da continuação deste artigo, em breve.
Tal circuito deveria ser amplamente discutido com entidades e instituições mais representativas do empresariado e, de forma mais ampla, da sociedade civil local.
Seria a consolidação do desenvolvimento de uma “economia criativa” que urge ser adotada oficialmente pelas administrações das duas cidades, visando ao fortalecimento desses “arranjos produtivos” plurais, capazes de aglutinar e organizar melhor um potencial rico e ainda pouco explorado.
Temos tudo para chegar a isso.
Que o poder público observe o que se faz em Salvador e traga para o Recife o que de melhor lá acontece. Em termos de visão e organização empresarial, a festa que lá se realiza reverbera em todo o país.
Numa agenda marcada por reencontros e conversas com aliados, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), participou, ontem, ao lado do prefeito de São José do Belmonte, Vinícius Marques (PSB), da festa de Nossa Senhora do Carmo, no distrito do Carmo, naquele município.
“É sempre uma satisfação retornar a Belmonte, rever amigos e, juntamente com o prefeito Vinícius Marques, poder fortalecer parcerias em favor da população”, disse Porto. “Neste momento de celebração religiosa, podemos acompanhar de perto as manifestações da fé e da alegria do povo belmontense. Parabéns ao prefeito, aos servidores municipais, ao vereador Ronaldo da Manga, aos demais vereadores e aos moradores por promoverem uma festa que mantém a tradição e a reverência à Nossa Senhora do Carmo”, completou.
A aliança entre o deputado e o prefeito foi selada há cerca de três meses e fez parte de costuras políticas que reforçaram o palanque do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo João Campos (PSB) no Sertão Central.
Neste tempo, o presidente da Alepe tem cumprido agendas em São José do Belmonte. Inclusive, marcou presença, durante três dias, nas comemorações relativas à 32ª Cavalgada da Pedra do Reino, em maio, e anunciou a destinação de R$ 600 mil de recursos de emendas para a saúde e associações rurais do município. Nas celebrações em homenagem à Nossa Senhora do Carmo esteve acompanhado da esposa, prefeita de Canhotinho, Sandra Paes (Republicanos).
O advogado Antônio Campos protocolou, hoje, na 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, uma manifestação com pedido de tutela de urgência incidental na Ação Popular que discute o futuro da Ferrovia Transnordestina no Estado, que já se encontra em trâmite e que teve um recurso julgado pelo TRF, parcialmente procedente.
O objetivo é obter uma liminar que determine à União e à Infra S.A. o imediato prosseguimento de todas as providências administrativas e preparatórias relacionadas ao trecho Salgueiro–Suape que não estejam expressamente suspensas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Ele também fará uma representação ao Ministério Público de Contas pedindo atenção e providências quanto ao caso.
A petição foi apresentada após a deliberação do Plenário do TCU, ocorrida em 15 de julho, que esclareceu o alcance da decisão anterior sobre a ferrovia. Segundo Antônio Campos, a Corte de Contas deixou claro que apenas o início de novas frentes de execução física permanece suspenso, estando autorizada a continuidade de estudos técnicos, projetos de engenharia, procedimentos licitatórios, gestão contratual e demais atos preparatórios.
Na manifestação, o autor sustenta que não existe fundamento jurídico para que a União mantenha a paralisação administrativa do trecho pernambucano, sob pena de transformar uma medida cautelar do TCU em verdadeiro abandono do projeto.
“O próprio Tribunal de Contas delimitou que a suspensão não alcança os estudos, projetos e demais providências administrativas. O que se busca é impedir que a inércia administrativa inviabilize definitivamente a Transnordestina em Pernambuco”, afirma a petição.
Estudo da Sudene reforça viabilidade
A manifestação também destaca como fato superveniente a apresentação, pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), de estudo técnico elaborado para atender às exigências formuladas pelo próprio TCU.
Segundo o documento, o trecho Salgueiro–Suape apresenta Valor Social Presente Líquido (VSPL) positivo de R$ 4,76 bilhões e Taxa de Retorno Econômico de 15,53%, indicadores que, segundo o autor da ação, demonstram a viabilidade socioeconômica do empreendimento e afastam a tese de inviabilidade do ramal pernambucano.
A petição sustenta ainda que a ferrovia possui caráter estruturante para o desenvolvimento regional, ampliando a competitividade do Complexo Industrial Portuário de Suape, reduzindo custos logísticos, fortalecendo cadeias produtivas e contribuindo para a redução das desigualdades regionais previstas na Constituição Federal.
Pedido de liminar
No pedido de tutela de urgência, Antônio Campos requer que a Justiça Federal determine, entre outras medidas:
o prosseguimento imediato dos estudos de viabilidade e demanda;
a continuidade dos projetos básicos e executivos de engenharia;
o andamento dos procedimentos licitatórios;
a contratação de serviços técnicos e consultorias;
a adoção das providências ambientais e fundiárias permitidas;
a atualização de custos, cronogramas e fontes de financiamento; e
a apresentação, pela União e pela Infra S.A., de um plano de ação para o trecho Salgueiro–Suape, contendo cronograma, metas, fontes de recursos e prazo estimado para a retomada das obras físicas.
O autor também pede que União e Infra S.A. sejam intimadas a informar, em até 72 horas, o atual estágio do empreendimento, bem como as providências adotadas após a recente decisão do TCU, além da expedição de ofícios ao próprio Tribunal de Contas da União e à Sudene para encaminhamento dos estudos e documentos técnicos utilizados nas deliberações.
Defesa do trecho pernambucano
Na ação popular, Antônio Campos argumenta que a continuidade das indefinições em relação ao trecho pernambucano compromete o planejamento logístico nacional, enfraquece o Porto de Suape e amplia as desigualdades regionais, enquanto o ramal direcionado ao Porto do Pecém, no Ceará, continua avançando.
Para o advogado, a decisão do TCU não representa um obstáculo à continuidade do planejamento da ferrovia, mas, ao contrário, fornece as condições necessárias para que os órgãos federais avancem na preparação do empreendimento até que sejam cumpridas ou analisadas todas as exigências técnicas para a retomada das obras.
A ação popular tramita na Justiça Federal de Pernambuco sob o nº 0804040-39.2023.4.05.8300, na segunda vara federal. O pedido já foi protocolado e despachado.
Levantamento do PoderData/Aya, divulgado hoje, mostra que 17% dos eleitores brasileiros só escolhem um candidato na disputa presidencial por rejeitarem os demais. Para 61%, o voto é definido pelas propostas apresentadas pelas candidaturas. O PoderData/Aya fez a seguinte pergunta: “Sobre sua opção de voto no 1º turno, qual é o motivo principal que o leva a escolher seu candidato?”.
Os dados são de pesquisa realizada de 12 a 15 de julho. O estudo mostra empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual 2º turno nas eleições de outubro.
Os 17% dos eleitores que escolhem um candidato por exclusão – por rejeitarem todos os demais – são o público mais desejado por todos que estão na corrida pelo Planalto. Numa disputa apertada entre os 2 líderes das pesquisas (Lula e Flávio), reduzir um pouco a própria rejeição e pescar votos nesse grupo pode ser vital em outubro.
Quando se analisa a lista de candidatos que pontuam no 2º pelotão da pesquisa, todos estão posicionados no espectro político do centro para a direita. Os eleitores nesse grupo escolheram Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD, Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). Somam juntos 17%. Se são de centro-direita ou de direita, por que esses eleitores escolhem candidatos com poucas chances de vitória, quando há um nesse mesmo grupo ideológico (Flávio) mais competitivo? Possivelmente porque esses eleitores rejeitam tanto Lula como Flávio.
É pequena a possibilidade de Lula conquistar o voto de um eleitor de centro-direita ou de direita que vota em Renan, Caiado ou Zema. Para Flávio, tampouco é uma tarefa trivial, mas pelo menos está no mesmo campo ideológico. O desafio para o candidato do PL é encontrar uma forma de reduzir a rejeição ao seu nome nesse universo da direita que rejeita escolhê-lo para ser o próximo presidente.
O infográfico a seguir mostra o percentual de eleitores que escolheu cada candidato só por rejeitar todos os demais. Esses são os brasileiros que serão disputados por Lula e Flávio até o dia da eleição, em 4 de outubro. Clique aqui e confira a matéria completa.
O jornalista Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil, morreu, na manhã de hoje, aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. Ainda não há informações sobre o velório e enterro do jornalista.
Um dos grandes nomes do telejornalismo brasileiro, Renato Machado teve uma carreira de mais de quatro décadas na TV Globo, onde marcou gerações de telespectadores. Foi apresentador do Bom Dia Brasil, do Jornal da Globo e do RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional, trabalhou como correspondente internacional e repórter especial e recebeu indicação ao Emmy Internacional.
Entre 1996 e 2010, ele foi apresentador e editor-chefe do Bom Dia Brasil, período em que ajudou a reformular o telejornal. Ao lado de Leilane Neubarth e, posteriormente, de Renata Vasconcellos, adotou um formato mais dinâmico, com maior interação entre os apresentadores, entradas ao vivo de repórteres e comentaristas e um uso mais amplo do estúdio.
O Sextou de amanhã traz um emocionante tributo ao cantor e compositor Waldick Soriano, um dos maiores ícones da música romântica popular brasileira. Ex-garimpeiro e caminhoneiro, notabilizou-se pelo visual de terno preto e óculos escuros, compondo clássicos como “Eu Não Sou Cachorro, Não” e “Tortura de Amor”.
Quem vai falar sobre a trajetória do cantor baiano de Caetité é o gabaritado escritor Paulo César de Araújo, autor do livro “Eu não sou cachorro não”, uma profunda e estimulante pesquisa sobre a carreira do artista. Um dos mais importantes escritores da temática MPB, Paulo César de Araújo também é autor de outras obras, como a biografia não autorizada, e depois liberada, do rei Roberto Carlos.
O Sextou vai ao ar amanhã, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
No dia seguinte ao anúncio da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, confirmado pelos Estados Unidos, assessores presidenciais classificaram, hoje, o tarifaço norte-americano como “ideológico” e “político” e uma tentativa equivocada de ajudar Flávio Bolsonaro (PL). As informações são do portal G1.
Integrantes do governo também rebatem as declarações de que o Brasil não negociou as tarifas. Entendem ainda que a decisão já estava tomada desde o ano passado, quando o presidente Donald Trump publicou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O anúncio aconteceu ontem, último dia de prazo dado pelo governo americano para que os dois países chegassem a um consenso nas negociações. Em resposta, o Brasil chamou a decisão de lastimável e afirmou que iniciará “imediatamente” os trâmites para acionar os instrumentos previstos da Lei de Reciprocidade.
Na avaliação da equipe presidencial, o governo Trump agiu de má-fé e está criando “fake news”, de que o Brasil não negociou tarifas, para fazer um discurso alinhado com o do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. O filho do ex-presidente da República já deu declarações, após o anúncio das tarifas, que Lula não quis negociar e trabalhou contra os interesses do Brasil.
O entendimento da diplomacia brasileira é que, diante de um cenário em que a Suprema Corte americana impôs limite à imposição de tarifas por meio de anúncios, a Casa Branca se movimentou para encontrar um instrumento juridicamente legal que permitisse a imposição de tarifas (Seção 301), ainda que com argumentos considerados injustos e sem base técnica pelo Brasil.
Meu amigo Roberto Murilo, talentoso jornalista, conterrâneo das barrancas do Pajeú, passou uma longa temporada em São Paulo. Foi assessor do cantor Moacyr Franco e trabalhou na produção de programas e telejornais do SBT.
Fez amizades com muita gente famosa, como o próprio Moacyr Franco, que ontem não deixou o aniversário de Murilo passar em branco. Da capital paulista, mandou uma mensagem bem-humorada e divertida para o amigo, que está de volta ao Pajeú, agora como âncora da rádio Cultura, em São José do Egito.
Marcelo Camargo, filho da saudosa Hebe Camargo, a rainha da TV brasileira, também mandou um carinhoso vídeo para Roberto Murilo, além de outros jornalistas e artistas do SBT em Sampa. Confira!
Confesso que me preocupa ver, mais uma vez, Pernambuco tendo que provar o óbvio. A decisão do Tribunal de Contas da União de manter o veto ao início das obras físicas da Transnordestina, mesmo liberando licitações e contratos, parte de uma premissa que merece ser questionada: será que o problema é realmente a viabilidade da ferrovia ou a incapacidade de enxergar seu papel estratégico para o desenvolvimento do Estado?
Faço essa pergunta porque os próprios estudos apresentados pela Sudene desmontam a tese da inviabilidade. O levantamento aponta Valor Social Presente Líquido positivo de R$ 4,76 bilhões e Taxa de Retorno Econômico de 15,53%. Além disso, estima movimentação entre 18 e 24 milhões de toneladas de cargas por ano, geração de milhares de empregos e impactos positivos para mais de 400 municípios nordestinos. Se esses números não demonstram viabilidade, o que mais será necessário?
A impressão que fica é que Pernambuco está sendo submetido a um rigor que não se vê em outras grandes obras de infraestrutura. Nenhuma ferrovia estruturante nasce com toda a demanda consolidada. Ela existe justamente para criar desenvolvimento, atrair empresas, reduzir custos logísticos e gerar novos fluxos econômicos. É assim no mundo inteiro.
A pergunta que faço é simples: se aplicássemos esse mesmo critério a Suape, ele teria sido construído? E a Transamazônica? E tantas rodovias federais que abriram novas fronteiras econômicas? Obras estruturadoras não podem ser avaliadas apenas pela fotografia do presente. Elas precisam ser julgadas pelo futuro que ajudam a construir.
Outro aspecto me chama atenção. Enquanto Pernambuco ainda discute estudos, o Ceará avança rapidamente com seu trecho da Transnordestina. O Porto do Pecém ganha investimentos, amplia sua competitividade e atrai novos negócios. Já Suape, um dos maiores ativos econômicos de Pernambuco, continua esperando que Brasília decida se merece ou não estar conectado à principal ferrovia do Nordeste.
Não consigo aceitar a ideia de que a ferrovia seria limitada ao transporte de gesso ou grãos. O novo estudo demonstra exatamente o contrário. Combustíveis, fertilizantes, cimento, contêineres, cargas industriais e mercadorias destinadas ao mercado consumidor nordestino passam a integrar a matriz logística do projeto. Isso fortalece Suape, reduz custos para empresas e amplia a competitividade da economia pernambucana.
Também me pergunto onde está a mobilização política de Pernambuco. Onde estão as vozes unidas da bancada federal, do setor produtivo, das universidades e da sociedade civil? Um projeto dessa dimensão não pode depender apenas de pareceres técnicos. Precisa de liderança política, de articulação institucional e de defesa firme dos interesses do Estado.
Não podemos aceitar que Pernambuco continue perdendo protagonismo para outros estados por falta de capacidade de defender seus projetos estratégicos. A Transnordestina não é apenas uma ferrovia. Ela representa integração regional, geração de empregos, desenvolvimento do Semiárido, fortalecimento de Suape e redução das desigualdades.
Insistir em tratar essa obra apenas como uma equação financeira é um erro histórico. O verdadeiro risco não é construir a Transnordestina. O verdadeiro risco é Pernambuco continuar esperando enquanto os trilhos do desenvolvimento seguem, mais uma vez, em direção a outros estados.
Levantamento PoderData/Aya, divulgado hoje, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto contra 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL) no cenário de 1º turno para a eleição presidencial de outubro. O resultado amplia a vantagem do petista sobre o adversário e os afasta de um empate técnico pela margem de erro de 2 pontos do levantamento.
Na sequência, aparecem os pré-candidatos Renan Santos (Missão), com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), com 4% cada um. Augusto Cury (Avante) tem 3%. Todos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Os dados foram coletados de 12 a 15 de julho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 685 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o nº BR-00059/2026.
Os recados de Teresa Leitão para a governadora Raquel Lyra
Na entrevista que deu ao podcast Direto de Brasília, ontem, a líder do governo no Senado Federal, Teresa Leitão (PT), alfinetou a governadora Raquel Lyra (PSD) por sua relação com o bolsonarismo. Ao comentar o vídeo gravado pelo presidente Lula (PT) em defesa do ex-prefeito João Campos (PSB), Teresa ressaltou que se trata de um “resgate histórico” da identidade e reforçou que será preciso tomar posição desta vez, diferente de 2022, quando Raquel se elegeu sem escolher palanque presidencial.
“No palanque de Lula e no palanque de João Campos não tem bolsonarista. Em outros palanques de Pernambuco, tem. Com vez e voz. Estão no de Raquel, porque o PL e o Novo defendem Bolsonaro. Tudo isso é condição dela de escolher seus aliados. Não sou eu que vou dizer que ela está certa ou errada, mas é também um dado de realidade”, alfinetou Teresa. “Aquele segundo turno de 2022 para mim foi muito vital para a gente avaliar a posição política de uma gestora em um momento de grande polarização. Já pensou se Bolsonaro tivesse ganhado aquela eleição? Político tem que ter lado”, disparou.
Para a senadora, a manifestação de Lula em favor de João Campos ultrapassa o apoio eleitoral e reafirma uma aliança política construída ao longo de décadas entre PT e PSB. “Lula fez no vídeo um resgate histórico dessa identidade, citando Arraes e Eduardo Campos, uma afirmação da aliança nacional. Hoje o PSB é o partido que tem mais presença, é o principal partido dessa aliança, mas tem também uma identidade política de projeto”, observou.
Ao ampliar a análise para a sucessão presidencial, Teresa ironizou o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas e avaliou que a pré-candidatura do adversário resiste mais do que deveria diante das recentes polêmicas. “Era para estar menos do que isso. Qual é a plataforma de Flávio Bolsonaro para governar o Brasil? Submissão a Donald Trump. E o brasileiro não está gostando disso”, afirmou. Para ela, o desgaste do senador tende a aumentar com o avanço das investigações envolvendo o Banco Master. “A população está cansando de ter um candidato que não tem o que mostrar, nem diz o que vai fazer para o Brasil melhorar”, acrescentou.
Já na condição de líder do Governo no Senado, Teresa definiu como prioridades para este semestre a PEC da jornada 6×1, a PEC da Segurança Pública e o projeto dos minerais críticos e estratégicos. Segundo a parlamentar, a proposta que reduz a jornada de trabalho é a mais avançada politicamente, enquanto o texto sobre os minerais precisa assegurar que a exploração dessas riquezas preserve a soberania nacional e fortaleça a capacidade tecnológica do país.
Teresa minimiza derrota do governo – A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT), afirmou que não considera uma derrota do Palácio do Planalto a aprovação da PEC que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília de ontem, a senadora lembrou que a proposta já havia sido aprovada por unanimidade na Câmara e na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, tornando difícil reverter sua tramitação. Segundo ela, o governo tentou negociar mudanças no texto, mas não houve acordo. Teresa reconheceu o impacto fiscal estimado em R$ 27 bilhões nos próximos dez anos e disse que a principal preocupação agora é a repercussão da medida sobre os municípios, responsáveis pelo pagamento dos benefícios. “Não considero propriamente uma derrota”, resumiu.
Municípios querem recorrer direto ao STF – A Confederação Nacional dos Municípios enviou um ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitando urgência na aprovação de uma PEC que permite a entidades de representação de municípios recorrerem ao Supremo Tribunal Federal (STF). A intenção da CNM com a proposta é ter permissão para apresentar, junto ao Supremo, uma proposta de ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade). Atualmente, a Constituição permite apenas que estados e União recorram à Corte. Segundo informações do portal CNN, a PEC aguarda aprovação do plenário da Câmara.
Defesa diz que Bolsonaro não sabia da carta – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, ao Supremo Tribunal Federal (STF), ontem, que ele “jamais soube” que Flávio divulgaria a carta de apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República. O documento foi direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que levou Jair Bolsonaro à prisão por tentativa de golpe. No texto, os advogados afirmam que Bolsonaro “jamais soube” que o documento, intitulado “Carta aos Brasileiros”, seria publicizado, “tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”.
Desenrola e escala 6×1 ajudam Lula – Os programas do governo Lula (PT) voltados à economia popular estão ajudando a impulsionar a aprovação da gestão petista às vésperas da campanha pela reeleição. A constatação é da pesquisa Genial/Quaest de ontem, que apontou que a aprovação do governo atingiu 48%, o melhor resultado para Lula desde o fim de 2024. “O que explica isso é que o governo está conseguindo entregar resultados para um eleitorado muito específico”, diz Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), em entrevista à Folha de S.Paulo.
PT investe no “TariFlávio” – O PT definiu a estratégia de comunicação para reagir à decisão do governo Donald Trump (Partido Republicano) sobre a tarifa de 25% contra produtos brasileiros. Com a confirmação da sobretaxa, a campanha do presidente Lula (PT) vai investir ainda mais no “TariFlávio”, associando o episódio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O material foi preparado antecipadamente porque o partido e o Planalto consideravam praticamente certa a manutenção da tarifa. Com a sobretaxa, a estratégia é sustentar que a investigação, que acarretou nas tarifas, foi impulsionada pela articulação da família Bolsonaro com aliados de Trump nos Estados Unidos. As informações são do portal Poder360.
CURTAS
TRANSNORDESTINA – O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por unanimidade, acolher parcialmente os embargos de declaração apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pela Infra S.A. para o trecho Salgueiro–Suape da Ferrovia Transnordestina. No entanto, segundo matéria da Folha de Pernambuco, o início das obras físicas na ferrovia pernambucana continua travado pelo tribunal.
PADROEIRA – Devido ao feriado municipal de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife, hoje, alguns serviços terão o horário de funcionamento alterado. O comércio de rua no Centro e nos bairros interrompe as suas atividades, enquanto os shoppings centers adotam horários especiais. O poder público também reorganiza a sua estrutura: serviços burocráticos e administrativos estão suspensos no feriado e no ponto facultativo, na sexta-feira. Os serviços indispensáveis seguem funcionando.
APAC – A Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) emitiu alerta que indica a possibilidade de chuva moderada na Região Metropolitana do Recife. A previsão é válida até as 17h de hoje. A Defesa Civil do Recife mantém um plantão permanente, podendo ser acionada pelos telefones 0800.0813400 e 3036-4873. A orientação é que, em caso de necessidade, moradores de locais de risco procurem abrigos seguros e acionem o órgão.
Perguntar não ofende: Se, como disse Teresa, “político tem que ter lado”, até quando Raquel sustentará o discurso da neutralidade?
O Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), no Recife, está entre os dez melhores hospitais do Brasil eleitos pela revista norte-americana Newsweek em um ranking com 41 unidades hospitalares do país. De acordo com a pesquisa, o IMIP ocupa a nona posição nacional e a primeira do Nordeste. As informações são do Blog do Erbi Andrade.
O IMIP é uma entidade filantrópica voltada para o atendimento da população pernambucana e nordestina. Com 1.057 leitos, é reconhecido como uma das estruturas hospitalares mais importantes do país, sendo centro de referência assistencial em diversas especialidades médicas.
Tereza Campos é natural de São José do Egito, filha dos saudosos José Campos e Dona Nevinha Campos. Ela é irmã de Evaldo Campos, diretor-presidente do Sicoob, do agropecuarista Edvaldo Campos, de Elinete, Eliete, Sebastião e de José Eustáquio (in memoriam).
A Prefeitura da Vitória de Santo Antão iniciou, nesta quarta-feira (15), o agendamento das inscrições para 400 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, que estão sendo construídas no Residencial do Cedro. O procedimento segue até 14 de agosto e é destinado a famílias com renda mensal de até R$ 3.200. O agendamento deve ser feito pelo portal da prefeitura, e a inscrição presencial será realizada na data e no horário escolhidos pelo interessado.
Após a entrega da documentação, a Caixa Econômica Federal ficará responsável pela análise das informações e pela seleção dos beneficiários, que serão convocados posteriormente para a assinatura dos contratos. Entre os documentos exigidos estão documento oficial com foto, CPF, NIS, certidão correspondente ao estado civil e comprovante de residência, além de outros documentos que variam conforme a composição familiar.
Segundo a prefeitura, o Cadastro Único deve estar atualizado e, nos casos de transferência para o município, serão consideradas apenas as realizadas até 31 de dezembro de 2025. A administração municipal ressalta que o agendamento e a entrega da documentação representam apenas a primeira etapa do processo e não garantem, automaticamente, a concessão da unidade habitacional, que dependerá da análise e dos critérios do programa.