No discurso que oficializou sua candidatura ao Governo do Estado, encerrado há pouco, Raquel Lyra (PSDB) aproveitou para além de ratificar seu currículo como única prefeita mulher eleita em Pernambuco, para alfinetar a briga pelo apadrinhamento do ex-presidente Lula e do presidente Bolsonaro, protagonizada, respectivamente, por Danilo, Marília e Anderson.
De acordo com a ex-prefeita de Caruaru, nessa disputa por apoio do dois candidatos à presidência da República, os pré-candidatos, diferente dela, terminam esquecendo de inserir o povo. “Tem gente que briga pelo apoio de Lula e Bolsonaro e eu fico me perguntando onde está o povo de Pernambuco nessa discussão”, questiona a tucana.
“Nos próximos dias, muita gente vai fazer discurso prometendo muita coisa, mas projeto todo mundo é capaz de fazer, difícil é tirar o projeto e transformar em realidade na vida das pessoas, como fiz em Caruaru”, completou Raquel, ladeada pela sua candidata a vice, Priscila Krause, e ao Senado, Guilherme Coelho.
Túlio deve coordenar campanha de Raquel e Gustavo a de João
O carnaval passou, março está batendo à porta e logo chega 4 de abril, prazo de desincompatibilização para quem, como João Campos (PSB), exerce cargo no executivo e é obrigado a renunciar para disputar a eleição ao Governo do Estado. Abril também é o mês da chamada janela partidária, prazo permitido a troca de partido para quem exerce mandato parlamentar, seja federal ou estadual.
É em março, entretanto, que os pré-candidatos a governador começam a montar o esqueleto das campanhas, no caso os coordenadores-gerais e por regiões. O secretário de Governo, Túlio Vilaça, provavelmente assumirá a coordenação geral da campanha da governadora Raquel Lyra (PSD). Outro nome lembrado é o do secretário de Infraestrutura, André Teixeira, se não vier a disputar uma vaga na Câmara Federal.
Para a Região Metropolitana, o nome mais cotado é o do prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, que trocou o Republicanos, do ministro Sílvio Costa Filho, por onde foi eleito, com apoio de João Campos, pelo PSD. Na Mata, o atual presidente da Amupe, Marcelo Gouveia (Podemos) só não assumirá a coordenação porque está dedicado à sua campanha de deputado federal.
Mas certamente terá influência na escolha do nome, enquanto no Agreste o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), aparentemente é o mais cotado para assumir a coordenação da região. Para o Sertão do São Francisco, Raquel pensa em convidar o ex-prefeito Guilherme Coelho, que, não se sabem as razões, anda muito afastado do Governo e não deve aceitar.
Quanto ao primeiro time da campanha de João, os nomes mais cotados para a coordenação-geral são o secretário de Governo, Gustavo Monteiro, e o ex-deputado Nilton Mota, que transita bem não apenas na Região Metropolitana, mas também no Interior, especialmente no Agreste Setentrional.
Por falar em Agreste, dois nomes devem ter papel importante: Wolney Queiroz (PDT) em Caruaru e cidades próximas, e o prefeito Sivaldo Albino (PSB), em Garanhuns e Agreste Meridional. No São Francisco, a coordenação será entregue ao grupo do ex-prefeito Miguel Coelho, nome cotado para disputar o Senado na chapa de João.
Já no Pajeú, região que tem uma tradição socialista histórica, desde a época de Arraes, o núcleo central da campanha tende a ser coordenado pelo ex-prefeito de Itapetim, Adelmo Moura.
MORAES JOGA PESADO – Aparentemente, sem consultar seus pares, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, quer descobrir se funcionários da Receita Federal obtiveram os dados de sua mulher, a advogada que fez um contrato milionário com o Banco Master, e do ministro Toffoli. Alguns de seus colegas, porém, temem que Moraes tenha informações excessivas sobre eles e suas famílias. Também mandou quebrar o sigilo bancário de cerca de cem pessoas ligadas por parentesco até o terceiro grau aos mesmos ministros.
Recordar é viver – O ministro Dias Toffoli, uma cria de Lula e do PT no STF, já traiu o presidente Lula quando este esteve na prisão, proibindo-o de ir ao enterro do irmão. Quando presidente do STF, convocou um general do Exército para assessorá-lo e passou a chamar o golpe de 64 de “movimento”. No caso Master, colocou o governo em situação delicada quando revelou-se a intimidade que tinha com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O bicho vai pegar – Já o ministro André Mendonça, novo relator do caso Master, convocou delegados da Polícia Federal para uma nova reunião, hoje, em Brasília, sobre a investigação das suspeitas de irregularidades do Banco Master e do seu dono, Daniel Vorcaro. Devem participar investigadores da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (DICOR), responsável pelo caso. O objetivo é discutir as informações já apresentadas pela PF sobre o andamento da investigação e conversar sobre os próximos passos do caso.
PE no ajuste das contas com a União – O governo Lula está finalizando um dos maiores programas de ajuste de contas dos estados que vai permitir já este ano um volume de investimentos de R$ 1,6 bilhão pelos que aderiram ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que estabelece uma nova política de renegociação das dívidas estaduais com a União. Segundo o colunista Fernando Castilho, do JC, Pernambuco entrou no Propag esperando que a sua contribuição anual de R$ 180 milhões para o FEF volte no valor de R$ 500 milhões, o que vai ajudar nos investimentos do governo no último ano do atual mandato da governadora Raquel Lyra (PSD).
Quem decide é o partido – Na condição de presidente estadual do PP, o deputado Eduardo da Fonte, que desponta bem posicionado para o Senado em todas as pesquisas, começa, hoje, a ouvir a opinião dos filiados à legenda, num encontro com a participação da bancada estadual, os deputados federais Lula da Fonte e Clarissa Tércio, prefeitos e lideranças sem mandato. Dudu da Fonte, como é mais conhecido, hoje integra a base de Raquel, mas seu nome não está descartado para o Senado na chapa de João. Quem vai dar a palavra final será a voz soberana do partido.
CURTAS
APOIOS 1 – Lula tem, até agora, o apoio de 12 governadores, que estão à frente de Estados com um total de 53 milhões de eleitores. Flávio Bolsonaro conta, por enquanto, com o respaldo de 5 governadores que comandam 57,3 milhões de eleitores. Todos os cinco têm taxas de aprovação acima de 50% para suas administrações. No caso de Lula, 9 dos 12 governadores pontuam mais de 50% na aprovação de seus governos, segundo levantamento do site Poder360.
APOIOS 2 – No 2º turno, ainda segundo o site, a tendência é que Flávio consolide mais apoios nos Estados, chegando a 13 governadores. Lula, candidato único da esquerda, manteria os mesmos 12. Dois governadores não deram indicações de apoios no 2º turno: Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, e Gladson Cameli (PP), do Acre. O primeiro ainda pleiteia a vaga de candidato a presidente. O segundo tem se dedicado a responder processos na Justiça e evita se posicionar nacionalmente.
ZEMA VICE – O PL quer definir nas próximas semanas se o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), será o vice-presidente do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). “Tudo pode acontecer”, afirmou Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. “O processo está no início. Tivemos poucas conversas até agora”. Segundo ele, serão realizadas reuniões nas próximas semanas para discutir o assunto.
Perguntar não ofende: Causou surpresa e estranheza a presença de Alexandre de Moraes no casamento de João?
Está virando rotina: toda vez que a governadora Raquel Lyra (PSD) veste o manto sagrado do Santa Cruz, o resultado é ruim para o tricolor. Hoje, mais uma vez, não foi diferente. A cobrinha apanhou de 2 a 0 no clássico contra o Náutico.
Já há, inclusive, uma brincadeira nos bastidores da política de que os tricolores mais apaixonados deveriam fazer um abaixo-assinado para a cena não se repetir. Acho que isso seria exagerado, mas como no futebol a paixão normalmente fala mais alto, não duvido de ver isso nas ruas.
Um salto em pesquisas diárias feitas para o mercado financeiro e que chegaram às mãos de lideranças do PT e de integrantes do governo assustaram os aliados de Lula: por dois dias, durante o Carnaval, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a ficar à frente do presidente nas simulações de segundo turno. As informações são da colunista Mônica Bérgamo, da Folha de S.Paulo.
A rejeição de Lula, por sua vez, também subiu, e chegou a ficar cerca de mais de quatro pontos acima da aprovação. Passada a folia, a desaprovação cedeu, e caiu — o mesmo ocorrendo com o principal adversário hoje do petista na corrida pré-eleitoral.
Na avaliação de uma das lideranças que viu a pesquisa, e que tem diálogo permanente com Lula, a rejeição ao presidente não se estabeleceu em novos e mais altos patamares. O governo segue com o desafio, no entanto, de fazer com que a aprovação volte a superar a reprovação ao governo.
As pesquisas divulgadas em dezembro e janeiro mostraram que a rejeição superou a aprovação em todas as sondagens. No começo de dezembro, o Datafolha mostrou que a situação era de empate: 49% desaprovavam, e 48% aprovavam o trabalho pessoal de Lula. As sondagens divulgadas desde então, e até meados deste mês, mostraram a opinião negativa sempre superando a positiva.
Imagens que circulam nas redes sociais, neste domingo (22), mostram condições precárias na sala de emergência do Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada.
No vídeo compartilhado por usuários, é possível ver lixo espalhado pelo chão, restos de comida, presença de seringas e poltronas danificadas e em estado visivelmente deteriorado na área de atendimento. As informações são do Blog Juliana Lima.
A cidade de Venturosa, no Agreste, iniciou um novo ciclo de investimentos em infraestrutura urbana. O prefeito Kelvin Cavalcanti (PSD) deu início ao que está sendo considerado o maior plano de obras de calçamento dos últimos anos no município, contemplando 40 ruas com recursos que somam aproximadamente R$ 4 milhões. A primeira via beneficiada é a Rua do Açude, que já recebe pavimentação com blocos intertravados, tecnologia que alia durabilidade a um aspecto mais moderno e organizado ao espaço urbano.
De acordo com a Prefeitura, os investimentos são resultado de uma composição financeira que envolve emendas parlamentares, convênio com o Governo do Estado e recursos próprios da gestão municipal, ampliando a capacidade de execução das obras. Segundo o prefeito Kelvin Cavalcanti, o programa vai além da melhoria estética. “Estamos falando de infraestrutura que impacta diretamente na qualidade de vida da população. Calçamento significa mais mobilidade, menos poeira e lama, mais segurança para pedestres e motoristas, além da valorização dos imóveis. É um investimento que transforma o presente e prepara Venturosa para o futuro”, destacou.
O cronograma também inclui intervenções no Paredão do Açude, com construção de pontes, passarela e requalificação completa da área, além de outras obras em andamento, como a nova praça da Vila do Bacurau, construção de Unidade Básica de Saúde (UBS), escola, creche e cozinhas comunitárias. O conjunto de ações reforça as políticas públicas nas áreas de saúde, educação e assistência social e consolida uma agenda de desenvolvimento urbano voltada ao planejamento e à melhoria das condições de vida da população.
O senador Jaques Wagner (PT) admitiu que se cogitou a possibilidade de substituir o governador Jerônimo Rodrigues (PT) pelo ministro Rui Costa (PT) na cabeça da chapa nas eleições deste ano. A hipótese foi discutida diante de pesquisas que indicam derrota do atual governador para o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). As informações são do Jornal Correio.
“Realmente alguns começaram a cogitar uma troca de candidatos. Eu sou contra romper a naturalidade da política. Qual é a naturalidade da política? O governador Jerônimo vá para reeleição”, afirmou Wagner, em entrevista ao Blog do Vila, do jornalista Evilásio Júnior.
Wagner também relatou que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu a manutenção da candidatura à reeleição de Jerônimo Rodrigues. “Eu realmente disse ao presidente: vamos manter a naturalidade política. Ele, como respeita muito a nossa caminhada aqui na Bahia, acolheu”, acrescentou.
De acordo com o levantamento mais recente da Quaest, divulgado em agosto do ano passado, ACM Neto aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Jerônimo Rodrigues tem 34%. Já pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em novembro de 2025, aponta Neto com 44% contra 35% de Jerônimo. O mesmo levantamento indica que 50% desaprovam a gestão do governador, enquanto 48% aprovam. Ainda não há pesquisas eleitorais divulgadas neste ano. A partir do início do período eleitoral, todos os levantamentos precisam ser registrados na Justiça.
Um eclipse lunar total ocorrerá no dia 3 de março e deixará a Lua com coloração avermelhada em boa parte do planeta. O fenômeno é conhecido como Lua de Sangue e pode causar um “apagão” no céu.
Apesar das buscas por “apagão geral” estarem crescendo no Brasil, a Nasa afirma que, no país, o eclipse será apenas parcial e não poderá ser observado na maior parte dos estados. As informações são da Revista Exame.
O fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. A luz solar atravessa a atmosfera terrestre, que filtra os tons azulados e permite a passagem dos tons avermelhados. Esse processo faz com que a Lua adquira coloração vermelho-alaranjada. Segundo a Nasa, a totalidade será visível à noite no leste da Ásia e na Austrália. No Pacífico, poderá ser observada durante toda a noite. Na América do Norte e Central e no extremo oeste da América do Sul, o eclipse total ocorrerá nas primeiras horas da manhã. Não haverá eclipse visível na África ou na Europa.
Um novo eclipse lunar está previsto para o dia 12 de agosto. O Brasil novamente não estará na faixa de observação. O fenômeno poderá ser visto apenas no hemisfério norte, incluindo Canadá, Groenlândia, Atlântico Norte e Europa Ocidental.
A Rússia realizou um ataque aéreo em larga escala contra a Ucrânia neste domingo (22), com o lançamento de cerca de 50 mísseis e quase 300 drones, atingindo principalmente Kiev e seus arredores, provocando blecautes em diversas regiões do país e deixando ao menos uma pessoa morta.
Segundo o Serviço de Emergência da Ucrânia, o bombardeio causou incêndios e danos em cinco distritos próximos à capital. Outras oito pessoas, incluindo uma criança, foram resgatadas dos escombros de edifícios destruídos após os ataques.
Autoridades ucranianas afirmaram que a infraestrutura energética foi fortemente atingida, o que levou a interrupções no fornecimento de eletricidade em várias partes do país em meio ao frio intenso do fim do inverno europeu. Moscou tem intensificado ofensivas contra o setor de energia ucraniano nos últimos meses, deixando civis sem luz e aquecimento.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que os ataques não tiveram como alvo apenas instalações energéticas, mas também sistemas de abastecimento de água e infraestrutura ferroviária.
Explosões durante a madrugada
As primeiras explosões foram registradas por volta das 4h da manhã, horário local, quando moradores relataram tremores em prédios da capital.
Novas detonações ocorreram cerca de meia hora depois e seguiram de forma intermitente ao longo da madrugada.
Na cidade de Fastiv, a cerca de 60 quilômetros de Kiev, um prédio desabou após ser atingido, matando um homem de 49 anos e ferindo outras pessoas, de acordo com o governador regional.
No total, ao menos 15 pessoas ficaram feridas na região, incluindo quatro crianças.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou ainda que uma mulher e uma criança ficaram feridas na capital.
A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia lançou 297 drones kamikaze de longo alcance e 50 mísseis de diferentes tipos durante a ofensiva noturna. Desses, 274 drones e 33 mísseis teriam sido abatidos ou neutralizados pelas defesas aéreas.
Ainda assim, 14 mísseis e 23 drones atingiram cerca de 14 locais diferentes, causando danos estruturais e incêndios, especialmente em áreas ligadas à infraestrutura crítica.
Ataques se intensificam às vésperas de 4 anos de guerra
O novo bombardeio ocorre às vésperas de o conflito entre Rússia e Ucrânia completar quatro anos, na próxima terça-feira (24). Desde o início da guerra em larga escala, civis ucranianos enfrentam ataques aéreos frequentes, mesmo em meio a tentativas recentes de negociações de paz lideradas pelos Estados Unidos.
A guerra iniciada pela Rússia contra a Ucrânia ultrapassa quatro anos e segue como uma das maiores crises geopolíticas do século XXI. Quando determinou a invasão, em fevereiro de 2022, o presidente russo Vladimir Putin apostava em uma ofensiva rápida, com a expectativa de tomar Kiev em poucos dias. A resistência ucraniana, porém, apoiada por países do Ocidente, frustrou os cálculos do Kremlin e transformou o conflito em uma guerra prolongada, de alto custo humano, militar e econômico.
Ao longo desse período, milhares de civis e militares morreram, cidades foram devastadas e milhões de pessoas deixaram suas casas. O conflito também redesenhou alianças internacionais, aprofundou tensões entre a Rússia e países da Europa e da América do Norte e afetou diretamente o mercado global de energia.
No Brasil, a condução da política externa diante da guerra tem sido alvo de críticas e debates. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende uma posição de neutralidade diplomática e propõe mediação para o fim do conflito. Críticos, no entanto, avaliam que declarações e iniciativas do governo brasileiro soam alinhadas aos interesses de Moscou, sobretudo ao evitar condenações mais contundentes à invasão.
Outro ponto sensível é a dependência brasileira de fertilizantes e derivados de petróleo russos. Mesmo diante de sanções impostas por países ocidentais, o Brasil manteve relações comerciais com a Rússia, argumentando que a preservação do abastecimento interno é questão de segurança econômica. Para opositores, a manutenção dessas compras desperta questionamentos éticos, já que recursos obtidos com exportações energéticas são parte relevante do financiamento do esforço de guerra russo.
Especialistas em relações internacionais observam que o Brasil tenta equilibrar pragmatismo econômico e discurso diplomático, evitando rupturas comerciais enquanto sustenta a defesa formal da paz e da soberania dos Estados. O debate, contudo, permanece aceso, até que ponto a neutralidade é possível em um conflito de grande escala e quais são os limites entre interesse nacional e responsabilidade internacional?
Quatro anos depois, a guerra na Ucrânia segue sem solução definitiva, mantendo o mundo sob tensão e colocando países como o Brasil no centro de uma discussão complexa entre diplomacia, economia e posicionamento moral no cenário global.
De passagem, há pouco, na livraria Leitura, do Riomar, no Recife, me deparei com o meu livro Os Leões do Norte, que traz a minibiografia de 22 governadores de Pernambuco, na estante dos mais vendidos. Que maravilha!
Aos que me perguntam onde encontrar Os Leões do Norte: além da Livraria Leitura do Shopping Caruaru, o livro está disponível em qualquer unidade da Rede Imperatriz, nas livrarias Jaqueira (Praça da Jaqueira e Paço Alfândega) e na Leitura do Riomar, no Recife. No interior, também pode ser adquirido nos postos Cruzeiro de Tacaimbó e Arcoverde, na livraria do Shopping Serra, em Serra Talhada, e na Gráfica Zap, em Afogados da Ingazeira.
Um vídeo gravado na Paróquia São Paulo, no município de Frei Paulo, no interior de Sergipe, repercutiu nas redes sociais após o padre Francisco de Assis fazer críticas ao Carnaval e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A fala ocorre após a escola de samba Acadêmicos de Niterói homenagear Lula durante desfile no Carnaval do Rio de Janeiro e por cenas vistas como provocação à fé cristã e à ideia de “família tradicional”.
No vídeo, o sacerdote afirma que a festa tem sido utilizada como forma de deboche e critica a associação entre símbolos religiosos e manifestações carnavalescas. Ele também comparou a exaltação ao presidente a uma “miniatura da ditadura da Coreia do Norte” e questionou o uso de recursos públicos no financiamento de desfiles.
“Vocês viram o que saiu no desfile da Escola de Samba essa semana? Onde parece que o líder do Brasil é uma miniatura do líder da Coreia do Norte? É digno de uma ditadura quando é usado o dinheiro público, o dinheiro do jogo do bicho e o dinheiro do tráfico para patrocinar um desfile de escola de samba, onde um líder ladrão, que já foi comprovado que ele realmente roubou e, descondenado, é lançado como herói”, disse.
O padre também criticou que símbolos cristãos viraram pauta de escárnio em plena avenida, como a ideia da dita família tradicional — representada por um homem, uma mulher e dois filhos dentro de uma “lata de conserva”. Em seguida, o padre lembra que “este ano é um ano de eleição”. “Eu acredito que depois desse carnaval, dessa baderna, não é possível que o povo católico não tenha acordado. Não é possível que vão votar nesse infeliz de novo.”
Até o momento, a Arquidiocese de Aracaju não se pronunciou oficialmente sobre as declarações.
Milhares de pessoas atenderam o chamado do cantor João Gomes na tarde deste domingo (22) para ocupar a Rua da Aurora, no Centro do Recife, para a realização da primeira edição da “Drilha São João Gomes”, que antecipa os festejos juninos logo após a semana carnavalesca.
João iniciou a festa em seu trio elétrico com o hit “Eu Tenho a Senha”, sendo acompanhado pelo público que lota a rua. Além do cantor, participam da drilha Zé Vaqueiro, Dorgival Dantas, Mestrinho e Ruan Vaqueirinho. Também haverá apresentações de quadrilhas juninas.