O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, foi à Goiana, na noite desta sexta-feira (20), reforçar a campanha de Quinho Fenelon, que disputa a Prefeitura Municipal, e promoveu uma grande caminhada pelas ruas da cidade. O ato foi prestigiado por várias lideranças, a exemplo do secretário nacional de Aviação Civil, Tomé Franca, e dos candidatos a vereador da coligação.
“Podem escrever: o futuro prefeito de Goiana será Quinho Fenelon. Homem sério, preparado, tem espírito público e reúne todas as condições. O presidente Lula me disse que vamos governar juntos. Quero, como ministro do presidente Lula, trabalhar muito para trazermos investimentos na Educação, Saúde e na Segurança Cidadã. Vamos trazer hospitais como o Hospital da Mulher e o Hospital da Criança. A hora é de conquistar mais um voto, colocar o coração nesta reta final”, destacou Silvio Costa Filho.
O Ministério Público Militar deve pedir, nesta semana, ao Superior Tribunal Militar (STM) a perda de posto e patente do ex-presidente Jair Bolsonaro, do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
A expectativa é que as representações sejam formalizadas amanhã – data de abertura dos trabalhos de 2026. Se o tribunal acolher o pedido, a medida representa, na prática, a expulsão das Forças Armadas, o que pode impactar, inclusive, nos locais das prisões. As informações são do portal G1.
No STM, esse tipo de ação leva em média seis meses para ser julgada. Os ministros vão avaliar se eles têm condições éticas de permanecer nas Forças. A ação é um desdobramento da condenação do ex-presidente e seus aliados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na chamada trama golpista.
O Supremo entendeu que Bolsonaro, que é capitão reformado do Exército, liderou uma organização criminosa que agiu para mantê-lo no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022.
O grupo foi condenado a penas de 19 anos a 27 anos e três meses de prisão, por crimes como golpe de Estado, tentativa de abolição violeta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
A Constituição prevê a declaração de indignidade para o oficialato para o militar que for condenado com uma pena restritiva de liberdade individual superior a dois anos e com pena transitada em julgado (sem chance de recursos). A punição é a perda de posto e patente.
No STM, há expectativa que cada representação seja distribuída para um relator diferente, o que poderá impactar o desfecho para o pedido do MP Militar. A tenência, no entanto, seria que as ações sejam julgadas de forma conjunta. Os ministros do STM não vão reavaliar o mérito da condenação do STF, mas decidir sobre o impacto para o quadro militar.
Desde 2017, 58 militares foram expulsos das Forças Armadas após terem sido condenados, principalmente por crimes como peculato, estelionato e corrupção.
Com a indignidade para o oficialato reconhecida, o militar perde direito ao salário, mas o familiar dependente (esposa, companheiras ou filhas) recebe uma pensão – é a chamada “morte ficta”. É a primeira vez que a Corte vai analisar um caso de pedido de expulsão por crime contra a democracia.
O jornalista Claudemir Gomes voltou a integrar o time da Folha de Pernambuco. A convite do presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro, o colunista retomou seu espaço no jornal e estreou novamente hoje. Em mensagem de agradecimento, Claudemir destacou a receptividade calorosa que recebeu de antigos e novos colegas e afirmou que o retorno é um prenúncio de uma trajetória marcada por grandes conquistas conjuntas. Confira abaixo a coluna de hoje:
Clássicos turbinarão semifinais e finais
Por Claudemir Gomes
Os clássicos mantêm o Pernambucano vivo, ainda que respirando com ajuda de aparelhos. A posição dos clubes, ao final da fase de classificação, cria possibilidades para a disputa de dois clássicos entre Náutico e Santa Cruz, numa das semifinais, e de uma decisão de título tendo Sport e Náutico, ou Sport e Santa Cruz como protagonistas. Qualquer outro cenário para uma final de campeonato vai azedar a cereja do bolo.
A criação, e a engorda de competições no calendário do futebol brasileiro provocou o achatamento dos Estaduais. Os campeonatos domésticos foram transformados em torneios preparativos que não servem de parâmetros para os clubes que priorizam as competições nacionais e internacionais.
O Náutico goleou o Sport e o Santa Cruz, respectivamente, nos dois clássicos que disputou, pelo mesmo placar: 4×0. O time alvirrubro é o mais equilibrado, e tem um ataque produtivo. Sport e Santa Cruz se escudaram na competitividade para buscar a vitória no Clássico das Multidões de baixo nível técnico. Aliás, a péssima qualidade técnica tem sido a marca registrada do Pernambucano.
Muita gente tem dito que o jogo é bom ressaltando apenas a competitividade dos times. Competitividade é uma característica que agrega valor, mas não é uma qualidade como a técnica, que define o nível de um padrão. Competitividade é encontrada até em peladas. Qualidade técnica é o que falta aos nossos clubes para se posicionarem na prateleira mais alta do futebol brasileiro: a Série A.
Agradecimento
É imprescindível tornar pública minha gratidão ao presidente do Grupo EQM, Dr. Eduardo Monteiro, pelo convite para que eu voltasse a escrever uma coluna na FOLHA DE PERNAMBUCO. O carinho como fui recebido por todos, novos e velhos companheiros, é o prenuncio de que, juntos, faremos gols de placa.
Reivindicação
O presidente do Panathlon Club Recife, Warlindo Carneiro, enviou ofício à Secretaria de Esportes da PCR reivindicando a reposição, na Rua da Aurora, do monumento histórico alusivo ao Centenário do 1º jogo de voleibol no Brasil. A relevância do equipamento está na exposição da vanguarda esportiva do Recife
História
O Recife é reconhecido pela Confederação Brasileira de Voleibol – CBV – como o berço do voleibol brasileiro. A primeira partida da modalidade em solo brasileiro ocorreu em 15 de novembro de 1911, na Rua da Aurora, por iniciativa da Associação Cristã de Moços. Preservar a memória é uma forma de educar.
Ortografia
Assassinaram a ortografia! Isso mesmo, e não sei de quem foi a “brilhante” ideia, mas o bicho pegou. O centenário SANTA CRUZ está sendo trocado por SANTA C. A ordem é abreviar. O tricolor raiz reage ao que chamo de preguicite aguda.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou os últimos recursos da defesa do ex-deputado Roberto Jefferson e determinou que ele comece a cumprir pena pelos crimes de atentado ao exercício dos Poderes, calúnia, homofobia e incitação ao crime.
Na decisão, Moraes autoriza que o político permaneça em prisão domiciliar, e continue submetido às medidas cautelares determinadas em maio do ano passado. As informações são do portal G1.
Jefferson foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República acusado de incentivar a população a invadir o Senado Federal e a “praticar vias de fato” contra senadores. Além disso, teria defendido a explosão do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ao longo das investigações neste procedimento, Jefferson foi preso preventivamente. Em uma das ocasiões em que foi determinada a sua volta à prisão, ele resistiu à ordem e atacou policiais a tiros.
A reportagem de Beatriz Matos na página 6 desta edição do Correio da Manhã traz à luz o foco que não se vê na cobertura de nenhum outro veículo de imprensa na cobertura do Banco Master. Para além de ser ou não o maior escândalo financeiro da história brasileira nos últimos tempos, para além de envolver altas autoridades nas principais escalas dos três poderes, um esquema assim, quando acontece, envolve pessoas.
Prejudica cidadãos brasileiros usados para garantir o lucro de alguns poucos. A partir das histórias de professores da rede pública estadual de ensino na Bahia e de um policial militar no DF, Beatriz Matos humaniza o reflexo do esquema. Mas há ainda outros pontos a contar nessa história.
Para atribuir contabilmente falsos empréstimos aos professores baianos ou ao policial militar do DF, os integrantes do esquema precisaram ter acesso aos seus cadastros. Ao seu nome completo, CPF, à conta vinculada. Alguém, portanto, que operava tais cadastros é que os repassou. Todos os falsos empréstimos a que chegou Beatriz em sua reportagem estão vinculados ao CredCesta, cartão que permitia empréstimo consignado.
O cartão CredCesta surgiu na Bahia, quando Augusto Lima venceu a licitação para comprar a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). Augusto Lima e Daniel Vorcaro, o dono do Master, foram sócios. Ambos foram alvo e tiveram a prisão preventiva decretada na primeira fase da Operação Compliance Zero. Em seu depoimento à Polícia Federal, Vorcaro mesmo afirma que foi Augusto Lima quem estruturou dentro do Master a expansão do crédito consignado, que teria se tornado, como mostra Beatriz na reportagem, o principal produto do banco.
As investigações apontam para o possível envolvimento de associações de servidores. Pode ter sido a partir dessas associações que aconteceu o acesso aos cadastros. Na Bahia, mencionam-se a Associação dos Servidores Tècnico-Administrativos e Afins do Estado da Bahia (Asteba) e a Associação dos Servidores de Saúde e Afins da Administração Direta do Estado da Bahia (Asseba).
Mas os professores estaduais da cidade de Vitória da Conquista ouvidos por Beatriz Matos vítimas da fraude dos empréstimos não são filiados nem à Asteba nem à Asseba. O acesso, portanto, aos seus cadastros, deu-se por outros meios. A própria Secretaria de Educação? Outras associações? Que caminhos?
Impressiona o grau de risco do esquema. Em Vitória da Conquista, a descoberta decorreu de um professor ter ido em busca de um empréstimo real. Ao consultar sua situação, o banco verificou que ele já teria um empréstimo, vinculado ao CredCesta. O professor não pedira empréstimo nenhum.
Ao comentar isso com colegas, outras situações semelhantes apareceram. Uma incrível quantidade de professores da rede pública estadual em Vitória da Conquista tinha em seu nome empréstimos que não pediram, não receberam e sobre os quais nada pagavam de parcelas. Quantos são os casos assim?
Toda essa história, portanto, tem ainda pontas que precisam ser desvendadas. E que mostram o tamanho da teia que tudo envolve. Teia que, talvez, explique o grau de blindagem política que, mesmo com toda a evolução do escândalo, ainda se procura claramente preservar. Blindagem que envolve Centrão, oposição e governo.
Ao pedir a instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master, as deputadas Heloisa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchiona (Psol-RJ) obtiveram 32 assinaturas no Senado e somente 35 assinaturas na Câmara. E questionam por que tais assinaturas não avançam. Por que não avançam na base do governo.
Há um número grande de ausência de apoio dentro do Centrão. Mas o que intriga mais às deputadas da Rede e do Psol é por que razão também não aderem à investigação os parlamentares da base do governo, às quais também pertencem os partidos delas. Terá isso a ver com o que ainda pode aparecer?
Os jornalistas nacionais Chico José, ex-TV Globo, e Eliane Catanhede, ex-Globo News, aceitaram meu convite para participar com perguntas aos convidados do podcast ‘Direto de Brasília’, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco. Já estreiam no programa de amanhã, tendo como convidada a deputada Heloísa Helena (Rede-AL), de volta ao Congresso depois de 18 anos, para um mandato de seis meses no lugar do deputado Glauber Braga (PSol).
Natural do Crato, no Ceará, Chico José iniciou sua carreira no Jornal do Commercio, em 1966. Jornalista premiado, ele atuou por mais de três décadas como repórter especial da Rede Globo, tendo participado da cobertura de quatro Copas do Mundo de Futebol e de duas Olimpíadas.
Atuou como enviado especial na Guerra das Malvinas, conflito que envolveu a Argentina e a Inglaterra, além de ter tido participação direta em várias matérias especiais realizadas na Europa, em diversos países das Américas, na África, Austrália, Indonésia, Micronésia, Japão, Coreia, Tailândia e mesmo ao Ártico e Antártida. Chico é o único repórter a ter em seu currículo 100 edições do Globo Repórter, um recorde difícil de ser alcançado.
Em novembro de 2021, Chico encerrou o contrato com a Globo e dedica a sua experiência para produzir conteúdo, documentários, como também à realização de palestras em empresas, universidades, convenções, seminários.
Eliane Cantanhêde trabalhou em periódicos como O Globo, Veja, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil e Folha de S. Paulo. Foi comentarista do programa Em Pauta, da GloboNews, e, atualmente, é colunista do jornal ‘O Estado de S. Paulo’.
Em sua trajetória como jornalista, Cantanhêde cobriu e analisou importantes episódios políticos do Brasil, como o fim da Ditadura militar, as “Diretas Já”, a Constituinte 1987-1988 e os governos Ernesto Geisel, João Figueiredo, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff.
Também fez viagens internacionais a países dos diferentes continentes, para coberturas, seminários e programas de estudo. Realizou entrevistas com presidentes e primeiros-ministros, destacando-se a primeira entrevista exclusiva do então presidente Hugo Chávez, da Venezuela, após sua primeira eleição, em 1999.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Apesar do processo tramitar sob sigilo judicial, ao divulgar institucionalmente que determinou à Polícia Federal uma investigação na conduta da Polícia Civil, em função de indícios de suposta investigação clandestina de ordem política de secretários municipais, o Supremo Tribunal Federal (STF) vazou também mais um dado importante no meio dessa confusão política que atinge o estado de Pernambuco. Segundo o documento do Tribunal, não estavam sendo investigados apenas quatro secretários da Prefeitura do Recife e sim 20 deles.
No texto da sua decisão, o ministro Gilmar Mendes deixou claro que os responsáveis pelas investigações e integrantes do grupo que estava envolvido nas apurações, requisitaram, por meio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), cópias das declarações de imposto de renda de 22 agentes públicos, abrangendo não apenas o período atual, mas os últimos cinco anos de exercício funcional.
A diligência não esclareceu quais elementos concretos vinculavam cada agente à investigação nem de que forma a medida seria eficaz para a elucidação das irregularidades apontadas. E foi esse, o item que levou o ministro Gilmar Mendes a reconhecer “a existência de elementos que indicam desvirtuamento do procedimento investigativo do Gaeco”.
Na nota do STF, destes 22 agentes públicos, 20 são secretários municipais. Motivo pelo qual o magistrado ressaltou em sua decisão que “ao solicitar de forma simultânea e padronizada informações patrimoniais sensíveis de mais de vinte secretários municipais, sem especificar condutas ou elementos indiciários que justificassem a medida, o Ministério Público incorreu em pesca probatória”.
Um ato falho da equipe de comunicação da governadora Raquel Lyra (PSD) não passou despercebido, na manhã de hoje. Em vídeo publicado na conta dela no Instagram, imagens da queda de um elevador do Hospital da Restauração (HR), no Recife, são usadas como ilustração de uma fala de Raquel sobre transtornos antigos na unidade de saúde. O problema é que o incidente ocorreu em setembro de 2025, quando a governadora já se aproximava de três anos completos de gestão.
“Estamos aqui no Hospital da Restauração e você sabe muito bem como esse hospital estava alguns anos atrás”, diz Raquel no vídeo, no exato momento em que a imagem cronologicamente comprometedora aparece.
O trecho do vídeo postado pela governadora é uma reprodução de publicação feita pelo perfil no Instagram do telejornal NE2, da TV Globo, em 6 de setembro de 2025. Naquela data, uma ascensorista ficou presa dentro de um dos elevadores do HR depois que o equipamento despencou. O caso alcançou ampla repercussão e chegou a motivar a convocação da secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, para prestar esclarecimentos na Assembleia Legislativa (Alepe).
“Elevadores quebrados, teto caindo, a marquise nunca tinha sido reformada e, na verdade, o hospital nunca tinha sido reformado de verdade”, prosseguiu a governadora, com apoio de imagens de buracos no forro de gesso do teto do HR, uma cena que também se repetiu no fim do ano passado, durante sua gestão.
Na campanha de 2022, Raquel prometeu reformar o HR até o fim de 2026. No vídeo postado esta manhã, porém, ela já não transparece tanto otimismo. Até o momento, apenas metade do sétimo andar foi entregue requalificada. O sexto e o oitavo andares estão com obras a passos lentos, dentro de um mesmo contrato que previa também concluir a reforma do quarto e quinto andares até agosto deste ano.
Em paralelo, apenas na semana passada o governo lançou a licitação referente aos andares restantes (do térreo ao terceiro, a outra metade do sétimo andar e o nono andar), o que torna o cumprimento da promessa de campanha da governadora em 2026 matematicamente impossível. “Isso não se resolve da noite para o dia”, reconheceu Raquel.
O Grupo Fictor, um grupo econômico de participações e investimentos nos setores da indústria alimentar, infraestrutura e soluções de pagamento, protocolou, ontem, pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e Fictor Invest no Tribunal de Justiça de São Paulo, visando equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros, com foco nos sócios participantes – que representam a grande maioria dos credores. A medida busca criar um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico, que possa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável.
O valor dos compromissos totaliza, aproximadamente, R$ 4 bilhões. O Grupo Fictor pretende realizar a quitação sem nenhum deságio. No pedido de recuperação judicial, foi solicitado tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias, reduzindo o risco de corridas individuais que pressionem ainda mais a liquidez e prejudiquem uma solução coletiva e equânime. Nesse período, pela lei, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento de seus compromissos, sem interromper as operações e, consequentemente, preservando mais de 10.000 empregos diretos e indiretos.
O pedido de recuperação judicial é consequência da crise de liquidez momentânea originada a partir de 18 de novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master. Um consórcio liderado pelo sócio do Grupo Fictor fez uma oferta para a aquisição e transferência de controle do Master, mas com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding.
Importante ressaltar que desde que a Fictor iniciou operações não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza.
Com a crise, o Grupo Fictor colocou em prática um plano e reestruturação que, incluiu uma diminuição de sua estrutura física e corpo de colaboradores. O Grupo teve a preocupação, porém, de fazer esse movimento antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas.
Fundado em 2007, o Grupo Fictor diversificou suas frentes de atuação ao longo dos anos, com presença na indústria de alimentos (proteína animal), energia, infraestrutura/ real estate e soluções de pagamento.
De acordo com o advogado Carlos Deneszczuk, do escritório DASA Advogados, que coordena o pedido de recuperação judicial, os ativos operacionais seguem funcionando e a base produtiva permanece relevante, apesar da pressão de curto prazo. A principal subsidiária industrial do grupo, a Fictor Alimentos S.A., reúne unidades em Minas Gerais e Rio de Janeiro e sustenta uma cadeia de 3.500 empregos diretos e 10.000 indiretos, além de carteira ampla de clientes.
O pedido de RJ não inclui as subsidiárias, que devem seguir com suas rotinas, contratos e projetos. O objetivo, segundo Deneszczuk, é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo de recuperação, impossibilitando o soerguimento do Grupo, bem como a preservação de fornecedores, clientes e empregos enquanto a reestruturação financeira é conduzida no nível corporativo.
Na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e na Câmara de Vereadores do Recife a volta dos trabalhos legislativos deve ser marcada pela intensificação do embate entre as oposições e governos. Em ano de eleição, o funcionamento das duas casas deve refletir a polarização que domina o cenário eleitoral pernambucano.
Prova disso é o protocolo de pedidos de impeachment contra os chefes do Executivo estadual e municipal. Embora com poucas chances de obterem resultados concretos, por enfrentar resistência de bases numerosas de ambos governos nas duas casas, as propostas ganham importância por serem feitas às vésperas do período eleitoral.
O presidente da Câmara, Romerinho Jatobá (PSB), avalia que o pedido de impeachment é um fato casual e que o fato de ter vereadores concorrendo nas próximas eleições é responsável por deixar o debate na casa mais intenso.
“O nosso foco é manter a rotina de muito trabalho. Mesmo em um ano eleitoral, precisamos cumprir nosso papel principal, que é representar a população. Além da condição de candidatos, seguimos como vereadores, trabalhando para que a gente continue tendo uma grande produção legislativa”, disse o vereador.
O líder da oposição na Casa de José Mariano, vereador Felipe Alecrim, afastou a ideia de que o grupo deve se pautar pelo calendário eleitoral. Ele afirmou que a responsabilidade pelo clima no Legislativo municipal é da gestão do Executivo.
“Nosso papel é fiscalizar, cobrar transparência e defender a cidade do Recife, independentemente de ser ano de eleição. Se o clima seguirá acirrado ou não vai depender muito mais das respostas que o Executivo dará à sociedade do que da postura da bancada de oposição na Câmara.
Alepe
Na Alepe, o embate entre governo e oposição ficou ainda mais intenso após uma denúncia feita pela TV Record de que a Polícia Civil do estado teria investigado de forma clandestina um secretário da Prefeitura do Recife, comandada pelo prefeito João Campos (PSB), que deve enfrentar a governadora Raquel Lyra (PSD) nas urnas pelo comando do estado.
Acusado de instrumentalização da polícia, o governo de Pernambuco negou e garantiu que o órgão tem autonomia. Mesmo assim, a oposição tem explorado o caso politicamente, para questionar a atuação da gestão.
A líder do governo na Casa de Joaquim Nabuco, deputada Socorro Pimentel (UB), disse já esperar que o clima seja mais intenso por ser um ano eleitoral. Ela garantiu, no entanto, que a base governista seguirá focada em trabalhar pela população e buscar manter o diálogo com a oposição.
“É importante salientar que não iremos permitir que os posicionamentos políticos partidários interfiram na relação de diálogo e de respeito que construímos junto aos deputados da oposição”, afirmou Socorro.
Já o deputado estadual Waldemar Borges (PSB) afirmou que mesmo enfrentando uma maioria da base do governo na Alepe, a oposição irá continuar atuando na denúncia do que considera que esteja acontecendo de errado no estado. Ele negou que o grupo esteja antecipando as eleições e afirmou atuar para desmentir essa tese.
“Não é de nós que tem partido um comportamento eleitoralista. Vamos seguir denunciando esses métodos de fake news. Pernambuco está sentindo e vendo o que é barulho e o que é entrega. Essas narrativas, o povo percebe e vê que não encontram respostas na realidade”, enfatizou o parlamentar.
Análise
A partir desse cenário, a cientista político Priscila Lapa avalia que o ano legislativo deve ter um forte protagonismo no processo eleitoral deste ano, principalmente no sentido de oposição às candidaturas.
“Sem sombra de dúvidas teremos um ano legislativo acirrado, com atuação politizada no sentido eleitoral. No Legislativo, inclusive, devem ser protagonistas os entes da oposição, para fazer o contraponto das candidaturas ao governo do estado”, observou.
Já o cientista político Felipe Ferreira Lima destacou que pedidos de impeachment podem servir como uma estratégia para dar visibilidade aos parlamentares que são pré-candidatos à reeleição ou eleição para um novo cargo.
“Hoje é usado como estratégia política para visibilidade de estratégia. Então, a oposição faz um pedido de impeachment com base em um caso para que aquilo repercuta. Na grande maioria das vezes, o próprio parlamentar sabe que aquilo não vai ter futuro, mas o faz para render uma narrativa para aquele campo de oposição”, explicou.
Os servidores do Governo do Distrito Federal perderão o direito de converter períodos não usufruídos da licença-prêmio em pecúnia devido à “reorganização financeira orçamentária” imposta pelo Palácio do Buriti para 2026. A medida consta em memorando da Secretaria de Economia enviado ao gabinete do governador Ibaneis Rocha (MDB) e obtido pelo portal Vero Notícias.
No documento, a pasta afirma que não há “disponibilidade orçamentária” para o pagamento do benefício e orienta que os pedidos não sejam deferidos neste ano eleitoral. A decisão, que diz se basear em critérios de “equilíbrio fiscal e contenção de despesas”, ocorre em meio ao escândalo BRB/Master, que poderá consumir recursos do governo regional.
A reportagem também apurou que a medida tem sido vista por servidores da própria Secretaria de Economia apenas como o “início dos cortes drásticos no orçamento público”.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Existe um ditado de que as maiores mentiras são cometidas depois das pescarias, antes dos casamentos e durante as guerras. Na verdade, a mentira tem pernas longas e cabeludas e caminha com botas de sete léguas.
A mentira matar da história é dizer que o Bem sempre vence. Taí Barrabás que não me deixa mentir. Barrabás vive.
O Véio do Pastoril encarnado cometeu uma mentira estelar ao protestar contra a captura do seu pareceiro o ditador narcoterrorista Nicolas Maduro e dizer que o Continente Latino-Americano é região de paz, porque aqui não exista bomba atômica nem litígio entre fronteiras nem guerras. A guerra existe, sim. São 7 milhões ou 8 milhões expatriados nas fronteiras, vítimas de perseguições, fome e torturas do regime. Falar em soberania em defesa do tirano assassino constitui um escárnio diante dos céus.
No passado, de 1864 a 1870, a guerra da Tríplice Aliança (Brazil, Argentina e Uruguai) contra o Paraguai foi mais que uma guerra, foi um massacre. O ditador Solano Lopez provocou o conflito e seu País foi destroçado. Estima-se a morte de mais de 300 mil paraguaios e outros 100 mil do lado da Aliança. Mudou para sempre a história do Paraguai.
Constitui uma mentira mastodôntica falar em primeira guerra mundial de 1914 a 1918 e segunda guerra mundial de 1945 a 1946. A humanidade adâmica sempre esteve em guerra desde os tempos primevos. Uma das primeiras guerras mundiais aconteceu na Antiguidade, entre gregos e troianos. A batalha foi desencadeada porque Páris, um príncipe de Tróia, raptou a Helena, mulher bela e saborosa, namorada de Menelau, rei dos gregos. O rei armou seus exércitos para vingar a desfeita. O “Cavalo de Tróia”, armadilha dos gregos, invadiu as muralhas do inimigo e trouxe Helena de volta para os braços do Rei Menelau, que voltou a gemer sem sentir dor.
O imperador mongol Gengis Khan comandou, no século XIII, várias primeiras guerras mundiais na China, Afeganistão, Irã, Rússia, o mundo conhecido na época. Atribui-se a ele o morticínio de mais de 37 milhões de criaturas. Precursor da guerra bacteriológica, espalhava cadáveres no campo dos inimigos para contaminar as cidades. Foi o maior conquistador de impérios da história da humanidade, de 20 milhões de km quadrados, mais que a extensão do Brazil. Gengis se autoproclamava, monocraticamente, “um flagelo de Deus”. O bicho era comunista antes de existir o comunismo.
Personagem mitológico, o Imperador francês Napoleão Bonaparte foi protagonista de várias guerras mundiais desde o início do século XIX na Europa. As guerras napoleônicas mudaram a geopolítica do poder no Continente e no mundo. Imbatível nos campos de batalha, Napoleão perdeu a guerra para o “general inverno” nas geleiras da Rússia em 1812. Foi vitorioso em mais de 60 batalhas revolucionárias na Europa. A maior derrota aconteceu na famosa Batalha de Waterloo. Exilado na ilha de Santa Helena, morreu em 1821.
Esta terra de Santa Cruz, a terra da verdadeira Cruz, está em guerra, com mais de 40 mil mortes violentas por ano e atolada até o pescoço na corrupção.
A governadora Raquel Lyra (PSD) atravessa, sem exagero, o período mais delicado de todo o seu governo e também de sua trajetória política. Em nenhuma das eleições que disputou, precisou lidar com tantos problemas graves ao mesmo tempo, atingindo áreas sensíveis da gestão e da credibilidade institucional.
O ponto mais contundente desse cenário é a decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a Polícia Federal a atuar no caso da chamada polícia paralela em Pernambuco. A entrada da PF, somada às denúncias de espionagem ilegal reveladas pela imprensa, eleva o caso a outro patamar e coloca o governo sob suspeita nacional, com impactos políticos difíceis de conter.
Ao mesmo tempo, o escândalo envolvendo a empresa Caruaruense, ligada à família da governadora, expõe conflitos de interesse justamente em um setor sensível para a população. O desgaste aumenta com a tramitação de um pedido de impeachment na Alepe e a convocação do primo da governadora, atual secretário de Infraestrutura e Mobilidade, André Teixeira, para prestar esclarecimentos.
No campo social, o governo ainda enfrenta forte reação ao aumento das tarifas de transporte, chegando a recorrer à Justiça para elevar preços, enquanto se acumulam denúncias e irregularidades no setor. Soma-se a isso a demissão relâmpago do presidente da EPTI, Yuri Coreolano, após acusações de racismo e misoginia, evidenciando falhas graves na condução administrativa.
Por fim, episódios como duas viagens internacionais consecutivas sem a transmissão formal do cargo à vice-governadora, Priscila Krause, alimentam desconfiança política em um ambiente já contaminado por crises, incluindo o próprio Hospital do marido da vice-governadora.
O maior desafio de Raquel não é apenas administrar cada problema isoladamente, mas enfrentar o efeito cumulativo desse conjunto às vésperas das eleições. Quando as crises se sobrepõem, o tempo político encurta e a capacidade de recuperação se torna limitada. O que está em jogo agora não é apenas a agenda do governo, mas a própria sobrevivência política da governadora.
A VOLTA – Embora a Assembleia Legislativa retome os trabalhos hoje, esta e a próxima semana serão esvaziadas, devido ao carnaval que já está nas ruas de Olinda e do Recife Antigo. Tem deputado que ainda está em viagem e nem aí para a ordem do dia de matérias não votadas na convocação extraordinária de janeiro por ordem da governadora. Raquel confirmou sua presença na sessão de abertura da Casa e deve encaminhar as prioridades da sua gestão para o ano, especialmente o primeiro semestre, já que o segundo será perdido por causa da campanha eleitoral.
Gás do Povo – No Congresso Nacional, o ritmo não será diferente, mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), agendou a primeira sessão de votação para o início da noite de hoje e a expectativa é que os deputados votem a medida provisória do Gás do Povo. O programa oferece gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) e pretende ampliar o atual Auxílio Gás, com uma nova modalidade do auxílio, direcionada para famílias inscritas no Cadastro Único, com renda igual ou inferior a meio salário mínimo. A medida precisa ser aprovada pelas duas Casas até o dia 11 de fevereiro para não perder a validade. A primeira sessão do ano do Senado ainda não foi convocada pelo presidente David Alcolumbre.
Letra morta – Embora a Câmara do Recife tenha dado andamento à análise de um pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB) após receber um parecer técnico da Procuradoria Legislativa, o processo vai virar letra morta porque o socialista conta com ampla maioria na Casa. A solicitação foi protocolada e está relacionada a controvérsias envolvendo um concurso público para o cargo de procurador do município. Entre os pontos questionados estão a nomeação em uma vaga reservada a pessoa com deficiência e mudanças no entendimento administrativo adotado pela gestão ao longo do processo.
Sócia de Flávio na CPI – Há um requerimento de convocação que chegará nesta semana à CMPI do INSS destinado a deixar tenso o agora candidato Flávio Bolsonaro. Segundo o jornal O Globo, trata-se de Letícia Caetano dos Reis, que vem a ser sócia-administradora do escritório de advocacia do Zero Um de Bolsonaro desde sua fundação, em 2021. Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio do Careca do INSS na empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas e alvo de uma operação da PF por suspeita de lavagem no exterior do dinheiro das fraudes praticadas contra os aposentados.
Arrastão eleitoral – A presença do presidente Lula (PT) no Galo da Madrugada é um gesto do petista com o prefeito do Recife e pré-candidato a governador, João Campos (PSB). A programação ainda não está fechada, mas a princípio Lula deve chegar ao Recife e ir direto para a casa de João, para sair de lá em direção ao camarote oficial da Prefeitura no Galo. As atenções estarão voltadas exclusivamente para João, sinal de que não haverá palanque duplo no Estado. Raquel deve se abraçar com o candidato do PSD ou assumir uma postura de neutralidade, como fez na campanha de 22.
CURTAS
QUEIXOSA – No mesmo sábado do Galo, no final da tarde, Lula irá a Garanhuns para inaugurar um hospital filantrópico com o nome da sua mãe Dona Lindu. Por falar em Garanhuns, causou estranheza as queixas que a governadora levou ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, quanto a uma inspeção no hospital da família da vice-governadora Priscila Krause.
INSPEÇÃO – A governadora ficou incomodada com a notícia de que o Ministério da Saúde pretende fazer uma inspeção na unidade hospitalar que tem como sócio o marido da vice-governadora. Embora seja privado, o hospital presta alguns serviços ao SUS e recebeu uma boa grana do Estado quando Raquel estava no exterior, repassada por Priscila.
SEM CHAPA – De olho numa vaga na Alepe, o ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, que está sem partido, procura uma legenda para garantir seu retorno à Casa no lugar da esposa Socorro Pimentel, que sairá a federal. Ele queria se filiar ao Podemos, mas deve ficar no PSD, cuja chapa não somaria os votos que garantiriam seu mandato na contagem das sobras.
Perguntar não ofende: Qual vai ser a próxima topada de Raquel?