Vice-presidente nacional do PT, o prefeito de Maricá (RJ) Washington Quaquá convidou o ex-ministro de Direitos Humanos Silvio Almeida, indiciado por importunação sexual, para coordenar um museu e participar de uma universidade que pretende abrir na cidade fluminense. Almeida foi demitido pelo presidente Lula no fim de 2024, após denúncias de assédio sexual — entre elas, contra a então ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
Quaquá e Almeida se encontraram no hotel de luxo Rosewood, no centro de São Paulo. “Grande intelectual da negritude e da periferia brasileira”, escreveu o prefeito, referindo-se ao ex-ministro, na legenda do post, publicado hoje no Instagram. Também estavam no encontro o arquiteto Alex Allard e o líder do MST João Paulo Rodrigues. As informações são do UOL.
Leia maisQuaquá convidou Almeida para coordenar museu e participar de universidade. Segundo o prefeito, o ex-ministro aceitou o convite para coordenar o futuro Museu da Escravidão Negra no Atlântico. O vice-presidente do PT também quer que Almeida ajude “a pensar o Brasil” no futuro campus da UniMar (Universidade do Mar), em Maricá.
Ex-ministro sempre negou acusações. Almeida foi indiciado pela PF em novembro de 2025 e denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) em março de 2026 por importunação sexual. Denúncias se tornaram públicas após reportagens publicadas na imprensa em setembro de 2024. Ele foi demitido na sequência. “Alguém que pratica assédio não vai ficar no governo”, afirmou Lula, à época.
Almeida teria importunado Anielle pela primeira vez no fim de 2022. Ela deixou o cargo recentemente para participar das eleições deste ano, quando deve concorrer à Câmara dos Deputados. “Anielle se perdeu num personagem”, afirmou o ex-ministro ao UOL, em fevereiro de 2025 — foi a primeira entrevista após a revelação do escândalo.
Quaquá já defendeu Almeida antes. Em setembro de 2024, ele disse que, independentemente de se confirmar o assédio, o ex-ministro mereceria seu “perdão cristão”. Na época, citou falta de provas, criticou a esquerda e disse que a “política de lacração e cancelamento” afasta a esquerda do “povo real”.
Vice-presidente do PT também pediu investigação contra Anielle. Em fevereiro de 2025, Quaquá disse que levaria à Comissão de Ética do partido uma acusação envolvendo a ex-ministra e um suposto funcionário fantasma da autarquia Somar (Serviços de Obras de Maricá).
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