O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, recebeu, há pouco, o resultado de uma ressonância, tendo sido constatada uma infecção na vesícula biliar. Ele terá que fazer o tratamento no hospital por pelo menos cinco dias, segundo uma fonte familiar.
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, recebeu, há pouco, o resultado de uma ressonância, tendo sido constatada uma infecção na vesícula biliar. Ele terá que fazer o tratamento no hospital por pelo menos cinco dias, segundo uma fonte familiar.
O deputado federal Pedro Campos (PSB) afirmou que Pernambuco perdeu mais de 1,2 mil leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da atual gestão estadual. Com base em dados do Ministério da Saúde, o parlamentar atribuiu a redução ao que classificou como um processo de desmonte da rede pública e utilizou as redes sociais para criticar a condução da saúde no Estado.
“Os usuários do SUS sabem da realidade enfrentada todos os dias. Falta leito, falta estrutura e falta prioridade. Os dados do Ministério da Saúde mostram que Pernambuco perdeu mais de 1,2 mil leitos do SUS desde o início da atual gestão. Isso é gravíssimo e revela um verdadeiro desmonte da saúde pública estadual”, declarou. Pedro também relacionou o cenário a problemas estruturais registrados em hospitais da rede estadual, citando episódios recentes no Hospital Agamenon Magalhães, Hospital da Restauração e Hospital Barão de Lucena.
O deputado ainda mencionou o fechamento de unidades como a Fundação de Saúde Amaury de Medeiros (Fusam), em Caruaru, e o Hospital de Retaguarda da Restauração, além da situação do Hospital Central de Paulista. “Fechar hospital não é investimento, é falta de respeito com a população. O mais absurdo é tentar contabilizar esse gasto como ampliação de investimento em saúde, enquanto o povo sofre sem atendimento adequado”, afirmou.
Por Marlos Porto*
Vi, hoje, reportagem na TV Gazeta de Alagoas mostrando as movimentações dos pré-candidatos ao governo alagoano, João Henrique Caldas, ex-prefeito de Maceió, e o ex-ministro Renan Filho. Fiquei impressionado com a quantidade de gente nos eventos e também diversas pessoas com bonés azuis com o nome do candidato Renan Filho. E o apresentador, de forma descontraída, falando sobre sorteios de geladeira e fogão em eventos dessa natureza, como se fosse algo típico e normal.
Pesquisando na Internet, vi no portal G1 que, no dia 10 de maio, o governador de Alagoas, Paulo Dantas, teria feito o sorteio de 50 transferências via PIX no valor de duzentos reais, durante uma festa de Dia das Mães em Rio Largo, em evento que contou com a presença do senador Renan Calheiros.
Leia maisNa reportagem, fica explícita a “lógica” adotada: “Em nota enviada ao g1, a Secretaria de Estado da Comunicação informou que a iniciativa teve ‘caráter estritamente pessoal e privado’, sem relação com a agenda oficial do Governo de Alagoas. Ainda segundo o governo estadual, não houve uso de recursos públicos, servidores ou estruturas vinculadas ao Estado. A nota também afirmou que a ação não teve vínculo com pedido de votos, atividade eleitoral ou utilização da máquina pública”.
É difícil definir o que está acontecendo no nosso país. Existe um período próprio para campanha eleitoral. Antes desse período, não se permite campanha política. A lógica é a da igualdade de condições para a disputa. Fazendo uma analogia esportiva, permitir campanha antecipada é como deixar um corredor “queimar” a largada, dando passadas antes dos demais, que podem fazer a diferença na hora da chegada.
Contudo, é comum, antes mesmo de as campanhas políticas se iniciarem, muitas pessoas já buscarem obter apoios. Anunciam que são pré-candidatos e vão fazendo não só contatos e visitas, mas também promessas e acordos. Tanto é assim que, quando a campanha começa “pra valer”, a gente vai falar com um cidadão e ele, meio ressentido, vai logo dizendo: “Por que você não me procurou antes?”. Ora, por esse simples exemplo se tem a clareza da farsa que é a lógica da igualdade da disputa política no Brasil.
Anos atrás, parecia haver um rigor maior para coibir a propaganda eleitoral antecipada. Inclusive, a chamada “promoção pessoal” era vista como uma forma de se antecipar a propaganda eleitoral e era proibida. Depois, passou a ser aceita, desde que não houvesse o “pedido explícito de voto”. Mas aí é que “a emenda ficou pior que o soneto” e a ficção adotada ficou ainda mais ridícula: desde quando é preciso haver “pedido explícito de voto” no mundo real para que haja a pactuação entre eleitor e o futuro candidato com vistas a que este receba daquele o tão desejado voto? Fazendo outra analogia, no mundo das relações líquidas e promíscuas, infelizmente tão em voga, para combinar relações sexuais com alguém seria absolutamente indispensável o tal “pedido explícito” nesse sentido ou bastaria, muitas vezes, apenas o desejo mútuo e o acordo de vontades, muitas vezes expressos por meio da troca de olhares, sorrisos e carícias? Pois bem. Na seara eleitoral, contudo, o equivalente a tudo isso parece, na prática, estar permitido, desde que não haja o fatídico pedido: “vote em mim!” ou “o(a) senhor(a) poderia votar em mim, por obséquio?”.
Esse “vale-tudo” eleitoral é uma aberração. Afinal, entender a tal “promoção pessoal” com esse sentido amplo que vem sendo adotado, durante o período pré-eleitoral, é abrir a porteira para que os rebanhos eleitorais sejam comprados das formas mais diversas, como se nada de mais estivesse acontecendo. Afinal, aquele simples cidadão (que por acaso é um governante, um parlamentar ou um ex-prefeito ou ex-governador), tratado como uma verdadeira celebridade, apenas “apareceu” durante um evento no qual uma geladeira era sorteada, talvez por uma feliz coincidência, quiçá de passagem, mas é óbvio que ele não está comprando voto (pois nem estamos em campanha, não é mesmo?), ele só está promovendo inocentemente a sua imagem, a sua marca pessoal, sem vinculação nenhuma entre si e a vantagem que, na prática, foi destinada aos participantes de um evento coletivo (ainda que apropriada individualmente por um felizardo).
Democracia de verdade se faz com o respeito absoluto à liberdade de consciência do eleitor, que não pode ser conspurcada por qualquer tipo de vantagem. Foi com base nessa justificativa que até mesmo um simples “santinho” com calendário no verso foi banido das campanhas: afinal, o calendário não deixava de ser um tipo de vantagem, assim como as canetinhas, os bonés, as camisas, os ímãs de geladeira com telefones úteis etc.
Hoje, temos campanhas formalmente mais curtas, submetidas a um rigoroso controle da propaganda, das receitas e das despesas, porém um período pré-eleitoral longo e permissivo, no qual os principais acordos são feitos antes das convenções (que se tornaram mera encenação do que seria um processo decisório real) e em que grande parte dos futuros postulantes aproveita a vagueza do status de “pré-candidato” para, de forma direta ou indireta, terem sua imagem impregnada em toda sorte de eventos, nos quais a única postura que parece proibida é o escrúpulo rigoroso no tocante à livre consciência do eleitor, que termina por ser mercadejada como se fosse banana na feira, tudo sob o lastro de mera “promoção pessoal”.
*Bacharel em Direito
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Se o leitor não conseguiu acompanhar o tributo ao cantor e compositor paraibano Vital Faria, no quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (29), que o governo brasileiro pretende combater internamente o crime organizado e que não vai aceitar intervenções internacionais, após o anúncio dos Estados Unidos de classificar facções criminosas como organizações terroristas estrangeiras.
Nessa quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos EUA, chefiado por Marco Rubio, anunciou que vai classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas. As informações são do g1.Minutos antes da fala, o Planalto divulgou uma nota em que reforça as ações do governo no combate ao crime organizado. As informações são do g1.
Leia maisO texto afirma que é “deplorável” que “mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil”, como já fizeram com o tarifaço.
O presidente está em Sergipe nesta sexta para anúncios de investimentos na Petrobras e visitas a hospitais. Durante seu discurso, ele tocou no assunto afirmando que estava muito “decepcionado” por conta do anúncio norte-americano.
“Estou muito triste hoje, com a notícia de que o Secretário dos Estados Unidos, da América do Norte, um tal de Marco Rubio disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, afirmou o petista.
Segundo Lula, o CV e o PCC são, de fato, terroristas para cidadãos que moram em regiões de periferia, porque incomodam famílias, bairros e cidades. Por isso, serão combatidos internamente.
“Nós aprovamos uma Lei Antifacção, e aprovamos a lei para combater o crime organizado, e vamos combater. Eles não são os terroristas que o Trump quer, o Trump quer o Osama Bin Laden… e nós queremos os terroristas brasileiros que estão lá”, prosseguiu.
“Porque as armas importadas que estão contrabandeadas pro Brasil vêm dos Estados Unidos. A Polícia Federal entregou um documento para o Trump. O Brasil está disposto a trabalhar para combater o crime organizado, e vamos começar pelo seu estado de Delaware, que tem lavagem de dinheiro de brasileiros”.
A fala de Delaware tem a ver com um monitoramento feito pelo governo sobre lavagem de dinheiro e fraudes tributárias. Segundo a PF, a Receita e o Ministério da Fazenda, criminosos usam o estado americano como paraíso fiscal para tirar ilegalmente dinheiro do país, sem a devida declaração, e depois trazê-lo de volta “lavado”.
Em seguida, Lula citou o caso do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, foragido após ser condenado, junto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tramar um golpe de Estado no país. Ele mora em território americano enquanto aguarda um pedido de asilo.
Esta foi a primeira vez que Lula comentou o tema. Em discurso durante um evento em Sergipe, o petista defendeu a soberania do país. Ele disse: “Não aceitamos ser tratados como moleques”, ou como uma “republiqueta”.
Ramagem chegou a ser preso em abril e liberado dois dias depois. O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos EUA disse à PF que ele poderá aguardar em liberdade nos EUA a conclusão de um processo de pedido de asilo.
“Vamos começar entregando o Ramagem, que está escondido lá. Começar entregando o maior contrabandista de combustíveis do país, o Ricardo Magro [dono da Refit], a PF e a Receita apreenderam R$ 250 milhões de combustível que eles estão contrabandeando e ele está morando em Miami. Eu entreguei para o Trump o nome dele e a fotografia da casa dele. Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos”.
O advogado e empresário Ricardo Magro, que comanda o Grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, foi alvo de operação da PF e está foragido. O grupo é considerado um dos maiores devedores de impostos do país.
Lula então afirmou: “Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, destacou.
Viagem de Flávio aos EUA
Lula também citou a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, para os Estados Unidos para um encontro com Donald Trump.
Trump e Flávio se encontraram nesta terça-feira (26) em Washington. Os dois posaram para foto após a reunião na Casa Branca. No dia seguinte, ele foi recebido por Marco Rubio.
Na quinta, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que classificou as duas facções como organizações terroristas.
“Eu tive três horas com o presidente Trump, entreguei quatro documentos a ele. O sr. Marco Rubio não estava lá, possivelmente porque ele estava preparado a ajudar um filho de bolsonarista que é candidato à eleição no país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, afirmou.
Defesa da soberania
Lula, então, falou que o Brasil não é “um país qualquer”. Ele defendeu a soberania afirmando a preocupação com o interesse norte-americano na reserva de minerais críticos e terras raras localizadas em território brasileiro.
O Brasil abriga a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China. São insumos fundamentais para a indústria de ciência e tecnologia, e para a produção de produtos como smartphones, computadores e outros dispositivos.
“Eu tenho preocupação, porque temos muitos minerais críticos, terras raras, muitos minérios e ainda temos muito ouro, ainda temos muito ouro, ainda temos miuto diamante, temos a maior floresta tropical do mundo”, afirmou.
“Daqui a pouco vão dizer: a Amazônia é nossa. Não”, prosseguiu.
O petista então disse: “Eu não falo grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos. Eu falo educadamente com os dois porque eu quero respeito e preciso ter respeito para respeitá-los. Então, não brinquem, não brinquem com a soberania desse país, não brinquem com a nossa democracia e não duvidem das coisas que nós fazemos aqui nesse país”.
Nota do Planalto
A declaração de Lula seguiu a mesma linha de uma nota publicada pelo Palácio do Planalto momentos antes das declarações.
No texto, o governo afirma que “medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime”.
Além disso, “podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros”.
“Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país”, prossegue o texto.
“A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”, conclui.
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REVISTA VEJA
O Tribunal de Contas de Pernambuco determinou a abertura de uma auditoria para investigar um contrato para a manutenção de escolas firmado entre o governo do estado e uma construtora que estaria impedida de prestar serviços ao poder público e que, ainda assim, teria tido a contratação determinada por meios supostamente irregulares. O caso aponta também para indícios de superfaturamento da empresa em um contrato que, ao todo, supera os 185 milhões de reais.
A Cetus Construtora, que estava sancionada como inidônea no cadastro da Controladoria-Geral da União, por conta de um contrato com a prefeitura de Belo Horizonte, estava impedida de prestar serviços ao poder público de março de 2025 a março de 2026, mas foi contratada pelo governo de Raquel Lyra (PSD) em 11 de junho de 2025. Segundo a denúncia, o contrato ainda foi assinado sem análise prévia da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), contrariando normas estaduais.
Leia maisOutro ponto que chama a atenção é que a Cetus também oferecia seu serviço com preço média acima de uma concorrente, indicando que a escolha licitatória não teria seguido parâmetros legais pela proposta menos onerosa.
Há ainda uma série de outras suspeitas de irregularidades, como assinatura de contrato por uma pessoa que não possuía vínculo formal com a empresa, ou ainda a execução de serviços de obra, reforma ou ampliação sob o rótulo de “manutenção”, o que é mais caro e desvirtua o contrato. A Cetus Construtora teria sido contratada para fazer serviços de manutenção em prédios de escolas municipais do estado.
A decisão de abrir uma investigação, tomada pelo conselheiro Rodrigo Novaes, foi publicada com base em um pedido do deputado estadual Romero Albuquerque, que é filiado ao PSB do ex-prefeito do Recife João Campos, hoje maior oposição ao governo estadual de Raquel Lyra (PSD).
O texto aponta doze possíveis irregularidades para serem investigadas:
A VEJA questionou o governo Raquel Lyra sobre a auditoria do Tribunal de Contas e a relação com a Cetus Construtora e aguarda retorno.
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presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende indicar novamente o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição de seu nome pelo Senado. Em discurso, Lula disse ter ficado “triste” com a derrota da indicação e argumentou que a decisão não ocorreu por falta de competência jurídica ou por questionamentos à conduta pessoal do indicado, mas por motivos políticos.
Ao defender uma nova indicação de Messias, o presidente afirmou que o Senado tem o direito de rejeitar nomes que não possuam qualificação técnica ou apresentem irregularidades, mas criticou uma eventual rejeição sem justificativa dessa natureza. “Eu vou mandar o Messias outra vez. E vou mandar por respeito à função presidencial”, declarou. Lula também defendeu a convivência democrática entre diferentes posições políticas e disse que decisões dessa natureza devem ser fundamentadas para preservar a civilidade institucional no país.
O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, faz hoje um tributo ao cantor e compositor paraibano Vital Farias, um dos nomes mais importantes da música nordestina e da MPB. Dono de uma obra marcada pela poesia e pelo regionalismo, Vital ficou conhecido por canções que atravessaram gerações, muitas delas eternizadas nas vozes de outros artistas.
É comum encontrar quem não reconheça imediatamente o nome de Vital Farias, mas saiba cantar de cor sucessos como Ai Que Saudade D’Ocê, composta por ele e transformada em clássico da música brasileira. O artista também é autor de canções como Veja, Margarida, Caso Você Case, Canção em Dois Tempos, Sete Cantigas para Voar e Saga da Amazônia, obras que marcaram a música popular nordestina com forte conteúdo poético e social.
No programa, serão relembradas histórias e músicas que fizeram parte da trajetória de Vital Farias, entre elas Ai Que Saudade D’Ocê, Sete Cantigas para Voar e Saga da Amazônia. O tributo contará ainda com a participação do poeta Jessier Quirino, conterrâneo e admirador da obra do compositor paraibano.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) concedeu medida cautelar suspendendo todos os pagamentos relacionados ao Contrato nº 185/2025, firmado entre a Secretaria de Educação de Pernambuco e a CETUS Construtora Ltda., que alcança R$ 185,2 milhões após aditivo contratual. A decisão do conselheiro Rodrigo Novaes foi motivada por indícios de irregularidades na contratação e na execução dos serviços de manutenção predial da rede estadual de ensino.
Entre os pontos destacados pelo TCE estão a ausência de análise jurídica prévia da adesão à ata de registro de preços utilizada para a contratação, a falta de documentação de planejamento que justificasse os quantitativos contratados e fortes indícios de pagamentos em duplicidade, irregularidades nas medições e divergências entre valores medidos, liquidados e pagos. O relator também registrou que parte das falhas apontadas na representação apresentada pelo deputado estadual Romero Albuquerque foi confirmada por parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
Leia maisNa decisão, o tribunal determinou que a Secretaria de Educação apresente informações detalhadas sobre a execução contratual, os pagamentos realizados e as correções adotadas. O TCE também abriu uma Auditoria Especial para aprofundar a investigação sobre a adesão à ata de registro de preços e a execução do contrato com a CETUS Construtora, enquanto os pagamentos permanecem suspensos até nova deliberação da Corte.
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REVISTA EXAME
A Digiteam, empresa de Brasília especializada em gestão de equipes externas e automação de processos em campo, projeta crescer mais de 30% em 2026. A empresa desenvolve softwares usados por companhias de setores como energia, saneamento, telecomunicações e indústria para organizar operações externas, monitorar atividades em tempo real e reduzir falhas operacionais.
Após registrar uma receita operacional líquida de R$ 15 milhões em 2024, entrou no ranking EXAME Negócios em Expansão 2025. No ano passado, faturou R$ 16,2 milhões. Atendendo 12 clientes de médio e grande porte no Brasil, Chile e Argentina, a expectativa é alcançar R$ 22 milhões neste ano.
O fundador e CEO, Julio de la Guardia, nasceu em Cuba e chegou ao Brasil em 11 de setembro de 2001 para trabalhar em um projeto da antiga Embratel. Formado em engenharia da informática por uma universidade politécnica cubana, atuava no setor de telecomunicações em seu país de origem e desembarcou aqui inicialmente para um trabalho temporário.
Leia maisO projeto terminou, mas ele decidiu ficar. Casado com uma brasileira do Mato Grosso, que conheceu durante uma viagem de avião, Julio tem uma filha e se naturalizou brasileiro em 2011.
“Quem reclama daqui é só brasileiro. Sou supergrato, é um país que me recebeu muito bem”, afirma Julio, que visita Cuba todos os anos para rever familiares e diz ser fã do Brasil.
Depois de passar por Ribeirão Preto, o empreendedor se mudou para Brasília, onde trabalhou na antiga Brasil Telecom, empresa posteriormente incorporada pela Oi. Foi nesse período, durante o avanço inicial da telefonia móvel no Brasil, que começou a enxergar oportunidades ligadas a aplicativos móveis e serviços de campo.
A Digiteam foi fundada em 2005 e, nos primeiros anos, atuava desenvolvendo softwares sob encomenda e aplicativos móveis para diferentes empresas. O modelo de negócio começou a mudar por volta de 2015, quando deixou de operar apenas como uma “fábrica de software” para investir em um produto próprio no modelo SaaS, em que o cliente paga pelo uso contínuo da plataforma.
A mudança aconteceu após um projeto desenvolvido para a Monsanto. Durante esse trabalho, Julio identificou uma demanda pouco atendida no mercado de gestão de equipes externas. A partir disso, criou uma plataforma voltada para field service, área responsável por organizar operações de campo de empresas que possuem técnicos, equipes de manutenção, fiscais ou prestadores de serviço trabalhando fora do escritório.
Como a empresa cresceu
Quando conquistou o primeiro grande contrato, em 2017, a Digiteam tinha apenas quatro pessoas e freelancers que atuavam diretamente de Cuba. Atualmente, possui dois produtos. O primeiro deles é o Digiteam FSM, sigla para field service management. A plataforma funciona como um sistema para organizar e acompanhar equipes que trabalham fora do escritório, como técnicos de manutenção, instaladores, fiscais e prestadores de serviço.
O software centraliza tarefas como abertura de ordens de serviço, distribuição de equipes, definição de rotas, acompanhamento em tempo real e coleta de informações em campo. A ideia é garantir que o profissional certo chegue ao local correto, no horário adequado e com todas as informações necessárias para executar o trabalho. A plataforma também permite monitorar deslocamentos, registrar o tempo gasto em cada atendimento, controlar materiais utilizados e acompanhar o status das operações.
A digitalização desses processos reduz erros operacionais, melhora a produtividade e acelera o atendimento ao cliente. O sistema também gera dados sobre as atividades realizadas em campo, permitindo que as empresas identifiquem gargalos, planejem recursos e tomem decisões operacionais com mais precisão.
O segundo produto é o Digiteam FPA, ou field process automation. Diferentemente do FSM, o foco não está em serviços técnicos de manutenção ou instalação, mas em processos externos que exigem fiscalização, inspeção, auditoria ou coleta de dados em campo.
A ferramenta é utilizada, por exemplo, em projetos ligados à Caixa Econômica Federal para acompanhamento de obras financiadas pelo banco. Nesse caso, a plataforma é usada para atividades de fiscalização de obras, vistorias e coleta de informações em campo. O Digiteam FPA foi desenvolvido para operações de grande escala, permitindo gerenciar milhares de usuários, inspeções e projetos simultaneamente. A proposta é reduzir retrabalho, aumentar o controle das informações e dar mais rastreabilidade e governança aos processos realizados fora das empresas.
Embora tenha começado focada em utilities, a empresa ampliou a atuação nos últimos anos, e também atende clientes dos setores de indústria, saúde e financeiro. A empresa conta com 53 funcionários distribuídos entre a sede em Brasília e equipes alocadas em Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG). Além de cubanos, emprega um venezuelano, um afegão e um britânico que se mudou recentemente para o Brasil.
Os desafios à frente
O quadro societário é formado por três sócios. Júlio atua como CEO e lidera a área comercial. Daniel Borroto, cofundador cubano, responde pela engenharia e desenvolvimento tecnológico da empresa. Já Breno Oliveira entrou na sociedade em 2017, após investir na Digiteam em 2017, quando a empresa conquistou seu primeiro grande contrato e precisava de capital para executá-lo.
Mesmo em crescimento, a Digiteam enfrenta desafios típicos de empresas de tecnologia em fase de consolidação. O principal deles, conta Julio, é decidir até que ponto deve escalar sem perder capacidade Outro desafio envolve profissionalizar processos internos. Com o aumento do número de funcionários e operações em diferentes cidades e países, a empresa passou a investir mais em comunicação, cultura organizacional, segurança da informação e padronização operacional. “O cenário é bastante diferente da fase inicial, quando toda a equipe trabalhava na mesma sala”, diz.
A empresa também disputa espaço com gigantes globais do setor de field service management, como Salesforce e Oracle. Segundo o fundador, a principal vantagem competitiva da Digiteam está na capacidade de adaptação do software às necessidades específicas de cada cliente, algo que considera mais difícil em plataformas globais mais padronizadas.
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A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, participou nesta sexta-feira (29) da entrega de veículos e equipamentos do Novo PAC Saúde e do programa Agora Tem Especialistas, promovida pelo Ministério da Saúde no município. O evento contou com a presença do pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, do pré-candidato a deputado estadual Breno Araújo, além de lideranças políticas e representantes da área da saúde. Serra Talhada foi escolhida pelo Ministério da Saúde para sediar a entrega de 39 micro-ônibus do programa Caminhos da Saúde, 11 vans do Agora Tem Especialistas e 25 Unidades Odontológicas Móveis.
Durante o evento, Márcia Conrado afirmou que a escolha do município reflete os avanços registrados nos últimos anos em diversas áreas da gestão pública, especialmente na saúde. “Serra Talhada foi escolhida porque avançou. Porque trabalha. Porque acredita no seu povo. Hoje, nossa cidade é reconhecida pelos resultados que entrega diariamente à população”, declarou. Entre os destaques citados pela prefeita estão a Policlínica Municipal João César da Cunha, inaugurada em 2024, o Centro de Parto Normal Humanizado da Caxixola, a ampliação do Transporte Fora de Domicílio (TFD), o atendimento noturno nas unidades de saúde e investimentos superiores a R$ 1,6 milhão em equipamentos para a rede municipal.
A gestora também destacou resultados em outras áreas, como educação, desenvolvimento econômico, assistência social e sustentabilidade. Segundo a prefeitura, o município alcançou o primeiro lugar no Idepe para o 5º ano do Ensino Fundamental, conquistou o Selo Ouro do Ministério da Educação no Índice Criança Alfabetizada e o Selo Unicef. Márcia ainda citou ações como a entrega do Residencial Vanete Almeida, o programa Minha Casa Legal e o Recicla+, além da geração de empregos e da liberação de mais de R$ 25 milhões em microcrédito por meio da Sala do Empreendedor. “Serra Talhada vive o tempo das entregas, dos recordes e dos prêmios, mas principalmente o tempo de cuidar das pessoas”, afirmou.
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou a atuação do governo federal no combate ao crime organizado durante palestra na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias), na Serra Gaúcha, hoje
As declarações ocorreram em resposta ao anúncio dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As informações são do portal G1.
Leia maisA decisão do Departamento de Estado norte-americano, que motivou o debate, designa o PCC e o CV como terroristas globais com efeito imediato. A inclusão definitiva na lista de organizações terroristas estrangeiras deve ocorrer em 5 de junho. O governo dos EUA aponta que os grupos estão entre os mais violentos do Brasil e são responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis.
Durante o evento com o tema “Segurança: devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, Caiado rebateu o discurso do governo federal sobre soberania e cobrou ações mais rápidas. “Nós sabemos que esta situação já deveria ter sido tomada mais cedo pelo próprio governo e não criar uma situação extremamente desconfortável, que ela mora para os 120 milhões de brasileiros assistindo a essas ações”, disse.
O político questionou o controle territorial do país. “Agora, a tônica do governo vai ser focar, dizer: ‘olha, é a soberania’. Que soberania tem 50 milhões de brasileiros que vivem sob o comando do ‘Estado do crime’? Que soberania tem a Amazônia brasileira, que é comandada pelo narcotráfico mexicano, venezuelano e colombiano?”, declarou.
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Conservadores vêm reiterando que esta eleição é para fazer um acerto de contas com a governadora Raquel Lyra (PSD), que foi eleita há pouco mais de três anos com voto bolsonarista. Hoje, ela tem se portado de forma a ser aliada de Lula e, ao mesmo tempo, tentar cooptar novamente votos da direita. Os bolsonaristas lembram que, quando era prefeita de Caruaru, ela e o então vice, hoje prefeito da cidade, Rodrigo Pinheiro, se negaram a receber Bolsonaro em Caruaru.
Além disso, na época, também foram cobrados pela falta de posição sobre a atuação do governo federal em relação a COVID. O que muitos avaliam é que essa postura de “corda bamba” pode custar caro nesta eleição, porque, de um lado, há muita gente incomodada na direita e, do outro, a esquerda também observa seus movimentos com desconfiança. Isso significa dizer que ela vai acabar perdendo credibilidade em ambos os lados.

