Em entrevista na manhã desta quarta-feira (30) à Rádio Itapuama FM, o prefeito eleito de Itaíba, Pedro Pilota (Republicanos) agradeceu a população itaibense pela vitória, disse que Regina mudou a história do município e vai avançar com o trabalho sem deixar ninguém para trás. Pedro falou também de obras, projetos e que sua grande prioridade será a questão do abastecimento de água, que hoje afeta tanto a cidade como a zona rural do município.
“Tivemos uma campanha tranquila, de paz, andando de casa em casa, mostrando o que já foi feito no governo Regina e o que pretendemos fazer a partir de janeiro. O povo deu a resposta já em 2016, agora repetiu pela terceira vez. Itaíba está preparada para o futuro e o futuro vai ser como nosso povo quer, de muito trabalho. Vamos buscar construir pontes com deputados, senadores e o governo do Estado para solucionar os principais problemas de nossa terra. Nossa grande prioridade será a luta pela água de Itaíba. Já estamos indo atrás, falamos com o deputado Jarbas Filho e o senador Fernando Dueire”, disse Pedro.
Segundo ele, a conclusão da Adutora do Agreste, com os poços profundos, é essencial para acabar com o problema da água em Itaíba. São R$ 20 milhões necessários para que essa obra seja entregue. Recentemente o deputado estadual Jarbas Filho (MDB), fez uma indicação solicitando a conclusão da obra e o senador Fernando Dueire, que foi relator do empréstimo que garantiu os recursos para o Programa Águas de Pernambuco, ficou de interceder junto a governadora Raquel Lyra para que a obra seja contemplada.
Impeachment de Raquel Lyra levaria meses e poderia atingir o período de eleições
Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
O deputado estadual Romero Albuquerque (UB) informou que apresentará um pedido de impeachment da governadora Raquel Lyra (PSD), após o portal Metrópoles divulgar que a Logo Caruaruense, empresa de ônibus do pai da gestora, João Lyra Neto, operou nos últimos três anos sem fiscalização no Estado.
O parlamentar já fez uma representação formal ao Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), apontando as irregularidades e a falta de fiscalização dos transportes por parte do governo, e pretende dar prosseguimento ao processo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), alegando favorecimento, prevaricação e advocacia administrativa.
“O governo favoreceu deliberadamente uma empresa ligada à família da governadora, fechando os olhos para as irregularidades. Isso é prevaricação, quando o agente público deixa de cumprir seu dever para atender a interesses pessoais. Também se configura advocacia administrativa, quando a autoridade usa sua influência para beneficiar alguém”, disse Albuquerque.
Mesmo que haja elementos, o que precisaria da avaliação criteriosa das autoridades competentes, um pedido de impeachment não é algo simples e rápido. Pelo contrário, pode levar meses e, antes de tudo, depende do posicionamento do presidente da Alepe. Quem ocupa a função, neste momento, é o deputado Rodrigo Farias (PSB), porque o deputado Álvaro Porto (PSDB) está de férias até a próxima quinta-feira (22).
O assunto é previsto no Regimento Interno da Assembleia entre os artigos 328 a 332. De acordo com o documento, o presidente é o primeiro a receber o pedido de impeachment. A partir desse passo, ele pode escolher entre três decisões: engavetar, rejeitar ou encaminhar para a Comissão de Justiça (CCLJ) da Casa. Caso opte pela CCLJ, fica sob responsabilidade do colegiado convocar a governadora no prazo de dez dias úteis para apresentar sua defesa.
O passo seguinte seria a CCLJ apresentar um parecer e um projeto de resolução para que seja instaurado o processo. Esse projeto de resolução precisaria ser aprovado no plenário por dois terços dos deputados, o que totalizaria 33 parlamentares. Depois disso, seria formada uma comissão processante composta por 15 membros, sete deputados escolhidos também pelo plenário, sete desembargadores e mais o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que hoje é Ricardo de Oliveira Paes Barreto, mas a partir de fevereiro será Francisco Bandeira de Mello.
A partir da instalação da comissão processante é que começaria de fato a análise de um possível impeachment, com a análise de documentos e a oitiva das testemunhas, o que certamente se arrastaria até outubro, quando ocorrem as eleições deste ano. Além de ser um processo lento, um pedido de impeachment da governadora Raquel Lyra dificilmente teria o aval de 33 deputados, porque a gestora tem maioria na Alepe.
Defesa – Um dos mais fiéis aliados da governadora na Alepe, o deputado Antônio Moraes (PP) criticou, ontem (18), a bancada de oposição na Casa. Segundo ele, “mais uma vez a oposição, com o único propósito de atingir politicamente a governadora Raquel Lyra, distorce, de maneira falaciosa, um assunto que, na realidade, traz um prejuízo enorme para o Estado: o fechamento da histórica empresa de transportes Logo Caruaruense”. Em nota enviada à imprensa, Moraes disse que “após mais de 60 anos servindo à população do interior – sobretudo unindo as regiões Agreste, Sertão e Zona da Mata ao litoral – a Caruaruense entrou em crise financeira e não teve outra alternativa senão entregar suas linhas à Empresa Pernambucana de Transportes Intermunicipais (EPTI)”.
Fato lamentável – “O fechamento da Caruaruense, uma empresa com relevantes serviços prestados ao povo, é um fato lamentável e mais uma grande perda para Pernambuco. Mas foi causado exclusivamente por questões de crise financeira. A governadora Raquel Lyra é uma mulher séria, assim como seu pai, o ex-governador João Lyra, que, como proprietário, fez de tudo para salvar a empresa. Aí vem a oposição, de forma irresponsável, tirar proveito de denúncias sem fundamento, mostrando, mais uma vez, que só pensa em questões políticas e eleitorais, ignorando o bem-estar da população pernambucana”, afirmou Antônio Moraes.
Assembleia da Amupe – A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realiza, amanhã (20), em Gravatá, no Agreste, a Assembleia Extraordinária da entidade, reunindo prefeitos e prefeitas de todo o Estado para debater assuntos da pauta municipalista. O encontro terá como tema central o futuro do saneamento e do abastecimento de água em Pernambuco, com atenção especial ao projeto de concessão da Compesa. Para tratar do assunto, a governadora Raquel Lyra (PSD) participará da reunião e deverá detalhar aos gestores o cronograma e os termos previstos no modelo de concessão.
Sucessão na Bahia – Após a morte do deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), no último sábado (17), quem deve assumir a vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) é Luciano Ribeiro (União Brasil), ex-prefeito de Caculé, no sudoeste baiano. Advogado formado pela Faculdade de Direito Teófilo Otoni em 1983, Ribeiro ficou como primeiro suplente do União Brasil na Alba nas eleições de 2022, quando recebeu 63.640 votos.
Palavra do presidente – O presidente Lula (PT) escreveu um artigo que foi publicado ontem (18) no jornal The New York Times. No texto, ele critica a operação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano em 3 de janeiro deste ano. Intitulado “Este hemisfério pertence a todos nós”, o artigo do petista condena os bombardeios e a captura do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda). As informações são do portal Poder360. Lula classifica o episódio como parte de um processo de deterioração do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida depois da Segunda Guerra Mundial.
CURTAS
Enfraquecimento da ONU – O presidente argumentou que as grandes potências têm enfraquecido a autoridade das Nações Unidas e seu Conselho de Segurança. “Sem regras coletivamente acordadas, é impossível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas”, afirmou Lula no artigo, em que não cita nominalmente o presidente Donald Trump. Afirmou, ainda, que não será “subserviente a projetos hegemônicos” e defendeu a construção uma América Latina “próspera, pacífica e plural”.
Prazo para contestar INSS 1 – Aposentados e pensionistas que identificaram descontos indevidos em seus benefícios têm até 14 de fevereiro de 2026 para contestar as cobranças. Este prazo representa a reta final para assegurar o direito à adesão ao acordo do Governo Federal, que está devolvendo, de forma corrigida, os valores descontados indevidamente dos beneficiários do INSS por entidades associativas.
Prazo para contestar INSS 2 – Para fazer a contestação, basta acessar o aplicativo Meu INSS, ligar na Central 135 ou procurar uma agência dos Correios. O primeiro passo é consultar se houve desconto associativo no benefício e, em seguida, informar se autorizou de fato o débito. Depois, basta acompanhar a resposta e a abertura do prazo de adesão ao acordo. Até o momento, 6,2 milhões de pessoas contestaram as cobranças e 4,2 milhões já aderiram ao acordo e receberam de volta os valores corrigidos.
Perguntar não ofende: Quantos deputados votariam pelo impeachment de Raquel Lyra?
Morreu agora há pouco, em Brasília, aos 77 anos, o ex-ministro e ex-deputado federal por três mandatos Raul Jungmann. Ele estava internado no DF Star e lutava havia anos contra um câncer no pâncreas.
O ex-ministro chegou a ficar internado por longo tempo. Mas foi para casa recentemente e já estava sob cuidados paliativos. No fim de semana, voltou ao hospital.
Jungmann foi ministro cinco vezes. No governo FHC, foi ministro do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. No governo Temer, ocupou o Ministério da Defesa e em 2018 foi o primeiro ministro da Segurança Pública do país (o cargo, que agora Lula promete recriar, foi extinto no governo Bolsonaro).
Pernambucano, Jungamnn começou a militar na política no PCB, com o partido ainda na clandestinidade. Depois, ajudou a fundar o PPS, onde ficou até 2018.
Garanhuns, conhecida nacionalmente pelos grandes festivais, anunciou mais um evento de destaque para o calendário cultural e turístico do município: o Festival Nacional de Vinhos e Queijos, que será realizado de 27 a 30 de agosto de 2026. O anúncio ocorreu ontem (17), durante a Vindima da Vinícola Mello, reforçando o protagonismo da cidade no turismo de eventos.
A proposta do festival é integrar gastronomia, clima, cultura e a produção das vinícolas locais — Vinícola Mello e Vinícola Valle das Colinas — em um evento de grande porte, capaz de atrair apreciadores, comerciantes e turistas de diversas regiões do país. “Com este novo festival, reafirmamos a vocação de Garanhuns para o turismo e a valorização da produção local. Nossa cidade tem clima, estrutura e vinícolas premiadas que nos posicionam entre os melhores destinos do país”, destacou o prefeito Sivaldo Albino.
O evento também dialoga com o reconhecimento institucional da cidade como polo cultural e produtivo. “Com nosso projeto já aprovado na ALEPE, Garanhuns se tornou oficialmente a Terra dos Grandes Festivais. Agora vamos além: transformar também em referência nacional no segmento de vinhos e queijos”, afirmou o deputado estadual Cayo Albino. Já o deputado federal Felipe Carreras ressaltou o impacto regional da iniciativa: “Garanhuns hoje produz alguns dos melhores vinhos do Brasil e já começa a se destacar também no cenário internacional. Soma-se a isso uma forte bacia leiteira, responsável por queijos de alta qualidade. Um festival dessa envergadura nacional valoriza essa produção, fortalece a economia local e vai movimentar todo o Agreste pernambucano”.
Neste domingo (18), o deputado federal Felipe Carreras (PSB) participou de um grande encontro político no distrito de Capela Nova, em Vertentes, ao lado do deputado estadual Diogo Moraes, de Zito Barros, principal liderança da oposição do município, dos vereadores Marcone Moral, Nem Cavalcanti, Saara Siqueira e Natália Miranda, e lideranças locais.
Durante o encontro, organizado por Júnior de Deilson, Felipe Carreras destacou a importância do diálogo, da união política e do trabalho conjunto para viabilizar investimentos e projetos que atendam às demandas da população. O deputado também reafirmou seu compromisso com Vertentes, ressaltando que novas ações e iniciativas já estão sendo articuladas para impulsionar o desenvolvimento do município. O encontro consolidou o alinhamento entre as lideranças e marcou mais um passo na construção de um projeto político voltado para o futuro da cidade, em sintonia com o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos.
Algumas pessoas vivem como se carregassem uma pequena biblioteca dentro do peito. Uma coleção silenciosa de livros que ninguém vê, mas que pesam na alma com a exatidão de tudo o que foi sentido, perdido e aprendido. Não se trata de exibir as capas, muito menos de buscar compaixão. Trata-se de seguir vivendo com páginas que insistem em ser lidas novamente, mesmo quando o tempo tenta empurrá-las para o esquecimento.
Livros marcados por perdas. É assim que muitos de nós seguimos: com capítulos riscados, memórias dobradas, trechos que doem quando relidos. Cada perda se transforma em uma dobra no canto da página. Cada ausência deixa uma nota escrita à margem, em letras miúdas que só o coração entende. Algumas palavras ficam sublinhadas com raiva, depois com saudade. Outras, riscadas como quem tenta apagar o que jamais se apagará. E assim o livro da vida vai se construindo, não com capítulos perfeitos, mas com cicatrizes que se recusam a virar ponto final.
Nem todos leem seus próprios livros com a mesma coragem. Alguns fecham as páginas apressadamente, tentam enterrar os volumes mais densos, fingem que não sentem. Outros, no entanto, voltam às histórias, reconhecem os erros, sublinham de novo o que doeu, mas também o que ensinou. São esses que, mesmo feridos, caminham com uma sabedoria quieta, como quem já atravessou tempestades sem perder a escuta da chuva.
Dores profundas não são correntes, são moldes. Reconfiguram a forma como tocamos o mundo, como ouvimos o outro, como reconhecemos o que realmente importa. E se tornam companheiras, não por escolha, mas porque estão inscritas nas páginas que formaram quem somos.
A sabedoria mais verdadeira, aquela que não se ensina em manuais nem se proclama em voz alta, costuma nascer das margens borradas do que vivemos. Nas entrelinhas dos dias difíceis. Na letra trêmula de uma memória que ainda arde. E floresce quando conseguimos transformar tudo isso não em lamento, mas em gesto. Em palavra que acolhe. Em silêncio que compreende. Em presença que não precisa dizer: apenas está.
Somos todos, no fundo, escritos por dentro. Alguns com caligrafia firme, outros com rabiscos e emendas. Mas ninguém passa pela vida sem manchar pelo menos uma página. E talvez, seja justamente essa página, a imperfeita, a rasurada, que nos dá sentido.
Porque é nela que a história deixa de ser fábula e vira verdade.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras.
Diamantina, a terra de JK, no Vale do Jequitinhonha, em Minas, é uma das cidades mais atrativas para os turistas, porque tem a capacidade de unir história com natureza em roteiros fenomenais. Há pouco, conheci a Gruta de Salitre, ao lado da minha Nayla. Uma visita fantástica, inesquecível.
Trata-se de um relevo rochoso em forma de ruínas, cânion, fendas e paredões de até 80 metros de altura. Preserva um sítio arqueológico de dimensão indescritível, com tamanha beleza, que já foi cenário para gravação de documentários, filmes e minisséries de televisão.
A idade da Gruta do Salitre não é medida em anos humanos, mas sim em eras geológicas, pois ela se formou em rochas quartzíticas há milhões de anos (Paleoproterozoico/Mesoproterozoico), com suas formas esculpidas pela natureza ao longo de bilhões de anos de movimentação do solo e erosão, diferente de cavernas de calcário comuns, sendo um marco da geologia do Brasil.
Localizada a 9 km de diamantina e a 1 km do distrito de Curralinho, o conjunto monumental da gruta esculpida em rochas quartzíticas foi região do intenso extrativismo mineral do salitre para produção de pólvora, a ser usada na quebra de rochas para desvio dos cursos dos rios.
O senador Humberto Costa (PT) concedeu uma entrevista ao nosso Blog neste domingo (18). Pré-candidato ao Senado, Humberto defendeu o governo do presidente Lula (PT) e disse que apesar de todas os conflitos, 2026 tendo a ser um grande ano. O petista também defendeu alguns projetos aprovados no ano passado que passam a valer a partir deste ano.
Sobre a disputa em Pernambuco, o senador acredita que a tendência hoje é de apoio do PT ao prefeito do Recife, João Campos (PSB) na disputa pelo Governo do Estado. “João Campos é o único dos candidatos que já afirmou que apoiará o presidente Lula em 2026”, afirmou. Para Humberto, esta é a principal condição do PT para fechar apoio em torno de um nome na disputa.
No entanto, a possibilidade de um apoio de Lula a João e Raquel é algo que foge do escopo petista, dependendo única e exclusivamente do presidente Lula. “Nós vamos defender que Lula esteja no palanque onde estará o PT, mas isso dependerá dele”, avaliou Humberto.
O senador ainda frisou que a gestão de Raquel Lyra (PSD) tem melhorado na parte administrativa embora ainda cometa algumas falhas na articulação política.
Confira a entrevista do senador ao Blog:
Como o senhor analisa o atual cenário político do país?
Eu considero que nós vivemos um momento de alguma dificuldade. Especialmente do ponto de vista institucional, porque o segundo semestre do ano passado foi marcado por conflitos, entre ora o poder executivo com o poder legislativo, ora o poder legislativo e o poder judiciário, principalmente o Supremo Tribunal Federal — chegamos a beira de uma crise institucional. Mas a nossa expectativa é que, passado esse período do recesso, as preocupações vão se voltar para a questão eleitoral, ou talvez se consiga amenizar um pouco essa situação de conflito constante entre os diversos poderes. Mas por outro lado, eu vejo que nós temos um ano importante, em que há muitas coisas a acontecerem. Nós tivemos, ano passado, a aprovação de algumas medidas muito importantes, entre elas a isenção do imposto de renda pra quem ganha até R$ 5 mil, além de outras aprovações fundamentais como o gás do povo, a própria ampliação da tarifa social de energia elétrica. Muito provavelmente agora em 2026 vamos ter um embate importante no que diz respeito à redução da jornada de trabalho sem redução dos salários. Eu creio que vamos chegar ao momento da eleição, inclusive porque os indicadores econômicos tendem a estar tão bons como estão agora com uma posição bastante favorável ao governo do presidente Lula e o seu desejo de disputar um novo mandato. Então acho que 2026, apesar das crises internacionais, tende a ser um ano político bom para o Brasil, bom para o PT e bom para o presidente Lula.
Como avalia o cenário político em Pernambuco?
Nós vamos ter uma disputa muito acirrada com dois candidatos fortes. A governadora Raquel Lyra (PSD) tem melhorado seu desempenho administrativo apesar de ter algumas dificuldades políticas e de articulação. O prefeito João Campos (PSB) tem feito uma gestão que é reconhecida pela população como muito boa, está trabalhando para construir uma aliança política ampla. Nós vamos ter uma eleição muito disputada, de modo que não temos como ter uma previsão de qual será o resultado dessa disputa que será uma grande disputa.
Na sua visão, quais chances reais para um palanque duplo de apoio ao presidente Lula por parte da governadora Raquel Lyra e do prefeito João Campos nas eleições?
Até o presente, nós temos apenas um dos candidatos manifestando claramente seu apoio à candidatura presidencial de Lula que é o prefeito João Campos que já disse e reafirmou esse apoio. O PSB tem a vice-presidência da república. O PSB é aliado histórico do PT e tem dito que está com o presidente. A governadora Raquel Lyra tem feito algumas sinalizações de que pode apoiar o presidente Lula, mas ainda não manifestou de forma definitiva. É possível que ela possa acompanhar o voto em Lula, até porque o Governo Federal tem feito investimentos gigantescos em nosso estado em parceria com a governadora. Naturalmente, nós do PT vamos defender que o apoio do presidente seja para aquele palanque onde esteja o partido. Mas uma decisão definitiva se ele vai participar de dois palanques será uma decisão que partirá do presidente.
Como avalia a construção de uma candidatura sua ao Senado no próximo ano, um fato inédito que seria a segunda reeleição ao Senado?
Eu acredito que as chances reais de eu ser candidato a senador e até mesmo vencer as eleições são boas. Eu tenho uma trajetória política que todo o Pernambuco conhece, marcada pela dedicação e defesa do nosso Estado. Alguém que tem em todos os municípios uma prestação de serviço à população. Que tem uma posição de unidade com o nosso partido, com o PT, com Lula. Temos uma trajetória junto com Lula. No Congresso Nacional temos defendido pautas importantes para Pernambuco, uma posição de defesa do nosso país, posição de votações no sentido de defender os direitos humanos, criar as condições para que o país cresça e se desenvolva. Em favor da saúde, da cultura, da educação. Acho que no momento em que as pessoas se debruçarem na hora de votar vão levar em consideração esses adjetivos e, na hora que forem avaliar os nomes, temos a condição de ser um dos escolhidos.
Quais as chances do PT apoiar a reeleição de Raquel Lyra hoje? Ou de fecharem apoio com João Campos?
Na verdade, essa decisão nós vamos tomar muito em breve. O partido já criou um grupo de trabalho eleitoral que está avaliando estado por estado. Que vai sugerir ao partido e ao presidente Lula determinadas alianças locais e assim acontecerá em Pernambuco. Como eu já falei anteriormente, nós temos uma relação de algum tempo com o PSB. É uma relação que tem altos e baixos, mas é uma relação já de um tempo. O próprio João Campos já manifestou seu apoio ao presidente Lula. Agora, essa decisão vai ser tomada pela executiva nacional e pelo próprio presidente Lula. Hoje eu diria que, neste momento, a probabilidade maior é de nós estarmos com João Campos na disputa pelo Governo do Estado.
O PT marchará unido em torno do candidato a governador que o partido escolher?
Não tenho nenhuma dúvida dessa união. Vamos iniciar os debates, as discussões. Esse debate vai ser feito em todos os municípios, em todas as instâncias do PT. Todos terão a oportunidade de se manifestar, de defender suas posições. Mas no momento em que uma decisão for tomada, nós vamos marchar juntos e apoiar essa candidatura. Naturalmente, como eu já disse, só há possibilidade de apoio a um determinado candidato se este tiver manifestado e se comprometido com a candidatura do presidente Lula.
Relator no STF do caso do Banco Master, o ministro Dias Toffoli tem parentes que fizeram negócio com investigados no processo, mas uma eventual saída do caso dependeria do próprio Toffoli ou de o Supremo ser provocado a agir por algum dos envolvidos no processo.
Episódios revelados pela imprensa levaram a questionamentos e cobranças para que Toffoli se afaste do caso. Até o momento, porém, ele segue como relator.
Toffoli pode se afastar do caso a qualquer momento. Ele poderia alegar, por exemplo, “razões de foro íntimo”, sem dar mais explicações, e enviar o processo para outro ministro da corte. Outra possibilidade seria o plenário do STF decidir se afasta ou não ele, a partir de um pedido de afastamento, chamada arguição de suspeição ou de impedimento.
Afastamento só poderia ser solicitado por alguma das partes envolvidas na investigação, incluindo a PGR (Procuradoria-Geral da República). Este tipo de demanda pode ser apresentada diretamente ao ministro relator ou ao presidente do STF — cargo ocupado por Edson Fachin (Alexandre de Moraes é o vice e comanda o STF no recesso, até 31 de janeiro).
Na primeira hipótese se o próprio ministro relator negá-lo, o caso pode ser levado para as turmas ou ao plenário do tribunal. No segundo caso, de pedido apresentado ao presidente do STF, se ele considerar que o pedido preenche os requisitos mínimos, ele oficia ao ministro cobrando explicações. Após receber as explicações, cabe ao presidente da corte levar o caso para ser analisado em plenário.
Supremo nunca levou um pedido desse para ser julgado pelo plenário. Todos os casos de afastamento só ocorreram quando um próprio ministro reconheceu que não deveria mais conduzir o processo. Pelo regimento, se um caso de impedimento ou suspeição de ministros chegar ao plenário, a sessão é secreta, ou seja, os votos, são sigilosos.
Legislação prevê dois tipos de afastamento: por suspeição ou por impedimento. No primeiro caso, são considerados motivos subjetivos, como se o juiz ou ministro for “amigo íntimo” de uma das partes. No segundo caso, trata-se de condições objetivas que impediriam o ministro de atuar naquele processo, como ter um parente atuando como advogado no caso.
“Afastamento gera desgaste”, diz especialista
Para professor da USP, a estrutura do STF acaba dificultando esse tipo de controle. Alamiro Velludo, professor de Direito Penal da USP, explica que, como o Supremo já é a última instância do Judiciário, há menos mecanismos para se rever as decisões de um ministro.
Além disso, há uma “regra não escrita” na corte de se evitar deslegitimar um ministro que se declara apto a julgar um caso. “Sabemos que dentro do tribunal um eventual afastamento de um colega gera desgaste, traz constrangimento para a corte e os ministros não querem abrir precedente. Então é um controle muito difícil de ser feito, até porque são apenas 11 ministros na corte, e todos sabem da responsabilidade que cada um tem para julgar”, diz Alamiro.
Mecanismos de afastamento são mais difíceis de serem utilizados em uma investigação. Segundo o especialista, na fase de inquérito nem sempre está claro qual o verdadeiro envolvimento de cada pessoa citada na investigação, e novos fatos e personagens podem surgir a qualquer momento, dificultando a avaliação se o juiz ou ministro responsável deve ser afastado.
Ele aponta ainda que esses mecanismos de suspeição e impedimento foram pensados para investigações e processos que se iniciam na primeira instância. Nestes casos, os atos dos juízes podem ser revistos por autoridades superiores, diferentemente do STF, onde todos os ministros estão no mesmo patamar e não querem interferir na atuação de um colega pelo precedente que isso pode causar.
“Temos um sistema judiciário que não foi pensado para que investigações dessa ordem (em referência ao caso do Master) transitem na corte constitucional. O nosso desenho processual não foi pensado nessa lógica de uma corte suprema conduzir uma investigação, e aí começamos a nos deparar com diversas circunstâncias que esse modelo legal (sobre impedimento e suspeição) não se encaixa”, explica Alamiro.
Outros casos polêmicos no STF
Toffoli não se declarou impedido de julgar delação de Sérgio Cabral que citava ele. Em 2021, o ministro votou no julgamento no plenário do STF que anulou, por 7 votos a 4, o acordo de colaboração do ex-governador do Rio. Em depoimento, revelado pela Folha de S.Paulo, Cabral afirmou que Toffoli teria recebido propina em troca de decisões judiciais quando presidiu o TSE, entre 2014 e 2016.
PGR já pediu suspeição de outro ministro, Gilmar Mendes, em 2017. Na ocasião, a PGR pediu para o ministro não atuar nos casos envolvendo o empresário Jacob Barata, que chegou a ser preso pela Lava Jato no Rio de Janeiro. O empresário era conhecido como “Rei dos Ônibus” e foi acusado de participar de um esquema de pagamento de propinas da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro) a políticos fluminenses, incluindo o ex-governador Sérgio Cabral.
Pedido da PGR não deu em nada no caso de Gilmar. Ministro não se considerou suspeito, mesmo sendo padrinho de casamento da filha de Barata, que se casou com um sobrinho de Gilmar. Presidência do STF na época também não deu andamento ao processo de suspeição a tempo, e o caso acabou sendo arquivado.
No caso do Master, o cunhado de Daniel Vorcaro, dono do banco, é cotista de fundo que investiu em resort de irmãos de Toffoli, segundo reportagem do Estadão — o advogado e pastor Fabiano Zettel chegou a ser preso nesse mês, na mais recente etapa da operação Compliance Zero, autorizada por Toffoli.
O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) morreu ontem (17) aos 58 anos. Sem informar a causa do óbito, a sigla lamentou a morte dele em publicação nas redes sociais.
“Alan foi mais do que um parlamentar: foi um homem de diálogo, de dedicação e de valores. Deixa um legado de respeito, serviço e amor pela vida pública”, disse post do União Brasil no Instagram. As informações são da CNN Brasil.
O parlamentar foi eleito para um cargo público pela sexta vez em 2022, tendo atuado quatro vezes como deputado estadual. Antes, Alan foi presidente da Câmara de Salvador e duas vezes vereador na capital baiana: em 2008, pelo PMDB; e em 2004, pelo PRP. Além da carreira política, o deputado também era médico ortopedista.
A CNN tentou contato com o União Brasil para entender as circunstâncias da morte, mas não teve retorno até o momento desta publicação.
Após se enfrentarem na eleição para a prefeitura de Goiânia em 2024 — marcada por ataques e um racha na direita —, o grupo político do governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (União Brasil), e integrantes do PL agora negociam uma aliança no estado para o pleito deste ano. Enquanto aliados de Caiado se movimentam em prol da pré-candidatura do vice-governador, Daniel Vilela (MDB), ao Palácio das Esmeraldas, o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro busca com a movimentação costurar uma chapa forte para disputar o Senado.
Caiado tratou da possível composição no estado em um encontro no fim de dezembro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo pai para a corrida ao Planalto. “Foi uma conversa madura sobre o cenário nacional e local. Falamos sobre manter as conversas que devem se intensificar e afunilar em 2026. E as decisões serão tomadas no tempo certo e com maturidade política”, afirmou Vilela.
A negociação entre o União e o PL em Goiás começou há cerca de um ano, durante uma visita de Vilela a Bolsonaro. O encontro foi articulado pelo ex-deputado federal e vereador Major Victor Hugo (PL), que chegou a ocupar a liderança do governo do ex-presidente na Câmara.
Divisão interna
Na ocasião, a reunião provocou a publicação de uma nota de repúdio do presidente estadual do PL, senador Wilder Morais (GO), que lançou no ano passado sua pré-candidatura ao governo de Goiás. O texto criticava o correligionário por estabelecer “diálogos com seus adversários em âmbito estadual”. À época, o campo governista e a sigla de Bolsonaro tinham acabado de se enfrentar na eleição pelo comando de Goiânia. Sandro Mabel (MDB), que teve o apoio de Caiado, venceu a disputa no segundo turno contra o ex-deputado federal Fred Rodrigues (PL).
A pré-candidatura de Wilder foi lançada sob divisão no PL: parte defendeu apoio ao vice de Caiado e outra, que saiu vencedora, se manifestou favorável a uma candidatura própria. A chapa também inclui como pré-candidato ao Senado o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). Em nota, o partido afirmou que os dois “reforçam a unidade interna da legenda e a construção de uma chapa majoritária robusta, com forte apelo entre o eleitorado conservador do estado”.
Como parte da estratégia para viabilizar a candidatura estadual, o partido promoveu uma série de encontros entre correligionários e apoiadores no estado ao longo do mês de dezembro, após cobranças de aliados do parlamentar por mais aparições públicas de Wilder. O senador apareceu em terceiro lugar na última rodada da Genial/Quaest para a corrida estadual, feita em agosto do ano passado, com 10% das intenções de voto. Aposta de Caiado e à frente no levantamento, Vilela somou 26%. Marconi Perillo (PSDB), cuja candidatura é vista como incerta por interlocutores, marcou 22%.
Integrantes do PL mais próximos do MDB, ouvidos reservadamente, alegam que o lançamento da pré-candidatura de Wilder serviu para marcar posição e, futuramente, negociar com Vilela. Internamente, a sigla tem enfrentado uma debandada de prefeitos, que buscam se filiar ao União de Caiado ou ao MDB do vice-governador.
O movimento é criticado por Fred Rodrigues, candidato derrotado no pleito para a prefeitura de Goiânia em 2024 e vice-presidente estadual do PL, que afirma que a investida contra os prefeitos “não é um bom cartão de visitas”. Rodrigues, contudo, admite que a sigla tem interesse em compor na chapa da primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), que tem liderado pesquisas de intenção de voto para o Senado no estado.
“Se o governador tinha a pretensão de construir um apoio do PL nacional e estadual, essa investida contra os prefeitos feito pelo MDB e pelo União Brasil certamente não é um bom cartão de visitas e deve atrapalhar a possibilidade de costuras futuramente”, afirma o bolsonarista.
Movimentação nacional
Em paralelo, Caiado busca atrair votos da base bolsonarista e tem investido no discurso sobre segurança pública e no antipetismo. No ano passado, também fez acenos a Bolsonaro ao prometer anistia ao ex-mandatário em caso de vitória nas eleições presidenciais. Em dezembro, Caiado anunciou que vai manter sua pré-candidatura mesmo após Flávio ser escolhido para representar o pai na corrida pelo Palácio do Planalto.
Em artigo publicado hoje no jornal New York Times, o presidente Lula (PT) criticou os bombardeios dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. “Esse hemisfério nos pertence”, escreveu Lula. O artigo de opinião publicado hoje no NYT aborda o ataque dos EUA sem precedentes a um país da América do Sul.
Lula definiu a ação na Venezuela como “mais um capítulo lamentável na contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida”. Entretanto, em nenhum momento o presidente brasileiro cita o nome do seu homólogo norte-americano, Donald Trump. As informações são do portal UOL.
O petista ressaltou que o futuro da Venezuela cabe a seu povo. “Somente um processo político inclusivo, liderado por venezuelanos, conduzirá a um futuro democrático e sustentável”, escreveu, sem mencionar a ditadura sob Maduro.
Ele comentou que essa foi a primeira vez que a América do Sul foi alvo de um ataque militar direto dos EUA em mais de 200 anos de independência. “É particularmente preocupante que tais práticas estejam sendo infligidas à América Latina e ao Caribe. Elas trazem violência e instabilidade a uma parte do mundo que luta pela paz por meio da igualdade soberana das nações, da rejeição do uso da força e da defesa da autodeterminação dos povos”, diz.
Presidente brasileiro também criticou “incursões neocoloniais por recursos estratégicos”, que chamou de práticas “ultrapassadas e prejudiciais”. No início, Trump apontou o narcoterrorismo e a ameaça à segurança internacional como justificativas para a operação militar. Depois, admitiu interesses na exploração de petróleo na Venezuela, que tem a maior reserva do mundo.
Petista afirmou, ainda, que chefes de Estado ou de governo podem ser responsabilizados por atentar contra a democracia e os direitos fundamentais. O presidente avalia que “não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça”, como fizeram os EUA. Além disso, ele avalia que “ações unilaterais ameaçam a estabilidade mundial, interrompem o comércio e o investimento, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem ainda mais a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais”.
Líderes das grandes potências devem compreender que “um mundo de hostilidade permanente não é viável”, pontuou Lula. De acordo com ele, “por mais fortes que essas potências sejam, não podem se basear simplesmente no medo e na coerção”.
“Ano após ano, as grandes potências intensificam os ataques à autoridade das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança. (…) Se as normas forem seguidas apenas seletivamente, a anomia se instala e enfraquece não apenas os Estados individualmente, mas o sistema internacional como um todo”, afirmou Lula em artigo no NYT.
Artigo repete nota pós-ataque
Logo após a captura do ditador Maduro, Lula repudiou o episódio em post no X (antigo Twitter). Sem citar os EUA, ele disse que os bombardeios e a prisão de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, “ultrapassam uma linha inaceitável”.
Lula classificou o ataque como “afronta gravíssima” à soberania da Venezuela. Disse ainda que esse foi “mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, disse Lula, em publicação no X.
Presidente também disse na nota que América Latina e Caribe são “zona de paz”. Finalizou invocando as Nações Unidas a responderem “de forma vigorosa” a esse episódio.
A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realiza, na próxima terça-feira (20), em Gravatá, a Assembleia Extraordinária da entidade, reunindo prefeitos e prefeitas de todo o estado para debater assuntos da pauta municipalista.
O encontro terá como tema central o futuro do saneamento e do abastecimento de água em Pernambuco, com atenção especial ao projeto de concessão da Compesa. Para tratar do assunto, a governadora Raquel Lyra participará da reunião e deverá detalhar aos gestores o cronograma e os termos previstos no modelo de concessão.
A imprensa está convidada a acompanhar a assembleia, que abordará temas estratégicos para a gestão pública municipal e o fortalecimento do municipalismo em Pernambuco.