A militância de Miguel Coelho, candidato a governador de Pernambuco pelo União Brasil, coloriu de azul, literalmente, cor do candidato, a Praça do Derby, centro do Recife, faltando três dias para as eleições.
A militância de Miguel Coelho, candidato a governador de Pernambuco pelo União Brasil, coloriu de azul, literalmente, cor do candidato, a Praça do Derby, centro do Recife, faltando três dias para as eleições.
Por Edgar Lisboa – Repórter Brasil
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, confirmou, em entrevista ao jornalismo da Novabrasil, que já comunicou à cúpula do União Brasil sua decisão de deixar a legenda para viabilizar uma candidatura própria à Presidência da República nas eleições de outubro. O movimento, segundo ele, é irreversível caso o partido não assegure apoio claro ao seu projeto.
Caiado afirmou que o presidente nacional da sigla, Antônio Rueda, e o secretário-geral ACM Neto já foram oficialmente informados. “É algo a ser resolvido nos próximos dias”, disse o governador, sinalizando que a definição está em estágio avançado.
Leia maisNegociações em curso e silêncio estratégico
Sem revelar nomes, Caiado confirmou que já negocia filiação com outros partidos e que o entendimento é avançar rapidamente para a campanha presidencial. O silêncio sobre as siglas não é casual: o governador busca manter margem de manobra enquanto o cenário da direita segue fragmentado e instável.
“Eu entendo a dificuldade do partido… só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido para me candidatar”, afirmou, deixando claro que não aceitará ficar fora da disputa por imposição interna.
União Brasil entre Bolsonaro e Caiado
Nos bastidores, o pano de fundo da crise é o possível alinhamento do União Brasil à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). No início do mês, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro declarou publicamente que Antônio Rueda seria entusiasta de seu nome para a sucessão presidencial.
Para Caiado, essa inclinação inviabiliza sua permanência na legenda. A leitura é pragmática: não há espaço para dois projetos presidenciais concorrentes dentro do mesmo partido e o governador não pretende abrir mão do seu.
Estratégia da direita: pulverizar para sobreviver
Ao contrário do discurso predominante em setores do campo conservador, Caiado defende a pulverização de candidaturas de direita no primeiro turno. Na avaliação do governador, a ideia de um único nome favorece diretamente o presidente Lula (PT).
“Só um candidato da direita é o que Lula quer”, afirmou. Segundo ele, enfrentar “toda a máquina de um governo” com um único postulante tornaria o caminho até 4 de outubro praticamente inviável. Para Caiado, múltiplas candidaturas ampliam o debate, testam lideranças e evitam a concentração prematura de forças.
Bolsonaro pesa, mas não transfere tudo
Caiado também relativizou o poder de transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Reconheceu o prestígio político do líder conservador, mas fez uma distinção clara entre candidatura própria e indicação.
“Ninguém nega o prestígio dele, mas são duas coisas distintas: uma coisa é ele candidato e outra é um indicado dele candidato”, afirmou. Segundo Caiado, nenhum líder político consegue transferir integralmente sua base eleitoral, um recado direto ao entorno bolsonarista.
Ainda assim, o governador fez questão de sinalizar unidade no segundo turno, prometendo apoio a Flávio Bolsonaro caso o senador chegue à fase final da disputa.
Um movimento calculado, não um rompante
A decisão de Caiado não é um gesto impulsivo, mas um movimento calculado de sobrevivência política em um campo conservador cada vez mais fragmentado. Ao se antecipar e romper com o União Brasil, o governador tenta evitar o isolamento e manter protagonismo num tabuleiro em que o bolsonarismo busca hegemonia.
Mais do que uma disputa partidária, o episódio revela o dilema da direita brasileira: entre a fidelidade a um líder carismático e a construção de alternativas eleitorais capazes de enfrentar Lula com mais de um caminho possível. Caiado aposta que, neste jogo, diversidade no primeiro turno pode ser força e não fraqueza.
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Por Rinaldo Remígio Mendes*
Vivemos tempos em que a informação corre mais ligeira do que o vento que sopra nas margens do Velho Chico. E, como acontece com tudo que chega rápido demais, muitas vezes chega também sem clareza, sem contexto, sem verdade inteira.
Foi assim que, nos últimos meses, um tema passou a rondar as conversas dos empresários, das feiras, dos escritórios e das mesas de café: a Reforma Tributária.
Recentemente, estive em Olinda, caminhando por aquelas ladeiras cheias de história, quando recebi uma ligação de um amigo comerciante, homem trabalhador, desses que sustentam o Brasil com o suor diário. Ele me perguntou, com voz apertada:
Leia mais— “E agora, Remígio… para onde vamos? Tanta conversa, tanta notícia desencontrada… essa reforma vai acabar com a gente?”
Parei por um instante. Respirei fundo. E respondi com a serenidade de quem já viu muita coisa mudar, mas também já viu muita coisa permanecer.
A verdade é que a Reforma Tributária vem para reorganizar o sistema de impostos sobre o consumo, substituindo tributos antigos como ICMS, ISS, PIS e Cofins por dois novos pilares: o IBS e a CBS.
Parece complicado quando se fala assim, com siglas e termos técnicos. Mas, no fundo, a intenção é simples: reduzir a bagunça e trazer mais uniformidade ao país inteiro.
E o que mais tranquiliza, especialmente os pequenos empresários, é saber que:
o Simples Nacional não vai acabar.
Ele permanece garantido como regime favorecido para quem empreende com coragem, começando pequeno e enfrentando desafios diários.
O que muda, neste início, é quase nada. A transição será lenta, gradual, feita por etapas até 2033. Nada de susto imediato. Nada de terremoto fiscal de um dia para o outro.
Haverá novidades, sim. Uma delas é a possibilidade futura de o Simples permitir créditos tributários em algumas operações, o que pode beneficiar quem vende para empresas maiores. Mas tudo será opcional e cuidadosamente avaliado.
Por isso, meu conselho como contador, professor e consultor empresarial há mais de 36 anos é direto:
não se deixe levar pelo pânico.
Reforma tributária não é um bicho de sete cabeças. É um processo. E processos se atravessam com informação segura, organização e acompanhamento profissional.
O Brasil muda, os sistemas mudam, as leis mudam… mas uma coisa permanece:
quem trabalha com seriedade, planejamento e orientação correta sempre encontra o caminho.
Ao final da conversa, meu amigo respirou aliviado. E eu também. Porque entendi mais uma vez que, além de números e impostos, nossa missão é oferecer confiança em tempos de incerteza.
A reforma está chegando, sim. Mas chega devagar.
E nós, juntos, saberemos conduzir.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador e mestre em economia
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O prazo para aposentados e pensionistas contestarem descontos indevidos em seus benefícios foi prorrogado até o dia 20 de março pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão visa garantir o amplo direito dos beneficiários que, desde a última segunda-feira (19), enfrentam instabilidades no Meu INSS.
O INSS vem mantendo contato diário com a Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da informação da Previdência Social. A Dataprev comunicou ao Instituto que fará uma manutenção que deixará os sistemas indisponíveis entre os dias 27 de janeiro e 1º de fevereiro.
“É uma grande oportunidade para quem ainda não consultou se teve algum desconto não autorizado em seu benefício do INSS. Falta muito pouco para que 100% das pessoas tenham seu dinheiro de volta. O governo tem esse dinheiro em mãos e quer devolver, e isso é um feito inédito”, destacou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
Leia mais“Estava previsto para a gente terminar em 14 de fevereiro. Seria o último dia para que os nossos aposentados e pensionistas pudessem requerer. Tendo em vista que tivemos problemas de sistema na semana passada e teremos uma paralisação dos sistemas da Dataprev, para não prejudicar ninguém vamos prorrogar esse prazo até 20 de março”, explicou o presidente do INSS, Gilberto Waller.
CONTESTAÇÃO – Com a prorrogação do prazo, os segurados terão mais tempo para identificar e contestar as cobranças irregulares. A contestação é o primeiro passo para que o beneficiário possa, posteriormente, aderir ao acordo de ressarcimento. Ela pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, Central 135 ou nas agências dos Correios.
PODEM ADERIR AO ACORDO OS BENEFICIÁRIOS QUE:
COMO FAZER
NO APLICATIVO MEU INSS:
Não caia em golpes! Toda a comunicação é feita pelos canais oficiais:
Morreu nesta terça-feira (27), aos 86 anos, o sanfoneiro Agostinho Inácio Gomes, conhecido como Agostinho do Acordeon, pai do cantor, compositor e também sanfoneiro Josildo Sá. Pernambucano, Agostinho construiu uma trajetória ligada ao forró e à cultura popular nordestina. Referência musical, teve influência direta na formação artística do filho.
O velório ocorre nesta terça-feira (27), das 12h às 18h, no Cemitério Santo Amaro, no Recife. Em seguida, o corpo será levado para o município de Floresta, onde haverá novo velório na quarta-feira (28), das 8h às 16h, no Cemitério São Miguel. O sepultamento será realizado no mesmo local.
A existência de um contrato com o Banco Master é apontado, por integrantes do governo, como um dos motivos que apressou o pedido de demissão de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça. Ele deixou a pasta no último dia 10 de janeiro.
A CNN Brasil apurou que o escritório em que Lewandowski atuava seguiu os trabalhos sob comando de sua mulher e filho, Yara e Enrique, respectivamente, e manteve a relação contratual com o Master após a posse do ex-ministro no Ministério da Justiça.
Integrante do STF (Supremo Tribunal Federal) por 17 anos, Lewandowski deixou o cargo na corte em abril de 2023, um mês antes de completar 75 anos, idade limite para atuar na Corte. As informações são da CNN.
Leia maisPor meio de nota, o ex-ministro confirmou a prestação de serviço ao Master, mas não detalhou o período do contrato e apenas afirmou que, após assumir o ministério em janeiro de 2024, “retirou-se do escritório de advocacia e suspendeu seu registro na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)”.
Já era sabida no Palácio do Planalto a disposição do então ministro de deixar o governo. Rusgas com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e dificuldades para viabilizar no Congresso a aprovação da PEC da Segurança incomodavam Lewandowski.
No entanto, causou estranheza o fato de o ex-membro do Supremo ter decidido pedir demissão logo no começo do ano de maneira repentina. Agora, o contrato da família com o Master é visto no Planalto como motivo que antecipou o movimento de saída de Lewandowski.
A leitura é que, caso ele ainda estivesse no governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia se ver obrigado a demiti-lo para evitar maiores desgastes ao Executivo na crise do Master.
Em nota enviada à CNN Brasil, a assessoria de Lewandowski afirmou que a decisão de deixar o Ministério da Justiça se deu “por motivos pessoais e pela convicção do então ministro de seguir outros projetos acadêmicos e profissionais”.
“Vale ressaltar que, ao ser convidado pelo presidente Lula para assumir ministério, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se imediatamente de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na OAB, deixando de atuar em qualquer caso ou contrato de consultoria jurídica. Essa medida foi tomada de forma clara e inequívoca para impedir qualquer conflito de interesse ou sobreposição de atividades profissionais privadas com o exercício de função pública”, afirmou.
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O avanço da inteligência artificial e a mudança de postura política das big techs tornarão a desinformação nas eleições de 2026 um problema ainda mais difícil de ser monitorado e combatido do que nos pleitos anteriores. A constatação é de organizações integrantes do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação, criado em 2021 pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Plataformas de redes sociais encerraram programas que garantiam mais transparência sobre a circulação de conteúdo, mudaram suas políticas —em alinhamento a ideais defendidos pelo governo de Donald Trump— e têm se mobilizado para barrar regulações que estabeleçam obrigações, alertam especialistas.
Essas alterações, dizem os parceiros do TSE, terão impacto direto no monitoramento de desinformação nas redes. Procurado, o TSE não se manifestou. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisAs empresas Meta, Google e X (ex-Twitter) foram procuradas, mas não se manifestaram.
Em janeiro de 2025, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, publicou um video em que afirmou que se aproximaria do governo dos Estados Unidos para resistir às tentativas de regulação das redes e ao que chamou de censura. Disse ainda que haveria “tribunais secretos” em “países da América Latina” que estariam ordenando que “empresas removam conteúdos de forma silenciosa”.
Nas eleições de 2024, quando a Justiça Eleitoral obrigou as redes a manter um repositório de anúncios políticos que mostrasse, por exemplo, valores investidos e quantidade de pessoas atingidas, o Google e o X proibiriam o impulsionamento de conteúdo político argumentando que não conseguiriam cumprir a norma. A Folha revelou, entretanto, que o Google descumpriu sua própria decisão e manteve a veiculação dos conteúdos sem a transparência ordenada.
Para a pesquisadora Débora Salles, coordenadora geral de pesquisa no Netlab, o Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o encerramento das ferramentas de transparência das redes dificulta o monitoramento.
Uma das ferramentas retiradas pela Meta em 2024 é o CrowdTangle, que permitia a análise dos conteúdos compartilhados na rede. Foi substituído pela Meta Content Library, alternativa “bem pior” por dificultar o acesso a pesquisadores independentes e jornalistas e restringir a extração e exportação de dados, de acordo com a pesquisadora.
O X também encerrou o acesso gratuito à sua API, ferramenta que permite a terceiros se conectar à plataforma e era muito usada em estudos sobre desinformação. O usuário pode pagar de acordo com os dados que acessar, mas, de acordo com o X, o custo mensal estimado é de US$ 215, ou seja, mais de R$ 1.100.
“É cada vez mais difícil conseguir coletar dados sobre publicações e comentários das plataformas, ainda que sejam públicos”, afirma Heloisa Massaro, diretora do InternetLab.
Luis Fakhouri, co-fundador da Palver, acrescenta que, se a diretriz da empresa “não está alinhada com algum tipo de enfrentamento à desinformação, fica muito difícil criar mecanismos externos”.
“A gente está muito desarmado”, conclui o professor Marco Ruediger, diretor da Escola de Comunicação, Mídia e Informação da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Ele defende que a “mudança de política das plataformas” tornará o combate à desinformação na eleição de 2026 muito mais difícil do que em outros anos.
Os especialistas também destacam a ascensão da inteligência artificial como um desafio adicional para as eleições de 2026. Massaro aponta que não há transparência sobre que critérios são utilizados por modelos generativos, como o ChatGPT, para citar candidatos quando questionados por eleitores.
Já Salles acrescenta que a produção de mídias com aparência profissional, feita a baixo custo por ferramentas de IA, pode permitir que novos atores atuem para “influenciar o debate” com conteúdo falso.
O TSE determina que toda postagem feita com IA seja identificada, mas a coordenadora do NetLab destaca que há pouca fiscalização sobre o tema.
Marco civil possibilita responsabilização
Apesar de a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em julgamento do artigo 19 do Marco Civil da Internet ter ampliado a possibilidade de responsabilização das redes, o Supremo estabeleceu uma ressalva ao tratamento de conteúdos eleitorais, que são regidos pela Justiça Eleitoral.
Ainda assim, Massaro ressalva que o Marco Civil pode impactar as eleições em casos de “discussões que não são explicitamente eleitorais e que não vão entrar necessariamente no escopo da Justiça Eleitoral, mas que podem influenciar o ecossistema de debate público”.
Já Ruediger destaca que a dificuldade de responsabilização segue, pois em um cenário de falta de transparência há dificuldade de “caracterizar claramente que alguma coisa está acontecendo com a aquiescência ou omissão [das redes]”.
Os representantes das organizações consultadas pela Folha ainda não sabem se serão convidados a atuar nas eleições neste ano. Até o momento, com exceção da Palver, que envia relatórios semanais ao TSE sobre questionamentos ao sistema eleitoral, as outras entidades disseram não estar em contato com o tribunal.
Durante a eleição, o TSE será presidido pelo ministro Kássio Nunes Marques, que foi indicado por Jair Bolsonaro ao Supremo em 2020. Ele será responsável por definir os focos da Justiça durante o pleito.
No dia 19 de janeiro, o tribunal publicou a primeira versão das resoluções que orientarão as eleições. A minuta atual de publicidade eleitoral define que “deepfakes” e conteúdo “fabricado ou manipulado” para disseminar mentiras são proibidos. As resoluções ainda estão em processo de elaboração e serão depois votadas pelos ministros.
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CORREIO DA MANHÃ
Apesar do raio que caiu na cabeça dos manifestantes, o PL avalia que a caminhada comandada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) foi uma impressionante demonstração de força. Debaixo de um toró de proporções bíblicas, 18 mil pessoas foram à Praça do Cruzeiro receber o final da marcha. Muito longe de ser banal.
Mas nenhum dos nomes diretamente ligados à corrida presidencial pelo campo da direita esteve presente nem na caminhada nem na chegada debaixo de chuva. Lá não esteve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Lá não esteve o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Por lá não passou a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle.
Leia maisForça sem compromisso
No fundo, porém, essas ausências estão longe de serem avaliadas como um problema para o PL. O ato mostrou força política, sem ainda se comprometer diretamente com ninguém. Da mesma forma, nenhum dos nomes na disputa presidencial se compromete caso prevaleça que foi uma irresponsabilidade submeter os manifestantes ao temporal impressionante que caiu sobre Brasília. O raio que atingiu dezenas de pessoas era previsível.
Disputa interna permanece igual

No caso do PL, a demonstração de força a essa altura é importante porque internamente o partido continua dividido quanto ao melhor caminho para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro. O nome de Flávio tem resistências. Inclusive do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que continua preferindo que a candidata seja Michelle Bolsonaro. E Michelle segue trabalhando internamente para que o PL, não sendo ela, se incline em favor de Tarcísio de Freitas. E Tarcísio, da mesma forma, também continua esperando.
Batizado no Jordão
Os gestos de Flávio na semana passada em Jerusalém repetindo o que fizera seu pai antes da candidatura à Presidência também dividem opiniões internas no PL. Flávio é mais ou menos Bolsonaro após isso? Em 2016, o pastor Everaldo, que depois acabou enrolado com as irregularidades de Wilson Witzel no Rio, batizou Jair Bolsonaro no rio Jordão, mesmo lugar onde foi batizado Jesus.
Moderado ou não?
Fica a dúvida sobre qual a melhor estratégia para Flávio. Repetir, como em Jerusalém, gestos de Bolsonaro ou se mostrar mais moderado do que ele, como quando declarou ter se vacinado contra a covid-19? A avaliação é que o senador, vê-se obrigado a equilibrar entre o bolsonarismo ou ampliar o eleitorado.
Valdemar
Diante de todas essas dúvidas, a estratégia do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, é permanecer quieto, esperando o momento de avaliar se Flávio de fato se viabiliza ou se vai acabar murchando. Quieto, o comandante do PL não se compromete nem com uma nem outra estratégia.
Tarcísio
E mantém Michelle na sua prateleira. E também Tarcísio de Freitas. Apesar de ter manifestado nas redes sociais novamente na semana passada sua intenção de disputar a reeleição em São Paulo, a avaliação é que ele só irá mesmo definir o que fará em abril, quando chegar a hora da desincompatibilização.
Nikolas
Fica da caminhada e do raio de domingo (25) o que sobra para Nikolas Ferreira. Se nenhum presidenciável pegou carona na sua marcha, o mérito ou o desgaste ficará para ele. E, no PL, o que fica no momento é a constatação de que foi ele quem conseguiu levar 18 mil pessoas a uma praça de Brasília no meio de um temporal.
29 anos
Nikolas tem somente 29 anos. Não pode, assim, ser candidato à Presidência, pelas regras atuais, nem este ano e nem mesmo nas próximas eleições em 2030. A idade mínima para disputar a Presidência é 35 anos. Mas Nikolas se cacifa para voos futuros do PL. E pode ter se consolidado para o governo de Minas Gerais.
Minas
Nikolas fará 30 anos em maio. Terá, portanto, a idade mínima para disputar o governo de Minas Gerais. Onde não há candidato claro. Quem ali lidera as pesquisas é o senador Cleitinho (PL). E, pelo lado do governo, Lula não conseguiu convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD) a entrar na disputa.
Pelo menos seis prefeituras de cidades do Rio Grande do Norte estão na mira da Polícia Federal por suspeita de envolvimento em um esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em processos de licitação de saúde no estado.
Uma operação foi deflagrada nesta terça-feira (27) e cumpriu 35 mandados de busca e apreensão no estado. Segundo apurou a TV Globo, as prefeituras alvos de medida são Mossoró, Serra do Mel, Tibau, Paraú, São Miguel e José da Penha. Todas ficam na região Oeste potiguar. As informações são do g1.
Leia maisO prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), está entre os alvos da operação. Ele negou qualquer irregularidade em sua conduta. (leia abaixo)
Além de Allyson, também foram alvo de mandados de busca da PF o vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (PSD), o prefeito de Sâo Miguel, Leandro do Rego Lima (União), o Prefeito de Paraú, Júnior Evaristo (PP) e secretários de José da Penha. A casa do irmão do prefeito de São Miguel também foi alvo de busca.
O g1 procurou, mas não recebeu retorno dos demais mencionados até a última atualização desta reportagem.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.
A operação tem como base auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU). Documentos do órgão apontam que há falhas na execução contratual. Inclusive, indícios de compra de materiais que não foram entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço dos produtos.
Os mandados foram cumpridos nas cidades de Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha.
Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.
Um empresário de Serra do Mel, foi conduzido em flagrante para a Polícia Civil por posse ilegal de arma de fogo. A PF também confirmou que apreendeu dinheiro na casa de um dos sócios de uma empresa investigada. Porém, o valor não foi divulgado até a última atualização desta reportagem.
Segundo apuração da TV Globo, a Justiça determinou medidas cautelares diversas contra os empresários, inclusive pagamento de fiança e implementação de tornozeleira eletrônica relativos a sócios e funcionários das empresas investigadas.
Veja o que dizem os municípios:
A defesa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, disse que a operação investiga fatos ocorridos em diferentes entes municipais, “e não se confunde com a atuação pessoal do chefe do Poder Executivo de Mossoró”. Nas redes sociais, o prefeito disse que teve celular, notebook e HDs levados pelos policiais.
Segundo a defesa, o mandado foi deferido com base em diálogos envolvendo terceiros e decorre de decisão judicial proferida em fase investigativa, “sem qualquer juízo de culpa”. Além disso, a defesa afirmou que o prefeito adotou medidas em 2023 para aumentar a transparência sobre a compra e gestão dos medicamentos.
“Desde o primeiro momento, o prefeito colaborou integralmente com a diligência, franqueando acesso às informações solicitadas, em respeito às instituições e à legalidade, convicto de que a apuração técnica e imparcial dos fatos demonstrará a correção de sua conduta”, diz a nota.
A Prefeitura de José da Penha considerou que a investigação é algo “comum” e que “mediante irregularidades em um contrato público com a empresa, todos os demais contratos firmados com municípios são alvos de investigação, independentemente de dolo ou culpa por parte dos municípios”.
A prefeitura confirmou que teve contratos com a empresa investigada, “dentro da legalidade”, e sem “nenhum ilícito”, durante os anos de 2023 a 2025 e disse que a PF cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas das secretárias de Planejamento, Ana Jarvis de Souza; de Saúde, Thaciane Maria Ferreira de Souza; e do pregoeiro municipal, Fabiano Ferreira Alves, “não tendo sido apreendida nenhuma documentação em suas residências, somente o aparelho celular”.
A prefeitura ainda informou que vai fornecer todos os contratos com a empresa investigada à PF em um prazo de 30 horas.
Os demais municípios não comentaram a ação até a última atualização desta reportagem.
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Em razão das minhas férias, o Direto de Brasília, meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, desta terça será uma reprise. Escolhi voltar a exibir a entrevista com o ministro da Defesa José Múcio Monteiro, uma das que mais repercutiram desde a criação do programa.
Na conversa, José Múcio tratou de temas centrais do debate nacional, como o chamado PL da Anistia — hoje PL da Dosimetria —, defendeu a necessidade de diálogo com o Supremo Tribunal Federal e analisou o momento político do país.
A entrevista também percorre sua trajetória pública, que inclui passagens como prefeito, deputado federal, ministro de Estado e presidente do Tribunal de Contas da União, além do atual comando do Ministério da Defesa.
Leia maisO podcast ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. A Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, também retransmite, assim como a LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú, o grupo Grau Técnico e o Berlitz Idiomas.
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O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco divulgou, nesta terça-feira (27), uma nota em reação à reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, no último domingo (25), que apontou o uso da estrutura da Polícia Civil de Pernambuco em ações classificadas como perseguição a adversários políticos do governo Raquel Lyra.
Na manifestação, o sindicato afirma que o conteúdo da matéria expõe um padrão de instrumentalização da instituição, denuncia assédio institucional contra policiais civis, relata perseguições a dirigentes sindicais e cobra providências do Governo de Pernambuco, incluindo a regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil e a abertura de diálogo com a categoria.
Confira o comunicado na íntegra:
Leia maisO Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE) vem a público repudiar de forma veemente a tentativa de instrumentalização política e eleitoral da Polícia Civil, prática escancarada na reportagem exibida neste domingo (25/01) pelo programa Domingo Espetacular, da Rede Record. A matéria revelou a utilização da estrutura da instituição para fins de perseguição e controle de adversários políticos, distorcendo a finalidade constitucional da atividade policial e comprometendo a credibilidade das investigações no Estado.
Além de evidenciar o desvio de finalidade, o episódio confirma um padrão: o assédio e a perseguição contra policiais civis para forçá-los a executar tarefas de interesse político do atual governo. Trata-se de um assédio institucional que combina ameaças de Corregedoria, remoções, transferências e processos disciplinares, mecanismos que, somados ao achatamento salarial, constituem hoje um dos principais fatores de adoecimento da categoria.
O próprio presidente do SINPOL, Áureo Cisneiros, tem sido alvo reiterado de perseguições por exercer atividade sindical. Após denunciar a precariedade das delegacias, das condições de trabalho dos policiais e mostrar que os propagados investimentos do Juntos pela Segurança não chegaram na Polícia Civil, o Governo Raquel Lyra instaurou Processos Administrativos Disciplinares (PADs) e acionou a Corregedoria numa tentativa de silenciar o sindicato e impedir a defesa dos direitos da categoria, que atualmente recebe o pior salário do Brasil e trabalha em condições degradantes: unidades policiais improvisadas em casas alugadas, cotinhas para compra de água mineral, material de limpeza, internet e material de expediente.
Em novembro de 2025, o SINPOL denunciou a instalação ilegal e o uso de câmeras com escutas clandestinas dentro de delegacias, prática não autorizada pela Justiça, que viola direitos, compromete investigações e transforma o ambiente policial em espaço de vigilância política sobre policiais, advogados e cidadãos comuns. O sindicato repudia e denuncia, mais uma vez, o uso de escutas clandestinas, incompatíveis com o Estado Democrático de Direito e com a atividade investigativa. E até a presente data o governo não informou quem tem acesso às imagens e áudios gravados nas delegacias.
Há mais de dois anos foi aprovada a Lei Orgânica Nacional da PolíciaCivil, cabendo aos Estados aprovarem suas respectivas legislações. A governadora Raquel Lyra permanece intencionalmente omissa. Mesmo assim, o SINPOL, em conjunto com outras entidades classistas, elaborou uma proposta de minuta de Lei Orgânica, construída de forma democrática, escutando e colhendo propostas da categoria e encaminhou formalmente à governadora, que até hoje não enviou o Projeto de Lei Orgânica da Polícia Civil de Pernambuco à Assembleia Legislativa. A lei é fundamental para impedir o uso político da Polícia Civil, salvaguardar direitos dos policiais, proteger a instituição, ter uma Corregedoria da Policia Civil e não uma corregedoria do governo que é utilizada para fins de perseguição. A Lei Orgânica garantira à população uma polícia investigativa voltada ao interesse público, e não aos interesses políticos e eleitorais de qualquer governo.
O SINPOL informa que, na próxima terça-feira, dia 27 de janeiro, às 15h, os policiais civis realizarão uma grande passeata, com concentração na sede do sindicato e encerramento no Palácio do Campo das Princesas. Esperamos que, enfim, a governadora Raquel Lyra receba a categoria, abra um canal de diálogo institucional e atenda às pautas urgentes: Extensão dos 33%, garantidos pela Justiça na ação da carga horária, para todos os policiais civis (ativa e aposentados); Envio à ALEPE do Projeto da Lei Orgânica da Polícia Civil de Pernambuco; e destinação dos investimentos anunciados pelo Programa Juntos pela Segurança, que, apesar de estarmos no último ano do governo Raquel Lyra, ainda não chegaram à Polícia Civil.
Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco
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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin afirmou, na última segunda-feira (26), que vive tempos de “erosão democrática”, em que “magistrados e magistradas são perseguidos por seu ofício”.
“Quando se apagam os vestígios da violência institucional, abre-se espaço para que a intolerância se reorganize. A democracia, por isso, requer memória e vigilância. Não por nostalgia, mas por lucidez”, disse Fachin durante a posse do magistrado brasileiro Rodrigo Mudrovitsch na presidência da CIDH (Corte Interamericana de Direitos Humanos), na Costa Rica. As informações são da CNN.
Leia mais“São tempos em que a estrutura de freios e contrapesos é tensionada até quase a exaustão. Tempos em que a liberdade de imprensa é hostilizada. Tempo em que magistrados e magistradas são perseguidos por seu ofício. Tempo em que os direitos civis, políticos e sociais são relativizados. Tempo em que o discurso de ódio alcança mulheres, imigrantes e minorias étnicas e religiosas. Tempo em que o meio ambiente é devastado”, prosseguiu o ministro.
A fala ocorre em meio à crise do Banco Master, que tem colocado ministros do STF, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, no centro de questionamentos públicos por supostas relações com o controlador da instituição, Daniel Vorcaro.
8 de janeiro de 2023
Fachin também mencionou os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, dizendo que todos foram julgados e condenados “com total respeito ao devido processo legal”.
“Podemos orgulhar-nos, justificadamente, do esforço republicano levado a efeito pelos três Poderes no sentido de repudiar aqueles atos, de forma inequívoca e coesa. Os três Poderes reforçamos nosso compromisso inabalável com a democracia”, expôs o presidente da Suprema Corte.
Ele enfatizou ainda que os atos não devem ser “jamais esquecido, mas sirva como advertência histórica dirigida ao presente e ao futuro”.
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Por Blog da Folha
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), alfinetou seus adversários políticos por meio de sua rede social, ao ressaltar as entregas da sua gestão. A mensagem, enviada nesta terça-feira (27), foi confiante: “Aqui a caneta não faz barulho. Faz entrega. Resolve”.
Em resposta às cobranças por posicionamentos, vindas especialmente dos setores de oposição ao seu governo, Raquel Lyra decidiu reforçar suas entregas.
Leia mais“A gente usa (a caneta) do jeito certo: para governar Pernambuco e cuidar de todos os pernambucanos, sem deixar ninguém para trás”, escreveu em uma publicação.
A governadora tem citado recorrentemente ações como o início das obras do Arco Metropolitano, a requalificação de estradas, as reformas de hospitais e os investimentos na segurança, por exemplo.
Raquel Lyra também tem desenvolvido a imagem de seus aliados através das redes sociais. Um exemplo é a publicação compartilhada nos perfis da chefe do executivo estadual e da vereadora do Recife, Flavia de Nadegi (PV), um dos novos nomes que compõem a base de apoio do governo.
“Quando a política é feita com respeito e presença, ela chega onde o povo está. Seguimos firmes nessa articulação junto ao dep. estadual João de Nadegi, ao dep. federal Clodoaldo Magalhães e ao Governo do Estado, com a governadora Raquel Lyra, cuidando de gente e fazendo a diferença”, escreveu a vereadora na legenda da postagem.
Com isso, a governadora busca reafirmar a união e a articulação organizada acima de qualquer possível controvérsia.
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