Na tarde desta terça-feira (28), o PMN lançou a pré-candidatura do Dr. Alexandre Albuquerque para disputar a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes no próximo ano. Alexandre é médico veterinário, advogado e ex-diretor do Procon de Jaboatão.
Na tarde desta terça-feira (28), o PMN lançou a pré-candidatura do Dr. Alexandre Albuquerque para disputar a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes no próximo ano. Alexandre é médico veterinário, advogado e ex-diretor do Procon de Jaboatão.
A Festa de Janeiro em Manari encerrou sua mais recente edição com um balanço amplamente positivo, consolidando-se como um dos eventos mais bem-sucedidos do calendário festivo da região. Por trás do brilho dos palcos, da organização impecável e da tranquilidade vivida pelo público, esteve a atuação estratégica de Leonardo Martins, responsável por articular, planejar e executar cada etapa do evento nos bastidores.
Reconhecido pela capacidade de gestão e pelo olhar técnico apurado, Leonardo Martins foi o grande elo entre a estrutura de entretenimento, a logística do evento e a integração das equipes envolvidas. Seu trabalho garantiu que a festa alcançasse um alto padrão de organização, refletido na satisfação do público e no impacto positivo gerado para o município.
Leia maisPara o prefeito Júnior de Audálio, a contribuição de Leonardo foi fundamental para o êxito da festividade. Segundo o gestor, a visão estratégica e a experiência de Leonardo permitiram equilibrar uma grande estrutura de shows com segurança, acolhimento e eficiência operacional.
Além do aspecto cultural, o prefeito destacou os reflexos diretos da festa na economia local. O evento movimentou o comércio, gerou emprego e renda e impulsionou setores como alimentação, hospedagem e serviços. Outro ponto ressaltado foi o forte esquema de segurança integrada, que garantiu um ambiente seguro e familiar durante todos os dias de programação.
“Assim como ocorreu nas gestões do ex-prefeito Otaviano, Leonardo Martins foi mais uma vez decisivo para que tudo funcionasse com excelência nos bastidores. Ele transformou planejamento em resultados concretos, promovendo alegria, desenvolvimento e orgulho para o povo de Manari”, afirmou Júnior de Audálio.
Com uma atuação discreta, porém determinante, Leonardo Martins reafirma seu papel como peça-chave na realização de grandes eventos no município, contribuindo para fortalecer a imagem de Manari como referência em organização, segurança e valorização cultural.
Leia menos
O deputado estadual Cayo Albino levantou questões críticas sobre a prática da governadora Raquel Lyra de demitir presidentes de órgãos e secretários apenas a pedido. Hoje, o Diário Oficial trouxe a exoneração do agora ex-presidente da Empresa Pernambucana de Transportes Intermunicipais (EPTI), Antônio Carlos Reinaux, o que expõe preocupações sobre a governança do atual governo.
Cayo Albino questionou se a governadora está evitando assumir a responsabilidade pela demissão de um auxiliar cujo órgão, durante três anos, falhou em fiscalizar a empresa de ônibus Logo Caruarusense, pertencente ao pai da governadora, João Lyra Neto, e à sua família. Além disso, Albino cobra explicações sobre a designação do advogado Yuri Coriolano para a EPTI, homem de confiança de Raquel, o que levanta suspeitas sobre possíveis tentativas de encobrimento de irregularidades.
Leia mais“Será que isso é verdade ou a governadora não quer assumir a crise e confirmar que demitiu um auxiliar cujo órgão público que comandava deixou de fiscalizar, por três anos — justamente o período do atual governo — a empresa de ônibus Logo Caruarusense, da família da governadora? E por que a governadora mandou para lá uma pessoa da sua extrema confiança? Foi para esconder algo?”, indagou Cayo.
O deputado expressou preocupação com o fato de Raquel Lyra ter optado por judicializar questões internas da Assembleia Legislativa, enquanto sua família opera fora da lei. A empresa de ônibus em questão não apenas está sem as vistorias obrigatórias, mas também acumula uma dívida superior a R$ 1 milhão em impostos.
“A governadora tomará medidas legais contra a EPTI pela omissão na fiscalização da empresa de seu pai? E qual será o destino do agora ex-presidente da EPTI? Ele também será processado?”, encerrou Albino, exigindo uma resposta clara da governadora e enfatizando a necessidade de transparência e responsabilidade no serviço público.
Leia menos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou o uso da força em sua tentativa de controlar a Groenlândia, nesta quarta-feira (21), mas afirmou em um discurso em Davos que nenhum outro país pode garantir a segurança do território dinamarquês.
“As pessoas pensaram que eu usaria a força, mas eu não preciso usar a força”, declarou Trump na reunião anual do Fórum Econômico Mundial, na Suíça. “Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força.”
Trump fez os comentários em um discurso econômico que foi ofuscado pelo desgaste das relações transatlânticas e pelas tensões com a Europa devido à sua pressão para adquirir a Groenlândia. As informações são da CNN.
Leia maisEle minimizou a questão, chamando-a de um “pedido pequeno” por um “pedaço de gelo” e afirmando que a aquisição não representaria uma ameaça à aliança da Otan, que inclui a Dinamarca e os Estados Unidos.
“Nenhuma nação ou grupo de nações está em posição de garantir a segurança da Groenlândia, a não ser os Estados Unidos”, afirmou ele, acrescentando: “Estou buscando negociações imediatas para discutir novamente a aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos.”
Trump, que completou na terça-feira (20) um primeiro ano turbulento no cargo, deverá ofuscar a agenda do Fórum Econômico Mundial, onde as elites globais debatem tendências econômicas e políticas.
Ele minimizou a questão, chamando-a de um “pedido pequeno” por um “pedaço de gelo” e afirmando que a aquisição não representaria uma ameaça à aliança da Otan, que inclui a Dinamarca e os Estados Unidos.
“Nenhuma nação ou grupo de nações está em posição de garantir a segurança da Groenlândia, a não ser os Estados Unidos”, afirmou ele, acrescentando: “Estou buscando negociações imediatas para discutir novamente a aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos.”
Trump, que completou na terça-feira (20) um primeiro ano turbulento no cargo, deverá ofuscar a agenda do Fórum Econômico Mundial, onde as elites globais debatem tendências econômicas e políticas.
Leia menos
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou, nesta quarta-feira (25), que o fim da escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1) no Brasil deve levar ao aumento da produtividade da economia do país. Em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do Canal Gov, ele defendeu a redução de jornada para os trabalhadores e deu exemplos de empresas que já adotaram novos regimes de trabalho.
Segundo Boulos, um estudo da Fundação Getulio Vargas, em 2024, envolvendo 19 empresas que reduziram a jornada de trabalho apontou aumento de receita de 72% delas e de cumprimento de prazos em 44%. “Estão reduzindo mesmo sem a legislação”, destacou. As informações são da Agência Brasil.
Leia mais“E por que aumenta a produtividade? Com seis dias de trabalho, um de descanso – e às vezes esse um, principalmente para as mulheres, é para fazer serviço de cuidado em casa – quando essa pessoa chega ao trabalho, ela já está cansada. Quando esse trabalhador ou trabalhadora está mais descansado, o resultado é que ele vai trabalhar melhor. Então, o que a gente sustenta é baseado em dados”, afirmou.
O ministro contou ainda que a empresa Microsoft, no Japão, adotou a escala 4 por 3 e teve aumentou de 40% na produtividade individual do trabalhador. Boulos também deu exemplo de outros países.
“A Islândia em 2023 reduziu para 35 horas [semanais], com jornada 4 por 3. Sabe o que aconteceu? A economia da Islândia cresceu 5% e a produtividade do trabalho aumentou 1,5%. Nos Estados Unidos, houve uma redução média de 35 minutos de trabalho por dia nos últimos três anos. Não foi uma lei, isso aconteceu pela própria dinâmica do mercado e aumentou em média 2% da produtividade”, disse.
Segundo Boulos, a baixa produtividade da economia é um dos argumentos de quem é contra a mudança na escala de trabalho.
“Se a produtividade é baixa e você não quer deixar um tempo para o trabalhador fazer um curso de qualificação, como é que vai aumentar a produtividade?”, questionou.
“Aliás, uma parte importante de uma produtividade menor que a média no Brasil não é responsabilidade do trabalhador, é do setor privado que não investe em inovação e tecnologia. Quase todo o investimento em inovação, tecnologia e pesquisa no Brasil é do setor público. O setor privado brasileiro é um dos que menos investe, proporcionalmente aos países no mesmo patamar”, argumentou.
A proposta defendida pelo governo é a redução das atuais 44 horas semanais de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário, em um regime de, no máximo, cinco dias de trabalho por dois de folga (6×1). A medida deve incluir ainda um período de transição e compensações para micro e pequenas empresas.
“Essa é a proposta que está sendo desenhada para todos os setores da economia no Brasil, por uma questão de dignidade dos trabalhadores”, disse Boulos, destacando que há um avanço na discussão com o Congresso para que o tema seja votado ainda neste semestre.
Em fevereiro do ano passado, foi protocolada na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2025 que acaba com a escala 6×1. A PEC estabelece a jornada de trabalho de, no máximo, 36 horas semanais e 4 dias de trabalho por semana, mas há outras propostas no Congresso que tratam da redução de jornada.
Juros
O projeto sofre resistência de setores empresariais que também alegam que a medida levaria ao aumento dos custos operacionais das empresas com a contratação de mais trabalhadores. Para Boulos, há um super dimensionamento do custo da redução de escala de trabalho, mas que para os pequenos será discutido um modelo de adaptação.
O ministro da Secretaria-Geral criticou os juros altos no Brasil e afirmou que isso pressiona mais o setor produtivo.
“Muitas vezes, esses pequenos negócios estão endividados por essa taxa de juro escorchante [abusiva], de agiotagem, que a gente tem no Brasil”, afirmou.
Uns dos instrumentos para controlar a inflação é a taxa básica de juros (a Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
Mesmo com o recuo dos preços, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio de 2024, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho do ano passado, sendo mantida nesse nível desde então.
“Já passou da hora de reduzir essa taxa de juros, porque 15% de juros nenhum trabalhador aguenta e nenhum empresário aguenta. Como é que você vai aumentar o investimento? Como é que você vai arrumar capital de giro com esse custo do dinheiro? Não tem o menor cabimento. Então, parte do problema que vai aliviar os pequenos, os médios e, nesse caso, até os grandes empresários do Brasil é a redução da taxa de juros escorchante e injustificável”, argumentou.
A próxima reunião do Copom ocorre em 27 e 28 de janeiro. Em comunicado, na última reunião em dezembro, o colegiado não deu pistas de quando deve começar a cortar os juros. O BC informou que o cenário atual está marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária, e que a estratégia da instituição é manter a Selic neste patamar por bastante tempo.
Leia menos
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado, ontem, enquanto participava de uma cerimônia de anúncio de investimentos do governo federal na indústria naval brasileira, em Rio Grande (RS). Ele estava ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Enquanto discursava, o governador foi hostilizado pela plateia, composta majoritariamente por trabalhadores do Estaleiro Ecovix e da Petrobras. O investimento, de R$ 2,8 bilhões, será feito por meio do programa Mar Aberto, da estatal. Em resposta, ele pediu respeito dos presentes. As informações são do portal Metrópoles.
Leia mais“Pessoal, este é o amor que venceu o medo? Não né, então vamos respeitar, por favor. Eu estou aqui cumprindo meu dever institucional, em respeito ao cargo que exerço, em nome do povo do Rio Grande do Sul, com respeito ao presidente da República. Todos nós aqui, eu e o presidente, fomos eleitos pelo mesmo povo”, declarou Leite.
O governador gaúcho ainda afirmou que a hostilização de quem pensa diferente “não leva a lugar nenhum”. “Se vocês desejam união e reconstrução, não simplesmente hostilizem quem pensa diferente. Isso não leva a lugar nenhum. A efetiva união que a gente quer para o nosso país envolve respeito. Respeito às funções, às pessoas, aos ambientes”, disse.
“Aqui é um ambiente institucional, é o presidente da República, não é um comício eleitoral. É o governador do estado, eleito pela mesma população que elegeu o presidente”, continuou Leite.
Na ocasião, foram assinados contratos da Petrobras para a construção de cinco navios gaseiros, 18 empurradores e 18 barcaças. As embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros no Rio Grande do Sul, no Amazonas e em Santa Catarina. De acordo com o governo brasileiro, há potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos.
Durante a fala, o governador do Rio Grande do Sul agradeceu o investimento no estado, mas cobrou mais atenção do governo federal. Segundo ele, as ações da União no estado ainda são inferiores ao que é investido na Região Nordeste, por exemplo.
“Eu insisto, nós agradecemos o esforço do investimento, nós agradecemos a atenção que aqui está sendo dada, mas nós também pedimos sim a melhor atenção por parte do governo federal para reequilibrar esta condição federativa e permitir ao estado do Rio Grande do Sul melhores condições de atração de investimentos. Esta é a nossa demanda, esta é a nossa requisição”, pleiteou Leite.
Em maio de 2025, o governador gaúcho chegou a confirmar pré-candidatura à Presidência da República, mas deve mudar os planos para disputar o Senado ou permanecer no cargo até o fim do mandato. Leite ocupa o Palácio Piratini desde 2019, quando foi eleito pela primeira vez.
Leia menos
A Prefeitura de Olinda e o Governo de Pernambuco conseguiram um importante passo para a garantia da requalificação da Estrada do Passarinho. O processo licitatório que viabiliza a realização da obra será lançado, amanhã, no Diário Oficial.
A ação de requalificação será feita por meio da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), com acompanhamento da Secretaria de Obras do município. Após a conclusão do processo de licitação, será dada a ordem de serviço para início imediato da obra.
A requalificação da Estrada do Passarinho é prioridade para as gestões municipal e estadual. A previsão é que o serviço seja concluído ainda no primeiro semestre deste ano.
Do G1
O Conselho Federal de Medicina (CFM) estuda impedir que 13 mil estudantes de Medicina do último semestre que não atingirem a nota mínima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) consigam o registro profissional.
O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Ao todo, 351 cursos foram avaliados e 30% estão na faixa considerada insatisfatória.
Leia maisAlém dos cursos, também foram avaliados os alunos do último semestre, prestes a concluírem a faculdade. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Enamed, três em cada dez alunos prestes a se formarem não tiveram a nota mínima no exame.
Segundo o Conselho, isso acende um alerta sobre a qualidade da formação e o risco à população. O CFM vem articulando com o legislativo a criação de um exame próprio, que precisa ser liberado por lei, mas os projetos seguem travados.
Com a resposta do Enamed, querem publicar uma resolução exigindo que aqueles que não atingiram a nota mínima não possam ter o registro. Na prática, a medida impediria que esses profissionais atendam pacientes.
“Já encaminhamos para o jurídico uma proposta de resolução para que esses alunos prestes a se formarem e que tiveram o desempenho 1 e 2 não consigam o registro. Eu acho que é muito tenebroso colocar pessoas que não têm qualificação para atender”, diz José Hiran Gallo, presidente do CFM.
O Conselho informou também pediu que o Ministério da Educação forneça os dados detalhados dos alunos para que possam ter acesso à lista de nomes e desempenho.
O CFM pode impedir o médico de ter o registro?
Hoje, todo estudante de medicina ao concluir o curso tem o direito de receber o registro profissional automaticamente sem qualquer avaliação prévia. Isso é feito assim pela determinação de uma lei. Segundo a advogada especialista em direito médico, Samantha Takahashi, o CFM não poderia criar uma resolução com regra própria que se sobreponha a lei.
Ela explica que a regulamentação exige o diploma de conclusão de curso de Medicina expedido por Instituição de Ensino Superior, registrada no Ministério da Educação, e que não há brecha que permita que o Conselho inclua novas condições. “No sistema que temos hoje, não existe uma brecha para que o conselho impeça que esses 13 mil médicos com diploma tenham o registro”, diz Samantha Takahashi, advogada especialista em direito médico.
O advogado especialista em Saúde, Henderson Furst, concorda que não há base legal para que o conselho mude a regra. Mas explica que a resposta pode não ser tão simples e ficar nas mãos do judiciário.
Henderson explica que, caso o CFM insista na resolução, os alunos podem acionar a Justiça e que, na avaliação dele, é possível uma leitura favorável ao conselho porque a resolução protegeria a saúde pública.
“Há uma lacuna legal. Sem uma lei que permita a prova e sabendo o judiciário que 13 mil alunos não tiveram nota mínima, isso coloca em risco a saúde da população. Isso poderia fazer com que a Justiça desse ao CFM decisão favorável em manter a resolução até que haja uma lei que permita uma avaliação”, avalia.
‘OAB da Medicina’ no Congresso
Atualmente, dois projetos sobre o tema estão mais avançados no Congresso, um na Câmara dos Deputados e outro no Senado Federal. A ideia segue o modelo de exames de ordem já aplicados em outras áreas, como o da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), exigido de bacharéis em Direito.
O projeto que tramita no Senado Federal prevê que o exame de proficiência será realizado a todos os egressos do curso de medicina, como pré-requisito para o exercício da profissão no país.
O texto também cria instrumentos para acompanhar a formação médica:
A proposta foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em dezembro do ano passado, mas ainda precisa passar por mais um turno de votação no colegiado para a aprovação definitiva. Caso seja aprovado, o projeto seguirá para a análise dos deputados.
O projeto que tramita na Câmara dos Deputados institui o exame como requisito para o registro de médicos nos Conselhos Regionais de Medicina e para o exercício da profissão médica.
A proposta teve urgência aprovada em julho de 2025 e com isso, vai ser analisado diretamente pelo plenário da Câmara dos Deputados, sem precisar passar pelas comissões temáticas. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser aprovado em plenário, depois passar pelo Senado e ser sancionado pelo presidente Lula.
A proposta prevê que o exame seja aplicado de forma seriada aos estudantes de medicina. Os alunos dos 3°, 4°, 5° e 6° anos dos cursos de graduação deverão atingir a nota mínima de 60% da pontuação possível, em cada uma das provas, para aprovação. O projeto prevê ainda a realização de provas de repescagem para aqueles que não atingirem a nota mínima.
Leia menos
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) apresentou à Justiça uma denúncia criminal envolvendo o ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe e atual deputado estadual, Edson Vieira, por supostas irregularidades em contratos de fornecimento de merenda escolar firmados no ano de 2013.
A denúncia foi protocolada na 1ª Vara Criminal da Comarca de Santa Cruz do Capibaribe, mas ainda não foi analisada quanto ao seu recebimento pelo Judiciário. Até o momento, portanto, não há réus formalmente constituídos no processo, e os citados permanecem na condição de acusados. As informações são do blog do Ney Lima.
Leia maisSegundo o MPPE, a investigação aponta a existência de um possível esquema de fraudes em licitações de gêneros alimentícios que teria atuado em diversos municípios pernambucanos entre os anos de 2010 e 2013. As apurações fazem parte do conjunto de investigações conhecidas como Operação Fastio, conduzida pela Polícia Federal.
De acordo com a denúncia, empresas com vínculos familiares e empresariais teriam simulado concorrência em processos licitatórios, com divisão prévia de contratos e lucros, utilizando, inclusive, pessoas interpostas em seus quadros societários.
No caso específico de Santa Cruz do Capibaribe, o Ministério Público sustenta que, no início da gestão municipal de 2013, foi editado um decreto de emergência administrativa e financeira que embasou a dispensa de licitação para a contratação de empresa responsável pelo fornecimento da merenda escolar.
Para o MPPE, a situação emergencial alegada teria decorrido de falhas de planejamento da própria administração, já que o calendário escolar era previsível e haveria tempo para a realização de procedimento licitatório regular.
O contrato firmado com a empresa A.S. Comércio e Representações LTDA, atualmente denominada JCI Comércio de Alimentos LTDA, teve valor global superior a R$ 1,3 milhão.
Laudo pericial citado na denúncia aponta a existência de possível sobrepreço de aproximadamente 31%, o que, segundo o Ministério Público, poderia representar dano aos cofres públicos na ordem de R$ 312 mil. O órgão ministerial afirma que esses valores teriam sido pagos em decorrência de falhas na fiscalização e autorização de despesas com preços acima dos praticados no mercado.
A empresa contratada para o fornecimento da merenda escolar aparece em investigações que apuram fraudes em licitações em outros municípios do estado, como São Lourenço da Mata, Vitória de Santo Antão e Limoeiro.
As apurações apontam ainda suspeitas de faturamento por produtos não entregues e, em outros contratos investigados, o fornecimento de alimentos com prazos de validade adulterados, fatos que também são analisados pelos órgãos de controle e investigação.
Na peça apresentada à Justiça, o Ministério Público elenca, em tese, possíveis práticas como dispensa indevida de licitação, fraude ao caráter competitivo do certame, elevação arbitrária de preços, peculato, associação criminosa, organização criminosa, falsidade ideológica e adulteração de substância alimentícia.
O MPPE ressalta que, embora eventuais sanções administrativas possam estar prescritas, a prescrição penal ainda não teria ocorrido, razão pela qual a denúncia foi apresentada neste momento.
Caberá agora ao Judiciário analisar se a denúncia preenche os requisitos legais para ser recebida. Somente após essa decisão é que poderá haver a instauração formal de ação penal, com a eventual constituição de réus e a abertura da fase de instrução processual.
Leia menos
Em BH, se come torresmo, se fala trem ao invés de ‘oxe’ e a mineirada ainda tem muito humor pra alegrar os turistas que fazem compras no Mercado Central, uma verdadeira feira persa.
Metrópoles
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), nomeou Yuri Coriolano como novo presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), responsável por fiscalizar os ônibus que rodam no estado. Coriolano já atuou como advogado de Raquel Lyra. As informações são do portal Metrópoles.
Raquel Lyra trocou o comando da EPTI após a denúncia de que a empresa do pai da governadora, Logo Caruaruense, operava de forma irregular há pelo menos três anos. Vinculada ao governo estadual, a EPTI deixou de realizar as vistorias obrigatórias na companhia do ex-governador e pai de Raquel Lyra, João Lyra Neto.
Leia maisCoriolano foi o advogado de Raquel Lyra na campanha de 2022, quando ela foi eleita governadora. Segundo os dados oficiais registrados na Justiça Eleitoral, Coriolano recebeu R$ 36 mil em serviços advocatícios pagos em duas parcelas: uma de R$ 12 mil e outra de R$ 24 mil. Veja:

A nomeação do advogado no cargo foi publicada hoje. O então presidente da EPTI, Antônio Carlos Reinaux Gomes, foi exonerado, a pedido. Após a repercussão negativa do caso, a governadora declarou que a empresa fechou as portas. O deputado Romero Albuquerque (União Brasil) protocolou pedido de impeachment de Raquel Lyra, que será analisado pelo presidente da Assembleia Legislativa local (Alepe), o deputado Álvaro Porto (PSDB). Caso o presidente da Casa julgue o caso procedente, ele poderá constituir uma Comissão Especial para dar andamento ao processo.
Leia menos
Blog do Roberto Almeida
O escândalo envolvendo a Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI) levou à demissão do então presidente da estatal, Antônio Carlos Reinaux. A exoneração está publicada no Diário Oficial de hoje. A crise teve início após reportagens do site Metrópoles revelarem que a empresa estadual, responsável pela fiscalização do transporte intermunicipal, permitiu que a Empresa Logo Caruaruense, da família da governadora Raquel Lyra (PSD), operasse de forma irregular por três anos.
O episódio se soma a outra crise de grandes proporções enfrentada pelo governo estadual no ano passado. À época, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Álvaro Porto (PSDB), denunciou a existência de uma “milícia digital palaciana”, supostamente comandada pelo jornalista Manoel Medeiros, então assessor da governadora Raquel Lyra. Em agosto de 2025, Manoel deixou o governo, movimento que agora se repete com a saída do presidente da EPTI.
Leia maisPor conta do caso envolvendo a EPTI, o deputado estadual Romero Albuquerque (União Brasil) protocolou na Assembleia Legislativa um pedido de impeachment da governadora. O escândalo resultou ainda no encerramento das atividades da Empresa Logo Caruaruense, que, após mais de 60 anos de atuação, devolveu as linhas que operava à empresa estadual de transporte coletivo.
A repercussão política do episódio foi tamanha que a governadora dedicou mais de uma hora de fala durante um encontro na Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), nesta semana, para fazer a defesa da honra de sua família diante das acusações. Enquanto isso, Raquel já escolheu o substituto de Antônio Carlos Reinaux na Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal: Yuri Coriolano, que já integra a administração estadual.
Leia menos
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O Correio Político de ontem suscitou debates importantes em algumas redes sociais acerca da história dos rolos que envolvem a elaboração orçamentária brasileira. Alguns leitores provocaram a coluna, então, a fazer por aqui uma breve história dessa questão do orçamento e seus escândalos.
A pedidos, então, vamos fazer esse histórico, a partir do momento em que o Congresso passou a ter o poder de produzir emendas ao orçamento. Isso aconteceu após a Constituição de 1988. Antes, a Câmara e o Senado não emendavam a proposta orçamentária, apenas aprovavam ou rejeitavam. A possibilidade surgiu, então, a partir de várias mudanças que buscavam naquele momento reduzir o poder do Executivo.
Leia maisA partir daí, porém, o que virou é uma imensa distorção que não tem paralelo no mundo. Outros países – como Estados Unidos ou Alemanha – têm emendas orçamentárias. Mas nada nem perto do volume de recursos que no Brasil está inteiramente nas mãos dos parlamentares – este ano, serão R$ 61 bilhões. E cada vez mais sem que a palavra final fique nas mãos do Executivo. O Congresso brasileiro inverteu a lógica.
O Congresso passou a definir as políticas públicas. Com um agravante: em boa parte dos casos, não há política pública nenhuma. Nas discussões suscitadas pela coluna de ontem, muito se defendeu o fim das emendas parlamentares individuais. Seria um caminho. Mas nem mesmo o escândalo anterior do orçamento conseguiu produzir. Em 1993, o relatório final da CPI do Orçamento propôs o fim das emendas individuais. Nunca conseguiu que o Congresso aprovasse. Agora, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) tenta outro caminho.
O MCCE começará uma campanha de assinaturas de apoio a um projeto que busca responsabilizar pessoalmente parlamentares por desvio de recursos de suas emendas. O projeto está sendo discutido pelas 74 entidades ligadas ao movimento há um ano. Tudo no MCCE precisa de consenso. Segundo o advogado Melillo Dinis, diretor do MCCE, é a mudança possível.
Voltando à história, quando a Constituição estabeleceu a possibilidade de emendas, surgiram alguns parlamentares que se dispuseram a entender as nuances técnicas da elaboração orçamentária. Em tempos menos politicamente corretos, passaram a ser conhecidos como “Anões do Orçamento”.
Dois nomes se destacaram dos demais. O deputado baiano João Alves, então do PFL, tornou-se o relator na Comissão de Orçamento. Um funcionário do Senado, José Carlos Alves dos Santos, virou o principal técnico. O problema: trataram de começar a estudar meios de desviar as verbas.
Ana Elizabeth Lofrano dos Santos era mulher de José Carlos. Por conta de desentendimentos amorosos, ameaçou delatar o que conhecia do esquema. Acabou assassinada por José Carlos. Que resolveu depois contar, em entrevista, como funcionava o esquema. A CPI do Orçamento investigou o caso.
A CPI pediu a cassação de 18 deputados federais. Desses, seis acabaram efetivamente cassados, e dois renunciaram para não ter o mesmo destino. Durante um tempo, o escândalo proporcionou um maior controle da atividade orçamentária. Tudo começou a degringolar com o aumento das chamadas emendas impositivas.
O cenário piorou quando, ainda no governo Michel Temer, surgiram os expedientes que ficaram conhecidos como “orçamento secreto”: as emendas RP9 de relator, que mascaravam quem era o verdadeiro autor da emenda. O processo que hoje o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino julga.
Em seu governo, Jair Bolsonaro transferiu boa parte da responsabilidade de elaboração orçamentária para o Congresso, emponderando-o mais ainda. O STF proibiu o orçamento secreto, mas o Congresso encontrou outras formas de continuar mascarando as emendas. Esse é o estágio atual do rolo.
Leia menos