Foi realizado em Aracaju o XXV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos. O evento aconteceu em paralelo com o 1º Fórum Latino-Americano da Água, que reuniu especialistas do segmento de todo o país, tendo como tema “Água e Sociedade: Resiliência, Inovação e Participação”.
O secretário de Recursos Hídricos e Saneamento de Pernambuco, Almir Cirilo, esteve presente e comandou a oficina que deu início aos trabalhos da Rede Alagoas Pernambuco de Monitoramento e Alerta de Inundações Urbanas (Realpe), da qual é coordenador.
“A Realpe foi criada a partir da percepção de que, como os dois estados compartilham muitas bacias hidrográficas, era necessário construir soluções e também ações conjuntas de prevenção aos eventos extremos de inundações e todos os estragos que elas trazem às populações dos dois estados, sejam causados por rios que nascem em Pernambuco e vão para Alagoas, seja o contrário”, explicou o gestor pernambucano.
O trabalho tem parceria com os governos das duas unidades federativas, Apac e as universidades federais de Pernambuco e Alagoas e tem financiamento do CNPq e da Facepe. O investimento soma R$ 1,6 milhão, que, em quatro anos, será empregado em ações para prevenção de enchentes. Em Pernambuco, o foco da Realpe está nas bacias dos rios Beberibe, Mundaú e Jacuípe. Estes dois últimos banham os dois estados.
De acordo com o secretário Almir Cirilo, com este recurso será possível ampliar a rede de monitoramento do nível dos rios, com o uso de novas tecnologias. “A ideia é levarmos um dispositivo desenvolvido pela Compesa de transmissão de dados do nível dos rios de forma remota e baixo custo, acoplados com sensores desenvolvidos na região. Os dispositivos serão instalados já em 2024, no Beberibe, Mundaú e Jacuípe”, comemorou.
Promovido pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), o XXV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos é considerado o maior evento na área de gestão de recursos hídricos do Brasil.
Hospitais superlotados. Macas nos corredores. Acompanhantes dormindo em cadeiras. Prédios deteriorados. Água entrando. Sujeira. Improviso. Tetos desabando sobre pacientes.
Uma mulher recém-operada é atingida no leito e precisa voltar para a cirurgia. Em outro hospital, cai o teto do alojamento dos médicos. Em outro, detritos e lama atingem pacientes. Numa maternidade, desaba parte do teto. Até um timbu cai pelo forro e passeia pelo refeitório.
O G1 já fez a conta: em menos de um ano, cinco desabamentos em hospitais públicos. Cinco. Quando cai uma vez, é acidente. Quando cai cinco, é governo.
E não é só hospital. Em julho, telhas de uma escola estadual caíram sobre alunos e professor.
Em Pernambuco, parece que tudo resolveu obedecer à gravidade.
Cai teto. Cai forro. Cai telha. Cai a qualidade do serviço.
Só não cai a propaganda. Essa está bem sustentada.
Agora aparecem as obras, os tapumes, os anúncios, os milhões, as visitas de capacete e os vídeos dizendo que Pernambuco está mudando.
Ótimo.
Mas existe uma pergunta que nenhum tapume consegue esconder: por que só agora, Raquel?
Ela assumiu em janeiro de 2023. Teve dinheiro, tempo e poder. Recebeu hospitais velhos? Claro que recebeu. Mas ninguém elege governador para explicar problema. Elege para resolver.
Manutenção não dá fotografia. Teto que não cai não rende inauguração. Talvez por isso seja tão fácil esquecer dele.
Até cair na cabeça do povo.
Porque o poderoso vê a propaganda do hospital.
O pobre entra nele.
É sua mãe na maca. Seu filho no corredor. Sua mulher esperando atendimento. É ele quem olha para cima e torce para o teto aguentar.
Daqui a pouco chega a eleição e o governo vai dizer que agora está fazendo.
O povo deveria responder apenas: – E por que não fez antes?
A Pesquisa RealTime Big Data, divulgada hoje, aponta os candidatos Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União) tecnicamente empatados nas simulações de 1º e 2º turnos para o governo da Bahia.
O levantamento entrevistou 1.600 eleitores da Bahia, de 6 a 10 de agosto, em abordagens telefônicas e digitais. A pesquisa tem nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BA-00277/2026.
O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, é o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje. Na pauta, a recente ida do ministro ao Congresso para a defesa da atualização do teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O ‘Direto de Brasília é uma parceria deste Blog com a Folha de Pernambuco.
Na ocasião, o ministro também vai alertar a glamourização excessiva do setor. Segundo ele, há uma visão romântica sobre abrir o próprio negócio. Ele ressalta que a atividade envolve riscos altos, forte carga de estresse, tensão e instabilidade financeira.
O ministro pondera que o modelo oferece flexibilidade real para trabalhadores lidarem com desafios urbanos e familiares. Professor do Departamento de Direito do Estado da USP, Paulo é doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito e mestre em Direito pela mesma universidade.
No Governo Federal, passou pela assessoria especial do ministro Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, comandou a Secretaria Nacional do Consumidor e também atuou no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência. Ele é filiado ao PSB.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, entregou, ontem, a pavimentação da Rua do Sertão, uma importante via de mobilidade urbana que conecta os bairros Bom Jesus, Malhada e Borborema. A obra atende a uma reivindicação dos moradores, que passam a contar com melhores condições de circulação, mais segurança e qualidade de vida.
“Essa é uma obra que mostra o nosso compromisso em transformar as demandas da população em realidade. A Rua do Sertão era uma espera antiga dos moradores e hoje estamos aqui para entregar uma via completamente transformada. Estamos com o pé no acelerador, levando obras para diferentes regiões de Serra Talhada e trabalhando para que cada vez mais pessoas sintam, no dia a dia, os resultados do trabalho da Prefeitura”, destacou Márcia Conrado.
A entrega faz parte do conjunto de ações de infraestrutura que vem sendo executado pela Prefeitura de Serra Talhada em diferentes pontos do município. Com 508,79 metros de extensão e 3.500 metros quadrados de área pavimentada, a intervenção recebeu investimento de R$ 410.354,87. Por sua localização estratégica, a Rua do Sertão tem papel importante na ligação entre os três bairros, facilitando o deslocamento dos moradores e contribuindo para a integração da região.
A família Coelho, tradicional força política de Petrolina, destaca-se no cenário estadual não apenas pela influência institucional, mas também pelo volume de recursos declarados à Justiça Eleitoral. Entre os candidatos com maior patrimônio do estado, três membros do clã figuram no topo da lista, acumulando juntos um total de R$ 62,78 milhões.
No ranking geral de bens entre os concorrentes pernambucanos, os nomes da família Coelho ocupam posições de destaque, ficando próximos aos maiores patrimônios declarados no estado. Miguel Coelho (União Brasil), ex-prefeito de Petrolina, declarou R$ 30,6 milhões, ocupando o terceiro lugar entre os candidatos mais abastados de Pernambuco. Os valores numéricos apresentados baseiam-se diretamente nos dados oficiais informados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral (TSE) e divulgados em levantamentos de portais de notícias e análises de campanhas políticas em Pernambuco.
A soma de cerca de R$ 62,78 milhões referentes aos três irmãos (Miguel, Fernando Filho e Antônio) e os valores individuais de cada declaração conferem com os dados públicos disponibilizados pelo sistema do TSE. Os comparativos temporais demonstram as variações declaradas pelos próprios candidatos da primeira vez que disputaram cargos públicos até as eleições mais recentes (evidenciando a multiplicação patrimonial ao longo dos mandatos e cargos executivos ocupados no período).
O governador Rafael Fonteles (PT) aparece na liderança da disputa pelo Governo do Piauí com 75,69% dos votos válidos, segundo pesquisa do Instituto Datamax divulgada ontem. O levantamento mostra o petista 56,7 pontos percentuais à frente do segundo colocado, Joel Rodrigues (Progressistas), que soma 18,99% dos votos válidos.
Nesse cenário, Rafael Fonteles ultrapassa com ampla margem o percentual necessário para uma vitória em primeiro turno. Os números, no entanto, representam o cenário identificado pela pesquisa e não uma previsão do resultado das eleições. As informações são do portal Piauí Hoje.
A pesquisa foi realizada entre 27 de julho e 5 de agosto de 2026, com 2 mil eleitores em 80 municípios, distribuídos pelos 12 Territórios de Desenvolvimento do Piauí. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Rafael Fonteles aparece com 59% das intenções de voto, enquanto Joel Rodrigues registra 14,8%.
Os demais nomes apresentados aparecem com menos de 1% das intenções de voto. Outros 16,20% dos entrevistados disseram não saber ou não quiseram opinar, enquanto 5,85% afirmaram que votariam em branco ou nulo.
Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e eleitores que não souberam ou não responderam, Rafael chega a 75,69%, enquanto Joel fica com 18,99%.
No cenário espontâneo, em que nenhum nome é apresentado ao eleitor, Rafael Fonteles também aparece na frente. O governador foi citado por 40,90% dos entrevistados, contra 7,50% de Joel Rodrigues. Os demais nomes não alcançaram 1% das citações. O percentual de eleitores que não souberam ou não quiseram responder foi de 49%.
A pesquisa do Datamax foi contratada pelo Centro de Treinamento Humano Ltda e tem como estatístico responsável David Leal de Carvalho, registrado no Conre-PI sob o número 10.172. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número PI-03462/2026 e tem margem de erro de 2,19 pontos percentuais. O levantamento foi realizado entre 27 de julho e 5 de agosto de 2026, com 2 mil entrevistados em 80 municípios do Piauí.
A terceira pesquisa Metadata/Grupo Dial Natal de abrangência estadual mostra que, no cenário estimulado para o governo estadual, o candidato Allyson Bezerra (União) lidera com 34,2%, seguido por Álvaro Dias (PL) que aparece com 24% e Cadu de Lula (PT) aparece com 17,01%.
Ainda de acordo com a pesquisa, Rodrigo Bolsonaro (Agir) tem 1,8%, Professor Robério Paulino (PSOL) 1,6%, Dário Barbosa (PSTU) 0,3%, Arinalda do MLB (UP) 0,3%. Já não sabe/Não respondeu (NS/NR) somam 11,1% e branco/nulo/nenhum atinge 9,6%. Este levantamento é o primeiro realizado após as convenções partidárias, período que definiu oficialmente as chapas para as Eleições 2026.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-03682/2026 e BR-05736/2026, realizada pela Metadata Soluções Inteligentes LTDA com recursos próprios. Foram entrevistados 1.536 eleitores, de forma presencial, em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com distribuição proporcional ao eleitorado das 3 regiões geográficas intermediárias e das 12 regiões imediatas definidas pelo IBGE (correspondentes às 4 mesorregiões e 19 microrregiões), entre os dias 6 e 8 de agosto de 2026. O nível de confiança é de 95%, com uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
O candidato ao governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), esteve, ontem, em São Lourenço da Mata para acompanhar a missa em homenagem a São Lourenço Mártir, padroeiro do município. A presença no dia 10 de agosto mantém uma tradição iniciada pelo pai de João, o falecido ex-governador Eduardo Campos, que costumava participar da programação religiosa na mesma data de seu aniversário. Este ano, Eduardo completaria 61 anos.
Ao lado da mãe, Renata Campos, e de familiares, João acompanhou a cerimônia, celebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson, e relembrou os momentos vividos ao lado do pai em São Lourenço da Mata. “10 de agosto é dia de São Lourenço. Eu sempre estive aqui, todos os anos, acompanhando meu pai, que também fazia aniversário nesta data, e celebrando a vida de São Lourenço. Hoje, mais uma vez, estou aqui reunido com a minha família e com o amigo e prefeito Vinícius. Viva São Lourenço! Viva o povo dessa cidade tão querida!”, afirmou João Campos.
Ao final da programação religiosa, o prefeito Vinícius Labanca destacou, durante discurso na cerimônia, a relação de Eduardo Campos com o município e o significado da missa para a população local. “Essa missa já se confunde muito com a história política do nosso município. No dia de hoje, não posso deixar de registrar a saudade do nosso querido Eduardo Campos e agradecer pela história e pela ligação que ele construiu com São Lourenço da Mata”, afirmou.
O prefeito destacou, ainda, a atuação de João Campos e reafirmou apoio à candidatura dele ao governo de Pernambuco. “Eu sonho muito, minha gente, em ter João Campos governador do Estado de Pernambuco”, disse Labanca.
Também estiveram presentes o candidato a vice-governador, Carlos Costa; a candidata ao Senado, Marília Arraes; o deputado federal e irmão de João, Pedro Campos; o deputado federal Silvio Costa Filho; além de lideranças políticas locais e da região.
Após a missa, João Campos participou da Festa de Agosto, que encerrou nesta segunda-feira (10) a programação de dez dias em homenagem ao padroeiro. O evento reúne shows nacionais e regionais, manifestações culturais e atrações religiosas, movimentando a cidade e atraindo visitantes de diferentes municípios.
João destacou a importância da festa para a cultura e a economia local e parabenizou o prefeito Vinícius Labanca pela realização do evento. “É muito importante ter momentos como esse, de uma festa reconhecida no calendário do Estado, como patrimônio da cultura e da tradição de Pernambuco. A gente parabeniza o prefeito Vinícius pela realização desse grande momento. São dez dias seguidos de festa que, além da diversão e da alegria, representam uma importante movimentação econômica, com pessoas vindo de outras cidades, grandes artistas nacionais e, também, vários artistas da terra se apresentando todos os dias”, afirmou.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) montou frente específica para melhorar a relação do senador com o eleitorado evangélico. A estratégia busca reduzir a rejeição ao candidato ao Palácio do Planalto e ampliar as intenções de voto entre os fiéis, segmento no qual ele mantém vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio se identifica como evangélico e já foi batizado ao menos quatro vezes. A última delas, em janeiro deste ano, nas águas do rio Jordão, em Israel — repetindo o ato do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas, mais do que “um fiel”, a campanha do senador busca fazer com que Flávio seja visto como evangélico pelo eleitorado.
Segundo relatos, a coordenação evangélica começou a atuar de forma efetiva na última semana. Desde então, integrantes do grupo passaram a procurar lideranças religiosas, participar de grupos de WhatsApp ligados a igrejas e orientar Flávio sobre a forma de se comunicar com esse público.
Um dos responsáveis pela articulação é o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), que é pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. A campanha também tem procurado parlamentares ligados ao segmento para ampliar o diálogo com as igrejas.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para quinta-feira (13) uma reunião para discutir um dos temas que vai marcar esta eleição: o uso de inteligência artificial (IA). As informações são do blog do Valdo Cruz.
A reunião será feita após a sessão de quinta do TSE, em um movimento de Nunes Marques para tentar uma conversa e, talvez, um consenso sobre o uso desse mecanismo a partir de um caso concreto: a deepfake de Jair Bolsonaro usada na convenção que oficializou Flávio Bolsonaro (PL) candidato à Presidência da República.
Na reunião de quinta, junto aos ministros, Nunes Marques vai decidir a data do julgamento do caso do uso de IA na convenção de Flávio.
A ação foi pedida pelo PT e o argumento central é que o conteúdo ultrapassou os limites permitidos para a divulgação de uma candidatura e configurou propaganda eleitoral antecipada.
Participação em convenção por IA
Na versão manipulada por IA, a versão digital de Bolsonaro diz:
“Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial. Como todos aqui sabem, eu estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária baseada em algo que eu nunca fiz. Mas eu garanto: nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança que despertamos”, diz a imagem.
O texto prossegue: “Nenhuma prisão vai calar milhões de brasileiros que acreditam em nosso país. Por isso, peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio. Vem com fé, o Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro Presidente.”
A ação do PT diz que o vídeo fez referência direta ao cargo em disputa e usou expressões equivalentes a um pedido explícito de voto.
Também sustenta que, embora o vídeo informe que se trata de uma simulação, as regras do TSE proíbem o uso de conteúdo sintético para favorecer uma candidatura, mesmo quando há autorização para reproduzir a imagem ou a voz.
Um dado chamou a atenção na última pesquisa Quaest sobre a corrida eleitoral em Pernambuco, que mostrou a liderança de Raquel Lyra (PSD) sobre João Campos (PSB): a alta de 20 pontos percentuais entre os jovens, entendida nas duas equipes de campanha como essencial para a vantagem da governadora sobre o ex-prefeito de Recife.
Raquel saiu de 32% das intenções de voto entre os pernambucanos de 16 a 34 anos, em abril, para 52% neste mês, conforme a última pesquisa Genial/Quaest. João, por sua vez, caiu de 40% para 30%. No geral, a governadora lidera numericamente a disputa, no limite da margem de erro: 43% contra 37% no primeiro turno.
Considerando que a internet sempre foi um terreno dominado pelo ex-prefeito de Recife, a virada de Raquel representou uma mudança significativa de tendência na eleição.
Para marqueteiros e observadores da política local, isso é resultado de uma guinada na estratégia para as redes sociais, com uma repaginação completa da imagem da governadora, combinada a impulsionamento financeiro. Entre maio e agosto deste ano, Raquel e o PSD investiram R$183.736 em 238 posts, conforme dados da Biblioteca de Anúncios da Meta. Os jovens foram os alvos de maior alcance, seguidos das mulheres.
O impulsionamento na pré-campanha é permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde que, dentre outras regras, não configure propaganda antecipada e não contenha pedido explícito de votos e ataques a adversários. Especialistas em direito eleitoral, no entanto, afirmam que a análise varia de acordo com o conteúdo concreto de cada publicação e das circunstâncias em que ela foi realizada.
O marqueteiro da governadora, Igor Paulin, investiu na mudança da linguagem dos conteúdos e na desconstrução da imagem de uma política considerada mais séria que seu principal adversário.
O objetivo era transformá-la em uma figura “mais digital e humanizada”. Até então, a governadora tinha um discurso mais “duro” e formal, com um jeito de falar e até um visual mais conservador, sem apelo virtual.
Para criar esse elo com o eleitor pernambucano, Raquel adotou o apelido de “mainha”. O jingle oficial da campanha à reeleição, inclusive, repete o termo várias vezes.
Além disso, a governadora também passou a explorar os símbolos de Pernambuco na comunicação digital, usando roupas e adereços com as cores e o mapa do estado, mesmo em inaugurações ou agendas de cunho mais institucional.
No carnaval deste ano, por exemplo, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em Recife para acompanhar o bloco Galo da Madrugada, a governadora usou um vestido azul com a bandeira do estado. Pouco tempo depois, ao renunciar à prefeitura, João reagiu, dizendo que a bandeira “não pertence nem a ele e nem a nenhum político”.
A estratégia de Raquel funcionou. No recorte mais recente, entre 6 de julho e 4 de agosto, ela conquistou 63.386 novos seguidores, um crescimento de 3,43%, enquanto João ganhou 10.379, avançando 0,35% nas redes, conforme dados da AtivaWeb obtidos pela equipe da coluna. Dos 73.765 novos seguidores incorporados por ambos, 85,9% foram adicionados por Raquel, e 14,1% por João.
Em números absolutos, isso significa que ela cresceu mais de seis vezes o volume do adversário. Raquel também obteve o dobro do engajamento do ex-prefeito, mesmo publicando em menor quantidade que ele
Em eleição para o Senado, suplente também é mensagem política. Humberto Costa (PT) foi buscar Luciano Bivar (MDB) para a primeira suplência. Ex-deputado federal e ex-presidente nacional do UB, Bivar é um nome com peso próprio, uma escolha que amplia a chapa e demonstra capacidade de articulação, além de trânsito nacional incontestável.
Mendonça Filho (PL) também não ficou apenas no preenchimento de uma vaga. Escolheu Adriana Ferreira, irmã de Anderson Ferreira, do seu partido, para a primeira suplência. É um nome ligado a uma família com forte presença política estadual e com uma trajetória de atuação junto a segmentos sociais e religiosos.
Eduardo da Fonte (PP), por sua vez, buscou para sua chapa um nome de maior confiança da governadora Raquel Lyra (PSD), reforçando a conexão política com o grupo que hoje comanda o Estado. Já Marília Arraes, líder das pesquisas, está em uma posição que exige mais do que estar à frente: exige demonstrar força, capacidade de articulação e poder de atração.
Mas, mesmo assim, escolheu para a primeira suplência um ex-vereador do Cabo de Santo Agostinho. Para a segunda, a esposa de um ex-prefeito de Ipubi. Não há aqui qualquer qualificação ou desqualificação pessoal. O problema é outro: o tamanho político da escolha.
Pernambuco tem prefeitos, ex-prefeitos, deputados, ex-deputados, lideranças empresariais, sociais, sindicais, religiosas e partidárias. Uma candidatura ao Senado que aparece na liderança deveria, em tese, ter capacidade de atrair nomes que ampliem sua força. Suplente não é decoração. É senador em potencial.
Por isso, a pergunta não é se os escolhidos têm qualidades pessoais, que certamente têm, mas se a escolha dá uma demonstração clara de saber ser líder política, líder nas pesquisas e na sua própria campanha. Falar não é tudo em política, é preciso mostrar-se capaz.
O que essas escolhas dizem sobre a capacidade de articulação de cada candidato? Humberto foi buscar um ex-deputado federal. Mendonça, a irmã de Anderson Ferreira. Eduardo da Fonte, um nome de confiança de Raquel Lyra. E Marília? Um ex-vereador do Cabo e a esposa de um ex-prefeito de Ipubi.
Em política, até escolha de suplente manifesta competência e compromisso. Quem não tem esses requisitos acaba inexoravelmente fazendo escolhas atabalhoadas e extravagantes.
IMPLOSÃO DA CHAPA – O senador Fernando Dueire (PSD) anunciou, ontem, no Recife, ao lado de um batalhão de prefeitos beneficiados com emendas e projetos do parlamentar, apoio formal ao senador Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição na chapa da oposição, liderada pelo candidato do PSB a governador, João Campos. Como Miguel Coelho (UB), Dueire foi rifado pela governadora Raquel Lyra (PSD) no apagar das luzes do fechamento da chapa governista. Alimentou por um bom tempo expectativas para disputar a reeleição. Por confiar na promessa da governadora, não traçou um plano B, uma candidatura a deputado federal e, portanto, deve pendurar as chuteiras.
No colo de Raquel – Dueire sai de cena deixando um problemão no colo da governadora. Além de Humberto, que não integra a coligação oficial, deve optar também pela segunda candidatura ao Senado contrariando os planos da governadora: a postulação do deputado Mendonça Filho (PL), que ela já declarou não contar com o seu apoio, ao reiterar que seus candidatos são Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). Se os prefeitos, mais de 40, segundo a assessoria do senador, seguirem também o mesmo caminho de Dueire, a governadora não vai conseguir conter a insatisfação dos seus dois candidatos oficiais ao Senado, porque, naturalmente, sofrerão um grande baque. Ninguém quer perder votos, sobretudo numa eleição difícil como se apresenta esta para o Senado.
Sem ser retrucado – Se a chapa implodir, a única culpada será a própria governadora, que demorou demais a costurar o entendimento. Perdeu as rédeas do processo no seu start por falta de habilidade e liderança. Na verdade, Raquel entra na disputa pela reeleição com uma chapa que nunca foi escolha sua, mas imposição. Ao responder, ontem, uma pergunta de jornalista sobre como se deu o encontro dele com a governadora quanto à decisão que tomou em apoio ao nome de Humberto Costa ao Senado, o senador Fernando Dueire (PSD) não contemporizou: “Eu comuniquei à governadora na semana passada. Procurei e comuniquei a ela, eu não perguntei a ela. Eu comuniquei a ela que o nosso senador seria Humberto Costa. Ela defendeu os nomes de sua chapa e eu não fui retrucado”.
Mais um teto desaba – Um pedaço do teto do Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, caiu, ontem, sobre uma paciente e um acompanhante. O acidente aconteceu menos de um mês após uma ocorrência semelhante no Hospital da Restauração (HR). Em um vídeo que circula nas redes sociais, uma das vítimas relata que o material que caiu do teto a atingiu e atingiu um homem que estava ao seu lado. “Caiu pedaço de pedra e de lixo. Atingiu minha costela e minha perna”, disse o homem, que aparece sentado em uma maca. Há menos de um mês, parte do forro do teto da sala de recuperação do HR Recife caiu sobre uma paciente recém-operada.
Destravar escola –O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, esteve, ontem, no Palácio do Campo das Princesas, numa audiência com a governadora. Segundo uma fonte, teria comunicado o início das obras da Escola de Sargentos, em Aldeia, projeto que ainda não conseguiu sair do papel simplesmente porque há movimentos contrários devido ao impasse gerado pela dificuldade na liberação da obra pelos órgãos de proteção ao meio ambiente.
CURTAS
O MENOR – O custo da cesta básica no Recife registrou alta de 0,74% nos últimos 12 meses, a menor entre as 22 capitais brasileiras que também tiveram aumento no período. Em outras cinco capitais, houve redução no valor. Ainda na comparação de 12 meses, Cuiabá teve a maior alta entre as capitais, de 8,33%, enquanto Natal registrou o maior recuo, de 2,26%.
SEGURANÇA 1 – O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, convidou o promotor Lincoln Gakiya para assumir o Ministério da Segurança, pasta a ser criada caso seja eleito ao Planalto.
SEGURANÇA 2 – Principal nome do combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no país, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya já foi alvo de mais de um plano de assassinato da facção.
Perguntar não ofende: Quando Dueire anuncia que Mendonça será seu segundo candidato ao Senado?