A guerra entre os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio tem sido apontada como responsável pelo aumento dos preços nas passagens aéreas no Brasil. A circunstância fez o governo brasileiro ter de agir, zerando os impostos federais sobre o combustível para as empresas aéreas. Segundo o novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o cenário é desafiador, mas o governo brasileiro tem tomado iniciativas corretas para conter a elevação das passagens.
“É importante esclarecer que o papel do governo não é controlar o preço. No Brasil, cresceu o número de passageiros no transporte aéreo no momento em que houve uma desregulamentação do setor. Antigamente, tínhamos o governo controlando o valor das passagens e quais cidades eram conectadas. Isso fez com que a aviação ficasse sempre com um teto, gerava menos competitividade no mercado e menos atratividade para que as companhias pudessem se instalar no Brasil. Hoje, vivemos um crescimento do número de cidades conectadas e do número de passageiros. A política pública é nesse sentido, de buscar que o mercado possa se regulamentar. Então, a intenção do governo com essas políticas que nós implementamos recentemente para combater os impactos da crise internacional é no sentido de que essa crise internacional não venha a impactar diretamente o crescimento do preço das passagens. E esse objetivo a gente tem alcançado, no primeiro momento”, detalhou Tomé, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Leia mais“Por orientação do presidente Lula, algumas medidas foram tomadas para reduzir esse impacto. Nós zeramos os impostos federais de PIS e Cofins no combustível da aviação, no mês passado. Criamos linhas de crédito para cada companhia aérea de R$ 2,5 bilhões para compra de combustível e R$ 1 bilhão para o financiamento do capital de giro. E fizemos uma parceria com o ministro da Defesa, José Múcio, pernambucano também, para o adiamento das taxas de navegação, que são pagas mensalmente pelas companhias aéreas à Força Aérea Brasileira (FAB). Fizemos uma negociação para que essas tarifas fossem pagas somente em dezembro, para que as companhias também tenham um fluxo de caixa maior e, assim, reduzir o impacto do aumento do combustível nas passagens”, complementou o ministro.
Segundo Tomé, as medidas não visam beneficiar as companhias aéreas, mas sim os passageiros, evitando o aumento do custo da passagem. “É importante deixar claro que essas medidas não zeram totalmente o impacto da crise internacional. Elas têm como objetivo reduzir esse impacto, e são medidas que estão sendo tomadas pelo governo do Brasil. Isso faz com que a gente possa tentar passar esse cenário de crise internacional e desejar que essa guerra termine o mais rápido possível, que tenhamos um ambiente de paz, com os custos de combustível também normalizados, e, assim, continuar essa curva de crescimento do número de acesso dos brasileiros ao transporte aéreo”, concluiu o ministro.
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