A nova licitação do Governo de Pernambuco para manutenção e reforma de escolas estaduais, estimada em mais de R$ 113 milhões, entrou em fase de julgamento reunindo propostas com descontos expressivos. O processo ocorre após a repercussão de irregularidades em contratos anteriores na área da educação e envolve dezenas de empresas de diferentes estados.
Entre as participantes estão construtoras como Vicon e Emko, que apresentaram propostas na faixa de R$ 67 milhões, valor cerca de 40% inferior ao estimado pelo edital . Pela Lei nº 14.133/2021, ofertas abaixo de 75% do orçamento devem passar por análise técnica para comprovação de viabilidade antes da contratação.
A licitação acontece após matéria publicada no último mês pelo Metrópoles revelar que a construtora Cetus recebeu mais de R$ 160 milhões do Governo de Pernambuco mesmo com registro de inidoneidade no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas. A reportagem apontou indícios como pagamentos sem comprovação de execução, medições duplicadas e suspeita de superfaturamento em serviços.
À época, o Governo de Pernambuco informou que não havia impedimento legal para a contratação da empresa no âmbito estadual e que inconsistências identificadas foram analisadas. No atual processo, a definição das empresas vencedoras dependerá da análise técnica das propostas e da verificação da capacidade de execução dos serviços previstos no edital.



















