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Pela segunda eleição consecutiva, Maria Arraes (PSB) alcançou um feito que demonstra a abrangência de sua atuação política em Pernambuco: recebeu votos nos 184 municípios do estado e no arquipélago de Fernando de Noronha. Deputada federal por quatro anos, ela agora foi eleita para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), com 75.888 votos, consolidando-se como a quarta candidata mais votada do PSB para o Legislativo estadual e a única mulher eleita pela legenda.
O resultado repete o desempenho alcançado em 2022, quando Maria Arraes conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados e também registrou votos em todos os municípios pernambucanos, além de Fernando de Noronha.
Leia maisNa eleição de 2026, a parlamentar voltou a demonstrar capilaridade eleitoral em todas as regiões do estado. A presença nas urnas de municípios com diferentes realidades sociais e econômicas reforça o alcance de seu projeto político e a conexão construída com o eleitorado pernambucano.
Com a eleição para a Alepe, Maria Arraes inicia uma nova etapa de sua trajetória política, agora no Legislativo estadual, levando consigo a experiência acumulada na Câmara Federal e o reconhecimento de eleitores de todo Pernambuco.
“No Congresso Nacional, estivemos ao lado do presidente Lula em defesa da democracia e de projetos importantes o povo brasileiro, sendo uma voz firme contra o bolsonarismo. Agora, chego à Assembleia Legislativa de Pernambuco com a mesma disposição e responsabilidade. Sei da importância da Alepe para o futuro do nosso estado e estarei atenta aos desafios de cada região, sendo uma voz ativa na defesa dos pernambucanos, fiscalizando, debatendo e trabalhando para que Pernambuco avance e a população tenha seus direitos respeitados”, pontuou a deputada estadual eleita.
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Estadão
Os eleitores de até 40 anos têm a maior taxa de voto útil, ou seja, apoiam um candidato não por convicção, mas para derrotar o outro. Essa faixa etária é composta por dois grupos: o de 16 a 24 anos, onde Lula (PT) tem vantagem, e o de 25 a 40 anos, mais favorável a Flávio Bolsonaro (PL). Os dados são de um recorte obtido pela Coluna do Estadão da pesquisa BTG/Nexus publicada hoje.
No eleitorado de 16 a 24 anos, 13% admitem votar em Lula só para evitar a eleição de Flávio. Na faixa de 25 a 40 anos, 15% declaram voto em Flávio a fim de não reeleger o petista. A média nacional de voto pragmático é de 7%.
Leia maisNa faixa mais jovem do eleitorado, de 16 a 24 anos, 44% declaram voto em Lula por convicção, mesmo motivo citado para 27% defenderem Flávio. Outros 13% apoiam Lula especificamente para “derrotar Flávio”, enquanto 9% apoiam o bolsonarista com o objetivo de “derrotar Lula”.
Já entre os brasileiros de 25 a 40 anos, o voto pragmático é mais benéfico ao candidato do PL. Nessa faixa etária, 35% declaram voto em Flávio e 34%, em Lula por convicção.
Outros 15% declaram votar em Flávio apenas para não reeleger Lula, e 6% escolhem o petista para evitar a eleição do bolsonarista. Há ainda 3% que rejeitam ambos, 3% que não se sentem representados, e 5% não souberam responder.
“Enquanto os jovens apresentam um porcentual considerável de votos antibolsonaristas, quase o dobro da média nacional, a faixa etária seguinte faz o movimento contrário, de tentar barrar a reeleição do presidente”, diz o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.
Flávio e Lula estão em empate técnico no 2º turno, diz pesquisa BTG/Nexus
Flávio Bolsonaro tem 48% das intenções de voto contra 45% de Lula, de acordo com levantamento BTG/Nexus divulgado nesta terça-feira, 13. Os votos em branco, nulos e em nenhum dos dois presidenciáveis somaram 5%, e os que não responderam somaram 2%. Como a margem de erro é de dois pontos porcentuais, ambos permanecem empatados tecnicamente.
No levantamento anterior, feito antes do primeiro turno, Flávio aparecia com 44% contra 46% de Lula, também em empate técnico. A pesquisa entrevistou 2.002 eleitores entre 9 e 12 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o intervalo de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07997/2026.
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, autorizou, hoje, a retomada do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). As informações são do portal Metrópoles.
A decisão foi tomada após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrar a comunidade na Justiça Eleitoral como um de seus endereços eletrônicos. O ministro também determinou que a Meta, responsável pelo WhatsApp, restabeleça o envio de mensagens e a entrada de seguidores em até 48 horas.
Leia maisNunes Marques liberou o canal após um vaivém de decisões judiciais nos últimos dias. O magistrado havia, inicialmente, determinado a suspensão do canal, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno da eleição presidencial.
O ministro havia condicionado a retomada das atividades ao registro do endereço na Justiça Eleitoral. A exigência foi cumprida pela campanha de Lula nesta terça-feira.
Na nova decisão, Nunes Marques reconheceu que a irregularidade foi corrigida e afirmou que não há mais justificativa para manter o bloqueio integral. “Suprida a omissão, desaparece o suporte fático que a sustentava, e a manutenção da suspensão integral deixaria de corresponder à providência menos gravosa apta a fazer cessar a irregularidade”, escreveu.
A autorização não encerra, porém, a fiscalização sobre o canal. Nunes Marques manteve as determinações de preservação dos registros e de acompanhamento das publicações pela área técnica do TSE.
A empresa também terá 24 horas para se manifestar sobre novos documentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro, que questiona a exclusão de 499 mensagens do canal e aponta possíveis irregularidades na mobilização de apoiadores nas redes sociais.
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Blog da Folha
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) iniciou, hoje, a preparação das 22.694 urnas eletrônicas que serão utilizadas no segundo turno das Eleições 2026, marcado para o domingo, 25 de outubro. O trabalho de auditoria, carga e lacração ocorre simultaneamente nos 18 polos eleitorais do estado e será concluído na próxima terça-feira (20).
Todos os equipamentos que operaram no primeiro turno passam por inspeção técnica para verificar o funcionamento do visor, teclado, impressora, leitor biométrico e sistemas sonoros. Os técnicos também avaliam e recarregam as baterias para garantir autonomia total durante o pleito.
Leia maisSegundo o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRE-PE, George Maciel, os aparelhos passam por testes rigorosos de bancada. “O objetivo é fazer os autotestes e checar se houve algum dano durante o transporte após o primeiro turno”, detalha.
Nesta fase, cada equipamento recebe uma nova mídia de resultados zerada para a gravação dos votos. Após os testes, as urnas são lacradas e permanecem nos depósitos sob vigilância das forças de segurança estaduais. No segundo turno, os eleitores pernambucanos votarão exclusivamente para o cargo de presidente da República.
A partir da quinta-feira (22), o TRE-PE inicia o carregamento dos veículos responsáveis pelo transporte dos equipamentos. A distribuição começa na sexta-feira (23), com a previsão de entrega de 80% dos aparelhos nos locais de votação. A etapa de logística será finalizada no sábado (24), véspera da votação, quando todas as seções eleitorais estarão equipadas e sob custódia policial até a abertura das urnas no domingo.
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Dez diretórios estaduais do MDB das regiões Norte e Nordeste anunciaram, hoje, apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação ocorre no mesmo dia em que outra ala do partido prepara o anúncio de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário do petista no segundo turno. O grupo favorável a Lula reúne os diretórios de Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia. As informações são do portal Metrópoles.
Colegas de classe da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), contemporâneos da turma de 2000 da Faculdade de Direito do Recife, divulgaram uma carta aberta à gestora, na qual defendem a democracia, o respeito à Constituição e às instituições republicanas.
No documento, o grupo também declara apoio ao presidente Lula (PT) no segundo turno presidencial e ressalta que divergências políticas não devem apagar os laços de amizade, mas que a defesa dos valores democráticos exige posicionamento público, uma clara cobrança à Raquel que insiste na neutralidade neste segundo turno. Confira abaixo o documento na íntegra:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, hoje, um pacote de medidas para apoiar os microempreendedores individuais (MEIs). Entre elas está o Pix MEI, que prevê a transferência direta de até R$ 5 mil para os empreendedores que se enquadrarem nessa categoria.
O anúncio ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições, em meio à tentativa do petista de reverter a vantagem de 2,2 milhões de votos obtida por Flávio Bolsonaro (PL) na primeira etapa da disputa.
Leia mais“É um apoio direto do governo para mudar a capacidade produtiva do MEI”, disse o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Rodrigues Pereira. As medidas estão sendo apresentadas em cerimônia no Palácio do Planalto. Ao todo, são cinco medidas:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, hoje, que o PL decidiu apoiar o fim da escala de trabalho 6×1 após pressão da sociedade e manifestações nas ruas.
“Me parece que, depois da pressão da sociedade, me parece que depois de todas as manifestações na rua deste Brasil, o partido do PL resolveu votar o fim da escala 6×1”, disse Lula.
Leia maisNesta terça, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário de Lula no segundo turno da eleição presidencial, declarou que votará a favor da PEC. Até então crítico da proposta, Flávio afirmou que decidiu se posicionar “conforme a vontade da maioria do povo”.
Depois de mencionar a mudança de posição, Lula fez uma provocação à direita. “Eu, de vez em quando, fico pensando: se todo mal que eu causar a esse país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”, afirmou.
As declarações do presidente foram dadas nesta manhã durante cerimônia no Palácio do Planalto que anunciou medidas para microempreendedores individuais.
Nos últimos dias, Lula vinha cobrando publicamente uma posição de Flávio e do PL sobre o tema. Na quinta (8), o presidente afirmou que partido e candidato não queriam assumir o compromisso de aprovar a PEC.
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A Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) recebe, amanhã, das 9h às 18h, o Mulheres que Pensam o Brasil – Edição Nordeste. O encontro reunirá lideranças políticas, representantes da Justiça Eleitoral, da advocacia, da gestão pública e de organizações da sociedade civil para discutir os desafios da representação feminina e construir caminhos para ampliar a participação das mulheres nos espaços de poder.
Realizado entre os dois turnos das eleições de 2026, o evento propõe um espaço de escuta e diálogo, valorizando diferentes trajetórias, experiências e perspectivas políticas.
Leia maisIdealizado pela advogada eleitoralista e cientista política Gabriela Rollemberg, fundadora da ‘Quero Você Eleita’, o ‘Mulheres que Pensam o Brasil’ foi lançado em maio de 2026, no Senado Federal. O movimento passou pela Câmara dos Deputados, em julho, e pela Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), em agosto.
Agora, chega a Pernambuco com o objetivo de fortalecer a articulação entre lideranças femininas e instituições públicas e privadas. A iniciativa tem como meta dobrar a representação feminina no Legislativo brasileiro até 2036, por meio da formação política, do fortalecimento de candidaturas e mandatos e da ampliação da presença das mulheres nos espaços de decisão.
“Em um momento em que o país vive uma disputa eleitoral intensa, queremos lembrar que existem desafios que ultrapassam os partidos. Ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão é um deles. O Mulheres que Pensam o Brasil nasceu para construir pontes, fortalecer lideranças e transformar o diálogo em ações concretas”, afirma Gabriela Rollemberg, idealizadora do projeto.
Carta das Mulheres para a Política: 23 propostas
Um dos principais eixos do encontro será a Carta das Mulheres para a Política — Agenda Nacional para as Eleições de 2026, documento construído coletivamente que passa a reunir 23 propostas para fortalecer a representação feminina, a participação nas decisões partidárias, o financiamento político, a proteção contra a violência, a autonomia econômica e as políticas de cuidado.
A nova proposta, intitulada “Fortalecimento da Participação Feminina nos Estados e Municípios”, defende a ampliação da presença das mulheres em secretarias, órgãos de gestão, conselhos e instâncias de planejamento e formulação de políticas públicas.
O texto também propõe estimular a cooperação entre União, estados, municípios e organizações da sociedade civil para fortalecer redes de lideranças femininas, compartilhar boas práticas de gestão e ampliar oportunidades para as mulheres na administração pública.
Na edição Nordeste, a Carta será apresentada como ponto de partida para ouvir as prioridades das lideranças da região, receber contribuições e discutir os próximos encaminhamentos do movimento.
Lideranças confirmadas e programação
Entre as participantes confirmadas estão Camila Mariz, primeira-dama da Paraíba; Olívia Motta, deputada estadual eleita pela Paraíba; Anne Cabral, vice-presidente da ABRADEP; Sônia Stamford Magalhães Melo, representando a Ouvidoria da Mulher do TRE-PE; Denise Bayma, da FAMUP; Roseana Faneco, do Instituto FANECO e Grupo Mulheres do Brasil — Núcleo Recife; e Luana Guarino, diretora de Comunicação da OAB-PE.
Também estão confirmadas Aênia Danieli, presidente do PL Mulher Paulista; Nina Pajeú, vereadora de Inajá; Flávia de Nadegi, vereadora licenciada do Recife; e Lídia Moura, ex-secretária de Estado da Mulher e da Diversidade Humana da Paraíba.
A programação inclui a escuta de mulheres eleitas e candidatas, debates sobre democracia e Justiça, participação feminina na gestão pública, trabalho e autonomia econômica. O encerramento será dedicado aos encaminhamentos da Carta e à continuidade da articulação nacional.
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Do G1/BA
Netinho, um dos principais cantores do axé music, morreu, hoje, aos 60 anos, em um hospital de Salvador. O artista enfrentava um câncer do sistema linfático há mais de um ano. Segundo a assessoria do artista, por desejo expresso do próprio Netinho, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
O artista ficou conhecido pelas músicas “Beijo na Boca”, “Fim de Semana” e o maior dos seus sucessos, “Mila”, que se tornou um dos símbolos do axé music. O artista anunciou que foi diagnosticado com câncer do sistema linfático em 22 de março de 2025, após ser internado no Hospital Aliança Star, na capital baiana, com fortes dores nas pernas. Ele mostrou as etapas do tratamento pela internet.
Leia maisNetinho nasceu em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, em 12 de julho de 1966. Aos 10 anos, se mudou com a família para a capital baiana. Na cidade, entrou em contato com a música e começou cedo a sua carreira. Aos 14 anos, ganhou de presente da mãe o primeiro violão e, aos 16, ingressou no curso de Engenharia Civil, na Universidade Católica do Salvador (Ucsal). Naquela época, conciliava os estudos com pequenos shows em escolas até que começou a tocar profissionalmente em bares, com o repertório de MPB e bossa nova.
Em 1988, Netinho estreou como cantor da Banda Beijo no Carnaval de Salvador e, no mesmo ano, estourou em todo o país com o sucesso “Beijo na Boca”. Em seguida, emplacou outros hits, como “Estrela primeira”, “Barracos” e “A vida é festa”.
O maior dos sucessos na voz do músico foi “Mila”, símbolo do axé music lançado em 1996, três anos após ele começar a carreira solo. O cantor se tornou ídolo nacional e ajudou a difundir o axé music pelo mundo, com apresentações em países como Itália e Chile.
Como empresário, abriu um grande estúdio de gravações e mixagem no Rio de Janeiro, por onde passaram nomes como Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz. Também criou um selo para lançar novos artistas baianos. Entre 1997 e 2003, foi casado com a jornalista Mariana Trindade, com quem teve uma filha, Bruna Trindade.
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Em meio à crise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente da Corte, Nunes Marques, suspendeu, hoje, a decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia autorizado o funcionamento do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Com isso, o canal deverá ficar fora do ar até que sua situação seja regularizada perante a Justiça Eleitoral.
Em outra decisão nesta terça, Nunes Marques reconheceu que o canal vinha sendo utilizado na propaganda eleitoral sem que seu endereço tivesse sido comunicado à Justiça Eleitoral. O ministro condicionou a retomada do funcionamento à regularização dessa situação e à comprovação da providência no processo.
Leia maisNa hipótese prevista pela resolução do TSE citada na decisão, ainda deverá ser observado um intervalo de 48 horas. Nunes Marques acolheu pedido do PL e suspendeu especificamente o trecho da decisão de Cueva que havia determinado o restabelecimento do “Exército do Lula”, inclusive para novas publicações e ingresso de seguidores.
O presidente do TSE manteve, no entanto, a determinação do corregedor que proíbe os responsáveis pelo canal de reproduzir conteúdos cuja ilicitude já tenha sido reconhecida pela Corte. Na nova decisão, Nunes Marques afirmou que Cueva extrapolou os limites de sua competência ao suspender um ato da Presidência do TSE.
Segundo Nunes Marques, a Corregedoria tem competência para conduzir a investigação eleitoral sobre o caso, mas não para rever uma decisão administrativa da Presidência tomada no procedimento de supervisão das plataformas. A Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE analisou publicações disponíveis entre 2 e 11 de outubro e não encontrou reprodução das afirmações que já haviam sido analisadas pelo tribunal.
A própria decisão faz uma ressalva de que a análise não abrangeu integralmente todos os vídeos e áudios e que conteúdos foram apagados ou editados no período.
Segundo Nunes Marques, a irregularidade no registro passou a ser fundamento autônomo para impedir o uso eleitoral do canal, independentemente da conclusão sobre eventual ilicitude das publicações analisadas.
Após a comunicação à Justiça Eleitoral, a comprovação da providência no processo e o cumprimento do prazo aplicável, a Presidência do TSE notificará a Meta para restabelecer o envio de atualizações e permitir novamente o ingresso de seguidores no canal.
A decisão afirma ainda que uma eventual responsabilização pelo uso irregular do canal será apurada em procedimento próprio e poderá alcançar o administrador, a coligação e os candidatos responsáveis pelo registro.
Nunes Marques também determinou que a Meta faça, durante o período eleitoral, acompanhamento proativo do “Exército do Lula” e dos demais canais públicos de grande alcance indicados pelas campanhas e identificados no processo.
A empresa deverá indisponibilizar conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes aos atingidos por ordens de retirada em vigor das quais tenha ciência, levando em conta o contexto das publicações. A medida não alcança comunicações privadas.
Em até 24 horas após ser notificada, a Meta deverá informar ao TSE as providências iniciais adotadas, os mecanismos usados para identificar reproduções, os procedimentos de revisão para evitar remoções indevidas e eventuais limitações técnicas.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), do cientista político Antônio Lavareda, fez pesquisa neste segundo turno em conjunto com a Associação Brasileira dos Pesquisadores Eleitorais (Abrapel). A pesquisa aponta vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição.
De acordo com a pesquisa, Flávio ampliou sua margem com relação a Lula, se comparado com o resultado do primeiro turno, quando venceu com 1,87 ponto de vantagem. Agora, diz a pesquisa, ele teria cinco pontos percentuais à frente: 49% a 45% dos votos totais, ou 52,47% a 47,3% dos votos válidos. Para além dos números principais da pesquisa, para melhor compreensão do quadro eleitoral, é importante avaliar o que o levantamento diz nas suas entrelinhas. E o principal dado nesse sentido são as palavras-chave que expressam esta eleição.
Leia mais“A eleição é sobre mudança”, conclui o relatório feito pelo Ipespe e pela Abrapel a respeito do levantamento que fizeram. Esse sentimento foi expresso por 79% dos entrevistados. Querem “mudar totalmente” 37%. E 42% dizem que é preciso mudar apenas o que está bom. Apenas 18% expressam que é preciso continuar o trabalho que vem sendo feito. Desses que desejam mudança 81% declaram voto em Flávio Bolsonaro. Temos aí o dado que demonstra a dificuldade de Lula para virar o resultado desfavorável.
É difícil para quem está no governo vencer quando há um sentimento de mudança. E “mudar” tem sido um dos termos mais usados na propaganda de Flávio Bolsonaro. O curioso, porém, é o quanto ao mesmo tempo Flávio afirma que irá manter programas de Lula. Parte do seu programa tem sido dedicado a afirmar que irá preservar o Farmácia Popular, o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa-Família. Melhorando, diz ele. No fundo, parece prevalecer o sentimento daqueles 42%: manter o que está bom, mudar o que está ruim.
A pesquisa Ipespe/Abrapel decifra outros sentimentos que são chaves desta eleição. “Esperança” é o sentimento mais citado pelos entrevistados: 45%. O “medo”, que tem sido o componente mais utilizado na campanha de Lula, vem depois, mas bem atrás. É citado somente por 14%. Entre os eleitores de Flávio, 66% mencionam “esperança”, contra 33% dos eleitores de Lula.
Em contrapartida, “medo” é mencionado por 23% dos eleitores de Lula e somente por 6% dos eleitores de Flávio. Há um dado importante do levantamento. O sentimento de “cansaço” ou “desânimo”, que foi muito explorado pelos demais candidatos no primeiro turno com relação à polarização, não prevalece. Somente 7% citam.
O Ipespe/Abrapel perguntou ainda quais seriam os temais principais do debate neste segundo turno. Agregados, eles apontam importância para a discussão econômica. “Economia, emprego e preços”, “fim das bets” e “aumento do Bolsa Família” somam 39% na agenda daquilo que os eleitores desejam ver discutido neste segundo turno.
De forma desagregada, porém, impossível desprezar o grau de importância que ganhou o debate sobre corrupção e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo seus ministros. Sozinho, esse tema é apontado como o principal do debate para 24%. Sozinho, “economia, emprego e preços” responde por 17%.
Assim, dada a preocupação dos eleitores com os aspectos econômicos, a pesquisa aponta uma impressão de que ela anda muito ruim. A economia é ruim ou péssima para 53% dos entrevistados, e somente 18% a acham boa ou ótima. Mas 68% acham que a economia irá melhorar. E esse percentual é maior entre os eleitores de Flávio Bolsonaro.
Já dizia o velho Chacrinha: “Quem não se comunica, se trumbica”. E, na avaliação dos entrevistados, Flávio Bolsonaro se comunicou melhor que Lula no primeiro turno. Em todos os meios – redes sociais, WhatsApp, rádio e TV, entrevistas – aponta o levantamento, Flávio teria se saído melhor na comunicação com os eleitores.
“A chance de Lula no dia 25 próximo dependerá em grande medida da recuperação da sua comunicação. Serão duas semanas intensas, onde a propaganda, as entrevistas, a mobilização nas ruas e os debates poderão mexer, ou não, no ponteiro das intenções de voto”, conclui o relatório Ipespe/Abrapel. Teremos fortes emoções.
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