Ouça agora o Sextou com Luiz Ayrão

Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista do cantor e compositor Luiz Ayrão ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!

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A Sudene e a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) apresentam, na próxima terça-feira, um estudo técnico sobre o trecho Salgueiro–Porto de Suape da Ferrovia Transnordestina. O documento analisa aspectos relacionados à matriz de demanda do mercado doméstico, questões socioeconômicas, efeitos multiplicadores e de inclusão produtiva, além da proposição de governança para apoiar a coordenação entre os órgãos envolvidos no projeto.

A apresentação fortalece o diálogo junto ao Tribunal de Contas da União e integra os esforços de articulação técnica e institucional direcionados ao fortalecimento da infraestrutura regional, ampliando a competitividade do Nordeste.

Depois de um ano e meio no cargo, o gestor governamental Ednaldo Moura pediu exoneração da superintendência do Patrimônio da União (SPU) em Pernambuco e fez um balanço positivo de sua passagem pelo órgão ao participar de uma solenidade na presença da ministra de Administração, Esther Dweck, do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB) e do ex-prefeito João Campos (PSB). Ednaldo deixa a função porque deverá ser candidato a deputado estadual pelo PSB.

“Recebi com entusiasmo a tarefa de ajudar o governo do presidente Lula a disponibilizar bens pertencentes à União para melhorar a vida de. brasileiros necessitados. Felizmente, posso declarar com satisfação que cumpri a missão”, disse Ednaldo, que foi Secretário Executivo de Educação na Prefeitura do Recife no primeiro mandato de João Campos.

Ednaldo apresentou dados sobre a liberação de imóveis para a construção de casas populares, escolas, postos de saúde e creches e em toda as regiões do estado. ele detalhou que foram realizadas importantes entregas voltadas à promoção do desenvolvimento urbano e da habitação de interesse social, como a viabilização do Edifício Segadas Viana e da Quadra 60, na Comunidade do Pilar, ambos localizados na cidade do Recife.

Inaugurado em 1953, o Edifício Segadas Viana, localizado na Rua Marquês do Recife, foi construído para sediar o antigo Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (Iapas) e, posteriormente, passou a abrigar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em 2021, o imóvel foi ocupado pelo Movimento de Luta e Resistência pelo Teto (MLRT), reunindo cerca de 120 famílias em situação de vulnerabilidade social. Com a doação, o edifício passará por um processo de retrofit, que consiste na modernização de uma edificação existente, preservando sua estrutura principal e, sempre que possível, suas características arquitetônicas, ao mesmo tempo em que a adapta aos padrões atuais de conforto, segurança, eficiência e funcionalidade. Após a intervenção, o imóvel será destinado à habitação de interesse social, beneficiando cerca de 60 famílias.

A Quadra 60, na Comunidade do Pilar, integra o processo de requalificação urbana que vem sendo desenvolvido na região. Sua destinação para moradia popular ganha ainda mais relevância diante do desabamento de um casarão abandonado que existia no local, acidente que vitimou quatro pessoas, das quais duas faleceram. Com a viabilização promovida, a Quadra 60 passará a contar com, no mínimo, 130 (cento e trinta) unidades habitacionais, destinadas a famílias de baixa renda.

Petrolina - São João 2026

O Granioter, iniciativa do CDTN/CNEN/MCTI voltada a materiais avançados e minerais estratégicos, entra em nova etapa de fortalecimento com a formalização de Acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação entre o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN) e o Instituto Nacional de Terras Raras (INTR), com interveniência da FUNDEP.

Criado no âmbito do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Granioter foi concebido para funcionar como Hub Tecnológico de Materiais Avançados e Minerais Estratégicos, sediado no CDTN/CNEN. A iniciativa aproxima infraestrutura científica, competência laboratorial, pesquisa aplicada e setor produtivo para acelerar soluções tecnológicas ligadas à nova economia mineral.

O avanço do Granioter responde a uma demanda nacional concreta: transformar potencial mineral em conhecimento aplicado, tecnologia, competitividade e valor industrial. Sua atuação está conectada a cadeias estratégicas como terras raras, minerais críticos, grafeno, nióbio, materiais avançados e outros insumos essenciais para transição energética, mobilidade elétrica, defesa, semicondutores, ligas especiais e tecnologias de baixo carbono.

A parceria entre CDTN e INTR amplia a capacidade de atuação do hub em caracterização mineral, protocolos técnicos, unidade móvel de caracterização, desenvolvimento de rotas tecnológicas de concentração e refino, estudos ambientais e radiológicos, estudos de viabilidade econômica e formação de pessoal especializado.

O que é o Granioter

O Granioter é uma iniciativa estruturante voltada a converter ciência em aplicação tecnológica para o setor produtivo. Ao reunir laboratórios, pesquisadores, infraestrutura especializada e projetos de PD&I, o hub cria um ambiente capaz de reduzir gargalos técnicos, ampliar a capacidade analítica do país e apoiar o desenvolvimento de rotas nacionais para minerais estratégicos.

Na prática, o Granioter atua como ponte entre pesquisa e indústria. Sua finalidade é permitir que minerais e materiais de alto interesse econômico sejam estudados, caracterizados, processados, avaliados e convertidos em soluções tecnológicas com maior valor agregado, segurança operacional e responsabilidade ambiental.

CDTN: base científica e tecnológica da iniciativa

Sediado no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN), o Granioter conta com a base técnica de uma instituição de referência nacional em tecnologia nuclear, minerais, materiais, saúde, meio ambiente, segurança radiológica e desenvolvimento tecnológico.

A presença do CDTN é essencial porque a cadeia de terras raras e minerais estratégicos exige domínio técnico em caracterização, processamento, avaliação radiológica, controle ambiental, desenvolvimento de rotas tecnológicas e formação de especialistas. Essas competências são decisivas para que o Brasil avance da condição de detentor de recursos minerais para a posição de país capaz de gerar tecnologia, conhecimento e valor industrial.

INTR: articulação com a cadeia mineral

Com a entrada do Instituto Nacional de Terras Raras no projeto, o Granioter ganha maior capilaridade junto à cadeia mineral, empresas, instituições públicas, laboratórios, universidades, investidores e parceiros estratégicos. O INTR passa a contribuir para aproximar laboratório, campo e setor produtivo, fortalecendo a aplicação prática das competências instaladas no hub.

Um dos pontos de destaque da parceria é a previsão de uma unidade móvel de caracterização mineral, concebida para levar inteligência analítica às áreas de pesquisa mineral. A estrutura deverá apoiar a triagem preliminar de amostras, a preparação inicial de material, a redução de prazos e a tomada de decisão técnica em campo.

Impacto nacional

A nova etapa do Granioter reforça uma visão estratégica para o Brasil: a riqueza mineral precisa ser convertida em tecnologia, competitividade, inovação e desenvolvimento industrial. A disputa global por minerais críticos e materiais avançados mostra que os países mais preparados serão aqueles capazes de dominar conhecimento, processamento, certificação, segurança ambiental e formação técnica.

Nesse contexto, a parceria entre CDTN e INTR fortalece uma agenda positiva, técnica e institucional para o país. O Granioter passa a contar com maior conexão entre pesquisa aplicada e demanda produtiva, criando condições para que terras raras e minerais estratégicos sejam tratados não apenas como ativos geológicos, mas como vetores de inovação, soberania tecnológica e agregação de valor.

“O Granioter representa uma resposta técnica e estruturada à necessidade de o Brasil agregar valor aos seus recursos minerais, conectando ciência, tecnologia e desenvolvimento industrial.”

Sobre o Granioter

O Granioter é um Hub Tecnológico de Materiais Avançados e Minerais Estratégicos, concebido para integrar ciência, infraestrutura laboratorial e setor produtivo. A iniciativa busca acelerar projetos de PD&I, apoiar o desenvolvimento tecnológico e fortalecer cadeias produtivas estratégicas para o Brasil.

Sobre o CDTN

O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN) é uma instituição pública de ciência, tecnologia e inovação vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Atua em pesquisa, desenvolvimento, ensino, prestação de serviços tecnológicos e apoio à inovação nas áreas de tecnologia nuclear, minerais, materiais, saúde, meio ambiente e segurança radiológica.

Sobre o INTR

O Instituto Nacional de Terras Raras (INTR) é uma instituição dedicada à articulação, ao desenvolvimento e ao fortalecimento da cadeia brasileira de terras raras, minerais críticos e estratégicos. Sua atuação busca integrar setor produtivo, ciência, tecnologia, governo, universidades, laboratórios e investidores para transformar o potencial mineral brasileiro em inovação, competitividade, sustentabilidade e soberania tecnológica.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Luiz Queiroz – Capital Digital

A distribuição detalhada das vagas do novo concurso da Dataprev, publicada hoje (03) no Diário Oficial da União, revela que a empresa direcionou sua política de contratação para áreas consideradas estratégicas para a transformação digital do governo federal. O quadro consolidado mostra que as oportunidades estão espalhadas entre sete cidades: Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, João Pessoa, Natal e Florianópolis. E reforçam a prioridade para profissionais ligados ao desenvolvimento de sistemas, infraestrutura tecnológica, inteligência da informação e segurança cibernética.

Ao todo, o concurso oferece 212 vagas imediatas e 1.611 vagas para cadastro de reserva, totalizando 1.823 oportunidades. A maior parte destina-se ao cargo de Analista de Tecnologia da Informação, enquanto 30 vagas em cadastro de reserva são destinadas ao cargo de Analista de Processamento.

Tecnologia

A principal aposta da Dataprev está no perfil de Desenvolvimento de Software, responsável pelo maior quantitativo de oportunidades. São centenas de vagas distribuídas entre todas as unidades da empresa, com destaque para Fortaleza, João Pessoa, Natal e Florianópolis, que concentram o maior número de contratações imediatas para essa especialidade.

O segundo maior grupo de oportunidades está em Inteligência da Informação, área voltada à análise de dados, ciência de dados e produção de inteligência para apoio às políticas públicas.

Na sequência aparecem os perfis de Arquitetura, Engenharia e Sustentação Tecnológica, responsáveis pela infraestrutura computacional da estatal, além de Gestão de Serviços de TIC, que dará suporte à operação dos ambientes tecnológicos utilizados pelo governo federal.

Outro destaque é a área de Segurança Cibernética e Proteção de Dados, cuja abertura de vagas ocorre em um momento em que o governo federal amplia investimentos em proteção de sistemas críticos, identidade digital e combate a ataques cibernéticos.

Distribuição

O quadro mostra uma estratégia de descentralização das equipes técnicas.

  • Brasília mantém forte presença por concentrar a administração central da empresa e a interação direta com órgãos do governo federal.
  • O Rio de Janeiro continua como um dos principais polos da Dataprev, recebendo vagas em praticamente todos os perfis.
  • Fortaleza aparece como um dos maiores centros de desenvolvimento de software da empresa, recebendo o maior quantitativo de vagas imediatas para essa especialidade.
  • João Pessoa, Natal e Florianópolis também passam a exercer papel relevante na expansão das equipes técnicas, especialmente nas áreas de desenvolvimento, inteligência de dados e infraestrutura.
  • São Paulo concentra vagas principalmente para perfis especializados em tecnologia e gestão.

Áreas administrativas

Embora a tecnologia concentre praticamente todas as vagas imediatas, o edital também contempla diversas áreas de apoio institucional. Há oportunidades para cadastro de reserva em:

  • Advocacia;
  • Administração e Governança;
  • Comunicação Social;
  • Contabilidade;
  • Engenharia;
  • Gestão Econômico-Financeira;
  • Analista de Processamento.

Esses profissionais poderão ser convocados durante o período de validade do concurso, conforme a necessidade operacional da empresa.

Prioridades

A distribuição das vagas evidencia quais competências a Dataprev considera estratégicas para os próximos anos.

Entre elas estão:

  • desenvolvimento de software para sistemas governamentais;
  • inteligência e tratamento de grandes bases de dados;
  • arquitetura e sustentação de infraestrutura tecnológica;
  • segurança cibernética e proteção de dados;
  • gestão de serviços de tecnologia.

A concentração das oportunidades nessas áreas acompanha o processo de expansão dos serviços digitais do governo federal. A Dataprev é responsável por plataformas críticas utilizadas pela Previdência Social, INSS, Ministério da Gestão, Ministério da Fazenda e diversos outros órgãos da administração pública, o que exige reforço permanente em equipes de desenvolvimento, infraestrutura e segurança da informação.

O quadro consolidado também demonstra uma característica importante do concurso: apesar do número relativamente reduzido de vagas para contratação imediata, o elevado volume de cadastro de reserva indica que a empresa pretende utilizar a seleção como banco de talentos para futuras convocações ao longo da validade do certame, permitindo ampliar rapidamente seu quadro técnico conforme a evolução dos projetos de transformação digital do Estado brasileiro.

Caruaru - São João que o mundo reconhece

O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, deu início, hojte, ao maior programa de pavimentação asfáltica já realizado no município. Batizado de “Pavimenta Arcoverde – Mais Mobilidade, Mais Qualidade de Vida”, o projeto prevê investimentos superiores a R$ 8 milhões em recapeamento e asfaltamento de ruas e avenidas, reforçando o compromisso da gestão com a modernização da infraestrutura urbana.

As máquinas começaram a operar pela Avenida Pinto de Campos, marcando o início de uma série de intervenções que beneficiarão importantes corredores de mobilidade da cidade.

Além da Avenida Pinto de Campos, o programa contemplará a Avenida José Bonifácio, Avenida Leonardo Arcoverde, no bairro São Cristóvão, além da Rua Germano Magalhães e da Rua dos Mascates, no Centro. Esta última receberá pavimentação asfáltica pela primeira vez, atendendo a uma reivindicação histórica da população. Na Avenida Conselheiro João Alfredo, outra artéria urbana beneficiada, também já começaram os trabalhos de regularização para o asfaltamento.

Ao anunciar o programa, Zeca Cavalcanti destacou que o novo pacote de obras tem também um trabalho conjunto entre a Prefeitura de Arcoverde, o Governo de Pernambuco e importantes parceiros.

“Hoje iniciamos um novo momento para Arcoverde. O Pavimenta Arcoverde representa mais conforto, segurança e qualidade de vida para quem utiliza nossas ruas todos os dias. Esse é um investimento histórico, fruto de muito trabalho, diálogo e da parceria com a governadora Raquel Lyra, além do apoio do deputado estadual Gustavo Gouveia e de Marcelo Gouveia. Seguiremos transformando nossa cidade com obras que fazem a diferença na vida das pessoas”, afirmou o prefeito.

Zeca também lembrou que, antes, o município já havia executado cerca de R$ 6 milhões em obras de asfaltamento, também em parceria com o Governo Raquel Lyra, ampliando os investimentos em mobilidade urbana.

Com o Pavimenta Arcoverde, a gestão municipal fortalece a infraestrutura da cidade, melhora a trafegabilidade, valoriza os bairros e impulsiona o desenvolvimento urbano, consolidando mais uma etapa do conjunto de obras executadas pela Prefeitura.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Por João Batista Rodrigues*

O recente episódio envolvendo o cantor Gusttavo Lima, que recebeu cachê antecipado e desmarcou sua apresentação em um município pernambucano, reacendeu um debate sobre a possibilidade de pagamento antecipado em contratos administrativos e as precauções que os gestores devem tomar para garantir a execução do contrato.

A regra geral estabelecida pela Lei de Licitações e Contratos é a proibição do pagamento antes da correspondente contraprestação do serviço ou do fornecimento do bem. O rito tradicional e seguro exige o empenho prévio, a liquidação mediante o devido ateste da realização do serviço e, por fim, a ordem de pagamento. Trata-se do fluxo natural que protege o patrimônio público.

Entretanto, a própria lei e o entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU) preveem situações específicas em que a antecipação é admitida, desde que cumpridos alguns requisitos. A flexibilização só é legítima se configurar condição indispensável para a obtenção do serviço ou se propiciar uma sensível economia de recursos para o município.

Ocorre que, diante da impossibilidade prática de se exigir garantias tradicionais nesse tipo de ajuste — como cauções em dinheiro ou fianças bancárias —, as precauções jurídicas do gestor devem ser redobradas.

Para mitigar riscos, o contrato deve ser firmado diretamente com o artista ou com seu empresário exclusivo, detalhando um cronograma de desembolso que fragilize o mínimo possível os cofres municipais. A boa prática administrativa sugere o parcelamento do cachê: uma primeira cota e a parcela final vinculada obrigatoriamente à efetiva subida do artista ao palco.

Ademais, o instrumento contratual precisa ser blindado com cláusulas penais e multas severas para o caso de descumprimento injustificado. O controle preventivo também pode incluir a exigência de que a produção comprove, com dias de antecedência, a emissão dos bilhetes aéreos e as reservas hoteleiras da equipe.

Se o show não ocorrer, o valor antecipado deverá ser devolvido. Portanto, Prefeitos e Secretários Municipais devem ter em mente que o TCU e os Tribunais de Contas estaduais consideram a antecipação de pagamentos sem as devidas cautelas e justificativas um erro grosseiro, conduta grave passível de aplicação de multas, imputação de débito e rejeição de contas.

No trato do dinheiro público, a prudência jurídica é a única garantia de que a festa do município não se transformará em uma dor de cabeça nos tribunais.

*Advogado, ex-prefeito de Triunfo e ex-presidente da União dos Vereadores de Pernambuco

Palmares - 147 anos

A vereadora de Arcoverde Célia Galindo (Podemos) voltou a defender o fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde da mulher e ao combate ao câncer. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar, que superou um câncer, destacou a atuação do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) na destinação de recursos para a área da saúde e afirmou que apoiará sua pré-candidatura ao Senado Federal, caso ela seja confirmada.

Ao relembrar sua trajetória de superação, Célia ressaltou que conhece de perto a importância do diagnóstico precoce, do acesso ao tratamento e dos investimentos na rede pública de saúde. “Quem venceu o câncer sabe que cada exame realizado no tempo certo e cada investimento na saúde podem salvar vidas. Eu vivi essa batalha e sei o quanto políticas públicas eficientes fazem a diferença na vida das pessoas”, afirmou.

A vereadora destacou iniciativas defendidas por Eduardo da Fonte ao longo de sua atuação parlamentar, entre elas a ampliação do acesso à mamografia para mulheres a partir dos 40 anos no Sistema Único de Saúde (SUS), medida voltada ao diagnóstico precoce do câncer de mama. Também lembrou a destinação de recursos para hospitais especializados em tratamento oncológico em Pernambuco, incluindo investimentos no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), que contribuíram para a modernização da estrutura de atendimento e aquisição de equipamentos de alta tecnologia.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Para além dos ataques, o que mais irrita Michelle Bolsonaro e suas aliadas, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), é o risco de interrupção de um trabalho que vinha sendo feito desde 2018 para a consolidação do voto feminino de direita no país. Curiosamente, a primeira constatação de como era o perfil da mulher eleitora brasileira veio de um trabalho da esquerda: a formação do CadÚnico, o cadastro que organiza as famílias que têm direito ao Bolsa Família e aos demais benefícios sociais.

O cadastro mostrou que a maior parte das famílias de baixa renda hoje é comandada por mulheres. E a maioria dessas mulheres é conservadora, especialmente porque grande parte hoje está vinculada a alguma denominação evangélica e é a partir dela que se organiza na sua comunidade. Tratava-se de um público pronto para ser politicamente atraído pela direita.

Candidato à reeleição em 2022, a equipe de Jair Bolsonaro constatou que a sua maior dificuldade estava na conquista do voto feminino. Montou-se, então, o movimento Mulheres com Bolsonaro, que teve Michelle e Damares Alves como principais expoentes. O movimento percorreu o Brasil, não apenas angariando apoios femininos para Bolsonaro, mas identificando mulheres que poderiam se tornar líderes políticas nas suas regiões. Michelle ainda não presidia o PL Mulher.

Conforme disse ao Correio Político uma pessoa que acompanhou de perto esse movimento, buscou-se nas diversas regiões mulheres que já exerciam liderança nas suas comunidades, embora em muitos casos talvez nem soubessem disso. Nos casos mais óbvios, pastoras evangélicas, presidentes de associações. Mas também donas de casa respeitadas pela vizinhança. O grupo começou a estimular essas mulheres a entrar na vida política. Michelle consegiu aumentar em mais de 40% a presença feminina no PL.

“Nós sabemos que não vai ser um caminho fácil, que vai haver muitos desafios, mas nós te daremos a mão”. De acordo a fonte, era esse o discurso feito por Michelle, Damares e outras para atrair as lideranças femininas. O grande problema a partir do desfecho no qual Michelle saiu do comando do PL Mulher seria: isso não aconteceu. Ao final, as decisões que prevaleceram acabaram sendo tomadas por homens.

Quando Flávio Bolsonaro afirma que o fato de não conquistar a maioria dos votos femininos acontece por falta de competência, ele não deixa de ter razão. De acordo com o último Censo, o Brasil tem hoje mais de 25 milhões de mulheres evangélicas. Elas representam de 50 a 60% do total de pessoas que têm essa religião. Se ele lidera entre os evangélicos, há um problema.

Michelle ficou com a desconfiança de que Paulo Figueiredo era ali uma espécie de ventríloquo do seu enteado, embora Flávio tenha depois desautorizado o neto do último general da ditadura. Se Michelle está certa e o raciocínio misógino predomina, ignora o candidato do PL um cálculo político que é mais que óbvio.

Somando-se tudo, mulheres comandam a maioria das famílias de baixa renda. Na maioria, são evangélicas. Entre os evangélicos, elas são maioria. Paulo Figueiredo está, assim, recomendando que se ignore o trabalho de conquista de um eleitorado que vai decidir o pleito de outubro. Ou seja, seu raciocínio significa derrota.

A estupidez do raciocínio de Paulo Figueiredo, no caso, prosseguiria mesmo na sugestão de que mulheres casadas votariam melhor que as solteiras porque seguiriam a ordem política dada pelo marido. Voltando aos dados do Censo, 51% dos lares brasileiros hoje são comandados por mulheres. Não há maridos. Todas as decisões são delas.

Esse percentual, segundo ainda o Censo, é maior na população de baixa renda. Entre as famílias hoje comandadas por mulheres, 69,9% vivem com uma renda domiciliar até um salário mínimo. Ao contrário do achismo do voto errado nos Estados Unidos, esses números são estatística. Essas mulheres são as donas dos seus votos.

Assim, se a maior parte dessas mulheres hoje apoiam, segundo o que dizem as pesquisas, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, isso talvez não seja porque são, na sua maioria, de esquerda. Mas porque o segmento de direita da política, com o qual boa parte delas talvez mais se identificasse, simplesmente dispensa o seu voto.

Camaragibe - Forró da Vila

Depois deste blog revelar os bastidores do arranca-rabo do ex-ministro Sílvio Costa Filho (Republicanos) com o prefeito de Camaragibe, Diego Cabral (PSD), tudo porque o gestor não cumpriu a palavra no apoio à reeleição do agora ex-aliado para a Câmara dos Deputados, um sambinha bem conhecido cai como uma luva para sintetizar a decepção do ex-ministro com o prefeito: “Vou festejar, de Beth Carvalho”.

A letrinha diz assim: “Você pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão”. Quem acompanha a política estadual sabe que Silvio Costa Filho foi o verdadeiro padrinho da eleição de Diego em Camaragibe.

Para elegê-lo, fez de tudo, inclusive convenceu o PSB a retirar a pré-candidatura de um aliado no município. A prova disso está no santinho acima da época da convenção, no qual são destacados, ao lado do então ministro, o presidente Lula e o presidente nacional do PSB, João Campos.

Como deputado inicialmente e depois ministro, Sílvio alavancou recursos federais para a gestão de Diego em Camaragibe. Mas o prefeito logo revelou o seu perfil de traidor ao se bandear de imediato para a governadora Raquel Lyra, a troco de migalhas.

Silvio ainda acreditou que o prefeito, mesmo aliado a Raquel, enquanto o ministro tem compromisso com o projeto estadual de João Campos, não farrapasse no acordo firmado lá atrás, de apoiá-lo para federal.

Estava completamente iludido e, ontem, o tempo, que é o senhor da razão, comprovou: foi terrivelmente apunhalado pelas costas. O prefeito sem palavra, fraco e desrespeitoso, se rendeu às pressões da governadora para apoiar outro federal.

Diego, segundo Sílvio Costa acaba de constatar, puxa a fila de políticos cuja palavra é como dinheiro falso: circula bastante, mas não tem valor real na hora de pagar a dívida.

Por Antônio Campos*

A Ferrovia Transnordestina está no centro do debate. O anúncio, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da liberação de mais R$ 600 milhões para o trecho cearense da obra, enquanto Pernambuco permanece sem autorização para o reinício do trecho Salgueiro-Suape, reacendeu uma preocupação legítima: estaria Pernambuco perdendo espaço na principal estratégia logística do Nordeste? O tema também foi objeto de Ação Popular nº 0804040-39.2023.4.05.8300, que é por mim movida sobre a anulação do aditivo que tirou Pernambuco, entre outras iniciativas.

Pedi hoje ao Juiz federal que solicite a União e a Infra S.A que informe nos autos a situação jurídica e de alocação de recursos e previsão de início do trecho Salgueiro/Suape, Transnordestina Pernambuco. 

Os fatos são objetivos. No Ceará, as obras avançam, novos lotes são inaugurados e há cronograma de execução. Em Pernambuco, permanece a indefinição sobre o reinício das obras, embora o trecho seja considerado estratégico para conectar o interior ao Porto de Suape, um dos maiores complexos portuários da América Latina. A diferença de ritmo produz um desequilíbrio regional que merece reflexão.

Não se trata de defender um estado contra outro. O Ceará tem pleno direito de celebrar seus investimentos e sua capacidade de articulação institucional. O problema surge quando Pernambuco permanece sem respostas concretas sobre um empreendimento igualmente relevante para o desenvolvimento regional.

A própria discussão nacional sobre a logística brasileira está mudando. A integração ferroviária entre a Transnordestina, a Ferrovia Norte-Sul e os corredores bioceânicos podem redefinir o mapa econômico do país nas próximas décadas, na estratégia via Peru, que é a que a China quer. Nesse cenário, perder protagonismo significa perder investimentos, empregos, competitividade industrial e capacidade exportadora.

É justamente por isso que Pernambuco precisa agir politicamente. Mais do que discutir responsabilidades passadas, chegou o momento de construir uma agenda institucional capaz de recolocar o Estado na prioridade nacional.

Nesse contexto, ganha especial importância o papel da bancada federal pernambucana. Deputados e senadores, independentemente de posições partidárias, possuem a responsabilidade constitucional de defender os interesses permanentes do Estado perante o Governo Federal.

Essa responsabilidade torna-se ainda mais relevante diante da nova posição ocupada pela senadora Teresa Leitão, que passou a exercer a liderança do Governo no Congresso. A liderança amplia sua capacidade de interlocução junto ao Executivo Federal e cria uma oportunidade institucional para buscar soluções concretas para o trecho pernambucano da Transnordestina.

Não se trata de confronto político nem de disputa federativa. Trata-se de representar Pernambuco. A liderança governista pode funcionar como ponte para destravar decisões administrativas, acelerar definições técnicas, promover o diálogo com a Infra S.A., o Ministério dos Transportes, a ANTT e os órgãos de controle, permitindo que o Estado volte a integrar efetivamente a estratégia logística nacional.

Também é importante que o Governo Federal esclareça, com transparência, qual é o cronograma previsto para o trecho Salgueiro-Suape, quais recursos estão programados, quais obstáculos jurídicos permanecem e quais medidas estão sendo adotadas para superá-los. A previsibilidade é fundamental para investidores, para o setor produtivo e para a sociedade.

Pernambuco não pode assistir passivamente ao redesenho dos grandes corredores ferroviários brasileiros. A Transnordestina representa muito mais do que uma ferrovia: ela simboliza desenvolvimento regional, integração econômica, redução de custos logísticos e fortalecimento do Porto de Suape.

O momento exige união institucional. Governo estadual, bancada federal, setor produtivo, universidades e sociedade civil precisam atuar de forma coordenada para garantir que Pernambuco participe, em igualdade de condições, da nova geografia econômica do Brasil.

O desenvolvimento do Ceará é uma boa notícia para o Nordeste. Mas o desenvolvimento regional somente será completo quando Pernambuco também voltar aos trilhos.

*Advogado

O Grupo JCPM publica, nesta semana, a 4ª edição do Relatório ASG. O documento reúne os principais resultados e avanços de 2025 nas agendas ambiental, social e de governança da empresa, líder no setor de shopping centers no Nordeste e referência nos ramos imobiliário e de comunicação. A nova edição evidencia iniciativas que integram inovação, eficiência operacional e preservação de recursos naturais e destaca um aporte de R$ 18 milhões apenas na área social, com atuação com jovens em quatro cidades e moradores da Serra do Machado, no interior de Sergipe.

Entre os destaques ambientais estão o uso de 100% de energia elétrica proveniente de fontes renováveis certificadas por meio do I-REC; a eletrificação de 66% da frota de motocicletas da ronda operacional e de segurança nos estacionamentos, com previsão de transição total até 2027; a adoção de soluções de baixo consumo de água nos empreendimentos, como sistemas de descarga a vácuo; e o fortalecimento da gestão de resíduos, com 75% dos recicláveis destinados a cooperativas parceiras. O projeto Floresta Urbana, realizando na área de influência do RioMar, é um dos destaques e chegou a ser, recentemente, foi Bronze no prêmio Newton Rique de Sustentabilidade no Prêmio Abrasce.

“O relatório demonstra a trajetória de uma empresa familiar, de capital fechado, com 90 anos de história, que adota práticas modernas de gestão e reconhece a sustentabilidade como elemento estruturante do negócio”, afirma a gerente de Sustentabilidade do Grupo JCPM, Thayara Paschoal.

Compromisso social

O desenvolvimento local segue como eixo central dos investimentos sociais do grupo, que totalizaram mais de R$ 18 milhões em 2025.

A Fundação Pedro Paes Mendonça (FPPM) atua na melhoria da qualidade de vida da população de Serra do Machado e regiões vizinhas, no interior de Sergipe, beneficiando aproximadamente 2 mil moradores. Em 2025, foram realizados 6.978 atendimentos de saúde na Clínica Dona Dudu Mendonça, incluindo atendimentos médicos, psicológicos e odontológicos.

No mesmo ano, o Centro de Educação Básica Auxiliadora Paes Mendonça ofereceu educação integral para 268 alunos. Atualmente, 54 jovens estão na universidade e outros 47 ex-alunos da CEBAPM já concluíram o ensino superior, dentro de um plano de incentivo à educação que vem sendo aplicado pela Fundação ao longo dos últimos anos. Além do número, houve mudança no perfil dos cursos, antes voltados para licenciatura e hoje dividido em formações como medicina, engenharia, entre outras.

No acolhimento social, o Lar Dona Conceição atendeu, no ano passado, 53 idosos, sendo 24 residentes, com mais de 68 mil refeições oferecidas. Soma-se a isso ações de cultura, empreendedorismo e desenvolvimento comunitário.

Já por meio do Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM), que conta com seis unidades distribuídas em quatro estados, foram realizados cerca de 9 mil atendimentos no último ano, com ações voltadas à educação, capacitação profissional e formação cidadã de jovens de 14 a 24 anos, moradores do entorno dos empreendimentos.

TRAJETÓRIA EMPRESARIAL

Para o presidente do Grupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, o relatório reflete uma história construída a partir do empreendedorismo, do desenvolvimento regional, da geração de oportunidades e do compromisso social. “Revisitamos nossas raízes e olhamos para o futuro, cientes dos desafios que estão por vir, convictos dos alicerces que nos conduzem rumo aos 100 anos. Seguiremos trabalhando para que nossos empreendimentos continuem gerando valor para a sociedade”, destaca.

Com participação em 11 shoppings, além do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação e de empreendimentos imobiliários, como condomínios comerciais e o recém-lançado Condomínio Praia de Guadalupe, no litoral sul de Pernambuco, o Grupo JCPM gera cerca de 3,2 mil empregos diretos.

Todos os dados do Relatório ASG 2025 do Grupo JCPM podem ser conferidos em: www.sustentabilidade2025.jcpm.com.br.

Apurei, há pouco, que o arranca-rabo entre o ex-ministro Sílvio Costa Filho (Republicanos) e o prefeito de Camaragibe, Diego Cabral (PSD), teve outra motivação e não ocorreu num restaurante, mas no escritório de Sílvio: a fúria do ex-ministro, que disputa a reeleição para a Câmara dos Deputados, se deu porque o prefeito rompeu o acordo de apoiá-lo em Camaragibe.

Por pressão da governadora, Diego vai apoiar para federal um nome indicado por Raquel, provavelmente Juliana de Chaparral. Soube que o prefeito amarelou e não reagiu em nenhum momento ao forte desabafo do ex-ministro. Expelindo fogo pelos olhos, Silvio só não chamou Diego de arroz-doce.

“Nunca imaginei que uma pessoa tão mansa e educada como Sílvio tivesse um pezinho na terra de Lampião. Ele foi pra cima de Diego e João com tamanha bravura que só faltou ir aos finalmente”, disse uma fonte ao blog.

Quem planta, colhe, diz um velho provérbio!