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Confirmando os apelos de aliados e rumores que sinalizavam seu projeto para liderar a Frente Popular, o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, lançou a pré-candidatura ao governo de Pernambuco em ato político realizado ontem (20), no Hotel Luzeiros, na Zona Sul do Recife.
No evento, também foi lançado o nome do empresário e advogado Carlos Costa (Republicanos) como candidato a vice-governador e da ex-deputada Marília Arraes (PDT) como pré-candidata ao Senado federal no evento.
Cotado para a segunda vaga da chapa na Casa Alta, o senador Humberto Costa (PT) não marcou presença e espera definição da sigla petista em reunião no próximo dia 28 de março.
História
Ao discursar, João Campos lembrou os ensinamentos do pai, o ex-governador Eduardo Campos e a perda precoce dele em 2014, num acidente aéreo.
Ele não deixou de citar o bisavô, Miguel Arraes, que também governou o estado. Campos exaltou o histórico do estado de não conformismo e afirmou que o grupo político está unido em torno da construção de um projeto.
“O que nos une é poder construir por Pernambuco um projeto que atenda à expectativa do povo mais sofrido, do povo mais pobre, para que quem nunca teve uma oportunidade na vida possa voltar a sonhar, a ter esperança”, declarou.
O prefeito também criticou o aumento da violência e a dominação de territórios pelo crime organizado. Ele prometeu combater o problema com valorização das polícias, geração de oportunidades e investimentos em inteligência.
Além disso, questionou a ausência de um equipamento de saúde de grande porte entregue pelo governo estadual e falou das creches como uma vitrine do seu governo.
“Para fazer isso, tem que saber trabalhar. De boas ideias o mundo está cheio. Está faltando gente que tenha a capacidade de fazer, juntar a política, ter compromisso com a gestão de poder fazer o enfrentamento do dia a dia. Como é que a gente vê o nosso estado ter tido a melhor educação pública do Brasil e sair do pódio? Eu vou ser governador do estado de Pernambuco e vou por de volta”, disse João.
Alianças
Ao discursar, Carlos Costa prometeu ser leal e trabalhar intensamente pelo estado. “Você (João Campos) pegou um companheiro de chapa animado, trabalhador e que tem, em meu pai, Silvio Costa, a maior referência de um homem digno e capacidade de trabalho. Eu não vou descansar. Vai ser 24 horas por dia porque eu tenho certeza que Pernambuco pode mais”, afirmou o pré-candidato.
Já Marília aproveitou o lançamento da candidatura para fazer críticas ao governo estadual, citando o alto número de feminicídios e, segundo ela, o não cumprimento de promessas da campanha de 2022, como a construção de cinco maternidades regionais.
“O que o povo quer é resultado, é entrega. Não adianta subir em cadeira para parecer maior, quando na verdade se fala com ódio. Se vê nos olhos, na expressão. E o povo nota que não se está ali com amor. Aqui, a gente não vai brincar com a esperança do povo, porque nós temos um caminho, nossas trajetórias se cruzaram na hora certa, sabemos de onde viemos”, enfatizou.
O presidente da Alepe, deputado estadual Álvaro Porto (MDB), afirmou que João Campos representa mais que apenas um candidato a governador, mas o futuro de Pernambuco. “Nesse projeto não cabe individualismo, não cabe projeto pessoal. Não cabe umbigo, tape o umbigo como o durex. Esqueçam que existe umbigo”, destacou.
A prefeita de Jupi, Rivanda Freire, do PSD, foi responsável por discursar pelos prefeitos. Estiveram presentes no ato deputados estaduais e federais aliados, além dos ministros da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos (PCdoB); de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), além do vice-prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), e do presidente da Câmara Municipal do Recife, vereador Romerinho Jatobá (PSB).
O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu aos 91 anos na madrugada deste sábado (21) em São Paulo. A informação foi confirmada à TV Globo pela assessoria da família.
Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, desde o dia 13 de março em decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica. As informações são do portal g1.
Em nota, a família informou que seu estado de saúde era delicado e agradeceu “as manifestações de carinho e solidariedade”. “Com pesar, comunicamos o falecimento do ator, autor e diretor Juca de Oliveira, ocorrido neste madrugada de 21 de março de 2026, aos 91 anos. Reconhecido como um dos grandes nomes das artes cênicas brasileiras, Juca de Oliveira construiu uma trajetória sólida e admirada no teatro, na televisão e no cinema”, diz um trecho do comunicado.
José Juca de Oliveira Santos nasceu no dia 16 de março de 1935, em São Roque, interior de São Paulo, e iniciou sua carreira no teatro nos anos 1950. Ao todo, participou de mais de 30 novelas e minisséries, além de ter integrado o elenco de mais de dez longas-metragens e 60 peças de teatro, incluindo aquelas em que trabalhou como autor.
Seu papel mais marcante na TV foi na novela “O Clone”, de Glória Perez. Ele interpretou o médico geneticista Doutor Albieri, responsável pela produção de um clone humano.
O velório será realizado no Funeral Home, no bairro da Bela Vista, região central da capital, das 15h às 21h deste sábado. A cerimônia será restrita a amigos e familiares.
Em 1986, Pernambuco viveu uma das campanhas políticas mais bonitas de sua história. Miguel Arraes, deposto do governo pelos militares em 64, foi candidato ao Palácio das Princesas, enfrentando o então jovem José Múcio Monteiro, hoje ministro da Defesa do Governo Lula.
“A esperança está de volta” foi o slogan da campanha que empolgou os eleitores da capital e interior. “Arraes vai entrar pela porta que saiu”, anunciava o guia eleitoral da televisão, com uma participação marcante dos poetas populares Zeto e Bia.
O programa político de rádio foi comandado pelo saudoso Edvaldo Moraes, com participação como redator deste jornalista. O jornalista Ricardo Leitão, que cuidou da comunicação do à época peemedebista, fez um ótimo trabalho e por isso se tornou secretário de Imprensa do governador.
Arraes derrotou Zé Múcio por uma diferença superior a 600 mil votos, um estrondo, em meados da década de 80. E ainda elegeu os senadores Antônio Farias e Mansueto de Lavor, quando Roberto Magalhães era o favorito a uma das vagas.
Passados 40 anos, uma neta e um bisneto do velho Arraes estão para entrar numa disputa majoritária. Marília, filha de Marcos Arraes e Sônia Valença, vai disputar o Senado. João Campos, filho de Eduardo e Renata, neto de Ana Arraes, irá tentar chegar ao cargo ocupado pelo pai e o bisavô.
João e Marília não são simplesmente herdeiros políticos de Miguel e Eduardo. Desde que entraram na vida pública têm demonstrado garra e competência, trabalhando a favor do povo mais humilde de Pernambuco. Marília foi atuante vereadora no Recife e excelente deputada federal.
João também foi deputado federal e como prefeito do Recife vem se destacando como um dos melhores gestores do Brasil. A esperança, de 1986, volta a bater no coração dos pernambucanos, em 2026.
Os dois jovens políticos — um homem e uma mulher de lutas — vão enfrentar uma adversária que prometeu muito e entregou pouco, frustrando milhões de eleitores que nela acreditaram. Somente neste quarto ano o governo do estado deu sinal de vida em muitos municípios.
Prefeitos, deputados e até setores da imprensa são coptados na prática da velha política que atrasa o desenvolvimento das cidades e do Estado. João, com Marília, Carlos Costa e o representante do PT podem mudar esse quadro, assim como fez Arraes no passado.
Assim como fez também Eduardo. Pernambuco precisa melhorar a saúde, a educação, a segurança pública, combater o feminicídio e outros graves problemas que afligem os que moram na região metropolitana e no interior.
A ex-prefeita de Caruaru teve sua chance e não correspondeu. O eleitor se decidir tirá-la do Palácio, não é porque é uma mulher e sim por ter ficado aquém como governante de um Estado que já teve no Palácio Arraes, Marco Maciel, Jarbas, Roberto Magalhães e Eduardo Campos.
João e seu time, com Marília e Humberto, estão com Lula, estão do lado do povo, como sempre estiveram Eduardo e Arraes.
Faz muito tempo, Amartya Sen caminhava pelas ruas de Calcutá e decidiu comprar peixe de uma mulher que trabalhava usando um pequeno tabuleiro de madeira. Ela deu o preço do peixe e Sen, seguindo a tradição de bom bengalês, pechinchou. Naquela região da Índia, pechinchar é esporte nacional. Mas a mulher, desde cedo esfregando o umbigo naquele tabuleirozinho, conhecia Amartya e sabia ser ele professor.
“Você estuda muito, não é?”, começou muito séria. E arrematou: “Então deveria saber que se todo mundo pagasse o que quer pagar, eu e meus filhos não comeríamos hoje à noite”. Ele pagou o preço. E mais um pouco. Anos depois, ao desenvolver sua teoria das capacidades, a ideia de que desenvolvimento significa garantir às pessoas a liberdade real de viver uma vida digna, Sen reconheceu as pessoas do povo, das ruas de Calcutá, como seus grandes professores de economia, melhores que os de Oxford ou Cambridge.
Essas pessoas ajudaram o filósofo e economista indiano a elaborar o conceito de que a liberdade anda de mãos dadas com a prosperidade. Algo tão forte que lhe rendeu o Nobel de Economia de 1998.
Parece algo simples, mas nem tanto neste mundo de complexidades, no qual a pobreza, tornada ativo da política, é instrumento de dominação, e do qual a liberdade é vítima. Aqui, na América do Sul, chamamos de “pobrismo”.
Foi com um olho na prosperidade e outro na pobreza que ele publicou, em 1999, seu livro “Desenvolvimento como liberdade”, considerado um clássico. Mostra como a pobreza torna o ser humano prisioneiro da ignorância e da demagogia barata, fazendo de nações inteiras um lugar no qual a única saída é o aeroporto (ou o mar). As cenas dos imigrantes chegando às praias da Europa, barcos abarrotados, alguns sem vida, outros mais mortos que vivos, é um exemplo clássico.
Países que garrotearam a prosperidade e fizeram da pobreza instrumento de poder comprovam a tese de Sen: “A expansão da liberdade é o fim prioritário e, ao mesmo tempo, meio principal do desenvolvimento. O desenvolvimento consiste na remoção de vários tipos de restrições que deixam às pessoas pouca escolha e pouca oportunidade”.
O desenvolvimento, a possibilidade de empreender, a mobilidade social pelo mérito e, principalmente, o acesso à educação de qualidade são pilares da liberdade individual e coletiva. O crescimento econômico não pode ser considerado um fim em si mesmo. Não bastam PIB (Produto Interno Bruto) bombando, rendas pessoais, industrialização, avanço tecnológico ou modernização social. Aliado a isso, é preciso melhorar a qualidade de vida das pessoas e preservar seu direito de decidir sobre o futuro.
Um país como o Brasil, que cobra impostos em excesso, obrigando seus cidadãos a pagar quase 35% do PIB em tributos, está encarcerando a liberdade de prosperar. Ao mesmo tempo, investe no financiamento da pobreza, mantendo quase metade da população controlada com os chamados benefícios sociais. Uma população que, na sua maioria, está fora das estatísticas de desemprego simplesmente porque não busca trabalho.
O Brasil está num momento complicado, porque terá que se reinventar como país. Perdeu o bônus demográfico, envelheceu sem ficar rico ou pelo menos remediado. Diferentemente da Índia de Sen, com nove prêmios Nobel, sendo cinco deles de física, medicina, economia e química, o Brasil nunca foi agraciado.
A Índia, apesar da pobreza crônica, tem adquirido relevância com seu programa espacial e a condição de potência nuclear. Do lado de cá, o que tem segurado nossa economia é uma estabilidade herdada dos governos Itamar e Fernando Henrique — e já se vão 24 anos. Desde aquele período, perdemos mais do que ganhamos.
Um dos poucos setores da economia a prosperar foi o agronegócio, por depender pouco do Estado e desfrutar da criatividade e ousadia dos seus líderes. Sem ele, estaríamos no pior dos mundos, sem qualquer relevância numa era dominada pelo conhecimento e inovação. É parte da nossa banda boa, num momento em que a banda podre tirou o país para dançar.
Para Amartya Sen, desenvolvimento requer remoção das principais fontes de privação de liberdade: pobreza e tirania, carência de oportunidades econômicas e destituição social sistemática, negligência dos serviços públicos e intolerância ou interferência excessiva do Estado. Vou mais além: o estímulo ao trabalho. Sem trabalho não se chega à prosperidade e, mais ainda, não se financia essa máquina pública, pesada, lenta, paquidérmica e corrupta. O Brasil tem empobrecido ano a ano, e, quanto mais pobre ficamos, menos livres estamos.
Essa percepção da combinação de empobrecimento com baixa perspectiva de prosperidade foi registrada na pesquisa do Observatório Febraban de dezembro de 2025. Metade dos brasileiros nascidos de 1980 a 1995 quer ir embora do Brasil em busca de melhores oportunidades. São pessoas no auge da sua capacidade produtiva. Esse percentual é de 40% para os nascidos de 1995 a 2010. Jovens batendo na porta do mercado de trabalho, sem encontrar boas oportunidades de progredir. Cérebros jovens perdidos dificilmente serão resgatados.
Sen tinha 65 anos quando ganhou o Nobel em 1998. A família comemorou e uma sobrinha pequena, curiosa, perguntou: “Tio, o que é o Nobel?”. Ele explicou que era um prêmio importante, dado às pessoas que contribuíram para o bem da humanidade.
A menina avançou: “E o que você fez?”. O filósofo ensaiou uma explicação meio acadêmica, mas a sobrinha cortou: “Você ajudou alguém de verdade, com as mãos?”. E Amartya Sen sereníssimo: “Não, minha filha. Por isso escrevo livros. Quero convencer quem pode ajudar com as mãos a realmente fazer isso.”
Com a decisão do grupo Coelho, liderado pelo ex-prefeito Miguel Coelho, de apoiar a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado federal Lucas Ramos (PSB) sai no lucro: passa a ser o único candidato a buscar a reeleição com forte inserção no eleitorado de esquerda em Petrolina e no Vale do São Francisco.
Isso porque Fernando Filho (UB), também candidato à reeleição para Câmara dos Deputados, deixa o histórico segmento do eleitorado de esquerda, se associando ao projeto que vai na contramão da Frente Popular, que tem João Campos candidato a governador e o presidente Lula na disputa pela reeleição.
Sai também desse segmento de esquerda o ex-prefeito Odacy Amorim, que se transferiu para o Avante para disputar uma vaga na Câmara Federal, partido alinhado com o projeto Raquel Lyra e o bolsonarismo. Na eleição passada, quando conquistou seu primeiro mandato federal, Lucas teve mais de 20 mil votos em Petrolina. Agora, como único postulante federal na coligação de João, pode até dobrar essa votação, repercutindo nos demais municípios do Sertão do São Francisco.
A escalada de tensão envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel mergulhou o mundo em mais um capítulo de instabilidade geopolítica, com impactos diretos sobre o preço do petróleo e seus derivados. Trata-se de um conflito cujas motivações seguem nebulosas para a maioria da população global, mas cujas consequências são imediatas e concretas: inflação energética, insegurança econômica e pressão sobre governos nacionais.
No Brasil, como em qualquer economia dependente de combustíveis fósseis, os reflexos são inevitáveis. No entanto, há um componente adicional que agrava a situação: o comportamento de setores do empresariado, especialmente na cadeia de distribuição e revenda de combustíveis. O que se observa não é apenas repasse de custos, mas uma antecipação agressiva de aumentos, muitas vezes dissociada da realidade imediata do mercado internacional.
Em estados como a Bahia, relatos de reajustes que chegam a 80 centavos por litro expõem um padrão preocupante. Não há, em curto prazo, justificativa técnica consistente para variações tão abruptas. O que emerge, portanto, é a percepção de um movimento especulativo, que se aproveita do ambiente de incerteza global para maximizar margens de lucro.
Mais grave ainda é a suspeita de práticas coordenadas, como retenção de estoques e restrição de oferta, criando artificialmente cenários de escassez. Trata-se de uma estratégia conhecida: tensionar preços, impactar diretamente o bolso da população e, ao mesmo tempo, produzir desgaste político, sobretudo em regiões historicamente alinhadas ao governo federal, como Norte e Nordeste.
Esse comportamento revela um problema estrutural: a ausência de compromisso social de parte significativa do empresariado brasileiro. Em momentos de crise, espera-se responsabilidade, equilíbrio e senso coletivo. O que se vê, no entanto, é a priorização do lucro imediato em detrimento da estabilidade econômica e do bem-estar da população.
É preciso separar o impacto real da guerra no mercado internacional do uso oportunista desse contexto dentro do país. O Brasil dispõe de mecanismos regulatórios, capacidade de refino e instrumentos de fiscalização que podem — e devem — ser acionados para coibir abusos.
A crise externa é real. Mas a forma como ela é explorada internamente também precisa ser exposta. Quando a ganância se sobrepõe ao interesse público, não se trata apenas de mercado — trata-se de responsabilidade social. E, nesse quesito, parte do empresariado brasileiro segue se comportando como verdadeiros bandidos.
O ato de lançamento do prefeito do Recife, João Campos (PSB), como pré-candidato ao Governo do Estado, ontem (20), na Zona Sul da capital, foi mais do que um evento para dizer oficialmente à população que ele vai concorrer ao Palácio do Campo das Princesas. Foi o pontapé inicial do grupo socialista à corrida e deixou evidentes algumas das estratégias a serem usadas em busca da vitória.
A primeira e mais óbvia é o reforço na narrativa de que o palanque de João Campos é o palanque do presidente Lula (PT) em Pernambuco, esvaziando, desde já, a tese de palanque duplo para o petista, em caso de apoio da governadora Raquel Lyra (PSD) a Lula. Mesmo que Raquel declare que votará no presidente e abra seu palanque para ele daqui a alguns meses, o grupo de João já terá associado à imagem do chefe do Poder Executivo, porque montou uma chapa com aliados lulistas e fez questão de cravar a defesa da reeleição de Lula.
“Eu estou muito seguro do time que a gente está construindo. Aqui a gente tem o palanque do presidente Lula, um time que tem lado, posição, clareza política daquilo que a gente acredita. Esse time daqui vai vencer as eleições em Pernambuco, vai vencer as eleições no Brasil”, declarou João Campos, acrescentando um recado direto à Raquel: “Nós não vamos fazer jogo oportunista, jogo sem posição, porque quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho funciona. Para a gente não é assim. A gente sabe onde quer chegar. A gente quer Luiz Inácio Lula da Silva reeleito presidente do Brasil”.
Outra estratégia explícita é a do saudosismo da época de prosperidade vivida por Pernambuco, quando o pai de João, o ex-governador Eduardo Campos, governou o Estado com o presidente Lula no poder. O prefeito vai evidenciar que Pernambuco pode viver esse tempo novamente sob sua gestão e com a reeleição de Lula. “A gente viu o tempo que Lula e Eduardo cuidaram de Pernambuco e do Brasil. Vamos reinaugurar esse tempo”, frisou Campos.
Mais sutil neste momento, porque a campanha, de fato, ainda não começou, ficou nítida também a intenção de colar na governadora Raquel Lyra a pecha de perseguidora, ou em bom pernambuquês, arengueira. “A gente vai poder mostrar ao povo que não adianta você ter briga política, você ter uma construção de perseguição a adversários, de carregar ódio no povo”, afirmou o prefeito.
João Campos ainda vai usar como mote a perda de protagonismo de Pernambuco no Nordeste e a dificuldade de fazer entregas do governo de Raquel. O prefeito afirmou que um Estado forte não pode perder oportunidades para outros irmãos de região e ressaltou: “É preciso ter força e compromisso. É preciso ter capacidade política e de gestão. Não adianta só falar, é preciso fazer”.
Sobre o PT – O prefeito fez questão de ressaltar seu respeito ao ritmo interno do PT e suas decisões. “Primeiro é importante deixar muito claro todo o meu respeito ao PT, à condição interna do PT. Eu queria saudar, em nome da senadora Teresa Leitão, que está aqui hoje, uma querida amiga, uma grande senadora de Pernambuco, a todos do PT”, afirmou. Campos reforçou que houve muitas conversas com o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, e com o presidente estadual, Carlos Veras.
Ritos – De acordo com João Campos, o PT tem um rito interno democrático, mas ontem foi o momento de cumprir um rito do PSB e do PDT. “Hoje não tem um anúncio de chapa formada, tem um anúncio de pré-candidaturas feitas. E eu quero deixar muito claro que tudo está muito alinhado com o PT, com o presidente Edinho, com a frente que sustenta o presidente Lula no apoio político e, no tempo certo, respeitando as decisões do PT, a gente vai poder dar novos passos dentro da Frente Popular de Pernambuco”, comentou.
Ausência de Humberto – As declarações de João Campos sobre o PT tiveram o objetivo de afastar rumores de fissuras no grupo depois que o senador Humberto Costa não compareceu ao ato, mesmo estando há meses cotado para ocupar uma das vagas ao Senado na chapa do prefeito, em busca da reeleição. O senador, porém, já tinha agendas marcadas no interior do Estado quando o evento foi marcado. A ausência de Humberto no evento, pelo que apurou esta coluna, não significa que o senador não participará do palanque montado por Campos.
Marília paz e amor – Pré-candidata ao Senado no time de João Campos, Marília Arraes (PDT) negou que tenha utilizado a aproximação com a governadora Raquel Lyra para barganhar com o prefeito uma vaga na composição. Disse que é intriga. “É normal que adversários tentem agredir, mas deixa eles com agressividade, com ódio, porque aqui, para a gente sair de casa, para a gente deixar as filhas e se entregar para o povo, precisa de muito amor. Se o ódio está no coração deles, deixa tudo do lado de lá e aqui a gente tem muito amor para dar”, enfatizou.
Petróleo – O presidente Lula (PT) defendeu a criação de um estoque regulador de petróleo na Petrobras para “não ser vítima” de guerras e greves. A declaração aconteceu, ontem (20), durante a visita do presidente à Refinaria Gabriel Passos, em Betim, município de Minas Gerais. “Nós precisamos, ao longo do tempo, construir um estoque regulador pra gente não ser vítima do que está acontecendo hoje. E se essa guerra durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do estreito de Ormuz?”, questionou o presidente. As informações são da CNN.
CURTAS
Mais gente chegando 1 – O deputado estadual Dannilo Godoy oficializou, ontem (20), sua filiação à Federação União Progressista em Pernambuco. A assinatura ocorreu ao lado do presidente estadual da federação, deputado federal Eduardo da Fonte, e do vice-presidente do Progressistas, deputado federal Lula da Fonte.
Mais gente chegando 2 – Segundo Eduardo da Fonte, a chegada do parlamentar amplia a atuação da federação no Estado. “Dannilo tem experiência administrativa e compromisso com o povo do interior. Sua chegada fortalece nossa capacidade de levar investimentos e garantir avanços para Pernambuco, especialmente no Agreste Meridional”, afirmou.
Simão e Miguel – O prefeito de Petrolina, Simão Durando (União Brasil), comentou a aliança entre o partido e a governadora Raquel Lyra. Segundo o gestor, a composição reúne lideranças com experiência administrativa e atuação no interior, com foco em demandas regionais. “Tenho certeza que é uma grande combinação. Miguel e Raquel conhecem a realidade do povo do Sertão. A governadora tem sua origem no interior e sou testemunha que ela se mostrou presente constantemente no Sertão nesses três anos de governo”, afirmou.
Perguntar não ofende: Quem será o outro senador na chapa de Raquel Lyra?
Entre os dias 24 e 27 deste mês, o município de Salgueiro, no Sertão Central, vai sediar o Encontro Nacional de Gestores e Legislativos Municipais. Convidado pela União dos Vereadores do Brasil (UVB), que está promovendo o evento, farei uma palestra às 16h30 do dia 26 (quinta-feira) sobre “Um século de gestão em Pernambuco”, resultado da pesquisa que fiz para escrever meu último livro “Os Leões do Norte”, minibiografia de 22 governadores, de Carlos de Lima Cavalcanti, em 1930, a Paulo Câmara, em 2022.
Vou falar para um público formado majoritariamente por vereadores e dirigentes de Câmaras Municipais. Promovido pela União de Vereadores do Brasil (UVB), em parceria com a Plenária Assessoria e Gestão de Eventos, o encontro integra o calendário nacional de capacitações voltadas ao fortalecimento do Legislativo municipal.
Serão dias de muito conteúdo, troca de experiências e debates com especialistas, gestores, comunicadores e autoridades que atuam diretamente no fortalecimento do legislativo municipal. Um encontro pensado para quem busca mais preparo, conhecimento e resultados no exercício do mandato.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) após receber o relatório médico sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde janeiro para cumprimento de pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
A medida foi tomada nesta sexta-feira, após o envio, pelo Hospital DF Star, de informações detalhadas sobre a internação do ex-presidente. Bolsonaro foi transferido para a unidade de saúde no último dia 13, depois de apresentar um mal-estar na cela onde está custodiado, no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília. As informações são do jornal O GLOBO.
Na quarta-feira, a defesa do ex-presidente havia solicitado a concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando o quadro clínico de Bolsonaro. Diante do pedido, Moraes determinou que o hospital encaminhasse, em até 48 horas, o prontuário médico completo, incluindo exames realizados, medicações administradas e avaliação das condições gerais de saúde.
Com o recebimento dos documentos, o ministro decidiu ouvir a PGR antes de analisar o pedido da defesa. Caberá ao órgão se manifestar sobre a eventual concessão da domiciliar, à luz das informações médicas apresentadas.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, após condenação em ação penal julgada pelo STF. A análise do pedido de prisão domiciliar ocorre em meio a avaliações dentro da Corte sobre os impactos jurídicos e políticos de uma eventual mudança no regime de cumprimento da pena.
Como mostrou o GLOBO, um grupo de ministros do STF avalia que a eventual concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente pode funcionar como uma forma de proteção institucional da própria Corte, diante do agravamento de seu quadro de saúde e dos possíveis desdobramentos políticos do caso. Integrantes do governo e do PT também têm considerado, sob reserva, que a piora clínica indica que chegou o momento de o ex-presidente voltar a cumprir pena em casa.
A ex-deputada Marília Arraes (PDT) afastou as acusações de que teria utilizado a aproximação com a governadora Raquel Lyra (PSD) para barganhar com o prefeito João Campos (PSB) uma vaga de candidata ao Senado na chapa do socialista na disputa pelo comando do estado.
No ato de lançamento da pré-candidatura do gestor recifense ao governo de Pernambuco e do próprio nome como pré-candidata ao Senado, realizada nesta sexta-feira (20), no Recife, Marília atribuiu a acusação ao “ódio da oposição”.
“É normal que adversários tentem agredir, mas deixa eles com agressividade, com ódio, porque aqui, para a gente sair de casa, para a gente deixar as filhas e se entregar para o povo, precisa de muito amor. Se o ódio está no coração deles, deixa tudo do lado de lá e aqui a gente tem muito amor para dar”, declarou.
Marília Arraes chegou a manter conversas com a governadora Raquel Lyra (PSD) sobre participar da chapa da gestora como candidata à Casa Alta do Congresso Nacional, pouco antes de firmar aliança com o primo, João Campos. No discurso, a pré-candidata ainda deu um recado para os opositores, após afirmar que não pretende brincar com a esperança dos pernambucanos.
“Não se negocia com quem faz qualquer negócio para ganhar a eleição. A gente está aqui porque a gente tem lado, tem time. E aqui a gente assume, ninguém tem medo de assumir, não. Aqui a gente é do time do presidente Lula. Podem tentar o que quiser, podem fazer negociação, troca ou o que for “, disparou Marília.
A Prefeitura de Toritama, em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Toritama (ACIT), realiza na quinta-feira (26) o lançamento oficial do Festival do Jeans de Toritama (FJT) 2026. O evento, voltado para veículos de imprensa e organizadores, marca o início das atividades da nova edição do festival.
Com o tema “Urban Culture: A moda que vem das ruas”, a edição de 2026 terá apresentação dos conceitos criativos, do cronograma dos desfiles e das inovações estruturais previstas para o evento. Durante a solenidade, também será divulgada a grade completa de atrações musicais.
“Na quinta-feira, vamos apresentar uma grade de shows à altura do povo de Toritama e da região, com todos os detalhes dessa edição”, afirmou o prefeito Sérgio Colin. O festival é considerado um dos principais eventos do setor têxtil em Pernambuco e tem impacto na movimentação econômica do município.
A Justiça da Bahia determinou em decisão liminar (provisória) que o Poder360 apague o nome e a imagem de uma delegada divulgados em reportagem deste jornal digital. A ordem foi cumprida, apesar de o ato representar restrição à liberdade de imprensa e censura ao trabalho jornalístico, em desconformidade com as garantias constitucionais. O Poder360 adotará as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão.
O episódio se dá depois de uma série de iniciativas para constranger o Poder360 a alterar ou retirar do ar conteúdos jornalísticos sobre o caso. Antes da decisão da Justiça que atendeu ao pedido da delegada, houve uma notificação extrajudicial do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia e uma tentativa da Polícia Federal de obter dados que poderiam levar à quebra do sigilo da fonte, outra garantia constitucional que ficou ameaçada.
QUEBRA DE SIGILO A PF requereu do Poder360 em 23 de dezembro de 2025 (íntegra do documento – PDF – 127 kB) dados que poderiam levar à identificação de uma fonte protegida por sigilo jornalístico –um dispositivo garantido pelo artigo 5º, inciso 14, da Constituição Federal. Nesse pedido, que não tinha validade legal, a PF dava um prazo de 15 dias para o Poder360 informar a data e o horário em que a Redação havia recebido os dados usados na reportagem “OAB da Bahia analisa acusação contra advogados por fraude processual”, publicada em 21 de agosto de 2025.
O delegado da PF Rony José Silva alegou, de forma equivocada, que seu requerimento não violaria o direito constitucional de proteção à fonte jornalística. O Poder360 contestou esse posicionamento em ofício assinado em nome deste jornal digital pelos seus advogados Pierpaolo Cruz Bottini, Igor Sant’Anna Tamasauskas e Beatriz Canotilho Logarezzi.
A exigência do delegado Rony José Silva faz parte de um inquérito conduzido pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da PF na Bahia. No seu ofício, sem fundamento legal, o delegado faz um alerta de que o descumprimento do pedido poderia caracterizar crime de desobediência, cuja pena é de 15 dias a 6 meses de detenção, além de multa.
O Poder360 esclareceu, ao responder ao ofício da PF, que não forneceria detalhes sobre como obteve a informação. Explicou de forma didática que não seria possível revelar nenhum dado que pudesse permitir identificar sua fonte, direta ou indiretamente. Para este jornal digital, atender à exigência do delegado representaria afronta direta à garantia constitucional que protege o trabalho jornalístico e a liberdade de imprensa. A proteção se estende a quaisquer elementos que possam indicar quem forneceu as informações.
Revelar data e horário em que uma informação foi obtida pode permitir o cruzamento com dados externos –como imagens de câmeras de segurança, registros de acesso a edifícios ou histórico de mensagens– e, assim, levar à identificação de quem forneceu o material ao veículo jornalístico. Sem essa proteção no exercício do jornalismo profissional, fontes poderiam ser expostas a represálias e deixariam de colaborar com reportagens que revelam irregularidades ou possíveis abusos de autoridade.
REMOÇÃO DE CONTEÚDO Depois da recusa do Poder360 ao pedido da PF sobre como havia sido obtida a informação, veio o 1º pedido para retirar as reportagens sobre o caso do ar. Em 6 de janeiro de 2026, o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia enviou uma notificação extrajudicial ao Poder360 para derrubar a reportagem “Delegada da Bahia investiga caso em que seu advogado é parte”, publicada por este jornal digital em 3 de dezembro de 2025.
No documento, o sindicato afirma que a reportagem teria associado indevidamente a atuação de uma delegada da Polícia Civil da Bahia a um possível conflito de interesses sem respaldo em decisão administrativa ou judicial.
O Poder360 discordou dessa interpretação. Reportagens jornalísticas podem relatar fatos de interesse público (desde que não sejam falsos, evidentemente) sem que exista ainda uma decisão administrativa ou judicial a respeito do ocorrido. Seria impraticável para o jornalismo profissional noticiar fatos só depois de terem sido validados por algum órgão oficial. O requerimento do sindicato revela interpretação equivocada sobre como funciona a liberdade de imprensa em sociedades democráticas.
A notícia relatada pelo Poder360 –e contestada pelo sindicato dos delegados– restringia-se a narrar os fatos: uma delegada da Bahia conduziu investigação de uma suspeita de violência doméstica apresentada pelo advogado Nestor Távora. Só que, no passado, Távora havia sido advogado de defesa dessa própria delegada (que entrou na Justiça para poder ser nomeada ao cargo que hoje ocupa). Esse contexto motivou questionamentos apresentados por uma das partes envolvidas. A reportagem narrava esses fatos. A ocorrência dessa conexão passada entre a delegada e o advogado, inclusive, não foi objeto de controvérsia.
Jamais o Poder360 afirmou categoricamente a existência de conflito de interesses. Apenas noticiou fatos e os questionamentos decorrentes, sem atribuir juízo conclusivo sobre eventual irregularidade. Este juízo final de fato não cabe a este jornal digital –ao Poder360 compete a divulgação de informações de interesse público relacionadas ao caso, como foi feito.
O sindicato dos delegados queria que o Poder360 retirasse do ar reportagens sobre o episódio e apagasse postagens em todas as plataformas digitais deste jornal digital. O Poder360 rejeitou o pedido em ofício enviado à entidade em 12 de fevereiro de 2026.
Na sequência, a pedido da delegada, foi aberto um processo no Juizado Especial Cível com o mesmo objetivo de retirar o conteúdo do ar. Nessa ação judicial, foi proferida decisão liminar (provisória) determinando ao Poder360 a remoção do nome e da foto da delegada de suas publicações. Por ser uma determinação judicial, este jornal digital cumpriu a ordem: apagou o nome e a foto da delegada na reportagem, mas manteve a notícia no ar. O Poder360 adotará as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão.
ENTENDA O CASO A reportagem citada pela Polícia Federal, “OAB da Bahia analisa acusação contra advogados por fraude processual”, relata uma representação apresentada à Ordem dos Advogados do Brasil contra 3 advogados: Ana Patrícia Dantas Leão, Eugênio de Souza Kruschewsky e Michelle Santos Allan de Oliveira.
A representação foi apresentada no contexto do divórcio entre Lucas Queiroz Abud e Fabiana Durand Gordilho. Segundo o documento da defesa de Lucas, os 3 advogados manipularam elementos do processo e produziram provas fraudulentas. A defesa alega que houve fraude processual e tentativa de influenciar decisões judiciais. Os envolvidos negaram ter cometido irregularidades.
Outra reportagem do Poder360 sobre o episódio, “Delegada da Bahia investiga caso em que seu advogado é parte”, publicada em 3 de dezembro de 2025, relatou um possível conflito de interesses.
A reportagem mostrou que um dos advogados envolvidos no caso, Nestor Távora, já havia atuado anteriormente como advogado da própria delegada. A situação levantou questionamentos apresentados pela defesa de Abud, já que a delegada não se declarou suspeita para conduzir a apuração.