Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com o cantor e compositor Daniel Gonzaga ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
Seria possível construir, em apenas 10 anos, obras como Brasília, Itaipu, a Ponte RioNiterói, o Aterro do Flamengo ou o Lago de Furnas – só para citar alguns feitos extraordinários da engenharia brasileira – diante do hipertrofiado aparato de fiscalização obstrutiva e punitiva criado pelo Estado brasileiro nas últimas décadas?
Se projetos dessa magnitude fossem concebidos atualmente, figuras como Juscelino Kubitschek, Costa Cavalcanti, Mário Andreazza e Carlos Lacerda talvez terminassem suas trajetórias sufocados por processos administrativos e judiciais, movidos por setores incapazes de construir aquilo que condenam.
Os exemplos se acumulam: atrasos e aumento de custos na exploração de petróleo da Margem Equatorial; a imposição de uma Belo Monte sem reservatório e sujeita a hidrogramas mais severos do que os previstos no licenciamento; o impasse de décadas da Ferrogrão; a não pavimentação da BR-319; além de inúmeros outros projetos estratégicos travados.
Os ataques ao agronegócio e à infraestrutura nacional são tantos que dificilmente caberiam em um único artigo. Em muitos casos, essas ONGs atuam para limitar o crescimento brasileiro, alinhadas aos interesses de grupos internacionais que financiam suas atividades sem qualquer transparência ou fiscalização efetiva por parte do Estado.
É importante distinguir: essas “ONGs milionárias” nada têm a ver com as milhares de organizações sérias que prestam serviços sociais relevantes e levam dignidade a comunidades onde o poder público não alcança. O problema está em um grupo restrito, altamente financiado e politicamente influente, que utiliza narrativas questionáveis como instrumento de pressão econômica e geopolítica.
Embora representem parcela mínima do universo de ONGs em atividade no país, essas organizações recebem milhões de dólares todos os anos para defender pautas alinhadas a interesses externos. Sua atuação não se restringe à Amazônia: alcança setores estratégicos da economia, órgãos públicos, conselhos e colegiados, onde ocupam espaços permanentes sob o discurso de representação da sociedade civil.
Assim, de forma silenciosa, acabam interferindo em decisões que impactam diretamente o cotidiano dos brasileiros, impedindo investimentos, obras de infraestrutura e oportunidades de emprego e renda. A proteção ambiental e cultural é necessária, mas não pode servir de escudo para a paralisação sistemática do desenvolvimento nacional.
Outro ponto grave é a falta de transparência. Apesar de usufruírem benefícios fiscais e tributários, essas organizações não são obrigadas a divulgar claramente quem as financia, quanto recebem e como aplicam esses recursos. Em diversos casos, informações sobre repasses milionários só podem ser obtidas por meio de dados públicos disponíveis no exterior.
É urgente que o Congresso Nacional enfrente essa discussão e avance em uma legislação que garanta transparência total sobre o financiamento estrangeiro de ONGs atuantes no Brasil. Também é necessário impedir conflitos de interesse envolvendo agentes públicos e instituições de Estado.
Trata-se de uma questão de soberania nacional. O Brasil precisa debater até que ponto interesses internacionais, travestidos de defesa dos interesses da sociedade, contribuem para atrasar investimentos, impedir obras estruturantes e comprometer o futuro de milhões de brasileiros. O país não pode abrir mão do direito de crescer, criar prosperidade e decidir, de forma soberana, os rumos do seu próprio desenvolvimento.
*Engenheiro eletricista, professor da UFBA aposentado, ex-presidente da Companhia Hidroelétrica do São Francisco, ex-conselheiro da Itaipu Binacional e deputado federal por 8 mandatos.
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) foi processada por um famoso site de fofocas na internet, que tem nada menos que 25 milhões de seguidores. O site queria – não conseguiu – que ela retirasse um vídeo na qual ela mostrava um curioso processo.
No meio das notas em que contava que o ex-BBB tinha começado a namorar modelo famosa, o site começava a publicar notícias sobre políticos, algumas elogiosas e outras críticas. Depois, críticas ao Banco Central, quando o banco começou a tomar medidas até liquidar o Banco Master. E que coincidência havia por trás de mesclar sua fofoca costumeira com notas políticas? O patrocínio de uma importante casa de apostas do tipo bet.
“Percebe a engrenagem?”, questiona Tabata. “Essa máquina de fofocas entra em ação quando certos interesses precisam ser defendidos”. Tabata faz o fio do processo. “Dinheiro de aposta financia página de entretenimento; página de entretenimento faz propaganda política disfarçada de entretenimento; página disfarçada ataca quem investiga a corrupção e promove quem protege o esquema”, enumera ela.
Eis aí mais um risco do bilionário esquema das bets: o jogo que hoje vicia e adoece famílias quer eleger sua bancada política. “Enfrentamos hoje o maior lobby existente no Brasil”, acusa Tabata Amaral, em conversa com o Correio Político. Na semana passada, ela e um grupo suprapartidário, do qual fazem parte desde a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), à esquerda, à senadora Damares Alves (Republicanos-DF), à direita, lançaram no Congresso a campanha “Brasil contra as bets”, destinada a coibir o crescimento desse tipo de aposta no país.
O atual peso publicitário das bets não precisa nem ser descrito em números. É evidente a qualquer momento em que se ligue uma televisão. Vai crescer fortemente às vésperas da Copa do Mundo. Mas, como mostra Tabata, pode seguir de forma mais subliminar até outubro, quando acontecerão as eleições para presidente, governador e parlamentos.
O movimento do qual faz parte Tabata não quer proibir o jogo. Mas restringir o seu avanço, especialmente a partir da publicidade. Estabelecer que haja sobre ele o mesmo tipo de restrição de propaganda que há hoje no Brasil sobre cigarros e bebidas alcoólicas, o que reduziria fortemente a sua presença.
O grupo integrado por Tabata Amaral é iniciativa da Frente Parlamentar Mista para Promoção da Saúde Mental. Porque a epidemia das bets já se tornou um caso grave de saúde pública. Segundo relatório do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps), 1,4 milhão de brasileiros têm hoje Transtorno de Jogo.
Diz ainda o estudo do Ieps que um impressionante número de 10,9 milhões de pessoas já têm hoje envolvimento com jogos de apostas com potencial de dano de saúde mental. São potenciais viciados que irão engordar o segmento de mais de um milhão que hoje a saúde brasileira já trata.
É perigoso, portanto, alerta Tabata Amaral, que tudo isso hoje aconteça livremente, com forte exposição de propaganda. Que não somente estimula novos apostadores pelo esporte, patrocinando times e campeonatos de futebol, como também irriga páginas de influenciadores que tratam de eleger uma bancada do jogo.
Disposta a enfrentar esse lobby, Tabata compara a luta com a que conseguiu aprovar o Estatuto da Criança e Adolescente para ambiente virtual, que ficou conhecido como ECA Digital. “O movimento não começou com o vídeo do Felca. O vídeo do Felca o impulsionou”, explica ela.
Tabata refere-se ao vídeo no qual o influenciador Felca mostrava o processo de adultização de crianças a partir de páginas na internet. O trabalho de Felca chocou o país e criou o ambiente para a aprovação do ECA Digital. “Precisamos agora chocar o país com a ameaça das bets”, diz Tabata Amaral.
Após a divulgação de que o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) investiga um contrato de R$ 185 milhões firmado pelo Governo do Estado com a construtora CETUS, para serviços de manutenção em escolas da rede estadual, a empresa encaminhou, hoje, ao blog, uma nota oficial rebatendo questionamentos sobre sua capacidade de contratar com o poder público.
No posicionamento, a construtora afirma que o acordo foi celebrado dentro da legalidade, com análise prévia da Procuradoria Geral do Estado (PGE-PE), sustenta que não possui declaração de inidoneidade que a impeça de participar de licitações e diz acompanhar com tranquilidade a atuação dos órgãos de controle. Confira a íntegra da nota:
A CETUS Construtora esclarece que o contrato celebrado com o Governo do Estado de Pernambuco foi firmado dentro dos procedimentos administrativos regularmente conduzidos pelos órgãos competentes, observando os requisitos legais e contratuais aplicáveis, inclusive com a análise da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco – PGE/PE.
A empresa ressalta que não possui declaração de inidoneidade que a impeça de contratar com a Administração Pública. Eventuais apontamentos administrativos anteriormente divulgados referem-se a situações específicas e de alcance restrito, não constituindo impedimento geral para participação em licitações e celebração de contratos perante outros entes federativos.
Com atuação nacional e mais de mil colaboradores diretos, a CETUS possui experiência consolidada na execução de obras, manutenção predial e serviços de engenharia, mantendo compromisso permanente com a qualidade técnica, a transparência e a conformidade de suas atividades.
A CETUS informa que acompanha com tranquilidade o trabalho dos órgãos de controle. A fiscalização e o acompanhamento de contratos públicos pelos Tribunais de Contas constituem prática rotineira e essencial para a boa gestão dos recursos públicos. Em diversos estados onde a empresa atua, contratos e serviços já foram objeto de auditorias, inspeções e análises técnicas semelhantes, sempre dentro da normalidade institucional que caracteriza a atuação desses órgãos.
A empresa informa ainda que os serviços contratados vêm sendo executados e permanece integralmente à disposição do Tribunal de Contas, dos órgãos de fiscalização e das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, apresentar documentação e colaborar com quaisquer procedimentos de auditoria ou verificação em andamento.
A CETUS reafirma seu compromisso com o interesse público e destaca que qualquer questão relacionada a garantias contratuais ou eventuais necessidades de correção técnica será prontamente analisada e solucionada, em conformidade com as normas aplicáveis e as obrigações assumidas.
Também é importante considerar que a rede pública de ensino apresenta demandas históricas e significativas de manutenção e recuperação predial, resultado de muitos anos de utilização intensiva das instalações escolares e de períodos de insuficiência de manutenção preventiva. Nesse contexto, os serviços executados pela CETUS buscam contribuir para a melhoria das condições de funcionamento, segurança, acessibilidade e conforto das unidades atendidas.
A CETUS confia na apuração técnica e imparcial dos fatos e espera que os esclarecimentos apresentados permitam a conclusão célere das análises, preservando a verdade dos fatos, a segurança jurídica e a reputação das instituições e profissionais envolvidos.
Por fim, a empresa reafirma seu respeito aos órgãos de controle, às instituições públicas e à sociedade, permanecendo aberta ao diálogo e à cooperação para o completo esclarecimento de quaisquer questionamentos relacionados aos contratos e serviços sob sua responsabilidade.
O 1º Forró do Magno, em Arcoverde, marcado para o próximo dia 13, em comemoração aos 20 anos deste blog, terá o cantor e compositor Silvério Pessoa entre as principais atrações com a Super Oara. Também vão cantar em homenagem ao blog Paulinho Leite e Assum Preto, este ex-vocalista do grupo Brasas do Forró, que segue agora em carreira solo.
Nascido em Carpina, na Zona da Mata Norte, Silvério tem a música no sangue. Filho de Dona Ivete, professora de acordeom, desde cedo ele sempre foi apaixonado pelo forró e o maracatu rural. De 1994 a 2000, ele fez um mergulho profundo no movimento Manguebeat, em seu auge. Com a banda Cascabulho, Silvério Pessoa gravou o CD Fome dá dor de Cabeça, revisitando a obra do paraibano Jackson do Pandeiro.
No 1º Forró do Magno, haverá ainda outras surpresas musicais a serem confirmadas nos próximos dias. Diferente do Recife, o evento em Arcoverde é dançante, para entrar no clima e ritmo junino. Como está marcado para o dia da estreia do Brasil na Copa, haverá um telão no palco para acompanhar o jogo, previsto para as 19 horas. Será no salão de eventos Persone, com capacidade para 600 pessoas.
Trata-se do primeiro evento festivo do blog no interior do Estado, um gesto de minha parte em reconhecimento ao grande universo do público-leitor das diversas regiões do Estado. Arcoverde foi escolhida pela sua localização geográfica: está a apenas 250 km do Recife, próxima de mais 40 municípios do Sertão e Agreste e parada obrigatória a caminho de outras regiões, como os sertões Central, do Araripe, Itaparica e São Francisco.
Há um detalhe também muito especial: Arcoverde é a terra adotiva e de coração da minha Nayla, onde temos uma choupana e escolhemos o dia 13 em comemoração ao primeiro aniversário do nosso casamento.
O ingresso de acesso custa R$ 250, com direito a almoço. Há 75 mesas disponíveis com espaço para oito pessoas, no valor de R$ 2 mil, saindo ao mesmo preço unitário de R$ 250 para o grupo que deseje dividir o espaço. O mote da festa é animação, alto astral e relax.
O terceiro e último evento festivo está marcado para 11 de agosto em Brasília: um jantar de adesão com a colônia pernambucana no DF, arrastando também deputados, senadores, ministros e outras autoridades, sob a coordenação do embaixador da colônia de PE na capital federal, Aristeu Plácido Júnior.
O deputado estadual Claudiano Martins (PP/UP) solicitou ao presidente da Federação União Progressista, deputado federal Eduardo da Fonte, a realização de uma reunião da executiva da federação para definir o nome que disputará uma vaga ao Senado Federal na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD).
De acordo com o parlamentar, a escolha deve ser construída por meio do diálogo entre todos os integrantes da federação, fortalecendo a unidade do grupo político para as eleições.
“Estamos ao lado da governadora Raquel Lyra e escolheremos, em conjunto com todos que integram a Federação União Progressista, o candidato ao Senado na chapa majoritária. Não aceitaremos candidatura avulsa nem projeto independente. Essa é uma decisão que precisa ser tomada de forma coletiva”, afirmou Claudiano Martins.
A mais recente pesquisa do Instituto ANova, em parceria com o portal PB Agora, divulgada neste sábado (30) apontou, pela primeira vez, o governador Lucas Ribeiro (PP) na dianteira da corrida eleitoral pelo Governo da Paraíba para as eleições desse ano.
No cenário estimulado, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, Lucas Ribeiro aparece na liderança com 31,9%% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre o segundo colocado, Cícero Lucena, que registra 28,5%. Em terceiro lugar surge o senador Efraim Filho, com 14,3%.
Mais atrás, o pré-candidato Olímpio Rocha aparece com 0,5 % das intenções de voto. O índice de eleitores que ainda não sabem em quem votar é de 17,1%, enquanto 7,7% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto.
Cícero x Efraim
Quando o nome de Lucas Ribeiro é retirado do cenário, Cícero Lucena lidera e alcança 38,2% das intenções de voto, enquanto Efraim Filho aparece na sequência com 19,5%. Nesse recorte, os indecisos passam a representar 28,2%, e os votos brancos ou nulos somam 14,1%.
Lucas x Cícero
Em uma simulação sem o senador Efraim Filho, Lucas Ribeiro assume a liderança do cenário com 34,6% das intenções de voto, aparecendo à frente de Cícero Lucena, que registra 32,0%. Nesse confronto mais polarizado, o índice de indecisos fica em 21,8%, enquanto os eleitores que pretendem votar em branco ou nulo somam 11,6%.
Lucas x Efraim
Quando o nome de Cícero Lucena é retirado do cenário, Lucas Ribeiro dispara na liderança e alcança 41,0% das intenções de voto. O senador Efraim Filho aparece na segunda posição, registrando 18,9%%. Neste recorte sem o ex-prefeito Cícero, o total de eleitores indecisos soma 28,2%, enquanto os votos brancos ou nulos chegam a 14,1%.
Cícero x Olímpio
Já no embate com Olímpio Rocha, o cenário é favorável para Cícero, que pontua com 41,2%, contra apenas 3,9% de Olímpio Rocha. Os indecisos somam 34,9%, enquanto os que disseram que votariam branco ou nulo totalizam 20,0%
Pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem a apresentação prévia de nomes, Lucas Ribeiro também lidera as intenções de voto com 17,3% das citações dos entrevistados. Cícero Lucena aparece em segundo lugar com 14,5%, seguido pelo senador Efraim Filho, que foi lembrado por 6,9%. Nessa aferição, João Azevêdo pontuou com 1,4% e Ricardo Coutinho por 0,1%
O percentual de indecisos permanece alto, chegando a 53,3%, enquanto 6,5% declararam voto branco ou nulo.
Dados técnicos
A pesquisa Anova/PB Agora ouviu 2.000 eleitores, com idade a partir de 16 anos, em 95 municípios da Paraíba, entre os dias 25, 26 e 27 de maio de 2026. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,0 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) sob o Protocolo PB 00057/2026 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo 04846/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deseja conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para insistir em um trabalho de cooperação no combate ao crime organizado, com objetivo de evitar qualquer tipo de medida que venha a prejudicar o sistema financeiro nacional.
Ainda não há uma data para essa conversa, mas Lula também quer evitar novos aumentos de tarifas na importação de produtos brasileiros. As informações são do blog do Valdo Cruz.
O impacto mais imediato no Brasil da classificação do PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pode ser sentido no sistema financeiro, com risco de sanções a empresas que investem ou transferem recursos em setores que podem ter a infiltração das duas organizações criminosas.
O receio é que a medida possa a afugentar alguns investimentos americanos do Brasil.
No campo político, Lula vai continuar insistindo na defesa da soberania nacional. Além de associar a Flávio Bolsonaro qualquer tipo de medida que venha a prejudicar a economia brasileira, na mesma linha da estratégia adotada no período do tarifaço contra importações de produtos brasileiros.
Na equipe de Flavio Bolsonaro, a avaliação é que ele sair da defensiva com a decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e vai insistir que Lula defende as duas organizações.
O senador sabe, porém, que vai continuar sendo cobrado fora e dentro de sua campanha sobre suas relações próximas de Daniel Vorcaro.
“Ganhamos tempo, mas não podemos ter nenhuma nova surpresa e explicar de forma crível sobre como o filme Dark Horse foi financiado”, diz um interlocutor do filho do ex-presidente Bolsonaro.
O cientista político Antonio Lavareda encontra-se em Portugal como palestrante convidado do XIV Fórum de Lisboa, de hoje até quarta-feira, e que tem como tema global “Nova Ordem Internacional, Tecnologia e Soberania: Desafios Democráticos e Sociais”.
Lavareda íntegra a pauta “Integridade Eleitoral no Século XXI: Influência, Interferência e Proteção da Democracia” que reúne nomes reconhecidos, entre outros, como Estela Aranha, Ministra do TSE, Paulo César Salomão Filho, Desembargador Eleitoral, Fernando Cabral, do Tribunal Eleitoral do Rio, Laís Bergstein, advogada, Gaspard Estrada, Conselheiro da Global LSE, Hélio Silveira, presidente da Câmara de Direito Eleitoral da OAB/SP entre outros.
O encontro é anual e neste 2026 movimenta mais de 470 debates e apresenta além de 70 painéis. Do Brasil, a cada ano seguem influentes participações como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil. O Fórum de Lisboa reforça a sua posição como um dos principais espaços de reflexão e diálogo sobre os desafios contemporâneos da democracia, da economia, da tecnologia e das instituições públicas.
A dimensão internacional do Fórum 2026 reflete-se na qualidade e diversidade das presenças. Entre os grandes destaques do evento Thomas Friedman, colunista do The New York Times, vencedor de três Pulitzer, reconhecido pelas suas análises sobre geopolítica, globalização e inovação tecnológica e Joel Mokyr, vencedor do Prémio Nobel das Ciências Económicas e professor da Northwestern University, uma das maiores autoridades mundiais em história.
O Fórum de Lisboa é idealizado pelo Ministro do STF Gilmar Mendes e organizado conjuntamente pelo IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) enviou ofício à Polícia Federal e à Interpol pedindo a adoção de medidas de cooperação internacional para apurar a origem, a movimentação e os beneficiários de recursos relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar solicita o compartilhamento de informações com autoridades de países como Estados Unidos, Holanda e Hungria e pede a preservação de registros financeiros ligados ao projeto.
No pedido, Lindbergh afirma que reportagens apontaram a participação de empresas estrangeiras e mecanismos financeiros internacionais na produção do filme. Segundo o deputado, documentos revelados pela Agência Pública indicariam que Eduardo Bolsonaro foi descrito como “financiador” do projeto e que houve tentativa de contratação de uma estrutura de conta de custódia para movimentação de recursos destinados à obra. As informações são do portal Metrópoles.
O parlamentar também cita informações sobre uma ordem de pagamento de US$ 57,5 mil para a empresa New Path Pictures Inc., na Califórnia (EUA), intermediada pela Stichting Freeway Custody, entidade registrada na Holanda. Segundo Lindbergh, os envolvidos buscavam uma estrutura que permitiria que investidores permanecessem anônimos, o que justificaria a identificação dos beneficiários finais e da origem dos recursos.
No ofício, o deputado sustenta que os fatos apontam para uma possível “arquitetura transnacional de movimentação de recursos” envolvendo Brasil, Estados Unidos, Holanda e Hungria. Ele argumenta que a utilização de empresas, fundações, contratos privados e estruturas de custódia em diferentes países exige apuração sobre a origem e o destino dos valores empregados no projeto audiovisual.
Dedico este lindo artigo meu colega o filósofo Friedrich Nietzsche, um cara humano, demasiadamente humano. Ao ver um cavalo ser espancado por um cocheiro, Nietzsche abraçou-se ao animal e chorou copiosamente. Desde então enlouqueceu.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nos tempos primevos as guerras eram decididas nas patas dos cavalos. Helena, uma mulher fêmea do sexo feminino, criatura formosa e fogosa, fazia o rei espartano Menelau gemer sem sentir dor. O príncipe Páris, do reino de Tróia, estava plugado nela. Naquela noite Helena foi curtir o som do choca-choca de Shakira numa boate frequentada por gregos e troianos.
Lá estava o Príncipe Páris. Na saída, a bordo do seu carrão elétrico BYD – Build Your Dreams – construa seu sonho – o Príncipe convidou Helena para dar um rolê no Reino de Tróia. O sonho dele era gemer nos braços de Helena. Rolou uma química. A popozuda foi raptada e ficou prisioneira nas muralhas de Tróia. Naquela noite o Rei Menelau gemeu de insônia e dormiu na base do Lexotan de 220 volts, aliás, de 6 mg.
O que fazer para se vingar da desfeita do Príncipe e resgatar a amada? O rei decretou guerra ao Reino de Tróia. Mobilizou as cavalarias e os cavaleiros. Mas, os inimigos resistiam, assim feito os aiatolás resistem aos bombardeios de Tramp. A guerra recrudesceu. Impasse no Estreito de Ormuz: como derrotar os troianos? Vejamos depois das bolinhas.
Menelau teve uma ideia genial. Mandou confeccionar um mega cavalo, assim feito o avião Force One de Donald Tramp, para abrigar pelotões de soldados e penetrar nas muralhas de Tróia, oferecido como se fosse um presente. Vem daí a expressão “presente de grego”. Quando o Cavalo de Tróia transpôs as fronteiras do inimigo, os gregos derrotaram os troianos e resgataram Helena. Feliz da vida, Menelau comentou: “Lavou, tá novo”, e continuou a gemer sem sentir dor. Assim foi vencida a guerra dos gregos e troianos.
CENTAURO — O Centauro é um ser mitológico metade homem e metade cavalo. É dotado de força cavalar e da inteligência dos Sapiens, e também transporta as misérias da condição humana. Os cavalos são seres quase humanos. Os humanos são seres quase cavalares.
São Jorge, o santo guerreiro, venceu o dragão da maldade impulsionado pela bravura do seu cavalo. As batalhas napoleônicas do século XIX na Europa foram vencidas nas patas do cavalo branco Vizir do Imperador. Com seu manto dourado, o cavalo Incitatus desfilava garboso no Senado Romano, nomeado pelo Imperador Calígula. Alexandre, o grande, conquistador de impérios, foi movido pelas patas do cavalo Bucéfalo. Adorava Bucéfalo.
Fiel escudeiro do cavaleiro andante Dom Quixote, Rocinante lutava contra moinhos de ventos em prol da justiça e da liberdade.
Lembremos a Lady Godiva, a aristocrata anglo-saxônica do século XI que desfilava nua numa cidade britânica no dorso do seu cavalo azul da cor do céu de oxigênio.
Em Triunfo, onde participou do congresso estadual de vereadores, sexta-feira passada, ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado Túlio Gadelha (PSD), um dos nomes ventilados para compor a chapa da situação ao Senado, parecia estar no palanque da oposição como aliado de João Campos (PSB).
O tom do seu discurso não soou bem aos ouvidos de Raquel e destoou de todos “concorrentes” ao Senado, como Eduardo da Fonte (PP), Fernando Dueire (PSD) e Miguel Coelho (UB). Foi o tempo todo de bajulação ao presidente Lula (PT), para se diferenciar dos demais do ponto de vista ideológico, como militante de esquerda.
Mas em sua fala, nem a governadora citou Lula, preferindo fazer loas à sua gestão como uma Brastemp, quando se sabe que não há entregas de obras estruturadoras, apenas um amontoado de tapumes e uma porção de ordens de serviço sem previsão de início de obras tampouco prazo para conclusões. Já bem perto dali, em Serra Talhada, distante apenas 33 km de Triunfo, no mesmo dia, a senadora Teresa Leitão (PT) desmentia o discurso de Túlio Bernardes.
“Os senadores de Lula são Humberto e Marília”, retrucou a petista, delineando o território eleitoral no Estado. Túlio Bernardes sempre pertenceu a uma esquerda festiva. Quando fez a travessia de um partido no campo de Lula, a Rede Sustentabilidade, para o PSD, virou direita. Seus apoiadores, se de fato vier a disputar o Senado, são bolsonaristas.
Vão pedir voto para ele os deputados que estão assumidamente no palanque presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), entre os quais Mendonça Filho, Coronel Meira, Pastor Eurico, Clarissa Tércio e o ex-ministro Gilson Machado Neto, além de dezenas de deputados estaduais, prefeitos e vereadores.
O discurso de Gadelha Bernardes não coaduna, portanto, com o seu palanque em Pernambuco. Se persistir, soará como oportunista, tentando alavancar popularidade e votos no prestígio e na força do que o presidente Lula tem em seu Estado natal.
MAQUIAGEM – Dois dias após afirmar em Triunfo que a reforma em alguns hospitais do Estado não são maquiagens, até porque a única maquiagem que aceita em vida é no seu rosto pela maquiadora Rosa, mais um teto de uma emergência de saúde reformada veio abaixo ontem: a do Hospital Agamenon Magalhães, em Casa Amarela. Nas últimas semanas, a mesma unidade de saúde já havia sido alvo de denúncias envolvendo infiltrações, problemas de manutenção, elevadores em situação crítica e superlotação. Relatórios técnicos também apontaram dificuldades estruturais em diferentes áreas da unidade.
Mentira tem pernas curtas – No seu discurso em Triunfo, para uma plateia de servidores comissionados e pouquíssimos vereadores, a governadora voltou a dizer que recebeu um Estado quebrado, em ruínas, herdado do PSB. Mas aliados do ex-governador Paulo Câmara contestam. Afirmam que ele entregou um governo melhor do que recebeu de João Lyra Neto, pai de Raquel. Ex-secretários do governo passado garantem que deixaram cerca de R$ 2,9 bilhões em caixa e orçamento disponível para obras contratadas.
E a dinheirama emprestada? – Se Raquel tivesse assumido um Estado insolvente, como disse em Triunfo, como poderia ter assinado empréstimos a bancos estrangeiros, além de contratos de operações de crédito com o Banco do Brasil, de R$ 1,4 bilhão? Em março passado, a Comissão de Justiça da Alepe aprovou um novo projeto que autoriza o governo a contrair empréstimos de até R$ 5,2 bilhões com a Caixa e o Banco do Brasil para renegociação de dívidas. Se o Estado estivesse em ruínas não tinha capacidade de endividamento.
Dueire, o vice? – Corre nos bastidores que Raquel vai trocar de vice e que o substituto de Priscila Krause seria Fernando Dueire, o suplente de Jarbas Vasconcelos que se efetivou na Casa Alta com a renúncia do ex-senador para tratamento de saúde. Se isso for concretizado, como a governadora vai desatar outro nó: o da família Coelho, caso Eduardo da Fonte seja ungido ao Senado na chapa tendo Túlio Bernardes como companheiro?
Cavaleiros da lenda do Rei Arthur – Junho chegou, o calendário eleitoral se afunila, mas a governadora Raquel Lyra continua sem a chapa da reeleição definida, andando o Estado a tiracolo com quatro pré-candidatos ao Senado: Fernando Dueire e Túlio Gadelha, ambos do PSD, Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (UB). A pergunta de um milhão de dólares: Raquel vai acender a fogueira junina ainda ao lado dos quatro Cavaleiros da Távola Redonda da lenda do Rei Arthur?
CURTAS
PORTAS – Da porta para fora, os problemas da candidatura de Flávio Bolsonaro são ainda os rolos de sua relação fraterna com Daniel Vorcaro. Da porta para dentro, sua campanha acaba de trocar toda a comunicação, mas permanece um clima de disputa por espaços e protagonismo entre Rogério Marinho e Valdemar Costa Neto, segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo.
POR EDUCAÇÃO – A empresária Roberta Luchsinger confirmou ter apresentado Fábio Lula da Silva, o Lulinha, ao empresário Antônio Camilo, conhecido como o Careca do INSS. Em entrevista à jornalista Eliane Trindade, da Folha de S.Paulo, afirmou que a aproximação se deu em contexto social, por educação, sem qualquer objetivo comercial.
SEM INTERFERÊNCIA – A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos para assuntos do Brasil, Amanda Roberson, garante que a decisão do governo Trump de classificar o PCC e o CV de organizações terroristas não teve influência do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República.
Perguntar não ofende: Se a reforma nos hospitais não é maquiagem por que os tetos não se sustentam?
Cerca de 600 objetos coletados, adquiridos ou doados entre as décadas de 1920 e 1950 estão, finalmente, saindo da reserva técnica do Museu do Ipiranga para ter sua existência reconhecida e ressignificada.
Ontem (30), a instituição, que tem revisitado, desde a reinauguração em 2022, as narrativas abrigadas em seu acervo, colocou ceramistas, museólogos e agentes culturais de Taubaté, São Luiz do Paraitinga e Cunha, municípios da região do Vale do Paraíba (SP), frente a frente com um conjunto chamado de Coleção Sertaneja. São objetos de uso cotidiano — como roupas e utensílios de cozinha —, peças de cunho religioso e artesanatos feitos, sobretudo, de madeira, metal, material têxtil, couro e palha.
De muitas das peças ninguém tem maior referência a não ser que foram coletadas de 1920 a 1950. Entre as que têm origem conhecida a maioria é de São Paulo. Há também itens vindos de outros estados: Paraíba, Goiás, Bahia, Pernambuco, Paraná, Pará, Ceará, Alagoas, Minas Gerais e Piauí. Ao menos 60 foram coletadas pelo folclorista Alceu Maynard Araújo, nascido em Piracicaba, no interior paulista.
O que se sabe hoje, durante muito tempo não se soube. O estudo da coleção, que passou décadas guardada na reserva técnica do museu, teve início há dois anos, quando o historiador David Ribeiro ingressou na instituição. Sua área é a de “memórias identitárias e memórias traumáticas”. Ao entrar, teve de escolher um acervo para estudar.
Ribeiro nasceu em Laranjal Paulista, cidade justamente vizinha de Piracicaba. Formado no campus de Assis da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), estudou, no mestrado e no doutorado, o patrimônio afro-brasileiro e indígena e o catolicismo popular — com especial atenção às irmandades negras. Um de seus objetos de pesquisa foi o das comunidades quilombolas do Vale do Ribeira. As cerca de 600 peças foram coletadas sobretudo no Vale do Paraíba entre 1920 e 1950
“O racismo no interior de São Paulo opera de forma bastante diferente do contexto urbano”, diz ele. “A população negra vive de forma quetificada. A mobilidade social é muito mais difícil”
Os objetos que agora vêm a público contam parte dessa história. A parcela sob a guarda do Museu do Ipiranga é a maior de um total de quase mil peças; o resto está no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP. Entre as peças do MAE, há um grupo cuja origem ajuda a dar concretude ao que Ribeiro diz.
Ali, há quase 300 objetos de culto afro-brasileiro — oratórios, imagens e instrumentos musicais — apreendidos pela Delegacia de Costumes da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo em 1947 e posteriormente doados à USP.
Mas não só de perseguição se constitui esta coleção. O interesse do museu pelo “caipira remonta a um movimento do pintor Almeida Júnior, de Itu, e de Cesário Motta Júnior, de Porto Feliz. Motta Júnior foi o secretário que assinou o decreto de criação do Museu Paulista. Ambos nascidos no interior, eles desejavam valorizar a figura do “homem da roça” que, acreditavam, acabaria por desaparecer ante o progresso.
Em um segundo momento — ainda na primeira metade do século XX —, o museu, propagador da figura do bandeirante, passou a espelhar a visão do caipira como alguém associado à pobreza e ao atraso.
A maior parte da Coleção Sertaneja é, não por acaso, posterior a esse momento e alinha-se a Missão de Pesquisas Folclóricas (1938), liderada por Mário de Andrade, e a outros movimentos que buscavam registrar um patrimônio cultural que, sob o risco de esvair-se, deveria ser salvaguardado.
Todas essas visões foram, com o passar do tempo, se tornando não apenas anacrônicas como problemáticas. Hoje, a própria designação de caipira ou sertanejo é questionada. “É como se essas categorias estivessem acima ou além do enquadramento racial, e ser caipira fosse algo que superasse o ser negro, o ser branco, o ser mestiço e o ser indígena”, explica Ribeiro.
E o Museu Paulista, prossegue o historiador, tem um lugar central na construção do imaginário sobre o sertão. Os bandeirantes, ali louvados por muito tempo, foram eles mesmos “sertanistas — homens que adentravam o interior para “conquistá-lo” ou “domá-lo”.
Não por acaso, além de buscar, por meio de um diálogo com as comunidades ligadas às regiões de onde vieram esses objetos, “qualificar e requalificar” a coleção, o historiador cogita rediscutir a própria nomenclatura dela.
O sertão, afinal de contas, é tanto o que viu Euclides da Cunha quanto o que enxergou Guimarães Rosa, além de ser aquilo que as instituições culturais, por muito tempo, não souberam ou não quiseram nomear.