Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com o cantor e compositor Daniel Gonzaga ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), resgatou um vídeo da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) para brincar sobre a rivalidade entre as festas juninas em Pernambuco e na Paraíba. Em suas redes sociais, ele reproduziu uma fala da gestora pernambucana enaltecendo o São João do seu estado como melhor da região.
Em resposta, o gestor paraibano rebateu que: “Quem conhece o São João da Paraíba não quer saber de outro lugar não. O melhor São João é aqui e o maior do mundo é em Campina Grande”. As informações são do Blog da Folha.
Sede do Festival de Cinema de Triunfo, o icônico Theatro Cinema Guarany, também conhecido como Cine-Theatro Guarany, tem mais de um século de história e é cartão-postal da região. O nome era um traço comum da época, que remetia a uma ideia de identidade brasileira ligada aos povos indígenas, e que se firmou em vários outros cinemas e teatros com o mesmo nome pelo Brasil.
No início de sua genealogia estão dois comerciantes locais: Manoel e Carolino Siqueira Campos que, em 1919, decidiram construir um grande espaço cultural para a cidade que trouxesse, ao mesmo tempo, cinema, teatro e eventos sociais para o Pajeú. Inaugurado em 1922, o edifício de arquitetura neoclássica se tornou símbolo do município, movimentando a elite local com sessões de cinema, bailes e formaturas.
Em 1952, foi adquirido pela província franciscana de Santo Antônio do Norte do Brasil. Mas com o avanço da televisão na década de 70, o Guarani acabou entrando em decadência e chegou a ficar desativado por anos. Em 1985, então, a prefeitura dá entrada no processo de tombamento do Cine-Theatro Guarany como patrimônio histórico estadual. Em 1988, o governador Miguel Arraes concluiu o tombamento e adquire o imóvel que passa a ser gerido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Um longo processo de restauração se iniciou e terminou em 1995, no último governo Arraes.
Após as reformas, o Guarany volta a movimentar a cidade e, em 2008, durante o governo de Eduardo Campos, O Festival de Cinema de Triunfo estreia no espaço, demonstrando a força do audiovisual e dos cinemas de rua no interior do Brasil. Sua cabine de projeção abriga um projetor de 35 mm, mas que hoje só é usado em sessões especiais.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de São Bento do Una, emitiu uma Recomendação Administrativa ao prefeito Alexandre Batité. O documento solicita a exoneração de quatro ocupantes de cargos na gestão municipal e a implementação de medidas para combater o nepotismo.
A recomendação pede a exoneração, em um prazo de vinte dias, dos secretários Lucas Medeiros (Infraestrutura), Caique Batité (Cultura e Esportes) e Vilma Medeiros (Administração), além do assessor Carlos César Oliveira. O MPPE aponta que os mencionados são, respectivamente, sobrinho, filho, esposa e afilhado do prefeito. As informações são do jornal Última Hora (São Bento do Una).
Recomendação do MPPE ao prefeito de São Bento do Una. Disponível no Diário Oficial a partir da página 7
Adicionalmente, o MPPE solicitou a exoneração, no mesmo período, de todos os detentores de cargos não eletivos, em comissão, funções de confiança ou contratos temporários que possuam relação familiar com autoridades ou servidores de outras entidades, com destaque para a UNATRAN. A medida visa evitar nomeações por reciprocidade ou troca de favores.
No que se refere à legislação municipal, o MPPE requisitou que, em até trinta dias, o prefeito encaminhe à Câmara de Vereadores um projeto de lei. Este projeto deve proibir a nomeação de cônjuges, companheiros ou parentes (até o terceiro grau) para cargos não eletivos, em comissão, funções de confiança ou contratos temporários, seja da autoridade nomeante ou de outro servidor da mesma pessoa jurídica. A proibição também abrange casos de reciprocidade com nomeações em outras entidades.
Outra solicitação do MPPE é a regularização imediata do Portal da Transparência, no mesmo prazo, com a inclusão de todos os dados financeiros e funcionais dos agentes públicos, com foco nas informações de Vilma Medeiros.
A Prefeitura de São Bento do Una deve comunicar ao Ministério Público, em dez dias, se acatará a recomendação, enviando a documentação comprobatória das providências, como os atos de exoneração. O MPPE alertou que o não acatamento da recomendação poderá resultar em medidas legais, incluindo o ajuizamento de ação civil pública por improbidade administrativa.
Os partidos que compõem a base aliada ao governo Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) não atuarão como “blocão”. A decisão foi comunicada pela líder do Governo, deputada Socorro Pimentel (PSD), que justificou que PSD, Podemos e a Federação PT-PV-PCdoB têm representações significativas e com condições de garantir maioria nas comissões, que devem passar por uma reconfiguração nos próximos dias. As informações são da CBN.
“Diante das mudanças decorrentes da janela partidária, com a saída de algumas legendas e a incorporação de novas, esse formato também amplia a autonomia partidária e favorece uma integração mais orgânica entre seus membros. O ponto central, contudo, é a garantia de uma maioria parlamentar comprometida com a aprovação de matérias que contribuam efetivamente para o desenvolvimento do Estado de Pernambuco”, declarou em nota.
O movimento foi sinalizado após a Federação União Progressista – formada pelo União Brasil (UB) e pelo Partido Progressistas (PP) – e o Partido Liberal (PL) indicarem que atuariam de maneira independente na Casa de Joaquim Nabuco. Passada a janela partidária, o PSD, presidido pela governadora Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco, conta com 9 parlamentares. Já o Podemos tem 7, enquanto que, dos 8 deputados que integram a Federação PT-PV-PCdoB, 5 costumam votar com o governo.
A OAB Pernambuco realizou, em Garanhuns, o III Colégio de Presidentes das Subseções, reunindo representantes do interior para discutir pautas estratégicas da advocacia. A Subseção de São José do Egito participou do encontro, destacando avanços como leis de valorização da classe e iniciativas locais já implementadas ou em tramitação. Também entraram na pauta a articulação com poderes municipais e demandas estruturais, como a instalação de parlatórios e melhorias na cadeia pública do município.
O colegiado ainda tratou do lançamento da advocacia dativa, da ampliação de ferramentas tecnológicas e do reforço de campanhas contra o “golpe do falso advogado”. Entre os encaminhamentos, estão o mutirão de precatórios previsto para maio de 2026 e a agilização do registro de sociedades, com prazo de até 48 horas. A subseção também apresentou projetos como capacitações itinerantes, um podcast institucional e eventos que integram a Festa Universitária, reforçando o protagonismo do interior nas discussões da advocacia pernambucana.
Mensagens encontradas nos celulares dos ex-sócios do Banco Master, Daniel Vorcaro e Augusto Lima, revelam os bastidores da articulação para salvar a instituição com apoio do BRB (Banco de Brasília) — movimento que levou à Operação Compliance Zero e à prisão dos presidentes dos dois bancos.
A investida para capturar o BRB resultou, na última quinta-feira (16), na prisão do ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, suspeito de receber R$ 140 milhões para favorecer o grupo de Vorcaro. O ex-banqueiro está preso desde março e negocia um acordo de delação premiada.
As conversas obtidas pelo UOL mostram a proximidade entre os então sócios do Master e detalham a estratégia de criação de R$ 7,2 bilhões em carteiras de crédito oferecidas ao BRB. As mensagens também indicam que as tratativas entre os bancos começaram ainda em 2024 — cerca de um ano antes do anúncio oficial do banco público sobre a negociação. Elas revelam que, mesmo fora do banco desde maio de 2024, o baiano Augusto Lima ainda participava dos negócios feitos com o BRB.
As mensagens reforçam a tese da PF de que os diretores dos dois bancos sabiam que a situação do Master era crítica e mostram como Vorcaro e sua equipe tentaram, de toda forma, criar uma aparência de legalidade e saúde financeira enquanto praticavam crimes contra o sistema financeiro nacional.
Uma das conversas de Vorcaro indica que, já em novembro de 2024, o banqueiro falava sobre visitas de pessoas do BRB a imóveis. O recebimento de imóveis de alto padrão foi um dos motivos para a PF prender Costa, ex-presidente do BRB, na 4ª fase da operação Compliance Zero. “Precisa liberar a turma do BRB para visitar o imóvel”, diz Vorcaro a Augusto Lima.
Além dos bastidores da pré-formalização dos negócios com o BRB e durante a estruturação das carteiras de crédito fraudulentas, as conversas também revelam o desespero entre sócios e funcionários do Master para evitar que as falcatruas fossem expostas. “Irmão, se não mandarmos essas CCBs [cédulas de crédito bancário] até meio-dia, não vamos ter opções mais”, diz Daniel Vorcaro, em mensagem a Augusto Lima, em 5 de maio de 2025.
Por fim, quando o Banco Central barra o negócio, no início de setembro, e a PF passa a investigar o caso, uma conversa entre Augusto Lima e sua companheira deixa claro que o ex-sócio de Vorcaro sabia que o banco estava quebrado. “Não tem como ficar em pé”, disse Augusto a Flávia Péres (PL), ex-ministra do governo de Jair Bolsonaro e ex-deputada federal.
Procurada, a defesa de Vorcaro e a de Flávia não se manifestaram. A defesa de Augusto Lima afirma que não teve acesso aos dados extraídos de celulares e não reconhece as mensagens atribuídas a ele. Diz ainda que ele não participou das operações investigadas nem teve contato com a cúpula do BRB (leia a íntegra ao final do texto).
Antes da compra
O Master iniciou o ano de 2024 em uma situação financeira complicada. O Índice de Basileia, que mede a solvência do banco, fechou o ano anterior em 11,5%, contra 12,3% em 2022 — no Brasil, o mínimo aceito pelo Banco Central é 11%. Sem o índice controlado, a saída é a liquidação ou graves complicações para a logística diária de captação de dinheiro.
Em busca de recursos para aliviar o caixa, Vorcaro e sua equipe passaram a se valer de relações políticas para tentar captar. É dessa época a busca por recursos em previdências estaduais, como no caso da RioPrevidência e da Amprev (Amapá), e a tentativa de vender R$ 500 milhões em letras financeiras para a Caixa. Todas essas instituições estão sob tutela de políticos do centrão.
Enquanto essas frentes avançavam, o banco também já buscava negócios com o Banco de Brasília. Uma conversa entre Augusto Lima e Alberto Félix Neto, da diretoria financeira do Master, mostra como, em maio de 2024, o banco já se valia do BRB para tentar sobreviver.
Em 6 de maio daquele ano, Félix diz estar conversando com alguém do BRB e que a estratégia prevista não daria certo. “Vou ver se temos algum crédito além do consignado que daria pra fazer”, disse Alberto Félix, em mensagem para Augusto Lima. Em julho, eles voltam a falar sobre o BRB e negociações de compra de créditos envolvendo o banco.
Em agosto de 2024, Augusto Lima e o próprio Vorcaro voltam a falar do BRB. No dia 22, Vorcaro pede “notícia do BRB” a Augusto Lima e diz: “Apertei hoje e disseram que está travado na taxa. Que precisa ser maior”.
Em 29 de agosto, Vorcaro novamente manda: “Dá carga no BRB que é CCB importante sair hoje!”. Horas depois, Lima diz que cobrou cedo e que o BRB estava pronto: “Vendo só documentação”. Mas, dias depois, em 31 de agosto, Vorcaro pergunta se o sócio sabe que “deu merda no BRB”. “Não liquidou e parece que não vai”, afirma o banqueiro.
As conversas mostram que, naquele momento, Augusto Lima era o principal interlocutor de Vorcaro no BRB. No dia 3 de setembro de 2024, Vorcaro pergunta se “eles vão fazer ou não”. “Já tem 15 dias esse negócio de CCB. Se for agarrar e não sair agora, preciso saber, depois te explico”, envia Vorcaro.
“Falei hoje, disseram que iria. Estão trabalhando nisso. Está agarrado no risco”, responde Augusto Lima. Um mês depois, os ex-sócios do Master voltam a falar do BRB. Em 16 de outubro, Vorcaro diz: “Acho que resolvi BRB. Dei uma batida forte demais. PQP. E vc deve ter empurrado aí tb”. “Exatamente!! Falei até com FDP hoje”, responde Augusto Lima.
Um mês depois de “resolver o BRB”, Vorcaro fala com Augusto Lima sobre liberar a visita de pessoas do BRB a um imóvel. A mensagem mostra que, ao menos desde novembro de 2024, Vorcaro negociava a propina paga em imóveis com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, segundo a PF.
Procurada, a defesa de Alberto Félix não se manifestou.
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB | Foto: divulgação/BRB
Fraude nas carteiras de crédito
Em março de 2025, quando o processo de compra do Master pelo BRB estava em andamento, as conversas continuam, e Vorcaro e Augusto Lima falam das carteiras de crédito repassadas ao banco público. Segundo a PF, as carteiras de mais de R$ 12 bilhões não tinham lastro e não possuíam qualquer valor real. A suspeita é que foram fabricadas por meio do uso das empresas Tirreno e Cartos, ligadas a pessoas do Master.
Em 10 de abril, Alberto Félix diz a Augusto Lima que “DV [Daniel Vorcaro] pediu para mandar mais uma carteira ao BRB”. No dia seguinte, ele informa que o BRB havia comprado mais “750mm” [R$ 750 milhões] em carteiras. Dias depois, o chefe do financeiro do Master informa a Augusto Lima que duas pessoas do BRB iriam ao banco para “ver a conciliação dos financeiros”, com o objetivo de “tentar apurar as diferenças”.
Vorcaro, dias antes da formalização da intenção do BRB de comprar o Master, manda para Augusto Lima: “Irmão, BRB vai fazer 750 mais troca de carteira. Pode ir pra cima esse tema?”, no que Augusto Lima responde: “Estou com ele aqui agora e com Ângelo [funcionário da área financeira do Master] tratando exatamente isso”.
Em maio, apontam as mensagens, as fragilidades das carteiras de crédito bilionárias começam a surgir, e Alberto Félix manda para o sócio do Master: “Precisamos falar das operações Tirreno.”
Em 5 de maio, Vorcaro conversa com o sócio sobre o tema. “Turma no estress pq nem contrato Tirreno não apareceu. Já estão criando teorias. Precisamos mandar imediatamente”, diz. Horas depois, ele insiste: “Irmão, se não mandarmos essas CCBs e os contratos até meio-dia, não vamos ter mais opções. Contratos Tirreno.”
Troca de mensagens entre Vorcaro e Alberto Félix, funcionário da área financeira do Master
Vorcaro e as carteiras
Conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro mostram como o banqueiro tinha conhecimento sobre as fragilidades das carteiras de crédito oferecidas ao BRB e como atuou para reverter a situação. Os problemas nas carteiras foram os principais argumentos do Banco Central para vetar a compra do Master pelo BRB. O chefe do financeiro do Master era o interlocutor de Vorcaro sobre a situação das carteiras.
Em 13 de maio, Vorcaro cobra uma lista de informações necessárias para comprovar ao BRB a veracidade das carteiras de crédito. Félix diz então que o item 5, “Comprovantes de Averbações”, não seria fácil de arrumar. “Esse é difícil”, diz.
A averbação é necessária para validar um contrato, mas, como os créditos eram fraudulentos, segundo a PF, esses documentos não existiam. Vorcaro, dez dias depois, volta a cobrar Félix sobre as carteiras da Tirreno.
“Você consegue mobilizar todos aí para responderem esses pontos do BRB?”, diz o banqueiro. “Tô em cima da Thaisa [funcionária do Master] para liberar os contratos de cláusula de mandato. E aí emitir os CCBs. Esses são os mais críticos”, responde Félix.
O banqueiro então questiona se ele não havia emitido os CCBs, e o chefe do financeiro explica que “só algumas que foram de amostra” foram emitidas. “Eles querem todas, correto?”, replica Vorcaro, ao pedir um “mutirão de emissão no fds”.
Mensagens de Vorcaro para Alberto Félix, do financeiro do Master
As citações a CCBs, para os investigadores, indicam que, embora o Master diga ter adquirido as carteiras Tirreno, as transações não possuíam documentação nem haviam emitido as cédulas de crédito bancário. Além disso, os documentos fraudulentos foram produzidos por pessoas do próprio Master, e não da Tirreno.
As mensagens mostram que os créditos eram criados internamente no Master, sob a tutela de Alberto Félix e sob ordens de Vorcaro. Em junho, o banco ainda não havia provado a origem e a veracidade das carteiras de crédito. No dia 13, Alberto Félix manda para Vorcaro um print com um suposto CCB “com código da operação e, na sequência, documentos com o mesmo código de operação”.
“Envia urgente aí”, responde o banqueiro. Em 22 de junho, em uma das últimas conversas sobre o tema em um grupo do qual Vorcaro participava, Alberto Félix informa que enviaria, no final do dia, 1.785 amostras sobre os cadastros das carteiras. “Estamos na reta final nessas duas próximas semanas. E esse trabalho de hoje da turma será vital”, diz Vorcaro.
Às 21h, Alberto Félix informa ter enviado o material para a Tirreno, que fingiria ser a real criadora das carteiras e repassaria ao BRB. No dia seguinte, no entanto, Vorcaro volta a cobrar o envio dos dados e pede o extrato. “Pessoal. Saldo não pode ser 6.400!! Era 7.200. Valor da recompra”, cobra o banqueiro no grupo. Alberto Félix responde com o argumento de que “tem os débitos das PMTs”, mas Vorcaro replica: “Não interessa. Não fecha a conta. Vamos ter que colocar remuneração.”
Para os investigadores, as mensagens comprovam a tentativa de produzir R$ 7,2 bilhões em carteiras de crédito falsas para evitar uma decisão negativa do Banco Central e a liquidação do Master — que viria a ser decretada em novembro de 2025.
Sem conseguir provar a existência das carteiras, a situação do banco de Vorcaro tornou-se insustentável. Em 23 de julho de 2025, cerca de dois meses antes de o BC travar os negócios entre Master e BRB, Vorcaro recebe uma mensagem de Alberto Félix, responde com “pqp” e ordena: “Vai ter que segurar tudo, Alberto. Despesa. Câmbio. Imposto. Não dá para pagar nada. Senão vamos sucumbir. Não é pra liberar NADA mais. Nem consignado.”
“Não para de pé”
Augusto Lima, o ex-sócio de Vorcaro no Master, aparece em boa parte das mensagens como alguém com acesso ao BRB. Ele é marido de Flávia Péres, que já foi Flávia Arruda, quando esteve casada com o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. Ela também foi deputada federal pelo PL e ministra no governo de Jair Bolsonaro (PL).
Flávia Péres, ex-deputada federal, discursa na Câmara | Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Em 6 de outubro de 2025, quando o Banco Central já havia barrado a compra do Master e a PF investigava as suspeitas envolvendo a negociação, Augusto Lima conversa com Flávia Péres.
Após receber uma mensagem de Flávia, Augusto Lima responde, em três mensagens separadas, sobre um pagamento a vencer do Master de R$ 100 milhões. “É brincadeira. Não tem a menor condição de ficar de pé”, diz o ex-sócio de Vorcaro. Flávia então pergunta: “E como pagou isso hoje?” “BRB”, responde o ex-sócio do Master.
Naquele momento, o BC já havia negado a compra e, mesmo assim, o BRB, como indica a conversa, continuava na operação para salvamento do banco de Vorcaro.
A ex-deputada se mostra incrédula com a resposta de Augusto Lima e completa: “Tem coisa aí mesmo, viu”. Sem detalhar o que seria essa “coisa”, Augusto Lima reforça a frase da mulher: “Bote coisa nisso”. “Eles estão muito mais ligados do que qualquer um pode imaginar”, diz Flávia, sem explicar quem são essas pessoas.
Conversa entre Augusto Lima e a mulher, Flávia Péres
O casal também demonstra preocupação com a possibilidade de a informação sobre o pagamento da pendência de R$ 100 milhões do Master vazar. “A hora que isso vazar… Porque a imprensa vai querer saber quem pagou”, afirma Flávia em mensagem. “Ele fez algum rolo e o BRB deu o crédito”, diz Augusto Lima, sem apontar quem seria o responsável.
No mês seguinte, em 14 de novembro de 2025, quatro dias antes de Daniel Vorcaro e Lima serem presos na 1ª fase da Compliance Zero, o casal volta a falar da situação com o BRB. Augusto Lima manda para Flávia um print de uma conversa com o ex-diretor do Banco Central, Paulo Sérgio de Souza, alvo da PF por suspeita de receber propina para ajudar o Master no BC.
O print mostra o então diretor do BC perguntando a Augusto Lima, à época já fora do Master, se ele tinha caixa para comprar consignado Credcesta do banco de Vorcaro, que precisava de R$ 100 milhões.
“Impressionante o BC estar se metendo nisso pro Master não quebrar. Principalmente o Paulo, que tá enrolado nisso até o pescoço”, diz Flávia ao companheiro e pergunta: “E você falou o quê?” “Oi, amor, que não tinha como ajudar. Abs”, respondeu Augusto Lima.
Íntegra da defesa de Augusto Lima
“A defesa de Augusto Lima afirmou, em nota, que não teve acesso aos dados extraídos de celulares mencionados pela investigação e, portanto, não reconhece qualquer mensagem a ele atribuída.”
“De todo modo, os relatos investigativos só corroboram o que a defesa vem sustentando desde o início: Augusto Lima não participou das operações financeiras investigadas e não teve qualquer tratativa com a cúpula do BRB. As operações investigadas são posteriores à sua saída do banco, ocorrida em maio de 2024”, diz a nota.
Ainda segundo a defesa, Augusto Lima tem “trajetória reconhecida no mercado financeiro, construiu uma reputação sólida e sua atuação sempre foi orientada pelo estrito cumprimento da lei”.
Menos de um mês após a nomeação de Tadeu Alencar no Ministério do Empreendedorismo, o governo deve trocar novamente o titular da pasta após um pedido do presidente do PSB, João Campos. O favorito para assumir é o advogado Paulo Pereira, atualmente segundo secretário da sigla. Integrantes do partido dão a troca como certa e dizem que ela vai ocorrer em breve.
A nomeação de Alencar como ministro é atribuída a uma confusão ocorrida após a saída do ex-governador Márcio França (PSB), que pretende disputar uma vaga ao Senado por São Paulo. Embora Alencar fosse seu secretário-executivo, o segundo cargo mais importante, o ex-titular sugeriu que o então secretário nacional de Ambiente de Negócios, Maurício Juvenal, assumisse em seu lugar, mas não obteve apoio da cúpula do PSB. As informações são do jornal O Globo.
Em meio ao impasse, João Campos apresentou o nome de Pereira, seu braço-direito na direção do partido. O movimento teve o aval de França, uma vez que o advogado também é de São Paulo e transita bem entre as alas paulista e pernambucana da legenda. Antes de oficializar o nome a Lula, João Campos chegou a consultar Alencar sobre a possibilidade de ele permanecer na secretaria-executiva da pasta. Recebeu sinalização positiva.
A escolha então foi comunicada à Secretaria de Relações Institucionais, mas a cúpula do PSB foi surpreendida com a nomeação de Tadeu em 3 de abril, durante o feriado da Sexta-Feira Santa. A confusão é atribuída a uma regra definida pelo próprio Lula no início do ano, de que as pastas onde não houvesse outro nome iriam ser assumidas pelos respectivos secretários-executivos, com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos que vinham sendo tocados.
Diante da confusão, Campos e o vice-governador Geraldo Alckmin entraram em campo para tentar contornar um início de crise no partido. O ex-prefeito de Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco se reuniu com Lula, em 10 de abril, para reafirmar sua indicação. O encontro aconteceu em São Paulo, onde o presidente cumpria agenda.
Ao mesmo tempo, o PSB também passou a costurar uma solução interna para contemplar Alencar. Uma das possibilidades em discussão é que ele assuma uma cadeira na Câmara. O atual ministro é suplente de deputado. Para isso, o deputado Felipe Carreras (PSB-PE) deve se licenciar para assumir a coordenação da campanha de João Campos ao governo de Pernambuco, enquanto Gonzaga Patriota (PSB-PE) deve ser convidado para ocupar um cargo em Recife.
O clima no partido azedou na sexta-feira, após Alencar demitir, sem comunicação prévia, o aliado de França, Maurício Juvenal, da Secretaria Nacional de Ambiente de Negócios. Procurado, Alencar não comentou.
Tomás Alencar, filho de Tadeu Alencar, é casado com Eduarda Campos, irmã de João Campos, mas o presidente da sigla tem uma relação de maior proximidade política com Pereira.
De perfil discreto, o advogado se tornou, nos últimos meses, um dos principais articuladores para reforçar os quadros do partido. Ele participou ativamente das negociações para que se concretizassem as filiações da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet e do senador Rodrigo Pacheco ao partido.
No atual governo, Pereira foi secretário nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, durante a gestão de Ricardo Lewandowski, além de secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão.
Na fala solene em agradecimento ao meu título de Cidadão Triunfense, quinta-feira passada, na Câmara de Vereadores do Município, comparei o amor de uma mulher a uma cidade. Ama-se cidades? Não se ama uma cidade como se ama uma mulher loucamente, apaixonadamente.
Amar uma cidade é vê-la num rosto com corpo de pedra, como definiu Machado de Assis, que amou o Rio, amou mulheres, amou a vida. Amar uma cidade é semelhante a sensualidade feminina. Seus encantos não se escondem, se revelam como um corpo estrutural de uma mulher.
Como uma cidade, uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza. Uma beleza que vem de se saber ser mulher, um molejo de amor que dá saudade, seja ela o princípio e o fim de todas as coisas.
Antes de amar qualquer cidade, amo minha Nayla, porque me ensinou a amar a vida, não desistir da luta, recomeçar na derrota. Depois dela, nunca escrevi uma palavra para lamentar a vida. Meu verso é água corrente, é tronco, é fronde, é folha, é semente, é vida!
Amo Triunfo desde o tempo em que o verbo me fez carne, me fez gente. Amo no coração do interior dela, no seu profundo silêncio, que me ensinou a ouvir o meu tempo, um tempo perdido e mais tarde achado em cada esquina dos seus casarões coloniais, que revelam a beleza simples de uma cidade que acolhe sem pressa, em forma de poesia.
O tempo também se encarregou de transformar seu solo seco, mas fértil, num refúgio poético, onde Deus colocou a mão e desenhou um paraíso. Nem de longe Triunfo se confunde com o chão de vidas secas, de Severinas e Joãos, de Marias e Josés.
Como não se render a beleza da névoa seca que escorre dos céus de Triunfo e repousa sobre telhados antigos como se o próprio céu suspirasse na cidade? O calendário do tempo de Triunfo de hoje e não o de ontem, que ficou para trás. É como a fotografia dolorida de Drumond na parede da sua Itabira, que dói muito.
A cidadania honorária é o laço de sangue que o coração escolheu para firmar com a cidade. Ninguém nasce cidadão de um lugar, torna-se cidadão através de suas ações e do amor pela comunidade.
Vasculhando meu livro do tempo encontrei um cabedal de declarações de amor a Triunfo. Serviço prestado a uma cidade não se traduz apenas em obras concretas, de pau e pedra. Se traduz também em palavras que o vento não leva.
Em palavras que difundem e a valorizam, que viram chama para atrair turistas e movimentar a economia. Como jornalista, foi assim que ajudei Triunfo, será no exercício deste ofício que prometo continuar o hoje e o amanhã, com uma caneta sempre recheada, que nunca vai secar.
Nos meus manuscritos amarelados pelo tempo escrevi que Triunfo é um pedaço do céu no mundo, poesia em cada botão que se abre. É a prova de que o Sertão também é verde, úmido e cheio de vida.
É o retrato da névoa dançando com o sol, o frio que aconchega o peito. Triunfo é estado de alma, um desses espaços em que a geografia se curva à poesia e o tempo parece andar de mansinho, com passos de neblina.
Em Triunfo, quando a névoa escorre dos céus e repousa sobre seus telhados antigos é como se o próprio céu suspirasse. E nesse suspiro, o mundo todo se cala para ouvir o sertão respirando, Pernambuco latejando.
Eu sou tão apaixonado por Triunfo que do alto de seus mirantes, com o som distante do sino da matriz rompendo o silêncio, a sensação que tenho é que o mundo parece se encolher. Se impõe por força, por grandeza geopolítica, pela altivez de sua beleza escondida, quase secreta.
Triunfo, envolta em brumas, como disse o poeta Flávio Chaves, é um altar erguido às tradições, à memória e à identidade nordestina em sua forma mais plena, mais sutil, mais sagrada. É como se o chão seco do Nordeste vestisse um casaco de inverno, só para nos surpreender. E o resultado não é contraste, é composição. É poesia.
Uma poesia que não se escreve com palavras, mas com neblina, pedras antigas, silêncio e cheiro de café coado na varanda. Em Triunfo, tudo vira poesia e encantamento: o histórico Teatro Guarany, o Teleférico, o Pico do Papagaio, os Caretas, o singular Lago João Barbosa, a Cachoeira do Pinga, o Museu do Cangaço, Engenho São Pedro, o Betos Bar, a Casa de Almas.
Eu não tenho dúvida de que os habitantes primitivos da Serra da Baixa Verde, antiga denominação de Triunfo, no final do século XVIII, os índios Cariris, também usavam o dialeto da poesia. No abraço com a natureza, eles introduziram cultura, uma rica história que se reflete na arquitetura colonial e na hospitalidade do povo triunfense.
Para ser adotado filho Triunfense, eu não vim de longe. Vim de Afogados da Ingazeira, do Pajeú das Flores, da terra onde as almas são todas de cantadores, parodiando Rogaciano Leite. Nasci entre garranchos e espinhos, ao som da viola de trovadores com suas calças riscadas, cantando a fome e o amor.
Vim da terra da força do sol, da beleza do rouxinol, da bravura do cangaço, da esperança da chuva, do silêncio profundo que ecoa a sabedoria da terra.
Como disse Guimarães Rosa: no sertão, o correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e afrouxa, sossega e desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.
Ter nascido por aqui é carregar no peito a força do sol, no coração o brilho da lua, a fé que não falha, a esperança que nunca morre. Podemos bater no peito e com orgulho proclamar: somos da terra onde o mandacaru floresce e a vida vence a seca.
Se as eleições para governador de Pernambuco fossem hoje, o pré-candidato do PSB, João Campos, seria eleito no primeiro turno com 48,4% dos votos, 13 pontos a frente da governadora Raquel Lyra (PSD), que aparece com 35,5% das intenções de voto. Ivan Moraes, do PSOL, se situa com apenas 2,3%. Brancos e nulos somam 5,8% e indecisos 8,1%.
Nos votos válidos, quando se excluem os percentuais de brancos e nulos, além de indecisos, João lidera com 56,1% das intenções de voto e Raquel aparece com 41,2%, totalizando uma vantagem de 14,9 pontos para o ex-prefeito.
Na espontânea, modelo pelo qual o eleitor é obrigado a lembrar o nome do seu candidato sem a lista dos concorrentes, João desponta com 29,5% e Raquel com 27,1% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 4,5% e indecisos sobem para 38,1%. A pesquisa foi registrada na justiça eleitoral com o protocolo de número PE-02951/2026.
Em rejeição, o campeão é Ivan Moraes. Entre os eleitores entrevistados, 26,2% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Em seguida, aparece a governadora Raquel Lyra, com 23% dos entrevistados que disseram que não votariam nela de jeito nenhum. Em último, João com 16,8% dos entrevistados que afirmaram não votar nele em hipótese alguma.
Estratificando o levantamento, João aparece melhor situado entre os eleitores na faixa etária acima de 60 anos (51%), entre os eleitores com grau de instrução até o nono ano (48,4%) e com renda familiar até dois salários mínimos (52,2%). Por sexo, as mulheres são maioria entre os eleitores do socialista — 51,4%, enquanto 44,6% são homens.
Na estratificação por região, a maior vantagem de João ante Raquel está na Região Metropolitana, onde aparece com 32 pontos na frente — 57% a 25,7%, respectivamente. Na Zona da Mata, João tem 45% e Raquel 43,2%. Já no Agreste, Raquel aparece na frente de João com 43,4%, enquanto o ex-prefeito tem 40,1%.
No Sertão, João está na frente com 44,4% dos votos e Raquel aparece com 40,9%. No Sertão do Francisco, João também está liderando com 40% dos votos e Raquel tem 38,7% das intenções de voto. Em indecisos, o Sertão tem o maior percentual — 11,3%, enquanto o menor número de indecisos está na Mata — 5%. Na Região Metropolitana, os indecisos somam 8,1%.
O levantamento foi a campo entre os dias 14 a 17 de abril, sendo aplicados dois mil questionários em 80 municípios. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de 2.2 pontos percentuais para mais ou para menos. A modalidade da pesquisa envolveu a técnica de survey, que consiste na aplicação de questionários de forma presencial.
O reajuste do diesel anunciado pela Petrobras, motivado pela defasagem em relação ao mercado internacional e à variação do câmbio, provocou uma alta média de 14,7% no preço do combustível em todo o país em apenas um mês. Os dados são do Radar de Preços do Mercado de Combustíveis, tecnologia desenvolvida pela Gestran e disponibilizada ao mercado, que acompanha a variação do diesel por estado e região. A ferramenta comparou os valores antes e depois do reajuste, com base em abastecimentos realizados entre fevereiro e março de 2026.
A solução monitora os preços em tempo real, a partir de dados reais coletados nos postos, permitindo análises detalhadas por estado, cidade e até por tipo de combustível. Na média nacional, o diesel passou de R$ 5,7467 por litro em fevereiro para R$ 6,5940 em março — um aumento de R$ 0,85 por litro. O levantamento considerou 3,51 milhões de litros de diesel S10 registrados em 622 postos distribuídos pelo país. Os dados refletem transações reais de abastecimento, com nota fiscal vinculada, captando o impacto direto do reajuste na operação das transportadoras. O reajuste foi sentido de forma uniforme no território nacional. Contudo, o Nordeste liderou o ranking de alta, com +15,57%, puxado por Pernambuco (+18,32%), Tocantins (+18,30%) e Bahia (+17,78%). O Norte, amortecido pelo Amapá — único estado que manteve preço estável em R$ 6,90 — registrou o menor avanço, mas ainda assim expressivo: +12,20%.
Segundo Paulo Raymundi, CEO da Gestran, o impacto é considerado significativo. Isso porque um caminhão semipesado com tanque de 300 litros, que abastecia por R$ 1.724,01 em fevereiro, passou a gastar R$ 1.978,20 em março — uma diferença de R$ 254,19 por operação. Em frotas maiores, esse aumento ganha escala rapidamente. Por exemplo: em uma frota de 20 veículos, com dois abastecimentos semanais, o impacto supera R$ 198 mil ao ano, apenas considerando o reajuste de março.
Os dados indicam que muitas empresas anteciparam o abastecimento após o anúncio do reajuste. Em São Paulo, maior mercado da base, com 363 mil litros em fevereiro, o volume caiu para 248 mil litros em março — redução de 32%. Em Minas Gerais, a queda foi de 23%, e no Pará, de 38%. “O padrão sugere uma antecipação de abastecimentos no fim de fevereiro, antes da entrada em vigor do reajuste — comportamento típico de frotas com gestão ativa de custos”, explica Paulo.
O Nordeste apresenta o fenômeno mais intrigante da base de dados da Gestran: é simultaneamente a região com maior variação percentual (+15,57%) e aquela que abriga o estado de menor preço absoluto em março (Maranhão, R$ 5,89). A explicação está na heterogeneidade interna da região: enquanto Maranhão e Ceará mantiveram aumentos abaixo de 8%, Pernambuco (+18,32%), Paraíba (+17,05%) e Bahia (+17,78%) registraram os maiores reajustes do país.
Nova Frontier será híbrida plug-in – A picape totalmente nova Nissan Frontier Pro híbrida plug-in (PHEV) será exportada para diversos mercados globais da marca. As vendas começarão pela América Latina, sendo o México o primeiro mercado a receber o modelo, seguido por outras regiões. A Frontier marca a primeira vez que uma picape da Nissan oferece uma motorização eletrificada.
O modelo combina décadas de expertise e legado japonês da Nissan no segmento de picapes com a mais recente tecnologia de motorização do principal mercado mundial de veículos de nova energia, a China. A picape de cinco lugares, com proposta de uso duplo, foi projetada para famílias que buscam um veículo capaz de atender com conforto e eficiência tanto à condução urbana diária quanto às aventuras do fim de semana, além dos limites da cidade. A incorporação da picape ao portfólio da Nissan faz parte da estratégia futura e do amplo plano da marca para impulsionar uma vantagem competitiva sustentável em tecnologias de próxima geração.
Ela foi concebida a partir do conceito “Rugged Tech”, com um design exterior moderno que complementa um interior espaçoso e refinado. Para atender às exigências de desempenho dos clientes globais de picapes, o sistema PHEV combina um motor de quatro cilindros a combustão equipado com turbocompressor e um motor elétrico de alta potência integrado à transmissão.
Os detalhes técnicos completos serão confirmados posteriormente em cada mercado. O sistema híbrido plug-in oferece um equilíbrio atraente entre desempenho e eficiência. A análise de mercado para definir a motorização e as especificações mais adequadas para cada região ainda está em andamento. A Nissan Frontier Pro híbrida plug-in (PHEV) representa um novo passo na força da manufatura global da Nissan.
Vem aí o Sonic, primeiro SUV cupê da Chevrolet – A Chevrolet vem, há tempos, perdendo mercado. Hoje, embora seja a terceira colocada no ranking das montadoras brasileiras, ficando atrás da Fiat e da Volkswagen, ela tem uma participação de somente 10%. Agora, para tentar reverter essa situação, ela trará — a partir da primeira quinzena de maio — o Chevrolet Sonic. O modelo, por sinal, estreará mundialmente o logotipo atualizado da Chevrolet, com a gravata ligeiramente mais horizontalizada e o preto como cor predominante em todas as versões. A apresentação à imprensa será dia 7. O primeiro SUV cupê compacto da marca está sendo produzido em Gravataí, no Rio Grande do Sul. O Sonic virá para concorrer com o VW Tera, principalmente.
RAV4 híbrido full custará a partir dos R$ 317 mil – A Toyota acaba de relevar quanto cobrará pelo novo RAV4, cuja pré-venda começa em maio: a S e SX custarão, respectivamente, R$ 317 mil e R$ 349.290. Ambas as versões são híbridas, construídas sobre uma estrutura monobloco que teve reforços adicionais para reduzir vibrações. A motorização combinada gera 239cv de potência. O sistema híbrido full da Toyota é composto por um motor 2.5 de quatro cilindros que atua em conjunto com o motor elétrico principal por meio de uma transmissão continuamente variável para garantir respostas rápidas e desempenho consistente.
O veículo tem mais dois motores elétricos: o MG1, que também contribui para a recarga da bateria de íons de lítio, e o MGR, no eixo traseiro, responsável pela tração integral elétrica (AWD) e pela distribuição dinâmica de torque entre os eixos. A marca também divulgou que, segundo medição do Inmetro, o novo RAV4 registra médias de consumo de 15,3 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada, sempre com gasolina, o que garante as classificações A em eficiência energética e emissões.
O modelo conta com freios eletrônicos que trabalham em conjunto com o sistema regenerativo, equilibrando a frenagem hidráulica e elétrica para maximizar a recuperação de energia para a bateria, o que contribui diretamente para a eficiência do conjunto. O novo RAV4 conta com quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas, que oferece diferentes layouts personalizáveis, integrado às informações da central multimídia de até 12,9 polegadas na versão SX.
Em termos de segurança, a Toyota destaca o novo sistema de freios com controle eletrônico (AHB-C) e o sistema de controle cooperativo de direção, que sincroniza os movimentos de rolagem e inclinação da carroceria durante as curvas, melhorando a estabilidade e a resposta em mudanças de direção e contribuindo para segurança.
Nissan revela o elétrico Juke – A Nissan revelou o totalmente novo e totalmente elétrico Juke no Japão, mas focando na Europa. À medida que o mercado de veículos elétricos no Velho Continente continua a crescer, a Nissan baseia-se em seus 15 anos de liderança no segmento para atender a uma variedade de necessidades dos clientes enquanto navega por um ambiente complexo e competitivo.
Ágil e compacto, este primeiro Juke elétrico faz parte da estratégia mais ampla da Nissan de oferecer um trem de força eletrificado para cada tipo de cliente. Desde o seu lançamento, em 2010, o Juke capturou 1,5 milhão de clientes em toda a Europa, reformulando o segmento de crossovers compactos com seu design ousado e não convencional. O novo Juke mantém esse caráter ao mesmo tempo em que introduz um trem de força totalmente elétrico, apoiando a jornada da Nissan em direção à mobilidade de zero emissões.
Frota de elétricos muda a lógica do seguro – O mercado de veículos eletrificados no Brasil atingiu um novo nível em março de 2026. Segundo dados da Fenabrave, a federação que reúne dos distribuidores de veículos, o segmento de automóveis e comerciais leves elétricos e híbridos somou 40.009 emplacamentos no mês, representando uma alta de 42,48% em relação a fevereiro. No acumulado do primeiro trimestre, o volume chegou a 95.469 unidades, quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025.
Para Hamilton Sobrinho, diretor da Regional Norte e Nordeste da Lojacorr Seguros, esse cenário traz transformações profundas para o cotidiano do corretor, especialmente no que diz respeito à aceitação de novas tecnologias e à precificação do risco. Um dos destaques do relatório é o domínio da empresa chinesa fabricante de veículos BYD, que detém 70,38% de participação no mercado acumulado de carros elétricos puros em 2026.
Sobrinho observa que a percepção das seguradoras sobre a fabricante chinesa mudou drasticamente. “A aceitação da BYD pelas companhias de seguro evoluiu muito rápido, de uma postura cautelosa para uma integração plena. Hoje, ela já não é mais vista como uma ‘marca entrante’, mas como líder absoluta”, afirma o diretor.
Apesar da consolidação, Sobrinho ressalta que a logística de reposição de peças ainda gera atenção no setor, embora a perspectiva seja otimista com a nova fábrica na Bahia e o ganho de escala nas vendas. Contrariando a expectativa de que o aumento da frota traria uma queda imediata nos preços, o cenário atual aponta para a manutenção ou elevação do ticket médio dos seguros.
O diretor da empresa elenca os fatores determinantes.
● Custo de reparação: a tecnologia especializada e o preço elevado das peças impulsionam os valores.
● Mão de obra: a necessidade de técnicos qualificados para lidar com sistemas de alta voltagem reflete diretamente no custo do seguro.
● Frequência de sinistros: o aumento nas taxas de colisão e roubos nas principais regiões do país pressiona a sinistralidade das carteiras.
Oportunidade para o corretor – Com os SUVs eletrificados representando agora 56,68% do subsegmento de utilitários em março de 2026, o papel do corretor torna-se ainda mais consultivo. Entender as particularidades de motorização (que no caso dos autos híbridos já representam 13.233 unidades da Toyota e 11.276 da GWM no acumulado do ano) é essencial para garantir a melhor cobertura e suporte ao cliente em um mercado que não para de crescer.
Linha 2026 do C3 – A Citroën, pertencente ao grupo Stellantis, apresenta boas novidades na linha 2026 do compacto C3. O hatch pequeno mais acessível do país passa a ser oferecido em versões que ganharam novos nomes: Live Go, Live Plus e Feel Plus, além de manter a topo de gama 1.0 MT XTR e a Turbo 200 AT YOU!. Entre os principais destaques na atualização está o investimento realizado pela marca nas três versões iniciais.
Os modelos passam a adotar pneus tecnológicos com menor resistência ao rolamento, desenvolvidos com nova composição de borracha, capaz de reduzir o atrito, gerando para o motorista uma melhoria no consumo de combustível, além de uma redução nas emissões e menor ruído de rodagem. Como resultado da mudança, as centrais de motor e freio também receberam nova calibração, garantindo um desempenho ainda melhor ao novo conjunto técnico. As alterações possibilitaram a entrada dos modelos Citroën C3 Live Go, Citroën C3 Live Plus e Citroën C3 Feel Plus no programa Carro Sustentável, criado dentro do programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação) do governo federal. Com este avanço, Citroën C3 Live Go, Citroën C3 Live Plus e Citroën C3 Feel Plus obtêm a isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
“As versões Live Plus e Feel Plus passam a contar com conteúdos adicionais, enquanto a Live Go estreia com valor de R$ 76.990, mais de R$ 9 mil de desconto, posicionando-se inclusive com preço inferior ao já praticado até então”, destaca Pedro Silva, Head da Citroën para a América do Sul. O Citroën C3 Feel Plus agora conta com o painel de instrumentos digital em TFT de 7”, igualando este conteúdo em todas as versões Feel das três gamas da marca.
Para um conforto maior, a Feel Plus passa a ter como opcional o banco em tecido premium. Além dos pneus verdes, elas passam a contar com rodas diamantadas pintadas de 15” em preto. “A C3 Feel Plus, com os novos conteúdos, deve se tornar ainda mais estratégica na composição do mix na gama e ter uma boa performance, assim como ocorreu com a versão especial XTR, que hoje é a mais vendida dentro do portfólio”, reforça Pedro Silva. A versão Citroën C3 Live Plus passa a contar com barras longitudinais no teto, novidade que reforça o visual externo e confere uma proposta mais robusta ao modelo. Além disso, é oferecida a R$ 86.990, valor R$ 6.600 menor que o de tabela do modelo vigente até então.
Já a versão de entrada Live Go torna-se ainda mais acessível, com uma oferta especial no mês de lançamento, também R$ 9.600 menor que o valor de tabela, que a posiciona no valor de R$ 76.990. As três novas versões mantêm a motorização 1.0 Firefly com até 75 cv de potência, reconhecido na região graças à sua eficiência e economia comprovadas por milhões de quilômetros rodados a bordo de diferentes produtos da Stellantis.
Confira os preços da nova linha Citroën C3 2026
Citroën C3 Live Go – R$ 76.990
Citroën C3 Live Plus – R$ 86.990
Citroën C3 Feel Plus – R$ 90.590
Citroën C3 XTR – R$ 92.590
Citroën C3 YOU! – R$ 109.590
Mercado de motos bate recorde histórico – A Abraciclo, a associação que reúne os fabricantes de motos e similares, está festejando mais do que os 50 anos de existência. Celebra principalmente o fato que as vendas no primeiro trimestre de 2026 cresceram 20,6% e atingiram 571.728 unidades, recorde para o período na história do setor. A produção no Polo Industrial de Manaus (AM) chegou a 561.448 unidades, expansão de 12,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
É o segundo melhor trimestre da série histórica, perdendo apenas para 2008. Tanto em produção quanto em vendas, foi o melhor março da indústria de motos. Foram produzidas 212.716 unidades e licenciadas 221.618 no mês, o que representa altas expressivas de 33,5% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 29,2% em relação a fevereiro. Apesar dos números positivos do período e do mês, o executivo prefere ser cauteloso com relação a 2026, um ano que será marcado por Copa do Mundo e eleições, além de questões externas que no momento afetam a economia mundial.
“Estamos mantendo a meta de atingir produção de 2.070.000, um número já bastante expressivo”, explicou. Também as exportações estão em alta este ano. Foram 11,4 mil embarques no primeiro trimestre, crescimento de 18,6%. A meta do ano é a de também crescer na faixa de 4%, atingindo perto de 45 mil unidades.
Ex-motoristas criam app de transporte – Cansados das altas comissões cobradas por aplicativos de transporte, dois ex-motoristas decidiram criar, em 2019, uma alternativa própria. Surgiu o Rota77, que adota um modelo de mensalidade fixa: o motorista paga um valor mensal e fica com o restante das corridas. Plataformas como Uber e 99 cobram uma porcentagem sobre cada viagem. Hoje, o aplicativo está presente em mais de 130 cidades, reúne mais de 9,7 mil motoristas e realiza mais de 1,5 milhão de corridas por mês. O valor da assinatura varia de acordo com o porte da cidade, indo de R$ 105 em mercados menores até R$ 460 em operações mais maduras.
“Se o motorista faz 10 ou 500 corridas, paga o mesmo valor. O que muda é o quanto ele aproveita”, explica Oséias Santana, cofundador da plataforma. Para ele, o modelo oferece maior previsibilidade de ganhos e mais autonomia para quem depende da atividade como principal fonte de renda. A ideia nasceu da experiência direta dos fundadores. Oséias trabalhava como operador de máquinas em plantações de eucalipto, enquanto Carlos Henrique de Araújo era metalúrgico. Ambos começaram a dirigir para complementar a renda e logo perceberam as limitações do modelo tradicional. A decisão de empreender veio em Nova Mutum, no Mato Grosso, com poucos recursos e uma operação enxuta.
O crescimento do Rota77 foi orgânico, impulsionado por indicações e parcerias locais. A primeira expansão ocorreu em 2020, quando Carlos levou o aplicativo para São Borja, no Rio Grande do Sul. Hoje, cada cidade conta com um gestor local responsável por desenvolver a operação, atrair motoristas e adaptar o serviço às características da região. “No interior, as pessoas querem saber quem está por trás. Querem proximidade e confiança”, afirma Oséias.
O resultado é um crescimento consistente. Em 2025, a plataforma realizou mais de 15 milhões de corridas, um aumento de 61,48% em relação ao ano anterior. Diferentemente de modelos de franquia tradicionais, a empresa não foca na venda de unidades, mas no fortalecimento das operações locais. O investimento inicial para adquirir uma licença é a partir de R$ 900. O investimento direcionado a marketing e atração de usuários é responsabilidade do licenciado, que não é obrigado a investir um valor mínimo. Os ganhos dos licenciados vêm das mensalidades pagas pelos motoristas.
Aditivos automotivos: mitos e verdades – Presentes nas prateleiras de postos de combustíveis e lojas especializadas, os aditivos automotivos desempenham papel relevante na proteção dos sistemas do veículo. Quando utilizados corretamente, contribuem para melhorar o desempenho e prolongar a vida útil do motor. Ainda assim, o uso desses produtos segue cercado por dúvidas e informações equivocadas entre consumidores. Parte dos motoristas questiona a eficácia dos aditivos ou teme possíveis danos ao motor, o que reforça a importância de esclarecer como funcionam e em quais situações são indicados.
O papel deles – Para esclarecer essas questões, Arley Silva, gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente da Promax Bardahl, marca especializada no desenvolvimento de aditivos e lubrificantes automotivos, explica pontos centrais sobre o tema e destaca o papel dos aditivos como aliados da manutenção preventiva. “Um dos mitos mais comuns é a crença de que o aditivo de combustível, por exemplo, serve apenas para corrigir problemas já existentes, como falhas na aceleração ou perda de potência. Na prática, sua principal função é preventiva. O produto atua na preservação do sistema de alimentação, evitando a carbonização em válvulas e bicos injetores, além de combater a oxidação do combustível e a corrosão interna”, afirma.
Mesma função? – Outra percepção recorrente é a de que todos os aditivos possuem a mesma função. No entanto, há produtos desenvolvidos para aplicações específicas, como a limpeza do sistema de combustível, a proteção do sistema de arrefecimento e a melhoria das propriedades do óleo lubrificante. A escolha adequada é determinante para garantir a eficácia do produto e evitar impactos no desempenho do veículo.
Aditivos de frasco – Também é comum ter dúvidas sobre a necessidade de utilizar aditivos de frasco quando o abastecimento já é feito com gasolina aditivada. “Embora o combustível aditivado contenha agentes de limpeza, a concentração presente nos produtos de prateleira, famoso aditivo de “frasquinho”, é mais elevada e formulada para promover uma limpeza mais profunda e contínua, contribuindo para que o motor opere no seu nível máximo de eficiência”, informa.
Estratégia econômica – Segundo o especialista, o uso regular desses produtos deve ser encarado como estratégia de economia no longo prazo. “Existe um mito de que o aditivo pode ‘soltar sujeira’ e provocar entupimentos. Na verdade, isso pode ocorrer somente em casos muito críticos e em motores que passaram longos períodos sem manutenção adequada”, pontua.
Arrefecimento e óleo lubrificante – Além do sistema de combustível, a manutenção preventiva envolve também o sistema de arrefecimento e o óleo lubrificante. “Aditivos para radiador são essenciais para evitar que a água ferva ou o líquido congele em ambientes muito frios, além de prevenir a corrosão. Já os aditivos para óleo reduzem o atrito entre as peças, contribuindo para maior durabilidade, especialmente no momento da partida, quando o desgaste tende a ser mais intenso”. Para finalizar, Arley ressalta que, “antes de utilizar qualquer produto automotivo, a recomendação é buscar orientação técnica e seguir as instruções do fabricante. Esse cuidado é essencial para garantir que os aditivos cumpram sua função de forma eficaz e segura”, conclui.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O Supremo Tribunal Federal (STF) incluiu na pauta do dia 28 de abril o julgamento de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o pastor Silas Malafaia. Ele é acusado de injúria, calúnia e difamação por falas sobre generais do Exército durante manifestação bolsonarista.
O caso será analisado pela Primeira Turma da Corte em sessão presencial, após o ministro Cristiano Zanin retirar o processo do plenário virtual ao pedir destaque. Na prática, o julgamento vai recomeçar, permitindo discussão direta entre os ministros.
A acusação foi formalizada em dezembro do ano passado, com base em falas de Malafaia durante manifestação na Avenida Paulista, em abril. Na ocasião, o pastor se referiu a generais de quatro estrelas como “cambada de frouxos”, “omissos” e “covardes”.
Segundo a PGR, as declarações configuram os crimes de injúria, calúnia e difamação, com o agravante de terem sido dirigidas a autoridades públicas e amplamente divulgadas nas redes sociais. A denúncia teve origem em representação apresentada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva.
Em ato por anistia dos condenados pelo 8 de Janeiro, Malafaia afirmou: “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”.
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes já havia se manifestado a favor do recebimento da denúncia no plenário virtual. No entanto, o pedido de destaque zera o placar e reinicia o debate. No dia 28, o Supremo avalia apenas se há elementos suficientes para abertura de ação penal, sem entrar no mérito da culpa ou inocência do acusado. Caso a maioria acompanhe esse entendimento, Malafaia passará a responder como réu no processo
A defesa do pastor no processo pede a rejeição da denúncia ou, alternativamente, o reconhecimento da incompetência do STF para julgar o processo, com o envio do caso à primeira instância. Os advogados sustentam que Malafaia não citou nominalmente o general Tomás Paiva ou outro oficial, o que afastaria a configuração dos crimes contra a honra. O argumento é de que as declarações foram genéricas e proferidas no exercício do direito de crítica e da liberdade de expressão.
A defesa também sustenta que não há previsão constitucional para que uma pessoa sem cargo público seja processada originariamente no STF apenas por ter como suposta vítima uma autoridade militar
Ao Estadão, Malafaia havia classificado o processo como uma perseguição política e criticado o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por denunciá-lo ao Supremo.