O deputado Felipe Carreras, ex-líder do blocão na Câmara dos Deputados, condenou a decisão da governadora Raquel Lyra (PSDB) de proibir torcidas nos próximos clássico do futebol pernambucano. Clique e veja!
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Na última terça-feira (12), o governo brasileiro e o Itamaraty foram surpreendidos com a decisão da União Europeia de suspender a importação de carne brasileira a partir de 3 de setembro. Nem o governo e muito menos nossa vã diplomacia teriam se surpreendido se trabalhassem duro contra o lobby criminoso dos criadores de bovinos da Irlanda, nossos adversários num setor no qual somos os maiores do mundo.
Os irlandeses da IFA (Irish Farmers Association) estiveram no Brasil no ano passado e fizeram uma investigação por conta própria movidos pela inveja e com o único objetivo de atacar nossa reputação, porque não produzem carne com a mesma eficiência e qualidade.
Leia maisEm 2017, enfrentamos a crise conhecida como Carne Fraca, investigação aloprada da Polícia Federal que resultou em bilhões de dólares em prejuízo, superada graças ao empenho e competência do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, do seu secretário-executivo Eumar Novacki e da equipe de Comunicação do presidente Michel Temer. Desta vez, faltaram Blairo e Novacki.
A investigação liderada por Thomas Bourke, executivo sênior de Políticas de Pecuária, Ovinos e Saúde Animal da IFA, Adam Woods, editor do Irish Farmers Journal e Phil Doyle, fotógrafo do jornal, foi encoberta pelo pretexto de participar do Congresso Mundial de Carne, em outubro do ano passado em Cuiabá (MT). Incógnitos, percorreram 3.000 km interior afora para montar uma acusação que, no mínimo, carece de elementos como número de fazendas e frigoríficos visitados, localização ou nome de produtores, o que torna impossível dizer se essa “investigação” foi feita com metodologia capaz de representar o universo dos exportadores de carne brasileira.
Incrível como esses criminosos, disseminadores de desinformação, puderam circular dias e dias sem serem percebidos ou denunciados. Esses sujeitos da IFA são bandidos que elegeram o Brasil como seu principal alvo. Na época da Carne Fraca, eles ocuparam as redes sociais com posts mentirosos, como o que mostrava um animal com tumor vazando pus, coisas horríveis. São esses mesmos produtores da IFA os que, em 1989, surpreenderam o mundo com a vaca louca. Gente incompetente e desonesta. Vieram aqui produzir a narrativa de que as condições sanitárias brasileiras são as piores possíveis.
Se isso fosse verdade, o Brasil não teria sua carne importada por Estados Unidos e China, países com controle sanitário rigorosíssimo. Eles produziram um panfleto mentiroso sobre a carne brasileira para servir de munição para o lobby contrário ao acordo do Mercosul com a União Europeia. Nada além disso. Acabaram conseguindo a promessa de suspensão da importação da nossa carne em setembro.
A ser verdadeiro tudo o que dizem, haveria gente morrendo nos hospitais brasileiros envenenada pelos produtos químicos que os irlandeses imaginam serem fartamente aplicados no gado brasileiro. Acusam nossos produtores de uso indiscriminado de antibióticos, mas não há qualquer prova ou documento de checagem junto à Anvisa, ao Ministério da Agricultura, à CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) ou aos frigoríficos contra grandes exportadores como JBS, Marfrig ou Minerva.
O projeto de lei 3.560 de 2025, de autoria do deputado Pedro Westphalen (PP-RS), proibindo a venda de antibióticos veterinários sem receita, prática rotineira no interior, foi aprovado na Comissão de Agricultura em novembro de 2025. A Anvisa e o Ministério da Agricultura poderiam ter agido faz tempo. O melhor seria correr com isso.
É uma vergonha que o governo brasileiro e o Itamaraty não tenham denunciado a disseminação de fake news e proposto retaliar a Irlanda. Não é possível imaginar que diplomatas brasileiros em Dublin não soubessem dessa manobra sórdida, muito menos os que servem em Bruxelas, onde o lobby contra o Brasil corre solto. Esquecem que aqui não tivemos, por exemplo, gripe aviária, que dizimou milhões de cabeças na Europa.
É preciso dar um basta nesse tipo de esperteza nefasta. Essa gente produz uma carne de segunda, o europeu médio não acha graça, porque é gado criado no confinamento à base de ração, enquanto o nosso gado engorda no pasto comendo capim.
No panfleto dos irlandeses, o Brasil é acusado de não rastrear seu gado, o que é outra mentira deslavada. Nós temos um sistema de rastreamento que funciona sob auditoria rigorosa do SIF (Sistema de Inspeção Federal) do Ministério da Agricultura e da DG Sante, a agência sanitária da União Europeia. Esses vigaristas vieram aqui atuar nas sombras, com o único e verdadeiro intuito de nos difamar.
O Brasil trata seu agronegócio como uma atividade qualquer, quando deveria olhar para esse setor como sendo uma questão de Estado. Imagine o que aconteceria se um grupo de brasileiros resolvesse fazer algo semelhante com os produtores de suínos da Espanha, os vinicultores da Itália ou da França ou ainda os produtores de azeite em Portugal. Comprariam uma briga feia, com agentes públicos pedindo explicações e diplomacia exigindo retratação, para dizer o mínimo.
Eu morava na Espanha em 2019, quando uma ONG mercenária resolveu denunciar os produtores de azeitonas da Andaluzia. Entre as mentiras que espalharam, uma delas era o extermínio de pássaros migratórios durante a colheita noturna. Exibiram uma foto de passarinhos mortos numa colheitadeira. Pura fake news. A foto tinha sido tirada dois ou três anos antes. O supermercado inglês Tesco, numa jogada oportunista de marketing, se apressou em anunciar a suspensão das vendas do azeite produzido com azeitonas andaluzas. Tudo isso sem qualquer prova concreta, só com base nas redes sociais da tal ONG. Imediatamente o governo espanhol entrou em ação e reverteu o que poderia ter sido uma crise gravíssima, porque essa é, antes de tudo, uma questão de Estado para Madri.
Não é apenas pelos empregos ou o dinheiro oriundo da atividade agrícola, mas principalmente pela reputação do país. O Brasil levou décadas trabalhando para consolidar sua reputação de grande produtor de alimentos de excelente qualidade. Não podemos permitir que três vagabundos irlandeses venham aqui com o único objetivo de nos desqualificar perante o mercado mundial. O Brasil tem um rebanho de 238 milhões de cabeças, enquanto a Irlanda tem 7 milhões, menos de 5%. Será que eles sonham em alimentar o mundo com sua carne limpinha e insossa?
Se deixarmos barato, daqui a pouco vão atacar nossos produtores de açúcar, arroz, soja, milho, algodão, frango ou suínos. Vai virar um inferno, porque qualquer incompetente se sentirá no direito de dar lição de moral ao Brasil. Para esses irlandeses difamadores, deixo a frase do seu compatriota James Joyce, no seu livro “Retrato do artista quando jovem”: “Você sabe o que é a Irlanda? A Irlanda é a velha porca que devora a própria ninhada”.
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Em meio às repercussões de conversas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, parlamentares renovaram a pressão em prol de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso do Banco Master. O Congresso Nacional já acumula ao menos sete iniciativas neste sentido, que seguem travadas.
Revelado nesta semana, o caso envolvendo o patrocínio de Vorcaro ao filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) motivou a articulação de dois novos pedidos de comissões mistas de inquérito, ambos ainda em fase de coleta de assinaturas. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisUm é articulado pela oposição, sob a coordenação do senador Carlos Viana (PSD-MG), e outro é de iniciativa da base governista, liderado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara.
Mesmo com as novas cobranças, as chances de uma investigação própria no Legislativo ainda são baixas. Por um lado, integrantes da base aliada do governo veem na CPI uma nova frente de ofensiva contra Flávio Bolsonaro. Por outro, a oposição mira inverter o foco da crise e insiste no discurso de que todas as relações envolvendo o Master precisam ser investigadas pelo Congresso.
Ontem (15), Lindbergh Farias também apresentou no STF (Supremo Tribunal Federal) mandado de segurança para obrigar a abertura de uma CPMI, formada por deputados e senadores.
Além das novas iniciativas em fase de coleta de assinaturas, outros cinco pedidos no Congresso já reuniram as assinaturas mínimas e ainda não tiveram andamento:
• CPI do Master da Câmara, articulada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF);
• CPI do Master no Senado, sugerida pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE);
• CPI no Senado para investigar Daniel Vorcaro e os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, articulado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE);
• CPMI do Master, de iniciativa do deputado Carlos Jordy (PL-RJ);
• CPMI do Master, apresentada pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ).
Os pedidos de uma CPI no Senado ou um colegiado misto esbarram no aval necessário de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Casa e do Congresso. Ele, no entanto, resiste aos apelos sobre o tema e não deu sinalização favorável sobre a instalação.
No STF, além da solicitação de Lindbergh, um outro mandado de segurança, patrocinado pela oposição, pede a instalação obrigatória da comissão de inquérito. O pedido tramita sob a relatoria do ministro Nunes Marques, mas não teve andamento. Senadores têm cobrado que o ministro se declare suspeito e, assim, o pedido seja enviado para a análise de outro integrante do Supremo.
Na Câmara, a instalação de uma CPI já foi descartada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que argumenta haver pedidos mais antigos para a abertura de outras comissões de inquérito. O entendimento foi reforçado pelo ministro do STF Cristiano Zanin, que rejeitou pedido para determinar a abertura da CPI.
Sobre as tratativas com Vorcaro, Flávio Bolsonaro nega irregularidades e tem afirmado que discutiu “especificamente” sobre a produção do filme. Segundo ele, acordo envolvia apenas recursos privados. O senador também tem defendido e afirmado ser “fundamental” a instalação de uma comissão de inquérito.
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Mais vazamentos abalam clã dos Bolsonaro
O vazamento de contratos, mensagens e documentos relacionados ao filme “Dark Horse”, autobiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, amplia a crise política em torno do núcleo bolsonarista e cria um foco de desgaste para o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República.
Embora o centro das revelações esteja no deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), os documentos divulgados pelo Intercept Brasil colocam Flávio diretamente na articulação financeira do projeto e reforçam a percepção de que a família atuava de forma integrada em uma operação milionária cercada de controvérsias. Em um cenário eleitoral, a associação entre os irmãos tende a tornar impossível limitar os danos políticos apenas a Eduardo.
O principal elemento de desgaste decorre da contradição entre o discurso público de Eduardo e os documentos revelados. Enquanto o ex-deputado afirmou nas redes sociais que apenas cedeu direitos de imagem para o filme sobre o pai, contratos assinados por ele o colocam como produtor-executivo, com participação em decisões estratégicas e financeiras da produção. As mensagens obtidas pelo Intercept reforçam essa participação ao mostrarem Eduardo discutindo mecanismos de remessa de recursos aos Estados Unidos e estratégias para acelerar transferências internacionais.
Leia maisPara Flávio, o problema ganha dimensão ainda maior porque seu nome aparece vinculado diretamente à captação de recursos junto ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a reportagem, foi o senador quem articulou o apoio financeiro de US$ 24 milhões para o filme, dos quais ao menos US$ 10,6 milhões já teriam sido pagos em 2025. A partir do momento em que os documentos indicam que parte dos valores teria sido direcionada para estruturas ligadas a aliados de Eduardo nos Estados Unidos, a crise deixa de ser apenas um desgaste individual e passa a atingir o entorno político e familiar do senador.
Outro aspecto politicamente sensível é o conteúdo das mensagens atribuídas a Eduardo, tratando da melhor forma de enviar recursos aos EUA. O teor das conversas, ao mencionar dificuldades de remessas e a necessidade de acelerar transferências dentro de um “sistema atual”, pode alimentar interpretações adversárias sobre tentativa de contornar mecanismos de controle financeiro.
O filme, inicialmente concebido como uma peça de fortalecimento político e simbólico do bolsonarismo, foi transformado em uma fonte de desgaste público. Em vez de reforçar a narrativa de perseguição defendida pelo grupo, o vazamento projeta dúvidas sobre financiamento, gestão e benefícios.
Se novos documentos vierem à tona ou as investigações avançarem, a tendência é que o caso deixe de ser apenas um problema jurídico ou administrativo e passe a representar um impasse eleitoral para qualquer candidatura ligada diretamente ao sobrenome Bolsonaro.
Confiança total – O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, disse confiar “100%” em seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, e no deputado federal Mario Frias (PL). “Eu confio 100% neles. Eles se colocaram à disposição para fazer uma grande obra de arte, uma obra cinematográfica”, disse em entrevista à CNN Brasil. A declaração foi dada logo após a divulgação das informações de que Eduardo havia atuado como produtor-executivo de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, com responsabilidades e poder sobre a gestão financeira do projeto.

Contrato exposto – Documentos obtidos pelo Intercept Brasil colocaram Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro (PL), com atribuições ligadas à captação de recursos e decisões estratégicas do projeto. Após a divulgação do contrato, o ex-deputado afirmou ter investido cerca de R$ 350 mil do próprio bolso para manter, nos Estados Unidos, o vínculo com um diretor de Hollywood enquanto o longa buscava investidores. Segundo Eduardo, o valor foi posteriormente reembolsado pela produtora e ele deixou a função executiva quando a estrutura financeira passou a operar por meio de um fundo sediado no Texas. A declaração ocorreu após a PF passar a investigar se recursos ligados ao Banco Master ajudaram a custear despesas do parlamentar nos EUA.
Flávio recalcula – Depois de minimizar a proximidade com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a admitir a possibilidade de surgirem novos registros de contato com o banqueiro. O senador afirmou que “pode vazar novas conversas” e até vídeos relacionados às tratativas sobre o filme “Dark Horse”. A declaração ocorreu após aliados relatarem desconforto com os áudios divulgados envolvendo pedidos de recursos para a produção. Nos bastidores, integrantes da pré-campanha presidencial cobraram explicações de Flávio sobre a relação com o dono do Banco Master antes mesmo da crise ganhar dimensão pública.
“Marretada neles” – Em seu primeiro evento público após a repercussão do caso Vorcaro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou tom de enfrentamento político durante ato da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado, em Campinas. O senador afirmou que aliados não devem “abaixar a cabeça” diante da crise envolvendo os áudios e mensagens sobre pedidos de recursos para o filme “Dark Horse”. “Quando a verdade está do nosso lado, isso nos motiva. Marretada neles”, declarou. O evento reuniu Tarcísio de Freitas (Republicanos), Sergio Moro (União Brasil) e Rogério Marinho (PL), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio. Eduardo Bolsonaro também participou por vídeo e afirmou que Derrite “estará certamente na base do nosso presidente Flávio Bolsonaro”.

Lula cutuca – Ao anunciar um pacote de R$ 2,2 bilhões para ampliar o tratamento do câncer no SUS, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou o discurso no Hospital do Amor, em Barretos (SP), para ironizar o escândalo do Banco Master. “Nesse hospital aqui não tem dinheiro do Vorcaro”, afirmou. O pacote anunciado pelo governo inclui financiamento para medicamentos oncológicos de alto custo, cirurgias robóticas e ampliação do acesso à reconstrução mamária na rede pública.
CURTAS
TCU freia Transnordestina – O Tribunal de Contas da União determinou que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. não assumam novos compromissos financeiros para a retomada da Transnordestina entre Salgueiro e Suape. A decisão atinge diretamente a estratégia do Governo Lula (PT) de recolocar o trecho pernambucano no Novo PAC após a devolução do ramal pela concessionária privada. O TCU apontou falhas de planejamento e ausência de estudos atualizados de viabilidade econômica e social da obra.
PAC na berlinda – A decisão do TCU ampliou a pressão sobre a retomada da Transnordestina em Pernambuco com recursos públicos. O tribunal considerou insuficientes os estudos apresentados pelo governo federal e alertou para o risco de a ferrovia se transformar em um ativo subutilizado e dependente permanente de subsídios. O Ministério dos Transportes sustenta que a obra é estratégica e afirma que a decisão não afeta os contratos nem o andamento atual dos serviços já iniciados.
Conta não fecha – O TCU também apontou descompasso entre o custo estimado da Transnordestina pernambucana e os recursos previstos no Plano Plurianual até 2027. Diante do impasse, o tribunal recomendou a criação de uma comissão permanente envolvendo ministérios, agências reguladoras e órgãos de controle para revisar a governança e o cronograma da obra. A Sudene informou que apresentará estudos técnicos atualizados para defender a viabilidade econômica e social do trecho entre Salgueiro e Suape.
Perguntar não ofende: O que assusta mais o entorno de Flávio: o que já vazou ou o que ainda pode vazar?
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (15), durante evento de lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado, que aliados não devem “abaixar a cabeça” diante da crise envolvendo áudios e mensagens divulgados pelo Intercept Brasil sobre pedidos de recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em seu primeiro discurso em palanque desde o início da repercussão do caso, Flávio adotou tom de enfrentamento político, mas falou cercado por apoiadores e lideranças bolsonaristas em Campinas (SP). As informações são da CNN.
Leia mais“Quando a verdade está do nosso lado, quando a gente sabe que fez a coisa certa, isso nos motiva. Marretada neles”, afirmou o senador.
Flávio repetiu no evento a versão apresentada à CNN e nas redes sociais sobre a negociação envolvendo o filme em homenagem a Jair Bolsonaro, voltando a afirmar que buscava financiamento privado para o projeto audiovisual.
“Tem filme que é com dinheiro privado, tem filme que é com dinheiro público, tem filme que toma dinheiro dos impostos do trabalhador”, declarou
Flávio ainda citou o senador Sergio Moro, presente no evento, como exemplo de enfrentamento ao crime. “Podem reparar o Moro, um símbolo de honestidade no nosso país”.
O ato de Derrite se transformou em um palanque para Flávio Bolsonaro, com jingles de campanha e discursos em defesa de sua pré-candidatura ao Planalto em 2026.
O evento teve tom emotivo, com um mini-documentário sobre a trajetória policial de Derrite, críticas ao PT e defesa de pautas conservadoras. Flávio e Derrite abriram o ato entrando de mãos dadas no palco.
O governador Tarcísio de Freitas chegou cerca de duas horas após o início do evento, acompanhado do presidente da Alesp, André do Prado.
Apesar da presença de aliados importantes, lideranças evitaram fazer manifestações diretas de defesa de Flávio sobre o caso Vorcaro. Ainda assim, o senador contou com demonstrações públicas de alinhamento político durante o evento.
Além de Tarcísio, Sergio Moro e Derrite, participou do evento o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
Em um vídeo exibido no telão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, apareceu afirmando que Derrite “estará certamente na base do nosso presidente Flávio Bolsonaro”. Carlos Bolsonaro também enviou mensagem de apoio.
Em discurso, Derrite defendeu a eleição de um presidente do Senado “conservador e de direita” para “frear abusos do Poder Judiciário” e voltou a defender anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
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O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu recebeu um diagnóstico de linfoma (o cancêr no sistema linfático), apos uma internação no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A instituição informou, por meio de nota, que Dirceu foi internado em 10 de maio para a realização de exames gerais e, então, recebeu o diagnóstico.
Ele seguirá hospitalizado para iniciar o tratamento específico. A insitituição ainda informou que o ex-ministro está “em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico”. Ele tem 80 anos. As informações são da CNN.
Neste momento, o paciente está aos cuidados de Raul Cutait, de Roberto Kalil e de Celso Arrais.
Leia maisDirceu anunciou, em março, sua pré-candidatura a deputado federal em São Paulo nas Eleições 2026. Na ocasião, em entrevista ao site Poder360, o petista disse que a decisão de concorrer foi tomada após convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A última passagem de Dirceu pela Câmara se deu em 2005, quando foi cassado na esteira do escândalo do mensalão. Ao longo das duas últimas décadas o petista chegou a ser preso quatro vezes.
Linfoma
Linfoma é o nome que se dá ao câncer do sistema linfático, parte fundamental no sistema imunológico do organismo. Os linfomas, em geral, podem ser chamados de Hodgkin e não-Hodgkin. O nome refere-se ao patologista Thomas Hodgkin (1798-1866), responsável por descrever esse tipo de câncer (o de Hodgkin) pela primeira vez.
O Linfoma de Hodgkin, em geral, se origina com maior frequência na região do pescoço e na região do tórax. A maioria dos pacientes com esse tipo de linfoma pode ser curada com tratamento disponível atualmente, diz o Ministério da Saúde.
O linfoma não-Hodgkin pode surgir em qualquer parte do organismo e seu crescimento acontece de maneira desordenada.Existem mais de 20 tipos dessa classificação específica de câncer. De acordo com o Ministério da Saúde, número de casos duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos. As razões para o aumento são desconhecidas.
O Boletim divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês não informa qual o tipo de linfoma de Dirceu.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e pediu a condenação do político ao pagamento de indenização mínima equivalente a 100 salários mínimos por danos morais.
Na denúncia oferecida ao Superior Tribunal Justiça (STJ), o Ministério Público Federal sustenta que Zema publicou conteúdo nas redes sociais atribuindo falsamente ao ministro a prática do crime de corrupção passiva. Segundo a acusação, a postagem sugeria que Gilmar teria colocado a função jurisdicional “a serviço de interesse privado”, em troca de vantagem indevida. As informações são do jornal O GLOBO.
“O denunciado não se limitou a formular crítica institucional, paródia política ou inconformismo com decisão judicial”, afirma a PGR no documento. “Ao atribuir falsamente ao ministro Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva, fez incidir o tipo de calúnia”, prossegue a denúncia.
Leia maisO órgão enquadrou a conduta no crime de calúnia majorada, previsto no Código Penal, combinado com agravantes do artigo 141, aplicáveis quando a ofensa é praticada contra funcionário público em razão da função e por meio que facilite a ampla divulgação.
A PGR também destacou o alcance da publicação nas plataformas digitais. Segundo a denúncia, até a apresentação da acusação, o conteúdo havia registrado 487,2 mil visualizações na rede X e 2,8 milhões de visualizações no Instagram. Para o Ministério Público, a repercussão ampliou os danos à honra objetiva e à reputação funcional do ministro do STF.
O órgão ainda requer que, ao final da ação penal, seja fixado valor mínimo de reparação civil equivalente a 100 salários mínimos, “compatível com a gravidade da imputação caluniosa, a extensão da divulgação e a repercussão pública da ofensa”.
Fantoches
No mês passado, o pré-candidato à Presidência pelo Novo publicou um vídeo em que os ministros do STF são representados por fantoches — Dias Toffoli pede que o boneco de Gilmar suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado; em troca da anulação, o personagem de Gilmar pede “uma cortesia” no resort Tayayá, que já teve irmãos de Toffoli como donos e está envolvido nas investigações ligadas ao escândalo do Banco Master.
Na sequência, Gilmar enviou uma notícia-crime ao colega de Corte, Alexandre de Moraes, solicitando que Zema fosse investigado devido à publicação do vídeo em que satiriza suas decisões, o que o mineiro definiu como “absurdo”.
No pedido enviado a Moraes, Gilmar afirma que o conteúdo compartilhado pelo ex-governador de Minas Gerais “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
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O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, disse à CNN Brasil nesta sexta-feira (15) que há a possibilidade de vazamento de algum “videozinho” com o banqueiro Daniel Vorcaro, mas que a relação entre os dois se deu estritamente para tratar do filme “Dark Horse”.
“É legitimo que pensem dessa forma [sobre novos vazamentos], mas não tem nada diferente do filme. Pode vazar um ‘videozinho’ mostrando o estúdio que eu possa ter enviado pra ele, algum encontro que eu possa ter tido com ele, foi tudo para tratar sobre o filme, não vai ter surpresinha”, afirmou. As informações são da CNN.
“Nunca viajei com ele [Vorcaro], não tinha convívio social com ele. Minha conexão foi estritamente para o investimento do filme”, completou.
Leia maisContrato
Durante a entrevista, o parlamentar disse estar “100% disposto” a tornar público os contratos de investimento do filme “Dark Horse”.
Segundo a troca de mensagens vazada pelo Intercept Brasil, Flávio teria negociado cerca de R$ 134 milhões com o dono do Banco Master para financiar a produção. À CNN o senador afirmou que os contratos tem vínculo com um fundo privado e sediado nos Estados Unidos e que a publicização depende de regras de compliance.
“Eu estou 100% disposto a isso [tornar o contrato público]. Mas é um contrato nos EUA que é gerido por um fundo privado, que tem as regras de compliance. Eu não sei se eles têm esse mesmo entendimento que eu”, declarou.
Desculpas
O senador pediu desculpas pela postura inicial que tomou, de negar qualquer relação com Vorcaro nas negociações de financiamento para a produção cinematográfica. Essa mudança de versão ocorreu justamente após a publicação do Intercept Brasil.
Questionado sobre como o público poderia confiar em sua versão atual, o parlamentar respondeu:
“Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que isso ia acontecer, essa perseguição, sabia que iam jogar sujo”.
Relação com Romeu Zema
Logo após o vazamento da troca de mensagens, o também pré-candidato na disputa presidencial Romeu Zema (Novo), foi às redes sociais condenar o áudio de Flávio, afirmando ser “imperdoável” o relacionamento do parlamentar com o banqueiro.
Questionado sobre a declaração do ex-governador mineiro, Flávio afirmou que Zema se “precipitou” ao criticá-lo e que uma possível chapa se torna “inviável”.
“Eu acho que foi um equívoco, eu liguei para ele ontem, tentei falar com ele. Não é justo o que ele fez comigo. Ele se equivocou, tenho certeza que ele deve estar arrependido neste momento, depois das minhas explicações”, declarou Flávio.
Flávio Dino
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino decidiu, nesta sexta-feira, abrir uma investigação sigilosa para apurar supostos direcionamentos de emendas parlamentares para projetos culturais, entre eles está o filme sobre Jair Bolsonaro.
Questionado sobre a decisão do magistrado, o pré-candidato negou que recursos de emendas tenham sido usados para financiar o longa e saiu em defesa do deputado federal Mário Frias (PL-RJ).
“Não teve [uso de emendas]. O Mário Frias, o que ele me disse é que já foi investigado e não teve nada equivocado. Não tem essa vinculação com o filme. Não tem nada de errado na verba parlamentar que ele destinou para essa instituição”, afirmou.
Flávio também disse que os parlamentares envolvidos irão explicar a destinação dos recursos.
“Os deputados vão vir à tona e explicar com honestidade para onde foi esse dinheiro”, declarou.
“Os deputados vão vir à tona e explicar com honestidade para onde foi esse dinheiro”, declarou.
Confiança em Eduardo e Mario Frias
No que diz respeito ao repasse financeiro, Flávio disse confiar 100% no irmão Eduardo Bolsonaro e também em Mário Frias.
“Eu confio 100% neles! Eles se colocaram à disposição para fazer uma grande obra de arte”, respondeu durante a entrevista.
O senador informou, inclusive, que Eduardo teria investido dinheiro próprio na produção “para segurar o roteirista”.
“Todos os recursos que foram investidos nesse fundo privado nos Estados Unidos foram usados 100% no filme. Como eu falei anteriormente, esse contrato onde o Eduardo era colocado como diretor executivo que vocês chamam, esse contrato é um contrato antigo que foi a plataforma legal para ele, Eduardo, colocar dinheiro no filme para segurar o roteirista”, disse.
“Está todo mundo muito tranquilo, só ficamos chateados, obviamente, de ter que perder tempo e vir explicar, mas vou fazer. Sou pessoa pública e tenho que vir à público explicar, fornecer os detalhes o tempo que for necessário, mas quando a gente quer fazer tudo legal, tudo bonitinho, acontece isso. Por isso que tantas pessoas boas estão deixando de investir no Brasil”, acrescentou.
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Por Luiz Queiroz – Capital Digital
Em meio às eleições 2026, ano em que o país elegerá o presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, os mercados de apostas e previsões passaram a acompanhar em tempo real as chances de vitória de possíveis candidatos à Presidência do Brasil. O Aposta Legal, fundado em 2019, é uma plataforma dedicada a fornecer informações sobre apostas esportivas e cassinos online. Mas vem acompanhando as eleições brasileiras para lucrar no mercado de apostas preditivas.
E a plataforma chama a atenção que, após o The Intercept Brasil divulgar denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a cotação do senador no Polymarket caiu cerca de 14 pontos percentuais em 24 horas, passando de 43% para 28,4%. Romeu Zema dobrou sua presença na plataforma no mesmo intervalo.
Leia maisNo Polymarket, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa, com chance de vitória. O presidente aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), que vem em seguida, depois de perder força nas últimas semanas.
A diferença entre os dois nomes chama atenção porque o gráfico histórico mostra uma disputa mais apertada durante parte dos últimos meses. Flávio Bolsonaro chegou a se aproximar da liderança, mas perdeu tração recentemente. Lula, por outro lado, voltou a abrir vantagem e aparece novamente como o principal favorito segundo os usuários da plataforma.
Liderança do MBL, Renan Santos (Missão) aparece com cerca de 10%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) registra apenas um dígito. Ronaldo Caiado (União) também surge com 1%.
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O presidente da Câmara Municipal do Paulista, Eudes Farias, participou de uma reunião na Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE) para discutir parcerias voltadas ao fortalecimento de pequenos e médios empreendedores do município. O encontro contou com a presença do controlador-geral de Paulista, Gustavo Paulo Miranda de Albuquerque Filho, do secretário de Governo, Fabiano Santos, e da presidente da AGE, Carla Cabral.
Durante a agenda, foram debatidas ações para aproximar o município de programas estaduais de incentivo ao empreendedorismo e à geração de negócios. Segundo Eudes Farias, a proposta é ampliar oportunidades para comerciantes e investidores locais. A reunião também tratou de iniciativas voltadas à dinamização da economia de Paulista e à atração de novos investimentos para o município.
O deputado estadual Izaías Régis (PSD) visitou o Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, para acompanhar a estrutura da unidade e ouvir demandas relacionadas ao funcionamento do hospital. Durante a visita, o parlamentar afirmou que levará as solicitações apresentadas à governadora Raquel Lyra e à secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti. “Tem umas demandas aqui, governadora, que eu vou levar para a senhora, para a nossa secretária Zilda, para ver se conseguimos resolver algumas pendências”, declarou.
Na visita, Izaías também destacou os investimentos realizados no hospital, que, segundo ele, ultrapassam R$ 4,7 milhões, além da implantação de uma nova UTI Pediátrica. O deputado citou ainda as obras de reforma da unidade. “Mesmo a senhora construindo um grande hospital, que é o Mestre Dominguinhos, a senhora está reformando aqui um hospital de 1942”, afirmou o parlamentar.
A deputada federal Maria Arraes (PSB-PE) visitou, nesta sexta-feira (15), a sede da Organização das Cooperativas Brasileiras em Pernambuco (OCB-PE), no bairro da Iputinga, no Recife. Durante o encontro, o presidente do Sistema OCB-PE, Malaquias Ancelmo de Oliveira, manifestou apoio à pré-candidatura da parlamentar a deputada estadual. A reunião também tratou de pautas ligadas ao cooperativismo e ao desenvolvimento econômico do Estado.
Segundo Maria Arraes, o setor tem papel relevante na geração de emprego e renda em Pernambuco, especialmente no interior. “O cooperativismo tem um papel estratégico no fortalecimento da economia pernambucana”, afirmou a deputada. Já Malaquias Ancelmo destacou a importância do diálogo entre o segmento e representantes do poder público. “É fundamental contar com lideranças comprometidas com essa causa”, declarou o presidente da OCB-PE.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu desculpas, em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (15), por ter negado inicialmente qualquer relação com o banqueiro Daniel Vorcaro nas negociações para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A mudança de versão ocorreu após o Intercept Brasil divulgar áudios, mensagens, documentos e comprovantes bancários relacionados às tratativas envolvendo o projeto. As informações são da CNN.
Leia maisA resposta veio depois que a CNN Brasil questionou sobre como o público poderia confiar em sua versão após ter negado anteriormente a relação com Vorcaro.
“Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que isso ia acontecer, essa perseguição, sabia que iam jogar sujo”, declarou.
“O método da esquerda é o da facada. Eu tô fazendo campanha com colete à prova de bala. Eu sei que vou incomodar muita gente ainda”, continuou.
Flávio havia negado qualquer envolvimento com Vorcaro no financiamento do longa. Após a divulgação dos diálogos e documentos, no entanto, o senador admitiu ter buscado patrocínio privado para a produção.
O projeto “Dark Horse” pretende retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro e contaria com nomes de Hollywood, como o ator Jim Caviezel.
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