MONTANHAS DA JAQUEIRA – A mundiça da seita vermelha hoje proclama: anistia, never jamais, em relação à mulher do batom atômico aos depredadores do 8 de janeiro. Dizem que o batom atômico tinha uma potência de 15 megaton, mais que a bomba de Hiroshima, capaz de desestabilizar as instituições democráticas de Pindorama.
Fizeram uma coleta de 8 bilhões de denários na algibeira dos aposentados e pensionistas. A explosão, igual aos mísseis de Israel na Faixa de Gaza, aconteceu debaixo das barbas dos cardeais de Brasília (BSB tem mais cardeais que no Estado do Vaticano), mas os piedosos prelados disseram que eram apenas fogos de artifício em homenagem a São João dos carneirinhos. O monarca do Pastoril encarnado disse que se houve estragos a culpa era de Bolsonaro.
Nos anos 1990 a advogada Jorgina Freitas tornou-se figura lendária do reino da corrupção por fraudar o INSS em 310 milhões de dólares. Foi condenada a 14 anos de cadeia, não por usar batom na arte do roubo. Fugiu da cadeia e depois foi recapturada. Conquistou o direito do regime semiaberto por bom comportamento atrás das grades. Jorgina deixou um importante legado sobre corrupção nesta terra. A arte de roubar evoluiu bastante até os dias de hoje. Agora é questão de status.
Em sendo o escândalo da Previdência Social o novo Petrolão do Lunário número 3, espera-se que os devotos da seita vermelha façam campanha em favor da anistia aos golpistas do INSS. Sejam coerentes, bichos.
Criminalistas dizem que não existe o crime perfeito. Bobagem. O crime mais que perfeito é um produto a cada dia mais aperfeiçoado nesta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira cruz. Também existe o milagre do crime sem autor. Nos idos de 2014 um dos expoentes da mega roubalheira na Petrobras profetizou que num futuro breve as histórias do Petrolão seriam consideradas piadas de salão. Acertou. Todos os expoentes daquela epopeia de corrução foram descondenados, até um descendente de Pedrálvares Cabral na Baia da Guanabara. Diz a sentença da bandidagem: “Se não está nos autos, não está no mundo”.
Num primeiro momento, as autoridades dizem com veemência que o caso será apurado com todo rigor, custe o que custar e doa em quem doer. Faz parte do enrolation. O indivíduo sangra, mata, esfola e confessa o crime com todos os detalhes, mas é sempre chamado de suspeito, para não ferir os seus brios. Se alguém tiver a ousadia de contestá-lo, mesmo que seja da família da vítima, será preso em primeira instância e processado por danos morais, com direito a indenização.
De grão em grão, até ser esquecido pela opinião pública, o crime será consumado sem autor, feito filho sem pai e mãe. Com amparo na legislação, a indústria da impunidade opera com muita eficiência. Aguardem este novo capítulo do mega assalto aos velhinhos e velhinhas da Previdência Social. Eu já coloquei as barbatanas de molho.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou ao hospital DF Star, no Distrito Federal, na manhã de hoje, para realizar exames de imagem. Ele chegou em um carro da Polícia Federal por volta das 11h23. As informações são do portal G1.
Bolsonaro deve ser submetido a uma tomografia, uma ressonância e a um eletroencefalograma. Na madrugada desta terça (6), ele passou mal e caiu na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal. A informação foi compartilhada, inicialmente, via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e, minutos depois, confirmada pelo médico do político.
Ontem, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a remoção do ex-presidente para o hospital após um novo pedido da defesa detalhando os exames necessários. Na terça, Moraes tinha negado o pedido de remoção imediata.
Ontem, o prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, assinou a Ordem de Serviço para a requalificação e reforma da Praça Antônio Jorge, por meio de uma importante parceria público-privada com o Grupo PAJEÚ. O ato contou com a presença de secretários municipais, moradores da cidade, lideranças locais e do empresário Antônio Caiçara, diretor-presidente do Grupo PAJEÚ.
A obra representa um investimento superior a R$ 1.100.000,00 e vai promover uma transformação completa no espaço público, garantindo mais lazer, acessibilidade e qualidade de vida para a população. Na ocasião, o prefeito ressaltou o caráter histórico da obra. “Desde 1993 essa praça existe e nunca havia passado por uma intervenção desse porte. Agora, vamos entregar um espaço moderno, adequado ao lazer das crianças, dos jovens, dos adultos e da terceira idade, pensado para o convívio, a cultura e o bem-estar da população”, afirmou.
O vereador Carlos Bolsonaro (PL) já se mudou para Santa Catarina. Ele está morando em um apartamento da cidade de São José, cidade praiana próxima da capital, Florianópolis. Todo o estado tem forte influência bolsonarista, mas São José é um dos principais redutos. É a cidade do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, preso quando tentava fugir para o Paraguai.
Silvinei foi secretário de Segurança do município. Assim, o filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro inicia seu trabalho para se tornar senador por Santa Catarina. Carlos bagunçou os acertos políticos catarinenses, mas, a essa altura, a direita do estado já se conformou. Carlos está em segundo nas pesquisas.
Assim dizia o Instituto Neokemp em 11 de dezembro. E é aí que mora o perigo: em primeiro lugar, está a deputada Caroline de Toni (PL). E a migração de Carlos lhe tira as chances no PL. Lá, o partido integrará a chapa do governador Jorginho Mello (MDB), que disputa a reeleição. E Mello tem um acerto para entregar uma das vagas ao Senado para que o senador Esperidião Amin (PP) dispute a reeleição.
Sem lugar na disputa, mesmo liderando as pesquisas, tudo indica que Caroline de Toni deverá deixar o PL e ingressar no partido Novo, abrindo um racha no bolsonarismo. Um racha que o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae), Décio Lima, pretende ocupar. Décio era um nome pensado pelo PT para disputar o governo com Mello. Mas, diante do quadro, o partido imagina lançá-lo para o Senado. As chances parecem mais concretas. Ele aparece em terceiro na pesquisa Neokemp, à frente de Amin.
A movimentação de Carlos em Santa Catarina é parte dos projetos do clã Bolsonaro para manter seu espólio com a prisão do patriarca, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em todos os casos, os movimentos não são simples e trombam com outros acertos. A começar pela unção do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ainda resiste a essa unção, embora nada declare publicamente. Valdemar ainda acredita num rearranjo no qual Flávio se convença que para ele é melhor disputar o Senado pelo Rio de Janeiro. Mas ali ele também esbarrará em outros interesses.
A unção de Flávio praticamente tirou do páreo Michelle Bolsonaro, a preferida de Valdemar. Ele ainda confia que o rearranjo a recoloque, mas começa a perceber que a possibilidade é pequena. Michelle deve ser mesmo candidata a senadora no Distrito Federal. O PL ainda enxerga outros arranjos.
No caso, os mais pragmáticos do partido seguem torcendo para que esse rearranjo leve a uma unidade do campo conservador em torno da candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O nome do governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD) também não é descartado por esse campo.
Resta, então, saber qual será o destino do filho 03, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Cassado por faltas, pelo menos neste momento Eduardo não está inelegível. Poderia vir a disputar o Senado por São Paulo. Levantamento do Paraná Pesquisas de 10 de dezembro o coloca na liderança, contra o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O problema é que Eduardo responde a uma ação que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo, ou seja, por tentar pressionar a Justiça, a partir dos Estados Unidos, para que não condenasse Jair Bolsonaro na ação por tentativa de golpe, na qual acabou condenado.
O próprio Eduardo já chegou a admitir que talvez não volte ao Brasil. Cogitou até virar “apátrida” para pedir asilo. No caso, o PT imagina a possibilidade de uma outra brecha em São Paulo. Haddad aparece próximo de Eduardo, segundo o Paraná Pesquisas. E o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) vem logo atrás.
Na tarde de ontem, moradores de Araripina, Sertão de Pernambuco, foram pegos de surpresa por uma chuva de granizo em diferentes pontos do município. Também há registros de precipitações do tipo nas cidades de Bodocó e Exu.
Em vídeos obtidos pela reportagem, é possível ver os pequenos pedaços de gelo caindo sobre o chão e veículos estacionados nas ruas em meio ao temporal. Por mais que o fenômeno de fato cause estranheza, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a formação de granizo é “comum” em algumas áreas de Pernambuco, principalmente no Sertão.
“A sua ocorrência está associada a fortes correntes ascendentes de ar, presentes em um tipo de nuvem Cumulonimbus (Cb). O Sertão do estado tem maior incidência tipo de nuvem”, explicou a Apac.
Ainda de acordo com a Apac, no início de janeiro deste ano, um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (Vcan) tem atuado na região Nordeste. Isso tem intensificado a formação de precipitações do tipo no Sertão do estado. “Neste período o seu posicionamento inibiu a precipitação do litoral ao Agreste, mas favoreceu pancadas de chuvas isoladas no Sertão, principalmente no extremo oeste da região”, explicou.
Se o Pajeú fosse gente – com voz, hábitos, dialeto, costumes e sonhos – ele atenderia pelo nome de Delmiro Barros. Poucos traduzem com tanta verdade a cultura, a identidade regional e, sobretudo, a força do nosso povo. Delmiro não canta o Pajeú: ele é o Pajeú em estado de voz.
Delmiro nasceu marcado por um dom que não se aprende e não se ensina: o improviso. Um privilégio concedido a poucos. Seu timbre é único, inconfundível, matriz de tudo o que veio depois. Foi dali que se construiu o “jeito delmiriano” de ser, cantar e existir – um estilo que não copia, não pede licença e não se repete.
Poeta na acepção mais sensível da palavra, fez-se compositor para marcar época, linguagem e forma. Com suas canções, ajudou a reinventar o forró em todas as suas vertentes, devolvendo-lhe letra, poesia, densidade e respeito. Onde muitos simplificaram, Delmiro aprofundou. Onde empobreceram, ele elevou.
Suas composições narram o sertanejo como ele é: grande, digno, inteiro. Revelam uma região que aprendeu a se reconhecer maior ouvindo a voz de seus poetas. São canções que não passam – ficam.
O DNA dos vaqueiros pulsa em sua obra. Da música de um tempo em que a melodia contava histórias e as letras nasciam do coração e da cabeça do povo, Delmiro nos ofereceu uma chuva de saudade. Ergueu a Bandeira do Sertão, nos fez xotear mundo afora sem nunca abandonar a toada cantada com a mesma alma da Serrinha, onde ecoaram seus primeiros versos.
Sua voz atravessou o sertanejo de ouro – da escola de Milionário & José Rico, Mato Grosso & Mathias, Barrerito – sem jamais perder a identidade de quem veio do aboio. Mais que cantor, Delmiro se tornou escola, referência viva para todos que amam o verso do gado, o aboio e o forró de vaquejada – esse forró grande demais para caber apenas na classificação de “pé de serra”.
Delmiro reúne o que poucos conseguem: voz, composição, arte, identidade e um regionalismo que dialoga com o mundo. Seu chapéu cabe o planeta inteiro porque sua cabeça alcança universos onde só transitam aqueles a quem Deus permite.
Mas Delmiro não é apenas artista. É também o homem que impulsionou carreiras, acolheu irmãos de arte, palco e verso. Do aboio à cantoria de viola, poucas trajetórias não carregam as digitais do menino de Titico e Dona Maria. Sua generosidade é tão marcante quanto sua obra.
Aos 30 anos de carreira, Delmiro escolhe Santa Terezinha como segundo lar – esse pedaço de serra que une Pernambuco e Paraíba como quem abraça dois continentes para formar um só mundo.
O DVD que celebra essas três décadas não é apenas um registro musical: é um filme vivo da nossa história. Ali estão os amigos feitos pelo caminho, os clássicos que nunca saíram de moda, a elevação do Pajeú ao Brasil. Tudo sem artifício. Tudo verdadeiro.
Ver uma nova geração aplaudir Delmiro – como Iguinho e Lulinha – enquanto nomes consagrados da tradição, como Flávio José, reverenciam sua trajetória, é a prova definitiva de sua atemporalidade. Delmiro não tem idade, não tem auge nem declínio. Delmiro é.
Em tempos de redes sociais e virais instantâneos, Delmiro é o conteúdo que não se esgota em segundos. Não cabe no feed, não se limita ao algoritmo. Foi feito para todos os palcos, todos os canais, todas as histórias onde talento e verdade chegam primeiro.
Este texto não é sobre o homem Delmiro – esse exigiria livros inteiros. Este texto é um manifesto. A voz coletiva de fãs que se reconhecem parte dessa história ao assistir Delmiro Barros – 30 anos. Um tempo que apenas confirma o que sempre soubemos: Delmiro é o clássico que dispensa cenários grandiosos, luzes espetaculares ou tecnologia importada. Sua arte brota num tamborete de casa de sítio, impõe-se gigante em qualquer capital e se torna patrimônio do povo pela simples razão de existir.
Viva Delmiro Barros. Viva seus 30 anos tornando a nossa história mais bonita, mais forte, mais nossa.
Que no próximo 14 de janeiro, em Santa Terezinha, saibamos aplaudi-lo como se deve: como ídolo pela grandeza, irmão pela proximidade, gênio pela luminosidade – mas também como agricultor de versos, que planta palavras na terra e colhe eternidade. Mito pelo legado que construiu, mas sempre o mesmo menino da Serrinha: a cara, a alma e a voz do nosso Pajeú.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, já avisou o presidente Lula (PT) que vai deixar o cargo em janeiro. Gostaria, inclusive, que fosse nesta semana. Com isso, interlocutores de Lula estão aconselhando que ele aproveite a saída de Lewandowski para criar o Ministério da Segurança Pública. as informações são do blog do Valdo Cruz.
Lula havia avisado que pretendia criar o Ministério da Segurança Pública quando o Congresso aprovasse a PEC da Segurança. Mas, como isso só deve acontecer por volta de maio, nas melhores previsões, esperar tanto tempo assim tiraria a força da criação do ministério e ele teria pouquíssimo tempo para gerar efeitos para a campanha eleitoral.
O tema da segurança pública está no topo das preocupações dos brasileiros e é um dos pontos fracos do governo Lula perante o eleitorado. A direita explora o assunto com o discurso da linha dura no combate à violência e ganha apoio da população.
Por isso, para tentar melhorar a imagem do governo, o PT defende a criação do Ministério da Segurança Pública, que já existiu no governo Michel Temer e, na época, foi comandado pelo ministro Raul Jungmann. Além de Lewandowski, Lula vai ter de decidir o futuro do Ministério da Fazenda até fevereiro.
Fernando Haddad disse a Lula que pretende deixar o cargo até o segundo mês do ano. No caso de Haddad, a sucessão já estaria encaminhada, com a possível efetivação do atual secretário-executivo, Dario Durigan, para o posto de ministro da Fazenda.
O presidente da República pretende ainda se reunir ao longo do mês de janeiro com os demais ministros que vão ser candidatos neste ano e precisam deixar os cargos até o início de abril. Lula quer acertar com eles a troca em seus ministérios.
A saúde pública de Ipojuca receberá um importante reforço com a destinação de recursos para a aquisição de um aparelho de Tomografia Computadorizada. O investimento, no valor de R$ 1.593.855,00, é resultado de emendas parlamentares impositivas apresentadas por vereadores do município e será utilizado exclusivamente para a compra do equipamento.
Os recursos foram viabilizados por meio da articulação conjunta dos vereadores Irmão Abel, Professor Eduardo, Irmão Genival, Danda Positivo, Júlio Marinho e Irmão Ricardo, que direcionaram suas emendas para um objetivo comum: fortalecer a estrutura de diagnóstico da rede municipal de saúde.
Com a aquisição do tomógrafo, o município passará a oferecer exames de tomografia em sua própria rede, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para outras cidades, como o Recife. O equipamento é fundamental para a identificação de diversas condições clínicas, incluindo traumas, doenças neurológicas, cardiovasculares e oncológicas.
“A destinação dos recursos reflete o compromisso do Legislativo com a melhoria dos serviços públicos e com a qualidade do atendimento prestado à população”, declarou o vereador e presidente interino, Professor Eduardo.
A implantação do tomógrafo representa maior agilidade nos diagnósticos, especialmente em casos de urgência e emergência, além de mais conforto para os pacientes, que não precisarão se deslocar para realizar o exame fora do município. A medida também contribui para a melhoria do fluxo hospitalar, permitindo decisões médicas mais rápidas e eficientes.
O Edifício 13 de Maio, localizado na Rua da União, no bairro Boa Vista, no Centro do Recife, será demolido após mais de 65 anos. O serviço começou a ser executado ontem, pela Secretaria de Ordem Pública e Segurança (Seops) da cidade. Inacabado, o edifício acumula diversos problemas estruturais e por muito tempo causou tensão nos comerciantes e transeuntes.
O prédio foi abandonado antes mesmo de ser concluído, na década de 1950, e encontra-se com 11 pavimentos, uma estrutura precária e apresentando risco de desabamento. O prédio foi levantado pela antiga Imobiliária União e, hoje, é cercado de diversos tipos de imóveis, além do Ginásio Pernambucano, do Parque 13 de Maio e de edificações da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Em setembro de 2025, parte da parede do edifício desabou sobre o telhado de um imóvel vizinho e atingiu dois carros que estavam estacionados. Na época, a gestão municipal informou haver a necessidade de um escoramento metálico do imóvel, de forma a garantir a segurança da obra, o que exigiu um novo processo licitatório de demolição.
De acordo com uma petição feita em 2023 para que a prefeitura realizasse intervenções no prédio, entre elas a demolição, a Defesa Civil realizou inspeções no imóvel em 09 de junho de 2010, 24 de fevereiro de 2012, 03 de julho de 2013 e 14 de outubro de 2015, classificando a situação, à época, como de Risco Alto (R3).
A partir de novembro de 2019, diante da inexistência de ações de recuperação da estrutura, o grau de risco foi elevado para Risco Muito Alto (R4). Segundo o relatório, durante as vistorias internas e externas foi constatado que não foram executadas intervenções de manutenção, recuperação ou reforço estrutural capazes de assegurar a estabilidade do edifício.
A ausência de medidas comprometeu ainda mais a capacidade autoportante da edificação, acelerando o processo de degradação. Também foram identificadas múltiplas avarias estruturais distribuídas por todos os pavimentos do prédio.
Em 2024, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) alertou máxima urgência de acelerar o processo de derrubada do imóvel, considerada a “única alternativa a ser providenciada no sentido de eliminar o risco e, antes de tudo, de evitar uma possível tragédia alertada pelo próprio Poder Público”.
No mesmo ano, a prefeitura disse que estava atenta à questão do imóvel abandonado” e iria publicar um edital de licitação para contratar a empresa que realizaria a demolição, o que só saiu do papel no dia 4 de dezembro de 2025.
O ano será de muitas mudanças na Esplanada dos Ministérios. O Planalto calcula que até 24 ministros podem deixar os cargos nos próximos meses para serem candidatos nas eleições deste ano.
A legislação eleitoral prevê que, para concorrer nas próximas eleições, os ministros precisam sair até seis meses antes das eleições, portanto, até 4 de abril. As informações são do blog do Camarotti.
O presidente Lula já terá que nas próximas semanas fazer alterações no Ministério da Justiça, já que o ministro Ricardo Lewandoswki pediu para deixar o cargo.
Mas planeja possíveis substituições também em outras 22 pastas. São elas:
1. Casa Civil – Rui Costa deve ser candidato ao Senado pela Bahia.
2. Relações Institucionais – Gleisi Hoffmann será candidata à reeleição como deputada federal pelo Paraná.
3. Secretaria de Comunicação da Presidência – Sidônio Palmeira deve deixar o governo para fazer o marketing da campanha de reeleição do presidente Lula.
4. Fazenda – Fernando Haddad avalia se será candidato ao Senado ou ao governo de São Paulo.
5. Educação – Camilo Santana deve ser candidato ao governo do Ceará.
6. Transportes – Renan Filho deve ser candidato ao governo de Alagoas.
7. Esporte – André Fufuca avalia concorrer ao Senado ou ao governo do Maranhão.
8. Portos e Aeroportos – Silvio Costa Filho planeja ser candidato ao Senado por Pernambuco.
9. Integração Nacional – Waldez Goés é cotado para ser candidato a senador pelo Amapá.
10. Planejamento – Simone Tebet é cotada a disputar uma vaga ao Senado por São Paulo.
11. Meio Ambiente – Marina Silva é cotada para disputar uma vaga ao Senado.
12. Cidades – Jader Filho deve ser candidato a deputado federal pelo Pará.
13. Agricultura – Carlos Fávaro será candidato à reeleição para o Senado por Mato Grosso.
14. Pesca – André de Paula será candidato a deputado federal por Pernambuco.
15. Igualdade Racial – Anielle Franco avalia ser candidata à deputada federal pelo Rio de Janeiro.
16. Desenvolvimento Agrário – Paulo Teixeira será candidato à reeleição como deputado por São Paulo.
17. Empreendedorismo – Marcio França avalia se candidatar ao governo ou a outro cargo por São Paulo.
18. Minas e Energia – Alexandre Silveira planeja ser candidato ao Senado por Minas Gerais.
19. Direitos Humanos – Macaé Evaristo deve ser candidata à deputada estadual em Minas Gerais.
20. Povos Indígenas – Sonia Guajajara deve ser candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo.
21. Cultura – Planalto avalia candidatura de Margareth Menezes à deputada federal pela Bahia, mas ela ainda resiste.
22. Desenvolvimento, Indústria E Comércio – Geraldo Alckmin deve ser candidato à reeleição como vice-presidente ou disputar um cargo por São Paulo.
23. Previdência Social – Wolney Queiroz deve ser candidato a deputado federal por Pernambuco.
Ao contrário destes, dois ministros, que atualmente são deputados federais, já anunciaram às suas equipes que não deixarão o governo para serem candidatos:
· Guilherme Boulos, que recentemente assumiu a Secretaria-Geral da Presidência; e
· Alexandre Padilha, que permanecerá à frente da Saúde.
Acabei, há pouco, de cumprir meus 8 km da corridinha diária em Brasília, que chove desde ontem. Foi nas entrequadras Norte, saindo da 202 até a 216. No caminho, encontrei o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, a quem convidei para ir ao podcast ‘Direto de Brasília’, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras no Nordeste.
Há veículos de comunicação que informam; outros, porém, formam opinião, preservam memória e estimulam o pensamento crítico. O Blog do Magno, conduzido com firmeza, independência e sensibilidade jornalística por Magno Martins, enquadra-se, sem dúvida, neste segundo grupo — o dos espaços que fazem diferença real na vida pública pernambucana.
Mais do que um blog, trata-se de uma tribuna democrática, onde o editor imprime sua experiência, credibilidade e faro jornalístico, ao mesmo tempo em que abre espaço para vozes diversas. Ali, jornalistas, articulistas e leitores têm a oportunidade de escrever, opinar e refletir, assumindo integralmente a responsabilidade pelo que publicam. Esse gesto, raro nos tempos atuais, fortalece a liberdade de expressão e qualifica o debate público.
O êxito do Blog do Magno também se deve à equipe de jornalistas que o compõe — profissionais competentes, atentos aos fatos, habilidosos na análise e comprometidos com a boa informação. Cada texto, cada nota, cada crônica carrega o zelo de quem entende que jornalismo é serviço público.
Falo, aqui, também como leitor e colaborador. Agradeço, de forma especial, pelo espaço generosamente concedido a quem escreve — inclusive a este que subscreve. Graças a essa abertura, muitos de nós temos tido a oportunidade de compartilhar reflexões, memórias e posicionamentos sobre temas diversos do cotidiano, sempre com respeito ao leitor e à verdade dos fatos.
Em Petrolina, essa participação tem gerado algo precioso: o diálogo. Não são poucas as vezes em que sou abordado nas ruas ou recebo ligações para conversar sobre crônicas publicadas ou temas que gosto de ler e comentar. Especialmente agora, após a aposentadoria, tenho me dedicado com mais afinco à leitura e à escrita, exercitando o prazer de pensar, registrar e dialogar — algo que o Blog do Magno estimula como poucos.
Neste sentido, registro meu agradecimento e reconhecimento aos jornalistas de Petrolina que exercem papel fundamental na comunicação regional: Carlos Britto, Edenevaldo Alves, Vinícius de Santana, Marcelo Damasceno, Waldiney Passos e tantos outros. Profissionais sérios, atentos à realidade local e comprometidos com a informação responsável, cada qual com seu estilo e contribuição singular.
Faço, ainda, um registro afetivo e especial ao amigo de infância Júnior Finfa, editor do Blog do Finfa. Semana após semana, o Finfa tem publicado crônicas que resgatam, com sensibilidade e rigor histórico, a trajetória de homens e mulheres que construíram Afogados da Ingazeira. Trata-se de um trabalho de memória, identidade e gratidão — indispensável para que uma cidade compreenda seu passado e fortaleça seu futuro.
Em tempos de superficialidade, polarização e ruído informativo, iniciativas como o Blog do Magno e os veículos jornalísticos comprometidos com a verdade renovam nossa confiança na comunicação. São espaços onde a palavra ainda tem peso, a memória tem valor e o leitor é respeitado.
Que sigam firmes. O jornalismo agradece. A sociedade também.
Professor universitário aposentado e memorialista*
Roberto Freire quer Eduardo Leite presidente do Brasil
Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
O presidente nacional do Cidadania, o ex-senador e ex-ministro da Cultura Roberto Freire, defende veementemente o nome do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), como candidato ideal à Presidência da República nas eleições deste ano. Para Freire, Eduardo Leite é o estadista que o Brasil precisa para romper a polarização entre o PT e o bolsonarismo que, na opinião dele, só atrapalha o país.
Ao longo de sua vida pública, o ex-senador militou no campo da esquerda e destacou-se na luta pelo fim da ditadura e pela retomada da democracia. Atualmente, continua se considerando de esquerda, mas não a mesma esquerda representada pelo presidente Lula (PT), uma liderança que, para Freire, não acompanhou as mudanças no mundo com a revolução digital e governa como se estivesse ainda no século 20.
Roberto Freire foi o primeiro entrevistado deste ano no podcast Direto de Brasília, ontem (6), comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Na ocasião, justificou o apoio a Eduardo Leite dando como exemplo a postura do governador do Rio Grande do Sul na crise dos últimos dias entre Estados Unidos (EUA) e Venezuela.
Ao contrário de outros governadores brasileiros, sobretudo os de direita, que concordaram com a ação do presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar à força o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e levá-lo a julgamento em solo americano, Eduardo Leite criticou a medida e manifestou “profunda preocupação com a escalada de tensão em nossa região”, embora sem aprovar as atitudes de Maduro.
“O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. Viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável”, escreveu Eduardo Leite nas redes sociais.
O governador ainda disse: “Os princípios diplomáticos devem prevalecer, com diálogo e respeito à soberania das nações para resolver conflitos. Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas. Minha solidariedade ao povo venezuelano neste momento difícil”. Roberto Freire avaliou que a invasão de Trump não provocou mudança no regime ditatorial na Venezuela e elogiou a opinião de Eduardo Leite.
“Não houve mudança no regime. Houve tirar, sequestrar e prender o ditador Maduro, mas a ditadura que veio do Chavismo lá continua. Quem (no Brasil), nesse processo todo, teve a capacidade de ver claramente isso foi o governador Eduardo Leite, que é o meu candidato. Ele demonstrou ser um estadista, que condenava sempre o regime Chavista, mas esse não é um mecanismo que o mundo civilizado aceite (a atitude de Trump)”, analisou Freire.
Bolsonarista não – Questionado se apoiaria outro candidato do PSD, como o governador do Paraná, Ratinho Júnior, Freire afirmou que vai lutar para que o Cidadania marche junto a Eduardo Leite, mas que pretende convocar um congresso nacional do partido. Porém, foi taxativo quanto aos políticos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): “não vou apoiar nenhum candidato do campo bolsonarista. Isso não significa que eu seja petista ou lulista. Eu não sou nenhum dos dois. O Brasil precisa superar essa fase”.
2026 ainda em aberto – Para Roberto Freire, a eleição presidencial de 2026 não está resolvida, mesmo com o favoritismo do presidente Lula (PT), a quem ele não considera imbatível. O ex-senador destacou que a vitória apertada do petista em 2022 é um sinal do esgotamento lulista. “Ele não é imbatível, e já teve riscos em 2022, uma eleição da rejeição. Lembro bem o impacto que a candidatura de Simone Tebet (MDB) tinha. Percebia-se que era um quadro político, que tinha um programa, que tinha um projeto, que Lula hoje relega, de integração com a América Latina. Esse é um grande projeto para o Brasil”, observou Freire.
Abrindo os trabalhos – A Federação União Progressista realizou, ontem (6), no Recife, um encontro com lideranças políticas do Litoral Sul de Pernambuco, o primeiro do ano. Os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte receberam o deputado France Hacker, o prefeito de Rio Formoso, Berg de Hacker, a ex-prefeita de Sirinhaém Camila Machado, o conselheiro federal da OAB Maurício Albuquerque, além de representantes de Rio Formoso, Sirinhaém e Tamandaré. Na reunião, foram discutidos cenários para as eleições de 2026 e 2028. A Federação, formada pelos partidos Progressistas e União Brasil, trabalha para ampliar sua presença nas próximas disputas, com a meta de eleger deputados estaduais e federais e concorrer a uma vaga no Senado.
Sem alarde, uma passadinha na Espanha 1 – A notícia de que a governadora Raquel Lyra (PSD) viajou de férias para a Espanha, esta semana, em meio à interrupção do recesso parlamentar na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), repercutiu nos bastidores da política. A informação foi dada com exclusividade pelo titular deste blog, ontem (6), que observou, ainda, que não houve passagem de bastão para a vice-governadora, Priscila Krause. Deputados da base governista chegaram a cancelar viagens para marcarem presença na Alepe, atendendo ao pedido da governadora por convocação extraordinária.
Sem alarde, uma passadinha na Espanha 2 – Com a oposição e com a presidência da Alepe, Raquel não pode contar. Então, sobrou para os deputados governistas estarem no Recife em janeiro para as possíveis votações dos projetos enviados por ela à Casa, além de enfrentarem em nome dela o ambiente hostil na Alepe causado pela própria inabilidade política de Raquel. Os governistas só não contavam que apenas eles cancelariam suas férias, já que a governadora pegou um avião e foi descansar na Europa, deixando os parlamentares na capital “comendo a bronca” na Assembleia e sem definição, por exemplo, de como ficará o orçamento de Pernambuco este ano, já que a LOA permanece sob análise da Procuradoria da Casa. Um oposicionista brincou: “É uma graça. Os deputados da base dela que desmarcaram suas agendas devem estar arretados”.
CURTAS
Atos golpistas – O presidente Lula pretende usar o ato de 3 anos do 8 de Janeiro, nesta quinta-feira (8), para vetar parcialmente o projeto da dosimetria. A cerimônia não contará com os chefes do Congresso. Hugo Motta (RP-PB), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (UB-AP), do Senado, informaram que não participarão. As informações são do portal Poder360.
Tensão – As ausências reforçam o clima de tensão entre Planalto e Legislativo em torno da proposta da dosimetria aprovada pela Câmara em 10 de dezembro e pelo Senado em 17 de dezembro. O texto flexibiliza penas aplicadas aos condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro e pela tentativa de golpe de 2023, como Jair Bolsonaro (PL).
Aniversário de Goiana – A Prefeitura de Goiana celebra, hoje (7), os 315 anos do Estabelecimento da Câmara e da antiga Vila de Goyanna, marco da formação política, administrativa e institucional do município. A data remete a 7 de janeiro de 1711, quando foram oficialmente instaladas as estruturas de poder local, conforme registros históricos.
Perguntar não ofende: Por que Raquel Lyra não passou o cargo de governadora para Priscila Krause antes de viajar para a Espanha?