Da janela do hotel, fiz, há pouco, este clique do entardecer em Serra Talhada, onde lanço, a partir das 19 horas, na Casa da Cultura, a biografia de Marco Maciel.
Da janela do hotel, fiz, há pouco, este clique do entardecer em Serra Talhada, onde lanço, a partir das 19 horas, na Casa da Cultura, a biografia de Marco Maciel.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) mostram que o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro exigiu esquema especial de privacidade e segurança durante uma viagem a Lisboa, em junho de 2024, na qual, segundo os investigadores, ele pagou hospedagem para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Em documento da PF, em uma mensagem de áudio, Vorcaro pede privacidade a seus “convidados”: “Pode ser o Papa, que não pode entrar, ninguém que não esteja na lista”, disse Vorcaro, referindo-se à necessidade de bloquear o acesso de qualquer pessoa não autorizada. As informações são do portal G1.
Leia maisEssa e outras informações constam em documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes ligadas ao Banco Master. O material reúne conversas, áudios e documentos que, de acordo com a PF, indicam que Vorcaro custeava despesas e mantinha relação próxima com parlamentares influentes.
Atualmente preso em Brasília, o ex-banqueiro já teve duas propostas de colaboração premiada rejeitadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em uma troca de mensagens em 18 de junho de 2024, Vorcaro pediu ao auxiliar Leo Serrano que organizasse reservas de hospedagem em Lisboa para ele, “Ciro e Hugo”.
Pouco depois, Serrano respondeu que os dois parlamentares teriam suítes júnior reservadas no Four Seasons Hotel Ritz Lisbon, um dos hotéis mais luxuosos da capital portuguesa.
Após a confirmação das reservas, Vorcaro enviou um áudio demonstrando preocupação com a privacidade de um encontro que ocorreria durante a viagem. Segundo a gravação, ele determinou que a área em frente ao restaurante fosse fechada para impedir que pessoas vissem o encontro e que houvesse controle de acesso já no saguão dos elevadores.
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Porto de Galinhas deu mais um passo importante rumo à inclusão e à democratização do turismo. Ontem, a Prefeitura do Ipojuca lançou oficialmente uma nova edição do projeto Praia Sem Barreiras, iniciativa que garante banho de mar assistido para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida em um dos destinos turísticos mais conhecidos do Brasil e reconhecido internacionalmente por suas belezas naturais. O projeto – que havia sido iniciado por Santana anteriormente – estava parado desde 2016.
A solenidade aconteceu, ontem, na Praça das Piscinas Naturais e reuniu representantes da Prefeitura do Ipojuca, do Governo de Pernambuco, da Empetur, da Associação Rodas da Liberdade, usuários do projeto e autoridades locais. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Turismo do Ipojuca, o Governo de Pernambuco, a Empetur e a Associação Rodas da Liberdade.
Leia maisCom a implantação do serviço, Porto de Galinhas passa novamente a oferecer uma estrutura permanente de acessibilidade na praia, com cadeiras anfíbias, equipe treinada e acompanhamento especializado para garantir que pessoas com limitações de mobilidade possam desfrutar do banho de mar com segurança, conforto e autonomia.
A retomada do Praia Sem Barreiras ao principal cartão-postal de Pernambuco representa um avanço importante para o turismo inclusivo no Estado. Além de beneficiar moradores da região, a iniciativa amplia as condições de acolhimento para visitantes de todo o país e do exterior, fortalecendo a imagem de Porto de Galinhas como um destino preparado para receber todos os públicos.
O prefeito do Ipojuca, Carlos Santana, destacou que a iniciativa simboliza a abertura de novas oportunidades de lazer, convivência e inclusão para milhares de pessoas. “A partir de agora temos a oportunidade de ter esse caminho aberto para que todas as pessoas possam usufruir dessas águas azuis e mornas de Porto de Galinhas, que é conhecida e amada nacional e internacionalmente”, afirmou.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui cerca de 18,6 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 8,9% da população. No Nordeste, esse percentual é ainda maior, alcançando 10,3% dos habitantes da região, o que representa aproximadamente 5,8 milhões de pessoas. Nesse contexto, a implantação do projeto em Porto de Galinhas amplia significativamente o acesso desse público ao lazer, ao turismo e ao contato com o mar.
Mais do que uma estrutura física, o Praia Sem Barreiras representa a eliminação de obstáculos históricos enfrentados por milhares de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. A partir de agora, moradores e turistas poderão viver a experiência das águas de Porto de Galinhas de forma plena, transformando um dos cenários mais famosos do litoral brasileiro em um espaço ainda mais humano, acolhedor e acessível.
A iniciativa reforça a estratégia do município de consolidar Porto de Galinhas não apenas como referência em beleza natural e hospitalidade, mas também como um destino comprometido com a inclusão, a cidadania e o turismo para todos. Em um dos lugares mais visitados do país, a acessibilidade passa a integrar definitivamente a experiência de quem escolhe Pernambuco como destino.
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Por Djnaldo Galindo*
A mais recente pesquisa do Instituto Múltipla para o Governo de Pernambuco trouxe uma virada: João Campos (PSB) agora aparece à frente da governadora Raquel Lyra (PSD), invertendo a tendência registrada em maio, quando a gestora liderava o levantamento.
O dado ganha peso porque a coleta foi finalizada antes de dois fatos de forte repercussão. O primeiro foi a matéria da Folha de S. Paulo sobre o uso do avião oficial em agendas com viés político. O tema “jatinho” costuma gerar desgaste, sobretudo no interior, onde a cobrança por serviços públicos é imediata.
Leia maisO segundo veio de um vídeo gravado diretamente do G7 e exibido em Gravatá na segunda, durante o lançamento do evento Chega Junto Pernambuco. Na gravação em alto e bom som, o presidente Lula descartou a tese de “palanque duplo” no estado e se posicionou publicamente ao lado de João Campos. O movimento unifica o voto lulista, historicamente forte em Pernambuco e no Sertão do Moxotó, região de Arcoverde, em torno do prefeito do Recife.
Por isso, o resultado é lido como “banho de água fria” no Palácio do Campo das Princesas. A inversão no Múltipla ocorreu antes mesmo da pesquisa capturar o impacto total da reportagem e do gesto de Lula. Para Raquel, o cenário agora é de defesa: precisa conter narrativa negativa e disputar um eleitorado que, com o sinal do presidente, tende a migrar.
Em pré-campanha, pesquisa é fotografia. Mas quando a tendência vira antes dos fatos novos, o filme seguinte costuma ser ainda mais desafiador.
*Analista político
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interagiram em dois momentos, ontem, durante compromissos da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França. Durante um evento social oferecido pelo anfitrião, o presidente francês Emmanuel Macron, Lula e Trump se cumprimentaram e conversaram rapidamente. As informações são do portal G1.
Segundo auxiliares de Lula, os dois não falaram sobre as últimas ofensivas dos EUA contra o Brasil e a conversa durou de um a dois minutos. Ainda segundo interlocutores, Lula e Trump se cumprimentaram após uma apresentação musical organizada por Macron para chefes de Estado e de governo e convidados do G7 no hotel onde ocorre a cúpula.
Leia maisDepois do concerto, os convidados foram para um jantar no mesmo local. Fontes afirmam que os dois já haviam se cumprimentado antes disso, após o discurso de Lula na reunião ampliada do G7. Trump e o petista se cruzaram no corredor do hotel onde acontece a cúpula e, ao encontrar Lula, Trump disse ao presidente brasileiro: “How are you?” e “Good job”, que significa “Como você está?” e “Bom trabalho”, em português.
Lula não estava com intérprete por perto neste momento e apenas acenou com a cabeça. Lula e Trump posaram em duas ocasiões para fotos oficiais do G7. Na primeira ocasião, após o registro, não houve interação entre eles.
Bilateral
Auxiliares afirmam que as interações foram informais e não houve reunião bilateral entre Lula e Trump durante o G7. As tratativas, assim, seguem apenas em nível ministerial.
O Brasil tenta negociar a retirada das tarifas desde o ano passado, quando Trump anunciou as primeiras taxas de importação sobre produtos brasileiros. Houve um avanço em novembro de 2025, quando a Casa Branca decidiu eliminar a tarifa de 40% aplicada a diversos itens exportados pelo país.
Agora, o Brasil trabalha para impedir uma nova ofensiva dos EUA contra produtos brasileiros que pode elevar a carga total a 37,5%, caso as medidas sejam implementadas.
No governo, a avaliação é que:
ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e o superintendente regional do INSS no Nordeste, Marcus Braga, acompanham, neste sábado e domingo (20 e 21), um mutirão de avaliações sociais na Agência da Previdência Social (APS) Caruaru, em Pernambuco. Ao todo, foram disponibilizadas 600 vagas, sendo 300 para cada dia. A ação no fim de semana contará com a atuação de 12 profissionais, sendo quatro em atendimento presencial e oito em formato remoto.
O mutirão tem como objetivo ampliar o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e reduzir o tempo de espera das pessoas que aguardam a avaliação social, etapa obrigatória para a concessão do benefício. Os atendimentos serão realizados exclusivamente para cidadãos com agendamento prévio, que pode ser efetuado pelos canais oficiais do INSS: aplicativo Meu INSS, portal www.gov.br/meuinss ou Central de Atendimento 135.
Serviço
Mutirão de Avaliação Social do BPC
Data: 20 e 21 de junho de 2026
Horário: A partir das 7h30
Local: Agência da Previdência Social Caruaru
Endereço: Av. Rui Barbosa, 250 – Maurício de Nassau, Caruaru (PE), CEP 55012-080
Pro Rudolfo Lago – Correio da Manhã
A negativa da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República em homologar a segunda tentativa de delação premiada de Daniel Vorcaro produziu certo alívio no comando da campanha do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Uma sensação de que novos fatos relativos ao caso Master não surgiriam e que a crise poderia ser estancada, permitindo agora uma recuperação do terreno perdido. Em conversa com o Correio Político, no entanto, o diretor de Estratégia da Associação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Flávio Werneck, recomenda cautela. “A Polícia Federal recolheu com Vorcaro oito aparelhos de celular”, conta Werneck. “Seis deles nem começaram a ser periciados”.
Leia maisAssim, todos os diálogos até agora conhecidos saíram de dois dos oito aparelhos. E já produziram o estrago que se viu. Segundo Werneck, há um volume muito grande de documentos vários que precisam ser analisados, cruzados com outros documentos. Muitos poderão ensejar novas operações policiais, que provavelmente encontrarão ainda outros documentos e provas. Que tendem a manter o caso aceso por um bom tempo.
E que tanto poderão fustigar mais um pouco Flávio Bolsonaro quanto levar a outros personagens dessa incrível trama tecida por Daniel Vorcaro. Talvez nunca se tenha visto uma única pessoa entrar tão profundamente em todos os três poderes, trazendo para perto de si e dos seus interesses políticos tanto de oposição quanto do governo. Como já tinha dito Flávio Werneck ao Correio Político, “a investigação avançou a um ponto que independe do que possa vir de uma delação premiada”. O diretor da Fenapef enxerga uma estratégia em Vorcaro.
“A nova delação não foi aceita porque ela é fraca”, resume Werneck. “Não traz nenhuma prova nova. O que ele diz, a gente já sabe”. Para o diretor da Fenapef, “parece haver um modus operandi em Vorcaro”. Uma estratégia, que talvez não seja exatamente para homologar agora ou depois uma delação premiada, mas, sim, para ganhar tempo enquanto pode.
“Vorcaro aceitou subir de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões o valor a devolver à União”, observa Werneck. “O que parece demonstrar o quanto ele desviou”. Para o policial, Vorcaro, com os altos valores, “parece querer comprar a sua delação”. Mas não é somente isso o que importa. Ele precisa, de fato, apresentar fatos.
Assim, cresce, na avaliação de Werneck, uma sensação de que Vorcaro, na verdade, quer ganhar tempo. Numa estratégia calculada. Enquanto negocia a colaboração, ele vai conseguindo ficar, por enquanto, na Sala de Estado Maior da Polícia Federal. Evita, assim, ser transferido para um presídio comum.
O relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a transferência. Os administradores da Papuda receiam a transferência, temem que Vorcaro, pelo tamanho das suas relações e do dinheiro que movimentou, corra riscos.
O caso de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, que se suicidou numa cela da Polícia Federal, em Belo Horizonte, aumenta os temores. A PF encontrou ainda mensagens da irmã de Sicário, Joana Mourão, ameçando a família de Vorcaro. “Tenho material suficiente para acabar com a família”,disse Joana, na ameaça feita.
Enquanto ganha tempo, Vorcaro pode também contar com uma eventual mudança política que viesse a melhorar a sua situação. Se não por uma alternância de poder, pelo menos com uma mudança de ares com a proximidade das eleições que poderia desviar a atenção que hoje se concentra no Master.
Há uma torcida grande para que o Brasil se recupere do início capenga e vá longe na Copa, aumentando o tempo de desvio de foco. Depois, já terá terminado o primeiro semestre. O Congresso irá cuidar das eleições em seus estados. Quem sabe até lá Daniel Vorcaro tenha ganho o tempo a mais que queria.
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Por Inácio Feitosa*
Um dos fatos que mais me chocaram nos últimos anos foi ver, no São João de Monteiro, na Paraíba, Alok transformado em uma das principais atrações da festa. Nada contra ele, nem contra Roberto Carlos, Marisa Monte ou os cantores sertanejos de Goiás. Cada manifestação cultural possui o seu espaço. O problema surge quando o São João do Sertão deixa de valorizar suas raízes e passa a se comportar como um produto sem identidade.
Ninguém imagina uma festa sertaneja em Goiânia substituindo seus artistas por trios de forró pé de serra. Da mesma forma, seria impensável uma festa tradicional gaúcha abrir mão de sua música regional para se render a outros ritmos. No Nordeste, porém, alguns gestores parecem acreditar que aquilo que vem de fora é sempre mais moderno e mais importante do que aquilo que nasceu aqui.
Leia maisA desculpa mais frequente é culpar a juventude. Discordo. Os jovens consomem aquilo que lhes é oferecido. Os principais responsáveis por essa descaracterização são muitos prefeitos, que confundem política cultural com produção de eventos. Em vez de proteger o patrimônio cultural, preferem administrar espetáculos.
As antigas festas realizadas nas praças centrais, abertas ao povo, deram lugar a estruturas cada vez mais parecidas com grandes camarotes. Em alguns municípios, o São João virou uma espécie de São João S.A., onde a preocupação maior não é a cultura popular, mas os patrocinadores, os espaços VIP, os influenciadores digitais e as fotografias para as redes sociais.
Enquanto isso, artistas como Flávio José, herdeiros da tradição de Luiz Gonzaga e Dominguinhos, perdem espaço justamente na festa que ajudaram a construir. A sanfona vai cedendo lugar aos efeitos especiais, a zabumba aos telões e o triângulo ao espetáculo. Em nome da modernidade, transforma-se em figurante aquilo que deveria ser protagonista.
A cultura influencia diretamente o desenvolvimento de um povo. Ela fortalece a identidade, movimenta a economia e preserva a memória coletiva. Quando o poder público abandona suas tradições, não é a juventude que está falhando. São os gestores que renunciam ao dever de proteger aquilo que faz do Nordeste algo único.
O novo pode conviver com o tradicional. O que não é aceitável é a substituição. Porque é inadmissível que, no Sertão nordestino, a sanfona seja expulsa da própria casa.
*Advogado, escritor e professor universitário
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O Pátio de Eventos da Estação viveu mais uma noite de casa cheia, ontem, consolidando o São João de Arcoverde como um dos melhores e mais prestigiados festejos juninos do Nordeste. Uma verdadeira multidão tomou conta do principal palco da festa para acompanhar os shows de Nattan, Zé Vaqueiro e Juciê, em uma programação que reuniu forró, romantismo e muita animação.
Desde as primeiras horas da noite, milhares de pessoas começaram a ocupar o espaço, transformando o pátio em um grande corredor de alegria, música e celebração da cultura nordestina. Turistas de diversas regiões de Pernambuco e de outros estados se juntaram aos arcoverdenses para viver uma experiência marcada pela organização, segurança e energia contagiante dos artistas.
Leia maisNattan foi um dos pontos altos da programação, levando o público ao delírio com seus maiores sucessos e uma apresentação marcada pela interação com os fãs. Na sequência, Zé Vaqueiro confirmou sua força entre os artistas mais populares do país, cantando músicas que foram acompanhadas em coro por uma multidão que lotou completamente o espaço. Juciê abriu a noite com muito forró e animação, reforçando a diversidade musical da programação.
Além dos shows, o grande fluxo de visitantes movimentou restaurantes, bares, ambulantes e comerciantes, fortalecendo a economia local e reafirmando o impacto positivo do São João para milhares de famílias da região.
Se a noite de terça-feira já impressionou pelo volume de público, a expectativa é de que esta quarta-feira (17) é de mais alegria e shows que prometem agitar o público da festa mais linda do mundo. A programação reúne três atrações de apelo popular e quem abre a programação no Polo Multicultural é Fernandinha, trazendo muito talento e animação para o público.
Em seguida, toda a irreverência, o romantismo e os sucessos de Eric Land, um dos nomes mais queridos do piseiro e do forró da atualidade. E para fechar a noite em grande estilo, o fenômeno Vitor Fernandes, dono de sucessos que conquistaram o Brasil.
Com uma estrutura reforçada de segurança, saúde, mobilidade e assistência ao público, a Prefeitura de Arcoverde e os órgãos parceiros estão preparados para receber milhares de pessoas em mais uma noite que promete na festa mais linda do mundo.
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Por Roberto Almeida
A resposta à pergunta é não.
O eleitorado de Pernambuco já mostrou que é independente em 2022, quando votou em Raquel, mesmo Lula tendo apoiado Danilo Cabral no primeiro turno e Marília Arraes no segundo.
Mas a vinculação do nome do ex-prefeito do Recife ao do presidente da República pode ajudar o filho de Eduardo Campos em sua caminhada.
Quatro anos atrás o apoio do petista a Danilo e depois a Marília foi protocolar.
Leia maisO candidato do PSB nunca esteve bem situado nas pesquisas e terminou a eleição em quarto lugar.
Com alta rejeição, nem dois lulas para salvar Danilo.
Marília liderou as pesquisas até a realização do primeiro turno. Mas a morte de Fernando, esposo de Raquel, no dia da eleição, mudou tudo em Pernambuco.
A comoção mudou a vontade do eleitor e quando os pernambucanos foram votar pouco se lembraram de Lula, preferindo se solidarizar com a viúva.
Esta campanha de 2026 tem aspectos diferentes.
O vídeo que Lula gravou deixa claro que o presidente está sintonizado com o PSB e João Campos.
Ele até, em sua fala, lembrou a relação histórica com o Partido Socialista, citando os nomes (acompanhados de imagens) de Miguel Arraes e Eduardo Campos.
Nesse contexto, o petista é um aliado importante, até porque em Pernambuco terá mais que o dobro de votos do candidato da direita.
Raquel, por seu lado, se vinculou demais a bolsonaristas e não tem mais como se afastar deles.
Enquanto João está com Lula e tem Marília e Humberto para o senado, Raquel tem no palanque figuras como Mendonça Filho, Miguel Coelho, Dudu da Fonte e Clarissa Tércio.
Túlio Gadelha, uma “invenção” para dar um verniz de esquerda à chapa governista, não colou.
O deputado patina nas pesquisas e o discurso, que soa artificial e incoerente, é detonado com força nas redes pelos eleitores de esquerda, sem que a direita o defenda.
Lula, no momento, está melhor situado nas pesquisas do que quatro anos atrás.
Se a situação permanecer como está pode vencer com uma vantagem muito maior, com chances até de liquidar a fatura no primeiro turno.
Tudo isso beneficia João Campos, que além do apoio do presidente lidera com folga no Recife e é herdeiro político de Arraes e Eduardo.
Raquel vai fazer o quê? Falar mal do presidente? É improvável.
Apoiar o candidato do seu partido, Ronaldo Caiado? Isso seria péssimo para a governadora.
Possivelmente vai ficar se equilibrando no discurso da neutralidade, fazendo o discurso administrativo e culpando o PSB até pelo dilúvio que levou Noé a construir a famosa arca.
O problema é que ela já foi do PSB e o discurso de eficiência administrativa é demolido toda vez que cai um teto de um hospital ou quando um desses são invadidos por ratos e muriçocas.
Malditos pernilongos, mamíferos asquerosos, no mínimo estão em conluio com os petistas e os socialistas!
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Por Joel de Hollanda*
A cada ano que passa, assistimos com tristeza ao lento processo de descaracterização das festas juninas no Nordeste. Movidos pelo modismo passageiro, pelo pragmatismo de mercado e por interesses eleitoreiros, muitos prefeitos transformaram o São João em uma simples festa de entretenimento. Enchem os palcos com rock, pagode, funk e outros ritmos que pouco ou nada têm a ver com nossa cultura.
Pior ainda: pagam a esses artistas cachês vultosos, que podem chegar perto de R$ 2 milhões. Enquanto isso, viram as costas para a autêntica identidade nordestina. Tristemente, deixam morrer o forró pé de serra, o baião, o xote, o xaxado e o coco — gêneros musicais que constituem nosso verdadeiro patrimônio cultural. São músicas e danças nascidas do chão esturricado do sertão, da luta diária do sertanejo contra a seca inclemente, da viola encostada ao peito magro do poeta repentista, do canto agourento do acauã e do voo apressado da asa-branca, trazendo de volta a esperança de um bom inverno ao coração do povo sofrido.
Enquanto cantores famosos recebem verdadeiras fortunas, os trios pé de serra e os pequenos grupos de forró, baião, xote, xaxado e coco sobrevivem na penúria. Persistem por pura teimosia. Vivem por amor à arte simples que “nasce no juízo”, como disse certa vez o mestre Vitalino.
Um jornalista amigo, que apresenta um programa de rádio no interior de Pernambuco, costuma contar que sempre convida esses grupos para se apresentarem em seu programa, ajudando a divulgar seu trabalho. Porém, precisa custear o transporte deles até a emissora, porque simplesmente não têm dinheiro para chegar lá.
Com essa mistura cultural desenfreada, a essência do São João vai se perdendo. Antes, a festa celebrava a colheita, com ruas enfeitadas por bandeirolas multicoloridas, fogueiras, balões, o pipocar dos fogos, as brincadeiras das crianças soltando “peido-de-veia”, traques de massa e busca-pés, além dos pastoris e da dança alegre das quadrilhas.
Nas noites iluminadas por balões coloridos e perfumadas pela fumaça da lenha queimando, ouviam-se as músicas de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Trio Nordestino. Também ecoavam as vozes marcantes de Flávio José, Santana, Marinês e Jorge de Altinho.
Era especialmente emocionante escutar o som puro — com cheiro de sertão — dos humildes trios pé de serra, com o indefectível tilintar do triângulo, o tum-tum grave da zabumba, o estalar da baqueta de tala de capim barba-de-bode e a sanfona gemendo como um caminhão velho subindo ladeira.
Hoje, tudo isso é sufocado por batidas eletrônicas, ritmos estranhos e coreografias sensuais de bailarinas que adornam os shows de artistas sem qualquer ligação com nossa história e nossas raízes.
Felizmente, ainda existem algumas prefeituras comprometidas com a cultura. Administrações que preservam a tradição, valorizam os artistas da terra e garantem espaço e respeito à música de raiz.
É nosso dever cívico e cultural prestigiar esses municípios resistentes. Precisamos apoiar e viver intensamente o pouco de São João autêntico que ainda nos resta. Só assim conseguiremos preservar nossa memória antes que a maior festa do Nordeste seja completamente descaracterizada e se transforme, definitivamente, em uma doce e saudosa lembrança.
*Economista, foi secretário de Educação no governo Marco Maciel, deputado estadual, federal e senador da República.
O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, lançou, ontem, a segunda edição do programa de intercâmbio internacional Do Cabo para o Mundo, que levará 16 estudantes da rede municipal para uma experiência de imersão linguística e cultural na Argentina.
A iniciativa, criada pelo próprio gestor em uma de suas gestões anteriores, é agora retomada, tem como objetivo ampliar as oportunidades educacionais dos estudantes, fortalecendo o aprendizado da língua espanhola e o desenvolvimento de competências acadêmicas e culturais. A viagem está prevista para ocorrer entre agosto e setembro de 2026.
Na primeira edição do projeto, os estudantes foram enviados ao Canadá.
Além dos alunos, o programa também contemplará dois professores da rede municipal, que acompanharão a delegação e participarão de atividades formativas voltadas ao aprimoramento das práticas pedagógicas.
Durante o lançamento, Lula Cabral destacou o compromisso da gestão com ações que ampliam horizontes e transformam vidas.
“Nossa gestão sempre foi marcada pelo pioneirismo e pela busca de oportunidades que transformam vidas. Foi assim quando criamos o Programa Do Cabo para o Mundo, levando nossos estudantes para conhecer novas culturas e ampliar seus conhecimentos. Também lançamos o Professores sem Fronteiras, valorizando nossos educadores e proporcionando experiências que fortalecem a prática pedagógica. Agora damos mais um passo importante, garantindo que alunos e professores tenham acesso a vivências internacionais que contribuem diretamente para sua formação e para o fortalecimento da educação do Cabo”, afirmou o prefeito.
As inscrições para estudantes e professores interessados em participar do programa seguem abertas até o dia 23 de junho. Os editais e formulários de inscrição estão disponíveis nos canais oficiais da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação.
Por José Adalbertovsky Ribeiro*
Carrero era um animal literário. Nasceu e viveu para a literatura. Escreveu mais de uma dezena de livros. Livros à mancheia, como dizia Castro Alves. Carrero também era um resiliente, para usar a palavra da moda. Em 2010, há 16 anos, o cara teve um AVC e ficou com sequelas. Mesmo assim continuou produzindo literatura, livros, e dando aulas aos seus discípulos na oficina de letras. Incrível! Poderia dizer “Eu sou uma máquina de ideias”. O cérebro não esmoreceu.
A temática de Carrero era meio fantasmagórica, feita de assombrações, tipo “As sombrias ruínas da alma”. Uma vez depois desse sísmico cerebral eu disse para ele: “Carrero, você é uma fera, não sei como continua produzindo literatura”. Ele respondeu: “Eu também não sei”. Ele transportava as assombrações para a literatura.
Em matéria de literatura e de vida, Raimundo Carrero tinha uma paixão ardente pelo seu compadre e mestre Ariano Suassuna. Os livros de Ariano refletem as paixões dele pelos reisados e pela literatura de cordel. Se eu disser que Ariano não era um cara lindo e eu não sou apaixonado pelo movimento armorial, os devotos dele podem me dar uma vaia ou até uma surra. Eu morro de medo. Nem sei o que significa armorial. O jornalista Raimundo Carreto também tinha uma paixão febril pelo Diario de Pernambuco. Ele saiu do Diario, mas o Diario nunca saiu dele.
Ouso dizer que Carrero foi além de Ariano em matéria de temática e imaginário. Ele não tinha nada de armorial. Ariano é uma grife. Eu adorava ouvir as doideiras e as prosas surrealistas de Carrero. Ele era um cara lindo.
*Periodista