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A governadora Raquel Lyra (PSD) entregou, ontem (20), o Residencial Dom Avelar, em Petrolina, no Sertão do São Francisco. O empreendimento reúne 200 unidades habitacionais destinadas a beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida, na modalidade Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
Com investimento de R$ 30,5 milhões, o conjunto habitacional integra uma parceria entre os governos estadual e federal. O residencial está localizado na Avenida da Redenção e é formado por 13 blocos, com apartamentos distribuídos em prédios de três e quatro pavimentos.
Leia maisDurante a agenda, Raquel Lyra também anunciou a abertura do processo licitatório para aquisição de um equipamento de tomografia computadorizada para o Hospital Dom Tomás. O investimento previsto é superior a R$ 8 milhões. “Entregar casas é entregar sonhos. Hoje, 200 famílias recebem suas chaves e saem do aluguel para um lar definitivo, incluindo pessoas com deficiência e famílias neurodivergentes, que agora terão mais segurança e dignidade”, afirmou a governadora. Ela destacou ainda a atuação conjunta entre diferentes esferas de governo e instituições para viabilizar as entregas.
O empreendimento foi selecionado pelo Ministério das Cidades em julho de 2024. Desde então, passou por etapas de aprovação junto a órgãos como Neoenergia, Compesa, CPRH e Corpo de Bombeiros, com execução operacional sob responsabilidade da Caixa Econômica Federal.
Representando o governo federal, o secretário Nacional das Periferias do Ministério das Cidades, Vitor Araripe, afirmou que a parceria entre os entes públicos tem sido decisiva para viabilizar projetos habitacionais. “Com essa parceria conseguimos tirar do papel investimentos importantes, como a entrega de unidades habitacionais que transformam a vida de centenas de famílias”, disse o secretário.
O prefeito de Petrolina, Simão Durando, também participou da solenidade e destacou a presença do governo estadual no município. “O Governo do Estado nunca chegou aqui em Petrolina de mãos vazias. Sempre traz consigo ações, obras, anúncios importantes e inaugurações”. Já beneficiários, como Jaqueline Fernandes, de 35 anos, receberam as chaves das novas moradias durante o evento. “Tudo está acontecendo no tempo certo. É um sonho realizado, que esperei por muitos anos”, afirmou.
A agenda contou ainda com a presença dos deputados federais Túlio Gadêlha e Fernando Filho, do deputado estadual Antonio Coelho, do ex-prefeito Miguel Coelho, além de secretários estaduais e lideranças políticas da região.
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O pré-candidato a governador João Campos (PSB) consolidou, ontem (20), todos os grupos de oposição de Mirandiba em seu palanque. Em passagem pelo município do Sertão Central, João participou de um evento de declaração de apoio promovido pelo ex-prefeito Dr. Bartolomeu Carvalho e pelo atual vice-prefeito Gilberto de Alonso (União Brasil). O ex-candidato a prefeito Natinho do Sindicato, que disputou as eleições de 2024 no campo adversário, também se definiu por caminhar com João Campos, o que, na prática, isola o atual prefeito, que é aliado da governadora Raquel Lyra (PSD).
Durante o encontro, João Campos voltou a defender investimentos na área da saúde no Sertão e citou como prioridade a interiorização do atendimento oncológico, com a proposta de ampliação de serviços em unidades como o Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada. O pré-candidato também reforçou a aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como eixo central de seu projeto político para o estado. “Sabe por que Lula está comigo e eu estou com Lula? Porque nós estamos do lado do povo. E aqui tem um senador e uma pré-candidata a senadora que também têm esse mesmo propósito. Vou trabalhar todo santo dia para a gente fazer o nosso estado voltar a ser o Leão do Norte”, disse.
Leia maisO ex-prefeito Dr. Bartolomeu fez críticas ao governo estadual e afirmou ter se frustrado com a gestão eleita em 2022. Segundo ele, promessas de campanha não se traduziram em melhorias para o município, com destaque para a situação da PE-425. “Vejo nesse governo falhas terríveis, e a principal delas são as promessas não cumpridas. Parece que está começando um governo, quando, na verdade, está acabando. Por isso que a esperança para Mirandiba é você, João”, afirmou.
Já Natinho do Sindicato também destacou o apoio ao pré-candidato e afirmou acreditar em avanços para o município com a nova aliança política. “Mirandiba e Pernambuco têm muito a crescer com você sendo nosso governador. Pode ter certeza que esse time aqui vai trabalhar muito para que nossa cidade e nosso estado possam avançar de verdade”, declarou.
Também estiveram presentes em Mirandiba o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o senador Humberto Costa (PT), a pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), além do prefeito de São José do Belmonte, Vinicius Marques (PSB), vereadores e lideranças da região.
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Por Américo Lopes, o Zé da Coruja*
Magno,
Que pedras tão preciosas você lapidou hoje, algo como o ourives oficial do rei de França, rei este que fugiu do seu poder profundo e insuportável no “Pavão Mysteriozo” de Evangelista, numa aventura única e maravilhosa, lembrando o gênio Ariano Suassuna.
Esse rei magnífico foi morar em São José do Egito, misteriosamente aparentado aos irmãos Batista — Dimas, Louro e Otacílio Batista, uma família real.
Leia maisVocê, dessa mesma estirpe e raça, arrancou uma botija na Fazenda Riacho do Mel, reduto dos Lopes e onde morei, deixando de herança um misterioso buraco que nenhuma terra do mundo ou brita preenche.
Essa botija de muito ouro, prata e diamantes lhe enriqueceu tanto que ainda hoje você lapida pedras preciosas para os pobres, ricos e nobres, feito hoje nesta sua belíssima e única crônica, que peço sinceramente que Deus lhe proteja e que você não procure mais essas encruzilhadas, feito Robert Johnson e Bob Dylan fizeram e de onde vocês saíram senhores da razão e de todos os conhecimentos.
Você é, além de senhor dessa grande cultura brasileira, também, com absoluta justiça, o meu Robert Johnson e o meu Bob Dylan. Deixe essa vida de comentarista político (o melhor do Brasil) e vá viver dessas maravilhosas crônicas.
*Diretor operacional da Folha de Pernambuco
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O pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos, acaba de chegar em Sertânia, onde foi recebido por uma multidão, mobilizada pelo ex-prefeito e aliado Ângelo Ferreira.
Do g1
As urnas abriram neste domingo (21) na Colômbia para o segundo turno das eleições presidenciais, em uma disputa que se tornou uma “queda de braço” entre o atual presidente do país, Gustavo Petro, e o norte-americano Donald Trump. O resultado pode cimentar a onda de governos da direita na América Latina.
Em desafio a Petro, Trump entrou em campanha aberta, como tem feito em pleitos da região desde que voltou à Casa Branca, e declarou apoio a Abelardo de la Espriella. Candidato da extrema direita, Espriella venceu o primeiro turno e enfrentará agora Iván Cepeda, o esquerdista apoiado por Gustavo Petro e visto como a continuidade de seu governo — a Constituição colombiana proíbe a reeleição, e Petro, que governa desde 2022, terá de deixar o poder.
Leia maisO páreo é apontado pela imprensa colombiana como o mais antagônico da história recente do país:
• Espriella, advogado de 47 anos e empresário sem experiência política, se apresenta como um “salvador anti-estabilishment” e repete promessas de campanha de nomes da extrema direita da América Latina. Ele venceu o primeiro turno com propostas linha-dura para combater o crime organizado, cortar programas governamentais e impostos e revitalizar a exploração de petróleo. Ele também é cidadão naturalizado dos EUA, já viveu em Miami e é republicano registrado;
• Já Cepeda, filósofo de 63 anos e senador veterano defensor dos direitos humanos, promete dar continuidade ao projeto político de Gustavo Petro. No primeiro turno, ele explorou os avanços sociais do atual governo, fator-chave para alçá-lo como favorito nas primeiras pesquisas de intenção de voto. No entanto, o candidato de Petro também herdou o desgaste da gestão de Petro por dificuldades no combate ao crime organizado.
Foi justamente esse ponto que fez Espriella disparar no primeiro turno das eleições. Admirador das políticas adotadas por Trump e pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, o candidato ultradireitista promete uma ofensiva militar e a construção de 10 megaprisões. “No meu governo não haverá processos de paz. Criminosos que não se submeterem serão eliminados, conforme permitido por lei”, afirmou Espriella.
Cepeda apostou no caminho contrário: disse que quer continuar as negociações de paz com os grupos armados que lutam contra o Estado há décadas — na sexta-feira (19), para impulsionar a promessa, o governo da Colômbia divulgou a entrega de armas de cerca de cem guerrilheiros após tratativas com a gestão de Petro.
Mas foi o discurso do candidato da extrema direita que mais ecoou no eleitorado no primeiro turno. Pesquisas de opinião vêm apontando a violência como o principal fator de preocupação entre colombianos, à frente da economia — fragilizada pela pandemia e pelo aumento do déficit fiscal, apesar de o atual governo aumentar o salário mínimo nominal em 75% e reduzir o desemprego.
Espriella culpa Petro pelos problemas econômicos e de segurança da Colômbia e prometeu reduzir o tamanho do Estado em 40%, ampliar a base tributária e cortar os impostos corporativos para promover o emprego no setor privado.
“A segurança foi a questão central desta campanha, que levou à vitória de De La Espriella no primeiro turno”, disse o analista político Eduardo Pizarro à Reuters.
Pizarro afirma que a percepção de insegurança aumentou nas cidades, incluindo preocupações com extorsão e pequenos delitos. Ao mesmo tempo, a expansão de grupos armados em áreas rurais afetou mais civis.
Cepeda havia liderado as pesquisas de intenção de voto antes do primeiro turno. Por isso, a vitória de Espriella na primeira rodada surpreendeu tanto que Petro chegou a contestar o resultado, posteriormente reconhecido por Iván Cepeda.
A contestação aumentou as tensões e alimentou temores de que o governo Petro reivindiquem os resultados no caso de uma vitória de Espriella.
Espriella lidera em pesquisas
Para o segundo turno, as principais pesquisas de intenção de voto projetam Abelardo de la Espriella à frente de Iván Cepeda. Um levantamento do instituto Guarumo / Ecoanalítica para o jornal “El Tiempo” estima que Espriella tem 52,6% dos votos, ante 45% de Cepeda.
As urnas para o segundo turno na Colômbia abriram às 10h, pelo horário de Brasília, e o resultado pode ser conhecido ainda neste domingo. Cerca de 40 milhões de eleitores estão aptos a votar comparecerem às urnas.
Caso De la Espriella vença, a onda que levou outros líderes de extrema direita à vitória na América Latina conquistaria seu maior triunfo até agora, isolando governos de esquerda na região e redesenhando as alianças geopolíticas do continente.
O resultado pode respaldar um movimento que tem, entre seus principais representantes, Nayib Bukele, em El Salvador, Javier Milei, na Argentina, e José Antonio Kast, no Chile.
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Preocupados com a situação oscilante de Raquel Lyra (PSD) nas pesquisas às vésperas da convenções, aliados da governadora já se mobilizam para tentar uma inversão de narrativa perante o eleitorado. Levantamento da Revista Total preparado para esta semana foi contratado pela Vale Soluções e Consultoria Ltda. A empresa tem como sócia Adriana de Souza Leão Coelho, mãe do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), cotado para uma das vagas ao Senado na chapa de Raquel.
As informações aparecem em sistemas públicos de consulta, como a plataforma PesqEle, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), que comprova a relação entre a mãe de Miguel e a empresa contratante da pesquisa. O valor pago pela sondagem foi de R$ 65 mil. O levantamento foi registrado no dia 19 e deve ter resultados divulgados na próxima sexta-feira (26).
Além de ter como vício de origem uma contratante ligada a uma das partes envolvidas na disputa eleitoral, a pesquisa também está com a credibilidade em xeque pelas escolhas em torno da amostra. Conforme as informações do registro, só devem ser ouvidos eleitores de 12 municípios dos 184 municípios do estado, sendo sete do interior e cinco da Região Metropolitana do Recife, o que deve limitar a precisão da sondagem.
Por Rinaldo Remígio*
Do Blog do Finfa
Na semana passada, ao ver uma antiga imagem de Afogados da Ingazeira publicada pelo amigo Fernando Pires, resolvi, juntamente com o amigo jornalista e editor do Blog do Finfa, meu amigo Junior Finfa, prestar-lhe mais uma homenagem.
Fiz isso porque vejo em Fernando Pires uma preocupação genuína com sua terra natal. Ele não se limita a publicar fotografias. Fernando informa sobre os acontecimentos da cidade, registra a chegada de novos afogadenses ao mundo, noticia a partida daqueles que nos deixam e, sobretudo, preserva a história de sua gente.
Leia maisAo longo dos anos, tenho destacado seu trabalho porque reconheço o valor daqueles que dedicam parte da vida a guardar a memória coletiva de um povo. E sei que Fernando não está sozinho nessa missão.
Tenho o privilégio de conhecer muitos jornalistas, radialistas, historiadores, pesquisadores e comunicadores ligados a Afogados da Ingazeira e ao Pajeú. Poderia citar nomes como Tereza Amaral, Magno Martins, Pedro Araújo, Celso Brandão, Nill Júnior, Wanderley Galdino, Elias Mariano — este, um apaixonado pela história do futebol sertanejo — entre tantos outros que, cada um à sua maneira, vêm construindo histórias e deixando importantes legados para as futuras gerações.
Ao lembrar desses nomes, não poderia deixar de mencionar o saudoso amigo Anchieta Santos. Sua partida deixou uma grande lacuna na comunicação pajeuzeira. Com profissionalismo, dedicação e amor pela região, Anchieta ajudou a contar a história de nossa gente e deixou marcas que o tempo não apagará.
Da mesma forma, recordo com carinho e gratidão a figura do professor Waldecy Meneses, um dos meus mestres de História. Homem culto, apaixonado pelo conhecimento e pela comunicação, Wildecy também deixou um grande legado para o Vale do Pajeú. Ao longo de sua trajetória, formou gerações de estudantes, comunicadores e profissionais que encontraram em seus ensinamentos inspiração para seguir seus próprios caminhos.
Muitos dos que hoje atuam no rádio, na imprensa, na educação e em outras áreas do conhecimento tiveram a oportunidade de aprender com ele. Seus ensinamentos ultrapassaram os limites da sala de aula e ecoaram pelos microfones das emissoras da região, contribuindo para a formação de inúmeros discípulos e admiradores.
Assim como Anchieta Santos, Waldecy Meneses partiu, mas deixou algo que o tempo não consegue apagar: o legado. E talvez seja exatamente isso que diferencia algumas pessoas. Elas passam por este mundo, cumprem sua missão e seguem adiante, mas suas ideias, exemplos e ensinamentos permanecem vivos na memória daqueles que tiveram o privilégio de conviver com elas.
Volta e meia escuto de alguns familiares e amigos:
— Remígio, meu amigo, por que você gosta tanto de trazer assuntos do passado à tona?
Outros dizem:
— Você fala demais para explicar uma coisa simples!
E ainda existem aqueles que concluem:
— Vamos pensar para frente!
Nessas horas, apenas sorrio.
Sorrio porque compreendo que nem todos enxergam a importância da memória. Talvez por não serem historiadores, pesquisadores ou simplesmente apaixonados pelas histórias das pessoas e dos lugares. O passado não existe para nos prender. Ele existe para nos ensinar.
Quando conto a trajetória da minha família, de Afogados da Ingazeira, de Petrolina, de Minas Gerais ou de tantos personagens que cruzaram meu caminho, não estou vivendo ontem. Estou ajudando a preservar experiências que podem ensinar algo às gerações de hoje e de amanhã.
Na condição de historiador, professor, administrador e contador, aprendi que nenhum povo constrói um futuro sólido sem conhecer suas origens. As grandes nações preservam seus documentos, seus monumentos, suas fotografias e suas histórias porque sabem que a memória é um patrimônio tão valioso quanto qualquer riqueza material.
Vejo muitas pessoas preocupadas apenas com o amanhã. E isso é importante. Mas também acredito que quem desconhece o caminho percorrido corre o risco de repetir erros já cometidos.
Por isso continuo escrevendo, pesquisando e registrando fatos. Continuo ouvindo os mais velhos, conversando com pessoas que guardam lembranças preciosas e valorizando aqueles que se dedicam a preservar nossa história.
Se isso é ser prolixo, aceito a crítica com serenidade. Prefiro ser lembrado como alguém que ajudou a preservar histórias a ser visto como alguém que permitiu que elas desaparecessem com o tempo.
Tiro o chapéu para Fernando Pires e para todos aqueles que ajudam a manter viva a memória de Afogados da Ingazeira, do Pajeú e de Pernambuco. Afinal, preservar a história não é viver do passado. É garantir que as futuras gerações conheçam suas raízes, valorizem sua identidade e compreendam o caminho percorrido por seu povo.
A história de um povo não é feita apenas por governantes ou por grandes acontecimentos. Ela também é construída por professores, jornalistas, radialistas, fotógrafos, escritores e pesquisadores que dedicam suas vidas a registrar fatos, guardar documentos, preservar imagens e transmitir conhecimentos.
Por isso, enquanto alguns me aconselham a esquecer o passado e olhar apenas para frente, continuarei fazendo o que sempre fiz: valorizando a memória, reverenciando aqueles que deixaram bons exemplos e registrando histórias que merecem ser contadas.
Afinal, o futuro se constrói para frente, mas seus alicerces estarão sempre fincados no passado.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador, historiador e mestre em economia.
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Por Maurilio Rodrigues*
Ícone talvez seja apenas uma palavra no imenso vocabulário da Língua Portuguesa, mas, ao saber o que ela significa — ser reconhecido como símbolo ou representante de algo, seja uma pessoa, um lugar, uma época, uma ideia ou uma marca, devido à sua influência, impacto ou importância —, creio ter escolhido a palavra certa. É dessa forma que me refiro a Getúlio Cavalcanti.
Todos esses sinônimos traduzem muito bem a grandeza artística e cultural deste pernambucano, filho da cidade de Camutanga. Getúlio encontra-se na mesma prateleira de outros nomes sagrados do nosso carnaval, como Capiba, Nelson Ferreira, Maestro Duda e tantos outros.
Leia maisDifícil tentar explicar como surgem esses nomes. Pontos fora da curva. Falar de Carnaval em Pernambuco sem citar Getúlio Cavalcanti é um pecado, uma heresia. Ele é a referência maior de nossos blocos carnavalescos, entre eles o Bloco da Saudade.
Porém, não bastasse tudo isso, temos nele o compositor de frevos memoráveis, como “O Bom Sebastião”, e o “Amargo Regresso”, entre tantos outros. Passando, também, pelos sambas, boleros e valsas, formando um repertório extraordinário, que ainda precisa ser melhor reconhecido e valorizado pela mídia e nosso mundo intelectual.
A vida de Getúlio é um espetáculo mambembe, que ficaria muito bem em um roteiro teatral ou musical. Quem sabe não será um dia apresentado em nossos palcos e teatros! Os figurinos serão as inúmeras fantasias que estão guardadas em seu guarda roupa e na sua memória.
Mas, estou aqui para escrever algumas palavras sobre o seu livro, “Entre Sonetos, Cantigas e Cordel”, agora lançado, pois muitos já foram escritos e publicados com sucesso. Quero lhe dizer, amigo e parceiro, que em nada me surpreendeu a qualidade dos seus sonetos. Que forma linda, suave, poética, e refinada você escreve, transmitindo momentos de sua vida.
A sua refinada pena e lúcida descrição estarão em linha direta com os sentimentos de seus leitores e admiradores. Gostei muito deste livro. Toquem os clarins! Abram alas! Batam palmas! Que o Bloco Lírico Getúlio Cavalcanti está passando daqui para a eternidade.
*Médico e membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – PE.
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Patrocinadora oficial do evento, a Tambaú marca presença no “Arraiá na Jaqueira”, evento cultural e gastronômico realizado durante todos os finais de semana de junho no Parque da Jaqueira, no Recife. Neste domingo (21), a programação conta com apresentações do Fim de Feira, às 17h, e de Somos Forró, às 20h, com participação da Quadrilha Evolução Junina. As atrações culturais são um oferecimento do Parque da Jaqueira em parceria com o Banco do Nordeste Cultural.
Nos estandes gastronômicos, o público encontra diferentes opções de quitutes preparados com produtos da marca. Entre eles, crepes servidos com ketchup e mostarda Tambaú, itens tradicionais do portfólio da empresa pernambucana.
Fundada em 1962, no Sertão de Pernambuco, a Tambaú reúne mais de seis décadas de tradição na produção de alimentos. A marca ocupa a liderança em vendas de ketchup no Nordeste e está entre as principais do país na categoria, além de ser destaque nos mercados de extrato de tomate, molho de tomate e goiabada.
Para conferir receitas e outras sugestões para o período junino, a Tambaú disponibiliza conteúdos em seu perfil oficial no Instagram.
Por Silvino Teles Filho*
A Doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva que afeta principalmente os movimentos do corpo. Ela ocorre devido à redução gradual da produção de dopamina, uma substância fundamental para o controle dos movimentos, produzida em uma região do cérebro chamada substância negra.
Os sintomas mais conhecidos são o tremor em repouso, a lentidão dos movimentos (bradicinesia), a rigidez muscular e as alterações do equilíbrio e da marcha. Entretanto, a doença vai muito além dos sintomas motores. Muitas pessoas também podem apresentar alterações do sono, ansiedade, depressão, perda do olfato, constipação intestinal, fadiga e dificuldades cognitivas ao longo da evolução da doença.
Leia maisO diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história do paciente e no exame neurológico realizado por um médico especialista. Não existe um exame único capaz de confirmar a doença em todos os casos, embora exames complementares possam ser utilizados para descartar outras condições.
Apesar de ainda não haver cura, existem tratamentos eficazes que ajudam a controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida. O tratamento pode incluir medicamentos que aumentam ou substituem a ação da dopamina, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, atividade física regular e, em casos selecionados, procedimentos cirúrgicos como a estimulação cerebral profunda.
É importante destacar que cada paciente apresenta uma evolução diferente. Com diagnóstico precoce, acompanhamento médico adequado e tratamento individualizado, muitas pessoas com Parkinson conseguem manter suas atividades, independência e bem-estar por muitos anos.
A informação correta é uma grande aliada no enfrentamento da doença. Com apoio familiar, acompanhamento especializado e cuidados contínuos, é possível conviver com o Parkinson de forma mais segura e com melhor qualidade de vida.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica
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Meu filho André Gustavo Martins, o segundo de uma prole de meia dúzia (quatro do sangue e duas enteadas) apaga hoje 36 velinhas em Salem, nos Estados Unidos, onde mora desde garoto. Está longe pelos mapas, mas colado no meu coração, que se divide entre a saudade e o orgulho.
Os anos vão passando e, com o andar da carruagem, a intensidade do meu trabalho vai aumentando ao invés de diminuir. Eu sempre ia aos EUA matar a saudade dele e do meu primogênito Felipe, mas depois da pandemia nunca mais botei os pés por lá. Espero que em breve esse maluco do Trump manere nas restrições à entrada de estrangeiros para que eu possa voltar lá.
Leia maisCom a distância, meus filhos criaram o que é mais importante na educação de herdeiros: autonomia. Cabe aos pais dar autonomia e independência aos filhos. Quanto menos soubermos lidar com isso, menos autonomia daremos e mais difícil vai ser para nós e, principalmente, para eles.
Por isso, apesar da distância e da saudade, compreendo que amar é ajudar os nossos filhos a seguir em frente, mesmo que lá adiante o caminho deles não ande ao nosso lado. Filhos a gente cria para o mundo, ouvi muito minha mãe Margarida repetir. Ela teve nove e quando Deus a chamou aos 86 anos viu sua profecia se cumprir: todos espalhados pelo mundo.
Isso é inevitável, porque filhos crescem, saem debaixo das nossas asas e ganham o mundo. E temos que ficar felizes com isso, porque é o curso natural do rio da vida dos pais. Criar filhos para o mundo significa prepará-los para a autonomia.
É a arte de oferecer ferramentas de discernimento, amor-próprio e responsabilidade, para que eles voem com as próprias pernas, construam seus próprios caminhos e saibam lidar com as adversidades da vida adulta.
Ver os filhos voarem alto cura qualquer saudade. Felipe e André Gustavo são bem-sucedidos profissionalmente, graças a Deus, para orgulho meu. Daqui do meu cantinho, faço preces a Deus por eles todos os dias. Ambos, como Magno Filho e João Pedro, que moram no Recife, e as enteadas — minhas duas Marias, Beatriz e Heloísa, são maravilhosos.
André Gustavo, meu amado filho aniversariante do dia, conquistou o mundo exatamente como sempre sonhei, estudando e se preparando para a vida. Hoje é diretor de uma escola para imigrantes de países pobres em Salem, nos arredores de Boston, com uma sensibilidade social impressionante. Vive criando projetos para ajudar os alunos carentes.
Recentemente, defendeu um dos projetos de sua iniciativa diante do prefeito e de autoridades americanas que cuidam da educação. E ficou extremamente feliz com a aprovação pelo Governo. Que fantástico! Distância nenhuma apaga o brilho das diversas conquistas dele com a vocação de cuidar do próximo herdada pelo avô Gastão Cerquinha.
Que Deus continue abençoando sua vida! Ver o seu triunfo faz a distância doer menos. Seu sucesso é o meu maior orgulho diário. Que continue assim, brilhando e conquistando todos os seus objetivos. O mundo parece pequeno demais para a sua disposição de servir sem ser servido de cargos.
Parabéns, filho! Comemore a vida com muita alegria ao lado da sua amada esposa. Tenho um orgulho imenso da pessoa que você se tornou. Que este novo ano seja de muito sucesso e que você continue espalhando amor por onde passar.
Te amo!
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Andando pelas ruas de João Pessoa, a charmosa e encantadora capital paraibana, que se transformou numa das melhores cidades para se viver no Nordeste, parei no sinal de uma avenida do movimentado bairro de Manaira e lá me deparei com Ariano Suassuna: “A tarefa de viver é dura, mas fascinante”. Botei o olho e cantei a pedra: achei o mote da minha crônica deste domingo.
Grande paraibano, Ariano via a existência não apenas com otimismo ou pessimismo ingênuo, mas como um “realista esperançoso”, combatendo as agruras da vida através do sonho e da arte. Apesar das agruras do dia a dia, ele nunca perdeu a capacidade de se encantar com a vida. Até na fala, Ariano era manso.
Leia maisTodo mundo tem medo da velhice, menos Ariano, que morreu aos 87 anos. “Nunca reclamei da velhice, porque envelhecer é natural. A gente vive a vida toda esperando isso. É até bom. Me lembro do Álvares de Azevedo. Tenho uma pena dele! Morreu com 19 anos, rapaz, um poeta daqueles. Veja o que ele dizia, que coisa linda: “Deus, que eu morra no palco! Não me coroem / De rosas infecundas a agonia!”. Tenho a mesma sensação. Se eu morrer, quero morrer no palco”, disse o dramaturgo numa entrevista ao jornal O Globo.
Ariano nos deixou muitos ensinamentos. Era um sábio, exagerado otimista. Para ele, a literatura era uma missão, a de defender o povo e a cultura dos brasileiros. E também uma vocação. Ariano Suassuna foi um dos maiores dramaturgos e pensadores brasileiros, célebre por suas obras como “O Auto da Compadecida” e por suas defesas apaixonadas da cultura nordestina. Sua visão de mundo unia profunda sabedoria, humor e esperança.
“Passei por momentos muito duros na vida, mas os enfrentei pela minha arte, que é a minha dança. Eu sei que eu posso ficar cego, porque sou diabético — mas eu danço. Quando digo dançar, quero dizer que participo da festa da literatura. A morte é certa. Todos nós morremos — e eu danço mesmo assim. A tarefa de viver é dura, mas fascinante. Agradeço a Deus o fato de viver. É com estas três palavras que eu danço: missão, vocação e festa”, disse numa outra ocasião ao mesmo jornal.
Quando diz que a vida é dura, mas é fascinante viver, recordo também que já li ele dizendo que tinha duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho. Que coisa fantástica! Mas Ariano era fantástico mesmo! Ele dizia que “os mentirosos são parecidos com os escritores que, inconformados com a realidade, inventam outras.”
Sobre a força dos ideais que nos movem, disse: “O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado.” Eita homem arretado! Ainda bem que de vez em quando chega a inspiração ao tropeçar, como fiz no sinal de trânsito em João Pessoa, na genialidade de Ariano Suassuna.
Ele morreu em 2014, aos 87 anos, mas é daqueles raros criadores artísticos que merecem a imortalidade. Seu maior sucesso, a peça “Auto da Compadecida”, e suas aulas shows constituem só a ponta de um iceberg fundamental para a arte e a cultura brasileiras.
Ao cunhar a expressão “armorial” como símbolo de um movimento de afirmação da cultura nordestina, intrinsecamente mestiça, nos anos 1970, Suassuna redescobriu um mundo fabuloso, o do Brasil profundo.
“Foi aí que meio sério, meio brincando, comecei a dizer que tal poema ou tal estandarte de Cavalhada era ‘armorial’, isto é, brilhava em esmaltes puros, festivos, nítidos, metálicos e coloridos, como uma bandeira, um brasão, ou um toque de clarim. Lembrei-me, aí, também, das pedras armoriais dos portões e frontadas do Barroco brasileiro, e passei a estender o nome à escultura com a qual sonhava para o Nordeste”, li dele, que completou:
“Descobri que o nome ‘armorial’ servia, ainda, para qualificar os ‘cantares’ do Romanceiro, os toques de violas e rabecas dos cantadores — toques ásperos, arcaicos, acerados como gumes de faca de ponta, lembrando o clavicórdio e a viola de de arco da nossa música barroca do século 18”.
A vida é fascinante, como disse Ariano, porque é efêmera. Um sorriso jamais se repete e o mesmo olhar não pousa duas vezes em nossos olhos fugidios. A vida não é sobre esperar a tempestade passar, é sobre aprender a dançar na chuva.
A vida tem a cor que você pinta. Temos que viver como se você fosse para sempre. As maiores lições da vida geralmente são aprendidas nas experiências mais desafiadoras.
Temos que viver inspirado em Ariano Suassuna: “Assim como uma flor precisa de sol e chuva para crescer, nós precisamos de alegrias e desafios para evoluir”.
Saiba que o segredo não é correr atrás das borboletas, mas cuidar do jardim para que elas venham até você.
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