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Mesmo com o empenho do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad em buscar um vice ligado ao agronegócio na corrida eleitoral ao governo de São Paulo, o candidato do PT enfrenta forte resistência do setor, que apoia majoritariamente o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A negativa de Teresa Vendramini, a “Teca”, pecuarista, filiada ao PDT e ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), uma das entidades que representa o setor, não foi a única.
A assessoria de Haddad sondou também o nome do economista Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), que preferiu ficar de fora de uma disputa eleitoral, uma vez que diz não se considerar um político.
Leia maisNome forte na regiões de Franca e Ribeirão Preto, de onde vem sua família de pecuaristas, Tirso é também administrador de empresas, foi secretário municipal em Sertãozinho e ex-presidente do Sebrae-SP. Na presidência da Faesp desde 2023, ele vem trabalhando para fortalecer os pequenos e médios produtores rurais, que representam a maioria das propriedades paulistas.
Juros altos e LCAs taxadas
No interior paulista, o nome de Haddad não tem a preferência dos produtores rurais, dizem representantes do setor. Um interlocutor dos agricultores e pecuaristas, afirma que recai sobre Haddad, e o governo do PT, a responsabilidade por tantos pedidos de recuperação judicial no agro diante de uma taxa Selic muito elevada — atualmente em 14,75%, com queda de 0,25% na última reunião do Banco Central, mas que estava em 15% desde junho de 2025.
Os pedidos de recuperação judicial no agro brasileiro atingiram recorde histórico no ano passado, com 1.990 solicitações, uma alta de 56,4% em relação a 2024, segundo a Serasa Experian. A leitura do agro é que, com os gastos do governo aumentando, o Banco Central não pode baixar os juros porque há pressão inflacionária. E assim, a situação fiscal do país se deteriora, sem que haja sinalização de corte de despesas pelo governo.
O agro também coloca na conta de Haddad a taxação das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) títulos cujos recursos são destinados a empréstimos a produtores rurais para a compra de maquinário e insumos. Para aumentar a arrecadação do governo, ficou estabelecido que papéis desse tipo emitidos a partir de janeiro de 2026, teriam os rendimentos tributados em 5% com Imposto de Renda (IR). Esses títulos eram isentos de taxação até então.
Para além da questão fiscal, os fazendeiros também criticam o PT pelo apoio a grupos organizados de sem-terra, que frequentemente promovem invasões de propriedades rurais no interior de São Paulo e em outros estados do país.
Outra fonte ligada ao setor rural lembra, no entanto, que a relação do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com prefeitos do interior do estado está abalada por represamento de recursos, dificuldades de interlocução política e falta de atenção às demandas municipais. Mas isso não significa que eles farão campanha por Haddad, tentando convencer os produtores de suas regiões a votar contra Tarcísio.
Se o principal nome da chapa de esquerda ao governo paulista fosse o do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), entretanto, a “coisa poderia ficar feia para Tarcísio”, diz a fonte. Alckmin esteve à frente do governo de São Paulo por 13 anos e implementou diversas ações voltadas ao fortalecimento do agronegócio e ao apoio aos produtores rurais paulistas. As principais iniciativas focaram em crédito, infraestrutura rural e fomento à agricultura familiar. Por isso, o nome do ex-governador ainda tem “recall” positivo no setor.
Com um histórico de baixo desempenho de políticos da esquerda nas eleições paulistas, principalmente no interior, Haddad busca compor uma chapa mais de centro, acenando para o agronegócio e para o empresariado para contornar essa resistência.
Nessa estratégia, aliados avaliam que a presença de Alckmin na campanha será “fundamental”, e que ele deve ser convocado a percorrer cidades do interior ao lado do ex-ministro da Fazenda em busca de diminuir a rejeição. Na capital, o desafio é considerado menor, já que em 2022 tanto Lula quanto Haddad foram os mais bem votados no segundo turno na cidade de São Paulo.
No mês passado, Teresa Vendramini se filiou ao PDT, fato que animou petistas, que vislumbraram uma possível composição com Haddad. Nos bastidores, petistas ainda mantêm alguma esperança em atraí-la para a chapa, mesmo após a negativa. Em entrevista ao SBT News nesta quinta (9), Haddad fez acenos ao setor do agronegócio dizendo que “há uma ideia equivocada” sobre o segmento e afirmou que há um grupo “extremamente moderno, com compromisso ambiental e com a saúde pública” do agro. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou também nesta quinta que a composição da chapa ficará a cargo do pré-candidato e não será imposta pelo partido.
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Mesmo com o empenho do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad em buscar um vice ligado ao agronegócio na corrida eleitoral ao governo de São Paulo, o candidato do PT enfrenta forte resistência do setor, que apoia majoritariamente o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A negativa de Teresa Vendramini, a “Teca”, pecuarista, filiada ao PDT e ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), uma das entidades que representa o setor, não foi a única.
A assessoria de Haddad sondou também o nome do economista Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), que preferiu ficar de fora de uma disputa eleitoral, uma vez que diz não se considerar um político.
Leia maisNome forte na regiões de Franca e Ribeirão Preto, de onde vem sua família de pecuaristas, Tirso é também administrador de empresas, foi secretário municipal em Sertãozinho e ex-presidente do Sebrae-SP. Na presidência da Faesp desde 2023, ele vem trabalhando para fortalecer os pequenos e médios produtores rurais, que representam a maioria das propriedades paulistas.
Juros altos e LCAs taxadas
No interior paulista, o nome de Haddad não tem a preferência dos produtores rurais, dizem representantes do setor. Um interlocutor dos agricultores e pecuaristas, afirma que recai sobre Haddad, e o governo do PT, a responsabilidade por tantos pedidos de recuperação judicial no agro diante de uma taxa Selic muito elevada — atualmente em 14,75%, com queda de 0,25% na última reunião do Banco Central, mas que estava em 15% desde junho de 2025.
Os pedidos de recuperação judicial no agro brasileiro atingiram recorde histórico no ano passado, com 1.990 solicitações, uma alta de 56,4% em relação a 2024, segundo a Serasa Experian. A leitura do agro é que, com os gastos do governo aumentando, o Banco Central não pode baixar os juros porque há pressão inflacionária. E assim, a situação fiscal do país se deteriora, sem que haja sinalização de corte de despesas pelo governo.
O agro também coloca na conta de Haddad a taxação das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) títulos cujos recursos são destinados a empréstimos a produtores rurais para a compra de maquinário e insumos. Para aumentar a arrecadação do governo, ficou estabelecido que papéis desse tipo emitidos a partir de janeiro de 2026, teriam os rendimentos tributados em 5% com Imposto de Renda (IR). Esses títulos eram isentos de taxação até então.
Para além da questão fiscal, os fazendeiros também criticam o PT pelo apoio a grupos organizados de sem-terra, que frequentemente promovem invasões de propriedades rurais no interior de São Paulo e em outros estados do país.
Outra fonte ligada ao setor rural lembra, no entanto, que a relação do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com prefeitos do interior do estado está abalada por represamento de recursos, dificuldades de interlocução política e falta de atenção às demandas municipais. Mas isso não significa que eles farão campanha por Haddad, tentando convencer os produtores de suas regiões a votar contra Tarcísio.
Se o principal nome da chapa de esquerda ao governo paulista fosse o do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), entretanto, a “coisa poderia ficar feia para Tarcísio”, diz a fonte. Alckmin esteve à frente do governo de São Paulo por 13 anos e implementou diversas ações voltadas ao fortalecimento do agronegócio e ao apoio aos produtores rurais paulistas. As principais iniciativas focaram em crédito, infraestrutura rural e fomento à agricultura familiar. Por isso, o nome do ex-governador ainda tem “recall” positivo no setor.
Com um histórico de baixo desempenho de políticos da esquerda nas eleições paulistas, principalmente no interior, Haddad busca compor uma chapa mais de centro, acenando para o agronegócio e para o empresariado para contornar essa resistência.
Nessa estratégia, aliados avaliam que a presença de Alckmin na campanha será “fundamental”, e que ele deve ser convocado a percorrer cidades do interior ao lado do ex-ministro da Fazenda em busca de diminuir a rejeição. Na capital, o desafio é considerado menor, já que em 2022 tanto Lula quanto Haddad foram os mais bem votados no segundo turno na cidade de São Paulo.
No mês passado, Teresa Vendramini se filiou ao PDT, fato que animou petistas, que vislumbraram uma possível composição com Haddad. Nos bastidores, petistas ainda mantêm alguma esperança em atraí-la para a chapa, mesmo após a negativa. Em entrevista ao SBT News nesta quinta (9), Haddad fez acenos ao setor do agronegócio dizendo que “há uma ideia equivocada” sobre o segmento e afirmou que há um grupo “extremamente moderno, com compromisso ambiental e com a saúde pública” do agro. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou também nesta quinta que a composição da chapa ficará a cargo do pré-candidato e não será imposta pelo partido.
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O senador Humberto Costa (PT) cumpriu agenda no Sertão do Pajeú, em Serra Talhada, nesta quarta-feira (8), onde participou de atividades políticas ao lado de lideranças da Frente Popular. Durante a passagem pelo município, o parlamentar concedeu entrevistas a veículos locais e se reuniu com lideranças da região.
A agenda contou com a presença do pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), da pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) e da prefeita Márcia Conrado (PT). As informações são do Blog da Folha.
Leia maisDurante evento na cidade, Humberto Costa destacou os investimentos do governo federal na região, ressaltando ações vinculadas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o senador, iniciativas como o programa Minha Casa, Minha Vida contribuíram diretamente para a melhoria das condições de vida da população local.
“Em Serra Talhada, temos diversos investimentos do governo Lula, como obras do Minha Casa, Minha Vida, que garantiram moradia para 900 famílias. Também contribuí com recursos para a pavimentação de ruas e a construção da Casa do Parto. Além disso, há ações estruturantes em todo o país, como o fortalecimento do Farmácia Popular e do Brasil Sorridente, além de indicadores econômicos positivos, com crescimento do PIB, queda do desemprego e aumento da renda”, afirmou o senador.
O parlamentar também anunciou que pretende intensificar sua presença no interior de Pernambuco nos próximos meses. Segundo ele, a iniciativa tem como objetivo ampliar o diálogo com a população e acompanhar de perto as demandas regionais.
“Quero estar junto com esse time, que é o time de Lula, conversar com as pessoas e ouvir suas necessidades. Tenho orgulho do trabalho que realizamos e de dizer que temos ações em todos os municípios de Pernambuco. Vamos percorrer o estado para construir um futuro melhor”, concluiu.
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A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, encaminhou à Câmara Municipal, nesta sexta-feira (10), dois Projetos de Lei Complementar que tratam da valorização dos profissionais da educação da rede municipal. As propostas, enviadas em regime de urgência, preveem ajustes salariais e adequações à legislação federal, contemplando professores, auxiliares, servidores de apoio e cargos de gestão escolar. “Estamos encaminhando esses projetos com o compromisso de valorizar quem faz a educação acontecer no dia a dia das nossas escolas”, afirmou a gestora.
O Projeto de Lei Complementar nº 011/2026 estabelece reajuste de 6% nos vencimentos dos profissionais da educação, percentual acima do piso nacional definido pelo Governo Federal. A proposta também atualiza tabelas salariais e prevê gratificações para atuação em regime de educação integral. Já o Projeto de Lei Complementar nº 012/2026 trata da atualização dos salários de diretores e coordenadores pedagógicos, adequando os vencimentos às mudanças na legislação federal que reconhece essas funções como parte do magistério da educação básica.
De acordo com o Executivo municipal, as duas propostas terão efeitos retroativos a janeiro de 2026, com pagamento das diferenças salariais de forma parcelada ao longo do exercício financeiro. “Além de garantir um reajuste acima do piso nacional, também estamos adequando os vencimentos dos profissionais de gestão”, disse Márcia Conrado.
A defesa da ex-deputada Carla Zambelli entrou com um recurso, hoje, para tentar reverter a decisão da Justiça italiana que autorizou a extradição de Zambelli ao Brasil. A informação foi confirmada pelo advogado Pieremilio Sammarco à TV Globo.
No fim de março, a Corte de Apelações da Itália – a última instância da justiça italiana – acatou o pedido de extradição feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda cabe o recurso da defesa, antes de o caso ser levado para decisão final do governo italiano.
Zambelli tem cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado, pela fronteira com a Argentina. Antes de chegar ao país europeu, ela também passou pelos Estados Unidos. Como fugiu do país após uma condenação do Supremo, Zambelli é considerada foragida da Justiça brasileira. Por isso, o STF formalizou um pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Zambelli permanece presa em Roma, porque autoridades do país europeu entendem que há risco de fuga.
O município de Petrolândia, no Sertão de Pernambuco, será palco, neste sábado (11) e domingo (12), do 1º Seminário “Todos por Itaparica”, evento que reunirá representantes de diversas instituições públicas e da sociedade civil para discutir os desafios e as soluções para os projetos de irrigação do Sistema Itaparica. A programação acontece na Escola EREM Maria Cavalcanti Nunes e contará com a participação de órgãos federais, estaduais e municipais, além de entidades como Codevasf, Embrapa, movimentos sociais, associações de produtores e comunidades tradicionais.
Entre os participantes confirmados está o deputado federal Fernando Monteiro (PSD), que deve contribuir com o debate sobre políticas públicas e investimentos voltados ao fortalecimento da agricultura irrigada e ao desenvolvimento sustentável da região. O seminário propõe discutir temas como infraestrutura hídrica e energética, manutenção dos sistemas de irrigação, sustentabilidade produtiva e a aprovação do projeto de retrofit dos perímetros irrigados. A iniciativa busca promover a integração entre agricultores, lideranças e instituições, reforçando a importância da articulação coletiva para garantir melhorias concretas para milhares de famílias que dependem do Sistema Itaparica.
Vero Notícias
A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para apurar a existência de uma suposta estrutura de comunicação digital voltada a atacar adversários políticos criada e mantida pelo Governo de Pernambuco. A investigação foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O procedimento ocorre em meio ao acúmulo de denúncias públicas feitas nos últimos meses envolvendo aliados da governadora Raquel Lyra. As suspeitas apontam para a possível existência de um núcleo organizado de atuação nas redes sociais, nos moldes do chamado “gabinete do ódio” da família Bolsonaro.
Em agosto de 2025, o presidente da Assembleia Legislativa (Alepe) denunciou publicamente um assessor do governo estadual por comandar uma “milícia digital”.
Segundo as declarações, o grupo atuaria por meio da disseminação de denúncias anônimas e campanhas nas redes sociais, prática que pode configurar abuso de poder político e uso indevido de estruturas públicas.
A investigação deve apurar se houve uso de recursos públicos, participação de agentes estatais e eventual organização criminosa voltada à produção dos ataques a adversários políticos.
A disputa de 2026 revela três estilos — e um eleitor ainda indeciso
Por Zé Américo Silva*
O Brasil de 2026 ainda não escolheu seu próximo presidente — mas já começou a escolher o estilo que quer ver no poder.
De um lado, Lula corre. Literalmente. Aos 80 anos, o presidente transforma a própria imagem em argumento político. Vídeos na academia, caminhadas aceleradas em eventos, gestos ensaiados para transmitir vigor. Mais do que governar, Lula parece empenhado em responder a uma pergunta silenciosa do eleitor: “ele aguenta?”. E responde com o corpo.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro salta. Sua estratégia é movimento, energia, presença constante. Em eventos, especialmente com jovens, encena dinamismo e tenta consolidar-se como herdeiro de um campo político que permanece mobilizado. Não é apenas discurso — é performance. Flávio quer parecer novo, mesmo carregando um sobrenome que representa continuidade.
E então há Ronaldo Caiado. Que não corre. Não salta. Trabalha a imagem de quem entrega.
Enquanto seus adversários disputam percepção, Caiado disputa credibilidade. Sua entrada no jogo se dá pelo contraste: menos espetáculo, mais currículo. Menos gesto, mais histórico. É uma aposta clara — ocupar o espaço de uma direita que quer vencer, mas sem repetir os excessos da polarização.
Os números da pesquisa Meio/Ideia ajudam a organizar esse cenário. Lula lidera o primeiro turno com 40,4%, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, com 37%. Não há folga. Há disputa.
No segundo turno, o dado é ainda mais revelador: Flávio aparece com 45,8% contra 45,5% de Lula — um empate técnico com leve vantagem do candidato da direita. O país segue dividido ao meio, como já esteve antes, mas agora com novos protagonistas.
Caiado, por sua vez, ainda aparece com 6,5% no primeiro turno. Um número modesto — mas politicamente relevante. Porque cresce. E cresce justamente no espaço onde há maior volatilidade.
E aqui está o dado mais importante da eleição até agora: mais da metade dos eleitores (51,4%) ainda pode mudar de voto.
Isso muda tudo.
Significa que Lula lidera, mas não consolida. Flávio cresce, mas ainda precisa provar que amplia. E Caiado aposta em algo raro na política recente: convencer, em vez de mobilizar.
Há, portanto, três campanhas em curso.
A de Lula, baseada na resistência — política e física.
A de Flávio, baseada na energia — ideológica e estética.
E a de Caiado, baseada na previsibilidade — administrativa e pragmática.
No fundo, o eleitor brasileiro está diante de uma escolha menos ideológica do que parece. Não se trata apenas de esquerda contra direita. Trata-se de estilo de liderança.
Quer um presidente que prove que ainda tem fôlego?
Um que encarne a continuidade de um projeto político já conhecido?
Ou um que ofereça a promessa de gestão sem espetáculo?
O problema — ou a oportunidade — é que o Brasil ainda não decidiu.
E, até decidir, vai assistir.
Um que corre, outro que salta e quem propõe entrega.
*Jornalista e consultor de marketing político
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado marcou para a próxima terça-feira (14) o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). As informações são do portal G1.
Na mesma sessão, os parlamentares devem acompanhar a leitura do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) sobre os trabalhos do colegiado e votar o documento – que pode propor às autoridades o indiciamento de alvos da CPI e projetos de aperfeiçoamento da legislação.
A próxima terça é o último dia de funcionamento da comissão, instalada em novembro do ano passado. Os integrantes da comissão tentaram prorrogar os trabalhos, mas, segundo os parlamentares, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu não atender a esse pedido.
Além da frustração de não ter a prorrogação da CPI, os integrantes do colegiado tem se queixado de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que têm desobrigado o comparecimento de convocados, o que pode se repetir em relação ao depoimento de Cláudio Castro.
O pré-candidato a deputado estadual Romerinho Jatobá segue ampliando sua base de apoio em Pernambuco e anunciou mais uma importante parceria política. Agora, seu time conta com o apoio do vereador Mano do Som, de Caruaru, reconhecido por sua atuação no Agreste e pelo trabalho desenvolvido junto à população local.
A adesão reforça o compromisso do projeto com lideranças que conhecem de perto a realidade do povo. “Seguimos fortalecendo nosso projeto com quem tem compromisso de verdade com o povo. Recebo com muita satisfação o apoio do vereador Mano do Som, um representante forte do Agreste que tem trabalho prestado e respeito na sua cidade”, destacou.
Veja
Na última pesquisa eleitoral do instituto Real Time Big Data, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com dez pontos a menos no estado de Pernambuco, um dos principais redutos petistas no Nordeste, na comparação com o total de votos que obteve na sua eleição e 2022. Para fazer o levantamento, o instituto ouviu 1.600 eleitores do estado entre os dias 7 e 8 de abril, gerando um índice de confiança de 95% e uma margem de erro de dois pontos percentuais.
Em 2022, Lula foi o candidato presidencial mais votado em Pernambuco (confirmando-se como o maior cabo eleitoral do estado), com quase 70% do total dos votos válidos: 66,93%. No levantamento feito neste mês, no entanto, o eleitor pernambucano parece estar menos certo sobre a manutenção do petista no comando do país, com 56% dos entrevistados afirmando que votariam nele no primeiro turno, uma redução de dez pontos.
Leia maisNos dois cenários de segundo turno desenhados pelo instituto, a redução também pôde ser percebida. Na eventual disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula teria 59%, o que representa quase oito pontos a menos.
Já se o opositor for o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), a queda de Lula é menor junto ao eleitorado, mas ainda percebida, com o petista aparecendo com 62% das intenções de voto – redução de quase cinco pontos na comparação com 2022.
Pernambuco é a terra natal de Lula e costuma dar votações expressivas para ele. Com 7,1 milhões de eleitores, o estado é o sétimo maior colégio eleitoral do país e segundo maior do Nordeste. Em 2022, Jair Bolsonaro, que foi ao segundo turno com Lula, obteve apenas 33,07% no estado. Em alguns municípios, Lula chegou a ter mais de 90% do total de votos válidos.
Outro dado da mesma pesquisa que aponta para uma possível queda da percepção do eleitor pernambucano sobre Lula está na avaliação do governo. Quando questionados sobre o assunto, 60% dos entrevistados disseram aprovar a gestão – número próximo daqueles que disseram que votariam no petista.
Em outros termos, os entrevistados disseram considerar o governo Lula:
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promove, neste fim de semana (11 e 12), mutirões para atendimentos extras nas cinco regiões do país. Ao todo, são oferecidas mais de 17 mil vagas, somando perícias médicas – realizadas pela Perícia Médica Federal do Ministério da Previdência Social – e avaliações sociais, a cargo do INSS. Ambas são etapas obrigatórias para a concessão de benefícios.
No Nordeste, o mutirão possui um volume significativo de atendimentos, registando a maior quantidade do país, são 10.838 vagas distribuídas entre os nove estados. Em Pernambuco, a ação reunirá serviços em diferentes municípios, entre perícias médicas e avaliações sociais, somam-se mais de mil vagas.
Leia mais– Recife (APS Encruzilhada): 1.180 perícias médicas
– Petrolina/ Serra Talhada: 70 avaliações sociais
– Garanhuns: 120 perícias médicas
– Caruaru: 265 perícias médicas
As perícias serão realizadas de forma presencial e por meio de Perícia Conectada, modalidade de teleatendimento que amplia o acesso da população aos serviços periciais, especialmente em localidades com menos disponibilidade de profissionais peritos.
A mobilização faz parte do conjunto de ações nacionais do INSS, visando garantir mais agilidade na análise dos benefícios, redução da demanda reprimida e ampliação do atendimento. Através da ação, o Instituto integra o esforço contínuo para otimizar o atendimento à população.
Mais informações sobre o mutirão nacional podem ser acessadas na matéria completa: https://www.gov.br/inss/pt-br/assuntos/inss-disponibiliza-17-mil-vagas-de-atendimento-em-mutirao-neste-fim-de-semana.
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