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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou nesta quinta-feira (3/9) um vídeo sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou nesta quinta-feira (3/9) um vídeo sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O presidente não cita nominalmente nenhum ministro da Suprema Corte no vídeo, mas discorre explicitamente sobre a crise no Poder Judiciário e o escândalo envolvendo o Banco Master.
O tom do discurso de Lula é mais presidencial do que de candidato. A ideia da manifestação é ser mais neutra e ter caráter institucional.
“O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. Roubaram milhões de pessoas de muitos estados e municípios. O banqueiro líder do esquema tem relações com gente muito poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e o seu banco, fechado. A suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos.
Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos. Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações.
Como presidente da República, acredito que só agindo com firmeza e transparência, vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira. É chegada a hora que as pessoas que atuam na vida pública honrem seu dever de ofício e coloquem o compromisso público acima de qualquer interesse individual.
A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que o nosso sistema político e judiciário precisam de reformas profundas. É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”.
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Um veículo da Secretaria Municipal de Saúde de Belém do São Francisco foi flagrado sendo utilizado para retirar bandeiras de candidatos de oposição ao grupo do prefeito Calby Carvalho (Republicanos), aliado da governadora Raquel Lyra. O vídeo foi enviado ao blog por uma fonte, que denunciou o uso do carro destinado aos serviços de saúde do município em uma atividade de natureza político-eleitoral.
A presidente licenciada do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), Ivete Caetano, denunciou a demissão de professores contratados temporariamente pelo Governo de Pernambuco sem aviso prévio. Segundo ela, profissionais afetados pela medida têm procurado o sindicato. “Os professores estão me ligando desesperados, sem saber como vão pagar água, luz, aluguel e fazer a feira. Não se trata um professor dessa forma. É preciso respeitar a dignidade de quem trabalha”, afirmou.
Ivete também afirmou que as demissões já provocam falta de professores e de aulas em escolas da rede estadual, com impactos sobre os estudantes, inclusive na preparação para o Enem. Ela questionou a decisão do Governo do Estado de dispensar temporários enquanto, segundo o sindicato, professores aprovados em concurso e integrantes do cadastro de reserva ainda aguardam convocação.
Diante da situação, o Sintepe solicitou uma reunião com a Secretaria de Educação de Pernambuco e informou que pretende realizar mobilizações contra as demissões. “Não vamos aceitar esse desrespeito. O Sintepe está ao lado desses trabalhadores e dessas famílias. Vamos à luta, nas ruas e nas redes sociais, para denunciar o que está acontecendo e cobrar do Governo de Pernambuco responsabilidade, planejamento e respeito aos profissionais em educação e aos estudantes”, declarou Ivete.
O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) recebeu, nesta quinta-feira (3), o apoio do ex-prefeito de Ouricuri Ricardo Ramos, que comandou o município por três mandatos. A declaração ocorreu após encontro na sede do Partido Progressista (PP), no bairro do Pina, Zona Sul do Recife.
“Eduardo tem uma trajetória de trabalho por Pernambuco e, especialmente, um olhar muito atento para as necessidades do interior. É por acreditar nesse trabalho e nesse compromisso que decidi apoiar sua candidatura ao Senado”, afirmou Ricardo Ramos. Eduardo da Fonte agradeceu o apoio e disse que a adesão amplia sua articulação política no Sertão do Araripe.
Enquanto enfrenta uma recuperação judicial bilionária atolada em disputas familiares e processos judiciais, o Grupo João Santos tenta reaver papéis avaliados em R$ 2,2 bilhões que foram parar nos cofres do Banco Master.
Os precatórios foram vendidos por herdeiros do fundador do conglomerado — que reúne dezenas de empresas e marcas, como a Cimento Nassau (foto em destaque) — em uma operação fracionada entre os anos de 2019 e 2020. À época, o Master já pertencia ao banqueiro Daniel Vorcaro, mas operava com o nome Banco Máxima. As informações são do Metrópoles.
Leia maisDe lá para cá, os precatórios engordaram o balanço do Master e serviram de âncora para a expansão do banco de Daniel Vorcaro.
A atual diretoria do grupo tenta, na Justiça do Estado de Pernambuco, anular integralmente a venda e retomar o controle dos papéis. Entre os argumentos está o deságio superior a 80% praticado na operação. Avaliados em R$ 1 bilhão no momento da venda, os papéis foram comercializados por R$ 180 milhões. Com a devida correção, os precatórios valem R$ 2,2 bilhões atualmente.
Além disso, argumentam que só R$ 30 milhões entraram de fato nas contas da empresa. O restante do dinheiro teria sido remetido para empresas sediadas na Suiça por meio de contas correntes mantidas pelo próprio Master.
Em setembro de 2025, a Justiça Federal de Pernambuco reconheceu a fraude na alienação e bloqueou os títulos, impedindo o repasse dos ativos. O motivo, no entanto, foi outro. Para a Justiça, a empresa não poderia ter vendido os precatórios por acumular dívidas também bilionárias com a União.
A liquidação do Master expôs o emaranhado de papéis podres que estruturam as operações do banco de Daniel Vorcaro. Os precatórios do grupo João Santos, no entanto, estão entre os itens considerados como valiosos pelo mercado.
Antes da decisão judicial, outros bancos chegaram a fazer propostas pelos papéis. Até um novo veredicto, no entanto, os precatórios precisam ficar onde estão: nos cofres do Master.
A origem dos precatórios remonta aos anos de hiperinflação e à política de tabelamento de preços no Brasil. Décadas depois, o governo federal foi condenado a indenizar as usinas do setor sucroalcooleiro por perdas financeiras causadas pelo controle de preços exercido pelo extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) entre junho de 1989 e maio de 1994.
Especificamente, a dívida da União que deu origem aos precatórios tem a Companhia Agro Industrial de Goiana (CAIG) como credora. A CAIG é dona da Usina Santa Tereza, em Pernambuco, controlada pelo Grupo João Santos.
O império industrial erguido pelo economista João Pereira dos Santos reúne 43 empresas, englobando fábricas de cimento, usinas de açúcar, ativos imobiliários e meios de comunicação.
Em 2009, João Santos faleceu aos 101 anos. Após a sua morte, os herdeiros iniciaram uma disputa ferrenha pelo controle do patrimônio. São, ao todo, seis linhagens de sucessores que travam verdadeiras batalhas judiciais. Em 2022, com uma dívida de R$ 14 bilhões, o conglomerado ajuizou seu pedido de recuperação judicial.
Em agosto deste ano, como mostrou o Metrópoles, a recuperação judicial do grupo foi parar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Uma das famílias de herdeiros acionou a corte pedindo o afastamento do juiz e da administradora judicial responsáveis pelo processo de reestruturação do conglomerado.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campbell, corregedor no CNJ, no entanto, negou os pedidos e arquivou o processo.
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Por Nickson Monteiro*
Enquanto os Policiais Penais continuam enfrentando um dos piores salários do Brasil, a situação do PCV segue sem solução e a categoria continua acumulando prejuízos, o SINPOLPEN parece estar mais preocupado com política partidária do que com as nossas reivindicações.
Falar nisso: cadê a tão falada amizade com a governadora?
O que essa proximidade trouxe de concreto para os Policiais Penais? Até agora, prejuízos e promessas não cumpridas.
Leia maisAgora, no Dia Estadual da categoria, o que vemos é a apresentação e o apoio a Miguel Coelho.
Mas fica a pergunta que interessa aos Policiais Penais:
O que Miguel Coelho fez pela nossa categoria?
Qual foi a contribuição dele para melhorar nossos salários e resolver o PCV?
E mais: quando foi que a categoria foi consultada sobre esse posicionamento político? Foi realizada alguma assembleia para ouvir os Policiais Penais?
O sindicato deveria representar a categoria, não funcionar como comitê eleitoral.
Os Policiais Penais merecem isso?
*Policial Penal
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Nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 44% em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial de 2026.
Aqueles que votariam em branco e nulo são 9%, enquanto os indecisos, 2%.
O instituto também testou outros cenários de 2º turno.
Enfrentando Ronaldo Caiado (PSD), Lula tem 46% e o ex-governador de Goiás, 41%.
Leia maisJá contra Romeu Zema (Novo), o presidente da República chega a 48% e o ex-governador de Minas Gerais, 39%.
No cenário contra Renan Santos (Missão), Lula tem 47% e o coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), 38%.
O Datafolha ouviu 2.002 entrevistados entre os dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com o nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número TSE-03669/2026. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo.
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O debate sobre o fim da escala 6 por 1 deixou, nos últimos dias, uma diferença cada vez mais clara entre João Campos e Raquel Lyra.
De um lado, João assumiu uma posição firme e contundente em defesa da aprovação da matéria pelo Senado. Foi às redes sociais, explicou sua posição e deixou claro que está ao lado dos trabalhadores e de uma mudança que pode representar mais qualidade de vida para milhões de brasileiros.
Do outro, mais uma vez, a governadora Raquel Lyra prefere ficar em cima do muro. Recusa-se a comentar o assunto, como se a discussão não tivesse relação com ela, com os trabalhadores de Pernambuco.
Leia maisRaquel não precisa dizer nada, não precisa assumir posição, não precisa se justificar. Essa parece ser a nova estratégia: diante dos grandes debates, silenciar; diante dos problemas, se colocar como vítima; e, quando cobrada, transformar tudo em drama para justificar a ausência de ações do seu governo. No fim das contas, é só chororô e mimimi.
Só que essa retórica está ficando cansativa. Pernambuco nunca foi assim.
Pernambuco sempre foi um estado altivo, corajoso, rebelde e protagonista da história do Brasil. Um estado que não se esconde diante dos grandes debates e que nunca teve medo de assumir posições.
Foi assim em 1817, quando Pernambuco protagonizou a Revolução Pernambucana e proclamou sua independência. Foi assim em tantos outros momentos da nossa história. A nossa tradição é de coragem, não de omissão. É de enfrentamento, não de vitimização.
Por isso, quando se discute uma questão tão importante para os trabalhadores brasileiros como o fim da escala 6 por 1, Pernambuco precisa saber quem está ao lado dos seus trabalhadores.
João Campos assumiu. Raquel Lyra, mais uma vez, preferiu ficar no muro. E Pernambuco não combina com muro. Combina com coragem.
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O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) a MP (medida provisória) que acaba com o imposto de importação conhecido como taxa das blusinhas. A votação representa uma vitória para o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a cerca de um mês das eleições de outubro.
A votação foi feita de forma simbólica na Câmara dos Deputados e no Senado, quando não há contagem nominal. O texto segue agora para a assinatura presidencial. As informações são da Folha de S. Paulo.
Na votação na Câmara, a oposição apresentou pedidos de destaques para tentar alterar a proposta e limitar os ganhos políticos do governo com a aprovação. Todos foram rejeitados, em uma sessão acelerada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Leia maisNo Senado, a votação foi concluída de maneira expressa, sem discussão.
A MP que isenta as compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 259) em plataformas como Shein e Shopee foi alvo de intensas negociações no Congresso Nacional também por pressão de lobistas da indústria e do varejo nacional –que são contrários à derrubada da taxa e saíram derrotados.
Havia expectativa de que a proposta fosse levada ao plenário da Câmara ainda na quarta (2), quando foi aprovado o relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF) na comissão mista. O texto, no entanto, só chegou à Casa nesta quinta.
A MP perderia a validade no dia 8 de setembro.
Em seu parecer, a senadora rejeitou a exclusividade dos Correios e emendas apresentadas por deputados e senadores para compensar a indústria nacional. Houve sugestão de isenções, créditos presumidos, devoluções ou extensão de benefícios tributários a produtos e operações nacionais.
Com isso, foi mantida a atribuição do Ministério da Fazenda de zerar o imposto de importação para compras de até US$ 50 e reduzir, até 30%, a taxa sobre remessas de até US$ 3.000.
Os destaques foram apresentados somente pela oposição, incluindo o líder do bloco, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e a deputada Adriana Ventura (Novo-SP). Os pedidos de alteração visavam, principalmente, estender a isenção ou oferecer benefícios também à indústria nacional e ao varejo.
Sem sucesso, a oposição tentou aplicar a isenção ou tributação simplificada de até US$ 100 aplicado às importações seja estendido de forma equivalente às compras de pessoas físicas em empresas brasileiras.
Em outra frente, o grupo tentou o valor limite global para aplicação do RTS (Regime de Tributação Simplificada) de US$ 3 mil para US$ 5 mil por remessa postal. As iniciativas foram rejeitadas pela relatora na comissão especial por falta de embasamento e de fonte de receita para sustentar esses benefícios.
A deputada Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado, admitiu a estratégia da oposição de apresentar emendas para dificultar o aval do texto, criticou o governo Lula por apresentar uma “MP eleitoreira” às vésperas do pleito e afirmou que a sessão estava sendo “tratorada” por Hugo Motta.
“Essa MP veio para aparentemente retirar um problema que foi criado pelo próprio governo: a taxação de pequenas compras. O governo colocou o bode na sala. Posteriormente, vendo que a medida não agradou ninguém e não favoreceu a indústria nacional, o governo vem, às vésperas da eleição, propor tirar o bode da sala.”
Em discurso após a aprovação, o presidente da Câmara comemorou a aprovação e fez acenos a Lula e ao chefe do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Também disse reconhecer as preocupações da indústria e do varejo, que passam por “mudanças estruturais que impõem novos desafios às empresas brasileiras”.
“A Câmara continuará dialogando com o setor produtivo, buscando conciliar a proteção do poder de compra das famílias sem deixar de olhar para a competitividade da indústria e a força do varejo nacional”, declarou Motta.
A taxa das blusinhas é um tema sensível para a reeleição de Lula, e o governo teve de correr contra o tempo para articular a aprovação da medida e evitar a volta da cobrança, em meio ao esvaziamento do Congresso Nacional. Essa é a última semana de esforço concentrado nas Casas antes das eleições.
Após uma reunião com a gestão petista, o presidente da comissão que analisou a MP, Reginaldo Lopes (PT-MG), e a relatora do texto incorporaram uma proposta de avaliação periódica dos impactos da isenção do tributo nas empresas brasileiras para verificar a necessidade de oferecer alguma compensação futura.
O intervalo acordado foi de três meses em um primeiro momento, e depois a cada seis meses. A partir desses resultados, o governo apresentaria um novo projeto de mitigação de impactos para os setores afetados.
No fim de semana, Leila Barros esteve com representantes de associações como CNI (Confederação Nacional da Indústria) e CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e da Renner e do Mercado Livre.
Uma nota técnica da CNI divulgada na última semana estima que o fim da taxa das blusinhas pode pôr em risco 109 mil empregos no Brasil. Analistas da entidade avaliam que a produção doméstica perde R$ 3,11 para cada real gasto em encomendas de pequeno valor adquiridas em sites estrangeiros.
Segundo o estudo, isso pode gerar a perda de R$ 21,8 bilhões para a indústria brasileira.
Aliada do governo Lula, Leila foi escolhida para a relatoria da MP após a base governista falhar em uma primeira tentativa de dar início às atividades da comissão mista durante a semana de 10 a 14 de agosto. Também houve adiamentos que atrasaram a análise do texto apresentado pela senadora.
A chamada taxa das blusinhas entrou em vigor em 2024 por meio de lei que estabeleceu a taxação em 20% para compras em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress.
A MP não altera a tributação cobrada pelos estados sobre essas encomendas. O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incidente é atualmente de 17% a 20%.
A decisão de Lula de zerar a taxa das blusinhas foi anunciada de última hora em maio deste ano, após meses de desgaste e críticas de partes da população por cobrar imposto sobre compras de pequenos valores.
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Por Rinaldo Remígio*
Nas décadas de 1970 e 1980, as campanhas eleitorais, em minha singela percepção, pareciam mais pacíficas. Existiam partidos, grupos políticos e adversários, naturalmente, mas havia maior respeito nas relações. Não pretendo entrar no mérito do regime político vigente naquela época, pois o foco desta reflexão é outro: a maneira como as pessoas conviviam com as diferenças.
Não me recordo de tantos ataques, ofensas e difamações pessoais. Talvez isso também acontecesse, mas não com a intensidade e a exposição que vemos atualmente. O horário eleitoral já existia, embora tivesse outro formato e alcance, e ainda não havia as redes sociais, que hoje espalham uma informação — verdadeira ou falsa — em poucos segundos.
Leia maisMinha gente, estas eleições prometem ser desconfortáveis para o eleitorado brasileiro. O debate político já vem sendo marcado pela agressividade, pela intolerância e pela tentativa de transformar adversários em inimigos. Esse ambiente não contribui para a democracia nem ajuda o cidadão a escolher os melhores representantes.
Nós, formadores de opinião, temos uma responsabilidade ainda maior. Precisamos colaborar para a construção de um debate respeitoso, orientar as pessoas a verificarem as informações antes de compartilhá-las e mostrar que é possível defender um candidato sem atacar a honra de quem pensa diferente.
Vamos solicitar aos candidatos e postulantes a cargos em todas as esferas que, em vez de ataques, apresentem propostas; em vez de agressões e acusações, ofereçam soluções; e, em vez de qualquer abuso de autoridade, adotem atitudes e orientações voltadas exclusivamente para o bem-estar da população. O eleitor precisa conhecer aquilo que cada candidato pretende realizar, e não apenas assistir a disputas pessoais que em nada contribuem para o desenvolvimento do país.
A política não deve separar famílias, acabar com amizades nem alimentar o ódio. As eleições passam, os mandatos terminam e os candidatos seguem seus caminhos. Nós, porém, continuaremos convivendo nas mesmas cidades, frequentando os mesmos espaços e compartilhando os mesmos sonhos de um país melhor.
Que possamos discutir propostas, comparar trajetórias e cobrar compromissos, mas sempre preservando a dignidade humana. Divergir faz parte da democracia; difamar, humilhar e agredir jamais poderão ser considerados comportamentos aceitáveis.
*Professor universitário aposentado
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Por Bela Megale – O GLOBO
A fotografia em que Alexandre de Moraes e outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aparecem rindo em meio a uma das maiores crises que a corte vive gerou uma série de críticas ao tribunal. O registro foi feito pelo fotógrafo Brenno Carvalho, do jornal O Globo, ao fim da sessão desta quarta-feira (2).
Ministros ouvidos pela coluna relataram que o clima descontraído da foto não representa o ambiente que permeou toda a sessão plenária. Aquele foi o primeiro momento em que os membros da corte se reuniram após a revelação das mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro.
Leia maisO material se tornou público após o relator do caso sobre as fraudes do Banco Master, André Mendonça, retirar o sigilo do relatório policial. Também foi Mendonça quem determinou que a Polícia Federal identificasse o interlocutor da conversa com Vorcaro, que acabou sendo o ministro Alexandre de Moraes.
Segundo magistrados do Supremo, o motivo do riso foi uma piada feita pelo ministro Flávio Dino sobre o tema tributário analisado na sessão. O julgamento tratava do PIS e Cofins nas reservas técnicas de seguradoras.
Ministros relataram que todos estavam presentes na roda, menos André Mendonça. Eles afirmam que aquele foi o único momento de descontração, ocorrido após o fim da sessão.
Segundo presentes, Dino tentou distensionar o clima de apreensão que permeou o dia, já que ninguém sabia quais seriam as reações da crise entre Mendonça e Moraes no plenário do tribunal. Havia, inclusive, o receio de que uma briga ocorresse entre os ministros.
O silêncio sobre o maior desgaste que o STF vive foi a tática adotada ao longo da sessão para lidar com o problema, pelo menos em um primeiro momento.
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Em sabatina pela Folha/UOL, realizada nesta quinta-feira (3), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), comentou sobre a abertura de seu primeiro guia eleitoral na televisão, exibido no dia 28 de agosto. Diferente dos adversários, Lyra iniciou a peça com alguns segundos em silêncio.
Segundo a candidata, a cena foi espontânea e refletiu um momento de vulnerabilidade e pausa após uma maratona intensa de sabatina. “Aquilo não foi programado. Não, absolutamente. Aquilo foi depois de quatro horas de uma sabatina; pediram para respirar e mandar uma mensagem para Pernambuco, e aquilo ali, eu nem sabia que estava sendo gravado. Eu respirei e eu não imaginei nunca que aquilo seria a abertura do guia”, garantiu a candidata. As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia maisPor cerca de quatro minutos, Raquel usou um tom pessoal e afirmou que se tornou governadora “no momento mais difícil da minha vida”, referindo-se à morte do marido, o empresário Fernando Lucena, e que estar à frente do estado a permitiu “seguir em frente, cuidar dos meus e cuidar de Pernambuco”.
Em outro trecho, Raquel diz que não pegou “a casa arrumada” e que percorreu todas as regiões do estado, da capital à zona rural. No discurso, ela também listou as entregas, como também a geração de emprego com carteira assinada, crescimento da economia do estado, recuperação de estradas, reforma de hospitais e construção de creches.
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