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O ex-vice-prefeito de Jataúba, no Agreste de Pernambuco, Fábio Mamão, declarou apoio ao projeto de reeleição do deputado federal, Silvio Costa Filho. O anúncio reforça o movimento de ampliação das articulações políticas conduzidas por Silvio em diversas regiões do estado, consolidando novas alianças com lideranças municipais.
“Silvio Costa Filho é um político sério, acessível e que tem demonstrado competência e compromisso com Pernambuco. É uma liderança que sabe ouvir os municípios, trabalha pelo desenvolvimento e tem construído resultados importantes. Tenho convicção de que merece continuar esse trabalho e, por isso, declaro meu apoio ao seu projeto de reeleição”, afirmou Fábio Mamão. Para Silvio Costa Filho, o apoio representa mais um passo importante na construção de um projeto voltado ao fortalecimento dos municípios pernambucanos.
Interlocutores do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) torciam por um adiamento do novo “tarifaço” promovido pelo governo dos Estados Unidos. Mas, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou, na quarta-feira (15), a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho.
A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Leia maisCaso a medida fosse adiada, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro já tinha o discurso pronto. Teria conseguido evitar o tarifaço depois de conversar com a equipe de Donald Trump e com o próprio presidente norte-americano. Mas o plano não saiu como o desejado, que chegou até a ser registrado em carta enviada pelo senador do PL ao governo dos EUA.
Agora, Flávio Bolsonaro busca divulgar que o tarifaço adotado por Trump é de responsabilidade do presidente Lula. Em diversos pronunciamentos nas redes sociais, o senador defendeu que a decisão norte-americana é um resultado das falhas na capacidade de negociação do atual governo.
O senador respondeu a uma publicação nas redes sociais do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na qual o norte-americano defende que as políticas adotadas pelo governo brasileiro são “ruins para os americanos e ruins para os brasileiros” e acusa Lula de não negociar de boa-fé com os Estados Unidos.
Mas, o fato é que o eleitorado não enxerga desta forma. Como foi, inclusive, registrado pela pesquisa Quaest. O levantamento mostrou que a maioria dos brasileiros avalia que o tarifaço é ruim para o país e ficam mais ao lado do presidente Lula neste tema. Além disso, a pesquisa registrou também que o tarifaço aumenta a vontade de votar em Lula e diminui em relação ao pré-candidato do PL.
Questionados pelo instituto sobre quem teria motivado o tarifaço (se Flávio Bolsonaro, ao pedir a Trump a sanção contra o Brasil, como acusa Lula, ou se o próprio Lula, ao provocar os Estados Unidos, como alega Flávio), 51% concordam com a versão de Lula e 30% com a de Flávio.
O mesmo padrão aparece quando o tema é o motivo das tarifas:
Reservadamente, aliados de Flávio Bolsonaro reconhecem que o tema mais desgasta o senador. E que, o ideal, é que o assunto saia do noticiário o mais rápido possível. Mas, ele voltará na campanha, porque será explorado pela equipe do presidente Lula.
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O Sextou de hoje traz um emocionante tributo ao cantor e compositor Waldick Soriano, um dos maiores ícones da música romântica popular brasileira. Ex-garimpeiro e caminhoneiro, notabilizou-se pelo visual de terno preto e óculos escuros, compondo clássicos como “Eu Não Sou Cachorro, Não” e “Tortura de Amor”.
Quem vai falar sobre a trajetória do cantor baiano de Caetité é o gabaritado escritor Paulo César de Araújo, autor do livro “Eu não sou cachorro não”, uma profunda e estimulante pesquisa sobre a carreira do artista. Um dos mais importantes escritores da temática MPB, Paulo César de Araújo também é autor de outras obras, como a biografia não autorizada, e depois liberada, do rei Roberto Carlos.
Leia maisO Sextou vai ao ar logo mais, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
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Agricultores e lideranças locais realizam um protesto na BR-428, na manhã de hoje, em Santa Maria da Boa Vista, no Sertão do São Francisco. Eles cobram do Governo de Pernambuco a pavimentação asfáltica da PE-571, considerada um importante vetor de escoamento da produção de frutas daquela região. As informações são do blog do Carlos Britto.
Um dos articuladores da mobilização, o agricultor Mariano Caldas justifica que Santa Maria é o terceiro maior município em extensão territorial do Estado e produz acerola, maracujá e uva, além de ser o maior produtor de banana e goiaba no país. Apesar de todo esse potencial agrícola, ele alega que Santa Maria nunca recebeu investimentos estaduais.
“A PE -571 é uma estrada de chão que não pode ver chuva. Não conseguimos escoar nossas mercadorias, perdemos nos preços dos produtos, é um sofrimento grande”, desabafou. Em seu primeiro ano de mandato, a governadora Raquel Lyra idealizou o Programa ‘PE na Estrada’, que tem requalificado várias rodovias do Estado. O grupo espera que esse benefício também possa chegar à PE-571.
A Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça, investiga a Logo Caruaruense, empresa da família da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), após denúncia sobre ausência de vistorias técnicas exigidas e sucateamento dos ônibus. O caso foi revelado pelo Metrópoles, em janeiro de 2026.
Logo Caruaruense, responsável por transporte intermunicipal, deveria ser fiscalizada pelo Governo de Pernambuco, chefiado por Raquel Lyra, que já foi sócia da empresa. Após as reportagens, a Logo Caruaruense anunciou o encerramento das atividades. As informações são do portal Metrópoles.
Leia maisA Senacon instaurou averiguação preliminar para apurar o caso. Em março, o órgão federal deu 15 dias para que a empresa apresentasse informações e documentos que esclareçam as circunstâncias do encerramento das atividades e as providências adotadas em relação aos contratos e serviços em curso. A Logo Caruaruense enviou resposta em 8 de abril, que segue em análise pela Senacon.
Na notificação à empresa, a Senacon apontou que “há relatos consistentes de irregularidades na execução do serviço, as quais podem caracterizar infração às disposições do Código de Defesa do Consumidor, especialmente aos arts. 6º, 20 e 22 da Lei nº 8.078/1990”.
A Senacon também solicitou dados sobre as vistorias técnicas, fiscalizações ou inspeções realizadas na frota nos últimos anos em operação, com apresentação de relatórios, laudos e registros.
No documento, a secretaria nacional disse que as concessionárias de serviços públicos, como é o caso da empresa de ônibus que operava no estado de Pernambuco, são obrigadas a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros.
No caso específico da Logo Transporte, a Senacon afirmou que “os indícios relatados na denúncia, especialmente aqueles relacionados à ausência de vistorias periódicas, à circulação de veículos em desconformidade com os limites legais de fabricação e ao estado de conservação da frota, apontam, em tese, para a inobservância do dever legal de prestação adequada e segura do serviço público concedido”.
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Em nota enviada ao Blog, o agricultor Mariano Caldas, um dos idealizadores do ato e importante liderança local, informou que a população fará um protesto na BR-428, em Santa Maria da Boa Vista, no Sertão do São Francisco. O motivo do ato é cobrança da pavimentação asfáltica da PE-571. Confira abaixo o comunicado na íntegra:
É importante para todos os políticos do estado saberem que Santa Maria da Boa Vista é um grande presente para Pernambuco. Somos o terceiro maior município em extensão territorial do estado, somos a cidade que tem a maior margem do Rio São Francisco, somos fortes na fruticultura, na produção de acerola, maracujá, uva, e somos o maior produtor de banana e goiaba do Brasil.
Possuímos um belíssimo ponto turístico, o Monte Carmelo no Quilombo do Serrote. A principal fonte de renda vem justamente da agricultura, com forte contribuição econômica para Pernambuco e o Brasil.
Apesar de tanto potencial, nunca recebemos investimentos por parte do governo do estado.
A PE-571 é uma estrada de chão que não pode ver chuva que não conseguimos escoar nossas mercadorias, perdemos nos preços dos produtos, é um sofrimento grande, e ninguém nos ver, ninguém nos enxerga. São somente 37 km de estrada, passando por dezoito comunidades, dentre elas três Comunidades Quilombolas com mais de 260 anos de história.
Qual é a lógica de não investir em quem já faz tanto por Pernambuco como Santa Maria? Qual é lógica de não querer proporcionar mais crescimento e desenvolvimento para Pernambuco?
Investir em Santa Maria é estratégico para nosso estado ficar cada vez mais forte. Somos o terceiro maior município em extensão territorial, terceiro lugar também é pódio medalha de prata e cadê o terceiro maior investimento na agricultura do estado em Santa Maria?
Temos muita terra e muita água, só precisamos que o Estado nos veja, nos enxergue, e nos ajude a ajudar ainda mais Pernambuco.
Mariano Caldas – agricultor
Em crise, Raquel corta 52% em programa social
Com a gestão em crise às vésperas das eleições, a governadora Raquel Lyra (PSD) segue fazendo remanejamentos controversos no orçamento do Estado. Publicação feita nesta semana no Diário Oficial comprova a retirada de R$ 25 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para pagar empréstimos contraídos. Do total, R$ 3,6 milhões saíram do CNH Popular, o que representa um corte de 52% nos investimentos e no custeio da iniciativa.
O programa social foi criado em 2007 pelo ex-governador Eduardo Campos (PSB) para garantir a Carteira Nacional de Habilitação gratuita para beneficiários do Bolsa Família, do Chapéu de Palha, jovens do sistema socioeducativo, entre outros públicos de baixa renda.
Em 2014, ainda no governo do PSB, a ação chegou a ter um orçamento de R$ 16,9 milhões. Na gestão de Raquel, porém, sofreu um apagão. Em 2025, por exemplo, só R$ 3,1 milhões foram previstos para o CNH Popular.
Leia maisA Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 até mostra um montante maior alocado para essa ação – R$ 7,042 milhões –, mas o corte feito por Raquel, que remanejou R$ 3,642 milhões dessa fonte de recursos, baixou em mais da metade o orçamento inicial do programa.
Outros R$ 21,3 milhões foram retirados do Detran, totalizando R$ 25 milhões remanejados por decreto. O novo destino dos recursos é a Secretaria da Fazenda, que os utilizará na amortização da dívida interna do Estado, ou seja, para pagar parcelas de empréstimos contraídos junto a bancos nacionais.
A gestão de Raquel contratou, desde 2023, mais de R$ 13 bilhões em operações de crédito, conta que já começa a chegar e afetar programas sociais. A LOA prevê que, só este ano, o governo pagará mais de R$ 1,5 bilhão em parcelas dos vários empréstimos contratados.
RECIPROCIDADE – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou a imposição, pelos Estados Unidos, de tarifas de 25% sobre a importação de produtos brasileiros, confirmada pelo governo Trump. Em nota, afirmou que a data “passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”. O Governo, segundo a nota, “iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade” e “retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”.

Que papelão! – A governadora Raquel Lyra não confirma nem desmente que o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, será o segundo nome na disputa ao Senado na sua chapa, ao lado de Túlio Gadelha. Ninguém está entendendo. Aliás, os próprios aliados dela têm dito, em reserva, que nunca assistiram a tamanha trapalhada, digna de uma novela mexicana sem pudor.
Convite feito, convite aceito – A governadora ligou, ontem, no início da tarde, para o deputado Eduardo da Fonte, presidente estadual da Federação União Progressista, e o convidou para acompanhá-la nos eventos religiosos da Festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife. Mais um sinal de que continua alimentando o impasse pela segunda vaga ao Senado entre Miguel Coelho e o próprio Da Fonte, que havia sumido da agenda de pré-campanha da governadora à reeleição.
Mobilização pela ferrovia – O senador Humberto Costa garante que as mobilizações pelo ramal da Transnordestina, referente ao trecho Salgueiro–Porto de Suape, vão continuar. “A decisão do TCU é um avanço, porque destrava etapas preparatórias essenciais, mas não podemos baixar a guarda. O início efetivo das obras ainda depende de novas sinalizações do tribunal. Por isso, defendo que a mobilização continue firme e permanente em defesa da obra, envolvendo todos os setores que lutam por essa ferrovia, que é vital para o desenvolvimento de Pernambuco”, afirmou.

Injusta e descabida – O novo tarifaço americano afeta cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA. Isso equivale a US$ 7,4 bilhões, considerando o ano de 2024. Se considerado o valor de 2025, a participação desses setores atingidos pelo tarifaço cai para 15%, ou US$ 5,8 bilhões. O Executivo prepara um programa para socorrer os setores afetados. “A medida é injusta e descabida”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), lembrando que os EUA têm superávit com o Brasil. “Descabida porque os argumentos partem de uma base totalmente falsa”, acrescentou.
CURTAS
MEDIDAS 1 – Ainda sobre o tarifaço de 25% sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo já tem prontos os mecanismos para proteger empresas e empregos.
MEDIDAS 2 – “Ampliaremos e reforçaremos o Brasil Soberano (plano de socorro às empresas)”, disse. “Alguns setores podem ser afetados, não a economia como um todo”, disse o ministro.
SETORES – Os setores mais atingidos são, basicamente, madeira, máquinas, equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. Esses setores poderão contar com a ajuda do governo federal de diferentes modos, segundo o ministro.
Perguntar não ofende: No impasse pelo Senado na chapa de Raquel, o tertius pode ser Fernando Dueire?
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (16) que os argumentos do governo dos Estados Unidos contra o Pix são desculpas para tentar criar algum tipo de “lógica” para a imposição de tarifas a produtos brasileiros.
“Fica evidente que a argumentação realmente passa por uma tentativa de inventar alguma lógica para a aplicação de tarifas” disse Galípolo, em coletiva sobre a nova tarifa imposta pelos EUA na noite de quarta-feira, 15. As informações são do Estadão Conteúdo.
Leia maisO banqueiro central afirmou que a argumentação utilizada pelo governo americano faz pouco sentido, e, em uma analogia, disse que seria mais ou menos como tentar dizer que a criação do saneamento básico prejudica a receita de quem tem caminhão pipa.
Galípolo frisou, na sequência, que essa lógica também não é verdadeira. “Uma vez analisado o que aconteceu efetivamente a partir da implementação do Pix, o mercado de cartão de crédito cresceu 150%”, mencionou.
Ele ponderou que quem perdeu espaço com o Pix foram os cheques e o dinheiro físico, o que mencionou ser absolutamente desejável, já que esses meios têm alto custo de transação.
Na quarta-feira, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A taxação é uma punição por práticas comerciais consideradas desleais pelo governo americano. O USTR acusou o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico – como o Pix -, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal.
Durante a entrevista Gabriel Galípolo, enfatizou que o Pix produziu benefícios para a sociedade brasileira como um todo e é reconhecido internacionalmente por isso, com manifestações nesse sentido do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês).
“O caso da implementação do Pix consegue se configurar como um desses em que ele é benéfico para quem demanda e para quem oferta, para o setor público e para o setor privado”, disse. Ele participou de entrevista coletiva sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Galípolo mencionou que o BC brasileiro já assinou termos de cooperação técnica com mais de 47 bancos centrais pelo mundo para o desenvolvimento de sistemas semelhantes ao Pix. “Estados Unidos, Europa, China, Índia, Singapura e uma série de outros bancos centrais já implementaram ou estão estudando implementar sistemas de pagamento instantâneo, como o Pix, que é claramente o futuro. Isso vai avançar de maneira bastante clara.”
O banqueiro central também ressaltou que o BC vai seguir fornecendo o Pix como algo gratuito, seguro e instantâneo, além de seguir na evolução técnica do meio de pagamentos, com cooperação com outros bancos centrais.
‘É difícil de compreender demanda dos EUA sobre o Pix, infraestrutura é aberta’
O presidente do Banco Central também disse ser difícil compreender a posição dos Estados Unidos sobre o Pix, uma vez que a infraestrutura é aberta.
“Se você olhar para o resto do mundo, é normal que o sistema de pagamento funcione como uma infraestrutura pública e, no caso do Brasil, ela é aberta para que todos os participantes possam acessar e produzam a concorrência entre eles”, disse o presidente da autoridade monetária. “A gente assistiu isso. O Brasil está na fronteira do ponto de vista tecnológico de inclusão financeira e competição dentro do nosso sistema financeiro”, emendou.
Galípolo disse que, de forma curiosa, os argumentos expostos pelos EUA são quase pontos que justificariam a infraestrutura permanecer pública. “O custo antes era maior para todo mundo. Ao ter essa infraestrutura o custo caiu.”
Repetiu, na sequência, que o caso do Pix talvez seja o mais flagrante de empilhar desculpas para justificar a tarifa.
Além de Galípolo, participaram da coletiva o vice-presidente da República Geraldo Alckmin; o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; e o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. A coletiva ocorre na sede do MDIC, em Brasília.
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O Congresso entra a partir desta sexta-feira em recesso e não conseguiu votar diversas iniciativas consideradas prioritárias pelo governo e pela própria cúpula do Poder Legislativo.
Entre as propostas que não ainda tiveram conclusão estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dá fim a escala de trabalho 6×1, a Medida Provisória que acaba com a chamada “taxa das blusinhas”, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança e o projeto de lei que regulamenta a exploração dos minerais críticos. As informações são do jornal O GLOBO.
Uma das iniciativas consideradas mais sensíveis é a MP que acaba com a taxa das blusinhas, a cobrança de 20% para produtos importados de até US$ 50.
Leia maisCâmara e Senado vão fazer apenas duas semanas de esforço concentrado para votar iniciativas de consenso até o fim de novembro. A MP tem validade até setembro e precisa ser votada por uma comissão mista e pelo plenário das duas Casas para ter validade permanente.
A medida é considerada prioritária pelo governo e tem sido usada para aumentar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio a sua tentativa de reeleição. A ala política do governo deseja a revogação total da tarifa, apontada nos bastidores como um foco de desgaste da atual gestão.
Boa parte das medidas travadas no Congresso se encontra no Senado, onde o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), tem travado uma queda de braço com o governo desde quando a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), foi barrada pelos senadores.
Articuladores políticos do Palácio do Planalto esperam uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Alcolumbre para destravar essas iniciativas, mas o encontro ainda não foi marcado para selar a reaproximação.
A principal demanda do governo, a mudança na escala 6×1, foi aprovada pela Câmara no fim de maio e ainda não teve nenhum avanço no Senado. Interlocutores de Alcolumbre dizem que o caminho natural é que o texto comece a ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas a PEC ainda não foi despachada para o colegiado.
A PEC da Segurança, que fortalece o papel da União na área e que foi aprovada pelos deputados em março, se encontra na mesma situação que a PEC do fim da 6×1, ou seja, sem ter sido despachada para nenhuma comissão.
Aprovado pela Câmara em maio, o projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos, também não teve nenhum encaminhamento tomado pela presidência do Senado.
O presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD), que preside o colegiado que deve analisar essas três iniciativas, ainda não conversou com Alcolumbre sobre a deliberação e elas estão com a tramitação indefinida.
Além delas, há o projeto de lei do Redata, que institui o plano de incentivos para o setor de data centers. A medida também foi aprovada pelos deputados e está sem perspectiva de ser votada pelos senadores.
Por outro lado, o Senado avançou com outras iniciativas que provocaram desgastes para o Poder Executivo, como a PEC que concede aposentadoria especial para agentes de saúde, considerada pauta-bomba pelo impacto nas contas públicas, e um projeto que dificulta a realização de abortos em crianças gestantes.
Ontem, ao conduzir a última sessão do plenário antes do recesso, Alcolumbre informou que as datas das semanas de esforço concentrado durante as eleições serão primeiro de 10 de agosto a 14 de agosto e depois de 31 de agosto a 3 de setembro. As mesmas datas também serão seguidas pela Câmara.
– O calendário é exatamente o mesmo que será adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo eficiente e harmônico neste período eleitoral – disse.
Da mesma forma, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), minimizou o calendário apertado e disse que o Congresso não vai parar durante as eleições.
– Até parece que a gente não vai ter sessão. Vai ter sessão, vai ter calendário de esforço concentrado, vai ter sessão semipresencial.
Enquanto no Senado há um clima de disputa com o governo, na Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem adotado uma postura de maior proximidade com o Palácio do Planalto e tem procurado se reunir com ministros para negociar soluções para as iniciativas consideradas prioritárias pelo Executivo.
Um exemplo disso foi o acordo para impedir a votação de um projeto que prevê renegociação de dívidas rurais e que foi aprovado pelo Senado como parte do pacote de pautas-bomba com impacto fiscal.
Motta negociou com o governo a edição de uma MP para evitar que o projeto aprovado pelos senadores tivesse que ser votado pelos deputados.
Outro exemplo foi o avanço do fim da 6×1 na Câmara.
O presidente da Câmara tem buscado o apoio de Lula para o seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos-PB), que é pré-candidato a senador.
Ainda assim, Motta também tem buscado evitar pautar iniciativas que provoquem grandes divisões na Câmara e tem dado um ritmo mais lento para propostas consideradas muito vinculadas à esquerda ou à direita.
O projeto que regulamenta a punição para misoginia, demanda da base de esquerda do governo, e a PEC que reduz a maioridade penal, pedida por bolsonaristas, avançaram na Casa, mas ainda não tiveram suas tramitações concluídas e nem devem ser aprovadas pelo plenário até o fim das eleições.
Ao discursar na terça-feira no plenário, Motta evitou antecipar o que será votado nas semanas de esforço concentrado, mas reforçou que as iniciativas precisarão alcançar “consensos e convergências”.
– Para não prejudicar o debate acerca desses temas mais complexos, vamos buscar uma semana de consensos e convergências a respeito das matérias que serão deliberadas em plenário.
O projeto que eleva o limite de faturamento do programa do microempreendedor individual (MEI) para R$ 140 mil, também não foi votado, mas, diferente das outras iniciativas, há um esforço de líderes e da cúpula do Congresso para que ele seja aprovado em uma das semanas de esforço concentrado programadas para agosto.
A iniciativa faz parte do acordo político que culminou com a aprovação da PEC do fim da 6×1 na Câmara e uma forma de compensar financeiramente o setor produtivo.
Outra mudança legislativa travada na Câmara é o projeto que regulamenta a Inteligência Artificial, que foi aprovado pelo Senado no final de 2024.
Motta disse a aliados que discordâncias com o Senado sobre o teor do relatório tem atrasado a aprovação. Uma das ideias avaliadas pelo relator na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), é mudar quem fiscaliza o uso de IA. O texto do Senado determina que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
A ideia é ter um texto de acordo com os senadores para evitar que a outra Casa Legislativa modifique a iniciativa.
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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a defesa das mulheres é uma pauta da direita porque, segundo ele, “quem gosta de criminoso é a esquerda”. A declaração foi feita durante uma live realizada nesta quinta-feira (16), em que lançou o plano “Brasil por Elas”, conjunto de propostas voltadas ao público feminino (veja mais abaixo).
Flávio participou da transmissão ao lado de Daniella Marques (Republicanos), colaboradora de sua pré-campanha, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. As informações são do g1.
O senador defendeu a ampliação do acesso à internet para mulheres com o intuito de possibilitar o uso da ‘MarIA’, plataforma de IA descrita como “amiga virtual” do público feminino. Ele não especificou por onde a ferramenta seria lançada e tampouco informou qual pasta seria responsável pelo seu desenvolvimento.
Leia maisFlávio também citou uma plataforma chamada ‘Central da Mulher’ voltada a “todas as fases de acolhimento da mulher” de forma física e virtual, e com possibilidade de resgate de auxílio para aluguel e creche. O pré-candidato não informou qual seria o valor a ser resgatado, nem qual órgão seria responsável por esse atendimento. O g1 entrou em contato com a sua assessoria para obter mais detalhes sobre o plano, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
Entre as propostas apresentadas por Flávio estão:
Após a live, a assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro divulgou os 12 compromissos que integram o plano Brasil Por Elas:
Flávio tem feito um esforço para melhorar sua relação com o eleitorado feminino desde que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou vídeos em suas redes sociais em que diz ter sido maltratada e humilhada por Flávio.
Nos vídeos, publicados na noite de 24 de junho, Michelle expôs uma briga com Flávio e diz que eles não se falam desde o fim de 2025.
A discussão dos dois envolve a disputa pelo palanque do PL no Ceará, em que o partido tentou se aliar com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) — apoio criticado por Michelle.
“Voltando ao Flávio. Telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou o telefone. E eu não tinha feito nada contra ele”, afirmou a ex-primeira-dama.
“Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”, continuou.
Na época, Flávio citou o casamento de 16 anos e o fato de ser pai de duas filhas maravilhosas para afirmar que “nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida. Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”.
O senador afirmou que a família Bolsonaro “está passando por um momento difícil” e que entende a angústia de Michelle ao ver Jair “todos os dias, sofrendo com tamanha injustiça”. Flávio afirmou que agendou uma reunião com lideranças femininas para o dia 1º de julho, em Brasília, e que havia convidado Michelle — que não esteve presente.
Em entrevista na quarta-feira (15), Flávio disse que não assistiu o vídeo e que “não tem mais” relação com a madrasta. Ele está proibido de visitar Jair Bolsonaro em prisão domiciliar por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
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O prefeito de Petrolina, Simão Durando, vistoriou a fase final das obras do primeiro Canil/Gatil Municipal da cidade, que tem entrega prevista para setembro. O equipamento, que integra o projeto da primeira Clínica Veterinária Municipal, terá capacidade para acolher temporariamente cerca de 150 cães e gatos em situação de rua. A estrutura conta com investimento aproximado de R$ 2 milhões e incluirá baias, áreas de maternidade e adoção, recepção, depósitos, sanitários e espaços destinados ao banho de sol dos animais.
Durante a visita, Simão Durando acompanhou os serviços de acabamento e afirmou que a implantação da estrutura integra as ações voltadas à proteção animal no município. “Assumimos o compromisso de ampliar o cuidado e a proteção aos animais em Petrolina e estamos transformando esse compromisso em realidade com a construção da Clínica Veterinária e do Canil/Gatil Municipal. Os equipamentos vão garantir mais saúde, acolhimento e dignidade para os animais e também mais apoio aos seus tutores”, declarou.
O presidente da Câmara Municipal de Paulista, Eudes Farias, agradeceu publicamente ao deputado federal Waldemar Oliveira pelo envio de emendas parlamentares ao município. Segundo Eudes, Paulista recebeu recentemente R$ 700 mil para investimentos na área da saúde e deverá ser contemplada, até o fim do ano, com uma máquina destinada a reforçar os serviços de infraestrutura. “Esse apoio demonstra o compromisso de Waldemar Oliveira com o desenvolvimento de Paulista e com a melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou o presidente da Câmara.
