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A duplicação fantasiosa da BR-232
Em sua gestão, próxima a fechar o quarto ano, a governadora Raquel Lyra (PSD) não entregou uma só obra de infraestrutura capaz de alavancar o desenvolvimento do Estado, gerar empregos e contribuir na melhora do perfil socioeconômico da população.
Há 15 dias, fez a terraplanagem de apenas 500 metros da margem direita da BR-232, entre São Caetano e Tacaimbó, e anunciou como se fosse o início das obras de ampliação da duplicação da rodovia federal, iniciada e concretizada no Governo Jarbas Vasconcelos com o trecho do Recife a São Caetano.
Com sua materialização, promessa de campanha de Jarbas que só se concretizou com o dinheiro nos cofres do Estado a partir do leilão de privatização da Celpe, Pernambuco entrou num novo ciclo de desenvolvimento, graças ao corredor econômico criado no Agreste. Cidades como Vitória de Santo Antão, Gravatá, Bezerros e Caruaru mudaram de feição, se agigantaram, atraindo investimentos com perfis diversificados.
Leia maisPernambuco sonha acordado com a duplicação da 232 até Arcoverde, numa primeira etapa, e Serra Talhada, numa outra, mas isso se faz com projeto, com responsabilidade e não olhando apenas para o viés eleitoreiro.
Passei, ontem, pela área do suposto início das obras e encontrei apenas uma terraplanagem de 300 metros abandonada e uma máquina escavadeira num outro trecho, sem canteiro de obras, sem trabalhadores, sem placa, enfim, sem nada que leve a acreditar em algo sério.
Deu, assim, para inferir que o Governo de Raquel sofisma em cima de um projeto que deveria, ao contrário, ser encarado e enfrentado com seriedade, planejamento, coragem, ousadia e metas. E não usá-lo como exploração política com vistas a tirar dividendos eleitorais.
NOVA ORLA – Em entrevista, ontem, ao DP, o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), garantiu que conclui o projeto de requalificação da orla de Boa Viagem até dezembro, obra vitrine da gestão de João Campos (PSB) que o ex-prefeito não teve tempo hábil para entregar. Anunciou também a reocupação do Centro do Recife, que já começa a sair do campo das intenções com a aquisição de quatro prédios na Avenida Guararapes, para 500 moradias. “Estamos também construindo cinco complexos educacionais. Um aluno vai entrar no berçário e só sair de lá no nono ano”, informou.

A dobradinha Lula x João – Entusiasta declarado do presidente Lula (PT), Victor disse, na mesma entrevista, que a parceria do Governo Municipal com o governo federal foi uma das chaves para ampliar investimentos no Recife e disse não ter dúvida de que o Estado passará a viver uma era de pleno desenvolvimento com a reeleição de Lula e a chegada de João Campos ao Palácio das Princesas. “A gente vai ter uma alegria grande de ver Lula reeleito e João Campos eleito governador. Muita coisa boa para a nossa gente vai acontecer no Recife e no Estado”, afirmou.
Sem desistência – Após um dia marcado por rumores de que poderia desistir da candidatura ao Senado e retornar à disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) reafirmou, ontem, que permanece na corrida por uma das duas vagas de Pernambuco. O parlamentar divulgou um vídeo com declarações de apoio de prefeitos aliados da governadora Raquel Lyra (PSD), em uma tentativa de demonstrar força política após a turbulência que cercou sua candidatura, entre eles, os de Gravatá, Itamaracá e Verdejante.
Bronca no registro – O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, não conseguiu registrar, ontem, sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após seu nome aparecer como filiado ao Missão no sistema da Justiça Eleitoral. A alteração, registrada na quarta-feira passada, impede, neste momento, que o PL conclua o registro da candidatura. Certidão emitida pelo TSE, ontem, aponta que Flávio consta como filiado ao Missão desde quarta-feira. O documento também registra a desfiliação do senador do PL na mesma data.

TSE abre inquérito – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou, ontem, que a alteração da filiação partidária do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não decorreu de um ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral, mas do uso indevido das credenciais de acesso do partido Missão por uma pessoa autorizada a operar a ferramenta de filiação da legenda. A Corte determinou a abertura de investigação sobre o caso. Diante da constatação, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para adoção das providências cabíveis e determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária para apurar eventuais responsabilidades.
CURTAS
FILIAÇÃO RESTABELECIDA – O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, determinou, ontem, o restabelecimento imediato da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e a exclusão do vínculo com o Missão. A decisão preserva a data original de filiação, em 30 de novembro de 2021, e libera o sistema Candex para o registro da candidatura do senador à Presidência. O ministro considerou “inverossímil” que Flávio tivesse migrado voluntariamente para o Missão, que já possui candidato próprio ao Planalto.
FRAUDE – O Missão, por sua vez, afirmou também ter sido vítima de fraude. Em nota, a legenda disse que seu sistema identificou a filiação irregular e tentou cancelá-la no mesmo dia, mas que a operação foi rejeitada pelo TSE. O partido afirmou ainda que o gabinete de Flávio havia sido avisado sobre uma tentativa de filiação desde o último dia 2 e que os e-mails enviados foram abertos, mas não respondidos.
SOLIDARIEDADE – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu, ontem, a proteção da liberdade de imprensa e indicou que a decisão do colega Alexandre de Moraes, que determinou busca e apreensão contra fonte de jornalista no Maranhão, será analisada em plenário. Fachin prestou solidariedade ao ministro Flávio Dino, que diz ter sido perseguido pelo profissional da imprensa investigado na Corte. Durante o debate sobre o assunto, Moraes, por sua vez, apontou que a Primeira Turma da Corte poderia julgar o assunto.
Perguntar não ofende: Dá para acreditar numa obra que não tem canteiro de obras?
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O governo brasileiro informou, nesta quinta-feira (13), que deu início ao processo de reciprocidade contra os Estados Unidos e que notificará o governo do presidente Donald Trump.
Em 22 de julho, os EUA aplicaram uma tarifa de 25% contra certos produtos brasileiros, oriunda de uma investigação do órgão que vinha se desenvolvendo desde que Trump anunciou o primeiro tarifaço de 50% contra o Brasil, em julho de 2025. As informações são da CNN.
No começo de junho deste ano, o USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs a imposição da alíquota no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana – ferramenta de política comercial que permite aos EUA investigarem e retaliarem outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas.
Leia maisMesmo após uma série de audiências públicas em que a sociedade civil se expressou contra o tarifaço, o USTR determinou que políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, processamento de patentes e pirataria, etanol e desmatamento ilegal geram insegurança jurídica e competição desleal aos players dos EUA.
Segundo nota divulgada à imprensa, o governo brasileiro iniciou a análise de um pedido de enquadramento das medidas norte-americanas na Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em 2025. A legislação permite ao Brasil adotar contramedidas diante de ações unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade internacional brasileira.
A Camex (Câmara de Comércio Exterior) compartilhou o pedido com os integrantes do Comitê-Executivo de Gestão do órgão. Ao mesmo tempo, o Ministério das Relações Exteriores iniciou a notificação formal dos Estados Unidos e solicitará a realização de consultas diplomáticas.
A abertura do processo não significa a aplicação automática de retaliações contra produtos ou empresas norte-americanas. O procedimento segue o rito estabelecido pelo decreto que regulamentou a Lei da Reciprocidade e prevê etapas de análise antes da eventual adoção de contramedidas. Pela regra, o pleito deve apontar as medidas estrangeiras consideradas prejudiciais, os setores brasileiros afetados e uma estimativa do impacto econômico.
Na nota, o governo afirma que as consultas diplomáticas têm como objetivo “mitigar ou anular” os efeitos das medidas norte-americanas e das eventuais contramedidas brasileiras. Segundo o Planalto, o procedimento reforça a intenção de privilegiar o diálogo e a negociação com Washington.
O governo também afirma que, ao longo do último ano, tentou convencer o USTR a encerrar a investigação baseada na Seção 301 e apresentou argumentos para contestar as acusações de práticas comerciais desleais.
“As tarifas norte-americanas são injustificadas e arbitrárias, e o Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis”, diz trecho.
A versão norte-americana é diferente. Ao anunciar a medida, o USTR afirmou que a investigação iniciada em julho de 2025 concluiu que determinadas políticas e práticas brasileiras seriam “não razoáveis” e restringiriam ou onerariam o comércio dos Estados Unidos. O órgão informou ter recebido mais de 360 manifestações escritas e ouvido 77 testemunhas nas audiências de julho antes de decidir pela tarifa adicional de 25%.
A Lei da Reciprocidade Econômica foi sancionada em abril de 2025 e regulamentada três meses depois. O mecanismo permite, em determinadas circunstâncias, a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais que afetem negativamente a competitividade brasileira.
O processo aberto nesta quinta coloca formalmente as tarifas da Seção 301 sob análise desse mecanismo.
Além da tarifa de 25% específica contra determinados produtos brasileiros, os Estados Unidos adotaram em julho outra sobretaxa, de 12,5%, ligada a uma investigação sobre produtos associados a trabalho forçado e aplicada a dezenas de parceiros comerciais.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as duas medidas da Seção 301 atingem, isolada ou conjuntamente, cerca de 23,1% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano, tomando como referência o comércio de 2024. Em 16,5% das exportações, as duas sobretaxas se acumulam, chegando a 37,5%.
O governo afirmou que continuará trabalhando para “reduzir os efeitos das tarifas sobre a economia e a renda dos brasileiros, além de buscar novos mercados e diversificar parceiros comerciais”. A nota também cita a manutenção de medidas de proteção aos setores atingidos por meio do Plano Brasil Soberano, com o objetivo de preservar empregos e a capacidade produtiva nacional.
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 8,18 milhões. Há oito anos, quando concorreu pela última vez, ele afirmou ter R$ 1,73 milhão — cerca de R$ 2,6 milhões em valores corrigidos pela inflação. As informações que constam no registro de candidatura apresentado por Flávio apresentado nesta quinta-feira indicam, assim, um salto de 211% de patrimônio no período, pouco mais de três vezes acima do anterior.
Entre os bens declarados pelo candidato do PL estão fundos de investimentos que somam R$ 1 milhão, uma casa em Brasília no valor de R$ 6,2 milhões e um carro de R$ 133 mil. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisEle ainda detalhou na prestação de contas ter R$ 568,7 mil depositados no banco em conta corrente, R$ 103 mil como saldo em conta-poupança, R$ 10 mil em participação societária em escritório de advocacia, aplicação de renda fixa no valor R$ 8200 e R$ 249 e R$ 46 mil em outras participações societárias.
Em 2018, quando concorreu ao cargo de senador no Rio de Janeiro, Flávio declarou ao Tribunal Superior Eleitoral ter R$ 1,74 milhão em patrimônio. Antes disso, havia sido deputado estadual por quatro mandatos consecutivos na Assembleia Estadual do Rio de Janeiro (Alerj).
A maior parcela estava em aplicações e investimentos, que somavam R$ 558,2 mil. Completava a declaração um Volvo XC 2014, avaliado em R$ 66,5 mil.
Em imóveis, o senador declarou um apartamento residencial na Barra da Tijuca, avaliado em R$ 917 mil, uma sala comercial na Barra da Tijuca, de R$ 150 mil, e 50% de participação de uma franquia da loja de chocolates Kopenhagen, no valor de R$ 50 mil.
Essa loja virou alvo de investigação do Ministério Público por suspeita de ser utilizada para lavagem de dinheiro desviado da Alerj. O processo foi encerrado sem julgamento de mérito devido a anulações de provas e prescrição.
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Vinte e seis leitos do setor de Internamento 4 do Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru, estão fechados desde a última quinta-feira (6) para a realização de uma reforma, segundo denúncia anônima encaminhada ao blog. De acordo com o relato, a redução da capacidade de internação tem provocado espera por vagas e afetado o fluxo de pacientes dentro da unidade.
A denúncia relata pacientes nos corredores à espera de internação e dificuldades para transferir mulheres das áreas de parto normal e recuperação cirúrgica para as enfermarias. “Muitas pacientes ficam de um dia para o outro por não haver vaga nas enfermarias”, afirma a fonte. O relato também aponta a dispensa de profissionais que trabalhavam em regime de prestação de serviços.
A fonte questiona a realização da reforma pouco mais de um ano após a inauguração do Hospital da Mulher do Agreste, em maio de 2025. “Que reforma é essa em um prédio que foi inaugurado há um ano e três meses?”, questiona. Segundo a denúncia, a direção da unidade informou internamente que o fechamento do setor ocorreu para a execução das obras.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento imediato da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL e a exclusão do vínculo com o Partido Missão. A decisão também libera o sistema Candex para que a campanha possa registrar a candidatura de Flávio à Presidência da República.
Nunes Marques atendeu integralmente ao pedido de urgência apresentado pela defesa do senador. O ministro determinou que a filiação ao PL seja restabelecida desde a data original, em 30 de novembro de 2021, preservando a continuidade do vínculo partidário. As informações são da CNN.
Após a desvinculação do Missão, a campanha de Flávio deve registrar sua candidatura à Presidência da República pelo PL e do seu plano de governo ainda nesta quinta-feira. O senador deve fazer a apresentação do seu plano, batizado de “Para o Brasil Vencer o Atraso”, em transmissão ao vivo nas redes sociais também nesta quinta.
Leia maisNa decisão, o presidente do TSE afirma que a filiação partidária é condição de elegibilidade e não pode ser retirada por ato de terceiro sem a manifestação de vontade do filiado.
O ministro considerou que documentos apresentados pela defesa comprovam que Flávio estava regularmente e exclusivamente filiado ao PL e que, poucas horas depois, o sistema passou a indicar o cancelamento desse vínculo e a filiação ao Missão, sem manifestação de vontade do senador.
Nunes Marques destacou ainda que Flávio é pré-candidato à Presidência pelo PL e que o Missão já possui candidato próprio ao mesmo cargo. Para o ministro, essa circunstância torna “inverossímil” que o senador tivesse decidido voluntariamente migrar para a legenda.
A decisão também determina a preservação dos registros de acesso e dos logs do sistema Filia e o envio de ofício à Polícia Federal para a instauração de inquérito destinado a apurar a autoria, as circunstâncias e o contexto da alteração do registro partidário.
O ministro determinou ainda que as providências necessárias para o cumprimento da decisão sejam tomadas com urgência e que a Procuradoria-Geral Eleitoral seja comunicada.
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O Jornal da Record repercutiu, nesta quinta-feira (13), auditoria do DenaSUS que apontou cerca de R$ 905 mil em pagamentos indevidos à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, ligada a Jorge Branco, marido da vice-governadora Priscila Krause. O relatório identificou irregularidades em procedimentos de hemodiálise e oncologia pagos pelo SUS. Assista:
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou, pela primeira vez, um político inelegível por violência política de gênero.
Por unanimidade, os ministros condenaram o vereador de Nova Friburgo (RJ) José Sebastião Rabello, conhecido como Zezinho do Caminhão, por ataques à vereadora Priscila Teixeira Pitta Muniz nas dependências da Câmara Municipal. As informações são do g1.
A violência política contra a mulher passou a ser considerada crime no Brasil com a Lei nº 14.192, de 2021. A legislação estabelece mecanismos para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher durante as eleições e no exercício de direitos políticos e de funções públicas.
Leia maisA decisão foi tomada nesta quinta-feira (13), durante a análise de um recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que havia afastado a configuração do crime.
O TRE-RJ havia entendido que, embora as declarações do vereador fossem censuráveis do ponto de vista ético, não havia provas suficientes de que ele tivesse agido com o objetivo de impedir ou dificultar o exercício do mandato da vereadora por ela ser mulher.
Os ministros do TSE discordaram. Por unanimidade, entenderam que a violência política de gênero ficou configurada e que as condutas analisadas faziam parte de uma tentativa de silenciamento da parlamentar.
O relator do caso, ministro Dias Toffoli, criticou a decisão do TRE-RJ e afirmou que havia evidências suficientes para caracterizar a violência política contra a mulher.
Durante o julgamento, Toffoli citou uma das falas atribuídas ao vereador: “Vai ter que bater na mulher. Segurar os braços”. Segundo o ministro, a declaração não poderia ser tratada apenas como uma manifestação retórica.
“A ameaça de isolamento vai além da retórica”, afirmou Toffoli. Para o ministro, a fala de intimidação foi dirigida a uma vereadora em situação de vulnerabilidade por ser a única mulher naquele ambiente político.
Segundo Toffoli, as manifestações analisadas no processo funcionaram como um mecanismo de controle e silenciamento da parlamentar.
O ministro afirmou que o debate político pode assumir contornos ásperos, mas que expressões depreciativas e desqualificadoras, quando associadas a mecanismos de silenciamento, podem caracterizar violência política contra a mulher.
Ao reconhecer a prática de violência política de gênero, o TSE também afastou a proteção da imunidade parlamentar para as condutas analisadas no processo e aplicou a inelegibilidade ao vereador.
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Por Anthony Santana – Blog da Folha
O candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) anunciou os nomes da ex-deputada estadual Dulci Amorim (PSD) e do cacique Marcelo Pankararu (Avante) como suplentes, em ato, nesta quinta (13), na sede do PSD de Pernambuco, no Recife.
A expectativa era de que o vice-presidente do partido no estado, André Teixeira Filho, fosse anunciado como suplente, mas a governadora Raquel Lyra preferiu mantê-lo na coordenação da campanha.
Leia maisO anúncio foi realizado um dia após um impasse na candidatura de Túlio Gadêlha, que chegou a desistir de disputar uma cadeira no Senado Federal, mas teria sido demovido da ideia pela própria governadora Raquel Lyra (PSD). De acordo com informações de bastidores, Gadêlha teria ficado inseguro por falta de apoio de prefeitos.
Ao anunciar os suplentes, Túlio disse ter orgulho da diversidade da chapa. Ele ainda firmou compromisso de se licenciar e permitir que ambos assumam o mandato.
“Para mim é um motivo de orgulho conseguir unir pessoas tão diversas e o primeiro o compromisso que eu assumo no mandato que exercerei é que ambos serão senadores também. Exercerão o mandato de senador não serão suplentes para figurar. assumirão o mandato e ficarei muito feliz em ver Dulci representando o povo de Pernambuco no Senado Federal representando o povo do Sertão. Ficarei muito feliz em ver o cacique Marcelo Pankararu, primeiro indígena pernambucano senador, Então essa construção coletiva onde a gente vai fazer uma caminhada juntos, de mãos dadas andando Pernambuco todo e falando a importância da gente construir uma inovação pro Senado que ajude o presidente Lula e a governadora Raquel Lyra a governar”, declarou
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Uma auditoria do Ministério da Saúde encontrou irregularidades nas informações apresentadas ao SUS pela Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. O hospital, pertencente a Jorge Branco, marido da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause, recebeu recursos federais por sessões de hemodiálise, cirurgias e tratamentos contra o câncer cuja realização não foi comprovada nos prontuários.
O Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) encontrou 90 sessões de hemodiálise pagas sem documentação suficiente para demonstrar que os procedimentos ocorreram da forma informada pelo hospital. Os auditores localizaram registros ausentes e incompletos nas folhas de frequência dos pacientes, nas prescrições e nas anotações feitas por médicos e enfermeiros. Na oncologia, 33 internações apresentaram cobranças incompatíveis com as cirurgias e os diagnósticos registrados.
Leia maisAs falhas alcançaram outras modalidades de tratamento contra o câncer. Os fiscais identificaram inconsistências em 113 autorizações de procedimentos sequenciais de oncologia, além de ciclos de quimioterapia e hormonioterapia cuja realização carecia de anotações e documentos adequados.
A conta das irregularidades chegou a cerca de R$ 1 milhão. O DenaSUS cobrou a devolução do dinheiro ao Fundo Nacional de Saúde, com correção monetária. A fiscalização foi aberta depois de uma demanda da Assembleia Legislativa de Pernambuco. Os auditores examinaram a aplicação de recursos federais repassados entre janeiro de 2023 e julho de 2025.
Nesse período, o hospital recebeu R$ 55,89 milhões do SUS para prestar serviços de oncologia, hemodiálise, diálise peritoneal e UTI adulta, além de verbas destinadas ao pagamento do Piso Nacional da Enfermagem.
Registros deixam hemodiálises pagas pelo SUS sem comprovação
Para verificar se os atendimentos apresentados ao SUS realmente haviam ocorrido, os auditores compararam as cobranças do hospital com prontuários, folhas de frequência, prescrições e registros feitos por médicos e enfermeiros.
O cruzamento revelou informações desencontradas, documentos incompletos e procedimentos sem comprovação adequada. Em 90 sessões de hemodiálise pagas com dinheiro público, os registros examinados foram insuficientes para confirmar os atendimentos da forma declarada pela unidade.
As falhas atingiam desde as folhas que deveriam registrar a presença dos pacientes até as prescrições e anotações das equipes de saúde. A ausência desse conjunto de informações impediu os fiscais de atestarem que as sessões cobradas ocorreram nos termos apresentados ao SUS.
Cirurgias e tratamentos de câncer sob suspeita
Na oncologia, a situação também chamou a atenção dos fiscais. Das 60 Autorizações de Internação Hospitalar analisadas, 33 apresentaram cobranças consideradas incompatíveis com as técnicas cirúrgicas e com os diagnósticos encontrados nos prontuários.
O DenaSUS localizou ainda inconsistências em 113 autorizações referentes a procedimentos sequenciais. Também foram identificados ciclos de quimioterapia e hormonioterapia cuja documentação era insuficiente para sustentar as informações encaminhadas para pagamento.
Governo de Pernambuco falhou na fiscalização
A auditoria mostrou que o Governo de Pernambuco falhou na fiscalização do uso do dinheiro público destinado à unidade. A Secretaria de Saúde de Pernambuco mantinha seis termos de credenciamento diferentes com o mesmo hospital. Para o DenaSUS, essa divisão atrapalhava o controle dos recursos e impedia que o Estado tivesse uma visão completa dos serviços prestados.
Também faltavam instrumentos básicos de fiscalização. A auditoria constatou a ausência de Plano Operativo Local, Documento Descritivo completo e metas de resolutividade, segurança do paciente e desempenho clínico.
Na prática, o hospital recebia principalmente de acordo com a quantidade de procedimentos declarados. Quanto maior a produção informada, maior poderia ser o pagamento. A Secretaria de Saúde, entretanto, carecia de uma estrutura adequada para conferir os registros, avaliar a qualidade dos atendimentos e verificar a execução dos serviços cobrados.
O Governo de Pernambuco também deixou de estabelecer metas qualitativas e de realizar uma avaliação organizada do desempenho da unidade. Com isso, a fiscalização ficava concentrada nos números apresentados pelo próprio hospital, sem uma medição adequada dos resultados dos tratamentos, da segurança dos pacientes e da qualidade da assistência.
Para os auditores, pagar apenas pela produção declarada é insuficiente. O Estado precisa confirmar que o paciente recebeu o atendimento registrado, que o serviço ocorreu nas condições informadas e que o procedimento cumpriu os padrões exigidos pelo SUS.
Relação com a vice-governadora entra no relatório
O vínculo familiar entre o dono do hospital e a vice-governadora também apareceu no documento. Jorge Branco é marido de Priscila Krause e proprietário da unidade beneficiada pelos repasses.
Segundo o DenaSUS, essa relação, somada à falta de estudos técnicos, metas e mecanismos rigorosos de controle, aumentou os riscos de desrespeito aos princípios da impessoalidade, moralidade e transparência. Os auditores afirmaram que o vínculo jurídico realizado pelo Estado era de uma “contratação direcionada de fato, ainda que não formalmente”.
A investigação ganhou ainda mais peso diante dos seis credenciamentos simultâneos mantidos com a unidade e da fragilidade das ferramentas usadas para acompanhar os serviços e fiscalizar a aplicação das verbas federais.
Cadastro tinha profissionais sem vínculo
A fiscalização também identificou divergências no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. Cinco profissionais apareciam sem vínculo registrado, enquanto 41 cadastros apresentavam inconsistências nas cargas horárias. Outros três trabalhadores estavam sem comprovação de inscrição nos respectivos conselhos de classe. Também havia informações desatualizadas sobre os equipamentos usados na hemodiálise.
Números da UTI não batiam
Na Unidade de Terapia Intensiva, os dados registrados nos sistemas oficiais divergiam da estrutura encontrada durante a inspeção. O hospital aparecia cadastrado com 31 leitos de UTI adulta, sendo 11 destinados ao SUS. No local, porém, os auditores encontraram oito leitos de UTI adulta Tipo II e dez voltados ao atendimento de pacientes com síndrome respiratória aguda grave.
O relatório registrou ainda 12 médicos e oito enfermeiros sem comprovação da especialização exigida. A unidade também deixou de apresentar as escalas de médicos e fisioterapeutas. Na hemodiálise, as salas atendiam apenas parcialmente às exigências de dimensionamento, e havia falhas na formação da equipe. O sistema de tratamento da água, por outro lado, foi considerado adequado. Já no setor de câncer, a quantidade de sessões de quimioterapia ficou abaixo do mínimo exigido para a manutenção da habilitação do serviço.
DenaSUS cobra devolução de cerca de R$ 1 milhão
Ao concluir a fiscalização, o DenaSUS calculou um prejuízo de cerca de R$ 1 milhão e recomendou que o hospital devolva o valor ao Fundo Nacional de Saúde, com atualização monetária. O órgão também cobrou uma mudança na forma como a Secretaria de Saúde de Pernambuco contrata e fiscaliza a unidade. Entre as medidas recomendadas estão a unificação dos seis credenciamentos, a criação de metas de qualidade, a formação de uma comissão de acompanhamento, a implantação do Núcleo Interno de Regulação e a correção dos cadastros.
O DenaSUS reconhece a importância do hospital para o atendimento da população de Garanhuns e dos municípios vizinhos. Essa relevância, porém, mantém intacta a obrigação do Governo de Pernambuco de fiscalizar cada real gasto e exigir a comprovação de todos os procedimentos bancados com dinheiro público.
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O Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS) aponta que o hospital pertencente a Jorge Branco —marido da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (PSD)— recebeu R$ 905 mil por procedimentos que não teriam sido comprovados, incluindo cirurgias oncológicas, hemodiálise e tratamentos de câncer. O órgão cobra a devolução dos valores.
Os dados constam no relatório final de auditoria apresentado ontem e que foi solicitado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, que fiscalizou R$ 55,8 milhões federais repassados pelo Fundo Estadual de Saúde entre janeiro de 2023 e julho de 2025.
A Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns (PE), integraa rede complementar com 55 leitos disponíveis para o SUS. Ele está habilitado para serviços de média e alta complexidade, incluindo tratamento oncológico, de doença renal crônica e UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Leia maisO que foi achado
Segundo os auditores, 113 irregularidades em AIH (Autorizações de Internação Hospitalar) de procedimentos tinham irregularidades por não serem comprovados em prontuários de pacientes, que corresponderam a pagamentos indevidos de R$ 897 mil.
Além desse caso, o documento aponta ainda que R$ 7,9 mil foram repassados para cumprimento do piso nacional da enfermagem para pagar profissionais que já tinham saído da instituição.
Ao fim, o documento sugere a devolução imediata de R$ 905.233,95 ao Fundo de Saúde. “As evidências obtidas demonstram a necessidade de adoção das medidas propostas neste relatório, visando à regularização das inconformidades identificadas, ao fortalecimento da gestão, ao aprimoramento dos controles administrativos, à adequada aplicação dos recursos públicos e ao cumprimento dos requisitos técnicos e legais aplicáveis aos estabelecimentos integrantes da rede do SUS”, diz.
Conflito de competência e gestão
A auditoria cita que a SES (Secretaria Estadual de Saúde) de Pernambuco mantém seis termos de credenciamento com o hospital, o que fragmenta a gestão e dificulta o controle financeiro.
O relatório destaca que o hospital é o único prestador privado de serviços de UTI, oncologia e nefrologia na região do agreste meridional, mas mesmo assim o Estado utilizou o modelo de “credenciamento” para evitar a definição de metas de desempenho qualitativas e quantitativas.
O Denasus afirma que a manutenção desses contratos sem indicadores de resultados, envolvendo familiar de autoridade do alto escalão, eleva o risco de ofensa aos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa.
“Foram constatadas limitações nos mecanismos de monitoramento e avaliação da contratualização, ausência de instâncias formais de acompanhamento, inexistência de Núcleo Interno de Regulação (NIR) formalmente estruturado e inconsistências nos registros do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), comprometendo a confiabilidade das informações e a gestão da capacidade assistencial”, diz o documento.
Outro lado
Ao UOL, a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES) afirmou que vai recorrer à Justiça e que vai solicitar a revisão do resultado do relatório final do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS).
Em nota, a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro contesta a auditoria. “Os valores apontados no relatório final representam aproximadamente 1% do total de recursos auditados no período, incidindo, em sua maior parte, sobre divergências de entendimento quanto à codificação administrativa aplicável a cirurgias oncológicas efetivamente realizadas”, afirma.
“A Casa de Saúde informa que irá questionar, pelas vias cabíveis, os valores apontados no relatório final, com base na documentação médica, que fundamentam a adequação dos procedimentos realizados, reafirmando seu compromisso permanente com o SUS e com a população que atende há mais de cinco décadas”, finaliza.
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Por Clara Nascimento – Blog da Folha
O deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) voltou a reafirmar sua pré-candidatura ao Senado após a possibilidade de desistência movimentar os bastidores políticos do estado. Um dia após as movimentações, o parlamentar publicou um vídeo com uma mobilização de prefeitos aliados, que passaram a publicar manifestações de apoio nas redes sociais.
Entre os prefeitos que se manifestaram estão Joselito Gomes (PSD), de Gravatá; Paulo Galvão (PSD), de Itamaracá; Dra. Cátia (PP), de Jataúba; Jeyson Falcão (PSD), de Primavera; e Xicão Tavares (PSD), de Verdejante.
Leia maisNesta quarta-feira (12), o parlamentar teria informado a aliados que deixaria a disputa, mas, após reuniões no Palácio do Campo das Princesas e articulações da governadora Raquel Lyra (PSD), decidiu permanecer na corrida pela Casa Alta.
A mobilização ocorreu após um período de insatisfação de Túlio com os rumos de sua candidatura. Segundo informações, o deputado vinha reclamando nos bastidores que sua pré-candidatura ao Senado não estava sendo impulsionada.
Em publicação nas redes sociais, Túlio afirmou ter recebido a confiança de 134.391 pernambucanos na última eleição e declarou contar com o apoio de mais de 100 prefeitos e prefeitas. O parlamentar também atribuiu sua candidatura à escolha da governadora.
O movimento ocorre em meio às articulações para a formação da chapa governista para o Senado e reforça a permanência de Túlio Gadêlha na disputa, após os rumores de desistência que movimentaram o grupo político de Raquel Lyra nos últimos dias.
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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, fez uma defesa nesta quinta-feira (13) da investigação por uma suposta perseguição contra o colega Flávio Dino e cobrou um julgamento colegiado do caso, que está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
O discurso do chefe da Corte foi uma reação às críticas à operação da Polícia Federal autorizada pelo Supremo contra o informante de um jornalista que fez reportagens sobre Dino. As informações são da CNN.
A decisão foi tomada dentro do inquérito das fake news, que está aberto há mais de sete anos. Uma ala da corte é crítica de decisões sigilosas e que não são submetidas ao colegiado, como na situação que envolve Dino, e pressiona pelo fim do inquérito conduzido por Moraes.
Leia maisNo fim de março deste ano, Fachin disse que negociava com o relator o encerramento do caso e que a apuração foi necessária, mas que era preciso ter cuidado para o “remédio não virar veneno”.
O discurso de Fachin foi no começo da sessão desta quinta-feira (13). O presidente disse que “reconhece que ameaças à segurança física dos ministros e familiares devem ser apuradas com rigor”, mas disse que não seria correto Moraes conduzir o processo sem submeter as decisões ao conjunto da Corte.
“A Presidência tem a convicção de que a força do tribunal reside em sua colegialidade, a melhor expressão de solidariedade a seus membros, seja confirmando decisões monocráticas, seja deliberando sobre o destino e a duração de investigações. A Presidência adotará as providências regimentais cabíveis para que essas deliberações ocorram com a brevidade que a matéria exige”, disse.
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