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Por Betânia Santana – Blog da Folha
Catorze dias depois de a governadora Raquel Lyra (PSD) retirar da gestão três nomes indicados pelo Partido Progressistas (PP), o deputado federal Lula da Fonte PP), filho do também deputado federal Eduardo da Fonte, que preside a legenda no estado, garantiu apoio à reeleição da chefe do Executivo estadual.
Durante evento no início da noite desta segunda-feira (30), no município de Moreno, Região Metropolitana do Recife, Lula da Fonte alegou que as notícias recentes publicadas sobre a sigla são falsas e consequência das atitudes da oposição que, segundo ele, está desesperada com as eleições de outubro. A oposição tem como pré-candidato ao governo o prefeito do Recife, João Campos (PSB)
Leia mais“É impossível a gente não falar das notícias que vincularam nos últimos dias a respeito do nosso Partido Progressistas, e falar de forma muito categórica, olhando no olho da senhora. Falar o que eu sempre disse ao longo desses três anos e quatro meses do seu governo, de que o Partido Progressistas estará caminhando ao lado da governadora”, cravou durante a inauguração do Centro de Referência da Mulher em Moreno, um investimento do governo do estado.
O deputado não poupou elogios à administração Raquel Lyra e, ao lado do prefeito Edmilson Cupertino (PP), que é do mesmo partido do parlamentar, assegurou buscar votos por todos os lugares do estado e propagar as ações desenvolvidas pela governadora.
“Todas as notícias falsas que vincularam nos últimos dias é porque na verdade o outro lado está desesperado da lapada que eles vão levar da senhora em outubro. De forma muito séria, olhando no olho da senhora, a gente vai percorrer o estado de Pernambuco nos quatro cantos: aqui na Região Metropolitana, na Zona da Mata Sul, na Zona da Mata Norte, no Agreste, no Sertão, mostrando porque o trabalho que a senhora vem fazer tem que continuar em prol do nosso estado”, sustentou.
A declaração do deputado chega depois de a Federação União Progressista – uma junção do Progressistas e do União Brasil – ter sido homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 26. O União Brasil, presidido em Pernambuco pelo ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, também garantiu apoio à reeleição da gestora, antes mesmo de a federação ser oficializada. Nas articulações, o União Brasil acabou ficando com cargos antes ocupados por indicação do PP: as presidências do Lafepe e do Porto do Recife. Ganhou também o comando da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
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A promessa de anistia feita pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), no discurso de lançamento de sua candidatura ao Planalto, incomodou a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que passou a ver no movimento um potencial impacto sobre sua base eleitoral.
A avaliação de aliados é que, ao incorporar uma pauta central do bolsonarismo logo na largada, Caiado sinaliza que pretende dialogar diretamente com o eleitor do ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo buscando se apresentar como alternativa mais ampla dentro da direita. As informações são do jornal O GLOBO.
Interlocutores do PL afirmam que a defesa da anistia foi um gesto calculado para falar com esse segmento, em um momento em que Flávio tenta calibrar sua pré-campanha para além do núcleo ideológico. A leitura é que o movimento “puxa o debate” para um terreno com maior potencial de mobilização.
Leia maisO diagnóstico dentro do partido é que o impacto inicial da entrada de Caiado tende a se concentrar menos sobre o eleitor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mais dentro do próprio campo conservador. Dirigentes avaliam que, ao combinar discurso de enfrentamento ao governo com acenos a pautas caras a esse eleitorado, o governador passa a mirar a pré-candidatura de Flávio.
Ao mesmo tempo, interlocutores avaliam que o movimento não altera de forma estrutural o cenário da disputa, mas pode produzir algum efeito no primeiro turno. A leitura predominante é que Caiado não deve desorganizar o campo, mas pode retirar alguns pontos de Flávio ao atrair uma parcela desse eleitorado.
Apesar do incômodo, aliados defendem que a estratégia do senador deve ser mantida, evitando entrar em uma disputa direta de narrativa neste momento e priorizando a construção de uma agenda econômica e de alianças.
Apesar dos acenos ao eleitorado mais alinhado ao bolsonarismo, uma ala da campanha avalia que Ronaldo Caiado deve assumir o confronto mais direto com o governo ao longo da pré-campanha, com um discurso mais agressivo e centrado em críticas Lula. Nesse desenho, o governador tende a ocupar a linha de ataque dentro do campo da direita.
A partir dessa leitura, interlocutores afirmam que Caiado pode acabar atuando como uma espécie de linha acessória na disputa. Ao concentrar o embate mais ideológico, abriria espaço para que o senador Flávio Bolsonaro mantenha uma estratégia mais calibrada, sem antecipar confrontos mais duros.
— Eu preferia que ele estivesse com o Flávio, mas o Caiado é de direita, sabe se posicionar. Vai doer no Lula — afirmou a deputada Bia Kicis (PL-DF).
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), defende convergência antecipada:
— Ninguém precisa bater em Lula. Lula é um produto vencido. Caiado deveria apoiar Flávio no primeiro turno.
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O deputado Luciano Bivar, ex-presidente do União Brasil, se filia nesta terça-feira (31) ao MDB, em ato marcado para as 16h, em Brasília, no gabinete da liderança do partido na Câmara dos Deputados. A cerimônia contará com a presença do presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, do líder na Câmara, Isnaldo Bulhões, do ministro Jader Barbalho e do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia. Bivar deve assumir a condição de primeiro suplente na chapa do senador Humberto Costa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira (31), a lei que amplia e regulamenta a licença-paternidade no Brasil, com previsão de aumento gradual do benefício até 20 dias. A medida foi construída a partir de proposta relatada pelo deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) e encerra uma lacuna legislativa existente desde a Constituição de 1988.
A nova legislação estabelece a ampliação progressiva da licença, que passará dos atuais cinco dias para dez dias em 2027, quinze dias em 2028 e vinte dias em 2029. O texto também prevê a criação do salário-paternidade pelo INSS, a extensão do benefício a pais adotantes, a possibilidade de prorrogação em casos de internação da mãe ou do bebê e estabilidade no emprego por 30 dias após o retorno ao trabalho.
Segundo Pedro Campos, a aprovação representa a regulamentação de um direito previsto há décadas. “Essa é uma conquista histórica. Destravamos uma pauta que estava paralisada há 37 anos no Congresso Nacional”, afirmou. Ele também destacou que a medida busca ampliar a participação dos pais no cuidado com os filhos. “O Brasil reconhece que o cuidado deve ser compartilhado. É um avanço para as famílias e para o país”, declarou.
A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), recebeu apoio de prefeitos e vice-prefeitos de Agrestina, Altinho e Cupira durante agendas no Agreste de Pernambuco. Declararam adesão à candidatura Josué Mendes e Carmem Alves, de Agrestina; Marivaldo Pena e Adailson Barbosa, de Altinho; e Eduardo Lira, de Cupira, além de seus respectivos grupos políticos.
Os gestores também anunciaram alinhamento ao palanque encabeçado pelo prefeito do Recife, João Campos, pré-candidato ao Governo de Pernambuco. As três cidades somam cerca de 69 mil habitantes, com mais de 57 mil eleitores, ampliando a base política da pré-candidata na região.
Ao comentar os apoios, Marília Arraes destacou a articulação com lideranças do interior. “É na união que a gente encontra força, é no trabalho conjunto que as coisas acontecem de verdade”, afirmou. Prefeitos da região também se manifestaram sobre a decisão. “Pernambuco precisa de uma representante como Marília no Senado”, disse Josué Mendes, enquanto Marivaldo Pena declarou que “Altinho não poderia seguir outra decisão que não essa”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (30) que o secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC), Leonardo Barchini, assumirá a pasta nos próximos dias, no lugar de Camilo Santana.
Segundo o petista, Camilo Santana deixará o cargo para participar da campanha eleitoral deste ano. Lula disse não saber se Camilo vai concorrer a algum mandato nas eleições de outubro. Ex-governador do Ceará, Camilo foi eleito em 2022 para o Senado, mas se afastou para ser ministro da Educação. As informações são do g1.
O presidente fez o anúncio do novo ministro durante um evento, em Brasília, sobre obras na área de educação. Ele apresentou Barchini à plateia.
Leia mais“Leonardo é da minha confiança, do Camilo Santana e da equipe. Tenho o prazer de chamá-lo de novo ministro da Educação”, disse Lula, dirigindo-se ao secretário-executivo do MEC.
Ao falar sobre a troca no Ministério da Educação, Lula disse que teve muita sorte com sua equipe de ministros. Que Fernando Haddad (PT) foi o melhor chefe do MEC até a gestão Camilo Santana.
O petista também disse que mais trocas na Esplanada devem acontecer nesta semana, a última do prazo para desincompatibilização – ou seja, do período em que pessoas que pretendem disputar as eleições de outubro deste ano precisam deixar os cargos públicos que ocupam.
“O Rui Costa já está com cara de sainte”, brincou Lula em referência ao ministro-chefe da Casa Civil, que vai tentar uma vaga de senador pela Bahia em outubro.
Quem é o novo ministro?
Graduado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Barchini, segundo currículo disponível no site do MEC, tem mestrado em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB) e cursou doutorado em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas (FGV).
No MEC, já ocupou os cargos de diretor de Programas, chefe de gabinete e chefe da Assessoria Internacional da pasta.
Ainda conforme o currículo divulgado pelo MEC, foi chefe de gabinete da Prefeitura de São Paulo e secretário municipal de Relações Internacionais e Federativas, na gestão Fernando Haddad (PT).
Também ocupou cargos na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e é pesquisador associado da FGV.
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O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou, nesta segunda-feira (30), que o STF (Supremo Tribunal Federal) atua dentro das competências previstas pela Constituição e, segundo ele, o aumento da judicialização no país fez com que mais temas políticos passassem a ser decididos pela Corte.
“A função do Supremo Tribunal Federal é guardar a Constituição. Por isso, todas as questões acabam indo parar no Supremo”, afirmou Temer durante evento com empresários em Minas Gerais. As informações são da CNN.
Leia maisSegundo o ex-presidente, o crescimento do protagonismo do STF está ligado não apenas à ampliação prática de suas atribuições, mas também ao comportamento de políticos, que recorrem com frequência ao Judiciário quando há impasses legislativos ou derrotas no Congresso.
“Aumentou, sensivelmente, o núcleo de competências do Supremo Tribunal Federal. O segundo ponto é que, na verdade, quem mais provoca o Supremo é a classe política. E a gente sabe disso. Alguém perde lá um projeto de lei vai bater nas portas do Supremo e o Supremo tem que decidir, não pode se omitir.”
Em entrevista anterior à CNN Brasil, Temer já havia afirmado que a jurisdição do Supremo é “inerte”, ou seja, depende de provocação para agir.
O ex-mandatário também reforçou que o debate institucional, na avaliação dele, deve se concentrar no conteúdo das decisões e não nas atribuições constitucionais da Corte.
“Você não pode discutir as competências do Supremo, você pode discutir o mérito”, finalizou.
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O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, apresentou nesta segunda-feira (30) o Plano de Contingência 2026 (Plancon), documento elaborado pela Secretaria de Proteção e Defesa Civil que define diretrizes, responsabilidades e protocolos para atuação em situações de desastres naturais ou tecnológicos. Durante a solenidade, também foram anunciados 28 novos integrantes dos Núcleos de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs), que atuam em áreas de risco no município.
Segundo a gestão municipal, o plano tem como foco a prevenção e a preparação das equipes para resposta a eventos como inundações e deslizamentos. “Nossa cidade tem um histórico de áreas de risco, mas em 2025 realizamos um excelente trabalho junto à Secretaria de Proteção e Defesa Civil, sem nenhuma ocorrência grave, e estamos confiantes em repetir esse sucesso”, afirmou o prefeito. O documento inclui mapeamento das áreas críticas e orienta a atuação integrada dos setores envolvidos.
De acordo com o secretário de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Fonsêca, os voluntários dos NUPDECs têm papel estratégico no monitoramento e nos alertas em comunidades vulneráveis. “Esse não é o primeiro plano de contingência do município, mas certamente é o mais elaborado e detalhado”, destacou. A apresentação contou com a participação de autoridades municipais, vereadores e representantes da comunidade.
O deputado estadual Waldemar Borges voltou a integrar os quadros do Partido Socialista Brasileiro (PSB). A mudança ocorre no contexto da janela partidária e reforça o apoio à candidatura de João Campos ao Governo do Estado.
Com trajetória histórica ligada ao campo socialista em Pernambuco, Waldemar reassume espaço em uma legenda com a qual já construiu parte importante de sua atuação parlamentar.
Por Betânia Santana e Yuri Costa – Blog da Folha
O prefeito do Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), minimizou, nesta segunda-feira (30), a ausência de três deputados estaduais do PT no ato que oficializou apoio à sua pré-candidatura ao Executivo estadual, no último sábado (28).
Na ocasião, Doriel Barros, João Paulo e Rosa Amorim não compareceram ao evento. A única deputada petista presente foi Dani Portela, recém-filiada ao partido.
“Não significa nada negativo. Pelo que me consta, a gente 86% do Diretório Estadual do PT votou de forma favorável. Os partidos firmaram uma aliança. Essa aliança foi aprovada no âmbito da instância que decide, que é o diretório do partido. Há um processo natural de não só trazer quem votou no diretório, mas também os filiados”, afirmou.
Leia maisAusentes no ato, os três deputados petistas, que são afinados com a governadora Raquel Lyra (PSD), tiveram agendas no interior do estado e no Recife, e não se manifestaram sobre o apoio oficial do partido.
Na sexta-feira (27), Doriel estava em Águas Belas, no Agreste, para reforçar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo federal. O deputado assegura ter conseguido articular mais de R$ 400 mil para ajudar trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar.
No sábado, visitou o assentamento Cristo Rei, ainda em Águas Belas. A chuva forte que caiu no local, no início deste mês, destruiu as cabeceiras da passagem molhada, inviabilizando a mobilidade dos moradores.
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Eis a pergunta que não quer calar com a confirmação de que o PSD, partido da governadora Raquel Lyra, já tem um candidato à Presidência da República: Ronaldo Caiado. Com isso, conforme vinha registrando o Blog, caem por terra, definitivamente, os argumentos dos três parlamentares petistas dando conta de que apoiar o palanque da governadora era necessário para assegurar mais oportunidades à candidatura do presidente Lula em Pernambuco.
O anúncio de Caiado como candidato a presidente, pelo PSD de Raquel, impõe um conflito de interesses políticos ainda mais contraditório com o perfil da deputada Rosa Amorim, líder e representante fiel do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). É que Ronaldo Caiado, além do perfil de centro-direita, tradicionalmente, é um dos mais legítimos representantes do agronegócio nacional.
Leia maisÉ um dos fundadores da União Democrática Ruralista (UDR), associação brasileira de grandes proprietários rurais, fundada em 1985, com o propósito de combater a reforma agrária.
Em política, coerência não pode ser letra morta.
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