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Mensagens de Daniel Vorcaro reveladas em relatório da Polícia Federal levantaram entre advogados a possibilidade de crimes como obstrução à Justiça e tráfico de influência. O caso já entrou na disputa política: a oposição levou à PGR e ao STF questionamentos sobre possíveis irregularidades.
Advogados ouvidos pelo blog da Júlia Duailibi apontam duas mensagens mais críticas. A primeira, enviada no dia 15 de novembro de 2025, pergunta Vorcaro a Moraes sobre deixar o país a dois dias de operação: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.
Em outra mensagem, Daniel Vorcaro pede ajuda ao ministro Alexandre de Moraes, segundo a PF, mencionando uma possível atuação junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Um dos principais obstáculos para avançar na investigação é que o relatório mostra as mensagens enviadas por Vorcaro, mas não deixa claro quais foram as respostas recebidas.
Moraes não é alvo da investigação, segundo as informações disponíveis. Também não está claro se o telefone usado pelo ministro nas conversas ainda existe ou se o conteúdo poderá ser recuperado.
Outro ponto que pode passar por perícia é a forma como as conversas eram registradas. Segundo aliados de Moraes, Vorcaro fazia prints das mensagens, salvava as imagens no bloco de notas do celular e depois as enviava pelo WhatsApp em mensagens de visualização única.
A PF pode analisar os registros deixados no aparelho para tentar relacionar arquivos, datas e conversas apagadas. Essa etapa, porém, depende de uma análise técnica e pode não ser suficiente, por si só, para comprovar eventual crime.
Por enquanto, as mensagens levantam hipóteses que ainda precisam ser investigadas e comprovadas.
Avanço de Cury sinaliza despertar da terceira via, diz cientista de dados
Com 11% das intenções de voto em duas pesquisas presidenciais divulgadas nos últimos dias, Augusto Cury (Avante) começa a abrir espaço para uma terceira via na disputa pelo Palácio do Planalto. Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, o estrategista e cientista de dados Alek Maracajá apontou o desempenho do escritor no ambiente digital como um dos fatores por trás desse avanço. “Acredito muito que a gente está indo para o despertar da terceira via. Cury é a grande surpresa”, afirmou.
Para Maracajá, o desempenho do candidato ainda precisará ser observado nas próximas semanas para saber se ganhará consistência, mas já provocou uma mudança no cenário da disputa. “Ele furou a bolha e chegou em várias pessoas. Agora a decisão está nas pessoas. Ele vai aparecer mais ainda e vai despertar o interesse de muita gente, então acredito que ele vai crescer ainda mais”, projetou.
Leia maisO estrategista atribui a ascensão de Cury à combinação entre exposição em veículos de grande alcance e uma operação digital baseada na circulação de cortes e na participação de microinfluenciadores de diferentes segmentos. Segundo dados levantados por Maracajá, o escritor passou de 8,3 milhões para 10,8 milhões de seguidores após ampliar sua participação em debates e sabatinas. “O grande segredo hoje do mundo digital é atenção, e ele conseguiu puxar a atenção para ele”, resumiu.
A passagem pelo Jornal Nacional, na avaliação do especialista, exemplifica essa dinâmica. A exposição na televisão aberta deu alcance nacional ao candidato, mas foi a reprodução de trechos da entrevista nas redes que ampliou o efeito da aparição. “Apenas a audiência do JN não significa tudo. Ele pegou cortes e colocou na internet, e chegou a um crescimento exponencial de mais de 2,4 milhões de novos seguidores”, observou. Maracajá também identifica semelhanças entre a estratégia de Cury e a de Renan Santos (Missão), embora veja diferenças no posicionamento dos dois candidatos.
Esse processo, segundo ele, é parte de uma transformação mais ampla da comunicação eleitoral. Se no início dos anos 2000 as campanhas eram estruturadas principalmente para o horário eleitoral e as ruas, hoje até o conteúdo produzido para rádio e televisão já nasce pensando em sua circulação nas plataformas digitais. “O guia hoje é pensado mais para a internet, para os cortes, do que para o próprio guia”, destacou.
Maracajá considera que o comportamento nas redes também precisa ser levado em conta na interpretação das pesquisas. Enquanto os levantamentos tradicionais medem a intenção declarada de voto, o ambiente digital permite observar buscas, compartilhamentos, engajamento e a força com que determinadas narrativas se espalham. “Hoje acredito que o que pode interferir em uma pesquisa de campo é o movimento digital. Todos estão conectados. Então uma narrativa digital pode interferir, sim, na pesquisa de campo”, explicou.
Nesse novo ambiente eleitoral, a inteligência artificial aparece como o maior desafio de 2026, na avaliação do cientista de dados. Maracajá alerta para a facilidade com que ferramentas de IA permitem produzir, manipular e distribuir conteúdos em larga escala e questiona a capacidade da Justiça Eleitoral de fiscalizar esse universo. “Hoje a Justiça Eleitoral não tem braço nem perna para poder fiscalizar e combater isso”, advertiu. Para ele, o país avançou rapidamente em conectividade, mas ainda não desenvolveu, na mesma proporção, a capacidade de identificar desinformação e distinguir conteúdos verdadeiros de materiais falsos ou manipulados.
Renan liberado – O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli liberou a campanha digital de Renan Santos, do Missão, à Presidência da República. A decisão foi tomada ontem, após ter restringido a campanha digital do candidato neste final de semana. O ministro liberou a realização de propaganda eleitoral e também o direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou quaisquer outros meios de comunicação e de receber repasses do Fundo Eleitoral. Na decisão, o ministro determinou ainda que as plataformas de redes sociais restabeleçam o funcionamento dos perfis do candidato. A decisão vale também para o candidato a vice-presidente Aroldo Medina.

Mesmo com visualização única – Parte das mensagens de Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram enviadas no modo de visualização única, mas puderam ser recuperadas por conta de outros rastros, informou a Polícia Federal. Em relatório que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, do STF, a PF afirmou que Vorcaro enviou cinco mensagens de visualização única a Moraes em 17 de novembro de 2025, um dia antes de ser preso e ter seu celular apreendido na Operação Compliance Zero. Segundo o documento, essas mensagens foram recuperadas por meio de programas usados pela PF. Mas Vorcaro tinha muitas outras interações pelo aplicativo sem visualização única que também puderam ser analisadas.
A promiscuidade entre os poderosos e o poder – As mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantam suspeitas sobre os limites da relação entre um integrante da Corte e um empresário investigado e justificam uma apuração aprofundada dos fatos, avaliaram juristas ouvidos pelo portal Estadão. Para Miguel Reale Jr., ex-ministro da Justiça, os diálogos revelam uma “promiscuidade entre poderosos e o poder” e podem envolver advocacia administrativa. Para o jurista, a relação exposta pelas mensagens mostra uma proximidade que ultrapassaria uma interlocução episódica entre o banqueiro e o magistrado. “O ministro atua de uma forma muito próxima, dando conselhos, fiscalizando ou revendo, fazendo uma revisão de contrato. Ou seja, tudo isto leva a uma descredibilidade da instituição junto à população”, afirma.
Briga feia – Ao saber que o ministro André Mendonça havia pedido o aprofundamento de investigações que acabaram por descortinar suas conversas com Daniel Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes quase chegou às vias de fato com o colega do Supremo. Moraes pediu, na segunda, uma conversa com Mendonça, que o recebeu em seu gabinete. O encontro desandou. O portal Metrópoles apurou que o clima esquentou, o tom ficou ríspido de parte a parte e, por pouco, a discussão não descambou para agressões físicas. Mendonça quis saber como Moraes tomou conhecimento dessa investigação, que é sigilosa e está sob sua relatoria. “Eu tenho minhas fontes. Fui ministro da Justiça”, respondeu Moraes. Moraes acusou o colega de direcionar as investigações para ele. Para investigar um ministro do Supremo, é preciso ter a concordância de todos os ministros da Corte.

Alcolumbre resiste a impeachment de Moraes – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou, ontem, a aliados que não pretende dar andamento, por enquanto, a pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, segundo matéria do jornal O Globo. A posição foi mantida mesmo após a oposição ampliar a pressão sobre o ministro com a divulgação de conversas entre ele e Daniel Vorcaro durante a crise do Banco Master. No plenário, Flávio Bolsonaro (PL) cobrou diretamente uma reação de Alcolumbre, enquanto o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), anunciou que apresentará um novo pedido de impeachment contra Moraes e uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República. Marinho também afirmou que pedirá ao Governo Federal a demissão do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O nome de Andrei aparece em uma mensagem na qual Vorcaro pediu a Moraes que intercedesse junto a “Andrei e Paulo”, em referência também ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
CURTAS
QUEM VIU? – O candidato da Frente Popular de Pernambuco, João Campos (PSB), questionou a existência dos cartazes apócrifos contra a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Durante a sabatina da Rádio Folha FM 96,7, o postulante afirmou: “Pedi que a nossa equipe jurídica procurasse. Eles não encontraram nenhum panfleto desse que foi postado. Encontraram um panfleto que fazia ataque à honra; do que foi postado, nenhum”, enfatizou.
FLÁVIO E MICHELLE – O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) publicou uma mensagem de solidariedade à governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), após ataques direcionados a ela e à sua família durante o período eleitoral. A candidata ao Senado Michele Bolsonaro (PL) também manifestou solidariedade à governadora, ao republicar um reel da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), em apoio à pernambucana.
DEBATE – O portal G1/PE realizará, hoje, às 14h, um debate com candidatos ao Senado por Pernambuco. O encontro será mediado pelo jornalista Márcio Bonfim. Foram convidados os candidatos de partidos e federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional. Em Pernambuco, são os seguintes: Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD).
Perguntar não ofende: O que mais vai sair do celular de Vorcaro?
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou que não é normal haver 109 pedidos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) encaminhados ao Senado.
A declaração ocorreu quando ele deixava o Congresso Nacional na noite de terça-feira (01), dia em que um relatório da PF (Polícia Federal) revelou conversas de Daniel Vorcaro com uma pessoa que o ex-banqueiro tinha o contato salvo no celular como Alexandre de Moraes. As informações são da CNN.
Leia mais“A minha percepção é que tem 109 pedidos e isso não é normal, 109 solicitações no Congresso [a respeito] dos dez ministros do Supremo de pedido de impeachment”.
Alcolumbre não comentou a situação de Alexandre de Moraes. “Eu não achei nada, não devo achar nada.”
Somente na terça-feira, surgiram dois novos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou que também vai pedir o afastamento do ministro que é alvo dos bolsonaristas por causa da sua atuação na última corrida presidencial e no julgamento de Jair Bolsonaro.
Parlamentares da oposição aproveitaram as revelações do relatório da PF para atacar Moraes. Mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicam que ele teria perguntado se estava na hora de fugir do país para não ser preso. Os peritos ainda encontraram indícios de que o ministro do STF teve acesso ao contrato de R$ 131 milhões firmado entre o ex-banqueiro e sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Durante coletiva realizada na Câmara na terça, parlamentares de oposição apresentaram uma queixa-crime contra o ministro na Procuradoria-Geral da República. Também foi solicitado que o Supremo autorize investigação contra Moraes.
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O deputado federal Felipe Carreras e o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Helinho Aragão, reuniram-se, nesta terça-feira (1º), em Brasília, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. O encontro tratou de medidas relacionadas ao comércio exterior e à tributação que podem afetar o Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco.
Entre os temas discutidos estiveram a medida provisória relacionada à chamada “taxa das blusinhas”, a aplicação de medidas antidumping e a possibilidade de aumento da alíquota de importação de produtos de poliéster, utilizados como insumo pela indústria de confecções da região. Segundo Carreras, eventuais mudanças devem considerar os efeitos sobre produtores, comerciantes e trabalhadores do setor.
“O Polo de Confecções gera emprego, renda e oportunidade para milhares de famílias. Santa Cruz do Capibaribe e todo o Agreste precisam ser ouvidos antes de qualquer decisão que possa afetar diretamente esse setor”, afirmou Felipe Carreras. De acordo com o parlamentar, caso sejam identificados possíveis prejuízos para a cadeia produtiva, também deverão ser discutidas medidas compensatórias.
Foi com sigilo máximo que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)André Mendonça tratou do pedido que fez na semana passada para que a Polícia Federal identificasse interlocutores de algumas mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. A conversa citava conteúdos graves, como pedido de blindagem por meio do chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O retorno veio em 72 horas, prazo dado pelo ministro para que a PF identificasse os interlocutores das mensagens enviadas pelo banqueiro. Seu colega no STF, Alexandre de Moraes, era o receptor das mensagens que Vorcaro trocava sobre a Operação Compliance Zero, que viria a prendê-lo no fim de 2025. Mendonça não deu nem mesmo à PGR ciência do relatório policial que mostrava as conversas entre o banqueiro e Moraes. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNo fim de semana, o ministro, que é o relator das investigações do Banco Master, procurou o presidente do STF, Edson Fachin, e relatou o conteúdo bombástico das mensagens. Como informou a colunista Malu Gaspar, o presidente da Corte não escondeu o temor pelo desgaste que o Supremo pode amargar com a crise em plena campanha eleitoral. Mendonça também se reuniu com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, que, assim como ele, foi indicado ao tribunal por Jair Bolsonaro. Além de tratar de temas eleitorais, Mendonça falou sobre o conteúdo das mensagens e disse que o material seria remetido à PGR.
Na segunda-feira (31), ministros relataram que o clima de que uma “bomba estava prestes a estourar” pairava no tribunal. Veio a explosão. Alexandre de Moraes teve conhecimento do relatório policial em que aparece sua troca de mensagens com Vorcaro. Irritado, buscou Mendonça e o bate-boca começou. Acusou Mendonça de investigar colegas da Corte. O relator do caso Master rebateu, dizendo que fez o pedido sem saber quem era o interlocutor e questionou como Moraes teve acesso ao documento, que ainda era sigiloso.
Segundo aliados de Moraes, foi só depois do “calor” que houve entre ele e Mendonça que o ministro decidiu encaminhar o documento para a PGR se manifestar. Já interlocutores de Mendonça relataram que o ministro já iria encaminhar o relatório, que também cita o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao órgão que ele chefia.
O documento foi encaminhado à PGR e, na terça-feira (1º), as mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro se tornaram públicas, por ordem do ministro. A essa altura, os ministros do STF já estavam em polvorosa. A ala ligada a Moraes saiu em defesa do magistrado, em reservado. O principal argumento a favor dele é questionar a legalidade das ações feitas por Mendonça. Para esses ministros, o relator do caso Master teria ferido o rito do tribunal ao investigar um colega da corte sem a autorização do presidente do STF ou do plenário.
Integrantes do gabinete de Mendonça argumentam que ele não investigou colegas e que dirigiu o pedido à PF para saber quem eram os destinatários das mensagens com Vorcaro, sem saber que Alexandre de Moraes seria citado.
O caso também fez entornar de vez o caldo com a Polícia Federal. A decisão de Mendonça causou revolta e indignação no diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A interlocutores, o delegado acusa Mendonça de atuar de maneira ilegal, cometendo abuso de autoridade e desvio de finalidade. A crítica central é que Mendonça assumiu a função de investigador, o que não compete ao juiz. A mesma crítica passou a ser entoada por aliados de Gonet e ministros do STF ligados a Moraes.
O caso agora será decidido no plenário do STF, a pedido do relator e deixará claro se Mendonça ou Moraes ganhará a queda de braço. Seja qual for o desfecho, o fato é que o STF hoje vive uma crise sem precedentes.
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A bola está com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luis Edson Fachin. Ele não pode demorar a se manifestar sobre a máxima gravidade das revelações feitas nesta terça-feira a respeito da relação absolutamente inadmissível do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, primeiro por meio de uma série de reportagens do jornal O Estado de S.Paulo e depois tornadas públicas quando o ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero, levantou o sigilo de um relatório de 218 páginas da Polícia Federal sobre o caso.
Diante dos achados da PF, Mendonça se dirigiu a Fachin cobrando dele a convocação de uma sessão aberta e pública do pleno, independentemente da manifestação da Procuradoria-Geral da República, para analisar, “de modo técnico e eminentemente jurídico” as novas revelações trazidas pela PF. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisCom essa manifestação dirigida diretamente a Fachin, Mendonça torna explícita uma realidade: as citações ao procurador-geral Paulo Gonet no material da PF também tornam sua situação delicada e o deixam sujeito a uma investigação nos mesmos termos que Moraes.
Não é de hoje que o STF vem empurrando com a barriga e evitando mexer na ferida aberta na corte com o caso Master. Em relação a outro ministro, Dias Toffoli, o que a corte fez foi instá-lo a se afastar da relatoria do caso e, a partir daí, passar a se julgar impedido de julgar o caso. E só. Até aqui, as relações de sua família com empresas e fundos ligados ao Master não foram objeto de inquérito próprio pela PF.
Não é o mesmo procedimento que o STF tem usado para investigações similares, quando elas não atingem os seus. Sobretudo não é a maneira como Alexandre de Moraes procede nos muitos casos nos quais é relator.
Não é suficiente nem aceitável, agora, discutir se André Mendonça avançou o sinal em relação ao que dizem o Regimento Interno do STF e a Lei Orgânica da Magistratura. Diante dos fatos trazidos ao conhecimento do país, o STF tem de abrir as cortinas e cortar na própria carne.
Numa só tacada, veio à tona que Moraes editou o contrato do escritório de sua mulher, Viviane Barci, com o Master, que foi consultado por Vorcaro sobre a conveniência e o momento de deixar o país para não ser preso, que recebeu dele vários pedidos para influenciar em decisões da PF e da PGR e que seus filhos receberam cartões de crédito e transporte em aeronaves franqueados pelo Master. É uma bomba atômica em termos de gravidade criminal e institucional.
Fachin não tem como hesitar. Moraes é vice-presidente do STF, a imagem da corte está em seu pior momento e temas como impeachment de ministros do Supremo estão na pauta das eleições. Tudo isso contribui para a urgência da manifestação de Fachin e dos demais ministros, em público, como eles mesmos fizeram questão de fazer em casos paradigmáticos da história recente, como a trama golpista.
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório da Polícia Federal que detalha a relação do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e com ele próprio. O parecer foi enviado ao ministro André Mendonça, relator do caso Master na Corte, que na segunda-feira solicitou uma manifestação do órgão a respeito das informações encontradas na investigação.
Segundo o procurador-geral da República, a ordem de Mendonça para que a PF identificasse o destinatário de mensagens de Vorcaro, sem um pedido prévio do Ministério Público ou da Polícia Federal, não é válida por “exceder os limites de competência do magistrado”. Além disso, Gonet pontua que a lei prevê autorização do plenário do STF para que um integrante da Corte seja investigado. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais“Mesmo que, casualmente, fosse encontrado algum indício do que o relator entendesse ser irregularidade de interesse penal, não caberia a ele aprofundar as pesquisas sobre o Colega – vale dizer, não caberia a ele determinar que se investigassem com mais detimento referências ao Colega. Impunha-se, antes, que, acreditando haver o que merecesse ser investigado, se dirigisse ao Presidente do Tribunal, para que o Plenário pudesse avaliar o acerto da sua impressão, concordando ou não com a investigação”, afirma o Gonet.
O relatório da PF teve como ponto de partida mensagens identificadas no celular de Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Master. Na semana passada, Mendonça pediu que os investigadores identificassem os interlocutores do banqueiro sob argumento que Vorcaro teria montado uma “rede de monitoramento e influência, com potencial infiltração nas mais elevadas instâncias de diversas instituições da República”.
Em despacho na segunda-feira, Mendonça solicitou que o plenário da Corte delibere sobre as informações encontradas pela PF. Segundo o ministro, a análise pelo colegiado ocorrerá independentemente da manifestação que viesse a ser apresentada pela PGR. A inclusão na pauta do plenário depende de uma decisão do presidente da Corte, Edson Fachin.
Segundo Gonet, contudo, como a ordem de Mendonça é nula, o relatório elaborado pela Polícia Federal, com o detalhamento das mensagens que citam o ministro, também é nulo. Assim, na visão do PGR, o caso deve ser extinto.
“Por outra causa mais, é nula. Mesmo que, casualmente, fosse encontrado algum indício do que o relator entendesse ser irregularidade de interesse penal, não caberia a ele aprofundar as pesquisas sobre o Colega – vale dizer, não caberia a ele determinar que se investigassem com mais detimento referências ao Colega. Impunha-se, antes, que, acreditando haver o que merecesse ser investigado, se dirigisse ao Presidente do Tribunal, para que o Plenário pudesse avaliar o acerto da sua impressão, concordando ou não com a investigação.”
Em uma manifestação de oito páginas, o PGR afirma ainda que o nome de Moraes já havia sido incluído em informes policiais anteriores e que, ao pedir que houvesse o detalhamento, “é certo que o relator quis que fossem minudenciados”.
“Não importa o grau de investigação que a providência constitui, é inegável que houve imersão em elementos dos autos para buscar indicativos de envolvimento do Ministro Alexandre de Moraes em ilícitos”, afirma Gonet.
Como revelou O GLOBO, uma ala da Corte mais próxima a Moraes já avaliava que a validade do relatório do STF deveria ser um dos principais pontos a serem discutidos pelo colegiado. O principal argumento desse grupo é que a investigação de ministros do STF tem de ser autorizada pelo tribunal previamente. Como não houve essa consulta por parte da PF, a avaliação dé que as informações coletadas no celular de Vorcaro podem ser declaradas nulas, ou seja, sem valor para embasar eventuais atos processuais.
Do outro lado, interlocutores de Mendonça sustentam que não houve nenhum ato de investigação acerca de Moraes e que não se sabia quem era o destinatário das mensagens de Vorcaro até então. Para aliados do ministro, os investigadores apenas identificaram o interlocutor das mensagens e isso não consistiria uma apuração. Nessa visão, o rito foi seguido: as mensagens foram encontradas e remetidas para a PGR e o plenário para a devida apreciação.
As mensagens apreendidas pela PF mostram que Vorcaro também mantinha relações com Gonet. Um diálogo revela um pedido para que o banqueiro bancasse uma viagem para o filho do Procurador-Geral da República para Londres. Na conversa, de março de 2025, o advogado Ciro Soares, ex-defensor do Master, pergunta ao banqueiro se poderia incluir Pedro Gonet no grupo que iria participar de um evento na capital inglesa, ao que Vorcaro confirma.
Nas conversas apreendidas pela PF, Ciro Soares chegou a enviar uma fotografia na qual aparecia ao lado de Gonet, e, na sequência, afirmou que o chefe da PGR queria falar com o então dono do Master. Depois das mensagens, foram registradas quatro ligações entre Vorcaro e o telefone de Ciro.
Segundo a PF, a fotografia foi enviada por Ciro a Vorcaro às 14h13 do dia 15 de março de 2025. Logo depois, o advogado escreveu “Liga aqui” e acrescentou: “Ele quer falar com você”.
A partir das 14h23, o celular registra quatro chamadas de voz entre Vorcaro e Ciro. As ligações tiveram duração de 57 segundos, 27 segundos, 17 segundos e três minutos e 49 segundos.
O relatório não esclarece se Gonet participou das chamadas nem confirma que tenha conversado diretamente com Vorcaro. Os registros mostram apenas que as ligações foram feitas para o telefone de Ciro depois que o advogado enviou a foto com o procurador-geral e afirmou que ele queria falar com o banqueiro.
A sequência foi localizada pela PF durante uma pesquisa por referências a Gonet nos dados extraídos do aparelho. Os investigadores afirmam que não havia no celular de Vorcaro um contato salvo com o nome do chefe da PGR. As menções foram encontradas principalmente nas conversas entre o banqueiro e Ciro.
Duas semanas depois, em 28 de março de 2025, o advogado encaminhou a Vorcaro outras três mensagens e afirmou que elas haviam sido enviadas por Gonet. Entre os textos estavam “Que bom! Estou na torcida por vocês!” e “Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma”.
Vorcaro agradeceu pelas mensagens. Na sequência, Ciro afirmou que o procurador-geral “lhe adora” e que iria a Londres com o grupo. No dia seguinte, o advogado perguntou ao banqueiro se o filho de Gonet poderia acompanhá-los na viagem. Vorcaro respondeu: “Óbvio, né”.
Em abril daquele ano, uma funcionária consultou Vorcaro sobre quais convidados poderiam viajar a Londres com as despesas pagas pela organização. O banqueiro autorizou o custeio para Ciro e para Pedro Gonet, filho do procurador-geral.
A PF não atribui, nesse relatório, uma conduta criminosa a Gonet. O documento reúne mensagens e registros encontrados no telefone de Vorcaro em cumprimento a uma ordem de Mendonça para identificar pessoas citadas nas comunicações do banqueiro e apresentar as interações relacionadas a elas
O documento produzido pela PF tambpem indica que Vorcaro recebeu orientações Moraes no auge da crise da instituição financeira. Durante um período de 13 dias, mensagens extraídas do celular do banqueiro mostram que ele pediu a intervenção do magistrado para impedir a liquidação do banco e o avanço das investigações. Nas conversas, Vorcaro faz apelos para “sensibilizar” autoridades e pergunta sobre como deveria proceder para “desarmar” e “reverter” a situação.
No dia 17 de novembro de 2025, Vorcaro envia uma mensagem a Moraes, perguntando se havia “alguma novidade”. “Conseguiu ter notícia ou bloquear?”
Não é possível saber ao que especificamente Vorcaro se referia, mas ele foi preso algumas horas depois do diálogo no Aeroporto Internacional de Guarulhos durante a Operação Compliance Zero. Os agentes o interceptaram quando ele se preparava para embarcar em um jato particular para Dubai. A PF o prendeu na ocasião por suspeita de tentativa de fuga.
Um dia antes, em 16 de novembro, a troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes foi intensa. E o banqueiro fez um pedido a Moraes para que ele tentasse “sensibilizar” o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
“Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”, diz ele, no print, provavelmente referindo-se à operação da PF que seria deflagrada no dia seguinte. “Voce acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manha”, completa.
Na ocasião, Vorcaro demonstra receio de ser alvo da PF e aparenta ter informações privilegiadas sobre o andamento das apurações. O banqueiro tentava ganhar tempo para conseguir vender os ativos do Master a um consórcio formado pela Fictor Holding Financeira com fundos de investimentos do Emirados Árabes, o negócio não prospera em razão da Operação Compliance Zero.
Ainda no dia 16 de novembro, Vorcaro pede a “leitura” de Moraes sobre a situação que o Master estava enfrentando.
“Ele tá sabendo das soluções? E quer antecipar pra não deixar acontecer? Qual a sua leitura? O que tá havendo? E com Andrei da pra segurar”, diz o texto.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes continua a dever explicações convincentes sobre suas relações com Daniel Vorcaro, o ex-dono do Banco Master preso por ter comandado a maior fraude bancária da História do Brasil. O relatório da Polícia Federal (PF) revelado nesta terça-feira traz indícios que expõem um grau de proximidade entre Vorcaro e Moraes incompatível com a isenção e a imparcialidade indispensáveis a qualquer magistrado, ainda mais a um ministro da mais alta Corte do país.
No relatório, cujo conteúdo foi revelado pelo jornal O Estado de S.Paulo, a PF atribui a Vorcaro mensagens endereçadas a Moraes, enviadas por um sofisticado mecanismo destinado a proteger a comunicação. Segundo a apuração dos investigadores, é possível afirmar que Moraes é o destinatário dessas mensagens. Suas respostas a Vorcaro não foram encontradas, porém, porque seu celular não foi periciado. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisO ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, solicitou à Procuradoria-Geral da República que se manifestasse sobre as conclusões da PF, levantou o sigilo do caso e pediu uma sessão pública, transparente e presencial para examinar as evidências. “O caminho inevitável dos presentes autos leva ao plenário deste STF”, afirmou. A PGR se pronunciou, alegando que a investigação deveria ser anulada, pois não cabe a Mendonça investigar Moraes, prerrogativa exclusiva do Ministério Público.
Independentemente do desfecho jurídico do caso, com tudo o que já se sabia mais o conteúdo revelado nesta terça-feira, torna-se verossímil a versão segundo a qual Vorcaro contava com Moraes para protegê-lo de investigações que sabia estarem em andamento. Caso o ministro não consiga explicar os fatos, poderá ser ele próprio investigado.
Desde o ano passado, quando a colunista do GLOBO Malu Gaspar revelou o contrato de R$ 130 milhões entre o Master e o escritório de advocacia da mulher de Moraes, o ministro tem escolhido o silêncio ou se manifestado por meio de notas lacônicas, emitidas por vezes semanas depois dos fatos. No início do ano, a própria Malu Gaspar revelou uma mensagem enviada por Vorcaro ao celular de Moraes horas antes de ser preso: “Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.
Segundo o relatório da PF, essa foi a mensagem culminante numa sucessão de outras nos dias anteriores. “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?”, dizia, dois dias antes da prisão, uma mensagem em que, na interpretação da PF, Vorcaro se referia ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues — ambos convidados dele numa viagem a Londres em abril de 2024, coroada por degustação de uísque. “O Paulo só disse que tava olhando pessoalmente”, afirmava outra mensagem. “E com Andrei dá pra segurar?”, perguntava uma terceira, a menos de 24 horas da prisão. “Acha que segunda já tenho que estar fora?”, questionava, insinuando estar preparado para deixar o país caso necessário. “Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Muito obrigado por tudo”, afirmava outra mensagem, sugerindo que Moraes já havia respondido a demandas de Vorcaro no passado.
A PF encontrou evidências de que a minuta do contrato do Master com o escritório de advocacia foi editada pelo próprio Moraes. O escritório confirmou que envia contratos ao ministro e alegou que ele buscava “eventuais impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual”. Mas a dúvida ética persiste.
Todos os citados no relatório da PF têm esclarecimentos a prestar. Gonet era mesmo o Paulo das mensagens? E, se era, deu algum acesso especial a Vorcaro? Rodrigues era o Andrei citado? Foi instado ou tentou “segurar” alguma investigação? Por fim, a Moraes cabe não apenas se dizer honesto, mas demonstrar sua honestidade. Ninguém pode ser ou será considerado culpado de antemão. Mas a sociedade precisa de explicações. O silêncio ou notas lacônicas não serão suficientes.
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O senador Carlos Viana (PSD-MG) afirmou, nesta terça-feira (1º/9), que o número de assinaturas suficientes para abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não foi alcançado.
Segundo Viana, nem os parlamentares da oposição querem se comprometer e colocar seu nome do pedido. As informações são do Metrópoles.
Leia maisPara abrir uma CPMI são necessárias pelo menos 198 assinaturas do Congresso ao todo, sendo 171 assinaturas de deputados federais (correspondentes a 1/3 da Câmara) e 27 assinaturas de senadores (1/3 do Senado Federal).
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, está sendo investigado em três inquéritos abertos pela Polícia Federal (PF) por indícios de corrupção e de tráfico de influência a favor de empresas junto ao governo federal.
As investigações foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de julho, com duas relatorias de André Mendonça e uma do ministro Flávio Dino. Lulinha, por sua vez, nega as acusações.
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O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) assinou, nesta terça-feira (1º), um requerimento de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, protocolado com a participação de outros parlamentares, cita mensagens atribuídas a Moraes e ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, além de contratos envolvendo o banco e o escritório da esposa do ministro.
Segundo o requerimento, as mensagens teriam sido obtidas no curso de investigações e indicariam interlocuções entre Vorcaro e Moraes sobre temas relacionados à Operação Compliance Zero e à atuação de autoridades públicas. O documento também questiona um contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes e pede a apuração de possíveis conflitos de interesse e eventual interferência em investigações. As acusações ainda deverão ser submetidas à apuração e ao contraditório.
“Assinei o pedido de impeachment porque acredito que ninguém está acima da Constituição e das leis. Se existem mensagens, contratos, pagamentos milionários e indícios de possível interferência em investigações, tudo precisa ser investigado até o fim”, afirmou Coronel Meira. O requerimento pede que o Senado Federal receba e processe a denúncia, além da realização de diligências, análise de documentos, preservação de provas e oitivas dos envolvidos.
Por Andreza Matais – Metrópoles
Ao saber que o ministro André Mendonça havia pedido o aprofundamento de investigações que acabaram por descortinar suas conversas com Daniel Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes quase chegou às vias de fato com o colega do Supremo.
Moraes pediu ontem (31/08) uma conversa com Mendonça, que o recebeu em seu gabinete. O encontro desandou. A coluna apurou que o clima esquentou, o tom ficou ríspido de parte a parte e, por pouco, a discussão não descambou para agressões físicas.
Leia maisMoraes descobriu que Mendonça havia determinado à PF que revelasse quem era o interlocutor de Vorcaro em uma conversa na qual eram citados o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A PF averiguou que se tratava de Moraes. No diálogo, revelado pela coluna, Vorcaro pede a Moraes “proteção” de Gonet e Andrei Rodrigues.
Mendonça quis saber como Moraes tomou conhecimento dessa investigação, que é sigilosa e está sob sua relatoria. “Eu tenho minhas fontes. Fui ministro da Justiça”, respondeu Moraes.
Moraes acusou o colega de direcionar as investigações para ele. Para investigar um ministro do Supremo, é preciso ter a concordância de todos os ministros da Corte.
A coluna apurou que, antes de os bombeiros entrarem em ação, haverá um “fogo de encontro”. Moraes está se municiando para contra-atacar Mendonça.
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Representantes da concessionária responsável pelo trecho da BR-116 que integra o projeto Rota dos Sertões estão em Salgueiro nesta terça-feira (1º/9) para uma reunião com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A informação foi confirmada pelo inspetor Carlos Evaldo, durante entrevista concedida ao programa A Hora é Agora, na Rádio Salgueiro FM.
A reunião é mais um passo no processo de implantação da nova concessão da BR-116 no Sertão pernambucano e deve envolver discussões relacionadas à operação, segurança e à futura administração do trecho concedido. As informações são do Blog do Vinícius Oliveira.
Leia maisO corredor rodoviário, com aproximadamente 502 quilômetros entre Salgueiro, em Pernambuco, e Feira de Santana, na Bahia, integra o projeto denominado Rota dos Sertões e passou recentemente pelo processo de concessão à iniciativa privada.
O trecho será administrado pelo Consórcio 116 Sertões, vencedor do leilão de concessão realizado pelo Governo Federal e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em maio de 2026.
O contrato prevê uma concessão com duração de 30 anos, período em que deverão ser realizados investimentos e intervenções na rodovia. Entre as mudanças previstas está a implantação de praças de pedágio ao longo do corredor.
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