Clique aqui e ouça o Frente a Frente de hoje. Programa ancorado por este blogueiro e transmitido pela Rede Nordeste de Rádio. Ao clicar no link, o leitor deve selecionar a opção “ouvir pelo navegador”.
Clique aqui e ouça o Frente a Frente de hoje. Programa ancorado por este blogueiro e transmitido pela Rede Nordeste de Rádio. Ao clicar no link, o leitor deve selecionar a opção “ouvir pelo navegador”.
O prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (União Brasil), comentou pela primeira vez os rumores sobre uma possível mudança de posicionamento político para as eleições estaduais de 2026. Em entrevista exclusiva ao comunicador Jota Santos, no programa Microfone Aberto, na noite da última sexta-feira (10), durante evento em Casinhas, o gestor confirmou que se reuniu semana passada com o deputado federal e ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e afirmou que o futuro político do seu grupo dependerá da definição sobre a candidatura de Miguel Coelho (União Brasil) ao Senado.
Segundo Chaparral, durante o encontro também conversou por telefone com o ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB). Apesar disso, ressaltou que a prioridade, neste momento, é aguardar o desfecho das articulações envolvendo a Federação União Progressista, que definirá quem ocupará a segunda vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). “Eu disse ao deputado Silvio Costa Filho que tenho um líder, que se chama Miguel Coelho. Juliana [sua esposa e pré-candidata a deputada federal pelo União] tem essa parceria com Miguel e estamos aguardando essa definição para vermos qual decisão iremos tomar daqui para frente”, afirmou.
Questionado ainda por Jota Santos sobre a possibilidade de deixar a base da governadora e migrar para o palanque de João Campos caso Miguel não seja confirmado na chapa, Chaparral admitiu que o cenário permanece em aberto. “Com certeza, tudo pode acontecer, inclusive nada. Na política tudo é possível”, respondeu. O prefeito destacou, no entanto, que qualquer decisão terá como prioridade os interesses de Surubim.
A ex-prefeita de Casinhas e pré-candidata a deputada federal, Juliana de Chaparral (União Brasil), prestou uma homenagem ao município neste domingo (12), data em que a cidade celebra 31 anos de Emancipação Política. A mensagem foi publicada em suas redes sociais por meio de um vídeo, no qual relembrou sua trajetória administrativa.
“Toda transformação vivida por Casinhas carrega uma história feita de amor, dedicação e muito trabalho. Porque quando a gente ama, a gente cuida. E quando a gente cuida de verdade, o cuidar deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma missão. Porque nenhuma obra vale pelo concreto, mas pelas vidas que transforma”, declarou a ex-prefeita.
Por fim, Juliana agradeceu ao povo casinhense. “Essa história nunca foi construída sozinha. Ela foi escrita por mãos simples e coração gigante. Parabéns, minha amada Casinhas! Obrigada por me ensinar todos os dias que amar uma cidade é, acima de tudo, cuidar das pessoas que vivem nela. Cada um de vocês está presente na minha mente e no meu coração”, concluiu.
Por Jorge Henrique Cartaxo*
Do Correio Braziliense
“Nós moramos, desfrutamos de uma imensa, fabulosa, magnificente arquitetura. Ninguém passa incólume pela Esplanada dos Ministérios. Se formos a cada edifício, a cada capricho arquitetônico do Niemeyer, contemplamos uma obra de arte enorme…nós somos protagonistas disso também. Quem nasce em Brasília, já nasce no meio de uma obra de arte. Depois, é o seguinte: Brasília é um tambor onde ressoa toda a problemática brasileira. Temos o Congresso, o Judiciário e o Poder Executivo, a presidência da República. Os Três Poderes moram aqui. Isso produz um tipo de cultura vis a vis com a alma da nação. Toda a problemática brasileira ressoa no Congresso Nacional…o fato de Brasília ter sido partejada pelas câmeras do cinema, a fez umbilicalmente ligada à cultura universal. Não existe outra capital no mundo que tenha surgido assim e com essa força extraordinária da arquitetura. O projeto urbanístico de Lucio Costa é maravilhoso! Um avião que não é avião, mas que pode ser uma cruz, pode ser o descobrimento, a primeira missa…tudo está aqui! A essência de Brasília, o charme de Brasília que é enorme!”
Assim Vladimir Carvalho descreveu o seu encantamento com a nossa cidade, na sua última entrevista, em vida, para a jornalista Marcia Zarur, na Fundação Cinememória, no dia 5 de outubro de 2024. Ele viria a falecer 19 dias depois, no dia 24. Vladimir Carvalho chegou em Brasília em 1970, convidado pelo professor e amigo Fernando Duarte, para montar, na Universidade de Brasília (unB), o centro de produção de documentários.
Leia maisO projeto nunca se viabilizou exatamente, mas Vladimir acabou ficando no Planalto, onde viveu por mais 54 anos. Aqui ele foi professor na UnB, se consolidou como um dos maiores documentaristas do Brasil e, last but not least, fez valer a sua aura de um militante convicto e consistente de dois valores básicos que abraçaram parte expressiva da inteligência ocidental no pós-guerra: a liberdade e a justiça social. Provocações e denúncias estavam, e estão, em todas as suas películas.
Vladimir produziu uma grande obra em qualidade, não exatamente em quantidade, pouco mais de 20 documentários (com vários prêmios em Brasília). Ao contrário da tradição europeia, o cinema no Brasil optou pelo entretenimento hollywoodiano em detrimento da memória e da história. Especificamente em relação a Brasília — o trabalho de Vladimir é muito significativo também no Nordeste — ele realizou pelo menos três grandes documentários: “Conterrâneos Velhos de Guerra”, “Barra 68” e “Rock Brasília – Era de Ouro”. Nessas três obras ele sublinha a sua extraordinária participação na construção da identidade e no sentido de pertencimento à Civita, Urbs e Pólis concebida por Lucio Costa.
Em “Conterrâneos Velhos de Guerra”, Vladimir nos oferece a feição da epopeia da construção de Brasília sob a perspectivas dos 50 mil trabalhadores que se apinharam no canteiro de obras e nos aglomerados humanos improvisados dos seus arredores. As cenas mais fortes do documentário trazem a ação violenta da Guarda Especial de Brasília nos alojamentos da construtora Pacheco Fernandes Dantas, no carnaval de 1959, e a tensa entrevista com Oscar Niemeyer sobre o episódio.
No “Barra 68 – Sem Perder a Ternura”, ele narra a construção do grande e inovador projeto da UnB conduzido por Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira. O filme traz, ainda, o impacto dos governos militares no seu esforço de destruição da nova universidade, com destaque para a violenta invasão pelo Exército do campus em 1968, quando foram presos mais de 500 estudantes com a consequente e expressiva demissão de professores. Em “Rock Brasília – A Era de Ouro”, oferece para a cidade, com a sensibilidade de Vladimir Carvalho, a mais importante e visível manifestação cultural da juventude brasiliense na década de 1980. As bandas Capital Inicial, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e Plebe Rude, mostraram a sua força, irreverência, poesia e talento para o Brasil.
Vladimir Carvalho nasceu em Itabaiana, na Paraíba, em 1935, numa antiga e próspera região de grande comércio de gado, um centro boiadeiro. Em 1945, para continuar os estudos, vai para Recife. Em 1949 voltou para a Paraíba, agora em João Pessoa, onde o pai, comerciante, havia se estabelecido. No final da década de 1950, com apenas 15 anos, ele dirigia um programa de rádio — Luzes do Cinema — e escrevia crítica de cinema nos jornais da cidade. Nesse mesmo período foi convidado por Linduarte Noronha para escrever o roteiro de Aruanda — obra inaugural do que viria ser posteriormente o chamado Cinema Novo.
Em 1962, depois de realizar com o amigo João Ramiro o documentário “Romeiros da Guia”, Vladimir vai para Salvador terminar o curso de Filosofia na universidade. Na Bahia ele conhece e fica amigo de Glauber Rocha, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Orlando Senna, Torquato Neto, e Álvaro Guimarães. Foi também na Bahia que ele ingressou no Centro Popular de Cultura, e iniciou, como assistente de Eduardo Coutinho, a realização de “Cabra Marcado para Morrer”.
Ainda em companhia de Coutinho, Vladimir foi conhecer as filmagens de “Os Fuzis”, de Ruy Guerra. Com o golpe de 1964, suas atividades foram interrompidas e a perseguição dos militares o levou à clandestinidade. Em 1965, agora no Rio de Janeiro, Vladimir foi assistente de Arnaldo Jabor e se dedicou, na maior parte do tempo, ao jornalismo no Diário de Notícias. Em 1969, apresentou o filme “A Bolandeira” no Festival de Cinema de Brasília. O documentário recebe um dos prêmios e ele reencontra o amigo Fernando Duarte. O paraibano vira Candango. Brasília recebe e acolhe o mestre edificante, refinado, exemplar e admirável memorialista, artesão poético das películas!
A Fundação Cinememória, que abriga o majestoso acervo museológico de Vladimir Carvalho, será realocada para a Casa da América Latina, da UnB. Uma iniciativa do Coletivo Editorial Maria Cobogó, que provocou o IPHAN, que levou a proposta para a UnB. A professora Rozana Naves, reitora da UnB, vem conduzindo com elogiável zelo e cuidado esse projeto especial da memória da nossa cidade e do Brasil. Bravo!
*Jornalista, mestre em história pela Universidade Paris-Sorbonne
Leia menos
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), por suspeita de desvio de emendas parlamentares. A decisão, tornada pública neste domingo (12), aponta que a servidora pública Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, desempenhava o papel de “consultora, facilitadora e implementadora” das demandas repassadas por Cunha.
Mariângela está envolvida em outras duas investigações que miram o chamado “orçamento secreto” do Congresso: uma que apura o envolvimento do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, deflagrada nesta semana; e outra ação executada pela PF (Polícia Federal) em dezembro de 2025, no âmbito da Operação Transparência, que mirou o deputado Arthur Lira (PP-AL), do qual a investigada é ex-assessora. As informações são da CNN Brasil.
Leia mais“Fialek dominava procedimentos, sistemas e fluxos administrativos essenciais ao fracionamento, remanejamento e justificativa formal das emendas, o que lhe conferia capacidade concreta de materializar decisões tomadas fora do processo parlamentar regular”, aponta o documento que autoriza a operação.
Conhecida entre os investigados como “Tuca”, Mariângela trabalha na Câmara dos Deputados há aproximados seis anos e desempenhava funções na organização técnica do orçamento. Em dezembro de 2025, foram realizadas buscas na casa e no local de trabalho da servidora, que teve seu celular examinado pela PF.
“O material examinado apresenta indícios robustos de peculato-desvio praticado por servidora com domínio da etapa interna de alocação de emendas, em concurso com terceiro não detentor de cargo público, que teria induzido e dirigido o resultado, valendo-se de sua influência partidária”, diz a nova decisão.
Mariângela, 51, nasceu em União da Vitória (PR), é advogada formada pela PUC/RS e mestra em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo). Segundo apontou sua defesa, ela integrou o Poder Executivo por quase uma década, tendo inclusive desempenhado a função de Assessoria na Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no governo Lula, em 2003.
Também ocupou a Subchefia de Assuntos Parlamentares no Governo Temer e foi assessora parlamentar do Ministério de Desenvolvimento Regional no governo Bolsonaro. A servidora ainda trabalhou no Senado da República por 10 anos, desempenhando a função de assessoria jurídica da Liderança dos Governos Lula e Dilma.
Em nota enviada à imprensa na última sexta-feira (10), a defesa de Mariângela Fialek afirmou que a sua atuação era “estritamente técnica, apartidária e impessoal” e destacou que não se atribui à servidora “a prática de nenhuma irregularidade funcional ou criminal”.
A defesa do ex-deputado Eduardo Cunha também emitiu uma nota afirmando que o ex-deputado “desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas” e que “rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”.
Leia a íntegra abaixo:
A defesa de Eduardo Cunha tomou conhecimento, pela imprensa, da decisão divulgada neste domingo e esclarece que, antes da decretação do bloqueio patrimonial, não havia sido intimado, ouvido ou chamado a prestar qualquer esclarecimento no âmbito dessa investigação.
Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário.
Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar.
Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar.
É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha.
Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha.
A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas.
Leia menos
A Polícia Federal afirmou, em representação ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que as provas coletadas pelas investigações apontam que a servidora da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek, tinha aval do presidente da Câmara, Hugo Motta, para atuar na indicação de emendas parlamentares por Eduardo Cunha (Republicanos), que não ocupa mandato parlamentar.
Procurado, Motta ainda não se manifestou. Ontem (11), o presidente da Casa já havia dito que a decisão de Dino que bloqueou bens do chefe do PL, Valdemar Costa Neto, fruto da mesma investigação, era uma tentativa de “criminalizar a política”. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisNo documento, citado pelo ministro Flávio Dino, a corporação aponta que a existência de indícios que sustentam a tese de que Fialek, conhecida como Tuca, atuava sob ordens da presidência da Câmara. “Tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de Cunha, intensificando um altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto”, afirma a PF.
No documento produzido pelos investigadores, a Polícia Federal argumenta que o conjunto de elementos coletados, como a interceptação de diálogos mantidos entre Tuca e Cunha, revelam que o ex-presidente da Câmara operava com poderes equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional.
“Isso revela um quadro de gravíssimo desvio de finalidade, pois as emendas, criadas para atender demandas legítimas de representantes eleitos, acabam subordinadas a um esquema informal coordenado por quem não mais responde ao eleitorado, ao Parlamento ou às regras republicanas de transparência”, dizem os investigadores.
Na decisão, Dino determinou o bloqueio de até R$ 6,15 milhões em bens do ex-deputado federal Eduardo Cunha em uma investigação que apura o desvio de emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. A decisão, assinada em 6 de julho, também suspendeu imediatamente a execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas sob suspeita.
Todas as emendas identificadas pela Polícia Federal foram empenhadas no final de 2025, quando Hugo Motta já ocupava a presidência da Casa. “Consoante atestam diálogos em aplicativos de mensagens e numerosas planilhas compartilhadas entre os investigados, Eduardo Cosentino da Cunha, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos, especialmente em prol de sua anunciada campanha ao cargo de Deputado Federal pelo Estado de Minas Gerais”, escreveu Dino.
Ontem (11), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiu àinvestigação contra Valdemar Costa Neto, afirmando que a Polícia Federal estaria tentando criminalizar a atividade política. Na decisão assinada no último dia 6, o ministro Flávio Dino afirmou que não se trata de afirmar que toda irregularidade administrativa configure, por si só, algum ilícito criminal, mas defendeu que a falta de rastreabilidade do dinheiro público gera indícios de possível peculado ou desvio.
Leia menos
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu deixar a equipe que auxilia o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a formular um plano de governo. A decisão foi confirmada pela própria em entrevista ao Metrópoles, dias após ela denunciar ataques misóginos de bolsonaristas na esteira do racha familiar entre a aliada Michelle Bolsonaro (PL) e o enteado.
A ex-ministra de Jair Bolsonaro (PL) havia sido convidada para as discussões sobre a área de direitos humanos do plano de governo. Na entrevista, Damares deixou em aberto uma possível colaboração futura caso Flávio seja eleito em outubro. “Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, disse. A senadora destacou ter sido “atacada diretamente pelo time da direita” e confirmou que Flávio não a procurou novamente desde a escalada da crise. “Ele está correndo”, minimizou. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisNo início de julho, Damares revelou ter sido alvo de uma onda de ataques nas redes sociais. As declarações foram feitas durante reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, presidida pela própria parlamentar, um dia depois de Michelle anunciar que deixaria a presidência do PL Mulher em meio à crise com Flávio — em vídeo, a mulher de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o senador a maltratou e desrespeitou.
Segundo Damares, os ataques ultrapassaram as críticas políticas e passaram a atingir sua vida pessoal e sua família. “Essa semana eu tenho sido vítima dos mais terríveis ataques (…) Disseram que vão matar minha filha. Inclusive eles fazem imagens de como vão matar a minha filha. A minha filha é uma menina indígena. Eu sou mãe de uma menina indígena. E eles simulam imagens que estão empalando a minha filha, que estão decapitando ela. É uma violência política que a gente não consegue imaginar”, afirmou, na ocasião.
Após o discurso, Damares afirmou ao jornal O Globo que a bancada feminina do Senado passou a avaliar a adoção de medidas institucionais diante dos episódios recentes de violência política contra mulheres, independentemente de uma manifestação formal das vítimas.
Leia menos
O presidente da Câmara de Arcoverde, Luciano Pacheco (MDB), criticou neste domingo (12) a gestão do prefeito Zeca Cavalcanti (Pode) por, segundo ele, não levar artesãos e artesãs do município para a 26ª Fenearte, realizada no Recife.
Em vídeo publicado nas redes sociais ao lado da presidente do Psol de Caruaru e pré-candidata a deputada federal, Michelle Santos, o parlamentar afirmou que há “um estande institucional com o nome Arcoverde vazio em artesanato” e fez um apelo à Prefeitura para que envie os expositores ao evento. “A Feneart começou essa semana, ainda dá tempo. Mande os artesãos lá para Recife”.
O deputado federal Lucas Ramos (PSB) reafirmou apoio à pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco durante mais uma edição do projeto Chega Junto Pernambuco, realizada no Clube Sociedade 21 de Setembro, no Centro de Petrolina, na noite de ontem (11). Em discurso, o parlamentar defendeu uma parceria entre um eventual governo de João Campos e o presidente Lula (PT). “Vai ser a reedição da parceria que o presidente tinha com seu pai, governador”, afirmou.
Do Metrópoles
O Republicanos divulgou neste domingo (12) uma nota para negar que tenha fechado apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). A legenda também negou ter negociado uma indicação do presidente do partido, Marcos Pereira (foto em destaque acima), ao Supremo Tribunal Federal (STF) como condição para a aliança.
A nota mostra como está o isolamento de Flávio Bolsonaro na pré-campanha. Como revelou a coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, o União Brasil e o PP já haviam indicado ter “zero chance” de apoiarem o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro na corrida presidencial. A reportagem apurou que, internamente, o Republicanos avalia que, se as eleições fossem hoje, Lula venceria a disputa contra o herdeiro do bolsonarismo.
Leia maisSegundo a nota assinada pelo presidente do partido, o deputado Marcos Pereira (SP), ele não conversa com Flávio Bolsonaro “há mais de um mês” e as tratativas foram “inconclusivas”. O partido informou ainda que iniciou consultas às bancadas, executivas estaduais e apoiadores para definir seu posicionamento e afirmou que a decisão será tomada apenas em convenção nacional. Também declarou que “o apoio a Lula está completamente descartado”.
Marcos Pereira ainda demonstrou “frustração” com Flávio depois de ver os resultados de uma pesquisa encomendada pela sigla. “O presidente Marcos Pereira detectou (…) um sentimento de frustração à pré-candidatura de Flávio e uma indicação de preferência pela neutralidade nestas eleições”
Nota do Republicanos
“A decisão final dos rumos do Republicanos será tomada em Convenção Nacional que será realizada em Brasília.” A nota do partido foi feita depois de uma reportagem de um colunista que afirmou que o apoio a Flávio estava selado e condicionado à indicação de Pereira para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A legenda refutou a negociação pela vaga como condição para o apoio.
Pesquisa exibida em reunião mostrou “números ruins”
Segundo um integrante do Republicanos que conversou com o Metrópoles neste domingo (12), as lideranças do partido se reuniram em São Paulo no final de semanas e ficaram enfurecidos com especulações de que haveria uma negociação para fechar com Flávio, com a ex-presidente da Caixa e ex-conselheira do Digimais (banco do bispo Edir Macedo, alvo da Polícia Federal) Daniella Marques como vice na chapa. Daniella se filiou ao Republicanos e é coordenadora econômica da pré-campanha bolsonarista.
Na ocasião, a pesquisa mencionada por Pereira na nota foi apresentada. Segundo um dirigente, havia “números ruins” para Flávio. A pesquisa mostraria um “desgaste” do bolsonarismo em todo o Brasil, revelaria que Flávio simboliza menos a figura de Jair Bolsonaro que a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, em pé de guerra com o enteado. Por fim, a sondagem mostrava o tamanho do estrago que a briga com Michelle e com as relações comerciais com o banqueiro Daniel Vorcaro causaram na pré-candidatura do senador.
Leia menos
Do jornal O Globo
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 6,15 milhões em bens do ex-deputado federal Eduardo Cunha em uma investigação que apura o desvio de emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. A decisão, assinada em 6 de julho, também suspendeu imediatamente a execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas sob suspeita.
“Consoante atestam diálogos em aplicativos de mensagens e numerosas planilhas compartilhadas entre os investigados, Eduardo Cosentino da Cunha, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos, especialmente em prol de sua anunciada campanha ao cargo de Deputado Federal pelo Estado de Minas Gerais”, escreveu Dino.
Leia maisAssim como a investigação deflagrada na última semana contra o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Eduardo Cunha também é apontado pela Polícia Federal como o responsável pela indicação de recursos de emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato no Congresso Nacional.
De acordo com Polícia Federal, Cunha atuava como uma espécie de “parlamentar informal”: mesmo sem cargo, dispunha de uma cota própria de emendas e definia diretamente quais municípios receberiam os recursos, sempre com a intermediação de uma servidora da Câmara. O ex-presidente da Câmara é pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais.
Nos diálogos interceptados pela Polícia Federal, o deputado aparece interessado particularmente nas emendas para o estado. Ao todo, a PF identificou pelo menos 21 emendas somando R$ 6,15 milhões.
Neste sábado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiu à operação, afirmando que a Polícia Federal estaria tentando criminalizar a atividade política. Na decisão assinada no último dia 6, o ministro Flávio Dino afirmou que não se trata de afirmar que toda irregularidade administrativa configure, por si só, algum ilícito criminal, mas defendeu que a falta de rastreabilidade do dinheiro público gera indícios de possível peculado ou desvio.
Na representação, a Polícia Federal reforçou que chama a atenção a influência de Cunha mesmo sem exercer mandato político há 10 anos.
“O quadro é absolutamente grave no ponto em que Eduardo Cunha não exerce cargo de deputado desde SET/16. Ou seja, fala-se de uma pessoa que não dispõe de qualquer representatividade no parlamento há pelo menos 10 anos, mas que dispõe de considerável cota de destinação de recursos para redutos eleitorais de interesse”, afirmou a PF.
Leia menos
Do Poder360
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumula ao menos 19 declarações controversas e gafes no 1º semestre de 2026, ano marcado por sua tentativa de reeleição.
Em fevereiro de 2026, Lula trocou o nome da primeira-dama Janja Lula da Silva pelo nome de Marisa Letícia (1950-2017), que foi sua mulher de 1974 a 2017. Também em fevereiro, confundiu-se e referiu-se à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como sendo a ex-deputada federal Irma Passoni.
Leia maisA controvérsia mais recente foi em 28 de junho, quando Lula esteve em Santa Catarina. Na ocasião, foi visitar obras de embarcações de apoio offshore contratadas pela Petrobras no estaleiro Detroit Brasil, em Itajaí (SC). Em um discurso inflamado, o presidente disse que não é possível “permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo”. Lula ainda declarou que não se pode permitir “essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país”.
Eis o que disse: “Está chegando o momento de a onça beber água. Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. Não podem permitir. Não podem permitir que aqui em Santa Catarina as pessoas sejam tomadas pela síndrome de grandeza, porque esse Estado é muito rico, não é pobre. A gente tem o Estado brasileiro, e todo mundo tem que ser tratado igual. Todo mundo. Não tem um cara, porque é branco, é melhor do que o que é negro, o cara que é nordestino é pior do que o do Sul do país. Que história que é essa? A gente não aceita. Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou. Isso a gente não pode permitir, essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país. Na verdade, isso não é hegemonia branca, é hegemonia da ignorância, que a gente tem que ter coragem de debater”, afirmou.
A declaração causou reação de opositores por considerarem que Lula sugeriu que o Estado é racista. Em 30 de junho, o PL protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a punição do petista. Argumenta que ele propagou “discurso de ódio e racismo” contra a população de Santa Catarina, além de ter praticado propaganda eleitoral antecipada.
“Nunca fui esquerdista”
Em 17 de junho, ele disse que “o mundo é do caminho do meio” e que “nunca foi esquerdista”. O petista teve a fala captada por um microfone aberto enquanto conversava com a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, durante a cúpula do G7, na França.
Celulares roubados
Em 10 de junho, Lula anunciou o envio automático de notificações para celulares roubados em nova fase do programa Celular Seguro. Na ocasião, disse que pessoas ricas não compram celulares roubados, mas pobres compram.
No mesmo discurso, afirmou que estudaria a possibilidade de os aparelhos serem devolvidos nos Correios já que, nas delegacias, “a pessoa não sabe qual delegado vai encontrar”. A fala causou incômodo em associações de delegados. O Sindesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), por exemplo, criticou a declaração e disse que delegados e policiais civis desempenham papel fundamental na investigação criminal, na recuperação de bens subtraídos e na proteção da sociedade.
Em 23 de junho, a nova fase do programa foi lançada oficialmente. Em evento, Lula afirmou que quem recebeu uma notificação pode devolver o celular roubado em uma delegacia “sem medo” de ser preso. A declaração provocou questionamentos por conflitar com o que determina o Código Penal para o crime de receptação.
No lançamento do Celular Seguro, Lula também pediu que os brasileiros tenham “mais cuidado” ao usar o celular e fez alerta sobre “alguém dando pirueta na bicicleta” quando for usar o aparelho na rua.
Honestidade
Em duas ocasiões, Lula deu a entender que não é um político honesto. Em 1º de abril, afirmou: “Vocês são as pessoas honestas que querem que eu seja”. Já em 22 de junho, disse que o “político honesto” que os jovens procuram está dentro de si e não dentro dele, Lula.
Leia menos
Do jornal O Globo
A rixa entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o enteado que disputará a Presidência, Flávio Bolsonaro, é o caso mais recente de um antigo padrão familiar. Jair Bolsonaro colocou as três mulheres com as quais foi casado em situações políticas que despertaram rachas, disputas eleitorais entre integrantes da família ou investigações por suspeitas de irregularidades.
Agora, a exposição das insatisfações de Michelle em relação ao senador representa uma crise no momento de maior projeção de um parente do ex-presidente. A esposa de Jair, que chegou a deixar o comando do PL Mulher, reluta em se envolver na empreitada do enteado, que vê em risco o engajamento de setores como as mulheres e os evangélicos.
Leia maisUm dos casos mais emblemáticos na história política da família se deu em 2000. Divorciado da vereadora carioca Rogéria, eleita em 1992 e 1996 com sobrenome do marido, o então deputado Bolsonaro resolveu colocar um dos filhos do casal, Carlos, para concorrer contra a própria mãe. Aos 17 anos, ele foi eleito para o cargo no qual ficou até dezembro do ano passado, e Rogéria não conseguiu a recondução.
Veio então o casamento com Ana Cristina Valle, mãe de Jair Renan. Foram anos de prosperidade: Bolsonaro e ela construíram um patrimônio calcado na compra de 14 imóveis ou terrenos, cinco deles pagos em espécie. A união estável durou de 1997 a 2008.
Foi só com os holofotes colocados sobre a família, a partir da eleição de 2018, que os negócios do antigo casal passaram por escrutínio. Durante a investigação das supostas “rachadinhas” de Flávio quando era deputado no Rio, Ana Cristina virou peça-chave.
Embora não tenha sido denunciada, a ex de Jair era protagonista de um dos núcleos investigados, na esteira da nomeação de dez parentes no gabinete. O Ministério Público analisou dados bancários da família dela e verificou que, dos R$ 4,8 milhões pagos em salários no período considerado, R$ 4 milhões foram retirados em espécie.
A segunda mulher do ex-presidente também teve o sigilo quebrado na investigação sobre outra suposta rachadinha, a de Carlos Bolsonaro. Ela foi chefe de gabinete do enteado na Câmara do Rio.
Em carta enviada a Jair em 2007 e obtida pelo portal Uol em 2022, Ana Cristina desabafa sobre problemas que aconteceram durante a relação. Menciona, por exemplo, atritos relacionados a Carlos, o que mostra como Michelle não é a primeira a ter tensões com os filhos de Bolsonaro.
“Por dois anos, eu o amei, amparei e socorri todos os seus medos e em troca tive o título de sedutora de menor. Ah, como dói, dói muito, falar para ele que meu amor era sincero e puro”, escreveu.
Cargos e candidaturas
A partir da união com Bolsonaro, a mãe de Jair Renan ganhou sucessivos cargos em gabinetes. Logo no início da relação, foi assessora no gabinete da liderança do PPB, partido do deputado na época.
A fim de pegar embalo na força do ex-marido como figura nacionalizada, Ana Cristina chegou a tentar uma vaga de deputada federal no Rio em 2018 pelo Podemos. Usou o nome de urna “Cristina Bolsonaro”, o mesmo que adotou quatro anos depois, filiada ao PP, para tentar virar deputada distrital no DF.
Michelle nunca gostou da tentativa dela de pegar carona no nome, e Cristina não conseguiu se eleger em nenhuma das eleições. Em 2022, a irritação da ex-primeira-dama tinha motivo adicional: um irmão dela também buscou, sem sucesso, uma vaga de deputado distrital.
Quem tem ansiado retornar a cargos eletivos é Rogéria. Em 2020, concorreu à mesma Câmara do Rio em que atuou no passado. Dessa vez, o movimento se deu em comum acordo com o filho Carlos e o ex-marido, mas Bolsonaro não se engajou na campanha. Acabou com exíguos 2 mil votos.
Para este ano, Rogéria foi escolhida como suplente do pré-candidato ao Senado pelo Rio Márcio Canella (União), que vê a candidatura em xeque por ter sido preso em flagrante com posse ilegal de fuzil. Alguns aliados, como noticiou a colunista do jornal O Globo Bela Megale, sugerem que Flávio deveria escolher a mãe para preencher outra vaga: a de candidata ao Senado do PL, que está sem postulante depois da desistência de Cláudio Castro.
Leia menos