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O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE) promove, na próxima quinta-feira (10), um debate com candidatos ao Governo de Pernambuco para discutir propostas para a Segurança Pública e para o futuro da Polícia Civil no Estado. O encontro será realizado às 9h, na sede da entidade, na Rua Frei Cassimiro, 179, no bairro de Santo Amaro, no Recife.
Segundo o sindicato, o debate será um espaço para que os policiais civis apresentem pautas, demandas e reivindicações da categoria, enquanto os candidatos poderão expor propostas e compromissos para o próximo ciclo de governo. A discussão terá como foco a área de Segurança Pública e a atuação da Polícia Civil de Pernambuco.
Foram convidados os candidatos que registraram mais de 5% das intenções de voto nas pesquisas nacionais mais recentes dos institutos Real Time Big Data, Quaest e Datafolha. O SINPOL afirma que a iniciativa busca ampliar o diálogo sobre a valorização dos policiais civis e o fortalecimento da Segurança Pública no Estado.
Por Estadão Conteúdo
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula, afirmou, em nota divulgada na noite de ontem (4), que o relatório de inteligência da Polícia Federal que cita direcionamento na atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e da própria PF corroboram as suspeitas de irregularidades apontadas anteriormente pela defesa e devem resultar no arquivamento das investigações contra Lulinha.
“Essa contaminação já era objeto de questionamento pela defesa e foi agora corroborada pelos relatórios de inteligência da Polícia Federal publicizados ontem, contendo apontamentos sobre ilegitimidade, limites e direcionamento de inquéritos, registrados pela própria estrutura investigativa”, afirmou em nota o advogado Guilherme Suguimori.
Leia maisOs relatórios foram divulgados pelo ministro Alexandre de Moraes e usados para incluir Mendonça no inquérito das Fake News sob acusação de conduzir irregularmente as investigações do caso Master e da Operação Sem Desconto. A ação acirrou a tensão no STF e foi uma reação ao fato de Mendonça ter divulgado relatório da PF com diálogos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes.
Como mostrou o Estadão, os relatórios de inteligência divulgados são apócrifos, sem cabeçalho, e se definem como “sem valor probatório”. As informações contidas nele não são acompanhados de elementos de corroboração e são seguidas de comentários indicando a “baixa ou moderada” confiabilidade dos relatos. Os relatórios também dizem que eles não podem ser usados para imputar infração penal ou disciplinar, que foi exatamente a utilização dada por Moraes.
Mesmo com todas essas ressalvas, os relatórios devem servir para que as defesas dos alvos das duas operações solicitem a anulação das investigações.
No trecho em que fala de Lulinha, o relatório de inteligência faz uma crítica à atuação da própria equipe de investigação por ter produzido relatórios com menções ao filho do presidente e aponta uma “ausência de lastro” para colocá-lo como investigado.
Com base nisso, a defesa aponta que as informações demandam o arquivamento da investigação contra ele. “Fábio Luís Lula da Silva permanece à disposição das autoridades e provará sua inocência nos autos, mas mantém a confiança de que o poder judiciário não fechará os olhos para ilegalidades, parcialidades e direcionamento político que, sendo confirmados, exigem o arquivamento definitivo das investigações”, diz a nota da defesa.
Lulinha se tornou alvo das investigações depois que a Polícia Federal identificou que ele manteve relação com o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de liderar o esquema de desvios. A PF também descobriu que o Careca do INSS fez pagamentos à lobista Roberta Luchsinger, que é amiga de Lulinha, com o objetivo de obter a intermediação de negócios no governo federal.
Essa investigação foi o principal ponto de tensão entre a PF e o gabinete de André Mendonça. As menções a Lulinha foram identificadas em dezembro do ano passado, mas não houve providências concretas sobre esses fatos até julho deste ano. Por isso, Mendonça pediu à PF o envio do material bruto com as informações encontradas nos celulares e quebras de sigilo e passou a desconfiar de uma blindagem ao filho do presidente.
Investigadores, porém, vinham dizendo que a equipe policial estava priorizando a conclusão dos inquéritos que tinham alvos presos, para permitir o oferecimento de denúncias pelo Ministério Público. Diante dessas cobranças, a PF pediu abertura de três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência e outros crimes de Lulinha no governo federal, a partir de conversas encontradas no celular de Roberta Luchsinger sobre a intermediação de negócios no Ministério da Saúde, Dataprev e outros órgãos do governo.
Os pedidos de investigação, porém, também geraram atritos porque foram apresentados sem conexão direta com o gabinete do ministro André Mendonça, o que permitiu a distribuição dos inquéritos por sorteio no STF. Isso gerou uma desconfiança do gabinete de que houve uma manobra da PF para tentar tirar André Mendonça das investigações de Lulinha. Dois inquéritos acabaram sendo distribuídos por sorteio para o próprio André Mendonça e um terceiro foi enviado para o ministro Flávio Dino.
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Localizado na Estação da Luz, em São Paulo, o Museu é um espaço para descobrir que uma língua é muito mais do que um conjunto de palavras e regras. Ela guarda histórias, aproxima pessoas, revela diferenças, cria identidades e acompanha as mudanças da sociedade.
Nas exposições, o português ganha sons, imagens, movimentos e outras formas de expressão. Experiências interativas, recursos audiovisuais, instalações artísticas e diferentes linguagens estimulam a participar, brincar, ouvir, descobrir e olhar para a língua de um jeito novo.


O português é plural, feito de muitos os sotaques, vocabulários e modos de falar. Palavras de diferentes origens se encontram e se transformam. Novas expressões aparecem. Outras deixam de ser usadas. A língua muda porque as pessoas mudam — e porque nunca paramos de inventar maneiras de dizer o mundo.
Por isso, o Museu não é um lugar que “guarda” a língua. O acervo é imaterial e está sempre em movimento. O Museu da Língua Portuguesa, dedicado à valorização e difusão do nosso idioma (patrimônio imaterial), apresenta uma forma expositiva diferenciada das demais instituições museológicas do país e do mundo, usando tecnologia de ponta e recursos interativos para a apresentação de seus conteúdos.
Pesquisa Quaest divulgada ontem (4) aponta Cid Gomes (PSB) e Capitão Wagner (União) na liderança da disputa pelas duas vagas do Ceará no Senado nas eleições deste ano. Cid aparece com 23% das intenções de voto, seguido por Capitão Wagner, com 20%. Luizianne Lins (Rede) ocupa a terceira posição, com 13%.
Na sequência, Alcides Fernandes (PL) registra 5%, enquanto Catarina Matos (UP), Reginaldo (PSTU) e Guilherme Theophilo (Novo) têm 1% cada. Lino Alves (PCO) não pontuou. O levantamento mostra ainda 19% de eleitores indecisos e 17% que afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.
A pesquisa foi realizada entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro com 900 eleitores em todo o Ceará. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número CE-01149/2026.
Raquel Lyra esteve ontem (4) no Assentamento Normandia, em Caruaru, uma das principais referências do MST em Pernambuco e no Brasil. Foi recebida por integrantes do movimento, participou do ato e até assinou um termo de compromisso com pautas da agricultura familiar e da reforma agrária.
A visita, porém, ficou fora das redes da governadora. Os vídeos publicados pelo Blog Cenário mostram Raquel cercada por militantes, recebendo produtos do assentamento e participando do encerramento ao som de seu próprio jingle de campanha. Nada disso apareceu, até a manhã deste sábado (5), nos canais usados pela candidata para divulgar sua agenda.
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Raquel tenta manter distância da polarização nacional, embora hoje tenha ao seu lado nomes importantes da direita e do bolsonarismo em Pernambuco. Nos últimos dias, Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, declarou apoio à governadora e disse que ela representa a melhor opção para “derrotar o PT e o PSB” no Estado. Gilson Machado, Clarissa Tércio e Mendonça Filho também estão no campo de apoio à sua reeleição.
No Normandia, o cenário era outro. Raquel foi recebida por Jaime Amorim, da coordenação nacional do MST e pai da deputada Rosa Amorim (PT), hoje no palanque adversário. Assinou compromisso com o movimento e ouviu seu jingle tocar no encerramento.
A agenda aconteceu. Foi registrada. Teve foto, vídeo e ato público. Só não entrou nas redes de Raquel.
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Pesquisa Quaest divulgada ontem (4) mostra como está a disputa para o governo do Ceará. Na pesquisa estimulada, Ciro Gomes (PSDB) aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o governador Elmano de Freitas (PT) aparece com 34%. O levantamento foi encomendado pela TV Verdes Mares.
A pesquisa estimulada é aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores. A diferença de Ciro para Elmano é de 11 pontos percentuais, portanto, acima da margem da erro — que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. As informações são do g1.
Leia maisNa pesquisa estimulada para o primeiro turno, Ciro Gomes (PSDB) aparece com 45% das intenções de voto, seguido por Elmano de Freitas (PT), com 34%. Delegado Huggo (Missão) tem 1%, enquanto Danilo Soares (Democrata), Vera Lúcia (Novo), Ieri Braga (PCO), Zé Batista (PSTU) e Serley Leal (UP) não pontuaram. Entre os entrevistados, 12% estão indecisos e 8% declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar.
O levantamento foi encomendado pela TV Verdes Mares e ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número CE-01149/2026.
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores e a escolha é feita de forma livre, Ciro Gomes (PSDB) aparece com 24% das intenções de voto, seguido por Elmano de Freitas (PT), com 19%. Outros nomes somam 1%. Entre os entrevistados, 53% estão indecisos e 3% declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar.
Intenção de voto para o 2º turno
A Quaest também testou um cenário de segundo turno entre Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT). Ciro aparece com 49% das intenções de voto, ante 48% na rodada anterior, enquanto Elmano tem 36%, contra 35% anteriormente. Os indecisos somam 7%, diante de 10% na pesquisa anterior. Já 8% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar, ante 7% anteriormente.
Rumos do governo estadual
Sobre os rumos do governo estadual, 22% dos eleitores disseram que o governador eleito deve continuar o trabalho que vem sendo feito. Outros 39% defendem que é preciso mudar apenas o que não está bom, enquanto 35% consideram necessária uma mudança total. Outros 4% não souberam ou não quiseram responder.
Aliados políticos
A pesquisa também perguntou aos eleitores sobre o perfil político que preferem para o próximo governador. Para 46%, o governador eleito deve ser aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 36% preferem um governador independente, enquanto 15% optam por um aliado de Flávio Bolsonaro. Outros 3% não souberam ou não quiseram responder.
Apoio de Lula
A Quaest perguntou ainda se o apoio de Lula a um candidato, acompanhado de um pedido de voto, aumentaria, diminuiria ou não alteraria a chance de o eleitor votar nele. Para 37%, o apoio do presidente aumentaria a chance de voto, enquanto 38% disseram que não mudaria nada. Outros 22% afirmaram que o apoio diminuiria a chance de votar no candidato, e 3% não souberam ou não quiseram responder.
Apoio de Flávio Bolsonaro
Em relação a Flávio Bolsonaro, 14% dos entrevistados disseram que o apoio do senador a um candidato aumentaria a chance de votar nele. Para 41%, o apoio não mudaria nada, enquanto 42% afirmaram que diminuiria a chance de voto. Outros 3% não souberam ou não quiseram responder.
Principais problemas do Ceará
A violência aparece como o principal problema do Ceará na avaliação dos eleitores, sendo citada por 54% dos entrevistados. A saúde vem em seguida, com 15%, enquanto corrupção, desemprego e economia registram 4% cada. Pobreza e desigualdade foram mencionadas por 3%, e educação, por 2%. Infraestrutura foi citada por 1%, enquanto enchentes não chegaram a 1%. Outros problemas somaram 2%, 1% respondeu que não há nenhum problema e 10% não souberam ou não quiseram responder.
Índices de rejeição dos candidatos
Na avaliação de conhecimento e intenção de voto, Elmano de Freitas (PT) aparece com a maior rejeição, com 42% dos eleitores afirmando conhecê-lo, mas não votariam nele. Ciro Gomes (PSDB) vem em seguida, com 35%. Por outro lado, 46% dizem conhecer e votar em Elmano, enquanto Ciro tem 59% nesse quesito.
Entre os demais candidatos, a rejeição varia de 3% a 10%, mas a maioria ainda é desconhecida pelos eleitores. Zé Batista (PSTU) tem o maior índice de desconhecimento entre eles, com 89% — e 10% dizem conhecê-lo, mas não votariam nele. Delegado Huggo (Missão) é desconhecido por 90%; Danilo Soares (Democrata), por 93%; Vera Lúcia (Novo), por 91%; Ieri Braga (PCO), por 96%; e Serley Leal (UP), por 95%.
Aprovação e avaliação do governo
A aprovação do governo Elmano de Freitas é de 49%, ante 52% em julho, enquanto a desaprovação subiu de 33% para 38%. Na avaliação da gestão, 34% a consideram positiva, 36% regular e 25% negativa. Sobre a possibilidade de reeleição, 50% dizem que Elmano merece continuar no cargo, enquanto 42% afirmam que ele não merece.
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Por Anthony Santana
Do Blog da Folha
A eleição para o governo de Pernambuco ganhou novo capítulo com a disputa pelo movimento brega e brega-funk. A manifestação cultural, historicamente ligada à periferia do Recife e Região Metropolitana, está no centro da estratégia de campanha dos dois principais candidatos ao comando do estado, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), e o candidato da Frente Popular e ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Raquel iniciou a campanha com o jingle “Chama Ela” como aposta das suas agendas de rua, a versão eleitoral é uma adaptação do hit homônimo lançado pelo MC Leozinho do Recife ainda em 2013.
Leia maisLogo depois, a gestora incorporou o brega-funk “Raquel é Pro Max” do MC Gordinho Bolado. Recentemente, a postulante ganhou mais uma música do ritmo, dessa vez reunindo mulheres que fizeram sucesso no brega pernambucano a partir dos anos 2000, como Elisa Mel, Palas Pinho e Dayanne Henrique.
Já o candidato João Campos tem uma relação histórica com o brega-funk. Durante as gestões dele à frente da Prefeitura do Recife, artistas do gênero ganharam espaço em eventos culturais da cidade. O ritmo também embalou as campanhas do socialista para a Prefeitura em 2020 e em 2024.
Na disputa para o governo estadual este ano, Campos encomendou ao artista Anderson Neiff um novo jingle. Neiff juntou outros artistas e influenciadores e criou a música “João é o meu, é o seu, é o nosso”, uma paródia do “Hit do Ab” lançado por Reny e a Galera, em 2013.
Na avaliação do professor da Universidade federal de Pernambuco Thiago Soares a manifestação cultural oferece aos políticos uma possibilidade de aproximação com públicos que dificilmente seriam alcançados apenas pelos formatos tradicionais de propaganda.
“Desde o início dos anos 2000, é o brega que ativa essa relação com a identidade pernambucana, muito conectado com a juventude, primeiro com as juventudes periféricas e agora não apenas com elas. Não é à toa que o brega-funk é o mais acionado pela classe política. É exatamente aquilo que vai conectar os políticos a esse universo da juventude periférica e da juventude pernambucana”, pontuou.
Para o cientista político Isaac Luna, a utilização do ritmo pelas campanhas pode ser traduzida a partir da lógica do marketing digital. Segundo ele, o objetivo inicial não é necessariamente convencer o eleitor sobre uma proposta, mas conseguir atenção. “No marketing digital existe uma coisa chamada isca. O brega funciona como uma isca, o que atrai a atenção de uma parte substancial do eleitorado, ou seja, do voto mais popular”, analisou Luna.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
O país nunca viveu situação semelhante e, por isso, a dificuldade de lidar com a realidade. Estamos mergulhados na pior crise institucional da nossa História de 526 anos. O poder mudou de mãos. A democracia representativa, tal como conhecemos, perdeu o efeito prático e o governo é exercido por aqueles que não têm, nunca tiveram e não precisam de votos.
A prática cotidiana do poder nos últimos anos tem sido submissão total ao Supremo Tribunal Federal pelo Executivo e Judiciário. A governabilidade de Lula tem como fonte primária de poder não o Congresso, mas as togas do Supremo. Quando o Congresso decide contra o governo, a judicialização é a solução. Ulysses Guimarães (1916-1992) dizia não existir vazio de poder. Nele, todos os espaços são preenchidos por quem tem mais competência ou por estar no lugar certo e na hora certa. Se Executivo e Legislativo abrem mão do poder, o Supremo ocupa.
Leia maisO ministro Alexandre de Moraes manda muito, gostemos ou não, pelos seus méritos e capacidade ímpar de exercício de poder, diante da incapacidade ampla, geral e irrestrita dos seus adversários — e até aliados. O ministro Alexandre tem a virtù de Maquiavel, alguém que não só gosta e deseja o poder, mas sabe exercê-lo ocupando a pista toda. Não importa se isso é bom ou ruim. É real.
Ele é o símbolo desta troca de poder a que o país assistiu como se fosse a coisa mais normal do mundo. Quando o ministro André Mendonça fez o que deveria ser feito, dando ao respeitável público conhecimento das relações de Daniel Vorcaro com a nobliarquia judiciária, os barões da mídia espernearam, pediram a renúncia de Moraes, vocalizando o que grande parte da elite pensa sobre risco econômico e segurança jurídica. Os mesmos que, nos últimos anos, fizeram vista grossa para todo tipo de imprudência constitucional. Devem ter feito as contas e imaginado que, tirando Moraes, o ministro Nunes Marques, o próximo na linha sucessória, seria mais ameno e palatável. Mas Nunes Marques tem muito o que fazer no TSE. Não se meterá em conspirações contra Moraes.
Quando um ministro do Supremo manda o presidente do Senado se entender com o presidente da República convocando ambos para jantar na sua casa, é porque a democracia representativa faliu e o novo poder que aí está representa a si mesmo. Independentemente de quem vencer a eleição, isso dificilmente mudará. Este poder tem a força e a coerção. Castrou as Forças Armadas, que a ele se entregaram docilmente depois do 8 de Janeiro. Os generais saíram do palco da política e entraram os juízes.
É incrível a ingenuidade de certos jornalistas e analistas políticos, imaginando que Alexandre de Moraes, o homem forte do novo poder, possa ser defenestrado do Supremo com voto de minerva da ministra Cármen Lúcia. Moraes é próximo da ministra, a ponto de ter prefaciado o livro “Princípio Constitucional da Solidariedade“, por ela lançado no ano passado. Em 21 de agosto, Cármen e Moraes participaram de debate na Faculdade de Direito da USP sobre o último livro da ministra “Pela Mão do Povo: Voto e Democracia no Brasil“, escrito em parceria com as historiadoras Heloisa Starling e Nayara Correa Henriques Pinto. Moraes é catedrático da cadeira de Direito Eleitoral da USP.
O ministro tem como característica sempre dobrar a aposta. Ele jamais recua e nunca perdeu um embate, desde que chegou ao palco nacional da política em 12 de maio de 2016, ao ser empossado ministro da Justiça pelo então presidente Michel Temer. Aos 57 anos, o sagitariano Moraes, nascido em 13 de dezembro de 1968, deve assumir a presidência do Supremo dentro de 1 ano. Basta olhar para o passado recente e entender o tamanho da hipertrofia do ministro. Ele não se intimidará com editoriais e esperneios. Como vem fazendo há 10 anos, engolirá cada inimigo.
Faz tempo que o Brasil não assistia à chegada ao poder de alguém com tanto apetite para exercê-lo, como Getúlio Vargas (1882-1954) depois do golpe de 1937 e o incontrolável Costa e Silva (1899-1969) no governo militar. Nenhum deles usava toga. Esta é a grande novidade. Juízes como Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, além da sólida formação intelectual, o que os coloca há anos-luz da maioria dos políticos, foram cevados na luta política, aprenderam a ocupar seus espaços enfrentando os piores obstáculos.
Foi assim com Gilmar na Lava Jato, Dino na política maranhense e Moraes durante o governo Bolsonaro. Erra quem imagina poder intimidá-los com gritos, editoriais, denúncias ou pequenas multidões. De agora em diante, os ministros do Supremo serão indicados pelos próprios ministros do Supremo. Isso nada tem a ver com ideologia, mas puro pragmatismo de quem manda.
O ministro André Mendonça tem vivido esta realidade na própria pele, como passou com Joaquim Barbosa. A pressão sobre ele é gigante. Viu Moraes liderar a rejeição ao seu amigo Jorge Messias e entrou para o inquérito das fake news, criado em 2019 e definido por Gilmar Mendes como instrumento usado pela Corte para se defender de críticas. Agora sabemos que este instrumento pode ser usado contra ministros rebeldes.
A reação do presidente Edson Fachin foi, no mínimo, amena. O Senado de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) faz cara de paisagem e o presidente Lula (PT) escolheu discurso ensaboado, pura espuma. O vazio de poder produz vazio de estadistas, de gente capaz de contornar as crises. Esta ausência significa a ausência de solução. É o óbvio ululante de Nelson Rodrigues.
Não adianta dizer que a luz do sol é o melhor desinfetante e que tudo deve vir à tona. Já veio e nada ocorreu, porque vivemos um momento inédito, cuja superação depende de sabedoria, criatividade e ousadia. Moraes não devolverá o poder entregue a ele pela Faria Lima, a esquerda, o centro e parte da direita. Irá exercê-lo com toda energia e todas as prerrogativas. Talvez o Brasil tenha de esperar sentado que cada um cumpra o seu dever. Esta é a realidade: temos um poder acima de qualquer poder.
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Meus filhos escolheram São Paulo para este feriadão da independência e aprovei na hora. Apesar da descida no ranking internacional, São Paulo continua sendo a cidade mais populosa do Brasil e a maior fora da Ásia e da África. A capital paulista segue como o principal polo financeiro e de negócios da América Latina.
Em 2025, a Organização das Nações Unidas adotou um critério geoespacial único de densidade e população para todo o planeta. Com cerca de 18,9 milhões de habitantes em sua área metropolitana, São Paulo ficou atrás de cidades que cresceram rapidamente na Ásia e na África.
O topo da lista mundial pertence agora a Jacarta, na Indonésia, seguida por Daca, em Bangladesh, e Tóquio, no Japão.
Por Gastão Cerquinha Neto*
Manter o ar das cidades limpo é um desafio crescente frente ao rápido avanço da urbanização e da industrialização. As tecnologias atuais de controle das emissões nas indústrias muitas vezes são insuficientes, fazendo atingir níveis preocupantes nos centros urbanos. A exposição contínua a essas diferentes fontes de poluição, que emitem compostos nocivos, como o ozônio e materiais particulados finos, traz graves riscos à saúde pública.
Esses poluentes penetram no sistema respiratório e causam irritação, inflamação pulmonar e estresse oxidativo, aumentando significativamente a incidência e o agravamento de doenças respiratórias crônicas e agudas, tais como asma, pneumonia e bronquite.
Leia maisGrupos vulneráveis, especialmente as crianças, devido à imaturidade de seus sistemas imunológico e respiratório, e os idosos, que sofrem com o declínio progressivo da função pulmonar, são afetados de maneira mais severa. Além disso, estudos apontam que o impacto das emissões gasosas na saúde respiratória é intensificado por fatores socioeconômicos precários e pela falta de uma infraestrutura verde adequada nas cidades.
As zonas de ar limpo
As práticas internacionais para a redução da poluição nos centros urbanos têm se concentrado fortemente na implementação das chamadas Zonas de Ar Limpo, que buscam priorizar as pessoas em detrimento dos carros e promover o transporte ativo e público. Diversas medidas e regulamentações vêm sendo adotadas por cidades ao redor do mundo para enfrentar as crises interligadas de mudança climática, qualidade do ar, congestionamento e saúde pública.
Essas zonas podem atuar proibindo completamente veículos poluentes, permitindo apenas os que tenham emissão zero, que são as zonas de emissão zero. Podem cobrar taxas ou pedágios para que veículos entrem em uma determinada área da cidade, inibindo a circulação de veículos. As restrições também podem ser direcionadas para determinados tipos de veículos, como caminhões e ônibus, que geram maiores emissões.
A cidade de 15 minutos
Podem ser adotadas também medidas distribuídas em pequenas áreas para melhorar a infraestrutura, como introduzir vegetação nos espaços públicos e promover o conceito de “cidades de 15 minutos”, onde as necessidades diárias dos residentes são atendidas a uma curta caminhada ou viagem de bicicleta.
O fechamento temporário de ruas próximas a escolas no início e final do dia, ou o fechamento de ruas comerciais em dias específicos para favorecer pedestres e atividades ao ar livre também reduzem as emissões e incentivam as pessoas a caminharem ou utilizarem bicicleta.
A garantia de um futuro saudável exige o engajamento coletivo na mitigação da poluição atmosférica. Nesse processo de conscientização, cada etapa é crucial, e todo espaço urbano vegetado exerce uma função indispensável para a dinâmica da cidade. Paralelamente, a transição para uma frota de veículos elétricos, integrada a políticas públicas voltadas à expansão da infraestrutura verde e à arborização urbana, configura-se como uma estratégia altamente benéfica para a qualidade do ar nas cidades.

*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
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O candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), publicou recentemente, em suas redes sociais, um vídeo de arquivo do Domingão do Faustão em que o cantor e compositor Raimundo Fagner faz elogios à sua gestão à frente do Estado. Ao fim do mandato, em 1994, Ciro tinha 74% de aprovação, segundo pesquisa Datafolha. Na gravação, Fagner também elogia o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB).
A relação de amizade e admiração de Fagner por Ciro vem de longa data. Após a decepção com Aécio Neves (PSDB), a quem apoiou na campanha presidencial de 2014, o cantor declarou voto em Ciro Gomes, então no PDT, no primeiro turno da eleição presidencial de 2018. Com a derrota de Ciro, Fagner apoiou Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno. Neste ano, o cantor manifestou o desejo de participar do lançamento da pré-candidatura de Ciro ao Governo do Ceará, realizado em 16 de maio, em Fortaleza.
Em pronunciamento na Câmara Municipal de Petrolina, o vereador Gabriel Menezes (PSD) fez duras críticas à gestão da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra.
Durante o discurso, o parlamentar cobrou investimentos do Governo do Estado na região do Sertão do São Francisco, citando a promessa de construção de creches, obras de saneamento básico e melhorias na prestação de serviços da Compesa. As informações são do Blog do Waldiney Passos.
Menezes também abordou o cenário político do estado ao declarar que não apoiará a governadora e ao anunciar apoio à pré-candidatura de João Campos, destacando divergências quanto aos espaços e atenção concedidos ao Sertão pernambucano.
