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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não compareceu ao evento de lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado realizado neste sábado (16) em Sorocaba, no interior paulista.
Segundo a assessoria, Tarcísio amanheceu com dor de garganta e sintomas de gripe e decidiu permanecer em repouso no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo em São Paulo. O evento terá a presença do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). As informações são do portal Metrópoles.
Leia maisEste é o segundo evento que marca o lançamento da pré-candidatura de Derrite. O primeiro ocorreu na noite de ontem (15) em Campinas – ocasião em que dois homens foram retirados por seguranças do local após supostas críticas a Tarcísio e Flávio.
Foi a primeira vez que Flávio e Tarcísio de Freitas estiveram juntos após a divulgação dos contatos entre o senador e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
As agendas foram organizadas pelo PP, partido presidido pelo senador Ciro Nogueira, que também está envolvido em suspeitas no escândalo do Master. O parlamentar, que chegou a ser cotado como vice da chapa de Flávio, é alvo de investigação da Polícia Federal, que aponta que Ciro teria recebido mesada de até R$ 500 mil de Vorcaro. O senador não esteve presente nos eventos.
Embora já estivessem agendados antes da eclosão da crise, os eventos de Derrite serviram como uma tentativa do grupo de demonstrar união e respaldo a Flávio.
Nos bastidores, no entanto, aliados demonstram desconforto com a situação e muitos foram pegos de surpresa com a proximidade de Flávio Bolsonaro com o banqueiro e com o fato de o ex-dono do Banco Master ter aportado dinheiro no filme sobre Jair Bolsonaro. Tarcísio de Freitas foi um dos surpreendidos.
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Por AFP
Israel anunciou a morte do chefe do braço armado do movimento islamista palestino Hamas, Ezedin Al Hadad, apresentado como um dos arquitetos dos ataques a Israel em 7 de outubro de 2023.
Desde o dia do ataque surpresa do Hamas, quando combatentes do grupo mataram mais de 1.200 pessoas no território israelense, o Exército e os serviços de inteligência de Israel executam uma campanha contra os líderes políticos e os comandantes militares de alto escalão do grupo em Gaza e em toda a região.
Leia maisOntem, as Forças Armadas israelenses anunciaram um ataque aéreo em Gaza contra Hadad e, neste sábado (16), confirmaram a morte. “O Exército e a agência de segurança interna anunciam que ontem (sexta-feira), em um ataque de precisão na área da Cidade de Gaza, o terrorista Ezedin Al Hadad foi eliminado”, afirma um comunicado militar. Dois dirigentes do Hamas confirmaram à AFP a morte de Al Hadad.
“Ezedin Al Hadad foi assassinado ontem em um ataque israelense contra um apartamento e um veículo civil na Cidade de Gaza”, disse um dirigente do Hamas. Um integrante do braço armado do movimento confirmou o falecimento.
Fotografias da AFP registraram o momento em que várias pessoas carregaram o corpo de Hadad, envolto em uma bandeira do Hamas, apoiado em uma maca nas ruínas de um edifício.
O governo israelense apontou Al Hadad como “um dos principais arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023” e também o acusava de ser responsável pelo sequestro de civis e soldados no mesmo dia. O Hamas tomou 251 reféns em 7 de outubro de 2023.
“Hadad comandou o sistema de cativeiro de reféns do Hamas e se cercou de reféns em uma tentativa de evitar que fosse eliminado”, afirmou o Exército israelense.
Uma “conquista operacional significativa”
O chefe do Estado-Maior do Exército israelense, tenente-coronel Eyal Zamir, qualificou a morte do líder do braço armado do Hamas de “conquista operacional significativa”. “Em todas as conversas que tive com os reféns que retornaram, o nome do arqui-terrorista Ezedin Al Hadad (…) surgiu algumas vezes”, afirmou Zamir em um comunicado.
“Hoje conseguimos eliminá-lo. As FDI continuarão perseguindo nossos inimigos, atacando-os e responsabilizando todos aqueles que participaram do massacre de 7 de outubro”, acrescentou.
O ataque desencadeou uma guerra, na qual a campanha de retaliação israelense devastou a Faixa de Gaza, onde vivem mais de dois milhões de palestinos, e matou mais de 72.000 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do território, que atua sob autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
Desde o início da guerra, Israel afirma ter eliminado vários líderes do Hamas, incluindo Yahya Sinwar, considerado um dos mentores do massacre de 7 de outubro. Também matou Mohamed Deif, um comandante do braço armado do Hamas e outro importante idealizador do massacre.
Os ataques israelenses também atingiram membros do Hamas no Líbano, além de comandantes do movimento pró-iraniano Hezbollah, aliado do grupo, incluindo seu líder Hassan Nasrallah, assassinado em Beirute.
Apesar da entrada em vigor, em outubro, de um cessar-fogo entre Hamas e Israel, Gaza continua mergulhada em uma espiral de violência e as partes trocam acusações sobre violações da trégua.
Pelo menos 856 palestinos morreram desde o início da trégua, segundo o Ministério da Saúde do território. No mesmo período, o Exército israelense registrou a morte de cinco soldados em Gaza.
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A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, criticou a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que suspendeu novos compromissos financeiros para a retomada das obras da Transnordestina no trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape. A medida foi tomada após o órgão apontar falhas no planejamento e na viabilidade do empreendimento.
Marília afirmou que Pernambuco não pode continuar sendo prejudicado pelo atraso de uma obra estratégica para o desenvolvimento do Nordeste. “A Transnordestina representa emprego, desenvolvimento e oportunidades para milhares de pernambucanos. Não estamos falando apenas de infraestrutura, mas de futuro para o nosso estado”, declarou ao lembrar que a obra foi uma das grandes principais luta de seu avô, o ex-governador Miguel Arraes.
Ainda em 2022, durante a campanha ao Governo do Estado, Marília defendeu a priorização da conclusão do ramal como medida essencial para ampliar a competitividade econômica de Pernambuco. Em 2023, voltou a se posicionar em defesa do projeto. Em reuniões e articulações políticas realizadas em Pernambuco e em Brasília.
Diante da decisão do TCU, Marília destacou a necessidade de que o Governo Federal aja rápido para apresentar os estudos complementares exigidos pelo tribunal e garantir a retomada das obras. “O povo pernambucano já esperou demais. Pernambuco não pode perder mais tempo enquanto outros estados avançam em infraestrutura e logística. Precisamos de união e agilidade para fazer essa obra sair do papel definitivamente”, concluiu.
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, na última quarta-feira (13), que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. se abstenham de assumir novos compromissos financeiros relacionados à retomada da construção da Transnordestina, no trecho Salgueiro e Suape. A fiscalização do TCU apontou que não existem estudos técnicos, econômicos e ambientais que mostrem que os benefícios sociais do empreendimento superam seus custos. As informações são do Diário de Pernambuco.
Segundo o ministro relator Jhonatan de Jesus, a decisão seguirá até que seja demonstrada, com base técnica atual e idônea, a pertinência e vantajosidade socioeconômica do empreendimento. “Para além da insuficiência dos estudos invocados pela Administração, os autos expõem conjunto significativo de indícios que adensam o cenário de incerteza quanto à viabilidade socioeconômica do empreendimento”, diz.
Leia maisA Corte de Contas ainda determinou que a Infra S.A. apresente, no prazo de 30 dias, plano de ação voltado à conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da futura concessão do trecho Salgueiro–Suape da EF-232, conforme previsto no Novo PAC e nas diretrizes formalizadas pelo Ministério dos Transportes.
“Caberá à unidade técnica, ainda no âmbito destes autos, monitorar o cumprimento das determinações ora expedidas e, de forma proativa e contínua, seus desdobramentos práticos, informando prontamente ao relator qualquer indício relevante de risco de inobservância de prazos ou de agravamento do quadro de risco anteriormente delineado”, afirmam os ministros no acórdão.
A Corte determinou que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. que seja avaliada a possibilidade de criação de um “instância interinstitucional” para coordenar “as providências necessárias à superação dos entraves socioambientais, fundiários e operacionais atinentes ao empreendimento”.
Em nota, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) disse que “respeita integralmente o papel constitucional do TCU como órgão auxiliar de controle externo da administração pública, no entanto, considera a obra estratégica para o desenvolvimento do Nordeste”.
A autarquia afirmou, ainda, que “entende que a obra impactará positivamente o emprego e a renda, o fortalecimento das cadeias produtivas, a integração logística, o aumento da competitividade e a melhoria da qualidade de vida da população”. Informando que irá apresentar estudos técnicos atualizados que mostram a viabilidade da obra e os impactos econômicos e sociais da ferrovia.
“A retomada e consolidação do trecho Salgueiro até Suape como estabelecido no projeto original, permanece alinhada ao compromisso do Governo do Brasil com o Nordeste. A ferrovia é considerada uma obra estruturante para a integração regional, especialmente pela conexão entre áreas produtoras do interior e os portos do Nordeste”, afirmam.
Banco Master
O ministro Jhonatan de Jesus também foi o relator de dois processos que investigam a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central (BC). Em janeiro, ele determinou inspeções no BC após questionar a falta de provas documentais que justificassem a medida.
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A governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou neste sábado (16), por meio de suas redes sociais, que o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, garantiu a retomada do fornecimento de energia elétrica nas cidades afetadas pela falta de energia no Sertão do São Francisco.
Em vídeo, Raquel afirmou que o problema “se arrasta há anos” e voltou a atingir moradores de áreas ligadas ao Projeto Brígida. “Hoje o ministro Waldez, em telefonema comigo, garantiu a retomada da conexão de energia para todos os que foram afetados”, declarou a governadora.
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Segundo Raquel, o governo estadual vem tratando do tema com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), além dos ministérios de Minas e Energia, da Integração e da Casa Civil.
A governadora também afirmou ter conversado com prefeitos das cidades atingidas e disse que o fornecimento começou a ser restabelecido neste sábado. “Falei com os prefeitos. No dia de hoje, energia [está] sendo retomada”, afirmou.
Raquel Lyra ainda informou que viajará a Brasília na próxima segunda-feira (18) para discutir o assunto.
O apagão atingiu municípios como Santa Maria da Boa Vista e Orocó, além de áreas ligadas ao Projeto Brígida, que integra o Sistema Itaparica. A interrupção no fornecimento provocou protestos de produtores rurais e afetou serviços como abastecimento d’água, funcionamento do comércio e unidades de saúde da região.
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Cidades do Sertão do São Francisco enfrentaram falta de energia elétrica desde a manhã da última quinta-feira (15), após o desligamento da Subestação Brígida, localizada em Orocó. O problema afetou municípios como Santa Maria da Boa Vista e Orocó, além do distrito de Caraíbas e de áreas ligadas ao Projeto Brígida, que integram o Sistema Itaparica.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Santa Maria da Boa Vista, George Duarte, denunciou a situação e afirmou que a cidade estava “à luz de vela”. “O nosso hospital [está] operando com gerador, a gente com medo de perder todo medicamento, todas as vacinas. Tem pessoas que usam aparelhos elétricos para a saúde”, declarou.
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O prefeito também relatou impactos no abastecimento de água e pediu apoio de autoridades estaduais e federais. “Não só está faltando luz, mas está faltando água também, porque todos os reservatórios já acabaram”, afirmou.
A situação também motivou protestos de produtores rurais na BR-428, em Orocó. Agricultores do Projeto Brígida bloquearam a rodovia em protesto contra a interrupção no fornecimento de energia, que compromete o funcionamento das bombas de água e a produção agrícola da região.
Segundo os manifestantes, o impasse envolve uma dívida estimada em R$ 40 milhões relacionada ao fornecimento de energia para projetos irrigados do Sistema Itaparica.
Em nota, a Neoenergia Pernambuco informou que o desligamento emergencial ocorreu após equipes técnicas terem sido impedidas de acessar a Subestação Brígida para realizar manutenções preventivas e corretivas. De acordo com a concessionária, a falta de acesso provocou perda de comunicação com a unidade, tornando necessário o desligamento integral da subestação “por medida de segurança”.
Ainda segundo a empresa, a interrupção atingiu também as subestações de Santa Maria da Boa Vista e Caraíbas II. A Neoenergia afirmou que o restabelecimento depende do acesso das equipes técnicas ao local.
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O coordenador da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), se encontrou na quinta-feira (14), com o ministro relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e pediu apuração dos vazamentos das conversas com Daniel Vorcaro. Na última quarta-feira (13), o site Intercept Brasil revelou que o filho de Jair Bolsonaro (PL) negociou com o dono do Banco Master o pagamento de R$ 134 milhões para “patrocinar” um filme sobre a vida do ex-presidente. As informações são do Estadão.
“Disse a ele que estamos preocupados com o vazamento seletivo contra Flávio e com a maneira como as coisas estão acontecendo, gerando insegurança sobre os rumos da investigação. Há quase 7 terabytes de informações sobre o caso Master. Pedimos que esse vazamento seja apurado”, declarou Marinho à CNN Brasil.
Leia maisDe acordo com Marinho, Mendonça respondeu que iria apurar. O Estadão entrou em contato com o gabinete do ministro para confirmar essa informação e aguarda retorno.
Segundo a reportagem do Intercept Brasil, as negociações para que Vorcaro bancasse o filme foram feitas por Flávio Bolsonaro e outros intermediários, como o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.
O Estadão confirmou com fontes que têm acesso à investigação que os diálogos de Flávio Bolsonaro com Vorcaro divulgados pelo Intercept Brasil são autênticos. Eles fazem parte da extração do conteúdo do primeiro telefone celular do banqueiro, apreendido pela Polícia Federal na primeira fase da Operação Compliance Zero.
Após a divulgação dos áudios, Flávio foi para a residência onde funciona o comitê de sua pré-campanha à Presidência da República se encontrar com Marinho, com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e a advogada da equipe, Maria Claudia Bucchianeri.
No final da tarde, Flávio divulgou uma nota admitindo que cobrou dinheiro de Vorcaro, mas negando ter cometido qualquer ato ilícito. “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, diz a nota.
Também na quinta-feira (14), O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) acionou o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral para apurar possíveis “vazamentos seletivos de informações protegidas por sigilo legal”. Lopes pediu ao relator do Caso Master no STF, André Mendonça, a adoção das medidas necessárias para “garantir a integridade” das investigações.
Em resposta nas redes sociais, o Intercept Brasil afirmou que recorrer ao STF e ao TSE é uma estratégia para calar a investigação jornalística e assustar as fontes. “Trata-se de uma escalada extremamente grave e seria uma violação flagrante de nossos direitos constitucionais à liberdade de imprensa.”
O Intercept Brasil divulgou um áudio em que o senador pede dinheiro para o dono do Banco Master para pagar despesas com o filme Dark Horse. A mensagem teria sido enviada no dia 16 de novembro de 2025, três meses depois do escândalo do Banco Master vir à tona. No dia seguinte, Vorcaro foi preso por suspeita de operações fraudulentas envolvendo o banco. O Master foi liquidado no dia18 de novembro de 2025.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Na última terça-feira (12), o governo brasileiro e o Itamaraty foram surpreendidos com a decisão da União Europeia de suspender a importação de carne brasileira a partir de 3 de setembro. Nem o governo e muito menos nossa vã diplomacia teriam se surpreendido se trabalhassem duro contra o lobby criminoso dos criadores de bovinos da Irlanda, nossos adversários num setor no qual somos os maiores do mundo.
Os irlandeses da IFA (Irish Farmers Association) estiveram no Brasil no ano passado e fizeram uma investigação por conta própria movidos pela inveja e com o único objetivo de atacar nossa reputação, porque não produzem carne com a mesma eficiência e qualidade.
Leia maisEm 2017, enfrentamos a crise conhecida como Carne Fraca, investigação aloprada da Polícia Federal que resultou em bilhões de dólares em prejuízo, superada graças ao empenho e competência do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, do seu secretário-executivo Eumar Novacki e da equipe de Comunicação do presidente Michel Temer. Desta vez, faltaram Blairo e Novacki.
A investigação liderada por Thomas Bourke, executivo sênior de Políticas de Pecuária, Ovinos e Saúde Animal da IFA, Adam Woods, editor do Irish Farmers Journal e Phil Doyle, fotógrafo do jornal, foi encoberta pelo pretexto de participar do Congresso Mundial de Carne, em outubro do ano passado em Cuiabá (MT). Incógnitos, percorreram 3.000 km interior afora para montar uma acusação que, no mínimo, carece de elementos como número de fazendas e frigoríficos visitados, localização ou nome de produtores, o que torna impossível dizer se essa “investigação” foi feita com metodologia capaz de representar o universo dos exportadores de carne brasileira.
Incrível como esses criminosos, disseminadores de desinformação, puderam circular dias e dias sem serem percebidos ou denunciados. Esses sujeitos da IFA são bandidos que elegeram o Brasil como seu principal alvo. Na época da Carne Fraca, eles ocuparam as redes sociais com posts mentirosos, como o que mostrava um animal com tumor vazando pus, coisas horríveis. São esses mesmos produtores da IFA os que, em 1989, surpreenderam o mundo com a vaca louca. Gente incompetente e desonesta. Vieram aqui produzir a narrativa de que as condições sanitárias brasileiras são as piores possíveis.
Se isso fosse verdade, o Brasil não teria sua carne importada por Estados Unidos e China, países com controle sanitário rigorosíssimo. Eles produziram um panfleto mentiroso sobre a carne brasileira para servir de munição para o lobby contrário ao acordo do Mercosul com a União Europeia. Nada além disso. Acabaram conseguindo a promessa de suspensão da importação da nossa carne em setembro.
A ser verdadeiro tudo o que dizem, haveria gente morrendo nos hospitais brasileiros envenenada pelos produtos químicos que os irlandeses imaginam serem fartamente aplicados no gado brasileiro. Acusam nossos produtores de uso indiscriminado de antibióticos, mas não há qualquer prova ou documento de checagem junto à Anvisa, ao Ministério da Agricultura, à CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) ou aos frigoríficos contra grandes exportadores como JBS, Marfrig ou Minerva.
O projeto de lei 3.560 de 2025, de autoria do deputado Pedro Westphalen (PP-RS), proibindo a venda de antibióticos veterinários sem receita, prática rotineira no interior, foi aprovado na Comissão de Agricultura em novembro de 2025. A Anvisa e o Ministério da Agricultura poderiam ter agido faz tempo. O melhor seria correr com isso.
É uma vergonha que o governo brasileiro e o Itamaraty não tenham denunciado a disseminação de fake news e proposto retaliar a Irlanda. Não é possível imaginar que diplomatas brasileiros em Dublin não soubessem dessa manobra sórdida, muito menos os que servem em Bruxelas, onde o lobby contra o Brasil corre solto. Esquecem que aqui não tivemos, por exemplo, gripe aviária, que dizimou milhões de cabeças na Europa.
É preciso dar um basta nesse tipo de esperteza nefasta. Essa gente produz uma carne de segunda, o europeu médio não acha graça, porque é gado criado no confinamento à base de ração, enquanto o nosso gado engorda no pasto comendo capim.
No panfleto dos irlandeses, o Brasil é acusado de não rastrear seu gado, o que é outra mentira deslavada. Nós temos um sistema de rastreamento que funciona sob auditoria rigorosa do SIF (Sistema de Inspeção Federal) do Ministério da Agricultura e da DG Sante, a agência sanitária da União Europeia. Esses vigaristas vieram aqui atuar nas sombras, com o único e verdadeiro intuito de nos difamar.
O Brasil trata seu agronegócio como uma atividade qualquer, quando deveria olhar para esse setor como sendo uma questão de Estado. Imagine o que aconteceria se um grupo de brasileiros resolvesse fazer algo semelhante com os produtores de suínos da Espanha, os vinicultores da Itália ou da França ou ainda os produtores de azeite em Portugal. Comprariam uma briga feia, com agentes públicos pedindo explicações e diplomacia exigindo retratação, para dizer o mínimo.
Eu morava na Espanha em 2019, quando uma ONG mercenária resolveu denunciar os produtores de azeitonas da Andaluzia. Entre as mentiras que espalharam, uma delas era o extermínio de pássaros migratórios durante a colheita noturna. Exibiram uma foto de passarinhos mortos numa colheitadeira. Pura fake news. A foto tinha sido tirada dois ou três anos antes. O supermercado inglês Tesco, numa jogada oportunista de marketing, se apressou em anunciar a suspensão das vendas do azeite produzido com azeitonas andaluzas. Tudo isso sem qualquer prova concreta, só com base nas redes sociais da tal ONG. Imediatamente o governo espanhol entrou em ação e reverteu o que poderia ter sido uma crise gravíssima, porque essa é, antes de tudo, uma questão de Estado para Madri.
Não é apenas pelos empregos ou o dinheiro oriundo da atividade agrícola, mas principalmente pela reputação do país. O Brasil levou décadas trabalhando para consolidar sua reputação de grande produtor de alimentos de excelente qualidade. Não podemos permitir que três vagabundos irlandeses venham aqui com o único objetivo de nos desqualificar perante o mercado mundial. O Brasil tem um rebanho de 238 milhões de cabeças, enquanto a Irlanda tem 7 milhões, menos de 5%. Será que eles sonham em alimentar o mundo com sua carne limpinha e insossa?
Se deixarmos barato, daqui a pouco vão atacar nossos produtores de açúcar, arroz, soja, milho, algodão, frango ou suínos. Vai virar um inferno, porque qualquer incompetente se sentirá no direito de dar lição de moral ao Brasil. Para esses irlandeses difamadores, deixo a frase do seu compatriota James Joyce, no seu livro “Retrato do artista quando jovem”: “Você sabe o que é a Irlanda? A Irlanda é a velha porca que devora a própria ninhada”.
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Em meio às repercussões de conversas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, parlamentares renovaram a pressão em prol de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso do Banco Master. O Congresso Nacional já acumula ao menos sete iniciativas neste sentido, que seguem travadas.
Revelado nesta semana, o caso envolvendo o patrocínio de Vorcaro ao filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) motivou a articulação de dois novos pedidos de comissões mistas de inquérito, ambos ainda em fase de coleta de assinaturas. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisUm é articulado pela oposição, sob a coordenação do senador Carlos Viana (PSD-MG), e outro é de iniciativa da base governista, liderado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara.
Mesmo com as novas cobranças, as chances de uma investigação própria no Legislativo ainda são baixas. Por um lado, integrantes da base aliada do governo veem na CPI uma nova frente de ofensiva contra Flávio Bolsonaro. Por outro, a oposição mira inverter o foco da crise e insiste no discurso de que todas as relações envolvendo o Master precisam ser investigadas pelo Congresso.
Ontem (15), Lindbergh Farias também apresentou no STF (Supremo Tribunal Federal) mandado de segurança para obrigar a abertura de uma CPMI, formada por deputados e senadores.
Além das novas iniciativas em fase de coleta de assinaturas, outros cinco pedidos no Congresso já reuniram as assinaturas mínimas e ainda não tiveram andamento:
• CPI do Master da Câmara, articulada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF);
• CPI do Master no Senado, sugerida pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE);
• CPI no Senado para investigar Daniel Vorcaro e os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, articulado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE);
• CPMI do Master, de iniciativa do deputado Carlos Jordy (PL-RJ);
• CPMI do Master, apresentada pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ).
Os pedidos de uma CPI no Senado ou um colegiado misto esbarram no aval necessário de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Casa e do Congresso. Ele, no entanto, resiste aos apelos sobre o tema e não deu sinalização favorável sobre a instalação.
No STF, além da solicitação de Lindbergh, um outro mandado de segurança, patrocinado pela oposição, pede a instalação obrigatória da comissão de inquérito. O pedido tramita sob a relatoria do ministro Nunes Marques, mas não teve andamento. Senadores têm cobrado que o ministro se declare suspeito e, assim, o pedido seja enviado para a análise de outro integrante do Supremo.
Na Câmara, a instalação de uma CPI já foi descartada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que argumenta haver pedidos mais antigos para a abertura de outras comissões de inquérito. O entendimento foi reforçado pelo ministro do STF Cristiano Zanin, que rejeitou pedido para determinar a abertura da CPI.
Sobre as tratativas com Vorcaro, Flávio Bolsonaro nega irregularidades e tem afirmado que discutiu “especificamente” sobre a produção do filme. Segundo ele, acordo envolvia apenas recursos privados. O senador também tem defendido e afirmado ser “fundamental” a instalação de uma comissão de inquérito.
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Mais vazamentos abalam clã dos Bolsonaro
O vazamento de contratos, mensagens e documentos relacionados ao filme “Dark Horse”, autobiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, amplia a crise política em torno do núcleo bolsonarista e cria um foco de desgaste para o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República.
Embora o centro das revelações esteja no deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), os documentos divulgados pelo Intercept Brasil colocam Flávio diretamente na articulação financeira do projeto e reforçam a percepção de que a família atuava de forma integrada em uma operação milionária cercada de controvérsias. Em um cenário eleitoral, a associação entre os irmãos tende a tornar impossível limitar os danos políticos apenas a Eduardo.
O principal elemento de desgaste decorre da contradição entre o discurso público de Eduardo e os documentos revelados. Enquanto o ex-deputado afirmou nas redes sociais que apenas cedeu direitos de imagem para o filme sobre o pai, contratos assinados por ele o colocam como produtor-executivo, com participação em decisões estratégicas e financeiras da produção. As mensagens obtidas pelo Intercept reforçam essa participação ao mostrarem Eduardo discutindo mecanismos de remessa de recursos aos Estados Unidos e estratégias para acelerar transferências internacionais.
Leia maisPara Flávio, o problema ganha dimensão ainda maior porque seu nome aparece vinculado diretamente à captação de recursos junto ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a reportagem, foi o senador quem articulou o apoio financeiro de US$ 24 milhões para o filme, dos quais ao menos US$ 10,6 milhões já teriam sido pagos em 2025. A partir do momento em que os documentos indicam que parte dos valores teria sido direcionada para estruturas ligadas a aliados de Eduardo nos Estados Unidos, a crise deixa de ser apenas um desgaste individual e passa a atingir o entorno político e familiar do senador.
Outro aspecto politicamente sensível é o conteúdo das mensagens atribuídas a Eduardo, tratando da melhor forma de enviar recursos aos EUA. O teor das conversas, ao mencionar dificuldades de remessas e a necessidade de acelerar transferências dentro de um “sistema atual”, pode alimentar interpretações adversárias sobre tentativa de contornar mecanismos de controle financeiro.
O filme, inicialmente concebido como uma peça de fortalecimento político e simbólico do bolsonarismo, foi transformado em uma fonte de desgaste público. Em vez de reforçar a narrativa de perseguição defendida pelo grupo, o vazamento projeta dúvidas sobre financiamento, gestão e benefícios.
Se novos documentos vierem à tona ou as investigações avançarem, a tendência é que o caso deixe de ser apenas um problema jurídico ou administrativo e passe a representar um impasse eleitoral para qualquer candidatura ligada diretamente ao sobrenome Bolsonaro.
Confiança total – O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, disse confiar “100%” em seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, e no deputado federal Mario Frias (PL). “Eu confio 100% neles. Eles se colocaram à disposição para fazer uma grande obra de arte, uma obra cinematográfica”, disse em entrevista à CNN Brasil. A declaração foi dada logo após a divulgação das informações de que Eduardo havia atuado como produtor-executivo de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, com responsabilidades e poder sobre a gestão financeira do projeto.

Contrato exposto – Documentos obtidos pelo Intercept Brasil colocaram Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro (PL), com atribuições ligadas à captação de recursos e decisões estratégicas do projeto. Após a divulgação do contrato, o ex-deputado afirmou ter investido cerca de R$ 350 mil do próprio bolso para manter, nos Estados Unidos, o vínculo com um diretor de Hollywood enquanto o longa buscava investidores. Segundo Eduardo, o valor foi posteriormente reembolsado pela produtora e ele deixou a função executiva quando a estrutura financeira passou a operar por meio de um fundo sediado no Texas. A declaração ocorreu após a PF passar a investigar se recursos ligados ao Banco Master ajudaram a custear despesas do parlamentar nos EUA.
Flávio recalcula – Depois de minimizar a proximidade com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a admitir a possibilidade de surgirem novos registros de contato com o banqueiro. O senador afirmou que “pode vazar novas conversas” e até vídeos relacionados às tratativas sobre o filme “Dark Horse”. A declaração ocorreu após aliados relatarem desconforto com os áudios divulgados envolvendo pedidos de recursos para a produção. Nos bastidores, integrantes da pré-campanha presidencial cobraram explicações de Flávio sobre a relação com o dono do Banco Master antes mesmo da crise ganhar dimensão pública.
“Marretada neles” – Em seu primeiro evento público após a repercussão do caso Vorcaro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou tom de enfrentamento político durante ato da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado, em Campinas. O senador afirmou que aliados não devem “abaixar a cabeça” diante da crise envolvendo os áudios e mensagens sobre pedidos de recursos para o filme “Dark Horse”. “Quando a verdade está do nosso lado, isso nos motiva. Marretada neles”, declarou. O evento reuniu Tarcísio de Freitas (Republicanos), Sergio Moro (União Brasil) e Rogério Marinho (PL), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio. Eduardo Bolsonaro também participou por vídeo e afirmou que Derrite “estará certamente na base do nosso presidente Flávio Bolsonaro”.

Lula cutuca – Ao anunciar um pacote de R$ 2,2 bilhões para ampliar o tratamento do câncer no SUS, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou o discurso no Hospital do Amor, em Barretos (SP), para ironizar o escândalo do Banco Master. “Nesse hospital aqui não tem dinheiro do Vorcaro”, afirmou. O pacote anunciado pelo governo inclui financiamento para medicamentos oncológicos de alto custo, cirurgias robóticas e ampliação do acesso à reconstrução mamária na rede pública.
CURTAS
TCU freia Transnordestina – O Tribunal de Contas da União determinou que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. não assumam novos compromissos financeiros para a retomada da Transnordestina entre Salgueiro e Suape. A decisão atinge diretamente a estratégia do Governo Lula (PT) de recolocar o trecho pernambucano no Novo PAC após a devolução do ramal pela concessionária privada. O TCU apontou falhas de planejamento e ausência de estudos atualizados de viabilidade econômica e social da obra.
PAC na berlinda – A decisão do TCU ampliou a pressão sobre a retomada da Transnordestina em Pernambuco com recursos públicos. O tribunal considerou insuficientes os estudos apresentados pelo governo federal e alertou para o risco de a ferrovia se transformar em um ativo subutilizado e dependente permanente de subsídios. O Ministério dos Transportes sustenta que a obra é estratégica e afirma que a decisão não afeta os contratos nem o andamento atual dos serviços já iniciados.
Conta não fecha – O TCU também apontou descompasso entre o custo estimado da Transnordestina pernambucana e os recursos previstos no Plano Plurianual até 2027. Diante do impasse, o tribunal recomendou a criação de uma comissão permanente envolvendo ministérios, agências reguladoras e órgãos de controle para revisar a governança e o cronograma da obra. A Sudene informou que apresentará estudos técnicos atualizados para defender a viabilidade econômica e social do trecho entre Salgueiro e Suape.
Perguntar não ofende: O que assusta mais o entorno de Flávio: o que já vazou ou o que ainda pode vazar?
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (15), durante evento de lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado, que aliados não devem “abaixar a cabeça” diante da crise envolvendo áudios e mensagens divulgados pelo Intercept Brasil sobre pedidos de recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em seu primeiro discurso em palanque desde o início da repercussão do caso, Flávio adotou tom de enfrentamento político, mas falou cercado por apoiadores e lideranças bolsonaristas em Campinas (SP). As informações são da CNN.
Leia mais“Quando a verdade está do nosso lado, quando a gente sabe que fez a coisa certa, isso nos motiva. Marretada neles”, afirmou o senador.
Flávio repetiu no evento a versão apresentada à CNN e nas redes sociais sobre a negociação envolvendo o filme em homenagem a Jair Bolsonaro, voltando a afirmar que buscava financiamento privado para o projeto audiovisual.
“Tem filme que é com dinheiro privado, tem filme que é com dinheiro público, tem filme que toma dinheiro dos impostos do trabalhador”, declarou
Flávio ainda citou o senador Sergio Moro, presente no evento, como exemplo de enfrentamento ao crime. “Podem reparar o Moro, um símbolo de honestidade no nosso país”.
O ato de Derrite se transformou em um palanque para Flávio Bolsonaro, com jingles de campanha e discursos em defesa de sua pré-candidatura ao Planalto em 2026.
O evento teve tom emotivo, com um mini-documentário sobre a trajetória policial de Derrite, críticas ao PT e defesa de pautas conservadoras. Flávio e Derrite abriram o ato entrando de mãos dadas no palco.
O governador Tarcísio de Freitas chegou cerca de duas horas após o início do evento, acompanhado do presidente da Alesp, André do Prado.
Apesar da presença de aliados importantes, lideranças evitaram fazer manifestações diretas de defesa de Flávio sobre o caso Vorcaro. Ainda assim, o senador contou com demonstrações públicas de alinhamento político durante o evento.
Além de Tarcísio, Sergio Moro e Derrite, participou do evento o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
Em um vídeo exibido no telão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, apareceu afirmando que Derrite “estará certamente na base do nosso presidente Flávio Bolsonaro”. Carlos Bolsonaro também enviou mensagem de apoio.
Em discurso, Derrite defendeu a eleição de um presidente do Senado “conservador e de direita” para “frear abusos do Poder Judiciário” e voltou a defender anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
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O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu recebeu um diagnóstico de linfoma (o cancêr no sistema linfático), apos uma internação no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A instituição informou, por meio de nota, que Dirceu foi internado em 10 de maio para a realização de exames gerais e, então, recebeu o diagnóstico.
Ele seguirá hospitalizado para iniciar o tratamento específico. A insitituição ainda informou que o ex-ministro está “em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico”. Ele tem 80 anos. As informações são da CNN.
Neste momento, o paciente está aos cuidados de Raul Cutait, de Roberto Kalil e de Celso Arrais.
Leia maisDirceu anunciou, em março, sua pré-candidatura a deputado federal em São Paulo nas Eleições 2026. Na ocasião, em entrevista ao site Poder360, o petista disse que a decisão de concorrer foi tomada após convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A última passagem de Dirceu pela Câmara se deu em 2005, quando foi cassado na esteira do escândalo do mensalão. Ao longo das duas últimas décadas o petista chegou a ser preso quatro vezes.
Linfoma
Linfoma é o nome que se dá ao câncer do sistema linfático, parte fundamental no sistema imunológico do organismo. Os linfomas, em geral, podem ser chamados de Hodgkin e não-Hodgkin. O nome refere-se ao patologista Thomas Hodgkin (1798-1866), responsável por descrever esse tipo de câncer (o de Hodgkin) pela primeira vez.
O Linfoma de Hodgkin, em geral, se origina com maior frequência na região do pescoço e na região do tórax. A maioria dos pacientes com esse tipo de linfoma pode ser curada com tratamento disponível atualmente, diz o Ministério da Saúde.
O linfoma não-Hodgkin pode surgir em qualquer parte do organismo e seu crescimento acontece de maneira desordenada.Existem mais de 20 tipos dessa classificação específica de câncer. De acordo com o Ministério da Saúde, número de casos duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos. As razões para o aumento são desconhecidas.
O Boletim divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês não informa qual o tipo de linfoma de Dirceu.
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