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Superintendente da Sudene cobra união política para destravar a Transnordestina
Depois de anos de paralisações, mudanças de projeto e sucessivos adiamentos, o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, disse ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que os estudos exigidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o trecho da Transnordestina entre Salgueiro e Suape serão contratados ainda neste semestre. “A gente tem a leitura de que a estrada deverá ter seu início logo, logo”, afirmou.
Ao longo da entrevista, Francisco reconheceu que Pernambuco perdeu tempo no processo. Segundo ele, após a devolução do trecho pernambucano pela concessionária, foram consumidos dois anos apenas para formalizar a cisão do contrato, antes do início da nova fase do projeto. Ao detalhar o estágio atual da ferrovia, explicou que a contratação dos estudos técnicos marca o começo dessa etapa. “Perdemos dois anos do ponto de vista da discussão da estrada”, admitiu. “Os 350 quilômetros estão sendo iniciados com a contratação dos estudos”, acrescentou.
Questionado sobre a percepção de que o Ceará conseguiu avançar mais rapidamente na implantação da ferrovia, o superintendente evitou atribuir o cenário a um lobby político, mas fez um apelo pela união das lideranças pernambucanas. “O que nós temos que fazer aqui em Pernambuco é a unidade de todos em defesa da estrada”, pontuou, acrescentando que pretende reunir as forças políticas após o período eleitoral para discutir formas de acelerar o empreendimento.
Leia maisFrancisco também rebateu avaliações de que a Sudene perdeu protagonismo. Embora tenha admitido que o órgão já não desfruta da mesma visibilidade de décadas passadas, sustentou que a instituição continua exercendo papel central no desenvolvimento regional. “O protagonismo existe na medida em que nós administramos os fundos”, ressaltou, ao destacar que a autarquia administra cerca de R$ 70 bilhões em recursos destinados a financiamentos e investimentos no Nordeste.
Ao defender a retomada da Transnordestina, o superintendente afirmou que a ligação do ramal ao Porto de Suape faz parte de uma estratégia nacional de logística e competitividade. “A estrada é importante para a estratégia do Brasil de inserção no contexto mundial”, declarou, argumentando que a ferrovia ampliará a capacidade de escoamento da produção do Centro-Oeste e do Matopiba para mercados internacionais.
Jaques Wagner é intimado pela PF – A Polícia Federal intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA) a depor no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A oitiva está marcada para 7 de agosto e será presencial, na sede da Superintendência da PF em Brasília. Questionado por jornalistas sobre o depoimento, Wagner disse que provará sua inocência. “Eu, por orientação do meu advogado, não falo sobre o tema. Eu estou falando só sobre campanha e ele responde sobre isso aí. Mas eu estou tranquilo. Acho que, assim como em 2018, a inocência será provada, independentemente dessa agitação que está agora”, disse.

Flávio exporta desinformação – O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou uma informação falsa sobre as urnas eletrônicas brasileiras ao pedir a representantes diplomáticos de 42 países que enviem “a maior quantidade de observadores possível” para acompanhar as eleições de outubro. Durante evento em Brasília, ele afirmou que as urnas brasileiras têm a mesma origem da empresa venezuelana Smartmatic, alegação desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 2017. A Corte afirma que a empresa nunca forneceu nem programou as urnas utilizadas no país. Após a repercussão, Flávio divulgou nota negando ter colocado em dúvida o processo eleitoral e sustentou que o convite a observadores internacionais é uma prática adotada por outras democracias.
Valdemar desclassifica Flávio – O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse, ontem, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não estava “preparado para ser candidato” à Presidência da República. Flávio foi escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso, para concorrer pelo grupo neste ano. “Ele foi escolhido pelo (Jair) Bolsonaro e não tinha feito uma estrutura, um trabalho antes para ser candidato à Presidência da República. Bolsonaro escolheu Flávio e agora que estamos conseguindo andar nesse assunto”, afirmou Valdemar em entrevista à CNN Brasil.
Forças Armadas nas eleições – Um decreto assinado pelo presidente Lula (PT) e publicado no Diário Oficial da União (DOU) de ontem autoriza a atuação das Forças Armadas no apoio logístico nas eleições de outubro. Elas auxiliam em questões de segurança e no transporte de urnas, pessoas e materiais para locais de difícil acesso. Pelo decreto, os locais e o tempo de emprego das Forças Armadas dependem de requisições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O TSE aprova o envio de forças federais a estados a partir de pedidos dos Tribunais Regionais Eleitorais.

Fachin rejeita submissão do Judiciário – O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que o Judiciário não substitui a política, mas defendeu que o Poder deve exercer suas funções sem “submissão indevida” ao Executivo e ao Legislativo e sem obedecer a interesses econômicos, campanhas midiáticas e pressões populares ou internas. “Um Judiciário institucionalmente forte, mas composto por juízes vulneráveis à pressão, não é verdadeiramente independente. Da mesma forma, magistrados íntegros inseridos em instituições frágeis dificilmente conseguirão sustentar sua independência no longo prazo”, afirmou Fachin. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
CURTAS
ITAMARATY – O Ministério das Relações Exteriores atualizou o alerta consular para brasileiros que estão no Oriente Médio ou pretendem viajar para a região. O governo recomenda não viajar para países e áreas afetados diretamente por conflitos e orienta evitar viagens não essenciais a outros destinos. O governo brasileiro recomenda não viajar para: Irã, Israel, sul do Líbano, Faixa de Gaza e Iêmen.
ABASTECIMENTO – Uma intervenção no Sistema Tapacurá vai suspender o abastecimento de água em mais de 130 localidades do Recife, de Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe, na Região Metropolitana, a partir das 6h de hoje. Segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), o serviço está previsto para ser finalizado às 6h do sábado (25), e mais de 800 mil pessoas devem ser impactadas.
LIBERDADE – A Justiça de Pernambuco revogou a prisão domiciliar do padre Airton Freire, investigado por acusações de estupro, e determinou sua liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares. A decisão foi proferida ontem pelo juiz Guilherme Oliveira da Silva Gonçalves, que entendeu haver excesso de prazo na instrução processual. Com a decisão, Airton deixa a prisão domiciliar, mas continuará sujeito a restrições determinadas pela Justiça.
Perguntar não ofende: Flávio vai mesmo tentar repetir a estratégia fracassada e antidemocrática do pai?
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Por Edson Mota – Blog da Folha
A governadora Raquel Lyra (PSD) não participou da convenção do partido Novo na noite desta terça-feira (21). É a segunda vez, desde que as convenções partidárias iniciaram, que a gestora não comparece a eventos de partidos aliados. Na segunda-feira (20), primeiro dia das definições das siglas, ela também não esteve presente na convenção do Podemos.
Nos dois compromissos, Raquel Lyra foi representada pela vice-governadora Priscila Krause (PSD). Questionada sobre o motivo da ausência da governadora, Priscila justificou que a gestora estadual estava impossibilitada de participar dos dois momentos e que elas costumam se dividir em eventuais compromissos do mandato.
Leia mais“A governadora está em reuniões que não permitiram que ela viesse. Somos um time. Ela cumpre umas agendas e eu outras. Em vários momentos precisamos nos dividir pra poder multiplicar. (…) Temos uma campanha inteira para caminharmos juntos”, alegou.
POSICIONAMENTO
Além disso, como é de praxe, o evento se notabilizou pelo posicionamento contrário do partido ao nome do pré-candidato João Campos (PSB).
“De um lado, temos um atraso e tudo que atrasa Pernambuco há anos; do outro, temos uma governadora e uma vice que trabalham. Do lado do PT e do PSB nós não estamos, mas respeitamos a condução da governadora nas pautas”, falou o presidente estadual do partido, Tecio Teles.
“O presidente do Novo já deixou claro que onde o PT e o PSB estiverem, nós não estaremos. Entendemos que o projeto (da governadora Raquel Lyra) consegue atender às necessidades do povo pernambucano”, afirmou o candidato ao Senado, Carlos Sant’Anna.
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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a ideia do Brasil não é retaliar os Estados Unidos após a implementação das tarifas de 25%. Entretanto, afirmou que há “instrumentos” para que a “reciprocidade” seja aplicada em um momento oportuno.
“A ideia não é retaliação. Olho por olho, o que pode acontecer, é os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: ‘Olha, nós estamos sendo injustiçados e nós queremos corrigir isso’. Nós temos instrumentos para fazê-lo, no momento oportuno, da forma adequada”, afirmou. As informações são da CNN.
Alckmin voltou a afirmar que o Brasil está sendo injustiçado com a implementação das tarifas, e lembrou a Lei de Reciprocidade, aprovada no ano passado pelo Congresso, que permite ao Brasil se defender de imposições comerciais injustificadas.
Leia maisApesar da indicação de possível resposta, o governo ressaltou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é para que o Brasil se mantenha na mesa de negociação, enquanto busca formas de socorrer os principais setores afetados.
Sobre esse ponto, o ministro Marcio Elias Rosa, do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Coméricio e Serviços), afirmou que os temas elencados na investigação comercial da Seção 301 não devem ser negociados.
“Os nossos argumentos não foram acolhidos e, infelizmente, eles usaram esses argumentos de maneira errada, equivocada, injusta para tomar a decisão”, disse.
“Então, nós não estamos falando mais de linhas preferenciais com o México, com o Índia e nem de etanol, açúcar e nenhum outro tema daqueles que estavam dentro da 301. Porque, infelizmente, eles já decidiram esse tema. Então, ponto final nesse capítulo.”
Sobre a investigação contra o Brasil e outros 59 países por suspostamente falharem no combate ao trabalho forçado, o ministro disse que a tarifa provavelmente será anunciada na sexta-feira (24).
“Nós estamos na expectativa de saber se serão cumulativos com os 25% ou não. Nós conseguimos, quando saiu a decisão dos 25%, excluir a outra seção e não houve acumulação. Agora, nós só saberemos na sexta-feira”, finalizou.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, atacou nesta terça-feira (21) as urnas eletrônicas com acusações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em reunião com diplomatas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. As informações são do g1.
Leia mais“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa. Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas são da mesma empresa”, disse Flávio.
“Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela, inclusive utilizando uma documentação do próprio serviço de inteligência americano, a CIA, apontando sobre a possibilidade de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação”, afirmou o senador.
O TSE já desmentiu que utilize urnas eletrônicas da empresa venezuelana. Em nota em seu site, publicada em 2020 e atualizada em 8 de julho de 2026, o TSE esclarece que as urnas não são fornecidas pela empresa. (Veja mais detalhes aqui)
“São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, diz a nota do TSE.
“Dessa forma, o TSE reitera que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos. A empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras”, complementa o TSE.
Em 2022, o TSE também desmentiu que a empresa Smartmatic tivesse acesso ao programa que roda nas urnas e afirmou que o software é desenvolvido e gerido apenas pela Justiça Eleitoral.
“O sistema eletrônico de votação do país utiliza meios próprios e criptografados de comunicação e transmissão de dados, não tendo nenhum contato com redes públicas, como a internet. Em mais de 20 anos de trajetória, o sistema foi reiteradamente testado e comprovadamente isento de quaisquer formas de manipulação, de fraude na totalização de votos ou de quebra do sigilo do voto”, afirmou o tribunal à época.
Flávio deu a declaração a representantes de quase 50 países e organizações internacionais no “Debatendo o Brasil”, série de eventos reservados entre pré-candidatos e representantes estrangeiros promovida pela Novo Selo Comunicação em parceria com o The Brazilian Report, veículo jornalístico em inglês voltado à cobertura do Brasil para o público internacional.
Durante sua fala, Flávio afirmou que não estava questionando o sistema de votação brasileiro, mas pediu para os países enviarem uma quantidade maior de observadores eleitorais.
“Então o pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e como o Brasil pode dar ter eleições mais seguras e transparentes”, afirmou.
O TSE também informa que a empresa já prestou serviços de conexão de dados e voz e que perdeu uma licitação para fabricar urnas eletrônicas em 2020.
“A Smartmatic celebrou contratos com o TSE em outras ocasiões somente para a prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica. Além disso, a empresa participou da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas para 2020, mas perdeu para a empresa Positivo”, complementa a nota do TSE.
Em evento realizado em 18 de julho de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro atacou as urnas eletrônicas, afirmando, sem provas, de que elas não seriam seguras.
Em função do episódio, Bolsonaro foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A decisão da Corte tornou Bolsonaro inelegível por oito anos, até 2030.
“O ex-presidente Jair Bolsonaro, ele está inelegível após uma reunião com embaixadores. Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral e apenas manifestava suas preocupações para que os embaixadores levassem esse cenário de preocupação para os seus países”, afirmou Flávio nesta terça.
O então presidente usou o Palácio da Alvorada e a estrutura do governo organizar uma apresentação a embaixadores de diversos países. Na ocasião, repetiu suspeitas, que foram desmentidas por órgãos oficiais, sobre as eleições de 2018 e a segurança das urnas eletrônicas.
O ex-presidente baseou a apresentação em um inquérito aberto pela Polícia Federal em 2018, com autorização do STF, sobre a invasão de um hacker ao sistema do TSE. O tribunal informou que esse acesso foi bloqueado e não interferiu em qualquer resultado.
Bolsonaro também citou, sem provas, a tese de que o voto impresso seria mais seguro que as urnas eletrônicas — utilizadas desde 1996 sem qualquer caso confirmado de fraude ou adulteração.
A TV Brasil, emissora estatal, transmitiu o evento. O acesso da imprensa foi restrito às equipes que concordaram previamente em veicular a apresentação ao vivo e na íntegra.
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O ex-prefeito de Tupanatinga Manoel Tomé oficializou, nesta terça-feira (21), apoio à candidatura de Regina da Saúde (Podemos) para deputada estadual. O anúncio foi feito durante uma reunião realizada em sua residência, com a presença de lideranças políticas do município. Na ocasião, Tomé também declarou apoio à reeleição da deputada federal Iza Arruda (MDB).
Ao agradecer o apoio, Regina afirmou que pretende representar Tupanatinga e a região na Assembleia Legislativa de Pernambuco. “Recebo esse apoio com muita gratidão e responsabilidade. Nosso compromisso é trabalhar para que Tupanatinga e região tenham uma voz atuante na Assembleia Legislativa do estado, defendendo investimentos para o desenvolvimento dessa região tão importante para nosso estado”, disse.
Como se não bastassem as indefinições sobre alianças partidárias, a aproximação de prefeitos, as disputas internas e o impasse em torno da composição para o Senado, a governadora protagonizou mais um movimento que chamou atenção.
Na convenção do Novo, partido que decidiu apoiá-la, quem a representou foi a vice-governadora Priscila Krause. Não se trata de questionar sua representatividade, ela a tem de sobra, até por sua trajetória política ligada ao campo da direita. O problema é a mensagem política transmitida.
Enquanto escala o deputado federal Túlio Gadelha para dialogar com setores da direita, envia Priscila Krause para representar sua candidatura em um evento partidário. A sucessão de aproximações e distanciamentos com diferentes grupos reforça a percepção de que a governadora procura se adaptar às circunstâncias políticas, o que acaba gerando desconforto e desconfiança entre aliados e potenciais apoiadores.
A impressão que fica é a de uma estratégia que prioriza conveniências, sem um compromisso político claramente definido com os grupos que busca atrair. Resta saber até que ponto esse método continuará surtindo efeito. O Novo chegou com pompa e, antes da largada, lá levou um chega pra lá. O mesmo que Raquel deu nos bastidores da convenção do Podemos, que chegou a ir, mas sequer entrou.
Por Betânia Santana – Blog da Folha
A Executiva Nacional do PP reuniu, nesta terça-feira (21), dirigentes dos principais estados do país para resolver os imbróglios na construção de palanques estaduais. Em meio ao impasse da sigla para a vaga no Senado em Pernambuco, o presidente da federação União Progressista, Eduardo da Fonte, participou do encontro, que foi comandado pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira.
Na ocasião, foi referendado o nome de Eduardo da Fonte para o Senado em Pernambuco, em consonância com a escolha da executiva estadual da federação.
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O partido ainda debateu o posicionamento que deve adotar nas eleições presidenciais. Durante o encontro, Eduardo da Fonte defendeu que o PP se mantenha neutro na disputa.
Também participaram da reunião a senadora por Mato Grosso do Sul Teresa Cristina; o deputado federal Ricardo Barros; o líder do PP na Câmara, deputado Dr. Luizinho; o secretário-geral do Progressistas, Aldo Rosa; e o advogado da legenda Herman Ted Barbosa.
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), participou, nesta terça-feira (21), da convenção estadual do Republicanos, no Recife, que homologou a candidatura de Carlos Costa a vice-governador da chapa da Frente Popular e oficializou as chapas proporcionais do partido para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Durante o evento, João defendeu a parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como estratégia para ampliar investimentos no estado.
Em seu discurso, o socialista afirmou que a aliança entre os governos federal e estadual poderá contribuir para a execução de obras e atração de investimentos. “O presidente Lula deixou muito claro que o PSB é o principal aliado do seu projeto no Brasil. Tenho muita confiança de que essa parceria vai além da eleição. Quando vocês virem Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência e João Campos no Governo de Pernambuco, podem ter certeza: Pernambuco vai voar”, declarou.
Também discursaram no evento o senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, o presidente estadual do Republicanos, Silvio Costa Filho, e Carlos Costa, que teve a candidatura a vice-governador homologada pela legenda. A convenção ainda oficializou 39 candidaturas do Republicanos às eleições proporcionais deste ano.
A ausência da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), nas convenções promovidas pelo Podemos e pelo Partido Novo chamou a atenção nos bastidores da política estadual e alimentou interpretações sobre a estratégia adotada pelo Palácio do Campo das Princesas para as eleições deste ano.
Embora o PSD componha um campo político de centro e mantenha diálogo com diferentes forças, analistas avaliam que a ausência da governadora pode sinalizar uma tentativa de evitar associação direta com candidaturas identificadas com a direita e com o bolsonarismo.
Entre os nomes que participaram das convenções estão o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, filiado ao Podemos e um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em Pernambuco, além de Eduardo Moura, do Partido Novo, também alinhado ao campo conservador.
Leia maisNos bastidores, a avaliação é que Raquel Lyra busca preservar um perfil institucional e moderado, evitando fotografias ou gestos políticos que possam reforçar uma identificação com qualquer dos polos da disputa nacional. A estratégia também dialoga com o posicionamento adotado pelo PSD em diversos estados, onde a legenda procura manter autonomia em relação à polarização entre lulismo e bolsonarismo.
Aliados da governadora afirmam que a prioridade do governo permanece voltada para a agenda administrativa e para a entrega de obras e ações em Pernambuco. Já adversários interpretam a ausência como uma decisão calculada para evitar desgaste junto ao eleitorado mais ao centro e aos setores que rejeitam a polarização política.
Até o momento, o Governo de Pernambuco não apresentou justificativa pública para a ausência da governadora nas convenções do Podemos e do Novo.
Especialistas em ciência política observam que, em períodos pré-eleitorais, a participação — ou a ausência — de lideranças em eventos partidários costuma carregar forte simbolismo. Estar presente pode ser interpretado como sinal de proximidade política, enquanto a ausência pode representar cautela ou uma tentativa de manter canais de diálogo com diferentes segmentos do eleitorado.
Dessa forma, a decisão de Raquel Lyra acaba sendo vista como parte de uma estratégia para preservar sua posição de liderança estadual, sem aprofundar vínculos públicos com candidaturas posicionadas mais à direita do espectro político, especialmente em um cenário marcado pela forte polarização nacional.
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Por Marcilio Cavalcanti
O pernambucano de todos nós, Ranilson Ramos, completa nesta terça-feira (21), 69 anos de uma vida dedicada ao sertão do São Francisco e ao estado de Pernambuco.
De uma atuação marcante na Câmara de Vereadores de Petrolina até a presidência do Tribunal de Contas de Pernambuco, muitos foram os caminhos, as lutas e as conquistas de Ranilson Ramos nas terras dos altos coqueiros.
, Considerado homem público de contribuição social, econômica e política, este filho de Orocó, nascido do amor de Gregório e Luiza Ramos, foi eleito, em 1982, vereador de Petrolina, com uma expressiva votação para um combativo mandato, que, entre outras bandeiras, se dedicou à defesa dos pequenos agricultores do Sertão do São Francisco, compromisso que sempre encarou com ternura nos olhos e coragem no coração.
Leia maisNão demorou muito e a liderança de Ranilson Ramos se expandiu para os quatro cantos do sertão pernambucano, elegeu-se deputado estadual por três mandatos. Em 1989, Ranilson Ramos foi relator do capítulo sobre Tributação na Assembleia Legislativa de Pernambuco para a Constituição deste Estado. Sua relatoria até hoje tem sido reconhecida entre seus pares daquele ciclo político como fundamental na condução econômica de Pernambuco quanto à condução tributária em contextos de encargos sociais e racionalidade econômica nas atividades de pequenas e grandes empresas nos 184 municípios pernambucanos.
Eleito conselheiro do Tribunal de Contas de Pernambuco, onde foi presidente no biênio 2022/2023, Ranilson Ramos colocou em prática também os conhecimentos adquiridos como economista e estudioso da política. Com força e determinação pela luta dos interesses dos municípios pernambucanos, Ranilson Ramos marcou também seu mandato à frente da presidência do Tribunal de Contas pelo olhar social e econômico e das vocações de cada uma das unidades pernambucanas. A renovação do Tribunal de Contas, com novas vozes, novas ideias e mentes criativas, como sempre quiseram as lideranças Miguel Arraes e Eduardo Campos, amigos de todas as horas. Felicidades, Ranilson, e muitos anos de vida.
*Administrador de empresas e ex-prefeito de Cabrobó
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A saída do ex-deputado pernambucano Danilo Cabral (PSB) da superintendência da Sudene, em agosto do ano passado, gerou ruído no meio político. Na época, foi apontada interferência do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que queria expandir sua influência no governo Lula (PT), aliado ao então ministro da Educação, Camilo Santana (PT). Ainda assim, o atual superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre, nega que essa interferência cearense ocorra no órgão.
“Quem administra a Sudene hoje é um pernambucano. Eu sou de Bom Conselho. Eu não tenho as minúcias da saída do Danilo. O fato é que o mandato que me foi dado foi para fazer a execução da política de governo, e tenho feito essa execução. As influências, como você diz, na verdade não existem. O que existe são os compromissos que foram traçados, travados e assinados. Quando a gente faz uma liberação de recursos para uma obra como o eixo que vai até o Porto de Pecém, no Ceará, é porque é uma obrigação de fazer. Há um contrato que diz que nós temos que cumprir. Então não tem nenhuma influência, tem a execução contratual, que tem que ser feita”, afirmou o superintendente, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Temos feito vários estudos demonstrando a necessidade e a importância de se fazer o eixo de Salgueiro a Suape. Estamos convencidos, apresentamos documentos, estudos e levamos para o Tribunal de Contas da União (TCU), para o Ministério dos Transportes. Esses estudos mostram a importância de ter a estrada também chegando ao Porto de Suape. E o que temos recebido como retorno é que esta é uma obra de importância também para o governo, como uma obra estratégica. Tanto é que vamos assinar contrato para fazer todos os estudos da estrada, que deverão estar concluídos durante esse segundo semestre. A ideia é que, terminando até dezembro, a gente destrave tudo isso, que é o que pede o TCU. A gente tem a leitura de que a estrada deverá ter seu início logo logo”, completou Francisco.
Ele também disse desconhecer um possível lobby contra Pernambuco a favor do Ceará. “Se há um lobby ou não, a gente não pode fazer essa discussão, na minha compreensão. Como eu tenho uma obrigação de fazer e tem que haver, do ponto de vista técnico, um estudo, o que temos que fazer em Pernambuco é a unidade de todos em defesa da estrada. Temos conversado com as forças políticas, com os setores econômicos do Estado, todos são conscientes disso. Tão logo a gente passe o período eleitoral, onde há certa dispersão, precisamos continuar isso”, ressaltou o superintendente. Todavia, indagado se as forças políticas do Ceará – mesmo tão antagônicas – teriam mais força e unidade que as de Pernambuco, ponderou que “é possível”.
A advogada Mariana Carvalho, que atuou na defesa do padre Airton Freire, da Fundação Terra, em Arcoverde, e que ganhou liberdade hoje, após três anos de prisão, disse, há pouco, ao blog, que o religioso voltará ainda esta semana para Arcoverde. Vai ficar recluso por algum tempo, segundo ela, no Sítio Malhada.
Mas não reassume suas funções na Fundação. O regresso à sua terra depende apenas, segundo Mariana, dos trâmites da Justiça, já que ele estava em prisão domiciliar, usando tornozeleira.
Padre Airton foi preso preventivamente em julho de 2023, no âmbito das investigações sobre denúncias de crimes sexuais envolvendo o fundador da Fundação Terra. A primeira acusação foi feita por uma personal stylist, que afirmou ter sido vítima de estupro durante um retiro espiritual em uma propriedade da instituição. Ao longo das investigações, outras denúncias também passaram a ser apuradas. O religioso sempre negou as acusações.
