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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) participa nesta terça-feira da sabatina da TV Globo com os candidatos à Presidência da República. Após ser questionado, o presidenciável iniciou a entrevista defendendo a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro e defendeu que ela seja “ampla, geral e irrestrita”.
— Sou um democrata na essência. Jamais transigi nas regras da democracia, nunca contestei resultados de eleições — disse o ex-governador de Goiás, que afirmou em seguida que “o traço do brasileiro não é de construir o ódio” — Desde o império você tem anistia. Depois Juscelino Kubitschek sofreu realmente tentativa de golpe e propôs anistia. Nós temos que acabar com a polarização e pacificar o país. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisEle comparou uma eventual anistia à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de anular as condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Lava Jato. O STF entendeu que não cabia à Justiça Federal do Paraná julgar o petista.
— Ele foi condenado em todas as instâncias. Todo mundo eufórico que havia combate à corrupção, e de repente o Supremo diz que o foro não era o correto, e uma atitude do Supremo o anistiou para que ele voltasse até a disputar a eleição — disse Caiado.
O candidato do PSD falou em seguida do tema da segurança pública ao ser questionado sobre a proposta de criar uma polícia internacional em parceria com países do continente sul-americano. Caiado disse que o Brasil é uma “Disneylândia do narcotráfico” e afirmou que o governo Lula é conivente com os criminosos.
— Todos os nossos vizinhos são da centro-direita, só falta o Caiado ganhar a eleição para concluir. Hoje o presidente da Colômbia já declarou facções como terroristas. Hoje o único nicho que tem para traficante na América do Sul é o Brasil, que é o grande resort do narcotráfico, a Disneylândia do narcotráfico — respondeu o ex-governador de Goiás. Ele afirmou ainda que não autorizaria militares americanos dos EUA a entrar no país — Para que? Se vamos tratar entre nós aqui. São dez países e o Brasil tratando desse assunto.
Caiado foi questionado também sobre o ajuste fiscal e a governabilidade junto ao Congresso Nacional. Ele aproveitou a pergunta para atacar os adversários e líderes nas pesquisas eleitorais, Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
— Você acha que Lula ou Flávio vão construir algum tipo de maioria para aprovar alguma emenda constitucional? Vou para o segundo turno e vou bater o Lula. Esses dois não respondem nada. Tipo de homem que não serve para governar, só faz populismo, negociata e proteger familiar — diz Caiado, que acresentou em seguida — Meu ajuste fiscal será uma emenda constitucional que encaminharei no primeiro dia do governo, dizendo que as receitas do governo federal serão limitadas a corrigir a inflação e atingir no máximo 50% do PIB.
Essa é a segunda entrevista da série com os presidenciáveis. A primeira aconteceu nesta segunda-feira, com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo).
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Uma suposta rede coordenada de páginas e perfis da internet que estaria utilizando recursos públicos do governo do Estado para promover ataques e conteúdos difamatórios contra adversários da governadora Raquel Lyra (PSD) foi denunciada em reportagem exibida pela Rede Record na noite desta terça-feira (25). A matéria mostrou um servidor federal cedido ao Governo de Pernambuco confessando operar uma rede de páginas e perfis que se dedicam a “desidratar” o candidato a governador João Campos (PSB) e que o pagamento pelo “serviço” viria de contratos de publicidade firmados pelo governo Raquel Lyra. Somente a página Portal de Prefeitura já teria recebido mais de R$ 600 mil para executar a “missão”.
Amisadai Andrade é servidor da Caixa Econômica Federal cedido, em abril de 2025, ao governo do Estado, onde atua até hoje na Secretaria de Turismo. Segundo seu próprio relato na matéria da TV Record, ele coordena uma série de perfis destinados a criticar Campos e a postar conteúdos difamatórios contra o ex-prefeito. Amisadai é um dos rostos por trás do Portal de Prefeitura, supostamente um site noticioso, mas cuja linha editorial se dedica a enaltecer Raquel Lyra e atacar João Campos – inclusive em “colabs” (posts compartilhados entre vários perfis) com páginas destinadas à mesma função.
Em vídeo, Amisadai relata ter sido chamado ao Palácio do Campo das Princesas – sede do governo de Pernambuco – para tratar do esquema de ataques a João Campos. “O governo do Estado enxergou na gente — também a gente fez reunião com o Palácio —, enxergou a gente como um canal para a gente tentar desidratar ele (João Campos)”, diz o servidor. “A gente aqui em Pernambuco tem nosso veículo (…), a gente tem alguns perfis que a gente sempre bota um conteúdo crítico e a gente sempre conversa com o pessoal das redes para fazer colab”, continua. De acordo com a matéria, Amisadai coordenaria uma rede com mais de 300 perfis destinados a ataques contra João Campos. “A gente começou a fazer esse trabalho, ele (João Campos) tinha acabado de ser eleito com 78% no Recife, sabe… hoje ele já tá com 52%, ele já caiu muito já”.
Apesar de não figurar oficialmente como sócio da Portal Comunicação e Marketing Ltda, empresa responsável pelo site Portal de Prefeitura, Amisadai é o detentor do domínio do site na plataforma Registro.br. De acordo com o próprio Amisadai, o pagamento pela operação da rede viria da verba publicitária do governo do Estado – o que configura um flagrante e ilegal uso de dinheiro público para a manipulação de opiniões tendo em vista — nas palavras do próprio Amisadai — a “desidratação” de um candidato, ou seja: a interferência direta no processo eleitoral.
A existência de um suposto “gabinete do ódio” possivelmente operado com anuência e até mesmo coordenação de pessoas de dentro do Palácio do Campo das Princesas, e com uso de dinheiro público para financiar a estrutura, foi alvo de denúncia feita no primeiro semestre de 2025 pela deputada estadual Dani Portela (então no PSOL, hoje no PT). Ela detalhou o funcionamento da rede e o possível financiamento por intermédio de agências de publicidade contratadas pelo governo Raquel Lyra. Por questões políticas, a CPI terminou desmobilizada, mas os deputados seguiram com a investigação, protocolando, em outubro de 2025, uma denúncia na Polícia Federal para que o suposto “gabinete do ódio” fosse investigado.
A matéria da Record também mostra que um dos citados pela CPI é Waldomiro Teixeira, o Dodi, primo da governadora Raquel Lyra. A reportagem cita o caso da agência E3 Comunicação, sediada em São Paulo, que, sem qualquer experiência prévia em Pernambuco, venceu uma licitação de R$ 1,2 bilhão. Sem sede no Estado, a E3 terminou se instalando em um imóvel de propriedade de Dodi.
Em uma medida cautelar solicitada na última sexta-feira (7), a Frente Popular de Pernambuco – coligação pela qual João Campos disputa o governo – pediu às principais operadoras de redes sociais e serviços de streaming – Facebook, Instagram, Google, YouTube e TikTok – a preservação dos dados de 13 pessoas identificadas como possíveis operadores/colaboradores da suposta rede, além dos dados de 40 outros perfis cujos donos ainda não foram identificados. A medida busca impedir que os supostos integrantes da rede eliminem perfis e que seus dados sumam do ambiente digital, dificultando futuras investigações.
Ao longo de 2026, sucessivas representações passaram a revelar a circulação reiterada de conteúdos eleitorais negativos por múltiplos perfis, páginas, portais e operadores digitais, alguns deles reaparecendo em diferentes episódios, realizando publicações colaborativas e replicando materiais semelhantes ou idênticos.
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Luiz Queiroz – Capital Digital
O governo Lula iniciou nesta terça-feira, 25, uma corrida para organizar a exploração dos minerais críticos brasileiros justamente quando os Estados Unidos avançam sobre a única operação comercial de terras raras do país. Uma série de decisões publicadas no Diário Oficial da União tenta ampliar o conhecimento sobre o subsolo, acelerar a devolução de áreas minerárias ociosas e preparar novos instrumentos regulatórios. Nesta quarta-feira, 26, o assunto deverá chegar à reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, quando será debatido o destravamento da pauta do Congresso, onde o projeto que regulamenta as terras raras continua parado no Senado. Na quinta-feira, Lula convocou uma segunda reunião, desta vez especificamente para discutir os próximos passos da política de minerais críticos com ministros do governo.
O movimento ocorre, porém, quando os Estados Unidos já transformaram uma mina localizada em Goiás em peça de sua própria estratégia de segurança econômica, tecnológica e militar. O governo norte-americano anunciou um investimento de US$ 750 milhões dentro de uma estrutura financeira de US$ 1,55 bilhão destinada a assegurar a produção da Serra Verde, em Minaçu, enquanto a USA Rare Earth avança para concluir a aquisição da mineradora brasileira. A operação ainda depende da votação dos acionistas da companhia americana, prevista para sexta-feira, 28.
Leia maisNão é o governo dos Estados Unidos que está diretamente comprando a Serra Verde. A adquirente é a USA Rare Earth. Mas Washington está financiando a estrutura que dará sustentação econômica à operação e, principalmente, garantindo antecipadamente parte da produção. Dos US$ 1,55 bilhão mobilizados, US$ 750 milhões correspondem ao investimento governamental, outros US$ 500 milhões a um compromisso de uma instituição financeira e US$ 300 milhões a um compromisso de compra da Defense Logistics Agency americana. Antes disso, a Serra Verde já havia obtido financiamento de US$ 565 milhões da DFC para expansão do projeto Pela Ema.
A diferença entre a velocidade das duas estratégias ajuda a dimensionar o problema brasileiro. Enquanto Brasília começa a estruturar regras, estudos, bases de dados e instrumentos de financiamento, Washington já está colocando dinheiro público numa operação localizada em território brasileiro para garantir o abastecimento de sua própria cadeia industrial.
A Serra Verde produz justamente alguns dos elementos mais cobiçados dessa corrida: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. São matérias-primas fundamentais para ímãs permanentes de alto desempenho empregados em motores elétricos, geração de energia, eletrônicos e sistemas militares. O Departamento de Guerra dos Estados Unidos afirma explicitamente que a operação brasileira faz parte da estratégia para reduzir a dependência chinesa e abastecer a emergente indústria americana de ímãs.
É justamente aí que aparece a fragilidade brasileira. O Brasil possui reservas minerais, mas ainda não controla em escala industrial todas as etapas capazes de transformar essa riqueza geológica em componentes tecnológicos de alto valor.
A própria Agência Nacional de Mineração reconhece que o país possui potencial geológico relevante em terras raras, mas ainda produz concentrados e mantém forte dependência externa na produção de ímãs permanentes e aplicações tecnológicas. Existe capacidade experimental e de pesquisa para separação, refino e fabricação de ímãs, mas não uma cadeia industrial comparável àquela que Estados Unidos e China procuram consolidar.
Pesquisadores brasileiros fazem diagnóstico semelhante. Fernando Landgraf, especialista do Instituto de Pesquisas Tecnológicas e professor da USP, apontou neste ano que o país precisa primeiro desenvolver unidades de separação e refino e, depois, dominar a fabricação de ímãs permanentes de alta potência. Ou seja, possuir o minério não significa possuir a tecnologia.
Essa diferença é essencial para compreender o que está em jogo. As terras raras são importantes não pelo valor da terra retirada da mina, mas pelo que acontece depois dela. Separação química, purificação, produção de metais e ligas e fabricação de ímãs multiplicam o valor econômico e, principalmente, transformam o mineral em capacidade tecnológica.
Os Estados Unidos chegaram à mesma conclusão. Em documento presidencial publicado neste ano, Washington reconheceu que nem mesmo ser um grande produtor de terras raras garante segurança econômica se o país continuar dependente do exterior para processá-las. A estratégia americana passou, por isso, da mineração para a construção de uma cadeia integrada de processamento e manufatura. É exatamente nesse cenário que as decisões publicadas pelo governo brasileiro nesta terça-feira ganham importância.
O Conselho Nacional de Política Mineral criou um grupo de trabalho para estudar o fortalecimento do Serviço Geológico do Brasil, ampliar o conhecimento geológico do território, estabelecer mecanismos de financiamento e integrar informações hoje dispersas entre governo, universidades, mineradoras e instituições de pesquisa. O objetivo declarado inclui atração de investimentos, desenvolvimento sustentável e defesa da soberania nacional.
O grupo terá representantes do Ministério de Minas e Energia, Casa Civil, Gabinete de Segurança Institucional, Meio Ambiente, Planejamento, Ciência e Tecnologia, Gestão, Agricultura, Integração e Desenvolvimento Regional e do Serviço Geológico do Brasil.
Uma das tarefas mais importantes será estudar como ampliar a participação privada na geração de conhecimento geológico. O governo pretende avaliar autorizações não exclusivas para levantamentos e comercialização de dados técnicos, além de mecanismos de financiamento pelo Orçamento da União, fundos existentes ou até pela criação de fundos específicos.
Também pretende organizar uma Base de Dados Nacional para integrar e padronizar informações geológicas e minerais produzidas pelo Estado, universidades e empresas. O grupo deverá avaliar ainda o emprego de geoprocessamento, sistemas de informação geográfica, inteligência artificial e machine learning para processamento das informações do subsolo brasileiro. É uma infraestrutura estratégica que o país ainda está começando a organizar.
Outra resolução do Conselho Nacional de Política Mineral publicada nesta terça-feira ataca um problema diferente: a quantidade de áreas minerárias tituladas que permanecem sem desenvolvimento. O governo estabeleceu como diretriz aumentar a rotatividade dessas áreas, acelerar sua devolução ao mercado e impedir que direitos minerários sejam mantidos indefinidamente sem avanço efetivo da pesquisa ou da exploração. A resolução determina que a administração passe a considerar a evolução dos empreendimentos, a diligência do titular e a demonstração de avanço técnico para eventuais prorrogações.
A orientação também endurece o tratamento das paralisações. O governo quer diferenciar suspensões provocadas por fatores externos daquelas decorrentes de decisão empresarial. Omissão, falta de diligência ou apresentação de documentação tecnicamente insuficiente não deverão servir para justificar indefinidamente a inatividade.
O Conselho também recomendou ao Ministério de Minas e Energia estudar a criação de um encargo compensatório sobre lavras mantidas inativas. A cobrança ainda não existe e dependerá de nova regulamentação, mas a resolução prevê que ela poderá ser progressiva ao longo do tempo, proporcional às características do empreendimento e diferenciada nos casos em que a paralisação tenha justificativa legítima.
A combinação das medidas revela uma estratégia: conhecer melhor o subsolo, identificar áreas de interesse estratégico, dificultar sua retenção improdutiva e recolocá-las mais rapidamente no mercado. Mas falta resolver justamente a questão que determinará se o Brasil será protagonista tecnológico ou fornecedor de matéria-prima.
A legislação em discussão no Congresso tenta preencher parte desse vazio. O PL 2.780/2024 cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e, significativamente, um Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos vinculado à Presidência da República. O projeto já foi aprovado pela Câmara e está no Senado.
Alcolumbre incluiu formalmente a proposta entre as prioridades do esforço concentrado do Senado entre 31 de agosto e 4 de setembro. A movimentação ganhou força depois de uma reunião entre Lula e o presidente do Senado no último dia 12.
Nesta quarta-feira, Lula volta ao assunto no encontro previsto com Alcolumbre e Hugo Motta. O marco dos minerais críticos aparece entre as pautas legislativas esperadas para a conversa. Na quinta-feira, haverá outra reunião, esta convocada especificamente pelo presidente para tratar da política de minerais críticos com ministros. Segundo Alexandre Silveira, o governo pretende começar a preparar os desdobramentos e a regulamentação da política na expectativa de aprovação do projeto pelo Senado.
A sucessão de reuniões e atos administrativos mostra que o governo percebeu a urgência. Mas a operação da Serra Verde demonstra que a disputa internacional já passou da fase dos diagnósticos.
Os Estados Unidos estão usando financiamento público, contratos de compra de longo prazo e política industrial para assegurar minerais brasileiros e integrá-los a uma cadeia tecnológica que pretende construir fora da China. O comunicado oficial do governo americano não esconde a finalidade: garantir disprósio, térbio, neodímio e praseodímio e utilizá-los para fortalecer a fabricação americana de ímãs e sistemas empregados em submarinos nucleares, caças, satélites, mísseis, navios de guerra e drones.
O Brasil, enquanto isso, ainda discute como conhecer melhor suas reservas, como organizar uma base nacional de dados, como financiar levantamentos geológicos, como retirar áreas ociosas das mãos de titulares que não as exploram e como criar uma política nacional específica.
O contraste não significa que as decisões publicadas agora sejam irrelevantes. Ao contrário. Elas atacam problemas estruturais antigos. O risco é que cheguem tarde para uma corrida que já começou. A questão central deixa de ser apenas quem possui as reservas brasileiras. Passa a ser onde estará o valor agregado quando essas reservas forem exploradas.
A Serra Verde oferece uma demonstração concreta. A mina permanece fisicamente em Goiás e gera produção e atividade econômica no Brasil, mas a estratégia de segurança de suprimento, o financiamento de grande escala e a conexão com a futura cadeia de ímãs estão sendo organizados pelos Estados Unidos. A companhia americana que pretende adquirir a mineradora quer integrar operações de mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs numa cadeia internacional. O próprio Cade descreveu a operação dessa maneira quando decidiu inicialmente investigá-la.
O órgão antitruste acabou arquivando a apuração por entender que a aquisição não atingia os critérios de faturamento que tornam obrigatória a notificação prévia de uma operação. Com isso, uma das principais incertezas regulatórias brasileiras sobre o negócio foi removida justamente quando Washington ampliava sua participação financeira na estrutura que sustenta a operação.
É uma diferença de estágio difícil de ignorar: o Brasil está construindo a política; os Estados Unidos estão construindo a cadeia.
Para que a promessa de soberania mineral se transforme em soberania tecnológica, o desafio brasileiro não será simplesmente impedir que o minério saia do país. Será criar condições econômicas, tecnológicas e industriais para que uma parcela relevante da separação, do refino, da produção de ligas, dos ímãs permanentes e, posteriormente, dos componentes de alto valor seja realizada aqui.
Sem isso, o Brasil pode ocupar posição privilegiada na geopolítica das terras raras e, ainda assim, repetir uma velha especialização: fornecer o recurso natural que alimentará a indústria tecnológica dos outros.
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Ronaldo Caiado (PSD) participa nesta terça-feira (25) da série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A conversa, que está prevista para começar às 21h05 (de Brasília), será exibida ao vivo logo após o Jornal Nacional, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.
A entrevista será conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. Além da TV Globo, o público poderá acompanhar a transmissão pela GloboNews e pelo g1. Depois da exibição, o conteúdo ficará disponível na íntegra no Globoplay e no g1. As informações são do g1.
Leia maisEsta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são exibidas após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal.
Logo após cada entrevista, a GloboNews apresentará a Central das Eleições, com análises e repercussões sobre as declarações e propostas apresentadas pelos candidatos.
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O filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, entrou com uma ação contra o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar. A medida foi protocolada nesta segunda-feira (24) na Justiça de São Paulo e pede o pagamento de uma indenização de R$ 10 mil por danos morais.
Na peça, a defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marcelo Pacheco, denuncia um vídeo produzido com inteligência artificial, divulgado por Gaspar nas redes sociais X e Instagram. Nele, Fábio Luís é acusado de corrupção, tráfico de influência e desvios de recursos de aposentados e pensionistas do INSS. No material, o filho de Lula é apresentado como “estrela da corrupção” e inserido em uma narrativa que o associa diretamente a práticas criminosas, inclusive por meio da afirmação de que “eles roubaram”. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisSegundo a defesa de Lulinha, o conteúdo do vídeo descontextualiza fatos e imagens para construir, por meio de recursos sintéticos, uma associação entre o filho do presidente e condutas ilícitas que não teriam respaldo na realidade.
A ação pede a remoção imediata do vídeo e a proibição da sua republicação com as mesmas imputações, além da indenização. A defesa de Fábio Luís também requer que as plataformas X e Instagram tornem os conteúdos indisponíveis e que sejam fornecidos dados relacionados à circulação dessas publicações.
A defesa de Lulinha argumenta que, ao contrário de figuras públicas com mandato ou cargos eletivos, ele não exerce função pública e, portanto, a crítica política contundente não justifica ataques pessoais, sobretudo com acusações criminais não comprovadas. O documento enfatiza ainda a amplificação do conteúdo por meio da inteligência artificial, potencializando seu impacto e circulação.
Essa é a terceira ação que Lulinha move contra políticos que produziram material ofensivo contra ele. Os outros dois processos foram direcionados aos candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.
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A Polícia Federal encaminhou um e-mail à empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, pedindo que ela voluntariamente colabore com as investigações e abra as contas do filme para o órgão. O filme conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O e-mail, segundo relatos, foi encaminhado há uma semana, no dia 18 de agosto, por um delegado da Polícia Federal lotado em Brasília, ao qual foi anexado um ofício detalhando o pedido. As informações são da CNN.
Nele, é solicitada “a apresentação voluntária da documentação comprobatória da produção cinematográfica”, como faturas pagas, invoices realizados dentro e fora do país, contratos, aditivos, demonstração de despesas, comprovantes das origens dos recursos empregados e dos financiamentos.
Leia maisKarina não encaminhou o que foi pedido. O advogado Ricardo Sayeg solicitou à PF mais detalhes sobre o processo, como a portaria de instauração do inquérito policial, para que possa entender o que está sendo apurado contra ela. E respondeu ao delegado entender que o que está em curso é uma “fishing expedition”, ou “pesca predatória”, termo utilizado no direito para classificar uma devassa em uma pessoa ou empresa em busca de um crime.
Na tarde desta terça-feira (25), Karina e a produtora Go Up divulgaram uma nota reafirmando a regularidade na execução do filme, que conta a história de Jair Bolsonaro.
“Diante de questionamentos levantados nos últimos dias, a Go Up Entertainment Ltda. vem a público esclarecer que o laudo de transparência das contas sobre o filme The Dark Horse já foi feito e entregue às autoridades competentes no dia 10 de junho de 2026, ou seja, há dois meses e meio”, diz a nota, assinada pelo advogado Ricardo Sayeg.
De acordo com o advogado, “a apresentação completa foi entregue em tempo hábil, cumprindo as obrigações legais relacionadas à produção e aos recursos envolvidos no projeto, e esclarecendo a total regularidade no recebimento e destinação de recursos relativos à produção de origem integralmente privada”.
Ele diz ainda que “na oportunidade foi apresentado laudo de perícia técnica, elaborado por profissional independente, que analisou toda a documentação financeira e contábil relacionada ao filme”.
Afirma também que “o documento emitido pelo Instituto de Perícia Investigativa (IPI) atesta que 100% dos valores recebidos foram utilizados em despesas diretas e indiretas da produção do filme, sem qualquer irregularidade na aplicação dos recursos captados”.
Por fim, declarou que “a Go Up Entertainment Ltda. reafirma seu compromisso com a transparência e o cumprimento de todas as obrigações legais”.
O caso voltou ao centro das atenções nesta semana após o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino autorizar o compartilhamento de informações da investigação da Polícia Civil de São Paulo, que envolve a produtora, com a Polícia Federal.
A CNN mostrou na segunda-feira (24) que o candidato a presidente Flávio Bolsonaro desistiu de apresentar uma prestação de contas do filme e deixou a tarefa para a produtora. Ele havia anunciado a prestação de contas após um áudio em que pede recursos para o filme a Daniel Vorcaro vazar, no dia 13 de maio.
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Durante sabatina promovida pelo Diario de Pernambuco nesta terça-feira (25), o candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), negou ter pressionado o PSOL para retirar Ivan Moraes da disputa pelo governo de Pernambuco.
A declaração ocorreu após Ivan afirmar, em sabatina realizada na segunda-feira (24), que teria sofrido pressão do PSB para desistir da candidatura. O candidato do PSOL também revelou que João teria ameaçado o partido e tentado inviabilizar sua participação na eleição. Ivan foi oficializado como candidato no último dia 16 de agosto. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisAo comentar a relação com outras siglas e candidaturas, o socialista declarou respeitar a autonomia dos partidos para definir suas estratégias eleitorais. O ex-prefeito também destacou sua atuação como presidente nacional do PSB na construção de alianças em torno da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.
“Demonstrei respeito por todas as candidaturas, pelos partidos políticos. Eu sou presidente nacional de um partido. Conduzi o partido no Brasil inteiro para criar uma grande aliança em torno da candidatura de Lula e Alckmin, que é uma prioridade para o campo democrático brasileiro”, afirmou.
O candidato também citou alianças construídas pelo PSB em outros estados para defender que acordos eleitorais são feitos por meio de negociações entre diferentes partidos.
Ao comentar a disputa em Pernambuco, João reforçou: “Sobre o PSOL, e eu tenho profundo respeito pelas decisões partidárias e pelas candidaturas”.
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O ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Márcio Elias Rosa, vai se encontrar virtualmente com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, na próxima segunda-feira (31) às 14h30.
A reunião foi marcada após o telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do chefe de Estado estadunidense, Donald Trump, na última sexta-feira (21). As informações são da CNN Brasil.
Até então, o Brasil via com pessimismo a possibilidade de renegociar antes da eleição presidencial os dois últimos tarifaços aplicados contra diversos setores. A conversa, no entanto, reascendeu expectativas de um acordo com a gestão Trump.
Leia maisA avaliação é de que a ligação já abriu uma porta, a retomada das conversas. Outro ponto frisado por fontes foi a procura imediata de Jamison Greer em acionar o Brasil após o diálogo dos dois mandatários.
No diálogo dos dois mandatários, Lula teria dito a Trump que a taxação é baseada em informações falsas, segundo o relato do próprio petista durante um ato de campanha em Belo Horizonte horas após o telefonema.
“Eu disse ao presidente Trump que a taxação é irreal e foi feita com base na mentira. Eles falaram do desmatamento, e o Brasil tem o menor desmatamento da história. Falaram do trabalho forçado, e nós combatemos o trabalho forçado”, declarou durante ato de campanha realizado em Belo Horizonte, capital mineira, horas depois do telefonema.
Lula alegou que o presidente americano teria concordado com seus argumentos.
“E Trump reconheceu e pediu para o secretário de comércio marcar uma reunião com o Márcio [Elias Rosa]”, completou.
Em 23 de julho, o USTR confirmou a aplicação de uma nova tarifa contra 60 países que teriam se beneficiado comercialmente de produtos ligados ao trabalho forçado, com o Brasil entre eles sob a taxação de 12,5%.
Um dia antes, entrou em vigor uma tarifa de 25% contra produtos brasileiros com base em uma investigação do órgão aberta gestão Trump no contexto do primeiro tarifaço aplicado contra o Brasil, de 50%, em julho de 2025.
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A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) aparece na liderança da pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25), com 16% das intenções de voto na combinação dos votos totais. Humberto Costa (PT) tem 13%, seguido por Mendonça Filho (PL), com 9%, Eduardo da Fonte (PP), com 6%, e Túlio Gadêlha (PSD), com 3%.
O resultado mantém Marília na primeira colocação, cenário também registrado em levantamentos recentes de outros institutos. No Datafolha divulgado na última sexta-feira (21), a pedetista apareceu com 15%, seguida por Humberto, com 14%, Mendonça, com 12%, e Eduardo, com 11%. Já na pesquisa Simplex/CBN desta segunda-feira (24), Marília marcou 16,8%, contra 9,8% de Humberto, 8,3% de Mendonça e 7,4% de Eduardo.
A Quaest ouviu 1.302 pessoas entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-07828/2026.
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra como está a disputa pelo governo de Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo.
Veja, abaixo, os resultados da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra a lista de candidatos aos eleitores entrevistados.
Leia maisPara 72% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Outros 27% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro. Um por cento não soube ou não respondeu.
A Quaest ouviu 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de tês pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é PE-07828/2026.
A Quaest mostra também os resultados da pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são mostrados aos eleitores.
A pesquisa traz a simulações de 2º turno. Os dados estão abaixo:
O ex-prefeito de Jupi Marcos Patriota anunciou, nesta terça-feira (25), apoio à candidatura de Jobson Almeida a deputado estadual. Patriota administrou o município por dois mandatos consecutivos, entre 2017 e 2024, e afirmou que seu grupo político também participará da campanha. “Nosso time estará em campo para ajudar Jobson Almeida a conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco e representar Jupi e toda a nossa região”, declarou.
Com a adesão, Jobson Almeida passa a contar com o apoio do ex-prefeito e de seu grupo político em Jupi, no Agreste pernambucano. A candidatura busca uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nas eleições de outubro.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), subiu o tom contra o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e afirmou que o emedebista deve se preparar para perder a eleição em 4 de outubro.
Em entrevista a Bruno Pereira, no programa Frente a Frente, da TV Arapuan, na Paraíba, Hugo também acusou Veneziano de usar a influência do irmão, Vital do Rêgo, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), para “chantagear” e “coagir” prefeitos paraibanos.
Hugo respondia às críticas de Veneziano à candidatura de Nabor Wanderley (Republicanos), pai do deputado e adversário do senador na disputa pela reeleição. As informações são do blog do Maurílio Júnior.
