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A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho formalizou um acordo de cooperação com a cidade de Koper, na Eslovênia, durante evento realizado no Recife, na abertura do Mês Cultural da Associação dos Eslovenos no Nordeste (Adene). A agenda contou com a presença do prefeito Lula Cabral, da embaixadora da Eslovênia no Brasil, Mateja Kračun, e do cônsul honorário em Pernambuco, Rainier Michael.
O acordo prevê intercâmbio entre os municípios em áreas como logística, economia e cultura, envolvendo cidades com atividade portuária. “Essa parceria com Koper coloca o Cabo em um novo patamar nas relações internacionais”, afirmou Lula Cabral, ao comentar a formalização do entendimento.
A embaixadora Mateja Kračun também comentou a iniciativa. “A cooperação entre o Cabo de Santo Agostinho e Koper é um passo importante para aproximar ainda mais nossos países”, declarou. Segundo os participantes, a parceria integra ações institucionais voltadas à cooperação entre municípios e ao fortalecimento de relações internacionais.
Anunciada de última hora, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, deverá acontecer na quinta-feira (7/5).
Esta será a segunda vez que Lula vai à capital norte-americana durante seu terceiro mandato, mas será a primeira vez que ele fará uma visita oficial ao atual presidente Donald Trump. As informações são do g1.
A visita acontece em um momento em que já se falava, nos bastidores, de um eventual afastamento entre Lula e Trump após o que ambos classificaram como uma “boa química” obtida depois dos encontros que eles tiveram no ano passado.
Leia maisO governo brasileiro ainda não divulgou, oficialmente, os temas que serão discutidos entre os dois governos em Washington, mas duas fontes ouvidas pela BBC News Brasil em caráter reservado afirmaram que a equipe econômica tem pelo menos três tópicos principais a serem discutidos com os norte-americanos durante a passagem de Lula pelos Estados Unidos:
Essa agenda vinha sendo preparada há meses por integrantes de pelo menos quatro ministérios: Fazenda; Justiça e Segurança Pública (MJSP); Relações Exteriores (MRE); e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Segundo a BBC News Brasil apurou, ainda não se sabe se todos os temas no radar da equipe econômica vão ser de fato tratados durante o encontro de Lula e Trump.
Essa definição será finalizada próximo ao embarque do presidente e, segundo uma das fontes ouvidas pela BBC News Brasil, vai depender da “temperatura” que a Casa Branca dará à reunião.
Apesar da confirmação da viagem por fontes ligadas ao governo brasileiro, a Casa Branca ainda não se manifestou sobre o assunto.
A discussão em torno do sistema Pix é um dos tópicos sobre os quais os técnicos do governo brasileiro mais se debruçaram nos últimos meses. A equipe brasileira tenta dissuadir os Estados Unidos de adotarem medidas comerciais contra o Brasil em função da utilização do Pix.
A preocupação do Brasil com o assunto começou em julho do ano passado, no auge da crise causada pelo tarifaço aplicado pelo governo norte-americano.
Naquele mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) abriu uma investigação com base na seção 301 da Lei de Comércio do país sobre práticas comerciais supostamente irregulares do Brasil e incluiu o Pix entre os itens sob apuração.
As alegações norte-americanas seriam de que o sistema de transferência de valores eletrônico desenvolvido pelo Banco Central do Brasil representaria uma ameaça à atuação de empresas dos Estados Unidos que operam o mercado de meios de pagamento.
O governo brasileiro respondeu à investigação em agosto de 2025 negando que o Pix promova qualquer tipo de discriminação em relação a empresas norte-americanas e afirmou que até mesmo empresas do país como o Google já utilizam a ferramenta.
Apesar disso, o assunto voltou à tona em março deste ano.
O Pix foi mencionado em um relatório do USTR de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas.
O Pix é citado três vezes nas mais de 500 páginas do National Trade Estimate Report de 2026.
“O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas”.
Os especialistas em comércio exterior e regulação econômica ouvidos pela BBC News Brasil em abril frisaram que os EUA não teriam jurisdição para agir diretamente contra o Pix.
Segundo eles, as ferramentas à disposição dos norte-americanos caso queiram punir o Brasil pelo uso do Pix se concentrariam na esfera comercial, como prevê a Lei de Comércio de 1974 que baseia a investigação.
A lei prevê que os Estados Unidos podem retaliar suspendendo benefícios e acordos comerciais e restringindo importações de produtos ou serviços de um determinado país.
Politicamente, no entanto, o governo brasileiro vem usando o Pix como bandeira desde que o mecanismo foi citado pela primeira vez pela administração Trump.
Lula fez diversos discursos em defesa do Pix e o governo até lançou uma campanha publicitária sobre o assunto enfatizando que a defesa do Pix seria uma questão de soberania nacional.
“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, disse Lula no início de abril durante um evento na Bahia.
Apesar do relaxamento do tarifaço de Trump a uma série de produtos brasileiros nos últimos meses, técnicos da área econômica brasileira querem aproveitar a visita a Washington para tentar diminuir ou eliminar o restante das tarifas que ainda vigoram sobre parte das exportações do país aos Estados Unidos.
Uma estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aponta que pelo menos 29% das exportações brasileiras aos Estados Unidos estejam submetidas a tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano.
Em abril de 2025, os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 10% linear a praticamente todos os países do mundo. Em julho daquele ano, a administração Trump impôs uma tarifa adicional de 40% sobre diversos produtos brasileiros.
À época, a medida foi justificada pelo governo norte-americano como uma resposta ao tratamento dado pelo Poder Judiciário ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que enfrentava um julgamento por crimes como golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O governo Trump chamou o processo de “caça às bruxas”. A administração do presidente Lula declarou que o governo não interferiria no julgamento de Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão. Sua defesa alega que ele é inocente.
O episódio foi considerado o auge do mal-estar nas relações entre os dois países, mas a partir de setembro daquele ano a situação começou a mudar. Naquele mês, Lula e Trump tiveram um primeiro encontro, em Nova York. Depois, os dois trocaram telefonemas e se encontraram novamente na Malásia.
Em novembro, o governo Trump retirou parte das tarifas que incidiam sobre produtos brasileiros.
Em fevereiro deste ano, foi a vez da Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que o “tarifaço” de Trump era ilegal e derrubou outra parte das taxas cobradas pelas exportações ao país, o que beneficou países como o Brasil. Em seguida, os EUA implementaram uma tarifa linear de 15% sobre importações globais ao país.
Apesar de estudos como o do Global Trade Alert (GTA) apontarem que o Brasil foi um dos maiores beneficiados pela redução das tarifas, a equipe técnica brasileira quer convencer o governo norte-americano a reduzir tarifas que ainda incidem sobre segmentos considerados estratégicos para a economia brasileira como o da produção de máquinas industriais e a de revestimentos.
Dados da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) estimam as exportações do Brasil para os Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano atingiram a menor participação histórica desde 1997.
As exportações somaram US$ 7,8 bilhões no período, o que aponta para uma redução de 18,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Os números apontam que os Estados Unidos passaram a responder por 9,5% das exportações brasileiras.
Um dos temas considerados estratégicos para ambos os países e que está na pauta dos negociadores brasileiros são os minerais críticos.
“Tem espaço na questão das big techs, terras raras e minerais estratégicos”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ao comentar sobre a viagem de Lula aos Estados Unidos, segundo o jornal Valor Econômico.
De um lado, os norte-americanos querem acesso facilitado a projetos de mineração em jazidas de minerais críticos, especialmente de terras raras. Eles defendem menores barreiras a investimentos estrangeiros e facilitação do processo de licenciamento ambiental desses projetos.
Do outro lado, o governo brasileiro vem defendendo um maior controle estatal sobre estes projetos e que os investimentos na área incluam o beneficiamento dos minerais e não apenas a exportação da matéria-prima.
Os minerais críticos, entre eles as terras raras, são um conjunto de elementos químicos considerados cruciais por serem necessários tanto em equipamentos utilizados para gerar e armazenar energia limpa como para a indústria eletrônica e militar.
Entre eles, estão lítio, cobalto e nióbio. Eles são usados, por exemplo, na fabricação de baterias elétricas, ímãs para turbinas eólicas, chips eletrônicos, aviões, mísseis e satélites.
Desde que assumiu seu segundo mandato, o governo Trump estabeleceu que o país deveria reduzir sua dependência em relação à China para ter acesso a minerais críticos e, sobretudo, a terras raras.
Estima-se que a China detenha em torno de 60% das reservas conhecidas desse material e seja responsável por 90% do refino. A China é hoje o principal adversário geopolítico dos Estados Unidos.
Nessa estratégia, o Brasil surgiu como um possível parceiro, uma vez que o país tem, de acordo com estudos recentes, a segunda maior reserva conhecida de terras raras, atrás apenas da China.
Nos últimos meses, os Estados Unidos lançaram uma série de iniciativas para ampliar seu acesso a reservas de minerais críticos, entre elas o projeto Cofre, que estabeleceu parcerias com outras nações detentoras de minerais considerados estratégicos.
O Brasil, no entanto, vem resistindo a aderir a acordos do tipo com os Estados Unidos, especialmente se eles implicarem em regras que obriguem o Brasil a dar preferência à exportação aos norte-americanos.
O presidente Lula e seus interlocutores afirmam que o Brasil pretende adotar políticas para agregar valor aos minerais críticos e evitar a exportação deles de forma bruta, como acontece com o minério de ferro e outros produtos.
A BBC News Brasil apurou que os Estados Unidos enviaram uma proposta de memorando de entendimento para o governo brasileiro sobre o assunto no início do ano, mas o documento ainda não havia sido respondido até o início de abril.
Apesar disso, os Estados Unidos já deram início a uma série de investimentos para ter acesso a jazidas de minerais críticos. Entre eles está a compra da empresa Serra Verde, responsável pela única mina de terras raras fora da Ásia.
A transação foi anunciada em abril e está estimada em US$ 2,8 bilhões. A mineradora foi vendida para a empresa norte-americana USA Rare Earths. Antes disso, um braço do governo norte-americano, a Corporação Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC, na sigla em inglês), já havia feito um investimento de US$ 565 milhões.
Na esfera política, o governo norte-americano tem procurado governos estaduais para firmar acordos sobre a exploração de minerais críticos.
Um dos mais recentes foi firmado com o governo de Goiás, no primeiro trimestre deste ano, pelo então governador e atual pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD).
Interlocutores do presidente brasileiro avaliam que esse tipo de acordo não teria validade e que ele pode ser interpretado como uma tentativa de influenciar o desenho de uma política nacional sobre minerais críticos, que está em discussão no Congresso Nacional.
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Por Maysa Sena – Folha de Pernambuco
Recém-lançado em São Paulo, o PORTE, grupo de relacionamento focado em conectar líderes empresariais ao redor do país, começa a expandir sua atuação e estende um braço para a Região Nordeste com a criação do PORTE Nordeste.
A iniciativa, apresentada noite de ontem no Casarão do Grupo Preserve Liserve, no bairro do Carmo, em Olinda, propõe aproximar grandes empresas nordestinas dos principais centros decisórios do Brasil.
Idealizado por André Farias, o projeto é resultado de mais de uma década de construção de relações em ecossistemas estratégicos, consolidando uma rede pautada pela confiança, consistência e visão de longo prazo. A proposta segue o mesmo conceito do grupo lançado em abril último na capital paulista, que reúne acionistas, CEOs e representantes de famílias empresárias de destaque no cenário nacional.
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Segundo Farias, o PORTE surge como um ambiente complementar às iniciativas já existentes no meio empresarial. “A gente criou algo mais intimista. Não é um grupo pequeno, mas é um ambiente mais curado”, explicou. Atualmente, o projeto reúne cerca de 80 CNPJs como membros oficiais, com empresas de diferentes setores, que incluem indústria, construção, varejo, tecnologia e automotivo.
A proposta é reunir diretamente líderes no topo das organizações. “São pessoas que já chegaram ao topo dos seus segmentos e que precisam estar próximas, não mais sendo apresentadas. O PORTE é um ambiente estratégico de relacionamento”, destacou.
Diferencial
O diferencial, segundo o idealizador, está no formato e no foco de longo prazo. “É um ambiente mais pessoal, minimalista, com encontros e jantares que priorizam a qualidade das relações. A preocupação não está no negócio imediato, mas na construção e manutenção dessas conexões ao longo do tempo”, afirmou.
A expansão para o Nordeste também carrega um objetivo estratégico de integração regional. “Colocar Pernambuco na pauta do PORTE em São Paulo é um desafio pessoal. Muitas empresas de fora querem se aproximar da região e não sabem como, e o grupo acaba funcionando como um canal institucional”, disse.
Nesse sentido, ele ressalta que a iniciativa busca conectar diferentes regiões do país. “O Brasil não é só São Paulo. A gente fala de Goiás, Sul, Norte, Minas, Rio. A ideia é integrar essas lideranças e criar pontes entre elas”, pontuou.
Entre os resultados esperados está a geração de novas oportunidades a partir dessas conexões. “Espero que o grupo seja um acelerador de relacionamentos, negócios e novas empresas entre várias partes do país”, acrescentou.
O evento de lançamento contou com uma programação que incluiu um talk com a empresária Cila Schulman, que abordou o cenário das eleições de 2026, seguido por um painel sobre economia com o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Gustavo Montezano, mediado pelo head de Private Markets para o Brasil no UBS GWM, Victor Schmutzler.
Montezano frisou que a infraestrutura segue como um dos principais gargalos do Brasil e que essa percepção já vinha sendo construída desde 2022. O desafio, disse, está em apoiar empreendedores na criação de projetos sustentáveis no longo prazo.
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O meu podcast ‘Direto de Brasília’ desta terça-feira (05), em parceria com a Folha de Pernambuco, será com o novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, que sucedeu a Silvio Costa Filho. Franca confirmou que o governo federal estuda zerar impostos federais (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação (QAV) para conter o aumento no preço das passagens aéreas.
Ele anunciou também medidas em análise para auxiliar companhias aéreas, incluindo linhas de crédito com recursos do Tesouro, via Banco do Brasil, com limite de até R$ 400 milhões. Tomé assumiu a pasta no início de abril passado com o objetivo de consolidar o Brasil como um hub logístico na América Latina. Antes de ser ministro, ele foi secretário-executivo, nacional de aviação civil e chefe de gabinete de Sílvio Filho, que deixou a pasta para disputar a reeleição de deputado federal pelo Republicanos.
Leia maisTomé acumula passagens por secretarias estaduais e municipais, além de ter atuado no Legislativo e no Judiciário. É formado em Direito e mestre em Gestão Pública pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de cursar MBA em Concessões e Parcerias Público-Privadas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
Ao longo da carreira, ocupou cargos como secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, secretário de Saneamento do Recife e secretário-executivo de Turismo do Estado. No Congresso, atuou como assessor parlamentar no Senado e na Câmara dos Deputados. No Judiciário, chefiou a assessoria de desembargador federal no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6). Também lecionou disciplinas como Direito Constitucional, Direito Ambiental e Processo Legislativo.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa pela Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; pela Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; pela Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; ainda pela Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e pela LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acenou a auxiliares do governo que pretende definir uma nova indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal) após retornar de sua viagem aos Estados Unidos.
O petista embarcará nesta quarta-feira (6) para um encontro na quinta-feira (7) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A expectativa é de que retorne ao Brasil no final de semana. As informações são da CNN.
Leia maisA ideia desenhada atualmente é que Lula se reúna novamente com o advogado-geral da União, Jorge Messias, cujo nome foi recusado pelo Senado Federal na semana passada.
O petista quer definir o destino de Messias antes de indicar um novo nome. Hoje, a tendência é de que Messias assuma o Ministério da Justiça e se mantenha em evidência para ser indicado de novo à Suprema Corte caso o petista seja reeleito em outubro deste ano.
Depois, Lula quer ter uma conversa com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), O esforço é para que ambos superem as diferenças e o petista aproveite o encontro para sondar o senador sobre a disposição de uma nova indicação.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse nesta segunda-feira (4) que Lula quer definir a indicação ainda em maio.
Atualmente, o petista considera três nomes para a vaga. Além de Simone Tebet, são citadas no Palácio do Planalto a advogada Carol Proner e a procuradora federal Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, da AGU (Advocacia-Geral da União).
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O protesto por melhorias na PE-507, em Serrita, continua nesta terça-feira (5) e entrou no segundo dia com ampliação dos bloqueios. Após a interdição registrada na segunda-feira (4), na entrada do município, manifestantes passaram a fechar novos pontos, incluindo vias internas da cidade e o acesso ao distrito de Ipueira, que liga Serrita a Moreilândia.
Segundo participantes do movimento, a ampliação ocorreu diante da ausência de resposta às reivindicações. “Como não teve resposta ontem, o pessoal foi e fechou hoje na entrada da cidade, ali na ‘cabeça do cavalo’. A gente manteve um bloqueio e abriu mais dois: um dentro da cidade e outro no distrito de Ipueira”, afirmou uma fonte. Os bloqueios permanecem com liberação apenas para veículos em situações de emergência.
A Rede Tribuna firmou parceria com o Instituto Datafolha para a realização de três pesquisas de intenção de voto para o Governo de Pernambuco nas eleições de 2026. Os levantamentos serão divulgados em maio, junho e julho, em período que antecede a definição oficial das candidaturas. Segundo a emissora, os resultados serão apresentados em diferentes plataformas, incluindo televisão, portal online, rádio e redes sociais.
De acordo com o superintendente da Rede Tribuna, Alexandre Gabriel, os dados devem acompanhar o processo de formação das chapas. “Os partidos têm até o início de agosto para oficializar seus candidatos. As pesquisas serão um importante termômetro para a avaliação das coligações”, afirmou. A cobertura eleitoral da emissora também prevê a realização de sabatinas, reportagens especiais e acompanhamento da agenda dos candidatos.
O diretor de jornalismo da TV Tribuna, Fernando Rêgo Barros, informou que haverá programação especial no dia da eleição, em 4 de outubro, com acompanhamento da apuração em tempo real. “A emissora realizará flashes ao longo do dia e um programa dedicado à apuração dos votos”, disse. A diretora-geral do Datafolha, Luciana Chong, destacou a divulgação dos levantamentos no período pré-eleitoral. “Os pernambucanos terão acesso a resultados do Datafolha entre maio e julho”, afirmou.
Só faltam 13 dias para o primeiro evento em comemoração aos 20 anos deste blog: o jantar de adesão, no próximo dia 18, a partir das 19 horas, no restaurante Sal e Brasa Jardins, na Avenida Rui Barbosa. O segundo será o 1 Forró do Magno, em 13 de junho, no Sesc, em Arcoverde, a partir de meio-dia, animado pela super Oara e a participação de vários artistas, entre eles, meu amigo Maciel Melo.
O jantar de adesão já está esgotado. Planejado para apenas 300 pessoas, devido às restrições de espaço do ambiente, as pulseiras de acesso estão disponíveis com a cerimonialista Branca Góes. Quem adquiriu e ainda não retirou, favor contactar pelo número 81.999736095.
Leia maisSerá uma noitada bem especial e com muita música também. Vários artistas passarão por lá para homenagear o blog e dar uma “canjinha”, entre eles, Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Josildo Sá, André Rio, Fabiana Pimentinha, Cristina Amaral, Irah Caldeira, Walquiria Mendes e Novinho da Paraíba.
Todos sob a batuta do meu amigo Renato Bandeira. Renatinho, como é tratado pelos colegas de profissão e amigos mais próximos, é violonista, guitarrista, arranjador e produtor musical, reconhecido pela versatilidade na MPB e música instrumental.
Integrante da Spok Frevo Orquestra, acompanhou grandes nomes como Dominguinhos e Gal Costa, destacando-se no frevo e no jazz. Atua também em projetos como o “Renato Bandeira Trio” e “Som de Madeira”. Desenvolve ainda projetos intimistas, como o show “Buarque-se” com Marina Duarte, e lidera seu próprio trio de jazz.
Renatinho também é comentarista do Sextou, programa musical que apresento pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife.
Quanto ao segundo evento, o 1 Forró do Magno, no Sesc, em Arcoverde, dia 13 de junho, a partir do meio-dia, as mesas já estão disponíveis para venda através do número: 81 99973 6095. Além da Super Oara e do sensacional Maciel Melo, outros artistas passarão por lá para cantar e homenagear o blog.
Haverá, por fim, um terceiro evento para fechar as festividades dos 20 anos em alto astral: um jantar de adesão em Brasília. A ideia era promover logo em seguida ao forró de Arcoverde, mas Brasília fica esvaziada em junho, em seguida vem o recesso de julho. Em razão disso, ficou agendado para 11 de agosto.
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Uma diferença clara
O conjunto de agendas e fatos recentes evidencia dois movimentos distintos na condução da crise provocada pelas chuvas em Pernambuco. De um lado, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), e o atual gestor da capital, Victor Marques, têm atuado de forma articulada junto ao Governo Federal, priorizando a mobilização institucional e a busca por soluções estruturais.
De outro, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece em um movimento mais reativo, com iniciativas que ocorreram posteriormente aos primeiros desdobramentos da crise.
No caso do ex-prefeito, a atuação se deu em múltiplas frentes: articulação direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diálogo com o senador Humberto Costa , além da coordenação com prefeitos e com a Defesa Civil Nacional.
Leia maisEsse movimento antecipado contribuiu para inserir Pernambuco na agenda prioritária do Governo Federal, culminando na edição de uma Medida Provisória que destina recursos emergenciais para estados afetados. Há, nesse caso, uma estratégia de antecipação e de construção de respostas que combinam ação imediata e planejamento de médio prazo.
Na mesma linha, Victor Marques reforça a atuação propositiva ao buscar ampliar investimentos estruturantes por meio do Programa de Aceleração do Crescimento, com foco em obras de contenção de encostas. Ao apresentar resultados concretos, como as mais de 6 mil intervenções realizadas em áreas de morro, o município não apenas responde à emergência, mas também se posiciona para ampliar políticas de prevenção, dialogando com o Ministério das Cidades e estruturando novos projetos.
Já a atuação do Governo do Estado, sob comando de Raquel Lyra, tem sido percebida dentro de um timing diferente. A reunião com prefeitos, convocada após as primeiras iniciativas de articulação municipal e federal, indica uma entrada posterior no processo de coordenação política. Embora a realização de encontros e o monitoramento institucional sejam parte da resposta esperada em situações de crise, o contraste de ritmo e de protagonismo entre os atores evidencia estilos distintos de gestão e de condução política.
Em síntese, o cenário revela uma diferença de abordagem: enquanto lideranças municipais associadas ao Recife têm priorizado a articulação antecipada, a integração com o Governo Federal e a combinação entre resposta emergencial e investimento estrutural, o Governo do Estado atua em uma lógica mais reativa, ajustando sua atuação à medida que os desdobramentos da crise avançam.
AÇÃO FEDERAL – O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Valdez Góes, esteve ontem em Pernambuco para reforçar o apoio do governo federal aos municípios atingidos pelos temporais. Em suas redes sociais, o ministro disse que a viagem ocorreu por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para “garantir assistência rápida a quem mais precisa”. A Defesa Civil Nacional reconheceu a situação de emergência nos municípios de Timbaúba (PE) e Bayeux (PB), afetados pelas fortes chuvas desde a última sexta-feira.

Vêm mudanças por aí – Igor Paulin, o novo marqueteiro da governadora Raquel Lyra (PSD), conforme antecipei ontem, deve promover uma profunda mudança na atual estrutura de comunicação do Estado, pilotada desde o início da gestão pelo jornalista Rodolfo Costa Pinto. Paulin já trabalhou com Raquel e fez também a estratégia de comunicação do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. Morou por muito tempo em São Paulo, mas hoje tem residência fixa em Maceió.
Raquel em Brasília – Antes de chegar à capital pernambucana, o ministro Valdez Góes esteve em João Pessoa, onde desembarcou acompanhado do secretário nacional de Defesa Civil, Wolnei Wolff. A visita fez parte de uma mobilização do governo federal para acompanhar de perto a situação nos estados mais atingidos e articular medidas emergenciais de apoio. Segundo ele, equipes federais já atuam desde os primeiros registros de ocorrências, com ações voltadas à assistência às populações afetadas e ao suporte aos governos locais. Com Raquel, ficou acertada uma ida dela a Brasília para discutir novos recursos e reforçar articulações junto ao governo federal, nos ministérios das Cidades e da Integração.
Vai pegar pesado – De um petista muito próximo de Lula sobre a derrota histórica imposta por Davi Alcolumbre ao presidente na semana passada: “Lula vai esticar a corda com o Davi. Não vai ficar por isso mesmo. Uma das reações admitidas é a perda dos cargos que Alcolumbre tem no governo federal.
A não admitida é a relacionada ao avanço das investigações da PF no Caso Master, no qual os vínculos de Alcolumbre com o escândalo passam, por exemplo, pelo aporte de R$ 400 milhões do fundo de previdência do Amapá, o Amprev, que investiu R$ 400 milhões em letras financeiras do banco de Daniel Vorcaro.

PP bate o martelo – Como já era esperado, o apoio do PP à reeleição da governadora Raquel Lyra será oficializado na próxima sexta-feira no Recife, com a presença da gestora e do presidente estadual da legenda, deputado federal Eduardo da Fonte, e dos deputados da sigla. O evento estava previsto para domingo passado, mas foi adiado por causa das chuvas que atingiram o Estado. Ontem, Eduardo, Raquel e a bancada do PP se reuniram em um estúdio no Recife para gravar material institucional partidário que deve ir ao ar nos próximos dias. Entre os assuntos abordados nos filmes estão saúde e segurança.
CURTAS
DESENROLA – O Desenrola, lançado ontem por Lula, visa a renegociação de dívidas no cartão de crédito, entre outros. O programa prevê também a renegociação das dívidas junto ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O desconto pode chegar a 99% do valor consolidado do débito, nos casos de pessoas inscritas no Cadastro Único para Benefícios Sociais (CadÚnico) do governo federal.
MANTIDO – O presidente Lula manterá Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado mesmo após a maior derrota da gestão petista no Congresso, com a rejeição histórica de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar foi o primeiro alvo de integrantes do governo e do PT e chegou a ser apontado como culpado pelo revés.
IRRITAÇÃO – Lula demonstrou irritação com aliados que levantaram a possibilidade de que Jaques Wagner tivesse traído o governo e atuado ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para derrotar Messias. Essa versão ganhou fôlego no entorno presidencial logo após a votação. Lula, no entanto, chamou Wagner para uma conversa no Palácio da Alvorada após a votação, onde também estavam presentes Messias e os ministros das Relações Institucionais, José Guimarães, e da Defesa, José Múcio Monteiro.
Perguntar não ofende: Quem traiu o governo na derrota de Jorge Messias para o STF?
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Por Blog da Folha
Nesta segunda-feira (04/05), o presidente Lula anunciou uma Medida Provisória para liberação de R$ 305 milhões para municípios de estados atingidos pelas chuvas, incluindo Pernambuco. João Campos, presidente nacional do PSB e pré-candidato a governador, destacou a importância desse anúncio após sair do Palácio do Planalto, onde teve reunião com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.
“Tive uma reunião importante com a ministra Miriam Belchior para tratar do cenário das chuvas no Recife, na Região Metropolitana e na Zona da Mata. O presidente Lula acabou de assinar uma Medida Provisória para liberar cerca de R$ 300 milhões em recursos da Defesa Civil Nacional para as cidades atingidas. Esse suporte federal é fundamental, tanto para a resposta imediata quanto para o fortalecimento das obras de proteção e mitigação que já vêm sendo construídas em parceria com o Governo Federal”, ressaltou.
Leia maisJoão Campos vem se articulando com o Governo Federal desde o primeiro momento, tendo sido citado pelo próprio Lula depois de discutir por telefone sobre o impacto das fortes chuvas que atingiram o solo pernambucano. Além disso, tratou dos primeiros encaminhamentos em conversa também com o senador Humberto Costa e, posteriormente, em reunião com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, e prefeitos de municípios atingidos.
“É momento de unidade, de trabalho e de ação rápida. Quem mais precisa agora é quem deve estar no centro de todo esforço. Por isso, seguimos buscando apoio, articulando soluções e cobrando a proteção necessária para as pessoas atingidas”, pontuou o ex-prefeito do Recife.
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A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou favoravelmente ao pedido de progressão de regime do hacker Walter Delgatti para o regime aberto. Ele cumpre pena desde abril na Penitenciária II de Potim, no Vale do Paraíba (SP), para onde foi transferido após deixar Tremembé.
A manifestação assinada pelo procurador-geral da República Paulo Gonet foi enviada nesta segunda-feira (4) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator da execução penal. Aas informações são da CNN.
Leia maisSegundo a PGR, Delgatti cumpre os requisitos previstos na Lei de Execução Penal para avançar ao regime aberto. O órgão também afirmou que o atestado de conduta carcerária emitido pela unidade prisional aponta que o condenado apresenta “ótimo comportamento carcerário”.
“Dessa forma, estão atendidos os requisitos objetivos e subjetivos exigidos para a progressão de regime prisional”, diz a manifestação da PGR.
Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por ter invadido o sistema eletrônico do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e, a mando da ex-deputada Carla Zambelli, emitido um mandado de prisão falso contra Alexandre de Moraes. O documento chegou a ser incluído no BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão).
O acórdão condenatório do hacker transitou em julgado em junho de 2025. No mesmo mês, Moraes determinou o início do cumprimento da pena em regime fechado. Em janeiro deste ano, o ministro já havia autorizado a progressão de Delgatti para o semiaberto, também após manifestação favorável da PGR.
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O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (4) uma Medida Provisória que abre crédito extraordinário de R$ 305 milhões para ações de proteção e defesa civil em todo o país. A medida deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
Segundo o governo federal, os recursos são provenientes do excesso de arrecadação de Recursos Livres da União e serão destinados a medidas emergenciais de socorro, assistência humanitária e restabelecimento de serviços essenciais. As ações serão coordenadas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). As informações são da CNN.
Leia maisA iniciativa ocorre em meio ao aumento de eventos climáticos extremos no país. De acordo com o texto da MP, a imprevisibilidade desses fenômenos está relacionada à ocorrência de desastres naturais graves, especialmente provocados por chuvas intensas e períodos de estiagem.
Dados do governo indicam que cerca de 5 milhões de pessoas foram afetadas por desastres naturais no Brasil, sendo 203 mil em situação de deslocamento forçado, em aproximadamente 1.240 municípios distribuídos pelas cinco regiões.
No último dia 1º, fortes chuvas atingiram os estados da Paraíba e de Pernambuco. O governo federal informou que tem adotado medidas como o reconhecimento de situação de emergência, apoio técnico às prefeituras e liberação de recursos para atendimento às famílias afetadas.
Em Pernambuco, as chuvas provocaram alagamentos, deslizamentos e desmoronamentos. De acordo com o governo estadual, os estragos estão concentrados na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata Norte, com destaque para a gravidade da situação em Recife, Olinda, Paulista, Goiana e Timbaúba.
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