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Por Luiz Queiroz – Capital Digital
A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) deu o passo final para transformar em ferramenta institucional do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) um aplicativo desenvolvido pelo próprio Estado para comunicações seguras. O “msg gov”, concebido como alternativa ao uso de mensageiros comerciais como o WhatsApp nas comunicações governamentais sensíveis, passa a ter regras específicas de segurança, acesso e utilização pelos órgãos que integram o sistema de inteligência brasileiro.
A decisão amplia a institucionalização de um projeto que vinha sendo desenvolvido pela ABIN em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
Leia maisA mudança foi estabelecida pela Portaria GAB/DG/ABIN/CC/PR nº 4.628/2026, assinada pelo diretor-geral da ABIN, Luiz Fernando Corrêa. O regulamento determina que os órgãos e entidades integrantes do Sisbin incorporem as regras de utilização do msg gov aos seus próprios normativos e procedimentos internos.
A intenção de criar uma alternativa aos aplicativos comerciais aparece desde a origem do projeto. Ao relatar publicamente como surgiu a iniciativa, o professor José Macêdo, coordenador do Insight Data Science Lab da UFC, resumiu a demanda apresentada pela ABIN: “vamos construir um aplicativo para substituir o WhatsApp dentro do governo”.
A própria UFC apresentou posteriormente o msg gov como uma alternativa às plataformas comerciais estrangeiras para comunicações oficiais. O projeto ganhou importância num momento em que o governo passou a colocar soberania e autonomia tecnológica entre os objetivos de sua política digital.
Criptografia
O diferencial do msg gov está principalmente na tecnologia usada para proteger as comunicações. Segundo informações divulgadas pela ABIN, o aplicativo utiliza duas camadas de criptografia, combinando criptografia comercial com tecnologia criptográfica desenvolvida pelo próprio Estado brasileiro. A criptografia estatal é produzida pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para Segurança das Comunicações (CEPESC), unidade da ABIN responsável pelo desenvolvimento de tecnologias destinadas à proteção de informações sensíveis do governo.
O regulamento publicado pela Agência define o msg gov como um “recurso criptográfico baseado em algoritmo de Estado”. Pela legislação brasileira, algoritmo de Estado é uma função matemática de cifração e decifração desenvolvida pelo poder público para utilização exclusiva em interesse do serviço de órgãos e entidades federais. Essa característica faz com que o aplicativo receba tratamento diferente de um mensageiro convencional.
A própria Portaria determina que o msg gov seja considerado material de acesso restrito e fique submetido a procedimentos especiais de controle para acesso, manutenção, armazenamento, transferência, trânsito e descarte. Os termos oficiais de utilização do serviço também estabelecem que seu código-fonte é de acesso restrito e não possui licença de código aberto.
Na prática, o governo procura controlar diferentes partes da cadeia: o software, a tecnologia criptográfica e a infraestrutura utilizada para sua operação.
A regulamentação mostra também a preocupação da inteligência brasileira com o equipamento no qual o mensageiro será instalado. A orientação é para que o msg gov seja utilizado em dispositivo móvel corporativo de uso exclusivamente funcional sempre que esse equipamento for fornecido pelo órgão público.
O uso em celulares particulares não foi proibido, mas passou a depender de avaliação de risco e de autorização da alta administração de cada integrante do Sisbin. A norma reconhece expressamente que instalar o aplicativo em aparelho particular ou de uso misto representa “risco adicional à segurança da informação estatal”.
Nesse caso, o órgão terá de verificar se o smartphone atende aos padrões corporativos de software e aos controles previstos em sua política de segurança. A preocupação se estende às viagens internacionais. Para utilizar o msg gov no exterior a serviço, a ABIN recomenda autorização da alta administração, comunicação ao gestor de segurança da informação e medidas que garantam o controle físico do aparelho.
Sisbin
A transformação do aplicativo em instrumento do Sisbin aumenta significativamente o alcance potencial da plataforma. O Sistema Brasileiro de Inteligência não é formado apenas pela ABIN. Ele reúne órgãos federais responsáveis por diferentes áreas estratégicas do Estado e vem ampliando sua articulação com estruturas estaduais e outras instituições.
Essa expansão ajuda a explicar por que a Portaria não se limita a regulamentar o uso interno pela Agência. Ela determina que cada órgão ou entidade integrante do Sisbin adote providências para incorporar as regras do msg gov aos seus próprios procedimentos.
O Decreto nº 11.693/2023 já havia atribuído à ABIN, como órgão central do Sistema, a responsabilidade de disponibilizar ferramentas de comunicação segura e plataformas digitais destinadas ao compartilhamento de dados, informações e conhecimentos entre seus integrantes. A nova Portaria transforma essa atribuição genérica em regras concretas para utilização do msg gov.
A ABIN também vem incorporando novas instituições e estruturas locais ao ambiente do Sisbin. Em 2026 foram formalizados movimentos de integração envolvendo diferentes governos estaduais, enquanto instituições como o Banco do Brasil passaram a participar de estruturas temáticas do Sistema. O potencial de utilização do mensageiro, portanto, ultrapassa os servidores da própria Agência.
Serpro
Embora seja uma ferramenta vinculada à ABIN, a construção tecnológica envolve outras instituições públicas. A UFC participa da pesquisa e do desenvolvimento do aplicativo, enquanto o Serpro aparece nos documentos oficiais como responsável pela sustentação tecnológica do serviço e como operador de dados pessoais tratados pela plataforma.
A arquitetura cria uma combinação pouco comum na infraestrutura digital federal: a inteligência brasileira desenvolve a tecnologia criptográfica, uma universidade pública participa da pesquisa e desenvolvimento e a estatal federal de tecnologia sustenta a infraestrutura necessária à operação.
Em maio de 2026, essa estrutura ganhou ainda a participação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Uma carta-acordo envolvendo UFC, ABIN, Serpro, Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura e PNUD abriu uma nova etapa de desenvolvimento do projeto. A UFC informou que o trabalho inclui o desenvolvimento de um novo módulo voltado ao Sisbin com financiamento do PNUD.
Evolução
O msg gov vem recebendo novas funcionalidades rapidamente. Além das mensagens individuais, versões recentes incorporaram QR Code, canais e listas de transmissão. Uma nova versão apresentada em maio passou a incluir chamadas de voz e vídeo em grupo, ferramentas de auditoria e painel de gerenciamento.
A inclusão de recursos de auditoria e administração institucional ajuda a diferenciar o projeto de aplicativos utilizados individualmente pelos servidores. A proposta deixa de ser apenas oferecer um mensageiro criptografado e passa a incluir mecanismos para sua administração dentro das estruturas do Estado.
A regulamentação também estabelece responsabilidades individuais. Os usuários respondem pelos atos realizados com suas credenciais, devem utilizar o aplicativo exclusivamente para fins institucionais e precisam possuir credencial de segurança ou, excepcionalmente, assinar Termo de Compromisso de Manutenção de Sigilo.
A institucionalização do msg gov acrescenta uma nova peça à estratégia do governo de reduzir dependências tecnológicas em áreas consideradas críticas.
Enquanto serviços convencionais de mensageria dependem de plataformas, infraestrutura e tecnologias controladas por empresas privadas, muitas delas estrangeiras, o modelo adotado pelo msg gov procura manter sob controle estatal justamente o elemento mais sensível: a criptografia utilizada para proteger as comunicações.
Isso não significa que WhatsApp e outros mensageiros deixarão de ser usados pelo funcionalismo público. A Portaria não estabelece uma proibição geral dessas plataformas nem determina sua substituição em toda a administração federal.
A mudança ocorre inicialmente dentro de um universo específico: o Sistema Brasileiro de Inteligência. Mas é justamente nesse ambiente que comunicações governamentais podem envolver algumas das informações mais sensíveis do Estado.
O projeto que começou com a ideia de construir um aplicativo capaz de substituir o WhatsApp dentro do governo entra, assim, em uma nova fase. Com a regulamentação publicada pela ABIN, o msg gov deixa de ser apenas uma solução tecnológica em desenvolvimento e passa a integrar formalmente a arquitetura de comunicação segura da inteligência brasileira.
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O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, avalia que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) está perto do fim. “Porque não pode piorar”, disparou ele, em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, que vai ao ar logo mais, às 18h. “Essa é uma crise nunca vista na história do Brasil, com o agravante de ocorrer a 20 dias do primeiro turno”, acrescentou.
Para ele, existe uma série de acusações que precisam ser esclarecidas, porque a sociedade exige isso. “Mas precisamos ter cuidado para, no calor eleitoral, não partidarizar a crise na Justiça”, ponderou.
“Ainda estamos sob a égide da notícia, não sabemos as motivações, os argumentos, mas é uma coisa única. Um ministro do Supremo pediu o afastamento do chefe da Polícia Federal e já soubemos que outro ministro pediu vistas, que outros não concordaram. Então vamos ter uma semana importante, acho que vamos evoluir nisso”, completou o ministro da Defesa.
“Isso é muito ruim, porque envolve todo mundo, envolve pessoas. Lamento porque isso estimula a descrença da população, e você vê o resultado nas pesquisas. Nunca tivemos uma coisa tão disputada no Brasil, em função da polarização”, concluiu.
O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP) intensifica, hoje, a agenda ao lado da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra pelo Sertão de Pernambuco. Ao longo dos dois dias, Eduardo cumpre compromissos em diferentes municípios da região, combinando agendas institucionais, na condição de parlamentar, com compromissos políticos e de proximidade com a população do interior.
A agenda começou em Sertânia, no Sertão do Moxotó, onde Eduardo, como deputado federal, acompanhou ao lado de Raquel Lyra as obras de construção de uma creche e de capeamento de ruas. Antes, a comitiva visitou o Centro de Excelência em Derivados de Carne e Leite (Cedoca) e a Barragem de Campos, onde acompanhou ações relacionadas à infraestrutura e à segurança hídrica da região.
Leia maisEm Arcoverde, Eduardo participa de um almoço com Zeca Cavalcanti, em mais um momento de diálogo e articulação política no Sertão. À tarde, em Serra Talhada, acompanha a Procissão de Nossa Senhora da Penha, tradicional celebração religiosa que reúne moradores e fiéis no município.
Encerrando a agenda desta terça-feira, Eduardo da Fonte participa, à noite, de um evento em Salgueiro ao lado do prefeito Fabinho. O encontro reúne lideranças, apoiadores e moradores, fortalecendo o diálogo com a população e a articulação política na região.
Amanhã, a agenda terá início em Serra Talhada, onde Eduardo acompanhará as obras da Maternidade Socorro Godoy. Na sequência, participa de um almoço em Triunfo e, à tarde, estará em Quixaba para acompanhar, como deputado federal, as obras de construção de uma creche e de capeamento de ruas no município.
Ainda na quarta-feira, Eduardo participará de um porta a porta em Afogados da Ingazeira, ao lado do candidato a deputado estadual Romero Sales Filho e do deputado federal Danilo Simões. À noite, encerrará a agenda com uma caminhada em Tabira, ao lado do prefeito Flávio Marques, em mais um momento de mobilização política e contato com a população.
A agenda reforça a presença de Eduardo da Fonte no interior de Pernambuco e sua atuação em diferentes frentes, acompanhando, como parlamentar, investimentos e ações nos municípios e, como candidato ao Senado, ampliando o diálogo e fortalecendo alianças para o projeto de Pernambuco.
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Metrópoles
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, na manhã de hoje, para manter a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, do cargo.
Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam seus entendimentos e acompanharam integralmente a decisão do relator. Antes da maioria, o decano Gilmar Mendes havia pedido vista (mais tempo de análise) no julgamento.
Com a interrupção de Gilmar, a análise do caso foi suspensa, mas o afastamento imediato continua em vigor. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de votar. Nesta manhã, Mendonça ordenou o afastamento preventivo de 90 dias do diretor-geral da Polícia Federal. O magistrado afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da corporação por mais de 30 dias.
Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgaram uma carta aberta pedindo ao presidente, Edson Fachin, uma “rigorosa apuração” dos fatos que envolvem a Corte.
Eles classificam o atual momento do STF como “a mais aguda crise de sua história” e, ainda segundo a carta, o que vem comprometendo o prestígio e a autoridade do Tribunal, a confiança do povo e a estabilidade das instituições democráticas.
Leia maisOs ex-ministros ainda dizem ter a absoluta convicção de que Fachin vai convocar com urgência uma sessão pública para que o plenário do STF apure os fatos.
Assinam o documento Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.
A carta foi encaminhada nesta terça-feira (8), a três dias do fim do prazo estabelecido por Fachin para que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça deem explicações sobre os fatos da semana passada, quando a crise teve uma escalada.
Confira a manifestação na íntegra:
“Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de V. Exª na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que V. Exª designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas.”
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Os analistas de pesquisa gostam de usar um número mágico para avaliar as possibilidades de reeleição dos “incumbentes”, como chamam aqueles que disputam o cargo no mandato. O número mágico é 47%. Nessa avaliação, candidatos que têm uma aprovação abaixo de 47% teriam probabilidade muito baixa de reeleição. Por esse raciocínio, essa parece ser a situação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a Genial/Quaest divulgada no dia 2, ele tem 45% de aprovação. O CEO e fundador do Instituto Indexa, Arilton Freres, tem cautela quanto a essa conclusão automática. “O Brasil tem circunstâncias muito próprias que precisam ser levadas em consideração antes de se adotar um padrão automático de experiências no exterior”, disse ele ao Correio Político. Para ele, a polarização política tornou a disputa eleitoral brasileira uma competição de rejeições.
Leia maisAssim, por aqui sempre vale a máxima do genial maestro Tom Jobim: “O Brasil não é para amadores”. A construção da análise que torna os 47% de aprovação um número mágico desconsidera uma série de outros fatores na acirrada disputa brasileira, que coloca de um lado um entusiasmado time de lulistas, do outro um igualmente fanático time de bolsonaristas, e, no meio, um grupo que gostaria de ter alternativas, mas não as encontra. É preciso lembrar: se a rejeição de Lula é alta, a de Flávio Bolsonaro também é.
De acordo com a mesma pesquisa Genial/Quaest, a rejeição a Flávio Bolsonaro (PL), o principal adversário do presidente, é maior que a de Lula. Flávio tem rejeição de 55%, Lula de 53%. “No final, isso é o que parece que decidirá as eleições deste ano”, considera Arílton Freires. “De que a sociedade tem mais medo? Da continuação do lulismo ou da volta do bolsonarismo?”. As pesquisas ainda não mediram os impactos das últimas notícias sobre o caso Master. Essa repercussão poderá definir para onde pende a balança.
No momento, as acusações contra o ministro Alexandre de Moraes e sua briga contra André Mendonça desgastam o Supremo Tribunal Federal (STF). Arílton observa que seria baixa a chance de Lula evitar que a crise que desgasta Moraes não o atinja. “Boa parte da sociedade considera que Moraes age no STF alinhado com o governo”, diz ele. Uma evolução incrível na trajetória de Moraes.
Moraes foi escolhido para o STF por Michel Temer, alguém que o PT considera ter dado um golpe em Dilma Rousseff. Por outro lado, o caso afastou do noticiário as acusações de envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no escândalo do INSS. “Em certa medida, isso também beneficia Lula”, considera. Teria maior potencial de desgaste.
A semana terminou com a possibilidade de surgimento de novas informações sobre o caso Dark Horse. O empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, mediador dos repasses de Daniel Vorcaro, do Master, para o filme Dark Horse, negocia uma delação premiada, que foi encaminhada ao STF pela Procuradoria-Geral da República.
Para Arílton Freres, a volta da aproximação de Flávio com relação a Lula, com situações de empate no segundo turno, mostraria que, no momento, o caso Dark Horse parou de desgastá-lo. Embora ainda faltem as devidas explicações sobre os repasses, o eleitor já teria “precificado” o caso Dark Horse. Os votos não foram para outros.
No meio disso tudo, há, porém, o fenômeno Augusto Cury (Avante). Arílton Freres aponta que seu crescimento, passando para terceiro e ficando com mais de dois dígitos em três pesquisas nacionais, já vinha sendo observado pelo Indexa em pesquisas estaduais que o instituto está fazendo. A primeira constatação deu-se no Maranhão.
Trackings preliminares no Maranhão começaram a apontar Augusto Cury com 10% das intenções de voto no estado. Isso chamou a atenção dos pesquisadores, e se confirmou depois, com Cury alcançando 9% no estado. No Amapá, pesquisa o apontou com 8%. “É um crescimento que aconteceu em todos os estados”, diz Arílton.
Segundo Arílton, no entanto, Augusto Cury teria parado de subir. “É preciso ver agora se o eleitor irá mesmo em busca de alternativa”, observa. Ou ficará mesmo entre Lula e Flávio. Na última Indexa, ambos tinham a mesma rejeição de 49%. “Ou seja, é um número proibitivo para ambos. Nesse cenário, portanto, a rejeição é que vai decidir a eleição”.
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A OAB Pernambuco – Subseção São José do Egito realiza, em setembro, mais uma etapa das Capacitações Itinerantes, levando atividades aos municípios de Itapetim, Brejinho, Santa Terezinha e Tuparetama. A iniciativa busca ampliar a presença da entidade no interior, com visitas da diretoria aos profissionais durante a manhã para ouvir demandas e fortalecer o diálogo, seguidas, à tarde, por capacitações nas Câmaras Municipais. O projeto também promove a integração entre diferentes Subseções, com troca de experiências, networking e participação de lideranças da advocacia de outras regiões.
Além da formação jurídica, o circuito contará com serviços da CAAPE, incluindo vacinação e distribuição de adesivos de estacionamento para advogados adimplentes, além da divulgação de benefícios oferecidos pelo Sistema OAB. As inscrições terão caráter social: cada participante deverá entregar cinco itens de limpeza, que serão destinados à ONG Amigos de Quatro Patas, voltada à proteção animal. Com a ação, a Subseção reforça a proposta de aproximar a OAB da advocacia do interior, unindo qualificação profissional, integração institucional, prestação de serviços e compromisso com a sociedade.
Os enfermeiros da rede municipal de Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife, entram em greve por tempo indeterminado a partir das 7h do dia 8 de setembro com Ato em frente a secretaria de saúde. A decisão foi tomada na manhã da última terça-feira (1º), durante Assembleia Geral Extraordinária realizada pelo Sindicato dos Enfermeiros no Estado de Pernambuco (SEEPE), no Auditório do CECOSNE.
A categoria cobra da Prefeitura a abertura de uma mesa efetiva de negociação e reivindica, entre outros pontos, a adequação do salário-base dos enfermeiros da Estratégia Saúde da Família (ESF) ao valor pago aos profissionais de Analista/RAPS com jornada de 40 horas, considerando a mesma categoria e jornada de trabalho. Também estão entre as reivindicações o pagamento das verbas federais destinadas às campanhas de vacinação, aumento do vale-alimentação e outras pautas de valorização dos profissionais.
Leia maisDurante a assembleia, a categoria também definiu os percentuais de paralisação e manutenção dos serviços. Na urgência e emergência, que inclui policlínicas, SAMU, serviços de pronto atendimento e UPAs, haverá paralisação de 30% das atividades, com manutenção de 70% dos serviços. Na atenção básica, incluindo os serviços de vacinação, a paralisação será de 80%, com manutenção de 20% das atividades.
Segundo o SEEPE, a decisão pela greve ocorre após o encerramento das negociações por parte da Administração Municipal, diante da exclusão dos enfermeiros do reajuste legalmente devido, do não cumprimento de decisão judicial transitada em julgado e da retenção de verbas federais destinadas aos profissionais das campanhas de vacinação.
“A gestão de Jaboatão desrespeita os enfermeiros e insiste em ignorar nossas reivindicações. Não vamos aceitar esse descaso de braços cruzados. A greve mostra a força de uma categoria que se organiza, se mobiliza e luta por respeito e valorização”, Ludmila Outtes, presidenta do SEEPE
O SEEPE informa que o movimento terá início hoje e será conduzido com a manutenção dos serviços definidos pela categoria, garantindo o atendimento das necessidades essenciais da população.
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Da coluna de Cláudio Humberto
O Brasil enfrenta a mais grave crise institucional em décadas e o Supremo é sacudido por degradantes revelações da própria Polícia Federal sobre as relações com ministros do STF de um ex-banqueiro fraudador, conhecido subornar autoridades.
Apesar disso, entidades do meio fazem silêncio constrangedor, próprio de quem apoiou o vale-tudo recente no STF. A OAB escapou da lista da omissão: amanhã (9), pedirá ao presidente do STF “investigação rigorosa” do caso Vorcaro/Moraes.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, hoje, o afastamento preventivo do diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.
A decisão impõe ainda a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da PF para apurar as circunstâncias de produção de relatórios de inteligência que monitoravam autoridades.
Mendonça determinou também a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.
O ministro solicitou a convocação de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para referendar a decisão ainda nesta terça.
Do portal Cada Minuto
O Ministério Público Eleitoral (MPE) em Alagoas manifestou-se pelo indeferimento do registro de candidatura de João Francisco de Assis Neto, conhecido como “Dr. João Neto”, ao cargo de deputado federal nas Eleições 2026.
O parecer, assinado pelo procurador regional eleitoral substituto Lucas Horta de Almeida, aponta que a condenação criminal do candidato por lesão corporal contra mulher por razões de gênero configura causa de inelegibilidade nos termos da Lei Complementar nº 64/1990 (Lei de Inelegibilidades).
O processo tramita no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) e ainda será julgado pela Corte.
De acordo com os autos, Dr. João Neto foi condenado pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital à pena de quatro anos e dois meses de reclusão. A condenação foi mantida por unanimidade pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).
Embora a defesa tenha argumentado que a decisão ainda não transitou em julgado, o MPE sustentou que a legislação prevê a inelegibilidade a partir de condenações proferidas por órgãos colegiados, independentemente de trânsito em julgado, ressaltando que recursos extraordinários não suspendem automaticamente os efeitos do acórdão.
O principal fundamento jurídico da manifestação baseia-se na interpretação do artigo 1º, inciso I, alínea “e”, item 9, da Lei Complementar nº 64/1990, combinada com as alterações promovidas pela Lei nº 14.994/2024.
Para o órgão ministerial, a reforma legislativa aproximou o crime de lesão corporal qualificada por razões da condição do sexo feminino (§ 13 do artigo 129 do Código Penal) do bem jurídico tutelado pelo feminicídio, diferenciando-o da regra geral do § 9º do mesmo artigo. O parecer argumenta que uma interpretação restritiva da norma violaria o dever constitucional de proteção à mulher contra a violência de gênero.
A manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral integra uma ação de impugnação ao registro de candidatura e possui caráter opinativo. O desfecho do caso caberá ao Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, que avaliará os argumentos da defesa e da acusação antes de proferir a sentença sobre a elegibilidade do candidato para o pleito de 2026.
A Cidade 99.7 realiza, nesta sexta-feira (11), em Caruaru, o primeiro debate do estado com candidatos ao Governo de Pernambuco no primeiro turno das Eleições 2026. Confirmaram presença no encontro Ivan Moraes, do Psol; João Campos, do PSB; e Raquel Lyra, do PSD. O debate começa às 9h e será mediado pelo jornalista Vitor Araújo.
O encontro será realizado no Teatro do Shopping Difusora e terá seis blocos, com duração aproximada de duas horas e meia. A programação inclui perguntas iguais para todos os candidatos, confrontos diretos entre os participantes, perguntas de jornalistas convidados e questionamentos de representantes de entidades de classe.
A transmissão será feita simultaneamente pela Cidade 99.7 FM, pelo canal da emissora no YouTube e pelo aplicativo FlixCidade, além de retransmissão por 17 emissoras de rádio de diferentes regiões de Pernambuco.
Antes do debate, das 8h às 9h, a emissora realiza um programa especial de aquecimento, apresentado pela jornalista Aline Souza. Após o encontro, haverá também um programa de pós-debate, com análise do desempenho dos candidatos.
