Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa parabenizou, nesta quinta-feira (13), o compositor Onildo Almeida pelos 98 anos. Autor de “A Feira de Caruaru”, Onildo nasceu em 13 de agosto de 1928 e teve a canção gravada por Luiz Gonzaga. Em vídeo publicado nas redes sociais, Feitosa afirmou: “Que bom ver você com muita saúde e com muita lucidez”.
O parlamentar também disse que pretende reencontrar o compositor em Caruaru. “Quando eu estiver em Caruaru, vou novamente lhe dar um abraço para festejar os seus 98 anos”, declarou. Feitosa já visitou Onildo em outras ocasiões, segundo as informações divulgadas.
O deputado federal e candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) recebeu, nesta quinta-feira (13), o apoio do grupo político dos Gouveia, em Carpina. O anúncio ocorreu durante agenda no município ao lado da prefeita Eduarda Gouveia, do deputado estadual Gustavo Gouveia e do candidato a deputado federal e presidente estadual do Podemos, Marcelo Gouveia. “Receber o apoio de Eduarda, Gustavo e Marcelo fortalece ainda mais a nossa caminhada para o Senado”, afirmou Eduardo.
Durante a passagem por Carpina, o candidato também vistoriou as obras do Hospital da Mulher, Criança e Adolescente (HMCA). Segundo as informações divulgadas, a unidade contará com 15 consultórios, brinquedoteca, Centro de Imagem e Diagnóstico, com serviços como tomografia, mamografia, ecocardiograma, endoscopia, colonoscopia e ultrassonografia, além de bloco cirúrgico para procedimentos de baixa e média complexidade.
Por Antonio Magalhães*
O dramaturgo, escritor e jornalista Nélson Rodrigues (1912-1980) deixou como legado um explícito grito pela liberdade individual e contra o autoritarismo na crônica “O Ex-Covarde”, publicada em 18 de outubro de 1968, em O Globo. A revolta do então silencioso escritor, isentão, como muitos de hoje, deu lugar à coragem para reagir a um regime tão autoritário como o atual. O ex-covarde, sugerido por Nélson na época, pode ser agora qualquer brasileiro que não aceite tal estado de coisas.
Um velho amigo da redação de O Globo estranhou o foco dos textos de Nélson, antes atento nas crônicas à tragédia de pessoas comuns dilaceradas pelo cotidiano. O principal motivo desta mudança foi a prisão por sete anos do seu filho Nelsinho por integrar o grupo da luta armada contra o regime, MR-8.
Leia maisMesmo tendo pensamentos políticos divergentes, Nelson Rodrigues, que se autodeclarava um “reacionário”, saiu em defesa do filho, foi até a TV, denunciou as torturas físicas em rede nacional, abriu seu peito dilacerado e expôs seu rosto, o rosto de um pai, com sentimento de impotência por não poder ajudar o filho, em um dos momentos mais tristes da nossa história. A censura, a tortura e os desaparecimentos forçados levaram Nelson Rodrigues a se opor e gritar em voz alta: “Não aceito censura nem de Jesus Cristo”.
Nélson disse algumas verdades ao colega jornalista: “Eu sou um ex-covarde. Hoje, é muito difícil não ser canalha. Por toda a parte, só vemos pulhas. E nem se diga que são pobres seres anônimos, obscuros, perdidos na massa. Não. Reitores, professores, sociólogos, intelectuais de todos os tipos, jovens e velhos, mocinhas e senhoras. E também os jornais e as revistas, o rádio e a TV. Quase tudo e quase todos exalam abjeção”.
“Nem todos, claro”, explicou Nélson. “É óbvio que sempre há uma meia dúzia que se salva e só Deus sabe como. Todas as pressões trabalham para o nosso aviltamento pessoal e coletivo. E por que essa massa de pulhas invade a vida brasileira? Claro que não é de graça nem por acaso”.
Nélson Rodrigues ainda escreveu: “O que existe, por trás de tamanha degradação, é o medo. Por medo, os reitores, os professores, os intelectuais são montados fisicamente pelos jovens. Diria que estou fazendo uma caricatura até grosseira. Nem tanto, nem tanto. Mas o medo começa nos lares, e dos lares passa para a igreja, e da igreja passa para as universidades, e destas para as redações, e daí para o romance, para o teatro, para o cinema. Fomos nós que fabricamos a ‘Razão da Idade’. Somos autores da impostura e, por medo adquirido, aceitamos a impostura como a verdade total”.
Para o dramaturgo e jornalista, “é preciso pluralizar. Não há um medo só. São vários medos, alguns pueris, idiotas. O medo de ser reacionário ou de parecer reacionário. Por medo das esquerdas, grã-finas e milionários fazem poses socialistas. Hoje, o sujeito prefere que lhe xinguem a mãe e não o chamem de reacionário”.
E Nélson alerta: “É o medo que faz o Dr. Alceu (Alceu Amoro de Lima, líder católico conservador – 1893/1983) renegar os dois mil anos da Igreja e pôr nas nuvens a ‘Grande Revolução’ russa. Cuba é uma Paquetá. Pois essa Paquetá dá ordens a milhares de jovens brasileiros. E, de repente, somos ocupados por vietcongs, cubanos, chineses. Ninguém acusa os jovens e ninguém os julga, por medo. Ninguém quer fazer a ‘Revolução Brasileira’. Não se trata de Brasil. Numa das passeatas, propunha-se que se fizesse do Brasil o Vietnã. Por que não fazer do Brasil o próprio Brasil? Ah, o Brasil não é uma pátria, não é uma nação, não é um povo, mas uma paisagem. Há também os que o negam até como valor plástico”.
Na visão premonitória do pernambucano Nélson Rodrigues, valeu a coragem de dizer durante o regime militar o que muitos possíveis ex-covardes têm que bradar hoje: “Sou um ex-covarde. É maravilhoso dizer tudo. Para mim, é de um ridículo abjeto ter medo das Esquerdas, ou do Poder Jovem, ou do Poder Velho ou de Mao Tsé-tung, ou de Guevara. Não trapaceio comigo, nem com os outros. Para ter coragem, precisei sofrer muito. Mas a tenho. E se há rapazes que, nas passeatas, carregam cartazes com a palavra ‘Muerte’, já traindo a própria língua; e se outros seguem as instruções de Cuba; e se outros mais querem odiar, matar ou morrer em espanhol — posso chamá-los, sem nenhum medo, de ‘jovens canalhas’”.
A crônica rodrigueana é uma lição de vida e de sabedoria política. Uma história de autoritarismo que se repete hoje como uma nova tragédia nacional, na qual os ex-covardes precisam reagir como fizeram antes. É isso.
*Jornalista
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O senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, participou, nesta quinta-feira (13), em Brasília, de uma gravação com o presidente Lula (PT) para a campanha eleitoral. Na chegada à sede da campanha de Lula, no Lago Sul, Humberto defendeu a eleição de uma bancada maior de deputados e senadores alinhados ao presidente para ampliar a base do governo no Congresso Nacional. “Precisamos eleger parlamentares comprometidos com o Brasil e com as pautas que interessam ao povo brasileiro. Precisamos de um Congresso que jogue junto com o presidente Lula em favor da população”, afirmou.
Segundo Humberto, uma maior representação governista no Congresso seria necessária para avançar em propostas como o fim da escala 6 por 1. “Se a gente quiser aprovar as grandes pautas do Brasil, como o fim da escala 6 por 1, e outras mais, é preciso que a gente tenha uma melhor correlação de forças no Congresso Nacional”, declarou o senador, que almoçou com Lula na quarta-feira (12), no Palácio da Alvorada. Nesta sexta-feira (14), Humberto participa de uma nova gravação com o presidente, ao lado do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), e da candidata ao Senado Marília Arraes (PDT).
O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, determinou a exoneração de um servidor comissionado da administração municipal após tomar conhecimento da participação dele em uma manifestação política na qual foram proferidos xingamentos contra um candidato de oposição. A decisão foi formalizada por meio da Portaria nº 363/2026. Segundo o prefeito, a medida está relacionada à responsabilidade de quem ocupa cargo de confiança na gestão municipal.
“Democracia se faz com liberdade, mas também com respeito. Divergências políticas são legítimas e fazem parte do processo democrático. O que não podemos admitir é que o debate público seja substituído por ofensas, agressões ou desrespeito”, afirmou Diego Cabral. Ele ressaltou que a exoneração não representa restrição à liberdade de manifestação política, mas uma decisão administrativa sobre a permanência em um cargo de livre nomeação e exoneração.
O prefeito também afirmou que orienta integrantes da gestão a manter postura respeitosa no debate político. “Não quero que ninguém ataque ou desrespeite adversários em meu nome. Vamos defender aquilo em que acreditamos com trabalho, propostas e argumentos. A democracia precisa ser preservada todos os dias, inclusive quando pensamos diferente”, declarou.
A secretária de Comunicação de Arcoverde, Ximenne Gabrielle Padilha de Almeida Moura, está internada na UTI do Hospital Regional de Arcoverde e precisa de doações de sangue. Uma campanha está sendo mobilizada para reforçar os estoques e garantir o atendimento necessário durante o tratamento.
As doações podem ser realizadas no Hemocentro de Arcoverde (Hemope), localizado na Avenida Joaquim Nabuco, nº 418, bairro São Cristóvão, em Arcoverde. O atendimento para doação de sangue acontece das 7h30 às 12h. As doações também podem ser realizadas nas unidades do Hemope de Recife ou Petrolina, em nome da paciente, para posterior encaminhamento a Arcoverde.
A mobilização pede que familiares, amigos e moradores que possam doar sangue contribuam e também compartilhem a informação. Quem puder doar, deve procurar o Hemope e informar o nome da paciente no momento da doação.
A recente definição da chapa do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) para o Senado, na disputa eleitoral de 2026, gerou uma lamentação. Em entrevista concedida ao Programa Edenevaldo Alves, na manhã de hoje, o jornalista e candidato a deputado federal, Carlos Britto (PL), criticou a ausência de um representante do Sertão nas suplências da candidatura de Eduardo da Fonte, que terá Carlos Andrade Lima (União Brasil) como primeiro suplente e Irmã Jane como segunda.
Para Britto, a composição ignora o peso político e a relevância histórica da região. “Quando [Miguel Coelho] não foi escolhido [para a vaga ao Senado], eu senti, porque o Sertão precisava dessa representação. Agora que ele teve a oportunidade de indicar, infelizmente, trouxe alguém do Recife. O que essa pessoa tem de ligação com a gente? Quantos anos lutou ao lado do grupo político? Que história e que legado construiu conosco?”, questionou.
O jornalista defendeu que nomes com trajetória consolidada na região seriam escolhas naturais para fortalecer a chapa. Ele citou nominalmente a vereadora de Petrolina, Maria Elena, como uma figura de inegável representatividade. “Ela é uma representante histórica do grupo, tem tamanho político e merecia essa oportunidade”, afirmou Britto. Além de Maria Elena, ele estendeu a reflexão a outras lideranças sertanejas de peso, como os vereadores Zénilto e Osório Siqueira, este último presidente da Câmara Municipal, e o ex-prefeito de Belém do São Francisco, Gustavo Caribé.
Anunciada pela governadora Raquel Lyra (PSD) como o início da ampliação da duplicação da BR-232, a obra, prevista para acontecer entre os municípios de São Caetano e Belo Jardim, simplesmente não existe. Não há nada que identifique a sinalização do start de uma obra tão importante para o Estado.
Não há o canteiro de obras da empresa, não existem trabalhadores, nem sinal da placa obrigatória com informações sobre o valor do empreendimento nem tampouco a empreiteira responsável.

Mais adiante, entretanto, encontrei um ponto de apoio com apenas uma máquina escavadeira e três veículos, mas nenhum funcionário, numa prova de que o anúncio do início das obras não passa um lance atabalhoado, meramente eleitoreiro.
Por Inácio Feitosa*
Existe uma mentira confortável que o mundo repete há séculos: a do vencedor solitário, que se fez sozinho e deve a vitória só ao próprio esforço. Agrada ao ego, mas não resiste a um olhar honesto sobre a vida. Ninguém vence sozinho – e quem vence de verdade não vence apenas para si.
Aprendi cedo, sem saber que aprendia. Aos doze anos eu vendia picolé de saquinho no condomínio e ganhei dinheiro pela primeira vez, sem imaginar que aquilo era uma semente. Mas era. E toda semente, para nascer, precisa ser enterrada no escuro.
Leia maisO escuro chegou anos depois. Já executivo num grande grupo, fui empurrado para uma sala que era o almoxarifado da empresa – manobra para me forçar a pedir demissão. Foi meu fundo do poço. E ali decidi não me lamentar: transformei o quarto escuro em sala de estudos. A vida tem retrovisor, mas é para frente que se olha.
Não saí do poço sozinho – nunca sairia. No escuro, duas lanternas. A primeira foi Isabel, minha esposa, a quem chamo de Vida. Numa manhã de 2013, em lágrimas, ela me contou que nossa segunda filha estava a caminho – e chorava de medo, porque faltava dinheiro. Respondi: “Este é um sinal de Deus de que dias melhores virão.” E vieram. A segunda foi um Judeu de quase cem anos que, num café, me perguntava sempre: “Quem é você?” Sou tudo o que essas pessoas semearam em mim.
Pense na sua última conquista: quantas mãos invisíveis sustentaram o caminho até ali? A vitória tem sempre mais donos do que aparece na foto.
Por isso a gratidão não é gentileza — é lucidez. Dizer “obrigado” é reconhecer que ficamos obrigados, que há uma dívida de amor a honrar. O primeiro dever de casa da vida é não reclamar e agradecer. Quem perde a graça de agradecer acredita na própria lenda — e tropeça nela.
Há ainda uma dimensão maior, que os apressados chamam de sorte e os humildes chamam de fé. “Pedi, e recebereis; buscai, e achareis”, diz o Evangelho — mas depois do pedido vem o suor. Empreender é responder à parábola dos talentos: a Deus não agrada quem enterra o que recebeu por medo, mas quem faz frutificar. Ter fé é trabalhar sabendo que não somos a fonte de tudo, apenas o instrumento.
Empreender nunca foi apenas ganhar dinheiro — ainda que ganhá-lo seja digno: o pecado não está em ganhar, e sim em fazer mau uso. Empreender é criar, gerar oportunidade, devolver dignidade a quem precisava de uma chance. Quando um negócio cresce, cresce a mesa de muitas famílias. O verdadeiro sucesso não se acumula numa conta; multiplica-se em vidas.
Por isso a dignidade é o fio que costura tudo. Não existe vitória construída sobre a humilhação de alguém — eu sei, porque já me quiseram humilhar, e escolhi transformar o excremento em adubo. Subir levantando os outros: isso, sim, é vitória. Riqueza sem dignidade é apenas dinheiro. Vitória com dignidade é legado.
E legado eu aprendi olhando três gerações para trás. Meu avô, Inácio José Feitosa, foi prefeito de Monteiro e levou energia elétrica ao sertão. Meu pai, João, me ensinou pelo exemplo até o último dia — e aprendi, quando a doença o levou, que às vezes é preciso interromper os próprios sonhos para segurar a mão de quem amamos. Nada do que sou começou em mim.
Então, quem vence quando você vence? Vence a sua família, que dividiu os medos. Vencem as pessoas que você emprega. Vence a comunidade que ganha um exemplo. Vencem os que virão depois e caminharão mais leve porque você abriu a trilha. E vence, silenciosamente, o próprio Deus, que confiou a você talentos e esperou vê-los frutificar.
A vida ensina que colecionar troféus não enche o peito. O que enche é olhar para trás e ver quantos venceram junto. Vença, então. Vença muito, com fé, trabalho e coragem. Mas não se esqueça, nunca, de dizer obrigado — porque a vitória que não sabe agradecer ainda não entendeu para que serve.
*Advogado, mestre em Educação pela UFPE e escritor.
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Com o início da campanha eleitoral, marcado para 16 de agosto, aumenta o número de veículos adesivados e de automóveis particulares utilizados em atividades de campanha. O que muitos proprietários desconhecem é que tanto a adesivação quanto a mudança na forma de utilização do veículo podem impactar as condições de cobertura do Seguro Automóvel.
O cuidado deve ir além das normas eleitorais. Embora a Justiça Eleitoral regulamente a propaganda em veículos particulares durante a campanha, o cumprimento dessas regras não garante, por si só, a manutenção da cobertura do seguro. Isso porque cada seguradora possui critérios próprios para avaliar alterações no veículo e mudanças em sua forma de utilização, tornando importante a consulta prévia ao corretor de seguros.
Leia maisO Sindicato das Seguradoras do Norte e Nordeste (Sindsegnne) e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) orientam que, antes de instalar materiais de propaganda eleitoral ou alterar a forma de utilização do veículo, o segurado consulte seu corretor ou a seguradora para verificar as regras específicas da apólice.
“Cada seguradora possui critérios próprios para análise do risco e aceitação de alterações no veículo, incluindo a adesivação, bastante comum durante o período eleitoral. Além disso, é importante considerar se o automóvel continuará sendo utilizado apenas para fins particulares ou passará a desempenhar atividades relacionadas à campanha”, explica Leandro Vasco, diretor do Sindsegnne.
Segundo Keila Farias, vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o uso do veículo para atividades de campanha pode representar uma mudança no perfil de utilização originalmente informado à seguradora. “O uso do veículo para fins publicitários ou de apoio a campanhas eleitorais pode aumentar sua exposição a acidentes, roubo e até vandalismo, o que pode levar à necessidade de adequação do contrato de seguro”, explica.
A representante da FenSeg ressalta, no entanto, que a simples presença de adesivos de pequeno porte em veículos de passeio, quando não há alteração na forma de utilização do automóvel, não compromete a cobertura do seguro auto. A recomendação de comunicação à seguradora ganha maior relevância quando há adesivação ostensiva, envelopamento ou mudança na finalidade de uso do veículo.
Um dos casos que merece atenção é o envelopamento total ou a plotagem que impeça a identificação da cor original do automóvel. Nessa situação, o proprietário deve comunicar a alteração à seguradora e também ao Detran do estado onde o veículo está registrado, para atualização do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV).
“É importante diferenciar uma adesivação de pequeno porte, que não altera a utilização do veículo, de uma plotagem ou envelopamento que modifique suas características ou esteja associado a uma nova finalidade de uso. Cada situação deve ser analisada de acordo com as regras da seguradora”, destaca Keila.
Outro ponto importante diz respeito aos danos causados aos próprios adesivos, envelopamentos e plotagens. De forma geral, esses danos não fazem parte da cobertura das apólices convencionais. Também é necessário atenção quando o automóvel passa a ser utilizado para atividades relacionadas diretamente à campanha eleitoral, como transporte de materiais, deslocamento de equipes, instalação de equipamentos de som ou outras ações de apoio.
“Quando o veículo deixa de ser utilizado exclusivamente para fins particulares e passa a exercer uma atividade ligada à campanha, pode haver necessidade de adequação da apólice. Se essa mudança não for comunicada, o segurado poderá enfrentar dificuldades no momento da indenização em caso de sinistro”, alerta Leandro Vasco, diretor do Sindsegnne.
O representante reforça que a alteração da finalidade de uso deve ser avaliada individualmente pela seguradora, uma vez que as condições contratuais podem variar. “O corretor é o profissional habilitado para verificar as regras específicas, avaliar o enquadramento do risco e, se necessário, orientar sobre eventuais ajustes ou coberturas adicionais para atividades publicitárias”, explica.
Outro aspecto que merece atenção durante o período eleitoral são os eventos de campanha. As apólices de seguro auto normalmente estabelecem exclusões para danos decorrentes de situações como tumultos, motins, atos de vandalismo e perturbação da ordem pública. Por isso, eventuais danos ocorridos durante manifestações ou eventos eleitorais precisam ser analisados conforme as condições específicas de cada contrato.
Para evitar problemas em caso de sinistro, a recomendação das entidades é que o segurado faça uma consulta prévia ao corretor de seguros sempre que houver mudança relevante no veículo ou na forma como ele será utilizado durante a campanha.
“A principal recomendação é que qualquer alteração relevante, seja na adesivação ou na utilização do veículo durante o período eleitoral, seja informada previamente ao corretor de seguros. Essa consulta permite verificar as regras da seguradora e realizar, quando necessário, os ajustes na apólice, contribuindo para que o segurado mantenha sua proteção de acordo com as condições contratadas”, conclui Leandro Vasco.
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Metrópoles
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) descartou, hoje, a possibilidade de invasão ao sistema da Justiça Eleitoral no caso da filiação de Flávio Bolsonaro (PL) ao Missão. Segundo a Corte, a inclusão do senador no partido foi feita por um representante da própria legenda.
“O TSE informa que não houve hackeamento do sistema e, sim, o cadastro da filiação por parte de um representante do Missão”, informou o tribunal. A manifestação ocorre após a campanha de Flávio levantar a suspeita de que o sistema de filiação partidária pudesse ter sido alvo de um ataque hacker. O jurídico do candidato avalia levar o caso à Polícia Federal e já acionou o TSE para pedir a correção do registro.
Leia maisA alteração impediu o PL de registrar a candidatura de Flávio à Presidência da República nesta quinta. O senador havia indicado que faria o procedimento nesta data. O prazo para o registro das candidaturas termina no sábado (15/8). Uma certidão emitida pelo TSE às 11h13 desta quinta aponta que Flávio está com filiação regular ao Missão desde quarta-feira (12/8). O documento também registra que ele deixou o PL na mesma data.
Até então, o histórico da Justiça Eleitoral mostrava que Flávio estava filiado ao PL desde novembro de 2021. Com a alteração, o sistema passou a indicar a saída do partido e o ingresso no Missão em 12 de agosto de 2026.
Os dados de filiação são lançados pelos próprios partidos no sistema Filia, da Justiça Eleitoral. A própria certidão ressalta que as informações são inseridas sob responsabilidade das legendas e têm “presunção apenas relativa de veracidade”.
O que diz o Missão
Procurado, o presidente nacional do Missão e candidato do partido à Presidência, Renan Santos, afirmou que a legenda abriria uma investigação interna para descobrir o que ocorreu. “A última coisa que a gente quer é o Flávio Bolsonaro filiado à Missão”, disse.
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Servidores ligados ao Controle Urbano da Prefeitura de Camaragibe deixaram de trabalhar para tentar hostilizar João Campos (PSB), hoje, no centro do município. O grupo composto por seis homens e uma mulher se concentrou próximo a uma banca do comércio popular para gritar palavras de ordem contra o candidato a governador, não recebendo adesão sequer de quem estava em volta, o que reforça os indícios de uma ação orquestrada. Já o ex-prefeito do Recife reuniu apoiadores, lideranças locais e foi recebido com carinho pela população que trabalha ou frequenta o local.
O episódio reforça as suspeitas sobre a existência de um gabinete do ódio ligado a apoiadores da governadora Raquel Lyra (PSD), o que já está em investigação pela Polícia Federal. Nos últimos meses, outras hostilidades forjadas já foram registradas durante agendas de João Campos. Em junho, por exemplo, um servidor do gabinete da vice-governadora Priscila Krause (PSD) foi filmado enquanto xingava o candidato do PSB para fazer parecer que se tratava de um movimento espontâneo da população. Em julho, dois funcionários da Prefeitura de Igarassu foram flagrados fazendo o mesmo.
Em Camaragibe, local do caso de hoje, o prefeito é Diego Cabral (PSD), que começou o processo eleitoral de 2024 em baixa nas pesquisas e só conseguiu ser eleito depois que uma articulação entre João Campos e o então ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) viabilizou a retirada de pré-candidaturas competitivas dentro do PSB. Já na prefeitura, Diego traiu a ambos, anunciou apoio à governadora Raquel Lyra e mudou de deputado federal, passando a pedir votos para Daniel Coelho (PSD).
