Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Anderson Ferreira, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, encerra a apuração como o deputado federal mais votado do campo da direita no estado. O resultado representa um marco importante na trajetória política de Anderson e consolida sua posição como a principal liderança da direita pernambucana.
A partir de agora, o desafio de Anderson será participar da construção do segundo turno presidencial em Pernambuco e trabalhar para ampliar, no estado, a votação de Flávio Bolsonaro. O candidato do PL chega à segunda etapa com uma votação numericamente próxima àquela obtida por Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais em Pernambuco.
Anderson tem sinalizado que pretende conduzir essa nova etapa ao lado de Mendonça Filho, que foi o candidato do PL ao Senado. A estratégia reforça a relação entre os dois como referências do partido em Pernambuco para a reorganização política da direita no estado.
O deputado federal Lucas Ramos (PSB) agradeceu, nas redes sociais, os 71.964 votos recebidos nas eleições de ontem (4). O parlamentar, que exerce mandato na Câmara dos Deputados até 2027, não conseguiu renovar o mandato e ficou na suplência.
Em mensagem publicada na manhã desta segunda (5), Lucas afirmou que está em paz e grato com o resultado. “Os planos de Deus são perfeitos e a vontade dele sempre prevalece. Por mais que existam questionamentos ou que não consigamos entender de imediato, continuam sendo perfeitos”, escreveu.
“Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, e mais. Mudamos pra melhor a vida de milhares de pernambucanos. Agradeço ao Senhor pela oportunidade incrível de servir ao Brasil e ao meu Estado como Deputado Federal. Ele me guiou junto de 71.964 pessoas que caminharam ao meu lado com tanto amor. Obrigado pela confiança”, continuou. Por fim, afirmou que prentende continuar na atuação política. “A nossa caminhada não para por aqui. Seguirei firme na minha missão de vida, que é cuidar da nossa gente, todos os dias”, declarou.
O deputado federal Fernando Monteiro (PSD) foi reeleito por Pernambuco, ontem, para o quarto mandato na Câmara dos Deputados, sendo o candidato mais votado do partido no estado. Com 113.844 votos, o parlamentar renovou a confiança dos pernambucanos e garantiu mais quatro anos de atuação em Brasília. Ao longo da sua trajetória, Fernando construiu uma atuação marcada pela presença nos municípios e pela articulação de investimentos para diferentes regiões do estado.
No Sertão, Agreste, Zona da Mata e Região Metropolitana do Recife, o mandato tem trabalhado pela chegada de recursos e obras estruturantes, com atenção às demandas apresentadas pelas gestões municipais e pela população. Entre as principais pautas estão o fortalecimento da saúde pública, investimentos em infraestrutura e mobilidade, abastecimento de água, desenvolvimento regional, agricultura e geração de emprego, além da articulação de projetos estratégicos para melhorar a qualidade de vida dos pernambucanos.
Após a confirmação da reeleição, Fernando Monteiro agradeceu a confiança recebida nas urnas e destacou que pretende transformar o resultado em ainda mais trabalho. “Recebo os 113.844 votos com muita gratidão e, acima de tudo, com responsabilidade. A confiança renovada pelos pernambucanos me honra e reforça o compromisso de continuar trabalhando pelo nosso estado e pelos municípios. A melhor forma de retribuir essa confiança é com trabalho. Temos muito a fazer e vem muito mais pela frente. Muito obrigado, minha gente”, ressaltou.
Por Leonardo Sakamoto
Do UOL
O resultado do primeiro turno das eleições de 2026 não caiu do céu nem foi um raio em dia de sol. O placar de 47% para Flávio Bolsonaro contra 45% para Lula só pegou de surpresa quem ainda insiste em analisar a disputa política brasileira com a cartilha analógica do século 20. Enquanto a cúpula do lulismo continua tratando a comunicação como um release de divulgação de obras para convencer o eleitor que ele deveria ser grato, a extrema direita consolidou um império digital que pauta, molda e dita o ritmo da realidade de dezenas de milhões de brasileiros todos os dias.
A pesquisa apontou 47% para Flávio e 43% para Lula (com margem de 2,4 pontos). Ao mapear o humor de grupos de WhatsApp a partir de amostragens demograficamente equilibradas, a ferramenta pode ter captado um pulso subterrâneo que metodologias tradicionais demoram a enxergar.
Leia maisNesse ecossistema descentralizado, o jornalismo profissional deixou de ser o protagonista na mediação do debate público para se tornar, na melhor das hipóteses, um coadjuvante tardio. A extrema direita compreendeu isso há anos. Sem intermediários, ela bombardeia o cidadão diariamente contra as instituições e o Estado e, o que é mais grave, no sentido de reconstruir, à sua imagem e semelhança, o sentido e a identidade do país.
Consome-se essa narrativa de forma contínua e passiva. O cidadão acorda com o escândalo fabricado no feed, almoça a versão distorcida do fato nos grupos de família e dorme com a indignação mastigada em vídeos curtos.
A eleição parlamentar de 4 de outubro cristalizou de vez uma transição iniciada em 2018, com a transferência do voto de massa do palanque físico para o feed algorítmico. Não estou falando de parlamentares tradicionais que usam o Instagram como vitrine acessória para prestar contas. Trata-se de criadores de conteúdo em tempo integral que se tornaram deputados (ou vice-versa), cuja atividade primordial é alimentar uma esteira ininterrupta de mobilização e engajamento.
O desenho da bancada eleita para a Câmara a partir de fevereiro de 2027 mostra que essa turma está se transformando no próprio centro de gravidade da política nacional.
Basta olhar os números. O topo da lista nacional de votação traz expoentes da extrema direita que ultrapassaram, com folga, a barreira histórica dos 3 milhões de votos: Nikolas Ferreira (PL-MG), com impressionantes 3.119.318 votos, e Lucas Pavanato (PL-SP), com 3.038.438. No mesmo pelotão da audiência permanente, nomes como André Fernandes (PL-CE, 684 mil), Julia Zanatta (PL-SC, 560 mil), Jeffrey Chiquini (Novo-PR, 425 mil) e Delegado Caveira (PL-PA, 414 mil) comprovam que a indignação é o cabo eleitoral mais eficiente do país.
O campo progressista também tem seus fenômenos de engajamento, como Erika Hilton (PSOL-SP), que atingiu a expressiva marca de 1.596.472 votos, e Sâmia Bomfim (PSOL-SP, 583 mil), mas elas operam como ilhas de resistência pessoal em um oceano dominado pela articulação adversária. A presença de nomes da esquerda ou da centro-esquerda, como Ana Elisa (PT-MG, 524 mil), Tabata Amaral (PSB-SP, 476 mil) ou Jones Manoel (PSOL-PE, 249 mil), não disfarça a assimetria estrutural da disputa.
O campo democrático, e muito particularmente o PT, não pode alegar surpresa. Foi alertado repetidas vezes por pesquisadores, militantes da comunicação digital e estrategistas que não existe presença em rede sem tecnologia de ponta, monitoramento de calor em tempo real, captação contínua de lides, esteiras de conversão e manutenção ativa de comunidades locais e temáticas.
Fazer comunicação política hoje é construir ecossistemas de relacionamento diário, não inaugurar perfis requentados a três meses do pleito para exibir fotos institucionais de corte de fita ou posts com tabelas áridas sobre indicadores macroeconômicos.
A recusa em construir essa infraestrutura decorre de uma mistura letal de soberba e ignorância. A soberba de quem acredita que a memória afetiva de governos passados basta para garantir hegemonia popular. E a ignorância de quem enxerga a internet como mera ferramenta técnica de transmissão de mensagens, ignorando sua natureza antropológica de mediação da vida.
Enquanto a cúpula do lulismo seguir tratando as plataformas como panfleto de luxo e desdenhando da arquitetura de dados, a extrema direita continuará reinando em céu de brigadeiro. O país, por sua vez, continuará pagando a conta da inércia de quem teve tempo, recursos e alertas para disputar mentes e corações, e, principalmente, projeto de país, mas preferiu se encastelar na certeza de que a realidade se dobra a discursos de palanque.
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Por Joel de Hollanda*
Vê-se fazendo campanha pelas ruas de São Paulo um cidadão chamado Manoel Gomes. Não sabe quem é? É o autor de “Caneta Azul”, música que viralizou no país. Sim, amigos. Caneta Azul é candidato a deputado federal por São Paulo.
Apresso-me a esclarecer: não sou contra sua candidatura. Nem contra a de qualquer cidadão que, preenchendo os requisitos legais, queira disputar uma eleição. É um direito.
Leia maisO que me preocupa é outra coisa. É o eleitor que escolhe por gozação. Por deboche. Por raiva. Ou simplesmente porque entrou para o grupo do “tanto faz”. Tanto faz votar neste ou naquele. Para ele, é tudo igual.
Da mesma forma, preocupa-me quem pensa em não votar, anular o voto ou simplesmente ignorar as eleições que se aproximam. Por uma razão muito simples: a omissão também produz consequências. Quem deixa de escolher não interrompe a eleição. Apenas entrega aos outros uma decisão que também poderia ser sua.
A democracia não conhece cadeira vazia. Quando alguém se levanta dela, outro ocupa o lugar. E eleição passa. O mandato fica. Com ele, ficam as consequências. São os eleitos que votarão as leis. Decidirão prioridades. Discutirão impostos. Influenciarão os rumos da economia. Determinarão onde e como será aplicado o dinheiro público.
Dinheiro que não nasce nos cofres do governo. Nasce no trabalho. No comércio que abre as portas. Na fábrica que produz. No agricultor que planta. No profissional que presta seu serviço. No salário de quem trabalha e entrega grande parte do seu esforço ao Estado.
Por isso, votar não é apenas apertar algumas teclas diante de uma urna. É escolher quem receberá a chave do cofre. E a responsabilidade de administrar esperanças. Esperança de uma escola melhor. De um hospital que funcione. De uma rua segura. De emprego para os jovens. De dignidade para os idosos. De futuro para nossos filhos e netos.
Voto não é brincadeira. Não é passatempo. Não é favor. Muito menos mercadoria. É responsabilidade. É direito conquistado. É uma das mais poderosas ferramentas que a democracia colocou nas mãos do cidadão.
Por isso, não basta votar. É preciso saber em quem se está votando. Conhecer a história do candidato. Sua vida pública. Suas propostas. Seus compromissos. E observar a distância entre aquilo que promete diante das câmeras e aquilo que praticou longe delas.
O guia eleitoral pode produzir imagens. O marketing pode fabricar personagens. As redes sociais podem construir heróis de uma noite. Mas nenhuma propaganda consegue apagar para sempre uma biografia. É preciso pesquisar. Comparar. Perguntar. Duvidar. Porque o voto consciente começa muito antes da urna. Começa quando o cidadão decide não terceirizar sua consciência.
Votar em branco ou anular é um direito. Esses votos não são transferidos para qualquer candidato nem entram no cálculo dos votos válidos. Mas a eleição continua. Outros escolherão. Outros decidirão.
Por isso, antes de reclamar dos que governam, é preciso cuidar daqueles que ajudamos a colocar no governo. Antes de condenar o Congresso, é preciso lembrar quem enviamos para ocupá-lo. Antes de perguntar o que fizeram com o nosso país, talvez devamos também perguntar: o que fizemos com o nosso voto?
A democracia não termina na urna. Mas passa por ela. Silenciosamente. Sem tiros. Sem armas. Apenas com a consciência de cada cidadão e o toque de um dedo.
Por isso, nas próximas eleições: Pense. Pesquise. Compare. Escolha. E vote consciente. Porque o voto dura poucos segundos. Mas suas consequências podem atravessar gerações.
*Economista
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O presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde, Luciano Pacheco, saiu das urnas com uma importante demonstração de força política no município, ao superar o grupo liderado pelo prefeito Zeca Cavalcanti na disputa eleitoral de ontem (4). O resultado coloca o vereador-presidente no centro do cenário político local e como possível candidato a prefeito na próxima eleição.
A disputa ocorreu em um cenário de forte confronto político entre os dois grupos. O rompimento foi entre o prefeito Zeca Cavalcanti e o vereador Luciano Pacheco, que passaram a ocupar lados opostos no cenário político de Arcoverde. O embate também foi marcado por tentativas de cassação do mandato de Pacheco e por uma disputa envolvendo diferentes forças políticas do município.
Com a oposição dividida entre diferentes candidaturas, Luciano Pacheco conseguiu concentrar uma parcela expressiva dos votos de Arcoverde. O resultado reforça seu protagonismo político no município e abre um novo capítulo na disputa entre o presidente da Câmara e o grupo político de Zeca Cavalcanti.
Eleita a deputada estadual mais votada de Pernambuco, com mais de 146 mil votos, Dani Portela (PSOL) comemou resultado das urnas na noite de ontem (4), no comitê central de sua campanha, no bairro da Boa Vista, no Recife. Em discurso, a parlamentar destacou o caráter coletivo da vitória e o papel das mulheres negras na política. Com informações do Blog da Folha.
“Essa vitória é o resultado de uma luta coletiva. Construída com as mãos de todas e todos que vieram antes de nós. Tenho um orgulho imenso de ser uma das autoras da lei de cotas raciais. É isso que uma mulher negra faz quando entra na política. E eu só acredito na política que é feita assim: ouvindo o povo, pisando o chão que o povo pisa. Sou só gratidão pelo resultado!”, destacou.
A comemoração reuniu representantes do Movimento Negro, do movimento feminista e de organizações da sociedade civil. Durante o mandato, Dani Portela foi líder da oposição ao governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ela também presidiu a Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular e ocupou a vice-presidência da Comissão da Mulher.
Reeleito deputado federal com a maior votação de Pernambuco, Pedro Campos (PSB) usou a coletiva de imprensa da Frente Popular, realizada no Hotel Luzeiros, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, para projetar os próximos anos em Brasília. O parlamentar agradeceu a votação e afirmou que o novo mandato será marcado pela defesa do presidente Lula (PT) diante de um Congresso desafiador.
“Eu só tenho a agradecer ao povo pernambucano, que é grato, que sabe reconhecer a quem trabalha, a quem transforma sonhos em realidade. E eu não tenho dúvida que isso nos levou à vitória também e agora a responsabilidade é de fazer mais, de defender nosso presidente Lula (PT), apesar de o cenário no Senado nacional ser muito desafiador”, disse.
Leia maisPedro Campos também comentou sobre a polarização política no país e a dificuldade de diálogo entre os diferentes campos. “É uma questão que vamos ter que enfrentar pelos próximos anos no Brasil e como a gente vai conviver com esses dois Brasis que não conseguem sentar, dialogar, conversar e têm visões de mundo tão diferentes, que muitas vezes são instrumentalizadas, inclusive, por interesses externos, que querem criar problema dentro do nosso país. E a gente enquanto nação, povo, precisa encontrar os caminhos para que a gente possa viver e conviver com isso e eu não tenho dúvida que será muito importante também a eleição do presidente Lula e a nossa atuação dentro do Congresso Nacional para ajudar a buscar a agenda do povo”, completou.
O deputado ainda parabenizou os senadores eleitos pela Frente Popular, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), que “vão estar nas trincheiras da população que mais precisa deles lá no Senado”. Ele também elogiou a votação de João Campos para governador e dos demais aliados eleitos para cargos de deputados estaduais e federais.
Com 99,90% das urnas apuradas, Pedro Campos atingiu 261.186 votos, cerca de 13 mil à frente do segundo colocado, Jones Manoel (PSOL), que somou 248.996 votos. Os dois disputaram a liderança durante quase toda a apuração.
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Raquel é mais forte do que imaginam. E, com a sua força, Raquel derrota até aliados, quando lhe convém. Quer um exemplo? Em Caruaru, sua terra, Anderson Luiz (candidato do prefeito Rodrigo Pinheiro) fez a maior e mais cara campanha de deputado estadual que a cidade já viu.
Para se vingar de Rodrigo, que não acertou com ela a estratégia de lançar Anderson, lançou em Caruaru mais dois candidatos — Ana Lucia e Carlos Braga, para impedir a eleição de Anderson.
Conseguiu derrotar Anderson e, por consequência, Rodrigo. Fez a sua chapa ao Senado visando apenas o fortalecimento próprio. Derrotou Dudu da Fonte e Túlio. Estimulou Mendonça a entrar e depois se afastou dele. Ficou com os bolsonaristas votando nela e ela sem apoiar Bolsonaro e sem votar nele.
Resumindo: deu tudo certo para Raquel. Só pra ela!
A estratégia de marketing político para a consagradora eleição da deputada cearense Luizianne Lins (Rede), ontem, para o Senado, foi coordenada pelo marqueteiro e publicitário pernambucano Marcelo Rios, da Vídeotaipe, com sede no Recife. Para mim, não foi surpresa. Marcelo é um excelente profissional e vem de uma trajetória exitosa em campanhas eleitorais.
Especialista em Comunicação e Marketing Eletrônico, Político e Eleitoral, Rios atua na área há mais de 30 anos. Coordenou, produziu e prestou consultoria para mais de 90 campanhas políticas, no Brasil, do extinto PCB ao extinto PFL.
Trabalhou em campanhas como as de Miguel Arraes para governador, Leonel Brizola, Eduardo Campos, Gustavo Krause, João Paulo e Anthony Garotinho, e coordenou, para Duda Mendonça, a campanha de José Riva para governador do Mato Grosso.
Fez Humberto Costa o Senador mais votado em 2018, elegeu no 1º turno Ivo Gomes Prefeito de Sobral e levou Teresa Leitão a ser a 1ª senadora de Pernambuco. A nova senadora cearense, eleita na chapa do governador reeleito Elmano de Freitas, já foi vereadora por Fortaleza, prefeita da cidade (2005-2013), deputada estadual e atualmente é deputada federal pelo Ceará.
Por Cláudio Soares*
As eleições de 2026 deixaram uma mensagem política que merece ser lida com atenção. O eleitor demonstrou um forte sentimento de mudança, retirando das urnas nomes que, durante anos, ocuparam posições de enorme influência no Congresso Nacional.
Mais do que derrotas individuais, o resultado revela uma transformação na composição política do país e poderá produzir efeitos importantes na relação entre os Poderes da República.
Leia maisNo Senado, ficaram pelo caminho nomes de grande peso político, como Ciro Nogueira (PP-PI), Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Gleisi Hoffmann (PT-PR). Também não conseguiram renovar seus mandatos Esperidião Amin (PP-SC), Leila Barros (PDT-DF), Weverton (PDT-MA), Zenaide Maia (PSD-RN), Eliziane Gama (PSD-MA), Fabiano Contarato (PT-ES), Sérgio Petecão (PSD-AC), Carlos Viana (PSD-MG), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Angelo Coronel (Republicanos-BA), Chico Rodrigues (PSB-RR), Carlos Fávaro (PSD-MT), Marcos do Val (Avante-ES) e Zequinha Marinho (Podemos-PA).
Entre as derrotas mais simbólicas estão Renan Calheiros, que deixa o Senado depois de décadas de protagonismo político, Ciro Nogueira e Benedita da Silva, que buscava mais um mandato na Casa.
A renovação também alcançou a Câmara. Na Câmara dos Deputados, o sentimento de mudança também atingiu nomes históricos da política nacional. José Dirceu, Vicentinho, Rui Falcão e Paulo Teixeira, figuras ligadas à história do PT, não conseguiram retornar ou permanecer na Câmara. O resultado demonstra que a insatisfação do eleitor não ficou restrita a um partido ou a uma corrente ideológica. A mensagem das urnas foi mais ampla, renovação e mudança na representação política.
Um novo equilíbrio de forças e o resultado poderá produzir uma mudança significativa na correlação de forças do Senado a partir de 2027. A nova composição terá uma presença expressiva de parlamentares identificados com uma agenda conservadora, entre eles Carlos Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Filipe Barros, Deltan Dallagnol, Carlos Portinho, Carlos Jordy, Sanderson, Marcel van Hattem, Gustavo Gayer, Carol de Toni e Zé Medeiros, entre outros.
Essa nova configuração poderá alterar o debate sobre temas institucionais relevantes e, especialmente, sobre a responsabilização de autoridades dos demais Poderes.
Impeachment de ministros do STF. É nesse ponto que a nova composição do Senado ganha especial importância. O impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal depende de um processo político-jurídico próprio e dos quóruns constitucionalmente estabelecidos.
Há, inclusive, uma questão relevante envolvendo o quórum para a instalação do processo. Em 2025, o ministro Gilmar Mendes, em decisão cautelar nas ADPFs 1.259 e 1.260, suspendeu a interpretação segundo a qual bastaria maioria simples do Senado para instaurar o processo e estabeleceu, cautelarmente, a exigência de 2/3 dos senadores.
Como o Senado possui 81 senadores, 2/3 correspondem a 54 votos. Assim, considerando essa decisão cautelar, 54 votos seriam necessários tanto para a instauração do processo quanto para a condenação e consequente perda do cargo, esta última já prevista constitucionalmente no quórum de dois terços.
É importante fazer uma ressalva. A eleição de um senador não significa automaticamente que ele apoiará um pedido de impeachment. Cada parlamentar terá liberdade para formar sua convicção e votar de acordo com sua interpretação da Constituição e dos fatos. Mas é inegável que uma composição mais favorável à discussão desses mecanismos poderá colocar novamente o tema no centro do debate nacional.
A mensagem das urnas
Mais do que a derrota de políticos tradicionais, as eleições de 2026 podem ser interpretadas como uma manifestação de parcela expressiva do eleitorado por renovação, alternância de poder e mudança na representação política.
O eleitor não quis apenas trocar nomes. Quis mudar a forma como o poder é exercido. Agora, o novo Congresso terá uma enorme responsabilidade, representar a vontade popular, preservar a independência entre os Poderes e, acima de tudo, respeitar rigorosamente a Constituição.
A renovação não pode significar apenas a troca de personagens. Ela precisa representar mais equilíbrio institucional, mais fiscalização, mais responsabilidade e maior respeito à vontade soberana das urnas. Porque, no fim, a democracia não pertence a partidos, grupos ou políticos. Pertence ao povo.
*Advogado e jornalista
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O resultado da eleição em Pernambuco escreve uma outra página que merece um estudo político e sociológico: todos os políticos com projeto majoritário que a governadora colocou debaixo do seu guarda-chuva levaram a pior e saíram desmoralizados.
Pela ordem, Miguel Coelho: recebeu a promessa de que seria o candidato a senador na chapa da governadora e acabou sofrendo a maior traição da sua carreira pública. De última hora, teve que improvisar uma candidatura a deputado federal, botou Raquel nos ombros, literalmente, numa caminhada em Petrolina, e perdeu a eleição para o irmão Fernando Filho.
Leia maisTúlio Gadêlha, a segunda vítima, tinha uma reeleição praticamente garantida para a Câmara dos Deputados, caiu no canto da sereia para disputar o Senado e foi o lanterninha. Está desempregado!
Mendonça Filho, que tinha sua reeleição também garantida para Câmara Federal, foi seduzido pela governadora para ser seu candidato “informal” ao Senado, na maior traição da governadora a sua chapa oficial, com Túlio e Eduardo da Fonte. Como Túlio, também está desempregado e coleciona mais uma derrota majoritária.
Por fim, Eduardo da Fonte, que entrou na chapa como candidato a senador levando o maior trunfo para a coligação de Raquel: o fundo eleitoral e o tempo de televisão da Federação União Progressista. Dudu assistiu, até em palanques, como o triste episódio em que Raquel se afastou de Mendonça, que estava ao seu lado discursando, a governadora o apunhalar em várias ocasiões. Fica sem mandato e perde a força que detinha antes de se aproximar da governadora.
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