Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajará para os Estados Unidos sem promulgar o veto da dosimetria. A decisão do Palácio do Planalto é deixar a promulgação para o Congresso Nacional.
O prazo de 48 horas se encerra nesta quarta-feira (6). O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), terá mais 48 horas para fazer a promulgação. As informações são da CNN.
Leia maisNeste caso, basta um ato simples do senador, sem a necessidade de convocação de uma sessão do Congresso Nacional.
Pelo aceno simbólico da proposta para o bolsonarismo, interlocutores do governo afirmam que não faria sentido “um carimbo” de Lula atestando a derrota sobre o veto.
Lula assinou o veto ao projeto de lei no aniversário de três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram atacadas em Brasília.
Defesas dos condenados pela relação com os atos aguardam o início da validade da lei para pedirem a redução de penas ao STF (Supremo Tribunal Federal).
O veto de Lula foi derrubado na semana passada, com os votos de 49 senadores e 318 deputados.
O texto estabelece critérios e define percentuais mínimos para o cumprimento da pena e a progressão de regime. A nova lei pode beneficiar também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Para evitar contradizer a nova Lei Antifacção, antes da votação, Alcolumbre considerou prejudicados trechos do projeto da dosimetria sobre a progressão de pena. Com isso, esses trechos não estiveram na análise.
Partidos como o PT ainda avaliam judicializar a questão no STF.
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A documentarista pernambucana Patrícia Azvdo teve a websérie “Antártica Terra de Todos” aprovada para disputar o International Emmy® Awards 2026, premiação internacional voltada à produção televisiva. A obra passou pela triagem da academia organizadora e segue agora para avaliação dos jurados. O reconhecimento ocorre após a produção conquistar quatro premiações no International Tourism Film Festival Africa (ITFFA), realizado na África do Sul.
Segundo a produção, a trajetória profissional de Patrícia reúne 16 prêmios, cinco menções honrosas, três indicações, uma finalista, oito seleções oficiais e 55 semifinais em festivais internacionais. A documentarista também participou de entrevista à ONU News, em Nova York, onde abordou temas relacionados à preservação da Antártica e à participação brasileira em pesquisas no continente.
A cerimônia do ITFFA está marcada para ocorrer entre os dias 28 de maio e 7 de junho, na África do Sul. Já os finalistas do International Emmy® Awards devem ser anunciados em outubro. A websérie aborda questões ambientais e científicas relacionadas à Antártica e integra produções brasileiras voltadas ao circuito internacional de festivais e premiações audiovisuais.
A produção destaca ainda que a participação no Emmy ocorre em meio à circulação internacional da obra e à presença da documentarista em eventos ligados ao audiovisual e à preservação ambiental. “Antártica Terra de Todos” é uma websérie documental produzida em Pernambuco e voltada à divulgação científica e ambiental.
Por Italo Oliveira*
A reforma tributária já é uma realidade. Implementada a partir de alterações na Constituição Federal e da promulgação de diversas leis, ainda carece de algumas regulamentações que aguardam debates no Congresso Nacional. Contudo, embora inacabada, já está em parcial vigência, com o período de transição iniciado neste ano de 2026.
A mais importante das modificações veio com a aprovação da Emenda Constitucional nº 132, que instituiu no Brasil o Imposto sobre Valor Agregado Dual (IVA-Dual), composto pelo IBS e pela CBS. A CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços – substitui o PIS e a COFINS, contribuições de competência da União. Já o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) tomará o lugar do ICMS e do ISS, tributos de natureza estadual e municipal. Afora a CBS e o IBS, a Emenda Constitucional nº 132 também criou o Imposto Seletivo – já apelidado de “imposto do pecado”, por incidir sobre produtos lesivos à saúde e ao meio ambiente –, que substituirá o IPI, o qual recairá apenas sobre os produtos manufaturados na Zona Franca de Manaus.
Leia maisPosteriormente, com o objetivo de regulamentar as inovações trazidas pela Emenda Constitucional nº 132, houve a promulgação da Lei Complementar 214, que, em seu texto, disseca os principais pontos para a aplicação dos tributos recém-criados. Ainda houve a edição da Lei Complementar 225, que instituiu o Código de Defesa do Contribuinte, e da Lei Complementar 227, que, dentre outras matérias, tratou do processo administrativo tributário relativo ao IBS.
O que se conclui é que a espinha dorsal do novo sistema tributário brasileiro está pronta e, neste ano de 2026, inicia-se sua vigência, inaugurando o que se chama de período de transição. Aqui começam as dores de cabeça do empresariado brasileiro. As regras previstas pela reforma estabelecem que a população terá que lidar com ambos os sistemas, ao mesmo tempo, durante no mínimo sete anos. Ou seja, afora o complexo, confuso e, muitas vezes, contraditório sistema tributário anterior, o empresário terá que lidar com a gradual inserção das regras referentes aos novos tributos até 2032, ano em que se encerra o período crítico e mais intenso da transição.
A coexistência dos dois regimes tributários implicará elevada complexidade operacional, exigindo dos empresários a adoção rigorosa de mecanismos de controle interno, governança e compliance, tanto na esfera tributária quanto na criminal. O objetivo é assegurar a sustentabilidade do negócio a longo prazo, promovendo uma transição minimamente segura. Nesse contexto, é importante lembrar que o Estado já dispõe de instrumentos de fiscalização cada vez mais sofisticados, baseados no cruzamento massivo de dados e na verificação automatizada de diversas informações, recursos, estes, que tendem a se intensificar com a simplificação do sistema tributário proposta pela reforma. Ou seja, a complexidade inerente ao período de transição, somada à constante evolução dos mecanismos de fiscalização, exige do empresário a observância de elevados padrões de conformidade fiscal e penal, sob pena de eventual responsabilização, inclusive pela prática de crimes como a sonegação fiscal.
E, neste ponto, reside a necessidade de redobrada atenção. Os tribunais brasileiros já decidiram que, caso o empresário, na condução da pessoa jurídica da qual é sócio, seja acusado da prática do crime de sonegação fiscal, seu patrimônio pessoal – e não apenas o da empresa – pode ser alvo de sequestro judicial, mesmo que os bens tenham origem lícita comprovada e o Ministério Público não demonstre que o investigado esteja tentando dissipar seu patrimônio.
Portanto, ignorar as atuais exigências de conformidade e controle interno, principalmente em razão do crítico período de transição que perdurará, pelo menos, até 2032, pode acarretar não apenas repercussões fiscais para a empresa, mas também graves consequências pessoais aos sócios, caso sejam acusados da prática do crime de sonegação fiscal, hipótese em que sua liberdade e seu patrimônio estarão em risco indesejado. Pagar para ver não é uma decisão inteligente!
*Advogado criminalista e mestre em Direito
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Por André Guerra – Diario de Pernambuco
O lançamento da plataforma digital do Observatório de Indicadores Culturais foi o principal assunto do evento “Cultura em Números — O Novo Marco de Governança em Pernambuco”, que ocorreu na tarde desta terça-feira (5), no Cais do Sertão, juntamente com a apresentação dos resultados do Censo Cultural de Pernambuco.
O objetivo central da iniciativa é difundir com transparência os dados de cultura do estado e demonstrar a importância de políticas públicas que atravessem gestões, conforme expressou Cacau de Paula, secretária de cultura de Pernambuco, em sua fala.
Leia mais“É essencial a gente saber os municípios em que conseguimos chegar, mapear quem participou, quem teve acesso, quantas pessoas de cada setor estão produzindo. É para isso que o Censo é tão importante”, destacou. “Ficamos sabendo de uma pesquisa com relação à Lei Rouanet, por exemplo, que demonstrou que a cada 1 real investido, 7 retornam para a economia. Esses números precisam estar ao fácil acesso para que a população entenda de maneira clara e objetiva o peso que a cultura tem como um motor da vida de todos nós”.
“Quando olhamos para o Censo Cultural e transforma isso em relatórios, não são apenas papéis, mas para gente que está construindo a política diariamente, é um guia para vermos onde estamos acertando e onde podemos acertar”, ressaltou Yasmim Neves, secretária executiva, durante o evento.
De acordo com o Censo Cultural de Pernambuco, foram registrados 4.014 agentes culturais respondentes, 147 equipamentos culturais mapeados e 159 territórios alcançados, abrangendo os 158 municípios pernambucanos mais o arquipélago de Fernando de Noronha, com representação das 12 Regiões de Desenvolvimento.
A PLATAFORMA
Desenvolvido para apoiar a formulação e o monitoramento das políticas voltadas à cultura, o Observatório de Indicadores Culturais e Inovação em Dados (ObIC) é uma plataforma pública que reúne painéis interativos (dashboards), incluindo o Censo Cultural, relatórios e pesquisas, bases de dados culturais e conteúdos analíticos.
“Foi muito impactante chegar em locais que não tinham visibilidade e ver as pessoas sendo percebidas pelo poder público. Não são apenas números, mas um reconhecimento de artistas que possuem uma longa trajetória fortalecendo nossa cultura”, afirmou Karlos Takamaru, agente de cultura do Ministério de Cultura.
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Termina nesta quarta-feira (6), às 19h18, o prazo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promulgar a derrubada dos vetos ao PL da Dosimetria, aprovada pelo Congresso Nacional na última semana.
Pela Constituição, quando um veto presidencial é rejeitado pelo Legislativo, o texto é enviado ao chefe do Executivo, que tem 48 horas para promulgá-lo. Caso o presidente não o faça nesse prazo, o ato volta ao Congresso, e a competência passa sucessivamente ao presidente da casa e do Senado Federal e, persistindo a omissão, ao vice-presidente da Casa. As informações são do g1.
Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e aliados do Palácio do Planalto, Lula não deve assinar a promulgação.
Leia maisA avaliação no governo é a de que o presidente não quer deixar sua digital em uma lei que tentou barrar ao vetar integralmente o projeto, em janeiro.
A tendência, portanto, é a de que a tarefa caiba ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a quem petistas atribuem, em parte, as derrotas do governo no Legislativo.
Manobra e derrubada
A derrubada do veto foi aprovada com folga em sessão conjunta do Congresso na última quinta-feira (30). Foram 318 votos a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado — acima dos mínimos de 257 e 41 votos, respectivamente.
Antes da votação, Alcolumbre adotou uma manobra para evitar conflito entre a análise do veto e a Lei Antifacção e retirou da pauta trechos que poderiam beneficiar condenados por crimes graves, como feminicídio e crimes hediondos.
Diante da derrota, a base do governo já anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), afirmou que pretende anunciar em breve a judicialização da medida.
Entre os argumentos avaliados está o fatiamento do veto integral pelo Congresso, considerado pelos governistas passível de questionamento jurídico.
Apesar da articulação, a avaliação dentro do Planalto é a de que o STF não deve se intrometer na disputa com o Legislativo e tende a manter a decisão dos parlamentares.
O que diz o texto
A chamada dosimetria define como o juiz calcula o tamanho da pena com base na gravidade do crime, nos antecedentes e nas circunstâncias do caso.
Pelo novo texto, fica vedada a soma das penas dos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (de 4 a 8 anos) e de golpe de Estado (de 4 a 12 anos): aplica-se apenas a punição do crime mais grave, acrescida de um sexto até a metade.
O PL da Dosimetria reduz as penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 e pode beneficiar pelo menos 190 pessoas, segundo o último balanço do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Entre os beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe e está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde.
Pelas regras atuais, ele só poderia passar do regime fechado para o semiaberto em 2033. Com a nova lei, especialistas estimam que esse prazo caia para algo entre dois e quatro anos.
Crimes de multidão
O projeto também prevê redução de um a dois terços da pena quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem ocupado papel de liderança.
Nos crimes de multidão, um grupo comete uma série incontável de crimes em uma mesma situação. Nestas circunstâncias, um criminoso influencia o outro, numa espécie de “efeito manada”. Todos os que participam, no entanto, estão conscientes do que fazem e aderem às infrações de forma deliberada.
A redução, no entanto, não será automática: caberá ao STF recalcular as punições caso a corte seja provocada pela defesa de algum dos condenados, pelo Ministério Público ou por um ministro relator.
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A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) descartou quatro das cinco composições que seriam transferidas do Rio Grande do Sul para reforçar a operação do Metrô do Recife. A decisão foi anunciada durante coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (4) e representa mais um revés no plano emergencial para evitar o colapso da Linha Sul.
De acordo com a companhia, uma equipe técnica formada por dez profissionais esteve nas oficinas da TrensUrb, em Porto Alegre, em abril, para avaliar as condições dos veículos. A inspeção constatou que apenas um dos trens apresenta condições de uso imediato. Os outros quatro, embora tenham respondido a testes preliminares de energização e tração, não atendem aos requisitos operacionais. As informações são do Diario de Pernambuco.
Os problemas identificados incluem desgaste crítico das rodas, já em nível de rejeição, e falhas em componentes considerados essenciais, como compressores de baixa confiabilidade e sistemas de suspensão pneumática que exigiriam substituição. Em um dos casos, o trem estava parado há cerca de seis anos e com equipamentos retirados.
Leia maisCom isso, a CBTU concluiu que a recuperação das quatro composições não é viável no curto prazo. A estimativa apresentada aponta para um tempo mínimo de até 38 meses para reabilitação, com custo de aproximadamente R$ 32,5 milhões, além de R$ 7,5 milhões em adequações de oficina e cerca de R$ 25 milhões em logística de transporte. O investimento elevado e o prazo incompatível com a urgência operacional levaram à decisão de descartar os trens.
Com isso, o plano inicial de incorporar 11 composições, sendo seis provenientes de Belo Horizonte e cinco do Rio Grande do Sul, foi reduzido. Agora, apenas um trem gaúcho deve ser enviado ao Recife, ainda sem data definida.
Novo calendário para envio de trens de Minas Gerais
Paralelamente, a CBTU confirmou mais uma alteração no cronograma de chegada dos trens vindos de Minas Gerais. Inicialmente previstos para fevereiro, os primeiros veículos já haviam sido adiados para o fim de março e início de maio. Segundo a companhia, as novas datas estão relacionado a questões logísticas.
O cronograma atualizado prevê que o primeiro dos seis trens seja embarcado nesta sexta-feira (8), com chegada ao Recife entre os dias 15 e 19 de maio. A expectativa é que a composição entre em operação na Linha Sul a partir de junho.
Os demais trens devem ser enviados de forma escalonada, sendo um em julho, um em agosto e dois em setembro. A CBTU estima que todas as seis composições estejam em funcionamento entre outubro e novembro deste ano, após ajustes técnicos. Ao todo, são investidos R$ 60 milhões nos trens vindos de Belo Horizonte.
A chegada dos trens seminovos faz parte de um acordo de cooperação técnica firmado em dezembro de 2025 entre o governo federal e o governo de Pernambuco, com foco na futura concessão do sistema metroviário à iniciativa privada. O pacote prevê, além das composições usadas, a aquisição de 18 trens novos, quatro Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e a requalificação das 37 estações existentes.
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A subcomissão especial dos Direitos dos presos do 8 de janeiro realizou, nesta terça-feira (5), audiência pública para ouvir advogados e familiares de investigados pelos atos. Presidido pelo deputado Coronel Meira (PL-PE), o encontro teve como objetivo reunir depoimentos e documentos sobre as condições de prisão. Durante a sessão, participantes relataram episódios envolvendo visitas, procedimentos e alegadas situações enfrentadas por detidos.
O deputado destacou a finalidade da iniciativa e a intenção de sistematizar os relatos. “Precisamos registrar, para as futuras gerações, que no Brasil houve uma prisão arbitrária de mais de 1500 pessoas”, afirmou. Ele também mencionou a proposta de criação de um projeto de lei para instituir uma data relacionada ao tema.
Familiares convidados apresentaram casos individuais durante a audiência. Evandro Brasileiro, pai de um dos presos, relatou dificuldades no processo de visitas. “Hoje eu sou a voz do meu filho”, disse. Também participaram Luiza Cunha e Mariane Naime, que descreveram situações envolvendo seus familiares. Segundo a subcomissão, os depoimentos serão reunidos em documentos a serem elaborados a partir das informações coletadas.
Por Cláudio Soares*
A classe média brasileira acorda cedo, trabalha duro, paga impostos altos e, ainda assim, vive com a sensação permanente de estar perdendo o jogo. Não é impressão. É um sistema que foi desenhado para apertar justamente quem produz, consome e sustenta a engrenagem, mas nunca consegue respirar.
O discurso oficial fala em crescimento, inclusão e programas sociais. Mas, na prática, o que se vê é uma população cada vez mais dependente de crédito caro, empurrada para financiamentos intermináveis e refém de juros que transformam qualquer imprevisto em uma bola de neve. A conta não fecha, e não fecha porque não foi feita para fechar.
A classe média virou o amortecedor silencioso da economia. É ela que banca o consumo, segura o mercado e ainda financia, via impostos, políticas que não atacam a raiz do problema: a falta de renda sustentável e o custo de vida sufocante. Enquanto isso, soluções “milagrosas” aparecem com nomes bonitos, prometendo alívio imediato, mas entregando apenas mais prazo, mais parcelas e mais dependência.
Leia maisProgramas de renegociação de dívidas são vendidos como salvação. Mas não passam, muitas vezes, de um rearranjo da miséria financeira. Troca-se o desespero imediato por um compromisso mais longo e, no fim, mais caro. É como enxugar gelo: dá a sensação de controle, mas o problema continua ali, intacto.
E há um ponto incômodo que poucos querem tocar: o empobrecimento gradual da classe média não é acidente, é consequência. Décadas de políticas econômicas que privilegiam o curto prazo, o populismo fiscal e a expansão do crédito fácil criaram uma ilusão de prosperidade. Mas ilusão não paga boleto.
O resultado está nas ruas: famílias endividadas, profissionais qualificados perdendo poder de compra e uma geração inteira que trabalha mais para ter menos. O padrão de vida encolheu, e o discurso oficial continua inflado.
A verdade é simples, dura e pouco popular. Não existe saída sem responsabilidade econômica real. Sem controle de gastos públicos, sem redução consistente de impostos e sem juros mais equilibrados, qualquer promessa é apenas maquiagem. E maquiagem não sustenta uma economia, muito menos uma família.
A classe média brasileira não quer privilégio. Quer previsibilidade. Quer poder trabalhar sem ser penalizada por isso. Quer pagar suas contas sem a sensação de que está sempre correndo atrás de um prejuízo que nunca acaba.
Mas, do jeito que está, o jogo continua desigual. E quem joga limpo está, cada vez mais, pagando a conta de um sistema que insiste em não mudar.
*Advogado criminalista e jornalista
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Estive, há pouco, em compromisso no Novotel Recife Marina, no Cais de Santa Rita, parte do complexo Porto Novo Recife, que inclui uma marina e o centro de convenções Recife Expo Center, situado próximo à Praça Rio Branco e ao restaurante Bargaço. Fui dar uma olhada na Marina e me deparei com um lixão nas proximidades da área de embarque e desembarque da marina.
Foi um choque, uma agressão sem limites ao meio ambiente, mas ao mesmo tempo constatei um barco do serviço de limpeza da Prefeitura do Recife retirando os entulhos. O responsável pelo barco ecológico me revelou que a quantidade de lixo aumentou nos últimos dias devido as chuvas torrenciais que desabaram na cidade.
A coleta do lixo nas redondezas da marina, segundo ele, é diária, mas muito precária. Na Europa já existem equipamentos extremamente modernos e mais eficazes para esse tipo de serviço nos mares.
Só faltam 13 dias para o primeiro evento em comemoração aos 20 anos deste blog: o jantar de adesão, no próximo dia 18, a partir das 19 horas, no restaurante Sal e Brasa Jardins, na Avenida Rui Barbosa. O segundo será o 1º Forró do Magno, em 13 de junho, no Sesc, em Arcoverde, a partir de meio-dia, animado pela super Oara e a participação de vários artistas, entre eles, meu amigo Maciel Melo.
O jantar de adesão já está esgotado. Planejado para apenas 300 pessoas, devido às restrições de espaço do ambiente, as pulseiras de acesso estão disponíveis com a cerimonialista Branca Góes. Quem adquiriu e ainda não retirou, favor contactar pelo número 81.999736095.
Leia maisSerá uma noitada bem especial e com muita música também. Vários artistas passarão por lá para homenagear o blog e dar uma “canjinha”, entre eles, Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Josildo Sá, André Rio, Fabiana Pimentinha, Cristina Amaral, Irah Caldeira, Walquiria Mendes e Novinho da Paraíba.
Todos sob a batuta do meu amigo Renato Bandeira. Renatinho, como é tratado pelos colegas de profissão e amigos mais próximos, é violonista, guitarrista, arranjador e produtor musical, reconhecido pela versatilidade na MPB e música instrumental.
Integrante da Spok Frevo Orquestra, acompanhou grandes nomes como Dominguinhos e Gal Costa, destacando-se no frevo e no jazz. Atua também em projetos como o “Renato Bandeira Trio” e “Som de Madeira”. Desenvolve ainda projetos intimistas, como o show “Buarque-se” com Marina Duarte, e lidera seu próprio trio de jazz.
Renatinho também é comentarista do Sextou, programa musical que apresento pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife.
Quanto ao segundo evento, o 1 Forró do Magno, no Sesc, em Arcoverde, dia 13 de junho, a partir do meio-dia, as mesas já estão disponíveis para venda através do número: 87 99973 6095. Além da Super Oara e do sensacional Maciel Melo, outros artistas passarão por lá para cantar e homenagear o blog.
Haverá, por fim, um terceiro evento para fechar as festividades dos 20 anos em alto astral: um jantar de adesão em Brasília. A ideia era promover logo em seguida ao forró de Arcoverde, mas Brasília fica esvaziada em junho, em seguida vem o recesso de julho. Em razão disso, ficou agendado para 11 de agosto.
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Um carro invadiu a área de entrada da maternidade do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, na tarde desta terça-feira (5), provocando ferimentos em três pessoas. As vítimas são uma gestante, uma funcionária da unidade e uma estudante. A motorista não se machucou.
De acordo com a direção do hospital, o socorro foi prestado de forma imediata pelas equipes de saúde da própria unidade. A funcionária atingida foi levada ao centro cirúrgico, onde passa por procedimento. Já a gestante e a estudante permanecem em acompanhamento médico. As informações são do Diario de Pernambuco.
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Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o carro com a parte frontal bastante danificada, já dentro do espaço de acesso à maternidade. A informação inicial é de que a condutora perdeu o controle da direção antes de atingir a estrutura. Ela estaria indo visitar um paciente.
A Polícia Militar foi acionada e esteve no local para registrar a ocorrência.
Em nota, o Hospital Regional Dom Moura confirmou que o acidente ocorreu após um veículo invadir a entrada da maternidade. Três pessoas ficaram feridas, uma gestante, uma colaboradora e uma estudante, e receberam atendimento imediato. A colaboradora foi submetida a cirurgia, enquanto as demais seguem sob cuidados das equipes assistenciais.
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Por Anthony Santana – Blog da Folha
Após a gravação de uma inserção partidária com a governadora Raquel Lyra (PSD), o Partido Progressistas estaria articulando para recuperar espaço no governo estadual. De acordo com informações de bastidores, o principal ingrediente para o novo momento da legenda é a reaproximação do presidente estadual da sigla, o deputado federal Eduardo da Fonte, e a gestora.
O partido teria feito a indicação de Paulo Nery para ocupar a presidência da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás). O administrador deixou o comando do Porto do Recife em 17 de março, após a governadora retirar das mãos da legenda progressistas órgãos do estado.
Leia maisNo mesmo movimento, Bruno Rodrigues saiu da administração do Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa-PE) e Plínio Pimentel Filho deixou a presidência do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe). Rodrigues também é cotado para retornar ao governo como indicado do PP. Desta vez, ele assumiria a direção do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PE).
Para o Ceasa, o nome que seria apresentado pelo PP é do atual diretor de Programas Especiais, Humberto Arraes. Ele é filho da ex-deputada estadual Roberta Arraes (PP) e já foi secretário-executivo de Agricultura Familiar do governo do estado, além de ter chefiado a Secretaria de Políticas de Prevenção à Violência e Drogas em 2022.
Afastamento
A crise que culminou com a retirada dos cargos que estavam sob controle do PP no governo estadual teve como pano de fundo a construção de apoios para as eleições deste ano. Após se reunir algumas com o presidente Eduardo da Fonte e cobrar a antecipação do apoio à própria reeleição, a governadora Raquel Lyra teria decidido fechar as portas para o Progressistas.
A decisão foi motivada pelas negociações que o cacique teria aberto com o principal opositor da gestora, o ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo estadual, João Campos (PSB). Eduardo da Fonte chegou a conversar com o então gestor da capital sobre sua participação como candidato ao Senado Federal na chapa que deverá ser liderada por Campos na disputa pelo comando do Executivo estadual.
As informações de fontes ligadas ao partido dão conta de que, nos últimos dias, o deputado estadual Adalto Santos (PP) trabalhou para criar novas pontes na relação entre Raquel Lyra e Eduardo da Fonte, o que teria culminado com a decisão do político de antecipar o apoio à reeleição da governadora em um evento que estava marcado para o último domingo (3), mas foi cancelado devido às fortes chuvas.
O ato de anúncio deve ser marcado para uma nova data, mas o líder progressista já antecipou imagens da gravação da inserção do partido ao lado da governadora em publicação nas redes sociais. Além de presidir o PP, Eduardo da Fonte comanda a federação União Progressista (PP e UB), responsável pelo maior tempo de rádio e televisão da campanha eleitoral e uma fatia relevante do fundo eleitoral.
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