Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Presidente nacional do Progressistas, o senador Ciro Nogueira (PI) sinalizou neste sábado (1º/8) que votará em Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. A declaração foi feita durante a convenção que oficializou sua candidatura à reeleição ao Senado e a de Joel Rodrigues (PP) ao governo do Piauí, no Park Hall, em Teresina.
Durante o discurso, uma apoiadora gritou o nome de Flávio Bolsonaro. Ciro interrompeu a fala, voltou-se para a plateia e respondeu: “Pode ter toda certeza que o meu voto é dele, não tenha dúvida”. Em seguida, retomou o pronunciamento. As informações são do Metrópoles.
Leia maisA manifestação ocorreu após a sigla comandada por Ciro anunciar, na sexta-feira (31/7), a decisão de não apoiar nenhum candidato à Presidência no primeiro turno.
A decisão foi tomada após consulta aos diretórios estaduais. A maioria defendeu a neutralidade depois que Flávio convidou a senadora Tereza Cristina (PP) para ser candidata a vice-presidente em sua chapa.
Em julho de 2026, Ciro afirmou ter “uma admiração enorme pelo presidente Lula” durante discurso realizado na quinta-feira (2/7) para alunos da rede estadual de ensino em São João do Piauí (PI).
Ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, o parlamentar disse admirar o presidente pela atuação no combate à fome.
“Eu tenho uma admiração enorme pelo presidente Lula, que foi uma pessoa que enfrentou a questão da fome em nosso país”, declarou Ciro durante o evento.
Em 2025, o senador realizou mais de 90 publicações com críticas ao governo federal.
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (3) que uma crítica feita à Corte dentro dos limites republicanos “não fragiliza a instituição” e “fortalece a democracia”.
A fala ocorreu durante a sessão de abertura dos trabalhos do segundo semestre após o recesso de julho. O ministro destacou que a Corte é provocada a deliberar sobre grandes temas sociais, o que leva naturalmente a questionamentos. As informações são do g1.
“É oportuno, também, reafirmar que a força institucional do STF não reside na ausência de crítica, mas na capacidade de conviver com ela sem perder a serenidade necessária ao exercício da função jurisdicional”, disse.
Leia mais“Um tribunal constitucional que decide sobre temas de grande repercussão social há de aceitar, como natural, que suas decisões sejam debatidas, analisadas e, por vezes, contestadas pela opinião pública. Essa tensão, quando exercida dentro dos limites republicanos, não fragiliza a instituição. Fortalece a democracia”, completou.
Nos últimos anos, o STF foi alvo de críticas relacionadas à conduta de magistrados, impulsionadas por suspeitas de conflito de interesses, proximidade com partes em processos judiciais e falta de transparência. Diante disso, a presidência da Corte passou a estudar a criação de um Código de Ética. O objetivo é impor regras claras sobre suspeição, participações em eventos e comunicações.
No discurso feito nesta segunda-feira, no entanto, Fachin não mencionou a proposta de criação do código de conduta.
O presidente do STF afirmou que a Corte tem atuado para se aprimorar em diversas questões, mas ainda tem desafios a enfrentar, como a necessidade de mais agilidade e clareza nas relações com a sociedade e com as demais instituições.
“A duração dos processos, a clareza na comunicação de nossas decisões, o diálogo permanente com a sociedade e com os demais Poderes são tarefas que não se esgotam nunca, e que continuarão a orientar nossos esforços neste segundo semestre”, afirmou.
Segundo o ministro, há um esforço institucional do Supremo para se aperfeiçoar para que seja merecedor da confiança da sociedade.
“O investimento em tecnologia processual, a ampliação da transparência dos julgamentos, a publicidade das sessões e a produção sistemática de dados sobre a atuação da Corte são apenas algumas das ações que realizamos nos últimos tempos”, acrescentou.
O presidente do Supremo também fez um aceno ao Legislativo e ao Executivo, declarando que cabe ao STF reforçar, “sempre que necessário, seu compromisso com a harmonia entre os Poderes”.
Fachin encerrou o discurso, afirmando que espera que o Supremo continue cumprindo sua missão constitucional.
“Que sigamos confiantes na tarefa de fazer desta Corte, cada dia mais, uma instituição digna do encargo que a Constituição a ela incumbiu”, finalizou.
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A reunião desta segunda-feira (3) entre o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, com Flávio Bolsonaro, o coordenador da sua campanha, Rogério Marinho, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, não rendeu os frutos esperados.
Pereira afirmou que ainda está consultando os estados e não deu nenhuma sinalização clara sobre fechar uma aliança com Flávio, indicando o candidato a vice-presidente da chapa. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— Não resolvemos nada. Marcos Pereira disse que está consultando o pessoal dos estados e que dará um retorno até quarta-feira. Achei que ele saiu da reunião animado, mas não dá para saber para que lado vai — resumiu um participante da reunião à coluna.
O encontro ocorreu em Brasília, no QG da campanha de Flávio.
Nesta segunda-feira (3), o presidente do PP, Ciro Nogueira, disse mais um não à campanha de Flávio. O presidenciável vinha insistindo no nome da senadora Tereza Cristina, do PP, como candidata a vice, mesmo após a negativa da sigla na semana passada.
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A bancada de oposição na Câmara Municipal de Timbaúba protocolou, hoje, um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades relacionadas aos empréstimos consignados dos servidores municipais. O requerimento foi apresentado pelo vereador Felipe Vasconcelos e conta com as assinaturas dos vereadores Dr. João Roberto, Jane Felinto, Emanuel Ferreira Lima, Neto Apolinário e Josinaldo Júnior.
Batizada de CPI dos Consignados, a comissão tem como objetivo apurar a alegação de que a Prefeitura de Timbaúba realiza os descontos das parcelas de empréstimos consignados diretamente na folha de pagamento dos servidores municipais, mas não estaria efetuando o repasse desses valores às instituições financeiras. Segundo os vereadores autores do pedido, essa situação ocorreria há mais de quatro anos.
Os parlamentares afirmam que a investigação busca esclarecer os fatos, identificar eventuais responsabilidades e verificar possíveis prejuízos causados aos servidores públicos municipais. Caso a CPI seja instalada, os trabalhos poderão incluir a solicitação de documentos, convocação de testemunhas e realização de diligências para apuração dos fatos. Até o momento, a Prefeitura de Timbaúba e o prefeito Marinaldo Rosendo não haviam se manifestado sobre o pedido de abertura da comissão. O espaço permanece aberto para posicionamento da gestão municipal.
Em maio, as rodas de conversa do Palácio diziam: “A eleição está definida, derretemos João e Raquel está reeleita”. O clima era de festa. Cheguei a ouvir “favas contadas”. Hoje, sessenta dias depois, os palacianos estão com as barbas de molho. Vejamos:
O DataFolha, principal instituto de pesquisas, mostra a diferença de Raquel sobre João caindo de 7 para 4 pontos. Pior, ela cai 2 e ele cresce um. O legítimo “a boca do jacaré fechando”.
Leia maisAs confusões da chapa majoritária, terminam com ela sendo obrigada a aceitar Dudu da Fonte, quebrando a palavra dada a Miguel e a toda família Coelho. A consequência, indignação dos Coelho, debandada de prefeitos para João e 60% do tempo de tv de Raquel, vai ter que aguardar posicionamento da Justiça.
Nas articulações políticas, onde o palácio sob a liderança de Raquel sempre capengou, perdeu a Federação PRD/Solidariedade e viu o presidente da Federação PSDB/Cidadania, Fred Loyo, ser deposto. No final, o tempo de tv de João deverá ser, no mínimo, 50% maior ou até poderá ser o triplo do de Raquel.
Para fechar o domingo, a convenção de Raquel, anunciada como um enorme arrasa quarteirão, ficou muito longe disso e deve ter assustado os organizadores. A expressão da Governadora durante praticamente toda a convenção, é mais ainda na coletiva que deu, mostra a uma Raquel assustada, cansada, preocupada.
De favas contadas a um clássico disputadíssimo em 60 dias e com 48h de terror para a Governadora. Teremos mais 60 dias até a urna, só que agora, o clima da campanha de João é de ânimo, crescimento e adesões e o de Raquel é de perdas, susto e preocupação.
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Meu telefone não para de tocar. São familiares, amigos, leitores do blog e ouvintes do Frente a Frente prestando solidariedade pela tentativa de assalto que sofri hoje em São Paulo, quando trombadinhas quebraram o vidro do táxi que me levava ao aeroporto para roubar meu celular.
Estou bem, graças a Deus. Mas confesso que foi um baita susto. O impacto foi tão violento que pensei ter sido uma batida de trânsito. Só me liguei que seria um assalto quando perguntei ao motorista o que havia acontecido e me vi diante de uma chuva de estilhaços de vidro sobre o meu corpo.
Leia maisMinha primeira reação foi perguntar ao taxista o que estava acontecendo, porque eu estava desligado, escrevendo uma postagem para o blog. “Fomos vítimas da quadrilha do celular”, explicou o motorista.
Olhei em direção a ele e quis saber: “Estou ferido? Estou sangrando? Ele olhou em direção ao meu rosto e me acalmou: “Nenhum ferimento, você está bem”.
Mas observei meu blazer e minha calça com pintas de sangue. Quando investiguei meu corpo, o sangue saia da minha mão esquerda, ferida. Logo, paramos num posto policial e fui socorrido.
Na vida, a gente nunca está livre do mal. Viajo por esse Brasil afora há 40 anos, quase toda semana. Nunca fui vítima de nenhum tipo de violência, nem no Rio, que leva a fama de cidade mais sangrenta e insegura do País.
Mas, tudo bem. Na vida, sempre tem a primeira vez. De coisas boas e de ruins.
Desta vez, foi da ruim. Amanhã, será da boa. Sou um otimista!
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A advogada e pesquisadora Marina Jucá Maciel lança, na próxima quinta-feira (6), o livro ‘Ser Tão Artista – Direitos Humanos Achados na Arte’, obra que reúne reflexões sobre o papel transformador da arte na promoção dos direitos humanos. O evento será realizado das 17h às 19h, na Livraria Jaqueira do Recife Antigo, localizada na Rua Madre de Deus, nº 110, e contará com sessão de autógrafos.
Publicado pela Editora Lumen Juris, o livro nasce de uma pesquisa desenvolvida com artistas das cinco regiões do Brasil, que também passou por espaços de destaque, como a Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, a Cúpula do G20, no Rio de Janeiro, e o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Na obra, Marina apresenta o Manifesto dos Direitos Humanos Achados na Arte, defendendo que a criação artística é capaz de romper fronteiras, questionar estruturas e apontar caminhos para a reparação histórica. Inspirado nas experiências e aprendizados compartilhados por artistas brasileiras, o livro propõe um novo olhar sobre os direitos humanos, reconhecendo a arte como espaço de criação de novos direitos, como o direito ao sonho, à espiritualidade e à liberdade, em um convite para enxergar o “sertão” como um território de potência criativa, resistência e transformação.
O nome do deputado federal Mendonça Filho (PL) como candidato da direita de Pernambuco para o Senado tem a articulação interna de Gilson Machado, ex-ministro e candidato a uma vaga na Câmara Federal.
Fora do PL e filiado ao Podemos, Gilson tem ligação direta e forte com a família Bolsonaro. Uma fonte disse ao Blog que a articulação com o nome de Mendonça foi feita por Gilson em conversa particular com Flavio Bolsonaro (PL).
Em entrevistas recentes, Gilson declarou a admiração pela capacidade política de Mendonça Filho e deixou claro que não adiantava a direita vir com “candidatura olímpica nem candidato fantoche”.
Por Bruno Brennand*
O envio ao TRE-PE da lista com 133 prefeitos e 1.690 gestores que tiveram contas rejeitadas causa um impacto imediato: para a opinião pública, todos parecem antecipadamente condenados. Juridicamente, porém, essa conclusão é falsa.
A relação do TCE-PE não é uma lista de “fichas-sujas”. É apenas um instrumento informativo destinado a auxiliar a Justiça Eleitoral na análise dos registros de candidatura de 2026. O próprio Tribunal de Contas reconhece que a presença do nome não produz inelegibilidade automática.
Leia maisO TSE já decidiu que “a mera inclusão do nome do administrador público na lista remetida à Justiça Eleitoral por tribunal ou conselho de contas não gera inelegibilidade, por se tratar de procedimento meramente informativo” (REspe nº 34.627, julgado em 12/12/2008).
A diferença entre estar na lista e ficar fora da eleição é profunda.
A inelegibilidade do artigo 1º, I, “g”, da LC nº 64/1990 exige, cumulativamente, decisão irrecorrível do órgão competente, irregularidade insanável, ato doloso de improbidade administrativa, dolo específico, incidência dentro do prazo de oito anos e ausência de decisão judicial que suspenda ou anule a rejeição. A jurisprudência atual também atribui especial relevância à imputação de débito, não bastando a aplicação exclusiva de multa.
Nos casos de prefeitos, existe outro filtro fundamental. O parecer prévio do TCE pode ser superado pela Câmara Municipal mediante voto de pelo menos dois terços de seus membros. Se a Câmara aprovar as contas pelo quórum constitucional, o parecer desfavorável não poderá, isoladamente, sustentar a inelegibilidade.
A lista também pode não refletir acontecimentos posteriores: aprovação das contas pelo Legislativo, suspensão judicial, recurso administrativo pendente, decurso do prazo de oito anos, falecimento do gestor, erro de identificação ou outra alteração jurídica relevante.
Por isso, o Ministério Público não deveria apresentar impugnação apenas porque encontrou o nome do candidato na relação. Antes, deve examinar o acórdão, a certidão de trânsito, a natureza da irregularidade, a existência de débito, o elemento doloso, a competência do órgão julgador e eventual decisão da Câmara Municipal.
Nas eleições gerais de 2026, o TRE-PE deverá decidir cada situação individualmente. Não haverá uma inelegibilidade coletiva decretada por planilha.
Para quem pretende concorrer, a defesa da elegibilidade não deve começar depois da impugnação. O caminho prudente é realizar, antes do registro, uma auditoria completa do processo de contas, reunir as decisões posteriores e demonstrar, documentalmente, quais requisitos legais estão ausentes.
A lista lança a suspeita sobre 1.823 nomes. Mas somente o exame jurídico de cada caso poderá separar quem efetivamente está inelegível de quem apenas foi indevidamente aprisionado por um cadastro administrativo.
*Advogado
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Na saída para o aeroporto de Congonhas, de volta para o Recife, acabei de ser vítima de uma brutal violência: três garotos de rua, integrantes de quadrilhas que atuam na Zona Norte, quebraram o vidro traseiro do táxi para roubar meu celular, mas felizmente não conseguiram. O susto foi grande, mas graças a Deus só houve um pequeno ferimento na minha mão esquerda.

O candidato à Presidência da República pelo PSD e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, criticou, em entrevista ao canal MyNews, o adversário Flávio Bolsonaro (PL), disputando com ele o espaço de “candidato do agro” e questionando a legitimidade do rival para representar o setor. As informações são do portal G1.
Perguntado sobre por que parte do agronegócio apoia Flávio, Caiado disse: “Eu sou a raiz, eu não sou sabor agro.” O ex-governador listou o currículo dele no tema e disse que o rival “não entende” do assunto para um debate. “Onde você tem agricultura investindo e abrindo fronteira, a renda per capita, a saúde, a escolaridade e a condição de vida das pessoas são melhores”, afirmou, citando o Matopiba, Goiás e Mato Grosso como exemplos.
Leia maisCaiado criticou o que chamou de desmonte de políticas estruturantes para o setor sob governos do PT, incluindo a Embrapa, e disse que o agronegócio “não aguenta produzir” com a taxa de juros atual – um problema que, segundo ele, o governo Lula não resolveu.
Questionado sobre por que não consegue converter esse discurso em votos do setor, hoje mais alinhado a Flávio, respondeu que seu eleitorado do agro “ainda não acordou” e defendeu que fatores como estrutura de campanha explicam a diferença: lembrou não ter tido partido até receber o apoio de Gilberto Kassab, presidente do PSD, enquanto Flávio conta com organização política montada há mais de oito anos.
Ao ser questionado se seu maior desafio é vencer Lula ou vencer Flávio, Caiado disse que precisa estar à frente do candidato do PL no primeiro turno porque a candidatura de Flávio seria o “peru de Natal” que Lula deseja enfrentar no segundo turno. Nas palavras do candidato do PSD, Flávio no segundo turno seria um “presente” para o petista, já que Flávio chegaria à etapa final “tendo que ficar se explicando” de denúncias”.
Caiado ainda questionou a capacidade de gestão do rival, dizendo que “não se aprende a governar na Presidência da República” e que a experiência em cargos públicos que ele diz ter e o adversário não seria o que separa quem apenas vence uma eleição de quem consegue entregar resultados ao cidadão.
Ao ser questionado sobre milícias, disse que quem usa uma estrutura de proteção para praticar crime é “mais bandido ainda” e que não existe diferença entre bandidos “de direita” ou “de esquerda”.
Na entrevista, Caiado também abordou segurança pública, citando o trabalho dele como governador de Goiás; defendeu medidas mais duras contra feminicídio, incluindo confisco de bens de agressores; criticou o crédito extraordinário liberado pelo governo Lula como causa dos juros altos; e disse que fará anistia “ampla, geral e irrestrita” a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro no primeiro dia de mandato, caso eleito.
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Por Cláudio Soares*
O episódio envolvendo a jornalista Rachel Sheherazade e um motorista de aplicativo despertou um debate importante: até onde vai o direito de um passageiro pedir para trocar a sintonia do rádio ou reclamar de uma prestação de serviço e onde começa o direito do motorista à honra, à imagem e ao devido processo legal?
Independentemente de quem tenha razão no caso concreto, é fundamental que os fatos sejam apurados com base em provas, e não apenas por versões divulgadas nas redes sociais. Se houver gravações da corrida, elas poderão esclarecer o que realmente aconteceu e servirão como importante elemento para a Justiça.
Leia maisMotoristas de aplicativo não abrem mão de seus direitos fundamentais ao iniciar uma corrida. Eles têm direito ao respeito, à dignidade, à integridade física, à honra e à preservação de sua imagem. Da mesma forma, passageiros também têm o direito de registrar reclamações quando entenderem que foram vítimas de condutas inadequadas.
No entanto, em tempos de redes sociais, a exposição pública precipitada pode produzir consequências irreversíveis. Uma acusação divulgada para milhões de pessoas, antes da conclusão de qualquer investigação, pode comprometer a reputação e a fonte de renda de um trabalhador.
Caso a versão do motorista seja confirmada pelas provas, especialmente pelas gravações da corrida, ele poderá avaliar, com assistência jurídica, a adoção de medidas nas esferas cível e criminal. Na área cível, poderá buscar indenização por danos morais e, se houver prejuízos financeiros decorrentes da exposição, também por danos materiais. Na esfera criminal, a depender do conteúdo das acusações e da forma como foram divulgadas, poderá ser analisada a propositura de queixa-crime por eventuais crimes contra a honra.
Se a frase atribuída à jornalista – “eu vou acabar com sua vida profissional na rede social” – realmente tiver sido pronunciada e estiver registrada nas gravações, esse elemento poderá ser considerado na análise do conjunto probatório, assim como eventual divulgação da identidade do motorista que tenha resultado em ataques, perda de renda ou danos à sua reputação. Da mesma forma, as imagens da câmera veicular, o comparecimento espontâneo do motorista à delegacia e os depoimentos de testemunhas poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos.
A orientação aos motoristas é agir sempre com equilíbrio. Havendo situação de conflito, o mais prudente é encerrar a viagem em local seguro, comunicar imediatamente a plataforma, registrar a ocorrência às autoridades competentes e preservar todas as provas, especialmente gravações da corrida, publicações em redes sociais e demais registros que possam ser úteis em eventual processo judicial.
O Estado Democrático de Direito exige que ninguém seja condenado pela pressão da opinião pública. A verdade deve ser construída por meio da prova, assegurando o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal. A Justiça não pode ser substituída pelo tribunal das redes sociais, e a reputação de qualquer cidadão merece a mesma proteção garantida pela Constituição Federal.
*Advogado criminalista e jornalista
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