Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, nesta quarta-feira, virou alvo de críticas de parlamentares democratas, que fazem oposição ao governo do presidente Donald Trump. A movimentação ocorre às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para ocorrer na próxima terça-feira. Há expectativa de que o Partido Democrata avance nas duas casas do Congresso americano.
Em publicações feitas ao longo desta quarta, — antes de Flávio divulgar uma carta de teor golpista na qual se declara “presidente eleito do Brasil” — os congressistas americanos destacaram a existência de investigações contra o senador fluminense e lembraram do endurecimento das políticas migratórias americanas. No documento de imigração do parlamentar, consta uma autorização normalmente concedida a imigrantes por “razões humanitárias”. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais“A administração Trump diz que não quer criminosos entrando em nosso país. A menos que sejam tão corruptos quanto ele”, escreveu no X, antigo Twitter, Morgan McGarvey, um dos democratas que representam o estado do Kentucky no Congresso.
Na mesma rede, Jim McGovern, representante do estado de Massachusetts, descreveu Flávio como “um estrangeiro sob investigação criminal” e acusou o secretário de Estado Marco Rubio de “conspirar” com o brasileiro para ajudá-lo a “escapar da justiça”.
“Fascistas covardes e bandidos autoritários costumavam fugir para a Rússia ou Arábia Saudita para evitar a responsabilização. Esta administração os acolhe na América. Nojento”, escreveu McGovern.
Shri Thanedar, do Michigan, escreveu no X que, “em vez de enfrentar as acusações pendentes de fraude e corrupção”, Bolsonaro está fugindo do Brasil”. O parlamentar diz duvidar que Rubio irá “rejeitar Bolsonaro como um fugitivo internacional” por falta de coragem.
Senador pelo estado de Nova Jersey, Andy Kim foi um dos que comparou a situação de Flávio Bolsonaro ao endurecimento da política de Trump para refugiados e imigrantes. Segundo Kim, a ida do senador para o país é “mais um exemplo da corrupção de Trump favorecendo aqueles que se curvam a ele”.
“Trump está basicamente concedendo a Bolsonaro o Status de Proteção Temporária, enquanto o arranca de incontáveis haitianos, afegãos e outros que construíram vidas na América”, escreveu Kim.
Também no X, o perfil da bancada democrata no Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes criticou Rubio ao afirmar que o secretário de Estado estendia o “tapete vermelho para Bolsonaro”, enquanto não liberava o asilo para refugiados da guerra do Sudão ou do Haiti. “Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados eleitorais, sim”, escreveu.
O democrata Joaquin Castro, do Texas, disse que “perder uma eleição não é motivo para asilo”, acrescentando que Flávio está sob investigação das autoridades brasileiras. Em seguida, ele cobrou o governo americano: “A administração Trump deve ao Congresso explicações sobre seu papel em ajudar Bolsonaro a fugir do Brasil, em violação à lei brasileira.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assegurou aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), que a base do governo irá apoiar suas reeleições no Congresso Nacional no ano que vem.
O aceno aconteceu, de acordo com fontes na articulação política do Palácio do Planalto, no encontro de Lula com Hugo e Davi na última segunda-feira (26). As informações são da CNN.
A decisão já era esperada após a aliança entre o presidente e os parlamentares para as eleições. Lula acenou a Hugo e Alcolumbre nas disputas locais na Paraíba e Amapá; em troca, os chefes do Poder Legislativo aceleraram a tramitação de pautas de interesse do petista e de sua reeleição, como o fim da jornada 6×1.
Leia maisO avanço da direita no Congresso Nacional após o primeiro turno tratou de aproximar ainda mais Lula e os presidentes das casas legislativas.
A reeleição dos presidentes na Câmara e no Senado é uma das principais apostas do governo federal para fazer frente ao avanço da oposição no Legislativo. A avaliação é de que Hugo e Alcolumbre garantiriam moderação à pauta de um Congresso de maioria conservadora.
Alcolumbre e Hugo devem enfrentar parlamentares da direita na tentativa de reeleição. No Senado, Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) acenam com candidatura; na Câmara, cogita-se na oposição o nome de Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ).
Articuladores apontam que Hugo e Alcolumbre podem congregar o apoio do governo ao Centrão e bater a direta na disputa pelas mesas diretoras.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) retirou de uma carta divulgada nesta quarta-feira (28/10) o trecho em que se autoproclamava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na nova versão do documento, o parlamentar se apresenta como “líder do Brasil”.
A primeira versão da carta foi divulgada após Flávio desembarcar nos Estados Unidos com a mulher, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas. No texto original, o senador se dirigiu aos brasileiros e à comunidade internacional usando a expressão “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. As informações são do Metrópoles.
Leia maisNa carta, o senador afirma que deixou o Brasil para exercer a liderança política que, segundo ele, não conseguiria desempenhar no país diante do que classifica como perseguição política. Ele também agradece ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei, pela acolhida.
Flávio questiona resultado das eleições
No documento, Flávio contesta a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, realizado em 25 de outubro. O senador alega que houve fraude eleitoral e critica uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada à extensão do horário de votação.
Ele também acusa integrantes do Judiciário de promover perseguição política contra ele e a família Bolsonaro. Na carta, afirma que a suposta atuação judicial teria como objetivo silenciá-lo e impedir sua participação política. As acusações são apresentadas pelo senador, mas não vêm acompanhadas de provas no documento.
O senador ainda afirma que não pretendia deixar o Brasil, mas decidiu viajar com a família para os Estados Unidos por considerar que estaria mais seguro no país. Ele nega ter fugido e diz que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior.
“Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional”, escreveu.
Resultado nas urnas
Flávio saiu derrotado do segundo turno das eleições, com 48,21% dos votos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 51,79%. O resultado do pleito foi reconhecido pela oposição, inclusive pelo Partido Liberal (PL) e pelo candidato a vice na chapa de Flávio, deputado Alfredo Gaspar.
O pleito foi reconhecido, também, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e por lideranças da comunidade internacional.
Oposição a partir dos Estados Unidos
Flávio também cita figuras históricas que atuaram politicamente fora de seus países, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle e José Martí, para justificar a decisão de permanecer no exterior.
O senador afirma que pretende se dirigir regularmente aos brasileiros e apresentar, nos próximos dias, uma estratégia para mobilizar a oposição. Ele também pede que parlamentares e governadores aliados mantenham a atuação política no país.
“Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros”, concluiu.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, preferiu não comentar a atitude de Flávio Bolsonaro (PL), que se autodeclarou “presidente eleito do Brasil”, por meio de uma carta, nesta quarta-feira (28/10). O republicano disse que não pretende se “envolver” na situação.
Questionado sobre a situação eleitoral no Brasil, Trump voltou a levantar dúvidas sobre a legitimidade do pleito brasileiro, mas sem apresentar provas. As informações são do Metrópoles.
Leia mais“Não vou fazer comentários sobre isso”, disse o líder norte-americano ao ser questionado sobre o assunto. “Não vou me envolver, mas foi uma eleição muito estranha, com certeza”, disse Trump.
Flávio, no entanto, voltou atrás, minutos depois, e retirou o trecho em que se autodeclarava presidente do Brasil. Em nova versão da carta divulgada por ele no próprio perfil, no X, ele passou a se apresentar como “líder do Brasil”, apenas.
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O engenheiro e compesiano Anderson Quadros afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que um estudo preliminar apresentado na reunião do Conselho de Administração da companhia, realizada na última segunda-feira (26), aponta um déficit de R$ 3 bilhões no caixa da estatal ao término da concessão dos serviços de água e esgoto. Segundo ele, o levantamento, elaborado por uma consultoria contratada pela própria Compesa, indica ainda um valor presente líquido negativo de R$ 800 milhões. “O governo tornou, com esse projeto, a Compesa uma empresa inviável”, declarou.
Quadros também questionou a ausência de definições sobre a reestruturação da companhia e afirmou que o plano de investimentos apresentado prevê R$ 3 bilhões, metade dos R$ 6 bilhões que, segundo ele, seriam de responsabilidade do Governo de Pernambuco. O engenheiro informou que articula reuniões com representantes dos trabalhadores e cobrou esclarecimentos da direção da Compesa e do governo estadual, sob possibilidade de novas denúncias aos órgãos de controle.
A Polícia Federal afirmou, em nota divulgada nesta quarta-feira (28), que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre passaportes e a proibição de deixar o país não autorizava a prisão, a vigilância permanente ou outras medidas cautelares contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Esta foi a primeira manifestação oficial da corporação após a confirmação de que o parlamentar fugiu do Brasil depois de ser derrotado na eleição presidencial. As informações são do g1.
Leia mais“A existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares”, diz o comunicado da PF.
Segundo a nota, a PF acionou o STF no domingo (25), dia do segundo turno das eleições, após identificar o risco iminente de o senador deixar o território nacional. Pelo comunicado, a Polícia Federal não solicitou a Moraes a prisão de Flávio.
A solicitação de medidas contra o senador se deu na apuração em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por suposta lavagem de dinheiro. Segundo a nota desta quarta, entre os pedidos apresentados pela PF ao Supremo, estavam:
Após a decisão de Moraes que acolheu os pedidos da PF, a corporação afirmou que cancelou os passaportes comum e diplomático de Flávio Bolsonaro emitidos pelas autoridades brasileiras e incluiu um alerta migratório no sistema SONAR, responsável pelo controle de fronteiras.
Segundo a PF, o senador foi formalmente intimado na manhã de segunda-feira (26), para entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades em até 24 horas. O prazo se esgotou sem que os documentos fossem entregues.
A PF destacou ainda que não há registro oficial de saída do senador pelos postos formais de controle migratório do Brasil.
E afirmou que investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais por parte do investigado.
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O senador Flávio Bolsonaro se disse “presidente eleito” do Brasil após fugir para os Estados Unidos nesta quarta-feira (28), segundo carta divulgada por seus aliados e atribuída ao candidato do PL derrotado nas urnas para Lula (PT) no último domingo (25).
“Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, afirmou, segundo comunicado distribuído oficialmente por aliados da família Bolsonaro nos EUA, entre eles o comentarista político Paulo Figueiredo e o ex-policial militar André Porciuncula. As informações são da Folha de S. Paulo.
Em uma primeira versão, a carta foi divulgada com o antigo brasão do Brasil, vigente entre 1889 e 1968. Na sequência, aliados compartilharam um novo documento com o brasão correto.
Leia maisSegundo a carta, o senador anuncia que pretende liderar a oposição brasileira do exterior e volta a dizer, sem provas, que houve fraude na eleição de domingo, além de criticar o STF (Supremo Tribunal Federal) e agradecer ao presidente americano, Donald Trump, por acolher sua família no país.
Flávio desembarcou em Miami nesta quarta após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião privado que fez escala no Equador. A viagem ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega de seus passaportes no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. O senador nega irregularidades.
A declaração golpista representa uma reviravolta, já que o senador afirmou, na véspera, que desistiria de anular a eleição e que não iria fugir do país. Integrantes da cúpula da campanha afirmam que tentaram convencê-lo, na segunda, a recuar da declaração do domingo, de que não aceitaria a derrota nas urnas.
Aparentemente, na segunda, Flávio havia seguido o conselho dos aliados mais moderados, que se disseram surpresos com a fuga para os Estados Unidos.
No pronunciamento, o senador afirmou que não pretendia deixar o país, mas que decidiu viajar para escapar do que descreveu como uma perseguição política. “Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, disse.
Ele confirmou que está acompanhado da família nos Estados Unidos e agradeceu a Trump e ao governo americano por oferecerem, segundo suas palavras, uma segurança jurídica que não existe mais no Brasil.
“Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança”, afirmou.
O presidente americano disse na noite de terça-feira (27) que aprovaria a entrada do senador nos Estados Unidos, apesar de afirmar que não sabia seu paradeiro. Uma autoridade do Departamento de Estado confirmou à Folha que o governo americano concederia vistos a Flávio e seus familiares.
O candidato derrotado também agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, pela “coragem, senso de justiça e legalidade”. O senador passou pela Argentina antes de seguir para os Estados Unidos.
Ao contestar novamente o resultado das urnas, Flávio concentrou suas críticas na decisão judicial que permitiu a ampliação do horário de votação no segundo turno. Ele acusou o STF de interferir nas competências do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e afirmou que a mudança teria beneficiado Lula.
“A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno”, declarou.
O crescimento do número de votos recebidos por um candidato entre dois turnos, porém, não configura, evidência de fraude eleitoral.
Flávio também acusou a campanha de Lula de abuso de poder político e econômico, além de utilização da máquina pública em favor da reeleição, e afirmou que essas supostas irregularidades justificariam a cassação da chapa Lula-Alckmin. Ele não apresentou provas das acusações no pronunciamento.
O senador dedicou parte do discurso a atacar o Judiciário, que acusou de atuar para silenciar a oposição. Sem citar nominalmente Alexandre de Moraes, fez referências ao magistrado e afirmou que as medidas judiciais adotadas contra ele fazem parte de um suposto plano de perseguição política.
“Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada”, afirmou.
Flávio disse acreditar que a apreensão de seus passaportes seria apenas o primeiro passo de uma sequência de medidas que poderia incluir tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar e condenação judicial.
A decisão de Moraes determinou a entrega dos documentos em uma investigação que envolve a relação do senador com o advogado Willer Tomaz. A medida não equivale a uma ordem de prisão.
Ao justificar sua decisão de permanecer fora do Brasil, Flávio estabeleceu paralelos com personalidades históricas e líderes políticos que atuaram no exílio, entre eles Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí e os opositores venezuelanos Juan Guaidó e Edmundo González.
O senador também afirmou que pretende assumir a liderança da oposição brasileira a partir dos Estados Unidos e fez um apelo direto a parlamentares e governadores aliados, com menção especial ao senador Rogério Marinho (PL-RN), a quem chamou de seu candidato à presidência do Senado.
“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, afirmou.
O discurso indica que Flávio pretende manter uma atuação política ativa mesmo fora do território brasileiro, com pronunciamentos regulares e articulação de aliados.
“Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos”, disse.
O senador não detalhou quais seriam as medidas dessa estratégia nem esclareceu se pretende solicitar asilo político aos Estados Unidos. Também não estabeleceu uma previsão de retorno ao Brasil.
No encerramento, afirmou que sua saída do país não representa o fim de sua atuação política.
“Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre.”
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O deputado federal Lula da Fonte (PP-PE), segundo-secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, assinou as emendas constitucionais que encerram a escala de trabalho 6×1 e estabelecem aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. As medidas foram promulgadas pelo Congresso Nacional após aprovação nas duas Casas, e o parlamentar informou ter votado favoravelmente às duas propostas durante a tramitação.
A mudança na jornada prevê a transição para dois dias de descanso semanal remunerado, enquanto a outra emenda estabelece regras diferenciadas de aposentadoria para agentes de saúde e de combate às endemias. Segundo Lula da Fonte, a assinatura integra a etapa final do rito legislativo necessário para que propostas de emenda à Constituição passem a produzir efeitos.
A ex-vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão (PDT), anunciou, nesta quarta-feira (28), a saída da vida política após 16 anos de atuação. Mediante um vídeo, publicado nas redes sociais, Roldão afirmou que a decisão foi tomada há algum tempo. Na publicação, ela também agradeceu quem acompanhou em sua trajetória.
No vídeo, Isabella também anunciou a sua saída da Secretaria de Trabalho e Qualificação Profissional do Recife, sendo o último dia na pasta nesta quinta-feira (29). Ela ocupava o comando da secretaria desde 2025. “Saio desse ciclo diferente de quando entrei. Mais madura, mais consciente, com tantas histórias para contar e a certeza de que cada experiência vivida ajudou a moldar a mulher que sou hoje”, escreveu a vice-prefeita. As informações são do Diario de Pernambuco.
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Trajetória
Advogada de formação, Isabella de Roldão foi a primeira mulher eleita vice-prefeita do Recife, exercendo o cargo de 2021 a 2024 ao lado de João Campos (PSB). Filiada ao PDT, ela foi eleita vereadora da capital pernambucana em 2012. Entre fevereiro de 2019 e abril de 2020, Isabella esteve à frente da Secretaria de Habitação do Recife.
Em 2020, foi eleita vice-prefeita durante o primeiro mandato de João Campos. Na segunda gestão do socialista, Roldão assumiu a Secretaria Municipal de Trabalho e Qualificação Profissional. No mesmo ano lançou seu primeiro livro autoral, o Diário de uma mulher no mundo.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou seu passaporte diplomático cancelado para entrar nos Estados Unidos, hoje, segundo aponta consulta ao sistema U.S. Customs and Border Protection (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos). Flávio, sua esposa e as filhas do casal pousaram em um aeroporto de Miami nesta manhã.
A Polícia Federal informou, hoje, que os passaportes comum e diplomático de Flávio foram cancelados após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitida no último domingo (25). A PF também esclareceu que o senador foi intimado na manhã de segunda (26) a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas, o que não ocorreu.
Flávio Bolsonaro tem passaporte italiano, concedido a ele em 2023, durante o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. Foi esse documento que ele utilizou para deixar a Argentina, segundo mostra o plano de voo do jatinho. Em uma operação secreta, Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições de domingo, deixou o Brasil após descumprir a ordem do STF.
Aliado de primeira hora do senador e ex-ministro Camilo Santana (PT-CE), o jornalista cearense Chagas Vieira surgiu, nos bastidores, como um dos nomes cotados para assumir a Secretaria de Comunicação Social (Secom) no quarto mandato do presidente Lula.
A indicação de Chagas seria articulada por Camilo, que integra o núcleo duro de aliados mais próximos com quem Lula tem conversado desde a vitória. Também fazem parte dessas conversas nomes como Rafael Fonteles (PT), Rui Costa (PT) e Fernando Haddad (PT). As informações são do portal Metrópoles.
Leia maisChagas é um nome de confiança de Camilo e tem longa trajetória ao lado do petista. Jornalista, atuou na comunicação de seus governos no Ceará. Na gestão Elmano de Freitas (PT), governador reeleito do estado; Chagas chegou a assumir a Casa Civil estadual.
O jornalista atuou no time de comunicação da campanha de Lula no segundo turno a convite de Camilo Santana. Antes, trabalhou na campanha vitoriosa do governador Elmano de Freitas, reeleito ainda no primeiro turno.
Auxiliares de Lula disseram à coluna que as conversas sobre os ministérios do novo mandato só devem ganhar força na próxima semana. Chagas está viajando para a Europa com a família e só deve voltar ao Brasil no fim de semana.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Considerada uma das mais argutas raposas políticas em atividade, não se pode dizer nestas eleições que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, tenha feito as apostas mais acertadas. Kassab apostou na construção de uma terceira via à polarização entre o lulismo e o bolsonarismo. Não deu nada certo. Candidato a vice na chapa do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, os dois ficaram apenas em quinto lugar ao final do primeiro turno.
Caiado obteve 2,18% do total, ou 2,6 milhões de votos. Ficou atrás de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). Antes, algumas pesquisas chegaram a dar Caiado liderando no estado que governou. Mas ele acabou vítima do voto útil de direita em Flávio. Terminou em Goiás em terceiro, recebendo ali 12,29% dos votos, enquanto Flávio ficou com 53,61%. Certamente muito disso tudo se deve ao próprio perfil de Caiado: um político de direita.
Leia maisPortanto não exatamente alguém que pudesse aparecer como alternativa pelo centro à polarização. Muito menos com o perfil que sempre teve o PSD. A forma que Kassab optou para a escolha também foi meio controversa. Estimulou uma disputa interna de Caiado com os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Paraná, Ratinho Jr., com uma clara preferência por Ratinho. Quando Ratinho desistiu, optou por Caiado, escanteando Leite. Caiado não convenceu a quase ninguém como alternativa.
Porém, seria um erro considerar que o PSD seja carta fora do baralho político. É o partido com mais prefeitos no país. É a quarta bancada na Câmara, com 43 deputados, um a mais do que elegeu em 2022. Terá quatro senadores. Perdeu uma aposta importante com Eduardo Paes, no Rio de Janeiro. Mas foi o partido que mais elegeu governadores, com Raquel Lyra em Pernambuco, Omar Aziz no Amazonas, Dr. Furlan no Amapá, Eduardo Braide no Maranhão e Fabio Mitidieri em Sergipe.
Terá, assim, um papel importante na recomposição que o Centrão já ensaia para se contrapor ao avanço da direita representado pelo PL. Ao participar nesta terça-feira (27) do evento “Brasil Quadriênio 2027/2030 – O que esperar dos eleitos?”, promovido pelo Dominiun Group, Kassab apresentou sua carta: a defesa do voto distrital misto no país como ponto principal de uma reforma política.
Ainda que tenha dito ser uma proposta difícil de avançar, no fundo o caminho pode ser outro junto aos políticos tradicionais do Centrão. Mais e mais, eles têm perdido espaço para os “políticos Tik Tokers”, a turma que ganha espaço nas redes sociais, obtendo votos dispersos nos estados. A ideia concentra os votos nas bases eleitorais.
Kassab disse isso claramente no evento. Para ele, o atual sistema favorece candidatos que conquistam votos em várias cidades dispersas sem manter vínculos com os eleitores. Para o presidente do PSD, isso gera o que se vê quase todo dia no Congresso: uma turma gravando selfies para construir cortes para as redes em vez de discutir o país.
A disposição de Kassab é tão grande que, pela primeira vez, ele resolveu que fechará questão sobre o tema, ameaçando mesmo de expulsão aqueles que ficarem contra a ideia do voto distrital misto. “É uma decisão que a gente tomou pelo bem do Brasil”, afirmou. “Podemos ficar até com um parlamentar, com dois, mas é irreversível”.
Tal ideia já vinha em discussão. E chegou até a ser defendida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). No voto distrital misto, parte dos deputados é eleita por distritos (seções dos estados), e parte pelo modelo tradicional, como é hoje. O sistema distrital puro é adotado nos EUA.
Os estados, então, seriam divididos em vários distritos. E, em cada um desses distritos, seria eleito o candidato com mais votos. Digamos que os distritais sejam a metade. Na outra metade, a bancada seria eleita pelo sistema proporcional. São Paulo, por exemplo, tem 70 deputados: 35 seriam no modelo distrital e outros 35 no proporcional.
Esse seria, na posição de Kassab, o primeiro passo de uma profunda reforma política. E essa seria a agenda principal do PSD para o ano que vem. A segunda agenda seria a reforma do Judiciário, que também parece algo inevitável a partir do próximo ano. Ela chegou a ser defendida pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agora reeleito.
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