Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Poder360
Um laudo pericial encomendado pela defesa do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, sobre os dados extraídos de seu celular em poder do Supremo Tribunal Federal (STF) pode vir a beneficiar não só o ex-banqueiro, mas também o ministro Alexandre de Moraes.
A perícia afirma ter identificado inconsistências nos dados. Entre elas, 657 arquivos com registros de modificação em 18 de novembro de 2025, dia da prisão de Vorcaro, e 999 arquivos com registros de modificação depois dessa data. Há ainda 94 imagens com registro de criação depois da prisão.
Leia maisSe comprovada, a alteração dos dados extraídos do celular de Vorcaro pode abrir caminho para a anulação dessas provas. Isso seria bem-vindo para Moraes – que tem sua relação com o ex-banqueiro sob escrutínio público e é alvo de um pedido de investigação feito pelo ministro André Mendonça, relator do caso do Master no STF.
Segundo a Polícia Federal, Moraes recebeu ao menos 52 mensagens de Vorcaro enquanto o escritório da sua mulher, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato de até R$ 131 milhões com o Banco Master e outro de R$ 50 milhões envolvendo o uso de aeronaves. Clique aqui e confira a matéria completa.
Leia menos
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), conduzia a sessão no plenário da Casa quando recebeu, ontem, a notícia da carta golpista divulgada pelo senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As informações são do portal Metrópoles.
A reação de Alcolumbre foi ignorar o documento. Segundo auxiliares, a estratégia do presidente do Senado é manter o silêncio sobre o tema para evitar dar palco à iniciativa de Flávio e, assim, não ampliar a repercussão dentro da Casa.
Leia maisA estratégia de Alcolumbre, neste momento, é acompanhar os próximos passos de Flávio nos Estados Unidos. O chefe do Senado só pretende se manifestar caso avalie que a situação escalou e passou a exigir uma resposta institucional.
Um interlocutor descreveu Alcolumbre como um “defensor das prerrogativas parlamentares”. Por isso, considera improvável que ele adote, neste momento, alguma medida contra Flávio, cujo mandato de senador termina em janeiro de 2027.
Essa disposição, porém, pode mudar caso o primogênito de Jair Bolsonaro eleve o tom nos Estados Unidos e passe a adotar iniciativas que, na avaliação do atual comandante do Senado, sejam consideradas uma atuação contra o país.
Mandato à distância
Na sessão semipresencial de quarta-feira, Flávio não registrou presença. Segundo auxiliares de Alcolumbre, o senador do PL também não comunicou oficialmente ao Senado que deixaria o Brasil rumo aos Estados Unidos, onde desembarcou ontem.
Em viagens internacionais como missão oficial, senadores dispõem de um aparelho que permite registrar presença e participar de votações mesmo fora do país. O Senado ainda não sabe se Flávio levou o equipamento para os Estados Unidos.
Como a situação é considerada sem precedentes, equipes técnicas do Senado estão analisando o regimento interno e outras normas da Casa para definir quais procedimentos poderão ser adotados caso Flávio tente exercer o mandato à distância.
Leia menos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fugiu do Brasil após a derrota na eleição presidencial do último domingo com ajuda de Donald Trump, de acordo com o The New York Times. Segundo a publicação, o jato usado pelo ex-candidado e sua família foi providenciado por um funcionário da Casa Branca. Flávio voou na noite de terça-feira da Argentina para o Equador para reabastecimento e, em seguida, viajou para Miami. O uso da aeronave particular foi organizado por Jason Miller, funcionário de comunicações da Casa Branca, informou o jornal americano.
O plano de fuga foi posto em prática na segunda-feira, depois que o Flávio Bolsonaro foi informado de que deveria entregar seus passaportes. A medida cautelar havia sido dada na véspera pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o NYT, Eduardo Bolsonaro manteve contato com Miller assim que o irmão foi intimado a entregar os documentos. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisUma fonte do governo disse ao NYT que Flávio Bolsonaro é aguardado para solicitar o status de residente permanente nos Estados Unidos, conhecido como green card. O procedimento normalmente acontece após o recebimento de um visto de imigrante. O pedido de green card de Bolsonaro seria processado rapidamente, de forma semelhante ao que foi concedido a Eduardo Bolsonaro, segundo o mesmo funcionário.
Nesta quinta-feira, o Trump afirmou que as eleições presidenciais no Brasil foram uma “vergonha”.
— Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil, foi uma vergonha. O mercado falou isso. Olha como o mercado reagiu — declarou Trump a jornalistas antes de partir para um comício eleitoral.
Ao ser perguntado se buscará o presidente Lula para parabeniza-lo, Trump respondeu que sim, embora tenha qualificado o processo eleitoral como “uma vergonha”. O presidente acrescentou que não tomou partido nas eleições “a pedido de Lula”.
PF apura ajuda de empresários
A Polícia Federal investiga qual foi a rota de fuga usada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a derrota na eleição presidencial do último domingo. Os investigadores apuram como ele saiu de Brasília e chegou a Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com a Argentina, e investigam se ele teve a ajuda de empresários e aliados políticos.
O trajeto de Flávio após chegar ao país vizinho já é conhecido, mas ainda há lacunas no caminho feito da capital federal até lá. Uma das possibilidades é que ele tenha feito o trajeto por via terrestre, o que levaria cerca de 20 horas. Na noite de segunda-feira, por volta das 19h50, o comboio usado pelo senador em seus deslocamentos por Brasília deixou o condomínio onde ele mora, mas não há informações sobre os passageiros dos veículos.
Outra hipótese é que um jato privado tenha decolado de algum aeródromo ou pista de pouso em propriedades rurais de Brasília e do entorno rumo a Foz do Iguaçu. Também é analisada a chance de Flávio ter feito parte da viagem de carro e parte de avião.
Dentro desse braço da apuração, investigadores também estão checando se houve auxílio logístico e financeiro de empresários e aliados políticos da família Bolsonaro. A PF suspeita ainda da participação do governo argentino, sob o comando de Javier Milei, na fuga.
Flávio é alvo de um inquérito em que a PF busca aprofundar as investigações que recaem sobre o senador por lavagem de dinheiro. Ele é alvo de um inquérito que atinge também o advogado e seu amigo Willer Tomaz, que desde agosto está nos Estados Unidos.
O senador é apenas investigado. Por isso, a polícia não o trata como foragido. A investigação sobre a fuga se dá pelo fato de ele ter descumprido ordem judicial de entregar os passaportes e se ausentar do país.
Leia menos
Tive a honra de ser convidado pelo comandante militar do Nordeste, general de Exército Francisco Carlos Machado Silva, para a solenidade alusiva ao Dia da Bandeira Nacional, marcada para o dia 19 de novembro, às 11h30, no Comando Militar do Nordeste, no Recife. A cerimônia tem como propósito homenagear a Bandeira Nacional, estimular o respeito aos símbolos e às tradições do País e fortalecer o civismo e o espírito de corpo entre os integrantes da Força Terrestre e a sociedade civil.
Por Luciano Lins*
O resgate da história é, muitas vezes, o único farol capaz de iluminar os descaminhos do presente. Ao amanhecer do dia seguinte à eleição, o novo governante brasileiro recebe um troféu pesado: um país cindido por uma forte dicotomia política, social e econômica, onde a metade que perdeu não se enxerga no projeto vencedor e a metade que ganhou herda um tecido social em frangalhos. Governar apenas para os seus, sob a soberba das urnas, é a receita célere para a ingovernabilidade. A única alternativa viável para a sobrevivência do pacto democrático e a preservação do bem social não está no aprofundamento do racha, mas no resgate urgente do congraçamento por meio da União Nacional.
O Espelho do Passado e o Legado de Pernambuco
Para compreender a gravidade do agora, precisamos olhar pelo retrovisor da República. Em 1954, o Brasil sangrava e tateava no escuro após o trágico fim de Getúlio Vargas. A polarização extrema entre o getulismo e o antigetulismo ameaçava rasgar a Constituição. Foi naquele cenário de terra arrasada que o então governador de Pernambuco, Etelvino Lins — cujo legado político e retidão moral trago no sangue como um orgulho familiar —, teve a lucidez de perceber que o isolamento e o radicalismo seriam fatais. Ele levantou, de forma pioneira, a bandeira da “União Nacional”.
Leia maisSua tese não era um mero exercício de retórica, mas um plano concreto de concertação de forças ao centro. Aquela articulação, que ficou conhecida como o “Esquema Etelvino”, culminou no lançamento memorável de sua candidatura à Presidência da República em abril de 1955. Quem percorre as páginas de suas memórias no livro Um Depoimento Político, de sua própria autoria, consegue reviver o espetáculo que se sucedeu no Palácio Tiradentes. As galerias tomadas e o plenário vibrante testemunharam o lançamento de sua candidatura presidencial ser saudado por milhares de lenços brancos — os mesmos lenços históricos que outrora haviam acenado com fervor pelos eleitores do brigadeiro Eduardo Gomes. A partir daquele gesto simbólico e da firmeza de propósitos, o respeito à sua postura foi gradativamente reconquistado e consolidado junto aos meios dirigentes e aos principais formadores da opinião pública da época.
Para viabilizar essa grande frente de pacificação, obteve a interlocução e o apoio de gigantes da política nacional de oposição e de centro. Dialogou e angariou a simpatia de Carlos Lacerda e do influente Clube da Lanterna; articulou com Afonso Arinos, uma das mentes jurídicas e políticas mais brilhantes da UDN; e uniu setores dissidentes do próprio PSD que mais tarde convergiram para o marechal Juarez Távora. Embora Etelvino tenha abdicado da candidatura para viabilizar composições ainda mais amplas em favor de Távora, o fato é que o presidente eleito, Juscelino Kubitschek, só conseguiu governar e entregar a estabilidade dos “Anos Dourados” porque herdou e aplicou, na prática, o espírito daquela aliança costurada por meu tio: a conciliação como base de sustentação.
A Crise Institucional e o Gargalo Jurídico
Hoje, a história não se repete, mas rima de forma assustadora. Contudo, nossa crise atual guarda uma diferença crucial em relação aos anos 50: se no passado o gargalo era majoritariamente militar e partidário, hoje o epicentro da instabilidade reside no coração do Judiciário. O congraçamento político e a atração de investimentos econômicos tornam-se impossíveis enquanto o país viver sob a sombra da mais profunda insegurança jurídica. É preciso coragem para apontar os atropelos constitucionais vindos de alas do Supremo Tribunal Federal (STF), que rotineiramente extrapolam suas funções, invadem competências do Poder Legislativo e agem como atores políticos em um jogo que deveria ser de estrita neutralidade.
Essa disfunção institucional cobra um preço altíssimo do bolso de cada cidadão brasileiro. Assistimos, estarrecidos, a reinterpretações casuísticas da Constituição e de leis consolidadas, criando um emaranhado de normas que se contradizem e anulam decisões que já deveriam ser definitivas. A relativização da coisa julgada destrói o princípio da previsibilidade, que é o pilar de qualquer economia saudável. Quando as regras do jogo mudam no meio da partida por pura conveniência política de seus intérpretes, o capital produtivo foge. Os grandes investidores, nacionais e internacionais, simplesmente engatam a marcha à ré. Projetos de infraestrutura de longo prazo são cancelados e bilhões de dólares deixam de entrar no país porque ninguém arrisca construir sobre a areia movediça de um tribunal ativista. O resultado direto é a estagnação econômica, a perda de competitividade nacional e a destruição de postos de trabalho.
O Chamado à Razão e o Freio de Arrumação
O novo líder político precisa compreender que pacificar o Brasil exige o protagonismo de liderar um pacto institucional para restabelecer o equilíbrio entre os Poderes. É imperativo promover um verdadeiro freio de arrumação na Suprema Corte. O STF precisa voltar a ser o guardião silencioso, técnico e previsível da Carta Magna, e não a origem das surpresas processuais e das tensões que afugentam o capital e acirram os ânimos nas ruas.
Conjurar o novo governante ao congraçamento não é um apelo romântico à paz; é uma exigência pragmática de sobrevivência nacional. O legado de Etelvino Lins ecoa através das décadas para lembrar ao novo mandatário que os grandes estadistas não se medem pela força com que esmagam e perseguem seus opositores, mas pela capacidade e grandeza de sentar-se à mesa com eles em prol da pátria. É hora de desarmar de vez os palanques, estancar os excessos jurídicos e arrumar a casa. Sem isso, não haverá governo, não haverá economia e, pior, não haverá nação.
Sobrinho do ex-governador Etelvino Lins*
Leia menos
A médica Patrícia Lima tomou posse como ginecologista e obstetra concursada da Prefeitura do Recife na mesma maternidade onde sua mãe trabalha há 23 anos como auxiliar de serviços gerais. Em publicação nas redes sociais, ela contou que foi com o trabalho na unidade que a mãe, que criou sozinha as duas filhas, garantiu o sustento da família.
Patrícia destacou que ela e a irmã tiveram acesso ao ensino superior e ressaltou a importância de políticas públicas como o sistema de cotas, a universidade pública e o Sistema Único de Saúde (SUS) em sua formação. “Hoje, volto a esse lugar em outra função. Não esqueço de onde vim, quem abriu os caminhos e o quanto as políticas públicas foram fundamentais para que chegássemos até aqui”, escreveu.
No relato, a médica prestou uma homenagem à mãe, a quem atribuiu papel central na realização. “Hoje, minha conquista também é da minha mãe. E de todas as mulheres que lutam para que suas filhas possam ir mais longe”, declarou. Com informações do Jatobá Oficial.
O Senado aprovou, na noite da quarta-feira (28), em sessão plenária, o projeto que concede apoio financeiro aos produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste. Relator da proposta no Congresso Nacional, o senador por Pernambuco Fernando Dueire (PSD-PE) conduziu a análise da matéria, que agora segue para sanção presidencial.
“Estamos falando de uma atividade que gera emprego, renda e movimenta a economia de muitos municípios nordestinos. Os produtores enfrentaram dificuldades climáticas e comerciais, e essa medida busca dar suporte para que possam manter sua produção e proteger as famílias que dependem desse setor”, afirmou. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisA medida autoriza uma subvenção de R$ 12,00 por tonelada de cana produzida e entregue na safra 2025/2026, com impacto estimado em R$ 270 milhões, para amenizar os prejuízos provocados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras e por eventos climáticos extremos.
A proposta, aprovada anteriormente pela Câmara dos Deputados, também reúne medidas de financiamento para outros setores estratégicos. Entre elas, estão a autorização de até R$ 14,5 bilhões em linhas de crédito para a renovação da frota de transporte de cargas e passageiros e de até R$ 10 bilhões para projetos de inovação tecnológica na agricultura, com foco em equipamentos de fabricação nacional.
“Cuidar da produção é também cuidar dos empregos e da economia dos municípios. Precisamos garantir condições para que os produtores rurais e os setores estratégicos continuem trabalhando, investindo e gerando oportunidades”, acrescentou.
Leia menos
A Quinta Cultural de Afogados da Ingazeira terá uma edição dedicada à seresta nesta quinta-feira (29). A programação, promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Esportes, comandada pelo meu irmão Augusto Martins, começa às 19h, com concentração no letreiro da cidade e caminhada em direção ao Beco do Hidrante. No local, haverá apresentações do Pentagrama e do Quarteto da Seresta.
A proibição das apostas virtuais no Brasil impulsionou o consumo nos supermercados, principalmente de itens essenciais, apontam levantamentos da Abras (Associação Brasileira de Supermercados).
O veto às bets gerou crescimento na venda de alimentos essenciais pelo país. Segundo a Abras, o volume de compras subiu em supermercados, atacarejos e mercearias após a publicação da Medida Provisória 1.394/2026, em 25 de setembro, favorecendo itens como arroz, óleo, macarrão e café. As informações são do UOL.
A alta nas vendas do varejo alimentar atingiu 6,5% no Brasil na semana de 5 a 11 de outubro. A Região Sul e o bloco formado por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro lideraram o avanço, ambos com alta de 10,6% frente ao mesmo período de 2025.
Leia maisO Nordeste e o interior de São Paulo também registraram avanço significativo nas compras. O Nordeste subiu 6,5%, enquanto o interior paulista cresceu 5,6%, seguidos por Grande Rio (4%), Centro-Oeste (3,6%) e Grande São Paulo (1,2%).
O setor manteve o ritmo positivo na semana de 12 a 18 de outubro, com alta nacional de 6,3%. O Sul permaneceu no topo com 9% de crescimento, acompanhado pela região de MG, ES e interior do RJ (7,1%) e pela Grande Rio de Janeiro (6%).
A Grande São Paulo acelerou o ritmo de compras e cresceu 5,5% na segunda semana analisada. O interior de São Paulo manteve 5,6%, enquanto o Nordeste registrou 4,5% e o Centro-Oeste fechou a lista com 3,5%.
Queda no Pix após veto às apostas
A expansão do consumo coincide com a redução das movimentações bancárias para apostas. Dados do Banco Central do Brasil mostram que o número de transações por Pix caiu 10% imediatamente após a proibição das bets.
O recuo nas transferências via Pix se estabilizou recentemente em 7%. Essa mudança no hábito financeiro da população abriu espaço no orçamento das famílias para reforçar a compra de itens da cesta básica.
Casas de apostas rechaçam o estudo
Bets contestam a tese de que a proibição impulsionou as vendas nos supermercados. Bernardo Cavalcanti Freire, consultor jurídico da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) e sócio do escritório Bessa, Cardia e Freire, afirma que os números não comprovam que o dinheiro das bets foi para o supermercado. “[A Abras] demonstrou apenas que o supermercado vendeu mais. Transformar uma coincidência de duas semanas em prova de causalidade é estatística de ocasião, não análise econômica”, disse Freire.
Freire ressalta que o estudo ignora que o período analisado coincidiu com a circulação bilionária de recursos. Segundo ele, essa circulação envolve o desempenho positivo do mercado de trabalho, as restituições do Imposto de Renda e o reajuste para o Bolsa Família. “Atribuir o crescimento do varejo exclusivamente à proibição das bets, sem controlar o efeito desses pagamentos, é metodologicamente insustentável”, afirmou.
A devolução de R$ 1,3 bilhão que estava em contas de apostadores também teria contribuído. Para Freire, o estudo minimiza o fato de que o governo determinou que o dinheiro das bets voltasse ao bolso dos consumidores. “Como a Abras consegue distinguir o efeito desse R$ 1,3 bilhão devolvido dos pagamentos públicos e do crescimento real da renda, do suposto efeito da proibição? Sem essa decomposição, a conclusão não passa de uma hipótese apresentada como fato”, afirma o consultor da ANJL.
Leia menos
Goiana recebeu, nesta quinta-feira (29), uma nova unidade operacional do SEST SENAT, instalada na Rodovia PE-062, entre o município e Condado. O espaço atenderá trabalhadores do transporte, empresas e moradores dos 19 municípios da Mata Norte, com serviços de odontologia, fisioterapia, nutrição e psicologia, além de atividades esportivas e de lazer. Com a inauguração, Pernambuco passa a contar com seis unidades da instituição.
Na área de qualificação profissional, a unidade dispõe de cinco salas de aula, incluindo laboratório de informática e espaço com simulador de direção. Entre os cursos previstos estão Primeiros Socorros, Operação de Empilhadeira e Percepção de Risco, além de treinamentos voltados à saúde e à segurança no trabalho. Trabalhadores do transporte com cadastro regular no SEST SENAT terão acesso gratuito aos serviços de saúde; para os demais públicos, haverá cobrança com valores diferenciados.
A cerimônia de inauguração contou com a presença do prefeito Marcílio Régio, representantes do SEST SENAT e autoridades estaduais. “Estou muito orgulhoso de receber esse equipamento de grande porte em Goiana. Sejam bem-vindos; nossa parceria vai continuar”, afirmou o prefeito. O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, disse que a unidade estará aberta a profissionais de diferentes modais e a pessoas interessadas em se qualificar para o setor.
Blog do Valdo Cruz – G1
O governo dos Estados Unidos pediu ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado nas eleições presidenciais, que retirasse da carta divulgada por ele os trechos em que se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito”.
Segundo assessores do Departamento de Estado dos Estados Unidos, a expressão poderia dar a entender que o governo americano havia acolhido o senador nessa condição, o que criaria problemas para as relações diplomáticas oficiais entre Brasil e Estados Unidos.
A informação foi divulgada pela colunista do UOL Mariana Sanches e confirmada pelo blog com diplomatas que acompanharam os acontecimentos de ontem.
Leia maisAliados de Flávio Bolsonaro afirmaram que a mudança foi apenas um ajuste no texto divulgado inicialmente.
Segundo os diplomatas ouvidos pelo blog, porém, a alteração ocorreu após uma posição do governo do presidente norte-americano Donald Trump ao tomar conhecimento do conteúdo da carta.
Trump autorizou a entrada de Flávio Bolsonaro no país e a concessão de visto humanitário a ele e à família.
Segundo assessores do Departamento de Estado, porém, aceitar a autodeclaração de Flávio Bolsonaro como presidente eleito poderia ser interpretado como um rompimento com o governo brasileiro.
Isso não está nos planos do governo Trump. Apesar de fazer críticas ao processo eleitoral brasileiro e levantar suspeitas sobre as eleições, Trump tem elogiado o presidente Lula e afirmado que gosta do petista.
Ou seja, uma coisa é receber Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. Outra seria acolhê-lo na condição de presidente eleito, o que não está nos planos do governo americano.
Mudança na versão
Na primeira versão da carta divulgada nesta quarta (28), Flávio Bolsonaro se apresentou como o “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”, não reconheceu o resultado do segundo turno e alegou, sem apresentar provas, fraude na eleição.
Pouco depois, apagou a publicação e divulgou uma nova versão, na qual substituiu as expressões por “líder do Brasil” e “líder”.
Na carta, Flávio agradeceu aos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, e afirmou estar em território americano com a família e “em segurança”.
O senador também disse que não fugiu do Brasil, alegou ser alvo de perseguição política e afirmou que passaria a liderar a oposição a partir dos Estados Unidos.
Flávio também questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o período de votação no domingo (25).
A extensão do horário havia sido solicitada tanto pela coligação do presidente Lula quanto pela campanha do próprio Flávio, diante de problemas no transporte público de eleitores e de condições climáticas adversas.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pouco mais de 34 mil votos foram registrados depois das 17h. Lula terminou a eleição com uma vantagem de 4,43 milhões de votos sobre Flávio.
O TSE confirmou a vitória de Lula e afirmou que a eleição transcorreu com segurança e transparência, sem fraudes ou inconsistências que comprometessem o resultado.
O próprio PL, partido de Flávio, reconheceu o resultado proclamado pelo TSE, embora tenha afirmado que os questionamentos levantados deveriam ser esclarecidos pela Justiça.
Leia menos
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (29) que não gostou da carta publicada por Flávio Bolsonaro (PL) na quarta-feira (28), em que o senador, derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições, não reconhece o resultado e se autointitula “líder do Brasil”.
“Ninguém aprovou a carta. Ninguém aprova essa situação que aconteceu com o Flávio…queremos tocar o país para frente”, afirmou Valdemar. Ele também disse que o senador não avisou ao pai que deixaria o país. “Ele veio ver o pai, nem o Bolsonaro sabia que ele ia”. As informações são do g1.
Leia maisValdemar conversou com a imprensa após fazer uma visita a Jair Bolsonaro, detido em prisão domiciliar. O ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tramar um golpe de Estado no país.
Flávio publicou uma carta nas redes sociais, nessa quarta (28), após desembarcar nos Estados Unidos com a família, contrariando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibiu de deixar o país.
Após a primeira versão, o parlamentar apagou a postagem e substituiu por um novo texto em que troca as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito” por “líder do Brasil” e “líder”.
Flávio, no entanto, manteve os trechos em que não reconhece o resultado do pleito e afirma que as eleições foram roubadas.
As alegações, divulgadas sem apresentação de provas, contrariam a postura do PL, partido de Flávio Bolsonaro e presidido por Valdemar, que reconheceu o resultado nas urnas.
Além disso, contrastam com a confirmação da vitória de Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PL reconheceu o resultado eleitoral e pediu esclarecimentos à Justiça.
Lideranças da direita e partidos se manifestaram contra a carta com teor golpista. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o senador deve respeitar o resultado das urnas e seguir em frente.
Partidos como União Brasil, PSD, PSDB e MDB também repudiaram o conteúdo da carta e defenderam o resultado das urnas.
Visita a Bolsonaro
Valdemar deu a declaração à imprensa antes de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detido em prisão domiciliar após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tramar um golpe de Estado no país.
Segundo o blog do Valdo Cruz, no g1, o presidente do partido irá analisar, ao lado do ex-presidente, a péssima repercussão da fuga e da divulgação da carta de Flávio Bolsonaro.
Valdemar teme um enfraquecimento do PL exatamente no momento em que seu partido ganhou força depois das eleições. A senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) pode ocupar esse espaço de líder do bolsonarismo, mas os enteados não querem que isso aconteça.
Leia menos