Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Por Agência Brasil
A plataforma Meta – que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – alegou que “problemas técnicos” foram responsáveis pela redução do alcance de postagens ligadas à campanha do candidato à presidência da república Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao mesmo tempo, a plataforma sediada nos Estados Unidos (EUA) afirma que são falsas as alegações da campanha de Lula que sustenta que a Meta estaria beneficiando as postagens do candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais.
Leia mais“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, diz nota da Meta.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de dados (ANPD) foram acionadas pela campanha do PT, que alega “fortes suspeitas de tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro”.
“A empresa alega que essa ‘falha’ afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil. Mais uma vez, afirma a META, foi um ‘problema técnico’”, diz o comunicado da campanha.
O TSE deu prazo de 48 horas para a Meta explicar as acusações da campanha de Lula. Levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT aponta que a página do senador Flávio Bolsonaro tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo tendo 17,2% de seguidores a menos.
“Procurada, a Meta reconheceu a falha e, outra vez, apontou ‘problemas técnicos’ como motivo”, diz a nota do PT, acrescentando que “essas ações interferem diretamente em avanços como o fim das BETs, da escala 6×1, além do chamado “tesouraço” contra programas sociais”.
Meta e Trump
Após o presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump assumir novo mandato na Casa Branca, em janeiro de 2025, o dono da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou que trabalharia ao lado do político republicano contra países ou governos que defendessem alguma regulação das redes sociais.
O uso ou manipulação de plataformas digitais para direcionar conteúdos e informações durante processos eleitorais tem sido alvo de processos judiciais e debates em todo o mundo.Um dos casos mais famosos envolveu a empresa Cambridge Analytica, que colheu dados de dezenas de milhões de usuários do Facebook, para direcionar informação de campanha durante as eleições presidenciais dos EUA de 2016, quando Trump foi eleito a primeira vez, assim como a favor da campanha do Bretix, no Reino Unido.
Em março de 2018, o Facebook Inc., atual Meta, reconheceu “falhas” no sistema que permitiram a coleta em massa de informação usada pela Cambridge Analytica nas campanhas.Em julho de 2019, a Meta (na época, ainda Facebook Inc), foi obrigada a pagar uma multa de US$ 5 bilhões imposta pela Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) dos EUA por supostamente “enganar” usuários sobre a capacidade de controlar a privacidade das informações.
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Na minha coluna de amanhã, postada todos os dias à meia-noite, vou mostrar, com números e estatísticas, a traição do PT a João Campos.
É só dormir um pouquinho mais tarde hoje!
Por Matheus Leitão
Do Metrópoles
Um tutorial ensinando a ampliar o alcance de um post. Um pedido para que a militância não desanimasse depois do primeiro turno. Um vídeo gravado com Lula. E muitos convites para trazer mais gente.
Foi isso que a reportagem encontrou no Exército do Lula, canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), antes de ele sair do ar neste domingo (11). Do outro lado da tela, 3,3 milhões de pessoas. Atores, cantores, influenciadores, professores, aposentados, eleitores que queriam ajudar na campanha de Lula e buscavam instruções.
Leia maisPara a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), essas pessoas agiam como robôs. É o que diz o pedido entregue ao Tribunal Superior Eleitoral. Segundo ele, os inscritos eram orientados a replicar mensagens em massa, “como robôs”.
A acusação parte de uma ideia curiosa sobre o eleitor. Supõe que 3,3 milhões de brasileiros receberiam qualquer mensagem e a espalhariam sem ler, sem ouvir, sem questionar, como máquinas. É subestimar a capacidade de milhões de pessoas de pensar por conta própria. O presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, primeira indicação de Jair Bolsonaro ao Supremo, aceitou a tese e mandou a Meta desligar o canal em três horas.
A campanha acusava o canal de espalhar boatos contra Flávio e de distribuir “missões” de compartilhamento em massa. As missões estavam lá, mas tinham outro objetivo. Pediam aos seguidores que chamassem mais gente para o canal. Os boatos, a reportagem não encontrou. A campanha afirma que foram apagados.
O canal ainda estava em formação. Janones avisava que só a partir desta segunda-feira (12) começaria a postar conteúdo de campanha para ser divulgado. A derrubada veio na véspera.
Durou poucas horas. No início da tarde deste domingo (11), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o Exército do Lula, com novas publicações e novos seguidores liberados. Para ele, a campanha de Flávio não apresentou provas suficientes, e eventuais posts irregulares não justificam calar o canal inteiro.
Em 2022, o próprio Kassio pensava o oposto do que decidiu neste domingo. Ao votar no Supremo contra a resolução que criou a suspensão de canais, chamou a medida de “verdadeira censura prévia de conteúdo”. Quatro anos depois, aplicou a medida que condenou.
Só depois que a derrubada virou comoção nas redes que a assessoria de Flávio divulgou um documento para se justificar. O argumento central é uma frase de Janones numa live, dizendo que a militância poderia “agir igual um robô” por quinze dias. A frase existe. Mas uma figura de linguagem não transforma 3,3 milhões de pessoas em robôs, e o documento não explica por que um canal que mal tinha começado precisava ser calado.
No dia 1º de outubro, Flávio abandonou o debate da Globo dizendo que não iria “compactuar com censura”. Dez dias depois, pediu e quase conseguiu calar um canal antes mesmo de ele começar a falar.
Na Paulista, Lula resumiu. “Eu acho um absurdo.” O corregedor pediu que o caso seja analisado em plenário em caráter urgente, preferencialmente em 24 horas.
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O ex-candidato a deputado estadual Raffiê Dellon (PL) promoveu, ontem (10), uma carreata em apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, pelas principais ruas de Caruaru, no Agreste pernambucano. Nas eleições deste ano, ele recebeu 13.978 votos no município e não conseguiu se eleger, ficando como segundo suplente do partido. Dellon anunciou também a realização do “Bloquinho do 22”, previsto para o próximo sábado (17), no município.
Desde o primeiro turno, Dellon tem organizado ações de mobilização em apoio ao candidato, como panfletagens, adesivaços e buzinaços. Segundo os resultados oficiais da apuração, Flávio Bolsonaro obteve 40,23% dos votos válidos em Caruaru no primeiro turno, percentual superior ao registrado em Pernambuco (30,85%) e no Nordeste (30,85%). A partir disso, ele espera ampliar a votação no segundo turno.
Da CNN Brasil
O corregedor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Villas Boas Cueva, suspendeu a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que, mais cedo, determinou a derrubada do canal “Exército de Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Na decisão, Cueva determina o retorno provisório do canal. Agora, palavra final caberá ao plenário da Corte.
“Nesse contexto, e considerando que a suspensão integral do canal foi determinada antes da conclusão das diligências destinadas à regularização da instrução probatória, entendo necessário restabelecer provisoriamente seu funcionamento, até que o Plenário desta Corte examine a controvérsia, sem prejuízo de reavaliação diante de elementos supervenientes que justifiquem providência mais restritiva”, argumentou o corregedor.
Leia maisDe acordo com o ministro do TSE, “a suspensão integral de um canal exige demonstração da extensão e da reiteração das condutas, de sua efetiva vinculação ao meio de comunicação atingido e, especialmente, da insuficiência de providências menos restritivas, dirigidas às publicações individualizadas”.
Derrubada de canal
Na manhã deste domingo, o ministro Nunes Marques determinou a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”. A decisão atendeu a um pedido feito pelo candidato à Presidência senador Flávio Bolsonaro (PL) e valia até o fim do segundo turno das eleições presidenciais.
A decisão também determinava que o Facebook, empresa que gere o WhatsApp no Brasil, apresentasse um relatório com todas as mensagens publicadas no canal e a existência de outros canais criados ou administrados, desde 5 de outubro, pela conta de Janones.
O despacho assinado pelo presidente da Corte eleitoral ainda declarava a mobilização de Janones como “lícita” e considerava que a estrutura estivesse sendo usada para “fins ilícitos, entre os quais a difusão coordenada de fatos sabidamente inverídicos em desfavor de candidato”.
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Neste domingo (11), organizações de estudantes, movimentos sociais, partidos políticos, torcidas de futebol e grupos culturais realizam um grande ato em apoio à eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mobilização teve início às 14h, partindo do Parque 13 de Maio, bairro da Boa Vista, área central do Recife.
O ato conta com manifestações artísticas, panfletagem de materiais para os transeuntes do entorno e falas de lideranças políticas. Com a defesa da candidatura à eleição de Lula, o ato também levanta bandeiras em defesa da democracia, da educação pública e dos direitos sociais.
Entre os presentes estão a deputada estadual Rosa Amorim (PT), eleita para a Câmara dos Deputados, a vereadora do Recife Liana Cirne (PT), também eleita deputada federal, e Jones Manoel (PSOL), segundo candidato a deputado federal mais votado em Pernambuco. Participam ainda os deputados estaduais Dani Portela (PT) e João Paulo (PT), reeleitos para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, e o ex-vereador de Olinda Vini Castello (PCdoB), eleito deputado estadual. O ato conta ainda com a presença do senador reeleito Humberto Costa (PT) e do ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL), que concorreu ao Governo de Pernambuco.
A manifestação é a culminância de uma semana de articulações e encontros realizados em todo o estado por partidos políticos e movimentos sociais. Nos últimos dias, foram realizados grandes encontros em universidades como a UFPE, UPE, UFRPE e Unicap, como forma de mobilização da juventude para os próximos passos da campanha.
O Governo de Pernambuco e o LIDE (Grupo de Líderes Empresariais), organização que reúne empresários e executivos para promover debates e articulações entre o setor privado e o poder público, lançam, na próxima quarta-feira (14), um estudo estratégico sobre o ecossistema de infraestrutura digital do estado. O evento será às 10h30, no auditório da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, no Bairro do Recife.
Desenvolvido pela consultoria Deloitte em parceria com o LIDE Pernambuco, o estudo terá duração estimada de 90 dias e apontará oportunidades de investimento e prioridades para o setor, com recomendações para políticas públicas e iniciativas privadas. A iniciativa é a primeira entrega de um acordo de cooperação técnica entre o governo estadual e a organização, com vigência de quatro anos e participação das secretarias de Administração, Ciência, Tecnologia e Inovação e Desenvolvimento Econômico.
O presidente Lula (PT) reagiu neste domingo (11) à decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de mandar censurar o canal “Exército do Lula”, mantido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e que acumula mais de 3 milhões de seguidores. As informações são da Folha de S.Paulo.
Segundo Nunes Marques, a suspensão atinge a estrutura que Janones descreve como um “exército de ‘soldados’ que executam o que lhes é ordenado ‘sem examinar’”. O presidente do TSE também entendeu que o canal “se converteu em vetor de disseminação, em escala nacional, de conteúdos que esta Corte já reconheceu como desprovidos de lastro mínimo”.
Até então, o único material divulgado havia sido uma imagem — com rosto devidamente borrado para preservar a identidade da criança — mostrando uma criança de 9 anos com uma arma sobre um carro durante a comemoração da votação do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, no último domingo (4). Essa imagem foi montada ao lado de outra, com outra criança segurando a Constituição, com os dizeres: “O seu voto decide qual caminho vamos seguir”.
Por Agência O Globo
O presidente Lula (PT) participa de um ato na tarde deste domingo (11), na Avenida Paulista, ao lado de outras lideranças como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato derrotado do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).
Na chegada do ato, Lula criticou a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro(PL) e determinou a derrubada do canal — “Exército do Lula”, no WhatsApp. Criado após o primeiro turno, o canal é comandado pelo deputado André Janones (Rede) e tem mais de três milhões de membros.
Leia mais“Eu acho um absurdo. Acho que nossos advogados vão ter que entrar com pedido de explicação. Há alguns dias estou percebendo muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Não vamos permitir se seja fechado um canal que um deputado que está pedindo para as pessoas votarem em mim. Não é possível que o STF não tenha um comportamento civilizado, republicano de permitir que as eleições flua sem interferência da justiça”, afirmou Lula.
Antes de discursar, Lula apresentou à multidão da Paulista os governadores petistas reeleitos no nordeste no primeiro turno. Discursaram antes do presidente Jerônimo Rodrigues, da Bahia, Rafael Fonteles, do Piauí e Elmano de Freitas, do Ceará. Ao falar com o público, o presidente pediu foco na conversa com os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.
“Temos agora uma responsabilidade muito grande. Temos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar, muita gente acima de 70 anos não foi votar. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas. Nós temos que convencer as pessoas, se o Lula com 81 anos está com a saúde que está é porque eu quero provar que a idade não faz a gente ficar velho”, disse Lula.
O presidente também repetiu promessas para um eventual quarto mandato, como o foco em desenvolvimento e tecnologia e educação, e mencionou brevemente o tema da segurança pública. “O nosso próximo mandato é para fazer uma revolução tecnológica nesse país. Nós precisamos garantir segurança para o povo e prisão para os bandidos”, afirmou.
Entre os manifestantes apareciam bandeiras de legendas como PSTU, UP, PSB e faixas com slogans de pautas apoiadas pelo petista, como o fim da escala 6×1 e o Bolsa Família. O ato, que iniciou no Masp, deve seguir na Paulista em direção a Rua da Consolação e terminar na Praça Roosevelt, segundo a Polícia Militar. O público ocupava principalmente os quarteirões entre o Masp e o Conjunto Nacional.
Organizado pela União Nacional do Estudantes (UNE), o ato tem também bonecos infláveis que caricaturizam Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Foco em SP
A campanha de Lula vê como uma das principais preocupações para a nova etapa da disputa presidencial o desempenho que o petista teve em São Paulo. Lula terminou o primeiro turno com quase 1 milhão de votos a menos no Estado em relação à eleição presidencial de 2022. A estratégia é escalar figuras políticas com força local para manter a candidatura do presidente ativa e buscar ampliar a rede de apoios na reta final da eleição.
A aposta principal tem sido aumentar a participação de Alckmin, ex-governador do estado, e explorar sua interlocução com diferentes grupos políticos mais próximos ao centro e à direita para ampliar os apoios à chapa. Al A intenção é que o vice-presidente, também adote um discurso mais incisivo na disputa e faça críticas mais diretas ao senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL.
Neste sábado (10), Alckmin, Tebet e Marina participaram de um ato da organização Judeus e Judias Pela Democracia, no Bom Retiro, bairro tradicional da comunidade judaica na capital paulista. O vice-presidente defendeu “falar com a classe média” e mostrar “prejuízos que podem ter” caso o bolsonarismo volte ao poder.
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, atendeu um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a suspensão no canal “Exército do Lula” no Whatsapp. O canal, com a coordenação do deputado eleito André Janones (Rede-MG), teve um salto de 50 mil para mais de três milhões de seguidores após o fim do primeiro turno com o intuito de distribuir áudios, vídeos e orientações aos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Antes de ato na Avenida Paulista, neste domingo (11), Lula deu uma coletiva criticando a decisão da Corte eleitoral, afirmando ser “tendenciosa” contra a candidatura do PT. Com informações do jornal O Globo.
Leia maisSegundo Nunes Marques, a suspensão atinge a estrutura que Janones descreve como um “exército de ‘soldados’ que executam o que lhes é ordenado ‘sem examinar'”. O presidente do TSE também entendeu que o canal “se converteu em vetor de disseminação, em escala nacional, de conteúdos que esta Corte já reconheceu como desprovidos de lastro mínimo”.
Até então, o único material divulgado havia sido uma imagem — devidamente protegida por um borrão para preservar a identidade da criança — mostrando uma criança de 9 anos com uma arma sobre um carro durante a comemoração da votação do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, no último domingo (4). Essa imagem foi montada ao lado de outra, com outra criança segurando a Constituição, com os dizeres: “O seu voto decide qual caminho vamos seguir”.
“O que se afasta não é a mobilização de apoiadores, nem a crítica política contundente, nem o uso das redes sociais para pedir votos. É a utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, com instruções expressas para contornar as salvaguardas que o próprio provedor declarou adotar e a sua eventual atuação efetiva no caso concreto”, afirmou o ministro em seu despacho.
Com a medida, concedida em outro processo e em menos de 24 horas após a petição original, Marques foi na contramão do procedimento do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, que deu um prazo de cinco dias para que o deputado federal André Janones e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestassem sobre outra ação movida pelo adversário Flávio Bolsonaro contra o canal.
No mesmo prazo, a campanha de Flávio também teria de apresentar informações ao TSE. Cueva determinou, por exemplo, que a equipe jurídica do senador aponte as supostas irregularidades de cada conteúdo questionado. O ministro também mandou a campanha entregar arquivos ao TSE que seriam supostas provas citadas na ação.
Cueva entendeu que era o caso de receber a ação, ou seja, analisar as alegações da campanha de Flávio. O ministro destacou, no entanto, que este recebimento não implica em “reconhecimento da veracidade das alegações ou da ocorrência dos abusos imputados”.
Antes de decidir sobre os pedidos mais graves feitos pela campanha, como a remoção de conteúdos, Cueva decidir pedir mais informações às campanhas de Lula e de Flávio. O ministro quer saber, por exemplo, se os advogados do senador já apresentaram outros pedidos contra o ‘Exército de Lula’ ao TSE para verificar se há “sobreposição” de ações na Corte eleitoral.
Segundo o corregedor, a apresentação de pedidos coincidentes em ações distintas “expõe a Justiça Eleitoral ao risco de decisões conflitantes e compromete a segurança jurídica”.
O presidente do TSE reconheceu, no despacho, que o ‘Exército de Lula’ era tema de outro processo em curso na Corte e sob relatoria do corregedor-geral da Justiça eleitoral. Nunes Marques determinou a remessa da cópia do pedido de Flávio Bolsonaro e de sua decisão a Cueva “para as providências que entender cabíveis”.
A decisão foi assinada pelo presidente do TSE em uma petição de providência administrativa que chegou ao gabinete dele às 16h24 deste sábado. Enquanto a ação direcionada ao corregedor da Justiça eleitoral questionou o conteúdo do canal ‘Exército do Lula’, pedindo uma investigação sobre o mesmo, o pedido direcionado a Nunes Marques adotou outra via: alegou suposto descumprimento de obrigações que o Whatsapp se comprometeu a tomar durante as eleições 2026.
O presidente do TSE destacou que o caso envolvia a avaliação de se o provedor responsável pelo WhatsApp deveria ser obrigado, “no exercício da supervisão dos planos de conformidade atribuída a Presidência, a aplicar ao canal “Exército do Lula” as medidas que ele próprio declarou adotar contra canais que violam suas diretrizes”.
Lula, Janones e Sidônio reagem
No grupo “Exército do Lula”, já se percebia o risco de a campanha adversária conseguir derrubar o canal na Justiça, movimentação classificada como um ato “desesperado”, que seria motivado pelo alto impacto de mobilização que estaria causando nas redes sociais. Após a decisão, Janones está recomendando que os membros do canal passem a atuar em outro canal e página no Instagram.
Em vídeo publicado no canal, o deputado classificou a decisão como “censura”. “Não é que se Flávio Bolsonaro for eleito a censura vai ser instalada. A censura já começou”, disse Janones.
Antes da decisão, o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da presidência, Sidônio Palmeira, havia classificado a representação bolsonarista como “grande absurdo”: “É uma demonstração de medo. Ontem, o ‘o exército de Lula’ estava com 3,25 millhões pessoas e vai ampliar muito mais. E eles estão colocando como uma força desproporcional de você estar com o povo. É mais uma demonstração de que eles estão com os poderosos em vez de estar nas ruas e nas redes”, disse.
Em ato na tarde deste domingo, em São Paulo, Lula criticou a decisão de Nunes Marques: “Eu acho um absurdo. Acho que nossos advogados vão ter que entrar com pedido de explicação. Há alguns dias estou percebendo muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Não vamos permitir se seja fechado um canal que um deputado que está pedindo para as pessoas votarem em mim. Não é possível que o STF não tenha um comportamento civilizado, republicano de permitir que as eleições flua sem interferência da justiça”, afirmou Lula.
A campanha do petista Lula disse, por meio de sua assessoria, que a decisão causa estranheza e revolta e que o Jurídico vai se manifestar nas próximas horas.
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Por Mônica Bergamo
Da Folha de S.Paulo
O time jurídico da campanha do PT pedirá à Polícia Federal e à PGR (Procuradoria-Geral da República) que solicitem a identidade de todas as pessoas que visitaram Daniel Vorcaro nas unidades prisionais onde ele esteve custodiado, em especial aqueles que entraram com dispositivos aptos à gravação.
A campanha vai pedir, ainda, a posterior quebra de sigilo telemática de todos os identificados, a fim de apurar a violação de sigilo funcional e outros crimes similares. O pedido visa identificar quem gravou o áudio, divulgado pela revista Veja, em que Vorcaro afirma ter financiado o documentário do cineasta Oliver Stone sobre o presidente Lula (PT).
Leia maisNo áudio, o ex-banqueiro diz que negociou com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto o pagamento de propinas para acessar fundos de pensão de servidores federais. Parte desse dinheiro, R$ 30 milhões, teria financiado o filme de Stone.
Como mostrou a coluna, a PGR desconfia que áudio de Vorcaro sobre Lula tenha sido gravado ilegalmente na prisão para ser usado na campanha. A gravação, se feita dessa forma, seria ilegal, já que nenhuma das pessoas que ele recebe na Papudinha, em Brasília, onde está preso, poderia entrar no estabelecimento com gravador ou celular.
A Polícia Federal nega que o ex-dono do Banco Master tenha prestado depoimento ou entregue documentos a respeito de um suposto financiamento do documentário “Lula”, como afirma a revista Veja.
Uma parte da equipe de defesa de Vorcaro, de 23 profissionais, também acredita que o áudio foi gravado de forma ilegal, porém há mais tempo, e vazado apenas agora, com objetivos eleitorais.
Há uma desconfiança de que a gravação ilegal pode ter sido feita por agentes públicos ou por alguém da própria equipe de defesa, que é formada por várias bancas de advocacia. Ou por alguma visita que teria driblado a segurança da prisão.
Quando Vorcaro estava na PF, os advogados podiam entrar na prisão com computadores e gravadores para tomar depoimento dele destinado às tratativas de colaboração premiada. Na Papudinha há conversas por vídeo que poderiam ser gravadas.
A equipe do cineasta Oliver Stone diz que jamais pediu e recebeu qualquer recurso de Vorcaro, nem foi informada da suposta solicitação.
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Sete dias após as eleições, Canhotinho foi palco de uma comemoração nas ruas pela reeleição do deputado estadual Álvaro Porto (MDB), presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), e pela eleição de Gabriel Porto (PSB) para a Câmara dos Deputados. O evento ocorreu na noite de ontem (10) e contou com apresentações musicais e um arrastão pelo município.
A caminhada começou na entrada da cidade, principal base política da família Porto, e seguiu em direção ao centro. Durante o percurso, Álvaro e Gabriel subiram em um trio elétrico para agradecer aos apoiadores. A comemoração reuniu a prefeita de Canhotinho, Sandra Paes; o ex-prefeito do município Felipe Porto; o ex-prefeito de Quipapá Alvinho Porto; além de prefeitos, ex-prefeitos e vereadores de cidades da região.
Álvaro Porto foi reeleito para o quarto mandato, com 53.473 votos. Gabriel, que disputou uma eleição pela primeira vez, recebeu 114.860 votos e conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados. Com o resultado, o grupo político passa a ter representantes tanto na Alepe quanto no Congresso Nacional.
