Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
O presidenciável Ronaldo Caiado deixou claro, segundo o registro hoje feito pelo G1, de que terá paciência com Raquel, mas que terá palanque em 2026 em Pernambuco.
O candidato defendeu a candidatura do partido e que todos os filiados e aqueles que terão todo o apoio e os benefícios por estarem no partido têm compromisso de votar com o partido. E isso passa diretamente pela governadora Raquel Lyra e por Túlio Gadêlha, que tem sido o fiel da balança de criar a construção da unidade da direita em torno de Raquel.
Do g1
O senador Jaques Wagner (PT-BA) pediu licença do cargo de líder do governo no Senado, dias após ser incluído na lista de alvos da 9ª fase da Compliance Zero, operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Nesta quarta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o líder do governo no Senado no Palácio da Alvorada. A conversa durou cerca de duas horas.
Leia maisApós o encontro, Wagner afirmou em uma publicação nas redes sociais que, decidiu em acordo com o presidente, se afastar da liderança no Senado. “Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”.
“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, escreveu Wagner.
Endereços ligados ao senador em Salvador (BA) e Brasília foram alvos de mandados de busca e apreensão na última quinta-feira (18). Jaques Wagner é apontado pela Polícia Federal como “suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais”.
Segundo a investigação, o senador é próximo do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição financeira que também foi liquidada pelo Banco Central (BC). A Polícia Federal investiga se o senador teria recebido pagamentos e benefícios em troca de apoio por medidas no Congresso que ajudariam o Banco Master, como a chamada “Emenda Master”.
Há também suspeitas em torno da compra de um apartamento de luxo em Salvador e repasses que somam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do parlamentar. Ele nega ter cometido irregularidades.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu aval para que o partido tenha uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais. O petista se reuniu na manhã desta quarta-feira com integrantes do diretório mineiro e o presidente do PT, Edinho Silva, para encaminhar o palanque no estado, considerado crucial para a campanha. A expectativa, agora, é que inicie um processo interno de diálogo no PT para definir o nome que representará a chapa.
“O entendimento construído coletivamente reafirma uma resolução decidida há um mês de que o Partido dos Trabalhadores vai apresentar uma candidatura própria em Minas Gerais. As definições sobre esse projeto serão construídas nos próximos dias, a partir do diálogo entre o partido e as forças políticas comprometidas com um projeto democrático e popular para o estado”, afirmou a presidente do PT estadual, Leninha, em nota divulgada à imprensa após o encontro. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisDesponta como favorita para encabeçar a chapa a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, até então pré-candidata ao Senado. De acordo com interlocutores dela, Marília enfrenta resistência a essa possibilidade, já que teria um caminho considerado mais fácil para ser eleita ao Senado.
A expectativa é que o partido bata o martelo no prazo de uma semana. Marília é considerada favorita por ter tido o melhor desempenho em pesquidas internas. Lideranças petistas consideran que não há um outro nome do partido que possa garantir um palanque forte para Lula. A definição depende agora de conversas com a ex-prefeita de Contagem.
A conversa nesta quarta destrava o processo de definição do cenário no segundo maior colégio eleitoral do país. A opção preferida de Lula era que o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) fosse o candidato ao governo estadual. A tentativa de convencimento do petista, no entanto, foi frustrada e Pacheco indicou que deverá deixar a vida pública ao final de seu mandato, neste ano.
Como o jornal O Globo mostrou, integrantes do PT vinham cobrando atuação mais incisiva de Lula nesse processo de definição da chapa diante da demora em buscar uma solução. Historicamente, o candidato à presidência que vence no estado costuma ser eleito presidente.
O presidente do PT, Edinho Silva, vinha conduzindo as conversas para montagem dos palanques. Ele se reuniu com nomes do PSB que passaram a ser considerados alternativas, diante da resistência apresentada por Pacheco. Ele esteve, por exemplo, com o ex-presidente da Fiesp Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar e que recentemente se filiou à sigla.
Além de Minas, ainda há indefinições em outros palanques do petista, principalmente São Paulo. Lula está previsto para se reunir ainda hoje com os ex-ministros Márcio França, Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva —todos cotados para a chapa encabeçada por Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. A expectativa é que haja uma definição sobre a vice e as duas candidaturas ao Senado.
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O clima de insatisfação dentro do Avante em relação à governadora Raquel Lyra (PSD) pode provocar um novo movimento no tabuleiro político no Estado. O deputado Waldemar Oliveira, líder do partido na Câmara dos Deputados, endureceu as críticas públicas à condução política da governadora depois que perdeu para Fernando Monteiro o apoio do prefeito e ex-prefeito de Custódia, fez mil votos a menos na contabilidade para a chapa federal do Avante.
Segundo o parlamentar, Raquel passou, de uma hora para outra, a prestigiar lideranças que, segundo ele, não estiveram ao seu lado nos momentos mais difíceis de sua trajetória política. Essa mudança de postura teria gerado forte incômodo entre aliados históricos.
Enquanto isso, o prefeito João Campos retomou o diálogo com o Avante e suas principais lideranças. Nos bastidores, a avaliação é de que ele atua com habilidade para construir uma convergência política e atrair o partido para seu campo, o que pode alterar significativamente o xadrez eleitoral de 2026.
Uma das vítimas do tiroteio que deixou um morto e ao menos 15 feridos durante os festejos de São João na Estação do Forró, em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, usou as redes sociais para relatar os momentos de pânico vividos na madrugada desta quarta-feira (24).
A jovem, identificada como Rafaela, afirmou ter sido atingida por dois disparos na perna esquerda durante a ocorrência. Segundo ela, uma das balas passou de raspão, enquanto outra permaneceu alojada na região da canela e deve ser retirada por meio de cirurgia após a cicatrização do ferimento.
O caso aconteceu durante a programação junina realizada na Estação do Forró. De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), um homem de 36 anos, apontado como suspeito de efetuar disparos, morreu após ser baleado. Ao menos 15 pessoas ficaram feridas, entre elas cinco policiais militares e dez civis.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Rafaela contou que estava próxima ao local da confusão quando ouviu pessoas alertando que havia um homem armado. Ao tentar fugir, percebeu que havia sido atingida. “Eu só escutei quando falaram assim: ‘ele tá armado, é tiro’. No que eu olho para trás, que eu vou correr, eu só sinto o impacto na minha perna”, relatou.
A jovem afirmou que a troca de tiros ocorreu em meio às pessoas que acompanhavam a festa e criticou a forma como a situação foi conduzida. “Eram mais de cinco policiais disparando contra ele e simplesmente a gente estava na frente”, declarou.
No relato, a vítima também questionou as condições de segurança do evento e a ausência de revistas na entrada da festa. “Imagina se uma bala dessa pega uma criança? Imagina se uma bala dessa pega um idoso? Cadê a segurança pública? Por que simplesmente numa festa que vai ter mais de 100 pessoas não tem uma revista na hora da entrada?”, questionou.
A Polícia Civil informou que instaurará um inquérito para apurar as circunstâncias e as motivações do caso.
Segundo a SDS, todas as vítimas foram socorridas para unidades hospitalares da região. O Hospital Eduardo Campos informou ter recebido quatro feridos em estado estável, sendo dois policiais militares e dois civis. Dois pacientes receberam alta e outros dois permanecem internados.
A Prefeitura de Serra Talhada manifestou solidariedade às vítimas e aos policiais feridos e informou que a programação desta quarta-feira (24) foi mantida.
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Do jornal O Globo
A cúpula nacional do Republicanos avalia interromper o processo de afastamento que marcou a relação nos últimos meses com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. A possível mudança de rota acontece enquanto a cúpula do partido tenta se descolar das fraudes financeiras do Banco Digimais, do Bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.
O banco foi alvo de uma operação da Polícia Federal, e a avaliação na sigla é que o governo Lula não tem se movido na tentativa de encontrar soluções para o rombo da instituição financeira. A Universal tem forte ligação com o Republicanos. O presidente do partido, Marcos Pereira, é bispo da igreja e aliado próximo de Macedo. Apesar disso, a aliados, Pereira diz que a legenda conquistou vida própria e que grande parte dos parlamentares não têm ligação com a Universal nem é evangélica.
Leia maisDentro desse contexto de insatisfação com o governo Lula, vem ganhando força em conversas no partido a defesa do nome da economista Daniella Marques para vice de Flávio. Ela foi presidente da Caixa no governo de Jair Bolsonaro, integrou a equipe do ministro Paulo Guedes e hoje assessora a pré-campanha de Flávio na área econômica. “Ela é forte, inteligente e está no Republicanos. Pode ser uma boa vice dele (Flávio)”, disse a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Daniella se filiou ao partido em abril, prazo máximo para estar apta a concorrer em outubro. Ainda não há definição sobre o caminho que o Republicanos vai tomar na campanha presidencial, e alas do partido próximas a Lula defendem a neutralidade, com cada integrante se posicionando de acordo com seus interesses.
A reaproximação do Republicanos com Flávio acontece após uma resistência inicial do partido em compor com ele. A cúpula nacional da legenda se mostrou insatisfeita com a escolha do senador e não do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato a presidente apoiado pelo bolsonarismo.
O escândalo de fraude financeira do banco Master também contribuiu para a afastar o senador da legenda. Foi revelado que Flávio mantinha uma relação de proximidade com Daniel Vorcaro, dono do Master, e isso provocou uma queda do senador nas pesquisas. O senador não chegou a recuperar o mesmo patamar de antes da crise, mas conseguiu se estabilizar nos últimos levantamentos.
Por outro lado, a crise teve efeitos mais profundos na federação União-PP, que também tem seus dirigentes partidários com relações próximas com Vorcaro. A federação vê hoje a neutralidade como caminho mais provável, enquanto o Republicanos ainda avalia a possibilidade de apoio ao PL.
Há poucos meses, a cúpula do Republicanos vinha dando sinais de uma trégua com Lula e de afastamento em relação a Flávio. Como mostrou a newsletter Jogo Político, do jornal O Globo, a mudança de postura da Universal sobre o PT ficou evidente na Semana Santa. Embora tenha passado o mês de março anunciando que enviaria um recado crítico para a esquerda nos eventos da Sexta-feira da Paixão em estádios lotados pelo Brasil, isso não aconteceu. No mesmo período, Pereira também deu entrevistas marcando distância em relação a Flávio.
Reservadamente, no entanto, integrantes do partido reconhecem que o caso Digimais adicionou mais um ingrediente nessa disputa interna. Outro grupo sustenta que a operação da PF não tem relação com o caminho político que a sigla deve tomar e que a decisão sobre a disputa ao Palácio do Planalto será tomada independentemente dos rumos das investigações da PF.
O banco chegou a negociar uma possível compra pelo BTG, em uma operação que previa um aporte de R$ 7 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Embora privado, o FGC tem o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal como membros, o que assegura influência do governo federal. Sem essa operação e diante da operação da PF que gerou o bloqueio de R$ 670 milhões, mercado e agências de classificação de risco veem situação do Digimais se complicar.
Alvo de operação da Polícia Federal (PF) na última terça-feira, o Digimais é suspeito de fraudar o sistema financeiro do país com uma série de operações. A investigação aponta que a instituição que pertence ao líder da Igreja Universal fraudava seu balanço e supervalorizava ativos para maquiar seu patrimônio e induzir investidores ao erro.
O Digimais afirmou, em nota, que está à disposição das autoridades para dar explicações e colaborar com a Justiça. “A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”, afirmou o banco, em nota.
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Por Bernardo Mello Franco
Do jornal O Globo
O governo de Minas Gerais finalmente divulgou, por ordem judicial, a lista das empresas que receberam incentivos fiscais na gestão de Romeu Zema. Uma linha da planilha chamou a atenção da oposição mineira: a Eletrozema recebeu R$ 2.282.543,68 de desconto no ICMS a partir de 2024.
Como o nome indica, a cadeia de lojas de eletrodomésticos pertence ao Grupo Zema, cujo principal acionista é… o ex-governador Zema.
A coluna procurou o pré-candidato ao Planalto pelo Novo, mas ele ainda não se manifestou.
Em março, antes de renunciar ao governo de Minas, Zema defendeu que a lista das empresas beneficiadas por isenções continuasse em sigilo. “Essa questão é como se fosse um segredo industrial. Nós não vamos dar publicidade a isso porque seria extremamente pernicioso para o estado de Minas”, disse.
Nos bastidores da política pernambucana, o senador Fernando Dueire (PSD) tem deixado cada vez mais evidente sua insatisfação com a governadora Raquel Lyra (PSD). Na avaliação do parlamentar, existe uma dívida política que precisa ser reconhecida.
Dueire considera que sempre agiu com lealdade, correção e espírito público, valores que, segundo aliados, sempre orientaram sua relação com a governadora. Ao longo do mandato, esteve ao lado do governo em momentos decisivos, defendendo projetos estratégicos, como a aprovação de empréstimos e outras matérias consideradas fundamentais para Pernambuco.
O senador entende que sua atuação foi marcada pelo compromisso institucional, sem criar constrangimentos ou impor condições. Por isso, o que espera agora não é um gesto de favorecimento, mas apenas um reconhecimento republicano pela parceria construída e pela contribuição que deu ao governo desde o início da gestão. Enfim , cobra de forma subjetiva um gesto de caráter.
O debate sobre envelhecimento deixou de estar restrito à saúde e passou a incluir, cada vez mais, a organização das finanças. Em um país que envelhece rapidamente, pensar em estratégias para garantir renda, acesso a cuidados médicos e estabilidade econômica tornou-se parte do planejamento de longo prazo. Nesse contexto, a busca pelo melhor seguro de vida surge como uma das ferramentas que podem complementar a proteção financeira ao longo da terceira idade.
Os dados confirmam a dimensão dessa transformação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais em 2022, o equivalente a 15,6% da população. O contingente cresceu 56% em relação a 2010, refletindo o avanço da longevidade no país.
Leia maisA discussão sobre como envelhecer com qualidade também ganhou espaço nas políticas públicas e na educação. Na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025, os participantes foram convidados a refletir sobre o tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. A escolha do assunto escancara como o aumento da população idosa deixou de ser apenas uma questão demográfica para se tornar um debate sobre qualidade de vida, inclusão social, acesso à saúde e planejamento financeiro ao longo da vida.
Diante disso, a segurança financeira passa a ser um dos pilares da autonomia durante o envelhecimento. A capacidade de manter despesas essenciais, acessar serviços de saúde e enfrentar imprevistos influencia diretamente a autonomia na velhice, e, quanto mais cedo essa organização começa, maiores são as possibilidades de construir uma reserva capaz de sustentar os anos posteriores à aposentadoria.
Como planejar a segurança financeira na longevidade: busca pelo melhor seguro de vida, previdência privada e reserva de emergência estão entre as opções
Preparar-se para a terceira idade envolve diferentes estratégias. A aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) continua sendo uma importante rede de proteção, mas especialistas em educação financeira defendem a necessidade de diversificar as fontes de renda para reduzir a dependência de um único benefício.
Nesse planejamento, diferentes instrumentos podem cumprir funções complementares. A previdência privada, por exemplo, ajuda a formar uma renda adicional para a aposentadoria, reduzindo a dependência exclusiva do benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Já os investimentos de perfil conservador, como títulos de renda fixa, costumam ser buscados por quem procura preservar patrimônio e manter previsibilidade nos rendimentos. A reserva de emergência funciona como uma proteção para despesas inesperadas, especialmente em uma fase da vida em que gastos com saúde tendem a aumentar.
Entre as alternativas de reserva e segurança, o melhor seguro de vida também pode contribuir para a segurança financeira, oferecendo coberturas que vão além da indenização por morte. Dependendo do contrato, o produto pode prever assistência em casos de invalidez, diagnóstico de doenças graves e outras situações que podem comprometer a renda e o orçamento familiar.
A necessidade desse preparo fica evidente nos indicadores do mercado de trabalho. Dados da Síntese de Indicadores Sociais do IBGE mostram que, em 2024, 24,4% das pessoas com 60 anos ou mais estavam ocupadas, o equivalente a, aproximadamente, um em cada quatro idosos.
Embora muitos permaneçam ativos por escolha, parte desse contingente continua trabalhando por necessidade financeira, o que denuncia também a importância de políticas públicas voltadas ao envelhecimento, incluindo acesso à saúde, programas de educação financeira e mecanismos de proteção social, capazes de reduzir desigualdades ao longo da vida.
Planejamento hoje, tranquilidade amanhã
O envelhecimento da população brasileira mostra que a longevidade deixou de ser uma projeção distante para se tornar uma realidade concreta. Aqui, vale ressaltar que organizar as finanças pensando nos anos de velhice não significa acumular um patrimônio elevado, mas criar condições para atravessar essa fase com maior previsibilidade, segurança e assistência.
A construção de uma reserva financeira, a revisão periódica do orçamento, a preparação para despesas médicas e a contratação de instrumentos de proteção adequados ao perfil de cada pessoa ajudam também a reduzir as vulnerabilidades futuras. Um estudo conduzido pela Universidade Binghamton, nos Estados Unidos, e liderado pelo pesquisador Ian McDonough acompanhou cerca de 2.800 adultos mais velhos durante uma década.
Os resultados indicaram que muitos participantes mantiveram ou aprimoraram sua capacidade de administrar recursos financeiros ao longo do envelhecimento, reforçando a importância da educação financeira e do planejamento de longo prazo para a preservação da autonomia na terceira idade.
Assim, em um país no qual a população idosa continua crescendo, planejar o futuro tornou-se uma medida prática para preservar o bem-estar na velhice. A organização das finanças ao longo da vida pode reduzir os impactos de despesas inesperadas e ampliar as possibilidades de escolha e liberdade durante o envelhecimento. Em um cenário de maior longevidade, essa preparação se torna um dos fatores que contribuem para anos mais estáveis e independentes.
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Por Antônio Campos*
O Brasil vive atualmente uma das maiores transformações de seu mercado de entretenimento e apostas. Em poucos anos, as chamadas “bets” e “tigrinhos’’ passaram de fenômeno marginal para uma presença constante na vida nacional. Estão nas camisas dos clubes de futebol, nos estádios, nas transmissões esportivas, nas redes sociais, nos programas de televisão e nos celulares de milhões de brasileiros.
A questão central, entretanto, não é a legalidade da atividade. O Congresso Nacional autorizou as apostas de quota fixa em 2018, por meio da Lei nº 13.756/2018, e a União Federal regulamentou o setor posteriormente com a Lei nº 14.790/2023 e normas da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
Leia maisO problema reside em outro ponto: a velocidade de expansão do mercado parece muito superior à velocidade da proteção dos consumidores. A proporcionalidade e o princípio da precaução de danos, que tem ocorrido e crescido de forma alarmante.
A publicidade das apostas tornou-se onipresente. A promessa de ganhos rápidos, aliada ao fácil acesso por aplicativos e meios digitais, cria um ambiente de estímulo permanente ao jogo. Nesse contexto, cresce também um fenômeno cada vez mais preocupante: a ludopatia.
Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, a ludopatia consiste em transtorno comportamental caracterizado pela perda do controle sobre o impulso de apostar. Seus efeitos podem ser devastadores. Superendividamento, destruição de patrimônios familiares, depressão, ansiedade e suicídios são apontados por estudos médicos como consequências do vício em jogos.
Não se trata de questão moral ou religiosa. Trata-se de saúde pública.
A Constituição Federal estabelece que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Determina igualmente a proteção do consumidor, da dignidade da pessoa humana e dos grupos vulneráveis. Quando uma atividade econômica possui potencial de causar danos relevantes à coletividade, o Estado não pode limitar sua atuação à arrecadação ou à simples autorização de funcionamento, deve intervir.
A responsabilidade estatal inclui fiscalizar, advertir, informar e prevenir.
A própria legislação das apostas reconhece a necessidade do chamado “jogo responsável”. Todavia, ainda se observa insuficiência de campanhas públicas de conscientização, ausência de advertências ostensivas semelhantes às existentes em produtos potencialmente nocivos e reduzida discussão pública sobre os impactos psicológicos e sociais das apostas online. Há fiscalização insuficiente.
Outro aspecto relevante é a proteção das crianças e adolescentes. Embora a participação de menores seja proibida, a publicidade das bets invade diariamente transmissões esportivas, plataformas digitais e redes sociais frequentadas por milhões de jovens brasileiros. A normalização cultural das apostas merece reflexão séria por parte da sociedade e das autoridades reguladoras.
A obra genial “O Jogador”, de Fiódor Dostoiévski, escrita no século XIX, continua surpreendentemente atual. O autor descreve a lenta submissão do indivíduo ao fascínio do jogo e à ilusão do ganho fácil. Mais de cento e cinquenta anos depois, a tecnologia mudou, mas a fragilidade humana permanece a mesma.
À medida que acontece uma Copa do Mundo de Futebol, cresce também o investimento publicitário das plataformas de apostas e aumentam os jogos. O que muitos já chamam de “Copa das Bets” exige atenção especial e urgente dos órgãos reguladores.
Defender uma fiscalização mais rigorosa não significa defender a proibição das apostas. Significa reconhecer que liberdade econômica e responsabilidade social devem caminhar juntas, devendo haver proporcionalidade.
A grande questão jurídica do momento não é saber se as apostas podem existir. Elas já existem. A questão é saber se o Estado brasileiro está cumprindo integralmente seu dever constitucional de proteger a saúde pública, os consumidores e os grupos mais vulneráveis diante de uma atividade que movimenta bilhões de reais e influencia milhões de pessoas diariamente. Não está.
Esse é o debate que o país precisa enfrentar, urgentemente, antes que os custos sociais da omissão se tornem gigantescos.
Entrei com ação popular na Justiça Federal solicitando várias providências por parte da União, ante o agravamento do período da Copa do Mundo. Estamos criando a Associação de Apoio ao Apostador, no sentido de orientar, acolher, conscientizar e eventualmente assessorar juridicamente. Em breve, além de um instagram, estaremos abrindo uma plataforma digital. O jogo abusivo, sem os cuidados devidos, não pode acabar com várias famílias brasileiras, destruindo vidas.
Recife/Olinda, 24 de junho de 2026
*Advogado e escritor.
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Na madrugada desta quarta-feira, por volta das 02h30, durante o evento junino realizado na Estação do Forró, em Serra Talhada, um indivíduo armado com um revólver aproximou-se de duas patrulhas policiais, compostas por cinco policiais militares cada, e efetuou disparos contra o efetivo. Diante da ação, os policiais reagiram aos disparos. Ele teria sido retirado da festa por perturbação e voltado armado. Essa versão ainda não foi confirmada oficialmente.
Cinco policiais militares foram atingidos: Cb Wilson de Souza Lima, Cb Dênis Carlos de Melo Nunes, 3° Sgt Poliana Maria Sobreira de Lemos, Cb José George Pereira de Oliveira e Cb Cícero José do Nascimento. Entre os atingidos, um foi atingido no colete balístico; dois sofreram ferimentos nos pés; um foi atingido na coxa; e outro sofreu lesões na mão, na perna e na região torácica, em área não protegida pelo colete balístico. As informações são do Blog do Nill Júnior.
Leia maisAlém dos policiais militares, nove civis também foram atingidos durante a ocorrência. Dois já receberam alta médica e sete permanecem em atendimento. Segundo informações preliminares, nenhum dos civis apresenta quadro grave.
O autor dos disparos foi identificado como Édson Alves da Rocha, de 36 anos, residente na localidade de São João dos Gaias.
Após ser ferido, o agressor foi socorrido. Informações preliminares indicam que a ambulância que realizava sua transferência entre unidades hospitalares foi interceptada, e ele foi morto a tiros. “Ocasião em que o indivíduo veio a óbito. As circunstâncias do fato serão investigadas”, diz a PM.
Dois policiais militares foram encaminhados ao bloco cirúrgico, enquanto os demais receberam atendimento nos hospitais Eduardo Campos e HOSPAM. Posteriormente, dois policiais receberam alta médica: o militar atingido no colete balístico e um dos policiais feridos no pé.
Em relação ao policial que sofreu o maior número de lesões, informações preliminares da equipe médica indicam que o projétil que atingiu a coxa não alcançou o osso nem estruturas vasculares importantes. Da mesma forma, o disparo na região torácica não atingiu órgãos vitais.
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Do jornal O Globo
A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem (23) a Operação Miragem para investigar um suposto esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o banco digital Digimais, instituição controlada pelo empresário Edir Macedo. A ação ocorreu em São Paulo e incluiu o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores de até R$ 670,3 milhões, e do afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.
Segundo a PF, o Digimais teria adotado práticas similares às do Banco Master, ao captar recursos com oferta de investimentos com remuneração acima da média do mercado e a garantia de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de inflar ativos sem lastro e manipular balanços para driblar os órgãos de controle.
Leia maisOs alvos da operação são investigados pelos supostos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços e realização de operações de crédito vedadas.
A PF cita que, a exemplo do Master, o Digimais passou a emitir, a partir de 2023, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas superiores a 110% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), referência do mercado. A PF afirma que a instituição replicou irregularidades, ao emitir títulos com “rentabilidades desproporcionais” às praticadas no mercado, usando o FGC como fator de atração.
O FGC funciona como uma garantia a investidores que aportam até R$ 250 mil em instituições financeiras. O escândalo do Master resultou em necessidade de ressarcimento bilionária a investidores e na necessidade de aporte de instituições financeiras ao FGC.
Além disso, o relatório policial aponta a “precificação de títulos antigos e sem valor da Vale em R$ 650 milhões, a avaliação de um terreno em Pernambuco por R$ 150 milhões quando o seu valor real seria inferior a R$ 10 milhões, e a marcação de uma carteira de automóveis em R$ 3,5 bilhões”. A superavaliação de ativos, segundo a PF, tinha como objetivo inflar artificialmente o patrimônio do banco.
‘Práticas temerárias’
“O Banco Digimais, sob o controle de Edir Macedo, adotou práticas financeiras temerárias e estreitamente análogas às do extinto Banco Master”, diz trecho do relatório da PF. O banco é controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
Em outro caso, dois ativos que somavam R$ 71 milhões foram reavaliados em seguida em R$ 174,5 milhões, inflando de forma artificial o bem. “Como será adiante demonstrado, aproveitando a assimetria de informação e a confiança dos depositantes na proteção institucional, a diretoria do Banco Digimais replicou a prática de superavaliar ativos mediante a emissão de títulos com rentabilidades desproporcionais aos indicadores de mercado, efetuando manipulações nos balanços com o objetivo de ocultar dos órgãos de controle a deterioração da sua carteira de crédito”, diz a PF.
No pedido enviado à 7ª Vara Criminal Federal, a PF cita um processo encaminhado pelo Banco Central para o Ministério Público Federal a partir de indícios de irregularidades cometidas pelos gestores do Digimais, encontrados em processo de supervisão bancária.
Em nota, a instituição afirmou: “Em relação à operação da Polícia Federal desta manhã o Banco Digimais informa que permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e colaborar com as apurações em curso. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”.
Em outro trecho do relatório, a PF aponta que o Digimais inflou em quase dez vezes o valor das cotas de fundos em seu balanço, contabilizando ativos que valiam R$ 71 milhões por R$ 741,348 milhões. A diferença, de R$ 670 milhões, é justamente o montante autorizado para bloqueio na Operação Miragem. A investigação indica que o banco usou uma estrutura de fundos para melhorar seus resultados contábeis.
Manobra contábil
De acordo com o documento da PF, a “manobra contábil” teve início quando o Digimais passou a deter cotas do Hermon Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios não-padronizados. Essas cotas foram registradas no balanço do banco pelo montante de R$ 741,348 milhões.
Os valores são referentes à compra de direitos de crédito a partir de uma ação de indenização ajuizada em 1967 por herdeiros da família Villela em face da União. A aquisição foi feita em etapas. Na primeira compra, em fevereiro de 2023, o ID112 Fundo de Investimento em Direitos Creditórios não-padronizados comprou fatia de 7,7% por R$ 9 milhões. Essa fatia foi transferida ao fundo Guidare, e o ativo foi reavaliado para R$ 100 milhões.
Em nova etapa, em junho de 2023, outra fatia foi adquirida no valor de R$ 22 milhões e reavaliada posteriormente para R$ 130 milhões. “Tal fato resultou na apuração de rendas no valor de R$ 199 milhões, com o reconhecimento desses valores na contabilidade do Banco Digimais em função da valorização das cotas do fundo”, diz a PF.
O processo teve nova repetição. Em setembro de 2023, o fundo Hermon comprou mais duas cotas de direito creditório da família Villela, cada uma no valor de R$ 20 milhões. Em reavaliação posterior, as cotas passaram ao total de R$ 174,590 milhões, cada.
Com essas operações, o registro de patrimônio do fundo subiu ao patamar de R$ 741,348 milhões, “muito embora o custo de aquisição dos ativos perfizesse a soma de apenas R$ 71 milhões”, diz a PF.
O BC constatou a infração e determinou a correção no balanço, para que os ativos voltassem ao valor de R$ 71 milhões. O banco pediu o parcelamento do impacto no balanço em cinco anos.
Ainda assim, no dia 29 de dezembro do ano passado, o Digimais fechou contrato de compra e venda a prazo de cotas de fundos com sua controladora, a B.A. Empreendimentos e Participações, pelo valor de R$ 741,348 milhões, sem entrada de recursos no caixa. A previsão de pagamento era o ano de 2032 e com reversão das provisões o determinadas pelo Banco Central.
Segundo a PF, a equipe de fiscalização verificou que a operação era uma forma de manter os valores gerados pela reavaliação de ativos na contabilidade do banco, descritos como valores a receber do controlador. Segundo a PF, isso “funcionou como via de burla à determinação de correção outrora proferida”.
A fiscalização do BC apontou que a operação entre Digimais e a controladora superou o limite de exposição ao crédito previsto pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 10% do patrimônio líquido ajustado. A extrapolação foi de quase 95% do contrato.
O BC destacou que a operação financeira previu taxa de IPCA + 0,5% ao ano, o que caracteriza a operação como financiamento ao controlador, reforçando os sinais de que se tratava de operação vedada pela lei de crimes contra o sistema financeiro. Isso ocorre porque ao usar um índice de inflação somado a juros reais, fica caracterizada a remuneração do capital ao longo do tempo, o que é um elemento crucial de operações de crédito.
Ao conceder prazo para pagamento, o banco estaria financiando o controlador no tempo, assumindo o risco de crédito, passando o controlador a ser devedor do Banco.
A PF vê indícios de crimes de gestão fraudulenta, de prestação de informações falsas em demonstrativos contábeis para “manter a aparência de riqueza”, de indução do investidor, sócio ou repartição pública competente a erro quanto a saúde de suas finanças e de fazer operação de crédito com controlador ou administrador.
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