Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
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Por Julia Rocha – Blog da Folha
A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) negou, em coletiva realizada nesta segunda-feira (26), a existência de qualquer prática irregular ou motivação política em uma investigação da Polícia Civil de Pernambuco envolvendo o secretário Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro, e seu irmão Eduardo, que é assessor da gestão municipal. A operação, que investigava um suposto uso do carro para recebimento de propina, veio a público após reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record.
O secretário da pasta, Alessandro Carvalho, garantiu que o trabalho investigativo ocorreu de forma regular, técnica e dentro dos limites legais, entre os meses de outubro e novembro, a partir de uma denúncia anônima deixada na portaria do prédio da SDS, no bairro de Santo Amaro, no Recife.
Leia maisA investigação contou com a participação de três delegados e sete agentes da área de inteligência da Polícia Civil, que trocaram informações por meio de um grupo de WhatsApp, posteriormente mencionadas na reportagem. A matéria também abordou o uso de um dispositivo de rastreamento em
um veículo da PCR nas diligências, mesmo sem a instauração de inquérito policial.
“Não há nenhuma irregularidade no procedimento de vigilância que foi realizado. Não foi utilizado qualquer método que exigisse autorização judicial”, afirmou Alessandro Carvalho. Segundo ele, houve uma construção deliberada de uma versão distorcida dos fatos. “O que vimos foi um trabalho regular ser taxado de arapongagem, de espionagem”, disse.
A SDS ressaltou que a Polícia Civil atua de acordo com o entendimento dos tribunais superiores, que exigem a existência de elementos probatórios mínimos para a instauração de inquérito policial ou a solicitação de medidas mais complexas.
Durante a coletiva, o chefe da instituição frisou que a Polícia Civil investiga fatos, e não pessoas. “Qualquer informação que possa ser caracterizada como início de prática penal será apurada, envolva autoridade pública ou cidadão comum. Não se trata de investigar pessoa A, B ou C, mas de verificar se o elemento apresentado configura crime”, afirmou.
O processo de apuração, já encerrado, não comprovou o conteúdo da denúncia anônima. Além disso, o secretário Alessandro Carvalho informou que a polícia deve apurar um possível envolvimento de um delegado que teria vazado informações sobre o caso.
“A tentativa de criminalizar o trabalho de investigação, feito com isenção, de forma técnica e imparcial, não pode ser transformada em uma narrativa de perseguição política”, declarou.
Após a exibição da reportagem, aliados do prefeito do Recife, João Campos, publicaram trechos da matéria nas redes sociais.
De acordo com a SDS, a denúncia apontava especificamente para um único veículo, o que direcionou a atuação policial. “Não se tratou de acompanhar ou vigiar carros particulares de outras pessoas. A denúncia falava exclusivamente daquele veículo, e foi isso que foi apurado para verificar se as informações procediam”, afirmou o chefe da Polícia Civil.
Segundo a Secretaria de
Defesa Social, o vazamento das informações citadas na reportagem teria partido de um dos delegados que integravam a equipe da investigação. O caso será apurado para identificar a autoria do vazamento e verificar eventual vínculo do servidor com grupos políticos.
Durante a coletiva, Alessandro Carvalho também comentou o desligamento de um servidor da área de inteligência que integrava o grupo de trabalho da investigação. O afastamento ocorreu após a constatação de que o agente estaria se reunindo com o presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca, investigado pela Polícia Civil por desvio de verbas.
Segundo o secretário, o agente foi excluído do grupo de WhatsApp e deixou a área de inteligência no dia seguinte à identificação do encontro. “Vamos apurar de onde partiu o vazamento. A partir disso, vamos verificar se houve ou não m
otivação para esse ato”, afirmou.
Carvalho também criticou a condução da reportagem, afirmando que a abordagem foi tendenciosa. “Quando recebemos o pedido de informações, na sexta-feira à tarde, a matéria já estava pronta”, disse. Segundo ele, foi criada uma narrativa de viés político sobre a atuação da Polícia Civil que “não procede”.
Sobre possíveis medidas em relação ao veículo de comunicação ou à matéria publicada, o secretário afirmou que a decisão não cabe exclusivamente a ele. “Não depende de mim como secretário. Trata-se de uma decisão do Governo do Estado de Pernambuco ou de algum servidor que tenha sido citado”, declarou, ressaltando ainda que a doutrina de inteligência recomenda a preservação da identidade dos profissionais da área.
Em nota, a Prefeitura do Recife se manifestou sobre o caso:
“A Prefeitura do Recife repudia qualquer tentativa de uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política.
A Polícia Civil de Pernambuco é uma instituição séria e respeitada, não existindo, até hoje, registro desse tipo de tentativa de uso eleitoral nos mais de dois séculos de sua existência.
Essa atitude caracteriza uma conduta ilegal, inconstitucional e imoral, nunca vista em nosso Estado, e a Prefeitura não poupará esforços para defender seus servidores, utilizando as esferas administrativas e judiciais cabíveis.”
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O Secretário de Articulação Política e Social de Recife, Gustavo Monteiro, disse ter sido monitorado por policiais civis do estado, em uma ação descrita pela gestão do prefeito João Campos (PSB) como de “uso eleitoral”. A Secretária de Defesa Social do estado, governado pela adversária de Campos, Raquel Lyra (PSD), alega que o procedimento, iniciado após o recebimento de uma denúncia anônima, se deu dentro da legalidade. O caso foi revelado pela TV Record neste domingo.
Monteiro foi monitorado por policiais entre agosto e outubro de 2025. Ele era seguido de carro pelos agentes, que compartilhavam informações sobre a rotina do secretário em um grupo de mensagens, no qual também participavam delegados. “Bom dia. Rotina do veículo se repetiu pela manhã. Veículo chega à prefeitura às 8 horas. Entra na garagem do subsolo e sai muito, rapidamente, apenas com o motorista”, diz uma das mensagens obtidas pela emissora de televisão. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisOs agentes seguiam um carro que era usado tanto por Monteiro quanto pelo irmão, Eduardo, que acabou também sendo monitorado. Em setembro, um equipamento rastreador foi instalado no veículo, que se encontrava estacionado próximo a um mercado de Recife, onde Eduardo, que trabalha como assessor na Prefeitura de Recife, fazia compras.
Em nota, Polícia Civil de Pernambuco disse ter deflagrado a operação “Nova Missão” após receber uma denúncia anônima sobre o suposto pagamento de propina sendo feito a um servidor público do município de Recife. Com a investigação não encontrou evidências, um inquérito não chegou a ser aberto. As autoridades negam irregularidades no procedimento.
“Segundo jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal (STF), as denúncias anônimas não autorizam instauração imediata de inquérito policial, sendo utilizadas apenas como fonte de informação, razão pela qual foram iniciadas as diligências preliminares, como de praxe, focadas na movimentação do veículo em questão, para verificação da procedência ou não da denúncia”, afirma a Polícia Civil.
O advogado Eduardo Trindade, que representa Monteiro, diz ter solicitado à Polícia Civil de Pernambuco uma cópia do procedimento.
— O que queremos saber é se a investigação foi formal ou informal. O caminho natural após o recebimento de denúncia é instaurar um verificação preliminar, que seja feita dentro do sistema da polícia. Um delegado para investigar vai ter de registrar um boletim de ocorrência, seja em sede de investigação preliminar ou inquérito. É o que queremos saber para os próximos passos.
Em nota, a Prefeitura de Recife disse que “repudia qualquer tentativa de uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política”. No texto, a administração municipal diz que o episódio “caracteriza uma conduta ilegal, inconstitucional e imoral”, além de ser uma “tentativa de uso eleitoral”. Leia abaixo:
“A Prefeitura da Cidade do Recife repudia qualquer tentativa de uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política.
A Polícia Civil de Pernambuco é uma instituição séria e respeitada, não existindo, até hoje, registro desse tipo de tentativa de uso eleitoral nos mais de dois séculos de sua existência.
Essa atitude caracteriza uma conduta ilegal, inconstitucional e imoral, nunca vista em nosso Estado, e a Prefeitura não poupará esforços para defender seus servidores desse tipo de ataque, utilizando as esferas administrativas e judiciais cabíveis”, conclui a Prefeitura.
Parlamentares ligados ao grupo político de Campos criticaram a Polícia Civil após a veiculação da reportagem na noite de domingo. Em uma publicação nas redes sociais, a vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, a deputada federal Maria Arraes (Solidariedade), classificou a conduta das autoridades como “inadmissível” e se referiu ao episódio como um caso de espionagem.
— A Polícia Federal precisa investigar isso imediatamente. Os mandantes devem ser identificados e responsabilizados. É algo grave demais para ficar impune — disse a deputada.
O deputado estadual Sileno Guedes, líder do PSB na Assembleia Legislativa de Pernambuco, fez uma publicação em tom semelhante, na qual afirma que a “Polícia Civil de Pernambuco vem sendo usada para espionar adversários”. Líder da sigla na Câmara de Vereadores, Rinaldo Junior, também publicou um vídeo sobre o caso:
— De onde partiu a ordem para essa operação ilegal? Vivemos em tempos difíceis: é a vida imitando a arte. Quando o Brasil está comemorando a indicação ao Oscar do Agente Secreto, a gente vê hoje uma arapongagem acontecendo em terra Pernambucana. Que absurdo — disse o vereador.
Quem é Gustavo Monteiro
Formado em em Administração de Empresas pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Monteiro já ocupou a assessoria executiva do Gabinete da Prefeitura do Recife, além de ter chefiado o gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente a Secretaria Estadual de Saúde.
Monteiro ocupa a Secretaria de Articulação Política desde janeiro do ano passado, quando teve início o segundo mandato do prefeito João Campos (PSB). A pasta é a responsável por coordenar as relações da administração municipal com os poderes legislativo e judiciário.
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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conversou por telefone nesta segunda-feira (26), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na conversa, que se iniciou às 11h, de acordo com nota do Planalto, os dois presidentes acordaram a realização de uma visita do presidente Lula a Washington.
A data da visita do presidente brasileiro aos Estados Unidos será definida após a viagem de Lula à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro. As informações são da CNN.
Leia maisA ligação durou em torno de 50 minutos e o Conselho da Paz foi abordado pelos líderes, mas o presidente brasileiro não decidiu se vai ou não aderir, mas fez duas sugestões ao presidente norte-americano. Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. Reiterou também a importância de uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas.
Os líderes conversaram também sobre indicadores econômicos dos dois países e trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. Lula ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano.
O presidente brasileiro reiterou a proposta de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro. Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas. A proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano.
Veja a nota na íntegra:
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve, hoje, 26 de janeiro, às 11 horas, conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao longo de cinquenta minutos, os dois líderes abordaram temas relacionados à relação bilateral e à agenda global.
Os presidentes trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias. O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo.
Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros.
O presidente Lula reiterou proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado. Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano.
Ao comentar o convite formulado ao Brasil para que participe do Conselho da Paz, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.
No curso da conversa, Lula e Trump trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano.
Os dois presidentes acordaram a realização de uma visita do presidente Lula a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve”.
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O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e do Cabo de Santo Agostinho, Elias Gomes, publicou em suas redes sociais uma nota em repúdio aos episódios recentes envolvendo a Policia Civil e o Governo Estadual. Elias também fez cobranças à governadora Raquel Lyra (PSD) para que ela esclareça o ocorrido e adote as medidas cabíveis. Confira:
Gravíssimo!
Causa enorme preocupação a reportagem da TV Record exibida ontem, que aponta possível espionagem da Polícia Civil contra um secretário municipal do Recife. Se confirmada, trata-se de um grave retrocesso democrático, com práticas incompatíveis com o Estado de Direito.
Espero que a governadora Raquel Lyra, a quem atribuo respeito aos princípios democráticos e ao Estado de Direito, esclareça o episódio e adote as medidas cabíveis. A disputa política deve ser feita dentro das regras, sem abuso ou coação de adversários.
Elias Gomes
Por Osório Borba Neto
A perna cabeluda voltou. Foi vista no Palácio do Campo das Princesas.
Ninguém enxerga direito, mas todo mundo jura que ela passa correndo pelos telhados de madrugada, espiando quintais, rondando casas, surgindo do nada e sumindo na esquina seguinte.
Metade lenda. Metade paranoia coletiva. Pernambuco agora arrumou uma versão oficial. Ela usa crachá.
Leia maisAlguns governos promovem cultura. Outros promovem infraestrutura. O de Raquel Lyra parece empenhado em ressuscitar outra tradição: a arapongagem.
A reportagem do Domingo Espetacular trouxe indícios de que a estrutura da Polícia Civil teria sido usada para monitorar adversários políticos.
Não traficantes. Não quadrilhas. Adversários.
Policiais em grupo de WhatsApp chamado, com sinceridade involuntária, “Nova Missão”.
Localização em tempo real. Fotos. Rotas. Servidor seguido. Carro rastreado. Dispositivo instalado. Sem ordem judicial. Sem inquérito. Coisa de filme.
E a ironia é cruel: dias antes, a governadora tentava surfar no prestígio de Agente Secreto, de Kleber Mendonça – justamente um filme sobre os tempos em que o Estado vigiava cidadãos nas sombras, quando suspeita virava método e política virava dossiê.
Pelo visto, gostaram mais da estética do suspense do que da crítica. A Polícia Civil, que deveria proteger o cidadão do crime, passa a proteger o poder do incômodo.
E a pergunta é inevitável: Se isso aconteceu contra secretários de João Campos, por que não contra um deputado barulhento na Alepe? Contra um conselheiro do Tribunal de Contas exigente demais? Contra um juiz independente? Contra empresários desalinhados? Espionagem política nunca é exceção. É método.
Quando governo usa polícia para vigiar adversário, a democracia já começou a dar ré. O problema deixa de ser administrativo. Vira institucional. Vira abuso.
Ditadura não começa com tanque na rua. Começa assim: gente sendo seguida, telefone rastreado, dossiê improvisado, o Estado confundindo crítica com crime.
A perna cabeluda sempre foi lenda. Essa não. Essa tem orçamento, viatura, senha de sistema e carimbo oficial.
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O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (PSDB), repudia, em nota abaixo, o uso da estrutura da Polícia Civil de Pernambuco para realizar espionagem contra o secretário de Articulação do Recife, Gustavo Monteiro, como revelou denúncia apresentada, ontem, pelo programa Domingo Espetacular, da Rede Record. Para Porto, a prática remonta a outros tempos, causa indignação e deve ser investigada e explicada pelo Governo do Estado.
Nota
Como presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, não posso e não devo me silenciar diante de fato tão grave. Precisamos juntos, todos os estamentos da sociedade organizada, repudiar e demonstrar a mais profunda indignação diante do uso de agentes do Estado para perseguirem adversários políticos ao arrepio da lei na mais completa violência contra o estado de direito.
Leia maisTenho sido vítima, juntamente com meus familiares, das maquinações perpetradas pelo gabinete do ódio que, segundo resultou provado, tinha um dos seus membros nomeados no coração do governo com a assento e passagem livre no Palácio do Campo das Princesas.
Os pernambucanos se recordam quando fomos à tribuna denunciar a existência dessa organização montada única e exclusivamente para disseminar o ódio, a mentira e injúrias contra pessoas eleitas pelo governo como antagonistas eleitorais.
E, neste domingo, para tristeza e revolta de todos nós, somos surpreendidos com a notícia das perseguições a funcionários da Prefeitura do Recife, perpetradas por agentes que, ao invés de defenderem a segurança dos pernambucanos, foram usados para fins não republicanos, usando o que existe de mais moderno para bisbilhotar, perseguir e constranger, com dinheiro público, adversários do governo. Isso tem que ter um basta! Esperamos que a governadora tome as providências que o caso requer e que o povo espera.
A título apenas de lembrança, estamos no aguardo das medidas judiciais que a governadora deveria já ter tomado contra a empresa do seu pai, inadimplente do Estado.
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Assista ao trailer da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém com a participação dos artistas Dudu Azevedo (Jesus), Beth Goulart (Maria), Marcelo Serrado (Pilatos) e Carlo Porto (Herodes). O filme, que também faz uma homenagem a Plínio Pacheco, idealizador e construtor da cidade teatro onde acontece o espetáculo, foi dirigido pelo cineasta pernambucano Eduardo Morotó.
No vídeo, além de cenas com os personagens principais, são mostradas passagens com o ator Kiko Melo no papel de Plínio Pacheco à frente da construção da Nova Jerusalém, coordenado os ensaios e na máquina de escrever criando os textos para a encenação da Paixão de Cristo.
Leia mais“O filme vai mostrando o sonho dele se tornando realidade, intercalando cenas como a da última ceia, do fórum romano, da crucificação, numa narrativa que mistura memórias com o que está sendo preparado para a próxima temporada”, disse o diretor.
“Através dos filmes e registros visuais, o público pode conhecer e reviver como Plínio deu vida à maior história de amor de todos os tempos, transformando projetos e palavras datilografadas em pedra, cena e emoção”.
A temporada 2026 da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém será realizada de 28 de março a 4 de abril, no agreste pernambucano, a 180 km do Recife. Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos no site oficial do evento www.novajerusalem.com.br.
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Por Inácio Feitosa*
Quando assisti, pela primeira vez, aos vídeos de jovens dançando dentro de um canal de esgoto a céu aberto no Recife, a reação foi imediata. Vi, num primeiro momento, um grupo de jovens aparentemente inconsequentes, expostos a águas contaminadas, celebrando em meio à sujeira e ao risco sanitário. A imagem chocava não apenas pelo cenário, mas pela naturalidade com que aqueles corpos ocupavam um espaço que, para a maioria da cidade, deveria ser invisível.
Com o tempo, porém, a cena revelou outra dimensão. Aquilo que parecia apenas irresponsabilidade mostrou-se um fenômeno social que exigia interpretação, e não apenas julgamento. Não se tratava apenas de festa ou excentricidade digital, mas de uma linguagem produzida pela periferia para dizer algo sobre a cidade.
Leia maisA imprensa tratou o episódio ora como curiosidade viral, ora como problema de saúde pública. Nas redes sociais, as reações oscilaram entre o deboche, a condenação moral, a romantização cultural e a leitura política. Essa multiplicidade de olhares revela que o chamado “Ratos Bar” não é um fato trivial; ele expõe tensões profundas da sociedade brasileira.
O nome dado pelos próprios jovens ao espaço – “Ratos Bar” – sintetiza essa tensão. Ao unir o rato, símbolo do abandono urbano, ao bar, espaço de convivência e lazer, a juventude periférica constrói uma metáfora poderosa. Ao nomear o esgoto como bar, ressignifica simbolicamente o lugar que lhe foi imposto pela cidade. Nomear, nesse caso, é um ato político: transformar a precariedade em linguagem.
O aspecto mais perturbador do fenômeno não está apenas no esgoto, mas na sua localização. O canal situa-se nas proximidades de Casa Forte, bairro historicamente associado à elite recifense. Essa proximidade revela uma contradição estrutural: a desigualdade não está apenas nas periferias distantes, mas incrustada no próprio centro simbólico da cidade. O “Ratos Bar” emerge ao lado do privilégio.
Do ponto de vista técnico, o fenômeno evidencia o fracasso das políticas públicas de saneamento e urbanização. Em pleno século XXI, a existência de esgotos a céu aberto próximos a áreas nobres expõe a incapacidade histórica do Estado de garantir direitos básicos. O problema não é apenas de infraestrutura, mas de modelo de cidade.
Do ponto de vista sociológico, o “Ratos Bar” revela a capacidade da juventude periférica de transformar o abandono em performance cultural. O brega-funk surge como linguagem política não institucionalizada. Esses jovens não escrevem manifestos; produzem imagens. Ao dançar no esgoto, tornam visível aquilo que a cidade insiste em ocultar.
Do ponto de vista midiático, a viralização dos vídeos dialoga com a lógica da economia da atenção. A estética do choque produz impacto e engajamento, mas também expõe a desigualdade que sustenta o espetáculo.
Do ponto de vista político, o fenômeno pode ser compreendido como um protesto estético. Não organizado, não formal, mas profundamente revelador. Ao ocupar o esgoto, esses jovens rompem a lógica da segregação espacial e trazem a periferia para o centro simbólico da cidade.
Ao rever minha própria leitura inicial, compreendi que o que parecia loucura era linguagem; o que parecia irresponsabilidade era denúncia; o que parecia espetáculo era crítica urbana. Não se trata de romantizar a miséria, mas de reconhecer que aquela cena carrega uma verdade social incômoda.
O “Ratos Bar” é sintoma e denúncia. Sintoma de uma cidade que naturalizou a desigualdade. Denúncia de um Estado que falhou em garantir dignidade. Ao dançar no esgoto próximo à elite, esses jovens revelam a estética brutal da desigualdade brasileira: luxo e lama coexistindo no mesmo território.
Talvez o que mais incomode não seja a sujeira do esgoto, mas a clareza da mensagem. Esses jovens não estão apenas dançando. Estão dizendo algo sobre a cidade, o Estado e o lugar que lhes foi reservado.
O problema não é o “Ratos Bar”.
O problema é a cidade que o produziu.
*Advogado, escritor e fundador do Instituto IGEDUC
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Diário de Pernambuco
A Polícia Civil de Pernambuco foi alvo de uma denúncia de espionagem contra o secretário de Articulação do Recife, Gustavo Monteiro, auxiliar do prefeito João Campos (PSB). Reportagem exibida pelo Domingo Espetacular, da TV Record, ontem, diz que agentes da corporação monitoraram a rotina do secretário e chegaram a instalar um rastreador em um veículo da prefeitura também usado pelo irmão dele, Eduardo Monteiro.
Hoje, em uma coletiva de imprensa para tratar do assunto, o secretário de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), Alessandro de Carvalho, disse que é “falsa a narrativa de espionagem”. Segundo o secretário, houve uma apuração preliminar a partir de uma denúncia anônima.
Leia maisCarvalho afirmou que a polícia recebeu uma denúncia de um possível pagamento de percentuais sobre um contrato. Haveria um encontro no estacionamento de um shopping center, envolvendo um veículo da Prefeitura do Recife. “A Justiça já determinou que não pode abrir inquérito a partir de denúncia anônima. Não havia uma justa causa para abrir. Por isso, foi criado um grupo de trabalho para fazer esse procedimento”, relatou.
O secretário disse também que as conversas do grupo de trabalho foram “vazadas” para um jornalista. “Isso será investigado. O repórter tem todo o direito de manter o sigilo da fonte, mas o vazamento será investigado”, declarou.
Sobre o vazamento, a SDS vai apurar se foi por meio de um policial afastado após ser flagrado em um estacionamento com o presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca, Flávio do Cartório (PSD), suspeito de envolvimento em irregularidades no pagamento de emendas parlamentares na cidade. “Provavelmente, estaria passando informações para uma organização criminosa”, disse o secretário.
Prefeitura do Recife fala em “perseguição política”.
Em nota, a Prefeitura do Recife afirma que “repudia qualquer tentativa de uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política” e que “não poupará esforços para defender seus servidores desse tipo de ataque”.
Leia a íntegra do comunicado
A Prefeitura da Cidade do Recife repudia qualquer tentativa de uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política.
A Polícia Civil de Pernambuco é uma instituição séria e respeitada, não existindo, até hoje, registro desse tipo de tentativa de uso eleitoral nos mais de dois séculos de sua existência.
Essa atitude caracteriza uma conduta ilegal, inconstitucional e imoral, nunca vista em nosso Estado, e a Prefeitura não poupará esforços para defender seus servidores desse tipo de ataque, utilizando as esferas administrativas e judiciais cabíveis.
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O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, anunciou, ontem, durante a 42ª Festa de São Sebastião, na Vila do Cruzeiro, em Quipapá, a destinação de R$ 1 milhão – recursos de emendas – para a conclusão do calçamento do bairro.
Ao lado do prefeito Pité, de vereadores e do pré-candidato a deputado federal Gabriel Porto, o deputado destacou que, assim como em 2020, quando prometeu e enviou verbas para o início de obras estruturadoras da vila, designará novo volume de recursos para o local.
“É compromisso nosso, palavra do deputado Álvaro Porto. Para mim, vale a palavra, a gratidão”, disse o deputado. Ele lembrou que o povo de Quipapá esteve com ele em todas as eleições que disputou para a Assembleia e também elegeu Alvinho Porto, seu filho, prefeito do município, em 2020.
Por João Batista Rodrigues*
Nos últimos dias, tem crescido entre prefeitos de diversos estados a preocupação com o aumento exponencial dos cachês de artistas consagrados. A título de exemplo, dados de portais de transparência pública revelam que o cantor Pablo teve seu cachê majorado de aproximadamente R$ 180 mil, em 2024, para valores que hoje rondam os R$ 700 mil. Fenômenos como Natanzinho Lima, Nattan e Bell Marques não ficam atrás nos reajustes. Mesmo João Gomes, vencedor do Grammy, mantendo seu show em patamar mais humilde, já beira os R$ 500 mil por apresentação.
Toda essa escalada de preços baseia-se em uma única premissa: o sucesso de público. No entanto, o fenômeno é também impulsionado por fatores externos. A apropriação do orçamento federal pelo Congresso, por meio da liberação vultosa de emendas parlamentares destinadas a eventos, somada ao suporte financeiro de governos estaduais a alguns municípios, acaba por inflar o mercado e estimular esse incremento exacerbado nos preços das atrações.
Leia maisAcontece que, quando tais shows são custeados por municípios menos abastados, o resultado pode acarretar sérias dificuldades no fechamento das contas públicas (vide restos a pagar de 2025).
Diante disso, entidades como a AMUPE (Pernambuco), a UPB (Bahia) e associações da Paraíba iniciaram um movimento de conscientização para a fixação de um patamar máximo de preço nas contratações artísticas com recursos municipais. O próprio presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, o conselheiro Carlos Neves, advogado de carreira e entusiasta da cultura, já manifestou preocupação com o tema e a urgência de providências.
A questão, contudo, não é de fácil deslinde. De um lado, há a pressão popular: o prefeito que não anuncia grandes atrações, mesmo em cidades pequenas que carecem de infraestrutura hoteleira para o público atraído, é severamente criticado em redes sociais e blogs.
Nesse contexto, a conscientização do gestor municipal é o pilar fundamental. Afinal, é ele o escolhido pelo cidadão para gerir a cidade, escolher prioridades e exercer a chamada discricionariedade administrativa.
Do ponto de vista jurídico, embora os órgãos de controle possam verificar a razoabilidade dos valores, o controle direto enfrenta barreiras legais. A Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/21) permite a contratação direta por inexigibilidade (art. 74, II) para artistas consagrados pela opinião pública, desde que o preço seja compatível com contratações similares do próprio artista (art. 23, § 1º, III).
Em termos práticos: quem baliza o preço do show de Wesley Safadão é o próprio mercado do artista.
Entretanto, o controle externo tem a prerrogativa de avaliar a razoabilidade dessas despesas, verificar planilhas detalhadas dos demais custos além da remuneração do artista e, acima de tudo, aferir se a contratação festiva não ocorre em detrimento de obrigações essenciais, como o pagamento de servidores, contribuições previdenciárias, fornecimento de medicamentos ou o cumprimento dos limites constitucionais com saúde e educação. O TCE-PE, inclusive, já iniciou auditorias com esse foco.
Como medida prática, é possível pensar em ações que padronizem esses gastos, como a fixação de valores máximos de cachês a serem custeados pelos municípios baseados na população, receita corrente líquida, características turísticas e na capacidade de o evento atrair investimentos privados complementares.
O debate é urgente e precisa envolver o Governo Federal, Estados e Municípios, para que se tenha maior efetividade, especialmente porque o carnaval já bate às portas.
*Advogado, ex-prefeito de Triunfo e ex-presidente União dos Vereadores de Pernambuco
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A deputada federal Maria Arraes usou as redes sociais, na manhã de hoje, para questionar quem teria dado ordem para que a Polícia Civil de Pernambuco espionasse adversários políticos da atual gestão do Governo do Estado.
A denúncia, revelada pelo programa Domingo Espetacular, exibido na noite do último domingo (25), aponta a existência de um grupo formado por delegados e agentes da Polícia Civil de Pernambuco que teria monitorado o secretário de Administração da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro, e seu irmão, Eduardo Monteiro, que também é servidor municipal.
Leia maisPara Maria Arraes, há indícios claros de espionagem. “A Polícia Civil, que deveria estar investigando crimes e protegendo a população, está sendo utilizada para coletar informações e perseguir adversários políticos, sem qualquer ordem judicial. O que estamos vendo lembra práticas da ditadura e o mesmo tipo de atuação da chamada Abin paralela do governo Bolsonaro”, declarou a parlamentar.
A deputada ressaltou ainda que os policiais não teriam agido por iniciativa própria. “É evidente que não se trata de uma ação isolada. Eles não agiram sozinhos, sem ordens superiores”, disse.
Por fim, Maria Arraes defendeu a apuração imediata do caso por órgãos federais. “A Polícia Federal precisa investigar isso imediatamente. Os mandantes devem ser identificados e responsabilizados. É algo grave demais para ficar impune”, concluiu.
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