Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Por Zé Américo Silva*
A conversa telefônica entre Lula e Donald Trump pode ter produzido muito mais do que um movimento diplomático entre Brasil e Estados Unidos. Em plena campanha presidencial, deu ao petista um argumento poderoso para enfrentar Flávio Bolsonaro: a soberania nacional.
Depois de meses de tensão, tarifas e declarações duras, Lula e Trump conversaram diretamente. E esse simples fato tem enorme valor político. O presidente brasileiro pode agora sustentar que é possível defender os interesses do Brasil, enfrentar pressões da maior potência econômica e militar do mundo e, ainda assim, manter abertas as portas do diálogo.
É exatamente aí que a soberania deixa de ser uma palavra abstrata e ganha materialidade eleitoral.
Leia maisLula vinha construindo o discurso de que o Brasil não pode aceitar interferências externas nem subordinar seus interesses a governos estrangeiros. O telefonema permite acrescentar um componente importante a essa narrativa: soberania não significa hostilidade aos Estados Unidos. Significa independência para discordar e autoridade para negociar.
Para Flávio Bolsonaro, o episódio cria um problema político. Sua proximidade com Trump e a identificação histórica do bolsonarismo com o presidente americano podem ser exploradas pelo adversário para estabelecer um contraste simples: de um lado, quem diz defender os interesses brasileiros diante de Washington; do outro, quem mantém uma relação política e ideológica muito próxima com o ocupante da Casa Branca.
Flávio já percebeu a força do tema e tenta disputar o significado da palavra soberania. Sua estratégia é deslocá-la das relações internacionais para a segurança pública, argumentando que o brasileiro perdeu a soberania sobre a própria casa, o celular e o automóvel diante da criminalidade. É uma boa resposta política porque leva a discussão para um terreno em que o governo Lula tem dificuldades.
Mas o telefonema recoloca o debate no campo internacional. E oferece ao presidente uma imagem particularmente eficiente para uma campanha eleitoral: depois de enfrentar Trump publicamente, Lula conversa com ele de presidente para presidente.
Isso não significa que os problemas entre Brasil e Estados Unidos estejam resolvidos. Tarifas, interesses comerciais e divergências políticas permanecem. Mas eleição é também uma disputa pela interpretação dos fatos. E Lula ganhou um fato.
Pode dizer ao eleitor que não precisou escolher entre submissão e confronto. Discordou, reagiu e negociou.
Flávio Bolsonaro terá agora de encontrar uma resposta capaz de impedir que sua proximidade com Trump seja apresentada pelo adversário como dependência política. Lula, por sua vez, tentará transformar o episódio em algo maior do que uma conversa diplomática: a demonstração de que o Brasil pode dialogar com qualquer potência sem abrir mão de decidir seu próprio caminho.
Se conseguir fazer essa narrativa chegar ao eleitor de maneira simples, a palavra soberania poderá deixar os discursos diplomáticos para entrar definitivamente na campanha.
E Trump, involuntariamente, pode ter acabado de entregar a Lula um dos melhores argumentos contra um Bolsonaro.
*Jornalista e consultor de marketing político
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Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) disponibilizou mais de 3 mil vagas de atendimento neste fim de semana (22 e 23 de agosto), em Agências da Previdência Social distribuídas pelo país. Os atendimentos serão destinados à realização de avaliações sociais, que é uma etapa obrigatória para concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais.
Para ser atendido, o cidadão precisa agendar, pelo site ou aplicativo Meu INSS ou por ligação para a Central 135.
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Trinta anos após sua morte ainda não esclarecida, o ex-tesoureiro Paulo César Farias, o PC, volta ao noticiário político nacional. A história dele é recontada no “O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias”, do jornalista Xico Sá, que será lançado em setembro. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o autor revelou bastidores da sociedade entre o ex-presidente Fernando Collor e PC Farias, a fuga do ex-tesoureiro do Brasil e investigações de sua morte. “Minha suspeita é que a morte dele esteja muito associada com pessoas de fora, que administravam a maior parte do dinheiro dele e não foram devidamente investigadas”, relata Xico Sá.
O que o levou a escrever um livro sobre PC Farias, 30 anos após sua morte?
A falta de memória do nosso país. Ivan Lessa, do Pasquim, dizia que a cada 15 anos o Brasil esquece o que se passou há 15 anos. E até como jornalista, queria lembrar para as novas gerações como se fazia uma campanha política. A eleição de 1989 não foi uma campanha qualquer, era a primeira após anos de ditadura. Então é um livro muito útil para as novas gerações de jornalistas.
Leia maisQual seria a principal revelação do livro?
Falei muitas coisas novas, como a situação de que havia uma parte da Polícia Federal na mão do PC. Mas o mais aprofundado é como se deu a sociedade dele com Fernando Collor. Não era uma colaboração eventual ou dinheiro do PC que pingou na mão do Collor. Fora as coisas engraçadas, aventuras e trapalhadas, a grande história é como se deu e se montou essa sociedade entre PC e Collor.
Existiu muito folclore, como a questão do Fiat Elba, que acabou marcando o impeachment…
Muito antes, PC deu até uma Mercedes ao Collor. O Fiat Elba entrou no folclore, mas havia coisa infinitamente maior e que não entrou no radar da Polícia Federal, da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e nem da imprensa na época. Mostramos que houve um racha medonho, que até parece com o tempo que vivemos hoje. Havia parte da Polícia procurando o PC e parte comprada pelo próprio PC. O delegado Edson Oliveira, que era chefe da Interpol no Brasil, estava na folha de pagamento do PC. Então ele fingia que estava procurando PC, dava entrevistas, mas na verdade estava na mão do PC, avisava a ele onde a Polícia Federal e a Interpol iriam passar. Então tem um bocado de coisa nova, que se soma a essa história que é fantástica da política brasileira.
A morte de PC Farias sempre gerou dúvidas. Há várias versões, de queima de arquivo a crime passional pela então namorada Suzana Marcolino. Qual a sua impressão?
A versão oficial ficou de que Suzana teria atirado e depois suicidado, mas desde então as dúvidas estão no ar. Creio que tudo leva a crer que foi uma armação entre a polícia e a política, para encobrir uma grande queima de arquivo. Antes, houve a morte da Elma Farias (esposa de PC, vítima de edema pulmonar agudo e insuficiência cardíaca, aos 44 anos, em 1994), que também é coberta por uma nevoa de suspeita. A forma como foi iniciada a investigação, com a queima do colchão em que PC e sua namorada dormiam, a cena do crime foi totalmente adulterada. Então não dá pra confiar no que foi apurado naquele momento. Parecia que estava todo mundo correndo para resolver logo uma versão de que teria sido um crime passional. Inclusive a família.
Inclusive um irmão de PC Farias foi citado à época como suspeito…
Isso, o então deputado Augusto Farias foi citado por ser o tutor dos herdeiros. A Procuradoria Geral da República (PGR) já arquivou essa linha de investigação. Eu tinha muita ligação com a família, todos eram minhas fontes nesse caso. O que me leva a crer que Augusto não tinha envolvimento era o amor dele pelo irmão, ele tinha uma admiração, era seu guru, seu grande ídolo. O vi chorando em várias ocasiões. Minha impressão de repórter é que ele não teria um envolvimento direto. O problema é que ele e toda a família foram apressados em correr com essa versão de crime passional, o que acaba sendo puxado para o meio das suspeitas.
Já que mencionou sua convicção de repórter, quais seriam as suas suspeitas?
Eu cito os sócios e procuradores que PC tinha fora do Brasil, como na Argentina. Ele tinha muito dinheiro na mão de gente de fora e sem contrato. Porque não dava para comprovar a origem desse dinheiro, então estava ali no fio do bigode, com acordos sem papel. Essa dinheirama toda estava na mão de sujeitos muito perigosos. Minha linha de suspeita no livro faz crer que a morte dele esteja muito associada com essa turma de fora, que administrava a maior parte desse dinheiro à época, e não estamos falando de pouco dinheiro. E essas pessoas não foram devidamente investigadas. Por exemplo, o Luis Felipe Ricca (advogado e doleiro argentino), que assina muita papelada e toma conta de dinheiro de PC em bancos fora do brasil, não é devidamente investigado. Meu livro traz muita suspeita em cima dessa turma de fora do Brasil que estava com poder em mexer em dinheiro do PC em bancos na Holanda, no Uruguai. Era muita grana fora, que não podia ser revelada nem pela família nem por ninguém, e que era administrada por gente da pesada. Então aposto muito em gente de fora do Brasil.
Não crê na tese de que Suzana Marcolino tenha se matado, ou mesmo sido morta por um dos seguranças de PC?
Olha, a desconfiança era tanta que teve editor mandando repórter cutucar o cadáver do PC, porque desconfiavam que podia ser armação (risos). Essa tese não é para se descartar. Ela acaba prevalecendo no julgamento oficial. Como o júri não teria como apontar um culpado, acaba dando o direito de clemência aos seguranças. Algum deles pode ter sim assassinado a Suzana, mas como não há como confirmar isso, o juiz acaba dando o voto de clemência. Há um perdão aos seguranças por não haver como culpa-los materialmente, com 100% de certeza. Se você pegar as tintas finais do julgamento, o juiz perdoa a possibilidade de um dos seguranças realmente ter assassinado a Suzana. Não é uma tese maluca.
Recentemente um irmão do PC Farias foi confirmado como suplente de senador de Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados. A família Farias sempre seguiu na política, correto?
É interessante. Um sonho do próprio PC era formar um clã forte em Alagoas, que ele não tinha. Ele era de família modesta, seu pai Gilberto Farias era um fiscal da Receita Federal, ou seja, de classe média arrediada. O sonho dele era formar um clã que disputasse inclusive com a família Collor, com a família Palmeira, com os Bulhões na época. PC não conseguiu isso por conta do fim do governo Collor, mas seus irmãos continuaram operando na política. Luiz Romero é muito articulado na política de Alagoas, sempre foi, já havia tentado ser suplente e agora foi confirmado como suplente de Arthur Lira. Esse sim, conseguiu fazer um grande clã e agora tenta avançar em outubro ao Senado.
Como começou essa sociedade entre PC e Collor?
Creio que o livro acaba explicando como um governador de um estado pequeno do Nordeste consegue, por um partido pequeno, ganhar uma eleição presidencial. Também está muito explicado como começa a sociedade de PC e Collor, a partir do famoso Acordo dos Usineiros, que envolve isenção tributária e acaba virando a primeira montagem do caixa de campanha que PC Farias fez, ainda no governo estadual.
E quando isso ruiu? Quando o governo caiu?
A queda do Collor está mais ligada à falta de articulação política no Congresso Nacional do que por atos de corrupção. Se o Collor tivesse um Congresso azeitado, se chamasse os líderes para conversar, se fizesse política de verdade, talvez não tivesse caído. Ele ficava mais na bravata, era mais um ator da política, um homem daquele discurso de impacto, do uso da imagem, antes até do bolsonarismo. Não havia rede social, mas Collor usava muito bem a imprensa no sentido de criar factoides e grandes frases. PC contava que fazia acertos, mas o Collor esquecia, não gostava de fazer política. Ele gostava acreditava que uma entrevista na Globo iria salvá-lo, e na hora H não salvou. Sem política não se segura no cargo. Todos esses bastidores estão muito bem contados ao longo da narrativa do livro.
Dá para dizer que PC Farias é a figura de uma época praticamente sem transparência no financiamento de campanhas? O que mudou de lá para cá?
Você foi no gogó da questão, que é o dinheiro, o financiamento de campanha. PC é resultado disso, ele é feito, criado e abastecido como um caixa de campanha. Ele faz toda a história dele, tem muita importância na eleição de Collor como caixa de campanha. Hoje, teve uma mudança substancial que é o fundo partidário. A essência continua a mesma, como repórter temos que ficar de olho em como se dá o mecanismo de operação dos caixas de campanha, quem toca do ponto de vista financeiro. Você não tem mais o financiamento das empresas como algo legal, não pode mais ter empreiteiras, grandes grupos de advocacia fazendo doação como pessoas jurídicas, como era permitido naquela época. Mas você tem esse mesmo financiamento por pessoas físicas. Então, o executivo, o dono da empresa podem doar em nome pessoal. Se pegar a lista de doadores da campanha de 2022, estão Daniel Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel, do Banco Master, como doadores de campanha de quase todos os partidos políticos do país. A sacanagem com o financiamento das campanhas continua, é aí onde está o grande jogo.
Você falou em trapalhadas. Qual a melhor história da PC Faria?
O capítulo que mais me diverti escrevendo é o da fuga, que é espetacular. Ele raspa o bigode, bota peruca e sai escondido de Maceió rumo ao interior de Pernambuco, contrata um grupo especializado em fugas de criminosos, de traficantes na América Latina. Ele parte do Sertão de Pernambuco em um teco-teco, passa pelo Paraguai e chega na Argentina, onde fica os primeiros dias, depois vai para Londres, na Inglaterra. É quando descubro o paradeiro dele, em outubro de 1993. Essa largada é muito interessante, consegue ser engraçada. E os esses detalhes da fuga são completamente inéditos, ninguém sabia de nada até o momento. É quando se dá a combinação com o delegado da Interpol, Édson Oliveira, que estava na mão do PC. É o grande capítulo do livro.
Inclusive atribui-se ao jornalista Roberto Cabrini a descoberta do PC Farias em Londres…
Não. Cabrini faz uma coisa importante que foi a primeira entrevista do PC Farias, exibida no Jornal Nacional no dia seguinte à minha matéria de capa na Folha de São Paulo. Nela eu revelei o destino de PC. A Globo, no dia seguinte, exibiu aquela entrevista espetacular. Mas a revelação do paradeiro do PC foi dada por esse humilde repórter do Ceará (risos).
Qual foi o paradeiro do super avião do PC, conhecido como Morcego Negro?
Aquele avião era comprado em sistema de leasing dos ‘testas de ferro’ de PC de Miami. Depois da morte dele, o avião voltou para a mão dessas pessoas, desse grupo chamado inclusive de Miami Leasing.
Depois que Fernando Collor voltou dos Estados Unidos, ele surpreendeu e disse que votaria em Lula, e anos depois estava com Jair Bolsonaro. Que mutação foi essa?
Na época, todo mundo ficou espantado. Mas o Collor faz um zigue zague medonho depois que volta dos Estados Unidos. Começa lulista, vai para o Bolsonaro em 2018. Ele ficou enrolado no Supremo Tribunal Federal (STF) por conta de uma negociata com a BR Distribuidora, no escândalo do Petrolão. Ele esteve em todos os lados possíveis da política brasileira, até na eleição dele a presidente mesmo. Ele era MDB, aí o PC Farias arruma um partido pequeno, o PRN, depois ele sai pulando em todos os lados possíveis desse trajeto.
Por que Pedro Collor entregou o irmão Fernando Collor?
O motivo inicial é que Pedro não foi agraciado com um lote de benefícios no governo Collor. Pedro queria a Chesf e alguns negócios. PC Farias até concordava em dar uma parte para ele, uma estatal, um agrado ou outro. Tanto que concordou em dar o mesmo agrado ao (outro irmão) Leopoldo Collor, que tinha todo o poder na Caixa Econômica em São Paulo, junto com o deputado Euclides Melo, primo deles. Mas Collor vetou qualquer benefício ao Pedro desde o começo do governo. Pedro era ótimo administrador da TV Gazeta, coisa que Fernando nunca conseguiu ser. E entra também a questão de uma suposta traição com a Teresa Collor, esposa de Pedro, que Collor dava em cima o tempo inteiro e fazia questão de espalhar que tinha algum relacionamento. Então tinham esses dois fatores. E depois, Collor ainda incentiva PC a montar a Tribuna de Alagoas, concorrente da Gazeta, que era cuidada por Pedro. Aí a casa caiu de vez e ele resolve ir para o ataque fatal.
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O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e candidato à reeleição, deputado Álvaro Porto (MDB), e o candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB) inauguram, neste domingo (23.08), às 13h, comitê de campanha conjunto com a presença do candidato ao governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos (PSB).
O comitê será instalado na Avenida Abdias de Carvalho, via que conecta o Recife ao interior do estado. A localização carrega o simbolismo da interiorização do desenvolvimento do estado, bandeira que é marca do grupo político liderado por Álvaro Porto.
Leia maisO evento deve reunir correligionários, amigos e apoiadores das duas candidaturas. “Vamos comemorar a união do nosso grupo e marcar a nossa campanha no Recife e na Região Metropolitana. Estamos nas ruas, conversando com as pessoas, ouvindo a população, apresentando o que fizemos ao longo dos mandatos, defendendo o desenvolvimento do interior, sem deixar de olhar para o Recife, Jaboatão, Camaragibe, Paulista e toda a Região Metropolitana”, disse Álvaro Porto.
No exercício do terceiro mandato e disputando o quarto, o deputado afirma que chegou a hora de Pernambuco voltar a ter saúde, segurança e educação de qualidade e retomar o crescimento. “João Campos já demonstrou competência, fazendo a melhor gestão já vista na Prefeitura do Recife, e está pronto para ocupar o Executivo estadual e construir um futuro seguro em favor do povo de Pernambuco, frisou.
Estreante em disputa eleitoral, Gabriel enfatiza que a abertura do comitê é a celebração de uma caminhada que vem sendo feita por ele há dois anos pelo Grande Recife e demais regiões do estado. “Temos percorrido municípios do Litoral ao Sertão, dialogando, fazendo parcerias, e, principalmente, traçando um plano de trabalho a partir das demandas levantadas. Estamos nos preparando para contribuir da melhor forma possível com a gestão do futuro governador Pernambuco que, temos certeza, será João Campos”.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
A entrevista do senador Hamilton Mourão (Republicanos/RS), nesta edição do Correio da Manhã, traz, nas suas entrelinhas, diversos esboços sobre como eram os bastidores das relações pessoais no Palácio do Planalto. Mostram que Mourão, que era então o vice-presidente da República, não gozava da confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente naqueles últimos momentos do governo, após a derrota para o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.
Assim, diz Mourão, nenhuma das conversas que Bolsonaro teve então sobre o resultado das eleições, sua inconformidade com esse resultado, e o que cogitava fazer a respeito tiveram a participação do seu vice-presidente. Para Mourão, ele diz, não teria havido então uma tentativa de golpe. Por outro lado, ele passa a impressão de que, diante das sondagens de Bolsonaro, a elas também teria dito “não”.
Leia maisAo declarar que o então comandante do Exército, general Freire Gomes, “agiu corretamente” no episódio, Mourão parece dizer que agiria de forma parecida. Vale lembrar. Segundo os relatos, na ocasião Bolsonaro sondou os comandantes militares quanto à possibilidade de uma intervenção militar. O comandante da Marinha, Almir Garnier, colocou suas tropas à disposição. Se negaram Freire Gomes e o comandante da Aeronáutica, Baptista Júnior, que agora lança um livro sobre o episódio.
Segundo Baptista Júnior e o seu livro “Eu Disse Não – Uma Trincheira Antigolpista”, quando Bolsonaro insinuou a hipótese de intervenção militar, Freire Gomes o teria ameaçado com voz de prisão. Diga-se, porém, que Hamilton Mourão não endossa a opinião de Baptista Júnior de que teria havido uma tentativa de golpe. Para o general e senador, tentativa de golpe precisaria ter de fato tropa na rua num ensaio de interrupção institucional frustrada. Teria havido, então, uma cogitação, um plano que não avançou?
Isso Mourão afirma não saber. Porque não participou das conversas. E não participou porque, àquela altura, Bolsonaro não teria confiança nele. Por que a desconfiança? Mourão avalia que por diferenças de estilo. Bolsonaro, mais sanguíneo, ele mais ponderado. O hoje senador parece o tempo todo dizer, então, que não cometeria eventuais erros cometidos por precipitação.
Quando ele diz que caso prosseguisse como candidato a vice nas eleições de 2022, Bolsonaro venceria, porque ele seria “mais preparado” que o general Braga Netto, que o substituiu no posto e acabou derrotado, novamente Hamilton Mourão sinaliza que não repetiria determinadas atitudes que foram tomadas e determinadas declarações feitas.
Os três pedidos que Mourão afirma ter feito a Bolsonaro nas duas únicas conversas que afirma ter tido são outras sinalizações no sentido de evitar o que depois, ainda que ele com isso não concorde, foi chamado de “trama golpista”: criticar a atuação do TSE, tirar as pessoas da frente dos quarteis e passar a faixa para Lula.
Um protesto à atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o comando então de Alexandre de Moraes caberia. Até porque, hoje, potencializada com outras atitudes dele que a oposição ao governo Lula critica, tal protesto viria a ser endossado. A contestação do resultado eleitoral, porém, não seria possível porque não se encontraram indícios.
A retirada dos acampamentos em frente aos quarteis provavelmente diminuiria o clima de tensão política daqueles dias. E Mourão tem razão: as áreas próximas a instalações militares não se prestam a manifestações políticas. São áreas de segurança nacional. Os acampamentos não deveriam, por essa ótica, ter sido permitidos.
Finalmente, passar a faixa presidencial para Lula significaria a confirmação da institucionalidade. Serviria, talvez, para acalmar as bases bolsonaristas mais radicais. Talvez evitasse a invasão e depredação dos prédios dos três poderes no dia 8 de janeiro de 2023. Devolveria o país a uma situação de normalidade política. Vida que segue.
No fundo, tudo isso parece ajudar a entender por que Mourão foi perdendo espaço no governo até chegar à situação final que ele narra de estar, segundo ele, alijado de qualquer discussão política. Uma curiosa trajetória. Porque, quando ainda estava na ativa, antes de ser candidato, em alguns momentos ele parecia até ser mais radical que Bolsonaro.
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O deputado federal e candidato à reeleição Lucas Ramos (PSB) e o pré-candidato a deputado estadual Elismar Gonçalves visitaram a Fazenda Velho Chico, localizada no Projeto Maria Tereza, na zona rural de Petrolina. A agenda atendeu ao convite do produtor rural Chiquinho do Muquém, e reuniu trabalhadores e representantes do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Petrolina.
Durante a reunião, Lucas Ramos pontuou sua atuação parlamentar em Brasília voltada ao fortalecimento da agricultura familiar, ao impulsionamento do agronegócio e a garantia dos direitos trabalhistas no campo. Entre as iniciativas debatidas, o parlamentar ressaltou a defesa e a aprovação da manutenção do pagamento do Bolsa Família para trabalhadores safristas mesmo com a carteira de trabalho assinada.
Leia maisO deputado também citou sua luta em defesa do fim da escala de trabalho 6×1, investimentos em saúde e construção de creches para as famílias que moram na zona rural. Em pauta também a retomada de programas de habitação rural e construção de casas para os trabalhadores. “Esse é o time que tem compromisso real com o trabalhador. Nos ajudem para que possamos continuar em Brasília defendendo os anseios do povo petrolinense e pernambucano”, destacou Lucas Ramos.
Histórico de irrigação e fortalecimento de bases
Anfitrião do encontro, Chiquinho do Muquém relembrou a relação histórica da família de Lucas com o desenvolvimento agrícola da região do Vale do São Francisco, citando investimentos estruturadores viabilizados pelo Governo de Pernambuco na gestão de Eduardo Campos:
“Lucas é presente na nossa região desde antes de entrar para a política. Lá atrás, o pai dele, Ranilson Ramos, junto ao saudoso ex-governador Eduardo Campos, implantou mais de 300 hectares de irrigação nos projetos Muquém, Pedra Grande e Porto de Palha — os primeiros projetos de irrigação de Petrolina realizados pelo governo estadual. Hoje, essa área já passa dos 500 hectares irrigados gerando renda e sustento para as famílias”, ressaltou Chiquinho.
Apoios sindicais e alianças regionais
O encontro contou com a participação de Adelina, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Petrolina, que declarou apoio à dupla: “Lucas e Elismar são os meus candidatos a deputados. Com Lucas, já venho caminhando desde 2022. Ele é, de fato, quem tem compromisso com a agricultura e com a valorização do trabalhador rural”, afirmou Adelina.
Elismar Gonçalves enfatizou o alinhamento político e a atuação conjunta pelo Sertão.”Caminhar ao lado de Lucas Ramos é motivo de muito orgulho. Ele é uma liderança dedicada, que conhece a fundo as demandas do homem e da mulher do campo e entrega resultados para Petrolina. Nossa união reforça a representação do povo sertanejo”, pontuou Elismar.
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Nota de esclarecimento
Diante da publicação veiculada pelo Blog do Magno, considero necessário esclarecer que minha manifestação na Câmara Municipal do Recife não foi, em nenhum momento, uma crítica à Jurema Sagrada, à Mestra Ritinha ou às religiões de matriz africana. O meu posicionamento foi direcionado à condução política e à defesa parlamentar da proposição apresentada. A fé e a ancestralidade merecem respeito e justamente por reconhecer a seriedade desses temas, entendo que eles não podem ser reduzidos a disputas políticas ou à produção de recortes para repercussão nas redes sociais.
A expressão “lacração e busca por likes”, utilizada por mim, não qualificou a homenagem, a Jurema Sagrada ou a importância de Mestra Ritinha. Ela se referiu à maneira como o debate político passou a ser conduzido. Durante a apreciação da matéria, manifestei que esperava da autora do projeto uma defesa à altura da relevância da própria proposição. Essa distinção é fundamental para que uma divergência parlamentar não seja apresentada ao público como se fosse uma manifestação de intolerância religiosa.
Leia maisTambém causa preocupação que o exercício legítimo do voto e da crítica parlamentar seja associado a acusações tão graves quanto racismo ou intolerância religiosa. Combater o racismo religioso é uma responsabilidade de todos e uma pauta séria demais para ser banalizada em razão de uma divergência política. Discordar da condução de um projeto não significa atacar a fé que ele pretende homenagear.
Respeito a Jurema Sagrada, sua história, seus mestres, mestras e toda a sua ancestralidade. Ao mesmo tempo, não abro mão da independência do meu mandato, do direito de questionar proposições e de me posicionar de acordo com a minha consciência. Minha crítica foi política e continuará sendo tratada nesse campo. Qualquer interpretação diferente disso não corresponde ao conteúdo nem ao sentido da minha manifestação.
Douglas Brito – vereador do Recife
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Da coluna de Cláudio Humberto
Enquanto o presidente Lula (PT) diz ter orientado o filhote Lulinha a se apresentar à Justiça para responder sobre os rolos dos quais é acusado no Supremo Tribunal Federal (STF), a coluna apurou que, alvo de três inquéritos da Polícia Federal, ele não cogita retornar ao Brasil tão cedo, com medo de ser preso.
Eventual apresentação de Lulinha à Justiça só ocorreria sob a garantia de que não será preso e poderá pegar o primeiro avião de volta para Madri, blindado de PF batendo à porta às 6h da matina.
O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, recebe, hoje, o ator, cantor, compositor e violeiro Jackson Antunes, mineiro que construiu uma carreira de destaque na televisão sem deixar de lado a ligação com a música e suas origens no campo.
Na TV, Jackson deu vida a personagens que ficaram na memória do público. Estreou nas novelas da Globo como o jagunço Damião, na primeira versão de Renascer, em 1993, trabalho que lhe rendeu reconhecimento como ator revelação. Depois, participou de produções como O Rei do Gado, Terra Nostra, A Favorita e A Regra do Jogo. Em A Favorita, viveu Léo, marido violento e abusivo de Catarina, personagem que provocou forte repercussão entre os telespectadores.
No Sextou, Jackson fala também de outra vertente de sua carreira: a música. Cantor, compositor e violeiro, ele relembra gravações de clássicos de Luiz Gonzaga e conta como a música sempre esteve ligada à sua história de vida e às raízes no interior de Minas Gerais.
A conversa passa ainda por episódios marcantes de sua trajetória pessoal. Jackson se emociona ao falar da infância em uma família numerosa e de poucos recursos, da perda do irmão gêmeo logo após o nascimento e da homenagem que fez a ele anos depois ao dar seu nome a um dos filhos. O ator também relata a luta contra um câncer no pâncreas, do qual conseguiu se recuperar.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
Malu Gaspar – O Globo
O contrato de aluguel da mansão em Brasília que a lobista Roberta Luchsinger alugou para Fábio Luís da Silva, o Lulinha, foi fechado em nome de outra pessoa e teve exigência de contrato de confidencialidade. De acordo com informações da imobiliária que alugou a casa, a documentação foi assinada por Rafael Nicolau Arbex, dentista que foi testemunha de Fernando Bittar no processo da Operação Lava-Jato relacionado ao sítio de Atibaia, no qual Lula foi condenado a 17 anos e 1 mês de prisão em 2019.
Bittar era o dono formal do sítio, que foi reformado pela Odebrecht com as empreiteiras OAS e Schahin e o pecuarista José Carlos Bumlai para que Lula o utilizasse. As obras custaram R$ 1,2 milhão em valores da época, segundo perícia da Polícia Federal (PF). Lula alegou não ter relação com a propriedade, mas acabou condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. A sentença, porém, foi anulada em 2021 pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Leia maisNo depoimento à 13ª Vara Federal de Curitiba, em 2018, Arbex afirmou que morava na propriedade de Atibaia de graça a convite de Bittar, mas negou que a família de Lula frequentasse o local. Na ocasião, ele disse conhecer Fábio Luís e Fernando Bittar há 25 anos. A mulher de Fernando, Lilian, é inclusive prima do dentista.
Rafael é também sócio de duas empresas, Tex Serv e Texsaúde, foi procurado em diversos telefones que constam de cadastros públicos mas não foi localizado. De acordo com a imobiliária TRK, que fechou a primeira locação da casa de três quartos e 2.110 metros quadrados em um condomínio fechado à beira do Lago Sul, Roberta Luchsinger visitou o imóvel e participou das reuniões para discutir o aluguel, mas quem assinou foi Rafael.
“Em 2024, nós da TRK fizemos apenas a intermediação da locação da casa, e o locatário no contrato intermediado por nós foi o Rafael Nicolau Fioruci Arbex. A Roberta nunca foi locatária em nenhum contrato intermediado pela TRK. Depois dessa locação, todas as tratativas e eventuais novos contratos foram feitos diretamente entre o proprietário e os envolvidos, sem qualquer participação da TRK”, informou a imobiliária à equipe da coluna.
Nós também procuramos o proprietário da casa, que de acordo com a colunista Bela Megale foi alugada por R$ 28 mil reais. Mas ele se negou a dar informações alegando que assinou um contrato de confidencialidade. Procurado, o advogado Roberto Podval, que representa Roberta, não respondeu até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto.
Já a defesa de Lulinha, encabeçada por Marco Aurélio Carvalho, tem sustentado que o filho do presidente da República nunca morou na mansão do Lago Sul e nem cometeu qualquer irregularidade ou participou de reuniões com empresários ligados à lobista. Em 18 de dezembro de 2025, quando foi alvo de uma das etapas da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do INSS, Roberta Luchsinger publicou em um story no Instagram uma foto dos pés cruzados diante da piscina da casa. “Aos mentirosos, apenas a justiça”, dizia a legenda.
Três funcionários de Roberta relataram que a lobista realizava reuniões discretas no local e que ninguém morava lá. Uma empregada doméstica que trabalhou por sete meses na residência relatou que ela e Lulinha frequentavam a casa pelo menos duas vezes por mês. Zildeni Souza afirmou ainda que o ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, teria participado de um desses encontros.
Roberta, segundo as investigações, também comprou joias de R$ 9 mil para Marcola dar de presente no dia das mães. Elas estão entre as despesas do ex-chefe de gabinete de Lula pagas pela lobista, que de acordo com a própria defesa dele somaram R$ 249 mil reais. Marcola também disse já ter devolvido o dinheiro à lobista.
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O Governo de Pernambuco já convocou e colocou nas ruas 4.456 novos policiais militares, distribuídos em diferentes batalhões do Estado. Em agosto de 2025, foram formados 2.257 novos policiais militares, os chamados “laranjinhas”. Já em maio de 2026, mais 2.199 policiais concluíram a formação e foram incorporados às forças de segurança.
Mas um fato chama a atenção: nenhum desses novos policiais foi destinado ao 9º BPM, em Garanhuns, batalhão responsável pelo policiamento de 15 municípios do Agreste Meridional. Enquanto isso, Garanhuns vem registrando ocorrências de assaltos, arrombamentos e roubos, aumentando a preocupação da população com a segurança.
Não se trata apenas de números. Estamos falando de efetivo, presença policial e segurança para milhares de pessoas. O Agreste Meridional não pode ficar de fora dos investimentos na segurança pública. Garanhuns precisa ser lembrada e o 9º BPM precisa de reforço.
A população quer respostas: por que, depois da formação de 4.456 novos policiais, nenhum foi destinado ao 9º BPM de Garanhuns?
O comitê do candidato a deputado estadual Anderson Luiz ficou lotado de lideranças políticas e apoiadores durante a inauguração, realizada ontem, em Caruaru. O evento contou com a presença do prefeito Rodrigo Pinheiro, do deputado federal Fernando Monteiro e de vereadores. A secretária municipal da Mulher, Luana Marabuco, representou as mulheres, enquanto o presidente da Ceasa, Bruno França, representou a governadora Raquel Lyra.
Durante o ato, Fernando Monteiro destacou o papel do voto e afirmou que iniciou sua quarta caminhada eleitoral de cabeça erguida. Ao falar sobre a parceria com Anderson Luiz, defendeu uma atuação voltada para áreas como saúde, educação e segurança para Caruaru continuar crescendo. O deputado também citou a administração de Rodrigo Pinheiro e afirmou que Caruaru vem avançando em infraestrutura, educação e ações na zona rural. “É prova de competência, de talento, mas é, principalmente, prova de amor à sua gente”, declarou.
Anderson Luiz agradeceu a presença de Fernando Monteiro, de lideranças e destacou sua relação política e pessoal com Rodrigo Pinheiro. Em seu discurso, também mencionou a governadora Raquel Lyra e afirmou que o grupo trabalha com o objetivo de contribuir para o crescimento de Caruaru. Ao falar sobre a caminhada eleitoral, Anderson relatou ainda um conselho recebido da mãe antes de sair de casa: “Cada pessoa que você apertar a mão, é um compromisso que você assume de melhorar a vida daquelas pessoas”.
