Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
A entrevista que custou o cargo de secretário
“Ecos de uma jornada”, biografia do ex-ministro José Jorge, de autoria do jornalista Ângelo Castelo Branco, traz revelações muito interessantes sobre bastidores políticos. Um deles, com final infeliz para o personagem, ocorreu no Governo Joaquim Francisco (91-94), do qual fui secretário de Imprensa por apenas um ano, em 1991.
Já de volta ao Diário de Pernambuco, onde passei a assinar a coluna semanal Periscópio, soube que José Jorge, então secretário de Educação e licenciado do mandato de deputado federal, estava com planos de participar da revisão da Constituição Cidadã em 1994, último ano da gestão Joaquim.
Leia maisJorge topou a entrevista, que rendeu uma página inteira no velho DP, isso faltando ainda um ano e meio para a revisão da Constituição. A manchete foi na linha de que o secretário iria se afastar do Governo, mas só na época da convocação para o processo da revisão. Eu havia saído do Governo brigado com Joaquim, que não gostou do que leu. Primeiro, pelo teor. Segundo, porque se sentiu traído: um auxiliar dando entrevista a um jornalista com o qual havia cortado relações.
A entrevista, publicada num domingo, teve ampla repercussão, porque passou a ideia, segundo Joaquim deixou vazar, de que José Jorge, com um excelente desempenho na pasta, estava contando os dias para deixar o Governo e voltar para o Congresso, em Brasília.
Nada disso era verdade. Pelo contrário, José Jorge estava adorando voltar a dirigir uma secretaria que já havia tutelado. E, como parlamentar, tinha todo o direito de contribuir na revisão da Constituição com propostas de correção dos excessos ou falhas na Carta Magna cometidas por senadores e deputados.
Colérico, Joaquim mandou o então secretário de Governo, Luiz Alberto Passos, ligar para José Jorge. “Se ele quer deixar o Governo, que deixe agora. Mande esse recado para ele”, ordenou Joaquim. Político experiente e respeitado, José Jorge não entregou o cargo.
“Se, para integrar o governo, foi ele (Joaquim) que me convidou pessoalmente, é ele que tem que me comunicar pessoalmente também as razões do meu afastamento”, bateu o pé. Luiz Alberto levou a queixa a Joaquim, e este cedeu. Recebeu Jorge em seu gabinete para uma conversa demorada, mas não recuou da decisão.
Tempos depois, assisti ao próprio José Jorge contar essa história aos jornalistas, dizendo que havia incluído em seu currículo um fato inédito: demitido de um governo por ter dado uma entrevista a mim.
NOITE CONCORRIDA – Faz tempo, segundo o cerimonial do Tribunal de Contas da União, o salão nobre da instituição não promovia um lançamento de livro tão concorrido em Brasília quanto o de José Jorge na última terça-feira. Dos nove ministros do TCU, cinco compareceram à cerimônia, que também reuniu nomes como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e senadores, entre eles o pernambucano Fernando Dueire (MDB).

A fama pelo lado negativo – Antes de abrir a sessão de autógrafos, o ex-ministro José Jorge fez um breve discurso no qual revelou sensibilidade e sapiência. Fez a plateia rir quando disse que, no Brasil, os políticos contrariam uma regra básica para atingir a fama: a exploração do seu lado nefasto. “Um artista fica famoso porque canta bem e tem boas músicas. Já um pintor, pelas suas obras de arte. Mas os políticos ficam conhecidos pelo mal que fazem, pelos escândalos. Político bom e de elevado espírito público nunca chega aos píncaros da glória”, disse, em tom bem-humorado.
Embate inédito – O plenário do Supremo Tribunal Federal será palco, hoje, do primeiro embate público, transmitido em rede nacional, a respeito do rumo das investigações que abarcam, entre outros, o caso Master. Será no julgamento da confirmação ou não de uma liminar concedida pelo ministro André Mendonça que ordenou a prorrogação automática da CPMI do INSS caso a cúpula do Congresso não lesse em 48 horas o requerimento do colegiado solicitando mais prazo para a investigação. A tendência é a derrubada da liminar por um placar elástico.
Novas regras – O Supremo Tribunal Federal (STF), aliás, decidiu, ontem, estabelecer uma série de regras para verbas indenizatórias que turbinam salários do Judiciário e do Ministério Público acima do teto constitucional, hoje em R$ 46,3 mil — equivalente ao salário de um ministro da Corte. Os ministros acompanharam um voto conjunto de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes. A proposta aprovada estabelece uma regra de transição que prevê, em um primeiro momento, que as verbas indenizatórias pagas a membros do Judiciário e do Ministério Público sejam limitadas a 35% do teto constitucional.

Dueire sem o MDB – Em entrevista, ontem, ao Frente a Frente, o presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (MDB), previu que, se a governadora Raquel Lyra (PSD) confirmar o senador Fernando Dueire (MDB) em sua chapa como candidato à reeleição, este terá que se abrigar em outra legenda. “O MDB estará no palanque de João”, afirmou, citando ainda encontro que teve com o presidente nacional, Baleia Rossi (SP), durante sua passagem, nos últimos dois dias, por Brasília. “Baleia não tem sinalizado de que haverá mudança de rumo no que foi traçado para o partido em Pernambuco”, afirmou.
CURTAS
VERGONHA 1 – Um em cada quatro magistrados dos Tribunais de Justiça estaduais e do Distrito Federal recebeu mais de R$ 1 milhão acima do teto constitucional em 2025. A conclusão é de estudo da Transparência Brasil e da República.org publicado na última terça-feira. A pesquisa analisou dados sobre o contracheque de 15.000 juízes e desembargadores.
VERGONHA 2 – O levantamento identificou que 3.819 magistrados ultrapassaram a marca de R$ 1 milhão em pagamentos além do limite no ano passado. O teto constitucional atualmente é de R$ 46.366,19. Corresponde ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal e deve ser seguido por todos os Poderes e entes da federação.
PODCAST – O entrevistado do podcast da próxima terça-feira será o ex-deputado José Carlos Aleluia, pré-candidato ao Governo da Bahia pelo Novo. Teve seis mandatos federais pela Bahia e foi presidente da Chesf. Na pauta, as eleições e os escândalos nacionais.
Perguntar não ofende: Por que o Governo Lula despenca?
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Em ato realizado nesta quarta-feira (25) em Brasília, nas Câmaras dos Deputados, o deputado federal Fernando Rodolfo assumiu oficialmente o comando da federação formada por PRD e Solidariedade em Pernambuco. A ocasião aconteceu na liderança do PRD e reuniu dirigentes nacionais das duas legendas.
A articulação da chapa proporcional ficará sob responsabilidade do pastor Edinazio Silva, que assumirá a presidência estadual do Solidariedade. Ele terá papel central na montagem do grupo que disputará as eleições de 2026.
O evento contou com a presença de dirigentes nacionais das duas siglas, como Jorcelino Braga, Fred Costa e Paulinho da Força. As informações são do JC.
Leia maisEm entrevista ao Blog Cenário, o deputado ressaltou que, a partir do fechamento da janela partidária, o PRD irá trabalhar para ficar alinhado com a governadora Raquel Lyra (PSD).
“Todo mundo sabe disso, não é novidade nenhuma o meu apoio à governadora Raquel e nós vamos ter oportunidade, logo após o prazo de filiação partidária, de sentar com ela e trabalhar um projeto em conjunto para continuidade do governo dela em Pernambuco”, completou Fernando.
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O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) encaminhou nesta quarta-feira sua filiação ao PSB para ser candidato a governador de Minas Gerais. Os ajustes para a pré-candidatura foram debatidos durante um jantar, Brasília, com o presidente do partido, João Campos, e outros integrantes da legenda, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, a deputada Tabata Amaral (SP) e o ex-presidente da sigla Carlos Siqueira.
Pacheco deve dar palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. O presidente do PT, Edinho Silva, já havia conversado com João Campos nos últimos dias sobre a negociação para viabilizar a candidatura de Pacheco a governador. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNo PT, o cenário já é dado como certo. Mas o PSB ainda não fez um anúncio oficial. Gleide Andrade, secretária de Finanças do PT, comemorou.
— Minas respira liberdade e alívio com o anúncio da pré-candidatura de Pacheco, um estado como nosso merece um governador a sua altura. Pacheco reúne todos predicados para nos governar, com sua candidatura Minas não faltará ao Brasil, garantido mais uma vez a vitória ao presidente Lula.
O senador precisará trocar de legenda para disputar o governo de Minas Gerais, já que o PSD filiou o governador Matheus Simões no final do ano passado com a intenção de lançá-lo candidato.
Nas últimas semanas, Pacheco conversou com integrantes do MDB e do União Brasil, mas não houve acordo.
No início de março, o senador conversou com dirigentes do MDB e ficou estabelecido que o partido não é, neste momento, uma opção para sua eventual filiação, por já ter o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo como pré-candidato ao governo de Minas Gerais em 2026.
Segundo interlocutores do MDB mineiro, a legenda chegou a cogitar filiar o senador, mas somente se isso acontecesse depois do dia 4 abril, período que, pela Justiça Eleitoral, impossibilitaria Pacheco de ser candidato pelo partido.
A hipótese acabou descartada por ambos os lados durante a conversa e o parlamentar não chegou a ser formalmente convidado para entrar no partido.
Da mesma forma, a federação União-PP deve embarcar na candidatura de Simões, do grupo do ex-governador Romeu Zema (Novo).
O MDB e o PP de Minas Gerais são mais próximos da oposição do que de Lula e resistem a dar palanque para o petista no estado.
A maior desvantagem em relação ao PSB é o tamanho do partido, que é menos expressivo que as outras alternativas que chegaram a ser estudadas para Pacheco se filiar.
Há o fato de o fundo partidário da legenda ser pequeno na comparação com as outras legendas e o montante ter que ser dividido entre candidaturas a deputados federais e a governador. Por outro lado, partidos maiores da coligação, como o PT, podem ser uma solução para viabilizar a campanha de Pacheco.
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Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vão discutir conjuntamente a tramitação de propostas sobre as verbas indenizatórias pagas ao serviço público, conhecidas como penduricalhos.
Em entrevista a veículos da Paraíba, Hugo afirmou que o Congresso Nacional não tem interesse em pautar legalização de penduricalhos. As informações são da CNN.
“A Câmara dos Deputados tem o compromisso de não pautar nenhuma matéria que legalize o pagamento extrateto. Entendemos que a sociedade cobra, principalmente do Congresso, muito rigor com aquilo que está pré-estabelecido”, afirmou Hugo.
Leia maisUm grupo de trabalho foi formado com funcionários do legislativo e do judiciário para fazer um levantamento do quanto é pago para além do teto salarial do funcionalismo.
Reservadamente, líderes da Câmara veem dificuldades do Congresso entrar no tema dos penduricalhos tão cedo, mesmo diante do recado do Supremo. A questão é que não enxergam timing para isto tão cedo.
Os parlamentares estão envolvidos com filiações partidárias e nas confecções de chapa para as eleições. Deputados ponderam, no entanto, que em algum momento será necessário entrar no tema.
Nesta quarta-feira (25), o STF definiu restrições no pagamento de penduricalhos até que o Congresso edite uma regra geral sobre verbas indenizatórias. O STF estima uma economia de R$ 7,3 bilhões por ano.
Com a tese estabelecida nesta quarta pelo plenário, as verbas indenizatórias poderão somar no máximo 35% do subsídio dos ministros da Corte, hoje fixado em R$ 46.366,19, o que representa até R$ 16.228,16 em adicionais.
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No encontro entre Michelle Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ex-primeira dama garantiu que Jair Bolsonaro não ficará sozinho “um minuto sequer” enquanto estiver cumprindo pena em regime domiciliar.
A informação é de auxiliares de Michelle que estiveram com ela após a audiência que aconteceu na segunda-feira (23). As informações são do g1.
Leia maisO posicionamento veio após Moraes lembrar a tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente, em novembro de 2025. Episódio foi o estopim para que ele fosse retirado da prisão domiciliar e colocado em uma cela da Polícia Federal em Brasília.
Bolsonaro utilizou um ferro de soldar para tentar danificar o dispositivo. O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) do Distrito Federal registrou o alerta de “violação do dispositivo”.
Prisão domiciliar será reavaliada
Bolsonaro pode perder prisão domiciliar se fizer alguma atuação política. Esse foi o recado que o ministro Alexandre de Moraes mandou ao ex-presidente e seu grupo político, ao conceder a prisão domiciliar temporária para o ex-presidente, com necessidade de revisão daqui a 90 dias.
Ou seja, Bolsonaro ficará sob observação. Se melhorar de saúde e passar a fazer política de dentro de casa, Moraes pode não renovar a prisão domiciliar humanitária.
Os advogados do ex-presidente criticam a prisão domiciliar temporária, lembrando que o mesmo não foi feito com Fernando Collor. Porque para Bolsonaro e não para Collor, questionam.
A resposta estará no comportamento do ex-presidente no cumprimento de sua prisão dentro de casa.
“Alexandre de Moraes quer fazer Bolsonaro seu refém, impedindo sua atuação como líder político. A gente celebra pelo lado humanitário, ameniza, mas a decisão dele deixa claro que ele quer controlar o ex-presidente”, afirmou o líder do PL, Sóstenes Cavalcante.
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O deputado federal Guilherme Uchoa Junior tornou-se o mais novo integrante do Partido Social Democrático (PSD) ao se filiar à legenda, nesta quarta-feira (25), na Câmara dos Deputados, reforlçando a bancada federal no partido, que é comandado em Pernambuco pela governadora Raquel Lyra.
Para o deputado, a decisão é resultado de um amplo diálogo com lideranças da sigla, como o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, e o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. As informações são do Blog da Folha.
Leia mais“Estou muito feliz de entrar para os quadros do PSD e abraçar o time da governadora Raquel, o time de Pernambuco. O meu lado é o lado do povo do nosso Estado”, afirmou. Cumprindo o seu primeiro mandato na Casa Legislativa, o parlamentar chega ao partido com uma agenda em prol do desenvolvimento do Estado e da geração de oportunidades para a população, em sintonia com a conduta do partido em todo o Brasil.
Já a governadora Raquel Lyra destacou que a filiação de Uchoa Junior e as articulações recentes no diretório estadual da legenda são fruto de um caminho construído através da união e do diálogo.
“No PSD, fazemos política fazendo amigos. Onde muitos apostam na divergência, eu aposto na convergência, no diálogo, no amor e no trabalho. Guilherme chega ao nosso time para somar e para representar o nosso partido na Câmara, e tenho certeza de que o seu trabalho em prol do nosso povo terá continuidade, agora, com nossa acolhida e muitas parcerias que virão”, ressaltou a presidente estadual do PSD.
Para o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o parlamentar recém-filiado representa um grande quadro, e vai ao encontro do que a direção do partido tem buscado.
“O PSD está crescendo, e não é qualquer crescimento. Estamos crescendo com cuidado, zelo e qualidade. Em Pernambuco, já somos o maior partido, graças à articulação da governadora Raquel Lyra”, pontuou
O ato de filiação contou ainda com a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, do deputado federal Fernando Monteiro (PSD-PE), do líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), do vice-presidente do partido em Pernambuco e secretário de Infraestrutura, André Teixeira Filho, e de prefeitos e vereadores, reforçando a articulação política em torno do fortalecimento do partido em Pernambuco.
Trajetória
Guilherme Uchoa Junior tem, em sua trajetória política, forte influência do pai, Guilherme Uchoa, que presidiu a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) por seis mandatos consecutivos. O deputado defende o empreendedorismo como ferramenta para promover crescimento econômico, além de ampliar o acesso à saúde e à educação de qualidade, e em defesa do povo pernambucano.
Na Câmara dos Deputados, exerce a função de secretário de Participação, Interação e Mídias Digitais e atua como titular na Comissão de Viação e Transportes.
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As primeiras contratações da Chamada Nordeste devem ser efetivadas até junho de 2026, segundo instituições financeiras que integram o Comitê Regional de Instituições Financeiras Federais (Coriff). A informação foi apresentada durante a 6ª reunião do colegiado, realizada na sede da Sudene, no Recife. Ao todo, a iniciativa selecionou 189 projetos estratégicos, que somam R$ 113 bilhões em investimentos em áreas como transição energética, bioeconomia, hidrogênio verde, data centers e setor automotivo.
De acordo com o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, a expectativa é aprovar ao menos um projeto por estado até o primeiro semestre. “A Chamada Nordeste superou expectativas, com uma demanda 11 vezes superior ao volume de recursos inicialmente previsto. Nosso foco agora é transformar esse potencial em investimentos concretos”, afirmou. Para acelerar o processo, foi definido um monitoramento contínuo das propostas, divididas entre 53 projetos em estágio mais avançado e 146 que ainda demandam evolução técnica.
Durante a reunião, também foram discutidas estratégias para ampliar investimentos em turismo e infraestrutura social. O presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, destacou o aumento dos recursos disponíveis para o setor. “Ampliamos significativamente o volume de crédito para o turismo”, disse. Já representantes do BNDES apresentaram dados sobre projetos de infraestrutura social e ressaltaram a necessidade de ampliar o acesso ao crédito por parte dos municípios da Região.
O prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, usou a rede social X, no início da tarde desta quarta-feira (25), para criticar a utilização das imagens das deputadas federais trans Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG) pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) em um álbum de reconhecimento de suspeitos de roubo de celular ocorrido em 24 de fevereiro de 2025, no bairro Boa Vista, no Recife. As informações são do Blog da Folha.
“É revoltante e inaceitável que Duda Salabert e Erika Hilton tenham suas imagens usadas dessa forma. Minha solidariedade às duas e é preciso que seja feita uma apuração rigorosa com responsabilização, porque não há espaço para ódio em uma democracia”, postou o prefeito.
Leia maisDuda enviou um ofício à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco no qual pede explicações e a retirada imediata das imagens dela e de Erika de qualquer material usado para identificação de suspeitos.
Afirmou, ainda, que o episódio apresenta indícios de transfobia institucional e reforça estigmas contra pessoas travestis e transexuais.
Erika também se manifestou. Definiu o uso das fotos como uma prática “racista e transfóbica” e acrescentou que o álbum foi construído com base em características identitárias, e não físicas, e informou que está acionando órgãos competentes para apuração do caso.
Ainda às 9h45, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), também se manifestou, classificando o episódio como “inadmissível” e determinando a abertura de apuração pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social.
“Inadmissível o uso da imagem das deputadas federais Duda Salabert e Érika Hilton pela Polícia Civil de PE. Determinei apuração rigorosa com abertura de processo na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. Preconceito e violência simbólica não são tolerados em PE”, postou Raquel.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu, nesta quarta-feira (25), critérios para o pagamento das verbas indenizatórias – chamadas de “penduricalhos” – para os juízes e os integrantes do Ministério Público.
Foram autorizados alguns pagamentos indenizatórios, até o limite de 35% do valor do teto constitucional, correspondente ao valor da remuneração dos ministros do Supremo – atualmente em R$ 46.366,19. Isso significa que os penduricalhos podem chegar a até R$ 16.228,16. As informações são do g1.
Leia maisO STF liberou ainda o benefício por tempo de carreira, também limitado a 35% do teto constitucional. Na prática, somando os dois tipos de verbas, foi pertimitido o pagamento de até R$ 32.456,32 mais o salário mensal, podendo chegar a R$ 78.822,32.
Os ministros aprovaram uma tese que detalha as parcelas indenizatórias e auxílios permitidos, enquanto não houver uma lei que regulamenta o tema, a ser aprovada pelo Congresso Nacional. A decisão terá vigênia a partir do mês-base abril de 2026 para a remuneração referente ao mês maio de 2026.
Também fixaram que esses valores serão padronizados e seguirão a regras de transparência detalhadas em resolução conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
A decisão foi tomada no âmbito de ações que tratam do pagamento de verbas acima do teto constitucional, conhecidas como “penduricalhos”. Decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes limitaram o custeio destes valores. O tema começou a ser deliberado no fim de fevereiro.
Agora, os relatores apresentaram um voto conjunto e uma proposta de tese, ou seja, um resumo dos entendimentos que será usado para o Poder Judiciário e o Ministério Público. A Corte reafirmou que o pagamento deve obedecer ao teto e que o regime remuneratório dos juízes e integrantes do Ministério Público são equiparados.
O presidente da Suprema Corte, ministro Edson Fachin, afirmou que “não há nenhuma flexibilização do limite do teto, a não ser para torná-lo ainda mais rigoroso”.
Pagamentos autorizados
Pela decisão, enquanto não editada a lei para regulamentar o tema, é possível a concessão das seguintes verbas:
O limite máximo da soma de todas as previsões de parcelas será de 35% do teto constitucional.
Exceções
Os ministros definiram ainda que ficam de fora dos limites os pagamentos de:
Padronização e transparência
Os ministros também definiram que os valores das parcelas indenizatórias mensais e auxílio autorizados serão padronizados e fixados em resolução conjunta do CNJ e do CNMP.
Pagamentos de valores retroativos reconhecidos por decisão judicial ou administrativa anteriores a fevereiro de 2026 estão suspensos até definição de seus critérios na resolução conjunta. Além disso, só poderão ser realizados após referendo do STF.
Proibições
A gratificação para pagamentos para quem acumula funções será paga apenas quando o trabalho for exercido em mais de um órgão da justiça, em varas distintas.
Além disso, foi vedada a concessão do pagament quando as funções a serem exercidas forem inerentes ao cargo de magistrado, como atuação em turmas, sessões e plenário, comissões, atuação no Conselho Superior da Magistratura.
A regra também vai ser aplicada integralmente à gratificação por acúmulo de função no âmbito do MP.
O STF também decidiu que os pagamentos de todas as demais parcelas indenizatórias ou auxílios previstos em decisões administrativas, resoluções, leis estaduais são inconstitucionais, devendo ser interrompidos imediatamente.
Também foi proibida a conversão em pagamento em dinheiro de licença prêmio, licença compensatória por exercício de plantão judiciário e de custódia ou qualquer outra licença ou auxílio cujo pagamento não esteja expressamente autorizado na tese.
Criação e alteração de verbas
O Supremo também determinou que a criação ou alteração de verbas de caráter indenizatório, remuneratório ou auxílios somente poderão ser realizadas por lei federal ou por decisão do tribunal, por ação apresentada diretamente na Corte.
Tribunais de contas, defensorias e advocacia pública
A tese fixou também que Tribunais de Contas, Defensorias Públicas e a Advocacia Pública deverão respeitar o teto constitucional.
Assim, fica proibida a criação ou manutenção de verba indenizatória ou auxílio instituídos por resolução ou decisão administrativa.
Os pagamentos dos valores retroativos reconhecidos por decisão judicial anteriores a fevereiro de 2026 estão suspensos, ficando condicionados a critérios a serem fixados pelo CNMP e CNJ.
Além disso, o pagamento de honorários advocatícios da advocacia pública não poderá superar o teto remuneratório da Constituição.
Estas instituições também deverão publicas, mês a mês, em suas páginas na internet, o valor pago a seus integrantes.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (25) que avalia renovar a chapa presidencial com o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Durante evento de inauguração de novas áreas do Hospital da UFSCar, em São Carlos, Lula disse que Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e poderá concorrer novamente como vice em sua chapa. As informações são da CNN.
Leia mais“Alckmin vai se afastar do MDIC. Mesmo que seja candidato a vice comigo vai ter que se afastar. Tem gente olhando o lugar dele e vou conversar depois”, declarou o presidente.
Lula também mencionou o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), como possível nome para compor a chapa. “Camilo não é candidato, mas vai se afastar pra ficar de olho na expectativa. Se precisar, ele é candidato”, afirmou.
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Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Recém-filiado ao MDB, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto, afirmou que o acordo com a executiva nacional da legenda é de que o MDB esteja no palanque do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que vai concorrer ao Governo do Estado em outubro contra a governadora Raquel Lyra (PSD).
Porto esteve em Brasília e participou, na última terça-feira (24), da solenidade de comemoração dos 60 anos do MDB, ao lado do deputado federal Baleia Rossi, presidente nacional do partido, e do presidente estadual da sigla, Raul Henry. Na ocasião, concedeu entrevista ao titular deste blog e revelou detalhes da negociação.
Leia mais“A gente teve uma conversa há 15 dias com o presidente nacional, deputado Baleia Rossi, e o que foi posto é que está tudo encaminhado para que o MDB em Pernambuco fique no palanque do prefeito candidato ao governador, João Campos. Então, foi uma conversa muito boa, aberta”, afirmou, acrescentando: “Eu não ia entrar com minha filiação se não tivesse essa garantia, se não tivesse tido a conversa com o presidente Baleia Rossi”.
Divisão interna e decisão judicial
O MDB de Pernambuco vive uma divisão interna com alguns membros que pretendem levar a legenda para o palanque da governadora Raquel Lyra, como o senador Fernando Dueire, que almeja uma vaga na chapa da gestora para buscar a reeleição ao Senado, e o deputado estadual Jarbas Filho, que também pretende renovar o mandato na Alepe.
A legenda também aguarda decisão judicial sobre ação movida por diretórios municipais que apontaram irregularidades na Convenção Estadual que elegeu Raul Henry presidente da legenda. Álvaro Porto disse acreditar que, se for preciso formar uma comissão provisória na sigla em Pernambuco após decisão da Justiça, a executiva nacional deverá indicar membros do grupo que estão alinhados ao prefeito João Campos.
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Por Wellington Fonseca*
O Brasil não acabou com a fila do INSS. Apenas a escondeu.
Saiu a madrugada nas portas das agências. Entrou a espera silenciosa nos sistemas digitais. A promessa de modernização virou, na prática, uma forma mais eficiente de administrar a demora.
Quando a Portaria nº 1.919/2026 foi editada, o país já acumulava mais de 3 milhões de pedidos de benefícios pendentes de análise. Não é um número trivial. É um diagnóstico.
Enquanto isso, a legislação administrativa brasileira estabelece prazos que, em regra, não deveriam ultrapassar 45 dias para decisão. A distância entre o que a lei prevê e o que o Estado entrega deixou de ser um desvio — virou método.
Leia maisDiante do colapso, a solução encontrada não foi estrutural. Foi gerencial.
Criou-se uma fila nacional unificada e, com ela, uma triagem: alguns benefícios passam na frente; outros ficam para depois — sem prazo, sem previsibilidade, sem qualquer garantia real de quando serão analisados.
É aqui que a questão deixa de ser administrativa e passa a ser constitucional.
O Estado brasileiro decidiu, na prática, que não conseguirá cumprir sua própria promessa de proteção social — e, em vez de enfrentar o problema, optou por hierarquizar direitos.
Não se trata de eficiência. Trata-se de escolha.
Escolhe-se quem espera menos. E, implicitamente, quem pode esperar mais.
Mas quem pode esperar mais quando se fala de previdência?
O trabalhador incapacitado? A gestante sem renda? O idoso sem meios de subsistência?
A demora, nesses casos, não é um detalhe burocrático. É um fator de agravamento social. É fome, é dívida, é doença sem tratamento.
E o mais grave: isso não é imprevisível. Não é excepcional. Não é temporário.
É estrutural, conhecido e reiterado.
A fila do INSS não decorre de um evento inesperado. Ela é resultado direto de anos de redução do quadro de servidores, aumento da demanda e ausência de investimento compatível com o tamanho do sistema.
Ainda assim, a resposta institucional foi normalizar a fila.
A Portaria nº 1.919/2026 não resolve o problema. Ela o administra. E, ao fazer isso, transforma a demora em política pública.
Há, aqui, um ponto que não pode ser ignorado: a possível responsabilidade do Estado por essa omissão estrutural.
Quando milhões de pessoas têm acesso a um direito fundamental sistematicamente retardado, não se está diante de um simples gargalo administrativo. Está-se diante de uma falha massiva na prestação de um serviço público essencial.
E falhas massivas, quando previsíveis e evitáveis, não são neutras do ponto de vista jurídico.
A Constituição de 1988 prometeu mais do que direitos no papel. Prometeu efetividade.
Prometeu que o cidadão não dependeria da sorte — nem da classificação do seu pedido em uma fila institucional — para acessar aquilo que já lhe é devido por lei.
Quase quatro décadas depois, a realidade impõe um constrangimento: o segurado precisa torcer para que seu benefício esteja entre os “prioritários”.
É difícil conciliar esse cenário com o ideal defendido por Ulysses Guimarães ao promulgar a chamada Constituição Cidadã.
Porque, no fim, a mensagem que se transmite é simples — e grave:
O Estado não nega o direito.
Ele apenas adia.
E, ao adiar indefinidamente, esvazia.
*Advogado previdenciário e professor universitário
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