Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
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Do Poder360
A disputa ao governo estadual pode ser decidida no 1º turno das eleições em 7 unidades da Federação. As pesquisas mais recentes registradas na Justiça Eleitoral indicam candidatos com ampla vantagem em relação aos demais concorrentes.
Para vencer sem a necessidade de 2º turno, o candidato precisa obter 50% dos votos válidos mais 1 voto, segundo a Constituição de 1988. O Poder360 reuniu as pesquisas eleitorais mais recentes com íntegras disponíveis de cada Estado. A partir das intenções de voto registradas em cada levantamento, calculou a porcentagem de votos válidos projetada para o momento atual.
Leia maisEis os governadores que lideram com margem para vitória em 1º turno: AP – Dr. Furlan (PSD); MA – Eduardo Braide (PSD); MS – Eduardo Riedel (PP); PI – Rafael Fonteles (PT); RR – Arthur Henrique (PL); SC – Jorginho Mello (PL); SP – Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Todos os líderes na disputa tentam a reeleição ao cargo. Do grupo, só Rafael Fonteles é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Arthur Henrique, Eduardo Riedel, Tarcísio de Freitas e Jorginho Mello mantêm alinhamento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No caso do Maranhão, há um movimento que tenta ligar Braide ao candidato do PL, mas não há declarações oficiais de apoio.
Considerando brancos, nulos e indecisos, a maior vantagem registrada se dá no Piauí, onde Fonteles lidera as intenções de voto, com 62,4%. O resultado consta em pesquisa AtlasIntel/Meio Norte divulgada em 3 de setembro.
Disputas acirradas
Em outros quatros Estados, o cenário é de embate entre os dois candidatos mais competitivos, ambos próximos dos 50% das intenções de voto e em situação de empate técnico. Nesses locais, a polarização do eleitorado pode criar uma espécie de “2º turno antecipado”, aumentando as chances de uma vitória já em 4 de outubro.
Eis os estados com disputa acirrada: AL – Renan Filho (MDB) e JHC (PSDB); BA – ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT); CE – Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB); PE – João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD).
O cenário é dinâmico. O número de candidatos com chance de vitória antecipada pode mudar à medida que a movimentação política altera a intenção de voto do eleitorado. Como as eleições ainda estão a 1 mês de distância, os números podem mudar.
Por exemplo, em 2 de setembro de 2026, o Poder360 mostrou que 9 governadores apresentaram ampla vantagem nas pesquisas e podiam se eleger ainda em 1º turno. Em só uma semana, Raquel Lyra e Eduardo Paes perderam a vantagem e o número caiu.
15 eleitos em 2022
Nas eleições de 2022, 14 Estados e o Distrito Federal definiram a disputa para governador no 1º turno. Outras 12 unidades da Federação tiveram 2º turno. Eis a lista dos governadores eleitos no 1º turno em 2022:
AC – Gladson Cameli (PP); AP – Clécio (União Brasil, na época filiado ao SD); CE – Elmano de Freitas (PT); DF – Ibaneis (MDB); GO – Ronaldo Caiado (PSD, na época filiado ao União Brasil); MA – Carlos Brandão (MDB, na época PSB); MT – Mauro Mendes (União Brasil); MG – Romeu Zema (Novo); PA – Helder Barbalho (MDB); PR – Ratinho Júnior (PSD); PI – Rafael Fonteles (PT); RJ – Cláudio Castro (PL); RN – Fátima Bezerra (PT); RR – Antonio Denarium (Republicanos, na época filiado ao PP); TO – Wanderlei Barbosa (Republicanos).
Proporcionalmente, as maiores votações em 1º turno na eleição de 2022 foram registradas no Pará (Helder Barbalho), no Mato Grosso (Mauro Mendes) e no Paraná (Ratinho Júnior), com percentuais próximos de 70% dos votos válidos.
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Do Blog da Folha
A governadora e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra, realizou, neste sábado (5), uma caminhada em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, ao lado da vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause (PSD), e dos candidatos ao Senado na chapa governista, os deputados federais Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).
No ato de campanha na cidade administrada pelo prefeito Sivaldo Albino (PSB), aliado do candidato do PSB e adversário da chefe do Executivo estadual na disputa pelo governo, João Campos, Raquel discursou sobre entregas e ações no município.
Leia mais“Essa onda de amor, a nossa onda cabe todas as cores. A gente acredita na potência do nosso estado, na força da união sem querer separar ninguém. Estamos aqui pelo amor a Pernambuco. Eu sou filha desse interior e eu sei o quanto nos custou não ter um governo que enxergasse quem vive aqui e é por isso que vocês me levaram para o Palácio do Campo das Princesas. A gente já, já vai ter o Hospital Mestre Dominguinhos pronto, já, já nós vamos ter o Hospital da Mulher pronto, o IML está na reta final da obra, tem novas creches, tem mais estrada, tem mais água. Pernambuco voltou!”, disse Raquel.
Segundo Raquel, a administração dela destinou ao Hospital Mestre Dominguinhos R$ 125,8 milhões e mais R$ 39,6 milhões estimados para a equipagem da unidade. Também no ato, a governadora destacou a parceria com o governo federal e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a construção da maternidade no município, a duplicação da BR-423 e a retomada da Transnordestina e realçou a articulação dela para viabilizar essas e outras ações com a gestão federal como parceira.
“Eu quero aqui fazer um agradecimento especial à parceria com o presidente Lula. A maternidade de Garanhuns é uma parceria com o governo federal, mas foi mainha que foi buscar o dinheiro lá. A BR-423 está em obra, estamos acompanhando de perto, a Transnordestina voltou e não vamos parar por aí”, afirmou a chefe do Executivo pernambucano.
Acompanharam Raquel os prefeitos de Saloá, Júnior de Rivaldo; de Águas Belas, Dr. Elton Martins; de Bom Conselho, Edézio Ferreira Filho; de Terezinha, Arnóbio Gomes; de Jurema, Branco de Geraldo; de Palmares, Júnior de Beto; de São João, Wilson Lima; de Capoeiras, Nego do Mercado; e de Lagoa dos Gatos, Stênio Fernandes; além de parlamentares e outras lideranças.
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A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) quer que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar nos casos em que foi citado na investigação do Banco Master.
Em nota divulgada neste sábado (5), a entidade manifestou “indignação e preocupação com a instauração” de uma apuração pela Procuradoria-Geral da República. O Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial mira a conduta da PF na elaboração do relatório que citou conversas do banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, além do próprio Gonet. As informações são do UOL.
Leia maisA ADPF pediu que Gonet “se declare impedido e se abstenha de praticar atos, seja como fiscal da lei, seja como titular do controle externo”. O impedimento se refere aos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado.
Mensagens trocadas por Vorcaro, que constam do relatório da PF, indicaram proximidade entre o banqueiro e Gonet. O PGR atua nos procedimentos em que o empresário é alvo.
O banqueiro usou um emissário, o advogado Ciro Soares, para conversar com Gonet. Vorcaro incluiu o PGR no seleto rol de convidados de uma degustação de charutos e do uísque Macallan realizada em Londres.
Em 28 de março, Gonet disse que estava “com saudade” de Vorcaro e disse estar torcendo por ele. “Que bom! Estou na torcida por vocês”, disse. Horas após a divulgação do documento, o chefe do Ministério Público Federal pediu o arquivamento do caso.
Os delegados também pediram que o procedimento instaurado pela PGR seja arquivado. Segundo a entidade, trata-se de “via inadequada ao questionamento de ato do STF”. “E que os fatos que vieram à tona pela operação Compliance Zero sejam apurados em toda a sua extensão, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas.”
“A associação prestará integral assistência aos associados alcançados por procedimentos instaurados nessas circunstâncias. Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a ADPF.
A associação representa mais de 2.300 delegados da PF. A entidade registrou que os profissionais produziram o relatório por determinação do relator do caso, o ministro André Mendonça.
“Os delegados e servidores que dele participaram cumpriram ordem judicial, nos estritos limites nela fixados, sem margem para juízo próprio de conveniência sobre o que lhes foi determinado pelo juízo competente”, disse a ADPF, em nota.
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A nova pesquisa do Instituto Amostragem, divulgada ontem (4), aponta ampla vantagem do governador Rafael Fonteles (PT) na disputa pelo Governo do Piauí. Considerando apenas os votos válidos, Rafael aparece com 73,48%, contra 20,89% de Joel Rodrigues (Progressistas). A diferença entre os dois principais candidatos chega a 52,59 pontos percentuais. As informações são do Meio News.
A pesquisa do Instituto Amostragem ouviu de 29 de agosto a 2 de setembro, 1.137 eleitores, sendo 260 em Teresina, distribuídas por 49 municípios de diferentes regiões do estado. Tem margem de erro de 2,85 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estatístico responsável é João Batista Teles. O levantamento foi contratado pelo Sistema Timon de Radiodifusão / TV Meio Norte e está registrado sob os números PI-05542/2026 e BR-04775/2026.
Por Alex Fonseca
Do Blog da Folha
O candidato ao Senado pelo PL, o deputado federal Mendonça Filho, e apoiadores do candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, se encontraram neste sábado (5), no Mercado da Encruzilhada, Zona Norte do Recife, e trocaram provocações.
Em um vídeo publicado no Instagram do parlamentar, ele aparece com uma camiseta roxa exibindo as inscrições “Raquel Lyra Futebol Clube” e o número “55”, padrão criado pela equipe dele em referência à governadora e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra.
Leia maisJá os apoiadores de Campos, que vestiam roupas amarelas e portavam bandeiras com imagens do ex-prefeito do Recife, começaram a cantar jingle da campanha e o adversário reagiu fazendo coração e soltando beijo. Aliados do liberal recomendaram que ele deixasse o espaço.
Na legenda da publicação, Mendonça prega tolerância entre diferentes campos políticos. “A gente disputa ideias, projetos e caminhos para Pernambuco. Sempre com respeito, alegria e olhando para frente”, escreveu, pedindo votos para a ele, Raquel e para o candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro.
Apesar de não integrar oficialmente a chapa governista, Mendonça Filho tem sido presença constante nos atos de campanha da candidata à reeleição, que tem como candidatos ao Senado os deputados federais Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).
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Além de reunir um baixo número de apoiadores, a caminhada promovida pela campanha de Raquel Lyra (PSD), neste sábado (5), em Garanhuns, foi marcada pela forte associação entre a imagem dela e a de Flávio Bolsonaro, candidato a presidente da República pelo PL. Em todo o percurso, uma bandeira com as fotos dos dois esteve em evidência bem perto do carro em que a governadora desfilou junto a lideranças como os deputados estaduais Izaias Régis (PSD) e Débora Almeida (PSD).
Vídeos mostram que, antes do ato político, toalhas e outros itens em que Raquel e Flávio aparecem abraçados chegaram a ter um ponto de venda montado em frente ao espaço de apoio da campanha da governadora em Garanhuns, sem aparente protesto de auxiliares dela. A associação visual entre os dois candidatos permaneceu durante toda a caminhada.
O caso chama atenção porque, em 13 de agosto, a Justiça Eleitoral determinou, a pedido da própria coligação da governadora, que postagens da mesma foto fossem apagadas das redes sociais. No último fim de semana, Raquel e Flávio também apareceram juntos em cartazes apócrifos afixados em ruas do Bairro do Recife, o que levou apoiadores a atribuírem o caso a opositores. Essa combatividade, contudo, não tem se repetido em eventos nas ruas, inclusive na convenção da governadora, em 2 de agosto, que também contou com camisas, toalhas e outros itens com fotos dela junto à de Flávio.
Por Houldine Nascimento
Do Poder360
O coordenador do programa de governo da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, Sergio Gabrielli, disse ontem (4) que o Supremo Tribunal Federal passa por uma “crise profunda” e que defende uma modernização do sistema Judiciário. Ao Poder360, o ex-presidente da Petrobras também fez uma ressalva ao declarar que isso não é algo que deve constar no plano.
“Estamos vivendo uma crise profunda na cúpula do STF. Então, é necessário também que haja um tratamento dessas questões, mas isso não é objeto de um programa de governo para o Executivo”, declarou.
Leia maisGabrielli também endossou a necessidade de uma “pacificação” entre Poderes. Criticou a forma atual de distribuição de emendas. Além disso, afirmou haver uma “indústria de precatórios”. “Queremos um Poder Judiciário que seja um Poder Judiciário eficiente, com maior participação social. Precisamos fazer um pacto em algumas coisas importantes entre o Poder Judiciário, o Legislativo e o Executivo. Por exemplo, as emendas parlamentares precisam ser discutidas. O custo com precatórios e a indústria dos precatórios precisam ser discutidos”, afirmou.
Lula tem defendido “reformas profundas” no Poder Judiciário. Ontem, declarou que o governo fará, no próximo ano, “uma discussão profunda no sistema Judiciário para que o povo possa continuar acreditando na Justiça”. Na quinta-feira (3), Lula gravou um vídeo para se pronunciar sobre a crise no STF envolvendo o Banco Master. Defendeu investigações “doa a quem doer”.
Seu programa de governo, entretanto, não estabelece nenhuma proposta mais definitiva para caso seja reeleito. “Propomos a continuidade do diálogo permanente com os atores do Judiciário, respeitada a autonomia dos Poderes, para estimular o aperfeiçoamento do sistema de Justiça”, lê-se no documento.
Segundo Gabrielli, o plano de governo traz “princípios gerais” do sistema Judiciário. “A Fundação Perseu Abramo fez um longo seminário sobre sistema Judiciário. Discutimos vários detalhes. Agora, temos que considerar que não é competência do Poder Executivo discutir a reforma do Judiciário. Consequentemente, não compete ao programa de governo para o Executivo ter propostas detalhadas sobre o Judiciário”, declarou.
O economista também avalia que não cabe a Lula fazer essas mudanças: “O presidente é candidato a presidente da República, ao Poder Executivo. Ele não é candidato a presidente do Supremo Tribunal Federal. Os Poderes no Brasil são independentes. É preciso ter uma articulação desses poderes.”
Gabrielli defende algumas medidas. “É preciso enfrentar, por exemplo, uma série de temas no âmbito da reforma política que precisa ser feita, que envolve o Legislativo. Há uma série de questões referentes aos processos, ao Direito Processual, ao mecanismo de estrutura das diversas instâncias do Judiciário que precisam ser tratadas. Isso não é competência do Executivo”, declarou.
Assim como Lula, ele faz críticas ao que considera vazamentos seletivos: “O princípio básico da justiça democrática é a presunção da inocência e o direito de defesa das pessoas. Agora, quem tem que investigar, tem que tirar essa história de vazamentos seletivos. Investigar as formas de funcionamento do Judiciário. Precisamos modernizar o Judiciário. Agora, insisto: não compete ao Poder Executivo fazer essa proposta”.
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Por Estadão Conteúdo
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou, neste sábado (5), que o Brasil não quer depender da China ou dos Estados Unidos no desenvolvimento de inteligência artificial e defendeu uma tecnologia produzida em português.
Durante comício em São José do Rio Preto (SP), Lula também destacou o uso do gov.br e afirmou que 178 milhões de pessoas se conectam ao governo pela plataforma.
Leia maisO petista vinculou esse avanço à estratégia de ampliar a infraestrutura tecnológica no País. Segundo ele, a aprovação do Redata pelo Senado abre possibilidade de atrair R$ 500 bilhões em investimentos para data centers no Brasil.
“Quem vier produzir aqui data center vai ter que produzir sua própria energia”, afirmou. Ele disse ainda que o objetivo é aproveitar a disponibilidade de energia barata no País para atrair novos projetos e ampliar a capacidade tecnológica brasileira.
‘Pensar o futuro é aumentar o salário mínimo acima da inflação’
Lula também afirmou neste sábado que “pensar o futuro” passa por aumentar o salário mínimo acima da inflação e rebateu críticas do adversário Flávio Bolsonaro sobre o custo de vida no País. “Pensar no futuro é acabar com a fila do INSS. Pensar no futuro é ter o menor índice de desemprego na história desse país”, complementou Lula durante comício em São José do Rio Preto (SP).
O petista afirmou que a inflação de alimentos foi de 56,17% nos quatro anos do governo anterior, ante 13,6% durante os quatro anos de sua gestão. O IPCA, índice oficial de inflação do País, acumulava alta de 4,64% em 12 meses até junho de 2026. No mês, o grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,24%, segundo o IBGE.
Lula também afirmou que não pretende entrar em uma disputa eleitoral baseada apenas em acusações. “Se a gente for entrar na briga política das mentiras, ficar acusando, a gente vai se igualar a eles”, disse.
As declarações ocorreram durante comício, ao lado do candidato a governador de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, e das candidatas ao Senado Federal pela chapa governista, Marina Silva e Simone Tebet.
Após o ato, Lula realiza uma visita ao campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) no município. Mais cedo, o candidato esteve no Hospital de Amor de Barretos (SP). No fim da tarde, o petista volta a Brasília.
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O prefeito de Brejão, Saulo Maruim (PP), afirmou que o candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) será o “senador da saúde” de Pernambuco. A declaração ocorreu durante a inauguração do Comitê do Povo, em Brejão, no Agreste, que também contou com a presença do deputado estadual Álvaro Porto (MDB), candidato à reeleição, e da prefeita de Canhotinho, Sandra Paes (Republicanos).
Durante o evento, Saulo destacou recursos destinados por Eduardo da Fonte à saúde de Brejão. Segundo o prefeito, cerca de R$ 10,2 milhões foram destinados ao município para investimentos na área, além de aproximadamente R$ 1,38 milhão para obras de calçamento. “Não olhem apenas para as postagens da campanha. Olhem para trás e vejam o que Eduardo tem investido na saúde de Pernambuco para fazer o bem a quem mais precisa. Eduardo é merecedor de ir para o Senado Federal para defender Pernambuco. Se Deus quiser, ele vai ser senador para que possa fazer muito mais por Brejão”, afirmou.
Eduardo da Fonte agradeceu o apoio e reforçou que a saúde será uma das prioridades de sua atuação no Senado. O candidato defendeu a descentralização do atendimento especializado e oncológico no Estado e citou iniciativas como o Hospital de Amor, em Garanhuns, e a implantação de uma unidade de tratamento de câncer em Araripina, no Sertão. “Foi muito trabalho, trazendo investimentos importantes para transformar a vida das pessoas e melhorar a saúde pública. Queremos continuar levando esses cuidados para todas as regiões de Pernambuco”, declarou.
Durante o ato, Eduardo também afirmou que pretende trabalhar pela implantação de uma Casa Azul em Brejão, voltada ao atendimento de crianças autistas e ao acolhimento de suas famílias. No município, Saulo Maruim apoia, além de Eduardo da Fonte para o Senado e Álvaro Porto para a Alepe, Gabriel Porto (PSB) para deputado federal. Sandra Paes participou da inauguração e representou Gabriel Porto no evento.
Blog do Valdo Cruz – do g1
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sinalizou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pretende levar ao plenário da Corte os desdobramentos da crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
A avaliação é que as acusações e questionamentos que vieram à tona nos últimos dias precisam ser analisados pelo conjunto dos ministros, e não apenas por meio de decisões individuais. Fachin também demonstrou incômodo com a forma como os dois lados vêm conduzindo o embate.
Leia maisEm discurso ontem (4), o presidente do STF afirmou que nenhuma autoridade está acima da Constituição e que resposta a fatos “graves” será “firme”. Ele também afirmou que a “gravidade” dos acontecimentos tornados públicos nesta semana – que envolvem relações do banqueiro Daniel Vorcaro com ministros da Corte e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a atuação de magistrados – “não autoriza atalhos”.
A intenção, segundo relatos, é aguardar as respostas e manifestações de Moraes e Mendonça sobre os episódios que deram origem à crise antes de definir o encaminhamento. Em seguida, submeter aos demais integrantes do tribunal para uma discussão e, posteriormente, levar a um debate em plenário. A expectativa é que tanto Moraes quanto Mendonça sejam chamados a se declarar impedidos a votar nos julgamentos.
Fachin não teria indicado qual será sua posição sobre o mérito das acusações ou qual resultado considera mais provável. O encaminhamento defendido, neste momento, é ouvir os envolvidos, reunir os elementos necessários e, depois, levar a discussão ao plenário do STF.
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O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE) promove, na próxima quinta-feira (10), um debate com candidatos ao Governo de Pernambuco para discutir propostas para a Segurança Pública e para o futuro da Polícia Civil no Estado. O encontro será realizado às 9h, na sede da entidade, na Rua Frei Cassimiro, 179, no bairro de Santo Amaro, no Recife.
Segundo o sindicato, o debate será um espaço para que os policiais civis apresentem pautas, demandas e reivindicações da categoria, enquanto os candidatos poderão expor propostas e compromissos para o próximo ciclo de governo. A discussão terá como foco a área de Segurança Pública e a atuação da Polícia Civil de Pernambuco.
Foram convidados os candidatos que registraram mais de 5% das intenções de voto nas pesquisas nacionais mais recentes dos institutos Real Time Big Data, Quaest e Datafolha. O SINPOL afirma que a iniciativa busca ampliar o diálogo sobre a valorização dos policiais civis e o fortalecimento da Segurança Pública no Estado.
Por Estadão Conteúdo
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula, afirmou, em nota divulgada na noite de ontem (4), que o relatório de inteligência da Polícia Federal que cita direcionamento na atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e da própria PF corroboram as suspeitas de irregularidades apontadas anteriormente pela defesa e devem resultar no arquivamento das investigações contra Lulinha.
“Essa contaminação já era objeto de questionamento pela defesa e foi agora corroborada pelos relatórios de inteligência da Polícia Federal publicizados ontem, contendo apontamentos sobre ilegitimidade, limites e direcionamento de inquéritos, registrados pela própria estrutura investigativa”, afirmou em nota o advogado Guilherme Suguimori.
Leia maisOs relatórios foram divulgados pelo ministro Alexandre de Moraes e usados para incluir Mendonça no inquérito das Fake News sob acusação de conduzir irregularmente as investigações do caso Master e da Operação Sem Desconto. A ação acirrou a tensão no STF e foi uma reação ao fato de Mendonça ter divulgado relatório da PF com diálogos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes.
Como mostrou o Estadão, os relatórios de inteligência divulgados são apócrifos, sem cabeçalho, e se definem como “sem valor probatório”. As informações contidas nele não são acompanhados de elementos de corroboração e são seguidas de comentários indicando a “baixa ou moderada” confiabilidade dos relatos. Os relatórios também dizem que eles não podem ser usados para imputar infração penal ou disciplinar, que foi exatamente a utilização dada por Moraes.
Mesmo com todas essas ressalvas, os relatórios devem servir para que as defesas dos alvos das duas operações solicitem a anulação das investigações.
No trecho em que fala de Lulinha, o relatório de inteligência faz uma crítica à atuação da própria equipe de investigação por ter produzido relatórios com menções ao filho do presidente e aponta uma “ausência de lastro” para colocá-lo como investigado.
Com base nisso, a defesa aponta que as informações demandam o arquivamento da investigação contra ele. “Fábio Luís Lula da Silva permanece à disposição das autoridades e provará sua inocência nos autos, mas mantém a confiança de que o poder judiciário não fechará os olhos para ilegalidades, parcialidades e direcionamento político que, sendo confirmados, exigem o arquivamento definitivo das investigações”, diz a nota da defesa.
Lulinha se tornou alvo das investigações depois que a Polícia Federal identificou que ele manteve relação com o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de liderar o esquema de desvios. A PF também descobriu que o Careca do INSS fez pagamentos à lobista Roberta Luchsinger, que é amiga de Lulinha, com o objetivo de obter a intermediação de negócios no governo federal.
Essa investigação foi o principal ponto de tensão entre a PF e o gabinete de André Mendonça. As menções a Lulinha foram identificadas em dezembro do ano passado, mas não houve providências concretas sobre esses fatos até julho deste ano. Por isso, Mendonça pediu à PF o envio do material bruto com as informações encontradas nos celulares e quebras de sigilo e passou a desconfiar de uma blindagem ao filho do presidente.
Investigadores, porém, vinham dizendo que a equipe policial estava priorizando a conclusão dos inquéritos que tinham alvos presos, para permitir o oferecimento de denúncias pelo Ministério Público. Diante dessas cobranças, a PF pediu abertura de três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência e outros crimes de Lulinha no governo federal, a partir de conversas encontradas no celular de Roberta Luchsinger sobre a intermediação de negócios no Ministério da Saúde, Dataprev e outros órgãos do governo.
Os pedidos de investigação, porém, também geraram atritos porque foram apresentados sem conexão direta com o gabinete do ministro André Mendonça, o que permitiu a distribuição dos inquéritos por sorteio no STF. Isso gerou uma desconfiança do gabinete de que houve uma manobra da PF para tentar tirar André Mendonça das investigações de Lulinha. Dois inquéritos acabaram sendo distribuídos por sorteio para o próprio André Mendonça e um terceiro foi enviado para o ministro Flávio Dino.
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