Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Por Édson Moura*
Há homens que levam consigo o lugar de onde vieram. Podem conquistar reconhecimento, assumir grandes responsabilidades e percorrer caminhos que jamais imaginaram, mas conservam no coração a paisagem de sua origem. José Américo Lopes Góis, o nosso querido Zé da Coruja, é um desses homens.
Suas raízes estão na querida Coruja, hoje Irajaí, no município de Iguaracy, no Sertão do Pajeú. Nesse nome, que carrega com orgulho, permanece o compromisso afetivo com sua terra e com as lembranças que ajudam a dar sentido à sua caminhada. Sua trajetória representa a capacidade de vencer adversidades sem perder o vínculo com a própria história.
Leia maisFormado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, em 1982, Américo reuniu ao aprendizado acadêmico a experiência adquirida no trabalho e na convivência humana. E, numa expressão que traduz o valor dessa longa caminhada, pode ser considerado pós-graduado na escola de conhecimento da vida ao lado de Eduardo de Queiroz Monteiro, com quem compartilha uma trajetória profissional de mais de 48 anos. Uma escola feita de desafios, decisões, responsabilidade e aprendizado diário.
Na Folha de Pernambuco, onde exerce a função de diretor operacional, participa do esforço que permite ao jornal cumprir sua missão. Por trás de cada edição, existe também o trabalho de quem organiza, administra e ajuda a assegurar a continuidade de um empreendimento dedicado à informação.
É nesse cotidiano que se revela sua importância para o Grupo EQM. Sua longa convivência profissional com Eduardo de Queiroz Monteiro representa um patrimônio de experiência e conhecimento, construído ao longo de décadas. Reconhecer sua contribuição é também valorizar o trabalho persistente de quem participa da história de uma organização.
Mas a trajetória de Américo ganha seu significado mais íntimo dentro de casa. Casado com Mary Clere Alencar Falcão Lopes, do Araripe, construiu com ela uma família que ocupa lugar central em sua vida. Ao lado da companheira, as conquistas encontram com quem ser celebradas, e as dificuldades encontram o amparo do afeto.
É pai de Tiago Alencar Falcão Lopes, advogado, e de Raquel Alencar Falcão Lopes, médica. Ver os filhos seguirem seus caminhos, assumirem responsabilidades e exercerem profissões dedicadas às pessoas é motivo de orgulho e uma forma de reconhecer a continuidade dos valores cultivados em família.
Como avô de Bernardo e Maria Eduarda Lins Duarte Falcão Lopes, encontra novas razões para sorrir e renovar a ternura. Os netos acrescentam à caminhada uma alegria particular: a de acompanhar a vida que continua descobrindo em cada gesto pequenas lembranças e novas esperanças.
Nesse círculo de afeto, Bárbara Lins Duarte Falcão Lopes ocupa um lugar especial. Nora acolhida como filha, recebe de Américo profunda admiração, carinho e respeito. Esse sentimento revela a beleza de uma família cujos laços também se fortalecem pela escolha diária de acolher e amar.
É essa união que dá plenitude à sua história: a companheira, os filhos, os netos e a nora-filha, reunidos numa vida que ele reconhece como feliz, marcada pela ética, pela dignidade e pelo respeito.
Há ainda o Américo sensível à literatura, à poesia e às memórias do Sertão. Nos textos que assina como Zé da Coruja, o homem da gestão abre espaço para as recordações e para a palavra afetuosa. Ali, a terra de origem permanece próxima.
Ao homenageá-lo, quero reconhecer o profissional e o homem de família. Alguém cuja caminhada merece ser lembrada pelo que ajudou a construir e pelo amor que cultivou ao longo dela.
Seu Zé da Coruja, receba minha admiração e meu abraço. Que a alegria de sua família e o carinho de quem o estima acompanhem cada novo capítulo de sua história.
*Médico e escritor
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Por Zé Américo Silva*
Na política, há um erro que costuma custar caro: declarar guerra antes de reunir condições para vencê-la. É essa a contradição que marca a ofensiva do grupo de Flávio Bolsonaro contra os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre.
Animada pelo crescimento de suas bancadas nas eleições de outubro, a direita bolsonarista antecipou a disputa pelo comando das duas Casas, anunciando seus próprios candidatos e deixando claro que não pretende apoiar a permanência dos atuais presidentes.
Leia maisEsqueceu, entretanto, uma regra elementar da política: bancada numerosa não significa maioria automática. No Congresso, ninguém governa sozinho. É preciso negociar, construir alianças e respeitar a força de quem controla a pauta legislativa.
Alcolumbre e Motta conhecem esse jogo. Ambos continuarão no Parlamento na próxima legislatura e têm interesses políticos a preservar. Ao se verem confrontados, passaram a ter razões adicionais para buscar entendimentos com o governo Lula.
O resultado dessa movimentação pode ser observado na agenda legislativa. A aprovação no Senado da proposta que acaba com a escala 6×1, reduzindo a jornada semanal para 40 horas, com duas folgas e sem redução salarial, representa uma conquista política importante para o governo.
A pauta da segurança pública também ganhou espaço, permitindo ao Planalto associar sua atuação a temas de grande repercussão nacional.
Isso não significa que Alcolumbre e Motta tenham se convertido ao lulismo. Muito menos que exista uma aliança eleitoral formal. O que se observa é uma convergência circunstancial de interesses, algo absolutamente comum na política brasileira.
Lula conhece como poucos essa dinâmica. Sabe que, muitas vezes, o apoio mais valioso não vem de quem compartilha suas convicções, mas de quem encontra razões próprias para caminhar na mesma direção.
O episódio também expõe uma contradição do bolsonarismo: conquistar mais cadeiras não equivale a conquistar o comando do Parlamento. Entre uma coisa e outra existe um longo caminho de articulação, negociação e construção de maiorias.
Ao antecipar uma disputa que só deveria ganhar forma depois da eleição presidencial, o grupo de Flávio Bolsonaro abriu uma frente de conflito desnecessária com dois personagens que continuarão exercendo influência no Congresso.
E Lula, que não provocou esse confronto, pode acabar colhendo seus dividendos políticos justamente quando mais precisa de uma agenda positiva.
A ironia é evidente: na tentativa de enfraquecer seus futuros adversários no Legislativo, Flávio Bolsonaro criou condições para que decisões desses mesmos adversários favoreçam seu concorrente na disputa presidencial.
Na política, como na guerra, nem sempre o tiro atinge o alvo escolhido. Às vezes, acerta o próprio pé.
Apuração de referência: a votação da PEC do fim da escala 6×1 foi confirmada pela imprensa em 14 de outubro; a articulação de Alcolumbre para permanecer na presidência do Senado e a reação da oposição também foram documentadas. A relação de causa e efeito entre esses movimentos permanece uma interpretação política.
*Jornalista e publicitário
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O cantor, compositor, roteirista, ator e autor teatral Evandro Mesquita, fundador da banda de rock brasileiro Blitz, é o entrevistado do programa Sextou de hoje. Formada em 1981, no Rio de Janeiro, sendo uma das precursoras do rock nacional, a banda segue em atuação até hoje, sendo referência no gênero.
Na sua estreia, a formação clássica da banda consistia em Evandro Mesquita (vocal, violão e gaita), Ricardo Barreto (guitarra), Lobão (bateria), Fernanda Abreu (vocal de apoio), Marcia Bulcão (vocal de apoio), Antônio Pedro Fortuna (baixo) e Billy Forghieri (teclados).
Leia maisEm 1981, Evandro Mesquita conseguiu um convite para tocar no Caribe, bar que estava inaugurando no bairro de São Conrado, no Rio de Janeiro. Embora na época tocasse apenas por passatempo com alguns conhecidos, como Ricardo Barreto e Lobão, aceitou e recrutou mais alguns músicos para completar a banda e fazer a apresentação na estreia do bar, em 21 de fevereiro. Devido às constantes blitz que os músicos passavam para ir ao ensaio, o baterista Lobão deu a ideia de batizar a banda de Blitz.
A carreira de Evandro Mesquita é um show a parte. Multifacetado, ele é considerado um ícone da música e da televisão, com um grande reconhecimento por parte do público e da crítica. Evandro integrou o grupo teatral ‘Asdrúbal Trouxe o Trombone’ ao lado de diversos outros artistas como Regina Casé, Patrícia Pillar, Luiz Fernando Guimarães e Cazuza.
Ele integrou o elenco de novelas como Top Model (1989), Vamp (1991), Mulheres de Areia (1993) e Bang Bang (2005), além de participações em séries e humorísticos como ‘Armação Ilimitada’, ‘Sai de Baixo’, ‘Malhação’, ‘Os Normais’, ‘Tapas & Beijos’ e ‘Justiça 2’.
Em 2005, passou a integrar o elenco da série ‘A Grande Família’ no papel do mecânico mulherengo e semianalfabeto Paulo “Paulão” Wilson, personagem esse que conquistou os fãs do programa e tornou-se um dos seus papéis mais lembrados, fazendo-o permanecer até o fim da série, em 2014.
O Sextou vai ar na próxima hoje, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
A polêmica em torno da possibilidade de as redes sociais estarem agindo de forma parcial nas eleições brasileiras é somente parte de um grande problema, que vem sendo há tempos alertado pelo presidente do Instituto Brasileiro para a Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA), Marcelo Senise. Mais e mais, o debate político e social se desloca do mundo real para o mundo virtual.
Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, se aproxima neste momento de Flavio Bolsonaro, do PL, e tenta reduzir a desvantagem do primeiro turno, isso vem se dando por uma presença maior nas ruas, mas também por uma presença maior nas redes sociais, terreno que era dominado pela direita. Há, porém, dois problemas aí. O primeiro: quanto Lula conseguirá de fato avanço no mundo virtual se os donos das empresas que o comandam têm todos perfis conservadores?
Leia maisO segundo, que é um alerta não apenas para Lula, mas para todo o planeta: quanto daquilo que acontece e reverbera nas redes sociais é real e não artificial? Uma investigação do IRIA acendeu um alerta sobre a autenticidade do debate político nas redes. Um estudo, realizado com a plataforma Sentinela Eleitoral/Polijetro, examinou mais de 33 mil contas de diferentes ecossistemas políticos brasileiros. E verificou que aproximadamente 24% apresentaram indícios de provável automação.
Ou seja: uma a cada quatro interações nessas redes é com robôs ou com neurobots, um modelo ainda mais avançado e perigoso de interação artificial. Os robôs tradicionais são aqueles programados para dar em grande quantidade respostas automáticas mais simples. Ou seja: reagem dizendo somente coisas como “Flávio22” ou “Lula 13”. Os neurobots, porém, conversam, argumentam, replicam. Estão programados para interagir de modo a convencer o interlocutor ao final da conversa.
“O dado não significa que sejam perfis fictícios ou que tenham alterado votos, mas levanta uma questão incômoda: quantas manifestações de apoio ou rejeição que parecem espontâneas podem estar sendo amplificadas artificialmente?”, questiona Marcelo Senise. Para o presidente do IRIA, o risco já não está apenas nas fake news, mas na possibilidade de fabricar a aparência de uma maioria.
Para Senise, esse é o grande problema que se aponta para o futuro. Nestas eleições, ninguém mais questionou a segurança do sistema eletrõnico de votação. As urnas são seguras. Mas é seguro o ambiente virtual no qual a grande maioria do debate político hoje acontece? Para o presidente do IRIA, esse hoje é o grande risco.
Na posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos em 2025, estiveram presentes os proprietários de todas as big techs que controlam as principais redes sociais do planeta. Assim, Senise não duvida da possibilidade de essas redes, por alinhamento, entregarem seu conteúdo político de maneira parcial.
Alguns movimentos, como do “Exército de Lula” de André Janones, tentam desvendar a caixa-preta dos algoritmos da rede. Conseguem alguns avanços, mas não tudo. Porque as redes se recusam a dizer como se programam sobre o alcance das postagens. “Vejo uma necessidade absoluta de investigação do comportamento algoritimico”.
Marcelo Senise observa, porém, um fenômeno interessante acontecendo que, de certa forma, parece quebrar a lógica dos algoritmos nas redes: a ampliação do alcance das postagens via fandons, como são conhecidas as comunidades de fãs de algum influenciador ou celebridade. O cientista político Antônio Lavareda também já percebera.
Lavareda anotara que atos como o de Cobacabana na segunda-feira (12) fora convocado não pela organização da campanha de Lula, mas por estudantes e pelos fandons. Esses grupos de fãs ajudam a furar as bolhas porque eles já estavam constituídos antes de entrar no debate político, explica Marcelo Senise. Possuem “capital algorítimico herdado”.
Há, portanto, todo um novo universo que precisa urgentemente de atenção e regulamentação. Ou o jogo da democracia corre o risco real de virar um negócio. Atendendo aos interesses de meia dúzia ou menos de donos de big techs. Há um filme chamado “O Círculo”, com Emma Watson e Tom Hanks. Vale a pena assistir.
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O Congresso Nacional promulgou, hoje, duas emendas constitucionais que tratam de direitos da classe trabalhadora: o fim da escala 6×1, com dois dias de descanso semanal remunerado, sem redução salarial, e a aposentadoria diferenciada dos agentes comunitários de saúde (ACS) e dos agentes de combate às endemias (ACE).
O deputado federal Carlos Veras (PT-PE) atuou pela aprovação das duas propostas e, como primeiro-secretário do Congresso Nacional, foi responsável pela leitura dos textos das emendas constitucionais durante a solenidade realizada no Plenário do Senado Federal. O parlamentar é coautor da PEC do fim da escala 6×1, apresentada em 2019, e tem trajetória de atuação na defesa dos direitos da classe trabalhadora.
Leia maisA Emenda Constitucional nº 141/2026 altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a duração máxima da jornada semanal e assegurar dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial. Já a Emenda Constitucional nº 140/2026 estabelece a aposentadoria diferenciada dos ACS e ACE e trata da regularização dos vínculos funcionais desses profissionais.
“Essas conquistas são resultado de muitos anos de luta e organização da classe trabalhadora. Tenho a honra de ser coautor da PEC do fim da escala 6×1 e de ter atuado pela aprovação dessas duas propostas. O compromisso do presidente Lula com as trabalhadoras e os trabalhadores faz parte de sua trajetória, desde o movimento sindical até a Presidência da República. Nosso pernambucano, que conhece de perto a realidade de quem vive do trabalho, ajudou a transformar a história do Brasil com políticas de inclusão social e ampliação de direitos. Estar ao seu lado neste momento tem um significado especial para mim, que também venho da agricultura familiar e do movimento sindical. São conquistas para todo o Brasil, para quem precisa de mais tempo de descanso e para essas categorias tão essenciais ao cuidado com a saúde do povo brasileiro”, destacou Carlos Veras.
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Após as medidas anunciadas nos últimos dias, um verdadeiro pacote de bondades que vão impactar em R$ 300 bilhões as contas do Governo, pesquisas internas do PT já mostram a virada do petista no segundo turno das eleições presidenciais, marcadas para o próximo dia 25. Confira!
Por Vera Magalhães – O Globo
Os jovens tomaram as ruas, os influenciadores de esquerda tomaram as redes, o presidente e o vice aprenderam a fazer vídeo selfie, a caneta sem tinta foi trocada por um carregamento de outras novinhas em folha do primeiro para o segundo turno, mas Lula pouco ou nada se moveu nas pesquisas.
A aproximação registrada da semana passada para esta se deveu, antes à perda de fôlego de Flávio Bolsonaro, na margem de erro, que a uma lufada de otimismo com o governo e com a perspectiva de um quarto mandato para o petista, e esses são aspectos cruciais para a virada inédita que ele precisa alcançar.
Leia maisCientistas políticos e especialistas em destrinchar pesquisas são unânimes em apontar, desde o início desta atribulada corrida eleitoral, a excentricidade de um incumbente conseguir permanecer no cargo se o saldo entre aprovação e rejeição a seu governo for negativo.
Quaest e Datafolha desta semana atestam que, entra medida, sai medida, Lula mantém o ponteiro dessa equação no vermelho, num sinal bastante tangível de cansaço sistêmico e não atacável na base de anúncios cada vez mais aleatórios e claramente eleitoreiros.
A aproximação entre ele e Flávio parece resultar, neste momento, mais do temor com a avalanche de direita que saiu das urnas no dia 4 e com o que ela pode significar em termos de poder nas mãos da família Bolsonaro – com seu conhecido histórico de tentar fazer passar a boiada em áreas como meio ambiente, cultura, direitos civis, liberdade de imprensa e limites democráticos – do que de uma percepção tardia de que o governo é bom, mas a população não sabia valorizar.
Nenhum dos dois levantamentos conseguiu captar a tempo um potencial efeito da aprovação do fim da escala de trabalho de seis dias por um de descanso, conjugado à redução da jornada de trabalho semanal para 40 horas, mas é preciso frisar que outras políticas públicas, mesmo voltadas a um público maior, como a reforma do Imposto de Renda, não foram capazes de produzir efeito duradouro numa aprovação de governo que oscila em patamares abaixo de 50% há mais de um ano.
A rejeição a Lula segue colossal, em patamar de igualdade com a de Flávio, é verdade, mas quem tem a iniciativa da agenda neste momento, justamente por estar na cadeira, é o presidente, e esse excesso de movimentação, além de evidenciar a completa abolição de limites no recurso ao cargo e aos cofres para reverter a desvantagem eleitoral, não parece devolver ao petista aquilo que ele foi perdendo ao longo dos últimos quatro anos: a capacidade de acenar a certos grupos da população com um projeto claro de futuro para o país.
Nada disso significa que a eleição esteja definida, e que a vitória no Senado não possa significar, finalmente, a percepção de que Lula tem mais condições históricas e políticas de promover mudanças incrementais de fundo na vida dos trabalhadores. Isso pode ser facilitado se Lula e o PT souberem contar de forma didática a lamentável desfaçatez de Flávio e seus aliados, que deram um cavalo de pau em tudo o que diziam sobre o fim da escala 6×1 enquanto prometiam ao pé do ouvido dos empregadores que era tudo teatrinho e depois reverteriam a mudança.
Mas, como se sabe, o tempo do segundo turno é curto, e, numa disputa em que o eleitor todo dia tem de fazer uni, duni, tê para escolher quem é o menos pior, qualquer lance pode ser decisivo. As entrevistas iniciadas ontem na TV Globo e os debates da emissora, na antevéspera do pleito, e da Band, domingo agora, tendem a funcionar como tira-teima para que o eleitor faça essa que parece cada vez mais uma escolha de Sofia.
Será a chance de Lula galvanizar a experiência, a lufada de energia que recebeu dos jovens, o legado e o temor com a volta dos Bolsonaros ao poder para sair do lugar em que está estacionado, a despeito de tanta energia despendida, e vencer por pouco, contrariando uma escrita de todas as eleições disputadas em segundo turno desde a redemocratização.
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A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Sertânia começa a expor uma questão incômoda para a prefeita Pollyanna Abreu: sua capacidade de liderança sobre os vereadores que integram a própria base governista. Enquanto sete dos 13 parlamentares se articulam em torno de Junhão Lins para comandar o Legislativo, a prefeita ainda não apresentou publicamente uma posição sobre a sucessão.
A articulação foi noticiada pelo Blog do Magno em 8 de outubro. Junhão Lins aparece como candidato à presidência, com Luiz Abel na composição da chapa. O atual presidente, Vando do Caroá, por sua vez, mantém a intenção de disputar a reeleição.
Leia maisO cenário coloca Pollyanna diante de um teste de articulação política. Em disputas dessa natureza, prefeitos frequentemente participam das negociações para construir uma maioria entre os vereadores de sua base. Embora a decisão formal pertença à Câmara, espera-se que uma liderança política com influência sobre o grupo consiga, ao menos, participar das conversas e defender um encaminhamento.
Em Sertânia, porém, a articulação dos vereadores avança sem que a prefeita tenha apresentado publicamente uma posição clara. A situação levanta uma pergunta direta: Pollyanna está conduzindo as negociações ou apenas acompanhando decisões tomadas pelos próprios parlamentares?
Se a prefeita não consegue reunir seu grupo em torno de uma estratégia comum, sua capacidade de articulação passa a ser questionada. O problema não está no fato de os vereadores terem autonomia para escolher o presidente da Câmara, mas na possibilidade de a principal liderança do Executivo municipal não conseguir exercer influência sobre uma decisão central para a relação entre os dois poderes.
A situação de Vando do Caroá acrescenta outro elemento à disputa. O atual presidente pretende concorrer à reeleição, enquanto parte expressiva dos vereadores se movimenta em torno de Junhão Lins. Sem um posicionamento público de Pollyanna, não está claro se ela pretende apoiar um dos nomes, buscar um acordo ou deixar que a disputa seja resolvida sem sua participação direta.
Com o silêncio da prefeita, a eleição da Câmara se encaminha para ser decidida pelos vereadores. Politicamente, contudo, o episódio coloca Pollyana diante de uma questão que não pode ser ignorada: qual é sua capacidade de influenciar as decisões do grupo que sustenta sua administração?
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Na véspera do aniversário do meu primogênito Filipe, que mora nos Estados Unidos, recebi, há pouco, de um outro filho, Magno Martins Filho, uma notícia que me emocionou bastante: arrebatou a Medalha Ouro da Olimpíada Nacional de Ciências.
Em agosto passado, ele já havia recebido a Medalha Ouro na Olimpíada Nacional de Matemática, representando a escola Saber Viver, no Recife, onde cursa o terceiro ano do ensino médio. A premiação vai ocorrer em Brasília e com certeza estarei na cerimônia, ao lado do irmão dele, João Pedro, que estuda na mesma escola.
Notícias como esta as palavras somem, só restam o abraço apertado e as lágrimas de quem vê o filho brilhar. Quando um filho vence, o pai vence junto, sorri junto e emociona-se em cada detalhe.
Em apenas seis meses, período da campanha eleitoral deste ano, o Instagram deste blog atraiu mais dez mil seguidores, pulando de 120 mil para 130 mil novos seguidores. Em contas alcançadas, saiu de 12 milhões para 20 milhões, um crescimento que merece um champanhe francês para comemoração. Tudo isso é fruto de muito trabalho, credibilidade e qualidade. Agradeço de coração a essa legião de leitores. Isso é o que nos dá o combustível para o combate ao bom combate!
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A Secretaria de Educação, Esportes e Juventude do Brejo da Madre de Deus definiu o calendário de matrículas e rematrículas para toda a rede municipal de ensino para o ano letivo de 2027. Os prazos iniciam no próximo dia 20 de outubro, para as rematrículas, e, posteriormente, a partir do dia 7 de dezembro, para novas matrículas.
Para a efetivação do processo, os pais e responsáveis devem procurar a unidade escolar, apresentando histórico escolar, certidão de nascimento, CPF e RG do aluno, CPF e RG do responsável, foto 3×4 e comprovante de residência. Já para os alunos da zona rural, o processo deve ser realizado no prédio da Secretaria de Educação, em Brejo sede, localizado na Praça Pedro Guenes – Nossa Sra. do Bom Conselho.
Por Rinaldo Remígio*
Existem obras públicas que ultrapassam o tempo e permanecem vivas na memória e no cotidiano da população. O Parque da Jaqueira, no Recife, é um belo exemplo de visão administrativa, compromisso social e respeito à qualidade de vida.
Inaugurado em 10 de abril de 1985, durante a gestão do então prefeito Joaquim Francisco de Freitas Cavalcanti, o parque possui aproximadamente sete hectares e oferece espaços para caminhadas, corridas, atividades físicas, recreação infantil e convivência familiar. Um verdadeiro patrimônio dos recifenses!
Leia maisNa minha condição de atleta da categoria 60+, acompanhado da minha joia preciosa, minha querida Ilzaminha, da nossa filha Jamile e dos netos Arthur e Davi, tive o privilégio de realizar uma excelente caminhada nesse magnífico espaço público.
Foi um momento especial! Além de exercitar o corpo, desfrutamos da natureza, da convivência familiar e da alegria de estarmos juntos. Afinal, envelhecer com saúde é uma bênção, mas envelhecer cercado pelo amor da família é um presente de Deus!
Ao observar a placa comemorativa instalada no parque, chamou-me a atenção uma frase pronunciada por Joaquim Francisco durante sua inauguração, inspirada no poeta Fernando Pessoa:
“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.”
Que bela reflexão! Joaquim Francisco sonhou, realizou e deixou um legado que, mais de quarenta anos depois, continua beneficiando milhares de pessoas.
Entretanto, faço questão de parabenizar também todos os prefeitos e gestores que o sucederam, contribuindo para preservar e manter vivo esse importante patrimônio público.
Afinal, tão importante quanto construir é conservar! As boas obras devem ultrapassar mandatos, diferenças políticas e interesses partidários. O patrimônio público não pertence a governantes, mas ao povo!
Ao saudoso Joaquim Francisco, falecido em 2021, registro minha homenagem póstuma e meu reconhecimento pela visão de futuro. Aos seus sucessores, meus cumprimentos pela continuidade desse legado.
Que esse exemplo inspire outros gestores a investirem em espaços públicos que promovam saúde, lazer, convivência familiar e qualidade de vida.
Joaquim Francisco plantou a semente em 1985, seus sucessores ajudaram a cultivá-la e, hoje, a população continua colhendo seus frutos!
Naquela caminhada, ao lado da minha família, compreendi que a grandeza de uma obra pública não está apenas em sua estrutura, mas nos momentos de felicidade que proporciona às pessoas.
Parabéns, Joaquim Francisco! Parabéns aos seus sucessores! Parabéns ao povo recifense!
Porque construir é importante, preservar é indispensável e cuidar do patrimônio público é respeitar o cidadão!
Viva a vida! Viva a família! Viva o Parque da Jaqueira!
*Professor universitário aposentado
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