Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Por Marlos Porto*
Nas últimas décadas, o jornalismo brasileiro passou por uma transformação silenciosa e devastadora. A informação rápida e, sempre que possível, detalhada — aquela que chega ao cidadão em tempo real, com a riqueza de fatos disponíveis naquele instante, para que ele forme sua própria opinião — foi sendo gradualmente sacrificada em nome de uma pretensa autoridade interpretativa. O resultado é um quadro grave: o debate público empobreceu e o direito do cidadão de ser informado foi sequestrado por uma mídia que se arvora como tutora da verdade.
Houve um tempo em que o cidadão sabia exatamente onde encontrar cada tipo de conteúdo. O jornal diário, impresso ou televisivo, era o território do fato bruto, da notícia bruta, do acontecimento. Nessa época, o colunista político era uma figura central — talvez “rei” seja uma palavra forte demais, mas ele era, sem dúvida, o ponto alto desse espírito da notícia. O colunista político trazia suas notas curtas, seus bastidores, seus fatos miúdos que, juntos, compunham o grande mosaico da conjuntura. Era uma informação quase artesanal, que chegava ao leitor sem grandes mediações, permitindo que ele próprio conectasse os pontos.
Leia maisA revista semanal – como Veja, IstoÉ, Época e a antiga e saudosa Manchete, que marcou época com seu jornalismo ilustrado de periodicidade semanal — oferecia a síntese, a análise, o contexto da semana. Já as publicações especializadas de periodicidade mensal — como a National Geographic, com suas reportagens sobre ciência, natureza e geopolítica, e a Superinteressante, que desde 1987 leva ao público brasileiro divulgação científica e cultural — entregavam o aprofundamento, o ensaio, a grande reportagem.
Essa divisão de tarefas não era apenas organizacional; era um pacto de transparência com o leitor. Sabia-se que a notícia diária vinha com a urgência e as limitações do tempo real, mas também com o compromisso de citar fontes e permitir que o público fizesse seu próprio juízo.
A televisão por assinatura, nesse mesmo período, viveu sua era de ouro. Canais internacionais como a CNN, a BBC, a TVE (Televisión Española), a TV5 (francesa), a RTP (portuguesa), a RAI (italiana) e a CBS Telenotícias — que transmitia em português e espanhol para a América Latina — chegaram ao Brasil via satélite e cabo, oferecendo ao assinante um leque jamais visto de perspectivas sobre os acontecimentos mundiais. Era uma verdadeira revolução: o mundo cabia na sala de estar, e o cidadão podia comparar versões, contrastar narrativas e formar suas próprias convicções.
No final dos anos 1990 e início dos 2000, a internet potencializou essa arquitetura. Portais como o saudoso Último Segundo, do iG, levavam ao leitor, em texto puro e atualização constante, o que acontecia no mundo — da Guerra do Kosovo à tentativa de golpe na Venezuela. Não eram análises profundas, mas informações cruas, vindas de fontes minimamente confiáveis, com a transparência de dizer: “quem informou foi fulano, em tal fonte”. Era a notícia como serviço público. Havia algo profundamente reconfortante naquela dinâmica: o leitor não se sentia enganado, não se sentia tutelado. Ele recebia a informação e, com seu senso crítico, podia construir seu entendimento.
Não se tratava apenas de velocidade, mas de um compromisso com a transparência: a notícia chegava rápida e, sempre que possível, detalhada — com todas as informações disponíveis naquele instante, ainda que provisórias ou sujeitas a correções futuras. O leitor recebia a matéria-prima e podia acompanhar seu desdobramento natural, sabendo que aquilo poderia se confirmar, ganhar novos contornos ou até ser refutado. Era a informação como processo vivo, não como produto acabado.
Com a migração de todos os veículos para o ambiente digital, a clareza dessa arquitetura se perdeu. Jornais, revistas e portais passaram a disputar o mesmo espaço em tempo real. O problema não está na convivência entre notícia e análise — ambas são legítimas e necessárias. O problema é que os grandes veículos de comunicação privilegiaram a interpretação em detrimento da informação bruta. Em vez de correr pela notícia rápida, adotaram uma postura de “só publicamos depois de verificar exaustivamente”, que na prática se traduz em publicar menos, mais tarde e, sobretudo, com uma narrativa já enquadrada.
O jornalismo diário, que deveria ser o espaço do fato, passou a querer ser uma “revista diária”: entrega a notícia já acompanhada de interpretação, de viés, de enquadramento. A velocidade da interpretação mata a possibilidade de compreensão própria. O leitor não recebe mais a matéria-prima; recebe o produto acabado, mastigado e digerido por uma redação que decide o que ele deve pensar.
Essa confusão de papéis desorienta. Não se distingue mais o que é notícia do que é editorial, o que é relato do que é opinião. E num ambiente já polarizado, isso só aprofunda as bolhas e a desconfiança. A função primordial do jornalismo — informar o cidadão para que ele exerça sua cidadania — é substituída por uma lógica de engajamento e fidelização de assinantes, baseada na oferta de narrativas prontas que confortam convicções prévias.
Por trás dessa metamorfose, há um discurso recorrente: “as pessoas não têm estrutura emocional ou educacional para lidar com informação complexa”. Esse paternalismo é a justificativa para o controle informativo. Decide-se, nas redações, o que o público pode ou não saber, sob o pretexto de protegê-lo das “fake news”. Mas o que se esconde aí é uma forma de tutela antidemocrática. O mundo é complexo, sim. Se as pessoas não têm ferramentas para lidar com essa complexidade, a solução não é escondê-la, mas sim educar. O papel do jornalismo não é proteger o leitor de si mesmo, mas fornecer a matéria-prima para que ele pense, erre, acerte, questione e, finalmente, forme sua própria convicção.
A experiência de canais como a WION (World Is One News), da Índia, mostra que é possível outro caminho. Eles publicam com um aviso honesto, algo mais ou menos assim: “não podemos verificar todas as notícias, mas as divulgamos com transparência para que você saiba que essa informação existe”. Isso não é irresponsabilidade; é respeito à inteligência do público. É devolver ao cidadão o direito de saber, mesmo com as imperfeições do processo.
Curiosamente, esse espírito das notas curtas e da informação viva sobrevive em alguns espaços. O blog de Magno Martins é um caso exemplar. Jornalista forjado nas redações de outrora, Magno é daqueles que não abdicaram de se modernizar. Em sua coluna diária, publicada sempre pela manhã e compartilhada via WhatsApp com os inscritos, ele traz notícias curtas, notas de bastidor, fatos específicos da política pernambucana e nacional — uma verdadeira revisitação daquele estilo antigo do jornal impresso. Ali convivem harmonicamente a notícia viva e a interpretação, sem que uma sufoque a outra.
Mas vai além. Diariamente, às 18 horas, comanda o programa Frente a Frente na Rede Nordeste de Rádio, recuperando esse veículo centenário de comunicação. Vale lembrar que o rádio no Brasil tem mais de cem anos e foi em Pernambuco, com a Rádio Clube de Pernambuco – a pioneira PR8 – que ocorreu a primeira transmissão oficial do país em 1919. A Rede Nordeste, por onde Magno transmite seu programa, vem crescendo e alcançando cada vez mais emissoras em vários estados do Nordeste.
Aos domingos, publica sua célebre crônica domingueira – um texto mais pessoal e reflexivo, que foge à dureza da notícia e toca o leitor pela via da emoção e da memória. E há ainda o programa semanal Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco, que traz o olhar da capital federal para o Nordeste. Em todas essas frentes, o que se vê é um ecossistema rico e plural.
O mais impressionante, porém, é seu espírito democrático e sua generosidade intelectual. Em seu blog, Magno abre espaço para cronistas e colunistas dos mais variados espectros político-ideológicos, permitindo que diferentes vozes se expressem e apresentem seus pontos de vista. Além disso, compartilha em tempo real, de forma ágil, notícias de outros veículos conceituados, atuando como um curador que leva ao leitor o que há de mais relevante na imprensa. Essa pluralidade, tão rara nos dias de hoje, faz de seu blog um espaço extremamente rico e autêntico, uma prova viva de que é possível fazer jornalismo com transparência, agilidade e, sobretudo, com respeito à inteligência do leitor.
Além disso, uma nova forma de jornalismo emerge, paradoxalmente, nas redes sociais. Perfis individuais, muitas vezes mantidos por pessoas sem formação formal em jornalismo, mas movidas por uma ética de garimpagem e pelo desejo genuíno de informar, têm feito o que as instituições abandonaram. Eles citam fontes, mostram seus processos, admitem incertezas e, principalmente, tratam o leitor como um adulto capaz de pensar.
São os “consumidores de notícias decepcionados” que, cansados do controle paternalista, resolveram eles mesmos exercer a função de informar. Esses comunicadores artesanais representam uma esperança. Eles resgatam a essência do jornalismo: a divulgação honesta de fatos, com transparência sobre suas limitações, para que o público exerça seu julgamento. Não querem ser donos da verdade; querem ser pontes entre o acontecimento e o cidadão.
O que está em jogo não é apenas uma crise de um setor profissional, mas a própria qualidade da democracia. Uma sociedade informada apenas por narrativas prontas, sem acesso ao fato bruto, é uma sociedade manietada, incapaz de debater com autonomia. O jornalismo que abdica da notícia rápida e da transparência para se tornar uma “revista diária” não está se protegendo; está desertando de sua função mais elementar.
É preciso, portanto, reivindicar o direito de ser informado sem tutela. Exigir que os veículos voltem a separar o fato da opinião, a notícia da análise. E apoiar, com audiência e reconhecimento, aqueles que, nas bordas do sistema, mantêm viva a chama do verdadeiro jornalismo — aquele que confia no público, que publica com honestidade e que entende que informação não é propriedade, mas serviço. A gravidade da nossa miséria informacional exige nada menos que isso: a restauração do direito do cidadão de saber, de pensar e de decidir por si mesmo.
NOTA
O presente texto é fruto de minha reflexão e análise, desenvolvidas a partir de minha trajetória. As ideias, críticas e posicionamentos aqui expressos são de minha inteira autoria e responsabilidade, baseados em observações sobre a evolução do jornalismo, o impacto das redes sociais e os direitos da cidadania no Brasil e no mundo.
Para a redação final e aprofundamento de alguns pontos, contei com o auxílio do DeepSeek, ferramenta de inteligência artificial que atuou como suporte na organização das ideias, na pesquisa de contextos históricos e na estruturação dissertativa. Esse trabalho colaborativo, no qual a tecnologia serviu como instrumento de aprimoramento, resultou em um texto que busca traduzir, com fidelidade e rigor, as inquietações e convicções que venho amadurecendo ao longo dos anos.
A transparência sobre esse processo é, em si, uma defesa do espírito crítico que norteia esta reflexão: a informação, seja ela gerada exclusivamente por humanos ou mediada por máquinas, deve sempre servir à liberdade de pensamento.
*Bacharel em Direito e analista político
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Por Cláudio Soares*
No contexto do Dia Internacional da Mulher, histórias de liderança, trabalho e superação ganham ainda mais relevância. Entre elas está a trajetória de Mineia Kazume, agricultora que se consolidou como uma das vozes femininas mais representativas da fruticultura irrigada no Vale do São Francisco, um dos maiores polos exportadores de frutas do Brasil.
Filha de um dos pioneiros da cultura da manga na região, Mineia cresceu observando de perto o esforço, a persistência e o espírito empreendedor que ajudaram a transformar o semiárido em referência mundial em produção frutícola. Seu pai integrou o pequeno grupo de famílias que, décadas atrás, apostaram no potencial da mangicultura no Vale e ajudaram a construir a base de um setor que hoje gera milhares de empregos e movimenta a economia regional.
Leia maisEmbora tenha se afastado do campo em determinado momento da vida, Mineia decidiu retornar às origens por convicção e propósito. Hoje, lidera diferentes atividades dentro do agronegócio, tendo a produção de manga como eixo central de seu trabalho. Ao lado da família e de uma equipe de colaboradores comprometidos, ela participa ativamente da gestão produtiva, das decisões estratégicas e do relacionamento com mercados internacionais cada vez mais exigentes.
O Vale do São Francisco reúne características naturais e tecnológicas que o tornaram um território singular para a fruticultura irrigada. O clima favorável, os sistemas avançados de irrigação e o constante investimento em pesquisa permitiram que produtores da região alcançassem elevados padrões de qualidade, consolidando o Vale como responsável pela maior parte da manga exportada pelo Brasil.
Dentro desse cenário, Mineia se destaca não apenas pela produção, mas também pela postura de liderança e visão estratégica. Em sua rotina no campo, ela acompanha de perto as atividades agrícolas, participa de decisões técnicas e incentiva práticas de manejo responsáveis, com atenção ao uso racional da água e à adoção de insumos mais sustentáveis.
Outro ponto marcante de sua atuação é a valorização da inovação. Tecnologias voltadas para monitoramento da lavoura, controle de qualidade e melhoria da produtividade passaram a integrar o cotidiano das propriedades, contribuindo para reduzir erros, otimizar recursos e elevar o padrão dos frutos destinados ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, Mineia representa uma geração de mulheres que conquistam espaço em um setor historicamente dominado por homens. A produtora reconhece que um dos maiores desafios de sua trajetória foi precisar demonstrar constantemente competência e autoridade técnica para ser ouvida e respeitada. Ainda assim, ela defende que o cenário vem mudando gradualmente, com mais mulheres assumindo funções de liderança no campo.
Para ela, o Dia Internacional da Mulher é também um momento de reflexão sobre a importância de ampliar oportunidades, garantir acesso a crédito, conhecimento e visibilidade para as trabalhadoras rurais. Em sua visão, o agronegócio brasileiro precisa reconhecer cada vez mais o papel feminino na produção, na gestão e na construção de um futuro sustentável para o campo.
Ao lado de seus familiares e colaboradores, Mineia Kazume segue fortalecendo um legado iniciado por gerações anteriores. Sua história simboliza não apenas o sucesso de uma produtora rural, mas também a força coletiva de mulheres que, diariamente, transformam o campo em espaço de inovação, trabalho digno e liderança.
No coração do Vale do São Francisco, entre pomares de manga que abastecem mercados ao redor do mundo, Mineia reafirma uma convicção que ecoa cada vez mais forte no agronegócio brasileiro: o campo também é território de protagonismo feminino.
*Advogado e jornalista
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Em 1840, Alexis de Tocqueville terminou o segundo volume de “A Democracia na América” descrevendo o que seria o Brasilzão de Lula. Falou de uma tirania não violenta, que não prende e não tortura, apenas tutela. Não quebra nem confronta vontades, as amolece. Não destrói, mas impede o progresso. Um poder a manter os cidadãos numa infância perpétua, provendo o suficiente para não se revoltarem e deixando tudo no mesmo lugar.
Tocqueville batizou de despotismo suave. No Brasil do século 21, virou política social. Em 2025, o desemprego foi de 5,1%, registrado como o menor da série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 2012. O número é real? Depende. A pesquisa não inclui quem desistiu de procurar emprego ou está entre os beneficiários de programas sociais — ou seja, mais da metade dos brasileiros.
Leia maisPor baixo desse número pulsa outro terrível: a produtividade do brasileiro está travada há 40 e tantos anos. Dados publicados pelo Drive do Poder360 ontem (6) mostram a realidade nua e crua: nosso trabalhador produz quatro vezes menos do que o norte-americano.

Chilenos, uruguaios e argentinos produzem mais que nós. Num ranking de 131 países, o Brasil amarga um medíocre 78º lugar. Está na 2ª divisão da estagnação.
Na última quarta-feira (4), numa palestra para integrantes do CFA (Conselho Federal de Administração), mostrei que não se trata de mera tabela do campeonato mundial de produtividade, mas uma longa marcha à ré de 46 anos. Em 1950, a produtividade do trabalhador brasileiro era 24,5% da norte-americana — maior que a de hoje. Em 1980, chegou a 46%. Em 2023, retornamos ao patamar de 1950, ou seja: regredimos 73 anos. Quase 1 século.
Voltamos ao Brasil de Dutra, Getúlio e JK. De 2010 a 2023, a produtividade por hora trabalhada no Brasil cresceu apenas 0,3% ao ano. Só o agronegócio se salvou, com alta anual de 5,8%. O tal agro rotulado de fascista e atrasado.
A profecia de Tocqueville virou realidade por aqui 186 anos depois. Em 2024, o Bolsa Família custou R$ 168,2 bilhões, dados a 20,7 milhões de famílias. Deveria ser ajuda temporária até a pessoa largar as muletas do Estado. O BPC (Benefício de Prestação Continuada), de um salário mínimo mensal, custou R$ 75,8 bilhões até julho de 2024. Em 2025, engordou 40% e foi a R$ R$ 119,1 bilhões. Só o Bolsa Família cresceu 500% nos últimos 20 anos, descontada a inflação.
De 2020 até o fim de 2025, o governo federal pagou quase R$ 1,6 trilhão em benefícios assistenciais, mais do que o dobro do PIB da Argentina (US$ 633,27 bilhões em 2024). A pobreza continua sendo ativo político de primeira.
O resultado é tocquevilleano: a relação entre governante e governado não é representação, mas clientelismo. O benefício vira voto e garante o mandato. O mandato perpetua o benefício. O círculo se fecha e aprisiona a prosperidade. Adeus, riqueza.
Um exemplo desbotado de tanto uso, mas segue válido. A Coreia do Sul em 1960 era pobre. Apostou em educação de excelência, indústria de alto valor agregado e exposição à competição internacional. Hoje, sua produtividade a fez rica. O Vietnã vai pelo mesmo caminho. A Irlanda, igual.
Os governos do PT (Partido dos Trabalhadores), de 2003 a 2016, desprezaram oportunidades reais. O boom das commodities dos anos 2000 injetou muito dinheiro na economia brasileira. Em vez de transformar a estrutura produtiva do país, como fez a Noruega com o petróleo, gastaram na expansão do consumo, subsídios a indústrias ineficientes via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e assistencialismo. Quando o ciclo das commodities terminou, a recessão de 2014 revelou a fragilidade estrutural escondida debaixo do tapete.
Mais revelador ainda é o dado salarial: empregados com carteira assinada tiveram ganhos reais de só 6,39% desde 2019. No mesmo período, informais e autônomos viram seus rendimentos subirem de 25% a 31%. Para quem quer melhorar de vida, melhor ser MEI (Microempreendedor Individual), Uber ou camelô.
No Brasil, a maioria esmagadora da população tem baixa escolaridade, baixa capacidade cognitiva e baixa renda (menos de US$ 500 por mês, em média). A cada eleição, a escolha racional de quem depende de um benefício foi votar em quem o mantém. Andamos para trás sem nos darmos conta.
É a democracia delegada do cientista político argentino Guillermo O’Donnell: o eleitor entrega poder total ao eleito e a relação entre governante e governado é de tutela, não de representação. Os donos do poder agem como se tivessem direito natural ao governo, como se representar os pobres fosse um mandato permanente. As urnas apenas ratificam.
O Brasil aprisionou a prosperidade. Escolheu encarcerá-la. Prosperidade é fruto de uma conjunção de fatores do ciclo de riqueza: educação, produtividade e crescimento. O Brasil falhou na educação. Formamos jovens que saem da faculdade sem saber português, incapazes de falar outras línguas e sem conseguir interpretar um texto. Não passariam num ditado. Tremenda pobreza num mundo onde a riqueza passou a ser o conhecimento.
Estamos condenados à estagnação num mundo onde os povos se dividem entre prósperos e estagnados. Prosperidade é a riqueza permanente, sustentável (palavrinha muito na moda, mas mal-usada), capaz de criar mais riqueza e assim sucessivamente. Estagnação é pobreza perene.
Ao retornarmos aos patamares de 1950, viramos o refugo da História. Naquela época, o Brasil tinha mais jovens do que velhos, hoje é o contrário. Éramos 52 milhões, hoje somos 213 milhões. O mundo ouvia rádio, TV era um sonho, telefone era coisa de rico e os jornais eram de papel.
Sem prosperidade, iremos ao fundo do poço da subserviência aos donos do conhecimento. Se os portugueses seduziram nossos indígenas com espelhinhos e ferramentas, agora somos seduzidos pelas redes sociais, celulares e carros elétricos dos países prósperos.
O texto de Tocqueville é tão realista que dá arrepios: “É em vão que se pode encarregar esses mesmos cidadãos, tornados tão dependentes do poder central, de escolher os representantes desse poder. Esse emprego tão importante não impedirá de perderem pouco a pouco a faculdade de pensar, de sentir e de agir por si mesmos, nem de caírem gradualmente abaixo do nível da humanidade”.
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Pressão de Raquel Lyra não muda ritmo de Eduardo da Fonte
Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
A pressão nos bastidores para que o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente do PP em Pernambuco, anuncie que será candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) estaria desgastando a relação entre a gestora e o parlamentar. O impasse se dá porque Raquel quer que Dudu, como é mais conhecido, apresente uma definição na próxima semana. O deputado, porém, aguarda o momento ideal para tomar uma decisão.
Como disse, em reserva, um aliado de Dudu, “é preciso cabeça fria neste momento e a governadora está ansiosa”. Raquel estaria afirmando a pessoas próximas de Eduardo da Fonte que ele teria pulado para o lado do prefeito do Recife, João Campos (PSB), por não ter escutado ainda do parlamentar o que gostaria de ouvir.
Leia maisA governadora se queixa de que seu adversário na disputa deste ano “está andando com três ou quatro pré-candidatos ao Senado ao seu lado”, enquanto ela não anunciou nenhum. Ela refere-se aos nomes que circularam com João Campos desde o ano passado em agendas, como Miguel Coelho (UB), Silvio Costa Filho (RP), Marília Arraes e Humberto Costa (PT), sendo Costa o único que já teria vaga garantida na chapa de Campos, por causa da aliança nacional entre PT e PSB.
Acontece que ao afirmar que Eduardo da Fonte fechou com João Campos, a governadora atrapalha o PP nesse período de janela partidária, período de 30 dias em que deputados estaduais e federais podem trocar de partido sem risco de perder o mandato. Alguns nomes têm resistência ao ingressar na sigla caso não seja ao lado de Raquel.
A leitura de um dos aliados de Dudu é a de que Raquel está fazendo tudo de caso pensado, justamente para desidratar a chapa do parlamentar, facilitando, assim, a negociação com ele. “Como Dudu está com João Campos se ninguém sabe disso?”, questionou uma pessoa próxima ao deputado, em conversa com este blog.
O fato é que Eduardo da Fonte aguarda a homologação da federação entre União Brasil e Progressistas, que deve se dar até o dia 20 de março, e também o fim da janela partidária, no início de abril, para anunciar qualquer que seja a decisão, inclusive porque já disse, em outras ocasiões, que tudo será resolvido em conjunto com aqueles que estiverem no grupo após o fim da janela. A pressão não vai mudar o ritmo dos prazos.
Data Magna – A governadora Raquel Lyra (PSD) comandou a solenidade de promoção da Data Magna de Pernambuco, ontem (6), no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. A gestora realizou o hasteamento das bandeiras ao lado da vice-governadora, Priscila Krause, e do Comandante Militar do Nordeste, o general Francisco Carlos Machado Silva. A cerimônia também contou com o desfile dos destacamentos da PMPE, do Corpo de Bombeiros e das principais lojas maçônicas de Pernambuco. A governadora participou ainda de uma homenagem aos heróis da Revolução de 1817, na Praça da República, em frente ao Palácio.

Recurso negado – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, ontem (6), o recurso da defesa do ex-assessor da presidência Filipe Martins para retornar à unidade prisional de Curitiba. Na decisão, Moraes entendeu que Martins deve continuar em Ponta Grossa, uma vez que a ida para Curitiba foi uma decisão do sistema penitenciário que não tinha autorização do STF.
Lula e Eduardo Paes – O presidente Lula (PT) disse, ontem (6), que “não se escolhe adversários, mas, sim, aliados” para as eleições. Em entrevista ao jornal O Dia, o petista fez elogios ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), do mesmo partido da governadora Raquel Lyra. Lula disse que a prioridade é construir uma “chapa forte” capaz de vencer a disputa pelo governo estadual. Eduardo Paes vai concorrer ao Governo do Rio de Janeiro.
O que declarou Lula – “O Eduardo Paes é um excelente prefeito e trabalhamos muito bem juntos. Sobre as eleições, temos que lembrar que não se escolhe adversários, mas, sim, aliados. Paes tem o meu apoio político e o importante agora é construir uma chapa forte, capaz de vencer não apenas a disputa pelo governo, mas também de conquistar cadeiras no Senado, na Câmara e na Alerj e não deixar que o autoritarismo e o retrocesso voltem a ganhar espaço no Rio de Janeiro e em nosso país”, declarou o petista.

Fala às mulheres – Por falar em declarações de Lula, o presidente Lula gravou um pronunciamento alusivo ao Dia da Mulher, que será veiculado próximo domingo (8) na cadeia nacional de rádio e televisão. A gravação foi no último dia 5, segundo o Estadão. A fala transmitida ocorre em meio a um interesse de Lula em conquistar votos do eleitorado feminino. O pronunciamento foi gravado no Palácio da Alvorada. A convocação da cadeia nacional, com o horário de transmissão, deve ser publicada hoje.
CURTAS
Direto de Brasília – O deputado federal Augusto Coutinho, que assumiu, há pouco, a liderança do Republicanos na Câmara dos Deputados, é o convidado do podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco e transmissão para 165 emissoras do Nordeste, da próxima terça-feira (10). Na pauta, sucessão presidencial, os escândalos do INSS e Banco Master, além do projeto que regulamenta os aplicativos.
Por falar em Brasília – A troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem sacudido a capital federal e arrastou o STF de volta para o centro da crise. Com a credibilidade questionada por muitos, o Supremo volta a enfrentar um cenário delicado, porque novamente aparece no centro de um escândalo.
Semana da mulher – A pré-candidata ao Senado Marília Arraes postou um vídeo nas redes sociais, na última semana, no qual afirma que nunca sofreu tanta violência política de gênero como neste momento, após divulgar que sua participação na disputa é irreversível. “Algumas pessoas que vieram conversar comigo diziam que eu não podia ser candidata, ou que não queriam que eu fosse candidata, porque eu tiraria uma vaga de A, B ou C, ou seja, pela minha grande chance de ganhar eleição. Vocês não acreditam nisso?”, comentou.
Perguntar não ofende: Raquel Lyra vai segurar a aliança com Dudu da Fonte, diante da pressão que vem colocando contra o deputado?
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O influenciador Pablo Marçal se filiou, nesta sexta-feira (6), ao União Brasil. Em seu primeiro discurso no partido, Marçal pregou a “união”, evitou falar em cargos específicos que quer disputar, acenou aos seus eleitores das eleições municipais de 2024 e pediu perdão a adversários políticos.
Em sua primeira fala no evento de filiação, em São Paulo, Marçal disse, ao lado do presidente do União, Antonio Rueda, e do presidente do PP, Ciro Nogueira, que ele só não irá dar certo no partido “se esses dois não quiserem”. As informações são do jornal O Globo.
Leia mais“Esse ano vai ser um ano onde pessoas que não dependem de política e não precisam da política vão invadir a política, eu quero deixar a minha declaração para vocês. Esse é o último partido meu, se esses dois falarem ‘você vai ser gandula’, eu vou ser gandula. Eu vou ajudar a eleger o maior time” falou.
O partido pretende lançar Marçal ao cargo de deputado federal ou senador, como um dos principais puxadores de voto para o Legislativo federal em São Paulo. Entretanto, para a candidatura se concretizar, ele teria que reverter uma inelegibilidade de oito anos.
Em dezembro, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve uma condenação de Marçal por uso indevido dos meios de comunicação no pleito de 2024. A condenação se refere à realização de um “concurso de cortes”, revelado pelo Globo, em que colaboradores eram incentivados a produzir vídeos para as redes sociais da campanha, com promessa de remuneração e distribuição de brindes. Em outro processo, constatou-se que a maquiadora da esposa de Marçal financiou anúncios no Google que direcionavam usuários ao site oficial do candidato.
Na ocasião, a Corte também confirmou a multa de R$ 420 mil aplicada por descumprimento de ordem judicial, também durante o período eleitoral de 2024. O influenciador recorreu, e aguarda julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Outra ação que tramita no tribunal eleitoral foi suspensa no mês passado após Marçal fazer um acordo com a Justiça. O caso se refere à propagação de um laudo falso contra o então candidato Guilherme Boulos (PSOL).
Na véspera do primeiro turno de 2024, Marçal divulgou um documento falso de internação por uso de drogas — a falsidade do documento foi atestada por perícias das Polícias Federal e Civil. Poucas horas após a publicação, a Justiça Eleitoral determinou a derrubada da publicação das redes sociais. Marçal foi o terceiro colocado na disputa eleitoral daquele ano, enquanto Boulos foi para o segundo turno contra Ricardo Nunes (MDB).
Para que a ação fosse paralisada por dois anos, o empresário aceitou um acordo com a Promotoria Eleitoral do Ministério Público que prevê a imposição de uma série de restrições, como comparecimento judicial a cada três meses, proibição de sair de sua cidade sem prévia autorização, além de não poder frequentar bares, boates e casas de prostituição. No âmbito cível, o caso do laudo falso foi julgado no mês passado. Na ocasião, Marçal foi condenado a pagar uma indenização de R$ 100 mil a Boulos.
Perdão a Nunes e Tarcísio
No palco, Marçal se dirigiu ao prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pediu “perdão” para os dois. Na campanha de 2024, o influenciador fez uma série de ataques ao prefeito, que era seu principal adversário na disputa de votos na direita, e o governador foi um dos principais apoiadores de Nunes e foi crítico de Marçal durante a campanha.
“Eu quero fazer um pedido que a gente possa se unir. Ao prefeito de São Paulo, eu te peço perdão publicamente porque não há união sem arrependimento, se a pessoa não tiver humildade. Ricardo, a gente conversava antes da eleição, todo mundo veio bater em mim e eu acabei devolvendo com muita força em você. Exagerei, passei da conta. Você não vai ter nunca mais um cara como eu contra você. E ao governador Tarcísio, que quase esteve entre nós, eu passei do limite também com o governador. Tarcísio, peço perdão público para você, porque eu sei o homem honesto e correto que você é”, falou.
Marçal disse não ter “ego com cargos” e que se os presidentes da federação disserem que ele não será candidato, ele vai “servir”, e não deixará o partido. “Se for para ser qualquer coisa, me coloque. Se eu tiver que esperar, eu vou esperar. Eu entrei em partido que não tem palavra, deu tudo errado. Em partido pequeno, deu tudo errado. Só vocês para fazer não dar errado agora”, disse para Ciro e Rueda.
O influenciador levou sua esposa e seus quatro filhos ao palco, fez elogios ao presidente municipal do União Brasil, o ex-vereador Milton Leite, e ao partido, e acenou aos seus 1.719.274 de eleitores nas eleições de 2024. “O voto que você fez na urna está aqui dentro, você não perdeu seu voto. Esse voto vai dar fruto, eu vou carregar ele. Eu não vou desperdiçar seu voto”, disse.
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Um avião que seguia de São Paulo para Fernando de Noronha precisou realizar um pouso de emergência no Recife, nesta sexta-feira (6), após suspeita da presença de um artefato explosivo a bordo. Nenhuma irregularidade foi confirmada, e todos os passageiros desembarcaram em segurança na capital pernambucana.
O voo G3 1774, da companhia Gol Linhas Aéreas, partiu do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e alternou o trajeto durante o percurso após a companhia ter sido comunicada sobre uma “possível ameaça à segurança de voo”. Com informações da Folha de Pernambuco e do Diário de Pernambuco.
Leia mais“O pouso ocorreu normalmente. Todos protocolos exigidos foram seguidos, com acionamento das equipes de emergência e a Polícia Federal para acompanhamento do desembarque, que aconteceu normalmente. Os clientes e tripulantes desembarcaram em total segurança”, destacou a Gol, por meio de nota.
Após a liberação da aeronave pelas autoridades no solo, a companhia informou que prestou toda a assistência necessária aos passageiros. Segundo a Gol, os clientes foram atendidos conforme determina a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Gol destacou ainda que procedimentos desse tipo são adotados como medida preventiva para assegurar a segurança de suas operações aéreas.
A Aena, empresa administradora do Aeroporto do Recife, reforçou que a aeronave solicitou um pouso não programado no terminal aéreo. “As equipes de emergência e a Polícia Federal foram acionadas para acompanhar a aterrisagem, que transcorreu normalmente. Todos os passageiros desembarcaram em segurança”, ressaltou a Aena.
Após o pouso, equipes especializadas da Polícia Federal realizaram inspeções nos passageiros, nas bagagens e na aeronave. Até o momento, conforme a corporação, não foram identificados indícios de risco efetivo à operação aérea. “As investigações prosseguem para apurar a autoria do comunicado relacionado à presença de possível artefato explosivo”, complementa a PF.
Na mesma ocasião, um passageiro que estava com a perna enfaixada foi detido pela Polícia Federal após o pouso do voo que seguia com destino ao Aeroporto de Fernando de Noronha. O homem teria causado incômodo durante a viagem por se movimentar bastante na aeronave. Ao pousar no Recife, foi algemado por agentes da Polícia Federal que aguardavam no aeroporto.
Ainda não foram divulgados detalhes oficiais sobre as circunstâncias da ocorrência.
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Por Jarbas Filho*
Nesta sexta-feira é comemorada a Data Magna de nosso estado. O Dia de Pernambuco. Ou melhor, o dia de Pernambuco, Meu País. Há 209 anos, Pernambuco se desamarrava de Portugal e tornava-se um País independente. Graças à luta de bravos guerreiros, que não toleravam as imposições da corte. Gente de todas as raças.
Por 75 dias, a Terra de Altos Coqueiros tornou-se independente. Antes da revolução, que teve início em 6 de março de 1817, ser sufocada pelos portugueses. Mas aquela luta foi o embrião do sentimento republicano, libertário de Portugal. A principal revolução em todo território brasileiro. Ajudando no processo de independência, que viria mais tarde.
Leia maisA revolução de 1817 também deixou marca no sentimento dos pernambucanos. O que hoje chamamos de pernambucanidade começou lá trás. Não existe, como nós, um povo tão orgulhoso de suas raízes. E de seus símbolos.
E aqui, uma referência especial a meu pai, o ex-governador Jarbas Vasconcelos. Em seu governo, foram resgatados o hino e a belíssima bandeira de nosso estado. As gravações em diversos ritmos popularizaram a música de Oscar Brandão e Nicolino Milano.
Uma política semelhante à que a governadora Raquel Lyra vem fazendo com competência. Levando nossa bandeira para todos lugares. Contagiando e multiplicando esse sentimento que apenas nós temos.
Principalmente com o lançamento do Projeto Um Só Hino, resgate da bela ação do Governo Jarbas. Novamente com artistas pernambucanos regravando em diversos ritmos. Frevo, forró, brega, passinho. Modernizando e popularizando ainda mais nosso hino.
Quem nunca pulou o carnaval dançando o hino de Pernambuco em ritmo de frevo? Ou vestiu camisa, boné e até chinelos com as cores da bandeira de Pernambuco? Na cabeça, nos pés, no coração. As cores de nossa bandeira estão em todos os cantos. E nos enche de orgulho.
Não poderia deixar de ressaltar, ainda, o trabalho de nossa querida amiga, jornalista e ex-deputada Terezinha Nunes. Autora do Projeto de Lei que criou nossa Data Magna, em 2007, oficializando o Dia de Pernambuco. O dia que celebra o marco da luta pela liberdade em nosso estado. O dia que fez nascer esse sentimento de pertencimento.
Parabéns, Pernambuco. Parabéns a todos pernambucanos.
*Deputado estadual pelo MDB
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Ciro Gomes (PSDB) está cada vez mais perto de confirmar candidatura ao governo do Ceará. O ex-ministro explicou que ainda não oficializou a entrada na disputa porque avalia a gravidade dos problemas do estado. “Está bem pertinho, e eu quero com muita humildade dizer porque eu não tomei essa decisão ainda. É que a situação do Estado do Ceará precisa, antes de um candidato, precisa de uma solução”, declarou. Segundo ele, a eventual candidatura depende da possibilidade de enfrentar desafios como a atuação de facções criminosas, a situação da saúde pública e o modelo de desenvolvimento econômico do estado.
Por Estadão Conteúdo
O empresário e influenciador Pablo Marçal filia-se ao União Brasil nesta sexta-feira (6). Um ano e meio depois de concorrer à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB, Marçal foi condenado três vezes à inelegibilidade. Destas, reverteu uma condenação, enquanto recorre das outras duas.
Mesmo com os reveses no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Marçal aposta em um recurso que o permita concorrer no pleito deste ano até que os processos contra ele não estejam julgados em definitivo, ou seja, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Leia maisO União Brasil aposta em Marçal como puxador de votos. O partido realiza uma cerimônia de filiação do novo quadro na noite desta sexta-feira, que iniciou às 18h, na Vila Olímpia, na capital paulista.
Segundo interlocutores da sigla, o plano é lançá-lo a uma vaga de deputado federal por São Paulo, um cargo ao qual o influenciador já concorreu nas eleições de 2022. Filiado ao extinto Pros, Marçal conquistou votos suficientes para se eleger, mas teve o registro da candidatura indeferido.
O Estadão procurou a defesa de Marçal para comentar os processos em trâmite na Justiça Eleitoral, mas não houve retorno.
Pix de R$ 5 mil em troca de apoio político
Em fevereiro de 2025, Marçal foi condenado em uma ação movida pelo PSB e pela coligação do hoje ministro Guilherme Boulos, que concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2024 pelo PSOL. As partes denunciaram a promessa de Marçal de apoiar candidatos a vereador que doassem R$ 5 mil para sua campanha à Prefeitura.
Durante o processo, Marçal alegou inconsistências nas preliminares do caso, ou seja, na forma como a ação foi julgada. No mérito da acusação, afirmou que não houve crime pois apenas cinco doações foram realizadas após o vídeo, as quais “foram prontamente devolvidas aos remetentes”.
Para o juiz Antonio Patiño Zorz, embora o valor arrecadado com o anúncio tenha sido limitado, a disposição de Marçal em oferecer dinheiro por apoio político, por si só, configura crime. “Entendo que o discurso de Pablo Marçal (…) encerra em si mesmo conduta ilícita que ostenta a potencialidade de lesar o bem jurídico protegido, a legitimidade das eleições”, disse o magistrado.
Marçal recorreu da decisão e obteve uma decisão favorável na segunda instância. Para o juiz Claudio Langroiva Pereira, que relatou a ação, apesar de ter havido conduta ilícita, seria necessário constatar que a prática influenciou o andamento do pleito.
‘Concurso de cortes’
Em abril de 2025, dois meses após a primeira condenação, Marçal voltaria a ter um revés na Justiça Eleitoral. O ex-candidato a prefeito foi condenado pelo “concurso de cortes” que promoveu entre os seus seguidores. O influenciador oferecia compensações em dinheiro a quem produzisse vídeos que o promovessem. A ação foi proposta pelo PSB, pelo Ministério Público Eleitoral e por Silvia Ferraro, vereadora de São Paulo pelo PSOL.
Para o juiz Antonio Patiño Zorz, o mesmo que o condenou pela promessa de Pix em troca de apoio político, a “estratégia” do concurso de cortes deu a Marçal “uma vantagem indevida” na corrida eleitoral, uma vez que o candidato “fraudou” conteúdo favorável a ele de modo a criar “a impressão de que havia uma onda genuína de apoio a suas ideias e plataforma política, mas que foi motivada pela perspectiva de ganhos financeiros conforme regulamento e premiação”. Segundo o magistrado, tratou-se de “compra de apoio político”.
Na decisão, Marçal também foi condenado pelo descumprimento da liminar que suspendia seus perfis nas redes, incluindo a comunidade no Discord em que eram criados os cortes. Seus perfis foram suspensos nas demais plataformas, mas o servidor do Discord seguiu no ar. Segundo o juiz, a comunidade permaneceu ativa por 42 dias após a liminar, cabendo uma multa de R$ 10 mil por cada dia de desrespeito à medida, totalizando R$ 420 mil.
Marçal recorreu e, dos quatro crimes pelos quais havia sido condenado, obteve o afastamento de duas imputações, mas a inelegibilidade foi mantida, assim como a multa de R$ 420 mil.
Com a condenação na segunda instância, além das penas de inelegibilidade, o influenciador passou a ser considerado inapto a concorrer a cargos públicos também pela Lei da Ficha Limpa. Segundo a norma, para determinados tipos de crimes, o candidato torna-se inelegível por oito anos após a condenação por um órgão colegiado. A defesa de Marçal apresentou embargos à condenação em segunda instância. O caso segue em análise do TRE-SP. Se for mantido o teor do acórdão, cabe recurso ao TSE.
Sorteio de boné
Em julho de 2025, Marçal foi condenado pela terceira vez. Nesta ação, o PSB o processou por abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e captação ilícita de recursos.
Nas alegações, o partido citou ofensas proferidas por Marçal durante a campanha, como as referências, sem provas, de que o então candidato Guilherme Boulos seria usuário de drogas. A sigla também acusou o candidato de ferir a isonomia do pleito ao sortear bonés e dinheiro em troca de divulgação.
Os advogados de Marçal recorreram, mas o caso ainda não foi apreciado na segunda instância do TRE de São Paulo. O caso deve ser avaliado pela Corte Eleitoral nas próximas semanas.
Laudo falso contra Boulos
Dois dias antes das eleições de 2024, Marçal divulgou um laudo médico falso atribuindo ao então candidato Guilherme Boulos uma overdose por uso de cocaína. O documento forjado utilizou a assinatura de um médico falecido.
Em fevereiro deste ano, Marçal assinou um acordo com a Procuradoria que suspendeu por dois anos a ação pela divulgação do laudo. No termo, o ex-candidato a prefeito foi condenado ao pagamento de uma indenização de R$ 5 mil a uma instituição filantrópica. Além disso, comprometeu-se a não frequentar bares, boates e casas de prostituição.
Outros processos
Durante a campanha a prefeito de São Paulo, Marçal envolveu-se em outras polêmicas que terminaram na Justiça. Em novembro de 2025, ele foi condenado por afirmar que a deputada federal Tabata Amaral (PSB) “abandonou” o pai para estudar no exterior. Segundo a Justiça, houve o crime de difamação eleitoral.
O influenciador também teve embates ríspidos com José Luiz Datena (PSDB). A tensão entre os dois culminou na cadeirada do apresentador em Marçal no debate da TV Cultura. Como mostrou o Estadão, em outubro de 2025, um acordo entre as partes encerrou os processos que os ex-candidatos moviam entre si. O termo foi homologado em fevereiro deste ano.
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Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com a cantora e compositora Bárbara Eugênia ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. O programa foi em homenagem à cantora e compositora Diana, que morreu em 21 de agosto de 2024, no Rio de Janeiro, aos 67 anos.
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta sexta-feira (6) a abertura de um inquérito para investigar o vazamento das informações do celular do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Relator do caso Master na Corte, Mendonça também determinou que a CPMI (Comissão Mista Parlamentar de Inquérito) do INSS devolva todos os dados sobre a quebra de sigilo para a Polícia Federal.
Na decisão, o ministro afirmou que o compartilhamento da quebra de sigilo não autoriza o vazamento das informações por integrantes da CPI. “Bem ao contrário, enseja, pela autoridade que recebeu a informação de acesso restrito, a responsabilidade pela manutenção do sigilo. Isso porque, a toda evidência, a eventual quebra de sigilo não torna públicas as informações acessadas“, declarou. As informações são do Poder360.
Leia maisNa manhã desta sexta-feira (6), a defesa de Vorcaro afirmou que pediria ao STF a instauração de um inquérito criminal para “sucessivos vazamentos de informações sigilosas”. Os advogados declaram que sequer tiveram acesso aos dados colhidos pela quebra de sigilo dos celulares do empresário.
“Conversas íntimas, pessoais e que expõem terceiros não envolvidos com os fatos, além de supostos diálogos com autoridades e até o ministro do STF, Alexandre de Moraes, talvez editadas e tiradas de contexto, têm sido divulgadas para os mais diversos órgãos de comunicação”, disse a defesa em nota.
O celular de Vorcaro
A quebra do sigilo dos dados telemáticos do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, identificou que ele mantinha o contato dos telefones e autoridades dos Três Poderes como três ministros do STF; parentes de ministros, como a advogada Viviane de Moraes; seis congressistas; além de dois diretores do BC (Banco Central) – autarquia que regula e investiga o Master.
As mensagens, interceptadas pela PF (Polícia Federal) e às quais o Poder360 teve acesso, estavam no celular de Vorcaro, apreendido pela corporação na operação Compliance Zero. Com base no conteúdo obtido, eis o que se sabe sobre o empresário até o momento:
• Vorcaro e namorada planejaram levar filha de Trump à Sapucaí;
• Empresário levava vida de luxo e tinha agenda de negócios cheia;
• Fundador do Master acelerou a venda de cobertura de R$ 60 mi no dia em que foi preso;
• Tinha contatos salvos de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e outras autoridades;
• Banqueiro disse que Augusto Lima bateu na mulher e casal negou;
• Vorcaro discutiu com funcionário pagamentos mensais a site de esquerda;
• Empresário se gabou para a então namorada por levar ministros para Londres;
• Demonstrava preocupação com cobertura jornalística;
• Comprou um barco para a namorada mas pediu que ela não tirasse fotos; • Sugeriu em mensagens que encontro com Lula foi “ótimo”;
• Seu celular tinha o contato de “Vivi Moraes”;
• Rueda e Ciro Nogueira voaram em helicóptero seu helicóptero em SP;
• Disse que era “zero” a chance de o BC barrar a venda do Master Citou encontro com Hugo Motta e elogiou emenda de Ciro Nogueira;
• Sugeriu em mensagens que BTG queria barrar acordo com BRB;
• Chamou Jair Bolsonaro de “beócio” e reclamou de post dele sobre Master;
• Deu relógio suíço avaliado em R$ 1 milhão a Nelson Tanure.
Na manhã da última quarta-feira (4), antes da divulgação das mensagens, os agentes da PF iniciaram a 3ª fase da Operação Compliance Zero, que resultou no retorno à prisão preventiva de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel. Também foram presos dois funcionários do empresários, investigados por monitorar e intimidar adversários de Vorcaro.
A nova fase foi autorizada pelo relator do caso no STF, ministro André Mendonça, que acolheu o relatório da PF para decretar a prisão dos quatro investigados. Segundo o despacho de Mendonça, a investigação do caso indica que Vorcaro emitia “ordens diretas” de atos de intimidação contra pessoas como “concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas” que prejudicariam os interesses do Master.
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Na manhã desta sexta-feira (6), o Governo do Estado realizou a solenidade de promoção da Data Magna de Pernambuco de frente para o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. A cerimônia foi comandada pela governadora Raquel Lyra, que realizou o hasteamento das bandeiras ao lado da vice-governadora, Priscila Krause, e do Comandante Militar do Nordeste, o general Francisco Carlos Machado Silva.
A cerimônia também contou com o desfile dos destacamentos da PMPE, do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) e das principais lojas maçônicas de Pernambuco. A governadora participou ainda de uma homenagem aos heróis da Revolução de 1817, na Praça da República, em frente ao Palácio do Campo das Princesas. As informações são do Diário de Pernambuco.
Leia maisDiante da obra de Abelardo da Hora alusiva aos mártires do Estado, foi realizado um minuto de silêncio. “Hoje é o dia de Pernambuco. [A data] foi quando, há 209 anos, na Revolução de 1817, Pernambuco fez-se pátria. Gritou pelos valores de independência, liberdade, democracia e justiça. Isso faz parte daquilo que é o coração e o sentimento do nosso povo. Tem a ver com o nosso chão, mas sobretudo com os valores que o povo pernambucano, com luta e coragem, traz”, declarou a governadora, em coletiva de imprensa concedida no Palácio.
A governadora também destacou a atualidade dos ideais defendidos no movimento: “209 anos depois, estamos aqui, em um dia de feriado, celebrando aqueles que vieram antes de nós. Lutando as mesmas lutas: por mais democracia, por mais justiça e por um governo que chegue verdadeiramente na vida daqueles que mais precisam”.
Celebrada em 6 de março, a Data Magna relembra o movimento que proclamou uma república em Pernambuco em 1817 e se tornou um dos episódios mais marcantes da história política do estado. O feriado estadual foi instituído em 2017.
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