Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
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Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (16) pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados no primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Lula aparece com 38% das intenções de voto, enquanto o senador tem 35%.
A maior parte das entrevistas foi realizada antes da revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A pesquisa é a primeira divulgada após o site “Intercept Brasil” tornar público que o senador do PL pediu dinheiro ao empresário para bancar filme sobre Jair Bolsonaro (PL), “Dark Horse”. As informações são do portal g1.
Leia maisA reportagem foi publicada na quarta-feira (13). Vorcaro pagou R$ 61 milhões. O parlamentar do PL nega irregularidades. Na pesquisa anterior, de abril, Lula tinha 39%, e Flávio, 35%. Os candidatos também aparecem empatados na pesquisa do segundo turno, ambos com 45% das intenções de votos.
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas entre terça (12) e quarta (13). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-00290/2026.
O Datafolha mostra ainda que Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 3% das intenções de voto. Romeu Zema (Novo) também tem 3%, e Renan Santos (Missão), 2%.

Em um segundo cenário, que inclui Ciro Gomes (MDB), o atual presidente e o senador também aparecem empatados tecnicamente. Os percentuais são: Lula, 37%; Flávio Bolsonaro, 34%; Ciro Gomes 5%; Zema, 4%; Caiado, 2%; Ciro,2%; e Renan Santos, 2%.
Nas menções espontâneas para o primeiro turno, quando o entrevistado não tem acesso à lista de pré-candidatos, Lula tem 27% das intenções de voto. Já o senador Flávio Bolsonaro 18%, seguido pelo inelegível Jair Bolsonaro, com 3%, e Caiado, com 1%. Nesse cenário, 39% afirmam que não sabem em quem pretendem votar.
No índice de rejeição medido pelo Datafolha, o presidente aparece à frente, com 47% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro registra 43%. Na sequência, aparecem Ciro Gomes (MDB), com 20%; Romeu Zema (Novo), com 15%; Cabo Daciolo, com 14%; Ronaldo Caiado (PSD), com 13%; e Rui Costa Pimenta (PCO), com 12%.
Veja os números do primeiro cenário:
Enquanto cidades do Sertão do São Francisco seguem sem energia desde a última quinta-feira (15), a governadora Raquel Lyra cumpre agenda oficial em Fernando de Noronha neste sábado (16). Em meio ao apagão, um agricultor divulgou vídeo contestando uma suposta justificativa da Neoenergia Pernambuco para a demora no restabelecimento do serviço. “A Neoenergia parece que lançou uma nota aí dizendo que não estabeleceu ainda o retorno da energia, por conta que os agricultores estavam impedindo esse acesso à subestação e eu vim aqui, na estação, não tem um agricultor aqui”, disse.
O apagão afeta cidades como Santa Maria da Boa Vista e Orocó desde a manhã da última quinta-feira (14), após o desligamento da Subestação Brígida. O problema também atingiu o distrito de Caraíbas e áreas ligadas ao Projeto Brígida, no Sistema Itaparica.
Mais cedo, o prefeito de Santa Maria da Boa Vista, George Duarte (PP), afirmou que a cidade estava “à luz de vela” e relatou preocupação com o funcionamento do hospital municipal. “O nosso hospital [está] operando com gerador, a gente com medo de perder medicamentos, vacinas e com pessoas que dependem de aparelhos elétricos para a saúde”, disse em vídeo publicado nas redes sociais.
Ontem (15), agricultores do Projeto Brígida chegaram a bloquear a BR-428, em Orocó, em protesto contra a interrupção no fornecimento de energia, que compromete o funcionamento das bombas de água e a produção agrícola da região.
Entre os compromissos divulgados pelo Governo do Estado neste sábado (16), em Fernando de Noronha, estão visitas ao novo ambulatório do Hospital São Lucas e ao terminal de passageiros do aeroporto da ilha.
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Do g1
Após o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa se filiar ao partido Democracia Cristã (DC), a legenda pretende lançá-lo candidato à Presidência da República. A informação foi revelada pelo Painel, da Folha de S.Paulo, e confirmada pelo g1.
O DC, presidido pelo ex-deputado federal João Caldas, apresentou no início do ano a pré-candidatura presidencial do ex-ministro Aldo Rebelo, que não cresceu nas pesquisas. Por isso, de acordo com o presidente da sigla, a troca foi necessária.
Leia maisBarbosa integrou a corte entre 2003 e 2014. O ministro se aposentou antecipadamente em 31 de julho, abreviando sua permanência no tribunal em dez anos e dois meses. Caso permanecesse no cargo, poderia, por lei, seguir no STF até 2029, quando completaria 75 anos. Em 2018, ele foi cotado como um dos nomes da disputa presidencial, mas acabou desistindo.
“Ele se filiou ao partido para concorrer. Atualmente, vivemos no Brasil uma crise institucional entre os três poderes. Não existe ninguém melhor do que Joaquim Barbosa para resolver isso. Ele será o mensageiro que nos resgatará desse cenário”, afirmou Caldas.
A disputa presidencial de 2026 avança com a consolidação de candidaturas conhecidas do eleitorado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é pré-candidato à reeleição e deve apostar na defesa de programas sociais, no crescimento econômico e na comparação com o governo anterior como pilares de campanha.
No campo da direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL) desponta como um dos nomes ligados ao bolsonarismo para disputar o Palácio do Planalto. Também buscam espaço na disputa o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não compareceu ao evento de lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado realizado neste sábado (16) em Sorocaba, no interior paulista.
Segundo a assessoria, Tarcísio amanheceu com dor de garganta e sintomas de gripe e decidiu permanecer em repouso no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo em São Paulo. O evento terá a presença do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). As informações são do portal Metrópoles.
Leia maisEste é o segundo evento que marca o lançamento da pré-candidatura de Derrite. O primeiro ocorreu na noite de ontem (15) em Campinas – ocasião em que dois homens foram retirados por seguranças do local após supostas críticas a Tarcísio e Flávio.
Foi a primeira vez que Flávio e Tarcísio de Freitas estiveram juntos após a divulgação dos contatos entre o senador e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
As agendas foram organizadas pelo PP, partido presidido pelo senador Ciro Nogueira, que também está envolvido em suspeitas no escândalo do Master. O parlamentar, que chegou a ser cotado como vice da chapa de Flávio, é alvo de investigação da Polícia Federal, que aponta que Ciro teria recebido mesada de até R$ 500 mil de Vorcaro. O senador não esteve presente nos eventos.
Embora já estivessem agendados antes da eclosão da crise, os eventos de Derrite serviram como uma tentativa do grupo de demonstrar união e respaldo a Flávio.
Nos bastidores, no entanto, aliados demonstram desconforto com a situação e muitos foram pegos de surpresa com a proximidade de Flávio Bolsonaro com o banqueiro e com o fato de o ex-dono do Banco Master ter aportado dinheiro no filme sobre Jair Bolsonaro. Tarcísio de Freitas foi um dos surpreendidos.
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Por AFP
Israel anunciou a morte do chefe do braço armado do movimento islamista palestino Hamas, Ezedin Al Hadad, apresentado como um dos arquitetos dos ataques a Israel em 7 de outubro de 2023.
Desde o dia do ataque surpresa do Hamas, quando combatentes do grupo mataram mais de 1.200 pessoas no território israelense, o Exército e os serviços de inteligência de Israel executam uma campanha contra os líderes políticos e os comandantes militares de alto escalão do grupo em Gaza e em toda a região.
Leia maisOntem, as Forças Armadas israelenses anunciaram um ataque aéreo em Gaza contra Hadad e, neste sábado (16), confirmaram a morte. “O Exército e a agência de segurança interna anunciam que ontem (sexta-feira), em um ataque de precisão na área da Cidade de Gaza, o terrorista Ezedin Al Hadad foi eliminado”, afirma um comunicado militar. Dois dirigentes do Hamas confirmaram à AFP a morte de Al Hadad.
“Ezedin Al Hadad foi assassinado ontem em um ataque israelense contra um apartamento e um veículo civil na Cidade de Gaza”, disse um dirigente do Hamas. Um integrante do braço armado do movimento confirmou o falecimento.
Fotografias da AFP registraram o momento em que várias pessoas carregaram o corpo de Hadad, envolto em uma bandeira do Hamas, apoiado em uma maca nas ruínas de um edifício.
O governo israelense apontou Al Hadad como “um dos principais arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023” e também o acusava de ser responsável pelo sequestro de civis e soldados no mesmo dia. O Hamas tomou 251 reféns em 7 de outubro de 2023.
“Hadad comandou o sistema de cativeiro de reféns do Hamas e se cercou de reféns em uma tentativa de evitar que fosse eliminado”, afirmou o Exército israelense.
Uma “conquista operacional significativa”
O chefe do Estado-Maior do Exército israelense, tenente-coronel Eyal Zamir, qualificou a morte do líder do braço armado do Hamas de “conquista operacional significativa”. “Em todas as conversas que tive com os reféns que retornaram, o nome do arqui-terrorista Ezedin Al Hadad (…) surgiu algumas vezes”, afirmou Zamir em um comunicado.
“Hoje conseguimos eliminá-lo. As FDI continuarão perseguindo nossos inimigos, atacando-os e responsabilizando todos aqueles que participaram do massacre de 7 de outubro”, acrescentou.
O ataque desencadeou uma guerra, na qual a campanha de retaliação israelense devastou a Faixa de Gaza, onde vivem mais de dois milhões de palestinos, e matou mais de 72.000 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do território, que atua sob autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
Desde o início da guerra, Israel afirma ter eliminado vários líderes do Hamas, incluindo Yahya Sinwar, considerado um dos mentores do massacre de 7 de outubro. Também matou Mohamed Deif, um comandante do braço armado do Hamas e outro importante idealizador do massacre.
Os ataques israelenses também atingiram membros do Hamas no Líbano, além de comandantes do movimento pró-iraniano Hezbollah, aliado do grupo, incluindo seu líder Hassan Nasrallah, assassinado em Beirute.
Apesar da entrada em vigor, em outubro, de um cessar-fogo entre Hamas e Israel, Gaza continua mergulhada em uma espiral de violência e as partes trocam acusações sobre violações da trégua.
Pelo menos 856 palestinos morreram desde o início da trégua, segundo o Ministério da Saúde do território. No mesmo período, o Exército israelense registrou a morte de cinco soldados em Gaza.
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A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, criticou a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que suspendeu novos compromissos financeiros para a retomada das obras da Transnordestina no trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape. A medida foi tomada após o órgão apontar falhas no planejamento e na viabilidade do empreendimento.
Marília afirmou que Pernambuco não pode continuar sendo prejudicado pelo atraso de uma obra estratégica para o desenvolvimento do Nordeste. “A Transnordestina representa emprego, desenvolvimento e oportunidades para milhares de pernambucanos. Não estamos falando apenas de infraestrutura, mas de futuro para o nosso estado”, declarou ao lembrar que a obra foi uma das grandes principais luta de seu avô, o ex-governador Miguel Arraes.
Ainda em 2022, durante a campanha ao Governo do Estado, Marília defendeu a priorização da conclusão do ramal como medida essencial para ampliar a competitividade econômica de Pernambuco. Em 2023, voltou a se posicionar em defesa do projeto. Em reuniões e articulações políticas realizadas em Pernambuco e em Brasília.
Diante da decisão do TCU, Marília destacou a necessidade de que o Governo Federal aja rápido para apresentar os estudos complementares exigidos pelo tribunal e garantir a retomada das obras. “O povo pernambucano já esperou demais. Pernambuco não pode perder mais tempo enquanto outros estados avançam em infraestrutura e logística. Precisamos de união e agilidade para fazer essa obra sair do papel definitivamente”, concluiu.
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, na última quarta-feira (13), que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. se abstenham de assumir novos compromissos financeiros relacionados à retomada da construção da Transnordestina, no trecho Salgueiro e Suape. A fiscalização do TCU apontou que não existem estudos técnicos, econômicos e ambientais que mostrem que os benefícios sociais do empreendimento superam seus custos. As informações são do Diário de Pernambuco.
Segundo o ministro relator Jhonatan de Jesus, a decisão seguirá até que seja demonstrada, com base técnica atual e idônea, a pertinência e vantajosidade socioeconômica do empreendimento. “Para além da insuficiência dos estudos invocados pela Administração, os autos expõem conjunto significativo de indícios que adensam o cenário de incerteza quanto à viabilidade socioeconômica do empreendimento”, diz.
Leia maisA Corte de Contas ainda determinou que a Infra S.A. apresente, no prazo de 30 dias, plano de ação voltado à conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da futura concessão do trecho Salgueiro–Suape da EF-232, conforme previsto no Novo PAC e nas diretrizes formalizadas pelo Ministério dos Transportes.
“Caberá à unidade técnica, ainda no âmbito destes autos, monitorar o cumprimento das determinações ora expedidas e, de forma proativa e contínua, seus desdobramentos práticos, informando prontamente ao relator qualquer indício relevante de risco de inobservância de prazos ou de agravamento do quadro de risco anteriormente delineado”, afirmam os ministros no acórdão.
A Corte determinou que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. que seja avaliada a possibilidade de criação de um “instância interinstitucional” para coordenar “as providências necessárias à superação dos entraves socioambientais, fundiários e operacionais atinentes ao empreendimento”.
Em nota, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) disse que “respeita integralmente o papel constitucional do TCU como órgão auxiliar de controle externo da administração pública, no entanto, considera a obra estratégica para o desenvolvimento do Nordeste”.
A autarquia afirmou, ainda, que “entende que a obra impactará positivamente o emprego e a renda, o fortalecimento das cadeias produtivas, a integração logística, o aumento da competitividade e a melhoria da qualidade de vida da população”. Informando que irá apresentar estudos técnicos atualizados que mostram a viabilidade da obra e os impactos econômicos e sociais da ferrovia.
“A retomada e consolidação do trecho Salgueiro até Suape como estabelecido no projeto original, permanece alinhada ao compromisso do Governo do Brasil com o Nordeste. A ferrovia é considerada uma obra estruturante para a integração regional, especialmente pela conexão entre áreas produtoras do interior e os portos do Nordeste”, afirmam.
Banco Master
O ministro Jhonatan de Jesus também foi o relator de dois processos que investigam a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central (BC). Em janeiro, ele determinou inspeções no BC após questionar a falta de provas documentais que justificassem a medida.
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A governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou neste sábado (16), por meio de suas redes sociais, que o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, garantiu a retomada do fornecimento de energia elétrica nas cidades afetadas pela falta de energia no Sertão do São Francisco.
Em vídeo, Raquel afirmou que o problema “se arrasta há anos” e voltou a atingir moradores de áreas ligadas ao Projeto Brígida. “Hoje o ministro Waldez, em telefonema comigo, garantiu a retomada da conexão de energia para todos os que foram afetados”, declarou a governadora.
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Segundo Raquel, o governo estadual vem tratando do tema com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), além dos ministérios de Minas e Energia, da Integração e da Casa Civil.
A governadora também afirmou ter conversado com prefeitos das cidades atingidas e disse que o fornecimento começou a ser restabelecido neste sábado. “Falei com os prefeitos. No dia de hoje, energia [está] sendo retomada”, afirmou.
Raquel Lyra ainda informou que viajará a Brasília na próxima segunda-feira (18) para discutir o assunto.
O apagão atingiu municípios como Santa Maria da Boa Vista e Orocó, além de áreas ligadas ao Projeto Brígida, que integra o Sistema Itaparica. A interrupção no fornecimento provocou protestos de produtores rurais e afetou serviços como abastecimento d’água, funcionamento do comércio e unidades de saúde da região.
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Cidades do Sertão do São Francisco enfrentaram falta de energia elétrica desde a manhã da última quinta-feira (15), após o desligamento da Subestação Brígida, localizada em Orocó. O problema afetou municípios como Santa Maria da Boa Vista e Orocó, além do distrito de Caraíbas e de áreas ligadas ao Projeto Brígida, que integram o Sistema Itaparica.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Santa Maria da Boa Vista, George Duarte, denunciou a situação e afirmou que a cidade estava “à luz de vela”. “O nosso hospital [está] operando com gerador, a gente com medo de perder todo medicamento, todas as vacinas. Tem pessoas que usam aparelhos elétricos para a saúde”, declarou.
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O prefeito também relatou impactos no abastecimento de água e pediu apoio de autoridades estaduais e federais. “Não só está faltando luz, mas está faltando água também, porque todos os reservatórios já acabaram”, afirmou.
A situação também motivou protestos de produtores rurais na BR-428, em Orocó. Agricultores do Projeto Brígida bloquearam a rodovia em protesto contra a interrupção no fornecimento de energia, que compromete o funcionamento das bombas de água e a produção agrícola da região.
Segundo os manifestantes, o impasse envolve uma dívida estimada em R$ 40 milhões relacionada ao fornecimento de energia para projetos irrigados do Sistema Itaparica.
Em nota, a Neoenergia Pernambuco informou que o desligamento emergencial ocorreu após equipes técnicas terem sido impedidas de acessar a Subestação Brígida para realizar manutenções preventivas e corretivas. De acordo com a concessionária, a falta de acesso provocou perda de comunicação com a unidade, tornando necessário o desligamento integral da subestação “por medida de segurança”.
Ainda segundo a empresa, a interrupção atingiu também as subestações de Santa Maria da Boa Vista e Caraíbas II. A Neoenergia afirmou que o restabelecimento depende do acesso das equipes técnicas ao local.
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O coordenador da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), se encontrou na quinta-feira (14), com o ministro relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e pediu apuração dos vazamentos das conversas com Daniel Vorcaro. Na última quarta-feira (13), o site Intercept Brasil revelou que o filho de Jair Bolsonaro (PL) negociou com o dono do Banco Master o pagamento de R$ 134 milhões para “patrocinar” um filme sobre a vida do ex-presidente. As informações são do Estadão.
“Disse a ele que estamos preocupados com o vazamento seletivo contra Flávio e com a maneira como as coisas estão acontecendo, gerando insegurança sobre os rumos da investigação. Há quase 7 terabytes de informações sobre o caso Master. Pedimos que esse vazamento seja apurado”, declarou Marinho à CNN Brasil.
Leia maisDe acordo com Marinho, Mendonça respondeu que iria apurar. O Estadão entrou em contato com o gabinete do ministro para confirmar essa informação e aguarda retorno.
Segundo a reportagem do Intercept Brasil, as negociações para que Vorcaro bancasse o filme foram feitas por Flávio Bolsonaro e outros intermediários, como o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.
O Estadão confirmou com fontes que têm acesso à investigação que os diálogos de Flávio Bolsonaro com Vorcaro divulgados pelo Intercept Brasil são autênticos. Eles fazem parte da extração do conteúdo do primeiro telefone celular do banqueiro, apreendido pela Polícia Federal na primeira fase da Operação Compliance Zero.
Após a divulgação dos áudios, Flávio foi para a residência onde funciona o comitê de sua pré-campanha à Presidência da República se encontrar com Marinho, com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e a advogada da equipe, Maria Claudia Bucchianeri.
No final da tarde, Flávio divulgou uma nota admitindo que cobrou dinheiro de Vorcaro, mas negando ter cometido qualquer ato ilícito. “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, diz a nota.
Também na quinta-feira (14), O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) acionou o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral para apurar possíveis “vazamentos seletivos de informações protegidas por sigilo legal”. Lopes pediu ao relator do Caso Master no STF, André Mendonça, a adoção das medidas necessárias para “garantir a integridade” das investigações.
Em resposta nas redes sociais, o Intercept Brasil afirmou que recorrer ao STF e ao TSE é uma estratégia para calar a investigação jornalística e assustar as fontes. “Trata-se de uma escalada extremamente grave e seria uma violação flagrante de nossos direitos constitucionais à liberdade de imprensa.”
O Intercept Brasil divulgou um áudio em que o senador pede dinheiro para o dono do Banco Master para pagar despesas com o filme Dark Horse. A mensagem teria sido enviada no dia 16 de novembro de 2025, três meses depois do escândalo do Banco Master vir à tona. No dia seguinte, Vorcaro foi preso por suspeita de operações fraudulentas envolvendo o banco. O Master foi liquidado no dia18 de novembro de 2025.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Na última terça-feira (12), o governo brasileiro e o Itamaraty foram surpreendidos com a decisão da União Europeia de suspender a importação de carne brasileira a partir de 3 de setembro. Nem o governo e muito menos nossa vã diplomacia teriam se surpreendido se trabalhassem duro contra o lobby criminoso dos criadores de bovinos da Irlanda, nossos adversários num setor no qual somos os maiores do mundo.
Os irlandeses da IFA (Irish Farmers Association) estiveram no Brasil no ano passado e fizeram uma investigação por conta própria movidos pela inveja e com o único objetivo de atacar nossa reputação, porque não produzem carne com a mesma eficiência e qualidade.
Leia maisEm 2017, enfrentamos a crise conhecida como Carne Fraca, investigação aloprada da Polícia Federal que resultou em bilhões de dólares em prejuízo, superada graças ao empenho e competência do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, do seu secretário-executivo Eumar Novacki e da equipe de Comunicação do presidente Michel Temer. Desta vez, faltaram Blairo e Novacki.
A investigação liderada por Thomas Bourke, executivo sênior de Políticas de Pecuária, Ovinos e Saúde Animal da IFA, Adam Woods, editor do Irish Farmers Journal e Phil Doyle, fotógrafo do jornal, foi encoberta pelo pretexto de participar do Congresso Mundial de Carne, em outubro do ano passado em Cuiabá (MT). Incógnitos, percorreram 3.000 km interior afora para montar uma acusação que, no mínimo, carece de elementos como número de fazendas e frigoríficos visitados, localização ou nome de produtores, o que torna impossível dizer se essa “investigação” foi feita com metodologia capaz de representar o universo dos exportadores de carne brasileira.
Incrível como esses criminosos, disseminadores de desinformação, puderam circular dias e dias sem serem percebidos ou denunciados. Esses sujeitos da IFA são bandidos que elegeram o Brasil como seu principal alvo. Na época da Carne Fraca, eles ocuparam as redes sociais com posts mentirosos, como o que mostrava um animal com tumor vazando pus, coisas horríveis. São esses mesmos produtores da IFA os que, em 1989, surpreenderam o mundo com a vaca louca. Gente incompetente e desonesta. Vieram aqui produzir a narrativa de que as condições sanitárias brasileiras são as piores possíveis.
Se isso fosse verdade, o Brasil não teria sua carne importada por Estados Unidos e China, países com controle sanitário rigorosíssimo. Eles produziram um panfleto mentiroso sobre a carne brasileira para servir de munição para o lobby contrário ao acordo do Mercosul com a União Europeia. Nada além disso. Acabaram conseguindo a promessa de suspensão da importação da nossa carne em setembro.
A ser verdadeiro tudo o que dizem, haveria gente morrendo nos hospitais brasileiros envenenada pelos produtos químicos que os irlandeses imaginam serem fartamente aplicados no gado brasileiro. Acusam nossos produtores de uso indiscriminado de antibióticos, mas não há qualquer prova ou documento de checagem junto à Anvisa, ao Ministério da Agricultura, à CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) ou aos frigoríficos contra grandes exportadores como JBS, Marfrig ou Minerva.
O projeto de lei 3.560 de 2025, de autoria do deputado Pedro Westphalen (PP-RS), proibindo a venda de antibióticos veterinários sem receita, prática rotineira no interior, foi aprovado na Comissão de Agricultura em novembro de 2025. A Anvisa e o Ministério da Agricultura poderiam ter agido faz tempo. O melhor seria correr com isso.
É uma vergonha que o governo brasileiro e o Itamaraty não tenham denunciado a disseminação de fake news e proposto retaliar a Irlanda. Não é possível imaginar que diplomatas brasileiros em Dublin não soubessem dessa manobra sórdida, muito menos os que servem em Bruxelas, onde o lobby contra o Brasil corre solto. Esquecem que aqui não tivemos, por exemplo, gripe aviária, que dizimou milhões de cabeças na Europa.
É preciso dar um basta nesse tipo de esperteza nefasta. Essa gente produz uma carne de segunda, o europeu médio não acha graça, porque é gado criado no confinamento à base de ração, enquanto o nosso gado engorda no pasto comendo capim.
No panfleto dos irlandeses, o Brasil é acusado de não rastrear seu gado, o que é outra mentira deslavada. Nós temos um sistema de rastreamento que funciona sob auditoria rigorosa do SIF (Sistema de Inspeção Federal) do Ministério da Agricultura e da DG Sante, a agência sanitária da União Europeia. Esses vigaristas vieram aqui atuar nas sombras, com o único e verdadeiro intuito de nos difamar.
O Brasil trata seu agronegócio como uma atividade qualquer, quando deveria olhar para esse setor como sendo uma questão de Estado. Imagine o que aconteceria se um grupo de brasileiros resolvesse fazer algo semelhante com os produtores de suínos da Espanha, os vinicultores da Itália ou da França ou ainda os produtores de azeite em Portugal. Comprariam uma briga feia, com agentes públicos pedindo explicações e diplomacia exigindo retratação, para dizer o mínimo.
Eu morava na Espanha em 2019, quando uma ONG mercenária resolveu denunciar os produtores de azeitonas da Andaluzia. Entre as mentiras que espalharam, uma delas era o extermínio de pássaros migratórios durante a colheita noturna. Exibiram uma foto de passarinhos mortos numa colheitadeira. Pura fake news. A foto tinha sido tirada dois ou três anos antes. O supermercado inglês Tesco, numa jogada oportunista de marketing, se apressou em anunciar a suspensão das vendas do azeite produzido com azeitonas andaluzas. Tudo isso sem qualquer prova concreta, só com base nas redes sociais da tal ONG. Imediatamente o governo espanhol entrou em ação e reverteu o que poderia ter sido uma crise gravíssima, porque essa é, antes de tudo, uma questão de Estado para Madri.
Não é apenas pelos empregos ou o dinheiro oriundo da atividade agrícola, mas principalmente pela reputação do país. O Brasil levou décadas trabalhando para consolidar sua reputação de grande produtor de alimentos de excelente qualidade. Não podemos permitir que três vagabundos irlandeses venham aqui com o único objetivo de nos desqualificar perante o mercado mundial. O Brasil tem um rebanho de 238 milhões de cabeças, enquanto a Irlanda tem 7 milhões, menos de 5%. Será que eles sonham em alimentar o mundo com sua carne limpinha e insossa?
Se deixarmos barato, daqui a pouco vão atacar nossos produtores de açúcar, arroz, soja, milho, algodão, frango ou suínos. Vai virar um inferno, porque qualquer incompetente se sentirá no direito de dar lição de moral ao Brasil. Para esses irlandeses difamadores, deixo a frase do seu compatriota James Joyce, no seu livro “Retrato do artista quando jovem”: “Você sabe o que é a Irlanda? A Irlanda é a velha porca que devora a própria ninhada”.
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Em meio às repercussões de conversas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, parlamentares renovaram a pressão em prol de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso do Banco Master. O Congresso Nacional já acumula ao menos sete iniciativas neste sentido, que seguem travadas.
Revelado nesta semana, o caso envolvendo o patrocínio de Vorcaro ao filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) motivou a articulação de dois novos pedidos de comissões mistas de inquérito, ambos ainda em fase de coleta de assinaturas. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisUm é articulado pela oposição, sob a coordenação do senador Carlos Viana (PSD-MG), e outro é de iniciativa da base governista, liderado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara.
Mesmo com as novas cobranças, as chances de uma investigação própria no Legislativo ainda são baixas. Por um lado, integrantes da base aliada do governo veem na CPI uma nova frente de ofensiva contra Flávio Bolsonaro. Por outro, a oposição mira inverter o foco da crise e insiste no discurso de que todas as relações envolvendo o Master precisam ser investigadas pelo Congresso.
Ontem (15), Lindbergh Farias também apresentou no STF (Supremo Tribunal Federal) mandado de segurança para obrigar a abertura de uma CPMI, formada por deputados e senadores.
Além das novas iniciativas em fase de coleta de assinaturas, outros cinco pedidos no Congresso já reuniram as assinaturas mínimas e ainda não tiveram andamento:
• CPI do Master da Câmara, articulada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF);
• CPI do Master no Senado, sugerida pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE);
• CPI no Senado para investigar Daniel Vorcaro e os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, articulado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE);
• CPMI do Master, de iniciativa do deputado Carlos Jordy (PL-RJ);
• CPMI do Master, apresentada pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ).
Os pedidos de uma CPI no Senado ou um colegiado misto esbarram no aval necessário de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Casa e do Congresso. Ele, no entanto, resiste aos apelos sobre o tema e não deu sinalização favorável sobre a instalação.
No STF, além da solicitação de Lindbergh, um outro mandado de segurança, patrocinado pela oposição, pede a instalação obrigatória da comissão de inquérito. O pedido tramita sob a relatoria do ministro Nunes Marques, mas não teve andamento. Senadores têm cobrado que o ministro se declare suspeito e, assim, o pedido seja enviado para a análise de outro integrante do Supremo.
Na Câmara, a instalação de uma CPI já foi descartada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que argumenta haver pedidos mais antigos para a abertura de outras comissões de inquérito. O entendimento foi reforçado pelo ministro do STF Cristiano Zanin, que rejeitou pedido para determinar a abertura da CPI.
Sobre as tratativas com Vorcaro, Flávio Bolsonaro nega irregularidades e tem afirmado que discutiu “especificamente” sobre a produção do filme. Segundo ele, acordo envolvia apenas recursos privados. O senador também tem defendido e afirmado ser “fundamental” a instalação de uma comissão de inquérito.
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