Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Por Thiago Medeiros*
Durante muito tempo, a indústria do Rio Grande do Norte foi analisada a partir de setores tradicionais. Petróleo, sal, alimentos, têxtil e mineração sempre ocuparam o centro das discussões econômicas. São atividades fundamentais e continuarão sendo pilares importantes da nossa economia. Entretanto, insistir em enxergar apenas esse retrato significa ignorar que um novo ciclo já começou.
O novo normal da indústria não está apenas na produção de bens. Está na incorporação da tecnologia, da inovação, da sustentabilidade e da inteligência como fatores centrais da competitividade. A indústria do século XXI é mais conectada, mais eficiente e depende cada vez mais de conhecimento, pesquisa e mão de obra qualificada.
Leia maisEssa transformação representa uma enorme oportunidade para o Rio Grande do Norte.
Nos últimos anos, o estado passou a reunir ativos que poucos territórios brasileiros possuem simultaneamente. Somos protagonistas na produção de energia eólica, avançamos rapidamente na geração solar, temos potencial para liderar a cadeia do hidrogênio verde, possuímos reservas estratégicas de minerais críticos e terras raras, além de uma localização geográfica privilegiada para exportações e para futuros projetos logísticos.
Mais do que isso, vivemos um momento em que a transição energética mundial reposiciona economias inteiras. Países e empresas buscam fornecedores confiáveis de energia limpa, minerais estratégicos e soluções sustentáveis. O Rio Grande do Norte reúne condições para ocupar esse espaço, desde que consiga transformar potencial em política pública.
Esse é justamente o desafio do novo normal.
Não basta extrair recursos naturais. É preciso industrializá-los, agregar valor, desenvolver tecnologia, estimular centros de pesquisa e criar um ambiente favorável para novos investimentos. A riqueza verdadeira não está apenas no recurso existente no subsolo ou na força dos ventos, mas na capacidade de transformar esses ativos em empregos qualificados, inovação e renda para a população.
Nesse contexto, a indústria deixa de ser apenas um setor econômico e passa a ser um grande articulador do desenvolvimento regional. Ela impulsiona cadeias produtivas, fortalece pequenas e médias empresas, estimula a formação profissional e aumenta a arrecadação dos municípios.
O Rio Grande do Norte também precisa compreender que competitividade não depende exclusivamente de incentivos fiscais. Infraestrutura, segurança jurídica, licenciamento eficiente, qualificação profissional e planejamento de longo prazo tornam-se elementos decisivos para atrair novos empreendimentos.
Estamos diante de uma rara janela de oportunidade. A economia mundial está redesenhando suas cadeias produtivas, diversificando fornecedores e buscando regiões capazes de oferecer energia limpa, estabilidade e capacidade produtiva. O estado reúne atributos para participar desse movimento.
Talvez este seja o verdadeiro novo normal: deixar de discutir apenas as dificuldades da indústria potiguar para construir uma agenda voltada ao futuro. Uma indústria mais tecnológica, mais sustentável e integrada às demandas globais.
O potencial existe. Os recursos estão presentes. As oportunidades são reais. O que definirá o futuro do Rio Grande do Norte não será apenas aquilo que a natureza nos entregou, mas a capacidade de transformar essas vantagens em uma estratégia consistente de desenvolvimento. Esse é o debate que precisa ocupar o centro da agenda pública.
*Sociólogo
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Do G1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, hoje, que o mundo vive um cenário de instabilidade, defendeu que o Brasil invista em defesa, e criticou o presidente norte-americano Donald Trump por ameaçar anexar regiões como o Canal do Panamá e a Groenlândia.
“Eu não quero guerra, mas eu também não quero ser pego de surpresa […]. Está cheio de nego maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente americano, ele quer tomar a Groelândia, o Canadá, que vai virar estadunidense. Vai tomar o Canal do Panamá, sabe, onde que nós estamos?”, questionou Lula.
Leia maisA declaração foi feita durante viagem a Santa Catarina, onde o presidente participou de evento de batismo da Fragata “Cunha Moreira”. Na ocasião, Lula ainda reforçou o discurso de soberania nacional, contrário a interferências externas no Brasil.
As declarações citadas por Lula sobre a Groelândia e Canal do Panamá fazem referência a falas de Trump feitas no início de 2025, quando ele afirmou que não descartava usar a força para assumir o controle das regiões.
Nesse contexto, Lula afirmou que o Brasil precisa se preparar diante de um cenário de conflitos internacionais. “Estamos vendo o mundo vivendo a maior concentração de conflitos da história depois da Segunda Guerra, e temos que lembrar que ninguém respeita quem não se respeita”, disse.
O presidente também disse que o Brasil não pretende entrar em conflitos, mas que precisa estar pronto para se defender. O tema ganhou ainda mais força após os Estados Unidos decidirem classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.
A avaliação do governo brasileiro é de que a classificação abre margem para ações mais duras dos Estados Unidos e, em um cenário extremo, poderia ensejar os EUA a usarem desse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.
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O senador Humberto Costa (PT) cumpriu extensa agenda, ontem, passando pelo Recife e Timbaúba, na Zona da Mata Norte, e encerrou a noite em Carpina, também na Mata Norte, onde recebeu importantes declarações de apoio à sua reeleição. A prefeita de Carpina, Eduarda Gouveia (PODE), e o deputado estadual Gustavo Gouveia (PODE) formalizaram o apoio ao projeto do senador, reforçando sua base de alianças na região.
A programação teve início em Timbaúba, ao lado do prefeito Marinaldo Rosendo (PP), com visita à ação da Caravana da Saúde do programa Agora Tem Especialistas, do governo Lula, além da participação de ato para anúncio de obras no município. Humberto esteve acompanhado pelo pré-candidato ao governo, João Campos (PSB), o pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT).
Leia maisNo Recife, o senador participou, com João Campos, de evento da Frente Popular com lideranças da Zona Norte da capital. Já à noite, em Carpina, prestigiou as festividades de São João ao lado do deputado Gustavo Gouveia e da prefeita Eduarda Gouveia, ocasião em que o apoio à sua reeleição foi reafirmado.
“São apoios importantes, que reforçam o compromisso do nosso trabalho e demonstram a força que estamos construindo em todas as regiões de Pernambuco. O apoio de líderes como Eduarda, Gustavo e Marinaldo, que têm história e resultados nas suas cidades, nos dá ainda mais energia para seguir lutando por mais conquistas para o nosso estado”, afirmou Humberto Costa.
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Apesar da tentativa de boicote, divulgada há pouco, por este blog, a agenda do pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, no município do Paulista, hoje, permaneceu. O socialista foi recebido com entusiasmo por apoiadores e realiza, neste momento, uma caminhada pelo comercio e a feira livre da cidade. Confira!
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) aparece na liderança isolada da disputa pelo Senado em Alagoas, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto TDL. O levantamento aponta Alfredo Gaspar com 40% das intenções de voto, abrindo vantagem na corrida por uma das duas vagas que estarão em disputa nas eleições de 2026.
Na sequência, aparecem o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP) e o senador Renan Calheiros (MDB), em situação de empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa.
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O resultado reforça o crescimento do nome de Alfredo Gaspar no cenário eleitoral alagoano, com um perfil de atuação independente e pautado por princípios. Ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas e atual deputado federal, Gaspar ganhou projeção nacional pela atuação em defesa de pautas ligadas à segurança pública, ao combate ao crime organizado e pela defesa de justiça para aposentados e pensionistas durante sua relatoria na CPMI do INSS.
A pesquisa TDL ouviu 1.200 eleitores entre os dias 20 e 22 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AL-04608/2026.
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O print de uma conversa entre servidores da Prefeitura do Paulista foi vazado para a imprensa. Segundo informações do blog Ponto de Vista, os trabalhadores da gestão estão sendo liberados dos seus serviços e incentivados a tumultuar uma agenda do pré-candidato ao governo pelo PSB, João Campos. A agenda seria a visita do socialista ao Mercado de Paratibe, hoje. O prefeito da cidade, Ramos Santana, é aliado da governadora Raquel Lyra (PSD).
Por Sarah Chamié – Folha de Pernambuco
No interior de Pernambuco, em Ouricuri, município localizado no coração do Sertão do Araripe, uma mãe ensinava seus cinco filhos a cantar. Com o tempo, a família se transformou em um coral e, entre as vozes masculinas, estava Reinivaldo Pinheiro.
Aos oito anos, Reinivaldo começou a tocar violão. Reuniu as referências da música e da poesia que o cercavam e construiu sua trajetória como cantor e compositor. Desde então, nunca mais largou o instrumento e, foi justamente com o violão debaixo do braço, que Reinivaldo concedeu entrevista à Folha de Pernambuco.
Leia maisO artista se apresenta nesta sexta-feira (26), às 20h, no Capi Gastrobar, no bairro das Graças, e no sábado, às 19h, na Avenida Rio Branco, no Bairro do Recife. Ao lado da banda, leva ao palco um repertório formado por composições autorais e clássicos de nomes que marcam os festejos juninos e perpetuam a cultura nordestina ao longo dos anos, como Luiz Gonzaga e Petrúcio Amorim. Entre uma música e outra, Reinivaldo também compartilha causos, interpreta e declama poesias.
Um homem de referências
Alceu Valença e Djavan estão entre as inspirações do cantor. Ainda assim, sua principal referência veio da infância, nas tardes passadas na marcenaria do pai, ouvindo e recitando poesias. “Quando não tinha freguês, a poesia caía no ‘centro’”, relembra. “Eu nasci e me criei ouvindo essas poesias… Hoje eu vivo da música”, concluiu emocionado.
Não por acaso, sua obra é marcada pelas tradições do Vale do Araripe, reunindo elementos do xote, xaxado, baião, forró, cantoria e poesia matuta.
O crente
Filho de pai evangélico e com os primeiros passos na música dados dentro da igreja, Reinivaldo ganhou o apelido de “O Crente”. Mesmo após deixar a igreja e seguir outros caminhos, a alcunha permaneceu. O apelido atravessou os anos e segue sendo usado por amigos, colegas de profissão e fãs. É assim que Katia de França, Santanna e outros artistas costumam cumprimentá-lo.
Trajetória
Ao longo da carreira, Reinivaldo percorreu cidades como Belo Horizonte, Brasília e São Paulo em busca de artistas que admirava, como Vital Farias, Xangai, Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Zé Ramalho. Com o tempo, passou a dividir palco com algumas dessas referências, além de estabelecer parcerias com Maciel Melo e Flávio Leandro, com quem gravou “Pétalas de Flor”, composição de sua autoria.
Espaço na cultura popular
Em um ano que foi preferível Roberto Carlos a outros nomes que se alinhem com as tradições do São João, Reinivaldo demonstra preocupação com o espaço destinado à cultura popular nordestina, especialmente durante o período junino. Para o cantor, cabe ao poder público preservar as manifestações que deram origem à festa.
Parafraseando Petrúcio Amorim, autor do verso “boi com sede bebe lama”, Reinivaldo avalia que os festejos continuarão acontecendo independentemente das atrações escolhidas. O desafio, segundo ele, é manter vivas as tradições que sustentam a celebração. “Se der água, ele bebe”, completa. “A cultura original da gente está sendo descartada”, lamentou o artista.
Enquanto percorre os palcos com o violão debaixo do braço, Reinivaldo mantém viva uma herança iniciada nas rodas de poesia da marcenaria do pai e nas canções entoadas em família no Sertão do Araripe. Entre forrós, causos e versos matutos, transforma cada apresentação em um exercício de memória e preservação da cultura nordestina.
Recife
Embora tenha se mudado para o Recife apenas em 1986, Reinivaldo já mantinha uma relação próxima com a capital pernambucana desde 1982. “Eu vim beber várias vezes aqui no Savoy. Ia para o Parque de São Pedro, trazia o violão e a gente ficava em altas faixas”, recorda.
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Por Zé Américo Silva*
A política brasileira encerra a semana sacudida por uma sequência de fatos que atingiu, simultaneamente, os dois principais campos ideológicos do país. Em poucos dias, escândalos de corrupção, investigações policiais, prisões, disputas familiares e decisões do Judiciário produziram um ambiente de instabilidade capaz de influenciar os rumos da disputa eleitoral de 2026.
A semana começou com o maior desgaste para o governo federal. O senador Jaques Wagner (PT-BA), um dos mais antigos e influentes aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou a liderança do governo no Senado após ele e familiares se tornarem alvos da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga supostas vantagens indevidas relacionadas ao caso Banco Master. Wagner nega qualquer irregularidade e sustenta que demonstrará sua inocência. Sua estratégia jurídica, entretanto, concentra-se na contestação da legalidade da operação. Independentemente do desfecho judicial, sua saída representa o primeiro grande abalo político no núcleo mais próximo de Lula desde o início das investigações e amplia o desgaste do governo em pleno ano eleitoral.
Leia maisNa sequência, ganhou enorme repercussão a prisão do vereador paulistano Senival Moura (PT), atualmente em seu sexto mandato. Ele é investigado por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC por meio do setor de transporte coletivo da capital paulista. A defesa nega todas as acusações, mas a operação aumenta o constrangimento político para o Partido dos Trabalhadores justamente quando o combate ao crime organizado ocupa posição central no debate nacional.
Enquanto isso, a direita também enfrentou uma semana de turbulência. Primeiro vieram as críticas às consequências políticas das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, defendidas publicamente por Eduardo Bolsonaro como forma de pressionar o governo Lula. Em seguida, surgiram questionamentos sobre a viagem de Flávio Bolsonaro à Copa do Mundo, realizada com um convite estimado em R$ 180 mil, custeado, segundo divulgado, por um empresário cuja identidade passou a ser alvo de questionamentos públicos.
Como se não bastasse, um vídeo atribuído a Michelle Bolsonaro provocou forte repercussão ao revelar desentendimentos familiares. Nas gravações, ela acusa o senador Flávio Bolsonaro de tê-la “apunhalado pelas costas”, desrespeitado e excluído de decisões políticas. Posteriormente, Flávio divulgou nota afirmando que jamais pretendeu ofendê-la e pediu desculpas caso ela tenha se sentido desrespeitada. O episódio expôs, mais uma vez de forma pública, fissuras dentro de um grupo político que sempre procurou transmitir unidade ao eleitorado conservador.
Fechando uma semana de sucessivos abalos, o ministro André Mendonça determinou a transferência de Daniel Vorcaro, personagem central das investigações envolvendo o Banco Master, da cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para uma cela comum no Complexo Penitenciário da Papuda, após rejeitar sua mais recente tentativa de colaboração premiada. A decisão mantém elevada a expectativa sobre novos desdobramentos da investigação, que já alcança figuras influentes de diferentes partidos e pode produzir novos impactos nas próximas semanas.
Isoladamente, qualquer um desses episódios já seria suficiente para dominar o noticiário político. Reunidos em apenas uma semana, desenham um cenário raro: esquerda e direita enfrentando, simultaneamente, crises capazes de desgastar lideranças, comprometer narrativas e alterar estratégias eleitorais.
O verdadeiro tamanho desse terremoto político, porém, ainda é desconhecido. A resposta deverá começar a aparecer nas próximas pesquisas de opinião, quando será possível medir se o impacto permaneceu restrito aos bastidores de Brasília ou se já começou a produzir rachaduras também na confiança do eleitor brasileiro.
*Jornalista e consultor de marketing político.
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Por Luciano Caldas Bivar*
As civilizações, quaisquer que sejam elas, indubitavelmente atravessam as mais diferentes fases: culturais, políticas, tecnológicas e sociais, mas nunca estivemos num momento tão oportuno para nosso país. O Brasil pode se tornar a vanguarda de um movimento tão importante como esse, além de partir na frente dessa revolução digital já preconizada pelo best-seller americano de Alvin Toffler em 1965, em seu livro “Choque para o futuro”.
Primeiro, depois de passarmos das fases do escambo como instrumento comercial, chegamos à moeda, com todos seus apetrechos garantidores: ouro, sal, reservas monetárias, securitização etc., e, ultimamente, até credibilidade, como sobrevivem hoje as criptomoedas através de um blockchain, sem nada, sem origem e sem nada palpável.
Leia maisNo entanto, algo hoje é consenso mundial, o processo de desmonetização é um fato. A moeda física está nos estertores de sua aceitação como unidades de valor. A economia já está desmonetizada – o papel moeda em poder do público é menos de 1 % do PIB, ou seja: a moeda acabou.
E agora?
A ciência econômica inovou muitas coisas ao organismo comercial: criou cartões de crédito, TEDs, IOF, taxas, Zelle nos Estados Unidos, o Alipay na China e o PIX no Brasil, etc. Mas não conseguiu resolver vários problemas fundamentais: a sonegação, a elisão, a universalização, a desburocratização, eficiência e arrecadação para cobrança de impostos ou tributos para benefício do bem comum.
As Entidades, Estados, Grupos Econômicos e pessoas jurídicas e físicas, muitas delas escapam desse processo e a sociedade como um todo é que paga a conta. Não temos a pretensão de sermos originais ou de inventar a roda, mas a mudança simples de tributação em alterar de imposto declaratório para digital através da movimentação financeira é na verdade o X do problema, onde operacionalizamos isso de forma involuntária a seus agentes e geradores quando da circulação financeira.
Apenas um exemplo para não dissociar o nosso leitor desse raciocínio:
O Brasil, segundo dados do Banco Central, arrecadou de impostos no ano de 2025, R$ 2,8 trilhões, com cerca de 11 impostos federais. Pois bem: com um único imposto, substituiremos todos esses 11 impostos federais ao custo de 1,5% de quem paga e 1,5% de quem recebe e poderemos isentar transações financeiras de até três mil reais.
Você deixa de pagar 6.5 % numa cesta básica e 35% numa lata de cerveja de forma imperceptível à grande massa, porque o imposto já se encontra embutido no produto.
A nossa movimentação financeira superou 100 trilhões de reais. Com essa nova forma de tributação, arrecadaríamos 3 trilhões de reais com um único tributo, que se denominaria IUF (Imposto Único Federal), bem superior aos 2.8 trilhões de reais e sem essa parafernália enorme de tributos e contribuições.
Isso desonerará a folha de pagamento, não haverá incidência de IR, INSS, IOF, Cofins, ICLLS, Pasep, Cide, etc. Certamente, facilitará a vida do empregador e consequentemente haverá nova criação de riquezas e novos empregos serão ofertados.
A crítica de alguns economistas é o chamado efeito cascata, a cobrança de um imposto sobre outro ao longo da cadeia produtiva, como se vivessem uma ilusão, onde no sistema vigente não se aditasse os custos da cadeia no produto.
Os fiscalistas clássicos consideram questão de justiça tributária a progressividade de alíquotas aqueles mais ricos, ou melhor, os que têm o maior faturamento como se o Governo fosse um ente puritano com inquestionáveis prioridades, e não, em muitas das vezes um gastador perdulário. Até entendo vários dos programas sociais, mas, ou teremos a coragem de promovermos uma nova forma de arrecadação ou jamais sairemos desse círculo vicioso.
Não poderemos ser um eterno “enxuga gelo” do organismo social.
Impor aos bem-sucedidos encargos a mais que os proporcionais, não é justiça social como falam os demagogos, é simplesmente confisco. Entendo que todos têm que pagar proporcionalmente a sua renda e nisso a tributação sobre operações financeiras é inquestionável.
O lucro não pode ser um demérito a ser punido. O melhor Governo, não é aquele que castiga os ricos, e sim aquele que preserva para cada um o máximo de incentivos à sua capacidade produtiva, criando infraestruturas para produção, tais como: estradas, portos, aeroportos, ferrovias, silos mil para armazenamento e evitar nas entressafras agrícolas ou comerciais não nos sujeitarmos a extorsão ou valoração de produtos, o que, seguramente, sempre tem causado enorme depressão no mercado.
O IUF, o qual propugnamos aqui, é inovador porque será um imposto único digital, só na órbita federal e não um imposto a mais.
Ele elidirá a fronteira entre os contribuintes e os delinquentes. Sua alíquota suficientemente baixa tornará ridícula a engenharia da sonegação. Em levantamento feito com ajuda da Fundação Getúlio Vargas, das 560 maiores empresas brasileiras, metade não pagam imposto de renda. A coleta automatizada tornará dispensável o oneroso aparato arrecadatório do Governo, que hoje tem um custo equivalente a 3% do nosso PIB, ou seja, 360 bilhões de reais, tomando em consideração nosso PIB de 2025 em 12 trilhões de reais.
O agente arrecadador seria o sistema bancário, substituindo-se milhares de fiscais por programas de computador. Embora não seja pertinente a nossa abordagem tributária, mas tal fato, não seria problema social, pois poderíamos criar uma secretaria de remanejamento, onde todas as inteligências do poder público seriam aproveitadas ou realocadas.
A distribuição seria automática, segundo o que prevê a lei ordinária (institucional) entre os governos federal, estadual, municipal e o sistema previdenciário anualmente votado no Congresso Nacional.
O aperfeiçoamento do imposto único, inicialmente foi propugnado pela PEC 183/1999, mas uma alternativa muito mais viável e inovadora foi sugerida através do substitutivo 45-A de 2019 de nossa autoria, na qual respeitaríamos o pacto federativo com autonomia dos estados e municípios para legislar sobre o que caberia sua respectiva competência.
Destarte, essa PEC 45/2019, por não considerar o nosso substitutivo 45-A, permitiu criar o imposto sobre o valor agregado (IVA). Trata-se de um imposto convencional cuja conceituação leva em consideração questões como a materialidade de sua operacionalização: aspectos geográficos (como origem e destino dos bens), territorialidade e tipificação de produtos, necessários para o enquadramento tributário.
Em outras palavras, o IVA é uma forma de tributação de característica de uma era analógica com produção regionalizada e de difícil aplicação. Essa forma de tributação foi eficiente até o século passado. Todavia, em uma era de economia informatizada e integrada, gera anormalidades graves.
Dentro dessa reforma em vigor, também está o IBS (Imposto de Bens e Serviços), que certamente será um estímulo à sonegação. Se hoje, sejamos pragmáticos, o profissional liberal lhe pergunta “Quer pagar o honorário ou serviço com a nota ou sem a nota?” Imagine quando estiver em pleno vigor o IBS com um acréscimo de 18%. As consequências práticas estarão na evasão dos tributos, o que pode erodir com certeza a arrecadação dos estados e municípios.
O modelo que está aí, será o limiar de outra frustração para a sociedade brasileira se não mudarmos o sistema tributário.
A mudança a que me refiro não é uma revolução em que as estruturas da sociedade sejam demolidas e reconstruídas à medida que uma ideologia subjuga a outra; o que queremos é dar um grande passo para o futuro aproveitando a revolução digital.
*Deputado federal pelo MDB de Pernambuco
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Após ser anunciada, ontem, como a nova líder do Governo no Senado, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) será a entrevistada do podcast ‘Direto de Brasília’, meu projeto em parceria com a Folha de Pernambuco, na próxima terça-feira (30). Teresa foi escolhida pelo presidente Lula (PT) em substituição a Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a função para se defender das acusações no caso Master.
Na pauta, os novos desafios da liderança, incluindo a condução de votações importantes, como o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e outras medidas voltadas ao desenvolvimento do País.
Leia maisProfessora e sindicalista, Teresa Leitão foi deputada estadual por cinco mandatos em Pernambuco. Formada em Pedagogia pela Universidade Católica de Pernambuco, foi eleita em 2022 a primeira mulher a ocupar uma cadeira de senadora na história de Pernambuco, conquistando mais de 2 milhões de votos.
No Senado, a parlamentar integra como titular as comissões de Ciência e Tecnologia; Educação e Cultura e do Esporte. Antes de ser designada por Lula para a liderança do governo no Senado, a parlamentar exercia função de líder do PT na Casa.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Roberto Almeida
Sem conseguir decolar nas pesquisas como candidato ao Senado, o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) está apelando. Divulgou esta foto no Instagram, passando a ideia de que ele e a governadora Raquel Lyra (PSD) têm o apoio de Lula (PT).
A aliança do PT em Pernambuco é com o PSB. E o presidente já gravou um vídeo dizendo que está com João Campos. É possível fazer política com maturidade e um mínimo de honestidade.
Blog da Folha
O pré-candidato ao governo de Pernambuco e presidente nacional do PSB, João Campos, garantiu que a sigla socialista apoiará o presidente Lula (PT) em todos os estados do Brasil. A declaração foi dada nesta terça-feira (25), durante o evento da escuta popular, promovido pela sigla socialista, que ocorreu no Clube das Pás, Zona Norte do Recife.
Na ocasião, Campos afirmou que, além de assistir ao jogo do Brasil contra a Escócia pela Copa do Mundo, à convite de Lula, sua ida a Brasília na quarta (24) também teve a articulação política como pauta do encontro.
“O presidente Lula mandou mensagem (na quarta) perguntando se eu podia ir para Brasília. Eu poderia ir a qualquer momento. Mudei minha agenda e fui, como presidente nacional do partido, para a gente fazer a reunião. Nós estaremos com o presidente em todos os estados da Federação. Fomos o primeiro partido a declarar formalmente apoio à reeleição dele”, garantiu.
Durante o discurso, João Campos ainda frisou que conseguiu fechar uma grande aliança para Lula em São Paulo. Maior colégio eleitoral do país com 34,6 milhões de eleitores, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o estado é considerado determinante para as eleições.
“Fomos discutir o cenário de São Paulo. Conseguimos fechar a maior aliança dos últimos dos últimos anos no estado para poder garantir a vitória do presidente Lula em São Paulo”, afirmou João Campos.
Apesar de vencer a eleição presidencial de 2022 com uma votação apertada no segundo turno, derrotando Jair Bolsonaro (PL) por 50,90% a 49,10%, Lula não teve êxito em São Paulo, saindo vitorioso apenas em 97 das 547 cidades paulistas.
No evento da escuta popular, Campos esteve acompanhado dos integrantes da chapa da Frente Popular, o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos); dos pré-candidatos ao Senado Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT); da atual senadora escolhida como líder do governo federal no Senado, Teresa Leitão (PT); do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB); além de deputados e vereadores.
