Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Por Orlando Morais Neto*
Houve um tempo em que as campanhas eleitorais eram verdadeiros espaços de construção. Não eram perfeitas — nunca foram —, mas havia uma percepção de que a disputa política deveria servir para apresentar projetos, confrontar visões de mundo e convencer o eleitor pela força dos argumentos.
Os palanques eram ocupados por propostas. Os debates eram travados em torno de modelos de gestão, concepções econômicas, prioridades sociais e diferentes filosofias de governo. O adversário era, antes de tudo, alguém que pensava diferente. Combatia-se a ideia, não a dignidade da pessoa.
Leia maisÉ verdade que a política sempre conheceu o embate. A retórica firme, a crítica contundente e a oposição fazem parte da essência da democracia. Mas existe uma diferença profunda entre o confronto de ideias e a degradação do debate. Entre a crítica e o insulto. Entre a divergência e a desumanização.
Nos últimos anos, assistimos a uma transformação silenciosa, porém devastadora. O palco da democracia parece ter sido convertido em um picadeiro disfarçado de ringue romano. Já não basta convencer; é preciso viralizar. Não importa mais a profundidade do pensamento, mas a capacidade de produzir um corte de poucos segundos capaz de provocar indignação, alimentar torcidas e conquistar milhares de compartilhamentos.
A lógica da visibilidade passou a ditar o comportamento de muitos atores políticos. A reflexão perdeu espaço para a reação instantânea. A argumentação cedeu lugar ao meme. A complexidade tornou-se inimiga da velocidade. Em vez de discursos capazes de inspirar confiança, multiplicam-se frases de efeito cuidadosamente construídas para gerar aplausos entre os que já pensam da mesma forma.
Nesse novo ambiente, a recompensa raramente está com quem constrói pontes. Ela costuma favorecer quem provoca escândalos. Uma proposta consistente exige tempo para ser compreendida; uma ofensa precisa apenas de alguns segundos para se espalhar. O debate foi substituído pelo desempenho. A convicção, pelo engajamento. A política, muitas vezes, pela performance.
O problema é que esse fenômeno produz consequências muito além das redes sociais. Quando a agressão se transforma em método, o adversário deixa de ser um concorrente legítimo para tornar-se um inimigo a ser eliminado. A divergência passa a ser interpretada como traição. O diálogo transforma-se em fraqueza. A moderação é confundida com ausência de convicção.
O resultado é uma democracia emocionalmente exausta.
Perde o eleitor, que recebe muito barulho e pouca informação. Perde a administração pública, porque projetos estruturantes deixam de ser discutidos. Perdem os próprios candidatos, que acabam prisioneiros de personagens criados para alimentar a permanente necessidade de repercussão. E perde, sobretudo, a democracia, cuja maior riqueza sempre foi permitir que ideias diferentes coexistissem sem que seus defensores precisassem se odiar.
Curiosamente, os grandes momentos da história política nunca nasceram da multiplicação de ofensas. As grandes transformações surgiram da força das ideias. As revoluções intelectuais, os avanços institucionais, a consolidação dos direitos fundamentais e a própria construção do Estado Democrático de Direito foram frutos de longos debates filosóficos, jurídicos e políticos. Nenhuma sociedade amadureceu porque seus líderes colecionavam frases de efeito. Elas amadureceram porque alguém se dispôs a pensar, ouvir, discordar e convencer.
Talvez o maior desafio contemporâneo não seja vencer uma eleição, mas resgatar o significado da própria política.
A democracia não foi concebida para premiar quem grita mais alto. Ela existe para permitir que diferentes visões de sociedade disputem legitimamente o convencimento popular. É preciso recordar que campanhas eleitorais não deveriam ser campeonatos de humilhação pública nem arenas de destruição moral do adversário. Elas deveriam ser processos coletivos de reflexão sobre o futuro, nos quais o cidadão pudesse comparar ideias, avaliar projetos e escolher, conscientemente, o caminho que considera melhor para sua comunidade.
O eleitor merece mais do que espetáculos cuidadosamente encenados para provocar indignação. Merece conhecer propostas, compreender prioridades, avaliar capacidades administrativas e identificar valores.
Porque, ao final, as eleições passam. As frases de efeito desaparecem com a mesma rapidez com que surgem. As polêmicas são substituídas por novas polêmicas. Mas as decisões tomadas nas urnas continuam moldando escolas, hospitais, cidades, economia e a vida de milhões de pessoas.
Talvez ainda haja tempo de trocar as farpas pelas ideias. De substituir a cultura da humilhação pela cultura da argumentação. De compreender que a verdadeira grandeza da política nunca esteve na capacidade de destruir adversários, mas na coragem de construir caminhos comuns.
Enquanto continuarmos valorizando mais quem agride do que quem argumenta, mais quem viraliza do que quem apresenta soluções, estaremos produzindo campanhas cada vez mais barulhentas e democracias cada vez mais silenciosas.
No fim, a política sempre será um espelho da sociedade. A pergunta que permanece é simples: queremos uma democracia que forme cidadãos ou apenas um espetáculo que entretenha espectadores?
*Procurador municipal e advogado
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As imagens das duas convenções realizadas ontem e hoje, ambas no Recife, foram amplamente divulgadas pelas campanhas dos dois candidatos. O espaço escolhido por Raquel parecia ter sido uma vitória para ela.
No entanto, as imagens da convenção de João Campos, mesmo com espaços cobertos, demonstraram um público muito maior. As imagens do ponto alto da convenção de Raquel no Parador, postados no perfil oficial da Governadora, onde cabem 4 mil pessoas, mostram no entorno, no máximo mais esse tanto, chegando a no máximo 8 mil pessoas.
Na do socialista foi divulgado 60 mil, o que pode até estar com algum exagero, mas a convenção de João foi, no mínimo, o triplo da de Raquel.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT que oficializa sua candidatura à reeleição, que não pretende disputar um quinto mandato. Em tom descontraído, o petista afirmou que, caso seja eleito novamente, encerrará sua trajetória eleitoral ao fim do próximo governo. “Eu não vou ter chance de disputar o penta, porque resolvi que, depois de entregar o Brasil perfeitamente para o povo brasileiro, vou sair de férias para descansar pelos próximos 20 anos e namorar”, brincou.
Abraçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-dama Janja da Silva discursou neste domingo (2), na convenção nacional do PT, e afirmou que as mulheres serão decisivas para a reeleição do petista. Ela também destacou as políticas públicas do governo voltadas à inclusão e à população feminina. “Somos nós, mulheres, que vamos eleger você novamente”, cravou.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém “a energia e o entusiasmo de um menino” e comparou essa disposição ao pensamento de Dom Hélder Câmara. “Nesses quatro anos de convívio mais próximo, fico admirado. O presidente Lula tem a energia e o entusiasmo de um menino. Isso me faz lembrar Dom Hélder Câmara, que dizia: ‘Quanto maior o desafio, maior a paixão pela vida'”, declarou.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), elogiou neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, duas características que, segundo ele, marcam a trajetória do partido: a militância e a democracia interna. “Sempre admirei isso no PT. Partido sem militância pode ser profissão de fé, pode ser catálogo de boas intenções, mas partido não é. O que faz diferença é a militância”, afirmou. Alckmin também destacou a convivência entre diferentes correntes dentro da legenda. “Podemos e devemos ter princípios e valores, mas não precisamos ser iguais. O PT tem democracia interna e debate interno”, disse.
O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do partido, que o cenário internacional exige uma liderança experiente e comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a “um marujo” capaz de conduzir o país em meio às turbulências.
“O mundo está muito turbulento. O mar está revolto. Num momento como esse, você precisa de um marujo experiente, que saiba manejar o navio e proteger a soberania do Brasil. Não tem ninguém no mundo que consiga fazer isso melhor do que o presidente Lula”, declarou.
Em discurso na convenção nacional do PT, neste domingo (2), em São Paulo, o presidente nacional do partido, Edinho Silva, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “fez a sua parte” ao recuperar o país e criar as condições para um novo ciclo de governo, e conclamou a militância a intensificar a mobilização eleitoral. “Agora é a nossa vez. É a vez da militância, dos nossos partidos e dos movimentos sociais. Se unificarmos o nosso campo político, ninguém neste país tem a capacidade de luta e de transformação que nós temos”, declarou.
Uma mulher passou mal por causa do forte calor na convenção do PSD que homologará a candidatura da governadora Raquel Lyra à reeleição, na manhã deste domingo (2). O caso ocorreu após mais de três horas de espera pelo início do evento, marcado para as 9h, enquanto o público permanece no local aguardando a chegada da governadora. O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro à participante.

Sob aplausos e forte emoção dos militantes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi recebido neste domingo (2) na convenção nacional do partido, em São Paulo, que oficializa sua candidatura à reeleição.
O prefeito de Timbaúba, Marinaldo Rosendo (PP), participou, ontem (1º), da convenção do PSB que oficializou a candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco. O evento foi realizado no Clube Internacional do Recife e reuniu lideranças políticas, militantes e apoiadores da Frente Popular. Além do prefeito, lideranças políticas, apoiadores e moradores de Timbaúba participaram da convenção.
“Feliz por estar ao lado desta grande liderança política do PSB. João Campos, presidente da sigla, é a esperança que nosso estado precisa para viver novos tempos. O filho da esperança está preparado e não tenho dúvidas quanto ao meu apoio a João Campos na corrida pelo Governo do Estado. Sou muito grato por fazer parte e apoiar esse grande jovem líder na política pernambucana. Sabemos que Pernambuco pode mais, o projeto de João é transformador e sinto de perto o clamor da população por mudança e dias melhores. Timbaúba está junto e de mãos dadas com você, João Campos”, afirmou o prefeito.
O presidente nacional do PSB e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, participou neste domingo (2), por meio de vídeo exibido na convenção nacional do PT, da oficialização da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Na mensagem, João destacou a aliança entre PSB e PT, elogiou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o partido foi o primeiro a declarar apoio à reeleição de Lula e defendeu que “nesta eleição é preciso ter lado”.
Ao encerrar, fez uma referência ao futebol e disse acreditar na vitória do petista: “A nossa seleção pode até não ter ganhado o hexa na Copa, mas o povo brasileiro vai comemorar o novo tetra. No voto, o tetra de Luiz Inácio Lula da Silva”.
