Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
O pré-candidato a deputado estadual Anderson Luiz (PSD) acompanhou, ontem, a agenda da governadora Raquel Lyra (PSD) e do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD), em Caruaru. A programação reforçou a parceria institucional entre o Governo de Pernambuco e a Prefeitura, com uma série de investimentos estruturadores para o município.
Durante a agenda, foram entregues 255 moradias do programa Morar Bem Pernambuco – Entrada Garantida, autorizada a licitação para a construção do primeiro Colégio da Polícia Militar do Agreste, viabilizada após a doação do terreno pela Prefeitura, além do anúncio de obras viárias, autorização para implantação de areninhas esportivas, entrega de ônibus escolares e investimentos destinados ao fortalecimento da agricultura familiar.
Leia maisIntegrante do grupo político liderado por Raquel Lyra e Rodrigo Pinheiro desde 2017, Anderson destacou que a agenda representa a continuidade de um trabalho construído ao longo dos últimos anos em favor do desenvolvimento de Caruaru.
“Quem acompanha a gestão desde 2017 sabe que esse compromisso sempre foi pautado por trabalho, planejamento e resultados. Hoje vemos uma parceria sólida entre a governadora Raquel Lyra e o prefeito Rodrigo Pinheiro, que segue transformando Caruaru com investimentos importantes em habitação, educação, mobilidade, esporte e desenvolvimento rural. A construção do primeiro Colégio da Polícia Militar do Agreste, viabilizada pela união entre Estado e Município, simboliza essa forma de governar, baseada no diálogo e na busca permanente por mais qualidade de vida para a população”, afirmou Anderson.
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A Prefeitura do Ipojuca deu início a uma das mais importantes obras de infraestrutura já realizadas no município. Com investimento de R$ 36,1 milhões, a gestão do prefeito Carlos Santana executará um amplo conjunto de intervenções para estabilização de encostas, drenagem e contenção de áreas de risco, garantindo mais segurança para centenas de famílias e melhorando a mobilidade urbana da comunidade.
A obra contempla a construção de aproximadamente 1.339 metros cúbicos de muros de arrimo em pedra argamassada, aplicação de cerca de 17,5 mil metros quadrados de concreto projetado para estabilização dos taludes, além da instalação de mais de 50 mil metros lineares de grampos e 6.340 metros de drenos horizontais profundos (DHP), estruturas fundamentais para reforçar o solo e controlar a infiltração de água. O projeto também prevê a execução de 926 metros cúbicos de rip-rap para contenção das águas pluviais, construção de 936,5 metros quadrados de calçadas e instalação de aproximadamente 300 metros de corrimãos, ampliando a acessibilidade e oferecendo mais segurança aos moradores.
Leia maisA intervenção reduzirá os riscos de deslizamentos, conterá processos erosivos e fortalecerá a infraestrutura urbana da localidade. Além dos benefícios diretos para a população que vive nas áreas de encosta, a obra também deverá gerar emprego e movimentar a economia do município durante sua execução, beneficiando diretamente centenas de famílias e com potencial de alcançar mais de mil moradores da comunidade.
Para o prefeito Carlos Santana, a intervenção representa o compromisso da gestão em investir onde as pessoas mais precisam. “Estamos realizando uma obra que salva vidas e devolve tranquilidade às famílias de Rurópolis. Nosso compromisso é enfrentar problemas históricos com planejamento, responsabilidade e investimentos que transformam a realidade das comunidades. Cuidar das pessoas também significa garantir que elas vivam com segurança e dignidade”, afirmou o gestor.
Carlos Santana destacou ainda que a Prefeitura segue ampliando os investimentos em infraestrutura em todas as regiões do município. “Ipojuca vive um novo momento de grandes obras e de muito trabalho. Estamos levando infraestrutura para quem esperou durante anos por soluções definitivas. É assim que construímos uma cidade mais segura, mais preparada e com mais qualidade de vida para todos”, avaliou Santana.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Em abril, quando se discutia a confusa situação no Rio de Janeiro, que faz com que o estado esteja ainda sendo governado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes fez uma dura crítica à então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, sobre a situação.
“Demorou demais”, disse Gilmar Mendes. E ele ainda criticou o pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino. “Temos que metrificar esses pedidos de vista”, disse. E emendou que a mesma demora teria acontecido também no caso de Roraima. Curioso que seja agora o mesmo Gilmar Mendes, decano do STF, quem cria com um pedido de vista uma situação que torna incerta não apenas uma, mas todas as eleições brasileiras.
Leia mais“Gilmar leva insegurança jurídica ao pleito de outubro”, critica o integrante do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Melillo Dinis. Gilmar Mendes paralisou o julgamento no Supremo que define qual é o prazo de inelegibilidade que vale para quem foi condenado pela Lei da Ficha Limpa e se a lei que modificou o prazo é constitucional ou não. Quando ele parou o julgamento, havia dois votos que mantinham o prazo mais elástico, originalmente determinado pela lei, de Cármen Lúcia e Luiz Fux.
O poder Judiciário entra na quarta-feira (1º) em recesso, e Gilmar Mendes não devolveu o processo. Neste mês de julho, acontecerão as convenções partidárias. Isso significa que diversos candidatos pelo país poderão registrar as suas candidaturas e disputar as eleições sem saber se de fato são elegíveis ou não. Se o julgamento seguir na linha em que está até agora, isso vai significar a reversão de uma série de resultados. “Está em jogo a estabilidade das regras eleitorais e o direito do cidadão”, criticou o MCCE em nota.
“Essa situação agride o direito de voto do eleitor”, avalia Melillo Dinis. O que está em jogo no STF é em que momento começa a contar o prazo de inelegibilidade. Na Lei da Ficha Limpa, esse prazo soma oito anos após o cumprimento da pena. Uma lei aprovada pelo Congresso estabeleceu que os oito anos devem contar a partir do momento da condenação, descontando o tempo da pena.
Um exemplo é o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, candidato agora ao GDF pelo PSD. Pela Lei da Ficha Limpa, Arruda ficaria inelegível até 2032. Pela mudança aprovada pelo Congresso, pode concorrer agora. O que o STF julga é se tal mudança feita pelo Congresso seria constitucional ou não. Por enquanto, o placar é 2 a 0 pela inconstitucionalidade.
“Embora o MCCE apoie a Lei da Ficha Limpa, a questão agora não é nem defendê-la”, diz Melillo. “É o risco que o pedido de vista provoca para um número incontável de situações eleitorais pelo país”. Além de Arruda, há outros casos notórios semelhantes, como Anthony Garotinho (Republicanos) ou Eduardo Cunha (Republicanos).
Além dos nomes mais conhecidos, o MCCE alerta que é incalculável, não está estimado, o número de candidatos pelos estados que podem ter a sua situação de elegibilidade pendente da decisão que Gilmar Mendes embarreirou. Se isso é um problema para eleições majoritárias, maior ainda será nas proporcionais.
No caso das eleições majoritárias, o risco é eleger um governador ou senador que depois, ao final da decisão do STF, se mostre inelegível. O exemplo mais notório é José Roberto Arruda no DF, uma vez que as pesquisas o têm mostrado como principal adversário de Celina Leão (PP), que tenta a reeleição. Haverá uma mudança no resultado.
O problema nas eleições proporcionais é que o voto em determinado candidato puxa toda a formação de uma lista de eleitos em cada estado. Um candidato que se torne, então, inelegível depois vai mudar todo o cálculo de formação da bancada eleita naquele estado. Uma total confusão sem precedentes nas eleições do país.
Há ainda um outro problema. Mesmo na pré-campanha, os partidos já estão usando recursos dos fundos eleitoral e partidário em prol de suas candidaturas. “Depois, barradas as candidaturas, como é que ficará essa prestação de contas”, questiona Melillo. “Isso é dinheiro público”. Aguarda-se Gilmar Mendes…
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O Comando Militar do Nordeste celebra, no próximo dia 24 de julho de 2026, seu octogésimo aniversário. Ao longo de oito décadas, o CMNE tem reafirmado sua dedicação incondicional à defesa da Pátria e ao desenvolvimento socioeconômico de toda a região, consolidando-se como um pilar de soberania e integração nacional.
Para marcar esta data histórica, o Comando Militar do Nordeste vai promover uma programação comemorativa, que destaca a trajetória da instituição e reforça os laços com a sociedade pernambucana e nordestina.
Leia maisEntre as atividades, estão o Circuito das Batalhas de Orientação, competição esportiva que alia o rigor do treinamento militar à precisão técnica da navegação terrestre – Será realizado em conjunto com a 2ª etapa do 14º Campeonato Pernambucano de Orientação (CAMPORI); Solenidade de lançamento de Livro Comemorativo, da edição especial da Revista Verde Oliva, da Moeda Comemorativa, do Selo Postal, além da inauguração de um mosaico em Homenagem à Batalha dos Guararapes.
Concluindo o ciclo de atividades, haverá a Formatura Geral – solenidade militar que reunirá tropa e autoridades para celebrar os 80 anos do CMNE.
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Por Flávio Brayner*
Aquele tempo em que entrávamos numa livraria e ficávamos várias horas circulando entre livros de alta importância intelectual, obras canônicas, clássicas, aquelas que compunham a agenda bibliográfica do leitor culto (minha referência é a “Livro 7”, claro!), esse tempo, retomo, acabou. Nossas “livrarias” investem em “best sellers” escritos por “influencers” digitais, autoajuda, gastronomia ou obras religiosas pra consumo imediato e superficial.
Assim, para evitar o mal-estar de entrar numa livraria contemporânea, eu compro livros num conhecido site da internet, que me oferece obras usadas e novas de muita qualidade de conservação e de apresentação. E por um preço aceitável! Recentemente comprei o livro de Tzvetan Todorov (1938-2017) “Mémoire du mal Tentation du bien. Enquête sur le siècle” (Paris. Laffont, 2000), uma versão francesa usada e lida certamente por um leitor francês que deixou assinaladas diversas passagens ao longo de sua (qualificada, posso dizer!) leitura.
Leia maisGeorge Steiner dizia que um judeu é “alguém que lê um livro com um lápis na mão!”. Não sei se o leitor daquele livro de Todorov é judeu, mas eu, nesse caso, sou: sem um lápis na mão eu sou analfabeto!
O curioso – para mim, claro! – nesse leitor francês de Todorov é que ele vendeu seu livro para um sebo deixando, nele, a sua “leitura”: assim tive acesso ao livro e à leitura de um desconhecido e pude, dessa forma, saber o que esse desconhecido pensa e valoriza numa obra lida (aliás, o nome dele não está na página inicial, nem há sinal de página arrancada, o que significa que ele não autografa seus livros para depois vendê-los, mesmo deixando marcas de leitura!). Quem é ele? Por que se desfez do livro depois de deixar nele sua leitura tão pessoal? Que mensagem ele está passando para eventuais leitores que o comprem? O que devo fazer da leitura dele? Apagar seus traços, ignorar suas anotações? Fazer de conta que esse livro voltou a ser “virgem”?
Como disse, só sei ler assinalando e comentando passagens do livro que estou lendo, assim, tenho receio de emprestá-los, e jamais pensei em vendê-los ou doá-los para uma biblioteca pública, embora saiba que terei que fazê-lo: ninguém, aqui em casa, os quer, como se fossem meus amores privados e intransferíveis: assim como amo meus livros, eles me amam e “sabem” que a marca que deixei neles é só minha, uma expressão subjetiva única e intransferível! Doar meus livros seria traí-los, “revelar-me” para estranhos, deixa-los entrar em minh’alma, negociar meu amor…
Todo autor, naquilo que escreve, vai deixando pistas e indicações que permitem ao seu eventual leitor (que ele nunca, ou quase nunca, saberá quem é, onde está, em que tempo, em que cultura, nem porque razão está lendo aquela obra) fazer daquelas palavras uma “apropriação”: elas serão, depois da leitura, palavras “suas”! E é assim que aquele livro marcado nunca mais deixará de ser “MEU”, e apenas “MEU”! Mesmo que um dia ele tenha sido o amor de outra pessoa.
Willy Bolle, ex-professor da USP, disse-me minha querida Thereza Didier, analisou os livros da biblioteca de Walter Benjamin e observou que ele usava diferentes símbolos para assinalar e classificar a importância das passagens em sua leitura: tal símbolo tal importância… Na França isso constitui uma disciplina chamada “Études Margenalistes”!
Voltar a ler, tempos depois, um livro marcado por você mesmo é visitar a “pessoa” que você foi um dia: marcaria, assinalaria, sublinharia hoje, as mesmas passagens? Trata-se do estranho ato de encontrar e conversar com uma pessoa que não existe mais: VOCÊ MESMO.
Uma biblioteca, claro, “não é um depósito de livros lidos” (dizia Anatole France): é um projeto, uma expectativa de leitura, uma CAIXA DE FERRAMENTAS ESPIRITUAIS que, em certas situações, somos obrigados a recorrer para nos ajudar – com a experiência de pessoas que eu nunca vi e que, eventualmente, viveram em outra época- e poder conversar sobre as coisas que vivo, sofro, lembro e espero. E cada vez que assinalo uma passagem, eu mando uma mensagem para o autor: ao tirar VOCÊ da minha biblioteca, nem que seja pelo tempo de uma leitura, estou trazendo você de volta à vida e, ao te ler, me oferecendo, ao mesmo tempo, uma vida que eu não teria se não o fizesse! Muito obrigado!
*Professor Emérito da UFPE
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A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) divulga, amanhã, um webinário sobre como o mercado de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração no Brasil (mais conhecido como AVAC-R) se comportou no primeiro semestre.
O evento apresentará a análise econômica do primeiro semestre, com dados atualizados sobre o desempenho do setor, impactos do cenário econômico e as perspectivas para orientar o planejamento estratégico das empresas de julho a dezembro. Conforme os organizadores, consiste em uma oportunidade para gestores, engenheiros, empresários e profissionais do setor tomarem decisões com base em informações confiáveis e tendências de mercado.
Leia maisO webinário terá a participação do diretor de economia da associação, Toríbio Rolom e do economista Guilherme Moreira. Será totalmente online e gratuito, apresentado pelo canal da ABRAVA no You Tube a partir das 17h.
Manifesto pela descarbonização
Recentemente, a entidade apresentou também um Manifesto pela Descarbonização do Setor AVAC-R, por meio de um vídeo no qual reafirma o seu compromisso com um futuro “mais sustentável, inovador e eficiente” para o segmento e para o planeta.
A iniciativa, liderada pela Diretoria de Meio Ambiente e pelo Departamento Nacional de Meio Ambiente da ABRAVA, reforça o papel da entidade na construção de uma agenda alinhada aos desafios climáticos globais.
Como observadora oficial do Protocolo de Montreal, a ABRAVA participa ativamente das discussões sobre a implementação da Emenda de Kigali, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, MME, MDIC, ABDI, CETESB, IEI, CLASP, GIZ, PNUD, UNIDO e PNUMA.
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Quando deputado federal, senador e ministro, José Jorge ficou conhecido em Brasília não apenas pela atuação na vida pública, mas também por promover uma das mais tradicionais festas juninas da capital federal. Ao lado da esposa, Socorro, ele reúne há décadas amigos, jornalistas, políticos, empresários, juristas e integrantes da comunidade pernambucana radicada na cidade.
A tradição começou de forma simples, ainda nos apartamentos funcionais da Câmara e do Senado, mas ganhou proporções maiores ao longo dos anos. O evento passou a atrair nomes de destaque da política nacional, ex-ministros, autoridades dos tribunais superiores e lideranças empresariais. Muito ligado ao ex-vice-presidente Marco Maciel, José Jorge mantém uma ampla rede de relacionamentos construída ao longo de sua trajetória pública.
A edição deste ano será realizada amanhã, às 19h30, no salão de eventos da Igreja Anglicana, na SQS 309/310 Sul. Os convidados serão recebidos por José Jorge e Socorro em clima tipicamente junino, com trajes matutos, comidas tradicionais “importadas” do Recife e atrações musicais pernambucanas, mantendo viva uma festa que já se tornou parte do calendário social de Brasília.
O novo líder da maioria na Câmara dos Deputados, Silvio Costa Filho (Republicanos), participa, hoje, da reunião de líderes partidários e o presidente da Câmara, Hugo Motta, a partir das 15h. Na ocasião, serão discutidos projetos prioritários para o segundo semestre. Entre as pautas estão projetos nas áreas econômica, de segurança e de regulamentação digital. Após o encontro, Silvio Costa Filho concederá entrevista coletiva à imprensa.
A reunião marca o início da definição da agenda legislativa para o segundo semestre de 2026, período em que a Câmara deverá concentrar esforços na apreciação de propostas consideradas estratégicas para o país. A expectativa é de que os líderes discutam o calendário de votações, a construção de consensos entre as bancadas e a prioridade para matérias de interesse do governo federal e do Congresso Nacional.
Entre os temas que devem ser debatidos estão projetos voltados ao fortalecimento da economia, ao aprimoramento da segurança pública e à regulamentação dos mercados digitais. Também devem entrar na pauta propostas relacionadas ao ambiente de negócios, inovação, modernização da legislação e medidas com impacto direto na geração de empregos e no desenvolvimento econômico.
Como líder da maioria, Silvio Costa Filho terá a missão de dialogar com os diferentes partidos, contribuindo para a articulação política e para a construção de acordos que permitam o avanço das principais matérias em tramitação na Câmara dos Deputados. A expectativa é que sejam anunciadas as principais propostas que deverão ser apreciadas pelo Plenário ainda neste segundo semestre.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, deve conversar com Michelle Bolsonaro, na tarde es hoje, na tentativa de reduzir a tensão entre ela e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo relatos de interlocutores do PL, porém, até ontem Michelle permanecia irredutível. Nos bastidores do partido, também circula a versão de que a ex-primeira-dama estaria cogitando deixar a política para se dedicar à família.
Na campanha de Flávio, a avaliação reservada é que Michelle permanece “à disposição” caso o cenário eleitoral mude drasticamente. Integrantes desse grupo trabalham com a hipótese de que ela poderia assumir a cabeça de chapa se Flávio viesse a ser inviabilizado por novas revelações ou por um aprofundamento de investigações, como a do Caso Master. As informações são do blog da Andréia Sadi.
Na cúpula do PL, entretanto, a leitura predominante hoje é diferente. Dirigentes sustentam que Michelle não seria candidata à Presidência porque essa não seria a preferência de Jair Bolsonaro. O próprio Valdemar tem reafirmado publicamente que o partido mantém Flávio como candidato e descarta, neste momento, substituí-lo por Michelle.
Por Adriano Dorta*
O Banco Central (BC) divulgou, na última semana, um comunicado sobre a última reunião, no qual explica a decisão de reduzir a taxa Selic, que atualmente se encontra em 14,25% ao ano.
A decisão, isoladamente, já chama atenção. Mas o verdadeiro problema não está apenas no corte dos juros. Está na justificativa.
Leia maisO problema está na projeção do Banco Central sobre a inflação futura. Desde que os cortes de juros começaram, em março de 2026, as próprias projeções do BC mostram uma inflação crescente.
A pergunta que fica é: se a inflação está piorando, por que o Banco Central está reduzindo os juros?
Para entendermos o tamanho do problema, primeiro precisamos entender: (1) o papel dos juros, (2) a inflação e (3) o papel do Banco Central nessa história.
De forma bem simples, os juros são a ferramenta que o BC usa para tentar controlar a inflação. A inflação é o aumento generalizado e sustentado no nível de preços de bens e serviços em uma economia. Com a inflação, a moeda perde poder de compra.
A inflação aumenta por causa de um desequilíbrio agregado, quando a quantidade de dinheiro circulando na economia cresce mais rápido do que a capacidade real de produção de bens e serviços.
Já o papel do BC é usar os juros como uma forma de reduzir ou aumentar os estímulos à economia, tentando levar a inflação para a meta. A decisão da meta de inflação cabe ao Conselho Monetário Nacional (CMN). O CMN é um colegiado composto pelo ministro da Fazenda, pelo ministro do Planejamento e Orçamento e pelo presidente do Banco Central.
Embora as metas de inflação sejam definidas pelos cargos hoje ocupados por Dario Durigan, Bruno Moretti e Gabriel Galípolo, o atual modelo contínuo foi decidido em 2023 e 2024 por seus antecessores Fernando Haddad, Simone Tebet e Roberto Campos Neto.
O CMN decidiu que a meta de inflação seria de 3%, com teto de 4,5% e piso de 1,5%. Isso quer dizer que, em teoria, o BC deveria usar os juros para fazer com que a inflação se aproxime cada vez mais de 3%.
Juros mais altos encarecem o preço do dinheiro. Quando os juros sobem, usar o cartão de crédito, comprar no carnê ou fazer um financiamento fica mais caro. Para empresas e empresários, também fica mais caro tomar empréstimos para comprar uma máquina nova ou contratar mais empregados.
Isso incentiva as pessoas a reduzirem o consumo. Ao mesmo tempo, fica mais atraente emprestar dinheiro ao governo. Essa dinâmica tira dinheiro de circulação e diminui a pressão sobre os preços.
Imagine uma cidade com 10 moradores e apenas uma padaria. Todos os dias, a padaria produz 10 pães, e cada morador compra 1 pão. O padeiro cobra R$ 1,00 por pão. Nesse momento, a economia está em equilíbrio.
Em um belo dia, o prefeito dessa cidade anuncia que vai distribuir R$ 1,00 todos os dias para cada morador comprar pão. Agora, cada morador terá R$ 2,00 no bolso.
Logo pela manhã, no primeiro dia com R$ 2,00 para comprar pão, os moradores correm para a padaria. Cada pessoa pede dois pães em vez de um.
Em um cenário de juros altos, o dono da padaria não consegue comprar mais um forno nem contratar mais funcionários para aumentar a produção, mas, como ele vê que as pessoas estão demandando mais pães, ele aumenta o preço.
Agora, a padaria passa a vender cada pão a R$ 2,00. Os moradores passam a comprar menos pães com a mesma quantidade de dinheiro.
Esse pequeno exemplo serve para demonstrar o cenário econômico do Brasil neste exato momento.
O governo federal usou a expansão dos gastos públicos para aumentar a demanda, fazendo com que as pessoas tivessem mais dinheiro para consumir. As empresas, por outro lado, não conseguem produzir na mesma velocidade.
O papel do BC, segundo o próprio Banco Central, é:
No comunicado da última reunião, o Comitê afirmou que “tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”.
Também é possível ler no comunicado que “a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação, superando seu limite superior na última leitura”.
Além disso, os indicadores mostram que a inflação fica acima da meta de 3% — e acima do teto da meta de 4,5% — até o terceiro trimestre de 2027, situando-se em 5,30% e 4,10%, respectivamente.
O comunicado deixa claro que as expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e por diferentes grupos de agentes — como economistas e instituições que acompanham a inflação —, permanecem acima da meta em todos os horizontes. Desde a reunião anterior, essas expectativas ficaram ainda mais desancoradas, principalmente para 2028.
A desancoragem das expectativas, em termos simples, significa que as pessoas acreditam cada vez menos que o BC conseguirá trazer a inflação para dentro da meta. Isso faz com que empresas comecem a reajustar preços, trabalhadores passem a pedir salários maiores e investidores exijam juros mais altos.
O BC reconheceu que a demanda elevada está pressionando a inflação e que isso requer uma política monetária contracionista. Também reconheceu que a última leitura do IPCA, índice que mede a inflação, já está acima do limite superior da meta.
O argumento apresentado foi que, para trazer a inflação de volta à meta de forma mais rápida, seria necessário elevar os juros ou mantê-los altos por um período maior. Essa ação, segundo o BC, poderia criar efeitos contraproducentes para a própria inflação, porque o Banco Central vinha reduzindo juros. Mudar essa direção poderia gerar volatilidade.
O Comitê achou por bem reduzir os juros com base na fé de que um possível cessar-fogo na guerra do Oriente Médio e os efeitos do El Niño possam ajudar a diminuir a pressão sobre os preços e, consequentemente, ajudar a inflação a voltar para a meta.
A verdade é que o BC precisa torcer para que fatores que ele não controla possam ajudá-lo. Nada disso seria necessário se o governo federal não fosse populista e irresponsável com os gastos públicos.
O governo federal faz populismo por meio da redistribuição de renda, usando programas sociais e crédito do BNDES para manter a taxa de desemprego artificialmente baixa.
Isso cria um cabo de guerra entre o BC e o governo federal. O governo federal usa os gastos públicos para manter o desemprego baixo e garantir que a população mais carente continue consumindo. Do outro lado, o BC mantém os juros elevados para que o consumo diminua.
Um aumento dos juros também pode gerar desemprego. O problema é que este é um ano de eleição. E desemprego significa uma população com raiva do governo.
Se os dados mostram que a inflação não vai voltar para a meta, se o BC tem o dever de manter a inflação dentro da meta e de defender o poder de compra da moeda, assegurado pela Constituição, por que o Banco Central reduziu os juros?
Não é objetivo do Instituto Liberal divulgar teorias da conspiração. Porém, em se tratando de PT, Lula, do contexto atual e do passado recente, fica muito difícil não pensar em interferência política.
O cenário atual é muito parecido com o cenário de 2014, durante o governo Dilma II. A economia crescia, mas desacelerava; o desemprego estava baixo; a inflação estava acima da meta; e o Banco Central, sob Alexandre Tombini, reduzia juros.
A economia desabou repentinamente depois que Dilma venceu a eleição. Tudo mudou porque existia a expectativa de que Aécio Neves poderia ganhar.
Não sabemos se a história se repetirá exatamente da mesma forma, mas Lula está liderando as pesquisas de intenções de voto e não demonstra nenhum sinal de que pretende fazer um ajuste fiscal.
Não dá para tomar atitudes semelhantes e esperar resultados diferentes. Como disse Eduardo Cunha: que Deus tenha misericórdia desta nação.
*Estudante de economia, com foco de pesquisa em escolha pública e economia política.
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O fim do sonho de Miguel
O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, sofreu uma derrota acachapante, ontem, na “convenção” da Federação Progressista, que escolheu o deputado federal e presidente da federação estadual, Eduardo da Fonte, como o nome do colegiado que disputará o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). Foi um dia, aliás, humilhante para Miguel.
Tudo isso porque tentou, a todo custo, convencer o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, a promover algum movimento que impedisse a reunião do diretório estadual da Federação Progressista. O encontro aconteceu e, na prática, terminou com maioria absoluta em favor da deliberação, já que não houve votos contrários, apenas abstenções.
Nos bastidores, cresce a avaliação de que Miguel vem sendo submetido a um processo de isolamento político. Há quem atribua esse cenário à estratégia da governadora Raquel Lyra, que, ao perceber a dificuldade de viabilizar a candidatura dele ao Senado, teria deixado que enfrentasse sozinho o desgaste interno.
Leia maisEnquanto isso, o tabuleiro político parece favorecer outros nomes. Túlio Gadêlha, agora apontado como um “neodireitista”, divide opiniões. Dudu da Fonte sai fortalecido com a homologação de sua candidatura ao Senado, e até Fernando Dueire, que se transferiu do MDB para o PSD de Raquel, aparece como alternativa em diferentes cenários.
No fim das contas, o velho ditado parece se aplicar: nem coelho nem lebre são tão rápidos quanto às vezes se imagina na política.
CHAPA FORTALECIDA – O deputado Eduardo da Fonte demonstrou, mais uma vez, sua força política dentro da federação e, sobretudo, sua consistência eleitoral e legitimidade para ocupar a vaga. Prefeitos, deputados e diversas lideranças políticas receberam a definição da sua candidatura com entusiasmo e alívio. Nos bastidores, a avaliação predominante é de que Eduardo é um nome consolidado, competitivo e que não representa qualquer risco ao projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra, mas, ao contrário, tende a fortalecer a chapa majoritária.

Nunca, jamais! – Só ontem entendi a razão do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, de não apoiar a indicação do irmão Antônio Coelho para vice na chapa de Raquel. É que, numa eventual reeleição da governadora, ela teria que se afastar para disputar o Senado em 2030, o que levaria Antônio ao poder como candidato natural à reeleição, projeto para o qual Miguel torce o nariz porque perderia o protagonismo dentro do grupo e na família. Como ele é ambicioso, isso se traduziria num golpe mortal.
Saldo trágico das chuvas – Pelo menos 2.166 pessoas estão fora de casa em municípios da Zona da Mata Norte após as fortes chuvas dos últimos dias. Famílias de Goiana e Timbaúba foram as mais afetadas, de acordo com o levantamento da Defesa Civil Estadual. A maior parte das pessoas afetadas conseguiu abrigo na casa de familiares ou amigos. Segundo a Defesa Civil, 1.643 moradores estão desalojados, enquanto 523 precisaram ser encaminhados para abrigos públicos, condição em que passam a ser considerados desabrigados.
Estado também culpado – A paralisação total da Linha Sul desde as primeiras horas da manhã de ontem representa e precisa ser vista como o ápice de uma crise anunciada e de responsabilidade do governo federal, antes de mais nada. O governo do Estado tem, sim, sua parcela de culpa também, assim como os prefeitos do Recife e da Região Metropolitana, cuja população é beneficiada pelo transporte sobre trilhos metropolitano, mas a omissão gigante é do governo federal. E há pelo menos dez anos. Pelo menos 60 mil pessoas ficaram sem o transporte do metrô ontem, gente que já sofre diariamente sem a confiabilidade do sistema, segundo reportagem do JC.

José Múcio na Venezuela – O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, desembarcou, ontem, na Venezuela, levando ajuda humanitária brasileira ao país, atingido por terremotos seguidos há três dias. Pelo menos 1.719 pessoas morreram e mais de cinco mil ficaram feridas nos dois fortes tremores que atingiram a Venezuela. Segundo o levantamento oficial, 5.034 pessoas ficaram feridas. As Nações Unidas estimam que possa haver até 50 mil desaparecidos. Desde os dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, que atingiram a região com apenas alguns segundos de intervalo, foram registradas 609 réplicas, informou Rodríguez. A réplica mais forte ocorreu nesta segunda-feira, às 7h01, com magnitude 4,2.
CURTAS
REUNIÕES – Múcio chegou, ontem, a Caracas e já se reuniu com autoridades do governo venezuelano para reforçar o apoio do Brasil e oferecer mais assistência ao país, devastado por terremotos. De acordo com o Ministério da Defesa, até agora, o KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) já fez quatro voos à Venezuela. Os militares levaram insumos, hospital de campanha, médicos e bombeiros.
DESENROLA – O presidente Lula anunciou, ontem, o Desenrola Adimplentes e o Fies Empreendedor, programas voltados à ampliação do acesso ao crédito para trabalhadores informais e estudantes que mantêm o financiamento estudantil em dia. A iniciativa contará com R$ 4 bilhões em recursos do Tesouro Nacional, sendo R$ 3 bilhões destinados ao Desenrola Adimplentes e R$ 1 bilhão ao Fies Empreendedor. Segundo o Ministério da Fazenda, os recursos serão usados em operações financeiras reembolsáveis, sem impacto sobre o resultado primário das contas públicas.
PODCAST – Neto do ex-presidente João Goulart, o advogado Christopher Goulart é o convidado do meu podcast Direto de Brasília de hoje. Ele vai falar sobre o seu livro E manchado de sangue terás que crescer – uma vida de lutas. Na obra, reúne memórias pessoais e familiares, tendo como ponto de partida a trajetória do avô, deposto pelo golpe militar de 1964.
Perguntar não ofende: Até quando Miguel vai ficar blefando sobre o Senado?
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A Prefeitura de Paulista começou a receber 750 aparelhos de ar-condicionado que serão instalados nas escolas da rede municipal de ensino. Os equipamentos foram destinados ao município por meio de emenda parlamentar e, segundo a Secretaria de Educação e Esportes, serão distribuídos gradativamente, conforme cronograma técnico, para ampliar a climatização das unidades escolares.
De acordo com a gestão municipal, a entrega faz parte do plano de modernização da infraestrutura das escolas. A prefeitura informou ainda que, no ano passado, mais de 150 aparelhos de ar-condicionado já haviam sido instalados nas unidades da rede municipal.
