Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Na Rádio Pajeú, com o radialista Aldo Vidal, falo neste momento do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ e o lançamento em Afogados da Ingazeira, hoje, a partir das 19 horas, na Câmara de Vereadores.
Por Fernando Castilho – JC Online
O jornalista Homero Fonseca, que nos deixou na tarde deste sábado (22) de agosto, foi, certamente, um dos repórteres de imprensa mais completos que o jornalismo entregou como profissional.
Homero era refinado. Tinha técnica de apuração sofisticada, disciplinada e exigente com o que entregava. Tão preciso que não demorou para ser chamado para produzir relatórios de empresas pernambucanas quando elas decidiram publicar algo mais que simples balanço.
Leia maisEle dava lustro a dados frios e capturava ações sociais dessas empresas, provocando a apresentação delas e mostrando gente naquilo. Na década de 80, seriam considerados os atuais relatórios de ESG, quando a sigla sequer existia. Essa precisão naturalmente o levou para o jornalismo econômico, onde acabou por fazer quase toda sua carreira.
Homero Fonseca já era profissional sindicalizado e atuante na entidade sindical, quando decidiu prestar vestibular na Unicap, formando-se na turma de 1979. Tinha uma outra marca que hoje poucas pessoas sabem. Ele cuidava da formação dos novos jornalistas. Não apenas na questão de apuração, mas também de ensinar conceitos de ética e respeito às pessoas e aos entrevistados.
Sim, Homero era duro e exigente. Cobrava dados precisos e, no tempo em que capturar informações de retaguarda exigia ir ao departamento de pesquisa, folhear centenas de páginas recortadas. Mas era generoso quando surpreendia os novatos assinando os primeiros textos, seja no Diário de Pernambuco, seja no Jornal do Commercio.
O jornalista era defensor da ideia, ainda hoje moderna, do editor decidir se assina ou não um texto como prêmio pelo seu trabalho de apuração, especialmente aos estagiários. Como um incentivo a “aprender a respeitar a língua, a ortografia e a apuração dos fatos.’
Homero Fonseca sempre se apresentou como um jornalista engajado de esquerda. Embora não filiado, esteve na linha de frente nas batalhas de rua em passeatas que percorriam o centro do Recife com os manifestantes atrás da megafaixa “Pelas Liberdades Democráticas”.
Ele esteve à frente de vários jornais, fez a capa deles, entre eles o Diário de Pernambuco, estruturou redações, além de ser primeiro nas atuais assessorias de comunicação de órgão públicos, entre eles a Fundação Joaquim Nabuco nos tempos de Gilberto Freyre.
E escreveu dezenas de relatórios anuais de bancos, entre eles o do Banorte, quando o banco de Pernambuco era um dos mais avançados em termos de tecnologia.
Como diziam seus amigos mais próximos, era o texto mais preciso do jornalismo pernambucano. Ele passou pelas redações dos três grandes jornais de Pernambuco e esteve à frente da Folha de Pernambuco, onde ‘aspeou’ uma frase que virou marca pela tragédia do desabafo de uma mãe ao ver seu filho morto numa operação policial: “Meu filho era uma alma sebosa”.
A diferença é que a expressão típica do noticiário policial veio suportada pela história de uma mãe pranteando a dor da morte pelo aparelho policial, resignando-se com o seu insucesso como progenitora.
Homero esteve na redação do Recife dos grandes jornais e participou de todas as coberturas da campanha da redemocratização numa carreira tão limpa e honesta que o fez ser lembrado e respeitado, pelo que elevou o nível da régua de produção do lugar por onde passou pelo seu padrão de entrega.
E isso é possível na rigorosa apuração do seu livro Tapacurá: Viagem ao planeta dos boatos que lançou em maio de 2011, analisando o boato de que Tapacurá havia estourado mais uma vez, assombrou a população recifense.
Na vida cultural, era um leitor voraz, freguês premium do icônico Livro Sete de Tarcísio Pereira e era uma espécie de orientador sobre o que um jornalista não poderia deixar de ler para ser um profissional de qualidade.
Muitos de nossos colegas leram John Reed e seu clássico Dez Dias que Abalaram o mundo; A Primeira Vítima, de Phillip Knightley, é um livro clássico de 1975, que analisa a história dos correspondentes de guerra e Esquerdismo A Doença Infantil do no Comunismo, de Vladimir Lénine indicados por Homero Fonseca.
E no Carnaval, ajudou a fundar o icônico Siri na Lata ao lado de Ricardo Carvalho e Paulo Brás pelas ruas de Olinda. Talvez esse fosse o único espaço onde o sério e carrancudo Homero se permitia mudar a fantasia.
Por isso, a partida de Homero, que deixou o jornalismo e enveredou pelos livros, nos deixa menores. Ele ajudou centenas de jornalistas a apurar melhor, escrever melhor e responder às demandas da sociedade.
O que a gente poderia chamar hoje de trabalhar pela melhoria da reputação do profissional de imprensa.
Talvez a maior contribuição de Homero Fonseca ao jornalismo tenha sido essa: formar uma geração inteira de profissionais que aprendessem a ser éticos. E lutar para que muitos não se perdessem pelo caminho.
E tudo isso apenas mostra o seu método de trabalho de jornalismo de precisão. Quando não existia a barra de rolagem no PC, o Google e o smartphone.
Leia menos
Dois casos de grande repercussão envolvendo os filhos de dois chefes do Executivo colocaram a Polícia Federal e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no centro das discussões da disputa eleitoral de 2026. As informações são do portal Metrópoles.
O integrante da Corte acumula as relatorias da investigação do financiamento do filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o inquérito envolvendo a suspeita de tráfico de influência por parte do empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Leia maisO filho petista é alvo de três inquéritos autorizados pelo Supremo a pedido da Polícia Federal (PF). Interlocutores da Presidência ainda não conseguem dimensionar os efeitos dos desdobramentos da investigação sobre a campanha de Lula, que tenta acompanhar possíveis impactos nas pesquisas de intenção de voto.
Nessa sexta-feira (21/8), pesquisa Datafolha mostrou Lula com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio, que registrou 43%. O levantamento ouviu 2.058 eleitores entre 18 e 20 de agosto, período em que Lulinha já era alvo de inquéritos da Polícia Federal (PF).
Na pesquisa anterior, divulgada em 24 de julho, Lula tinha 48% das intenções de voto, contra 43% de Flávio. Na ocasião, a vantagem era de cinco pontos percentuais. Agora, com a oscilação de um ponto para cada candidato, a distância caiu para quatro pontos.
Apesar da redução de um ponto na intenção de voto de Lula, o levantamento ainda não permite associar a oscilação aos efeitos políticos da investigação sobre Lulinha, já que a variação está dentro da margem de erro.
Leia menos
Pesquisa Datafolha, divulgada hoje, mostra como está a disputa pela Presidência da República em Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e é o primeiro divulgado pelo instituto após o início das campanhas. Veja os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos.
Cenário com Pablo Marçal
O Datafolha testou dois cenários de 1º turno, um deles com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível por causa de uma condenação na Justiça Eleitoral. O TSE ainda vai julgar se ele pode concorrer e, na última semana, proibiu o candidato de fazer propaganda na TV, ir a debates e usar dinheiro público em sua campanha até que haja uma decisão definitiva.
Segundo o instituto, a inclusão de Marçal não altera de forma significativa o quadro geral da disputa. Veja os números:
O Datafolha ouviu 1.204 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-00109/2026. Foram incluídos na pesquisa os 13 candidatos que pediram registro ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dentro do prazo.
Veja abaixo os números da simulação de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Aprovação do governo:
Avaliação do governo:
Imagens publicadas nas redes sociais, na tarde de hoje, mostram corredores lotados no Hospital Getúlio Vargas, no Recife, com pacientes relatando dificuldades e demora no atendimento. O registro expõe mais um episódio de reclamações relacionadas à assistência na rede pública de saúde de Pernambuco.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) voltou às ruas da Mata Sul de Pernambuco, hoje, em mais uma intensa agenda de campanha ao lado dos demais integrantes da chapa majoritária da Frente Popular. Ao lado do candidato a governador João Campos (PSB), do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e do senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, Marília participou de atividades em Ribeirão e Xexéu e segue para Tamandaré, onde participará de uma caminhada e da inauguração de um comitê da Frente Popular na cidade.
Em Ribeirão, Marília visitou a feira livre e as ruas do Centro, conversando com comerciantes, trabalhadores e moradores. A agenda também incluiu uma visita à fábrica do Grupo Metalúrgica Barra do Piraí (MBP), empreendimento instalado no município em 2022, com investimento inicial de cerca de R$ 100 milhões e geração de mais de 160 empregos diretos e 500 indiretos. Os candidatos da Frente Popular foram recebidos pelo ex-prefeito Marcello Maranhão (PSB). A atividade contou, também, com a presença do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PRD).
Leia maisNa sequência, em Xexéu, a Marília participou de caminhada, adesivaço e de um encontro com lideranças, promovido por Pino Mendes, uma das principais lideranças da oposição no município. Também participaram da atividade o deputado federal Pedro Campos (PSB) e o deputado estadual Junior Matuto (Republicanos).
“A Mata Sul tem uma força enorme e precisa voltar a ter oportunidades à altura do seu povo. É isso que estamos construindo ao lado de João, Carlos, Humberto e do presidente Lula: um projeto que una Pernambuco, gere emprego e faça os investimentos chegarem a todas as regiões. No Senado, quero ser uma voz forte dos municípios pernambucanos e ajudar Lula a fazer ainda mais pelo nosso estado”, afirmou Marília. À noite, a pedetista retorna ao Recife onde participa de atividades junto a aliados da capital e de Olinda.
Leia menos
O jornalista e escritor pernambucano Homero Fonseca, que faleceu, hoje, aos 77 anos, em decorrência de um câncer de pâncreas, será velado amanhã, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na sala 4, das 12h às 18h. Referência em sua geração pelo compromisso com a verdade e a informação responsável, Homero deixa um legado no jornalismo e na literatura marcado pelo recente lançamento da segunda edição do romance “Jaraguá: O Herói Inzoneiro”, que mistura ficção, folclore e crítica social por meio de uma narrativa fantástica no Nordeste.
Nascido em Bezerros, o jornalista, autor de mais de 15 livros, incluindo romances, reportagens históricas, biografias e ficção infantojuvenil, deixa um vazio na cena cultural local. Era dono de uma escrita invejável, que misturava realismo mágico e memória histórica. as informações são do portal FolhaPE.
Leia maisDe acordo com o blog de Taís Paranhos, mesmo afastado dos eventos literários por questões de saúde, a presença de Homero seguia pulsando nas obras que atravessam séculos e imaginários. “Seu legado agora se transforma em referência permanente para quem busca compreender a força literária do Nordeste” escreveu a blogueira.
Ela lembra também a escrita dele, sempre carregada de símbolos, mitos e personagens que atravessam eras, consolidando uma identidade literária singular. “A morte do autor encerra um ciclo, mas abre espaço para que sua obra seja revisitada com a profundidade que merece. Pernambuco perde um de seus grandes narradores, mas ganha um nome eterno na literatura brasileira.”
Entre os destaques da carreira de Homero como escritor está “Roliúde: Um romance picaresco”, aventuroso e cinematográfico”, de 2011, que chegou ser adaptada para o teatro. Considerado um de seus maiores sucessos, narra as aventuras de Bibiu, um “Ulisses nordestino” na década de 1940, que viaja pelo interior contando enredos de clássicos do cinema hollywoodiano e brasileiro.
Leia menos
A inauguração do comitê do candidato ao Senado Mendonça Filho, em Boa Viagem, no Recife, reuniu, ontem, lideranças e candidatos ligados à direita em Pernambuco. O encontro teve como um dos principais temas a articulação do grupo para as eleições deste ano.
O candidato a deputado federal Gilson Machado e o candidato a deputado estadual Gilson Filho, ambos aliados da família Bolsonaro, destacaram a importância da união do campo político e afirmaram ter participado das articulações para viabilizar o nome de Mendonça Filho na disputa pelo Senado.
“A direita precisa estar forte no Nordeste. Estamos aqui com essa missão”, afirmou Gilson Filho. Gilson Machado também mencionou a agenda do grupo para a próxima semana, quando deverá participar, em Maceió, do lançamento da campanha de Alfredo Gaspar. “Ninguém segura a direita!”, declarou.
Ao lado do ex-prefeito e ex-deputado Tony Gel e do empresário Tonynho, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e candidato à reeleição, deputado Álvaro Porto (MDB), e o candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB), cumpriram agenda de campanha, hoje, na tradicional Feira de Caruaru, no Agreste.

Patrimônio cultural imaterial do Brasil, a feira que “tem tudo que há no mundo”, dispõe de artesanato, roupas, ervas medicinais, utensílios para casa e alimentos, e, principalmente, atrai milhares de pessoas diariamente. Acompanhados de apoiadores, os candidatos realizaram corpo a corpo com o eleitor, percorrendo ruas, bancas, boxes e quiosques, cumprimentando e conversando com comerciantes, artesãos e consumidores.
Ainda neste sábado, Álvaro e Gabriel participam de adesivaço e ato de campanha no centro de Brejão (também no Agreste), onde serão recepcionados, no comitê, pelo prefeito Saulo Maruim (PP) e lideranças de seu grupo político. Já neste domingo (23), às 13h, os candidatos inauguram comitê conjunto de campanha no Recife, na Avenida Abdias de Carvalho, no bairro do Prado.
Soube, há pouco, da morte do jornalista Homero Fonseca, aos 77 anos, que perdeu a luta contra um câncer de pâncreas. Trabalhei com ele no Diário de Pernambuco e na Folha de Pernambuco. Um jornalista notável, talentoso e autor do livro “Tapacurá, viagem ao planeta dos boatos”.
A aproximação do prefeito Carlos Santana (Republicanos) com a governadora Raquel Lyra (PSD) está movimentando os bastidores políticos de Ipojuca e chamou atenção principalmente pelo momento e pelas circunstâncias em que acontece.
Carlos tem um histórico político ligado ao campo do PSB e, na última eleição municipal, contou inclusive com o apoio de João Campos em sua campanha para prefeito de Ipojuca. Agora, muda de posição justamente quando Raquel aparece em primeiro lugar no município na disputa pelo Governo de Pernambuco.
Leia maisA liderança da governadora em Ipojuca foi construída em um cenário no qual Carlos estava no campo adversário. Desde 2022, Célia Sales e o deputado Romero Sales Filho mantêm aliança com Raquel e participaram da articulação de importantes investimentos estaduais no município.
A relação política entre Raquel e os Sales se estreitou ainda mais para 2026. Célia e Romero foram convidados pela própria governadora a integrar seu partido, tendo Romero candidato a reeleição como deputado estadual e a ex-prefeita Célia Sales candidata a deputada federal dentro do projeto político de Raquel.
A chegada de Carlos ao mesmo campo político contrasta com o histórico recente da Prefeitura que protagonizou entraves a algumas ações do Governo do Estado no município de Ipojuca.
A Escola Técnica não avançou diante das pendências relacionadas ao terreno que deveria ser disponibilizado pelo município. As creches de Nossa Senhora do Ó e Camela encontraram dificuldades nas licenças e providências municipais necessárias para as obras.
O CEU da Cultura também ficou pelo caminho. Uma área havia sido disponibilizada durante a gestão Célia Sales, mas, já na administração de Carlos Santana, o terreno foi retirado. A Prefeitura informou que apresentaria uma nova área, mas o projeto segue parado.
Na saúde, o episódio foi ainda mais direto: o Governo de Pernambuco disponibilizou para Ipojuca uma UTI móvel do programa Colo de Mãe, mas a Prefeitura se recusou a receber o equipamento.
Mais recentemente, a Carreta da Mulher, serviço estadual que leva exames e atendimentos especializados às mulheres, também enfrentou resistência para chegar ao município.
São episódios que tornam a nova composição política inevitavelmente curiosa.
Ao mesmo tempo, a relação construída entre Raquel e os Sales no município ajudou a viabilizar mais de R$ 200 milhões em investimentos estaduais em Ipojuca, incluindo o saneamento de Porto de Galinhas, requalificação de estradas, contenção de encostas e outras intervenções.
Agora, Carlos Santana, que há pouco tempo contava com o apoio de João Campos em seu palanque para disputar a Prefeitura, passa a se aproximar de Raquel em um cenário no qual a governadora já aparece liderando em Ipojuca.
Diante desse histórico, fica a pergunta: a aproximação de Carlos Santana com Raquel Lyra é uma mudança de convicção ou uma escolha por conveniência diante do atual cenário eleitoral?
Leia menos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, hoje, que, se for reeleito, vai retirar as facções criminosas e devolver os territórios do Rio de Janeiro ao povo do estado. O petista deu a declaração durante um ato de campanha no estádio do Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense.
O candidato lembrou que enviou ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a participação da União na segurança pública, que atualmente é uma atribuição dos estados. Ele voltou a dizer que – se o texto, que já passou pela Câmara, for aprovado também pelo Senado, – vai recriar o Ministério da Segurança Pública e ampliará a preparação das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF).
Leia mais“Quero olhar na cara desse povo aqui da Região Oeste do Rio. Nós vamos tirar os bandidos do território de vocês. E vamos devolver o território para o povo do Rio de Janeiro. Não vamos fazer Carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200 [criminosos]. Nós vamos prendê-los. Vamos falar a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo. Não é dos bandidos. Isso vamos fazer”, afirmou.
O desempenho do governo Lula na área de segurança pública é mal avaliado pela população, conforme pesquisas de opinião, o que tem sido explorado por adversários, sobretudo, pelo candidato do PL, Flávio Bolsonaro (RJ). O tema também é uma das principais preocupações da campanha petista nas eleições deste ano.
O evento na Zona Oeste do Rio neste sábado contou com apresentações musicais e a participação de candidatos apoiados por Lula na eleição estadual, como Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo fluminense; e Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), candidatos ao Senado.
A primeira-dama, Janja da Silva, discursou e cantou um jingle gospel com o pastor evangélico Kleber Lucas. Lula, que recheou o discurso com citações a Deus, também tenta melhorar sua popularidade nesse segmento da população.
Este foi o terceiro comício que o petista participou nesta semana após o lançamento oficial da campanha à reeleição, que ocorreu no último domingo (16), em São Bernardo do Campo (SP).
Em um momento do discurso, Lula alfinetou o adversário Flávio Bolsonaro, dizendo que os eleitores vão ter de escolher um nome entre o atual presidente e um candidato que “quer vender praias”.
A fala foi uma referência a uma PEC, relatada por Flávio no Senado, que prevê a autorização para a venda de terrenos de marinha, ou seja, à beira-mar, a empresas e pessoas que já estejam ocupando as áreas. O candidato do PL nega que a intenção do texto seja privatizar o acesso a praias.
Leia menos
Na manhã de hoje, a deputada federal e candidata a deputada estadual Maria Arraes (PSB) cumpriu agenda na Mata Sul de Pernambuco. Em Catende, acompanhada por lideranças locais e pela vereadora do Recife e candidata a deputada federal Liana Cirne (PT), Maria visitou a feira livre da cidade.
Em seguida, a parlamentar foi recebida por lideranças de diversos engenhos em Palmares, onde participou de um café da manhã organizado pelo suplente de vereador Adelmo Henrique. Para encerrar o giro pela região, Maria participou de um adesivaço de sua campanha em Barreiros, promovido por José Claudio, conhecido como Cláudio da Cooates.
