A corridinha diária de 8 km, hoje, foi na praia. Na areia, exige mais condicionamento e fiz o percurso em 55 minutos. Ao final, um banho de mar para restaurar o corpo e alma, sentindo cheiro de sargaço.
A corridinha diária de 8 km, hoje, foi na praia. Na areia, exige mais condicionamento e fiz o percurso em 55 minutos. Ao final, um banho de mar para restaurar o corpo e alma, sentindo cheiro de sargaço.
Por Eduardo Monteiro*
Ser chamado de louco, em geral, não deve assustar ninguém — pelo menos em um primeiro momento. Eu mesmo acho que nem ligaria. Por que chamariam de louco o porta-voz de mais um dos inúmeros pensamentos diferentes, esquisitos, incríveis e até loucos sobre Brasília? Uma cidade que nasceu e se alimenta de algo que beira a loucura: a surrealidade.
Peço licença pela “poética licença” — que, mesmo não sendo poesia, serve para afirmar que uma cidade que abriga o surreal em suas entranhas tem a surrealidade correndo em suas vias abertas de capital latino-americana.
Leia maisA “Oitava Maravilha”, como é descrita no hino “Brasília, Capital de Esperança”, que cantei muitas vezes junto a milhares de alunos em “Horas Cívicas” nas escolas públicas do DF nos anos 1960 e 1970. Essa oitava maravilha, obra que encanta o mundo inteiro, tem no seu traçado o indefectível avião e, na asa Sul, a icônica W3 Sul.
Essa mesma W3 Sul foi o ponto central de uma conversa que tive com meu saudoso amigo, o jornalista Celso de Marco, pouco tempo antes de ele partir no “trem para as estrelas”. Eu concluía o roteiro do documentário sobre a história das rádios e dos radialistas de Brasília, quando fomos surpreendidos pelo rumo da prosa: houve um tempo, segundo relatos, em que o programa de rádio do Meira Filho, na Rádio Nacional e depois na extinta Rádio Alvorada, alcançava índices de audiência superiores a 70%.
Na prática, daria para uma pessoa ir caminhando desde o Setor Comercial Sul até a 516 Sul, passando por antigos estabelecimentos como o Supermercado Serve Bem, as Casas Huddersfield, as Casas Nordeste, a FOFI, a BI-BA-BÔ, o Cine Cultura, o Slaviero, a Casa do Atleta, até o último comércio da esquina final, pela minha memória: o Automóvel Clube do Brasil.
Em cada loja, a partir das 10h, havia pelo menos um rádio ligado no programa do Meira Filho. Com isso, sem precisar carregar nenhum aparelho, a pessoa poderia acompanhar toda a envolvente programação radiofônica. A Avenida W3 Sul era o coração de Brasília. Mais que um centro comercial — que foi sucumbindo gradativamente com a chegada inevitável dos shoppings e se degradando até a situação de penúria em que se encontra —, ela é um símbolo. Muitos projetos de revitalização e ressignificação já foram propostos, inclusive o do arquiteto Frederico Flósculo, professor da UnB, mas nada foi adiante.
Entre as ideias iluminadas, lembro-me da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que funciona com sucesso no Centro do Rio de Janeiro e em outros locais; a instalação de cafés e quiosques entre jardins ao longo da avenida arborizada; tudo lindo demais e, talvez, surreal.
Neste 21 de abril de 2026, evoco o saudoso companheiro Jorge Ferreira e seu Mercado Municipal de Brasília, na 509 Sul, entre tantas outras “loucuras” já propostas, para lançar um apelo: “Salvem a W3 Sul”. Uma avenida que, em seu coração, acolhe a Praça 21 de Abril, simbólica por carregar o nome da data marcante do aniversário da capital. Que tal, Avenida 21 de Abril — W3 Sul? E que, se não tiver que ser esse o nome do projeto, que não seja; afinal, o nome é o que menos importa.
Parabéns, Brasília, por seus bem-vividos 66 anos! Aceite um carinho deste carioca que tanto lhe ama e que lhe é grato por ser o berço dos meus quatro filhos e seis netos. Espero que continue a ter essa grandeza e não se curve à “deselegância discreta de suas meninas” ou à “moda e o charme de Paris”.
Vida longa, Brasília!
*Jornalista em Brasília
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Por Rudolfo Lago
Do Correio da Manhã
Na Copa de 1970, quando ainda era bem menor a população brasileira, a música que embalou o tri começava dizendo: “90 milhões em ação”. Curiosamente, é um número bem próximo daqueles que, na pesquisa espontânea da Quaest, se declaram ainda indecisos: 62%, o que, transformado em números dá 96 milhões de eleitores. O voto espontâneo é aquele no qual não se apresenta uma lista de candidatos. É verdade que esse percentual se reduz bastante quando se apresenta uma lista de candidatos: os indecisos ficam apenas em 5%. Mas o dado é importante porque mostra um percentual muito alto de pessoas que ainda não fixaram de fato uma preferência eleitoral.
E, no fundo, é assim que atualmente se vota com a urna eletrônica. O antigo voto impresso era mais próximo da experiência na qual se mostra uma lista de candidatos. Os nomes estavam na cédula e o eleitor escolhia um. Com a urna eletrônica, não há mais uma lista apresentada ao eleitor, ele entra e digita o número do seu candidato. Na avaliação dos cientistas políticos André Cesar e Alvaro Maimoni, da Hold Assessoria, o dado importa.
Leia maisEm um artigo intitulado “Governo em Xeque?”, Cesar e Maimoni apontam que as eleições de outubro ainda estariam em aberto, embora muito desafiadoras para a reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Somente depois das convenções em junho ou julho é que os partidos oficialmente definirão seus candidatos”, observa André Cesar. “É só a partir daí que o eleitor de fato começará a considerar mais”, continua. E, aí, retornamos ao ponto inicial desta coluna: “Hoje, o número de pessoas preocupada com a Copa do Mundo é maior”, diz André.
Ou seja, será somente depois que os 96 milhões entrarão “em ação”. Se serão capazes ou não de virar a tendência eleitoral, só o tempo dirá. Mas, para André e Maimoni, há hoje uma série de fatores que indicam cautela quanto ao que acontecerá daqui a seis meses. Para os dois cientistas políticos, o governo Lula teve e tem vitórias pontuais que não podem ser desprezadas. Vitórias que mostram que, pelo menos, respira quanto à sua articulação política. Na semana passada, por exemplo, aprovou o nome do deputado Odair Cunha (PT-MG) para o Tribunal de Contas da União. Caminha para aprovar o advogado-geral da União para o STF. Derrubou relatórios de duas CPIs.
Na avaliação de André Cesar, há um descolamento hoje do sentimento das pessoas com relação aos dados reais da economia. Os dados de inflação, desemprego, valorização da moeda não deveriam refletir o sentimento da população quando mais da metade aponta na pesquisa que a economia piorou. “E aí, isso será muito tarefa da comunicação”, observa o cientista político. Para André Cesar, as críticas que são feitas de que a equipe de Sidônio Palmeira hoje não consegue levar à população esses ganhos não seriam injustas. Entre pacas e escolas de samba, tudo isso se dilui.
Para André Cesar, ainda que as pesquisas mostrem a polarização entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será preciso avaliar as novidades. Como a possível entrada de Ciro Gomes como candidato pelo PSDB. “Não parece provável, e não duvidaria se ele viesse a ter desempenho pior que em 2022, mas será preciso observar”.
Ou mesmo a troca de Lula. Ventilada pelo próprio presidente, a ideia, até por isso, não deve ser descartada. Na última sexta-feira (17), em entrevista ao jornal alemão Der Spiegel, novamente Lula sobre sua candidatura disse que “depende”, embora tenha dito que sua disposição é de “100%” e que irá “ganhar”.
Algumas pesquisas não oficiais já estariam testando a hipótese de Haddad no lugar de Lula. Ele entrou no jogo pelo governo de São Paulo com índices que surpreenderam. “A atuação no Ministério da Fazenda o credenciou na Faria Lima”, observa André. O jogo, assim, ainda não está jogado.
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Faltam apenas 27 dias para o start das comemorações dos 20 anos deste blog: o jantar de adesão no restaurante Sal e Brasa Jardins, da Rui Barbosa, marcado para o dia 18 de maio. Depois, teremos o 1º Forró do Magno, em Arcoverde, no dia 13 de junho, uma forma de valorizar e prestigiar a grande massa de leitores do Interior.
Será top! Com a Super Oara. Quanto ao jantar de adesão, o local só comporta 300 pessoas. Se você ainda não adquiriu o seu ingresso, ao valor unitário de R$ 250, faça agora no seguinte pix: 87999579702.
Leia maisJá estão confirmados os cantores Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Josildo Sá, André Rio, Fabiana Pimentinha, Cristina Amaral, Irah Caldeira e Walquiria Mendes, mas outros amigos e parceiros ainda devem confirmar presença para nos proporcionar uma noitada muito descontraída, emocionante e em alto astral.
O terceiro será um jantar de adesão em Brasília, promovido em conjunto com a tradicional Confraria do Blog Candanga, à frente o meu amigo Aristeu Plácido Júnior, embaixador de Pernambuco na capital federal. Vamos reunir autoridades federais e a grande colônia nordestina na corte.
Por fim, reitero com as informações abaixo a necessidade da compra antecipada para que você, caro leitor e amigo, não fique de fora da nossa primeira comemoração pelas duas décadas do bom jornalismo.
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Se você quer compartilhar comigo os momentos de alegria e descontração do jantar de adesão pelos 20 anos do meu blog, faça de imediato a compra do seu convite. Os ingressos são limitados: apenas 300 e não haverá venda de última hora no local do evento. Adquira agora!
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pode agir com “reciprocidade” contra os Estados Unidos após a expulsão do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo.
Em conversa com a imprensa na porta de um hotel em Hannover, na Alemanha, o presidente afirmou ter sido informado nesta manhã sobre o episódio. “Se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o dele no Brasil”, afirmou Lula. As informações são do Estadão.
Leia maisMarcelo Ivo foi expulso dos EUA ontem (20), uma semana depois da prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Detido pelo serviço de imigração americano, o ICE, em 13 de abril, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi solto dois dias depois. Ele fugiu para os EUA em setembro do ano passado.
Em um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado, o governo dos EUA alegou que o oficial brasileiro tentou “manipular” o sistema de imigração, “contornando pedidos formais de extradição” e “estendendo perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”.
A Polícia Federal, por outro lado, informou que a prisão de Ramagem “decorreu de cooperação policial internacional” entre a PF e autoridades dos EUA. “O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito”, afirmou a PF.
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O psiquiatra, professor e escritor brasileiro Augusto Jorge Cury é o meu convidado de hoje do podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco. Autor da Teoria da Inteligência Multifocal, seus livros foram publicados em mais de 70 países, com mais de 25 milhões de livros vendidos somente no Brasil. Na pauta, a sua recente decisão em concorrer à presidência da República pelo Avante.
Cury é reconhecido como um dos escritores brasileiros mais bem-sucedidos do século XXI. Ao ingressar na política, ele se apresenta como alternativa para quebrar a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Cury se propõe a romper a lógica da radicalização e ocupar um espaço de “terceira via”, baseado em projetos e pacificação.
Leia mais“Eu sou uma terceira via, mas eu não sou uma terceira via de alguém que entra para concorrer só porque existe uma polarização, existe uma radicalização. Eu sou uma terceira via consciente”, disse ele numa recente entrevista.
Cury nasceu em Colina, município de São Paulo, no dia 2 de outubro de 1958. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e concluiu o seu doutorado internacional em Psicologia Multifocal pela Florida Christian University, no ano de 2013, com a tese “Programa Freemind como ferramenta global para prevenção de transtornos psíquicos”.
Na carreira, dedicou-se à pesquisa sobre as dinâmicas da emoção. Cury é professor de pós-graduação e conferencista em congressos nacionais e internacionais.
O Direto de Brasília vai ao ar hoje, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV (sob o comando do jornalista Heron Cid); a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e a LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Carlos Madeiro
Do UOL
Um acordo judicial entre o governo de Pernambuco e um parque eólico foi alvo de críticas de moradores impactados pelo empreendimento. Na última quarta-feira, o TJ-PE (Tribunal de Justiça de Pernambuco) homologou um termo de compromisso firmado entre a CPRH (Agência Estadual de Meio Ambiente) e a empresa Ventos de São Clemente. Ele prevê a saída indenizada de moradores que vivem a até 280 metros de um aerogerador (como é chamada uma torre eólica).
O acordo, porém, ignorou um pedido dos moradores, defendido pelo MP-PE (Ministério Público de Pernambuco): aqueles que vivem a menos de 500 metros de uma torre escolheriam se ela seria retirada ou se eles receberiam indenização.
Leia maisO pedido foi ignorado no acordo, e o MP-PE já recorreu e pediu que o termo fosse cancelado. A homologação ocorreu dentro de um processo em que a CPRH exigia medidas para reduzir impactos ambientais para que a licença ambiental fosse renovada.
O que diz o acordo
No termo, a Ventos de São Clemente — que está nos municípios de Caetés, Capoeiras, Pedra e Venturosa, no Agreste pernambucano — assume o compromisso de realocar ou indenizar as famílias que moram a uma distância de até 280 metros dos aerogeradores em um prazo de até dez meses. “A nova área de moradia deverá ser objeto de escolha da própria família, desde que tecnicamente viável e aceita pelas partes”, diz o termo.
Para as casas de 280 a 500 metros, as famílias estão sujeitas a realocação. Mas o documento cita que serão necessários dados da simulação e análise do ruído no local. A data limite para a empresa apresentar esse levantamento é 30 de abril.
Já para as casas localizadas entre 500 a 1000 metros do local, a mudança só ocorrerá caso um relatório que ainda a será produzido aponte ruídos acima do permitido. O prazo final para realocação, nesse caso, é de 32 meses.
“O termo de compromisso firmado entre as partes revela-se adequado à solução do conflito, ao estabelecer obrigações específicas voltadas à conformação da atividade econômica às exigências legais e ambientais, tendo sido no âmbito do processo de licenciamento ambiental conduzido pelo órgão competente, com a participação dos entes diretamente envolvidos na controvérsia”, diz o desembargador Erik Simões na decisão de homologação.
Críticas ao acordo
O MP-PE disse ao UOL que o termo “carece de especificidade e cria brechas para interpretações subjetivas que prejudicam diretamente às famílias afetadas” e que considera “inadmissível que as populações vulneráveis […] fiquem desprovidas de salvaguardas claras que garantam a sua segurança jurídica e subsistência”.
A CPT (Comissão Pastoral da Terra), entidade ligada à Igreja Católica que acompanha comunidades rurais afetadas, também criticou o acordo. “As famílias, que há mais de dez anos convivem com os danos do complexo eólico, não foram ouvidas durante a construção do acordo e tiveram suas principais reivindicações desconsideradas”, disse.
Em dezembro do ano passado, o UOL esteve no local e conversou com famílias em Caetés e Venturosa, que relataram fuga de moradores, problemas de saúde e perda de produção agrícola após o parque. Quem vive no entorno sofre da chamada síndrome da turbina eólica, um problema de saúde que gera danos auditivos e psiquiátricos, entre outros.

A CPT explica que o termo é um avanço em relação a um problema antigo, mas não agrada totalmente porque as propostas das famílias foram ignoradas. “Foi como não houvesse escolha pras famílias, se a única opção delas fosse realmente sair. Elas já viviam ali, sabe-se lá há quantas gerações, e agora são obrigadas a suportarem o ônus de regularização de um empreendimento infrator”, afirma Mariana Vidal, advogada CPT-PE.
A entidade entrou com ação civil pública em março pedindo a imediata paralisação dos aerogeradores localizados a até 500 metros de casas, além de auxílio-financeiro provisório de meio salário mínimo às famílias afetadas.

O que dizem a agência estadual e o parque eólico
Procurada, a CPRH disse que, por se tratar de acordo judicial, não iria comentar sobre o caso.
A Echoenergia, responsável pela Ventos de São Clemente, disse em nota ao UOL que o termo homologado “consolida um conjunto de medidas já em execução, destinadas à mitigação de eventuais impactos socioambientais, garantindo transparência, rigor técnico e a participação efetiva das famílias em todas as etapas previstas”.
“Desde que assumiu a gestão de Ventos de São Clemente, a empresa vem implementando um conjunto estruturado de ações voltadas à mitigação de impactos ambientais adicionais aos previamente avaliados no processo de licenciamento, em conformidade com as condições e padrões estabelecidos pela legislação ambiental vigente e pelas condicionantes da licença de operação original. As ações visam atendimento das comunidades do entorno do empreendimento. Desde então, mais de R$ 25 milhões foram investidos em reformas residenciais, beneficiando 130 famílias das comunidades onde se localiza o complexo eólico. Além disso, foram construídas 192 cisternas, que beneficiaram no total 453 famílias, em 14 comunidades”, disse a Echoenergia.
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Mesmo com o feriado tendo retirado dois dias de reuniões plenárias na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nesta semana, a governadora Raquel Lyra (PSD) disse esperar que seja aprovado amanhã (22) o ajuste na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, para permitir o aumento do índice de remanejamento de recursos para 20%.
Na troca de comando do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, no domingo (19), a gestora voltou a apelar ao Legislativo que leve a proposta para apreciação do plenário da Casa de Joaquim Nabuco. “A expectativa é de que o orçamento possa ser votado na quarta-feira. É importante que o faça. Pernambuco é o único estado do Brasil que não tem o orçamento votado na sua plenitude. Isso atrapalha sim o funcionamento regular do estado, não só para nós mesmos quanto para os outros poderes”, declarou a gestora. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisImpasse
Na semana passada, o ajuste na LOA ganhou novo fôlego com a inclusão da proposta, por meio de uma emenda da Comissão de Finanças, no projeto de remanejamento de R$155 milhões para o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Deputados de oposição que compõem o colegiado, reclamaram, no entanto, não terem sido informados sobre a inclusão da emenda e enviaram ofícios à mesa-diretora da Casa, pedindo a revisão da ata da reunião.
O impasse envolvendo o orçamento estadual iniciou com a aprovação da LOA ainda no fim de 2025 com uma emenda que limitou o remanejamento a 10% vinculados a cada unidade orçamentária. O trecho foi vetado pela governadora Raquel Lyra, que enviou à Alepe um projeto corrigindo o índice para 20%.
Os vetos foram mantidos pelo plenário da Casa de Joaquim Nabuco, o que reduziu o remanejamento a zero. Enviado ainda durante o recesso parlamentar, no período de convocação extraordinária, o projeto que aumenta o percentual para 20% só foi votado pela Comissão de Finanças em 31 de março, e acabou derrotado no colegiado, que tem maioria de oposição.
Raquel Lyra, que possui maioria dos parlamentares na Casa, enfatizou a confiança na aprovação da matéria, após pedir, indiretamente, que o presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (MDB), inclua a matéria na pauta de votações do plenário.
“Estamos há quatro meses trabalhando para que isso possa ser feito junto à nossa base na Assembleia Legislativa, mas fazendo um apelo de maneira geral ao Poder Legislativo do estado que coloque em plenário as votações. No plenário, a maioria se faz. Não tenho dúvida nenhuma que será aprovado pela imensa maioria dos deputados e deputadas que querem ver o funcionamento regular do estado”, enfatizou a governadora.
Eleições
No discurso durante a solenidade militar, a governadora repetiu o que vem dizendo em eventos públicos sobre as eleições deste ano. Ela frisa que este não é o último ano, mas o primeiro dos próximos e afirma que, apesar de gostar de atuar como procuradora do estado, cargo que ocupa desde 2005 por concurso, espera que seu tempo na política se prolongue.
“Nós viveremos um ano de eleição e o que tenho dito para o nosso time é que não nos paralisemos diante do cenário eleitoral. As eleições existirão, mas a gente precisa continuar com o pé no acelerador, fazendo o que precisa ser feito”, reiterou Raquel Lyra.
Segurança
A governadora também aproveitou a cerimônia para citar os avanços na segurança pública do estado sob a sua gestão. Destacando os investimentos na aquisição de equipamentos e na contratação de novos profissionais, Raquel Lyra celebrou a queda nos indicadores de violência e garantiu que os investimentos não irão diminuir.
“Estamos hoje tendo os melhores indicadores da nossa história no que diz respeito à queda do número de homicídio, de crime contra o patrimônio, crime de de roubo, crime de roubo com violência, crime contra o patrimônio de maneira geral, mas a gente sabe que precisa continuar avançando e por isso que o investimento não vai parar um minuto sequer”, enfatizou.
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O prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), afirmou, em entrevista ao Blog do Roberto Almeida, que o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), deve vencer a eleição para o Governo de Pernambuco no município com “bastante tranquilidade”. Além disso, acrescentou que há um sentimento favorável da população ao socialista no Agreste Meridional.
Ao longo da conversa, Sivaldo também destacou o ritmo de obras e entregas na cidade, projetou votações expressivas para seus candidatos a deputado, Felipe Carreras (PSB) e Cayo Albino (PSB), e comentou investimentos na área de saúde, como a inauguração do Hospital do Amor.
Confira entrevista na íntegra:
Leia maisRoberto Almeida – Como o senhor consegue manter o ritmo de entregas e inaugurações, mesmo já tendo entrado no sexto ano de sua administração?
Sivaldo Albino – Com muito planejamento, responsabilidade, articulação política e fazendo gestão com capacidade e competência, junto com a nossa equipe. Afinal de contas fizemos um projeto inicial para os primeiros quatros anos e outro para a segunda gestão. Este ano de 2026 será o de maior entrega de toda administração, incluindo os primeiros quatro anos e esses dois anos.
Roberto Almeida – O senhor espera até o fim da gestão entregar o Hospital Municipal, o Centro Administrativo e a reforma do Cristo do Magano?
Sivaldo Albino – Esperamos, sim. Esse é o nosso planejamento e desejo. É importante dizer que a obra do hospital está avançando. A expectativa é inaugurar no próximo ano. Quanto ao Centro Administrativo, ao Cristo e também o Museu do FIG é importante ressaltar que as empresas que não conseguiram cumprir as metas foram notificadas, como também o Tribunal de Contas e vamos retomar as obras e fazer as entregas até o final de 2027. O atraso não foi por falta de recursos e sim problema das empresas. Mas o dinheiro está na conta e o trabalho será concluído.
Roberto Almeida – Estamos no ano da eleição. Quais as perspectivas dos seus candidatos a deputado, Cayo Albino e Felipe Carreras? Eles serão os mais votados em Garanhuns?
Sivaldo Albino – A expectativa é muito boa. Temos feito um planejamento e realizado muitas entregas, numa parceria grande com Cayo e Felipe Carreras. O deputado federal é o campeão de recursos na história de Garanhuns e tem nos ajudado a concretizar ações importantes em todo o município. Tenho certeza de que o povo saberá reconhecer o trabalho dos dois e dará a resposta no momento certo, de modo que os deputados Cayo e Felipe poderão obter as maiores votações já conquistadas nas urnas em Garanhuns.
Roberto Almeida – O Hospital do Amor, que está perto de ser inaugurado, só foi possível graças ao apoio do Governo Lula?
Sivaldo Albino – Um sonho que se tornou realidade. Está praticamente pronto. Deverá ser inaugurado agora no mês de maio. Depende somente da agenda do presidente Lula. É uma obra com a participação de muitas mãos, as minhas, as do deputado Cayo, de Felipe, do ministro Alexandre Padilha. Sensibilizamos o presidente Lula e estamos para entregar esse hospital que é referência em tratamento oncológico. Muito satisfeito com essa obra, uma unidade de saúde que vai salvar muitas vidas.
Roberto Almeida – Como avalia a pré-candidatura de João Campos ao Governo do Estado? O senhor acha que ele poderá ser o mais votado em Garanhuns e no Agreste Meridional?
Sivaldo Albino – Não tenho dúvida de que João vai vencer a eleição em Garanhuns com bastante tranquilidade. Bem como vai vencer no Agreste Meridional, mesmo sem ter a maioria dos prefeitos. O sentimento do povo é a favor de João Campos. A população quer um governo capaz de sair do discurso do papel e de realizar as entregas; de melhorar a saúde, a educação e a segurança pública. João já provou sua capacidade no Recife e por isso foi reeleito pela população da capital com quase 80% dos votos da capital. Pernambuco precisa de um governador que olhe para todos os municípios da mesma maneira e não discrimine nenhuma cidade, como acontece hoje.
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O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou apoiar “100%” a aprovação do PL da Misoginia, que equipara discursos e condutas de ódio ou aversão às mulheres ao crime de racismo. O avanço da proposta no Senado desencadeou um debate nacional sobre sua eficácia diante da escalada da violência de gênero e sobre os limites da liberdade de expressão — e provocou insatisfação em parte da direita, que trabalha para derrubar o projeto na Câmara.
A iniciativa foi aprovada por unanimidade no Senado e contou com o aval também de outros parlamentares da oposição, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Também pré-candidato à Presidência, ele tem reforçado acenos ao eleitorado feminino para tentar reduzir o histórico de rejeição desse segmento ao pai dele, Jair Bolsonaro (PL). Após a reação de bolsonaristas, o filho do ex-presidente disse ter ressalvas sobre o PL e destacou que a proposta poderá ser aprimorada na Câmara. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisRomeu Zema, pré-candidato pelo Novo, se disse contrário ao projeto, dada a amplitude de conceitos. Caiado, por sua vez, vinha mantendo o silêncio. Mas, ontem (20), ele destacou à Folha de S. Paulo não ter “nenhuma reparação” a fazer além do apoio integral.
“Estou 100% de acordo. Não tenho nenhuma reparação a fazer à extensão disso”, afirmou. “É um acréscimo dentro da lei de crimes e preconceitos. Sempre trabalhei a favor e sempre fui extremamente firme nessa posição.”
Como mostrou O Globo, logo que foi anunciado pré-candidato à Presidência, Caiado gravou vídeos em que explora números de sua gestão estadual no combate à criminalidade e se posiciona como alguém de “mão pesada” contra agressores de mulheres. O foco na pauta da segurança pública com menção específica ao combate à violência de gênero espelha um movimento já adotado por aqueles que devem ser seus principais concorrentes na corrida ao Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Reação da direita
O relatório é da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que reuniu projetos feitos pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR).
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou um vídeo nas redes sociais em que critica o projeto. Na postagem, o deputado não cita Flávio Bolsonaro, mas reclama de senadores de direita que apoiaram a iniciativa.
“Estou extremamente decepcionado com o nosso Senado. Afinal de contas, ninguém se opôs a isso e viu o real perigo do que estava acontecendo. Ou seja, só mostra que muitos, inclusive da própria direita, estão em um berço infantil da guerra cultural. Não tem justificativa para poder não ter batalhado contra esse projeto.”
Deputados bolsonaristas alegam que o projeto se tornaria um instrumento de censura. Por outro lado, parlamentares que articularam a iniciativa dizem que o texto delimita bem os casos que deverão ser punidos e descartam o uso para restringir a liberdade de expressão.
O influenciador Paulo Figueiredo, próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), disse que Flávio precisa ser cobrado pelo voto. “Não conversei com o Flávio para saber o que se passou na mente dele pra votar favoravelmente por essa abominação da ‘misogenia’. Tudo que eu ouvi até agora torna totalmente injustificável, mas gostaria muito de ouvi-lo antes de emitir uma opinião definitiva. Ao eleitor, cabe cobrá-lo”.
Por sua vez, a deputada Julia Zanatta (PL-SC), também crítica do projeto, evitou se posicionar contra o apoio dado pelo pré-candidato do PL à Presidência. Ela declarou que Flávio ainda atuou para impedir que o texto tivesse uma tramitação acelerada no Congresso. “Foi o Senado todo (que apoiou o projeto). O Flávio ainda assinou o recurso que levou o projeto ao plenário. Ele poderia ter terminado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça)”, disse a deputada.
Além de equiparar a misoginia ao crime de racismo, o projeto aumenta as penas para ofensas contra mulheres. Pela proposta, a injúria motivada por ódio ou aversão ao gênero feminino passa a ser punida com reclusão de dois a cinco anos e multa.
Hoje, casos de ofensas contra mulheres por razão de gênero são enquadrados como injúria no Código Penal, com pena que pode chegar a um ano de detenção — ou até o dobro quando há contexto de violência doméstica. Com a mudança, a conduta passa a ser tratada como crime mais grave, com pena maior e enquadramento na Lei do Racismo.
Ainda não há previsão de quando o texto vai ser analisado pela Câmara.
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Efeito Lula impulsiona João e reforça liderança na disputa em PE
A ampla vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Pernambuco, revelada pelo Instituto Opinião em números abaixo, não apenas consolida a força do petista no Estado como projeta efeitos diretos sobre o cenário local. Traz benefícios imediatos ao ex-prefeito do Recife, João Campos, que já lidera com folga a disputa pelo Governo de Pernambuco.
A dianteira superior a 30 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro (PL) cria um ambiente político favorável ao campo progressista e tende a irradiar capital eleitoral para candidaturas alinhadas. O levantamento evidencia que Lula não apenas lidera, mas o faz com capilaridade social e territorial, alcançando índices expressivos em todas as regiões do Estado – com destaque para o Sertão e o São Francisco.
Leia maisMantém hegemonia entre eleitores de menor renda, menor escolaridade e faixas etárias mais elevadas. Trata-se de um padrão que reafirma a densidade histórica do lulismo em Pernambuco e sua capacidade de mobilização transversal.
Nesse contexto, o desempenho do presidente funciona como um vetor de reforço para o cenário estadual. A associação política e simbólica entre Lula e João Campos tende a potencializar a competitividade do ex-prefeito, sobretudo em um ambiente onde a identificação do eleitorado com projetos políticos integrados – entre o plano nacional e o estadual – exerce influência relevante na definição do voto.
Além disso, a elevada rejeição de Flávio Bolsonaro, que lidera nesse quesito com larga margem, sinaliza obstáculos adicionais para o campo adversário ampliar sua presença no Estado. O contraste entre alta aprovação e baixa rejeição de Lula, por um lado, e a resistência ao seu principal opositor, por outro, contribui para consolidar um cenário em que o campo político alinhado ao presidente parte em vantagem.
Dessa forma, a pesquisa não apenas retrata a corrida presidencial em Pernambuco, mas ilumina uma dinâmica mais ampla: a de um eleitorado que, ao reafirmar sua preferência nacional, também sinaliza tendências que reverberam diretamente na disputa estadual, fortalecendo candidaturas que orbitam o mesmo eixo político e programático.
De cabo rabo – Diferentemente do que mostrou ontem uma reportagem do jornal O Globo, em Pernambuco Lula não está murchando, fenômeno que, segundo o jornal carioca, se observa no Nordeste em geral. No seu Estado natal, Lula tem percentuais de intenção de voto quase três vezes mais que o senador Flávio Bolsonaro e ganha em todas as regiões, inclusive no Grande Recife, onde, teoricamente, o petista teria desidratado.

Que vexame, Túlio Bernardes! – Pré-candidato ao Senado na chapa da governadora, o deputado Túlio Gadelha (PSD), que prometeu não usar a imagem da mulher Fátima Bernardes na campanha, já descumpriu a palavra: explorou um vídeo ao lado dela e de Raquel com o único intento de lucrar eleitoralmente com a imagem da ex-global. As cenas, vexatórias, se passaram com um grupo de vendedores no comércio da Rua da Aurora, domingo passado.
Debandada de delegados – Caiu como uma bomba a informação que postei, ontem, com exclusividade, dando conta que delegados e até alunos em formação estão deixando Pernambuco para assumir cargos em outras regiões do País. A informação partiu da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE), que classifica o cenário como uma “debandada” de profissionais qualificados. De acordo com a entidade, candidatos em formação já abandonaram o curso de delegados para ingressar nas Polícias Civis da Paraíba, Amazonas e São Paulo. Há ainda a previsão de novas saídas já no mês de maio, incluindo delegados que devem migrar para a Polícia Civil do Ceará. Também foram registrados casos de profissionais que deixaram a carreira para assumir cargos no Ministério Público em estados como Ceará e Rio Grande do Norte.
Racha no PT carioca – Com divisões internas, o diretório do PT no Rio confirmou o apoio às candidaturas de Eduardo Paes (PSD) ao governo e de Benedita da Silva (PT) ao Senado neste ano. Apesar da unanimidade nessas escolhas, o partido exibiu arestas ao decidir os suplentes de Benedita: o grupo do prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), acusou outras correntes petistas de tentarem emplacar um nome “envolvido em escândalos”. Ele se refere a Manoel Severino, sem citar qual escândalo. “Temos a responsabilidade de unir o partido e preservar o presidente Lula, para que nossa chapa majoritária não seja obrigada a se explicar sobre escândalos”.

O rei do nepotismo – O MP recomendou que o prefeito de São Bento do Una, Alexandre Batité (MDB), exonere a esposa, o filho e o sobrinho dos cargos de secretários da cidade, o que configura nepotismo direto. Além dessa parentada, a decisão, que foi assinada pelo Promotor de Justiça do município, Márcio José da Silva Freitas, recomenda ainda a exoneração do afilhado, que ocupa o cargo de assessor de Alexandre Batité, conduta que configura nepotismo de parentesco por afinidade.
CURTAS
ASSEMBLEIA – A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) convocou uma Assembleia Extraordinária com prefeitos e prefeitas de todo o Estado. Na pauta, o debate sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA) e os critérios, valores e cronograma de repasses relacionados à microrregião do Pajeú como parte da privatização da Compesa.
SIMULADO – O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco começou a 17ª edição do Simulado Nacional de Hardware. A iniciativa, coordenada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem como finalidade avaliar o funcionamento integrado de todos os componentes das urnas eletrônicas, das mídias e do sistema de votação a serem utilizados nas eleições de 2026. O simulado se estende até quinta-feira no Centro Logístico do TRE.
AUGUSTO CURY – Pela primeira vez, o escritor e médico Augusto Cury, na condição de pré-candidato ao Palácio do Planalto, apresenta suas ideias ao Nordeste no meu podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje, em parceria com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras no Nordeste.
Perguntar não ofende: Fátima Bernardes vai virar cabo eleitoral de Raquel?
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Em Pernambuco, o presidente Lula (PT) tem mais que o dobro das intenções de voto em relação ao senador e principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com o levantamento do instituto Opinião, se as eleições fossem hoje, o petista teria 51,4% dos votos no Estado, enquanto o filho do ex-presidente Bolsonaro aparece com apenas 21,6%. Os demais pré-candidatos não chegam ao percentual mínimo de 1%, como é o caso de Ronaldo Caiado (PSD), que tem 0,8%.
Caiado aparece empatado com Samara Martins, da UP (Unidade Popular), que vem logo em seguida, com 0,7%. São citados ainda Renan Santos (Missão), com 0,6%, Augusto Cury (Avante), com 0,5%, Romeu Zema (Novo), com 0,5% e Aldo Rebelo (PCdoB), com O,2%, mesmo percentual de Rui Costa Pimenta (PCO). Por último, Cabo Daciolo (PMN), com 0,1%.
Leia maisBrancos e nulos somam 11,1% e indecisos 12,3%. Na espontânea, modelo pelo qual o eleitor é forçado a lembrar o seu postulante preferido, sem acesso a relação com todos os nomes, Lula desponta com 40,5% das intenções de voto e Flávio 12,6%. Os demais nomes se situam na faixa de 0,2% ou até mesmo abaixo.
No quesito rejeição, Flávio Bolsonaro lidera. Entre os eleitores entrevistados, 44,9% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Já Lula tem 24,6% dos eleitores que afirmaram não votar nele de jeito nenhum.
Estratificando a pesquisa, Lula tem suas maiores indicações de voto entre os eleitores com grau de instrução até o nono ano (55,7%), entre os eleitores com renda até dois salários (54%) e entre os eleitores na faixa etária acima de 60 anos (53,8%). Por sexo, 51.7% dos seus eleitores são homens e 51,2% são mulheres.
Já Flávio se situa melhor entre os eleitores com renda familiar entre dois e cinco salários (26,9%), entre os eleitores com grau de instrução superior (26,7%) e entre os eleitores na faixa etária entre 16 e 24 anos (25,6%). Por sexo, 26,8% dos seus eleitores são homens e 17,1% são mulheres.
Na estratificação por regiões, na Região Metropolitana Lula tem 49,9% e Flávio 23,5%; na Zona da Mata, Lula aparece com 48,6% e Flávio 29,1%; no Agreste, o petista tem 50,8% e o filho de Bolsonaro 18,2%; no Sertão, Lula chega a 56,5% contra 17,7%, e por fim, no São Francisco, Lula tem 58,3% ante 14%.
O levantamento foi a campo entre os dias 14 a 17 de abril, sendo aplicados dois mil questionários em 80 municípios. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de 2.2 pontos percentuais para mais ou para menos. A modalidade da pesquisa envolveu a técnica de survey, que consiste na aplicação de questionários de forma presencial. A pesquisa foi registrada na justiça eleitoral com o protocolo de número BR-09446-2026.
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Na sequência dos cenários da pesquisa do Opinião, em parceria com este Blog, sai daqui a pouco, exatamente à meia-noite, os números da corrida para a presidência da República nas eleições deste ano. Foram aplicados dois mil questionários em 80 municípios, com margem de confiança de 95% e 2,2 pontos percentuais de erro, para mais ou para menos.
