A corridinha diária de 8 km, hoje, foi na praia. Na areia, exige mais condicionamento e fiz o percurso em 55 minutos. Ao final, um banho de mar para restaurar o corpo e alma, sentindo cheiro de sargaço.
A corridinha diária de 8 km, hoje, foi na praia. Na areia, exige mais condicionamento e fiz o percurso em 55 minutos. Ao final, um banho de mar para restaurar o corpo e alma, sentindo cheiro de sargaço.
Uma das principais marcas do terceiro Governo Lula (PT), o Programa Pé-de-Meia entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro Augusto Nardes revelou, em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, que encontrou irregularidades na iniciativa, muito similares às de outro processo famoso do qual foi relator: as pedaladas fiscais, que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). “Foi pego dinheiro público e colocado em um fundo privado”, denuncia Nardes. Indagado se as consequências seriam as mesmas, ele disparou: “Vai depender das respostas do Governo”.
Ministro, as contas do governo Lula foram aprovadas com ressalvas pelo TCU. Já faz algum tempo que o governo tem tido dificuldades em ajustar as contas segundo as determinações legais. Quais são as razões para, mesmo com tantas ressalvas, terminar sempre aprovando?
Leia maisBoa pergunta. Tem várias ressalvas, algumas graves. Esse ano eu devo abordar um tema que vai ser bem contundente. Depende do relator, que é o ministro Benjamim Zymler, mas eu posso fazer um voto em separado. Vou abordar temas que certamente todos os brasileiros se interessam, como as questões da previdência, da segurança e da infraestrutura. Essa semana inclusive abrirei auditoria para ver a questão dos Correios, após todas as denúncias de que está havendo prejuízo. E tem outro processo comigo, que ainda vou abordar, que é referente ao Programa Pé-de-Meia.
Há suspeite de irregularidades na transferência de recursos do Pé-de-Meia?
É a forma como foi feita. O TCU já descobriu que tem pessoas que estão recebendo e que não estão nas escolas. Mas ainda vou avaliar isso, porque o processo não está finalizado, então não quero avançar muito sobre o que vou fazer.
Seria um programa eleitoreiro?
São quatro milhões de estudantes, recursos consideráveis. O que posso falar é do que já aconteceu, do que já julguei. Foi pego dinheiro público e colocado em um fundo privado. Aí que está a primeira ilegalidade. Então vou avaliar isso, se levo para as contas ou não. De toda forma, é uma ilegalidade, e de certa forma é o mesmo que aconteceu com a ex-presidente Dilma, de pegar dinheiro de fundos sem autorização do Congresso Nacional. Se vamos aprofundar isso, vai depender das respostas do governo. Dei prazo para o governo responder essa questão. Ainda não julguei a parte final desse processo, mas é um tema que importa e que poderá ter uma repercussão maior nas contas da República. Vai depender do relator.
Esse julgamento andará mesmo em ano eleitoral?
Depende do interesse da nação, dos ministros envolvidos. É um tema bastante complexo, mas é importante, eu diria palpitante. Agora, uma coisa que pouca gente sabe é que em 135 anos da República, a primeira vez que houve uma conta reprovada foi a partir do meu relatório. O ex-presidente Getúlio Vargas até teve a reprovação no TCU, mas ele conseguiu ganhar no Congresso. No caso em que fui relator, a Dilma pegou dinheiro dos fundos sem autorização do Congresso, o que é crime de responsabilidade. Ela não teve apoio do Congresso e perdeu o mandato por causa disso. Repito, foi só uma em 135 anos, e eu tive essa coragem. Não porque eu quisesse prejudicar a Dilma, mas porque tenho que cuidar da transparência.
Esse ano completam dez anos do impeachment. Tudo já foi falado sobre aquele processo?
Em um processo de impeachment, você tem que ter uma acusação muito séria, que é levada para a Câmara dos Deputados e depois para o Senado Federal. Ela (Dilma) tinha que fazer um número de 168 votos favoráveis para evitar na Câmara, e de forma muito minoritária fez apenas 142 votos. Com isso, o processo continuou. Eu fiz um parecer, mas alertei a Dilma três anos antes, desde 2012, quando o ex-ministro José Jorge relatou as contas dela. Ele descobriu a primeira informação de que estava sendo feita uma contabilidade criativa nas contas. Quando eu fui relatar as contas, aquela maquiagem já estava maior, e em 2014, quando ela disputou a reeleição, aumentou muito o dinheiro para o Bolsa Família. Pegava-se dinheiro dos fundos de pensões, que quebraram, o dos Correios, da Petrobras e vários outros fundos. Por consequência de usar o dinheiro para pagar o Bolsa Família, que aumentou no Nordeste, e no segundo turno isso foi muito importante. Daí que começaram a surgir as chamadas pedaladas fiscais. Porque ela pegava o dinheiro dos fundos, depois ia repor, mas com a arrecadação do ano seguinte.
Foi correto então o impeachment?
Eu diria que ela cometeu crime de responsabilidade. Porque ela não podia fazer isso sem autorização do Congresso Nacional, que se precisa para fazer qualquer mudança no orçamento. Não vou dizer que ela tenha desviado. Agora, foi um processo também político. Aí foi o problema. Ela brigou ainda com o presidente da Câmara dos Deputados da época (Eduardo Cunha). Aí eu fiz o relatório, que foi aprovado por unanimidade pelos ministros do TCU, inclusive aqueles mais vinculados à esquerda, depois a Câmara aceitou e o Senado aceitou. Então, ela usou o dinheiro de forma ilegal. Eu não vou dizer que ela tenha botado esse dinheiro no bolso, que não botou. Mas ajudou a ela a ganhar a eleição, porque pegou o dinheiro de fundos que quebraram e usou no Bolsa Família.
Ministro, falando sobre o episódio do Banco Master. Houve uma polêmica quanto à atuação do TCU. Qual sua avaliação desse caso?
Vou direto ao ponto. Quem cabe fiscalizar o Banco Master é o Banco Central. Mas cabe ao Banco Central ser fiscalizado pelo TCU. Então o limite é de que se o Banco Central cometeu algum equívoco, o TCU pode penalizá-lo. O tribunal agora teve uma postura de avaliar bem a situação para depois tomar uma decisão. No caso do Banco Master, tem interessados muito fortes, envolve inclusive dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), então é uma situação muito delicada, tem que ir com cuidado.
Mas e quanto à liquidação do Master?
Cabe o Banco Central fazer a liquidação. Ele tem autonomia para isso. Agora, cabe ao tribunal fiscalizar os atos da toda a administração do Banco Central. Não cabe ao tribunal fazer a liquidação.
Esse assunto pode inclusive virar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional…
É um tema que o país tem que entender compreender o que está acontecendo, porque envolve bilhões de reais, que saem do bolso desses que pagam impostos. É um tema muito complexo, que vai dar muito pano para manga, e também muito difícil pra nação, porque perde a credibilidade.
O que mudou no TCU desde que o senhor deixou a presidência?
O tribunal avançou muito, nós temos uma liderança em nível mundial. Sem falsa modéstia, contribuí para isso, presidi todos os tribunais da América Latina e do Caribe. E daí comecei a trabalhar para o Brasil presidir o sistema mundial do controle, que são 195 países, onde passamos a auditar as Nações Unidas. Começamos um trabalho em que não havia indicadores, não tinha estratégia. O que falta ao país é estratégia. O Brasil não tem projeto de estado, de nação, o governo faz só projetos eleitoreiros, sobre como fazer para ganhar eleição. Independente se vai quebrar ou não o país.
E quais seriam os focos do tribunal para o futuro?
O tribunal tem que ser mais moderno, mais preventivo, mais orientativo do que somente punitivo. E aí nós passamos a orientar mais, fazer as chamadas auditorias operacionais. Fizemos essa mudança do tribunal, de procurar fazer mais prevenção que somente a punição. Porque você pune, a pessoa responde, paga multa ou perde o direito político por oito anos. A última lista que entregamos para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi 8.500 nomes de pessoas que perderam os direitos políticos. Então, é muita gente sendo condenada. Por que não fazer a prevenção e orientar? Por isso que disseminei e criei uma cultura de governança no Brasil.
O que o senhor apontaria como o maior risco ao país?
Nós temos 58 milhões de brasileiros que pagam a Previdência e 34 milhões que recebem. Então dá praticamente 1,7 que está pagando para um receber. Nós chegamos a ter 14 pagando para um receber. O nosso período de ouro de ter bastante gente contribuindo para pagar a Previdência está passando, praticamente já estamos na mudança e com o envelhecimento muito grande da população. E hoje temos 23 milhões de famílias com o Bolsa Família. Se multiplicar por quatro pessoas por família, dá praticamente 60 milhões de pessoas que estão recebendo o benefício, que é pago pelo cidadão que está empregado.
E o que vai acontecer com isso?
O país não vai conseguir pagar a Previdência futuramente. O maior gargalho é a Previdência, porque nós temos 60 milhões praticamente que recebem. E somando os auxílios, dá 94 milhões recebendo, de uma população de 212 milhões. Então praticamente a metade do Brasil está recebendo um tipo de auxílio, e quem banca isso são os 30% que pagam impostos. Com isso estamos dando o peixe, e não ensinando a pescar.
Há rumores de que o senhor estaria avaliando antecipar sua aposentadoria para voltar à Câmara dos Deputados. Procede essa informação?
Não está definido isso, mas a minha tendência é ficar no TCU. Eu fui chamado, tenho ainda um ano e nove meses (até completar 75 anos). Enquanto deputado, eu consegui fazer a Lei do Simples, com o apoio dos parlamentares, que me deu inclusive a eleição para ministro do TCU. Tenho vários projetos em que trabalhei. Mas eu só voltaria para a política se a gente tiver autonomia, porque acho que o próprio Senado e a Câmara perderam. Então está difícil a gente pensar em voltar para o Congresso, porque um ministro (do STF) sozinho pode eliminar tudo que se votou lá. Então tem que ter capacidade de articulação para ser deputado ou senador. Eu teria uma tendência maior para o Senado, mas minha tendência hoje é não concorrer e terminar meu mandato como ministro.
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Dois dias após a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco protocolar uma Notícia de Fato contra o pastor Silas Malafaia, o Ministério Público estadual convocou a Diretoria do sindicato para uma reunião na 22ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital. O encontro, que aconteceu na terça-feira (10), reuniu também o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de Pernambuco (Sintepe) e reafirmou a luta das entidades representativas em prol dos profissionais que fazem o ensino público no país.
Durante o festival gospel The Send 2026, no último dia 31 de janeiro, que bateu recorde de participação, o líder religioso da Assembleia de Deus Vitória em Cristo acusou professores de manipularem estudantes para ditar o que os conservadores apontam como “agenda woke”, termo desvirtuado pela direita para conferir um caráter pejorativo à linha progressista. O evento de grande porte aconteceu na Arena de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife, e, simultaneamente, em Belém, Belo Horizonte, Curitiba e Goiana. A estimativa é de que tenha reunido cerca de 300 mil pessoas presencialmente e mais de dois milhões virtualmente. Um alcance de impacto imensurável, considerando o alto poder de propagação de conteúdo das redes sociais.
Leia maisNa ocasião, Malafaia declarou que o lugar adequando para se educar os jovens era no The Send e continuou: “Existe hoje uma coisa que é séria, é o chamado controle do pensamento pelo marxismo cultural. Se você pensar diferente, você é banido. Se você for contra ‘ideologia de gênero’, se você for contra o aborto, se você for contra práticas homossexuais, se você for contra essa cultura, você é ridicularizado, debochado. Vocês têm que estar preparados para esse enfrentamento”.
Nas palavras do promotor de Justiça Salomão Abdo Aziz Ismail Filho, a denúncia apresentada pela Adufepe e pelo Sintepe foi considerada “relevante”, e serão analisadas “todas as variantes que envolvem o tema”. A Adufepe aguarda, ainda, o posicionamento do Ministério Público Federal.
A provocação aos órgãos pede análise de conduta e adoção de medidas para tutela de direitos coletivos, pontuando inclusive o dano moral coletivo. “O que nós vimos vai além do aceitável. Ele atacou os professores naquilo que temos de mais nobre, que é a competência e ética profissional”, disse o presidente do sindicato, Ricardo Oliveira. “Falas dessa natureza não podem sair sem uma responsabilização.”
Presidenta do Sintepe, Ivete Caetano destacou como esse tipo de campanha prejudica o trabalho em sala de aula. “Somos uma categoria fundamental para a formação da cidadania, para a formação integral de jovens e crianças. Ele coloca medo na sociedade e isso nos coloca numa situação de grande instabilidade.”
As declarações perniciosas de Silas Malafaia, lamentavelmente, não são fato isolado. Na última semana, o ex-jogador de futebol, palestrante motivacional e ex-vereador Túlio Maravilha escancarou a visão preconceituosa da direita em relação às universidades públicas.
Ao informar que havia passado em duas das principais instituições públicas do país, a filha do ídolo do Botafogo, Tulianne, disse que seus pais preferiram que ela se matriculasse em uma faculdade particular. Em vídeo, a mãe da jovem afirmou que a escolha foi para “manter os nossos valores familiares” e acrescentou que a instituição privada se alinha mais “aos nossos pensamentos e aos nossos princípios”.
Como projeto político orquestrado para alienação, o descrédito social na universidade pública é, costumeiramente, endossado e reverberado por líderes religiosos – ainda que não exerçam cargos políticos. André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, já publicou vídeos de pregação dizendo que o ambiente universitário poderia mandar filhos de fiéis “para o inferno”. Chegou até mesmo a perguntar se eles gostariam de ver suas filhas se tornarem “vagabundas” por estarem em universidades públicas.
Chancelando tal pensamento, no Governo Bolsonaro tivemos cinco ministros da Educação envoltos numa sequência de escândalos. Corrupção, cortes de recursos, orçamento secreto, guerra ideológica, evasão escolar, queda no número de matrículas, prisão de ex-ministro e mais afrontas.
Alegar que universidades são laboratórios de drogas e ambientes de balbúrdia é cortina de fumaça para deslegitimar as instituições responsáveis pela produção do conhecimento científico no país. É posicionamento de quem não deseja transformação social. De quem não deseja acesso e oportunidade para todos. Lorota para inibir a consciência crítica e o desenvolvimento equânime da nação. Este ano, voltaremos às urnas. Defender a universidade e a educação pública é dever de todos.
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Trovões, relâmpagos, ventania e muita chuva são registrados na manhã de hoje, em diferentes cidades da Região Metropolitana do Recife. As precipitações devem prosseguir ao longo de todo o dia, é o que prevê o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que emitiu um alerta laranja de chuvas intensas para parte de Pernambuco.
Segundo o comunicado, devem ser afetados municípios da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão do estado. Há previsão de chuvas entre 30 e 60 milímetros (mm) por hora, ou de até 100 mm por dia, e ventos intensos de até 100 quilômetros por hora. As informações são do portal FolhaPE.
Leia maisO alerta do Inmet é válido para seguintes cidades de Pernambuco:
A previsão de chuva também foi alertada pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que emitiu um comunicado de precipitações moderadas a pontualmente fortes para esta quinta-feira (12).
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O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli divulgou, hoje, uma nota pública em que esclarece sua participação societária na empresa Maridt e nega ter qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo de investigações da Polícia Federal.
O ministro, que é relator da investigação sobre o Master no STF, admitiu que integra o quadro societário da Maridt, mas que a administração da empresa é feita por parentes. A nota afirma ainda que essa condição é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que veda apenas que magistrados exerçam atos de gestão. As informações são do portal G1.
Leia maisDe acordo com o texto, a Maridt é uma empresa familiar organizada como sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial e com declarações regularmente apresentadas à Receita Federal. Segundo o gabinete, todas as declarações da empresa e de seus acionistas “sempre foram devidamente aprovadas”.
Relação com resort
A nota informa que a Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, até 21 de fevereiro de 2025, quando foi concluída sua saída por meio de duas operações sucessivas:
Ainda segundo o gabinete, todas as operações foram declaradas à Receita Federal e ocorreram “dentro de valor de mercado”. O gabinete afirma que a ação relativa à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao ministro em 28 de novembro de 2025, “quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro”.
O ministro também nega conhecer o gestor do Fundo Arleen e rejeita qualquer relação pessoal com Daniel Vorcaro ou com o cunhado dele, Fabiano Zettel. Segundo o comunicado, Toffoli “jamais recebeu qualquer valor” de ambos.
Relatório da PF
A nota de Toffoli vem um dia depois de o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregar ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, relatório sobre dados do celular de Daniel Vorcaro.
O celular – apreendido na Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro – continha menções ao ministro Dias Toffoli.
Após a divulgação das informações, o gabinete de Toffoli emitiu uma primeira nota de esclarecimento. Na ocasião, chamou de “ilações” as menções ao nome dele e afirmou que não há motivo para ser alegada suspeição do ministro no caso Master. Nesse caso, Toffoli deveria deixar a relatoria do caso.
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FolhaPE
A quinta-feira será de chuva em quase todo o estado de Pernambuco. A previsão é da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que emitiu um alerta amarelo. Há indicação de precipitações ao longo do dia para a Região Metropolitana do Recife e Zonas da Mata Norte e Sul.
Segundo o comunicado, divulgado nesta manhã, o posicionamento de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (Vcan), em associação a confluência dos ventos em baixos níveis, favorecem a ocorrência de pancadas de chuva.
Leia maisAinda de acordo com o aviso, as chuvas esperadas devem apresentar intensidade moderada e pontualmente forte nas regiões citadas. “A população deve seguir as orientações da Defesa Civil”, destacou a Apac.
Em consulta às 7h50, o quadro de monitoramento das chuvas em tempo real aponta que, nas últimas 24 horas, a cidade que mais choveu foi Goiana, na Mata Norte, com 80,2 milímetros. Na sequência estão Condado, com 51,4 mm, Ilha de Itamaracá, com 41,89, e Itapissuma, com 41,8. O Recife registrou acumulado de 29,08 mm nas últimas 24 horas.
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O Sindmetro-PE realizou, ontem, a Assembleia Geral Extraordinária da categoria, no auditório do sindicato. Na ocasião, os metroviários e metroviárias debateram e aprovaram a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2026/2027 e definiram, por ampla maioria, a manutenção do funcionamento do Metrô do Recife no próximo sábado, 14 de fevereiro, dia do desfile do Galo da Madrugada.
A decisão se dá após uma leitura do planejamento operacional encaminhado pela CBTU, onde ficou definido que a direção sindical acompanhará a implementação deste e solicitará a criação de um grupo especial de enfrentamento a possíveis ocorrências durante o dia do desfile do Galo, com a participação do Sindicato.
Leia maisA assembleia também escolheu os representantes da base (Operação, Manutenção e Administração) que irão acompanhar as rodadas de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027, fortalecendo a participação direta da categoria em todo o processo de diálogo com a empresa.
Durante a reunião, foi aprovada a taxa de 1,5% (dividida em 3 parcelas de 0,5%) de contribuição para a campanha salarial, além da concessão de plenos poderes ao sindicato para negociar e assinar o Acordo Coletivo de Trabalho, instaurar dissídio coletivo perante a CBTU e decretar greve, caso seja necessário.
Todas as propostas apresentadas pelo Sindmetro-PE foram aprovadas por ampla maioria, demonstrando unidade e disposição de luta por parte da categoria.
Para o presidente do Sindmetro-PE, Luiz Soares, o resultado da assembleia reafirma a força coletiva dos metroviários. “A categoria mostrou maturidade e compromisso ao participar ativamente das decisões. A aprovação da pauta e dos encaminhamentos nos dá respaldo e legitimidade para negociar com firmeza. Vamos defender cada ponto com responsabilidade, mas também com a determinação necessária para garantir avanços reais para os trabalhadores e trabalhadoras do metrô”, destacou.
Com as deliberações aprovadas, o sindicato dará os devidos encaminhamentos às pautas e seguirá informando a categoria sobre cada etapa do processo de negociação, por meio das redes sociais, das ações nas bases, por telefone e presencialmente na sede da entidade.
O Sindmetro-PE reforça que a união e a mobilização serão fundamentais para que o Governo Federal atenda às reivindicações apresentadas. Paralelamente à campanha salarial, o sindicato mantém firme a luta contra a privatização, por entender que o metrô é um patrimônio do povo e deve permanecer público, com os investimentos e melhorias necessárias, além da defesa da tarifa zero para a população.
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Após assembleia realizada no Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE), ontem, a categoria decidiu não paralisar as atividades da Polícia Civil durante o período do Carnaval. A decisão ocorre em respeito ao povo pernambucano e em meio à proposta de convocação de negociação apresentada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), entre o sindicato e o Governo do Estado, com o objetivo de buscar uma solução para as reivindicações da categoria.
O presidente da Alepe, Álvaro Porto, encaminhou ofício ao SINPOL solicitando a reavaliação da deflagração de movimento paredista no período carnavalesco e propondo a abertura de um processo de mediação institucional. No documento, a Presidência da Casa Legislativa reconhece a legitimidade das reivindicações dos Policiais Civis e o papel constitucional do sindicato na defesa dos direitos da categoria.
Leia maisA Alepe se colocou formalmente como mediadora institucional do conflito e propondo a convocação de uma reunião envolvendo representantes do SINPOL, da Secretaria de Defesa Social (SDS) e da Secretaria de Administração (SAD).
Para o presidente do SINPOL, Áureo Cisneiros, a iniciativa representa um reconhecimento da gravidade da situação enfrentada pela Polícia Civil e da legitimidade do movimento.
“O sindicato sempre defendeu e buscou o diálogo. Estivemos recentemente com o presidente do TJPE, onde fomos muito bem recebidos. Os poderes Legislativo e Judiciário se mostraram responsáveis e sensíveis às nossas pautas. A categoria não quer o conflito, quer solução. Quer investimento para melhor servir à população, o cumprimento da decisão da justiça da ação da carga horária (dos 33%) para todos os Policiais Civis, o envio da Lei Orgânica para Alepe e respeito. Se existe agora uma proposta de reunião, ela precisa chegar a um encaminhamento por parte do governo. O que não é mais possível é continuar com promessas sem resultados e com a Polícia Civil sendo empurrada para uma situação de colapso. O que pesou muito também foi o respeito ao povo pernambucano em sua festa maior festa cultural”, afirmou.
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Ao lado do presidente Lula, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e representantes da Aena anunciaram, ontem, em cerimônia no Palácio do Planalto, um robusto plano de investimentos para a modernização da infraestrutura aeroportuária nacional. A cerimônia foi realizada com a presença do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante; do presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, entre outras autoridades.
Na ocasião, foi detalhado o projeto da concessionária Aena Brasil, que prevê um aporte total de R$ 9,2 bilhões em aeroportos de quatro estado brasileiros (SP/MS/PA/MG). O foco central do anúncio é o bloco de onze aeroportos arrematado na última rodada de concessões, que receberá R$ 6,2 bilhões em investimentos. Desse total, R$ 4,6 bilhões serão financiados pelo BNDES, integrando as ações do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Leia maisO pacote de investimentos foi desenhado para superar gargalos históricos da aviação civil. A estratégia ataca em duas frentes: resolve a saturação estrutural de Congonhas, peça-chave na malha aérea doméstica, e promove a interiorização da aviação nacional. O ministro Silvio Costa Filho destacou a importância dos investimentos no setor.
“Estamos executando o maior programa de aviação regional da história. Embora seja essencial ter um olhar para os grandes centros, como estamos fazendo com a ampliação de Congonhas, é fundamental garantir o crescimento da aviação no interior do país. A prioridade do presidente Lula é levar o desenvolvimento para todas as regiões, com novos aeroportos no Norte e no Nordeste, conectando o Brasil profundo aos grandes mercados”, disse o ministro.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o papel do banco público como motor desse novo ciclo de desenvolvimento, destacando a eficiência das novas modalidades de crédito.
“Com as inovações financeiras adotadas pelo BNDES, estamos vivendo um ciclo de expansão da infraestrutura do Brasil, que está gerando muito emprego, muito impulso e muito avanço. Em sua fala, ele também homenageou o presidente Lula, atribuindo o sucesso dos indicadores econômicos e a atração de investimentos à liderança do chefe do Executivo. “Só um estadista com essa dimensão é capaz, ao mesmo tempo, de ter a presença que tem nesse cenário internacional difícil e encontrar soluções criativas para a gente bater todos esses recordes em termos de infraestrutura e crescimento do Brasil”, concluiu.
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O Sertão do Pajeú não tem apenas gente brilhante e talentosa na poesia, no verso improvisado da viola. Na área jurídica, também. Os promotores de Justiça Romero Borja e Samuel Farias, de São José do Egito e Tuparetama, respectivamente, acabam de escrever uma nova página na justiça pernambucana. Emplacaram o primeiro e segundo lugares no ranking estadual de júris.
O Governo do Estado e os órgãos do Sistema de Justiça e Segurança Pública avaliaram a participação deles numa lista com mais de 500 concorrentes na categoria Ministério Público. Romero e Samuel são orgulhos do Sertão do Pajeú.
Leia maisAo se destacarem, mostraram que exercem com excelência e dedicação as suas funções em defesa da sociedade. Mais do isso, deram prova de que honram suas origens e fortalecem o sistema de Justiça.
Romero Borja é promotor em Afogados da Ingazeira. Ele conquistou o 1º lugar no ranking, figurando com o maior número de Júris realizados. “Recebo essa homenagem de forma serena e com muita humildade, com a consciência da responsabilidade de representar essa instituição que é o Ministério Público de Pernambuco”, disse.
E acrescentou: “O mês de novembro é muito desafiador e participar de uma sessão do Júri é desgastante, exige preparação prévia e análise minuciosa dos processos. O plenário às vezes se estende por longa horas, adentrando a madrugada. Como resido no interior, as vezes chego a me deslocar até 400 quilômetros para participar de uma sessão do Tribunal do Júri”.
Segundo ele, o esforço é compensado pela satisfação em atuar na defesa da vida. Ele é membro do Núcleo de Apoio ao Júri do MPPE (NAJ) e participa de sessões de Júri popular em todas as regiões do Estado. Já Samuel Farias é promotor em Itapetim. Conquistou o 2º lugar. “Recebo com muita alegria a homenagem. É o reconhecimento da responsabilidade renovada”, disse.
Ele participou de 13 júris em novembro de 2025 na sua região, no Agreste e Zona da Mata. Os promotores receberam a honraria das mãos da governadora Raquel Lyra, ao lado do Procurador-Geral de Justiça, do Presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco e do Defensor Público-Geral, além de outras autoridades dos Poderes Executivo, Judiciário e do sistema de justiça.
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Na frente e bem mais próximo de Lula
A relação política do prefeito do Recife, João Campos (PSB), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode se tornar um dos principais ativos eleitorais na disputa pelo Governo de Pernambuco nas eleições de outubro. Em um cenário nacional no qual o Palácio do Planalto mantém forte capacidade de articulação federativa e influência sobre investimentos e políticas públicas, a proximidade entre Lula e João desponta como um fator que tende a influenciar no resultado do pleito.
Afinal, quem não lembra da dobradinha em Pernambuco de Lula com Eduardo Campos? Pelas fotos divulgadas ontem, a proximidade do pai é a mesma do filho. Em evento no Recife, o próprio presidente mencionou que, lá de cima, “Eduardo deve estar muito orgulhoso do filho, que tem tudo para ser muito melhor do que ele”.
Leia maisNos bastidores, interlocutores políticos avaliam que João conseguiu construir, ao longo dos últimos anos, uma relação institucional sólida com o presidente, o que pode facilitar o alinhamento entre projetos estaduais e programas estratégicos da União. Esse componente se soma a um dado que tem chamado atenção no ambiente político: João Campos aparece em posição de liderança nas pesquisas mesmo antes do início formal da campanha.
Levantamentos recentes indicam uma vantagem consistente sobre a governadora Raquel Lyra (PSD), com diferença que gira em torno de 20 pontos percentuais em alguns cenários, como apontou a BigData de ontem. Trata-se de uma margem que, embora ainda sujeita a oscilações naturais do processo eleitoral, representa um capital político expressivo para quem ainda sequer oficializou candidatura.
Outro elemento que reforça a leitura sobre o potencial competitivo do prefeito é o estágio da sua pré-campanha. João ainda não iniciou uma agenda sistemática de circulação pelo interior do Estado — movimento tradicional para candidatos ao governo em Pernambuco. Historicamente, a interiorização das campanhas costuma ampliar o nível de conhecimento do eleitorado e consolidar alianças regionais.
Caso consiga transferir para o interior o capital político acumulado na Região Metropolitana do Recife, a tendência é de expansão do alcance eleitoral. A baixa taxa de rejeição também aparece como variável relevante. Em disputas majoritárias, candidatos que iniciam a corrida com imagem menos cristalizada tendem a possuir maior margem para crescimento, sobretudo quando enfrentam adversários com avaliação de gestão já consolidada — positiva ou negativa.
Nesse aspecto, João parece partir de uma posição estratégica, combinando reconhecimento público com espaço para ampliação de aprovação. Do outro lado, Raquel mantém a força da máquina administrativa e a visibilidade natural do cargo, fatores tradicionalmente decisivos em disputas por reeleição.
Governadores costumam ampliar entregas e investimentos em anos pré-eleitorais, o que pode reconfigurar cenários e reduzir diferenças ao longo do tempo. No entanto, o fato de João chegar ao ano eleitoral com liderança consolidada e com forte interlocução nacional é um indicador que dificilmente passa despercebido na análise estratégica.
Em Pernambuco, onde campanhas costumam ser intensas e competitivas, iniciar a corrida com esse conjunto de fatores representa uma vantagem política significativa, o que pode começar a trazer ainda mais prefeitos e lideranças políticas que hoje estão com Lyra por conveniência.
Ainda há muito calendário pela frente, alianças a serem costuradas e movimentos a surgirem. Mas, no atual estágio, João demonstra reunir condições que o colocam como protagonista natural da disputa. E, em eleições estaduais, largar tão na frente — especialmente antes mesmo da campanha começar — costuma ser um sinal político que merece atenção redobrada dos adversários.
QUEM ERROU? – Os números da pesquisa BigData divulgados não batem com o levantamento contratado pela CBN-Caruaru da semana passada. Há uma diferença de oito pontos percentuais na vantagem de João sobre Raquel. Enquanto a pesquisa anterior mostra a governadora numa crescente de cinco pontos, na de ontem, aparece estagnada, enquanto o pré-candidato revela estabilidade, abrindo uma frente bem folgada, de 20 pontos percentuais. Se as eleições fossem hoje, Raquel seria derrotada no primeiro turno.

Operação segura Alckmin – Na conversa que teve com o presidente Lula, na última terça-feira, João Campos, agindo na condição de presidente nacional do PSB, tentou convencer o chefe da Nação sobre a importância estratégica de manter Geraldo Alckmin na vice na chapa da reeleição. Além de fortalecer Lula em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, onde governou o Estado em quatro ocasiões, Alckmin se revelou um grande aliado do Governo, correto e prestativo, revelando-se também um notável apagador de incêndio, como Marco Maciel na era FHC. “Não se mexe em time que está ganhando”, advertiu João.
Presidente na dianteira – Levantamento divulgado, ontem, pela Genial/Quaest mostra que, na disputa pelo Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários de 2º turno testados. A pesquisa estudou embates do petista contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), os governadores Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Eduardo Leite (PSD), Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e Renan Santos (Missão). O estudo também testou possíveis cenários de 1º turno. O presidente Lula lidera em seis dos sete cenários testados. Só empata contra Flávio Bolsonaro em um dos cenários, quando o segundo candidato da direita é o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
Rejeição no mesmo patamar – Os resultados desta rodada confirmam o que já indicava pesquisas anteriores: sem Tarcísio, Flávio se consolida como candidato mais competitivo da oposição. Num eventual segundo turno entre Lula e Flávio, o petista teria 43% e o liberal 38%. Lula e Flávio também têm as maiores taxas de rejeição entre os nomes testados. Segundo a pesquisa, entre os que afirmam conhecer os candidatos, 55% dizem que não votariam em Flávio e 54% rejeitam Lula.

Mala de dinheiro pela janela – O fato que mais repercute nas redes sociais: um homem investigado na Operação Barco de Papel jogou, ontem, uma mala com dinheiro pela janela ao perceber a chegada da Polícia Federal a um apartamento em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. O episódio ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados a uma investigação sobre investimentos do Rioprevidência em títulos do Banco Master. O Rioprevidência é o fundo responsável pela gestão dos recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro. A operação apura a aplicação desses recursos em papéis da instituição financeira.
CURTAS
RECOLHIDA – Segundo a investigação, as ordens judiciais foram expedidas diante de indícios de obstrução das apurações e tentativa de ocultação de provas. A mala arremessada pela janela foi localizada e recolhida pelos agentes. A Operação Barco de Papel chegou à sua terceira fase.
DESTAQUE – No próximo domingo, a Acadêmicos de Niterói vai homenagear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas será a primeira-dama Janja Lula da Silva que será destaque na Marquês de Sapucaí, no Rio. Ela será a protagonista no último carro alegórico que a escola de samba apresentará na avenida. Com o mote “Amigos de Lula”, terá, além da primeira-dama, ministros, artistas e personalidades.
SENADO – O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), confirmou, ontem, sua pré-candidatura ao Senado por Alagoas. O alagoano realizará em Maceió, na 1ª quinzena de março, um evento com políticos da capital e de todos os municípios de Alagoas. A data e o local do evento serão divulgados nos próximos dias.
Perguntar não ofende: Por que tanta discrepância de uma pesquisa para a outra em Pernambuco na mesma semana?
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O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, recebe nesta semana o Coral Edgard Moraes, grupo vocal formado em 1987 pelas filhas, netas e familiares do compositor pernambucano Edgard Moraes, um dos nomes importantes do frevo e da música carnavalesca de Pernambuco.
O coral tem longa atuação no cenário cultural de Recife e do carnaval pernambucano, apresentando repertórios que exaltam o frevo de bloco e as composições de Edgard Moraes, além de participar de eventos como o Dia do Frevo de Bloco e concertos com orquestras e grupos musicais de destaque na região.
A entrevistada do programa é a professora, flautista e artista Valéria Moraes, integrante do Coral Edgard Moraes, que conduz o grupo em apresentações e projetos culturais, mantendo viva a tradição do canto coral e a herança musical do seu avô Edgard Moraes no contexto do frevo e da cultura pernambucana.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
Imagens produzidas por drones mostram grande acúmulo de lixo na usina de resíduos sólidos de Fernando de Noronha. Os registros, divulgados em redes sociais nesta semana, repercutiram entre moradores da ilha, que cobram solução para os riscos ao meio ambiente.
Nesta quarta-feira (11), a Administração de Noronha notificou a Ambipar, empresa responsável pela limpeza urbana, devido ao acúmulo de lixo. A medida foi tomada após questionamentos sobre falhas no serviço. O governo determinou que a empresa organize e retire da ilha pelo menos 400 toneladas de resíduos em até 48 horas. As informações são do g1.
Leia maisDe acordo com a nota, vistorias técnicas recentes identificaram grande volume de lixo acumulado na Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (UTRS). Segundo o governo local, a situação compromete o funcionamento do serviço, a gestão do lixo e a segurança sanitária e ambiental da ilha.
A Administração de Fernando de Noronha também informou que foi constatado comprometimento da logística de transporte marítimo dos resíduos para o continente, etapa essencial para a destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos. A empresa deverá apresentar documentos que comprovem as medidas adotadas.
O governo da ilha também exigiu a adoção imediata de ações emergenciais para evitar que o problema piore. Um relatório técnico detalhado deverá ser entregue.
Caso a empresa não cumpra as determinações, poderá sofrer penalidades previstas em contrato e outras medidas legais.
Denúncia
Em novembro de 2025, o g1 mostrou que a usina de lixo de Fernando de Noronha acumulava cerca de 5,5 mil toneladas de resíduos.
Na época, o engenheiro químico e especialista em resíduos sólidos Edjar Rocha avaliou a situação. “É um absurdo. É necessária a remoção urgente”, afirmou.
Segundo o especialista, o material armazenado ao ar livre, em grandes sacos conhecidos como “big bags”, poderia causar poluição.
A Ambipar foi procurada pelo g1 para comentar a determinação da Administração de Fernando de Noronha e informar quando o problema será resolvido. Até a última atualização desta reportagem, não houve resposta.
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