O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que tenta se reeleger para um terceiro mandato, votou na manhã deste domingo (28), logo após a abertura das urnas, no Forte Tiuna, a maior instalação militar venezuelana, na capital Caracas.
“Reconheço e reconhecerei o árbitro eleitoral, os boletins oficiais e garantirei que sejam respeitados”, disse Maduro a repórteres, após deixar o local de votação.
Por sua vez, ele convocou os outros nove candidatos “que respeitem, façam cumprir e declarem publicamente que respeitarão o boletim oficial” emitido por autoridades eleitorais.
Maduro enfrenta Edmundo Gonzáles, candidato da frente de oposição, que, pela primeira vez em anos, vê chances reais de derrotar o chavismo, o que encerraria um ciclo que começou há 25 anos, com Hugo
O presidente venezuelano está há 11 anos no poder e chegou à presidência da Venezuela depois da morte de Hugo Chávez, em 2013. Naquele ano, Maduro foi eleito por uma pequena diferença de votos.
Maduro é impopular entre muitos eleitores. A derrocada do preço do petróleo, a corrupção e a má gestão econômica mergulharam o país em uma grande crise. Jovens tiveram de desistir do sonho da faculdade, crianças passaram fome e milhões emigraram.
González, principal candidato de oposição, é um ex-diplomata de 74 anos. Ele encabeça a chapa da coalizão “Plataforma Unitária Democrática (PUD)”. A nomeação dele foi feita após as opositoras María Corina Machado e Corina Yoris serem impedidas pelo regime de Maduro de concorrer.
O ato de lançamento do prefeito do Recife, João Campos (PSB), como pré-candidato ao Governo do Estado, ontem (20), na Zona Sul da capital, foi mais do que um evento para dizer oficialmente à população que ele vai concorrer ao Palácio do Campo das Princesas. Foi o pontapé inicial do grupo socialista à corrida e deixou evidentes algumas das estratégias a serem usadas em busca da vitória.
A primeira e mais óbvia é o reforço na narrativa de que o palanque de João Campos é o palanque do presidente Lula (PT) em Pernambuco, esvaziando, desde já, a tese de palanque duplo para o petista, em caso de apoio da governadora Raquel Lyra (PSD) a Lula. Mesmo que Raquel declare que votará no presidente e abra seu palanque para ele daqui a alguns meses, o grupo de João já terá associado à imagem do chefe do Poder Executivo, porque montou uma chapa com aliados lulistas e fez questão de cravar a defesa da reeleição de Lula.
“Eu estou muito seguro do time que a gente está construindo. Aqui a gente tem o palanque do presidente Lula, um time que tem lado, posição, clareza política daquilo que a gente acredita. Esse time daqui vai vencer as eleições em Pernambuco, vai vencer as eleições no Brasil”, declarou João Campos, acrescentando um recado direto à Raquel: “Nós não vamos fazer jogo oportunista, jogo sem posição, porque quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho funciona. Para a gente não é assim. A gente sabe onde quer chegar. A gente quer Luiz Inácio Lula da Silva reeleito presidente do Brasil”.
Outra estratégia explícita é a do saudosismo da época de prosperidade vivida por Pernambuco, quando o pai de João, o ex-governador Eduardo Campos, governou o Estado com o presidente Lula no poder. O prefeito vai evidenciar que Pernambuco pode viver esse tempo novamente sob sua gestão e com a reeleição de Lula. “A gente viu o tempo que Lula e Eduardo cuidaram de Pernambuco e do Brasil. Vamos reinaugurar esse tempo”, frisou Campos.
Mais sutil neste momento, porque a campanha, de fato, ainda não começou, ficou nítida também a intenção de colar na governadora Raquel Lyra a pecha de perseguidora, ou em bom pernambuquês, arengueira. “A gente vai poder mostrar ao povo que não adianta você ter briga política, você ter uma construção de perseguição a adversários, de carregar ódio no povo”, afirmou o prefeito.
João Campos ainda vai usar como mote a perda de protagonismo de Pernambuco no Nordeste e a dificuldade de fazer entregas do governo de Raquel. O prefeito afirmou que um Estado forte não pode perder oportunidades para outros irmãos de região e ressaltou: “É preciso ter força e compromisso. É preciso ter capacidade política e de gestão. Não adianta só falar, é preciso fazer”.
Sobre o PT – O prefeito fez questão de ressaltar seu respeito ao ritmo interno do PT e suas decisões. “Primeiro é importante deixar muito claro todo o meu respeito ao PT, à condição interna do PT. Eu queria saudar, em nome da senadora Teresa Leitão, que está aqui hoje, uma querida amiga, uma grande senadora de Pernambuco, a todos do PT”, afirmou. Campos reforçou que houve muitas conversas com o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, e com o presidente estadual, Carlos Veras.
Ritos – De acordo com João Campos, o PT tem um rito interno democrático, mas ontem foi o momento de cumprir um rito do PSB e do PDT. “Hoje não tem um anúncio de chapa formada, tem um anúncio de pré-candidaturas feitas. E eu quero deixar muito claro que tudo está muito alinhado com o PT, com o presidente Edinho, com a frente que sustenta o presidente Lula no apoio político e, no tempo certo, respeitando as decisões do PT, a gente vai poder dar novos passos dentro da Frente Popular de Pernambuco”, comentou.
Ausência de Humberto – As declarações de João Campos sobre o PT tiveram o objetivo de afastar rumores de fissuras no grupo depois que o senador Humberto Costa não compareceu ao ato, mesmo estando há meses cotado para ocupar uma das vagas ao Senado na chapa do prefeito, em busca da reeleição. O senador, porém, já tinha agendas marcadas no interior do Estado quando o evento foi marcado. A ausência de Humberto no evento, pelo que apurou esta coluna, não significa que o senador não participará do palanque montado por Campos.
Marília paz e amor – Pré-candidata ao Senado no time de João Campos, Marília Arraes (PDT) negou que tenha utilizado a aproximação com a governadora Raquel Lyra para barganhar com o prefeito uma vaga na composição. Disse que é intriga. “É normal que adversários tentem agredir, mas deixa eles com agressividade, com ódio, porque aqui, para a gente sair de casa, para a gente deixar as filhas e se entregar para o povo, precisa de muito amor. Se o ódio está no coração deles, deixa tudo do lado de lá e aqui a gente tem muito amor para dar”, enfatizou.
Petróleo – O presidente Lula (PT) defendeu a criação de um estoque regulador de petróleo na Petrobras para “não ser vítima” de guerras e greves. A declaração aconteceu, ontem (20), durante a visita do presidente à Refinaria Gabriel Passos, em Betim, município de Minas Gerais. “Nós precisamos, ao longo do tempo, construir um estoque regulador pra gente não ser vítima do que está acontecendo hoje. E se essa guerra durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do estreito de Ormuz?”, questionou o presidente. As informações são da CNN.
CURTAS
Mais gente chegando 1 – O deputado estadual Dannilo Godoy oficializou, ontem (20), sua filiação à Federação União Progressista em Pernambuco. A assinatura ocorreu ao lado do presidente estadual da federação, deputado federal Eduardo da Fonte, e do vice-presidente do Progressistas, deputado federal Lula da Fonte.
Mais gente chegando 2 – Segundo Eduardo da Fonte, a chegada do parlamentar amplia a atuação da federação no Estado. “Dannilo tem experiência administrativa e compromisso com o povo do interior. Sua chegada fortalece nossa capacidade de levar investimentos e garantir avanços para Pernambuco, especialmente no Agreste Meridional”, afirmou.
Simão e Miguel – O prefeito de Petrolina, Simão Durando (União Brasil), comentou a aliança entre o partido e a governadora Raquel Lyra. Segundo o gestor, a composição reúne lideranças com experiência administrativa e atuação no interior, com foco em demandas regionais. “Tenho certeza que é uma grande combinação. Miguel e Raquel conhecem a realidade do povo do Sertão. A governadora tem sua origem no interior e sou testemunha que ela se mostrou presente constantemente no Sertão nesses três anos de governo”, afirmou.
Perguntar não ofende: Quem será o outro senador na chapa de Raquel Lyra?
Entre os dias 24 e 27 deste mês, o município de Salgueiro, no Sertão Central, vai sediar o Encontro Nacional de Gestores e Legislativos Municipais. Convidado pela União dos Vereadores do Brasil (UVB), que está promovendo o evento, farei uma palestra às 16h30 do dia 26 (quinta-feira) sobre “Um século de gestão em Pernambuco”, resultado da pesquisa que fiz para escrever meu último livro “Os Leões do Norte”, minibiografia de 22 governadores, de Carlos de Lima Cavalcanti, em 1930, a Paulo Câmara, em 2022.
Vou falar para um público formado majoritariamente por vereadores e dirigentes de Câmaras Municipais. Promovido pela União de Vereadores do Brasil (UVB), em parceria com a Plenária Assessoria e Gestão de Eventos, o encontro integra o calendário nacional de capacitações voltadas ao fortalecimento do Legislativo municipal.
Serão dias de muito conteúdo, troca de experiências e debates com especialistas, gestores, comunicadores e autoridades que atuam diretamente no fortalecimento do legislativo municipal. Um encontro pensado para quem busca mais preparo, conhecimento e resultados no exercício do mandato.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) após receber o relatório médico sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde janeiro para cumprimento de pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
A medida foi tomada nesta sexta-feira, após o envio, pelo Hospital DF Star, de informações detalhadas sobre a internação do ex-presidente. Bolsonaro foi transferido para a unidade de saúde no último dia 13, depois de apresentar um mal-estar na cela onde está custodiado, no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília. As informações são do jornal O GLOBO.
Na quarta-feira, a defesa do ex-presidente havia solicitado a concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando o quadro clínico de Bolsonaro. Diante do pedido, Moraes determinou que o hospital encaminhasse, em até 48 horas, o prontuário médico completo, incluindo exames realizados, medicações administradas e avaliação das condições gerais de saúde.
Com o recebimento dos documentos, o ministro decidiu ouvir a PGR antes de analisar o pedido da defesa. Caberá ao órgão se manifestar sobre a eventual concessão da domiciliar, à luz das informações médicas apresentadas.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, após condenação em ação penal julgada pelo STF. A análise do pedido de prisão domiciliar ocorre em meio a avaliações dentro da Corte sobre os impactos jurídicos e políticos de uma eventual mudança no regime de cumprimento da pena.
Como mostrou o GLOBO, um grupo de ministros do STF avalia que a eventual concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente pode funcionar como uma forma de proteção institucional da própria Corte, diante do agravamento de seu quadro de saúde e dos possíveis desdobramentos políticos do caso. Integrantes do governo e do PT também têm considerado, sob reserva, que a piora clínica indica que chegou o momento de o ex-presidente voltar a cumprir pena em casa.
A ex-deputada Marília Arraes (PDT) afastou as acusações de que teria utilizado a aproximação com a governadora Raquel Lyra (PSD) para barganhar com o prefeito João Campos (PSB) uma vaga de candidata ao Senado na chapa do socialista na disputa pelo comando do estado.
No ato de lançamento da pré-candidatura do gestor recifense ao governo de Pernambuco e do próprio nome como pré-candidata ao Senado, realizada nesta sexta-feira (20), no Recife, Marília atribuiu a acusação ao “ódio da oposição”.
“É normal que adversários tentem agredir, mas deixa eles com agressividade, com ódio, porque aqui, para a gente sair de casa, para a gente deixar as filhas e se entregar para o povo, precisa de muito amor. Se o ódio está no coração deles, deixa tudo do lado de lá e aqui a gente tem muito amor para dar”, declarou.
Marília Arraes chegou a manter conversas com a governadora Raquel Lyra (PSD) sobre participar da chapa da gestora como candidata à Casa Alta do Congresso Nacional, pouco antes de firmar aliança com o primo, João Campos. No discurso, a pré-candidata ainda deu um recado para os opositores, após afirmar que não pretende brincar com a esperança dos pernambucanos.
“Não se negocia com quem faz qualquer negócio para ganhar a eleição. A gente está aqui porque a gente tem lado, tem time. E aqui a gente assume, ninguém tem medo de assumir, não. Aqui a gente é do time do presidente Lula. Podem tentar o que quiser, podem fazer negociação, troca ou o que for “, disparou Marília.
A Prefeitura de Toritama, em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Toritama (ACIT), realiza na quinta-feira (26) o lançamento oficial do Festival do Jeans de Toritama (FJT) 2026. O evento, voltado para veículos de imprensa e organizadores, marca o início das atividades da nova edição do festival.
Com o tema “Urban Culture: A moda que vem das ruas”, a edição de 2026 terá apresentação dos conceitos criativos, do cronograma dos desfiles e das inovações estruturais previstas para o evento. Durante a solenidade, também será divulgada a grade completa de atrações musicais.
“Na quinta-feira, vamos apresentar uma grade de shows à altura do povo de Toritama e da região, com todos os detalhes dessa edição”, afirmou o prefeito Sérgio Colin. O festival é considerado um dos principais eventos do setor têxtil em Pernambuco e tem impacto na movimentação econômica do município.
A Justiça da Bahia determinou em decisão liminar (provisória) que o Poder360 apague o nome e a imagem de uma delegada divulgados em reportagem deste jornal digital. A ordem foi cumprida, apesar de o ato representar restrição à liberdade de imprensa e censura ao trabalho jornalístico, em desconformidade com as garantias constitucionais. O Poder360 adotará as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão.
O episódio se dá depois de uma série de iniciativas para constranger o Poder360 a alterar ou retirar do ar conteúdos jornalísticos sobre o caso. Antes da decisão da Justiça que atendeu ao pedido da delegada, houve uma notificação extrajudicial do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia e uma tentativa da Polícia Federal de obter dados que poderiam levar à quebra do sigilo da fonte, outra garantia constitucional que ficou ameaçada.
QUEBRA DE SIGILO A PF requereu do Poder360 em 23 de dezembro de 2025 (íntegra do documento – PDF – 127 kB) dados que poderiam levar à identificação de uma fonte protegida por sigilo jornalístico –um dispositivo garantido pelo artigo 5º, inciso 14, da Constituição Federal. Nesse pedido, que não tinha validade legal, a PF dava um prazo de 15 dias para o Poder360 informar a data e o horário em que a Redação havia recebido os dados usados na reportagem “OAB da Bahia analisa acusação contra advogados por fraude processual”, publicada em 21 de agosto de 2025.
O delegado da PF Rony José Silva alegou, de forma equivocada, que seu requerimento não violaria o direito constitucional de proteção à fonte jornalística. O Poder360 contestou esse posicionamento em ofício assinado em nome deste jornal digital pelos seus advogados Pierpaolo Cruz Bottini, Igor Sant’Anna Tamasauskas e Beatriz Canotilho Logarezzi.
A exigência do delegado Rony José Silva faz parte de um inquérito conduzido pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da PF na Bahia. No seu ofício, sem fundamento legal, o delegado faz um alerta de que o descumprimento do pedido poderia caracterizar crime de desobediência, cuja pena é de 15 dias a 6 meses de detenção, além de multa.
O Poder360 esclareceu, ao responder ao ofício da PF, que não forneceria detalhes sobre como obteve a informação. Explicou de forma didática que não seria possível revelar nenhum dado que pudesse permitir identificar sua fonte, direta ou indiretamente. Para este jornal digital, atender à exigência do delegado representaria afronta direta à garantia constitucional que protege o trabalho jornalístico e a liberdade de imprensa. A proteção se estende a quaisquer elementos que possam indicar quem forneceu as informações.
Revelar data e horário em que uma informação foi obtida pode permitir o cruzamento com dados externos –como imagens de câmeras de segurança, registros de acesso a edifícios ou histórico de mensagens– e, assim, levar à identificação de quem forneceu o material ao veículo jornalístico. Sem essa proteção no exercício do jornalismo profissional, fontes poderiam ser expostas a represálias e deixariam de colaborar com reportagens que revelam irregularidades ou possíveis abusos de autoridade.
REMOÇÃO DE CONTEÚDO Depois da recusa do Poder360 ao pedido da PF sobre como havia sido obtida a informação, veio o 1º pedido para retirar as reportagens sobre o caso do ar. Em 6 de janeiro de 2026, o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia enviou uma notificação extrajudicial ao Poder360 para derrubar a reportagem “Delegada da Bahia investiga caso em que seu advogado é parte”, publicada por este jornal digital em 3 de dezembro de 2025.
No documento, o sindicato afirma que a reportagem teria associado indevidamente a atuação de uma delegada da Polícia Civil da Bahia a um possível conflito de interesses sem respaldo em decisão administrativa ou judicial.
O Poder360 discordou dessa interpretação. Reportagens jornalísticas podem relatar fatos de interesse público (desde que não sejam falsos, evidentemente) sem que exista ainda uma decisão administrativa ou judicial a respeito do ocorrido. Seria impraticável para o jornalismo profissional noticiar fatos só depois de terem sido validados por algum órgão oficial. O requerimento do sindicato revela interpretação equivocada sobre como funciona a liberdade de imprensa em sociedades democráticas.
A notícia relatada pelo Poder360 –e contestada pelo sindicato dos delegados– restringia-se a narrar os fatos: uma delegada da Bahia conduziu investigação de uma suspeita de violência doméstica apresentada pelo advogado Nestor Távora. Só que, no passado, Távora havia sido advogado de defesa dessa própria delegada (que entrou na Justiça para poder ser nomeada ao cargo que hoje ocupa). Esse contexto motivou questionamentos apresentados por uma das partes envolvidas. A reportagem narrava esses fatos. A ocorrência dessa conexão passada entre a delegada e o advogado, inclusive, não foi objeto de controvérsia.
Jamais o Poder360 afirmou categoricamente a existência de conflito de interesses. Apenas noticiou fatos e os questionamentos decorrentes, sem atribuir juízo conclusivo sobre eventual irregularidade. Este juízo final de fato não cabe a este jornal digital –ao Poder360 compete a divulgação de informações de interesse público relacionadas ao caso, como foi feito.
O sindicato dos delegados queria que o Poder360 retirasse do ar reportagens sobre o episódio e apagasse postagens em todas as plataformas digitais deste jornal digital. O Poder360 rejeitou o pedido em ofício enviado à entidade em 12 de fevereiro de 2026.
Na sequência, a pedido da delegada, foi aberto um processo no Juizado Especial Cível com o mesmo objetivo de retirar o conteúdo do ar. Nessa ação judicial, foi proferida decisão liminar (provisória) determinando ao Poder360 a remoção do nome e da foto da delegada de suas publicações. Por ser uma determinação judicial, este jornal digital cumpriu a ordem: apagou o nome e a foto da delegada na reportagem, mas manteve a notícia no ar. O Poder360 adotará as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão.
ENTENDA O CASO A reportagem citada pela Polícia Federal, “OAB da Bahia analisa acusação contra advogados por fraude processual”, relata uma representação apresentada à Ordem dos Advogados do Brasil contra 3 advogados: Ana Patrícia Dantas Leão, Eugênio de Souza Kruschewsky e Michelle Santos Allan de Oliveira.
A representação foi apresentada no contexto do divórcio entre Lucas Queiroz Abud e Fabiana Durand Gordilho. Segundo o documento da defesa de Lucas, os 3 advogados manipularam elementos do processo e produziram provas fraudulentas. A defesa alega que houve fraude processual e tentativa de influenciar decisões judiciais. Os envolvidos negaram ter cometido irregularidades.
Outra reportagem do Poder360 sobre o episódio, “Delegada da Bahia investiga caso em que seu advogado é parte”, publicada em 3 de dezembro de 2025, relatou um possível conflito de interesses.
A reportagem mostrou que um dos advogados envolvidos no caso, Nestor Távora, já havia atuado anteriormente como advogado da própria delegada. A situação levantou questionamentos apresentados pela defesa de Abud, já que a delegada não se declarou suspeita para conduzir a apuração.
O município de Goiana recebeu, nesta sexta-feira (20), quatro novos ônibus escolares destinados ao transporte de estudantes da rede pública, durante visita da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. A vice-prefeita Lícia Maciel representou a gestão municipal na agenda, que também incluiu a inauguração da nova sede da XII Gerência Regional de Saúde (Geres), responsável pelo apoio aos municípios da Mata Norte.
Durante a visita, foram apresentados investimentos em andamento no município, como a construção do 27º Batalhão da Polícia Militar, de uma unidade do Corpo de Bombeiros e de uma creche em Tejucupapo. Também foram anunciadas a construção de uma escola técnica estadual, a licitação para implantação da PE-44, com cerca de 12 km e investimento superior a R$ 38 milhões, além de obras viárias em rodovias estaduais e melhorias previstas para a UPAE e a estrada de acesso a Atapuz.
O deputado estadual Dannilo Godoy oficializou, nesta sexta-feira (20), sua filiação à Federação União Progressista em Pernambuco. A assinatura ocorreu ao lado do presidente estadual da federação, deputado federal Eduardo da Fonte, e do vice-presidente do Progressistas, deputado federal Lula da Fonte.
Segundo Eduardo da Fonte, a chegada do parlamentar amplia a atuação da federação no estado. “Dannilo tem experiência administrativa e compromisso com o povo do interior. Sua chegada fortalece nossa capacidade de levar investimentos e garantir avanços para Pernambuco, especialmente no Agreste Meridional”, afirmou.
O lançamento da pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo de Pernambuco foi marcado por manifestações de apoio de lideranças políticas e pela defesa da Frente Popular como palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. Durante o evento, parlamentares e integrantes do governo federal destacaram o alinhamento político em torno da candidatura.
A senadora Teresa Leitão (PT) afirmou que o projeto garante segurança ao presidente da República na composição estadual. “É o momento de regar a esperança, e a gente fica empolgado. Esta campanha será diferente, desafiadora, diante da nova ordem mundial. Terá que mostrar que este é o palanque em que Lula não sofrerá um vexame ao subir. Aqui ninguém está colocando condicionantes para o presidente. Tenho certeza, convicção, de que este é o lado em que o Partido dos Trabalhadores também estará”, declarou.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), também reforçou o alinhamento com o governo federal. “Este é o lado do presidente Lula, o lado do povo”, afirmou. Já o ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT), destacou a estratégia política do grupo. “Nós temos a tarefa política primordial de garantir a reeleição de Lula. Vamos fazer uma campanha leve, com os sonhos que embalaram Arraes e Eduardo”, disse.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), destacou o papel da Frente Popular no cenário político. “Vai ser uma campanha para resgatar a esperança do povo do nosso estado. Tenho andado o país e percebido como Pernambuco está perdendo o protagonismo”, afirmou durante o ato.
Entre os nomes cotados para a chapa, a ex-deputada Marília Arraes (PDT) defendeu a capacidade de articulação do grupo. “O povo quer entregas. O que está acontecendo hoje não é o lançamento de pré-candidaturas. Aqui a gente está atendendo a um chamado do povo de Pernambuco”, afirmou. O pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), também discursou. “Você vai ter um amigo ao seu lado. Tenho certeza de que Pernambuco pode mais”, declarou.
Outras lideranças também participaram do evento. O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB), afirmou apoio à pré-candidatura. “Ele não só é pré-candidato. É o futuro governador de Pernambuco”, disse. O presidente estadual do MDB, Raul Henry, também destacou a composição política apresentada.
A deputada Iza Arruda (MDB) afirmou que a proposta busca retomar o crescimento do estado. “O futuro começa agora e tem nome: João Campos”, declarou. O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, ressaltou a trajetória política do prefeito. “Você acendeu a esperança do povo de Pernambuco”, afirmou.
O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) intensificou as mobilizações e realizou protesto nesta sexta-feira (20), no município de Vicência, na Zona da Mata Norte. A ação ocorreu durante agenda administrativa da governadora Raquel Lyra, após dias de acampamento da categoria em frente ao Palácio do Campo das Princesas, no Recife.
Durante o ato, policiais entoaram gritos de cobrança por cumprimento de promessas e abertura de diálogo com o governo estadual. A principal reivindicação é a instalação de uma mesa oficial de negociação, anunciada pela governadora em agenda realizada em Garanhuns, mas que, segundo o sindicato, ainda não foi formalizada.
“Continuaremos acompanhando a agenda da governadora onde quer que ela esteja. Não aceitaremos mais promessas vazias. A própria governadora anunciou a mesa em Garanhuns, mas na prática, o diálogo continua inexistente da parte do governo”, afirmou o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros. A entidade informou que manterá a mobilização e seguirá em estado de alerta até a abertura formal das negociações.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a criação de um estoque regulador de petróleo na Petrobras para “não ser vítima” de guerras e greves. A declaração aconteceu nesta sexta-feira (20), durante a visita do presidente a Refinaria Gabriel Passos, em Betim, município de Minas Gerais.
“Nós precisamos, ao longo do tempo, construir um estoque regulador pra gente não ser vítima do que está acontecendo hoje. E se essa guerra durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do estreito de Ormuz?”, questionou o presidente. As informações são da CNN.
Lula ainda contou que conversou com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, sobre o assunto e que Magda teria dito que um estoque desse tipo “custa muito caro”.
“Quando eu cheguei na presidência agora, não tinha um quilo de feijão no estoque regulador, não tinha arroz. Se um país é soberano, ele tem que ter um estoque de arroz, um estoque de feijão, um estoque de alguma coisa que não seja perecível para enfrentar crises, até para que quando tiver especulação no mercado, a gente possa liberar do nosso estoque para baratear o preço”, defendeu Lula.
No mesmo evento, o presidente defendeu ainda a recompra da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), da Petrobras, na Bahia. A venda da refinaria foi feita em 2021, pelo governo Bolsonaro. Segundo a CGU (Controladoria-Geral da União), a venda foi realizada abaixo do preço de mercado pela Petrobras ao fundo Mubadala Capital, empresa de investimentos de Abu Dhabi e que pertence à família real dos Emirados Árabes Unidos.
“Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprar a refinaria da Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar. Ou seja, eles achavam que a gente não deveria mais fazer prospecção de petróleo, porque era melhor importar, mas nós vamos continuar fazendo as coisas que é preciso ser feito para esse país”, afirmou Lula.
Guerra no Oriente Médio e o preço dos combustíveis O governo federal decidiu zerar o PIS e Cofins do preço do diesel para conter a alta do combustível.A medida tem como objetivo reduzir o impacto da oscilação do preço internacional do petróleo sobre o diesel no Brasil.
Na prática, a medida elimina os únicos dois impostos federais atualmente cobrados sobre o combustível e representa uma redução de R$ 0,32 por litro. De acordo com o Palácio do Planalto, o anúncio reduz a pressão sobre o diesel, insumo essencial para o transporte de cargas, a produção agropecuária e o abastecimento das cidades.
Mesmo assim, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) registrou, na semana passada, um aumento de 11,8% no preço médio do diesel no país, em relação à semana anterior. Só a gasolina registrou alta foi de 2,5%.
A PF (Polícia Federal) instaurou um inquérito para apurar a prática de abuso de preços de combustíveis em todo o país. Ao mesmo tempo em que a ANP, juntamente com a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), realizam fiscalizações por diversos estados.