O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco está investigando as contratações de escritórios de advocacia por prefeituras para realizar compensações previdenciárias no sistema federal COMPREV, do INSS. De acordo com o MPF, essas contratações estão sendo realizadas com base em uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), que autorizaria a contratação sem licitação. O MPF aponta a suposta ilegalidade nessa recomendação.
As informações são da assessoria de imprensa do próprio MPF. “Com base em recomendação conjunta do TCE-PE e do MPCO que o MPF entende por ilegal, os municípios estariam contratando escritórios de advocacia diretamente, por meio de inexigibilidade de licitação, para a realização de compensações previdenciárias”, consta em nota no site oficial da instituição.
O MPF requereu que o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) adote medidas para apurar a existência de possíveis supostos ilícitos municipais envolvendo contratações no âmbito de nove prefeituras. O órgão reforça que a contratação de serviços advocatícios por prefeituras que possuem procuradoria jurídica só deve ocorrer mediante concurso público, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Excepcionalmente, na ausência de uma procuradoria municipal, essas contratações poderiam ser realizadas, desde que cumpridos requisitos como notória especialização do profissional contratado, natureza singular do serviço, inadequação da prestação do serviço pelo quadro próprio do poder público, e contratação pelo preço de mercado.
Além disso, o MPF destaca que a contratação de escritórios de advocacia para a mera compensação de créditos previdenciários, como no caso do COMPREV, não preencheria os requisitos legais necessários e seria considerada ilegal. O órgão também argumenta que o pagamento por esses serviços com base em um percentual sobre os valores compensados é contrário ao artigo 15 do Decreto nº 10.188/19, que estabelece que os recursos obtidos por meio de compensações previdenciárias devem ser utilizados exclusivamente para o pagamento de benefícios previdenciários do respectivo regime.
O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) criticou o histórico familiar dos também candidatos Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) na política. “Pernambuco não precisa de uma casta de herdeiros”, disparou durante o debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM nesta sexta-feira (11), em Caruaru, no Agreste.
A afirmação foi feita durante a apresentação inicial de Ivan. “A gente tem competindo como principais favoritos a duas candidaturas que vêm do mesmo centro ideológico, duas candidaturas que vêm de famílias tradicionais na política, que estão muito longe daquilo que as pessoas querem para a política”, disse. As informações são do Diario de Pernambuco.
Na resposta às provocações iniciais do debate, a respeito da realidade mais preocupante do estado de Pernambuco atualmente, Ivan respondeu que o “revezamento das mesmas famílias” no poder é o ponto latente.
Ele fez referência ao fato de que tanto a governadora Raquel Lyra quanto o ex-prefeito do Recife, João Campos, são filhos de ex-governadores do estado de Pernambuco: João Lyra, que assumiu o posto entre 2014 e 2015, e Eduardo Campos, que foi chefe do executivo estadual entre 2007 e 2014.
Partindo desse ponto, Ivan tem se colocado como diferente dos outros candidatos. “Aqui não tem nenhum fascista, aqui não tem extrema-direita, aqui tem duas candidaturas comuns, e tem uma candidatura diferente das iguais”, acrescentou.
O debate realizado hoje pela Rádio Cidade, em Caruaru, deixou claro o contraste entre os dois principais candidatos: de um lado, João Campos, seguro, apresentando fatos e falando sobre aquilo que fez no Recife. Do outro, Raquel Lyra, recorrendo ao passado para tentar justificar o que não conseguiu entregar no presente.
João mostrou, com exemplos concretos, que é possível fazer mais por Pernambuco e apontou caminhos para enfrentar problemas que continuam sem solução no estado, como segurança pública, abastecimento de água, saúde, infraestrutura e educação.
Raquel, por sua vez, não conseguiu prestar contas de forma convincente sobre os resultados do seu governo. Preferiu atribuir responsabilidades a gestões anteriores, anunciar ordens de serviço e prometer que Pernambuco vai mudar.
O problema é que Pernambuco já deveria ter mudado. Foram quatro anos de governo. E a população quer saber não apenas o que será feito daqui para frente, mas o que foi efetivamente entregue até agora.
João Campos defende que Pernambuco precisa, sim, mudar. Mas mudar de verdade, com trabalho, planejamento, capacidade de execução e resultados concretos, e não apenas com promessas.
No fim, o debate em Caruaru expôs duas realidades bem distintas: de um lado, a verdade dos fatos apresentados por João Campos. Do outro, as mentiras de Raquel Lyra ao esconder a falta de resultados atrás de explicações sobre o passado e promessas para o futuro.
A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) fugiu de uma pergunta sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro ao ser questionada pelo candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL), durante o debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM, em Caruaru. Em vez de responder diretamente sobre sua posição em relação ao governo Bolsonaro, Raquel direcionou a fala para as gestões anteriores do PSB e para a relação de seu governo com o presidente Lula (PT). “O governo do PSB anterior ao nosso brigou com três presidentes da República: brigou com Lula, com Temer, com Bolsonaro, com Dilma. E aí não é uma questão de ideologia, é uma questão de compreender que não se constrói pontes. Nós estamos construindo pontes e construímos com o presidente Lula e com o Governo Federal”, afirmou. Confira:
A provocação feita pelo candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) contra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), durante o debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM, em Caruaru, levou o blog a apurar a remuneração recebida pela chefe do Executivo estadual. Na tréplica, João chamou Raquel de “fura-teto”, afirmou que ela recebe como procuradora do Estado valor superior ao subsídio de governadora e questionou a constitucionalidade dos pagamentos. “Eu queria fazer um apelo à candidata Raquel, que ela pudesse devolver ao povo de Pernambuco esses mais de um milhão de reais que foram recebidos de forma inconstitucional, furando o teto e afrontando a nossa Constituição”, disparou.
A documentação consultada pelo blog mostra que Raquel continua recebendo pela carreira de procuradora do Estado durante o mandato. Em julho deste ano, o Portal da Transparência registra, em nome de Raquel Teixeira Lyra Lucena e com vínculo de procuradora do Estado, pagamentos de R$ 50.776,20 e R$ 10.155,24, que somam R$ 60.931,44. Levantamento dos pagamentos entre janeiro de 2023 e junho de 2026 aponta um total de R$ 2.211.744,08. O subsídio do cargo de governador de Pernambuco é de R$ 22 mil mensais.
A discussão levantada por João encontra precedente no Supremo Tribunal Federal (STF). No julgamento da ADI 1.381, o plenário decidiu, por unanimidade, que a Constituição não permite estender a qualquer mandato eletivo o direito de o servidor optar pela remuneração do cargo de origem. Segundo o acórdão, o artigo 38 da Constituição assegura essa escolha apenas nas hipóteses de prefeito e, observadas as condições constitucionais, vereador. A Corte considerou inconstitucional norma estadual que permitia a um servidor eleito escolher a fonte de sua remuneração independentemente do mandato exercido.
Raquel mantém vínculo efetivo com a Procuradoria-Geral do Estado, órgão que integra a estrutura administrativa estadual. O precedente do STF, portanto, dá fundamento jurídico ao questionamento sobre a possibilidade de uma governadora receber a remuneração de seu cargo efetivo em vez do subsídio correspondente ao mandato. Isso, porém, não significa que já exista decisão judicial declarando especificamente os pagamentos feitos a Raquel inconstitucionais ou determinando a devolução dos valores.
O tema ganhou espaço no debate depois de João também mencionar a declaração de bens apresentada pela adversária à Justiça Eleitoral. Raquel declarou patrimônio de R$ 359 mil e saldo de R$ 1 em uma das contas bancárias informadas. O socialista explorou o contraste entre esses valores e a remuneração recebida pela governadora e transformou o caso em uma das principais provocações do confronto desta sexta-feira (11), em Caruaru.
A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) aproveitou a pergunta dirigida ao candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL), no segundo bloco do debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM, em Caruaru, para destacar programas sociais de sua gestão. Antes de perguntar ao adversário sobre suas propostas para reduzir a pobreza, Raquel citou o Mães de Pernambuco, que paga R$ 300 mensais a 100 mil mulheres, e as cozinhas comunitárias e solidárias. Na réplica, voltou aos números do governo, mencionou investimento anual de R$ 350 milhões no programa e destacou a geração de empregos com carteira assinada.
Ivan rebateu a governadora com os indicadores de pobreza e desemprego do Estado. O candidato afirmou que Pernambuco ainda tem quase 5 milhões de pessoas na faixa da pobreza e 1 milhão passando fome e lembrou que as cozinhas solidárias são uma política defendida pelo PSOL e financiada também com recursos do Governo Federal. Na tréplica, contestou o discurso de Raquel sobre geração de empregos: “Se aumentou o emprego e a gente continua sendo o segundo estado do país com o maior índice de desemprego, está difícil”, afirmou.
No início do segundo bloco do debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM, em Caruaru, os candidatos passaram a fazer perguntas entre si, seguindo ordem definida por sorteio. Primeiro a perguntar, João Campos (PSB) escolheu Raquel Lyra (PSD) e cobrou explicações sobre o fechamento de 1.200 leitos hospitalares durante a atual gestão. O socialista também citou 150 mil cirurgias que teriam deixado de ser realizadas e o fechamento de dois hospitais. Raquel, porém, não respondeu diretamente ao ponto levantado e concentrou a fala em investimentos, reformas e novos equipamentos da rede estadual.
Na réplica, João insistiu no tema e acusou a governadora de não responder à pergunta. “Lamento que a candidata não tenha respondido porque fechou os 1.200 leitos. Isso é um fato, não é uma opinião, dito pelo Ministério da Saúde”, afirmou. Em seguida, comparou os números com sua passagem pela Prefeitura do Recife e disse ter aberto mais de 190 leitos. “Enquanto a candidata Raquel fechou 1.200 leitos, como prefeito, abrimos mais de 190”, declarou.
A justificativa de Raquel só veio na tréplica. “Os leitos fechados eram leitos Covid, e todo mundo sabe que depois da Covid precisava fechar leitos”, disse. A governadora afirmou ainda que sua gestão já entregou 600 leitos e mantém novos hospitais em construção. Antes de encerrar a troca, João voltou a pressionar a adversária e questionou se o governo estadual havia inaugurado alguma UPA.
Três dos oito candidatos ao Governo de Pernambuco participam, nesta sexta-feira (11), dos primeiros debates da campanha, a 23 dias da votação. Daqui a pouco, às 9h, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) se enfrentam no teatro do Shopping Difusora, em Caruaru, em debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM, com transmissão ao vivo pelo canal da emissora no YouTube.
O primeiro bloco do debate entre candidatos ao Governo de Pernambuco, promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM, em Caruaru, foi marcado pelo confronto entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) sobre os resultados de suas gestões. Ao apontar a desigualdade social como principal desafio do Estado, João afirmou que Pernambuco precisa de “um governo que funcione, que não trabalhe apenas em ano de eleição” e comparou ações realizadas durante sua passagem pela Prefeitura do Recife com a atual administração estadual. Raquel, por sua vez, disse ter recebido uma “casa desmantelada” e sustentou que, em três anos e meio, seu governo investiu mais em diferentes áreas do que a gestão estadual anterior em oito anos.
João destacou a ampliação das vagas em creches e dos investimentos públicos no Recife e prometeu duplicar o número de escolas técnicas de Pernambuco, ampliar o ensino integral e a assistência especializada em saúde no interior. Também anunciou a construção do Hospital Geral Metropolitano, com mais de 900 leitos, e do Hospital da Criança de Caruaru. “Essa eleição não se trata de um debate entre o presente e o passado. Quem está aqui está para discutir o presente e o futuro”, afirmou o socialista, em crítica ao discurso de Raquel sobre as condições em que encontrou o Estado.
A governadora citou investimentos em estradas, abastecimento de água, segurança e saúde e afirmou que 500 mil pessoas deixaram a extrema pobreza durante sua gestão. Raquel também destacou a entrega do Hospital da Mulher do Agreste e as obras do Hospital Mestre Dominguinhos, além de prometer novos investimentos caso seja reeleita. “Agora é importante saber onde a gente está para saber onde a gente quer chegar”, declarou. Ao defender a continuidade da gestão, a candidata afirmou que pretende governar por mais quatro anos para fazer Pernambuco “crescer sem deixar ninguém para trás”.
O Sextou, programa musical que ancoro as sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, traz hoje a mais nova revelação da MPB, o cantor e compositor ZéVitor. Filho do ator e cantor Jackson Antunes e da atriz Cristiana Britto, desde muito cedo teve contato com a música, o teatro e a literatura.
ZéVitor iniciou sua trajetória profissional ainda jovem e, desde então, vem construindo uma identidade artística própria, transitando por diferentes influências da música brasileira, do pop, do rap e da MPB. Ele é autor e intérprete das músicas “Deixe-me ir”, que gravou com Xande de Pilares, “Versos ardentes”, que gravou com Fagner e “Até me perder”, feita em parceria com a dupla César Menotti e Fabiano.
O Sextou vai ao ar pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente acima em destaque ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
O contrato do escritório de Viviane Barci de Moraes com o antigo Banco Master previa consultoria estratégica em inquéritos da PF (Polícia Federal) e procedimentos envolvendo o Banco Central, a Receita Federal e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
A informação consta na íntegra do documento, que foi revelado após a retirada de sigilo das investigações no STF (Supremo Tribunal Federal) na noite de quinta-feira (10). As informações são da CNN.
Segundo o contrato, o Escritório Barci de Moraes ficaria responsável por prestar “consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/inquéritos policiais nas Polícias Federal e Civis e procedimentos administrativos, inclusive perante o Banco Central, a Receita Federal e CADE”.
Além disso, a empresa deveria realizar processos judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário e implantar um programa de compliance.
O contrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, com o banco de Daniel Vorcaro previa o pagamento de R$ 131 milhões. O valor seria dividido em 36 parcelas mensais e sucessivas no valor de R$ 3,6 milhões cada.
Com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro do ano passado, os pagamentos foram interrompidos.
Em nota divulgada em março, o escritório de Viviane relatou ter prestado “ampla consultoria e atuação jurídica” e que produziu 36 pareceres jurídicos e opiniões legais para o Master.
A Polícia Federal (PF) detalhou em um documento, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10), as articulações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro nos dias que antecederam a deflagração da Operação Compliance Zero, que resultou em sua prisão.
Segundo a PF, Vorcaro teve conhecimento sobre a operação policial que estava para ser deflagrada e que reforçam a tese de fuga, “sendo improvável que sua viagem ao exterior, na noite imediatamente anterior à data do cumprimento dos mandados, seja mera coincidência”. As informações são do g1.
Nesta quinta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça levantou o sigilo das principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam na Corte.
A decisão atende a uma solicitação feita horas antes pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, e libera o acesso a um conjunto de inquéritos, reclamações e petições vinculados ao chamado “caso Master”.
Veja a sequência de fatos apontadas pela Polícia Federal:
21/10/2025: Daniel Bueno Vorcaro registra, no aplicativo “Notas”, os nomes de representantes da Polícia Federal que participaram de reunião reservada com o Banco Central, indicando acesso antecipado a informações reservadas;
16/11/2025: Dois dias antes da operação, Vorcaro registra nova nota perguntando sobre eventual proximidade de terceiro com o juiz federal Ricardo Soares Leite, responsável por autorizar medidas contra ele. Como o inquérito era sigiloso, isso reforça a suspeita de vazamento de informações;
17/11/2025 (manhã): Um dia antes da deflagração da operação, Vorcaro recebe, às 07h28min, mensagens urgentes de seu advogado, WALFRIDO WARDE. Após isso, muda seus planos e, às 08h48min, informa que agendaria voo saindo de Congonhas;
17/11/2025 (07h41min em diante): Vorcaro conversa com o jornalista Diego Escosteguy sobre reportagem que seria publicada; após as 11h, recebe o link da matéria e o repassa imediatamente a Warde. A reportagem menciona a existência de inquérito na 10ª Vara Federal de Brasília;
17/11/2025: Warde protocola petição na 10ª Vara Federal do DF, pedindo acesso ao conteúdo da investigação, citando expressamente a reportagem como fonte da informação. Ao longo do dia, ele e Vorcaro seguem tratando do assunto, com insistência sobre contato com o juiz do caso;
17/11/2025: Também nesse dia, surgem elementos de que Vorcaro divulgou à imprensa a notícia de que o Grupo Fictor teria interesse na aquisição do Banco Master;
17/11/2025 (desde 06h34min): Vorcaro mantém contato com servidores do Banco Central, Paulo Sérgio e Belline. Depois, eles consideram “fundamental” que ele fale com o diretor do BC, Ailton Aquino;
17/11/2025 (início da tarde): A reunião é articulada para o próprio dia. Vorcaro propõe 13h; Paulo Sérgio confirma 13h15min; e Belline envia o link às 13h35min. Depois da reunião, circula reportagem sobre a venda do Banco Master ao Fictor, sem surpresa dos servidores, sugerindo alinhamento prévio;
Noite de 17/11/2025: As forças policiais interceptam Vorcaro no aeroporto de Guarulhos/SP, quando ele estava prestes a embarcar em jato particular com destino final aos Emirados Árabes;
18/11/2025: É oficialmente deflagrada a operação policial COMPLIANCE ZERO – fase I, após decisão judicial favorável aos pedidos da Polícia Federal.
A PF afirma ainda que o panorama demonstra que Vorcaro, “ciente da futura e iminente atuação policial, se utiliza de servidores do Banco Central que lhe são subalternos (em razão do pagamento de vantagens indevidas) para forçar uma reunião virtual, no dia imediatamente anterior à operação policial”.
Daniel Vorcaro foi preso no dia 17 de novembro do ano passado ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que sairia do aeroporto de Guarulhos, na Grande SP. Para a PF, não havia dúvidas de que ele iria fugir do país.
Cerca de 10 dias depois, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a soltura do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de outros quatro executivos do banco.
Na decisão que determinou a soltura, um dos argumentos utilizados, favoráveis à liberdade do banqueiro, segundo a PF, foi o teor da reunião realizada com o Banco Central.
“Diante de todo o exposto, conclui-se pela existência de fortes elementos indicativos de condutas de DANIEL VORCARO e associados direcionadas a proteger o núcleo dirigente da organização criminosa, mediante conhecimento antecipado de atos processuais e articulações com interlocutores em órgãos de controle, ao lado de planejamento logístico para saída do país em janela próxima à deflagração de medidas, o que, somado às comunicações com autoridades e ao acompanhamento de procedimentos internos, compõe o retrato dos “tentáculos” em estruturas públicas e privadas”, diz a PF.
As informações foram usadas pela Polícia Federal para embasar um novo pedido de prisão preventiva do banqueiro, assinado no dia 27 de fevereiro de 2026.
Em março deste ano, Vorcaro foi preso novamente.
Troca de mensagens com Moraes
Além disso, uma troca de mensagens entre Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Daniel Vorcaro, sinaliza que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.
Os diálogos estão em um relatório enviado pela Polícia Federal (PF) ao STF, que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça no dia 1º de setembro.
No dia 15 de novembro de 2025, um sábado, Vorcaro questiona Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Quarenta e oito horas depois, na noite de 17 de novembro, o banqueiro foi preso pela PF.
Numa simples consulta aos manuais históricos das eleições mais agressivas da humanidade, as campanhas com métodos nazistas e fascistas foram centradas no uso da violência para destruir opositores. Também recorreram a táticas específicas para manipular as massas, conquistar ou se manter no poder absoluto a qualquer custo. No capítulo da desumanização das campanhas fascistas, o adversário não é visto apenas como alguém que pensa diferente, mas como um “câncer” ou “traidor” que precisa ser eliminado.
Qualquer semelhança com os métodos usados pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), na sua campanha de reeleição para se manter no poder não é mera coincidência. Para destruir João Campos (PSB), seu rival na guerra eleitoral, a governadora parece não ter limites. Primeiro, uma reportagem em rede nacional de TV Record mostrou um grande esquema de monitoramento ilegal e espionagem envolvendo a Polícia Civil da gestão de Raquel contra aliados do então prefeito do Recife.
Esta operação está sendo investigada pela Polícia Federal, a pedido do ministro Gilmar Mendes, do STF. Depois, outra reportagem da mesma emissora, exibida em agosto passado, denunciou um suposto “gabinete do ódio” operado dentro do governo de Pernambuco contra João Campos.
A Rede Record divulgou uma gravação em que um servidor estadual falava sobre um esquema de páginas e perfis em redes sociais voltado para atacar o oponente da governadora. No mesmo dia da veiculação, a administração estadual demitiu o servidor Amisadai Andrade da Silva, citado na reportagem como o principal responsável.
Já ontem, o site Metrópoles, de Brasília, denunciou que a bet Aposta Ganha, patrocinadora do São João de Caruaru, e com sede naquela cidade, financiou participantes de um grupo de WhatsApp para publicar comentários favoráveis à governadora Raquel Lyra (PSD) e atacar João Campos (PSB) nas redes sociais.
Segundo o portal, mensagens e comprovantes de Pix mostram pagamentos semanais pelo serviço. A advogada apontada como envolvida na operação também relatou ter sido procurada, em 2026, para organizar outro grupo com a mesma finalidade.
Pelo visto e diante de todas as evidências, a governadora deve ter optado por tática fascista em sua campanha de reeleição, conforme os três exemplos citados acima. O fascismo é uma tentativa de deslegitimar ou silenciar o oponente, tratado não como adversário político, mas como inimigo a ser aniquilado.
Raquel parece que se vê ameaçada diante da popularidade de João Campos e, no desespero, tem passado dos limites, segundo todas as provas exibidas nas denúncias da TV Record e do site Metrópoles. Nunca dantes na história de Pernambuco o nazismo ganhou tamanha aderência.
TIO VÍTIMA – Se Raquel não tem memória curta, deve recordar que um parente dela bem próximo, que Deus já levou, o ex-ministro Fernando Lyra, foi vítima de métodos nazifascistas na campanha de 1982, na qual o ex-senador Marcos Freire foi derrotado por Roberto Magalhães. Panfletos apócrifos foram espalhados na Região Metropolitana trazendo um suposto encontro do tio dela com a esposa de Freire em um motel. Essa história está detalhada em qualquer compêndio das eleições de 82.
A denúncia é gravíssima – A operadora central dos repasses para o grupo que agredia João Campos nas redes, a advogada Maria Eduarda Lucena (“Duda”), possui, segundo o portal Metrópoles, histórico formal de atuação junto à empresa de apostas Aposta Ganha — gigante do setor sediada justamente no berço político de Raquel Lyra e patrocinadora de peso do São João de Caruaru. O ecossistema de conexões é ainda mais entrelaçado: sócios de empresas ligadas ao esquema transitavam no grupo, e ex-servidores comissionados do Palácio do Campo das Princesas migraram para o departamento jurídico da casa de apostas.
A quem interessa? Diante desse mosaico, as perguntas deixam de ser meras conjecturas e passam a exigir respostas formais: A quem interessa essa rede de ataque em massa? Por que uma advogada ligada a uma bet em Caruaru faria Pix em troca de bombardeio contra adversários políticos? Qual a verdadeira contrapartida? A atuação de casas de apostas em patrocínios vultosos e a proximidade de seus operadores com agentes públicos exigem rigor absoluto da Justiça Eleitoral e do Ministério Público.
Só falou ao Metrópoles – Procurada pela reportagem do DP, a advogada Maria Eduarda Lucena, a Duda, disse que não comentaria sobre o caso. Ela solicitou que a reportagem enviasse seus questionamentos através do WhatsApp, mas não deu qualquer retorno até o fechamento da reportagem. Segundo o Metrópoles, a advogada afirmou ao veículo que foi “procurada por alguém” ligado ao prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), aliado da governadora e à época candidato à reeleição, para realizar o trabalho nas redes sociais. Entre janeiro de 2024 e junho deste ano, Lucena trabalhou para a “Aposta Ganha”, patrocinadora do São João de Caruaru, principal base eleitoral da governadora.
Não ia jogar a toalha – O colunista Lauro Jardim, de O Globo, revelou que o pronunciamento que Alexandre de Moraes faria ontem e que foi cancelado menos de uma hora após ter sido anunciado, não traria nem um improvável pedido de afastamento do STF. Ele também não daria explicações sobre o inexplicável — ou seja, sua relação próxima com Daniel Vorcaro, com quem trocava mensagens comprometedoras. Moraes falaria basicamente que está sendo perseguido e que em nenhum momento cometeu atos impróprios.
CURTAS
DESVIOS – A Polícia Federal suspeita que o deputado federal Mário Frias e a empresária Karina Ferreira da Gama, produtora de filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, praticaram os crimes de desvio de recursos públicos federais, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documentos. Eles vêm negando irregularidades ao longo da investigação.
DECISÃO – As hipóteses são elencadas na decisão em que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que a Polícia Federal cumprisse 49 mandados de busca e apreensão para investigar suposto desvio de emendas parlamentares para o filme Dark Horse.
PECULATO – Segundo a PF, logo que a investigação foi instaurada por Dino, no final de junho, já havia “indicativos” de crimes de peculato, fraude em licitação ou contrato, contratação direta ilegal, falsificação de documento particular e falsidade ideológica e uso de documento falso, emprego irregular de verbas ou rendas públicas, advocacia administrativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
Perguntar não ofende: Quem coordena o grupo nazifascista da campanha de Raquel?