O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco está investigando as contratações de escritórios de advocacia por prefeituras para realizar compensações previdenciárias no sistema federal COMPREV, do INSS. De acordo com o MPF, essas contratações estão sendo realizadas com base em uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), que autorizaria a contratação sem licitação. O MPF aponta a suposta ilegalidade nessa recomendação.
As informações são da assessoria de imprensa do próprio MPF. “Com base em recomendação conjunta do TCE-PE e do MPCO que o MPF entende por ilegal, os municípios estariam contratando escritórios de advocacia diretamente, por meio de inexigibilidade de licitação, para a realização de compensações previdenciárias”, consta em nota no site oficial da instituição.
O MPF requereu que o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) adote medidas para apurar a existência de possíveis supostos ilícitos municipais envolvendo contratações no âmbito de nove prefeituras. O órgão reforça que a contratação de serviços advocatícios por prefeituras que possuem procuradoria jurídica só deve ocorrer mediante concurso público, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Excepcionalmente, na ausência de uma procuradoria municipal, essas contratações poderiam ser realizadas, desde que cumpridos requisitos como notória especialização do profissional contratado, natureza singular do serviço, inadequação da prestação do serviço pelo quadro próprio do poder público, e contratação pelo preço de mercado.
Além disso, o MPF destaca que a contratação de escritórios de advocacia para a mera compensação de créditos previdenciários, como no caso do COMPREV, não preencheria os requisitos legais necessários e seria considerada ilegal. O órgão também argumenta que o pagamento por esses serviços com base em um percentual sobre os valores compensados é contrário ao artigo 15 do Decreto nº 10.188/19, que estabelece que os recursos obtidos por meio de compensações previdenciárias devem ser utilizados exclusivamente para o pagamento de benefícios previdenciários do respectivo regime.
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Depois de não comparecer ao evento de anúncio da pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo do Estado, na semana passada, o senador Humberto Costa (PT) sinalizou, ontem (26), que deverá compor a chapa do socialista em busca da sua reeleição, em outubro.
Costa recebeu o Título de Cidadão Recifense na Câmara Municipal, ontem, uma proposição da vereadora Kari Santos (PT), e foi prestigiado com a presença do prefeito. O PT decide seus rumos oficialmente em reunião marcada para amanhã (28), a partir das 11h, no Teatro Beberibe, no Centro de Convenções, em Olinda.
“A tendência é de que nós venhamos a marchar com a candidatura do prefeito João Campos”, declarou Costa, antes da sessão solene, segundo matéria do Blog da Folha. O prefeito discursou na ocasião, ainda de acordo com a equipe da Folha, e enalteceu o currículo e a história de Humberto Costa. “Mais do que os cargos que ocupou, é o que fez em cada um deles em favor do povo recifense e do povo brasileiro”, enfatizou Campos.
Em conversa com este blog, na noite dessa quinta-feira (26), o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (MDB), foi enfático ao comentar os recentes embates entre as bancadas de governo e de oposição na Casa.
De acordo com Porto, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de Pernambuco está atrasada por causa do deputado Antônio Coelho (UB), presidente da Comissão de Finanças da Alepe.
“Antônio Coelho foi o grande arquiteto. Foi quem planejou tudo para engessar de todo jeito o governo do Estado. Agora, ele quer desatar o nó e está vendo que não vai conseguir”, disparou o presidente.
Segundo Porto, Antônio Coelho mudou de ideia após o seu grupo político se aproximar da governadora Raquel Lyra (PSD), visando espaço no Poder Executivo e às eleições de outubro.
“Ele vai ter que prestar contas para Raquel, por conta dos cargos que assumiram no Estado, e também porque está esperando uma vaga para senador (na chapa de Raquel)”, destacou Porto.
Álvaro Porto ainda disse acreditar que a federação União Progressista terá apenas um candidato a senador em Pernambuco e que não será o ex-prefeito de Petrolina (Sertão), Miguel Coelho (UB), irmão de Antônio Coelho.
“Essa vaga vai depender da federação e principalmente de Eduardo da Fonte (deputado federal), que tem uma boa chance de ser candidato a senador. Acredito que a federação não vai apresentar dois candidatos. Vai apresentar um e, se tiver de apresentar apenas um, tenho certeza de que o senador vai ser Eduardo da Fonte”, enfatizou.
Porto conversou com o blog durante a filiação do filho dele, Gabriel Porto, ao PSB, partido pelo qual irá disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Manobra
A bancada governista tentou uma manobra na Alepe para aprovar a LOA, na manhã dessa quinta-feira (26), realizando uma reunião extraordinária da Comissão de Finanças no plenário. Mas o vice-presidente da Casa, Rodrigo Farias (PSB), anulou o encontro sob o argumento de que é necessário publicar a pauta da comissão com pelo menos quatro horas de antecedência.
O espaço está aberto para que o deputado estadual Antônio Coelho possa se pronunciar, caso ache necessário.
Federação União Progressista movimenta o jogo e pode reforçar palanque de Raquel Lyra
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
A governadora Raquel Lyra (PSD), que até então não anunciou os nomes que formarão sua chapa em busca da reeleição, tem agora a oportunidade de compor com o presidente da Federação União Progressista em Pernambuco, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP).
Depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o pedido de registro da federação entre os partidos União Brasil e Progressistas, ontem (26), Raquel ganhou a chance de fortalecer o palanque, se deixar as mágoas de lado e ceder uma das vagas ao Senado para que Da Fonte concorra à Casa Alta.
A relação entre o parlamentar e a governadora ficou estremecida depois das articulações de bastidores que davam conta das conversas entre Eduardo da Fonte e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que vai disputar o Governo do Estado contra Raquel.
Era “todo mundo conversando com todo mundo”, como disse a própria gestora em entrevistas, mas ela não gostou de saber que Dudu, como é mais conhecido o deputado, poderia compor com João Campos, depois de ter participado do governo por três anos.
O contexto mudou. João montou a chapa dele com nomes de competitividade inquestionável, alinhados ao presidente Lula (PT), em um Estado lulista, e deixou no ar a imagem de que Raquel está atrasada no anúncio de seu time e sem muitas opções tão competitivas quanto o grupo escolhido pelo prefeito. Até ontem, porque a homologação da federação fortaleceu Eduardo da Fonte para a disputa e, por consequência, pode reforçar o palanque de Raquel.
Nacionalmente, a federação tem a maior bancada na Câmara Federal, com 103 deputados, e a terceira maior do Senado, com 12 parlamentares. Contará com o Fundo Eleitoral de R$ 900 milhões. Em Pernambuco, tem a maior bancada da Assembleia Legislativa (Alepe).
Eduardo da Fonte assumiu o grupo no Estado já adiantando que está aberto ao diálogo. Disse que vai procurar Miguel Coelho (UB) e tentar construir a unidade em torno da reeleição da governadora. Amenizou a demissão de alguns aliados dele da gestão Raquel Lyra. Na época, comentou que a governadora foi precipitada, mas ontem fez questão de enfatizar que são águas passadas. Afirmou que foi um momento de tensão e estresse já superado. “A homologação da federação zera o jogo”, frisou.
É bom Raquel decidir logo – Embora Eduardo da Fonte já tenha adiantado que vai trabalhar pela reeleição da governadora Raquel Lyra como presidente oficial em Pernambuco da federação mais poderosa do país, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), não desistiu de ter o grupo ao seu lado. De acordo com informações do Blog Dantas Barreto, do Diario de Pernambuco, João Campos afirmou, ontem (26), que “até a eleição tem muito diálogo”, após entregar a segunda etapa do Parque da Tamarineira. João sinalizou que mantém as portas abertas para a federação.
Tensão na Alepe – O presidente da Alepe, Álvaro Porto (MDB), rechaçou a manobra da bancada governista tentada na sessão ordinária de ontem (26) e considerou como “tentativa de golpe”. “O que vivemos hoje na Alepe foi uma tentativa de golpe parlamentar por parte da base do governo! Felizmente, conseguimos impedir a tempo esse brutal desrespeito ao regimento da Casa. Nenhuma manobra em troca de cargos na máquina estadual e indicações para chapa vai prosperar enquanto eu presidir a Alepe, missão que me honra muito”, afirmou.
O que disse a líder – Líder da bancada governista, a deputada Socorro Pimentel (PSD) enviou nota à imprensa na qual afirmou: “Nossa iniciativa teve como único objetivo dar celeridade aos trâmites legislativos, respeitando integralmente as normas regimentais e constitucionais, inclusive quanto à prioridade que os projetos orçamentários possuem na pauta. Também adotamos procedimento previsto no Regimento, com a apresentação de pareceres orais em plenário, prática consolidada na Casa em situações como esta”.
Prazos – Os governistas se queixam da demora para aprovação da LOA. Segundo Socorro Pimentel, o Projeto de Lei nº 3694/2026, que trata da Lei Orçamentária Anual (LOA), já ultrapassa, com ampla margem, o prazo constitucional de 45 dias previsto no artigo 22 da Constituição Estadual, o que autoriza sua inclusão na Ordem do Dia. “É fundamental garantir a aprovação da LOA. Nunca se viu, na história recente, o orçamento do ano vigente deixar de ser aprovado, e isso compromete diretamente o funcionamento do Estado”, destacou a líder.
Ordem do Dia – O presidente da Assembleia, no entanto, lembrou que o Regimento da Casa, no seu artigo 193, é muito claro: “A pauta de deliberação do Plenário deve estar previamente definida na Ordem do Dia, cuja elaboração é de competência exclusiva da Presidência. O que não aconteceu”, reforçou Álvaro Porto. “Portanto, o vice-presidente Rodrigo Farias assumiu a presidência da sessão e anulou todos os atos, como manda a norma”, disse. “Ressalto que, em 191 anos de história desta Casa Legislativa, nenhuma matéria foi deliberada em plenária sem que estivesse devidamente pautada na Ordem do Dia e publicada em Diário Oficial com a devida antecedência, sendo princípio basilar do processo legislativo”, acrescentou o presidente.
CURTAS
Legislativos municipais – A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou do 8º Congresso Regional de Gestores Públicos (LEGIS – Edição Paraíba), em João Pessoa, que reuniu representantes de legislativos municipais de todo o Nordeste e foi homenageada com a Comenda Liberato Costa Júnior, em reconhecimento à atuação voltada ao fortalecimento do legislativo municipal de Pernambuco.
Homenagem – A vereadora do Recife e professora da UFPE, Liana Cirne (PT), promoveu, ontem (26), na Câmara Municipal, reunião solene em homenagem aos 47 anos da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (ADUFEPE). A iniciativa reconheceu a trajetória histórica da entidade na defesa da educação pública, da universidade e dos direitos das professoras e professores.
Caminho natural – O pré-candidato a deputado federal Gabriel Porto, filho de Álvaro Porto, afirmou que entrar no PSB foi um passo natural. Ele assinou, ontem (26), a ficha de filiação. “Pela relação que estabelecemos com o prefeito João Campos, futuro governador de Pernambuco, e pelos ideais que compartilhamos, a adesão às fileiras do PSB pareceu um passo natural”, disse.
Perguntar não ofende: Quando Raquel Lyra vai anunciar Eduardo da Fonte seu candidato ao Senado?
O prefeito do Recife e presidente nacional do PSB afirmou que o grupo político liderado por ele não nega a política e faz a política trabalhar em prol da população. A declaração foi feita na noite desta quinta-feira (26), no ato de filiação de dois pré-candidatos ao PSB, realizado na sede do partido, no Recife.
Ao falar sobre estados que tem sucesso na realização de investimentos públicos e desenvolvimento de empresas, o pré-candidato ao governo do estado ressaltou que a força política é canalizada para a união dos atores em busca dos objetivos.
“Esse dia de hoje é um símbolo disso, de a gente poder fortalecer ainda mais o nosso conjunto e poder buscar esse resultado na urna e depois ele vai ser representado na melhoria no dia a dia da vida das pessoas. Então, aqui é um time que não nega a política, que faz política, que gosta de política, que vê se na política e que bota a política pra trabalhar pro povo”, declarou Campos.
Na ocasião, o médico Gabriel Porto, filho do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), foi o primeiro a ter a ficha de filiação abonada pelo pré-candidato a governador. Outro médico, Bruno Marques, filho do prefeito de Petrolândia, Fabio Marques (Republicanos) também se integrou às fileiras do partido.
O ato também foi prestigiado pelo pré-candidato a vice na chapa de João Campos, Carlos Costa (Republicanos) e pela pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT).
Com duras críticas ao vazamento de informações, o STF decidiu hoje derrubar a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prorrogação da CPMI do INSS. Os trabalhos da comissão devem se encerrar até sábado.
Apenas o ministro Luiz Fux seguiu o voto de Mendonça. Ele entendeu que o adiamento deveria ser concedido diante da perspectiva de encerrar os trabalhos da comissão já no próximo sábado —o que, para o ministro, representaria uma “clara violação do direito subjetivo dos parlamentares impetrantes”. As informações são do UOL.
Os outros oito ministros consideraram que as CPIs devem ter prazo determinado para acabar. Também entenderam que não cabe ao STF interferir na decisão de prorrogar ou não os trabalhos de comissões parlamentares.
Mendonça havia atendido a um pedido de representantes da CPMI do INSS. Eles haviam acusado de omissão o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Sessão foi marcada por críticas a vazamentos e pedidos de quebras de sigilo feitos nas duas comissões em andamento hoje no Congresso. Ministros lembraram que somente a CPMI do INSS aprovou mais de mil quebras de sigilo. Também criticaram pedidos de quebras de sigilo bancário sem embasamento necessário, além dos recentes vazamentos de mensagens íntimas do banqueiro Daniel Vorcaro com sua namorada.
Gilmar Mendes, decano do tribunal, foi o ministro que mais se exaltou. Ele pediu a palavra durante o voto de Flávio Dino e chegou a se dirigir aos parlamentares presentes no plenário para afirmar que eles sabiam que é ilegal pedir quebras de sigilo sem embasamento necessário e atribuiu às comissões os vazamentos de informações sigilosas, o que classificou de “abecedário de abusos”.
Flávio Dino foi o primeiro a discordar de Mendonça. Ele foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Kássio Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Luiz Edson Fachin.
Dino afirmou a função do Poder Legislativo de realizar investigações é “atípica” e está limitada ao que prevê a Constituição. Ele reiterou que as comissões parlamentares devem ter prazo definido, por isso, como nos inquéritos policiais, não há prorrogação automática das investigações, que precisam de autorização da Justiça
Alexandre de Moraes destacou que comissão chegou a criar link para vazar documentos à imprensa. Ele disse que a comissão se desvirtuou e que estaria querendo uma “prorrogação automática do desvirtuamento absolutamente inconstitucional”. Ministro ainda apontou que Mendonça teria interpretado regimentos da Câmara, do Senado e do Congresso em sua decisão e que o STF já tem precedente no sentido de que não cabe à corte interpretar regimentos internos de outros poderes.
“A CPMI fez, presidente, um link com dados sigilosos de todos, toda a prova da Polícia Federal de contatos, agendas, telefonemas, e distribuiu para os jornalistas. A CPMI fez um quadradinho com imagens e fotos, inclusive de colegas parlamentares, e foi necessário o ministro André determinar imediatamente o retorno disso, pelo total desrespeito, ou seja, se desvirtuou e quer uma prorrogação automática do desvirtuamento absolutamente inconstitucional”, ressaltou Alexandre de Moraes ao votar contra prorrogação da CPMI do INSS.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, lidera, em São Paulo, o Fórum Regional de Seguridade Social para as Américas. O evento reúne delegações de 40 países para discutir políticas públicas nas áreas de saúde, assistência social e previdência, que compõem o sistema de seguridade social. O encontro tem como objetivo promover a troca de experiências e debater soluções para desafios comuns, como o envelhecimento populacional e a informalidade no mercado de trabalho.
Durante a cerimônia de abertura, nesta quinta-feira (26), o ministro destacou o papel da Previdência Social brasileira na ampliação do acesso a direitos. “Mais do que indicadores estamos falando de dignidade, de acesso a direitos fundamentais. Neste governo, fizemos a escolha política de cuidar das pessoas e tirar os mais vulneráveis da invisibilidade e incluí-los no orçamento”, afirmou.
Wolney Queiroz também ressaltou a importância da cooperação internacional para o enfrentamento dos desafios do setor. “A troca de experiências entre os países é um dos instrumentos mais poderosos que temos. Essa integração e essa agenda multilateral que nós fortalecemos é um símbolo de resistência”, declarou. Durante o evento, o ministro participou ainda de reuniões bilaterais, incluindo encontro com o ministro do Trabalho e Seguridade Social da Jamaica, Pearnel Charles Jr., além da apresentação de iniciativas como o PREVBarco e a Perícia Conectada.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), voltou a comentar sobre o impasse da Lei Orçamentária Anual (LOA) e classificou a situação como inédita no estado. A fala foi durante discurso realizado na formatura de 230 novos policias científicos, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, nesta quinta-feira (26).
“Botamos dinheiro novo, arrumamos a casa, conseguimos operações de crédito aprovadas na Assembleia. Colocamos Segurança Pública como prioridade no orçamento. Esse mesmo orçamento, que até agora não foi votado neste ano. Inédito em Pernambuco”, disparou a governadora. As informações são do Blog da Folha.
Mais cedo, na manhã desta quinta, deputados governistas solicitaram uma reunião extraordinária da Comissão de Finanças da Alepe, sob a presidência de Aglailson Victor (PSD), e aprovaram o parecer final da LOA e seguiram para a votação em plenário.
Apesar da decisão, o vice-presidente da Casa, Rodrigo Farias (PSB), conseguiu anular a reunião. O parlamentar justificou que para que uma votação seja realizada, é preciso publicar a pauta da comissão com ao menos quatro horas de antecedência.
Presente na pauta com a governadora, o deputado Antônio Moraes (PP) criticou a decisão em discurso e afirmou que um colega deputado foi agredido durante a reunião, ao terem tomado o seu microfone.
Sem citar o episódio, Raquel Lyra afirmou que continuará trabalhando independente das pessoas que queiram “criar confusão”.
“Nós não nos paralisaremos a despeito daqueles que imaginam que criar confusão, que querer colocar os homens na frente da gente, vai desviar a gente do caminha”, disse.
Participei, na noite desta quinta-feira (26), em Salgueiro, do Encontro Nacional de Gestores e Legislativos Municipais, promovido pela União dos Vereadores do Brasil (UVB), no auditório do Salgueiro Plaza Hotel. Apresentei o meu livro “Os Leões do Norte” e falei para um público formado por vereadores, gestores públicos, jornalistas, radialistas e blogueiros, num momento de reflexão e aprendizado para quem atua no Legislativo municipal.
A receptividade foi tão grande que, após a primeira palestra sobre o conteúdo da obra e esse quase um século de gestão pública em Pernambuco, fui convidado a fazer uma segunda exposição, desta vez sobre o cenário eleitoral nacional e seus desdobramentos no Estado.
Com o presidente da Câmara de Salgueiro, Léo Parente; o presidente da Câmara de Mirandiba, Cassiano Lopes; e o presidente da UVB Pernambuco, Edmilson Henauth
Compuseram a mesa o presidente da Câmara de Mirandiba, Cassiano Lopes (União Brasil), o presidente da Câmara de Salgueiro, Léo Parente (PRD), e o presidente da UVB Pernambuco, o médico e ex-vereador de Bonito, Edmilson Henauth (PT), responsável pela organização do encontro.
O público presente
“Os Leões do Norte” reúne 22 minibiografias de ex-governadores de Pernambuco (1930–2022), fruto de extensa pesquisa jornalística e historiográfica, resgatando a memória política e institucional do Estado e promovendo o debate sobre os legados das gestões ao longo do tempo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu a precariedade dos hospitais federais do Rio de Janeiro à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente esteve nesta quinta-feira (26) em Niterói, na abertura da Caravana Federativa do Governo Federal.
Lula fez referência ao Hospital Federal do Andaraí, municipalizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2024. Segundo o presidente, a gestão passada foi responsável pela pela “mercantilização” do setor hospitalar no estado. As informações são da CNN.
“Os hospitais federais aqui do Rio de Janeiro estavam na mão da família Bolsonaro, que não cuidou desse hospital com o mínimo de respeito. A cozinha não funcionava, a UTI não funcionava, a emergência não funcionava. O que era mais grave: os funcionários do hospital Andaraí pagavam o estacionamento para colocar o carro pra ir trabalhar. O hospital tinha sido mercantilizado. E não sei que tipo de gente tomava conta daquele hospital”, afirmou o presidente.
Em outra visita à capital do estado, em fevereiro, Lula afirmou que os hospitais da região foram usados como “moeda de troca eleitoral” em momento de campanha.
Lula participou da abertura da Caravana Federativa do Governo Federal no Centro da cidade do Rio de Janeiro. O evento teve como objetivo ampliar o acesso a programas sociais, serviços e investimentos da União. Ele afirmou que o governo firmou um acordo com a Prefeitura da capital de repasse de recursos com a meta de transformar os hospitais federais em “centros de excelência”.
A CNN procurou o senador Flávio Bolsonaro para comentar as declarações do presidente e aguarda retorno.
Pré-candidato ao Senado e presidente do União Brasil em Pernambuco, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho disse ver vantagem na possível chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) com participação do Partido Progressista. A sigla integra a Federação União Progressista, com o também pré-candidato ao Senado Eduardo da Fonte.
Miguel falou com Diario, nesta quinta (26), após a divulgação da homologação na Justiça da federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas. As informações são do Diario de Pernambuco.
“Isso para a federação seria ótimo, né? A gente tem time, a gente tem quadro, Dudu sem dúvida alguma é um quadro qualificado que pode ocupar essa vaga. Se Dudu puder vir convergir a isso aqui, óbvio essa é uma decisão da governadora Raquel Lyra, vamos defender isso. Mas se não, vamos buscar alguém que possa somar e complementar ainda mais com a gente”, disse.
Nos bastidores políticos, o nome do deputado federal Túlio Gadelha (Rede) é cogitado para a segunda vaga para a disputa do Senado na chapa de Raquel.
Gadelha, no entanto, lançou em seu partido a pré-candidatura do reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, para o governo do estado. A confusão é ainda é maior, uma vez que o PSOL, partido que tem federação com a Rede, também lançou o ex-vereador Ivan Moraes para a disputa.
Homologação da Federação União Progressista
Segundo Coelho, a homologação da Federação, aguardada desde agosto de 2025, concretiza o grupo como “a maior força política partidária do Brasil”, mas que “que com uma capilaridade tão grande, as divergências de ideias e posicionamentos são naturais de uma democracia”. O pré-candidato ressaltou que mesmo com a presidência da Federação no estado estando com o PP, a resolução do apoio na disputa pelo Governo de Pernambuco, será feita de forma conjunta.
“Em Pernambuco, a gente entende a composição que foi feita, que a presidência ficará com o deputado Eduardo da Fonte do PP, e a vice-presidência comigo do União. Então não tem decisão unilateral, todas as decisões, principalmente no que diz as eleições, sejam proporcionais ou majoritárias, têm que ser de forma unânime com o apoio dos dois partidos, tanto do União quanto com o PP”, afirmou.
Ainda que o PP não tenha oficializado o apoio à governadora Raquel Lyra (PSD) no pleito de outubro, o ex-prefeito de Petrolina se diz tranquilo quanto à decisão de integrar sua chapa majoritária. “Até esse movimento da gente estar junto da governadora Raquel Lyra, que era um posicionamento que o PP já tinha, pode ajudar a buscar essa convergência (entre a federação) de forma mais clara. O União já tomou sua decisão e o PP, na sua grande maioria, já está aqui (apoiando Raquel). Vou trabalhar para que a federação venha por inteiro”, afirmou.