Merendeiras que atuam em escolas da rede estadual anunciaram paralisação das atividades a partir da próxima semana, em Arcoverde, no Sertão do Estado, em protesto contra atrasos no pagamento de salários e benefícios. O anúncio foi feito durante reunião realizada na quadra da Escola Supletiva do município, onde as trabalhadoras relataram falta de respostas da empresa terceirizada responsável pelos contratos e ausência de previsão para a regularização dos valores.
Segundo as profissionais, a paralisação foi definida após tentativas de negociação com a empresa, que, de acordo com o relato, atribuiu os atrasos à falta de repasses do Governo do Estado. “Promessa a gente já teve demais. As merendeiras só vão voltar a trabalhar quando estiver tudo em dia, salário e benefícios”, afirmou Elma, merendeira do município de Ibimirim. Ela acrescentou que há divergência de informações sobre os pagamentos e que a categoria busca esclarecimentos formais sobre a origem do problema.
As trabalhadoras informaram ainda que pretendem acionar o sindicato da categoria e buscar providências administrativas e judiciais para garantir o recebimento dos valores em atraso. Caso não haja solução, a paralisação poderá se estender para outras cidades a partir dos próximos dias. “A gente precisa saber onde está a falha nesse caminho, porque sem resposta nenhuma, nenhuma merendeira do Estado vai trabalhar enquanto não receber”, disse a representante do grupo.














