Desde que assumiu o Governo, esta foi, sem dúvida, a melhor manifestação feita pela governadora Raquel Lyra (PSDB). Os pernambucanos estão agora, certamente, mais esperançosos que Magno regresse para a capital.
Se todos fossem tratados como o “nosso Magno”, Pernambuco seria, na verdade, magnânimo.
A denúncia de espionagem ilegal praticada pela Polícia Civil de Pernambuco contra auxiliares do prefeito do Recife, João Campos (PSB), segue repercutindo entre personalidades políticas, jurídicas e da sociedade civil.
Nesta quarta-feira (28), o assunto entrou na pauta da 2ª Reunião Ordinária do Conselho Superior do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Em pronunciamento, o primeiro conselheiro do colegiado e ex-procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon, condenou o episódio e pediu apuração rigorosa da estrutura do MPPE responsável pela fiscalização e controle da atividade policial.
“Fui estudante de Letras e de Direito na Católica e na Federal ao mesmo tempo. Eu era monitorado pelo regime. Fiquei pensando que tudo tinha acabado. De repente, me deparo com uma situação chata, preocupante. Toda a imprensa nacional falando de um monitoramento, rastreamento, sem o devido processo legal. E o mais grave: por um órgão que não tem competência para isso, que é o Dintel [Diretoria de Inteligência]. Teria que ser demandado por outro. Não tem nada formalizado. A conduta é totalmente contra o Estado Democrático de Direito e o que o Ministério Público sempre luta”, opinou.
Fenelon disse que mais grave que o monitoramento sem respaldo legal foi o fato de o Governo de Pernambuco ter insistido no argumento de que a medida foi correta. Essa posição foi externada, na segunda-feira (26), pelo secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, e reforçada na terça (27) pela governadora Raquel Lyra (PSD). “Ter ocorrido já foi uma grande preocupação. E o secretário dizer que é legal… eu não vinha falar desse assunto, mas vi o pronunciamento dizendo que era legal. Soube que o MP já fez ofício. Isso é muito bom. Mas é necessária uma apuração rigorosa. É necessário apurar a verdade, seja quem for o culpado. Não estou falando quem é o culpado, entrando no mérito, mas na forma desrespeitosa que atinge diretamente o Estado Democrático de Direito, fere a Constituição, fere a lei penal, fere tudo”, disparou.
O procurador também defendeu a entrada do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no caso para auxiliar o Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa Social e Controle Externo da Atividade Policial diante dos apelos para que o MPPE apure um possível uso político da polícia em ano eleitoral. Por fim, voltou a criticar a arbitrariedade do monitoramento contra o secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro, e do irmão dele, Eduardo Monteiro, sem o devido processo legal. “É necessária uma apuração rigorosa para saber quem é o responsável. Hoje, quando saí de casa, pedi para o zelador olhar embaixo do meu carro. Qualquer um de nós pode ser investigado hoje”, asseverou.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), relatou a líderes nesta quarta-feira (28) a intenção de votar o texto do acordo entre Mercosul e União Europeia na Casa até o Carnaval. O Congresso Nacional retoma os trabalhos na próxima semana e aguarda o envio da mensagem presidencial sobre o tratado para iniciar a análise.
“O presidente quer que se vote o acordo até o Carnaval”, afirmou o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), a jornalistas após reunião do colégio de líderes. Nesta quarta, o líder governista também indicou que debateria o envio do acordo com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
“[O acordo] é a prioridade das prioridades do presidente Hugo Motta e nossa do governo. Eu estou saindo para conversar com a ministra Gleisi para agilizar a chegada do documento”, disse Guimarães. As informações são da CNN.
O tratado foi assinado em 17 de janeiro e ainda passará por uma análise jurídica pelo Tribunal de Justiça da União Europeia. Para entrar em vigor, no entanto, também depende do aval dos parlamentares dos países envolvidos.
“Sobre o Acordo Mercosul-UE, assim que chegar à Casa, daremos celeridade”, afirmou Hugo Motta em publicação nas redes sociais.
Para adiantar a análise, segundo líderes ouvidos pela CNN, o texto do acordo deve ser analisado pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) e, depois, diretamente pelo plenário da Câmara. Assim, não passaria pela análise das comissões permanentes da Casa.
Composta por deputados e senadores, a representação brasileira no Parlasul é presidida pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que participou da reunião do colégio de líderes nesta quarta e deve ser um dos responsáveis por articular a tramitação do acordo.
Após o aval dos deputados, o tratado deve seguir para a análise do Senado.
A vereadora Célia Galindo publicou, nesta quarta-feira (28), uma nota pública cobrando da governadora Raquel Lyra e da Secretaria Estadual de Educação a regularização do pagamento dos salários das merendeiras que atuam em escolas da rede estadual em Arcoverde. Segundo a parlamentar, há casos de até três meses de atraso nos vencimentos, mesmo com as profissionais mantendo as atividades normalmente.
De acordo com Célia Galindo, o gabinete tem recebido relatos frequentes de merendeiras em situação de dificuldade financeira, muitas delas responsáveis pelo sustento da família. “São mulheres que trabalham diariamente, cumprem suas obrigações e, ainda assim, estão há meses sem receber”, afirmou a vereadora, ao destacar o impacto direto dos atrasos na vida das trabalhadoras.
Na nota, a parlamentar também cobrou providências do Governo do Estado e da empresa responsável pela terceirização do serviço, a Unika Terceirização e Serviços LTDA, defendendo que não haja transferência de responsabilidades enquanto o problema persiste. “Não adianta empurrar a responsabilidade de um lado para o outro. Salário é direito, é dignidade”, declarou.
O senador Fernando Dueire (MDB-PE) se reuniu, em Brasília, com o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, para tratar de propostas voltadas ao fortalecimento dos municípios brasileiros. O encontro ocorreu na sede da entidade e teve como foco o debate de iniciativas consideradas estruturantes para as gestões locais e para a agenda municipalista no Congresso Nacional.
Durante a reunião, Dueire apresentou a inclusão de dois projetos estratégicos na pauta da CNM, sendo um de sua autoria. Entre as propostas está a criação de um Plano Nacional de Recuperação das Estradas Vicinais, com o objetivo de melhorar a infraestrutura rural e facilitar o escoamento da produção agropecuária. O senador destacou a importância do tema para a execução de políticas públicas no âmbito local. “É nos municípios que a vida acontece e é lá que as políticas públicas precisam chegar com eficiência, respeito e previsibilidade”, afirmou.
Também foi discutida uma proposta elaborada pela CNM para revisar os critérios de distribuição das emendas parlamentares, com a finalidade de ampliar o direcionamento de recursos para municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, avaliou positivamente a iniciativa apresentada pelo senador. “O senador Fernando Dueire é municipalista e esse projeto vai ao encontro das necessidades dos municípios”, declarou.
Soube, há pouco, que o tour carnavalesco do presidente Lula (PT) começará pelo Galo da Madrugada, no sábado, no Recife, atendendo a convite do prefeito João Campos (PSB). Daqui a pouco, mais detalhes.
O ano de 2026 pode entrar para a história do cinema brasileiro como o ano em que conquistamos o Oscar. Para a história política de Pernambuco, 2026 já tem lugar reservado.
O cronograma do Oscar nos obriga a esperar até o próximo dia 15 de março para o mundo saber se “O Agente Secreto”, o filme de Kleber Mendonça Filho, será ou não premiado.
Já o que temos presenciado no âmbito do Governo do Estado dispensa calendário. A violência contra a democracia surgiu sem data marcada e seus desdobramentos não têm prazo.
“A vida imita a arte” é um velho ditado cuja veracidade a governadora Raquel Lyra cuidou de demonstrar à população pernambucana e ao Brasil.
Raquel, a agente secreta da terra do Leão do Norte, assumiu o papel vivido no filme por Wagner Moura com o objetivo de destruir adversários políticos às custas da estrutura funcional do estado.
O desempenho da atriz revelada pela política bem que poderia ter ficado nos limites da ficção, mas ela foi muito além e trouxe para a realidade de nossos dias o passado de triste memória da ditadura.
O roteiro do filme de Kleber é imutável. O da agente secreta pernambucana, não. Os próximos dias e meses dirão até onde a imitação da arte que Raquel tem patrocinado pode chegar.
Continuaremos cada vez mais na torcida por “O agente secreto”. O Brasil espera que os jurados nos contemplem com a alegria da vitória.
Quanto à governadora, quem torce pela democracia deseja que seja premiada com as penas da lei. O Oscar reservado para ela não pode ser o da impunidade.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado “melhor” do que a gestão de Jair Bolsonaro (PL) para 40% dos brasileiros, segundo pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (28). Outros 39% consideram “pior” — o que representa um empate técnico entre as taxas.
Para 20% dos eleitores, as administrações são iguais, enquanto 1% não soube responder.
Em abril de 2023, durante o primeiro ano do atual mandato de Lula, 46% acreditavam que a gestão do petista era melhor que a de Bolsonaro, ou seja, houve um declínio de 6 pontos percentuais. As informações são da CNN.
Já os que julgam a atual administração federal como pior do que a anterior eram 36%. Desde 2023, este índice cresceu 3 pontos percentuais.
A pesquisa PoderData entrevistou 2.500 pessoas, por telefone, entre os dias 24 e 26 de janeiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Apesar de ser ano eleitoral, o levantamento não tem registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por não se tratar de uma pesquisa de intenção de voto.
O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, participa nesta quarta (28) e quinta-feira (29) do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, realizado na Cidade do Panamá. Convidado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), o gestor integra a comitiva brasileira ao lado do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Diego Cabral participa como palestrante da mesa fechada “Ecossistema Subnacional: Fator de crescimento econômico e sustentabilidade para a região”.
O evento é organizado pelo CAF em parceria com o governo do Panamá e reúne presidentes, autoridades políticas, empresários e especialistas internacionais para discutir desafios econômicos e institucionais da América Latina e do Caribe. A abertura conta com a presença dos presidentes José Raúl Mulino (Panamá) e Lula (Brasil), além do presidente do CAF, Sérgio Díaz-Granados, do presidente do Equador, Daniel Noboa, e do economista James Robinson, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2024.
Segundo Diego Cabral, a participação no fórum permite apresentar experiências locais e dialogar com gestores de outros países. “É uma oportunidade de compartilhar iniciativas desenvolvidas em Camaragibe e debater caminhos para o crescimento econômico e a sustentabilidade”, afirmou. A edição de 2026 reúne mais de 150 líderes e especialistas, com painéis sobre temas como infraestrutura, comércio, inovação, sustentabilidade, competitividade e desenvolvimento regional.
As mudanças nas provas práticas para obtenção da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) começaram a ser implementadas em alguns estados, mas ainda avançam de forma desigual pelo país. Enquanto nove unidades da federação já adotaram alterações no formato do exame —como o fim da baliza e a flexibilização do uso de veículos—, Pernambuco, assim como a maior parte dos estados, aguarda a publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, que deve padronizar a aplicação das novas regras.
As mudanças fazem parte de um pacote mais amplo de reformulação do processo de habilitação, que inclui digitalização de etapas, redução de custos e foco maior na avaliação da condução em situações reais de trânsito.
As alterações nas provas práticas estão inseridas em uma reformulação do modelo de habilitação no país. Entre as principais mudanças previstas estão o fim do prazo de vencimento do processo de CNH, maior flexibilidade na formação teórica —com possibilidade de ensino presencial ou a distância—, ampliação do tempo mínimo do exame teórico e digitalização de certificados. As informações são da Folha de S. Paulo.
Também estão previstas a redução da carga horária mínima de aulas práticas, a substituição do modelo eliminatório por um sistema de avaliação por infrações no exame prático, a possibilidade de provas em veículos com câmbio automático e a adoção de um banco nacional de questões teóricas. A CNH passa a ter prioridade em formato digital, com acompanhamento das etapas pelo aplicativo oficial.
Estados que já implementaram mudanças na prova prática:
Alagoas O Detran-AL passou a realizar as provas práticas sem baliza e sem meia embreagem. O candidato pode escolher, no agendamento, se fará o exame com veículo particular ou com carros do Detran ou de autoescolas, com câmbio manual ou automático.
Amazonas Desde dezembro, o Amazonas adotou o novo modelo de exame prático, com retirada da baliza e da fila indiana. As mudanças já estão em funcionamento em todo o estado.
Amapá O exame prático no Amapá deixou de exigir baliza. O estado também iniciou a coleta de biometria e retirou a prancha do exame de motocicleta.
Distrito Federal Já implementou o fim do prazo de vencimento, aulas teóricas presenciais ou EaD, menos horas práticas e provas com avaliação por infrações. Todo o processo passa a ser digital, com CNH preferencialmente eletrônica e banco nacional de questões. Por enquanto, mantém a baliza.
Espírito Santo O Espírito Santo já operacionaliza praticamente todas as mudanças. Não há mais baliza no exame de carro nem prancha no exame prático de motocicleta.
Goiás O Detran-GO retirou baliza, aclive e rampa dos exames, adotando prova prática em etapa única, baseada no trajeto. O estado permite aulas e provas em veículos manuais ou automáticos, inclusive particulares.
Maranhão O Detran-MA adotou nova sistemática de pontuação, permitindo até dez pontos para aprovação. A retirada da baliza está prevista para fevereiro e o uso de veículos automáticos segue em fase de ampliação.
Mato Grosso do Sul O estado retirou a baliza do exame prático, reduziu valores da CNH e adotou novo modelo de pontuação, permitindo até dez pontos, conforme a gravidade das infrações.
Pará O Detran-PA já retirou a exigência de baliza e passou a aplicar a nova pontuação nos exames práticos. A prova com veículos particulares, manuais ou automáticos, está em fase de implementação.
São Paulo O Detran-SP eliminou a baliza do exame prático e passou a permitir provas com veículos automáticos. A avaliação prioriza a condução em circulação e o respeito à sinalização.
Acre, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins, Minas Gerais e Paraná aguardam a publicação de um manual pelo Ministério dos Transportes para implementação.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 53% dos brasileiros, segundo uma pesquisa do PoderData divulgada nesta quarta-feira (28).
Por outro lado, 41% aprovam a administração federal, comandada pelo petista. São 6% os que não sabem.
A desaprovação do governo cresceu 14 pontos percentuais desde a primeira pesquisa, realizada no início do atual mandato. À época, a gestão do chefe do Executivo era reprovada por 39%. As informações são da CNN.
Já a aprovação, diminuiu 11 pontos percentuais. Em janeiro de 2023, o governo de Lula era aprovado por 52%.
Ainda segundo a pesquisa, a gestão de Lula tem aprovação maior do que o próprio presidente. O desempenho pessoal petista é aprovado por 34% dos eleitores e desaprovado por 57%.
A pesquisa PoderData entrevistou 2.500 pessoas, por telefone, entre os dias 24 e 26 de janeiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Apesar de ser ano eleitoral, o levantamento não tem registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por não se tratar de uma pesquisa de intenção de voto.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), desmentiu notícias que foram publicadas de que ele teria desistido de concorrer a uma vaga para o Senado em outubro. De fato, Ibaneis se mantém por ora na disputa. Mas o Correio Político apurou que ele cogitou, sim, a possibilidade de desistir da disputa.
A cogitação foi tema de uma reunião recente, na qual participaram Ibaneis, seus advogados e aliados. O martelo não foi batido, e pode até ser que Ibaneis, como declara agora, deixe o governo em abril para disputar o Senado. Mas, diante do agravamento das denúncias sobre o Banco Master, a possibilidade de permanecer no governo foi aventada e, segundo apurado, não está descartada.
Importante é controle da base No caso, Ibaneis manteria o foro especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mas especialmente Ibaneis conseguiria manter controle sobre sua base na Câmara Legislativa do DF. Essa seria a maior preocupação. Foi protocolado um pedido de impeachment do governo, feito pelo PSB e pelo Cidadania. O que se teme é, com Ibaneis fora do governo, a base se esfacele e as coisas avancem, tanto no campo político como jurídico.
Celina, então, teria que sair
Se Ibaneis não deixar o governo, inverte-se o jogo já há algum tempo imaginado. Por esse jogo, ele sairia para o Senado, e a vice-governadora Celina Leão (PP) assumiria o governo para disputar a reeleição. Não saindo Ibaneis, ela é que terá que se desincompatibilizar para disputar o cargo. A avaliação é que tal hipótese enfraqueceria enormemente sua candidatura. Celina não teria a máquina do GDF. E teme-se que nessa nessa hipótese não tenha nem o apoio de Ibaneis, produzindo um imenso racha no campo conservador do DF.
PL virou também problema Talvez Celina viesse a formar uma chapa forte, tendo como candidatas ao Senado a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle (PL), e a deputada Bia Kicis. Mas veria crescer ainda mais a sombra de José Roberto Arruda (PSD). Na verdade, antes do estouro do caso Master, o PL já vinha sendo um problema para Ibaneis, com a diposição de Bia Kicis de disputar uma vaga para o Senado.
MDB Assim, a cogitação de Ibaneis começou a abrir outras possibilidades. O MDB ficaria fora dos cargos importantes nessa chapa de Celina com Michelle e Bia. Por conta disso, pesquisas internas testaram que possibilidades poderia ter na disputa o deputado federal Rafael Prudente (MDB), aliado de Ibaneis.
Racha A hipótese racharia em três o campo da centro-direita no Distrito Federal. Celina sairia numa chapa com Michelle e Bia. O MDB em outra. E o PSD, finalmente, tendo José Roberto Arruda, ex-governador, que as pesquisas já colocam em segundo lugar na disputa, bem próximo de Celina Leão.
Belmonte Há ainda uma quarta hipótese no racha conservador: uma candidatura da deputada distrital Paula Belmonte. Ela deixou o Cidadania e filiou-se ao Podemos. Filiou-se também ao mesmo partido o ex-senador José Antonio Reguffe. Em 2022, o União Brasil escanteou sua candidatura ao GDF para apoiar Ibaneis.
Não se entendem O caso do DF é mais um, como o Correio Político vem destacando, de absoluta falta de entendimento no campo da direita brasileira. Na semana passada, comentamos por aqui o caso de Santa Catarina. E, como prevíamos, lá também ficou bem grande a chance de o campo conservador sair rachado em mais de uma candidatura.
Santa Catarina No sábado (24), o governador Jorginho Mello (PL) confirmou o que dissera a coluna na sexta: fechou uma chapa com o Novo, para ter Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni como seus candidatos ao Senado. A vice, o prefeito de Joinville, Adriano Silva, do Novo. Deixou o senador Esperidião Amin (PP) ferido pelo caminho.
Reações A chapa, porém, deixou de fora o MDB, com quem Mello havia se comprometido para a vice. O que fez o MDB? Rompeu com Mello. E cogita uma chapa com o PSD, para reforçar o plano de Gilberto Kassab de lançar à Presidência o governador do Paraná, Ratinho Jr, ou o do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
O comandante do Exército, Tomás Paiva, autorizou na terça-feira a aposentadoria antecipada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na trama golpista.
Com a decisão, o militar terá que deixar o imóvel que ocupa no setor militar urbano em Brasília.Também não pode ser mais promovido, encerra sua carreira na ativa, porém, pode ter outro emprego. Manterá o plano de saúde e salário, de acordo com a cota proporcional ao tempo prestado na ativa. As informações são do jornal O GLOBO.
A informação sobre a concessão da aposentadoria antecipada de Cid foi revelada pelo SBT News e confirmada pelo GLOBO.
A aposentadoria antecipada é permitida para quem tem mais de 20 anos de serviço prestado. O “pedido de baixa” foi analisado por uma comissão e submetido ao Comando do Exército, que deu a palavra final.
A carreira militar do tenente-coronel ficou congelada durante a tramitação da ação penal a que ele respondeu STF. Nessa condição, Cid não poderia ser promovido e o seu nome foi retirado da lista de promoção por antiguidade ou merecimento. Ele ainda poderia responder por crime militar devido aos fatos analisados.
Como resultado de seu acordo de delação premiada, Cid foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto. Nessa modalidade, a pessoa precisa seguir determinadas obrigações, mas não é presa.
Cid também foi o único dos réus a não recorrer da condenação. Por isso, sua pena começou a ser cumprida antes, no início de novembro. O tenente-coronel foi autorizado pelo relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, a retirar a tornozeleira eletrônica.
Entretanto, Cid está proibido de deixar Brasília e de sair de casa de noite e nos fins de semana. Além disso, não pode usar redes sociais e nem se comunicar com os demais réus do processo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem foi ajudante de ordens.