O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (21) que a América do Sul está passando por “confusões” e que tratará disso diplomaticamente, sem precisar ser “amigo” dos outros presidentes do continente. A declaração foi feita dois dias depois da eleição do direitista Javier Milei na Argentina. Lula, porém, não o citou diretamente.
“Nós estamos vivendo algumas confusões na América do Sul. Não é mais a mesma de 2002, de 2004, 2006. Vamos ter problemas políticos e, ao invés de reclamar, temos que ser inteligentes e tentar resolver. Não tenho que gostar do presidente do Chile, da Argentina, da Venezuela. Ele não tem que ser meu amigo, ele tem que ser presidente do país dele e eu tenho que ser presidente do meu país”, disse Lula. As informações são do Poder360.
Segundo o mandatário, a política deve ser feita diretamente entre Estados, sem que nenhum tenha “supremacia” sobre o outro. “Temos que sentar na mesa, cada um defendendo seus interesses. […] A gente tem que chegar a um acordo, essa é a arte da democracia.”
Na manhã desta terça, Lula ironizou o que chamou de “nova experiência” econômica que surgiu na América do Sul. Ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente contava como ele viaja o mundo para colher experiências econômicas. Neste momento, o petista disse ao ministro para que ele não siga a “nova experiência” que surgiu agora, em referência indireta à eleição de Milei na Argentina. O presidente eleito se autodeclara libertário e anarcocapitalista.
No domingo (19), dia em que saíram os resultados das eleições argentinas, o petista deu os parabéns ao novo governo, mas também não citou Javier Milei diretamente. Disse ainda que o Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto ao país vizinho.
O ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), Paulo Pimenta, afirmou na segunda-feira (20) que Lula não ligou para Milei e que cabe ao presidente eleito da Argentina contatar o brasileiro. Isso porque, segundo o Planalto, o político teria ofendido o petista “gratuitamente”. Agora, seria preciso um pedido de desculpas para começar uma conversa.
O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação, que os dirigentes do União Brasil ACM Neto e Antônio Rueda atuaram em favor do Banco Master em institutos de previdência dos estados em troca de 10% dos valores investidos na instituição. As informações são do portal UOL.
A investigação sobre os dois políticos veio à tona após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes divulgar um relatório de inteligência da Polícia Federal que cita a suposta demora do ministro André Mendonça em autorizar uma operação contra Rueda.
As propostas de delação de Vorcaro foram negadas pela PF e pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por falta de informações inéditas e ausência de garantias para a devolução dos valores oriundos das fraudes. O banqueiro tenta reabrir as negociações por uma colaboração premiada, sem sucesso.
Procurado, Rueda, candidato a deputado federal no Rio de Janeiro e presidente do União Brasil, disse ter “dificuldade em se pronunciar sobre documento ao qual não teve acesso” e negou irregularidades.
ACM Neto, que é candidato a governador na Bahia pelo União Brasil, afirmou que as “insinuações são absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas”.
A governadora Raquel Lyra (PSD) fala muito em segurança pública e em diálogo com os profissionais da área. No entanto, o Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Pernambuco realiza logo mais, às 9 horas da manhã, um debate sobre segurança pública e as demandas da categoria.
João Campos (PSB) confirmou sua presença. Raquel, por sua vez, arrumou uma agenda no interior para não participar do debate e evitar um confronto de ideias sobre as reivindicações dos policiais civis, mas, sobretudo, sobre as políticas públicas para a segurança pública de Pernambuco.
Para quem fala tanto em diálogo e demonstra tanta preocupação com a segurança, fugir justamente do debate com os profissionais que vivem diariamente essa realidade é sem dúvida uma contradição.
O ministro Alexandre de Moraes convocou um pronunciamento à imprensa para a manhã de hoje, em meio à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF).
O gabinete do ministro informou apenas o horário da manifestação e não divulgou oficialmente qual será o tema da fala.
Nos bastidores, porém, interlocutores do Supremo afirmam que a expectativa é que Moraes faça uma defesa da condução do inquérito das fake news e apresente considerações gerais sobre as investigações conduzidas no âmbito do procedimento.
O pronunciamento foi convocado um dia depois de o presidente do STF, Edson Fachin, tomar uma série de decisões para conter a crise na Corte.
Entre elas, retirou de Moraes a condução de procedimentos relacionados ao inquérito das fake news e concentrou a análise dos casos na Presidência do tribunal.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, hoje, uma operação que tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Batizada de Operação Make Up, a ação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). São cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares repassadas a uma organização da sociedade civil por meio de termo de fomento.
Segundo a PF, os investigadores identificaram indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.
Levantamentos financeiros identificaram ainda movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema investigado.
Segundo a PF, tentativas de dissimular os supostos desvios teriam continuado até julho deste ano. A PF apura ainda os repasses realizados pelo empresário Daniel Vorcaro para financiar o filme.
Áudios e mensagens indicam que o senador Flávio Bolsonaro procurou Vorcaro para pedir recursos para o projeto sobre o pai.
A investigação também busca esclarecer as circunstâncias desses pagamentos e se houve alguma contrapartida relacionada ao dinheiro repassado, hipótese negada por Flávio.
Há também uma linha investigativa destinada a verificar se dinheiro relacionado aos repasses sob apuração foi utilizado para financiar a permanência do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Revelações trazidas pela imprensa nacional – em reportagem da coluna de Andreza Matais no Metrópoles – expõem engrenagens que merecem investigação rigorosa: a existência de um suposto esquema de “Pix-comentário” direcionado a incensar a governadora Raquel Lyra e desgastar seu principal opositor, o prefeito do Recife, João Campos. O detalhe que transforma o caso em matéria de gravidade institucional é o elo direto entre quem geria esses grupos de disparo remunerado e o universo das casas de apostas em Caruaru.
Nas redes sociais, a ironia popular não tardou em traduzir o desconforto: o característico “coração roxo”, marca registrada da militância de Lyra, estaria sendo patrocinado pelo “tigrinho”. A metáfora popular escancara uma suspeita incômoda. Mensagens, áudios e comprovantes bancários apontam que internautas recebiam pagamentos via Pix para publicar comentários laudatórios à governadora e disparar críticas a Campos. Quem não cumpria a meta ou “farrapava” era sumariamente ameaçado de corte de verba e expulsão dos grupos de engajamento.
Não se trata de espontaneidade democrática; trata-se de contratação de claque digital remunerada. E o rastro do dinheiro e das relações pessoais aponta para o Agreste pernambucano.
A operadora central dos repasses, a advogada Maria Eduarda Lucena (“Duda”), possui histórico formal de atuação junto à empresa de apostas Aposta Ganha — gigante do setor sediada justamente no berço político de Raquel Lyra e patrocinadora de peso do São João de Caruaru.
O ecossistema de conexões é ainda mais entrelaçado: sócios de empresas ligadas ao esquema transitavam no grupo, e ex-servidores comissionados do Palácio do Campo das Princesas migraram para o departamento jurídico da casa de aposta.
Diante desse mosaico, as perguntas deixam de ser meras conjecturas e passam a exigir respostas formais: A quem interessa essa rede de ataque em massa? Por que uma advogada ligada a uma bet em Caruaru faria Pix em troca de bombardeio contra adversários políticos? Qual a verdadeira contrapartida? A atuação de casas de apostas em patrocínios vultosos e a proximidade de seus operadores com agentes públicos exigem rigor absoluto da Justiça Eleitoral e do Ministério Público.
O episódio traz à tona fantasmas que o eleitor pernambucano já acompanhou em outros escândalos de operações digitais sombrias reveladas pelo noticiário nacional, como o caso Amisadai Andrade. Quando o debate público é sequestrado por perfis pagos para inundar postagens jornalísticas com elogios encomendados e ataques calculados, a democracia é violada.
A governadora e seus aliados não podem se esquivar do silêncio burocrático. É urgente esclarecer a origem dos recursos que abasteceram os pagamentos, o papel dos intermediários ligados às apostas e a extensão do suposto “gabinete do ódio”. Se o coração da gestão estadual bate no ritmo do Pix de grupos paralelos, ou não, Pernambuco tem o direito e o dever de saber quem realmente está pagando a conta.
Um dos recortes da pesquisa Quaest pouco explorados foi a relação entre os dois principais presidenciáveis e os candidatos ao Governo de Pernambuco. Segundo o levantamento, 57% dos eleitores identificam que João Campos (PSB) é o nome apoiado por Lula (PT) no Estado, ainda que um percentual alto (35%) indique que não sabe ou não tenha respondido.
Quando o questionamento é feito sobre Flávio Bolsonaro (PL), porém, 26% dos entrevistados associam o apoio dele a Raquel Lyra (PSD), nome que chegou a aparecer em rascunhos do filho de Jair Bolsonaro que vieram a público no início deste ano.
O dado chama atenção porque a governadora vem fazendo um esforço enorme para não deixar explícita essa relação. Recentemente, a coligação dela conseguiu decisão da Justiça para obrigar Mendonça Filho (PL), candidato a senador do bolsonarismo, a remover bandeiras e materiais gráficos em que cola a imagem dele à dela.
Provavelmente, só recorreu a essa medida após queixas de Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), seus candidatos oficiais ao Senado. A associação de Raquel com o bolsonarismo não é fruto do acaso. Por diversas vezes em atos administrativos de seu governo, ela foi instada a usar as mãos para fazer o “L” de Lula e se absteve, mesmo na presença do presidente.
Em agosto, contudo, sem hesitar, foi flagrada dançando uma releitura do principal jingle usado na campanha de Jair Bolsonaro em 2022. No mesmo mês, ela também se deixou ser filmada enquanto participava de um culto na igreja liderada pela família da deputada federal Clarissa Tércio (PP), nome que chegou a ser cotado para a vice de Flávio Bolsonaro.
Os dados, portanto, mostram que o eleitor pernambucano começa, cada vez mais, a fazer diferenciações mais nítidas entre os palanques. João Campos vem buscando reforçar a associação com Lula, o que já trouxe resultados na própria pesquisa Quaest, em que ele cresceu e empatou tecnicamente com Raquel, que caiu.
Já a governadora consolidou uma imagem que o marketing da campanha fez de tudo para não associar a ela, mas que acabou se impondo pela própria trajetória construída em seu governo e na política.
Se em 2022, um equívoco de Simone Tebet ao se referir a Soraya Thronycke num debate presidencial virou meme, a associação passa longe de ser uma brincadeira em Pernambuco, que tem, de fato, sua candidata “Bolsonara”.
INDEFINIDA – Conforme um diretor da Quaest explicou, ontem, numa emissora de rádio do Estado, a governadora Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) estão empatados tecnicamente, com um detalhe: o candidato socialista começou a avançar mais ainda no eleitorado de esquerda e independente, enquanto sua adversária estagnou, chegando ao seu teto. Como 35% dos eleitores ainda não sabem que João é de fato o candidato de Lula, a tendência é que esse segmento eleitoral faça a diferença em favor do ex-prefeito do Recife. Para o representante do instituto, a eleição no Estado está indefinida.
O senador do atraso – O candidato sem tradição no bolsonarismo em Pernambuco, mas que quer a todo custo se apresentar como tal, Mendonça Filho (PL) é campeão imbatível nos memes que circulam pelas redes sociais, associando-o ao que há de mais atrasado no Estado e responsabilizando-o por um grande retrocesso no ensino superior quando ministro da Educação de Michel Temer. Uma das peças bem jocosas diz que ele apoia no plano nacional um candidato envolvido com milícias e corrupto, Flávio Bolsonaro, além de ser carimbado como golpista.
Carne e unha com Raquel – Preso ontem por envolvimento em esquemas de corrupção, o prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Barbosa Salgado (PSDB), conhecido como Joia, é ligadíssimo à governadora Raquel Lyra (PSD). Foi levado ao xadrez durante a Operação Dinastia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Pernambuco. A sua esposa, a presidente da Câmara Municipal de Salgadinho, Elane Barbosa de Lima Salgado, também tucana, foi afastada do cargo. A operação desarticulou uma organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública. Na residência dele foram contabilizados cerca de R$ 580 mil em espécie. Em um segundo alvo, foram apreendidos aproximadamente R$ 167 mil em espécie e mais R$ 165 mil, em cheques.
Crescimento frustrado – A pesquisa da Quaest mostrou que Raquel Lyra (PSD), segundo o mesmo diretor do instituto, que deu entrevista ontem a uma emissora de rádio do Estado, não conseguiu abrir a vantagem que vinha sendo cogitada após um período de crescimento nas intenções de voto. A disputa com João Campos (PSB) permanece tecnicamente empatada. “A eleição segue competitiva, com um empate no limite da margem de erro. Ainda tem mais um mês de, digamos, bastante emoção”, disse Guilherme Russo, diretor de Inteligência da Quaest.
Autoridade em xeque – O presidente do STF, Edson Fachin, foi extremamente pressionado a agir de imediato, ontem, logo depois de o ministro Flávio Dino conceder uma liminar para reintegrar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, derrubando o afastamento determinado por Mendonça no dia anterior. A nova disputa por meio de decisões judiciais reforçou entre integrantes da Corte a percepção de que a crise passou a colocar em xeque também a autoridade de Fachin para conduzir uma saída institucional.
CURTAS
QUEIXA – O próprio Mendonça se queixou ao presidente do STF. Segundo relatos, ele classificou a decisão de Dino como ilegal e cobrou providências. Nos bastidores, ministros avaliam que os movimentos das alas envolvidas no embate passaram a atropelar a condução da presidência do STF e ameaçam esvaziar a autoridade de Fachin.
SESSÃO – O presidente do STF, Edson Fachin, determinou a suspensão de “todo e qualquer procedimento” que envolva uma potencial investigação contra ministros da Corte e convocou uma sessão extraordinária do plenário para a próxima terça-feira, às 10h, para analisar o processo que reúne o relatório da Polícia Federal com menções ao ministro Alexandre de Moraes, cujo sigilo foi retirado por decisão do ministro André Mendonça.
SATISFAÇÃO – A Advocacia-Geral da União divulgou uma nota na qual afirma que recebeu com “satisfação, respeito e esperança” a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, que manteve o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no cargo ao suspender os despachos dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o tema.
Perguntar não ofende: Se Lula vier a Pernambuco, liquida a fatura em favor de João?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou mais uma vez nesta quarta-feira, durante comício em Teresina, que o americano Donald Trump não deve se meter na eleição brasileira. O petista acrescentou ainda que a disputa deste ano definirá se haverá ou não democracia no país.
— Que não venham os americanos quererem influir nas nossas eleições. Porque a gente sabe o que eles são capazes. Se eles vierem se meter aqui, nós vamos derrotá-los. O Trump que se meta no país dele. Aqui é um problema nosso, de brasileiro e ninguém tasca. Eles vão ter que aprender conosco uma lição: nós somos pobres, mas somos orgulhosos. Temos que dizer a eles que caráter e dignidade não se compra em shopping, aeroporto, a gente traz da barriga da mãe da gente. E isso nós temos de sobra para ensinar qualquer país que queira se meter no nosso processo eleitoral. As informações são do jornal O GLOBO.
Lula citou o candidato do PT ao governo do Piauí, Rafael Fonteles, atual governador, para dizer que o futuro da democracia está em jogo na eleição.
— O que está em jogo este ano na eleição, não é se vai ter o Rafael, se vai ter o Lula, é se vai ter democracia ou não. É se o povo brasileiro vai ser respeitado ou não.
O presidente ainda afirmou, se referindo a Flávio Bolsonaro (PL), que os adversários são do mal.
— Porque vocês sabem que destruir é muito mais fácil do que construir. Para construir uma obra grande, leva décadas. Para destruir, leva um minuto. Eles são do mal. Eles são mentirosos. Eles contam mentira todo dia. Na verdade, eles não têm o que propor para este país.
A viagem ao Piauí colocou à prova o pacto de não agressão com o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, Ciro busca renovar a cadeira no Senado pelo partido do qual é presidente.
A legenda adotou neutralidade na disputa presidencial, frustrando as expectativas de Flavio Bolsonaro (PL), que buscava apoio da federação da sigla com o União Brasil. Em troca, dirigentes petistas defendem que Lula não faça discursos contrários a Ciro Nogueira no Piauí, estado em que o presidente venceu com 76% dos votos válidos em 2022.
Durante o comício, Lula disse que os seus candidatos ao Senado são Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), ambos concorrentes de Ciro, e afirmou que não aceita “vira-lata” ao seu lado.
— E quero que vocês saibam, eu não tenho outro candidato ao Senado. Os meus senadores são o Júlio César e o Marcelo Castro. A gente não aceita vira-lata do nosso lado. Nós queremos gente de bem.
O vereador Nivaldo Magagnin (MDB), de Treze de Maio , no Sul de Santa Catarina, morreu na manhã desta quarta-feira (9) após ser atingido por uma carga de aproximadamente uma tonelada de batatas.
O parlamentar, conhecido no meio político como “Nivaldo da Batata”, era dono de uma empresa de comercialização e beneficiamento de batatas e havia completado 63 anos na terça-feira (8). Ele trabalhava no momento do acidente, por volta das 8h20. As informações são do g1.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Urussanga, que atendeu a ocorrência, o vereador foi atingido por uma saca do tipo “big bag” (embalagem usada para grandes cargas) que estava suspensa a cerca de dois metros de altura.
O cabo de aço que sustentava a estrutura rompeu, e a carga caiu sobre ele.
O acidente ocorreu por volta das 8h20 na Rodovia Municipal José Meneghel, no bairro Santa Cruz. A prefeitura decretou luto oficial de três dias.
A equipe de resgate suspeita que o impacto da queda tenha prensado o vereador contra o chão. O corpo não tinha ferimentos externos aparentes.
As polícias Militar e Científica e o Instituto Médico-Legal (IML) foram acionados para realizar a perícia e recolher o corpo.
A causa da morte e as circunstâncias do rompimento do cabo de aço serão investigadas.
Prefeitura lamenta morte de vereador
A Prefeitura de Treze de Maio manifesta profundo pesar pelo falecimento do vereador Nivaldo Magagnin, aos 63 anos.
Neste momento de tristeza, a Administração Municipal se solidariza com familiares, amigos, colegas e toda a comunidade, desejando força e conforto a todos.
Em respeito à sua memória e à sua trajetória na vida pública, o Município decreta três dias de luto oficial, conforme o Decreto nº 073/2026.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) criou uma comissão para analisar a possibilidade de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
A criação da comissão foi determinada na noite desta quarta-feira (9) pelo presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti. As informações são da CNN.
A ideia é pedir acesso aos autos das investigações que apuram a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro para que seja elaborado um parecer a ser votado pelo Conselho Federal da OAB.
“Da mesma forma que o Supremo, que os ministros, o Ministério Público, a Polícia Federal são capazes, através de seus agentes, de fazer toda essa investigação, nós também temos capacidade intelectual, através dos nossos conselheiros federais, presidentes de seccionais e juristas que já se propuseram a fazer parte dessa comissão, para fazer uma análise profunda de toda essa documentação”, disse Simonetti.
A decisão ocorre em um momento em que seccionais da OAB têm pressionado para que haja medidas da instituição contra Moraes. O movimento tem sido liderado, por exemplo, por São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, entre outros.
Nesta terça-feira, por exemplo, a OAB do Distrito Federal abriu processo ético-disciplinar contra o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, que fez o contrato de R$ 129 milhões.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (9) que a decisão do ministro Flávio Dino que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal afrontou a competência da Presidência da Corte.
Na decisão, Fachin escreveu que a medida tomada por Dino “arrosta a competência desta Presidência” e também “infirma decisão tomada por outro Ministro da Corte”. As informações são da CNN.
Dino havia determinado a reintegração de Andrei e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, depois que ambos foram afastados por decisão do ministro André Mendonça.
A medida de Dino foi tomada em outro processo, relacionado ao suposto direcionamento de emendas parlamentares para o filme Dark Horse, que conta a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Fachin considerou que a sucessão de decisões individuais de diferentes ministros criou um quadro de “conflitos e sobreposições processuais”, com risco de decisões contraditórias dentro do próprio Supremo.
Por isso, o presidente da Corte suspendeu tanto a decisão de Mendonça que afastou Andrei e Leandro quanto a de Dino, que havia determinado a reintegração dos dois.
Fachin também paralisou o andamento da petição de relatoria de Mendonça na qual foram tornados públicos registros de mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, até nova deliberação.
A candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado Federal recebeu o apoio do prefeito de Tabira, Flávio Marques (PT), e de seu grupo político. A aliança fortalece a presença da postulante no Sertão do Pajeú e amplia a rede de apoio da pedetista entre gestores municipais de diferentes legendas no interior do estado.
“Receber Flávio e todo o seu grupo é uma conquista muito importante para a nossa caminhada. Ele tem liderança em Tabira, conhece profundamente a realidade do Pajeú e sabe o quanto os municípios precisam de uma representação presente e atuante em Brasília. Queremos estar no Senado para ser parceiros de cada município pernambucano na busca por investimentos, obras e oportunidades”, declarou Marília Arraes. As informações são do Blog da Folha.
À frente do executivo municipal de Tabira, Flávio Marques ressaltou que a decisão de integrar a campanha da candidata foi tomada em conjunto com sua base política, considerando a trajetória de Marília e a necessidade de garantir diálogo direto entre os municípios do interior e o Governo Federal.
“Tabira e o Pajeú precisam ter no Senado uma voz que conheça Pernambuco e esteja disposta a trabalhar pelos municípios. Marília tem história, experiência política e capacidade para abrir portas e defender os interesses da nossa gente em Brasília. Conversamos com o nosso grupo e tomamos essa decisão com muita segurança”, afirmou o prefeito.
A adesão no Pajeú soma-se a uma série de apoios confirmados pela candidatura pedetista em diferentes regiões do estado. Já anunciaram apoio à candidata os prefeitos Bebe Água, de Betânia; Júnior Vaz (PV), de Pedra; Duda Lira (União), de Cupira; Mary Gouveia, de Escada; Carrapicho (Republicanos), de Tamandaré; Josafá Almeida (PRD), de São Caetano; e Dr. Ruy (PSB), de Bonito.
Também integram a frente de apoio o ex-prefeito de Escada Jandelson Gouveia, a vice-prefeita de Camaragibe, Comandante Débora (PT), o candidato a deputado estadual Jobson Almeida (Republicanos), além de vereadores e lideranças que integram esses grupos políticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar da crise enfrentada pela Corte, agravada com o vaivém de decisões sobre a permanência de Andrei Rodrigues na direção-geral da Polícia Federal (PF). Lula vinha compartilhado com ministros mais próximos a ele a impressão de que o presidente da Corte, Edson Fachin, precisava tomar as rédeas do conflito interno. As conversas ocorreram com ao menos com dois magistrados.
De acordo com interlocutores, Lula avaliava que Fachin poderia perder força internamente se demorasse a agir. Na tarde desta quarta-feira, o presidente do Supremo tomou uma série de decisões, entre elas o agendamento para a próxima terça-feira, dia 15, de julgamento para tratar de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra troca de mensanges entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Além disso, Fachin assumiu a investigação do chamado inquérito das fake news, retirando Moraes da função, e suspendeu as decisões que tratavam sobre o afastamento de Andrei Rodrigues, ao mesmo tempo que manteve o integrante da corporação no cargo. As informações são do jornal O GLOBO.
A ala do STF mais próxima a Lula é formada por Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, grupo que está em oposição a André Mendonça. Ao mesmo tempo, aliados dizem que Lula acredita que uma solução precisa partir do próprio Supremo. O embate ganhou novos contornos a partir de terça-feira, quando Mendonça afastou Andrei da chefia da PF. Na manhã desta quarta, Dino determinou que o delegado reassumisse o posto.
Antes do despacho, tanto Lula quanto auxiliares do presidente manifestaram reservadamente que a demora de Fachin em tomar uma atitude acirra o antagonismo entre os ministros.
Em outra frente para tentar estancar a crise, o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, conversou novamente nesta quarta-feira com Fachin e fez um apelo para que ele decidisse sobre o recurso apresentado na véspera contra o afastamento de Andrei.
O argumento era que, mesmo após a ordem de Dino revertendo a decisão de Mendonça, outro ministro poderia fazer um novo despacho determinando a saída do diretor-geral da PF, o que conturbaria ainda mais o ambiente.
No argumento apresentado por Messias ao presidente do Supremo, a decisão do presidente da Corte servir para restabelecer a ordem institucional e reafirmar a sua autoridade entre os colegas.
Ao analisar o cenário conturbado na Corte, Lula teme que a crise do STF traga um efeito eleitoral direto para a sua campanha e tem compartilhado com interlocutores que a sociedade perde com o Judiciário sob suspeita.
Um interlocutor frequente de Lula diz que o presidente quer focar a sua campanha e discutir temas que dialoguem com o dia a dia da sociedade e, dessa forma, afastar a contaminação da crise institucional na ordem do dia das eleições. Segundo ele, o petista quer que a saída para a crise ocorra o quanto antes para poder focar o embate com seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Pesquisas eleitorais divulgadas nos últimos dias, como a Quaest indicando um empate numérico entre Lula e Flávio no segundo turno, acenderam um sinal de alerta no entorno do presidente da República.
De acordo com duas pessoas que integram a equipe do petista, a linha que deverá ser adotada pela campanha é a de que todos os sigilos das investigações devem ser retirados, a exemplo de publicação do próprio Lula nesta quarta-feira nas redes sociais em reação à crise.
No texto, o presidente defendeu a “quebra completa” do sigilo das investigações relacionadas ao caso do Banco Master, “seja quem for, doa a quem doer”, criticou o que classificou como “vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral” e disse que o povo “precisa de explicações e medidas imediatas”.
A campanha petista vê ato deliberado de André Mendonça para construir narrativa favorável a Flavio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula. Mendonça foi indicado pelo pai do presidenciável, Jair Bolsonaro, em 2021. O entorno de Lula, no entanto, ainda calibra como trabalhar esse tema no horário eleitoral.
Secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, divulgou vídeo também nesta quarta em que diz que há uma tentativa de intromissão no processo eleitoral brasileiro e na qual acusa Mendonça, ainda que sem o citar nominalmente, de usar da crise um instrumento eleitoral para barrar as investigações sobre Flávio.
“A situação política no Brasil é muito grave. O que eram suspeitas se confirmam em evidências e precisamos denunciar e reagir agora. A crise institucional que se instalou no Supremo Tribunal Federal está sendo transformada em instrumento eleitoral pelo ministro relator do caso do Banco Master ao barrar as investigações sobre Flávio Bolsonaro, ao ser parcial nas apurações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro e ao negar ao Brasil a verdade sobre o escândalo do Dark Horse”, diz Valadares.
A ideia, de acordo com relatos, é que fique com a militância e parlamentares governistas o tom mais duro em relação à postura de Mendonça, reforçando a relação de Vorcaro com Flávio Bolsonaro e a do senador com o ministro do Supremo. Nessa linha, alguns políticos fizeram publicações nas redes na qual questionam o fato de Mendonça ter afastado o diretor da Polícia Federal que mandou prender o banqueiro.
Mensagens desse tipo foram divulgadas em grupos de WhatsApp ligados ao PT que surgiram na campanha de 2022 e retornaram na deste ano para reforçar a presença digital de Lula e fazer frente ao bolsonarismo. Em um deles, uma mensagem incentiva a militância a “falar sobre as atitudes do ministro André Mendonça no caso envolvendo a blindagem de Flávio Bolsonaro e defender que as instituições cumpram seu papel com independência”.