Recebi, há pouco, de uma fonte em Caruaru, este vídeo que mostra como foi verdadeiramente gigantesca a carreata que os aliados de Bolsonaro promoveram, ontem, na capital do Agreste, com a presença do ex-presidente.
Recebi, há pouco, de uma fonte em Caruaru, este vídeo que mostra como foi verdadeiramente gigantesca a carreata que os aliados de Bolsonaro promoveram, ontem, na capital do Agreste, com a presença do ex-presidente.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta quarta-feira (7) que o plano americano para a Venezuela é composto de três fases — sendo a última delas a transição de poder das mãos do chavismo.
Segundo Rubio, os EUA planejam a estabilização do país, seguida da recuperação econômica e, então, uma transição de poder.
Desde a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, no sábado (3), o poder tem sido exercido por sua vice, Delcy Rodríguez, um dos principais nomes do chavismo. As informações são do g1.
Leia maisRubio não falou em realização de eleições, nem em detalhes sobre como Washington pretende executar o plano. Na terça (6), Rodríguez afirmou que não havia “agente externo” governando a Venezuela.
“O primeiro passo é a estabilização do país. Não queremos que ele desemboque em caos”, disse o secretário de Trump.
Pouco depois das declarações do secretário, no entanto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que pensar em um calendário eleitoral para a Venezuela ainda é “muito prematuro” ao ser questionada sobre o assunto por jornalistas em sua coletiva de imprensa.
Segundo Rubio, parte da estabilização inclui uma “quarentena” da Venezuela no mercado internacional, e a apreensão de petroleiros faz parte desse plano.
“Eles têm óleo que está preso na Venezuela. Eles não podem movê-lo por causa da nossa quarentena e porque está sancionado. Nós vamos tomar entre 30 e 50 milhões de barras de óleo. Nós vamos vendê-lo no mercado, nas taxas de mercado, não nas descontos que a Venezuela estava recebendo”, disse Rubio.
“Esse dinheiro será, então, tratado de uma forma que nós vamos controlar como é distribuído, de uma forma que beneficie as pessoas venezuelas, não a corrupção, não o regime”.
“O segundo passo será um passo que chamamos de recuperação, e é garantir que os americanos, o leste e outras empresas tenham acesso ao mercado venezuelano de uma forma justa.”
“Também, ao mesmo tempo, começar a criar o processo de reconciliação nacional, dentro da Venezuela, para que as forças da oposição sejam anistizadas e liberadas de prisões ou trazidas para o país e comecem a reconstruir a sociedade civil. E, então, a terceira fase, é claro, será a de transição”, disse o secretário de Estado.
Rubio disse que não revelaria detalhes do plano sensíveis ou que ainda estão sendo discutidos. Ele não mencionou a possibilidade de uma nova operação americana em território venezuelano ou a nomeação de um interventor.
Petroleiros abordados
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta a apreensão do petroleiro Marinera (antigo Bella 1), ligado à Venezuela e que navega sob bandeira russa, e do Sophia, que também opera com o petróleo de Caracas.
A apreensão do petroleiro tem o potencial de escalar as tensões entre Washington e Moscou.
O governo da Rússia repudiou a apreensão do petroleiro e afirmou que a ação dos EUA violou o direito marítimo e que “não havia jurisdição para o uso da força”. A Casa Branca afirmou anteriormente que a apreensão respeitaria o direito internacional por acusar o navio de navegar sob bandeira falsa.
Venezuela pós-Maduro
Após a captura de Nicolás Maduro por forças militares dos EUA, numa operação em Caracas, a Presidência tem sido exercida por sua vice, Delcy Rodríguez.
Rodríguez era a vice-presidente de Maduro e a primeira na linha de sucessão. A Suprema Corte, controlada pelos chavistas, ordenou que ela assumisse o cargo por 90 dias — prazo este que poderá ser estendido.
Rodríguez, uma advogada trabalhista de 56 anos conhecida por suas fortes ligações com o setor privado e sua devoção ao chavismo, tomou posse perante seu irmão Jorge, presidente da Assembleia Nacional.
O pai de ambos foi um líder revolucionário torturado e morto pelo governo venezuelano nos anos 1970, na época apoiado pelos EUA.
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Por Betânia Santana – Blog da Folha
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), considerou oportunismo eleitoral o pedido de impeachment feito pela oposição na Câmara de Vereadores do Recife. A iniciativa ocorreu depois da polêmica envolvendo dois candidatos ao cargo de procurador do município. O primeiro havia declarado ser deficiente físico. O segundo, que ficou em 63º lugar, apresentou atestado em 2025, dois anos depois de o certame ser homologado.
“Não dá para ver isso sendo tratado com oportunismo eleitoral. Chega ano de eleição, nossos nomes aparecem de forma importante nas pesquisas e algumas pessoas acham que vale o jogo do vale-tudo. Não é assim. Então, vou tratar tudo com seriedade, com respeito e fazendo as coisas como devem ser feitas”, argumentou o prefeito logo depois de inaugurar o segundo parque alagável da cidade, no Barro, bairro da Zona Oeste do Recife.
Leia maisJoão Campos lembrou ter um irmão com síndrome de Down e garantiu tratar o assunto com responsabilidade. “Vocês sabem que a causa de pessoa com deficiência é uma causa de vida que eu tenho. Tenho um irmão com síndrome de Down, que amo muito, e sei bem como é importante a gente ter o cuidado relativo a isso”, explanou.
Responsabilidade
O pedido de impeachment foi feito pelo vereador Eduardo Moura (Novo), e o prefeito, que tem maioria na Casa de José Mariano, disse acreditar que os parlamentares serão responsáveis na hora de avaliar a proposta.
“Eu tenho absoluta confiança na Câmara de Vereadores que não vai se deixar levar por nenhuma irresponsabilidade eleitoral”, cravou
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O presidente estadual do Cidadania em Pernambuco, Cláudio Carraly, divulgou uma nota pública em que critica declarações do ex-deputado Roberto Freire, feitas em entrevista ao meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília. No texto, Carraly afirma que as posições defendidas por Freire não correspondem às deliberações mais recentes dos congressos nacional e estadual do partido e reforça que o Cidadania PE mantém alinhamento com o campo democrático e progressista.
Confira a nota na íntegra:
Leia maisComo presidente estadual do Cidadania em Pernambuco, eleito democraticamente no XXI Congresso do partido, venho a público manifestar minha profunda discordância com as declarações do ex-deputado Roberto Freire, em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’ e publicadas na Folha de Pernambuco.
É fundamental esclarecer um ponto que vem sendo deliberadamente esquecido no debate público: Roberto Freire não representa a vontade majoritária do Cidadania no Brasil. A direção nacional legítima do partido, eleita democraticamente em seu último congresso nacional, passou pelo abandono da presidência por parte do então presidente, cabendo ao então vice-presidente, Comte Bittencourt, assumir a presidência e tornar-se a partir daí o presidente nacional do Cidadania.
As posições defendidas por Freire são totalmente minoritárias no partido, para não dizer irrelevantes. Ele se mantém no cargo apenas por uma decisão interlocutória da justiça, sendo, na prática, presidente de si mesmo e de pouquíssimas pessoas que o cercam. Essa situação momentânea não pode ser confundida com legitimidade política ou representatividade da vontade partidária.
O XXI Congresso do Cidadania em Pernambuco foi categórico ao definir nossos rumos políticos: compromisso com o campo democrático e progressista, defesa intransigente das conquistas sociais e consolidação da aliança histórica com as forças de esquerda em nosso estado. Essa não foi uma decisão de cúpula, mas expressão legítima da vontade da base partidária pernambucana.
As declarações que equiparam lulistas e bolsonaristas como supostos adversários da democracia representam uma falsificação grosseira dos fatos históricos recentes. Não foram eleitores de Lula que invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal em 8 de janeiro de 2023. Não foram governos do PT que tramaram golpes militares ou perseguiram instituições democráticas. Foi justamente a vitória do presidente Lula em 2022, com apoio de amplo espectro de forças políticas, que salvou a democracia brasileira de um projeto autoritário declarado.
Criar uma equivalência moral entre quem defende direitos sociais e quem promoveu ataques sistemáticos às instituições é mais do que um erro de análise: é uma distorção perigosa que serve apenas para legitimar o discurso desgastado da salvação pela ‘terceira via’, que verdadeiramente nunca teve sustentação real na sociedade brasileira.
Causa perplexidade que alguém que se declara de esquerda defenda simultaneamente a candidatura presidencial de Eduardo Leite, figura pública que se autodeclara de direita, e a manutenção de uma federação com o PSDB, partido que tem responsabilidade histórica direta na erosão democrática brasileira.
É preciso memória histórica: foi o PSDB liderado por Aécio Neves que, inconformado com a derrota de 2014, inaugurou no Brasil a estratégia de questionar as urnas eletrônicas e deslegitimar resultados eleitorais. Mesmo após a auditoria do TSE ter confirmado a lisura do processo eleitoral, insistiram em lançar suspeitas infundadas sobre a vitória legítima, criando um ambiente de desconfiança que envenenou o debate democrático brasileiro. Ali nasceu o ovo da serpente que abriu as portas para o bolsonarismo e seus ataques sistemáticos às instituições. Apresentar esse campo político como alternativa democrática é ignorar deliberadamente os estragos profundos que causou ao país.
Em Pernambuco, reconstruímos o Cidadania comprometido com: a defesa intransigente da democracia e das instituições republicanas; o campo progressista e popular, nosso espaço político histórico; a aliança programática com partidos de esquerda e centro-esquerda, que compartilham nossa visão de transformação social; e uma eventual federação que fortaleça nosso campo político, não que nos aproxime dos responsáveis, seja por ação ou omissão, pela tentativa golpista.
Roberto Freire afirmou que ‘respeitará a decisão do congresso partidário’. Pois bem: tanto o XX Congresso Nacional quanto o XXI Congresso de Pernambuco já decidiram. A maioria esmagadora do Diretório Nacional elegeu Comte Bittencourt presidente, e nossa militância estadual, de forma soberana e democrática, traçou rumos claros que não passam pela defesa de candidaturas de direita ou por alianças com os arquitetos da desestabilização democrática. Exigimos que essas decisões sejam respeitadas e que uma minoria ínfima, apoiada apenas em liminares judiciais, não imponha caminhos que contradizem a vontade expressa da base partidária nacional e pernambucana.
É com pesar que vejo uma liderança que teve, décadas atrás, vínculos com ideários transformadores dar uma volta de cento e oitenta graus e se reposicionar hoje no campo da direita brasileira, ou servindo diretamente aos seus interesses. Não se trata de ataque pessoal, mas de constatação política sobre escolhas que afastam o Cidadania de sua razão de existir e de nossa tradição progressista.
Como presidente estadual eleito democraticamente, reafirmo: o Cidadania de Pernambuco tem lado, tem projeto e está com o conjunto da sociedade. Seguiremos firmes na defesa da democracia, em aliança com as forças progressistas, respeitando e fazendo valer a decisão amplamente majoritária do partido em âmbito nacional e estadual. Nosso compromisso é com o campo histórico que nos constituiu: o campo da esquerda democrática, dos direitos sociais e da transformação que coloca os interesses coletivos acima de qualquer projeto de poder pessoal.
Saudações socialistas e radicalmente democráticas!
Cláudio Carraly
Presidente Estadual do Cidadania/PE
Em participação no ICL Notícias, o jornalista Tales Faria analisa de forma contundente a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela, anunciada por Donald Trump sob o pretexto de combate ao narcotráfico. Segundo o comentário, a acusação contra Nicolás Maduro carece de provas e contrasta com decisões do próprio Trump, como o perdão concedido ao ex-presidente de Honduras condenado por tráfico de drogas. Para Faria, o discurso antidrogas funciona como justificativa política para um objetivo central: o controle do petróleo venezuelano. As informações são do portal do Tales Faria.
A análise vai além da Venezuela e alerta para os desdobramentos regionais. Tales Faria sustenta que a lógica adotada por Trump retoma práticas imperialistas, nas quais os interesses econômicos se sobrepõem ao direito internacional e à autodeterminação dos povos. Nesse contexto, o Brasil surge como peça estratégica, tanto pelo petróleo da margem equatorial quanto pela riqueza em minerais críticos. O jornalista destaca que militares brasileiros já observam esse movimento com preocupação e defendem maior atenção do governo à defesa e à soberania nacional.
O comentário no ICL Notícias também aborda os impactos políticos internos no Brasil, incluindo eleições, alinhamentos da direita brasileira aos EUA e os riscos de ingerência externa. Para Tales Faria, apoiar ações desse tipo pode ter alto custo político e eleitoral, além de fragilizar o discurso patriótico. A análise completa, com todos os detalhes e argumentos, está disponível no vídeo original do ICL Notícias — vale o clique para entender por que esse debate é central para o futuro da região.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brincou, hoje, ao comentar o atendimento que recebeu quando sofreu, em outubro de 2024, uma queda no banheiro do Palácio da Alvorada e bateu a nuca. As informações são do portal G1.
O petista falou sobre o episódio durante cerimônia, no Planalto, de lançamento da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS. O projeto prevê o uso de inteligência artificial e outras tecnologias para agilizar, ampliar e melhorar o atendimento na rede pública.
Leia maisLula disse que após sofrer a queda foi atendido em um dos melhores hospitais de Brasília, em razão do excesso de líquido na cabeça gerado pela batida. E que os médicos, “apavorados”, decidiram pela transferência do presidente para São Paulo, onde ele passou por cirurgia.
Nesse momento, o presidente se queixou da demora no transporte aéreo. “Não tinha nem avião presidencial aqui, tive que esperar 3 horas e, depois, viajar uma hora e meia de avião”, relatou.
“No aeroporto [em São Paulo], a equipe médica tinha quatro pessoas, tinha dois médicos chorando achando que eu podia ter entrado em coma no avião. Com esse anúncio [desta quarta], espero que a gente coloque uma coisa inteligente aqui em Brasília”, brincou Lula.
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A Prefeitura de Casinhas anunciou oficialmente as atrações musicais da Tradicional Festa de São Sebastião, co-padroeiro do município, um dos eventos religiosos e culturais mais aguardados do calendário local. A programação festiva terá seu ponto alto no sábado, dia 10 de janeiro, com shows de Sétima Dose e das consagradas bandas Mastruz Com Leite e Magníficos, no Pátio de Eventos, a partir das 21h. O evento conta com o apoio do Governo de Pernambuco, através da Fundarpe e Empetur.
Além da parte musical, a festa será marcada por uma intensa programação religiosa, que tem início nesta quinta-feira, dia 8, e segue até o domingo, dia 11, com procissões, missas e momentos de fé, reunindo fiéis da sede e da zona rural. As celebrações reforçam a devoção a São Sebastião e mantêm viva uma tradição histórica no município. As informações são do portal Mais Casinhas.
Para a prefeita Juliana de Chaparral, a Festa de São Sebastião representa um momento especial de união entre fé, cultura e identidade popular. “A programação religiosa começa na quinta-feira e segue até o domingo, fortalecendo nossa fé e tradição. Vamos ter ciranda, quermesse, vai ser uma festa linda. E no sábado teremos o primeiro grande show musical de 2026, abrindo oficialmente o calendário cultural de Casinhas, com atrações que o povo gosta e espera”, destacou.
Poder360
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, comprou 5 cavalos de raça em leilões, totalizando R$ 816 mil. A compra, realizada em 40 parcelas, foi feita com sua mulher, Thallys Mendes de Jesus. Ele é filho do senador Mecias de Jesus (Republicanos).
Os leilões se deram durante eventos da ABQM (Associação Brasileira do Cavalo Quarto Milha), realizados entre 9 e 20 de outubro em Araçatuba (SP). Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Jhonatan adquiriu 3 cavalos na quinta-feira, 17 de outubro de 2024, durante o 16º Leilão Haras Nossa Senhora de Aparecida e outros 2 no sábado (19.out), no 5º Leilão Haras Two Brothers – Campeões do Futuro, participando dos lances por meio de seu celular.
Leia maisO ministro, que assumiu o cargo no TCU em 2023, declarou um patrimônio de R$ 1,1 milhão na última eleição que disputou para deputado federal, em 2018. Com um salário bruto de R$ 41,8 mil, sua renda líquida é de R$ 31,7 mil. As parcelas da compra dos cavalos totalizam R$ 20,4 mil por mês, o que representa cerca de 60% de sua renda líquida.
Jhonatan e Thallys são sócios em uma empresa de educação e eventos, que possui um capital de R$ 300 mil. Thallys também compete como amadora na modalidade equestre de 3 tambores, na qual os competidores devem percorrer um trajeto em formato triangular, completando-o no menor tempo possível. Todos os animais adquiridos são compatíveis com essa modalidade.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou ao hospital DF Star, no Distrito Federal, na manhã de hoje, para realizar exames de imagem. Ele chegou em um carro da Polícia Federal por volta das 11h23. As informações são do portal G1.
Bolsonaro deve ser submetido a uma tomografia, uma ressonância e a um eletroencefalograma. Na madrugada desta terça (6), ele passou mal e caiu na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal. A informação foi compartilhada, inicialmente, via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e, minutos depois, confirmada pelo médico do político.
Ontem, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a remoção do ex-presidente para o hospital após um novo pedido da defesa detalhando os exames necessários. Na terça, Moraes tinha negado o pedido de remoção imediata.
Ontem, o prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, assinou a Ordem de Serviço para a requalificação e reforma da Praça Antônio Jorge, por meio de uma importante parceria público-privada com o Grupo PAJEÚ. O ato contou com a presença de secretários municipais, moradores da cidade, lideranças locais e do empresário Antônio Caiçara, diretor-presidente do Grupo PAJEÚ.
A obra representa um investimento superior a R$ 1.100.000,00 e vai promover uma transformação completa no espaço público, garantindo mais lazer, acessibilidade e qualidade de vida para a população. Na ocasião, o prefeito ressaltou o caráter histórico da obra. “Desde 1993 essa praça existe e nunca havia passado por uma intervenção desse porte. Agora, vamos entregar um espaço moderno, adequado ao lazer das crianças, dos jovens, dos adultos e da terceira idade, pensado para o convívio, a cultura e o bem-estar da população”, afirmou.
Por Rudolfo Lago – Correio Político
O vereador Carlos Bolsonaro (PL) já se mudou para Santa Catarina. Ele está morando em um apartamento da cidade de São José, cidade praiana próxima da capital, Florianópolis. Todo o estado tem forte influência bolsonarista, mas São José é um dos principais redutos. É a cidade do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, preso quando tentava fugir para o Paraguai.
Silvinei foi secretário de Segurança do município. Assim, o filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro inicia seu trabalho para se tornar senador por Santa Catarina. Carlos bagunçou os acertos políticos catarinenses, mas, a essa altura, a direita do estado já se conformou. Carlos está em segundo nas pesquisas.
Leia maisAssim dizia o Instituto Neokemp em 11 de dezembro. E é aí que mora o perigo: em primeiro lugar, está a deputada Caroline de Toni (PL). E a migração de Carlos lhe tira as chances no PL. Lá, o partido integrará a chapa do governador Jorginho Mello (MDB), que disputa a reeleição. E Mello tem um acerto para entregar uma das vagas ao Senado para que o senador Esperidião Amin (PP) dispute a reeleição.
Sem lugar na disputa, mesmo liderando as pesquisas, tudo indica que Caroline de Toni deverá deixar o PL e ingressar no partido Novo, abrindo um racha no bolsonarismo. Um racha que o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae), Décio Lima, pretende ocupar. Décio era um nome pensado pelo PT para disputar o governo com Mello. Mas, diante do quadro, o partido imagina lançá-lo para o Senado. As chances parecem mais concretas. Ele aparece em terceiro na pesquisa Neokemp, à frente de Amin.
A movimentação de Carlos em Santa Catarina é parte dos projetos do clã Bolsonaro para manter seu espólio com a prisão do patriarca, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em todos os casos, os movimentos não são simples e trombam com outros acertos. A começar pela unção do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ainda resiste a essa unção, embora nada declare publicamente. Valdemar ainda acredita num rearranjo no qual Flávio se convença que para ele é melhor disputar o Senado pelo Rio de Janeiro. Mas ali ele também esbarrará em outros interesses.
A unção de Flávio praticamente tirou do páreo Michelle Bolsonaro, a preferida de Valdemar. Ele ainda confia que o rearranjo a recoloque, mas começa a perceber que a possibilidade é pequena. Michelle deve ser mesmo candidata a senadora no Distrito Federal. O PL ainda enxerga outros arranjos.
No caso, os mais pragmáticos do partido seguem torcendo para que esse rearranjo leve a uma unidade do campo conservador em torno da candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O nome do governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD) também não é descartado por esse campo.
Resta, então, saber qual será o destino do filho 03, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Cassado por faltas, pelo menos neste momento Eduardo não está inelegível. Poderia vir a disputar o Senado por São Paulo. Levantamento do Paraná Pesquisas de 10 de dezembro o coloca na liderança, contra o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O problema é que Eduardo responde a uma ação que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo, ou seja, por tentar pressionar a Justiça, a partir dos Estados Unidos, para que não condenasse Jair Bolsonaro na ação por tentativa de golpe, na qual acabou condenado.
O próprio Eduardo já chegou a admitir que talvez não volte ao Brasil. Cogitou até virar “apátrida” para pedir asilo. No caso, o PT imagina a possibilidade de uma outra brecha em São Paulo. Haddad aparece próximo de Eduardo, segundo o Paraná Pesquisas. E o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) vem logo atrás.
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Portal FolhaPE
Na tarde de ontem, moradores de Araripina, Sertão de Pernambuco, foram pegos de surpresa por uma chuva de granizo em diferentes pontos do município. Também há registros de precipitações do tipo nas cidades de Bodocó e Exu.
Em vídeos obtidos pela reportagem, é possível ver os pequenos pedaços de gelo caindo sobre o chão e veículos estacionados nas ruas em meio ao temporal. Por mais que o fenômeno de fato cause estranheza, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a formação de granizo é “comum” em algumas áreas de Pernambuco, principalmente no Sertão.
Leia mais“A sua ocorrência está associada a fortes correntes ascendentes de ar, presentes em um tipo de nuvem Cumulonimbus (Cb). O Sertão do estado tem maior incidência tipo de nuvem”, explicou a Apac.
Ainda de acordo com a Apac, no início de janeiro deste ano, um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (Vcan) tem atuado na região Nordeste. Isso tem intensificado a formação de precipitações do tipo no Sertão do estado. “Neste período o seu posicionamento inibiu a precipitação do litoral ao Agreste, mas favoreceu pancadas de chuvas isoladas no Sertão, principalmente no extremo oeste da região”, explicou.
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Por Mariana Teles*
Se o Pajeú fosse gente – com voz, hábitos, dialeto, costumes e sonhos – ele atenderia pelo nome de Delmiro Barros. Poucos traduzem com tanta verdade a cultura, a identidade regional e, sobretudo, a força do nosso povo. Delmiro não canta o Pajeú: ele é o Pajeú em estado de voz.
Delmiro nasceu marcado por um dom que não se aprende e não se ensina: o improviso. Um privilégio concedido a poucos. Seu timbre é único, inconfundível, matriz de tudo o que veio depois. Foi dali que se construiu o “jeito delmiriano” de ser, cantar e existir – um estilo que não copia, não pede licença e não se repete.
Leia maisPoeta na acepção mais sensível da palavra, fez-se compositor para marcar época, linguagem e forma. Com suas canções, ajudou a reinventar o forró em todas as suas vertentes, devolvendo-lhe letra, poesia, densidade e respeito. Onde muitos simplificaram, Delmiro aprofundou. Onde empobreceram, ele elevou.
Suas composições narram o sertanejo como ele é: grande, digno, inteiro. Revelam uma região que aprendeu a se reconhecer maior ouvindo a voz de seus poetas. São canções que não passam – ficam.
O DNA dos vaqueiros pulsa em sua obra. Da música de um tempo em que a melodia contava histórias e as letras nasciam do coração e da cabeça do povo, Delmiro nos ofereceu uma chuva de saudade. Ergueu a Bandeira do Sertão, nos fez xotear mundo afora sem nunca abandonar a toada cantada com a mesma alma da Serrinha, onde ecoaram seus primeiros versos.
Sua voz atravessou o sertanejo de ouro – da escola de Milionário & José Rico, Mato Grosso & Mathias, Barrerito – sem jamais perder a identidade de quem veio do aboio. Mais que cantor, Delmiro se tornou escola, referência viva para todos que amam o verso do gado, o aboio e o forró de vaquejada – esse forró grande demais para caber apenas na classificação de “pé de serra”.
Delmiro reúne o que poucos conseguem: voz, composição, arte, identidade e um regionalismo que dialoga com o mundo. Seu chapéu cabe o planeta inteiro porque sua cabeça alcança universos onde só transitam aqueles a quem Deus permite.
Mas Delmiro não é apenas artista. É também o homem que impulsionou carreiras, acolheu irmãos de arte, palco e verso. Do aboio à cantoria de viola, poucas trajetórias não carregam as digitais do menino de Titico e Dona Maria. Sua generosidade é tão marcante quanto sua obra.
Aos 30 anos de carreira, Delmiro escolhe Santa Terezinha como segundo lar – esse pedaço de serra que une Pernambuco e Paraíba como quem abraça dois continentes para formar um só mundo.
O DVD que celebra essas três décadas não é apenas um registro musical: é um filme vivo da nossa história. Ali estão os amigos feitos pelo caminho, os clássicos que nunca saíram de moda, a elevação do Pajeú ao Brasil. Tudo sem artifício. Tudo verdadeiro.
Ver uma nova geração aplaudir Delmiro – como Iguinho e Lulinha – enquanto nomes consagrados da tradição, como Flávio José, reverenciam sua trajetória, é a prova definitiva de sua atemporalidade. Delmiro não tem idade, não tem auge nem declínio. Delmiro é.
Em tempos de redes sociais e virais instantâneos, Delmiro é o conteúdo que não se esgota em segundos. Não cabe no feed, não se limita ao algoritmo. Foi feito para todos os palcos, todos os canais, todas as histórias onde talento e verdade chegam primeiro.
Este texto não é sobre o homem Delmiro – esse exigiria livros inteiros. Este texto é um manifesto. A voz coletiva de fãs que se reconhecem parte dessa história ao assistir Delmiro Barros – 30 anos. Um tempo que apenas confirma o que sempre soubemos: Delmiro é o clássico que dispensa cenários grandiosos, luzes espetaculares ou tecnologia importada. Sua arte brota num tamborete de casa de sítio, impõe-se gigante em qualquer capital e se torna patrimônio do povo pela simples razão de existir.
Viva Delmiro Barros. Viva seus 30 anos tornando a nossa história mais bonita, mais forte, mais nossa.
Que no próximo 14 de janeiro, em Santa Terezinha, saibamos aplaudi-lo como se deve: como ídolo pela grandeza, irmão pela proximidade, gênio pela luminosidade – mas também como agricultor de versos, que planta palavras na terra e colhe eternidade. Mito pelo legado que construiu, mas sempre o mesmo menino da Serrinha: a cara, a alma e a voz do nosso Pajeú.
*Poetisa e advogada
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