Recebi, há pouco, de uma fonte em Caruaru, este vídeo que mostra como foi verdadeiramente gigantesca a carreata que os aliados de Bolsonaro promoveram, ontem, na capital do Agreste, com a presença do ex-presidente.
Recebi, há pouco, de uma fonte em Caruaru, este vídeo que mostra como foi verdadeiramente gigantesca a carreata que os aliados de Bolsonaro promoveram, ontem, na capital do Agreste, com a presença do ex-presidente.
Da CNN Brasil
O TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) decidiu, hoje (28), derrubar a prisão do executivo Daniel Vorcaro, dono do banco Master. A desembargadora Solange Salgado determinou que ele seja colocado em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica.
Além da tornozeleira, Vorcaro deve se apresentar à justiça periodicamente, não pode ter contato com os demais investigados, não poderá sair do município onde mora e não terá o passaporte de volta, e está suspenso de exercer atividades de natureza financeira.
Leia maisA desembargadora também estendeu a decisão aos demais presos na Operação Compliance Zero: Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio.
O banqueiro foi preso pela Polícia Federal no último dia 17, por volta das 22h no Aeroporto de Internacional de Guarulhos, quando viajaria para Dubai para fechar negócios. Vorcaro foi encaminhado para uma sela na superintendência da PF.
Na última segunda-feira (24), o banqueiro foi transferido para um presídio em Guarulhos.
A Operação Compliance Zero foi deflagrada no dia seguinte à prisão, com foco no combate a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. São investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.
A PF cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal. A CNN Brasil apurou que a Polícia Federal monitorou Vorcaro e antecipou a prisão para evitar uma fuga.
Segundo a decisão a desembargadora argumenta que, após analisar “fatos novos” e a documentação apresentada pela defesa de Vorcaro nos pedidos de reconsideração, “verifico que não mais subsistem os requisitos para a manutenção da medida cautelar pessoal extrema, sendo atualmente cabível a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas”.
No entanto, Salgado aponta que é “inegável a gravidade dos fatos e o vultoso montante financeiro envolvido” e, por isso, é necessária a aplicação de medidas cautelares “robustas” para evitar que haja conduta reiterada, garantir a ordem econômica e a persecução penal além de afastar o risco de fuga.
Na última terça-feira (25), a defesa do executivo apresentou novas provas à justiça, dizendo que o BC (Banco Central) sabia da venda da instituição para o Grupo Fictor e que viajaria a Dubai para formalizar o acordo.
Segundo os argumentos dos advogados, o banqueiro comunicou ao BC no dia 17 de novembro sobre a viagem em uma reunião virtual com diretores e servidores do BC. A videoconferência ocorreu das 13h30 às 14h10 e foi registrado na agenda oficial do diretor da autarquia.
Poucas horas depois, Vorcaro foi preso no aeroporto de Guarulhos (SP). Apesar da liberação imediata, a desembargadora ressalta que, caso Vorcaro ou os demais investigados descumpram qualquer umas das condições, terão o benefício revogado imediatamente.
Na decisão, Salgado ainda argumenta que, apesar dos elementos que justifiquem que as prisões, os “delitos” não envolvem violência ou grave ameaça à pessoa, e disse que “não há demonstração de periculosidade acentuada ou de risco atual à ordem pública que, de forma excepcional, justifique a manutenção da medida extrema da prisão preventiva”.
“Ressalte-se que, embora se tenha apontado risco à aplicação da lei penal, o mesmo pode atualmente ser mitigado com a adoção de medidas cautelares diversas da prisão, tais como a retenção de passaporte e a monitoração eletrônica, suficientes para conter o periculum libertatis e atender aos fins cautelares, em consonância com o caráter subsidiário e excepcional da segregação antecipada”, escreveu a desembargadora.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
A casa da rua Honório 279, no Jardim do Meyer, era simples. Ficava numa zona residencial típica do subúrbio carioca dos anos 1930. Um lugar pacato. A vizinhança estranhou quando a polícia chegou por volta das 5h30. Deram buscas em várias casas até encontrarem o capitão Luís Carlos Prestes e sua mulher, Olga.
Foi uma prisão espetacular comandada pelo investigador Galvão, homem de confiança do chefe de polícia do Distrito Federal, capitão Felinto Muller. Era quinta-feira, 5 de março de 1936.
Leia maisQuase 4 meses antes, em 27 de novembro de 1935, Prestes e seus companheiros do Partido Comunista lideraram um levante. A revolta começou em Natal (RN), depois explodiu no Recife (PE) e, por fim, chegou ao Rio, no 3º Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha.
Em pleno governo Vargas, aquela ousadia iria custar muito caro. A tentativa de um golpe de Estado, com um motim no Exército, foi reprimida com violência. Há 90 anos, o Brasil era um país polarizado, com comunistas brigando com fascistas e um ditador distribuindo bordoadas em quem ousasse desafiá-lo.
A história é contada pelos vencedores. Na maioria das vezes. Prestes foi pintado pelos jornais como uma espécie de demônio vermelho, cujos companheiros revolucionários mataram à traição soldados do 3º Regimento enquanto dormiam. Esta era a narrativa.
O Brasil de 1935 vivera sucessivos banhos de sangue, a começar pela chacina da praia de Copacabana quando em 1922 tenentes tomaram o Forte do Posto 6, saíram armados e a maioria morreu fuzilada pelas tropas do presidente Afonso Pena. Prestes escapou do confronto porque estava com tifo.
Nem deu tempo de as feridas cicatrizarem. Em 1923, os gaúchos fizeram uma guerra civil, que começou em janeiro e terminou em dezembro. Em 1924, uma nova revolta explodiu em São Paulo, comandada pelo general Isidoro Dias Lopes e o major Miguel Costa. O presidente Arthur Bernardes mandou bombardear São Paulo, deixando parte da cidade arrasada.
Miguel Costa fugiu com seus companheiros e se uniu a Prestes, que estava no Paraná, formando a coluna Prestes-Miguel Costa com 1.500 homens, que percorreu 25.000 km pelo interior do país durante 2 anos e 5 meses. No fim da linha, depois de mais da metade dos homens morrerem de tiro, diarreia e cansaço, Prestes se refugiou na Bolívia e Costa, na Argentina.
O Brasil polarizado seguia de pé. Desta vez, eram gaúchos contra paulistas na Revolução de 1930. Getúlio liderou o golpe de Estado que apeou Washington Luiz do poder, inaugurando um novo governo. Como os outros golpes, sempre havia armas, militares, tropas e autoridades presas. Foi assim em novembro de 1889, quando Teodoro da Fonseca derrubou o Império, e assim seria até 31 de março de 1964, quando os militares marcharam pela Rio-Juiz de Fora e depuseram Jango.
O cenário foi o mesmo quando, 2 anos depois de Getúlio tomar o poder, São Paulo foi à luta, mobilizou seu próprio Exército e um novo banho de sangue varreu o Brasil. Era a Revolução Constitucionalista de 1932.
Passados 90 anos da revolta ou intentona comunista, o Brasil continua dividido pela mesma polarização. O espírito de confronto segue igual e o que mudou foram as tecnologias. No início do século passado, os jornais, o rádio e o telégrafo eram os principais meios de comunicação. Hoje, passados 100 anos, as redes sociais e a internet fazem o serviço e são ao mesmo tempo o campo de batalha dos opostos.
Aquele ano de 1935 terminou com um capitão fugindo para escapar da polícia comandada por outro capitão. Prestes usava toda sua astúcia para driblar Felinto Muller. Nenhum deles era santo. Prestes era um dos comandantes comunistas e tinha conseguido apoio da então União Soviética para o levante, vendendo o Brasil como um país caindo de maduro para a revolução proletária. Não deu certo. Prestes perdeu a guerra e a liberdade.
A consequência mais nefasta da intentona comunista foi a criação do Tribunal de Segurança Nacional pelo governo Vargas em setembro de 1936. Milhares de brasileiros foram julgados por esta Corte, uma verdadeira excrescência jurídica, onde as regras mais básicas dos direitos humanos eram solenemente ignoradas.
Depois dos comunistas de 1935, vieram os integralistas de 1938, que cercaram o Palácio Guanabara e tentaram matar Getúlio. Todos foram parar naquele Tribunal nefasto.
O doutor Sobral Pinto, advogado de Prestes e Herry Berger, diante da situação precária dos réus, pediu a aplicação da Lei de Proteção aos Animais a fim de garantir a eles um tratamento decente.
Prestes ficou preso numa solitária. Foram 9 anos de cadeia. Um carcereiro apiedou-se e começou a passar recortes de jornais escondidos na comida. Ele lia e engolia os recortes com medo do risco de uma revista acabar com as notícias e o carcereiro.
Saiu da cadeia em 1945. Parecia um cadáver. Foi candidato ao Senado e ganhou. Os comunistas ainda elegeram uma pequena bancada com 14 deputados, entre eles Jorge Amado, Gregório Bezerra e Carlos Marighella. Menos de 2 anos depois da vitória nas urnas, o Partido Comunista teve seu registro cassado. Era a eterna polarização seguindo seu curso.
A casa da rua Honório 279 não existe mais. Ali, que já foi Meyer e Cachambi, hoje é Todos os Santos. A casa foi demolida e outra erguida no seu lugar ganhou o número 281. O passado daquele subúrbio tranquilo, com cadeiras na calçada como na letra de Vinícius de Moraes, hoje está polarizado entre a milícia e os narcos.
Como o capitão do passado, Bolsonaro, o capitão do presente, foi preso e condenado, acusado de tramar um golpe de Estado. O governo do presente se identifica com o capitão do passado, enquanto o capitão do presente é a cara do governo do passado. Dois opostos, vítimas das trapaças do tempo.
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Raquel precisa cuidar do clima interno das suas Secretarias
Por Larissa Rodrigues – repórter do Blog
Em um momento no qual a governadora Raquel Lyra (PSD) precisa melhorar a imagem de sua gestão, porque visa à reeleição, em 2026, mas vem pontuando baixo nas pesquisas de intenção de voto, surgem mais denúncias de práticas pouco motivadoras, para dizer o mínimo, entre membros de sua equipe. Os fatos ocorrem no dia a dia da máquina, algo que não ajuda Raquel internamente e nem aos olhos da sociedade.
Nos últimos dias, este Blog foi procurado por funcionários da Secretaria Executiva de Transformação Digital, uma das subpastas da Secretaria de Administração do Estado (SAD). Essa secretaria-executiva foi criada em 2023 “para alinhar e impulsionar o Governo Digital em Pernambuco”, segundo o site da SAD.
Leia maisHá cerca de dois meses e meio, houve mudanças no comando da subpasta. Foi quando teria começado o calvário dos funcionários. Segundo os relatos enviados ao blog, instalou-se um “clima de ansiedade e mal-estar” na Secretaria.
A nova gestão, informaram os trabalhadores, estaria se utilizando de comportamentos abusivos e de uma espécie de “terrorismo psicológico” para pressionar a equipe. Uma das práticas mais absurdas relatadas é a filmagem via celular e sem autorização das telas de computador dos funcionários, uma espécie de checagem indevida se as pessoas estão produzindo ou não.
De acordo com os trabalhadores, passou a ser frequente na Secretaria ouvir da gestão atual frases como “adoro demitir” e piadas de mau gosto. Os funcionários, inclusive, ficaram sem entender o motivo de terem escutado da liderança direta, em uma conversa, a seguinte afirmação “já trabalhei em zoológico”. “Não sabemos até hoje se fomos comparados a animais ou se realmente há esse histórico”, comentou uma das fontes.
Administrar um Estado do tamanho de Pernambuco e ter o controle absoluto de tudo o que acontece internamente nas secretarias é tarefa difícil, uma missão quase humanamente impossível, diante da quantidade de servidores. Não se pode afirmar que a governadora Raquel Lyra tem conhecimento de como 100% do seu time é tratado nos ambientes das secretarias.
Por essa razão, sempre que chegam denúncias a este Blog, como as expostas nesta coluna, a reportagem faz questão de apurar com todo o cuidado e publicar para que o Poder Executivo tome conhecimento. A gestão de Raquel não costuma responder nossas demandas, mas o espaço está aberto caso decida se pronunciar a respeito do tema.
Por falar no Governo Raquel – Nos bastidores da oposição à governadora Raquel Lyra, a avaliação é de que nada mudou depois que ela anunciou que assumiria a segurança pública em Pernambuco. Há quem lembre que a violência continua avançando no Estado. Ontem (28), enquanto ela apresentava com espetáculo midiático a Operação Papai Noel, em Petrolina, no Sertão, programas de rádio informavam a ocorrência de mais 13 homicídios ocorridos na última quinta-feira (27). Assassinatos que se somam aos mais 9.500 registrados em dois anos e dez meses de gestão.

Na propaganda – Também não faltam avaliações entre oposicionistas de que o helicóptero comprado pelo Estado e anunciado, no último dia 17, como aeronave auxiliar do Grupo Tático Aéreo (GTA/PE) tem sido muito mais utilizado para transportar a governadora e servido de objeto da publicidade oficial do que empregado em missões de segurança pública.
Lei Orgânica da Polícia Civil 1 – Os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte, ambos do PP, pediram à governadora Raquel Lyra, na última quarta-feira (26), o envio urgente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) do Projeto de Lei que institui a Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado. Em Brasília, os parlamentares receberam membros da diretoria da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (Adeppe) para discutir o tema e reforçar a necessidade de modernização da carreira.
Lei Orgânica da Polícia Civil 2 – Durante o encontro, os policiais apresentaram suas demandas e destacaram a importância de Pernambuco regulamentar a Lei Orgânica, já prevista pela Lei Federal nº 14.735/2023, que estabeleceu o marco nacional das Polícias Civis. “A categoria construiu uma proposta sólida e amplamente debatida. Agora é fundamental que o Governo encaminhe o texto à Alepe”, afirmou Eduardo da Fonte. O pedido foi formalizado por meio de ofício enviado à governadora.

Escala 6×1 – A redução da jornada de trabalho será debatida com a classe trabalhadora no Recife, na próxima segunda-feira (1º). O deputado federal Pedro Campos (PSB) vai promover na cidade, em conjunto com a Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6×1 da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, uma edição dos seminários regionais para discutir o modelo de jornada adotado em diversos setores produtivos. O encontro será no Auditório José de Anchieta, na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no G1 do Bloco G, e reunirá trabalhadores, empregadores, representantes do poder público, pesquisadores e especialistas.
CURTAS
LULA EM PE – O presidente Lula (PT) estará em Pernambuco, na próxima terça-feira (2), e cumpre agendas em Ipojuca (Grande Recife) e Cupira (Agreste). Às 11h, Lula participa da Cerimônia alusiva à ampliação da capacidade operacional da Refinaria Abreu e Lima, em Suape, em Ipojuca. Às 16h, segue para a entrega da Barragem Panelas II e anúncio da retomada das obras da Barragem de Igarapeba, em Cupira.
OS LEÕES DO NORTE – O chefe está todo orgulhoso porque uma criança de 10 anos também está degustando as páginas de sua obra ‘Os Leões do Norte’, que resgata a trajetória de 22 ex-governadores pernambucanos e destaca a força política do Estado ao longo das décadas. É o filho do deputado estadual Romero Sales Filho (UB).
NOVAS GERAÇÕES IMPACTADAS – “Fico muito feliz em ver que meu filho, de apenas 10 anos, já está lendo e descobrindo a história do nosso povo através das suas páginas. Isso mostra a força do seu trabalho e o impacto que ele gera nas novas gerações. Obrigado pela dedicação, pelo compromisso com a memória política e pela generosidade de entregar ao nosso povo uma obra tão necessária”, afirmou Romero Sales Filho.
Perguntar não ofende: Denúncias de práticas de trabalho abusivas nas secretarias de Raquel geram que tipo de impacto na sociedade?
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O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), hoje, os chamados embargos infringentes – tipo de recurso para reverter a pena no julgamento do golpe de Estado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do STF, em julgamento em setembro. Nos embargos, ele pede absolvição.
Na terça-feira (25), o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou o fim da ação penal – ou seja, considerou que não cabiam mais recursos e que a pena de prisão já deveria ser executada, não só para Bolsonaro, como também para outros seis réus condenados. O ex-presidente está preso na carceragem da Polícia Federal, em Brasília.
Leia maisEntendimento do STF é de que só teria direito aos embargos infringentes o réu que obtivesse dois votos pela absolvição na Primeira Turma. Bolsonaro teve só um. Portanto, Moraes deverá nem aceitar os embargos. Além da absolvição, a defesa pede que o caso seja levado para o plenário do STF, onde votam 11 ministros. Na Turma, votaram 5 ministros.
Regra interna do STF desde dezembro de 2023 diz que julgamentos criminais ocorrem nas turmas. “Assim, diante da manifesta contrariedade com o direito e com as provas dos autos, a injusta condenação imposta a Jair Messias Bolsonaro, já reconhecida pelo eminente ministro Luiz Fux, deve ser submetida ao crivo do Plenário do Supremo Tribunal Federal para que, ao final, seja reconhecida e declarada a sua inocência”, afirmou a defesa no embargo enviado à Corte.
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O prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, esclareceu os motivos que levaram o município a aparecer entre os últimos colocados no IGM-PREV 2024, índice divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) que avalia a qualidade da gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Os dados são referentes ao exercício de 2024, período ainda sob responsabilidade da gestão de Evandro Valadares.
Segundo o relatório, São José do Egito recebeu a pior nota possível, E, em quatro dos cinco eixos avaliados, e D no quinto. O prefeito Fredson afirmou que o resultado reflete um cenário crítico acumulado ao longo dos últimos anos. “Herdamos um rombo superior a 6 milhões de reais deixado pela gestão anterior. Foram anos repassando apenas 14% de contribuição patronal, referente as secretarias”, afirmou.
Leia maisPara evitar que o sistema entrasse de imediato em colapso, a atual gestão elevou a contribuição patronal para 28%. “A nossa gestão passou a repassar o dobro para melhorar o saldo do FUMPRESJE que paga aposentados e pensionistas. Além disso, o TCE apontou ausência de política de investimentos e baixa rentabilidade dos recursos, fatores que contribuíram para a piora do RPPS”, declarou o prefeito.
Fredson alertou que, sem intervenções urgentes, o pagamento de aposentados e pensionistas pode ficar comprometido. “A verdade é uma só: se não fizermos a Reforma da Previdência Municipal, o sistema vai quebrar. Estamos tomando medidas duras, mas indispensáveis para garantir os direitos dos servidores”, disse.
As ações da Prefeitura incluem a elaboração da reforma previdenciária, reorganização de parcelamentos antigos e reestruturação da gestão previdenciária. “Não vou permitir que quem dedicou sua vida ao município fique desamparado. Vamos recuperar o RPPS com seriedade e transparência”, concluiu.
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O deputado federal Felipe Carreras (PSB) recebeu a confirmação do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e do secretário-executivo do MDIC, Márcio Fernando Elias Rosa, de que foi descartada, na última reunião do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), a possibilidade de aumento da alíquota de importação sobre produtos de poliéster. A informação, já publicada pelo próprio Ministério em seu portal oficial, marca a suspensão da medida.
A decisão representa uma vitória importante para o Polo de Confecções do Agreste Pernambucano, que abrange Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru, e que depende diretamente desses insumos para manter sua competitividade, geração de renda e milhares de postos de trabalho.
Leia maisDesde o primeiro momento em que a proposta de aumento entrou em pauta, o deputado Felipe Carreras atuou, junto ao prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Helinho Aragão, para impedir que a medida fosse adiante. Ainda em outubro, o parlamentar enviou ofício ao MDIC solicitando a reavaliação da proposta e alertando para os impactos econômicos e sociais que um reajuste tarifário poderia provocar no setor.
Com a decisão do Gecex, o setor produtivo segue com segurança jurídica e estabilidade para manter suas operações, enquanto se preserva o equilíbrio entre a defesa da indústria nacional e a competitividade das empresas brasileiras.
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A Agência Calia acaba de conquistar um dos principais reconhecimentos da publicidade brasileira: o Prêmio Profissionais do Ano 2025 (PPA), promovido pela Globo, com a campanha “Trabalho Invisível”, vencedora na categoria Valor Social.
A premiação, que está em sua 47ª edição, destaca produções que se sobressaem pela criatividade, relevância e impacto cultural e a Calia foi reconhecida por abordar, de forma sensível e contundente, a desigualdade de gênero no trabalho doméstico. Os vencedores foram anunciados na noite desta quinta-feira (27), em cerimônia em São Paulo. A premiação, que reconhece os melhores trabalhos da publicidade, foi comandada por William Bonner e Maju Coutinho.
Leia maisRealizada pela Calia, com produção da Santeria e assinatura da Instituição Nós Por Elas, a campanha foi lançada no Dia do Trabalho e trouxe o conceito “O fim do expediente não é o fim do trabalho”, evidenciando o acúmulo de funções que marca a rotina de milhões de mulheres brasileiras. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres dedicam em média três vezes mais horas às tarefas domésticas do que os homens, um peso invisível que reduz oportunidades de carreira, estudo e bem-estar.
Com filmes e peças gráficas que retratam de forma direta e emocional essa realidade, “Trabalho Invisível” ganhou destaque nacional ao provocar reflexão sobre a urgência de uma divisão mais justa das responsabilidades dentro de casa.
“Conseguimos traduzir em poucos segundos uma realidade que atravessa gerações. Vencer o Profissionais do Ano é a validação da força criativa e social dessa campanha”, afirma Maurício Oliveira, diretor de criação da peça.
Para Gustavo Mouco, vice-presidente da Calia, o prêmio reforça o compromisso da agência com uma comunicação que vai além da publicidade: “Dar visibilidade ao que não se vê é um papel fundamental da comunicação. ‘Trabalho Invisível’ faz isso e, ao ganhar o Profissionais do Ano, mostra que a criatividade pode e deve gerar impacto real na sociedade”.
O Prêmio Profissionais do Ano é uma das premiações mais tradicionais do mercado de publicidade brasileiro, reconhecendo há mais de quatro décadas os projetos que elevam o padrão criativo do país. A vitória da Calia destaca não apenas a qualidade do trabalho, mas também a relevância social do tema escolhido.
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Por Dércio Alcântara
Como marqueteiro, venci 12 das 14 campanhas eleitorais de prefeitos nessa última eleição. E numa delas, meu hiper foco concentrou a estratégia em rotular o candidato adversário como Neném…
Com apenas três spots de rádio, mandei repetir à exaustão a tese de que o adversário do meu cliente nem trabalhava, nem estudava. Era o candidato Nem-Nem.
Leia maisNo guia eleitoral, o locutor já abria perguntando se o eleitor votaria em um candidato que nunca administrou nem um bazar de fogos. Perguntava também se a mãe do eleitor fosse se submeter a uma cirurgia, ele deixaria se soubesse que o médico nunca operou ninguém.
É que o meu cliente era testado, experiente, e o adversário completamente neófito e virgem na missão de administrar o patrimônio público. Ao perceber que o bicho estava pegando e reverberando nas ruas o apelido de Candidato Nem-Nem, a mãe do Nem-Nem pediu ao jurídico que ingressasse com uma ação pedindo ao juiz eleitoral a proibição do apelido e a retirada dos spots.
Convenhamos, uma petição que precisava de verificação e provas em contrário, como na defesa de toda acusação. O jurídico do meu cliente, então, com muita astúcia sustentou a qualificação do opositor e apresentou provas.
Aí o juiz despachou aceitando a procedência das evidências e não retirou o material das inserções e do guia, pois realmente o candidato nem trabalhava e nem estudava. A coligação não conseguiu matrícula de uma escola ou universidade, diploma ou carteira de trabalho com ocupação.
E isso me fez lembrar daquele marqueteiro do livro de Duda Mendonça, cujo nome do cliente era Nem e ele sapecou o slogan Nem Fez, Nem Faz. E assim, obviamente, derrotou o coitado.
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A Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) sediará, na próxima segunda-feira, das 13h às 17h, um seminário para discutir o Projeto de Lei 733/2025, que trata do Sistema Portuário Brasileiro. A iniciativa, proposta pelo deputado federal Coronel Meira (PL) no âmbito da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, reunirá representantes de sindicatos portuários de vários estados, autoridades do setor e parlamentares envolvidos na análise da matéria. O encontro acontecerá no Auditório Senador Sérgio Guerra.
Para Coronel Meira, o debate é fundamental para assegurar que as mudanças propostas reflitam a realidade de quem atua diretamente nos portos. “O PL 733 precisa ouvir quem está na linha de frente do trabalho portuário. Nosso compromisso é garantir que trabalhadores, entidades e autoridades do setor participem ativamente da construção de um texto que respeite a atividade portuária e fortaleça o desenvolvimento do país”, destacou o deputado.
Leia maisA expectativa é que o encontro fortaleça o processo democrático de construção legislativa, ampliando o diálogo sobre pontos sensíveis do PL 733/2025, que regula a exploração dos portos, a operação e o trabalho portuário. A partir do seminário, as contribuições serão encaminhadas à Comissão Especial, responsável por avaliar e consolidar o texto final que seguirá para votação na Câmara dos Deputados.
O seminário contará com a presença de autoridades federais, como o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, além de deputados integrantes da Comissão Especial, representantes dos portos do Recife e de Suape e dirigentes de sindicatos portuários de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e da Bahia. A amplitude da participação reforça o objetivo de colher contribuições técnicas sobre os impactos econômicos, logísticos e trabalhistas do projeto.
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Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com o instrumentista Renato Bandeira, em tributo ao cantor e compositor Paulo Diniz, ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
A Câmara Municipal de Lagoa dos Gatos aprovou, por unanimidade, as prestações de contas de governo referentes aos exercícios de 2021 e 2022 do prefeito Stênio Fernandes (PP). A decisão acompanhou integralmente o parecer do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), reforçando a regularidade financeira e administrativa da atual gestão.
A defesa apresentada ao Legislativo foi conduzida pelo advogado Dr. Pedro Melchior de Melo Barros, da banca Barros Advogados Associados, que destacou a lisura das contas e o compromisso da administração municipal com a correta aplicação dos recursos públicos. Durante a sustentação, o advogado demonstrou que a gestão superou diversos parâmetros legais, especialmente nas áreas de saúde e educação.
“Recebo essa aprovação com gratidão e com o mesmo compromisso que sempre tive com o povo de Lagoa dos Gatos. Trabalhamos com seriedade, zelo e responsabilidade, e esse reconhecimento reforça que estamos no caminho certo. Cada ação do nosso governo é feita pensando em melhorar a vida das pessoas, e continuaremos firmes, com transparência e dedicação, para construir um município cada vez melhor”, afirmou o prefeito.
O deputado federal Fernando Monteiro (PSD) participou, hoje, da abertura do 1° Congresso Nacional de Vereadoras, Vereadores e Agentes Públicos, realizado em Caruaru e promovido pela Associação Nacional dos Vereadores (ANV). Em sua palestra, o parlamentar abordou o avanço das discussões sobre cotas de gênero no Congresso Nacional, em Brasília, reforçando a necessidade de ampliar a representatividade feminina nos espaços de decisão. Ele lembrou que ainda existem câmaras legislativas sem qualquer presença de mulheres e que alguns estados brasileiros não têm representação feminina no Congresso Nacional, cenário que considera alarmante para a democracia.
Durante sua fala, Fernando destacou que o congresso realizado em Caruaru tem papel fundamental ao reunir lideranças de todo o país em torno de uma pauta urgente e estruturante. Para ele, o fortalecimento da presença feminina depende da articulação entre agentes públicos e do compromisso com políticas de inclusão. “A democracia só é completa quando mulheres ocupam o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Este congresso é o espaço para unir forças e priorizar esse debate”, afirmou o deputado.
Leia maisO deputado também explicou os principais pontos da proposta em discussão em Brasília, que prevê a destinação mínima de 15% das vagas para mulheres, mantendo as cotas já existentes. A norma exige que partidos assegurem o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo. Ele ressaltou ainda a medida que transfere o mandato para a própria candidata, e não para a chapa, a partir do registro da candidatura. Para o parlamentar, essa mudança é central para garantir estabilidade jurídica e respeito ao voto. “A cassação após a posse é sempre delicada, porque desconsidera o voto, que é a base da democracia”, observou.
Ao finalizar, o deputado reforçou que a atualização das regras eleitorais busca fortalecer a participação das mulheres e evitar injustiças que impactam diretamente a representatividade no país. Ele defendeu que proteger o voto feminino é proteger o próprio sistema democrático. “Precisamos garantir representação real e preservar o mandato daquelas que não cometeram irregularidades. É assim que avançamos em democracia”, concluiu Fernando Monteiro.
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