Por razões diplomáticas o Brasil, assim como o Conselho de Segurança da ONU, não designa o Hamas como grupo terrorista.
Mas seus estatutos e práticas, desde a fundação, preconizam o aniquilamento do Estado de Israel e expulsão de todos os infiéis, ainda que árabes ou palestinos (não islâmicos), daquela terra sagrada. Atacando civis inocentes, assassinando mulheres, crianças e até bebês, tendo no terror seu principal meio de atuação política/religiosa.
Dentre as condutas mais covardes do Hamas está o uso de civis como “escudos humanos”, à medida que suas células principais estão escondidas na Faixa de Gaza. Tal prática é condenada pela Convenção de Genebra e configura crime de guerra.
Tenho afetuosa admiração pelo povo judeu e genuína empatia pelo povo árabe, assim como, do ponto de vista humanitário, não consigo distinguir palestinos de israelitas. Todos estão igualados no mesmo “vale de lágrimas” deste atual confronto.
Creio que não há outra forma de enfrentar definitivamente o Hamas, que não a via bélica, embora isso implique na ocupação da Faixa de Gaza. Nesse enfrentamento militar infelizmente ocorre perdas de vidas civis, assim como em toda guerra, o que é lamentável.
Contudo, não consigo assimilar como alguns ainda insistem em equiparar as ações do Hamas à dura resposta de Israel. Gostaria que essas pessoas refletissem e compreendessem que há sim uma real diferença entre o terrorismo e a guerra. Entre o assassinato frio de jovens, mulheres, crianças e bebês e uma ação militar em território de guerra.
Rezo por todas as vítimas desse infeliz confronto, seus amigos e parentes e creio que só haverá paz no mundo quando houver o fim do terrorismo, mas infelizmente esta atuação ainda encontra muitos apoiadores camuflados de vanguardistas ou mesmo humanistas. Inocentes úteis que servem de fantoches na complexa relação da política externa das potências mundiais.
*Advogado, sócio-fundador do PHR-Soluções Jurídicas e ex-presidente da OAB-PE.
Uma investigação da Polícia Federal (PF) aponta que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) mantinha um “vínculo pessoal estreito” e um “alinhamento político” com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Segundo o relatório da PF, essa proximidade foi fundamental para viabilizar aportes bilionários do RioPrevidência, o fundo de previdência dos servidores estaduais, no Master. As informações são do blog da Camila Bomfim.
Os detalhes constam de uma representação policial enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Com base nesta investigação, o ministro André Mendonça autorizou nesta terça-feira (26) a 8ª fase da Operação Compliance Zero.
Cláudio Castro foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Até o momento, a defesa de Castro não se manifestou sobre a operação, afirmando apenas que Castro acompanhou as ações dos policiais com “serenidade”.
A equipe da PF ficou cerca de 3 horas na residência do ex-governador e deixou o edifício, na Barra da Tijuca, com 2 celulares apreendidos. A investigação cita conversas encontradas no celular de Vorcaro que indicam que a liberação de determinados investimentos do fundo previdenciário dependia diretamente desse alinhamento com Castro.
A Polícia Federal identificou um “sincronismo” entre os encontros mantidos entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro e os repasses financeiros que aconteciam logo em seguida.
De acordo com a PF, a relação ia além dos contatos institucionais:
viagens e eventos: o banqueiro teria custeado e organizado eventos e encontros com Castro, inclusive em ambientes privados e no exterior.
‘coincidência temporal’: esses encontros privados coincidiam com as datas dos aportes bilionários realizados pelo RioPrevidência no Banco Master.
Para os investigadores, o conjunto de provas afasta a hipótese de mera coincidência e reforça a “plausibilidade concreta de interferência política indevida”.
“A relação de Daniel Vorcaro e Cláudio Castro trazida aos autos ultrapassou o mero contato institucional, alcançando indícios concretos da ocorrência de tratativas ilícitas que viabilizaram a captação de um total de R$ 3.691.000.000,00 em investimentos no Banco Master, somando-se os montantes aplicados em fundos e Letras Financeiras”, destaca Mendonça na decisão.
Ao anunciar rompimento com a governadora Celina Leão (PP), o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), a quem ela sucedeu, na verdade, ao final, lhe fez um favor. Tanto que, logo depois, Ibaneis se deu conta do erro e acabou tentando voltar atrás. Profundamente chamuscado pelo caso Master/BRB, hoje é mais Ibaneis quem depende de Celina.
E Celina, por outro lado, quanto mais distância conseguir ter de Ibaneis, dentro do discurso de que nada tinha a ver com a crise, melhor para ela. Assim, ao romper com Celina, Ibaneis lhe fez um favor. A poupou de ter que fazer mais adiante esse movimento de rompimento. O problema de Celina, porém, é que a essa altura ela já não consegue medir o quanto a crise a afeta também.
Na quarta-feira (20), Ibaneis Rocha gravou um vídeo, ao lado de lideranças do MDB, anunciando que rompia com Celina Leão. Dizia-se insatisfeito com os rumos de seu governo. “Nós apostamos na governadora Celina como um governo de continuidade daquilo que nós plantamos”, disse Ibaneis. “Infelizmente, ao longo dos últimos dias, temos tido muitas decepções”, completou. Na ocasião, lançou a hipótese de o MDB ter um candidato próprio.
Na ocasião, lançou a hipótese de o MDB ter um candidato próprio, um nome que vem sendo ventilado há algum tempo, o deputado federal Rafael Prudente. No domingo (24), porém, Ibaneis recuou. Ao participar de celebrações da Festa do Divino, em Planaltina, ele mencionou Celina, e disse que ela será “nossa candidata, reeleita”. O problema de Ibaneis é que, em princípio, ele não tem espaço na chapa de Celina. A não ser que, ao final, o PL não siga com ela. Caso siga, as candidatas ao Senado serão Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis.
Pesquisas internas encomendadas por Celina apontam, porém, que ela também sente os efeitos da crise Master/BRB. Sua liderança já não seria tão confortável. O alento agora é que, segundo apurou o Correio Político, sua queda não estaria necessariamente se revertendo para outros nomes. O número de eleitores indecisos aumentou nesse levantamento interno.
Uma situação que faz o PL manter um plano B: o senador Izalci Lucas (PL). Foi o PL quem encomendou a última pesquisa feita pelo Instituto Veritá. Ela mostrou uma situação embolada entre Celina, o ex-governador do DF José Roberto Arruda, o candidato do PT, Leandro Grass, e Izalci Lucas.
Houve quem estranhasse a presença de Izalci Lucas entre os candidatos na lista estimulada, uma vez que, em princípio, o PL apoia a reeleição de Celina Leão. Para muitos, ficou claro que o PL quis testar as chances de Izalci para ter uma alternativa eleitoral caso Celina desabe a partir da crise BRB/Master.
A chance de uma recomposição que garantisse a Ibaneis a vaga na chapa de Celina como candidato a senador, viria dessa possibilidade de o PL acabar partindo para esse plano B. Aí, ele conseguiria retomar o seu plano original, que era eleger Celina como sua sucessora e obter uma vaga no Senado.
Na sexta-feira (22), porém, Celina deu mais um passo na direção contrária à aproximação ao exonerar a secretária de Desenvolvimento Social, Jackeline Couto Canhedo. Jackeline tinha sido indicada por Ibaneis. Mais do que isso, a secretaria era um terreno da esposa do ex-governador, Mayara Noronha Rocha, que chegou a exercer a secretaria.
O anúncio inicial de rompimento feito por Ibaneis ajudou Celina a pavimentar o caminho do afastamento. Permitiu a ela argumentar que a iniciativa foi dele. E que ela, por seu lado, teria sido sempre legal a ele. Ou seja, ele é que sinalizou o afastamento. Que vai exatamente na direção que ela deseja.
Nesse sentido, no entanto, Celina considera que tem um trunfo. Quando Ibaneis foi afastado do governo do DF por 90 dias após os episódios do 8 de janeiro de 2023, Celina poderia ter aproveitado a situação e agido para que ele não mais voltasse. Ela comportou-se na ocasião como mera interina.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) suspendeu pesquisa do Instituto Veritá, divulgada na semana passada, que apontava uma suposta liderança da governadora Raquel Lyra (PSD) em intenções de votos nas eleições deste ano. A Justiça entendeu que uma série de irregularidades comprometeram a credibilidade do levantamento da empresa, que já havia sido punida com outra suspensão, em abril, por conta de falhas metodológicas que poderiam interferir nas impressões do eleitorado pernambucano sobre a corrida ao Governo do Estado.
O pedido de suspensão partiu do MDB, partido que faz parte do arco de alianças da Frente Popular de Pernambuco. A legenda apontou a existência de vícios metodológicos estruturais e cumulativos, como a impossibilidade material de execução do método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT) declarado, já que nenhuma das 26 questões da pesquisa do Veritá coletou informações sobre bairros. Apesar disso, o relatório da sondagem garantiu ter ouvido eleitores em todos os bairros das cidades pesquisadas. O TRE entendeu que a falta de registro do número de eleitores sondados em cada setor censitário compromete o próprio registro da pesquisa.
“Os itens acima identificados, considerados isoladamente ou em seu conjunto, evidenciam, em juízo preliminar e não exauriente, o descumprimento dos requisitos formais e materiais do art. 2º da Resolução TSE nº 23.600/2019, c/c o art. 33 da Lei nº 9.504/1997”, decidiu o desembargador Marcelo Labanca Corrêa de Araújo, determinando a suspensão da divulgação da pesquisa eleitoral em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, e a retirada de postagens sobre os números de redes sociais ligadas à Meta.
Do segundo caso depende o envio novamente ao Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). E depende também a estratégia em relação ao Senado até o final do ano.
Os casos estão entrelaçados porque Alcolumbre e Pacheco formam uma forte aliança no Senado. Após presidir a Casa entre 2019 e 2021, Davi Alcolumbre fez campanha e elegeu Pacheco seu sucessor. Este, por sua vez, ao deixar o posto em 2025, trabalhou para ser substituído por Alcolumbre, que voltou a presidir o Senado.
Nesse período de franca parceria e trocas de posições com Pacheco, Davi Alcolumbre se tornou o mais poderoso parlamentar do país.
Além de dividir com Hugo Motta (Republicanos-PB) e o antecessor deste, Arthur Liara (PP-AL), o controle das emendas parlamentares – especialmente aquelas que substituíram as emendas secretas, agora chamadas de emendas de comissão –, ele supera os presidentes da Câmara em termos de controle sobre sua Casa.
Alcolumbre deu recentemente uma tremenda demonstração de poder ao derrotar com ampla maioria a indicação do governo para Jorge Messias assumir no STF.
O presidente do Senado tem enviado sinais confusos de que estaria disposto a continuar esticando a corda contra o governo. Por exemplo, quando ameaça também melar a montagem da chapa, com Pacheco na cabeça, que Lula vinha arquitetando para apoiá-lo em Minas Gerais.
Alcolumbre resolveu fazer campanha para Pacheco ser eleito pelos senadores como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A vaga pertence ao Senado e a vitória seria líquida e certa. Por causa desse lançamento, o senador deu um passo atrás na candidatura a governador de Minas.
O presidente da República gostaria de indicar novamente Messias para o Supremo, apesar da derrota anterior. Quer fazer isso como demonstração de poder e de que não abre mão de suas prerrogativas como presidente da República. Mas, na verdade, não está seguro quanto a Alcolumbre. Não sabe exatamente como ele se comportará.
Daí porque Lula pretende se reunir nesta semana com Pacheco: para tomar pé da situação. Se tiver sinais positivos, pode até encontrar-se com Alcolumbre, caso sinta com Pacheco que há espaço para isso. Se der certo, ele mata dois coelhos com uma cajadada só.
Mas é um movimento de alto risco. Lula sabe disso e está preparado para uma situação de hostilidade. Nesta hipótese, vai ter que decidir se repete ou não a indicação de Messias e aposta nas eleições de outubro, caso vença. Aí sim, partirá para a guerra contra Alcolumbre.
A governadora Raquel Lyra (PSD) nomeou, por meio do Diário Oficial do Estado de hoje, Clodoaldo Battista de Sousa Teixeira como novo defensor público-geral da Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, para o biênio 2026-2028. O defensor público foi escolhido a partir da lista tríplice divulgada pela Defensoria no dia 20 de maio.
Teixeira concorria ao cargo com Joaquim Fernandes Pereira da Silva e Gabriel Gonçalves Leite, sendo o mais votado da tríplice, com 254 votos, cerca de 84% dos votos válidos da lista. Após isso, Clodoaldo foi selecionado pela governadora para assumir o cargo.
Clodoaldo Battista de Sousa Teixeira é formado em Direito pela Universidade Federal da Paraíba e mestre em Direito Público. O novo defensor público-geral tem 20 anos de trabalho na Defensoria Pública do Estado e exerceu o cargo de presidente da Associação de Defensores Públicos do Estado de Pernambuco (Adepepe). Ele também já lecionou disciplinas de Direito em universidades e faculdades de Pernambuco, Bahia e Ceará.
Pré-candidato do PSD à Presidência da República, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, volta ao meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras do Nordeste, hoje. Na pauta, a crise instalada na direita, especialmente no PL e no núcleo bolsonarista, com o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro no escândalo do Banco Master.
Recentemente, Caiado afirmou que o Brasil vive uma “desordem institucional” e disse que o atual modelo político não pode mais ser chamado de presidencialismo. Ele criticou o peso das negociações envolvendo emendas parlamentares e votações no Congresso.
Segundo Caiado, o centro de poder foi deslocado do Palácio do Planalto, gerando uma “deformidade” no sistema político. O pré-candidato também defendeu uma reforma política e afirmou que o STF deveria responder a questionamentos envolvendo ministros da Corte. Caiado disse ainda que a pauta do impeachment de ministros deve ganhar força nas eleições de 2026 para o Senado.
Médico ortopedista formado pela Escola de Medicina e Cirurgia/RJ, Caiado é natural de Anápolis (GO) e vem de uma família tradicional de produtores rurais. Foi deputado federal por vários mandatos, senador da República e ex-governador de Goiás – eleito em 2018 e reeleito em 2022.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Uma comitiva formada por prefeitos, empresários e lideranças políticas do Agreste se reuniu, ontem, no Palácio do Campo das Princesas, para debater ações urgentes de fortalecimento do Polo de Confecções. O encontro, que contou com protagonismo do prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), e do pré-candidato a deputado federal Edilson Tavares (PP), teve como pauta central o combate aos impactos da Medida Provisória 1357 e a garantia de investimentos estruturais para o setor têxtil do estado.
Durante a reunião, o prefeito Sérgio Colin fez uma defesa contundente das costureiras e do comércio local, criticando duramente a concorrência desleal promovida por incentivos fiscais externos. “Não sei o que seria do Agreste se não tivesse a senhora governando para o nosso povo. Precisamos focar na emenda do senador Fernando Dueire contra essa MP 1357, que eu nem chamo de ‘taxa das blusinhas’, e sim de ‘benefício chinês’. Isso prejudica nossas costureiras que celebram o seu dia hoje, baixa a produção nas feiras e gera desemprego em uma região que vive em pleno emprego e representa o país da melhor maneira possível”, discursou Colin.
A governadora garantiu que o Estado está empenhado em proteger os pequenos e grandes produtores do Agreste, anunciando um volume de investimentos históricos em infraestrutura viária, inovação e incentivos fiscais. “O nosso Polo de Confecções não é só um dos motores da economia pernambucana; ele representa o suor, a coragem e o trabalho de milhares de famílias. Estamos trazendo investimentos que o setor nunca viu e nem recebeu em qualificação e inovação para garantir condições mais justas para que o empreendedor continue competitivo. Defendendo o Polo, defendemos milhares de empregos”, afirmou a governadora.
O pré-candidato a deputado federal Edilson Tavares, apontado como uma das principais vozes na articulação econômica da região, reforçou que a união política é o caminho para blindar o setor têxtil contra crises nacionais. “Essa grande mobilização que trouxemos ao Palácio mostra que o Agreste não vai assistir passivamente a nenhuma ameaça ao seu desenvolvimento. O que construímos aqui hoje, ao lado da governadora e de Sérgio Colin, é um pacto de sobrevivência e expansão da nossa economia, garantindo que as estradas continuem avançando para escoar nossa produção e que o mercado nacional continue valorizando o que é fabricado dentro de Pernambuco”, concluiu Edilson.
As festividades alusivas aos 20 anos de fundação deste blog continuam. Após o sucesso do jantar de adesão realizado no Recife, com mais de 500 convidados, a próxima etapa está prevista para o próximo dia 13: o 1º Forró do Magno, em Arcoverde, a partir de meio-dia, com a Super Oara, Maciel Melo, Paulinho Leite e Assum Preto, ex-vocalista do grupo Brasas do Forró, que segue agora em carreira solo. Será no salão de eventos Persone, com capacidade para 600 pessoas.
Haverá outras surpresas musicais a serem confirmadas nos próximos dias. Diferente do Recife, o evento em Arcoverde é dançante, para entrar no clima e ritmo junino. Como está marcado para o dia da estreia do Brasil na Copa, haverá um telão no palco para acompanhar o jogo, previsto para as 19 horas.
A Orquestra Super Oara é uma das atrações do 1º Forró do Magno
Trata-se do primeiro evento festivo do blog no interior do Estado, um gesto de minha parte em reconhecimento ao grande universo do público-leitor das diversas regiões do Estado. Arcoverde foi escolhida pela sua localização geográfica: está a apenas 250 km do Recife, próxima de mais 40 municípios do Sertão e Agreste e parada obrigatória a caminho de outras regiões, como os sertões Central, do Araripe, Itaparica e São Francisco.
Há um detalhe também muito especial: Arcoverde é a terra adotiva e de coração da minha Nayla, onde temos uma choupana e escolhemos o dia 13 em comemoração ao primeiro aniversário do nosso casamento.
O ingresso de acesso custa R$ 250, com direito a almoço. Há 75 mesas disponíveis com espaço para oito pessoas, no valor de R$ 2 mil, saindo ao mesmo preço unitário de R$ 250 para o grupo que deseje dividir o espaço. O mote da festa é animação, alto astral e relax.
O terceiro e último evento festivo está marcado para 11 de agosto em Brasília: um jantar de adesão com a colônia pernambucana no DF, arrastando também deputados, senadores, ministros e outras autoridades, sob a coordenação do embaixador da colônia de PE na capital federal, Aristeu Plácido Júnior.
Após entregar 106 escrituras da 2ª etapa da Regularização Fundiária Urbana (REURB) do Núcleo Habitacional Deputado José Antônio Liberato, ontem, o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, acompanhou, ao lado da governadora Raquel Lyra, o anúncio de um pacote de investimentos do Governo de Pernambuco voltado à ampliação da infraestrutura urbana, do saneamento básico e da mobilidade da Capital do Agreste.
O pacote reúne obras de pavimentação, recapeamento asfáltico, sinalização e elaboração de novos projetos estruturadores para 126 ruas da cidade, além de investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário. As ações contemplam intervenções em corredores de mobilidade urbana, ampliação da rede de saneamento e melhorias na Estação de Tratamento de Água do Salgado. Ainda, ao longo da solenidade, famílias de núcleos habitacionais no bairro Rendeiras também foram beneficiadas com a entrega de 534 títulos de regularização fundiária, garantindo mais segurança jurídica para os moradores. A agenda contou também com a inauguração do 17º Centro de Referência da Mulher do Estado, entregue na atual gestão.
Rodrigo Pinheiro destacou a parceria entre a Prefeitura de Caruaru e o Governo do Estado para garantir avanços estruturais no município. “Caruaru vive um momento importante de desenvolvimento e isso acontece graças às parcerias e ao olhar diferenciado da governadora Raquel Lyra para nossa cidade. São investimentos que chegam para melhorar a vida das pessoas, levando infraestrutura, dignidade e mais qualidade de vida para os bairros e para a zona rural”, afirmou o prefeito.
A poucas semanas do início do São João de Arcoverde 2026, o município já registra movimentação relacionada aos preparativos de um dos maiores e mais tradicionais festejos juninos do Nordeste. Ontem, moradores já puderam perceber a intensa movimentação no Pátio de Eventos, com a estrutura começando a ganhar forma e equipes trabalhando em ritmo acelerado para preparar os espaços que irão receber milhares de pessoas durante os 16 dias de programação.
Com o tema “Causos e Contos”, a edição deste ano reforça a valorização da cultura popular e das tradições nordestinas que transformaram o São João de Arcoverde em referência cultural em Pernambuco. A expectativa cresce não apenas em torno do palco principal, mas também dos polos culturais espalhados pela cidade, responsáveis por manter vivas as manifestações culturais do município.
Além disso, a Prefeitura divulgou a primeira programação oficial de um dos polos culturais do São João 2026. O tradicional Polo Raízes do Coco – Lula Calixto integrará a programação cultural do evento, reunindo artistas locais, nomes da música nordestina e grupos tradicionais de samba de coco entre os dias 19 e 24 de junho.
A expectativa é que, nos próximos dias, novas grades dos demais polos também sejam divulgadas, aumentando ainda mais a expectativa da população e dos turistas para o início da festa.
Outra novidade que movimentou as redes sociais foi a abertura do credenciamento de imprensa para os veículos de comunicação interessados em realizar a cobertura do evento. O cadastro já pode ser feito por meio do formulário oficial disponibilizado pela Prefeitura até o dia 31 de maio de 2026.
A cidade de Arcoverde se prepara para mais uma edição que deve gerar impacto nos setores de cultura, turismo e economia, reafirmando o município como um dos destinos juninos mais procurados de Pernambuco.
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é alvo de nova operação da Polícia Federal (PF) sobre aportes bilionários do RioPrevidência no Banco Master. Nesta terça-feira (26/5), policiais cumpriram 10 mandados de busca e apreensão no Rio e no Distrito Federal em operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF apura aplicações de cerca de R$ 970 milhões feitas pelo fundo previdenciário dos servidores estaduais em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que posteriormente entrou em colapso e foi liquidada pelo Banco Central. As informações são do portal Metrópoles.
Os investigadores querem esclarecer quem autorizou os investimentos, quais critérios técnicos foram usados e se recursos ligados a aposentadorias e pensões de servidores foram expostos a operações consideradas de alto risco.
O presidente Lula (PT) começou o seu dia, ontem, tratando da redução da jornada de trabalho 6×1 num encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O Governo tem pressa em aprovar a matéria por se tratar de mais um aceno ao trabalhador em ano eleitoral.
O impasse está na regulamentação do projeto e no ano da sua entrada em vigor. O Governo quer pra já, mas o empresariado exige um período para adaptação e nada de imediato, porque a medida onera as empresas e não há contrapartida do Governo para aliviar o impacto no caixa das empresas.
Segundo o presidente da Câmara, a redução de 44 horas para 40 horas semanais de trabalho prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da escala 6×1 será aplicada em até um ano. Os dois dias de folga por semana passarão a valer 60 dias após a promulgação.
Na prática, em 60 dias após a promulgação do texto, na Câmara e no Senado, haverá uma redução imediata de duas horas e, em até 12 meses, mais duas horas serão reduzidas da jornada. A PEC estabelece o fim da escala 6×1 e garante dois dias de folga semanais a todos os trabalhadores mediante redução da jornada máxima de 44 para 40 horas, com manutenção do salário atual.
As duas folgas semanais, que não precisarão ser consecutivas, serão aplicadas já este ano. A PEC será votada ainda nesta semana na comissão especial e, na sequência, seguirá para análise do plenário da Câmara, também com previsão de votação nesta semana.
SENADO SEM PREVISÃO – No Senado, ainda não há definição sobre o calendário de tramitação. Mas o governo tenta votar a proposta antes das eleições. Se os senadores mudarem o texto, a proposta volta para a Câmara. Motta tratou com Lula de medidas para mitigar impactos da mudança sobre o mercado de trabalho. Segundo ele, a ideia é facilitar contratações por microempreendedores individuais.
Boulos só atrapalha – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se queixou a integrantes do Palácio do Planalto e ao próprio presidente Lula da postura do ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência. A avaliação, compartilhada também por um grupo de líderes da Câmara, é que o ministro tensiona o debate e busca desgastar politicamente os parlamentares diante da opinião pública. Motta também se queixou de Boulos a integrantes do governo que acompanham as negociações em torno do fim da 6×1. Segundo relatos, ele reforçou essas críticas aos ministros José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho), além de parlamentares do PT.
Os deputados pernambucanos do contra – Cinco deputados da bancada pernambucana no Congresso assinaram a emenda do deputado Sérgio Turra (PP-RS), que prevê a possibilidade de trabalhadores brasileiros cumprirem até 52 horas semanais: Pastor Eurico (PSDB), Clarissa Tércio (PP), Coronel Meira (PL), Fernando Coelho Filho (União Brasil) e Augusto Coutinho (Republicanos). O texto também adia para 2036 o início das mudanças na carga horária e vem enfrentando pressão popular e retirada de apoios em outros estados.
Lula na radioterapia – O presidente Lula iniciou, ontem, um tratamento de radioterapia por causa de um câncer no couro cabeludo retirado há cerca de um mês. O tratamento não foi informado inicialmente pelo Palácio do Planalto e só foi divulgado após a primeira sessão do presidente no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. Em nota, o hospital afirmou que “após a retirada de lesão basocelular em 24/04/26, optou-se por tratamento complementar com radioterapia superficial preventiva no couro cabeludo, que teve início nesta segunda-feira”.
Nova desembargadora – O Pleno do Tribunal de Justiça de Pernambuco elegeu, ontem, por aclamação, a juíza Virgínia Gondim Dantas como nova desembargadora da Corte. Titular da 34ª Vara Cível da Capital, a magistrada ocupará a vaga deixada pelo desembargador Antenor Cardoso Soares Júnior, aposentado recentemente. A posse está marcada para hoje, às 11h, no Salão Nobre do Palácio da Justiça. A escolha ocorreu por meio do edital de promoção ao cargo de desembargadora pelo critério de merecimento feminino.
CURTAS
CENTRO – Do deputado Antônio Moraes (PP), em entrevista ontem na Rádio Folha: “A força de Lula no interior de Pernambuco é uma coisa impressionante. E o que João tentou fazer nesse mapa político foi jogar Raquel como uma candidata da direita radical. Então, o papel de Túlio (na chapa) é mostrar que ela é uma pessoa de centro, não é de esquerda, mas quer governar, e não quer fazer política por política”.
CASEIRA – Alexandre Oltramari, apresentado ontem como o novo marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL ao Planalto, foi uma solução caseira para resolver o problema da saída de Marcello Lopes, o Marcellão, na semana passada. Ele já estava na equipe da pré-campanha.
+Dois novos quadros de jornalistas reforçam hoje com perguntas ao pré-candidato do PSD ao Planalto, Ronaldo Caiado, o meu podcast Direto de Brasília em parceria com a Folha de Pernambuco: Eliane Cantanhede, ex-GloboNews Brasília, e Fernando Rêgo Barros, diretor de jornalismo da TV Tribuna.
Perguntar não ofende: Por que nem Túlio Gadelha a governadora confirma como candidato ao Senado na sua chapa?