Por Magno Martins – exclusivo para Folha de Pernambuco
Reunidos, ontem, em João Pessoa, governadores do Nordeste ouviram do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-PB), o compromisso de que a reforma tributária, em discussão no Congresso, será justa com os Estados, não provocando cisão nem guerra fiscal. Fez a ressalva de que promoverá a dedução de impostos, com segurança jurídica e fiscal.
“Precisamos melhorar o ambiente dos negócios no Brasil”, declarou Lira, levantando aplausos dos governadores, que ouviram também o relator da proposta, o deputado paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP). O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), defendeu, na ocasião, um imposto único sobre consumo. “Com o imposto único, os Estados vão crescer de forma mais acelerada e em harmonia, sem guerra fiscal”, disse.
Quando se falou de negócios, os governadores alertaram que os Estados nordestinos podem perder investimentos em projetos de geração de energia renováveis por falta de linhas de transmissão para escoar a produção.
Anfitrião do encontro, o governador da Paraíba, João Azevedo (PSB), disse que o Estado tem recebido muitas empresas interessadas em investir nesse segmento no Estado, mas desabafou: “Estou preocupado, porque a solução pode não vir a curto prazo”. Segundo ele, o Governo Federal anunciou que deverá lançar editais e promover leilões para construção das linhas de transmissão.
E alertou: “Isso é muito importante, mas a conclusão dos projetos pode durar cinco anos, prazo que não bate com o que foi dado às geradoras, que é até 2026. “Não bate essas duas coisas. Então, estamos com um pleito de ir ao presidente Lula para que mude esses prazos”, disse. Os governadores saíram da reunião anunciando que esse assunto terá desdobramentos numa nova reunião, na próxima sexta-feira, desta feita com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Batista.
Uma comitiva formada pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP), pela deputada Roberta Arraes (PP), pela superintendente do Hospital de Câncer do Sertão do Araripe (HCSA), Irmã Fátima, e pela Madre Superiora Geral, Irmã Luiza Mota, apresentou o projeto do primeiro hospital de câncer da região ao Frei Gilson. A bênção foi recebida durante a Vigília da Quaresma realizada na Arena de Pernambuco.
O HCSA está com a estrutura pronta para receber os equipamentos e deve iniciar os atendimentos de radioterapia ainda no primeiro semestre de 2026. Idealizado pela Irmã Fátima e pela deputada Roberta Arraes, o projeto conta com o apoio do deputado Eduardo da Fonte desde 2023. Ao todo, os parlamentares, junto com o deputado federal Lula da Fonte, destinaram R$ 10 milhões para a iniciativa.
“Receber a bênção do Frei Gilson, durante a Vigília da Quaresma, reforça a nossa missão de levar alívio aos pacientes do Sertão, que ainda percorrem mais de 700 quilômetros para realizar radioterapia. O sertanejo precisa de atendimento de qualidade próximo de casa. Esse avanço só é possível com a atuação dos deputados Roberta Arraes e Eduardo da Fonte, que estão conosco desde o início”, destacou a Irmã Fátima.
Além dos nomes de políticos e de outros personagens envolvidos no esquema, o ministro do STF André Mendonça quer que Daniel Vorcaro revele, na delação premiada, onde foi parar o dinheiro das fraudes financeiras do Banco Master.
Segundo fontes do Supremo, Mendonça considera imprescindível que Vorcaro aponte o paradeiro dos mais de R$ 50 bilhões, montante estimado do rombo que está sendo ressarcido aos investidores pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Mais do que descobrir o paradeiro do dinheiro, o ministro quer a devolução dos recursos. Mendonça estudou esse tema no doutorado. Sua tese foi intitulada “Sistema de Princípios para a Recuperação de Ativos Procedentes da Corrupção”.
O trabalho foi premiado em 2019 pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Ele foi fruto do diagnóstico prático feito pelo ministro quando atuou como diretor do Departamento de Patrimônio Público e Probidade Administrativa (DPP) da Procuradoria-Geral da União.
Nos primeiros depoimentos que prestou, Vorcaro não revelou onde estão os recursos. O banqueiro tem alegado que precisaria antes ter acesso à liquidação do Master, que está sendo conduzida por um liquidante nomeado pelo Banco Central (BC).
MONTANHAS DA JAQUEIRA – A Constituição de Cuba, de 2019, consagra o regime comunista e o sistema de partido único como cláusulas pétreas. A repressão também é clausula de pedra. A “longa manus” de Tramp, através do ministro Marco Rubio, vai assumir o que resta da ilha-presidio de Cuba libre.
Um pouco de história não faz mal a ninguém. A ditadura comunista vem da tomada de poder pelos guerrilheiros de Sierra Maestra em 1959. Fidel Castro, Raul Castro, Ernesto Guevara e Camilo Cienfuegos eram dos principais líderes da guerrilha. Eles lutavam contra a ditadura corrupta de Fulgencio Batista. Trocaram a ditadura por outra pior.
Naquela época os guerrilheiros tinham uma aura de libertários e depois entraram na onda do comunismo, pois era chique combater o “imperialismo ianque”. Não dava para imaginar que Fidel e o comparsa dele Ernesto Guevara eram psicopatas que usavam o manto da utopia comunista.
A tomada de poder de Cuba pelos guerrilheiros de Sierra Maestra aconteceu em meio à Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Os EUA deram bobeira e Cuba entregou-se aos braços dos comunistas. A então poderosa União Soviética passou a sustentar Cuba como sua amante teúda e manteúda. Nas décadas seguintes a pequena Ilha de Cuba, quase do tamanho de Pernambuco (110 mil km quadrados contra 98 mil km quadrados), tornou-se símbolo da resistência ao império capitalista.
O líder supremo de Cuba, aiatolá Fidel Castro, exercia os ofícios que mais lhe emocionava: comandar o fuzilamento de “contrarrevolucionários” no paredon e fazer discursos de quatro e até sete horas de duração. Eis a proeza de um psicopata. Está escrito, quem quiser pode consultar o Google. Estima-se o fuzilamento de mais de 3.500 contrarrevolucionários a mando do aiatolá Fidel.
O psicopata zero 2, o aventureiro argentino Ernesto Guevara, adorava fuzilar pequenos agricultores e “maricones”, os gays. A cada fuzilamento dava uns pulinhos e gritava: “Hay que fuzilar los maricones pero sem perder la ternura jamais”. Se não tivesse morrido nas selvas da Bolívia hoje seria apenas um traficante de cocaína das Farc.
Além de fazer discursos, botar a mão na massa para governar e adotar medidas administrativas, nem pensar. Cuba era governada ao deus-dará, movida pelos recursos fartos da URSS. O chamado ouro de Moscou servia até para financiar grupos rebeldes de esquerda na África e na América Latina. Quando o bloco soviético desmoronou e a fonte secou, em 1989, Cuba entrou na sua primeira grande crise.
O pseudo filósofo francês Jean Paul Sartre sofismou que o inferno são os outros. Logo a caterva vermelha proclamou que a culpa era do embargo americano. Falso. A decadência é inerente aos regimes comunistas. A Venezuela navegava num mar de petróleo e fracassou. A antiga Alemanha Oriental nunca sofreu embargo e faliu.
Valeu a pena a busca pela utopia igualitária nesses 60 anos? O líder supremo de Cuba, aiatolá Fidel Castro, e seus fantoches deixaram um legado de pobreza, repressão e fanatismo.
O senador Humberto Costa (PT), como se sabe, esnobou o lançamento da chapa majoritária de João Campos. Foi a ausência mais relevante. O presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras, seguiu seus passos, como sempre. Veras é integrante do grupo do senador, a poderosa tendência petista CNB.
É justo reconhecer que o ato de sexta-feira, 20, foi atabalhoado. Anúncios em cima da hora, local sem nada a ver com as tradições do PSB, dúvidas sobre a presença de convidados e, pior de tudo, mudança de data. Só que nada disso impediu a participação de quem realmente tem compromisso com a candidatura do prefeito do Recife ao Governo de Pernambuco.
A explicação de Humberto para se ausentar não convenceria nem mesmo um presidente de grêmio estudantil. A senadora Teresa Leitão e o vice-presidente estadual do PT, Felipe Cury, do grupo político dela, estavam lá e são tão petistas e lulistas quanto o senador.
O disse-me-disse sobre a inédita atitude de Humberto tende a crescer. Passarinhos de diversas regiões do estado me contaram que o senador está fazendo o possível e o impossível para se compor com aliados político-eleitorais de Raquel Lyra para somar eleitores e compensar a perda de votos que acha que terá com Marília Arraes candidata ao Senado.
Em troca, faria corpo mole na campanha de João Campos. Por enquanto, são cantos de passarinhos, mas que são afinados, são. Já se pode acrescentar ao extenso e brilhante currículo político do senador Humberto Costa a hashtag #HumbertoQuinta-coluna? As línguas mais venenosas de Pernambuco, na direita e na esquerda, dirão que sim. As mais moderadas responderão que ainda é cedo.
Quinta-coluna, para quem ainda não sabe, foi a denominação dada a brasileiros que torciam e trabalhavam clandestinamente para a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Não quero com isso fazer qualquer comparação entre a atual disputa eleitoral e as barbaridades do conflito de 1939/1945. A explicação sobre o uso da expressão quinta-coluna é apenas um registro histórico.
É difícil acreditar que Humberto Costa esteja agindo assim, mas as raposas políticas sabem que em política tudo é possível. Quem diria, por exemplo, que um candidato com lugar garantido em uma disputa majoritária se ausentaria do lançamento da chapa?
SEM DEFINIÇÃO – Pelo menos até ontem, a governadora Raquel Lyra (PSD) não bateu o martelo com nenhum dos nomes especulados para entrar na disputa pelo Senado em sua chapa. É o que ouvi de um interlocutor bem próximo a ela. Raquel, segundo essa mesma fonte, vai aguardar o desfecho da federação partidária que agrega PP e União Brasil, cuja homologação está marcada para a próxima quinta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Reviravolta para Dudu – Se a homologação se concretizar de fato e o seu controle ficar nas mãos do deputado Eduardo da Fonte, o Dudu, como é mais conhecido, este poderá ser o candidato a senador, porque ressurge extremamente poderoso depois de perder cargos no Governo do Estado e não ser confirmado na chapa de João Campos (PSB) como era líquido e certo. A federação Progressista terá o maior fundo eleitoral, o maior tempo de propaganda no rádio e na TV e as maiores bancadas no Senado e na Câmara dos Deputados.
Sem romper o silêncio – A um confidente, Dudu da Fonte disse que não vai se manifestar sobre o momento tensionado que o Estado vive hoje em razão do afunilamento do tempo na montagem das chapas de Raquel e João. Aguardará a homologação da federação Progressista, que envolve disputa de poder entre ele e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, ele na condição de presidente estadual do PP e Coelho presidente estadual do União Brasil. A homologação sai, finalmente, na próxima quinta-feira.
Dueire em cima do muro – Pelo menos na lista que o site Poder360 divulgou, ontem, o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao STF (Supremo Tribunal Federal), Jorge Messias, só teria hoje o apoio declarado de 25 senadores, entre eles Humberto Costa e Teresa Leitão, de Pernambuco, Estado natal de Messias. Falta se manifestar o senador Fernando Dueire (MDB), substituto de Jarbas Vasconcelos na chamada Casa Alta. Messias precisa de pelo menos mais 16 votos para atingir os 41 necessários e ocupar a vaga aberta há 5 meses com a saída do ministro Roberto Barroso.
Lóssio no palanque de João – O ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PSD), já se antecipou: mesmo filiado ao partido da governadora Raquel Lyra e aliado no São Francisco, pode não apoiar a reeleição dela, em função da reaproximação da gestora com o grupo Coelho, liderado pelo ex-prefeito Miguel Coelho. Como não tem tradição de omissão, nem é adepto da Diana do pastoril, Lóssio abriu interlocução com o pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos, para apoiá-lo em Petrolina e na região do São Francisco. “Não me junto aos Coelho nem que a vaca tussa”, adianta o ex-prefeito.
CURTAS
SOLIDEZ – O PSB, presidido nacionalmente pelo prefeito do Recife e pré-candidato a governador, João Campos, fortaleceu ainda mais os acordos com o PT ao filiar a senadora Simone Tebet na legenda socialista para disputar o Senado na chapa de Fernando Haddad, candidato do PT a governador. PT e PSB estão irmanados em 17 estados.
Tomé ministro – Espécie de ministro-adjunto de Sílvio Costa Filho na pasta de Portos e Aeroportos, o pernambucano Tomé França, remanescente do grupo do ex-senador Armando Monteiro, deve substituir Sílvio em 4 de abril, prazo que todo gestor candidato é obrigado a se afastar. Silvio é candidato à reeleição para a Câmara Federal.
PODCAST – Ex-governador do Paraná, ex-senador e ex-candidato à Presidência da República, Álvaro Dias, que também foi presidente do Podemos e hoje milita no MDB, é o meu convidado de amanhã do podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco e 165 emissoras no Nordeste. Em pauta, o cenário nacional e os escândalos do Master e INSS.
Perguntar não ofende: Se Humberto não está “entendido” com Raquel, por que então o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, se antecipou no anúncio de apoio à reeleição do senador?
Eu não devia ter mais de cinco anos quando sonhei, pela primeira vez, com a perda do meu pai. Era madrugada. O telefone tocava. Do outro lado, a notícia: um acidente de carro havia levado Painho. Acordei assustada — e o medo era tão real que fiz minha mãe ligar para ele naquela mesma hora, só para ouvir sua bênção atravessando a linha e me devolver o chão.
Cresci com esse fantasma. Um pressentimento infantil, insistente, que eu combatia com orações simples, daquelas que só as crianças sabem fazer — diretas, puras, urgentes. Eu pedia a Deus que aquele pesadelo nunca virasse verdade.
E havia razão no medo. Painho viveu décadas na estrada — entre palcos, cantorias, poeiras e noites sem fim. Entre um pé de parede no Ceará e outro na Paraíba, atravessou o tempo e o risco com a viola no peito.
Em 1997, o susto quase se concretizou. Painho estava em um acidente que levou Severino Ferreira, poeta do Rio Grande do Norte, que um ano antes havia cantado no meu batizado. Eu não guardo sua imagem — apenas o eco infinito dos versos que ficaram.
O medo ficou. Virou parte de mim. Um gatilho, uma oração automática, um pedido silencioso: que Deus não me tirasse meu pai. E, de algum modo, Ele não tirou.
Eu temia não crescer ao lado de Painho. Mas cresci. Por 25 anos, vivi um pai inteiro: presente, amoroso, intenso, vivo. Um pai de riso largo, de abraço certo, de palavra firme. Um pai que me deixou lembranças suficientes para sustentar uma vida inteira.
Mas há um dia: 22 de março de 2020. Um domingo que existe — mas não deveria. Naquele fim de tarde, falamos por vídeo por quase quarenta minutos. Lembro de tudo: de sugerir um filme, de contar meus planos, de ouvir os dele, de perceber — ainda que disfarçado — o medo do mundo que começava a se fechar.
Desligamos quase às 18h. Fui tomar banho. Quando saí, a vida já não era a mesma. Em menos de cinco minutos, sem estrada, sem madrugada, sem velocidade — Painho partiu. Descansou. Na sua terra, nos braços de Mainha, na semana de São José. Depois de ver a Serrinha chovida. Depois de pedir um copo de suco.
Há dias que o corpo vive, mas a memória recusa. Dos dias que se seguiram, quase não lembro. E talvez seja misericórdia. Porque não havia espaço para dor dentro de uma história tão cheia de amor. Aprendi, então, que pais não se vão. Pais permanecem. Viram raiz — mesmo quando já são semente.
Hoje, seis anos depois, encontro Painho de outras formas. Na saudade que às vezes me paralisa — e às vezes me levanta mais forte. Na coragem que me sustenta. Na voz que ainda escuto quando o mundo pesa dentro de mim.
Painho segue sendo o começo de tudo que eu sou. E eu sigo tentando fazer da minha história um final digno desse início. Ele me viu crescer, estudar, sonhar. Segurou minhas mãos nos primeiros versos, acreditou nos meus escritos, me ensinou — com firmeza e afeto — a ser quem sou. Foi pai, foi amigo: e hoje é saudade.
Me ensinou que falar bonito importa. Mas viver o que se diz importa mais.
Quando penso na maternidade, dói saber que ele não estará aqui para ver. Mas escrevo. Escrevo tudo que um dia quero contar aos meus filhos sobre o avô que eles não vão conhecer — e que, ainda assim, vai viver neles.
Às vezes, recebendo pessoas em casa, me pergunto o que Painho diria. E tento acolher com o mesmo coração com que o vi abraçar o mundo inteiro. Do lado de cá, ficou uma saudade serena, profunda, agridoce e cristalina. Ficou a presença de um pai que ainda me sustenta. Mas também ficou aquela menina de cinco anos — que sempre soube que perder o pai seria a maior dor da sua vida.
Obrigada por ter sido tanto, Painho. E por continuar sendo esse combustível inesgotável na locomotiva dos meus sonhos. Tua “menina mole” segue tentando ser corajosa, firme, decente e humana. E, se conseguir, será sempre pelo trabalho bonito que o senhor fez na alma dela.
Hoje, ouvi um baião seu que ainda não conhecia, com Hipólito Moura. E pensei: Eita nêgo cantador gigante Painho foi! Que matuto poeta, meu Deus! Obrigada por essa passagem breve e luminosa — como um cometa. Que atravessa rápido… mas ilumina para sempre. O senhor é a eternidade que nunca será pequena, é a saudade que não será pretérita. É o verso que sustenta o meu, o mote que eu ainda não soube pagar…
Te amo desde que me entendi por gente.
Continua sendo essa presença que me sustenta e esse amor que me faz melhor. O senhor nunca será sobre os finais de domingos sombrios, mas sobre a festa das suas chegadas em cada segunda feira!
A chegada do elenco principal da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém movimentou o Aeroporto Internacional do Recife neste domingo (22), marcando o início da temporada do espetáculo, considerado o maior teatro ao ar livre do mundo, com cerca de 100 mil m², muralhas, torres e vários palcos simultâneos que recriam cenários bíblicos.
Entre os artistas recebidos por fãs estavam Dudu Azevedo, que fará Jesus, Beth Goulart no papel de Maria, Marcelo Serrado como Pôncio Pilatos e Carlo Porto como Herodes. O grupo interagiu com o público, tirou fotos e demonstrou entusiasmo com a participação na montagem.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, os atores destacaram a expectativa para o espetáculo. “Que alegria”, afirmou Dudu Azevedo. Já Beth Goulart ressaltou que a encenação é “uma história que toca o coração de todos nós”. Marcelo Serrado classificou a experiência como “inesquecível”, enquanto Carlo Porto convidou o público: “Esperamos vocês no maior teatro a céu aberto do mundo”. Após a recepção, o elenco seguiu para Nova Jerusalém, no Agreste do Estado, onde inicia a rotina de ensaios. A estreia da temporada está marcada para o próximo sábado.
Após o lançamento no Recife, na última terça-feira (17), o livro “Ecos de uma Jornada”, biografia do ex-deputado federal, ex-senador, ex-ministro de Estado e ex-ministro do Tribunal de Contas da União José Jorge de Vasconcelos Lima também será apresentado em Brasília, na próxima terça-feira (24), às 18h. A obra foi organizada pelo jornalista Angelo Castello Branco e impressa pela Companhia Editora de Pernambuco. O evento será no Salão Nobre do Tribunal de Contas da União, instituição da qual José Jorge foi ministro. Haverá ainda um terceiro lançamento na Associação Comercial de São Paulo, em data que será anunciada oportunamente.
“Ecos de uma Jornada” percorre a ampla trajetória de José Jorge de Vasconcelos Lima nas diferentes esferas do poder público, tanto no plano estadual quanto federal, onde ocupou praticamente todos os cargos relevantes da República. Em Pernambuco, atuou como secretário de Estado em três ocasiões, destacando-se pela capacidade administrativa e pelo compromisso com o desenvolvimento regional.
Reconhecido como um político de perfil técnico, pragmático e objetivo, José Jorge de Vasconcelos Lima construiu uma carreira marcada pelo compromisso com a administração pública e com o desenvolvimento do país. “Ecos de uma Jornada” apresenta esse percurso como um registro de sua contribuição ao Brasil e como inspiração para as futuras gerações dedicadas ao serviço público.
O ex-senador Álvaro Dias, agora filiado ao MDB do Paraná após longa trajetória no Podemos, será o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, na próxima terça-feira. Na pauta, os escândalos envolvendo o Banco Master e o INSS, a sucessão presidencial e seu futuro político, com possibilidade de nova candidatura ao Senado ou à Câmara dos Deputados.
Além da carreira política, Álvaro Dias é historiador e professor. Ele já defendeu mudanças no critério de escolha de ministros dos tribunais superiores, propondo a adoção de requisitos mais rigorosos, como reputação ilibada, notório saber jurídico e experiência comprovada, além de maior transparência no processo de indicação. Para o ex-senador, o modelo atual precisa ser aperfeiçoado para fortalecer a credibilidade do Judiciário e evitar indicações de caráter político.
Ao longo da trajetória, Álvaro também foi governador do Paraná, deputado federal, deputado estadual e vereador de Londrina. É autor do projeto que propõe o fim do foro especial por prerrogativa de função, conhecido como foro privilegiado, que tramita atualmente na Câmara dos Deputados. Também é autor de propostas como a PEC que trata da prisão após condenação em segunda instância, a redução do número de parlamentares e o fim do voto obrigatório.
Em 2018, foi candidato à Presidência da República pelo Podemos. Durante a campanha, prometeu “refundar” a República e romper com o modelo político que classificava como um balcão de negócios. Entre os postulantes ao Planalto, apresentou um dos menores índices de rejeição.
Em 2022, Álvaro disputou a reeleição ao Senado em uma campanha marcada pela polarização com o ex-juiz da Operação Lava Jato e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. Ao final, terminou em terceiro lugar, atrás de Moro e de Paulo Martins, que contou com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O padre Romeu, o mais antigo em atividade na Arquidiocese de Olinda e Recife, morreu aos 96 anos de idade neste domingo (22). Monsenhor Romeu Gusmão da Fonte dedicou 70 anos de sua vida à ordenação sacerdotal e foi pároco da igreja de Nossa Senhora do Rosário e Santa Luzia, na Torre, por 66 anos, sendo o padre o mais longevo e um dos mais queridos em atividade na Arquidiocese de Olinda e Recife. As informações são da TV Jornal.
A notícia foi divulgada pelo padre Marcelo Jr. “Cabe a mim, com profundo pesar, que agora, às 16h20, ao Canto da Salve Rainha, Mons. Romeu fez a sua Páscoa. Esse é um momento de profunda dor e consternação para toda paróquia. Mas, cremos em Deus! Cremos na Vida que vem do Redentor”, declarou.
Detalhes sobre velório e sepultamento devem ser divulgados em breve.
O prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB), participou neste domingo (22) da assinatura para implantação de uma nova UPA-E em Casa Amarela, Zona Norte do Recife. Ele esteve ao lado do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos).
Segundo a prefeitura, a unidade recebeu um investimento de aproximadamente R$ 16,2 milhões e tem como objetivo ampliar o acesso da população a serviços de saúde especializada. A expectativa é de que a UPA-E realize cerca de 30 mil atendimentos por mês, fortalecendo a rede pública de saúde e ampliando o acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados.
Durante o evento, Carlos Costa destacou a importância do novo equipamento para a população. “Esse é um equipamento fundamental para fortalecer a saúde pública e garantir que mais pessoas tenham acesso a atendimento especializado com qualidade. Essa iniciativa do prefeito João Campos demonstra compromisso com o cuidado das pessoas e com a ampliação dos serviços de saúde para quem mais precisa”, afirmou.
O jornalista e ex-vereador do Recife Ivan Moraes, pré-candidato do PSOL ao Governo de Pernambuco, deu início oficialmente ao ciclo de escutas populares para a construção de seu plano de governo. O ponto de partida foi Palmares, na Mata Sul do estado.
A agenda teve início com um corpo a corpo no centro da cidade, onde o pré-candidato dialogou com a população. Ainda pela manhã, Ivan reuniu-se na sede da ACP, com lideranças políticas, artesãos e movimentos sociais.
Entre os temas centrais do encontro, destacaram-se a luta contra a privatização do Serviço Autônomo de Água e Esgoto do Município; a preocupação com a mudança do padrão de produção regional, que tem mudado para criação de gado de corte; e a necessidade de investimentos e políticas públicas para a região.
Durante a atividade, foi lançada a segunda edição do cordel “Bem Viver em Pernambuco: uma peleja em construção”. A ideia é que o cordel funcione como um conjunto de ideias que vai nortear o próprio plano de governo. “Lançar a segunda edição do cordel em Palmares é um gesto simbólico. Estamos deslocando o debate da centralidade da metrópole para uma região que padece com problemas estruturais há séculos. Este cordel coletivo é a semente de um projeto que está sendo construído com várias mãos e muita vontade de mudança”, afirmou Ivan Moraes.
A proposta do jornalista aposta na participação direta. A primeira edição do cordel foi lançada em dezembro do ano passado. Agora, a nova versão já incorpora estrofes e sugestões enviadas por colaboradores de diversas regiões.
Dirigente estadual do PSOL, Raphaela Carvalho destacou a presença de diferentes setores da classe trabalhadora, como artesãos, professores e mototaxistas. Para ela, a atividade deu uma importante contribuição para a construção do programa de governo. A participação de diferentes pessoas contribuiu “para avançarmos ainda mais na construção do PSOL como instrumento de luta dos trabalhadores, do Cais às matas, das matas ao sertão, por um Pernambuco da diversidade e rumo a um futuro sem desigualdades”, afirmou a dirigente.
O PSDB montou a “Operação Presidente” para dar troco em Lula e no PT. Não foi à toa que Ciro Gomes, após reunião com presidente nacional dos tucanos, Aécio Neves, declarou: “Estou focado no Ceará, mas coçando o olho para o Brasil”. O encontro aconteceu em São Paulo na última sexta-feira (20).
Seria uma resposta do PSDB e de Ciro ao presidente Lula e ao governador do Ceará, Elmano de Freitas, que, em uma jogada aparentemente orquestrada pelo PT nacional, atraiu para o palanque dele a federação União Progressista, dando uma rasteira em Ciro. As informações são do portal cn7.
Esse movimento teria acendido o estado de alerta no PSDB, que tem em mãos a opção denominada nos bastidores como “Operação Presidente”, para lançar Ciro Gomes ao Planalto e aumentar as chances de derrota de Lula.
Esse recado foi dado a Lula, que já está avisado. Ciro pode se lançar presidente em represália aos gestos de Lula e do PT para barrar a sua candidatura ao Governo do Ceará. O recado é claro: Lula escolhe se Ciro continua no Ceará ou se o enfrenta na corrida presidencial.