O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), afirmou, em entrevista à imprensa, em Manaus, na quarta-feira (29), que pretende cobrar da Amazon pelo uso do nome do estado brasileiro e da Amazônia.
Na entrevista, o governador afirmou que busca uma “parceria” com a Amazon. A reunião com representantes da big tech norte-americana vai ocorrer durante a COP28, cúpula climática que começa nesta quinta-feira (30), em Dubai. Wilson Lima faz parte da comitiva de Lula. As informações são do Portal da Folha de Pernambuco.
“A Amazon usa o nome do Amazonas, usa o nome da Amazônia. Quanto é que a gente ganha por isso? A gente quer saber. Esse é um dos questionamentos que a gente vai fazer lá na COP”, disse o governador Wilson Lima.
O nome da empresa foi escolhido por Jeff Bezos por começar com A, a primeira letra do alfabeto, e como uma homenagem ao Amazonas, o maior rio do mundo, segundo o portal About Amazon.
“Esse rio supera todos os outros de longe”, disse Bezos ao autor do livro The Everything Store, Brian Stone, que conta a história da Amazon. O primeiro logo da Amazon, inclusive, fazia alusão ao Rio Amazonas.
A disputa por vagas ao Senado nas chapas do governador Elmano Rodrigues (PT) e do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) movimenta o cenário político cearense. No campo petista, a presidência estadual tenta acomodar um nome da legenda e outro de uma sigla da base para concorrerem à Casa Legislativa, mas uma definição deve ocorrer apenas entre junho e julho. Já a oposição tem como obstáculo a necessidade de destravar negociações entre o grupo de Ciro e o PL.
O governo Elmano é bem avaliado pela população, mas a ascensão de Ciro nas pesquisas de intenção de voto ao governo reforça a necessidade de fortalecimento da chapa majoritária. Para a vaga petista, são cogitados os deputados federais José Guimarães, ex-presidente da sigla, e Luizianne Lins, ex-prefeita de Fortaleza. O ministro da Educação e ex-governador Camilo Santana anunciou que deixará a pasta para se dedicar à campanha da legenda no Ceará. As informações são do jornal O Globo.
A sigla avalia quatro outros nomes para a segunda vaga: o senador Cid Gomes (PSB), os deputados federais Eunício Oliveira (MDB) e Junior Mano (PSB), e o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos). Cid, no entanto, afirma publicamente que caso seu partido tenha só uma vaga na chapa majoritária, ela deve ser de Junior Mano.
“Vamos para a negociação na aliança pensando no projeto nacional de Lula, buscando assegurar que ele tenha maioria na Casa. Para a segunda vaga, todos os nomes discutidos têm história na política e legitimidade. Vamos considerar o alinhamento com o governo Lula para tomar a decisão”, afirma Antônio Filho, o Conin, presidente estadual do PT.
Há, no entanto, uma corrente do PT cearense que defende a escolha de uma chapa com Cid e Eunício ao Senado, visando evitar uma possível aliança dos irmãos Gomes posterior ao resultado eleitoral.
Guimarães nega a possibilidade de abrir mão da candidatura e defende ser necessário eleger senadores com compromisso com o estado e com a causa do governo Lula: “Meu nome está referendado por tudo que tenho feito no Ceará e na liderança do governo Lula”, defende.
Entrave para Ciro
No campo da oposição, o ex-deputado federal Capitão Wagner (União) lidera as pesquisas e deve emplacar a primeira vaga ao Senado na chapa de Ciro. A escolha do segundo nome passa pela negociação do ex-ministro com o PL, que foi travada em dezembro após manifestação contrária da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela defende que a sigla apoie o senador Eduardo Girão (Novo) ao governo, e não Ciro.
O ex-ministro declarou, no início do mês, que mantém o desejo de aliança com o PL. Desde então, houve uma reaproximação. O senador e pré-candidato do PL à Presidência Flávio Bolsonaro (RJ) conversou com Ciro pelo telefone e deve ir a Fortaleza nas próximas semanas.
São cotados para a vaga no PL o deputado estadual Alcides Fernandes, pai do presidente estadual da sigla, André Fernandes, e a vereadora de Fortaleza Priscila Costa, apoiada por Michelle. Fora do PL, outro nome cotado é o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União).
Na próxima quarta-feira (18), a partir das 8h até às 21h, o Pontão de Cultura Cabras de Lampião realiza o Seminário Dialogando Saberes, na Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (FACAPE), em Petrolina, Sertão do Estado. A programação reúne mestres da cultura popular, pesquisadores e gestores públicos do Sertão do São Francisco para discutir tradições, processos criativos, políticas culturais e o impacto das mídias digitais nas culturas populares, além de contar com apresentações artísticas e contação de causos.
O Pontão de Cultura Cabras de Lampião tem incentivo da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), da Secretaria de Cultura de Pernambuco, da Política Nacional Aldir Blanc, do Governo de Pernambuco e do Ministério da Cultura. O seminário conta com o apoio e parceria da UPE, FACAPE, Secretaria Municipal de Cultura, Instituto Federal, UNIVASF, UNEB e Conselho de Cultura.
8h30 – Abertura Mesa de abertura – Composição: UPE, FACAPE, SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA, IF, UNIVASF, UNEB E CONSELHO DE CULTURA (Breve fala dos representantes)
9h – Mesa de Diálogo com Mestres da Cultura Popular do Sertão do São Franscisco Tema: “O processo criativo e tradições”. Mediação: Karl Marx – Pontão de Cultura Cabras de Lampião e Professor Dr. Genivaldo Nascimento – Universidade de Pernambuco e FACAPE. Convidados: Clênio Sandes, Contador de Causos e pesquisador (Santa Maria da Boa Vista) e Mestra Luzimar, especialista em geleia do umbu tradicional (Cabrobó).
11h – Contação de Causos com Clênio Sandes.
• Tarde
14h30 – Abertura Mesa de Diálogo com Mestres da Cultura Popular do Sertão do São Franscisco Tema: “Culturas Populares no Contexto das Mídias Digitais”. Mediação: Karl Marx – Pontão de Cultura Cabras de Lampião e professor Dr. Moisés Almeida da FACAPE e da Universidade de Pernambuco. Convidados: Romilda Sousa (artista plástica e artesã de Lagoa Grande) e Mestre Chagas Sales (Espaço Cultural e Artístico do Samba de Véio da Ilha de Massangano).
16h30 – Apresentação Samba de Véio da Ilha do Massangano.
• Noite
19 h – Abertura. Mesa de Diálogo com Mestres da Cultura Popular do Sertão do São Franscisco Tema: “Políticas Públicas para Mestres”. Mediação: Anildomá Willans de Souza – Pontão de Cultura Cabras de Lampião e professor Dr. Thiago Dias – Universidade de Pernambuco. Convidados: Mestra Maria Jacinta, Patrimônio Vivo de Pernambuco e Mestre Florêncio, com atuação em pífano, batuque e reisado (Santa Maria da Boa Vista).
21h – Apresentação da Banda de Pífano Raça Negra Boavistana.
A filha de Amado Batista, Lorena Batista, morreu ontem aos 46 anos. A informação foi confirmada pela família pelas redes sociais. Lorena estava internada no Hospital São Francisco, em Goiânia, e desde o ano passado lutava contra um câncer sem especificar o lugar do tumor.
Pelo Instagram, Amado Batista publicou uma homenagem à filha dizendo que a vida reserva “palcos iluminados e aplausos, mas também nos coloca diante de silêncios que parecem não ter fim”. As informações são do jornal O Globo.
“Perder a minha querida e amada Lorena é a dor mais profunda que já senti, uma música que se interrompe antes do refrão, um vazio que nem o maior dos sucessos pode preencher”, escreveu o cantor.
A família confirmou a causa da morte ao portal Leo Dias. Segundo eles, Lorena “estava em tratamento contra um neoplasia no fígado, que já estava em metástase. Infelizmente não resistiu”. Neoplasia é o termo médico usado para tumor e, que no caso de Lorena, já havia se espalhado para outras partes do corpo.
O saudoso casal Hermilo Borba Filho e Leda Alves morava num dos andares mais altos do Edifício Dom João VI, no número 1353 km, na Rua dos Navegantes, em Boa Viagem. Hermilo era advogado, jornalista, escritor e teatrólogo. Leda era formada em Arte Dramática pela UFPE, foi atriz e dirigiu a Secretaria de Cultura do Recife, o Teatro Santa Isabel, a Fundarpe e a Companhia Editora de Pernambuco – Cepe.
Os dois se amavam e respiravam cultura por todos os poros. No apartamento, também vivia Maria Alves, sem parentesco com Leda. Maria era funcionária exemplar e o casal a idolatrava. Quando Neil Armstrong desceu na lua, em 20 de julho de 1969, Hermilo gritou bem alto:
— Maria, vem ver na TV o homem pisar na Lua!
Maria foi, olhou e não moveu um músculo sequer do rosto nem comentou nada.
O tempo foi passando, chegou a década de 1970 e com ela veio um boato contagiante de que uma “perna cabeluda” estaria vagando por aí e assombrando as pessoas no Recife durante a madrugada. A cada dia, essa hoje chamada “fake news” só fazia aumentar.
Num fim de semana banal, o casal viveu uma situação mais do que inusitada. Logo após o café da manhã de um sábado de muito sol, Hermilo e Leda estavam abrindo a porta para ir à praia quando Maria apareceu na sala e fez uma exigência: eles deveriam gradear a área de serviço por dentro para evitar que a tal perna cabeluda entrasse e fizesse mal a ela. Caso esse pedido não fosse aceito, iria pedir demissão.
Os dois explicaram que essa história era mais uma invencionice da população e não existia a menor possibilidade de uma perna cabeluda ou careca andar por aí e entrar na residência das pessoas. Maria estava irredutível e não aceitou os argumentos do casal de jeito nenhum. E em seguida, deu um xeque-mate nos dois:
— Vocês acreditam que o homem foi à Lua e eu não posso acreditar que existe a perna cabeluda, né? Então, podem me dar as contas que eu vou embora agora mesmo!
Foi aquele estresse, aquele alvoroço e, nesse momento, Hermilo se rendeu e prometeu instalar o mais rápido possível a grade. Na segunda-feira, a obra teve início e em poucos dias a grade estava lá do jeito que Maria tinha exigido!
O socialista histórico e ex-prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota, criticou duramente o presidente estadual do PT e Deputado Estadual Carlos Veras, por sua postura junto à governadora Raquel Lyra em Tabira. “A política exige coerência. Quem defende a tese de ‘dois palanques’ no Estado, como fez o deputado Carlos Veras em entrevistas recentes, não tem autoridade para exigir palanque único no município”, disse.
E seguiu: “não dá para estender o tapete vermelho para a Governadora em Tabira e querer exclusividade no palanque de João Campos. A Frente Popular em Tabira seguirá dialogando e construindo um palanque sólido, com estreitamento de relações e foco em construções futuras”, afirmou. As informações são do Blog do Nill Júnior.
Patriota acrescentou que o grupo está e deve ser formado por forças que não têm dúvida de que lado estão. “João Campos terá, no Estado e em Tabira, uma votação grandiosa, consolidada por quem tem compromisso com o projeto da Frente Popular”, concluiu. Na cidade, João Campos buscou aliança com o ex-prefeito Dinca Brandino, depois que Flávio Marques, também do PT e aliado de Veras, sinalizou apoio à reeleição da governadora.
A discussão do PT, cujos setores têm negociado com João Campos de um lado e Raquel Lyra do outro, projetos classificados como de centro esquerda e centro direita por alguns, rendeu ao partido o apelido de “total flex”. Não são poucos os que acreditam que a definição do alinhamento estadual virá do PT nacional e do presidente Lula, dada a indefinição da legenda estadual.
Pesquisa Datafolha publicada ontem (14) mostra que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala 6×1, na qual o trabalhador trabalha seis dias seguidos e tem apenas um dia de descanso. O tema, que está sendo debatido no Congresso, ganhou força no cenário político nas últimas semanas.
De acordo com a análise, 71% dos entrevistados defende que o número máximo de dias de trabalho semanais no Brasil deveria ser reduzido, enquanto 27% afirmam que não deveria. Apenas 3% não responderam. O número mostra que o apoio à redução da jornada de trabalho cresceu em comparação ao resultado de uma pesquisa realizada entre 12 e 13 de dezembro de 2024, quando 64% disseram ser favoráveis ao fim da escala nesses moldes, enquanto 33% disseram ser contra. As informações são do jornal O Globo.
O Datafolha fez as perguntas entre os dias 3 e 5 de março. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
O fim da escala 6×1 defende uma redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário. A nova escala seria de cinco dias de trabalho e dois de descanso, o que vem sendo chamado de escala 5×2.
O tema é tido como prioridade pelo governo do presidente Lula por sua potencial popularidade social — especialmente em um ano eleitoral. Em seu pronunciamento do Dia das Mulheres, Lula defendeu que redução da jornada de trabalho poderia ajudar sobretudo mulheres trabalhadoras, que muitas vezes acabam acumulando, além da jornada tradicional de trabalho, outras tarefas domésticas.
A pesquisa mostrou que as mulheres são as que mais apoiam a mudança na escala de trabalho: 77% das entrevistas se posicionaram a favor da redução, enquanto esse percentual entre os homens é de 64%. A margem de erro nesse caso é de três pontos percentuais.
O debate ganhou força após declarações públicas favoráveis de ministros, como o chefe da a Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
A Câmara dos Deputados realizou, na última terça-feira (10), uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para discutir propostas sobre alteração do modelo da jornada de trabalho. A aprovação da matéria no colegiado é o primeiro passo para que o tema comece a andar no Legislativo.
Perfil dos entrevistados
A pesquisa mostra que, entre os entrevistados que trabalham até cinco dias por semana (53%) e os que trabalham seis ou até sete dias (47%), este segundo grupo é menos favorável à redução da jornada: 68% dessa fatia apoia a medida frente a 76% dos que já trabalham em uma escala menor.
O fenômeno, observa a análise, pode ser explicado porque a maior proporção de autônomos e empresários está nesse grupo (dos que têm uma jornada semanal maior). Na visão deles, trabalhar mais tempo pode significar uma renda maior.
Já entre aqueles que trabalham até cinco dias por semana há uma maior participação de funcionários públicos, para quem a duração da jornada não costuma influenciar na renda.
Entre os entrevistados, 66% trabalham até 8 horas por dia, 28% entre 8 horas e 12 horas, e 5% mais de 12 horas. Não soube responder: 1%.
Impactos e consequência na Economia
Quando questionados sobre o impacto para as empresas, os entrevistados se dividem: 39% dizem acreditar que o fim da escala 6×1 trará efeitos positivos, enquanto a mesma porcentagem acredita que terá impactos negativos.
Essa também é uma mudança em relação à pesquisa realizada em dezembro de 2024: naquela sondagem, 42% apontava efeitos negativos para as empresas.
Já quanto às consequências para a economia, 50% afirmam que o fim da escala 6×1 terá um efeito ótimo ou bom, enquanto 24% acreditam que terá um impacto ruim ou péssimo.
Quando questionados sobre os impactos para os trabalhadores, 76% dizem acreditar que a redução será ótima ou boa para a qualidade de vida. Esse índice é de 81% entre aqueles que trabalham até cinco dias por semana. Entre os que trabalham seis ou sete dias, cai para 77%.
A maternidade de crianças com condições do neurodesenvolvimento ou doenças crônicas — frequentemente chamada de “maternidade atípica” — envolve demandas emocionais, financeiras e sociais significativamente maiores quando comparadas à maternidade típica. Entre as condições mais frequentemente associadas estão o Transtorno do Espectro Autista, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, paralisia cerebral, síndromes genéticas e doenças raras. Nesse contexto, muitas mães assumem o papel central de cuidadoras, o que pode resultar em sobrecarga crônica e maior vulnerabilidade ao adoecimento mental.
A rotina de mães atípicas frequentemente inclui uma série de responsabilidades adicionais: acompanhamento em consultas médicas, terapias multiprofissionais, intervenções educacionais, além da necessidade constante de monitorar o desenvolvimento e o comportamento da criança. Essa dinâmica exige disponibilidade contínua e reduz significativamente o tempo destinado ao autocuidado, lazer e descanso.
Do ponto de vista psicológico, essa sobrecarga prolongada pode gerar um estado de estresse crônico. A literatura em saúde mental demonstra que cuidadores de crianças com necessidades especiais apresentam níveis mais elevados de exaustão emocional, fadiga e sensação de isolamento. Diversos estudos mostram maior prevalência de transtornos psiquiátricos em mães de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento. Entre os quadros mais frequentemente observados estão:
• Transtorno de Ansiedade Generalizada • Transtorno Depressivo Maior • Síndrome de Burnout
A exposição prolongada ao estresse, associada à incerteza quanto ao prognóstico da criança e às dificuldades de acesso a serviços especializados, contribui para o desenvolvimento desses transtornos. Muitas mães relatam sentimentos persistentes de culpa, medo do futuro e sensação de responsabilidade exclusiva pelo bem-estar do filho.
Além disso, existe um fenômeno descrito na literatura como “caregiver burden” (sobrecarga do cuidador), caracterizado por impacto emocional, físico e econômico decorrente do cuidado contínuo. Outro fator relevante é o impacto socioeconômico. Muitas mães precisam reduzir carga horária de trabalho ou abandonar a carreira para acompanhar o tratamento da criança. Isso pode resultar em:
• redução da renda familiar • dependência financeira • restrição da vida social • aumento do estresse conjugal
A falta de redes de apoio estruturadas — tanto familiares quanto institucionais — amplifica essa vulnerabilidade. A maternidade atípica exige uma reorganização profunda da vida familiar e pessoal. Quando associada à ausência de suporte adequado, essa realidade pode resultar em sobrecarga significativa e aumento do risco de adoecimento mental. Reconhecer a vulnerabilidade dessas mães não significa questionar sua capacidade de cuidado, mas sim compreender que o cuidado de uma criança com necessidades especiais deve ser uma responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e sistema de saúde.
A valorização da saúde mental das mães atípicas é um elemento essencial para o bem-estar de toda a família e para o desenvolvimento saudável da criança.
*Médico com Pós Graduação em Psiquiatria e Neurologia Clínica
Não escolhi o jornalismo. Com o tempo, compreendi que o jornalismo me escolheu no momento em que nasci. Ao entrar na Unicap no início dos anos 80, para cursar Jornalismo, já tinha as mínimas noções da profissão atuando no Sertão. Meu laboratório foi o Diário de Pernambuco, meu primeiro chefe Gildson Oliveira, um potiguar que arrebatou vários prêmios Essos.
O velho DP foi minha verdadeira universidade em Afogados da Ingazeira, onde fui correspondente, com extensão depois para todo o Pajeú. Mas nos bancos escolares, mergulhei no mundo da teoria e fiz amizades duradouras. Entre os que levantaram para orgulho dos pais o diploma de Jornalismo comigo, Italo Rocha, que também dividiu a bancada da redação do DP na cobertura de assuntos urbanos e policiais.
Já em Brasília, comemorei o ingresso dele nos quadros da Globo Nordeste. Também voltei a conviver com ele enquanto assessor do ex-governador Miguel Arraes. De vez em quando, ele escreve para este blog. Cícero Belmar, matuto como eu, vindo do Agreste, também estudou na minha turma. Atuou por muito tempo no JC, lançou livros e chegou a lecionar. Extremamente talentoso.
Alguns colegas enveredaram por assessorias de Imprensa, fizeram cursos de especialização e se deram bem. O exemplo mais bem-sucedido é Rosineide Oliveira, na coordenação de Imprensa da Compesa há mais de 30 anos. Já Rejane Modesto, depois de brilhar nos jornais de Pernambuco, se radicou na Espanha, sem notícias por onde atua no momento.
Também colaram grau comigo Jaimar Chedid e Rui Sarinho, este se especializou em cinema e rádio, tendo atuado por muito tempo no serviço de rádio do Governo do Estado. Boas lembranças ainda de Cristina Cadaval e Luciene Martins, que tratava de prima e que trabalha na Secretaria de Comunicação do Estado.
Outras boas lembranças: Liseani Morosini, hoje no Rio de Janeiro, Silze Anne, Bento Expedito e a bem-humorada e divertida Lourdes Alves. Um trio bem-sucedido ainda da minha turma: Daniele Romani, Alexandre Figueiroa e Christiane Cordeiro, esta recentemente a encontrei em Arcoverde, e que atuou na Globo. Já Dani, talentosa até na arte da pintura, conviveu comigo em Brasília na época em que eu dirigia a sucursal do DP e ela integrava a equipe de reportagem do JC.
Amizades de faculdade transformam colegas de sala em família, unindo pessoas através de estudos, perrengues e sonhos compartilhados. Essas conexões superam o tempo e a formatura, deixando memórias inesquecíveis e aprendizados para a vida toda. A gente entra sem se conhecer e sai com amigos que viram família.
E quando se consagram na profissão, dão-nos a alegria e a felicidade de compartilhar vitórias. Rosália Rangel, inesquecível colega de banco da faculdade, atuou por muito tempo na editoria de Política do JC. Não sei onde trabalha hoje, infelizmente nunca mais tive notícias dela. Regina Xavier, a baianinha de Juazeiro, que adorava Elvis Presley e se vestia de hippie, morreu precocemente. Foi casada com o jornalista Carlos Sinesio, a quem recorri para ser meu secretário adjunto de Imprensa no Governo Joaquim Francisco.
Que saudade do nosso tempo de universitário! Amizade de faculdade nos fortalece, é uma parceria na rotina, no estudo e na vida num momento de grande aprendizado. Hoje, só me resta agradecer por terem feito parte do meu percurso acadêmico e por cada conversa boa.
Conversa boa como tem meu amigo Idelfonso Fonseca, o mais teórico da turma, que trabalhou também no DP e na Rádio Clube, mas acabou se rendendo à vocação de professor. Deus também chamou muito cedo a colega Regina Lima, ex-Globo e TV Jornal, talentosíssima.
Saudades dela nas horas dos intervalos, das conversas bobas e casuais. O tempo e o amadurecimento, que chega com os cabelos brancos, nos ensina que a gente não faz amigos na faculdade, a gente reconhece-os brilhando na profissão, no mercado de trabalho. A melhor parte da faculdade não foi a matéria, foi o intervalo com os colegas.
Com o tempo, que é o senhor da razão, o contato vai ficando mais difícil, porque cada um vai cuidar da vida e dos seus propósitos, mas em pensamento estamos sempre perto, lembrando momentos inesquecíveis, de dias cinzentos de provas mais coloridas.
A faculdade de granjear amizades é de longe a mais eminente entre todas aquelas que contribuem para a sabedoria da felicidade. Nossa turma era pequena, mas bem unida, de prolongar o término das aulas nos botequins nas ruas, então pontos de agitos e boêmia em torno da Unicap.
Não dá para esquecer também professores que viraram amigos. Valdeluza Darc, que já se foi, Vera Ferraz, que dirigia o Jornalismo da Globo. Eduardo Ferreira, que por muito tempo assinou colunas no JC e DP, era um doce na aula. Continua um gentleman! E o querido Carlos Benevides, que nos levava para bebericar na sua casa no Alto da Sé, em Olinda. Tinha uma voz doce, capaz de acalmar a nossa curiosidade e incentivar o aprendizado.
A faculdade, tenho plena convicção e consciência, não é apenas um diploma, são as histórias que contamos com um sorriso no rosto anos depois. Aqueles corredores, aquele cheiro de café na biblioteca e a sensação de que o mundo estava só começando, tudo isso nos remete a um gostoso saudosismo.
Alguns colegas se foram, outros estão por aí para nos alegrar, mas esses tempos bons nunca serão encontrados novamente. Melhor viver o agora, o tempo do presente, com sabedoria e gratidão, pois tudo passa.
Li que tempo mal gasto é existência, tempo bem gasto é vida. O tempo voa sobre nós, mas deixa sua sombra. Se aqui falei também de saudade, aprendi com o grande Mário Quintana: “A saudade é o que faz as coisas pararem no tempo.”
Deputado quer colete reflexivo obrigatório nos carros
Está em tramitação na Câmara dos Deputados um projeto de lei (o 282/2026) para incluir o colete de segurança retrorrefletivo na lista de equipamentos obrigatórios para veículos automotores novos. Lembrou do extintor de incêndio, que quase para nada servia, além de enriquecer os fabricantes e donos de lojas? Bem, talvez até seja diferente. O PL obriga o uso imediato sempre que houver necessidade de imobilização do automóvel em vias públicas. O autor é o deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR).
A lei estabelece que tanto o condutor quanto os passageiros deverão vestir o equipamento de alta visibilidade ao desembarcarem do veículo em situações atípicas, como pane mecânica ou elétrica, acidentes, falta de combustível, troca de pneus ou qualquer outra emergência. O foco dele é o uso em rodovias, vias de trânsito rápido e trechos com baixa luminosidade, onde o risco de atropelamentos graves é substancialmente maior.
Segundo o parlamentar, uma parcela significativa dos acidentes fatais ocorre justamente durante paradas emergenciais. Nessas circunstâncias, pessoas no acostamento ou na pista tornam-se alvos vulneráveis por não serem vistas a tempo pelos demais motoristas. Se aprovada nos termos atuais, a medida determinará que todos os veículos fabricados a partir de 12 meses após a publicação da lei já saiam de fábrica equipados com, no mínimo, uma unidade do colete. Em países como o Chile, a medida já é adotada.
IPVA pelo peso do veículo? – Uma proposta em análise na Câmara dos Deputados pode alterar a lógica de um dos tributos mais conhecidos pelos brasileiros. A PEC 3/2026 sugere que o IPVA deixe de ser calculado com base no valor de mercado do veículo e passe a considerar o peso do automóvel – além de estabelecer um teto nacional de 1% do valor de venda. Hoje, o imposto é definido pelos estados e costuma variar entre 1% e 4% do valor do veículo, geralmente estimado pela Tabela Fipe. A mudança pode modificar a forma como o contribuinte arca com o imposto e abre discussões sobre critérios de justiça tributária, impactos para consumidores e possíveis efeitos no mercado automotivo.
Do ponto de vista jurídico, a alteração de critério pode levantar dúvidas relevantes: a cobrança baseada no peso do veículo atende ao princípio da capacidade contributiva previsto na Constituição? Um modelo que tribute veículos mais pesados poderia gerar questionamentos por parte de consumidores que utilizam utilitários ou veículos familiares? Como ficam os direitos do consumidor diante de possíveis mudanças no custo de propriedade de um bem essencial para mobilidade e trabalho? Há espaço para discussões judiciais caso o novo critério seja considerado desproporcional ou discriminatório entre categorias de veículos? O advogado e professor Fernando Moreira, mestre em Direito Processual Civil pela USP e especialista em Direito do Consumidor, pode comentar os possíveis reflexos jurídicos da proposta e os impactos práticos para proprietários de veículos.
Corvette Stingray 2026 3LT: US$ 339 mil – Uma unidade edição limitada e de configuração exclusiva do Corvette, a Stingray 2026 3LT, acaba de desembarcar no Brasil como modelo único no país, no valor de US$ 339.625 (cerca de R$ 1,7 milhão). A operação foi conduzida pela Master Trading. A importação envolveu desde a negociação e compra internacional do veículo até a personalização no exterior, coordenação logística, desembaraço aduaneiro e entrega na filial brasileira da Master Cargas Brasil, localizada no Paraná. O modelo Stingray 2026 3LT é uma edição limitada voltada a clientes que buscam exclusividade, alto desempenho e tecnologia embarcada de última geração. Equipado com pacote de performance Z51, o superesportivo entrega 495 cavalos de potência e acelera de 0 a 100 km/h em aproximadamente três segundos.
Vem aí o novo Onix Activ – A Chevrolet confirmou o lançamento do novo Onix Activ. Não há, porém, data (‘em breve’, dizem os diretores da marca) para ele chegar ao mercado brasileiro. O fato é que adota uma configuração estrutural inédita na linha, com suspensão elevada, maior vão livre do solo e visual de inspiração aventureira. A empresa quer que ele se torne uma alternativa aos atuais SUVs compactos de entrada. Mas ele não é um utilitário esportivo, embora deva oferecer posição de dirigir mais elevada, aparência (só ela mesmo) robusta e maior versatilidade para o uso urbano. Não há preço definido.
Fiat e os 50 anos de Brasil – Em 2026, a Fiat do Brasil completa meio século de história. Desde sua chegada ao país, a marca se consolidou como protagonista da indústria automotiva e também deixou marcas na vida de milhões de brasileiros ao ser pioneira em tecnologias e inovações que transformaram a mobilidade brasileira. Por exemplo: o 147, que nasceu em 1976. Ele foi o primeiro automóvel nacional com motor transversal, solução que otimizava o espaço interno e a eficiência mecânica, influenciando o design dos carros compactos.
O modelo também foi o primeiro a adotar pneus radiais e para-brisa de vidro laminado, que aumentavam a segurança e o conforto dos ocupantes. Também foi o primeiro carro nacional com coluna de direção articulada, recurso que oferecia maior proteção ao motorista em caso de colisão. Pouco depois, em 1978, surgiu a 147 pick-up, a primeira picape leve derivada de um automóvel no Brasil, inaugurando um segmento que unia a praticidade de um carro com a versatilidade de uma picape. No ano seguinte, em 1979, o Fiat 147 voltou a ser protagonista no cenário brasileiro, ao se tornar o primeiro carro nacional movido a álcool, símbolo da busca por alternativas energéticas sustentáveis e responsável por abrir caminho para a consolidação do etanol como combustível no país.
Ram começa a entregar nova Dakota – A nova Ram Dakota começou a ser entregue para os primeiros compradores – os que fizeram pré-reserva das versões Laramie e Warlock. Quem não aproveitou a pré-reserva, porém, pode a partir de agora conhecer e testar a nova Ram Dakota em uma das concessionárias da marca no Brasil. A picape está disponível em duas versões: Warlock, com visual e elementos mais voltados para o off-road; e Laramie, que exibe os cromados que já são marca registrada de uma Ram. Independentemente da versão, sob o capô está o motor 2.2 turbodiesel, que entrega 200 cv de potência e 45,9 kgfm de torque, sempre acompanhado de um câmbio automático de oito marchas. A tração 4×4 automática proporciona aderência nas mais variadas condições de piso, com a possibilidade do bloqueio mecânico do diferencial traseiro no caso de o fora de estrada exigir ainda mais capacidade.
Internamente, a nova Ram Dakota se destaca pelo novo painel digital de 7” ao lado da central multimídia de 12,3” com Apple Carplay e Android Auto sem fio, além dos bancos em couro (com ajuste elétrico para assentos do motorista e passageiro à frente) e uso de materiais premium nos revestimentos de portas e no painel de instrumentos. Bem equipada em ambas as versões, a picape possui ainda um amplo pacote de auxílios à condução, que inclui, entre outros, frenagem autônoma de emergência e detecção de pedestres e ciclistas; e piloto automático adaptativo com alerta de colisão frontal. A nova Ram Dakota possui cinco anos de garantia, sem limite de quilometragem.
Ranger ganha versões de trabalho – A Ford iniciou a venda da Ranger XL nas novas versões cabine simples, chassi e cabine dupla automática, ampliando o portfólio da picape média. Elas ocupam o espaço de entrada, de trabalho, com uma estratégia que combina capacidade de carga, bom conteúdo de equipamentos e preço atrativos, digamos assim. Tudo isso se soma às qualidades já conhecidas da nova Ranger, que é dona da plataforma mais avançada da categoria. Além de entregar um padrão superior de desempenho, robustez, dirigibilidade, segurança e tecnologia, com a tradição da família de picapes Raça Forte da Ford, ela oferece versatilidade para atender diversos tipos de aplicação, com suporte da engenharia de fábrica e rede de modificadores certificados para implementação.
A Ranger XL é equipada com motor 2.0, transmissão automática ou manual de seis velocidades e tração 4×4. É a picape com maior capacidade de carga da categoria: a cabine simples transporta 1.690 litros e 1.223 kg com transmissão manual, e 1.170 kg com transmissão automática; a chassi cabine comporta 1.371 kg na versão manual e 1.318 kg na automática, que permite operar com diferentes tipos de implemento, como baú, eletricitária ou ambulância. A XL cabine simples é oferecida por R$ 256.600 com transmissão manual e R$ 266.600 com transmissão automática. A XL chassi cabine custa R$ 248.600 com transmissão manual e R$ 258.600 com transmissão automática. E a XL cabine dupla é cotada em R$ 272.600 com transmissão manual e R$ 282.600 com transmissão automática.
Buggies de luxo – E o Brasil acaba de ganhar uma marca de veículos recreativos: a SAV Motors. Ela vai fabricar buggies de luxo e aposta em engenharia própria, design premium e foco em segurança e conforto para desenvolver uma nova geração desses modelos. A iniciativa surge em um contexto em que destinos de praia, resorts e operações turísticas deixaram de competir apenas por infraestrutura e passaram a disputar diferenciação por experiência.
A SAV Motors propõe o reposicionamento do buggy como um produto de engenharia, design e uso real, afastando-se da lógica informal e sazonal que historicamente marcou esse tipo de veículo no Brasil. O movimento acompanha a expansão do turismo de luxo no país. Dados da Statista indicam que a receita do segmento no Brasil deve crescer de aproximadamente US$ 28,3 bilhões em 2024 para cerca de US$ 44,5 bilhões até 2030, com taxa média anual próxima de 7,9%. A companhia já conta com um primeiro modelo em fase final de montagem, com apresentação oficial prevista para o primeiro trimestre deste ano.
Viagem longa pede cuidado contínuo com os pneus – Viagens de longa distância fazem parte da rotina de muitos brasileiros, seja por compromissos profissionais ou momentos de descanso, especialmente durante feriados prolongados. Em 2026, o calendário ainda reserva diversas oportunidades para pegar a estrada. Ainda há, por exemplo, nove feriados nacionais ao longo do ano que favorecem emendas e, consequentemente, períodos prolongados de deslocamento. Nessas ocasiões, o veículo permanece por horas seguidas em movimento, enfrenta diferentes tipos de pavimento e condições de uso e passa a exigir atenção constante do motorista.
Nesse cenário, os pneus desempenham papel fundamental para a segurança durante todo o trajeto, e não apenas antes da saída. Para a Bridgestone, manter a atenção aos pneus ao longo da viagem é essencial para reduzir riscos e evitar imprevistos. “Em viagens longas, o pneu é submetido a um esforço contínuo. O calor gerado pelo tempo de rodagem e a velocidade constante aumentam a exigência sobre o conjunto. Por isso, o cuidado não deve se limitar à revisão antes de sair de casa, mas continuar durante todo o percurso”, afirma Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.
Paradas estratégicas – Durante deslocamentos prolongados, fazer pausas regulares não é importante apenas para o descanso do motorista, mas também para uma rápida verificação do veículo. Em poucos minutos, é possível observar visualmente os pneus e identificar sinais que merecem atenção. “Uma inspeção simples durante as paradas já ajuda a perceber alterações como desgaste irregular, bolhas, cortes ou objetos presos ao pneu. Esses sinais podem indicar que algo não está correto e devem ser avaliados antes de seguir viagem”, orienta Ayala.
Rodagem contínua – Manter o carro rodando por longos períodos eleva a temperatura dos pneus, especialmente em trajetos feitos sem interrupções. Esse aquecimento contínuo, quando associado a pressão inadequada ou carga elevada, pode acelerar o desgaste e comprometer o desempenho.
“Quando o pneu trabalha por muitas horas seguidas, qualquer desvio de pressão ou condição irregular tende a se intensificar. Por isso, manter a calibragem correta e observar o comportamento do veículo ao longo do caminho faz toda a diferença”, explica o especialista da Bridgestone.
Atenção aos sinais – Além da inspeção visual, o motorista deve estar atento a mudanças no comportamento do carro durante a viagem. Vibrações no volante, ruídos diferentes, perda de estabilidade ou sensação de direção pesada são sinais de alerta que não devem ser ignorados.
“Muitas vezes, o veículo dá sinais claros de que algo não está certo. Insistir na rodagem nessas condições pode transformar um problema simples em um transtorno maior”, alerta Ayala.
Estepe x segurança – Outro ponto frequentemente esquecido é o estado do estepe. Em viagens longas, ele pode ser decisivo em caso de imprevisto, mas precisa estar em condições adequadas de uso, com calibragem correta e sem sinais de desgaste ou danos. “O estepe não pode ser visto como um item secundário. Ele faz parte do sistema de segurança do veículo e deve receber a mesma atenção que os demais pneus”, reforça o gerente da Bridgestone.
Dicas práticas para viagens longas
A Bridgestone recomenda:
• Realizar paradas periódicas para descanso e inspeção visual dos pneus.
• Manter a calibragem correta, seguindo sempre as orientações do fabricante.
• Observar sinais de desgaste irregular, bolhas, cortes ou objetos cravados.
• Conferir as condições do estepe antes e durante a viagem.
• Ficar atento a qualquer mudança no comportamento do veículo.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
Internado desde ontem (13), no Hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma broncopneumonia aguda respiratória, o ex-presidente Jair Bolsonaro já apresenta melhoras. Depois de ter ficado um período em jejum durante a hospitalização, Bolsonaro agora já se alimenta pela boca, com uma dieta pastosa.
Ele ainda precisa de aporte para respirar, mas sem a necessidade de entubação. Está recebendo 2 litros de oxigênio por minuto, por meio de cateter nasal. As informações são do jornal O Globo.
O quadro apresentado hoje cedo, de piora da função renal, segundo a equipe médica que o acompanha, é normal para o diagnóstico e deve ter duração por ao menos mais 24 horas.
Bolsonaro foi internado com broncopneumonia aguda aspirativa, causada por gastroparesia. Esta condição, que resulta em digestão lenta, foi agravada por alimentação inadequada antes de dormir — ou comida pesada ou mal mastigada. Bolsonaro sentiu calafrios, falta de ar e cansaço extremo. Devido a cirurgias intestinais anteriores, ele segue tratamento com antibióticos.
Ao lado do prefeito de Cachoeirinha, André Raimundo, o deputado federal Felipe Carreras realizou neste sábado (14) entrega de uma motoniveladora, adquirida por meio de emenda parlamentar no valor de R$ 764.234,00.
A motoniveladora será utilizada principalmente na manutenção e recuperação das estradas vicinais, garantindo melhores condições de tráfego para a população. A ação impacta diretamente no dia a dia dos moradores, facilitando o transporte escolar, o deslocamento das famílias que vivem no campo e o escoamento da produção agrícola, atividade fundamental para a economia local.
O apresentador de televisão Carlos Roberto Massa, conhecido como “Ratinho”, tornou-se alvo de investigação e de uma ação judicial após declarações sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e mulheres trans feitas durante seu programa no SBT. A parlamentar acionou o Ministério Público de São Paulo e pediu que o episódio seja investigado como possível caso de transfobia e violência política de gênero. O Ministério Público Federal (MPF) pediu ontem (13) que o apresentador e o SBT sejam condenados a pagar multa de R$ 10 milhões, a título de indenização por danos morais coletivos por conta das falas veiculadas em rede nacional.
As falas ocorreram na quarta-feira (11), quando o apresentador comentou a eleição de Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Durante o programa, Ratinho questionou a escolha da deputada para o cargo e afirmou que, em sua visão, “para ser mulher tem que ter útero e menstruar”. As informações são do jornal O Globo.
Diante das declarações, Hilton protocolou uma representação no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público paulista pedindo a abertura de inquérito policial. A ação solicita a apuração de possíveis crimes de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero, que podem levar a penas que variam de quatro a seis anos de prisão, dependendo do enquadramento.
Em sua argumentação, a deputada afirma que o discurso do apresentador ultrapassou o campo da crítica política e se baseou na negação de sua identidade de gênero. Segundo o documento enviado ao MP, as falas também teriam potencial de ampliar a hostilidade contra pessoas trans ao serem transmitidas em rede nacional. Além da iniciativa criminal, Hilton anunciou nas redes sociais que também está movendo ações na esfera cível contra o apresentador.
“Este ataque de Ratinho foi contra todas as mulheres trans e contra todas as mulheres cis que não menstruam mais ou nunca menstruaram. Foi contra todas as mulheres cis que nunca tiveram útero ou, por condições de saúde, como o câncer, precisaram removê-lo. Foi contra todas as mulheres que não podem ou não querem ter filhos. Foi contra as mulheres que perderam seus filhos ainda na gestação. O discurso de Ratinho foi, sim, para me atacar e atacar as pessoas trans. Mas demonstrou a misoginia, o ódio primal que essa figura nojenta tem de toda e qualquer mulher que não siga o roteiro que ele considera certo”, escreveu a deputada.
Sim, estou processando o apresentador Ratinho.
Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência.
Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim.… pic.twitter.com/F9Suqaf3b8
O episódio também chegou ao Ministério das Comunicações. A deputada enviou uma representação administrativa pedindo a suspensão do “Programa do Ratinho” por 30 dias. A pasta informou que o pedido foi recebido e será analisado pela Secretaria de Radiodifusão, que avaliará os argumentos apresentados antes de decidir se há fundamento para alguma medida administrativa.
Em nota, o SBT afirmou repudiar qualquer tipo de discriminação e declarou que as falas do apresentador “não representam a opinião da emissora”. Segundo a empresa, o caso está sendo analisado internamente para verificar eventuais providências.
Eleição
A polêmica ocorre após a eleição de Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. O colegiado ficou sob responsabilidade do PSOL na divisão das presidências de comissões entre os partidos. A votação ocorreu em dois turnos e terminou com 11 votos favoráveis à chapa e 10 votos em branco, estes interpretados como forma de protesto de parlamentares contrárias ao nome da deputada. Parte da oposição argumentou que Hilton, por ser uma mulher trans, não representaria as experiências de mulheres cisgênero.
Durante a sessão, deputadas como Clarice Tércio (PP-PE) e Chris Tonietto (PL-RJ) criticaram a escolha. Outras parlamentares, porém, saíram em defesa da nova presidente da comissão.
Após a eleição, Hilton reagiu às críticas nas redes sociais, afirmando que cumprirá o mandato “com honra” e que a opinião de “transfóbicos” não afetará sua atuação. Ela também afirmou que pretende usar o cargo para discutir violência contra mulheres e garantir que mulheres trans sejam incluídas nas políticas públicas debatidas pela comissão.