Já estou nos estúdios da Serra FM 87,9, em Serra Talhada, onde apresento o Frente a Frente, a partir das 18 horas, para 42 emissoras em Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Bahia.
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O PSOL anunciou ontem a filiação da ex-deputada federal Manuela D’Ávila e o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado para 2026. A entrada no partido será formalizada em um evento em Porto Alegre marcado para o dia 9 de dezembro. No anúncio, a sigla afirmou que a chegada dela “fortalece o projeto da sigla por mudanças estruturais”.
Em resposta, a ex-deputada afirmou estar “muito feliz e cheia de esperança” com a filiação e que “não se conforma com que essa realidade de desigualdade seja o destino final da humanidade”. “Sinto que faço parte dessa corrente centenária que empurra a história rumo a um mundo mais justo”, escreveu em um post publicado em seu perfil no Instagram. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisHá um ano, Manuela anunciou sua saída do PCdoB, após 25 anos no partido. Ela entrou na sigla no início dos anos 2000, no início de sua carreira política pela UNE, e foi eleita pela primeira vez vereadora em 2004. De lá para cá, chegou à Câmara dos Deputados em 2006, e conquistou a reeleição e, posteriormente, foi eleita deputada estadual do Rio Grande do Sul.
A ex-deputada tentou por três vezes o comando da prefeitura de Porto Alegre. A última, em 2020, chegou ao segundo turno contra o atual prefeito da capital gaúcha, Sebastião Melo (MDB). Durante a crise das chuvas deste ano, foi uma das maiores críticas da condução de Melo ao desastre. À época, ela precisou recorrer à polícia para investigar ameaças à filha, Laura.
Em 2022, chegou a ser cotada para tentar um posto no Senado, mas desistiu, e citou a “desunião da esquerda” no seu estado natal, Rio Grande do Sul, além da rotina de ataques contra ela e sua família nos últimos sete anos. No período, denunciou receber novas ameaças principalmente nas redes sociais: “ser uma mulher pública no Brasil é ser ameaçada permanentemente. É conviver com a ameaça de estupro como correção pela coragem, com a ameaça de morte como silenciador”, escreveu na publicação.
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Não é fácil romper os laços da terra natal. Qualquer partida, mesmo prevista e esperada, traz medo, uma incerteza angustiante pelo futuro duvidoso, uma nuvem espessa de interrogações. Artistas cantam a dor da partida. A mais célebre canção virou uma espécie de hino de despedida dos retirantes sertanejos do seu torrão: “A Triste Partida”, de Patativa do Assaré, cantada por Luiz Gonzaga.
Outras canções, de diferentes estilos, também abordam o tema, como “Aquele Abraço”, de Gilberto Gil. “A Triste Partida” retrata a dura realidade da migração, a saudade do lar e das raízes, da terra-mãe. Em “Aquele Abraço”, Gilberto Gil utiliza a música para se despedir de um amigo que está indo embora, com um toque de celebração pela partida.
Leia mais“Chão de Giz”, de Zé Ramalho, embora não trate diretamente sobre a partida, fala de saudade e nostalgia, evoca também o sentimento de despedida, tema recorrente em músicas sobre partidas. Na canção “Vou-me embora”, o saudoso Paulo Diniz, de Pesqueira, a quem fiz um tributo no Sextou, fala da dor de deixar sua terra para mostrar seu talento no Sul maravilha.
Se nas capitais dos centros mais afastados do coração econômico e cultural do País, São Paulo e Rio, já é difícil sobreviver da arte musical, imagine nos grotões nordestinos! Paulo Diniz ganhou o mundo levando o seu canto poético. Musicalizou seus poemas. “Vou-me embora” não é apenas uma poesia. É um grito parnasiano, um lamento drummondiano.
No adeus a Pesqueira, terra do doce e das rendas, versou: “Ou encanto a vida ou desencanto a morte”. Paulo Diniz produziu uma obra-prima de retirante. “Vou-me embora, vou-me embora, vou buscar a sorte. Caminhos que me levam, não tem sul nem norte. Mas meu andar é firme, e meu anseio é forte.
Paulo Diniz, como todo artista, viu que sua Pesqueira já não lhe cabia mais, estava pequena para sua arte fenomenal. “Vou-me embora, vou-me embora, nada aqui me resta. Se não a dor contida, num adeus sem festa. Eu vou na ida, indo, que o temor desperta. Cuidar da minha vida, que a morte é certa”.
E fez seu lamento: “Quem disse que trazia, até hoje não trouxe. O bem de se fazer da vida amarga doce. Eu não espero o dia, pouco me importa se o velho é sábio ou se a menina é louca. Se a tristeza é muita, se alegria é pouca. Se José é fraco ou se João é forte. Eu quero a todo custo encontrar a sorte”.
A resolução do ilustre pesqueirense estava firme no seu peito. Não apenas firme, mas definida. “Quem vem na minha ida ouve a minha voz. E cada um por si e Deus por todos nós”. Que lindo! A dor da partida rasga o coração, é uma faca penetrante nas veias da saudade. É na terra-mãe onde o coração se encontra com a paz, cheio de alegria e abraçado pela família.
Há uma brisa que sopra sobre quem parte, inundada por boas lembranças e amor. As lembranças da minha terra são como um acalento para a alma. Sinto essas lembranças me acolherem e me abraçarem tão fortemente. Eu sinto tanta falta do cheiro da terra molhada após a chuva. Traz recordações da linda infância que vivi naquele lugar abençoado.
Imagino Paulo Diniz partindo da sua Pesqueira com a alma em chamas. Porque, para ele, a música sempre embalou a saudade, refletida no som dos pássaros, em manhãs acordando com a sinfonia perfeita. Cada detalhe soa como uma joia guardada na memória.
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Salão de São Paulo: 300 carros à mostra, todos acima dos R$ 100 mil
Walberto Maciel
Enviado especial da coluna de De bigu com a modernidade

São Paulo (SP) – O 31⁰ Salão Internacional de São Paulo, que será encerrado no próximo domingo, abriga 30 fabricantes, que levaram pouco mais de 300 modelos para expor. São automóveis globais, com propostas distintas. Alguns nem chegarão ao mercado brasileiro. Outros são meramente protótipos ou conceitos. O evento, enfim, é de exibição — não de vendas.

Mas o único carro com valor mais próximo aos R$ 100 mil é o EX2, da Geely — que acaba de chegar ao mercado rasileiro. Mas ele custa R$ 119 mil — o mesmo cobrado pelo Mini Dolphin (que, pouco antes, tinha preço sugerido de R$ 99 mil). O EX2, que veio para ser o rival do pequeno hatch da BYD, tem as mesmas características tecnológicas — e até mais espaço. Ele, como o Dolphin, é 100% elétrico. Oferece 116cv e 15,3kgfm de torque, fazendo de 0 a 100 em 10,2 segundos. A Geely, por sinal, confirmou para 2026 a chegada do EX5 ao Brasil. O carro, que também está no estande da marca, vem em duas versões: a Pro (de entrada) e a Max (topo de linha). Ambas têm 218cv de potência e torque de 32,6kgfm que proporciona uma velocidade de 0 a 100 em 6,2 segundos. A autonomia é de 413km na versão Pro e 349km na Max. A diferença entre as duas são acessórios — como teto solar panorâmico e itens de segurança de auxílio à condução.

A BYD trouxe para a mostra o novo Sealion 7, um SUV cupê 100% elétrico com 530 CV de potência. Ele é bruto! Faz de 0 a 100 em 4,5 segundos e garante uma autonomia de 502km. A chinesa também trouxe para seu estande os carros da família Song e lançou o Atto 8. O modelo é um híbrido plug-in com sete lugares — que, na árvore genealógica da marca, fica acima do Song-plus DM 1 e está estreando no Salão com o preço de 399.990. É o maior híbrido da BYD no Brasil e promete mais de 900km de autonomia com dois motores elétricos e um 1.5 turbo à gasolina. O motor elétrico dianteiro tem 200Kw; o traseiro, 159Kw. O motor a combustão de 165cv dá ao conjunto 488cv de potência combinada.
Leia maisReforço no mercado
A BYD – que já superou a marca de 180 mil veículos eletrificados vendidos no país em pouco mais de três anos – também levou ao evento seu novo SUV híbrido plug-in de sete lugares. O Atto 8 tem sete lugares e 5,04m de comprimento e um entre-eixos de 2,95 m. O porta-malas tem capacidade de 270 a 1.960 litros, dependendo da configuração aplicada. O SUV tem números impressionantes: potência combinada de 488cv, velocidade máxima (limitada) de 200 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos.
Tô nem aí – Muitas grandes marcas não deram as caras, como BMW, Volkswagen, Volvo, Land Rover, Ford, Chevrolet, Mercedes Benz e várias outras.
Francesas

A Peugeot caprichou no seu espaço dentro do salão. Os 550m² foram tomados pelo Inception, um carro conceito que chamou muita atenção do público, mas que a montadora criou apenas para dar uma ideia do que pretende usar nos seus próximos modelos. Ele tem linhas retas e muita tecnologia. Para os clientes de carro “real”, a Peugeot promete que estarão em breve nas ruas o híbrido 3008, um cupê com design totalmente modificado, impulsionado pelo motor 1.6 turbo com 180cv de potência e 48W no motor elétrico. A marca também apresenta a nova versão do e-208 GTI totalmente elétrico com potência de 300 cv, traz 35 kgfm de torque, o que lhe garante a marca de 5,7 segundos de 0 a 100 Km por hora e uma velocidade máxima de 180 Km/h. Ela também levou para a exposição o 208GT T200 e o 2008GT T200 – os dois híbridos que foram disponibilizados para test-drive no Salão.
Boreal
A Renault, por sua vez, está com todos os seus modelos no Salão Internacional do Automóvel. Entre eles, claro, o Boreal — que foi lançado recentemente — e o novo Koleos que já tem sua venda confirmada aqui em 2026. O Boreal (que já foi testado pela coluna Bigu) é um SUV médio que aposta na tecnologia e conforto para recolocar a marca na briga com Corolla Cross, Compass, da Jeep, e Haval 6, da GWM. O motor é o já conhecido 1.5 turboflex. Ele tem três versões: Evolution (179.990), Techno (199.990) e Ionic (214.990).

Já o Koleos é um SUV de porte médio/grande com motor 2.5 a gasolina de 170cv e câmbio CVT. Ele tem tração 4 x 4 em algumas versões, porta-malas de 550 litros com 4,67 metros de comprimento. As versões 2026 têm o motor 1.5 turbo com dois motores elétricos de 245 cv. A marca também trouxe o Renault Kwid, o Duster e o Master e-tech 100% elétrico que fazem parte do seu portfólio.
Estande da Jeep

O Avenger, SUV supercompacto que a marca quer colocar como carro de entrada, é o destaque. Quem foi conhecer o Avenger também deu de cara com a nova família da Cherokee. A motorização do Avenger deve ser leve, com o 1.0 turboflex da Stellantis. Ele é 15 centímetros mais curto que o Renegade e tem previsão de chegar no ano que vem. Já o Cherokee pode retornar ao mercado brasileiro em versões híbridas. A expectativa é que seja com motores elétricos e a gasolina, autocarregáveis, com a estimativa de rodar 18km com um litro de gasolina combinado com os motores elétricos. Não há indícios que a marca aposte em uma versão plug-in.
Mas o que mais chamou a atenção dos jipeiros de plantão foi o Jeep Recon Concept. Um modelo que mostra bem a visão da Jeep para o futuro da aventura eletrificada. Nesta versão, um motor que garante a potência de 650 cv e pelo menos 400km de autonomia. É o único veículo totalmente elétrico que tem o selo da Trail Rated. Suas portas são removíveis e o teto é elétrico com o sistema um-só-toque.
GWM show
A marca chinesa fez sua primeira participação no Salão Internacional do Automóvel. Seu estande cravado bem no meio do espaço de 67 mil m² no Distrito Anhembi usou e abusou em design. Entre os destaques, o novo Haval H6, primeiro modelo produzido no Brasil. Claro que a marca também trouxe seus luxuosos modelos globais. No espaço estão expostos os SUVs de luxo e os modelos off-road. O Tank 300 que já está à venda no Brasil e também foi testado pela Bigu no seu lançamento, ano passado, e o Tank 700 que só está à venda na China e na Europa.

Além dos modelos Wey G9 e Wey 07, a montadora também expôs uma motocicleta, a SOUO S 2000 com um motor boxer de 8 cilindros. A van de luxo Wey G9 e o Tank 700, por enquanto, são só para ver e curtir. A marca não pretende comercializá-los no Brasil, pelo menos por enquanto. O preço da van de luxo na China, nos Estados Unidos e na Europa corresponde a uns R$ 500 mil; o do Tank 700 passa dos R$ 350 mil.
Comparados em termos de preços e características, as diferenças do Tank 300 que já está à venda no Brasil e o Tank 700 são, basicamente, artigos de luxo e tecnologia. Os dois são híbridos. O 300 tem cinco lugares com motor 2.0 à gasolina acompanhado de um motor elétrico, o 700 tem um motor V6 3.0 que pode vir acompanhado de um ou mais motores elétricos. É mais forte e mais robusto e tem sete lugares com muito luxo e conforto. O 300 tem foco no jipe raiz com tração 4 x 4 e reduzida. Já o 700 busca espaço em outra linha de veículos: é um SUV gigante com tração 4×4 e capacidade off-road.
Mais destaques
Entre os outros destaques que os visitantes do Salão encontraram estão o Toyota Yaris Cross 2026, híbrido com motor 1.5 aspirado acompanhado de dois motores elétricos. Juntamente com ele está o GR Yaris, com motor 1.6 turbo e 300cv de potência. O primeiro destaca-se pelo sistema de motorização bastante eficiente e o segundo é um modelo esportivo com versão com câmbio automático de oito marchas e ou manual com seis marchas.

Avatr – Já a Caoa Changan decidiu mostrar os carros da sua linha de luxo, a Avatr. Vieram para o Salão o Avatr 11, um SUV cupê, e o Avatr 12, um sedã cupê. Estes carros destacam-se pelo nível de tecnologia, com centrais de mídia gigantescas, design forte – além, é claro, de muito luxo. O 12, por exemplo, não tem vidro traseiro e os retrovisores laterais podem ser substituídos por câmeras eletrônicas. No Avatr 12 o motorista pode escolher o sistema autônomo de direção e simplesmente relaxar enquanto trafega.

Novo Tiggo 5x – A Caoa Chery apresenta cinco carros no Salão. O novo Tiggo 5x 2027 foi completamente renovado, com muito mais tecnologia embarcada com um design mais moderno e central multimídia de nova geração. Outro produto que se destacou no estande da Caoa Chery foi o Tiggo 9, um SUV grande, que foi anunciado como o futuro carro-chefe da marca. Elé híbrido de 7 lugares com motorização de alto rendimento. Todo o sistema tem o motor a combustão que não é ligado ao eixo e três motores elétricos, que proporcionam uma potência de 500cv com tração integral. Os outros três modelos são os já conhecidos Tiggo 7 e 8 e a picape média Himalaia.
Invasão sul coreana – A Kia aproveitou o Salão do Automóvel para apresentar oito novidades para o público brasileiro. Das oito, seis são inéditas e prometem mexer com o mercado automotivo. Destacam-se o SUV compacto EV3 e a van elétrica comercial PV5. A marca também apresentou os novos modelos dos consagrados Sportage, Sorento e Stonic e garantiu para 2026 a chegada da nova família K4.

Carro que voa – Os frequentadores do Salão puderam curtir uma programação de atividades interativas para todos os gostos e idades. O evento acaba neste domingo. As atrações foram variadas. Para começar, o Govy Air Cab, um veículo voador. O modelo da chinesa GAC já está em fase de pré-venda no Japão, com previsão de entrega no primeiro semestre de 2026. Com ele, os brasileiros não podem nem sonhar, já que não temos sequer legislação para este tipo de transporte.
O carro voador é tipo um drone gigante, 100% elétrico, com dois lugares e autonomia para voar 30km em linha reta, que significa ir de Taguatinga à rodoviária do Plano Piloto ou de Copacabana ao Recreio dos Bandeirantes. Em poucos minutos, já que não há trânsito, semáforos, acidentes e engarrafamentos. O carro voador custaria, hoje, R$ 1,4 milhão. Quanto à segurança, o Govy Air Cab funciona com a tecnologia dos foguetes da Nasa. Se houver alguma pane no sistema, o motor é desligado da cápsula, que procura um local seguro para pouso.

Honda Prelude – Se voar ainda está distante, o brasileiro pode sonhar em andar em um Prelude, da Honda, que a montadora resolveu resgatar de sua história recente e trazer de volta para o futuro. É um carro histórico na Honda. Teve cinco gerações de 1978 a 2001 e, no Brasil, ficou conhecido em sua quarta geração — de 1992 a 1996, quando houve a abertura para a chegada de carros importados no país. Esta nova, de 2026, já estará à venda no no primeiro semestre por R$ 400 mil, valor superior ao do Civic Type R (247,8 mil). Ele chega com um motor 2.0 híbrido de 203 cavalos de potência e 32,1kgfm. Seu torque permite um salto de 0 a 100 em em 9 segundos.
Outro retorno

O Cyberster, da também chinesa MG, começa a ser comercializado em 2026 no Brasil. É um carro que também está retornando ao mercado global. Mas, ao contrário das versões anteriores, a montadora apostou na eletrificação e ele vem com dois motores elétricos que lhe garantem 375Kw de potência e torque máximo de 73kgfm – que garante um 0km/h a 100kg/h em 3,2 segundos. O preço de chegada é de R$ 499.800.

O que não fazer com os pneus da sua moto – Improvisos e soluções caseiras ainda são comuns quando o assunto é manutenção de pneus de motocicletas. De adaptar pneus de carro a usar “macarrão de piscina” para evitar que o pneu murche em caso de furo são apenas alguns exemplos. Muitos desses hábitos podem até parecer inofensivos em um primeiro momento, mas podem colocar em risco a segurança do motociclista e de terceiros, além de reduzir a vida útil dos pneus.
Segundo Roberto Falkenstein, consultor da área de tecnologias inovativas da Pirelli para a América Latina, é fundamental seguir sempre as recomendações do fabricante da moto e do pneu. “Os pneus são o único ponto de contato entre a moto e o solo. Cada detalhe, como medida, estrutura e composto, é projetado para garantir o equilíbrio e o comportamento adequados. Mudar algum parâmetro pode gerar consequências sérias”, explica Roberto. Confira, então, alguns dos erros comuns que devem ser evitados por quem busca pilotar com segurança e preservar o desempenho dos pneus.
1. Usar pneu de carro em motocicleta – Pneus de carro têm estrutura e formato totalmente diferentes dos de moto. Foram feitos para veículos que não inclinam nas curvas e, por isso, não oferecem a mesma aderência lateral. O uso em motocicletas pode causar instabilidade e perda de controle, especialmente em manobras e curvas. A utilização em motos é perigosíssima e afeta toda a ciclística, comprometendo a segurança.
2. Colocar “macarrão de piscina” dentro do pneu – Alguns motociclistas tentam improvisar o uso de espumas ou “macarrão de piscina” dentro do pneu, acreditando que isso pode manter a moto rodando mesmo em caso de furo. Essa prática, porém, é perigosa: o material pode se fragmentar com o calor e o movimento, podendo comprometer o balanceamento e o encaixe correto do pneu na roda.
3. Misturar modelos diferentes na dianteira e traseira – Os pneus dianteiro e traseiro são desenvolvidos para funcionar como um conjunto. Misturar modelos ou compostos diferentes altera o equilíbrio, a resposta em frenagens e a estabilidade em curvas. Mesmo pequenas variações podem afetar o comportamento da moto e a segurança do piloto.
4. Alterar a medida original do pneu – Trocar a largura ou o diâmetro do pneu pode mudar o centro de gravidade, interferir no funcionamento da suspensão, alterar a leitura do velocímetro e comprometer o desempenho. Sem contar que mudanças extremas podem fazer o pneu “pegar” no paralama ou no garfo de suspensão. Cada modelo de moto é testado com medidas específicas, que garantem o equilíbrio ideal entre tração, estabilidade e conforto.
5. Rodar com calibragem incorreta – A pressão errada é um dos principais fatores de desgaste prematuro e perda de performance. Pneus murchos aumentam o consumo de combustível e prejudicam a dirigibilidade; pneus com pressão excessiva reduzem a aderência e o conforto. A calibragem deve seguir sempre o valor indicado no manual do fabricante da moto e ser verificada com frequência.
6. Usar produtos inadequados na limpeza – Solventes e desengraxantes podem danificar o composto de borracha e acelerar o envelhecimento. Para limpar corretamente, recomenda-se apenas água e sabão neutro. O uso de produtos agressivos reduz a durabilidade e pode afetar o desempenho do pneu em situações de aderência crítica. Produtos para dar brilho, conhecidos como “pretinho”, não devem ser aplicados em pneus de motocicletas, especialmente na banda de rodagem. Além de alterar temporariamente as propriedades da borracha, esses produtos podem deixar a superfície escorregadia e comprometer a aderência — o que representa risco real de queda.
Se utilizados, devem ser aplicados somente nas laterais, com muito cuidado para evitar qualquer contato com a parte que toca o solo. “Pequenos cuidados fazem grande diferença. Respeitar as especificações originais e evitar improvisos é o caminho mais seguro para quem quer preservar o desempenho da moto e a própria segurança”, conclui Falkenstein.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
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Da Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou um pronunciamento, em cadeia nacional de rádio e televisão, que será veiculado na noite de amanhã (30), às 20h30. Com cerca de seis minutos de duração, a declaração terá como destaque a sanção da lei que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil, assinada essa semana.
A medida foi uma das principais bandeiras de campanha de Lula nas eleições de 2022 e foi viabilizada a partir da taxação das altas fortunas, buscando corrigir distorções na tributação de renda do país. A isenção do IR começa a valer em janeiro de 2026 e vai beneficiar mais de 15 milhões de brasileiros, segundo projeções do Ministério da Fazenda.
Leia maisRepetindo o mesmo cenário do pronunciamento por ocasião do Dia da Independência, Lula gravou o novo vídeo diante de sua mesa de trabalho, no gabinete do Palácio do Planalto, tendo a bandeira nacional e um quadro do mapa-múndi ao fundo. A escolha do presidente busca refletir a imagem de um estadista e de um líder mundial com forte atuação no cenário global.
No pronunciamento, além de destacar a promessa cumprida e os impactos sociais da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, e descontos para quem ganha até R$ 7.350, o presidente enumera a retomada de programas sociais e a recuperação da economia do país, que exibe os menores índices de desemprego da série histórica, além de registrar taxas de crescimento superiores à média dos países do continente.
Lula permanece na capital federal e não tem agenda pública neste fim de semana. Já ao longo da próxima semana, o presidente tem previsão de cumprir uma série de compromissos públicos, incluindo cerimônia de inauguração de barragens no interior de Pernambuco e solenidade de entrega das primeiras unidades da Carteira Nacional Docente do Brasil e de equipamentos do Programa Mais Professores, esta no Ceará.
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Por Chico Araújo
A apenas 50 quilômetros do Palácio do Planalto, em Brasília, um galpão de 450 m² na cidade de Águas Lindas de Goiás – município com cerca de 245 mil habitantes no entorno do Distrito Federal – abriga uma invenção que pode transformar o panorama da energia renovável no Brasil e no mundo. Trata-se do protótipo de uma Usina Hidropneumoelétrica (UHPE), desenvolvido pelo inventor João Batista Maglia, um multifacetado profissional nascido em 1954, que acumula formações como técnico agrícola, piloto de avião, advogado e ex-funcionário do Banco do Brasil. Financiado com recursos próprios de sua aposentadoria e da esposa, Teresina Gasparin Maglia, o dispositivo ocupa apenas 4 m² e é capaz de gerar 10 kW de energia – com potencial escalável para até 1 MW, suficiente para abastecer uma pequena cidade com cerca de 500 residências e 2 mil habitantes.
A UHPE representa um conceito inovador patenteado por Maglia no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), com registros principalmente entre 2009 e 2011. Maglia possui 44 depósitos de pedidos de patentes no INPI, dos quais 6 estão registrados na Organização Mundial da Propriedade Intelectual (World Intellectual Property Organization – WIPO), em Genebra, na Suíça. O sistema utiliza água e ar como fontes renováveis e reutilizáveis, promovendo um ciclo sustentável que devolve os elementos à natureza sem desperdícios.
Leia maisDe acordo com as patentes, como a WO2011011844A1, depositada internacionalmente, a tecnologia envolve a captação de água do fundo de reservatórios hídricos – como poços, rios, lagos, represas, mares ou oceanos – e ar da atmosfera, direcionando-os para turbinas hidráulicas que convertem a energia cinética em eletricidade. Após a geração, a água retorna ao fundo do reservatório por meio de tubos de saída, enquanto o ar é liberado de volta à atmosfera, auxiliando na pressurização e no fluxo para maior eficiência. Como define o próprio inventor, “A Usina Hidropneumoelétrica é um conjunto de máquinas e equipamentos de geração de energia com a utilização e reutilização da água e do ar como fontes de recursos naturais reutilizáveis de energia.”
O princípio de funcionamento é simples, mas ambicioso: tubos de entrada direcionam a água para a turbina hidráulica, onde a conversão energética ocorre em um ambiente seco e aerado, evitando inundações. Os materiais empregados – como concreto armado, ferro, aço naval, plástico ou fibra de vidro – garantem durabilidade e adaptabilidade. Maglia, residente no Distrito Federal, registrou múltiplos modelos de utilidade (MU) para configurações variadas, adaptáveis a diferentes cenários ambientais e geográficos.
Essas inovações visam superar as limitações das usinas hidrelétricas tradicionais, que exigem grandes quedas d’água e podem gerar impactos ecológicos significativos.
As UHPE, também chamadas de Usinas Hidropneumoelétricas JBM, prometem sustentabilidade através de um ciclo fechado, versatilidade em ambientes terrestres, aquáticos ou marítimos, baixo impacto ambiental – especialmente em versões submersas ou flutuantes – e eficiência para operações em locais remotos ou urbanos. A geração de energia é trifásica, com opções de 110, 220 ou 380 volts e frequências de 50 ou 60 hertz, permitindo uma fabricação em linha série escalável. Sua capacidade varia de 10 kV/kVA/kW/HP/CV (10.000 watts), suficiente para abastecer 2 casas e 8 habitantes, até 5 MW (5.000 kV/kVA/kW/HP/CV ou 5.000.000 watts), capaz de suprir 2.500 casas e 10.000 habitantes.
João Maglia, o visionário independente
Maglia, que em alguns registros conta com a colaboração do advogado Marcelo José Maglia, seu filho, posiciona-se como um visionário independente. Protótipos idênticos ao de Águas Lindas de Goiás já foram montados em Torres (RS), Terenos (MS), Porto Velho (RO), Plácido de Castro (AC) e em Santo Antônio do Matupi, em Manicoré (AM), e funcionaram. Porém, por falta de investidores, as usinas foram desmontadas, obrigando Maglia a se transferir para Águas Lindas de Goiás, onde, com alguns parceiros – outros inventores –, alugou o galpão, que fica numa área de 10 mil metros quadrados. Pelo espaço, Maglia e seus parceiros pagam R$ 6 mil mensais. “Aqui é o berçário das invenções”, diz Maglia, com um sorriso largo.
O inventor relata desafios significativos para obter financiamentos ao seu projeto: “Não conseguimos acessar recursos de jeito nenhum”. Ele menciona que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPGO) só libera fundos para Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), enquanto recursos de emendas parlamentares federais exigem certificação prévia de universidades, o que implica entregar os direitos de propriedade da invenção a uma universidade pública.
Desde 2005, Maglia busca incentivo governamental para seus inventos. “Mas, infelizmente, sempre me bateram a porta na cara”, diz Maglia, que, nos últimos 20 anos, procurou praticamente todos os órgãos de financiamento do governo federal. Maglia já procurou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), mas sem sucesso. O entusiasmo de Maglia se dá apenas pelos inventos que é capaz de criar. Quando fala da falta de apoio governamental, Maglia franze o cenho. “Aqui no Brasil, inventor não tem vez”, diz. E acrescenta: “o ministério (ele se refere ao MCTI) manteve as portas fechadas aos inventores”.
Maglia lembra que, no Brasil, as invenções sempre foram relegadas a um plano inferior nos governos. E isso, segundo o inventor, ocorre desde 1709, ainda no Brasil-Colônia. Ele cita exemplos de inventos que não receberam apoio do governo central – o balão voador (Bartolomeu de Gusmão), a máquina de escrever (Padre Francisco João de Azevedo), o rádio (Padre Roberto Landell de Moura), o avião (Alberto Santos-Dumont), o bina (Nélio José Nicolai), e tantos outros mais recentes.
De acordo com Maglia, outro entrave às invenções brasileiras é o próprio MCTI, que, entre outras regras, exige a criação de associações para terem acesso às políticas do ministério, como linhas de crédito. “Isso é um absurdo. A Constituição (art. 5º, inciso XX) diz que ninguém poderá ser compelido a associar-se para obter qualquer coisa,” observa Maglia. “E nesse puxa-encolhe, quem é prejudicado é o inventor brasileiro.”
Falta de apoio e financiamento atrapalham o projeto
Por conta da falta de apoio, João Maglia foi obrigado a vender alguns de seus inventos mais recentes a investidores norte-americanos para tocar seu protótipo das Usinas Hidropneumoelétricas. Dentre os inventos dos quais Maglia se desfez, três deles se destacam – limpador de para-brisa magnético, processo de formação de nuvens e chuvas para erradicação de desertos e a bateria de chumbo inoxidável. Este último invento, a bateria, já é empregada em carros elétricos no mundo.
“Infelizmente, temos que passar adiante nossos inventos a compradores estrangeiros (dos EUA e da Europa) porque aqui não recebemos apoio mínimo”, explica João Batista Maglia, que, há mais de duas décadas, percorreu todos os órgãos de fomento, ciência, tecnologia e inovação dos governos federal, estaduais e distrital em busca de apoio e financiamento, mas sem sucesso. Segundo Maglia, o desestímulo é tanto que, em alguns órgãos governamentais, como o MCTI, um diretor lhe afirmou: “patentes do INPI não valem para nada”.
Especialistas em energia renovável consultados avaliam que o invento de João Batista Maglia é inovador, apesar de demandar validações técnicas rigorosas para comprovar viabilidade econômica e física em escala comercial. Ainda assim, o protótipo em Águas Lindas de Goiás representa um passo audacioso rumo a soluções energéticas mais acessíveis e ecológicas, alinhado aos objetivos globais de transição para fontes limpas.
Maglia, aos 71 anos, continua a apostar em sua criação como uma alternativa para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, convidando investidores e autoridades a explorarem seu potencial. Entre os objetivos declarados estão dobrar a capacidade energética do Brasil e do mundo, substituir combustíveis fósseis, reduzir emissões de gases de efeito estufa e levar energia elétrica de força e luz a todos os habitantes do planeta. A tecnologia visa substituir fontes poluentes e com impacto ambiental, como usinas de carvão, petróleo, gás, atômicas, biomassa (incluindo lixo e bagaço de cana), hidrelétricas com represas, eólicas, solares e de ondas.
Sua instalação é escalável e pode ocorrer em qualquer lugar do mundo, incluindo locais isolados, extremos ou gelados, aldeias indígenas, comunidades ribeirinhas, casas, edifícios, condomínios, vilas urbanas e rurais, cidades, metrópoles, capitais, centros industriais, datacenters e shopping centers. Pode operar em sistemas isolados ou interligados, atendendo populações e atividades econômicas extrativas, agrícolas, industriais, comerciais e de serviços, promovendo energia limpa e sustentável sem impactos ambientais ou sociais
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Gilberto Firmo, tio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi preso na quarta-feira (26) no Distrito Federal. É suspeito de participar de uma organização criminosa especializada em furtos de veículos. A prisão se deu durante operação da Polícia Civil do DF, sendo esta a segunda detenção dele neste ano. Ele foi liberado após pagar fiança.
A DRFV II (Divisão de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos) organizou a operação após monitorar um automóvel utilizado irregularmente. Os policiais encontraram o veículo escondido em um imóvel no Conjunto B, em Ceilândia. Durante a abordagem, localizaram dois automóveis com registro de furto ou roubo, além de peças automotivas. As informações são do Poder360.
Leia maisFirmo, de 52 anos, já havia sido detido em 1º de agosto pela Polícia Civil de Goiás. Na ocasião, as autoridades encontraram em seu celular material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em Ceilândia.
Em 2024, uma reportagem da revista “Veja” revelou que outros familiares da ex-primeira-dama também tiveram problemas com a Justiça. Maria Aparecida Firmo Ferreira, avó de Michelle, foi detida em 1997 por tráfico de drogas em uma comunidade de Brasília, onde era conhecida como “Tia”.
Outro tio da ex-primeira-dama já foi detido na operação Horus, deflagrada pela Polícia Civil do DF para desarticular um grupo envolvido em grilagem de terras. João Batista Firmo Ferreira, primeiro-sargento da Polícia Militar, esteve detido desde maio de 2019 até conseguir habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
O Poder360 procurou Michelle Bolsonaro por meio de sua assessoria para perguntar se ela gostaria de se manifestar. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.
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Do Diário de Pernambuco
Cinco pessoas morreram na tarde deste sábado (29) após um incêndio atingir uma ocupação do Movimento Urbano dos Trabalhadores Sem Teto (MUST), na Avenida Caxangá, Zona Oeste do Recife. O fogo teria começado após um morador atear fogo no próprio barraco durante uma briga de casal, sendo preso em flagrante após moradores tentarem linchá-lo.
O suspeito foi socorrido para uma unidade hospitalar, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Defesa Civil combatiam ao incêndio, que destruiu cerca de 20 casas e deixou a comunidade em situação de emergência.
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O Major do Corpo de Bombeiros, Matias Júnior, confirmou as vítimas do incêndio sendo uma mulher e quatro crianças de cinco, quatro e dois anos, além de um bebê de poucos meses. O fogo atingiu uma área ao lado da UPA da Caxangá, onde a casa das vítimas era um imóvel misto, parte de alvenaria e parte de madeira. No total, aproximadamente 32 casas foram destruídas pelas chamas, que se espalharam rapidamente.
Para a ocorrência, o Corpo de Bombeiros enviou 8 viaturas e empregou 26 militares, utilizando cerca de 45 mil litros de água no combate. O rescaldo foi concluído, e a operação, incluindo a desmobilização, foi finalizada por volta das 16h30. Todas as ações ficaram registradas nos relatórios oficiais.
O incêndio, que começou no início da tarde se espalhou pelos barracos de madeira e lona que compõem a ocupação, que existe há cerca de oito anos. A circulação de veículos na Avenida Caxangá precisou ser interrompida nas proximidades da UPA da Caxangá.
Equipes do 12º Batalhão da Polícia Militar chegaram primeiro ao local, isolaram a área e acionaram o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE). Enquanto os bombeiros realizavam o combate, a Polícia deteve o suspeito de iniciar o incêndio. Ele estava sendo tentado linchar por moradores e acabou sendo levado para atendimento médico.
A Defesa Civil do Recife também esteve no local e constatou que o incêndio afetou cerca de 20 das aproximadamente 30 casas do terreno.
O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que registrou a ocorrência e dará continuidade às apurações. A perícia oficial será realizada nos próximos dias pela Polícia Científica.
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Da Agência Brasil
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou ontem (28) que a bandeira tarifária em dezembro passou da vermelha no patamar 1, em novembro, para amarela em dezembro. Isso significa que a pessoa deixa de pagar R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passa a pagar R$ 1,885.
De acordo com a Aneel, a entrada do período chuvoso no país, a previsão de chuvas para dezembro é superior às chuvas que ocorreram em novembro, na maior parte do país. “Contudo, essa expectativa de chuvas está, em geral, abaixo da sua média histórica para esse mês do ano. Diante de condições de geração de energia um pouco mais favoráveis, foi possível mudar da bandeira vermelha patamar 1 para amarela. Por isso, o acionamento das termelétricas continua sendo essencial para atender à demanda”, informou a Agência.
Leia maisA Aneel acrescentou “que a geração solar é intermitente e não fornece energia de forma contínua, especialmente no período noturno e nos horários de maior consumo”. A redução ocorre após a adoção da bandeira vermelha patamar 1 em outubro e novembro.
Em agosto e setembro, a Aneel havia acionado a bandeira vermelha patamar 2, com adicional de R$ 7,87 por 100 kWh.
Custos extras
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
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A comunidade de Nossa Senhora da Conceição recebeu, ontem (28), a abertura oficial da III Expo Afro – Feira de Empreendedorismo Negro, dentro do I Festival Novembro Negro de Paulista. O primeiro dia reuniu apresentações culturais, gastronomia de matriz africana, exposição fotográfica e o início das atividades dos 100 empreendedores negros e pardos selecionados para participar da feira. Realizada pela Associação Amigos de Nossa Senhora da Conceição, com aprovação da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB/Paulista), a Expo Afro segue até amanhã (30), reunindo iniciativas em moda autoral, gastronomia ancestral, estética, arte, cosméticos naturais e produtos ligados à cultura afro-brasileira.
Criador de conteúdo do canal Pernambuco no Ar e morador do município, Robson de Oxum destacou o impacto social do evento. Para ele, é significativo ver coco, afoxé e expressões de matriz africana ocupando a praça da comunidade, fortalecendo a cultura local e oferecendo novas referências para a juventude. Robson lembrou que muitas dessas manifestações “ganham visibilidade apenas no Carnaval e depois são esquecidas”, ressaltando que iniciativas como o Festival representam resgate, pertencimento e fortalecimento das tradições negras.
A diretora da Expo Afro e produtora cultural do Festival, Nathalia de Ògún, reforçou que o evento nasce para enfrentar preconceitos históricos e promover o reconhecimento das raízes negras no município. Segundo ela, ainda persiste na sociedade uma visão distorcida e carregada de estigmas sobre as tradições afro-brasileiras, especialmente as religiosas, e é esse imaginário que o Festival busca desconstruir. “Há uma percepção negativa construída culturalmente sobre o povo de terreiro. Muitas pessoas que não fazem parte das comunidades tradicionais foram ensinadas a olhar nossas práticas com desconfiança ou medo”, afirmou.
Para Nathalia, colocar essas manifestações no centro da praça é um ato político e pedagógico. “Quando trazemos a comida de axé, a música, a fotografia e a ancestralidade para um espaço aberto, mostramos que nossa cultura é afeto, história e conhecimento, e não algo associado ao mal, como foi propagado por décadas”, ressaltou. A Expo Afro segue neste sábado (29) e vai até amanhã (30), sempre a partir das 15h, na Praça Sebastião Gomes de Melo, ao lado do terminal de ônibus da linha Pau Amarelo, em Nossa Senhora da Conceição, com apresentações culturais, oficinas, gastronomia e a feira de empreendedores negros que movimenta a economia criativa do município.
Da CNN Brasil
O conselho de administração dos Correios aprovou empréstimo de R$ 20 bilhões a ser contratado com um conjunto de bancos públicos e privados. A informação foi confirmada à CNN Brasil por integrantes da alta cúpula da empresa.
A efetivação do empréstimo, no entanto, ainda precisa de aprovação do Ministério da Fazenda. A decisão agora passará por análise do Tesouro Nacional — que será o garantidor do empréstimo — e da Procuradora-Geral da Fazenda Nacional.
Leia maisO pool de bancos, segundo apurou a reportagem, seria composto pelo Citibank, Banco do Brasil, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra.
Em nota, BTG Pactual e Citi afirmaram que não irão comentar o tema. A CNN Brasil entrou em contato com as demais instituições, mas não teve retorno até a publicação deste texto.
O empréstimo deverá ser fatiado e os recursos chegarão à estatal em duas ou mais parcelas. A estratégia busca evitar que o dinheiro fique “guardado” no caixa dos Correios, pagando juros, já que boa parte do financiamento só vai ser efetivamente em 2026. O pagamento deve ser concluído em até 15 anos.
Sair do vermelho e começar a gerar lucro está nos planos da empresa apenas a partir de 2027. Tanto que o início do pagamento dos empréstimos deverá ter uma carência de pelo menos dois anos. Até lá, os Correios esperam conseguir colocar o plano de reestruturação de pé.
Entenda
O plano de reestruturação dos Correios foi anunciado no dia 15 de outubro, incluindo demissões voluntárias e venda de imóveis. O aporte de R$ 20 bilhões seria necessário para salvar as contas da estatal em 2025 e em 2026.
No último dia 21, a empresa aprovou um plano de reestruturação para garantir a estabilidade da empresa nos próximos 12 meses, com medidas como: fechamento de até mil unidades deficitárias, programa de demissão voluntária, remodelagem dos planos de saúde dos funcionários remanescentes e venda de imóveis.
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Do Poder360
O indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga deixada pelo ministro Roberto Barroso no STF (Supremo Tribunal Federal), Jorge Messias, precisa de mais três votos para ser aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
O advogado geral da União tem 11 votos assegurados na comissão, segundo levantamento do Poder360. Outros sete senadores são contra, três não responderam e seis não quiseram antecipar a posição. Messias precisa de ao menos 14 apoios para passar na CCJ.
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O cenário atual é favorável a Messias. Entre os senadores que não responderam ou não anteciparam o voto estão Renan Calheiros (MDB-AL) e Cid Gomes (PSB-CE), que costumam votar com o Planalto. Isso daria ao advogado 13 votos. A votação é secreta. Seria preciso convencer mais um senador.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), marcou a sabatina de Messias na CCJ para 10 de dezembro. O objetivo era fazer com que o Planalto e o ministro tivessem o menor tempo de articulação possível.
Alcolumbre está emburrado. Queria que Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fosse o escolhido para a vaga deixada por Roberto Barroso no Supremo. Não foi atendido. Agora, faz ameaças.
O governo tenta atrasar um pouco a sabatina. Se conseguir, será a primeira vitória de Lula. Se aprovado, Messias terá um desafio mais difícil. Precisa de apoio de ao menos 41 dos 81 senadores para ser aprovado no plenário. Ainda não chegou a esse número. A base governista soma cerca de 30. Faltam 11.
O advogado faz o tradicional “beija-mão” pelos gabinetes da Casa Alta. Já conversou com Eduardo Braga (MDB-AM), Liziane Gama (PSD-MA), Weverton (PDT-MA) e Sérgio Petecão (PSD-AC).
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Por Muciolo Ferreira*
Foi adiado para 2026 o sonho dos missólogos brasileiros e fãs dos concursos de miss em verem uma conterrânea quebrar o jejum de 58 anos e ser eleita Miss Beleza Internacional. A primeira e única vez que esse título veio para o Brasil foi em 1968 com a carioca Maria da Glória Carvalho, eleita em Tóquio, justamente na primeira edição realizada no Japão. Até 1967, a sede do MBI era em Long Bach, na Califórnia.
Embora sempre presente e apontada em todos os sites e colunas especializadas como uma das favoritas, a Miss Brasil, Loraine Lumatelli, não avançou nem ao Top 20 das semifinalistas. Isso gerou frustração e decepção, pois havia uma expectativa da sua inclusão no Top 5. A coroa, faixa e cetro do Miss Beleza Internacional 2025 ficou com a belíssima Catalina Duque, da Colômbia. Resultado justo e recebido com unanimidade no mundo Miss.
Leia maisNo segundo, terceiro, quarto e quinto lugares ficaram com Zimbábue (Yolanda Chimbara); Bolívia (Paola Sanchez); Indonésia (Melisa Xaviera) e Filipinas (Myrna Esguerra).
O concurso foi ontem à noite em Tóquio, manhã da quinta-feira no horario de Brasília. Na véspera do MBI, postei no Grupo de WhatsApp Misses Brasileiras minhas favoritas ao título, citando as representantes da Colômbia, Indonésia, Filipinas, Índia, Peru e Brasil. Só errei no Brasil, pois Índia e Peru não avançaram à final, mas conseguiram ficar no Top 20.
Sobre o Miss Beleza Internacional, muitos torcem o nariz para esse certame. Alegam ser tradicional demais para os padrões de comportamento e emponderamento da mulher nos dias atuais. Exemplo: Os vestidos são bastante comportados, discretos parecidos para quem está usando numa festa de 15 anos ou num casamento ou culto relugioso.
Existe orientação para as candidatas evitarem transparências, decotes muito ousados ou pernas e busto à mostra evitando apelaram à sensualidade, ao erotismo, como ocorrem nos concursos de Miss Universo e Miss Grand, onde candidatas desfilam com muita agressividade, jogando os cabelos, quadris e pernas de forma exagerada.
O MBI reflete o padrão-família dos bons costumes dos japoneses. Até porque embora seja uma das nações mais civilizadas e evoluídas tecnologicamente, a educação e as boas maneiras continuam preservados, mesmo chegando quase à metade do Século 21. Arigatou gozaimasu!
Recife, 27 de novembro de 2025
*Jornalista pernambucano
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