Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Berzoini vê eleição no limite e diz que PT precisa planejar o futuro
A dez dias do segundo turno, o ex-presidente nacional do PT e ex-ministro Ricardo Berzoini prevê uma disputa presidencial decidida por margem mínima entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, o petista afirmou que, apesar da concentração de apoios partidários em torno de Flávio, a diferença entre os dois candidatos tende a ficar em no máximo dois pontos percentuais. “Pelo rumo das pesquisas e pelo que estou observando no cenário em cada região, a diferença no máximo será de dois pontos percentuais. Quem errar menos leva”.
Berzoini avalia que a vantagem inicialmente aberta por Flávio após o primeiro turno já diminuiu, movimento que considera natural em disputas dessa natureza. “Aconteceu com Dilma Rousseff contra Aécio Neves, em 2014. Quem chega na frente abre um pouco, e agora a diferença voltou a apertar”, comparou. Mesmo reconhecendo a dificuldade do cenário, aposta na capacidade de mobilização de Lula para produzir uma virada inédita desde a redemocratização.
Leia mais“É verdade que nunca houve uma virada em eleições presidenciais. Mas o que temos hoje é diferente, a capacidade de mobilização do presidente Lula é muito grande”, disse. Segundo ele, a reação de setores da sociedade que haviam entrado no primeiro turno confiantes numa vitória do petista já aparece nas ruas. “Você está tendo uma efervescência de pessoas que estavam confiantes de que Lula ganharia no primeiro turno e estão vendo que a disputa é mais apertada”.
O ex-presidente do PT também reconheceu problemas na campanha de Lula na primeira etapa. Para Berzoini, havia “pouca dinâmica” e dificuldade para produzir movimentos capazes de gerar resposta do eleitorado. Ele acredita que o presidente percebeu a deficiência e, sem afastar integrantes da equipe, incorporou ao núcleo nomes fortalecidos nas urnas, como Camilo Santana, Rui Costa, Rafael Fonteles e Elmano de Freitas. “São pessoas que podem aportar uma contribuição tanto de articulação política, que é fundamental, como do ponto de vista da dinâmica de campanha”.
Berzoini minimizou, porém, as críticas dirigidas ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, e à primeira-dama Janja. “A Janja não prejudica em nada. Não gostar dela é um direito das pessoas, claro. Mas se a vitória tivesse vindo no primeiro turno, ninguém iria falar disso”. Entre os problemas que identifica, apontou a falta de material de campanha e ressaltou a mobilização espontânea de jovens e movimentos sociais. Também demonstrou preocupação com a atuação das plataformas digitais e defendeu regras que garantam neutralidade na distribuição de conteúdo político, sem censura.
Independentemente do resultado das urnas, o ex-dirigente considera que o PT terá de rever sua estratégia para os próximos anos. “O PT não pode deixar de planejar o futuro”, afirmou. Entre as prioridades, citou a comunicação digital e uma nova relação com o sistema financeiro. Berzoini criticou o atual modelo de metas de inflação e as taxas de juros praticadas no país, defendendo parâmetros “ambiciosos, porém realizáveis”. “O Brasil precisa ter taxas de juros amigáveis para nossa economia, para o consumidor e para quem quer produzir”.

Vitória para Lula – O Senado aprovou, ontem, por 75 votos a 1 nos dois turnos, a PEC que acaba com a escala 6×1, reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso sem redução salarial. A pouco mais de uma semana do segundo turno, a aprovação representa uma vitória política para Lula (PT), que transformou a pauta em bandeira de campanha e vinha pressionando o Congresso pela votação. Flávio Bolsonaro (PL), que chegou a criticar a proposta e defender um modelo alternativo com possibilidade de redução proporcional do salário, afirmou nesta semana que seguiria “a vontade da maioria do povo” e votou à distância. Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único senador contrário. O texto agora segue para promulgação.
PEC da Segurança Pública avança no Senado – O Plenário do Senado começa a discutir hoje a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), depois de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) concluir, ontem, a votação do texto. Na noite passada, os senadores também aprovaram um calendário especial para acelerar a tramitação da proposta. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que há possibilidade de a matéria avançar antes do segundo turno. A PEC reorganiza o sistema de segurança pública, amplia a integração entre União, estados e municípios e estabelece regras mais rigorosas para líderes e integrantes de facções, organizações paramilitares e milícias.
Flávio quer revisar a PEC do fim da 6×1 – Apesar de ter votado a favor da PEC que acaba com a escala 6×1, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez chegar a aliados e empresários que pretende rever pontos da mudança caso seja eleito. A intenção é ampliar a possibilidade de negociação direta entre empresas e trabalhadores sobre jornada e remuneração. A sinalização ocorre em meio às críticas de setores empresariais à nova regra.
Carta aos evangélicos – O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, divulgou, ontem, uma carta dirigida às famílias evangélicas na qual pede “discernimento” na escolha eleitoral e associa propostas de seu governo à proteção da família e aos valores cristãos. A mensagem, publicada pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, busca aproximá-lo de um segmento do eleitorado em que seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), mantém vantagem nas pesquisas. “Não sou evangélico, mas tenho total respeito por quem é, assim como tenho por todas as religiões e profissões de fé”, afirma o presidente, que associa sua trajetória política à criação familiar e à proteção divina. Ele diz compartilhar com os evangélicos o compromisso de cuidar das famílias brasileiras.

Motta mira reeleição – O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), intensificou, nesta semana, sua articulação em busca de apoio para se reeleger ao comando da Casa em fevereiro de 2027. Ontem, por exemplo, Motta chamou presidentes de sete partidos de centro para um almoço na residência oficial do presidente da Câmara, em Brasília. São eles: Antônio Rueda, presidente da federação União Progressista; Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD; Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos; Baleia Rossi, presidente nacional do MDB; Aécio Neves, presidente nacional do PSDB; Renata Abreu, presidente nacional do Podemos e Paulinho da Força, presidente nacional do Solidariedade. Atualmente, esses partidos formam o maior bloco partidário da Câmara, com 271 deputados. O desejo de Motta é que as siglas mantenham o bloco em 2027 e apoiem sua reeleição.
CURTAS
CRECHES – A Prefeitura do Recife vai abrir 136 unidades de Educação Infantil da rede municipal, no próximo dia 25 de outubro, data em que está marcado para acontecer o segundo turno das eleições presidenciais, para acolher as crianças enquanto mães, pais e responsáveis vão às urnas. A ação, que deve atender cerca de 21 mil crianças, foi anunciada ontem pelo prefeito Victor Marques (PCdoB).
CRECHES II – A iniciativa será realizada por meio da Secretaria de Educação e é voltada principalmente às famílias que não contam com uma rede de apoio para cuidar dos pequenos durante a votação. Ao anunciar a medida, o prefeito destacou que a democracia depende de condições para que todas as pessoas participem do pleito.
BR-232 – A BR-232 terá alterações no trânsito, no próximo domingo (18), para o içamento de uma estrutura metálica da passarela localizada no quilômetro 6,1 em frente ao Hospital Pelópidas Silveira, no Curado, Zona Oeste do Recife. Por volta das 23h30, será necessária, por precaução, a interdição total da BR-232 nos dois sentidos, para a movimentação e a instalação da passarela. A previsão é que essa etapa seja concluída até 0h30 da segunda-feira (19).
Perguntar não ofende: O apoio de Flávio ao fim da 6×1 dura só até a eleição?
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A senadora eleita Marília Arraes (PDT-PE) participou, nesta quarta-feira (14), de atos em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Recife. Na Faculdade de Direito do Recife (FDR), ela esteve ao lado do jurista Marco Aurélio de Carvalho, integrante da coordenação nacional da campanha, e defendeu a ampliação das mobilizações nas periferias da capital e nos municípios da Região Metropolitana.
“Minha disposição é organizar, mobilizar e seguir nas ruas pela reeleição de Lula. Vamos levar essa campanha às periferias e aos municípios da Região Metropolitana, ouvir as pessoas e dialogar também com quem pensa diferente”, afirmou Marília durante o ato na FDR.
A senadora eleita também participou do ato “Agora é Lula ou Nada”, realizado na Praça de Casa Forte, que reuniu artistas, representantes da cultura popular, movimentos sociais e lideranças políticas. As atividades fazem parte da mobilização do segundo turno da campanha presidencial em Pernambuco.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) votou nesta quarta-feira a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1, após meses de críticas à medida e uma mudança de posição na reta final do segundo turno. O voto ocorre em meio à pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que transformou a redução da jornada em uma das principais bandeiras de sua campanha à reeleição, e depois de o senador ter classificado a iniciativa como eleitoreira, questionado seus efeitos sobre o emprego e defendido uma proposta alternativa.
O voto ocorreu remotamente, em meio a compromissos de campanha em Porto Alegre, ao lado de governadores e lideranças políticas de direita. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA decisão de Flávio foi anunciada na terça-feira, após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e representou uma mudança em relação ao discurso adotado pelo candidato desde o início da tramitação da PEC. Até então, o senador evitava assumir um compromisso com a aprovação da medida, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, estabelece dois dias de descanso e proíbe a redução salarial.
— A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6×1. Então, eu vou votar a favor do fim da 6×1. Só que a gente defende algo ainda melhor — afirmou Flávio na terça-feira.
A mudança ocorreu a menos de duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e depois de o tema ganhar espaço na disputa entre os dois candidatos. Lula passou a cobrar publicamente uma posição do adversário, enquanto integrantes da oposição tentavam adiar a votação para depois das eleições, sob o argumento de que a proposta estava sendo usada eleitoralmente pelo governo.
Em maio, uma semana antes da aprovação da PEC pela Câmara, Flávio havia afirmado que a proposta tinha uma “grande carga de hipocrisia e interesse nas eleições”. Em agosto, passou a defender um modelo que permitisse ao trabalhador escolher sua jornada. Já na semana passada, acusou Lula de oportunismo por tentar acelerar a votação durante o segundo turno.
— Lula, em quatro anos de governo, não faz. Agora, no meio do segundo turno, ele vem de uma forma oportunista querer fazer um movimento, achando que isso vai dar voto para ele — disse o senador no último dia 6.
Além de questionar as motivações eleitorais da proposta, Flávio vinha alertando para o risco de aumento dos custos das empresas, avanço da informalidade e desemprego. Mesmo ao anunciar o voto favorável, manteve as ressalvas e defendeu que o governo ofereça compensações financeiras aos empregadores para facilitar a adaptação às novas regras.
— Os empresários estão sufocados, estão quebrados. Então, o governo é que vai ter que bancar essa compensação, porque, obviamente, quando você reduz a jornada de trabalho, será necessária a contratação de mais pessoas — afirmou na terça-feira.
A mudança de posição também ocorreu após o avanço das articulações para votar a PEC no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), passou a defender a conclusão da análise ainda nesta quarta-feira, com a possibilidade de votação dos dois turnos no mesmo dia, mediante aprovação de um calendário especial.
O recuo de Flávio foi explorado por Lula, que atribuiu a mudança à pressão popular. A campanha petista avalia que a votação pode ajudar a mobilizar apoiadores na reta final da eleição e pretende usar as declarações anteriores do adversário para questionar seu compromisso com os direitos dos trabalhadores.
Apesar do voto favorável, Flávio não abandonou a defesa de um modelo alternativo ao aprovado pelo Congresso. O senador tem apoiado uma proposta apresentada pelo coordenador de sua campanha, Rogério Marinho (PL-RN), que prevê maior flexibilidade na jornada e remuneração baseada nas horas efetivamente trabalhadas.
Nos bastidores, aliados do candidato já discutem a possibilidade de retomar essa proposta a partir de 2027, caso Flávio seja eleito presidente. A avaliação é que o novo Congresso poderá abrir espaço para mudanças nas regras aprovadas agora, especialmente se houver impactos negativos sobre as contratações e os custos das empresas.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou a aprovação do fim da jornada 6×1 pelos senadores na noite desta quarta-feira. O petista acompanhou a votação do Palácio da Alvorada, em Brasília ao lado de aliados.
Em publicação nas redes, Lula disse que o dia de hoje é para “comemorar uma conquista histórica de milhões” de trabalhadores. “O fim da 6×1 é mais do que uma mudança na jornada. É mais tempo para viver, descansar, estar com a família, acompanhar os filhos crescerem, cuidar de si e aproveitar a vida”, escreveu o presidente. As informações são do jornal O GLOBO.
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No post, ele afirma ainda que “quem trabalha tanto para construir o Brasil também merece ter tempo para viver”. Após o resultado ser proclamado, pessoas que acompanhavam a votação direto do plenário do Senado puxaram um coro de “olê, olê, olá, Lula, Lula”.
O fim da escala de trabalho 6×1 é considerada vitrine eleitoral para o petista. Aliados do presidente acreditam que a aprovação da PEC poderá ajudar o petista nas urnas no segundo turno.
O presidente também compartilhou vídeo em que aparece acompanhando a sessão do Senado no momento em que o placar é divulgado –foram 75 votos favoráveis e um contrário. Lula estava com aliados como o governador do Piauí, Rafael Fonteles, o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa e o ministro licenciado da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) Sidônio Palmeira.
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O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (14), em segundo turno, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho 6×1. O projeto foi aprovado por 75 votos favoráveis a 1 e segue para promulgação.
O único que votou contra foi Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente da república no governo de Jair Bolsonaro (PL). As informações são da CNN.
Momentos antes da votação, Mourão afirmou que votaria contra a proposta mesmo sob a mudança de direcionamento da oposição em relação ao texto final. Flávio Bolsonaro (PL) também votou a favor do projeto, mesmo sob grande apelo popular para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cenário de segundo turno.
Leia maisComo manda o regimento interno, a PEC também foi aprovada em primeiro turno, pelo mesmo placar. Além de garantir a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, o projeto determina que o trabalhador beneficiado tenha no mínimo dois dias de folga na semana sem qualquer diminuição de salário.
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O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e garante dois dias de folga por semana para o trabalhador sem diminuição do salário.
A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta. As informações são do g1.
A 11 dias do segundo turno, a aprovação da PEC por ampla maioria é uma vitória para o presidente Lula (PT), que transformou o tema em bandeira de campanha.
Leia maisComo é uma mudança constitucional, a proposta precisa ser aprovada por no mínimo 49 senadores em dois turnos. O segundo turno da votação será realizado em instantes.
A PEC do fim da jornada 6×1 altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos.
A grande mudança é garantir que os trabalhadores tenham dois dias de descanso semanal sem a possibilidade de redução salarial. Um desses dias deve ser preferencialmente o domingo.
Período de transição
Para que os trabalhadores brasileiros cheguem às 40 horas semanais com dois dias livres, haverá um período de transição.
Se aprovada em segundo turno, a PEC ainda precisa ser promulgada para entrar em vigor. Depois disso, segue o seguinte calendário:
A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganhem por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganhe mais de R$ 21.188 por mês.
Votação após articulação do governo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) abriu a sessão desta quarta-feira dizendo que a votação depois do primeiro turno cumpre o acordo feito com senadores. Alcolumbre afirmou ainda que cada senador deveria votar conforme sua consciência.
“Neste momento, milhões de trabalhadoras e trabalhadores acompanham esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem, na própria rotina, o valor de um dia a mais de descanso”, disse o presidente do Senado.
A sessão contou principalmente com discursos a favor da mudança na escala de trabalho. Um senador que foi aplaudido foi Paulo Paim (PT-RS), que defende há anos a redução da jornada para 40 horas.
Paim se aposenta da vida pública no fim de 2026 e já havia dito que queria votar essa matéria antes de deixar o Senado.
“Vamos entrar para a história de cabeça erguida”, disse ele. “Aqui eu só tenho a dizer a todos vocês, ao povo brasileiro que foi às ruas em todos os estados, eu termino só dizendo a vocês que o Congresso, este Senado, só tem que dizer: gratidão, gratidão, gratidão e gratidão”.
Por outro lado, o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), criticou o que ele chamou de falta de dados para entender os impactos nos setores econômicos. Mas disse que um eventual governo de Flávio Bolsonaro pode corrigir isso.
“O que a gente pode fazer no futuro, no governo Flávio, que será nosso presidente, é mitigar trazendo instrumentos que a gente já viveu no governo Bolsonaro”, disse o líder do PL.
Já o senador Valderlan Cardoso (PSD-GO) disse ser favorável à PEC, mas criticou a votação em momento eleitoral.
“Esse tema passou meses sendo tratado como pauta de campanha. Foi adiado ou apressado por cálculo eleitoral. Atacado e defendido como conveniência do calendário das urnas”, disse o parlamentar. “Fico indignado com este tipo de situação. Quando um tema de interesse nacional vira disputa de palanque, o Brasil perde”.
Tema na eleição
A votação representou uma vitória do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apoiadores do petista buscavam desde a semana passada acelerar o processo para aprovar a mudança na escala de trabalho antes do segundo turno das eleições presidenciais.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro (PL) e seus aliados falaram abertamente contra a PEC. O candidato do PL defende uma proposta alternativa de pagamento por horas. Nesse modelo, o trabalhador só receberia pela hora trabalhada e poderia ter seu salário diminuído de forma proporcional.
Com o tema ganhando tração na campanha eleitoral e com cobranças públicas de Lula, na terça-feira (13), Flávio afirmou que se posicionaria “conforme a vontade da maioria do povo”.
O senador e candidato a presidente no entanto, não compareceu ao Senado nesta quarta-feira e votou à distância.
O PL liberou a bancada para cada senador votar como desejava enquanto falam em mudanças depois das eleições.
Lula ironizou a mudança de Flávio, que para ele só ocorreu pela pressão da sociedade. “Eu, de vez em quando, fico pensando: se todo mal que eu causar a esse país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”, disse o presidente.
PL quer mudança em 2027
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta quarta-feira (14) que o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), vai insistir na PEC das horas trabalhadas depois das eleições.
Nessa nova modalidade, segundo o deputado, não haveria salário-mínimo ou um mínimo de horas que o trabalhador teria direito a trabalhar semanalmente. Na ideia de hora trabalhada, hora paga, haveria espaço para diminuição do salário.
Ao ser questionado sobre direitos como 13º e férias remuneradas, Sóstenes disse que a proposta do PL não prevê esses direitos. “A PEC não é CLT, você tem que mudar o chip”, disse o deputado.
A PEC da oposição foi apresentada pelo coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN). O candidato à Presidência tem sido um crítico do fim da 6×1 e defende o modelo de horas trabalhadas.
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, decidiu na noite desta quarta-feira (14) reestabelecer o canal “Exército do Lula”.
O canal de WhatsApp havia saído do ar na noite de terça-feira (13).
Nunes Marques havia reconhecido o registro do canal pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmado que a ferramenta poderia voltar a funcionar após um prazo de 48 horas previsto em resolução da Corte Eleitoral. As informações são do g1.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou presença no Senado Federal, na noite desta quarta-feira (14/10), em sessão que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 — modalidade de seis dias trabalhados para um de descanso.
Candidato do PL à Presidência, Flávio cumpriu agenda na noite desta quarta-feira em Porto Alegre. A confirmação de presença ocorre de maneira virtual, e o senador pode votar a PEC pelos canais digitais do Senado. As informações são do Metrópoles.
Leia maisSegundo o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), a proposta deve ser votada em dois turnos ainda nesta quarta.
Por se tratar de uma PEC, o texto precisa ser aprovado por 3/5 do Senado — o equivalente a 49 dos 81 senadores — em dois turnos.
A PEC é uma pauta prioritária para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição. Flávio se colocava contra a proposta. Devido à pressão popular, no entanto, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou que votaria favoravelmente à matéria em nome da “maioria dos brasileiros”.
O candidato do PL defende maior flexibilidade das escalas de trabalho, com possibilidade de negociação da carga horária.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta quarta-feira (14/10) que a oposição votará a favor da PEC que acaba com a escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso —, mas que haverá mudanças caso o senador Flávio Bolsonaro seja eleito para a Presidência.
“Queremos redução da jornada de trabalho e liberdade para o trabalhador. Como o governo só quer fazer demagogia eleitoral, votamos o fim da jornada 6×1 e ano que vem aprovamos o pagamento por hora trabalhada”, disse Sóstenes.
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Por Flávio Chaves*
Quando penso no que fizeram para impedir aquele amor, lembro de uma árvore que crescia por dentro de um muro, numa estrada por onde passei muitas vezes, e que, a cada inverno, alargava um pouco mais a abertura entre os tijolos, até que se tornou impossível saber se a parede ainda a prendia ou se era a árvore que sustentava a parede. Nunca soube quem a plantou, talvez ninguém, talvez um pássaro tivesse deixado ali o começo de tudo, mas me demorava diante daquela convivência difícil entre a raiz e o obstáculo, sem imaginar que um dia precisaria compreender, através dela, uma parte tão funda da minha própria vida.
Nos primeiros tempos, eu ainda acreditava que a felicidade, por não retirar nada de ninguém, pudesse atravessar o mundo sem despertar a vontade de feri-la, e me parecia natural que duas pessoas, depois de tantas estações gastas na espera, encontrassem uma na outra o lugar onde finalmente respirar com o peito inteiro. Bastava vê-la chegar para que alguma coisa em mim abandonasse a vigilância, como se o corpo, acostumado a dormir com um ouvido atento à tempestade, reconhecesse no rumor de seus passos uma trégua que vinha de muito longe. Eu a escutava falar e descobria quanto da minha vida permanecera sem voz, esperando uma presença diante da qual as palavras pudessem sair descalças.
Leia maisFoi essa liberdade que incomodou, a maneira como passamos a existir sem consultar os que haviam se habituado a decidir o tamanho de nossa alegria, e logo apareceram as vozes aconselhando prudência, essas vozes que às vezes trazem a tesoura escondida entre as boas intenções e falam da saúde da árvore enquanto escolhem o galho que pretendem cortar. Alguns pronunciavam a palavra cuidado com uma dureza que a própria ameaça dispensaria, outros nos ofereciam o sossego em troca de uma renúncia, como se fosse possível devolver o amor e continuar habitando, sem rachaduras, o corpo que ele despertara. Escutávamos, e por baixo de tudo continuava passando aquela corrente que ninguém de fora conseguia alcançar.
Ainda hoje me impressiona a quantidade de gente que se julga proprietária do destino alheio, gente capaz de atravessar uma existência sem perceber a solidão de alguém, mas que se levanta imediatamente quando esse alguém encontra uma razão para sorrir. Durante anos, podem conviver com uma janela apagada sem perguntar pelo que se passa dentro da casa; basta que uma luz apareça para que exijam explicações sobre a origem da claridade. Conosco foi assim, e houve momentos em que senti o espanto de quem oferece água e recebe de volta a pedra, porque nada em nossa alegria justificava tamanho cerco, nada naquele desejo de caminhar juntos continha uma ofensa que não tivesse sido inventada por quem nos queria separados.
Seria fácil escrever agora que atravessamos tudo sem medo, mas isso retiraria da nossa história justamente a medida de sua coragem, pois conhecemos o cansaço, as noites em que o pensamento continuava aceso depois que o corpo já não suportava o próprio peso, a dificuldade de encontrar uma palavra capaz de amparar o outro quando também precisávamos de amparo. Lembro, sobretudo, de como nossas mãos se procuravam nessas horas, e daquele gesto pequeno, quase sem movimento, vinha uma força que os grandes discursos nunca me deram. Seus dedos entre os meus não resolviam o mundo, mas me devolviam a certeza de estar vivendo alguma coisa que merecia o esforço de permanecer de pé.
O tempo passou sobre nós com suas ferramentas desiguais, levando o que eu desejava conservar, deixando intacto o que tantas vezes pedi que levasse, e precisei aprender a continuar sem transformar a perseguição no único assunto da minha vida. Ainda existe mundo por conhecer, trabalho por fazer, gente a quem oferecer uma palavra que não venha envenenada pelo que me disseram, e seria uma segunda violência permitir que os que nos feriram passassem também a escolher a maneira como trato quem chega. Nesse aprendizado, fui percebendo que aquele amor participava até da generosidade que eu julgava inteiramente minha, pois alguma coisa do seu olhar continuava me ensinando a reconhecer os que sofrem em silêncio.
Voltei àquela estrada muitos anos depois e procurei a árvore, movido por uma curiosidade que talvez fosse uma forma de me procurar, mas o muro havia sido derrubado e a paisagem, alterada por construções que eu não conhecia, quase me fez passar adiante. Reconheci-a pela inclinação do tronco, por uma curva antiga que guardava o esforço de ter crescido onde mal cabia, e fiquei olhando a copa larga, o chão coberto de folhas, a sombra alcançando uma extensão de terra que antes permanecia do outro lado da parede. No tronco, um pedaço de tijolo continuava preso à madeira, tão incorporado ao crescimento que arrancá-lo seria ferir a árvore outra vez.
Permaneci ali algum tempo, acompanhando com os olhos os ramos mais altos, e pensei em tudo o que florescera em mim desde que a amei, nas palavras que encontrei, na ternura que aprendi a sustentar mesmo quando me faltava abrigo, na vida que ainda posso oferecer ao mundo porque a minha foi tocada pela dela. Um pássaro pousou num dos galhos e ficou limpando o bico, indiferente ao tijolo, à antiga parede, à história inteira daquele esforço. Depois voou em direção às casas, levando talvez, sem que ninguém percebesse, a semente de outra árvore.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
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A primeira pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra que 48% dos eleitores desaprovam o governo Lula, candidato à reeleição pelo PT, enquanto 45% aprovam.
Em relação à pesquisa anterior, divulgada na véspera do primeiro turno, a desaprovação oscilou um ponto para baixo, de 49% para 48%, e a aprovação variou um ponto para cima, de 44% para 45%. As informações são do g1.
A diferença entre desaprovação e aprovação era de cinco pontos e agora é de três.
Leia maisO levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo e mostra também que há um empate técnico na disputa pela Presidência: Flávio Bolsonaro (PL) tem 46%, e Lula, 44%.
A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro. Clique aqui para ver os dados detalhados da pesquisa por segmentos do eleitorado.
A Quaest entrevistou 2.154 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026.
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\Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) mostra que 43% dos brasileiros têm medo da volta da família Bolsonaro com a possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL), ao mesmo tempo em que outros 43% têm medo da reeleição de Lula (PT). O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.
Em relação à última edição da pesquisa, de 3 de outubro, às vésperas do primeiro turno, houve um aumento de 3% nas respostas que citam o medo do retorno da família Bolsonaro. No levantamento anterior, o percentual foi de 40%, menor patamar desde 5 de agosto. Já os participantes que disseram ter mais medo da reeleição de Lula se mantiveram estáveis (43%) desde 21 de setembro. As informações são do g1.
Leia maisA pesquisa desta quarta-feira também registrou um aumento de 6% entre os eleitores de 16 a 24 anos que disseram ter mais medo da volta da família Bolsonaro. O percentual passou de 39% em 3 de outubro para 45% nesta quarta-feira. Entre os jovens com maior medo da reeleição de Lula, o patamar foi de 48% para 45%.
Veja mais detalhes sobre as respostas gerais:
O que dá mais medo hoje?
A pesquisa ouviu dos participantes os motivos pelos quais tinham medo em cada um dos cenários.
No caso da volta da família Bolsonaro ao poder, as respostas foram:
Já entre os que disseram que tinham medo de mais um mandato de Lula, as respostas foram:
Com a experiência de quem presidiu o PT por cinco anos no auge da crise do mensalão, o ex-ministro e ex-deputado federal Ricardo Berzoini ganhou destaque nacional ao criticar a estratégia adotada pelo partido no primeiro turno. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele afirmou que, para a segunda etapa da disputa, o presidente Lula (PT) manteve a equipe e incorporou ao comando nomes que saíram fortalecidos das urnas.
“O que motivou a minha conversa com alguns jornalistas antes do primeiro turno foi justamente perceber que, embora houvesse pessoas com qualidade, havia uma campanha pouco dinâmica e pouco capaz de fazer movimentos eleitorais que produzissem respostas da população. Creio que Lula percebeu isso nessa virada do primeiro para o segundo turno. Ele não tirou ninguém, mas ele agregou Camilo Santana, Rui Costa, Rafael Fonteles e Elmano de Freitas, pessoas que foram vitoriosas no primeiro turno e que podem aportar uma contribuição tanto de articulação política, que é fundamental, como do ponto de vista da dinâmica de campanha”, observou Berzoini.
O ex-dirigente também minimizou as críticas ao núcleo da campanha de Lula, especialmente ao presidente do PT, Edinho Silva, e à primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja. “A Janja não prejudica em nada. Não gostar dela é um direito das pessoas, claro. Mas se a vitória tivesse vindo no primeiro turno, ninguém iria falar disso. Como houve agora o segundo turno, tem muita gente falando”, colocou.
“Houve problemas, claro. Uma das parcelas fundamentais da campanha é a visibilidade, e faltou material de campanha do Lula. Creio que agora tem muito mais. E tivemos algo que nem foi comandado pelo partido ou pela coordenação de campanha, que foi a reação de parcela da juventude, dos movimentos sociais, o que mostra que tinha gente achando que ia ser fácil. A disputa é dura, a extrema direita está articulada com a Casa Branca. Há claramente um movimento das big techs, em que os algoritmos não estão distribuindo as postagens de maneira equânime. Há um questionamento do PT ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre isso. Não é possível que elas se prestem a esse tipo de interferência. Já tinha ocorrido no Brexit, na eleição da Itália e em outras eleições na Europa. A regulamentação da atividade política nas redes precisa ser feita de maneira a propiciar a democracia. Não censurar nada, mas assegurar que haja neutralidade”, concluiu o petista.
