Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Por Zé Américo Silva*
O Nordeste já mostrou sua força nas urnas. Foi decisivo para o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e para a defesa da democracia. Agora, precisa ampliar sua força na cobrança. Na expressão popular, está na hora de sentar a pua: cutucar, incomodar, exigir que compromissos ganhem orçamento, prazo e resultado.
O Nordeste já é uma força econômica, política e cultural. Tem indústria, ciência, universidades, empresas de tecnologia e um grande mercado consumidor. Produz riqueza, conhecimento e soluções. Sua importância ultrapassa o calendário eleitoral.
Leia maisCampina Grande, na Paraíba, tem uma trajetória de desenvolvimento tecnológico ligada à universidade e ao seu parque tecnológico. O Recife abriga o Porto Digital, referência em inovação e economia criativa. O Piauí avança em inteligência artificial e transformação digital. Na Bahia, o Polo Industrial de Camaçari demonstra a dimensão da capacidade industrial nordestina.
No campo, essa força também precisa ser reconhecida. Quem associa o agronegócio apenas ao Sul, Sudeste e Centro-Oeste deixa parte importante do Brasil fora do retrato. A fruticultura irrigada do Vale do São Francisco abastece mercados brasileiros e internacionais. O oeste baiano se destaca na produção de grãos e algodão. O Nordeste tem participação relevante no agro nacional, gerando alimentos, empregos, exportações e tecnologia.
Esse patrimônio produtivo convive com a agricultura familiar, que também precisa de crédito, assistência técnica, água e acesso aos mercados. Uma agenda de desenvolvimento deve fortalecer essa diversidade e ampliar o processamento dos produtos na própria região, agregando valor e renda.
O Nordeste já faz muito. E quer mais. Mais indústria, mais agro, mais pesquisa, mais inovação e mais empregos qualificados. Quer ampliar suas conquistas e fazer a prosperidade chegar a mais cidades e pessoas.
Os programas sociais são direitos e precisam ser preservados. Combater a fome é obrigação permanente do Estado. Mas a política para a região deve combinar proteção social com desenvolvimento, garantindo condições para produzir, empreender e prosperar.
O novo governo Lula precisa traduzir esse compromisso em infraestrutura, segurança hídrica, educação, crédito e investimentos. Cultura, esporte e literatura também exigem financiamento, formação e circulação. O talento nordestino merece condições para crescer e ser remunerado.
Governadores, prefeitos, parlamentares e lideranças econômicas e sociais têm responsabilidade nessa cobrança. Proximidade com o presidente deve produzir propostas e entregas. Apoio político também se demonstra exigindo resultados.
O Nordeste conhece sua força. Quer mais, pode mais e exige condições para realizar mais.
Está na hora de sentar a pua. A força que ajudou a decidir a eleição precisa pesar nas decisões do governo.
*Jornalista e consultor político
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O deputado federal Luciano Bivar (MDB) gravou um vídeo comentando e comemorando a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o compartilhamento de documentos para investigar a destinação de cerca de R$ 80 milhões em emendas parlamentares do União Brasil para Belford Roxo (RJ). A medida, divulgada na quarta-feira (28), atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A investigação eleitoral envolve o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella. O inquérito apura suspeitas de abuso de poder político e econômico. Os recursos, destinados entre 2025 e 2026, aparecem em registros oficiais sem identificação dos parlamentares responsáveis pelas indicações.
Durante as apurações, a Polícia Federal encontrou no celular de Canella uma anotação que pode fazer referência a dois deputados federais. O registro, no entanto, não comprova o envolvimento dos parlamentares em eventuais irregularidades. As defesas de Rueda e Canella negam qualquer irregularidade. A autorização de Dino para o compartilhamento dos documentos não representa uma conclusão sobre a existência de crimes.
Antônio Vidal, de 91 anos, e Josefa Morais, de 103, oficializaram a união em uma cerimônia realizada em uma paróquia na zona rural de Sertânia, no Sertão de Pernambuco. O vídeo do casamento, publicado nas redes sociais, já ultrapassou 35 mil visualizações e recebeu centenas de comentários.
Segundo o padre Gilvan Manuel, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, o casal desejava receber o sacramento do matrimônio havia um ano. Em uma publicação nas redes sociais, o religioso compartilhou a história dos dois.
Segundo Gilvan, o momento foi marcado pela grande emoção dos noivos. O vídeo do casamento foi publicado nas redes sociais do padre. “Vi as lágrimas derramarem no rosto do noivo de 91 anos quando ouviu o padre falar: O que Deus uniu o homem não pode separar. É emocionante participar desse momento depois de toda preparação canônica e por livre consciência saber que eles mesmos desejaram casar-se. Quando eu perguntei: aceita a sua esposa? Eles mostravam as alianças”, conta o padre Gilvan.
Por Fabio Giambiagi*
O escritor e analista político argentino, Jorge Asís, conhecido por sua ironia, é autor de algumas das descrições mais ferinas feitas acerca dos líderes políticos argentinos. A propósito do vazio de Mauricio Macri, comentava que “constrói uma ideia a partir da abstenção intelectual” e que “na medida que ele fala, a gente vai esquecendo o que ele diz”. Do insípido Daniel Scioli, na época candidato a presidente, escreveu que era “mais hábil que inteligente”. Fico pensando em como Asís definiria os membros do clã dos Bolsonaro. São personalidades marcadas pelo extremismo.
Utilizo aqui a análise acerca das convicções esvaziadas de conteúdo feita por Leon Festinger, psicólogo e autor da teoria da dissonância cognitiva, segundo a qual certas pessoas têm uma propensão a ignorar a realidade, quando ela vai contra as suas crenças. Disse ele, sobre tal tipo de indivíduo: “Essa pessoa dificilmente muda de opinião. Mostre-lhe fatos e números – e ele questionará suas fontes. Se você utilizar a lógica, ele não entenderá”.
Leia maisOutro analista argentino, Carlos Pagni, tem uma boa definição: “Veja o número escrito neste papel. Você vê um 6, não? Eu vejo um 9. E ambos estamos certos. Conflitos políticos muitas vezes decorrem de diferentes visões sobre uma mesma realidade. O problema é quando eu viro o papel e a pessoa que via um 6 continua vendo um 6. Esse é o fanático”. Nossa política tem sido sequestrada pelo fanatismo. Precisamos resgatá-la desse pântano.
A base da política é o diálogo. Ulysses Guimarães repetia uma frase: “Em política, até a raiva é negociada”. Aprendi isso cedo, quando cheguei ao Brasil, vindo da Argentina, onde os extremos literalmente se matavam entre si nos anos 70 e aqui, mesmo em pleno governo militar, líderes do quilate de Ulysses e Tancredo, de um lado; e Petrônio Portella e Jarbas Passarinho, de outro, conversavam civilizadamente procurando saídas para o país.
Já tivemos isso, em nossa democracia. Luiz Eduardo Magalhães e Miro Teixeira podiam duelar intensamente no plenário de tarde, mas se encontrar horas depois no Piantella para jantar. Genoíno foi um duro adversário de FH, mas ambos se respeitavam mutuamente.
Na década de 2010, isso se perdeu. Como parte da degradação do país, os eleitores que não simpatizavam com as políticas do PT e que no passado distante puderam votar em candidatos do nível de FH, Alckmin ou Serra, nas últimas três eleições tiveram na outra chapa alguém da família Bolsonaro.
Resultado? Em 2018, um governo com um legado de mais de 700 mil mortos por Covid (uma aberração). Em 2022, a vitória de um partido com todo o legado negativo do “petrolão”. E, em 2026, a eleição pela quarta vez de um rival, agora com mais de 80 anos e rejeitado por quase metade do país. Convenhamos, para uma única família, trata-se de uma verdadeira proeza.
A ironia da situação atual é que se Jair, Eduardo e Flávio Bolsonaro não tivessem mostrado tanto excesso de ambição e – usarei um eufemismo – escassez de visão estratégica, hoje o presidente eleito seria Tarcísio de Freitas.
Em divertida entrevista, tempos atrás, o técnico português Jorge Jesus, falando sobre o fim dos ciclos – tendo em mente a situação de um já decadente Neymar no time que ele dirigia – disse a sua famosa frase: “Tu, finish!”. Pelo bem do Brasil, caberia dizer para essa dinastia: “Vocês, finish!”. A família Bolsonaro já teve três oportunidades de governar — e fracassou em todas.
A primeira, por fazer um governo, aos olhos de qualquer pessoa com um mínimo de sentimento humanitário, trágico. E as outras duas, por perder uma eleição que estava ganha. Para escapar dessa sina, para termos uma disputa política civilizada e uma alternativa ao PT que não faça do país um episódio da família Addams, vamos torcer para que tenha sido a última vez que tenhamos tido um Bolsonaro presente no segundo turno de uma eleição presidencial. Nosso país merece coisa melhor. Essa loucura precisa acabar.
*Economista
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Por Alan Bueno*
Após uma virada surpreendente, o presidente Lula foi reeleito. Mas ele chega ao quarto mandato em um cenário adverso, tendo em vista que a partir de 2027 seu governo terá de administrar pela frente um Congresso majoritariamente conservador. Seu desafio maior agora será manter a mobilização “Exército do Lula”, propulsor de sua campanha no segundo turno nas redes e ruas, para ajudá-lo a garantir a governabilidade do país.
Essa onda digital comandada pelo deputado André Janones pode ter grande utilidade também neste cenário pós-eleição, principalmente para explicar propostas, ouvir críticas e ampliar a participação da sociedade em temas que normalmente ficam restritos aos gabinetes. Mas é preciso entender a diferença entre campanha e governo. Na campanha, a meta é vencer um adversário em uma data definida. Na gestão, é entregar resultados e negociar soluções todos os dias.
Leia maisMobilização pública pode elevar o custo político de bloquear uma pauta de interesse nacional, pressionando parlamentares e tornando votações mais transparentes. Sozinha, porém, não garante votos. A nova correlação de forças também exigirá, é claro, negociação com partidos de centro, diálogo com lideranças regionais e uma comunicação capaz de explicar concessões sem tratar toda divergência como traição.
Mas existe também um risco: manter permanentemente o tom de guerra eleitoral pode fortalecer a militância mais fiel, mas ao mesmo tempo afastar cidadãos que desejam menos conflito e mais resultados reais para as demandas do dia a dia. Será importante que a comunicação do governo fale também com quem não votou em Lula.
O melhor uso do “Exército do Lula” não é produzir uma campanha eterna, mas criar pontes entre decisões de Brasília e problemas reais da população. A rua mostra a intensidade de uma demanda; a rede amplia sua visibilidade; a articulação institucional transforma essa demanda em política pública.
Lula não poderá governar apenas por meio de hashtags. Mas também não poderá se limitar às negociações de bastidor: governabilidade depende de votos no Congresso e de confiança fora dele.
*Estrategista digital, à frente da Libero Digital, segunda empresa que mais elegeu políticos no Brasil, segundo dados do TSE.
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O cantor e compositor Daniel Bueno, o primeiro à esquerda, foi meu colega ginasial em Afogados da Ingazeira. Sou o cabeludão, o terceiro da direita para esquerda, ao lado das colegas Socorro e Virgínia. A primeira da fila é Kátia Lacavo, esposa de Jailson, criador de carneiros de raça no município. Ainda na imagem Tadeu de Enedina e Galega Mariano. No fundo, como se estivesse desolado, Flávio Torreão, o Branco, já falecido, que virou delegado. Esta lembrança maravilhosa é dos arquivos de Bueno.
O presidente da Câmara Municipal de Arcoverde, vereador Luciano Pacheco (MDB), publicou, há pouco, em suas redes sociais, um vídeo em que repudia a decisão do Governo de Pernambuco em estabelecer um teto de atendimentos para usuários do Sassepe no Hospital Memorial de Arcoverde.
É preciso lembrar que o Sassepe é custeado pelos próprios servidores, que contribuem mensalmente para ter acesso à assistência à saúde. Não estão pedindo favor. Estão cobrando um serviço pelo qual pagam todos os meses. É revoltante que trabalhadores que contribuem regularmente tenham que conviver com a incerteza de conseguir atendimento quando precisam”, afirmou Pacheco na ocasião. Confira!
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Como mostramos aqui no Correio Político, a desastrada carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfraqueceu na largada sua tentativa de liderar a oposição a partir dos Estados Unidos. Se a sua intenção era denunciar a existência de interferências que teriam, na visão dele, maculado o processo eleitoral brasileiro, uma articulação iniciada no Congresso pode inverter essas suspeitas.
Apesar de Luiz Inácio Lula da Silva ao final ter vencido a eleição, apurações que poderão se dar a partir de iniciativas da Câmara poderão chegar à conclusão de que, se interferência houve, ela pode ter se dado mais em favor de Flávio Bolsonaro. O Instituto Brasileiro de Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA) articula duas frentes para apurar até que ponto se deu a interferência da Meta, a big tech de Mark Zuckerberg que controla Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, no processo eleitoral.
Leia maisPara não entrar no cansativo jogo da polarização política brasileira, o presidente do IRIA, Marcelo Senine, articula os movimentos com dois deputados do Centrão: Fausto Pinato (União Brasil-SP) e Celso Russomanno (Republicanos-SP). As frentes incluem audiências públicas em comissões e uma possível CPI. Pinato articula uma audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia e Russomanno na Comissão de Defesa do Consumidor. Pinato recolhe também assinaturas de apoio para instalar uma CPI.
Desde o início do processo eleitoral, Marcelo Senise vem denunciando que o grande risco do processo eleitoral nas redes sociais não seriam as fake news. Mas a produção artificial, a partir do uso de robôs e das fórmulas não conhecidas dos algoritmos que impulsionam os conteúdos, de um sentimento de maioria. Que afeta as pessoas de uma maneira não racional. Um trabalho feito pelo IRIA já verificara que uma em cada quatro interações nas redes nos ambientes políticos foi com robôs nessas eleições.
No caso das audiências públicas, a ideia é dividir entre elas as suspeitas. A Comissão de Ciência e Tecnologia discutiria como se deu o uso de algoritmos para impulsionar ou reduzir os conteúdos políticos. E a Comissão de Defesa do Consumidor a possibilidade de entrada de dinheiro estrangeiro para fazer impulsionamentos. “Se houve dinheiro estrangeiro, é caso de soberania nacional”, diz Senise.
Além do Congresso, há diversas outras frentes abertas para apurar as ações da Meta. O Ministério da Justiça encaminhou notas técnicas ao Ministério Público Federal e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), solicitando providências para apurar possíveis irregularidades na moderação de conteúdos e bloqueios de contas.
O MP federal instaurou procedimento administrativo. O MP eleitoral encaminhou parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontando descumprimentos de determinações judiciais pela Meta relacionados à isonomia das campanhas presidenciais, à publicidade política e ao uso de inteligência artificial. O TSE pediu esclarecimentos.
Nos Estados Unidos, um grupo de 13 congressistas, liderado pela deputada Pramila Jayapal e pelo senador Bernie Sanders, ambos Democratas, encaminhou uma cobrança formal a Mark Zuckerberg sobre possíveis tratamentos desiguais das candidaturas presidenciais. Organizações como Washington Brazil Office também pedem explicações.
No Parlamento Europeu, os deputados Nicola Zingaretti e Sandro Ruotolo apresentaram questionamento formal à Comissão Europeia, mencionando expressamente episódios envolvendo a Meta nas eleições brasileiras. Solicitaram esclarecimentos sobre mecanismos de fiscalização dos algoritmos e distribuição de conteúdos políticos.
A campanha de Lula anunciou também o encaminhamento de denúncia à Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre possíveis interferências da Meta nas eleições. Até o momento, não há confirmação de investigação formal instaurada pelo organismo. Mas várias frentes se abrem, então, para que a Meta explique a sua atuação.
Até onde tudo isso irá evoluir não se sabe. “Mas o fato é que, de um modo geral, políticos de vários matizes sentiram na pele os problemas da campanha via redes sociais”, diz Marcelo Senise. “Não se viram capazes de entender o que movia o alcance ou não das suas postagens. E querem entender”. A Meta deverá ter de se explicar.
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Folha de Pernambuco
Bruno Rodrigues será o único candidato à presidência do Santa Cruz na eleição marcada para o dia 6 de dezembro. Com o encerramento do prazo para inscrição de chapas nesta quinta-feira (29), a tendência é que o atual presidente do executivo seja reeleito para comandar o clube no triênio de 2027 a 2029.
A expectativa de candidatura única havia sido antecipada pelo ge. Procurado pela Folha de Pernambuco, no início da noite desta quinta-feira (29), o membro da Comissão Eleitoral Delmiro Campos confirmou que somente a chapa “Santa Cruz Cada Vez Mais Forte”, de Bruno Rodrigues, foi inscrita para concorrer ao pleito.
Leia maisRepresentantes de grupos que fizeram oposição à atual gestão não demonstraram interesse em participar do processo eleitoral. De acordo com o estatuto do clube, as chapas precisariam ser inscritas na secretaria do Arruda até o penúltimo dia de outubro.
O cenário também é influenciado pelo apoio à continuidade da administração em meio ao processo de estruturação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
A composição prevista mantém Bruno Rodrigues na presidência do Executivo, com Marco Benevides como vice. Atual presidente do Conselho Deliberativo, Victor Tavares será reeleito por aclamação. O grupo seguirá sendo responsável por conduzir o diálogo entre a associação e os futuros investidores do futebol tricolor durante a implementação do novo modelo de gestão.
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Jornal do Commercio
Uma estudante do Ceará foi aprovada em quatro universidades do exterior, incluindo Harvard, nos Estados Unidos, e Cambridge, na Inglaterra. Rute Conceição Silva Rodrigues, de 17 anos, também conquistou vagas na Universidade Estadual da Pensilvânia e no campus da Universidade de Nova York (NYU) em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Apesar das conquistas, ela pretende prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para tentar ingressar no curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) e ainda não tem uma decisão sobre onde dará continuidade aos estudos.
Leia maisMoradora do bairro de Pirambu, em Fortaleza, a aluna conta que no 9° ano do ensino fundamental começou a se interessar pela ideia de estudar fora por causa de vídeos onde outros jovens mostravam a rotina em uma universidade internacional.
Em 2025, Rute decidiu se candidatar a 20 universidades de diferentes países. Até o momento, ela já teve respostas positivas de quatro universidades e espera o resultado de outras 16 instituições.
Ao longo do processo, ela precisou elaborar aproximadamente 60 redações, participar de entrevistas com representantes das instituições e fazer o Scholastic Assessment Test (SAT), avaliação aplicada no processo de admissão de universidades dos Estados Unidos.
Além do esforço acadêmico, a jovem arcou com os custos das inscrições, que somaram cerca de US$ 800, aproximadamente R$ 4,3 mil. Para viabilizar a candidatura, ela recorreu às economias acumuladas com o Pé-de-Meia, programa federal que também ajudou a pagar os cursos preparatórios.
Projetos científicos e iniciativas de formação
Foi na Escola de Ensino Médio Dr. César Cals, localizada no bairro Farias Brito, que a estudante teve acesso a iniciativas de formação que contribuíram para ampliar suas experiências e enriquecer o currículo apresentado às universidades estrangeiras.
Durante dois anos, ela frequentou o Centro Cearense de Idiomas (CCI) e, posteriormente, complementou os estudos com cursos particulares, financiados pelo benefício do Pé-de-Meia.
Um dos diferenciais da candidatura foi a participação em uma pesquisa científica durante o ensino médio. Desenvolvido em grupo, o trabalho analisou discursos de criadores de conteúdo relacionados à educação e surgiu a partir de um programa de iniciação científica promovido pela própria escola.
O estudo também levou o nome da escola a eventos fora do ambiente escolar. A pesquisa foi apresentada em feiras científicas em Fortaleza e no Paraguai e tem uma nova participação prevista para novembro em Recife, Pernambuco.
Apoio familiar e educacional
Rute vive com a mãe, que é uma trabalhadora de serviços gerais que não teve acesso à alfabetização, e com o irmão mais novo, ela também aponta suas tias como grandes incentivadoras da sua trajetória.
Para a família da jovem, as aprovações representam uma conquista importante. Segundo ela, sempre recebeu apoio dos parentes mesmo com ambições diferentes das pessoas à sua volta. Rute também foi orientada por profissionais da sua escola, o que foi essencial para a aprovação.
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) fez um post no Instagram parabenizando a estudante e ressaltou a importância das políticas públicas de acesso à educação.
“A história de Rute mostra que, quando a educação pública recebe investimentos e a juventude tem oportunidades, nenhum sonho precisa ser grande demais! O Pé-de-Meia é mais do que um incentivo financeiro: é uma política pública que abre portas, combate desigualdades e transforma o futuro de milhares de estudantes brasileiros”, trecho da postagem.
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Empresários e profissionais da região de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre as mudanças trazidas pela Reforma Tributária. No dia 3 de novembro, das 9h às 12h, o município recebe o evento gratuito “Impacto 360 – Reforma Tributária na Prática”, realizado pela Valestrá e pela Agência de Desenvolvimento de Goiana (Ad Goiana), em parceria com o Sesc.
O encontro será realizado no Sesc Ler Goiana e contará com a participação de três especialistas da Valestrá: Mauro Pupim, advogado tributarista; Edinaldo Carrion, diretor do Núcleo de Planejamento e Reforma Tributária; e Vitória Andrade, especialista da Valestrá Corretora.
Leia maisA programação terá como foco os impactos da Reforma Tributária no ambiente empresarial, especialmente as mudanças relacionadas aos créditos tributários. Voltado aos setores de comércio, indústria e agronegócio, o evento busca contribuir para que empresários e gestores compreendam as novas regras e seus reflexos no planejamento e na gestão dos negócios.
Para Cristiane Cavalcanti, diretora executiva da Valestrá, a discussão é especialmente relevante diante da importância econômica de Goiana e da necessidade de preparação das empresas para o novo cenário tributário.
“A Reforma Tributária já é uma realidade, e discutir seus impactos em uma região estratégica como Goiana faz toda a diferença. Com um dos principais polos industriais do Nordeste, as empresas precisarão se adaptar às novas regras, revisar seus processos e identificar oportunidades tributárias. Mais do que uma mudança na legislação, este é um momento de planejamento, estratégia e geração de valor para os negócios”, destaca.
Gilberto Miranda, diretor da Ad Goiana, também ressalta a importância da iniciativa para o desenvolvimento econômico regional. “Trazer esse debate para Goiana é fundamental para preparar os empresários da Mata Norte para as mudanças da Reforma Tributária. O evento fortalece o ambiente de negócios da região, amplia o acesso à informação e contribui para que comércio, indústria e agronegócio estejam mais preparados para os desafios e oportunidades do novo cenário”, afirma. O evento acontece no Sesc Ler Goiana, localizado na Rua Josias de Albuquerque, s/n, Centro.
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O ex-prefeito de Venturosa, Eudes Tenório, alcançou mais um marco em sua trajetória administrativa: a aprovação da 16ª prestação de contas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A decisão, anunciada ontem, completa a análise das contas referentes aos quatro mandatos em que esteve à frente da Prefeitura. Ao longo desse período, nenhuma prestação de contas foi reprovada.
Durante suas gestões, o município ampliou a estrutura de atendimento à saúde. A manutenção e a ampliação desses serviços exigem planejamento, organização financeira e capacidade de gestão. Mais do que um resultado administrativo, a marca alcançada por Eudes Tenório reúne o histórico de quatro mandatos e evidencia a relação entre responsabilidade fiscal, planejamento e investimentos em serviços essenciais para a população.
