Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Por Juliano Muta – Blog da Folha
No debate promovido pelo portal g1, nesta quarta (2), os candidatos ao Senado por Pernambuco puderam apresentar suas propostas e visões de mundo sobre variados temas pré-estabelecidos em sorteio, mas a discussão também ficou marcada pela divergência de narrativas a respeito de fatos históricos da política brasileira, a exemplo dos atos de 8 de janeiro e do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
Estavam presentes candidatos de partidos e federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional. Em Pernambuco, atendem a esse critério Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD).
Leia maisDepois de debaterem assuntos como responsabilidade fiscal, interiorização da saúde, violência contra a mulher, relação entre poderes, emendas parlamentares e mudanças climáticas/enchentes, os postulantes à Casa Alta que disputam as duas vagas que serão renovadas por Pernambuco entraram em rota de colisão ao falar sobre episódios recentes de tentativas de ruptura democrática no Brasil.
8 de janeiro
O candidato Túlio Gadêlha (PSD), que já havia anteriormente discordado de Eduardo da Fonte (PP) sobre a proposta de limitar o mandato de ministros do STF e STJ para oito anos, também rebateu o outro aliado da chapa ao Senado da governadora Raquel Lyra (PSD), Mendonça Filho, que criticou a dosimetria dos crimes cometidos nos atos de 8 de janeiro, a exemplo da prisão de uma manifestante que pichou a estátua do STF com batom.
“Queria até falar com o amigo Mendonça, porque eu estive no dia seguinte ao dia 8 de janeiro, não foi só a estátua e o batom, Mendonça. Foi depredação, foi tentativa de golpe, foram muitas pessoas que foram nos três poderes para depredar, vandalizar, para anarquizar e querer dizer que quem manda agora são eles”, disse.
“Eu vi aquilo de perto, aquilo foi muito grave para a democracia do Brasil e aquilo causou uma ferida. Eu pedi, eu peço para olhar o histórico dessa Débora do batom, o que ela já fez, porque das pessoas que foram detidas existem menos de 10% hoje que estão encarcerados ou em prisão domiciliar. Mas o Brasil não pode olhar, tendo um passado que nós tivemos ditadura militar, olhar uma tentativa de golpe e fingir que isso não aconteceu”, argumentou Túlio.
O candidato do PSD também lembrou da chamada PEC da Blindagem. “Aconteceu no Brasil, foi grave. E sobre poderes, competência de poderes em que o trabalho deveria ser harmônico, a Câmara tentou usurpar uma competência do STF. A tentativa de se blindar de crimes aconteceu no Parlamento brasileiro, denunciei isso. Vários deputados votaram favoravelmente, o Presidente do Senado que vetou, mas se dependesse da Câmara, infelizmente, isso aconteceu”, lamentou.
“É importante que a gente fale sobre isso, porque um parlamentar que comete um crime, ele não pode ser julgado ou seus colegas que devem o julgar, não é sério”, concluiu.
Mendonça, por sua vez, respondeu à crítica do aliado. “Quero lembrar aqui ao candidato Túlio Gadelha, que eu já fui vítima de depredação dentro do Ministério da Educação, no período que eu fui Mministro da Educação. Depredaram do térreo até o quarto andar do Ministério da Educação. Militantes do PT, do MST, de organizações sindicais, entraram, destruíram computadores, quebraram tudo”, relatou.
“Já vi e assisti no Congresso Nacional líderes de movimento vinculado aos Sem Terra invadirem o Parlamento, quebrarem portas, janelas. Eu não defendo nenhum tipo de ação desse tipo. Eu sempre me pronunciei e me pronunciei, inclusive, no dia 8 de janeiro, contra aquela atitude. Agora, o que eu defendo, Túlio e você que está nos assistindo, é o devido processo legal”, comentou Mendonça.
“Houve devido processo legal? Você pode conceber que quem te julga é teu inimigo, que tua defesa é feita via vídeo, que o seu advogado não pode fazer uma sustentação oral da sua defesa, que um crime que é típico de primeira instância vá direto para uma turma do Supremo Tribunal Federal, cheio de inimigos, daqueles que estão num determinado campo político. Não, isso para mim não é democracia, isso é abuso, isso é desrespeito”, rebateu.
Em seguida, Eduardo da Fonte foi na mesma linha da opinião de Mendonça Filho. “O que aconteceu no dia 8 de janeiro foi muito sério e nós não podemos admitir depredação, baderna ou qualquer tipo de instabilidade política. Mas as pessoas devem ser julgadas pelo seu CPF e não pelo seu CNPJ. O que a gente viu foi um morador de rua ser condenado por estar na rua. Nós temos que condenar sim aqueles que badernaram, aqueles que conspiraram contra a nossa democracia, mas com muita tranquilidade, respeitando a Constituição do nosso país. E é isso que a gente vai defender no Senado da República. Isonomia e respeito à Constituição”, frisou.
Após a fala de seus adversários políticos, Marília Arraes buscou apontar para suas condutas pretéritas. “O bom é que está sendo bem didático esse debate. A gente está vendo um ministro que ajudou a dar um golpe de Estado numa presidenta honesta, que inclusive não foi penalizada, não teve seus direitos políticos cassados, um deputado que votou também para que esse golpe acontecesse – principalmente o candidato Mendonça – e estão defendendo quem deu um golpe, quem que tentou dar um golpe de Estado”, disparou.
“É algo bem didático para você entender quem é do lado de lá e quem é do lado de cá. Do lado de cá, a gente defende a democracia, a gente defende a harmonia entre os poderes, a gente defende que o Brasil seja dos brasileiros, a soberania nacional, e não que o Brasil seja alvo de um golpe de Estado, como queriam dar no dia 8 de janeiro. Todos os participantes devem ser responsabilizados e lembrados para que nunca mais isso aconteça.
Se apresentando como uma terceira via ideológica aos que o antecederam, Paulo Rubem criticou ambos os lados. “Se a gente tem que fazer política com coerência, a gente tem que fazer política observando a história. Nós da Federação Rede/PSOL condenamos veementemente a tentativa de golpe do 8 de janeiro, como condenamos o papel do PSB no golpe que cassou o mandato da presidenta Dilma e depois aprovando a emenda constitucional do teto de gastos não financeiros. Eu não posso esconder da população aqueles com os quais eu me associo em determinados momentos, porque é conveniente esconder”, disse.
“Combatemos o golpe que cassou o mandato da presidenta Dilma, como combatemos e exigimos o julgamento daqueles que tentaram o golpe em 8 de janeiro”, disse. “Eu só quero aqui concordar com o candidato Paulo Rubens e lembrar que o que a candidata Marília chama de golpe, ela deveria apontar para o candidato dela ao governo de Pernambuco, João Campos, com quem ela estava em litígio, em briga permanente, troca de acusações de todo tipo. Aliás, ela foi muito injustiçada naquela campanha de 2020, agora está junto com João Campos, mas João Campos apoiou o impeachment de Dilma”, lembrou Mendonça Filho.
“Falava muito mal do PT, dizia que ia desembarcar aqui, se Marília fora eleita naquela ocasião, um avião com Zé Dirceu, com João Vaccari Neto, com Delúbio Soares para ajudar na roubalheira do PT aqui no Recife, acusando a prima de que estaria patrocinando isso. Então,se houve impeachment, houve impeachment de acordo com a Constituição, não foi golpe, e se foi golpe, quem patrocinou foi o candidato Marília, João Campos”, argumentou.
“Mendonça, eu dispenso a sua concordância porque ela não é coerente. Nós não aceitamos golpistas nem de um lado, nem de outro. O Brasil não pode ficar refém de políticas de conveniência, porque o golpe de 2016, do qual você participou, foi dado para retirar direitos dos trabalhadores, retirar recursos da saúde e da educação, fazer uma reforma da Previdência que não conseguiu ser aprovada”, rebateu o candidato da Rede.
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O candidato ao Senado Mendonça Filho participou, nesta quarta-feira (2), do debate promovido pelo g1 Pernambuco e concentrou parte de sua participação na política econômica do Governo Federal. Ele criticou o aumento de impostos durante a atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu a revisão das despesas públicas como alternativa para equilibrar as contas e ampliar a capacidade de investimento do Estado.
“O que o governo do PT gosta mesmo é de aumentar impostos”, afirmou Mendonça Filho. Segundo o candidato, foram adotadas 37 medidas de aumento de tributos durante o atual governo. Ele também citou a situação financeira de empresas estatais, entre elas os Correios, e afirmou que o ajuste fiscal não deve atingir a população de menor renda. “Não é cortando nos mais pobres; é cortando os privilégios do Judiciário, do Legislativo e do próprio Poder Executivo, fazendo com que a gente equilibre as contas do governo e sobre dinheiro para investimento em saúde, segurança, educação e infraestrutura, principalmente saneamento básico”, disse.
Mendonça Filho também relacionou a situação das contas públicas ao custo de vida e ao poder de compra da população. “O trabalhador hoje não consegue fechar a conta para pagar os alimentos no final do mês, a conta de luz e de água. A gente precisa mudar essa realidade, equilibrando as contas públicas, para que a população não pague as maiores taxas de juros do mundo e para que a inflação dos alimentos não corroa o poder de compra”, declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou na noite de terça-feira (1) com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a crise política na Suprema Corte. Além de Fachin, Lula também recebeu os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino.
Segundo relatos feitos à CNN, foi uma rápida conversa, na qual o magistrado sinalizou que não havia ainda tomado uma decisão sobre o pedido de investigação contra Alexandre Moraes.
O presidente teria demonstrado a Fachin, e mais cedo ao decano Gilmar Mendes, preocupação de que um agravamento da instabilidade possa contaminar o processo eleitoral deste ano. As informações são da CNN.
Leia maisComo mostrou a CNN, Lula procurou ministros do STF na terça após a divulgação das mensagens. Integrantes do tribunal reclamaram ao presidente do que consideram uma falta de reação mais contundente do governo diante da crise.
Nesta quarta-feira (2), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, divulgou um vídeo em que defendeu um código de ética para o Poder Judiciário.
A preocupação do petista é que o episódio fortaleça a bandeira de combate ao Supremo Tribunal Federal, capitaneada sobretudo por Flávio Bolsonaro, candidato do PL à sucessão presidencial.
A campanha petista tem feito pesquisas internas para averiguar se os indícios de relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro podem prejudicar Lula.
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Uma forte tempestade atingiu Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, na noite desta quarta-feira (2), com chuva intensa, rajadas de vento e queda de granizo em diferentes pontos da cidade. Imagens registradas durante o temporal mostram a força dos ventos e estragos provocados no município. Com informações do Valença Notícias.
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira (2) que “todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões” para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Eu vou voltar para a pauta porque senão, terei que responder muitas agressões que, como presidente do Senado, estou recebendo nos últimos dias. Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar, todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado culpado é só o ministro Alexandre de Moraes”, disse Alcolumbre durante sessão do plenário do Senado. As informações são do g1.
Leia maisAlcolumbre se dirigiu aos senadores da oposição. Na terça-feira (1º), em um discurso no Senado, Flávio Bolsonaro – que pediu o dinheiro a Vorcaro para financiar o filme – afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez articulação política entre os presidentes do Senado e da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Olhe o ambiente que os três Poderes respiram hoje: o Presidente da República tem que se servir de Alexandre de Moraes para fazer articulação política, presidente Davi, com vossa excelência. Olhe a que nível chegou o ‘trabalho’, muito entre aspas, de um ministro do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Flávio.
Na terça (1º), foi revelado mais um repasse de US$ 1,6 milhão para o filme em setembro de 2025, dias após o senador e candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cobrar Vorcaro de parcelas que estavam atrasadas. A informação é da revista “piauí” e foi confirmada pelo g1.
Alcolumbre foi questionado por Flávio Bolsonaro, na terça, e por mais três oposicionistas, nesta quarta, sobre quando dará seguimento aos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Abra esse impeachment de uma vez por todas, presidente Davi. Essa é sua chance de entrar para a história pela porta da frente dos heróis da República, e não sair com Alexandre de Moraes pelos fundos por que ele sairá”, afirmou o líder do PL, Carlos Portinho (RJ).
O presidente do Senado disse não ter um prazo para analisar os requerimentos. Ele já citou que 109 pedidos, que solicitam afastamento não só de Moraes, mas dos outros ministros do STF, aguardam avaliação do Senado.
É Alcolumbre quem decide se arquiva ou se admite a denúncia. Essa etapa é política e costuma ser o primeiro grande filtro. Só depois, se a denúncia for aceita, o processo pode avançar para uma comissão especial e, depois, para o plenário.
Trocas de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro indicam que o ministro discutia com o ex-banqueiro a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que o teria como alvo.
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O Senado aprovou nesta quarta-feira (2) projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com um fundo garantidor para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país.
O texto autoriza a União a criar um fundo, do qual participará como cotista, no limite de R$ 2 bilhões. O fundo terá natureza privada. As informações são do g1.
O texto agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Leia maisAs chamadas “terras raras” são, na verdade, um grupo de 17 elementos químicos encontrados na natureza, geralmente misturados a outros minerais, o que torna sua extração complexa e, muitas vezes, cara- daí a classificação de “raras”. O Brasil detém a segunda maior reservas desses minerais, atrás apenas da China.
O que são terras raras?
As chamadas “terras raras” são, na verdade, um grupo de 17 elementos químicos encontrados na natureza, geralmente misturados a outros minerais, o que torna sua extração complexa e, muitas vezes, cara- daí a classificação de “raras”.
O Brasil detém a segunda maior reservas desses minerais, atrás apenas da China.
Na avaliação de especialistas e admitida pelo próprio governo, porém, o desafio do país é transformar essa riqueza mineral em valor, desenvolvendo uma cadeia produtiva capaz de avançar da extração e do beneficiamento para etapas de maior complexidade tecnológica e industrial.
Com papel central na transição energética, na indústria de alta tecnologia e na área de defesa, as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral. Hoje, representam também uma questão geopolítica, econômica e estratégica.
Isso porque o insumo é fundamental para a fabricação de turbinas eólicas, motores de veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, sistemas de defesa, foguetes, equipamentos médicos e diversas outras tecnologias avançadas.
Não por acaso, as reservas brasileiras despertaram o interesse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à disputa global pelo controle de minerais considerados críticos para a economia e a segurança das grandes potências.
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O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) apresentou a interiorização da saúde pública como uma de suas prioridades durante o debate promovido pelo g1 Pernambuco, nesta quarta-feira (2). O parlamentar defendeu a ampliação dos serviços especializados fora da Região Metropolitana do Recife e citou a destinação de recursos para hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre as ações mencionadas, Eduardo da Fonte citou a destinação de R$ 6,4 milhões em emenda parlamentar para a aquisição de um PET Scan para o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no Recife, e a atuação para transformar o Instituto do Câncer Infantil do Agreste (Icia), em Caruaru, no Hospital Infantil do Agreste. “Minha prioridade é cuidar das pessoas e fazer com que a saúde pública esteja cada vez mais perto de quem precisa. Estamos trabalhando para levar equipamentos de última geração para o SUS, fortalecer os hospitais e interiorizar o atendimento”, afirmou.
O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, informou, na terça-feira (1°), que cumprirá agenda em Pernambuco no dia 16 deste mês. O anúncio foi feito em um vídeo gravado ao lado do deputado federal e candidato ao Senado Mendonça Filho (PL).
“Meus amigos de Pernambuco, estou ao lado de Mendonça Filho, nosso candidato ao Senado, e temos uma boa notícia para vocês: vamos estar juntos em Pernambuco no dia 16 deste mês. […] A gente está aí para abraçar o povo pernambucano junto com ‘Mendoncinha'”, disse Flávio no vídeo. As informações são do Blog da Folha.
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) se reuniram nesta quarta-feira (2) para a primeira sessão plenária da Corte desde a divulgação de mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. Apesar da repercussão do relatório da Polícia Federal e da tensão provocada pelo caso nos bastidores do Supremo, nenhum dos ministros fez referência ao episódio.
Em um movimento pouco usual, parte dos ministros, entre eles Moraes, entrou pela porta da frente do STF. Normalmente, eles chegam ao tribunal pela garagem privativa. Moraes entrou sorrindo, acenou para a imprensa, mas não falou com os jornalistas. Já André Mendonça chegou pela garagem e também acenou para a imprensa, mas não fez comentários. As informações são da CNN.
Quase todos os ministros participaram da sessão, com exceção de Cármen Lúcia, que acompanhou os trabalhos por videoconferência.
Leia maisDurante a sessão, Moraes e Mendonça ficaram sentados lado a lado, como ocorre normalmente por causa da ordem de antiguidade da Corte. Os dois não conversaram.
O decano do STF, ministro Gilmar Mendes, que costuma fazer intervenções em momentos de tensão envolvendo a Corte, também não se manifestou sobre o caso. Na terça, porém, o ministro se reuniu com o presidente Lula (PT) para tratar da crise no Supremo.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, também não fez qualquer comentário sobre o episódio no início da sessão. Ele abriu os trabalhos normalmente, chamou o primeiro item da pauta e deu início às sustentações orais, seguindo o rito habitual.
Ao longo da sessão, os ministros analisaram temas como a imunidade de ITBI para empresas do setor imobiliário na transferência de imóveis para integralização de capital social e a incidência de PIS/Cofins sobre rendimentos de aplicações financeiras das reservas técnicas de seguradoras. Os trabalhos foram encerrados por volta das 18h.
O primeiro pronunciamento de Fachin sobre o caso ocorreu mais cedo nesta quarta (2), durante um evento no STF sobre direito público internacional. Nenhum outro ministro participou do encontro.
O presidente da Corte afirmou que as revelações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro configuram um momento de “especial gravidade”. Segundo Fachin, “medidas cabíveis” serão anunciadas nos próximos dias.
Conforme mostrou a CNN, Fachin iniciou consultas aos demais ministros para decidir sobre o pedido de investigação envolvendo Moraes. O presidente da Corte tem conversado individualmente com seus colegas e deve também ter encontros reservados com André Mendonça e Alexandre de Moraes.
A expectativa é de que Fachin tome uma decisão apenas na semana que vem. Ele deve aguardar a repercussão do episódio para avaliar se levará a questão a plenário.
Quebra de sigilo
Mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes vieram a público nesta terça-feira (1º) após o ministro André Mendonça retirar o sigilo da ação que trata do conteúdo das conversas.
A decisão ocorreu pouco depois de o Estadão revelar conversas nas quais o banqueiro pedia ao magistrado que atuasse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter o avanço das investigações sobre o banco.
Diante das informações, Mendonça pediu manifestação da PGR sobre uma possível abertura de investigação. Em resposta, Gonet afirmou que Mendonça ultrapassou limites da atuação como juiz e pediu a nulidade das provas contra Moraes e o arquivamento da ação.
Segundo o procurador-geral, não cabe a Mendonça “acusar”, tampouco “realizar investigações pré-processuais”. Para Gonet, o ministro deveria ter levado o caso diretamente ao plenário, já que sabia haver, entre os investigados, pessoas com foro por prerrogativa de função, em referência a Moraes.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para uma conversa no Palácio do Planalto na tarde desta terça-feira (1º) para tratar da crise institucional instalada após as revelações de que o ministro Alexandre de Moraes mantinha contato frequente com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
De acordo com relatos de interlocutores, o presidente demonstrou preocupação que essas revelações tragam danos à imagem institucional da Suprema Corte. O petista teria afirmado que é preciso evitar desgastes ao tribunal. O encontro entre as duas autoridades não aparece na agenda oficial da Presidência divulgada diariamente. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) foi procurada, mas não comentou. O ministro Gilmar Mendes não respondeu. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisMensagens tornadas públicas nesta terça-feira por ordem do ministro André Mendonça indicam que Vorcaro era orientado por Moraes durante o auge da crise na instituição, no fim do ano passado. Em uma delas, Vorcaro perguntou a Moraes se tinha que deixar o país. O texto, em posse da Polícia Federal (PF), foi enviado em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez diante das suspeitas de fraudes. A ideia de Mendonça é levar o tema para ser discutido no plenário do Supremo.
As revelações viraram munição para a oposição atacar Moraes e o próprio presidente Lula. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula nas eleições, fez duro discurso em plenário na terça, cobrando que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), coloque para ser discutido um pedido de impeachment do ministro do STF. Essa possibilidade, no entanto, é descartada por ora por Alcolumbre.
A avaliação do entorno do petista é que apesar de o governo não ter relação com as investigações tampouco com o Supremo, esses fatos poderão trazer desgastes à imagem do presidente, uma vez que ele é próximo de ministros do STF. O receio é que isso contamine o ambiente às vésperas das eleições, impulsionando um discurso mais extremista de candidatos. Aliados de Lula dizem ainda, sob reserva, ver com desconfiança esse movimento de Mendonça, falando em seletividade.
Governistas usarão a queda do sigilo para pressionar que o ministro do STF também retire o sigilo da investigação sobre o Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, que teve recursos pagos por Vorcaro. Áudios revelados neste ano mostraram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro ao banqueiro para custear a produção.
Lula ainda está em silêncio e não se posicionou publicamente sobre os fatos que foram revelados. Como o GLOBO mostrou, aliados defendem que o presidente trate do assunto. A expectativa é que ele adote a mesma linha das manifestações feitas em relação às suspeitas envolvendo seu filho mais velho, o empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e defender tanto as investigações como o direito de o magistrado apresentar sua defesa.
As revelações também têm potencial de gerar maior ruído interno no Supremo, que hoje é dividido em duas alas: uma mais alinhada a Moraes e outra, a Mendonça. Um ministro diz, sob reserva, que o clima hoje é “tenso”.
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Um dos idealizadores do site Bastidor.PE, o primeiro a publicar a foto de um panfleto contra a honra de Raquel Lyra (PSD) no domingo (30), trabalha na campanha eleitoral da governadora. Jornalista e fotógrafo, Léo Malafaia teve cargo no Governo de Pernambuco entre 1º de novembro de 2025 e o último dia 4 de agosto, quando foi exonerado para atuar como videomaker no projeto de reeleição da candidata do PSD. O nome dele aparece em uma notícia-crime apresentada à Justiça Eleitoral como peça-chave que pode levar a polícia a identificar os autores dos materiais gráficos com ataques contra a governadora.
Na publicação de estreia do Bastidor.PE, em 1º de outubro de 2025, Malafaia é elencado como um dos três idealizadores do site, junto com o jornalista Fillipe Vilar e o estrategista político Rodrigo Ambrosio. Embora não tenha textos ou fotos de sua autoria na página, ele segue como um incentivador frequente do projeto. Desde 14 de agosto, compartilhou em suas redes sociais três publicações do Bastidor.PE, todas negativas contra João Campos (PSB), adversário de Raquel nas eleições.
Leia maisMalafaia, Vilar e Ambrosio têm em comum a relação com a Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco no período em que Daniel Coelho (PSD), hoje candidato a deputado federal, assumiu a pasta, em janeiro de 2023. Vilar chefiou a comunicação da secretaria até outubro de 2025, tendo como subordinados Ambrosio, até maio de 2025, e Anna Tenório, esposa de Malafaia, até agosto do mesmo ano, mês em que ela se transferiu para a Casa Civil, onde permanece. Em novembro de 2025, foi o marido dela que ganhou um cargo comissionado na pasta, de onde só saiu para integrar a campanha de Raquel.
Malafaia é um dos assessores mais próximos da governadora. Em 20 de agosto, por exemplo, a assessoria dela divulgou fotos e vídeos captados por ele durante uma caminhada em Paulista, no Grande Recife. Na última segunda-feira (31), dia seguinte à divulgação dos panfletos apócrifos, ele fez a cobertura de vídeo de uma sabatina com a participação dela.
Malafaia, Vilar e Ambrosio foram listados em uma notícia-crime na Justiça Eleitoral depois que os panfletos apócrifos vieram à tona, no domingo (30). O Bastidor.PE foi o primeiro site a publicar fotos do material, às 11h02, usando como capa da postagem um cartaz com o texto “Ela matou o marido para ganhar a eleição”. Apesar disso, nenhum exemplar desse material foi achado nas ruas por autoridades ou populares. No dia seguinte, postagem assinada por Fillipe Vilar apontou a localização de vários folhetos, exceto a do que mais repercutiu, embora a própria governadora o tenha usado em um vídeo sobre o tema.
Por se tratar de uma notícia-crime, a peça jurídica que está em poder da Justiça Eleitoral não tem caráter acusatório, mas elenca o videomaker de Raquel e os outros idealizadores do Bastidor.PE como peças-chave para que a polícia identifique a localização do cartaz que mais gerou comoção em torno da governadora, já que o próprio site indica que recebeu fotos e se prontificou a registrar outros flagrantes em ruas do Bairro do Recife.
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (2) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1.
A votação foi simbólica, em que os votos não são contados nominalmente. Os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS) pediram para que fosse registrado que votaram contra a proposta, todos em meio de mandato como senadores. As informações são do g1.
Leia maisDurante a votação na CCJ, o líder do MDB, Eduardo Braga (MDB-AM), anunciou que vai apresentar uma PEC paralela à 6×1 para mitigar possíveis impactos econômicos da mudança de jornada. O movimento do parlamentar fez o senador Rogério Marinho, líder da oposição, retirar dois destaques ao texto, o que faria a comissão analisar dois trechos da proposta de forma separada.
“…Garantindo que este Congresso e que esta CCJ possa, por exemplo, tratar do trabalho presencial e do funcionamento contínuo, como no comércio, na gastronomia, na logística, na saúde e nos serviços. E a transição pura exige mais contratações, o que pode elevar, sem dúvida, o custo da folha de pagamento”, disse Braga.
“Para viabilizar essas mudanças, nós podemos implementar, através de uma PEC autônoma, a transição gradual, a implementação escalada, a descentralização por negociação, sim, coletiva — como aconteceu, inclusive, no Chile, país citado aqui neste debate —, a ampliação do banco de horas e compensação anual, a modernização do trabalho parcial e por turnos, desoneração da folha de pagamentos”, continuou o senador.
Apesar do pedido, ainda não há previsão de quando a PEC será pautada no plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não deu garantias aos senadores de votar ainda nesta quarta-feira, como é o desejo de aliados do governo.
O relatório do senador Omar Aziz (PSD-MA) manteve o texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados como uma estratégia para agilizar a aprovação final.
Isso porque caso o parecer de Aziz seja aprovado pelo plenário do Senado, o texto não precisará retornar para a Câmara, já que não terá sofrido modificações. Dessa forma, poderá ser promulgado pelo Congresso.
O fim da escala de trabalho 6×1 é uma defesa do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aziz é aliado do petista e candidato ao governo do Amazonas.
Aziz rejeitou todas as mudanças pedidas por senadores, incluindo o retorno das 44 horas semanais, defendido por integrantes da bancada do PL.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, lamentou que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, não incorporou a PEC alternativa de sua autoria, que prevê um regime de livre negociação entre empregador e trabalhador com remuneração por hora trabalhada.
Para ele, o projeto do governo tem um caráter eleitoreiro.
“De fato o regimento foi descumprido, não foi por vossa excelência [Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ], foi pelo presidente da Casa na hora em que não anuiu, pelo fato de ser lá conexa e análoga, a questão de serem apensadas as matérias para que pudesse discutir as duas formas de trabalhar”, afirmou o senador.
“E não há, no nosso projeto, nenhuma agressão a nenhum direito trabalhista porque eles estão todos preservados no artigo 7º da Constituição Brasileira. Então essa narrativa não cabe. Isso é uma narrativa. O governo está preocupado com esse projeto agora apenas por um motivo. Ele quer se reconectar com a sociedade, porque o desgaste está grande e vai perder as eleições”, prosseguiu Marinho.
Líder do governo na Casa, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) afirmou que a proposta só avançou no Congresso pelo forte apelo popular e desafiou parlamentares candidatos a se posicionarem contra o fim da 6×1.
“Se chegou nesta hora [próxima da eleição], que seja discutida com essa perspectiva de projeto. Eleição não é só jogo de acusação e defesa. Não é só jogo de mostrar quem é e de suas biografias, boas ou más. Eleição também é defesa de projeto de sociedade. E aprovar esta PEC tem relação sim com o projeto de sociedade que nós queremos. Que avance nas relações sociais e no respeito”, afirmou a senadora.
“Se chegou nessa hora, prestes a vivermos uma eleição, que seja debatida nessa perspectiva. Quem é a favor do fim da jornada 6×1, candidatos, que o digam. Quem é contra o fim da jornada 6×1, que assuma”, afirmou.
A estratégia da oposição foi pedir vistas coletivas para tentar protelar a deliberação. Normalmente, o período de vistas adia a votação para a próxima reunião, mas, para garantir a votação, o presidente da CCJ, Otto Alencar, aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assim como Aziz, concedeu vista pelo período de uma hora.
Senadores aliados de Lula pressionam Alcolumbre para que a votação em plenário em dois turnos seja ainda nesta semana. O presidente do Senado, no entanto, evitou se comprometer com uma data para a análise.
A PEC do fim da 6×1 foi destravada no Congresso depois de quase três meses parada no Senado com a reaproximação de Lula e Alcolumbre.
Os dois políticos se afastaram depois da indicação do presidente e subsequente negativa do Senado ao nome de Jorge Messias para uma vaga no STF. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde 1894.
Foi só em agosto, na véspera da campanha eleitoral, que eles retomaram o diálogo. E o acordo veio em seguida: Alcolumbre enviou a PEC para análise na CCJ e garantiu a votação na comissão durante essa semana, a última de votações antes da eleição.
Agora, aliados de Lula querem a votação final ainda nesta semana. Caso o parecer de Aziz seja o aprovado pelo plenário do Senado, o texto não precisará retornar para a Câmara, já que não terá sofrido modificações. Dessa forma, poderá ser promulgado pelo Congresso.
Uma PEC precisa ser aprovada na CCJ e depois seguir para votação em dois turnos no plenário do Senado. Após a votação em primeiro turno, deve-se esperar cinco dias úteis para a votação em segundo turno.
No entanto, aliados de Lula argumentam que, se houver vontade política, uma PEC não precisa cumprir os prazos regimentais para ser aprovada. Os senadores citam outros momentos em que propostas tiveram as votações em dois turnos feitas uma seguida da outra.
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