Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Considerada uma das mais argutas raposas políticas em atividade, não se pode dizer nestas eleições que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, tenha feito as apostas mais acertadas. Kassab apostou na construção de uma terceira via à polarização entre o lulismo e o bolsonarismo. Não deu nada certo. Candidato a vice na chapa do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, os dois ficaram apenas em quinto lugar ao final do primeiro turno.
Caiado obteve 2,18% do total, ou 2,6 milhões de votos. Ficou atrás de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). Antes, algumas pesquisas chegaram a dar Caiado liderando no estado que governou. Mas ele acabou vítima do voto útil de direita em Flávio. Terminou em Goiás em terceiro, recebendo ali 12,29% dos votos, enquanto Flávio ficou com 53,61%. Certamente muito disso tudo se deve ao próprio perfil de Caiado: um político de direita.
Leia maisPortanto não exatamente alguém que pudesse aparecer como alternativa pelo centro à polarização. Muito menos com o perfil que sempre teve o PSD. A forma que Kassab optou para a escolha também foi meio controversa. Estimulou uma disputa interna de Caiado com os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Paraná, Ratinho Jr., com uma clara preferência por Ratinho. Quando Ratinho desistiu, optou por Caiado, escanteando Leite. Caiado não convenceu a quase ninguém como alternativa.
Porém, seria um erro considerar que o PSD seja carta fora do baralho político. É o partido com mais prefeitos no país. É a quarta bancada na Câmara, com 43 deputados, um a mais do que elegeu em 2022. Terá quatro senadores. Perdeu uma aposta importante com Eduardo Paes, no Rio de Janeiro. Mas foi o partido que mais elegeu governadores, com Raquel Lyra em Pernambuco, Omar Aziz no Amazonas, Dr. Furlan no Amapá, Eduardo Braide no Maranhão e Fabio Mitidieri em Sergipe.
Terá, assim, um papel importante na recomposição que o Centrão já ensaia para se contrapor ao avanço da direita representado pelo PL. Ao participar nesta terça-feira (27) do evento “Brasil Quadriênio 2027/2030 – O que esperar dos eleitos?”, promovido pelo Dominiun Group, Kassab apresentou sua carta: a defesa do voto distrital misto no país como ponto principal de uma reforma política.
Ainda que tenha dito ser uma proposta difícil de avançar, no fundo o caminho pode ser outro junto aos políticos tradicionais do Centrão. Mais e mais, eles têm perdido espaço para os “políticos Tik Tokers”, a turma que ganha espaço nas redes sociais, obtendo votos dispersos nos estados. A ideia concentra os votos nas bases eleitorais.
Kassab disse isso claramente no evento. Para ele, o atual sistema favorece candidatos que conquistam votos em várias cidades dispersas sem manter vínculos com os eleitores. Para o presidente do PSD, isso gera o que se vê quase todo dia no Congresso: uma turma gravando selfies para construir cortes para as redes em vez de discutir o país.
A disposição de Kassab é tão grande que, pela primeira vez, ele resolveu que fechará questão sobre o tema, ameaçando mesmo de expulsão aqueles que ficarem contra a ideia do voto distrital misto. “É uma decisão que a gente tomou pelo bem do Brasil”, afirmou. “Podemos ficar até com um parlamentar, com dois, mas é irreversível”.
Tal ideia já vinha em discussão. E chegou até a ser defendida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). No voto distrital misto, parte dos deputados é eleita por distritos (seções dos estados), e parte pelo modelo tradicional, como é hoje. O sistema distrital puro é adotado nos EUA.
Os estados, então, seriam divididos em vários distritos. E, em cada um desses distritos, seria eleito o candidato com mais votos. Digamos que os distritais sejam a metade. Na outra metade, a bancada seria eleita pelo sistema proporcional. São Paulo, por exemplo, tem 70 deputados: 35 seriam no modelo distrital e outros 35 no proporcional.
Esse seria, na posição de Kassab, o primeiro passo de uma profunda reforma política. E essa seria a agenda principal do PSD para o ano que vem. A segunda agenda seria a reforma do Judiciário, que também parece algo inevitável a partir do próximo ano. Ela chegou a ser defendida pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agora reeleito.
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Com uma saudação especial a democracia e a liberdade de expressão, o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), abriu, há pouco, o primeiro Festival Nacional de Jornalismo no Recife, no auditório da OAB. O evento já é um sucesso. O auditório está lotado por estudantes de jornalismo de Pernambuco e Paraíba, público ao qual é direcionado.

A iniciativa reúne 15 palestrantes de primeiro nível, entre os grandes nomes da comunicação em Pernambuco, dos quais este blogueiro, que participa de um painel sobre o futuro do jornalismo em Pernambuco. Entre os jornalistas que atuam no eixo Rio, São Paulo e Basília, Basília Rodrigues, Breno Pires, Rodrigo Rangel, Eldo Gomes e Patrícia Blanco. A conferência magna será realizada por Chico José.
Nesta edição, o Festival de Jornalismo Recife tem o patrocínio do Banco do Nordeste, do Governo do Brasil, da Fiepe, da Alepe e o apoio da Prefeitura do Recife, do Instituto Palavra Aberta, da RXZ, do Jornalistas&Cia e da OAB-PE. A programação se estende até às 20h.
Por João Vicente Goulart*
Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil. A pusilanimidade da milícia chega aos Estados Unidos da América e vai implorar asilo político ao presidente Trump. Realmente patético, adjetivo que serve sempre aos covardes.
O abandono de seus seguidores tal vez mostre, de vez, uma direita política que almeje não continuar com o DNA bolsonarista.
Leia maisNesta altura dos acontecimentos pós-eleitorais no Brasil, onde o mundo olha com atenção a vitória magnânima ocorrida com o despertar das ruas, em uma virada democrática, onde a grande maioria do povo brasileiro conheceu a ficha corrida do candidato Flavio Bolsonaro, muitos mudando de voto, entendendo a gravidade de um retrocesso democrático, será muito difícil ao governo americano, diante da opinião pública mundial outorgar refúgio, com status político de “exílio”, a este delinquente que alega perseguição, dois dias depois de haver, livremente, concorrido ao maior posto da administração pública, a presidência da República.
Se assim o fizerem, os Estados Unidos da América, estarão banalizando o estatuto do exílio, como uma grande vergonha a ser pautada no mundo livre.
A Convenção de Genebra de 1951 e seu protocolo de 1967 são muito explícitos, no que se refere à concessão de refúgio, através do EXÍLIO.
A motivação deve ser a perseguição motivada por raça, religião, etnia ou por perseguição política. Como alegar perseguição política se ele acaba de receber milhões de votos e disputar com toda a liberdade a presidência da República.
Ainda nas normas de outorga não terão o direito de refúgio/exílio, aqueles que em processos legítimos respondam por CRIMES DE DIREITO COMUM (crimes não políticos).
Este fugitivo, que se diz perseguido, acaba de disputar a PRESIDÊNCIA DA REPÙBLICA, tendo a desfaçatez de dizer que no Brasil não existe liberdade. Não cumpriu a ordem judicial de entregar o passaporte e saiu por Puerto Iguazú, na Argentina, com a conivência, sem dúvidas, daquele governo fascista de Milei. Esta conivência está explícita, pois a Polícia Federal não registrou a saída de Flávio e, na Argentina, já o esperava um jato de matrícula LV, vindo de Buenos Aires para levá-lo direto aos Estados Unidos da América.
No Brasil, no golpe de 1964, muitos brasileiros exilaram-se, pois estavam sendo perseguidos pelo Exército, Marinha e Aeronáutica. Mas todos que assim procederam se protegeram em embaixadas e de lá foram concedidos os asilos políticos. Ou outros, comprovadamente, estavam em listas de cassações por atos institucionais, o que internacionalmente constitui um ato ditatorial e, portanto, plenamente justificável diante da ONU e diante da opinião pública mundial.
A direita brasileira tem agora um caminho para sua reconstrução, tem o dever de trabalhar pela manutenção e aperfeiçoamento de nossa democracia, tem o dever de pensar no Brasil.
O progressismo lamenta o miliciano haver escapado da Justiça brasileira, ao contrário do que seria papel dos homens, que como Lula enfrentou as decisões judiciais e não fugiu delas.
Mas agora é hora de trabalhar, a democracia venceu!
*Presidente do Instituto Presidente João Goulart (IPG)
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Por Rinaldo Remígio*
As eleições passam, mas a vida continua. Depois dos debates, das manifestações e das expectativas em torno dos resultados, a cidade desperta com suas necessidades de todos os dias. Há gente precisando de atendimento médico, famílias esperando melhorias em seus bairros e trabalhadores que saem cedo de casa, desejando encontrar, no serviço público, o apoio de que necessitam.
É nessa vida cotidiana que uma administração revela o sentido de seu trabalho. Independentemente dos resultados das urnas, governar exige continuidade, responsabilidade e atenção às pessoas. Em Petrolina, esse compromisso precisa chegar a cada comunidade, especialmente àquelas em que uma obra pública representa uma mudança concreta na rotina das famílias.
Leia maisA construção da Unidade Básica de Saúde do bairro Pedro Raimundo ajuda a compreender essa importância. Com investimento de R$ 2,9 milhões e previsão de beneficiar 5.390 moradores, o equipamento representa uma perspectiva de atendimento mais próximo para a comunidade. A praça também integra esse cenário de melhorias, oferecendo espaço de convivência e de encontro entre os moradores.
Por trás dos números, existem histórias. Há a mãe que precisa acompanhar a saúde do filho, o idoso que depende de atendimento regular e o trabalhador que procura conciliar o cuidado com a própria saúde e as exigências do sustento familiar. Para essas pessoas, a distância até uma unidade de saúde pode significar despesas, cansaço e dificuldades que nem sempre aparecem nos relatórios.
Em conversa com Orlando Tolentino, assessor especial da Prefeitura de Petrolina, ouvi uma observação que merece registro: “Simão está sempre disposto a oferecer à população petrolinense saúde e dignidade!” Segundo o assessor, esse compromisso orienta a construção das Unidades Básicas de Saúde: aproximar os equipamentos públicos das pessoas que mais necessitam.
A fala nos leva a refletir sobre o significado da presença do poder público nos bairros. Uma unidade de saúde perto de casa pode tornar menos difícil a busca por atendimento. Pode facilitar o acompanhamento de uma gestação, a vacinação de uma criança e o cuidado contínuo de quem convive com uma doença. É no acesso ao serviço que a obra ganha seu sentido mais importante.
O planejamento de 15 unidades amplia a dimensão desse compromisso. Cada uma delas carrega a expectativa de uma comunidade que deseja ser atendida com respeito. E essa expectativa exige, além da estrutura física, profissionais, organização e condições adequadas de funcionamento. A dignidade mencionada pelo assessor se concretiza quando o cidadão encontra acolhimento e resposta à sua necessidade.
Nesse esforço, cabe reconhecer a responsabilidade do prefeito Simão Durando e de sua equipe. Uma cidade é administrada por muitas mãos. Há quem planeje, quem acompanhe a execução das obras e quem receba a população na ponta do serviço. O resultado desse trabalho conjunto aparece na experiência de cada pessoa que procura atendimento.
Como alguém que escolheu Petrolina para viver e construir sua história, acompanho com interesse as transformações da cidade. Seu crescimento desperta orgulho, mas também aumenta as responsabilidades de quem governa. Quanto mais Petrolina se expande, mais necessário se torna fazer os serviços chegarem aos bairros e às famílias que vivem longe das áreas mais estruturadas.
A liderança regional de Petrolina precisa se expressar também nessa capacidade de cuidar. O desenvolvimento ganha profundidade quando alcança a vida cotidiana: quando encurta uma distância, melhora um atendimento, oferece um espaço de convivência e permite que o cidadão se sinta respeitado no lugar onde mora.
As divergências políticas fazem parte da democracia. Fiscalizar, cobrar e reconhecer realizações são atitudes que podem caminhar juntas. A população tem o direito de acompanhar os investimentos e de esperar que os compromissos anunciados se transformem em serviços de qualidade.
Passado o movimento das eleições, permanecem as necessidades da cidade. A criança continua precisando de vacina; o idoso, de acompanhamento; a família, de acolhimento. É por essas pessoas que o trabalho deve prosseguir.
As urnas silenciam, Petrolina segue em frente. E cada passo ganha mais valor quando leva saúde e dignidade para mais perto de quem precisa.
*Professor universitário aposentado e cidadão petrolinense
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu, hoje, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorize uma visita do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a ele, “em razão da necessidade de diálogo direto”.
O pedido foi feito após Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência derrotado nas urnas no último domingo (28), deixar o país sem entregar seus passaportes conforme determinado por Moraes. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília pela condenação a 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado no país.
Leia maisEm julho, Moraes proibiu visitas com finalidade político eleitoral até o fim das eleições. A medida foi adotada após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta do pai nas redes sociais, sendo que uma das medidas cautelares impostas a ele proíbe a utilização de plataformas, inclusive por meio de terceiros.
Moraes já negou pedidos de visitas de Valdemar sob argumento de que o presidente do PL ainda continua investigado na trama golpista. Ontem, Valdemar recebeu a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL). Em uma postagem numa rede social, o chefe do PL afirmou que trataram do futuro e desafios da legenda.
“Recebi hoje a senadora eleita Michelle Bolsonaro para uma conversa sobre o futuro do nosso partido e os desafios que temos pela frente. Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil”, diz o texto.
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A Prefeitura de Serra Talhada lançou, na última segunda-feira, o Plano Municipal de Turismo (PMT), instrumento que estabelece diretrizes para o desenvolvimento da atividade turística no município. A apresentação ocorreu no auditório do Senac e reuniu representantes do poder público, instituições parceiras, rede hoteleira, artesãos, comerciantes, prestadores de serviços e profissionais da imprensa.
A elaboração do documento contou com a parceria do Sistema S, especialmente do Sebrae, e com a atuação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo. A iniciativa integra o trabalho da gestão da prefeita Márcia Conrado para estruturar o turismo como uma das atividades estratégicas para a economia local.
Leia mais“Esse plano é resultado de um trabalho construído com diálogo, planejamento e parceria. Contamos com o apoio do Sistema S, especialmente do Sebrae, e com o compromisso da prefeita Márcia Conrado para desenvolver o turismo de Serra Talhada. A participação dos diversos segmentos foi fundamental para construir um instrumento que valorize nossas potencialidades e oriente ações capazes de gerar emprego, renda e novas oportunidades para a população”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Elyzandro Nogueira.
Responsável pela elaboração técnica do documento, a consultora do Sebrae Adriana Cavalcanti contribuiu para a definição das diretrizes e ações voltadas ao crescimento organizado do setor. O plano segue as orientações do Ministério do Turismo e poderá auxiliar na organização das políticas públicas municipais, na integração dos segmentos envolvidos e no acesso a programas, editais e recursos estaduais e federais destinados ao turismo, conforme os critérios de cada iniciativa.
Com o lançamento, a próxima etapa será a tramitação na Câmara Municipal de Vereadores, responsável pela análise e aprovação do plano. Presente ao evento, o presidente da Casa Legislativa, Manoel Enfermeiro, ressaltou a importância da participação do Legislativo na construção de políticas voltadas ao setor.
“A Câmara tem um papel fundamental nesse processo, analisando e aprovando um instrumento que poderá orientar o desenvolvimento do turismo em Serra Talhada. O plano representa uma oportunidade de fortalecer a economia, valorizar nossas riquezas e criar novas perspectivas de emprego e renda para a população”, afirmou.
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Por Fernando Dueire*
Fundado em 1945, o Hospital de Câncer de Pernambuco completa, em 2026, 81 anos de uma história dedicada ao cuidado e à esperança. Ao longo dessas oito décadas, consolidou-se como um bastião de esperança, acolhendo e cuidando de gerações de pernambucanos. Sua missão permanece inabalável: oferecer tratamento integral e humanizado, especialmente aos que mais precisam. Contudo, o tempo impõe desafios severos que exigem mais do que resiliência. Impõe transformação.
Nos tempos atuais, o hospital vive um vigoroso processo de reinvenção e plena recuperação. Sob o comando de uma gestão focada na eficiência técnica, a instituição redesenhou seus processos. O grande esforço administrativo priorizou a transparência e a otimização dos recursos. Esse choque de gestão foi a chave para promover a restauração da confiança pública e institucional.
Leia maisCom a credibilidade resgatada, o HCP conseguiu costurar uma união histórica em prol da saúde. A governança transparente aglutinou, de forma inédita, pessoas, instituições e governos diversos. Essa sinergia gerou uma nova e impressionante capacidade de conquistar emendas parlamentares federais e estaduais, além de doações de grandes empresas, por meio de um fundo estadual que recebe e repassa tais valores à instituição.
Demonstrando profunda sensibilidade à causa oncológica, 80% dos deputados federais apoiam a instituição, grupo ao qual me somo como senador, tendo reforçado esse compromisso com a destinação de mais de R$ 3,5 milhões em recursos. Unidos, os parlamentares decidiram investir fortemente na infraestrutura física e tecnológica do hospital. Esses aportes garantem também o custeio diário dos tratamentos essenciais oferecidos à população.
Os números impressionam: são 1 milhão de exames laboratoriais por ano, 9 mil cirurgias e 74 mil procedimentos de quimioterapia no mesmo período. Mas não se trata apenas de números. Estamos falando de pessoas que precisam de atendimento, acolhimento e orientação médica. Essa soma de esforços políticos e civis oxigena uma das maiores engrenagens filantrópicas do estado. A eficiência administrativa converteu as emendas em novos leitos, insumos e equipamentos modernos.
Ao celebrar 81 anos de história, o Hospital de Câncer de Pernambuco reafirma a importância de aliar tradição, compromisso social e capacidade de renovação. Sua trajetória demonstra que a boa gestão da saúde é um elo capaz de transformar a política em bem-estar social. Salvaguardar o hospital é manter vivo o pacto de solidariedade que define a identidade pernambucana.
*Senador da República
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A presidência Sassepe estabeleceu um teto financeiro mensal para os prestadores de serviços do sistema. Em comunicado nas redes sociais, o diretor-médico do Hospital Memorial Arcoverde, Rafael Lucena, informou que a decisão do governo Raquel Lyra (PSD) já levou a suspensão de atendimentos a usuários que ultrapassaram o limite neste mês.
A restrição pode prejudicar pacientes que dependem da unidade para atendimentos de emergência, internações em UTI, tratamentos oncológicos, exames de imagem e cirurgias, obrigando-os a procurar outros serviços de saúde. Confira no vídeo.
O jornalismo esportivo gaúcho perdeu um grande personagem. Adroaldo Guerra Filho morreu, hoje, aos 70 anos. Comentarista da Rádio Gaúcha, Guerrinha ficou marcado pela versatilidade, carisma e frases de efeito. Ele estava internado no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, devido a uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.
Suas tiradas preencheram as ondas do rádio nos últimos 27 anos e as redações por quase cinco décadas. As sentenças certeiras saíam com tamanha facilidade que fazia parecer que era um homem de rádio. Embora sua ligação com o veículo remeta à sua infância devido ao trabalho do pai, foi juntando as pretinhas, como carinhosamente chamava as letras impressas nos jornais, que teve contato do primeiro ao último dia da carreira.
Leia maisGuerrinha, como era chamado pelos colegas de maior tempo de convivência, era filho da funcionária pública Ieda e do rádio-ator e comunicador da Rádio Gaúcha Adroaldo Guerra, popularmente conhecido como Vovô Guerra por apresentar um programa infantil.
“Meu pai foi artista, meu pai fazia novela e ficou conhecido como vovô Guerra pela festa com as criancinhas. Eu entrava na redação e diziam que eu era o filho do vovô”, dizia. Do pai herdou, sobretudo, o gosto pelo turfe. O jornalismo veio de charrete com a atração pelo mundo das corridas de cavalo, pois, apesar de admirar a carreira artística do pai, não imaginava que viria a ter sucesso no rádio. A cerimônia de despedida ocorrerá no Crematório Metropolitano em Porto Alegre. O velório será das 14h às 19h na sala Ecumênica. Guerra deixa a esposa, Kátia, as filhas Michelle e Karine e três netos.
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Por Cláudio Soares
O senador Flávio Bolsonaro está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal em dois inquéritos: um relacionado ao financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e outro que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. As investigações, contudo, não equivalem a denúncia, muito menos a condenação.
E é justamente aí que começa a discussão jurídica que não pode ser abafada pelo ambiente político. Flávio Bolsonaro é investigado. Não foi condenado. E, até o momento, não há notícia de denúncia do Ministério Público recebida contra ele nesses fatos.
Leia maisAinda assim, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o senador foi proibido de deixar o país e intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal. A decisão também impôs a proibição de contato com Willer Tomaz.
A pergunta que precisa ser feita, portanto, não é se Flávio Bolsonaro deve ou não ser investigado. Todo cidadão pode e deve ser investigado quando existem elementos que justifiquem uma investigação.
A pergunta é outra. Qual é o limite do poder estatal sobre a liberdade de alguém que ainda não foi denunciado, julgado ou condenado? Investigação não transforma suspeita em culpa.
A Constituição Federal é cristalina.
O artigo 5º, inciso LVII, estabelece que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.
O mesmo artigo protege o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Isso não significa que uma pessoa investigada esteja imune a medidas cautelares. É importante fazer essa ressalva jurídica.
O Código de Processo Penal admite medidas cautelares durante a investigação, inclusive a proibição de deixar o país e a entrega do passaporte. O artigo 320 prevê expressamente essa possibilidade.
Portanto, a discussão jurídica séria não é simplesmente dizer que o STF jamais poderia restringir a saída do país de um investigado. Poderia, desde que presentes os requisitos legais e constitucionais.
O ponto central é outro. A medida precisa ser necessária, adequada, proporcional, concretamente fundamentada e vinculada aos riscos da investigação ou da aplicação da lei penal.
O próprio artigo 282 do CPP estabelece que as cautelares devem observar necessidade e adequação.
E é justamente sobre isso que cabe questionar a decisão. Qual é o fato concreto que justificaria impedir Flávio de sair do Brasil? Se a justificativa é o receio de uma eventual fuga, é preciso demonstrar elementos concretos que indiquem esse risco.
Não basta transformar uma declaração de terceiro em presunção automática de que o investigado pretende fugir.
A imprensa noticiou que a decisão considerou declarações de Eduardo Bolsonaro sobre a possibilidade de Flávio deixar o país caso fosse derrotado na eleição. Flávio, por sua vez, afirma que jamais manifestou intenção de abandonar o Brasil.
É legítimo perguntar. Uma declaração política de um terceiro pode, sozinha, justificar uma das mais graves restrições à liberdade de locomoção de um cidadão?
Essa é uma questão jurídica, não partidária. O direito de ir e vir não desaparece porque existe um inquérito. A liberdade de locomoção é uma garantia constitucional.
É verdade que nenhum direito fundamental é absoluto. Mas justamente por isso qualquer restrição precisa encontrar fundamento na Constituição e na lei, além de ser proporcional à finalidade pretendida.
Se existe risco concreto de fuga, que esse risco seja demonstrado.
Se existe risco de interferência na investigação, que seja demonstrado.
Se existe risco de destruição de provas, que seja demonstrado.
Se existe risco de contato com determinado investigado capaz de comprometer a apuração, que seja demonstrado.
O que não pode existir é a substituição da prova pelo medo, da fundamentação pela suspeita e da necessidade pela conveniência.
E Contraditório e ampla defesa? Há ainda essa questão processual importante. O próprio CPP estabelece que, ressalvadas situações de urgência ou perigo de ineficácia, a parte deve ser intimada para se manifestar antes da imposição de determinada medida cautelar. Quando a decisão é tomada sem essa manifestação prévia, a excepcionalidade precisa ser concretamente justificada.
Portanto, não basta dizer que “o STF determinou, logo está juridicamente correto.”
Em um Estado Democrático de Direito, nenhuma autoridade está acima da Constituição.
Nem presidente. Nem senador. Nem deputado. Nem ministro do STF.
E isso vale inclusive quando a decisão beneficia aqueles de quem discordamos politicamente.
Aqui é preciso separar opinião política de conclusão jurídica. Eu não afirmaria por enquanto, sem analisar integralmente a decisão e seus fundamentos, que houve crime de abuso de autoridade.
Mas afirmo que é legítimo questionar se uma decisão judicial que restringe a liberdade de locomoção de um investigado sem denúncia ou condenação respeitou rigorosamente os princípios da necessidade, adequação, proporcionalidade e fundamentação concreta.
Se esses requisitos não estiverem presentes, a medida é juridicamente desproporcional e passível de contestação pelas vias processuais adequadas.
E esse questionamento não significa defender Flávio Bolsonaro. Significa defender a Constituição.
O perigo de normalizar a exceção é algo ainda mais preocupante. Hoje é Flávio Bolsonaro. Amanhã poderá ser alguém da esquerda. Depois, alguém da direita. Depois, um empresário.
Um jornalista. Um advogado. Um cidadão comum.
Direitos fundamentais não podem depender da simpatia política que temos pelo indivíduo que está diante da autoridade estatal.
Se acreditamos no devido processo legal somente quando a decisão atinge nosso adversário, não acreditamos realmente no devido processo legal.
Se defendemos a presunção de inocência somente para quem pensa como nós, não defendemos a presunção de inocência.
E se aceitamos restrições excepcionais à liberdade, simplesmente porque o investigado é politicamente indesejado, estamos ajudando a construir um Estado em que o poder passa a valer mais do que a garantia constitucional.
Investigar é dever do Estado. Condenar é outra coisa.
Flávio Bolsonaro deve prestar esclarecimentos?
Sim, se houver investigação regularmente instaurada.
Deve apresentar sua defesa?
Sim. Se forem encontradas provas de crime, deve responder perante a Justiça? Evidentemente.
Mas entre uma investigação e uma condenação existe um caminho chamado devido processo legal.
E esse caminho não pode ser encurtado pela pressão política, pela opinião pública ou pela força de quem ocupa uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.
A Constituição não diz que algumas pessoas são presumidamente inocentes. Ela estabelece uma garantia para todos.
O Estado pode investigar.
O Estado pode acusar, dentro da lei.
A Justiça pode julgar.
Mas ninguém pode ser tratado como culpado antes que a culpa seja juridicamente demonstrada.
Porque, no fim, a questão não é Flávio Bolsonaro. A questão é saber se ainda somos uma República em que a liberdade é a regra e a restrição da liberdade é a exceção -, sempre submetida à lei, à necessidade, à proporcionalidade e ao devido processo legal.
E essa é uma discussão que ultrapassa a direita e a esquerda.
É uma discussão sobre o próprio Estado Democrático de Direito.
*Advogado criminalista e jornalista
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Míriam Leitão – O Globo
A nota do governo argentino, o primeiro de um governo sobre o paradeiro de Flávio Bolsonaro, mostra que houve uma ‘operação despiste’ durante todo o dia de ontem.
Ontem, publiquei que não havia informação segura sobre o paradeiro de Flávio Bolsonaro, o que não se sabia era importante: não havia prova de saída dele do Brasil, nem de entrada na Argentina nem nos Estados Unidos. Ou seja, a não informação era um sinal de que ele estaria ainda no Brasil.
Leia maisO mistério do paradeiro de Flávio mostrava que a situação estava em aberto. Ele só saiu do país as 22h50 de ontem, ingressando pela Ponte Tancredo Neves, de apenas 500 metros de extensão, que liga Brasil e Argentina, onde o controle de fronteiras sempre foi muito poroso. É preciso investigar como ninguém viu.
O governo argentino informa que às 23h30 de terça-feira, o senador, a mulher e as duas filhas, embarcaram num voo privado, da companhia Baires Fly, com destino à Guayaquil, no Equador. De lá Flávio Bolsonaro e a família saíram esta manhã com destino à Miami, nos Estados Unidos.
Do ponto de vista político, a fuga de Flávio Bolsonaro e o vídeo de ontem do governador Tarcísio de Freitas, dizendo que a eleição acabou, agradecendo aos 60 milhões de eleitores, e também dizendo que o projeto continua, mostra que a oposição tem um novo líder.
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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, acatando pedido da Polícia Federal (PF), de mandar cancelar os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL) foi criticada por ministros do presidente Lula e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo eles, PF e Moraes jogaram “gasolina numa fogueira que estava diminuindo de intensidade” e que o ideal seria aguardar alguns dias antes de tomar qualquer medida. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Leia maisEm relação ao risco de fuga do ex-candidato do PL à Presidência da República, esses ministros avaliam que era melhor deixar que acontecesse, se esse era realmente o plano de Flávio Bolsonaro, para mostrar que ele estava fugindo da Justiça brasileira.
Agora, dizem, o senador poderá levantar o discurso de que é “vítima de uma perseguição política”. Principalmente porque a decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, principal alvo de bolsonaristas durante as eleições deste ano, resultando na eleição de uma bancada expressiva de senadores e deputados do PL no Congresso Nacional.
“Eu não teria tomado essa decisão. Vão comparar com o caso Lulinha, que saiu do Brasil e está na Espanha. O André Mendonça [relator do inquérito sobre o filho de Lula] não tomou nenhuma medida contra ele, e poderia ter feito algo semelhante”, disse reservadamente um ministro do STF.
Um ministro de Lula se mostrava irritado com a decisão de Alexandre de Moraes, destacando que ele não poderia ter tomado uma decisão dessa minutos depois de anunciado o resultado da eleição, com a vitória do presidente Lula e a derrota de Flávio Bolsonaro.
“Foi um erro político, o Moraes não poderia ter feito isso neste momento, se ele fugisse, ia ficar desmoralizado. Agora ele vai vestir o figurino de vítima”, afirmou o ministro de Lula.
Flávio Bolsonaro, de fato, deixou o país com a família rumo aos Estados Unidos. Segundo interlocutores, o voo partiu da Argentina, teve breve escala no Equador e seguiu com destino a Miami.
A aeronave decolou às 6h22, no horário de Brasília, e segue rumo aos EUA, onde está previsto para chegar ao aeroporto Opa-locka Executive, em Miami, por volta das 10h40, segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware.
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