Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Por Cláudio Soares*
A declaração de Paulo Figueiredo é grave. Segundo ele, um aliado próximo de Flávio Bolsonaro estaria repassando ao Supremo Tribunal Federal informações sobre os passos do senador. Figueiredo afirma saber quem seria essa pessoa, mas, até agora, não apresentou publicamente o nome nem provas que permitam verificar a acusação.
E é justamente aí que começa o problema.
Se existe prova objetiva de que alguém do círculo de Flávio Bolsonaro estava fornecendo informações ao STF, que se apresente o nome, os fatos e as evidências. O que não se pode fazer é lançar uma acusação no ar e deixar dezenas de pessoas sob suspeita.
Leia maisPorque, quando não há nome, abre-se espaço para a especulação. E começam a surgir, nas redes sociais e nos bastidores, nomes de políticos como Tarcísio de Freitas, Cleitinho, Ricardo Nunes, Ronaldo Caiado e Nikolas Ferreira. Não há, até o momento, prova pública de que qualquer um deles seja o suposto informante mencionado por Figueiredo. Transformar especulação em acusação seria irresponsável.
Mas a declaração revela algo politicamente muito mais profundo. A dificuldade do bolsonarismo em conviver com aliados que desenvolvem trajetória própria é algo estarrecedor.
Há precedentes que alimentam essa crítica. Gustavo Bebianno, ex-ministro e antigo aliado de Jair Bolsonaro, rompeu com o presidente e morreu em 2020, aos 56 anos, em sua casa, em Teresópolis -, morte cuja circunstância gerou especulações, embora não exista prova de relação com o rompimento político. Joice Hasselmann, deputada federal que rompeu publicamente com Bolsonaro, quis disputar o Senado por São Paulo em 2022 e foi preterida. E, em Santa Catarina, a entrada de Carlos Bolsonaro na disputa pelo Senado, impulsionada pelo próprio Jair Bolsonaro, atropelou a articulação que envolvia o aliado histórico Esperidião Amin.
São episódios diferentes e não devem ser artificialmente colocados no mesmo saco. Mas ajudam a explicar uma percepção política que vem crescendo. No entorno do clã Bolsonaro, a lealdade parece ter prazo de validade quando entra em conflito com os interesses da família.
E agora aparece uma pergunta ainda mais incômoda. O bolsonarismo quer realmente construir uma direita ampla ou pretende manter sob controle absoluto a liderança da direita brasileira?
Uma direita democrática deveria ser capaz de produzir novas lideranças, aceitar divergências, discutir projetos e permitir que diferentes nomes disputassem legitimamente a Presidência da República.
O problema começa quando todo aliado que pensa diferente passa a ser tratado como traidor. Essa lógica destrói pontes, produz ressentimentos e transforma divergência política em guerra pessoal.
Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Nikolas Ferreira, Cleitinho e outros nomes que ganharam projeção nacional não precisam ser adversários dos Bolsonaro. Podem ser aliados, concorrentes ou simplesmente integrantes de uma direita plural.
Mas ninguém deveria precisar pedir autorização à família Bolsonaro para existir politicamente. A direita brasileira não pertence aos Bolsonaro. Nem aos seus filhos. Nem a nenhum outro grupo familiar.
Pertence aos milhões de brasileiros que se identificam com suas ideias. Se existe um “traidor” no caso denunciado por Paulo Figueiredo, que se apresente o nome. Se existem documentos, mensagens ou provas, que sejam colocados sobre a mesa.
O que não é aceitável é transformar suspeita em sentença e aliados em alvos. Porque acusação sem prova não é jornalismo. É especulação.
E há uma ironia nisso tudo. Um movimento político que reclama constantemente de perseguição não deveria reproduzir dentro da própria direita a lógica da suspeita permanente.
Se a família Bolsonaro quiser continuar sendo protagonista da direita brasileira, terá de compreender uma regra elementar da democracia, aliado não é propriedade, divergência não é traição e liderança política não é herança familiar.
Caso contrário, o maior adversário do bolsonarismo poderá continuar sendo aquilo que ele próprio criou, a incapacidade de conviver com quem um dia esteve ao seu lado, mas decidiu caminhar com as próprias pernas.
*Advogado e jornalista
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A Livraria Jaqueira do Recife Antigo recebe, hoje, a partir das 17h, o lançamento do livro “O Dragão sob o céu: Direito, Soberania e Socialismo na China”, escrito pelo professor e jurista Silvio Almeida. Silvio também é doutor e pós-doutor pela USP e ex-ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Publicado pela Editora Contracorrente, o livro investiga a história do pensamento político e jurídico da China – do confucionismo e legalismo à contemporaneidade – examinando como o país reconstruiu sua soberania e utiliza o Direito como instrumento de desenvolvimento nacional e projeto socialista.
Em entrevista à Folha de Pernambuco, a jornalista Kátia Cubel, da Engenho Comunicação, de Brasília, responsável pela promoção do primeiro Festival Nacional de Jornalismo no Recife, afirmou que o bom jornalismo é o melhor remédio para evitar a propagação de fake news.
Por que o Recife foi escolhido para sediar a primeira edição do festival fora de Brasília?
Recife é uma cidade de ponta, onde se trabalha com inovação, educação e transformações da nossa sociedade. Por isso, a primeira cidade escolhida para o Festival de Jornalismo sair de Brasília e ganhar o país foi o Recife.
Leia maisPernambuco sempre exportou grandes jornalistas para Brasília. Quando cheguei por lá, já tinha Antônio Martins, já tinha Noblat, já tinha muita gente boa atuando…
Com certeza, até hoje tem. Você (Magno) é um exemplo, um dos jornalistas mais prestigiados do Brasil, com maior credibilidade. E hoje tivemos aqui outro pernambucano que está em destaque, o jornalista Breno Pires.
O Breno é um dos repórteres investigativos mais premiados do Brasil. Hoje, ele atua na revista Piauí e descobriu, por exemplo, as emendas Pix, as emendas secretas no orçamento. Enfim, é um jornalista formado pela Universidade Federal de Pernambuco, que também esteve conosco. É importante ressaltar que esse encontro tem sua relevância porque traz para os futuros jornalistas toda a experiência, toda a bagagem de profissionais que já estão no mercado e que podem acelerar a formação e aprimorar a capacitação dos futuros jornalistas para dar sequência ao jornalismo brasileiro.
Seu objetivo é despertar os estudantes de jornalismo?
Esse é um dos objetivos do encontro. O jornalismo é e continuará sendo a profissão que constrói, no dia a dia, a história que ficará para a posteridade. Então, todos os dias se escrevem capítulos do que acontece, dos fatos mais importantes em todas as áreas, e quem vai continuar a exercer esse ofício é o jornalista. Então, cabe a nós, que já estamos no mercado, que enfrentamos todas as dificuldades de um principiante, que saímos dos bancos das faculdades para batalhar por emprego, pelo mercado de trabalho e pela nossa subsistência através do jornalismo, compartilhar essas experiências já adquiridas e reforçar a formação acadêmica com experiências práticas, éticas e comportamentais que só o dia a dia da profissão agrega. Neste evento, conseguimos reunir aqui quase duas dezenas de profissionais em Pernambuco, no Recife, para transmitir todo esse legado, toda essa experiência e fazer esse encontro lindo com universidades de Pernambuco. Veio também a Universidade Federal da Paraíba. Enfim, um encontro muito bonito, pela primeira vez aqui no Recife, que queremos repetir em 2027.
Como é que você avalia a qualidade das faculdades brasileiras de jornalismo?
A educação é um desafio no Brasil. É o que as pessoas mais apontam como um motor para desenvolver o país de vez, e eu acredito que todos nós temos que contribuir. É um problema sistêmico; não é a faculdade que tem um gargalo maior ou menos desafios. O desafio está em todas as fases da formação de um estudante, de um profissional brasileiro. A gente tem um país imenso, com 215 milhões de pessoas, enormes desigualdades sociais por todo o país, e os desafios, segundo a neurociência, começam com a alimentação.
Eu sei das suas preocupações com o futuro do jornalismo no País e do seu poder de sedução. Sei que os jornalistas vieram ao evento sem nenhum cachê.
Ao contribuir, fazermos ações como essa, em que 15 profissionais consagrados, entre eles você, se unem gratuitamente, sem que ninguém receba cachê ou seja remunerado pela tarde que passou aqui trabalhando nesse compartilhamento, estamos também nos responsabilizando por esse quesito da educação dos futuros profissionais e contribuindo para a evolução da educação no Brasil. Todos nós temos essa responsabilidade, e o que promove uma transformação social, que leva o brasileiro a pedir mudanças, avanços e novos parâmetros no nosso dia a dia, é cada um de nós se responsabilizar e fazer o que pode de melhor para que tudo avance e para que a cidadania e a democracia continuem a andar adiante aqui no Brasil.
O que mudou no jornalismo brasileiro com o advento da era digital?
A gente vive hoje um sistema de transformação constante. Nem o jornalista que está no mercado nem o futuro jornalista, aquele que está nos bancos das universidades, sabe exatamente quais serão os meios de comunicação com que vamos alcançar a população de forma mais efetiva. Então, a sociedade está em transformação permanente e a gente, para se encaixar, continuar e seguir adiante nesse ambiente constante de mudanças, tem que estar atento e sempre fazer essa troca. Do que a gente fazia no jornalismo, devem subsistir os parâmetros da equidade, da isenção, do direito de todos se manifestarem e, principalmente do compromisso com a veracidade da informação.
Como o bom jornalismo é o remédio para as fakes?
Hoje, a gente vive num ambiente permeado de fake news, em que o jornalismo é um dos remédios. A expressão que a própria Unesco e a ONU usam é “jornalismo íntegro”: aquele jornalismo realizado por jornalistas que têm metodologia, compromisso com a sociedade e que serve para o desenvolvimento do pensamento crítico, para impulsionar o que a cidadania deve promover por meio de uma profissão tão honrosa, tão necessária e tão estratégica numa sociedade democrática, como é a profissão do jornalista. O jornalismo íntegro é exercido também como remédio no combate às fake news.
A questão da inteligência artificial. O quanto ela ajuda e o quanto prejudica no exercício da profissão?
Todas as ferramentas tecnológicas são, mais ou menos, como uma biruta lá do aeroporto. A biruta é aquela peça que parece um coador gigante, que fica nos aeroportos para indicar a direção do vento.
As ferramentas estão aí; o vento somos nós. Somos nós que sopramos. Há tendências porque todas essas ferramentas são colocadas no mercado por empresas chamadas big techs.
E o nosso cuidado é, principalmente, supervisionar o uso da inteligência artificial. No jornalismo, elas já estão sendo usadas, mas não como geradoras de matéria-prima, e sim como um serviço adicional para dar celeridade ao que o jornalista produz.
Qual a IA que os grandes jornais usam?
Nós conhecemos, neste semestre, toda a inteligência artificial que a Folha de S.Paulo, por exemplo, está usando. E o melhor caminho para o jornalismo e para todas as atividades é entender que a inteligência artificial é uma ferramenta que está a serviço da humanidade, mas tem que estar sob a supervisão, o cuidado e a atenção do profissional que a utiliza.
E não só para fazer fake news, né?
Olha, esse problema das fake news é muito grave no Brasil. É um problema que assola idosos, crianças e outras pessoas, e a OMS até indica que muitos dos problemas de saúde mental que estamos enfrentando no Brasil são causados por fake news. São problemas causados por fake news. A gente aqui no Brasil vive nesse país que tem tantas maravilhas.
O Brasil é campeão em notícias falsas?
O Brasil é campeão mundial em produção de fake news. Pior ainda, é campeão em número de pessoas que acreditam nas fake news. E isso requer o quê? Educação midiática. Requer o esforço de políticas públicas e o esforço da gente que está na seara do jornalismo para educar a população, levando o que se chama de educação midiática. Nós recebemos no Festival de Jornalismo uma das maiores autoridades brasileiras no combate às fake news, que é Patrícia Blanco.
Patrícia Blanco é presidente do Instituto Palavra Aberta. Patrícia Blanco é presidente do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional e é a protagonista, no Brasil, da inserção desse debate no cotidiano da população há mais de uma década, nos anos de 2012, 2013 e 2014. Foi ela que bateu à porta do Tribunal Superior Eleitoral lá atrás, em 2013, para alertar sobre o perigo das fake news na interferência nas eleições.
O bom jornalismo exige então muita atenção para não cair em fakes…
Então, todo esse ambiente em que há muita possibilidade de a mentira prosperar é um ambiente em que nós temos que trabalhar com mais efetividade no jornalismo, na elaboração de políticas públicas, na regulação e responsabilização das redes sociais e no uso moderado das redes sociais pelos pais, que devem cuidar dos seus filhos na hora de colocar um celular em suas mãos. Por quê? Porque temos inúmeros estudos hoje que mostram que as fake news e as redes sociais, por meio de muitas ações de pessoas mal-intencionadas, criminosos digitais e bandidos, inclusive matam, além de causar danos horrorosos. O Brasil também ostenta a triste estatística de ser campeão mundial em golpes digitais. Isso tudo chama a atenção para a necessidade de programas de educação midiática que precisam ser implementados tanto na rede pública de ensino como nas escolas particulares, para que professores sejam capacitados para também orientar as famílias brasileiras e pessoas de todas as faixas etárias.
O escândalo do INSS é uma consequência de uma fake?
Sim, o golpe do INSS, que prejudicou tantos aposentados, nasce de uma hipossuficiência digital. E essa hipossuficiência digital acaba permeando o ambiente de várias brechas que levam às fake news. E o jornalismo é mundialmente reconhecido como remédio contra essas mentiras que circulam no ambiente digital, nos grupos de WhatsApp, e que causam tantos danos econômicos, sociais, de saúde e pessoais, além de levarem e provocarem suicídios e doenças mentais. Ou seja, é uma epidemia no combate à qual todos nós temos que nos unir para ajudar.
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Vergonha nacional
A fuga sorrateira do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos passa à história como um dos capítulos mais vergonhosos da história nacional republicana. Ele desrespeitou não apenas a ordem judicial para entregar seus passaportes, 59 milhões de brasileiros que saíram de casa para votar nele.
Ao publicar, na chegada ao autoproclamado “exílio” nos Estados Unidos, uma carta contestando o resultado da eleição e se proclamando “presidente eleito” do Brasil (ou “líder”, numa versão corrigida), deu prova não apenas de desconexão absoluta da realidade, mas do mesmo DNA golpista que levou à cadeia seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tramar uma insurreição depois de perder a eleição de 2022.
Leia maisAs instituições brasileiras voltaram a dar demonstração de força quando o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, confirmou o resultado das urnas. O próprio partido de Flávio, o PL, reconheceu a derrota, bem como União Brasil, PP e legendas de sua coalizão. Foram declarações oportunas, mas felizmente nem teriam sido necessárias.
Desta vez, não há multidões acampadas diante de quartéis, nem uma conspiração em curso. A carta de Flávio, em cuja primeira versão até o nome e o brasão da República estavam errados, caiu no ridículo. Sua atitude foi rechaçada pelos próprios aliados, perplexos diante da mistura de covardia, prepotência e parvoíce. De modo rude, o pastor Silas Malafaia classificou os filhos de Jair Bolsonaro de “jumentos”.
“Faz carta, fala bobagem depois corrige”, disse a seguidores. Com sensatez, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tentou se afastar do bolsonarismo: “O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel”, disse.
Trapalhão – Em sua carta, Flávio deixou claro que não está à altura de liderar essa oposição. No texto, ele tem o desplante de se comparar a lideranças históricas levadas ao exílio por necessidade. “Charles de Gaulle liderou a França a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy”, escreveu. “José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York. Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista”. Que ridículo!

Acusações graves – Contra nenhum desses personagens, contudo, havia acusações remotamente próximas às que pesam contra Flávio. Ele é investigado em dois inquéritos no Supremo. O primeiro apura o destino do dinheiro que pediu a Daniel Vorcaro, artífice da maior fraude bancária da História brasileira, alegadamente para financiar um filme sobre seu pai. O segundo, aquele que levou a Polícia Federal a pedir recolhimento de seus passaportes, deslinda seu envolvimento no esquema de lavagem de R$ 5 bilhões em dinheiro de apostas que levou ao pedido de prisão contra seu amigo Willer Tomaz, advogado foragido na mesma Miami onde Flávio pousou com a família.
E ainda por cima mente – O roteiro mirabolante de seu trajeto até lá – com manobras de despiste, a declaração mentirosa de que entregaria os passaportes, a cooperação de aliados do argentino Javier Milei e a promessa de visto do governo Donald Trump – supõe planejamento prévio. Não apenas havia risco de fuga, como afirma a ordem judicial; a fuga de fato ocorreu. Para o Brasil, o melhor a esperar do episódio é que resulte numa oposição mais madura e mais democrática do que o patético bolsonarismo.
Trump ajudou e protegeu – A fuga se deu com ajuda de Donald Trump, de acordo com o The New York Times. Segundo a publicação, o jato usado pelo ex-candidato e sua família foi providenciado por um funcionário da Casa Branca. Flávio voou na noite de terça-feira da Argentina para o Equador para reabastecimento e, em seguida, viajou para Miami. O uso da aeronave particular foi organizado por Jason Miller, funcionário de comunicações da Casa Branca, informou o jornal americano. O plano de fuga foi posto em prática na segunda-feira, depois que Flávio foi informado de que deveria entregar seus passaportes. A medida cautelar havia sido dada na véspera pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o NYT, Eduardo Bolsonaro manteve contato com Miller assim que o irmão foi intimado a entregar os documentos.

Alcolumbre já tem adversário – O PL marcou uma reunião para a próxima quarta-feira com parlamentares em exercício e eleitos para definir a posição da sigla sobre a disputa dos comandos das Casas legislativas. O plano é lançar, no mesmo dia, Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à Presidência do Senado. O senador deve disputar o posto com o atual presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que já se articula para se manter no cargo. O senador tem usado a oferta de gabinetes para atrair apoio de parlamentares e já acenou com a possibilidade de discutir o indulto a Jair Bolsonaro, como informou o jornal O Globo.
CURTAS
ÁGUA FRIA – O lançamento da candidatura de Marinho seria uma maneira de abastecer a tropa bolsonarista, que tomou um banho de água fria com a fuga de Flávio para os EUA. Como há 54 senadores de direita, o senador potiguar tem chances de derrotar Alcolumbre.
FORA DO BLOCO – A bancada do PT na Câmara pediu a Hugo Motta (Republicanos-PB) que o PL fique fora do bloco partidário que apoia a recondução do parlamentar à frente da Câmara, num movimento para isolar o partido de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A iniciativa ocorre após o crescimento expressivo da legenda no Congresso, que terá a maior bancada na Câmara (121 deputados) e no Senado (28 senadores).
ABRIU O JOGO – O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu, ontem, em entrevista ao Estadão, disputar a sucessão de Lula em 2030. “A gente tem que ver qual é o cenário de momento e, claro, vou terminar o segundo mandato aqui no estado de São Paulo. Terminando bem o segundo mandato, obviamente abre uma possibilidade (de disputar a Presidência). Mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, não sozinho”, afirmou.
Perguntar não ofende: A proteção americana impede a prisão de Flávio fujão?
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A convite do presidente da Câmara de Olinda, Saulo Holanda (MDB), fiz, há pouco, no plenário da Casa, uma palestra sobre a surpreendente virada do presidente Lula (PT) no segundo turno, impondo uma derrota acachapante sobre Flávio Bolsonaro (PL), com mais de 4 milhões de votos de frente.

O público presente participou ativamente do debate após a minha explanação, que trouxe números não apenas do que as urnas falaram na corrida presidencial, mas também na composição do novo Congresso, passando também pela eleição dos governadores.
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“Um debate importante, que nos enriqueceu bastante”, disse o presidente da Câmara e anfitrião. Para o vereador Vlademir Labanca (PV), a palestra gerou uma discussão saudável e democrática, que devia ser estendida a todo o Estado. “Gostei muito e saí muito mais informado com os bastidores trazidos ao debate pelo palestrante”, afirmou.

Presente ao evento, o jornalista Pedro Tinoco, do site Observatório de Olinda, não apenas contribuiu com suas intervenções inteligentes, como fez colocações bem interessantes sobre a pauta em debate. “Sai impressionado com os dados trazidos por Magno para um debate muito oportuno”, afirmou.
A Bandeirantes Mídia Exterior desenvolveu um projeto exclusivo de customização de painel de LED para o Assaí Atacadista, na Avenida Governador Flávio Ribeiro Coutinho, em João Pessoa. A estrutura recebeu as cores da marca e apliques em 3D, com o objetivo de ampliar o impacto visual da campanha e a visibilidade da empresa em uma das vias de circulação da capital paraibana. Segundo a empresa, o painel alcança milhares de veículos diariamente.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu, hoje, devolver as investigações no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, ao ministro André Mendonça.
Fachin optou, no entanto, por manter “em caráter excepcional e provisório” na Presidência Corte as investigações realizadas pela Operação Compliance Zero, que trata das suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master.
Leia maisOs procedimentos das duas investigações haviam sido remetidos a Fachin no dia 12 de setembro, após a identificação de citações a autoridades com prerrogativa de foro, incluindo integrantes da própria Corte, e do envio de representação pelo ministro Alexandre de Moraes.
A representação enviada por Moraes apontava supostos indícios de irregularidades no exercício da relatoria de ambas as operações, àquela altura, conduzidas por Mendonça.
Caso Master
Fachin decidiu pela manutenção do caso Master na Presidência pelo prazo máximo de 90 dias, contados a partir de 12 de setembro – ou até que ocorra um dos seguintes eventos:
O julgamento foi suspenso no dia 15 de setembro. O mérito do caso, ou seja, se o plenário vai abrir uma investigação ou não sobre Moraes, ainda não começou a ser analisado. Os ministros analisaram uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes e pelo ministro Flávio Dino.
A questão tratava da união dos processos relacionados ao caso, a redistribuição da relatoria por sorteio e a abertura de prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu a sessão, que terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.
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O Globo
O número de denúncias de assédio eleitoral no Ministério Público do Trabalho (MPT) já chegou a 1.140, após políticos, empresários e influenciadores de direita incentivarem nas redes sociais a demissão de funcionários que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diante do movimento, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que as empresas que cometerem essa ilegalidade terão restrição de acesso a créditos públicos.
As denúncias registradas no MPT das 23h59 do último domingo, quando houve o segundo turno, até a noite de quarta-feira correspondem a cerca de 30% do total recebido pela instituição em todo o ano. Até o fim do primeiro turno, o MPT havia recebido 991 queixas. No segundo turno, foram registrados 946 novos casos e mais 1.140 denúncias após a eleição.
Leia maisEm paralelo, há estímulo a boicote de estabelecimentos cujos proprietários declararam voto no petista. De acordo com Marinho, o governo estuda a criação de uma lista suja de empresas que cometem assédio eleitoral no Brasil, incluindo pressão ou demissão por conta de opção política. A partir da lista, poderia haver sanções como restrição a crédito.
Ele não explicou, no entanto, como seria feita a lista ou como seriam comprovadas as denúncias. O governo tem uma lista suja de empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão, mas, para figurar nela, há uma investigação prévia in loco. Também há abertura de processo administrativo contra a empresa, e ela tem direito a ampla defesa.
“O objetivo é poder, além das providências, ter uma lista que a gente possa mostrar para a sociedade que tem empresas cometendo ilegalidades de eventual crime contra o trabalhador”, afirmou em coletiva na quarta-feira. De acordo com ele, o Banco Central informaria a rede financeira do país sobre quem violasse o princípio democrático de livre escolha dos representantes. Clique aqui e confira a matéria completa.
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O advogado e vice-presidente da OAB-GO (Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás), Thales José Jayme, foi às redes sociais, no domingo, para afirmar que se os apoiadores do presidente Lula “fossem colocados em um saco e jogados no rio, o prejuízo seria a perda do saco”. As informações são do portal UOL.
A declaração foi feita em forma de comentário a um post no Instagram que trazia a fotos de eleitores do PT comemorando o resultado da eleição na Praça Universitária, em Goiânia. Além de vice-presidente da entidade, Thales Jayme também é presidente do Country Clube de Goiás.
Leia maisA repercussão negativa da declaração levou o advogado a pedir desculpas, mas apenas três dias após a postagem. “Peço desculpas a toda a sociedade pelo comentário publicado nas redes sociais”, escreveu o advogado, que ainda disse ser contra todas as formas de violência e respeitar o direito de cada um de expressar suas opiniões e fazer suas escolhas políticas com liberdade e segurança.
Jayme também afirmou que o post publicado não representa a OAB-GO, que reúne pessoas com diferentes convicções, mas unidas pelo compromisso com a defesa das prerrogativas da advocacia.
Segundo define o próprio site da entidade, faz parte do SDP (Sistema de Defesa das Prerrogativas) a apreciação de queixas referentes a ameaças, afrontas ou lesões às prerrogativas e direitos dos inscritos na ordem. Casos promovidos pelos próprios integrantes, no entanto, não são citados.
Em nota, a direção afirmou que opiniões pessoais, inclusive as de membros da gestão, não representam o pensamento da instituição. “A OAB-GO é contrária a toda e qualquer forma de intolerância e hostilidade, venha de onde vier. A defesa do Estado democrático de Direito passa pelo respeito à escolha popular e pela convivência civilizada entre quem pensa diferente. A divergência é legítima e necessária. Cabe a todos debatê-la com respeito, no campo das ideias, sem ofensas nem extremismos”.
A entidade, no entanto, não respondeu se o atual vice-presidente responderá a algum processo disciplinar a ser conduzido pelo Tribunal de Ética e Disciplina, que, segundo o Código de Ética e Disciplina da OAB, pode ser instaurado de ofício em função de conhecimento do fato por fonte idônea.
Presidente do PT-GO e eleita deputada federal, Adriana Accorsi afirmou que vai denunciar o caso à Justiça, juntamente com outros episódios de violência registrados no estado contra petistas. “Vem me jogar no saco e jogar no lixo. Aqui é polícia, estou te esperando”, disse Adriana, que é delegada de polícia.
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Durante agenda na Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), na Espanha, a governadora Raquel Lyra (PSD) assinou um Memorando de Entendimento (MoU) voltado ao fortalecimento institucional e à modernização administrativa da gestão cultural pernambucana. A parceria firmada estabelece o aprimoramento dos 17 equipamentos culturais sob gestão direta do Estado, que incluem museus, cinemas, centros culturais e teatros. As informações são do Diário de Pernambuco.
Com vigência inicial de três anos, o Memorando de Entendimento prevê a criação de um Grupo de Trabalho nos próximos 30 dias. Entre as iniciativas previstas estão a avaliação para a instalação de um laboratório da escola digital Co.liga, no antigo Liceu de Artes e Ofícios, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a oferta de bolsas no Diplomado de Gestão Cultural na Ibero-América, vinculado à Universidade Complutense de Madrid, voltada a gestores locais, e a adesão a redes internacionais de cooperação cultural.
“Somos um povo que carrega tradições, saberes, ritmos e manifestações artísticas que atravessam gerações e que fazem parte não apenas da nossa história, mas também daquilo que queremos construir para o futuro”, declarou a chefe do Executivo estadual.
Blog da Folha
O deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) teve a prisão preventiva decretada, hoje, pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), por meio da 15ª Vara Criminal da Capital. Eleito para o primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), com mais de 49 mil votos, no último dia 4 de outubro, Emerson Jhuan Pereira do Nascimento se tornou conhecido pela divulgação de vídeos nas redes sociais em que se apresenta como combatente de organizações criminosas do estado.
No documento que em que expediu a prisão, o juiz Albérides Nicéas de Albuquerque Filho especifica que Emerson infringiu o artigo 158 do Código Penal, que versa sobre a prática de extorsão. O influencer vinha sendo investigado por envolvimento em um suposto esquema de extorsão contra uma mulher vítima de violência doméstica.
Leia maisO partido ao qual Emerson está filiado, MDB, se manifestou por meio de nota enviada à imprensa. No comunicado, a sigla informa que aguarda esclarecimentos das autoridades. Confira a nota na íntegra:
NOTA OFICIAL
O MDB de Pernambuco tomou conhecimento, por meio da imprensa, de informações relacionadas ao mandado de prisão envolvendo o deputado estadual eleito Emerson Freitas.
O partido acompanhará o caso e aguardará os esclarecimentos das autoridades competentes, reafirmando seu respeito ao devido processo legal, ao amplo direito de defesa e à presunção de inocência.
MDB Pernambuco
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Clique no vídeo e veja meu editorial de hoje no Frente a Frente sobre a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, após a derrota na eleição presidencial. O Frente a Frente é transmitido pela Rede Nordeste de Rádio para mais de 40 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia.
