Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE), Áureo Cisneiros, recebe hoje (21), às 20h, o Título de Cidadão Caruaruense, em solenidade na Câmara de Vereadores de Caruaru, no Agreste. A homenagem foi proposta pelo vereador Mano do Som (PDT).
Áureo foi reeleito presidente do SINPOL-PE em setembro de 2026 e iniciou o quarto mandato à frente da entidade. Sua atuação sindical é voltada a pautas como melhores condições de trabalho, valorização profissional, recomposição do efetivo e reivindicações relacionadas ao funcionamento da Polícia Civil de Pernambuco.
O vereador Samuel Salazar (MDB) está eleito presidente da Câmara Municipal do Recife, nesta quarta-feira (21), para suceder Romerinho Jatobá (PSB), que encerra o biênio e renunciará ao mandato para ser deputado estadual. Salazar é líder do Governo e, junto com os demais integrantes da Mesa Diretora, tomará posse no dia 4 de janeiro de 2027.
O segundo cargo mais importante do Legislativo, a Primeira Secretaria, ficará com Marco Aurélio Filho (PV). A Mesa ainda será composta por Ana Lúcia (Republicanos), na 1ª vice-presidência; Hélio Guabiraba (PSB), na 2ª vice; Fred Ferreira (PL) na 3ª vice; Gilberto Alves (PRD) como 2º secretário; e Carlos Muniz (PSB), na 3ª secretaria. As suplências ficaram com Natália de Menudo (PSB) e Chico Kiko (PSB). As informações são do Blog Dantas Barreto.
Leia maisApesar da tentativa de consenso para formação de chapa única, a vereadora Andreza Romero (PSB) obteve um voto para a presidência do Legislativo. Samuel Salazar recebeu um voto para 1º vice; Zé Neto (PSB) também um para 2º vice; e Kari Santos (PT) ficou com quatro para 3ª vice. Alef Collins obteve um voto (PP) e Osmar Ricardo (PT) ficou com dois para as suplências.
Nova Mesa Diretora:
Presidente: Samuel Salazar (MDB)
1ª vice: Ana Lúcia (Rep)
2º vice: Hélio Guabiraba (PSB)
3º vice : Fred Ferreira (PL)
1º secretário: Marco Aurélio Filho (PV)
2º secretário: Gilberto Alves (PRD)
3º secretário: Carlos Muniz (PSB)
1º suplência: Natália de Menudo (PSB)
2ª suplência: Chico Kiko (PSB)
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A penúltima pesquisa Quaest antes do segundo turno mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve ampla vantagem contra Flávio Bolsonaro (PL) no Nordeste, enquanto o senador permanece à frente nas demais regiões do país. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, menos de uma semana antes do retorno dos brasileiros às urnas.
No Sudeste, Flávio marca 48% das intenções de voto, enquanto 39% dizem votar em Lula. A distância entre eles caiu em uma semana — eles marcavam 49% e 38%, respectivamente. Já no Nordeste, o petista manteve 61% e o bolsonarista variou de 32% para 31%. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNo Sul, por sua vez, o senador permanece com 61% e Lula variou de 30% para 28%. Já nas regiões Centro-Oeste e Norte, Flávio variou de 50% para 49% e o petista passou de 42% para 41%.
Ao longo da campanha, ambos os candidatos intensificaram agendas no Sudeste e Nordeste. Enquanto Flávio atua para manter a dianteira na região com maior eleitorado do país, o petista atua para preservar a ampla vantagem no berço eleitoral do PT.
A pesquisa também mostra Flávio criando vantagem entre os jovens, mas perdendo espaço na faixa etária mais numerosa do instituto, que inclui os brasileiros de 35 a 59 anos.
Além do recorte por idade, a sondagem mantém alguns padrões. O presidente Lula vai melhor entre as mulheres, e Flávio, no eleitorado masculino.
Na leitura por renda, o petista segue como o preferido dos mais pobres, embora tenha oscilado dois pontos para baixo, e é citado por 51% dos que ganham até dois salários mínimos por mês. O bolsonarista tem 37%. Já entre os mais ricos acontece o oposto: Flávio segue à frente, mas variou para baixo e tem 50%, contra 39% do candidato à reeleição.
Os pesquisadores da Quaest foram às ruas entre os dias 17 e 20 de outubro. Ocorreram 2.154 entrevistas, feitas pessoalmente.
O levantamento, contratado pelo jornal OGLOBO e pela TV Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro junto à Justiça Eleitoral foi feito sob o código BR-08535/2026.
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Pesquisa Quaest desta quarta (21) mostra que uma eventual volta dos Bolsonaro ao poder é o que mais amedronta a população. Essa foi a resposta de 44% dos entrevistados, enquanto 42% temem a reeleição de Lula. As duas opções, porém, estão tecnicamente empatadas, dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais. O levantamento foi contratado pelo GLOBO e pela TV Globo.
Essa disputa sempre esteve acirrada desde o início da série histórica da Quaest presidencial, em janeiro. Mas a última vez que o medo dos Bolsonaros aparecia numericamente à frente foi na pesquisa de 14 de agosto: 45% x 41%. Desde então, foram sete edições com o medo de Lula à frente, ou empatado. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNa última pesquisa, há uma semana, houve um empate: 43% temiam mais o retorno dos Bolsonaro e 43% a reeleição de Lula.
As maiores diferenças regionais nesse segmento da pesquisa aconteceram no Sudeste e no Centro/Oeste Norte, enquanto a vantagem pró Lula no Nordeste e pró Bolsonaro no Sul oscilaram pouco. Nessa edição, 43% dos entrevistados do Sudeste responderam que temem mais a reeleição do Lula, e 41% a volta dos Bolsonaro, um empate técnico. Há uma semana, as porcentagens eram, respectivamente, 47% e 40%.
Na região Centro Oeste/Norte, a distância também diminuiu bastante: 46% temem mais Lula e 42% Bolsonaro. Há uma semana, os valores respectivos eram 47% e 37%.
No Nordeste, 56% temem mais os Bolsonaro e 33% a reeleição. Já no Sul, a dinâmica se inverte: 52% temem mais Lula e 33% outro mandato bolsonarista.
No recorte por gênero, houve pouca alteração. A maior diferença percentual foi a queda do medo da reeleição do Lula entre mulheres: de 38% para 35%.
O atual presidente melhorou também entre eleitores com Ensino Superior e mais ricos (que recebem mais de cinco salários mínimos). Nesses dois grupos, o medo de sua reeleição diminuiu, respectivamente, de 52% para 45%, e de 55% para 47%.
O resultado entre evangélicos também foi favorável a Lula. O medo de sua reeleição, que afetava 56% desse grupo na pesquisa anterior, agora oscilou para 53%, dentro da margem de erro de cinco pontos. Mas o medo do retorno dos Bolsonaro entre evangélicos avançou fora da margem de erro: de 27% para 33%.
Uma grande redução de medo de reeleição de Lula aconteceu, ainda, entre o grupo denominado de “direita não bolsonarista”. Na pesquisa anterior, 91% deles temiam a vitória Lulista. Agora a porcentagem caiu para 82%. Até entre os bolsonaristas houve diminuição relevante: de 94% para 87%.
Após as falas de Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Bolsonaro, sobre proposta de transição de dois anos para saída do Bolsa Família, beneficiários do programa social passaram a temer ainda mais um retorno da família Bolsonaro ao poder.
Segundo a pesquisa, 63% dos pesquisados nesse segmento têm medo de uma vitória bolsonarista, contra 23% que temem mais a reeleição de Lula. Na edição anterior, os números eram, respectivamente, 58% e 29%.
A pesquisa Quaest desta quarta mostrou um cenário de empate nas intenções de voto. Na espontânea, ambos os candidatos marcaram 40%. Já na estimulada, Flávio Bolsonaro marcou 45% e Lula 44%.
A Quaest ouviu 2.154 eleitores entre os dias 17 e 20 de outubro. Registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-08535/2026, o levantamento tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
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A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno por apenas um ponto percentual (45% a 44%), configurando empate técnico entre os candidatos à Presidência da República. Para Felipe Nunes, a virada do petista só acontecerá se a campanha conseguir reduzir a alienação eleitoral, assim como fez Dilma Rousseff em 2014.
Segundo o diretor da Quaest, alienação eleitoral é a soma do número de abstenções e dos votos nulos e brancos. No primeiro turno das eleições 2026, foram mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas e quase seis milhões que não escolheram nenhum dos candidatos disponíveis. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisEm 2022, a soma das abstenções e dos nulos e branco caiu somente 0,21% entre o primeiro e o segundo turno. Em 2014, a alienação eleitoral caiu mais de um ponto, o que permitiu a virada da Dilma no segundo turno. Apesar de a candidata do PT ter vencido Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno, ela saiu atrás do candidato tucado nas pesquisas de segundo turno.
— Se o nível da alienação eleitoral esperada para esse ano for próxima à de 2014, a mudança entre o primeiro e o segundo turno, há chance sim de o Lula fazer essa a virada. A Dilma virou na última semana por causa da queda da alienção eleitoral. O PT em 2014 conseguiu fazer o eleitorado que não votou em ninguém a escolher a Dilma. Isso para mim é mais decisivo do que olhar só para a taxa de abstenção — disse Nunes, completando. — O incumbente que conseguiu virar foi a Dilma quando a alienação caiu. O incumbente que não conseguiu foi Jair Bolsonaro, quando a queda não foi significativa.
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BLOG AMPLA DEFESA
Em tempos de polarização e ruído, olhar para a trajetória de Marco Maciel é resgatar a forma mais nobre de se fazer política. Ele foi o maior articulador da história moderna do país 🇧🇷 — um homem de Estado guiado pela sobriedade, pelo respeito sagrado às instituições e por uma capacidade ímpar de construir consensos onde outros viam apenas divisões.
Tive a honra de tê-lo como meu maior líder partidário durante os anos em que atuei na direção da Juventude Democratas. Em 2010, recebi dele a confiança inesquecível de colaborar em sua campanha ao Senado como um dos coordenadores de mobilização política.
Leia maisRegistro de 2011, na sede do partido no Senado Federal, durante a Convenção Nacional que marcou a posse da nossa diretoria nacional da juventude, ocasião em que fui empossado na Vice-Presidência Nacional da Juventude, estrutura na qual colaborei por 10 anos.
Por que Marco Maciel foi um verdadeiro statesman (homem de Estado)?
Na Ciência Política, o statesman distingue-se do político comum por priorizar o futuro do país e a higidez das instituições em detrimento do ganho eleitoral imediato. A história republicana recente comprova essa definição em atos concretos de Marco Maciel:
Reconhecê-lo como statesman é atestar o legado prático de um homem cuja sobriedade e espírito público sustentaram a governabilidade e a democracia brasileira em momentos cruciais.
Uma lembrança que guardo com profundo respeito ao eterno Vice-Presidente e Senador, cuja elegância moral e espírito público fazem uma falta imensa ao Brasil.
“Devemos buscar sempre, entre o que nos separa, aquilo que pode nos unir, porque, se queremos viver juntos na divergência, que é o princípio vital da democracia, estamos condenados a nos entender.” — Marco Maciel
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Em entrevista ao Frente a Frente, que será exibido na noite de hoje, o empreendedor, estrategista político, especialista em inteligência artificial e criador de soluções tecnológicas para campanhas eleitorais no Brasil, Alan Bueno, destacou o avanço da IA nas campanhas eleitorais, os desafios para identificar conteúdos falsos e o impacto das ferramentas digitais na disputa por votos.
Com experiência em cerca de 25 campanhas eleitorais em diferentes regiões do país, tanto da esquerda quanto da direita, Alan analisou como a inteligência artificial tem transformado o marketing político, ampliado o alcance de candidatos e dificultado o combate às deepfakes e às notícias falsas. Ao projetar o futuro das disputas eleitorais, ele destacou a mudança no comportamento do eleitor: “As pessoas não votam mais pelo que foi feito no passado. É só o futuro”. Segundo o estrategista, o domínio da IA, dos anúncios digitais e das estratégias de comunicação terá papel importante nas próximas eleições, inclusive nas municipais de 2028. Confira!
Na manhã de hoje, a capital pernambucana tornou-se o epicentro da mobilização conservadora nacional com a chegada da Caravana Muda Brasil. Realizado no Mar Hotel, em Boa Viagem, o evento contou com a articulação direta do coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Pernambuco, deputado federal Mendonça Filho (PL), e a participação do deputado federal Coronel Meira (PL).
O encontro teve o propósito de engajar os representantes dos setores produtivos de Pernambuco – incluindo o agronegócio, comércio, serviços e indústria – a entrarem com força total na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O evento reuniu expoentes da política nacional que lideram as frentes de desenvolvimento econômico no Congresso.
Durante as discussões, Meira e as demais autoridades reforçaram que o projeto liderado por Flávio Bolsonaro foca em propostas essenciais para quem trabalha e gera empregos. “Nosso compromisso é de ajudar a economia a crescer, gerando emprego e renda para todos, garantindo a tranquilidade e segurança para o produtor trabalhar, por isso, precisamos que o empresariado pernambucano esteja com Flávio nessa reta final”, ressaltou o deputado.
Socialista histórico, o prefeito de Bonito, Rui Barbosa (PSB), anunciou, há pouco, com o vídeo nas redes sociais, seu apoio ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Chequei e não se trata de fake ou IA.
Confira!
O deputado federal Waldemar Oliveira (Avante) prestou, hoje, uma homenagem ao ex-deputado federal Inocêncio Oliveira, que completa 88 anos. Natural de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, Inocêncio é uma das figuras mais emblemáticas da história política de Pernambuco, com uma trajetória marcada pelo trabalho, pela articulação política e pelo compromisso com o desenvolvimento do Estado.
Ao longo de 40 anos de vida parlamentar, Inocêncio exerceu dez mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, entre 1975 e 2015. Sua trajetória ganhou projeção nacional ao assumir a presidência da Câmara, entre 1993 e 1995, período em que também ocupou interinamente a Presidência da República. Médico de formação, participou ainda da Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Constituição Federal de 1988.
Leia maisPara Waldemar Oliveira, o aniversário é uma oportunidade de reconhecer não apenas a dimensão da trajetória política de Inocêncio, mas também o legado construído em benefício dos pernambucanos, especialmente da população sertaneja. O parlamentar destaca a importância do primo como referência de liderança, dedicação à vida pública e compromisso com as necessidades dos municípios.
“Inocêncio é motivo de muito orgulho para nossa família e para Pernambuco. São décadas de uma história construída com trabalho, dedicação e amor à nossa terra. Sua trajetória é uma inspiração para todos nós que acreditamos na política como instrumento de transformação e de melhoria da vida das pessoas. Hoje, celebramos seus 88 anos com muita admiração, gratidão e carinho”, destacou Waldemar.
A história de Inocêncio também se confunde com a tradição política da família Oliveira, que há mais de seis décadas participa da vida pública pernambucana. Para Waldemar, dar continuidade a esse legado representa uma responsabilidade e um compromisso permanente com o desenvolvimento de Pernambuco.
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente da Corte, André Mendonça, discutiram com colegas a possibilidade de impor restrições a canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores ao segundo turno das eleições, no próximo domingo (25).
A proposta, que foi debatida nos últimos dias e dividiu a Corte, atingiria canais como o “Exército do Lula”, que conta com quase 8 milhões de seguidores, e o canal “Tropa do Flávio”, que tem 2,7 milhões. Nas últimas semanas, o canal de mensagens liderado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.
Leia maisEm nota, o gabinete do ministro André Mendonça informou que os integrantes da Corte discutiram o tema em duas reuniões, realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20), e coube ao ministro elaborar uma minuta de resolução, que seria submetida para a avaliação dos demais.
À TV Globo, Nunes Marques afirmou não ser “favorável a mudança de última hora”. A resolução não deve avançar, segundo informações de outros ministros da Corte.
A nota do gabinete afirma que, “por tradição, cabe ao vice-presidente do Tribunal redigir os atos normativos que o colegiado vai apreciar. Era natural, portanto, que essa tarefa coubesse ao Ministro André Mendonça. A minuta não é uma iniciativa individual”.
O texto prossegue: “A necessidade de sua elaboração parte de um entendimento construído em conjunto, o texto ainda está em discussão interna, e qualquer versão final depende de deliberação colegiada do Tribunal”.
O gabinete também afirma que “nessas reuniões, houve consenso entre todos os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto”. E que o objetivo “é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”.
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Por Rinaldo Remígio*
Há mais de 30 anos, trabalhando com empresas de diversos portes no Vale do São Francisco, acompanho os desafios de quem empreende. Conheço comerciantes, prestadores de serviços e pequenos produtores que enfrentam dificuldades para manter suas atividades e cumprir suas obrigações. É com essa experiência que vejo com preocupação o anúncio de perdão de dívidas dos microempreendedores individuais, feito pelo governo do presidente Lula às vésperas do segundo turno das eleições.
Esclareço que as opiniões aqui expressas são estritamente pessoais. Não falo em nome do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) ou de qualquer entidade de classe. Manifesto-me como cidadão comum e formador de opinião, amparado na minha experiência profissional e na preocupação com a aplicação responsável dos recursos públicos.
Leia maisMinha preocupação está no tratamento dispensado àqueles que, mesmo diante das dificuldades, mantêm seus tributos em dia. São pessoas que organizam suas contas, reduzem despesas e, muitas vezes, adiam necessidades da própria família para honrar seus compromissos. Que reconhecimento recebem por essa conduta?
Ajudar o pequeno empreendedor em dificuldade é uma iniciativa legítima. A inadimplência pode decorrer de doença, queda nas vendas, perda de clientes ou outras circunstâncias que fogem ao controle de quem trabalha. Não seria justo tratar todos os devedores como irresponsáveis. Contudo, também não é justo esquecer o esforço de quem paga regularmente.
O perdão de dívidas exige critérios claros e uma avaliação cuidadosa de seus efeitos. Quando anistias se tornam uma expectativa recorrente, existe o risco de enfraquecer o compromisso com o pagamento dos tributos. O contribuinte pode passar a se perguntar se vale a pena manter suas obrigações em dia ou aguardar uma futura renegociação.
Uma política de recuperação dos pequenos negócios precisa considerar esse problema. Além de oferecer condições para que o devedor retome suas atividades, deveria discutir formas de valorizar a regularidade fiscal, simplificar obrigações e reduzir os obstáculos enfrentados por quem procura trabalhar dentro das regras.
Outro ponto que merece esclarecimento é o anúncio de apoio financeiro de até R$ 5 mil para investimentos nos negócios. A proposta prevê critérios de seleção, portanto não se trata de pagamento automático a todos os MEIs. Ainda assim, cabe perguntar: qual será o custo efetivo, de onde virão os recursos e como serão fiscalizados os resultados?
Como contador, considero essencial distinguir o valor nominal das dívidas perdoadas do dinheiro que efetivamente poderia ser recuperado. Nem todo débito seria integralmente arrecadado. Essa diferença, porém, não elimina a necessidade de demonstrar o impacto fiscal da medida. Da mesma forma, transferências financeiras precisam de previsão orçamentária e fontes de financiamento claramente identificadas.
A sociedade tem o direito de saber como essas decisões serão custeadas e quais prioridades disputarão os mesmos recursos. O orçamento público é limitado, e cada compromisso assumido exige escolhas que afetam toda a população.
Também me preocupa o momento dos anúncios. Medidas apresentadas na reta final de uma campanha eleitoral, com efeitos previstos para janeiro de 2027, merecem debate público rigoroso. Sua relevância deve ser demonstrada por critérios econômicos e sociais, com transparência suficiente para que o cidadão possa avaliar seus benefícios e custos.
Defendo o empreendedorismo e reconheço a necessidade de oferecer oportunidades de recuperação a quem enfrenta dificuldades. Defendo, igualmente, uma política tributária que respeite quem cumpre suas obrigações e não transforme a pontualidade em motivo de frustração.
A pergunta que deixo é simples: quem pagará essa conta e como será valorizado o contribuinte que sempre pagou a sua?
*Professor universitário aposentado, administrador, contador e mestre em economia!
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