Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, voltou a usar as redes sociais nesta quarta-feira (7), desta vez para cobrar uma posição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno, sobre o fim da escala de trabalho 6×1.
No vídeo, Lula questionou como Flávio Bolsonaro pretende se posicionar sobre a proposta e como vai orientar o PL, sigla da qual é filiado. As informações são do g1.
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“Eu quero saber como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu quero saber como é que ele vai orientar o PL para votar”, questionou.
A publicação ocorre no mesmo dia em que Lula divulgou outro vídeo, também nas redes sociais, no qual convocou apoiadores a irem às ruas e conversarem com eleitores para tentar vencer o segundo turno.
Após o resultado do primeiro turno, integrantes da campanha passaram a defender uma presença maior do presidente nas redes sociais para aumentar a base de alcance do petista.
Fim da escala 6×1
No novo vídeo, Lula explicou a proposta como uma mudança de seis dias de trabalho e um de descanso para cinco dias de trabalho e dois de folga.
“Por que nós queremos que o trabalhador fique dois dias em casa? Para ele descansar mais, para ele poder viver mais com a família, para passear com os filhos, para visitar os parentes, para ele poder ter um pouco de lazer na sua vida”, disse.
Lula afirmou ainda que a discussão da proposta permitirá aos eleitores conhecer a posição dos políticos sobre o tema.
“Agora chegou a hora do povo saber a verdade. Quem é quem nesse país”, afirmou.
Nesta terça (6), Lula já havia voltado a defender o fim da escala 6×1 e afirmado que queria ver a redução da jornada “sair do papel”. Na ocasião, o petista disse que Flávio Bolsonaro é contra a mudança.
“Flávio Bolsonaro é contra. Para ele, quem trabalhar menos tem que ganhar menos. Queria ver ele explicar para uma mãe de família qual conta ela deixa de pagar para poder descansar. A comida? A luz? O aluguel? Quem vive de salário sabe que isso não é escolha”, disse Lula na terça.
A proposta em análise no Congresso estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, divididas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial.
O plenário do Senado começou a discutir a PEC nesta terça. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou que a primeira votação pode ocorrer na próxima semana.
O texto já foi aprovado pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora, precisa passar por dois turnos de votação no plenário do Senado.
Entre os governistas, a estratégia é tentar aprovar a proposta antes do segundo turno e expor o posicionamento de integrantes da oposição sobre a medida.
Já senadores aliados de Flávio Bolsonaro tentam evitar a votação dessa PEC e defendem que uma proposta alternativa seja analisada.
A discussão sobre o fim da escala 6x1começou terça (6), no plenário do Senado. A sessão teve discursos favoráveis à proposta e ausência da maioria dos senadores do PL. Flávio Bolsonaro também não participou da discussão.
Antes da sessão de terça, Alcolumbre havia mantido o calendário de discussão da proposta. Pelo rito do Senado, uma PEC precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. Na noite de terça, o presidente do Senado sinalizou que a votação poderá ocorrer na próxima semana.
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Por Osvaldo Matos Pernambucano*
Para mim, o resultado de uma eleição não se resume a quem conquistou um mandato. Também importa quem ajudou a construir aquela vitória e de onde veio a confiança que levou o eleitor a escolher seus candidatos.
É aí que entra Jair Bolsonaro.
Como cientista político e social, procuro olhar além da apuração. Observo o que move as pessoas, os vínculos que elas mantêm com suas lideranças e os motivos que fazem um projeto continuar vivo mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
Leia maisBolsonaro construiu uma relação com seus eleitores que muita gente ainda tem dificuldade de compreender. Há brasileiros que veem nele alguém que fala por suas convicções, expressa suas indignações e representa o país que desejam para os filhos.
Pode-se discordar dele. Mas ignorar essa relação compromete qualquer análise.
Sua influência sobre a escolha de candidatos mostra o tamanho dessa confiança. Uma indicação só tem força quando o eleitor acredita em quem a faz. E essa confiança foi construída ao longo de anos, em meio a disputas, erros, acertos e enfrentamentos.
Flávio recebeu a responsabilidade de dar continuidade a esse projeto. O apoio do pai tem peso, mas também aumenta a cobrança. Quem recebe um patrimônio político dessa dimensão precisa mostrar o que fará com ele.
Vejo o mesmo desafio nas demais lideranças desse campo. A identificação com Bolsonaro ajuda a conquistar votos, mas o mandato exige trabalho, presença e respeito aos compromissos assumidos. O eleitor merece mais do que uma fotografia de campanha.
Quanto a Bolsonaro, as limitações à sua atuação não apagam o vínculo com seus apoiadores. Na minha avaliação, subestimar essa ligação tem sido um dos grandes erros de quem tenta explicar a política brasileira apenas pelos acontecimentos de Brasília.
É preciso ouvir o que se diz nas ruas, dentro de casa, no trabalho. É nesses lugares que a confiança se mantém — e é de lá que vem o voto.
Por isso, considero Bolsonaro uma figura central para compreender este momento. Seu peso político ultrapassa sua participação pessoal na campanha e aparece nas escolhas de quem continua tomando seu nome como referência.
O desafio agora é fazer essa confiança valer a pena. O Brasil precisa de representantes que entreguem resultados e honrem a palavra dada.
A força de uma liderança se revela também nisso: na qualidade de quem ela ajuda a eleger e no legado que essas pessoas conseguem construir.
*Publicitário, cientista social e político
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Um incêndio atingiu, na noite desta quarta-feira (7), o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE), na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife. As causas do incêndio e informações sobre possíveis vítimas ainda não foram divulgadas.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), a ocorrência foi confirmada e, até o momento, cinco viaturas foram enviadas ao local para atender à ocorrência. As informações são do JC.
A reportagem do Jornal do Commercio entrou em contato com o Corpo de Bombeiros e aguarda novas informações sobre o incêndio.
Foto: Adaíra Sene
O partido Republicanos declarou nesta quarta-feira (7) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O anúncio foi realizado após uma reunião do presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP) e lideranças do partido com o senador Flávio Bolsonaro. Estavam presentes o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos), entre outros membros do partido. As informações são do g1.
Leia mais“O primeiro turno passou, o povo falou, e agora o Brasil tem diante de si uma escolha clara entre dois caminhos. Parlamentares e lideranças do nosso partido em todo o país, venho anunciar que o Republicanos vai apoiar Flávio Bolsonaro para presidente da República. Mas mantenho meu respeito a realidades locais, e cito Paraíba e Pernambuco”, disse Pereira.
“Não é uma decisão incondicional, mas nasce da voz das urnas e de um sentimento que a gente ouve em toda esquina, o brasileiro quer ter esperança de novo […] tenho que dizer com sinceridade: não é um cheque em branco. O voto de milhões de brasileiros dá poder, mas dá antes de tudo responsabilidade”, disse o presidente do Republicanos.
“Quando sentar na cadeira de presidente vou governar para todo mundo sim. Temos que garantir estabilidade. Não dá para aguentar o STF da forma como está. Não temos que abaixar a cabeça e achar que está tudo bem, não está tudo bem. Uma parte da imprensa criticou eu falar que temos que redemocratizar o Brasil. Temos que redemocratizar o Brasil porque as instituições precisam voltar a ser respeitadas”, disse Flávio Bolsonaro.
No primeiro turno, o partido adotou uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República.
Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva disputarão o segundo turno em 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%.
Nas eleições deste ano o Republicanos manteve 41 cadeiras na Câmara dos Deputados e elegeu 2 senadores.
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O senador reeleito Humberto Costa (PT) defendeu, na tribuna do Senado, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Durante a primeira sessão de discussão da matéria na Casa, realizada na terça-feira (6), o parlamentar destacou que o texto estabelece uma transição gradativa de 14 meses para permitir a adaptação dos setores produtivos.
Pelo modelo apresentado, a jornada de trabalho será inicialmente reduzida em duas horas por semana, assegurando dois dias de folga semanais. Após um ano e dois meses da aplicação inicial, entrará em vigor a jornada definitiva de 40 horas semanais, sem qualquer redução nos vencimentos dos trabalhadores. A expectativa é que a proposta seja submetida à votação em primeiro turno no plenário na próxima semana.
Leia maisAo rebater argumentos de que a medida teria chegado de surpresa ao Congresso Nacional, Humberto frisou que o tema tramita há anos no meio legislativo, já tendo sido apreciado pela Câmara dos Deputados.
“Essa proposta é resultado de anos de mobilizações dos trabalhadores, das trabalhadoras, dos movimentos sociais e das entidades sindicais. Não votar essa proposta é negar cidadania ao povo brasileiro”, afirmou o parlamentar.
O senador resgatou ainda o precedente histórico de 38 anos atrás, quando a jornada nacional foi reduzida de 48 para 44 horas semanais sem impacto negativo na produtividade. Humberto pontuou que experiências internacionais com jornadas reduzidas indicam aumento no rendimento e diminuição de acidentes de trabalho, e criticou alas da oposição que se posicionam contra o avanço do texto no Parlamento.
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A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal tenta adiar a votação do fim da escala 6×1, prevista para a próxima semana. Senadores bolsonaristas se reuniram nesta quarta-feira (7) e decidiram pedir ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a votação seja feita somente depois do resultado da eleição presidencial.
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que eles não se negam a discutir a jornada de trabalho no Brasil, mas que, neste momento, não é o ideal. Ele evitou dizer, no entanto, como o partido vai votar na proposta. As informações são do g1.
Leia mais“Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado”, disse Rogério Marinho.
Para tentar negociar com Alcolumbre, os senadores escolheram a senadora Tereza Cristina (PP-MT) como porta-voz. Segundo eles, Tereza irá tentar conversar com o presidente do Senado ainda nesta quarta-feira (7).
Na terça-feira (6), Flávio Bolsonaro foi questionado sobre a PEC do governo e, mais uma vez, defendeu a proposta alternativa. O texto da oposição prevê a possibilidade de redução da jornada, com redução proporcional do salário.
Entre os pedidos está que, caso ele queira votar, que faça somente a primeira votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da 6×1 e deixe o restante para depois.
Uma PEC precisa ser votada duas vezes antes de ser considerada aprovada. O que abre margem para que, mesmo com a primeira aprovação, a proposta não siga adiante após as eleições.
Governo quer acelerar votação
Alcolumbre rebateu as falar da oposição e disse que seu compromisso era não votar durante as eleições para o Legislativo. A disputa para o Senado não tem segundo turno, então já foi encerrada.
Agora, segundo o presidente do Senado, cada senador pode votar o fim da 6×1 sem pressão de ser a favor ou contra para se reeleger. Disse ainda que pode acelerar a votação, se essa for a decisão do plenário.
“Eu, como presidente do Senado, vou submeter ao voto, porque, do ponto de vista regimental, quando era interessante para uns ou para outros terem um calendário especial para acelerar a votação de uma PEC, eles apresentaram”, disse Alcolumbre.
Em seguida, a líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PB), disse já estar recolhendo assinaturas para pedir calendário especial e votar o fim da 6×1 antes do segundo turno.
“A cara de quem é contra [o fim da 6×1] tem que ser mostrada”, disse a senadora.
Pelas regras do Senado, a proposta precisa ser discutida durante cinco sessões no plenário antes da primeira votação. A primeira sessão de discussão foi feita na terça-feira (6) e a segunda será hoje.
Depois das cinco sessões e da votação em primeiro turno, pelo regimento, deve-se esperar mais 5 dias úteis, ter mais três sessões de discussão e só depois votar o segundo turno.
Caso emendas sejam apresentadas, o prazo é maior, para análise das emendas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A oposição já disse que pretende apresentar emendas.
Marinho afirmou que irá pedir que o regimento seja cumprido, e assim deixar a votação para depois do fim de outubro e depois do resultado da disputa pela presidência entre Lula e Flávio. Mas o regimento também permite a quebra dos prazos, desde que aprovada pelo plenário do Senado.
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Em entrevista ao programa Timeline da Rádio Gaúcha, nesta quarta-feira, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, defendeu a anistia ao envolvidos nos eventos de 8 de Janeiro, argumentou que planejamento de golpe não deveria ser considerado crime e, irritado com as perguntas sobre o tema, respondeu com um “sei lá” sobre as possibilidades de que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, tente medida similar no futuro. Em seguida, porém, o próprio Valdemar afirmou que “nunca, jamais” isso seria cogitado, sobretudo após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Valdemar demonstrou otimismo com a possibilidade de Jair Bolsonaro ser anistiado e deixar a prisão domiciliar em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, que disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ficar à frente do petista no primeiro. O dirigente partidário voltou a afirmar que o ex-presidente não teria cargo numa gestão Flávio, mas que participaria informalmente. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisAo falar sobre a promessa de anistia a todos os condenados por golpe de Estado, Valdemar explicou que a intenção é “soltar todos os militares que estão presos injustamente”. Ele justificou sustentando que o planejamento golpista não deveria ser tratado como um crime.
— A lei diz que você pode planejar um assassinato, mas se você não assassinou o camarada, e não tentou, não é crime — afirmou o presidente do PL, enquanto era questionado pelos entrevistadores sobre os eventos do 8 de Janeiro. — Tudo bem, discutiram de dar o golpe, mas não deram o golpe, e daí?
O jornalista Paulo Germano, apresentador do Timeline, perguntou então se ele reconhecia que houve de fato um “planejamento” de golpe. Costa Neto respondeu positivamente:
— Não tenha dúvidas. Quantos planejamentos você não faz e vê que depois que está errado e para no meio? — pontuou.
Germando fez, então, a seguinte pergunta: “Quem nos garante que esse planejamento não ocorrerá de novo em um eventual governo Flávio Bolsonaro? O senhor acha que podem tentar de novo?”
Visivelmente irritado com a insistência no assunto, Valdemar respondeu:
— Sei lá, sei lá. Pode haver planejamento, não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro o que tá pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais — disse o presidente do PL, encerrando o tema.
Até hoje, 1.402 pessoas foram condenadas por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro e à tentativa de golpe. Desse total, 29 integram os núcleos principais do planejamento, como Jair Bolsonaro, os generais Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, Augusto Heleno, ex-chefe do GSI, e Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin.
O chamado plano “Punhal Verde e Amarelo”, localizado pela Polícia Federal nas investigações, previa o assassinato de Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes. Segundo a investigação, militares das Forças Especiais chegaram a monitorar Moraes e, em 15 de dezembro de 2022, realizaram uma ação para avaliar a possibilidade de prendar ou assassinar Alexandre de Moraes.
O objetivo da trama golpista, segundo a investigação, era criar uma justificativa para impedir a posse de Lula e reverter o resultado eleitoral de 2022.
Outro tema da entrevista na Timeline foi a possibilidade de Jair Bolsonaro, após ser anistiado, receber um cargo em um eventual governo Flávio Bolsonaro. Valdemar Costa Neto disse que o pai do senador não teria um cargo formal, mas participaria informalmente.
— Bolsonaro logicamente vai dar opinião no governo, não tenho dúvida disso. Mas não vai fazer parte do governo — respondeu.
Os entrevistadores também questionaram o dirigente sobre as falas de Flávio Bolsonaro em agenda ao lado de Ronaldo Caiado (PSD) nesta terça-feira, quando o presidenciável disse que iria promover mudanças na Constituição. O presidente do PL primeiro justificou que a preocupação de Flávio era com a “parte tributária”, o excesso de impostos e de ministérios no Brasil, temas que não dependem de alterações constituicionais para se realizar mudanças.
Depois, Valdemar citou a promessa de acabar com a reeleição como uma medida no pacote de “mudanças na Constituição”.
— Ele quer acabar com a reeleição — afirmou Valdemar Costa Neto, que disse que na sua opinião a eleição já está definida. — Não tem erro.
Sobre as propostas de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que foram base de campanha de diversos senadores eleitos pelo PL e do próprio Flavio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto evitou garantir que isso aconteceria e repetiu que esse asunto precisa ser discutido no Congresso. Como a coluna da Malu Gaspar mostrou, já há ao menos 49 senadores que defendem a pauta.
— Isso precisa ser discutido. O ideal para nós era que o Supremo resolvesse os problemas dentro do Supremo, mas é uma pauta que vai ter uma discussão grande. Não vamos resolver nada com guerra, na minha opinião. Temos que ter habilidade de tocar país para frente. Se brigar com Supremo, Legislativo, isso atrasa o país.
Eleita senadora pelo Distrito Federal, Michele Bolsonaro (PL) terá participação na campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno, afirmou Valdemar Costa Neto, que a chamou de “craque”.
— Agora ela vai poder andar o Brasil nesse período para trabalhar para o Flávio para valer. Ela tem muito talento, faz muita falta em todo lugar. É uma craque.
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Eleito deputado estadual por Pernambuco com 132.322 votos, Gilson Machado Filho (Podemos) foi o segundo candidato do partido mais votado para o cargo em todo o país. Em Pernambuco, ele terminou como o segundo deputado estadual mais votado e, segundo a campanha, foi o candidato da direita com maior votação para a Assembleia Legislativa. Os votos foram registrados nos 184 municípios pernambucanos e em Fernando de Noronha.
“Agradeço a cada um que reconheceu o trabalho que exerci na Câmara de Vereadores e depositou sua confiança para que mais uma vez eu siga trabalhando por Pernambuco, desta vez como deputado estadual, na Alepe. Agora sigo para a missão de eleger Flávio Bolsonaro no segundo turno. Assim, minha vitória será completa”, afirmou. Gilson e o pai, Gilson Machado, eleito deputado federal com 156.754 votos, mantêm os comitês de campanha abertos para ações em apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Segundo suplente para deputado estadual pelo PL e candidato da direita mais votado em Caruaru, Raffiê Dellon afirmou que vai intensificar, no segundo turno, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. No primeiro turno, ele participou de carreatas, buzinaços, panfletagens e outras mobilizações em apoio à chapa do partido e disse que, agora, o foco será a disputa presidencial. “Não tenho dúvida alguma da vitória de Flávio para presidente”, afirmou.
A deputada federal eleita por Pernambuco Liana Cirne (PT) participou, nesta quarta-feira (7), em Brasília, de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e parlamentares eleitos para discutir a mobilização da campanha no segundo turno. Após o encontro, ela publicou um vídeo nas redes sociais e afirmou que Lula transmitiu uma mensagem de “muito otimismo e muita esperança”, além de defender a busca por votos de indecisos, eleitores que não compareceram no primeiro turno e pessoas que ainda podem mudar de escolha.
“O momento é agora de trabalhar, conquistar cada voto de indeciso, de quem não foi votar, de pessoas que podem reverter o voto. Cada pessoa que conseguir conquistar um voto já está fazendo o seu trabalho”, afirmou. Liana também citou temas como economia, programas sociais, educação e segurança pública, mencionou a PEC da Segurança Pública e reforçou a mobilização no Nordeste. “Não quero ver ninguém desanimado. É o mesmo ânimo do presidente Lula, porque a gente vai vencer essas eleições”, declarou.
Eleita deputada federal por Minas Gerais com 524.219 votos, a segunda maior votação para a Câmara no estado, Ana Elisa (PT) se tornou um dos novos fenômenos eleitorais da esquerda, com uma campanha fortemente baseada nas redes sociais. Aos 21 anos e com mais de 2,5 milhões de seguidores no Instagram, ela ficou atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL) entre os candidatos mineiros e passou a ser projetada como um contraponto ao parlamentar bolsonarista tanto no ambiente digital quanto na Câmara. Nesta quarta-feira (7), Ana Elisa foi chamada a Brasília para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a estratégia da campanha no segundo turno, especialmente nas redes sociais.
No mesmo dia, a deputada eleita publicou um vídeo em que criticou a declaração do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) sobre mudar a Constituição. Na terça-feira (6), em Goiânia, Flávio defendeu aproveitar a maior presença da direita no Congresso para eleger os presidentes da Câmara e do Senado, promover alterações constitucionais e “redemocratizar esse país”. Para Ana Elisa, a fala representa risco de ruptura institucional. “Falar em mudança de Constituição, primeiro, é algo leviano, e segundo, é se preparar para uma possível ditadura”, afirmou.
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Flávio esclareceu nesta quarta que se referia à aprovação de Propostas de Emenda à Constituição (PECs), e não à substituição integral do texto de 1988. O candidato citou entre as mudanças que pretende defender uma reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal, alterações tributárias e o fim da reeleição. Ana Elisa, no entanto, fez distinção entre modificar pontos da Carta por meio de PECs e substituir a Constituição. “Qualquer pessoa que diga que vai trocar a Constituição Federal, essa pessoa está pensando em cometer um golpe”, declarou.
A presença de Ana Elisa na reunião com Lula ocorre em meio à tentativa da campanha petista de ampliar sua atuação digital no segundo turno. A deputada eleita foi convocada ao lado de outros nomes com forte presença nas redes para discutir estratégias de comunicação e engajamento. Após o encontro, ela afirmou que Lula está disposto a produzir conteúdos em formatos próprios para TikTok e Instagram Reels.
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse nesta quarta-feira (7) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não apresentou, até o momento, um pedido para acelerar a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o fim da escala 6×1.
Segundo Alcolumbre, não há na mesa nenhum requerimento de calendário especial nem de quebra de interstício, instrumentos regimentais que permitem encurtar o rito de tramitação da proposta. O senador afirmou que, caso um pedido nesse sentido seja apresentado, ele o submeterá a votação em plenário. As informações são da CNN.
Leia maisAlcolumbre voltou a afirmar que a decisão de não levar a PEC ao plenário antes do primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4), foi para atender os senadores que pediram que a matéria não fosse votada no período para evitar que o tema dominasse a campanha eleitoral.
PT corre contra o tempo
A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão, disse que está colhendo as assinaturas necessárias para apresentar o requerimento de calendário especial. O Senado realiza nesta semana e na próxima as 5 sessões deliberativas necessárias para que a PEC seja votada em primeiro turno, previsto para 15 de outubro.
O impasse para o Planalto, porém, é que sem uma tramitação especial a proposta só poderá ser votada depois do segundo turno das eleições. Sem a quebra de interstício, por exemplo, a tramitação exige cinco dias úteis e três sessões deliberativas para que a proposta seja votada em plenário novamente.
Além disso, o PL quer empurrar para depois das eleições a análise da proposta. O partido é contra o texto da PEC e apoia um projeto que permite flexibilizar a jornada. Nesses moldes, os funcionários negociam com as empresas as horas trabalhadas e há possibilidade de redução de salário.
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