Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
O Congresso Nacional realizará, no dia 11 de agosto, uma sessão solene em homenagem aos 35 anos da TV Asa Branca. A iniciativa foi proposta pelo deputado federal Fernando Monteiro (PSD), por meio de requerimento aprovado pelo Parlamento, e posteriormente unificada a um requerimento de mesmo teor apresentado pelo senador Humberto Costa (PT), resultando em uma única solenidade conjunta entre a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
No requerimento, Fernando Monteiro destaca a trajetória da emissora, fundada em 1º de agosto de 1991, em Caruaru, pelos empresários Vicente Jorge Espíndola e Luiz de França Leite. Atualmente, a TV Asa Branca atende 108 municípios, alcança mais de três milhões de telespectadores e integra um grupo de comunicação com atuação em plataformas digitais, rádio e no estado de Alagoas.
Para o deputado, a sessão representa um reconhecimento à contribuição da emissora para a comunicação regional. “A TV Asa Branca construiu, ao longo de 35 anos, uma história marcada pelo compromisso com a informação de qualidade, pela valorização do interior de Pernambuco e pela prestação de um serviço essencial à sociedade. Essa sessão solene é um reconhecimento justo à sua contribuição para o desenvolvimento da nossa região”, afirmou Fernando Monteiro.
Quem não se lembra de Mulheres de Areia, um dos maiores clássicos da televisão brasileira? Na novela, Glória Pires deu vida às irmãs gêmeas Ruth e Raquel, personagens de personalidades completamente opostas. Ruth era a honestidade, a serenidade e a generosidade. Já Raquel ficou marcada pela ambição, pela manipulação e pela capacidade de colocar seus próprios interesses acima de tudo.
Em Pernambuco, muitos observadores da política têm recorrido a essa analogia para descrever o momento vivido pelo governo Raquel Lyra. A condução da definição da chapa majoritária, especialmente da disputa pelas vagas ao Senado, tem sido marcada por indefinições, sinais contraditórios e um ambiente de crescente tensão entre aliados.
A disputa, hoje, concentrada entre dois pré-candidatos do mesmo campo político transformou-se em um conflito que desgasta a própria base do governo. Em vez de uma definição clara, prevalece um cenário de incertezas que alimenta especulações e amplia o desconforto entre prefeitos, parlamentares e lideranças políticas.
Nos bastidores, circulam interpretações de que essa indefinição poderia favorecer um terceiro nome: o senador Fernando Dueire. Até o momento, porém, essa hipótese permanece no campo das especulações políticas, sem confirmação pública.
Independentemente de qual venha a ser o desfecho, o fato é que a demora nas definições e a falta de clareza no processo já produzem desgaste político. Em política, liderança também se mede pela capacidade de decidir, transmitir segurança e preservar a unidade dos aliados. Quando predominam as dúvidas, as disputas internas e as mensagens contraditórias, a confiança tende a se deteriorar.
Se na ficção a personagem Raquel era lembrada por manipular os acontecimentos em benefício próprio, na política pernambucana cresce a percepção, entre parte dos atores políticos, de que o atual processo sucessório tem sido conduzido de forma confusa, gerando insegurança, alimentando conflitos internos e deixando uma base aliada cada vez mais desconfortável.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou, hoje, como “inaceitáveis” e “ofensivas ao povo brasileiro” declarações recentes do Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Ele também afirmou que Rubio ataca de “forma grosseira e arrogante” um chefe de Estado de um “país amigo”, no caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O chanceler deu as declarações, no Itamaraty, horas depois de os Estados Unidos confirmarem a aplicação de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Vieira se referiu a afirmações de Rubio que, na madrugada desta quinta, disse que as políticas econômicas do governo de Lula são “ruins para os americanos e ruins para os brasileiros”. Rubio também acusou o petista de não negociar de boa-fé com os Estados Unidos.
Leia mais“As declarações do secretário de estado Marco Rubio, veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais a respeito das tarifas adotadas contra o brasil são inaceitáveis, ofensivas ao povo brasileiro e ao governo brasileiro”, afirmou Vieira. As informações são do portal G1.
“Rubio ataca de forma grosseira e arrogante um chefe de estado de um país amigo. Claramente o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato do Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas no curso das negociações”, completou o chanceler.
Vieira também disse que o presidente Lula “buscou o diálogo” desde o primeiro momento e se colocou à disposição para “negociar qualquer tema”. Nos bastidores do Palácio do Planalto, auxiliares de Lula afirmam que o petista não deve responder às críticas feitas por Marco Rubio. O entendimento é de que não cabe a um chefe de Estado reagir a declarações de um secretário. Por essa razão, coube a Mauro Vieira, que ocupa um cargo de mesmo nível de Rubio, a resposta às falas do secretário de Donald Trump.
Não há justificativas, diz ministro
Mauro Vieira também citou uma série de reuniões e contatos do governo brasileiro em busca de uma alternativa à imposição de tarifas, pela gestão Donald Trump, contra produtos nacionais.
“Desde março de 2025, o governo brasileiro manteve mais de 30 reuniões presenciais, virtuais ou por telefone nos níveis presidencial, ministerial e técnico. Somente com [Marco] Rubio e [Jamieson] Greer foram 11 contatos. O Brasil negocia desde antes de 2025, desde o tarifaço original”, acrescentou Vieira.
Ele afirmou que não há justificativa e “lastro” na realidade para a imposição de novas tarifas de 25% anunciada pelo governo dos Estados Unidos.
Segundo Vieira, a motivação da medida foi “política” e houve, na relação entre os países, uma “tentativa de interferência dos Estados Unidos no Judiciário brasileiro”.
“As investigações da Seção 301 são procedimentos unilaterais do governo dos Estados Unidos e não há justificativa para adoção de tarifas contra os produtos brasileiros”, afirmou Vieira.
O chancelar acrescentou que o Brasil não aceitou “demandas de abertura total, irrestrita e exclusiva aos Estados Unidos de setores inteiros da economia brasileira, sem qualquer contrapartida para os produtos brasileiros”.
Leia menos
Após a divulgação da sentença da Justiça Federal que a condenou a ressarcir R$ 764 mil aos cofres públicos por suposto desvio de finalidade na aplicação de recursos do antigo Fundef, a ex-prefeita de Brejão, Elisabeth Barros de Santana, divulgou uma nota pública na qual contesta a decisão. No documento, ela afirma que a sentença não reconheceu apropriação de dinheiro público, corrupção, fraude ou enriquecimento ilícito, sustenta que as obras questionadas foram efetivamente executadas e informa que já apresentou recurso contra a condenação. Confira abaixo a nota na íntegra:
O ex-ministro do Turismo e da Cultura e pré-candidato a deputado federal pelo Podemos, Gilson Machado, participou de uma missa, na manhã de hoje, na Igreja da Terceira Ordem do Carmo, antes de seguir para o interior de Pernambuco, onde cumpre agenda da caravana do filme do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Machado retornou, na noite de ontem, de uma missão nos Estados Unidos em defesa dos produtores do Vale do São Francisco. A caravana teve início na terça-feira, em Garanhuns, passou por Águas Belas na quarta-feira e segue hoje para Pesqueira. Amanhã, a programação será em Arcoverde, encerrando no sábado, em Bom Conselho.
Além da participação na caravana, Gilson Machado aproveita a viagem para cumprir compromissos de pré-campanha no Agreste e no Sertão. Ele está acompanhado do filho, o vereador do Recife e pré-candidato a deputado estadual Gilson Machado Filho.
Quase dois anos após as eleições municipais de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) ainda não concluiu o julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que pede a cassação dos mandatos do prefeito de Cabrobó, Galego de Nanai, e da vice-prefeita, Fernanda Torres. O processo já foi julgado em primeira instância, com decisão favorável ao pedido do Ministério Público Eleitoral, mas segue pendente de análise pelo Tribunal.
Na sentença de primeiro grau, a Justiça Eleitoral reconheceu a ocorrência dos ilícitos apontados na ação e determinou a cassação dos mandatos, além da aplicação das sanções previstas na legislação eleitoral. Posteriormente, a Procuradoria Regional Eleitoral emitiu parecer pela manutenção integral da decisão. O recurso, contudo, ainda aguarda julgamento definitivo pelo TRE-PE.
Leia maisA investigação reúne documentos, relatórios da Polícia Federal, perícias, buscas e apreensões e outros elementos produzidos ao longo da apuração conduzida pelo Ministério Público Eleitoral. Entre os fatos investigados estão supostos casos de abuso de poder econômico, abuso de poder político e captação ilícita de sufrágio, relacionados à distribuição de vales-combustível durante a campanha eleitoral de 2024. Também integra a ação a apuração sobre uma suposta doação eleitoral envolvendo uma empresa sediada no Piauí.
Conforme consta nos autos, os elementos reunidos pela Polícia Federal e reproduzidos pelo Ministério Público fazem parte do conjunto probatório que será apreciado pelo Tribunal. Os investigados exercem o direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência. A expectativa agora é pela análise do recurso pelo TRE-PE, que poderá manter ou reformar a sentença de primeira instância, encerrando o processo na esfera do Tribunal Regional Eleitoral.
Leia menos
O ator, cantor e compositor Jackson Antunes, uma das estrelas do filme ‘Contra o Impossível’, que conta a história de superação do empresário Antônio de Souza, confirmou a sua presença na 56ª edição da Missa do Vaqueiro, em Serrita, no próximo dia 26. Jackson já esteve no Sertão pernambucano antes, quando veio conhecer de perto a trajetória de Antônio, antes de filmar o longa-metragem. Confira o convite que o artista fez em suas redes sociais.
O juiz Felipe Mota Pimentel, da 23ª Vara Federal em Garanhuns, condenou a ex-prefeita do município de Brejão, Beta Cadengue, a devolver R$ 764.012,37 aos cofres públicos do município por uso irregular das verbas do Precatório do antigo FUNDEF.
Segundo a sentença da Justiça Federal, o vultuoso recurso é referente a verba do Precatório do antigo FUNDEF, empregada irregularmente na construção de três quadras poliesportivas na zona rural do município, demonstrando um flagrante desvio de finalidade na execução das verbas, visto que, deveriam ter sido direcionadas ao desenvolvimento da educação básica do Município de Brejão.
Leia maisA sentença atende a Ação Popular Nº 0801006-07.2024.4.05.8305, ajuizada no final do ano de 2024, por professores da rede municipal de ensino, que, ao perceberem os gastos indevidos no final da gestão da ex-prefeita, se reuniram e judicializaram a questão no intuito de resguardar à utilização dos precatórios do antigo Fundef em favor da educação municipal.
Em sua longa análise do mérito da ação, o juiz declarou que a construção das três quadras poliesportivas objeto do Contrato Administrativo PMB nº 011-02/2024 caracteriza despesa enquadrável como obra de infraestrutura, não se inserindo no conceito jurídico de manutenção e desenvolvimento do ensino para fins de aplicação dos recursos constitucionalmente vinculados do antigo FUNDEF.
Diante disso, dentre os pontos destacados na sentença, o juiz Felipe Mota Pimentel, condenou, nos termos dos arts. 11 e 14 da Lei nº 4.717/1965, Elisabeth Barros de Santana pelos atos administrativos impugnados, observadas as respectivas responsabilidades apuradas no processo, ao ressarcimento integral dos danos causados ao patrimônio público, correspondentes aos valores dos recursos do antigo FUNDEF indevidamente empregados na execução do Contrato Administrativo PMB nº 011-02/2024 (R$ 764.012,37), acrescidos de atualização monetária e juros de mora, desde cada desembolso indevido, montante que deverá ser apurado em liquidação de sentença, caso necessário;
O município de Brejão, através da Procuradoria Geral, em manifestação à Ação Popular, pontuou que, “diversas outras necessidades da rede municipal de ensino poderiam ter sido atendidas mediante utilização regular dessas verbas, circunstância que evidencia a repercussão concreta do desvio de finalidade constatado”. A sentença cabe recurso.
Leia menos
Blog da Folha
Após definir os nomes do presidente estadual do União Brasil (UB), Miguel Coelho, e do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) como pré-candidatos ao Senado Federal, a governadora Raquel Lyra (PSD) participou de agenda na cidade de Vicência, Mata Norte de Pernambuco, ao lado dos aliados.
O evento marcou o lançamento da pré-candidatura do ex-prefeito do município, Guiga Nunes (Podemos), à Câmara dos Deputados, reunindo prefeitos, vereadores e líderes políticos da região. No evento, Miguel Coelho reforçou a corrida pelo Senado e elogiou a gestão da aliada.
Leia mais“Pernambuco voltou a acreditar na política com o trabalho dessa mulher incansável, Raquel Lyra, que está fazendo grandes entregas em todo o Estado. O nosso objetivo é chegar ao Senado para buscar mais recursos para a saúde, a segurança pública e as grandes obras que Pernambuco precisa”, afirmou.
Antes, Miguel lançou nas redes sociais o mote da pré-campanha. No Instagram, ele divulgou a própria foto com a imagem do Recife ao fundo e a frase “Miguel Coelho, a força do trabalho”. Na legenda, o pré-candidato escreveu “Começou”, indicando que iniciou a corrida por uma das vagas de Pernambuco na Casa Alta.
Coelho foi escolhido após disputar a indicação da Federação União Progressista (UP) com o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Partido Progressistas. A informação sobre a decisão da governadora foi divulgada em primeira mão nesta quarta-feira (15), na coluna Folha Política, assinada pela jornalista Betânia Santana, da Folha de Pernambuco.
Da Fonte chegou a ser indicado pelo grupo político, mas a governadora manifestou, em reunião com os líderes nacionais da federação, preferência por Miguel Coelho.
Ao justificar a rejeição ao nome do parlamentar, Raquel Lyra alegou que ofereceu a vaga de candidato ao Senado e recebeu negativas dele por duas vezes. A relação entre os dois chegou a ser rompida após o líder progressista abrir canal de negociação com o opositor, o pré-candidato ao governo estadual, João Campos (PSB).
Espera
Já o deputado federal Eduardo da Fonte, que preside a federação em Pernambuco, manteve a pré-candidatura ao Senado. Em entrevista à Rádio Polo FM, de Santa Cruz do Capibaribe, o parlamentar reconheceu apenas a indicação de Túlio Gadêlha, com quem disse ter boa relação, e afirmou que aguarda que a governadora finalize as negociações para a composição da chapa.
“A gente vai aguardar com toda tranquilidade o desfecho que a governadora vai tomar pra gente poder concluir essa chapa, para que seja uma chapa que mostra a Pernambuco as transformações, que leve pra Pernambuco a viabilidade de conquistas pra vida das pessoas”, frisou.
Leia menos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou ministros, há pouco, para discutir a posição do governo sobre a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, o que vem sendo chamado de novo “tarifaço”.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior e o chanceler Mauro Vieira estão reunidos no Planalto para discutir o tema com o presidente. O governo anunciou que fará um pronunciamento à imprensa sobre o tema durante a tarde.
Numa agenda marcada por reencontros e conversas com aliados, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), participou, ontem, ao lado do prefeito de São José do Belmonte, Vinícius Marques (PSB), da festa de Nossa Senhora do Carmo, no distrito do Carmo, naquele município.
“É sempre uma satisfação retornar a Belmonte, rever amigos e, juntamente com o prefeito Vinícius Marques, poder fortalecer parcerias em favor da população”, disse Porto. “Neste momento de celebração religiosa, podemos acompanhar de perto as manifestações da fé e da alegria do povo belmontense. Parabéns ao prefeito, aos servidores municipais, ao vereador Ronaldo da Manga, aos demais vereadores e aos moradores por promoverem uma festa que mantém a tradição e a reverência à Nossa Senhora do Carmo”, completou.
Leia maisA aliança entre o deputado e o prefeito foi selada há cerca de três meses e fez parte de costuras políticas que reforçaram o palanque do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo João Campos (PSB) no Sertão Central.
Neste tempo, o presidente da Alepe tem cumprido agendas em São José do Belmonte. Inclusive, marcou presença, durante três dias, nas comemorações relativas à 32ª Cavalgada da Pedra do Reino, em maio, e anunciou a destinação de R$ 600 mil de recursos de emendas para a saúde e associações rurais do município. Nas celebrações em homenagem à Nossa Senhora do Carmo esteve acompanhado da esposa, prefeita de Canhotinho, Sandra Paes (Republicanos).
Leia menos
O advogado Antônio Campos protocolou, hoje, na 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, uma manifestação com pedido de tutela de urgência incidental na Ação Popular que discute o futuro da Ferrovia Transnordestina no Estado, que já se encontra em trâmite e que teve um recurso julgado pelo TRF, parcialmente procedente.
O objetivo é obter uma liminar que determine à União e à Infra S.A. o imediato prosseguimento de todas as providências administrativas e preparatórias relacionadas ao trecho Salgueiro–Suape que não estejam expressamente suspensas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Ele também fará uma representação ao Ministério Público de Contas pedindo atenção e providências quanto ao caso.
Leia maisA petição foi apresentada após a deliberação do Plenário do TCU, ocorrida em 15 de julho, que esclareceu o alcance da decisão anterior sobre a ferrovia. Segundo Antônio Campos, a Corte de Contas deixou claro que apenas o início de novas frentes de execução física permanece suspenso, estando autorizada a continuidade de estudos técnicos, projetos de engenharia, procedimentos licitatórios, gestão contratual e demais atos preparatórios.
Na manifestação, o autor sustenta que não existe fundamento jurídico para que a União mantenha a paralisação administrativa do trecho pernambucano, sob pena de transformar uma medida cautelar do TCU em verdadeiro abandono do projeto.
“O próprio Tribunal de Contas delimitou que a suspensão não alcança os estudos, projetos e demais providências administrativas. O que se busca é impedir que a inércia administrativa inviabilize definitivamente a Transnordestina em Pernambuco”, afirma a petição.
Estudo da Sudene reforça viabilidade
A manifestação também destaca como fato superveniente a apresentação, pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), de estudo técnico elaborado para atender às exigências formuladas pelo próprio TCU.
Segundo o documento, o trecho Salgueiro–Suape apresenta Valor Social Presente Líquido (VSPL) positivo de R$ 4,76 bilhões e Taxa de Retorno Econômico de 15,53%, indicadores que, segundo o autor da ação, demonstram a viabilidade socioeconômica do empreendimento e afastam a tese de inviabilidade do ramal pernambucano.
A petição sustenta ainda que a ferrovia possui caráter estruturante para o desenvolvimento regional, ampliando a competitividade do Complexo Industrial Portuário de Suape, reduzindo custos logísticos, fortalecendo cadeias produtivas e contribuindo para a redução das desigualdades regionais previstas na Constituição Federal.
Pedido de liminar
No pedido de tutela de urgência, Antônio Campos requer que a Justiça Federal determine, entre outras medidas:
O autor também pede que União e Infra S.A. sejam intimadas a informar, em até 72 horas, o atual estágio do empreendimento, bem como as providências adotadas após a recente decisão do TCU, além da expedição de ofícios ao próprio Tribunal de Contas da União e à Sudene para encaminhamento dos estudos e documentos técnicos utilizados nas deliberações.
Defesa do trecho pernambucano
Na ação popular, Antônio Campos argumenta que a continuidade das indefinições em relação ao trecho pernambucano compromete o planejamento logístico nacional, enfraquece o Porto de Suape e amplia as desigualdades regionais, enquanto o ramal direcionado ao Porto do Pecém, no Ceará, continua avançando.
Para o advogado, a decisão do TCU não representa um obstáculo à continuidade do planejamento da ferrovia, mas, ao contrário, fornece as condições necessárias para que os órgãos federais avancem na preparação do empreendimento até que sejam cumpridas ou analisadas todas as exigências técnicas para a retomada das obras.
A ação popular tramita na Justiça Federal de Pernambuco sob o nº 0804040-39.2023.4.05.8300, na segunda vara federal. O pedido já foi protocolado e despachado.
Leia menos