Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
O presidente estadual do PSB, deputado Sileno Guedes, declarou, hoje, que Raquel Lyra (PSD) quer inovar com um palanque triplo nas eleições deste ano. Segundo o dirigente, a governadora quer votar em Flávio Bolsonaro (PL), terá que votar no candidato de seu partido à presidência, Ronaldo Caiado (PSD), mas quer a neutralidade de Lula (PT) em Pernambuco. Sileno avaliou que o movimento do Palácio do Campo das Princesas não se sustenta pela relação existente entre o presidente da República e o ex-prefeito João Campos (PSB), pré-candidato a governador apoiado pelo petista.
“Pernambuco tem uma novidade nesta eleição. Na verdade, a governadora tem um palanque triplo. Ela deseja votar em Flávio Bolsonaro, o partido dela vota em [Ronaldo] Caiado e ela quer ter a neutralidade de Lula. Ela quer um palanque duplo, mas não vai ter, não. Ela pode até ficar com o palanque duplo dela, de Flávio e Caiado. O palanque do presidente Lula aqui em Pernambuco, como foi dito pelo presidente nacional do partido e referendado pelo presidente estadual, é o palanque do PSB, é o palanque de João Campos, que assumiu sua posição política muito cedo”, disse, em entrevista à Rádio Folha.
Ainda segundo Sileno, a relação de Lula com João Campos legitima o palanque do pré-candidato a governador como o único que representa os ideais do presidente da República em Pernambuco. A afirmação ocorre após declarações do ministro Wellington Dias (PT) sobre uma suposta neutralidade de Lula no estado, já desmentidas pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva. “Não sei o que levou o ministro a dar essa declaração, mas foi uma declaração que se desmanchou por conta da palavra do presidente nacional do partido e por conta da relação que João Campos tem com o presidente Lula, como presidente nacional do PSB, um dos partidos mais importantes da aliança que levará Lula à reeleição”, completou Sileno.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Não foi uma iniciativa do presidente do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), determinar uma intervenção no diretório do Distrito Federal. O pedido foi feito pelo grupo integrado pelo deputado federal Rafael Prudente. A partir do pedido, ficam suspensas decisões do presidente do partido no DF, o deputado distrital Wellington Luiz, até que a Executiva Nacional resolva o que fazer numa reunião que fará na quinta-feira (11).
Baleia criou ainda uma comissão, presidida pelo deputado Isnaldo Bulhões (AL) para avaliar a situação. Para uma experiente liderança emedebista ouvida pelo Correio Político, uma tremenda confusão, “motivada por meros interesses particulares”, que deveria ter sido evitada.
Leia maisEsse emedebista lembra que foi o próprio ex-governador Ibaneis Rocha quem construiu a aliança que levou Celina Leão a ser sua vice-governadora. No primeiro governo Ibaneis, seu vice-governadora era Paco Britto, hoje no Avante. “Muda agora o comando do governo e aí a saída é querer mudar tudo a quatro meses da eleição? Não vai dar certo”, vaticina. “Conflitos fazem parte da política, e eles se resolvem conversando”.
Ao contrário de partidos com comando central forte – caso, por exemplo do PSD com Gilberto Kassab – no MDB é muito respeitada a decisão regional. Então, foi decisão de Ibaneis Rocha compor a aliança de centro-direita que o levou à reeleição em 2022 e o aproximou do ex-presidente Jair Bolsonaro naquela eleição. “Querer criar um quadro diferente agora não vai dar certo”, considera o emedebista ouvido pelo Correio da Manhã. “Partir às pressas para uma candidatura própria vai fazer o partido perder votos”, avalia.
Na avaliação desse emedebista, se o partido optar por uma candidatura própria sem planejamento, poderá vir a perder votos que afetarão seu desempenho nas eleições proporcionais. “Menos votos é um deputado distrital a menos, é ficar, talvez, sem deputado federal”, alerta. “Eu sempre fui a favor de candidaturas próprias, mas isso não foi construído assim”.
“O plano de Ibaneis era eleger Celina, se eleger senador e, quem sabe, voltar ao governo depois”, diz o emedebista. “Agora, vemos projetos pessoais querendo prevalecer sobre os interesses do partido”, critica. Ele não é contra a candidatura de Ibaneis ao Senado. Mas não pode ser ela a definir toda a estratégia.
Não é possível saber se a decisão do MDB a essa altura irá na direção defendida por esse emedebista. Na verdade, ao compor a aliança com Celina foi Ibaneis quem determinou que o presidente do partido no DF fosse Wellington Moraes. Naquele momento, Ibaneis não tinha muita relação com Rafael Prudente.
A aproximação com Rafael Prudente deu-se na mesma medida em que cresceu a briga de Ibaneis Rocha com Celina Leão. Antes mesmo dele deixar o governo, a ideia de ter Prudente como candidato a governador começou a ser testada. Especialmente depois que o PL indicou que não daria espaço a Ibaneis.
Quando o PL indicou que faria uma chapa pura tendo como candidatas Michelle Bolsonaro e a deputada Bia Kicis, Ibaneis reagiu fortemente. Nesse momento, começou a cogitar Rafael Prudente. Quando em maio Ibaneis anunciou rompimento com Celina, ao seu lado estava o presidente nacional do partido, Baleia Rossi.
Alguns dias depois, porém, Ibaneis recuou e voltou a falar de diálogo com Celina Leão. O emedebista ouvido pelo Correio Político não vê a essa altura outro caminho prudente senão seguir unido a Celina Leão. Mas será a Executiva Nacional, a partir do relatório da comissão presidida por Isnaldo Bulhões.
“O que vai acontecer até outubro a essa altura é imprevisível”, considera o político. “Há espaço para diversas candidaturas de centro-direita?”, questiona. “É possível garantir se José Roberto Arruda [PSD] irá até o fim?, continua. “Que o senador Izalci Lucas [PL] será candidato ao governo?”. “Calma ou todos perdem”.
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A saúde mental infantojuvenil de Arcoverde dará um importante salto de qualidade amanhã, quando o prefeito Zeca Cavalcanti realizará a entrega da nova sede do Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPSi), a partir das 16h. A unidade passa a funcionar em um espaço totalmente renovado, localizado na rua lateral ao Hotel Olho D’Água dos Bredos, oferecendo mais conforto, acolhimento e qualidade no atendimento às crianças, adolescentes e suas famílias.
A unidade foi preparada para oferecer mais conforto, acolhimento e qualidade no atendimento às crianças e adolescentes acompanhados pela rede municipal de saúde mental. Além da nova estrutura física, o serviço contará com importantes novidades, como atendimentos psicológicos individuais, Sala de Atendimento à Crise e atividades de arteterapia.
Leia maisO prefeito Zeca Cavalcanti destacou que a entrega representa mais um investimento da gestão na qualificação da saúde pública do município. “Estamos entregando uma unidade mais adequada, humanizada e preparada para atender nossas crianças e adolescentes com a atenção que eles merecem. O novo CAPSi reforça nosso compromisso de fortalecer a rede de saúde e oferecer serviços cada vez melhores para a população de Arcoverde”, afirmou.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Maria Clara, os novos serviços ampliam as possibilidades de cuidado e acompanhamento dos usuários. “Além da nova estrutura física, estamos ampliando significativamente a oferta de serviços. Os atendimentos psicológicos individuais, a Sala de Atendimento à Crise e a arteterapia chegam para fortalecer o cuidado integral às nossas crianças e adolescentes, oferecendo novas estratégias terapêuticas e um acompanhamento ainda mais humanizado para os usuários e suas famílias”, afirmou.
A nova sede representa um avanço na rede de atenção psicossocial do município, oferecendo melhores condições de trabalho para os profissionais e um ambiente mais acolhedor para usuários e familiares.
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Em entrevista à CNN Brasil, há pouco, a governadora Raquel Lyra (PSD) deu indícios de que o deputado Eduardo da Fonte (PP) não estará na sua chapa como candidato ao Senado representando a federação Progressista (PP-UB), mas o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. Depois das declarações mais recentes de Raquel, o suspense ficou ainda maior e com isso tende a perder o apoio da federação, controlada no Estado por Dudu da Fonte, como é mais conhecido.
“A gente vai apresentar uma chapa que represente isso [realizações de seu governo], agradecendo a todos que hoje já estão caminhando comigo, inclusive Túlio e Miguel”, declarou Raquel, quando perguntada se Miguel e o deputado Túlio Gadelha (PSD) seriam ungidos candidatos ao Senado em sua chapa.
Leia maisO movimento é uma ducha de água fria nos planos de Dudu da Fonte, que tem apostado tudo na relação com Raquel na esperança de se eleger senador. Se preterido, ele tem o poder de tirar a Federação Progressista do palanque da governadora.
Uma eventual mudança nesse sentido pode comprometer a reeleição de Raquel em estrutura e tempo de televisão.
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O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de hoje. Paraibano e servidor de carreira da instituição há mais de 30 anos, Vieira vai falar sobre os desafios do programa Minha Casa, Minha Vida, o processo de modernização do banco e o alerta que tem feito sobre o futuro do financiamento habitacional no País.
Na entrevista, Carlos Vieira também deve abordar os resultados históricos alcançados pela instituição. A Caixa registrou lucro líquido recorrente recorde de R$ 15,5 bilhões em 2025, crescimento de 10,4% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pelo desempenho do crédito imobiliário, que alcançou R$ 246,4 bilhões em contratações.
Leia maisVieira irá tratar das ações da Caixa que beneficiam a população do Nordeste, como o Minha Casa, Minha Vida e o programa Reforma Brasil e a atuação do banco no Microcrédito. Vieira ocupou diversos cargos estratégicos na Caixa antes de assumir a presidência.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Everardo Maciel
A promessa de simplificação do sistema tributário brasileiro tem enorme apelo midiático, embora o tema seja tratado de forma descuidada e superficial. É provável que o recém-falecido pensador Edgar Morin, principal formulador do pensamento complexo, estranhasse os termos desse debate.
A simplificação por meio da redução de tributos é tese de fácil assimilação, por isso a reforma tributária do consumo prometeu extinguir o ICMS, o ISS, o IPI, o PIS e a Cofins, substituindo-os por um IVA dual e um imposto seletivo. Assim, foram instituídos o IBS e a CBS – tributos que se presumem distintos, em homenagem à anunciada dualidade, porém sujeitos a uma mesma legislação.
Leia maisJá o IPI sobreviveu, ao menos parcialmente, para preservar o “potencial competitivo” da Zona Franca de Manaus fazendo companhia ao imposto seletivo, que deveria sucedê-lo. Para compensar eventuais perdas de arrecadação dos Estados, a reforma também previu uma contribuição específica sobre a exportação de bens primários e semielaborados, de duvidosa racionalidade.
Até 2033, os novos tributos conviverão com os antigos, com custos de conformidade dupla para o contribuinte. Como o processo tributário é muito moroso, as demandas judiciais dos tributos extintos ainda vão perdurar por um longo tempo após sua extinção. Elas se juntarão às ações que advirão da reforma – algumas, aliás, já propostas -, sem que sequer se saiba qual será o processo judicial aplicável aos novos tributos.
Sempre se disse que a extensão e a índole analítica da matéria tributária na Constituição seriam causa, talvez a principal, da “complexidade” tributária. Após a reforma, a Constituição passou a abrigar incríveis 653 normas tributárias (eram 144 no texto original da Constituição de 1988 e 85 na de 1967), não computadas as que virão com a futura emenda do processo tributário judicial.
O disciplinamento infraconstitucional da reforma (Leis Complementares nº 214 e nº 227, e Regulamentos da CBS e do IBS) soma 14.367 dispositivos, sem considerar as leis complementares ainda a editar, a reconhecida provisoriedade dos regulamentos e os previstos atos conjuntos da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS. A Lei Complementar nº 227 alterou 224 dispositivos da nº 214 e 13 dos seus dispositivos foram objeto de vetos, ainda não apreciados pelo Congresso.
A verdade é que essa “simplificação” só será plenamente percebida com a implantação da reforma. Reproduzindo a mordacidade do humor vienense na Primeira Guerra Mundial: é desesperador, mas não é sério.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) também pode negar, hoje, a proposta de delação de Daniel Vorcaro. O ex-banqueiro já recebeu uma primeira recusa da Polícia Federal (PF) e passou a tentar uma segunda proposta, que também deve ser negada na PF.
No caso da PGR, ainda não há negativa declarada, mas nos bastidores da investigação aceitar a delação é considerada a hipótese menos provável. Isso porque, segundo apurou o blog da Camila Bomfim, ou Vorcaro não entrega o fato inteiro ou não tem as provas para corroborar o que ele diz.
Leia maisAs versões contadas por ele vão perdendo embasamento a cada operação deflagrada sobre o caso Master e a cada nova descoberta de informações a partir do celular dele. Investigadores afirmam que uma parte da documentação que poderia confirmar alguns pontos da delação de Vorcaro ele não tem mais acesso.
Isso porque esses documentos estão na contabilidade do Master, banco que foi liquidado e saiu do controle de Vorcaro. Agora, está sob a gestão de um liquidante. Além disso, há uma percepção que Vorcaro joga com o tempo, porque não há limite de prazo para a delação e, se essa proposta de agora não for aceita, ele pode fazer uma nova tentativa, apresentando mais provas.
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O Ginásio Egydio Torres de Carvalho ficou lotado, no último domingo, durante a primeira etapa de apresentações das quadrilhas juninas contempladas pelo Edital nº 003/2026 da Fundação Cultural de Serra Talhada (FCST). O evento marcou a abertura oficial do calendário de exibições das agremiações apoiadas pelo município, reunindo centenas de pessoas em uma celebração das tradições, da música, da dança e da cultura popular sertaneja.
Instituído pela Lei Municipal nº 1.974, de 2023, o programa de incentivo às quadrilhas juninas chega ao seu quarto ano consecutivo fortalecendo grupos culturais do município. Nesta edição, as agremiações foram contempladas em quatro categorias, com investimentos que contribuem para a produção dos espetáculos, a confecção de figurinos, a montagem de cenários e a mobilização de profissionais ligados à cadeia produtiva da cultura.
A prefeita Márcia Conrado destacou a importância da iniciativa para a valorização da identidade cultural do município. “As quadrilhas juninas fazem parte da nossa história e da nossa identidade cultural. Ao investir nessas agremiações, estamos preservando tradições, gerando oportunidades para artistas e profissionais da cultura e fortalecendo uma manifestação que reúne famílias, emociona a população e mantém viva a essência do nosso São João”, afirmou.
Por Janguiê Diniz*
O ensino superior privado brasileiro vive um momento de transformação. Durante anos, a dinâmica do setor foi marcada pela expansão da demanda e pela possibilidade de reajustar as mensalidades sem impactos significativos sobre a captação de estudantes. Hoje, contudo, a realidade é outra. Em um ambiente cada vez mais competitivo, marcado por mudanças regulatórias, pressões econômicas e um novo perfil de consumidor, a definição dos preços tornou-se um reflexo da capacidade das instituições de demonstrar valor.
Essa é uma das constatações da pesquisa Cenário de Precificação da Graduação – Brasil 2026. O mapeamento é realizado há 15 anos pela Hoper Educação e, nesta edição, contou com a parceria da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). Mais do que registrar valores de mensalidades, o levantamento ajuda a compreender os movimentos que estão redesenhando o mercado da educação superior privada brasileira.
Leia maisOs dados revelam uma realidade emblemática: as mensalidades presenciais registraram queda real de 4,3% em 2026 na comparação com o ano anterior. A mediana nacional dos valores efetivamente praticados pelas instituições chegou a R$ 835, enquanto a educação a distância manteve-se em um patamar significativamente inferior, com R$ 214.
À primeira vista, essa redução pode parecer contraditória em um período de inflação acumulada e aumento dos custos operacionais. No entanto, ela revela uma mudança estrutural importante: o estudante está mais atento à relação entre investimento e retorno. Hoje, mais do que perguntar quanto custa, ele avalia se a formação vale o investimento.
Nesse contexto, a decisão de ingresso já não se baseia apenas na tradição ou no prestígio da marca institucional. Infraestrutura física, recursos tecnológicos, experiências acadêmicas, empregabilidade, flexibilidade dos formatos de oferta e qualidade percebida passaram a exercer influência crescente sobre a escolha.
Não por acaso, a pesquisa conclui que a precificação deixou de ser apenas uma estratégia financeira para se tornar uma expressão do posicionamento institucional. Em um ambiente de forte competição, instituições que não conseguem demonstrar diferenciais concretos acabam pressionadas a disputar mercado por meio de descontos e reduções de preço.
A transformação também é impulsionada pelo novo marco regulatório da educação a distância. A publicação do Decreto nº 12.456/2025 inaugurou uma nova configuração para o setor, impulsionando a expansão do formato semipresencial. O movimento já produz efeitos sobre o mercado. Combinando maior flexibilidade que o ensino presencial e experiências acadêmicas mais robustas que a EAD convencional, o semipresencial vem ocupando um espaço estratégico na oferta das instituições. Contudo, segundo a pesquisa, muitas delas ainda praticam mensalidades próximas às da EAD, apesar dos custos mais elevados.
Essa nova configuração também ajuda a explicar parte da pressão sobre os preços dos cursos presenciais. Em geral, o estudante encontra no semipresencial o equilíbrio entre custo, flexibilidade e experiência acadêmica. Trata-se de uma variável que influenciará cada vez mais a dinâmica concorrencial dos próximos anos.
Os resultados observados em áreas específicas também reforçam a tendência de queda. As Engenharias, tradicionalmente associadas a cursos de maior valor agregado, apresentaram uma das maiores reduções de preço da série histórica. A mediana das mensalidades presenciais caiu de R$ 1.743, em 2016, para R$ 967, em 2026, refletindo a combinação entre retração da demanda, ampliação da oferta e aumento da concorrência.
Já Medicina permanece como o curso mais caro do país. Entretanto, o cenário também começa a apresentar sinais de amadurecimento competitivo. As mensalidades variam entre R$ 6,4 mil e R$ 15,8 mil, dependendo de fatores como reputação institucional, localização geográfica e infraestrutura. Contudo, a existência de vagas ociosas (cenário impensável há poucos anos) é um indicativo de que mesmo cursos com alta demanda não estão imunes às mudanças de comportamento dos estudantes.
Há, ainda, um componente econômico relevante. O orçamento das famílias brasileiras continua pressionado por diferentes fatores, o que torna o preço uma variável ainda mais sensível. Por isso, muitas instituições têm ampliado suas políticas de desconto para manter a competitividade. O desafio consiste justamente em equilibrar acessibilidade financeira e sustentabilidade institucional.
Apesar dos desafios, o cenário também traz oportunidades. Maior competição estimula inovação, aprimoramento da qualidade acadêmica, modernização da infraestrutura e desenvolvimento de novas experiências de aprendizagem. Para os estudantes, isso significa acesso a um mercado mais diversificado, com maior variedade de formatos, preços e propostas de valor.
Em síntese, o que os dados de precificação mostram é que o setor ingressou em uma nova etapa, em que crescimento, qualidade, inovação e sustentabilidade precisam caminhar juntos. Mais do que definir quanto custa um curso, é preciso demonstrar que ele vale a pena. Este é o novo cenário para o qual todas as instituições que quiserem se manter relevantes precisam estar preparadas.
*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.
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JC On-line
O Grupo Preserve Liserve mais uma vez está entre as marcas mais lembradas pelos pernambucanos no JC Recall de Marcas 2026, reconhecimento que a empresa relaciona à trajetória construída no setor de segurança privada, logística de valores e terceirização de serviços ao longo das últimas décadas.
Com atuação iniciada em 1975, o grupo reúne as empresas Preserve Segurança e Transporte de Valores, Liserve Vigilância, Liserve Serviços e Terceirização, Sapiens e Partinvest. Atualmente, a operação está presente em sete estados do Nordeste, com 20 bases operacionais instaladas em capitais e cidades do interior de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Leia maisFelipe Gomes, diretor comercial do Grupo Preserve Liserve, afirmou que o reconhecimento no JC Recall representa a consolidação de um trabalho voltado à credibilidade e à continuidade dos serviços oferecidos pela companhia.
“Receber, mais uma vez, esse reconhecimento é extremamente gratificante para todo o Grupo Preserve Liserve. Ser lembrado pelo mercado como referência no setor de segurança demonstra a força de uma trajetória construída com muito trabalho, seriedade e compromisso com a excelência”, declarou.
Segundo o executivo, o reconhecimento também está ligado à confiança construída junto a clientes, colaboradores e parceiros ao longo dos anos. “Mais do que um prêmio, esse reconhecimento reflete a confiança que conquistamos ao longo dos anos e reforça nosso propósito de evoluir continuamente, investindo em pessoas, tecnologia e eficiência operacional”, afirmou.
Felipe Gomes acrescentou que a lembrança espontânea da marca no levantamento também representa uma conquista compartilhada entre as equipes da empresa. “É também uma conquista compartilhada com nossos colaboradores, clientes e parceiros, que fazem parte dessa história e contribuem diariamente para que a nossa marca siga sendo sinônimo de credibilidade e qualidade”, disse.
Tecnologia e inteligência operacional
O Grupo Preserve Liserve afirma que os investimentos em tecnologia e inteligência operacional fazem parte da estratégia adotada para acompanhar as mudanças no setor de segurança privada e serviços.
De acordo com Felipe Gomes, a integração entre inovação tecnológica e capacidade operacional deve ganhar ainda mais espaço nos próximos anos. “O futuro do setor de segurança está diretamente ligado à integração entre tecnologia, inteligência de dados e capacidade de resposta operacional”, afirmou.
Expansão e fortalecimento institucional
Segundo Felipe Gomes, a fortaleza da companhia está ligada à capacidade de unir experiência, gestão operacional e atualização tecnológica. “Nosso diferencial está na combinação entre experiência, tecnologia, inteligência operacional e gestão eficiente, permitindo entregar soluções personalizadas, com alto padrão de qualidade, segurança e confiabilidade”, afirmou.
O executivo acrescentou que a companhia pretende seguir investindo na modernização dos serviços oferecidos ao mercado. “Ao longo da nossa trajetória, buscamos evoluir continuamente para acompanhar as novas demandas do mercado e oferecer serviços cada vez mais modernos e eficientes”, concluiu.
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O deputado estadual Romero Albuquerque divulgou a criação do Disque Descaso, canal de WhatsApp criado para receber denúncias sobre problemas em serviços públicos estaduais, com atenção prioritária à rede hospitalar.
A iniciativa surgiu após recente fiscalização do parlamentar no Hospital Agamenon Magalhães, onde identificou problemas estruturais e de higiene. De acordo com o parlamentar, um laudo da Vigilância Sanitária indica risco de interdição da unidade. “Esse descompasso entre a propaganda e a realidade enfrentada por quem usa o serviço público, especialmente o sistema de saúde, não pode seguir como se fosse besteira. A vitrine oficial do Palácio não dá conta do que acontece nos corredores dos hospitais”, disse Romero.
O cidadão poderá enviar mensagens de texto, fotos, vídeos e áudios para o número (81) 995593045, relatando situações vivenciadas em unidades de saúde, escolas, delegacias, equipamentos de assistência social e demais serviços de competência do estado. A equipe do mandato realizará a triagem do material, preservando a identidade do denunciante, e encaminhará os casos verificados aos órgãos responsáveis.
Segundo Romero Albuquerque, o objetivo do canal é transformar relatos individuais em fiscalização e produção legislativa. “O Disque Descaso foi criado para dar voz a quem é atendido pelo sistema todos os dias e, muitas vezes, não tem a quem recorrer. Será uma ferramenta de fiscalização permanente do poder público”, informou.
O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) recebeu, na noite desta sexta-feira (6), o título de Cidadão de São Bento do Una. A homenagem foi proposta pelo vereador Pezinho e concedida durante solenidade realizada na cidade, que contou com a presença do prefeito Alexandre Batité, de vereadores do município e de expressivas lideranças políticas do estado.
Para Diogo Moraes, o reconhecimento tem um significado que vai além do político. Em seu discurso, o parlamentar revelou publicamente, pela primeira vez, que parte de sua família tem raízes em São Bento do Una, algo que, segundo ele, sempre soube, mas que nunca usou como argumento para construir sua relação com a cidade.
“Eu nunca falei isso em público. Nunca foi motivo de um discurso meu mostrar as origens, sempre disse que aqui tinha uma parte da minha família, mas nunca transcorri desta forma. Porque eu achava que, se o título de cidadão viesse, era por merecer pelo trabalho que nós fizemos”, afirmou o deputado. Ao encerrar sua fala, Diogo Moraes sintetizou o sentimento da noite: “Nada é mais gratificante do que você ser reconhecido pelo que você fez e, ainda mais, ser reconhecido também pelo que você ainda pode fazer por esta terra.”

