Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou o presidente da Argentina, Javier Milei, como “palhaço” ao comentar, nesta segunda-feira (27), as declarações do líder argentino no lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
A declaração de Durigan foi dada durante entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, na qual o ministro fez uma defesa da condução da economia pelo governo Lula, descartou uma recessão em 2027, afirmou que o País encerrará o atual mandato com as contas públicas mais equilibradas e utilizou indicadores econômicos para rebater as críticas feitas por Milei ao Brasil. As informações são do JC.
Leia mais“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, afirmou Durigan.
Segundo Durigan, a economia brasileira apresenta atualmente um cenário mais favorável do que o argentino em diferentes indicadores. Além do risco-país menor, o ministro destacou que o Brasil registra inflação em trajetória de controle, desemprego em mínima histórica, recordes na balança comercial, uma safra agrícola expressiva e queda do desmatamento.
A fala foi dada no momento em que o ministro respondia a questionamentos sobre a possibilidade de uma desaceleração mais intensa da economia brasileira nos próximos anos e sobre a necessidade de novos ajustes fiscais para conter o avanço da dívida pública. Durigan rejeitou a hipótese de uma recessão em 2027 e afirmou que previsões nesse sentido desconsideram os fundamentos atuais da economia brasileira.
Durante a entrevista, o ministro afirmou que parte das avaliações mais pessimistas sobre a economia brasileira tem sido utilizada no debate político.
“Em 2022 diziam que o Brasil ia virar a Venezuela, que o risco Brasil ia explodir e que o dólar ia disparar. Hoje o dólar está mais baixo, o risco Brasil está em uma das mínimas históricas e a situação do emprego e da inflação é muito melhor. Estão usando esse discurso de forma eleitoral”, declarou.
Embora tenha reconhecido que o País ainda enfrenta desafios, especialmente em relação aos juros elevados e ao nível de endividamento público, Durigan sustentou que o principal problema da economia brasileira atualmente não é um desequilíbrio das contas públicas.
“O que é verdade é que os juros do País seguem altos e o endividamento segue alto. Temos essa milha final para cumprir, que é reduzir os gastos obrigatórios, consolidar a trajetória fiscal e criar condições para que o Banco Central possa trabalhar com juros menores”, afirmou.
O ministro também voltou a defender que o governo encerrará o mandato com uma situação fiscal mais sólida do que a encontrada em 2023.
Segundo ele, o déficit registrado no primeiro ano da atual gestão decorreu principalmente do pagamento de precatórios represados e da compensação aos estados pelas perdas de arrecadação do ICMS pelo governo Bolsonaro, enquanto as contas públicas passaram a apresentar equilíbrio a partir de 2024.
A declaração de Durigan ocorre um dia após Javier Milei desembarcar no Brasil para participar da convenção nacional do PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Durante o evento, realizado no sábado (26), o presidente argentino fez um discurso de cerca de meia hora em espanhol, no qual afirmou que a América Latina vive uma “transformação política” em direção à direita e associou a candidatura de Flávio a esse movimento.
Milei também fez ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem voltou a chamar de “presidiário”, e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, classificado por ele como “lixo careca”. O argentino ainda criticou a decisão de Moraes que negou seu pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A resposta institucional do governo brasileiro às declarações de Milei foi dada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Em entrevista exibida no domingo (26), o chanceler classificou as falas do presidente argentino como “ríspidas, grosseiras e inaceitáveis”.
“Nós precisamos de explicações do governo argentino sobre o motivo de o presidente da Argentina ter vindo ao território brasileiro fazer esse tipo de manifestação e declarações ríspidas, grosseiras e inaceitáveis. Todo o episódio é extremamente grave e inaceitável”, afirmou.
Ainda no domingo, o Itamaraty informou ter convocado o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para transmitir a “repulsa do governo brasileiro aos impropérios emitidos pelo presidente Javier Milei” e solicitar explicações formais sobre o episódio.
Por determinação de Mauro Vieira, o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, também foi chamado a consultas em Brasília, medida considerada um forte gesto diplomático de protesto.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que não há precedentes de um presidente estrangeiro utilizar território brasileiro para atacar o chefe de Estado, instituições democráticas e o Poder Judiciário do País, classificando o episódio como “especialmente lamentável” diante da relação histórica entre Brasil e Argentina.
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Ainda sem a definição de um vice para a chapa, o Novo oficializou nesta segunda-feira (27) em Brasília o nome do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como candidato à presidência da República.
O anúncio foi feito em convenção nacional da legenda em Brasília e contou com a presença do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro.
“Se tem algo, talvez o maior legado que o Zema tenha deixado em MG, e o que a gente quer mostrar para o brasileiro que é capaz de fazer no Brasil é que uma boa gestão com pessoas capacitadas e corajosas enterra o PT. Como nós enterramos em MG e vamos enterrar o PT no Brasil”, afirmou Ribeiro.
Leia maisZema foi governador de Minas Gerais de 2019 a março de 2026, quando renunciou à cadeira para disputar a presidência.
O empresário é nascido em Araxá, tem 61 anos, e é formado em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Zema tem histórico de aproximação com a família Bolsonaro. O candidato apoiou Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022.
Recentemente, subiu o tom contra Flávio, filho de Jair Bolsonaro e candidato do PL ao Palácio do Planalto, pelas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, envolvido em uma fraude de bilhões de reais. Zema negou ser vice na chapa de Flávio.
Com a candidatura oficializada, Zema ainda busca um nome para ocupar o posto de vice em sua chapa.
O ex-governador esteve perto de ter Geraldo Rufino, filiado ao Podemos, como vice, mas o empresário se lançou como pré-candidato ao Senado em São Paulo.
No último sábado (25), Zema elogiou o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como um possível vice.
“Já comentei com o ministro Joaquim Barbosa que, indo ao Rio de Janeiro, quero sim ter um encontro com ele”, afirmou.
Ainda como pré-candidato, Zema adotou um tom crítico ao STF após a revelação de possíveis conexões dos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master.
Zema divulgou vídeo em que os ministros são retratados de forma irônica por meio de fantoches, em um vídeo que trata do caso Master.
Na linha de criticar o Supremo, Zema disse que Joaquim Barbosa representa o “oposto de vários ministros do STF”.
“Tenho certeza que ninguém da família dele, nem ele próprio, obteve contratos e vantagens como os atuais ministros têm obtido”, afirmou.
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O pré-candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB) recebeu, neste domingo (26), o apoio do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco (Sintro-PE). A entidade, que reúne mais de 22 mil trabalhadores do transporte rodoviário urbano de passageiros no Recife, Região Metropolitana, Mata Sul e Mata Norte, também declarou apoio à pré-candidatura de Breno Araújo (PT) à Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Durante as comemorações do Dia do Rodoviário, Gabriel Porto afirmou que o apoio da categoria fortalece sua pré-campanha. “Contar com a confiança de uma categoria com tanta representatividade é a confirmação de que nosso projeto está no caminho certo, dialogando e construindo relações com diversos setores da sociedade. Temos o compromisso de defender direitos e lutar por avanços para os trabalhadores e estaremos ao lado dos rodoviários na concretização de novas conquistas”, disse.
A nova pesquisa do Instituto Múltipla, contratada pelo Blog do Nill Júnior e divulgada nesta segunda-feira (27), mostra um cenário de equilíbrio na corrida pelo Governo de Pernambuco. No levantamento estimulado, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o pré-candidato João Campos (PSB) registra 40%. Ivan Moraes (PSOL) soma 1%, com 7% de indecisos e 8% de votos brancos e nulos.
Apesar da vantagem numérica de quatro pontos para Raquel, o resultado configura empate técnico, já que a pesquisa tem margem de erro de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos. Nesse intervalo, a governadora oscila entre 40,7% e 47,3%, enquanto João Campos varia entre 36,7% e 43,3%, fazendo com que as faixas de ambos se sobreponham estatisticamente.
Leia maisO levantamento também reforça o ambiente de competitividade observado em pesquisas recentes, indicando uma disputa aberta entre os dois principais candidatos. Na simulação de segundo turno, Raquel Lyra aparece com 45% e João Campos com 41%, resultado que igualmente permanece dentro da margem de erro, caracterizando novo empate técnico.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 26 de julho, ouviu 900 eleitores e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-00028/2026. A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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Ppr Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O PL montou uma grande banca de advogados para implementar uma estratégia que já esboçou na convenção que oficializou, no sábado (25), a candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (RJ): testar ao máximo os limites da legislação, trabalhando até onde ela permita ir. É a velha tática de adaptação militar de que já falamos aqui no Correio Político: a tomada de cabeças de ponte, o avanço no território inimigo — se o inimigo permitir, avança-se dali; se reagir, recua-se.
No sábado, a estratégia foi testada no uso da imagem em Inteligência Artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro e no discurso do presidente da Argentina, Javier Milei, no evento. Duas tentativas pensadas, com a ajuda dos advogados, para levar ao limite a interpretação da legislação. Se a Justiça Eleitoral aceitar que nada houve, a campanha avança a partir do ponto permitido.
Leia maisVitimização e perseguição
Se considerar que houve problemas, os advogados apostam em situações que, no máximo, gerarão multa e não cassação da candidatura. Mas que também permitirão a construção de um discurso de vitimização: de que o sistema desde sempre os persegue. Na convenção do PL, coube a Carlos Bolsonaro, o filho 02, candidato ao Senado por Santa Catarina, fazer o discurso antissistema. No dia seguinte, no domingo (26), o PSD oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado, com Gilberto Kassab como vice.
Escolha pela rejeição
Era o anúncio da candidatura da direita que respeita e é ligada ao sistema. Tanto que Caiado se apresentou como o candidato que é o oposto do “Kinder Ovo”: com ele “não tem uma surpresinha a cada dia”. Para o advogado e analista Melillo Dinis, o sábado e o domingo representaram dois caminhos para lidar com o dado principal das eleições deste ano: a escolha pela rejeição. “As candidaturas apresentadas são parte de um fenômeno da política nacional. E que têm, em comum, a percepção do eleitor rejeitor”, explica Melillo.
Voto que na verdade vira veto
Nas eleições deste ano, boa parte do sentimento do eleitorado é marcada pela rejeição. “Voto é veto”, explica Melillo. Nesse tipo de situação, continua, reforçar a ideia de que se é antissistema ajuda a provocar o sentimento do eleitorado. Trata-se do candidato que é contra tudo o que aí está. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi eleito com esse discurso. Javier Milei foi eleito presidente da Argentina dessa forma.
Menos entusiasmo
Embora a polarização entre o lulismo e o bolsonarismo ainda mova boa parte do eleitorado, quem vai de fato definir a eleição não tem entusiasmo nem por um lado nem pelo outro. “Hoje, boa parte da direita é movida menos pelo entusiasmo com um projeto comum e mais pelo antilulismo”, considera Melillo.
No sistema
É a partir daí que as estratégias do PL, com Flávio, e do PSD, com Caiado, se dividem. Embora seja senador e seu pai, Jair, tenha sido também político em boa parte da sua vida, os dois se apresentam como adversários de um sistema que os persegue. Já Caiado e Kassab são parte desse sistema. Como também faz parte o empresariado brasileiro.
Previsibilidade
No caso, então, Caiado e Kassab se apresentam como garantias de previsibilidade. Para quem considera a previsibilidade um ativo importante. E ele é fundamental no mundo dos negócios. O mundo da indústria, do agronegócio, do mercado financeiro. Caiado tentará avançar apostando nessa garantia, alicerçada pela sua experiência política.
O anti
Agora, em alguns lugares, o empresariado também se encantou pela ideia do antissistema. E a vizinha Argentina é um exemplo disso. Mas lá foi necessária a existência de uma situação de caos econômico que ainda não chegou ao Brasil. Daí o discurso de Javier Milei na convenção do PL: ainda não chegou ao Brasil, mas vai chegar.
Bolsonaro em IA
Advogado especialista em direito eleitoral, Melillo Dinis comenta as tentativas no limite usadas pelo PL na convenção. “A utilização da IA de Bolsonaro pode dar problema”, considera. “A legislação exige identificação ostensiva do conteúdo sintético produzido por IA, mas estabelece diversas vedações específicas. Pode levantar questionamentos.”
Milei
“A legislação eleitoral brasileira contém restrições quanto à interferência estrangeira no processo eleitoral e ao financiamento ou influência externa, mas não existe uma proibição segundo a qual qualquer chefe de Estado estrangeiro esteja impedido de manifestação política ou de aparecer em um evento de campanha”, conclui Melillo.
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Por Luciano Bivar*
Ao final do Jantar de Gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca em 24 de julho passado, o presidente americano exibe um boné “trump 28”.
Trazendo essa mensagem para meu país de estruturas democráticas de direito, me causa espécie, como nossa minoria, embora represente cerca de 20% da população não enxerga essa mensagem.
Leia maisSão tantos valores envolvidos que jamais tivemos uma opção com tanta convicção de que lado estaremos. Assistindo a um comentarista americano da Fox News, ele dizia que o governo americano empurra o Brasil para a China, mas não somente para a China, para a Ásia como um todo.
O jornalista brasileiro Igor Maciel, falou nos perigos em o Brasil vender cada vez mais para a China, enquanto a China trabalha e se planeja para independer das importações brasileiras.
Mas, essa volúpia chinesa no desenvolvimento de tecnologias capazes de diminuir a necessidade de compras externas, deve-se às incertezas do amanhã, onde mesmo aqui, no nosso país, uma corrente radical de direita, submete-se a compromissos entreguistas, como se voltássemos ao colonialismo da Coroa Portuguesa. Desta vez, pensamentos, que felizmente são minorias nos Estados Unidos, querem a qualquer custo monopolizar o hemisfério sul sem saber que põe em xeque seu maior valor que é a credibilidade de sua moeda.
Negociações hoje já começam figurar em contratos comercias em cestas de moeda devido as incertezas monetárias, dessa ou daquela moeda específica como a única referência comercial.
O mundo ocidental está inseguro, embora confie no país com ideais libertários e democráticos que seus ancestrais construíram desde 1789, mas já existe em curso uma corrida armamentista da União Europeia, porque a confiança no seu velho e histórico aliado está cada vez mais se esvaindo.
Deus salve nossa República, altaneira e independente e só depende de nossa democracia o caminho que possamos trilhar.
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O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) emitiu parecer prévio recomendando à Câmara Municipal de Taquaritinga do Norte a rejeição das contas de governo do ex-prefeito Ivanildo Mestre Bezerra (Lero) referentes ao exercício financeiro de 2024. O voto, de relatoria do conselheiro Valdecir Pascoal, aponta irregularidades como o descumprimento do mínimo constitucional de 25% para a educação, recolhimento a menor de contribuições previdenciárias ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e abertura de créditos suplementares sem autorização legislativa.
Segundo a auditoria, o município aplicou 22,10% da receita vinculável em manutenção e desenvolvimento do ensino, abaixo do percentual exigido pela Constituição Federal. O parecer também registra déficit financeiro de R$ 7,97 milhões, inscrição de restos a pagar sem cobertura financeira, descumprimento da aplicação mínima da complementação da União (VAAT) em despesas de capital e falhas em transparência, planejamento e transição de governo. O ex-prefeito teve o pedido de dilação de prazo aceito, mas não apresentou defesa.
Apesar das irregularidades, o TCE-PE registrou que o município cumpriu os percentuais mínimos de aplicação em saúde e de remuneração dos profissionais da educação com recursos do Fundeb, além de manter a despesa com pessoal e a dívida consolidada dentro dos limites legais. O parecer recomenda a adoção de medidas corretivas pelo Poder Executivo, mas a decisão final sobre a aprovação ou rejeição das contas caberá à Câmara Municipal de Taquaritinga do Norte.
Por Marcus Prado – Diario de Pernambuco
O texto do jornalista André Guerra, “Retorno dos homens, fúria dos deuses” (“Diario de Pernambuco”, 16 de Julho/26), sobre o filme “A Odisseia”, do famoso diretor Christopher Nolan — inspirado no épico do poeta grego Homero (928a.C.998a.C.), será visto como um bom roteiro de leitura para quem deseja assistir ao filme, que promete ser um dos gigantes de bilheteria na atual temporada.
Faz lembrar, o texto de André, um tempo e tradição de profissionais ligados à Sétima Arte que passaram pela redação do DP. Isto sem falar da contribuição, como analistas de clássicos da cinematografia mundial no Suplemento Literário do DP, dos filósofos pernambucanos Lourival Vilanova, José Souto Maior e Evaldo Coutinho, professores de Filosofia da UFPE — tendo Evaldo ampliado suas pesquisas na obra monumental “A Imagem Autônoma”.
Leia maisTamanho domínio e erudição tinham sobre o tema que, se não fosse a escolha pela cátedra, teriam sido autores de obras fundamentais sobre a hermenêutica da linguagem, a essência fílmica. Para eles o filme não era apenas um produto de entretenimento ou um simples registro da realidade, mas um produto complexo que exige um processo de interpretação — uma “leitura” ativa — para desvelar as camadas de sentido que residem além da superfície da imagem.
A Odisseia, adaptada para o cinema diversas vezes, tema pleno de desafios, inspirador do filme de Nolan (Custou na nossa moeda R$ 1, 3 bilhão), é um dos pilares da literatura ocidental atribuído a Homero e centra-se no Odisseu (conhecido pelos romanos como Ulisses), A obra descreve sua jornada de dez anos para retornar a casa após o fim da Guerra de Troia.
O Odisseu de Homero não é um herói definido apenas pela força física, mas, acima de tudo, pela sua astúcia, inteligência e resiliência. Ele é o “homem de muitos recursos”, capaz de criar estratégias brilhantes — como o famoso Cavalo de Troia — para superar obstáculos que pareciam impossíveis (belo e inspirador, por sinal, o Cavalo de Troia de Francisco Brennand).
Não sei dizer se Nolan, para produzir o seu filme, teria lido, entre as suas fontes de consulta, o que disse um dos mais eruditos filósofos brasileiros, Damião Berge (1895-1978), teólogo, historiador da filosofia e frade franciscano, tão admirador de Joaquim Nabuco. Ele destaca em seu monumental livro “O Logos Heraclítico” (Editora Vozes, páginas 154-158). — já comentado por mim — o que Heráclito de Éfeso disse a respeito de Homero.
Para se ter uma ideia, o julgamento de Heráclito, no dizer de Berge, foi um dos confrontos intelectuais mais famosos de seu tempo. Vejamos: para Heráclito, o poeta épico “falhava” em compreender a realidade profunda e o Logos, a razão universal que rege o cosmos, focando apenas na superfície das coisas. “Houve ali uma incapacidade de transcender o imediato em direção ao Logos”, “o que descreve uma verdadeira condição de miopia ontológica”; “(…) imerso no fluxo incessante das aparências, é incapaz de decifrar a gramática invisível que estrutura a existência”.
“Ao focar apenas na superfície, o sujeito habita o ‘plano do ruído’. Nesse estágio, “a realidade é percebida como uma sucessão caótica de eventos, objetos e sensações sem coesão”. Heráclito, muito temido no seu tempo, o Gregório de Matos da Jõnia, teve um famoso defensor:Werner Jaeger (1888=1961), na sua também monumental “Paideia”.
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Por Marcelo Damasceno*
O grupo político Bezerra Coelho desembarcou do bolsonarismo quando Miguel Coelho (UB) acertou sua aliança com o Lulismo do então prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Naquele acerto, o deputado Antonio Coelho (UB) deixava o mandato para ser secretário municipal de Turismo na capital pernambucana. Era a sinalização para o projeto conjunto de João Campos para o governo de Pernambuco e Miguel Coelho para o Senado.
Leia maisA família Bezerra Coelho assumia sua volta ao Lulismo. Com as definições da Frente Popular de Pernambuco com uma chapa puro-sangue de esquerda, Miguel Coelho mudou o eixo de sua obsessão pelo Senado, pulando para o palanque governista de Raquel Lyra (PSD), que tem assumido desde a pré-campanha seu Lulismo ao definir para concorrer ao Senado o esquerdista Túlio Gadêlha.
E escondeu durante esse tempo todo os bolsonaristas debaixo do palanque. Raquel Lyra sabe que Miguel Coelho hoje é um implícito eleitor de Lula.
Embora tenha anunciado aposentadoria da política, o decano Fernando Bezerra Coelho, ex-senador eleito na esquerda, ex-ministro de Dilma Rousseff, sabe bem dos corredores do PT e tem seus interlocutores no Lulismo. Até agora, nenhuma entrevista de Miguel Coelho dá qualquer sinal de que vá pedir voto para Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. Os Bezerra Coelho estão colados no lulismo de Raquel Lyra e já não há caminho para regressar.
*Radialista e articulista político
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O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, será o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’, projeto deste Blog em parceria com a Folha de Pernambuco, nesta terça-feira. Na pauta, as propostas de corte nos juros do crédito consignado para aposentados, a meta de zerar a fila do INSS e a devolução do dinheiro dos aposentados surrupiado por uma quadrilha no escândalo do INSS.
Também a abertura de um crédito extraordinário, no valor de R$ 547 milhões, feita pelo presidente Lula (PT), para ressarcimento dos beneficiários do Regime Geral de Previdência Social que sofreram descontos indevidos. A partir de hoje, por iniciativa do Ministério, milhares de aposentados e pensionistas do INSS começam a receber a devolução de valores descontados de forma irregular em seus benefícios.
Leia maisA devolução é resultado da Operação Sem Desconto, que identificou cobranças indevidas feitas por associações entre março de 2020 e março de 2025. Natural de Caruaru, Wolney se filiou ao PDT em 1992 e, no ano seguinte, se elegeu vereador, onde exerceu a vice-presidência da Câmara Municipal e presidiu a Comissão de Orçamento e Finanças. Em 1994, aos 21 anos, foi eleito deputado federal, tornando-se o parlamentar mais jovem do Brasil a ocupar aquela cadeira.
Já em 1995, foi escolhido vice-líder do PDT na Câmara dos Deputados, iniciando uma longa e destacada trajetória no Congresso Nacional. Com a vitória de Lula nas eleições de 2022, Wolney Queiroz e o PDT integraram a base aliada do novo governo, e ele assumiu o cargo de secretário Executivo do Ministério da Previdência Social, dedicando-se ao avanço dos debates previdenciários com foco na justiça social. Em maio de 2025, Wolney deu mais um passo significativo nessa missão ao ser empossado ministro da Previdência Social.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em empate técnico em um eventual segundo turno da disputa ao Palácio do Planalto contra três pré-candidatos da direita: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD); e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), segundo a pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (27).
Na simulação contra Flávio, Lula aparece com 47% das intenções de voto contra 43% do senador. Brancos, nulos e os que não escolheriam nenhum dos nomes somam 9%, enquanto 1% dos eleitores não soube ou não respondeu. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. As informações são da CNN.
Leia maisLula x Ronaldo Caiado
No cenário contra Caiado, o atual presidente soma 45% das intenções, ante 43% do ex-governador. Os que disseram votar em branco, nulo e os que não escolheriam nenhum dos nomes somam 10%, enquanto 2% dos eleitores não soube ou não respondeu.
Lula x Romeu Zema
Já em uma eventual disputa direta com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o atual presidente vai a 46% contra 42% de Zema.
Do total de entrevistados 11% disseram votar em branco, nulo ou em nenhuma das opções, enquanto 1% não souberam ou não responderam ao levantamento.
Lula x Renan Santos
Em uma última simulação apresentada, Lula pontua 47% contra o coordenador do MBL, Renan Santos (Missão), que aparece com 39%. O cenário representa vitória do petista fora da margem de erro.
Os eleitores que declaram voto em branco, nulo ou em nenhum dos nome representam 13% nesta hipótese. Aqueles que não souberam ou não responderam somam 2%.
Metodologia
A Nexus/BTG entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 24 e 26 de julho, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01489/2026.
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Governadora só subiu no cavalo depois que a missa já havia começado
A governadora Raquel Lyra (PSD) teve que recorrer a estratégias discursivas para esconder seu atraso à Missa do Vaqueiro, neste domingo (26), em Serrita. Nas fotos oficiais, ela até aparece montada em um cavalo, mas, na verdade, não percorreu um metro sequer da cavalgada que é uma tradição da festa. O animal só foi usado como item decorativo para a governadora se apresentar nas redes sociais nos trechos finais da missa.
Raquel chegou com quase três horas de atraso a Serrita. Informações extraoficiais indicam que a UTI aeromédica que ela vem usando para seu próprio transporte apresentou problemas na decolagem de Arcoverde, onde ela pernoitou depois de prolongar, até altas horas do sábado (25), a participação na programação de shows da Expocose, em Sertânia. Um outro avião teria sido deslocado do Recife para garantir que a governadora chegasse a Salgueiro e, a partir de lá, seguisse de carro à Missa do Vaqueiro.
A ausência de Raquel virou motivo de cobranças do público presente, sobretudo por polêmicas recentes envolvendo a falta de apoio estadual ao evento. Até a quarta-feira (22) passada, nem a Prefeitura de Serrita nem o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) tinham noção exata da estrutura e do policiamento preparado para a festa, que são de responsabilidade do Governo de Pernambuco. Durante a missa, a governadora recebeu um manifesto de famílias da região cobrando presença efetiva do poder público estadual em apoio ao evento tradicional.
