Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do cumprimento da pena do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.
Moraes também mandou expedir um mandado de prisão contra o ex-parlamentar, que seja destinado à Polícia Federal, e também incluí-lo no banco de mandados de prisão.
“Expeça-se o mandado de prisão, destinado à Polícia Federal, bem como a inclusão do mandado no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP)”, diz um trecho do documento. As informações são do g1.
Leia maisSegundo a decisão, assinada nesta quarta (7), a condenação transitou em julgado em 3 de outubro, o que significa que o processo chegou ao fim e a pena pode começar a ser executada.
A certificação do trânsito em julgado foi feita pela Secretaria Judiciária do STF em 5 de outubro.
Transitado em julgado é quando não há mais recurso naquele processo e a condenação se torna definitiva, permitindo o início da execução da pena.
Outra medida tomada pelo ministro foi a de determinar o cancelamento de todos os passaportes brasileiros emitidos em nome de Eduardo Bolsonaro, tornando os documentos sem efeito.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde 2025.
Condenação se tornou definitiva
A Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro, por unanimidade, em junho.
Os ministros concluíram que ele cometeu o crime de coação no curso do processo ao atuar para interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo sobre a trama golpista.
Segundo a decisão condenatória, Eduardo utilizou o cargo de deputado federal para buscar sanções de um país estrangeiro contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF e o procurador-geral da República, com a finalidade de constranger autoridades e dificultar o julgamento do pai.
Em setembro, a Primeira Turma rejeitou por unanimidade os embargos de declaração apresentados pela defesa. O voto de Moraes foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
O acórdão sobre esse recurso foi publicado em 22 de setembro. Segundo a nova decisão de Moraes, não houve novos recursos dentro do prazo e o caso transitou em julgado em 3 de outubro.
Passaportes cancelados e direitos políticos suspensos
Além do mandado de prisão e do cancelamento dos passaportes, Moraes determinou a abertura do procedimento de execução penal e o envio à Procuradoria-Geral da República da documentação necessária para a cobrança da multa imposta na condenação, de 50 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos.
O ministro também determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja comunicado. Conforme a decisão, os direitos políticos de Eduardo ficarão suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação criminal transitada em julgado.
A decisão manda ainda comunicar o diretor-geral da Polícia Federal para providências relacionadas à perda do cargo de escrivão da PF, efeito previsto na condenação.
Por que Eduardo foi condenado
A acusação da Procuradoria-Geral da República sustentou que Eduardo atuou nos Estados Unidos para promover retaliações contra o Brasil e integrantes do Judiciário com o objetivo de impedir a condenação do pai na ação da trama golpista.
Na condenação, o STF afirmou que documentos, registros digitais e manifestações públicas comprovaram autoria e materialidade do crime.
O acórdão também considerou que a articulação e o incentivo à adoção de sanções contra autoridades, com o objetivo de influenciar decisões judiciais, configuraram grave ameaça.
A Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa de Eduardo no processo, pediu sua absolvição e sustentou, entre outros argumentos, que as manifestações estavam protegidas pela liberdade de expressão.
Depois da condenação, a DPU apresentou embargos de declaração, rejeitados por unanimidade em setembro.
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, compartilhou com colegas sua preocupação com o recorde de senadores e deputados federais eleitos com pauta anti-STF.
Em conversas, o presidente do tribunal mostrou apreensão e surpresa sobre a composição do Legislativo, que terá uma maioria de expoentes da direita e extrema-direita a partir de 2027.
Um fato que chamou a atenção de Fachin e que ele compartilhou com interlocutores foi o deputado federal mais votado de seu estado, o Paraná: o advogado Jeffrey Chiquini (Novo-PR). As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisChiquini esteve envolvido em um episódio que culminou em ataques verbais e cusparadas contra Melina Fachin, filha do presidente do STF, no ano passado. O advogado e marido de Melina, Marcos Gonçalves, denunciou o que chamou de “agressão covarde” em comunicado nas redes sociais.
Gonçalves vinculou o episódio a um momento de tensão ocorrido na Universidade Federal do Paraná (UFPR), na qual Melina é professora. Na ocasião, estudantes bloquearam o acesso ao prédio do Direito da UFPR, que receberia o evento “Como o STF tem alterado a interpretação constitucional?”. O painel havia sido organizado por apoiadores de Jair Bolsonaro em meio ao julgamento sobre a trama golpista.
A universidade cancelou o encontro, mas o vereador Guilherme Kilter (Novo-PR) e o advogado Jeffrey Chiquini, hoje deputado federal eleito, teriam tentado entrar no local. “Provocação, tumulto e desrespeito às instituições”, citou Gonçalves.
Guilherme Kilter foi o segundo mais votado no estado.
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O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, fará seu primeiro ato de campanha de segundo turno na sexta-feira (9), no Distrito Federal. Será uma caminhada em Ceilândia, a maior cidade-satélite de Brasília. Depois, provavelmente no sábado (10), o petista deverá promover outro ato em Natal (RN).
Esses são os primeiros atos públicos de campanha do petista depois do primeiro turno, quando teve menos votos que o principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O presidente teve 45% contra 47% do candidato bolsonarista. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisLula passou os primeiros dias após o resultado do primeiro turno, disputado no domingo (4), tendo reuniões com aliados para reorganizar sua campanha e reformular seu discurso. Paralelamente, Flávio Bolsonaro recebeu o apoio de partidos e de políticos como o candidato derrotado a presidente Ronaldo Caiado (PSD).
O chefe do governo está agregando à sua equipe de campanha aliados que foram vitoriosos nas eleições estaduais. Também passou a dar mais atenção às redes sociais, meio em que resistiu a entrar nos últimos meses e anos.
As novas peças em vídeo passaram a ter produção mais ágil, com menos edição do que os conteúdos feitos para campanha na televisão. A estética é mais adaptada às redes sociais.
Lula buscou ouvir aliados que têm boa presença digital, como a deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa (PT).
O petista também passou a dar declarações mais fortes sobre a relação entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e o antigo Banco Master, protagonista de um escândalo de fraude financeira. Além disso, endureceu o discurso sobre segurança pública.
Lula tenta uma virada sem precedentes nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, nunca um candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação conseguiu vencer na etapa final.
Os atos de rua realizados pelo petista nas últimas semanas de campanha do primeiro turno foram considerados bem-sucedidos por seus aliados por causa da quantidade de eleitores que foi atraída.
O tamanho das manifestações em cidades como Belém, Salvador e São Paulo fez com que o grupo político de Lula chegasse empolgado para o primeiro turno no domingo da eleição. Isso aumentou o baque sentido por aliados do presidente por causa do resultado das urnas.
O presidente da República busca demonstrar animação e confiança, tanto publicamente quanto em reuniões internas. O petista quer evitar que seu grupo político se desmobilize, o que tornaria ainda mais difícil o esforço para virar a eleição. Em conversas reservadas, petistas avaliam ser pouco provável que o presidente saia vitorioso.
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Um site de venda de criptomoedas lançou na terça-feira (6) um esquema que distribui “tokens” para usuários que compartilharem a mensagem B22 e conteúdos como vídeos que incentivam o voto em Flávio Bolsonaro.
O site está sendo divulgado em um perfil do Instagram com 12,9 milhões de seguidores, o hyperskidsafrica, que arrecada recursos para construir casas para crianças em Uganda, na África. As informações são da Folha de S. Paulo.
Um vídeo das crianças africanas dançando com camisetas amarelas com os dizeres B22 token, cantando “vota, vota e confirma, 22 é Bolsonaro” já teve 1,2 milhão de visualizações. Segundo o site, parte das vendas da criptomoeda B22 irão financiar projetos para as crianças em Uganda.
Leia maisNo vídeo, as crianças incentivam as pessoas a comprar e compartilhar B22. “Por favor, confiem em Nikolas Ferreira, Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal”, dizem as crianças. “O propósito do novo token é ajudar o Brasil. Dê uma chance, vote diferente”.
O site de criptomoedas informa que as pessoas podem ganhar seus tokens (que resultam em benefícios financeiros pela valorização) caso “compartilhem o projeto –faça uma publicação em rede social mostrando que você participa da comunidade B22”.
Segundo o advogado eleitoral Hélio Silveira, que liderou a equipe jurídica da então candidata à Prefeitura de São Paulo Tabata Amaral, em 2024, o esquema segue as mesmas linhas dos campeonatos de cortes de vídeos do então candidato Pablo Marçal.
“Trata-se da mesma lógica e estrutura do que Marçal fazia –oferece incentivos financeiros para as pessoas divulgarem a campanha e o candidato”, diz Silveira. Além disso, segundo o advogado, potencialmente trata-se de uma doação de uma pessoa jurídica, a empresa de criptomoedas, à campanha de Flávio Bolsonaro, ao usar sua estrutura e incentivos financeiros para fazer propaganda do voto no 22, número do senador na disputa à Presidência da República.
Marçal foi condenado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico por causa dos campeonatos de cortes, em que os participantes que conseguissem mais visualizações concorriam a prêmios em dinheiro.
A Justiça Eleitoral entendeu que os campeonatos realizados pelo então candidato, com oferta de prêmios e com a hashtag #prefeitomarçal, feriram a legislação, que veda a concessão de vantagem econômica a pessoas para a veiculação de propaganda eleitoral na internet.
Em dezembro de 2025, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) manteve a inelegibilidade por oito anos de Marçal na ação sobre concurso de cortes feito pelo então candidato à prefeitura.
Procurada, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que responderia ao questionamento da reportagem nesta quinta-feira (7).
O site B22 afirma ser “um movimento que une apoio ao voto 22 e a proposta de ajudar as HypersKids a concluir sua casa em Kampala”. Ainda segundo o site da empresa, “O Brasil 22 Token defende o voto 22 por acreditar nessa proposta para um Brasil melhor. Essa é a posição do movimento, apresentada ao público geral.”
O site faz a ressalva de que a distribuição de tokens é “independente de voto, preferência eleitoral ou divulgação de propaganda eleitoral” e diz que o projeto “não é oficial, não é endossado nem tem vínculo com nenhum político, partido, candidatura ou campanha eleitoral, e não é forma de doação eleitoral.”
Em repositórios, o registro do site aparece como privado e protegido por sigilo. A reportagem da Folha enviou mensagem ao email listado.
No X e no Instagram, perfis de Kevim Flores têm feito publicações divulgando atualizações e lançamento do site, com videos sobre as criptomoedas B22, o apoio a Flávio Bolsonaro e a ajuda às crianças africanas. Mas Flores não se identifica claramente como dono do site. A reportagem entrou em contato com o usuário por mensagem no X e no Instagram.
Em publicações no X, Flores usa imagens de urnas com o número 22 e a marca da criptomoeda B22. Ele também fala na valorização que a criptomoeda terá até uma possível vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno. “Acabaram as Bets no Brasil. Viciado tá como, com dinheiro sobrando e louco pra ver 100x. Normal. Quem não gosta de uma valorização absurda de um ativo? Até o @FlavioBolsonaro ser eleito no dia 25/08, teremos mais de 3.000% de valorização nesse meme histórico e legítimo”, diz.
“Vemos é uma operação complexa que envolve uso de cripto, trabalho humanitário, visibilidade em redes sociais e campanha eleitoral. É um esquema extremamente complexo e ilegal”, diz Nina Santos, pesquisadora no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital.
“Primeiro que uma pessoa jurídica não pode fazer campanha eleitoral, então isso por si só já deveria ser proibido”, diz. “Além disso, essa operação, por mais que, supostamente, leve dinheiro para crianças africanas, atrela isso a um aumento de visibilidade de materiais que estão claramente pedindo votos a um dos candidatos. Ou seja, quanto mais o vídeo é compartilhado e quanto mais a tal moeda (que em si já é propaganda política) vende, mais dinheiro, supostamente as crianças ganham.
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O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da reeleição do presidente da República poderá ampliar de quatro para cinco anos seu próprio mandato, caso vença o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.
Autor da proposta apresentada no Senado, o presidenciável defendeu que a mudança passe a valer já a partir de 2027, mas ressaltou que a definição sobre a duração do mandato caberá ao Congresso. As informações são do jornal O GLOBO.
— Vou usar o capital político que um presidente recebe para conseguir aprovar isso. Se o meu mandato vai ser quatro ou cinco anos, o processo legislativo que vai dizer, mas tem que valer para o meu mandato, sim. O Congresso vai definir — disse Flávio, após receber o apoio do Podemos, em Brasília.
Leia maisO senador voltou a defender o fim da possibilidade de recondução consecutiva à Presidência e argumentou que a busca pela reeleição leva governantes a priorizarem medidas de curto prazo. Na avaliação dele, o presidente Lula teria ampliado gastos públicos com o objetivo de permanecer no cargo.
— A reeleição é um instituto que, para mim, precisa acabar. Eu quero sentar naquela cadeira de presidente da República, fazer o que tem que ser feito, colocar o cidadão no centro do governo, fazer tudo em função de você e não em função da reeleição — disse.
A proposta integra um conjunto de mudanças constitucionais defendidas por Flávio, que também inclui uma reforma do Judiciário e a redução da maioridade penal. A eventual aplicação das novas regras ao mandato iniciado em 2027 dependeria da tramitação e da aprovação do texto pelo Congresso.
Flávio também voltou a reagir a uma declaração do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sobre a possibilidade de o ex-presidente Jair Bolsonaro disputar novamente a Presidência em 2030. O senador afirmou que, caso seja eleito, a restrição à reeleição deverá alcançar não apenas a ele próprio, mas também integrantes de sua família.
— E não é só eu, o meu pai também, já que houve uma fala desencaixada de que ele poderia ser candidato. Se eu for eleito em 2027, a partir de 2030 nenhum parente meu vai ser candidato — afirmou.
A Constituição estabelece que atualmente que cônjuges e parentes até segundo grau do presidente da República são inelegíveis para qualquer cargo, salvo se já forem titulares de mandato e candidatos à reeleição. A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), porém, admite que um familiar do presidente dispute o cargo desde que o titular ainda esteja em primeiro mandato e renuncie até seis meses antes da eleição.
As declarações ocorreram após uma reunião com dirigentes do Podemos, que oficializou nesta quinta-feira o apoio à candidatura de Flávio no segundo turno. Presidida pela deputada Renata Abreu, a legenda se soma a PP, União Brasil, Novo e Republicanos, que já haviam anunciado adesão ao senador.
Ao agradecer o apoio, Flávio afirmou que pretende incorporar propostas do partido à construção de um eventual governo e destacou que a aproximação não representa uma adesão incondicional à sua plataforma.
— Não estamos falando de alinhamento automático ou carta em branco. É um livro que vamos escrever juntos. Vou ser um presidente que ouve demais e está aberto a projetos que não estejam na nossa pauta. Noventa por cento das dores das pessoas não têm cor partidária. Isso eu aprendi com o professor Augusto Cury — afirmou.
Cury disputou a Presidência pelo Avante e terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 2,89% dos votos, o equivalente a 3,4 milhões de eleitores.
A adesão do Podemos amplia a sequência de apoios partidários recebidos por Flávio desde a votação de domingo. Na quarta-feira, o candidato havia recebido o respaldo da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, além do Novo e do Republicanos. No início da semana, os ex-adversários Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) também anunciaram apoio ao senador.
As articulações, conduzidas com a participação de aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o coordenador político da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), buscam ampliar o arco de alianças no segundo turno e antecipar a formação de uma eventual base de sustentação no Congresso.
A campanha também mantém conversas com setores do MDB, cuja direção nacional ainda não definiu uma posição para o segundo turno. A tendência, contudo, é de neutralidade.
Depois de uma semana concentrada em articulações políticas em Brasília, Flávio deverá retomar as agendas de rua nos próximos dias. O candidato afirmou que pretende cumprir compromissos em São Paulo na sexta-feira e no sábado e organizar novas visitas ao Nordeste a partir da próxima semana.
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Por Belga Megale – Jornal O GLOBO
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jorge Oliveira, é apontado como o primeiro indicado de Flávio Bolsonaro para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), caso vença a eleição presidencial. Essa é a avaliação entre integrantes da cúpula da campanha de Flávio e aliados de primeira hora do senador.
Oliveira goza do principal ativo buscado pela família: relação de estrita confiança com os Bolsonaro. O pai do ministro foi assessor de Jair Bolsonaro por cerca de 20 anos, e Jorge Oliveira trabalhou no gabinete de Eduardo Bolsonaro antes de assumir postos na gestão do capitão reformado no Palácio do Planalto.
Leia maisOliveira esteve à frente da Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ), órgão que analisa a legalidade dos atos presidenciais, e, posteriormente, se tornou ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência.
Jair Bolsonaro tinha escolhido Oliveira como sua primeira indicação para o STF, mas ele próprio declinou da proposta. Oliveira avaliava que precisava de mais experiência para ocupar o posto. Com isso, foi indicado para o TCU e a vaga do STF acabou nas mãos de Kassio Nunes Marques.
Na corte de contas desde 2020, Oliveira acumulou experiência e trânsito com políticos de diferentes partidos e agora é visto como o mais preparado para entrar no STF. O próprio Bolsonaro planejava indicá-lo ao tribunal se tivesse sido reeleito, em 2022.
Afeito ao diálogo e de estilo conciliador, Oliveira é visto com bons olhos por integrantes da corte em um momento em que o STF vive a maior crise de sua história.
Parlamentares de esquerda também têm simpatia pelo ministro, que chegou a trabalhar pela aprovação de Cristiano Zanin para o Supremo.
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Por Luiz Queiroz – Capital Digital
A seleção do fornecedor do supercomputador de inteligência artificial previsto no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) foi adiada de 8 de outubro para 4 de novembro, segundo a página atual da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Computação Científica (FACC). O adiamento de 27 dias coloca a disputa de R$ 959 milhões para depois do segundo turno da eleição presidencial (25 de outubro), quando estará definido se Lula terá outro mandato ou se o projeto atravessará uma transição para um governo de Flávio Bolsonaro.
A mudança acrescenta uma variável política à contratação. Caso Lula não seja reeleito, a escolha do fornecedor poderá avançar enquanto a próxima administração começa a discutir quais projetos pretende preservar, modificar ou rever. Dependendo do tempo necessário para avaliar propostas, julgar recursos e formalizar o contrato, a conclusão da compra poderá alcançar o governo seguinte. Mesmo que a assinatura ocorra antes, a implantação ficará para os próximos anos.
Leia maisA abertura das propostas em novembro não transfere automaticamente a decisão ao presidente eleito. O processo continuará sob responsabilidade das instituições que conduzem a contratação durante o mandato de Lula. Mas uma possível troca de governo torna mais relevante a pergunta sobre a continuidade do investimento e o apoio político à sua execução.
Os documentos examinados não permitem atribuir uma motivação eleitoral ao adiamento. Mostram, entretanto, que a contratação passou por mudanças substanciais desde a publicação original. A errata reduz o peso do preço, acrescenta pontuação para produção nacional, modifica testes de desempenho e amplia o prazo para disponibilizar capacidade computacional antes da instalação definitiva.
Na avaliação do Capital Digital, o resultado do primeiro turno e a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro colocam os fornecedores diante de uma dúvida: qual será a prioridade atribuída ao projeto por uma eventual nova administração? O programa de governo não esclarece a posição do candidato sobre essa aquisição específica. Sem uma sinalização, as empresas terão de preparar suas propostas considerando a possibilidade de mudanças na condução da política de inteligência artificial.
A questão vai além da venda de equipamentos. A contratação exige suporte por cinco anos, formação de profissionais, parcerias com instituições públicas e compromissos de desenvolvimento tecnológico. São obrigações de longo prazo, cuja execução envolve interlocução com órgãos e equipes que poderão passar por mudanças de direção.
Uma reação possível dos concorrentes será buscar maior segurança sobre o financiamento, o cronograma de pagamentos e as condições para assinatura. Outra será incorporar às propostas os custos de uma execução sujeita a atrasos administrativos ou redefinições de prioridades. Também poderão procurar sinais da equipe de transição sobre a continuidade do projeto. Essas são hipóteses de comportamento, não movimentos já comprovados das empresas interessadas.
Por outro lado, uma contratação formalizada, com financiamento definido e obrigações claras, pode oferecer continuidade institucional mesmo diante de uma troca de governo. Para o fornecedor, haverá uma diferença importante entre um projeto anunciado, uma seleção em andamento e um contrato efetivamente assinado.
O adiamento aproxima a escolha desse momento de definição política. Torna ainda mais importante demonstrar que o investimento dispõe de condições para atravessar uma eventual transição, especialmente porque a minuta condiciona os pagamentos à disponibilidade e ao repasse dos recursos da Finep.
A Seleção Pública nº 27/2026 é conduzida pela FACC em benefício do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculados ao Convênio nº 01.26.0518.00. O valor estimado é de R$ 959.040.959,04.
Embora o LNCC tenha sede em Petrópolis, onde ocorrerá a sessão presencial da seleção, a máquina deverá ser instalada no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, em Macaíba, no Rio Grande do Norte. A minuta estabelece que a instalação no local não transfere ao ente recebedor a propriedade dos equipamentos, mas ainda apresenta campos não preenchidos para identificar os instrumentos de cooperação e cessão relacionados ao imóvel.
O objeto compreende uma solução integrada. A empresa vencedora deverá fornecer aceleradores de IA, armazenamento, redes, programas, instalação, testes, manutenção, suporte e capacitação de profissionais brasileiros. Também terá compromissos de colaboração com instituições de pesquisa e de contribuição ao desenvolvimento de uma pilha nacional de software de inteligência artificial, o conjunto de programas necessário para desenvolver e operar modelos.
A infraestrutura será utilizada para treinamento e inferência de modelos avançados, especialmente grandes modelos de linguagem. O treinamento ajusta o modelo a partir dos dados; a inferência é sua utilização para gerar respostas, analisar informações e executar outras tarefas. A documentação prevê atendimento ao setor público, à comunidade científica e ao ecossistema empresarial de inovação.
A seleção reúne toda a solução em um único item e veda a participação de consórcios. Isso concentra a responsabilidade pela entrega em uma empresa, mas pode restringir a participação de grupos que precisariam combinar competências de equipamentos, infraestrutura, suporte e pesquisa. A justificativa dessa vedação é um dos pontos relevantes para avaliar a concorrência.
A alteração mais expressiva na escolha do fornecedor está na pontuação final. O desenho original atribuía 70% da nota à avaliação técnica e 30% ao preço. A errata mantém os 70% técnicos, cria uma parcela de 20% para produção nacional e reduz a participação do preço para 10%.
Com isso, o desconto oferecido terá menor influência na classificação, enquanto a comprovação de produção nacional poderá pesar decisivamente. Essa comprovação está vinculada ao Processo Produtivo Básico (PPB) de servidores de muito grande capacidade, mediante documentos oficiais que identifiquem o produto e a empresa responsável pela fabricação.
O cumprimento do PPB não significa, automaticamente, que o país dominará o projeto dos aceleradores ou fabricará todos os componentes utilizados. Para avaliar a contribuição industrial da compra, será necessário conhecer o equipamento ofertado, as etapas realizadas no Brasil e as competências tecnológicas efetivamente transferidas.
A errata descreve os documentos aceitos para comprovar o PPB, mas não apresenta com suficiente clareza a forma de converter essa comprovação na nota utilizada na classificação. Também permanecem, no edital original, fórmulas que atribuem 30% ao preço. O conjunto documental precisa ser consolidado para deixar inequívoca a regra que será aplicada.
A nova tabela técnica contém outra inconsistência. Seus nove critérios somam 100%, mas um trecho da errata afirma que os seis primeiros representam 80%, quando totalizam 75%. Os 80% são atingidos com a inclusão do sétimo critério, de IA agêntica. A fórmula original ainda se refere a oito itens.
O edital conserva também referências a plataforma eletrônica e etapa de lances, embora estabeleça sessão presencial e disputa fechada sem lances. Essas divergências precisam ser esclarecidas para evitar interpretações diferentes sobre o procedimento e a classificação.
A avaliação técnica procura medir o trabalho realizado pelo supercomputador, em vez de se apoiar exclusivamente na potência teórica anunciada pelos fabricantes. Serão considerados tempo de treinamento, velocidade de geração de respostas, desempenho interativo, consumo de energia e capacidade do armazenamento.
A errata atualiza os testes padronizados MLPerf, que segundo a Intel é o principal benchmark (teste de desempenho padrão) da indústria de tecnologia para avaliar a velocidade e a eficiência de sistemas em tarefas de Inteligência Artificial e Machine Learning (Aprendizado de Máquina). Pela proposta do LNCC, haverá avaliação de IA agêntica, voltada a modelos que executam sequências de tarefas e interagem com ferramentas. Também acrescenta testes específicos de processadores e memória.
O fornecedor deverá apresentar registros, configurações e outros elementos que permitam reproduzir as medições. Depois da instalação, haverá testes de aceitação para verificar a conformidade da solução entregue.
Entretanto, o termo de referência informa que não estabelece limites mínimos para determinadas métricas de desempenho de IA. O melhor resultado apresentado pelos concorrentes será usado como referência para calcular as notas dos demais. Esse mecanismo permite comparar propostas, mas não comprova, sozinho, que a capacidade oferecida será suficiente para a demanda que justificou o investimento.
Nos quatro documentos examinados, não foi localizada uma exigência explícita de capacidade total mínima de 7.200 petaflops em FP16. Há obrigação de suporte a FP16, um formato numérico utilizado em cálculos de IA, mas isso é diferente de fixar um volume total de processamento.
Outra alteração permite extrapolar linearmente resultados obtidos com apenas uma fração dos equipamentos ofertados. O proponente deverá informar os recursos efetivamente testados e apresentar a memória de cálculo. Essa possibilidade facilita a elaboração de propostas sem que o fornecedor tenha previamente montado toda a máquina. Ao mesmo tempo, exige cautela: o desempenho de um conjunto maior pode crescer menos que proporcionalmente, devido à comunicação entre servidores e ao acesso aos dados. A classificação deverá distinguir resultados medidos de estimativas e estabelecer como eventuais diferenças serão tratadas nos testes posteriores.
As regras de entrega também precisam de esclarecimento. O termo de referência estabelece até 520 dias para entrega e solicita o prazo de comissionamento, que abrange instalação, configuração, testes e preparação para uso. A minuta contratual trata os 520 dias como limite global e determina que a correção de falhas não reabra esse prazo.
A errata acrescenta outra divergência. A tabela técnica chama 360 dias de prazo máximo desejável e prevê pontuação zero acima disso. Em outro trecho, o documento passa a falar em prazo mínimo de entrega de 360 dias e determina a definição de uma fórmula ou faixa de redução para propostas entre 361 e 520 dias.
Essas redações precisam ser harmonizadas antes do julgamento. Deve ficar claro se o limite abrange apenas a chegada dos equipamentos ou toda a instalação e aceitação. Como a contagem começa com a formalização contratual, a data da sessão não permite estabelecer quando a máquina estará disponível.
A errata esclareceu parcialmente uma questão levantada pelo Capital Digital em agosto sobre a infraestrutura que será utilizada antes da instalação do supercomputador. O documento definiu que os 5% exigidos correspondem ao quantitativo de aceleradores e ao espaço de armazenamento ofertados, ampliou de 90 para 180 dias o prazo de disponibilização e autorizou expressamente o acesso remoto a nuvem, instalações do fabricante, parceiros ou um conjunto dedicado em outra localidade.
Permaneceu, porém, a principal dúvida: a cláusula não determina que essa capacidade esteja no Brasil. Isso não comprova que haverá processamento no exterior, mas mantém em aberto onde serão processados e armazenados os dados e modelos estratégicos desenvolvidos nessa etapa, quem poderá acessá-los e a qual jurisdição estarão submetidos.
A documentação contém medidas concretas para reduzir dependências. Prevê licenças perpétuas e irrevogáveis para programas essenciais, exportação de modelos em formatos abertos, controle de atualizações remotas e proibição de transmissão não autorizada de dados e metadados para servidores externos.
A errata também exige operação sem conectividade externa e torna obrigatória a computação confidencial, que protege dados durante o processamento. O fornecedor deverá identificar a tecnologia utilizada e demonstrar seu funcionamento nos testes de aceitação.
Há um programa mínimo de 320 horas de capacitação operacional para 40 profissionais, com atividades práticas e exigência de que pelo menos metade da carga desenvolva habilidades portáveis entre fornecedores. Estão previstas até quatro turmas durante a vigência, com frequência máxima de uma por ano.
A empresa deverá oferecer 1.200 horas anuais de mentoria com pesquisadores e engenheiros seniores de pesquisa e desenvolvimento. Profissionais de vendas, atendimento de contas ou suporte cotidiano não poderão substituir esses especialistas.
Outro compromisso prevê capacidade de formar pelo menos mil especialistas brasileiros em três anos, com carga mínima de 40 horas por participante. A proposta deverá apresentar pelo menos cinco instituições parceiras. A errata exige que sejam públicas e que sua anuência esteja documentada na apresentação da proposta.
Também há previsão de colaboração no desenvolvimento de arquiteturas abertas RISC-V, utilizadas em projetos de processadores. Essas obrigações dão conteúdo à promessa de soberania tecnológica, mas sua fiscalização precisará avaliar resultados além das horas de formação: programas desenvolvidos, documentação, contribuições de pesquisa e capacidade brasileira de manter e evoluir a infraestrutura.
O termo de referência permite substituir penalidades por descumprimento de transferência tecnológica por extensão da garantia, mediante acordo. Essa compensação pode ampliar a manutenção da máquina sem necessariamente recuperar o conhecimento que deixou de ser entregue.
O pagamento está previsto em três parcelas iguais de aproximadamente R$ 319,7 milhões: na assinatura, após o aceite definitivo e doze meses depois desse aceite. A primeira parcela é um adiantamento. A minuta exige garantia correspondente a 100% do valor antecipado como condição para sua liberação. Além disso, há garantia de execução, mas seu percentual diverge: a errata fixa 10% no termo de referência, enquanto a minuta mantém 5% para fiel cumprimento.
Os pagamentos dependem da disponibilidade e do repasse dos recursos da Finep. A minuta não transforma a FACC em garantidora do pagamento com recursos próprios caso o financiamento seja insuficiente ou suspenso. Essa condição reforça a importância de conhecer a situação financeira do convênio e seu cronograma de desembolsos.
Os documentos, isoladamente, não permitem concluir se o orçamento de R$ 959 milhões está adequado. Essa avaliação depende da pesquisa de preços, da composição detalhada dos custos e das propostas apresentadas.
O limite energético previsto é de 3 megawatts para os equipamentos de TI. Refrigeração e outras cargas da instalação precisam ser consideradas separadamente. O índice de eficiência energética “PUE” de até 1,3 aparece como desejável, não como condição obrigatória.
O armazenamento compartilhado deverá ter pelo menos 50 petabytes úteis, dos quais 20 petabytes em dispositivos rápidos para os dados em processamento e 30 petabytes para informações históricas ou menos acessadas. A capacidade local dos servidores será adicional.
A garantia mínima de cinco anos abrange equipamentos, programas e serviços. Há previsão de engenheiro dedicado no Brasil, monitoramento contínuo e disponibilidade de 97% dos recursos computacionais. Ainda será necessário esclarecer o custo total de operação, a prontidão da infraestrutura de Macaíba e a metodologia de aferição dessa disponibilidade.
A documentação prevê uso por pesquisadores, órgãos públicos e empresas, mas não detalha suficientemente como a capacidade será distribuída, quais projetos terão prioridade ou se haverá cobrança em determinadas situações. Comprar a máquina será apenas uma etapa: sua utilidade dependerá também das regras de acesso e da capacidade de operação.
A seleção chega ao período posterior à eleição com um objetivo estratégico definido, mas com questões importantes sobre julgamento, cronograma, financiamento e execução. Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro não significa, por si só, abandono do projeto. Tampouco permite presumir que a nova administração manterá todas as prioridades e condições estabelecidas pelo governo Lula.
Para o Capital Digital, o adiamento torna necessária uma resposta institucional sobre a continuidade da compra. Os fornecedores precisarão saber quais compromissos estão assegurados, enquanto a comunidade científica terá interesse em conhecer o futuro da infraestrutura prometida.
Antes da escolha, falta consolidar as regras e esclarecer a composição do orçamento, os mínimos de desempenho, a localização do acesso antecipado e as responsabilidades pela instalação. Se houver transição de governo, essas respostas serão ainda mais importantes para que um investimento de quase R$ 1 bilhão atravesse a mudança de administração com financiamento, cronograma e obrigações definidos.
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O prefeito de Parnamirim, Múcio Angelim, confirmou o rompimento político com o vice-prefeito Nivaldo Mendes e afirmou que divergências e uma quebra de confiança tornaram incompatível a continuidade da aliança entre os dois. Segundo o prefeito, o afastamento não tem caráter pessoal e está relacionado aos compromissos assumidos no projeto político que levou a chapa à vitória nas eleições de 2024, com 8.421 votos, o equivalente a 55,11% dos votos válidos. “Não estou falando de lealdade pessoal ou exigindo que alguém tenha que ser leal a Múcio. Estou falando de lealdade política aos compromissos que foram construídos e, principalmente, ao projeto que nós apresentamos à população de Parnamirim”, declarou.
Múcio afirmou ainda que, apesar do rompimento, não haverá perseguição ou retaliação e que a relação institucional com o vice-prefeito será mantida com respeito. Segundo ele, as divergências políticas não devem interferir no funcionamento da administração municipal. “Cada um seguirá o caminho político que escolheu. Eu seguirei o meu, com a mesma responsabilidade que assumi diante do povo de Parnamirim”, afirmou.
O prefeito de Angelim, Caíque, encerrou as eleições de 2026 com uma votação expressiva para os dois principais nomes apoiados pelo seu grupo político no município.
Waldemar Oliveira recebeu 3.538 votos para deputado federal, enquanto Claudiano Filho alcançou 2.893 votos para deputado estadual. Os dois terminaram a eleição como os candidatos mais votados em Angelim em suas respectivas disputas.
Leia maisO resultado ganha ainda mais relevância quando comparado às eleições anteriores. Em 2022, Waldemar havia obtido 2.038 votos e Claudiano Filho, 1.820 votos em Angelim. Em 2026, os dois ampliaram significativamente suas votações, chegando juntos a 6.431 votos.
A votação de Waldemar correspondeu a 51,56% dos votos válidos para deputado federal no município, enquanto Claudiano alcançou 42,75% dos votos válidos para deputado estadual.
Para o grupo político de Caíque, os números representam um resultado histórico e uma demonstração inédita de força eleitoral, consolidando os dois parlamentares como os nomes majoritários de suas respectivas disputas em Angelim.
“Essa votação não é de um grupo, é do povo de Angelim. Recebemos uma demonstração enorme de confiança e, junto com ela, uma responsabilidade ainda maior. Waldemar e Claudiano sabem que essa votação representa um compromisso com a nossa cidade. Agora é transformar essa confiança em trabalho, conquistas e novas oportunidades para nossa gente”, destacou Caíque.
O resultado também estabelece um novo capítulo na relação política entre Angelim e os dois parlamentares. A expectativa do grupo é que a votação obtida nas urnas seja convertida em novas ações, investimentos e articulações em benefício do município.
Com 3.538 votos para Waldemar e 2.893 para Claudiano, Angelim escreveu nas urnas um dos capítulos mais expressivos de sua história eleitoral.
Leia menosUm prédio do Serviço Social da Indústria (Sesi) pegou fogo na manhã desta quinta-feira (8), no bairro Jardim da Penha, em Vitória. Vídeos registrados por moradores mostram uma grande nuvem de fumaça formada no local.
O Sesi informou que ninguém ficou ferido ou esteve em situação de risco. A escola precisou ser evacuada por causa da fumaça intensa, e os alunos foram liberados em segurança. As informações são do g1.
Nas imagens, é possível ver que o fogo atingiu áreas do complexo cultural, como o teatro. A estrutura ficou danificada. A área segue isolada enquanto os bombeiros trabalham para controlar as chamas.
Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, eleita a deputada federal mais jovem por Minas Gerais, recebeu ameaças de morte e de estupro, além de ataque racista, por e-mail durante a campanha eleitoral. A jovem de Divinópolis denunciou o fato à Polícia Civil, que investiga o caso.
No e-mail enviado à jovem no dia 5 de setembro, o destinatário se identificou como “integrante de um grupo supremacista branco”. O autor ainda mencionou dados pessoais de Ana Elisa para demonstrar que sabe como localizá-la e também ameaçou sua família. As informações são do g1.
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A deputada eleita divulgou algumas partes do e-mail nas redes sociais. No texto, o autor fala em ódio por mulheres negras.

“Nós não apenas toleramos mulheres pretas que acham que podem representar ‘o povo’ vestindo aqueles ternos ridículos e falando em tom alto sobre justiça social. Nós os desprezamos. E especificamente, nós desprezamos você”.
O autor também fez ameaças de morte e de violência sexual contra a jovem.
“Estou escrevendo isso porque decidi que você merece o fim mais humilhante da sua carreira política antes de eu pôr um fim na sua miserável vida inteira”.
Ainda por meio das redes sociais, a equipe de Ana Elisa informou que as providências policiais e judiciais já foram adotadas, inclusive para a identificação da autoria do e-mail.
“A internet não é território de impunidade. Registros técnicos podem permitir a identificação de quem utiliza o anonimato para ameaçar, perseguir ou intimidar. Esta candidatura não aceitará que racismo, ameaça, violência sexual ou violência política de gênero sejam tratados como parte normal da vida pública. A tentativa de intimidar uma mulher negra para afastá-la da disputa política será respondida com denúncia, investigação e responsabilização”, diz a nota.
O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para saber o andamento das investigações. Segundo a corporação, o caso segue em apuração e mais informações serão repassadas em momento oportuno.
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acenou hoje à governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que declarou neutralidade na disputa presidencial. Flávio pediu também que os governadores vitoriosos em primeiro turno mantenham a mobilização na campanha.
Flávio disse que governará “independente da coloração de quem for governador”. A declaração veio após o candidato citar governadores que não são do campo político dele e mencionar Raquel Lyra como exemplo. “Quero falar para governadores e governadoras que não nos apoiam, não são do nosso campo político, como a Raquel Lyra em Pernambuco. Vou ajudar os cidadãos de cada estado, independente da coloração partidária de quem for governador”, afirmou Flávio. As informações são do UOL.
Leia maisRaquel Lyra declarou neutralidade no segundo turno. Reeleita com 53,2% dos votos, a governadora afirmou que manteria a “coerência” ao não declarar voto, assim como fez na primeira etapa da disputa presidencial. Apesar do posicionamento, Raquel manteve relação de proximidade com o governo Lula durante o mandato e evitou críticas ao presidente na campanha. O petista apoiou a candidatura do ex-prefeito de Recife João Campos (PSB).
Flávio se reuniu hoje, em Brasília, com governadores eleitos. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu que eles não se desmobilizem da campanha e disse que a eleição não esta ganha. “Não desmobilizem os comitês eleitorais de vocês, a internet também continua bastante ativa, compartilhando nosso conteúdo. Não tem eleição ganha, todo mundo que está nos assistindo, arruma um votinho pra gente”, pediu.
Flávio tenta ampliar votação no Nordeste no segundo turno. Lula teve 63,77% dos votos válidos, contra 30,85% do senador, que alcançou desempenho acima do pai em 2022 na região. Já o petista perdeu votos no Nordeste na comparação com a eleição passada. Em Pernambuco, o presidente teve 63,4% contra 31,1% de Flávio.
Mais cedo, o candidato recebeu o apoio do Podemos no segundo turno. O partido se une a outras siglas como federação União-Progressistas, Novo e Republicanos. A presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, oficializou o apoio ao lado de Flávio e de nomes do partido como o governador eleito do Pará, Dr. Daniel.
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