Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Por Nilton Vilanova – Diario de Pernambuco
Um conjunto de mensagens, áudios, fotografias e documentos reunidos pelo empresário Alexandre Dias Ferreira Santini, ex-sócio e amigo do senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), expõe episódios pouco conhecidos dos bastidores do clã Bolsonaro durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022).
O material, obtido com exclusividade pelo site PlatôBR, inclui relatos de festas privadas com garotas de programa, presentes de alto valor pagos por aliados e uma articulação que teria envolvido até mesmo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques.
As revelações emergiram de um período de crise entre Flávio e Santini, iniciada após rompimento da sociedade na chocolateria Bolsotini Chocolates e Café Ltda., franquia da Kopenhagen, investigada no esquema das “rachadinhas”. Entre 2022 e o fim de 2023, Santini usou o acervo para pressionar o senador em busca de um “acerto de contas” financeiro, chegando a mostrar parte do material à esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, o que provocou uma crise familiar no casamento do parlamentar.
Leia maisFestas do Grand Hyatt e mensagens sigilosas
Segundo a reportagem, Santini atuava como uma espécie de administrador informal de despesas de Flávio e organizava encontros privados com garotas de programa, bancados com recursos de origem não esclarecida. Em mensagens reproduzidas pelo PlatôBR, o ex-sócio combina com uma com uma agenciadora do Rio de Janeiro a realização de “festinhas” no Grand Hyatt, hotel cinco estrelas na Barra da Tijuca com diárias de cerca de R$ 3 mil.
“Fala bb, tudo bem? Eu estava viajando de férias e voltei hj. Vamos marcar outra festinha igual a do grand hyatt. Com os mesmos amigos meus… meu filho + João Pedro. Vc arruma as meninas?”, escreveu Santini à agenciadora, referindo-se a Flávio como “meu filho”. Em outra mensagem, ele reforça: “Precisa ser tudo sigiloso. Pois nessa época de eleição tá Fodaaaa”.
Santini guardou imagens e prints desses encontros, alguns deles realizados no início de 2022 e os mostrou a Fernanda Bolsonaro no auge da disputa financeira com o senador. O episódio teria causado uma crise no casamento, levando Flávio a enviar uma mensagem ao ex-sócio pedindo que ele se afastasse da mulher e admitindo ter cometido “muitas escolhas erradas” na vida.
Rolex de R$ 305 mil e presentes de aliados
Além das festas, o acervo de Santini inclui documentos que apontam para presentes de luxo custeados por amigos de Flávio em Brasília. Um deles é um relógio Rolex Submariner Date em ouro branco, comprado em 10 de fevereiro de 2022 por R$ 305 mil. A nota fiscal está em nome do advogado Alan Belaciano, amigo do senador que mantinha um casa apelidada de “bunker de lobby” no Lago Sul de Brasília, mas mensagens indicam que o destino do mimo era Flávio.
Belaciano também teria pagado mais de R$ 90 mil em equipamentos de academia para a casa de Flávio em Brasília, avaliada em R$ 5,9 milhões, além de custear outras despesas pessoais do senador, como reformas e mensalidades de academias de luxo. Em declarações anteriores, Flávio chegou a dizer que os equipamentos foram um “empréstimo pessoal” de um “amigo de longa data”, mas negou as acusações de Santini, classificando-as como “infundadas”.
Willer Tomaz, o advogado
Na tentativa de conter a escalada de ameaças, Flávio Bolsonaro acionou, em 2023, o escritório do advogado Willer Tomaz. Amigo de longa data do senador, Tomaz foi preso em 2017 em uma operação desdobrada da delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, e hoje é investigado no caso das fraudes no INSS.
Segundo mensagens obtidas pelo PlatôBR, foi o escritório de Tomaz que iniciou as negociações com os advogados de Santini para tentar um acordo financeiro que encerrasse a disputa. “Meus advogados foram procurados pelo escritório do Willer Tomaz, que disse agir em nome do Flávio para resolver a situação. Começaram a tratar sobre um acordo envolvendo a questão da loja, mas na hora de resolver, ele sempre posterga ou não dá uma resposta consistente”, escreveu Santini a Fernanda Bolsonaro.
Tomaz é dono de um rancho nos arredores de Brasília frequentado por Flávio e outras figuras conhecidas e é um dos proprietários do jato Legacy no qual o presidenciável viajou de Fort Lauderdale (Flórida) até Brasília em janeiro de 2025. O avião, que tinha como sócio à época o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é o mesmo que serviu ao ministro Alexandre de Moraes em agosto do ano passado.
Lobby no STF e a cartada final
O ponto mais sensível do dossiê envolve uma suposta intermediação de Flávio junto ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, indicado ao cargo por Jair Bolsonaro em 2020.
No final de 2023, Santini enviou uma mensagem a Flávio Bolsonaro afirmando saber que o senador havia tratado diretamente com Kassio sobre os interesses de um “cliente” com processo em tramitação no gabinete do ministro – negócio articulado por Belaciano, o mesmo que pagou pelo Rolex presenteado a Flávio.
“Vou te passar apenas uma única informação que considero importante para vc. Vc falou diretamente com o Kassio Nunes e intermediou um cliente em um processo para tratarem disso. Vc é maluco ou inconsequente! Brasília não tem muros e seu amiguinho está sendo observado…”, escreveu Santini.
Contexto: rachadinhas e sociedade na chocolateria
A sociedade entre Flávio e Santini na chocolateria da Barra da Tijuca foi peça-chave nas investigações das “rachadinhas” no gabinete do então deputado estadual. Promotores do Rio apontaram o negócio como parte de uma estrutura destinada a lavar dinheiro descontado do salário de funcionários, mas as investigações foram arquivadas por decisão judicial.
Após o fechamento da loja, Santini alegou ter ficado no prejuízo e, em setembro de 2023, enviou uma notificaçao extrajudicial cobrando R$ 1,4 milhão a Flávio. A disputa financeira escalou para trocas de acusações e ameaças públicas, com Santini chegando a postar nas redes sociais: “Não adianta tentar escapar, tudo é questão de tempo, pois provas não faltam para seus inúmeros ‘crimes na política’ que vão te levar para a prisão”.
Até o momento, o senador Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre a reportagem.
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Mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicam que os dois discutiram uma “sociedade” relacionada à compra de um terreno em João Pessoa, capital da Paraíba. No diálogos, os dois se tratam como “amigo” e “irmão”. Motta afirmou em nota que as conversas não retratam “ilícitos” e que ele mantém interlocução com “diversos segmentos do empresariado e representantes da sociedade”.
As mensagens, reveladas pelo portal Fato Online, foram extraídas do celular de Vorcaro, apreendido em novembro do ano passado. O conteúdo está sendo analisado pela Polícia Federal no curso das investigações que apuram as fraudes do Master. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisAs conversas extraídas mostra que Motta procurou Vorcaro, em 9 de março de 2024, para tratar da “negociação de compra de área aqui de JP”, possível referência a João Pessoa, capital da Paraíba, estado do presidente da Câmara.
“Boa noite, amigo! Tudo bem? Desculpe incomodar no sábado, estou aqui reunido com o pessoal para finalizar a negociação de compra da área aqui de JP. Conforme falamos, já temos os documentos assinados passando a empresa para minha cunhada. Ela iniciou a negociação com a Adriana, mas acredito que ela não tá sabendo do formato de sociedade que ficou combinado.Quando puder me orienta como devemos proceder pq o prazo é curto para saldar com Intercement (empresa que atua na produção de cimento)”, escreveu Motta.
Vorcaro, então, responde: “Vamos fazer uma operação rápida com a Adriana. Em paralelo, organizamos a questão da sociedade”.
Motta perguntou na sequência se seria necessário “o pessoal” ir a São Paulo para finalizar os trâmites. Vorcaro disse que checaria o andamento do caso e que “entre nós, resolvemos depois”.
A negociação mencionada nas conversas ocorreu no mesmo mês em que a cunhada de Motta, Bianca Medeiros, contraiu um empréstimo de R$ 22 milhões com o Master para a compra de um terreno em João Pessoa, conforme mostrou reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” publicada em março deste ano. O crédito é relacionado à aquisição do terreno mencionado nas mensagens.
Em nota, Motta afirmou que sempre manteve “diálogo com os diversos segmentos do empresariado e representantes da sociedade brasileira”. “Enfatizo que não há nenhum ilícito retratado nos diálogos publicados e repudio a tentativa de atribuir conversas descontextualizadas a qualquer relação de interesse espúrio ou de favorecimento por minha parte. Tenho uma vida limpa, assim como é limpa a minha atuação política nesses 15 anos de vida pública”, pontuou. A defesa de Vorcaro não se manifestou, mas tem reiterado que está à disposição das autoridades.
Seis dias depois do contato, em 15 de março de 2024, Motta agradeceu a Vorcaro pela “confiança e a parceria” e disse que tudo havia dado certo a tempo de cumprir o contrato.
“Depois vamos marcar uma conversa para traçar os próximos passos, acredito que vamos ter êxito no projeto! Forte abraço”, afirmou o presidente da Câmara.
“Muito feliz de estarmos juntos! Te admiro muito e esse é o início de uma parceria de vida”, respondeu Vorcaro.
As mensagens mostram ainda que, em 27 de abril de 2024, Motta questionou Vorcaro sobre uma viagem que faria.
“Irmão, o avião que vai me levar em Brasília sai de Guarulhos? Quem devo procurar?”, perguntou o presidente da Câmara.
“Sim, já vai estar te esperando. Pode ir tranquilo”, disse o dono do Master.
“Muito obrigado. Estamos decolando agora. Valeu por tudo”, agradeceu Motta.
Emenda a projeto de crédito de carbono
Já em 19 de novembro de 2024, Vorcaro pediu ao presidente da Câmara um encontro no fim do dia. Motta disse que era possível e encaminhou um texto que havia sido aprovado no Senado sobre o mercado de créditos de carbono, área em que o banqueiro tinha investimentos.
Como mostrou O GLOBO em maio, a Polícia Federal apura a atuação de Vorcaro para modificar projetos de seu interesse enquanto ainda eram discutidos no Congresso. No caso do projeto sobre mercado de carbono, as suspeitas de autoridades recaem sobre uma emenda apresentada por Motta, em dezembro de 2023, quando ainda não havia assumido o cargo de presidente da Câmara.
A emenda apresentada por Motta, e que foi incorporada à versão final da lei, obrigava entidades de previdência privada, sociedades de capitalização e resseguradoras a investir um percentual mínimo de suas reservas em créditos de carbono ou em fundos ligados a esses ativos. Na prática, a medida criou um mercado cativo, beneficiando empresas que atuam no setor. Este trecho, porém, foi considerado inconstitucional pelo STF em julgamento concluído em junho deste ano.
Uma dessas empresas é a Golden Green Participações, criada para operar no mercado de carbono, e que, segundo a PF, tinha conexões com a teia de fundos do Banco Master. Motta negou, na ocasião, qualquer irregularidade na medida e disse que disse que a emenda apresentada foi “resultado de um acordo partidário” e destacou que “o ato de legislar não é crime”.
“A emenda apresentada garante que parte do faturamento do setor de seguros seja voltada para a compra de crédito de carbono como forma de assegurar a aplicação de recursos na sustentabilidade ambiental, principalmente quando se trata de atividades poluidoras. Ao aprovar a emenda, o Legislativo considerou que ela cumpre os critérios constitucionais”, disse ele, em nota.
A investigação da PF sobre o Master já havia mostrado que Vorcaro pagou diárias para Motta em um hotel de luxo em Lisboa em 2024. Na ocasião, o presidente da Câmara negou irregularidades e afirmou que esteve na capital portuguesa para um evento corporativo.
Relação próxima
As mensagens mostram uma relação próxima entre Vorcaro e o presidente da Câamara. Em um texto enviado a Motta em seu aniversário, em setembro, Vorcaro deseja felicidades e o chama de “grande irmão”. “Você é um grande guerreiro, homem escolhido pra fazer a diferença no nosso país. Tenho orgulho de poder ter chamar de amigo irmão. Estamos junto sempre, para o que der e vier”, escreveu.
Outras mensagens extraídas do celular de Vorcaro, divulgadas pela coluna de Malu Gaspar, do GLOBO, também mostram como o banqueiro se referia à relação com Motta. Em fevereiro de 2025, questionado pelo seu então diretor jurídico Luiz Rennó se “transitava bem” com Motta, respondeu: “Transito bem? Kkkk. Sou ‘number 1’ [número 1]. Amigo irmão”.
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O aguardado debate presidencial da TV Globo, marcado para esta quinta-feira (1º), ainda não tem a confirmação do presidente Lula (PT) nem mesmo o potencial de outrora. É a avaliação dos analistas políticos que participaram do podcast Direto de Brasília, apresentado pelo jornalista Magno Martins. A presença do petista em um encontro só com adversários do campo de centro-direita, no entanto, não é unanimidade.
“O debate será na quinta-feira e a eleição no domingo (4), portanto a três dias do pleito. Talvez não tenha tempo para perder tanta gordura, a depender de como seja a participação. Claro que tem os cortes das redes sociais que produzem muito efeito. Se fizer um cálculo estratégico, talvez se chegue à conclusão de que vale a pena não ir”, observou Marcelo Tognozzi, do Poder360.
Leia mais“A eleição está presa a detalhes. O debate é muito importante, não tanto quanto antigamente, porque o mundo da comunicação mudou muito. Mas um debate em TV aberta tem uma importância muito grande. Um dos argumentos do PT é que Flávio Bolsonaro é um saco vazio, que não tem conteúdo. Seria então um momento de Lula comprovar isso. Agora é a hora de Lula e Flávio se enfrentarem. As informações que tenho são de que o debate está preso a detalhes, sobre como o debate se dará, com regras mais favoráveis para o Lula comparecer”, afirmou José Maria Trindade, da Rádio Jovem Pan.
“Pessoalmente, acho que seria um erro o Lula não ir ao debate a essa altura. Acho que esse quadro que estamos vendo com essas pesquisas mostra uma eleição imponderável, não dá para prever o resultado. Mas Lula não pode, diante desses números, agir como se fosse o favorito. Desde 1989, com o Fernando Collor, surgiu essa ideia de que o favorito só perde indo ao debate. Collor não foi no primeiro turno, só foi no segundo. Fernando Henrique fez com que na reeleição dele em 1998 não houvesse debate. E assim foi sendo. Dessa vez não dá para fazer esse raciocínio, Lula está na frente residualmente, a cinco dias da eleição. Qualquer evento pode mudar o jogo e virar o erro fatal”, colocou Rudolfo Lago, do jornal Correio da Manhã.
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A disputa eleitoral para a Presidência da República, altamente polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), é tida como a mais imprevisível da história por diversos analistas políticos. Em debate promovido pelo podcast Direto de Brasília, jornalistas abordaram as particularidades do pleito e os rumos da disputa, que poderá findar neste domingo, para um lado ou para outro, a depender do que aconteça nos próximos dias.
“Não é possível ter muita certeza sobre o que vai acontecer num eventual segundo turno. Dessa vez o presidente Lula só tem adversários do campo conservador. Em 2022, havia adversários do campo mais do centro, como Simone Tebet pelo MDB e Ciro Gomes pelo PDT, que acabaram tendo alguma influência. Agora temos um cenário um pouco diferente, o que em tese favorece o Flávio no segundo turno. Mas não é bem assim que as coisas funcionam. Imaginar que pessoas se movem somente por razões ideológicas é um erro. As motivações muitas vezes são outras. Não dá para cravar nada. Estamos numa situação curiosa, porque pode acontecer de tudo nessa polarização exacerbada”, ponderou o jornalista Rudolfo Lago, do jornal Correio da Manhã.
Leia mais“É uma eleição muito apertada. Temos um fator importante que é a eleição de Minas Gerais, onde o desempenho de Flávio melhorou muito, onde tem puxadores de voto como o deputado Nikolas Ferreira (PL), que calcula se reeleger com dois milhões de votos, e o senador Cleitinho (Republicanos), que está na frente para governador. E tem a questão da abstenção, que tem tendência de aumentar por conta da meteorologia. Vai chover demais em tudo que é lugar, especialmente no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, onde tem mais votos, onde o eleitor tem dificuldade de sair de casa, já que nem todo mundo vota perto. Será uma eleição disputadíssima, porém acho que esses fatores podem mudar a dinâmica no domingo”, ressaltou Marcelo Tognozzi, do Poder360.
José Maria Trindade, da Rádio Jovem Pan, avalia que será “emoção até o último minuto”. “A temperatura da política subiu muito nos últimos dias. A pesquisa mostra o vai-e-vem em vários setores, com Flávio e Lula empatados em todos os quesitos, seja no mais detestado e no mais amado, na possibilidade de votos novos e na possibilidade de votar não. Ou seja, ninguém sabe quem será o próximo presidente. Estamos nas mãos dos indecisos. Eles que vão definir, de um lado ou de outro. Muito parecido com o que acontece nos últimos anos. Esta polarização é muito comum nas últimas eleições, a divisão é uma marca da política brasileira, não tem jeito. As pesquisas mostram exatamente esse quadro, de muita emoção até o último momento”, cravou Trindade.
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A medida provisória do presidente Lula (PT) que proibiu as bets, às vésperas do primeiro turno das eleições, não teria apenas a razão de proteger as famílias. Segundo o jornalista José Maria Trindade, da Jovem Pan, o petista teria descoberto que essas empresas estavam apoiando e financiando seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em debate no podcast Direto de Brasília, o jornalista comentou o tema.
“Acho absurda a liberação das bets, mas a coisa é complexa. Se proibir, vai para a ilegalidade e pode ser operado de qualquer país, o que já está sendo. Jogá-las na ilegalidade é perder totalmente o controle. Elas provocaram uma epidemia nacional muito grave, várias famílias estão sofrendo com isso. Por outro lado, o bastidor disso é que não é só a questão do voto. O grupo do Lula descobriu que as bets estão investindo alto em Flávio, então é uma réplica que eles estão dando nesse poder econômico, que é muito mais forte que o do Banco Master”, denunciou José Maria.
Leia maisO jornalista Rodolfo Lago, do jornal Correio da Manhã, considerou que as contestações das empresas nesse momento são legítimas, pois a medida provisória do governo acaba trazendo insegurança jurídica por sua duração inicial de 120 dias. “Não há dúvida da insegurança jurídica provocada por essa decisão ter sido tomada por medida provisória. O problema jurídico já está provocando. São legítimas as contestações que estão fazendo, afinal essas bets receberam outorga para operar, e não poderia ter sido rompido desse jeito. Até que ponto isso vai ter efeito político e eleitoral nesse momento, a poucos dias da eleição, não sei”, colocou.
Para Marcelo Tognozzi, do Poder360, a proibição não combateu o real problema, que é a questão do vício nas apostas. “As pessoas já estão jogando nas bets internacionais ilegais, por meio de VPN, onde passa o cartão e um abraço. E o pior é que não vai um tostão para o governo, vai direto para outros países que estão operando esse jogo, que é um transtorno completo”, colocou. “Mas havia uma outorga, o sujeito pagou R$ 30 milhões para fazer uma bet que estava legalizada, que o governo autorizou, em que se tem um contrato que de repente é quebrado. Isso vai repercutir em outras coisas”, completou Tognozzi.
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Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com a mesa-redonda sobre as eleições presidenciais, clique no link abaixo e confira. Participaram os jornalistas José Maria Trindade, da Jovem Pan, Rudolfo Lago, diretor da sucursal do Correio da Manhã em Brasília, e Marcelo Tognozzi, do portal Poder360. Está imperdível!
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29) mostra como está a disputa pela Presidência da República no 1º turno entre os eleitores de Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo. As informações são do g1.
Veja, abaixo, os resultados da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra a lista de candidatos aos eleitores entrevistados:
Leia maisContratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números PE-00324/2026 e BR-08289/2026.
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29) mostra como está a disputa pelo Senado em Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo.
Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes. Não é possível escolher o mesmo nome duas vezes. A última pesquisa do instituto havia sido divulgada no dia 23 de setembro. As informações são do g1.
Leia maisNa pesquisa espontânea da Quaest, em que os nomes não são mostrados aos eleitores entrevistados, 68% estão indecisos (eram 73%), porque não souberam citar um candidato.
Já na pesquisa estimulada, a lista de candidatos é mostrada, e cada entrevistado precisa responder duas vezes em quem pretende votar: para a primeira vaga e, depois, para a segunda vaga.
Os resultados da pesquisa para o Senado consideram as menções para a primeira e a segunda vagas em um total que soma 100% das intenções de voto e mantém a proporção entre candidatos, brancos/nulos e indecisos.
Veja os números abaixo:
Combinação – votos totais
Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00324/2026.
Agora, veja os resultados que consideram apenas as respostas para a primeira vaga e, depois, para a segunda.
Abaixo, veja os dados completos da pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos:
A Quaest perguntou também aos eleitores sobre cada um dos candidatos: se eles conhecem e votariam, se não conhecem ou se conhecem e não votariam. Os candidatos mais rejeitados (maiores índices de “conhece e não votaria”) são Marília Arraes e Mendonça Filho.
Marília Arraes
Humberto Costa
Mendonça Filho
Eduardo da Fonte
Túlio Gadêlha
Carlos Sant’Anna
Pastor Gilvan Costa
Paulo Rubem Santiago
Mailson da Silva Neto
Mariano Macedo
Samuel Timoteo
Gorett Bitu
No meu podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, ancoro uma espécie de mesa-redonda com os jornalistas José Maria Trindade, da Jovem Pan, Rudolfo Lago, diretor da sucursal do Correio da Manhã em Brasília, e Marcelo Tognozzi, do portal Poder360, sobre as eleições presidenciais. O programa vai ao ar das 18 às 19 horas, com transmissão para 165 emissoras no Nordeste.
São três jornalistas bastante experientes em cobertura de eleições. José Maria dirige a Jovem Pan em Brasília há mais de 30 anos, está em Brasília desde a primeira eleição direta, em 89, quando Lula perdeu para Collor.
Rudolfo e Marcelo também atuam na mídia nacional desde o processo de redemocratização, com passagens por grandes veículos nacionais, como O Globo, a Folha de São Paulo, JB, Correio Brasiliense e as revistas Veja e Istoé.
Com eles, vamos tratar do sobe e desce dos candidatos nas pesquisas, da segurança do voto eletrônico, dos últimos debates na TV, da influência das pesquisas e do cenário também na disputa para os governos estaduais.
Em parceria com a Folha de Pernambuco, o podcast ‘Direto de Brasília’ vai ao ar hoje, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29) mostra como está o cenário da eleição estadual, a menos de uma semana do 1º turno — que acontecerá no domingo (4).
Veja os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 23 de setembro. As informações são do g1.
Leia maisContratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00324/2026.
A pesquisa traz a simulação de 2º turno. Os dados estão abaixo:
Duas agências de publicidade que mantêm contratos com governos estaduais comandados pelo PT avançaram em licitações do governo federal que, somadas, têm valor estimado de R$ 162,4 milhões.
Uma delas é a S/A Propaganda, uma das 3 empresas vencedoras da concorrência nº 90003/2024 de serviços de publicidade para o Ministério da Educação por R$ 140 milhões. A agência ficou em 2º lugar na classificação, atrás da DeBrito Brasil e à frente da Calia Y2. As 3 empresas foram habilitadas e participam do negócio. As informações são do Poder 360.
Leia maisA S/A tem contrato com o governo do Piauí, comandado por Rafael Fonteles (PT), sucessor de Wellington Dias (PT), hoje ministro do Desenvolvimento e Assistência Social.
A agência é uma das 5 empresas que compõem o contrato nº 01/2022, da Coordenadoria de Comunicação Social do Estado. O vínculo foi prorrogado em fevereiro de 2026 por mais 12 meses, até fevereiro de 2027, com valor global de R$ 19,99 milhões.
A agência também participa da campanha de reeleição de Fonteles. Em janeiro de 2026, o governador, o candidato a vice Washington Bandeira (PT), os candidatos ao Senado Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) e o secretário estadual de Comunicação, Marcelo Nolleto, participaram de uma reunião na sede da S/A Propaganda para iniciar o planejamento de marketing da campanha, como relatou a imprensa local na época.
A outra agência é a EBM Quintto Comunicação, uma das duas empresas vencedoras da Concorrência nº 90001/2026 do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome para serviços de comunicação digital. O valor estimado é de R$ 22,44 milhões nos primeiros 12 meses.
A EBM ficou em 2º lugar na avaliação técnica, atrás da L2W3 Digital. As duas empresas foram declaradas vencedoras e habilitadas para a contratação. O processo ainda está na fase de recursos.
A empresa tem contratos com o governo do Ceará, comandado pelo governador Elmano de Freitas (PT). Em março de 2023, no início da gestão Elmano, o governo prorrogou por 12 meses, por R$ 75 milhões, um contrato de publicidade que incluía a EBM.
Em setembro de 2024, a EBM Quintto também foi declarada vencedora de uma nova concorrência da Casa Civil do Ceará para contratação de 4 agências de publicidade. A empresa ficou em 3º lugar na classificação e foi declarada vencedora.
Em setembro de 2024, a EBM Quintto também foi declarada vencedora de uma nova concorrência da Casa Civil do Ceará para contratação de 4 agências de publicidade. A empresa ficou em 3º lugar na classificação e foi declarada vencedora.
A relação contratual continuou em 2025 e 2026. Em maio deste ano, o governo do Ceará publicou termo de reconhecimento de dívida de R$ 324.107,55 em favor da EBM por serviços prestados em outubro de 2025, no âmbito do Contrato 148/2025, sobre publicidade do Detran.
As duas agências chegam às licitações federais por grupos políticos que se cruzam.
A S/A atua para o governo de Rafael Fonteles, sucessor de Wellington Dias, hoje ministro do MDS – pasta que declarou a EBM vencedora de uma licitação de R$ 22,4 milhões.
A EBM tem contratos com o governo de Elmano de Freitas, sucessor de Camilo Santana, ministro da Educação – pasta que habilitou a S/A em uma concorrência de R$ 140 milhões.
SUBCOMISSÕES
Os 2 processos tiveram subcomissões técnicas formadas por 3 integrantes para avaliar as propostas.
No caso do MDS, os avaliadores foram Simone de Castro Holanda, Antônio Olívio dos Santos Maciel Barbosa e Eronides Pereira de Oliveira Neto.
Simone de Castro Holanda é a atual coordenadora-geral de Comunicação Social do MDS. Trabalhou na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Teresina de 2003 a 2014 e, de 2015 a 2023, trabalhou na Coordenadoria de Comunicação Social do governo de Wellington Dias, no Piauí.
Em julho de 2019, ela foi escolhida representante do governo estadual em contratos de publicidade que incluíam a S/A Propaganda, agora contratada pelo MEC.
Em janeiro de 2023, já no início da gestão de Rafael Fonteles, sucessor de Dias, Simone foi nomeada diretora da Coordenadoria de Comunicação do governo do Piauí. Segundo o MDS, ela não manteve contato profissional com nenhuma das empresas durante o processo.
Antônio Olívio dos Santos Maciel Barbosa também tem trajetória na comunicação pública federal e em gabinetes políticos ligados ao PT.
Foi diretor-substituto de Publicidade da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e coordenador-geral de Planejamento e Projetos Especiais, além de chefiar a comunicação no Ministério do Esporte. Antes, trabalhou no gabinete do deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT-MA), de 2022 a 2023, e Zeca Dirceu (PT-PR), em 2023.
Eronides Pereira de Oliveira Neto é assessor da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Ele também já participou de outras subcomissões técnicas de processos de publicidade do governo federal, inclusive em processo da Suframa.
A composição da subcomissão que julgou a licitação não foi a inicialmente sorteada.
Gustavo Alves de Souza, funcionário do MDS, foi sorteado em 11 de maio para integrar a subcomissão ao lado de Simone de Castro Holanda e Eronides Pereira de Oliveira Neto. Mas na ata (PDF – 920 kB) da votação, em seu lugar, aparece Antônio Olívio dos Santos Maciel Barbosa.
“A alteração posterior ocorreu em razão do afastamento de Gustavo Alves de Souza da função que exercia, para concorrer a cargo eletivo nas eleições deste ano, ficando impossibilitado de permanecer na Subcomissão”, explicou o ministério. Gustavo é candidato a deputado federal pelo PC do B em Brasília.
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O candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) defendeu, nesta terça-feira (29), durante sabatina na Rádio Nova Brasil FM Recife, a implantação de um prontuário eletrônico unificado nacional no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta consta no Projeto de Lei 4.885/2025, de autoria do parlamentar, e prevê a integração dos registros clínicos e assistenciais dos pacientes. “Com o prontuário unificado pelo CPF, o médico poderá acessar o histórico daquele paciente onde quer que ele esteja, evitando a repetição desnecessária de exames e permitindo decisões mais rápidas e seguras”, afirmou.
Na entrevista, Eduardo também defendeu uma atuação conjunta entre o Senado e o Governo de Pernambuco para buscar recursos e viabilizar projetos no estado. Candidato na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), ele afirmou que pretende levar ao Senado a mesma linha de atuação adotada na Câmara dos Deputados. Durante a sabatina, citou ainda seus votos contrários às reformas Trabalhista e da Previdência e voltou a destacar saúde e infraestrutura entre as áreas em que pretende atuar em articulação com o governo estadual.
