Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
A crise no Supremo Tribunal Federal tomou o centro da campanha eleitoral e esvaziou o espaço para a discussão de propostas. Sem um desfecho, o desgaste do tribunal se prolonga e interfere nas estratégias dos candidatos à Presidência.
Na própria campanha do presidente Lula, a avaliação é que Flávio Bolsonaro consegue explorar politicamente esse cenário e obter dividendos eleitorais enquanto o Supremo permanecer como foco da disputa. As informações são do blog da Andréia Sadi.
Leia maisA preocupação ajuda a explicar a defesa enfática, feita por uma ala da campanha, de que Lula se afaste cada vez mais da crise. Para esse grupo, o presidente precisa ir além das declarações de que todos devem ser investigados e cobrar a apuração de forma mais contundente.
Embora vários ministros sejam citados e tenham explicações a dar, a avaliação é que o desgaste está muito concentrado na figura de Alexandre de Moraes.
A crise também atravessa uma estratégia que a campanha de Lula vinha tentando consolidar: fazer da soberania o assunto central da eleição.
A participação do presidente na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, já estava prevista na agenda. A campanha, porém, busca transformar o evento em um ativo eleitoral, aproveitando o discurso e a exposição internacional para reforçar a imagem de Lula como estadista.
O material produzido durante a viagem pode abastecer a campanha e dar destaque a essa mensagem. No retorno ao Brasil, no entanto, o presidente volta a se deparar com uma crise no Supremo que continua sem solução e ocupa o debate político.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro tenta manter o desgaste do tribunal no centro da campanha. A estratégia busca atingir ministros vistos como mais próximos de Lula, entre eles Moraes.
Isso ocorre apesar de o próprio Flávio ainda não ter esclarecido o pedido de dinheiro feito a Daniel Vorcaro para o que seria a produção de um filme sobre o pai, Jair Bolsonaro. Moraes também tem explicações a dar sobre contratos e relações com Vorcaro.
A permanência dessas questões sem esclarecimento alimenta a disputa eleitoral. Para a campanha de Lula, o risco é que o adversário continue capitalizando o desgaste do Supremo enquanto o presidente encontra dificuldade para impor os temas que gostaria de discutir.
O adiamento de uma solução para a crise, portanto, não fica restrito ao tribunal: repercute na eleição e mantém as propostas para o país em segundo plano.
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Em ato de campanha realizado ontem, em Jaboatão dos Guararapes, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e candidato à reeleição, deputado Álvaro Porto (MDB), afirmou que a declaração da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), sugerindo a realização de laqueadura sem autorização da paciente simboliza o descaso da gestão com as mulheres pernambucanas ao longo de toda a gestão. Não só no que diz respeito à saúde, mas também à segurança e outras políticas sociais.
Falando para um auditório lotado, o deputado avaliou que o vídeo em que a governadora propõe, dentro de um hospital, que uma mãe que acabava de ter o sétimo filho fosse submetida a laqueadura sem ser informada, retrata um crime contra as mulheres, mas não só. Segundo ele, o vídeo documenta e revela para o país como Pernambuco toma conta das mulheres, mesmo sendo governado por duas delas (referindo-se ao fato de a vice-governadoria ser ocupada por Priscila Krause).
Leia mais“O feminicídio aumentou nos últimos anos”, disse, acrescentando, como tem feito de 2023 para cá, em diversos discursos na Alepe, que esta realidade não obra do acaso, mas consequência direta do descumprimento da Lei Federal nº 14.541/2023, que determina o funcionamento ininterrupto das delegacias da mulher, inclusive nos finais de semana.
“O aumento do número de delegacias da mulher, que foi prometido pela governadora, não ocorreu. Agora, às vésperas da eleição, está correndo atrás e começando a abrir mais delegacias à noite. Como sempre, maquiando para tentar esconder a realidade”, afirmou. Até o início da campanha apenas 15 dos 184 municípios do estado dispunham de Delegacias da Mulher, das quais somente sete funcionavam 24 horas.
O deputado destacou ainda que a construção de 250 creches, promessa de Raquel que, se executada, poderia auxiliar, por exemplo, mães trabalhadoras, que teriam onde deixar os filhos, foi um fiasco. “Ela (a governadora) está, mais uma vez, começando a fazer agora, porque está em cima de uma eleição. Ela prometeu a vocês, as várias mães que estão aqui, mas só só fez 11 ou foram 12”, observou.
Dirigindo-se às mulheres da plateia, Porto disse que é importante analisar o que o atual governo vem fazendo. “Cada uma de vocês é que decide o que fazer o corpo de vocês”, disse, fazendo uma analogia com o voto. “A gente geralmente vota em uma pessoa pensando que vai ser o melhor. Foi isso que eu fiz há quatro anos (quando votou e fez campanha a governadora). Mas hoje digo e repito: quem conhece Raquel não vota em Raquel”, destacou.
“O que a gente vê hoje no estado, é que a educação não funciona, a saúde não funciona, a segurança também. Então, a gente precisa mudar e votar, para governador, no melhor prefeito da história do Recife, que é (o candidato da Frente Popular) João Campos (PSB)”, completou.
O deputado alertou ainda que a governadora continua, após quatro anos de uma gestão limitada, reclamando do passado e governando com olho no retrovisor. Segundo ele, quando Raquel consegue olhar pra frente é para fazer promessa que, assim, como as creches e a ampliação delegacias da mulher, não terá competência para cumprir.
O evento foi organizado por aliados e apoiadores de Jaboatão dos Guararapes. Ao longo da programação, além de fazer campanha para si e João Campos, o deputado pediu votos para Gabriel Porto (PSB), candidato a deputado federal. Em seguida, Álvaro Porto participou de carreata de João Campos pelos bairros do Ibura, Cohab e Jordão, no Recife.
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Depois de proferir uma das frases mais desumanas da história da redemocratização em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) parece enfrentar uma disputa que não é mais entre ela e seus adversários. A disputa é consigo mesma. Quatro dias depois de reconhecer a autoria do pedido para que uma mãe fizesse uma laqueadura sem o seu consentimento, um verdadeiro escândalo nacional, a governadora vem falar em “descontextualização” durante ato na terça-feira (22), em Caruaru.
A mudança de narrativa parece calculada e, de toda sorte, descontextualizada. A Raquel Lyra que gravou um vídeo se desculpando, que participou de um debate se desculpando, agora se coloca na condição de vítima de descontextualização. Só depois de toda repercussão em todo o país, incluindo posicionamentos da imprensa nacional, o foco da sua fala tenta ser invertido. Parece mais preocupada com a sua biografia do que com a contradição no meio de uma eleição.
Nomes como Andréa Sadi, Natuza Nery, Miriam Leitão, Débora Secco, Luana Piovanni, Samara Felippo, entre tantos outros, se posicionaram de maneira firme sobre o caso. Fica a dúvida sobre que Raquel está se posicionando. Se a de ontem, ou a de hoje. A do vídeo de 2025 – nem tão antigo assim –, ou a candidata de 2026.
A laqueadura sem consentimento começou a virar o símbolo de um movimento preso na garganta de muitas mulheres. “Faz sem ela saber” se tornou uma referência sobre uma prática a não ser repetida. E talvez apenas o simples gesto de pedir desculpas seja insuficiente para a gravidade de tudo o que foi escrito. A Raquel que muda de versão segue devendo explicação.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin negou um pedido de liminar (decisão provisória) para determinar a instalação da CPI do Master no Senado. O pedido foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Zanin entendeu que não ficou devidamente comprovada uma omissão do presidente do Senado em relação à instalação da comissão. As informações são do portal G1.
Segundo o ministro, o pedido não esclareceu como ocorreu a tramitação nem qual foi a atuação da Presidência do Senado diante de um conjunto de requerimentos relacionados ao caso Master.
Zanin destacou ainda que o próprio senador reconheceu a existência de um requerimento anterior para a criação da CPI.
Para o ministro, essas informações são necessárias para avaliar se houve, de fato, uma omissão ilegal que justificasse a intervenção do Judiciário para determinar a instalação da comissão
Presidente da Abrapel alerta para o peso da abstenção na disputa presidencial
A disputa presidencial chega à reta final com um cenário de estabilidade nas pesquisas, mas a abstenção pode alterar o resultado, especialmente se atingir os segmentos de menor renda. A avaliação é da cientista política e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel), Mara Telles, que, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, chamou atenção para dois fatores capazes de influenciar a eleição: o efeito dos levantamentos de intenção de voto sobre as escolhas dos eleitores e a dificuldade dos institutos de antecipar quem efetivamente comparecerá às urnas.
Para Mara, as pesquisas não apenas registram a preferência do eleitorado, mas também podem interferir nas decisões tomadas nos últimos dias de campanha, inclusive pela opção pelo voto útil. “Sim, as pesquisas mudam os rumos das eleições na reta final. Pode ser que influenciem um plebiscito, pelo voto útil”, afirmou. A cientista política ressaltou, porém, que os levantamentos oferecem uma fotografia do momento e não impedem mudanças de opinião. “Temos inúmeros elementos que podem mudar a opinião do eleitor que não está cristalizado, que não tem uma posição de afeto com o candidato”.
Leia maisNa leitura da pesquisadora, o quadro presidencial pouco se alterou nas últimas semanas. “É um cenário de empate técnico. O quadro não mudou”, observou. Mara apontou que o presidente Lula (PT) mantém força eleitoral no Nordeste, embora registre intenção de voto inferior à votação obtida na região em 2022. Segundo ela, o petista voltou a crescer um pouco entre as mulheres, enquanto Flávio Bolsonaro (PL), que havia avançado nesse segmento, aparenta ter interrompido o crescimento. “Ou seja, o quadro está congelado”, avaliou.
A trajetória de Augusto Cury (Avante) ilustra, segundo Mara, a dificuldade de transformar o interesse inicial por uma candidatura em apoio duradouro. Depois de alcançar 11% nas pesquisas, o escritor perdeu espaço. A cientista política classificou o movimento como um “voo de galinha” e associou a ascensão inicial à novidade representada por seu discurso, distante do confronto entre os principais adversários. “Ele cresceu nesse espaço porque apresentou algo interessante, se mostrou como alguém com um discurso que não era de guerra, mas de cura”, explicou. “É fácil crescer num primeiro momento, mas é difícil transformar visibilidade em intenção de voto.”
Mara também questionou a estratégia de Lula de buscar uma aproximação com o eleitorado evangélico nesta fase da campanha. Na avaliação dela, o presidente deveria concentrar esforços nos segmentos que contribuíram para sua vitória em 2022, especialmente mulheres e pessoas com renda de até dois salários mínimos. “Apostar nesse setor na última hora é um equívoco. Além de ineficiente, ele deveria investir mais em segmentos que contribuíram com sua vitória em 2022”, declarou. Para a pesquisadora, encontros com lideranças religiosas progressistas tendem a produzir pouco efeito sobre eleitores evangélicos já identificados com a direita.
É justamente entre os eleitores de menor renda que Mara identifica um dos pontos de atenção para o comparecimento às urnas. Segundo ela, a distância entre a residência e o local de votação está entre os fatores que mais influenciam a abstenção. “Quanto mais distante, menor é a disposição desse eleitor de votar. Isso ocorreu especialmente na população que ganha de zero a dois salários mínimos e que visivelmente é eleitorado lulista”, afirmou. A pesquisadora relacionou esse comportamento também ao Nordeste, onde Lula concentra parte importante de seu apoio.
O risco, acrescentou, é que a falta de disposição para votar não apareça com a mesma clareza nos levantamentos de intenção de voto. “As pesquisas não conseguem capturar a abstenção. Um momento de apatia pode gerar um menor comparecimento às urnas”, advertiu. Mara citou ainda o desgaste provocado pelas discussões sobre corrupção, inclusive as relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), como um possível fator de desmobilização. “Se o eleitor passa a perceber que todos são corruptos, isso desmobiliza a campanha”, afirmou.
“Brasil não é quintal de ninguém” – O presidente Lula (PT) foi o primeiro líder mundial a discursar na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, mantendo a tradição desde 1955 de o Brasil iniciar os discursos. Em sua fala, Lula abordou a situação na América Latina, com o aumento das operações dos Estados Unidos na região. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém. Precisamos de parceiros com uma agenda positiva, que fomentem o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculos para a maior integração entre vizinhos”, adicionou. Ele disse que a América Latina sofre tentativas de influência da potência hegemônica, em referência aos EUA. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas”. O petista também falou sobre a Venezuela e outros países da região, pontuando que os venezuelanos merecem definir seu próprio destino e que a Nicarágua “não vai resolver os seus problemas impedindo a oposição de disputar eleições”.

Trump quer “proteger Hemisfério Ocidental” – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu extinguir o que chamou de “interferência externa” no Hemisfério Ocidental e afirmou que pode utilizar o poderio militar norte-americano para isso. A sua fala foi feita ontem, na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Trump busca dominar o Hemisfério Ocidental e expulsar a presença dos rivais China e Rússia da região. “Lançamos o poder das Forças Armadas dos EUA para eliminar gangues e cartéis de drogas sangrentos. (…) Os cartéis são o Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental. São inimigos em guerra contra a civilização, usando assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror, e por isso eles devem ser mortos, exilados ou detidos”, afirmou Trump.
Desinteresse pelo guia – Pesquisa Quaest, encomendada pelo Grupo Globo, mostra que 44% dos eleitores não estão com a televisão ligada durante o horário eleitoral: 20% desligam o aparelho quando começa a propaganda e 24% já não estão assistindo à TV nesse período. Outros 12% procuram uma programação diferente, enquanto 18% mantêm o aparelho ligado, mas não prestam atenção ao conteúdo. Apenas 25% afirmam acompanhar a propaganda com atenção. O interesse é menor entre os jovens de 16 a 34 anos, dos quais 20% dizem assistir ao programa atentamente, contra 28% dos eleitores com 60 anos ou mais.
Diferença minúscula – A pesquisa AtlasIntel, divulgada ontem, acendeu o alerta no Palácio do Campo das Princesas. A governadora Raquel Lyra (PSD), que aparecia com vantagem mais confortável no levantamento anterior, agora tem 48,6%, contra 47,4% de João Campos (PSB), seu principal adversário. Apenas 1,2 ponto separa os dois, diferença inferior à margem de erro de dois pontos. No segundo turno, o cenário é ainda mais apertado: 49,2% para Raquel e 48,5% para João. Com a vantagem praticamente evaporada e as curvas se aproximando, João chega à reta final em condições de virar o jogo.

Lula em Recife – O candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, afirmou, em entrevista ao Blog da Folha ontem, que o presidente Lula (PT) fará uma caminhada no Recife, nesta sexta-feira (25). “A gente vai fazer um grande ato no Recife, podendo celebrar essa reta final da campanha que, com fé em Deus e no povo, será vitoriosa em Pernambuco e no Brasil. Faremos uma grande caminhada na manhã da sexta-feira. Estamos fechando o itinerário agora à tarde. O roteiro deve ser a partir das 9h da manhã”, afirmou.
CURTAS
JUPI – A governadora Raquel Lyra (PSD) estava acompanhada de políticos de Jupi, município do Agreste, quando foi filmada falando para fazer laqueadura “sem ela saber” em uma mulher grávida que tinha sete filhos. No vídeo, Raquel conversa com a secretária de Assistência Social de Jupi, Carla Patrícia Gomes de Oliveira Albuquerque, que aparece de blazer preto. Carla é nora da prefeita Rivanda Freire Lima (PSD), que também aparece nas imagens. Além delas, também aparece no vídeo o vice-prefeito da cidade, Lêdson Liberato (União Brasil). As informações são do portal G1/PE.
VOTO JUSTIFICADO – Quem estiver fora do domicílio eleitoral no dia da votação, no próximo dia 4 de outubro, deverá justificar a ausência. A justificativa pode ser apresentada no próprio dia da eleição pelo aplicativo e-Título ou por meio do Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE). O formulário deve ser preenchido e entregue nas mesas receptoras de votos ou de justificativas instaladas para essa finalidade, nos locais divulgados pelos tribunais regionais eleitorais e pelos cartórios eleitorais.
VOTO JUSTIFICADO II – A justificativa é válida exclusivamente para o turno em que a eleitora ou o eleitor não compareceu por estar fora do domicílio eleitoral. Portanto, é necessário apresentar um requerimento para cada turno de votação não realizado, respeitando os requisitos e prazos correspondentes. Quem não apresentar a justificativa no dia da votação poderá fazê-la em até 60 dias após cada turno.
Perguntar não ofende: O fator Lula ajudará de fato na campanha de João?
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A ministra Luciana Santos (PCdoB) e a senadora Teresa Leitão (PT) fizeram novas críticas à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) após a repercussão do vídeo em que ela sugeriu que uma mulher fosse submetida a uma laqueadura “sem ela saber”. “Dá uma tristeza e uma vergonha alheia de ver uma mulher governadora falar da laqueadura para mulheres”, afirmou Luciana.
A ministra disse ainda que o episódio seria, em sua avaliação, “só a ponta do iceberg” e associou a crítica às políticas estaduais voltadas às mulheres. As informações são do Diario de Pernambuco.
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Teresa, por sua vez, questionou o pedido de desculpas feito pela governadora. “Por que ela pediu desculpas e a gente não acredita nas desculpas? Porque existe, tem sintonia. Pode não ter sintonia com o que ela disse, mas tem sintonia com o palanque onde ela está”, declarou.
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A candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes (PDT), criticou a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), após a divulgação de um vídeo em que a governadora comenta um caso envolvendo uma mulher submetida a um procedimento de laqueadura sem consentimento.
Durante discurso em encontro com mulheres no Recife nesta terça-feira (22), Marília afirmou que a fala de Raquel teria sido espontânea e questionou um pedido de desculpas feito posteriormente pela governadora. As informações são do JC.
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Segundo Marília, o episódio revelaria a forma como, na avaliação dela, o governo estadual trata a população de baixa renda. A candidata também criticou a forma como, segundo sua interpretação, as mulheres pobres seriam tratadas em situações relacionadas a decisões sobre o próprio corpo.
“Mas eu quero dizer uma coisa a vocês. A fala foi espontânea, não adianta pedir desculpa. Aquilo ali demonstrou o que ela sente, o que ela pensa, o que ela faz, porque junto com quem está mostra quem ela é”, disse Marília.
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O cenário da disputa por votos pela presidência em Pernambuco segue com liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 58,3% das intenções no primeiro turno, contra 29,9% do senador Flávio Bolsonaro (PL). É o que aponta a nova pesquisa da AtlasIntel, divulgada nesta terça-feira (22).
O levantamento mostra um crescimento de 3,4% do petista no estado, em relação à última rodada do estudo. Traçando o paralelo, Flávio teve queda de 2,8% em território pernambucano. As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia maisNa sequência, aparecem o escritor Augusto Cury (Avante), com 3,2%; Renan Santos (Missão), com 2,6%; Ronaldo Caiado (PSD), com 1,8%.
Ainda conforme os dados divulgados, Hertz Dias (PSTU) tem 0,6%; Romeu Zema (Novo), 0,3%; Clariana Barão (DC), 0,2%; Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara (UP) têm 0,1%.
O Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram, enquanto brancos ou nulos somam 2,3% e indecisos, 0,7%.
Segundo turno
Na disputa de um eventual segundo turno, em uma simulação envolvendo o atual presidente e o candidato do PL, Lula teria 60,5% dos votos contra 32,7% de Flávio Bolsonaro. Brancos, nulos e indecisos somam 6,9% no levantamento.
A pesquisa AtlasIntel entrevistou 1.836 eleitores de Pernambuco entre os dias 15 e 20 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. As pesquisas foram registradas no TSE sob os números PE-02023/2026 e BR-09256/2026.
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O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) reuniu mulheres de diferentes áreas de atuação, na noite desta terça-feira (22), no Comitê 40, em Casa Forte, no Recife, para apresentar propostas voltadas à proteção e à garantia de direitos das mulheres. Durante o encontro, anunciou que, caso seja eleito, pretende determinar a compra de mais de 20 mil tornozeleiras eletrônicas em janeiro de 2027 para ampliar o monitoramento de agressores. “Vamos colocar à disposição do Tribunal de Justiça”, afirmou.
João também propôs dobrar o número de delegacias da mulher no estado e garantir atendimento 24 horas em todas as unidades. O candidato defendeu que as políticas para as mulheres contemplem medidas voltadas à educação, ao emprego e à independência financeira. “A nossa pauta não pode falar apenas de segurança. Ela tem que superar a agenda da violência e ser uma agenda de direitos”, declarou.
Ao abordar a repercussão da declaração da governadora Raquel Lyra sobre a realização de uma laqueadura “sem ela saber”, João defendeu a autonomia das mulheres sobre o próprio corpo. “Quem manda no corpo da mulher é a mulher. Quem decide é ela”, disse. Participaram do encontro a senadora Teresa Leitão, a candidata ao Senado Marília Arraes, a ministra Luciana Santos e Cristina Buarque, primeira titular da Secretaria Especial da Mulher de Pernambuco, entre outras lideranças.
Por Larissa Rodrigues – Efeito Político
Como não poderia ser diferente, o assunto principal da plenária da Frente Popular com as mulheres, no início da noite desta terça-feira (22), no Recife, foi a frase da governadora Raquel Lyra (PSD): “faz sem ela saber”, sobre uma laqueadura em uma paciente da rede pública. Veja vídeo com a fala aqui.
“Isso não representa o sentimento do povo pernambucano e das mulheres pernambucanas. Eu digo não como liderança política, mas como cidadão: o Brasil não é terra disso e Pernambuco jamais, jamais vai se curvar ou será uma terra de ‘faz sem ela saber’”, declarou João Campos (PSB), que lidera a Frente Popular e disputa com Raquel Lyra o Governo do Estado.
Leia maisAntes dele, a senadora Teresa Leitão (PT) reforçou: “a frase final (de Raquel, no vídeo da laqueadura) é ‘vai!’. Por que ela pediu desculpas e a gente não acredita? Porque isso tem sintonia com o palanque onde ela está. É lá (no palanque de Raquel) que a elite bolsonarista está. Todos os bolsonaristas de Pernambuco estão apoiando Raquel Lyra”, ressaltou Teresa Leitão.
Ministra da Ciência e Tecnologia do Governo Lula (PT), Luciana Santos (PCdoB) destacou que quando João Campos era prefeito do Recife bateu recorde na criação de vagas de creches, um tema espinhoso para Raquel Lyra, que prometeu 250 unidades e entregou 15. Sobre as creches do Recife erguidas na gestão de Campos, Luciana frisou: “isso é cuidar das mulheres, isso é garantir que as mulheres possam ir ao mercado de trabalho”.
Única candidata ao Senado em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) declarou: “a fala foi espontânea (de Raquel Lyra, “faz sem ela saber”). “Não adianta pedir desculpas, aquilo ali denonstrou o que ele sente, pensa, faz. Junto com quem ela está, mostra quem ela é”, enfatizou Marília Arraes, referindo-se às lideranças bolsonaristas aliadas de Raquel Lyra.
Assim como na plenária da Frente Popular com o público feminino, o tema “faz sem ela saber” dominou as redes sociais e a imprensa nacional desde o último domingo (20), quando uma reportagem do Portal Metrópoles trouxe o assunto à tona. Na reta final da campanha, a governadora enfrenta dificuldades para encerrar a discussão na opinião pública. O vídeo no qual Raquel Lyra faz a afirmação acabou oferecendo à oposição uma janela de oportunidade para capitalizar a defesa das mulheres a menos de duas semanas para a votação de primeiro turno.
Com uma infinidade de mulheres pernambucanas progressistas apoiando seu projeto, candidatas ou não, João Campos soube aproveitar o momento e reuniu o segmento exatamente quando o debate ainda está quente, o que pode fazer a diferença nas urnas em 4 de outubro.
Ainda na plenária, o candidato da Frente Popular reforçou a promessa de colocar tornozeleiras eletrônicas em todos os agressores de mulheres em Pernambuco, além de abrir mais delegacias das mulheres e fazê-las funcionarem 24 horas. “Vamos comprar mais de 20 mil tornozeleiras e colocar à disposição do Tribunal de Justiça para que qualquer agressor de mulher seja monitorado eletronicamente. Pernambuco vai ser o primeiro Estado a fazer isso”, garantiu.
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Após um pedido do governo Trump, os membros do Escudo das Américas assinaram um acordo nesta terça-feira (22) para designar formalmente as facções narcotraficantes como “ameaças compartilhadas” e torná-las alvos de sanções. As facções brasileiras PCC e CV estão entre os 24 grupos citados como alvos da proposta.
“Escudo das Américas” é uma coalizão lançada pela administração Trump que reúne governos alinhados ao republicano na América Latina, incluindo vizinhos do Brasil, como Argentina, Bolívia e Peru. As informações são do g1.
“Reconhecendo que uma ameaça imediata e universalmente compartilhada em nosso hemisfério é aquela representada por organizações narcoterroristas transnacionais — as quais põem em risco a paz e a segurança do hemisfério, bem como a segurança e a prosperidade de nossos cidadãos —, anunciamos hoje a primeira ação conjunta no âmbito de nossos pilares recém-anunciados: ação individual e coletiva para enfrentar o flagelo do narcoterrorismo”, diz o documento assinado pelos membros da Aliança e divulgado pelo Departamento de Estado.
Leia mais“Nesse sentido, declaramos nossa intenção de impor, conforme aplicável e em conformidade com nossas respectivas obrigações legais internacionais e internas: o congelamento de ativos; restrições de imigração e de visto para membros, associados e apoiadores dessas organizações; e a responsabilização criminal de indivíduos que, conscientemente, forneçam apoio material — incluindo apoio logístico — a tais organizações, entre outras medidas. Esta primeira ação conjunta concentrar-se-á nas 24 organizações listadas abaixo, independentemente da denominação que recebam em cada um de nossos países”, diz o texto, que elenca PCC e CV entre os alvos das medidas.
O documento diz que acionará um mecanismo de reciprocidade da Organização dos Estados Americanos para viabilizar a medida.
Assinam o texto todos os membros plenos do Escudo das Américas: Estados Unidos da América, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
Um dos objetivos declarados pela coalizão é o combate aos cartéis de drogas, tema abordado pelo republicano em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, mais cedo nesta terça.
“Lançamos o poder das Forças Armadas dos EUA para eliminar gangues e cartéis de drogas sangrentos. (…) Os cartéis são o Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental. São inimigos em guerra contra a civilização, usando assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror, e por isso eles devem ser mortos, exilados ou detidos”, afirmou Trump.
Trump prometeu extinguir o que chamou de “interferência externa” no Hemisfério Ocidental e disse que pode utilizar o poderio militar norte-americano para isso.
O discurso vai ao encontro da chamada “Doutrina Donroe” que tem marcado a política externa dos EUA no segundo mandato de Trump.
“Donroe”, um trocadilho que mistura Donald com Monroe, é uma referência à Doutrina Monroe, estabelecida no século 19, que busca manter as Américas como área de influência — ou “quintal” — dos EUA, não deixando que outras potências aprofundem relações com países do continente.
O continente é frequentemente mencionado por membros do governo Trump como “nosso quintal”.
A fala contrasta com a do presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, que subiu ao púlpito do plenário da ONU pouco antes do americano. Lula defendeu o multilateralismo, a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos.
“O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, disse Lula, em seu discurso.
O governo Trump classificou as facções brasileiras como “terroristas globais”. O governo brasileiro discorda da denominação.
Na legislação brasileira, terrorismo é definido pela prática de atos violentos “por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio ou a paz pública”.
Em maio do ano passado, após ser questionado por uma comitiva americana sobre o assunto em uma reunião no Ministério da Justiça, o então secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sabburro, explicou a diferenciação brasileira.
“Estas organizações criminosas [brasileiras] não têm qualquer viés ideológico, não têm qualquer viés político, religioso, não querem mudar o sistema. Muito pelo contrário, elas pretendem a prática de infrações penais, lavagem de dinheiro”, afirmou o secretário.
O grupo fundado por Trump com outros países americanos promoveu uma única reunião de cúpula, em março de 2026.
A iniciativa é vista por analistas como uma tentativa de afastar a América Latina da esfera de influência da China.
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