Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
O Secretário Nacional de Inclusão Socioprodutiva, Artesanato e Microempreendedor Individual, Danilo Cabral, se reuniu, ontem, com a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, para discutir uma parceria para alavancar o desenvolvimento do artesanato brasileiro.
No encontro, foi debatido o investimento em projetos para fortalecer o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), coordenado pela secretaria do Ministério do Empreendedorismo (MEMP), e o desenvolvimento tecnológico em Pernambuco.
Leia maisDanilo Cabral destaca que, entre as ações planejadas pelo MEMP, está a realização de um amplo mapeamento de todo o artesanato no Brasil, o que permitirá implementar políticas públicas mais eficientes e ampliar a formalização dos artesãos. “Nosso objetivo é fortalecer a integração do programa com a inovação”, destaca o secretário.
O outro projeto, voltado para Pernambuco, visa promover a inovação socioambiental e territorial no Vale do Catimbau e modernizar o setor têxtil no Agreste pernambucano. A execução das ações ficaria a cargo do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), referência em subsidiar a formulação de políticas públicas e a tomada de decisão por meio de estudos estratégicos e prospectivos.
“Avançamos muito em nosso encontro, e a ministra destacou a importância dessa parceria e dos objetivos das ações do MEMP,” assinala Danilo Cabral. “A articulação com o MCTI e com o CGEE é fundamental para viabilizarmos essas iniciativas”.
Antes de ser ministra, Luciana Santos relatou, como deputada federal, o Projeto de Lei 7755/2010, na Comissão de Cultura da Câmara, que resultou na regulamentação oficial da profissão de artesão no Brasil. A proposta foi sancionada como a Lei n° 13.180/2015.
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Folha de Pernambuco
O futuro da matriz energética brasileira, seus desafios e as oportunidades que se abrem a partir da energia limpa e dos biocombustíveis estarão no centro dos debates da quarta edição da Revista Folha Energia, que será lançada nesta segunda-feira (24), a partir das 8h30, no Mar Hotel Conventions, no Recife.
Com o tema “Matriz de Oportunidades”, o evento, realizado pela Folha de Pernambuco e pelo Grupo EQM, reunirá representantes do setor público, da indústria, do agronegócio, da bioenergia, da navegação e do setor portuário para discutir os caminhos e desafios da transição energética.
Leia maisA programação contará com três painéis temáticos, que terão o etanol e os biocombustíveis como elementos centrais das discussões.
Os debates vão abordar desde a utilização do etanol no processo de transição energética da navegação até as possibilidades de expansão do combustível e do biometano, além do mercado de motores estacionários movidos a etanol.
Para a vice-presidente da Folha de Pernambuco, Mariana Costa, a iniciativa está alinhada ao papel do veículo de comunicação de colocar em discussão temas estratégicos para o desenvolvimento de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil.
“Quando a gente fala em energia, a gente está falando de futuro, de sustentabilidade e de impacto direto para as próximas gerações. A Folha entende que tem um papel importante em ampliar essa discussão, reunindo o setor produtivo, empresarial, o poder público e especialistas para entender quais são os desafios e, principalmente, quais são as oportunidades”, afirma.
Segundo Mariana, a proposta do evento também é transformar informação e debate em conexões capazes de produzir resultados para a sociedade. “A Folha, como veículo de comunicação, contribui por meio do jornalismo e dos eventos que promove, ouvindo especialistas, o setor público e o setor produtivo e traduzindo essas discussões para que a sociedade conheça e para que elas possam gerar impacto efetivo na vida das pessoas”, acrescenta.
Painéis
O primeiro painel, “Transição energética da navegação: desafios e oportunidades para o etanol brasileiro”, será mediado pelo presidente e CEO da Datagro Consultoria, Plínio Nastari, e reunirá representantes da Maersk, Unica, Bioenergia Brasil, Sindaçúcar-AL e Sindaçúcar-PE.
Na sequência, o painel “Versatilidade do etanol e biometano” terá mediação do presidente do Sifaeg-GO, André Rocha, e participação de representantes da Marinha do Brasil, Grupo EQM, Ministério de Minas e Energia, Wartsila e Copersucar.
O terceiro debate, sobre o “Mercado de motores estacionários com uso de etanol”, será mediado pelo vice-presidente do Conselho Superior do Agronegócio do COSAG/FIESP, Jacyr Costa Filho, e reunirá representantes de Suape, UDOP, Unica, Porto do Recife e Energética Suape II.
Como apoio técnico da Folha Energia, o presidente Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, destaca que a entidade acompanha a construção da agenda de sustentabilidade da Folha desde as primeiras discussões sobre o tema. Segundo ele, a contribuição do setor sucroenergético é oferecer subsídios técnicos, reunir especialistas e aproximar diferentes atores para construir caminhos para a transição energética.
“O nosso papel é de mentoria técnica, de subsidiar e construir alternativas para a questão da sustentabilidade, inserindo o etanol do Nordeste nessa pauta por meio da Folha de Pernambuco e do Grupo EQM”, afirma. Para Cunha, a discussão precisa avançar para além do diagnóstico e resultar em ações articuladas, com metas e prazos capazes de estimular investimentos e dar maior consistência à agenda ambiental.
A quarta edição da Revista Folha Energia tem o patrocínio de Banco do Nordeste, Copersucar, Copergás, Fertine, Maersk e Suape Energia. O evento conta com apoio da Prefeitura do Recife e da NovaBio.
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Por Marcelo Tognozzi*
O Brasil parece estar eternamente numa marcha da insensatez e os fatos às vezes parecem ficção. No meio da semana passada, o mercado assustou. A Justiça do Trabalho determinou a suspensão das demissões nas Casas Bahia, empresa que pediu recuperação judicial e tem dívida de R$ 17,3 bilhões. Para continuar operando, precisa fechar 298 lojas e demitir de 1.900 e 2.000 empregados. A Justiça aplicou o entendimento do Supremo Tribunal Federal, determinando que demissões em massa devem passar por uma negociação com os sindicatos.
O problema é muito maior do que se imagina. Se a empresa está derretendo, precisa tomar medidas duras e amargas para sobreviver. Impor o retorno dos demitidos sem que sejam obrigados a devolver as indenizações recebidas, não vai salvar o emprego de ninguém. Morrerão todos abraçados, empresa e trabalhadores.
Leia maisNão se atrapalha quem tenta sobreviver. Principalmente no cenário deste ano eleitoral, com a economia enfrentando muitos problemas, o governo gastando mais do que poderia e os impostos crescendo mais do que deveriam. De janeiro a abril deste ano, 602 empresas entraram em recuperação judicial e outras 234 faliram. No início deste segundo semestre havia 6.341 empresas em recuperação judicial no Brasil, aumento de 65,8% sobre igual período de 2023, nos primeiros meses de Lula 3.
Os trabalhadores sabem que o grosso dos empregos são criados pela iniciativa privada e que quanto menos empresas, a oferta de postos de trabalho cai e menos dinheiro circulará na economia. A crise chega em ondas, até se estabelecer de vez como foi no Dilma 2. Quem leu “Anantomia de um Desastre”, livro escrito pelos jornalistas Cláudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira, sabe os detalhes e os bastidores de um dos piores momentos do Brasil.
A crise dissecada no livro foi edificada a partir de intervenção desastrosa na economia, cujas consequências todos nós conhecemos bem no bolso e no lombo. O que está acontecendo agora não é muito diferente do que vivemos no passado recente, porque a crise foi se instalando ao longo dos últimos 3 anos e trouxe para o centro do palco atores políticos que antes não coexistiam sob os mesmos holofotes, como é o caso do Poder Judiciário.
A crise do governo Dilma, ficou restrita ao Executivo e ao Legislativo, terminando em impeachment com o Supremo negociando para aliviar Dilma que, diferentemente de Fernando Collor, não perdeu os direitos políticos e se candidatou ao Senado por Minas em 2018.
Desta vez, a crise está escalando num volume jamais visto. O custo do dinheiro reduziu drasticamente a margem dos produtores rurais, que vivem um paradoxo. Colherão safra recorde de 354 milhões de toneladas, mas, ao mesmo tempo, devem muito. Há até R$ 100 bilhões em operações ligadas ao agro que podem entrar em renegociação. Parte disso, R$ 36,7 bilhões, são créditos inadimplentes, enquanto R$ 63,5 bilhões correspondem a operações prorrogadas ou renegociadas. Até 113 mil tomadores podem ser alcançados.
No agro, como no comércio, as recuperações judiciais estão explodindo. Só este ano já foram 517 pedidos de recuperação judicial, 33% a mais do que no mesmo período de 2025. Num cenário em que temos aumento dos preços dos fertilizantes provocado pela guerra no Irã e na Ucrânia, o custo para produzir alimentos tenderá a subir ainda mais em 2027.
O cenário geopolítico promete ser mais hostil em 2027, com os Estados Unidos e seus aliados latino-americanos batendo bumbo em volta do Brasil, acirramento da polarização na Europa, onde a direita está crescendo sustentada pelo discurso anti-imigração. Na Inglaterra, o conservador e garoto propaganda do Brexit Nigel Farage, do Reform UK, voltou ao Parlamento com a narrativa de independência.
Farage dificilmente será inquilino do número 10 de Downing Street, mas pode empurrar o eleitorado para a opção mais conservadora ou desequilibrar o jogo dos Trabalhistas no Parlamento. Na França, Marine Le Pen lidera as pesquisas com mais de 30% dos votos para as presidenciais de abril de 2027. Claro que tudo isso pode mudar, como mudou na última eleição, mas esta é a tendência do momento. A França, junto com a Irlanda, são os maiores adversários do acordo Mercosul-UE.
Na Espanha, as pesquisas indicam que a direita e centro-direita até agora são as preferidas do eleitorado nas eleições do ano que vem, com chances de levarem 186 cadeiras no Parlamento, ficando com 10 a mais que o necessário para a maioria. Todo este cenário exigirá do Brasil uma atenção redobrada não apenas à diplomacia formal do Itamaraty, mas especialmente à diplomacia empresarial que tem na JBS e na Embraer seus maiores expoentes.
Se temos uma economia com risco cada vez maior de repetir a crise econômica de 10 anos atrás, vamos precisar de muita negociação e muita paciência diante do quadro político-institucional que teremos pela frente. Não adianta encurralar empresas, aumentar impostos e algemá-las, porque corremos o risco de perder capital e cérebros para nossos vizinhos, como já vem acontecendo com o Paraguai. E isso não acontece só aqui.
No início de agosto, a Câmara de Comércio da Flórida lançou uma campanha de agradecimento do prefeito socialista de Nova York, Zohran Mamdani, chamando-o de maior incentivador da economia do Estado, tantas foram as empresas que saíram da cidade rumo ao Sul dos Estados Unidos. Um outdoor foi erguido na Times Square em “homenagem” ao prefeito. “Nós queremos agradecer a ele pelos postos de trabalho, as empresas, as pessoas que ele empurrou para fora de Nova York e muitas delas vieram para a Flórida”, disse Mark Wilson, CEO da Câmara de Comércio numa reportagem publicada no New York Post.
O Brasil precisa muito das empresas e empreendedores. Ninguém segura emprego na marra. Quem acorda cedo todo dia para trabalhar sabe que sem economia sadia a vida vira um inferno. Aumenta a violência e a pobreza e todos perdem. Quando você se deparar com uma medida que faz empresários e trabalhadores morrerem abraçados, lembre do professor Mário Henrique Simonsen. Ele dizia que “os pobres ficam ainda mais pobres quando têm de sustentar os burocratas nomeados para supostamente enriquecê-los”.
*Jornalista e consultor independente. Fez MBA em gerenciamento de campanhas políticas na Graduate School Of Political Management – The George Washington University e pós-graduação em inteligência econômica na Universidad de Comillas, em Madri.
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O município de Timbaúba, na Zona da Mata Norte, foi reconhecido, mais uma vez, pela excelência na educação ofertada aos estudantes da rede municipal de ensino com a 3ª maior nota do estado, em crescimento na nota do IDEPE 2025 e 3ª maior nota no aumento da equidade entre os municípios pernambucanos.
Esse é um resultado do compromisso, trabalho e dedicação de todos os envolvidos que fazem a educação em Timbaúba, reafirmando o crescimento dos nossos índices e da qualidade da educação timbaubense. “Fico feliz com a divulgação desses resultados e mais entusiasmado ainda com essas premiações. Não é o prefeito nem a secretaria de educação que está afirmando esses dados. Vai muito além e quem está reconhecendo é o estado. O reconhecimento dos índices alcançados partiu deles, não da minha pessoa”, reafirmou o prefeito Marinaldo Rosendo.
“O critério de equidade é o que me deixa mais feliz. Saber que estamos oportunizando aqueles que por condições históricas e sociais, tem suas vidas comprometidas, dá-nos o sentimento de dever cumprido”, falou a professora e vice-prefeita Arleide Guerra.
A Procuradoria Regional Eleitoral de Pernambuco (PRE-PE) se manifestou, ontem, pela exclusão da Federação PSDB/Cidadania da coligação Pernambuco de Coração, que sustenta a candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD) à reeleição.
Em parecer encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), o procurador regional eleitoral Werton Magalhães Costa defendeu a procedência da impugnação apresentada pela Frente Popular de Pernambuco contra o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da chapa adversária.
Leia maisO processo discute a validade da participação da Federação PSDB/Cidadania na coligação Pernambuco de Coração. A Frente Popular questionou a convenção estadual que aprovou a aliança, sustentando que ela foi realizada por uma comissão provisória que havia sido destituída pela direção nacional e em desacordo com as determinações do comando nacional da Federação.
No parecer, a Procuradoria afirma que a direção nacional da Federação decidiu, em 30 de julho, um dia antes da convenção estadual, destituir o órgão estadual e nomear uma comissão interventora. Na ocasião, segundo o documento, a determinação nacional incluía o cumprimento de diretrizes que previam inclusive “o apoio à candidatura de João Campos”. Posteriormente, a direção nacional optou pela neutralidade na disputa pelo Governo de Pernambuco.
A PRE também rejeitou, na prática, a tese de que a controvérsia deveria ser tratada exclusivamente como assunto interno da Federação. Embora reconheça que a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) normalmente impede coligações adversárias de questionarem questões internas de outras legendas, o parecer concluiu que, neste caso, a Frente Popular possui interesse jurídico para apresentar a impugnação diante das decisões tomadas pelo órgão nacional da Federação.
Ao analisar o mérito, a Procuradoria considerou que a convenção realizada em 31 de julho pelo comando estadual contrariou as normas da própria Federação PSDB/Cidadania. O Estatuto estabelece que a escolha de candidatos aos cargos majoritários e a formação de eventuais coligações nos estados estão sujeitas à aprovação do colegiado nacional.
Além disso, resolução editada pela Federação para as eleições de 2026 determina que as propostas de alianças sejam submetidas à direção nacional. O texto prevê expressamente a possibilidade de anulação da convenção estadual caso as diretrizes, orientações e decisões do colegiado nacional não sejam observadas.
Para a Procuradoria Eleitoral, foi exatamente o que ocorreu em Pernambuco. “O órgão estadual, portanto, não cumpriu as regras da Federação acerca das deliberações das coligações”, registra o parecer. Por isso, o Ministério Público Eleitoral considera legítimas tanto a anulação da convenção quanto a destituição da comissão provisória estadual.
O parecer também afasta o argumento apresentado pela coligação de Raquel Lyra de que a intervenção só teria sido formalizada no sistema da Justiça Eleitoral depois da convenção. Segundo a PRE, a data do registro da destituição no sistema não é determinante, porque a legislação permite que o órgão nacional anule posteriormente uma convenção estadual que tenha contrariado diretrizes legitimamente estabelecidas.
Outro ponto destacado é que, de acordo com os autos, não há notícia de que os antigos dirigentes estaduais tenham recorrido à Justiça contra a anulação da convenção ou contra a própria destituição.
Diante desses elementos, o procurador regional eleitoral concluiu que a impugnação deve ser julgada procedente. A manifestação pede que o DRAP da coligação Pernambuco de Coração seja deferido, mas com a retirada da Federação PSDB/Cidadania de sua composição.
O parecer não representa ainda a decisão definitiva do TRE-PE. Caberá ao Tribunal julgar a impugnação e decidir se a Federação PSDB/Cidadania poderá ou não permanecer formalmente na coligação que disputa o Governo de Pernambuco.
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Por Silvino Teles Filho*
Dormir mal não significa apenas acordar cansado no dia seguinte. A insônia interfere diretamente no funcionamento do cérebro e pode comprometer a concentração, a memória, a capacidade de tomar decisões e, principalmente, o equilíbrio emocional.
Durante o sono, o cérebro realiza uma série de processos fundamentais para consolidar memórias, organizar informações, regular emoções e recuperar o funcionamento adequado das redes responsáveis pela atenção. Quando o sono é insuficiente ou fragmentado, essas funções podem ser prejudicadas. Por isso, quem sofre com insônia frequentemente percebe que está mais distraído, esquece informações com facilidade, tem dificuldade para manter o foco e sente que tarefas simples exigem um esforço muito maior.
O impacto emocional também é importante. A privação de sono pode aumentar a reatividade das estruturas cerebrais relacionadas às emoções, enquanto reduz a eficiência das regiões responsáveis pelo controle dos impulsos e pela avaliação racional das situações. Na prática, isso pode fazer com que pequenos problemas sejam percebidos como muito maiores, aumentando a irritabilidade, a ansiedade, a impaciência e a dificuldade de lidar com situações cotidianas.
É comum, então, surgir um ciclo difícil de interromper: a pessoa dorme mal, acorda mais cansada e emocionalmente vulnerável, enfrenta mais estresse durante o dia e, à noite, encontra ainda mais dificuldade para relaxar e adormecer. Com o passar do tempo, esse padrão pode afetar o desempenho profissional, os relacionamentos, a qualidade de vida e a própria percepção de bem-estar.
A insônia, portanto, não deve ser encarada simplesmente como uma dificuldade para dormir. Quando se torna frequente ou persistente, pode ser um sinal de que algo precisa ser investigado e tratado. Cuidar do sono é também cuidar da capacidade de pensar, concentrar-se, controlar as emoções e enfrentar melhor os desafios do dia a dia.
Uma boa noite de sono não é luxo. É uma das condições fundamentais para que o cérebro funcione bem.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria, Neurologia Clínica e Medicina da Dor
Por Gastão Cerquinha Neto*
Você deve se lembrar ou já ter ouvido falar de alguma área da sua cidade onde antes havia uma vegetação verde e exuberante, acompanhada de um riacho, uma lagoa ou um terreno alagadiço. Com o passar dos anos, porém, essa paisagem foi sendo degradada, aterrada e ocupada para dar lugar a algum tipo de empreendimento, possivelmente um novo condomínio, um loteamento, um shopping center, uma avenida ou uma instalação industrial.
Esse processo ajuda a compreender como a urbanização transforma não apenas a paisagem, mas também o funcionamento natural da água dentro das cidades. Antes da ocupação, esse terreno geralmente apresenta solo permeável e cobertura vegetal. Parte da chuva é interceptada pelas folhas, outra parte infiltra no solo e apenas uma parcela escoa superficialmente. Para a implantação do empreendimento, entretanto, a vegetação é removida e o terreno começa a ser modificado. Muitas vezes são realizadas obras de terraplenagem, com cortes e aterros que alteram a topografia original e, consequentemente, os caminhos naturais percorridos pela água.
Em seguida, surgem ruas, estacionamentos, telhados, calçadas, edificações e outras superfícies impermeáveis. Pouco a pouco, aquela área que anteriormente conseguia absorver e armazenar parte significativa da chuva perde essa capacidade. Quando esse processo se repete em diferentes pontos de uma mesma bacia hidrográfica, seus efeitos se acumulam e passam a modificar profundamente o comportamento da drenagem urbana.
Quais são os impactos para o sistema de drenagem?
À medida que a cidade se urbaniza, ela se torna progressivamente mais impermeável. Isso significa que uma parcela maior da chuva se transforma em escoamento superficial e chega mais rapidamente aos canais, galerias e cursos d’água. Como consequência, há aumento dos volumes escoados e dos picos de vazão, além da redução do tempo necessário para que essas vazões cheguem aos pontos mais baixos da bacia. O sistema de drenagem passa, portanto, a receber uma quantidade maior de água em um intervalo de tempo menor.
É por essa razão que o controle da impermeabilização deve fazer parte do planejamento urbano. Não basta simplesmente construir sistemas de drenagem cada vez maiores para transportar a água para frente. É necessário também atuar na origem do problema, reduzindo a quantidade e a velocidade da água que deixa cada lote ou empreendimento. Uma das estratégias é estabelecer limites para a impermeabilização e exigir que novos empreendimentos adotem medidas capazes de compensar o aumento do escoamento superficial provocado pela urbanização.
Entre essas medidas estão os telhados verdes, jardins de chuva, áreas vegetadas, pavimentos permeáveis e reservatórios de detenção ou retenção no próprio lote. Esses dispositivos ajudam a armazenar temporariamente a água da chuva, favorecer sua infiltração quando as condições do solo permitem e retardar sua chegada ao sistema público de drenagem.
O que acontece com os rios e riachos durante a urbanização?
Os cursos d’água também são profundamente afetados pelo crescimento das cidades. À medida que a ocupação urbana avança, as construções frequentemente se aproximam das margens dos rios e riachos e, em muitos casos, ocupam suas próprias planícies de inundação. Essas áreas fazem parte naturalmente do funcionamento dos rios: durante eventos de cheia, a água ultrapassa a calha principal e ocupa temporariamente as áreas adjacentes. Quando essas planícies são ocupadas, a população e as edificações passam a ficar diretamente expostas às inundações.
Ao mesmo tempo, ocorre a retirada da mata ciliar, a impermeabilização das margens, a retificação dos canais e, em situações mais extremas, até mesmo a cobertura completa dos cursos d’água. Rios e riachos naturais passam então a ser tratados simplesmente como estruturas de drenagem. Em muitos casos, o lançamento clandestino de esgoto e resíduos contribui ainda mais para que a população deixe de reconhecê-los como elementos naturais da paisagem.
Esse processo pode chegar a tal ponto que muitas pessoas sequer sabem que determinados canais existentes em suas cidades foram, originalmente, rios ou riachos naturais, cercados por vegetação e capazes de sustentar diferentes formas de vida.
Por isso, quando você observar um canal revestido de concreto atravessando sua cidade, vale fazer uma pergunta: como esse riacho deveria ser? Em muitos casos, aquele canal é um curso d’água que, ao longo das décadas, foi retificado, impermeabilizado e artificializado para se adequar ao processo de urbanização.
Os rios escondidos das cidades
A cidade de São Paulo é um dos exemplos mais conhecidos desse processo. Durante décadas, diversos rios e córregos foram canalizados, cobertos e incorporados ao sistema de drenagem subterrânea. Muitos deles continuam correndo sob ruas, avenidas, praças e edificações, praticamente invisíveis para quem circula pela cidade.
Ao esconder esses cursos d’água, perde-se também parte das funções ambientais, paisagísticas e sociais que eles poderiam desempenhar no espaço urbano. Nos últimos anos, iniciativas de reconhecimento como o Projeto Rios e Ruas têm ajudado a população a redescobrir os caminhos naturais da água dentro das cidades. Esse movimento contribui para mudar a maneira como enxergamos a natureza no ambiente urbano: em vez de considerar os rios obstáculos ao desenvolvimento, podemos reconhecê-los como parte da infraestrutura ambiental da própria cidade.
Em alguns locais, inclusive, a retirada de estruturas de concreto, a recuperação das margens e da vegetação e a reabertura dos cursos d’água podem transformar espaços degradados em áreas ambientalmente mais qualificadas. Essas intervenções também podem criar espaços de lazer e convivência. A população passa a se aproximar novamente da água por meio da contemplação da paisagem, da vegetação, da biodiversidade e do contato com a natureza dentro da própria cidade.
Quando a cidade perde a capacidade de lidar com a água
Quando os cursos d’água não são preservados, aumentam-se as condições favoráveis à ocorrência de desastres hidrológicos, como alagamentos, enxurradas e inundações. Por isso, o manejo das águas pluviais precisa considerar a cidade a partir de suas bacias hidrográficas.
A água não reconhece os limites administrativos de bairros, lotes ou municípios. Ela segue a topografia. Compreender como a água entra, infiltra, escoa, se acumula e deixa cada bacia é fundamental para identificar as causas dos problemas e definir intervenções capazes de reduzir a exposição da população aos riscos de alagamentos, enxurradas e inundações.
Recuperar a capacidade de armazenar água
É nesse contexto que ganha força o conceito de cidade-esponja. A ideia parte de um princípio relativamente simples: em vez de tentar retirar a água da chuva da cidade o mais rapidamente possível, devemos criar condições para que parte dessa água seja retida, armazenada, infiltrada e liberada de maneira mais lenta e controlada.
Isso pode ser feito por meio da ampliação das áreas verdes, recuperação de rios e riachos, preservação de áreas alagáveis, implantação de parques inundáveis, jardins de chuva, telhados verdes, pavimentos permeáveis, reservatórios de detenção e outras soluções baseadas na natureza.
Talvez essa seja uma das principais mudanças de perspectiva necessárias para as cidades contemporâneas: a água da chuva não deve ser vista apenas como algo que precisa ser eliminado rapidamente, mas como um elemento natural cujo espaço precisa ser respeitado e incorporado ao planejamento urbano. Construir cidades mais resilientes às inundações passa, portanto, por uma ideia fundamental: é preciso devolver espaço para a água dentro da cidade.
*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
Tão logo cheguei, ontem, em Caruaru, para um compromisso profissional e aproveitar para comemorar o meu niver ao lado da minha Nayla, passei um sufoco por causa de uma dor dentária insuportável. Mas, graças a Deus, muitos amigos me ajudaram a localizar um consultório aberto, com profissionais extremamente competentes, entre eles Tony Gel, que foi super prestativo.
Fui atendido por um trio de odontólogos sensacionais: Marcella Furtunato, Elian Cabral e sua esposa Luiza Basante. Cada um teve um papel competente no procedimento, que me deixou, enfim, aliviado e feliz.
Os três atuam no consultório da cirurgiã dentista Marcella Furtunato, na Avenida Agamenon Magalhães, 1493, em Caruaru, com o seguinte endereço no Instagram: @dramarcellafurtunato
Um agradecimento especial ao ex-prefeito e ex-deputado Tony Gel e seu filho Toninho, que não apenas localizaram a doutora Marcella já por volta das 20 horas, como me deram atenção especial ao longo de todo o tempo do procedimento cirúrgico.
Caruaru é, sem dúvida, um grande centro de saúde, com profissionais competentes em todas as áreas. Na Odontologia, comprovei isso mais uma vez, nas mãos santas de Marcella, Luiza e Elian.
Lula ainda resiste ao desgaste familiar
A nova pesquisa Datafolha, divulgada ontem, mostra que o presidente Lula (PT) chega ao início efetivo da campanha presidencial ainda ocupando uma posição de vantagem na corrida pelo Palácio do Planalto. No primeiro turno, o presidente aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário no levantamento. Embora a distância tenha diminuído em relação à pesquisa anterior, quando era de oito pontos, Lula continua à frente e preserva uma margem relevante para o segundo colocado.
O dado mais significativo, porém, está na capacidade de resistência eleitoral do presidente diante do ambiente político adverso. A pesquisa foi realizada entre 18 e 20 de agosto, já depois do início oficial da campanha, e revela que Lula não sofreu uma queda expressiva mesmo diante dos episódios negativos que atingiram seu entorno político e familiar, incluindo as controvérsias envolvendo seu filho. O resultado sugere que, até aqui, esse desgaste não foi suficiente para provocar uma migração relevante do eleitorado lulista.
Leia maisNo segundo turno, a vantagem também permanece. Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro por 47% a 43%, embora a diferença seja menor que a registrada anteriormente, quando o placar era de 48% a 43%. Ou seja, o presidente perdeu pouco, mas o adversário ganhou terreno, indicando que a disputa está mais apertada do que estava meses atrás. Ainda assim, Lula permanece numericamente na frente e dentro da margem de segurança que lhe permite iniciar a campanha como favorito.
Politicamente, o levantamento reforça uma característica importante da eleição de 2026: Lula continua sendo o principal polo de votos da disputa, enquanto seus adversários ainda buscam transformar o desgaste do governo e os episódios envolvendo a família presidencial em uma vantagem eleitoral concreta. A redução da distância para Flávio Bolsonaro mostra que existe espaço para crescimento da oposição, mas, por enquanto, não há sinal de desidratação da candidatura petista.
MP Eleitoral pede retirada do PSDB-Cidadania da coligação de Raquel – A Procuradoria Regional Eleitoral de Pernambuco (PRE-PE) defendeu, ontem, a exclusão da federação PSDB-Cidadania da coligação Pernambuco de Coração, que apoia a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). O parecer foi apresentado em uma ação da Frente Popular, que questiona a validade da convenção estadual que aprovou a aliança. Segundo a Procuradoria, a direção estadual que realizou a convenção já havia sido destituída pela cúpula nacional da federação no dia anterior. Além disso, qualquer aliança para a disputa ao Governo precisava do aval da direção nacional. “O órgão estadual, portanto, não cumpriu as regras da Federação acerca das deliberações das coligações”, afirmou o procurador Werton Magalhães Costa. A decisão final caberá ao TRE-PE.

Cenário embolado para o Senado – Na disputa para as duas vagas no Senado, o cenário aparece embolado no Estado. Na pesquisa estimulada, Marília Arraes (PDT) aparece como o nome mais lembrado, com 15% das intenções de voto, seguida por Humberto Costa (PT), com 14%, Mendonça Filho (PL), com 12%, e Eduardo da Fonte (PP), com 11%. Considerando especificamente a primeira vaga, Marília amplia a vantagem e chega a 17%, contra 16% de Humberto e 14% de Mendonça. Na segunda vaga, Marília Arraes aparece novamente entre os nomes mais citados, com 12%, empatada com Eduardo da Fonte e Humberto Costa. O levantamento, o primeiro realizado após o início oficial da campanha, revela ainda um cenário de elevada indefinição: 72% dos eleitores não apontaram candidato na pesquisa espontânea.
João diz que Priscila deve explicações – O ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou, ontem, no Recife, que a vice-governadora Priscila Krause (PSD) deve responder às acusações que motivaram o pedido de impeachment apresentado pelos deputados estaduais Sileno Guedes, Rodrigo Farias e Romero Albuquerque, todos do PSB. A oposição alega que, nos períodos em que assumiu interinamente o Governo de Pernambuco, Priscila autorizou repasses e nomeou servidores para cargos-chave na Secretaria de Saúde, beneficiando um hospital administrado pelo marido, Jorge Branco, em Garanhuns. “Quem deve explicações não sou eu. É a própria vice-governadora, é a gestão estadual que tem que falar sobre isso”, declarou João. O candidato também rebateu Raquel Lyra (PSD), que o acusou de tentar ganhar a eleição “no tapetão”, e afirmou que não discutiu previamente o pedido com os deputados. Segundo ele, os parlamentares exerceram sua função de fiscalização.
Labanca acusa Raquel de intimidação – O prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca (PSB), acusou, ontem, Raquel Lyra (PSD) de usar politicamente a Polícia Militar para intimidá-lo. A denúncia foi feita após viaturas recém-enviadas ao 20º Batalhão estacionarem, com as sirenes ligadas, em frente à Prefeitura durante o expediente. Segundo Labanca, não havia ocorrência policial que justificasse a movimentação. “É lógico que essa intimidação visa claramente tentar me calar ou me diminuir”, afirmou. O prefeito cobrou explicações sobre quem teria determinado a presença das viaturas no local e pediu o afastamento do responsável. “Quem deu a ordem tem que ser afastado e demitido imediatamente”, declarou.

João terá mais tempo de tela que Raquel – João Campos (PSB) terá vantagem sobre a governadora Raquel Lyra (PSD) no tempo destinado ao Guia Eleitoral, que começa na próxima sexta-feira (28). A Frente Popular contará com 4 minutos e 21 segundos por programa, 18 segundos a mais que a coligação Pernambuco de Coração, que terá 4 minutos e 3 segundos. Essa divisão ainda considera os 21,23 segundos da federação PSDB-Cidadania na chapa de Raquel, embora a permanência das duas legendas na aliança seja julgada pelo TRE-PE na próxima quarta-feira (26). Ivan Moraes (PSOL) terá 35 segundos. João também ficará à frente nas inserções distribuídas ao longo da programação: serão 473 da Frente Popular, contra 441 da coligação governista e 64 da federação PSOL-Rede.
CURTAS
MICHELLE LIDERA NO DF – A pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra Michelle Bolsonaro (PL), com 19%, e Leila do Vôlei (PDT), com 16%, à frente na disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Distrito Federal. As duas estão tecnicamente empatadas, considerando a margem de erro de três pontos percentuais. Erika Kokay (PT) aparece com 12% e Bia Kicis (PL), com 11%. Na pesquisa espontânea, 67% dos eleitores ainda não indicaram candidato ao Senado.
FLÁVIO SUPERA LULA EM REJEIÇÃO – O Datafolha trouxe um sinal de alerta para Flávio Bolsonaro (PL): 46% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum, contra 45% que rejeitam Lula (PT). Os dois estão tecnicamente empatados no indicador, mas Flávio aparece numericamente à frente justamente quando sua campanha aposta na rejeição ao presidente Lula como um dos caminhos para crescer na disputa.
LULA E FLÁVIO DEVEM FALTAR A DEBATE – Lula (PT) decidiu não participar do primeiro debate presidencial, promovido pela Band neste domingo (23). A campanha avalia que o presidente seria o principal alvo dos adversários no palco. Flávio Bolsonaro (PL), que aguardava a definição do petista, também tende a faltar. Aliados entendem que, sem Lula, o senador passaria a concentrar os ataques dos demais candidatos. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) confirmaram presença.
Perguntar não ofende: Com a saída do PSDB-Cidadania, quanto tempo Raquel perderá no guia eleitoral?
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Leila do Vôlei (PDT) lideram a disputa por duas vagas ao Senado Federal pelo Distrito Federal, mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).
A mulher de Bolsonaro tem 19% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto a senadora Leila apresenta 16%. A diferença se dá na margem de erro, que é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, quadro considerado como empate técnico. As informações são da Folha de S. Paulo.
O levantamento também mostra que a candidata do PDT está tecnicamente empatada com Erika Kokay (PT), que recebeu 12% das menções, e Bia Kicis (PL), que tem 11%.
Leia maisA pesquisa também mostra que 67% dos votos para a eleição do Senado ainda não foram decididos pelos eleitores, segundo a pergunta espontânea sobre as vagas em disputa.
Em um patamar mais abaixo aparecem Sebastião Coelho (Novo), com 3%. Ronaldo Fonseca (PSD), Tiago (Agir) e Professor Guilherme Amorim (UP) têm 2% cada. Já Guto Felício dos Santos (PSDB), Zanata (PSTU), David Horn (PCO), Avenir Rosa (Democrata) e Marley (Avante) aparecem com 1% das intenções cada.
O instituto ouviu 910 eleitores em 28 regiões administrativas do Distrito Federal de terça-feira (18) a esta sexta (21). O levantamento está registrado com os códigos DF-07561/2026 e BR-02094/2026 no Tribunal Superior Eleitoral e foi encomendado pela Folha e TV Globo.
A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Trata-se da primeira pesquisa do Datafolha após a conclusão do registro das candidaturas e o início oficial da campanha. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Sem a apresentação dos nomes dos candidatos, Michelle apresenta 8% das intenções de voto, em empate técnico com Leila, com 5%, e Kokay e Kicis , que têm 4% das menções cada. O nome de Sebastião Coelho (Novo) foi citado por 1%, outros nomes não atingiram 1%. Há ainda 8% de indicações para branco ou nulos nesse cenário da pesquisa.
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A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, com um quadro de estabilidade em relação ao levantamento de julho, trouxe alívio para a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que temia sofrer impacto nas intenções de voto por causa das notícias sobre o avanço das investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e contra o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) avalia que o desgaste ainda vai atingir o petista e aposta no início do horário eleitoral, na próxima sexta-feira, para ampliar a exposição do tema. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNa campanha de Lula, houve comemoração por causa do resultado.
— Penso que a pesquisa mostra um quadro de estabilidade, com o presidente liderando todos os cenários e, assim, segue como favorito. Para nós, não há surpresa pois entendemos que a sociedade brasileira aprova o governo do PT e enxerga no presidente o líder capaz de conduzir o Brasil em um cenário internacional tão desafiador. O Brasil busca confiança, não instabilidade; busca verdade, nunca mentira; a sociedade brasileira quer respostas concretas, certezas, e não aventuras — afirmou Èden Valadares, secretário de comunicação do PT e membro da coordenação de campanha.
O Datafolha divulgado nesta sexta-feira mostra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio. No cenário com Pablo Marçal (PRTB), o petista mantém os 39%, enquanto o senador aparece com 32%. No segundo turno, Lula tem 47%, ante 43% de Flávio.
O resultado provocou uma avaliação mista entre integrantes do entorno de Flávio. Parte da equipe considerou os números positivos, enquanto outros esperavam números melhores. A estratégia para as próximas é, além da exploração do tema Lulinha, concentrar a comunicação em segurança e economia, com uma tentativa de aproximar o candidato de problemas concretos do cotidiano dos eleitores.
Nas últimas semanas, Flávio passou a publicar uma sequência de vídeos voltados a questões econômicas e ao impacto da situação do país na vida das pessoas. A comunicação tem explorado, por exemplo, o aumento do custo de produtos e serviços e dificuldades enfrentadas por empresas, com referências a casos como o da Casas Bahia. A intenção é associar a discussão econômica a situações reconhecíveis pelo eleitor e apresentar Flávio como uma alternativa à gestão petista.
A aposta no horário eleitoral ocorre em um momento em que 72% dos eleitores ouvidos pelo Datafolha afirmam estar totalmente decididos sobre o voto, enquanto 27% dizem que ainda podem mudar de escolha. Para a campanha de Flávio, a televisão será uma oportunidade de ampliar o alcance de mensagens que hoje circulam principalmente nas redes sociais e tentar alterar a percepção sobre Lula entre os eleitores que ainda podem rever sua decisão.
A situação de Pablo Marçal também faz parte do cálculo eleitoral. O empresário aparece com 2% no cenário em que é incluído, enquanto Renan Santos (Missão) tem 4%, Ronaldo Caiado (PSD) marca 5% e Romeu Zema (Novo), 3%. O entorno de Flávio avalia que a presença de Marçal pode limitar o espaço de crescimento de adversários da direita. Caso a candidatura do empresário seja barrada pela Justiça Eleitoral, aliados do senador trabalham para tentar levá-lo ao palanque de Flávio.
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BLOG DA JÚLIA DUAILIBI – G1
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, afirmou, nesta sexta-feira (21) que Brasil e Estados Unidos devem retomar, na próxima semana, as negociações técnicas sobre o tarifaço americano. A movimentação ocorreu logo após a conversa por telefone entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
Segundo Elias Rosa, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, entrou em contato com ele logo após a conversa nesta sexta-feira para propor uma reunião.
Elias Rosa e Greer combinaram de voltar a se falar na segunda-feira para acertar a reunião. Segundo o ministro, o contato do representante americano ocorreu depois do fim da conversa entre Lula e Trump.
Leia maisO movimento representa um primeiro desdobramento concreto do telefonema entre os dois presidentes e abre caminho para a retomada das discussões técnicas sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.
As delegações dos dois países já haviam mantido conversas anteriormente, mas sem chegar a um entendimento.
Agora, a intenção é organizar os próximos passos e definir uma agenda para as negociações, segundo o ministro.
No telefonema de 1 hora e 20 minutos, Lula e Trump discutiram principalmente as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Lula contestou as justificativas apresentadas pelo governo americano e defendeu a retomada das negociações.
Segundo o Planalto, Trump concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e propôs que as equipes técnicas dos dois países voltassem a se reunir o mais rápido possível. Os presidentes também trataram da cooperação no combate ao crime organizado e de conflitos internacionais, como as guerras na Ucrânia e as tensões envolvendo o Irã.
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