Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Após a divulgação de auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS) que apontou suposto prejuízo de R$ 905,2 mil relacionado à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, a instituição apresenta sua versão sobre os fatos.
O relatório, que analisou serviços prestados entre janeiro de 2023 e julho de 2025, questiona a comprovação de parte dos procedimentos realizados e propõe a devolução dos recursos ao Fundo Nacional de Saúde. Confira abaixo a versão da unidade de saúde:
Leia maisPosicionamento
A Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro vem a público prestar esclarecimentos sobre o Relatório da Auditoria nº 20.034, conduzida pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS), e reafirmar seu compromisso com a transparência, a qualidade da assistência e a população de Garanhuns e da região.
Há 55 anos, a instituição integra a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS), prestando atendimento hospitalar à população de Garanhuns e de municípios vizinhos. Ao longo de sua trajetória, sempre pautou sua atuação pelo compromisso com a assistência à saúde, pela transparência e pelo cumprimento das normas que regem a prestação de serviços ao SUS. Nesse período, a Casa de Saúde manteve os mesmos critérios e procedimentos de contratualização adotados para os demais prestadores da rede complementar, independentemente da administração pública em exercício ou da composição societária da instituição.
Os valores objeto de apontamento no relatório final correspondem a aproximadamente 1% do total de recursos auditados no período. A maior parte dos questionamentos está relacionada à codificação administrativa atribuída a procedimentos cirúrgicos oncológicos efetivamente realizados e à interpretação dos critérios utilizados para seu enquadramento.
Com relação ao serviço de hemodiálise, a auditoria apontou ausência de comprovação documental em 90 sessões, diante de aproximadamente 135 mil sessões realizadas pela Casa de Saúde no período analisado. A instituição esclarece que a ausência pontual de uma assinatura ou de determinado registro em um documento específico não significa, necessariamente, que o atendimento não tenha sido realizado. Trata-se de uma inconsistência de natureza documental que deve ser analisada em conjunto com os demais registros assistenciais disponíveis.
A Casa de Saúde ressalta, ainda, que parte dos pacientes cujas sessões foram apontadas no relatório como pendentes de comprovação documental permanece em tratamento de hemodiálise na instituição, informação que pode ser verificada nos próprios registros assistenciais da unidade. O dado reforça que os apontamentos documentais não podem ser interpretados, isoladamente, como evidência de que os atendimentos não tenham ocorrido.
Em relação aos procedimentos cirúrgicos oncológicos, a Casa de Saúde informa que encaminhou à auditoria a documentação médica correspondente aos procedimentos questionados. Segundo a instituição, as divergências identificadas são, em sua maior parte, de natureza formal e estão relacionadas ao preenchimento de campos específicos de determinados documentos, e não à ausência de registros capazes de demonstrar a realização dos procedimentos.
A instituição também esclarece que, em determinados casos, a análise considerou o documento no qual foi identificada a inconsistência formal, sem considerar de forma conjunta outros registros que integram o mesmo prontuário, como relatórios cirúrgicos, laudos anatomopatológicos e boletins de anestesia. Esses documentos constituem elementos adicionais de comprovação da realização dos procedimentos.
Outro ponto de divergência está relacionado à codificação administrativa atribuída a cirurgias oncológicas efetivamente realizadas. Nesses casos, a Casa de Saúde entende que os procedimentos foram devidamente executados e que a documentação médica correspondente demonstra sua adequação, razão pela qual irá apresentar os esclarecimentos e os documentos pertinentes pelas vias administrativas cabíveis.
A Casa de Saúde discorda das conclusões apresentadas e entende que os procedimentos questionados devem ser analisados também à luz da indicação clínica e da documentação médica correspondente. A definição da técnica cirúrgica e da via de acesso adequada a cada paciente é uma decisão de natureza técnico-assistencial, tomada pelo médico responsável de acordo com as condições clínicas e as particularidades de cada caso.
A instituição ressalta, ainda, que jamais orientou ou interferiu na decisão técnico-científica dos médicos que atuam em seu corpo clínico, preservando a autonomia profissional necessária à adequada assistência aos pacientes.
Diante dos apontamentos apresentados, a Casa de Saúde apresentará, pelas vias administrativas cabíveis, os esclarecimentos e a documentação médica pertinente, que demonstram a adequação dos procedimentos realizados e fundamentam a posição da instituição em relação aos pontos questionados.
A Casa de Saúde reafirma seu compromisso com a transparência, com o Sistema Único de Saúde e, sobretudo, com a população que atende há mais de cinco décadas.
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Por Roger Stiefelmann Leal*
Encerrou-se nos últimos dias o calendário de convenções partidárias, e dele emergiu um dado que não tem recebido a atenção devida. Algumas das maiores legendas de centro — MDB, Republicanos, Podemos, a federação União Progressista, que reúne União Brasil e PP — recusaram-se, segundo noticiado, a tomar partido na disputa presidencial.
O PP foi adiante e sequer convocou convenção nacional. A explicação corrente é de ordem pragmática. Diante da polarização entre PT e PL, conviria a essas siglas poupar os palanques estaduais e concentrar energia na formação de bancadas.
Leia maisHistoricamente, as instâncias partidárias decidem sobre alianças a partir de conjunto de conhecidas variáveis: pesquisas eleitorais, composição dos palanques locais, tempo de propaganda em rádio e televisão e rateio dos fundos públicos. Em 2026, contudo, outro aspecto passou a ser também considerado. Ao decidir com quem caminhar, os partidos passaram a ponderar os riscos jurídicos que a escolha pode lhes acarretar.
Ao longo das últimas semanas, o STF proferiu sequência de decisões sobre emendas orçamentárias, boa parte delas no âmbito da ADPF 854/DF, feito que, como sabido, transitou em julgado ainda em maio de 2023. Determinou o bloqueio de bens, além de outras medidas restritivas, contra o presidente do PL e outras personagens da vida pública nacional, a despeito do parecer contrário da Procuradoria-Geral da República.
Alude-se, nesses despachos, à prática de infrações criminais consubstanciadas no direcionamento de emendas orçamentárias por atores políticos sem mandato. Afirma-se que dirigentes partidários careceriam de legitimidade para atuar junto às bancadas de seus próprios partidos na destinação desses recursos, reputando-se ilícita suposta “terceirização” das indicações.
Em momento algum, no entanto, foi aventada a subordinação da ação parlamentar às diretrizes fixadas pelos órgãos de direção partidários, a que se refere o art. 24 da Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/1995).
Não se cuida de mera sutileza jurídica. Dirigentes partidários atuam, por diversas vias, junto às respectivas bancadas parlamentares, com o objetivo de coordenar e orientar sua atuação política em face de inúmeras questões. Não seria diferente em relação à destinação de emendas ao orçamento. Outros atores, mesmo que sem mandato parlamentar, também o fazem rotineiramente, como prefeitos, governadores e ativistas políticos.
Depois das medidas restritivas, vieram as intimações. Os presidentes dos demais partidos com representação no foram chamados a esclarecer se mantêm mecanismos equivalentes de influência sobre emendas.
É natural que a compreensão subjacente a tais decisões produza temor e insegurança entre tais dirigentes. Aquilo que os despachos descrevem como anomalia — a coordenação da bancada pela cúpula da legenda na destinação de recursos orçamentários — constitui, em boa medida, descrição de atividade política comum dos partidos. O texto constitucional lhes assegura autonomia para definir a estrutura interna e a disciplina a ser observada por seus integrantes (art. 17, § 1º).
O próprio STF, ao reconhecer a tese da fidelidade partidária, assentou a premissa de que os mandatos pertencem também às legendas partidárias, sobretudo nas eleições proporcionais. Se ao partido é dado dispor internamente sobre o voto dos parlamentares filiados, fechando questão sobre a orientação a ser seguida em certas deliberações sob pena de desfiliação, não lhe seria vedado colaborar, direta ou indiretamente, na orientação das indicações orçamentárias.
Emendas e indicações, ademais, só ganham existência jurídica quando subscritas por parlamentares. Sua assinatura ratifica todo o processo que as antecede e sedia no signatário a responsabilidade que delas decorre.
Daí resulta o severo efeito dissuasório que se projeta sobre o cálculo eleitoral. Quando a fronteira entre a legítima articulação partidária e o delito penal deixa de ser visível de antemão e passa a ser redesenhada, caso a caso, em decisões proferidas no âmbito de processo judicial há muito extinto e arquivado, o agente político não se detém a discutir a tese. Em ano eleitoral, sobretudo, faz o que costuma fazer quem se percebe vulnerável. Recolhe-se. Sente-se intimidado e age como tal.
Esse temor deixou de ser mera conjectura. Conforme noticiado recentemente, dirigentes partidários têm invocado, sob reserva, “pressão” e “recomendações” atribuídas a integrantes do próprio STF como razão para declinar de aliança formal com a candidatura do principal partido de oposição. Alguns deles, ainda segundo o mesmo relato, teriam consultado diretamente membros da Corte, indagando se a coligação lhes traria dissabores.
No fundo, teme-se a retaliação pela opção eleitoral em si mesma, isto é, pela atitude de se associar a uma candidatura que contesta abertamente a atuação do próprio tribunal. A jurisdição constitucional, exercida em sede de típico instrumento de controle abstrato de normas, passa a ser computada como risco político, e a crítica ao comportamento decisório da Corte, como ônus capaz de atingir a imagem de partidos e candidatos justamente durante o processo eleitoral.
Para o funcionamento do regime democrático, o que realmente pesa não são apenas as medidas já adotadas pelo aparato judicial, mas também aquelas que, na avaliação dos agentes políticos, possam vir a ser decretadas. O temor dispensa comprovação para produzir efeitos. Basta-lhe plausibilidade.
Quando os atores políticos aprendem a antecipar a reação institucional em função das escolhas eleitorais que fazem, compromete-se, em certa medida, a aparência de imparcialidade que se espera da magistratura. Tal aparência, nesse domínio, não é mero ornamento ou acessório, mas parte de sua essência como instituição.
Torna-se, então, inevitável refletir sobre o vínculo entre esse receio e a neutralidade das legendas na disputa presidencial. É eloquente o caso da eminente senadora que, ao admitir a possibilidade de compor a chapa do principal partido de oposição, viu, poucos dias depois, o seu próprio partido anunciar que não realizaria convenção nacional e permaneceria neutro.
Outras legendas adotaram posição equivalente, ainda que seus quadros de maior vulto manifestem simpatia pela mesma candidatura. São siglas cuja inclinação natural — medida pelos governadores que elegeram, pelo perfil de suas bancadas e pelo eleitorado que representam — residiria na formalização da aliança. Nelas, a neutralidade não reflete equidistância, mas recuo calculado.
O comportamento dessas agremiações em 2026 destoa do padrão recente. Em 2018, o MDB lançou Henrique Meirelles e o PP apoiou Geraldo Alckmin (então no PSDB). No pleito de 2022, o MDB apresentou Simone Tebet, e o União Brasil, Soraya Thronicke.
A abstenção simultânea dessas importantes legendas de centro constitui circunstância nova. Seu advento faz presumir a influência de fatores que antes não operavam. Tampouco o pragmatismo desses partidos explica tamanha uniformidade de comportamento eleitoral. Se o propósito fosse apenas maximizar bancadas, não haveria razão para que a cautela recaísse com tal regularidade sobre agremiações que evidenciavam, à primeira vista, propensão a apoiar o candidato de oposição mais bem posicionado nas pesquisas.
O efeito agregado dessas intervenções judiciais foi deslocar o STF da posição de órgão julgador para a de fator concreto do cálculo político-eleitoral. Quem hoje decide sobre alianças nas eleições presidenciais pondera, para além das variáveis de sempre, sobre como a Corte poderá reagir.
A autoridade da jurisdição constitucional repousa, como se sabe, na presunção de que suas decisões não dependem da posição política das partes. Um tribunal que se converte em variável da equação eleitoral compromete essa presunção. O dano institucional daí resultante não se mede somente pelas razões jurídicas adotadas em cada decisão, mas, principalmente, pela posição que a Corte passa a ocupar na determinação dos comportamentos alheios.
Há, enfim, um custo que raramente se computa. O temor, uma vez incorporado ao cálculo partidário, não se dissipa com a proclamação dos resultados. Permanece, ainda que menos ostensivo, como dado ordinário da vida política. E essa, não outra, é a consequência mais grave.
*Professor doutor de Direito Constitucional na Faculdade de Direito da USP. Visiting Scholar na Harvard Law School. Doutor em Direito do Estado pela USP
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, hoje, que acredita nas declarações do filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sobre investigação que o envolve e disse que não pretende pedir o encerramento do caso. O filho do presidente é alvo de ao menos três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de pedidos da Polícia Federal.
Segundo o presidente, o processo deve seguir seu curso normal na Justiça. “Ele jura que não tem nada. Eu acredito nele. Mas já disse: ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho”, declarou. A declaração foi dada durante entrevista aos podcasts “Não Inviabilize” e “As Cunhãs”, no Palácio da Alvorada. As informações são do portal G1.
Leia maisAo ser questionado sobre investigações em andamento, Lula afirmou que é delicado para um presidente da República emitir opiniões sobre casos sob análise da Justiça. “É muito difícil um presidente dar parecer, muito delicado. Isso pode não ser bom para um presidente, chefe do país”, disse.
O presidente também fez referência às investigações das quais foi alvo e à prisão decorrente da Operação Lava Jato, posteriormente anulada pela Justiça. “Quero que ele faça como eu fiz. Fiquei preso e saí mais erguido.”
Segundo Lula, apenas o próprio Lulinha sabe o que ocorreu no caso investigado. “Só ele sabe a verdade. Se não fez, como jura, brigue. Se é culpado, contrate advogado. Eu estou muito tranquilo”, afirmou.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
No início da semana, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), declara seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como presidente regional do Republicanos, também leva o partido a declarar esse apoio na Paraíba. No dia seguinte, Lula reúne-se com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá. No mesmo dia, como num passe de mágica a pauta do Congresso, que estava travada desde antes do recesso de meio de ano, começa a andar e projetos já são aprovados.
Não está ainda resolvida a pauta de maior interesse do governo: o fim da escala 6×1. Mas no mesmo dia o MDB declarou seu apoio a ela. Impossível não perceber uma conexão entre esses fatos. Os partidos do Centrão declararam neutralidade quanto à eleição presidencial. E, tirante a posição do Republicanos na Paraíba, mantêm o mesmo quanto à maioria das alianças estaduais.
Leia maisPara o cientista político Isaac Jordão, a “indefinição” adotada pelos partidos do Centrão nas eleições presidenciais deste ano, na verdade, “define tudo”. Por um lado, mais conservadores, tenderiam a ficar mais próximos da candidatura de Flávio Bolsonaro, do PL. Por outro, integram o governo Lula. Neutros parecem esperar o andar da carruagem para verem como se posicionar. Mas Jordão desconfiam, pelas últimas atitudes, que já sentiram para onde o vento vai soprar.
Nos casos de Motta e Alcolumbre, questões regionais interferem nos comportamentos adotados. Mas, se em seguida a pauta do Congresso destrava, é sinal de que a coisa extrapola os interesses somente dos dois nos seus estados. Explica que situações semelhantes estejam também nos cálculos dos demais políticos do Centrão. Tanto no caso da Paraíba de Hugo Motta como no Amapá de Alcolumbre, o desenrolar do ambiente político e as situações de Lula e Flávio explicam as atitudes.
Hugo Motta moveu o apoio do Republicanos para Lula mesmo sem obter do presidente o apoio ao nome do seu pai, Nabor Wanderley para o Senado. O PT lá apoiará para o Senado o ex-governador João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo. Mas Wanderley apoiará Lula. Curioso é que mais do Centrão se integra: o candidato que o PT apoiará ao governo é o governador Lucas Ribeiro (PP).
Deve pesar nisso tudo a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro entre os eleitores e a situação política. Apesar de toda essa convergência partidária em favor do presidente na Paraíba, há outros estados do Nordeste onde o favoritismo do petista é maior. A pesquisa mais recente, da Alfa Inteligência, mostrava Lula com 48% e Flávio com 41%.
O Amapá de Alcolumbre, porém, mostra hoje uma situação de empate entre Lula e Flávio, com leve vantagem para Flávio. Segundo a última Real Time Big Data, Flávio tem 42% e Lula 40%. Tal situação deve ter feito Alcolumbre ensaiar o seu oposicionismo desde a derrota do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo.
Há, no caso, porém, um fenômeno regional que converge os interesses de Alcolumbre e do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que tenta a reeleição. O nome desse fenômeno é Dr. Furlan (MDB), que venceu as eleições para prefeito de Macapá no primeiro turno e agora lidera as pesquisas para governador.
Com problemas na Justiça, Furlan é o nome a ser batido. Alvo de investigações na Polícia Federal, Furlan é acusado de desvios na área da Saúde. Chegou a responder a processo na Justiça Eleitoral, mas tanto o TRE do Amapá quando o TSE mantiveram o seu mandato de prefeito, ao qual renunciou para concorrer ao governo.
Nos planos de Alcolumbre, está ainda a continuidade na presidência do Senado. Se Alcolumbre pensava, com seu ensaio oposicionista obter apoio para se reeleger no comando do Congresso no ano que vem, percebeu que por esse lado suas chances são bem remotas. A direita prefere ter outros nomes disputando o cargo com ele.
No anúncio do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como o vice de Flávio Bolsonaro, estavam lado a lado os dois nomes que a direita prefere: o coordenador da campanha do PL, Rogério Marinho (RN), e a senadora Teresa Crstina (PP-MS). Por esse lado, portanto, as chances de Alcolumbre são poucas. O que pode fazê-lo correr para os braços de Lula.
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A 26ª ExpoSerra começou, ontem, com uma noite marcada pela homenagem a João Duque, fundador da CDL de Serra Talhada e homenageado desta edição. Aos 98 anos, ele participou da cerimônia de abertura e foi celebrado por sua contribuição para o desenvolvimento do comércio e do empreendedorismo no município.
Além da homenagem, o primeiro dia da feira já apresentou resultados positivos para empresas participantes. A Tupan, tradicional expositora, registrou crescimento de aproximadamente 20% no faturamento desde o anúncio de sua participação na ExpoSerra, segundo Paulo César, gerente da empresa.
Leia maisNo ano passado, julho havia sido o mês de maior faturamento da Tupan, período em que a ExpoSerra também foi realizada. Com a mudança da feira para agosto, a empresa inicialmente registrou uma baixa em julho, mas voltou a crescer neste mês, justamente no período que antecede e acompanha a realização do evento.
Já a Bella Vitor Materiais Elétricos, que participa pela primeira vez da ExpoSerra, relata um resultado ainda mais expressivo. Segundo o proprietário, Evandro, o faturamento da empresa dobrou desde o anúncio da participação na feira, crescimento que também foi percebido no primeiro dia do evento. A empresa levou para a ExpoSerra parceiros de mais de oito cidades de Pernambuco e da Paraíba.
“É motivo de muito orgulho ouvir esses relatos e perceber que a ExpoSerra já começa entregando resultados para quem acredita na feira. O primeiro dia foi um sucesso, e ainda temos muito mais pela frente. São mais dois dias de programação, negócios, encontros e oportunidades. Esperamos todos vocês aqui”, destacou o presidente da CDL Serra Talhada, Maninho Ferreira.
A 26ª ExpoSerra segue até este sábado (15), com entrada gratuita, reunindo empresas, parceiros, atrações e oportunidades de negócios em Serra Talhada.
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Por João Neto
Minha última coluna, Sergipe 2030, foi sobre o futuro de Sergipe.
Já essa é sobre história sergipana. Porque um povo que não conhece e valoriza seu passado não tem futuro e está condenado a repetir os erros geração após geração!
Escrevi esse texto na esperança que ele ajude a despertar nos sergipanos (e também nos brasileiros) o orgulho de sua terra – um sentimento que eu também tenho.
Leia maisEntrando no assunto propriamente dito, em 15 e 16/8/1942, o submarino nazista U-507 torpedeou e afundou três navios que navegavam na costa sergipana: o Baependi, o Araraquara e o Aníbal Benévolo.
O ataque matou mais de 600 pessoas, incluindo mulheres e crianças.
Não há dúvida de que foram os nazistas os autores, como confirmado pelo diário de bordo do capitão-de-corveta Harro Schacht, cuja cópia foi encontrada após o fim da guerra pelas Forças Aliadas nos arquivos centrais do alto-comando alemão. Cópia porque o original afundou com o submarino em 13/1/1943 na costa do Ceará, alvejado pelo avião militar americano PBY-5 Catalina, afogando o seu capitão e todos os 54 tripulantes.
Os destroços dos três navios jamais foram encontrados, embora tenha havido um recente esforço em 2023 pelo Laboratório de Arqueologia da UFS, conforme mostra o documentário “A Segunda Guerra Submersa”, disponível no Youtube.
À época, o Brasil não estava em guerra com os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), mas havia rompido relações diplomáticas com eles desde janeiro de 1942, após o ataque japonês a Pearl Harbor, no arquipélago americano do Havaí, em dezembro de 1941.
Com a reação americana ao ataque japonês e a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial, o seu presidente Franklin Roosevelt exigiu do presidente-ditador Brasileiro, Getúlio Vargas, o uso do Norte e Nordeste do Brasil para instalar bases militares e, a partir destas, apoiar o esforço de guerra na África – por ser o ponto das Américas mais próximo do continente africano.
Roosevelt também tinha o receio de que a Alemanha invadisse o Brasil e fizesse dele uma base para toda a América do Sul, considerando que o Brasil tinha muitos membros dos Partidos Nazista (o maior depois da Alemanha, incrivelmente) e Fascista, além de muitos simpatizantes dentro do Governo Getúlio Vargas, inclusive no Alto Comando Militar.
Uma prova inconteste dessa influência nazifascista no Brasil é que centenas de brasileiros foram lutar na Europa do lado da Alemanha e Itália antes de o Brasil entrar na guerra, a maioria filhos de imigrantes, sendo o mais famoso deles Egon Albrecht, nascido em Curitiba, que lutou como piloto da Luftwaffe (a Força Aérea Alemã). Este inclusive foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro, uma das mais altas honrarias militares nazistas. Morreu em combate em agosto de 1944 na França.
Foi preparado até um plano americano para invadir o Nordeste caso Getúlio Vargas não aceitasse as bases na região: o Plan Rubber (Plano Borracha).
Getúlio vinha tentando desde 1939 não entrar no conflito e vinha tendo sucesso nisso, como tiveram os Ditadores de Portugal e da Espanha, respectivamente Salazar e Franco.
Após Pearl Harbor, porém, não deu mais.
Getúlio Vargas então negociou com Roosevelt a criação da primeira siderúrgica do Brasil (a CSN) e autorizou as bases.
Dessa forma, foram instaladas bases militares norte-americanas em Natal, Recife, Fernando de Noronha, Salvador, Fortaleza, São Luís, Belém, Amapá, e pontos de apoio em Maceió e no Rio de Janeiro.
A de Natal foi a maior base americana fora dos EUA durante a guerra, conhecida como “Trampolim da Vitória”, e chegou a abrigar mais de 10 mil militares americanos.
Hitler e Mussolini, enfurecidos, deram ordens para afundar navios mercantes brasileiros que levavam matéria prima para os EUA e para a Europa (foram 15 navios afundados até agosto de 1942), mas, mesmo assim, Getúlio Vargas não declarou guerra.
Então Hitler planejou dar um susto nos brasileiros para levar o povo a pressionar Getúlio a não se aliar aos EUA ou apenas como retaliação (não se tem certeza).
Por que o ataque em Sergipe?
Porque era o local mais desprotegido da costa nordestina, e bastante movimentado, com muitos alvos possíveis. Devido às bases americanas supracitadas, um submarino alemão poderia ser localizado e afundado antes de qualquer ação em outras regiões (como o U-507 foi poucos meses depois).
Veio, então, o terror: nos três ataques na costa sergipana, só 51 pessoas sobreviveram.
A reação do povo sergipano foi, primeiro, resgatar os sobreviventes e cuidar deles nos hospitais de Estância (Amparo de Maria) e Aracaju (Cirurgia), além de recolher e enterrar dignamente os mortos (no cemitério dos Náufragos, em Aracaju).
Para isso, envolveu-se a população civil: pilotos do Aeroclube de Sergipe, médicos, enfermeiros, pescadores, empresários – como Júlio César Leite, de Estância, que mandou sua maior lancha ao local para resgatar sobreviventes – e até populares, como o então adolescente Zé Peixe, com 15 anos à época.
As imagens dos corpos foram divulgadas por muitos jornais e revistas brasileiros e comoveram o país, mesmo com a censura existente na época.
Quando as vi, para escrever este texto, chorei. São muito fortes.
O Governador de Sergipe de então, o Interventor Coronel Augusto Maynard – líder de revolta tenentista de 1924 – exerceu o papel de conter a revolta popular.
As massas, lideradas por estudantes, foram para as ruas em transe coletivo exigindo a entrada do Brasil na guerra e a punição aos nazistas. Invadiram lojas e casas de alemães, italianos e japoneses, suspeitos de serem espiões. Também membros do partido Integralista, de orientação fascista, foram perseguidos nas ruas.
Inspirados pela reação altiva sergipana, em Salvador – de onde era originária parte das vítimas – aconteceram manifestações semelhantes. Até porque o submarino U-507, em 17/8/1942, afundou também três embarcações na costa baiana, o Itagiba, o Arará e a barcaça Jacyra, matando mais 56 pessoas.
Em seguida os protestos se espalharam pelo Brasil: São Paulo, Recife, Porto Alegre e Rio de Janeiro
Foram as maiores manifestações populares da história do país até então.
Getúlio Vargas, temendo uma crise interna sem precedentes caso não desse uma resposta à altura, declarou a guerra à Alemanha e seus aliados no dia 31 de agosto, na forma do Decreto-lei 10.358.
O tiro de Hitler saiu pela culatra, pois a reação do bravo povo sergipano foi de ir à luta, sem medo, inspirando o restante do país!
Até o fim da guerra, Aracaju viveu como uma cidade sitiada, com toque de recolher noturno, todas as luzes apagadas à noite (para não dar pistas para novos ataques) e racionamento de comida e combustí
A FEB (Força Expedicionária Brasileira) foi formada, mas demorou dois anos para enviar soldados para a Europa – tanto que o povo começou a dizer “É mais fácil uma cobra fumar cachimbo do que o Brasil ir para a guerra”. A FEB então adotou como símbolo uma cobra fumando e chegou na Europa em julho de 1944.
Isso teve uma razão: primeiro as Forças Armadas do Brasil trataram de proteger o litoral brasileiro, com a ajuda os norte-americanos, para não sofrer mais ataques. Até o fim de 1943, os submarinos alemães e italianos que aterrorizavam nosso litoral foram dizimados, sendo afundados doze deles.
Iniciada a atuação na Europa, quase 26 mil soldados (pracinhas) brasileiros foram lutar no continente, dentre os quais 300 sergipanos. Destes 300, destacaram-se quatro grandes heróis:
1 – Sargento Zacarias Izidoro: recebeu a Silver Star, medalha do governo americano, por bravura em combate, além da Medalha Sangue do Brasil;
2 – General Walter Paes: na época Capitão, foi essencial na vitória do Monte Castelo e depois autor do clássico militar A Lenda Azul, uma das principais fontes sobre a atuação da FEB na Segunda Guerra;
3 – O tenente Aviador Aurélio Sampaio: morto em combate na Itália em 22/1/1945, aos 21 anos, na sua 16ª missão, condecorado com a Cruz de Bravura;
4 – O Jornalista Joel Silveira: correspondente de guerra que ia para a linha de tiro, correndo risco de vida com grande coragem, e que foi homenageado ao dar nome à ponte do Mosqueiro, em Aracaju;
Destaque: só o Brasil enviou homens para lutar na Segunda Guerra na Europa em toda a América Latina!
E a FEB atuou em várias vitórias decisivas, como nas batalhas de Monte Castelo, de Montese e de Fornovo di Taro. Perdeu 451 homens, abateu mais de 1500 inimigos e fez 20 mil prisioneiros de guerra!
Na Praça dos Expedicionários, no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju, existe um memorial com os nomes dos 300 combatentes sergipanos.
Para quem não sabe, o Brasil é considerado estratégico e decisivo para a vitória Aliada na Segunda Guerra Mundial, não só pela atuação da FEB na Europa, mas também pelas bases militares americanas supracitadas no país e pelo fornecimento de matérias primas críticas aos Aliados (borracha, ferro, manganês, quartzo e bauxita, entre outras) pela nossa Marinha Mercante.
O que me intriga é:
Como uma história dessas ainda não virou filme, série, novela, romance de grande sucesso, enquanto o ataque de Pearl Harbor, nos EUA, já rendeu dezenas de produções?
Em outubro de 2025, saiu na imprensa sergipana a notícia de que o filme Corações Naufragados, sobre os fatos acima relatados, iria estrear, com grande elenco, como o ator Dalton Vigh, Daniel de Oliveira, Olívia Torres e outros, dentre os quais 40 atores sergipanos. A previsão é que isso ocorra até o fim de 2026.
Também li há pouco tempo que o Governo do Estado vai construir o Museu dos Náufragos, com projeto do Arquiteto Ézio Déda, em local a ser definido, provavelmente na Orla de Aracaju. Data de início e conclusão, não consegui apurar.
Espero que esses dois projetos se tornem realidade e essa memória única no Brasil seja resgatada!
Vou além: na minha modesta visão, essa história merece um Parque temático com réplicas reais dos navios afundados, do submarino atacante, um memorial com as fotos de todos os mortos e todos os sergipanos que participaram do resgate dos sobreviventes e enterro dos mortos, os nomes dos líderes das manifestações populares que tomaram as ruas, os nomes dos estrangeiros que tiveram suas casas e lojas atacadas (muitos dos quais foram presos e posteriormente inocentados), entre outras informações.
Por que não?
Em Santa Catarina, em julho deste ano foi aberto o Bravura Park, maior parque temático militar da América Latina, com investimento estimado em 100 milhões de reais.
Concluindo, nós, sergipanos, devemos ter orgulho de nosso passado de gente valente, que se manifestou não só nestes episódios relatados, mas em muitos outros ao longo da nossa história: na Revolta tenentista de 1924, na Revolta de Fausto Cardoso em 1906, na Guerra de Canudos em 1896-1897, nas Guerras de independência do Brasil entre 1822-1824, na Guerra Cisplatina entre 1825 e 1828 (ao redor de 600 sergipanos foram lá lutar), no apoio ao Império Brasileiro durante as Revoltas de 1817 e 1824 em Pernambuco, na Revolta de Santo Amaro em 1836, na Guerra do Paraguai (com o envio de quase três mil sergipanos entre 1865-1870), na luta contra o Cangaço na década de 1930 e a consequente morte de Lampião e Maria Bonita em 1938 em Sergipe, entre tantas outras ocasiões.
E devemos também usar esse passado para incrementar o turismo, pois Aracaju viveu a tragédia da Segunda Guerra como nenhuma outra cidade brasileira.
E como sergipano, pesquisando o tema, aumentou também meu orgulho de ser brasileiro, pois talvez sem o Brasil juntos aos Aliados o desfecho da guerra poderia ser diferente, como expliquei acima.
Somos valentes! Saibamos também usar nossa história com sabedoria!
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O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP) teve aprovado, por unanimidade, pela Câmara de Vereadores de Ipojuca, ontem, o Título de Cidadão de Ipojuca. A honraria reconhece a trajetória e a forte ligação do parlamentar com o município, onde recebeu 9.600 votos em sua primeira eleição, em 2006, e construiu expressivas votações ao longo dos anos. A entrega do título será realizada em data ainda a ser definida.
Ao longo de sua trajetória na Câmara dos Deputados, Eduardo da Fonte já destinou R$ 2,7 milhões em emendas parlamentares para Ipojuca, contribuindo para o desenvolvimento do município em áreas como saúde e esportes. O reconhecimento reforça a relação construída com a cidade e o trabalho realizado em favor da população.
“É uma alegria imensa receber esse reconhecimento. Sou muito feliz em ser filho de Ipojuca e quero representar essa gente querida no Senado Federal. Essa homenagem aumenta ainda mais a minha responsabilidade de continuar trabalhando por Ipojuca e por Pernambuco”, afirmou.
As redes sociais deste blog, mais lido e pioneiro no Nordeste, continuam de vento em popa, registrando um dos maiores crescimentos no País. No Instagram, o recorde de 10 milhões de contas alcançadas, há dois meses, já foi batido neste mês, com o acréscimo de mais de dois milhões, chegando a 12 milhões de contas alcançadas em apenas 30 dias.
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Por Jovino Filho*
Casas lotéricas atualmente são espaços de cidadania. Prestam serviços de utilidade pública à população. Mas lamentável é reconhecer que as lotéricas e seus concessionários, os empresários lotéricos, são tratados com descaso pelos agentes públicos – a saber, os permissionários deste serviço, no caso os Gestores da Caixa Econômica Federal.
Na realidade, as lotéricas funcionam como extensão da Caixa e sem ônus para o Governo. Ao contrário, acarretam lucros para os cofres públicos. De origem, as lotéricas são entes privados que funcionam como concessões obtidas através de leilões da Caixa.
Leia maisAs lotéricas cumprem uma função social ao gerar empregos para o mercado. Com o atual aperto financeiro causado pela Caixa, esta função está prejudicada. Atualmente, estas casas se converteram em espaço de convivência, principalmente para idosos. É comum hoje se ouvir a expressão: “A gente se encontra na lotérica”. Estes estabelecimentos estão incorporados ao dia a dia de nossa sociedade. O pagamento de boletos é de utilidade pública para toda a comunidade.
Conheci um empresário lotérico que possui cinco terminais de atendimento. Trata-se de uma lotérica bem localizada, com enormes filas nos dias úteis de jogos e pagamentos. Aos sábados, as filas de jogos mereciam destaque. Quando soube que a tarifa recebida pelo empresário variava aproximadamente entre R$ 0,30 e R$ 1,50, achei grotesco. Significa uma remuneração descolada em relação aos valores praticados no mercado. Existe uma defasagem em relação à demanda de jogos e bolões.
Conversando com entendedores de loterias, foi-me dito que a Caixa tinha criado uma “lotérica online”. Trata-se de uma concorrência desleal, pois os clientes não precisarão mais comprar jogos na vitrine das lotéricas. A mencionada lotérica tinha sete funcionárias e hoje tem somente três.
O desemprego nesta atividade deve ter crescido mais de 60%. Quem fazia jogo na lotérica, como eu, levava um bolão ou um bilhete da Federal. A lotérica perdeu de forma acentuada a sua demanda e, consequentemente, a sua receita pela venda dos bilhetes federais e de jogos.
Com um só tiro, a Caixa matou dois coelhos contra os lotéricos. Será que os políticos sabem desta aflição financeira vivenciada pela grande maioria dos lotéricos? É possível entender que se trata de uma “política de Estado” para anular as pequenas e médias lotéricas.
No interior e no centro das cidades, o que se apresenta são lotéricas fechadas ou quase falidas, como, por exemplo, as do centro da cidade. Tenho pena das cidades onde a população não tem banco nem lotérica. O Estado tem a obrigação de prover à população uma opção de pagamento, pois em muitas cidades a internet é precária.
Além da brutal queda de demanda, existe outro fator que proporciona a perda de faturamento: as constantes interdições no funcionamento provenientes da falta ou queda do sistema e do sinal de internet da Caixa. Estes agravos sistemáticos devem-se ao obsoleto sistema de TI da Caixa. Não tenho conhecimento se a Caixa ressarcirá as paralisações provenientes de elementos exógenos às lotéricas.
*Administrador de empresas aposentado
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Diário do Poder
O Diário do Poder irá ampliar suas plataformas de comunicação no Nordeste, numa parceria com o grupo Folha de Pernambuco, onde é publicada a coluna diária do jornalista Claudio Humberto, e o blog do jornalista Magno Martins, um dos mais importantes da região e do País.
O martelo foi batido durante encontro em Brasília e o acordo vai além da troca de conteúdo editorial entre os três veículos de comunicação, hoje com sites, emissoras de rádio, podcasts de Magno Martins e do DP, além de plataformas nas redes sociais.
A parceria também se amplia para a área comercial, através do reforço de ambas as equipes, que passam a atuar em plano nacional, sobretudo no Nordeste. Cláudio também co-apresenta programas e faz comentários diários em veículos do Grupo Bandeirantes, além de assinas uma das mais lidas e prestigiadas colunas políticas do País, publicada em mais de 40 jornais brasileiros.
“Uma parceria que muito nos honra e que trará grandes resultados”, comemora o empresário Eduardo Monteiro, do Grupo Folha, que em breve estará lançando uma nova plataforma editorial no Nordeste alicerçada numa rede nacional de tv e rádio.
Por Diana Câmara
Com o início da campanha eleitoral, no próximo dia 16 de agosto, é natural que apoiadores, amigos, familiares e eleitores queiram demonstrar publicamente sua preferência por determinada candidatura. Nas redes sociais, isso acontece de diversas formas: compartilhando uma publicação, gravando um vídeo, publicando uma foto, utilizando uma hashtag ou simplesmente declarando o voto.
Tudo isso faz parte do debate democrático e, observados os limites legais, é permitido.
O problema começa quando o apoiador decide colocar dinheiro para ampliar o alcance dessa manifestação.
A legislação eleitoral estabelece uma distinção bastante clara: uma coisa é o eleitor manifestar espontaneamente seu apoio; outra é contratar impulsionamento para fazer esse conteúdo chegar a um número maior de pessoas. E essa segunda conduta não é permitida ao eleitor ou apoiador.
A regra está expressamente prevista na Lei nº 9.504/1997, a Lei das Eleições. O art. 57-B, IV, “b”, permite que qualquer pessoa natural produza ou edite conteúdo eleitoral em blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas semelhantes, mas estabelece uma condição objetiva: essa pessoa não pode contratar impulsionamento de conteúdo.
Na mesma linha, o art. 57-C estabelece como regra a vedação à propaganda eleitoral paga na internet, excepcionando o impulsionamento realizado nas condições previstas pela legislação.
A regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral é ainda mais explícita. O art. 28, IV, “b”, da Resolução TSE nº 23.610/2019 veda à pessoa natural a contratação de impulsionamento e de disparo em massa. Já o art. 29 estabelece que o impulsionamento eleitoral somente pode ser contratado por partidos políticos, federações, coligações, candidatas, candidatos e seus representantes, observadas as demais exigências legais.
Portanto, a regra pode ser resumida de maneira simples: o eleitor pode usar sua própria voz, mas não pode usar seu próprio dinheiro para comprar alcance eleitoral nas plataformas.
Isso significa que o eleitor pode compartilhar uma publicação da campanha, produzir espontaneamente seu próprio conteúdo, utilizar hashtags, participar de mobilizações digitais e incentivar outras pessoas a conhecerem as propostas de determinado candidato. O que não pode fazer é pagar para que esse conteúdo alcance mais pessoas.
A razão é jurídica: o impulsionamento deixa de ser uma manifestação meramente espontânea e passa a constituir contratação de alcance mediante pagamento, submetida às regras específicas da propaganda eleitoral.
Essa distinção é especialmente importante porque as campanhas eleitorais são, cada vez mais, disputadas também no ambiente digital.
A legislação não pretende impedir que o cidadão participe desse debate. Ao contrário, a regulamentação do TSE reconhece expressamente a legitimidade da manifestação espontânea das pessoas naturais na internet e admite, inclusive, que pessoas com grande audiência manifestem apoio e participem de mobilizações destinadas a ampliar organicamente a circulação de determinada mensagem.
É possível, por exemplo, participar de ações coordenadas de compartilhamento, convocar pessoas para eventos e utilizar hashtags, desde que respeitados os limites legais e que não haja contratação de impulsionamento.
Portanto, ter muitos seguidores ou alcançar milhares de pessoas não torna, por si só, uma manifestação eleitoral irregular. O ponto central está na diferença entre alcance orgânico e alcance pago.
E essa diferença não é apenas uma questão de estratégia de comunicação. É uma diferença jurídica.
Nas eleições, um simples clique no botão “impulsionar” pode ser suficiente para transformar uma manifestação legítima de apoio em propaganda eleitoral irregular, sujeita a sanções.
Metrópoles
O Ministério da Saúde apontou falhas do governo Raquel Lyra (PSD) na contratação e fiscalização de um hospital pertencente ao marido da vice-governadora Priscila Krause e calculou prejuízo de R$ 1 milhão aos cofres públicos.
A Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, recebeu recursos do SUS por procedimentos cuja realização não foi comprovada nos prontuários.
A conclusão da auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), encerrada nesta quarta-feira (12), é que o o hospital do marido da vice-governadora “forjou hemodiálises e tratamentos de câncer”.
Ao avaliar a forma como o Estado manteve os contratos com o hospital, os auditores afirmaram que o modelo se aproximava de uma “contratação direcionada de fato, ainda que não formalmente”.
O relatório também diz que relações contratuais de elevado valor com uma entidade vinculada a agente político de alto escalão, sem instrumentos robustos de planejamento e controle, aumentam os riscos à impessoalidade, moralidade e transparência.
