Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que o discurso de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em audiência nos Estados Unidos nesta terça-feira reforçou a imagem de que o senador se coloca contra o tarifaço imposto pelo governo Donald Trump apenas por um cálculo eleitoral, e não para defender os interesses brasileiros.
Flávio participou de audiência organizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que não foi transmitida, numa tentativa de conter danos à sua campanha à Presidência. As informações são do jornal O GLOBO.
A atuação dele junto a autoridades americanas vem sendo usada por aliados de Lula para criticar o senador, afirmando que ele atenta contra a soberania brasileira. Nas últimas semanas, governistas reforçaram o mote de “Tariflávio” para associar o senador à implementação das tarifas.
Leia maisEm sua fala de cinco minutos nesta terça, Flávio disse que o “momento” eleitoral é o “pior possível” para a implementação das taxas de 25% contra os produtos brasileiros e que elas “foram exploradas politicamente pelo atual governo brasileiro”. O senador também defendeu o Pix, mecanismo de pagamento que virou alvo do governo americano.
Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, Flávio faz “diplomacia clandestina da pior qualidade”.
— O sinal foi claro: implorar para o Trump não fazer nada até outubro e apontar que entregaria tudo que ele quer caso fosse eleito, inclusive o Pix — afirmou.
De acordo com um integrante do governo, a fala de Flávio seguiu roteiro já esperado pelo Palácio do Planalto, com o teor semelhante ao de carta enviada ao parlamentar aos EUA .
Ele diz também que o senador está muito associado à imposição das tarifas e que não teve sucesso para desfazer essa imagem. Na avaliação desse governista, Flávio atua de forma oportunista e eleitoreira.
Esse integrante do governo, no entanto, avalia que a fala do parlamentar pode prejudicar as negociações que estão em andamento entre os dois governos, já que o senador estaria dando tom político e eleitoral a uma questão que deveria ser tratada tecnicamente.
Na avaliação desse governista, ao citar encontros que teve com Donald Trump, JD Vance e Marco Rubio, Flávio tenta imprimir tom político nas conversas.
O governo brasileiro deverá insistir no diálogo institucional pelas vias diplomáticas para buscar um entendimento e evitar a aplicação das tarifas. A audiência desta terça integra a etapa final da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos com base na legislação americana.
Além do Pix, o procedimento avalia políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, tarifas preferenciais, combate à corrupção e desmatamento ilegal. As manifestações apresentadas durante os dois dias de audiência servirão de subsídio para a recomendação técnica que será encaminhada ao governo americano antes da decisão definitiva sobre a aplicação ou não das tarifas, prevista para 15 de julho.
Segundo esse governista, novas conversas entre os representantes dos governos americano e brasileiro deverão acontecer nos próximos dias. Ele diz ainda que há expectativa de uma nova reunião entre o ministro Márcio Elias Rosa (Indústria) e Jamieson Greer, representante comercial dos EUA no governo Donald Trump.
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Num encontro, ontem, com os presidentes do Partido Progressista (PP) e do União Brasil (UB), partidos que formam a Federação Progressista, a governadora Raquel Lyra (PSD) comunicou que os seus candidatos a senador são o deputado Túlio Gadelha (PSD) e Miguel Coelho (UB). Diante do senador Ciro Nogueira e de Antônio Rueda, presidentes da federação, Raquel disse que a escolha por Miguel se deu por um motivo muito simples: compromisso e lealdade.
Explicou que havia oferecido as duas vagas de senador, lá atrás, à federação, mas Eduardo da Fonte, presidente da federação estadual, não aceitou e abriu negociações com o adversário João Campos, pré-candidato a governador pelo PSB. “Só agora, Eduardo se posicionou, o que me deixou insegura e certa de que a melhor alternativa seria Miguel, leal o tempo todo”, teria dito a governadora durante o encontro.
A decisão por Miguel está tomada e foi comunicada, ontem, em Brasília, num encontro com a cúpula da federação, do qual participaram o próprio Eduardo e o deputado Fernando Bezerra Filho, este representando o grupo Coelho e o União Brasil estadual.
Os deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Lula da Fonte (PP) encaminharam ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional um pedido para a abertura controlada das comportas da Barragem de Entremontes, localizada em Parnamirim, no Sertão de Pernambuco, atendendo a um pleito do prefeito Múcio Angelim e de agricultores e aliados da região.
A medida tem como objetivo aproveitar a água já armazenada no reservatório para abastecer importantes barragens da região, fortalecer a irrigação, garantir água para os rebanhos e atender comunidades rurais que dependem do recurso para suas atividades diárias.
Leia maisSegundo Lula da Fonte, a iniciativa representa um passo importante para impulsionar o desenvolvimento do Sertão, ampliando a produção agrícola, gerando emprego e renda e reforçando a segurança hídrica de Parnamirim, Exu e municípios vizinhos. Estudos apontam que o sistema possui potencial para irrigar mais de 28 mil hectares, contribuindo diretamente para o fortalecimento da economia local.
No documento enviado ao ministro, os parlamentares destacam ainda que informações da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) indicam que o volume atualmente armazenado na barragem é suficiente para permitir a abertura controlada das comportas, desde que sejam observados os critérios técnicos de operação.
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Estadão
O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) culpou a política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, mas afirmou esperar que a crise seja resolvida “independentemente de quem vier a solucionar isso”. A declaração foi dada hoje, ao ser questionado sobre a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato ao Planalto, em uma audiência realizada em Washington sobre a proposta de novas tarifas contra produtos brasileiros.
Zema afirmou que Lula e o Itamaraty têm demonstrado “falta de habilidade” na relação com os Estados Unidos e atribuiu parte do desgaste à aproximação do governo petista com países como Cuba, Venezuela e Irã.
Leia mais“Eu espero que o Brasil resolva essa questão independentemente de quem vier a solucionar isso. O que eu posso adiantar é que o governo Lula e o Itamaraty têm faltado com habilidade com relação à política externa, porque o governo Lula, o PT, são notoriamente próximos de países antiamericanos”, afirmou em evento em São Paulo diante de lideranças femininas dos setores financeiro e de negócios.
A fala foi dada no dia em que o governo americano realizou a segunda etapa da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para discutir uma proposta de resposta comercial contra o Brasil, que inclui tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. A audiência ocorreu em Washington nos dias 6 e 7 de julho e integra a investigação aberta sob a Seção 301 da legislação comercial americana.
O senador Flávio Bolsonaro também participou da agenda em Washington nesta terça-feira. Ele havia se registrado para defender a suspensão da tarifa e afastar de si o desgaste de uma eventual nova medida contra o Brasil, em um momento em que o tema passou a integrar a disputa eleitoral com Lula.
No evento em São Paulo, Zema também defendeu maior participação feminina na política e associou a presença de mulheres em espaços de poder ao combate à corrupção. Ao sustentar o argumento, citou o escândalo envolvendo o Banco Master. “Eu não vi nenhuma mulher, pelo que eu me recordo, envolvida no caso do Banco Master. Pelo que eu me recordo, só homens envolvidos”, afirmou.
Na sequência, o pré-candidato disse que a menor participação feminina na população carcerária demonstraria que mulheres cometem menos crimes e voltou a defender uma presença maior delas na política. “No que depender de mim, como o Partido Novo tem feito, nós queremos que as mulheres avancem a sua participação na política e isso também vai ajudar no combate à corrupção”.
O aceno ocorre em um momento em que o eleitorado feminino voltou ao centro das estratégias para a eleição presidencial, por representar a maioria das pessoas aptas a votar no País e ter tido peso relevante na disputa de 2022. Questionado sobre a composição de sua chapa, Zema disse que o Novo conversa com partidos que não têm candidato próprio à Presidência, mas afirmou que ainda não há definição sobre o nome do vice nem preferência fechada por uma mulher.
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A segurança pública de Arcoverde ganhou um importante reforço com a implantação de 25 câmeras de videomonitoramento de alta resolução, instaladas em pontos estratégicos da cidade por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Arcoverde, a Autarquia de Trânsito e Transportes de Arcoverde (Arcotrans) e a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS).
A iniciativa integra o conjunto de ações previstas no programa de governo do prefeito Zeca Cavalcanti, que já implantou a Guarda Civil Municipal e promoveu a modernização da iluminação pública com a instalação de mais de 3 mil luminárias de LED em diversos bairros. Segundo o prefeito, a chegada do novo sistema representa mais um avanço no fortalecimento da segurança e na prevenção da criminalidade.
Leia mais“Essas câmeras são fruto de um convênio firmado entre a Arcotrans, a Prefeitura de Arcoverde e a Secretaria de Defesa Social. Os equipamentos já estão instalados em diversos pontos estratégicos da cidade, como o Centro, São Cristóvão, São Geraldo, São Miguel, além das entradas e saídas do município, ampliando a capacidade de monitoramento e contribuindo para a segurança da população”, destacou Zeca Cavalcanti.
De acordo com o presidente da Arcotrans, Vlademir Cavalcanti, o sistema opera integrado à central de monitoramento da Secretaria de Defesa Social, localizada no Recife.
As câmeras possuem tecnologia capaz de realizar a leitura automática de placas de veículos, identificar automóveis com restrições por roubo ou furto e utilizar recursos de reconhecimento facial, permitindo uma atuação mais eficiente no combate à criminalidade.
“Inicialmente, o sistema fará a captura de imagens para identificar veículos com restrição de roubo ou furto, auxiliando no combate à criminalidade e na prevenção de delitos. Além disso, as câmeras possuem tecnologia de reconhecimento facial, com monitoramento em tempo real realizado pela SDS”, explicou.
Sempre que alguma irregularidade é detectada, as informações são encaminhadas imediatamente pela central de monitoramento à Polícia Militar de Pernambuco, que atua no município para adoção das medidas cabíveis.
Os equipamentos foram distribuídos em áreas consideradas estratégicas para o monitoramento urbano e o controle do tráfego. Entre os locais contemplados estão as avenidas Severiano José Freire, José Bonifácio, Dom Pedro II, Conselheiro João Alfredo, Pinto de Campos, o Corredor, o Centro da cidade, Cohab II, Novo Arcoverde, além dos principais acessos ao município.
A expectativa é de que o sistema contribua para a redução dos índices de criminalidade, aumente a capacidade de resposta das forças de segurança e fortaleça a sensação de segurança da população.
Segundo a Prefeitura, a Arcotrans também contará, em breve, com uma sala de monitoramento própria, que permitirá acompanhar as imagens em âmbito municipal, ampliando a integração das ações de trânsito e segurança pública.
Com investimentos em tecnologia, infraestrutura e integração entre os órgãos públicos, Arcoverde avança na modernização do sistema de segurança, utilizando ferramentas inteligentes para apoiar o trabalho das forças policiais e proteger a população.
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A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), é a entrevistada no meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de hoje. Recém-filiada ao PSB e pré-candidata ao Senado por São Paulo, Tebet vai falar sobre os rumos da política nacional, o cenário eleitoral para 2026 e os movimentos que marcaram sua trajetória nos últimos anos, desde a candidatura à Presidência da República até sua passagem pelo governo Lula.
Simone Tebet deixou o Ministério do Planejamento para disputar uma vaga no Senado e tem ocupado espaço no debate político nacional com críticas à polarização ideológica. Em entrevistas recentes, defendeu que o Brasil se afaste da “lacração das redes sociais” e concentre esforços em medidas concretas para enfrentar problemas estruturais. Também chamou atenção ao criticar o que classificou como “agro do mal”, diferenciando produtores rurais de grupos envolvidos com crimes ambientais, invasões de terras e grilagem.
Leia maisAdvogada e professora, Tebet construiu sua carreira política em Mato Grosso do Sul. Foi deputada estadual, prefeita de Três Lagoas por dois mandatos, vice-governadora, senadora da República e candidata à Presidência da República em 2022. Após terminar a disputa em terceiro lugar, tornou-se uma das principais apoiadoras de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno e passou a integrar a equipe de transição do governo eleito, assumindo posteriormente o Ministério do Planejamento e Orçamento.
Nos últimos anos, Tebet consolidou-se como uma das principais vozes do centro político brasileiro, defendendo pautas ligadas à responsabilidade fiscal, ao desenvolvimento sustentável e à modernização da gestão pública. Sua filiação ao PSB e a pré-candidatura ao Senado por São Paulo estão entre os movimentos políticos mais observados do cenário nacional para as eleições de 2026.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que será excepcionalmente transmitida amanhã, o governador do Ceará, Elmano Freitas (PT), negou que tenha afastado os delegados investigados por atuação no episódio da Fazenda da Maconha. O caso, denunciado pelo deputado federal André Fernandes (PL), envolve a apreensão de 290 mil pés de maconha no município de Acopiara, no final de junho. Ontem (6), os delegados Vicente de Paula Rodrigues e Marcos Sandro Nazaré de Lira foram exonerados dos cargos.
Elmano negou que tenha atuado para retirar os policiais. “Primeiro, no Ceará o governador não afastou ninguém. Quem afastou foi o processo de apuração. No Ceará, nossa Controladoria Geral de segurança tem uma previsão de que, na medida em que a comissão que está apurando avalia que tem indício de alguma irregularidade, automaticamente essa comissão tem o poder de determinar o afastamento. A comissão tem autonomia e independência”, afirmou Elmano, sucessor do ex-governador e ex-ministro Camilo Santana (PT).
Leia mais“Foi o que eu disse que ia fazer. Eu disse tem que ter firmeza para não passar a mão na cabeça, e serenidade para não ter injustiça, e muito menos interferência política. Tem que ter celeridade e serenidade. E a comissão tem plena autonomia para apurar e afastar para garantir mais tranquilidade na apuração. E eu estou aguardando o que é que essa Comissão vai ao final definir o que de fato vai ser apurado”, completou Elmano.
O caso da Fazenda da Maconha envolve a descoberta de uma das maiores plantações ilegais da história do Ceará, localizada na zona rural de Acopiara. No fim de junho, a Polícia Civil localizou uma megaestrutura de produção com cerca de 290 mil pés de maconha – equivalentes a cinco toneladas da droga – distribuídos por uma área de quase três hectares. A operação rapidamente se transformou em um escândalo político e administrativo após denúncias de André Fernandes. O parlamentar foi até o local e gravou vídeos afirmando que a polícia havia abandonado a área sem vigilância adequada, deixando provas para trás e enterrando parte da droga em vez de incinerá-la totalmente. Elmano de Freitas também visitou a fazenda e prometeu rigor na apuração.
O podcast Direto de Brasília com o governador do Ceará vai ao ar excepcionalmente nesta quarta-feira, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, preste depoimento à Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações por crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio fez uma postagem no X em 3 de janeiro de 2026 atribuindo crimes como os de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ao presidente. O senador também associou imagens de Lula ao ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas de um texto afirmando que o presidente brasileiro “será delatado”. As informações são do portal G1.
Leia maisA oitiva terá de ocorrer no prazo de até 10 dias, conforme a determinação do ministro do Supremo. Moraes acolheu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu que a PF ouça o senador sobre o caso. A PF afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Flávio fez uma falsa imputação de crime a Lula.
Em 13 de abril de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a abertura de uma investigação – atendendo um pedido da PF com parecer favorável da PGR – para apurar se Flávio cometeu crime com a postagem. Ao concluir o caso, a PF pediu que o STF adotasse as providências necessárias. Depois disso, Moraes encaminhou o relatório da PF para análise da PGR, que se manifestou a favor da oitiva.
Postagem de Flávio Bolsonaro
Na publicação, o parlamentar atribuiu a Lula a prática de diversos crimes, incluindo:
O senador também associou imagens de Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas de um texto afirmando que o presidente brasileiro “será delatado”.
“Tendo em vista o teor da postagem associando a imagem do Presidente Lula ao do ex-Presidente Maduro, que acabara de ser preso, acusado pelos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas, alegando que o primeiro seria delatado, fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem, quais sejam, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas”, afirmou a PF.
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, foi recebido com entusiasmo durante caminhada na Feira de Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes, hoje. Ao lado do pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e da pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), o líder da Frente Popular percorreu a feira, conversou com feirantes e moradores e ouviu demandas da população para a região.
O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, afirmou, hoje, durante audiência nos Estados Unidos que debate a possível aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros, que a medida beneficiaria Lula em um ano eleitoral.
Durante pronunciamento feito em inglês na audiência, Flávio repetiu argumentos que apresentou em uma manifestação enviada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) na semana passada. As informações são do portal G1.
Nesse documento, o presidenciável do PL pediu o adiamento do tarifaço para depois das eleições e disse que Lula se fortalecia politicamente com o embate com os Estados Unidos.
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) voltou ao Litoral Norte em mais um dia de agendas em espaços de grande circulação popular. Neste sábado (4), em Igarassu, ao lado do deputado estadual e ex-prefeito Mário Ricardo (Podemos), ele visitou a feira livre, conversou com comerciantes e frequentadores e deu entrevistas a rádios locais. Já em Itapissuma, João prestigiou o lançamento de um memorial em homenagem ao ex-prefeito e pré-candidato a deputado federal Yves Ribeiro (MDB) e apreciou a caldeirada que é símbolo da cidade.
Durante as agendas, João se comprometeu a destravar demandas históricas da região, como a mobilidade urbana. “A BR-101 é o principal corredor de mobilidade da Região Metropolitana e é fundamental desafogá-la. A construção do Arco Metropolitano é decisiva não apenas para o trecho sul, mas principalmente para o trecho norte, que é o maior gargalo. Se for mais ao norte, é mais rápido sair de João Pessoa para Goiana do que sair do Recife, por conta do trânsito urbano na BR. Nós vamos fazer o trecho norte. A gente não pode titubear. Vocês têm o meu compromisso. Vamos chamar todo mundo e buscar um consenso”, prometeu.
Leia maisAcompanharam a agenda o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), a pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT), a deputada federal Maria Arraes (PSB), a deputada estadual Dani Portela (PT), a vereadora do Recife e pré-candidata a deputada federal Liana Cirne (PT) e outras lideranças com atuação política em Igarassu.
Em seguida, já em Itapissuma, João Campos participou do lançamento da pedra fundamental do Memorial Yves Ribeiro. O espaço reúne fotos, quadros, documentos e outros registros dos mais de 50 anos de vida pública do político, que é recordista brasileiro pelos sete mandatos que teve à frente da prefeitura daquele município e também de Igarassu e Paulista, na mesma região. O ato também foi prestigiado pelos prefeitos Flávio Gadelha (PSB), de Abreu e Lima, e Paulo Roberto Arruda (MDB), de Vitória de Santo Antão, pelos ex-prefeitos Mário Ricardo (Igarassu) e Paulo Batista (Itamaracá) e pelo presidente estadual do MDB, Raul Henry.
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Por Luiz Queiroz – Capital Digital
Depois de quase quatro anos dedicados à reconstrução das políticas públicas de ciência, tecnologia, inovação e indústria, um eventual quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende inaugurar uma nova etapa do desenvolvimento brasileiro.
Se o terceiro mandato foi marcado pela recuperação da capacidade de planejamento do Estado, pela recomposição dos instrumentos de financiamento e pela retomada da política industrial, as diretrizes reunidas no documento “Plano Participativo pelo Brasil pelos Brasileiros – Diretrizes para o Plano de Governo 2027-2030” mostram que a estratégia para um eventual quarto mandato amplia significativamente essa agenda.
Leia maisO texto, que o blog obteve com exclusividade, propõe transformar a soberania científica, tecnológica, digital e industrial em eixo estruturante da política econômica brasileira, amplia o papel do Estado na coordenação das cadeias produtivas, cria novos instrumentos permanentes de financiamento e defesa da indústria nacional e aproxima a política econômica dos conceitos de segurança nacional hoje adotados por diversas potências industriais. Em cinco capítulos o blog fará um diagnóstico do que o PT e os demais partidos aliados esperam de um eventual quarto mandato de Lula.
Temas como cibersegurança, infraestrutura de redes e inclusão digital não estão detalhados no plano. O que não quer dizer que não possam estar inseridos em outros documentos que tragam propostas para um quarto mandato de Lula. Porém, é curioso que não estejam claramente definidas as metas futuras para esses setores, já que na questão do incremento das redes de comunicação e a inclusão digital o Governo Lula 3 resgatou uma dívida histórica com as áreas menos favorecidas do país, praticamente permitindo a excursão de milhões de brasileiros que habitam em áreas remotas.
O documento não apresenta, por exemplo, uma política específica para o setor de telecomunicações, tampouco discute temas regulatórios como concessões, espectro, 5G ou o papel da Anatel. Em vez disso, as redes de comunicação aparecem como infraestrutura indispensável para sustentar a soberania digital, a transformação produtiva e a inclusão social. Já a cibersegurança é citada apenas como um componente da estratégia de soberania tecnológica e de defesa nacional. E não como um capítulo autônomo com um conjunto detalhado de políticas.
O documento ainda poderá sofrer alterações, à medida que ele for apresentado para as diversas instâncias do governo e dos partidos que compõem a frente de apoio à reeleição do presidente Lula. Ele foi elaborado pelo “Grupo de Trabalho Brasil Moderno”, que contou com os seguintes integrantes: Nelson Akio Fujimoto (coordenador do GT), Daniela Carvalho (coordenadora do GT), Luiz Antonio Elias (relatoria), Renata Mielli (relatoria), James Görgen (relatoria), Lucas Mazoti (relatoria), Joao Cassino (relatoria), Felipe Machado (relatoria), Mauro Borges, Andreia Michele, Handerson Leite, Neide Freitas, Ricardo Bimbo, Tica Moreno, Iago Montalvão, Gabriel Medina, Ana Paula Bernardes, Jorge Bittar, Miriam Chaves, Rodrigo Assumpção, Uallace Moreira Lima, Beatriz Vasconcelos, Marcelo Lopes e Júlia Cruz.
Mais do que uma atualização do programa de governo apresentado em 2022, o documento representa uma mudança de patamar. Em vez de concentrar esforços na reconstrução institucional promovida desde o início do atual mandato, a proposta parte do pressuposto de que essa etapa foi concluída e que o país reúne condições para avançar para um novo ciclo de desenvolvimento. Ao longo de suas 15 páginas, praticamente todas as políticas públicas voltadas para ciência, tecnologia, inovação, infraestrutura digital, mineração, indústria, comércio exterior, defesa, saúde e energia passam a ser organizadas em torno de um conceito central: soberania nacional. Essa soberania, entretanto, deixa de ser entendida apenas como controle político do território ou da economia e passa a incorporar dimensões científicas, tecnológicas, digitais e industriais consideradas indispensáveis para a competitividade brasileira nas próximas décadas.
A lógica do documento difere daquela que orientou o terceiro mandato de Lula. Em 2023, o governo alegou que encontrou um conjunto de instituições fragilizadas, fundos públicos contingenciados, programas industriais descontinuados e forte redução da capacidade de investimento do Estado em ciência e inovação. A resposta foi a reconstrução dessas estruturas. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços voltou a existir, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial foi reativado, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) voltou a operar plenamente, programas de inovação foram retomados e uma nova política industrial passou a orientar a atuação dos bancos públicos e das agências de fomento BNDES e Finep. O documento considera que essa etapa foi bem-sucedida e a utiliza como ponto de partida para propor uma ampliação do papel do Estado na economia.
O texto faz questão de registrar os principais resultados alcançados desde 2023. Um dos exemplos destacados é a liberação integral dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Segundo o documento, a decisão permitiu realizar aproximadamente R$ 30 bilhões em investimentos ao longo de três anos, configurando o maior ciclo recente de financiamento público à ciência brasileira. Os autores sustentam que a recomposição do fundo restabeleceu a capacidade do Estado de financiar projetos estruturantes em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, interrompendo um período marcado por contingenciamentos e cortes orçamentários.
Também recebe destaque o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O documento informa que R$ 12,1 bilhões foram destinados à infraestrutura científica, contemplando projetos considerados estratégicos para a capacidade tecnológica nacional. Entre eles estão o Projeto Orion, responsável pela construção do laboratório NB4 de máxima contenção biológica, a expansão da fonte de luz síncrotron Sirius, o Reator Multipropósito Brasileiro, voltado à produção de radioisótopos e pesquisas nucleares, e a aquisição do supercomputador que servirá de base para a infraestrutura computacional do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. Esses investimentos são apresentados como exemplos da retomada do planejamento estatal em áreas de alta complexidade tecnológica.
Na área da formação de recursos humanos, o documento destaca a recomposição das bolsas de pesquisa. Os reajustes concedidos às bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado variaram entre 40% e 75%, acompanhados da ampliação do número de bolsas financiadas pelo governo federal. Segundo os autores, a medida buscou enfrentar o processo de desvalorização da carreira científica ocorrido nos anos anteriores e recuperar a capacidade de formação de pesquisadores em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional.
Outro ponto considerado fundamental foi a expansão da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa. O documento afirma que a RNP ampliou significativamente sua presença nas regiões Norte e Nordeste, alcançando cerca de 1.700 unidades acadêmicas. Essa expansão é apresentada não apenas como política de conectividade, mas como parte da infraestrutura nacional de ciência, educação superior e transformação digital, reforçando o papel das redes acadêmicas como elemento estruturante do desenvolvimento tecnológico brasileiro.
No campo industrial, o balanço do Governo Lula 3 é igualmente utilizado como fundamento para as novas propostas. A recriação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e a reativação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial aparecem como símbolos da retomada da política industrial brasileira. Segundo o documento, essas decisões permitiram construir de forma participativa a Nova Indústria Brasil, apresentada como a principal política de desenvolvimento produtivo do país. Diferentemente das estratégias industriais tradicionais, concentradas apenas em determinados segmentos econômicos, a NIB foi organizada em torno de grandes missões nacionais relacionadas à saúde, segurança alimentar, transformação digital, sustentabilidade ambiental, infraestrutura, defesa e aumento da produtividade.
Para financiar essa estratégia, o governo reorganizou a atuação dos bancos públicos. O Plano Mais Produção tornou-se o principal braço financeiro da Nova Indústria Brasil e, segundo o documento, deverá mobilizar R$ 713 bilhões até o final de 2026. Os recursos são provenientes de diferentes instituições financeiras públicas e destinam-se ao financiamento de investimentos privados alinhados às prioridades da política industrial. Ao mesmo tempo, o governo criou novos instrumentos de financiamento, como a Letra de Crédito do Desenvolvimento, fortaleceu o Fundo Clima, retomou a atuação do BNDESPar em fundos de participação e passou a utilizar a Taxa Referencial (TR) em linhas específicas destinadas à inovação e à transformação digital das empresas brasileiras.
O documento também apresenta um amplo inventário dos programas setoriais implantados ou retomados durante o terceiro mandato. Entre eles estão o Programa Mobilidade Verde e Inovação, com previsão de R$ 19,3 bilhões, a renovação do Regime Especial da Indústria Química, estimada em R$ 7,2 bilhões, o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química, de R$ 15 bilhões, a renovação da Lei de Informática e do PADIS/Brasil Semicon, com aproximadamente R$ 35 bilhões, além do Marco Legal do Hidrogênio de Baixo Carbono, que prevê R$ 18,3 bilhões em incentivos. Também são lembrados os Planos Brasil Soberano 1 e 2, voltados ao apoio de empresas exportadoras diante das instabilidades internacionais, que somam R$ 45 bilhões em crédito.
Na área digital, o documento informa a consolidação do GOV.BR, hoje com mais de 175 milhões de usuários e cerca de 4.600 serviços públicos integrados, que é apresentada como demonstração da capacidade do Estado brasileiro de operar grandes plataformas digitais. O mesmo ocorre com o PIX, descrito como exemplo internacional de infraestrutura pública de pagamentos desenvolvida sob coordenação estatal. Essas experiências servem de base para justificar uma ampliação da presença do Estado na economia digital durante o próximo ciclo de governo.
Outro marco destacado é a transformação da antiga Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. O documento registra que o PBIA reúne R$ 23 bilhões em investimentos distribuídos ao longo de quatro anos e prevê a construção de infraestrutura computacional soberana, aquisição de supercomputadores, desenvolvimento de modelos de linguagem em português treinados com bases nacionais e implantação de uma arquitetura nacional de processamento de dados. Ao citar essas iniciativas, o texto deixa claro que considera encerrada a fase de formulação das políticas públicas para inteligência artificial e propõe avançar para uma etapa voltada à consolidação da autonomia tecnológica brasileira.
É justamente nesse ponto que surge a principal diferença entre o Lula 3 e o plano elaborado para 2027-2030. Ao longo do terceiro mandato, o governo concentrou esforços na reconstrução das capacidades do Estado. Recuperou ministérios, reativou conselhos, recompôs fundos públicos, reorganizou linhas de crédito, fortaleceu bancos de desenvolvimento, ampliou investimentos em pesquisa e voltou a utilizar a política industrial como instrumento de desenvolvimento. O documento parte desse diagnóstico para defender uma mudança de escala. Em vez de continuar apenas reconstruindo instituições, propõe utilizar essa arquitetura para reorganizar a economia brasileira em torno de setores considerados estratégicos para a soberania nacional.
Essa mudança fica evidente na própria concepção do Estado. Durante o Lula 3, o governo atuou principalmente como financiador, articulador institucional e indutor do investimento privado. No plano para um eventual Lula 4, essas funções permanecem, mas passam a ser acompanhadas de novas atribuições.
O Estado assume explicitamente o papel de coordenador das cadeias produtivas, planejador de longo prazo, formulador de políticas industriais permanentes, organizador da infraestrutura digital nacional e, em alguns setores específicos, potencial operador direto da atividade econômica. É essa transformação que orientará todas as propostas apresentadas nos capítulos seguintes do documento, dedicados à política industrial, aos minerais críticos, à soberania digital, à inteligência artificial, à ciência e ao comércio exterior.
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