Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Os prefeitos e prefeitas de Pernambuco se reuniram nesta terça-feira (16), no Recife, em Assembleia Extraordinária promovida pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). O encontro tratou de alternativas para a regularização de débitos municipais junto à Compesa, da destinação dos recursos provenientes da concessão dos serviços da companhia e de orientações do Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre prevenção de acidentes em obras e serviços públicos.
O ponto central da reunião foi a apresentação de um programa de negociação de débitos, construído pela Amupe em parceria com a Compesa e o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A proposta garante desconto de até 50% aos municípios que optarem pelo pagamento à vista, além da possibilidade de parcelamento em até 120 meses, com correção pelo IPCA. As informações são do JC.
Leia maisO programa também prevê o encontro de contas entre débitos municipais e créditos que as prefeituras eventualmente tenham junto à companhia, como valores referentes à recomposição de pavimentação após intervenções da Compesa na rede.
O presidente da companhia, Douglas Nóbrega, destacou o caráter conciliatório da iniciativa. “Conseguimos apresentar um plano excepcional de quitação de débitos, de acordo e de parceria, naquele espírito de conciliação entre a Compesa, os municípios, o Governo do Estado e o Tribunal de Justiça”, afirmou.
Já o diretor comercial e de tecnologia da Compesa, Cleber Coelho Paz, explicou que a proposta foi estruturada com apoio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do TJPE. “Estamos oferecendo as melhores condições de pagamento, com prazo elástico e também a possibilidade de os municípios apresentarem eventuais créditos para realizar a conciliação”, disse, acrescentando que o objetivo é evitar a judicialização e buscar soluções pelo diálogo.
O presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), afirmou que “a Amupe lança uma alternativa para os municípios que estão inadimplentes poderem regularizar suas dívidas”, e destacou que a assembleia também trouxe orientações importantes sobre o uso dos recursos da concessão e sobre prevenção de acidentes em serviços de iluminação pública.
Freitas informou que Aliança não possui dívidas com a Compesa e que os recursos da concessão – mais de R$ 6 milhões, dos quais 60% já foram repassados – serão usados em obras de infraestrutura.
Durante o encontro, o prefeito de Buenos Aires, Henrique Queiroz (PP), pediu mais transparência da Compesa quanto aos valores pagos pela recomposição de pavimentação após intervenções da companhia. “Quando eles fazem a medição, consideram uma área muito menor do que aquela que efetivamente precisa ser recuperada”, afirmou.
Para o gestor, parte do problema decorre da idade avançada da rede de abastecimento, que exige reparos constantes para conter vazamentos: “a rede é muito antiga e muitos canos já não têm mais condições adequadas de funcionamento”, disse. Buenos Aires deve receber cerca de R$ 5,6 milhões da concessão, dos quais R$ 3,1 milhões já foram repassados.
Já o prefeito de Camaragibe, Diego Cabral (Republicanos), avaliou que “o momento da assembleia foi importante para deixar os prefeitos seguros sobre como utilizar os recursos oriundos da concessão da Compesa”.
O município deve receber cerca de R$ 16 milhões, com 60% do valor já transferido, recursos que, segundo o prefeito, serão aplicados principalmente em pavimentação asfáltica e obras de contenção de encostas – investimentos que devem beneficiar diretamente a população.
A assembleia contou ainda com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que apresentou orientações sobre prevenção de acidentes em serviços de iluminação pública e na execução de obras públicas.
Simone Holmes, médica do trabalho, sanitarista e chefe do setor responsável pelas políticas de saúde ocupacional na Superintendência Regional do Trabalho, chamou atenção para a subnotificação de acidentes de trabalho no país: trabalhadores informais, do setor público e de atividades fora do regime da CLT geralmente não entram nas estatísticas oficiais, o que distorce a real dimensão do problema mesmo quando os números já são considerados altos.
Segundo Simone Holmes, uma das principais frentes de atuação do órgão é a análise das causas dos acidentes de trabalho, com o objetivo de preveni-los, já que, na maioria dos casos, não há uma causa única, mas um conjunto de fatores que se acumulam até o acidente ocorrer.
Esse trabalho de investigação abrange diversos setores, da construção civil à área rural, passando pela pecuária e pela saúde. Nos últimos dois ou três anos, o foco tem se voltado especialmente para o setor elétrico, já que o choque elétrico está entre as principais causas de acidentes de trabalho e atinge não apenas a construção civil, mas também o comércio, a manutenção de redes elétricas e o setor de telecomunicações.
Leia menos
A pauta do Congresso Nacional dos últimos dias vem gerando desespero para os gestores municipais. Com uma série de reajustes salariais em aprovação, as contas públicas estariam sendo postas em segundo plano, justamente em ano eleitoral, quando os congressistas buscam agradar a diversas categorias profissionais – todas formadas por eleitores em potencial. Para o prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), os parlamentares precisam agir com responsabilidade nesse momento.
“São aprovados os novos projetos e quem paga essa conta são os municípios. O que estamos fazendo, através da Frente Nacional dos Prefeitos, é entrar nessas discussões. De onde vão vir esses recursos? Os municípios já não aguentam mais. Estamos trazendo também a questão do transporte público, que hoje praticamente os municípios vêm custeando, e não é justo. Tem que ser governo federal, governo estadual e os municípios fazendo esses custeios”, disparou Léo Bezerra, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Não adianta fazer leis e botar a responsabilidade para os municípios. Tem que fazer a lei e dizer de onde vão vir os recursos. Médicos, dentistas, enfermeiros, psicólogos, todas as categorias estão procurando o Congresso Nacional e aprovando algumas leis. Em breve vai chegar também o transporte, que já é custeado pelos municípios. A gente está cobrando que o governo federal e o governo estadual também possam ajudar os municípios. Não é só fazer leis, e sim dizer como esses recursos vão chegar aos municípios. Essa é a maior preocupação de todos os prefeitos, e em todas as rodas de conversa de que eu participo, não só na Paraíba, mas no Brasil. O assunto é um só: até onde vamos chegar? Isso vai quebrar as prefeituras. Não é justo. Antes de aprovar essas leis, as prefeituras têm que ser consultadas”, completou.
O pastor Gilvan Costa anunciou sua pré-candidatura ao Senado Federal por Pernambuco pelo Partido Democrata. Ex-vereador de Jaboatão dos Guararapes e ex-deputado estadual, ele afirma que pretende representar no Congresso Nacional pautas ligadas ao segmento evangélico e ao campo conservador.
Gilvan Costa iniciou sua trajetória política com atuação voltada à representação de igrejas evangélicas e à defesa da liberdade religiosa. Ao longo da vida pública, também participou de ações sociais e eventos religiosos realizados em diferentes municípios pernambucanos.
Segundo o pré-candidato, sua candidatura busca ampliar a representação de eleitores identificados com pautas relacionadas à fé, à família e aos valores conservadores.
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), está desconfortável no partido. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele descreveu em detalhes a tensa relação, que afirma não conseguir entender. O gestor assumiu o comando da capital paraibana em abril, após o ex-prefeito Cícero Lucena (PP) se desincompatibilizar para disputar o Governo do Estado. Mesmo sendo aliado do ex-governador e presidente estadual do PSB, João Azevêdo, em quem votará para o Senado, Bezerra se vê às voltas com vereadores do próprio partido que lhe fazem oposição.
“Estou um pouco incomodado dentro do PSB. Recentemente, dois dos três vereadores do partido estão fazendo oposição a um prefeito que é do PSB. Não estou conseguindo entender. Primeiro, eu sou pedido para sair da presidência do partido, depois os vereadores começam a fazer oposição à nossa gestão, mesmo eu sendo do PSB. Meu nome é tratado como oposição. Só espero que eu não seja expulso mais uma vez desse partido. Já fui expulso uma vez do PSB e foram dias traumáticos, e para voltar fui convencido pelo ex-governador João Azevêdo e voltei com ele. Eu saí com ele para o Cidadania e voltei com ele para o PSB. E agora confesso que estou me sentindo escanteado. O PSB quer meu voto para senador com João Azevêdo, mas não quer me dar o apoio em João Pessoa”, desabafou Leo Bezerra.
Leia maisApesar da situação, o prefeito de João Pessoa diz que não planeja levar a questão para o presidente nacional da sigla, o ex-prefeito do Recife, João Campos. “Não levei, estou esperando uma conversa com o ex-governador João Azevêdo, que é um amigo, e tenho certeza de que ele vai me ouvir, e aí vamos tomar a melhor decisão”, afirmou Leo Bezerra. “O partido tem o prefeito, mas é oposição ao prefeito e quer o voto desse prefeito para o candidato a senador. Ninguém consegue entender isso”, resumiu.
“Estou aguentando tudo isso em respeito a João Azevêdo. Tenho que dizer muita coisa a ele, e sei que tenho muita coisa para ouvir dele. Sei de tudo que ele fez por mim, mas não está sendo justo o que estou passando nos últimos dias. Não recebi uma ligação de ninguém do partido me dando apoio em momento algum, pelo contrário. Estou desconfortável dentro do meu partido e estou aguentando tudo isso não em respeito ao partido, mas em respeito a João. Estou esperando essa conversa para, de maneira madura, a gente chegar a um denominador comum, se dá certo partirmos juntos ou se não dá certo. Agora, nossa amizade é inabalável”, concluiu o prefeito.
Leia menos
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez um pronunciamento, no plenário da Casa legislativa nesta terça-feira (16), no qual negou ter recebido US$ 30 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Master.
Alcolumbre fez o discurso após a Revista Veja veicular, na última quinta-feira (11), uma reportagem que afirma que Vorcaro teria dito às autoridades que transferiu a quantia para uma conta no exterior e que o dinheiro seria para o parlamentar do Amapá. As informações são do g1.
Leia maisA transferência teria sido feita como contrapartida a uma atuação de Alcolumbre em favor de interesses do Master.
Conforme a reportagem de Veja, Vorcaro teria feito as afirmações durante as tratativas com autoridades para fechar um acordo de delação premiada.
Preso em Brasília, o ex-banqueiro tenta um acordo de colaboração, mas já teve duas propostas rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
“Eu repudio, com toda a firmeza, e com toda a indignação o conteúdo desta matéria. Jamais recebi aqueles valores ou outros quaisquer, no Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja”, disse o senador do Amapá.
“São alegações falsas, com a única e aparente intenção de arrastar o meu nome para lama. É espantoso e revoltante que uma acusação dessa gravidade seja publicada sem qualquer prova, sem qualquer evidência, contra um chefe de Poder”, completou Alcolumbre.
O presidente do Senado disse ainda que, caso a afirmação tenha mesmo partido de Vorcaro, provará que a narrativa é falsa. Por outro lado, disse que se não as declarações não constarem dos documentos “estaremos diante de uma invenção”.
“Se esse fato sequer constar de um acordo de colaboração, se não tiver sido dito pelo colaborador, por sua defesa ou pela autoridade responsável pela condução desse procedimento, então estaremos diante de uma situação muito mais grave. Porque não estaremos diante apenas de uma acusação falsa contra o presidente do Senado Federal. Estaremos diante da invenção de um fato inexistente e da tentativa de atribuir esse fato a um procedimento oficial para lhe conferir aparência de verdade”, disse.
“A quem interessa caluniar o presidente do Congresso Nacional? Quem se beneficia de tentar usar a imprensa para intimidar o chefe do Poder Legislativo?”, completou o senador.
Após a fala de Davi Alcolumbre, senadores de todos os espectros políticos, do PT ao PL, saíram em defesa do presidente do Senado.
O ato começou com o parceiro político de longa data, senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que criticou as denúncias, passou pelo líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PL-AP), e incluiu senadores da oposição, como Espiridião Amin (PL-SC).
“A indignação que vossa excelência expressa aqui é uma indignação que eu acho que deve ser assinalada por todo o Congresso Nacional […] Qualquer acusação, seja de quem for ela tem que ter um lastro probatório mínimo, sobretudo quando essa acusação vai contra uma figura pública e sobretudo ao presidente do Congresso Nacional”, disse Randolfe Rodrigues.
Já o ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, seguiu a mesma a linha do que foi dito por Alcolumbre e chamou de “mafioso” e “gangsterismo” as afirmações apresentadas, caso elas sejam falsas.
“Se nós estamos eventualmente diante de um fato […] que não tenha sido alegada pelo colaborador por seu advogado, que não tenha sido alegada pelas autoridades responsáveis pelo processo de investigação, seja policial, seja o Ministério Público, que não existe num mundo jurídico e nem num mundo real, é um fato inventado e levado a uma imprensa de grande circulação para que o Brasil todo ouça esse fato inverídico, esse fato criado, aí, de fato, essa segunda hipótese nós estamos diante de um fato muito grave. Aí constitui uma ofensa, uma coação, um constrangimento, a busca de uma criminalização de um chefe do poder, de um presidente do Senado, que por algum motivo está sendo coagido a partir de um expediente mafioso, de gangueterismo, de alguém que inventa um fato e que constrange uma instituição inteira, constrange a figura de um senador”, concluiu.
Por outro lado, o senador Esperidião Amin (PP-SC), afirmou que as acusações foram ataques contra o Congresso Nacional, sob a gerência do Poder Judiciário.
“Não saiu de uma CPI. Saiu do que? Quem é que negocia uma delação? É a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, sob os auspícios do Judiciário. São aqueles compartimentos de onde vem as maiores críticas ao desempenho do Congresso Brasileiro numa CPI. Foi de lá que brotou esta também, que não foi a primeira afirmação contra um parlamentar. Ou seja, não sai dessa delação nada a respeito de juiz. Não sai nada a respeito de empresário, o alvo é o Congresso”, finalizou.
Leia menos
A figura do presidente Lula (PT) não seria imprescindível na disputa para o Governo da Paraíba. Essa é a avaliação do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), aliado do ex-prefeito Cícero Lucena (MDB), atual pré-candidato ao Executivo estadual. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o socialista lembrou que Lula não teve uma grande vantagem de votos na capital paraibana em 2022, o que não colocaria seu apoio como decisivo para uma eleição tão embolada quanto a daquele estado.
“Eu não poderia dizer que é imprescindível. Isso vai depender do PT. O ex-prefeito Cícero Lucena já colocou o seu nome. Independentemente de ter ou não o apoio do PT, a campanha dele já está na rua. Então fica difícil mensurar”, afirmou Leo. “Em João Pessoa, o presidente Lula ganhou a última eleição por cerca de mil votos. E aí o peso vai depender das ações do governo federal, dos investimentos que ele vem fazendo em toda a Paraíba. Nos resta aguardar a decisão do presidente e de seu partido”, completou.
Leia maisA declaração do gestor veio um dia após o presidente gravar um vídeo declarando apoio ao ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, pré-candidato ao Governo de Pernambuco. Na Paraíba, Lula declarou apoio apenas ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que concorrerá à reeleição.
“Estamos aguardando a decisão do PT. São coisas do cenário político mesmo. Eu vi um vídeo nos últimos dias do presidente Lula falando do seu apoio ao senador Veneziano. Estamos aguardando qual vai ser a decisão nacional, respeitando cada partido. Mas a pré-campanha do prefeito Cícero já está nas ruas, não só em João Pessoa, mas por toda a Paraíba”, concluiu Leo Bezerra.
Além de Cícero, estão no páreo o governador Lucas Ribeiro (PP), que disputará a reeleição, e o senador Efraim Filho (PL). Ribeiro era o vice do ex-governador João Azevêdo (PSB), que se desincompatibilizou em abril para concorrer ao Senado Federal. O prefeito de João Pessoa apoia o correligionário para a Casa Alta, mas não a reeleição do atual governador.
Leia menos
HERON CID – MAIS PB
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), rebateu, nesta terça-feira (16), em entrevista ao podcast Direto de Brasília, parceiro da Rede Mais, a análise do ecólogo sergipano, Genebaldo Freire, que avaliou a Capital como “caótica, poluída e violenta”, e convidou o especialista e os turistas brasileiros a conhecerem a cidade. “Vocês vão ver, verdadeiramente, se o que ele está falando é verdade ou mentira”, provocou o gestor.
“Primeiro, eu não quis responder a esse estudioso. Não quis responder para não dar Ibope ao que ele estava falando de João Pessoa. E a resposta que eu tenho para dar é: venha conhecer nossa cidade. Venha conhecer nossa orla, venha conhecer nosso centro, venha viver o dia a dia de João Pessoa, que vocês vão ver verdadeiramente se o que ele está falando é verdade ou é mentira”, citou o prefeito.
Leia maisEm resposta ao jornalista Heron Cid, da Rede Mais, Leo garantiu que o ecólogo sairá satisfeito com a visita à capital paraibana.
“O desenvolvimento aqui é coordenado, é organizado, nós temos uma prefeitura, nós temos um Governo do Estado, nós temos um governo federal que trabalha ativamente no nosso município e nós não estamos aqui para entrar nessa seara”, concluiu Leo Bezerra.
Leia menos
O ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, pagou diárias de um hotel de luxo em Lisboa para o presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), em 2024.
A conclusão é da Polícia Federal (PF) e consta de documentos enviados pelos investigadores ao Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do g1.
O relatório é parte do material produzido na Operação Compliance Zero, que investiga possíveis fraudes realizadas pela instituição financeira.
Leia maisO documento menciona conversas entre Vorcaro e um auxiliar em que o então banqueiro afirma que precisaria de dois quartos na cidade para “Ciro e Hugo”.
Ciro, no caso, é o senador Ciro Nogueira (PP-PI), segundo a PF, a quem Vorcaro daria – nas palavras dos investigadores – “tratamento privilegiado”, incluindo o pagamento de viagens internacionais, hospedagem e refeição em hotéis de luxo para o parlamentar.
Questionado nesta terça-feira (16) sobre as informações, Motta disse apenas que está tranquilo, que as investigações e órgãos estão trabalhando e que defende a investigação isenta e imparcial. Ciro Nogueira ainda não se manifestou sobre o tema.
Poucos dias depois das conversas sobre Lisboa, o auxiliar de Vorcaro informa que haveria duas suítes no hotel Four Seasons. Durante a conversa, o auxiliar pede que Vorcaro informe “a lista dos homens”, ao que o banqueiro respondeu com uma lista de nomes que incluía Ciro Nogueira e Hugo Motta.
Os investigadores destacam que, na mesma conversa, Vorcaro enviou um áudio ao auxiliar pedindo cuidado com a privacidade e segurança.
“Leo, preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança. Cidade está lotada, eu tive lá no lugar agora. Tive uma reunião lá no clube. Tem que ter certeza que o lugar em frente ao restaurante também esteja privatizado porque senão dá pra ver tudo lá dentro. Tem que ter alguém lá embaixo, quando você sai do elevador já dá para ver tudo, quem tá, o que está acontecendo”, diz Vorcaro no áudio. O auxiliar responde com “Ok”.
A PF cruzou as informações das mensagens com documentos obtidos nos e-mails de Vorcaro, incluindo uma fatura que fazia menção a uma viagem realizada a Lisboa em junho de 2024 – para a PF, a mesma das mensagens.
“O confronto dessas informações com as conversas mantidas no mesmo período, já mencionadas, permite identificar elementos coincidentes que reforçam a conclusão de que determinados pagamentos se referem à hospedagem de Ciro Nogueira e Hugo Motta”, diz o relatório. Segundo a PF, as diárias neste caso custaram EUR 3.155,71 – na cotação à época, cerca de R$ 18.256,21.
Leia menos
Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o novo prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (16) o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) por tentativa de interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na trama golpista.
Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão e o pagamento de 50 dias multa, um dia multa equivale a dois salários mínimos. A pena deverá começar a ser cumprida em regime semiaberto. Também ficará inelegíve por 12 anos, sem poder ser eleito até 2038.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo na Primeira Turma do STF, votou pela condenação e foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que é o presidente da Primeira Turma.
Leia maisMoraes entendeu que há elementos que comprovam que Eduardo Bolsonaro praticou o crime de coação no curso do processo, como acusou a Procuradoria Geral da República (PGR).
Eduardo Bolsonaro é acusado de promover junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, ações para criar um clima de instabilidade e temor, ameaçando e projetando retaliações estrangeiras contra ministros do STF e o Brasil.
Eduardo foi denunciado pela Procuradoria-geral da Pública e virou réu no STF. O objetivo das ações do deputado cassado no exterior, segundo a Procuradoria, era tentar impedir que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse condenado na chamada trama golpista. Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão e cumpre prisão domiciliar.
O ministro relator rebateu uma preliminar da defesa de Eduardo que alegava que ele estava protegido pela liberdade de expressão e pela imunidade parlamentar.
“Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país. Mesmo que estivesse no exercício do mandato e não licenciado, mesmo que estivesse no exercício, não estaria acobertado pela imunidade parlamentar”, afirmou.
Moraes afirmou ainda que o próprio Eduardo disse que não comunicou mudança de domicílio para os EUA e que estava no exterior para fugir da Justiça.
“Até hoje em momento algum nem o próprio réu em qualquer lugar disse que mudou seu domicílio. Ele só disse que não volta para o Brasil por medo de responder pelos crimes que praticou. Pode o réu, qualquer réu, se beneficiar da própria torpeza”.
“O processo penal não é palhaçada, a aplicação da justiça não é palhaçada. As normas existem para garantir o contraditório, a ampla defesa, dentro da paridade de armas, não para que fraudes e crimes praticados continuem se perpetuando”.
Moraes destacou que Eduardo focou em ameaças com a pretensão de que seu pai não fosse condenado e que o STF não realizasse o julgamento da trama golpista.
“Nenhuma relação com atividade parlamentar, mas ameaças pretendendo com isso que seu pai não fosse condenado”, afirmou.
O ministro Cristiano Zanin seguiu na íntegra o voto de Moraes e afirmou que as condutas de Eduardo Bolsonaro apuradas na investigação “evidenciam de forma clara o crime de coação no curso do processo”.
“Houve sucessão de atos que comprovam um percurso criminoso para coagir os julgadores”, afirmou Cármen Lúcia.
O objetivo de Eduardo, segundo a PGR, era tentar impedir que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse condenado na chamada trama golpista.
A procuradoria argumentou que as provas reunidas ao longo do processo confirmavam a conduta criminosa, sendo que o objetivo sempre foi o de sobrepor os interesses da família Bolsonaro às normas do devido processo legal e do bom ordenamento da Justiça para livrar o pai da responsabilização criminal.
A Procuradoria listou uma série de declarações de Eduardo, em entrevistas e em postagens em redes sociais, além de trocas de mensagens com Jair Bolsonaro que revelam articulações nos Estados Unidos para constranger a cúpula do Judiciário.
O subprocurador-geral da República Antônio Edílio Magalhães apresentou em sua manifestação uma série de publicações e mensagens trocadas entre Eduardo e seu pai para sustentar o pedido de condenação.
“Essa é uma situação relativamente simples do ponto de vista penal. Há todo um elemento, um contexto fático e conjunto de provas evidenciando que essa coação efetivamente existiu”, afirmou.
“Quando se fala em defesa das instituições, fala-se em defesa, inclusive da cidadania, em defesa de todos. Então, a posição da Procuradoria Geral da República que é uma posição já evidenciada desde o início e reforçada nas alegações finais, é no sentido da procedência da presente ação penal”.
Advogado que falou em defesa de Eduardo foi o Defensor Público Esdras dos Santos Carvalho. Eduardo não indicou advogado.
Ele pediu a absolvição do ex-deputado por falta de provas. A DPU afirmou que questões processuais justificam a anulação de todo o processo, entre elas, a participação de Moraes no julgamento.
Para a Defensoria, Eduardo teve uma defesa “meramente formal, produzida sem qualquer contato com o defendido, sem sua versão dos acontecimentos e sem sua orientação.
A DPU afirmou que o caso é de absolvição por falta de provas, sendo que as condutas narradas pela Procuradoria não configuram crime e as declarações estavam protegidas por liberdade de expressão.
A defesa enfatizou ainda que o ex-deputado não teria poder de decisão sobre os atos soberanos do governo americano.
“Entende a defensoria que o exame dos elementos dos autos, as manifestações políticas, estariam acobertados sob a liberdade de expressão que teria o então denunciado. E essas manifestações de natureza política, jamais poderiam ser consideradas infrações penais”, afirmou.
Leia menos
No almoço em João Pessoa, onde gravei o podcast de hoje com o prefeito Leo Bezerra (PSB), nos estúdios da Rede Mais Rádios, parceira no Estado na transmissão do programa, matei a saudade de degustar uma boa galinha caipira, no restaurante La Casserole.
Uma sugestão do meu amigo Heron Cid, o jornalista mais lido, ouvido, visto e credenciado da Paraíba, diretor-presidente da Rede Mais. Quem nos deu a honra de dividir a mesa foi o jornalista Suetoni Souto Maior, diretor-executivo da Secretaria de Imprensa da Prefeitura de Jampa.
Também esteve presente Otávio Souto, da minha equipe. O restaurante, que fica na Praça Senador Assis Chateaubriand, 48, no bairro Treze de Maio, é uma maravilha que indico como opção de comida regional. O cardápio é supervariado, de cozido a bode, sarapatel e buchada.
Serviço
Funcionamento: de terça a sábado, das 11h30 às 15h.
Endereço: Praça Senador Assis Chateaubriand, 48, João Pessoa.
Instagram: @lacasserole_restaurante
WhatsApp: (83) 98603-2020.
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de hoje. Empossado no cargo após a renúncia de Cícero Lucena (MDB), que deixou a Prefeitura para disputar o Governo da Paraíba, Bezerra vai falar sobre os desafios da nova gestão, os avanços da capital paraibana e as prioridades para os próximos anos.
Natural de João Pessoa, Leo Bezerra é formado em Gestão Pública e bacharel em Direito. Iniciou sua trajetória política como vereador da capital paraibana, tornando-se o mais votado da cidade nas eleições de 2016. Em 2020, foi eleito vice-prefeito na chapa de Cícero Lucena e reeleito para a mesma função em 2024, assumindo agora o comando da Prefeitura para concluir o mandato até 2028.
Desde que assumiu a gestão municipal, Leo Bezerra tem defendido a continuidade das ações iniciadas em 2021 e prometido acelerar projetos nas áreas de infraestrutura, educação, saúde e inclusão social. Em seu discurso de posse, afirmou que pretende manter o ritmo de crescimento da capital paraibana e trabalhar para fazer “a melhor gestão da história de João Pessoa”. Também destacou como prioridades a atenção às pessoas com deficiência e a ampliação de políticas de acolhimento social.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Leia menos