Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
O candidato à Presidência pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro, disse não concordar com a atitude do correligionário Zé Trovão (PL-SC) de acionar a Justiça contra o aumento de 15,04% do Bolsa Família, anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou nesta quinta-feira a ação apresentada pelo deputado e candidato à reeleição para tentar impedir o reajuste.
Mendonça extinguiu o processo sem analisar o mérito por considerar que o parlamentar não tinha legitimidade para apresentar a representação. Na live semanal, sem citar o aliado, Flávio afirmou aos apoiadores que não pediu pela medida. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— Quero dizer que houve um deputado que acionou a Justiça para tentar barrar esse reajuste. Não foi com a minha autorização. Não concordo com isso. Ele não deveria ter entrado com a ação, mas entrou. Fez isso por conta própria. Não fui eu que pedi que ele fizesse isso — destacou.
Zé Trovão havia recorrido ao TSE para tentar suspender o aumento, já que o reajuste elevaria o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio de R$ 675 para R$ 777, com implementação prevista para outubro. O parlamentar alegava que a ampliação dos pagamentos poderia configurar uma conduta vedada pela legislação eleitoral.
O pedido era para que Lula se abstivesse de implementar o reajuste e mantivesse os valores anteriores do programa até o julgamento definitivo da ação ou, alternativamente, até o fim do processo eleitoral.
Mendonça, porém, não chegou a analisar os argumentos sobre a legalidade do aumento. O ministro afirmou que a jurisprudência do TSE exige que, quando uma representação é apresentada por um candidato, ele concorra na mesma circunscrição eleitoral daquele contra quem é dirigida a ação.
No caso, Zé Trovão disputa uma vaga de deputado federal por Santa Catarina, enquanto Lula é candidato à Presidência. Mendonça lembrou que a eleição para deputado está vinculada à respectiva unidade da Federação, enquanto a circunscrição da eleição presidencial é todo o território nacional.
O ministro citou um precedente de 2023, relatado por Cármen Lúcia, no qual o TSE concluiu que a condição de candidato a deputado federal não dá legitimidade para apresentar representação contra candidato a presidente da República. Para Mendonça, o mesmo entendimento deve ser aplicado mesmo que, desta vez, a discussão envolva uma suposta conduta vedada a agente público.
Mendonça fez questão de registrar que sua decisão não representa uma conclusão do TSE sobre a legalidade do reajuste. Segundo ele, a existência ou não de uma conduta vedada é uma questão de mérito que só poderá ser examinada caso a Justiça Eleitoral seja provocada por uma parte com legitimidade para fazê-lo.
Até o trânsito em julgado da ação, quando se encerram as possibilidades de recurso, Mendonça fica prevento para relatar eventuais novas ações que questionem o reajuste do Bolsa Família.
A ação de Zé Trovão sustentava que o reajuste, além de ter sido anunciado durante o período eleitoral, não teria execução orçamentária correspondente no ano anterior. Na argumentação apresentada ao TSE, Zé Trovão afirmou que a medida representaria uma ampliação extraordinária do programa, e não apenas sua continuidade, e por isso não estaria abrangida pela exceção prevista na Lei das Eleições para programas sociais já em execução orçamentária no exercício anterior.
Leia menos
CNN
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no dia 11 de abril de 2024. O encontro foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmado pela CNN.
A reunião aconteceu às vésperas do julgamento de uma causa relacionada a usinas do setor sucroalcooleiro. Durante julgamentos de casos relacionados ao tema, porém, Gilmar Mendes votou contra os interesses de Vorcaro.
Leia maisNa época, a carteira da instituição financeira do ex-banqueiro mantinha bilhões em créditos em forma de precatórios – dívidas acumuladas pela União e governos locais cujo pagamento já foi determinado pela Justiça. Esses recursos perderiam o valor caso o STF não validasse ações indenizatórias movidas por empresas do setor com a União.
Segundo uma estimativa da AGU (Advocacia-Geral da União) do ano passado, o impacto atualizado para a União com todas as indenizações não pagas ao setor é de R$ 145 bilhões.
O encontro do ministro com o banqueiro teria sido intermediado pelo empresário Chiquinho Feitosa, que, à época, era cunhado do ministro do STF.
“O ministro não teve conhecimento de qualquer tratativa entre ele e Daniel Vorcaro, não foi por ele procurado sobre os assuntos mencionados e não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente”, ressaltou Gilmar em nota.
Veja a íntegra da nota do ministro Gilmar Mendes:
Chiquinho Feitosa é ex-cunhado do Ministro. O Ministro não teve conhecimento de qualquer tratativa entre ele e Daniel Vorcaro, não foi por ele procurado sobre os assuntos mencionados e não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente .
A audiência ocorreu em 11 de abril de 2024, às 18h, no gabinete do Ministro, no Supremo Tribunal Federal, e contou com a presença dos advogados do Banco Master. Foi realizada na sede do Tribunal, em ambiente institucional, e não em espaço privado. O recebimento de advogados em audiência é prerrogativa assegurada pelo art. 7º, VIII, da Lei 8.906/1994. Na ocasião, tratou-se de causa do setor sucroalcooleiro — ARE 1327995, de relatoria do Ministro Edson Fachin, em que figura como recorrida a Destilaria Alcídia S/A.
Nesse processo, julgado pela Segunda Turma em 3 de junho de 2025, o Ministro Gilmar Mendes votou contra os interesses do Banco Master. O voto foi contra o pagamento do precatório, no sentido defendido pela União. Ficou vencido, acompanhado pelo Ministro André Mendonça. Prevaleceu a posição dos Ministros Edson Fachin, Nunes Marques e Dias Toffoli, favorável à empresa.
O voto foi o mesmo em todos os demais casos do setor sucroalcooleiro julgados na Segunda Turma. No ARE 1312127 (Raízen), relatado pelo Ministro, ele votou contra o pagamento do precatório, e a União saiu vitoriosa em 16 de setembro de 2024, vencidos os Ministros Edson Fachin e Nunes Marques. No ARE 1392660 (Jalles Machado), votou duas vezes contra o pagamento à usina — em 6 de agosto de 2024 e em 19 de agosto de 2025 —, ficando vencido nas duas ocasiões, acompanhado pelo Ministro André Mendonça. No ARE 1500251 (Raízen), pediu destaque em 15 de agosto de 2025 e interrompeu julgamento que se encaminhava em favor da usina. Na STP 976-ED, votou em todas as sessões contra a liberação do precatório de mais de R$ 5 bilhões.
Em nenhum desses processos o Ministro votou em sentido favorável aos interesses apontados pela reportagem — inclusive após a audiência mencionada.
Leia menos
A duas semanas do primeiro turno, aliados de Flávio Bolsonaro (PL) avaliam que a candidatura conseguiu reduzir alguns dos principais flancos identificados no início da campanha, mas veem na atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos um risco de reabrir um deles. Integrantes do entorno do candidato consideram que a associação entre Flávio e o presidente americano Donald Trump perdeu força ao longo da disputa e temem que a pressão do irmão por novas sanções contra autoridades brasileiras faça ressurgir o “fantasma do tarifaço” na reta final.
A leitura de interlocutores de Flávio é que a candidatura chega às últimas duas semanas em situação diferente da enfrentada nos primeiros meses da corrida presidencial. Além de considerarem que a relação com Trump deixou de ocupar o centro das críticas ao senador, aliados apontam como trunfos a tentativa de associar politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ministro Alexandre de Moraes e o maior espaço conquistado por temas como segurança pública e economia no confronto com o petista. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisÉ nesse cenário que a movimentação de Eduardo nos Estados Unidos provoca incômodo. O ex-deputado tem defendido uma nova rodada de sanções contra Moraes e mantido o assunto em evidência. Para aliados de Flávio, o risco é que eventuais novas medidas americanas voltem a aproximar a candidatura do governo Trump justamente quando esse vínculo havia perdido espaço no debate eleitoral.
As declarações dos dois irmãos nesta quinta-feira evidenciaram a diferença de tom. Em Vitória da Conquista, na Bahia, Flávio procurou afastar qualquer participação americana na eleição ao ser questionado sobre a revelação de que o governo Trump apresentou ao Brasil uma exigência relacionada à participação de “dissidentes políticos” no pleito deste ano.
— Vamos ser bem claros, não existe ajuda do governo americano. Essa narrativa não vai colar, desculpa. Quem resolve a eleição é a gente aqui. A oposição está disputando a eleição. A gente disputa a eleição com as regras que estão aí — afirmou Flávio.
Eduardo, por sua vez, voltou a defender no mesmo dia a pressão dos Estados Unidos sobre autoridades brasileiras. O ex-deputado afirmou que pede sanções contra Moraes nos encontros que mantém no país e argumentou que eventuais medidas adotadas pelo governo americano independem do calendário eleitoral brasileiro.
— Os Estados Unidos não se guiam ao sabor da eleição brasileira, mas pela lei americana. Depois deste julgamento nesta semana, ficou claro que tem gente acobertando o Alexandre. Não somos nós que falamos quando vai ser. Em qualquer lugar que eu vou, peço sanção a Moraes.
O incômodo relatado por aliados não está na ofensiva contra Moraes. Flávio também intensificou os ataques ao ministro e passou a explorar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) como um dos eixos de confronto com Lula na reta final. A preocupação é que a articulação de Eduardo nos Estados Unidos volte a vincular a candidatura às ações de Trump.
Leia menos
O irmão da princesa Diana, Charles Spencer, revelou uma conversa particular na qual ela teria anunciado a intenção de se divorciar do então príncipe Charles. O episódio é relembrado em seu novo livro Swan Song: Diana, My Sister, cujo primeiro trecho foi publicado pelo Daily Mail nesta quinta-feira, 17. Na obra, ele conta que os dois almoçavam no restaurante San Lorenzo, em Londres, quando Diana disse: “Vou me divorciar”. Spencer afirma que ficou surpreso, embora soubesse que o casamento enfrentava dificuldades.
A conversa teria ficado ainda mais surpreendente quando Diana explicou a decisão. “Charles, meu marido está apaixonado pelo seu mordomo”, teria dito, segundo o relato. O irmão conta que ela não chegou a mencionar o nome do funcionário e que a identidade dele não era o mais importante. “O que importava era o fim do casamento dela e dos seus sonhos”, escreveu Spencer. Diana e Charles oficializaram o divórcio em 1996. As informações são da Revista Veja.
A Videomedi, plataforma de telemedicina do empresário Antonio Souza, está ampliando os serviços oferecidos para conectar pacientes, profissionais e unidades de saúde em diferentes regiões do país. Pelo aplicativo, o usuário pode buscar atendimento, fazer agendamentos e teleconsultas, enviar exames e acessar documentos de saúde. A plataforma também disponibiliza conteúdos de prevenção e bem-estar e, conforme o projeto ao qual o usuário esteja vinculado, permite acesso a uma rede parceira de profissionais e especialistas.
Voltada também a empresas, entidades e gestores públicos, a Videomedi reúne dados operacionais em indicadores, mapas e informações territoriais para auxiliar no planejamento dos serviços. A empresa projeta uma infraestrutura distribuída pelas cinco regiões do Brasil, com cinco data centers, e prevê modelos de contratação de acordo com o número de pessoas contempladas e os serviços incluídos. Para projetos com mais de 10 milhões de vidas, a proposta estabelece o valor de R$ 1 por pessoa para disponibilização da plataforma e do aplicativo, sem incluir consultas médicas ou outros serviços assistenciais.
O poeta, músico, cantor e compositor paraibano Ton Oliveira é a atração de hoje do Sextou. Ton absorveu o gosto pelas raízes culturais nordestinas através do seu pai, o poeta, repentista e compositor Juvenal de Oliveira. Aos 14 anos, ele já acompanhava conjuntos musicais, tocando triângulo e cantarolando músicas de Luiz Gonzaga, Trio Nordestino e Jackson do Pandeiro.
Em 1991, lançou seu primeiro disco, “Forró pra derreter”, no qual gravou músicas de sua autoria, de seu pai e de outros compositores. A partir de então, ficou conhecido por músicas como: “Falta um boi vaqueiro”, “Morar no Cabaré”, “Locadora de mulher”, “As três coisas da vida”, “O prefeito” e “Paraíba Joia Rara”.
Leia maisConsiderado um dos nomes mais importantes da música paraibana, Ton Oliveira é aclamado pela sua composição “Paraíba Joia Rara”, considerada por muitos como o hino da Paraíba. “O que mais me emociona é porque a música tem algo de amor pelo estado, de orgulho e de positivo”, diz o cantor.
O Sextou vai ao ar das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir o Sextou pela internet, clique no link do Frente a Frente no alto da página deste blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
Leia menos
comparecimento eleitoral é válido para a verificação no processo de Prova de Vida no INSS. O procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.
“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacando a praticidade da medida.
A Prova de Vida passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos que o antigo modelo presencial gerava, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. A partir da Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra, estabelecendo que o próprio Estado deve buscar, de forma proativa, dados que confirmem a vivacidade do cidadão perante a administração pública. Já a Portaria INSS nº 1.408/2022 estabelece a votação nas eleições como um dos critérios de comprovação de vida.
Leia maisO exercício do voto no dia do pleito atende a essa diretriz, dispensando o beneficiário que votou de realizar outras formas de comprovação. “Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, aponta a presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira.
Cruzamento de dados e sistema automático
Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.
Números do cruzamento eleitoral
A base de dados do TSE teve contribuição significativa para a Prova de Vida em 2024. Nesse período, foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.
Leia menos
A Frente Popular de Pernambuco, coligação liderada pelo candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), ingressou, nesta quinta-feira (17), com uma notícia de fato junto ao Ministério Público Eleitoral de Pernambuco (MPE-PE) para cobrar a investigação sobre um suposto envolvimento do policial civil Uberdan de Menezes Matos Júnior com a campanha da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD).
O nome de Uberdan veio à tona após o episódio de um suposto roubo de bandeiras da campanha de Raquel para serem utilizadas no ato do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesta quarta-feira (16) no Bairro do Recife. Na ocasião, o policial abordou um suposto autor do ato criminoso e chegou a disparar contra o homem, que foi detido pela Polícia Militar. As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia maisDe acordo com o documento apresentado, Uberdan possui ligação com a empresa Rede de Negócios e Produção de Eventos Ltda., que consta em plataformas oficiais da Justiça Eleitoral como a principal fornecedora da campanha de Raquel Lyra.
A notícia-crime diz que o servidor público constava como sócio-administrador do empreendimento até setembro deste ano, quando a função passou a ser ocupada por Sandra Nazaré Chagas do Amaral, mãe do policial.
A coligação pede a apuração de “interposição de pessoa para ocultar a continuidade do vínculo societário do policial, além de apropriação de recursos de campanha e possível lavagem de dinheiro”.
A coligação também alega que a Rede de Negócios e Produção de Eventos estaria inapta para contratações e que, com base na Lei 8.112/90, servidores públicos não poderiam ser administradores de empresas privadas.
Em coletiva na tarde desta quinta (17), o advogado Edgar Moury, representante jurídico da campanha de Raquel, negou a ligação da candidata com Uberdan e afirmou que não se pode “aceitar que narrativas desviem o foco do que aconteceu”, ao defender que o fato mais relevante seria o suposto roubo de bandeiras.
Já a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) afirmou em nota que a Corregedoria Geral do órgão instaurou um inquérito para apurar a atuação do policial civil no caso.
Leia menos
O ex-ministro do STF e ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski concluiu, em parecer jurídico assinado nesta sexta-feira (18), que é inconstitucional a aplicação da lei de Pernambuco que permite a um servidor eleito governador optar pela remuneração do cargo de origem em vez do subsídio do mandato.
O parecer reforça a tese da ação popular movida pelo advogado e professor Pedro Josephi, que questiona a opção remuneratória adotada pela governadora Raquel Lyra. A Justiça já determinou que a governadora se manifeste sobre o pedido de liminar. O prazo concedido foi de cinco dias.
Agora, Josephi está peticionando o parecer de Lewandowski para que o documento seja incorporado ao processo. Na ação, ele pede o reconhecimento da inconstitucionalidade da aplicação do artigo 6º da Lei Estadual nº 18.139/2023 ao cargo de governador e a limitação da remuneração ao subsídio previsto para o mandato.
Leia maisLewandowski sustenta que a Constituição permite a opção pela remuneração do cargo de origem apenas para prefeitos e, em determinadas situações, vereadores. Para governador, segundo o parecer, deve prevalecer exclusivamente o subsídio do mandato, fixado em parcela única.
A conclusão do parecer não equivale a uma decisão judicial. A constitucionalidade da regra e os pedidos apresentados por Josephi ainda serão analisados pela Justiça.
Leia menos
O deputado federal e candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) defende a proibição de contas em redes sociais para menores de 14 anos no Brasil. A proposta está no Projeto de Lei nº 5.316/2026, apresentado com o deputado federal Lula da Fonte (PP/UP), que altera o ECA Digital e obriga as plataformas a adotar mecanismos de verificação de idade. O texto também prevê que, a partir dos 14 anos, as contas permaneçam vinculadas a um responsável legal.
O debate ganhou novo impulso após a Comissão Europeia apresentar, nesta quinta-feira (17), o EU KIDS Act, que proíbe o acesso de menores de 13 anos às redes sociais e estabelece 15 anos como idade mínima para a criação de contas próprias, com regras intermediárias para adolescentes de 13 e 14 anos. “Estamos propondo estabelecer uma idade mínima para as contas e responsabilizar as plataformas pela verificação, sem impedir que crianças continuem tendo acesso à internet para estudar, aprender e buscar informação”, afirmou Eduardo.
O ex-procurador-geral da República, Augusto Aras foi aprovado, nesta quinta-feira (17/09), na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB) como professor titular da carreira do magistério superior. O título alcançado é resultado de uma carreira iniciada em 1989 na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde Aras lecionou por 17 anos antes de ingressar na UnB em 2007.
Com quase 40 anos de magistério superior, o professor Aras teve uma trajetória marcada por grandes teses, sobretudo nas áreas do Direito empresarial, eleitoral e constitucional, nascidas da intersecção entre a docência, a pesquisa e a atuação institucional no Ministério Público Federal (MPF).
Na UnB, ele ministrou disciplinas de Direito Comercial, Direito Societário e Direito Eleitoral na graduação, além de cursos em Direito Constitucional Eleitoral na pós-graduação. Ao todo, conforme informações da universidade, foram 20 semestres letivos, 40 turmas e aproximadamente 2.400 horas-aula ministradas entre 2007 e 2019, quando se afastou temporariamente para exercer o cargo de Procurador-Geral da República.
Produção acadêmica
A produção intelectual de Aras é um dos pilares de sua trajetória. Ele é autor de quatro livros com temas inéditos e de autoria exclusiva sobre Direito Eleitoral e sistemas partidários. Dentre os quais, sobre o tema fidelidade partidária. Além disso, Aras também desenvolveu, como pesquisador, projetos nas áreas de Direito Processual Eleitoral, Reforma Política, Direitos Coletivos e Ética na Pesquisa.
Graduado em Direito pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL), o professor Aras é mestre em Direito Econômico pela UFBA, com dissertação sobre “A Causa e os Contratos”, e doutor em Direito Constitucional pela PUC-SP. Também é membro do Instituto dos Advogados Brasileiros e Titular da Academia Brasiliense de Direito, na Cadeira nº 5.
Sobre a aprovação, ele divulgou nota enfatizando que chega “a esta etapa da vida acadêmica com muitas lembranças e gratidão aos professores e amigos, aos então alunos e hoje colegas professores, aos servidores e colaboradores que de forma abnegada vêm servindo esta nobre instituição de ensino”.
Por Joel de Hollanda*
“Não se pode ter justiça social sem a participação ativa das mulheres.”
— Wangari Maathai
(Primeira mulher africana a ganhar o Prêmio Nobel da Paz.)
“Quando uma mulher entra na política, muda a mulher, quando muitas mulheres entram na política, muda a política.”
— Michelle Bachelet
Outubro se aproxima. E, com ele, o sempre agitado encontro do cidadão com a urna.
Mais de 158 milhões de brasileiros estarão aptos a votar. Entre eles, 83,8 milhões de mulheres. São maioria. 52,84% do eleitorado nacional.
Os números impressionam. Mas também provocam uma pergunta:
Leia maisSe são maioria entre aqueles que escolhem, por que ainda são tão poucas entre os escolhidos?
Somente duas mulheres foram eleitas governadoras em 2022. Na Câmara dos Deputados, ocupam apenas 17,7% dos assentos. No Senado, cerca de 18%.
A distância entre a presença feminina diante da urna e nos espaços de poder ainda é enorme.
E nem sempre elas puderam estar sequer diante dela.
Houve um Brasil em que política era coisa de homem. À mulher cabiam a casa, os filhos, o recato. E o silêncio. Constrangedor silêncio.
Foi contra esse tempo que se insurgiu uma pernambucana.
Martha de Hollanda Cavalcanti.
Nascida em Vitória de Santo Antão, em 1903, foi escritora, poetisa, jornalista e pioneira no ativismo político. Mas, sobretudo, uma mulher com a coragem de se antecipar ao próprio tempo.
Em 1928, quatro anos antes do reconhecimento do voto feminino no Brasil, requereu seu alistamento eleitoral. Argumentava que a Constituição de 1891 não excluía expressamente as mulheres da cidadania política.
Ganhou em primeira instância.
Depois, perdeu.
Mas não se calou.
Há derrotas que encerram caminhos. Outras os inauguram.
Martha continuou.
Escreveu. Fez conferências. Ocupou jornais e microfones. Em 1931, fundou a Cruzada Feminista Brasileira.
Em 1932, o Código Eleitoral reconheceu o voto feminino.
Uma porta começava a se abrir.
Martha atravessou-a.
Em 1933, conquistou sua inscrição eleitoral. Tornou-se a primeira mulher em Pernambuco a obter esse direito. Depois, ao lado de Edwiges de Sá Pereira, esteve entre as primeiras pernambucanas a disputar uma eleição.
Não foi eleita.
Pouco importa.
Há candidaturas que não conquistam mandatos. Conquistam páginas na História.
Quase um século se passou.
Hoje, a mulher vota. Escolhe. Governa. Legisla. Mas sua presença na política ainda não corresponde à força que possui no eleitorado.
Por isso, outubro deve ser também um chamado.
Que as mulheres compareçam às urnas. Escolham com discernimento. Votem com consciência e convicção no seu importante papel em nossa “democracia relativa” (descarado argumento para esconder uma democracia desrespeitada e violentada, inclusive por aqueles que a deviam defender).
E participem da política.
Ocupem partidos, debates, palanques e parlamentos. Não entreguem a outros o direito de decidir, sozinhos, o seu futuro. O de suas famílias. E o do seu País.
São as mulheres que sentem na pele, e dentro de casa, as terríveis consequências da corrupção. Do desrespeito ao dinheiro público. Da demagogia que enoja. Da promessa que engana, mas não enche panela. Da esmola que humilha ou vicia. Da educação que falta ou deseduca. Da carência de oportunidades. Do emprego que nunca chega. E do roubo da esperança, já fatigada pelo adiamento para tantos amanhãs.
Em outubro, milhões de brasileiras apertarão as teclas de uma urna.
Um gesto simples.
Solitário e silencioso.
Mas nele ecoam as vozes das mulheres que precisaram gritar para conquistar esse direito.
Entre elas, a voz de uma pernambucana.
Martha de Hollanda.
Tentaram fechar-lhe a porta da cidadania.
Martha insistiu.
Sua luta ajudou a abri-la.
Hoje, cabe às brasileiras atravessá-la. Ocupar os espaços de decisão. Fazer da maioria nas urnas uma presença maior no poder.
Porque a democracia será sempre incompleta enquanto a voz das mulheres for maior nas filas de votação do que nas decisões do País.
Dedico este artigo à minha irmã, Clélia de Hollanda Cordeiro Ramalho, grande admiradora da trajetória de Martha de Hollanda, nossa prima, e que me instou a escrever estas desajeitadas linhas.
*Economista
Leia menos