Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia criar no quarto mandato um Ministério da Comunicação Digital, reunindo secretarias vinculadas hoje a outras pastas e permitindo ao petista uma atuação mais forte nas redes sociais.
Se vingar, a expectativa é que a nova estrutura fique com o deputado federal André Janones (Rede-MG). Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, o parlamentar afirmou, no entanto, que seu plano é integrar a base do governo na Câmara. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisNo seu primeiro discurso após ser reeleito, o presidente agradeceu Janones mais de uma vez por ter criado o canal de Whatsapp “Exército do Lula”. Ele frisou que o aliado teve um “papel crucial na campanha” e prometeu mais espaço para a área na nova gestão: “Quero dizer a vocês que a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande.”
Segundo aliados, pelo plano em discussão, o ministério teria autonomia em relação à pasta de Comunicação Social (Secom). A nova estrutura herdaria a Secretaria de Direitos Digitais, atualmente no Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as secretarias de Políticas Digitais e de Estratégias e Redes, vinculadas à própria Secom.
A princípio, caberia ao novo ministério cuidar da regulamentação das redes sociais, outra promessa feita por Lula na noite da vitória. No atual mandato, o governo não conseguiu adesão no Congresso para tratar do tema.
“Nessa eleição a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência de que um crime no mundo digital tem que ser tratado igual a um crime na vida real. Nós não podemos ter empresas monstruosas de grande, ganhando bilhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para esse país e tentando direcionar o resultado eleitoral”, discursou.
Desde a divulgação do resultado, o presidente deu mostras de reconhecimento a Janones. Na última quinta-feira, Lula chamou o mineiro para um almoço no Palácio da Alvorada.
No encontro, gravou um áudio para o canal e Whatsapp, que ultrapassou os 10,5 milhões de inscritos, no qual anunciou que fará uma live com o parlamentar na semana que vem.
“Eu vou seguir o que o presidente determinar. Se ele falar que é no ministério, se ele falar que é na Câmara, se ele falar que é na liderança, eu vou ouvi-lo”, desconversou Janones na chegada para a agenda.
O presidente do PT, Edinho Silva, que coordenou a campanha de Lula, afirma que a criação da nova pasta não é certa: “O presidente ainda não decidiu nada sobre ministério, mas ele acha que é preciso ter uma área do governo que priorize o diálogo por meio das redes sociais.”
Por outro lado, há no próprio governo quem veja com ressalvas a possibilidade de Janones comandar um ministério, pois existem dúvidas se ele seria tão bom gestor como comunicador.
É certo, por enquanto, que o canal de Whatsapp “Exército do Lula” permanecerá ativo.
Ao longo do terceiro mandato do petista, a comunicação digital foi alvo de críticas. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, chegou a ter forte influência na área até a chegada de Sidônio Palmeira à Secom, em janeiro de 2025. Nos primeiros anos de governo, a secretaria de Estratégias e Redes era comandada por Brunna Rosa, próxima de Janja.
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Por Estadão Conteúdo
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), informou nesta segunda-feira (2), pelas redes sociais, que o atual secretário de Fazenda do Estado, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior, irá permanecer no cargo no próximo mandato. No fim da mensagem, Fonteles, que é cotado para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula, escreveu: “Viva o Equilíbrio Fiscal!!!”.
“Nossos agradecimentos por aceitar a renovação dessa missão tão importante para garantir o equilíbrio fiscal do Estado do Piauí e, consequentemente, as diversas políticas públicas que melhoram a vida do nosso povo”, acrescentou.
Leia maisO petista afirmou que o Piauí é o primeiro lugar do Brasil em taxa de investimentos públicos em relação à receita, possui capacidade de pagamento B+ (segundo o Tesouro Nacional) e despesa de pessoal controlada (38%). Ainda segundo ele, o Estado é um dos dois únicos do País que não tem dívida junto ao governo federal e taxa de endividamento total inferior à metade da taxa de endividamento de Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Matemático, apontado como um “prodígio” no PT, Fonteles negou ter discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também com outras pessoas a possibilidade de assumir um cargo no quarto mandato do petista. Uma semana após a reeleição do presidente, o principal cotado à Fazenda conta com a sinalização positiva de setores da economia e do mercado financeiro. Em entrevista ao Estadão, ele afirmou que o governo Lula fará equilíbrio fiscal com o corte de privilégios e não em benefícios sociais.
O principal obstáculo é o fato de ele ter sido reeleito, no último dia 4, governador do Piauí com 70,90% dos votos válidos, a maior vitória porcentual do País. Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), se Fonteles assumir um cargo no governo Lula sem tomar posse do governo do Piauí, será a primeira vez em 108 anos que um político eleito por voto popular decide não assumir o governo estadual.
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O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto, divulgou nota de pesar pelo falecimento do ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) Adalberto Farias Cabral, ocorrido nesta segunda-feira (2). O parlamentar destacou a trajetória política e administrativa do pernambucano, que também ocupou cargos na Prefeitura do Recife.
Confira a nota na íntegra:
Nota de pesar
A Assembleia Legislativa de Pernambuco lamenta o falecimento do ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Adalberto Farias Cabral, acontecido nesta segunda-feira (02.11). Com grandes serviços prestados ao estado, Adalberto exerceu três mandatos como deputado estadual, entre 1979 e 1988, quando foi nomeado para o TCE.
No tribunal, comandou a presidência por dois mandatos, tendo sido também ouvidor-geral, vice-presidente, presidente da Primeira Câmara e corregedor-geral. Ele teve ainda atuação marcante na administração municipal do Recife, ocupando os cargos de secretário de Serviços Públicos, secretário de Abastecimento e presidente da Companhia de Transportes Urbanos (CTU).
Nascido em Surubim, no Agreste, o ex-deputado era engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Externamos aqui os nossos pêsames e solidariedade aos familiares e amigos neste de momento de despedida e saudade.
Álvaro Porto, presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
A disputa pela Prefeitura de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (27). O ex-prefeito Bruno Martiniano entrou em contato com a redação do Pernambuco Notícias para confirmar que pretende disputar as eleições municipais de 2028. A declaração ocorreu pouco depois de o portal divulgar uma relação de possíveis candidatos ao comando do Executivo municipal. As informações são do Pernambuco Notícias.
Ao comentar seu futuro político, Martiniano foi enfático: “Sou candidatíssimo”, afirmou, deixando clara sua intenção de retornar à Prefeitura de Gravatá. A manifestação acrescenta mais um nome ao cenário eleitoral que começa a se desenhar no município. Entre os possíveis concorrentes mencionados anteriormente pelo Pernambuco Notícias estão Léo do Ar, Ozano Brito, Rafael Prequé, João Paulo e Bruno Sales.
Leia maisEx-prefeito afirma estar com a ficha limpa
Durante o contato com a reportagem, Bruno Martiniano declarou que está com a situação eleitoral regularizada e que reúne condições para participar da próxima eleição municipal. O ex-prefeito ressaltou que ainda existe um intervalo considerável até as eleições municipais de 2028, período durante o qual poderão ocorrer articulações, negociações partidárias e mudanças no cenário político local.
O ex-gestor também voltou a questionar as circunstâncias que provocaram sua saída da administração municipal. Segundo ele, seu afastamento ocorreu de maneira injusta, em decorrência de acusações que, conforme sua versão, não foram comprovadas.
Martiniano sustenta que teve o mandato interrompido antes de conseguir concluir projetos e ações planejados para Gravatá. Ele considera que uma eventual volta à prefeitura representaria a oportunidade de dar continuidade ao trabalho iniciado durante sua gestão.
As afirmações sobre a ausência de impedimentos eleitorais e sobre as acusações relacionadas ao afastamento são declarações do próprio ex-prefeito. A confirmação de sua elegibilidade dependerá das condições legais aplicáveis ao registro de candidatura em 2028.
A trajetória política de Bruno Martiniano à frente da Prefeitura de Gravatá foi marcada por uma intervenção estadual que resultou na interrupção de sua administração. Na ocasião, nem Martiniano nem o então vice-prefeito, Rafael Prequé, permaneceram no comando do município. A administração passou a ser conduzida pelo coronel Mário Cavalcanti, indicado pelo então governador de Pernambuco, Paulo Câmara.
O episódio permanece como um dos acontecimentos mais marcantes da história política recente de Gravatá e voltou a ser mencionado pelo ex-prefeito ao justificar seu interesse em retornar à vida pública.
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Foi confirmada a morte de Girlânia Cachoeira, 51 anos, esposa do cantor e compositor sertaniense César Amaral. Girlânia encontrava-se internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave de saúde. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.
César Amaral chegou a anunciar nesta segunda-feira (2), nas redes sociais, o cancelamento temporário do evento de gravação do seu audiovisual “No Canto do Forró”, com participações confirmadas de Flávio José, Flávio Leandro, Juarez entre outros artistas que seriam divulgados ao longo do período do evento. O motivo era o agravamento da saúde da esposa. O novo audiovisual estava programado para acontecer no dia 27 de novembro, no município de Sertânia. As informações são do Blog do Nill Júnior.
O ex-deputado estadual e ex-presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco Adalberto Farias Cabral morreu, nesta segunda-feira (2). O velório e o sepultamento serão realizados no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, entre as 9h e 11h desta terça (3). As informações são do Blog da Folha.
Natural de Surubim, no Agreste pernambucano, nasceu em 15 de fevereiro de 1935 e dedicou grande parte de sua vida ao serviço público, à política e à administração pública. Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Adalberto construiu uma trajetória marcada pela atuação em diferentes instituições públicas do estado.
Exerceu três mandatos como deputado estadual, entre 1979 e 1982, 1983 e 1986 e 1987 e 1988. Também integrou a administração municipal do Recife, onde ocupou os cargos de secretário de Serviços Públicos, secretário de Abastecimento e presidente da Companhia de Transportes Urbanos (CTU).
Em 1988, foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas de Pernambuco pelo então governador Miguel Arraes de Alencar. Na instituição, exerceu a presidência em dois períodos, de 1992 a 1993 e de 2000 a 2001, além de desempenhar outras funções de direção, entre elas as de ouvidor-geral, vice-presidente, presidente da Primeira Câmara e corregedor-geral. Aposentou-se em fevereiro de 2005.
Adalberto Farias Cabral deixa a esposa, Maria do Amparo, seis filhos — Danilo Cabral, ex-deputado federal e atual secretário nacional do Ministério do Empreendedorismo ; Lúcia Helena; Marcos Jorge (in memoriam); Glauco; Adalberto Filho; e Luciana —, além de 13 netos e quatro bisnetos.
Do portal Tempo Real
O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, fez duras críticas aos principais institutos de pesquisa do país após a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), no domingo (25). Em publicações no X, Roman afirmou que o receio de sofrer represálias judiciais e de enfrentar uma CPI das pesquisas levou os institutos a superestimarem o desempenho do candidato bolsonarista.
Segundo Roman, Quaest e Datafolha utilizaram modelos equivocados de eleitor provável, ignorando o crescimento da mobilização lulista na reta final da campanha. O executivo também reconheceu um erro da própria AtlasIntel: a coleta de dados durante cinco dias teria diluído a tendência de aproximação entre os candidatos. Segundo ele, o monitoramento mais recente da empresa apontava uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual, contra os 1,6 ponto divulgados anteriormente.
Leia maisO pesquisador ainda elogiou a concorrente Futura, afirmando que ela teve mais coragem que AtlasIntel, Quaest e Datafolha juntas. Para Roman, a pressão política e judicial comprometeu a independência dos levantamentos. Ele defendeu uma profunda reforma e despolitização da Justiça brasileira, além do impeachment de ministros, mas não apresentou, nas publicações, provas de que as pressões mencionadas tenham efetivamente alterado os resultados das pesquisas.
A manifestação ocorre após uma eleição em que Lula contrariou as projeções de vitória de Flávio Bolsonaro e conquistou a reeleição com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário. As declarações de Roman, à frente de um dos principais institutos de pesquisa do país, reacendem a discussão sobre a precisão dos levantamentos e os efeitos da judicialização sobre a atividade dos pesquisadores.


Uma pessoa ficou ferida após uma forte ventania atingir a orla do Janga, na cidade de Paulista, no Grande Recife, na noite do domingo (1º). Imagens que circulavam nas redes sociais mostram a força do vento, que arrastou cadeiras, tendas de barracas, brinquedos infláveis, balanços e outros equipamentos instalados na orla.
Segundo comerciantes e moradores que estavam no local, a ventania aconteceu por volta das 19h50 e provocou momentos de tensão entre as pessoas que aproveitavam a véspera do feriado do Dia de Finados na área. As informações são do g1.
Um homem que estava sentado na calçada foi atingido por uma placa de um estabelecimento comercial. Ele recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Como o nome dele não foi divulgado, não foi possível obter informações sobre o estado de saúde.
Um morador identificado apenas como Gesiel contou que esteve no local pouco depois da ventania e que os ventos fortes atingiram um trecho específico da orla. “As pessoas estavam assustadas, realmente, essa ventania não aconteceu na orla toda, foi apenas nesse ponto específico. O pessoal ficou assustado, e algumas pessoas que estavam em outras áreas da orla, para elas, nada aconteceu. A gente não sabe exatamente como uma coisa dessas acontece apenas numa área específica”, disse o morador à TV Globo.
O que diz a Apac
De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), rajadas fortes de vento podem ser provocadas pela Alta Subtropical do Atlântico Sul (Asas), sistema meteorológico que costuma apresentar maior intensidade entre os meses de agosto e dezembro.
Por meio de nota, a Apac explicou, ainda, que a presença do fenômeno El Niño, que apresenta forte intensidade no Oceano Pacífico nessa época do ano, também pode contribuir para alterações no padrão de pressão atmosférica, favorecendo:
Além disso, a Alta Subtropical atua como inibidora da formação de chuvas, contribuindo para a redução das precipitações.
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Por Agência O Globo
O bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, fez uma crítica ao lema “Deus, Pátria e família”, associado à família Bolsonaro. Em trecho da declaração que viralizou nas redes sociais neste fim de semana, o líder da organização religiosa questiona a hierarquia citada na declaração, e coloca a família à frente do Estado ou “o que mais queira ser”.
A fala, no entanto, foi dada no dia 25 de outubro pela manhã, ou seja, no domingo da eleição do segundo turno. “Eu não aprovo aquela teoria “Deus, pátria e família” (…). Primeiro Deus, segundo a família, e terceiro o Estado, ou o que mais que queira ser. Na igreja Universal do Reino de Deus nós priorizamos essa hierarquia: primeiro Deus. Assim foi com Abraão, assim foi com Isaac, assim foi com quem seguiu esse padrão: Deus, família, e então, o resto”, diz Edir Macedo, citando personagens bíblicos durante a declaração no culto.
O bispo complementa a oratória: “Se não houver família, vai haver pátria?”, questiona, enfatizando a declaração no púlpito aos fieis. “Hein? Impossível! Só vai haver pátria quando vier da família, que vem de Deus. Primeiro Deus, aí a família e todas as demais coisas.”
A declaração do líder ocorre após a igreja adotar uma postura de afastamento das eleições presidenciais deste ano. Durante o primeiro turno, a Universal manteve distância da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A posição difere da adotada em 2022, quando apoiou o nome de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição.
No primeiro turno, a igreja lançou uma campanha espiritual, e os bispos reforçaram a necessidade de eleger nomes vinculados à Universal e seus valores para cargos no Legislativo. A estratégia era construir “muros” para protegê-la do que encaram como ameaças, como o PL da Misoginia e a taxação de templos.
A estratégia, no entanto, não obteve o êxito desejado. Na eleição à Câmara dos Deputados, a Universal viu metade dos seus 12 deputados que tentaram a reeleição, todos do Republicanos, fracassarem.
Em São Paulo, os deputados Marcos Pereira e Maria Rosas se reelegeram com votações inferiores às de 2022, enquanto Milton Vieira e Vinicius Carvalho ficaram fora. Pereira, que é também o presidente nacional do Republicanos, caiu de 231 mil votos há quatro anos para 196 mil agora.
Além da derrota na Câmara, o Rio quebrou sua tradição de eleger um senador com identidade evangélica quando há duas cadeiras em disputa. Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos) foram superados por Carlos Jordy e Carlos Portinho, ambos do PL e associados ao bolsonarismo.
Para analistas, o resultado sinaliza que políticos evangélicos que se aproximaram do bolsonarismo, com aval de suas igrejas, vêm perdendo espaço entre esses apoiadores, que também têm identidade religiosa, mas atuam sem a chancela de pastores ou bispos.
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Por Fábio Chaves*
Deixei a chave reserva sob o vaso de samambaia, no degrau que dá para a rua. Era o nosso costume. Quem chegasse primeiro entrava e tornava a pôr a chave no lugar, uma pequena delicadeza que durante anos nos poupou de acordar um ao outro. Naquela manhã de sábado, porém, eu levava uma mala e ambos sabíamos que eu ia embora. Ainda assim me abaixei, ergui o vaso, acomodei a chave na marca que o tempo lhe cavara na madeira. Dos gestos daquela despedida, foi esse o que mais demorei a compreender. Eu havia decidido partir e, diante da porta, minhas mãos só sabiam fazer o que tinham aprendido para voltar.
No domingo anterior, ela usara um vestido amarelo. Lembro que, ao atravessarmos a ponte, o vento colara a saia em minhas pernas e ela dissera, com aquela seriedade que reservava para as coisas engraçadas, “Agora vais ter de acertar o passo comigo”. Foi assim que atravessamos, um pouco aos tropeços, rindo da dificuldade de andar a dois dentro de um vestido feito para um corpo só. Durante o resto da tarde ainda me aconteceu olhar para ela e rir sozinho, e ela, que sabia muito bem do que eu estava rindo, juntava os joelhos e prendia a saia com as duas mãos, embora estivéssemos sentados e já não houvesse vento algum.
Leia maisGente de fora da nossa casa invejava a alegria que tínhamos juntos e via na nossa união um obstáculo às próprias ambições. Era sobre a mulher que eu amava que recaía a parte mais dura daquele sofrimento. Naquela manhã de sábado, perto da janela onde ela costumava ler, contei-lhe por que eu tinha decidido partir. Queria poupá-la, e me custou dizer isso olhando para os olhos que eu teria querido ver envelhecer de perto. Depois fui buscar a mala. Ao atravessar a sala, pisei de leve, como quem passa por uma casa de madrugada e toma cuidado para não acordar nenhum cômodo.
No quarto alugado onde passei a morar, descobri aos poucos a extensão da mudança. Certa manhã, vesti a camisa pelo avesso e só dei por isso na padaria, ao procurar o bolso para pagar o pão. Levei a mão ao peito, achei o bolso do lado de dentro e me ocorreu, inteira, a frase que lhe diria ao chegar em casa, que eu andava tão distraído que já precisava entrar na camisa para tirar o dinheiro. Era uma tolice das nossas. Havia anos eu lhe dizia coisas assim com a liberdade de quem sabia que podia ser um pouco menino aos olhos de uma mulher sem que ela o amasse menos por isso. Voltei com o pão debaixo do braço e, pela primeira vez desde a partida, senti saudade de mim. Daquele homem que atravessara uma ponte metido na saia do vestido dela e, se a ponte fosse mais comprida, teria agradecido.
Hoje, quando passo pela rua, ainda olho o degrau. A samambaia cresceu, as folhas mais compridas já tocam o chão. Nunca mais vi seu rosto. Não bato. Não ligo. Nunca mais levantei o vaso.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
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Por Agência O Globo
O senador Flávio Bolsonaro, em sua primeira aparição pública após fuga para os Estados Unidos, foi a um culto evangélico, na Flórida. Nas fotos, ele aparece acompanhado da mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro, o irmão Eduardo Bolsonaro e a cunhada, Heloísa.
Ele também posou com os pastores responsáveis pela igreja Alice Fernandes, a Mãezona, e José Maurício Fernandes, conhecido como Paizão.
Durante o culto, José Maurício chegou a falar diretamente para o senador sobre derrota, mas sem citar diretamente a eleição. “Não ganhou ou perdeu porque com Jesus você não perde. E se perder, você está ganhando”, falou o pastor.
Por Estadão Conteúdo
O deputado federal eleito André Janones (Rede-MG) publicou no fim da noite de ontem (1º), no X, um texto em que explica porque não será ministro do quarto mandato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Janones disse que não poderia ter amarras do cargo nem ficar preso em compromissos burocráticos.
Segundo ele, o único lugar em que conseguirá entregar a Lula o que entregou no segundo turno da eleição é na Câmara dos Deputados. “Um ministério seria minha zona de conforto, mas o que eu quero é ajudar o presidente com o exército para que ele tenha a melhor avaliação de um mandato de toda a vida dele!”, escreveu Janones.
Leia maisEm entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, veiculada ontem, Janones afirmou que não será ministro nem mudará de partido e que o modelo implantado por ele no canal de WhatsApp “Exército do Lula” não é uma forma de democracia plena, mas mitigada.
“É o que eu chamo de democracia mitigada. Não é a democracia no seu estado pleno. Não é a democracia que eu quero no nosso País. Não é um modelo de democracia sustentável. Isso aqui é um modelo transitório, necessário para a gente vencer uma eleição”, afirmou o parlamentar eleito.
Janones declarou ainda que é amigo do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos), mesmo estando em lados opostos da política atualmente. “Ele é um cara que está se propondo a fazer algo que o País precisa muito, que é pacificar, que é superar essa questão ideológica, essa polarização que tem feito tão mal para o povo brasileiro. É alguém que fala a língua do povo e eu realmente acredito que ele vai fazer um bom governo para Minas Gerais”, completou.
Por fim, detalhou que não pretende mudar de partido porque preza pela liberdade que a Rede lhe dá.
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