Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, reuniu eleitores na Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (24), véspera da votação de segundo turno.
Lula acenou e apertou as mãos de apoiadores e pulou com a música durante o trajeto até o carro de som. Ele subiu no carro da manifestação por volta de 11h40. Neste momento, ele ergueu a Constituição e a bandeira do Brasil. As imagens são do Metrópoles.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, reuniu eleitores na Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (24), véspera da votação de segundo turno. Ele chegou em Copacabana, no Rio, por volta das 9h40 de hoje para o seu penúltimo ato da campanha presidencial de 2026.
A concentração começou a partir das 9h no Posto 5. O candidato está acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, a deputada Benedita da Silva, o ex-prefeito Eduardo Paes, o prefeito Eduardo Cavaliere e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. Lula acenou e apertou as mãos de apoiadores e pulou com a música durante o trajeto até o carro de som. Ele subiu no carro da manifestação por volta de 11h40.
O candidato afirmou que está confiante na vitória nas urnas e agradeceu a mobilização dos eleitores no segundo turno. “Eu tenho que agradecer ao povo brasileiro, pois o que ele fez neste segundo turno não estava inscrito em nenhuma página da nossa sociologia. O povo assumiu para si a responsabilidade de fazer a campanha. Hoje temos um exército de democratas nesse país maior que o exército chinês, maior que o exército russo e maior que o exército americano, que é o exército do Lula”, disse.
Ao sair da manifestação, Lula destacou que ainda cumprirá agenda de campanha em São Paulo nesse sábado. Ele encerrará os atos com uma caminhada pela Avenida Paulista.
Por Gastão Cerquinha Neto*
O presidente que queremos investe na formação de cientistas e não nega a ciência, colocando teorias conspiratórias acima de fatos.
Nos últimos anos, o Brasil teve um aumento significativo no número de universidades e institutos federais, desde as capitais até as cidades mais distantes. O resultado foi a ampliação do acesso ao ensino superior e a formação de mais profissionais, mestres e doutores. Isso significa mais pessoas dedicadas aos avanços da ciência, ao desenvolvimento de novas tecnologias e, particularmente, à compreensão de como as mudanças climáticas afetam nossa sociedade.
Um exemplo desse avanço é a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que possui 25 cientistas entre os mais influentes do mundo, de acordo com um levantamento da Universidade de Stanford. Esse é apenas um dos muitos exemplos de sucesso que mostram a importância da valorização das universidades e dos espaços de pesquisa.
Leia maisGarantir que esse processo continue é fundamental para formar mais profissionais qualificados, ampliar nossa capacidade de produzir conhecimento e melhorar a qualidade da ciência desenvolvida no Brasil.
O presidente que queremos entende que a Amazônia vale mais em pé do que deitada.
O valor de manter a Floresta Amazônica em pé é estimado em cerca de sete vezes o lucro que poderia ser obtido com sua exploração econômica.
Em termos econômicos, o desmatamento representa uma enorme destruição de riqueza. Além disso, ameaça o clima global, a extraordinária biodiversidade da região e as formas de vida das comunidades tradicionais que dependem da floresta.
A conta do valor da floresta preservada inclui cerca de US$ 20 bilhões anuais em serviços ambientais prestados somente à América do Sul. Isso considera, por exemplo, a importância da Amazônia na formação das chuvas que abastecem rios, cidades e áreas agrícolas. O maior valor está relacionado ao papel da floresta no armazenamento de carbono, estimado em US$ 210 bilhões.
O presidente que queremos investe nas redes de monitoramento do clima e fortalece a capacidade das cidades de enfrentar os eventos climáticos extremos.
O Brasil possui uma ampla rede de centros de pesquisa, universidades, instituições públicas e empresas que trabalham no monitoramento do clima, na previsão de eventos extremos, na prevenção de desastres, na proteção dos recursos naturais, na disponibilidade de água e no combate aos incêndios florestais.
Essas atividades precisam de investimentos contínuos, pois já sabemos que o custo de planejar, preparar e prevenir é muito menor do que o custo de reconstruir uma cidade depois de um desastre climático.
Compreender e antecipar esses fenômenos permite orientar a produção de alimentos, preparar as cidades para enfrentar as inundações, melhorar a gestão dos recursos hídricos e criar planos de contingência para proteger a população.
O presidente que queremos defende um país soberano e a proteção de nossas reservas naturais.
O Brasil possui uma enorme riqueza em recursos minerais e naturais. A exploração dessas reservas precisa ser feita de forma consciente, responsável e, principalmente, em benefício da população brasileira. Acima de tudo, é necessário transformar esses recursos em desenvolvimento, geração de empregos, novas tecnologias e melhoria da qualidade de vida das pessoas. E isso deve ser feito pelo povo brasileiro, para o povo brasileiro.
Esse processo também precisa garantir a proteção do solo, da água, do ar e dos ecossistemas. O desenvolvimento econômico não pode acontecer à custa da destruição dos recursos naturais dos quais dependemos. Um país soberano é aquele que conhece o valor de suas riquezas, tem capacidade de decidir sobre seu uso e garante que os benefícios cheguem à sua população.
O presidente que queremos reconhece o papel do povo nas decisões do país e se preocupa com as pessoas mais vulneráveis às mudanças climáticas.
Ouvir a população e compreender as necessidades de cada comunidade é fundamental para que os recursos públicos sejam aplicados de forma mais eficiente e os benefícios cheguem a quem realmente precisa.
As mudanças climáticas não afetam todas as pessoas da mesma maneira. Quem vive em áreas sujeitas a inundações, em moradias precárias ou sem acesso adequado a serviços básicos costuma sofrer mais intensamente as consequências dos eventos extremos.
Por isso, as decisões sobre o futuro das cidades e do país precisam considerar as diferentes realidades da população, especialmente daqueles que possuem menos condições de se proteger e de se recuperar após um desastre. A participação popular não deve ser apenas uma formalidade. As pessoas precisam ser ouvidas e fazer parte das decisões que afetam diretamente suas vidas.
É esse compromisso com as pessoas, com o conhecimento e com as próximas gerações que deve orientar as decisões de quem governa o Brasil.

*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
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Por Estadão Conteúdo
O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, determinou a derrubada de um áudio com informação falsa publicado no canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”. Na mensagem, o senador eleito Gustavo Gayer afirma que mesários teriam votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva por pessoas que não foram às urnas. Em seguida, convoca apoiadores para atuarem como “fiscais de urna”. A mentira foi divulgada às 11h43 de ontem (23).
Na decisão, o magistrado determina que a Meta, dona do aplicativo, retire o conteúdo, estabelece multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento da decisão e cita a proximidade do pleito ao justificar a cobrança por celeridade.
Leia mais“A divulgação dessa narrativa às vésperas do segundo turno, em ambiente de ampla circulação e acompanhada de estímulo expresso ao compartilhamento, evidencia risco concreto de propagação de desinformação sobre a regularidade dos trabalhos eleitorais”, diz a decisão.
A medida atende parcialmente a pedido da chapa de Lula, que defendeu a derrubada do canal. Villas Bôas Cuêva indeferiu esse pedido, por considerar medida drástica, mas ordenou a retirada do áudio. Também fez alertas de que, se novas informações forem veiculadas, o canal pode ser derrubado.
“Advirto que a persistência ou a reiteração das condutas ilícitas, inclusive mediante a divulgação de novos conteúdos que atentem contra a integridade do processo eleitoral, poderá ensejar a reavaliação das medidas ora adotadas e, presentes os respectivos pressupostos legais, a suspensão temporária do canal, nos termos do art. 33-G da Res.-TSE nº 23.610/2019, independentemente da necessidade de prévia adoção de outras providências.”
A mensagem de Gayer convocava os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. “Eu peço para que vocês que estão aqui na tropa do Flávio se cadastrem como fiscais de urna […] Se nós tivermos, dois milhões de fiscais espalhados pelo Brasil, nós podemos garantir que não vai ter mesário votando no lula depois das cinco horas”, diz o áudio.
Logo depois, foi enviado um link para uma página chamada “Fiscais do PL”, em que os apoiadores podem se voluntariar na iniciativa. Para isso, preenchem nome e dados pessoais, como telefone e CPF.
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Do UOL
Pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado (24) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50,7% das intenções de votos válidos, e o presidente Lula (PT) com 49,3%.
O levantamento aponta um cenário de empate técnico entre os candidatos, dentro da margem de erro, um dia antes do segundo turno da eleição presidencial.
Leia maisA margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O instituto entrevistou presencialmente 2.002 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 23 de outubro, em todas as regiões do país. A pesquisa foi encomendada pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes). O nível de confiança é de 95%, e o número de identificação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-02136/2026.
Votos válidos
Números em votos válidos simulam a forma como o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) calcula o resultado do pleito. Ou seja, a Justiça Eleitoral desconsidera os votos brancos e nulos na divulgação do resultado das eleições.
• Flávio Bolsonaro (PL): 50,7% (eram 50,5% em 16 de outubro)
• Lula (PT): 49,3% (eram 49,5%)
Votos totais (estimulada)*
• Flávio Bolsonaro (PL): 46,3% (eram 46,8%)
• Lula (PT): 45% (eram 45,9%)
• Brancos/Nulos: 5,8% (eram 4,9%)
• Indecisos: 2,9% (eram 2,4%)
Espôntanea*
• Flávio Bolsonaro (PL): 45,4% (eram 45,6%)
• Lula (PT): 43,5% (eram 44,1%)
• Brancos/Nulos: 5,8% (eram 5,2%)
• Indecisos: 5,3% (eram 5%)
*Pesquisa espontânea: não é apresentada ao entrevista a lista de candidatos
Potencial de voto em Flávio Bolsonaro
• Votaria nele com certeza: 42,5% (eram 43,9%)
• Poderia votar: 8% (eram 7,3%)
• Não votaria: 47,3% (eram 46,6%)
• Não conhece: 0,9%
• Não sabe/não respondeu: 1,3%
Potencial de voto em Lula
• Votaria nele com certeza: 43,1% (eram 43,3%)
• Poderia votar: 7,7% (eram 6,6%)
• Não votaria: 47,4% (eram 48,8%)
• Não conhece: 0,6%
• Não sabe/não respondeu: 1,1%
Avaliação do governo Lula
Lula tem números iguais de avaliação positiva e negativa do governo. Ambos os índices marcam 38% quando arredondados, segundo a pesquisa. Para calcular a avaliação positiva, o levantamento soma os números de ótimo e bom. A negativa é formada pelo total de ruim e péssimo.
• Ótimo: 14,6%
• Bom: 23.3%
• Regular: 22,6%
• Ruim: 10%
• Péssimo: 28,4%
• Não sabe/Não respondeu: 1,1%
Aprovação do desempenho pessoal de Lula
• Aprova: 47,6%
• Desaprova: 48,8%
• Não sabe/Não respondeu: 3,5%
Apoiadores do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) se concentram na manhã deste sábado (24) na Praça da Liberdade, na capital mineira, para um dos últimos atos de campanha antes do segundo turno, que já é neste domingo (25). Outro grupo de bolsonaristas foi para a Praça do Papa, também em BH, de onde parte uma motociata em apoio a Flávio. Além de um dos últimos atos da campanha, essa é a primeira aparição pública de Flávio após o debate contra Lula (PT) na Globo na noite de ontem (23). As informações são do Metrópoles.
Com Flávio em BH estarão governadores eleitos ou reeleitos, como Tarcísio de Freitas, de São Paulo, e Cleitinho Azevedo, de Minas, ambos do Republicanos. Será a primeira vez na campanha que Cleitinho, eleito governador em primeiro turno com 55% dos votos, subirá com Flávio em um palanque.
Principal cabo eleitoral de Flávio ao longo dessa campanha, tanto nas redes quanto nas ruas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), reeleito com mais de 3 milhões de votos, também é presença garantida tanto em BH quanto no ato final de campanha de Flávio, no Rio.
Às 14h, o candidato do PL à presidência fecha a campanha na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O ato acaba em frente ao condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, tem uma casa.
Do Portal Folha de Pernambuco
A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) anunciou, ontem (23), o adiamento do início da concessão parcial dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Pernambuco. A transição, originalmente marcada para a próxima segunda-feira (26), foi transferida para 23 de novembro.
A alteração do calendário adia a transferência formal da gestão operacional da Compesa para o setor privado nas regiões contempladas pelo leilão. O acordo foi assinado em abril deste ano, e previa um limite de seis meses — que vence em outubro — até a transição.
Leia maisA partir de 23 de novembro, a responsabilidade pela distribuição de água e pelas etapas de coleta e tratamento de esgoto passa para a iniciativa privada.
A AQUA Pernambuco assumirá a distribuição de água e coleta de esgoto do Litoral até parte do Sertão do estado. Já a VITA Sertão irá operar os serviços em 24 municípios do Sertão, incluindo Petrolina.
Em nota enviada à Folha de Pernambuco, a Compesa informou que a nova data vai garantir que os usuários não passem por transtornos por causa da mudança. Confira o comunicado na íntegra:
“A Compesa, em conjunto com as concessionárias AQUA Pernambuco e VITA Sertão, definiu o dia 23 de novembro como nova data para o início da operação plena dos serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário pelas concessionárias. A nova data permitirá concluir a integração dos sistemas comerciais, de atendimento e os fluxos de trabalho, garantindo que a mudança ocorra sem qualquer interrupção ou transtorno para os usuários. Até lá, o atendimento, o pagamento das contas e a solicitação de serviços seguem normalmente pelos canais da Compesa.”
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Do Poder360
O Brasil vive uma das disputas presidenciais mais disputadas da sua história. No 1º turno, a diferença de votos entre os dois candidatos que passaram para o 2º turno foi a menor já registrada. Flávio Bolsonaro (PL) teve apenas 2,2 milhões de votos a mais que Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma diferença de 1,87 ponto percentual.
Os levantamentos de intenção de voto vinham mostrando o grau de equilíbrio nos últimos cenários de intenção de voto. A maior parte das empresas que fazem pesquisas indicava um cenário de empate técnico entre Lula e Flávio na disputa do 1º turno.
Leia maisEsse cenário é o pesadelo para as empresas que fazem estudos de intenção de voto. Uma variação percentual mínima em determinado sentido é capaz de inverter o resultado e apontar outro vencedor mesmo estando dentro das margens de erro dos levantamentos.
Foi o que aconteceu no 1º turno da eleição presidencial de 2026, em que o cenário de empate técnico indicado pelas pesquisas trazia, em muitos casos, Lula numericamente à frente, mas com uma distância que aceitava o cenário inverso dentro das próprias margens de erro.
O “voto útil”
Alguns fatores concorrem para dificultar a medição da intenção de voto da população mesmo às vésperas da votação nas urnas. E justamente esses fatores podem ser decisivos para determinar o vencedor numa eleição presidencial tão apertada quanto vem sendo esta de 2026 — cujo desfecho se dará no 2º turno no domingo (25).
Um desses fatores já se fez presente e foi o voto útil, muito comum nas retas finais de 1º turno, quando as intenções de voto migram de candidatos que não se mostraram competitivos para os líderes da corrida eleitoral.
Esse fenômeno foi bem captado pelas pesquisas nas últimas semanas antes do pleito, mas sua velocidade e escala final só aparece na apuração dos resultados.
Na pesquisa Poderdata divulgada em 10 de setembro, cerca de 1 mês antes do 1º turno, os candidatos que não foram para o 2º turno somavam 19% das intenções de voto. Duas semanas depois, em 24 de setembro, a soma era de 15%. Na véspera da eleição, era de 10%. Nas urnas, foi de 7,8%.
A maior parte desses votos abasteceu diretamente o crescimento de Flávio Bolsonaro nas últimas pesquisas e seu resultado da urna. O volume de eleitores que poderia ter deixado para fazer esse movimento no 2º turno, mas antecipou sua decisão para a primeira votação, foi um dos diferenciais entre o que apareceu nos levantamentos e o resultado apurado pelo TSE.
Mas fora esse movimento que as pesquisas conseguem captar parcialmente, numa escala muitas vezes diferente da que se materializa nas urnas, há outros mistérios que as intenções de voto têm dificuldade em revelar.
A massa silenciosa
As pesquisas em geral, com suas diferentes metodologias, conseguem medir bem as opiniões da maior parte da sociedade, mas alguns grupos menos politicamente engajados participam menos do debate público, do processo eleitoral e, naturalmente, não costumam responder pesquisas de opinião pública. Na discussão técnica, esse grupo apresenta o chamado “viés de não-resposta” das pesquisas.
Essa massa silenciosa é muito difícil de ser quantificada e tem poder decisivo em eleições muito apertadas com vêm sendo as últimas disputas presidenciais no Brasil. Ao mesmo tempo em que há dois campos políticos com eleitorado bem definido, ativo e com seus votos “cristalizados” nos dois principais candidatos, a decisão do vencedor deve vir desse grupo de difícil acompanhamento que aparece ou de forma fragmentada ou sequer aparece nas pesquisas.
Uma parte desse eleitorado participa do processo eleitoral comparecendo só na hora do voto, muitas vezes decidindo seus candidatos no último minuto.
Pense num cidadão que vai jogar na Mega-Sena, a loteria estatal comandada pela Caixa Econômica Federal. Muitos decidem previamente em quais números pretendem jogar –de forma alegórica, esses jogadores podem ser comparados aos eleitores que têm candidato definido. Mas há também aquele cidadão que de maneira fortuita passa na frente de uma lotérica, entra e só decide os números que vai marcar quando está com o volante do jogo e a caneta na mão. Pode parecer incrível e até triste, mas muitos eleitores também fazem isso numa eleição.
As pesquisas apontam um percentual de indecisos raramente acima de 5%. É razoável assumir que esse grupo esteja subrepresentado e que aqueles que decidem seus votos em cima da hora tenham impacto superior a esse na votação.
A comparação do resultado das urnas com o das últimas pesquisas antes de cada uma das últimas três eleições (2018, 2022 e 1º turno de 2026) mostra um subdimensionamento do candidato de direita em relação à média das principais pesquisas. Foi assim agora em 2026, embora o crescimento Flávio tenha sido detectado. O mesmo fenômeno aconteceu nos Estados Unidos nas duas eleições em que Donald Trump saiu vitorioso, com resultado superior ao que as pesquisas de véspera indicavam.
Isso fundamenta a hipótese de que esse grupo silencioso tenda a votar mais alinhado com Flávio Bolsonaro em 2026 e pode ajudar a explicar a vitória do candidato no 1º turno. Mas é só uma hipótese, que estimula as empresas de pesquisa a quebrarem a cabeça em busca de meios de calibrar melhor suas metodologias.
Peso da abstenção
Outro grupo sistematicamente subrepresentado e quase insondável pelas pesquisas é o da abstenção. Na última pesquisa PoderData, divulgada na 5ª feira (22), só 10% dos entrevistados disseram que não votaram no 1º turno e apenas 1% afirmou que não vai votar no próximo domingo (mais 1% que não sabem ainda e 3% que podem votar, mas não têm certeza).
Ocorre que a taxa de abstenção no 1º turno foi de 21,08%, um percentual que vem crescendo consistentemente nos últimos pleitos. Em suma: muitos eleitores ao serem entrevistados simplesmente não dizem a verdade.
Essa discrepância entre quem faltou no 1º turno e quem diz ter votado é talvez a maior evidência concreta do viés de não-resposta das pesquisas eleitorais. Pessoas que não se envolvem muito no processo eleitoral tendem a não responder pesquisas. Ou simplesmente, mentem sobre o que pensam ao serem abordadas. É por essa razão que pesquisas têm margem de erro – e não margem de acerto.
Mas esse grupo da abstenção tem peso de mudar o resultado da eleição. A campanha do presidente Lula tem feito forte apelo para quem não votou no 1º turno comparecer às urnas no 2º turno, na esperança de fortalecer sua votação.
É uma estratégia difícil de implementar com sucesso. O Poder360 já mostrou que os Estados que deram vantagem a Lula no 1º turno já são os que registram menor taxa de abstenção. É difícil reduzir ainda mais a abstenção no Nordeste (foi de 18,4% no 1º turno, a menor entre todas as regiões do país), sobretudo porque muitos Estados nem têm mais disputas de 2º turno para governador, o que tende a desmobilizar o eleitorado. Já no Sudeste, onde Flávio venceu, a taxa de abstenção foi a mais alta entre todas as demais (de 22,7%) e, se cair, a tendência é ajudar mais o candidato PL do que o do PT.
Um estudo feito pelo banco BTG Pactual mostra que a redução da abstenção em geral pode ajudar o presidente Lula, mas não seria suficiente para a virada no resultado da eleição –exceto se houvesse uma queda nunca antes vista no percentual de pessoas que não vota.
O natural é que as taxas de abstenção costumam aumentar no 2º turno em relação ao 1º. A exceção foi 2022, quando inclusive a queda da abstenção no 2º turno pode ter contribuído para sustentar a vitória apertada de Lula sobre Jair Bolsonaro (PL).
A esperança de Lula em relação à abstenção, na realidade, deveria se concentrar na desmobilização do eleitorado do seu adversário e das pessoas que votaram em outros candidatos, mas rejeitam o petista. É mais fácil torcer pelo aumento da abstenção em Estados em que Flávio Bolsonaro venceu.
Há fatores que podem pesar para esse resultado. Um deles é o número recorde de eleições para governador decididas no 1º turno. Sem o peso de outra decisão local, os eleitores podem ficar menos motivados a irem às urnas votar só para presidente. Também ficam menos energizados pelos cabos eleitorais, que estão livres da obrigação de pedir e conquistar votos de seus afiliados locais.
Mas tudo isso, é claro, contando que a distribuição dos votos daqueles que se abstiveram espelhe em maior medida o próprio resultado das urnas nesses locais.
2º turno
A boa notícia para todos que querem entender com mais precisão os movimentos da reta final antes da votação é que para os levantamentos de 2º turno, as pesquisas são auxiliadas pelo melhor parâmetro possível para calibrar suas amostras e ponderações: os resultados das urnas no 1º turno.
O uso dessa variável pela maior parte das empresas é uma das razões pelas quais os resultados das pesquisas no 2º turno costumam convergir mais do que no 1º.
As estimativas, em geral, também ficam mais precisas porque o mistério do voto dos indecisos já foi resolvido em parte pelo movimento do “voto útil” antecipado no 1º turno.
Ainda resta saber, naturalmente, para que lado vão os votos daqueles que escolheram candidatos que não foram para o 2º turno. Neste ano, o alinhamento ideológico e o resultado das pesquisas até agora indicam uma tendência maior de migração desses votos para Flávio Bolsonaro. Só que um percentual desses eleitores pode simplesmente votar em branco, nulo ou se abster — e esse é mais um fator decisivo no dia 25 de outubro.
Eleição indefinida
Tudo considerado, o resultado da eleição presidencial ainda é uma incógnita pela proximidade dos 2 finalistas nas pesquisas de intenção de voto. Os últimos levantamento indicam empate técnico, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente na maior parte dos estudos.
A última PoderData indica 49% de intenções de voto para o candidato do PL contra 48% para Lula, além de 3% de brancos/nulos e 1% de indecisos.
Além da vantagem mínima das pesquisas, o senador carrega uma vantagem concreta de 2,2 milhões no 1º turno e a marca de que nunca houve uma virada nas eleições presidenciais em 2º turno no Brasil.
Há um fato incontornável sobre a mesa: Flávio teve 47,03% dos votos válidos (56.104.503 votos) contra 45,16% (53.879.538 votos) dos obtidos por Lula. O mais provável é que ambos tenham, no mínimo, esse mesmo número de votos no 2º turno. Dito de outra forma, Flávio precisa obter 2,97% + 1 voto (cerca de 3,54 milhões de votos, considerando o total os válidos do 1º turno), pelo menos para vencer. Lula busca 4,84% + 1 dos votos (cerca de 5,77 milhões de votos, considerando o total os válidos do 1º turno).
Mas há milhões de votos quase inescrutáveis ainda em jogo no 2º turno. A vitória ou a derrota podem vir de onde mal se pode ver.
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O Ministério Público (MP) Eleitoral defendeu a extinção do processo que envolve a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O chamado “Desafio dos sigilos” foi proposto pelo candidato do PT, durante o debate da TV Bandeirantes, no último domingo (17).
A manifestação ocorre após Lula ter enviado, na última terça-feira (20), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando o levantamento de seus sigilos e dos de seus familiares, incluindo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Na ocasião, o presidente desafiou Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo. Com informações do Metrópoles e da Agência Brasil.
Leia maisNo dia seguinte, Flávio enviou à Corte Eleitoral uma autorização para o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, condicionada à ampliação do alcance das medidas por Lula. Entre as exigências, estavam a divulgação de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, dos registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e dos sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula. Logo depois, a coordenação da campanha de Lula afirmou que o candidato havia aceitado as condições do adversário.
No parecer, o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, argumenta que não há, na ação, elementos que justifiquem a intervenção da Justiça Eleitoral, “sobretudo porque não há matéria estritamente eleitoral a ser equacionada”.
O documento destaca que o sigilo dos dados é garantido pela Constituição, em decorrência do direito à intimidade e à privacidade. Também ressalta que a legislação busca proteger o cidadão da “indevida devassa de terceiros em relação a dados bancários, fiscais ou telefônicos que se inserem como expressão do direito de personalidade”.
O MP Eleitoral pontua, ainda, que não há impedimento para que o titular divulgue suas informações de forma voluntária. A manifestação está alinhada à decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que afirmou que os candidatos podem divulgar seus dados sem aval da Justiça.
“Em síntese, a inexistência de pretensão resistida traduz a ausência de interesse jurídico de buscar a tutela jurisdicional. Como bem apontado pelo Ministro Relator, ‘não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor’”, diz a manifestação do MP Eleitoral.
Ao final, o vice-procurador-geral pede a extinção do processo sem a resolução do mérito.
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Um ato em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reúne eleitores na Praça do Papa, no bairro Mangabeiras, na Região Sul de Belo Horizonte, na manhã deste sábado (24), véspera da votação de segundo turno. A concentração começou a partir das 9h. A motociata estava marcada para 10h. O ato deve seguir pela Avenida Brasil até a Praça da Liberdade, na região Centro-Sul da capital mineira. Com informações do g1.
Mais informações em instantes.
O presidente Lula (PT) chegou em Copacabana, no Rio, por volta das 9h40 de hoje para o seu penúltimo ato da campanha presidencial de 2026.
Às vésperas do segundo turno da eleição, Lula reúne apoiadores no reduto eleitoral do seu rival no pleito, o senador Flávio Bolsonaro (PL). A concentração para a caminhada organizada pela campanha petista começou por volta das 8h no Posto 5, na avenida Atlântica.
O candidato à reeleição deve fazer discursos breves, de cima do carro de som em movimento. Isso porque o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proíbe a realização de comícios eleitorais nos dias que antecedem a votação.
Mobilização promovida nas redes sociais deu um gás na campanha na reta final. Comandado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, reúne hoje mais de 10,6 milhões de seguidores. Por lá, são organizados atos e dadas “missões” para os apoiadores. As informações são do UOL.
O presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Olinda (CMDO), Geziel Bezerra, manifesta repúdio à declaração feita pelo senador Flávio Bolsonaro durante o debate presidencial promovido pela TV Globo, na noite de ontem, 23 de outubro.
Durante o confronto com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro utilizou a expressão “nove dedos” ao criticar o adversário político. A fala gerou reação de Lula, que perdeu um dedo da mão esquerda em um acidente de trabalho aos 17 anos, quando trabalhava como metalúrgico. Posteriormente, Flávio pediu desculpas pela declaração.
Leia maisPara Geziel Bezerra, o episódio levanta uma reflexão necessária sobre o capacitismo e a responsabilidade de lideranças políticas na construção de uma sociedade que respeite as diferenças e a dignidade humana.
“Como pessoa com deficiência e militante histórico da luta pelos direitos das pessoas com deficiência, considero inaceitável que uma característica física seja utilizada para desqualificar alguém no debate político. A deficiência não pode ser motivo de deboche, constrangimento ou humilhação. Respeito não deve depender de posição política, partido ou ideologia”, destaca Geziel.
O presidente do CMDO ressalta que o capacitismo se manifesta por meio de atitudes, expressões e comportamentos que inferiorizam ou discriminam pessoas com deficiência. Para ele, o combate a esse tipo de preconceito deve ser uma responsabilidade de toda a sociedade, especialmente daqueles que ocupam espaços de poder e influência pública.
Geziel também chama a atenção das pessoas com deficiência, familiares, amigos e militantes da causa para a importância de acompanhar e avaliar o compromisso de candidatos e representantes públicos com os direitos humanos, a inclusão e a igualdade de oportunidades.
“Nosso compromisso é com a dignidade humana, o respeito às diferenças e a defesa dos direitos de milhões de brasileiros com deficiência. O voto é livre e consciente, mas precisamos refletir sobre as atitudes e as palavras de quem pretende governar o país. Não podemos naturalizar expressões que transformem características físicas em instrumentos de ataque”, afirma.
A manifestação reforça a necessidade de um debate político responsável, democrático e respeitoso, no qual as divergências sejam enfrentadas com argumentos e propostas, sem reproduzir preconceitos contra qualquer pessoa ou grupo social.
“Capacitismo não é brincadeira. Respeito não é favor, é direito!”
Olinda, 24 de outubro de 2026
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