Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Pajeú em língua tupi é o rio dos pajés. São 353 km desde a nascente na Serra da Balança até a barragem de Itaparica, onde se entrega ao São Francisco num eterno abraço. Irmãos de águas. Os gregos diziam que em cada rio vivia um deus. Com o Pajeú e o São Francisco não é diferente, cada qual com sua alma, filhos do mesmo sertão.
Águas que forjam espíritos, têm poder de morte e vida, escassez e abundância, pouca ou nenhuma tolerância com gente sem substância. Não é uma questão de ser forte ou fraco, mas de existir sertanejo, uma essência à flor da pele. O impulso de seguir em frente fez o menino desafiar a música de Luiz Gonzaga e José Dantas.
Leia maisNão fez como o peixe que nadou do mar para o Riacho do Navio, cruzando o Pajeú. Escolheu o caminho inverso e nunca abriu mão do rádio e das notícias das terras civilizadas. Primeiro, mandava notícias do sertão para o Recife desde Afogados da Ingazeira, sua terra, que, sem qualquer exagero, poderia ser a capital do vale do rio dos pajés. Era o fim dos anos 1970, início dos 1980, sem google, sem internet nem o celular da civilização moderna. O equipamento mais avançado era o telefone público da Telpe (Telecomunicações de Pernambuco) movido a fichas. O repórter ditava a notícia aos gritos para uma boa alma na redação do Diário de Pernambuco, distante duas centenas de km. Depois veio o telex e a vida melhorou um pouco.
Assim começou a epopeia de Magno Martins, o sexto dos nove filhos de seu Gastão e dona Margarida, que conheci em Brasília no ano da graça de 1986, quando o Brasil recém inaugurara a Nova República. Naquele ano foi eleita a Assembleia Nacional Constituinte e o Congresso Nacional passou a ser um rico ecossistema de jornalistas vindos de todos os cantos do país.
Tinha Orlando Brito das lentes mágicas, Fernando Rodrigues, Laerte Rimoli, Jorge Bastos Moreno, Tereza Cruvinel, Vanda Célia, Tânia Fusco, Renato Riella, Leda Flora, Cristiana Lôbo, Monica Waldvogel, Gisele Arthur, Sonia Carneiro, Expedito Filho, Irineu Tamanini, José Maria Trindade, Bartolomeu Rodrigues, Ana Terra, Marcio Chaer, Joca, Jarrão, Chico Mendonça, Luiz Lanzetta, Ricardo Noblat, Helena Chagas, Etevaldo Dias, Armando Rollemberg, Ricardo Amaral, tanta gente que veio e foi, uns casaram, outros se abandonaram, apareceram e desapareceram, há os que estão aí firmes até hoje, resistentes ou, quem sabe, imprudentes.
Neste sopro constituinte de liberdade e ousadia, depois de passarmos pela Anistia, Diretas-Já e a morte de Tancredo Neves, assistimos de camarote o Brasil sair da ditadura para a democracia. Assunto nunca faltava, tinha de tudo. O deputado que acordou nu no gramado do Congresso depois de uma noite de amor com sua musa, a secretária que virou capa da Playboy, o cacique Mário Juruna e seu gravador, o centrão nascendo pelas mãos do parteiro Roberto Cardoso Alves, amamentado por seu lema “é dando que se recebe”.
Veio a eleição de Fernando Collor em 1989 e, no ano seguinte, lá estava Magno como um dos coordenadores da campanha vitoriosa de Joaquim Francisco ao governo de Pernambuco, derrotando Jarbas Vasconcelos, lenda viva da política, um dos autênticos do velho MDB.
A política está no sangue da família. Seu Gastão foi vereador e vice-prefeito de Afogados, mas a política de Magno é notícia, não partido. Fundou a Agência Nordeste, a primeira focada exclusivamente na região. Escreveu 15 livros. Um deles sobre Marco Maciel, de quem foi assessor e amigo. Outro, “Os Leões do Norte”, sobre os governadores de Pernambuco. Tem foco e energia invejáveis, sempre 220 volts.
Este sertanejo invocado, baixinho e ousado não foge de briga e nem leva desaforo para casa. O ex-senador Ney Maranhão (1927-2016) certa vez o recebeu para uma entrevista no gabinete. Maranhão, sertanejo raiz, gostava de terno branco de linho 120 e usava alpargatas de couro. Trancou a porta, tirou o revólver da cintura, pousou sobre a mesa, e iniciou sermão. Foi duro criticando reportagem de Magno, que dominou o medo e acabou revertendo a situação com tamanha habilidade, apaziguando o homem e o convertendo em sua fonte. O senador acabou se tornando um dos líderes do governo Collor no Congresso.
O finado governador Eduardo Campos também brigou, mas fez as pazes. A atual governadora Raquel Lyra bateu de frente com ele. Arrumou um cachorro vira-lata e o batizou com o nome do desafeto. Longe de ser homenagem, foi a única forma de Raquel conseguir botar coleira no Magno que, graças ao xará humano, da noite para o dia ganhou fama e notoriedade de cachorro mais famoso de Pernambuco. Raquel, diferente do tio Fernando (1938-2013), ex-ministro, ex-deputado e amigo querido, anda com o fígado a tiracolo. Mas aos 47 anos ela ainda terá tempo suficiente para adoçar o temperamento e voar mais alto na política.
O filho do sertão do Pajeú tem na reinvenção de si mesmo uma marca. Quando o jornalismo impresso agonizava, foi um dos pioneiros dos novos caminhos digitais, criando o Blog do Magno em 2006. Dia 19 de maio este seu “filho” completou 20 anos. Foi uma festa linda, abençoada por Eduardo Monteiro, presidente da Folha de Pernambuco, um apaixonado pelo bom jornalismo. Seu jornal está na internet, mas ainda circula impresso em papel, saindo de uma rotativa Offset Rockwell, joia rara e singela a matar de saudades aqueles com o privilégio de visitar suas oficinas e sentir o cheiro do papel ainda úmido de tinta.
Mesmo onipresente no Nordeste com seus programas de rádio, o podcast Direto de Brasília e o blog campeão de audiência, Magno está longe de ser unanimidade. Criticado pela esquerda, direita, centro, recebe pedrada e elogio de todo lado. São inúmeros os calos por ele pisados ao longo da sua rica trajetória profissional. A dor de uns acaba sendo elixir de muitos leitores e ouvintes.
Já enfrentou processos, ameaças e juras de morte. Pajeú é terra que mistura poesia com valentia. Realidade acima da rima rica. Quem vem de lá, como ensinou Luiz Gonzaga, enfrenta batalhão, amansa burro brabo, pega cobra com a mão, trabalha de sol a sol e tem devoção. Quem bebeu daquelas águas tem a benção dos pajés. Nunca perde o encantamento.
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Por Betânia Santana e Anthony Santana
Do Blog da Folha
A campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a presença de líderes políticos no interior já está sendo reforçada. A governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito João Campos (PSB) percorrem municípios do Sertão neste sábado (23). A gestora chegou à região na quinta-feira e em dois dias visitou cinco cidades: Salgueiro, Araripina, Ouricuri, Trindade e Dormentes.
Ontem, em Araripina, autorizou a construção da Adutora de Negreiros, inaugurou um Centro de Referência da Mulher e entregou dois ônibus escolares. “Sabemos da força, da grandeza e da generosidade do povo do Sertão. Essa região resistiu por muito tempo sem apoio e presença do governo do estado. Mas agora chegou o tempo das obras virarem realidade”, disse. Reuniu no mesmo palanque grupos rivais do prefeito Evilásio Mateus (PDT) e da deputada estadual Socorro Pimentel (PSD).
Leia maisNeste sábado, passa em Petrolina. Recebe o convite do prefeito Simão Durando (UB) para o São João e segue para Serra Talhada, onde inaugura a Casa do Trabalhador.
Agenda
Já o pré-candidato ao governo João Campos vai a Dormentes, onde participa do feirão e leilão do Caprishow, com os pré-candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) e o vice, Carlos Costa (Republicanos). Lá será recepcionado, à tarde, pela ex-prefeita de Dormentes Josimara Cavalcanti. Ontem, recebeu apoio de líderes de Lagoa dos Gatos, Paudalho e Macaparana, e almoçou com aliados no Mercado da Encruzilhada, no Recife.
Nas redes sociais, João divulgou uma chamada de vídeo com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Na conversa, avisou ter começado a exportação de mangas e uvas do Vale do São Francisco com tarifa zero e convidou o correligionário para celebrar em Petrolina a conquista do governo federal. O convite foi aceito. Só falta definir a data.
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Flávio murcha após escândalo com Vorcaro
A nova pesquisa Datafolha, divulgada ontem, mostra uma mudança relevante no cenário da disputa presidencial de 2026: o presidente Lula (PT) abriu vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 43% do parlamentar do PL. No levantamento anterior, realizado há apenas seis dias, os dois estavam tecnicamente empatados, com 45% cada.
A queda de Flávio Bolsonaro interrompe uma trajetória de crescimento que vinha sendo registrada desde o início do ano. Em março e abril, pesquisas apontavam avanço do senador dentro do eleitorado conservador e redução da distância em relação ao presidente.
O recuo ocorre logo após a divulgação de reportagens envolvendo conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, sobre apoio financeiro para a produção de um filme relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Esta foi a primeira pesquisa realizada integralmente após a repercussão do caso. Ainda que o Datafolha não estabeleça relação direta entre os fatos, o timing da queda passou a ser interpretado por analistas e aliados como um possível reflexo do desgaste provocado pelo episódio.
Leia maisOutro fator que chama atenção é o comportamento do eleitor moderado. O crescimento de Flávio Bolsonaro nos últimos meses vinha sendo sustentado pela consolidação do eleitorado bolsonarista e pela tentativa de ampliar pontes com setores menos ideológicos da direita. A nova oscilação, entretanto, sugere que parte desse público pode demonstrar resistência diante de crises e controvérsias associadas ao núcleo político da família Bolsonaro. Isso se torna ainda mais relevante em um cenário de segundo turno, no qual a rejeição costuma ter peso decisivo.
Apesar da vantagem de Lula, o cenário ainda permanece competitivo e dentro de uma margem considerada administrável para ambos os lados. O levantamento indica que a corrida de 2026 tende a continuar polarizada, porém mais sensível a crises de imagem e ao impacto de episódios capazes de influenciar o eleitorado indeciso e de centro.
Crescimento na rejeição – A pesquisa Datafolha também mostrou que 46% dos eleitores não votariam no senador Flávio Bolsonaro (PL) para presidente de jeito nenhum. Em relação ao presidente Lula (PT), 45% dizem não votar no petista. Para a cientista política e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mayra Goulart, a pesquisa indica uma interrupção no processo de transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro para o senador Flávio Bolsonaro. “A partir desse escândalo, ele deixa de ser uma figura vazia e passa a ser uma figura que tem sua própria rejeição, suas próprias idiossincrasias, que podem dificultar essa transferência de voto”, afirmou a professora em entrevista ao G1.

PL testa Michelle – A nova pesquisa Datafolha colocou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em um cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela aparece com 43% das intenções de voto, contra 48% do petista, desempenho praticamente idêntico ao registrado por Flávio Bolsonaro (PL) após a crise envolvendo o caso “Dark Horse”. Nos bastidores, dirigentes do PL passaram a discutir a viabilidade eleitoral do senador diante do desgaste provocado pelas revelações sobre Daniel Vorcaro, do Banco Master. O partido trabalha com o início de junho como prazo informal para decidir se mantém Flávio como principal aposta para 2026. Apesar disso, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue resistindo à substituição do filho pela esposa.
Ministério da Segurança condicionado – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a criação do Ministério da Segurança Pública e condicionou a medida à aprovação da PEC da Segurança pelo Senado. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Lula fez um apelo direto ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), para pautar a proposta. “Se a PEC for aprovada, 15 dias depois eu crio o Ministério da Segurança Pública”, afirmou. A promessa já havia sido feita pelo petista durante a campanha de 2022, mas enfrentou resistência de governadores e do Congresso. O texto aprovado na Câmara cria diretrizes nacionais para integrar as polícias e fortalecer o combate ao crime organizado.
João e Alckmin anunciam tarifa zero – O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciaram ontem tarifa zero para exportação de manga e uva produzidas no Vale do São Francisco para a Europa. O anúncio foi feito em publicação nas redes sociais de João, em conversa telefônica com Alckmin. Segundo o vice-presidente, a medida decorre do acordo Mercosul-União Europeia e deve beneficiar diretamente a fruticultura nordestina. João destacou que a região responde por cerca de 90% das exportações brasileiras de manga e uva e afirmou que o objetivo agora é ampliar mercados para outros produtos produzidos em Pernambuco.

Promessa esquecida – Durante a campanha de 2024, o prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, afirmou que não nomearia familiares para cargos na prefeitura. Menos de dois anos depois, a esposa do gestor, Lúcia Lima, assumiu a Secretaria Municipal de Saúde após a saída de Dr. Hugo Valadares. A nomeação provocou críticas de adversários políticos e reacendeu o debate sobre coerência administrativa e moralidade pública no município. A Saúde é considerada uma das pastas mais estratégicas da gestão. Até agora, o prefeito não indicou mudança de posição sobre a escolha.
CURTAS
Anderson recua – O ex-prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira (PL) decidiu não disputar o Senado em 2026. Segundo interlocutores do partido, a decisão já foi comunicada ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e ao senador Rogério Marinho (PL-RN). Anderson deve concorrer a deputado federal, enquanto o irmão, André Ferreira (PL), deve disputar vaga na Alepe. O assunto circulou nos bastidores da Marcha dos Prefeitos, em Brasília.
Espaço na chapa – A saída de Anderson Ferreira (PL) da disputa pelo Senado abriu espaço para nomes ligados ao palanque da governadora Raquel Lyra (PSD). Entre os cotados aparecem o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) e o senador Fernando Dueire (MDB). Nos bastidores, aliados de Anderson atribuem a desistência também à aproximação de Raquel com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Novo cenário para Gilson – A filiação do ex-ministro Gilson Machado ao Podemos reduziu as chances de uma candidatura ao Senado em 2026. Integrantes do PL avaliam que, se tivesse permanecido na legenda, ele poderia disputar a vaga dentro do campo bolsonarista em Pernambuco. Como o Podemos integra a base da governadora Raquel Lyra (PSD), aliados consideram improvável uma candidatura avulsa. O PL ainda tentou atrair o deputado federal Mendonça Filho (União Brasil), mas as conversas não avançaram.
Perguntar não ofende: Bolsonaro aceitará trocar o filho pela esposa se as pesquisas continuarem piorando?
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O Diretório Estadual do PT em Pernambuco realiza neste sábado (23), em Paulista, uma reunião para discutir a conjuntura política, a organização da pré-campanha eleitoral e a definição dos nomes que irão compor as chapas proporcionais do partido para as eleições de 2026. O encontro reunirá dirigentes, parlamentares e representantes de setoriais da legenda.
Segundo o presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras, a reunião também tratará da estratégia eleitoral do partido no Estado. “Já definimos a composição do partido na Frente Popular com a reeleição do nosso senador Humberto Costa e o apoio às pré-candidaturas de João Campos para governador e Marília para senadora. Agora vamos completar o time aprovando a lista de pré-candidaturas de deputados estaduais e federais”, afirmou. A reunião ocorrerá a partir das 9h, no Restaurante Bom Sabor, no Centro de Paulista.
A Executiva Nacional do Cidadania aprovou na tarde desta sexta-feira (22) a pré-candidatura de Aécio Neves à Presidência pela Federação PSDB-Cidadania.
Segundo o partido, a reunião foi presidida pelo presidente nacional do partido e vice-presidente da Federação, deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP). As informações são da CNN.
Leia maisEle disse na reunião que a federação definiu Aécio como nome de terceira via para superar a polarização e recolocar o foco nos problemas reais do país.
“Citou a trajetória do parlamentar em Minas Gerais e no plano nacional, destacando sua capacidade de diálogo e articulação política”, disse a nota do partido.
O presidente disse ainda que “Aécio reúne as condições para liderar uma agenda centrada em responsabilidade fiscal, fortalecimento das instituições e crescimento sustentável, com equilíbrio entre as pautas econômica e ambiental”.
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O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, reinaugurou nesta sexta-feira (22) duas unidades de apoio à saúde na zona rural do município. As unidades Gravatá das Varas, Vicente Galdino, e Gravatá, Antônio Gonçalves de Siqueira, devem atender mais de 1.700 moradores das comunidades rurais, ampliando o acesso da população a serviços básicos de saúde. Segundo a prefeitura, uma das unidades estava sem funcionamento havia cerca de quatro anos.
Com a reabertura, os moradores voltam a contar com atendimento médico, vacinação, serviços odontológicos e acompanhamento de equipes de saúde perto de casa. “A reinauguração das unidades demonstra o compromisso da gestão em aproximar a saúde da população”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Maria Clara.
O presidente Lula fez um apelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil -AP), para que ele paute a votação da PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), já aprovada na Câmara dos Deputados, e que cria diretrizes nacionais para integrar as polícias e combater o crime organizado. Em sua participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, nesta sexta (22), Lula disse que, se a proposta for aprovada, ele vai criar o Ministério da Segurança Pública em 15 dias.
— Faço um apelo ao Alcolumbre. Coloque para votar a PEC da Segurança, para resolvermos definitivamente o problema da segurança — afirmou Lula, no início do programa. — Se a PEC for aprovada, 15 dias depois eu crio o Ministério da Segurança Pública. Não posso aceitar a ideia de que bandidos dominam território. O território é do povo brasileiro e bandido tem que ser punido e ir para a cadeia. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisO presidente dedicou a primeira parte da sua fala no programa ao tema da segurança pública que, segundo a Quaest, é a principal preocupação da população brasileira, e deve ter muito espaço nas eleições. Lula citou iniciativas do seu governo, como leis contra facções do crime organizado e a proposta de transformar 138 presídios em unidades de segurança máxima.
— O problema da segurança publica é sagrado para o povo brasileiro. O povo não quer ser vítima de bala perdida — disse o presidente, que também criticou problemas no judiciário, e nas polícias. — A polícia não pode matar antes de investigar. Também sei que o policial não ganha o salario que deveria ganhar, não é preparado, e vai para a rua com medo.
A PEC da Segurança Pública foi aprovada em março na Câmara dos Deputaos e agora falta ser pautada para votação no Senado. O texto cria diretrizes nacionais para integrar as polícias e combater o crime organizado, dando status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública, e reforçando a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Guarda Nacional.
Segundo Lula, os investimentos na segurança, após a aprovação da PEC, somariam cerca de R$11 bilhões. Ele disse, porém, que há governadores que não gostariam das mudanças.
— Nós queremos unir forças. Alguns governadores não querem que a gente aprove PEC, porque não quer que a gente se meta, é um pedaço de poder que o governador não quer abrir mão. Mas a questão de segurança vai ser sagrada para nós — afirmou Lula, que admitiu um possível “erro” na Constituição de 1988 ao não definir o devido papel do governo federal na segurança e relegar a responsabilidade quase exclusivamente aos governos estaduais, uma medida, na época, que visava diminuir a ingerência do Exército.
Lula reforçou que conversou sobre o tema da segurança pública no seu último encontro com Donald Trump, com quem tem falado por telefone, complementou. Ele explicou que, assim como o presidente americano, ele também tem o objetivo de combater o narcotráfico, e por isso reclamou dos paraísos fiscais em Delaware, estado dos EUA, usados para esquemas de lavagem de dinheiro.
Segundo Lula, o problema do crime organizado só será resolvido se atacar o poderio econômico das facções. O combate ao tráfico de armas foi outro ponto citado.
Na última reunião com Trump, nesse mês, Lula disse que o presidente americano queria chamar a imprensa para acompanhar a conversa, mas que foi contra, temeroso de que acontecesse algo semelhante ao que viveu Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul. Naquela ocasião, foi registrado, ao vivo, o momento em que Trump exibiu vídeos e fotos de supostas vítimas de violência contra fazendeiros brancos sul-africanos, em um discurso inflamado por fake news.
Lula também fez críticas ao governo dos EUA, como ao citar que Trump não pode se comportar como o “dono do mundo” e nem pode tentar governar o planeta pelo “Twitter”. Mas ele também explicou a famosa “química” entre os dois, destacada pelo próprio Trump, quando tiveram um breve encontro, de 29 segundos, nos bastidores da Assembleia Geral da ONU.
— Peguei na mão dele e falei “precisamos conversar”. Somos dois presidentes de dois grandes países e precisamos conversar. Acabou a conversa e ele disse que rolou a química — afirmou Lula, de forma bem humorada.
O presidente também disse que chegou a dar um “conselho” a Trump durante sua visita à Casa Branca, para que ele demonstrasse mais bom humor.
— Falei “Trump , você nao dá uma risada? Você fica melhor rindo”. Ele disse que gostam dessa postura dele na eleição, mas nao estamos na eleição — lembrou Lula. — Então sorria.
Questionado sobre os preços do combustível, Lula afirmou que briga “todo santo dia” pela redução dos valores, em reunião com a presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
— Brigo todo santo dia para abaixarem. Para não deixar que o desserviço da guerra do Irã traga problemas para comprador de feijão no Brasil — afirmou Lula, que citou expectativa pela redução do preço em breve.
Segundo ele, o governo já adotou medidas para conter os aumentos, mas ainda há distribuidoras que não estariam repassando os efeitos dessas ações ao consumidor.
— Temos que ser duros na fiscalização. Tomamos várias medidas, mas mesmo assim teve distribuidora que não respeitou — respondeu Lula, que criticou a privatização da BR Distribuidora.
O presidente também foi perguntado sobre a questão das Bets no país. Ele defendeu a proibição desse tipo de jogo, mas destacou que não toma essa decisão por não ser “dono do Brasil”, e citou medidas de controle, incluindo a criação de uma Secretaria Especial dentro do Ministério da Fazenda, e o combate às Bets ilegais, especialmente após a criação de regras próprias para o setor.
— Por mim, proibiria todas as Bets, mas não depende de mim, não sou dono do Brasil. É um vício, porque todo mundo quer dinheiro fácil. Mas precisamos de um processo educacional, junto com as proibições.
Lula ainda mencionou o caso da “taxa das blusinhas” — cobrança de 20% sobre as importações de pequeno valor em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress — que foi criada na sua própria gestão, mas extinta nesse mês.
— Falei com Fernando Haddad (então ministro da Fazenda) que o negócio está ficando feio para o nosso lado, o negócio das blusinhas. Estávamos mexendo com parcela muito grande da soicedade, que estava comprando coisa de pouco valor — relembrou o presidente.
Torcedor do Vasco e do Corinthians, Lula falou sobre a próxima Copa do Mundo e a seleção brasileira. Com direito a elogios ao Romário, um “gênio”, como definiu ao relembrar times do passado, o presidente disse que hoje não há mais um ídolo, sem citar Neymar. Mas reforçou sua confiança em uma boa campanha nos EUA e no trabalho de Carlo Ancelotti.
— A gente pode ser campeão do mundo. A gente não está uma Brastemp, mas os outros também não estão. O que me preocupa é a França.
Bandeiras recentes do governo — proibição de celular em sala de aula e a redução da escala de trabalho 6 por 1 — foram comentadas por Lula, assim como o debate sobre Terras Raras. O presidente disse que trata esse segmento da exploração mineral sob o ponto de vista da soberania nacional, com a criação de um Conselho especial. Em relação aos celulares, o presidente defendeu que o uso deve ser mediado e evitado entre crianças.
O combate à escala 6 por 1, foco do governo inclusive pelo apelo eleitoral, foi destacado após a pergunta enviada por um telespectador.
— A nova jornada é necessária para tentar melhorar o humor da população. É bom para o país e bom para eles (trabalhadores) — afirmou Lula.
Ao longo da entrevista, Lula falou muito sobre temas caros à sua trajetória política, como ações pela redução da desigualdade social e investimentos focados na juventude, especialmente na educação.
O Pacto Nacional Contra o Feminicídio, que completou 100 dias nessa semana, foi outro ponto de destaque na entrevista. Lula defendeu mais investimentos nessa política e disse que, nos últimos 100 dias foi feito mais do que nos últimos 100 anos.
— O combate ao feminicídio não é uma questão da mulher, é uma questão do homem. Já foram aprovadas 11 leis, quatro decretos. Mas não vamos resolver só com leis, as leis vão ajudar, assim como aumentar pena, colocar tornozeleira eletrônica em agressores. Mas se não acreditar que a solução será atraves da educação, nao vai mudar.
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) registra 43% na simulação de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que marca 48%, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira. Depois do caso “Dark horse” abalar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), o instituto voltou a testar o nome da madrasta do senador.
Nessa simulação, votos em branco e nulo somam 8%, e os que não sabem representam 1%. As informações são do jornal O GLOBO.
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Antes empatado com o petista, Flávio viu o postulante à reeleição abrir quatro pontos de vantagem. O cenário é quase idêntico ao de Michelle contra Lula.
Michelle, contudo, enfrenta um obstáculo dentro da própria família para viabilizar a eventual candidatura: a insistência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu marido, em manter o filho na corrida.
Internamente, o PL trabalha com o início de junho como data para estipular se é viável ou não continuar com Flávio. Ele tem causado incômodo em aliados da política e da economia que se irritaram com a revelação das conversas com Daniel Vorcaro, do Banco Master — que o filho de Bolsonaro jurava que não existiam.
O Datafolha fez 2004 entrevistas entre os dias 20 e 22 de maio. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-07489/2026.
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O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a soltura da ex-deputada federal Carla Zambelli nesta sexta-feira (22).
Em publicação no X, Flávio fez uma alusão entre o vídeo publicado por Zambelli e a situação atual de seu pai, Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e demais crimes contra a democracia. Desde 27 de março, ele está cumprindo a sentença em prisão domiciliar temporária. As informações são da CNN.
Leia mais“Que alegria te ver assim, Carla! Me emocionei porque, imediatamente, comecei a imaginar como será quando for o meu pai Jair Bolsonaro! Vitória consagrada a DEUS!”, disse Flávio.
A Justiça italiana negou a extradição e autorizou a soltura da ex-deputada Carla Zambelli em um dos processos contra ela no país. A decisão atende a um pedido da defesa, julgado nesta sexta-feira. A ex-deputada está presa na Itália desde julho de 2025, após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol como foragida internacional.
Os pedidos de extradição dizem respeito a duas condenações contra Zambelli no Brasil. Uma referente à invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e emissão de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes; e outra por porte ilegal de arma no caso em que ela apontou um revólver contra um homem em São Paulo, às vésperas das eleições de 2022.
A Corte de Apelação havia analisado os dois processos na mesma audiência e publicado duas decisões diferentes, mas ambas em favor da extradição.
Na Corte Suprema de Cassação, porém, o pedido para que ela voltasse ao Brasil foi rejeitado, o que levou a ex-deputada à soltura da prisão na Itália.
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) anunciou apoio de lideranças políticas de Macaparana, na Mata Norte do Estado. Entre os nomes que passam a integrar o grupo político do socialista estão o ex-prefeito Valdecírio Cavalcanti, que governou o município por três mandatos, e o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal Pedro Morais, conhecido como Pedão. O grupo é ligado politicamente ao ex-deputado Maviael Cavalcanti.
Também declararam apoio à pré-candidatura de João Campos os vereadores Jair Neto, Zezinho do Bolo, JR e Zé Leoncio, além dos suplentes Priscila de Mané do Leite e Pezão, ex-vereadores e outras lideranças locais. Segundo aliados do prefeito do Recife, o movimento amplia a base política do PSB na Mata Norte, região considerada estratégica nas articulações para a disputa estadual.
“Macaparana nos dá hoje uma grande demonstração de confiança e de força política. Receber o apoio de Valdecírio Cavalcanti, um homem que governou essa terra três vezes e conhece como poucos a realidade do seu povo, ao lado de Pedão, que fez um trabalho brilhante na presidência da Câmara, nos enche de orgulho e aumenta a nossa responsabilidade”, afirmou João Campos.
A ex-deputada Carla Zambelli foi libertada na noite desta sexta-feira (22), após a Corte de Cassação da Itália negar o pedido do governo brasileiro para extraditá-la.
Ao deixar a prisão, Zambelli publicou um vídeo nas redes sociais do advogado Pieremilio Sammarco, profissional italiano que cuida de sua defesa.
“Agora, a gente está livre para continuar uma vida de missão. Vocês não sabem ainda qual é essa missão, mas logo vão saber pelos meus canais”, declarou. As informações são da Agência Brasil.
Leia maisDe acordo com a defesa de Zambelli, o tribunal reconheceu que houve erros nas decisões que autorizam a extradição. Dessa forma, a ex-deputada pode deixar a prisão e vai aguardar o desfecho do processo em liberdade.
Nas instâncias inferiores, a extradição foi aceita, mas não foi executada porque ainda cabia recurso. Hoje, a Corte de Cassação, que é a última instância judiciário italiano, negou o pedido de extradição.
Em julho do ano passado, a ex-deputada foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.
De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.
Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da ex-deputada para o Brasil.
A extradição de Zambelli é segunda a ser rejeitada após solicitação do ministro Alexandre de Moraes.
Em dezembro do ano passado, a Justiça da Espanha negou definitivamente o pedido do governo brasileiro para extraditar o blogueiro Oswaldo Eustáquio, investigado pelo STF pela acusação de envolvimento em atos antidemocráticos.
De acordo com a decisão da Justiça espanhola, Eustáquio não pode ser enviado para o Brasil porque é alvo de uma investigação com “motivação política”.
O blogueiro estava com mandado de prisão em aberto no Brasil desde 2020 e fugiu para o país europeu em meio às investigações que apuraram a suspeita de que ele atuou para impulsionar ataques extremistas contra o STF e o Congresso por meio das redes sociais.
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O presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, acompanhou a governadora Raquel Lyra em agendas realizadas no Sertão Central e no Araripe, com inaugurações, anúncios de obras e entregas nas áreas de infraestrutura, saúde, educação e proteção social. Em Salgueiro, a comitiva participou da inauguração do Centro de Referência da Mulher. Já em Araripina, foi autorizada a obra da Adutora de Negreiros, com investimento de R$ 300 milhões para abastecimento hídrico em 11 municípios da região.
Durante a agenda em Araripina, também foram assinados convênios para pavimentação de ruas e construção de uma passagem molhada na zona rural, além da inauguração do Centro de Referência da Mulher Aucirlene Lacerda Carlos. “Essa obra da Adutora de Negreiros era um grande anseio da população do Araripe”, afirmou Miguel Coelho. Em Trindade, a agenda incluiu a entrega do Centro de Referência da Mulher Nelí Alzira de Araújo e a autorização para construção de uma creche com capacidade para 324 crianças.
Em Ouricuri, a governadora e Miguel Coelho acompanharam a entrega de um mamógrafo digital para a UPAE do município, além de dois ônibus escolares, e visitaram as obras da Maternidade do Sertão do Araripe. Já em Dormentes, participaram da entrega da cobertura do Pátio de Feiras e Eventos Ervécio Coelho de Azevedo, obra executada com recursos da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe).

