Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
São Bento do Una deu um passo importante na educação inclusiva ontem (10), com a inauguração das Salas Azuis nas escolas municipais Lenita Fontes Cintra e Cônego João Rodrigues. A entrega contou com a presença do deputado federal Felipe Carreras, do prefeito Alexandre Batité, do vice-prefeito Paulo Renato e dos vereadores André Valença, Pezinho, Bruno Braga, Andréia de Rinaldo, Neide do Hospital e Diogo Professor.
Voltadas ao acolhimento de pessoas neurodivergentes, as Salas Azuis são ambientes multissensoriais pensados para oferecer conforto e apoio em momentos de sobrecarga sensorial. Os espaços contam com isolamento acústico, iluminação controlada e recursos táteis, funcionando como um importante instrumento de regulação emocional dentro do ambiente escolar. A iniciativa fortalece a política de inclusão na rede municipal de ensino e garante mais dignidade, cuidado e acessibilidade para estudantes que necessitam de atenção especializada.
Durante a agenda, a comitiva também percorreu ruas que estão sendo pavimentadas com recursos viabilizados pelo mandato de Carreras. Ao todo, de acordo com a Prefeitura, mais de 30 vias já foram contempladas com novo asfalto.
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 48% de rejeição dentre os eleitores brasileiros, enquanto o senador Flávio Bolsonaro aparece com 46%. Na última publicação do instituto, no dia 7 de março, o petista marcava 46%, contra 45% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos permanecem na liderança do quesito quando comparados aos outros pré-candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano. Os ex-governadores de Minas, Romeu Zema, e de Goiás, Ronaldo Caiado, aparecem com 17% e 16% respectivamente.
O levantamento testou ainda outros nomes, com o do ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza), que apareceu com 19% de rejeição, o presidente do partido Missão Renan Santos (Missão), com 17% e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC). Houve ainda quem optasse por rejeitar todos os candidatos, 2%, assim como 2% não souberam responder e 1% disse que votaria em qualquer um. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisAo todo, o Instituto Datafolha ouviu 2.004 eleitores, em 137 municípios pelo país, entre os dias 7 e 9 de abril. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral com o código BR-03770/2026. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A publicação deste sábado é a primeira após o PSD definir o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como o nome do partido à Presidência. Na divulgação anterior, o pré-candidato somava 14% de rejeição, sendo àquela altura o nome presidenciável do partido melhor posicionado no quesito. Eduardo Leite (governador do Rio Grande do Sul) e Ratinho Junior, que saíram da disputa, apareciam com 15% e 19%, respectivamente.
Segundo Turno
O levantamento testou também eventuais cenários de 2º turno e Lula aparece pela primeira vez numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro, caso a disputa fosse direta entre os dois. O presidente tem 45% contra 46% do parlamentar. O resultado, no entanto, indica um empate entre os dois por conta da margem de erro de dois pontos percentuais.
Os ex-governadores de Minas Gerais, Romeu Zema, e de Goiás, Romeu Zema, também foram testados contra o petista. Nos dois casos, se repete o empate numérico.
Comparativo
No último levantamento Datafolha divulgado em março, o presidente Lula tinha 46% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 45%. A lista tinha ainda o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que enfrenta 27% de rejeição, e os governadores do Paraná, Ratinho Jr (PSD), com 19%, de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 18%, de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 17%, do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), com 15%, e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 14%.
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Uma decisão da 10ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco determinou a reabertura do sistema Educacenso 2025 para correção de dados da rede estadual de ensino após a identificação de um erro que pode impactar no repasse de R$ 78.777.828,31 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A decisão foi tomada após um pedido da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE).
A medida atende a um pedido do estado, que apontou inconsistências no registro de matrículas durante o Censo Escolar de 2025. Segundo o processo, 46.081 alunos matriculados em regime de tempo integral foram classificados como estudantes de tempo parcial, atingindo 157 escolas e 1.328 turmas. As informações são do Diário de Pernambuco.
Leia maisDe acordo com a decisão judicial, a falha ocorreu durante a migração de dados entre o Sistema de Informações Educacionais de Pernambuco (SIEPE) e o Educacenso. No procedimento, apenas as informações da Formação Geral Básica foram consideradas, enquanto os chamados Itinerários Formativos, que também integram a carga horária, não foram incorporados automaticamente. Como consequência, a jornada registrada ficou abaixo das sete horas diárias mínimas exigidas para caracterizar o ensino integral.
O documento aponta ainda que mudanças operacionais implementadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) contribuíram para o problema. A partir de 2025, o sistema passou a exigir o lançamento detalhado da carga horária por dia da semana, substituindo o modelo anterior, mais simplificado. Além disso, o layout definitivo para envio das informações foi disponibilizado próximo ao início da coleta, reduzindo o tempo de adaptação dos sistemas estaduais.
Indícios de erro
A Justiça considerou que há indícios suficientes de que o erro tem natureza técnica e sistêmica. O juiz destacou que a inconsistência só foi percebida após a divulgação dos dados preliminares do censo e que, apesar disso, o Inep não contestou o conteúdo das informações apresentadas, negando a correção apenas com base no prazo administrativo já encerrado.
Na avaliação do magistrado, a manutenção dos dados incorretos poderia gerar efeitos sobre o financiamento da educação. O valor de mais de R$ 78 milhões foi calculado com base na diferença de ponderação entre matrículas de tempo integral e parcial.
Ao fundamentar a decisão, o juiz destacou que o caso envolve um conflito entre o cumprimento de prazos administrativos e o impacto sobre o direito à educação. Para ele, a eventual manutenção do erro afetaria diretamente milhares de estudantes, podendo comprometer desde a infraestrutura escolar até programas de alimentação e pagamento de profissionais da educação.
Com a liminar, o Inep deverá reabrir o sistema em até 72 horas, permitindo que o Estado corrija os dados das escolas afetadas. Após a reabertura, haverá prazo de cinco dias úteis para a retificação das informações. A decisão também proíbe a consolidação definitiva dos dados dessas unidades até a conclusão das correções e estabelece multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
O processo segue em tramitação, mas a decisão tem efeito imediato e busca evitar que os dados incorretos sejam consolidados e passem a influenciar a distribuição dos recursos federais já no próximo ano.
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Quem vai ao Vale do Catimbau, em Buíque, não pode deixar de visitar o ateliê do Mestre Luiz Benício. Artesão da região há 26 anos, sua primeira peça esculpida foi um tatu, do qual criou várias réplicas. Com o tempo, se interessou por formas humanas e pelo imaginário do Sertão: cangaceiros, cabeças humaniformes, imagens de santos e cães, figuras que podem ser vistas em seu ateliê, um dos mais visitados no distrito do Catimbau.
Marcadas pela paisagem da caatinga, suas peças atravessaram fronteiras e já chegaram a países como Bélgica, Holanda, Argélia e Portugal. Luiz Benício tem o título de Mestre desde 2006 e participa da FeneArte desde o ano de 2007. Foi vencedor de uma premiação no Salão de Arte Religiosa em 2016 e três premiações no Salão de Arte Popular Ana Holanda em 2019, 2021 e 2022.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdeu vantagem em cenários de segundo turno e aparece empatado tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11). Pela primeira vez, o adversário supera numericamente o petista.
Em uma possível disputa de segundo turno, Flávio teria 46% das intenções de voto, ante 45% de Lula. A diferença, no entanto, está dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou menos, o que configura empate técnico. Em março, Lula marcava 46% em um eventual segundo turno enquanto Flávio tinha 43%, empatados dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. As informações são do Estadão.
Leia maisNos cenários contra outros possíveis candidatos, Lula aparece à frente, também em empate técnico. Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente registra 45%, contra 42% do adversário. Já diante do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula também tem 45%, enquanto Zema soma 42%.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades entre os dias 7 e 9 deste mês. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03770/2026.
No cenário de intenção espontânea de voto para o primeiro turno, Lula aparece com 26% das menções, segundo o levantamento. O senador Flávio Bolsonaro é citado por 16%. Também foram mencionados o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, e o governador Ronaldo Caiado, ambos com 2% das citações.
Nesse tipo de pergunta, em que o entrevistado não recebe uma lista prévia de candidatos, 42% disseram não saber em quem votar. Outros 7% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 5% deram outras respostas.
Já no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados ao entrevistado, o presidente aparece com 39% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio com 35%. Na sequência, Caiado tem 5%, e Zema soma 4%. Renan Santos (Missão) aparece com 2%, enquanto Aldo Rebelo (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza) registram 1% cada.
Os votos em branco, nulo ou em nenhum candidato somam 10%, enquanto uma parcela dos entrevistados afirmou não saber em quem votar.
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Ao lado do pré-candidato a governador de Pernambuco, João Campos, e do prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, a deputada federal Maria Arraes (PSB) visitou a feira livre do município, na manhã deste sábado (11). Com forte repercussão popular, o grupo conversou com feirantes e moradores, ouvindo de perto as principais demandas da região.
“Sábado é dia de feira, e eu fico muito feliz de ser tão bem recebida aqui em Afogados, uma cidade pela qual Arraes tinha um carinho enorme, que fazia questão de visitar e que hoje nos acolhe na construção de um projeto para trazer mais desenvolvimento a toda a região”, destacou Maria.
Leia maisPara João Campos, voltar a Afogados também é resgatar memórias afetivas e reforçar o compromisso com o futuro. “Eu já estive aqui tantas vezes, desde criança. Estive com meu pai, o ex-governador Eduardo Campos, e depois tive uma votação muito expressiva no município para deputado federal”, afirmou o pré-candidato.
O gestor do município frisou a importância da parceria. “Afogados da Ingazeira está de portas abertas para recebê-los sempre. É com uma construção coletiva que a gente fortalece nossas ações em prol do nosso povo”, destacou Sandrinho. Além de formalizar parceria com o prefeito Sandrinho e o vice Daniel Valadares, Maria Arraes também conta com o apoio dos vereadores César Tenório, Raimundo Lima, Renaldo Lima, Mário Martins e Simone da Feira.
Na sexta-feira, antes de seguir para o Pajeú, a parlamentar esteve no município de Pedra, no Agreste, onde formalizou o apoio do vereador Wilson do Poço do Boi à sua pré-candidatura a deputada estadual. Em seguida, passou por Calumbi, onde também conta com o apoio do vereador Nem.
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Do jornal O Globo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou ontem (10) um acordo do governo federal com os Estados Unidos para reforçar o combate ao crime organizado transnacional. A iniciativa envolve a integração de esforços entre a Receita Federal do Brasil e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (U.S. Customs and Border Protection, em inglês). O anúncio vem em um contexto no qual a segurança pública, inclusive sob o viés da relação com os EUA, deve ser um dos principais temas da eleição de outubro.
Batizado de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team, ou “equipe de interdição mútua”, em tradução livre), o acordo prevê o compartilhamento de informações de inteligência e a realização de ações coordenadas para interceptar cargas ilegais, especialmente de armas e drogas, que circulam entre os países. A iniciativa faz parte de uma agenda de cooperação bilateral entre os governos Lula e Trump.
Leia maisO anúncio ocorre no momento em que os Estados Unidos ameaçam classificar facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas, o que desagrada a gestão petista. A denominação, segundo formuladores da política externa brasileira, poderia servir como um aval para interferência militar direta no país, o que colocaria em xeque a soberania nacional. O tema ganhou cunho eleitoral, com integrantes da oposição acusando o PT de cumplicidade com bandidos.
“Recebi representantes do governo dos Estados Unidos para uma informação, um reporte para mim, que foi dado tanto pela Receita Federal e a Polícia Federal, quanto pelas autoridades norte-americanas, autoridades da Embaixada dos Estados Unidos e autoridades da alfândega norte-americana. Hoje marca o primeiro passo relevante depois da conversa do presidente Lula com o presidente Trump no sentido de avançar na cooperação no combate ao crime organizado entre os nossos dois países”, disse Durigan ontem.
Segundo o ministro, são duas grandes expectativas: mais efetividade no combate ao crime organizado e a espera de que a circulação de armas no Brasil diminua, além do avanço em outras frentes de cooperação com os EUA. Durigan destacou ainda que, do lado brasileiro, a estratégia é liderada pela Polícia Federal, com apoio do Ministério da Fazenda, especialmente na área de inteligência financeira.
Uma das principais medidas do acordo prevê o lançamento do “Programa Desarma”, sistema informatizado da Receita que amplia a capacidade de rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis. Essa plataforma permite o compartilhamento estruturado, em tempo real, de informações entre os dois países, sempre que a aduana brasileira identificar produtos de origem americana relacionados a armas, munições, peças, componentes, explosivos e outros itens sensíveis, e vice-versa.
A ferramenta registra e organiza dados das apreensões, como tipo de material, origem declarada, informações logísticas da carga e eventuais identificadores ou números de série, permitindo o rastreamento da origem desses produtos e o mapeamento de redes ilícitas de comércio internacional de armas.
Análise de cargas
Outro mecanismo apresentado foi o chamado “remote targeting”, que permite a análise remota de cargas antes da chegada ao destino. Na prática, contêineres enviados passam por uma espécie de “raio-x”, com imagens cruzadas com dados de inteligência e compartilhadas digitalmente em fluxo contínuo entre os países.
O sistema poderá ser utilizado tanto em apreensões em portos e aeroportos quanto em remessas internacionais, operações especiais de fiscalização e ações integradas com outros órgãos de investigação, ampliando a capacidade de resposta do Estado brasileiro.
Dados apresentados na sexta-feira mostram a dimensão do problema. Nos últimos 12 meses, mais de 1.100 armas ou peças foram apreendidas vindas dos Estados Unidos, somando cerca de meia tonelada.
Apenas no primeiro trimestre deste ano mais de 1,5 tonelada de drogas com origem americana também foi interceptada, com destaque para drogas sintéticas e haxixe. Segundo a Receita Federal, o compartilhamento de dados já permitiu identificar métodos sofisticados de ocultação, como partes de fuzis escondidas em equipamentos de airsoft e drogas camufladas em produtos comuns enviados por remessas postais.
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Severino Luiz de França, o Mestre Biloco, morreu aos 83 anos, na manhã deste sábado (11). Músico considerado uma referência da cultura popular em Pernambuco, ele faleceu em sua própria casa, em Goiana, na Zona da Mata Norte. A causa da morte não foi informada. Os detalhes do velório e do sepultamento também não foram divulgados ainda pela família. As informações são da Folha de Pernambuco.
Nascido no Sertão pernambucano, Severino chegou a Goiana com apenas quatro meses de idade. Foi no município da Zona da Mata que o artista trilhou seu caminho musical, iniciado ainda na infância.
Leia maisEm 1971, Mestre Biloco fundou a Ciranda dos Cangaceiros, grupo que se tornaria a mais antiga ciranda ativa de Pernambuco, com mais de cinco décadas de trajetória. O nome do grupo veio pela admiração por Lampião, honrada nos figurinos e adereços utilizados.
Segundo o Inventário Nacional de Referências Culturais da Ciranda, produzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Biloco era o único mestre que ainda usava o apito para iniciar a cirandagem, tradição que remonta às origens do gênero.
O pernambucano também era ativo em outros folguedos populares. Ele atuou como mestre de maracatu de baque solto no Leão do Fortaleza e regeu orquestras de frevo, participando de diferentes festas dos ciclos festivos da região, carnavalesco, junino, natalino e religioso.
Mestre Biloco era viúvo e deixa sete filhos. Em nota oficial, a Prefeitura de Goiana lamentou a morte do artista. “A cidade perde um mestre, mas guarda o exemplo de quem fez da arte um modo de viver e de educar gerações de Goiana e de Pernambuco”, afirma o texto.
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Documentos encaminhados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado indicam que duas empresas ligadas ao Grupo Massa, do apresentador Carlos Roberto Massa (Ratinho), receberam repasses do Banco Master, instituição associada ao empresário Daniel Vorcaro. As movimentações somam ao menos R$ 24 milhões, conforme registros analisados pela comissão.
De acordo com os documentos, divulgados na última quarta-feira (8) pelo jornal Folha de S. Paulo, os repasses ocorreram entre 2022 e 2025 e envolveram as empresas Massa Intermediação e Gralha Azul Empreendimentos e Participações. Os dados detalham a circulação de valores no período e apontam a existência de relação comercial entre as empresas do grupo e o banco. As informações são da Revista Fórum.
Leia maisA Massa Intermediação, vinculada a Ratinho, recebeu cerca de R$ 21 milhões entre 2022 e 2025. Já a Gralha Azul Empreendimentos e Participações registrou aproximadamente R$ 3 milhões em repasses ao longo de 2022, segundo as informações enviadas à CPI.
O apresentador também participou de campanhas publicitárias do CredCesta, cartão consignado do Banco Master voltado a servidores públicos, que permitia compras e saques vinculados à folha de pagamento. O produto chegou a ser oferecido a servidores no Paraná, mas teve o uso bloqueado em novembro de 2025.
Em nota enviada à imprensa, o Grupo Massa afirmou que o governador do Paraná, Ratinho Junior, não integra o quadro societário das empresas citadas. “O governador Ratinho Jr não faz parte do quadro societário das empresas Massa Intermediação e Gralha Azul”, informou o grupo.
Outros nomes
Os documentos também mencionam outros nomes citados no âmbito das investigações da CPI, entre eles Michel Temer, ACM Neto, Guido Mantega, Fábio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski, além de Antônio Rueda.
A Massa Intermediação e Assessoria Empresarial está ativa desde 2021, com sede em Marumbi, no norte do Paraná, e atua na área de consultoria em gestão empresarial. Já a Gralha Azul Empreendimentos e Participações tem registro no bairro Parolin, em Curitiba, no mesmo endereço da Rede Massa, e atua na intermediação e agenciamento de serviços e negócios.
O que diz o Grupo Massa
Procurado, o Grupo Massa declarou que possui mais de 30 anos de atuação em diferentes setores econômicos e que mantém práticas reconhecidas pelo mercado, com rendimentos declarados à Receita Federal. A empresa ressaltou que sua atuação “não se confunde com a conduta de terceiros com os quais manteve relações contratuais” e reiterou que o governador Ratinho Junior não integra o quadro societário das empresas citadas.
A defesa de Daniel Vorcaro informou que não irá se manifestar sobre o caso.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Em 1979, os aiatolás derrubaram o regime do Xá Reza Pahlav, que fugiu em janeiro daquele ano. Imediatamente estourou a crise com o preço do petróleo disparando e um desarranjo mundial com insegurança e escassez. A crise do início dos anos 1970 ainda estava fresca na memória do planeta. Governos entraram em pânico, companhias pararam e seus navios vazios ficaram ancorados.
Os Estados Unidos do então presidente democrata Jimmy Carter fez embargo contra os iranianos. Passados 47 anos, a história se repete com Trump atacando o Irã junto com Israel sob o argumento de conter a escalada nuclear. Naquele mundo dos anos 1970, sem celulares e inteligência artificial, as coisas aconteciam mais vagarosamente, e a criatividade poderia superar obstáculos.
Leia maisFoi o que fez o empresário Marc Rich ao imaginar que, se ninguém poderia comprar petróleo, então ele ficaria barato para quem conseguisse adquiri-lo. Foi o primeiro passo para ele montar uma rede paralela de distribuição de óleo, salvando muitos países e empresas da quebradeira. Rich virou o inimigo público número 1 dos Estados Unidos, acusado de sonegação, conspiração e outras cositas más.
Fugiu para a Suíça, onde continuou com seus negócios, numa época em que a longa manus dos gringos ainda não chegara lá. Hoje, o jogo embruteceu. Não é mais possível montar operação com bancos atuando abaixo do radar, navios com bandeira neutra e intermediários escorregadios.
A escassez é uma ameaça real. O diesel acumulou alta de 23,5% desde o início do conflito no Irã. O petróleo voltou a flertar com preços acima dos US$ 100, e há risco de desabastecimento em países como Brasil, mesmo sendo o 8º maior produtor de petróleo. Numa era na qual a tecnologia impede que gente como Marc Rich consiga driblar os controles, quem não tiver condições de andar pelas próprias pernas estará condenado ao sofrimento.
O Brasil passou a produzir muito petróleo, mas não dá conta de refiná-lo. Nosso parque de refinarias é antigo e obsoleto, o governo não tem dinheiro para investir em refino e mantém a Petrobras produzindo gasolina e diesel abaixo do preço de mercado, fazendo da empresa uma ferramenta de combate à inflação.
O resultado é que exportamos petróleo barato e compramos diesel e gasolina, igualzinho nos séculos 19 e 20, quando exportávamos matéria-prima e comprávamos produtos industrializados feitos com aqueles mesmas matérias-primas produzidas aqui.
Após a campanha do “Petróleo é Nosso” e a criação da Petrobras, nos anos 1950, até 1999, o país investiu cerca de US$ 25 bilhões em capacidade de refino, chegando 2 milhões de barris de petróleo por dia. A partir de 2003, gastamos centenas de bilhões de dólares para refinar apenas 400 mil barris a mais por dia.
A refinaria Abreu Lima tinha orçamento de US$ 2,3 bilhões e custou US$ 20,1 bilhões. Foi entregue com três anos de atraso e opera apenas parcialmente. Resultou, segundo a Odebrecht, em US$ 90 milhões de propina. O Comperj foi anunciado em 2006 com orçamento de US$ 6,5 bilhões de dólares. A meta era refinar 150 mil barris por dia a partir de 2013. A obra foi paralisada em 2014. Não refinou nada até hoje. O prejuízo informado pela Petrobras foi de US$ 14,3 bilhões.
Resultado: de acordo com dados da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobras), o país refina hoje entre 2,3 e 2,4 milhões de barris por dia. Pouco mais do que refinava há 27 anos. Desde o início do século 21, os governos que se revezaram no Planalto não priorizaram os investimentos em refino, criando todo tipo de dificuldade para a iniciativa privada de atuar no setor. As consequências são estas que vivemos hoje: dependência da Rússia, do Irã ou de quem quer que seja, e pouquíssima autonomia.
Com os fertilizantes aconteceu a mesma coisa. No governo Temer as fábricas da Petrobras foram fechadas ou vendidas. Num país ancorado pelo agro, como alguém pode ter tido a infeliz ideia de fechar fábricas de fertilizantes? Agora temos escassez e aumento dos preços destes insumos básicos para o agro e a segurança alimentar.
O Brasil virou um país onde o Estado produz, via Petrobras, 1,9 milhão dos 2,4 milhões de barris refinados. Esta é a dura realidade de quem depende de um estado corrupto e mal gerido para ter gasolina, diesel e outros derivados. As grandes empresas que dominam dois terços do mercado (Vibra/BR, Raízen/Shell e Ipiranga) compram direto da Petrobras a preços subsidiados. Elas se recusaram a entrar no programa de subvenção do diesel criado pelo governo, que resultaria em R$ 0,32 de redução nos postos. Continuam se dando bem sem qualquer contrapartida.
As outras empresas que representam um terço do mercado e que não têm o privilégio de comprar da Petrobras, são obrigadas a se virar como podem. Boa parte delas se propôs a aderir ao programa de Lula que isentou o diesel de PIS e Cofins. Aí também haveria uma solução melhor, se o governo decretasse que somente poderiam comprar da Petrobras quem estivesse disposto a ajudar neste momento de crise.
Temos aumento do custo logístico, menor oferta de importação, especialmente do mercado spot (à vista), e maior concentração. Preços são pressionados para cima, aumentando as margens de lucro dos grandes. E como se não bastasse, em plena crise de abastecimento, com o estreito de Ormuz fechado e os bombardeios rolando à toda no Oriente Médio, a Receita Federal ao invés de facilitar, acaba criando dificuldades para importadores que não compram combustível da Petrobras.
Importadoras relatam que virou um inferno desembaraçar derivados de petróleo em Santos, Paranaguá e no Nordeste. “Várias empresas estão com volumes altos estocados nos portos desde o início da guerra, porque a Receita cria dificuldades para liberar. São picuinhas. Deveria prevalecer o bom-senso, porque o justo acaba pagando pelo pecador”, contou um dos empresários do setor. E segue o baile como se tudo estivesse na mais perfeita normalidade.
Num momento de excepcionalidade como este, a Receita deveria focar no setor de combustíveis, repetindo a estratégia de 2020. Naquela época, editou a Instrução Normativa 1929, facilitando as importações e ajudou que medicamentos e insumos para o combate à covid-19 chegassem rapidamente aos órgãos de saúde e ao público. Em 2026, a falta de agilidade é um risco a mais para o governo num ano eleitoral que promete ser quente.
Nos anos 1980, durante tensa negociação na África, perguntaram a Marc Rich se ele não tinha medo de ir além dos limites. A resposta reta e direta ilustra bem a situação do Brasil de hoje: “Os limites são criados por quem não precisa resolver problemas”.
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, cumpre agenda em Arcoverde amanhã (12), onde participa da tradicional Festa da Divina Misericórdia, realizada na Serra das Varas. Durante a visita, João Campos estará acompanhado da ex-prefeita Madalena Britto e de lideranças políticas da região.
A participação no evento mantém uma tradição familiar, já que seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, costumava marcar presença na celebração todos os anos. A agenda tem caráter religioso, acompanhando a programação que reúne milhares de fiéis no Santuário da Divina Misericórdia.
Nos bastidores, a visita também é vista como parte da estratégia de aproximação com o Sertão do Moxotó, especialmente em regiões consideradas relevantes no cenário político, como Arcoverde, que tem em Madalena, ex-prefeita por dois mandatos, sua principal liderança.
Após João confirmar presença na Festa da Divina Misericórdia, a assessoria da governadora Raquel Lyra também anunciou sua presença na Missa Solene da 22ª Festa da Divina Misericórdia, que tem à frente o Padre Adilson Simões.
