Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Por Estadão Conteúdo
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula, afirmou, em nota divulgada na noite de ontem (4), que o relatório de inteligência da Polícia Federal que cita direcionamento na atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e da própria PF corroboram as suspeitas de irregularidades apontadas anteriormente pela defesa e devem resultar no arquivamento das investigações contra Lulinha.
“Essa contaminação já era objeto de questionamento pela defesa e foi agora corroborada pelos relatórios de inteligência da Polícia Federal publicizados ontem, contendo apontamentos sobre ilegitimidade, limites e direcionamento de inquéritos, registrados pela própria estrutura investigativa”, afirmou em nota o advogado Guilherme Suguimori.
Leia maisOs relatórios foram divulgados pelo ministro Alexandre de Moraes e usados para incluir Mendonça no inquérito das Fake News sob acusação de conduzir irregularmente as investigações do caso Master e da Operação Sem Desconto. A ação acirrou a tensão no STF e foi uma reação ao fato de Mendonça ter divulgado relatório da PF com diálogos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes.
Como mostrou o Estadão, os relatórios de inteligência divulgados são apócrifos, sem cabeçalho, e se definem como “sem valor probatório”. As informações contidas nele não são acompanhados de elementos de corroboração e são seguidas de comentários indicando a “baixa ou moderada” confiabilidade dos relatos. Os relatórios também dizem que eles não podem ser usados para imputar infração penal ou disciplinar, que foi exatamente a utilização dada por Moraes.
Mesmo com todas essas ressalvas, os relatórios devem servir para que as defesas dos alvos das duas operações solicitem a anulação das investigações.
No trecho em que fala de Lulinha, o relatório de inteligência faz uma crítica à atuação da própria equipe de investigação por ter produzido relatórios com menções ao filho do presidente e aponta uma “ausência de lastro” para colocá-lo como investigado.
Com base nisso, a defesa aponta que as informações demandam o arquivamento da investigação contra ele. “Fábio Luís Lula da Silva permanece à disposição das autoridades e provará sua inocência nos autos, mas mantém a confiança de que o poder judiciário não fechará os olhos para ilegalidades, parcialidades e direcionamento político que, sendo confirmados, exigem o arquivamento definitivo das investigações”, diz a nota da defesa.
Lulinha se tornou alvo das investigações depois que a Polícia Federal identificou que ele manteve relação com o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de liderar o esquema de desvios. A PF também descobriu que o Careca do INSS fez pagamentos à lobista Roberta Luchsinger, que é amiga de Lulinha, com o objetivo de obter a intermediação de negócios no governo federal.
Essa investigação foi o principal ponto de tensão entre a PF e o gabinete de André Mendonça. As menções a Lulinha foram identificadas em dezembro do ano passado, mas não houve providências concretas sobre esses fatos até julho deste ano. Por isso, Mendonça pediu à PF o envio do material bruto com as informações encontradas nos celulares e quebras de sigilo e passou a desconfiar de uma blindagem ao filho do presidente.
Investigadores, porém, vinham dizendo que a equipe policial estava priorizando a conclusão dos inquéritos que tinham alvos presos, para permitir o oferecimento de denúncias pelo Ministério Público. Diante dessas cobranças, a PF pediu abertura de três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência e outros crimes de Lulinha no governo federal, a partir de conversas encontradas no celular de Roberta Luchsinger sobre a intermediação de negócios no Ministério da Saúde, Dataprev e outros órgãos do governo.
Os pedidos de investigação, porém, também geraram atritos porque foram apresentados sem conexão direta com o gabinete do ministro André Mendonça, o que permitiu a distribuição dos inquéritos por sorteio no STF. Isso gerou uma desconfiança do gabinete de que houve uma manobra da PF para tentar tirar André Mendonça das investigações de Lulinha. Dois inquéritos acabaram sendo distribuídos por sorteio para o próprio André Mendonça e um terceiro foi enviado para o ministro Flávio Dino.
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Localizado na Estação da Luz, em São Paulo, o Museu é um espaço para descobrir que uma língua é muito mais do que um conjunto de palavras e regras. Ela guarda histórias, aproxima pessoas, revela diferenças, cria identidades e acompanha as mudanças da sociedade.
Nas exposições, o português ganha sons, imagens, movimentos e outras formas de expressão. Experiências interativas, recursos audiovisuais, instalações artísticas e diferentes linguagens estimulam a participar, brincar, ouvir, descobrir e olhar para a língua de um jeito novo.


O português é plural, feito de muitos os sotaques, vocabulários e modos de falar. Palavras de diferentes origens se encontram e se transformam. Novas expressões aparecem. Outras deixam de ser usadas. A língua muda porque as pessoas mudam — e porque nunca paramos de inventar maneiras de dizer o mundo.
Por isso, o Museu não é um lugar que “guarda” a língua. O acervo é imaterial e está sempre em movimento. O Museu da Língua Portuguesa, dedicado à valorização e difusão do nosso idioma (patrimônio imaterial), apresenta uma forma expositiva diferenciada das demais instituições museológicas do país e do mundo, usando tecnologia de ponta e recursos interativos para a apresentação de seus conteúdos.
Pesquisa Quaest divulgada ontem (4) aponta Cid Gomes (PSB) e Capitão Wagner (União) na liderança da disputa pelas duas vagas do Ceará no Senado nas eleições deste ano. Cid aparece com 23% das intenções de voto, seguido por Capitão Wagner, com 20%. Luizianne Lins (Rede) ocupa a terceira posição, com 13%.
Na sequência, Alcides Fernandes (PL) registra 5%, enquanto Catarina Matos (UP), Reginaldo (PSTU) e Guilherme Theophilo (Novo) têm 1% cada. Lino Alves (PCO) não pontuou. O levantamento mostra ainda 19% de eleitores indecisos e 17% que afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.
A pesquisa foi realizada entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro com 900 eleitores em todo o Ceará. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número CE-01149/2026.
Raquel Lyra esteve ontem (4) no Assentamento Normandia, em Caruaru, uma das principais referências do MST em Pernambuco e no Brasil. Foi recebida por integrantes do movimento, participou do ato e até assinou um termo de compromisso com pautas da agricultura familiar e da reforma agrária.
A visita, porém, ficou fora das redes da governadora. Os vídeos publicados pelo Blog Cenário mostram Raquel cercada por militantes, recebendo produtos do assentamento e participando do encerramento ao som de seu próprio jingle de campanha. Nada disso apareceu, até a manhã deste sábado (5), nos canais usados pela candidata para divulgar sua agenda.
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Raquel tenta manter distância da polarização nacional, embora hoje tenha ao seu lado nomes importantes da direita e do bolsonarismo em Pernambuco. Nos últimos dias, Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, declarou apoio à governadora e disse que ela representa a melhor opção para “derrotar o PT e o PSB” no Estado. Gilson Machado, Clarissa Tércio e Mendonça Filho também estão no campo de apoio à sua reeleição.
No Normandia, o cenário era outro. Raquel foi recebida por Jaime Amorim, da coordenação nacional do MST e pai da deputada Rosa Amorim (PT), hoje no palanque adversário. Assinou compromisso com o movimento e ouviu seu jingle tocar no encerramento.
A agenda aconteceu. Foi registrada. Teve foto, vídeo e ato público. Só não entrou nas redes de Raquel.
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Pesquisa Quaest divulgada ontem (4) mostra como está a disputa para o governo do Ceará. Na pesquisa estimulada, Ciro Gomes (PSDB) aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o governador Elmano de Freitas (PT) aparece com 34%. O levantamento foi encomendado pela TV Verdes Mares.
A pesquisa estimulada é aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores. A diferença de Ciro para Elmano é de 11 pontos percentuais, portanto, acima da margem da erro — que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. As informações são do g1.
Leia maisNa pesquisa estimulada para o primeiro turno, Ciro Gomes (PSDB) aparece com 45% das intenções de voto, seguido por Elmano de Freitas (PT), com 34%. Delegado Huggo (Missão) tem 1%, enquanto Danilo Soares (Democrata), Vera Lúcia (Novo), Ieri Braga (PCO), Zé Batista (PSTU) e Serley Leal (UP) não pontuaram. Entre os entrevistados, 12% estão indecisos e 8% declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar.
O levantamento foi encomendado pela TV Verdes Mares e ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número CE-01149/2026.
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores e a escolha é feita de forma livre, Ciro Gomes (PSDB) aparece com 24% das intenções de voto, seguido por Elmano de Freitas (PT), com 19%. Outros nomes somam 1%. Entre os entrevistados, 53% estão indecisos e 3% declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar.
Intenção de voto para o 2º turno
A Quaest também testou um cenário de segundo turno entre Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT). Ciro aparece com 49% das intenções de voto, ante 48% na rodada anterior, enquanto Elmano tem 36%, contra 35% anteriormente. Os indecisos somam 7%, diante de 10% na pesquisa anterior. Já 8% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar, ante 7% anteriormente.
Rumos do governo estadual
Sobre os rumos do governo estadual, 22% dos eleitores disseram que o governador eleito deve continuar o trabalho que vem sendo feito. Outros 39% defendem que é preciso mudar apenas o que não está bom, enquanto 35% consideram necessária uma mudança total. Outros 4% não souberam ou não quiseram responder.
Aliados políticos
A pesquisa também perguntou aos eleitores sobre o perfil político que preferem para o próximo governador. Para 46%, o governador eleito deve ser aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 36% preferem um governador independente, enquanto 15% optam por um aliado de Flávio Bolsonaro. Outros 3% não souberam ou não quiseram responder.
Apoio de Lula
A Quaest perguntou ainda se o apoio de Lula a um candidato, acompanhado de um pedido de voto, aumentaria, diminuiria ou não alteraria a chance de o eleitor votar nele. Para 37%, o apoio do presidente aumentaria a chance de voto, enquanto 38% disseram que não mudaria nada. Outros 22% afirmaram que o apoio diminuiria a chance de votar no candidato, e 3% não souberam ou não quiseram responder.
Apoio de Flávio Bolsonaro
Em relação a Flávio Bolsonaro, 14% dos entrevistados disseram que o apoio do senador a um candidato aumentaria a chance de votar nele. Para 41%, o apoio não mudaria nada, enquanto 42% afirmaram que diminuiria a chance de voto. Outros 3% não souberam ou não quiseram responder.
Principais problemas do Ceará
A violência aparece como o principal problema do Ceará na avaliação dos eleitores, sendo citada por 54% dos entrevistados. A saúde vem em seguida, com 15%, enquanto corrupção, desemprego e economia registram 4% cada. Pobreza e desigualdade foram mencionadas por 3%, e educação, por 2%. Infraestrutura foi citada por 1%, enquanto enchentes não chegaram a 1%. Outros problemas somaram 2%, 1% respondeu que não há nenhum problema e 10% não souberam ou não quiseram responder.
Índices de rejeição dos candidatos
Na avaliação de conhecimento e intenção de voto, Elmano de Freitas (PT) aparece com a maior rejeição, com 42% dos eleitores afirmando conhecê-lo, mas não votariam nele. Ciro Gomes (PSDB) vem em seguida, com 35%. Por outro lado, 46% dizem conhecer e votar em Elmano, enquanto Ciro tem 59% nesse quesito.
Entre os demais candidatos, a rejeição varia de 3% a 10%, mas a maioria ainda é desconhecida pelos eleitores. Zé Batista (PSTU) tem o maior índice de desconhecimento entre eles, com 89% — e 10% dizem conhecê-lo, mas não votariam nele. Delegado Huggo (Missão) é desconhecido por 90%; Danilo Soares (Democrata), por 93%; Vera Lúcia (Novo), por 91%; Ieri Braga (PCO), por 96%; e Serley Leal (UP), por 95%.
Aprovação e avaliação do governo
A aprovação do governo Elmano de Freitas é de 49%, ante 52% em julho, enquanto a desaprovação subiu de 33% para 38%. Na avaliação da gestão, 34% a consideram positiva, 36% regular e 25% negativa. Sobre a possibilidade de reeleição, 50% dizem que Elmano merece continuar no cargo, enquanto 42% afirmam que ele não merece.
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Por Anthony Santana
Do Blog da Folha
A eleição para o governo de Pernambuco ganhou novo capítulo com a disputa pelo movimento brega e brega-funk. A manifestação cultural, historicamente ligada à periferia do Recife e Região Metropolitana, está no centro da estratégia de campanha dos dois principais candidatos ao comando do estado, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), e o candidato da Frente Popular e ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Raquel iniciou a campanha com o jingle “Chama Ela” como aposta das suas agendas de rua, a versão eleitoral é uma adaptação do hit homônimo lançado pelo MC Leozinho do Recife ainda em 2013.
Leia maisLogo depois, a gestora incorporou o brega-funk “Raquel é Pro Max” do MC Gordinho Bolado. Recentemente, a postulante ganhou mais uma música do ritmo, dessa vez reunindo mulheres que fizeram sucesso no brega pernambucano a partir dos anos 2000, como Elisa Mel, Palas Pinho e Dayanne Henrique.
Já o candidato João Campos tem uma relação histórica com o brega-funk. Durante as gestões dele à frente da Prefeitura do Recife, artistas do gênero ganharam espaço em eventos culturais da cidade. O ritmo também embalou as campanhas do socialista para a Prefeitura em 2020 e em 2024.
Na disputa para o governo estadual este ano, Campos encomendou ao artista Anderson Neiff um novo jingle. Neiff juntou outros artistas e influenciadores e criou a música “João é o meu, é o seu, é o nosso”, uma paródia do “Hit do Ab” lançado por Reny e a Galera, em 2013.
Na avaliação do professor da Universidade federal de Pernambuco Thiago Soares a manifestação cultural oferece aos políticos uma possibilidade de aproximação com públicos que dificilmente seriam alcançados apenas pelos formatos tradicionais de propaganda.
“Desde o início dos anos 2000, é o brega que ativa essa relação com a identidade pernambucana, muito conectado com a juventude, primeiro com as juventudes periféricas e agora não apenas com elas. Não é à toa que o brega-funk é o mais acionado pela classe política. É exatamente aquilo que vai conectar os políticos a esse universo da juventude periférica e da juventude pernambucana”, pontuou.
Para o cientista político Isaac Luna, a utilização do ritmo pelas campanhas pode ser traduzida a partir da lógica do marketing digital. Segundo ele, o objetivo inicial não é necessariamente convencer o eleitor sobre uma proposta, mas conseguir atenção. “No marketing digital existe uma coisa chamada isca. O brega funciona como uma isca, o que atrai a atenção de uma parte substancial do eleitorado, ou seja, do voto mais popular”, analisou Luna.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
O país nunca viveu situação semelhante e, por isso, a dificuldade de lidar com a realidade. Estamos mergulhados na pior crise institucional da nossa História de 526 anos. O poder mudou de mãos. A democracia representativa, tal como conhecemos, perdeu o efeito prático e o governo é exercido por aqueles que não têm, nunca tiveram e não precisam de votos.
A prática cotidiana do poder nos últimos anos tem sido submissão total ao Supremo Tribunal Federal pelo Executivo e Judiciário. A governabilidade de Lula tem como fonte primária de poder não o Congresso, mas as togas do Supremo. Quando o Congresso decide contra o governo, a judicialização é a solução. Ulysses Guimarães (1916-1992) dizia não existir vazio de poder. Nele, todos os espaços são preenchidos por quem tem mais competência ou por estar no lugar certo e na hora certa. Se Executivo e Legislativo abrem mão do poder, o Supremo ocupa.
Leia maisO ministro Alexandre de Moraes manda muito, gostemos ou não, pelos seus méritos e capacidade ímpar de exercício de poder, diante da incapacidade ampla, geral e irrestrita dos seus adversários — e até aliados. O ministro Alexandre tem a virtù de Maquiavel, alguém que não só gosta e deseja o poder, mas sabe exercê-lo ocupando a pista toda. Não importa se isso é bom ou ruim. É real.
Ele é o símbolo desta troca de poder a que o país assistiu como se fosse a coisa mais normal do mundo. Quando o ministro André Mendonça fez o que deveria ser feito, dando ao respeitável público conhecimento das relações de Daniel Vorcaro com a nobliarquia judiciária, os barões da mídia espernearam, pediram a renúncia de Moraes, vocalizando o que grande parte da elite pensa sobre risco econômico e segurança jurídica. Os mesmos que, nos últimos anos, fizeram vista grossa para todo tipo de imprudência constitucional. Devem ter feito as contas e imaginado que, tirando Moraes, o ministro Nunes Marques, o próximo na linha sucessória, seria mais ameno e palatável. Mas Nunes Marques tem muito o que fazer no TSE. Não se meterá em conspirações contra Moraes.
Quando um ministro do Supremo manda o presidente do Senado se entender com o presidente da República convocando ambos para jantar na sua casa, é porque a democracia representativa faliu e o novo poder que aí está representa a si mesmo. Independentemente de quem vencer a eleição, isso dificilmente mudará. Este poder tem a força e a coerção. Castrou as Forças Armadas, que a ele se entregaram docilmente depois do 8 de Janeiro. Os generais saíram do palco da política e entraram os juízes.
É incrível a ingenuidade de certos jornalistas e analistas políticos, imaginando que Alexandre de Moraes, o homem forte do novo poder, possa ser defenestrado do Supremo com voto de minerva da ministra Cármen Lúcia. Moraes é próximo da ministra, a ponto de ter prefaciado o livro “Princípio Constitucional da Solidariedade“, por ela lançado no ano passado. Em 21 de agosto, Cármen e Moraes participaram de debate na Faculdade de Direito da USP sobre o último livro da ministra “Pela Mão do Povo: Voto e Democracia no Brasil“, escrito em parceria com as historiadoras Heloisa Starling e Nayara Correa Henriques Pinto. Moraes é catedrático da cadeira de Direito Eleitoral da USP.
O ministro tem como característica sempre dobrar a aposta. Ele jamais recua e nunca perdeu um embate, desde que chegou ao palco nacional da política em 12 de maio de 2016, ao ser empossado ministro da Justiça pelo então presidente Michel Temer. Aos 57 anos, o sagitariano Moraes, nascido em 13 de dezembro de 1968, deve assumir a presidência do Supremo dentro de 1 ano. Basta olhar para o passado recente e entender o tamanho da hipertrofia do ministro. Ele não se intimidará com editoriais e esperneios. Como vem fazendo há 10 anos, engolirá cada inimigo.
Faz tempo que o Brasil não assistia à chegada ao poder de alguém com tanto apetite para exercê-lo, como Getúlio Vargas (1882-1954) depois do golpe de 1937 e o incontrolável Costa e Silva (1899-1969) no governo militar. Nenhum deles usava toga. Esta é a grande novidade. Juízes como Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, além da sólida formação intelectual, o que os coloca há anos-luz da maioria dos políticos, foram cevados na luta política, aprenderam a ocupar seus espaços enfrentando os piores obstáculos.
Foi assim com Gilmar na Lava Jato, Dino na política maranhense e Moraes durante o governo Bolsonaro. Erra quem imagina poder intimidá-los com gritos, editoriais, denúncias ou pequenas multidões. De agora em diante, os ministros do Supremo serão indicados pelos próprios ministros do Supremo. Isso nada tem a ver com ideologia, mas puro pragmatismo de quem manda.
O ministro André Mendonça tem vivido esta realidade na própria pele, como passou com Joaquim Barbosa. A pressão sobre ele é gigante. Viu Moraes liderar a rejeição ao seu amigo Jorge Messias e entrou para o inquérito das fake news, criado em 2019 e definido por Gilmar Mendes como instrumento usado pela Corte para se defender de críticas. Agora sabemos que este instrumento pode ser usado contra ministros rebeldes.
A reação do presidente Edson Fachin foi, no mínimo, amena. O Senado de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) faz cara de paisagem e o presidente Lula (PT) escolheu discurso ensaboado, pura espuma. O vazio de poder produz vazio de estadistas, de gente capaz de contornar as crises. Esta ausência significa a ausência de solução. É o óbvio ululante de Nelson Rodrigues.
Não adianta dizer que a luz do sol é o melhor desinfetante e que tudo deve vir à tona. Já veio e nada ocorreu, porque vivemos um momento inédito, cuja superação depende de sabedoria, criatividade e ousadia. Moraes não devolverá o poder entregue a ele pela Faria Lima, a esquerda, o centro e parte da direita. Irá exercê-lo com toda energia e todas as prerrogativas. Talvez o Brasil tenha de esperar sentado que cada um cumpra o seu dever. Esta é a realidade: temos um poder acima de qualquer poder.
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Meus filhos escolheram São Paulo para este feriadão da independência e aprovei na hora. Apesar da descida no ranking internacional, São Paulo continua sendo a cidade mais populosa do Brasil e a maior fora da Ásia e da África. A capital paulista segue como o principal polo financeiro e de negócios da América Latina.
Em 2025, a Organização das Nações Unidas adotou um critério geoespacial único de densidade e população para todo o planeta. Com cerca de 18,9 milhões de habitantes em sua área metropolitana, São Paulo ficou atrás de cidades que cresceram rapidamente na Ásia e na África.
O topo da lista mundial pertence agora a Jacarta, na Indonésia, seguida por Daca, em Bangladesh, e Tóquio, no Japão.
Por Gastão Cerquinha Neto*
Manter o ar das cidades limpo é um desafio crescente frente ao rápido avanço da urbanização e da industrialização. As tecnologias atuais de controle das emissões nas indústrias muitas vezes são insuficientes, fazendo atingir níveis preocupantes nos centros urbanos. A exposição contínua a essas diferentes fontes de poluição, que emitem compostos nocivos, como o ozônio e materiais particulados finos, traz graves riscos à saúde pública.
Esses poluentes penetram no sistema respiratório e causam irritação, inflamação pulmonar e estresse oxidativo, aumentando significativamente a incidência e o agravamento de doenças respiratórias crônicas e agudas, tais como asma, pneumonia e bronquite.
Leia maisGrupos vulneráveis, especialmente as crianças, devido à imaturidade de seus sistemas imunológico e respiratório, e os idosos, que sofrem com o declínio progressivo da função pulmonar, são afetados de maneira mais severa. Além disso, estudos apontam que o impacto das emissões gasosas na saúde respiratória é intensificado por fatores socioeconômicos precários e pela falta de uma infraestrutura verde adequada nas cidades.
As zonas de ar limpo
As práticas internacionais para a redução da poluição nos centros urbanos têm se concentrado fortemente na implementação das chamadas Zonas de Ar Limpo, que buscam priorizar as pessoas em detrimento dos carros e promover o transporte ativo e público. Diversas medidas e regulamentações vêm sendo adotadas por cidades ao redor do mundo para enfrentar as crises interligadas de mudança climática, qualidade do ar, congestionamento e saúde pública.
Essas zonas podem atuar proibindo completamente veículos poluentes, permitindo apenas os que tenham emissão zero, que são as zonas de emissão zero. Podem cobrar taxas ou pedágios para que veículos entrem em uma determinada área da cidade, inibindo a circulação de veículos. As restrições também podem ser direcionadas para determinados tipos de veículos, como caminhões e ônibus, que geram maiores emissões.
A cidade de 15 minutos
Podem ser adotadas também medidas distribuídas em pequenas áreas para melhorar a infraestrutura, como introduzir vegetação nos espaços públicos e promover o conceito de “cidades de 15 minutos”, onde as necessidades diárias dos residentes são atendidas a uma curta caminhada ou viagem de bicicleta.
O fechamento temporário de ruas próximas a escolas no início e final do dia, ou o fechamento de ruas comerciais em dias específicos para favorecer pedestres e atividades ao ar livre também reduzem as emissões e incentivam as pessoas a caminharem ou utilizarem bicicleta.
A garantia de um futuro saudável exige o engajamento coletivo na mitigação da poluição atmosférica. Nesse processo de conscientização, cada etapa é crucial, e todo espaço urbano vegetado exerce uma função indispensável para a dinâmica da cidade. Paralelamente, a transição para uma frota de veículos elétricos, integrada a políticas públicas voltadas à expansão da infraestrutura verde e à arborização urbana, configura-se como uma estratégia altamente benéfica para a qualidade do ar nas cidades.

*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
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O candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), publicou recentemente, em suas redes sociais, um vídeo de arquivo do Domingão do Faustão em que o cantor e compositor Raimundo Fagner faz elogios à sua gestão à frente do Estado. Ao fim do mandato, em 1994, Ciro tinha 74% de aprovação, segundo pesquisa Datafolha. Na gravação, Fagner também elogia o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB).
A relação de amizade e admiração de Fagner por Ciro vem de longa data. Após a decepção com Aécio Neves (PSDB), a quem apoiou na campanha presidencial de 2014, o cantor declarou voto em Ciro Gomes, então no PDT, no primeiro turno da eleição presidencial de 2018. Com a derrota de Ciro, Fagner apoiou Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno. Neste ano, o cantor manifestou o desejo de participar do lançamento da pré-candidatura de Ciro ao Governo do Ceará, realizado em 16 de maio, em Fortaleza.
Em pronunciamento na Câmara Municipal de Petrolina, o vereador Gabriel Menezes (PSD) fez duras críticas à gestão da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra.
Durante o discurso, o parlamentar cobrou investimentos do Governo do Estado na região do Sertão do São Francisco, citando a promessa de construção de creches, obras de saneamento básico e melhorias na prestação de serviços da Compesa. As informações são do Blog do Waldiney Passos.
Menezes também abordou o cenário político do estado ao declarar que não apoiará a governadora e ao anunciar apoio à pré-candidatura de João Campos, destacando divergências quanto aos espaços e atenção concedidos ao Sertão pernambucano.
Moraes e Mendonça nas mãos de Alcolumbre
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria sinalizado a senadores que, diante de uma eventual pressão incontornável para abrir um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), poderia adotar uma estratégia de “impeachment cruzado”, autorizando também a tramitação de um pedido contra André Mendonça. A movimentação teria como principal efeito político criar um equilíbrio de forças e evitar que o Senado fosse colocado diante de uma única frente de pressão contra o Supremo.
A estratégia ajudou a reduzir a temperatura das articulações nos últimos dias, sobretudo em meio ao aumento do embate entre ministros do STF. O cenário ganhou novos contornos na noite de quinta-feira (3), quando Moraes pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de investigação sobre Mendonça no âmbito do inquérito das fake news. Na solicitação, Moraes apontou possíveis indícios de crime de responsabilidade e mencionou, entre os envolvidos no contexto das apurações, o próprio Alcolumbre, dando ao episódio uma dimensão política que ultrapassa a disputa entre os dois ministros.
Leia maisA iniciativa de Moraes chegou a ser interpretada no Senado como uma espécie de sinal verde para que Alcolumbre também permitisse o avanço de medidas contra integrantes do STF. A leitura, porém, perdeu força ontem, após Fachin retirar o pedido do âmbito do inquérito das fake news. O presidente do Supremo determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Mendonça se manifestem em até cinco dias e transferiu para a Presidência da Corte a condução dos casos envolvendo os dois ministros.
O conflito ganhou força depois que Mendonça decidiu, na terça-feira (1º), retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal elaborado por determinação sua. O documento trouxe mensagens e contatos envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Em resposta, Moraes acusou Mendonça de ter interferido na condução das investigações, conduzido de forma irregular tratativas relacionadas a uma possível delação e direcionado apurações por supostas razões “pessoais e políticas”. O ministro também apontou a presença de seu próprio nome e do presidente do Senado no material.
Moraes sustenta ainda que a Constituição e o regimento do STF estabelecem que cabe ao colegiado da Corte avaliar eventual crime comum atribuído a magistrados. Na avaliação do ministro, o relatório da PF revelaria decisões de Mendonça tomadas com “flagrante perda de imparcialidade”. O episódio, portanto, amplia a disputa institucional entre Supremo e Senado e coloca Alcolumbre em uma posição delicada: ao mesmo tempo em que enfrenta a pressão de setores favoráveis ao impeachment de Moraes, precisa administrar uma crise dentro da própria Corte sem permitir que o Senado se transforme no principal palco de uma escalada entre os Poderes.
Portas fechadas – O presidente Lula (PT) teve conversa reservada com o presidente do STF, Edson Fachin, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ontem, no Palácio do Planalto. O encontro aconteceu no gabinete de Lula, no terceiro andar do Planalto, e contou ainda com a presença dos ministros Jorge Messias (AGU) e Wellington César Lima e Silva (Justiça). A conversa reservada, segundo apurou o portal Metrópoles, ocorreu antes da cerimônia de sanção, pelo presidente da República, de medidas relacionadas a fundos do sistema de Justiça. Na reunião, Lula ressaltou os pronunciamentos sobre a crise feitos por ele e por Fachin no dia anterior e pediu que o presidente do STF e Gonet deem resposta “equilibrada” para a crise.

Cármen presta solidariedade – A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), procurou o ministro Alexandre de Moraes para prestar solidariedade. A coluna da jornalista Andreza Matais apurou que Cármen disse que não concordava com a exposição a que o colega vem sendo submetido após o vazamento e a posterior retirada do sigilo do relatório da Polícia Federal que expôs suas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. O diálogo, contudo, não significa que a ministra votará a favor do colega quando o caso for a julgamento no plenário. A ministra tem indicado que não antecipa voto e que só se posiciona depois de conhecer o teor dos processos.
PGR apura possível interferência em relatório da PF – A Procuradoria-Geral da República informou, ontem, ao presidente do STF, Edson Fachin, que abriu um procedimento para apurar se houve ordem ou interferência externa na elaboração do relatório da Polícia Federal produzido a pedido de André Mendonça e que revelou mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que a PGR não foi comunicada previamente sobre a determinação e sustenta que isso impediu o órgão de exercer o controle externo da atividade policial. A PF será chamada a esclarecer as circunstâncias em que o documento foi produzido e se houve alguma interferência capaz de comprometer seu conteúdo.
PF vai investigar origem de foto do Bastidor.PE – A Justiça Eleitoral determinou, ontem, que a Polícia Federal aprofunde a investigação sobre a fotografia de um cartaz com ataques a Raquel Lyra (PSD) publicada inicialmente pelo Bastidor.PE, após pedido da coligação de João Campos (PSB). A PF terá de identificar quem produziu e enviou a imagem ao portal, quando e onde ela foi feita e, principalmente, se o cartaz realmente existiu e chegou a ser afixado em espaço público ou se a fotografia resultou de montagem, manipulação ou fabricação digital. O Bastidor.PE terá 48 horas para entregar o arquivo original, metadados e registros relacionados à edição e publicação do material.

Saúde domina embate no guia – A saúde concentrou, ontem, o confronto entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) no horário eleitoral da disputa pelo Governo de Pernambuco. João manteve o programa em que contrapõe ações realizadas no Recife à situação da rede estadual, cita superlotação, problemas estruturais e redução de investimentos e promete construir quatro hospitais regionais. Raquel respondeu em novo guia, no qual defendeu as ações de sua gestão, destacou reformas em unidades estaduais e rebateu as críticas do adversário sobre a venda de aeronaves e helicópteros utilizados pelo Estado, afirmando que 80 vidas foram salvas pelo serviço desde dezembro de 2025.
CURTAS
LOMBADAS – O Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE) desligou temporariamente os equipamentos de fiscalização eletrônica na rodovia PE-060 e em um trecho da BR-232 para o feriado da Independência do Brasil. A medida entrou em vigor às 12h de ontem e segue até as 5h da próxima terça-feira (8).
LOMBADAS II – Na PE-060, principal rota de acesso às praias do litoral Sul, todas as lombadas eletrônicas serão desligadas nos municípios do Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Sirinhaém, Rio Formoso, Barreiros e São José da Coroa Grande. Já na BR-232, apenas o equipamento localizado no km 10,7, no bairro do Curado, em Jaboatão dos Guararapes, no sentido Recife, será desativado. Os demais radares e lombadas continuam operando normalmente.
INSS – Neste final de semana, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Ministério da Previdência Social (MPS) oferecerão 3.175 vagas de atendimento em Agências da Previdência Social distribuídas pelo país. Os atendimentos serão destinados à realização de perícias médicas e avaliações sociais. As vagas serão oferecidas em 14 estados, contemplando todas as regiões do Brasil. Para ser atendido, o cidadão precisa agendar pelo site ou aplicativo Meu INSS ou por ligação para a Central 135.
Perguntar não ofende: Alcolumbre conseguirá manter os dois pedidos de impeachment na gaveta?
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