Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (12) o texto-base de um projeto que permite ao governo usar a receita extra, a partir da venda de petróleo, para reduzir impostos sobre combustíveis. O texto recebeu 61 votos favoráveis e apenas dois contrários. Os senadores ainda precisam analisar um destaque feito na proposta.
O texto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pois já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. As informações são do g1.
Leia maisA proposta também concede subsídios, na forma de diminuição de tributos, para a indústria de fertilizantes e o setor de minerais críticos e estratégicos. A isenção ainda valerá para Copa do Mundo Feminina, que será sediada no Brasil em 2027.
O texto, que só tratava inicialmente dos combustíveis, recebeu uma série de dispositivos alheios ao tema, os chamados jabutis.
A guerra do Irã contribuiu para elevação do custo dos combustíveis, assim como de insumos para a cadeia produtiva nacional, caso, por exemplo, dos fertilizantes.
Ao mesmo tempo, o cenário internacional também gera valorização do petróleo e gás extraídos no Brasil. O objetivo do projeto é justamente amortecer o prejuízo desses setores afetados usando a renda extra obtida pela venda do petróleo brasileiro.
Mas, para que isso seja possível, uma exceção para essas medidas precisou ser criada por meio desta proposta. Isso porque a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) proíbem a concessão de benefícios fiscais sem indicação da fonte para compensá-los e do impacto que eles terão nas contas do governo.
A LDO, inclusive, diz que fica proibida a “ampliação, prorrogação ou extensão do gasto tributário” e a criação de novas despesas obrigatórias. O projeto, então, contorna a norma em 2026.
A inclusão de benefícios a setores, além de estratégias com fins eleitorais que interessam ao governo, costuma ser aprovada em ano eleitoral no Congresso.
Em 2022, meses antes das eleições, o Congresso aprovou uma PEC que autorizava um “estado de emergência” no país, para permitir ao governo do então presidente Jair Bolsonaro a criação de uma série de benefícios às vésperas das eleições.
Pela proposta, o governo poderá reduzir tributos sobre combustíveis e compensar a perda de arrecadação com o aumento extraordinário de receitas obtidas pela União em razão da alta internacional do petróleo.
Para isso, poderá usar royalties, participações especiais da União decorrentes da de resultado da exploração de petróleo ou gás natural, impostos recolhidos pelo setor de óleo e gás e dividendos de estatais ligadas ao segmento.
Conforme o texto, a redução de impostos federais será usada na importação, produção e comercialização de óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação.
Para manter a competitividade dos biocombustíveis, a proposta determina que qualquer redução tributária concedida à gasolina preserve a vantagem competitiva do etanol.
Caso a tributação federal da gasolina seja reduzida em 30% ou mais, as alíquotas sobre o etanol deverão ser zeradas.
Além disso, o governo fica autorizado a conceder subvenção aos produtores de etanol para compensar eventuais perdas de competitividade. Para o período entre maio e agosto de 2026, o parecer prevê uma subvenção de até R$ 1,2 bilhão ao setor.
A proposta autoriza também os produtores de etanol a utilizar saldos credores de Pis/Pasep e Cofins e concede crédito fiscal a projetos destinados à produção de fertilizantes e suas matérias-primas no Brasil.
O texto autoriza benefício fiscal, por meio da redução nos impostos, para o setor de fertilizantes no valor de R$ 5 bilhões entre 2027 e 2031.
Quem será beneficiado será o produtor, no Brasil, de fertilizante ou de suas matérias-primas. Essas podem ser:
Nesta terça (11), o Senado aprovou uma proposta que um programa específico, com oferta de financiamentos, para fomentar a indústria de fertilizantes em meio à guerra no Oriente Médio.
“Apesar de o Brasil responder por 8% do mercado global de fertilizantes, a demanda brasileira tem sido atendida via importações, que hoje representam acima de 85% do total de fertilizantes empregados em nossas lavouras”, explicou a relatora do projeto dos combustíveis na Câmara, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO).
A medida aprovada nesta quarta pelo Congresso também:
Informações ainda não oficiais dão conta de que a governadora Raquel Lyra convenceu o deputado Túlio Gadelha a permanecer como candidato ao Senado em sua chapa.
O ex-prefeito do Recife, presidente nacional do PSB e candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, manifestou solidariedade, nesta quarta-feira (12), ao candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), após o petista relatar uma suposta tentativa de intimidação por policiais militares na noite anterior, em São Paulo.
Haddad afirmou que uma viatura da PM abordou seu carro nas proximidades de sua residência e, depois de ele desembarcar, acompanhou o motorista por um longo período. “Minha solidariedade a Fernando Haddad diante desse episódio grave, que precisa ser esclarecido com rigor. Forças de segurança não podem ser usadas para intimidar adversários ou interferir no processo eleitoral”, escreveu João nas redes sociais.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que determinou a apuração do caso. Mais tarde, o secretário Osvaldo Nico Gonçalves afirmou que a investigação concluiu que os policiais procuravam suspeitos de uma quadrilha de roubo de celulares e que não sabiam que o veículo pertencia a Haddad. Ao comentar o episódio, João Campos também fez referência às denúncias de arapongagem em Pernambuco. “Pernambuco já conhece a gravidade das denúncias de arapongagem. Polícia é para proteger, não para perseguir ou servir a interesses políticos. Democracia exige eleição livre e sem intimidação”, afirmou.
Governadora terá três dias para apresentar documento obrigatório; pendência foi identificada durante análise do pedido de registro para disputar a reeleição
A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), foi intimada pela Justiça Eleitoral após não apresentar o programa de governo entre os documentos que integram seu pedido de registro de candidatura. A pendência foi identificada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) durante a análise da documentação apresentada pela chapa governista.
De acordo com a intimação expedida no processo de Registro de Candidatura (RRC) nº 0600840-70.2026.6.17.0000, Raquel Lyra terá prazo de três dias para regularizar as falhas verificadas no requerimento, sob pena de indeferimento do pedido.
Leia maisNo documento, o TRE-PE aponta expressamente a ausência das propostas de governo. No campo destinado aos requisitos para o registro, a Justiça Eleitoral registra: “Não consta nos autos a proposta de governo da candidata. Apresentar a proposta de governo.”
A apresentação das propostas defendidas pelo candidato é uma das exigências previstas na legislação para quem disputa cargo do Poder Executivo. O documento integra o processo de registro e permite que a Justiça Eleitoral e os próprios eleitores tenham acesso às diretrizes, compromissos e prioridades apresentados por quem pretende governar o Estado.
A intimação ocorre após Raquel Lyra formalizar sua candidatura à reeleição ao Governo de Pernambuco pela coligação Pernambuco de Coração, formada por Podemos, PSD, Avante, Federação PSDB Cidadania e Federação União Progressista.
Agora, a governadora precisa apresentar o documento dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para sanar a pendência e permitir o prosseguimento da análise de seu registro de candidatura.
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O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), relatou nesta quarta-feira (12) uma suposta tentativa de intimidação de agentes da Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) e afirmou que irá pedir providências à Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), subordinada a Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorre à reeleição.
O caso teria ocorrido na noite de terça, quando o petista retornava para casa depois de um evento na faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, no centro de São Paulo, próximo das 22h30. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— O meu carro foi abordado por uma viatura da Polícia Militar de forma um pouco ostensiva, mas rápida. Eu estava chegando na minha casa. Achei um episódio relativamente normal, acontece de você estar fazendo uma ronda. Mas o meu carro, depois que me deixou em casa, foi acompanhado por essa viatura da polícia durante muito tempo, de forma um pouco ostensiva e intimidadora — declarou Haddad nesta manhã.
Extraoficialmente, fontes da polícia dizem que ainda não identificaram os envolvidos, mas estão atrás de imagens, e que Haddad foi procurado pela cúpula. Ele conversou por telefone com o titular da pasta, o delegado Osvaldo Nico, pouco depois de revelar o caso, segundo pessoas próximas do petista.
“A SSP determinou à Polícia Militar que fossem identificadas as equipes que estiveram ou passaram pela região no período informado para apurar as circunstâncias do episódio. O secretário da pasta, Osvaldo Nico Gonçalves, entrou em contato com o candidato Fernando Haddad em busca de informações complementares sobre o trajeto e a situação relatada, a fim de contribuir na investigação. Qualquer possível desvio de conduta será devidamente apurado”, disse a pasta, em nota.
Haddad alegou que a abordagem foi feita à distância com os policiais jogando “luz sobre o pára-brisa” com o farol da viatura “para ver quem estava dentro”, e o fato por si não teria gerado estranheza. Depois de sair do carro, contudo, o motorista do candidato teria sido acompanhado com a mesma viatura “emparelhando” ao lado, chegando “muito perto” na parte traseira do veículo e estacionando junto em um hotel.
— Eu entrei em casa e não estava minimamente preocupado com isso, mas o motorista depois relatou a mim e ao doutor Hélio Silveira, meu advogado. Nós estamos levando as informações para o governo do estado, para as autoridades competentes, para saber o que aconteceu. Pode ter sido coincidência, pode ter sido confusão, mas tem que haver no mínimo uma apuração — disse o candidato.
O petista declarou que não quer fazer disso um “cavalo de batalha” nas eleições deste ano, mas se sentiu obrigado a relatar o ocorrido porque o motorista “ficou muito assustado”. Segundo Haddad, os agentes portavam “três fuzis” e não deixaram a viatura em nenhum momento para solicitar documentos, o que seria o procedimento padrão caso estivessem procurando suspeitos.
— Estou cumprindo a minha obrigação de levar ao conhecimento do governo do estado um episódio que não foi agradável e pode ter sido apenas um mal entendido. Mas, se eu não dou a público isso, amanhã acontece alguma coisa e você não tem nem por onde começar uma investigação.
No final da tarde, o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou ao GLOBO que uma investigação foi determinada por Tarcísio e concluiu que não houve tentativa de intimidação a Haddad, e sim uma operação contra quatro suspeitos de roubarem celulares na Avenida 9 de Julho, em São Paulo.
– Falei com Haddad e com o motorista dele. Ele deixou o candidato na casa dele e ficou na porta. Como houve na região um (assalto da gangue do) quebra-vidro, com quatro bandidos, a viatura passou, o carro do Haddad saiu e os policiais foram atrás — declarou o secretário.
De acordo com ele, a abordagem teve fim no hotel. Mais cedo, o advogado Hélio Silveira havia dito que o motorista de Haddad estacionou no local “para se proteger”, por ter câmeras de segurança. Ele se dirigiu à viatura da PM e teria ouvido uma frase ríspida: “Vaza daqui”.
— O candidato não estava no veículo. Quando o carro chegou próximo à 23 de Maio e entrou em um hotel na Rua Estela, os policiais viram que o carro não tinha nada a ver com o assalto e foram embora. Eles não sabiam que o carro era do Fernando Haddad – afirma o secretário.
O GLOBO teve acesso ao boletim de ocorrência, emitido pelo 27º Distrito Policial, de Campo Belo. Os policiais em patrulhamento de rotina foram abordados por testemunhas relatando o crime, segundo o documento, e iniciaram as buscas por um veículo “Kicks preto”. Não há menção ao episódio com o motorista de Haddad, apenas o desfecho do caso. O motorista do candidato dirigia um Fusion prata.
Os agentes também não estariam portando câmeras corporais (“bodycams”) durante o serviço, aponta o BO.
“No interior do automóvel, foram encontrados cinco celulares. Três estavam na posse de cada um dos indivíduos, e os outros dois eles não souberam dizer quem seria o dono. Oito vídias (metal duro usado para quebrar vidros) foram localizadas dentro do carro. Os indivíduos negaram ter praticado furto”, registrou a Polícia Civil.
A apreensão do veículo ocorreu na Avenida Indianopólis, nº. 500, disseram os policiais. O documento menciona ainda que uma outra equipe prendeu um adolescente no cruzamento da Av. 9 de Julho e a R. Japão e que ele teria confirmado a participação na gangue.
“Estava em correria, quando os policias o avistaram; trazia consigo um celular e um vídia, sua mão estava machucada, com pequeno sangramento. (Nome omitido) obedeceu à voz de parada dos policiais, parando de correr. Ele contou que fazia parte do grupo que estava no Kicks (…) e que aquele celular que estava com ele fora furtado.”
Haddad tem feito críticas aos casos de violência policial durante o mandato de Tarcísio e à mudança no modelo de câmeras corporais, com os equipamentos atuais acionados pelos próprios agentes ou de forma remota, e não mais de gravação ininterrupta. O governo alega que as mortes por intervenção policial tem aumentado por conta do maior enfrentamento ao crime.
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O advogado, professor e candidato a deputado federal Mauricio Rands defendeu, nesta quarta-feira (12), a preservação das instituições democráticas e a retomada do diálogo em meio à polarização política. A declaração foi feita durante homenagem recebida no Caxangá Ágape, em encontro realizado no Recife. “Uma das lições da história é que, diante de momentos de polarização, precisamos recuperar a capacidade de diálogo e de construção democrática”, afirmou.
Ao agradecer a homenagem, realizada no Mês do Jurista, Rands destacou o papel de instituições que preservam a memória e promovem o debate e a participação social. Ele citou a Faculdade de Direito do Recife e o Tribunal de Justiça de Pernambuco como exemplos de instituições que atravessaram gerações e participaram da formação da vida política, jurídica e social do Estado.
Quem participa da reunião de emergência em Palácio, neste momento, com a governadora Raquel Lyra, para tentar encontrar uma saída na chapa para o Senado com a desistência de Túlio Gadelha, é o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho. Será que vai aceitar sair candidato ao Senado depois de lançar Mendonça Filho ou está convencendo Raquel a apoiar Mendonça?
A Câmara dos Vereadores do Recife aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) número 17/2026 que concede o Título de Cidadão do Recife ao ator, diretor, roteirista, produtor e músico Wagner Moura. A proposição foi aprovada por 25 votos favoráveis e três contrários, durante reunião ordinária realizada nessa terça-feira (11).
O projeto é de autoria do vereador Carlos Muniz (PSB). Durante a votação, o parlamentar celebrou a aprovação do título a Wagner Moura e destacou o sucesso do filme “O Agente Secreto”, protagonizado pelo ator. Lançada em novembro do ano passado, a produção é ambientado no Recife dos anos de 1970 e dirigido pelo cineasta pernambucano Kléber Mendonça Filho. As informações são do Blog da Folha.
Leia mais“Alguém tem um filme que retrata Recife, que se propagou tanto? Claro que não. Wagner Moura teve 11 prêmios individuais e uma indicação ao Oscar. Tudo isso colocou, não só Recife, como também a história que a gente tem que propagar por gerações. E esse filme vai ficar, ad aeternum, no mundo cinematográfico, no mundo todo”, disse Muniz.
O vereador Gilson Machado Filho (Podemos) foi um dos parlamentares que votou contrário ao projeto. O parlamentar, que já tinha votado contra a concessão do título a Wagner Moura em abril deste ano, criticou o ator e o chamou de “incoerente”.
“(Ele) Mora na Califórnia, usufruindo do melhor que o capitalismo pode trazer para nossa sociedade. Por isso que eu votei ‘não” e voto ‘não’, quantas vezes for necessário para pessoas incoerentes”, Argumentou.
A indicação do Título de Cidadão do Recife para o ator Wagner Moura foi inicialmente votada no plenário da Câmara Municipal em 27 de abril deste ano. Na ocasião, o projeto de decreto legislativo não foi aprovado, pois mesmo tendo obtido a maioria dos votos – 16 votos favoráveis e 7 votos contrários – , não alcançou o quórum mínimo exigido para este tipo de proposição que é de três quintos dos vereadores, ou seja, 23 votos. O vereador Carlos Muniz alegou que houve um problema na técnica legislativa e reapresentou a matéria.
Em 30 de junho, o projeto de decreto legislativo voltou ao plenário após passar pelas comissões de Legislação e Justiça; e de Educação, Cultura, Turismo e Esportes. No entanto, a votação foi adiada porque o vereador Eduardo Moura (Novo), pediu vistas do projeto.
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A governadora Raquel Lyra está reunida, neste momento, em Palácio, com o comando da sua equipe para tentar conter o deputado Túlio Gadelha, que teria desistido da disputa ao Senado.
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, decidiu incluir em seu programa de governo um tópico caro à militância bolsonarista: a reforma do Supremo Tribunal Federal (STF). O tema deve ser uma das principais bandeiras eleitorais da campanha do filho 01 de Jair Bolsonaro, em contraposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conta com a boa vontade do Supremo como um dos pilares de sua governabilidade.
Um dos principais pontos defendidos pela campanha do senador é a imposição de uma quarentena de um ano para indicação ao Supremo, no caso de pessoas que tenham assumido o cargo de ministro ou secretário de Estado. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNa prática, se a medida estivesse em vigor, Lula não poderia ter indicado imediatamente o seu advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Seria preciso esperar o desligamento de Messias do cargo e aguardar um ano para oficializar a indicação.
A mesma quarentena teria prejudicado os planos de Lula de indicar o ex-ministro da Justiça Flávio Dino para o Supremo – e também teria afetado a decisão do pai de Flávio, Jair Bolsonaro, de escolher André Mendonça, que atuou como chefe da AGU e da Justiça na administração bolsonarista antes de assumir a toga no STF.
Segundo a campanha de Flávio, a medida busca “reduzir a transferência imediata de agentes da disputa política para a mais alta Corte do país e reforçar a percepção de independência dos novos ministros”.
O plano de governo de Lula, divulgado na semana passada, se limita a criticar a “morosidade” da Justiça, além de propor a manutenção de um “diálogo permanente com os atores do Judiciário, respeitada a autonomia dos Poderes, para estimular o aperfeiçoamento do sistema de Justiça”, sem entrar em detalhes.
Já o plano de Flávio, intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso”, reserva mais espaço para a questão. Flávio já disse que “qualquer governo que se iniciar a partir de 2027 vai ter que fazer uma reforma do Judiciário” e mencionou como possibilidade a fixação de um tempo de mandato dos ministros do STF, ao participar de evento em Porto Alegre em abril deste ano.
Esse é um tema que ressoa entre os simpatizantes da candidatura de Flávio. Dados de uma pesquisa Genial/Quaest obtidos pelo GLOBO, divulgados no último domingo, mostram que o nível de confiança no STF é de 50% perante o eleitorado brasileiro. Mas entre os eleitores bolsonaristas, 73% dos entrevistados disseram não confiar na Corte.
Três vagas para o Supremo vão abrir no próximo mandato presidencial: Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes deverão se aposentar em 2028, 2029 e 2030, respectivamente. Também há a cadeira que ainda não foi preenchida com a antecipação da aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado.
Lula contrariou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e decidiu escolher o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de Barroso. Mas uma articulação que uniu nos bastidores Alcolumbre, Flávio Bolsonaro, a tropa de choque bolsonarista no Senado e até mesmo o ministro Alexandre de Moraes, cada um com sua agenda e seus próprios interesses, conseguiu derrubar a indicação de Messias, impondo uma derrota histórica ao governo petista.
No último sábado (8), ao participar de evento com lideranças políticas em Itapetininga (SP), Flávio disse que indicará para o Supremo ministros que “respeitem a Constituição” e que não “façam mais com nenhum brasileiro o que eles fizeram com Jair Bolsonaro”, em referência à pena de 27 anos e três meses de prisão imposta pela Primeira Turma do STF ao seu pai nas investigações da trama golpista.
“E quem descumprir a lei vai pagar por isso, a lei tem que valer para todos, inclusive para ministro do Supremo, e por muito tempo, em especial durante o governo do presidente Bolsonaro, criticar um ministro do Supremo foi considerado um atentado contra democracia”, discursou Flávio na ocasião.
O candidato do PL também se comprometeu a indicar “homens e mulheres” para a Corte, em um aceno ao eleitorado feminino, onde sua candidatura enfrenta maior rejeição.
Em seu terceiro mandato, Lula só indicou homens para o Supremo: Cristiano Zanin Martins, Flávio Dino e Messias. Dos atuais 10 ministros do STF, há apenas uma mulher – Cármen Lúcia, indicada pelo petista em seu primeiro mandato.
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O médico e ex-prefeito de Carnaíba Anchieta Patriota manifestou, nas redes sociais, solidariedade a Dom Limacêdo Antônio da Silva. Na publicação, ele defendeu um cristianismo voltado aos mais pobres, à justiça social e ao respeito aos direitos fundamentais.
“Manifesto minha solidariedade a Dom Limacêdo Antônio da Silva e à sua missão de manter viva a força de um cristianismo comprometido com os mais pobres, com a justiça social e com o respeito aos direitos fundamentais”, escreveu Anchieta. Confira:
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que o diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi “restabelecido” após reunião entre os dois na manhã desta quarta-feira (12).
“Esse diálogo foi restabelecido, tanto que já tivemos duas reuniões muito boas e produtivas pensando no Brasil. Esse é o meu papel e eu creio que é o dele também”, disse Alcolumbre. As informações são da CNN.
O encontro desta quarta durou cerca de duas horas e contou com a presença do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e da líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).
Leia maisA retomada das conversas ocorreu depois de uma ruptura ocasionada com a não aprovação da indicação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) em abril. Messias é advogado-geral da União e foi escolhido por Lula para integrar a Corte. O nome indicado, porém, foi rejeitado pelo Senado. Alcolumbre defendia outro nome e não trabalhou a favor da escolha de Lula.
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