Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Por Duda Feitosa*
As canções de Belchior nunca saíram de moda porque, na verdade, nunca pertenceram apenas ao passado. Continuam falando de um Brasil que ainda enfrenta a violência policial, as desigualdades, as ameaças à democracia e as sombras de uma ditadura que tantos insistem em ressuscitar.
Belchior cantou a liberdade, as contradições humanas, a coragem de amar e a inquietação de uma geração que se recusava a aceitar o mundo como ele era. E, tantas décadas depois, seguimos encontrando o nosso tempo dentro de suas canções.
Leia maisO Sextou de hoje com Wannick Belchior, filha e herdeira do legado musical desse gigante nordestino, é uma homenagem emocionante, sobretudo diante dos tempos que estamos vivendo. Cearense como o pai, Wannick não apenas preserva sua memória.
Ela mantém viva a força de uma obra que atravessa gerações sem perder a capacidade de provocar, questionar e emocionar. Mergulhar na história de Belchior é também mergulhar na história do Brasil. É reconhecer a riqueza da nossa cultura, a potência do Nordeste e a profundidade de artistas que transformaram suas inquietações em poesia.
Belchior não cantava apenas o amor ou a juventude. Cantava o desencanto, a resistência, o desejo de transformação e a coragem de romper com aquilo que parecia estabelecido. Afinal, ele já nos ensinava que o novo sempre vem, mesmo quando o passado insiste em permanecer.
E é justamente essa profundidade que encontro em Wannick. Em tempos de tanta superficialidade, ela se destaca pela sensibilidade, pela consciência do que representa e pelo respeito à obra que carrega. Mas há algo ainda mais bonito nisso tudo.
Wannick não se limita a ser filha de Belchior. Ela tem talento, identidade e uma maneira própria de dar continuidade a uma história que pertence não apenas à sua família, mas à cultura brasileira.
Ouvir Wannick falar do pai, a quem também chama de mestre, é perceber que a verdadeira grandeza de um artista está naquilo que sua obra continua despertando, mesmo depois de sua partida.
Belchior permanece atual porque o Brasil ainda precisa ouvir o que ele tinha a dizer.
*Jornalista
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Um público estimado em 150 mil pessoas, segundo dados da segurança, participou do Bloquinho do 22, mobilização liderada pela direita, na noite de ontem, na Avenida Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira, a manifestação saiu da pracinha de Boa Viagem em direção ao Parque Dona Lindu.
O encontro contou com a participação de Gilson Machado Neto, deputado federal eleito, acompanhado do filho, Gilson Machado Filho, eleito deputado estadual. O ato também reuniu nomes da política nacional, como o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP), o deputado federal Marcel Van Hattem (NOVO-RS), o vereador e deputado federal eleito Tiago Medina (PL-PE) e o deputado federal Mendonça Filho (PL-PE).
Leia maisPara Gilson Machado Neto, a participação dos pernambucanos representa um sinal do momento político vivido pelo estado. “A adesão do povo pernambucano demonstra a força e o desejo de mudança da população. Estamos diante de um momento histórico, em que o Brasil tem a oportunidade de encerrar o ciclo do PT no comando do nosso país. Pernambuco está mostrando que saberá dar sua resposta nas urnas no próximo dia 25, votando 22”, afirmou.
A agenda de mobilizações segue até sábado, com atividades em outros municípios pernambucanos. Em Caruaru, no Agreste, uma nova edição do Bloquinho do 22 está prevista para a tarde deste sábado, 24, na Avenida Agamenon Magalhães, seguida de carreata. A programação contará com a participação de lideranças estaduais e dará continuidade às atividades de mobilização na reta final da campanha presidencial.
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Por Joel de Hollanda*
“A linguagem política destina-se a fazer com que a mentira soe como verdade e o crime se torne respeitável, bem como imprimir ao vento uma aparência de solidez”. – George Orwell (Autor de “1984” e “A Revolução dos Bichos”).
“Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente, e pela mesma razão”. – Mark Twain (Escritor e humorista norte-americano).
Uma afirmação, quando repetida muitas vezes, pode adquirir aparência de verdade. Mas o tempo, implacável, acaba por revelar suas contradições.
Leia maisEm 2001, às vésperas da campanha presidencial que levaria Lula ao poder, o Partido dos Trabalhadores lançou uma agressiva campanha publicitária contra a corrupção, criada pelo marqueteiro Duda Mendonça. Seu título era impactante: “Xô Corrupção”.
Nas telas, ratos devoravam tudo o que encontravam pela frente. Até a própria Bandeira Nacional. A mensagem era igualmente contundente: “Ou a gente acaba com eles ou eles acabam com o Brasil.”
Os roedores simbolizavam políticos associados à corrupção. A crítica dirigia-se, sobretudo, ao governo federal da época, comandado pelo PSDB. O PT apresentava-se como a esperança de renovação moral da política brasileira. Prometia combater a corrupção, punir seus responsáveis e proteger as riquezas da nação.
Mas o tempo tem uma virtude que falta aos discursos políticos. Não se deixa seduzir pelas palavras. Nem se curva às conveniências do poder.
E é implacável ao revelar a distância abismal entre o falar e o fazer. Entre prometer e realizar. Entre a retórica moralizadora e o compromisso verdadeiro com aquilo que se prega.
Nos anos seguintes, o Brasil assistiria à explosão de graves escândalos de corrupção. O mensalão. O petrolão. As investigações da Lava Jato. E tantos outros episódios que deixaram marcas profundas na história política do país.
Mais recentemente, vieram à tona o escabroso escândalo das fraudes e dos descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, além das graves denúncias de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master.
O contraste entre o discurso moralizador daquela campanha do PT e os acontecimentos posteriores permanece como uma questão incontornável.
Afinal, expõe a distância entre a promessa e a prática. Entre o discurso e a realidade. Entre aquilo que se condena quando se está na oposição e aquilo que se pratica ou se tolera quando se exerce o poder.
Agora, diante de mais uma disputa eleitoral, o Brasil volta a se confrontar com seu passado.
O governo apresenta suas realizações. A oposição aponta seus erros e desvios éticos. E os brasileiros são novamente chamados a decidir os rumos da nação.
Mas nenhuma democracia amadurece sem memória. Nenhum país constrói um futuro digno escondendo os descalabros político-administrativos do passado.
Principalmente quando esse passado abriga alguns dos maiores escândalos de corrupção da história mundial.
E não nos iludamos.
O roubo do dinheiro público não se mede apenas pelos milhões ou bilhões desviados. Mede-se, sobretudo, pelo sofrimento que deixa atrás de si.
Pela escola que deixou de ser construída. Pelo hospital que ficou apenas no papel. Pelo sonho adiado de uma família conquistar seu próprio teto.
Pela creche que nunca chegou. Pela comida que faltou à mesa dos mais pobres. Pelo sofrimento diário de milhões de trabalhadores, apinhados e sufocados em vergonhosos transportes públicos.
Cada recurso desviado representa uma oportunidade perdida. Uma esperança frustrada. Um direito negado.
Porque, quando a corrupção se apropria do dinheiro público, não rouba apenas os cofres do Estado.
Rouba também um pedaço do futuro de cada brasileiro.
Os governos, porém, um dia passam. O poder muda de mãos. As promessas se desfazem como bolhas de sabão.
Mas os fatos permanecem.
E o tempo, esse juiz silencioso da história, continua a confrontar as palavras com as ações.
Talvez seja essa uma das grandes lições que o Brasil precisa aprender.
Não basta anunciar o combate aos ratos. É preciso impedir que a corrupção encontre abrigo nas instituições. Seja qual for o partido. Seja quem for o governante.
Porque a honestidade, a ética e a integridade não podem ser apenas bandeiras de campanha.
Precisam constituir compromissos permanentes com o povo e com a nação.
A verdade pode ser afrontada por fantasiosas e mirabolantes narrativas. Pode ser distorcida, disfarçada e até abafada por algum tempo.
Mas jamais perderá a força de sua própria luz.
E quando essa luz finalmente atravessa as sombras, o país encontra uma nova oportunidade de reconhecer seus erros, corrigir injustiças e renovar suas esperanças.
Afinal, nenhuma noite, por mais longa e escura que seja, consegue impedir para sempre o nascimento de uma nova manhã.
E essa oportunidade é agora.
No próximo dia 25 de outubro, cada brasileiro terá nas mãos muito mais do que um voto.
Terá uma parcela de responsabilidade pelo destino da nossa pátria.
Não escolheremos apenas governantes. Decidiremos que país desejamos construir. Que valores queremos preservar. E que Brasil pretendemos deixar às próximas gerações.
Depois de cinquenta anos dedicados à vida pública, muitos deles no exercício de mandatos parlamentares, aprendi que nenhuma nação se torna verdadeiramente grande quando seus governantes se afastam dos princípios que proclamam defender.
E aprendi, sobretudo, que o silêncio, diante de determinados momentos da história, pode significar uma forma de omissão.
É por isso que escrevo.
Não movido pelo sentimento de rancor. Nem pelo ressentimento.
Mas pelo amor profundo que tenho ao Brasil.
Pela esperança de vê-lo livre das amarras da corrupção, das injustiças e das desigualdades que tanto sofrimento impõem ao nosso povo.
Não nos omitamos. Vamos todos às urnas.
Que cada voto seja um pequeno tijolo na construção de um novo Brasil.
Um país mais justo. Mais honesto. Mais digno.
Um Brasil onde a verdade não precise esperar tanto tempo para ser reconhecida.
E onde a esperança deixe de ser apenas mais uma promessa para se transformar em realidade.
Sigamos em frente. Com as mãos dadas como irmãos que somos.
E vamos construir a Pátria que há tanto tempo sonhamos.
O Brasil que nossos filhos e netos merecem herdar.
Amém!
*Economista
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O Sextou de hoje traz Vannick Belchior, filha do cantor e compositor cearense Antônio Carlos Belchior. Se estivesse ainda entre nós, Belchior faria 80 anos. A herdeira musical do cantor roda o Brasil com um belíssimo show em homenagem ao pai.
A cantora, de apenas 29 anos, segue o legado musical do pai. Batizado de “Meu Nome É Cem”, o projeto celebra os 80 anos de Belchior. No show, Vannick interpreta os grandes sucessos do pai, com destaque para os 50 anos do icônico álbum Alucinação.
Nascida em Fortaleza, Vannick iniciou a carreira musical em 2021, depois de estudar Direito. No projeto Meu Nome É Cem, a artista também resgata composições menos conhecidas do repertório de Belchior e conta com a colaboração de músicos que trabalharam com o pai, como Rick Ferreira e Sergio Zurawski. Entre as canções que integram o espetáculo estão Como Nossos Pais, Sujeito de Sorte e Notícia de Terra Civilizada.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
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A pedido da minha amiga jornalista Kátia Cubel, estive, ontem, com o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), para convidá-lo a abrir o Festival Nacional de Jornalismo, que acontece pela primeira vez na capital pernambucana na próxima quarta-feira, numa iniciativa e promoção da Engenho Comunicação, sob a coordenação da própria Cubel, responsável em Brasília, há mais de 20 anos, pelo sucesso do Prêmio Engenho de Jornalismo.
O evento será realizado no auditório da OAB-PE, das 13h às 20h, com participação de 15 profissionais da comunicação. Voltado prioritariamente para estudantes de Jornalismo, terá entrada gratuita e vagas limitadas. A proposta é complementar a formação universitária com debates sobre prática profissional, ética, mercado de trabalho, apuração e os desafios atuais da profissão.
Leia maisA programação começa às 13h30, com o painel “O Papel do Jornalismo”, reunindo Breno Pires, da revista Piauí e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji); Carla Egydio, da Associação de Jornalismo Digital (Ajor); e Patrícia Blanco, do Instituto Palavra Aberta e do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional. Pernambucano e formado pela UFPE, Breno é um premiado repórter investigativo.
Às 14h30, o painel “Os desafios do Jornalismo em Pernambuco” terá Carol Santos, do Marco Zero; Leusa Santos, da Folha de Pernambuco; Laurindo Ferreira, do Sistema Jornal do Commercio; e Magno Martins, do Blog do Magno. Na sequência, às 15h30, o jornalista Francisco José fará a conferência magna “Francisco José e o Jornalismo nas Linhas de Frente”. Aos 82 anos, ele participou de 103 edições do Globo Repórter e construiu uma trajetória marcada por grandes reportagens no Brasil e no exterior.
O debate “O que o Mercado espera de você”, às 16h30, reunirá Eduardo Scolese, da Folha de S.Paulo; Eldo Gomes, do Blog do Eldo; e Felipe Resk, do Diário de Pernambuco. Às 17h20, Basília Rodrigues, analista de conjuntura do SBT News e uma das jornalistas mais bem informadas sobre os bastidores do poder em Brasília, participa com Roberta Aureliano, da TV Guararapes, do painel “Precisão da Informação e o Impacto na Sociedade”. A programação será encerrada com a exibição do documentário Escola Base – Um Repórter Enfrenta o Passado, às 18h10.
O Festival de Jornalismo Recife tem patrocínio do Banco do Nordeste, da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), além do apoio da Prefeitura do Recife, do Instituto Palavra Aberta, Jornalistas & Cia, RXZ e OAB-PE. As inscrições são gratuitas e as vagas, limitadas. Os interessados podem garantir sua vaga pelo site: www.festivaldejornalismorecife.com.br
Folha de Pernambuco
Quatro seções eleitorais em Limoeiro, no Agreste de Pernambuco, tiveram seu local de votação alterado para o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25).
De acordo com o Tribunal Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que divulgou a informação na quinta-feira (22), a nova medida abrange 1.206 eleitores aptos para votar no município.
Segundo o órgão, a mudança acontece por problemas estruturais no prédio da Gerência Regional de Educação (GRE), que comportou os locais de votação no primeiro turno, em 4 de outubro.
As seções 111, 115, 118 e 121 serão transferidas para o Colégio Santa Mônica. Para evitar confusão e auxiliar os votantes, o novo local fica ao lado do endereço anterior.
Mudanças já haviam sido anunciadas em seções de Buíque e Tacaimbó, também no Agreste, e em Floresta, no Sertão.
Em Buíque, as seções 005 e 006, que funcionaram na Secretaria Municipal de Assistência Social, na Avenida Jonas Campelo de Almeida, nº 40, retornarão à Câmara Municipal de Buíque.
Em Tacaimbó, duas seções eleitorais foram transferidas da Escola Manoel Martins de Lima, na Vila Igrejinha, zona rural do município, para a Escola Maria Luíza Pereira, na sede do município. Será disponibilizado transporte cedido pela prefeitura até o novo local de votação.
E em Floresta, quatro seções eleitorais terão novo endereço: 068, 091, 121 e 123. As seções deixarão a Unidade Básica de Saúde Dr. Cantidiano Valgueiro de Carvalho, na Avenida Antônio de Souza Jota, nº 01, e passarão a funcionar na Creche Municipal Professora Nair Diniz Ferraz, localizada na Rua Adalberto Emílio Novaes, s/n.
Com a nova atualização do TRE-PE, 12 seções e 4.120 eleitores aptos a votar devem ser afetados em Pernambuco. Segundo o tribunal, outras mudanças pontuais ainda podem acontecer até o dia da votação.
Abstenção pode dar vitória a Flávio
No podcast Direto de Brasília da última terça-feira, o cientista político e sociólogo Antônio Lavareda fez um prognóstico em relação aos riscos para o presidente Lula (PT) de uma eventual derrota para Flávio Bolsonaro (PL) na leitura da chamada abstenção, o contingente de eleitores que não votarão.
Pelo seu raciocínio, se Lula e Flávio chegarem amanhã, véspera da eleição, empatados, diante de uma abstenção de 20%, as chances de Flávio se eleger seriam de 55% ante 45% de Lula. Com a campanha tão empatada, um ponto de atenção para o petista é o absenteísmo. E a pesquisa mostra que Flávio Bolsonaro pode ter vantagem na questão da mobilidade. Pela pesquisa do Datafolha de ontem, na qual Flávio tem um ponto de vantagem – 47% a 46% – se a abstenção for alta, Flávio se elege.
Leia maisO candidato do PL tem 48% das intenções entre quem mora perto de seu local de votação, ante 45% do petista. Na parcela que mora longe do local de votação ou em outra cidade, Lula fica à frente (51% a 43%). A campanha do atual presidente vai ter que reforçar muito com os eleitores de que cada voto importa.
Flávio Bolsonaro registra sua maior vantagem entre evangélicos (69% a 26%) e na região Sul (58% a 33%). Lula lidera com folga entre católicos (55% a 39%) e no Nordeste (65% a 30%). Mas é no Nordeste onde se concentra, historicamente, o maior percentual de abstenção. Daí, o temor de Lula e de aliados da derrota para os que não forem votar.
Outro indicativo favorável a Flávio: o antipetismo é maior que o antibolsonarismo: 13% votam no Lula para evitar Bolsonaro, e 25% votam no Flávio para evitar Lula. O empate numérico de Lula e Flávio Bolsonaro, ambos com 50% dos votos válidos, reforça os sinais de que a eleição presidencial pode ser decidida no olho mecânico.
O cenário aumenta a importância do último debate de TV, amanhã na Globo. E eleva muito a pressão sobre os dois candidatos, que pisarão no estúdio sabendo que qualquer erro pode custar a eleição.
ÚLTIMO DEBATE – A TV Globo promove, hoje, logo após o Jornal Nacional, o debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República que disputam o segundo turno das eleições. Mediado pelo jornalista César Tralli, o encontro será transmitido ao vivo dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, pela TV Globo, GloboNews, g1 e Globoplay. O debate terá quatro blocos, três com temas determinados e um de tema livre, além das considerações finais. A ordem das perguntas será definida por sorteios ao vivo, e a dinâmica busca aprofundar as propostas dos candidatos para o governo federal.

Flávio muda estratégia – A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) prepara mudanças na atuação do candidato para o último debate presidencial, hoje, na Globo. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), terá participação nos treinamentos, enquanto o influenciador Pablo Marçal, que auxiliou o senador no confronto anterior, ficará fora da preparação. A equipe também discute uma alternativa para manter a estratégia de aproximação física com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo que o petista permaneça atrás do púlpito para evitar a repetição das movimentações feitas pelo adversário no debate da Band. Flávio começou as sessões de preparação ontem, conduzidas pelo marqueteiro Duda Lima. A intenção é corrigir pontos considerados negativos pela equipe no primeiro debate do segundo turno, especialmente o excesso de provocações e a dificuldade de apresentar propostas de maneira objetiva.
Checagem de fakes ou verdades não será ao vivo – A verificação das informações dos candidatos durante o debate na Globo será feita na página Fato ou Fake, do g1, e não ao vivo no enfrentamento dos postulantes. O serviço terá início durante o encontro e seguirá pela madrugada. Além do g1, o trabalho ocorrerá em parceria com os sites dos jornais O Globo, Extra e Valor Econômico e da Rádio CBN. Petições públicas e mobilizações nas redes sociais cobravam que a Globo fizesse a checagem de informações durante o debate de hoje, com a verificação ao vivo e a interrupção dos candidatos para corrigir eventuais informações falsas.
Tentando atrair os idosos – Os idosos que recebem benefícios previdenciários receberam mensagens pelo WhatsApp, enviadas pela conta Gov.br, informando que o voto nas eleições pode ser utilizado como prova de vida. A iniciativa foi realizada em massa pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já havia adotado a estratégia no primeiro turno para incentivar os eleitores a comparecer às urnas. O texto lembra que o procedimento tem validade de 12 meses e orienta os beneficiários a consultar o aplicativo Meu INSS para obter informações sobre o benefício e a comprovação de vida. Ao final, pergunta se o usuário deseja continuar recebendo mensagens sobre o tema.

Imagens de Lulinha com lobista em jatinho bombam – Fotografias obtidas pela revista Veja mostram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT), a bordo de um jato executivo fretado ao lado da lobista Roberta Luchsinger. Os dois são investigados pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção e tráfico de influência. De acordo com a revista, a imagem foi feita no início de 2025, durante uma viagem à Finlândia para ver a aurora boreal. A aeronave era um Embraer Praetor 600, modelo cujo exemplar novo custa mais de US$ 20 milhões. Em outro registro, o grupo posa diante do avião, numa pista coberta de neve.
CURTAS
NA PRESSÃO – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, ordenou, ontem, à Meta, dona do WhatsApp, a apresentação de um relatório técnico sobre suspeita de ações coordenadas no canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e atualmente com 8,3 milhões de seguidores. A três dias do segundo turno, o magistrado cita a possibilidade de comportamento “potencialmente irregular” no espaço digital.
COBRANÇA – Um grupo de cerca de 380 pessoas, formado por empresários, economistas, executivos e lideranças da sociedade civil, elaborou uma carta de compromissos destinada aos candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A iniciativa, chamada de Grupo Parlatório, foi coordenada pelo economista Roberto Giannetti da Fonseca e está estruturada em 14 pilares temáticos, entre eles democracia, educação, emprego e produtividade, mas o principal foco é a responsabilidade fiscal com uma espécie de “Plano Real para os juros”.
FORA DO AR – A publicação do canal Revelando no Instagram, com um vídeo sobre Flávio Bolsonaro (PL) estrelado por MC Cabelinho, foi derrubado pela Meta na manhã de ontem. A empresa alegou restrição temporária ao conteúdo devido ao uso de Inteligência Artificial, segundo as novas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ator Gregório Duvivier, um dos integrantes da produção, contestou a decisão e afirmou que não houve uso da tecnologia.
Perguntar não ofende: Teremos hoje na Globo um novo ringue?
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A Avenida Bia Viagem ficou coberta de amarelo, na noite desta quinta-feira (22), no ato de campanha pró-Flávio Bolsonaro (PL), comandado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O aliado do candidato a presidente da República veio ao Recife para tentar reduzir a diferença entre o presidente Lula (PL) e Flávio, neste segundo. No dia 4 de outubro, o liberal foi o mais votado no País, porém o petista ganhou em Pernambuco com 63% dos votos, contra 31% do principal concorrente. As informações são do Blog Dantas Barreto.
Nikolas encabeçou a caminhada, saindo da Pracinha de Boa Viagem e chegou ao Parque Dona Lindú, onde fez um discurso rápido, mas provocativo contra Lula. Confiante de que o resultado será favorável a Flávio, no próximo domingo (25), o deputado mineiro bradou: “O Nordeste! acordou”.
Leia maisDiante da multidão, Nikolas ressaltou a participação voluntária dos apoiadores de Flávio Bolsonaro, afirmando que “não damos “mortadela pra ninguém estar aqui”. “Se Deus quiser, ano que vem, Flávio não subirá aquela rampa sozinho. Subirá com Jair Messias Bolsonaro”, garantiu.
Ainda se referindo à região nordestina, o deputado do PL, citou o vídeo que publicou com depoimentos de moradores do Nordeste e críticas ao Governo Lula, utilizando a música “Grão de Areia”, do cantor Rubel em parceria com Xande de Pilares.
“Eu fiz um vídeo, essa semana, e um artista esquerdista pediu os direitos autorais, silenciou o vídeo inteiro e calou o Nordeste. Mas ele não contava é que é impossível calar as ruas do Nordeste. E escutem, um recado para todo o Nordeste. Não, o Flávio não vai acabar com os benefícios. Não, o Flávio não vai mexer na sua aposentadoria. Ele, inclusive, vai garantir a aposentadoria do Lula, porque nós vamos aposentar o Lula”, provocou.
PROVOCANDO JANJA
Ao ouvir o coro “Nikolas, venha pra cá, em Pernambuco você é meu piá”, ele fez questão de agradecer à primeira-dama Janja da Silva, que o chamou de “piá de bosta”. “Quero agradecer a Janja, que me chamou de Piá, porque em todo lugar que vou agora, vejo o cartaz que somos todos piá. Arruma a mala, porque você vai virar ex-primeira-dama do Brasil. Lula, arruma a mala porque você vai virar ex-presidente do Brasil. Domingo, diferentemente das outras eleições, quando começarem a chegar os votos do Nordeste, o Nordeste vai dar a maior votação para direita da história do País”, falou.
Partindo para o discurso de campanha, Nikolas Ferreira citou promessas feitas por Flávio na área da segurança. “Flávio vai declarar guerra ao crime organizado. Menor que matar, roubar e estuprar vai para a cadeia. Escutem, a picanha chegou aí? A saúde melhorou? Vocês vão dar mais quatro anos pro PT?”, perguntou Nikolas, ouvindo um sonoro “não” dos apoiadores.
Em determinado momento do discurso, Nikolas parou de falar de cima da grade do trio elétrico e mandou todos se afastarem, como se algo de risco estivesse acontecendo. Só depois que o pessoal deixou o local, ele voltou para concluir a sua fala.
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Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram, na noite desta quinta-feira (22), uma mobilização em Sertânia, no Sertão de Pernambuco, a três dias do segundo turno da eleição presidencial. O vereador Alexandre Laet (PT) publicou registros do ato nas redes sociais e destacou a participação de jovens e estudantes. “Parabéns a todos que participaram e, especialmente, à juventude e aos estudantes que seguem mobilizando e fazendo a diferença”, escreveu.
Bispos católicos divulgaram nesta quinta-feira uma carta na qual dizem que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) é uma ameaça à “existência da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum”. O documento é assinado por 35 religiosos de diferentes dioceses do país.
Na carta, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, os bispos pedem que os católicos votem “em defesa da democracia, dos valores humanitários, dos pobres”. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais“Não se trata apenas de uma escolha eleitoral, tantas vezes já praticada no Brasil,mas da possibilidade de uma mudança profunda nos rumos da nação, cujos exemplos na históriado século XX deixaram cruéis e amargas lembrança”, diz a carta, que descreve o cenário eleitoral como “muito grave”. Na carta, os bispos se propõem apontar “alguns pontos de antagonismo entre o ensinamento social da Igreja e uma das candidaturas em disputa.
Sem citar expressamente o nome de Flávio Bolsonaro, eles afirmam que “a candidatura que sempre foi contra o fim da escala 6×1 (…) não reconhece a dignidade do trabalhador e poderá voltar a este tema”. Em outro trecho, os bispos dizem que um dos candidatos “promete submissão aos Estados Unidos” e “fez parte de uma conspiração para taxar produtos brasileiros”, menção ao tarifaço determinado pelo presidente americano Donald Trump.
Segundo a carta, um dos candidatos, descrito como “filho do presidente que foi condenado e preso por atentar contra a democracia”, fez várias declarações de “ameaça à ordem constitucional” e, se eleio, “governará com maioria absoluta no Congresso Nacional e no STF”.
A liberação do acesso às armas é citada como uma das pautas da candidatura que vai em sentido contrário às orientações da Igreja. A pauta ambiental e o combate à probeza também são mencionados. Também sem citar diretamente o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os religiosos afirmam:
“Temos outra candidatura que, embora também esteja sujeita a críticas, sempremanifestou responsabilidade com os pobres e com a Casa Comum e atuou dentro dos limites daordem democrática, respeitando a Constituição. Gostar ou não do atual Governo não pode serrazão para entregar o país nas mãos de quem manifesta tamanha contradição com osensinamentos de nossa Igreja”.
Entre os bispos que assinam o texto estão dom Evaristo Pascoal Spengler, da Diocese de Roraima, dom Adolfo Pereira, da Diocese do Alto Solimões, dom Joaquim Hudson de Souaza Ribeira, de Manaus, dentre outros.
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Imagens aéreas registraram uma multidão reunida, na noite desta quinta-feira (22), em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, durante o “Bloquinho 22”, ato de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A mobilização teve concentração na Pracinha de Boa Viagem e seguiu em caminhada até o Parque Dona Lindu, com participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e de lideranças da direita pernambucana.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou por volta das 20h45 ao ato em apoio ao candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) no Recife.
O parlamentar chegou acompanhado do presidente do PL em Pernambuco, deputado federal eleito Anderson Ferreira, do preso estadual do Novo, Técio Teles, e de outras lideranças e aliados da direita. As informações são da Folha de Pernambuco.
A carreata tem início na Pracinha de Boa Viagem e segue até ao Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
Imagens: Folha de Pernambuco
