Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta quarta-feira (29) uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) afirmando que ele não autorizou o uso de sua imagem e de sua voz para a produção de um vídeo elaborado com inteligência articial exibido na convenção do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) à Presidência.
O documento foi apresentado ao ministro Alexandre de Moraes em resposta a um pedido de esclarecimentos feito pelo relator da execução penal. As informações são do g1.
Segundo os advogados, Bolsonaro “não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo elaborado mediante inteligência artificial referido na decisão”.
Leia maisA defesa afirma que Bolsonaro não poderia ter autorizado o uso de sua imagem e voz porque está com o direito de visitas suspenso por 30 dias e seu filho, o senador Flávio, está proibido de visitá-lo por 90 dias. Segundo os advogados, isso demonstra que não houve contato para pedir autorização para a produção do vídeo.
Na manifestação, os advogados afirmam que, mesmo antes das medidas restritivas, os filhos de Bolsonaro sempre utilizaram sua imagem pública em atividades político-partidárias.
“Ao menos desde o período em que o Peticionário exercia a Presidência da República, seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito”, diz o documento.
Os advogados argumentam que essa utilização decorre da relação de confiança entre pai e filhos e da natureza pública da imagem de Bolsonaro. Ao final, pedem que os esclarecimentos sejam considerados para o regular prosseguimento da execução penal.
A petição é assinada pelos advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno, Daniel Bettamio Tesser, pelo próprio Flávio Bolsonaro, que também atua como advogado, Saulo Lopes Segall e Gabriel Domingues.
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O blog acompanha, direto de Brasília, a convenção nacional do PSB, que irá oficializar a indicação do vice-presidente Geraldo Alckmin como candidato à reeleição na chapa de Lula e homologar o apoio do partido ao presidente. Ao longo da noite, traremos informações sobre os principais acontecimentos e bastidores do evento.
Por Djnaldo Galindo*
As pesquisas mais recentes apontam o mesmo cenário: empate técnico entre Raquel Lyra e João Campos dentro da margem de erro. Para quem está no Palácio, o resultado acende um alerta. Para quem está na oposição, traz tranquilidade.
Havia uma expectativa natural no meio político de recuperação da governadora. É o efeito da visibilidade do cargo. De um lado, a governadora com a estrutura do estado, de avião, com o apoio da maioria dos prefeitos, com ordens de serviço e inaugurações. Do outro, João Campos, já fora da Prefeitura do Recife, em pré-campanha pelo interior andando apenas de carro.
Leia maisEsse ciclo, no entanto, se encerrou. Com a chegada dos limites impostos pela legislação eleitoral, a propaganda institucional milionária sai de cena, as contratações ficam limitadas e as inaugurações perdem força. A pressão dos prefeitos sobre as bases vai continuar, mas sem o reforço direto da máquina estadual. O período de treino com vantagem terminou. O jogo equilibrado começa agora.
Outro ponto é o perfil do eleitorado captado até aqui. As pesquisas refletem sobretudo o eleitor mais ligado à política. O número de indecisos é considerável e relevante e pode decidir a eleição. É um contingente que não foi alcançado pela força da máquina nem pelo volume de publicidade institucional e que tende a decidir mais à frente, de forma mais autônoma.
Nesse momento, o fator nacional ganha peso. Pernambuco é um estado extremamente lulista e será inevitável saber qual o peso real do apoio de Lula. Raquel Lyra governa e está sendo apoiada por bolsonaristas, o que cria um desafio evidente de posicionamento. Não há como virar Diana do Pastoril, trocando de cor e de fantasia a cada cena, numa situação de uma eleição nacional em que se precisa ter posição explícita em razão da forte polarização.
João Campos chega a essa fase com a vantagem da coerência de palanque e com um ativo político importante: a dificuldade da governadora em montar sua chapa para o Senado. Num processo em que caberia ao Palácio impor agenda e dissuadir dissidentes com o poder da caneta e do orçamento bilionário do estado, essa dificuldade acaba sendo lida como sinal de ausência de liderança e de dificuldade de coordenação política.
A história eleitoral de Pernambuco também pesa na análise. Desde a Nova República, o padrão tem sido o governador eleito arrastar a chapa dupla para o Senado. Aconteceu em 1986, 2002, 2010 e 2018. A única exceção foi 1994, quando Carlos Wilson se elegeu senador junto com Roberto Freire — Wilson, ainda assim, saiu das entranhas do próprio arraesismo que elegeu Miguel Arraes governador. Hoje, nas pesquisas para o Senado, os dois nomes ligados ao palanque de João Campos lideram com folga.
Se o Senado costuma ser termômetro da disputa majoritária, o sinal atual é favorável à oposição.
Raquel Lyra teve, até aqui, vento a favor, máquina e tempo de exposição, e chegou a uma leve liderança numérica. João Campos fez uma pré-campanha de estrada, no corpo a corpo. A partir de agora, com as regras mais rígidas, o jogo efetivamente começa.
Analista político*
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Lúcio Ferreira Duarte Neto integra associação beneficiada com recursos do Governo de Pernambuco e emenda milionária do deputado Fernando Rodolfo
A divulgação da mais recente pesquisa eleitoral do Instituto Focus para o Governo de Pernambuco traz um personagem que vai muito além dos números apresentados no levantamento.
O contratante da pesquisa é o Sistema de Comunicação Vale do Ipojuca Ltda., empresa responsável pelo Grupo Vanguarda. O proprietário é Lúcio Ferreira Duarte Neto, servidor comissionado da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes – administrada pelo prefeito Mano Medeiros, aliado político da governadora Raquel Lyra (PSD) e também integrante de uma associação que recebeu mais de R$ 5,3 milhões em recursos públicos.
Leia maisO levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-04812/2026. Foram ouvidos 400 eleitores em Arcoverde, entre os dias 24 e 25 de julho, ao custo declarado de R$ 5 mil, tendo como contratante justamente a empresa da qual Lúcio é sócio.
A atuação empresarial de Lúcio, entretanto, extrapola o ramo da comunicação. Ele é presidente da Associação do Desenvolvimento Rural do Agreste (ASDRA), entidade sediada na zona rural de Garanhuns que, apenas entre 2025 e 2026, recebeu R$ 1,03 milhão do Governo Raquel Lyra, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca.
Os repasses foram destinados à realização de eventos no município de Angelim. Em julho de 2025, a associação recebeu R$ 550 mil para promover o Festival do Cuscuz. Já em maio deste ano, foram liberados outros R$ 480 mil para a realização do 3º Festival do Cuscuz e da 1ª Feira Agrícola do Milho. Nos dois casos, os valores aparecem nos sistemas oficiais como empenhados, liquidados e integralmente pagos.
Os recursos públicos destinados à associação não se limitaram ao Governo do Estado. A ASDRA também foi contemplada com uma emenda parlamentar individual de R$ 4.275.000, destinada pelo deputado federal Fernando Rodolfo por meio do Ministério do Turismo. A transferência, identificada pela emenda nº 202639850010, teve como finalidade ações de promoção e desenvolvimento do turismo.
Somados, os recursos estaduais e federais destinados à entidade ultrapassam R$ 5,3 milhões. A proximidade entre Lúcio Ferreira Duarte Neto e Fernando Rodolfo também é pública. Em publicações nas redes sociais, os dois aparecem juntos durante entregas de máquinas agrícolas e eventos ligados à atuação da associação.
Além da atuação empresarial, Lúcio ocupa desde abril de 2025 um cargo comissionado na Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, cujo prefeito Mano Medeiros é aliado da governadora Raquel Lyra.
É justamente enquanto exerce essa função pública que ele figura como sócio da empresa responsável pela contratação da pesquisa eleitoral divulgada em meio ao início da disputa pelo Governo de Pernambuco.
O nome de Lúcio Ferreira Duarte Neto não aparece pela primeira vez em reportagens. Em 2012, quando atuava no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, ele foi citado nas investigações que deram origem à Operação Pronto Socorro, deflagrada pelo Ministério Público de Pernambuco e pela Polícia Civil para apurar supostos desvios de recursos públicos na unidade hospitalar.
Na ocasião, Lúcio foi exonerado da função que exercia no hospital e chegou a ser preso durante a operação. O caso teve ampla repercussão na imprensa pernambucana à época.
O caso chama atenção porque o responsável pela contratação da pesquisa não apenas ocupa cargo comissionado em uma gestão aliada da governadora Raquel Lyra, como também integra uma associação que recebeu recursos do próprio Governo de Pernambuco e foi contemplada com uma emenda parlamentar milionária. A coincidência de vínculos políticos, recursos públicos e contratação de um levantamento eleitoral tende a ampliar o debate sobre a transparência e a independência desse tipo de iniciativa.
INSTITUTO DE PESQUISA – Outro aspecto que chama atenção diz respeito ao próprio Instituto Focus.
A empresa Focus Pesquisa Ltda., nome empresarial do instituto, foi aberta em 14 de julho de 2026, apenas cerca de duas semanas antes da realização do levantamento registrado no Tribunal Superior Eleitoral. O cadastro da Receita Federal informa como atividade principal a realização de pesquisas de mercado e de opinião pública.
A sócia-administradora da empresa é Thayane Valentim Cavalcante, moradora de Garanhuns. Em seu perfil profissional público, ela informa experiência como consultora comercial da empresa Studio C, função que exerce desde 2012, sem mencionar atuação anterior em institutos de pesquisa, estatística, ciência política ou levantamentos de opinião. Também não há referência ao Instituto Focus em sua apresentação profissional.
O relatório cadastral aponta que Thayane possui renda declarada de aproximadamente R$ 1.621 e histórico profissional concentrado em funções ligadas às áreas comercial, vendas e promoção de produtos, além de um período como assistente administrativa na Prefeitura de Garanhuns.
Além disso, ela foi beneficiária do programa Bolsa Família, tendo recebido R$ 28.350,00 entre março de 2023 e junho de 2026.
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O blog recebeu, nesta terça-feira (29), imagens enviadas por um leitor que mostram pacientes acomodados em cadeiras de rodas e no chão dos corredores do Hospital Mestre Vitalino (HMV), em Caruaru. Segundo o relato, os pacientes teriam sido retirados temporariamente dos corredores durante a visita da governadora Raquel Lyra na semana passada e, após a agenda, voltaram a ocupar o local. O espaço permanece aberto para manifestação da direção da unidade e da Secretaria Estadual de Saúde.
A convenção nacional do PSB, que começa daqui a pouco em Brasília, para homologar o apoio do partido à reeleição do presidente Lula (PT), se destina também a uma homenagem póstuma ao ex-deputado estadual por Pernambuco Waldemar Borges, que morreu no último dia 4, vitimado por um câncer.
Nascido em 10 de julho de 1958, Waldemar Borges iniciou a vida política na reorganização da juventude partidária e foi eleito vereador da capital pernambucana por quatro mandatos consecutivos: em 1988, 1992, 1996 e 2000. Entre 2003 e 2004, ele também presidiu a Câmara Municipal do Recife.
Antes de chegar ao primeiro mandato, Waldemar Borges ocupou cargos no governo estadual. Foi diretor de Pesquisa e Ação Social da Secretaria de Trabalho e Ação Social de Pernambuco e secretário-adjunto de Trabalho em 1986, no governo de Miguel Arraes.
O deputado estadual Izaías Régis (PSDB) acompanhou, hoje, a agenda da governadora Raquel Lyra (PSD) em Garanhuns, durante visitas técnicas a importantes obras em andamento no município. A comitiva percorreu a Creche do Magano, as obras do Instituto de Medicina Legal (IML), do Hospital Mestre Dominguinhos e da nova Maternidade de Garanhuns, investimentos que representam avanços significativos para a educação e a saúde da população do Agreste.
Para Izaías Régis, acompanhar de perto a execução dessas obras reforça o compromisso com o desenvolvimento do município e demonstra que o trabalho realizado ao longo dos anos continua gerando resultados concretos para a população.
“É uma grande alegria ver Garanhuns avançando com a ação do governo estadual. Todas essas conquistas tiveram origem em solicitações e articulações que fiz ainda na pré-campanha de deputado estadual, e depois já no exercício do meu quarto mandato, e hoje é emocionante acompanhar cada uma delas saindo do papel e se transformando em benefícios reais para a nossa gente. Caminhar ao lado de uma governadora que tem compromisso com Pernambuco fortalece ainda mais a nossa disposição de continuar trabalhando pelo Agreste e por todo o Estado”, afirmou.
O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) entregou, hoje, uma placa de agradecimento ao deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL) pelo apoio contínuo à instituição por meio de recursos parlamentares, reflexo de um compromisso que o parlamentar carrega desde o início de sua trajetória na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Os recursos destinados ao HCP somam quase R$ 1 milhão em equipamentos e insumos hospitalares fundamentais para o tratamento oncológico. No evento, Feitosa destacou que seu compromisso com a saúde vai além dos recursos individuais.
O parlamentar lembrou que foi autor de duas PECs que alteraram definitivamente a Constituição do Estado de Pernambuco, obrigando que 50% do volume total das emendas parlamentares de todos os deputados sejam obrigatoriamente aplicados à saúde. “Eu fiz uma alteração definitiva na constituição do estado de Pernambuco, obrigando que todos os recursos de emendas parlamentares, no volume total, cinquenta por cento fosse obrigatoriamente aplicado à saúde”, afirmou.
O prefeito de Timbaúba, Marinaldo Rosendo (PP), realizou visitas a obras em andamento na cidade e na zona rural para acompanhar a execução dos serviços. Entre os locais vistoriados estão a limpeza do rio Capibaribe Mirim, que continua após as chuvas registradas no município, além de obras de pavimentação, drenagem, uma creche, uma escola de 13 salas, um complexo esportivo, a reforma do Mercado Público, melhorias na Secretaria de Saúde, a requalificação da antiga estação ferroviária e intervenções na UPA e no Hospital Municipal.
Durante a agenda, o prefeito também visitou a construção de uma Unidade Básica de Saúde na comunidade Três Cocos e o posto de saúde de Mocós, restaurado após os danos causados pelas chuvas. Segundo Marinaldo, as obras têm priorizado a contratação de trabalhadores do município. “São ações e obras acontecendo simultaneamente no município de Timbaúba. (…) Geração de emprego e renda, priorizando mão de obra local para as pessoas que estão trabalhando”, afirmou.
Por Mauro Souza*
O mercado de elementos químicos, obtidos de terras raras, se constitui na base de toda a revolução da Inteligência Artificial (IA). Com forte apelo geopolítico, ele se encontra no centro de uma disputa visceral entre a China e o Ocidente.
Encabeçados pelo neodímio, térbio, lantânio, cério e ítrio, dentre outros, estes componentes possuem propriedades cruciais para a miniaturização de tecnologias adotadas em motores de carros elétricos, turbinas eólicas, medicina e defesa. A demanda desses elementos deve crescer 1.500% até o ano de 2050.
Leia maisMais da metade das reservas de terras raras se concentra na China e no Brasil. A China possui 46% das reservas globais e o Brasil, em segunda posição, dispõe de 23%. No entanto, os números sofrem um abalo sísmico após a aplicação da cadeia de valor, necessária para o refino e o decorrente uso pela indústria. A China controla o mercado dos produtos já refinados, com mais de 85% da fatia mundial. O nosso país não dispõe de nenhuma expressão estatística neste quesito.
O Brasil possui a tecnologia de refino e produção, mas apenas em escala de laboratório e plantas-piloto. Na prática, existe uma diferença gritante entre dominar a ciência do refino, e ter capacidade de processar milhares de toneladas por ano, de forma competitiva.
Entidades como o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), o CDTN (Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear) e o IPEN em parceria com a USP já desenvolveram e testaram métodos químicos para o refino de terras raras. Projetos como o CIT SENAI ITR em Lagoa Santa (MG) conseguem separar elementos, produzir ligas metálicas (como NeodímioFerro-Boro) e fabricar pequenos ímãs permanentes, mas em escala reduzida e experimental.
Por um lado, devido ao exercício constante do planejamento de longo prazo e após décadas de subsídios estatais, o custo do refino chinês é imbatível. Por outro lado, o salto de uma planta-piloto para uma refinaria industrial exige investimentos bilionários, mas o Brasil que luta contra a especialização regressiva, não dispõe de um parque industrial pujante, capaz de absorver a produção em larga escala de baterias de carros elétricos ou componentes de defesa.
Ademais, sempre que as mineradoras privadas que operam no Brasil precisam recorrer a capital estrangeiro, os investidores globais exigem o envio do concentrado bruto de terras raras, para refinarias já estabelecidas em países aliados.
Desta feita, diante do risco de uma volatilidade programada pela China e do pragmatismo financeiro do Ocidente, que prefere manter o país na posição confortável de fornecedor de matéria-prima barata, qualquer projeto de refino nacional é visto, pelos bancos e fundos de venture capital, como um empreendimento de altíssimo risco financeiro.
A questão que precisamos aceitar é que nenhuma potência global atingiu a soberania tecnológica, contando exclusivamente com as forças espontâneas do mercado (no Brasil, não será diferente). Nos Estados Unidos (com um Estado comprador e garantidor do financiamento do risco inicial) e na China (com um Estado focado em planejamento central, proprietário de empresas e controlador de ecossistemas), o Estado sempre atuou para absorver o ativo inicial, considerado arriscado demais pelo capital privado.
Sem a intervenção firme do Estado, as forças de mercado continuarão direcionando o Brasil para a exportação de minério e a importação de tecnologia cara. O que se descortina no segmento das terras raras, base da alta tecnologia, da IA e do futuro do comércio global, é a repetição do nosso velho e conhecido “modelo colonial”.
O foco do arcabouço regulatório brasileiro para terras raras é o beneficiamento, atrelado à industrialização interna. O PL 2.780/2024 (Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos) compõe o principal marco legal em avanço no Congresso Nacional. Precisamos de celeridade e atenção por parte dos nossos líderes e da sociedade. O mesmo eu digo quanto à Estratégia Nacional de Terras Raras (ENTR), que se constitui em uma iniciativa crucial liderada pelo Governo Federal e voltada para a fixação de metas, para verticalizar a produção de ímãs e ligas no país.
No caso das terras raras, ainda dá tempo de reverter o papel de coadjuvante, e surfar dentro de um plano consistente e típico de um protagonista. Vamos em frente, pois temos um compromisso no que tange ao legado que deixaremos para as gerações futuras…
*Engenheiro elétrico com pós-graduação em robótica e mestrado em telecomunicações.
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O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) deferiu pedido de tutela de urgência apresentado pelo município de Tabira e determinou a suspensão imediata do pagamento de dois precatórios que, juntos, ultrapassam o valor de R$ 3,15 milhões, até o julgamento definitivo da ação que discute a validade do processo que originou os créditos aos ex-prefeitos de Tabira, Jose Edson Cristóvão de Carvalho (Dinca Brandino) e José Edson de Moura (Dr. Edson).
Na decisão, o desembargador relator Luiz Carlos de Barros Figueirêdo reconheceu, em análise preliminar, a existência de fortes indícios de nulidade no processo judicial de origem, apontando que o Município sustenta ter ocorrido um vício insanável na citação, já que o então prefeito Dinca Brandino figurava, simultaneamente, como autor da ação e representante legal do próprio Município, situação que teria impedido o exercício pleno do contraditório e da ampla defesa.
Leia maisAo analisar o pedido, o relator destacou que a documentação apresentada demonstra, em tese, uma situação de elevada gravidade jurídica, ressaltando que permitir o pagamento de valores decorrentes de um processo cuja validade está sendo questionada poderia causar prejuízo de difícil reparação ao patrimônio público e comprometer a prestação de serviços essenciais à população de Tabira.
Com isso, o Tribunal determinou a suspensão da exigibilidade e do pagamento dos precatórios nº 0005 e nº 0006, além da comunicação imediata ao Setor de Precatórios do TJPE e ao Juízo da Vara Única da Comarca de Tabira para cumprimento da decisão.
A medida tem caráter provisório e permanecerá em vigor até o julgamento final da ação declaratória de nulidade proposta pelo Município. Durante esse período, os valores permanecerão resguardados, evitando um desembolso milionário enquanto o Poder Judiciário analisa a regularidade do processo que deu origem aos precatórios.
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A convenção estadual do PSD, marcada para o próximo domingo (2), poderá ser palco de uma demonstração pública da estratégia política da governadora Raquel Lyra na disputa eleitoral deste ano. Apesar de a Federação União Progressista (PP e União Brasil) ainda não ter definido oficialmente seu posicionamento sobre a eleição majoritária, a expectativa é de que Raquel participe do evento ao lado dos nomes que defende para compor sua chapa. As informações são do blog do Mário Flávio.
Nos bastidores, a previsão é de que a governadora seja acompanhada pela vice na chapa, Priscila Krause, e pelo deputado federal Túlio Gadelha, confirmado como um dos candidatos ao Senado. Também existe a expectativa da presença do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, apontado por Raquel como sua preferência para ocupar a segunda vaga ao Senado, mesmo com a direção da Federação União Progressista já tendo decidido pela indicação do deputado federal Eduardo da Fonte.
Leia maisDe acordo com informações obtidas por fontes ligadas às articulações políticas, está sendo preparado um ato simbólico antes da convenção. O roteiro prevê que Raquel Lyra saia a pé do Palácio do Campo das Princesas ao lado de Priscila Krause, encontrando Túlio Gadelha na Ponte Buarque de Macedo e, mais adiante, Miguel Coelho. O grupo seguiria reunido até o Parador, no Bairro do Recife, local escolhido para sediar a convenção do PSD.
Procurada, a equipe da governadora não confirmou nem negou a existência da programação. O silêncio reforça as especulações sobre a estratégia que vem sendo construída para o evento. A movimentação ocorre em meio ao impasse entre o PSD e a Federação União Progressista. A federação só realizará sua convenção entre os dias 3 e 5 de agosto, quando deverá oficializar o apoio à candidatura de Raquel Lyra e definir quem será seu indicado ao Senado. A divergência sobre a composição da chapa também tem dificultado um entendimento sobre a redação das atas das convenções, realizadas em datas distintas.
Outro ponto que vem sendo discutido é a possibilidade de o nome de Miguel Coelho constar na ata da convenção do PSD como pré-candidato ao Senado. Caso isso aconteça, poderá ser criada uma situação política inédita, com a eventual existência de uma candidatura avulsa ou até de três nomes ligados ao mesmo grupo disputando as duas vagas ao Senado: Túlio Gadelha, Miguel Coelho e Eduardo da Fonte.
A hipótese já havia sido mencionada pela própria governadora durante reunião com prefeitos e parlamentares do PP, quando afirmou que um candidato ao governo pode apoiar mais de dois postulantes ao Senado, incluindo um nome avulso. A proposta, no entanto, não encontrou respaldo dentro do Progressistas.
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