Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Arcoverde viveu, ontem, uma noite histórica nos festejos juninos. Segundo a organização do evento, o público registrado no Pátio de Eventos da Estação foi um dos maiores desta edição 2026 do São João de Arcoverde, consolidando o evento como um dos mais prestigiados do Nordeste.
A programação reúniu três atrações de grande apelo popular e capazes de mobilizar fãs de diversas regiões de Pernambuco e estados vizinhos: Wesley Safadão, Iguinho e Lulinha e Maciel Kuré.
Leia maisPrincipal nome da noite, Wesley Safadão subiu ao palco cercado de expectativa e protagonizou um dos maiores públicos já registrados nesta edição da festa. Com uma carreira consolidada nacionalmente e sucessos que atravessam gerações, o cantor é apontado como um dos grandes responsáveis pela intensa movimentação de turistas e forrozeiros na cidade.
A abertura da programação ficou por conta de Maciel Kuré, artista que representa a força da cultura popular nordestina. Com muito humor, irreverência e valorização das tradições regionais, o cantor levou identidade cultural ao palco e aqueceu o público para uma das noites mais aguardadas do calendário junino.
Encerrando a maratona de shows, a dupla Iguinho e Lulinha transformou o Pátio da Estação em um grande coro coletivo. Fenômeno do forró e da vaquejada, os artistas acumulam sucessos e arrastam multidões por onde passam, garantindo animação até as primeiras horas da madrugada.
Além da programação musical, a cidade registra intensa movimentação no comércio, na rede hoteleira e nos polos gastronômicos, reforçando o impacto econômico positivo gerado pelo São João de Arcoverde.
Com uma estrutura reforçada de segurança, saúde, mobilidade e serviços, a Prefeitura de Arcoverde trabalha para garantir tranquilidade ao público em uma noite que já entra para a história como uma das maiores e mais movimentadas de todo o São João 2026.
A expectativa para essa sexta-feira (19) é de um público apaixonado pela sofrência, já que sobe ao palco multicultural a cantora Priscilla Senna. Antes tem Dani Aguiar e Talita Mel. Hoje também Arcoverde abre as portas de todos os 10 polos juninos, com muito samba de coco, forró pé de serra, arte e cultura.
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Por Zé Américo Silva*
A Operação Compliance Zero acaba de atingir um dos nomes mais poderosos da política brasileira. O senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, ex-governador da Bahia, ex-ministro e amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva há mais de quatro décadas, tornou-se alvo de busca e apreensão da Polícia Federal no âmbito das investigações que apuram supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.
É importante registrar que Wagner nega qualquer irregularidade e terá amplo direito de defesa. Mas, no campo político, o dano já está produzido. Afinal, não se trata de um parlamentar qualquer. Trata-se do principal articulador do governo no Senado e de uma das figuras mais influentes do PT desde a chegada do partido ao poder.
Leia maisA decisão da Polícia Federal de incluir Jaques Wagner entre os alvos da nona fase da Operação Compliance Zero não surgiu do nada. Os investigadores afirmam estar apurando uma série de conexões entre o senador, o empresário Augusto Lima — ex-sócio de Daniel Vorcaro — e operações financeiras que passaram a despertar suspeitas no curso das investigações sobre o Banco Master.
Entre os elementos analisados pela PF estão pagamentos milionários realizados à BK Financeira, empresa pertencente à nora do senador, além de relações empresariais e patrimoniais que os investigadores consideram merecedoras de aprofundamento. Também está sob análise a suspeita de que vantagens patrimoniais possam ter sido concedidas de forma indireta a pessoas ligadas ao líder do governo no Senado.
A própria Polícia Federal sustenta que esta fase da investigação busca esclarecer possíveis crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Não há, até o momento, denúncia formal ou condenação contra Jaques Wagner. Mas o simples fato de a investigação ter alcançado o principal articulador político do governo Lula no Congresso já representa um terremoto político de grandes proporções.
O que torna o caso ainda mais explosivo é que as investigações deixaram de atingir personagens periféricos da política nacional. As apurações e revelações já alcançam nomes que ocupam o centro do poder em Brasília. Além de Jaques Wagner, aparecem citados em diferentes desdobramentos do caso figuras como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira e o senador Flávio Bolsonaro. A lista atravessa governo, oposição e Centrão, sugerindo que Daniel Vorcaro construiu uma rede de influência muito mais ampla do que se imaginava inicialmente.
Se essa hipótese vier a ser confirmada pelas investigações, o Banco Master terá produzido algo raro na história recente do país: um escândalo capaz de conectar setores aparentemente antagônicos da política nacional em torno de um mesmo eixo de interesses. Nesse contexto, a chegada da Polícia Federal ao círculo mais próximo de Lula transforma um problema que parecia restrito ao sistema financeiro numa crise potencialmente institucional.
Para o presidente da República, a situação é especialmente delicada. Jaques Wagner não é apenas mais um senador do PT. Foi ele quem ajudou a construir a hegemonia petista na Bahia, principal fortaleza eleitoral de Lula no Nordeste. Ex-sindicalista, Wagner migrou para a política profissional, governou a Bahia por dois mandatos, ocupou ministérios estratégicos e tornou-se um dos homens mais influentes da República.
A oposição certamente explorará esse episódio ao máximo. Afinal, durante meses, o governo tentou enquadrar o escândalo do Banco Master como um problema localizado em outros campos políticos. A chegada da investigação ao líder do governo desmonta essa narrativa e reforça a percepção de que os tentáculos de Vorcaro alcançaram diferentes correntes ideológicas e diversos centros de poder.
O desgaste também é simbólico. Wagner sempre foi apresentado como um dos quadros mais leais e próximos de Lula. Quando seu nome passa a frequentar as manchetes de uma investigação dessa magnitude, a repercussão inevitavelmente alcança o Palácio do Planalto e contamina o ambiente político da campanha presidencial de 2026.
A grande pergunta que emerge da nona fase da Operação Compliance Zero é simples: até onde chegam os tentáculos de Daniel Vorcaro? A cada nova etapa da investigação, a impressão que fica é que o Banco Master não buscou apenas negócios e operações financeiras. Buscou acesso, influência e trânsito privilegiado nos mais altos escalões da República.
Se as investigações avançarem e produzirem novas revelações, o caso poderá se transformar num dos maiores problemas políticos enfrentados pelo governo Lula em seu quarto mandato. E o fato de o nome de Jaques Wagner aparecer agora nesse enredo talvez seja apenas o começo de uma história que ainda promete muitos capítulos.
Mais do que o destino jurídico dos investigados, o que está em jogo é a credibilidade das instituições e a capacidade da política brasileira de explicar suas relações com grupos econômicos que operam nos bastidores do poder. Quando os nomes do líder do governo, dos presidentes da Câmara e do Senado, de expoentes da oposição e de dirigentes partidários passam a orbitar a mesma investigação, o país tem o dever de acompanhar cada passo da apuração com atenção redobrada.
Afinal, se Daniel Vorcaro conseguiu construir uma ponte entre interesses financeiros e os mais altos escalões da República, o Brasil está diante de algo muito maior do que um simples caso bancário. Está diante de uma investigação que pode revelar como funciona, de fato, uma parte importante da engrenagem do poder em Brasília.
Assim, a cada fase da Operação Compliance Zero, ninhada de pombos-sujos de Vorcaro cada vez aumenta mais.
*Jornalista e consultor político
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O Sextou de hoje, programa que ancoro às sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, trará o mais autêntico forró. O entrevistado é o cantor Assum Preto, ícone do ritmo nordestino. O artista, que fez história no grupo Brasas do Forró, agora segue em carreira solo, com agenda cheia durante os festejos juninos.
Antes de integrar o Brasas do Forró, Assum Preto fez parte da banda Os Três do Nordeste. Durante o período no Brasas, sua voz inconfundível foi consagrada nas canções “Irreverência” “Eu Te Amei” e “Maria Tchá Tchá Tchá”. Seu mais recente álbum, lançado em abril, inclui sucessos como: “O Dia”, “Saudade pra sempre”, “Paraíso do Vaqueiro” e “Quem Muito Fala Muito Erra”.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
Os profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE) escolhem, no próximo dia 3 de julho, a nova diretoria da entidade. Candidato à Presidência pela chapa da situação, Nielsen Christianni afirmou, em entrevista exclusiva ao Frente a Frente, que pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela atual gestão, da qual participa como superintendente. “Sou um candidato de continuidade a um projeto que se iniciou em 2021”, destacou.
Entre as prioridades apresentadas, Nielsen apontou o avanço da modernização dos serviços prestados pelo Conselho. Segundo ele, a meta é ampliar o uso da tecnologia para reduzir ainda mais o tempo de emissão de documentos, como a Certidão de Acervo Técnico (CAT), indispensável para a participação de profissionais em licitações públicas. “A gente pacificou o procedimento, demos agilidade e agora a nossa intenção é colocar mais tecnologia, mais sistema, para poder fazer isso com muito mais celeridade”, afirmou.
O candidato também defendeu uma atuação mais presente do CREA na formulação de políticas públicas relacionadas à engenharia, à agronomia e às geociências. Para Nielsen, o Conselho precisa exercer um papel técnico na construção de projetos voltados ao desenvolvimento do Estado. “Passamos a inserir a engenharia, a agronomia e as geociências na construção dessas políticas, ou seja, a incidir sobre elas”, ressaltou.
Na área de capacitação profissional, Nielsen destacou o CREA Qualifica, programa criado durante a atual gestão para oferecer cursos gratuitos em parceria com instituições de ensino. Segundo ele, a iniciativa busca suprir uma demanda crescente por atualização profissional. “Ainda identificamos uma carência do que nós costumamos chamar de capacitação continuada. O CREA criou um programa para patrocinar essa qualificação de forma gratuita”, explicou.
Ao comentar a participação das mulheres na engenharia, tema levantado durante a entrevista, Nielsen afirmou que o fortalecimento da presença feminina já faz parte das ações da atual administração. Ele citou a criação do Programa Mulher, a ocupação de cargos de liderança por engenheiras e o crescimento da participação feminina nos cursos da área. “Cada vez mais, oportunizar esses espaços para a participação das mulheres na engenharia tem sido uma das nossas metas”, declarou.
Ao final da entrevista, Nielsen conclamou os profissionais a participarem da eleição, que ocorrerá de forma eletrônica, das 8h às 19h do dia 3 de julho. Segundo ele, uma participação expressiva da categoria fortalece a defesa de pautas como o piso salarial dos engenheiros e a valorização da profissão. “Gostaríamos que cada um pudesse mobilizar o máximo de profissionais para termos uma grande representatividade. Isso dá forças para que possamos trilhar as lutas que temos feito”, concluiu.
A operação que atingiu o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, criou um problema político para o Planalto ao atingir em cheio uma das principais narrativas do PT: a de que o caso Master seria um escândalo restrito a adversários da direita e do Centrão.
Nos bastidores do governo, a orientação desde o início do dia era clara: Jaques Wagner precisava explicar os pagamentos sob investigação e colocar o cargo à disposição para evitar que o caso contaminasse o governo e o partido.
A avaliação de integrantes do Planalto era de que o afastamento deveria ter ocorrido ainda no ano passado, justamente para impedir que a crise ganhasse novas proporções. As informações são do blog da Andréia Sadi.
Por isso, causou perplexidade a declaração de Wagner de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria lhe pedido para “ficar firme”, por considerar que ele estaria sendo alvo de perseguição. Na avaliação de auxiliares do governo, a fala vincula diretamente o presidente à decisão e dificulta a estratégia que vinha sendo construída para separar o governo da situação do senador.
A tendência agora é o PT tentar se descolar do caso e concentrar a responsabilidade na situação individual de Jaques Wagner. O cálculo político é preservar o governo e evitar que o escândalo comprometa ainda mais a agenda do Planalto.
Do lado das investigações, porém, a mensagem da Polícia Federal e do ministro André Mendonça é de que a apuração seguirá avançando. Celulares apreendidos, depoimentos e o material já coletado pelos investigadores são considerados peças centrais da investigação.
Entre investigadores e integrantes do Judiciário, a avaliação é de que o conteúdo reunido até agora ajuda a explicar tanto a pressão para enfraquecer a operação quanto a dimensão do escândalo. Nos bastidores, o caso é tratado como uma investigação de alcance suprapartidário, capaz de atingir personagens de diferentes campos políticos, da esquerda à direita.
Miguel não tem respaldo da federação
Com quem conversou reservadamente em Araripina na última quarta-feira, quando esteve na abertura oficial dos festejos juninos do município, a governadora Raquel Lyra (PSD) sinalizou que o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), estará na sua chapa como candidato ao Senado ao lado de Túlio Gadelha (PSD), já escolhido, mas também não oficializado.
A decisão, se confirmada, não terá o respaldo da Federação Progressista, formada pelo União Brasil e PP, que tem como presidente o deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Dudu da Fonte, como é mais conhecido, aliás, marcou para o próximo dia 29 a deliberação da federação, da qual tem o controle absoluto, por ter a maioria dos seus integrantes no Estado.
Leia maisNo encontro do dia 29, no Recife, sairá a indicação de Dudu como o candidato ao Senado pela federação. Se a governadora não aceitar, perderá, consequentemente, o apoio formal da federação. Isso implica danos para a governadora, que perderá tempo de TV na propaganda oficial e muito dinheiro do fundo eleitoral.
Raquel nunca imaginou tamanho abacaxi para descascar. Dudu e o conjunto da Federação Progressista não apoiam Miguel em hipótese alguma. O ex-prefeito de Petrolina tem dito que a decisão soberana caberá à executiva nacional da federação, cujo controle está dividido entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda, presidente do UB.
Ciro e Rueda andam superafinados, e o que se diz em Brasília é que não vão interferir em Pernambuco, em respeito ao acordo nacional pelo qual quem tiver a maioria na formação da federação tem autonomia para decidir, o que favorece Dudu da Fonte.
Dudu tem dez deputados estaduais e dois federais, enquanto Miguel conta apenas com um federal e um estadual, respectivamente os irmãos Fernando Filho e Antônio Coelho. Se Raquel, portanto, contrariar essa lógica numérica, pode dar um tiro no próprio pé.

FAVAS CONTADAS – O que se ouve nos bastidores é que o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), já estaria escolhido como o segundo candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), ao lado de Túlio Gadelha (PSD). E que só não foi ainda anunciado porque a governadora aguarda o respaldo da Federação Progressista, que não terá, segundo uma fonte bem próxima ao presidente estadual da federação, Dudu da Fonte. “Ela me confessou que o segundo candidato será Miguel”, disse um parlamentar da base governista com trânsito fácil no Palácio do Campo das Princesas.
O bicho vai pegar – Ouvido, ontem, pelo blog, o ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel (PSD), torceu o nariz para uma possível escolha de Miguel Coelho ao Senado. “Não creio que a governadora passe por cima de uma decisão da Federação Progressista (PP-UB), que tem convocação do seu conjunto de deliberação para o dia 29. Vou esperar até lá”, disse. Adversário figadal dos Coelho, Pimentel não tem o menor entusiasmo pela candidatura de Miguel. “Miguel foi extremamente deselegante comigo e com Socorro”, afirmou Pimentel, referindo-se também à sua esposa, deputada estadual e candidata a federal. Se Raquel optar por Miguel, Pimentel só vai se pronunciar após a confirmação.
Prefeito à espera da definição – Quem também aguarda uma posição de Raquel sobre essa novela mexicana em que se transformou a escolha dos candidatos ao Senado em sua chapa é o prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), que está sendo fortemente pressionado pela família Coelho para apoiar a reeleição da governadora. “Eu dependo dos Coelho. O grupo liberou R$ 10 milhões em emendas federais para Araripina por meio do deputado Fernando Filho”, disse o gestor, que na última quarta-feira recebeu a governadora em seu camarote na abertura oficial dos festejos juninos do município, mas não se rendeu às pressões. “Se ela confirmar Miguel, terá o meu apoio”, afirmou.
Reação do governo – A revelação da PF de que o senador Jaques Wagner, líder do governo, foi “beneficiário central” de “vantagens econômicas” pagas por integrantes do Banco Master não deve mudar, ao menos por enquanto, os planos da comunicação de Lula para a campanha eleitoral. O argumento repetido por petistas é o de que Jaques Wagner não disputa a Presidência da República e o principal opositor de Lula, Flávio Bolsonaro, tem provas contra si mesmo por sua relação para lá de próxima com Daniel Vorcaro. A estratégia traçada no entorno do presidente, por ora, é continuar explorando politicamente o envolvimento do Zero Um com Daniel Vorcaro, por meio das visitas do senador ao ex-banqueiro, pedidos de recursos para o filme Dark Horse e o fato de Flávio ter negado inicialmente a relação com Vorcaro.

Envolvido até o talo – A Polícia Federal já tem provas de que o senador Jacques Wagner (PT-BA), líder do Governo no Senado, está envolvido até o talo no escândalo do Banco Master. Ele teria recebido pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, usado aeronaves ligadas ao Master e recebido ingresso para o camarote de um show internacional em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil. O petista foi alvo, ontem, de um mandado de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero. O ponto de conexão de Wagner com o caso Master se dá por meio do ex-sócio do banco, o empresário baiano Augusto Lima, que também foi alvo na operação de ontem.
CURTAS
CIFRADAS – As investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master e o senador Jacques Wagner incluem o uso de mensagem que, para os investigadores, foi uma forma de linguagem cifrada para tratar do apartamento de R$ 2,45 milhões no empreendimento Poème Horto, em Salvador.
PROVAS – O diálogo ocorreu entre Daniel Lopes Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro ligado ao grupo do Banco Master, e Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como “Tio Guiga”, homem de confiança do senador e pai de seu enteado, Eduardo Mendonça Sodré Martins.
DOCUMENTOS – Segundo a decisão do ministro André Mendonça, após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, as tratativas envolvendo o apartamento não foram interrompidas. Ao contrário, continuaram por meio de reuniões presenciais, chamadas de voz, videoconferências e trocas de documentos destinados a reorganizar juridicamente a propriedade do imóvel.
Perguntar não ofende: Jacques Wagner tem culpa no cartório?
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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (17), o Projeto de Lei 4225/2023, que estabelece direitos e garantias para pessoas diagnosticadas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). A proposta segue agora para análise do Senado Federal.
O texto aprovado incorporou o Projeto de Lei 4375/2023, de autoria da deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE), que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas com TDAH, além de outras medidas voltadas à inclusão e ao atendimento especializado desse público. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisEntre os principais pontos do substitutivo aprovado estão a garantia de assistência integral à saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com avaliação diagnóstica estruturada, além de adaptações em avaliações escolares, concursos públicos e processos seletivos. O texto prevê ainda a concessão de tempo adicional para realização de provas, ambientes com menos estímulos distratores e suporte educacional realizado por equipe multiprofissional.
A proposta também cria o Dia Nacional de Conscientização sobre o TDAH, a ser celebrado anualmente em julho.
O TDAH é um transtorno neurobiológico caracterizado por dificuldades de atenção, impulsividade e hiperatividade. Embora seja frequentemente identificado na infância, especialistas apontam que os sintomas podem persistir na vida adulta, afetando o desempenho acadêmico, profissional e as relações sociais.
Após a aprovação na Câmara, o projeto será encaminhado ao Senado Federal para continuidade da tramitação legislativa.
Leia menosA Operação Conto da Sorte revelou, nesta quinta-feira (18), uma estrutura de empresas de fachada, fintechs e plataformas de apostas ilegais que tinha Pernambuco como um dos principais pontos de atuação.
Deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), com apoio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Receita Federal e outros órgãos, a operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão, sendo 11 em Pernambuco, nas cidades do Recife, Toritama e Caruaru, dois em São Paulo e um no Ceará.
Leia maisDurante as diligências, foram apreendidos passaportes, aparelhos eletrônicos, armas de fogo, cerca de R$ 30 mil em espécie e documentos que devem auxiliar no avanço das investigações. Até o momento, ninguém foi preso.
Segundo os investigadores, embora o município de Bodó, no Rio Grande do Norte, tenha sido utilizado como uma espécie de “selo” de legalidade para o funcionamento das plataformas, o núcleo empresarial e operacional do esquema estava em Pernambuco. As empresas eram formalmente registradas no estado, mas parte delas não possuía funcionamento real.
Durante coletiva na sede do MPPE, no Recife, integrantes da investigação detalharam que mais de 30 bets foram credenciadas pela Prefeitura de Bodó por meio da autarquia Lotseridó, criada pelo município. A autorização, segundo o Ministério Público, era irregular, já que municípios não têm competência para regulamentar apostas de alcance nacional.
O promotor de Justiça do MPRN Augusto Lima explicou que o esquema utilizava a estrutura municipal para dar aparência de regularidade a empresas que, na prática, atuavam em todo o país.
“A prefeitura serviu como elemento legitimador dessas bets ilegais. Ela editou uma lei municipal que não poderia ter editado, criou um credenciamento e autorizou mais de 30 bets do Brasil todo. Nenhuma delas tinha relação real com Bodó. Quando declaravam endereço no município, esse endereço era falso ou funcionava apenas como fachada”, afirmou.
Segundo ele, mesmo nos casos em que estados podem autorizar loterias estaduais, a operação precisa seguir limites territoriais. “Não existe uma bet municipal com atuação nacional. Somente a União pode autorizar bets em âmbito nacional”, disse.
Empresas de fachada
A investigação identificou que empresas sediadas formalmente em Pernambuco eram utilizadas para movimentar recursos e ocultar os verdadeiros beneficiários do negócio. Segundo os investigadores, muitas funcionavam apenas como endereços fiscais, sem funcionários ou estrutura operacional.
Augusto Lima afirmou que grande parte das buscas ocorreu em espaços compartilhados, como coworkings, onde diversas empresas estavam cadastradas.
“Nós fizemos muitas buscas de endereços fiscais. Encontramos locais onde existiam registros de várias empresas, mas não havia empresas funcionando de fato, com funcionários e dinâmica empresarial. Eram estruturas usadas para dar aparência de existência a esses negócios”, declarou.
De acordo com o promotor, o esquema tinha diferentes camadas: empresas brasileiras de fachada, plataformas de apostas hospedadas fora do país e instituições de pagamento responsáveis pela circulação dos valores.
A investigação aponta que os sites direcionavam usuários para endereços que dificultavam a identificação dos responsáveis. A suspeita é de que parte significativa dos recursos obtidos com as apostas deixava o Brasil.
Movimentações ocultas
O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que a investigação também revelou o uso de fintechs como ferramenta para movimentação e ocultação de dinheiro.
Segundo ele, instituições de pagamento digitais passaram a ser utilizadas por organizações criminosas para dificultar o rastreamento dos valores.
“As fintechs foram muito importantes para a inclusão financeira, mas identificamos que algumas passaram a ser utilizadas como instrumento para movimentação de dinheiro ilícito. As chamadas contas-pulsão passaram a funcionar como uma forma de ocultação patrimonial, dificultando a identificação dos reais responsáveis pelos recursos”, afirmou.
Barreirinhas explicou que, após mudanças regulatórias implementadas pela Receita, fintechs passaram a ter as mesmas obrigações de transparência de outras instituições financeiras.
“Nós colocamos luz sobre isso. A partir dessas informações, conseguimos identificar fluxos financeiros que antes ficavam em uma zona de sombra”, disse.
Segundo ele, a Receita já havia identificado o uso desse tipo de estrutura em outros setores e agora amplia o combate às movimentações ligadas às bets irregulares.
Esquema
Durante a coletiva, representantes da investigação afirmaram que a movimentação financeira das empresas pode chegar a dezenas de bilhões de reais. O valor ainda será confirmado após análise dos materiais apreendidos e dados obtidos com quebras de sigilo.
Segundo os investigadores, a cifra não representa necessariamente o total apostado pelos usuários, mas a soma das movimentações realizadas entre empresas, contas e instituições financeiras utilizadas pelo grupo.
A Receita Federal informou que uma das empresas investigadas teria registrado créditos de R$ 4,6 bilhões em 2025. Além disso, a Prefeitura de Bodó afirmou que as empresas credenciadas arrecadaram cerca de R$ 415 milhões em dez meses, com repasse de aproximadamente R$ 8,3 milhões ao município.
A investigação calcula que, considerando o percentual cobrado pela prefeitura sobre a operação, as bets poderiam ter movimentado cerca de R$ 145 milhões no período apenas a partir do credenciamento municipal.
Lavagem de dinheiro
Além da movimentação financeira irregular, os órgãos envolvidos apontam que as plataformas não seguiam regras exigidas para empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda.
Segundo Augusto Lima, as bets investigadas não tinham mecanismos adequados de prevenção à lavagem de dinheiro, controle de publicidade infantil, proteção ao consumidor e medidas relacionadas à saúde mental dos apostadores.
Ele ainda orientou que usuários verifiquem se a plataforma possui autorização oficial antes de realizar apostas.
“O consumidor deve procurar apenas empresas autorizadas. Os domínios terminados em bet.br indicam plataformas reguladas e fiscalizadas. Sites com outros domínios, como .net ou .io, não possuem essa garantia”, afirmou.
A Operação Conto da Sorte contou com a participação de seis promotores de Justiça, servidores dos Ministérios Públicos envolvidos, policiais civis e militares, além de integrantes da Receita Federal e da Secretaria de Prêmios e Apostas.
A investigação continua para identificar outros envolvidos e dimensionar o total de recursos movimentados pelo esquema.
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A pré-candidata ao Senado Marília Arraes iniciou, nesta quinta-feira (18), uma série de agendas no interior de Pernambuco ao lado do pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB), do pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e do senador Humberto Costa (PT), que disputará a reeleição. A programação começou em Bezerros, no Agreste, e seguirá até domingo, passando por municípios do Sertão.
O grupo participará de encontros políticos, entregas de equipamentos, entrevistas e eventos ligados aos festejos juninos. Após a agenda em Bezerros, o roteiro inclui passagens por Exu, Bodocó, Ouricuri, Araripina, Parnamirim, Mirandiba, Serra Talhada, Sertânia e Arcoverde, onde a programação será encerrada na tradicional Caminhada do Forró.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) recebeu, nesta quinta-feira (18), o apoio de representantes de 21 sindicatos rurais do Agreste durante um encontro realizado em Bezerros. O ato reuniu dirigentes sindicais, lideranças políticas e representantes de municípios da região para discutir pautas ligadas à agricultura familiar e ao desenvolvimento do campo.
Durante o evento, João Campos defendeu o fortalecimento de estruturas voltadas ao setor rural e citou a necessidade de ampliar ações de apoio à agricultura familiar. “A gente precisa reorganizar isso. Assim como Miguel Arraes criou o Chapéu de Palha e Eduardo Campos recriou o programa, a gente vai estar aqui para dizer que esse time vai construir o futuro de Pernambuco”, afirmou.
Declararam apoio ao pré-candidato dirigentes sindicais de municípios como Bezerros, Caruaru, Cupira, Agrestina, Belo Jardim, Santa Cruz do Capibaribe e Passira. A agenda também contou com a presença do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), do senador Humberto Costa (PT), da pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), deputados, prefeitos e outras lideranças políticas.
O deputado federal e pré-candidato ao Senado Eduardo da Fonte consolidou-se como uma das principais lideranças políticas de Pernambuco.
Com presença e influência em todas as regiões do estado, o líder da Federação União Progressistas em Pernambuco construiu, ao longo dos anos, uma ampla rede de aliados, forte capilaridade política e uma bancada alinhada ao seu projeto e fiel à governadora Raquel Lyra desde o início do seu mandato.
Além da força partidária, Eduardo da Fonte reúne características que extrapolam a política tradicional. Seu mandato é frequentemente associado a pautas de grande alcance social, como a defesa das pessoas com autismo, o fortalecimento da rede de combate ao câncer, questões ligadas à energia e outras causas que lhe garantiram reconhecimento junto à população.
Leia maisA combinação entre estrutura política, capacidade de articulação e voto de opinião faz com que seu nome seja visto como um dos mais competitivos para a disputa ao Senado em 2026. Por isso, dentro do campo governista, uma eventual exclusão de sua candidatura seria recebida com surpresa e interpretada por muitos como uma significativa derrota política, diante da relevância que o parlamentar alcançou no cenário estadual.
Com uma trajetória marcada por crescimento consistente e influência crescente, Eduardo da Fonte tornou-se um dos protagonistas da política pernambucana. Hoje, ocupa um espaço que vai além das análises eleitorais convencionais, consolidando uma ascensão que o colocou entre os nomes centrais do debate político em Pernambuco e entre os principais postulantes a uma vaga no Senado Federal.
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A Prefeitura de Araripina incluiu a ex-prefeita Dra. Dionéia Lacerda entre os homenageados do São João 2026. A homenagem faz parte da decoração do Parque Três Vaqueiros, onde caricaturas de personalidades ligadas à história do município foram instaladas ao longo do espaço da festa.
Dionéia Lacerda foi a primeira mulher eleita prefeita de Araripina e segue sendo a única a ocupar o cargo na história do município. Médica de formação, ela governou a cidade entre 1993 e 1996 e é frequentemente lembrada em eventos e celebrações por sua trajetória na vida pública local.