Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Do jornal O Globo
A Polícia Federal afirmou que tem “plenas condições técnicas” para encaminhar cópias do conteúdo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal que as solicitaram antes do julgamento sobre o ministro Alexandre de Moraes, previsto para terça-feira.
A informação consta de manifestação enviada neste domingo ao presidente da Corte, Edson Fachin. Neste sábado, o presidente do STF havia dado 24 horas para que a corporação informasse quem mantém a custódia e qual é o estado do material extraído do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Leia maisEm nota, a corporação informou que o celular de Vorcaro “permanece integralmente nas dependências da instituição, dentro de cadeia de custódia formalmente documentada, com os respectivos lacres íntegros e mecanismos de verificação de integridade digital”.
Ainda de acordo com a corporação, uma cópia dos dados extraídos do aparelho foi enviada ao gabinete do ministro André Mendonça em março, a pedido do próprio gabinete.
Nessa linha, a PF registrou que “dispõe de plenas condições técnicas para produzir e encaminhar cópia idêntica da extração aos demais gabinetes que a solicitaram, observadas as determinações da Corte e as cautelas de sigilo aplicáveis”.
A ala aliada a Moraes requereu acesso aos dados do aparelho antes do julgamento de terça-feira, que vai analisar as mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a Moraes na véspera de sua prisão, no final do ano passado.
O primeiro ministro a requerer acesso aos dados foi Cristiano Zanin. A Fachin, o ministro sustentou que, em sua avaliação, os dados do celular de Vorcaro tem de ser públicos porque já estão abrangidos pela derrubada do sigilo das informações e procedimentos que estão relacionados, de alguma forma, à petição que será analisada na próxima terça-feira, no plenário do STF. Este procedimento foi aberto por Mendonça justamente a partir das mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro.
Segundo Zanin, a obtenção da íntegra do celular de Vorcaro visa permitir a “apreciação completa e necessária” do parecer emitido pela Procuradoria-Geral da República sobre o relatório que identificou Moraes como interlocutor de Vorcaro. O chefe do Ministério Público Federal, Paulo Gonet, defendeu a anulação do documento, sob o argumento de que Mendonça não poderia ter determinado, sozinho, a elaboração do mesmo.
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Do jornal O Globo
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima terça-feira (15), às 10h, uma sessão extraordinária para analisar o processo que trata das mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao ministro da Corte Alexandre de Moraes, e traz indícios de que o empresário era orientado pelo magistrado às vésperas de sua prisão. Como ocorre com as outras sessões, a plenária será transmitida ao vivo na Rádio e TV Justiça, e pelo canal oficial da Corte no YouTube.
A confirmação foi feita ontem (12) por uma publicação no site da instituição. Formalmente, o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, convocou o plenário para apreciar a Petição 16.662, relatada por André Mendonça. É o processo que reúne o relatório produzido pela PF a partir da requisição de Mendonça sobre a rede de influência de Vorcaro e que trouxe informações envolvendo Moraes. O próprio Mendonça já havia enviado o caso ao plenário, argumentando que caberia ao colegiado analisar os novos elementos da PF. No mesmo processo também consta um parecer da PGR, assinado por Paulo Gonet, sustentando a “nulidade” do documento produzido pela PF.
Leia maisFachin suspendeu a tramitação da ação, mas convocou os demais ministros para apreciá-la no dia 15. Na véspera do julgamento se encerra o prazo que havia sido aberto pelo presidente do STF para que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestassem sobre o caso.
Apesar disso, a reunião está sem um roteiro definido.
Segundo a avaliação de ministros, o início da sessão deve ser marcado por discussões sobre a validade do relatório pedido por André Mendonça à Polícia Federal. Interlocutores não descartam a possibilidade de o debate ser suspenso, por exemplo, por um pedido de vista.
Em relação ao despacho do próprio Moraes com questionamentos à conduta de Mendonça, Fachin marcou a sessão para o próximo dia 23. O presidente negou o agendamento de uma sessão conjunta com a de terça-feira, para avaliar as condutas de Moraes e Mendonça juntas. Moraes havia feito o pedido e com a alegação de ser inviável a deliberação sobre o seu caso sem um debate sobre a ação de Mendonça na requisição de relatório da Polícia Federal (PF) que mostrou troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro. Nos diálogos, o dono do Master pede conselhos ao magistrado às vésperas de sua prisão.
No despacho assinado por Fachin para negar o pedido, o presidente do STF argumentou que os casos Moraes e Mendonça podem ser analisados em sessões separadas porque “possuem contornos e objetos bem delineados” e assim são preservados “os limites” do que será submetido ao plenário na próxima semana.
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Em vídeo, o deputado federal Pedro Campos (PSB) ironiza a diferença entre a palavra “pernambucano” e o neologismo — e seu misterioso sufixo — “pernambuquista”, adotado pela governadora Raquel Lyra (PSD).
“Pernambucano é quem nasce em Pernambuco. E, quem nasce aqui, tem muito orgulho da nossa terra, da nossa bandeira, do nosso hino. Já pernambuquista é bem diferente. Pernambuquista é quem nasce em Pernambuco e é meio bolsonarista, meio oportunista — e se junta com um bando de bolsonaristas e de oportunistas e esconde essa salada toda atrás da nossa bandeira”, disparou.
Um jato executivo com o cantor Rey Vaqueiro pegou fogo após sair da pista durante um pouso na madrugada deste domingo (13) na cidade de Parelhas, na Região Seridó do Rio Grande do Norte, onde o artista tinha apresentação marcada.
Estavam na aeronave o cantor e outras cinco pessoas, além do piloto e copiloto. Ninguém ficou ferido. O avião ficou destruído. O Corpo de Bombeiros informou que acionou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para investigar a causa do acidente. As informações são do g1.

De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave, de matrícula PP-WMO, é do modelo 550 Bravo, da Cessna, com capacidade para oito passageiros. Ele foi fabricado em 2006.
Cantor havia se apresentado em PE horas antes
Rey Vaqueiro havia se apresentado na cidade de Moreno, em Pernambuco, horas antes e tinha apresentação marcada em Parelhas às 2h30. Cantor, equipe e tripulação foram levados para o Hospital Municipal de Parelhas para avaliação médica. Eles conseguiram deixar a aeronave antes do fogo se espalhar.
Nas redes sociais, o prefeito de Parelhas, Tiago Almeida, publicou uma foto com o artista e também parte da equipe de saúde que o atendeu. “Hoje, diante de uma situação que ninguém esperava viver, profissionais de saúde e toda uma equipe se mobilizaram para cuidar, acolher e fazer o possível diante de uma emergência tão delicada”, disse o prefeito.
Em nota nas redes sociais, o cantor informou que ele e a equipe estão bem e que receberam “todos os cuidados médicos necessários”.
Por conta do acidente, o cantor cancelou os shows deste domingo (13) nas cidades de Custódia e Canhotinho, em Pernambuco. Novas datas serão divulgadas em breve.
Turbinas ficaram em chamas
Segundo o Corpo de Bombeiros, as duas turbinas ficaram em chamas no acidente. Ao todo, foram cinco horas de combate ao fogo.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a pista no local estava apta e não apresentava problemas para pouso ou decolagem. O Registro Aeronáutico Brasileiro também indica que a aeronave estava regular para voo e com certificado de aeronavegabilidade válido até maio de 2027.
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O ex-vice-prefeito de Arcoverde Werner Brito, irmão do vereador do Recife Wilton Brito (PSB), divulgou um vídeo nas redes sociais em que critica a situação do Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde, no Sertão do Moxotó. A publicação reproduz declarações das vereadoras Luiza Margarida (PSB) e Célia Galindo (Podemos).
No vídeo, Luiza Margarida afirma ter recebido denúncias sobre o hospital e relata um episódio envolvendo a tentativa de transferência de um recém-nascido. “Eu vou dizer uma coisa, o que eu tenho recebido de denúncias…”, afirmou a vereadora. Segundo ela, após tentar contato com a direção da unidade, não teria conseguido atendimento. “Esse dia, terça-feira, passei mal, porque eu não podia estar dentro do hospital pra tentar transferir esse recém-nascido. É lamentável o que está acontecendo. Agora isso é diariamente”, declarou.
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Na sequência, Célia Galindo também critica a situação do hospital. Segundo a vereadora, embora a unidade esteja bem cuidada em termos de estrutura física, haveria problemas relacionados ao atendimento. “Essa OS ajeitou o hospital, tá belíssimo, plantas bonitas, bem pintado, bem limpinho, mas o que importa? As vidas não têm valor”, afirmou.
Werner Brito, por sua vez, disse que as declarações das vereadoras mostram a gravidade dos problemas do hospital. “É inacreditável, depois de quatro anos, a governadora está entregando seu governo com um hospital nessa situação, os próprios aliados falando do absurdo que está acontecendo aqui”, afirmou.
No vídeo, Werner também defendeu a candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco e afirmou que, caso eleito, o candidato irá reformar o hospital. “João vai reformar esse hospital e vai se transformar num grande hospital regional para atender com dignidade as pessoas”, declarou.
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Política é, sem dúvida, a arte do pragmatismo.
A governadora Raquel Lyra reuniu aliados e prefeitos para tentar mobilizar sua campanha após o fiasco do debate contra João Campos. Mas, segundo fontes do blog, pode ter levado algumas bolas nas costas.
Ao menos cinco prefeitos do interior que participaram da reunião deixaram o encontro e, logo depois, tiveram interlocução com João Campos e seus assessores.
É o velho fenômeno de quem quer estar ao lado do vencedor. Em toda eleição, quando o cenário começa a se definir, prefeitos e lideranças que não querem ficar fora da festa da vitória começam a migrar em busca do lado que consideram mais competitivo.
Ao que tudo indica, esse movimento está começando mais cedo do que o habitual em Pernambuco.
Um carro pegou fogo enquanto estava estacionado na garagem de uma casa, no bairro de Sucupira, em Jaboatão dos Guararapes, na tarde deste sábado (12), provocando um incêndio no imóvel.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), uma criança e dois adolescentes que estavam no local foram levados a uma unidade de emergência. As três vítimas, que não tiveram nomes e idade revelados, foram socorridas por responsáveis antes da chegada dos bombeiros. O estado de saúde delas também não foi divulgado. As informações são da Folha de Pernambuco.
O incêndio ocorreu em uma residência na Rua Marrocos, no Loteamento Grande Recife. Após atingir o veículo, as chamas teriam se espalhado por parte do terraço da casa.
Três viaturas do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local. Após combater o incêndio, a corporação realizou o rescaldo e o isolamento preventivo da área afetada. A Defesa Civil do Recife foi acionada para avaliação da edificação.
Nesta canção, que eu nao conhecia, falando de Deus e da fé, meu conterrâneo Maciel Melo, das barrancas do Rio Pajeú, se supera. A letra, do poeta cearense Geraldo Amâncio, é esplendorosa e musicada ganhou mais beleza.
Veja!
Por Cláudio Soares*
O Supremo Tribunal Federal tem diante de si, na próxima terça-feira (15), uma situação juridicamente excepcional: o Plenário deverá apreciar o caso que pode resultar na abertura de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes no contexto do caso Banco Master. A sessão foi mantida pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
A questão central, porém, é anterior ao mérito: Alexandre de Moraes pode participar da votação em que seus próprios pares decidirão se ele deve ou não ser investigado? A resposta exige cuidado técnico. O Regimento Interno não permite uma participação baseada apenas na conveniência.
Leia maisO art. 277 do Regimento Interno do STF estabelece que os ministros “declarar-se-ão impedidos ou suspeitos nos casos previstos em lei”. O próprio Supremo já reconheceu que as regras de impedimento e suspeição decorrem da legislação aplicável e não de uma escolha discricionária do julgador.
E aqui aparece o ponto jurídico mais sensível. O art. 252, IV, do Código de Processo Penal estabelece que o juiz não poderá exercer jurisdição quando ele próprio for parte ou diretamente interessado no feito. A norma é objetiva e busca preservar a imparcialidade daquele que exerce a função jurisdicional.
É verdade que não se pode simplesmente transportar esse dispositivo para qualquer situação envolvendo um ministro do Supremo sem examinar a natureza específica do procedimento. O STF tem jurisprudência no sentido de que as hipóteses de impedimento são de interpretação estrita, não admitindo ampliações automáticas.
Mas a situação desta terça-feira possui uma peculiaridade que não pode ser ignorada. Não estamos diante de um processo no qual Moraes seja apenas mencionado. O Plenário deverá deliberar justamente sobre a possibilidade de investigação envolvendo a conduta do próprio ministro.
O julgador e o investigado não podem se confundir. Imagine a pergunta submetida ao colegiado: “Há elementos suficientes para que Alexandre de Moraes seja investigado?” Moraes estaria, simultaneamente, na condição de ministro julgador e de pessoa diretamente atingida pela decisão.
É exatamente aí que surge o problema de imparcialidade. Não se trata de antecipar culpa. Investigação não significa condenação. Muito menos significa que as suspeitas divulgadas contra o ministro sejam verdadeiras.
O princípio é outro, ninguém deve participar da decisão institucional que poderá determinar a abertura de uma investigação sobre sua própria conduta quando existe interesse pessoal direto no resultado.
A imparcialidade não protege apenas o acusado. Protege também a própria credibilidade da decisão judicial. O próprio STF reconhece que impedimento possui natureza objetiva, enquanto suspeição está relacionada à parcialidade subjetiva do julgador.
O precedente do próprio Supremo é importante. Em fevereiro deste ano, quando houve questionamento envolvendo o ministro Dias Toffoli no contexto do caso Banco Master, os dez ministros do STF se reuniram e concluíram que não havia cabimento para a arguição de suspeição, citando o art. 107 do CPP e o art. 280 do RISTF. Toffoli, contudo, deixou a relatoria dos processos relacionados ao caso.
O episódio demonstra que a própria Corte reconhece a necessidade de preservar a aparência de imparcialidade quando um ministro possui relação direta com o objeto de uma controvérsia.
E há outro elemento relevante, o presidente Fachin determinou recentemente que procedimentos envolvendo ministros do STF fossem centralizados na Presidência, justamente para evitar conflitos e decisões contraditórias.
A pergunta que o Supremo precisa responder
Portanto, a questão jurídica não deveria ser tratada como uma disputa política entre ministros. É uma questão de Estado de Direito. Pode o interessado votar sobre a decisão que determinará se ele próprio será investigado? Se a resposta for positiva, o Supremo precisará apresentar uma fundamentação jurídica extremamente sólida para demonstrar por que, naquela situação específica, não incidiria nenhuma hipótese de impedimento ou suspeição.
Se a resposta for negativa, a consequência lógica é simples, Moraes deverá se afastar da deliberação, deixando que seus pares decidam sem a participação daquele que é diretamente alcançado pelo resultado. Isso não representa reconhecimento de culpa.
É justamente a garantia de que uma eventual investigação, caso autorizada, nascerá sob o signo da legalidade, e não da perseguição. A grandeza de uma Corte está também na capacidade de se autocontrolar. O STF é o guardião da Constituição. Por isso, precisa ser o primeiro a observar rigorosamente os princípios que exige dos demais órgãos do Estado.
A questão não é Alexandre de Moraes. A questão é a imparcialidade do julgador, a aparência de independência e a legitimidade da decisão. Se o Plenário decidir que não há motivo jurídico para o afastamento, que explique claramente os fundamentos. Se entender que há impedimento ou suspeição, que o ministro se afaste.
O que não pode existir é a dúvida sobre se alguém participou da decisão que dizia respeito diretamente a si próprio. Porque, no Estado Democrático de Direito, não basta que a Justiça seja imparcial. Ela precisa também parecer imparcial aos olhos da sociedade.
*Advogado e jornalista
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No podcast Direto de Brasília desta semana, que irá ao ar na próxima quarta-feira, o ex-presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, vai tratar especificamente da sessão bombástica do Supremo Tribunal Federal, marcada para o dia anterior, na terça-feira, na qual o plenário vai decidir se autoriza a abertura de uma investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes.
A reunião extraordinária foi convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. O plenário vai analisar um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviadas para um número de telefone que a PF identifica como pertencente a Alexandre de Moraes.
Leia maisO plenário decidirá se as conversas recuperadas podem ser usadas. Os ministros vão definir também se existem fundamentos reais para aprofundar a apuração. Esta etapa serve apenas para decidir se a investigação deve ou não começar. Não há definição de culpa ou inocência neste momento.
Felipe Santa Cruz, o nosso convidado, é graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e mestre em Direito e Sociologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atuou por vários anos na seccional do Rio de Janeiro, onde presidiu a Caixa dos Advogados e a OAB/RJ por dois mandatos.
Foi eleito presidente nacional da OAB para o triênio 2019-2022. Sua gestão ficou marcada por fortes embates institucionais com o governo federal da época e pela atuação da entidade durante o período da pandemia de COVID-19.
O podcast Direto de Brasília, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, é transmitido para 165 emissoras de rádio no Nordeste. Também retransmitem a Rede Mais Rádios, da Paraíba, com 25 emissoras, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras, além também da revista Mais Nordeste, em Fortaleza, e a LW TV, de Arcoverde.
São parceiros no projeto a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, com atuação em São Paulo e no Nordeste, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú, o grupo Grau Técnico, a Oftalmolaser Vale do São Francisco e o Berlitz Idiomas.
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Do jornal O Globo
De olho em um eventual segundo turno, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta criar pontes com Augusto Cury (Avante). O cenário apontado pelas pesquisas indica que o psiquiatra pode ter, na disputa deste ano, um papel semelhante ao que Simone Tebet, na época no MDB, teve na eleição de 2022.
Diante das perspectivas mais difíceis para Lula agora do que quatro anos atrás, há uma avaliação de que o candidato do Avante pode ser ainda mais decisivo do que a ex-senadora. Na eleição de 2022, Tebet ficou em terceiro lugar, com 3,84 % dos votos válidos. Três dias depois do primeiro turno, a então candidata do MDB almoçou com Lula na casa da ex-prefeita Marta Suplicy e em seguida anunciou apoio ao petista.
Leia maisO apoio foi considerado fundamental para a vitória do petista sobre Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno por 1,8 ponto de vantagem de votos válidos.
Segundo a pesquisa Datafolha mais recente, divulgada na sexta-feira, Cury teve uma leve oscilação para baixo, mas continua em um patamar considerado relevante: em uma semana, saiu de 8% das intenções de voto para 6%.
Em outros levantamentos recentes, a faixa de apoio é parecida — na última Quaest, ele teve 8% das intenções de voto. O candidato do Avante tem o seu melhor desempenho no grupo de eleitores que se declara independente.
A Quaest divide o eleitorado em cinco grupos: esquerda lulista, esquerda não lulista, bolsonarista, direita não bolsonarista e independentes. Os independentes são o maior grupo da amostra da pesquisa, representando 32% dos eleitores. Cury teve 17% ds intenção de votos nesse grupo na pesquisa do dia 7. Enquanto Lula teve 24% e Flávio, apenas 9%.

Petistas reconhecem que será mais difícil atrair o candidato do Avante, que tem dado declarações contra Lula, mas lembram que em 2022, o petista também foi atacado por Tebet, que se tornou ministra do Planejamento até abril, quando se lançou para o Senado em São Paulo pelo PSB.
Mas Tebet nunca chegou a dizer que jamais apoiaria o petista, como fez Cury na quinta-feira, em um encontro com operadores do mercado financeiro, em São Paulo, organizado pelo banco Genial.
“Não apoiaria em hipótese alguma Lula. Nem 0,01%”, disse Cury, sob aplausos da plateia. “O Lula tem que se aposentar, o modelo do PT tem que aposentar. Com todo o respeito ao que fez em seu primeiro governo, quando estava o Meirelles (Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central) e o Palocci (Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda), com todos os seus problemas.”
Ao mesmo tempo, o candidato do Avante deixou aberta uma possibilidade de se aliar a Flávio Bolsonaro se o candidato do PL der explicações sobre o seu envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu R$ 134 milhões a Vorcaro para o filme “Dark horse”, dos quais cerca de R$ 69 milhões foram pagos a um fundo nos Estados Unidos, o que é investigado pela Polícia Federal.
“Não ficaria neutro. Mas ele teria que provar que não é corrupto, teria que explicar o “Dark horse”. Tem um longa-metragem meu sendo rodado agora com quase um décimo do valor do filme do pai dele, para se ter uma ideia.”
Apesar das declarações do candidato, petistas lembram que o Avante apoiou Lula desde o primeiro turno em 2022 contra Jair Bolsonaro. Na ocasião, era o partido do deputado André Janones, que foi cabo eleitoral de Lula principalmente nas redes sociais.
Outro ponto de contato está na bancada da Câmara, que tem deputados como Duarte Jr. (Avante-MA) e Neto Carletto (Avante-BA), que pedem votos para Lula em seus estados. Petistas não descartam que as negociações para formalização de um apoio no segundo turno envolvam o compromisso de participação no governo com a indicação de nomes para algum ministério.
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O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) divulgou, no fim da noite de ontem (12), um vídeo nas redes sociais sobre o site “O Maior Salário do Brasil”, criado para questionar a remuneração recebida pela governadora Raquel Lyra (PSD) e autorizado pela Justiça Eleitoral. A página reúne informações sobre os R$ 60,8 mil mensais recebidos pela governadora, valor classificado como inconstitucional e quase três vezes superior ao subsídio de R$ 22 mil previsto para chefes do Poder Executivo pernambucano.

