Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que embasou voto do ministro Jorge Oliveira traz um dado estarrecedor: cerca de metade das apostas bets que são feitas no Brasil são ilegais, estão relacionadas a casas que não têm autorização para atuar no país. O dado baseia-se em um estudo elaborado pela LCA Consultoria Econômica a pedido do Instituto Jogo Responsável.
Segundo esse estudo, no cenário mais otimista, 40% do jogo em bets é ilegal. No cenário, mais pessimista, 51%. Tal constatação tem mais de um efeito danoso. O primeiro é que a cada ano cerca de R$ 26 bilhões a R$ 40 bilhões estão deixando o Brasil pelo ralo: é dinheiro não contabilizado no país, que não paga imposto nem entra formalmente.
Leia maisO segundo ponto igualmente fundamental: sem regulamentação, esses jogos ilegais não dão garantia alguma ao apostador. Se a pessoa joga e ganha, não tem qualquer garantia de que receberá de fato o valor que ganhou. E, se não receber, esse apostador não tem também para quem reclamar. E, ainda que reclame, os mecanismos brasileiros de regulamentação e a justiça não têm como acionar essa bet ilegal.
Com a nova regulamentação feita no ano passado, as bets que ficaram legais pagam tributos. “Mesmo assim, operadores ilegais continuam atuando no mercado de apostas no Brasil, o que gera um desafio para o governo”, aponta o relatório. A tarefa do TCU foi justamente procurar saber como o governo encara esse desafio. E os achados não foram os melhores. Há, segundo o tribunal, uma “fragmentação de ações governamentais, que dificulta o combate efetivo a casas de apostas ilegais e pode facilitar operações de lavagem de dinheiro”.
O país, diz o relatório do TCU, não estaria preparado para monitorar o funcionamento dessas casas de apostas, os sites cujos endereços não estão no Brasil, mas daqui podem ser acessados. Com uma capacidade, além disso, de conseguir coibir, retirar o acesso ou exigir que a operação daquela plataforma se torne legal e funcione dentro das normas do país.
Não é apenas o prejuízo econômico para o país. O prejuízo da aposta num site ilegal pode ser do próprio apostador. “O mercado ilegal também não possui mecanismos de proteção ao consumidor, como bloqueio de menores de idade, controle de vício e canais oficiais para denúncias”, diz o relatório.
Há ainda a forte suspeita de envolvimento dessas casas de aposta com o crime. O relatório aponta riscos de envolvimento com “lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo”. O Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), criado para combater tais crimes, recomenda que os países tenham atenção.
Tudo isso, na visão do TCU, exige uma integração de forças do governo federal. É necessário um trabalho conjunto que envolva Ministério da Fazenda, Banco Central, Ministério da Justiça, Polícia Federal. E também Ministério Público e órgãos da Justiça. Ou o dinheiro das bets seguirá descendo pelo ralo.
“No âmbito dos órgãos envolvidos na prevenção e combate à lavagem de dinheiro, detectou-se a necessidade de uma melhor coordenação das ações, com melhor definição de competências e responsabilidades de cada órgão, maior grau de automatização e compartilhamento tempestivo de informações”, conclui Jorge Oliveira, em seu voto.
Os valores são impressionantes. Apenas no primeiro semestre de 2025, as casas de apostas legalizadas tiveram um lucro de R$ 17,4 bilhões. É o que tecnicamente se chama de “Gross Gaming Revenue” (GGR), a receita gerada, calculada a diferença entre o valor total apostado e o que foi pago de prêmio.
Para além da perda de receita, do eventual envolvimento com crimes, o relatório lembra que o jogo vicia, adoece e endivida. Uma epidemia que envolve grandes interesses, de patrocinadores, patrocinados, times de futebol, influenciadores. Ruim, talvez, mesmo quando transparente. Muito pior quando obscuro.
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Nota oficial
Com relação à nota de repúdio assinada por Tufi Daher Filho, executivo ligado ao Grupo CSN e à TLSA, em relação a artigo da minha lavra, tenho a esclarecer o seguinte:
Pernambuco só se curva para agradecer. Nunca diante da prepotência, da truculência ou de interesses privados que tentam se impor sobre os interesses públicos do Nordeste.
Estou pronto para tomar quaisquer medidas que o Sr. Tufi desejar.
Continuarei defendendo Pernambuco, a Transnordestina e o interesse público, no Judiciário, nas instituições e na sociedade civil.
Antônio Campos – advogado
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Pré-candidato do PSD à Presidência da República, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, volta ao meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras do Nordeste, na próxima terça-feira. Na pauta, a crise instalada na direita, especialmente no PL e no núcleo bolsonarista, com o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro no escândalo do Banco Master.
Recentemente, Caiado afirmou que o Brasil vive uma “desordem institucional” e disse que o atual modelo político não pode mais ser chamado de presidencialismo. Ele criticou o peso das negociações envolvendo emendas parlamentares e votações no Congresso.
Leia maisSegundo Caiado, o centro de poder foi deslocado do Palácio do Planalto, gerando uma “deformidade” no sistema político. O pré-candidato também defendeu uma reforma política e afirmou que o STF deveria responder a questionamentos envolvendo ministros da Corte. Caiado disse ainda que a pauta do impeachment de ministros deve ganhar força nas eleições de 2026 para o Senado.
Médico ortopedista formado pela Escola de Medicina e Cirurgia/RJ, Caiado é natural de Anápolis (GO) e vem de uma família tradicional de produtores rurais. Foi deputado federal por vários mandatos, senador da República e ex-governador de Goiás – eleito em 2018 e reeleito em 2022.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Não é verdade que o prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), tenha abandonado a candidatura de João Campos (PSB) a governador, aderindo ao palanque da reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). A única verdade é que o pedetista teria pedido a Raquel duas obras.
A pavimentação de duas pontes: a das ruas Procópio José modesto e Rui Barbosa, mas o ex-prefeito Raimundo Pimentel, adversário figadal de Evilásio, saiu na frente e anunciou que as demandas haviam sido atendidas pela governadora por proposição sua. Pimentel e Evilásio, que já foram aliados históricos, hoje são como água e óleo: não se misturam.
Em resposta ao artigo publicado neste blog, de autoria do advogado Antonio Campos, a Transnordestina e o Grupo CSN enviaram, há pouco, uma nota de repudio à fala do advogado. Segundo o grupo, “as acusações reproduzem interesses de pessoas que, após sucessivas derrotas na Justiça, insistem em atacar o Grupo CSN e seu acionista, promovendo desinformação e calúnias”. Confira na íntegra abaixo:
Nota de repúdio
“Em relação à reportagem “A luta pela Transnordestina também tem outros atores”, publicada no Blog do Magno em 21 de maio, a Transnordestina e o Grupo CSN manifestam seu veemente repúdio às informações inverídicas divulgadas.
Leia maisAs acusações reproduzem interesses de pessoas que, após sucessivas derrotas na Justiça, insistem em atacar o Grupo CSN e seu acionista, promovendo desinformação e calúnias.
A TLSA e seu grupo controlador já se posicionaram diversas vezes – inclusive neste veículo – sempre defendendo a evolução do tramo pernambucano, obra estratégica para a logística do Nordeste e do Brasil.
Rejeitamos críticas infundadas de quem jamais contribuiu efetivamente para o desenvolvimento da região. A TLSA e o Grupo CSN seguirão firmes no cumprimento dos compromissos assumidos até a conclusão do projeto.
Tufi Daher Filho – diretor executivo de Infraestrutura e Logística da CSN e ex-presidente da Transnordestina Logística
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Funcionários técnicos, auxiliares e administrativos do Colégio de São Bento, em Olinda, denunciaram, por meio de uma carta aberta divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe), uma série de atrasos e descumprimentos trabalhistas por parte da instituição. No documento, os trabalhadores afirmam estar há dois meses sem receber salários, além de relatarem atrasos no pagamento do 13º salário de 2025, salários de 2024 e do ticket alimentação, que estaria suspenso há 14 meses.
A carta também aponta ausência de depósitos do FGTS e falta de recolhimento do INSS, o que, segundo os funcionários, pode causar prejuízos futuros relacionados à aposentadoria e cobertura previdenciária. Os trabalhadores cobram esclarecimentos da direção do colégio e um cronograma imediato para regularização dos débitos, alegando que a situação compromete a dignidade dos profissionais e o ambiente educacional da instituição. Confira abaixo o documento na íntegra:

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou a abertura de uma auditoria especial para averiguar a execução de empréstimos contraídos pela gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). A medida atendeu a um requerimento apresentado pelo líder da oposição na Assembleia Legislativa (Alepe), deputado Sileno Guedes (PSB), à Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da casa, que enviou formalmente o pedido de investigação ao TCE. Desde 2023, o Governo de Pernambuco recebeu aval para contrair cerca de R$ 18 bilhões, mas demonstrou baixa capacidade de captação e aplicação dos recursos.

O requerimento foi apresentado por Sileno em março, quando a Alepe se preparava para votar mais dois pedidos de autorização do Poder Executivo para contratar operações de crédito. Até então, cerca de R$ 13 bilhões já haviam sido autorizados, e mais R$ 5,2 bilhões foram avalizados pelos deputados naquele mês. Sileno foi o relator de um dos projetos de lei sobre o tema e deu parecer favorável à aprovação, mas destacou a necessidade de apurar a aplicação dos recursos, já que apenas R$ 3 bilhões tinham sido captados pelo Governo do Estado na época.
Leia mais“São oito contratos que já foram firmados ao longo desta legislatura e observamos perdas de prazo da carência, como um contrato com a Caixa, que foi assinado em 5 de julho de 2023, previa o início dos desembolsos em até seis meses e um prazo de carência de 12 meses, mas teve a primeira parcela liberada em outubro de 2024, ou seja, 16 meses depois. Também houve descumprimento das leis autorizativas em alguns contratos ao longo desse período. Então, nós entendemos pedir auxílio ao TCE no sentido de que instaure um procedimento fiscalizatório para garantir o cumprimento das cláusulas contratuais das leis autorizativas de oito contratos firmados com o Banco do Brasil, a Caixa e o BIRD”, explicou Sileno, na época.

A auditoria especial do TCE foi instalada por determinação do conselheiro Ranilson Ramos no último dia 13. Os auditores vão atuar sobre informações a serem prestadas pelas secretarias da Fazenda e de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional. Com base nos dados analisados, o conselheiro constatará se houve descumprimentos de leis autorizativas e outras irregularidades para, então, definir a aplicação de punições, se for o caso.
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O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, recebe, hoje, o cantor e compositor Paulinho Leite, artista de Arcoverde com 25 anos de trajetória marcada pela valorização da música nordestina. Forró, baião, xote e xaxado atravessam sua obra como expressão de identidade cultural e poesia popular.
Após um período afastado dos palcos e dos estúdios, Paulinho retorna em 2026 com o projeto audiovisual Atravessando o Tempo, gravado em janeiro, em Aldeia, Pernambuco. O trabalho reúne 15 faixas e participações especiais de nomes como Santanna – O Cantador, André Rio, Cezzinha, Nando Cordel, Maciel Melo, Anchieta Dalí e Kleber Araújo.
Entre as músicas do novo projeto estão Cavaleiro do Araripe, de Chico Bizerra e Carlos Villela, em homenagem a Miguel Arraes; Cabelo de Milho, de Silvuca e Paulinho Tapajós, com participação de Petrúcio Amorim e homenagem ao poeta João Paraibano; e Só Mais Uma Vez, de Chico Bizerra e Lenine de Buíque, com participação de Santanna. O álbum também aposta em videoclipes com uso de inteligência artificial para ampliar visualmente as homenagens a personagens da cultura nordestina.
No programa, Paulinho Leite fala sobre o retorno aos palcos, o processo de criação de Atravessando o Tempo e a proposta de unir memória, tradição e tecnologia em um trabalho voltado à preservação da cultura nordestina.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
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Por Júlio Lossio
O megaempresário, ou megabandido, ou as duas coisas, Vorcaro produziu um escândalo financeiro de dimensões ainda incalculáveis. Os relatos que temos, até agora, mostram que ele montou uma estratégia para comprar a direita, a esquerda, o centro e o judiciário.
Ao ser capturado pela Polícia Federal e ver que seus crimes podem render um bom tempo de prisão, logo se ofereceu para fazer uma delação. Esqueceu, contudo, que acabou comprometendo tanta gente que não deixou nenhuma porta aberta — seja na política ou no judiciário — que tivesse interesse em sua delação.
Assim, vai ter que carregar o andor sozinho, porque esqueceu que quem quer tudo às vezes fica sem nada e, nesse caso, a sabedoria acabou engolindo o sabido.
O vazamento dos áudios e encontros entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro levou o segmento empresarial a adotar distância cautelar em relação ao pré-candidato do PL à Presidência.
O diagnóstico da chamada Faria Lima tem sido de que é necessário aguardar os desdobramentos das investigações contra o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) envolvendo o caso Master. As informações são do portal CNN.
Ontem, Flavio viajou a São Paulo, mas não teve o mesmo êxito de incursões anteriores, quando se reuniu com nomes importantes da economia nacional.
O diagnóstico tem sido de que, assim como em seu próprio partido, cabe ao senador fluminense neste momento retomar a confiança de “pesos pesados” do empresariado nacional.
Na tentativa de encerrar o clima de crise em sua pré-campanha eleitoral, Flavio mudou o marqueteiro de sua candidatura e irá antecipar trechos do seu plano de governo.
Para reconquistar o diálogo com o segmento econômico, ele também considera escolher em breve o seu “Posto Ipiranga”, ou seja, o condutor de sua política econômica caso seja eleito.
Palavra final será do pai
Li, ontem, na coluna da bem atualizada Júlia Duailibi, de O Globo, que a manutenção da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) depende apenas e unicamente da decisão monocrática do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Independentemente do rumo que o pai der, o projeto de poder da família está fadado ao insucesso.
Os efeitos do escândalo Master na imagem de Flávio são devastadores, não só porque recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, supostamente para um filme, mas porque mentiu. Mentiu quando disse que a grana, R$ 130 milhões, seria para o filme do pai, versão negada pelos produtores. Mentiu quando disse que nunca esteve com Vorcaro e apareceram imagens dele visitando o banqueiro na prisão domiciliar.
Leia maisA família Bolsonaro, entretanto, ainda não caiu na real. Soube que o ex-presidente tende a manter Flávio na disputa por uma questão simples: a candidatura dele não foi lançada para ganhar, mas para manter a base bolsonarista coesa em torno do clã, evitando a dispersão dela em direção a outro candidato que, uma vez eleito, se tornaria o novo líder da direita, engolindo Bolsonaro.
Se não fosse por isso, Tarcísio teria sido o candidato. O bom desempenho de Flávio nas pesquisas, antes da parceria cinematográfica com Vorcaro, não estava precificado. Sua candidatura passou a ter perspectiva de vitória à medida que ele vestiu o figurino do “Bolsonaro que toma vacina”, e parte do eleitorado resolveu passar o pano para os detalhes do currículo, como rachadinha e ligações com milicianos.
Além disso, mesmo com o enrosco do “Dark Horse” e o que mais aparecer em eventuais delações e afins, Bolsonaro não tem o perfil de quem passará recibo para as denúncias e substituirá o filho, mandando um recado para o público de que o Zero Um tem mesmo culpa em cartório.
NO PESCOÇO – Os tentáculos do Master atingiram Flávio Bolsonaro e agora começam a dar voltas pelo seu pescoço, a ponto de integrantes de seu partido, o PL, saírem falando por aí que em 15 dias decidirão se mantêm a candidatura de pé ou não. A cúpula do PL pode até causar nos bastidores, mas pouco tem a fazer diante da decisão que será única e exclusivamente de Jair Bolsonaro, como foi dele o projeto de lançar o primogênito à Presidência, e não Tarcísio de Freitas, nome preferido dos chefões da sigla.

Valdemar refém da família – Depois da repercussão ruim, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, veio a público dizer que o deadline de 15 dias, estabelecido numa reunião interna, não dizia respeito à manutenção da candidatura do senador, mas sim à retomada de seu crescimento nas pesquisas eleitorais. É irrelevante o que ele diga em privado ou em público. Valdemar terceirizou o partido para Bolsonaro, e é Bolsonaro quem decidirá se Flávio fica ou não. O presidente do PL fez essa concessão ao clã de olho no que realmente importa para ele: eleger grandes bancadas no Congresso.
Olho na dinheirama – Quanto maior a bancada, maior a fatia de dinheiro público que pinga nas contas do PL, via fundo eleitoral. Somente neste ano, Valdemar terá em mãos R$ 880 milhões para tocar a eleição. Comprar briga com os Bolsonaros agora não parece ser bom negócio. Por isso, nem tão cedo Flávio vai jogar a toalha, a menos que nos próximos dias surjam fatos gravíssimos e relevantes na relação dele com Vorcaro.
Desvios de armas – A Polícia Civil avançou na investigação de um forte esquema de desvio de armas de fogo, que envolvia CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) e policiais militares, no Sertão de Pernambuco, segundo reportagem no JC de ontem. Uma operação, na quarta-feira passada, cumpriu mandados de busca e apreensão, fechou clubes de tiro e conseguiu recolher 57 armas. A investigação começou em março de 2025 para apurar um homicídio ocorrido no município de Serra Talhada. Durante o inquérito, a Polícia Civil identificou uma organização criminosa voltada à compra e revenda clandestina de armas, acessórios e munições.

A versão de Raquel – “O governo federal entrou com embargo de declaração no processo do Tribunal de Contas, para que fique muito claro que o que foi suspendido foram novas contratações, não essa que já está pronta e que será o contrato assinado na presença do presidente Lula, como ele mesmo fez questão de fazer, para a retomada da Transnordestina. Me dizem que pode ser na semana que vem”, disse, ontem, a governadora Raquel Lyra (PSD), ao contestar o relatório do TCU obrigando a suspensão das obras de retomada do projeto da ferrovia Transnordestina no trecho pernambucano.
CURTAS
CONTESTAÇÃO – A governadora questionou um estudo da Mackenzie que atestou a construção do trecho pernambucano da ferrovia Transnordestina como inviável economicamente. Afirmou que desde que assumiu o poder pediu e nunca obteve acesso ao estudo que indica a inviabilidade econômica da obra e enfatizou que “não se trata da viabilidade de uma empresa”.
PATERNIDADE – Diferentemente da governadora, que segundo ele ignora a paternidade das obras federais no Estado, o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), foi incisivo, na relação da Prefeitura com a União, ao criticar a postura de Raquel.
PATERNIDADE 2 – “Aqui do lado tem um casarão muito bonito, e em conversa com todo mundo que estava aqui o principal pedido foi atendido, e teremos uma nova creche municipal. E tem um cara que se importa com a vida de quem mais precisa, e o nome dele é Luiz Inácio Lula da Silva. Essa creche só está saindo do papel porque ele ajudou, e a gente não esconde ele. Lula conseguiu essa creche, e a gente vai executá-la”, reforçou em um ato numa comunidade.
Perguntar não ofende: O PL tem um nome para substituir Flávio caso ele jogue a toalha?
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