Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
Meu voo 1793, da Gol, atrasou seu pouso em Brasília por 45 minutos, devido a um forte temporal que desabou sobre o Distrito Federal, que estava sem chuva há mais de 150 dias. A aeronave ficou sobrevoando a cidade aguardando a melhora do tempo.
O pré-candidato a presidente pelo PSD, Ronaldo Caiado, tem levantado a bandeira da segurança pública em todos os seus pronunciamentos. Destacando os resultados de sua gestão à frente do Governo de Goiás por dois mandatos, ele promete expandir os dados para o país, com tolerância zero para a criminalidade. Em especial, promete transformar a realidade do Nordeste, onde muitos estados e municípios lideram índices de violência.
“Na hora que a mão pesada do Ronaldo Caiado chegar à Presidência da República, bandido vai ver que não vai ter espaço no meu governo. Vou alforriar os nordestinos, que não ficarão submetidos à truculência do narcotráfico. É a região que mais tem sofrido no país. Em nenhuma região o narcotráfico proliferou tanto no Brasil quanto no Nordeste. Podem ter certeza e acreditar. Comigo no governo, vocês vão poder viver em paz. Vou devolver o Nordeste aos nordestinos”, afirmou Caiado, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado por este blogueiro.
Casado com uma baiana, o ex-governador de Goiás afirmou ter uma forte ligação com o Nordeste e planeja buscar as potencialidades da região para promover o desenvolvimento. “Ninguém vai competir com o Nordeste do ponto de vista de geração de energia fotovoltaica e eólica. Mas, junto a isso, tem que beneficiar a área irrigada, ampliar as opções de emprego, dar perspectiva para os jovens poderem desenvolver cada vez mais a área da tecnologia, da inteligência artificial, da pesquisa. É o que a juventude deseja, e onde temos uma riqueza na produção. O Nordeste todo cresce, e o que falta é a preparação de mão de obra, são políticas emancipadoras, cursos profissionalizantes. Isso é o que sei fazer. Como fiz no Nordeste goiano, farei no Nordeste brasileiro”, reforçou Caiado.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), tem evitado comentar os esclarecimentos do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre os contatos com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o pessedista afirmou que a avaliação que lhe cabe fazer é dentro das pesquisas de opinião, onde o liberal sofreu queda, mas as intenções de voto não se refletiram para os demais nomes da oposição.
“Caberá ao senador prestar todos os esclarecimentos à população brasileira, a seus eleitores. Isso é responsabilidade do candidato, se apresentar e trazer seus argumentos. Para tal, ele realmente está tentando se explicar. Se realmente a população vai absorver os argumentos ou não, isso vai depender do que as pesquisas vão detectar. O que posso dizer é que nunca fiz política com oportunismo”, afirmou Caiado.
Leia mais“Entendo que este momento é de termos habilidade política no sentido de chegarmos ao segundo turno sem fragilizar o acordo que temos na centro-direita, de estarmos unidos para derrotar o presidente Lula (PT). Esse é o objetivo principal. Aqueles que tenham problemas de ordem pessoal, cabe a cada um dar suas explicações, mas isso jamais poderá fragilizar o nosso ponto de concordância. Aquele que passar para o segundo turno terá apoio de todos nós para derrotar aquele que está no comando do país há 20 anos, em que só progrediu a corrupção, tanto no Banco Master quanto no assalto aos aposentados, petrolão, mensalão, aquele que roubou o futuro dos jovens do nosso país”, disparou o ex-governador.
Sobre captar os votos perdidos por Flávio, Caiado acredita que ainda não é o tempo dessa “migração”, que só deverá ocorrer no segundo semestre. “Sem dúvida, as pesquisas sofreram pouca alteração do que víamos em relação às anteriores. Acredito que refletirá mais nos debates que virão”, observou. “A população ainda não se engajou na campanha. Talvez só depois da Copa do Mundo ela volte as atenções para a política nacional. Aí sim eles irão formando a opinião que será vencedora. Espero poder chegar ao segundo turno e levar uma condição de um ponto de concordância em torno da centro-direita para batermos o Lula”, concluiu.
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Faltando cinco meses para as eleições, o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) subiu o tom contra o presidente Lula (PT). Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, uma parceria entre este blogueiro e a Folha de Pernambuco, o ex-governador de Goiás teceu duras críticas ao petista que enfrentará novamente nas urnas, reeditando o confronto de 1989. Desta vez, Caiado espera ir ao segundo turno.
“Lula é corrupto na essência, na formação, na origem, no método, na maneira de governar, no dia a dia da sua vida”, disparou o pessedista. “Vamos deixar claro que este governo será apeado do poder em 25 de outubro. Implantaremos um novo governo resgatando a autoridade moral e a esperança da população, enfrentando o crime e extinguindo essa corrupção que alimenta o PT”, completou.
Indagado sobre a diferença nas pesquisas, Caiado disse acreditar que os debates serão a oportunidade de crescer e chegar ao segundo turno. “Nenhum dos candidatos da oposição é conhecido nacionalmente, a não ser Flávio Bolsonaro (PL), que tem o sobrenome do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que todos reconhecem como grande liderança nacional. Mas hoje 50% da população não me conhece. Estou sendo apresentado pela primeira vez. O Lula já está há 40 anos em cargos públicos, o PT governa há 20 anos, e você vê a deterioração moral que atingiu o Brasil. A partir do momento em que a gente passar o que fez e vai fazer pelo Brasil, o jogo vai mudar. Eleição não é disputa de vaidades”, concluiu Caiado.
Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o pré-candidato do PSD à Presidência da República, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
Uma semana depois de grupos ligados a Raquel Lyra (PSD) terem divulgado, de forma coordenada, notícias sobre a adesão de prefeitos aliados de João Campos (PSB) ao palanque da governadora, fatos em sentido contrário começam a desmentir essa narrativa.
Nesta terça-feira (26), o ex-prefeito do Recife se reuniu com o prefeito de Timbaúba, Marinaldo Rosendo (PP), que reafirmou apoio ao projeto da Frente Popular. Ambos registraram o encontro com uma foto postada nas redes sociais.
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Na segunda-feira (25), João Campos se reuniu com o prefeito de Ipojuca, Carlos Santana (Republicanos). Assim como Rosendo, Santana passou a semana passada com o nome cogitado para uma adesão ao palanque de Raquel, o que ele nunca disse que faria. O encontro recente com o pré-candidato a governador do PSB mais uma vez desmente a narrativa do grupo da governadora.
O caso mais emblemático, porém, é o de Evilásio Mateus (PDT), de Araripina. Desde um evento partidário promovido pelo Progressistas, em 8 de maio, militantes pró-Raquel vinham dizendo que o prefeito migraria para o palanque dela. No início da semana passada, até mesmo fontes do Palácio do Campo das Princesas confirmavam a adesão dele na última sexta-feira (22), durante passagem da governadora por seu município. Evilásio a recebeu na condição de gestor da cidade, agradeceu as ordens de serviço assinadas, mas não se comprometeu eleitoralmente, frustrando a governadora.
A propagação de notícias falsas só confirma o desespero na pré-campanha da governadora, que vem apelando a adesões inexistentes e a pesquisas já suspensas pela Justiça por irregularidades na tentativa de impor uma força eleitoral que não se sustenta na realidade.
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Pré-candidato do PSD à Presidência da República, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, volta ao meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras do Nordeste, hoje. Na pauta, a crise instalada na direita, especialmente no PL e no núcleo bolsonarista, com o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro no escândalo do Banco Master.
Recentemente, Caiado afirmou que o Brasil vive uma “desordem institucional” e disse que o atual modelo político não pode mais ser chamado de presidencialismo. Ele criticou o peso das negociações envolvendo emendas parlamentares e votações no Congresso.
Segundo Caiado, o centro de poder foi deslocado do Palácio do Planalto, gerando uma “deformidade” no sistema político. O pré-candidato também defendeu uma reforma política e afirmou que o STF deveria responder a questionamentos envolvendo ministros da Corte. Caiado disse ainda que a pauta do impeachment de ministros deve ganhar força nas eleições de 2026 para o Senado.
Médico ortopedista formado pela Escola de Medicina e Cirurgia/RJ, Caiado é natural de Anápolis (GO) e vem de uma família tradicional de produtores rurais. Foi deputado federal por vários mandatos, senador da República e ex-governador de Goiás – eleito em 2018 e reeleito em 2022.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) fixou nesta terça-feira (26) o fim da aposentadoria compulsória remunerada como penalidade máxima imposta a juízes.
Os ministros confirmaram o entendimento de uma decisão individual do ministro Flávio Dino, relator do caso, e rejeitaram um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em março deste ano, Dino determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá aplicar a perda do cargo de magistrado, e a consequente perda de salário, como a maior punição por violações disciplinares. As informações são do g1.
Leia maisOu seja, a aposentadoria compulsória deixa de ser a principal sanção para casos mais graves. A medida era duramente criticada porque afastava o juiz da função, mas mantinha a remuneração mensal proporcional ao tempo de serviço.
A medida vale para juízes e ministros de todos os tribunais, menos o Supremo Tribunal Federal (STF).
No julgamento desta terça, a única divergência foi do ministro Cristiano Zanin, que discordou da tese de que os casos de aposentadoria compulsória devam tramitar no Supremo, como defenderam os colegas.
Para o ministro, essa questão não foi tratada na ação, que deveria se limitar a declarar a nulidade do caso específico e reanálise pelo Conselho Nacional de Justiça.
Nos últimos 20 anos, 126 magistrados foram aposentados compulsoriamente nessas condições. Eles foram punidos por infrações graves como venda de sentenças, assédio moral e sexual, e benefícios indevidos a integrantes de facção criminosa.
Segundo Dino, a pena de aposentadoria compulsória não cabe “no ordenamento jurídico vigente”. Por isso, magistrados que cometem crimes não poderão ser sancionados com a medida.
No entendimento do ministro, a reforma da Previdência de 2019 extinguiu a aposentadoria compulsória como punição.
“A Emenda Constitucional nº103/2019, ao promover modificações no sistema previdenciário brasileiro, também alcançou expressamente o regime jurídico aplicável aos magistrados e as competências do Conselho Nacional de Justiça, revogando a sanção de ‘aposentadoria compulsória’, ao eliminar o seu fundamento constitucional”, disse Dino na decisão.
“Aos magistrados são aplicáveis as regras de aposentadoria constantes do artigo 40 da Constituição Federal, o qual não prevê a transferência compulsória para a inatividade com recebimento de aposentadoria como sanção quando do cometimento de infração disciplinar grave”, afirmou.
Dino decidiu sobre o caso após a análise de uma ação de um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para anular decisões do CNJ, que resultaram em sua aposentadoria compulsória
No recurso contra a decisão do ministro Dino, a PGR defendeu que o caso fosse levado a julgamento no plenário do Supremo e não da Primeira Turma.
A Procuradoria afirma que a decisão se baseou em “intenções louváveis”, mas que pode representar risco ao Judiciário e ao Ministério Público, ficando vulneráveis a pressões políticas.
A PGR apontou ainda que a decisão de Dino representou interferência na atuação do Congresso.
“Tal construção hermenêutica retira o papel do legislador complementar da definição das sanções aplicáveis à magistratura, deslocando para a interpretação judicial a escolha política sobre quais condutas permitirão, ou não, a perda do cargo: precisamente o que a reserva de lei visa a impedir”.
Caso o recurso não seja acolhido na Primeira Turma, a PGR pode tentar levar a discussão para o plenário do STF.
Desde a decisão de Flávio Dino, o Conselho Nacional de Justiça vem discutindo se e como vai aplicar a medida aos casos disciplinares. O Conselho tem uma resolução sobre a questão para ser analisada pelo plenário, mas a tendência é que espere a análise pela Primeira Turma do Supremo.
Antes da decisão de Dino, a aposentadoria compulsória era considerada “pena máxima” administrativa. A medida está prevista na Lei Orgânica da Magistratura para juízes que cometem infrações graves. Ele, no entanto, não especificou o que são casos graves.
Ela é, no entanto, alvo de críticas por permitir que o magistrado continue recebendo salário proporcional ao tempo de serviço — ou seja, muitas vezes pode ser vista como uma espécie de “prêmio” (receber salário sem trabalhar), em vez de punição efetiva.
Dino decidiu sobre o caso após a análise de uma ação de um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para anular decisões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que resultaram em sua aposentadoria compulsória.
O magistrado alvo do processo atuava na Comarca de Mangaratiba (RJ) e foi aposentado depois que o CNJ comprovou condutas como:
O deputado estadual Izaías Régis participou, nesta terça-feira (26), de solenidade realizada no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, onde a governadora Raquel Lyra anunciou um pacote de investimentos e autorizações de obras que somam R$ 195,3 milhões em Pernambuco. As ações contemplam áreas como cultura, saúde, educação, segurança pública e infraestrutura urbana, incluindo obras de requalificação de equipamentos públicos e construção de novas creches.
Durante o evento, Izaías Régis afirmou que os investimentos do Governo do Estado em Garanhuns já ultrapassam R$ 500 milhões. “Em Garanhuns, os investimentos já ultrapassam R$ 500 milhões, com obras estruturadoras e históricas, como a construção da Maternidade, do Hospital Mestre Dominguinhos e do IML”, declarou o parlamentar. A solenidade contou ainda com a presença da vice-governadora Priscila Krause, secretários estaduais, deputados e prefeitos.
Os 40 anos da Faculdade de Afogados da Ingazeira, atual Faculdade do Sertão do Pajeú (FASP), serão celebrados nesta terça-feira, no Cine Teatro São José, em Afogados da Ingazeira, com uma mesa-redonda que vai revisitar a mobilização popular realizada na década de 1980 em defesa da implantação de uma instituição de ensino superior no município. O encontro contará com a participação do secretário de Cultura de Afogados da Ingazeira, Augusto Martins, que relembrou, em vídeo divulgado nas redes sociais, o movimento iniciado por estudantes da cidade a partir de um abaixo-assinado.
Segundo Augusto Martins, a mobilização reuniu moradores, entidades e lideranças locais em um ato público realizado em frente à Catedral de Afogados da Ingazeira. “Saímos com o abaixo-assinado no comércio de Afogados, nas ruas, nas entidades, mobilizamos toda a população e realizamos um ato público em frente à Catedral”, afirmou. De acordo com o secretário, o movimento ganhou apoio de lideranças políticas e professores até a autorização do funcionamento da autarquia, no fim do governo Sarney.
Por Marlos Porto*
Vi hoje reportagem na TV Gazeta de Alagoas mostrando as movimentações dos pré-candidatos ao governo alagoano, João Henrique Caldas, ex-prefeito de Maceió, e o ex-ministro Renan Filho. Fiquei impressionado com a quantidade de gente nos eventos e também com diversas pessoas com bonés azuis com o nome do candidato Renan Filho. E o apresentador, de forma descontraída, falando sobre sorteios de geladeira e fogão em eventos dessa natureza, como se fosse algo típico e normal.
Pesquisando na Internet, vi no Portal G1 que, no dia 10 de maio, o governador de Alagoas, Paulo Dantas, teria feito o sorteio de 50 transferências via PIX no valor de duzentos reais, durante uma festa de Dia das Mães em Rio Largo, em evento que contou com a presença do senador Renan Calheiros.
Leia maisNa reportagem, fica explícita a “lógica” adotada: “Em nota enviada ao g1, a Secretaria de Estado da Comunicação informou que a iniciativa teve ‘caráter estritamente pessoal e privado’, sem relação com a agenda oficial do Governo de Alagoas. Ainda segundo o governo estadual, não houve uso de recursos públicos, servidores ou estruturas vinculadas ao Estado. A nota também afirmou que a ação não teve vínculo com pedido de votos, atividade eleitoral ou utilização da máquina pública”.
É difícil definir o que está acontecendo no nosso país. Existe um período próprio para campanha eleitoral. Antes desse período, não se permite campanha política. A lógica é a da igualdade de condições para a disputa. Fazendo uma analogia esportiva, permitir campanha antecipada é como deixar um corredor “queimar” a largada, dando passadas antes dos demais, que podem fazer a diferença na hora da chegada.
Contudo, é comum, antes mesmo das campanhas políticas iniciarem, muitas pessoas já buscarem obter apoios. Anunciam que são pré-candidatos e vão fazendo não só contatos e visitas, mas também promessas e acordos. Tanto é assim que, quando a campanha começa “pra valer”, a gente vai falar com um cidadão e ele, meio ressentido, vai logo dizendo: “por que você não me procurou antes?”. Ora, por esse simples exemplo se tem a clareza da farsa que é a lógica da igualdade da disputa política no Brasil.
Anos atrás, parecia haver um rigor maior para coibir a propaganda eleitoral antecipada. Inclusive a chamada “promoção pessoal” era vista como uma forma de se antecipar a propaganda eleitoral e era proibida. Depois, passou a ser aceita, desde que não houvesse o “pedido explícito de voto”. Mas aí é que “a emenda ficou pior que o soneto” e a ficção adotada ficou ainda mais ridícula: desde quando é preciso haver “pedido explícito de voto” no mundo real para que haja a pactuação entre eleitor e o futuro candidato com vistas a que este receba daquele o tão desejado voto? Fazendo outra analogia, no mundo das relações líquidas e promíscuas, infelizmente tão em voga, para combinar relações sexuais com alguém seria absolutamente indispensável o tal “pedido explícito” nesse sentido ou bastaria muitas vezes apenas o desejo mútuo e o acordo de vontades, muitas vezes expresso por meio da troca de olhares, sorrisos e carícias? Pois bem. Na seara eleitoral, contudo, o equivalente a tudo isso parece, na prática, estar permitido, desde que não haja o fatídico pedido: “vote em mim!” ou “o(a) senhor(a) poderia votar em mim, por obséquio?”.
Esse “vale-tudo” eleitoral é uma aberração. Afinal, entender a tal “promoção pessoal” com esse sentido amplo que vem sendo adotado, durante o período pré-eleitoral, é abrir a porteira para que os rebanhos eleitorais sejam comprados de formas as mais diversas, como se nada de mais estivesse acontecendo. Afinal, aquele simples cidadão (que por acaso é um governante, um parlamentar ou um ex-prefeito ou ex-governador), tratado como uma verdadeira celebridade, apenas “apareceu” durante um evento no qual uma geladeira era sorteada, talvez por uma feliz coincidência, quiçá de passagem, mas é óbvio que ele não está comprando voto (pois nem estamos em campanha, não é mesmo?), ele só está promovendo inocentemente a sua imagem, a sua marca pessoal, sem vinculação nenhuma entre si e a vantagem que, na prática, foi destinada aos participantes de um evento coletivo (ainda que apropriada individualmente por um felizardo).
Democracia de verdade se faz com o respeito absoluto à liberdade de consciência do eleitor, que não pode ser conspurcada por qualquer tipo de vantagem. Foi com base nessa justificativa que até mesmo um simples “santinho” com calendário no verso foi banido das campanhas: afinal, o calendário não deixava de ser um tipo de vantagem, assim como as canetinhas, os bonés, as camisas, os ímas de geladeira com telefones úteis, etc.
Hoje, temos campanhas formalmente mais curtas, submetidas a um rigoroso controle da propaganda, das receitas e das despesas, porém um período pré-eleitoral longo e permissivo, no qual os principais acordos são feitos antes das convenções (que se tornaram mera encenação do que seria um processo decisório real) e em que grande parte dos futuros postulantes aproveita a vagueza do status de “pré-candidato” para, de forma direta ou indireta, terem sua imagem impregnada em toda sorte de eventos, nos quais a única postura que parece proibida é o escrúpulo rigoroso no tocante à livre consciência do eleitor, que termina sendo mercadejada como se fosse banana na feira, tudo sob o lastro de mera “promoção pessoal”.
*Bacharel em Direito
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A Prefeitura de Goiana vai conceder um auxílio emergencial de R$ 2.500 para famílias afetadas pelas enchentes provocadas pelas fortes chuvas que atingiram o município neste ano. O anúncio foi feito nesta terça-feira (26) pelo prefeito Marcílio Régio, durante reunião com o secretariado municipal realizada na Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, pasta comandada pela primeira-dama Ana Silveira. O valor definido representa o maior auxílio já pago pelo município em situações semelhantes e reforça o compromisso da gestão com as famílias afetadas pela maior enchente da história de Goiana.
A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos já realizou o cadastramento e o acompanhamento das famílias atingidas, garantindo que o benefício seja destinado a quem realmente necessita do apoio emergencial. “Enfrentamos a maior enchente da história de Goiana e nosso povo precisa de uma resposta rápida. Estamos finalizando o projeto de lei do auxílio emergencial de R$ 2.500 como um gesto concreto de solidariedade às famílias que mais sofreram com essa tragédia”, afirmou o prefeito Marcílio Régio.
Segundo o procurador-geral do município, Rodrigo Dias, o projeto de lei deverá ser enviado à Câmara Municipal até a próxima quinta-feira, em regime de urgência, para agilizar a análise, a aprovação e permitir que o pagamento seja realizado o mais rápido possível às famílias cadastradas. Durante a reunião, o prefeito também anunciou a liberação da subvenção destinada às quadrilhas juninas do município, garantindo apoio aos grupos culturais que se preparam ao longo do ano para se apresentar neste período. O projeto autorizando a liberação dos recursos já foi encaminhado à Câmara de Vereadores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, hoje, o fim da escala de trabalho 6×1, ideia encampada pelo governo que está em análise no Congresso Nacional. Durante discurso em Manaus (AM) – onde entregou 576 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida – o petista, ao falar sobre a 6×1, disse que a vida da mulher é “mais grave” porque, além do emprego, tem dupla jornada com os afazeres de casa.
“Nós vamos acabar com a escala 6×1 e vamos botar a escala 5×2, o povo vai trabalhar cinco dias e vai poder descansar dois porque a vida da mulher é mais grave ainda, a mulher trabalha e, quando chega em casa, ela tem que lavar a louça, tem que lavar o banheiro, tem que lavar roupa, tem que cuidar das coisas, a mulher tem dupla jornada”, afirmou o petista.
Leia maisDe acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022, as mulheres dedicaram 9,6 horas por semana a mais do que os homens aos afazeres domésticos ou ao cuidado de pessoas. Essa desigualdade na divisão de tarefas domésticas é alvo de críticas, sobretudo, de mulheres e de movimentos feministas.
Ainda sobre a redução de jornada, Lula disse que o governo fez um acordo com o Congresso para o avanço da proposta que acaba com a escala 6×1. Ontem, o deputado Léo Prates (Republicanos-BA) apresentou relatório na comissão especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho.
O relatório de Prates prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, em um prazo de até 14 meses após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O texto ainda será votado pela comissão especial, onde deve ser aprovado, e a expectativa é de que a análise da PEC no plenário principal da Câmara ocorra na quinta-feira (28).
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