











Eleita com mais de 144 mil votos, Rosa Amorim foi a candidata do PT à Câmara dos Deputados mais votada em Pernambuco nas eleições deste domingo (4). O resultado leva a parlamentar à bancada federal petista e amplia sua atuação política para o Congresso Nacional a partir de 2027.
Rosa deixa a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde cumpriu seu primeiro mandato eletivo, para ocupar uma cadeira na Câmara. Militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a deputada eleita construiu sua trajetória política nos movimentos populares e na organização da juventude antes de chegar ao Legislativo.
Leia maisA parlamentar chega a Brasília com uma agenda que inclui reforma agrária popular, combate à fome, valorização do trabalho e redução das desigualdades. Durante a campanha, também defendeu o fim da escala 6×1, a taxação dos super-ricos e o fortalecimento da educação pública, da agricultura familiar e das políticas voltadas às mulheres, à população negra, à juventude e à comunidade LGBTQIA+.
Criada no Assentamento Normandia, em Caruaru, Rosa é filha de dirigentes do MST e iniciou ainda jovem sua trajetória na militância política. Antes de ser eleita deputada estadual, passou pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pelo Levante Popular da Juventude.
A votação superior a 140 mil votos coloca Rosa como o principal nome do PT pernambucano na disputa proporcional para a Câmara e projeta para o Congresso uma liderança formada a partir dos movimentos sociais. No mandato federal, a deputada eleita pretende levar a Brasília pautas que já fizeram parte de sua atuação na Alepe, agora em uma arena de alcance nacional.
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O ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, foi convocado pelo presidente Lula (PT), hoje, para ajudar na construção de sua campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, no próximo dia 25. Em suas redes, João postou um vídeo falando sobre os próximos passos e agradecendo os mais de 2 milhões de votos recebidos para o Governo de Pernambuco. Confira!
O ex-ministro e ex-governador Mendonça Filho foi escolhido pela cúpula do PL para assumir a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em Pernambuco.
Mendonça, que vem ganhando espaço entre as principais lideranças do PL, tem a confiança de Flávio Bolsonaro e do senador Rogério Marinho, coordenador nacional da campanha. A relação foi construída desde sua entrada no partido, em abril, quando sua filiação foi prestigiada justamente por Flávio, Valdemar Costa Neto, Rogério Marinho e Anderson Ferreira.
Leia maisO pernambucano já está a caminho de Brasília, onde participará de reuniões que vão definir o arranjo da campanha do partido no Estado.
A escolha de Mendonça assume um significado político importante. Depois de quatro anos marcados por divisões e conflitos dentro do campo da direita em Pernambuco, ele aparece como um nome capaz de estabelecer um ponto de convergência entre diferentes grupos e lideranças.
A tarefa será especialmente relevante porque Pernambuco e o Nordeste foram regiões em que Lula obteve ampla vantagem em 2022. A campanha de Flávio, porém, trabalha para reduzir essa diferença em 2026, e Pernambuco está entre os estados nordestinos considerados estratégicos nessa estratégia.
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No podcast Direto de Brasília de amanhã, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, a temática será a reinserção do bolsonarismo no mapa político-eleitoral do País, com a votação surpreendente do candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, e a enxurrada de senadores e deputados eleitos no pleito de ontem. Convidamos o ex-ministro do Turismo da era Bolsonaro, o agora deputado federal Gilson Machado Neto (Podemos), o sétimo mais votado em Pernambuco, alcançando a marca de 156.754 votos.
Além da expressiva votação, Gilson elegeu o filho, Gilson Filho, deputado estadual pelo Podemos, também superando a casa dos 100 mil votos – exatos 132.322 votos, o segundo mais votado entre os 49 deputados eleitos para a Assembleia Legislativa de Pernambuco. No podcast, o ex-ministro mais fiel de Bolsonaro vai falar sobre o resultado da eleição, sua expectativa em relação ao segundo turno entre Lula (PT) e Flávio, confronto marcado para o próximo dia 25.
Leia maisGilson vai falar ainda da possibilidade do novo Senado, formado por maioria expressiva de representantes da direita, do conservadorismo e do bolsonarismo retomar a pauta do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e da liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, caso Flávio venha a vencer Lula.
Além de deputado federal eleito, Gilson é empresário, veterinário e sanfoneiro fundador da banda de forró pernambucana de sucesso nacional Brucelose. Ele foi ministro do Turismo do Brasil entre 2020 e 2022, no governo Jair Bolsonaro. Também foi presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) por dois períodos: entre maio de 2019 e dezembro de 2020 e novamente entre novembro de 2022 e janeiro de 2023.
Na eleição de 2022, Gilson concorreu ao Senado por Pernambuco e obteve 1,3 milhão de votos. Em 2024, tentou a prefeitura do Recife e recebeu 14% de votos, ficando atrás do candidato reeleito João Campos (PSB).
Em parceria com a Folha de Pernambuco, o podcast ‘Direto de Brasília’ vai ao ar amanhã, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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As redes sociais deste blog, pioneiro e um dos mais lidos do Nordeste, encerraram a etapa eleitoral com uma marca impressionante. No último dia 30 de setembro, registrávamos 16 milhões de contas alcançadas no Instagram. Em apenas cinco dias, o número saltou para 19 milhões de contas alcançadas, consolidando o forte crescimento da presença do Blog do Magno nas redes sociais.
A marca reforça a força do blog na cobertura dos bastidores da política e do poder, especialmente durante o período eleitoral. Se você ainda não nos segue, anote nossos endereços e faça parte dessa comunidade que acompanha, em tempo real, os principais acontecimentos de Pernambuco e do Brasil.
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Mesmo na oposição, o PSB foi o partido mais vitorioso na eleição de parlamentares em Pernambuco. Para a Câmara, tiveram êxito quatro candidatos, o maior número obtido isoladamente por uma sigla do estado neste pleito. O partido de João Campos também retomou o posto de maior legenda da Assembleia Legislativa (Alepe), já que passou de oito para nove deputados estaduais, quantitativo igual ao dos eleitos pelo PSD da governadora Raquel Lyra, mas superior em total de votos.
Pedro Campos (PSB) foi o deputado federal mais votado de Pernambuco e do campo progressista no Nordeste, com 261,5 mil votos. A lista do PSB se completa com Felipe Carreras (148,9 mil), Gabriel Porto (114,8 mil) e Eliane Soares (102,3 mil), a primeira mulher eleita pelo PSB para esse posto desde a passagem de Creuza Pereira pela Câmara, encerrada em 2018.
Para a Alepe, foram eleitos Francismar Pontes (81,5 mil votos), Rodrigo Farias (79,5 mil), Eriberto Filho (78 mil), Maria Arraes (75,8 mil), Batista Cabral (73,9 mil), Bruno Marques (67,3 mil), Romerinho Jatobá (61,4 mil), Cayo Albino (60,7 mil) e Sileno Guedes (60,5 mil). Desses nove deputados, quatro aparecem na lista dos dez mais votados, o que reforça a força do PSB em meio ao eleitorado em contraponto ao partido governista, que não teve nenhum eleito entre os dez mais votados do estado.
Folha de Pernambuco
A turbina de um avião que saiu do Aeroporto do Recife pegou fogo, na tarde de hoje. O registro foi feito por moradores da área, na Zona Sul da cidade, e logo repercutiu nas redes sociais.
O avião é da companhia Gol Linhas Aéreas. O voo partiu da capital pernambucana às 13h16 com destino ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com chegada prevista para as 16h10. Os dados estão presentes na plataforma Flightradar24, por onde é possível acompanhar o trajeto.
Diante do incidente, o avião ainda não seguiu caminho para Guarulhos e deu voltas sobre os municípios de Camaragibe e São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana, por cerca de 20 minutos. Por volta das 13h40, o avião pousou seguramente no Aeroporto do Recife.
Anderson Ferreira, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, encerra a apuração como o deputado federal mais votado do campo da direita no estado. O resultado representa um marco importante na trajetória política de Anderson e consolida sua posição como a principal liderança da direita pernambucana.
A partir de agora, o desafio de Anderson será participar da construção do segundo turno presidencial em Pernambuco e trabalhar para ampliar, no estado, a votação de Flávio Bolsonaro. O candidato do PL chega à segunda etapa com uma votação numericamente próxima àquela obtida por Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais em Pernambuco.
Anderson tem sinalizado que pretende conduzir essa nova etapa ao lado de Mendonça Filho, que foi o candidato do PL ao Senado. A estratégia reforça a relação entre os dois como referências do partido em Pernambuco para a reorganização política da direita no estado.
O deputado federal Lucas Ramos (PSB) agradeceu, nas redes sociais, os 71.964 votos recebidos nas eleições de ontem (4). O parlamentar, que exerce mandato na Câmara dos Deputados até 2027, não conseguiu renovar o mandato e ficou na suplência.
Em mensagem publicada na manhã desta segunda (5), Lucas afirmou que está em paz e grato com o resultado. “Os planos de Deus são perfeitos e a vontade dele sempre prevalece. Por mais que existam questionamentos ou que não consigamos entender de imediato, continuam sendo perfeitos”, escreveu.
“Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, e mais. Mudamos pra melhor a vida de milhares de pernambucanos. Agradeço ao Senhor pela oportunidade incrível de servir ao Brasil e ao meu Estado como Deputado Federal. Ele me guiou junto de 71.964 pessoas que caminharam ao meu lado com tanto amor. Obrigado pela confiança”, continuou. Por fim, afirmou que prentende continuar na atuação política. “A nossa caminhada não para por aqui. Seguirei firme na minha missão de vida, que é cuidar da nossa gente, todos os dias”, declarou.
O deputado federal Fernando Monteiro (PSD) foi reeleito por Pernambuco, ontem, para o quarto mandato na Câmara dos Deputados, sendo o candidato mais votado do partido no estado. Com 113.844 votos, o parlamentar renovou a confiança dos pernambucanos e garantiu mais quatro anos de atuação em Brasília. Ao longo da sua trajetória, Fernando construiu uma atuação marcada pela presença nos municípios e pela articulação de investimentos para diferentes regiões do estado.
No Sertão, Agreste, Zona da Mata e Região Metropolitana do Recife, o mandato tem trabalhado pela chegada de recursos e obras estruturantes, com atenção às demandas apresentadas pelas gestões municipais e pela população. Entre as principais pautas estão o fortalecimento da saúde pública, investimentos em infraestrutura e mobilidade, abastecimento de água, desenvolvimento regional, agricultura e geração de emprego, além da articulação de projetos estratégicos para melhorar a qualidade de vida dos pernambucanos.
Após a confirmação da reeleição, Fernando Monteiro agradeceu a confiança recebida nas urnas e destacou que pretende transformar o resultado em ainda mais trabalho. “Recebo os 113.844 votos com muita gratidão e, acima de tudo, com responsabilidade. A confiança renovada pelos pernambucanos me honra e reforça o compromisso de continuar trabalhando pelo nosso estado e pelos municípios. A melhor forma de retribuir essa confiança é com trabalho. Temos muito a fazer e vem muito mais pela frente. Muito obrigado, minha gente”, ressaltou.
Por Leonardo Sakamoto
Do UOL
O resultado do primeiro turno das eleições de 2026 não caiu do céu nem foi um raio em dia de sol. O placar de 47% para Flávio Bolsonaro contra 45% para Lula só pegou de surpresa quem ainda insiste em analisar a disputa política brasileira com a cartilha analógica do século 20. Enquanto a cúpula do lulismo continua tratando a comunicação como um release de divulgação de obras para convencer o eleitor que ele deveria ser grato, a extrema direita consolidou um império digital que pauta, molda e dita o ritmo da realidade de dezenas de milhões de brasileiros todos os dias.
A pesquisa apontou 47% para Flávio e 43% para Lula (com margem de 2,4 pontos). Ao mapear o humor de grupos de WhatsApp a partir de amostragens demograficamente equilibradas, a ferramenta pode ter captado um pulso subterrâneo que metodologias tradicionais demoram a enxergar.
Leia maisNesse ecossistema descentralizado, o jornalismo profissional deixou de ser o protagonista na mediação do debate público para se tornar, na melhor das hipóteses, um coadjuvante tardio. A extrema direita compreendeu isso há anos. Sem intermediários, ela bombardeia o cidadão diariamente contra as instituições e o Estado e, o que é mais grave, no sentido de reconstruir, à sua imagem e semelhança, o sentido e a identidade do país.
Consome-se essa narrativa de forma contínua e passiva. O cidadão acorda com o escândalo fabricado no feed, almoça a versão distorcida do fato nos grupos de família e dorme com a indignação mastigada em vídeos curtos.
A eleição parlamentar de 4 de outubro cristalizou de vez uma transição iniciada em 2018, com a transferência do voto de massa do palanque físico para o feed algorítmico. Não estou falando de parlamentares tradicionais que usam o Instagram como vitrine acessória para prestar contas. Trata-se de criadores de conteúdo em tempo integral que se tornaram deputados (ou vice-versa), cuja atividade primordial é alimentar uma esteira ininterrupta de mobilização e engajamento.
O desenho da bancada eleita para a Câmara a partir de fevereiro de 2027 mostra que essa turma está se transformando no próprio centro de gravidade da política nacional.
Basta olhar os números. O topo da lista nacional de votação traz expoentes da extrema direita que ultrapassaram, com folga, a barreira histórica dos 3 milhões de votos: Nikolas Ferreira (PL-MG), com impressionantes 3.119.318 votos, e Lucas Pavanato (PL-SP), com 3.038.438. No mesmo pelotão da audiência permanente, nomes como André Fernandes (PL-CE, 684 mil), Julia Zanatta (PL-SC, 560 mil), Jeffrey Chiquini (Novo-PR, 425 mil) e Delegado Caveira (PL-PA, 414 mil) comprovam que a indignação é o cabo eleitoral mais eficiente do país.
O campo progressista também tem seus fenômenos de engajamento, como Erika Hilton (PSOL-SP), que atingiu a expressiva marca de 1.596.472 votos, e Sâmia Bomfim (PSOL-SP, 583 mil), mas elas operam como ilhas de resistência pessoal em um oceano dominado pela articulação adversária. A presença de nomes da esquerda ou da centro-esquerda, como Ana Elisa (PT-MG, 524 mil), Tabata Amaral (PSB-SP, 476 mil) ou Jones Manoel (PSOL-PE, 249 mil), não disfarça a assimetria estrutural da disputa.
O campo democrático, e muito particularmente o PT, não pode alegar surpresa. Foi alertado repetidas vezes por pesquisadores, militantes da comunicação digital e estrategistas que não existe presença em rede sem tecnologia de ponta, monitoramento de calor em tempo real, captação contínua de lides, esteiras de conversão e manutenção ativa de comunidades locais e temáticas.
Fazer comunicação política hoje é construir ecossistemas de relacionamento diário, não inaugurar perfis requentados a três meses do pleito para exibir fotos institucionais de corte de fita ou posts com tabelas áridas sobre indicadores macroeconômicos.
A recusa em construir essa infraestrutura decorre de uma mistura letal de soberba e ignorância. A soberba de quem acredita que a memória afetiva de governos passados basta para garantir hegemonia popular. E a ignorância de quem enxerga a internet como mera ferramenta técnica de transmissão de mensagens, ignorando sua natureza antropológica de mediação da vida.
Enquanto a cúpula do lulismo seguir tratando as plataformas como panfleto de luxo e desdenhando da arquitetura de dados, a extrema direita continuará reinando em céu de brigadeiro. O país, por sua vez, continuará pagando a conta da inércia de quem teve tempo, recursos e alertas para disputar mentes e corações, e, principalmente, projeto de país, mas preferiu se encastelar na certeza de que a realidade se dobra a discursos de palanque.
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Por Joel de Hollanda*
Vê-se fazendo campanha pelas ruas de São Paulo um cidadão chamado Manoel Gomes. Não sabe quem é? É o autor de “Caneta Azul”, música que viralizou no país. Sim, amigos. Caneta Azul é candidato a deputado federal por São Paulo.
Apresso-me a esclarecer: não sou contra sua candidatura. Nem contra a de qualquer cidadão que, preenchendo os requisitos legais, queira disputar uma eleição. É um direito.
Leia maisO que me preocupa é outra coisa. É o eleitor que escolhe por gozação. Por deboche. Por raiva. Ou simplesmente porque entrou para o grupo do “tanto faz”. Tanto faz votar neste ou naquele. Para ele, é tudo igual.
Da mesma forma, preocupa-me quem pensa em não votar, anular o voto ou simplesmente ignorar as eleições que se aproximam. Por uma razão muito simples: a omissão também produz consequências. Quem deixa de escolher não interrompe a eleição. Apenas entrega aos outros uma decisão que também poderia ser sua.
A democracia não conhece cadeira vazia. Quando alguém se levanta dela, outro ocupa o lugar. E eleição passa. O mandato fica. Com ele, ficam as consequências. São os eleitos que votarão as leis. Decidirão prioridades. Discutirão impostos. Influenciarão os rumos da economia. Determinarão onde e como será aplicado o dinheiro público.
Dinheiro que não nasce nos cofres do governo. Nasce no trabalho. No comércio que abre as portas. Na fábrica que produz. No agricultor que planta. No profissional que presta seu serviço. No salário de quem trabalha e entrega grande parte do seu esforço ao Estado.
Por isso, votar não é apenas apertar algumas teclas diante de uma urna. É escolher quem receberá a chave do cofre. E a responsabilidade de administrar esperanças. Esperança de uma escola melhor. De um hospital que funcione. De uma rua segura. De emprego para os jovens. De dignidade para os idosos. De futuro para nossos filhos e netos.
Voto não é brincadeira. Não é passatempo. Não é favor. Muito menos mercadoria. É responsabilidade. É direito conquistado. É uma das mais poderosas ferramentas que a democracia colocou nas mãos do cidadão.
Por isso, não basta votar. É preciso saber em quem se está votando. Conhecer a história do candidato. Sua vida pública. Suas propostas. Seus compromissos. E observar a distância entre aquilo que promete diante das câmeras e aquilo que praticou longe delas.
O guia eleitoral pode produzir imagens. O marketing pode fabricar personagens. As redes sociais podem construir heróis de uma noite. Mas nenhuma propaganda consegue apagar para sempre uma biografia. É preciso pesquisar. Comparar. Perguntar. Duvidar. Porque o voto consciente começa muito antes da urna. Começa quando o cidadão decide não terceirizar sua consciência.
Votar em branco ou anular é um direito. Esses votos não são transferidos para qualquer candidato nem entram no cálculo dos votos válidos. Mas a eleição continua. Outros escolherão. Outros decidirão.
Por isso, antes de reclamar dos que governam, é preciso cuidar daqueles que ajudamos a colocar no governo. Antes de condenar o Congresso, é preciso lembrar quem enviamos para ocupá-lo. Antes de perguntar o que fizeram com o nosso país, talvez devamos também perguntar: o que fizemos com o nosso voto?
A democracia não termina na urna. Mas passa por ela. Silenciosamente. Sem tiros. Sem armas. Apenas com a consciência de cada cidadão e o toque de um dedo.
Por isso, nas próximas eleições: Pense. Pesquise. Compare. Escolha. E vote consciente. Porque o voto dura poucos segundos. Mas suas consequências podem atravessar gerações.
*Economista
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