











O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin, decidiu nesta quarta-feira (9) suspender as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Fachin afirmou que Moraes e Mendonça estavam deliberando sobre questões correlatas, com base em provas comuns, o que evidencia “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisA decisão ocorreu depois de Flávio Dino determinar a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Ele foi afastado do cargo por Mendonça na terça (8). Na mesma data, o próprio Fachin havia dado 72 horas para o relator se manifestar, mas Dino o atravessou em outra ação.
Fachin despachou no pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), que tenta reverter o afastamento do chefe da PF. Já Dino respondeu a pedido de Andrei na investigação sobre as suspeitas de irregularidades em emendas relacionadas à produção do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL).
Como mostrou a Folha, Fachin reuniu auxiliares na tarde de domingo (6) para tratar do conflito. O encontro com assessores mais próximos foi chamado para articular o caminho e a forma com a qual o presidente do Supremo deverá dirigir o momento inédito.
Nos últimos dias, a crise escalou ainda mais, com uma troca de liminares —decisões provisórias— em que os magistrados desautorizam decisões anteriores de colegas e as do próprio presidente.
No fim da manhã, Fachin cancelou a sessão plenária prevista para a tarde, que julgaria processos da pauta ordinária da corte. Na terça (8), Luiz Fux também cancelou a sessão da Segunda Turma da corte, depois de o colegiado começar a julgar remotamente a manutenção de Andrei Rodrigues na chefia da PF.
O Supremo vive a maior crise da sua história recente desde a revelação das mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes, nas quais o ex-dono do Master pede informações sobre o andamento do processo contra o banco, além de encontros e, inclusive, questiona se deveria fugir do país.
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O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) protocolou nesta quarta-feira (9) uma petição ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, na qual pede o fim do sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master, às fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e de outros desdobramentos que envolvam agentes públicos.
O pedido foi feito depois de Caiado afirmar, em entrevista à Rádio Itatiaia pela manhã, que encaminharia a solicitação ao presidente do STF. Na ocasião, o candidato disse que as informações sobre as investigações deveriam ser públicas antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. As informações são da CNN.
“Eu vou protocolar hoje mesmo ao Fachin para que ele autorize todos os dados do caso Master e do INSS, são informações que o eleitor precisa”, afirmou Caiado durante a entrevista.
Leia maisNa petição, o candidato argumenta que o eleitor não pode chegar às urnas sem conhecer informações de investigações que envolvam agentes públicos e políticos, incluindo candidatos à Presidência, familiares e auxiliares de presidenciáveis. O documento afirma que os casos têm relevância para a escolha dos ocupantes de cargos no Legislativo e no Executivo.
“Não faz sentido que sobre esses inquéritos ainda vigorem medidas de sigilo e segredo de justiça. Não faz sentido que o povo brasileiro vá às urnas às cegas”, escreveu a equipe de Caiado.
O candidato também afirma que o acesso às informações deve ocorrer antes da eleição para evitar que fatos novos sejam revelados posteriormente e alterem a percepção do eleitor sobre os candidatos.
“Estes fatos não podem sobrevir às eleições, sob o risco de fazer com que o eleitor se arrependa de seu voto e desacredite as instituições”, diz a petição.
Caiado compara a falta de transparência à desinformação eleitoral. Segundo ele, assim como as fake news, a ausência de informações também prejudica a formação da decisão do eleitor.
“Tão nociva quanto são as fake news, a ausência de informações ou a interdição a elas mostram-se igualmente prejudiciais”, escreveu.
No pedido encaminhado a Fachin, Caiado solicita que sejam abertas ao público “todas as investigações relacionadas ao Banco Master, ao INSS e aos demais desdobramentos que envolvem agentes públicos”, sob o argumento de que a transparência é necessária para o exercício do voto.
“A democracia não se constrói apenas na votação sufragada na urna; ela é erguida no alicerce da confiança que o pacto democrático possibilita estruturar, e a base desse ecossistema reside, hoje, na plena informação”, afirmou.
O pedido ocorre em meio à crise no STF envolvendo as investigações sobre o Banco Master e decisões divergentes de ministros da Corte. Nesta quarta-feira, o presidente Lula (PT) também defendeu a quebra completa do sigilo das investigações do caso Master e afirmou que o Brasil precisa conhecer os fatos “doa a quem doer”.
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O prefeito de Tabira, Flávio Marques (PT), declarou apoio à candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado. Segundo o prefeito, a decisão foi tomada em conjunto com seu grupo político. “Tabira e o Pajeú precisam ter no Senado uma voz que conheça Pernambuco e esteja disposta a trabalhar pelos municípios. Conversamos com o nosso grupo e tomamos essa decisão com muita segurança”, afirmou Flávio.
O apoio se soma às adesões de prefeitos de outros municípios anunciadas pela campanha de Marília nas últimas semanas, entre eles Bebe Água, de Betânia; Júnior Vaz (PV), de Pedra; Duda Lira (União), de Cupira; Mary Gouveia, de Escada; Carrapicho (Republicanos), de Tamandaré; Josafá Almeida (PRD), de São Caetano; e Dr. Ruy (PSB), de Bonito. “Receber Flávio e todo o seu grupo é uma conquista muito importante para a nossa caminhada”, declarou Marília.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou, hoje, o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”. A decisão está sob sigilo.
O empresário, conhecido como Mineiro, afirmou em sua delação – assinada com a PGR em 8 de agosto – que era responsável por “gerar” dinheiro vivo para a equipe de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. O dinheiro era entregue em malas e, segundo o empresário, seria usado para pagamentos de propina.
O ex-prefeito Guga Lins e sete vereadores de Sertânia anunciaram, hoje, apoio à candidatura de Mendonça Filho (PL) para o Senado. A movimentação confirma a articulação antecipada pelo Portal Panorama e amplia a divergência entre a bancada governista e a prefeita Pollyanna Abreu (PSD).
O apoio a Mendonça foi definido durante uma reunião realizada na residência do vereador Luiz Abel. Além dele e de Guga Lins, participaram da articulação Vando do Caroá, presidente da Câmara, Junhão Lins, Rielson de Algodões, Damião Silva, André Chaves Gijio, Doia e Patrícia de Júnior do Posto.
A nova composição ocorre um dia após oito vereadores da base anunciarem apoio a Eduardo da Fonte (PP) para o Senado. Com isso, o grupo passa a defender Eduardo para uma das vagas e Mendonça Filho para a outra.
Por Marlos Porto*
A decisão monocrática do ministro Flávio Dino, proferida na ADPF 854 – da qual é relator e que trata da transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares –, determinou o retorno de dois diretores da Polícia Federal aos cargos, afastados por decisão da Segunda Turma do STF.
Há duas questões distintas: o afastamento dos diretores e a proibição de relatórios de inteligência.
Paralelamente a tudo isso, gera perplexidade a ausência de respeito às formas na decisão do ministro Flávio Dino, o modo como ele se refere ao ministro André Mendonça e o avanço sobre atribuições próprias do Presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Leia maisPrimeiramente, a ordem de retorno ao cargo é estapafúrdia, pois fere a competência da Segunda Turma. O fundamento de ser proferida “em causa própria” soa bem, mas é frágil: muitas decisões gravosas foram proferidas por ministros que se viam “vítimas”, e não se tem notícia de oposição do ministro Dino a isso tudo. Seguindo o raciocínio de Dino, todo o inquérito das fake news poderia ser também invalidado por Mendonça, pois se baseou em “decisão em causa própria” quando Toffoli mandou abrir o inquérito em razão da reportagem da Crusoé, em 2019.
Ademais, a maioria da Turma foi favorável à decisão de Mendonça. Seriam os ministros que concordaram com Mendonça, porventura, inocentes e despreparados a ponto de não terem enxergado isso que Dino, arvorando-se quase como se presidente do Supremo fosse, lobrigou?
Sobre a outra questão: Dino poderia, no máximo, determinar que os relatórios de inteligência continuassem a ser feitos no âmbito do processo em que é relator. A decisão de Mendonça trazia uma proibição geral que poderia interferir em outros processos — e aí, sim, haveria espaço para uma correção limitada. Mas não para o esvaziamento completo da decisão da Turma, não apenas permitindo a elaboração dos tais relatórios de inteligência (que a Intelis — entidade representativa dos agentes de inteligência da ABIN — disse não se amoldarem ao que de fato é atividade de inteligência em recente nota divulgada pela imprensa, em que pleiteou inclusive que houvesse legislação clara sobre o tema), mas também determinando o retorno dos diretores ao cargo.
Como se não bastasse, a decisão de Dino pode padecer, inclusive, de desvio de finalidade. A ADPF 854 tem por objeto a transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares — não o afastamento ou retorno de diretores da Polícia Federal. O pedido de retorno ao cargo não foi formulado originalmente nessa ação, tendo surgido incidentalmente. Isso passa a impressão de que o diretor afastado escolheu o processo e o ministro para proferirem decisão a seu favor, e caberia até investigar se houve qualquer tratativa previamente ao pedido, dada a repercussão que isso ocasionou em Brasília na data de ontem, 8 de setembro. É algo extremamente sério, que levanta indicativos de que pode ter havido algum direcionamento já acertado previamente.
Como nota não menos importante, posto que profundamente reveladora e deprimente, a decisão de Dino sugere possíveis razões pessoais de Mendonça para o afastamento, o que, salvo melhor juízo, configura uma aleivosia patente. Senão, vejamos.
Dino, em determinado trecho de seu voto, afirma:
“Compreende-se que o digno Ministro André Mendonça tenha suas divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal e possa defender os seus direitos perante a instância própria. Mas tais direitos — inerentes a qualquer parte que se sinta prejudicada — não podem converter-se em fundamento para a prolação de decisão em causa própria, com o efeito de paralisar investigações e os trabalhos policiais.”
Nesse trecho, ele chama o colega de “digno”, mas acusa de uma grave indignidade: ter proferido “decisão em causa própria”. Chama de “digno” para, em seguida, acusá-lo de uma das mais graves ofensas que se podem imputar a um magistrado. Se a acusação é verdadeira, Mendonça não é digno — é indigno. Se é falsa, Dino incorreu em acusação leviana (que é precisamente um dos sentidos da aleivosia a que me referi acima).
A aleivosia, como nos ensina o dicionário, pode significar, por um lado, uma acusação leviana e, por outro, uma traição ou deslealdade. Pois bem: em um momento de grave conflagração interna do STF — que suscitou, inclusive, da parte de 13 ex-integrantes da Corte, uma nota endereçada ao ministro Edson Fachin cobrando medidas firmes para restaurar a respeitabilidade do Supremo —, o ministro Flávio Dino, em vez de atuar como promotor da concórdia (como ele próprio chegou a dizer em suas redes sociais, parafraseando Cícero, “cedam as armas à toga”), tomou partido de uma das “facções” do STF, ou seja, aquela que parece ser capitaneada por Alexandre de Moraes.
A aleivosia, neste sentido, não se volta apenas contra o colega André Mendonça — alvo, como indicam os documentos, de monitoramento ilegal, segundo relatório apócrifo da PF —, mas também contra o próprio Presidente do STF, que já deixou claro, em pronunciamento recente em solenidade na presença do Presidente da República, que adotará as medidas necessárias com a firmeza requerida diante da gravidade do momento. Inclusive a imprensa já noticia que o ministro Fachin teria ficado indignado com a decisão de Dino, tanto que suspendeu a reunião plenária que estava designada para hoje, 9 de setembro.
Decididamente, o atropelo que o ministro Flávio Dino cometeu se mostra algo profundamente desleal com aquele que preside o Supremo, usurpando suas atribuições, pois na verdade o correto para o retorno dos diretores aos seus cargos seria uma suspensão de liminar de competência apenas do Presidente do Supremo. (Elaborado com auxílio do Deepseek IA)
*Bacharel em direito, ensaísta e analista político.
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O secretário Nacional de Inclusão Socioprodutiva, Artesanato e Microempreendedor Individual, Danilo Cabral, se reuniu, ontem, com o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Paulo Câmara. O objetivo do encontro foi traçar estratégias para aumentar a efetividade na aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).
Para Danilo Cabral, é fundamental estreitar a interlocução do Ministério do Empreendedorismo (MEMP) com a instituição financeira, que disponibilizará R$ 60,9 bilhões do FNE, em 2027, para financiar projetos produtivos, em especial na região Nordeste. O volume de recursos é o maior da história, além de superar em 15,9% a programação de 2026.
Leia mais“O Nordeste é um dos maiores polos de economia criativa e empreendedora do país, e o FNE é uma ferramenta crucial de fomento. Por isso, é essencial que esses recursos cheguem a quem mais precisa, que são os pequenos e microempresários”, ressalta o secretário.
A região concentra atualmente mais de 4 milhões de registros econômicos, entre Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (MEs), Empresas de Pequeno Porte (EPPs) e artesãos. Desses, 2,7 milhões (ou 65,9%) são MEIs. A previsão é que 62% do orçamento total do FNE – o equivalente a R$ 37,8 bilhões – sejam destinados a portes prioritários, com foco em micro e pequenas empresas e beneficiários do microcrédito produtivo.
“Para o Nordeste, essa injeção de recursos impulsiona a geração de emprego e renda, a modernização da produção e a expansão de cadeias produtivas, criando a infraestrutura necessária para atrair novos investimentos”, pontua Danilo Cabral.
No encontro, os gestores também discutiram a adesão do BNB, no mês passado, ao Programa Contrata + Brasil, plataforma do Governo Federal que facilita a contratação de MEIs. Com a assinatura do termo, cerca de 300 agências da instituição financeira passarão a ofertar serviços diretos aos microempreendedores na ponta. “É mais uma medida importante do BNB, em total sincronia com o Governo Federal, para incentivar quem move a economia brasileira”, finalizou o secretário.
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A política de Sertânia ganhou um novo ingrediente e promete movimentar ainda mais a disputa eleitoral deste ano. A prefeita Pollyanna Abreu passou a trabalhar politicamente pela candidatura de sua sobrinha, Suzana Abreu, que deverá disputar uma vaga na Câmara Federal pelo PSDB.
A movimentação chama atenção principalmente porque Pollyanna já havia definido publicamente seu apoio ao deputado federal Clodoaldo Magalhães, também candidato à Câmara dos Deputados. Agora, com a entrada de Suzana na disputa, o cenário dentro do próprio grupo político da prefeita passa a apresentar uma situação inusitada: dois nomes ligados ao mesmo campo político disputando espaço e votos para deputado federal no município.
Leia maisA candidatura de Suzana, portanto, pode provocar uma divisão do eleitorado que antes estaria concentrado em torno do nome apoiado oficialmente pela prefeita. O impacto dessa decisão ainda será medido nas urnas, mas o movimento já provoca comentários nos bastidores da política sertaniense.
Estratégia política ou novo projeto familiar?
A decisão também levanta questionamentos sobre a estratégia adotada por Pollyanna Abreu. Afinal, ao mesmo tempo em que mantém o apoio político anunciado a Clodoaldo Magalhães, a prefeita passa a conviver com uma candidatura de dentro da própria família na mesma disputa proporcional.
Para aliados e observadores da política local, a questão que fica é: qual será, na prática, o tamanho do espaço destinado a cada candidatura? A prefeita vai dividir sua estrutura política entre os dois nomes? O apoio a Clodoaldo continuará sendo prioritário?
São perguntas que devem ganhar força nos próximos dias, à medida que a campanha avance e as movimentações políticas em Sertânia fiquem mais claras.
O fato é que a entrada de Suzana Abreu modifica o cenário eleitoral da cidade e coloca Pollyanna Abreu diante de uma situação politicamente delicada: apoiar oficialmente um candidato a federal e, ao mesmo tempo, ter uma candidata da própria família disputando os mesmos votos.
Agora, a expectativa é saber como esse capital político será distribuído entre Clodoaldo Magalhães e Suzana Abreu e quem sairá perdendo com essa nova configuração.
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O presidente Lula (PT) defendeu, hoje, a quebra completa dos sigilos bancários dos envolvidos nas investigações do caso Master, como uma resposta à crise sem precedentes instalada na cúpula do Judiciário.
“Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, escreveu Lula, nas redes sociais. Confira!

O pedido de impeachment apresentado por deputados de oposição contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD) avançou na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ontem, o presidente da casa, deputado Álvaro Porto (MDB), encaminhou a denúncia à Procuradoria Geral, órgão interno responsável por analisar os aspectos jurídicos do texto e dar um parecer que subsidie as decisões do chefe do Legislativo, como dar ou não sequência à admissibilidade da solicitação.
O impedimento de Priscila, que se concretizaria por meio de sua cassação e inelegibilidade, foi pedido pelo vice-presidente da Alepe, deputado Rodrigo Farias (PSB), pelo líder da oposição, deputado Sileno Guedes (PSB), e pelo vice-líder, deputado Romero Albuquerque (PSB). A denúncia foi apresentada em agosto, após a divulgação de um relatório do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) que comprovou irregularidades em repasses do Governo Raquel Lyra para o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que tem como sócio Jorge Branco Neto, marido de Priscila.
Conforme o documento do DenaSUS, foram constatados pagamentos indevidos, a falta de comprovação referente a 90 sessões de hemodiálise e 113 autorizações de internação hospitalar para tratamentos e cirurgias oncológicas e um prejuízo de quase R$ 1 milhão aos cofres públicos. Após ouvir a Secretaria Estadual de Saúde e entender que as justificativas não afastaram as irregularidades encontradas, o DenaSUS encaminhou o caso à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal para a adoção de eventuais providências administrativas e criminais contra o Governo Raquel/Priscila e o hospital privado.
O Hospital de Amor de Garanhuns iniciou, ontem, os atendimentos à população. No primeiro dia de funcionamento, 84 pacientes passaram pela unidade, que começa a oferecer serviços voltados à prevenção e ao diagnóstico do câncer. O deputado federal Felipe Carreras (PSB) e o prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), estiveram no hospital para acompanhar o início das atividades e conversar com profissionais e pacientes atendidos pela nova estrutura.
A abertura dos atendimentos marca uma nova etapa de um projeto que começou a ser articulado ainda em 2024. Naquele ano, Carreras e Sivaldo e o deputado estadual Cayo Albino (PSB) apresentaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um ofício solicitando a implantação, em Garanhuns, de um hospital de média e alta complexidade para ampliar a assistência à população do município e de toda a região.
Leia maisA partir desse movimento, as negociações avançaram junto ao Governo Federal, ao Ministério da Saúde e ao Hospital de Amor. O projeto foi viabilizado em um intervalo de pouco mais de dois anos, entre a apresentação da demanda, a definição da unidade, sua construção e o início efetivo dos atendimentos.
Inaugurado em julho deste ano, o Hospital de Amor Dona Lindu passa agora a receber pacientes e ampliar a oferta de serviços especializados no interior de Pernambuco, reduzindo a necessidade de deslocamentos para centros de referência localizados em outras regiões do estado.
Serviços disponíveis neste início de funcionamento
Entre os serviços disponíveis estão o atendimento de pessoas com suspeita de câncer de pele, a coleta do exame Papanicolau, para prevenção do câncer do colo do útero, mamografia para prevenção do câncer de mama e ações de prevenção do câncer de boca direcionadas a pessoas tabagistas.
Na área de investigação diagnóstica, a unidade também recebe pacientes com PSA alterado ou alterações identificadas em ultrassonografia da próstata, casos de sangue nas fezes com indicação para colonoscopia, suspeitas identificadas em ultrassonografia da tireoide, mamografia ou ultrassonografia da mama e alterações no exame Papanicolau.
A oferta de serviços deverá ser ampliada de forma progressiva, fortalecendo Garanhuns como referência regional na prevenção e no diagnóstico oncológico.
Para Carreras, um dos principais impactos da unidade é justamente a possibilidade de aproximar o atendimento especializado da população do interior. “Quando o diagnóstico está mais perto, a pessoa ganha tempo. E, no tratamento do câncer, tempo faz diferença. Ter uma estrutura como essa em Garanhuns reduz deslocamentos, facilita o acesso aos exames e cria melhores condições para que os casos sejam identificados o quanto antes”, concluiu.
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O prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Barbosa Salgado, o Joia, foi preso, na manhã de hoje, durante uma operação que investiga um suposto esquema de corrupção na administração municipal. Durante o cumprimento das medidas judiciais, R$ 580 mil em dinheiro foram encontrados na casa dele.
Joia é aliado da governadora Raquel Lyra (PSD) e vinha deixando esse apoio bem claro nas redes sociais. Na semana passada, publicou material de campanha pela reeleição da governadora. Em uma das peças, aparece a frase “Joia tá com Mainha”, acompanhada do número 55. Em outra, posa ao lado de Raquel em um registro de campanha.
Leia maisPoucos dias depois, o prefeito foi alcançado pela Operação Dinastia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público de Pernambuco.
Segundo o MPPE, a investigação apura a atuação de um grupo formado por integrantes dos poderes Executivo e Legislativo de Salgadinho, com participação de servidores comissionados. A suspeita é de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações e rachadinha, seguido de lavagem de dinheiro com uso de pessoas e empresas ligadas ao grupo.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Salgadinho, Passira e Carpina. A Justiça também determinou a indisponibilidade de imóveis atribuídos ao apontado líder da organização e o afastamento de dois investigados de cargos públicos. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco.
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