











Por Agência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou ontem (9) a suspensão de um site que oferecia criptomoedas a usuários que publicassem postagens favoráveis ao candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão foi tomada pela ministra Estela Aranha. A magistrada entendeu que o site oferece vantagem econômica durante as eleições. O caso foi denunciado ao TSE pela coligação do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A campanha apresentou à Procuradoria-Geral Eleitoral uma denúncia sobre a distribuição dos ativos virtuais em troca de propaganda política.
A distribuição foi revelada nesta semana pelo jornal Folha de S.Paulo. Após a divulgação do caso, a campanha de Flávio Bolsonaro disse que desconhece a autoria do site e informou que vai tomar todas as medidas judiciais contra a publicação nas esferas eleitoral, cível e criminal para a derrubada da página.
O candidato também negou a contratação de perfis para divulgação de conteúdo ou produtos de campanha.
O presidente da Câmara de Arcoverde, Luciano Pacheco (MDB), divulgou uma nota de repúdio na manhã deste sábado (10) após, de acordo com ele, assessores da primeira-dama do município, Nerianny Cavalcanti, soltarem fogos em frente à sua residência. Embora não tenha sido eleito deputado federal, Pacheco recebeu 7.240 votos em Arcoverde (19,50% dos votos válidos), enquanto Marcelo Gouveia (Podemos), candidato apoiado pelo prefeito Zeca Cavalcanti (Podemos), obteve 6.549 votos (17,64% dos votos válidos). Os dois ficaram, respectivamente, em primeiro e segundo lugar na votação para deputado federal na cidade.
O vereador também criticou a soltura de fogos nas proximidades de um Centro de Autismo. “Mais grave ainda é que esse tipo de atitude não afeta apenas adversários políticos. A soltura de fogos perturba o sossego de idosos, crianças, pessoas autistas e animais. Inclusive, foram soltos fogos em frente ao Centro de Autismo, demonstrando falta de sensibilidade e respeito por quem precisa de acolhimento e tranquilidade”, disse Luciano, em suas redes sociais.
Leia nota na íntegra:
Leia mais“NOTA DE REPÚDIO
Venho a público repudiar a atitude dos assessores da senhora Nerianny Cavalcanti, que foram até a porta da minha residência perturbar meu sossego, fazendo provocações e soltando uma girândola.
A pergunta que fica é: comemorar exatamente o quê? A votação do candidato apoiado pelo prefeito, que não conseguiu superar a força das urnas?
Mais grave ainda é que esse tipo de atitude não afeta apenas adversários políticos. A soltura de fogos perturba o sossego de idosos, crianças, pessoas autistas e animais. Inclusive, foram soltos fogos em frente ao Centro de Autismo, demonstrando falta de sensibilidade e respeito por quem precisa de acolhimento e tranquilidade.
Os envolvidos ocupam cargos comissionados na gestão do prefeito Zeca e integram a Secretaria de Turismo, Eventos e Esportes, comandada pela primeira-dama Nerianny Cavalcanti. Fica, portanto, o questionamento: agiram por iniciativa própria ou a mando dos seus patrões? A população merece esclarecimentos.
A política deve ser feita com responsabilidade e respeito, não com provocações e constrangimentos pessoais. Minha casa não é palanque, e os espaços de cuidado não devem ser desrespeitados por disputas políticas.
A democracia se exerce nas urnas, não na porta da casa de ninguém. Comemorar uma vitória ou um resultado político não dá a ninguém o direito de perturbar o sossego e desrespeitar a população.”
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Única representante de Pernambuco no ato, a senadora eleita Marília Arraes (PDT) participou, neste sábado (10), da mobilização com o presidente Lula em Natal, no Rio Grande do Norte. Ao lado de governadores e senadores eleitos, Marília levou a força política pernambucana à campanha pela reeleição do presidente, no primeiro compromisso de sua agenda de viagens neste segundo turno, após o ato de ontem (9), em Brasília. Recém-eleita para o Senado, a pedetista se soma às lideranças nordestinas na defesa da continuidade das políticas de desenvolvimento e redução das desigualdades.
O ato no bairro do Alecrim reuniu os governadores eleitos ou reeleitos Rafael Fonteles (PT), do Piauí; Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia; Elmano de Freitas (PT), do Ceará; e Lucas Ribeiro (PP), da Paraíba. Além de Marília, participaram os senadores eleitos Rui Costa (PT), da Bahia, e Samanda de Lula (PT), do Rio Grande do Norte. A governadora potiguar Fátima Bezerra (PT) e Cadu de Lula (PT), candidato ao governo estadual no segundo turno, também integraram a mobilização.
A presença de Marília ocorre em uma região decisiva para a disputa presidencial: no primeiro turno, Lula conquistou cerca de 21,5 milhões de votos no Nordeste, abrindo vantagem de 11,1 milhões sobre Flávio Bolsonaro. A mobilização em Natal marca uma nova etapa da campanha para ampliar esse apoio e assegurar a reeleição do presidente.
“Este ato mostra um Nordeste unido e mobilizado pela reeleição de Lula. Nossa unidade tem um propósito: defender a democracia, a soberania do Brasil e as conquistas que mudaram a vida do nosso povo. Pernambuco faz parte dessa luta, e vou dedicar toda a minha força política a essa vitória. É hora de somar forças, estar nas ruas e conversar com as pessoas. O futuro do Brasil exige compromisso e coragem de todos nós”, afirmou Marília.
Por Estadão Conteúdo
Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan Santos, ex-candidato à Presidência pelo partido Missão, criticou a declaração de apoio de Augusto Cury (Avante) a Flávio Bolsonaro (PL), que vai disputar o segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Esse cara é um comédia. As pessoas votaram em um comédia”, declara Renan. Ele afirmou também que o movimento seria uma manobra do Avante para negociar posições em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Leia maisNa quinta-feira (8) o escritor Augusto Cury declarou apoio a Flávio Bolsonaro mediante o compromisso com oito prioridades, estabelecidas em um termo assinado pelo candidato do PL. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) já haviam afirmado apoio.
Em outro vídeo, Renan Santos afirmou que depois do anúncio de apoio dos outros ex-presidenciáveis, ele e membros do partido Missão foram procurados para também apoiar o candidato do PL. “Ninguém vai vir empurrar a mim, ninguém vai vir empurrar ao nosso grupo. Nós temos dignidade, não somos iguais aos demais candidatos”, afirmou na publicação.
O político disse ainda que o bolsonarismo “virou dono da direita”. “É impossível ganhar uma eleição no campo da direita sem ser bolsonarista”, declarou. Segundo Renan, ele só foi considerado de direita apenas agora depois do primeiro turno, tendo sido demandado por sua posição política.
“Me chamaram de esquerdista e comunista a campanha toda. Chega o segundo turno, agora sou direitista. Agora, tenho obrigações com a direita. Que conversa é essa? Mesmo minhas propostas têm sido muito mais à direita que as do Flávio”, relata.
Ainda no vídeo, ele diz que “não estava fechado com ninguém”, apenas com a sua dignidade e a de seus seguidores. Além disso, afirma que seus seguidores sabem o que deve ser feito no segundo turno, mas que ele não irá se expor em brigas e campanhas.
Renan Santos obteve mais de 2,6 milhões de votos no primeiro turno das eleições, ficando em 4º lugar no primeiro turno.
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A Fundação Altino Ventura (FAV) celebra 40 anos de atuação com uma solenidade marcada para a próxima sexta-feira (16), às 9h, no Auditório Senador Sérgio Guerra, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no bairro da Boa Vista, no Recife. O evento terá homenagens a autoridades, personalidades e instituições parceiras que participaram da trajetória da entidade, fundada oficialmente em 13 de outubro de 1986.
Voltada à assistência oftalmológica e à reabilitação de pessoas com deficiência, a FAV informa já ter realizado mais de 29 milhões de procedimentos médicos e terapêuticos e viabilizado mais de 7 mil transplantes de córnea. A instituição também mantém o Centro Especializado em Reabilitação Menina dos Olhos (CER IV), além de unidades no Recife, Salgueiro, Jaboatão dos Guararapes e Serra Talhada, com expansão prevista para Petrolina.
Na área de ensino e pesquisa, a fundação afirma ter formado mais de 780 médicos especialistas do Brasil, da América Latina e da África, além de desenvolver pesquisas relacionadas, entre outros temas, à Síndrome Congênita do Vírus Zika. Em maio de 2026, a instituição recebeu a acreditação ONA Nível 3.
Por Gastão Cerquinha Neto*
O Rio Grande do Sul enfrentou pelo menos quatro cheias significativas nos últimos três meses. As inundações atingiram diversos municípios, de norte a sul do estado, provocando prejuízos à população e à infraestrutura das cidades. O que mostra que é cada vez mais urgente a necessidade de reforçar as estruturas de proteção contra inundações.
Falta celeridade
De acordo com o Governo Federal, já foram destinados mais de 3,5 bilhões em recursos para a construção de 730 pontes, 118 obras de drenagem e contenção e 570 obras de estradas e pavimentação. Em setembro, o Governo Federal cobrou maior rapidez na execução dessas obras, que, segundo o governador do Rio Grande do Sul, ainda estavam em desenvolvimento.
Leia maisJá estava previsto
O que preocupa é que os sinais de alerta já estavam claros. As previsões climáticas indicavam que a intensificação do fenômeno El Niño aumentaria as chances de chuvas mais volumosas no Sul do Brasil.
Oceanos mais quentes favorecem a evaporação da água e aumentam a quantidade de água na atmosfera. Em determinadas condições, isso pode contribuir para chuvas mais intensas. Além disso, o aquecimento global acelera o derretimento de geleiras e grandes massas de gelo dos continentes, contribuindo para a elevação do nível do mar.
No Sul do Brasil, episódios fortes de El Niño costumam favorecer chuvas acima da média, aumentando o risco de cheias e inundações. E essa preocupação não se limita ao Rio Grande do Sul. Santa Catarina e Paraná também estão vulneráveis a eventos extremos, como tempestades severas, vendavais, descargas elétricas e queda de granizo.
Efeito das mudanças climáticas
Mas o aquecimento dos oceanos não se limita ao Oceano Pacífico, onde o El Niño é caracterizado. Nos últimos anos, as temperaturas dos oceanos no mundo todo também atingiram níveis muito elevados, um comportamento diretamente associado ao avanço do aquecimento global.
A grande questão é que a velocidade com que estamos nos preparando para enfrentar os eventos climáticos extremos é muito menor do que a velocidade com que seus impactos estão atingindo nossas cidades.
Enquanto os fenômenos se tornam mais preocupantes, as cidades avançam lentamente com as obras de drenagem, contenção de cheias e proteção das áreas vulneráveis, em um comportamento que menospreza os efeitos das mudanças climáticas sobre a população.
Prevenir é melhor que remediar
É importante compreender que prevenir costuma ser muito mais barato do que reconstruir. As perdas econômicas provocadas pela paralisação do comércio, dos serviços e das atividades produtivas, somadas aos custos de recuperação de estradas, pontes, moradias e equipamentos públicos, podem superar e muito os investimentos necessários em prevenção.
Precisamos deixar de tratar os desastres como acontecimentos inesperados e começar a planejar nossas cidades considerando os riscos climáticos que já conhecemos. Investir em sistemas de alerta, obras de drenagem, recuperação de áreas naturais de inundação, planejamento urbano e infraestrutura de proteção não é apenas uma questão ambiental. É uma necessidade econômica e social.
O clima está mudando, e nossas cidades precisam acompanhar essas mudanças. O custo de não agir pode ser muito maior do que o investimento necessário para proteger a população.

*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
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Dentre todas as postagens neste blog pós-eleição em Pernambuco, a que mais viralizou até o momento foi a que identifiquei a traição do PT a João Campos (PSB), num movimento liderado pelo senador reeleito Humberto Costa, que teve 40 prefeitos aliados de Raquel apoiando a candidatura dele oficialmente, a começar por Rodrigo Pinheiro (PSD), de Caruaru.
Tudo acertado entre Raquel e o próprio Humberto, que agora, neste segundo turno presidencial, foi usar o seu prestígio com a governadora, para ela apoiar Lula e recebeu um tremendo não. A postagem, feita ontem no início da tarde, está caminhando para 400 mil visualizações. Confira!
Por Yuri Costa
Do Blog da Folha
A neutralidade adotada pela governadora Raquel Lyra (PSD) no segundo turno das eleições presidenciais foi alvo de críticas da campanha de Lula em Pernambuco.
Em plenária realizada ontem (9), no comitê de Lula (antigo comitê de Rosa Amorim), área central do Recife, o deputado federal reeleito e coordenador da campanha do presidente em Pernambuco no 2° turno, Carlos Veras (PT), afirmou que Raquel sabe que é melhor governar com Lula do que com Flávio Bolsonaro (PL).
Leia mais“É um direito dela, mas eu tenho certeza que ela sabe e tem consciência que com Flávio Bolsonaro a BR-232 não termina a sua duplicação até Serra Talhada, o Arco Metropolitano não sai. A quantidade de moradias populares, de recursos que ela recebe através do governo do presidente Lula, ela não receberá de outro governo”, afirmou.
Ivan Moraes (Psol) também criticou a falta de posicionamento de Raquel na disputa nacional. O psolista, no entanto, admitiu ter esperança de que a governadora preste apoio a Lula. “Acho que a governadora ainda está devendo para o povo de Pernambuco. Não existe neutralidade numa campanha importante como essa. Ela sabe mais do que ninguém a diferença entre governar com Lula presidente e governar com Bolsonaro presidente. Tenho esperança que ela vai chegar junto da gente”
O senador reeleito Humberto Costa (PT) afirmou que existem pessoas na campanha que estão em contato com Raquel. Na visão do petista, o natural seria a governadora apoiar a candidatura à reeleição de Lula.
“As pessoas que ficaram de travar esse debate com ela devem estar fazendo isso. Eu acho que seria natural que ela apoiasse o presidente Lula. Ele fez muitos investimentos em Pernambuco, isso pesou até para a própria popularidade dela”, avaliou.
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Neste sábado (10), às 19h, o canal da ABRAPEL (Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais) no YouTube transmite a live “O que dizem as pesquisas para além da intenção de voto?”.
A partir da primeira pesquisa nacional IPESPE (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas)/ABRAPEL de 2º turno, os convidados Antonio Lavareda (IPESPE/ABRAPEL) e Mara Telles (presidente da ABRAPEL e professora da UFMG) discutirão como interpretar indicadores de percepções, expectativas, valores, avaliações de governo e preocupações dos eleitores. A proposta é mostrar o que esses dados revelam, e o que não permitem concluir, sobre o comportamento do eleitorado e a dinâmica das eleições presidenciais.
Por Emerson Saboia
Do Blog da Folha
As campanhas dos candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) iniciam a corrida pelo segundo turno com estratégias voltadas à ampliação de suas bases eleitorais e à disputa por narrativas da eleição.
Enquanto o senador do PL busca consolidar alianças políticas e explorar a vantagem obtida no primeiro turno, o presidente petista aposta na mobilização de aliados e no reforço de sua comunicação digital. Nesse cenário, os eleitores indecisos e os brasileiros que se abstiveram da primeira votação ganham importância para os dois lados.
Leia maisTáticas
Segundo analistas, Flávio busca consolidar sua força no Sudeste, estreitando alianças com governadores eleitos pelo PL e deputados com votações expressivas, como Lucas Pavanato (PL), Nikolas Ferreira (PL) e Eduarda Campopiano (PL), que, juntos, somam mais de oito milhões de eleitores. A neutralidade da governadora Raquel Lyra (PSD) também pode ser explorada pelos bolsonaristas. Para a cientista política Priscila Lapa, Flávio “administra a vantagem”.
Já Lula busca ampliar seu alcance nas redes sociais e conquistar eleitores que ainda não definiram o voto. Os eleitores de baixa renda e escolaridade também são apontados como uma base importante para o petista, assim como os votos de Augusto Cury (Avante), que declarou apoio a Flávio na última quinta-feira (8).
Alvo comum
Os cerca de 33 milhões de brasileiros que não votaram no primeiro turno representam um desafio para as duas campanhas. Para Lula, a mobilização desse grupo pode abrir caminho para uma recuperação. Para Flávio, manter esses eleitores afastados das urnas pode ajudar a preservar a vantagem.
O cientista político e professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Elton Gomes vê nesse cenário um risco para o presidente. “Se essa abstenção aumentar muito significativamente, é um prejuízo muito grande para uma campanha que já passou atrás e vê o adversário abrir vantagem com os apoios que recebeu”, alerta.
Aliados
O apoio dos candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) a Flávio já era esperado, segundo Elton Gomes. Para o professor, o que surpreendeu foi a rapidez com que os acordos foram formalizados.
“Eu acreditava que o espaço negocial seria maior, mas houve uma corrida entre os atores políticos. Eles perceberam que Flávio cresceria rápido e que se eles não apresentassem o seu apoio rapidamente, eles perderiam o espaço negocial. […] (Esses candidatos) se empenham em querer participar da montagem do que futuramente pode vir a ser o seu governo”, analisa.
Sem outros candidatos presidenciais de expressão em seu palanque, com exceção de Renan Santos (Missão), que ainda não definiu seu posicionamento, Lula investe na mobilização de aliados, especialmente jovens deputados federais. Os pernambucanos Pedro Campos (PSB-PE), Jones Manoel (PSOL-PE) e Rosa Amorim (PT-PE) foram convocados para reforçar a comunicação digital do presidente.
“A campanha está tentando fazer frente à força que a direita já tem no meio digital, inclusive pelo alto volume de recursos que estão sendo investidos pelo núcleo duro do bolsonarismo no impulsionamento nas redes. É uma forma de trazer o campo progressista para uma comunicação mais fluida com eleitores indecisos e que não fizeram uma escolha no primeiro turno”, observa Priscila Lapa.
Ponto fraco
A comunicação digital é um dos desafios de Lula nesta etapa da disputa. Na avaliação de Elton Gomes, o tradicionalismo do PT prejudicou a atuação do partido nas redes, enquanto o bolsonarismo consolidou sua presença nesses espaços.
Flávio, por sua vez, também enfrenta riscos na construção de sua narrativa. Para o professor, declarações feitas após o resultado do primeiro turno podem ser exploradas pela campanha adversária e comprometer a estratégia do senador.
“Acho que houve um deslize discursivo por parte do candidato relativo a reformas constitucionais […] Agora acontece que numa eleição muito acirrada como essa que a gente está vendo, qualquer discurso, seja do Lula, seja do Flávio Bolsonaro, é imediatamente apropriado pela campanha adversária e usado, principalmente na linguagem de cortes ou de meme para satirizar, ridicularizar o adversário ou para poder promover aquela ideia de ameaça”, pondera.
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Por Maysa Sena
Da Folha de Pernambuco
O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) elegeu, ontem (9), o desembargador Erik Simões para a Presidência da Corte. Ele assume o cargo neste sábado (10), sucedendo o desembargador Fernando Cerqueira, que encerra seu biênio à frente da instituição.
Erik Simões ficará na Presidência do TRE-PE até fevereiro de 2028. Durante o discurso de posse, no entanto, anunciou que pretende renunciar ao cargo ao final de 2027 para permitir que o desembargador Alexandre Pimentel, previsto para assumir a vice-presidência em janeiro de 2027, tenha mais tempo à frente do tribunal. “Já comuniquei ao desembargador Alexandre Pimentel e comunico a toda a Corte que renunciarei ao final do próximo ano para que ele tenha um período maior na Presidência”, afirmou.
Leia maisO desembargador substituto Paulo Augusto de Freitas Oliveira assumirá interinamente a vice-presidência até janeiro de 2027, quando Alexandre Pimentel deverá ocupar o posto em definitivo.
Continuidade
Em seu discurso, Erik Simões agradeceu pela escolha e demonstrou emoção ao falar sobre a nova responsabilidade. Ele também destacou a importância dos servidores para o funcionamento do tribunal e afirmou que pretende manter uma gestão próxima das pessoas.
“Eu olho com carinho cada pessoa. Cada pessoa tem a sua importância, do mais invisível ao mais importante. Tenho tratado todos da mesma forma, com o maior respeito e consideração”, declarou.
O novo presidente também reconheceu o trabalho desenvolvido por Fernando Cerqueira e afirmou que terá o desafio de dar continuidade à gestão do antecessor. “Sei do tamanho da minha alegria, que não é menor que a minha responsabilidade. Se Deus quiser, iremos todos juntos cumprir essa missão da melhor forma possível”, disse.
Sobre os desafios imediatos, Erik Simões destacou a realização do segundo turno das eleições presidenciais. Segundo ele, o tribunal está preparado para conduzir mais uma etapa do processo eleitoral. “O desafio é o segundo turno, mas, como deu certo no primeiro, estaremos preparados para o segundo. A população pode ficar tranquila”, afirmou.
O desembargador também demonstrou confiança na equipe da instituição. “As expectativas são positivas. O tribunal é muito competente, o corpo funcional é extraordinário. Tenho certeza de que iremos dar continuidade ao trabalho já feito por Cerqueira”, declarou.
Balanço
Ao se despedir da Presidência, Fernando Cerqueira afirmou que deixa o tribunal em um ambiente de harmonia e com estrutura preparada para o segundo turno das eleições de 2026.
“Concluo a gestão do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco neste dia. Deixo o tribunal pacificado, harmônico, depois de realizar um trabalho exitoso nas eleições de 2026. Deixamos o tribunal preparado para enfrentar uma nova eleição no segundo turno”, afirmou.
Em seu balanço, destacou a redução do acervo processual da Presidência, os investimentos em modernização e as iniciativas voltadas à estrutura do tribunal. “Desde o primeiro dia, estabelecemos uma dinâmica muito clara: aquilo que chegasse à Presidência precisava ser analisado, decidido e encaminhado. Conseguimos algo que, para mim, tem um significado especial: zeramos o acervo de processos da Presidência e deixamos praticamente zerados os processos do PJe”, declarou.
Segundo o desembargador, permaneceram pendentes apenas processos recebidos na última semana de sua gestão. Ele ressaltou que a redução do acervo representa mais do que um resultado administrativo, pois envolve pessoas que aguardam respostas da Justiça Eleitoral.
Entre as entregas mencionadas, Cerqueira citou a criação do Centro de Inteligência, a aquisição de três veículos elétricos e de uma nova van institucional, o avanço da implantação de energia fotovoltaica, projetos de melhoria da estrutura física e a implementação de um programa de jornada extraordinária para policiais militares.
“Essas entregas tinham um propósito: melhorar as condições de trabalho, economizar recursos, dar mais segurança, modernizar a instituição e preparar o TRE-PE para o futuro”, afirmou.
Homenagens
A despedida de Fernando Cerqueira foi marcada por homenagens de integrantes da Corte, servidores e representantes de instituições, entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) e o Instituto de Direito Eleitoral e Público de Pernambuco (Ideppe).
A diretora-geral do TRE-PE, Bruna Barreto Campello, destacou a relação do desembargador com os servidores e afirmou que sua gestão contribuiu para fortalecer o sentimento de pertencimento à instituição.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
A grande novidade desta eleição foi a renovação. Gente jovem governando Estados, outros chegando ao Congresso, alguns voltando ou mudando de casa, como Marcel van Hattem, que trocou a Câmara pelo Senado. Teremos a esquerda mínima, com 123 deputados, e a direita máxima a mandar em ambas as Casas.
O espírito da alternância de poder veio forte e não parou no 2º turno. Algumas empresas de pesquisa, especialmente o popular Datafolha, saíram mais uma vez com a credibilidade aos pandarecos. Em 3 de outubro, cravou Lula com 45% e Flávio com 42%. O resultado foi inverso. Flávio terminando com 47,3% e Lula 45,16%. O Datafolha acertou o percentual de Lula, mas passou longe do de Flávio.
Leia maisLula pode virar o jogo? Pode, mas será difícil. A pesquisa AtlasIntel indicou o tamanho da dificuldade ao mostrar Flávio e Lula empatados no quesito mais preparado para administrar o país. O eleitor considera Flávio mais competente para lidar com a criminalidade, a economia e a criação de empregos. Resumo da ópera: a maioria confia mais no desafiante que no incumbente.
Flávio tem conversado com as pessoas com proximidade, aparece no supermercado, mostra os preços subindo, a vida ficando mais cara. Fala da realidade com firmeza e simplicidade. Não tem gritaria do bolsonarismo raiz, muito menos a truculência.
Lula usa a caneta e o poder de interferir na economia. Tirou os impostos da gasolina, aumentou o Bolsa Família e faz pressão gigante pela aprovação do fim da escala 6 X 1 num país com cada vez menos jovens querendo Carteira de Trabalho assinada. A gastança será sua herança maldita, seja para ele mesmo ou seu sucessor. A vida ficará ainda mais difícil para quem paga imposto.
Às vezes é difícil entender mudanças. A campanha de Lula tem sido muito diferente das outras. Primeiro, porque será a última. Segundo, porque ele, sempre muito centralizador, perdeu o controle. E, terceiro, porque achou que seria imbatível para sempre. No início de 2025, escrevi um artigo mostrando que Lula estava perdendo seu principal ativo: o encanto. Foi descendo a ladeira e, do alto da sua soberba, talvez não tenha se dado conta.
Perdeu a retórica inteligente e eficiente, o silêncio calculado e a malícia do jogador de poker. Quis ser o que não é: vigoroso, atleta, imbrochável, como diria o velho Jair de guerra. Conseguiu fazer sua campanha ser a pior de todas. Não adianta culpar o marqueteiro, os aliados, os Estados Unidos, o Congresso, a abstenção. A campanha, como sempre, foi uma escolha de Lula.
Ele escolheu disputar o 4º mandato imaginando ser eterno e que o país não se cansaria dele. Mas ninguém é eterno e o país está cansado de Lula. Isso ficou claro em 4 de outubro, não só com a vitória de Flávio no 1º turno, mas com a maioria esmagadora da direita e da centro-direita no Congresso.
Havia muita coisa a ser lida nas pesquisas que chegaram mais perto do resultado do 1º turno. Como, por exemplo, o fato de as mulheres serem maioria entre os indecisos. Mas se a maioria das mulheres estava com Lula, como poderia haver maioria de mulheres dos 17% a 18% de indecisos? Simples: elas não queriam dizer que votariam em Flávio. Seja por medo ou vergonha, preferiram o voto silencioso. Agora, há o risco de Lula ter menos votos no 2º turno do que no 1º, como Alckmin em 2006.
O PT acabou naquela situação do ditado: “Em casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”. Faltou voto e sobrou desavença. A ex-senadora Kátia Abreu (PT) foi a única com coragem de dar um freio de arrumação e dizer com todas as letras o que ninguém teve coragem: “Menos Janja e mais Alckmin”.
A primeira-dama tropeçou no bom senso inúmeras vezes, especialmente quando xingou o deputado Nikolas Ferreira (PL) de “piá de bosta“. Com 3,1 milhões de votos, o deputado e o governador eleito Cleitinho (Republicanos) ajudaram a derrotar Lula em Minas. Janja foi uma espécie de Carla Zambelli de Lula, a aloprada deputada bolsonarista que perseguiu de arma na mão o eleitor que a provocou.
O Supremo também ajudou a desidratar Lula com os ministros se digladiando num barraco jurídico durante a sessão histórica de 15 de setembro. O eleitor, mostraram as urnas, acha que Lula e o STF andam abraçados. Agora, o ministro Alexandre de Moraes piorou as coisas mandando prender o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e a porteira Nailze Aparecida Ribeiro da Silva, 54 anos, condenada a 14 anos por participar do 8 de Janeiro. Se esperasse o fim do 2º turno, não daria combustível à oposição. Lembrei do ex-deputado Roberto Jefferson enfrentando a polícia no melhor estilo sangue, tiro e porrada.
Flávio deve estar olhando toda esta movimentação e lembrando daquela máxima de Napoleão: nunca atrapalhe seu inimigo quando ele estiver cometendo um erro. O tempo corre contra Lula. E está a favor de Flávio neste momento. A ansiedade aumenta, a adrenalina também. Uma derrota para Flávio doerá fundo em Lula, porque ele sempre desprezou o adversário e não imaginava perder.
Poderia sair do governo como o presidente defensor da democracia, sua narrativa preferida nestes últimos 4 anos. Se quisesse, viraria orixá e se transformaria num oráculo com poder e influência, a exemplo dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e José Sarney. Souberam sair da política sem uma derrota final.
Na Roma de 2.000 anos atrás, o escravo público (sim, o poder público tinha escravos) caminhava atrás do imperador, ou dos generais triunfantes, repetindo “memento mori” (lembre da morte). Era a forma de manter a conexão dos poderosos com a realidade, porque muitos se achavam semideuses e até imortais. Nesta campanha faltou a Lula alguém que cumprisse este papel.
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