











O deputado federal Felipe Carreras (PSB), aliado do pré-candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, esteve, hoje, no município de Paulista, para acompanhar obras de pavimentação realizadas com recursos destinados pelo seu mandato. A visita contou com a presença do vereador Raul Silva, além de suplentes e lideranças comunitárias da cidade.
As intervenções representam mais uma conquista importante para a infraestrutura do município e estão sendo executadas por meio da Codevasf, beneficiando diversas vias de Paulista. Entre as ruas contempladas estão a Rua Cento e Quatorze, Rua Noventa e Um, Avenida E – Cícero Timóteo da Silva, nos dois sentidos, Rua Sessenta e Três, Rua Oitenta, Rua Cinquenta e Um, Rua Cento e Quarenta e Cinco e a Rua B, no trecho entre a Praça C e a Rua B Doze.
“Pavimentação é um tipo de obra que muda o dia a dia das pessoas. Melhora o acesso, valoriza a comunidade e leva mais dignidade para quem mora nessas ruas”, afirmou o deputado. Carreras também reforçou que seguirá ao lado de Raul Silva e das lideranças de Paulista para viabilizar novos investimentos para o município. “Paulista pode contar com o nosso trabalho. Vamos continuar presentes, ouvindo a população e buscando recursos para que mais obras cheguem a quem mais precisa”, concluiu.
Por Luiz Queiroz – Capital Digital
O Programa Residência em TIC, uma das principais iniciativas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em conjunto com a Softex, para formação de profissionais em tecnologia da informação, alcançou uma dimensão financeira muito superior à inicialmente concebida. Levantamento realizado pelo Capital Digital, com base em publicações do Diário Oficial da União (DOU) e documentos públicos do programa, identificou que apenas os principais instrumentos assinados ou aditados entre julho de 2024 e julho de 2026 somam pelo menos R$ 242 milhões em valores atualizados.
A análise também revela uma mudança importante na distribuição desses investimentos: Pernambuco passou a concentrar o maior projeto individual do programa e figura entre os principais polos nacionais de execução da política pública, ao lado de São Paulo e Ceará.
Leia maisOs dados mostram que o programa deixou de reunir apenas ações de capacitação para assumir características de uma política estruturante de longo prazo. Diversos projetos receberam sucessivos aditivos financeiros e tiveram suas vigências prorrogadas até 2029, consolidando um modelo permanente de formação de mão de obra especializada para áreas como inteligência artificial, desenvolvimento de software, sistemas embarcados, cibersegurança, computação gráfica, jogos digitais e outras tecnologias consideradas estratégicas pelo governo federal. Independentemente do governo que sair das urnas, a Softex está garantida financeiramente para tocar os programas.
O maior instrumento identificado pelo levantamento é o Residência em TIC 16. Termo aditivo assinado pelo MCTI em 3 de julho de 2026 elevou o valor global do projeto para R$ 73.682.644,12 e prorrogou sua vigência até 21 de maio de 2029. O mesmo ato registra a destinação de R$ 24.326.157,44 em novos recursos orçamentários, ampliando substancialmente o orçamento da iniciativa.
Além dele, o levantamento identificou o Residência em TIC 57, com aproximadamente R$ 43,6 milhões; o Residência em TIC 41, com R$ 39,4 milhões; o Residência em TIC 13, com R$ 38,8 milhões; o Residência em TIC 03 (OASIS/FIT), com R$ 24,39 milhões; o Residência em TIC 63, com aproximadamente R$ 13,77 milhões; o Residência em TIC 61, com R$ 4 milhões, além de outros instrumentos que receberam prorrogações de prazo ou reforço orçamentário.
Ranking
A consolidação dos documentos revela que os recursos permanecem concentrados em poucos polos tecnológicos do país. Pernambuco desponta como o principal destaque do levantamento. O estado reúne o Residência em TIC 16, hoje o maior projeto identificado pelo Capital Digital, e o Residência em TIC 63, executado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por intermédio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (Fade). Somados, os dois instrumentos representam aproximadamente R$ 87,45 milhões, valor que coloca Pernambuco entre os maiores beneficiários do Programa Residência em TIC.
São Paulo continua exercendo papel central na política pública. O estado concentra projetos executados por instituições tradicionais da pesquisa tecnológica nacional, como FIT e CPQD, além de outros centros credenciados pela Softex. Somados, apenas os principais projetos paulistas identificados pelo levantamento — Residência em TIC 41 (R$ 39,4 milhões), Residência em TIC 13 (R$ 38,8 milhões), Residência em TIC 03 (R$ 24,39 milhões) e Residência em TIC 14B (R$ 1,23 milhão) — alcançam cerca de R$ 103,8 milhões.
O Ceará aparece em seguida, com iniciativas executadas pelo Instituto Atlântico e pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), incluindo o Residência em TIC 61, além de outros projetos vinculados ao programa. A distribuição dos recursos mostra que os investimentos permanecem concentrados em ecossistemas tecnológicos já consolidados, formados por universidades, institutos de pesquisa, fundações de apoio e centros privados de inovação.
Softex
O levantamento acrescenta um dado novo ao acompanhamento que o Capital Digital vem realizando sobre a atuação da Softex. Em outubro de 2025, o blog mostrou que a reorganização institucional da Softex e da Assespro em Pernambuco ampliava o protagonismo da estrutura local na execução de programas financiados pelo governo federal. A análise atual acrescenta um elemento objetivo que não havia sido dimensionado naquela ocasião: Pernambuco passou a concentrar alguns dos maiores projetos do Programa Residência em TIC.
Os documentos públicos mostram que essa posição foi consolidada durante a atual gestão do MCTI. Trata-se de um dado cronológico verificável. Entretanto, a documentação analisada não permite estabelecer relação direta de causa e efeito entre a reorganização institucional da Softex em Pernambuco, a gestão da ministra Luciana Santos ou a distribuição dos recursos do programa. O levantamento limita-se a registrar que, no período analisado, Pernambuco passou a figurar entre os principais polos de execução da política pública.
E evidenciam a ampliação do papel desempenhado pela Softex. Os instrumentos são firmados entre o MCTI e a entidade, responsável pela coordenação nacional do Programa Prioritário de Informática voltado à formação de recursos humanos. A execução é descentralizada para universidades, institutos federais, fundações de apoio e centros privados de pesquisa credenciados.
Na prática, a Softex tornou-se a principal gestora da política federal de formação de profissionais em TIC, acompanhando a seleção dos projetos, a execução técnica e a gestão administrativa dos recursos. Esse modelo amplia a capilaridade da política pública, mas também dificulta o acompanhamento da execução financeira. Os valores globais aparecem nos extratos do Diário Oficial da União, enquanto a distribuição dos recursos entre as instituições executoras depende da consulta individual aos termos de parceria firmados pela entidade.
Aditivos
Outro aspecto identificado pelo levantamento é o crescimento progressivo dos contratos. Diversos projetos receberam sucessivos termos aditivos que não apenas ampliaram os valores originalmente previstos, como também estenderam significativamente seus prazos de execução.
Essa dinâmica explica por que o volume financeiro do programa não é imediatamente perceptível a partir da leitura isolada dos extratos publicados no Diário Oficial. Em muitos casos, somente a consolidação de todos os aditivos permite identificar o valor global atualizado de cada instrumento. Foi exatamente esse procedimento que revelou, por exemplo, que o Residência em TIC 16 alcançou mais de R$ 73 milhões, tornando-se o maior projeto individual identificado até o momento.
Outro dado observado durante a apuração foi a assinatura de aditivo em 3 de julho de 2026, um dia antes do início do período de três meses que antecede o primeiro turno das eleições gerais. A coincidência temporal é objetiva e pode ser verificada nos atos publicados pelo próprio MCTI. Entretanto, a análise da legislação eleitoral não permite concluir que as assinaturas tenham sido antecipadas em razão das restrições previstas para o período eleitoral.
A principal vedação do artigo 73 da Lei nº 9.504/1997 refere-se às transferências voluntárias de recursos da União para estados e municípios. Os instrumentos examinados pelo Capital Digital foram celebrados entre o MCTI e a Softex, entidade privada sem fins lucrativos, hipótese que, em princípio, não se enquadra automaticamente nessa restrição.
Ainda assim, a concentração das assinaturas em um mesmo período suscita questionamentos administrativos sobre o planejamento orçamentário e o cronograma adotado pelo ministério para formalizar os novos aportes financeiros, tema que poderá ser esclarecido pelo próprio MCTI.
A investigação também evidencia uma limitação na transparência da política pública. Embora todos os instrumentos sejam publicados oficialmente, a identificação do montante efetivamente movimentado exige a consolidação manual de dezenas de extratos, termos aditivos e atos complementares. Em muitos casos, os documentos divulgam apenas o valor acrescido ou a prorrogação da vigência, sem informar o valor global atualizado do instrumento.
Essa fragmentação dificulta o acompanhamento de uma política pública que já movimenta centenas de milhões de reais e cuja execução a partir de agora sinaliza que se estenderá pelos próximos anos.
Leia menos
O jornalista paraibano Napoleão de Castro, radicado em Brasília e com reconhecida atuação no jornalismo político da Band, foi anunciado como mediador do debate entre os candidatos ao Governo do Maranhão. O encontro está marcado para o dia 9 de agosto, a partir das 21h, e deverá reunir os principais nomes da disputa eleitoral de 2026.
Com ampla experiência na cobertura dos principais acontecimentos políticos do país, Napoleão de Castro consolidou sua trajetória no jornalismo nacional atuando para emissoras afiliadas da Band. Atualmente, além da produção de conteúdo jornalístico para a rede, dirige em Brasília uma moderna estrutura de comunicação voltada à produção de conteúdo multimídia, jornalismo político, podcasts, televisão e estratégias de comunicação institucional.
Desde ontem, quando regressava de Fortaleza, onde entrevistei o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), para o podcast ‘Direto de Brasília’, projeto editorial em conjunto com a Folha de Pernambuco, meu telefone não tem parado.
Muita gente a procura do meu amigo Eduardo Monteiro, presidente do Grupo EQM, e parceiro no podcast, que deu uma sumidinha estratégica. Na verdade, Eduardo se internou no hospital Memorial Star, no Recife, para um check-up de rotina. Na tomografia do coração se constatou a necessidade de um cateterismo e o implante de apenas um stent, sanando de vez o problema.
Leia maisO empresário está muito bem, no momento em fase natural de observação e deve receber alta amanhã ou sábado, a depender da avaliação médica. Além de coração zerado, Eduardo está impressionado com a estrutura do hospital, tanto em equipamentos quanto no atendimento top, algo de primeiro mundo.
Deve passar o fim de semana em família e retornar ao trabalho já na próxima segunda-feira, com muita disposição para matar os leões de mais uma safra de cana de açúcar a partir de setembro, quando suas três usinas – em Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte – começam a moer.
Leia menos
Por Diana Câmara
As eleições de 2026 já movimentam os bastidores da política. Em todo o país, pré-candidatos intensificam agendas, fortalecem suas presenças nas redes sociais, contratam equipes de comunicação e ampliam o diálogo com a população. Com esse cenário, uma dúvida tem sido recorrente: afinal, existe prestação de contas ou limite de gastos na pré-campanha?
A resposta é não. Diferentemente do que ocorre durante a campanha eleitoral, a legislação não exige que os gastos realizados na fase de pré-campanha sejam submetidos à prestação de contas perante a Justiça Eleitoral. Essa obrigação somente surge após o registro das candidaturas e o início oficial da arrecadação e das despesas eleitorais.
Leia maisMas seria um grande equívoco interpretar essa ausência de prestação de contas como uma autorização para gastar sem qualquer limite.
A pré-campanha continua submetida aos princípios que norteiam todo o processo eleitoral, especialmente a igualdade de oportunidades entre os futuros candidatos e a preservação do equilíbrio da disputa. Em outras palavras, ainda que não exista um dever formal de prestar contas, os gastos realizados podem, sim, ser analisados pela Justiça Eleitoral se houver indícios de abuso do poder econômico, fraude ou utilização da estrutura financeira para antecipar, de forma disfarçada, a campanha eleitoral.
É justamente nesse ponto que ganha importância uma expressão cada vez mais presente no Direito Eleitoral: os chamados gastos moderados.
Curiosamente, a legislação não estabelece um valor máximo para a pré-campanha. Não existe um teto de despesas nem um percentual previamente definido. O parâmetro é outro: a razoabilidade.
Isso significa que cada situação será analisada de acordo com suas circunstâncias. O que se busca verificar é se os investimentos realizados são compatíveis com uma fase preparatória ou se revelam uma verdadeira campanha eleitoral antecipada, financiada por um volume de recursos capaz de comprometer a igualdade entre os concorrentes.
É perfeitamente natural que um pré-candidato produza vídeos, mantenha uma assessoria de comunicação, realize fotografias profissionais, participe de encontros políticos, organize eventos, invista em sua identidade visual e fortaleça sua presença nas redes sociais. Tudo isso faz parte da dinâmica política contemporânea.
O problema surge quando a dimensão desses investimentos ultrapassa o que seria razoável para uma pré-campanha.
Grandes estruturas permanentes de marketing, eventos de elevado custo, produção massiva de material de divulgação e investimentos milionários muito antes do início da campanha oficial podem levantar questionamentos importantes. Ainda que essas despesas não integrem uma prestação de contas, elas poderão servir como elementos de prova em ações eleitorais destinadas a apurar abuso do poder econômico.
Esse aspecto ganha ainda mais relevância diante da crescente profissionalização das campanhas. Hoje, boa parte da estratégia eleitoral é construída antes mesmo do período oficial. As redes sociais transformaram a forma de fazer política, e a comunicação digital passou a ocupar papel central na construção da imagem dos futuros candidatos.
Por isso, a fiscalização da Justiça Eleitoral também evoluiu. O foco deixou de estar apenas nos documentos contábeis e passou a alcançar o contexto em que os recursos são empregados e os efeitos que produzem sobre a disputa eleitoral.
Em um ambiente cada vez mais digital, transparência, equilíbrio e responsabilidade tornaram-se palavras de ordem.
A ausência de prestação de contas na pré-campanha não representa ausência de controle. Apenas significa que esse controle poderá ocorrer por outros instrumentos jurídicos, sempre que houver indícios de que o poder econômico tenha ultrapassado os limites da normalidade e da legitimidade das eleições.
Para quem pretende disputar as eleições de 2026, a lição é simples: a pré-campanha permite planejamento, organização e divulgação de ideias. O que ela não autoriza é a antecipação da campanha oficial por meio de gastos desproporcionais capazes de comprometer a igualdade de oportunidades entre os candidatos.
Mais do que perguntar quanto se pode gastar, talvez a pergunta correta seja outra: esse gasto é compatível com uma pré-campanha ou já se parece com uma campanha eleitoral?
É justamente nessa resposta que costuma residir a diferença entre uma estratégia eleitoral bem construída e um futuro problema na Justiça Eleitoral.
Leia menos
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Os dados da pesquisa Datafolha em São Paulo acenderam alguns sinais de preocupação sobre o que pode projetar para a eleição nacional, hoje polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, e o candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ). A pesquisa mostrou um cenário no qual o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não fica muito longe da chance de vencer no primeiro turno.
Segundo a pesquisa, Tarcísio tem 46% das intenções de voto no primeiro turno, e seu principal adversário, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad tem 30%. O cenário acendeu o alerta porque São Paulo representa um quarto do eleitorado nacional. Para Simone Tebet, porém, ainda que a vitória de Tarcísio no primeiro turno aconteça – o que ela não considera provável -, isso não afeta a eleição presidencial por uma única razão: “Tarcísio não se moverá por Flávio”.
Leia mais“Tarcísio não tem interesse nenhum em ajudar a família Bolsonaro”, dispara a Simone. E isso, segundo ela acontece, por uma razão simples: “Tarcísio é presidenciável em 2030”. Pelo raciocínio se o governador de São Paulo almeja disputar a Presidência na próxima eleição, ele precisa que agora Flávio Bolsonaro não seja eleito. Porque, se isso acontecer, naturalmente ele será candidato à reeleição, adiando as pretensões de Tarcísio e de outros candidatos do campo conservador.
A possibilidade de vitória de Tarcísio no primeiro turno torna-se real porque o sistema eleitoral brasileiro só conta os votos válidos. Dispensa votos nulos, em branco e abstenções. Assim, se um candidato obtiver mais votos que a soma dos votos em seus adversários, isso significa mais de 50% dos votos válidos. Tarcísio tem 46%. Seus adversários, incluindo Fernando Haddad, somam 43%. Abaixo de Haddad, vêm Vera Lúcia (PSTU), com 5%; Vivian Mendes (UP), com 4%, e Carlos Machado (PCB), com 4%.
No caso da eleição presidencial, o Datafolha mostra um quadro de empate rigoroso em São Paulo entre Lula e Flávio Bolsonaro: ambos com 35%. De novo, há empate, dentro da margem de erro, num eventual segundo turno: 46% para Flávio e 43% para Lula. Há um dado importante, porém: entre os paulistas, o atual presidente tem rejeição maior que a de Flávio Bolsonaro: 51% rejeitam Lula, 43% rejeitam Flávio.
O paradoxo dessa situação é que são duas mulheres ligadas ao governo Lula que lideram para o Senado. A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) tem 18%. E Simone Tebet vem em segundo, com 16%. Ocorre, porém, que os nomes conservadores não estão muito atrás. O deputado Ricardo Salles (Novo), o primeiro da lista, tem 13%.
Simone Tebet acredita que a situação hoje mostrada na pesquisa irá se alterar quando começar a campanha de fato. “Quando forem mostrados os números, isso será desconstruído”, diz a ministra. A ex-ministra cita, por exemplo, as privatizações, especialmente a da Sabesp, que lidera o ranking de reclamações do Procon.
“No campo nacional, Lula tem uma lista de serviços prestados que não tem qualquer comparação”, considera Simone Tebet. Lula disputa a reeleição. E, em São Paulo, Haddad enfrenta situação oposta. “Haddad disputa com alguém que está sentado na cadeira. É a situação oposta da situação nacional”. O desafio de reverter seria maior.
Na entrevista, Simone Tebet entra ainda na querela que envolve Flávio Bolsonaro e sua madrasta, Michelle, que diz ter sido maltratada por ele.Depois disso, a situação foi agravada pelo vídeo de Paulo Figueiredo, aliado de Flávio, dizendo que as mulheres “votam muito mal” . Simone Tebet solidarizou-se com Michelle.
“Como mulher, me solidarizo com ela”, afirmou a ex-ministra. “A violência contra a mulher não escolhe classe social, não escolhe raça e não escolhe ideologia”, acrescentou. Simone Tebet ressalvou, porém. “Por outro lado, não me surpreendeu”, afirmou, referindo-se aos ataques. “O que eles fizeram com as mulheres brasileiras é público e notório”.
“É importante para despertar os olhos das mulheres”, considera Simone Tebet. A fala de Paulo Figueiredo parece relacionada a um movimento da extrema-direita dos Estados Unidos, que propõe o “voto da família”: o homem votaria pela mulher e pelos filhos. “Se propõem isso agora, imagine o que serão capazes se um dia sentarem na cadeira”.
Leia menos
Tribuna do Norte
O cenário político-eleitoral da mais recente sondagem de intenções de votos TRIBUNA DO NORTE/Instituto Consult indica que as eleições para governador do Rio Grande do Norte serão decididas em dois turnos. De acordo com a pesquisa estimulada, o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União) é o pré-candidato preferido dos eleitores, com 34,59%, mas não alcançaria o percentual mínimo de 50% mais 1 voto para vencer o pleito no primeiro turno, caso a eleição fosse hoje, pois é ultrapassado no somatório dos outros pré-candidatos ao cargo, que chegam a 41,18%.
A pesquisa do Instituto Consult, que ouviu 1.700 eleitores entre os dias 3 e 5 deste mês, aponta o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL) na segunda colocação, com 29,0%, enquanto o candidado do PT, o ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, que tem apoio da governadora do Estado, Fátima Bezerra (PT), aparece com apenas 11,24%.
Leia maisOs outros dois pré-candidatos de partidos de esquerda ao governo estadual, Dario Barbosa (PSTU) e Roberio Paulino (PSOL), têm somente 0,47% das intenções de votos dos 2,66 milhões de eleitores do Rio Grande do Norte.
A pesquisa Consult ainda mostra que 14,94% do eleitorado responderam “não saber dizer” em quem votam, outros 9,24% afirmaram não votar em “nenhum” e 0,06% votaria em “outro” candidato.
Empate
Pesquisa TRIBUNA DO NORTE/ Instituto Consult feita entre 15 e 18 de março indicava um empate técnico nas duas primeiras colocações na disputa para governo do Estado.
Na época, praticamente dois meses depois de ter anunciado sua pré-candidatura ao governo estadual ao pleito de 4 de outubro, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, que estava de saída do Republicanos para o Partido Liberal (PL), aparecia na liderança, com 31,18% das intenções de votos, seguido pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), com 29,24.
Mais atrás apareciam o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), o secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, o Cadú, com 6,35% e Robério Paulino, do PSOL, 1,65%. O número de indecisos (17,65%) e eleitores que não escolheriam nenhum dos nomes (13,94%).
Metodologia
Na ocasião, a pesquisa foi realizada com 1.700 eleitores em 55 municípios do Rio Grande do Norte. O levantamento tem margem de erro de 2,37 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa tem o registro de número: RN-03877/2026 e BR-03533/2026.
Espontânea
A pesquisa TN/Consult realizada na primeira semana deste mês de julho, mostra na sondagem não estimulada, aquela em que não se aponta nomes de pré-candidatos ao governo, que a maioria dos eleitores (68,71%) estão indecisos e que 4,71% não votaria em ninguém para governador.
Nesse caso, Allyson Bezerra aparece com 12,59%, seguido de perto por Álvaro Dias, com 9,12% e mais atrás, Cadu Xavier, 4,47%.
Também são citados na pesquisa espontânea o senador Styvenson Valentim (Podemos), 0,18% e a governadora Fátima Bezerra, que está a menos de seis meses do fim do segundo mandato, com 0,12%, mesmo percentual de votos que teria um candidato apoiado por ela,
Margem de Erro
O erro amostral máximo da pesquisa TN/Consult feita entre 3 e 5 de julho é de 2.37% e confiabilidade de 95%. A pesquisa tem o seguinte registro na Justiça Eleitoral: Registro: BR – 01626/2026 / RN – 06648/2026. A Pesquisa foi realizada no Rio Grande do Norte RN, abrangendo 12 áreas geográficas, representada por 63 municípios.
Leia menos
A sessão do Congresso Nacional prevista para hoje, destinada a votar vetos presidenciais, foi cancelada. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) explicou o motivo: falta de acordo.
Com isso, o Legislativo não vai votar mais nada de relevante até o recesso de meio de ano, na próxima semana, e muito possivelmente até as eleições. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Durante a eleição, a Câmara dos Deputados e o Senado vão ter apenas algumas semanas de esforço concentrado, mas não devem votar nada de importante. Com isso, o Congresso entrará em recesso e não votará antes das eleições temas prioritários como a PEC da Segurança Pública e o projeto de regulamentação da exploração de terras raras.
O Legislativo praticamente travou por causa do rompimento entre o presidente Lula e o do Senado, Davi Alcolumbre.
Considerando a metodologia que consolida o potencial de votos para as duas vagas em disputa para o Senado, no Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim permanece na liderança isolada, com 23,48% das intenções de voto. Em segundo lugar está Zenaide Maia, com 13,27%.
A disputa pela segunda vaga ao Senado está aberta entre os outros concorrentes. Coronel Hélio surge em terceiro, com 9,15%, seguido por Rafael Motta, que registra 8,14%. Samanda Alves soma 5,26%, enquanto Sandro Pimentel (PSOL) alcança 1%.
Leia maisTambém aparecem Luciana Lima (PSTU), com 0,44%, Rosália Fernandes (PSTU), com 0,26%, e Godeiro Linhares (DC), sem pontuação. Os dados mostram ainda que 25,03% dos entrevistados permanecem indecisos na consolidação dos dois votos para o Senado, enquanto 13,94% afirmam não escolher nenhum dos candidatos apresentados.
O senador Styvenson Valentim (Podemos) aparece na liderança da disputa pelas duas vagas ao Senado Federal pelo Rio Grande do Norte nas eleições de 2026, segundo a pesquisa TRIBUNA DO NORTE/Instituto Consult. No cenário estimulado para o primeiro voto, o parlamentar soma 38,71% das preferências, abrindo ampla vantagem sobre a senadora Zenaide Maia (PSD), que registra 13,29%.
Na sequência aparecem o ex-deputado federal Rafael Motta (PDT), com 7,94%, a vereadora Samanda Alves (PT), com 5,12%, e o Coronel Hélio (PL), que alcança 4,71%. Os demais nomes citados apresentam índices inferiores a 1%.
O levantamento também aponta um percentual 18,41% de indefinidos, que disseram não saber em quem votar, enquanto 10,47% afirmaram que não escolheriam nenhum dos nomes apresentados.
Nesse cenário o quadro está mais equilibrado, o Coronel Hélio aparece à frente, com 13,59%, seguido de perto por Zenaide Maia, com 13,24%. Rafael Motta registra 8,35%, enquanto Styvenson Valentim soma 8,24%. Samanda Alves alcança 5,41%.
O percentual de indecisos cresce na segunda escolha, chegando a 31,65%, além de 17,41% que afirmam não votar em nenhum dos candidatos apresentados.
Margem de Erro
O erro amostral máximo da pesquisa TN/Consult feita entre 3 e 5 de julho é de 2.37% e confiabilidade de 95%. A pesquisa tem o seguinte registro na Justiça Eleitoral: Registro: BR – 01626/2026 / RN – 06648/2026. A Pesquisa foi realizada no Rio Grande do Norte RN, abrangendo 12 áreas geográficas, representada por 63 municípios.
Leia menos
Por Antonio Magalhães*
A derrota da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo não é órfã. O pai escolhido para o desastre é Neymar, que sequer jogou uma partida inteira. E chegou a fazer um gol de pênalti contra a Noruega, desmoralizando os pernas-de-pau do técnico italiano e sua sapiência mastigada com chicletes. O atacante brasileiro recordista de gols com a camisa canarinha, 80 deles em amistosos e copas, foi boicotado por sua posição ideológica: é um homem de direita. Portanto, pela mídia aparelhada pela esquerda, o estigmatizado Neymar sequer poderia partilhar da vitória que não veio.
O curioso é que a alegação da má forma física Neymar, que impediria inicialmente sua convocação para o time, foi relegada a segundo plano diante da enorme pressão popular para a ida ao torneio mais importante do futebol mundial. O jogador foi e não foi. Esquentou o banco na maioria dos jogos sem reclamação pública. Mas quando entrou em campo, em poucos minutos, mostrou seu talento.
A seleção brasileira desperdiçou assim a vantagem de contar com o craque maior por questões ainda pouco esclarecidas. Surgiram versões diferentes para a ausência de Neymar nos jogos. Umas profundamente escabrosas, ligando o governo petista ao afastamento do craque da bola. Outras narrativas envolvem a sua suposta má relação pessoal com os colegas de time. E não fica de fora até mesmo a questão empresarial, ora pressionando para ele entrar em campo, ora agindo ao contrário. Um dia vai se saber as razões verdadeiras com clareza.
Na verdade, a seleção brasileira de futebol perdeu em campo com um time mal escalado. E fora das quatro linhas a derrota terá uma explicação mais adiante. Os brasileiros que depositaram sua esperança na vitória do escrete nacional vão agora compartilhar a dor da derrota, enquanto a maioria dos atletas, jogando em times europeus e ganhando milhões de Euros, apenas retornará sem remorso às férias. Alguns deles abastecidos por extravagantes verbas publicitárias de loterias online a cremes para a pele.
Afinal, temos que saber lidar com a dor da derrota, pois ela é a consequência de ter se arriscado e lutado por algo. A verdadeira “derrota” filosófica, segundo o psicólogo Danilo Suassuna, pertence aos corajosos que saem da zona de conforto, em oposição ao conformismo absoluto que evita qualquer desafio para não sofrer. A dor do revés, quando acolhida, torna-se um solo fértil para a reinvenção pessoal.
A definição do especialista é perfeita, mas genérica. O que vimos, ao contrário, foi covardia diante do adversário, falta de empenho em busca da vitória pela equipe juntada pelo italiano milionário, que só ele custa ao Brasil um milhão de dólares por mês. Sem contar que a derrota vergonhosa foi assistida por 1 bilhão de pessoas no planeta, “tirando lágrimas de uns e risos de outros”.
O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo é uma frase atribuída a Winston Churchill que continua atual no mundo esportivo e pessoal. A mensagem destaca que o caminho para conquistar objetivos quase nunca acontece de forma perfeita. Erros, tentativas frustradas e momentos difíceis fazem parte do processo de crescimento. Mesmo diante das dificuldades, manter a motivação e aprender com cada experiência pode ser o fator decisivo entre desistir ou alcançar resultados duradouros.
A vitória e a derrota não são estados fixos, mas faces da mesma moeda. O fracasso é um resultado indesejado que oferece aprendizado, enquanto o sucesso é transitório. Ambos exigem autorresponsabilidade e a capacidade de se adaptar continuamente em busca de evolução, recomendam os especialistas. Bola fora, Brasil. Fim de jogo. É isso.
*Jornalista
Por Tito Sales*
A política de cotas nos concursos públicos brasileiros entrou em uma nova etapa. A ampliação das reservas de vagas no âmbito federal e a aprovação de legislações estaduais demonstram que o tema deixou de ser pontual e passou a integrar definitivamente a agenda da administração pública brasileira.
A Lei Federal nº 15.142/2025 ampliou para 30% a reserva de vagas nos concursos públicos federais para pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas. Pernambuco seguiu caminho semelhante ao aprovar a Lei nº 19.050/2025, estabelecendo o mesmo percentual nos concursos e processos seletivos do Poder Executivo estadual.
Leia maisO debate chegará aos municípios
O Brasil possui mais de 5.500 municípios, responsáveis pela contratação de professores, guardas municipais, agentes de trânsito, profissionais da saúde, servidores administrativos e inúmeras outras categorias essenciais. Aposentadorias, expansão dos serviços públicos, substituição de vínculos temporários e exigências dos órgãos de controle farão com que milhares de prefeituras e câmaras municipais realizem novos concursos nos próximos anos.
Em cada um desses certames, o debate sobre inclusão, representatividade e reserva de vagas estará cada vez mais presente. Ministérios Públicos, Defensorias Públicas, Tribunais de Contas, organizações da sociedade civil e o próprio Poder Judiciário acompanharão com atenção crescente a elaboração dos editais e as políticas adotadas pelos municípios.
A lição de Pernambuco
Pernambuco oferece um exemplo importante. Em outubro de 2025, o Concurso Público Unificado estadual foi inicialmente publicado sem reserva de vagas para pessoas negras, indígenas e quilombolas. Após a reação da sociedade, o Governo do Estado suspendeu as inscrições, reconheceu a necessidade de revisão e encaminhou projeto à Assembleia Legislativa.
Em menos de um mês, a legislação foi aprovada, sancionada e regulamentada. O episódio deixou uma lição importante para os gestores públicos: é melhor enfrentar as mudanças antes da publicação do edital do que administrar uma crise depois que o concurso já começou.
Planejar é melhor do que corrigir
Quem acompanha a realização de concursos públicos conhece o impacto da suspensão de um certame. Há cronogramas comprometidos, recursos públicos empregados, contratos em execução, necessidade de contratação de servidores e, principalmente, milhares de candidatos que organizaram suas vidas para participar daquela seleção.
Ao longo de onze anos de atuação, o Instituto IGEDUC já participou da realização de concursos e seleções públicas em 12 estados e em mais de 100 municípios brasileiros, acumulando experiência na organização de certames e no desenvolvimento de mecanismos de segurança e controle. Essa vivência prática reforça uma convicção: os melhores concursos são aqueles em que os problemas são enfrentados antes da publicação do edital.
Não basta reservar vagas
A implantação de uma política de cotas exige muito mais do que inserir um percentual no edital. É necessário estabelecer critérios de autodeclaração, procedimentos de heteroidentificação, formas de comprovação da condição de indígena ou quilombola, regras de convocação, redistribuição das vagas não preenchidas, procedimentos recursais e mecanismos rigorosos de prevenção e combate às fraudes.
Municípios que pretendem realizar concursos precisam começar a enfrentar esse debate. Antecipar-se às transformações legislativas e institucionais permite construir soluções próprias, reduzir riscos jurídicos e organizar certames com maior segurança, transparência e responsabilidade.
A ressalva jurídica necessária
É fundamental esclarecer, entretanto, que a Lei nº 19.050/2025 do Estado de Pernambuco não se aplica automaticamente aos municípios pernambucanos. A legislação disciplina os concursos e processos seletivos no âmbito da administração pública estadual.
Em razão da autonomia político-administrativa assegurada aos municípios pela Constituição Federal, cada ente municipal deverá enfrentar a matéria no âmbito de sua competência. A instituição de uma política local de cotas exige legislação própria e a definição dos procedimentos necessários à sua execução.
A próxima fronteira
A lei estadual não criou uma obrigação automática para as prefeituras. Criou, entretanto, um precedente político, administrativo e institucional que colocou definitivamente o tema na agenda dos municípios.
A tendência é clara: o debate sobre cotas chegará a um número cada vez maior de prefeituras e câmaras municipais. Algumas irão se antecipar, estudar o tema, aprovar suas leis e preparar seus concursos. Outras esperarão que a sociedade, os órgãos de controle ou os tribunais coloquem o assunto à sua porta.
A diferença entre umas e outras estará em uma das mais importantes virtudes da boa administração pública: a capacidade de planejar antes que o problema apareça.
*Presidente do Instituto IGEDUC
Leia menos
O ministro do STF Alexandre de Moraes ignorou a Procuradoria-Geral da República (PGR) ao ordenar operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, ontem.
Diferentemente de decisões recentes relacionadas ao ex-mandatário, Moraes não pediu, desta vez, manifestação prévia da PGR sobre a busca por armas e munições na casa de Bolsonaro, em Brasília. As informações são do portal Metrópoles.
A assessoria de imprensa da Procuradoria confirmou que não emitiu parecer sobre a operação porque Moraes não abriu espaço para manifestação do Ministério Público Federal (MPF).
Interlocutores de Moraes no STF, por sua vez, argumentam que não havia necessidade de ouvir a PGR porque a prisão domiciliar humanitária estaria sujeita às mesmas regras da prisão comum.
