











Hoje, a governadora Raquel Lyra anunciou a criação do Auxílio Pernambuco destinado às pessoas afetadas pelas fortes chuvas que vêm impactando o estado desde o início deste mês. O Projeto de Lei n° 4072/2026, encaminhado ainda para apreciação da Assembleia Legislativa (Alepe), prevê o pagamento único de R$ 2.500,00 a cerca de 3.500 pessoas inscritas no CadÚnico e que vivem nos 27 municípios que foram decretados situação de emergência. O recurso, contudo, deverá atender menos da metade das pessoas desalojadas em Pernambuco. Além disso, a proposta do Palácio do Campo das Princesas projeta que os beneficiários devem receber o dinheiro em até 180 dias, após terem documentação validada.
No último domingo, o Governo de Pernambuco, através da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil, reconheceu que 9.540 pessoas em todo o estado estavam desabrigadas ou desalojadas em função das chuvas em 27 cidades pernambucanas. Desse quantitativo, 1.632 pessoas estavam desabrigadas (quando saíram de casa e precisaram ir para abrigos públicos) e 7.908 desalojadas (pessoas que tiveram que deixar suas casas, mas têm onde ficar).
Leia maisA discrepância entre o número de vítimas reconhecidas oficialmente pelo estado e a quantidade de beneficiários contemplados pelo programa levanta questionamentos sobre o alcance real da medida anunciada como resposta emergencial à tragédia vivida pela população.
Além do baixo potencial de apoio às vítimas com recursos financeiros, a medida do Governo do Estado, segundo especialistas, possui entraves burocráticos com potencial para atrasar a liberação do dinheiro de imediato à população mais necessitada. O artigo 5º da proposta estabelece que “o processo de identificação das famílias e a respectiva autorização do pagamento do Auxílio Pernambuco deverão ser concluídos no prazo de 180 dias”. Na prática, isso significa que famílias que perderam suas casas, móveis e condições mínimas de sobrevivência poderão esperar até seis meses para receber o auxílio de R$ 2.500 prometido pelo Estado.
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O ‘4º Prêmio Engenho Mulher – Reconhecimento a Quem nos Transforma’ irá reunir lideranças femininas para uma Roda de Conversa sobre protagonismo feminino. O encontro se dará no Centro Cultural do TCU, no próximo sábado, às 10h, durante visita mediada à exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral”. Tem se tornado uma tradição do Prêmio Engenho Mulher reunir lideranças para debater sobre temas que impulsionam a equidade de gênero.
“Tarsila nasceu ainda no século 19 e há mais de cem anos se projetou como uma mulher de destaque. É uma trajetória inspiradora, que nos conta sobre protagonismo feminino, talento e arte”, conta a realizadora do Prêmio Engenho Mulher, Kátia Cubel. A visita mediada é uma homenagem à artista, às lideranças femininas brasileiras, em especial às mulheres que realizaram juntas a maior mostra individual de Tarsila do Amaral.
Nesta edição, o Prêmio Engenho Mulher é patrocinado pela Fibra, pelo programa de economia circular Glass is Good, por Alves Corrêa e Veríssimo Advogados Associados. Tem o apoio do Sebrae-DF, do Boulevard Shopping, da Secretaria de Economia Criativa e do MAB (Museu de Arte de Brasília). A cerimônia de entrega da premiação, a três mulheres do DF, irá acontecer no dia 25 de maio, com um menu assinado pelo bufê Chocolat.
O deputado federal Fernando Monteiro (PSD) participou, hoje, das comemorações pelos 175 anos de Serra Talhada ao lado da prefeita Márcia Conrado (PT). Durante a programação, foi assinada a ordem de serviço para construção do novo Centro Especializado em Reabilitação (CER II), obra articulada por Fernando em Brasília e viabilizada através do Novo PAC, com investimento de R$ 8,49 milhões do Governo Federal. O valor licitado da obra é de R$ 9,06 milhões, contando ainda com contrapartida municipal de R$ 570 mil.
O ato contou ainda com a presença da secretária municipal de Saúde, Lisbeth Rosa, e da secretária de Obras, Gabriela Pereira, que acompanham a execução do projeto. O novo equipamento funcionará com atendimentos em reabilitação física e auditiva. Na área física, serão ofertados avaliação funcional e atendimentos de fisioterapia voltados à recuperação da mobilidade, funcionalidade e autonomia dos usuários. Já na reabilitação auditiva, o centro contará com avaliação audiológica, adaptação de aparelhos de amplificação sonora individual e acompanhamento fonoaudiológico contínuo.
A expectativa é atender, mensalmente, cerca de 200 usuários na reabilitação física e 150 na auditiva. “Hoje celebramos a força, a história e o povo guerreiro da minha amada Serra Talhada. São 175 anos de uma terra que carrega no peito a coragem do Sertão e o orgulho das suas raízes. Foi uma bonita manhã aqui com vocês, inclusive com o anúncio de mais uma importante obra, que é o Centro de Reabilitação da Caxixola. Tenho muito orgulho do que temos conquistado ao lado da prefeita Márcia Conrado, de sua equipe e dos vereadores que trabalham com a gente”, destacou Fernando Monteiro.
O deputado também reforçou sua relação com o município, onde já destinou mais de R$ 100 milhões em emendas parlamentares para investimentos em áreas como saúde, infraestrutura e desenvolvimento. “Aqui tenho grandes amigos, parceiros e uma relação construída com confiança e compromisso com as pessoas. Que o futuro de Serra Talhada seja ainda mais grandioso. Ainda virão muitas novidades por aí”, concluiu.
Do G1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, na última sexta-feira, uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro. Durante o telefonema, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar um encontro presencial.
Trump afirmou que sua equipe cuidaria dos detalhes para viabilizar a reunião, e o aval à data chegou já no dia seguinte, segundo interlocutores. O encontro entre os dois presidentes está marcado para quinta-feira (7) foi marcado. De acordo com relatos, Trump adotou um tom amistoso ao longo da conversa. Ele teria dito que admira a trajetória política de Lula e comentou que pesquisou sobre a vida do presidente brasileiro.
Leia maisLula, por sua vez, afirmou que queria tratar dos interesses do Brasil e dos Estados Unidos, incluindo temas relacionados a conflitos internacionais e ao papel da Organização das Nações Unidas (ONU). Trump respondeu dizendo que tem interesse em ouvir as opiniões de Lula sobre esses assuntos.
Ao se despedir, ainda segundo fontes que acompanharam o relato da conversa, Trump encerrou o telefonema de forma informal, mandando um “I love you”, que significa “eu te amo” em inglês, ao presidente brasileiro.
O encontro de Lula e Trump
A reunião é vista por fontes da diplomacia brasileira como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação. Além da economia, devem compor a mesa de discussões os seguintes temas:
A viagem a Washington é fruto de um processo de aproximação que ganhou tração em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump conversaram por telefone por cerca de 50 minutos.
Após o telefonema, Lula disse que queria ir a Washington em março para ter um encontro “olho no olho” com Trump, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a definição da agenda. De janeiro para cá, a relação já marcada por divergências entre Lula e Trump ganhou novos elementos de tensão no cenário internacional.
A guerra no Oriente Médio, episódios diplomáticos como o cancelamento do visto do assessor Darren Beattie e ruídos envolvendo a prisão e posterior soltura do deputado Alexandre Ramagem contribuíram para tornar o ambiente mais complexo, adicionando desafios à interlocução entre os dois governos.
Enquanto a reunião era negociada nos últimos meses, um auxiliar do presidente Lula explicava que a reunião entre Lula e Trump poderia ser “mais um ponto de partida do que um ponto de chegada” em termos de acordos.
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Metrópoles
Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes se uniram no discurso sobre penduricalhos para os servidores dos Três Poderes. Em duas decisões diferentes, hoje, os ministros ressaltaram, em letras garrafais, que os pagamentos de quaisquer parcelas de caráter remuneratório ou indenizatório, fora do previsto em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de 25 de março, estão: “Absolutamente vedados”.
“Estão ABSOLUTAMENTE VEDADOS a criação, a implantação ou o pagamento de quaisquer parcelas de caráter remuneratório ou indenizatório, sob qualquer rubrica, inclusive que tenham sido implantadas após o julgamento realizado no dia 25/03/2026 que não estejam EXPRESSAMENTE AUTORIZADAS na TESE DE REPERCUSSÃO GERAL – TEMA 966“, disseram os ministros em decisões diferentes.
Leia maisDurante julgamento concluído em março, o STF fixou as balizas para o regime remuneratório da magistratura e do Ministério Público até que seja editada a lei nacional. A tese de repercussão geral aprovada reafirmou o teto constitucional de R$ 46.366,19 e estabeleceu uma organização nas folhas de pagamento, proibindo a criação de auxílios e verbas indenizatórias sem lei federal específica aprovada pelo Congresso Nacional.
Os ministros citam na decisão matérias jornalísticas que relatam a criação de novos penduricalhos, que podem ultrapassar o teto do funcionalismo e afirmam que o descumprimento da decisão do STF pode acarretar responsabilidade penal, civil e administrativa. Podem ser punidos os:
Os ministros ressaltam ainda a “obrigatoriedade dos Tribunais, Ministérios Públicos, Tribunais de Contas, Defensorias Públicas e Advocacia Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios publicarem, mensalmente, em seus respectivos sítios eletrônicos o valor exato percebido pelos seus membros, indicando as respectivas rubricas, sob pena de os gestores responderem por discrepâncias entre os valores divulgados e os efetivamente pagos”.
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O Sextou desta semana, programa musical que ancoro as sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, está imperdível! O entrevistado é o percursionista Sérgio Rosa, filho de Arnaldo Rosa, fundador do grupo de samba paulistano Demônios da Garoa, o mais antigo em atividades no Brasil, com 83 anos ininterruptos. Já entrou, inclusive, para o Livro dos Recordes.
Demônios da Garoa nasceu no bairro da Mooca, em São Paulo, em 1943, conservando influências de uma variedade de fontes culturais para construir suas próprias características. Sua história musical cresceu quando seus fundadores conheceram Adoniran Barbosa, um dos mais importantes compositores da MPB, durante as filmagens de ‘O Cangaçeiro’, em terras nordestinas. Em 1949, juntos, foram vistos como uma personificação dos movimentos socioculturais da época.
Leia maisEntre os sucessos mais conhecidos estão: “Trem das Onze”, “Iracema”, “Saudosa Maloca”, “O Samba do Arnesto”, “As Mariposas”, “Tiro ao Álvaro”, “Ói Nóis Aqui Trá Veiz”, “Vila Esperança” e “Vai no Bexiga pra Ver”. O grupo já lançou mais de 70 discos, com mais de 30 milhões de cópias vendidas e, aproximadamente, 11 mil shows realizados.
A formação original tinha Arnaldo Rosa (vocal e ritmo), os irmãos Antônio e Benedito Espanha (que marcavam ritmo tocando tantã e afoxé), Waldemar Pezuol (no violão), Zezinho (no violão tenor) e Bruno Michelucci (no pandeiro). Hoje, o grupo é composto por Sérgio Rosa, filho de Arnaldo, Dedé Paraizo, Everson Pessoa e Ricardo Rosa (Ricardinho).
O Sextou vai ao ar na próxima sexta-feira, às 18h, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque no alto do blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
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A Assembleia Legislativa de Pernambuco realiza, nesta quinta-feira (7), uma audiência pública para discutir os impactos sanitários da importação de tilápia do Vietnã e os possíveis riscos para a produção local. O encontro acontece a partir das 14h, no Auditório Sérgio Guerra, e será conduzido pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Alepe, presidida pelo deputado estadual Luciano Duque (Podemos).
Segundo a Alepe, a discussão tem como foco a prevenção contra o Vírus do Lago da Tilápia (TiLV), doença que pode afetar a produção e causar prejuízos econômicos ao setor. Pernambuco ocupa a 10ª posição no ranking nacional de produção de tilápia de cultivo, com cerca de 35 mil toneladas anuais. Entre os municípios produtores estão Petrolândia, Floresta, Itacuruba, Belém do São Francisco e Jatobá.
A audiência foi convocada após manifestações de produtores, prefeituras, empresas e entidades ligadas à piscicultura. O debate também ocorre em meio a medidas já adotadas em outros estados, como Santa Catarina, que proibiu desde dezembro de 2025 a entrada e comercialização de tilápia vietnamita. “A ideia é mobilizar a sociedade e colocar a Assembleia à disposição na busca de medidas que salvaguardem a produção estadual”, informou a comissão organizadora do encontro.
A Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE) disponibilizou o ArrastaCred, linha de crédito voltada a empreendedores que atuam no período junino. A iniciativa atende setores ligados ao comércio, turismo, gastronomia, artesanato e prestação de serviços, incluindo trabalhadores formais e informais em diferentes regiões do estado.
Os valores disponibilizados variam de acordo com o perfil do solicitante. Pessoas físicas podem acessar até R$ 3 mil; grupos solidários, formados por três a cinco integrantes, até R$ 15 mil; e pessoas jurídicas até R$ 21 mil. A taxa de juros informada pela AGE é de 0,6% ao mês para pagamentos em dia, com prazos entre quatro e 24 meses.
“O período tem forte movimentação econômica”, afirmou a diretora-presidente da AGE, Carla Novaes, ao comentar a iniciativa. O cadastro para solicitação do crédito é realizado no site da agência, responsável pela análise técnica e documental dos pedidos.
A Justiça Federal da 5ª Região decidiu que municípios do Sertão pernambucano podem firmar convênios com a União para obras de abastecimento de água mesmo com pendências fiscais e restrições em cadastros como o CAUC. As decisões envolvem os municípios de Bodocó, Moreilândia e Parnamirim e tratam de projetos voltados à implantação e ampliação de sistemas de abastecimento em áreas rurais.
Nas sentenças, a Justiça determinou que a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) adote as providências necessárias para formalização dos convênios, afastando exigências como regularidade no CAUC e apresentação de Certificado de Regularidade Previdenciária. O entendimento foi de que o acesso à água potável está diretamente relacionado à saúde pública e à garantia de direitos fundamentais.
Os projetos têm como objetivo ampliar o fornecimento de água tratada em regiões afetadas pela escassez hídrica. Em Moreilândia, a estimativa é de que cerca de 479 famílias sejam beneficiadas. As decisões acompanham entendimento já adotado por tribunais superiores e foram obtidas em ações conduzidas pelo advogado Pedro Melchior de Melo Barros, da Barros Advogados Associados.
CONEXÃO PE
Um documento da Gerência Regional de Educação (GRE) Recife Sul, do Governo de Pernambuco, já apontava limitações estruturais em escolas da rede estadual consideradas inadequadas para a realização de provas do Enem. O levantamento levava em conta principalmente as condições de salas de aula e banheiros, itens essenciais para a aplicação do exame, e indicava fragilidades em diversas unidades de ensino.
Entre as escolas citadas em avaliações internas está a Escola Técnica Estadual João Bezerra, localizada no bairro de Brasília Teimosa, Zona Sul do Recife, que foi atingida por um incêndio na manhã desta terça-feira (5). A unidade já apresentava restrições relacionadas à infraestrutura, segundo o documento, que sugeria a necessidade de adequações antes de seu uso em atividades de maior exigência estrutural.
Leia maisO incêndio começou em uma sala de aula e mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco. Um funcionário da escola inalou fumaça ao tentar conter as chamas, mas não houve registro de estudantes feridos. O episódio reacende críticas sobre a gestão da rede estadual de ensino, com questionamentos sobre a falta de ação diante de alertas técnicos já existentes, o que, segundo avaliações de bastidores, evidencia falhas de planejamento e inoperância administrativa na condução das melhorias estruturais.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Leandro Grass lança sua pré-candidatura ao governo do Distrito Federal no dia 19 de abril. Junto, serão lançadas as candidaturas da deputada Erika Kokay (PT) ao Senado e da senadora Leila Barros (PDT), que tentará a reeleição. Grass reserva o posto de vice-governador para o PSB. Para o ex-interventor na Segurança Pública do DF, Ricardo Capelli, ou algum outro nome que o partido indique. O PSB, porém, resiste. Capelli também é candidato ao governo do DF e, por enquanto, não demonstra intenção de desistir. Grass conversa com o PSB, assim como com outros partidos, mas evitando uma pressão excessiva.
Situação pode atrapalhar a ambos
Mas, junto à equipe de Grass, há a convicção de que a insistência nas duas candidaturas pode acabar atrapalhando ambos os projetos. Um histórico das eleições no Distrito Federal mostraria que as derrotas do grupo de esquerda na capital federal aconteceram justamente quando o grupo não se uniu. Essa falta de unidade estaria na explicação do fato de a esquerda ter governado o DF três vezes e ter perdido a hegemonia para a direita.
Leia maisPSB teve candidato até agosto
Em 2022, o PSB teve um candidato próprio ao GDF até agosto. Somente aí é que acabou aderindo à candidatura de Leandro Grass que, ao final, perdeu as eleições para Ibaneis Rocha (MDB), que se reelegeu governador. Há uma avaliação de que o atraso no posicionamento do PSB acabou enfraquecendo a aliança. E mesmo o desempenho do próprio PSB. O ex-governador Rodrigo Rollemberg, por exemplo, só conseguiu se tornar deputado federal quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mudou a interpretação sobre as “sobras eleitorais”.
Em 2018, Rollemberg apoiou Ciro
Em 2018, então governador, Rodrigo Rollemberg apoiou a candidatura de Ciro Gomes, do PDT, contra o candidato do PT, que foi Fernando Haddad, derrotado por Jair Bolsonaro, que se elegeu presidente. Rollemberg tentou a reeleição como governador e perdeu para Ibaneis Rocha. O PT teve como candidato a governador Júlio Miragaya, que teve somente 4% dos votos.
Embolou
No DF, a única pesquisa para governador feita este ano é do Instituto Veritá, em março. Ela mostra que a crise do Banco Master/BRB embolou a corrida eleitoral, com um empate quádruplo entre José Roberto Arruda (PSD), a governadora Celina Leão (PP), o senador Izalci Lucas (PL) e Grass.
Celina
Nessa pesquisa, Arruda tem 24%. Celina, 22%. Izalci, 21,5%. E Grass, 21,4%. Capelli, somente 4,7%. As pesquisas internas, mais recentes, feitas pelo PT também mostram esse cenário embolado. Mas apontam para uma vantagem maior de Celina, não de Arruda, como apontou o levantamento de março.
Pandora
Na sua pesquisa interna, o PT perguntou aos entrevistados se eles tinham conhecimento da Operação Caixa de Pandora, aquela que condenou Arruda e o tornou inelegível. Diante da resposta positiva, 36% disseram que não votariam em Arruda pelo seu envolvimento nesse caso. E associam isso ao caso Master.
Elegível
Arruda ainda não tem segurança absoluta de que está elegível. Entende que a mudança que houve na Lei da Ficha Limpa muda o tempo de inelegibilidade e o beneficia. Essa questão, porém, ainda está na Justiça. Se o entendimento prevalecer, Arruda ainda estaria inelegível até 2032. Pode acabar concorrendo sub judice.
Chance
Toda essa confusa situação no DF, depois da eclosão da crise Master/BRB, deu uma possível chance à esquerda, que antes não parecia ter a menor chance de acontecer. Tanto que a mesma pesquisa Veritá aponta para a chance de Erika Kokay conseguir uma vaga para o Senado atrás de Michelle Bolsonaro.
Oportunidade
Assim, a avaliação do PT é que uma união de forças agora seria importante, especialmente para Lula, que teria um palanque consolidado no DF, fortalecendo-se. E para os partidos aliados a ele que, diante do quadro de confusão gerado pelo caso Master/BRB, teriam agora uma janela de oportunidade.
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Por Blog da Folha
O deputado estadual Henrique Filho (PP) apresentou um projeto de lei que tem como objetivo fortalecer o combate à importunação sexual no transporte coletivo. O texto institui a campanha “O transporte é público, o corpo da mulher não!” em todo o estado, que deve ampliar a conscientização sobre os mecanismos de denúncia e proteção às mulheres.
Pelo texto do projeto, empresas públicas e privadas que operam o transporte coletivo rodoviário e metropolitano deverão divulgar a campanha no interior dos veículos, nos terminais e nos pontos de parada, utilizando cartazes, monitores, avisos sonoros e outros meios de comunicação acessíveis aos passageiros.
Leia maisAlém das mensagens educativas, a proposta prevê a divulgação obrigatória de orientações sobre como denunciar casos de violência e importunação sexual no transporte público.
Na justificativa da matéria, Henrique Filho destaca que, apesar da criação da Lei Federal nº 13.718/2018 – que tipificou o crime de importunação sexual no Código Penal -, os casos continuam ocorrendo com frequência, especialmente em ambientes de grande circulação de pessoas.
“O transporte público precisa ser um espaço de segurança e respeito. Nenhuma mulher pode conviver com medo, constrangimento ou violência durante algo tão básico quanto o deslocamento diário. Nosso objetivo é ampliar a conscientização, fortalecer os canais de denúncia e combater qualquer forma de tolerância a esse tipo de comportamento”, afirmou o deputado.
O parlamentar também ressaltou que o acesso ao transporte é um direito fundamental e que cabe ao poder público garantir condições adequadas de segurança para todos os usuários, especialmente para as mulheres, que ainda enfrentam situações recorrentes de vulnerabilidade nesses espaços.
O deputado frisou que a campanha “O transporte é público, o corpo da mulher não!” foi adotada em algumas cidades e estados do país e que, agora, poderá ganhar alcance estadual, caso o projeto seja aprovado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O projeto segue agora para tramitação nas comissões da Casa.
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