











O cenário da disputa por votos pela presidência em Pernambuco segue com liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 58,3% das intenções no primeiro turno, contra 29,9% do senador Flávio Bolsonaro (PL). É o que aponta a nova pesquisa da AtlasIntel, divulgada nesta terça-feira (22).
O levantamento mostra um crescimento de 3,4% do petista no estado, em relação à última rodada do estudo. Traçando o paralelo, Flávio teve queda de 2,8% em território pernambucano. As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia maisNa sequência, aparecem o escritor Augusto Cury (Avante), com 3,2%; Renan Santos (Missão), com 2,6%; Ronaldo Caiado (PSD), com 1,8%.
Ainda conforme os dados divulgados, Hertz Dias (PSTU) tem 0,6%; Romeu Zema (Novo), 0,3%; Clariana Barão (DC), 0,2%; Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara (UP) têm 0,1%.
O Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram, enquanto brancos ou nulos somam 2,3% e indecisos, 0,7%.
Segundo turno
Na disputa de um eventual segundo turno, em uma simulação envolvendo o atual presidente e o candidato do PL, Lula teria 60,5% dos votos contra 32,7% de Flávio Bolsonaro. Brancos, nulos e indecisos somam 6,9% no levantamento.
A pesquisa AtlasIntel entrevistou 1.836 eleitores de Pernambuco entre os dias 15 e 20 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. As pesquisas foram registradas no TSE sob os números PE-02023/2026 e BR-09256/2026.
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O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) reuniu mulheres de diferentes áreas de atuação, na noite desta terça-feira (22), no Comitê 40, em Casa Forte, no Recife, para apresentar propostas voltadas à proteção e à garantia de direitos das mulheres. Durante o encontro, anunciou que, caso seja eleito, pretende determinar a compra de mais de 20 mil tornozeleiras eletrônicas em janeiro de 2027 para ampliar o monitoramento de agressores. “Vamos colocar à disposição do Tribunal de Justiça”, afirmou.
João também propôs dobrar o número de delegacias da mulher no estado e garantir atendimento 24 horas em todas as unidades. O candidato defendeu que as políticas para as mulheres contemplem medidas voltadas à educação, ao emprego e à independência financeira. “A nossa pauta não pode falar apenas de segurança. Ela tem que superar a agenda da violência e ser uma agenda de direitos”, declarou.
Ao abordar a repercussão da declaração da governadora Raquel Lyra sobre a realização de uma laqueadura “sem ela saber”, João defendeu a autonomia das mulheres sobre o próprio corpo. “Quem manda no corpo da mulher é a mulher. Quem decide é ela”, disse. Participaram do encontro a senadora Teresa Leitão, a candidata ao Senado Marília Arraes, a ministra Luciana Santos e Cristina Buarque, primeira titular da Secretaria Especial da Mulher de Pernambuco, entre outras lideranças.
Por Larissa Rodrigues – Efeito Político
Como não poderia ser diferente, o assunto principal da plenária da Frente Popular com as mulheres, no início da noite desta terça-feira (22), no Recife, foi a frase da governadora Raquel Lyra (PSD): “faz sem ela saber”, sobre uma laqueadura em uma paciente da rede pública. Veja vídeo com a fala aqui.
“Isso não representa o sentimento do povo pernambucano e das mulheres pernambucanas. Eu digo não como liderança política, mas como cidadão: o Brasil não é terra disso e Pernambuco jamais, jamais vai se curvar ou será uma terra de ‘faz sem ela saber’”, declarou João Campos (PSB), que lidera a Frente Popular e disputa com Raquel Lyra o Governo do Estado.
Leia maisAntes dele, a senadora Teresa Leitão (PT) reforçou: “a frase final (de Raquel, no vídeo da laqueadura) é ‘vai!’. Por que ela pediu desculpas e a gente não acredita? Porque isso tem sintonia com o palanque onde ela está. É lá (no palanque de Raquel) que a elite bolsonarista está. Todos os bolsonaristas de Pernambuco estão apoiando Raquel Lyra”, ressaltou Teresa Leitão.
Ministra da Ciência e Tecnologia do Governo Lula (PT), Luciana Santos (PCdoB) destacou que quando João Campos era prefeito do Recife bateu recorde na criação de vagas de creches, um tema espinhoso para Raquel Lyra, que prometeu 250 unidades e entregou 15. Sobre as creches do Recife erguidas na gestão de Campos, Luciana frisou: “isso é cuidar das mulheres, isso é garantir que as mulheres possam ir ao mercado de trabalho”.
Única candidata ao Senado em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) declarou: “a fala foi espontânea (de Raquel Lyra, “faz sem ela saber”). “Não adianta pedir desculpas, aquilo ali denonstrou o que ele sente, pensa, faz. Junto com quem ela está, mostra quem ela é”, enfatizou Marília Arraes, referindo-se às lideranças bolsonaristas aliadas de Raquel Lyra.
Assim como na plenária da Frente Popular com o público feminino, o tema “faz sem ela saber” dominou as redes sociais e a imprensa nacional desde o último domingo (20), quando uma reportagem do Portal Metrópoles trouxe o assunto à tona. Na reta final da campanha, a governadora enfrenta dificuldades para encerrar a discussão na opinião pública. O vídeo no qual Raquel Lyra faz a afirmação acabou oferecendo à oposição uma janela de oportunidade para capitalizar a defesa das mulheres a menos de duas semanas para a votação de primeiro turno.
Com uma infinidade de mulheres pernambucanas progressistas apoiando seu projeto, candidatas ou não, João Campos soube aproveitar o momento e reuniu o segmento exatamente quando o debate ainda está quente, o que pode fazer a diferença nas urnas em 4 de outubro.
Ainda na plenária, o candidato da Frente Popular reforçou a promessa de colocar tornozeleiras eletrônicas em todos os agressores de mulheres em Pernambuco, além de abrir mais delegacias das mulheres e fazê-las funcionarem 24 horas. “Vamos comprar mais de 20 mil tornozeleiras e colocar à disposição do Tribunal de Justiça para que qualquer agressor de mulher seja monitorado eletronicamente. Pernambuco vai ser o primeiro Estado a fazer isso”, garantiu.
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Após um pedido do governo Trump, os membros do Escudo das Américas assinaram um acordo nesta terça-feira (22) para designar formalmente as facções narcotraficantes como “ameaças compartilhadas” e torná-las alvos de sanções. As facções brasileiras PCC e CV estão entre os 24 grupos citados como alvos da proposta.
“Escudo das Américas” é uma coalizão lançada pela administração Trump que reúne governos alinhados ao republicano na América Latina, incluindo vizinhos do Brasil, como Argentina, Bolívia e Peru. As informações são do g1.
“Reconhecendo que uma ameaça imediata e universalmente compartilhada em nosso hemisfério é aquela representada por organizações narcoterroristas transnacionais — as quais põem em risco a paz e a segurança do hemisfério, bem como a segurança e a prosperidade de nossos cidadãos —, anunciamos hoje a primeira ação conjunta no âmbito de nossos pilares recém-anunciados: ação individual e coletiva para enfrentar o flagelo do narcoterrorismo”, diz o documento assinado pelos membros da Aliança e divulgado pelo Departamento de Estado.
Leia mais“Nesse sentido, declaramos nossa intenção de impor, conforme aplicável e em conformidade com nossas respectivas obrigações legais internacionais e internas: o congelamento de ativos; restrições de imigração e de visto para membros, associados e apoiadores dessas organizações; e a responsabilização criminal de indivíduos que, conscientemente, forneçam apoio material — incluindo apoio logístico — a tais organizações, entre outras medidas. Esta primeira ação conjunta concentrar-se-á nas 24 organizações listadas abaixo, independentemente da denominação que recebam em cada um de nossos países”, diz o texto, que elenca PCC e CV entre os alvos das medidas.
O documento diz que acionará um mecanismo de reciprocidade da Organização dos Estados Americanos para viabilizar a medida.
Assinam o texto todos os membros plenos do Escudo das Américas: Estados Unidos da América, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
Um dos objetivos declarados pela coalizão é o combate aos cartéis de drogas, tema abordado pelo republicano em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, mais cedo nesta terça.
“Lançamos o poder das Forças Armadas dos EUA para eliminar gangues e cartéis de drogas sangrentos. (…) Os cartéis são o Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental. São inimigos em guerra contra a civilização, usando assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror, e por isso eles devem ser mortos, exilados ou detidos”, afirmou Trump.
Trump prometeu extinguir o que chamou de “interferência externa” no Hemisfério Ocidental e disse que pode utilizar o poderio militar norte-americano para isso.
O discurso vai ao encontro da chamada “Doutrina Donroe” que tem marcado a política externa dos EUA no segundo mandato de Trump.
“Donroe”, um trocadilho que mistura Donald com Monroe, é uma referência à Doutrina Monroe, estabelecida no século 19, que busca manter as Américas como área de influência — ou “quintal” — dos EUA, não deixando que outras potências aprofundem relações com países do continente.
O continente é frequentemente mencionado por membros do governo Trump como “nosso quintal”.
A fala contrasta com a do presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, que subiu ao púlpito do plenário da ONU pouco antes do americano. Lula defendeu o multilateralismo, a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos.
“O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, disse Lula, em seu discurso.
O governo Trump classificou as facções brasileiras como “terroristas globais”. O governo brasileiro discorda da denominação.
Na legislação brasileira, terrorismo é definido pela prática de atos violentos “por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio ou a paz pública”.
Em maio do ano passado, após ser questionado por uma comitiva americana sobre o assunto em uma reunião no Ministério da Justiça, o então secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sabburro, explicou a diferenciação brasileira.
“Estas organizações criminosas [brasileiras] não têm qualquer viés ideológico, não têm qualquer viés político, religioso, não querem mudar o sistema. Muito pelo contrário, elas pretendem a prática de infrações penais, lavagem de dinheiro”, afirmou o secretário.
O grupo fundado por Trump com outros países americanos promoveu uma única reunião de cúpula, em março de 2026.
A iniciativa é vista por analistas como uma tentativa de afastar a América Latina da esfera de influência da China.
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O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) criticou um vídeo de 2025 que circula nas redes sociais onde a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), sugere uma laqueadura em uma paciente sem a autorização dela.
A declaração foi dada nesta terça-feira (22), durante encontro com o segmento de mulheres, realizado no comitê da Frente Popular, na Zona Norte do Recife. As informações são da Folha de Pernambuco.
“O que Pernambuco, a mídia nacional e o povo brasileiro estão vendo ser dito do que a atual governadora falou não representa o sentimento do povo e das mulheres pernambucanas. Pernambuco jamais será terra de ‘faz sem ela saber’”, disparou.
O jornalista Zuenir Ventura morreu aos 95 anos nesta terça-feira (22). Durante mais de seis décadas de atuação no jornalismo, Zuenir construiu uma obra marcada pela cobertura de episódios políticos e temas sociais relevantes do país. Zuenir deixa a mulher, Mary Ventura, e os dois filhos, o jornalista Mauro Ventura e a editora Elisa Ventura.
“Morreu esta manhã, em casa, aos 95 anos, em decorrência de uma pneumonia, o jornalista e Acadêmico Zuenir Ventura. Seu corpo será velado amanhã na Academia Brasileira de Letras e enterrado no mausoléu da ABL no Cemitério São João Batista”, comunicou em nota a Academia Brasileira de Letras (ABL). As informações são do g1.
Leia maisA nora de Zuenir, Ana Roditi, disse que o jornalista morreu dormindo, sem dor e sem sofrimento. “O corpo estava muito fraco, mas ela ainda reconhecia a família e os amigos próximos. Conversava e fazia comentários divertidos sobre o próprio envelhecimento”.
Imortal da Academia Brasileira de Letras, ele era o sétimo ocupante da Cadeira n.º 32, sendo eleito no dia 30 de outubro de 2014, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna.
Natural de Além Paraíba, interior de Minas Gerais, Zuenir Ventura foi pintor de parede, office-boy, jogador de basquete, arquivista, professor universitário e jornalista. Teve como professores grandes literatos, como Manuel Bandeira, Alceu Amoroso Lima e Cleonice Berardinelli.
A proximidade com alguns de seus mestres abriu portas para o início da carreira. Celso Cunha, professor da Faculdade de Jornalismo, convidou-o para dar aulas de português, enquanto Hélcio Martins o indicou para um emprego no arquivo da “Tribuna da Imprensa”, onde começou a dar os primeiros passos na profissão.
Em 1988, Zuenir Ventura lançou o livro “1968 – o ano que não terminou”. A obra serviu também de inspiração para a minissérie “Os anos rebeldes”, produzida pela TV Globo. O capítulo “Um herói solitário” inspirou o filme O homem que disse não, que o cineasta Olivier Horn realizou para a televisão francesa.
No início de 1989, Zuenir Ventura foi ao Acre como repórter especial para investigar o assassinato de Chico Mendes. Da cobertura surgiu uma série de reportagens premiada e uma história pessoal que ele costumava citar como uma das heranças mais marcantes daquela experiência.
Em entrevista, o jornalista contou que acabou assumindo a tutela de Genésio, então principal testemunha do caso. O menino, de 13 anos, permanecia sob proteção policial, mas continuava ameaçado pelos responsáveis pelo crime. Segundo Zuenir, havia um plano para matá-lo.
Após conversar com um coronel e buscar uma solução para garantir sua segurança, levou o garoto para viver com sua família. “Um dia, cheguei com o Genésio debaixo do braço, apresentei para minha mulher e meus dois filhos. Ele ficou sob minha tutela até os 18 anos”, relembrou.
Publicado em 1994, “Cidade Partida” tornou-se uma das obras mais marcantes de Zuenir Ventura. Vencedor do Prêmio Jabuti, o livro examina a violência, a desigualdade e a profunda divisão social do Rio de Janeiro a partir da experiência do jornalista em Vigário Geral, cenário da chacina que matou 21 pessoas em 1993. A obra consolidou-se como uma referência na reflexão sobre os contrastes e conflitos que marcam a cidade.
Zuenir venceu os dois maiores prêmios de jornalismo do Brasil: o Prêmio Esso e o Vladimir Herzog – cujo troféu foi entregue pela viúva do jornalista, amigo assassinado durante a ditadura.
Em 2008, ele recebeu da ONU um troféu especial por ter sido um dos cinco jornalistas que “mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país nos últimos 30 anos”.
A convite de João Moreira Salles, Zuenir Ventura ampliou sua atuação para o audiovisual. Ele participou da codireção de “Um Dia Qualquer”, lançado em 2000, e assinou o roteiro de “Paulinho da Viola: Meu Tempo é Hoje”, documentário dirigido por Izabel Jaguaribe que chegou aos cinemas em 2003.
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O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou 72 inserções de direito de resposta para João Campos (PSB) após considerar irregular uma propaganda da campanha de Raquel Lyra (PSD).
A decisão, tomada por unanimidade, reformou entendimento de primeira instância. Ao todo, serão 19 inserções na TV, totalizando nove minutos e 30 segundos, além de outras 53 no rádio. As informações são do Diario de Pernambuco.
A representação questionava uma peça de 30 segundos veiculada pela campanha de Raquel. Segundo o TRE-PE, a propaganda da candidata apresentou informações sobre investigações policiais como uma afirmação de que houve “desvio de recurso público” e atribuiu exclusivamente ao Governo de Pernambuco um levantamento que apontava 1.547 obras paralisadas no estado.
Leia maisO levantamento citado na propaganda abrangia obras de diferentes responsáveis, incluindo os 154 municípios pernambucanos. Para o tribunal, a forma como os dados foram apresentados poderia levar o eleitor a uma conclusão diferente daquela permitida pelas informações originais.
Relator do processo, o desembargador Fernando Braga Damasceno destacou, em seu voto, que a utilização de trechos de notícias em propaganda eleitoral não permite a edição do conteúdo de maneira a produzir conclusões factuais consideradas falsas ou manipuladas.
A quantidade de inserções foi definida de acordo com o número de veiculações consideradas ofensivas comprovadas no processo. O direito de resposta deverá ser exibido dentro do bloco compreendido entre 18h e 24h na televisão.
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O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) condenou a governadora Raquel Lyra (PSD) e a vice-governadora Priscila Krause (PSD) ao pagamento de uma multa de R$ 10 mil cada uma pelo impulsionamento pago de um conteúdo negativo contra João Campos (PSB). A prática é proibida pela legislação eleitoral. A decisão foi proferida pelo desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo e incidiu sobre um vídeo postado nas páginas das candidatas no Instagram e no Facebook.
A ação teve como centro a veiculação de uma peça publicitária patrocinada que imputava, de forma direta, a João Campos condutas desabonadoras associadas à convocação de um candidato em um concurso público da Prefeitura do Recife. Segundo a decisão, a lei permite a contratação de impulsionamento de conteúdo exclusivamente para a promoção ou benefício das próprias candidaturas ou agremiações, vedando o uso de recursos para alavancar ataques a oponentes.
Para a fixação da penalidade, o desembargador considerou o amplo alcance da publicação patrocinada, que teve investimento estimado entre R$ 80 mil e R$ 90 mil. Além de condenar Raquel e Priscila ao pagamento da multa, o magistrado manteve a proibição de que o anúncio volte a ser publicado.
A investida do presidente Lula (PT) no segmento evangélico seria um erro estratégico. Essa é a avaliação da cientista política e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), Mara Telles. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ela analisa que o petista deveria investir nos segmentos que lhe garantiram a vitória em 2022, a exemplo de mulheres e pessoas que ganham até dois salários mínimos, em vez de uma aproximação de última hora com o setor religioso.
“Já se consolidou que a maior parte do eleitorado evangélico tem ideologia mais próxima da direita. Isso cria uma dificuldade não apenas para Lula, mas para todos que sejam laicos. Hoje o eleitorado evangélico cresce, corresponde a quase 30% da população brasileira. E há uma visão de que a esquerda laica teve oito anos e nada fez por causa desse segmento. Por isso é pouco eficaz realizar encontros com um pastor progressista, isso impacta pouco na conquista de eleitores, que já são identificados com a direita”, analisou Mara.
“O presidente Lula cometeu um erro estratégico quando realiza essas aparições. Apostar nesse setor na última hora é um equívoco. Além de ineficiente, ele deveria investir mais em segmentos que contribuíram com sua vitória em 2022, entre os quais as mulheres e as pessoas que ganham de zero a dois salários mínimos”, completou a cientista política.
A nova pesquisa do Instituto Quaest sobre a disputa pelo Governo da Paraíba aponta crescimento de Lucas Ribeiro (Progressistas) na intenção de voto. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (22), durante o JPB2, das TVs Paraíba e Cabo Branco.
No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lucas aparece com 49% das intenções de voto. Na rodada anterior, realizada em agosto, o candidato registrava 38%.
Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, o percentual de Lucas pode variar entre 46% e 52%. As informações são do Mais PB.
Leia maisNa segunda colocação aparece Efraim Filho (PL), que oscilou de 18% para 16% entre as duas rodadas da pesquisa. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, o percentual do candidato pode variar de 13% a 19%.
Cícero Lucena (MDB), por sua vez, passou de 19% para 15% das intenções de voto. Dentro da margem de erro, o candidato pode registrar entre 12% e 18%. Com os percentuais apresentados, Efraim e Cícero estão tecnicamente empatados.
Dados da pesquisa
A Quaest, contratada pelas TVs Cabo Branco e Paraíba, realizou 804 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 21 de setembro. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números PB-01325/2026 e BR-09990/2026.
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Faltando menos de duas semanas para o primeiro turno das eleições, as pesquisas de intenções de voto vêm projetando cenários apertados para a sucessão presidencial, que pode ser decidida por pequenos detalhes. Um dos principais fatores, segundo a cientista política e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), Mara Telles, é a abstenção, que, este ano, terá um poder ainda maior para definir o resultado eleitoral.
“Nas pesquisas, quando perguntamos os fatores que influenciam na abstenção, está principalmente a distância da urna até a casa do eleitor. Quanto mais distante, menor é a disposição desse eleitor de votar. Isso ocorre especialmente entre a população que ganha de zero a dois salários mínimos, e que visivelmente integra o eleitorado lulista”, observou Mara Telles, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“As pesquisas não conseguem capturar a abstenção. Um momento de apatia pode gerar um menor comparecimento às urnas. E isso ocorre mais no eleitorado lulista e do Nordeste, que mora mais distante do local de votação, portanto se abstém mais”, completou.
“Temos também a questão da corrupção, que é muito complexa, principalmente quando se discute a questão do Supremo Tribunal Federal (STF). Se o eleitor passa a perceber que todos são corruptos, isso desmobiliza a campanha. Além disso, outros elementos podem entrar, como compra de votos. Afinal, o dinheiro também mobiliza o comparecimento, com aqueles que buscam e levam o eleitor para votar. Não para presidente, mas em eleições proporcionais”, concluiu Mara.
A cientista política e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), Mara Telles, avalia que as pesquisas de intenções de voto podem mudar os rumos das eleições presidenciais. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ela ressaltou que os institutos “não têm que acertar”, mas que possuem o poder de influenciar as escolhas na reta final.
“Sim, as pesquisas mudam os rumos das eleições na reta final. Pode ser que influenciem um plebiscito, pelo voto útil. Claro que o eleitor pode ser racional, sobretudo agora que temos essa polarização, mas as pesquisas criam cenários e têm capacidade de impactar nas escolhas”, afirmou Mara. “Estamos numa guerra de narrativas, sobretudo nos tempos da inteligência artificial. Por isso o eleitor tem que prestar atenção”, observou.
“As pesquisas dão uma fotografia do momento atual. Mas o eleitor pode mudar de opinião. Temos inúmeros elementos que podem mudar a opinião do eleitor que não está cristalizado, que não tem uma posição de afeto com o candidato”, completou a presidente da ABRAPEL.
Segundo Mara, até o momento o quadro presidencial demonstra estabilidade nas últimas semanas, com poucas variações e dentro da média. “É um cenário de empate técnico. O quadro não mudou. No geral, o presidente Lula (PT) está muito forte no Nordeste, com uma redução na votação que teve em 2022. Ele voltou a crescer um pouco entre as mulheres, e em 2022 ele ganhou entre mulheres e pessoas de zero a dois salários mínimos. Já Flávio Bolsonaro (PL) tinha crescido entre mulheres, mas parece que estagnou. Ou seja, o quadro está congelado”, avalia a cientista política.
Sobre a queda do escritor e candidato Augusto Cury (Avante), Mara definiu como um “voo de galinha”. “Ele chegou a 11% nas pesquisas, teve um voo de galinha, o que não é incomum. Tem a ver com o fato de ele ser novidade, ele cresceu nesse espaço porque apresentou algo interessante, se mostrou como alguém com um discurso que não era de guerra, mas de cura. A fórmula foi repetir outros ‘outsiders’, como João Dória em São Paulo e Alexandre Kalil em Belo Horizonte. Só que o Cury foi além, tentou ser um ‘outsider’ dentro do afeto. Ele caiu porque é fácil crescer num primeiro momento, mas é difícil transformar visibilidade em intenção de voto. Foi o que ele não deu conta”, descreveu Mara.
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