











O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acionou a Justiça contra o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, por um vídeo produzido com inteligência artificial e publicado nas redes sociais que o associa aos desvios de benefícios de aposentados e pensionistas no INSS.
Outra ação semelhante foi apresentada contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato do Novo ao Palácio do Planalto. Os dois processos tramitam na Justiça de São Paulo. As informações são da CNN.
Leia maisO argumento da defesa de Lulinha é que os materiais divulgados pelos candidatos utilizam a imagem do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para associá-lo “a práticas ilícitas e veicular imputações falsas e de caráter difamatório”.
No caso de Flávio, a ação questiona o vídeo “Missão: Localizar Lulinha”, publicado no X e no Instagram. Produzida com inteligência artificial, a peça mostra o senador como piloto de uma aeronave em busca do filho do presidente, identificado como “alvo”. O vídeo afirma que Lulinha seria “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”. Ao final, ele é representado por IA jogando videogame, de chinelos e rindo.
A defesa argumenta que, embora o nome do empresário apareça em investigações, não há imputação de participação direta dele nas fraudes contra beneficiários do INSS. “A roupagem humorística não elimina a natureza difamatória dessas imputações”, afirmam os advogados.
“Uma acusação desonrosa não se converte em opinião apenas porque inserida em charge, desenho, paródia ou animação. Tampouco deixa de atingir a honra de seu destinatário porque pronunciada ou representada por personagem criado mediante inteligência artificial”, complementa a defesa.
Lulinha pede liminarmente a retirada do vídeo das redes sociais e que Flávio seja impedido de republicá-lo caso seja mantida a associação do empresário à participação direta nas fraudes do INSS. No mérito, pede indenização de R$ 10 mil por danos morais.
Zema
Na ação contra Romeu Zema, Lulinha questiona os vídeos “Os Intocáveis” e “A casa caiu”, nos quais sua imagem é inserida, por meio de animações, montagens e outros recursos audiovisuais, em narrativas que o associam a investigações, esquemas ilícitos e práticas criminosas.
A defesa argumenta ainda que houve uso de inteligência artificial para criar cenas, falas e representações sintéticas que inserem Lulinha em situações que não ocorreram e produzem, perante o público, uma associação entre sua imagem e condutas ilícitas.
A ação pede, entre outras medidas, a retirada das publicações e a interrupção de novas divulgações de material equivalente.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o governo de Jair Bolsonaro (PL) no primeiro evento de campanha à reeleição no Nordeste. O petista afirmou que “se construiu um processo de mentira” no Brasil durante a gestão anterior. A declaração ocorreu nesta quinta-feira durante agenda no Rio Grande do Norte.
— Quando voltamos para o governo, encontramos um país totalmente desestruturado. Era um lugar abandonado, porque se construiu um processo de mentira nesse país. Era brincadeira na internet. Falar mal e provocar os outros. Nós reconstruímos esse país — disse Lula. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisLula esteve em agenda em Macaíba, na zona leste do estado, ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). O presidente visitou o Parque Tecnológico da região e acompanhou anúncios relativos aos supercomputadores e soberania digital.
O projeto anunciado nesta quinta-feira prevê R$ 1,06 bilhão para aquisição, preparação e operação da estrutura voltada ao modelo de alto desempenho e inteligência artificial.
— A gente quer dizer ao mundo que nem chinês nem americano é melhor que nós — afirmou o petista ao tratar sobre a importância do investimento brasileiro em tecnologia. — Escolhi (o Rio Grande do Norte para receber o investimento) porque precisamos olhar para os estados que mais necessitam.
Lula ressaltou entregas da gestão petista no Nordeste. O petista disse “não ter nada contra o Sul e Sudeste”, mas defendeu ser necessário que a União tenha iniciativa para dar oportunidades de desenvolvimento para outras regiões do Brasil.
Motta fez um aceno ao petista ao afirmar ser “uma alegria muito grande estar ao lado do senhor no nosso Nordeste”. O deputado ressaltou o potencial da região nos setores econômico e tecnológico. Na semana passada, o presidente da Câmara declarou apoio à reeleição de Lula.
Mais tarde, ele participa de comício ao lado do candidato ao Executivo Cadu Xavier, auditor fiscal de carreira, e da governadora Fátima Bezerra (PT). Ela disputaria o Senado, mas abdicou da postulação após o vice Walter Alves (MDB), com quem rompeu, anunciar que não assumiria o Palácio de Despachos de Lagoa Nova em caso de renúncia da petista.
O cenário provocaria uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para eleger um governador interino.
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O presidente do PT de Itapissuma e conselheiro tutelar Thiaguinho foi escolhido para coordenar, no município, as campanhas de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco e do presidente Lula (PT) à reeleição. Ligado ao grupo político da senadora Teresa Leitão (PT), Thiaguinho ficará responsável pela articulação de militantes, lideranças e apoiadores das duas candidaturas. Ele também desenvolve atividades nas áreas social, cultural e educacional e integra a Sociedade Musical 1º de Maio de Itapissuma.
Apesar de se dizer independente, a governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), não consegue fugir das suas ligações com o bolsonarismo. E um bom exemplo disso acabou de ocorrer, com a demonstração de sintonia e proximidade feita pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela repostou um vídeo da governadora em seu story do Instagram.
Essa sintonia vai além das interações virtuais e se reflete diretamente nas alianças formadas para a atual campanha. Nos bastidores e nos palanques, Raquel Lyra tem contado com o apoio estratégico de figuras de peso do Partido Liberal (PL) e de aliados de Jair Bolsonaro em Pernambuco. Nomes fortemente ligados ao ex-presidente, como o deputado Mendonça Filho (PL), que também disputa o Senado, e o ex-ministro Gilson Machado, que tenta uma vaga na Câmara Federal, integram a rede política que orbita o projeto da atual governadora. Recentemente, a governadora também apareceu em imagens nas redes sociais ao lado de Clarissa Tércio, bolsonarista assumida.
O gesto de Michelle Bolsonaro e o alinhamento tático com membros do PL evidenciam o caminho que a governadora vai seguir em Pernambuco, derrubando assim seu argumento de que não quer nacionalizar a disputa estadual. Enquanto ela se agarra à extrema direita para fazer frente aos seus adversários, seu principal concorrente, João Campos (PSB), consolida o apoio do campo progressista. Em um cenário eleitoral acirrado, a associação de Raquel ao bolsonarismo se converte em um movimento visível na política do estado.
Por Betânia Santana – Blog da Folha
Após a veiculação do terceiro vídeo nas redes sociais, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirma apoio à candidatura de João Campos (PSB) ao governo de Pernambuco, o presidente nacional do PSB rechaçou a leitura de dependência da imagem do petista e sustentou que a relação entre ambos reflete a composição histórica da Frente Popular.
“Eu mostro meus aliados, não tem problema. Tenho orgulho dos meus aliados, defendo meus aliados, e as pessoas precisam saber quem são os aliados de cada um”, afirmou João Campos. “Eu não tenho o que esconder, eu tenho um time, tenho uma frente. A Frente Popular de Pernambuco é a maior frente dessas eleições e o presidente Lula é a grande referência do nosso campo político no Brasil, estará comigo nas eleições e estarei com ele governando junto”, reforçou.
Leia maisAs declarações foram dadas em conversa com a imprensa após encontro do candidato ao governo com representantes do Sindicato dos Odontólogos de Pernambuco (Soepe) na quarta-feira (19), na sede da entidade, no bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife.
No vídeo citado, gravado para as plataformas digitais e publicado nas redes sociais do ex-prefeito do Recife, a mensagem do presidente Lula apela ao voto do eleitorado pernambucano, ressaltando a parceria com o candidato.
“Tenho muito orgulho de tudo o que estamos fazendo aqui em Pernambuco. Estamos prontos para mais. Por isso, peço o seu voto para o companheiro João Campos para ser o governador de Pernambuco. Vamos juntos!”, declarou Lula na gravação.
Ao avaliar os impactos de uma eventual gestão aliada ao Planalto, João Campos argumentou que a proximidade com o Executivo federal visa garantir capacidade técnica e atração de recursos para obras no estado.
Como justificativa para a articulação conjunta, o candidato citou dados relativos às propostas apresentadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no setor de recursos hídricos. Segundo ele, enquanto a Bahia cadastrou cerca de R$ 4 bilhões em projetos e o Ceará R$ 1,5 bilhão, Pernambuco somou R$ 400 milhões.
“Não adianta só você ter uma boa relação como eu tenho com o Lula. É importante a gente ter capacidade de trabalho conjunta de apresentar bons projetos”, declarou. “A gente vai perder por dez para a Bahia, a gente vai perder por quatro vezes do Ceará? Isso é inadmissível. Com a gente isso não vai acontecer”, sustentou.
O candidato garantiu trabalhar para poder ter uma carteira extensa de projetos e assegurar investimentos e a capacidade de tirar obra do papel. “Lula não é um parceiro apenas da eleição, ele será um grande parceiro de crescimento, do trabalho e do desenvolvimento do Estado de Pernambuco.”
Vinda de Lula
Em relação ao cronograma da campanha e à presença física de Lula nos palanques locais durante o primeiro turno, João Campos confirmou que a visita do presidente ao estado está mantida, a despeito das demandas de agenda nas regiões com cenários eleitorais mais disputados.
Segundo o candidato, a logística de viagens de Lula prioriza locais com disputas mais acirradas, mas a presença em Pernambuco está garantida pela direção do Partido dos Trabalhadores.
“Ele vem. Ele sempre disse que viria, inclusive eu já disse isso várias vezes, e ele sempre diz com muita naturalidade que estará aqui na eleição”, afirmou. “A agenda naturalmente é muito corrida, ele precisa dedicar muito tempo ao Sudeste do Brasil porque a eleição lá é muito mais apertada do que a eleição no Nordeste, mas ele vai vir aqui”, aposta.
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No início da tarde desta quinta-feira (20), na companhia do governador Tarcísio de Freitas, o presidenciável Flávio Bolsonaro se encontrou com cerca de 350 empresários da Mooca, na Zona Leste, em um shopping da região. Ambos chegaram juntos, mas Flávio foi logo para um local mais distante do público, ao contrário de Tarcísio, que parou para tirar fotos. Cerca de meia hora depois, o governador se juntou a Flávio e ao prefeito Ricardo Nunes. Entre sanduíches de mortadela, pastéis de queijo e bolinho de bacalhau, o trio ficou conversando por mais 20 minutos.
Na etapa seguinte, em um salão menor do restaurante, todos subiram em um pequeno palco e discursaram. O primeiro a falar foi Nunes e pediu aos candidatos presentes que incluíssem em seus “santinhos” e demais materiais de campanha os números de Tarcísio (10) e Flávio Bolsonaro (22).
Leia maisNa sequência foi a vez de Tarcísio discursar. Em sua fala, citou a crise das Casas Bahia e pediu votos para Flávio, mesmo que de forma indireta.
— E eu quero falar de Casas Bahia. Olha o que está acontecendo com o nosso empreendedor. Apertado pela insegurança jurídica, apertado pelo crédito, endividado, fechando as portas. O Brasil está indo mal, está indo na direção errada. E isso acaba afetando todo mundo. E a gente tem a oportunidade de mudar. Essa mudança vai demandar esforço nosso. Essa mudança o Flávio não vai fazer sozinho, vai depender dos senadores, vai depender do Derrite, vai depender do André do Prado, vai depender de candidatos a deputado federal — afirmou Tarcísio.
Na sequência, Flávio pegou o microfone e falou por cerca de cinco minutos. Além de citar o pai e dizer que irá à posse de Tarcísio caso ele vença Fernando Haddad, do PT, deu a entender que, se eleito presidente, está disposto a fazer um mandato de transição.
— Tarcísio entrou para a história como ministro da Infraestrutura do Bolsonaro e Tarcísio já entrou para a história como governador de São Paulo. E eu pretendo entrar para a história, Tarcísio, nem que seja como presidente de transição. Porque esse Brasil precisa atravessar esse mar revolto nesse momento — disse Flávio.
Sem entrar em mais detalhes, o senador deu sinais de que talvez esteja disposto a exercer apenas um mandato, como ele mesmo propôs em fevereiro. Em outras ocasiões, no entanto, o candidato deu a entender que gostaria de ser presidente por mais de um mandado.
Duas horas após o início do evento, Flávio foi embora, mas Tarcísio e Nunes permaneceram no para tirar fotos com os convidados. Na manhã desta quinta, em sabatina de O GLOBO, Valor e CBN, o governador afirmou que Flávio deveria, sim, caso eleito, governar apenas por quatro anos.
— O Flávio procurou fazer um gesto, ser signatário de uma emenda de fim da reeleição, porque alguma coisa deixa de ser feita porque aquele incumbente pensa: “tenho que me reeleger, não posso fazer isso, é impopular”. A gente precisa de pessoas que tomem o desgaste, que façam aquilo que precisa ser feito. Acredito que Flávio, caso seja eleito, vai honrar (o fim da reeleição), até porque ele é signatário da PEC – afirmou Tarcísio na sabatina.
Tarcísio não acompanhou agenda de Flávio na manhã desta quinta. Candidato à reeleição Tarcísio deve priorizar eventos conjuntos com o presidenciável no interior e não na capital, onde o fiador de Flávio é o prefeito Ricardo Nunes. Ao lado de Nunes e de outros aliados, como os candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), Flávio fez seu primeiro ato de campanha em São Paulo nesta quinta, no Mercado Municipal de São Miguel Paulista, na Zona Leste.
Durante o ato, Nunes apresentou a Flávio um programa municipal voltado para a segurança alimentar e o levou para conhecer um armazém solidário localizado ao lado do mercado, com alimentos mais baratos voltados para população de baixa renda. Depois, eles visitaram ainda o Mercado Municipal de São Miguel Paulista e comeram pastel, além de tirarem fotos com apoiadores.
O senador prometeu replicar o programa dos armazéns solidários para o restante do Brasil, caso eleito, e aproveitou para criticar o governo Lula (PT).
— Aqueles que precisam de algum benefício do governo conseguem comprar comida mais barata aqui. E aqui, com o Ricardo Nunes, tem picanha. Vamos levar isso aqui também, essa ideia, adaptar para o Brasil inteiro. É mais um compromisso que eu faço — disse o candidato.
O candidato também falou sobre o caso do filme ‘Dark Horse’. O filme abriu uma crise na campanha de Flávio após a revelação de mensagens do senador pedindo dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para supostamente financiar a produção. Questionado sobre a prestação de contas envolvendo o filme, Flávio tratou o caso como um capítulo do passado e tentou vincular o caso Master ao presidente Lula (PT).
— A prestação de contas que foi feita do filme foi vazada do processo, responderam e viram que estava tudo certinho. Agora quem tem que prestar contas é o Lula, não sou eu. É ele que recebe Augusto Lima (ex-sócio do banqueiro do Master) e Vorcaro, prometendo que vai trocar o presidente do Banco Central — disse o senador.
Como mostrou O GLOBO, a produtora Go UP Entertainment, que produziu o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarou que o longa-metragem custou R$ 75 milhões. Desse montante, R$ 54 milhões foram gastos no exterior e R$ 20,9 milhões, no Brasil. Em dólar, o filme saiu por US$ 13,39 milhões.
Esses valores foram informados à Justiça, no âmbito da investigação policial que apura supostas irregularidades na execução de um contrato de R$ 108 milhões entre a prefeitura de São Paulo e a ONG Instituto Conhecer Brasil para a instalação de 5 mil pontos de internet em vias públicas da cidade.
Depois da visita ao mercado, Flávio seguiu para um centro de comunidade na Vila Formosa, onde jogou bola com crianças que faziam aulas no local. Com Nunes e Derrite na equipe, o senador enfrentou um time de adolescentes. No campo de ataque, recebeu passes do candidato ao Senado e do prefeito e marcou dois gols, em um placar que terminou em 2 a 1 para os políticos. O deputado estadual Gil Diniz (PL) também participou da partida e atuou como zagueiro na equipe de Flávio.
Segundo aliados, a ideia é aproveitar a aliança com o prefeito Ricardo Nunes para levar o filho de Jair Bolsonaro (PL) a bairros da periferia durante a campanha, principalmente aos distritos onde a direita foi mais votada em 2024.
Neste caso, o cálculo não considera apenas os votos que Nunes recebeu, mas também os de Pablo Marçal (PRTB), que naquele pleito dividiu a direita, ficou em terceiro lugar e por pouco não foi para o segundo turno contra Guilherme Boulos (PSOL). São Miguel Paulista foi um dos locais onde a direita se saiu melhor: Marçal foi o mais votado e Nunes ficou em segundo lugar.
Essa estratégia também inclui o apoio de um exército de vereadores do campo da direita e da centro-direita. No início do mês, Flávio se reuniu com 20 parlamentares do município em seu QG de campanha em São Paulo para discutir estratégias de como alavancar seu desempenho na cidade. Sua expectativa é conseguir cerca de 3 milhões de votos na capital com a ajuda desses vereadores.
As agendas da manhã foram marcadas por protestos com faixas contra o senador e contra o governador Tarcísio. Do lado de fora do mercado, uma centena de manifestantes segurava faixas com mensagem principalmente contrárias ao governador. O grupo também entoava cantos contra Tarcísio. Integrantes do protesto não quiseram gravar entrevista e afirmaram que não são ligados a um partido ou movimento politico específico, mas que estão no local para se manifestar contra temas como a violência policial. Eles seriam de comunidades da Zona Leste e de outras regiões da capital.
Na porta do centro de comunidade na Vila Formosa, um grupo também entoava gritos contra o candidato do PL e o governador.
Flávio volta ao estado de São Paulo na noite de sábado (22) para participar da 71ª Festa de Peão de Barretos — de manhã, ele é esperado em um ato do PL no Maracanãzinho, onde haverá o lançamento conjunto dos candidatos da sigla no estado do Rio de Janeiro.
No rodeio, ele deve estar acompanhado de Tarcísio, Derrite e André do Prado, além do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que tenta a reeleição. A campanha ainda articula uma cavalgada no domingo (23) em Barretos, emulando a cavalgada que o pai fez em 2022 na mesma cidade, mas a agenda não está fechada.
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Por Renato Fonseca*
O debate público brasileiro vive um momento perigoso, em que o preconceito virou moeda de troca e o ataque às religiões de matriz afro-indígena se transformou em estratégia calculada de engajamento digital.
O que assistimos no plenário da Câmara Municipal do Recife durante a votação do Projeto de Lei nº 147/2026 — proposta de minha autoria levada ao parlamento pela vereadora Jô Cavalcanti — não foi um simples debate parlamentar. Foi uma demonstração explícita do duplo padrão institucional que rege a política pernambucana.
Leia maisO Recife é uma cidade de fé, diversidade e resistência. Nosso calendário oficial celebra com inteira justiça as festividades de Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora da Conceição, o Dia da Bíblia e tantas outras datas que traduzem a religiosidade cristã do nosso povo. O Estado reconhece a relevância sociocultural dessas celebrações.
No entanto, quando a pauta é a salvaguarda da Jurema Sagrada, a ciência dos terreiros e a ancestralidade dos povos tradicionais, o peso da régua institucional muda drasticamente.
Para figuras da extrema-direita que há tempos fazem da nossa fé o seu palanque — como a deputada Clarissa Tércio e, mais recentemente, o vereador Thiago Medina —, agredir o sagrado alheio virou método político. Chamar a ciência da Jurema de “porcaria” e ridicularizar a memória da Mestra Ritinha não é postura de quem fiscaliza o município; é a busca desesperada por cortes de internet, likes e validação entre alas radicalizadas.
Trata-se de um racismo religioso institucionalizado que precisa ser combatido com rigor e responsabilização legal.
Mas a incoerência do plenário ganha contornos ainda mais graves quando vem de dentro. O resultado de 12 votos contra e 7 a favor expôs uma ferida dolorosa. O voto do vereador Douglas Brito — parlamentar que frequenta terreiros e conhece de perto a nossa caminhada — chamou atenção pela contradição ao classificar o projeto como “lacração”.
Render-se à pressão fundamentalista e trair a própria casa espiritual em troca de conveniência eleitoral é uma escolha que o povo de axé saberá julgar no tempo certo.
Se a Constituição estabelece que o Brasil é um Estado laico e assegura a inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença, o poder público não pode agir como tribunal inquisitorial.
Garantir o Dia da Mestra Ritinha não seria concessão de privilégio; seria a reparação histórica de uma manifestação cultural e religiosa genuinamente nordestina, acolhedora e patrimonial.
A rejeição da matéria na Casa José Mariano assinou um lamentável atestado de intolerância, mas abriu os olhos de Pernambuco. Ficou nítida a urgência de levar essa trincheira para o Congresso Nacional. A Jurema Sagrada e as religiões de matriz africana e indígena não aceitarão mais o papel de folclore submisso ou de alvo fácil no debate eleitoral.
Seguiremos de cabeça erguida, cobrando coerência e ocupando a política com a força e a dignidade de quem não negocia o sagrado.
*Criador da página Macumba Ordinária, ativista do povo de terreiro e candidato a deputado federal (PSOL-PE)
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O porta a porta da governadora Raquel Lyra (PSD), no fim da tarde desta quinta-feira (20), na Várzea, teve uma mobilização tímida. Imagens aéreas do ato mostram o público concentrado em pequenos grupos ao redor da comitiva, enquanto boa parte das ruas permanece livre, inclusive com circulação tranquila de veículos.
Na tentativa de mostrar força no Recife, principal reduto eleitoral de João Campos (PSB), seu adversário na disputa pelo Governo de Pernambuco, o porta a porta acabou produzindo uma imagem pouco favorável à campanha, deixando claro que faltou gente para acompanhar a governadora.
O jornalista e radialista Roberto Murilo lança, no próximo dia 12 de setembro, às 19h30, o Portal Roberto Murilo, durante a Feira de Negócios do Alto Pajeú (Fenap), em São José do Egito. O projeto marca uma nova etapa da trajetória do comunicador, que passou uma longa temporada em São Paulo, onde trabalhou na produção de programas e telejornais do SBT e atuou como assessor do cantor e humorista Moacyr Franco. A plataforma estará disponível em www.robertomurilo.com.br e terá cobertura jornalística voltada ao Sertão do Pajeú e a outras regiões.
A apresentação será realizada no estande da Rádio Cultura FM 94,7 e contará com a presença de comunicadores, empresários, parceiros e público da feira. Entre os convidados está Danilo Cesar, ex-repórter da Rede Globo, que confirmou participação em vídeo. “Será um momento muito especial e um prazer para mim estar por aí na região. E não esquece: o Portal Roberto Murilo está chegando”, afirmou.
Por Mauro Souza*
O investidor global opera sob modelos de fluxo de caixa, nos quais a previsibilidade é a moeda de maior valor. No Brasil, a complexidade regulatória destrói essa previsibilidade de duas maneiras, cada qual de per si: 1) a volatilidade normativa; e 2) o conflito de competências.
No que diz respeito à volatilidade normativa, o papel de destaque fica com a mudança frequente das regras, muitas das vezes com o jogo em curso. Resoluções de diretoria, portarias ministeriais e instruções normativas são constantemente revisadas. Para um investimento em infraestrutura, que se paga em 30 anos, a alteração de uma regra, tarifa ou exigência ambiental pode inviabilizar a taxa de retorno prevista.
O conflito de competências, por sua vez, surpreende o investidor sempre que ele se depara com decisões antagônicas sobre o mesmo ativo. Uma concessão aprovada por uma agência reguladora pode ser paralisada por uma liminar judicial, ou contestada por um órgão de controle, gerando um limbo jurídico.
Leia maisFato é que os acórdãos e notas técnicas gerados pelas agências reguladoras são operacionalmente impossíveis de acompanhar por um comitê de investimento estrangeiro. Nestas horas, o tão desejado e necessário capital internacional prioriza outras paragens.
Uma IA treinada no ecossistema do setor regulatório brasileiro (IAR = Inteligência Artificial para o Setor Regulatório) desata essa complexidade, servindo de aliada na guerra por investimentos internacionais.
Em vez de expor um investimento de longo prazo a uma posição reativa, a adoção de uma IAR viabiliza a análise do histórico de votos, acórdãos e manifestações técnicas das agências reguladoras. Com isso, torna-se factível obter a probabilidade de aprovação de um pleito ou mitigar os custos de penalidades quando de uma fiscalização. O investidor deixa de operar no escuro e passa a calcular os riscos com base em dados estatísticos de comportamento institucional.
A IAR não elimina todos os efeitos da complexidade das leis brasileiras, mas remove a opacidade do sistema. Ao traduzir o emaranhado burocrático em dados limpos, tendências e alertas de risco, a tecnologia reduz drasticamente o “prêmio de risco regulatório”, dando aos investidores globais a confiança necessária para aportar capital de longo prazo no país.
De olho na real possibilidade de combater o cipoal burocrático existente, destravar a entrada de investimentos e potencializar o comércio exterior, a FUNCEX – Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais e a JX IA Regulatória entabularam uma parceria única, destinada a universalizar o uso de IAR no país.
A FUNCEX é uma instituição privada, sem fins lucrativos, criada para promover o comércio exterior brasileiro. A JX é uma empresa brasileira disruptiva, que desenvolveu a mais completa e robusta plataforma de IAR do mercado, destinada a disponibilizar o mapa completo do setor regulatório brasileiro.
A parceria assinada entre a FUNCEX e a JX terá papel decisivo na redução dos riscos de investimentos de longo prazo. Esta aliança ajudará a destravar a entrada de aportes de capital para a infraestrutura pátria, robustecendo a posição do Brasil diante da geopolítica global.
*Engenheiro elétrico com pós-graduação em robótica e mestrado em telecomunicações. Sócio fundador e CEO da Quantum Tecnologia, sócio e CEO da BX Analytics, CEO da JX Tecnologia e IA e diretor da Regional Brasília da FUNCEX (Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais)
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O candidato a deputado estadual Anderson Correia (PP/UP) tem cumprido agenda de campanha em Caruaru e outros municípios do Agreste pernambucano. Nos primeiros dias da disputa eleitoral, o candidato participou de encontros e reuniões e visitou empresas, fábricas e bairros, além de realizar atividades em Frei Miguelinho, Vertentes e Toritama.
Correia, que tem a causa animal entre suas principais bandeiras, afirmou que também tem apresentado propostas para outras áreas durante as agendas. “É muito importante apertar a mão, mostrar o nosso trabalho e apresentar propostas que vão além da causa animal, uma bandeira que sempre defendi, mas que também alcançam áreas fundamentais para a vida das pessoas, como saúde, infraestrutura e tantas outras pautas”, declarou.
O candidato a deputado federal Marcelo Gouveia participou, ontem (19), de um ato político em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, ao lado da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), da vice-governadora Priscila Krause e de Amanda Ramos. Durante a campanha, Marcelo tem cumprido agendas em diferentes municípios de Pernambuco e participado de encontros com lideranças e apoiadores.
