











Hoje, o deputado federal Fernando Monteiro (PSD) entregou tratores destinados a associações rurais de dez municípios pernambucanos no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em uma ação realizada em parceria com o Governo de Pernambuco. A iniciativa fortalece a agricultura familiar, amplia o apoio aos trabalhadores do campo e garante melhores condições para o desenvolvimento das atividades agrícolas nas comunidades beneficiadas.
As associações rurais que ficam localizadas nos municípios de Caruaru, Ouricuri, Dormentes, Moreilândia, Granito, Sertânia, Betânia, Paranatama, Lajedo e Iati receberam os equipamentos, que irão contribuir para aumentar a produtividade no campo, reduzir custos para os agricultores e impulsionar o desenvolvimento econômico das regiões atendidas.
Fernando Monteiro destacou a importância da parceria com a governadora Raquel Lyra para fortalecer o setor agrícola no Estado. “Hoje é um dia muito especial. Estamos entregando tratores que vão beneficiar associações e fortalecer o trabalho de centenas de agricultores pernambucanos. Agradeço à governadora Raquel Lyra pela parceria e pelo compromisso de trabalharmos juntos em favor de quem vive e produz no campo, levando mais desenvolvimento, dignidade e oportunidades para o interior de Pernambuco”, afirmou o parlamentar.
O município de Gravatá recebe, nos dias 3 e 4 de julho, a partir das 17h, a segunda edição do Festival Curta Gravatá, que será realizado no Salão Cultural Dinho, com entrada gratuita. O evento reunirá mostras de filmes de animação, ficção e documentários, além de debates e atividades culturais voltadas para toda a família, cineastas, estudantes e amantes do cinema.
Nesta edição, o festival homenageia Cláudio Castanha e tem como proposta fortalecer a produção audiovisual e ampliar o acesso à cultura no município. A realização é do Ponto de Cultura Sol Brilhante, com apoio de instituições culturais e da Prefeitura de Gravatá.
Diário do Nordeste
Às vésperas da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às obras da Transnordestina, em Quixeramobim, no interior do Ceará, a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) antecipou o cronograma de liberação de recursos para a construção ferrovia. O montante de R$ 1,6 bilhão, cujas parcelas seriam divididas entre 2026 (R$ 1 bilhão) e 2027 (R$ 600 milhões), será disponibilizado ainda em 2026.
A primeira parte desse valor – R$ 600 milhões – será disponibilizada hoje, durante visita de Lula. O presidente vem ao Ceará para a inauguração oficial dos lotes 4 (Acopiara – Piquet Carneiro) e 5 (Piquet Carneiro – Quixeramobim) da ferrovia. As informações são do diretor de Fundos, Incentivos e de Atração de Investimentos da Sudene, Wandemberg Almeida.
Leia maisEle explica que a mudança se trata de um ajuste do cronograma original de liberação de recursos para a Transnordestina Logística S.A. (TLSA), concessionária responsável pela construção e operação da ferrovia.
“Está faltando R$ 1,6 bilhão, mas estamos liberando agora R$ 600 milhões. A expectativa é de que possamos liberar ainda em 2026 o restante do recurso para que a obra seja concluída dentro do prazo. Está bem avançada e em operação em alguns trechos, com geração de empregos e instalação de empresas”, declara.
Investimento total na Transnordestina chega a R$ 15 bilhões
O recurso de R$ 1,6 bilhão é a última parte do financiamento de R$ 3,6 bilhões adicionados financiados pela TLSA no fim de 2024 para a construção da ferrovia no Ceará.
A expectativa era de que o montante fosse liberado em quatro parcelas: três de R$ 1 bilhão anualmente entre 2024, 2025 e 2026, e os R$ 600 milhões restantes seriam disponibilizados apenas em 2027.
O montante faz parte do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), cujas cifras para a Transnordestina são administradas pela Sudene. Até o momento, foram aplicados R$ 5,8 bilhões do FDNE.
Os recursos públicos para a ferrovia são apenas parte do montante aplicado nas obras. Segundo declarações recentes da TLSA, o custo atual da Transnordestina gira em torno de R$ 15 bilhões, totalizando dinheiro governamental e privado.
Veja o cronograma atualizado da liberação financeira do FDNE:
Segundo semestre de 2026*: R$ 1 bilhão.
* Previsão.
Como está o cronograma de obras da Transnordestina?
Construída em lotes entre Piauí, Pernambuco e Ceará há mais de 20 anos, a ferrovia chega oficialmente ao Sertão Central.
O cronograma atualizado de obras da Transnordestina aponta que todos os trechos no Ceará estão em obras, e a expectativa é de que a ferrovia seja concluída até Quixadá ainda neste ano.
A perspectiva é de que a ferrovia seja completamente entregue até o fim de 2027. Vale ressaltar que o trecho piauiense, entre São Miguel do Fidalgo e Eliseu Martins, também está em obras.
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Por Janguiê Diniz*
Em ano de Copa do Mundo e de eleições presidenciais, é inevitável que dois dos temas mais comentados pelos brasileiros ocupem espaço nas conversas, nas redes sociais e nos meios de comunicação. Embora ambos despertem interesse coletivo e mobilizem milhões de pessoas, existe uma diferença fundamental entre eles: enquanto o futebol é movido pela paixão, pela emoção e pela torcida, a política deveria ser guiada pela razão, pela análise e pela responsabilidade.
Torcer por uma seleção é um exercício legítimo de emoção. O futebol faz parte da cultura brasileira e desperta sentimentos intensos de pertencimento, identidade e entusiasmo. Durante uma Copa do Mundo, é natural que as pessoas defendam seu time, celebrem vitórias, lamentem derrotas e vivam intensamente cada partida. Nesse contexto, a paixão faz parte do espetáculo. Já as eleições seguem uma lógica completamente diferente. Quando um cidadão escolhe um presidente, um governador, um senador ou um deputado, não está escolhendo um time para torcer durante uma temporada. Está ajudando a definir os rumos do país, da economia, da educação, da saúde, da segurança pública e de inúmeras outras áreas que impactam diretamente a vida de milhões de pessoas.
Leia maisApesar disso, o que se observa cada vez mais é uma espécie de “futebolização” da política. Candidatos passam a ser tratados como ídolos intocáveis. Adversários são vistos como inimigos. O debate de ideias dá lugar aos confrontos emocionais. A análise racional é substituída por slogans, memes e ataques pessoais. Em vez de eleitores, surgem torcedores. Essa transformação é preocupante porque o fanatismo raramente convive bem com o pensamento crítico. O torcedor costuma defender seu time independentemente do desempenho em campo. O eleitor, por outro lado, deveria ser capaz de avaliar, questionar, concordar em alguns pontos e discordar em outros. A democracia saudável depende justamente dessa capacidade de reflexão.
Quando a política se transforma em torcida organizada, perde-se algo essencial: a disposição para ouvir. O diálogo se torna impossível. Cada grupo passa a consumir apenas informações que confirmam suas próprias crenças. O adversário deixa de ser alguém que pensa diferente e passa a ser tratado como alguém que precisa ser derrotado a qualquer custo. Esse comportamento enfraquece o debate público e empobrece a democracia. Afinal, nenhum candidato é perfeito, assim como nenhum projeto político está livre de falhas. A maturidade democrática exige reconhecer virtudes e limitações em todos os lados. Exige compreender que governantes são servidores públicos, não celebridades ou líderes infalíveis.
Por isso, uma eleição presidencial exige um nível de responsabilidade muito maior do que uma simples preferência emocional. Antes de votar, é importante analisar a trajetória dos candidatos, sua experiência administrativa, sua capacidade de liderança, suas propostas, suas equipes e sua visão para o futuro do país. É preciso observar o histórico de realizações, a coerência entre discurso e prática e a viabilidade das promessas apresentadas.
Mais do que escolher uma pessoa, o eleitor escolhe um projeto de poder e uma direção para a nação. Cada candidatura representa prioridades diferentes, estratégias distintas e formas particulares de enfrentar os desafios nacionais. Algumas propostas podem privilegiar determinadas áreas; outras podem adotar caminhos alternativos. Cabe ao cidadão avaliar essas diferenças com atenção e decidir, de forma consciente, qual projeto considera mais adequado para o futuro do país. A boa política não nasce da paixão cega, mas da participação consciente. Ela exige informação, reflexão e disposição para analisar fatos. Isso não significa abandonar convicções ou valores pessoais. Pelo contrário. Significa fundamentar essas convicções em argumentos sólidos e em uma avaliação responsável da realidade.
Também é importante compreender que o resultado de uma eleição não encerra a responsabilidade do cidadão. A democracia não termina na urna. Governantes devem ser acompanhados, fiscalizados e cobrados durante todo o mandato. Quem vota de forma consciente também exerce cidadania de forma contínua.
Em tempos de polarização intensa, talvez seja necessário resgatar uma verdade simples: candidatos não são times de futebol. Eles não precisam de torcedores incondicionais. Precisam de cidadãos atentos, críticos e participativos. O Brasil não ganha quando um lado humilha o outro. Ganha quando a população faz escolhas informadas e mantém a capacidade de diálogo, mesmo diante das divergências.
Neste ano em que Copa do Mundo e eleições dividem as atenções dos brasileiros, vale lembrar que a arquibancada é o lugar da paixão. A cabine de votação, por sua vez, deve ser o espaço da consciência. Porque, enquanto um resultado esportivo produz alegrias ou frustrações passageiras, uma eleição tem o poder de influenciar o destino de uma nação por muitos anos. E o futuro de um país é importante demais para ser decidido como se fosse uma partida de futebol.
*Fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group; diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular
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O Vaticano excluiu, hoje, a Fraternidade São Pio X (SSPX), grupo católico ultraconservador que desafiou o papa Leão XIV, da Igreja Católica. A Santa Sé anunciou ainda a excomunhão dos bispos ligados à organização, declarou inválidos os sacramentos celebrados por eles e orientou os fiéis a não aderirem ao grupo. As informações são do portal G1.
Segundo o Vaticano, a Fraternidade São Pio X está oficialmente “em cisma” com a Igreja Católica, o que significa que a entidade foi oficialmente separada da ordem da Igreja. A decisão foi anunciada um dia após a fraternidade desafiar o papa Leão XIV ao ordenar quatro bispos sem autorização da Santa Sé, em uma cerimônia realizada em Écône, na Suíça, considerada pelo Vaticano um “ato cismático”.
Leia maisA Fraternidade São Pio X defende o retorno das missas em latim e rejeita parte das reformas adotadas pelo Vaticano há mais de 60 anos. Além da excomunhão dos bispos, o Vaticano advertiu os católicos de todo o mundo que a Fraternidade São Pio X agora celebra sacramentos de forma ilícita e não pode oficiar casamentos nem ouvir confissões com validade perante a Igreja Católica.
A Santa Sé também afirmou que os padres e fiéis leigos que aderirem ao grupo ultraconservador dissidente passam a ser considerados em situação de cisma e excomungados.
Antes da ordenação, Leão XIV havia feito um último apelo ao superior da Fraternidade São Pio X, o padre Davide Pagliarani, para que desistisse da cerimônia. Em carta divulgada pelo Vaticano, o pontífice pediu que o grupo “renunciasse ao projeto” e alertou para as consequências da decisão. Foram consagrados quatro novos bispos – dois franceses, um norte-americano e um suíço – diante de milhares de fiéis reunidos na sede da fraternidade.
Segundo a Santa Sé, a ordenação de bispos sem o consentimento do papa rompe a comunhão com a Igreja Católica. Com a decisão anunciada nesta quinta, o Vaticano afirma que os bispos da fraternidade estão excomungados, que os sacramentos celebrados por eles são inválidos e que padres e leigos que aderirem ao grupo também passam a ser considerados em cisma.
Grupo rejeita reformas da Igreja
A Fraternidade São Pio X reúne católicos tradicionalistas que defendem a reversão de mudanças promovidas pelo Concílio Vaticano II.nEntre as principais bandeiras do grupo estão o retorno das missas em latim, celebrações com o padre voltado para o altar – de costas para os fiéis – e a rejeição de parte das reformas litúrgicas e pastorais adotadas pela Igreja nas últimas décadas.
A decisão do Vaticano marca uma nova escalada na crise entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X, considerada o maior grupo dissidente do catolicismo tradicionalista.
O que defende a Fraternidade São Pio X?
Fundada em 1970 pelo bispo francês Marcel Lefebvre, a Fraternidade São Pio X surgiu em oposição às mudanças promovidas pelo Concílio Vaticano II, realizado entre 1962 e 1965.
O concílio marcou uma das maiores reformas da história recente da Igreja Católica. Entre as mudanças, as missas deixaram de ser obrigatoriamente celebradas em latim e passaram a ser realizadas na língua de cada país. Os padres também passaram a celebrar voltados para os fiéis, e a Igreja ampliou o diálogo com outras religiões.
A fraternidade, porém, considera que essas reformas descaracterizaram a tradição católica. O grupo defende a preservação da liturgia anterior ao Concílio Vaticano II e uma interpretação mais rígida da doutrina da Igreja.
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Em Reunião Plenária da AGE Permanente, realizada ontem, na sede do Sindifisco-PE, auditores fiscais do Tesouro Estadual e julgadores administrativo tributários de Pernambuco decidiram, por unanimidade, desempenhar suas atividades no estrito cumprimento do dever legal, a partir de hoje.
A deliberação ocorre após mais um ato do Governo Raquel Lyra que atenta contra os direitos dos trabalhadores do Fisco do Estado. “Após meses de diálogo e promessas formais, fomos surpreendidos por mais um ato de descaso da atual gestão. A governadora enviou à Assembleia Legislativa o PLC nº 4212 (PERC) sem a inclusão da rubrica indenizatória prometida. Este gesto é uma declaração explícita de desrespeito à categoria”, destaca Nilo Otaviano, presidente do Sindifisco.
Leia maisA categoria também votou pela paralisação das atividades e pela realização de nova reunião plenária na quinta-feira (09), além da contratação de escritório de advocacia especializado em direito sindical e movimentos grevistas para atuar em caso de possíveis retaliações. Até o dia da paralisação, o Sindicato realizará novas reuniões setoriais para avaliar e fortalecer a adesão ao movimento.
Ainda durante a reunião, o Sindifisco denunciou que, mesmo afirmando não pretender rever nenhum acordo firmado em 2024, o Governo Raquel Lyra garantiu aos procuradores de Pernambuco aumentos salariais e o pagamento imediato de atrasados de honorários advocatícios sobre o 13º salário de vários anos. “Essa disparidade de tratamento é inaceitável e demonstra que a prioridade política atual do governo é beneficiar a categoria da qual a governadora faz parte”, enfatiza Nilo.
Entenda – Desde janeiro, o Sindifisco tenta estabelecer um diálogo com o governo para tratar de reivindicações consideradas estruturais para a carreira e para o funcionamento da administração fazendária do Estado. O Sindicato destaca que os pleitos da categoria não provocam impacto financeiro adicional ao Tesouro Estadual.
Conforme a entidade, a recomposição da paridade seria custeada por recursos já existentes no Fundo de Aperfeiçoamento das Atividades Fazendárias (FAAF), enquanto a aplicação do teto constitucional não representaria aumento salarial, mas apenas alteração na incidência de descontos sobre os vencimentos. Além de acabar com o Estado de ilegalidade do Governo Estadual, que, no tocante a esse tema, está contra a Constituição Estadual.
A categoria defende também a recriação de uma rubrica indenizatória vinculada à recuperação de créditos tributários. Segundo o Sindicato, a participação na recuperação de créditos foi extinta na Sefaz em 2024, mas continua sendo paga aos procuradores da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
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Por Rinaldo Remígio*
Há instituições que apenas oferecem cursos. Outras, porém, transformam vidas, moldam gerações e escrevem capítulos decisivos da história de uma região. A Faculdade de Petrolina – FACAPE pertence, sem qualquer dúvida, a este seleto grupo.
Celebrar os seus cinquenta anos é muito mais do que recordar uma data. É reverenciar uma instituição que, ao longo de cinco décadas, tornou-se um dos maiores patrimônios educacionais do Vale do São Francisco, formando milhares de profissionais que hoje exercem suas atividades nos mais diversos rincões do Brasil.
Leia maisContudo, nenhuma grande instituição nasce por acaso. Antes de existirem os edifícios, as salas de aula, os laboratórios e os milhares de diplomas entregues ao longo desses cinquenta anos, existiu um sonho. Um sonho alimentado por homens públicos que compreenderam que o verdadeiro desenvolvimento de uma região somente se consolida quando caminha ao lado da educação.
É impossível falar da história da FACAPE sem prestar uma justa homenagem ao saudoso Dr. Geraldo Coelho. Homem de visão extraordinária, percebeu, ainda na década de 1970, que Petrolina e todo o Vale do São Francisco precisavam de uma instituição de ensino superior capaz de formar seus próprios talentos, evitando que milhares de jovens fossem obrigados a deixar suas famílias em busca de oportunidades em outras cidades.
Essa visão foi fortalecida por outro grande homem público: o saudoso prefeito Diniz de Sá Cavalcanti, responsável pela construção das primeiras salas de aula do atual campus da FACAPE. Coube a ele transformar um sonho em realidade concreta. Sua capacidade administrativa e seu compromisso com a educação permitiram que aquele projeto visionário ganhasse corpo, estrutura e condições para iniciar uma trajetória que mudaria, para sempre, a história do ensino superior em nossa região.
Graças à visão de Dr. Geraldo Coelho e ao espírito realizador de Diniz de Sá Cavalcanti, nasceu uma instituição que ultrapassaria os limites de Petrolina para se tornar referência em todo o interior nordestino.
Ao longo dessas cinco décadas, milhares de jovens atravessaram os portões da FACAPE levando na bagagem sonhos, esperanças e, muitas vezes, enormes dificuldades financeiras. Muitos eram filhos de agricultores, comerciantes, servidores públicos, operários e trabalhadores simples. Todos encontraram ali uma oportunidade de transformar suas vidas por meio do conhecimento.
Hoje, esses profissionais estão espalhados pelos mais diversos estados brasileiros. São contadores, administradores, economistas, advogados, professores, gestores públicos, empresários, empreendedores e tantos outros profissionais que carregam consigo não apenas um diploma, mas a marca de uma instituição comprometida com a excelência acadêmica, a ética e a responsabilidade social.
Ao contemplar essa extraordinária trajetória, confesso que meu coração se enche de gratidão, porque minha própria história se entrelaça profundamente com a história da FACAPE.
Cheguei à instituição como aluno. Sentava-me em suas salas de aula consciente de que a educação seria o único caminho capaz de transformar a realidade de um jovem oriundo de uma família pobre sob o aspecto econômico, mas imensamente rica em dignidade, honestidade, fé e amor ao trabalho.
Jamais imaginei que aquele estudante, que conciliava trabalho e estudos, retornaria anos depois como professor.
Menos ainda que teria a honra de coordenar um dos seus cursos.
E muito menos que, depois de construir minha trajetória profissional na iniciativa privada, seria chamado para exercer a Presidência da Autarquia Educacional do Vale do São Francisco.
Posso afirmar, sem qualquer exagero, que esse foi um dos momentos mais marcantes da minha vida.
Para um filho de família humilde, assumir a direção da instituição onde estudou parecia algo quase surreal. Era a prova viva de que a educação rompe barreiras, derruba preconceitos e cria oportunidades que muitas vezes parecem inalcançáveis.
Jamais enxerguei aquele cargo como símbolo de poder.
Sempre o compreendi como uma missão.
Uma oportunidade de retribuir à instituição parte de tudo aquilo que ela havia proporcionado à minha vida.
Durante nossa gestão, procuramos trabalhar olhando para o futuro.
No campo da valorização dos servidores, implantamos o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos, criando uma política moderna de desenvolvimento funcional. Instituímos o Programa de Incentivo à Titulação e a Gratificação por Titulação, fortalecendo a qualificação permanente do nosso corpo docente e reconhecendo que investir no professor é investir diretamente na qualidade do ensino.
Na infraestrutura, também conseguimos realizar importantes avanços.
Concluímos e colocamos em funcionamento a Biblioteca, ampliando significativamente o acesso ao conhecimento e à pesquisa.
Construímos o cubículo da subestação de energia, garantindo melhores condições para o funcionamento do campus.
Concluímos a construção do Bloco de Ciências Contábeis, fortalecendo um dos cursos mais tradicionais da instituição.
Reformamos e ampliamos a Central de Atendimento ao Discente – CAD, tornando mais eficiente e humanizado o relacionamento entre a instituição e seus alunos.
Diversas outras ações voltadas exclusivamente para o fortalecimento da educação superior também foram implementadas, sempre com a convicção de que investir na qualidade institucional significava investir no futuro do Vale do São Francisco.
Naturalmente, nenhuma dessas conquistas pertence a uma única pessoa.
Toda grande instituição é construída coletivamente.
Presidentes, diretores, coordenadores, professores, servidores técnico-administrativos, estudantes, conselheiros e colaboradores ajudaram, ao longo dessas cinco décadas, a escrever esta belíssima história.
A FACAPE tornou-se referência porque jamais perdeu sua missão maior: formar pessoas capazes de transformar a sociedade.
Seu legado vai muito além dos seus edifícios.
Está presente nas empresas fundadas por seus ex-alunos.
Nos escritórios de contabilidade.
Nas organizações públicas e privadas.
Nos tribunais.
Nas salas de aula.
Nos hospitais.
Nas fazendas.
Nas indústrias.
Nos órgãos públicos.
Enfim, em praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira onde existe um profissional formado pela FACAPE.
Celebrar seus cinquenta anos é celebrar milhares de histórias de superação.
É celebrar famílias inteiras que mudaram de vida graças ao acesso ao ensino superior.
É celebrar professores que fizeram do magistério uma missão.
É celebrar servidores que compreenderam que educar também significa servir.
É celebrar gestores que entenderam que investir em educação é construir um legado que atravessa gerações.,
Quanto a mim, levo comigo uma gratidão que dificilmente conseguirei traduzir em palavras.
Fui aluno.
Fui professor.
Fui coordenador de curso.
E tive a honra de presidir esta extraordinária instituição.
Cada uma dessas etapas representa um capítulo inesquecível da minha vida e reforça a certeza de que Deus escreve histórias muito maiores do que aquelas que ousamos sonhar.
A FACAPE transformou a minha história.
E continuará transformando a vida de milhares de jovens que ainda cruzarão seus portões em busca de conhecimento, dignidade e oportunidades.
Parabéns à FACAPE pelos seus cinquenta anos.
Que continue fiel ao ideal dos seus fundadores, honrando a visão de Dr. Geraldo Coelho, a capacidade realizadora de Diniz de Sá Cavalcanti e o trabalho de todos aqueles que, ao longo dessas cinco décadas, dedicaram inteligência, esforço e amor para fazer desta instituição um dos maiores símbolos do ensino superior no Vale do São Francisco.
Porque os edifícios envelhecem. Os cargos passam. As gestões terminam. Mas uma instituição que forma pessoas jamais deixa de construir o futuro.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador, historiador e mestre em economia
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Garanhuns amanhece brindando uma excelente notícia: a chegada da Altovino, mais uma Vinícola, e totalmente dedicada exclusivamente à produção de espumantes finos. Será a terceira vinícola do município, consolidando cada vez mais a nossa cidade como uma referência nacional na vitivinicultura de altitude, e segunda do visionário Mello.
Com clima privilegiado, altitude superior a 900 metros e temperaturas amenas durante o dia, além de noites frias, Garanhuns reúne características ideais para o cultivo de uvas nobres, como Chardonnay e Pinot Noir, utilizadas na elaboração de espumantes de alta qualidade. O longo período de maturação sobre as leveduras permitirá a produção de rótulos sofisticados, capazes de expressar toda a riqueza do nosso terroir.
A novidade chega pelas mãos do empresário Kaka Mello, que já contribui para o fortalecimento desse segmento por meio da Vinícola Mello, reconhecida nacionalmente e premiada pela excelência de seus vinhos. Agora, ao lado de mais esse grande investimento, Garanhuns amplia seu potencial turístico, econômico e gastronômico, gerando oportunidades, emprego e desenvolvimento.
Uma multidão acompanhou, ontem, a entrega, realizada pela prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, de novos veículos e equipamentos que passam a reforçar os serviços públicos nas áreas da saúde, agricultura e políticas para as mulheres. Em cerimônia realizada na Praça Sérgio Magalhães, foram entregues um trator agrícola com grade aradora, uma van adaptada para o Transporte Sanitário Eletivo e um veículo destinado ao Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM). Os investimentos somam mais de R$ 833 mil, viabilizados por meio de recursos do Governo Federal e de emendas parlamentares.
“A política é fazer mais para quem precisa de mais. Desde que assumimos a Prefeitura de Serra Talhada, temos trabalhado para fortalecer a estrutura dos serviços públicos e garantir que eles cheguem cada vez melhor à população. Cuidar das pessoas também significa investir em equipamentos da agricultura, ampliar o acesso à saúde, apoiar quem produz no campo e proteger as mulheres. É isso que fazemos todos os dias, com planejamento, responsabilidade e compromisso com a nossa gente”, destacou a prefeita Márcia Conrado.
Leia maisO trator agrícola com grade aradora, no valor de R$ 316 mil, foi adquirido por meio de emenda parlamentar do deputado federal Fernando Monteiro. A van adaptada para o TFD, no valor de R$ 380 mil, foi viabilizada por emenda do senador Humberto Costa, destinada ao deslocamento programado de usuários do SUS, inclusive pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Já o o veículo para o CEAM contou com um investimento de R$ 137,6 mil, fruto de recursos do Ministério das Mulheres, com apoio do deputado federal Fernando Monteiro, que fortalecerá ações como visitas domiciliares, busca ativa e o projeto CEAM Itinerante.
“Cada investimento que chega a Serra Talhada representa mais dignidade para quem precisa dos serviços públicos. Seguiremos buscando parcerias, conquistando recursos e trabalhando para que a nossa população tenha cada vez mais acesso, qualidade e acolhimento. É assim que continuaremos construindo uma cidade que cuida das pessoas em todas as etapas da vida”, concluiu Márcia Conrado.
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Por Ricarda Samara
Existem pessoas que constroem empresas. Outras edificam instituições. Mas há aquelas, raras, que conseguem construir futuros. Inácio de Barros Melo Neto pertence a esse grupo.
Neste dia em que celebra mais um ano de vida, sua história merece ser contada não apenas pelo aniversário, mas pelo impacto que produziu na vida de milhares de pessoas. Afinal, o verdadeiro significado de uma existência não está no tempo vivido, mas nas vidas que ela transforma.
Leia maisHá pouco mais de quinze anos, um jovem empreendedor ousou acreditar em um sonho que parecia grande demais para muitos. Enquanto boa parte enxergava obstáculos, Inácio via possibilidades. Ao lado da família – que nunca deixou de acreditar – iniciou um projeto que mudaria para sempre a formação médica em Pernambuco: a Faculdade de Medicina de Olinda (FMO).
Como relembra sua esposa, naquele início apenas a família e seu filho mais velho, que carrega seu nome, acreditavam plenamente que aquele sonho se tornaria realidade. Houve, porém, alguém cuja confiança foi decisiva para fortalecer aquele projeto: o saudoso Eduardo Campos. Inácio jamais deixou de demonstrar profunda gratidão pelo apoio recebido naquele momento em que tudo ainda era apenas uma ideia sustentada pela coragem e pela convicção.
O tempo encarregou-se de responder aos céticos.
No último mês de junho, a FMO realizou sua décima colação de grau. Um marco que vai muito além da solenidade acadêmica. São mais de mil médicos formados. Mil histórias profissionais iniciadas. Mil novos agentes da saúde espalhados pelo Brasil, levando conhecimento, acolhimento e esperança a incontáveis pacientes.
Talvez nem o próprio fundador consiga mensurar a dimensão desse legado. Afinal, cada médico formado representa milhares de atendimentos, diagnósticos, cirurgias, partos, vidas salvas e famílias acolhidas. Quando se multiplica esse impacto, percebe-se que o sonho de um homem alcançou uma dimensão coletiva.
Mas limitar Inácio ao papel de educador seria reduzir sua história.
Sua visão sempre caminhou ao lado da responsabilidade social. Foi assim que nasceu o Instituto Maria, também em Olinda, dedicado ao atendimento de crianças com Síndrome de Down. Hoje, cerca de 300 crianças encontram no instituto muito mais do que assistência: encontram oportunidades, inclusão, acolhimento e a possibilidade concreta de construir um futuro sem que suas limitações definam seus destinos.
Sua sensibilidade também encontrou espaço no esporte. Reconhecido como o maior patrocinador do handebol brasileiro, estendeu esse compromisso ao handebol em cadeira de rodas, acreditando que o esporte é uma das mais poderosas ferramentas de inclusão, autoestima e transformação social.
Empresário, educador, incentivador do esporte e agente social, Inácio nunca permitiu que o sucesso diminuísse sua maior virtude: a gratidão. Virtude rara em tempos de conquistas rápidas e memórias curtas. Quem o conhece sabe que ele faz questão de reconhecer aqueles que estiveram ao seu lado quando o caminho ainda era incerto.
Não por acaso, recebeu o título de cidadão olindense. Uma homenagem que simboliza muito mais do que um reconhecimento formal. Representa o abraço de uma cidade àquele que escolheu investir nela, gerar oportunidades, formar profissionais e transformar vidas.
Vivemos tempos em que frequentemente se exaltam números, patrimônios e resultados financeiros. A trajetória de Inácio de Barros Melo Neto nos lembra que o maior patrimônio de um homem continua sendo o legado que deixa nas pessoas.
Mais do que um empresário bem-sucedido, ele tornou-se um construtor de oportunidades. Mais do que fundador de uma faculdade, tornou-se responsável por multiplicar profissionais que diariamente escrevem novas histórias de cura. Mais do que idealizador de projetos sociais, tornou-se instrumento de esperança para centenas de famílias.
Neste aniversário, a celebração não pertence apenas à sua família, aos amigos ou aos colaboradores da Faculdade de Medicina de Olinda. Ela também pertence aos milhares de médicos que carregam um pouco de sua visão, às centenas de crianças que encontraram no Instituto Maria um novo horizonte e às inúmeras pessoas beneficiadas por iniciativas que nasceram de sua capacidade de sonhar e realizar.
Parabéns, Inácio de Barros Melo Neto.
Que Deus continue iluminando seus caminhos e concedendo saúde, sabedoria e serenidade para que novos sonhos sejam transformados em realidade. Porque homens passam. Instituições permanecem. Mas os legados verdadeiros atravessam gerações.
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Valdemar Costa Neto, presidente do PL, disse, hoje, em entrevista à Rádio Gaúcha, que Michelle Bolsonaro não quer participar da campanha de Flávio Bolsonaro e que, talvez, não dispute uma vaga no Senado. “Eu sinto que ela não quer participar”, afirmou Valdemar ao ser questionado sobre a presença de Michelle na campanha. Ainda assim, afirmou que a situação entre Michelle e Flávio está resolvida.
Conforme Valdemar, a campanha segue normalmente após uma reunião realizada com Flávio na quarta-feira (1º). “O Flávio está tocando a campanha para frente, a Michelle resolveu sair da presidência do PL Mulher e nós estamos tocando a nossa vida”, disse. As informações são do portal G1.
Leia maisValdemar afirmou que a saída de Michelle representa uma perda para o partido. Segundo ele, Michelle comunicou pessoalmente que gostaria de deixar a presidência do PL Mulher, na terça-feira (30). Durante a conversa, ela também teria indicado que talvez não fosse candidata ao Senado.
“Ela me disse que queria sair da presidência do partido. Eu não tenho o que fazer, que talvez não fosse candidata a senadora”, afirmou. “Ela fez um trabalho no PL Mulher que eu não sei se outra mulher teria condições de fazer”, disse.
Valdemar também criticou Michelle por compartilhar um vídeo do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos), sobre festas que teriam sido promovidas por Vorcaro. Para ele, a ex-primeira-dama errou ao divulgar um conteúdo cuja veracidade não estaria confirmada.
“Olha, ela fez muito mal de pôr o vídeo do Garotinho. O Garotinho não tem credibilidade”, afirmou. “O posicionamento da presidente Michelle, e eu tenho ela no melhor conceito do mundo, foi desaprovado”, completou.
Segundo Valdemar, Flávio reconhece que não deveria ter procurado Vorcaro mesmo após a prisão, mas afirmou que o Banco Master não estava sob acusação quando o dinheiro foi solicitado.
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Por Antonio Magalhães*
A camisa Canarinha na Copa do Mundo de Futebol é uma espécie de bandeira nacional. Ela encarna o orgulho da Nação, a Pátria de Chuteiras, como dizia o dramaturgo Nélson Rodrigues. A Seleção Brasileira é a única Pentacampeã nas 22 edições do torneio. Há décadas, os atletas vitoriosos são homenageados com destaque profissional e social. E, mais recentemente, a glória vem sendo expressa em dinheiro, muito dinheiro.
Mas, no passado, nas primeiras copas que ganhamos – 1958, 1962 e 1970 – o mais valioso era estar no selecionado, o ponto mais alto que um profissional da bola poderia aspirar. O sucesso financeiro poderia vir depois ou não. No entanto, a representação da Pátria vinha em primeiro lugar. Hoje, este “manto sagrado amarelo”, que já foi tido como símbolo de grande valor patriótico, serve apenas para encobrir gordas contas bancárias.
Leia maisAté a Copa de 1970, quando fomos tricampeões no México e ficamos de vez com a Taça Jules Rimet, o time brasileiro com seus craques de excelência e inesquecíveis, só recebeu prêmios mixurucas para vitórias maiores. Segundo a imprensa da época, o então prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, deu de presente aos tri-vitoriosos 25 Fuscas verdes-musgo, zero quilômetro, comprados com dinheiro público da prefeitura. Levaram os automóveis os jogadores e à comissão técnica de futebol dias depois de terem levantado a taça no Estádio Azteca.
A Folha de São Paulo registrou que na entrega dos Fuscas, no Parque Ibirapuera, jogadores comemoraram o presente: “É o primeiro carro da minha vida”, disse Jairzinho, o “Furacão da Copa”. O lateral-esquerdo Everaldo afirmou que já tinha um automóvel e que daria o novo para a esposa. A mesma coisa prometeu Zagallo, o técnico, que possuía um Opala.
Na cerimônia de entrega, quase todos disseram que “presente não se vende”, segundo a reportagem da Folha relatou. A exceção foi o atacante Paulo Cézar Caju, que não “tinha problemas com isso”: disse que venderia o automóvel para comprar um apartamento. Ou o carro valia muito como lembrança do maior evento do futebol do mundo, um item para colecionador, ou o apartamento era uma kitnet com um único cômodo.
Vários jogadores acabaram se desfazendo do Fusca de Maluf logo depois de receberem o agrado – e o paradeiro dos automóveis se perdeu quase cinco décadas depois. Piazza, por exemplo, vendeu o fusquinha para investir em um posto de gasolina. O zagueiro reserva Baldochi conta que achava o Fusca pequeno – ele tinha 1,89 metro de altura. “Vendi logo depois. Eu queria um carro maior”, disse.
Os automóveis oferecidos por Paulo Maluf se tornaram um processo judicial de 36 anos – foi a primeira e, por muito tempo, única condenação do tradicional político paulistano. A Justiça considerou que ele lesou os cofres públicos sem beneficiar a cidade – depois de vários recursos, ele foi inocentado. E no período da absolvição, sem dúvida, não existiria mais um Fusca desses circulando pelas ruas.
Já o governo brasileiro não concedeu prêmios em dinheiro ou bens aos jogadores pelas vitórias em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 logo após os torneios. As premiações da época vieram de entidades privadas (como a CBF). Mas só em 2012 houve o reconhecimento governamental do feito dos campeões dos três primeiros mundiais.
O governo, então, sancionou o pagamento de um prêmio único no valor de R$ 100 mil para cada um dos 51 jogadores (ou seus sucessores legais) destas três copas: a de 1958, na Suécia, quando o Brasil deixou ser um vira-lata no esporte, segundo Nélson Rodrigues; a de 1962, no Chile, com Pelé contundido; e a de 1970, no México, com o time completo de craques: o goleiro Félix, na defesa Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo, no meio do campo Clodoaldo, Gérson e Rivelino e no ataque Jairzinho, Pelé e Tostão.
Para esta Copa do Mundo de Futebol que está acontecendo, a seleção campeã receberá uma premiação recorde de 50 milhões de dólares, paga pela Fifa. Este valor representa o maior prêmio individual já entregue na história do torneio. O montante faz parte de um fundo financeiro de 727 milhões de dólares (cerca de 4 bilhões de reais) distribuído pela entidade esportiva, o que representa um aumento de 50% em comparação com a Copa de 2022 no Catar.
A distribuição completa dos prêmios por desempenho na Copa inclui: campeão: 50 milhões de dólares; vice-campeão, 33 milhões de dólares; 3º colocado, 29 milhões de dólares; e 4º colocado, 27 milhões de dólares. Além da premiação por desempenho esportivo, cada uma das 48 seleções participantes tem garantida um fixo de 1,5 milhão de dólares destinado exclusivamente a cobrir os custos de logística e preparação para o campeonato
E caso o Brasil conquiste o título mundial, cada jogador da Seleção Brasileira receberá um prêmio individual próximo a 1 milhão de dólares (cerca de 5,2 milhões de reais). Em paralelo, a Fifa vem pagando aos clubes uma compensação diária (em torno de 5 mil dólares/25 mil reais por dia) por cada atleta convocado e cedido para o torneio.
Junto com os dólares da Fifa, os canarinhos selecionados vêm agregando uma receita de milhões de reais com publicidade. O campeão de anúncios é o Vini Jr, patrocinado pela loteria de apostas online Bets, operadora de telefonia e produtos esportivos. Já o Raphinha, fora do time por contusão, oferece produtos de beleza, shampoos, cremes e protetores solares para não encrespar a pele desse time fru-fru.
Ainda no rastro do prestígio do Tricampeonato de 1970, o jogador Gérson participou, em 1976, de uma campanha publicitária dos cigarros ‘Vila Rica’. O ex-jogador da Seleção Brasileira ficou famoso pelo bordão: “Gosto de levar vantagem em tudo, certo?! Leve vantagem você também, leve Vila Rica!”, frase que originou o termo “Lei de Gérson”.
O termo ditado por Gérson foi associado ao conceito de que se deve beneficiar às custas dos outros de forma antiética popularmente conhecido como malandragem. O tricampeão viu a consequência do bordão e se arrependeu. Mas nunca a publicidade brasileira conseguiu identificar tão bem os praticantes de maus feitos nacionais, réus na lei da vantagem. É isso.
*Jornalista
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