











Do Blog da Folha
Após especulações de que o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) ficaria fora da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD), o pré-candidato ao Senado reforçou a ofensiva para garantir espaço no grupo governista. Neste sábado (6), Coelho publicou uma foto nas redes sociais ao lado de Raquel e do também pré-candidato a senador Túlio Gadêlha (PSD), gerando a interpretação de que esse seria um registro da “chapa oficial”.
Na legenda, o presidente estadual do União Brasil escreveu “quatro pessoas que querem o melhor pra Pernambuco se olhando”. A gestora estadual também deixou um comentário na publicação, afirmando que os aliados seguem unidos no trabalho e no compromisso com Pernambuco.
Leia maisNo final de maio, Miguel Coelho concedeu uma entrevista ao programa Café no Ponto, onde declarou que existia a possibilidade de ele concorrer a uma candidatura avulsa à Casa Alta, caso não fosse um dos escolhidos pela governadora. A declaração repercutiu negativamente entre alguns integrantes da Federação União Progressista, que definiram o posicionamento do ex-prefeito como um “projeto individual e isolado”.
Em nota, o diretório estadual do União Brasil afirmou que a postulação de Coelho “trata-se do direito de um partido federado pleitear espaço compatível com o tamanho e a representatividade que a federação reúne em Pernambuco”.
Depois do ocorrido, começou-se a especular que a presença de Túlio Gadêlha e do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) na reunião do Consórcio Público para o Desenvolvimento da Região Agreste Meridional de Pernambuco (Codeam), que ocorreu ontem (5), em Garanhuns, teria objetivo eleitoral, para apresentar os dois nomes escolhidos para integrar a chapa ao Senado de Raquel Lyra.
Gadêlha cancelou a participação no evento e deixou claro que “a governadora está no comando do processo” e tem tempo para fazer definições eleitorais. Os postulantes à chapa, porém, buscam garantir que seus nomes estejam em evidência. A governadora Raquel Lyra terá que escolher entre Miguel Coelho, Eduardo da Fonte, Túlio Gadêlha e o senador Fernando Dueire (PSD).
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Em mais uma parada no Agreste Meridional, o pré-candidato a governador João Campos (PSB) foi a Angelim, neste sábado (6), para receber o título de cidadão do município. No local, reforçou o compromisso com a expansão do Embarque Digital, programa que foi uma das marcas de sua gestão à frente da Prefeitura do Recife. O pessebista disse que, se eleito, pretende fazer de Angelim um dos polos da iniciativa de formação superior em tecnologia no interior de Pernambuco.
“A partir de hoje, eu posso ter o orgulho de bater no peito e dizer que meu compromisso é ainda maior com Angelim, porque agora sou filho dessa terra. E quero firmar um compromisso: Angelim será a primeira cidade onde a gente vai lançar o Embarque Digital de Pernambuco, para que ela tenha um polo de funcionamento do programa aqui no interior do estado”, declarou.
Leia maisAo lado do prefeito Caíque (PSB), João Campos elogiou a Prefeitura de Angelim pelo investimento em transformação digital. Por meio de uma parceria com a Prefeitura do Recife, a cidade do Agreste está lançando o Conecta Angelim, com serviços públicos à disposição da população por meio digital. “Tenho um orgulho muito grande de você, Caíque, que é um prefeito que toda cidade do Brasil gostaria de ter, alguém decente, zeloso. Se Caíque está fazendo isso agora, imagine quando ele tiver um amigo governador? Eu não vou sair de casa para perseguir ninguém, porque a gente tem que cuidar bem de quem cuida do povo”, discursou João Campos.
Já o prefeito Caíque agradeceu a parceria com João Campos. “O povo de Angelim mostra que é grande. Angelim é a primeira cidade do interior de Pernambuco a ter essa gama de serviços digitais. Agradeço a você, João, por ouvir esse sonho que eu tinha, lhe apresentei quando você estava na prefeitura e que começa a virar realidade”, disse.
Estiveram na solenidade o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), a pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT), o deputado federal Waldemar Oliveira (Avante), o ex-prefeito de Angelim Douglas Duarte (PSB) e outras lideranças.
Por Betânia Santana
Da Folha Política – Folha de Pernambuco
O mapa político de Pernambuco neste sábado tem um novo arranjo, costurado pela governadora Raquel Lyra, que há pouco mais de um ano se filiou ao PSD. O partido abriga agora 78 prefeitos.
A virada de chave mais recente, nessa sexta-feira, foi da prefeita de Ribeira, na Mata Sul, Carol Jordão. Com o desembarque dela, aliada do presidente da Assembleia, deputado Álvaro Porto (MDB), sobe para nove o total de gestores que decidiram deixar o PSB e caminhar com a governadora.
Leia maisCada adesão é um gol de placa para quem recebe e, na maioria das vezes, dor de cabeça para quem perde. Mas convém não confundir quantidade de prefeito com passaporte autenticado para a vitória. Prefeito ajuda, mobiliza, mas não carrega o eleitor pelo braço.
O voto majoritário em Pernambuco costuma ser arredio às ordens das prefeituras. Raquel Lyra sabe disso por experiência própria. Em 2022, chegou ao Palácio das Princesas carregando o apoio de menos de dez prefeitos.
Essa lição de independência do eleitor foi vivenciada por Eduardo Campos, pai do ex-prefeito do Recife. Em 2006, ele era a terceira via de uma disputa que parecia decidida. De um lado, Mendonça Filho, na época vice-governador de Jarbas Vasconcelos; do outro, Humberto Costa, com o motor do governo federal.
Quase sem prefeitos, Eduardo chegou ao segundo turno, unificou palanque e liquidou a fatura com 65,36% dos votos. A governadora faz o dever de casa, mas no dia do pleito, quem manda é o cidadão.
Balanço da migração
Oito prefeitos do PSB, além de Carol Jordão, migraram para o PSD de Raquel Lyra: Zé Martins (João Alfredo), Nego do Mercado (Capoeiras), Gilberto Ribeiro (Flores), Corrinha de Geomarco (Dormentes), Camila Souza (Iati), Lindonaldo da Farinha (Frei Miguelinho), Juarez da Banana (Machados) e Dr. Evaldo Bezerra (Mirandiba).
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A Festa de Santo Antônio, realizada no povoado de Ipojuca, na zona rural de Arcoverde, abriu oficialmente a programação junina do município. A abertura ocorreu ontem (5) e reuniu moradores, visitantes e devotos em uma celebração marcada por apresentações musicais e atividades religiosas. A programação de abertura contou com apresentações da Filarmônica José Belarmino Duarte e do cantor Henrique Caiçara. As festividades continuam neste sábado (6), com shows da Filarmônica José Belarmino Duarte, Robson Torres, Maciel Kuré e Assisão.
De acordo com o secretário municipal de Cultura, Pedro Brandão, a Festa de Santo Antônio, que abre o ciclo junino no município, reforça a identidade cultural do povo arcoverdense. “A Festa de Santo Antônio celebra um dos três santos do ciclo junino e abre as portas para o São João de Arcoverde, valorizando nossas tradições e fortalecendo a cultura popular nas comunidades rurais”, afirmou.
A programação segue nos próximos dias com apresentações de Kaio Limah e Allex Pernambuco na próxima quinta-feira (11), Maizinho Vaqueiro, Valdinho Paes e Jorge do Sinal na sexta (12) e Ju Cavalcanti, Labaredas e Ciro Santos no sábado (13).
Além dos shows, a festa mantém sua programação religiosa, com celebrações voltadas à comunidade local. O encerramento está previsto para o dia 14 de junho, com missa, procissão e a tradicional transmissão da bandeira de Santo Antônio.
O ex-presidente Jair Bolsonaro tem enfrentado episódios de soluços com frequência “acima da média” desde o fim de maio, diz boletim médico enviado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Com informações do jornal O Poder e Folha de S.Paulo.
O quadro se agravou nos últimos quatro dias. Segundo apuração do jornal O Poder, a equipe médica está avaliando o quadro em tempo integral e, caso não aconteça uma melhora substancial, provavelmente Bolsonaro deve voltar ainda hoje para o hospital.
Bolsonaro tem um histórico recorrente de crises de soluço (singulto) prolongadas que já exigiram internações, exames e até mesmo procedimentos de bloqueio do nervo frênico. O médico Brasil Ramos Caiado diz estar mantendo “doses elevadas” de medicações específicas, além de “rigorosa dieta com baixo teor de acidez”. O agravamento do quadro, caso não ceda, deve levar Bolsonaro de volta ao hospital entre hoje (6) e amanhã (7).
Bolsonaro foi condenado pelo STF, em setembro do ano passado, a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder. Ele foi preso em novembro ao tentar violar sua tornozeleira eletrônica. Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária por 90 dias ao ex-presidente. Na ocasião, Bolsonaro estava internado com broncopneumonia. Ele enfrenta sequelas da facada recebida em 2018.
Os últimos movimentos da política pernambucana podem produzir mais uma derrota para o deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Mesmo comandando em Pernambuco a Federação União Progressista, formada por Progressistas e União Brasil, e dispondo de uma das estruturas partidárias mais influentes do estado, o parlamentar ainda não conseguiu reunir força política suficiente para garantir uma das vagas ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD).
Os sinais emitidos nos últimos dias apontam justamente na direção contrária. A presença da governadora ao lado do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), e do deputado federal Túlio Gadelha (PSD), durante ato político realizado em Paudalho, reforçou a percepção de que a composição para o Senado está cada vez mais próxima de ser definida.
Leia maisAs imagens do encontro reuniram, no mesmo palanque, os dois nomes que hoje aparecem como mais cotados para integrar a chapa governista. O episódio ganha ainda mais significado quando observado à luz do que ocorreu na véspera. Eduardo da Fonte vinha articulando um ato político na Codeam, em Garanhuns, ao lado de Túlio Gadelha.
A movimentação era vista como uma tentativa de demonstrar convergência entre os dois parlamentares e fortalecer a construção de uma alternativa dentro da disputa pelas vagas ao Senado. O plano, no entanto, acabou esvaziado quando Túlio decidiu cancelar sua participação no evento.
O gesto teve forte repercussão nos bastidores. Afinal, poucas horas depois de desistir da agenda construída com Eduardo, Túlio surgiu ao lado de Raquel Lyra e Miguel Coelho em um evento político de grande visibilidade. A sequência dos acontecimentos foi interpretada por muitos observadores da cena política como uma demonstração de que o deputado do PSD já fez sua escolha dentro do tabuleiro eleitoral de 2026.
Se ainda restava alguma dúvida sobre a direção desse movimento, ela foi reduzida neste sábado. Raquel Lyra, Miguel Coelho e Túlio Gadelha realizaram uma publicação conjunta nas redes sociais, em formato collab, repercutindo justamente a agenda de Paudalho. Mais do que um simples registro de evento, a postagem teve forte simbolismo político.
Ao compartilharem o mesmo conteúdo e a mesma narrativa, os três líderes reforçaram publicamente uma sintonia que já vinha sendo construída nos bastidores e que passa a ganhar contornos cada vez mais concretos no debate sobre a formação da chapa governista.
Na prática, o collab funcionou como uma espécie de segundo capítulo do ato político realizado no dia anterior. Primeiro veio a imagem dos três juntos no palanque. Depois, a decisão de amplificar essa imagem de forma coordenada nas redes sociais. Em um ambiente político onde os gestos costumam carregar mensagens cuidadosamente calculadas, a iniciativa foi interpretada como mais um indicativo de alinhamento entre os nomes que despontam como favoritos para compor a chapa majoritária de Raquel Lyra.
Para Eduardo da Fonte, o episódio representa mais um revés em uma trajetória recente marcada por tentativas de viabilizar seu projeto ao Senado. Nos últimos meses, o deputado também buscou aproximação com o campo político liderado pelo ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), numa articulação de última hora para encontrar espaço na chapa oposicionista.
A movimentação, porém, não prosperou. Naquele ambiente, os espaços acabaram sendo ocupados por nomes como Marília Arraes e o senador Humberto Costa, deixando o presidente estadual do PP fora das principais construções em curso.
O resultado é que Eduardo se vê diante de uma situação paradoxal. Embora detenha o controle da federação que reúne dois dos maiores partidos do país e concentre relevante influência política em Pernambuco, não conseguiu converter esse ativo em protagonismo na formação das chapas majoritárias que começam a ganhar forma para 2026.
Enquanto isso, Miguel Coelho e Túlio Gadelha avançam. O ato de Paudalho, o cancelamento da agenda da Codeam e, agora, a publicação conjunta com Raquel Lyra formam uma sequência de acontecimentos que aponta para a mesma direção. A governadora parece cada vez mais próxima de consolidar sua chapa para o Senado, tendo Miguel e Túlio como seus principais postulantes.
Na política, raramente os movimentos decisivos são anunciados de forma explícita. Muitas vezes, eles são construídos por etapas, por símbolos e por gestos cuidadosamente calculados. E os acontecimentos desta semana sugerem exatamente isso: enquanto Miguel Coelho e Túlio Gadelha acumulam sinais de fortalecimento dentro do grupo governista, Eduardo da Fonte vê diminuir, mais uma vez, o espaço para seu projeto de chegar ao Senado.
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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) negou a construção de uma aliança com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) para a disputa presidencial deste ano e disse que ambos manterão suas candidaturas. O comentário foi feito em entrevista ao podcast Iron Talks, exibida na última quarta-feira, e aconteceu após especulações sobre a hipótese de uma composição entre os dois.
“A conversa minha com o Zema foi no sentido de não continuarmos com esses desentendimentos entre nós, candidatos, que a centro-direita não pode chegar fragmentada no segundo turno. Esse foi o motivo de várias conversas”, disse na ocasião “O Zema vai continuar com a campanha dele e eu vou continuar com a minha”. As informações são do jornal O Globo.
Na entrevista, Caiado também repetiu a tese de que eles dois e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deverão estar unidos para “ganhar a eleição do PT”. O ex-mandatário goiano também afirmou que “essa é a eleição em que Lula tem que sair do poder” e que a direita “não pode errar nem brincar”. Em tom parecido, Flávio também disse nesta semana, em entrevista ao jornal O Tempo, que seria importante os três estarem “juntos para derrotar o PT”.
O comentário de Caiado, por sua vez, contrasta com as sinalizações dadas no final do mês passado. Durante o cumprimento de uma agenda, Zema disse ser possível que ele e o ex-mandatário mineiro se unissem ainda no primeiro turno para viabilizar outra candidatura de direita no lugar de Flávio, que tem liderado as pesquisas junto a Lula. No dia seguinte, Caiado veio a público dizer que existia “o sentimento” para que ele e Zema estivessem em uma única chapa.
A produtora e diretora de produção cultural Mônica Silveira morreu ontem (5), aos 63 anos. O velório aconteceu às 10h e a cremação às 16h, ambos no Memorial Guararapes, no Recife. As informações são do Diário de Pernambuco.
Com atuação voltada para o audiovisual e as artes, Mônica deixa um legado na cena cultural pernambucana. Colaborou com o Festival de Cinema de Pernambuco, o Cine PE, e atuou na produção executiva de longas-metragens e na articulação de grandes produções nacionais no Nordeste.
Irmã do cineasta Breno Silveira, ela também apareceu no documentário em andamento sobre Anita Harley, fundadora das Casas Pernambucanas, projeto no qual havia realizado a aproximação entre Sônia Soares, a Suzuki, e a empresária.
A adesão de 17 vereadores que integravam as bases políticas de prefeitos aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) em Jaboatão dos Guararapes e Paulista reforça um movimento que amplia a presença e o alcance político de João Campos (PSB) na Região Metropolitana do Recife, onde está concentrada a maior parcela do eleitorado pernambucano.
Nos dois municípios, considerados estratégicos para qualquer projeto de governo em Pernambuco, grupos expressivos de parlamentares municipais decidiram migrar para o palanque liderado pelo ex-prefeito do Recife. Apenas em Jaboatão dos Guararapes, segundo maior colégio eleitoral do estado, dez vereadores anunciaram apoio e acompanharam João Campos durante agenda realizada no Mercado das Mangueiras, em Prazeres. Os parlamentares integravam a base do prefeito Mano Medeiros, um dos principais aliados políticos da governadora na Região Metropolitana. Em Paulista, outro importante polo eleitoral do estado, sete vereadores da base do prefeito Ramos, também alinhado ao grupo político de Raquel Lyra, já haviam declarado apoio ao projeto liderado pelo socialista.
Leia maisMais do que números, as adesões representam um significativo capital político. Somadas, as votações obtidas por esses 17 vereadores superam, com ampla margem, o eleitorado de diversos municípios pernambucanos. Trata-se de lideranças com forte inserção territorial, presença cotidiana nos bairros e capacidade de mobilização eleitoral, atributos que costumam ter peso relevante nas disputas estaduais.
O movimento ganha ainda mais relevância por envolver parlamentares que pertenciam a grupos políticos vinculados a prefeitos alinhados à governadora. Nos bastidores da política pernambucana, as migrações são interpretadas como um indicativo da crescente atração exercida pelo projeto liderado por João Campos, especialmente nos municípios metropolitanos, onde o pessebista consolidou forte presença política ao longo dos anos em que comandou a Prefeitura do Recife.
A Região Metropolitana tem papel decisivo nas eleições estaduais. Além de concentrar mais de 40% dos eleitores pernambucanos, reúne alguns dos maiores colégios eleitorais do estado, como Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Paulista. Historicamente, o desempenho dos candidatos nessa região costuma ser determinante para o resultado final das disputas pelo Palácio do Campo das Princesas.
Nesse contexto, a atração de vereadores ligados às bases dos prefeitos aliados de Raquel Lyra reforça a capacidade de expansão política de João Campos justamente na região onde seu projeto apresenta maior densidade eleitoral e onde se concentram os maiores colégios eleitorais de Pernambuco.
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Deputado federal e pré-candidato ao Senado, Túlio Gadelha virou alvo de polêmica nos últimos dias após fazer dois movimentos em relação à chapa majoritária que terá a governadora à frente. Primeiro, foi divulgado que ele faria uma agenda ao lado do deputado federal e presidente da União Progressista em Pernambuco, Eduardo da Fonte, para anunciar a candidatura de ambos. Já hoje, apareceu tecendo comentários e sugerindo uma possível aliança com Miguel Coelho.
Vale lembrar que Miguel Coelho, além de ser um político de direita e ter sido aliado de Bolsonaro, embora posteriormente tenha rompido com ele, também defende pautas que costumam causar resistência em parte do eleitorado mais próximo de Túlio. Um exemplo é a discussão sobre a escala 6×1, da qual Miguel já se declarou claramente favorável à manutenção.
O que fica no ar é a dúvida: toda essa movimentação representa oportunismo político ou apenas incoerência? Até porque a articulação da chapa deveria estar sendo conduzida pela governadora, e não por ele, que, de repente, parece ter assumido não apenas o papel de porta-voz informal do governo, mas também o de articulador político da composição majoritária.
A pré-candidata ao Senado Federal, Marília Arraes (PDT), iniciou uma extensa agenda política pelo interior de Pernambuco ao lado do pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB), do pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e do senador Humberto Costa (PT). O primeiro compromisso da programação aconteceu na noite de ontem (5), em São Bento do Una, no Agreste, onde Marília e João receberam o título de cidadãos são-bentenses durante solenidade realizada na Câmara Municipal. A homenagem foi proposta pelos vereadores Pezinho (PSB) e André Valença (MDB). Até a próxima segunda-feira (8), a comitiva percorrerá 11 municípios do Agreste e do Sertão pernambucano.
Ao agradecer a homenagem, Marília destacou a importância dos investimentos realizados pelos governos do presidente Lula, que levaram desenvolvimento social e econômico para a cidade e região. “São Bento do Una é um exemplo de como a força do seu povo encontrou apoio nos investimentos do Governo Federal. Foi com a presença do Estado que milhares de famílias tiveram acesso à renda, moradia, água e oportunidades. Receber este título de cidadã são-bentense me honra e reforça meu compromisso de continuar trabalhando ao lado do presidente Lula para garantir mais desenvolvimento, emprego e qualidade de vida para esta cidade e para toda a região”, afirmou.
Neste sábado (6), a agenda segue por Bom Conselho, Angelim, Jatobá e Petrolândia. Amanhã, as atividades acontecem em Floresta, Betânia, Flores, Inajá, Ibimirim e Itaíba. Já na segunda-feira (8), o grupo estará em Águas Belas, encerrando a programação antes do retorno ao Recife.
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) recebeu, ontem (5), o título de cidadão de São Bento do Una. A entrega da honraria ocorreu na Câmara Municipal, em cerimônia prestigiada pelo prefeito Alexandre Batité (MDB), por vereadores, ex-prefeitos e outras lideranças da região. Durante o evento, também foram agraciados a pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT) e o deputado Diogo Moraes (PSB).
Em seu discurso, João Campos agradeceu ao vereador André Valença (MDB), autor da proposição, e ao conjunto de parlamentares que aprovaram a homenagem. O pré-candidato disse que o título de cidadão aumenta sua responsabilidade e seu compromisso com a população de São Bento do Una, elencando a luta contra a falta de água como uma prioridade para o consumo humano e para aumentar o potencial das atividades econômicas da região. “O maior desafio que a gente tem nessa região é trazer uma solução hídrica definitiva para o consumo das pessoas, que é prioridade absoluta, e para poder criar um novo ciclo de desenvolvimento e expansão da atividade da avicultura”, declarou.
Leia maisJoão também disse que está colocando seu nome à disposição do povo pernambucano para “fazer aquilo que ainda não foi feito, para fazer melhor do que o que foi feito”, mas tendo a mesma referência dos ex-governadores Miguel Arraes e Eduardo Campos.
“São Bento do Una viu o que é um homem do povo vencer o dinheiro, o poder, a estrutura. São Bento do Una viu que não tem quem possa com a força de Deus e do povo. E por que eu sou o homem mais feliz do mundo, certo e seguro com o nosso futuro? Porque, mais uma vez, ninguém vai vencer a força de Deus e a força do povo”, discursou.
Também estiveram na cerimônia o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o senador Humberto Costa (PT), e o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (MDB), entre outras autoridades. Mais cedo, ainda na cidade, João Campos deu entrevista a uma rádio local e se reuniu com apoiadores.
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