











Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
A essa altura, os investigadores da Polícia Federal (PF) avaliam que nem a delação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, nem a de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, seriam essenciais para o andamento da apuração sobre o que se já se classifica como uma das maiores crises políticas e financeiras da República brasileira.
Segundo o diretor de Estratégia da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Flávio Werneck, o que já se descobriu a essa altura torna essas delações complementares. Seriam importantes para completar o “follow the money”, o “siga o dinheiro”, facilitar esse roteiro. Até agora, no entanto, segundo ele disse ao Correio Político, nem mesmo para isso a delação de Vorcaro serviria.
Leia maisO que Daniel Vorcaro até agora se dispôs a falar, segundo Werneck, está muito aquém daquilo que a PF já sabe. Nada acrescentaria nem com relação ao modus operandi da organização criminosa nem sobre quem são os envolvidos, seus papeis e o alcance. No caso de Paulo Henrique Costa, diz o diretor da Fenapef, a delação está mais avançada. A PF a considera mais madura e, portanto, mais próxima de vir a ser homologada.
Flávio Werneck não confirma, mas no meio político de Brasília, há uma expectativa de que a delação de Paulo Henrique Costa saia na semana que vem. O diretor da Fenapef explica que não há muito como cravar uma data. O primeiro passo é a análise de que a delação serve para os investigadores. Isso já existe. Embora, segundo ele, tenha gerado desconfiança a saída de um dos advogados de Costa, Eugênio Aragão. Após isso, é preciso que o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, homologue a delação.
Segundo Werneck, fonte importante de informações têm sido os celulares de envolvidos. Não apenas no caso Master, mas também no caso Marielle Franco. Os aparelhos do policial militar da reserva Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, apontaram um caminho de uso de emendas parlamentares para beneficiar ONG ligada aos irmãos Brazão.
“Peixe” foi um dos condenados pelo assassinato de Marielle. Os celulares mostravam que ele intermediou emendas para ONG suspeita de ter ligações com Chiquinho e Domingos Brazão, condenados como mandantes do assassinato da vereadora, o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio.
A tal ONG administraria uma escolinha de futebol, e para isso seriam as emendas. O suspeito é a intermediação de “Peixe”. Destinou-se R$ 240 milhões para essa ONG. Entre as emendas, uma de R$ 199 mil do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato de oposição à Presidência da República.
Por meio de sua assessoria, Flávio afirmou não ser papel do parlamentar auditar como suas emendas são utilizadas por terceiros. É, porém, mais um fator complicador. Para Flávio Werneck, fatores complicadores não apenas para ele. As investigações em curso no momento têm grande potencial explosivo.
Voltando ao Master, há uma grande curiosidade a respeito da existência de vídeos das famosas festinhas que dava Daniel Vorcaro, trazendo prostitutas de luxo estrangeiras, em uma casa de praia em Trancoso, na Bahia. Segundo Flávio Werneck, os tais vídeos existem, mas eles não têm grande importância na investigação.
Poderiam mais interessar ao interesse voyeurístico de alguns Eventualmente, poderão ajudar a medir graus de proximidade entre o banqueiro e seus convidados. Mas não são elementos capazes de apontar crimes, ilegalidades. Só serviriam para o desnecessário constrangimento eventual de pessoas.
Por isso, há uma grande preocupação na PF com vazamentos. Como aconteceram com os diálogos de Vorcaro com sua ex-noiva Martha Graeff. Vazamentos saíram da CPMI do INSS. Alguns de mero interesse privado. No caso da própria PF, envolvimento com vazamento de informações já afastaram cinco policiais.
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Jornal Nacional
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que diminui o controle do uso de verba pública pelos partidos políticos e permite o disparo em massa de mensagens em período eleitoral.
O projeto não estava na pauta e foi incluído pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos, logo no início da sessão. Em poucos minutos, os deputados aprovaram a urgência. Duas horas depois, começou a discussão do projeto.
Leia maisEm menos de uma hora, o texto foi aprovado de forma simbólica. O texto afrouxa o controle sobre a aplicação de recursos públicos bilionários nos partidos políticos. Em 2026, as siglas têm quase R$ 5 bilhões para campanhas e mais de R$ 1 bilhão do fundo partidário para despesas permanentes.
O projeto:
Partidos que surgirem de fusões ou incorporações não poderão ter verbas do fundo suspensas por irregularidades anteriores à criação da nova legenda. O projeto permite o envio de mensagens em massa com uso de robôs para contatos previamente cadastrados, mas não detalha como esse cadastro deve ser feito. As plataformas de internet só poderão bloquear essas mensagens com ordem da Justiça.
“Esse projeto abre as portas para todo tipo de irregularidade no uso dos recursos do fundo partidário, na medida em que ata as mãos da Justiça Eleitoral no que se refere à fiscalização mais aprofundada no uso desses recursos, restringindo a auditoria que é feita pela Justiça a aspectos meramente formais”, afirma Marcelo Issa, conselheiro da Transparência Brasil.
O texto dá efeito imediato às novas regras, inclusive para processos em curso, sem esperar o prazo de um ano exigido pela legislação eleitoral. O projeto segue agora para o Senado.
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Minha amiga Branca Góes, cerimonialista de primeira grandeza, deu mais um show de competência em mais um evento a quem confiei de olhos fechados: o jantar de adesão dos 20 anos do blog, segunda-feira passada, no Sal e Brasa Jardins, da Rui Barbosa, com casa lotada.
Planejamos para 300 pessoas e foram compartilhar comigo cerca de 500 pessoas, exatamente 480, para ser mais preciso. E em nenhum momento, Branca perdeu o controle da situação ou se estressou. Pelo contrário, graças a sua experiência e competência, abriu espaços onde não existia, com criatividade, gentileza e bom humor.
Resultado: a festa foi um estrondoso sucesso, como a dos 18 anos em 2024, também coordenada e planejada por Branca, que já está com outra missão: o 1º Forró do Magno, dia 13 de junho, em Arcoverde, segunda etapa das festividades alusivas ao calendário de comemoração das duas décadas, que se encerram com o terceiro e último evento no dia 11 de agosto, em Brasília.
A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer um Flávio Bolsonaro ferido, mas não a ponto de ele ser obrigado a deixar a campanha presidencial. “Um Flavio Bolsonaro ferido sempre esteve na nossa estratégia, mas não a ponto de forçá-lo a abandonar a disputa”, diz um interlocutor do presidente Lula.
Segundo ele, o ideal é que o senador do PL, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, caia alguns pontos nas pesquisas de intenção de voto, mas não registre uma queda aguda que faça crescer as pressões para sua substituição. Esse é o melhor cenário para Lula na disputa presidencial. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Leia maisA campanha de Lula estava preparada para relembrar investigações sobre o senador, como o esquema da rachadinha no seu gabinete de deputado estadual, os negócios suspeitos de sua loja de chocolate e o apoio que ele dava para um miliciano no Rio de Janeiro.
O senador nega qualquer irregularidade nestes casos, mas a equipe de Lula vai usá-los na campanha eleitoral. O receio da equipe de Lula é que, numa eventual saída de Flávio Bolsonaro, outro candidato da direita venha a se firmar na disputa eleitoral e se torne um adversário mais difícil de ser batido num segundo turno.
Em busca deste espaço, os candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) querem sangrar cada vez mais o senador do PL do Rio. Zema voltou a subir o tom ontem. Chegou a dizer que seu vice já está decidido e será alguém com “ficha muito limpa” e “não queremos ninguém com qualquer envolvimento com banqueiro bandido”.
Caiado vai num tom mais leve, mas repete que o próximo presidente não pode ser alguém “contaminado”. Renan Santos, do Missões, não mede palavras e bate forte em Flávio Bolsonaro nas redes sociais. A pesquisa Datafolha de amanhã vai trazer um aferimento de como esses movimentos estão atingindo o filho de Bolsonaro.
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A ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), avalia que a eleição desse ano será novamente “crucial para a democracia”. Em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, ela analisou o cenário nacional, com escândalos pipocando no palanque do adversário Flávio Bolsonaro (PL), reforçou a importância de união em torno do presidente Lula (PT) e disse que seria importante que a governadora Raquel Lyra (PSD) saía “de cima do muro” para que o petista possa ter mais um palanque em Pernambuco.
A senhora está como pré-candidata ao Senado pelo campo do presidente Lula, que já ressaltou a importância de ter aliados na Casa devido aos tensionamentos, como o caso do Jorge Messias. Como avalia o quadro atual?
Acredito que ficou bem claro para o Brasil o que houve no Congresso Nacional. Foram dois recados em dois dias seguidos, a rejeição do nome de Messias e a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Anistia disfarçada, que eles chamam de dosimetria. E o recado é que a politicagem está acima dos interesses do povo. Isso leva a uma urgência ainda maior de renovação para a Casa. O centrão, que não está preocupado em dar suporte às políticas públicas necessárias para o povo, promoveu uma tentativa de barganha em relação a alguns assuntos que eram de interesses pessoais desses parlamentares. Por exemplo a CPI do Banco Master.
Leia maisE como responder a isso?
Também é necessário que o presidente Lula mande esse recado institucional de que ele não vai se render à politicagem que está sendo feita no Congresso Nacional. E mandar o recado para a população que é urgente que a gente fazer essa mudança em 2026. Esse ano vai ser praticamente uma nova Constituinte, em que a gente vai estabelecer a maioria necessária para defender a Constituição promulgada em 1988, e defender a nossa democracia, que é muito jovem, para que a gente possa consolidar o processo democrático no Brasil, que vem sendo construído desde a década de 80.
Foi noticiado que o presidente Lula vai insistir com a indicação do Jorge Messias, que é pernambucano, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Na sua visão, seria uma decisão correta ou ele deveria colocar outro nome depois do que ocorreu no Senado?
Quem sou eu para contestar uma decisão do presidente. O que tenho a dizer é que concordo totalmente que Messias é um grande nome, principalmente da nossa geração. Fui contemporânea dele no curso de Direito na Universidade Federal de Pernambuco. Desde sempre ele foi extremamente dedicado, é um dos quadros jurídicos mais preparados do Brasil, tem esse compromisso em defender a democracia, que é o papel da Suprema Corte. Acho que é uma decisão acertada do presidente Lula, infelizmente nós não estamos lá ainda para fazer a defesa dessa proposta, mas vamos estar aqui torcendo.
Essa semana houve o episódio com o Flávio Bolsonaro (PL), que acabou por aumentar a diferença nas pesquisas, que vinham equilibradas. Acha que ele estaria ficando inviabilizado?
Se a pré-candidatura dele está em viabilizada ou não, é uma avaliação dele e do grupo político dele. Agora, fiquei estarrecida de que ele tinha tomado para si o papel de acusador de que o Banco Master era do presidente Lula, quando não tem nenhum indício de qualquer contato com o banqueiro Daniel Vorcaro. E Flávio sabia que trocava áudios, que tinha pedido dinheiro, que Vorcaro tinha destinado milhões para essa biografia, que mais deve ser um filme de terror, do pai dele. E teve a grande hipocrisia de chegar e acusar. Isso que me deixou estarrecida.
Esse escândalo seria então uma pá de cal, como se diz no jargão popular?
Ele teve envolvimento com miliciano, com rachadinha, com lavagem de dinheiro, com loja de chocolate, com compra de diversos imóveis em dinheiro vivo. Teve envolvimento em vários escândalos de corrupção, o pai dele roubou joias que eram presentes oficiais para o estado brasileiro. O fato dele estar envolvido em mais um escândalo de corrupção não me deixa estarrecida, mas sim que ele tinha tido a imensa cara de pau de chegar e fazer um papel de acusação de que a esquerda que era envolvida com o Banco Master, quando está provado que é ele que está envolvido até a testa, nem é até o pescoço. O que a gente precisa fazer aqui é fortalecer a pré-candidatura à reeleição do presidente Lula, para que a gente garanta um projeto popular no Brasil, defendendo a democracia, para que o povo pobre volte a ter lugar no orçamento da República.
Os produtores negaram que haja dinheiro do banco Master no filme. Há suspeitas de que esse dinheiro que ele pediu tenha sido para manter o irmão Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A senhora também tem essa suspeita?
Não cabe a mim suspeitar de algo ou não. O que eu digo é que não me surpreenderia se fosse verdade, porque é uma prática da família Bolsonaro. Isso sim já é comprovado, é uma prática, eles são usuários de expedientes de corrupção para manter suas benesses. Se isso for verdade, realmente não me causará surpresa alguma coisa.
A eleição para o Senado é crucial para o campo progressista hoje?
Na verdade, tem sido prioridade do presidente Lula já há algum tempo, desde a eleição passada, quando ele disputou seu terceiro mandato. Mas a gente está vendo que cada vez mais há um conflito, uma crise institucional no Brasil que precisa ser solucionada e pacificada. Para isso precisamos ter uma representatividade importante no Senado Federal, garantir uma maioria de senadores e senadores que defendem a democracia, que defendem o campo progressista e que garantam a governabilidade do presidente Lula. Esse direcionamento do presidente é acertado, e a estratégia está sendo montada no país para que a gente tenha uma maioria progressista na Casa.
Acredita que pode haver debate sobre pedidos de impeachment de ministros no do STF em breve?
É importante que a gente tenha uma maioria para justamente evitar determinadas questões que afetam a democracia, a soberania nacional, os interesses da população, a governabilidade e a harmonia entre as instituições. O Senado é a casa da maturidade, em que há ponderações necessárias e não há lugar para extremismos. A gente tem que ter diálogo, tem que voltar a estabelecer a pacificação do Brasil. Quando se fala de impeachment de um ministro do STF ou de presidente da República, é algo muito grave. Que recado a gente passa para o exterior? Qual a segurança que o Brasil está passando para o investidor que vem de fora? Isso vai se refletir na economia, na vida do trabalhador e da trabalhadora. Tudo isso precisa ser ponderado pelo Senado Federal, que é a casa da maturidade, e esperamos estar lá para participar dessa discussão com muita responsabilidade.
Qual seria sua posição em relação a um eventual pedido impeachment de ministros do Supremo?
impeachment do ministro do Supremo é algo que tem que ser feito só em último caso, e com todas as provas possíveis. Tenho uma responsabilidade muito grande em defender a Constituição, em avaliar juridicamente todas as situações. A gente não pode chegar e defender impeachment de um ministro da Suprema Corte Nacional simplesmente por questões políticas, porque a gente acha que ele está tomando posições políticas a favor de um lado que nos desagrada. Ter políticos atacando a Suprema Corte é muito grave. Há 10 anos, quando a gente estava lutando contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), eu jamais ataquei as instituições. A gente tem que ter respeito por essas figuras, então é preciso uma investigação muito aprofundada e uma justificativa jurídica muito além da política para que a gente possa avaliar um processo de impeachment de um ministro da Suprema Corte. Tem que ser feito com responsabilidade com o Brasil.
Essa pauta então seria apenas dos candidatos bolsonaristas…
Sem dúvida. Quem está defendendo isso é o bolsonarista que ataca as instituições sempre, que quer ver o Brasil em guerra. A gente quer ver o Brasil em paz. Passamos por várias questões, a Lava Jato, o golpe parlamentar, jurídico e midiático que houve com a presidenta Dilma, onde ela sequer foi declarada inelegível. A gente passou por tudo isso e ninguém nunca viu a esquerda e a centro-esquerda pedindo impeachment de ministro do Supremo. A gente está vendo esse debate agora. De antemão, posso dizer que sou contra impeachment de ministro do Supremo. A gente precisa ter diálogo e harmonia entre os três poderes, que aliás existem para serem harmônicos e contribuírem entre si para o desenvolvimento, o progresso e a democracia do país.
A senhora teve atritos no passado com seus companheiros de chapa, João Campos (PSB) e Humberto Costa (PT). O clima hoje está 100% pacificado?
É sempre bom a gente deixar claro algumas questões. A política é a arte do diálogo e de construir pontes. O fato de haver alianças não significa que há 100% de convergência, muito pelo contrário. Significa que temos a maturidade de passar por cima de eventuais divergências e priorizar as convergências. Houve sim alguns desentendimentos de natureza política, não diretamente com o ex-prefeito João Campos, mas com o conjunto de que ele fazia parte na época, em relação a posicionamentos político ideológicos. Foi sempre foi essa nossa questão e discussão. Hoje o PSB e João Campos são uma base importantíssima de apoio ao presidente Lula e à democracia. Nossa aliança começou num momento extremamente crítico da política nacional, em 2022, quando a gente estava vivendo o embate de Lula e Bolsonaro. A gente precisou se unir para garantir que um governo popular e que defendesse a democracia fosse eleito no Brasil. Então foi uma aliança extremamente bem construída e consolidada.
E com relação a Humberto?
As eventuais divergências eram quando eu fazia parte do PT e que tínhamos divergências internas, e que obviamente foram superadas. É essencial que Humberto esteja no Senado, ninguém tem dúvida da firmeza de posicionamento dele, assim como eu tenho certeza de que o Brasil não tem dúvida de que lado eu estou. Então não tem porquê nós não estarmos juntos nisso. O projeto é muito maior, vai muito além de divergências pontuais ou do passado. A gente tem que olhar para o futuro do país, para a democracia, para o Brasil que a gente quer entregar para os nossos filhos.
A senhora chegou a conversar com a governadora Raquel Lyra, e se especulou que poderia ir para a chapa dela. Naquela conversa, a senhora já sabia que seria escolhida para a chapa de João Campos?
Sobre esse encontro com a governadora Raquel Lira, conversas fazem parte do diálogo político. Eu mesma não considero que tenha nenhum inimigo na política, de maneira alguma. Mas qualquer conversa feita comigo, eu deixo bem claro de que lado estou, o que defendo e o que pretendo fazer. Essa aliança sempre foi construída ao lado de João Campos, porque ele ideologicamente está do mesmo lado que eu. Diferente da governadora Raquel Lyra, que prefere focar em assuntos que não são prioridade para a democracia e para o Brasil, e ter uma aliança com pessoas que defendem impeachment de ministro de STF, que defenderam a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Com esse tipo de gente eu não posso me misturar. Mas não significa que a gente não trave um diálogo por Pernambuco, que a gente não possa tentar construir o melhor para o Brasil. Se ela quiser declarar apoio ao presidente Lula, acho que seria importantíssimo.
Ela não dá sinais de que faria algo nesse sentido…
Se ela fizesse, seria muito bom, mas a opção dela é diferente. Eu tenho respeito por esse posicionamento, mas sempre ficou muito claro que meu lado era o lado de Lula. E esse lado é o lado em que estão João Campos, está Humberto Costa e Sílvio Costa Filho (Republicanos), que tem seu irmão Carlos Costa na nossa chapa.
A estratégia então será nacionalizar a disputa?
Veja bem, o próprio Fernando Lyra, tio da governadora, dizia que o povo identifica bem quem está do lado de lá e quem está do lado de cá. E está bem afirmado quem defende o projeto do presidente Lula, as lideranças políticas que historicamente estiveram do lado de cá. E tem muita gente que defende Bolsonaro, como Gilson Machado, Mendonça Filho, o próprio Anderson Ferreira, no palanque da governadora. É uma pena isso, mas se ela quiser apoiar o presidente Lula, qual é o problema? A gente precisa de apoio para o presidente Lula, a gente precisa ganhar essa eleição. Então tem que sim aceitar todo apoio. Agora, o povo vai definir bem quem é do lado de lá e quem é do lado de cá. Não sei se ela vai sair de cima do muro e defender o presidente Lula, até porque ela não fez isso na outra eleição, que era crucial. E essa eleição é crucial também. Ela insiste em se colocar em cima do muro e dizer que tanto faz, acho isso uma pena. Gostaria muito de ter vários palanques para o presidente Lula, não somente aqui, mas em outros estados.
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A empresa de publicidade Cálix Propaganda, que pertence ao ex-marketeiro da campanha de Flávio Bolsonaro, Marcello Lopes, já garantiu receber R$ 99.280.384,44 em faturas empenhadas pelo governo federal entre abril de 2022 e maio de 2026. As informações são do portal G1.
Marcello Lopes é ex-policial e amigo pessoal de Flávio Bolsonaro. Nessa quarta-feira (20), o publicitário, conhecido como Marcellão, afirmou que deixará campanha do senador à Presidência. Os dados constam do Portal de Compras do Governo Federal.
A empresa, que foi criada em 2003, obteve seus primeiros contratos com a administração pública federal durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por meio de duas licitações públicas, e os pagamentos continuaram sendo executados de forma regular na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O primeiro e mais expressivo contrato da empresa foi assinado em dezembro de 2021 com o então Ministério do Desenvolvimento Regional, na gestão de Rogério Marinho (PL-RN), no valor total de até R$ 55 milhões anuais.
Sob a atual administração do PT, a pasta passou a se chamar Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Titular da pasta no governo Bolsonaro, Marinho é líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
O valor firmado entre a agência e o governo federal é apenas um parâmetro de quanto a prestadora de serviço pode faturar sobre o contrato, uma vez que o faturamento dos serviços de publicidade varia e o sistema orçamentário do governo precisa de um valor para provisionar a cada ano.
Corte de 17% na saúde aprofunda colapso nos hospitais
O corte de 17% nos investimentos destinados aos principais hospitais da rede estadual expõe uma contradição cada vez mais difícil de esconder no discurso do Governo de Pernambuco. Enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) transformou 2026 no chamado “ano da saúde” em peças publicitárias, redes sociais e agendas institucionais, a realidade enfrentada por pacientes e profissionais nas unidades públicas revela um sistema pressionado pela falta de estrutura, manutenção precária e redução de capacidade operacional.
A redução dos recursos atinge justamente hospitais estratégicos da Região Metropolitana do Recife e de Caruaru, que concentram alta demanda e atendimentos de maior complexidade. Em vez de reforçar investimentos diante do aumento da procura por serviços, a gestão estadual promove um enxugamento que impacta diretamente obras, conservação predial, reposição de equipamentos, abertura de leitos e condições básicas de funcionamento.
Leia maisOs efeitos já aparecem de forma concreta e dramática. Pacientes seguem amontoados em corredores, emergências operam acima da capacidade e denúncias de infiltrações, problemas elétricos e deterioração estrutural se multiplicam. O caso do Hospital da Restauração simboliza esse cenário de desgaste: depois de uma ampla estratégia de divulgação da pintura da fachada da unidade, o desabamento de parte do teto do hospital revelou ao País que a crise vai muito além da aparência.
O episódio escancarou a distância entre a propaganda e a realidade vivida dentro dos hospitais. A superlotação histórica da unidade, que chegou a registrar demanda equivalente a 303% da capacidade de leitos, demonstra que o problema não é pontual, mas estrutural.
Quando faltam investimentos consistentes, manutenção profunda e planejamento de longo prazo, o resultado inevitável é a precarização do atendimento e o aumento do sofrimento da população que depende exclusivamente da rede pública estadual.
SUCATEADO E SEM AR – O primeiro trem usado comprado pela CBTU ao sistema metroviário de Belo Horizonte chegou ao Recife, ontem, como parte de uma estratégia emergencial para evitar o colapso operacional da Linha Sul do metrô. A composição, que tem 24 anos de uso, não possui ar-condicionado e deve entrar em operação em até 30 dias, após passar pelas etapas de montagem, testes e treinamento das equipes. A composição teve um custo de R$ 10 milhões.

Caiado sobe o tom – Sem citar o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto pelo PL, o pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado, afirmou, ontem, em discurso na Marcha dos Prefeitos, que ninguém contaminado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pode ser presidente do Brasil. “A pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da Presidência da República. O Vorcaro estava contaminando todos os Poderes, e nós estamos vivendo nessa desordem institucional. Não se sabe em quem acreditar, porque hoje tanto o Supremo quanto os órgãos do Congresso Nacional, como também a Presidência e outros tantos estão envolvidos em escândalo”, afirmou.
Palanque em Pernambuco – Em entrevista após sua fala na Marcha dos Prefeitos, Caiado foi forçado a tratar dos palanques estaduais, inclusive Pernambuco, onde Raquel ainda não se manifestou sobre preferências na corrida presidencial. “O PSD construirá palanque em todos os estados da Federação em uma candidatura independente no sentido de romper esse processo que está levando o brasileiro cada vez mais a desacreditar da política. Essa independência foi dada a cada estado da Federação. O PSD nacional saberá construir o palanque do candidato Ronaldo Caiado em Pernambuco”, disse.
Com os dias contados – Integrantes da cúpula do PL, partido de Flávio Bolsonaro, avaliam que, de 10 a 15 dias, será o tempo para reavaliar se o senador terá condições de prosseguir como candidato e se as denúncias serão relevantes eleitoralmente. A postura do senador durante operação que mirou Ciro Nogueira (PP-PI), há duas semanas, ajudou a afastar parte do Centrão, que deve optar pela neutralidade na corrida presidencial. Após a revelação da troca de áudios entre o senador e o banqueiro, versões desencontradas levantaram dúvidas sobre a manutenção da pré-candidatura do senador e sobre sua viabilidade eleitoral.

Prefeitos na pressão em Brasília – Prefeitos que participam da Marcha em Brasília tiveram, ontem, um encontro com a bancada federal e a governadora Raquel Lyra. Na pauta, as obras da ferrovia Transnordestina e o fim do imposto sobre a importação, conhecido como “Taxa das Blusinhas”. Ao discursar, Raquel reafirmou o compromisso de trabalhar junto aos gestores e agradeceu pela parceria com o governo federal por viabilizar a retomada das obras da Transnordestina.
CURTAS
BLUSINHAS – O fim da “Taxa das Blusinhas” foi apresentado pelo prefeito de Toritama, Sergio Colin (PP), como uma das principais preocupações dos prefeitos do Polo de Confecções do Agreste. Como solução, o líder do Republicanos na Câmara e presidente da Frente Parlamentar da Indústria Têxtil e de Confecção, Augusto Coutinho, propôs a inclusão de um novo cashback na Reforma Tributária.
AGENDA – Do presidente da Amupe, Pedro Freitas, no encontro da bancada com a governadora: “Esse é um momento em que as diferenças políticas ficam em segundo plano diante daquilo que realmente importa: defender os municípios pernambucanos e garantir melhores condições de vida para a população. A Amupe segue cumprindo esse papel de reunir prefeitos e parlamentares em torno de uma agenda comum”.
PROCESSOS – O Tribunal de Justiça realizou, nos primeiros cinco meses do ano, mais de 1 milhão de atos processuais. Os dados são do Decisômetro, ferramenta digital criada para permitir que a população acompanhe a produtividade do Poder Judiciário estadual. Implantado em 2024, o Decisômetro funciona no portal do TJPE e também fica exposto em telas instaladas nas entradas dos prédios do Judiciário estadual.
Perguntar não ofende: Quando Flávio Bolsonaro joga a toalha?
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Por Pedro Beija – JC
O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), reagiu nesta quarta-feira (20) às críticas recebidas após a circulação de um vídeo em que aparece fazendo uma fala sobre “ministro da eucaristia” durante agenda política no município de Jupi, no Agreste pernambucano.
No trecho que passou a circular nas redes sociais, João conversa com aliados ao fim de uma visita política quando responde, em tom descontraído: “se nada der certo, a gente vira ministro da eucaristia”. A fala provocou reação de integrantes da comunidade católica e de adversários políticos, que classificaram a declaração como desrespeitosa.
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Diante da repercussão, João publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que o conteúdo foi retirado de contexto e que a frase fazia parte de um “causo político” contado por ele e pelo pai, o ex-governador Eduardo Campos.
“Agora, tentam me atacar tirando uma história de contexto, um causo político que eu contava, que inclusive meu pai gostava muito de contar. Pegam um trecho para desvirtuar”, afirmou.
Na gravação, o socialista reforçou sua identificação com a religião católica e acusou setores da oposição de explorarem eleitoralmente o episódio em meio à intensificação de suas agendas pelo interior do Estado.
“Eu sou católico, eu sou cristão e tenho um orgulho arretado disso. E respeito todo mundo, respeito todas as igrejas, denominações religiosas”, declarou.
Sem citar nomes diretamente, João afirmou ainda que há uma “parte minoritária da oposição” tentando atacá-lo “a qualquer custo”.
“Não vale tudo na política. Eu vou seguir fazendo a minha parte e levando a vida com leveza”, disse.
No vídeo divulgado nesta quarta, João Campos também fez referência a uma polêmica anterior envolvendo símbolos religiosos que carrega no pescoço. O episódio ocorreu após adversários questionarem o momento em que ele retirou uma corrente antes de uma caminhada política.
Segundo João, as medalhas têm valor afetivo e religioso, por terem sido encontradas após o acidente aéreo que vitimou seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, em 2014.
“Primeiro tentaram me atacar com as medalhinhas que eu carrego com muita fé e muito orgulho”, afirmou.
Ao final da gravação, o ex-prefeito voltou a defender respeito à fé das pessoas e disse que seguirá conduzindo sua pré-campanha “com tranquilidade”.
“Eu amo meu estado e respeito a fé das pessoas. Fé em Deus sempre”, concluiu.
Opositores criticam fala de João
A repercussão ganhou força após vídeos de reação começarem a circular nas redes sociais, especialmente entre políticos ligados ao segmento conservador e católico.
O líder da oposição na Câmara do Recife, vereador Felipe Alecrim (Novo), criticou a fala de João, embora tenha afirmado não acreditar que ela tenha sido feita “por maldade”.
“Tem coisa que a gente não transforma em piada. Ser ministro extraordinário da sagrada comunhão não é um plano B de carreira”, afirmou.
Segundo o vereador, o ministério exercido dentro da Igreja Católica envolve “missão de serviço, fé e profundo respeito ao corpo de Cristo”.
Já o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também entrou na polêmica e classificou a declaração como inadequada.
“Virar ministro da eucaristia virou piada?”, questionou em vídeo publicado nas redes sociais.
Gilson afirmou ainda que ministros extraordinários da comunhão exercem papel importante junto a enfermos, idosos e pessoas impossibilitadas de frequentar missas. Em tom mais duro, acusou João de tratar um tema religioso “com blasfêmia e ignorância”.
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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira, 20, que quem está contaminado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não pode ser presidente da República. A declaração ocorreu após divulgação de diálogos entre o banqueiro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pediu dinheiro para bancar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Vorcaro contaminou todos os Poderes. Todos os Poderes estão envolvidos em escândalos”, disse à plateia da Marcha dos Prefeitos, realizada em Brasília. “A vida do candidato deve ser pública. A pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da Presidência da República”, continuou, sem citar Flávio. As informações são do Estadão.
Leia maisDepois, ele negou que tenha dado uma indireta ao senador em seu discurso. “Nunca falei nada de forma indireta na minha vida. Cada um tem o direito de se explicar das acusações que pesam sobre ele. O que eu disse são condicionantes para o exercício da profissão de presidente da República. A pessoa tem que estar lá com a posição de independência moral para governar o País e, com isso, resgatar a ordem institucional”, disse a jornalistas.
Na semana passada, após a divulgação das conversas entre Vorcaro e Flávio pelo site Intercept Brasil, Caiado afirmou, em nota, que a sociedade exige clareza nas relações entre agentes públicos, privados e empresas. O posicionamento foi elogiado pelo senador. “Ele fez um posicionamento correto, respeitoso comigo. Ele já foi vítima de uma perseguição como essa. E lá atrás, o defendi”, disse Flávio.
Caiado também comentou a construção de suas alianças estaduais e a declaração da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), de que ela tem autonomia partido para definir os rumos políticos de 2026 no Estado.
“O PSD construirá palanque em todos os Estados da Federação em uma candidatura independente no sentido de romper esse processo que está levando o brasileiro cada vez mais a desacreditar da política. Essa independência foi dada a cada Estado da Federação. O PSD Nacional saberá construir o palanque do candidato Ronaldo Caiado no Estado de Pernambuco”, afirmou.
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A Polícia Federal rejeitou nesta quarta-feira (20) o pedido de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ex-dono do Banco Master está preso desde 4 de março por fraudes financeiras. Por ora, as negociações seguem com a PGR (Procuradoria-Geral da República).
O motivo da rejeição, segundo fontes que acompanham as negociações, é que a PF entendeu que Vorcaro não entregou novidades em relação ao que os investigadores acumularam até agora. As informações são da CNN.
Leia maisA defesa do ex-banqueiro, porém, seguirá em negociação com a Procuradoria-Geral da República, que sinalizou em reunião com advogados de Vorcaro na tarde desta quarta-feira (20), em Brasília, o interesse em prosseguir com a colaboração premiada.
Três pontos têm sido essenciais no processos de negociação. Primeiro, os valores a serem ressarcidos por Vorcaro, algo no entorno de R$ 50 bilhões. Outro, a extensão do cumprimento da pena. O ex-banqueiro tem pedido para cumprir pena domiciliar pelo menos até o julgamento. E, por fim, o alcance político da colaboração.
Fontes ligadas às negociações apontam haver até agora potencial material para que ele entregue autoridades do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal), mas temem que as ligações do procurador-geral da República Paulo Gonet e do advogado José de Oliveira Lima com ministros da Corte travem essa possibilidade.
A CNN havia informado no dia 13 de maio que a prioridade para Vorcaro era fechar um acordo com a PGR e não com a PF.
Na segunda-feira (18), Vorcaro já tinha sido transferido para uma cela comum dentro da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O movimento foi visto como mais uma prova do descontentamento da corporação com a delação de Vorcaro, que tem deixado nomes e episódios importantes de fora das informações negociadas até então.
No início de maio, a equipe jurídica de Vorcaro entregou uma primeira proposta de colaboração premiada à PF e à PGR. Os investigadores, entretanto, ficaram frustrados com os relatos, que avaliaram como seletivos e que pouco contribuíam para as investigações.
Um dos episódios recentes que levou a PF e a PGR a essa conclusão foi o envolvimento do senador Ciro Nogueira com Vorcaro. De acordo com as investigações da corporação, o presidente do PP (Partido Progressista) recebeu “vantagens indevidas” do antigo dono do Master, algo que até então não tinha sido mencionado pelo ex-banqueiro.
Ciro teria apresentado uma emenda com objetivo de ampliar a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. De acordo com investigadores, o instrumento teria sido elaborado com participação de integrantes do Banco Master.
Outro fator que pesou contra Vorcaro foi a omissão do seu envolvimento com Flávio Bolsonaro (PL). Na última semana, o Intercept Brasil publicou mensagens, documentos e um áudio que mostram o senador e pré-candidato à Presidência negociando um repasse do ex-banqueiro no valor de R$ 134 milhões para financiar o filme “Dark Horse”.
Pelo menos R$ 61 milhões do montante negociado entre Flávio e Vorcaro já teriam sido transferidos para o parlamentar. Na terça-feira (19), o senador admitiu ter se encontrado com o ex-banqueiro em dezembro de 2025, depois que o dono do Master já estava em prisão domiciliar. Vorcaro, entretanto, não tinha revelado o pagamento nem o encontro à PF ou à PGR.
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Por Blog da Folha
Em passagem pelo Agreste Meridional, o pré-candidato a governador João Campos (PSB) participou da inauguração da Escola Municipal Davino Liberato de Oliveira, em Jupi, e foi recebido por um conjunto de lideranças em ato que marcou as celebrações dos 500 dias de gestão da prefeita do município, Rivanda Freire (PSD). A gestora, que é filiada ao partido da governadora Raquel Lyra (PSD), aderiu ao projeto da Frente Popular no ano passado.
Durante a agenda, Campos prometeu articular com o governo federal a duplicação do 2º lote da BR-423. Atualmente, há obras federais em andamento no segmento São Caetano-Lajedo, em um contrato de R$ 330,4 milhões. Já o lote referente ao trecho Lajedo-Garanhuns está à espera de lançamento de edital.
“Quero reafirmar o compromisso de que a gente vai estar acompanhando a duplicação da BR-423. É nosso compromisso garantir que vai ser feito de Lajedo a Garanhuns. É um compromisso que eu tenho com vocês. A gente vai trabalhar para que isso seja realizado”, declarou.
Leia maisEducação
João Campos estabeleceu paralelos entre as entregas que fez como prefeito do Recife e a inauguração da escola realizada pela prefeita Rivanda. A unidade está localizada no Sítio Várzea dos Cavalos, na zona rural de Jupi, e foi erguida nos padrões do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE).
“Tive a oportunidade de fazer creches, obras de drenagem, unidades de saúde, como você, prefeita, faz tão bem aqui. A prefeita Rivanda é uma mulher séria, honrada, que faz o dever de casa. Conte comigo. A gente precisa valorizar um trabalho como o que é feito aqui em Jupi”, disse.
O evento contou com a presença da pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT), dos deputados Felipe Carreras (PSB) e Romero Sales Filho (PSD), da presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, além de ex-prefeitos, vereadores, secretários municipais e outras autoridades.
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O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, recebe nesta semana o cantor e compositor Paulinho Leite, artista de Arcoverde com 25 anos de trajetória marcada pela valorização da música nordestina. Forró, baião, xote e xaxado atravessam sua obra como expressão de identidade cultural e poesia popular.
Após um período afastado dos palcos e dos estúdios, Paulinho retorna em 2026 com o projeto audiovisual Atravessando o Tempo, gravado em janeiro, em Aldeia, Pernambuco. O trabalho reúne 15 faixas e participações especiais de nomes como Santanna – O Cantador, André Rio, Cezzinha, Nando Cordel, Maciel Melo, Anchieta Dalí e Kleber Araújo.
Entre as músicas do novo projeto estão Cavaleiro do Araripe, de Chico Bizerra e Carlos Villela, em homenagem a Miguel Arraes; Cabelo de Milho, de Silvuca e Paulinho Tapajós, com participação de Petrúcio Amorim e homenagem ao poeta João Paraibano; e Só Mais Uma Vez, de Chico Bizerra e Lenine de Buíque, com participação de Santanna. O álbum também aposta em videoclipes com uso de inteligência artificial para ampliar visualmente as homenagens a personagens da cultura nordestina.
No programa, Paulinho Leite fala sobre o retorno aos palcos, o processo de criação de Atravessando o Tempo e a proposta de unir memória, tradição e tecnologia em um trabalho voltado à preservação da cultura nordestina.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
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