











O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou a atuação do governo federal no combate ao crime organizado durante palestra na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias), na Serra Gaúcha, hoje
As declarações ocorreram em resposta ao anúncio dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As informações são do portal G1.
Leia maisA decisão do Departamento de Estado norte-americano, que motivou o debate, designa o PCC e o CV como terroristas globais com efeito imediato. A inclusão definitiva na lista de organizações terroristas estrangeiras deve ocorrer em 5 de junho. O governo dos EUA aponta que os grupos estão entre os mais violentos do Brasil e são responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis.
Durante o evento com o tema “Segurança: devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, Caiado rebateu o discurso do governo federal sobre soberania e cobrou ações mais rápidas. “Nós sabemos que esta situação já deveria ter sido tomada mais cedo pelo próprio governo e não criar uma situação extremamente desconfortável, que ela mora para os 120 milhões de brasileiros assistindo a essas ações”, disse.
O político questionou o controle territorial do país. “Agora, a tônica do governo vai ser focar, dizer: ‘olha, é a soberania’. Que soberania tem 50 milhões de brasileiros que vivem sob o comando do ‘Estado do crime’? Que soberania tem a Amazônia brasileira, que é comandada pelo narcotráfico mexicano, venezuelano e colombiano?”, declarou.
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Conservadores vêm reiterando que esta eleição é para fazer um acerto de contas com a governadora Raquel Lyra (PSD), que foi eleita há pouco mais de três anos com voto bolsonarista. Hoje, ela tem se portado de forma a ser aliada de Lula e, ao mesmo tempo, tentar cooptar novamente votos da direita. Os bolsonaristas lembram que, quando era prefeita de Caruaru, ela e o então vice, hoje prefeito da cidade, Rodrigo Pinheiro, se negaram a receber Bolsonaro em Caruaru.
Além disso, na época, também foram cobrados pela falta de posição sobre a atuação do governo federal em relação a COVID. O que muitos avaliam é que essa postura de “corda bamba” pode custar caro nesta eleição, porque, de um lado, há muita gente incomodada na direita e, do outro, a esquerda também observa seus movimentos com desconfiança. Isso significa dizer que ela vai acabar perdendo credibilidade em ambos os lados.
Ontem, foi entregue ao município de Arcoverde um novo micro-ônibus adaptado para reforçar a frota da saúde municipal. O veículo, no valor de R$ 584.600,00, foi entregue na cidade de Serra Talhada e será utilizado exclusivamente no transporte de pacientes em deslocamentos regulados pelo SUS.
A conquista foi formalizada por meio do Termo de Doação nº 1844/2026 e é resultado da participação ativa de Arcoverde na consolidação da Política Nacional de Atenção Especializada em Saúde, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde, especialmente por meio da Portaria GM/MS nº 3.492/2024.
Leia maisO município atendeu aos critérios técnicos exigidos pelo Programa Nacional de Expansão e Qualificação da Atenção Ambulatorial Especializada – Mais Acesso a Especialistas, o que garantiu a liberação do veículo por parte da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, sem destinação parlamentar.
A doação também reconhece o trabalho desenvolvido por Arcoverde na elaboração e pactuação do Plano de Ação Regional (PAR), construído de forma colaborativa nas Comissões Intergestores Regionais (CIR) e Bipartites (CIB).
Com mais esse investimento, Arcoverde amplia o acesso da população aos serviços especializados do SUS, oferecendo mais conforto, acessibilidade e segurança no transporte de pacientes, fortalecendo cada vez mais a saúde do município.
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Por Zé Américo Silva*
Existe um padrão histórico no Brasil: toda vez que trabalhadores conquistam algum direito, setores da elite econômica entram em desespero. Foi assim na abolição da escravidão. Foi assim na criação das leis trabalhistas, da carteira de trabalho, do salário mínimo e das férias. E está sendo exatamente assim agora no debate sobre o fim da escala 6×1.
Os argumentos mudam de roupa, mas o conteúdo é sempre o mesmo. Dizem que o país vai quebrar, que haverá desemprego, inflação e colapso econômico. Ontem eram os barões do café afirmando que o Brasil não sobreviveria sem trabalho escravo. Décadas depois, empresários acusavam Getúlio Vargas de destruir a economia ao criar direitos trabalhistas. Agora, representantes das federações empresariais aparecem na televisão anunciando o caos porque trabalhadores querem apenas mais tempo para viver. O curioso é que nenhuma dessas previsões catastróficas se confirmou.
Leia maisA escravidão acabou e o país continuou existindo. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi criada e o Brasil se industrializou. O salário mínimo não destruiu a economia. As férias não faliram empresas. Mas parte da elite brasileira parece condenada a repetir o mesmo teatro do medo sempre que os trabalhadores avançam.
A reação contra a redução da jornada 6×1 é simbólica. De um lado, milhões de brasileiros submetidos a uma rotina brutal, trabalhando seis dias para descansar apenas um, sem tempo para a família, para estudar, descansar ou cuidar da saúde. Do outro, empresários milionários afirmando que oferecer um pouco mais de dignidade ao trabalhador “enfraquece as forças produtivas”.
Na prática, o recado é simples: o lucro continua sendo mais importante do que a vida humana. E é justamente aí que aparece a grande hipocrisia.
Os mesmos setores que condenam direitos trabalhistas são os maiores beneficiários do Estado brasileiro. Criticam o Bolsa Família, falam em “gastos excessivos” e dizem que o governo não pode sustentar programas sociais. Mas silenciam diante dos bilhões que recebem em incentivos fiscais, renúncias tributárias e subsídios públicos. O contraste é brutal.
Enquanto o Bolsa Família custa cerca de 60 bilhões de reais por ano para atender milhões de famílias pobres, o chamado “setor produtivo” recebe aproximadamente 830 bilhões anuais em benefícios fiscais do Governo Federal. Ou seja: quando o dinheiro vai para os pobres, chamam de desperdício. Quando vai para empresários, chamam de incentivo ao desenvolvimento.
No fundo, parte da elite brasileira nunca deixou de enxergar o trabalhador apenas como ferramenta de produção. Mudaram os discursos, mas permanece uma mentalidade profundamente colonial: trabalhar muito, reclamar pouco e agradecer pelo emprego.
Por isso, o debate sobre a jornada de trabalho também revela claramente a divisão política do país. Neste momento, a esquerda – leia-se Lula – defende a redução da jornada, melhores condições de trabalho e mais qualidade de vida. Já a direita – leia-se Flávio Bolsonaro – se posiciona majoritariamente contra, alinhada ao discurso das federações empresariais e repetindo previsões apocalípticas que a própria história já desmentiu inúmeras vezes.
Países desenvolvidos já discutem semana de quatro dias, produtividade inteligente e saúde mental. Enquanto isso, setores atrasados da elite brasileira ainda agem como se descanso fosse preguiça e dignidade fosse ameaça.
A verdade é simples: trabalhador descansado produz melhor. Trabalhador valorizado adoece menos. Trabalhador com tempo para viver movimenta a economia e melhora sua qualidade de vida.
Nenhum direito social surgiu sem resistência dos privilegiados. Nenhum. Todos foram tratados como ameaça antes de se tornarem conquistas civilizatórias.
A redução da jornada 6×1 apenas entrou para essa lista.
*Jornalista e consultor de marketing político
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Ao discursar, há pouco, em Triunfo, num congresso de vereadores sem praticamente representantes da categoria, mas uma claque de servidores comissionados mobilizados por prefeitos aliados, a governadora Raquel Lyra (PSD) passou recibo aos opositores. Em resposta as denúncias da oposição, de que seu governo é uma grande maquiagem, especialmente na saúde, onde tetos de hospitais reformados desabam, afirmou que a única maquiagem que faz é no seu rosto. “Não sou adepta de maquiagem. A única maquiagem que aceito é da minha maquiadora no meu rosto”, afirmou.
Raquel repetiu a mania de discursar em cima de bancos, como tem feito em suas últimas agendas, ao subir em uma cadeira na tribuna de honra. Em seguida, acusou a oposição de pregar mentiras, afirmando que, “enquanto eles plantam mentira a gente pisa no acelerador”. “O Hospital da Restauração não via uma reforma há 70 anos, porque os que governaram antes da gente nunca tiveram compromisso com a saúde”, completou.
Leia maisRaquel falou para uma plateia esvaziada de vereadores. A maioria foi embora ao saber que João Campos (PSB) não iria mais comparecer. Num determinado instante, o plenário do recinto ficou completamente esvaziado. Para não falar as paredes, a governadora contou com a ajuda de prefeitos aliados, que levaram várias delegações de servidores comissionados para fazer número.
A governadora chegou acompanhada de quatro postulantes ao Senado – Túlio Gadelha (PSD), Dudu da Fonte (PP), Miguel Coelho (UB) e Fernando Dueire (PSD). Aproveitou o evento para fazer uma longa prestação da sua gestão e bombardear seus adversários. “Eles tentaram nos atrapalhar e até reduzir o nosso mandato com uma CPI, uma CPI para impor medo, mas Pernambuco me conhece e sabe que ninguém me impõe medo”, afirmou.
Raquel repetiu a ladainha de que recebeu um Estado arrasado. “Me entregaram um Estado sem dinheiro, quebrado. Tive que arrochar nas contas e passei os dois primeiros anos da minha gestão dizendo não a prefeitos que me procuravam para fazer obras”, desabafou.
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Uma das vozes mais atuantes na defesa da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 no campo progressista, a pré-candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes, destacou a importância social e histórica da aprovação da PEC, pela Câmara dos Deputados, como um marco, sobretudo para a vida das mulheres brasileiras, que são as principais afetadas pelo excesso das jornadas de trabalho, dentro e fora de casa.
Para Marília, a aprovação também representa uma importante vitória do governo do presidente Lula e das forças progressistas diante da resistência da extrema direita e de setores que historicamente se opõem à ampliação dos direitos sociais.
Leia maisDefensora da pauta há anos, Marília destaca que a proposta vai muito além da discussão trabalhista e produz impactos diretos na vida das famílias brasileiras, especialmente das mulheres, que continuam acumulando o trabalho formal com as responsabilidades domésticas e os cuidados com os filhos.
“Essa é uma conquista histórica porque significa devolver tempo de vida às pessoas. E isso tem um peso ainda maior para as mulheres, que enfrentam diariamente a dupla e muitas vezes a tripla jornada. A redução da jornada é uma medida de justiça social, mas também de combate às desigualdades. Ela permite mais convivência familiar, mais participação dos pais na criação dos filhos, mais divisão das tarefas domésticas e mais qualidade de vida. Estamos falando de uma mudança que fortalece as famílias e ajuda a enfrentar desafios sociais importantes, como a violência e a vulnerabilidade dos nossos jovens. Foi uma vitória construída com muita luta e que mostra a importância do compromisso do presidente Lula e das forças democráticas com quem trabalha e move este país. A alteração da 6 x 1 é mais que uma questão ideológica, é uma urgência social”, afirmou.
Apesar da aprovação na Câmara, Marília alerta que a mobilização precisa continuar. A proposta segue agora para o Senado Federal, onde já enfrenta resistência de setores conservadores e econômicos contrários à medida. “Não podemos tratar essa conquista como uma batalha encerrada. O Senado será uma etapa decisiva e a participação da sociedade continuará sendo fundamental. Precisamos manter a pressão democrática para garantir que esse avanço histórico se transforme definitivamente em direito para milhões de brasileiros”.
Para Marília, a aprovação da PEC e a consequente alteração definitiva da jornada de trabalho atual representa um passo importante na construção de um Brasil mais justo, que valoriza o trabalho sem abrir mão da dignidade, do bem-estar e do fortalecimento das famílias.
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A governadora Raquel Lyra (PSD) continua enganando pelo menos dois dos quatro pré-candidatos ao Senado, faltando quatro meses para as eleições. Em Triunfo, onde veio para um congresso de vereadores, ela chegou com seus “quatro senadores”. A pergunta de um milhão de dólares: quem vai dançar entre Túlio Gadelha, Dudu da Fonte, Miguel Coelho e Fernando Dueire?
Grande parte dos vereadores presentes ao congresso estadual da UVP, em Triunfo, no Sertão, já abandonou o evento, mas os prefeitos aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) mobilizaram uma plateia não política para promover uma recepção festiva à gestora.
A luta da adolescente Laura Vitória, de 15 anos, por atendimento domiciliar tem mobilizado familiares e sensibilizado pessoas nas redes sociais. Segundo relatos da mãe da jovem, Laura levava uma vida ativa antes de uma cirurgia de descompressão medular, realizada em janeiro de 2025, no Hospital Ilha do Leite, da rede Hapvida, no Recife. A menina andava, brincava, frequentava a escola, participava de atividades extracurriculares e fazia terapias como fonoaudiologia, fisioterapia e psicologia, além de praticar natação e outras atividades de interação social.
De acordo com a família, a cirurgia foi necessária após exames apontarem compressão na medula, o que vinha comprometendo os movimentos da adolescente. No entanto, após o procedimento, Laura não conseguiu mais retomar a rotina. A menina passou a depender de aparelhos para respirar, por meio de traqueostomia, além de alimentação por sonda gástrica. Desde então, permanece acamada e necessitando de cuidados contínuos e especializados.
Leia maisA mãe também denuncia uma sequência de falhas durante a internação hospitalar. Entre os problemas relatados estão erros médicos e de enfermagem, incluindo a formação de uma escara grave na região sacral, que teria provocado infecção óssea, além de episódios envolvendo falhas em equipamentos respiratórios. Outro episódio que aumentou a preocupação da família foi a queda de parte do teto do quarto onde Laura estava internada, no quinto andar da unidade hospitalar da Ilha do Leite.
Diante do quadro clínico, a Justiça determinou, ainda em dezembro de 2025, que a Hapvida disponibilize atendimento de home care para a Laura, decisão que, segundo a família, foi reafirmada recentemente. Os parentes defendem que o atendimento domiciliar é fundamental para garantir mais segurança, dignidade e qualidade de vida à menina, além de reduzir os riscos de novas intercorrências hospitalares. A família segue pedindo apoio e divulgação para que a decisão judicial seja cumprida e Laura possa finalmente retornar para casa.
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Não estava na agenda, mas acabei participando como palestrante do congresso estadual de vereadores, que está sendo realizado ao longo desta manhã, na cidade do frio, numa promoção da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP). Foi uma fala vapt-vupt a pedido presidente licenciado da UVP e presidente da Câmara Municipal de Gravatá, Léo do Ar (PP).
Por Eudson Catão*
Existe uma coisa que o tempo ensina e que nenhuma pesquisa consegue medir: vivência. Vivência não se compra, não se herda e não se fabrica em gabinete climatizado. Vivência é construída nas vitórias, nas derrotas, nos acertos, nos erros e, principalmente, na capacidade de aprender quando o cenário parece contrário.
A maturidade política nasce exatamente daí. De entender que nenhum projeto cresce ouvindo apenas aplausos. Nenhuma liderança se fortalece cercada apenas por quem concorda com tudo. Política exige escuta, humildade, construção e inteligência coletiva.
Leia maisVi isso de perto quando muitos ainda não enxergavam. Quando Eduardo Campos não tinha sequer dois dígitos nas pesquisas, decidi caminhar ao seu lado. Fui chamado de louco, de dissidente (PTB), de homem sem rumo. Mas existia ali algo que muitos não conseguiam perceber: a capacidade de ouvir, de somar, de construir pontes e de compreender que política não se faz com arrogância.
Eduardo cresceu porque entendia o valor do coletivo. Sabia que ninguém governa sozinho e que decisões estratégicas não podem ficar restritas a duas ou três cabeças fechadas dentro de uma bolha. Pernambuco avançou porque existia diálogo, conselho político, debate e visão de futuro.
O problema de muitos projetos atuais é acreditar que força eleitoral substitui inteligência política. Não substitui. Pesquisa não ganha eleição sozinha. Marketing não sustenta projeto sem base. Vaidade não constrói unidade. E soberba sempre cobra um preço alto na política.
O momento que Pernambuco vive exige reflexão profunda. Exige maturidade. Exige ouvir quem conhece o interior, quem entende o sentimento das ruas, quem sabe interpretar o silêncio das bases e o desgaste que muitas vezes os palácios insistem em ignorar.
Não existe construção sólida quando tudo se concentra apenas numa visão metropolitana, fechada e distante da realidade do povo. Pernambuco é muito maior do que uma bolha política cercada de bajuladores. O Estado é plural, diverso e precisa ser pensado de forma ampla.
Quando o debate deixa de ser coletivo, o erro deixa de ser percebido a tempo. E quando ninguém mais pode contrariar o comando, o projeto começa lentamente a perder conexão com a realidade.
A história já ensinou isso várias vezes.
E continuará ensinando para quem insistir em não aprender.
*Ex-prefeito de Palmeirina e ex-presidente da CODEAM
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Uma das autoras de um dos pedidos de CPMI do caso Master que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) guarda com o máximo de cuidado debaixo da sua cadeira, a deputada Heloisa Helena (Rede-RJ) criticou duramente para o Correio Político o que, na sua avaliação, não passa de “jogo de cena”.
Na semana passada, quando Alcolumbre, em sessão do Congresso, disse que não iria pautar a instalação da CPMI, suscitou um debate no qual se atacaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), um acusando o outro de envolvimento na crise do banco e cada um manifestando-se a favor da investigação. Para Heloisa Helena, pura encenação.
Leia mais“Sinceramente, sinto desprezo pelo cínico jogo ensaiado”, disse Heloísa Helena. “Bilhões usurpados de aposentadorias e pensionistas, outros mais de bancos públicos no Fundo Garantidor de Crédito [FGC], impacto gigantesco nos orçamentos estaduais e municipais para tampar o roubo, que no final será pago pelos mais pobres”, continua. Para a deputada, haveria no ato de Alcolumbre de sentar em cima da CPMI uma encenação.
Alcolumbre não pauta, porque interessa a ele que a investigação não avance, e governo e oposição fazem seus discursos porque sabem da mesma forma que não vai avançar. Começando por Flávio Bolsonaro, tudo o que ele disse até agora mostra que ele não teria a menor condição de ir a uma CPMI e ali esclarecer o que de fato aconteceu com o dinheiro que pediu a Vorcaro. Ele fala de um “contrato com cláusula de confidencialidade”. Onde está o contrato? Não há mais sentido em manter confidencialidade. Primeiro, porque Vorcaro não honrou o contrato.
Segundo, porque o banqueiro está preso e constatada a origem ilegal do dinheiro. Do total de R$ 134 milhões que pediu, Flávio teria recebido efetivamente R$ 60 milhões. Se o senador tivesse de fato como mostrar que o dinheiro efetivamente foi para o financiamento de Dark Horse, a cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, já teria apresentado essas planilhas.
Se, assim, Flávio nada ganharia sentando-se na cadeira de uma CPMI, também nada ganharia o governo. Primeiro, porque nunca interessa a um governo uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Ela é um instrumento da minoria, e é por isso que pode ser instalada com um número número menor de apoio.
Mas o governo também teria o que explicar. E o PT. Começando pelo fato de ser o Credicesta a origem da maior parte dos consignados falsos que engordaram a carteira que o Banco Master vendeu para o BRB. O Credicesta pertencia ao governo da Bahia, do PT, que o vendeu a Augusto Lima, sócio de Vorcaro.
Poderá o PT e o governo da Bahia dizer que não sabia das intenções do Master de usar o Credicesta para fraudes. Mesmo assim, poderá ter problemas para explicar algumas coisas numa CPMI. Por exemplo: como se teve acesso aos dados dos professores da Bahia que tiveram em seus nomes os créditos?
Como era possível haver consignados falsos em nome dos professores da rede pública de ensino da Bahia sem o devido desconto do tal empréstimo todo mês na conta desses professores, se é assim que funciona um crédito consignado? Quem fazia vista grossa? Como se dava? O governo da Bahia teria como explicar isso numa CPMI?
Figuras ligadas ao PT e ao governo podem mesmo com tranquilidade explicar suas relações? O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski explicam tranquilos os contratos que tinham com o Master?E, então, Alcolumbre, com relação ao fundo do Amapá?
Assim, enquanto espera uma definição quanto à CPMI que pediu juntamente com a deputada Fernanda Melchiona (Psol-RS), Heloisa Helena desconfia das cobranças quanto à investigação. Nem governo. Nem oposição. Nem Centrão. Nem Legislativo. Nem Judiciário. É a impressionante rede de proteção do Master.
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