











O candidato ao governo do estado de São Paulo Fernando Haddad (PT) disse nesta segunda-feira (10), em entrevista à CNN, que a “taxa das blusinhas” foi um pedido do varejo. De acordo com o ex-ministro da Fazenda, a medida não partiu do governo federal.
“O presidente Lula não queria cobrar (a “taxa das blusinhas”), a federal. Quem introduziu foi o Congresso Nacional. O presidente Lula não queria e ainda falou: ‘vou vetar se vocês aprovarem'”, disse. “Qual o objetivo disso? Não era arrecadatório. Era um pedido do varejo nacional para equilibrar o que vendido numa loja e o que vem de fora. Não tem nada a ver comigo”. As informações são da CNN.
Leia maisHaddad afirmou também ter sido procurado por governadores, incluindo atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para cobrar ICMS das importações.
“E por que procuraram o Ministério da Fazenda? Por que vinha pelos correios e se os correios não fossem parceiros, não tinha condição de cobrar na entrada. Hoje o Tarcísio cobra a taxa das blusinhas. O que a oposição fez, usou esse negócio para carimbar o governo. Tanto é verdade que os governadores mantém”, afirmou.
Ainda de acordo com Haddad, esse movimento foi uma articulação de governadores de um lado e congresso do outro.
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O patrimônio declarado pelo ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL-SC) cresceu 27% em comparação à eleição de 2024, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o pleito de 2026, Carlos Bolsonaro transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina e irá tentar conquistar nas urnas um dos assentos para o Senado.
Neste ano, Carlos declarou à Justiça Eleitoral um total de R$ 2.784.065,08. Cerca de R$ 1, 9 milhão correspondem a investimentos diversos, enquanto R$ 463 mil estão em um depósito bancário. Ele também declarou ser dono de um carro Hyundai HB20X e um Nissan Kicks, além de duas motos. Ele também registrou ter participações societárias nas empresas Bolsonaro Digital e WF Advisory. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisEm 2024, quando conquistou a reeleição à Câmara de Vereadores do Rio, Carlos Bolsonaro declarou ter R$ 1.982.689,43. Corrigidos pela inflação, os valores correspondem a R$ 2, 1 milhão, resultando em um crescimento de 27% na comparação com este ano. Em 2024, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia declarado ser dono de um apartamento de R$ 85 mil, além de aplicações em renda fixa, ações de empresas como Netflix e McDonald Corporation e criptomoedas.
Também candidato por Santa Catarina, o irmão de Carlos e vereador de Balneário Camboriu, Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), disse ter R$ 187 mil à Justiça Eleitoral neste ano. Ele declarou ser dono de um carro Jetta, avaliado em R$ 65 mil, e uma conta bancária de R$ 70 mil. O parlamentar também afirmou ser dono de R$ 52 mil na Caixa Econômica.
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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) escolheu um cenário já conhecido do bolsonarismo para fazer sua primeira demonstração de força na campanha. O senador dará a largada oficial na corrida ao Planalto no próximo domingo, dia 16, na Praia de Copacabana, palco usado repetidas vezes por Jair Bolsonaro para reunir apoiadores. Com previsão de sol no Rio, a cúpula estadual do PL prepara um ato ao ar livre inspirado no modelo das manifestações realizadas pelo ex-presidente na orla nos últimos anos.
A escolha acrescenta uma dimensão simbólica à decisão de Flávio de iniciar a campanha em seu berço político. Além de lançar a candidatura no estado onde construiu sua trajetória eleitoral e que o elegeu senador em 2018, o presidenciável fará seu primeiro ato em um espaço diretamente associado às mobilizações do pai. Desde a Presidência e, sobretudo, depois de deixar o Palácio do Planalto, Bolsonaro recorreu a Copacabana em diferentes momentos políticos, em eventos marcados por bandeiras do Brasil, discursos em carros de som e convocação pelas redes sociais. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA organização ficará a cargo da cúpula do PL no Rio, responsável por mobilizar dirigentes, parlamentares, candidatos e militantes. A opção por uma manifestação aberta na orla, em vez de um lançamento restrito a convidados, também funcionará como um primeiro teste da capacidade de Flávio de levar às ruas a base política construída pelo pai.
Copacabana se tornou um dos principais palcos dessas mobilizações. Ainda presidente, Bolsonaro levou apoiadores à orla nas comemorações do Bicentenário da Independência, em 7 de setembro de 2022. Fora do poder, voltou ao local em abril de 2024, para uma manifestação com foco na defesa da liberdade de expressão, e em março de 2025, para um ato centrado no pedido de anistia aos condenados pelos ataques de 8 de Janeiro.
Em setembro daquele ano, uma nova manifestação em Copacabana reuniu cerca de 42 mil pessoas, segundo levantamento do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP), e teve entre suas principais bandeiras a anistia e as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em março deste ano, já com Bolsonaro preso, outro ato bolsonarista na região registrou público menor, de cerca de 4,7 mil pessoas, segundo monitoramento acadêmico.
O lançamento em Copacabana faz parte de uma estratégia mais ampla de Flávio para concentrar esforços no Sudeste no início da corrida eleitoral. A campanha planeja dedicar cerca de 60% da agenda do candidato à região, onde estão os três maiores colégios eleitorais do país. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro somam 63,3 milhões de eleitores, o equivalente a 39,9% dos 158 milhões de brasileiros aptos a votar.
No mesmo domingo, Lula também começará a campanha retornando às próprias origens políticas. O presidente escolheu São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde construiu sua trajetória sindical e iniciou sua carreira política, para o primeiro ato da tentativa de reeleição. Os dois principais candidatos, portanto, abrirão a disputa no Sudeste e em territórios associados às trajetórias políticas de seus respectivos campos.
A fotografia atual da eleição ajuda a explicar a atenção dada à região. Segundo as pesquisas mais recentes da Quaest, Flávio aparece com 40% contra 35% de Lula em São Paulo e com 38% ante 35% do petista no Rio. Em Minas, o cenário se inverte: Lula tem 38%, contra 35% de Flávio. No Rio e em Minas, as diferenças estão dentro da margem de erro.
Para Flávio, o Rio tem ainda uma função particular. Foi no estado que o senador construiu sua carreira política e é ali que a campanha pretende começar a tentativa de preservar a vantagem conquistada pelo pai há quatro anos. No segundo turno de 2022, Jair Bolsonaro recebeu 56,53% dos votos válidos entre os fluminenses, ante 43,47% de Lula.
Desta vez, porém, Flávio chega à disputa com um cenário estadual menos confortável do que o encontrado pelo pai. Em 2022, Bolsonaro tinha como candidato ao governo Cláudio Castro (PL), reeleito ainda no primeiro turno. Agora, o PL terá Douglas Ruas na corrida ao Palácio Guanabara, numa chapa pura e sem alianças, enquanto o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) inicia a campanha consolidado na dianteira.
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O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, neste domingo (9), de uma caminhada e de um ato político em Panelas, no Agreste, ao lado do prefeito Ruben Lima (PSB). Durante o discurso, João acusou o atual Governo do Estado de perseguir prefeitos filiados a partidos de oposição e prometeu ampliar a parceria com os municípios caso seja eleito. “A partir do ano que vem, vocês vão contar comigo e ter um governador presente”, afirmou.
Ruben Lima também criticou a gestão da governadora Raquel Lyra e disse que se decepcionou após apoiá-la no segundo turno de 2022. Segundo o prefeito, municípios da região enfrentam falta de ações do Governo do Estado por causa da posição política de seus gestores. “Panelas diz não ao lado de lá e sim a João Campos”, declarou.
O ato também contou com a presença do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), da candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) e do presidente estadual do PSB, Sileno Guedes. O grupo político de Ruben declarou apoio a Marília e ao senador Humberto Costa (PT) na disputa pelas duas vagas ao Senado.
O vice-prefeito de Barra de Guabiraba, Eugênio Filho (MDB), declarou apoio, nesta segunda-feira (10), à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. A adesão representa uma baixa no grupo político da governadora Raquel Lyra, que contava com o apoio do vice-prefeito no município. O anúncio foi feito durante reunião acompanhada pelo presidente estadual do MDB, Raul Henry.
“Recebo com muita alegria o apoio do vice-prefeito Eugênio. É uma liderança que conhece de perto a realidade de Barra de Guabiraba e que chega com a força do Agreste para somar ao nosso projeto”, afirmou João Campos.
A adesão amplia a presença da campanha do socialista no Agreste Central e se soma a outros apoios anunciados nas últimas semanas. Eugênio Filho passa a integrar o grupo de lideranças municipais que apoiam a candidatura de João ao Governo do Estado.
O prefeito de Goiana, Marcílio Régio, participou, nesta segunda-feira (10), da Procissão do Carrego da Lenha, realizada na Povoação de São Lourenço, em homenagem a São Lourenço Mártir. O cortejo reuniu moradores e visitantes, que percorreram as ruas carregando galhos secos e pedaços de madeira até a Igreja Matriz de São Lourenço, onde é formada a fogueira tradicional.
A celebração ocorreu após o reconhecimento do Carrego da Lenha como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco, aprovado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural e formalizado pelo Governo do Estado. “O Carrego da Lenha não é apenas uma festa; é parte da história de Povoação de São Lourenço e da identidade de Goiana”, afirmou Marcílio Régio.
O projeto Mulheres que Pensam o Brasil realiza, nesta quarta-feira (12), das 17h às 22h, uma edição na Assembleia Legislativa de São Paulo. O encontro reunirá representantes da política, do setor empresarial, do Direito e da sociedade civil para discutir propostas da Carta das Mulheres para a Política – Agenda Nacional para as Eleições de 2026, documento elaborado por mais de 400 participantes e que está sendo apresentado a candidaturas à Presidência.
A programação terá painéis sobre participação política, economia, ESG e inovação, além de uma reunião com candidatas. Entre os nomes confirmados estão Simone Tebet, Clariana Barão, Marina Helou, Marta Lívia Suplicy, Daniela Magalhães, Silvia Melo, Karim Miskulin, Camila Camargo e Mônica Monteiro. “Nosso objetivo é construir uma agenda nacional que dialogue com todas as forças políticas”, afirmou Gabriela Rollemberg, idealizadora do movimento.
O prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (União Brasil), anunciou apoio à candidatura de Batista Cabral (PSB), irmão do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PDT), para deputado estadual. Em contrapartida, o grupo de Lula apoiará Juliana de Chaparral (União Brasil) na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. A parceria foi oficializada em vídeo publicado nas redes sociais pelos dois prefeitos.
“Em Surubim, o nosso deputado estadual será Batista Cabral. E no Cabo de Santo Agostinho, Juliana de Chaparral é a nossa deputada federal”, afirmou Chaparral. Lula Cabral também confirmou o acordo: “É um projeto só, que vai levar Juliana à Câmara Federal e Batista à Assembleia Legislativa. É Surubim e Cabo de Santo Agostinho juntos por Pernambuco”.
O governo dos Estados Unidos respondeu nesta segunda-feira (10) ao pedido de consultas apresentado pelo Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC) e informou estar “à disposição” para discutir o tarifaço.
“Os Estados Unidos aceitam o pedido do Brasil de realização de consultas. Estamos à disposição para nos reunirmos com os representantes de sua missão em uma data mutuamente conveniente para a realização das consultas”, afirma o documento. As informações são do g1.
Leia maisO Brasil acionou a OMC para contestar duas novas tarifas anunciadas pela Casa Branca:
Ao acionar a organização, o governo brasileiro argumentou que as novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump são discriminatórias, unilaterais e violam os compromissos assumidos pelos Estados Unidos junto à própria entidade internacional.
Embora não tenha feito essa afirmação à OMC, o governo brasileiro tem dito — por meio de declarações do chanceler Mauro Vieira e de comunicados oficiais — que o tarifaço tem motivação política e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelas autoridades brasileiras ao longo das negociações com os responsáveis pelo comércio americano.
Embora o governo tenha acionado a OMC, diplomatas dizem que a medida tem caráter simbólico. Ou seja, não acreditam que uma eventual decisão da organização tenha capacidade de reverter o tarifaço americano.
Segundo eles, diante da tradição da diplomacia brasileira de defender o chamado multilateralismo, o governo considerou necessário acionar a OMC para reforçar a defesa da solução de conflitos entre países — sejam políticos, econômicos ou militares — por meio de organismos internacionais.
Os diplomatas afirmam ainda que o recurso à OMC “marca posição” do Brasil em relação aos EUA e registra a tentativa do país de buscar caminhos para reverter a medida.
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Por Maysa Sena – Blog da Folha
O senador Humberto Costa (PT) negou que a ausência de críticas mais contundentes ao governo da governadora Raquel Lyra (PSD) seja uma estratégia para preservar o apoio de prefeitos ao seu projeto de reeleição. Segundo o petista, a prioridade neste momento é apresentar propostas e construir alianças em torno de um projeto para Pernambuco.
“A nossa defesa do nome de João é que achamos que ele pode fazer muito mais por Pernambuco. Ele já deu o exemplo disso no período em que era prefeito da capital, fez muitas obras, muitas ações. Nossa aliança com ele é política”, afirmou Humberto, ao comentar a candidatura de João Campos (PSB) ao governo de Pernambuco.
O senador também destacou a relação construída com o PSB para a formação dos palanques da Frente Popular. “Vocês sabem que o PSB foi vital para que nós pudéssemos montar os palanques nessa eleição”, disse.
Leia maisHumberto afirmou ainda que sua postura de evitar ataques não é direcionada exclusivamente a Raquel Lyra. “Se vocês forem observar, eu não tenho feito crítica também até aos meus adversários. Não tenho feito crítica”, declarou.
Segundo o petista, a estratégia para a disputa eleitoral será centrada na defesa de seu mandato, do projeto para Pernambuco e do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu acho que nós precisamos em Pernambuco agora são de ações afirmativas, da construção de projetos, parcerias. Eu sempre executei com Jarbas, com Eduardo, com todo mundo, com Paulo Câmara. A minha linha vai ser essa: defender o meu mandato, defender um projeto para Pernambuco, defender o governo do presidente Lula”, afirmou.
Humberto avaliou que uma campanha propositiva pode contribuir para alcançar os objetivos políticos do grupo, incluindo a eleição de João Campos. “Eu acho que a gente consegue todos esses objetivos, inclusive a eleição de Campos, se a gente for propositivo, se a gente mostrar para as pessoas que as coisas podem melhorar”, concluiu.
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Resíduos de teto do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), no Recife, caíram sobre uma paciente e um acompanhante nesta segunda-feira (1). O acidente aconteceu menos de um mês após uma ocorrência semelhante no Hospital da Restauração (HR), também na capital pernambucana.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, uma das vítimas relata que o material que caiu do teto atingiu ela e um homem que estava ao seu lado. “Caiu pedaço de pedra e de lixo. Atingiu minha costela e minha perna”, diz o homem, que aparece sentado em uma maca. As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia maisA mulher, que também foi atingida pelo material, afirmou que começou a filmar o ocorrido, mas foi abordada por um segurança. “Ele disse que não podia filmar, que era contra as normas do jornal”, relatou.
O Diario pediu nota sobre o ocorrido à Secretaria de Saúde do Estado. Até a publicação dessa matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto.
Confira a nota do Hospital da Restauração na íntegra:
“A direção do Hospital Agamenon Magalhães informa que não houve queda de teto na unidade.
O episódio ocorreu durante os serviços de requalificação da cobertura da enfermaria localizada no 1º pavimento. Durante a retirada das telhas existentes, em uma área próxima ao ocorrido onde não haviam pacientes, houve o deslocamento não intencional das telhas brasilit o desprendimento pontual de resíduo orgânico acumulado sobre a cobertura, que alcançou uma área coberta da Emergência Cardiológica, situada em nível inferior.
O material atingiu dois pacientes que se encontravam no setor. Eles foram prontamente avaliados e não apresentaram qualquer intercorrência. Os pacientes optaram por permanecer no local, não havendo necessidade de remanejamento para outra área.
A área atingida foi imediatamente verificada e higienizada, com reforço das medidas preventivas relacionadas à continuidade dos serviços.
A Emergência Cardiológica permaneceu em funcionamento, sem interrupção dos atendimentos. Os serviços seguem acompanhados pelas equipes responsáveis, observando os procedimentos técnicos e de segurança aplicáveis”.
Outras ocorrências
Há menos de um mês, parte do forro do teto da sala de recuperação do Hospital da Restauração (HR), no Recife, caiu sobre uma paciente recém-operada.
O gesso atingiu a área que havia sido operada, e a paciente precisou passar por uma cirurgia de correção. Em maio deste ano, parte do forro do teto do 7º andar do Hospital da Restauração também cedeu. Apesar do susto, não houve registro de feridos.
Imagens feitas por pacientes mostram pedaços de gesso espalhados pelo chão do corredor, além de uma cratera aberta no teto do andar após o desabamento.
Segundo nota enviada na época pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), o desabamento aconteceu em um corredor do edifício que ainda não havia passado por reforma. A queda teria sido provocada pelas fortes chuvas registradas nos dias anteriores.
Em junho, não foi o teto que caiu, mas um timbu. O animal teria despencado do teto de PVC do refeitório do HR enquanto servidores faziam suas refeições. O timbu circulou por cima de uma das mesas do espaço e chamou a atenção das pessoas que estavam no local.
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Por Fernando Schüler*
Não fui o único, mas aquelas imagens mexeram comigo. A multidão de jovens marroquinos chegando em boias improvisadas e levantando as mãos para os céus, nas praias de Ceuta. Seria uma prova de que a humanidade fracassou, leio em um texto. A ideia é forte, mas equivocada. A humanidade nunca deu nem bem certo nem bem errado. Mesmo em seus piores momentos, quando os nazistas executavam a Solução Final em Auschwitz e Treblinka, jovens soldados caíam na Normandia, sob a artilharia alemã, para libertar a Europa da barbárie. A história é feita disso. Do melhor e do pior. Às vezes separados por muito pouco.
O drama das migrações, em nossa época, conta exatamente esta história. Os jovens marroquinos falavam em “trabalho”. Alguns murmuravam a palavra “liberdade”. Mas a ideia muito real que capturava sua imaginação era “Europa”. E, por nada desse mundo, diria que eles estão errados. Nos tempos recentes nos habituamos a fazer troça de nossa própria herança civilizacional e dos sucessos que o Ocidente produziu, do qual a Europa é testemunho. Mas os marroquinos não se dão o direito a este luxo retórico. Eles sabem atribuir um sentido bastante real à ideia de um mundo que “dá certo”. E é sobre isto que o seu drama nos ensina.
Leia maisA história das migrações, fugas e todos os seus dramas funciona como uma espécie de sinal sobre a ambivalência do mundo. Foi assim com Cuba. A história trágica dos balseros, milhares de homens e mulheres que se arriscam no Estreito da Flórida em barcos improvisados por vezes com a carcaça de velhos Buick ou Chevrolets americanos dos anos 50. O que fazem estas pessoas arriscando a vida para levantar os braços aos céus, em Sombrero Beach? A mesma pergunta vale agora para os mais de sete milhões de venezuelanos que largaram tudo para tentar a vida na Colômbia ou no Brasil.
Por que, afinal de contas, as pessoas fogem, migram, pedem refúgio, se arriscam em barcos feitos de pneus velhos? Arrisco dizer que elas sabem do mundo muito mais do que a maioria dos nossos “ideólogos”. Sabem que o mundo não é um fracasso, e é precisamente por isso que se movem. Por vezes fugindo de uma ditadura, por vezes da miséria, não importa. A direção do movimento raramente é aleatória.
Se alguém quiser uma boa definição sobre o tipo de mundo no qual nossos migrantes arriscam tudo para ingressar, vale entender o que Daron Acemoglu chama de “instituições inclusivas”. O império da lei, das garantias individuais, dos direitos de propriedade e da contenção do poder. Ele nos conta sobre as cidades de Nogales, no México, e a Nogales logo ao lado, no Arizona. Geografia e cultura similares. Instituições, não. Há um muro bem alto, no meio, e não há registros de migrantes arriscando a vida para pular na direção da Nogales mexicana. A história trágica dos migrantes tem o poder de nos ensinar muitas coisas. Desde que, por óbvio, estejamos dispostos a aprender.
*Cientista político, doutor em Filosofia (UFRGS) e professor do Insper
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