











O senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, participou, nesta quinta-feira (13), em Brasília, de uma gravação com o presidente Lula (PT) para a campanha eleitoral. Na chegada à sede da campanha de Lula, no Lago Sul, Humberto defendeu a eleição de uma bancada maior de deputados e senadores alinhados ao presidente para ampliar a base do governo no Congresso Nacional. “Precisamos eleger parlamentares comprometidos com o Brasil e com as pautas que interessam ao povo brasileiro. Precisamos de um Congresso que jogue junto com o presidente Lula em favor da população”, afirmou.
Segundo Humberto, uma maior representação governista no Congresso seria necessária para avançar em propostas como o fim da escala 6 por 1. “Se a gente quiser aprovar as grandes pautas do Brasil, como o fim da escala 6 por 1, e outras mais, é preciso que a gente tenha uma melhor correlação de forças no Congresso Nacional”, declarou o senador, que almoçou com Lula na quarta-feira (12), no Palácio da Alvorada. Nesta sexta-feira (14), Humberto participa de uma nova gravação com o presidente, ao lado do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), e da candidata ao Senado Marília Arraes (PDT).
O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, determinou a exoneração de um servidor comissionado da administração municipal após tomar conhecimento da participação dele em uma manifestação política na qual foram proferidos xingamentos contra um candidato de oposição. A decisão foi formalizada por meio da Portaria nº 363/2026. Segundo o prefeito, a medida está relacionada à responsabilidade de quem ocupa cargo de confiança na gestão municipal.
“Democracia se faz com liberdade, mas também com respeito. Divergências políticas são legítimas e fazem parte do processo democrático. O que não podemos admitir é que o debate público seja substituído por ofensas, agressões ou desrespeito”, afirmou Diego Cabral. Ele ressaltou que a exoneração não representa restrição à liberdade de manifestação política, mas uma decisão administrativa sobre a permanência em um cargo de livre nomeação e exoneração.
O prefeito também afirmou que orienta integrantes da gestão a manter postura respeitosa no debate político. “Não quero que ninguém ataque ou desrespeite adversários em meu nome. Vamos defender aquilo em que acreditamos com trabalho, propostas e argumentos. A democracia precisa ser preservada todos os dias, inclusive quando pensamos diferente”, declarou.
A secretária de Comunicação de Arcoverde, Ximenne Gabrielle Padilha de Almeida Moura, está internada na UTI do Hospital Regional de Arcoverde e precisa de doações de sangue. Uma campanha está sendo mobilizada para reforçar os estoques e garantir o atendimento necessário durante o tratamento.
As doações podem ser realizadas no Hemocentro de Arcoverde (Hemope), localizado na Avenida Joaquim Nabuco, nº 418, bairro São Cristóvão, em Arcoverde. O atendimento para doação de sangue acontece das 7h30 às 12h. As doações também podem ser realizadas nas unidades do Hemope de Recife ou Petrolina, em nome da paciente, para posterior encaminhamento a Arcoverde.
A mobilização pede que familiares, amigos e moradores que possam doar sangue contribuam e também compartilhem a informação. Quem puder doar, deve procurar o Hemope e informar o nome da paciente no momento da doação.
A recente definição da chapa do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) para o Senado, na disputa eleitoral de 2026, gerou uma lamentação. Em entrevista concedida ao Programa Edenevaldo Alves, na manhã de hoje, o jornalista e candidato a deputado federal, Carlos Britto (PL), criticou a ausência de um representante do Sertão nas suplências da candidatura de Eduardo da Fonte, que terá Carlos Andrade Lima (União Brasil) como primeiro suplente e Irmã Jane como segunda.
Para Britto, a composição ignora o peso político e a relevância histórica da região. “Quando [Miguel Coelho] não foi escolhido [para a vaga ao Senado], eu senti, porque o Sertão precisava dessa representação. Agora que ele teve a oportunidade de indicar, infelizmente, trouxe alguém do Recife. O que essa pessoa tem de ligação com a gente? Quantos anos lutou ao lado do grupo político? Que história e que legado construiu conosco?”, questionou.
O jornalista defendeu que nomes com trajetória consolidada na região seriam escolhas naturais para fortalecer a chapa. Ele citou nominalmente a vereadora de Petrolina, Maria Elena, como uma figura de inegável representatividade. “Ela é uma representante histórica do grupo, tem tamanho político e merecia essa oportunidade”, afirmou Britto. Além de Maria Elena, ele estendeu a reflexão a outras lideranças sertanejas de peso, como os vereadores Zénilto e Osório Siqueira, este último presidente da Câmara Municipal, e o ex-prefeito de Belém do São Francisco, Gustavo Caribé.
Anunciada pela governadora Raquel Lyra (PSD) como o início da ampliação da duplicação da BR-232, a obra, prevista para acontecer entre os municípios de São Caetano e Belo Jardim, simplesmente não existe. Não há nada que identifique a sinalização do start de uma obra tão importante para o Estado.
Não há o canteiro de obras da empresa, não existem trabalhadores, nem sinal da placa obrigatória com informações sobre o valor do empreendimento nem tampouco a empreiteira responsável.

Mais adiante, entretanto, encontrei um ponto de apoio com apenas uma máquina escavadeira e três veículos, mas nenhum funcionário, numa prova de que o anúncio do início das obras não passa um lance atabalhoado, meramente eleitoreiro.
Por Inácio Feitosa*
Existe uma mentira confortável que o mundo repete há séculos: a do vencedor solitário, que se fez sozinho e deve a vitória só ao próprio esforço. Agrada ao ego, mas não resiste a um olhar honesto sobre a vida. Ninguém vence sozinho – e quem vence de verdade não vence apenas para si.
Aprendi cedo, sem saber que aprendia. Aos doze anos eu vendia picolé de saquinho no condomínio e ganhei dinheiro pela primeira vez, sem imaginar que aquilo era uma semente. Mas era. E toda semente, para nascer, precisa ser enterrada no escuro.
Leia maisO escuro chegou anos depois. Já executivo num grande grupo, fui empurrado para uma sala que era o almoxarifado da empresa – manobra para me forçar a pedir demissão. Foi meu fundo do poço. E ali decidi não me lamentar: transformei o quarto escuro em sala de estudos. A vida tem retrovisor, mas é para frente que se olha.
Não saí do poço sozinho – nunca sairia. No escuro, duas lanternas. A primeira foi Isabel, minha esposa, a quem chamo de Vida. Numa manhã de 2013, em lágrimas, ela me contou que nossa segunda filha estava a caminho – e chorava de medo, porque faltava dinheiro. Respondi: “Este é um sinal de Deus de que dias melhores virão.” E vieram. A segunda foi um Judeu de quase cem anos que, num café, me perguntava sempre: “Quem é você?” Sou tudo o que essas pessoas semearam em mim.
Pense na sua última conquista: quantas mãos invisíveis sustentaram o caminho até ali? A vitória tem sempre mais donos do que aparece na foto.
Por isso a gratidão não é gentileza — é lucidez. Dizer “obrigado” é reconhecer que ficamos obrigados, que há uma dívida de amor a honrar. O primeiro dever de casa da vida é não reclamar e agradecer. Quem perde a graça de agradecer acredita na própria lenda — e tropeça nela.
Há ainda uma dimensão maior, que os apressados chamam de sorte e os humildes chamam de fé. “Pedi, e recebereis; buscai, e achareis”, diz o Evangelho — mas depois do pedido vem o suor. Empreender é responder à parábola dos talentos: a Deus não agrada quem enterra o que recebeu por medo, mas quem faz frutificar. Ter fé é trabalhar sabendo que não somos a fonte de tudo, apenas o instrumento.
Empreender nunca foi apenas ganhar dinheiro — ainda que ganhá-lo seja digno: o pecado não está em ganhar, e sim em fazer mau uso. Empreender é criar, gerar oportunidade, devolver dignidade a quem precisava de uma chance. Quando um negócio cresce, cresce a mesa de muitas famílias. O verdadeiro sucesso não se acumula numa conta; multiplica-se em vidas.
Por isso a dignidade é o fio que costura tudo. Não existe vitória construída sobre a humilhação de alguém — eu sei, porque já me quiseram humilhar, e escolhi transformar o excremento em adubo. Subir levantando os outros: isso, sim, é vitória. Riqueza sem dignidade é apenas dinheiro. Vitória com dignidade é legado.
E legado eu aprendi olhando três gerações para trás. Meu avô, Inácio José Feitosa, foi prefeito de Monteiro e levou energia elétrica ao sertão. Meu pai, João, me ensinou pelo exemplo até o último dia — e aprendi, quando a doença o levou, que às vezes é preciso interromper os próprios sonhos para segurar a mão de quem amamos. Nada do que sou começou em mim.
Então, quem vence quando você vence? Vence a sua família, que dividiu os medos. Vencem as pessoas que você emprega. Vence a comunidade que ganha um exemplo. Vencem os que virão depois e caminharão mais leve porque você abriu a trilha. E vence, silenciosamente, o próprio Deus, que confiou a você talentos e esperou vê-los frutificar.
A vida ensina que colecionar troféus não enche o peito. O que enche é olhar para trás e ver quantos venceram junto. Vença, então. Vença muito, com fé, trabalho e coragem. Mas não se esqueça, nunca, de dizer obrigado — porque a vitória que não sabe agradecer ainda não entendeu para que serve.
*Advogado, mestre em Educação pela UFPE e escritor.
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Com o início da campanha eleitoral, marcado para 16 de agosto, aumenta o número de veículos adesivados e de automóveis particulares utilizados em atividades de campanha. O que muitos proprietários desconhecem é que tanto a adesivação quanto a mudança na forma de utilização do veículo podem impactar as condições de cobertura do Seguro Automóvel.
O cuidado deve ir além das normas eleitorais. Embora a Justiça Eleitoral regulamente a propaganda em veículos particulares durante a campanha, o cumprimento dessas regras não garante, por si só, a manutenção da cobertura do seguro. Isso porque cada seguradora possui critérios próprios para avaliar alterações no veículo e mudanças em sua forma de utilização, tornando importante a consulta prévia ao corretor de seguros.
Leia maisO Sindicato das Seguradoras do Norte e Nordeste (Sindsegnne) e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) orientam que, antes de instalar materiais de propaganda eleitoral ou alterar a forma de utilização do veículo, o segurado consulte seu corretor ou a seguradora para verificar as regras específicas da apólice.
“Cada seguradora possui critérios próprios para análise do risco e aceitação de alterações no veículo, incluindo a adesivação, bastante comum durante o período eleitoral. Além disso, é importante considerar se o automóvel continuará sendo utilizado apenas para fins particulares ou passará a desempenhar atividades relacionadas à campanha”, explica Leandro Vasco, diretor do Sindsegnne.
Segundo Keila Farias, vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o uso do veículo para atividades de campanha pode representar uma mudança no perfil de utilização originalmente informado à seguradora. “O uso do veículo para fins publicitários ou de apoio a campanhas eleitorais pode aumentar sua exposição a acidentes, roubo e até vandalismo, o que pode levar à necessidade de adequação do contrato de seguro”, explica.
A representante da FenSeg ressalta, no entanto, que a simples presença de adesivos de pequeno porte em veículos de passeio, quando não há alteração na forma de utilização do automóvel, não compromete a cobertura do seguro auto. A recomendação de comunicação à seguradora ganha maior relevância quando há adesivação ostensiva, envelopamento ou mudança na finalidade de uso do veículo.
Um dos casos que merece atenção é o envelopamento total ou a plotagem que impeça a identificação da cor original do automóvel. Nessa situação, o proprietário deve comunicar a alteração à seguradora e também ao Detran do estado onde o veículo está registrado, para atualização do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV).
“É importante diferenciar uma adesivação de pequeno porte, que não altera a utilização do veículo, de uma plotagem ou envelopamento que modifique suas características ou esteja associado a uma nova finalidade de uso. Cada situação deve ser analisada de acordo com as regras da seguradora”, destaca Keila.
Outro ponto importante diz respeito aos danos causados aos próprios adesivos, envelopamentos e plotagens. De forma geral, esses danos não fazem parte da cobertura das apólices convencionais. Também é necessário atenção quando o automóvel passa a ser utilizado para atividades relacionadas diretamente à campanha eleitoral, como transporte de materiais, deslocamento de equipes, instalação de equipamentos de som ou outras ações de apoio.
“Quando o veículo deixa de ser utilizado exclusivamente para fins particulares e passa a exercer uma atividade ligada à campanha, pode haver necessidade de adequação da apólice. Se essa mudança não for comunicada, o segurado poderá enfrentar dificuldades no momento da indenização em caso de sinistro”, alerta Leandro Vasco, diretor do Sindsegnne.
O representante reforça que a alteração da finalidade de uso deve ser avaliada individualmente pela seguradora, uma vez que as condições contratuais podem variar. “O corretor é o profissional habilitado para verificar as regras específicas, avaliar o enquadramento do risco e, se necessário, orientar sobre eventuais ajustes ou coberturas adicionais para atividades publicitárias”, explica.
Outro aspecto que merece atenção durante o período eleitoral são os eventos de campanha. As apólices de seguro auto normalmente estabelecem exclusões para danos decorrentes de situações como tumultos, motins, atos de vandalismo e perturbação da ordem pública. Por isso, eventuais danos ocorridos durante manifestações ou eventos eleitorais precisam ser analisados conforme as condições específicas de cada contrato.
Para evitar problemas em caso de sinistro, a recomendação das entidades é que o segurado faça uma consulta prévia ao corretor de seguros sempre que houver mudança relevante no veículo ou na forma como ele será utilizado durante a campanha.
“A principal recomendação é que qualquer alteração relevante, seja na adesivação ou na utilização do veículo durante o período eleitoral, seja informada previamente ao corretor de seguros. Essa consulta permite verificar as regras da seguradora e realizar, quando necessário, os ajustes na apólice, contribuindo para que o segurado mantenha sua proteção de acordo com as condições contratadas”, conclui Leandro Vasco.
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Metrópoles
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) descartou, hoje, a possibilidade de invasão ao sistema da Justiça Eleitoral no caso da filiação de Flávio Bolsonaro (PL) ao Missão. Segundo a Corte, a inclusão do senador no partido foi feita por um representante da própria legenda.
“O TSE informa que não houve hackeamento do sistema e, sim, o cadastro da filiação por parte de um representante do Missão”, informou o tribunal. A manifestação ocorre após a campanha de Flávio levantar a suspeita de que o sistema de filiação partidária pudesse ter sido alvo de um ataque hacker. O jurídico do candidato avalia levar o caso à Polícia Federal e já acionou o TSE para pedir a correção do registro.
Leia maisA alteração impediu o PL de registrar a candidatura de Flávio à Presidência da República nesta quinta. O senador havia indicado que faria o procedimento nesta data. O prazo para o registro das candidaturas termina no sábado (15/8). Uma certidão emitida pelo TSE às 11h13 desta quinta aponta que Flávio está com filiação regular ao Missão desde quarta-feira (12/8). O documento também registra que ele deixou o PL na mesma data.
Até então, o histórico da Justiça Eleitoral mostrava que Flávio estava filiado ao PL desde novembro de 2021. Com a alteração, o sistema passou a indicar a saída do partido e o ingresso no Missão em 12 de agosto de 2026.
Os dados de filiação são lançados pelos próprios partidos no sistema Filia, da Justiça Eleitoral. A própria certidão ressalta que as informações são inseridas sob responsabilidade das legendas e têm “presunção apenas relativa de veracidade”.
O que diz o Missão
Procurado, o presidente nacional do Missão e candidato do partido à Presidência, Renan Santos, afirmou que a legenda abriria uma investigação interna para descobrir o que ocorreu. “A última coisa que a gente quer é o Flávio Bolsonaro filiado à Missão”, disse.
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Servidores ligados ao Controle Urbano da Prefeitura de Camaragibe deixaram de trabalhar para tentar hostilizar João Campos (PSB), hoje, no centro do município. O grupo composto por seis homens e uma mulher se concentrou próximo a uma banca do comércio popular para gritar palavras de ordem contra o candidato a governador, não recebendo adesão sequer de quem estava em volta, o que reforça os indícios de uma ação orquestrada. Já o ex-prefeito do Recife reuniu apoiadores, lideranças locais e foi recebido com carinho pela população que trabalha ou frequenta o local.
O episódio reforça as suspeitas sobre a existência de um gabinete do ódio ligado a apoiadores da governadora Raquel Lyra (PSD), o que já está em investigação pela Polícia Federal. Nos últimos meses, outras hostilidades forjadas já foram registradas durante agendas de João Campos. Em junho, por exemplo, um servidor do gabinete da vice-governadora Priscila Krause (PSD) foi filmado enquanto xingava o candidato do PSB para fazer parecer que se tratava de um movimento espontâneo da população. Em julho, dois funcionários da Prefeitura de Igarassu foram flagrados fazendo o mesmo.
Em Camaragibe, local do caso de hoje, o prefeito é Diego Cabral (PSD), que começou o processo eleitoral de 2024 em baixa nas pesquisas e só conseguiu ser eleito depois que uma articulação entre João Campos e o então ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) viabilizou a retirada de pré-candidaturas competitivas dentro do PSB. Já na prefeitura, Diego traiu a ambos, anunciou apoio à governadora Raquel Lyra e mudou de deputado federal, passando a pedir votos para Daniel Coelho (PSD).
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou a reunião que estava prevista para hoje para discutir uma possível proibição ampla do uso de deepfakes na campanha eleitoral e as punições para casos de descumprimento das regras. O encontro havia sido convocado pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques. Os ministros ainda não divulgaram uma nova data para a reunião.
A conversa ocorreria após a sessão de julgamentos do plenário e tinha como objetivo debater os limites do uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais de 2026. Segundo ministros, o motivo do adiamento foi o “alongamento” da sessão desta quinta no plenário.
Leia maisEntre os pontos que seriam analisados pelos ministros estava a possibilidade de vetar completamente o uso de deepfakes durante a campanha. Outra hipótese em discussão era restringir a proibição apenas aos casos em que a tecnologia fosse utilizada para enganar eleitores ou prejudicar candidatos.
Segundo ministros ouvidos antes do adiamento, havia uma tendência de discussão sobre uma vedação mais ampla da ferramenta, como forma de evitar uma multiplicação de ações judiciais envolvendo o uso da tecnologia durante a disputa eleitoral. Também seriam debatidas possíveis punições para infrações às regras, como advertências e multas.
O debate ocorre no contexto de uma ação apresentada pelo PT contra a exibição de um vídeo produzido por inteligência artificial com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a convenção que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
O caso ainda deve ser analisado pelo tribunal. Na ação, o PT afirma que a exibição do vídeo violou as regras eleitorais sobre o uso de conteúdos sintéticos.
Já a defesa da campanha de Flávio Bolsonaro sustenta que o público foi informado de que se tratava de uma simulação produzida por inteligência artificial e que não houve tentativa de enganar os eleitores.
A resolução do TSE para as eleições de 2026 já proíbe o uso de conteúdo sintético em áudio e vídeo para prejudicar ou favorecer candidaturas quando houver substituição ou alteração de imagem e voz por meio digital. O tribunal, no entanto, ainda discute o alcance da regra e as situações em que a tecnologia pode ou não ser utilizada durante a campanha.
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O compositor, músico e personagem da cultura popular de Caruaru, Onildo Almeida, completa 98 anos, hoje. Nascido em 13 de agosto de 1928, na Rua dos Guararapes, no centro da cidade, Onildo chegou ao mundo em um período marcado por histórias que atravessavam a família e a própria memória caruaruense. Quase um século depois, seu nome permanece associado às tradições, aos sons e às histórias que ajudaram a construir a identidade cultural do município.
Desde menino, Onildo acompanhou de perto o movimento da Feira de Caruaru, cenário que se tornaria uma das principais referências de sua trajetória. Essa vivência inspirou uma de suas obras mais conhecidas, “A Feira de Caruaru”, música que ganhou projeção nacional na voz de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e se tornou um dos grandes símbolos da cultura popular nordestina. Com seus versos, Onildo transformou em música os personagens, os costumes, os produtos e a riqueza da feira, eternizando em uma canção uma parte fundamental da identidade de Caruaru.
Neste aniversário de 98 anos, Onildo Almeida celebra não apenas a passagem de mais um ano, mas uma vida inteira dedicada à preservação da memória e da identidade de sua terra. Sua obra atravessa gerações e permanece viva entre aqueles que reconhecem em suas canções um retrato afetivo de Caruaru e do Agreste. Ao completar quase um século de vida, o compositor se confunde com a própria memória da cidade, um patrimônio vivo de uma cultura que, graças a sua música, continua a cantar suas histórias.
O podcast ‘Direto de Brasília’ da próxima semana será excepcionalmente na quarta-feira, ao invés da terça, por causa da concorrida agenda do jornalista e escritor Xico Sá. O programa é uma parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Xico vai falar da sua mais recente obra, o livro ‘O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias’. A obra mistura perfil, reportagem e memórias que revisitam a trajetória de Paulo César Farias, o PC Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor de Mello.
Leia maisNa época em que o escândalo envolvendo PC Farias estourou, Xico Sá já trabalhava como repórter de política da Folha de S.Paulo e foi o primeiro jornalista a revelar o paradeiro internacional do tesoureiro, após ele ter a prisão decretada e fugir do País.
O livro foca também nos bastidores da investigação da fuga cinematográfica de PC Farias Paraguai, Caribe e Europa, além de revisitar o assassinato dele e de sua namorada Suzana Marcolino em junho de 1996, na praia de Guaxuma, em Maceió, crime cercado de mistérios e sem culpados formalmente apontados pela Justiça.
Francisco Reginaldo de Sá Menezes, o Xico Sá, é natural do Crato, no Ceará, e já ganhou importantes prêmios do jornalismo, como o Esso, Folha, Abril e Comunique-se. Começou a carreira no Recife e foi colunista do jornal Folha de S.Paulo, no qual mantinha um blog diário em seu site até 2014.
Fez parte da bancada do programa esportivo Cartão Verde da TV Cultura, junto com o jornalista Victor Birner, o apresentador Vladir Lemos e o ex-futebolista Sócrates. Integrou também parte da bancada do Saia Justa, programa exibido pelo canal a cabo GNT e capitaneado por Mônica Waldvogel. Também participou do programa Amor e Sexo da Rede Globo.
Faz parte do programa Papo de Segunda, no GNT, com Marcelo Tas, João Vicente de Castro e Leo Jaime, além de contribuir semanalmente com uma coluna na edição brasileira do jornal El Pais. Desde 2021, tem uma coluna no Diário do Nordeste. Desde maio de 2022 é comentarista e apresentador eventual do programa jornalístico independente ICL Notícias, dividiu a bancada com a jornalista Vivian Mesquita e com o economista Eduardo Moreira.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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