











Por Luciano Bivar*
Pois é! Por mais que você almeje o poder absoluto, como um Czar, um Faraó ou um Cézar, se não estiver imbuído de ideais e valores morais, jamais alcançará sua paz interior, muito menos da sociedade que você vive ou circunstancialmente comanda, porque na verdade você é uma fraude.
Não sou religioso, mas tenho uma profunda fé. Por outro lado, não acredito que Deus castiga e muda o destino de alguém, que julga pessoas e que ouve pedidos. Vender essa esperança em púlpitos ou palanques é um estelionato.
Leia maisQuando vejo um político defender Deus, família e pátria e ao mesmo tempo traem pessoas e coisas, que desviam emendas parlamentares para seus próprios interesses, hasteiam uma bandeira estrangeira em plena avenida Paulista e ao mesmo tempo se dizem patriotas, é querer subestimar a inteligência de um o povo e toda uma nação.
Seria mais honesto parar de bravejar como se fossem os salvadores pátria. A defesa do nome de Deus, pátria e família como o fazem é tão tolo como visitar templos obscuros e frios que o homem construiu e dizer que é a casa de Deus.
Minha fé é paradoxal daqueles que usam um Deus para enganar. Acredito sim, que Deus e o inferno está dentro de cada um de nós, vender seus ideais para obter vantagens é como vender a própria alma para o diabo em busca do poder. Esquecem eles, posto finito que somos, efêmeros e passageiros.
A política é um esforço sem fim para alcançar o bem comum, guiado pela ética, pela sabedoria e pela habilidade de lidar com os desafios da convivência humana. Os discursos enganadores que o fazem, na verdade são uma busca de bens materiais através dos escaninhos da política, mas o seu mundo espiritual ou interior os tornam mais miseráveis ainda. Não sou guru, nem um expert em gnosiologia, mas posso te garantir que vivem um mundo de angústias e inquietações.
Todos entendemos que políticos são aqueles que orbitam em torno de governos, quer da situação ou oposição, mas não podem esquecer que os limites da dignidade humano são inegociáveis.
A política como ciência social, nos torna sempre em mutação para continuarmos nós mesmo, em cuja bússola aponta para nossas crenças e ideais. Fugindo disso, nos lembra a frase atribuída ao filósofo italiano Nicolau Maquiavel “a poucos homens é dado retificar os erros que cometem”.
Discriminar raças e credos, diferentes ou iguais, ultrapassa sim, o limite da essência humana. Não importa quer seja candidato a gari, Deputado, Senador ou Presidente, jamais esqueça do seu eu, senão você estará esquecendo de todos que os amam e são amados.
Um político sem ideal é como uma tocha que não ilumina, uma estrela cadente ou um idiota sem rumo.
*Deputado federal
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Por Cláudio Soares*
Decisão do Supremo Tribunal Federal abre caminho para a concessão de medidas protetivas em casos de violência baseada no gênero mesmo quando não existe relação familiar, doméstica ou afetiva entre vítima e agressor.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deu um passo importante na ampliação da proteção jurídica às mulheres vítimas de violência de gênero. No Tema 1.412 da repercussão geral, relativo ao ARE 1.537.713, a Corte discute justamente o alcance das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha quando a violência ocorre fora dos contextos tradicionalmente previstos pela legislação.
Leia maisA controvérsia surgiu diante de uma questão prática: uma mulher que sofre violência motivada por sua condição de mulher pode receber uma medida protetiva mesmo quando o agressor não é marido, companheiro, familiar ou alguém que integre seu ambiente doméstico?
A discussão chegou ao STF porque a Lei nº 11.340/2006 foi estruturada, originalmente, para enfrentar a violência praticada no âmbito da unidade doméstica, da família ou de uma relação íntima de afeto.
O entendimento em discussão na Suprema Corte amplia essa perspectiva ao considerar os compromissos assumidos pelo Brasil na proteção dos direitos humanos das mulheres, especialmente a Convenção de Belém do Pará. O próprio STF descreve o Tema 1.412 como uma controvérsia sobre a possibilidade de proteção diante de violência baseada no gênero praticada fora dos contextos expressamente disciplinados pela Lei Maria da Penha.
A proteção não depende necessariamente de vínculo com o agressor.
Na prática, a mudança pode alcançar situações em que o agressor seja, por exemplo, um colega de trabalho, vizinho, conhecido ou outra pessoa sem vínculo doméstico, familiar ou afetivo com a vítima.
O ponto central passa a ser a existência de violência contra a mulher baseada no gênero e a necessidade concreta de proteção, evitando que a ausência de uma relação doméstica ou afetiva deixe a vítima sem instrumento eficaz de proteção.
Mas existe uma ressalva jurídica fundamental.
A ampliação das medidas protetivas de urgência não significa, automaticamente, que todo o regime jurídico da Lei Maria da Penha passe a incidir sobre qualquer violência praticada contra uma mulher.
É preciso separar duas questões:
uma coisa é a utilização das medidas protetivas como instrumento de proteção, outra é reconhecer que determinado fato constitui violência doméstica e familiar para todos os efeitos da Lei nº 11.340/2006.
Essa distinção também é importante para definir a competência judicial. Medida protetiva não significa, automaticamente, Vara da Violência Doméstica.
Se a violência ocorreu fora dos contextos doméstico, familiar ou de relação íntima de afeto, a concessão de uma medida protetiva não transforma automaticamente o caso em violência doméstica e familiar.
Consequentemente, não há, apenas por esse motivo, deslocamento automático do processo para uma Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
A competência deverá ser definida conforme as regras ordinárias de organização judiciária e as normas específicas eventualmente estabelecidas pelo respectivo Tribunal.
Da mesma forma, a existência de uma medida protetiva não significa, por si só, que eventual ação penal deva ser remetida à Vara de Violência Doméstica. A discussão no STF representa uma mudança relevante na forma de compreender a proteção jurídica da mulher.
A questão deixa de ser exclusivamente:
“Qual é a relação entre a vítima e o agressor?” E passa a considerar também:
“A mulher está sendo vítima de uma violência baseada no gênero que exige proteção estatal?”
Essa perspectiva procura impedir que uma lacuna formal, a inexistência de vínculo doméstico, familiar ou afetivo, impeça o Estado de oferecer proteção imediata a uma mulher submetida a uma situação concreta de violência.
O Tema 1.412 ainda deve ser acompanhado com atenção quanto à formulação definitiva da tese vinculante, especialmente para delimitar o alcance das medidas protetivas e seus efeitos sobre competência e procedimento. O STF reconheceu repercussão geral da matéria em agosto de 2025, tendo o ministro Edson Fachin como relator.
O Supremo caminha para fortalecer a proteção contra a violência de gênero sem necessariamente exigir que vítima e agressor tenham uma relação doméstica, familiar ou afetiva. Mas isso não significa transformar toda violência contra a mulher em violência doméstica nem deslocar automaticamente todo processo para a Vara da Maria da Penha.
É uma distinção jurídica que, na prática, poderá ter grande impacto na atuação de advogados, Ministério Público, magistrados e autoridades policiais.
*Advogado criminalista e jornalista
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Caros amigos,
Depois de uma vida dedicada à política e à democracia, decidi colocar novamente meu nome à disposição dos eleitores de Brasília, como candidato a deputado federal.
Tomei essa decisão diante da grave crise que atravessamos na relação entre os Poderes da República — Executivo, Legislativo e também o Judiciário — em um momento de profundas transformações e disfunções na sociedade e na própria política.
Acredito que a Câmara dos Deputados e o Congresso precisam recuperar sua capacidade de diálogo, iniciativa e realização das reformas de que o país necessita, contribuindo para restabelecer o equilíbrio e a harmonia entre os Poderes.
É nesse momento que entendo que a experiência acumulada ao longo de tantos anos de vida pública ainda pode ser útil. Não para voltar ao passado, mas para ajudar a construir respostas para um tempo novo.
Se os eleitores de Brasília assim decidirem, quero voltar à Câmara dos Deputados, como seu representante, e colocar essa experiência a serviço da democracia, das reformas e do futuro do Brasil.
Roberto Freire – advogado, ex-deputado federal e filiado ao Cidadania
Candidato a deputado estadual, Batista Cabral (PSB) segue avançando nas articulações pelo interior de Pernambuco e realizou uma série de agendas, ontem (19), em Arcoverde, no Sertão. Ao lado do candidato a deputado federal Luciano Pacheco (MDB), ele se reuniu com lideranças políticas e representantes da comunidade para fortalecer a presença da Frente Popular na região e ampliar o diálogo em torno do projeto liderado por João Campos (PSB) no Estado.
A passagem por Arcoverde integra uma movimentação estratégica que Batista Cabral vem alinhando em municípios pernambucanos, aproximando sua candidatura de lideranças e comunidades de diferentes regiões. O resultado tem sido muito positivo, com a consolidação de uma base política conectada às demandas locais, com foco na ampliação da representação dos municípios na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Com atuação política iniciada no Cabo de Santo Agostinho e uma agenda que avança pelo interior, Batista Cabral vem consolidando uma candidatura estadual que conecta diferentes regiões de Pernambuco. Em Arcoverde, o encontro reforçou essa articulação e a construção de alianças no Sertão em torno da Frente Popular. “É carga do Cabo ao Sertão. Pernambuco precisa de uma política que una as regiões, fortaleça os municípios e faça o Estado avançar. É isso que estamos construindo, com diálogo, presença e compromisso”, afirmou Batista Cabral.
Poder360
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, defenderam uma nova discussão sobre a exigência de diploma para o exercício do jornalismo no Brasil.
A regra foi considerada inconstitucional pela Corte em 2009, mas voltou ao debate na última terça-feira. Dino disse que o sigilo da fonte não pode ser um direito para “desinformar”. Moraes declarou que a liberdade de imprensa não pode ser usada para “cometimento de crimes”.
Moraes é o autor da decisão que determinou busca e apreensão contra Raimundo Soares Cutrim no Maranhão. O ex-secretário estadual de Assuntos Legislativos do Estado é, de acordo com a Polícia Federal, fonte do jornalista Luís Pablo, responsável pelo Blog do Luís Pablo e alvo de operação realizada 5 meses atrás.
Pablo escreveu reportagens sobre o uso de carros oficiais pela família de Dino no Estado. O magistrado negou e afirmou que o veículo era seu. A exigência do diploma é pouco usual entre parceiros diplomáticos e comerciais do Brasil.
Países como Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Chile, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido, Suécia e Suíça não exigem um diploma específico em jornalismo para o exercício da profissão.
Canadá, Coreia do Sul, México, Rússia e Índia também não dispõem de obrigatoriedades formais para o exercício do jornalismo. Em alguns desses países, existem outras formas de regulamentação ou de reconhecimento profissional, como testes de conhecimento e registros. Já entre os países que exigem o diploma para jornalistas exercerem a função profissional estão:
O Programa Ilumina Pernambuco tem como objetivo modernizar a iluminação pública dos municípios do Estado. Ele substitui antigas lâmpadas de vapor de sódio e mercúrio por luminárias de LED, garantindo mais eficiência energética e segurança. Apesar de não ser considerado município, o distrito estadual de Fernando de Noronha também está sendo contemplado pelo programa com um investimento de R$ 2.219.417,12, que garantirá a modernização de 1.229 pontos de iluminação em LED na ilha.
As obras estão previstas para começar no próximo mês, em setembro. A modernização será realizada em duas etapas: a primeira, com investimento de R$ 719.417,12, contemplará 969 pontos e prevê a ampliação e substituição de todo o sistema de iluminação pública da ilha; e a segunda, com o aporte financeiro aproximado de R$ 1.500.000,00, contemplará 260 pontos envolvendo a substituição de todo o sistema de iluminação das pedonais (acessos de pedestres), infraestrutura elétrica, revitalização de iluminação da Praça Flamboyant e implantação de sistema de telegestão em todos os pontos de iluminação da ilha.
Leia maisO Programa Ilumina PE é uma iniciativa do Governo de Pernambuco, executada por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEDUH) do estado. E, no arquipélago pernambucano, a ação conta com o apoio da Administração de Fernando de Noronha.
O administrador da ilha, Virgílio Oliveira, comemorou a conquista. “Desde o início da gestão, quando chegamos, observamos a necessidade de fazer uma renovação em toda a estrutura de iluminação pública de Fernando de Noronha. Prometemos que iríamos trazer essa mudança. E, agora, em parceria com o Programa Ilumina PE, da SEDUH, estamos trazendo toda essa troca e modernização de 1.229 pontos de iluminação”, ressaltou Virgílio.
“Fernando de Noronha só tem a agradecer por ter sido contemplado pelo maior programa de iluminação de Pernambuco”, salientou Roberta Meneses, superintendente de Infraestrutura e Meio Ambiente da Administração da ilha.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Embora a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (19) aponte uma situação de empate técnico entre o candidato do PT, Leandro Grass, e o candidato do PSD, José Roberto Arruda, na disputa pelo segundo lugar, é Arruda quem é o alvo da preocupação da governadora Celina Leão (PP), que lidera a corrida pela reeleição. Segundo a pesquisa, Arruda tem 22% das intenções de voto, e Grass tem 18%.
Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, no limite Arruda e Grass estão empatados. Celina está 12 pontos à frente de Arruda. Mas o seu peso na disputa fica claro quando ele sai em um segundo cenário: no caso, Celina pula de 34% para 45%. E Grass sobe para 20%. Assim, a grande aposta de Celina segue sendo conseguir que Arruda seja considerado inelegível com base na Lei da Ficha Limpa e saia da disputa.
Leia maisPela Lei da Ficha Limpa original, as condenações contra Arruda na Operação Caixa de Pandora o deixariam inelegível até 2032. Mas a Lei Complementar nº 219/2025 alterou esses prazos. Antes, o período de inelegibilidade era contado a partir do final do cumprimento da pena, a lei mudou o prazo para o momento da condenação. Isso beneficiou não apenas Arruda, mas outros políticos como Anthony Garotinho (Republicanos) e Eduardo Cunha (Republicanos).
Há, porém, uma contestação quanto à constitucionalidade dessa lei, que está sendo julgada no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação é movida pela Rede. A relatora da ação, Cármen Lúcia, e Luiz Fux votaram pela inconstitucionalidade. Então, Gilmar Mendes pediu vista e até agora não devolveu a ação ao plenário. Arruda segue candidato sem saber qual será o posicionamento final do STF. Os que querem ver Arruda fora da disputa avaliam que Gilmar Mendes irá segurar o processo consigo o máximo possível.
Assim, passaram a acreditar que o caminho mais provável para tirar Arruda do páreo é uma impugnação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Esse pedido de impugnação foi feito efetivamente nesta quarta-feira pelo deputado distrital Claudio Ferreira Domingues (Democrata). Mas não seria exatamente uma ação individual dele, já que a saída de Arruda da disputa interessa a muita gente.
Segundo disseram fontes, quem se moveria nos bastidores para tentar obter a impugnação de Arruda é o candidato a vice-governador na chapa de Celina, Gustavo Rocha (Republicanos). O relator do processo no TRE será o desembargador Guilherme Pupe. O que poderia aproximar Rocha de Pupe seriam os direitos humanos.
Gustavo Rocha foi ministro de Direitos Humanos no governo Michel Temer. Rodrigo Pupe é um dos sócios do escritório de Rodrigo Mudrovitsch, presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Muito embora a questão seja polêmica. Mesmo uma eventual proximidade poderia não levar a se atropelar uma decisão do STF.
Assim, especula-se como outra possibilidade que o TRE resolva esperar a decisão do TSE para se manifestar ou não pela impugnação de Arruda. O problema é a demora provocada no STF pelo pedido de vista de Gilmar Mendes, que faz com que candidatos disputem as eleições sem saber a essa altura se são elegíveis ou não.
Uma situação que leva às eleições brasileiras – não somente à de Arruda – insegurança jurídica. No fundo, a demora pode acabar tornando a situação fato consumado. A Justiça irá depois cassar o diploma de um governador que venha a ser eleito? Como resolverá? Dará posse ao segundo colocado? Convocar nova eleição?
Por outro lado, não se pode ignorar os interesses diversos. Celina Leão vê Arruda como o nome capaz de derrotá-la. Tirá-lo do páreo lhe interessa. De fato, a nova lei alterou os prazos de inelegibilidade da Ficha Limpa. Mas ficaram pontos controversos. Arruda tem seis condenações. A mudança vale para os casos conexos?
O caminho da impugnação no TRE tem outro problema, caso o STF demore. O que o TRE decidir cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ou seja, a situação se arrastará. Empurrar com a barriga provavelmente não é a melhor solução. Como, no final, acontece também com a história do mandato-tampão no Rio de Janeiro.
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O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, recebe, amanhã, o ator, cantor, compositor e violeiro Jackson Antunes, mineiro que construiu uma carreira de destaque na televisão sem deixar de lado a ligação com a música e suas origens no campo.
Na TV, Jackson deu vida a personagens que ficaram na memória do público. Estreou nas novelas da Globo como o jagunço Damião, na primeira versão de Renascer, em 1993, trabalho que lhe rendeu reconhecimento como ator revelação. Depois, participou de produções como O Rei do Gado, Terra Nostra, A Favorita e A Regra do Jogo. Em A Favorita, viveu Léo, marido violento e abusivo de Catarina, personagem que provocou forte repercussão entre os telespectadores.
No Sextou, Jackson fala também de outra vertente de sua carreira: a música. Cantor, compositor e violeiro, ele relembra gravações de clássicos de Luiz Gonzaga e conta como a música sempre esteve ligada à sua história de vida e às raízes no interior de Minas Gerais.
A conversa passa ainda por episódios marcantes de sua trajetória pessoal. Jackson se emociona ao falar da infância em uma família numerosa e de poucos recursos, da perda do irmão gêmeo logo após o nascimento e da homenagem que fez a ele anos depois ao dar seu nome a um dos filhos. O ator também relata a luta contra um câncer no pâncreas, do qual conseguiu se recuperar.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
Da coluna de Cláudio Humberto
Há duas semanas o governo federal petista passou da marca bilionária de despesas com viagens, em 2026, e “abriu”: agora, no total, Lula (PT) e cia. já conseguiram torrar mais de R$ 1,15 bilhão. São R$ 499 milhões com passagens aéreas e – principalmente – mais de R$ 650 milhões com diárias distribuídas a funcionários. Quase R$ 148 milhões foram destinados a viagens internacionais, que representam 13% do total.
Por Rinaldo Remígio
Magno, bom dia! Que maravilha o podcast com Xico Sá!
Ouvir uma conversa como essa é perceber o quanto a história possui bastidores que, muitas vezes, somente chegam ao conhecimento da sociedade décadas depois dos acontecimentos. São informações reveladoras que, infelizmente, o tempo vai guardando até que alguém resolva pesquisar, ouvir personagens, confrontar versões e, finalmente, colocá-las à disposição do público.
Leia maisO relato de Xico Sá sobre o livro ‘O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias’ nos transporta para um período marcante da história política brasileira: a eleição presidencial de 1989, a primeira eleição direta para presidente depois de um longo período sem esse exercício democrático, a ascensão de Fernando Collor e, posteriormente, toda a crise política que culminaria no seu afastamento da Presidência.
E quantas histórias ainda estavam escondidas!
Chama particularmente a atenção a narrativa sobre a fuga de Paulo César Farias, o PC Farias, em 1993. Os detalhes apresentados por Xico Sá – a mudança de aparência, o deslocamento pelo Sertão de Pernambuco, a utilização de um pequeno avião, a passagem pelo Paraguai e pela Argentina e, posteriormente, a chegada a Londres – parecem roteiro de cinema.
Mais impressionante ainda é saber que parte desses detalhes permaneceu desconhecida do grande público durante tantos anos.
Outro aspecto muito interessante da entrevista é o próprio papel do jornalismo naquele momento. Xico relembra a descoberta do paradeiro de PC Farias em Londres e também reconhece a importância da histórica entrevista realizada por Roberto Cabrini. São registros que demonstram como o jornalismo investigativo pode ajudar a documentar acontecimentos que, depois, passam a integrar a própria memória política do país.
Até o famoso Morcego Negro, avião associado a PC Farias desde a campanha presidencial de 1989, reaparece cercado de informações e bastidores que ajudam a compreender melhor aquele período.
É justamente aí que está, para mim, o grande valor de trabalhos dessa natureza.
Nós que gostamos de história, assim como jornalistas, pesquisadores e formadores de opinião, precisamos estar permanentemente dispostos a revisitar aquilo que imaginávamos conhecer. Novos documentos, depoimentos e investigações podem acrescentar peças ao quebra-cabeça e nos fazer enxergar determinados acontecimentos com outros olhos.
Isso não significa necessariamente apagar aquilo que já foi escrito, mas ampliar a compreensão dos fatos.
A história nunca deve ter medo de novas informações.
Por isso, Magno, parabéns pelo podcast e pela oportunidade de ouvir Xico Sá. Além de uma excelente entrevista, foi uma verdadeira viagem aos bastidores de um período que marcou profundamente a política brasileira.
Fiquei ainda mais interessado em ler o livro.
Porque, mesmo quando determinadas revelações chegam décadas depois, vale a pena conhecê-las. Conhecer os bastidores também é uma forma de compreender melhor a história.
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Por Osvaldo Matos*
Como morador da região da Jaqueira, Parnamirim e Casa Forte, faço um apelo à governadora de Pernambuco e às forças de Segurança Pública para que utilizem, de forma imediata e coordenada, todos os mecanismos de inteligência policial, investigação, policiamento ostensivo e repressão qualificada ao crime para combater a crescente sensação de insegurança nesses bairros.
Moradores relatam assaltos à mão armada nas entradas de condomínios, estabelecimentos comerciais, academias, consultórios e durante práticas esportivas, ocorrendo em diferentes horários do dia e da noite. Também são frequentes os relatos de invasões a garagens de edifícios para furtos de bicicletas e objetos deixados dentro dos veículos. A população está assustada e cobra uma resposta efetiva do Estado.
Leia maisJaqueira, Parnamirim e Casa Forte concentram milhares de famílias e contribuintes que pagam elevados impostos e não estão pedindo nenhum privilégio. Pedem apenas que o Estado cumpra uma de suas obrigações mais básicas: garantir segurança e o direito constitucional de ir e vir.
É necessário ampliar o trabalho de inteligência para identificar quadrilhas e criminosos reincidentes, reforçar o policiamento ostensivo nos pontos e horários de maior incidência e realizar operações permanentes na região. Os moradores não podem continuar reféns do medo. Segurança pública precisa ser tratada como prioridade.
*Publicitário, Cientista Social e Político, especialista em Comex, Inteligência Competitiva, Marketing, Turismo e Comunicação.
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A Assembleia Legislativa de Pernambucano recebeu, ontem, o pedido de impeachment elaborado pelos deputados Sileno Guedes, Rodrigo Farias e Romero Albuquerque, todos do PSB, contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD). Confira abaixo a nota enviada pelos parlamentares.
Nota oficial
Na condição de membros da Assembleia Legislativa de Pernambuco, e diante da importância de fiscalizar e acompanhar os recursos públicos geridos pelo Governo de Pernambuco, ingressamos, ontem, com pedido de impeachment contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD).
A medida ocorre depois de uma série de denúncias já feitas pela bancada da oposição quando a vice-governadora ocupou interinamente a chefia da administração estadual, assinando R$ 200 milhões de orçamento que também chegava ao hospital que tem, como principal sócio e administrador, seu marido, Jorge Branco – com quem é casada em comunhão de bens.
Na última semana, auditoria federal apontou irregularidades na Casa de Saúde e Maternidade Nsa. do Perpétuo Socorro LTDA com graves prejuízos aos cofres públicos, principalmente pelo apontamento de fraudes em tratamentos de câncer e de hemodiálise. A auditoria se tornou um escândalo nacional, revelado pelos veículos de imprensa.
Some-se a isso, o fato de a unidade já ter recebido R$ 75 milhões do Governo de Pernambuco, o que reforça a necessidade da devida investigação. De acordo com informações disponíveis no próprio Diário Oficial, Priscila Krause ainda nomeou os responsáveis das áreas jurídica, de licitação e financeira da Secretaria de Saúde que cuidavam de toda a cadeia de pagamento para o hospital gerido pelo seu marido.
Esse conjunto de irregularidades, que fez o Ministério da Saúde exigir que o marido da vice-governadora faça a devolução de recursos para o SUS, nos levaram a exigir que a Assembleia Legislativa se mobilize formalmente para apreciar o caso. O nosso objetivo é que tudo seja devidamente apurado como prevê a lei, diante de indícios evidentes de graves irregularidades. O impeachment é necessário para proteger o dinheiro do SUS, que está sendo desviado para o marido da vice-governadora.
Atenciosamente,
Sileno Guedes – deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde da Alepe
Rodrigo Farias – deputado estadual e vice-presidente da Alepe
Romero Albuquerque – deputado estadual
