











O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, a nova lei sancionada pelo governo que endurece a cobrança de pensão alimentícia. Ao defender a medida, o petista afirmou que devedores poderão ser submetidos ao uso de tornozeleira eletrônica e disse que a iniciativa busca reforçar a proteção às mulheres e às crianças. “Agora, o cidadão vai ter que colocar a tornozeleira, e vai ser a tornozeleira que a mulher vai acompanhar se ele vai chegar perto dela. É assim que a gente vai educar os homens a gostarem das suas mulheres”, declarou.
Durante a convenção que oficializou a candidatura à reeleição de Raquel Lyra (PSD), neste domingo (2), o candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) fez críticas a governos anteriores, defendeu a continuidade da gestão estadual e voltou a se apresentar como elo entre a governadora e o presidente Lula. Confira um trecho!
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou, neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, a trajetória de Geraldo Alckmin e afirmou que os 16 anos à frente do Governo de São Paulo, a “autoridade moral” e o reconhecimento junto aos setores da indústria e do comércio o credenciaram para comandar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Lula também exaltou o desempenho do vice na pasta. “O Brasil nunca teve um ministro da Indústria e do Comércio da qualidade que você foi nesses quatro anos”, declarou.
O candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP) afirmou, neste domingo (2), que a chapa formada pela governadora Raquel Lyra (PSD), pela vice-governadora Priscila Krause (PSD) e pelo também candidato ao Senado Túlio Gadelha (PSD) tem como compromisso atender à população mais vulnerável. “O que nos une é enxergar por aqueles que não são enxergados, é levar aos quatro cantos do Estado de Pernambuco a saúde, a comida, o respeito, a dignidade e poder tornar possível a força da política na vida das pessoas”, declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou, neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ao agradecer a ambos, afirmou que a competência de Alckmin o credenciou para repetir a dobradinha na chapa e disse que Haddad foi decisivo para aproximá-los. Lula também defendeu o legado de sua gestão e afirmou que a militância poderá fazer campanha com base nas ações do governo. “Vocês podem ter orgulho de defender o que o governo federal fez naquele estado, porque eu duvido que, na história do Brasil, um presidente da República colocou tanto dinheiro nos estados como nós colocamos”, declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, que sua relação com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos foi marcada pela lealdade e pelo compromisso com o desenvolvimento do Nordeste. “A minha relação com Eduardo Campos foi extraordinária, pela lealdade e pela compreensão que ele tinha da necessidade de desenvolver o Nordeste”, declarou.
Após mais de três horas de atraso em relação ao horário previsto para as 9h, a governadora Raquel Lyra (PSD) chegou, no início da tarde deste domingo (2), ao Parador, no Bairro do Recife, para a convenção que oficializou sua candidatura à reeleição ao Governo de Pernambuco. A chefe do Executivo estadual foi recebida nos braços de apoiadores e entrou no evento acompanhada da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e dos pré-candidatos ao Senado Tulio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).
Até a chegada da governadora, a convenção foi marcada por alguns contratempos, como a ausência do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), que desistiu da disputa ao Senado, e o atendimento prestado pelo Corpo de Bombeiros a uma participante que passou mal em razão do calor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembrou, neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, as dificuldades enfrentadas na criação do partido, em meio ao processo de redemocratização do país. Segundo ele, a proposta encontrou resistência até entre aliados e legendas de esquerda. “Quando fui falar que ia criar o PT, tomei uma vaia. Muitos partidos de esquerda também não queriam que eu criasse o PT”, afirmou.
Por Orlando Morais Neto*
Houve um tempo em que as campanhas eleitorais eram verdadeiros espaços de construção. Não eram perfeitas — nunca foram —, mas havia uma percepção de que a disputa política deveria servir para apresentar projetos, confrontar visões de mundo e convencer o eleitor pela força dos argumentos.
Os palanques eram ocupados por propostas. Os debates eram travados em torno de modelos de gestão, concepções econômicas, prioridades sociais e diferentes filosofias de governo. O adversário era, antes de tudo, alguém que pensava diferente. Combatia-se a ideia, não a dignidade da pessoa.
Leia maisÉ verdade que a política sempre conheceu o embate. A retórica firme, a crítica contundente e a oposição fazem parte da essência da democracia. Mas existe uma diferença profunda entre o confronto de ideias e a degradação do debate. Entre a crítica e o insulto. Entre a divergência e a desumanização.
Nos últimos anos, assistimos a uma transformação silenciosa, porém devastadora. O palco da democracia parece ter sido convertido em um picadeiro disfarçado de ringue romano. Já não basta convencer; é preciso viralizar. Não importa mais a profundidade do pensamento, mas a capacidade de produzir um corte de poucos segundos capaz de provocar indignação, alimentar torcidas e conquistar milhares de compartilhamentos.
A lógica da visibilidade passou a ditar o comportamento de muitos atores políticos. A reflexão perdeu espaço para a reação instantânea. A argumentação cedeu lugar ao meme. A complexidade tornou-se inimiga da velocidade. Em vez de discursos capazes de inspirar confiança, multiplicam-se frases de efeito cuidadosamente construídas para gerar aplausos entre os que já pensam da mesma forma.
Nesse novo ambiente, a recompensa raramente está com quem constrói pontes. Ela costuma favorecer quem provoca escândalos. Uma proposta consistente exige tempo para ser compreendida; uma ofensa precisa apenas de alguns segundos para se espalhar. O debate foi substituído pelo desempenho. A convicção, pelo engajamento. A política, muitas vezes, pela performance.
O problema é que esse fenômeno produz consequências muito além das redes sociais. Quando a agressão se transforma em método, o adversário deixa de ser um concorrente legítimo para tornar-se um inimigo a ser eliminado. A divergência passa a ser interpretada como traição. O diálogo transforma-se em fraqueza. A moderação é confundida com ausência de convicção.
O resultado é uma democracia emocionalmente exausta.
Perde o eleitor, que recebe muito barulho e pouca informação. Perde a administração pública, porque projetos estruturantes deixam de ser discutidos. Perdem os próprios candidatos, que acabam prisioneiros de personagens criados para alimentar a permanente necessidade de repercussão. E perde, sobretudo, a democracia, cuja maior riqueza sempre foi permitir que ideias diferentes coexistissem sem que seus defensores precisassem se odiar.
Curiosamente, os grandes momentos da história política nunca nasceram da multiplicação de ofensas. As grandes transformações surgiram da força das ideias. As revoluções intelectuais, os avanços institucionais, a consolidação dos direitos fundamentais e a própria construção do Estado Democrático de Direito foram frutos de longos debates filosóficos, jurídicos e políticos. Nenhuma sociedade amadureceu porque seus líderes colecionavam frases de efeito. Elas amadureceram porque alguém se dispôs a pensar, ouvir, discordar e convencer.
Talvez o maior desafio contemporâneo não seja vencer uma eleição, mas resgatar o significado da própria política.
A democracia não foi concebida para premiar quem grita mais alto. Ela existe para permitir que diferentes visões de sociedade disputem legitimamente o convencimento popular. É preciso recordar que campanhas eleitorais não deveriam ser campeonatos de humilhação pública nem arenas de destruição moral do adversário. Elas deveriam ser processos coletivos de reflexão sobre o futuro, nos quais o cidadão pudesse comparar ideias, avaliar projetos e escolher, conscientemente, o caminho que considera melhor para sua comunidade.
O eleitor merece mais do que espetáculos cuidadosamente encenados para provocar indignação. Merece conhecer propostas, compreender prioridades, avaliar capacidades administrativas e identificar valores.
Porque, ao final, as eleições passam. As frases de efeito desaparecem com a mesma rapidez com que surgem. As polêmicas são substituídas por novas polêmicas. Mas as decisões tomadas nas urnas continuam moldando escolas, hospitais, cidades, economia e a vida de milhões de pessoas.
Talvez ainda haja tempo de trocar as farpas pelas ideias. De substituir a cultura da humilhação pela cultura da argumentação. De compreender que a verdadeira grandeza da política nunca esteve na capacidade de destruir adversários, mas na coragem de construir caminhos comuns.
Enquanto continuarmos valorizando mais quem agride do que quem argumenta, mais quem viraliza do que quem apresenta soluções, estaremos produzindo campanhas cada vez mais barulhentas e democracias cada vez mais silenciosas.
No fim, a política sempre será um espelho da sociedade. A pergunta que permanece é simples: queremos uma democracia que forme cidadãos ou apenas um espetáculo que entretenha espectadores?
*Procurador municipal e advogado
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As imagens das duas convenções realizadas ontem e hoje, ambas no Recife, foram amplamente divulgadas pelas campanhas dos dois candidatos. O espaço escolhido por Raquel parecia ter sido uma vitória para ela.
No entanto, as imagens da convenção de João Campos, mesmo com espaços cobertos, demonstraram um público muito maior. As imagens do ponto alto da convenção de Raquel no Parador, postados no perfil oficial da Governadora, onde cabem 4 mil pessoas, mostram no entorno, no máximo mais esse tanto, chegando a no máximo 8 mil pessoas.
Na do socialista foi divulgado 60 mil, o que pode até estar com algum exagero, mas a convenção de João foi, no mínimo, o triplo da de Raquel.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT que oficializa sua candidatura à reeleição, que não pretende disputar um quinto mandato. Em tom descontraído, o petista afirmou que, caso seja eleito novamente, encerrará sua trajetória eleitoral ao fim do próximo governo. “Eu não vou ter chance de disputar o penta, porque resolvi que, depois de entregar o Brasil perfeitamente para o povo brasileiro, vou sair de férias para descansar pelos próximos 20 anos e namorar”, brincou.
Abraçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-dama Janja da Silva discursou neste domingo (2), na convenção nacional do PT, e afirmou que as mulheres serão decisivas para a reeleição do petista. Ela também destacou as políticas públicas do governo voltadas à inclusão e à população feminina. “Somos nós, mulheres, que vamos eleger você novamente”, cravou.
