











O ex-presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, é o meu convidado de hoje do podcast ‘Direto de Brasília’, programa em parceria com a Folha de Pernambuco. Felipe vai abordar especificamente a sessão bombástica do Supremo Tribunal Federal (STF) de ontem, na qual o plenário iria decidir se autorizava a abertura de uma investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento foi interrompido após uma questão de ordem e, posteriormente, pelo pedido de vista do ministro Flávio Dino. Com o adiamento, Dino terá prazo de 90 dias para devolver o caso ao plenário.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Por Rinaldo Remígio*
Será que podemos chamar de “barbárie institucional” o que assistimos ontem no plenário do Supremo Tribunal Federal? Depois de horas de sessão, nada de concreto foi decidido diante de acusações graves — ainda que, é indispensável ressaltar, sejam apenas suspeitas que precisam ser devidamente investigadas, com respeito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
O que a sociedade esperava era serenidade, transparência e uma resposta institucional. No entanto, o que presenciou foram ministros da mais alta Corte do país elevando o tom, trocando acusações, interrompendo uns aos outros e, em determinados momentos, demonstrando falta de respeito até mesmo para com quem presidia a sessão.
Leia maisDivergências jurídicas são naturais e necessárias em um tribunal. O que não se pode aceitar é que o debate abandone o campo das ideias e assuma contornos de confronto pessoal. Os ministros do Supremo não atuam ali como cidadãos comuns discutindo em uma praça; representam uma das instituições mais importantes da República e, por isso, devem dar exemplo de equilíbrio, respeito e responsabilidade.
Mesmo quem conhece pouco do Direito — ou até o brasileiro completamente leigo em questões jurídicas — pôde perceber que algo estava profundamente errado. Alguns ministros, penso eu, adotaram naquela sessão uma postura incompatível com a dignidade e a responsabilidade dos cargos que ocupam.
A ministra Cármen Lúcia, reconhecendo a gravidade do episódio, pediu desculpas ao povo brasileiro. Seu gesto demonstra humildade e merece ser respeitado. Mas será que a sociedade aceitará apenas um pedido de desculpas? Pedir desculpas é importante, porém não resolve o problema, não esclarece as suspeitas e tampouco recupera, por si só, a confiança abalada.
A população não deseja condenações antecipadas. Deseja investigação séria, imparcialidade, transparência e respostas. Ninguém pode estar acima da Constituição, assim como ninguém deve ser julgado previamente sem provas.
Penso também que os conselhos de classe profissional, as entidades representativas e as instituições da sociedade civil não devem permanecer em silêncio diante de um episódio dessa gravidade. Dentro de suas competências e atribuições legais, precisam se posicionar em defesa da Constituição, do devido processo legal, da ética, da transparência e do respeito entre os Poderes. A sociedade espera dessas instituições uma manifestação serena, firme e responsável.
Até quando continuaremos assistindo a esse descaso? Até quando as controvérsias processuais continuarão adiando o necessário enfrentamento dos fatos? E até quando a sociedade brasileira terá de esperar para saber a verdade?
O Supremo Tribunal Federal precisa ser preservado, mas preservar uma instituição não significa silenciar diante de seus erros. Pelo contrário: significa exigir que seus integrantes estejam à altura da missão constitucional que receberam.
A República é maior do que qualquer ministro. A Constituição é maior do que qualquer tribunal. E a sociedade brasileira merece respeito e respostas!
*Professor universitário aposentado, administrador, contador e mestre em Economia.
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Por Estadão Conteúdo
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse, nesta quarta-feira (16), que o acesso de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) à integra do celular de Daniel Vorcaro permitirá que a sociedade descubra as relações do ex-banqueiro com outros políticos e autoridades, inclusive da Corte.
“Agora que o celular dele está na mão de outros ministros, está na mão do (Cristiano) Zanin, está na mão do Gilmar (Mendes), está na mão do companheiro Flávio Dino, agora a gente vai saber quem é que estava com mulher, quem foi fazer ‘suruba’ com as mulheres que vieram da China”, afirmou, em participação no podcast Desce a Letra.
Leia maisO presidente também acusou pessoas famosas, sem identificá-las, de intermediar esses encontros. “Tem gente famosa que era agenciador, que era o cafetão da turma. Tudo isso vai aparecer agora. E é importante que apareça pra gente poder limpar esse país”, declarou.
Ao comentar a crise no Supremo, o petista afirmou que os acontecimentos prejudicam a instituição. “Eu acho que o que tá acontecendo no Supremo Tribunal Federal não é uma coisa boa. Não é uma coisa boa. Porque significa que aquele mafioso chamado Vorcaro envolveu todo mundo”, disse.
‘Nervosinho’
Lula criticou ainda o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a quem chamou de “nervosinho”. O presidente associou a reação do adversário à atuação do ministro Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro e os envolvidos na tentativa de golpe e à possibilidade de novas revelações sobre a relação de Flávio com Vorcaro.
“Ele tá nervosinho porque vai aparecer todas as falcatruas dele do Vorcaro, o churrasco, a bebida, as mulheres e os R$ 130 milhões que ele pegou do Vorcaro para poder financiar o filme do pai”, afirmou. Questionado pelos apresentadores sobre o Dark Horse, Lula disse que não pretende assistir ao filme. Lula também não apresentou provas dessas acusações no trecho da entrevista.
Apesar das críticas à situação no STF, o presidente reiterou elogios a Moraes. “Acho que o Alexandre de Moraes fez um trabalho extraordinário para garantir a democracia desse país, prendendo o Bolsonaro e os golpistas que foram com ele”, declarou.
Mas ele já havia dito anteriormente que “ninguém está acima da lei” – e que isso vale para os integrantes do STF.
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Do UOL
Pesquisas de RealTime Big Data, Datafolha e Quaest mostram como eleitores de Pernambuco avaliam a disputa entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) pelo governo do estado em 2026.
RealTime Big Data, 15 de setembro
No RealTime Big Data, João Campos e Raquel Lyra aparecem em empate técnico no primeiro turno estimulado. João Campos tem 44% e Raquel Lyra marca 43%.
Leia maisVeja o cenário de 1º turno estimulado do RealTime Big Data:
João Campos (PSB): 44%
Raquel Lyra (PSD): 43%
Renan Hallais (Missão): 4%
Ivan Moraes (PSOL): 1%
Outros: 1%
Branco/nulo: 4%
Não sabe/não respondeu: 3%
No primeiro turno espontâneo do RealTime Big Data, os dois também aparecem empatados. Raquel Lyra tem 25% e João Campos marca 25%; 35% dizem não saber ou não responder.
Veja o cenário de 1º turno espontâneo do RealTime Big Data:
Raquel Lyra (PSD): 25%
João Campos (PSB): 25%
Renan Hallais (Missão): 1%
Outros: 4%
Branco/nulo: 10%
Não sabe/não respondeu: 35%
No segundo turno do RealTime Big Data, João Campos e Raquel Lyra ficam empatados numericamente. Cada um tem 44%, com 6% de branco/nulo e 6% de não sabe/não respondeu.
Datafolha, 11 de setembro
No Datafolha, Raquel Lyra lidera o primeiro turno e abre vantagem numérica sobre João Campos. A governadora tem 47% e João Campos marca 42%
Veja o cenário de 1º turno do Datafolha
Raquel Lyra (PSD): 47%
João Campos (PSB): 42%
Ivan Moraes (PSOL): 1%
Professora Camila (UP): 1%
Renan Hallais (Missão): 1%
Guilherme Fonseca (PSTU): 0%
Victor Assis (PCO): 0%
Professor Jeremias do Banco (Democrata): 0%
Branco/nulo/nenhum: 6%
Indecisos: 2%
No segundo turno do Datafolha, Raquel Lyra também aparece à frente de João Campos. A governadora tem 51% e João Campos marca 44%; 4% dizem votar em branco/nulo/nenhum e 1% se declaram indecisos
Quaest, 8 de setembro
Na Quaest, Raquel Lyra lidera o primeiro turno estimulado, e a disputa com João Campos fica em empate técnico na margem de erro. Raquel marca 43% e João Campos tem 37%.
Veja o cenário de 1º turno estimulado da Quaest:
Raquel Lyra (PSD): 43%
João Campos (PSB): 37%
Ivan Moraes (PSOL): 1%
Renan Hallais (Missão): 1%
Guilherme Fonseca (PSTU): 0%
Professor Jeremias do Banco (Democrata): 0%
Professora Camila (UP): 0%
Victor Assis (PCO): 0%
Branco/nulo/não vai votar: 6%
Indecisos: 12%
No primeiro turno espontâneo da Quaest, Raquel Lyra aparece numericamente à frente de João Campos. A governadora tem 33% e João Campos marca 24%; 40% dizem estar indecisos.
Veja o cenário de 1º turno espontâneo da Quaest:
Raquel Lyra (PSD): 33%
João Campos (PSB): 24%
Ivan Moraes (PSOL): 0%
Guilherme Fonseca (PSTU): 0%
Professor Jeremias do Banco (Democrata): 0%
Professora Camila (UP): 0%
Renan Hallais (Missão): 0%
Outros: 1%
Branco/nulo/não vai votar: 3%
Indecisos: 40%
No segundo turno da Quaest, Raquel Lyra aparece à frente de João Campos. A governadora tem 45% e João Campos marca 39%; 6% dizem votar em branco/nulo/não vai votar e 10% se declaram indecisos.
Sobre as pesquisas
RealTime Big Data: 1.600 entrevistados em Pernambuco; entrevistas (método não informado no material); coleta de 10 a 14 de setembro de 2026; margem de erro de dois pontos percentuais; nível de confiança de 95%; contratante/financiamento não informado; registro no TSE: PE-07953/2026.
Datafolha: 1.204 entrevistados em Pernambuco; entrevistas (método não informado no material); coleta de 8 a 10 de setembro de 2026; margem de erro de três pontos percentuais; nível de confiança de 95%; contratante: Folha de S.Paulo e TV Globo; registro no TSE: PE-04411/2026.
Quaest: 1.302 entrevistados em Pernambuco; entrevistas presenciais; coleta de 4 a 7 de setembro de 2026; margem de erro de três pontos percentuais; nível de confiança de 95%; contratante: Globo; registro no TSE: PE-00285/2026.
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Por Maysa Sena
Da Folha de Pernambuco
Dos R$ 9,7 bilhões previstos pela Neoenergia Pernambuco em investimentos até 2030, cerca de R$ 1 bilhão já foi aplicado em 2026. A companhia prevê acelerar o ritmo ao longo dos próximos anos e estima encerrar este ano com aproximadamente R$ 1,6 bilhão investido no estado. Em entrevista à Folha de Pernambuco, o presidente da Neoenergia Pernambuco, Saulo Cabral, apresentou um panorama das principais demandas do setor elétrico e dos projetos em andamento, que incluem a expansão e modernização da rede, novas subestações, automação e soluções de energia em Fernando de Noronha.
Segundo o presidente da companhia, os recursos fazem parte do plano de investimentos anunciado pela empresa. “Esses recursos contemplam desde a expansão da rede elétrica até a construção de subestações, melhorias na infraestrutura, instalação de equipamentos e conexão de novos clientes. Seguimos fazendo os outros investimentos ao redor do estado”, afirmou.
Leia maisEntre as iniciativas já iniciadas, estão obras de embutimento de fios no Recife Antigo e a implantação de uma nova estrutura energética em Fernando de Noronha, com a construção de uma usina solar e de um sistema de baterias, previstos para serem concluídos ainda este ano.
De acordo com Cabral, os investimentos realizados até o momento também incluem o que ele classifica como “expansão orgânica” da empresa, acompanhando o crescimento da demanda por energia em diferentes regiões de Pernambuco.
Nova sede
Outro investimento em andamento é a construção da nova sede da Neoenergia Pernambuco, no Bongi, na Zona Oeste do Recife. O processo começou em dezembro do ano passado e a previsão é de que a mudança seja concluída até o final deste ano.
O novo prédio deverá concentrar o público administrativo e a diretoria da empresa, junto à operação que já funciona na região. Segundo Cabral, o investimento está na ordem de, em média, R$ 80 milhões.
A nova estrutura substituirá o edifício atualmente utilizado pela companhia, um prédio da década de 1970 que, segundo o presidente, se tornou grande para o atual modelo de operação da empresa. A Neoenergia passou por um processo de descentralização e ampliou a presença de núcleos operacionais nas principais cidades do estado.
Para Cabral, a mudança de sede também representa uma transformação na própria cultura da companhia. “Essa nova sede representa um prédio mais moderno, mais integrado e mais próximo da realidade que a Neoenergia Pernambuco vem vivendo nos últimos anos, uma empresa que tem se modernizado e investido bastante em inovação.”
Rede subaquática
Entre os projetos de infraestrutura está a implantação de uma rede elétrica subaquática para reforçar o fornecimento de energia na região de Muro Alto, no Litoral Sul de Pernambuco. A iniciativa, segundo Cabral, é inédita no estado e busca criar uma alternativa de suprimento para uma área que registra forte crescimento da demanda, especialmente em períodos de alta temporada.
“A estratégia busca aumentar a segurança e a continuidade do fornecimento […] Em caso de uma ocorrência que interrompa uma das redes, a existência de uma alternativa permite manter o atendimento aos consumidores”, explicou.
O crescimento da demanda também motivou investimentos na região de Sirinhaém. Segundo o presidente, a expansão de empreendimentos turísticos aumentou a necessidade de infraestrutura elétrica e levou à previsão de uma nova subestação para dar suporte ao crescimento da carga.
Automação
A automação da rede elétrica é outro eixo dos investimentos da Neoenergia Pernambuco. Segundo Saulo Cabral, a tecnologia permite que equipamentos instalados na rede identifiquem ocorrências e realizem manobras de forma automática, reduzindo o tempo necessário para recompor o fornecimento.
“A tecnologia também está integrada ao centro de controle da companhia. Em situações nas quais não é possível realizar a recomposição automática, os operadores conseguem acompanhar remotamente o que acontece na rede e executar manobras à distância”, disse Saulo.
Segundo Cabral, a operação já permite o controle centralizado da rede em Pernambuco, inclusive em cidades do interior. Na prática, a automação representa, para o sistema elétrico, ganho de velocidade na recomposição e, consequentemente, maior continuidade do fornecimento.
Noronha
Fernando de Noronha funciona como uma espécie de laboratório para a aplicação de novas tecnologias no sistema elétrico. A ilha está recebendo investimentos em geração solar e armazenamento de energia por baterias, além de soluções de redes inteligentes.
“Noronha também já conta com medidores inteligentes e telecomandados, que permitem a transmissão das informações diretamente para uma central, dispensando a necessidade de leitura presencial dos equipamentos”, explicou.
Outro projeto envolve a iluminação pública, que pode ter sua intensidade controlada remotamente. A companhia também testa soluções relacionadas à integração de novos recursos energéticos, como bicicletas e estações de carregamento para veículos elétricos.
Por Rudolfo Lago
Do Correio da Manhã
Em um dos momentos mais tensos dos vários momentos tensos da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira, o ministro André Mendonça pediu ao ministro Gilmar Mendes que o tratasse com respeito. E Gilmar Mendes disparou: “Quem não se dá ao respeito não merece respeito”. Respeito é, de fato, a palavra que resume a sessão que julgou se deveria ou não ser aberto um inquérito para investigar as ações do ministro Alexandre de Moraes nas suas supostas relações com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Os ministros se desrespeitaram desde os níveis mais rebuscados (“Isso é uma aleivosia pusilânime”, disse, por exemplo, o presidente do STF, Edson Fachin, numa resposta a Flávio Dino) até os mais comuns (“isso é mentira!”, disparou André Mendonça contra Moraes. Ou: “Isso é um Pixuleco eleitoral”, como disse Gilmar Mendes sobre a ação de André Mendonça).
Leia maisUma temerária desorganização
Em determinado momento, Flávio Dino brinca com Edson Fachin e pergunta se ele tinha visto o vídeo do humorista Fábio Porchat. No vídeo mencionado, Porchat interpreta um jornalista, que dorme vestido, pronto para entrar no ar, sem aguentar mais a troca de decisões e de chumbo entre os ministros do Supremo nos últimos dias. Durante toda esta terça-feira os jornalistas sofreram. Toda essa situação de quinta-série de ministros da Suprema Corte se agredindo já demonstra temerária desorganização.
Tratamento dado à imprensa
Além da barafunda de um tribunal que deveria agir em conjunto e não age, a desorganização ficou flagrante na forma como se organizou a cobertura jornalística. Claramente, o Supremo Tribunal Federal estava assustado com a repercussão do que aconteceria durante a sessão. O que levou a uma exagerada situação de segurança, que teve como vítimas jornalistas devidamente documentados e credenciados. Às 7h, havia uma enorme fila de profissionais debaixo do sol de um dia que começava com enorme calor.
A tenda saiu voando
Os jornalistas tinham que passar por três diferentes barreiras até chegar ao terraço do STF, de onde podiam entrar ao vivo e fazer gravações. Ao lado, foi montada uma tenda com mesas para o trabalho. Quando houve o primeiro intervalo, no início da tarde, nuvens de chumbo coroavam fora o clima que se instalava dentro do STF. Começou a cair uma forte chuva. O vento fez com que a tenda montada saísse voando.
Segunda Turma
Neste momento, o STF se deu conta de que é uma imensa estrutura com várias salas. Disponibilizou, então, o plenário da Segunda Turma para que os jornalistas ficassem diante da chuva. A chuva parou. A tenda não voou de novo. Mas os jornalistas puderam, então, acompanhar de uma sala mais ampla, com banheiro e ar-condicionado.
Cães farejadores
Cães farejadores chegaram a ser acionados para investigar os materiais e pertences dos jornalistas. Ostentavam canhões antidrones e outros equipamentos pesados. Antes de ser disponibilizada a Segunda Turma, toda vez que se precisava ir ao banheiro, os jornalistas precisavam andar até o anexo. E, na volta, de novo sofrerem revista.
Suspeitos
Eram, assim, os jornalistas tratados como se fossem suspeitos. Quando, na verdade, as suspeitas pairavam era sobre boa parte dos dez ministros que, do lado de fora, discutiam fortemente entre si. A cada momento, havia um ministro exaltado para dizer que nada havia contra ele. Embora informações no sentido contrário aparecessem.
“Envergonhada”
Durante todo o julgamento, a ministra Cármen Lúcia permaneceu calada. Foi falar pela primeira vez um pouco antes das 18h. Para dizer: “Eu me sinto um pouco envergonhada”. E completou: “Eu não me perdi e estou sentido a perdição”. Cármen Lúcia lamentou não ter conseguido evitar que o STF chegasse onde chegou.
“Desculpas”
“Peço desculpas ao povo brasileiro”, disse, então Cármen Lúcia. Durante todo o dia, ela assistiu calada a uma grossa troca de acusações e agressões entre os ministros, especialmente Gilmar Mendes na direção de André Mendonça. Acontecia o que o julgamento prenunciava. Uma guerra verbal entre os vetustos senhores do Supremo.
Menos a senhora
Somente a única senhora presente não participava da troca de agressões. Que parecia perplexa com o rumo das coisas, ao final de um dos dias mais tristes da história do Judiciário brasileiro. Uma sessão que pode de fato ser resumida pela palavra algumas vezes repetida por André Mendonça e Gilmar Mendes. Faltou respeito.
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Por Agência O Globo
Após o pedido de vista de Flávio Dino, que adiou a conclusão do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), jornais de todo o mundo repercutiram a “tensão” e as “acusações” durante a sessão extraordinária na Corte. Nas publicações, os veículos destacaram a crise interna vivida pelo tribunal, os impactos na corrida eleitoral e tentaram explicar ao público estrangeiro quem eram os principais personagens do julgamento.
O uruguaio El País publicou reportagens sobre a repercussão internacional do julgamento na Suprema Corte, fez perfis de Alexandre de Moraes e André Mendonça e classificou como “crise sem precedentes” o momento vivido pelo STF, que é visto com desconfiança por 30% dos eleitores de Lula e 69% dos eleitores bolsonaristas.
Leia maisO periódico destacou o motivo do julgamento, convocado para avaliar o relatório da Polícia Federal que identificou 52 mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, a Alexandre de Moraes, e definir se será iniciada a primeira investigação da história do país contra um integrante da Suprema Corte.
No texto que descreveu os momentos-chave da primeira sessão do julgamento, marcada por “momentos de tensão” e “acusações”, o jornal uruguaio destacou trechos de frases proferidas por Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Edson Fachin. “Tenho testemunhas”, “Aprendiz de Feiticeiro”, “até as pessoas bem-intencionadas cometem erros” e “não se julgam as pessoas, mas os fatos e as questões jurídicas”, lembrou o El País.
O periódico também fez perfis de Mendonça e Moraes. Ao descrever o ministro do STF indicado por Michel Temer, chamou-o de “grande inimigo do bolsonarismo”, em referência ao julgamento que condenou Jair Bolsonaro. O magistrado, descrito como “presbiteriano” e “terrivelmente evangélico”, foi indicado justamente por Jair Bolsonaro, como lembrou o periódico.
A agência de notícias americana Associated Press (AP) e o Japan Times, veículo japonês, destacaram a suspensão das deliberações na Suprema Corte após o pedido de vista de Flávio Dino. Os veículos também passaram pelos momentos-chave da primeira sessão do julgamento. A AP lembrou de Cármen Lúcia, única mulher da Suprema Corte e a última a dar seu parecer sobre a questão de ordem levantada por Gilmar Mendes. A agência americana reportou o início do voto da ministra, que se mostrou consternada com a situação: “Eu estou triste não apenas pelo assunto que nos traz aqui, mas, também, porque a Suprema Corte, guardiã da Constituição, gerou intranquilidade a todos os cidadãos brasileiros nos últimos dias”.
Em reportagem sobre o julgamento, o britânico The Guardian caracterizou as acusações e os momentos mais tensos da sessão na Corte como uma “luta feroz” que “irrompe no Supremo Tribunal do Brasil às vésperas da eleição presidencial”. A crise no tribunal foi descrita como “a mais grave desde o retorno da democracia nos anos 80”, opondo dois “juízes rivais”.
A reportagem lembrou que um dos momentos “mais ferozes” de troca de farpas ocorreu quando Alexandre de Moraes repreendeu André Mendonça, acusando-o de estar “a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste país”. O bate-boca entre Gilmar Mendes e Mendonça também foi citado.
O jornal argentino Clarín, por sua vez, escreveu: “Em uma sessão histórica, uma Corte dividida e em guerra decide se investiga o ministro Alexandre de Moraes por corrupção”. O texto afirma que Moraes é “um herói para muitos simpatizantes de Lula por supervisionar o caso que levou à condenação do ex-presidente Bolsonaro por tentar um golpe de Estado”.
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Morreu ontem (15), aos 73 anos, o ex-vereador de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, Sebastião Alves Filho, conhecido como Alvinho Patriota, irmão do ex-deputado federal Gonzaga Patriota. Alvinho estava internado em um hospital no Recife, em tratamento contra um tumor. O velório começou a partir das 11h nesta quarta-feira (16), na unidade do Grupo Zelo, antiga SAF, em Salgueiro.
Natural de Sertânia, Alvinho construiu sua trajetória como advogado, empresário, comunicador e político em Salgueiro, onde exerceu cinco mandatos consecutivos como vereador, entre 1993 e 2012. No biênio de 2007-2008 foi presidente da Câmara Municipal. As informações são do g1.
Leia maisA trajetória política de Alvinho Patriota também foi marcada por passagens em secretarias municipais e pelas disputas aos cargos de prefeito, em 2012, e deputado estadual, em 2018. Alvinho Patriota também atuou na Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele era formado em direito pela Universidade Federal da Paraíba.
Amanhã (17), será realizada uma homenagem no Parque Vida, às 8h. Às 10h, o cortejo seguirá para o cemitério municipal Luiz Gonzaga de Sá Sampaio, onde o corpo de Alvinho será sepultado.
O prefeito de Salgueiro, Fabinho Lizandro, decretou luto oficial de três dias no município. No decreto, o prefeito destaca que Alvinho dedicou parte significativa de sua vida à defesa dos interesses da população salgueirense e ao desenvolvimento do município. Também enfatiza sua trajetória pública, através nos diversos mandatos que exerceu como vereador, participando ativamente dos debates e decisões de interesse da coletividade.
“Sua trajetória política e profissional deixa um legado de participação na vida pública de Salgueiro, cuja importância transcende os cargos que ocupou, permanecendo marcada pela relação humana que construiu com a comunidade”, ressalta o prefeito no decreto.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (16) que as críticas de Flávio Bolsonaro (PL) a Alexandre de Moraes não são motivadas pelo caso Master, mas pela atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) nos processos que levaram à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
A declaração foi dada durante entrevista ao Desce a Letra Show, no YouTube. Lula acusou Flávio de ter “o rabo preso ao Banco Master” e disse que o adversário mantém uma “obsessão” contra Moraes.
Leia mais“A raiva dele do Alexandre de Moraes é porque ele mandou prender o cara que matou a Marielle. A bronca dele é que o Moraes prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de janeiro”, afirmou.
Lula também rebateu as tentativas de associá-lo a Moraes e voltou a cobrar explicações de Flávio sobre a relação de seu escritório de advocacia com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. “Eu que fui preso por essa Suprema Corte e fui preso por 580 dias. É muito engraçado isso. O que ele (Flávio Bolsonaro) tem que explicar é cadê os R$ 130 milhões que ele pegou do Vorcaro”, declarou.
Apesar da defesa do ministro, Lula disse que eventuais irregularidades devem ser investigadas e punidas, com direito de defesa. “Todo mundo que cometeu erro em qualquer área tem que ser julgado. Isso vale para mim, para Alexandre de Moraes, vale para o Fachin”, declarou.
Na sequência, o presidente afirmou que Moraes prestou “dois grandes serviços” à democracia brasileira e destacou sua atuação à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022, durante os ataques de Bolsonaro ao sistema eletrônico de votação.
“Ele foi presidente do TSE quando ganhei as eleições. Ele sabe, e o Brasil sabe, a tentativa que Bolsonaro fez de destruir a credibilidade das urnas”, disse Lula.
Ao falar sobre a reta final da campanha, o presidente afirmou estar confiante na vitória e disse que pretende enfrentar a extrema direita fazendo “a verdade derrotar a mentira”. “Eu, sinceramente, não vejo como não ganhar essas eleições. Não sou movido a pesquisa”, afirmou.
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Por Matheus Pichonelli
Do UOL
Enquanto o Supremo Tribunal Federal entrava em modo autocombustão ontem (15), Flávio Bolsonaro (PL) improvisou uma espécie de pronunciamento à nação para ser replicado nas redes e no horário eleitoral sobre as suspeitas envolvendo Alexandre de Moraes.
O desafio, para ele, era o mesmo de um ginasta dando “duplo twist carpado”: falar, por quase cinco minutos, da “gravidade do que está acontecendo” sem citar a palavra corrupção ou o nome do corruptor. No caso Daniel Vorcaro, que distribuiu dinheiro e carona para ele e os amigos.
Chamando os espectadores de “irmãs e irmãos”, senha para depois citar o Santo Nome em Vão e prometer dias melhores, Flávio disse que o Brasil estava passando suas mazelas a limpo com o julgamento ao vivo de Moraes no STF.
Entre tantas mazelas, o grande problema do país, segundo Flávio, era um suposto “desequilíbrio institucional” provocado por quem “decidiu governar ao lado de uma parte do STF que descumpriu a lei”. Era uma forma de trazer o conflito supremo para dentro da campanha e jogar Moraes no colo de Lula (PT). Sobre as suspeitas relacionadas aos ministros alinhados ao bolsonarismo, nenhuma palavra.
O tiro mirava no ministro que prendeu o pai de Flávio por descumprir a lei. E que agora pode ser investigado por manter contato com o mecenas do filme sobre o detido: o mesmo Daniel Vorcaro a quem Flávio chamou de “irmão” e cobrou o pagamento de parcelas atrasadas — não se sabe se para a produção ou para um suposto esquema que alimentou as contas da família. Flávio, claro, não deu nome a esse boi. Era como apresentar o Corcovado sem mostrar o Cristo.
“O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes. E, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum. Sem comando”, disse Flávio, apresentando as credenciais para, ele sim, resgatar a autoridade e a soberania de um país descrito como entregue ao crime. O maior escândalo para os brasileiros, segundo o candidato, é não poder mais andar “em paz nas ruas”.
Mais do que um espaço para promessas, como o fim da reeleição, o vídeo serviu como vacina para as suspeitas que pesam sobre ele. Flávio é um dos muitos investigados por se beneficiar dos recursos de Daniel Vorcaro. Lula, de fato, teve a chance de apontar isso em seu tempo no horário gratuito, levado ao ar logo depois, mas reservou, como sempre, migalhas para o caso Master e gastou o restante em um programa “convencional”, com números, tabelas e conquistas — como se estes fossem tempos convencionais.
Parecia nem dar razão ao adversário que, pouco antes, disse que “na reta final bateu o desespero do outro lado”. “Já partiram para ataque baixo, para me acusar de um monte de mentira”, disse o Zero Um, com o hino e a bandeira nacional ao fundo e gravata amarela.
A “mentira”: Flávio Bolsonaro pediu (e recebeu) R$ 134 milhões para transformar a cinebiografia de Jair em peça de campanha que até agora não teve as contas passada a limpo, como ele exige para o Brasil.
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Nesta terça-feira (15) o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou uma sessão extraordinária para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. No entanto, o ministro Flávio Dino pediu vista.
“Eu tenho que interromper esta situação porque nós temos uma questão de ordem. Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda”, alegou Dino, após fazer o pedido.
A sessão terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pela Corte das condutas de Moraes, na relação com Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master. Na prática, ainda não foi definido como os casos serão julgados. As informações são do g1.
Leia maisFachin votou para manter a separação. Ele foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.
O que acontece agora?
Com o pedido de vista, o julgamento foi interrompido por até 90 dias corridos. Após o período, o processo é retomado. Esse tipo de solicitação ocorre quando um ministro de um tribunal solicita mais tempo para analisar um processo antes de votar.
Na prática, o julgamento é suspenso porque o ministro entende que precisa estudar melhor o caso, os argumentos apresentados pelas partes ou os votos dos colegas antes de formar sua decisão. No Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de vista pode suspender a análise de um processo que está sendo julgado pelo plenário ou por uma das Turmas.
O pedido de vista, portanto, não significa que o ministro seja contrário ou favorável à decisão em discussão: significa apenas que ele pediu mais tempo para analisar o caso antes de apresentar seu voto.
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Por Roseann Kennedy
Do Estadão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tinha sido orientado a “largar a mão” de Alexandre de Moraes, desde que começou a despencar nas pesquisas de intenção de voto, mas o distanciamento foi apenas cálculo eleitoral e, na prática, não ocorreu. Ao contrário disso, o governo e o PT agiram para indiretamente proteger o “herói” do julgamento do 8 de janeiro.
A estratégia foi desviar o foco das suspeitas sobre as relações de Moraes e Daniel Vorcaro, antagonizando o tema com a atuação do ministro André Mendonça. Para isso, os governistas contaram com duas frentes: no próprio Judiciário, com a ofensiva de Flávio Dino, fiel escudeiro de Lula, em ações contra Mendonça, e nas redes sociais, elevando o tom sobre o magistrado.
Leia maisOu seja, Lula apenas evitou elogios públicos a Moraes e, agora, sua campanha continuará sangrando diante da crise que se arrasta no STF. Interlocutores palacianos admitiam, desde o início de ontem (15), que nenhum desfecho no Supremo geraria resultado positivo para Lula.
Se a decisão da Corte fosse por autorizar a investigação, Moraes passaria a ser alvo de inquérito, o problema cairia no colo de Lula e os discursos bolsonaristas ganhariam força. Já com o caso adiado, por ação de aliados do presidente, a mensagem que fica é de que seu grupo político ajuda Moraes de todo jeito. Para piorar, o petista não consegue pautar outro tema na campanha presidencial.
No pragmatismo político, Moraes virou tóxico para o candidato Lula, porém continua sendo útil ao petismo para rivalizar com os bolsonaristas. A duas semanas do primeiro turno, entretanto, os marqueteiros da campanha sabem que não há mais espaço para erros de estratégia ou improviso.
Até ontem, o presidente Lula não tinha feito nenhuma crítica ou cobrança incisiva por esclarecimentos sobre as graves suspeitas que pesam contra Moraes — por exemplo, de corrupção passiva e advocacia administrativa. O presidente da República fizera apenas uma declaração genérica de que “todos devem prestar esclarecimentos”.
Agora, os próximos passos de Lula e do PT devem considerar uma máxima que circula em Brasília: políticos experientes vão até a beira do abismo com um aliado político, mas, se chegar a hora da queda, empurram primeiro.
Escalada da crise Moraes na Campanha de Lula
Como mostrou a Coluna do Estadão, a cúpula da campanha presidencial petista teve uma longa reunião no último dia 9. Foram mais de cinco horas de discussões nas quais o grupo reavaliou o cenário político e se deparou com a constatação de que o escândalo sobre Alexandre de Moraes cola mais em Lula do que o caso que envolve as denúncias sobre seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Um dos motivos para a nova comunicação foi a análise de um monitoramento digital recebido pela campanha. Os números apontaram uma escalada expressiva no volume de menções e comentários sobre a crise do Supremo Tribunal Federal nas redes sociais; no caso específico de Alexandre de Moraes + Daniel Vorcaro + Banco Master, quase 90% das reações registradas são críticas.
Desde que foi revelada a troca de mensagens de Daniel Vorcaro com Moraes, com pedido até de orientação sobre o dia da fuga, Lula passou a amargar novas quedas nas intenções de voto.
As pesquisas mais recentes mostraram seu principal rival, Flávio Bolsonaro (PL), numericamente à frente, embora os dois estejam ainda em empate técnico. O cenário considerado mais preocupante para o PT é eventualmente chegar ao dia 4 de outubro com o filho “Zero Um” de Jair Bolsonaro à frente também nas projeções de 1º turno.
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