











A PEC da Segurança Pública (Proposta de Emenda à Constituição nº 18/2025), que deve ter o relatório votado nesta quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, pode retirar, segundo estimativa de entidades do setor, aproximadamente R$ 500 milhões por ano que hoje são destinados ao esporte brasileiro.
Em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, a vice-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Yane Marques, detalhou o impacto da medida nos investimentos esportivos e como atletas e confederações estão lutando para convencer os senadores a evitarem a alteração na redistribuição dos recursos. As informações são da Folha de Pernambuco.
Leia maisEntenda
Em março deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, a PEC da Segurança Pública (PEC 18/25). O texto, apresentado inicialmente pelo Poder Executivo, foi um substitutivo do relator, o deputado federal e atual candidato ao Senado por Pernambuco, Mendonça Filho (União-PE), que fez alterações na versão original.
Uma delas foi a inclusão do artigo 139 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), que estabelece uma nova destinação constitucional para parte da arrecadação das apostas de quota fixa (bets). A regra estabelece que uma parcela desses recursos seja destinada ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), começando em 10% em 2026 e chegando a 30% em 2028, reduzindo a parcela da arrecadação atualmente distribuída entre o esporte e outras áreas sociais.
O Conselho Nacional dos Comitês Esportivos (CNCE) é contrário à alteração na distribuição dos recursos. Além disso, o COB enviou uma comitiva a Brasília para tentar convencer os senadores a modificar esse trecho da PEC.
“Não somos contra a PEC, mas não podemos ver o investimento ser subtraído dessa forma, já que o esporte também ajuda a combater a violência, trazendo princípios importantes para a vida. Queremos participar dessas discussões, mostrar que os projetos esportivos são aliados nessa luta. Estamos com um grupo formado por atletas, ex-atletas, confederações, para ter essa representatividade no Congresso e, juntos com os senadores, encontrarmos uma solução”, afirmou Yane.
Alternativas
Uma das alternativas em discussão no Senado para evitar a perda de recursos do esporte é uma emenda apresentada pelo senador Humberto Costa (PT-PE). A proposta retira da PEC o artigo 139, justamente o trecho que estabelece a transferência de 30% da arrecadação das bets para os fundos de segurança pública. Na prática, a medida manteria o reforço no financiamento da segurança previsto pela PEC, mas deixaria a definição sobre a origem e a distribuição desses recursos para a legislação ordinária, evitando que a mudança seja colocada diretamente na Constituição.
Já a senadora e ex-jogadora de vôlei, Leila Barros (PDT-DF), presidente da Comissão de Esporte do Senado, apresentou uma emenda para preservar os recursos atualmente destinados ao esporte e fazer com que o dinheiro adicional para a segurança pública seja retirado da parcela que fica com as próprias operadoras de apostas. A proposta, porém, foi rejeitada pelo relator da PEC na CCJ, senador Rogério Carvalho (PT-SE), que defende a manutenção do texto aprovado pela Câmara.
Impactos
A perda dos recursos para o esporte pode trazer, segundo a vice-presidente do COB, prejuízos desde o trabalho de captação de novos talentos para o esporte.
“Nós temos, por exemplo, os Jogos da Juventude, que reúnem mais de quatro mil jovens. Sabemos que o esporte olímpico está no topo da pirâmide, mas nos preocupamos com quem vai alimentá-lo no futuro. Muitos atletas começam nesses Jogos e, depois, passam a viver em função do esporte, competindo em pan-americanos, torneios nacionais, até chegar nas Olimpíadas. Temos projetos de confederações que são aportados por meio dos valores que recebemos desses investimentos das apostas esportivas. Não vamos deixar de realizar os Jogos da Juventude, mas sem esses recursos ficaria mais difícil”, indicou.
O COB aponta que a arrecadação anual do comitê cairá cerca de R$ 40 milhões, considerando a redução de 30% em cima dos valores provenientes das bets. Quantia estimada justamente para organizar os Jogos da Juventude.
Destinação
A legislação atual determina que os valores das apostas esportivas também devem ser repassados ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP), Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) e Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE) e Comitê Brasileiro do Esporte Master (CBEM).
“Estamos empenhados em conseguir um ajuste na PEC. É óbvio que sabemos que há uma chance de aprovação e, se acontecer, teremos que trabalhar para encontrar outra saída. É como diz o pessoal da vela: ‘se você não pode mudar o vento, você tem de ajustar as velas’. Teremos que fazer isso, mas o esporte vai perder. Não queremos isso e vamos lutar até o fim por isso. Já viu algum atleta desistir? Nós temos um compromisso com a comunidade esportiva”, disse a vice-presidente do COB.
Representantes
A comitiva do COB será liderada pelo presidente do comitê, Marco La Porta, e contará com a participação de representantes do Movimento Olímpico e do esporte nacional. Integram a delegação o membro brasileiro do Comitê Olímpico Internacional (COI), Bernard Rajzman; a conselheira de Administração do COB, Daniela Castro; o diretor-geral do COB, Emanuel Rêgo; o representante de Relações Institucionais, José Carlos Pinheiro; além de representantes e os presidentes das Confederações Brasileiras de Desportos Aquáticos, Diego Albuquerque; de Handebol, Felipe Tadeu Barros; de Tiro Esportivo, Jodson Edington; de Badminton, José Roberto Santini Campos; e de Atletismo, Wlamir Campos. Também participam da agenda institucional em Brasília as medalhistas olímpicas Hortência Marcari e Ketelyn Quadros, representando a Comissão de Atletas do COB.
“Nosso objetivo, no futuro, é ter uma bancada do esporte olímpico em Brasília. Criar um grupo de discussões e aumentar a importância da nossa voz lá dentro. O esporte não é somente um local para revelar talentos. Mesmo não conseguindo materializar as conquistas em medalhas, a gente ainda terá ganho na educação, no respeito e no bom convívio em sociedade. Vitórias que são para a vida”, pontuou.
“Não precisamos escolher entre esporte e segurança, precisamos fortalecer os dois. O esporte não é apenas pódio ou medalha, é parte da prevenção, da educação, da saúde e do desenvolvimento da nossa nação. Temos confiança que os senadores compreenderão essa importância e preservarão os recursos destinados ao esporte e às demais áreas sociais. Porque investir em esporte também é investir em segurança”, completou La Porta, em declaração ao site do COB.
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Por Juliano Muta – Blog da Folha
No último dia do prazo regimental e constitucional epara ser sancionada, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – que estabelece uma receita de R$ 57,4 bilhões para o próximo ano – foi votada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, na tarde desta segunda-feira (31), e aprovada em sessão plenária, por unanimidade.
A sessão, antecipada em um dia por conta do prazo legal, levou à votação o Projeto de Lei nº 4235/2026, enviado pela governadora Raquel Lyra (PSD) no dia 31 de julho e que havia sido aprovado por unanimidade pela Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação no dia 18 deste mês. Para acelerar o trâmite e garantir a aprovação antes das eleições, os parlamentares discutiram, analisaram e votaram a matéria na Comissão de Finanças no mesmo dia.
Leia mais“Eu vejo como mais uma demonstração clara da capacidade de diálogo e articulação do Governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa. Construímos esse resultado com responsabilidade, ouvindo os parlamentares e buscando consensos em torno do que realmente importa, que é garantir que Pernambuco continue avançando, com planejamento, equilíbrio e investimentos que melhorem a vida da nossa população. É uma vitória do diálogo e, sobretudo, de Pernambuco”, afirmou a líder do governo na Alepe, Socorro Pimentel (PSD).
Procurado pela reportagem, o líder da oposição na Alepe, Sileno Guedes (PSB), preferiu não se manifestar.
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A Justiça Eleitoral determinou, nesta segunda-feira (31), que o blogueiro Manoel Medeiros (Novo), ex-assessor da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e candidato a deputado estadual, apague um vídeo em que associa João Campos (PSB) à produção e disseminação de panfletos apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD). Conforme a decisão, a postagem feita nas redes sociais buscou produzir um efeito negativo contra o candidato do PSB com base em desinformação.
A liminar foi obtida em ação apresentada pela Frente Popular de Pernambuco. Segundo a coligação de João Campos, “embora inexistente qualquer elemento que vincule a produção ou distribuição do material” ao PSB, Medeiros “teria inserido os cartazes em narrativa destinada a atribuir ao grupo adversário a existência de um suposto ‘gabinete do ódio’”. O desembargador Fernando Braga Damasceno analisou o vídeo e concordou com os argumentos apresentados.
“A expressão ‘Pernambuco conhece esse modus operandi’, seguida da afirmação de que o Estado ‘responderá à altura nas urnas’, evidencia que a mensagem não se restringe a manifestação de solidariedade à governadora ou a repúdio aos cartazes, mas se insere diretamente na disputa eleitoral e busca produzir consequência sobre a escolha do eleitor”, avaliou.
Ainda conforme o magistrado, o ex-assessor de Priscila Krause associa João Campos e seu grupo político “a uma suposta estrutura organizada e subterrânea destinada a ‘destilar ódio contra adversários’, vinculando-os a perseguições, ataques, pichações, conteúdos ofensivos e à exploração de episódio relacionado à morte de Eduardo Campos”, fatos que fazem a imputação ter “gravidade”. “Não se trata, portanto, de simples crítica política, ainda que contundente”, definiu Damasceno.
Medeiros tem até 24 horas para remover a publicação de suas redes sociais. Ele também foi proibido de repostar ou republicar a postagem impugnada. Em caso de descumprimento, a multa diária a ser aplicada é de R$ 10 mil. Na noite do domingo (30), outros apoiadores de Raquel já haviam sofrido um revés semelhante na Justiça Eleitoral por tentativas de associar João Campos aos ataques anônimos contra Raquel: o candidato a senador Mendonça Filho (PL), o candidato a deputado estadual Ni do Badoque (PSD) e o blogueiro Ricardo Antunes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugeriu nesta segunda-feira (31) que as novas regras decretadas para revenda e reembolso de ingressos em shows sejam aplicadas também para passagens aéreas.
“Eu acho que isso devia valer para as empresas de aviação. Porque, veja, você compra uma passagem e, se você não quiser viajar, quiser vender, não pode. Você não pode transferir, você não pode dar a passagem para a sua mãe. Essa é uma coisa que você deveria pensar, viu?”, disse o presidente. As informações são da CNN.
Assinado nesta segunda, o Decreto Cambismo Digital estabelece novas obrigações para empresas responsáveis pela venda oficial e para plataformas de revenda de ingressos. A medida busca evitar a compra massiva de bilhetes por sistemas eletrônicos — como bots ou robôs — e a revenda por valores muito acima dos preços originais.
Leia maisApós sugerir que as normas sejam implementadas para a compra de passagens aéreas, Lula sugeriu a alteração para o Secretário Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, Ricardo Morishita. “Essa é uma coisa que você deveria pensar, viu”, disse.
Pelas novas regras, as bilheterias oficiais deverão adotar mecanismos para impedir compras massivas ou especulativas, individualizar os ingressos e garantir autenticidade e rastreabilidade. Em eventos de alta demanda, poderão ser utilizados mecanismos como filas virtuais, pré-cadastro e limite de ingressos por consumidor.
Já as plataformas que intermediam a revenda terão de deixar claro ao consumidor que o ingresso não está sendo vendido pelo canal oficial. Também deverão informar o preço original da entrada e avisar quando ela estiver sendo comercializada por valor superior ao inicial.
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O presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde e candidato a deputado federal, Luciano Pacheco (MDB), cumpre nesta terça-feira (1º) uma agenda de campanha no município ao lado do candidato a deputado estadual Batista Cabral (PSB). A programação inclui visitas, entrevistas e encontros com comerciantes e moradores.
As atividades começam às 10h40, com visita ao Projeto Vidas Sedentas, seguida de entrevista à Rádio Itapuama, às 11h40. À tarde, Luciano participa de entrevista no Panorama-PE, às 14h, visita a indústria Edlimp, às 15h, e percorre o comércio do bairro São Cristóvão a partir das 16h. Às 18h, concede entrevista à TV LW.
A agenda será encerrada às 19h30, com um porta a porta no Jardim da Serra. “Arcoverde é a nossa casa, e estar perto das pessoas, ouvindo suas demandas e conhecendo de perto suas necessidades, é fundamental para construirmos propostas que realmente façam diferença na vida da população”, afirmou Luciano Pacheco.
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) apresentou uma proposta para ampliar, no Estado, o programa Pé-de-Meia, voltado a estudantes da rede pública. A iniciativa prevê três novas modalidades: Pé-de-Meia Férias, Pé-de-Meia Técnico e Pé-de-Meia Empreendedor. O anúncio foi feito ao lado da deputada federal Tabata Amaral (PSB), autora da proposta que deu origem ao programa no Congresso Nacional.
Pelo Pé-de-Meia Férias, a proposta prevê três parcelas adicionais de R$ 200 durante o período de férias escolares. Já o Pé-de-Meia Técnico permitiria a continuidade do benefício para estudantes que concluíssem o ensino médio e ingressassem em cursos técnicos. “A gente quer ampliar esse programa e criar novas oportunidades para o estudante da rede pública”, afirmou João Campos.
A terceira modalidade, Pé-de-Meia Empreendedor, seria destinada a jovens em fase de conclusão da formação técnica que pretendam abrir o próprio negócio, com previsão de mentoria e acesso a crédito. “Não basta ajudar o jovem a chegar até a escola. A gente precisa criar condições para ele continuar estudando, se qualificar, conseguir um emprego ou abrir o próprio negócio”, declarou o candidato.
“Não era para ser eu ali descendo as escadas. E poderia até ser eu, mas do lado do meu filho, celebrando o momento da conclusão do curso do meu filho”. Foram essas as palavras de Mirtes Renata Santana, mãe de Miguel Otávio. Ela concluiu o curso de direito e participou da cerimônia de formatura no último sábado (29), no Recife. Ao descer as escadas durante a solenidade, Mirtes segurava um porta-retrato com uma fotografia do menino, que morreu aos 5 anos após cair do nono andar de um prédio de luxo no Centro do Recife, em 2020.
“Por isso eu escolhi o nome de Miguel Otávio. Porque eu tinha um sonho para ele, de ele ser um médico, um advogado. Para ser chamado de Dr. Miguel Otávio”, afirmou ela, emocionada, em vídeo enviado à TV Globo. No telão do evento, foram exibidas fotos de Miguel. A homenagem emocionou os convidados, que aplaudiram a mãe durante a entrada. As informações são do NE2.
Miguel Otávio morreu em 2 de junho de 2020. Naquele dia, o menino estava sob os cuidados de Sari Corte Real, então patroa de Mirtes. Mirtes trabalhava como empregada doméstica e havia saído para passear com o cachorro da família. O menino entrou sozinho no elevador e chegou ao nono andar, onde caiu de uma altura de 35 metros. Sari foi condenada pela Justiça por abandono de incapaz com resultado morte. A pena foi fixada em sete anos de prisão. Ela segue respondendo ao processo em liberdade.
Os deputados Coronel Meira e Abimael Santos cumpriram, neste fim de semana, uma série de agendas de campanha no Agreste e no Sertão de Pernambuco. A programação incluiu caminhadas, carreatas, reuniões e inauguração de comitê em municípios como São Bento do Una, Belo Jardim, Caruaru, Ibimirim e Águas Belas. O candidato ao Senado Mendonça Filho também participou de parte das atividades.
Em São Bento do Una, Meira e Abimael percorreram a feira do município e conversaram com comerciantes e moradores. Em Belo Jardim, os dois participaram de agenda ao lado de Mendonça Filho. “Juntos vamos eleger um senador verdadeiramente de direita, que defenda a família, a liberdade, a segurança e os valores conservadores”, afirmou Coronel Meira. Em Caruaru, o deputado também se reuniu com apoiadores ao lado de Cabo Cardoso.
A programação seguiu por Ibimirim, onde foi inaugurado um comitê de campanha ligado ao grupo, e por Águas Belas, que recebeu uma motociata com a participação de Meira e Abimael Santos. “Águas Belas e o Sertão mostraram que têm um povo conservador, um povo que ama Deus, Pátria, família e liberdade”, declarou Meira.
O candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro (PL), confirmou apoio à reeleição de Raquel Lyra (PSD) para o Governo do Estado. “Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra tem demonstrado que está no caminho para derrotar o PT e o PSB. Tropa de Pernambuco: não tenho dúvida nenhuma de que a melhor opção ao governo é a governadora Raquel Lyra”, disse Gaspar.
Raquel Lyra tem apoio declarado de todas as lideranças bolsonaristas de Pernambuco, como o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL), o ex-ministro de Jair Bolsonaro e candidato a deputado federal Gilson Machado (PL), além de nomes como Pastor Júnior Tércio, Clarissa Tércio, Coronel Meira, entre outros.
Mesmo com uma clara identificação com a ala bolsonarista, Raquel segue jogando o jogo da “neutralidade”. Perguntada em várias ocasiões recentes em diversos veículos de imprensa sobre quem apoiaria para presidente, a governadora desconversa e diz que é “pernambuquista”. Apenas um único nome de sua chapa e de seu entorno imediato, escolhido a dedo para a tarefa, tem algum tipo de histórico de apoio ao presidente Lula: o candidato ao Senado Túlio Gadêlha. No mais, o time de Raquel é uma grande colcha de retalhos formada por integrantes do bolsonarismo, do Centrão (vide o candidato ao Senado Eduardo da Fonte, do PP) e da direita liberal, como o Partido Novo.
A candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado ganha novo impulso no Sertão de Pernambuco com a chegada do prefeito de Betânia, Bebe Água, e de seu grupo político. A adesão de uma das principais lideranças do município amplia a presença da pedetista na região e dá continuidade a um movimento de aproximação com prefeitos e forças políticas do interior, consolidando uma rede de apoios que vem crescendo ao longo das últimas semanas.
O anúncio ocorre em meio a uma sequência de importantes adesões à candidatura. À frente da Prefeitura de Betânia, Bebe Água exerce forte liderança política no município e mantém diálogo com lideranças do Sertão. Para o prefeito, a decisão de apoiar Marília está ligada à necessidade de fortalecer a representação dos municípios pernambucanos no Senado e garantir uma interlocução permanente com Brasília. “Betânia precisa de uma senadora que tenha compromisso com o interior, que escute os prefeitos e conheça as dificuldades enfrentadas pelos municípios. Marília tem experiência, capacidade de diálogo e uma história de trabalho por Pernambuco. É uma decisão construída com o nosso grupo, com muita convicção, porque acreditamos que ela pode fazer muito por Betânia e por todo o Sertão”, afirmou Bebe Água.
Marília ressaltou que a chegada do prefeito e de seu grupo representa mais do que uma nova adesão eleitoral: expressa a confiança de lideranças municipais em um projeto que pretende colocar as demandas das cidades no centro da atuação no Senado. “Receber Bebe Água e todo o seu grupo é muito importante para a nossa caminhada. Ele conhece Betânia, conhece o Sertão e tem a confiança de muita gente por sua liderança e pelo trabalho que desenvolve no município. Estamos construindo uma candidatura que nasce do diálogo com quem vive os problemas das cidades e sabe onde o poder público precisa chegar. É com essa força, reunindo lideranças de todas as regiões, que vamos defender Pernambuco e fazer do Senado um instrumento para levar mais investimentos e oportunidades para o nosso povo”, destacou Marília.
Do G1
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli suspendeu a campanha digital de Renan Santos, do Missão, à Presidência da República. A decisão foi tomada ontem, mas divulgada somente hoje.
Toffoli, relator do pedido de registro de candidatura de Renan, determinou a suspensão da propaganda eleitoral da chapa do Missão nos perfis não informados à Justiça Eleitoral, de repasses do Fundo Eleitoral e do direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.
Leia maisSegundo o ministro, perfis irregulares estariam divulgando conteúdos favoráveis ao candidato. O ministro já havia adiado o julgamento do registro de candidatura de Renan durante o fim de semana. A decisão vale também para o candidato à vice-presidente Aroldo Medina.
Toffoli considerou que houve uma “omissão estratégica” dos candidatos ao demorar em informar à Justiça Eleitoral todas as contas usadas pela chapa para a propaganda eleitoral.
A legislação eleitoral obriga os postulantes a apresentar, no momento do registro de candidatura, todas as contas nas redes que serão usadas para veicular propaganda eleitoral.
Descumprimento do prazo
Ao adiar o julgamento do registro da chapa do Missão, Toffoli já havia apontado indícios de ilicitudes por possível descumprimento dessa legislação, mesmo argumento usado agora para suspender a campanha.
“Cabe, então, explicitar que a omissão estratégica da informação sobre as redes sociais, fundante de toda a legitimidade da campanha digital a ser desenvolvida, denota, por si, descompromisso com aqueles bens jurídicos”, afirmou.
Toffoli afirmou que o candidato que omite informação sobre perfis de campanha e presta as informações depois do prazo comete desvio de finalidade.
Renan e seu vice, Aroldo Medina, apresentaram 18 contas nas redes sociais em documentos enviados à Corte em 19 de agosto. Entretanto, no pedido de registro feito no dia 7, o candidato havia divulgado apenas uma conta na rede social X e um site.
“As redes não informadas beneficiam-se de algoritmos opacos e se furtam ao controle social e legal. Dissimulam-se como usuários comuns, transitando à margem do espaço legítimo de disputa no ambiente digital”, prosseguiu o ministro.
Toffoli destacou ainda que a campanha eleitoral dura aproximadamente 45 dias e que o ambiente digital é hoje meio preferencial de distribuição de conteúdos.
“A dinamicidade das redes permite que os atos de propaganda ocorram de forma ininterrupta e alcancem incontáveis usuários, sem as limitações dos tradicionais veículos de comunicação. A informação a destempo das fontes de difusão de propaganda digital não pode ser tratada como mera juntada tardia de um comprovante de escolaridade”, acrescentou o relator.
Detalhes da decisão
Ao determinar a suspensão imediata dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha à chapa, Toffoli acrescentou que está suspensa também a realização de gastos com eventuais recursos já repassados, sob pena de 1% dos valores respectivos em caso de descumprimento;
No caso da suspensão da propaganda eleitoral em ambiente digital, o ministro destacou que o descumprimento está sujeito a pena de multa de R$ 50 mil por veiculação posterior ao recebimento da decisão, inclusive as realizadas em outros ou novos perfis do candidato ou em perfis de terceiros.
A pena para participação em debates após a decisão é de multa de R$ 50 mil por ato. Toffoli também deu prazo de 24 horas para que seja informado a data de criação de cada perfil e do início da utilização para fins de propaganda eleitoral.
O ministro ainda determinou que as plataformas detectadas veiculando propaganda irregular do candidato:
Até o momento, Renan Santos não se pronunciou publicamente sobre a decisão, mas convocou uma coletiva de imprensa para esta tarde, em São Paulo.
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Milhares de pessoas tomaram as ruas de Canhotinho, na noite de ontem, para expressar apoio ao deputado presidente Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB), candidato à reeleição; a Gabriel Porto (PSB), postulante a deputado federal; e também ao candidato ao governo pela Frente Popular, João Campos (PSB), e a Eduardo da Fonte (PP), que concorre ao Senado.
A “onda amarela”, que sempre marca movimentações eleitorais em Canhotinho, numa alusão à cor utilizada pelo grupo político dos Porto, invadiu ruas e praças ao fim do comício realizado no Alto do Vento, onde os dois candidatos deram a largada oficial à campanha no município.
Leia mais“Tivemos uma demonstração da força e da capacidade de mobilização dos nossos apoiadores, que lotaram o Alto do Vento e invadiram as ruas para reafirmar a confiança no nosso trabalho. A demonstração de apoio nos enche de satisfação e renova a certeza do quanto é gratificante trabalhar em favor da nossa gente”, disse Álvaro Porto.
Para Gabriel, a manifestação espontânea é resultado dos anos de trabalho do grupo político liderado por Álvaro Porto. “A presença da nação amarela nas ruas é o símbolo da aliança que é construída ano a ano. Agora, Canhotinho terá também representante na Câmara dos Deputados. Estaremos em Brasília para trabalhar pelo município, pelo Agreste e por Pernambuco, destravando projetos, indo atrás de investimentos, batendo na porta de ministérios”, afirmou.
A prefeita de Canhotinho, Sandra Paes (Republicanos), reforçou que a participação de tanta gente no comício e no arrastão é o reconhecimento à dedicação e compromisso do grupo Porto com o município. “Trabalho sério gera confiança e parceria com o povo. Nossa atuação sempre foi feita com diálogo e voltada para atender às demandas da nossa gente”, ressaltou.
De acordo com ela, a população saberá, mais uma vez, reconhecer o trabalho de Álvaro, assegurando a ele mais um mandato, como também dará um voto de confiança na juventude e capacidade de trabalho de Gabriel, fazendo dele o deputado federal de Canhotinho. Em todos os discursos, foi enfatizada a necessidade de se votar em João Campos e Eduardo da Fonte como caminho para resgatar, a capacidade de trabalho e a esperança e o desenvolvimento do estado.
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