











O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou a PEC (propsota de emenda à Constituição) da pauta do plenário da Casa desta quinta-feira (15). As informações são da CNN.
Matéria em atualização.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de voto no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que marca 45%. O cenário é de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Este é o primeiro levantamento do instituto a vir a público após o Senado aprovar, na noite de quarta-feira, o fim da escala 6×1. Como os pesquisadores também foram a campo nesta quinta, é possível que os resultados tragam ao menos parcialmente eventuais efeitos do avanço da pauta.
Em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio tem 51% e Lula, 49%. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisNa rodada anterior, divulgada na semana passada, Flávio tinha 49% das intenções de voto e Lula, 45%. Em votos válidos, o bolsonarista alcançava 52% e o petista aparecia com 48%.
Uma das principais apostas de Lula para tentar virar a corrida presidencial contra Flávio, após ficar quase dois pontos percentuais atrás do rival no primeiro turno, a mudança na jornada de trabalho teve amplo apoio no Senado, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário. Até o próprio Flávio Bolsonaro recuou no discurso que vinha adotando e decidiu chancelar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC).
Os pesquisadores do Datafolha foram às ruas entre os dias 13 e 15 de outubro. Foram realizadas 2.520 entrevistas, feitas pessoalmente.
O levantamento, contratado pelo jornal Folha de S. Paulo, tem nível de confiança de 95%. O registro junto à Justiça Eleitoral foi feito sob o código BR-00466/2026.
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O primeiro levantamento da Palver no segundo turno mostra uma disputa voto a voto: Flávio Bolsonaro (PL) tem 50% e Lula (PT), 49%, em empate dentro da margem de erro. Brancos, nulos e quem diz que não vai votar somam apenas 1%. Os dois candidatos também estão no mesmo patamar de voto consolidado e de rejeição. Votam “com certeza” em Flávio Bolsonaro 49% dos eleitores, e em Lula, 48%. Na outra ponta, 50% dizem que não votariam “de jeito nenhum” em Lula, e 48% dizem o mesmo sobre Flávio.
A 10 dias da votação, a eleição já não se decide pela persuasão, mas pela capacidade de cada campanha de levar seu eleitor às urnas e de conquistar qualquer voto que ainda esteja em disputa. As informações são do portal Jota PRO Poder.
Leia maisO que mantém os dois blocos tão coesos é, em grande parte, o voto contra o adversário. Para 37% dos eleitores de Lula, o principal motivo do voto é a defesa da democracia. Para 34% dos eleitores de Flávio, é a rejeição ao PT.
O medo do resultado também está dividido ao meio, com 48% temendo mais a reeleição de Lula e 47% temendo mais a eleição de Flávio. O retrato das divisões é conhecido, mas aparece com intensidade: uma diferença de quase 20 pontos entre homens e mulheres, o Nordeste e os beneficiários do Bolsa Família com Lula, e o Sul, o Centro-Oeste e os evangélicos com Flávio Bolsonaro.
Na disputa pelos votos que ficaram em aberto, nenhum dos lados leva vantagem clara. Os eleitores de Augusto Cury (Avante) migram majoritariamente para Lula (64% a 32%), enquanto os de Ronaldo Caiado (PSD) preferem Flávio (61% a 35%). Já os de Renan Santos (Missão) se dividem igualmente entre os dois (41% a 41%), e 18% dizem que vão votar em branco ou anular. Esses números, porém, devem ser lidos com cautela: as amostras de cada grupo são pequenas demais para conclusões firmes.
A maior reserva de Lula está entre quem não votou no 1º turno: 59% teriam votado nele e 28% em Flávio Bolsonaro. O problema, para o petista, é que essa abstenção parece mais logística do que política. A maioria diz que estava viajando (37%) ou que o título é de outra cidade (21%), situações que dificilmente mudam faltando 10 dias para o pleito.
Os dados sobre o momento da decisão reforçam a ideia de um eleitorado que já tinha lado antes da reta final. Segundo a Palver, só 4% dos eleitores mudaram ou definiram o voto para presidente na última semana antes do 1º turno, e 95% mantiveram a escolha que já tinham feito. Entre os que mudaram, metade (51%) decidiu entre o domingo, 27 de setembro, e a sexta-feira, 2 de outubro. Outros 8% decidiram no sábado e 20% no próprio dia da eleição.
O movimento de última hora foi, sobretudo, estratégico. Entre os que mudaram de voto, os eleitores de Augusto Cury eram o maior grupo (23%), seguidos pelos de Flávio Bolsonaro (21%) e, com 13% cada, pelos de Lula, Renan Santos e Ronaldo Caiado.
O motivo mais citado foi perceber que o candidato escolhido não tinha chance de ir ao segundo turno (23%). Somando quem queria decidir a eleição já no 1º turno (9%) e quem queria evitar a vitória de um candidato rejeitado (9%), quatro em cada dez mudanças tiveram motivação tática.
Só 7% atribuíram a mudança a um debate ou a propaganda, e outros 7% a uma notícia ou denúncia. Como esse grupo reúne menos de 200 entrevistas, os percentuais têm margem de erro ampla e devem ser lidos apenas como indicação de tendência.
O cenário econômico explica por que Lula não consegue abrir vantagem. A desaprovação do governo (51%) supera a aprovação (48%), e quase metade dos eleitores acha que o país piorou no último ano.
Na avaliação comparativa, Flávio Bolsonaro é visto como mais capaz em segurança pública, controle da dívida, inflação e combate à corrupção. Lula só leva vantagem clara em combate à pobreza. Em educação e saúde, há empate.
O custo de vida é a principal preocupação das famílias, citado por 34% dos entrevistados. O tema pesa muito mais entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, dos quais 51% apontam o custo de vida como maior problema, contra 15% entre os de Lula. O otimismo, por outro lado, atravessa os dois campos: 70% esperam que a economia do país melhore nos próximos 12 meses, e essa expectativa não favorece claramente nenhum dos candidatos.
Os números exigem cautela. A Palver usa uma amostra online não probabilística, recrutada por anúncios em redes sociais, e calibra os resultados com base no voto do 1º turno. Por isso, a própria empresa recomenda ler os números como indicativos de tendência. A mudança de metodologia nesta onda também impede a comparação com as rodadas anteriores.
A Palver consultou 5.000 pessoas entre 10 e 13 de outubro (n efetivo de 1.783), com margem de erro máxima de 2,3 pontos. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-08028/2026.
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UOL
O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 44% das intenções de voto, ante 42% do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma simulação estimulada de segundo turno da pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quinta-feira, 15. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, configura empate técnico.
Dos entrevistados, 8% afirmam que não iriam votar, 4% dizem que votarão nulo ou branco e outros 2% estão indecisos ou não sabem.
Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 51% do total contra 49% de Lula.
Leia maisEste é o primeiro levantamento Indexa/Broadcast do 2º turno das eleições. Antes do 1º turno, pesquisa da Indexa/Broadcast de 30 de setembro apontava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 43% das intenções de voto ante 42% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de segundo turno.
Esse é o quarto levantamento fruto da parceria firmada entre o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) e a Indexa Pesquisas para a divulgação de sondagens eleitorais qualitativas e quantitativas exclusivas sobre a corrida à Presidência da República.
Aberturas
No duelo entre Flávio e Lula, os resultados por sexo mostram posições invertidas: entre as mulheres, o presidente tem 46,6%, ante 40,2% do senador; entre os homens, Flávio registra 47,3%, e Lula, 37,1%.
No recorte regional, Lula alcança 52,1% no Nordeste, contra 35,4% de Flávio Bolsonaro. No Sul, o senador tem 49,2%, ante 32,1% do presidente. No Centro-Oeste, os índices são de 58,9% para Flávio Bolsonaro e 27,2% para Lula. No Sudeste, o candidato do PL aparece com 43,7%, e o petista, com 41%. No Norte, ambos estão empatados numericamente em 46,1%.
Entre os católicos, Lula tem 54,2%, e Flávio Bolsonaro, 26,3%. Entre os evangélicos, o senador marca 81,3%, ante 13,6% do presidente.
No grupo com renda domiciliar de até dois salários mínimos, o petista registra 45,8%, contra 36,2% de Flávio Bolsonaro. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, o senador tem 49,7%, e Lula, 38,9%. Entre os que recebem entre dois e cinco salários mínimos, Flávio Bolsonaro tem 44,5% contra 41,7% de Lula.
Entre jovens de 16 a 24 anos, Lula registra 53,5% contra 31% de Flávio Bolsonaro. Entre pessoas com 60 anos ou mais, Flávio Bolsonaro tem 43,4% contra 39,8% de Lula. Entre pessoas com 45 a 59 anos, o senador tem 45,5% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 42,5%. Entre eleitores com 25 a 34 anos, Flávio Bolsonaro registra 42,5% ante 41,7% de Lula. Entre pessoas com 35 a 44 anos, Lula tem 42,3% e Flávio Bolsonaro 44,3%.
Por grau de escolaridade, Lula lidera entre os entrevistados com ensino até fundamental com 45,1% ante 40,2% de Flávio Bolsonaro. Já entre os que possuem ensino superior ou mais, o senador do PL registra 48,1% ante 37,2% do petista.
Entre os eleitores que votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno de 2022, 91,6% dizem votar em Flávio Bolsonaro ante 2,6% de Lula. Entre os que votaram no atual presidente no 2º turno de 2022, 88,2% afirmam que votarão em Lula contra 3,4% no senador carioca.
Definição de voto
Questionados se o voto está definido, 87% afirmam que já está definido, enquanto 11% dizem que pode mudar. Outros 2% não sabem ou não opinaram. Entre os candidatos, o porcentual de eleitores que dizem que o voto está definido, de 91%, e que o voto pode mudar, de 8%, são iguais para ambos.
Entre os entrevistados, 92% afirmaram que compareceram para votar no 1º turno. Outros 7% dizem que nem eles e nem alguém da família votaram no 1º turno. Uma parcela de 1% não sabe ou não respondeu.
Metolodogia
A pesquisa Indexa/Broadcast ouviu 2.000 eleitores por meio de entrevistas individuais por telefone, entre 13 e 14 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04629/2026.
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“Estou aqui para reafirmar nosso apoio integral, 100%, ao meu amigo Márcio Canella como pré-candidato ao Senado no Rio de Janeiro”. Foi assim que o senador Flávio Bolsonaro (PL), hoje candidato a presidente, se referiu ao ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito, que foi preso nesta quinta-feira 15 pela Polícia Federal sob a acusação de integrar um esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis.
As declarações de Flávio foram compartilhadas via redes sociais em abril. Na ocasião, Canella era um dos nomes da chapa bolsonarista para a Casa Alta e ainda não havia deixado a prefeitura. As informações são da Carta Capital.
“Ele atualmente é prefeito de Belford Roxo, uma cidade importante da Baixada Fluminense. O Canella foi deputado comigo, tem mais de 90% de aprovação na sua cidade, o que mostra que é uma pessoa competente, que sabe trabalhar e que vai estar com a gente na missão de resgatar o nosso Brasil, nos ajudando aqui no Rio de Janeiro”, prosseguiu Flávio na postagem.
Assista ao vídeo na íntegra:
Leia maisEsta não é a primeira prisão de Canella. Em 7 de julho deste ano, quando ainda era pré-candidato ao Senado, o ex-prefeito foi preso pela Polícia Federal, que encontrou um fuzil no carro dele quando cumpria mandados em outra fase da Operação Unha e Carne.
Em agosto, Canella decidiu não se lançar ao Senado e anunciou que concorreria a uma vaga na Alerj. A chapa bolsonarista para a Casa Alta passou a contar, então, com Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL. Os dois foram eleitos.
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Blog do Lauro Jardim – O GLOBO
Antonio Rueda, presidente do União Brasil, tem em seu WhatsApp uma foto de perfil ao lado de do deputado estadual Márcio Canella (União), preso hoje em operação da Polícia Federal contra um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis.
O registro mostra a dobradinha Rueda/Canella durante a campanha e foi mantido pelo chefe do União mesmo após a prisão de seu colega.
Na imagem, Rueda é descrito como “o federal do Canella”. Ele foi eleito à Câmara com 155 mil votos.
A propósito, o slogan da dupla é: “Trabalho e coragem para defender o cidadão de bem”.
Blog do Lauro Jardim – O GLOBO
Márcio Canella, deputado estadual do Rio de Janeiro que foi preso agora cedo pela PF, acusado de utilizar uma rede criminosa composta por 112 empresas — sendo 96 postos de combustíveis no Grande Rio — para lavar cerca de R$ 7,6 bilhões, foi o impulsionador e responsável pela eleição de Antonio Rueda, presidente do União Brasil, como deputado federal.
Canella e Antonio Rueda formaram uma “dobradinha” nas eleições de outubro de 2026. Foram eleitos respectivamente com 197 mil votos e 155 mil votos.
Sem Canella, Rueda não teria sido eleito.
No podcast Direto de Brasília da próxima terça-feira, faltando quatro dias para o confronto final entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o cientista político Antônio Lavareda fará prognósticos e avaliações sobre a eleição presidencial em segundo turno. Um dos melhores e mais conhecidos especialistas em pesquisas eleitorais, Lavareda também fará uma análise dos levantamentos realizados pelos mais variados institutos nacionais.
Sociólogo, jornalista e advogado, Lavareda é mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), é professor colaborador da pós-graduação em Ciência Política da UFPE e presidente de honra da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel).
Leia maisCom experiência na análise de cenários políticos e no planejamento de campanhas eleitorais, Lavareda também se dedica ao estudo do comportamento do eleitor e da influência das emoções nas decisões de voto. É autor de obras como Democracia nas Urnas e Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais, além de pioneiro no Brasil na aplicação de estudos de neuropolítica às campanhas eleitorais.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Maysa Sena – Blog da Folha
O senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) publicou, na madrugada desta quinta-feira (15), em seu perfil no Instagram, uma foto da governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), ao lado dos deputados eleitos Gilson Machado Neto (PL), para a Câmara dos Deputados, e Gilson Machado Filho (PL), para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

A imagem foi registrada durante um almoço promovido por Raquel Lyra, na quarta-feira (14), com aliados políticos. Na publicação, Flávio Bolsonaro parabenizou os dois deputados eleitos e a governadora. “Parabéns aos deputados @gilsonmachado22 e @gilsonfilhope e à governadora de Pernambuco @raquellyraoficial”, escreveu o senador.
O Prêmio Engenho de Comunicação anunciou, nesta semana, os finalistas da 22ª edição da premiação, que reconhece jornalistas e veículos com atuação a partir de Brasília. São três indicados em cada uma das nove categorias, além de uma homenagem especial. Os finalistas serão diplomados no dia 20 de outubro, durante o Jantar dos Finalistas, na sede do Sistema CNA-Senar, em Brasília.
Entre os indicados estão Ana Flor, Basília Rodrigues e Rodrigo Orengo, na categoria Analista de Conjuntura; Lilian Tahan, Bela Megale e Roseann Kennedy, entre os colunistas; Heraldo Pereira, Kenzô Machida e Neila Medeiros, como âncoras de TV; e Breno Pires, Rodrigo Rangel e Thiago Dominicci, na categoria Jornalista do Ano. Correio Braziliense, Metrópoles e Poder360 disputam o título de Veículo do Ano. A jornalista Mara Régia, da Rádio Nacional, receberá a homenagem da edição.

Os vencedores serão conhecidos em cerimônia marcada para 10 de novembro, em Brasília. A escolha é feita por um júri independente, que nesta edição reúne o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; a secretária de Estado do Distrito Federal Giselle Ferreira; o professor Bruno Nalon, do UniCeub; Elisa Bruno, do Espaço Cultural TCU; e Eliziane Carvalho, do Senar. “O Prêmio Engenho foi instituído para distinguir esse grupo de profissionais, que têm uma elevada performance diária no desempenho de seus respectivos trabalhos”, afirmou a presidente da premiação, Kátia Cubel (foto em destaque).
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) fará, junto com a Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel), sua segunda pesquisa neste segundo turno no sábado (17). Até lá, portanto, as observações do diretor do Ipespe, o cientista político Antônio Lavareda, são somente impressões.
Lavareda, porém, está impressionado com a capacidade de mobilização das ruas demonstrada pela campanha de Luiz Inácio Lula da Siva (PT), que tenta a reeleição. Desde o fim de semana, aconteceram grandes atos com milhares de pessoa na Avenida Paulista, em São Paulo, em Cobacabana, no Rio de Janeiro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e outras localidades. Para Lavareda, as manifestações teriam reduzido a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula. Mas não viraram a eleição. Flávio, avalia Lavareda, segue na frente.
Leia maisNa quarta-feira (14), pesquisa Quaest confirmou a impressão de Lavareda. De acordo com ela, Flávio ficou com 46%. E Lula com 44%. Nos votos válidos, 51% a 49%. Uma diferença, portanto, de somente dois pontos. Assim, a diferença que era de seis pontos percentuais caiu para somente dois. Mas Lavareda observa: “As curvas não se inverteram”. Ou seja, é Flávio quem está à frente na disputa. E, no segundo turno, quem vence precisa ter somente um voto além da metade. Tudo, então, dependerá de dois fatores.
O primeiro é se Lula consegue continuar reduzindo a diferença até ultrapassar Flávio. O segundo é se Flávio consegue manter sua vantagem. Nesse sentido, os dois candidatos vêm traçando estratégias diferentes neste segundo turno. Lula trata de buscar acordar uma militância que andava amortecida, refazendo manifestações de rua que há muito não se via. Tivessem acontecido no primeiro turno, a história poderia ser outra. Como só acontecem agora, reverter um resultado desfavorável pode ser muito difícil.
Já Flávio neste começo de segundo turno joga mais parado. Seu propósito maior é consolidar e manter a vantagem que obteve no primeiro turno. Nesse sentido, trata de chamar para si os demais políticos conservadores e os seus eleitores. Obteve o apoio da maior parte dos candidatos de direita que disputavam as eleições contra ele e Lula. Vai puxando para si a maior parte dos políticos do Centrão.
O também cientista político André Cesar, da Hold Assessoria, faz avaliação semelhante à de Lavareda. “Os atos de rua têm sido impressionantes, mas, a onze dias da eleição, talvez já não tenham a capacidade de reverter o resultado”, considera. “É provável que o Flávio ganhe”, diz ele. “É possível que Lula ganhe. Mas é improvável”.
Para André Cesar, há uma dificuldade adicional para Lula: quebrar a hegemonia de Flávio nas redes sociais, terreno que se tornou fundamental para a disputa. O cientista político observa que houve uma intensificação desse trabalho no segundo turno, depois de um certo desprezo sobre o seu uso no primeiro turno.
O problema, para André Cesar, é que as redes sociais não parecem neutras, o que dificulta esse trabalho. Na quarta-feira, André Cesar estava impressionado com a constatação de que era verdadeiro algo relatado por várias pessoas de que a Inteligência Artificial da Meta produzia materiais para Flávio Bolsonaro e não produzia para Lula.
André Cesar afirma ter feito, então, duas experiências. E, segundo ele, um amigo fez também. Pediu à IA da Meta dois testes, usando a imagem de uma criança e de uma idosa. “Quando pedi que usasse as imagens para fazer uma propaganda para o Flávio, a IA gerou. Quando pedi com as mesmas imagens para o Lula, a IA não consegue gerar”.
André Cesar mostrou ao Correio Político que a IA chega mesmo a confessar o defeito. “Por que você consegue criar imagens com Flávio 22 mas não fez com Lula 13?”, perguntou o cientista político. “Você percebeu algo que é real e eu preciso ser transparente com você”, respondeu a IA. “As duas deveriam ter o mesmo tratamento”, admite.
Mas a IA reconhece. “Você pediu duas vezes uma imagem com criança ‘Lula 13’ e o gerador bloqueou. Você pediu exatamente a mesma coisa só mudando para ‘Flávio 22’ e gerou na hora”. Esse texto, André Cesar mostrou ao Correio Político. “Eu não controlo diretamente o filtro de segurança (…) mas (…) isso não é neutro”, conclui o texto.
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Por Osvaldo Matos*
Não precisa entender muito de economia e sociologia política para fazer uma previsão razoável do que poderá acontecer com o Brasil em cada um desses dois cenários.
Vou tentar resumir o que penso, com base na minha experiência profissional, na observação do mercado e no comportamento dos governos. Quem tiver dúvidas pode pesquisar, consultar os indicadores econômicos e tirar suas próprias conclusões.
Leia maisSe Flávio ganhar, acredito que a Bolsa de Valores terá uma reação muito positiva, com a entrada de investidores estrangeiros e a recuperação da confiança no Brasil. O dólar poderá cair, o risco do país diminuir e muitos empresários voltarão a enxergar boas oportunidades de investimento.
Com mais investimentos, juros menores e redução de impostos, novas empresas poderão ser abertas e as existentes terão condições de ampliar suas unidades produtivas. Isso significa empregos, renda, aumento da produção e mais dinheiro circulando na economia.
É assim que uma economia começa a recuperar sua capacidade de crescimento. Não adianta estimular o consumo se não houver produção suficiente para atender à demanda.
Se Lula ganhar, acredito que acontecerá o contrário. A Bolsa poderá cair, o dólar subir e muitos investidores poderão procurar outros mercados. As agências de classificação de risco observarão com ainda mais atenção as contas públicas, e grandes empresas poderão suspender investimentos ou direcioná-los para outros países.
O resultado poderá ser mais desemprego, inflação, preços elevados e perda do poder de compra. Dependendo da condução econômica, não descarto um período de recessão.
E existe uma questão que considero ainda mais grave.
Se Lula ganhar e continuar aumentando as despesas públicas, de onde sairá o dinheiro para obras, investimentos, saúde, educação, segurança, aposentadorias e salários dos servidores?
O governo já tem enormes dificuldades para equilibrar suas contas. A dívida pública cresce, os juros consomem recursos que poderiam ser destinados a investimentos e a população continua pagando impostos elevados sem receber serviços públicos na mesma proporção.
Se a atividade econômica diminuir, a arrecadação ficará comprometida. A inadimplência poderá aumentar e as empresas terão ainda mais dificuldades para produzir, vender e contratar.
Não existe milagre em economia. Quando as despesas crescem acima da capacidade de financiamento do Estado, a conta aparece em algum lugar. Pode ser no aumento dos impostos, na inflação, no endividamento ou na redução dos investimentos.
E quem paga é o povo.
Se Flávio ganhar, espero que tenha coragem para fazer uma ampla reforma do Estado. Cortar despesas desnecessárias, eliminar estruturas que não produzem resultados, combater a corrupção, reduzir impostos e criar condições para que o setor produtivo volte a investir.
O Brasil precisa aumentar suas exportações, fortalecer a indústria, ampliar a produção agrícola, atrair empresas estrangeiras e aproveitar melhor as oportunidades comerciais com outros países.
Tenho 36 anos de experiência de mercado e aprendi que nenhuma organização consegue crescer de maneira saudável gastando mais do que pode e deixando de investir naquilo que produz resultados.
O Estado tem suas particularidades, mas não está dispensado de fazer contas.
Se Lula ganhar, minha preocupação também será com a segurança pública.
A criminalidade organizada está cada vez mais poderosa. Existem comunidades onde o tráfico determina quem entra, quem sai, quem pode trabalhar e até como as pessoas devem viver.
Enquanto isso, continuamos discutindo benefícios penais, progressão de pena e saídas temporárias, muitas vezes deixando em segundo plano o sofrimento das vítimas e suas famílias.
Não concordo com um sistema que permite a determinados criminosos condenados por crimes gravíssimos voltar à liberdade antes de cumprir integralmente suas penas.
Também considero necessária uma revisão da legislação aplicada aos adolescentes que cometem homicídios, estupros e outros crimes violentos. Hoje, um jovem de 16 ou 17 anos pode cometer um crime dessa natureza e ficar submetido a uma internação socioeducativa limitada a três anos.
Quem perdeu um filho, uma filha, um pai ou uma mãe para a violência dificilmente considera isso uma resposta suficiente.
Se Flávio ganhar, espero mudanças profundas nessa área.
Defendo o endurecimento das penas para crimes violentos, a revisão das regras de progressão, mudanças nas audiências de custódia e maior rigor contra criminosos reincidentes.
Defendo também que os recursos e bens apreendidos das organizações criminosas sejam utilizados, nos limites da legislação, para reparar os prejuízos das vítimas e de suas famílias.
Mas existe outra questão que me chama muito a atenção: a tecnologia.
O Brasil poderia utilizar muito mais inteligência artificial, drones, sensores, câmeras inteligentes e sistemas integrados de informação na segurança pública.
Estamos falando de um país com dimensões continentais, milhares de quilômetros de fronteiras e organizações criminosas que movimentam bilhões de reais.
Não podemos continuar combatendo estruturas criminosas altamente organizadas utilizando métodos ultrapassados e informações que muitas vezes nem sequer são compartilhadas entre os órgãos de segurança.
Precisamos integrar nossas polícias, investir em inteligência e monitoramento, utilizar tecnologia para prevenir crimes e identificar a movimentação financeira das organizações criminosas.
Também considero fundamental ampliar a cooperação com os países das Américas para enfrentar o narcotráfico, o tráfico de armas e as organizações criminosas transnacionais, inclusive discutindo instrumentos jurídicos mais rigorosos de combate a esses grupos.
Não basta prender o traficante da esquina enquanto os responsáveis pelo financiamento e pela estrutura das organizações continuam movimentando dinheiro.
É preciso atingir o comando e, principalmente, o dinheiro do crime.
Vou ficar por aqui para não tornar este artigo cansativo. Poderia continuar falando sobre educação, saúde, infraestrutura, relações internacionais e administração pública, mas acredito que esses exemplos sejam suficientes para explicar minha preocupação com o futuro do Brasil.
Na minha avaliação, estamos diante de dois caminhos bastante diferentes.
Acredito que Flávio poderá representar uma mudança importante na condução econômica e administrativa do país. É jovem, tem a oportunidade de reunir uma equipe de ministros técnicos e poderá estabelecer relações mais próximas com países que defendem a liberdade econômica e o fortalecimento da iniciativa privada.
É claro que tudo dependerá das decisões que tomar, da equipe que escolher e da capacidade de conseguir apoio político para executar as mudanças.
Quanto a Lula, não vejo motivos para acreditar que um novo mandato representará uma mudança profunda na maneira como administra o país. Minha expectativa é de continuidade de um modelo que considero excessivamente dependente dos gastos públicos e pouco comprometido com a redução do tamanho do Estado.
Posso estar errado em algumas previsões. Economia não é uma ciência de resultados automáticos, e nenhum presidente controla sozinho o mercado, o Congresso ou os acontecimentos internacionais.
Mas tenho minhas convicções, construídas ao longo de muitos anos de trabalho, estudo e observação da realidade brasileira.
E uma delas é que não existe prosperidade duradoura sem produção, investimento, segurança e respeito ao dinheiro de quem trabalha.
Quem governa pode fazer promessas. Quem produz precisa pagar a folha de salários, os fornecedores, os impostos e todas as demais despesas, independentemente de como esteja a economia.
E quem vive do próprio trabalho sabe muito bem o que significa chegar ao final do mês e descobrir que o dinheiro não foi suficiente.
Por isso, quando penso nesses dois cenários, não penso apenas em quem estará ocupando a Presidência da República.
Penso no empresário que poderá fechar as portas, no trabalhador que precisa de emprego, na família que não consegue pagar suas contas e no cidadão que tem medo de sair de casa.
É sobre essas pessoas que as decisões de governo produzem consequências.
Tenho minha posição e não escondo.
A escolha é sua. Mas as consequências não serão apenas suas. Serão de todos os brasileiros.
*Publicitário, cientista político e social
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