











O presidente da Câmara Municipal de Triunfo, vereador Camilo Ferreira, manifestou pesar pela morte de João Caio Pereira Rodrigues Melo, de 26 anos, filho do ex-prefeito do município João Batista Rodrigues. O jovem morreu em um acidente de trânsito na madrugada deste sábado (31), na PE-365, em Santa Cruz da Baixa Verde.
Em nota, Camilo expressou solidariedade ao ex-prefeito, aos familiares e amigos de João Caio. O vereador também desejou conforto e força à família para enfrentar o momento de luto. “Neste momento de imensa dor, quero expressar minha solidariedade e deixar meu abraço fraterno a João Batista, a todos os familiares e amigos. Sei que não existem palavras capazes de amenizar a dor de uma perda tão difícil, especialmente a de um filho, mas desejo que Deus, em sua infinita bondade, conceda força, fé e conforto para enfrentar este momento tão doloroso”, disse.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse neste sábado (31), que o governo norte-americano, não facilitou a entrada de Flávio Bolsonaro (PL) no país, após a derrota nas eleições presidenciais do Brasil no último domingo (25).
“Nós não facilitamos em nada. Soubemos que ele chegou aos Estados Unidos. Ele já tinha um visto garantido e o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. O que nós permitimos”, afirmou em coletiva de imprensa. As informações são da CNN.
📹#vídeo Rubio nega envolvimento direto dos EUA na fuga de Flávio
— Poder360 (@Poder360) October 31, 2026
🚷O secretário de Estado dos EUA afirmou neste sábado (31.out.2026) que o país não ajudou o senador Flávio Bolsonaro a fugir do Brasil, embora o presidente Donald Trump tenha autorizado a entrada do congressista… pic.twitter.com/ZnF0lZODAq
De acordo com ele, Donald Trump tomou uma decisão pessoal de autorizar que o senador pousasse a fosse recebido nos Estados Unidos, mas que o governo não participou “diretamente” de qualquer um dos movimentos feitos para a fuga do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O governo dos Estados Unidos não esteva envolvido diretamente em qualquer um dos movimentos que foram feitos, mas o presidente deixou claro que se ele chegasse a uma alfândega dos Estados Unidos, que ele receberia uma ‘parole’ para entrar no país e ele recebeu”, completou.
Entenda
O senador Flávio Bolsonaro e sua família entraram nos Estados Unidos na última quarta-feira (28) e receberam autorização condicional para permanecer no país por um ano. A permissão é concedida em casos específicos, incluindo casos de urgência humanitária.
De acordo com os registros disponíveis no site da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA), a agência americana responsável pelo controle de fronteiras, o senador, sua esposa e ao menos uma de suas filhas receberam uma autorização na categoria “DT” ao passar pelos trâmites burocráticos na chegada a Miami.
Essa categoria indica que a autorização concedida pelo governo Trump é a sigla para “Discretionary Parole”, uma autorização temporária condicional concedida pelo DHS (Departamento de Segurança Interna dos EUA) com base em uma avaliação caso a caso.
A parole é uma permissão oficial para entrar e permanecer temporariamente no país, mas não configura visto ou uma admissão formal pelo sistema de imigração dos Estados Unidos.
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O ministro da Agricultura, André de Paula, é o convidado do meu podcast, em parceria com a Folha de Pernambuco, da próxima terça-feira. Na pauta, o primeiro embarque de carne bovina para a China no Nordeste, que saiu de Canhotinho, no Agreste de Pernambuco. Foram 27 toneladas de carne bovina com destino pela Masterboi.
O ministro também também vai falar das novas aberturas de mercado em países como Argentina, Egito, Marrocos, Peru, Quênia, Singapura e Sudão. Sua pasta vem adotando medidas sanitárias e de resposta após focos da Doença de Newcastle identificados em Coronel Freitas (Santa Catarina), o que levou países como a China, Malásia, Arábia Saudita e México a aplicarem suspensões ou restrições temporárias às importações de carne de frango do Brasil ou de Santa Catarina.
Leia maisRecentemente, o ministro declarou ver avanços nas discussões diplomáticas e técnicas para tentar reverter a ausência do Brasil na lista de países habilitados a exportar carne bovina para o bloco europeu. André vai falar também sobre o resultado das eleições para o PSD, partido do qual é um dos fundadores e ex-presidente estadual. Atualmente, a governadora Raquel Lyra assumiu a direção estadual do partido.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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No momento em que as diplomacias brasileira e argentina enfrentam um momento de tensão após a fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia convidar o principal opositor de Javier Milei para sua posse em janeiro.
Além do governador de Buenos Aires, Alex Kicillof, apontado como candidato do peronismo na eleição presidencial, o Itamaraty também cogita convidar o ex-ministro Sérgio Massa, que foi derrotado por Javier Milei.
Apesar do gesto, Lula também deve convidar Milei. O governo avalia, porém, como remota a possibilidade do presidente argentino aceitar o convite. As informações são da CNN Brasil.
Por Mônica Bergamo
Da Folha de S.Paulo
A ex-ministra Simone Tebet (PSB-SP) entrou para a lista de mulheres cotadas para o STF (Supremo Tribunal Federal). Apoiadores da indicação dela já levaram o nome a Lula, que poderá indicar três ministros para a corte até o fim de seu mandato: além da vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso do tribunal, em outubro de 2025, outras duas terão que ser preenchidas com as aposentadorias de Luiz Fux, em abril de 2028, e de Cármen Lúcia um ano depois.
Mestre em direito pela PUC de São Paulo, ela já presidiu a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e deu aula em diferentes universidades.
Leia maisCandidata a presidente nas eleições de 2022, se aproximou de Lula ao apoiá-lo no segundo turno contra Jair Bolsonaro. Foi ministra do Planejamento no governo petista e candidata ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano, mas não conseguiu se eleger.
Aliados de Lula afirmam que o presidente já decidiu que indicará ao menos uma mulher para uma das vagas. Só não decidiu para qual delas. Além de Tebet, também a ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Daniela Teixeira é lembrada para o cargo.
Neste ano, Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de Barroso, mas ele foi rejeitado pelo Senado, que precisa endossar a escolha do Executivo. Lula já sinalizou que pretende apresentar o nome novamente para aprovação.
O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Rodrigo Pacheco também é cotado para uma das indicações. O nome dele é defendido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e tem apoio também de ministros do STF.
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na última quinta-feira que condenações por lesão corporal contra a mulher em razão do gênero podem tornar candidatos inelegíveis, mesmo que o crime não esteja expressamente previsto entre as hipóteses da Lei da Ficha Limpa. Por unanimidade, os ministros entenderam que esse tipo de violência pode ser enquadrado na categoria de crimes contra a vida, que impedem a candidatura de pessoas condenadas por decisão judicial colegiada.
O entendimento foi firmado durante o julgamento de um recurso apresentado por João Francisco de Assis Neto (Solidariedade), conhecido como Dr. João Neto, que pretendia disputar uma vaga de deputado federal por Alagoas nas eleições deste ano. O político teve o registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) após ser condenado por agredir a esposa. A decisão foi mantida pelo TSE. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisAlém de confirmar a inelegibilidade, os ministros decidiram encaminhar um apelo ao Congresso Nacional para que a legislação passe a prever expressamente a proibição de candidaturas de pessoas condenadas por crimes de violência contra a mulher.
Relator do caso, o ministro Dias Toffoli argumentou que a decisão não representa a criação de uma nova hipótese de inelegibilidade, mas uma interpretação das regras já previstas na legislação eleitoral. Segundo ele, as alterações introduzidas pela Lei do Feminicídio, em 2024, aproximaram juridicamente os crimes de feminicídio e de lesão corporal praticada contra mulheres por razões de gênero.
A Lei da Ficha Limpa estabelece restrições à candidatura de pessoas condenadas por determinados crimes, entre eles aqueles cometidos contra a vida e a dignidade sexual. Para Toffoli, a proteção à integridade física das mulheres deve ser considerada na interpretação dessas hipóteses, independentemente da classificação formal do delito no Código Penal.
A posição foi acompanhada pelos demais integrantes da Corte. Durante o julgamento, ministros destacaram que episódios de agressão física frequentemente antecedem casos mais graves de violência contra mulheres, incluindo o feminicídio.
O presidente do TSE, Nunes Marques, classificou a decisão como um momento histórico para a Justiça Eleitoral e ressaltou que o tribunal não estava assumindo uma função legislativa, mas interpretando as normas em vigor. “Esse é um momento histórico para o TSE. Mas o que estamos a fazer nada mais é do que sempre ocorreu: a jurisprudência chegando à frente da norma”, afirmou.
Condenação por agressão à esposa
João Neto foi condenado em 2025 pela Justiça de Alagoas a quatro anos e dois meses de prisão por lesão corporal contra a esposa. Segundo o processo, ele empurrou a mulher dentro de casa, quando ela estava descalça sobre um piso escorregadio. A vítima caiu, bateu o queixo no chão e sofreu um ferimento que exigiu intervenção cirúrgica.
A defesa sustentou que o crime de lesão corporal não está expressamente incluído entre as hipóteses de inelegibilidade discutidas no processo e que a legislação eleitoral não poderia ser interpretada de forma ampliativa para restringir direitos políticos. O argumento foi rejeitado pelo relator e pelos demais ministros, que mantiveram a decisão do tribunal regional.
Durante o julgamento, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva propôs que o TSE encaminhasse uma manifestação formal às presidências da Câmara dos Deputados e do Senado para defender uma atualização da Lei de Inelegibilidades.
A proposta é incluir expressamente entre as causas de inelegibilidade as condenações por crimes praticados com violência contra mulheres, independentemente da classificação do delito no Código Penal. A sugestão foi acolhida por unanimidade.
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Uma cena impressionante chamou a atenção de quem passava pelas proximidades do Parque Acauã, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.
Um morador registrou, ontem (29), o momento em que um redemoinho se formou próximo à entrada do parque, onde acontece uma programação festiva, com atrações musicais.
O fenômeno durou pouco tempo, mas chamou a atenção de quem estava no local. Com informações e imagens do Blog do Sales.
Por Houldine Nascimento
Do Poder360
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PC do B), 60 anos, disse que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou a fuga de cérebros a partir de um programa de atração e fixação de talentos científicos, de 2023 a 2026. A iniciativa é vinculada ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
“Conseguimos que mais de 2.500 cientistas voltassem para o país ou fizessem desafios em rede fora do país”, declarou em entrevista ao Poder360, em seu gabinete, em Brasília, na quarta-feira (28).
Leia maisLuciana também falou sobre desafios quanto às receitas do ministério. Citou o FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) como uma forma de assegurar recursos sem depender das oscilações do Orçamento da União.
Os valores do fundo vêm da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). “Foi isso que possibilitou um número tão significativo de investimento nesse período [2023 a 2026], de R$ 53 bilhões”, disse.
Redução de dependência estrangeira
A ministra citou medidas para reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras em setores estratégicos, como o de semicondutores, microchips, inteligência artificial e terras raras.
“O desafio é esse que Lula tem repetido várias vezes. É que a gente não pode repetir os ciclos econômicos que caracterizaram a nossa história de desenvolvimento, que é sermos exportadores de matéria-prima e importadores de manufatura. Queremos dominar todos os ciclos: desde a separação, extração, refinamento e os insumos que são muito decisivos para a economia contemporânea”, declarou.
Estão entre as ações:
• Supercomputador – Luciana Santos mencionou edital para a aquisição de supercomputador em Macaíba (RN), na região metropolitana de Natal. Expectativa é que esteja entre os 10 mais potentes do mundo;
• Computador quântico – citou compra em conjunto com o governo da Paraíba de um equipamento;
• Terras raras – disse haver patentes em separação e jazidas no Brasil. Também citou um edital com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de R$ 5 bilhões para estimular o processamento de minérios no Brasil: “O que veio de demanda não só das universidades como da iniciativa privada foram R$ 85 bilhões. São R$ 80 bilhões a mais, o que revela que estão fervendo soluções e desafios”;
• Inteligência artificial – ministra falou no projeto SoberanIA, uma plataforma com base de dados (LLM) em português: “Tem mais de 200 bilhões de palavras, porque ele conseguiu agregar os dados do governo”.
“O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial está entre os 12 programas que a gente acrescentou ano passado. O presidente [Lula] encomendou ao Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia o programa em 2024. Apresentamos o programa na Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia e estamos executando. Nós executamos mais de 64% do programa. Ele prevê R$ 25 bilhões de investimentos ao longo de cinco anos”, acrescentou.
Plano de metas
Luciana Santos afirmou que trabalha em instituir um plano de metas para cinco anos: “Isso significa botar orçamento e meta de execução da Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia”.
O ministério atua em um submarino de propulsão nuclear para proteção da costa marinha brasileira e no projeto Sirius, que consiste em um acelerador de partículas. “Isso vai possibilitar que o Brasil se antecipe às pandemias, porque vai manipular patógenos, vírus e fungos. No Brasil, por exemplo, a gente hoje não pode manipular ebola e vamos poder. Temos mais de 80% de dependência de radioisótopos, que é um insumo importante para medicamentos de câncer. Em sete anos, nós vamos nos tornar autônomos e ainda vamos exportar”, declarou.
Permanência no governo
A presidente licenciada do PC do B também disse que ainda não houve uma conversa com Lula sobre sua permanência no Ministério de Ciência e Tecnologia: “Isso ele vai fazer no tempo certo, raciocinando. Não é simples […] Acredito que no máximo ele tenha tido conversas sobre esse problema mais emergencial, que é da Fazenda, até por conta dessas trepidações da Bolsa”.
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Por Houldine Nascimento
Poder360
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PC do B), 60 anos, classificou como “inócua e ridícula” a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na eleição presidencial, de que seria o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. A afirmação constava de um documento divulgado na última quarta-feira (28). Posteriormente, o senador publicou outra versão do texto em que se identifica como “líder do Brasil”.
“Acho completamente fora de qualquer consistência, ou qualquer repercussão. É uma coisa inócua e ridícula”, declarou em entrevista ao Poder360, em seu gabinete, em Brasília.
Leia maisLuciana cita o reconhecimento do PL à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O partido dele, o PL, o partido que ele pertence, já declarou, o coordenador da campanha dele, Rogério Marinho, todos os partidos políticos no mundo inteiro, com exceção do próprio Trump, que mesmo assim reconheceu, mas fez senões”, disse.
Para Luciana Santos, a fuga de Flávio abriu espaço para que outras lideranças ganhassem protagonismo na direita. Ela citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que reconheceu o resultado da eleição presidencial e defendeu uma oposição vigilante.
“Ele foi o porta-voz do agradecimento a parte do povo brasileiro que votou. Porque quando você sai de cena, não existe espaço vazio na política”, disse.
A ministra também classificou a fuga de Flávio como uma forma de “autoproteção” e afirmou que o senador deve explicações sobre sua saída do país. “Ele deve explicação ao povo brasileiro de por que ele está fugindo da Justiça brasileira”, declarou.
Sem perseguição
Luciana Santos contestou a alegação de que Flávio seja alvo de perseguição judicial. Como argumento, citou a eleição de integrantes da família Bolsonaro, entre eles a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), eleita senadora pelo Distrito Federal.
“Parte da família está aqui exercendo mandato. Quer dizer, só existe perseguição para ele, mas não existe para Michelle, que é senadora da República eleita, para o irmão do Bolsonaro, só para ele. Quer dizer, é uma narrativa que não bate. É porque estão sendo apurados crimes que hipoteticamente ele cometeu, como é o caso do ‘Dark Horse’, como é o caso das mansões.”
Centrão no Lula 4
Luciana também comentou a possibilidade de ampliação do espaço do Centrão no 4º mandato de Lula, a partir de 2027. O grupo reúne partidos de diferentes orientações políticas e costuma negociar apoio ao governo em troca de participação na administração federal.
A discussão ocorre depois da eleição de uma bancada mais conservadora para o Congresso. Os partidos mais à direita elegeram 276 deputados, o que amplia a importância das negociações para a formação da base governista.
“O presidente é muito experiente. Ele tem que fazer um exercício de governabilidade, é natural. Qualquer que seja o chefe de Estado, ele precisa ter uma condução política para fazer valer o programa que saiu das urnas aprovado. Então, essa concertação já é um histórico do governo do presidente Lula”, declarou Luciana.
Permanência
A presidente licenciada do PC do B também disse que ainda não houve uma conversa com Lula sobre sua permanência no Ministério de Ciência e Tecnologia: “Isso ele vai fazer no tempo certo, raciocinando. Não é simples […] Acredito que no máximo ele tenha tido conversas sobre esse problema mais emergencial, que é da Fazenda, até por conta dessas trepidações da Bolsa”.
PC do B
O PC do B elegeu 11 deputados em 2026, ante 6 em 2022. Segundo os números apresentados, foi o melhor desempenho da legenda desde 2010. Luciana classificou como “extraordinário” o resultado. “Quase dobramos a nossa bancada com perfil de deputados com firmeza programática e ideológica, que fazem muita diferença nos embates, na luta de ideias que nós vamos travar no país”, afirmou.
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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE), a Prefeitura de Triunfo e o ex-deputado federal e presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, manifestaram pesar pela morte de João Caio Pereira Rodrigues Melo, de 26 anos, filho do ex-prefeito do município sertanejo João Batista Rodrigues. O jovem morreu em um acidente de trânsito na madrugada deste sábado (31), na PE-365, em Santa Cruz da Baixa Verde.
Em nota, a OAB-PE, por meio de sua presidente, Ingrid Zanella, destacou a perda precoce e se solidarizou com familiares e amigos. A Prefeitura de Triunfo e Sebastião Oliveira também divulgaram mensagens de pesar, prestando solidariedade aos pais e demais familiares. “Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares e amigos, desejando força e conforto para enfrentar essa perda irreparável”, diz o comunicado oficial da Prefeitura.
O ex-deputado federal e presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, também lamentou a morte do jovem, filho de João Batista Rodrigues dos Santos e Tarciane Pereira Melo. Em sua nota, declarou: “É doloroso ver uma vida partir tão cedo. Neste momento de imensa dor, me solidarizo com seus pais, familiares e amigos. Que Deus os ampare e dê forças para enfrentar essa perda.”
Por Agência O Globo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pautou para a próxima terça-feira (3) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, após adiar a análise do texto às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.
Até lá, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta construir um acordo para deixar a redução da maioridade penal fora da proposta, tema que provocou divergências entre integrantes da base governista e impediu o avanço da votação antes da eleição.
Leia maisA intenção do Planalto é evitar alterações que obriguem o texto a retornar à Câmara dos Deputados. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou ontem (30) que não há acordo para incluir emendas na proposta e confirmou que a discussão sobre a redução da maioridade penal deverá ficar para outro momento. “Não temos acordo com emendas. A posição é aprovar a PEC sem emendas. Até porque a maioridade penal é um tema corpo estranho no conteúdo da PEC”, afirmou Teresa ao Globo.
Na última terça-feira, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), reforçou a posição do governo ao lado do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. Segundo o deputado, a prioridade é garantir a aprovação da PEC para viabilizar a criação do Ministério da Segurança Pública, prometido por Lula durante a campanha presidencial.
“A PEC da Segurança Pública é prioridade para nós e queremos excluir o tema da maioridade penal nessa PEC para dar condições de o presidente Lula criar um ministério. Maioridade penal é um debate específico, não tem que ser na PEC da Segurança Pública”, disse Uczai.
Antes do adiamento, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou uma emenda para reduzir a maioridade penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos em determinados crimes graves, como tráfico de drogas e participação em organizações criminosas. Em resposta, o líder do PT, Camilo Santana (CE), apresentou uma proposta para permitir a responsabilização penal a partir dos 16 anos apenas em casos de crimes hediondos.
A iniciativa de Camilo, no entanto, dividiu a base governista. Parte dos senadores petistas se posicionou contra a redução da maioridade penal, enquanto outros, embora favoráveis à discussão, defenderam que o assunto fosse tratado separadamente, sem alterar a PEC da Segurança.
O relator da proposta no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), também anunciou que pediria a tramitação autônoma das emendas apresentadas por Camilo e Marinho, transformando-as em propostas independentes. A medida permitiria que a PEC da Segurança fosse aprovada sem alterações e seguisse diretamente para promulgação.
O tema também provocou uma mudança de posição pública de Lula. Em entrevista ao Jornal Nacional, na reta final da campanha presidencial, o petista afirmou ser favorável à redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos, mas defendeu que a discussão ocorresse separadamente. “Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso”, disse o presidente.
A PEC prevê mudanças na organização da segurança pública do país, na divisão de competências entre União, estados e municípios e no enfrentamento às facções criminosas. Lula condicionou a recriação do Ministério da Segurança Pública à aprovação da proposta.
A votação estava prevista inicialmente para ocorrer antes do segundo turno, mas Alcolumbre decidiu adiá-la diante das divergências sobre a maioridade penal. Na ocasião, aliados do presidente do Senado avaliaram que a decisão também evitava expor o governo a um novo desgaste eleitoral, em meio à disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
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Por Estadão Conteúdo
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse em entrevista ao jornal O Globo que a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) e o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se explicam, sobretudo, por erros do candidato da direita e pela exploração dessas fragilidades pela campanha petista. Ele disse que o governo Lula já procurou a legenda e que é possível haver uma relação “mais profunda.”
Kassab afirmou que, ao escolher Flávio, a direita “dividiu o centro com o Lula” e que o senador passou a perder apoio à medida que ficou mais conhecido fora do Rio, em outubro. “Ele acabou assustando falando em mexer na Constituição”, disse, citando ainda rejeição ao “linguajar” e à “falta de postura nos debates”.
Leia maisPara ele, o PT soube acionar o “medo” da volta do bolsonarismo. Kassab afirmou também que as manifestações espontâneas nas ruas e a atuação do deputado federal André Janones (Rede-MG) reforçaram a importância da comunicação digital.
Kassab afirmou que o partido pode se aproximar mais do novo governo Lula caso o Planalto sinalize para o centro e adote medidas na área econômica. Perguntado se a relação será diferente, após o PSD ter comandado três ministérios no governo anterior sem se declarar oficialmente da base, disse que, em 2023, a legenda decidiu que “se o Planalto convidasse filiados, teria a nossa compreensão”.
Segundo ele, o governo já procurou o PSD. Para Kassab, Lula precisará unir o País e aumentar o apoio, algo que, na avaliação dele, não ocorreu no terceiro mandato. Ele afirmou ainda que o presidente não pode deixar de honrar compromissos sociais, mas que precisará colocar à frente da economia pessoas como Antonio Palocci e Henrique Meirelles para dar tranquilidade e equilíbrio fiscal. “Se medidas econômicas forem adotadas, estaremos mais próximos”, afirmou, acrescentando que o partido poderá ter uma “relação mais profunda” com o governo.
Questionado se aceitaria ser ministro no Lula 4, o presidente do PSD respondeu: “Não está no meu horizonte, já fui de duas pastas Mas é claro que é muito honroso ser e não descarto voltar mais uma vez.”
Kassab discordou de que a corrupção tenha perdido peso e comparou o clima do segundo turno a 2013, com “indignação”. Ele alertou para “movimentos perigosos” se os partidos não endurecerem o discurso anticorrupção.
O presidente do PSD disse ainda que a polarização “ainda não foi quebrada” e que Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e quinto colocado na disputa presidencial de 2026, não conseguiu atrair eleitores que rejeitavam Lula e Flávio.
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