











A Prefeitura de Caruaru se pronunciou após o protesto realizado por Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs) na abertura do São João 2026, quando a categoria cobrou a aplicação da Lei nº 15.326/2026 e o pagamento do piso nacional do magistério.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação afirmou que a legislação não prevê o enquadramento automático de auxiliares e monitores na carreira do magistério, interpretação que está no centro da disputa entre a gestão municipal e os profissionais da educação infantil.
Veja nota na íntegra:
Leia maisNota
Prefeitura esclarece: não há enquadramento automático de auxiliares e monitores da educação infantil no piso do magistério
A Prefeitura de Caruaru, por meio de sua Secretaria de Educação, esclarece à população e aos profissionais da educação que não existe possibilidade jurídica de enquadramento automático de auxiliares, monitores e demais cargos de apoio da educação infantil na carreira do magistério, tampouco extensão do piso nacional da categoria.
A interpretação decorre da correta aplicação da Lei nº 15.326/2026, bem como da Constituição Federal e da jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com a análise técnica:
Além disso, a Súmula Vinculante nº 43 do Supremo Tribunal Federal estabelece que é inconstitucional qualquer forma de investidura em cargo diverso sem concurso específico, o que reforça a impossibilidade de enquadramento automático.
Diante disso, a Administração Municipal reafirma seu compromisso com a legalidade, a segurança jurídica e a valorização dos profissionais da educação, observando rigorosamente os limites constitucionais e legais na definição de carreiras e remuneração.
A Prefeitura permanece aberta ao diálogo institucional, sempre pautado pela responsabilidade fiscal e pelo respeito às normas vigentes.
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Por Nayla Valença*
O que é o São João? É uma festa popular e religiosa celebrada principalmente no mês de junho, ligada ao nascimento de São João Batista. Mas, para nós nordestinos, especialmente sertanejos, o São João sempre foi muito mais do que uma data no calendário.
São João é cheiro de fogueira, milho assado, sanfona tocando ao longe. É quadrilha, xadrez, bandeirinhas coloridas, reencontros, fé e pertencimento.
Leia maisMas como viver, sentir e transmitir para as novas gerações o que realmente é o São João se, aos poucos, estamos transformando nossa maior expressão cultural em apenas mais um grande festival?
Um festival parecido com tantos outros espalhados pelo país. Somos grandiosos justamente porque somos diferentes. Nossa força sempre esteve na autenticidade: na música, na dança, nas vestes, nos costumes, nos sabores, nos cheiros, nas cores e em tudo aquilo que representa nossa lida e nossa história.
E talvez seja justamente isso que estamos perdendo. Porque quando tudo vira igual, a identidade morre. Como nossos filhos, nossos netos e as futuras gerações compreenderão o que são raízes, pertencimento e identidade cultural se aquilo que deveriam vivenciar como tradição passa a ser apenas entretenimento?
Não se trata de dizer que outros ritmos não são belos. São. O sertanejo, o samba, a MPB e tantos outros fazem parte da riqueza cultural brasileira.
Mas precisamos nos perguntar: por que retirar justamente do São João aquilo que o torna único? Temos um patrimônio cultural imenso cantado e defendido por grandes nomes como Luiz Gonzaga, nosso eterno rei do baião, e por tantos outros que carregaram e continuam carregando nossa identidade, como Santana, Flávio José e tantos representantes da nova geração do forró. Aliás, por falar neles, as estrelas consagradas do forró, estão sem palco nos principais polos juninos do Nordeste.
Adianta o forró ser Patrimônio Imaterial do Brasil e agora candidato a patrimônio pela Unesco se nem no Nordeste os artistas, berço deles, são contratados? O que vemos, infelizmente, são os artistas tradicionais, quando lembrados, sem ter direito a cantar em palcos para grandes plateias, como os contratantes fazem com os “importados”.
Se temos algo tão forte, tão bonito e tão nosso, por que abrir mão disso? Talvez o problema não seja apenas perguntar “cadê o nosso São João?”. Talvez seja perguntar: “O que estamos fazendo para que ele continue existindo?”
*Bióloga
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Mantendo a tradição a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), participou, mais uma vez do encerramento da Cavalgada à Pedra do Reino, em São José do Belmonte, no sertão pernambucano. Ao lado do pré-candidato ao Governo, João Campos (PSB), Marília prestigiou o evento que celebra a identidade sertaneja, a cultura popular e o legado literário de Ariano Suassuna.
Consolidada como patrimônio cultural do Sertão pernambucano, a festa, que completa sua 32ª edição, reuniu milhares de pessoas em torno de tradições que misturam história, religiosidade, música, poesia e o universo armorial inspirado na obra “O Romance d’A Pedra do Reino”.
“A Cavalgada à Pedra do Reino é muito mais do que uma festa. É a celebração da nossa identidade, da força da cultura sertaneja e da riqueza histórica que faz de Pernambuco uma referência para o Brasil. Preservar tradições como essa é valorizar quem somos e garantir que as futuras gerações conheçam e se orgulhem das suas raízes. Além disso, eventos desse porte movimentam a economia, fortalecem o turismo, geram emprego e renda e mostram que a cultura também é um poderoso instrumento de desenvolvimento para o Sertão e para todo o nosso estado”, destacou Marília.
O município de Araripina recebe, nesta semana, a Carreta Cuida PE Mulher, importante iniciativa do Governo de Pernambuco voltada ao fortalecimento da saúde da mulher. A ação foi recebida pelo prefeito Evilásio Mateus e pela deputada estadual Roberta Arraes, que destacaram a importância da parceria para ampliar o acesso aos serviços especializados de saúde no Sertão do Araripe. Os atendimentos seguem durante a semana na AEDA, beneficiando centenas de mulheres do município e de toda a região.
Instalada na AEDA, a carreta oferece atendimentos gratuitos como mamografia, ultrassom de mama, telemastologia, consultas ginecológicas, colposcopia e biópsias de colo de útero e mama, garantindo mais prevenção, diagnóstico precoce e cuidado às mulheres araripinenses.
O prefeito Evilásio Mateus destacou o compromisso da gestão municipal com a saúde pública. “Estamos trabalhando para aproximar cada vez mais os serviços de saúde da população, especialmente das mulheres, que merecem atenção, cuidado e acesso digno aos atendimentos. Essa parceria com o Governo do Estado e com a deputada Roberta Arraes é fundamental para fortalecer a saúde em Araripina”, destacou o prefeito.
A deputada Roberta Arraes também celebrou a chegada da ação ao município. “É uma alegria ver Araripina recebendo um serviço tão importante para a saúde da mulher. Seguiremos trabalhando junto ao Governo do Estado e à Prefeitura para garantir mais ações e melhorias para o povo do Araripe”, afirmou a parlamentar.
Ao lado da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e da vice-governadora Priscila Krause (PSD), o prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (Podemos), participou na noite de ontem (30) da abertura oficial do São João de Caruaru 2026. Acompanhado da esposa e secretária de Turismo, Esportes e Eventos de Arcoverde, Nerianny Cavalcanti, o gestor sertanejo foi recebido pelo prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), no tradicional Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, palco principal do evento. As informações são da Folha das Cidades.
A presença de Zeca Cavalcanti ao lado da governadora reforça a estreita relação política e administrativa construída entre Arcoverde e o Governo de Pernambuco. A participação na abertura do São João de Caruaru integra uma série de agendas institucionais cumpridas por Zeca Cavalcanti em diferentes regiões do Estado nos últimos meses.
Leia maisA abertura oficial do São João de Caruaru reuniu prefeitos, parlamentares, lideranças políticas e milhares de forrozeiros de diversas regiões. A programação da noite começou com a apresentação da tradicional Banda de Pífanos de Caruaru, sob a regência do Maestro Mozart Vieira, celebrando a cultura popular nordestina. Em seguida, o público acompanhou os shows de Elba Ramalho, Mari Fernandez e Solange Almeida, que animaram uma multidão no maior palco da festa.
“É uma alegria participar da abertura do São João de Caruaru ao lado da governadora Raquel Lyra e de tantas lideranças pernambucanas. Caruaru mostra a força da nossa cultura e nos inspira neste momento em que Arcoverde se prepara para realizar um dos melhores São João de sua história e do Nordeste. Estamos trabalhando para receber milhares de visitantes e fazer uma festa que fortaleça nossa economia, valorize nossas tradições e orgulhe o nosso povo”, disse Zeca.
Nos bastidores políticos, a participação de Zeca ao lado de Raquel Lyra também é interpretada como um sinal da importância que o prefeito de Arcoverde deverá ter na articulação da campanha de reeleição da governadora no Sertão do Moxotó. Com forte influência política na região, o gestor é visto como uma das principais vozes da base governista no interior do Estado.
A agenda em Caruaru acontece justamente às vésperas da abertura do São João de Arcoverde 2026, que este ano será realizado entre os dias 13 e 28 de junho, totalizando 16 dias de programação. A expectativa é que a cidade receba um dos maiores públicos de sua história, atraindo turistas, visitantes e moradores para uma grande celebração da cultura nordestina.
A abertura da festa, marcada para o dia 13 de junho, contará com apresentações do Coco das Irmãs Lopes, Flávio José e Alceu Valença, artistas que representam a essência do forró e das tradições juninas.
Com a proximidade dos festejos, Arcoverde vive a expectativa de mais uma edição histórica do seu São João, consolidado como um dos eventos mais importantes do calendário cultural de Pernambuco e do Nordeste.
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Por Betânia Santana
Do Blog da Folha
Quem acompanhou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), na abertura do São João de Caruaru na noite de ontem (30), acredita que a gestora tenha sinalizado os nomes que vão compor a chapa na disputa pela reeleição.
Raquel Lyra pediu para registrar a imagem com ela, a vice-governadora Priscila Krause (PSD) e os pré-candidatos ao Senado Miguel Coelho (União Brasil) e Túlio Gadêlha (PSD). Os mais próximos ouviram quando ela disparou sem cerimônia: “É a foto da chapa da vitória”.
Leia maisOs outros dois pré-candidatos à Casa Alta — o deputado federal Eduardo da Fonte (Progressistas) e o senador Fernando Dueire (PSD) — não estavam na comitiva que fez a festa na Capital do Forró.
Candidata natural à reeleição, a governadora tem repetidas vezes argumentado que “a eleição acontecerá no tempo certo”, e esse tempo, segundo ela, começa com as convenções, de 20 de julho a 5 de agosto.
Admite que na condição de presidente estadual do PSD tem articulado a composição das chapas majoritária e proporcionais, mas sem perder o foco na gestão.
Adversário
Sempre que é questionada sobre o principal adversário — o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) — já ter definido os nomes e colocado o pé na estrada, ressalta que essa preocupação é dos que não estão no governo. Reforça que a cadeira no Palácio das Princesas lhe dá a missão de administrar o estado.
Ao lado do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD), a governadora puxou o laço e decretou abertos os festejos na cidade que administrou durante cinco anos. O presidente estadual do PSD, André Teixeira, e Miguel Coelho seguravam a bandeira de Pernambuco. Túlio Gadêlha juntou-se ao grupo depois.
Animação
Embalada pelos números positivos da pesquisa do Instituto Datafolha, a governadora cantou ao lado da ex-vocalista da banda Aviões do Forró, a baiana Solange Almeida, uma das atrações do palco principal, no Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga. Em outro momento, dançou com a vice Priscila Krause.
O governo do estado, de acordo com Raquel Lyra, investiu R$ 5 milhões na festa e disponibilizou 1.300 policiais militares. “Vamos fazer o maior, o melhor, o mais bonito e mais seguro São João da história de Pernambuco”, disse ao cumprimentar a tropa.
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Por Américo Lopes, o Zé da Coruja*
Magno, belíssimo texto sobre o seu pai, sobre a humildade, cheio de ensinamentos e virtudes.
Quando você diz que ele foi um carpinteiro, sábio e humilde, você imediatamente remete esse grande ser humano a São José, também carpinteiro, pai terreno de Jesus — um extraordinário pai de família, o símbolo dos pais em todo o mundo.
O caminho da salvação de José e de sua Sagrada Família naqueles desertos selvagens para o Egito, mais parece o Caminho de Santiago de Compostela, mais parece o caminho de Gastão Cerquinha na educação e salvação de sua querida família, grande família, cujo comando, reconheçamos, era de Dona Margarida.
Leia maisTive a alegria de comparecer à grande festa do seu aniversário de noventa anos — e que grande e gentil anfitrião Seu Gastão foi. Esse aniversário foi excepcional para mim, para a minha felicidade.
Você pegou na mão de minha amada mãe Euza e a apresentou a todas aquelas figuras míticas ali presentes. Esse seu gesto ficou para sempre impagável para mim. Nem uma junta de bois e um antigo carro de boi daqueles antigos e rangedores lhe pagam. Ela conhecia todos de memória. Acredite, amigo, sua inteligência era fantástica.
O seu amigo e empreendedor Eduardo — Eduardo de Queiroz Monteiro, o poeta das mercadorias — fez belíssimo discurso de saudação a Seu Gastão e ganhou o respeito do povo ali presente, que o aplaudiu como um legítimo neto de Agamenon Magalhães, um chefe do Pajeú e do Brasil que vive na memória daquelas pessoas.
Branca Góes, Joezil Barros, os irmãos desembargadores Alberto e Cláudio… tanta gente prestigiou Seu Gastão que é impossível lembrar.
Obrigado, Magno, nós é que fomos os homenageados naquela noite. Essa foi mais uma peça que Seu Gastão pregou em todos nós e nos fez homenageados de um momento ímpar e que era somente seu.
Seu amigo,
Zé da Coruja
*Diretor operacional da Folha de Pernambuco
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O Hospital Agamenon Magalhães, localizado no bairro de Casa Amarela, zona Norte do Recife, voltou a registrar um problema estrutural neste domingo (31). Menos de uma semana após a queda de parte do teto na triagem obstétrica da unidade, uma nova ocorrência foi registrada, desta vez na área vermelha da emergência, setor destinado ao atendimento dos casos mais graves e que necessitam de socorro imediato.
Imagens feitas no local mostram a área isolada por lonas pretas improvisadas e placas de manutenção. O cenário chamou atenção de pacientes, acompanhantes e profissionais que estavam na unidade.
Leia maisA repetição dos episódios em tão pouco tempo aumenta a preocupação sobre as reais condições estruturais de um dos principais hospitais públicos de Pernambuco.
O caso acontece poucos dias depois da governadora Raquel Lyra (PSD) anunciar uma obra de R$ 15 milhões para recuperação da fachada do hospital.
Nas últimas semanas, o Agamenon Magalhães já havia sido alvo de denúncias envolvendo infiltrações, problemas de manutenção, elevadores em situação crítica e superlotação. Relatórios técnicos também apontaram dificuldades estruturais em diferentes áreas da unidade.
Para quem depende diariamente da rede pública estadual, a preocupação é inevitável: se o teto está caindo dentro de setores essenciais da unidade, qual é a real situação da estrutura do hospital?
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Professores da rede municipal de Caruaru realizaram um protesto na noite de ontem (30) para cobrar da gestão do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD) o pagamento do piso salarial do magistério às Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs). O ato ocorreu durante a passagem do prefeito pelo Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, acompanhado da governadora Raquel Lyra (PSD), na abertura oficial do São João de Caruaru 2026.
Os manifestantes reivindicam o cumprimento da Lei nº 15.326, sancionada em 6 de janeiro deste ano pelo presidente Lula (PT), que reconhece os profissionais da educação infantil como integrantes do magistério e estende à categoria os direitos previstos na legislação nacional, incluindo o piso salarial. Apesar da mudança legal, as ADIs da rede municipal continuam sem receber o piso da categoria.
A cobrança das ADIs ocorre em meio a uma discussão antiga sobre a valorização dos profissionais da educação municipal de Caruaru. Ainda durante a gestão da então prefeita Raquel Lyra, professores da rede municipal realizaram paralisações e greves em defesa do piso nacional do magistério e de melhores condições de trabalho. Em 2022, a categoria chegou a deflagrar uma greve para pressionar a administração municipal sobre pautas salariais.
Agora, as ADIs afirmam que a publicação da Lei nº 15.326 reforçou juridicamente uma reivindicação histórica da categoria. A norma alterou a Lei nº 11.738/2008, que institui o piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), reconhecendo como profissionais do magistério trabalhadores da educação infantil que exercem funções docentes.
A mudança também alcança profissionais que, em diferentes redes de ensino, recebem denominações como educador infantil, agente de desenvolvimento infantil, monitor, recreador e outras equivalentes. Com isso, a legislação estabelece que os direitos assegurados ao magistério se aplicam igualmente aos profissionais da educação infantil quando a realidade funcional e a formação exigida convergem com a atividade docente.
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A Colômbia vai às urnas neste domingo (31) para escolher o sucessor do presidente Gustavo Petro em uma eleição marcada pela violência e pela polarização política. Ao todo, 11 candidatos disputam o primeiro turno.
Petro está no poder desde 2022, e a Constituição colombiana não permite a reeleição presidencial. O partido dele, o Pacto Histórico, aparece entre os favoritos por causa de avanços sociais promovidos pelo governo, mas enfrenta desgaste por dificuldades no combate ao crime organizado. As informações são do g1.
Leia maisTrês candidatos aparecem como favoritos para a disputa presidencial: o esquerdista Iván Cepeda, apoiado por Petro; o ultradireitista Abelardo de la Espriella; e a senadora conservadora Paloma Valencia. Pesquisas indicam que nenhum deles deve ultrapassar os 50% dos votos necessários para vencer no primeiro turno. Com isso, há grande probabilidade de um segundo turno no dia 21 de junho.
Cepeda, que lidera as pesquisas, promete dar continuidade às políticas sociais do governo Petro. A gestão de esquerda recebeu a economia fragilizada pela pandemia, mas conseguiu aumentar o salário mínimo nominal em 75% e reduzir o desemprego.
As medidas, no entanto, ampliaram o déficit fiscal e levantaram preocupações sobre a capacidade do governo de financiar programas sociais. O Congresso chegou a barrar algumas propostas de Petro.
Mesmo assim, a economia não aparece entre as maiores preocupações dos eleitores. Pesquisa do instituto Invamer divulgada neste mês mostra que 40% da população aponta a segurança pública como principal problema do país. Desemprego e economia aparecem apenas em quarto lugar, com 11%. É nesse cenário que De la Espriella e Paloma Valencia ganharam força na disputa.
O combate ao crime dominou a campanha presidencial. Cepeda afirma ter experiência para lidar com o tema por ter participado das negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acordo assinado em 2016.
O acordo mediado com a ajuda de Cepeda em 2016 levou as Farc a aceitarem o desarmamento. Mesmo assim, grupos dissidentes continuam ativos e são apontados como responsáveis por parte da violência no país.
Cepeda quer voltar a apostar no diálogo para enfrentar o problema, mas opositores afirmam que isso não será suficiente. Políticos de direita dizem que a política de “paz total” fracassou e que organizações armadas aproveitam as negociações para se fortalecer.
O candidato ultradireitista De la Espriella, admirador das políticas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, promete combater a criminalidade com uma ofensiva militar. Ele também defende a construção de 10 megaprisões.
A candidata conservadora Paloma Valencia também defende uma atuação mais dura contra grupos armados. Ela promete ações imediatas das Forças Armadas e da polícia para obter “resultados concretos” no combate à violência.
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Por Silvino Teles Filho*
Poucos episódios da história da saúde brasileira são tão impactantes quanto o que ocorreu no Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais. Durante grande parte do século XX, a instituição, que deveria oferecer cuidado e tratamento às pessoas com transtornos mentais, tornou-se cenário de graves violações de direitos humanos. A dimensão da tragédia foi tão grande que o episódio passou a ser conhecido como “Holocausto Brasileiro”, expressão popularizada pela jornalista Daniela Arbex em sua obra sobre o tema.
Fundado em 1903, o Hospital Colônia foi criado com a finalidade de atender pacientes psiquiátricos. Com o passar das décadas, porém, a instituição passou a receber não apenas pessoas com transtornos mentais, mas também indivíduos considerados indesejáveis pela sociedade da época. Entre os internados havia pessoas com deficiência, dependentes de álcool, moradores de rua, mulheres vítimas de violência, jovens considerados rebeldes, homossexuais e até indivíduos que simplesmente contrariavam normas sociais ou familiares. Estima-se que grande parte dos internados sequer apresentava qualquer doença mental.
Leia maisA superlotação tornou-se uma característica marcante da instituição. Em determinados períodos, milhares de pessoas viviam em condições extremamente precárias. Os pacientes enfrentavam fome, frio, falta de higiene, ausência de tratamento adequado e violência física e psicológica. Relatos históricos descrevem pessoas dormindo em locais insalubres, sem roupas suficientes para enfrentar as baixas temperaturas da região e submetidas a situações degradantes que retiravam sua dignidade e individualidade.
Diversos estudos e investigações apontam que dezenas de milhares de pessoas morreram no Hospital Colônia ao longo de sua história. Muitas dessas mortes ocorreram em decorrência da negligência, da desnutrição, de doenças infecciosas e das condições desumanas de permanência. O sofrimento vivido pelos internos tornou-se um símbolo dos excessos do modelo manicomial, baseado no isolamento social e na exclusão daqueles considerados diferentes.
A partir das décadas de 1970 e 1980, denúncias feitas por profissionais de saúde, jornalistas e movimentos sociais começaram a ganhar maior repercussão nacional. Fotografias e reportagens revelaram ao país uma realidade até então pouco conhecida pela população. Essas denúncias contribuíram para fortalecer o movimento de Reforma Psiquiátrica Brasileira, que defendia a substituição do modelo centrado nos hospitais psiquiátricos por uma rede de cuidados comunitários, mais humanizada e voltada para a reintegração social dos pacientes.
O processo de desinstitucionalização ocorrido em Barbacena tornou-se um marco na história da saúde mental brasileira. Embora a estrutura hospitalar não tenha sido encerrada de forma abrupta, houve uma profunda redução das internações de longa permanência e uma reorganização da assistência. O antigo modelo asilar foi gradualmente substituído por estratégias de cuidado baseadas na proteção dos direitos humanos, no tratamento multiprofissional e na convivência comunitária.
A história do Hospital Colônia de Barbacena permanece como um importante alerta sobre os riscos da exclusão, do preconceito e da desumanização das pessoas em sofrimento psíquico. Mais do que um capítulo doloroso da psiquiatria brasileira, trata-se de uma lembrança permanente da necessidade de que o cuidado em saúde mental seja fundamentado na dignidade, no respeito, na ciência e na defesa incondicional dos direitos humanos.
Conhecer essa história é fundamental para compreender por que a assistência psiquiátrica moderna busca não apenas tratar sintomas, mas também promover autonomia, inclusão social e qualidade de vida para aqueles que necessitam de cuidados em saúde mental.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica
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Meu pai Gastão Cerquinha foi um homem rico para os padrões de Afogados da Ingazeira, cidade extremamente pobre, encravada no Sertão do Pajeú, até o Plano Collor, que engoliu todas as suas aplicações na poupança. Ele poupava o que resultava dos lucros no comércio, da fazenda de gado e caprinos e dos loteamentos.
Garoto, tive a sensação de que meu pai era dono da cidade. Hoje, o chamado bairro Brotas, está enraizado em terras que pertenceu a ele. Cheguei a ser cobrador do loteamento de Brotas, onde está localizado a área de lazer da AABB, Associação Atlética Banco do Brasil.
Leia maisAliás, meu pai era dono também da casa onde funciona hoje a agência do BB. Foi lá que nasci e brinquei com bola de gude na praça Monsenhor Arruda Câmara, o coração da cidade. A casa era tão grande que comportava na frente a miudeza do meu pai e no fundo um curral de gado, além de um armazém para estocar as mercadorias que chegavam por trem do Recife.
Quando estava vazio, o armazém servia de salão de bola. Que diversão gostosa! O tempo foi passando, meu pai, vítima do Plano Collor, perdeu muito dinheiro na política, atividade que minha mãe Margarida contestou a vida toda. Como Roberto Magalhães, ela dizia que política foi invenção do diabo.
Mas meu pai era um homem extremamente humilde. Acho que seguia os ensinamentos de Confúcio, pensador e filósofo chinês, que dizia que a humildade é a única base sólida de todas as virtudes. Com o tempo e com ele, aprendi três coisas que agradam a todo o mundo: gentileza, frugalidade e humildade.
Como diz Augusto Cury, o maior líder é aquele que reconhece sua pequenez, extrai força de sua humildade e experiência da sua fragilidade. A humildade exprime uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém.
Quanto maiores somos em humildade, tanto mais próximos estamos da grandeza. Humildade é tudo: empatia, respeito, evolução e paz interior. A humildade não significa fraqueza, passividade ou falta de ambição. Pelo contrário, exige muita força interior e autoconhecimento.
Na sua raiz etimológica, a palavra vem de húmus (terra), o que nos lembra a importância de manter os “pés no chão”. Segundo a doutrina cristã, a humildade, como característica de um indivíduo, é a consciência baseada no conhecimento de si mesma, da própria nulidade diante de Deus, a exemplo de Cristo (Filipenses 2:2-8).
É o contrário da soberba e exclui a presunção, mas não exclui o reconhecimento dos dons recebidos de Deus. A humildade pode ser um traço do caráter de uma pessoa, o que significa que até um milionário pode ser humilde. O oposto da humildade é a arrogância.
A humildade consta em praticamente todos os textos da Bíblia, onde encontramos a célebre frase: “Quem se humilha será exaltado, e quem se exalta será humilhado”. A falta de humildade é um pecado para os seguidores da doutrina cristã, considerada essencial para a construção de uma “vida santa”, isenta de pecados.
Para o humilde, ninguém é pior ou melhor do que os outros, estando todos no mesmo nível de dignidade, de cordialidade, respeito, simplicidade e honestidade. Miguel de Cervantes, maior escritor da língua espanhola, definiu a humildade como a base de todas as virtudes.
O topo da inteligência é alcançar a humildade. Quanto maiores somos em humildade, tanto mais próximos estamos da grandeza. Em sua crônica “Criar seu filho”, Rachel de Queiroz, a grande cearense que nos deixou de herança “O Quinze”, a sua grande obra, dizia que a primeira coisa que ensinaria a um filho seria a humildade, definida como “a consciência profunda da nossa pequenez, da nossa miséria, da nossa transitoriedade”.
Em seus textos, ela valorizava a vida simples, celebrando, em crônicas como “Glória humilde”, as pessoas que “nunca pediram muito da vida nem dos homens”. Ela preferia a simplicidade da verdade, o que chamava de “a humilde, a nua verdade”, preferindo-a a atitudes fingidas ou saudades falsas.
Meu pai, portanto, foi um homem sábio quando adotou a humildade. Sinto muito orgulho das minhas raízes e dos ensinamentos que recebi dele, um homem trabalhador e humilde. Tudo o que sou e tudo o que conquistei carrega a base que ele construiu.
Aprendi com meu pai que a humildade é primordial, e que através dela sempre deixamos as portas abertas. Ele era um homem muito humilde, um verdadeiro carpinteiro e trabalhador. Sou orgulhoso do pai que tive, um grande homem, um guerreiro.
Deixou o bom exemplo e, mais do que palavras, deixou atitudes. Como meu pai, gosto de coisas simples, como ver as nuvens se moverem, ouvir o canto dos pássaros, admirar o pôr do sol e o nascer da lua. São as marcas de mais um dia vivido e abençoado.
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