











Representante do Polo de Confecções do Agreste na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Diogo Moraes (PSB) participou, na noite da última quinta-feira (13), de uma roda de diálogo com lideranças políticas de Vertentes. O encontro reuniu o líder político Zito Barros, os vereadores Marcone Moral, Saara Siqueira, Nem Cavalcanti, além de suplentes e ex-vereadores do município.
Durante a conversa, Diogo Moraes destacou a importância de Vertentes fortalecer e manter a presença de um representante do Legislativo estadual, capaz de levar as demandas do município a Recife e garantir a continuidade de parcerias em benefício da população local.
“Um dos meus maiores compromissos é poder estar presente aqui com meu trabalho. Estamos num momento chave e quero muito continuar a trabalhar pelo povo de Vertentes. É essa presença que garante parcerias, que traz recursos e que transforma demandas em soluções concretas para o nosso povo”, afirmou o deputado.
Durante o encontro, Zito Barros destacou a parceria forte com Diogo Moraes e a importância de o grupo seguir unidos com as candidaturas majoritárias de João Campos para o Governo de Pernambuco, e Humberto Costa e Marília Arraes para o Senado Federal.
O Conselho Deliberativo da Sudene aprovou, ontem (14), as diretrizes e prioridades para aplicação dos recursos dos fundos regionais em operações de crédito contratadas a partir de 2027. A principal mudança está no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que terá a lista de atividades econômicas prioritárias ampliada de 258 para 329.
A inclusão de 71 novas atividades ocorreu após consulta aos estados que integram a área de atuação da Sudene. Entre os setores contemplados estão infraestrutura, transportes, telecomunicações, indústria, construção, agropecuária, pesca, turismo, cultura, economia criativa, tecnologia da informação, pesquisa e desenvolvimento científico e educação.
Leia maisSegundo o secretário executivo do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Valder Ribeiro, a ampliação deve contribuir para aumentar o financiamento de projetos nos estados nordestinos e fortalecer segmentos importantes da economia regional, incluindo os microempreendedores.
As diretrizes também estabelecem critérios territoriais para orientar a aplicação dos recursos do FNE, priorizando, entre outros, municípios do Semiárido, áreas de baixa renda e regiões consideradas estratégicas para o desenvolvimento industrial.
O colegiado aprovou ainda a possibilidade de financiamento do prêmio do seguro prestamista nas operações do FNE. A contratação do seguro, no entanto, será facultativa e não poderá ser exigida como condição para concessão do crédito.
A aprovação das diretrizes antecede a definição da programação dos recursos para 2027. No caso do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), está previsto aporte de R$ 2,2 bilhões para capitalização, com recursos destinados a projetos de infraestrutura, transição energética, gestão sustentável, saúde e educação.
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Do Poder360
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração que ganhou pouco destaque numa entrevista que deu ao podcast Inteligência Ltda., em 30 de julho de 2026. O petista contou que foi contra e fez críticas ao Plano Real, em 1994, por razões eleitorais e para se contrapor ao principal adversário à época, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que venceu a corrida pelo Planalto no 1º turno.
Eis o que disse Lula ao Inteligência Ltda.: “O Plano Real foi um sucesso extraordinário. Estabilizou a inflação, ele estabilizou o preço. E aí o Fernando Henrique Cardoso… Também eu era sozinho. Era só o PT e o PC do B contra o mundo. E eu ainda tinha que falar mal do Real [Mas você era contra ou era a favor?]. Eu era contra [Por que tinha que ser ou…?] Porque eu achava que o Real não resolvia o problema. Porque, se eu fosse favorável, por que ser candidato? Então eu tinha que ser contra, pô”.
O Plano Real foi um programa de estabilização econômica implementado em 1994. O presidente da República era Itamar Franco e coube ao então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, comandar a equipe que elaborou o processo. O objetivo principal foi o combate bem-sucedido à hiperinflação que estava próxima de 5.000% ao ano. A moeda, o Real, foi lançada oficialmente em 1º de julho de 1994.
Lula era candidato a presidente pela 2ª vez em 1994 e chegou a liderar as pesquisas de intenção de votos até meados de março, pontuando na casa dos 40%. FHC, com o lançamento do Plano Real, acabou ultrapassando o petista e foi eleito.
Por Anthony Santana
Do Blog da Folha
Os postulantes ao governo de Pernambuco terão estratégias distintas no primeiro dia permitido para pedir votos e entregar o folheto com o número a ser inserido na urna.
A governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição pela coligação Pernambuco de Coração, vai apostar em agendas nos principais polos do estado, com passagens pela Região Metropolitana, Agreste e Sertão.
Leia maisAo mesmo tempo, o candidato da Frente Popular de Pernambuco, João Campos (PSB), terá agendas marcadas por caminhadas, pedaladas e adesivaços no Recife e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana.
Já o ex-vereador do Recife, Ivan Moraes (Psol), inicia a corrida pelo comando do estado participando de lançamentos de candidaturas e mobilizações pelas ruas da capital pernambucana.
A agenda de Raquel Lyra inicia no Recife, com adesivaços nos comitês da Zona Sul, no bairro do Pina, e Zona Norte, na avenida João de Barros, bairro da Soledade. Logo depois, a gestora segue para Caruaru, no Agreste, e, em seguida, para Petrolina, no Sertão.
Além de realizar adesivaços nas duas cidades, a candidata encerra o primeiro dia de campanha no ato político do presidente estadual do União Brasil, candidato a deputado federal, Miguel Coelho (UB), em Petrolina.
Hoje, ela deve gravar para o guia eleitoral e se reunir com a equipe de campanha. “Vamos comparar, mostrar como Pernambuco estava quando assumimos, quando era governada pelo PSB, e como está agora, voltando a liderar nosso Nordeste. O futuro que a gente sempre sonhou já começou a ser construído com muito trabalho.”, ressaltou a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra.
João Campos inicia o primeiro dia de campanha já nos primeiros minutos deste domingo (16), com um adesivaço no comitê central da campanha, no bairro do Poço da Panela, no Recife, às 00h30.
Mais tarde, às 8h, o candidato tem na agenda uma pedalada que vai partir do Parque Urbano da Macaxeira indo até o Mercado Público de Casa Amarela. Às 10h30, o compromisso é no Cabo de Santo Agostinho, onde está programada uma caminhada.
No período da tarde, Campos retorna ao Recife para mais uma caminhada, desta vez no bairro de Brasília Teimosa, na Zona Sul. Ele encerra o primeiro dia de campanha na área central do Recife, com a inauguração do comitê do presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras, que pleiteia a reeleição. Antes, neste sábado, ele deve ir ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição, às 23h30.
Em agenda de gravações com o presidente Lula (PT) ontem, João Campos falou sobre a participação do petista na eleição dele no estado. “Ele deve ir a Pernambuco, isso já está sendo construído com a coordenação da campanha. Pernambuco é o estado natal dele. Em todas as eleições presidenciais, ele sempre foi a Pernambuco e eu tenho certeza que ele vai ser muito bem recebido”, declarou Campos em entrevista coletiva.
O primeiro ato de campanha de Ivan Moraes está previsto para o meio-dia, com participação no lançamento de campanha de candidatos proporcionais da Federação Psol/Rede. Às 16h, o candidato participa da “Pedalada para o Brilho” e, após participar do lançamento de mais candidaturas proporcionais, encerra a programação no ensaio do Maracatu Acabralada, no bairro do Recife.
“Estamos com tudo pronto e encaminhado. Equipe entrosada, material gráfico, agendas do início ao fim e muita, muita gente chegando pra participar. Vou colocar nosso programa ousado na rua com muita alegria. Tô animado e confiante de que vamos crescer à medida que as pessoas entenderem que Pernambuco tem alternativa aos herdeiros da velha política”, declarou Moraes.
Análise
O cientista político Felipe Ferreira Lima aponta que a governadora deve reforçar estratégias territoriais distintas para Raquel Lyra e João Campos. Segundo ele, Raquel tende a começar pelos grandes centros, reforçando sua presença em Recife, Caruaru e Petrolina, antes de avançar para municípios menores e retornar às cidades mais populosas na reta final.
João, por sua vez, deve concentrar esforços inicialmente no Recife e no cinturão da Região Metropolitana, especialmente em cidades onde seus aliados tiveram dificuldades na última eleição municipal, e depois ampliar a campanha para o Agreste e o Sertão, regiões onde busca construir apoios e recuperar a influência política associada à imagem de Miguel Arraes.
“Raquel deve começar pelos grandes centros, depois fatiar a campanha pelos municípios menores e, na reta final, reforçar novamente sua presença nas cidades maiores. Já João deve manter o Recife, mas reforçar o cinturão da Região Metropolitana, como Jaboatão, Paulista e Olinda, e fazer uma campanha mais robusta no Agreste e no Sertão, onde precisa construir apoios”, avaliou.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Você já se deu conta: se for até a padaria da esquina, não conseguirá comprar pão, leite e manteiga se tiver só uma nota de R$ 100 no bolso. A pessoa do caixa dirá que não tem troco, sugerirá um Pix ou pagamento com cartão. Se não puder pagar eletronicamente, voltará para casa de mãos abanando.
A escassez de papel-moeda significa que a vida de cada cidadão é controlada pelo Estado de forma nunca vista. Você recebe a declaração de renda pré-preenchida pela Receita Federal e ali estão gastos que passaram despercebidos, como o pagamento do professor particular do seu filho ou aquela acupuntura que curou sua dor nas costas. O Estado conhece muito seus hábitos, costumes, preferências, doenças e momentos de dor ou prazer.
Leia maisIsso não ocorre só no Brasil, mas também em China, Noruega, Reino Unido e Suécia. Uma tendência mundial. O Estado não concentra mais só a força e o poder de punir ou sancionar. Agora tem, além da força, uma quantidade incalculável de informação, impossível a qualquer governante do passado, seja rei absolutista, democrata ou ditador.
Assistimos passivamente à consolidação no Brasil de uma espécie de Leviatã tupiniquim, concentrando no Estado o poder de saber tudo em tempo real sobre qualquer cidadão. O Pix e os pagamentos eletrônicos com cartão ou celular permitem o combate às fraudes e uma arrecadação de impostos mais eficiente, porém informam instantaneamente renda, patrimônio, deslocamentos, relações econômicas, hábitos de consumo ou preferência política. Antigamente, investigar alguém exigia homens, tempo, informantes e documentos. A partir do ano que vem, a parte do Leão sairá direto cada vez que a empresa emitir nota.
Nestes anos 2020 do século 21, a tecnologia permite ao Estado entrar na vida do cidadão sem cerimônia e reunir e cruzar uma quantidade extraordinária de informações. O poder público fez acordo tácito com a população, que entrega seus dados e sua intimidade em troca de eficiência e conveniência. Não há nada de ilegítimo nisso.
Mas há algo que merece reflexão e remete ao livro “Vigiar e Punir“, de Michel Foucault. A sociedade moderna vem substituindo progressivamente formas ostensivas de coerção por mecanismos de disciplina, e a China é o maior exemplo. Se o cidadão sabe que é vigiado, começa a autocensurar seu comportamento. Virou o novo normal na nossa sociedade digital, num mundo de intimidades já devassadas pelas redes sociais.
Os algoritmos mostram as inconsistências e excepcionalidades, e a repressão é cirúrgica: informação, cruzamento, anomalia e suspeita. Diferentemente da sociedade analógica, agora as investigações nascem sem que o cidadão tenha dado razão para tal.
Um pouco do que Alexis de Tocqueville chamou de despotismo suave. O Estado não proíbe; age por você. Preenche sua declaração de Imposto de Renda (a maioria detesta fazer declaração), incentiva pagamentos instantâneos, os documentos são digitalizados, os comprovantes estão no sistema do governo e quando alguém precisa assinar qualquer coisa, faz isso digitalmente usando o gov.br.
Veja a mudança. Durante séculos, pessoas compravam livros, pagavam almoço, davam dinheiro aos filhos ou ajudavam alguém sem produzir registro permanente. Não faziam nada de errado, só viviam num tempo em que grande parte da vida privada simplesmente não dizia respeito ao Estado.
Uma nota de R$ 100 é uma tecnologia rudimentar, mas tem propriedades políticas extraordinárias. Não conhece o CPF de seu proprietário. Não registra onde esteve. Não pergunta o que está sendo comprado. Não depende de internet, eletricidade, banco ou servidor. Não precisa da autorização de algoritmo para mudar de mãos.
O Brasil não precisou decretar a morte do papel-moeda. Ele está morrendo silenciosa e espontaneamente. A nota de R$ 100 continua existindo, mas muitas vezes a padaria não tem troco, o taxista pede Pix e o restaurante, idem. A conveniência dita o fim do dinheiro e, em troca, participamos voluntariamente da produção dos dados que nos tornam transparentes.
Carregamos celulares, utilizamos GPS, fazemos pagamentos eletrônicos, entregamos informações a aplicativos e aceitamos sistemas de identificação, porque tudo isso facilita a vida. O Leviatã tupiniquim não é bruto, mas sutil e conveniente. O poder do Estado é pura informação.
O problema começa quando a mesma infraestrutura capaz de identificar lavagem de dinheiro passa a identificar adversários, críticos do regime ou jornalistas inconvenientes. A mesma integração de dados capaz de descobrir fraudes mostra a vida econômica de qualquer pessoa. O algoritmo capaz de bloquear recursos de criminosos pode, se os controles institucionais falharem, bloquear recursos de dissidentes. O banco exige aviso prévio de no mínimo 3 dias úteis para liberar saques de R$ 50.000.
A tecnologia não determina o uso político que será feito dela. Mas cria a possibilidade, que só poderá ser evitada se o sistema de pesos e contrapesos funcionar plenamente entre os Três Poderes. A separação entre eles existe para prevenir abusos. Está funcionando?
Para o bem ou para o mal, até onde podemos chegar é uma incógnita. Há o risco permanente da interferência indevida do poder público na vida do cidadão, a não ser que optemos pelo caminho da União Europeia, distinto do chinês e, até aqui, do brasileiro. O projeto do euro digital estabelece proteção ao dinheiro vivo. Em 19 de dezembro de 2025, o Conselho da União Europeia decidiu pela convivência entre o dinheiro digital e o papel-moeda para assegurar as liberdades individuais.
O Banco Central Europeu deixa claro que moeda digital deve complementar o dinheiro físico, não o substituir. E as normas para os pagamentos on-line devem ter privacidade equivalente à do dinheiro físico. Não há debate público sobre isso no Brasil, mas deveria, porque existe o risco de a digitalização e a vigilância andarem de mãos dadas.
Houve um tempo em que as pessoas acreditavam que o preço da liberdade era a eterna vigilância. Mas o excesso de vigilância virou o algoz do livre arbítrio. Numa sociedade verdadeiramente livre, privacidade é direito sagrado, e existem coisas que, dentro da lei, o Estado não precisa saber.
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A prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino (União Brasil), declarou apoio ao candidato a deputado federal Ricardo Teobaldo (Podemos). O anúncio aconteceu na noite de ontem (14), durante um encontro político que reuniu importantes lideranças do município.
Ao lado do candidato ao Senado Mendonça Filho (PL), do deputado estadual Joãozinho Tenório, vereadores, secretários municipais e outras lideranças, Lucielle recebeu Ricardo Teobaldo para oficializar a adesão.
Mendonça Filho, que ao longo de sua trajetória como deputado federal construiu uma importante presença política em Bezerros, passa agora a conduzir esse apoio para Ricardo Teobaldo, fortalecendo a candidatura do aliado no município.
A movimentação representa a continuidade de um grupo político e de uma relação construída ao longo dos anos, agora com Ricardo Teobaldo assumindo esse espaço e ampliando sua presença em Bezerros e no Agreste pernambucano.
Por Gastão Cerquinha Neto*
Previsão para 2037
Cientistas já avaliam que há cerca de 95% de chance de 2027 se tornar o ano mais quente da história registrada, superando muito o recorde de 2024. Além disso, existe uma tendência de aumento da temperatura até 2037, de forma que a temperatura média seja semelhante ao pico que estamos passando hoje. Ou seja, as temperaturas deste ano de El Niño serão as temperaturas médias em 2037.
Na prática, o El Niño extremo está agindo como uma “máquina do tempo” para o clima da Terra. Ele vai provocar um pico de calor tão fora da curva que o planeta sentirá temporariamente temperaturas que só deveriam se tornar comuns daqui a cerca de uma década, entre 2034 e 2040. Passado o impacto mais forte do El Niño, a temperatura deve baixar um pouco, mas o problema continuará existindo, trazendo tempestades mais violentas, secas prolongadas e chuvas cada vez mais imprevisíveis.
Leia maisMudanças tão drásticas e intensas requerem projetos de grandes proporções, e não de iniciativas localizadas com metas modestas. No Brasil, enquanto os governos penam na realização de planos de adaptação climática para as cidades, os projetos de adaptação ainda convivem com orçamentos limitados, com resistências às iniciativas de desenvolvimento sustentável e, muitas vezes, com alas de negacionismo climático, que dificultam transformar conhecimento e planejamento em ação.
O exemplo que vem da China
A China possui um modelo de projetos estruturadores em escala continental, guiados por planejamento estatal centralizado, metas de longo prazo e integração entre governança, economia e meio ambiente. Desde 2018, faz parte da Constituição chinesa a fundamentação de que suas políticas devem ser baseadas na coexistência harmônica e benefício mútuo entre ser humano e natureza.
Entre a década de 1980 e 2023, a China praticamente duplicou sua cobertura florestal, indo de 12% para 23,04%, graças a um investimento de US$ 105 bilhões ao longo de 40 anos, quantia equivalente a apenas 0,57% do seu PIB hoje. Com foco no futuro, o planejamento estatal mantém metas arrojadas: restaurar mais de 6 milhões de hectares por ano para alcançar 26% de cobertura florestal e recuperar 75% das terras com risco de degradação até 2035.
Inspirado em uma das setes maravilhas do mundo, o Projeto Grande Muralha Verde prevê a restauração de terras desertificadas, criando uma barreira ecológica para frear o avanço da desertificação sobre cidades e áreas agrícolas. A iniciativa já restaurou 53% das terras degradadas, o que corresponde a mais de 20 milhões de hectares, elevando a vegetação local de 5% para 13,84%. A solução vem até através de helicópteros que lançam sementes em pleno voo, e já fizeram a semeadura de 14.500 hectares no Tibete em 2020.
O exemplo que vem da Tanzânia
Na região de Dodoma, na Tanzânia, foram regeneradas mais de 34 milhões de árvores entre 2017 e 2026, utilizando técnicas simples e de baixo custo, que consistem em regenerar as árvores e arbustos a partir de tocos vivos, raízes e sementes já existentes no solo, constituindo uma técnica sustentável para a recuperação de áreas. A iniciativa alcançou 340 vilarejos, capacitou 1.200 agricultores multiplicadores, implantou 116 km de valas para captação de água da chuva e ofereceu treinamento a mais de 300 mil famílias, das quais mais de 200 mil adotaram as técnicas.
O projeto denominado Kisiki Hai, também conhecido como Regeneração Natural Gerida por Agricultores, utiliza valas para captação e retenção de água da chuva, conhecida como técnica Fanya Chini. Em uma região onde chove pouco, em média 500 mm por ano, essa técnica contribui para recuperar solos e pastagens, aumentar a disponibilidade de água, melhorar a produtividade agrícola, favorecer a biodiversidade e fortalecer a resiliência às mudanças climáticas.
Os resultados demonstram como técnicas simples, de baixo custo e baseadas na natureza podem recuperar paisagens degradadas, melhorar as condições do solo e da água, fortalecer os meios de subsistência das comunidades rurais e aumentar a resiliência climática em larga escala.
Nesse cenário, o Brasil ainda não conseguiu transformar prognósticos em políticas públicas estruturantes e proporcionais à velocidade do aquecimento global. Presas a orçamentos insuficientes, disputas ideológicas e ações fragmentadas, as cidades brasileiras continuam vulneráveis a extremos climáticos cada vez mais severos. Os exemplos da China e da Tanzânia provam que tanto megaprojetos de Estado quanto técnicas comunitárias de baixo custo funcionam quando há vontade política e planejamento contínuo. Resta ao poder público decidir se liderará a adaptação necessária ou se continuará a pagar a conta, cada vez mais alta, da própria inércia.

*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou João Campos, presidente nacional do PSB, entre os nomes que podem assumir um papel de liderança no campo progressista nos próximos anos.
Em entrevista ao jornal O Globo, nesta sexta-feira (14), Lula afirmou que, atualmente, ele próprio e o ex-presidente Jair Bolsonaro são os únicos políticos com liderança de alcance verdadeiramente nacional. Ao projetar o cenário para o futuro, porém, mencionou João Campos ao lado de outros nomes de uma nova geração política.
A declaração reforça o espaço que o prefeito do Recife vem conquistando no cenário nacional. Aos 32 anos, João Campos preside o PSB nacional e é uma das principais lideranças de uma nova geração política do campo progressista.
A citação de Lula ocorre em meio ao processo de renovação das lideranças da esquerda e à preparação do cenário político para a disputa presidencial de 2030.
Lula entra de vez no jogo em Pernambuco
O início oficial da campanha eleitoral, amanhã (16), coloca em evidência um dos principais ativos políticos das disputas estaduais, a imagem do presidente Lula (PT). Mesmo sem confirmação de presença em Pernambuco no primeiro turno, Lula já começa a participar diretamente da campanha do seu aliado no estado, João Campos (PSB), por meio de gravações e fotografias produzidas, em Brasília, ontem.
O movimento não é casual. Em um cenário de disputas acirradas, a imagem do presidente pode ser utilizada pelos candidatos como instrumento de identificação política e eleitoral. Em Pernambuco, onde Lula mantém forte capital político, a associação com o presidente tende a ocupar espaço importante na comunicação das candidaturas, especialmente no horário eleitoral e nas redes sociais.
É justamente nesse contexto que João Campos (PSB) passa a explorar uma das principais credenciais de sua campanha, ser o candidato de Lula ao Governo de Pernambuco. A estratégia está sendo construída de maneira explícita, com o próprio presidente participando das peças que serão utilizadas na campanha e com imagens ao lado da chapa majoritária da Frente Popular, composta por João e os candidatos ao Senado Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT).
Leia maisLula e João Campos trabalham, assim, para deixar clara a vinculação entre os dois projetos políticos. A intenção é fazer com que o eleitor pernambucano associe a candidatura do socialista à liderança do presidente, transformando a proximidade entre ambos em um dos elementos centrais da comunicação eleitoral que começa a ser veiculada a partir de amanhã.
Em Pernambuco, essa “união política” ganha dimensão particular. O estado, além de terra natal do presidente, é considerado um dos principais redutos eleitorais de Lula e, por isso, sua imagem tem potencial para ocupar um espaço relevante na disputa pelo Governo. A Frente Popular pretende aproveitar esse vínculo para apresentar João Campos como o único nome alinhado ao presidente e ao projeto político que ambos passaram a construir para a eleição.
Boulos defende Ivan Moraes – Em visita ao Recife, ontem, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu a legitimidade da candidatura do ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) ao Governo de Pernambuco, afirmando que o conhece e o considera um “quadro qualificado”. A declaração ocorreu após questionamento sobre rumores de uma articulação do PSB para retirar Ivan da corrida eleitoral. Boulos esteve na capital para inaugurar uma estação da Parada Certa, espaço destinado a motoristas e entregadores por aplicativo, fruto de parceria entre o Governo Federal, a Fundação Banco do Brasil e o Governo de Pernambuco.

João Campos inicia campanha na RMR – O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) inicia amanhã, primeiro dia oficial da campanha eleitoral, uma sequência de atividades concentradas no Recife e na Região Metropolitana. Antes da largada, hoje, às 23h30, o socialista recebe uma bênção no Morro da Conceição. Já à 0h30, participa de um adesivaço no comitê central, no Poço da Panela. A programação segue com pedalada na Macaxeira, caminhada no Cabo de Santo Agostinho, ato em Brasília Teimosa e inauguração do comitê do deputado federal Carlos Veras (PT). A expectativa é de que o vice Carlos Costa (Republicanos) e os candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) acompanhem parte da programação.
Raquel faz giro por Recife, Caruaru e Petrolina – Já a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, começa amanhã a campanha eleitoral com agendas no Recife, em Caruaru e Petrolina. Os primeiros compromissos serão dois adesivaços na capital, pela manhã. À tarde, Raquel segue para Caruaru, onde participa de nova atividade, e depois para Petrolina, onde encerra o dia em um evento do candidato a deputado federal Miguel Coelho (União Brasil). A vice Priscila Krause (PSD) e os candidatos ao Senado Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) devem acompanhá-la. Hoje, Raquel grava material para o guia eleitoral e se reúne com a equipe de campanha.
Presidenciáveis também vão às ruas – A largada oficial da campanha eleitoral, amanhã, também movimentará os principais candidatos ao Palácio do Planalto, que escolheram seus redutos políticos para os primeiros atos. Lula (PT) inicia a campanha em São Bernardo do Campo (SP), no Estádio 1º de Maio, onde ocorreram as históricas assembleias dos metalúrgicos do ABC. Flávio Bolsonaro (PL) fará um comício em Copacabana, no Rio de Janeiro, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) percorrerá cidades goianas do entorno de Brasília e Romeu Zema (Novo) lançará sua candidatura em Montes Claros, em Minas Gerais. Renan Santos (Missão) abre a campanha no Largo São Francisco, em São Paulo.

Michelle chega ao último dia sem registro de campanha – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) entra hoje, último dia do prazo para registro de candidaturas, sem ter formalizado sua disputa ao Senado pelo Distrito Federal. Entre os integrantes da família Bolsonaro que concorrerão neste ano, ela é a única que ainda não concluiu o procedimento. Segundo auxiliares, não há impedimento jurídico: a documentação está sendo finalizada após a definição recente da candidatura. De acordo com matéria do jornal O GLOBO divulgada ontem, uma aliada afirmou que a demora surpreendeu a própria Michelle. “Achávamos que estava tudo registrado já e nos falaram que não estava”, disse. O prazo termina hoje, às 19h.
CURTAS
BOLSONARO PEDE CONSULTA COM MULHER DE FLÁVIO – Jair Bolsonaro pediu ao STF autorização para deixar a prisão domiciliar na próxima sexta-feira (21) e realizar uma consulta odontológica com Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, mulher de Flávio Bolsonaro (PL). Flávio está impedido de visitar o pai por 90 dias, por decisão de Alexandre de Moraes, que também analisará o pedido para a saída. A cirurgiã-dentista ganhou espaço na campanha presidencial do marido após discursar na convenção que oficializou a candidatura dele.
QUAEST: 56% ACREDITAM EM VITÓRIA DE LULA – Pesquisa Quaest divulgada, ontem, mostra que 56% dos eleitores acreditam que Lula (PT) vencerá a eleição presidencial, contra 27% que apostam em Flávio Bolsonaro (PL). Entre os independentes, 52% preveem vitória do petista e 18%, do senador. Nas intenções de voto, Lula aparece com 38% e Flávio, com 31% no primeiro turno. Em eventual segundo turno, o placar é de 43% a 40%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
RECIPROCIDADE CONTRA EUA PODE DEMORAR – O processo para eventual aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos pode levar de 60 a 90 dias apenas para a conclusão do primeiro relatório da Camex. O Itamaraty comunicou, ontem, ao governo americano o início da análise, mas a adoção de contramedidas dependerá da evolução das negociações bilaterais. Lula (PT) disse que acionou o mecanismo para “mostrar que a gente não é pouca coisa”, mas afirmou que pretende manter uma boa relação com os Estados Unidos.
Perguntar não ofende: Michelle vai mesmo se candidatar ao Senado?
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A um dia do fim do prazo, Michelle Bolsonaro ainda não registrou sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. É a única da família – entre os que vão disputar as eleições deste ano – que ainda não o fez.
Ao contrário de Flávio, cuja demora foi justificada pela filiação indevida do senador ao Missão que atrapalhou seu registro até ser liberado ontem pelo TSE, no caso da ex-primeira não há um empecilho. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisSegundo auxiliares, a documentação está sendo finalizada para efetivar o registro “o quanto antes”. Isso porque, afirmam, como o martelo sobre sua candidatura foi batido recentemente, sua equipe está ajustando todos os detalhes da campanha, incluindo o registro.
De acordo com uma aliada de Michelle, a ausência do registro de candidatura até agora pegou de surpresa a própria ex-primeira dama. Diz:
— São questões do partido, não é ela quem registra. Achávamos que estava tudo registrado já e nos falaram que não estava.
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O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo, abriu uma apuração sobre a suposta perseguição e intimidação policial relatada pelo candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e por seu motorista.
A apuração foi aberta a partir de uma notícia de fato apresentada pela coligação “Desperta São Paulo”, que pediu a instauração de um Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE) para investigar uma eventual utilização da estrutura da Polícia Militar para intimidar o candidato durante o processo eleitoral. As informações são da CNN.
Em despacho, o procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt determinou uma série de diligências e deu prazo de cinco dias para que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar forneçam informações sobre o episódio.
Leia maisSegundo o documento, os fatos relatados pela coligação podem, em tese, indicar “possível prática de abuso dos poderes político e de autoridade”, por meio da utilização da máquina pública e do aparato policial para coagir ou intimidar um candidato durante o processo eleitoral.
O despacho também cita a possibilidade de conduta vedada pelo emprego de bens e servidores públicos em desacordo com as finalidades da administração.
A abertura da apuração, no entanto, não significa que o Ministério Público tenha concluído pela existência de irregularidades. As diligências foram determinadas justamente para esclarecer as circunstâncias do episódio.
Entre as providências, o procurador determinou que o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, informe se houve alguma ordem, autorização ou anuência da pasta para a realização de patrulhamento ostensivo no bairro Planalto Paulista, onde fica a residência de Haddad, em 11 de agosto.
Caso tenha existido uma determinação nesse sentido, a SSP deverá explicar os motivos que levaram à adoção da medida.
A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Anselmo Cavalli, também deverá encaminhar informações detalhadas sobre o policiamento na região.
O MPF requisitou o plano estratégico e operacional do batalhão responsável pela área, os setores de patrulhamento, itinerários e pontos de estacionamento previamente estabelecidos, além das ordens de serviço expedidas entre os dias 1º e 11 de agosto.
A Procuradoria também quer a identificação da viatura envolvida no episódio e dos policiais militares que integravam a equipe.
Outra diligência determinada pelo MPF é a entrega das imagens das câmeras de segurança da área pública do Hotel Pullman São Paulo Ibirapuera referentes à noite de 11 de agosto, a partir das 21h40.
O hotel aparece no relato apresentado à Procuradoria como o local onde o episódio teria culminado em um “cerco intimidatório” contra o motorista.
A requisição ocorre em meio às diligências já realizadas pela própria Polícia Militar. Conforme revelou a CNN Brasil, a análise preliminar de mais de 40 câmeras não encontrou, até o momento, registros que confirmem uma abordagem violenta ou intimidatória nos moldes relatados pelo motorista.
As imagens analisadas pela PM também apontaram divergências no relato sobre o Hotel Pullman.
Inicialmente, o motorista informou que teria entrado no estabelecimento. Os registros verificados pela corporação, porém, mostram o Ford Fusion passando em frente ao hotel, sem entrar ou parar no local e sem uma viatura seguindo o veículo naquele momento.
Posteriormente, o motorista retificou a informação e indicou outro ponto como local da suposta abordagem. As câmeras obtidas pela PM nessa região também não registraram a parada ou a atuação de uma viatura nos termos relatados.
A Procuradoria Regional Eleitoral também determinou o envio de uma cópia do caso ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
A medida foi tomada porque a representação mencionou a eventual ocorrência dos crimes previstos nos artigos 146 e 147 do Código Penal, relacionados, respectivamente, a constrangimento ilegal e ameaça. A análise dessa eventual prática criminal cabe ao Ministério Público estadual.
No pedido apresentado ao MPF, a coligação de Haddad também relacionou o episódio às críticas feitas pelo candidato à gestão da segurança pública estadual durante debate realizado dois dias antes. A representação levantou a hipótese de uma possível retaliação institucional.
O procurador determinou ainda que os dados pessoais de caráter particular sejam mantidos sob sigilo, mas ressaltou a publicidade das providências adotadas devido à natureza pública e à notoriedade do caso.
Diante da necessidade das novas diligências, o prazo de tramitação da notícia de fato foi prorrogado por 90 dias.
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O candidato ao governo estadual pela Frente Popular de Pernambuco, João Campos (PSB), vai dar o pontapé na campanha com atenção especial ao Recife e região metropolitana.
O socialista vai aproveitar os primeiros minutos do domingo (16), primeiro dia permitido para campanhas eleitorais definido pelo TSE, com uma adesivaço no comitê central da campanha no bairro do Poço da Panela, na Zona Norte do Recife. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisA expectativa é que ele seja acompanhando pela chapa, que inclui o candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e dos candidatos ao Senado, o senador Humberto Costa (PT) e a ex-deputada, Marília Arraes (PDT).
A agenda segue até o período da noite, com atividades de mobilização, caminhadas, encontros com apoiadores e inaugurações.
Confira a agenda detalhada de João Campos:
SÁBADO (15)
23h30 – Benção no Morro da Conceição
DOMINGO (16)
0h30 — Adesivaço no Comitê Central
Nos primeiros minutos do domingo, o candidato participa de adesivaço no comitê central da campanha.
ENDEREÇO: Rua do Chacon, 365, Poço da Panela, Recife-PE
8h — Pedalada | Parque da Macaxeira
A agenda da manhã começa com concentração no Parque da Macaxeira e pedalada por ruas da Zona Norte do Recife.
ENDEREÇO: Parque Urbano da Macaxeira – Av. Norte Miguel Arraes de Alencar, s/n, Macaxeira, Recife-PE
10h30 — Caminhada | Cabo de Santo Agostinho
O candidato segue para o Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, para uma caminhada com apoiadores.
ENDEREÇO: Ponte dos Carvalho, Cabo de Santo Agostinho – ao lado do antigo CSU
13h30 — Caminhada | Brasília Teimosa
A agenda segue com caminhada em Brasília Teimosa.
ENDEREÇO: R. Comendador Morães, 481 – Brasília Teimosa
16h — Inauguração do comitê de Carlos Veras
O candidato participa da inauguração do comitê do deputado federal Carlos Veras.
ENDEREÇO: Rua do Príncipe, 225, Soledade
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