











O Poder
A decisão referente ao caso de investigação da atuação irregular da polícia civil de Pernambuco, proferida pelo ministro Gilmar Mendes do STF na última sexta-feira (30/01) — tema divulgado em primeira mão por O Poder e que repercutiu em todo o país — os autos da petição foram enviados oficialmente nesta segunda-feira (02).
Foram encaminhados para o procurador-geral do Estado de Pernambuco, justamente por ser esta a data de reabertura dos trabalhos do Judiciário. Além dessa medida, o STF afastou, por conduta suspeita, o Ministério Publico de Pernambuco (MPE/PE) do caso, o maior vexame de todos os tempos na história honrada da instituição.
Conforme o andamento do processo e das petições no sistema de informações do STF, que apesar de não ter os textos referentes a despachos e pedidos de intimação por estar sob sigilo judicial, é possível observar que o pedido foi ajuizado no Supremo no dia 10 de dezembro.
Leia maisRelator foi designado no dia seguinte
Demorou cerca de cinco semanas até sair a decisão do ministro. Mas a Corte, no dia seguinte à data em que a ação foi protocolada no Tribunal, já designou por sorteio o ministro Gilmar Mendes como relator. E no período entre 12 e 22 dezembro, conforme consta no mesmo sistema, foram enviadas três petições para órgãos diversos com pedidos de informações, cujo conteúdo não pode ser divulgado.
As respostas aos pedidos
Foram encaminhadas ao gabinete do relator até o dia 28 de janeiro, quando houve a juntada dos documentos. Dois dias entre juntada de autos e decisão. Foram necessários somente dois dias, ou seja: a última sexta-feira, para sair a decisão quanto ao estabelecimento de investigação por parte da Polícia Federal — o que mostra que o STF reconhece a necessidade de parar imediatamente a prática vexatória e comprometedora determinada pela governadora Raquel Teixeira Lyra.
Na decisão, o ministro Gilmar Mendes determina que a Polícia Federal passe a apurar a atuação da polícia civil de Pernambuco em caso que envolve a investigação de agentes públicos da Prefeitura do Recife. Além disso, Mendes pede para o caso sair da esfera da polícia civil e do Grupo de Ações Especiais de Combate ao Crime Organizado (GAECO) existente no estado.
E ainda determina que as ações referentes ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em relação a esse episódio passem todas para o Ministério Público Federal (MPF), com envio de informações sobre a conduta dos procuradores do MP junto ao seu órgão de controle, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Desvio de finalidade
Gilmar Mendes afirma ainda, na peça jurídica que o caso indica fortes suspeitas de que houve “desvio de finalidade” por parte da polícia civil pernambucana, ao tentar investigar secretários municipais sem um explicação forte, com pedidos junto ao MPPE de acesso a impostos de renda e outras quebras de sigilo dessas pessoas.
O decano do STF afirmou, também, que não foram apenas quatro secretários investigados, conforme vinha sendo divulgado pela imprensa, mas que os documentos e pedidos solicitados, conforme o material encaminhado para o STF até agora, apontam que 23 agentes públicos foram alvo da investigação ilegal da Gestapo particular de Raquel Teixeira Lyra — sendo destes, 20 secretários municipais. Os nomes são mantidos sob segredo de Justiça.
Apesar dessas informações sobre datas e envio de documentos e retorno de respostas, continua sob sigilo judicial por parte da Corte.
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O deputado estadual Romero Albuquerque encaminhou ofício ao Ministério Público de Santa Catarina reforçando o pedido de internação dos adolescentes envolvidos na morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava. No documento, o parlamentar solicita a aplicação da medida socioeducativa prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), destacando que o ato infracional é análogo ao crime de maus-tratos a animais, previsto no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998, praticado com violência extrema e resultado morte.
“Sabemos que a atitude que esses adolescentes tiveram condiz com uma atitude de alguém que tem plena consciência dos próprios atos, mas existe a lei e devemos atuar nos limites dela. Por isso, solicitamos a internação dos envolvidos, de acordo com o processo legal previsto no ECA”, afirmou Romero Albuquerque. Segundo o deputado, o caso revela elevado grau de periculosidade social, o que, em sua avaliação, justifica a adoção das medidas cabíveis dentro da legislação vigente.
Paralelamente, Romero Albuquerque informou ter apresentado dois projetos de lei na Assembleia Legislativa de Pernambuco relacionados à causa animal. Um deles prevê responsabilização administrativa, com aplicação de multa, aos pais ou responsáveis legais quando maus-tratos forem praticados por crianças ou adolescentes inimputáveis; o outro estabelece direitos para animais comunitários e deveres para cuidadores comunitários. “Estamos agindo em Pernambuco e gostaríamos de incentivar, com nosso exemplo, ações em todos os estados do país. O caso do Orelha nos acendeu um alerta para a necessidade de tratar a proteção animal como pauta permanente”, declarou o parlamentar.
Por Roberto Freire
Esta pequena e, talvez, afoita reflexão de um político surgiu a partir da leitura, na Revista Piauí, de um debate entre intelectuais sobre o chamado pensamento decolonial. A discussão, apresentada como chave interpretativa central do nosso tempo, provocou-me a visitar criticamente sua emergência histórica, suas pretensões analíticas e suas consequências de ação política, especialmente à luz das profundas transformações do mundo digital e figital. A crítica à noção de racismo estrutural insere-se, nesse sentido, como parte integrante de uma contestação mais ampla ao próprio paradigma decolonial.
No mundo digital e figital, marcado por inovação, redes globais e diferenciação histórica acelerada, o pensamento decolonial revela-se, para mim, como reacionário e regressivo.
Leia maisAo insistir em categorias coloniais e raciais como estruturas permanentes, congela o passado e perde capacidade de explicar um presente profundamente transformado, no qual sociedades antes colonizadas seguiram trajetórias diversas e, em muitos casos, superaram antigas metrópoles em campos econômicos, científicos e culturais.
Nesse quadro, a ideia de racismo estrutural aparece como extensão problemática dessa abordagem: sustento que tal estrutura só existiu de forma plena em regimes legalmente segregacionistas, como o apartheid, já fraturados e desmantelados por lutas políticas e institucionais. Fora desses contextos, desigualdades persistentes se explicam melhor por fatores como classe, educação, território e dinâmica econômica do que por estruturas raciais fixas.
Mais grave, porém, é que o pensamento decolonial não se limita a uma narrativa moral retrospectiva: ao relativizar valores universais, acaba por legitimar práticas e culturas atrasadas que afrontam conquistas civilizatórias fundamentais, como a dignidade humana, a igualdade entre homens e mulheres, os direitos individuais e a liberdade de consciência. Sob o pretexto do anti-colonialismo, tolera – e por vezes justifica – fundamentalismos religiosos e autoritarismos políticos, convertendo-se não em instrumento crítico de emancipação, mas em obstáculo ao respeito efetivo dos direitos humanos e da democracia como um valor universal.
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O suplente de deputado estadual Pedro Lobo (PT) foi detido, hoje, por suspeita de importunação sexual contra uma médica pernambucana, no Aeroporto de Juazeiro do Norte, no interior do Ceará. Segundo a Polícia Federal, o parlamentar foi conduzido para uma delegacia. Abaixo, o vídeo do momento da prisão.
Conforme relatório policial, o deputado foi acusado de ter encostado as partes íntimas em uma mulher de 33 anos no momento do desembarque de um voo. A vítima fez a denúncia ainda no aeroporto. O político e a vítima foram à Polícia Federal para prestar depoimento na manhã de hoje.
Não há confirmação se o deputado vai seguir detido após o exame de corpo de delito. Em nota, o PT disse que “repudia toda e qualquer forma de violência contra as mulheres”. “Uma vez provada a conduta criminosa o Partido adotará, conforme os seus dispositivos normativos, as providências cabíveis”, informou a sigla.
A Banda Filarmônica Santo Antônio, sediada no município de Carnaíba, no Sertão, está promovendo uma campanha solidária de arrecadação popular com o objetivo de viabilizar a compra de novos fardamentos de gala para seus integrantes. A iniciativa, intitulada “Campanha de 2 Reais”, busca mobilizar a comunidade para contribuir de forma acessível e coletiva com a manutenção e valorização da tradicional filarmônica.
A banda disponibilizou a opção de doação por meio de transferência via Pix, utilizando a chave vinculada ao CNPJ da instituição (07.077.590/0001-08). Os recursos arrecadados serão integralmente destinados à aquisição dos novos fardamentos, fundamentais para as apresentações oficiais e para a preservação da identidade cultural do grupo.
A Mostra Itinerante Alma Negra 2026 chega a Brasília como um potente encontro de arte, identidade e ancestralidade, ocupando o Templo da LBV em uma celebração estética e cultural que valoriza narrativas negras contemporâneas. Com curadoria assinada por Paulo Mello Curadoria, a exposição propõe um diálogo sensível entre diferentes linguagens artísticas, territórios e trajetórias que atravessam o Brasil profundo e Urbano.
Entre os destaques da mostra estão Emerson Joca, o goiano que imprime em sua obra força simbólica e reflexão social; a artista plástica Beth Ribeiro, de Brasília, cuja produção transita entre a arte visual e a expressividade cênica; e o pernambucano radicado em São Paulo que conquistou o país com o consagrado projeto Monalisas Brasileiras, ressignificando o clássico da arte mundial a partir da diversidade e da representatividade brasileira.
Leia maisA exposição também apresenta a obra contemporânea de Dilson Cavalcanti, que dialoga com o realismo do projeto Monalisa Brasileira por Dilson Cavalcanti, trazendo uma homenagem marcante e emblemática à duas mulheres marcantes: Carolina Maria de Jesus e Elza Soares, eternizadas como símbolo de resistência, voz ancestral e potência cultural do Brasil.
Com abertura marcada para o dia 5 de fevereiro, a partir das 17h, a Mostra Itinerante Alma Negra 2026 se consolida como um espaço de encontro, reflexão e celebração da arte negra em suas múltiplas expressões. O evento conta com o apoio de Flor de Nina, fortalecendo a conexão entre cultura, sensibilidade e compromisso social
Local: Templo da LBV
Endereço: SGAS I, SGAS 915 | Lote 74 – São Paulo
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O Ministério Público Militar deve pedir, nesta semana, ao Superior Tribunal Militar (STM) a perda de posto e patente do ex-presidente Jair Bolsonaro, do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
A expectativa é que as representações sejam formalizadas amanhã – data de abertura dos trabalhos de 2026. Se o tribunal acolher o pedido, a medida representa, na prática, a expulsão das Forças Armadas, o que pode impactar, inclusive, nos locais das prisões. As informações são do portal G1.
Leia maisNo STM, esse tipo de ação leva em média seis meses para ser julgada. Os ministros vão avaliar se eles têm condições éticas de permanecer nas Forças. A ação é um desdobramento da condenação do ex-presidente e seus aliados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na chamada trama golpista.
O Supremo entendeu que Bolsonaro, que é capitão reformado do Exército, liderou uma organização criminosa que agiu para mantê-lo no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022.
O grupo foi condenado a penas de 19 anos a 27 anos e três meses de prisão, por crimes como golpe de Estado, tentativa de abolição violeta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
A Constituição prevê a declaração de indignidade para o oficialato para o militar que for condenado com uma pena restritiva de liberdade individual superior a dois anos e com pena transitada em julgado (sem chance de recursos). A punição é a perda de posto e patente.
No STM, há expectativa que cada representação seja distribuída para um relator diferente, o que poderá impactar o desfecho para o pedido do MP Militar. A tenência, no entanto, seria que as ações sejam julgadas de forma conjunta. Os ministros do STM não vão reavaliar o mérito da condenação do STF, mas decidir sobre o impacto para o quadro militar.
Desde 2017, 58 militares foram expulsos das Forças Armadas após terem sido condenados, principalmente por crimes como peculato, estelionato e corrupção.
Com a indignidade para o oficialato reconhecida, o militar perde direito ao salário, mas o familiar dependente (esposa, companheiras ou filhas) recebe uma pensão – é a chamada “morte ficta”. É a primeira vez que a Corte vai analisar um caso de pedido de expulsão por crime contra a democracia.
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O jornalista Claudemir Gomes voltou a integrar o time da Folha de Pernambuco. A convite do presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro, o colunista retomou seu espaço no jornal e estreou novamente hoje. Em mensagem de agradecimento, Claudemir destacou a receptividade calorosa que recebeu de antigos e novos colegas e afirmou que o retorno é um prenúncio de uma trajetória marcada por grandes conquistas conjuntas. Confira abaixo a coluna de hoje:
Clássicos turbinarão semifinais e finais
Por Claudemir Gomes
Os clássicos mantêm o Pernambucano vivo, ainda que respirando com ajuda de aparelhos. A posição dos clubes, ao final da fase de classificação, cria possibilidades para a disputa de dois clássicos entre Náutico e Santa Cruz, numa das semifinais, e de uma decisão de título tendo Sport e Náutico, ou Sport e Santa Cruz como protagonistas. Qualquer outro cenário para uma final de campeonato vai azedar a cereja do bolo.
Leia maisA criação, e a engorda de competições no calendário do futebol brasileiro provocou o achatamento dos Estaduais. Os campeonatos domésticos foram transformados em torneios preparativos que não servem de parâmetros para os clubes que priorizam as competições nacionais e internacionais.
O Náutico goleou o Sport e o Santa Cruz, respectivamente, nos dois clássicos que disputou, pelo mesmo placar: 4×0. O time alvirrubro é o mais equilibrado, e tem um ataque produtivo. Sport e Santa Cruz se escudaram na competitividade para buscar a vitória no Clássico das Multidões de baixo nível técnico. Aliás, a péssima qualidade técnica tem sido a marca registrada do Pernambucano.
Muita gente tem dito que o jogo é bom ressaltando apenas a competitividade dos times. Competitividade é uma característica que agrega valor, mas não é uma qualidade como a técnica, que define o nível de um padrão. Competitividade é encontrada até em peladas. Qualidade técnica é o que falta aos nossos clubes para se posicionarem na prateleira mais alta do futebol brasileiro: a Série A.
Agradecimento
É imprescindível tornar pública minha gratidão ao presidente do Grupo EQM, Dr. Eduardo Monteiro, pelo convite para que eu voltasse a escrever uma coluna na FOLHA DE PERNAMBUCO. O carinho como fui recebido por todos, novos e velhos companheiros, é o prenuncio de que, juntos, faremos gols de placa.
Reivindicação
O presidente do Panathlon Club Recife, Warlindo Carneiro, enviou ofício à Secretaria de Esportes da PCR reivindicando a reposição, na Rua da Aurora, do monumento histórico alusivo ao Centenário do 1º jogo de voleibol no Brasil. A relevância do equipamento está na exposição da vanguarda esportiva do Recife
História
O Recife é reconhecido pela Confederação Brasileira de Voleibol – CBV – como o berço do voleibol brasileiro. A primeira partida da modalidade em solo brasileiro ocorreu em 15 de novembro de 1911, na Rua da Aurora, por iniciativa da Associação Cristã de Moços. Preservar a memória é uma forma de educar.
Ortografia
Assassinaram a ortografia! Isso mesmo, e não sei de quem foi a “brilhante” ideia, mas o bicho pegou. O centenário SANTA CRUZ está sendo trocado por SANTA C. A ordem é abreviar. O tricolor raiz reage ao que chamo de preguicite aguda.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou os últimos recursos da defesa do ex-deputado Roberto Jefferson e determinou que ele comece a cumprir pena pelos crimes de atentado ao exercício dos Poderes, calúnia, homofobia e incitação ao crime.
Na decisão, Moraes autoriza que o político permaneça em prisão domiciliar, e continue submetido às medidas cautelares determinadas em maio do ano passado. As informações são do portal G1.
Leia maisJefferson foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República acusado de incentivar a população a invadir o Senado Federal e a “praticar vias de fato” contra senadores. Além disso, teria defendido a explosão do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ao longo das investigações neste procedimento, Jefferson foi preso preventivamente. Em uma das ocasiões em que foi determinada a sua volta à prisão, ele resistiu à ordem e atacou policiais a tiros.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
A reportagem de Beatriz Matos na página 6 desta edição do Correio da Manhã traz à luz o foco que não se vê na cobertura de nenhum outro veículo de imprensa na cobertura do Banco Master. Para além de ser ou não o maior escândalo financeiro da história brasileira nos últimos tempos, para além de envolver altas autoridades nas principais escalas dos três poderes, um esquema assim, quando acontece, envolve pessoas.
Prejudica cidadãos brasileiros usados para garantir o lucro de alguns poucos. A partir das histórias de professores da rede pública estadual de ensino na Bahia e de um policial militar no DF, Beatriz Matos humaniza o reflexo do esquema. Mas há ainda outros pontos a contar nessa história.
Leia maisPara atribuir contabilmente falsos empréstimos aos professores baianos ou ao policial militar do DF, os integrantes do esquema precisaram ter acesso aos seus cadastros. Ao seu nome completo, CPF, à conta vinculada. Alguém, portanto, que operava tais cadastros é que os repassou. Todos os falsos empréstimos a que chegou Beatriz em sua reportagem estão vinculados ao CredCesta, cartão que permitia empréstimo consignado.
O cartão CredCesta surgiu na Bahia, quando Augusto Lima venceu a licitação para comprar a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). Augusto Lima e Daniel Vorcaro, o dono do Master, foram sócios. Ambos foram alvo e tiveram a prisão preventiva decretada na primeira fase da Operação Compliance Zero. Em seu depoimento à Polícia Federal, Vorcaro mesmo afirma que foi Augusto Lima quem estruturou dentro do Master a expansão do crédito consignado, que teria se tornado, como mostra Beatriz na reportagem, o principal produto do banco.
As investigações apontam para o possível envolvimento de associações de servidores. Pode ter sido a partir dessas associações que aconteceu o acesso aos cadastros. Na Bahia, mencionam-se a Associação dos Servidores Tècnico-Administrativos e Afins do Estado da Bahia (Asteba) e a Associação dos Servidores de Saúde e Afins da Administração Direta do Estado da Bahia (Asseba).
Mas os professores estaduais da cidade de Vitória da Conquista ouvidos por Beatriz Matos vítimas da fraude dos empréstimos não são filiados nem à Asteba nem à Asseba. O acesso, portanto, aos seus cadastros, deu-se por outros meios. A própria Secretaria de Educação? Outras associações? Que caminhos?
Impressiona o grau de risco do esquema. Em Vitória da Conquista, a descoberta decorreu de um professor ter ido em busca de um empréstimo real. Ao consultar sua situação, o banco verificou que ele já teria um empréstimo, vinculado ao CredCesta. O professor não pedira empréstimo nenhum.
Ao comentar isso com colegas, outras situações semelhantes apareceram. Uma incrível quantidade de professores da rede pública estadual em Vitória da Conquista tinha em seu nome empréstimos que não pediram, não receberam e sobre os quais nada pagavam de parcelas. Quantos são os casos assim?
Toda essa história, portanto, tem ainda pontas que precisam ser desvendadas. E que mostram o tamanho da teia que tudo envolve. Teia que, talvez, explique o grau de blindagem política que, mesmo com toda a evolução do escândalo, ainda se procura claramente preservar. Blindagem que envolve Centrão, oposição e governo.
Ao pedir a instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master, as deputadas Heloisa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchiona (Psol-RJ) obtiveram 32 assinaturas no Senado e somente 35 assinaturas na Câmara. E questionam por que tais assinaturas não avançam. Por que não avançam na base do governo.
Há um número grande de ausência de apoio dentro do Centrão. Mas o que intriga mais às deputadas da Rede e do Psol é por que razão também não aderem à investigação os parlamentares da base do governo, às quais também pertencem os partidos delas. Terá isso a ver com o que ainda pode aparecer?
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Os jornalistas nacionais Chico José, ex-TV Globo, e Eliane Catanhede, ex-Globo News, aceitaram meu convite para participar com perguntas aos convidados do podcast ‘Direto de Brasília’, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco. Já estreiam no programa de amanhã, tendo como convidada a deputada Heloísa Helena (Rede-AL), de volta ao Congresso depois de 18 anos, para um mandato de seis meses no lugar do deputado Glauber Braga (PSol).
Natural do Crato, no Ceará, Chico José iniciou sua carreira no Jornal do Commercio, em 1966. Jornalista premiado, ele atuou por mais de três décadas como repórter especial da Rede Globo, tendo participado da cobertura de quatro Copas do Mundo de Futebol e de duas Olimpíadas.
Leia maisAtuou como enviado especial na Guerra das Malvinas, conflito que envolveu a Argentina e a Inglaterra, além de ter tido participação direta em várias matérias especiais realizadas na Europa, em diversos países das Américas, na África, Austrália, Indonésia, Micronésia, Japão, Coreia, Tailândia e mesmo ao Ártico e Antártida. Chico é o único repórter a ter em seu currículo 100 edições do Globo Repórter, um recorde difícil de ser alcançado.
Em novembro de 2021, Chico encerrou o contrato com a Globo e dedica a sua experiência para produzir conteúdo, documentários, como também à realização de palestras em empresas, universidades, convenções, seminários.
Eliane Cantanhêde trabalhou em periódicos como O Globo, Veja, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil e Folha de S. Paulo. Foi comentarista do programa Em Pauta, da GloboNews, e, atualmente, é colunista do jornal ‘O Estado de S. Paulo’.
Em sua trajetória como jornalista, Cantanhêde cobriu e analisou importantes episódios políticos do Brasil, como o fim da Ditadura militar, as “Diretas Já”, a Constituinte 1987-1988 e os governos Ernesto Geisel, João Figueiredo, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff.
Também fez viagens internacionais a países dos diferentes continentes, para coberturas, seminários e programas de estudo. Realizou entrevistas com presidentes e primeiros-ministros, destacando-se a primeira entrevista exclusiva do então presidente Hugo Chávez, da Venezuela, após sua primeira eleição, em 1999.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Jornal O Poder
Apesar do processo tramitar sob sigilo judicial, ao divulgar institucionalmente que determinou à Polícia Federal uma investigação na conduta da Polícia Civil, em função de indícios de suposta investigação clandestina de ordem política de secretários municipais, o Supremo Tribunal Federal (STF) vazou também mais um dado importante no meio dessa confusão política que atinge o estado de Pernambuco. Segundo o documento do Tribunal, não estavam sendo investigados apenas quatro secretários da Prefeitura do Recife e sim 20 deles.
No texto da sua decisão, o ministro Gilmar Mendes deixou claro que os responsáveis pelas investigações e integrantes do grupo que estava envolvido nas apurações, requisitaram, por meio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), cópias das declarações de imposto de renda de 22 agentes públicos, abrangendo não apenas o período atual, mas os últimos cinco anos de exercício funcional.
Leia maisSem elementos concretos
A diligência não esclareceu quais elementos concretos vinculavam cada agente à investigação nem de que forma a medida seria eficaz para a elucidação das irregularidades apontadas. E foi esse, o item que levou o ministro Gilmar Mendes a reconhecer “a existência de elementos que indicam desvirtuamento do procedimento investigativo do Gaeco”.
Na nota do STF, destes 22 agentes públicos, 20 são secretários municipais. Motivo pelo qual o magistrado ressaltou em sua decisão que “ao solicitar de forma simultânea e padronizada informações patrimoniais sensíveis de mais de vinte secretários municipais, sem especificar condutas ou elementos indiciários que justificassem a medida, o Ministério Público incorreu em pesca probatória”.
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