











O cantor e compositor Daniel Bueno, o último à direita, foi meu colega ginasial em Afogados da Ingazeira. Sou o cabeludão, o terceiro da esquerda para a direita, ao lado das colegas Socorro e Virgínia. A primeira da fila é Kátia Lacavo, esposa de Jailson, criador de carneiros de raça no município. Ainda na imagem Tadeu de Enedina e Galega Mariano. No fundo, como se estivesse desolado, Flávio Torreão, o Branco, já falecido, que virou delegado. Esta lembrança maravilhosa é dos arquivos de Bueno.
O presidente da Câmara Municipal de Arcoverde, vereador Luciano Pacheco (MDB), publicou, há pouco, em suas redes sociais, um vídeo em que repudia a decisão do Governo de Pernambuco em estabelecer um teto de atendimentos para usuários do Sassepe no Hospital Memorial de Arcoverde.
É preciso lembrar que o Sassepe é custeado pelos próprios servidores, que contribuem mensalmente para ter acesso à assistência à saúde. Não estão pedindo favor. Estão cobrando um serviço pelo qual pagam todos os meses. É revoltante que trabalhadores que contribuem regularmente tenham que conviver com a incerteza de conseguir atendimento quando precisam”, afirmou Pacheco na ocasião. Confira!
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Como mostramos aqui no Correio Político, a desastrada carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfraqueceu na largada sua tentativa de liderar a oposição a partir dos Estados Unidos. Se a sua intenção era denunciar a existência de interferências que teriam, na visão dele, maculado o processo eleitoral brasileiro, uma articulação iniciada no Congresso pode inverter essas suspeitas.
Apesar de Luiz Inácio Lula da Silva ao final ter vencido a eleição, apurações que poderão se dar a partir de iniciativas da Câmara poderão chegar à conclusão de que, se interferência houve, ela pode ter se dado mais em favor de Flávio Bolsonaro. O Instituto Brasileiro de Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA) articula duas frentes para apurar até que ponto se deu a interferência da Meta, a big tech de Mark Zuckerberg que controla Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, no processo eleitoral.
Leia maisPara não entrar no cansativo jogo da polarização política brasileira, o presidente do IRIA, Marcelo Senine, articula os movimentos com dois deputados do Centrão: Fausto Pinato (União Brasil-SP) e Celso Russomanno (Republicanos-SP). As frentes incluem audiências públicas em comissões e uma possível CPI. Pinato articula uma audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia e Russomanno na Comissão de Defesa do Consumidor. Pinato recolhe também assinaturas de apoio para instalar uma CPI.
Desde o início do processo eleitoral, Marcelo Senise vem denunciando que o grande risco do processo eleitoral nas redes sociais não seriam as fake news. Mas a produção artificial, a partir do uso de robôs e das fórmulas não conhecidas dos algoritmos que impulsionam os conteúdos, de um sentimento de maioria. Que afeta as pessoas de uma maneira não racional. Um trabalho feito pelo IRIA já verificara que uma em cada quatro interações nas redes nos ambientes políticos foi com robôs nessas eleições.
No caso das audiências públicas, a ideia é dividir entre elas as suspeitas. A Comissão de Ciência e Tecnologia discutiria como se deu o uso de algoritmos para impulsionar ou reduzir os conteúdos políticos. E a Comissão de Defesa do Consumidor a possibilidade de entrada de dinheiro estrangeiro para fazer impulsionamentos. “Se houve dinheiro estrangeiro, é caso de soberania nacional”, diz Senise.
Além do Congresso, há diversas outras frentes abertas para apurar as ações da Meta. O Ministério da Justiça encaminhou notas técnicas ao Ministério Público Federal e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), solicitando providências para apurar possíveis irregularidades na moderação de conteúdos e bloqueios de contas.
O MP federal instaurou procedimento administrativo. O MP eleitoral encaminhou parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontando descumprimentos de determinações judiciais pela Meta relacionados à isonomia das campanhas presidenciais, à publicidade política e ao uso de inteligência artificial. O TSE pediu esclarecimentos.
Nos Estados Unidos, um grupo de 13 congressistas, liderado pela deputada Pramila Jayapal e pelo senador Bernie Sanders, ambos Democratas, encaminhou uma cobrança formal a Mark Zuckerberg sobre possíveis tratamentos desiguais das candidaturas presidenciais. Organizações como Washington Brazil Office também pedem explicações.
No Parlamento Europeu, os deputados Nicola Zingaretti e Sandro Ruotolo apresentaram questionamento formal à Comissão Europeia, mencionando expressamente episódios envolvendo a Meta nas eleições brasileiras. Solicitaram esclarecimentos sobre mecanismos de fiscalização dos algoritmos e distribuição de conteúdos políticos.
A campanha de Lula anunciou também o encaminhamento de denúncia à Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre possíveis interferências da Meta nas eleições. Até o momento, não há confirmação de investigação formal instaurada pelo organismo. Mas várias frentes se abrem, então, para que a Meta explique a sua atuação.
Até onde tudo isso irá evoluir não se sabe. “Mas o fato é que, de um modo geral, políticos de vários matizes sentiram na pele os problemas da campanha via redes sociais”, diz Marcelo Senise. “Não se viram capazes de entender o que movia o alcance ou não das suas postagens. E querem entender”. A Meta deverá ter de se explicar.
Leia menos
Folha de Pernambuco
Bruno Rodrigues será o único candidato à presidência do Santa Cruz na eleição marcada para o dia 6 de dezembro. Com o encerramento do prazo para inscrição de chapas nesta quinta-feira (29), a tendência é que o atual presidente do executivo seja reeleito para comandar o clube no triênio de 2027 a 2029.
A expectativa de candidatura única havia sido antecipada pelo ge. Procurado pela Folha de Pernambuco, no início da noite desta quinta-feira (29), o membro da Comissão Eleitoral Delmiro Campos confirmou que somente a chapa “Santa Cruz Cada Vez Mais Forte”, de Bruno Rodrigues, foi inscrita para concorrer ao pleito.
Leia maisRepresentantes de grupos que fizeram oposição à atual gestão não demonstraram interesse em participar do processo eleitoral. De acordo com o estatuto do clube, as chapas precisariam ser inscritas na secretaria do Arruda até o penúltimo dia de outubro.
O cenário também é influenciado pelo apoio à continuidade da administração em meio ao processo de estruturação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
A composição prevista mantém Bruno Rodrigues na presidência do Executivo, com Marco Benevides como vice. Atual presidente do Conselho Deliberativo, Victor Tavares será reeleito por aclamação. O grupo seguirá sendo responsável por conduzir o diálogo entre a associação e os futuros investidores do futebol tricolor durante a implementação do novo modelo de gestão.
Leia menos
Jornal do Commercio
Uma estudante do Ceará foi aprovada em quatro universidades do exterior, incluindo Harvard, nos Estados Unidos, e Cambridge, na Inglaterra. Rute Conceição Silva Rodrigues, de 17 anos, também conquistou vagas na Universidade Estadual da Pensilvânia e no campus da Universidade de Nova York (NYU) em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Apesar das conquistas, ela pretende prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para tentar ingressar no curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) e ainda não tem uma decisão sobre onde dará continuidade aos estudos.
Leia maisMoradora do bairro de Pirambu, em Fortaleza, a aluna conta que no 9° ano do ensino fundamental começou a se interessar pela ideia de estudar fora por causa de vídeos onde outros jovens mostravam a rotina em uma universidade internacional.
Em 2025, Rute decidiu se candidatar a 20 universidades de diferentes países. Até o momento, ela já teve respostas positivas de quatro universidades e espera o resultado de outras 16 instituições.
Ao longo do processo, ela precisou elaborar aproximadamente 60 redações, participar de entrevistas com representantes das instituições e fazer o Scholastic Assessment Test (SAT), avaliação aplicada no processo de admissão de universidades dos Estados Unidos.
Além do esforço acadêmico, a jovem arcou com os custos das inscrições, que somaram cerca de US$ 800, aproximadamente R$ 4,3 mil. Para viabilizar a candidatura, ela recorreu às economias acumuladas com o Pé-de-Meia, programa federal que também ajudou a pagar os cursos preparatórios.
Projetos científicos e iniciativas de formação
Foi na Escola de Ensino Médio Dr. César Cals, localizada no bairro Farias Brito, que a estudante teve acesso a iniciativas de formação que contribuíram para ampliar suas experiências e enriquecer o currículo apresentado às universidades estrangeiras.
Durante dois anos, ela frequentou o Centro Cearense de Idiomas (CCI) e, posteriormente, complementou os estudos com cursos particulares, financiados pelo benefício do Pé-de-Meia.
Um dos diferenciais da candidatura foi a participação em uma pesquisa científica durante o ensino médio. Desenvolvido em grupo, o trabalho analisou discursos de criadores de conteúdo relacionados à educação e surgiu a partir de um programa de iniciação científica promovido pela própria escola.
O estudo também levou o nome da escola a eventos fora do ambiente escolar. A pesquisa foi apresentada em feiras científicas em Fortaleza e no Paraguai e tem uma nova participação prevista para novembro em Recife, Pernambuco.
Apoio familiar e educacional
Rute vive com a mãe, que é uma trabalhadora de serviços gerais que não teve acesso à alfabetização, e com o irmão mais novo, ela também aponta suas tias como grandes incentivadoras da sua trajetória.
Para a família da jovem, as aprovações representam uma conquista importante. Segundo ela, sempre recebeu apoio dos parentes mesmo com ambições diferentes das pessoas à sua volta. Rute também foi orientada por profissionais da sua escola, o que foi essencial para a aprovação.
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) fez um post no Instagram parabenizando a estudante e ressaltou a importância das políticas públicas de acesso à educação.
“A história de Rute mostra que, quando a educação pública recebe investimentos e a juventude tem oportunidades, nenhum sonho precisa ser grande demais! O Pé-de-Meia é mais do que um incentivo financeiro: é uma política pública que abre portas, combate desigualdades e transforma o futuro de milhares de estudantes brasileiros”, trecho da postagem.
Leia menos
Empresários e profissionais da região de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre as mudanças trazidas pela Reforma Tributária. No dia 3 de novembro, das 9h às 12h, o município recebe o evento gratuito “Impacto 360 – Reforma Tributária na Prática”, realizado pela Valestrá e pela Agência de Desenvolvimento de Goiana (Ad Goiana), em parceria com o Sesc.
O encontro será realizado no Sesc Ler Goiana e contará com a participação de três especialistas da Valestrá: Mauro Pupim, advogado tributarista; Edinaldo Carrion, diretor do Núcleo de Planejamento e Reforma Tributária; e Vitória Andrade, especialista da Valestrá Corretora.
Leia maisA programação terá como foco os impactos da Reforma Tributária no ambiente empresarial, especialmente as mudanças relacionadas aos créditos tributários. Voltado aos setores de comércio, indústria e agronegócio, o evento busca contribuir para que empresários e gestores compreendam as novas regras e seus reflexos no planejamento e na gestão dos negócios.
Para Cristiane Cavalcanti, diretora executiva da Valestrá, a discussão é especialmente relevante diante da importância econômica de Goiana e da necessidade de preparação das empresas para o novo cenário tributário.
“A Reforma Tributária já é uma realidade, e discutir seus impactos em uma região estratégica como Goiana faz toda a diferença. Com um dos principais polos industriais do Nordeste, as empresas precisarão se adaptar às novas regras, revisar seus processos e identificar oportunidades tributárias. Mais do que uma mudança na legislação, este é um momento de planejamento, estratégia e geração de valor para os negócios”, destaca.
Gilberto Miranda, diretor da Ad Goiana, também ressalta a importância da iniciativa para o desenvolvimento econômico regional. “Trazer esse debate para Goiana é fundamental para preparar os empresários da Mata Norte para as mudanças da Reforma Tributária. O evento fortalece o ambiente de negócios da região, amplia o acesso à informação e contribui para que comércio, indústria e agronegócio estejam mais preparados para os desafios e oportunidades do novo cenário”, afirma. O evento acontece no Sesc Ler Goiana, localizado na Rua Josias de Albuquerque, s/n, Centro.
Leia menos
O ex-prefeito de Venturosa, Eudes Tenório, alcançou mais um marco em sua trajetória administrativa: a aprovação da 16ª prestação de contas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A decisão, anunciada ontem, completa a análise das contas referentes aos quatro mandatos em que esteve à frente da Prefeitura. Ao longo desse período, nenhuma prestação de contas foi reprovada.
Durante suas gestões, o município ampliou a estrutura de atendimento à saúde. A manutenção e a ampliação desses serviços exigem planejamento, organização financeira e capacidade de gestão. Mais do que um resultado administrativo, a marca alcançada por Eudes Tenório reúne o histórico de quatro mandatos e evidencia a relação entre responsabilidade fiscal, planejamento e investimentos em serviços essenciais para a população.
A pernambucana Ana Uriarte assumirá a vice-presidência da Associação Brasileira de Startups, a ABStartups, no biênio de 2027 a 2028. Eleita pelos associados, ela integrará a nova mesa diretora ao lado de Lindomar Góes, cofundador da Proesc, de Macapá, que permanece na presidência, e de Waldir Souza, da Tributei, de São Paulo, que seguirá como diretor financeiro. O mandato terá início em 1.º de janeiro de 2027 e reforça a presença do Nordeste em espaços estratégicos de decisão do ecossistema nacional de tecnologia.
“Chegamos à diretoria da ABStartups com a convicção de que o ecossistema brasileiro de startups é muito maior e mais diversificado do que costuma aparecer. Nosso compromisso é ampliar a representatividade das startups de todas as regiões, aproximar quem empreende de quem investe, regula e contrata, e fazer da associação um espaço ainda mais útil para o dia a dia de quem está construindo”, destaca Ana Uriarte.
Leia maisPara a empreendedora, a atuação da entidade precisa contribuir para que negócios inovadores de diferentes territórios tenham mais visibilidade, conexão e condições para crescer.
SOBRE A ABSTARTUPS:
A ABStartups é uma organização sem fins lucrativos dedicada à representação, ao desenvolvimento e à conexão de startups brasileiras. A entidade mantém a StartupBase: uma plataforma pública de mapeamento do setor, além de promover o CASE, um dos principais eventos nacionais de empreendedorismo inovador. A associação ainda atua na articulação com investidores, poder público, empresas e comunidades.
O cenário confirma a dimensão desse desafio: o Brasil fechou 2025 com 22.869 startups mapeadas pelo Sebrae, crescimento de 26,7% em um ano, e a expectativa é superar 25 mil empresas ativas até o fim de 2026. São Paulo lidera em volume, mas polos como Recife ganham relevância na descentralização da inovação.
Cofundadora da Quark, edtech pernambucana nascida no ecossistema do Porto Digital, Ana Uriarte atua no desenvolvimento de habilidades socioemocionais e de empregabilidade para jovens, especialmente da rede pública. A plataforma já alcançou mais de 50 mil estudantes, emitiu mais de 80 mil certificados e soma mais de 160 mil horas de conteúdo consumidas em mais de 100 municípios.
Ana é reconhecida pelo Innovators Under 35 LATAM 2024, da MIT Technology Review. A empresária é fellow dos programas YLAI e Halcyon, palestrante TEDx e coautora do livro “Ecossistemas de Inovação”.
Leia menos
A defesa do deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) contestou a prisão preventiva decretada pela Justiça de Pernambuco e apontou supostas irregularidades na investigação que apura o envolvimento do influenciador em um caso de extorsão.
Em nota divulgada ontem, os advogados afirmaram que o parlamentar eleito colaborou espontaneamente com as autoridades e questionaram a divulgação de informações de um procedimento que tramita sob segredo de Justiça. As informações são do JC online.
Segundo a defesa, Emerson compareceu ao Grupo de Operações Especiais (GOE), em 15 de outubro, mesmo sem ter sido intimado. Na ocasião, prestou depoimento e solicitou acesso integral ao inquérito. Cinco dias depois, em 20 de outubro, os advogados também teriam requerido acesso ao procedimento perante a 36ª Promotoria de Justiça e habilitação nos autos judiciais.
A manifestação ocorre um dia após a repercussão da decisão da 15ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que decretou a prisão preventiva do deputado eleito.
Para os advogados, a investigação apresenta nulidades e questionamentos quanto à existência de elementos probatórios idôneos.
A defesa também criticou o que classificou como divulgação seletiva de informações à imprensa enquanto os advogados ainda tentavam obter acesso aos autos. O comunicado cobra a apuração de um possível vazamento de dados de um procedimento sigiloso.
Rede Observatório
O jornalista Magno Martins apresentou palestra com uma criteriosa análise sobre o resultado das eleições 2026, no âmbito estadual e nacional, na noite de ontem (29), no plenário da Câmara de Vereadores de Olinda.
A abordagem se deu, especialmente, na avaliação do cenário nacional e aspectos que contribuíram para a surpreendente reviravolta na reeleição do presidente Lula (PT).
Leia maisMagno listou sete fatores que teriam colaborado para a derrota de Flávio Bolsonaro.
1. O medo do Bolsonarismo
2. As manifestações de rua no 2º Turno
3. O Exército de Lula (WhatsApp)
4. O “efeito 9 dedos”
5. A melhor performance de Lula nos debates
6. O Nordeste Lulista
7. O “‘salto alto” de Flávio Bolsonaro
“Flávio Bolsonaro é muito despreparado. Quando ele se referiu a Lula, no debate da Globo, em função da deficiência física (9 dedos), ele começou a perder a eleição. O Brasil tem 13 milhões de PCDs”, comentou.
DIFICULDADES – Mas, apesar da vitória eleitoral, Magno ressaltou que a futura gestão Lula (27-30) enfrentará muitas dificuldades no campo econômico e político.
“Lula está refém do “pacote de bondades” que ele lançou mão para ser reeleito, com gastos avaliados em mais de R$ 400 bilhões. Além disso, terá um Congresso (Senado e Câmara) adverso”, apontou.
PERNAMBUCO – Em relação à vitória de Raquel Lyra (PSD), ocorrida ainda no 1º Turno, o jornalista avaliou os erros do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), apontado inicialmente como favorito, e a força da governadora para virar o jogo.
“Faltou a João mais gente de “cabelos brancos” na sua equipe. Tinha muita gente jovem, além dele próprio, que não soube dimensionar algumas situações”, considerou.
Em relação à governadora, ele ressaltou a sua performance nas ruas, carisma e entregas do governo, além da força da máquina, que “moeu” com cerca de 150 prefeitos.
A palestra será apresentada, em breve, em diversos outros municípios pernambucanos.
Entre as presenças, os jornalistas Pedro Tinoco (Rede Observatório), Alexandre Santos Cabo Gato (Correio em Pauta) e Marlon Diego, secretário de Comunicação de Olinda.
“Olinda foi mais uma vez pioneira ao trazer para a nossa cidade está grande avaliação de Magno, que é uma grande referência no jornalismo brasileiro”, agradeceu o presidente da Casa Bernardo Vieira de Melo, vereador Saulo Holanda (MDB).
Leia menos
O deputado federal reeleito Silvio Costa Filho (Republicanos) está cotado para assumir o Ministério das Relações Institucionais no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Com bom trânsito entre diferentes partidos e interlocução próxima com Hugo Motta, atual presidente da Câmara Federal, o parlamentar pernambucano surge como uma alternativa para reforçar a articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso.
A montagem da nova equipe ministerial será um dos primeiros desafios de Lula, que prometeu, no discurso da vitória, fazer um governo diferente do atual. A reeleição, marcada por uma disputa acirrada e por sinais de insatisfação de parte do eleitorado, exige mudanças na composição política e na condução da gestão. Repetir a fórmula de distribuir ministérios como recompensa a aliados, independentemente do desempenho eleitoral, pode comprometer a sinalização de renovação pretendida pelo presidente.
Até o momento, Lula deu poucos sinais concretos sobre os nomes que pretende escolher. As especulações se multiplicam, impulsionadas também pela movimentação de políticos interessados em ocupar espaços na Esplanada. Entre as diretrizes discutidas pelo presidente está a intenção de reduzir a presença de senadores no primeiro escalão, diferentemente do que ocorreu no atual mandato.
A decisão leva em conta o fortalecimento do PL e de outras legendas de direita no Senado, além da necessidade de preservar quadros para o enfrentamento político na Casa. Em contrapartida, a Câmara dos Deputados poderá ganhar mais espaço na distribuição dos ministérios. A ampliação da coalizão governista também deve abrir oportunidades para lideranças do Centrão, consideradas estratégicas para garantir sustentação parlamentar.
Nesse cenário, Silvio Costa Filho reúne credenciais para a função de articulador político. Além da proximidade com Hugo Motta, o deputado mantém relações com diferentes partidos e pode atuar como interlocutor do governo junto à Câmara. Sua eventual indicação, porém, ainda depende das definições de Lula para a formação da equipe.
Outra recomendação feita ao presidente é evitar que a Casa Civil se transforme em uma plataforma para a sucessão presidencial de 2030. Nesse desenho, nomes como Camilo Santana e Fernando Haddad poderiam ficar fora da disputa pela pasta, enquanto o ex-ministro Rui Costa enfrenta resistência entre aliados para retornar à Esplanada. A avaliação é de que o cargo deve ser ocupado por alguém concentrado na coordenação administrativa do governo, sem utilizar a função como trampolim político.
A criação de um Ministério da Segurança Pública também está entre as possibilidades consideradas estratégicas. A avaliação no entorno de Lula é de que uma gestão bem-sucedida na área poderia oferecer ao PT e à esquerda uma resposta a um tema historicamente dominado pela oposição e abrir espaço para uma candidatura competitiva em 2030.
Na Fazenda, as definições permanecem menos claras. Lula não sinalizou intenção de promover uma guinada ortodoxa na política fiscal, e o nome do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, apareceu após ele se colocar à disposição do presidente. A escolha, contudo, envolve outros fatores políticos e a hierarquia interna da coalizão, na qual o vice-presidente Geraldo Alckmin também aparece como um nome de peso.
Por Cláudio Soares*
A declaração de Paulo Figueiredo é grave. Segundo ele, um aliado próximo de Flávio Bolsonaro estaria repassando ao Supremo Tribunal Federal informações sobre os passos do senador. Figueiredo afirma saber quem seria essa pessoa, mas, até agora, não apresentou publicamente o nome nem provas que permitam verificar a acusação.
E é justamente aí que começa o problema.
Se existe prova objetiva de que alguém do círculo de Flávio Bolsonaro estava fornecendo informações ao STF, que se apresente o nome, os fatos e as evidências. O que não se pode fazer é lançar uma acusação no ar e deixar dezenas de pessoas sob suspeita.
Leia maisPorque, quando não há nome, abre-se espaço para a especulação. E começam a surgir, nas redes sociais e nos bastidores, nomes de políticos como Tarcísio de Freitas, Cleitinho, Ricardo Nunes, Ronaldo Caiado e Nikolas Ferreira. Não há, até o momento, prova pública de que qualquer um deles seja o suposto informante mencionado por Figueiredo. Transformar especulação em acusação seria irresponsável.
Mas a declaração revela algo politicamente muito mais profundo. A dificuldade do bolsonarismo em conviver com aliados que desenvolvem trajetória própria é algo estarrecedor.
Há precedentes que alimentam essa crítica. Gustavo Bebianno, ex-ministro e antigo aliado de Jair Bolsonaro, rompeu com o presidente e morreu em 2020, aos 56 anos, em sua casa, em Teresópolis -, morte cuja circunstância gerou especulações, embora não exista prova de relação com o rompimento político. Joice Hasselmann, deputada federal que rompeu publicamente com Bolsonaro, quis disputar o Senado por São Paulo em 2022 e foi preterida. E, em Santa Catarina, a entrada de Carlos Bolsonaro na disputa pelo Senado, impulsionada pelo próprio Jair Bolsonaro, atropelou a articulação que envolvia o aliado histórico Esperidião Amin.
São episódios diferentes e não devem ser artificialmente colocados no mesmo saco. Mas ajudam a explicar uma percepção política que vem crescendo. No entorno do clã Bolsonaro, a lealdade parece ter prazo de validade quando entra em conflito com os interesses da família.
E agora aparece uma pergunta ainda mais incômoda. O bolsonarismo quer realmente construir uma direita ampla ou pretende manter sob controle absoluto a liderança da direita brasileira?
Uma direita democrática deveria ser capaz de produzir novas lideranças, aceitar divergências, discutir projetos e permitir que diferentes nomes disputassem legitimamente a Presidência da República.
O problema começa quando todo aliado que pensa diferente passa a ser tratado como traidor. Essa lógica destrói pontes, produz ressentimentos e transforma divergência política em guerra pessoal.
Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Nikolas Ferreira, Cleitinho e outros nomes que ganharam projeção nacional não precisam ser adversários dos Bolsonaro. Podem ser aliados, concorrentes ou simplesmente integrantes de uma direita plural.
Mas ninguém deveria precisar pedir autorização à família Bolsonaro para existir politicamente. A direita brasileira não pertence aos Bolsonaro. Nem aos seus filhos. Nem a nenhum outro grupo familiar.
Pertence aos milhões de brasileiros que se identificam com suas ideias. Se existe um “traidor” no caso denunciado por Paulo Figueiredo, que se apresente o nome. Se existem documentos, mensagens ou provas, que sejam colocados sobre a mesa.
O que não é aceitável é transformar suspeita em sentença e aliados em alvos. Porque acusação sem prova não é jornalismo. É especulação.
E há uma ironia nisso tudo. Um movimento político que reclama constantemente de perseguição não deveria reproduzir dentro da própria direita a lógica da suspeita permanente.
Se a família Bolsonaro quiser continuar sendo protagonista da direita brasileira, terá de compreender uma regra elementar da democracia, aliado não é propriedade, divergência não é traição e liderança política não é herança familiar.
Caso contrário, o maior adversário do bolsonarismo poderá continuar sendo aquilo que ele próprio criou, a incapacidade de conviver com quem um dia esteve ao seu lado, mas decidiu caminhar com as próprias pernas.
*Advogado e jornalista
Leia menos