











Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) retomaram nesta sexta-feira (9) a propaganda eleitoral na televisão para o segundo turno. Flávio reforçou o discurso de “mudança” e prometeu manter programas sociais, enquanto Lula fez críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PL), pai do senador, agradeceu votos e pediu mobilização nas redes sociais e nas ruas.
As peças seguiram as estratégias adotadas pelos candidatos na primeira semana de campanha após o primeiro turno. As informações são do g1.
O programa de Flávio destacou o resultado do primeiro turno, em que o senador ficou à frente do presidente Lula em número de votos. “A gente não está começando aqui uma nova campanha de segundo turno. A gente está dando o passo final para uma mudança que já começou”, disse na abertura da peça.
Leia maisA campanha apresentou uma sequência de perguntas e respostas sobre a continuidade do Farmácia Popular, do Minha Casa Minha Vida e do Bolsa Família. O trecho foi precedido por um alerta para que os eleitores tenham cuidado com notícias falsas.
“Eu vou manter e reajustar o Bolsa Família. E quem tem emprego não perde o benefício”, afirmou o candidato.
Flávio também prometeu reduzir as prestações do Minha Casa Minha Vida e afirmou que o SUS terá “padrão Einstein”, em referência ao hospital. A peça não detalhou como essas medidas seriam implementadas.
A defesa dos programas sociais ocorre depois de Lula publicar, na quinta-feira (8), um vídeo nas redes sociais no qual afirma que a eleição do adversário colocaria em risco benefícios e serviços de saúde.
Na gravação, dirigida àqueles “que não fazem o L e nem arminha”, o presidente diz: “Se Flávio Bolsonaro vencer, você perde. Perde a Farmácia Popular, o especialista no SUS e o tratamento com a caneta emagrecedora”.
Ao longo da peça, a propaganda de Flávio Bolsonaro repetiu o slogan “Brasil do mesmo lado”. O tom propositivo e o discurso de mudança haviam sido antecipados por integrantes da equipe do senador.
O programa de Lula abriu com críticas à proposta de “tesouraço” de Flávio e exibiu trechos de notícias sobre cortes de recursos durante o governo de Jair Bolsonaro(PL). A peça mencionou áreas como Farmácia Popular, combate ao câncer, financiamento habitacional e merenda escolar.
“Quando um dos Bolsonaro fala em corte, é preciso relembrar para não repetir”, afirmou a locução. Na sequência, a propaganda associou uma eventual vitória de Flávio à perda de benefícios: “Não deixe esse pesadelo voltar. Com o Flávio Bolsonaro, você perde”.
Em sua fala, Lula agradeceu aos eleitores que votaram nele no primeiro turno e se dirigiu a quem não o apoiou. O presidente afirmou que chega à sua “última eleição” preparado para promover mudanças e vinculou a ideia de prosperidade à geração de empregos de qualidade, melhores salários e oportunidades de crescimento.
“Você quer prosperidade. Eu estou junto com você”, disse. A peça também direciona pedido de votos aos eleitores que votaram em outros candidatos que não Flávio no 1º turno.
A peça exibiu depoimentos de deputados chamados pela campanha para reforçar a ofensiva digital. Os participantes convocaram apoiadores a conversar com outros eleitores e fazer campanha nas redes sociais e nas ruas. Houve ainda uma manifestação em defesa do fim da escala de trabalho 6×1.
Entre os presentes, está a deputada eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos. Ela é uma das responsáveis pela ofensiva digital da campanha de Lula.
Ao final, Lula contrapôs o discurso de mudança de Flávio, evocando a possibilidade de retorno ao passado e a perda de direitos.
“Mudar não é voltar ao passado. Mudar não é perder o que a gente conquistou, nem voltar atrás nas conquistas das mulheres e dos trabalhadores”, afirmou.
O presidente encerrou com um chamado à mobilização: “Vamos para a rua, vamos para as redes, vamos juntos ganhar essa eleição”.
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Movimentos sociais, organizações estudantis, coletivos populares e grupos ligados à cultura realizam, neste domingo (11), no Recife, a “Caminhada pela Democracia”. Com o lema “Juntos contra o bolsonarismo”, o ato terá concentração às 14h, no Parque 13 de Maio, e ocorre durante o segundo turno da eleição presidencial, disputado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A mobilização integra uma série de atividades organizadas nesta semana por grupos contrários à eleição de Flávio Bolsonaro. No material de divulgação, os organizadores afirmam que o ato não terá vinculação partidária formal e convocam participantes sob o mote “o único lado que importa é o lado do Brasil”.
A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) abre, no dia 14 de outubro, as inscrições para o Prêmio FIEPE de Jornalismo 2026. A iniciativa é voltada a trabalhos sobre o setor industrial de Pernambuco e terá quatro categorias: Impresso, Internet, Radiojornalismo/Podcast e Videojornalismo. As inscrições seguem até 31 de outubro.
Podem concorrer reportagens publicadas ou veiculadas entre 1º de novembro de 2025 e 31 de outubro de 2026 em veículos de comunicação sediados em Pernambuco. Os trabalhos devem abordar temas ligados à indústria, como política industrial, comércio exterior, ambiente de negócios, infraestrutura, inovação, sustentabilidade, formação profissional, saúde e segurança do trabalhador, associativismo e competitividade.
A premiação total será de R$ 28 mil, com R$ 7 mil para o vencedor de cada categoria. Cada profissional poderá inscrever até três trabalhos, e o mesmo conteúdo não poderá concorrer em mais de uma modalidade. Os três finalistas de cada categoria serão divulgados até 1º de dezembro, e os vencedores serão anunciados em cerimônia com data ainda a ser definida.
A Quaest registrou sete pesquisas eleitorais para medir a intenção de voto no segundo turno das eleições de 2026. Os levantamentos abrangem a disputa pela Presidência da República e as eleições para governador no Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Acre, Amazonas, Espírito Santo e Tocantins. Os resultados estão previstos para divulgação entre segunda-feira, 12 de outubro, e quarta-feira, 14.
A primeira pesquisa a ser divulgada será a do Distrito Federal, na segunda-feira. No dia seguinte, estão previstos os levantamentos do Rio Grande do Norte, Acre e Amazonas. A rodada será concluída na quarta-feira, com a divulgação das pesquisas do Espírito Santo, Tocantins e da disputa presidencial. As informações são da Revista Veja.
Leia maisOs registros apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) preveem, ao todo, 8.748 entrevistas. Os levantamentos estaduais terão margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, enquanto a pesquisa nacional terá margem de dois pontos. Todos possuem nível de confiança de 95%.
Quando serão divulgadas as pesquisas estaduais?
O Distrito Federal abrirá a sequência de divulgações na segunda, 12 de outubro. Contratada pela Globo Comunicação e Participações, a pesquisa prevê entrevistas com 1.104 eleitores entre os dias 8 e 11 de outubro. O levantamento foi registrado no TSE sob o número DF-08737/2026.
Na terça-feira, 13, será a vez de três estados conhecerem os resultados de suas pesquisas.
No Rio Grande do Norte, a Quaest ouvirá 1.098 eleitores entre 9 e 12 de outubro. O levantamento foi contratado pela TV Cabugi e está registrado sob o número RN-03210/2026.
No Acre, a pesquisa foi encomendada pela Rede Amazônica de Rádio e Televisão e terá a mesma quantidade de entrevistados e o mesmo período de coleta. Seu registro no TSE é AC-05379/2026.
O Amazonas também terá os resultados divulgados em 13 de outubro. Contratado pela Rede Amazônica, o levantamento prevê 1.098 entrevistas entre 9 e 12 de outubro e está registrado sob o número AM-09760/2026.
Quais pesquisas serão divulgadas na quarta-feira?
A quarta-feira, 14 de outubro, concentrará os três últimos levantamentos previstos nesta rodada da Quaest, incluindo a pesquisa nacional sobre a corrida presidencial.
No Espírito Santo, o instituto entrevistará 1.098 eleitores entre os dias 10 e 13 de outubro. A pesquisa foi contratada pela TV Gazeta e recebeu o registro ES-00468/2026.
No Tocantins, o levantamento também prevê 1.098 entrevistas no mesmo período. A pesquisa foi encomendada pela TV Anhanguera e está registrada no TSE sob o número TO-03829/2026.
As duas pesquisas estaduais terão margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Quando sai a nova pesquisa Quaest para presidente?
A nova pesquisa nacional da Quaest sobre a disputa presidencial está prevista para quarta-feira, 14 de outubro, mesma data da divulgação dos levantamentos do Espírito Santo e Tocantins.
O instituto entrevistará 2.154 eleitores em todo o país entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro prevista é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações. O registro no TSE é BR-08729/2026.
A pesquisa nacional terá a maior amostra entre os sete levantamentos registrados para esta rodada.
Como serão realizadas as pesquisas?
As sete pesquisas da Quaest seguirão uma metodologia de entrevistas presenciais e domiciliares com eleitores de 16 anos ou mais.
A seleção dos entrevistados combina sorteio probabilístico de municípios e setores censitários, com cotas estabelecidas de acordo com sexo, idade, renda familiar e escolaridade. No Distrito Federal, o sorteio considera os setores censitários, sem a etapa de seleção de municípios.
Segundo os registros apresentados ao TSE, o instituto prevê procedimentos de verificação das entrevistas, incluindo georreferenciamento dos locais de aplicação e conferência de áudio de uma amostra de 30% dos questionários.
Os levantamentos estaduais terão entre 1.098 e 1.104 entrevistados, enquanto a pesquisa presidencial contará com 2.154 participantes. O nível de confiança será de 95% em todos os casos.
As datas de divulgação informadas nos registros representam a previsão apresentada pela Quaest à Justiça Eleitoral. Até a publicação dos resultados, os documentos não permitem identificar quem aparece à frente nas disputas nem apontar eventuais mudanças na intenção de voto dos eleitores.
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Por Houldine Nascimento – Poder 360
A comunicadora Bia Lula, neta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta 5ª feira (8.out.2026) que a comunicação da campanha do avô foi “muito falha” no 1º turno. Em entrevista ao Poder360, comparou os vídeos eleitorais com uma novela ao dizer que as peças eram “muito bondosas”, insuficientes para fazer um enfrentamento ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, no 1º turno.
“Pareceu uma novela sendo contada, com pouco enfrentamento. Pareciam vídeos de comercial de novela, uma coisa muito bondosa. Acho que não é assim, o bolsonarismo é o medo e a gente tem que enfrentar, ir para cima”, declarou.
Bia Lula fez ressalvas à atuação do ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, que mantém forte influência na campanha. Afirmou que o desafio é melhorar o que é apresentado nas redes e “sair da bolha” nos próximos 17 dias para uma virada.
Leia mais”A política da nova geração está aqui, está vindo, e a gente precisa dialogar com a política nova. Infelizmente, o Sidônio não soube fazer isso. Não sei se vai saber no 2º turno”, disse. Ela lembrou a 1ª campanha presidencial de Lula, em 1989, para fazer uma avaliação do trabalho feito pela comunicação em 2026. “Senti falta do Lula de 1989, mais combativo, que vai mais para o enfrentamento e que se posiciona. Acho que isso não foi nem dele, eu acho que foi realmente uma direção que deram para ele”, declarou.
A neta de Lula reforçou a necessidade de abrir diálogo com outros eleitores. “Do jeito que estava, realmente não dava para ganhar. Falar só com a gente, a gente não ganha”, disse. Na sua visão, também faltou falar com alguns setores da sociedade, como os empreendedores. Eis o que disse:
“Minha geração quer empreender, quer fazer alguma coisa, e aí com isso falta oportunidade. E aí falta oportunidade. O que acontece? O advogado, que, poxa, era tão grato ao presidente Lula, virou Uber. O engenheiro, que também era tão grato ao presidente Lula, está tendo que trabalhar de outra coisa para poder sustentar a família com R$ 3.000. Sendo que fez engenharia com o objetivo de ganhar R$ 20.000, R$ 30.000 […] A gente tem que falar com essa galera. Eu acho que a gente também deixou de falar com eles no 1º turno”.
DIMINUIR ABSTENÇÕES
Bia Lula falou sobre a necessidade de mirar os eleitores que se ausentaram na votação de 1º turno. A média nacional, de 21,08%, é o maior percentual desde 1998. Foram 33.469.244 faltantes nas eleições deste ano.
“A gente não pode perder para a gente mesmo, porque é isso. Se a gente perder por abstenção é perder para a gente mesmo. Vamos levar essas pessoas para as urnas, vamos convencer voto por voto”, declarou.
CRÍTICAS À PRIMEIRA-DAMA
Petistas intensificaram críticas à primeira-dama Janja Lula da Silva depois de Lula ter ficado atrás de Flávio na 1ª rodada de votação. Entretanto, essas ressalvas à atuação de Janja na campanha se mantêm em reserva para não desagradar Lula.
Bia tem uma boa relação com Janja e defendeu a primeira-dama: “Só pelo fato de ser mulher, ela ia ser criticada, independentemente dela participar ou não. Se ela participa demais, ela é criticada. Se ela não participasse, ela também seria criticada porque largou a mão do marido e está aí, vivendo a vida normalmente […] Ela é uma mulher estudada, que sabe muito bem de política e não se enquadra numa caixa de primeira-dama tradicional”.
A neta de Lula, entretanto, afirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin “deve aparecer mais” na campanha. “Talvez o Alckmin, aparecendo mais, ele traga o público dele mais para perto da gente”, disse.
FUTURO NA POLÍTICA
Bia Lula disse ser incentivada por pessoas próximas a disputar cargo eletivo e abriu espaço para concorrer a partir de 2030. “Então, me colocam muito aqui no logo deputada federal. A Câmara dos Deputados é uma bela de uma escola. Então, se for [candidata], por exemplo, com certeza seria deputada federal”.
QUEM É BIA LULA
Maria Beatriz Lula da Silva de Miranda, conhecida como Bia Lula, tem 31 anos. Nasceu em São Caetano do Sul, no ABC paulista. É graduada em comunicação e gestão pública. É filha da jornalista Lurian Cordeiro, primogênita de Lula com a enfermeira Miriam Cordeiro.
Tem atuação na área de comunicação política, criando roteiros e conteúdos em vídeo. Com mais de 405 mil seguidores no Instagram, costuma publicar vídeos críticos nas redes sociais, com enfrentamento ao bolsonarismo.
É casada com o empresário Felippe Miranda e mãe de Analua, de 9 anos.
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A Justiça de Alagoas condenou, nesta sexta-feira (9), a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) a pagar R$ 50 mil por danos morais ao deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A decisão é do juiz Henrique Gomes de Barros Teixeira, da 3ª Vara Cível de Alagoas, e se refere a declarações em que Soraya acusou Gaspar de estupro de vulnerável. O magistrado entendeu que as falas ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e não estavam sustentadas por provas suficientes.
A acusação havia sido apresentada durante a CPMI do INSS, em meio à atuação de Gaspar como relator da comissão. Posteriormente, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou o pedido de investigação contra o deputado após acolher manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo o STF, as diligências preliminares não encontraram elementos suficientes para confirmar a ocorrência dos crimes narrados nem justificar a abertura de inquérito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 72,6% dos votos válidos registrados em seções eleitorais instaladas em presídios e unidades socioeducativas no 1º turno das eleições de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL) teve 23,3%. Os dados são de levantamento realizado pelo Poder360, com base nos boletins de urna disponibilizados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O resultado contrasta com o observado no conjunto do país. No 1º turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro ficou à frente de Lula com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. Os 2 candidatos disputarão o 2º turno em 25 de outubro. As informações são do Poder 360.
O levantamento identificou 11.190 votos válidos em 243 seções eleitorais classificadas pelo TSE como destinadas a presos provisórios.
Leia maisOs resultados não representam exclusivamente o voto de pessoas presas. As seções analisadas são destinadas ao atendimento de presos provisórios, ou seja, pessoas que estão detidas, mas ainda não têm condenação criminal definitiva. Também podem votar adolescentes a partir de 16 anos que cumprem medidas socioeducativas de internação, desde que estejam habilitados pela Justiça Eleitoral.
Os presos condenados por sentença criminal transitada em julgado –quando não há mais possibilidade de recurso– têm os direitos políticos suspensos e não podem votar enquanto durarem os efeitos da condenação.
Além disso, as seções instaladas em unidades prisionais podem receber votos de agentes penitenciários, policiais penais, outros servidores dos estabelecimentos e mesários que solicitaram transferência temporária para esses locais.
O direito ao voto dos presos provisórios chegou a ser ameaçado por uma mudança na legislação eleitoral em 2026. A Lei Antifacção, que entrou em vigor em março, estabeleceu a proibição do alistamento eleitoral e do voto de pessoas presas, inclusive aquelas sem condenação definitiva. O TSE suspendeu a aplicação do dispositivo nas eleições deste ano. A Corte entendeu que a mudança viola o princípio da anualidade eleitoral, que impede alterações nas regras eleitorais a menos de um ano da votação. A decisão manteve o direito de voto dos presos provisórios e dos adolescentes internados ao menos para este pleito.
LULA GANHOU EM 218 SESSÕES DE PRESÍDIOS
O petista também liderou no número de seções eleitorais em que foi o candidato mais votado. Lula venceu em 218 das 243 seções analisadas, enquanto Flávio ficou à frente em 24. A única seção restante teve vitória de Ronaldo Caiado, que recebeu 19 votos na unidade prisional de Goianésia, em Goiás.
São Paulo concentrou o maior número de seções identificadas, com 55 vitórias de Lula e 6 de Flávio. Na Bahia, o petista venceu em 18 seções e o candidato do PL em uma. No Rio Grande do Sul, Lula liderou em todas as 17 seções analisadas. A liderança se repetiu no Maranhão, com 16. Em Santa Catarina, foram 10 vitórias de Lula e 2 de Flávio. Os dados abrangem estabelecimentos de 24 unidades da Federação.
VOTAÇÃO EM PRESÍDIOS CONHECIDOS
No Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, onde já estiveram figuras políticas como José Dirceu (PT), Valdemar Costa Neto (PL) e Jair Bolsonaro (PL), Lula recebeu 74 votos, contra 70 de Flávio. Na Penitenciária Feminina 2 de Tremembé, em São Paulo, que já abrigou Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga, o petista teve 59 votos e o candidato do PL, 5.
Já na Penitenciária 2 de Potim, também em São Paulo, Flávio Bolsonaro superou Lula por uma diferença de apenas 1 voto: foram 8 para o senador e 7 para o presidente. O petista venceu, porém, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão. Teve ampla vantagem com 280 votos, ante 21 do adversário.
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A postura do senador Humberto Costa (PT) ao longo da campanha eleitoral, que culminou com a derrota da Frente Popular no domingo passado, vem sendo duramente questionada nos bastidores. É acusado de fazer jogo duplo.
Dizia estar com João Campos (PSB), derrotado no primeiro turno por Raquel (PSD), mas ao mesmo tempo cumpria agendas com aliados da governadora. No final das contas, a Frente Popular, liderada por João, ficou fora do segundo turno por uma diferença de 172 mil votos, enquanto o PT recebeu 199 mil votos de legenda, mesmo sem ter um candidato a governador diretamente associado à sua candidatura.

Um resultado que levanta questionamentos sobre a condução política do PT em Pernambuco e sobre o papel desempenhado por Humberto Costa durante a campanha. O senador acabou sendo o mais votado para o Senado, mas sua votação não pode ser analisada isoladamente. Ele recebeu votos do campo da esquerda e da própria Frente Popular, mas também contou com apoios ligados ao grupo político de Raquel Lyra.
Um exemplo foi o apoio do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, um dos principais aliados da governadora. A questão central é que Lula agora enfrenta um segundo turno, e o cenário político se tornou mais complexo. Diante disso, uma pergunta precisa ser feita: qual foi o peso da atuação oportunista de Humberto Costa no resultado eleitoral da Frente Popular em Pernambuco?
O senador ajudou a construir uma imagem de proximidade entre Raquel Lyra e Lula, mas agora, no momento decisivo, a governadora disse não ao presidente Lula. Com esse cenário, Humberto, pelo visto, voltará a falar sozinho na oposição enquanto aguarda, se houver espaço, as migalhas que eventualmente lhe forem oferecidas pelo grupo da governadora.
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (9) ter recebido trechos de um relatório da Segurança da Corte que, segundo ele, reúne milhares de mensagens com ameaças de assassinato e de outras agressões contra ele.
Em uma publicação nas redes sociais, Dino afirmou que as ameaças não vão alterar sua atuação como ministro e disse que um juiz não pode deixar de tomar decisões por medo de sofrer perseguições pessoais. As informações são do g1.
“Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, afirmou.
Leia maisDino disse ainda que, em 37 anos como servidor público, nunca respondeu a processo criminal. Para o ministro, as ameaças são resultado da “repetição de mentiras”.
“O ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência”, escreveu.
O ministro também afirmou que quem discorda de uma decisão judicial deve contestá-la pelos mecanismos previstos no próprio Judiciário, recorrendo aos órgãos colegiados competentes.
“Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”, declarou.
Ao falar sobre sua própria atuação, Dino afirmou que não pretende mudar sua conduta em razão das ameaças.
“Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, escreveu.
A mensagem publicada por Dino traz uma foto com trechos das ameaças direcionadas não só a ele como a outros ministros da Corte.
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Por Mauro Souza*
O investimento anual em toda a infraestrutura do Brasil (portos, aeroportos, mineração, estrutura digital/data centers, saneamento, transportes terrestres e energia, dentre outros) gira em patamares de U$ 50bi, o que representa 2,2% do PIB.
Especificamente para os setores de portos, mineração e data centers, este investimento anual situa-se em US$ 20 bi (40% do agregado de investimento de toda a infraestrutura do país), com 60% do montante proveniente de Investimento Estrangeiro Direto (IED).
Considerando-se a consecução de alguns vetores estruturais já em marcha, nos próximos anos a expansão destes três “segmentos de ouro” poderá superar, em muito, o ritmo geral do PIB:
Leia maisO efeito direto desta expansão se fará sentir no aumento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), com consequente elevação da capacidade de produção e de geração de empregos. O efeito indireto advirá da redução do “Custo Brasil” e da maior capacidade de inovação. É uma revolução silenciosa, que destravará o comércio exterior e a expansão anual do PIB.
No Brasil, diversos órgãos de pesquisa econômica projetam que, para cada aporte adicional de 1% do PIB em infraestrutura, a taxa potencial de crescimento do PIB sobe de 0,3 a 0,5 pontos percentuais ao ano.
Considerando-se o PIB base do Brasil em 2026 em U$ 2,4 trilhões, e mantida a expansão atual entre 1,8% e 2,0% ao ano, o PIB em 2036 atingirá U$ 2,9 trilhões e em 2046 U$ 3,5 trilhões.
Levando-se em conta o aumento do aporte de IED em portos, mineração e data centers, de forma a cumprir o crescimento anual de investimentos de 8%, 7% e 13% respectivamente, ter-se-á uma alavancagem anual de recursos nesses setores dos atuais U$ 20bi, para U$ 45 bi em 2036 e U$ 85 bi em 2046. Este acréscimo elevará o ritmo de crescimento do PIB para 3,2% ao ano, atingindo U$ 3,3 trilhões em 2036 e U$ 4,6 trilhões em 2046.
Em resumo, mantida a situação atual de investimentos nos setores de portos, mineração e data centers, em vinte anos o PIB brasileiro expandirá 46%. Criadas condições para potencializar o fluxo de IED, poderemos incrementar o PIB, em vinte anos, em 92%. A diferença está no Brasil que desejamos construir para 2046.
A equação para o incremento de IED na infraestrutura brasileira depende, diretamente, da redução do risco para os investidores. Para tal, se faz necessário prover segurança jurídica e mitigar a volatilidade normativa advinda de Agências e Entes Reguladores.
Por esse motivo, será estratégica a proliferação do uso de uma Inteligência Artificial Regulatória (IAR), nos moldes da solução apresentada pela plataforma da JX IA (parceira estratégica da FUNCEX – Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais e do INTR – Instituto Nacional de Terras Raras). Aquela plataforma, uma vez disponibilizada para empresas, investidores e entidades públicas, servirá de bússola para o setor regulatório, atuando diretamente na mitigação do “Custo Brasil” e na redução das incertezas normativas.
É viável construir um projeto de país, a partir de uma revolução silenciosa capaz de potencializar a sua infraestrutura e o seu comércio exterior. Fica o ensinamento de Shimon Perez, de que “o futuro não pertence àqueles que olham para trás, mas àqueles que moldam o amanhã”. Vamos em frente, pois temos um compromisso para com as gerações futuras.
*Engenheiro elétrico com pós-graduação em robótica e mestrado em telecomunicações.
Atuou como gestor do SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados), diretor de tecnologia no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal) e diretor de tecnologia na Presidência da República.
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Sob o comando do prefeito Dr. Elton Martins (Republicanos), o município de Águas Belas, no Agreste do Estado, registrou avanço no Índice de Compromisso com a Alfabetização (ICA), indicador do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) que avalia políticas públicas voltadas à alfabetização na idade certa. A nota passou de 5,00, em 2023, para 7,61, em 2024, e chegou a 8,99 em 2025.
Segundo a Prefeitura, o resultado está relacionado a ações da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes, como formação de professores, acompanhamento pedagógico e fortalecimento das estratégias de aprendizagem nas escolas.
O projeto “Passeando Pela História” realiza, entre os dias 13 e 21 de outubro, uma programação com alunos, professores e servidores de escolas públicas de Serra Talhada. A iniciativa prevê visitas à Praça Agamenon Magalhães, à Casa da Cultura e ao Museu do Cangaço, além de atividades voltadas à história do município, ao cangaço e à formação cultural do Sertão.
No CineArte Lampião, os participantes assistirão ao curta-metragem “O Calcanhar de Lampião” e participarão de uma roda de conversa sobre a trajetória de Lampião e a influência do cangaço na cultura popular. A programação inclui ainda apresentação do Grupo de Xaxado Gilvan Santos, no quintal do Museu do Cangaço.
As atividades serão realizadas com turmas das escolas municipais Barão do Pajeú, Enock Ignácio de Oliveira, Fausto Pereira, Carmélia Ignácio de Mello e Vicente Inácio de Oliveira, além da Creche Municipal Anny Caroline. O projeto conta com incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), da Fundação Cultural de Serra Talhada, da Prefeitura de Serra Talhada, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
