











Após uma série de agendas no Sertão de Pernambuco, o candidato ao Governo do Estado, João Campos, chegou à Região Metropolitana neste sábado (8) para cumprir compromissos em Olinda. O candidato visitou a tradicional Feira de Rio Doce, onde foi recebido por diversos apoiadores e lideranças, conversou com feirantes, comerciantes e moradores e ouviu demandas da população.
A agenda reuniu a senadora Teresa Leitão (PT), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), o deputado federal e candidato à reeleição Pedro Campos (PSB), a deputada federal e candidata a deputada estadual Maria Arraes (PSB), o candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o presidente da Câmara Municipal de Olinda, Saulo Holanda, Vini Castelo (PCdoB), além de outras lideranças e apoiadores.
Na sequência, João participou de entrevista à Rádio Marim e afirmou que, se eleito governador, vai atuar em parceria com o município para enfrentar problemas de infraestrutura, limpeza e manutenção. “Olinda está com muito problema de buraco, de limpeza, de manutenção e de controle urbano. Então, como governador, eu vou me colocar à disposição para ajudar Olinda, para ajudar o povo de Olinda. Eu vou dar solução a isso”, afirmou.
O candidato também defendeu uma relação de diálogo entre o Estado e os municípios, sem distinção partidária. “Quem governa de verdade, como o presidente Lula governa, trata com todo mundo, recebe, respeita. Agora, tem um objetivo: cuidar do povo”, disse.
Do UOL
O PT registrou na noite de ontem (7) a chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB) à Presidência da República. Com o nome “Brasil pronto pra mais”, a coligação ingressou com o registro às 23h20 na Justiça Eleitoral. É a única candidatura que apresentou uma coligação para a eleição nacional deste ano, reunindo sete partidos (PDT, PSB, PT/ PCdoB/ PV, PSOL/ REDE). O programa de governo apresentado à Justiça tem como foco a defesa da soberania nacional, o que já vem sendo colocado à frente dos discursos de Lula e dos petistas nos últimos meses, com a escalada da crise com os Estados Unidos a partir do tarifaço.
A palavra “soberania” aparece em 21 das 84 páginas do programa de governo. “Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica”, afirma o texto, que coloca ainda uma crítica velada ao bolsonarismo: “Rejeitamos a visão daqueles que aceitam, com servilismo, a renúncia à soberania nacional em nome de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas”.
Leia maisNo programa de governo, Lula e Alckmin defendem o aprofundamento das relações com o Sul global e uma política externa voltada ao multilateralismo. É o oposto da visão de Donald Trump. O texto não cita os Estados Unidos.
Outros pontos do documento
O texto trata também sobre ações com foco estratégico em inovação, inteligência artificial, minerais críticos — e cita especificamente as terras raras, tópico que nos últimos dois anos passou a ser central nas discussões relacionadas à expansão da economia dos Estados Unidos.
A chapa Lula-Alckmin se propõe a enfrentar o sistema de emendas parlamentares. Já entre as propostas para políticas públicas está a de uma Política Nacional de Letramento Digital, voltada para educar a população a navegar na internet e se proteger de fraudes, além da criação de um Conselho Nacional pela Soberania Digital.
Tema espinhoso para o PT, a segurança pública apresenta algumas novidades, além da afirmação de que será, de fato, criado o Ministério da Segurança Pública. Um dos pontos é fortalecer o sistema penitenciário federal com a criação de um “protocolo nacional de classificação e transferência de presos de alta periculosidade”. O capítulo fala ainda de reforçar o combate às organizações criminosas, minando seus recursos financeiros.
A chapa faz um aceno à ex-presidente Dilma Rousseff e uma crítica à gestão Jair Bolsonaro (PL), mencionado apenas uma vez: “O golpe contra a presidenta Dilma e a reforma previdenciária do governo Bolsonaro promoveram uma desorganização que ainda estamos enfrentando.”
O programa de governo tem 13 tópicos: fortalecer a democracia; combate à desigualdade; segurança pública; educação; saúde; cultura e esporte; espaços; uso do espaço urbano; economia sustentável e digital; segurança alimentar e produção agrícola; segurança energética e transição para economia de baixo carbono; sustentabilidade ambiental e climática; trabalho; defender a soberania nacional e o protagonismo internacional do Brasil.
O texto faz um longo preâmbulo de como o governo Lula 3 recebeu a Presidência. Os petistas chamam no programa de governo o legado de Jair Bolsonaro de “herança maldita”.
Leia menos
O Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior de Pernambuco (SEPEX-PE) empossou, ontem (7), sua nova diretoria durante cerimônia realizada em Recife. O evento reuniu empresários do setor de diferentes regiões do Estado.
A nova diretoria da entidade será presidida por Durval Costa Neto, sócio da Trend Mídia. Nando Carvalho, da Videoporto, assume a vice-presidência. Completam a diretoria Luciana Meira, como tesoureira, e Walter Lins Jr., como primeiro-secretário.
Segundo Durval, a nova gestão pretende ampliar a participação de empresas do setor no sindicato e fortalecer o diálogo com o poder público, agências e anunciantes. “A nossa missão é ampliar a representatividade, integrando novas empresas de mídia exterior da capital, Região Metropolitana, Agreste e Sertão”, afirmou.
O SEPEX-PE representa empresas de publicidade exterior em Pernambuco e atua na organização e regulamentação do setor.
O prefeito de Timbaúba Marinaldo Rosendo (PP) reforçou apoio à candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco durante a mobilização do projeto Chega Junto Pernambuco, realizada neste sábado (8), na Mata Norte do Estado.
Durante o evento, Marinaldo destacou a gestão de João à frente da Prefeitura do Recife e afirmou que o pessebista está preparado para assumir o comando do Estado. “Foi um grande gestor com aprovação máxima na cidade do Recife e, sem sombra de dúvidas, representará na esfera estadual. João, estou contigo”, declarou.
Os prefeitos Josafá Almeida (PRD), de São Caetano; Sandra Paes (Republicanos), de Canhotinho; Erivaldo Chagas (Republicanos), de Lajedo; Duda Lira (PSDB), de Cupira e César Freitas (PC do B), de Sanharó, decidiram retirar, neste sábado (8), o apoio à pré-candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado. Os gestores acompanham a decisão liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), e pelo candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB), após os recentes acontecimentos e diante do não cumprimento de compromissos políticos anteriormente assumidos.
O movimento também reúne importantes lideranças de diferentes regiões de Pernambuco. Em Olinda, acompanha a decisão o presidente da Câmara de Vereadores, Saulo Holanda (MDB). Em Quipapá, retiram o apoio o vice-prefeito João Batista (PSB) e os vereadores Ronaldo Fenômeno (PSB), Rodrigo Correia (Republicanos) e Sandro da Vila (PT). Em Catende, aderem ao movimento o vice-prefeito Rinaldo Barros (PV) e os vereadores Jorge da Internet (União), Marcílio da Saúde (PSDB), César Barros (PV), Jonas Alves (PSDB), Fernando Enfermeiro (Podemos), Boréu (PV) e Monalisa Carvalho (União).
Leia maisEm Caruaru, o grupo liderado pelo ex-deputado e ex-prefeito Tony Gel e por Tonynho também retira o apoio; em Água Preta, acompanham a decisão os vereadores Lu do Una City (PSDB) e Bella de Nikollas (PRD). Em Capoeiras, o mesmo posicionamento é adotado pelos ex-prefeitos Neide Reino e Neném. Em Palmares, o grupo liderado por Dgerson Melo e Bernardo Filho passa a integrar o movimento.
Também aderem à decisão o vereador Duda Mulato (Avante), de Exu; os vereadores Klecia do Moinho (PSB) e Clécio do Moinho (PSB), além do ex-candidato a prefeito Maninho, de Lagoa de Itaenga; o vereador Niltinho (União), de Sertânia; o empresário Boró e o vereador Neto Morais (SD), de Lagoa dos Gatos; o vereador Fabiano Paz (PSB), de Paulista; e, em Panelas, o ex-vice-prefeito Genilson Lucena, os vereadores Joelmo do Alfaiate (PSDB) e Zé Júlio (MDB) e os ex-vereadores Mica e Ezequias.
A decisão é resultado de uma avaliação conjunta e reafirma que qualquer construção política precisa estar baseada em confiança, lealdade, diálogo e, acima de tudo, no cumprimento da palavra empenhada.
O grupo ressalta, entretanto, que a decisão em relação à candidatura ao Senado não altera a aliança política com o ex-prefeito do Recife e candidato a governador João Campos (PSB). Os prefeitos, Álvaro Porto, Gabriel Porto e as demais lideranças seguem unidos e comprometidos com o projeto liderado por João para Pernambuco.
Leia menos
Do jornal O Globo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (8) o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba a visita dos filhos no próximo domingo, data em que é comemorada o Dia dos Pais.
O pedido foi apresentado na última quarta-feira (5) pela defesa do ex-presidente. Na decisão, Moraes reiterou que Bolsonaro só deve receber visitas para atendimento médico, fisioterapêutico e de advogados. “Salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 (trinta) dias, nos termos do § 1º do art. 41 da Lei de Execuções Penais”, escreve o ministro.
Leia maisO ministro relembra que a suspensão de visitas foi motivada pela divulgação de uma carta manuscrita de Bolsonaro por Flávio Bolsonaro em suas redes sociais. No começo de julho, Moraes suspendeu por 90 dias o direito do filho do ex-presidente candidato à Presidência visitar Bolsonaro.
Na avaliação de Moraes, Flávio utilizou a visita ao pai para obter um documento que tinha como finalidade exclusiva ser divulgado nas redes sociais, burlando a proibição imposta ao ex-presidente de utilizar plataformas digitais, direta ou indiretamente. A medida cautelar integra as condições da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro em março e mantida no início deste mês.
Flávio leu a carta durante transmissão nas redes sociais. No texto, Bolsonaro pede que seus apoiadores se unam em torno da pré-candidatura presidencial do filho e o apresenta como seu “porta-voz” e “a melhor opção para livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”.
Leia menos
Chamou atenção o anúncio da foto oficial que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, utilizará durante a campanha eleitoral deste ano. Na imagem, Lula aparece usando um chapéu de palha, acessório que já vem incorporando em diversas agendas pelo país e que, mais do que um elemento estético, carrega um forte simbolismo político.
Em Pernambuco, o chapéu de palha remete imediatamente ao legado de Miguel Arraes. Foi sob esse símbolo que o ex-governador consolidou um dos primeiros programas sociais de grande alcance da história contemporânea brasileira, muito antes da criação do Bolsa Família e de outras políticas nacionais de transferência de renda.
Leia maisO Programa Chapéu de Palha nasceu para oferecer uma compensação aos trabalhadores da zona canavieira que, durante o período da entressafra, ficavam sem renda e enfrentavam enormes dificuldades para sustentar suas famílias. Mas havia uma característica marcante: o benefício vinha acompanhado de uma contrapartida. Os trabalhadores participavam de atividades de interesse público, como capinação de ruas, pintura de meio-fio, limpeza e pequenos serviços comunitários, combinando assistência social com prestação de serviços à coletividade.
O programa marcou a trajetória política de Miguel Arraes e se tornou uma referência para o Brasil. Agora, décadas depois, Lula escolhe justamente o chapéu de palha como imagem oficial de sua campanha, resgatando um símbolo profundamente associado ao trabalho, ao homem do campo e às políticas sociais que transformaram a vida de milhares de brasileiros.
Não deixa de ser uma coincidência carregada de significado: ao disputar mais uma eleição, Lula busca escrever um novo capítulo de sua história política tendo como marca um dos símbolos mais emblemáticos do legado de Miguel Arraes.
Leia menos
Por Leonardo Sakamoto
Do UOL
Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ataca o projeto que prevê o fim da escala 6×1, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), seu companheiro de chapa presidencial, votou a favor da PEC. Para Flávio, o projeto “vai gerar desemprego em massa, gerar aumento do custo de vida e prejudicar vários trabalhadores”. Para Alfredo, o projeto vai trazer “mais dignidade para o trabalhador”, “mais tempo com a família” e “mais qualidade de vida”.
A proposta de emenda à Constituição foi aprovada, em maio, na Câmara dos Deputados por 461 votos a 19, no primeiro turno, e por 472 a 22, no segundo, puxada pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).
Leia maisPesquisa Meio/Idea, divulgada na última quarta (5), aponta que 43% dos eleitores deixariam de votar em um candidato que não apoia o fim da escala, enquanto outros 31% ainda não sabem ou não responderam. Apenas 26% dizem que votariam nesse candidato mesmo assim. A margem de erro é de 2,5 pontos.
Alfredo Gaspar surfou seu voto, postando no Instagram que apoiou a mudança por acreditar na “valorização do trabalhador, no equilíbrio das relações de trabalho e na construção de um país mais justo para todos”.
Se colocada em votação antes da eleição, o próprio Flávio Bolsonaro, mesmo agindo contra para não ajudar Lula, acabaria votando a favor dela ou se abstendo de olho nas urnas. Na Câmara, muitos dos que fizeram campanha contra a proposta ajudaram a aprová-la, como Nikolas Ferreira (PL-MG). A questão é o que os parlamentares fazem para impedir que o projeto seja posto em votação.
No Senado, o fim da 6×1 ainda aguarda análise pela Comissão de Constituição e Justiça. A indefinição ocorre em um momento em que Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) está brigado com o Palácio do Planalto e tem apoiado a oposição, de olho em mais um mandato como presidente da Casa. Um jantar com Lula, nesta semana, ainda não conseguiu azeitar a relação.
Na tentativa de bloquear o trâmite da mudança, Flávio Bolsonaro e outros senadores endossaram uma proposta de emenda constitucional de Rogério Marinho (PL-RN), o coordenador de sua campanha à Presidência da República. Ela, que já está tramitando no Senado, pode, caso aprovada, zerar os benefícios trazidos pelo fim da escala e pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas.
A PEC da Hora Trabalhada permite remunerar a pessoa por demanda de uma forma ainda mais dura do que a jornada intermitente. Ou seja, o trabalhador seria pago somente nos momentos em que a empresa precisasse estritamente dele. Escala e jornada seriam definidas entre patrão e empregado.
A justificativa é ampliar a liberdade, mas, dado o desequilíbrio de poder entre patrões e empregados, uma enorme massa de trabalhadores pobres terá a liberdade de optar entre um emprego muito ruim e o desemprego. A negociação com a faxineira que pega três conduções para ir ao serviço vai terminar com: “se a senhora não quiser, tem quem queira”.
Mesmo com a campanha contrária ao fim da escala 6×1, tocada por parte do empresariado e por políticos da direita nos últimos meses, a quantidade de brasileiros a favor da mudança é a mesma que em julho de 2025: 69%. Já os contrários caíram de 26% para 22%. O dado é da pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho. A margem é de dois pontos percentuais.
Portanto, ela será aprovada no Senado, caso Alcolumbre a destrave, tal como fez Hugo Motta na Câmara. O exercício de futurologia é baseado no fato inconteste de que dois terços do Senado podem ser renovados na eleição deste ano. E político pode ser muita coisa, mas não é burro.
Leia menos
O sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCandContas), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), formalizou a solicitação do pedido de registro de candidatura do deputado federal Lucas Ramos (PSB), que disputa a renovação do seu mandato em Brasília nas Eleições 2026. Concorrendo sob o número 4011, o parlamentar firma a sua postulação para seguir representando Pernambuco na Câmara dos Deputados.
Lucas teve três mandatos públicos — duas passagens pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e no Congresso Nacional. Ao longo dos seus mandatos, a articulação do parlamentar ganhou tração em diversas regiões: a partir de Petrolina, no Sertão do São Francisco, atuando em todo estado, assegurando parcerias cruciais com prefeitos, vereadores, lideranças políticas e comunitárias.
Mais recentemente, o grupo de apoio ao deputado se fortaleceu com o reforço do vereador licenciado e secretário de direitos humanos e juventude do Recife, Marco Aurélio Filho, que garantiu a ampliação do trabalho do parlamentar na capital pernambucana. A atuação de Lucas Ramos no estado inclui recursos federais viabilizados em parceria com o Governo Federal para as obras da BR-423, no Agreste, além da construção de Unidades Básicas de Saúde e também de Centros de Atenção Psicossocial em vários municípios.
Conforme consta na plataforma oficial do TSE, o pedido de registro ainda aguarda julgamento pela Justiça Eleitoral. Com o número 4011 definido, Lucas Ramos segue para o período de campanha como um dos candidatos do PSB pernambucano.
Por Blog da Folha
A Federação PSDB/Cidadania decidiu que ficará neutra na eleição para o governo de Pernambuco. A decisão foi comunicada por uma nota assinada pelo presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves, e divulgada ontem (7).
De acordo com o texto, a determinação se dá “em razão de divergências internas no âmbito da Federação PSDB/Cidadania em relação ao apoio às candidaturas a governador em Pernambuco”. Antes, o PSDB defendia no estado o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) enquanto o Cidadania estava ao lado do ex-prefeito João Campos (PSB).
Leia maisAinda segundo o texto, “o assunto foi submetido ao colegiado nacional da federação, que por maioria de votos optou pela neutralidade na coligação para a eleição majoritária”. Apesar disso, dirigentes do PSDB garantem apoio à reeleição da chefe do Executivo estadual.
Na sexta-feira (31), a federação realizou a convenção partidária para oficializar o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra e homologar as chapas proporcionais. Durante o encontro, dirigentes foram surpreendidos com uma decisão da Executiva Nacional do Cidadania, que destituiu a comissão provisória do partido em Pernambuco.
A intervenção também definiu novos nomes para o comando da legenda no estado, indicando como presidente e vice-presidente os prefeitos Fabiano Marques, de Petrolândia, e Rivandra Freire, de Jupi. Ambos, porém, não são filiados ao Cidadania. O primeiro integra o Republicanos e Rivandra é filiada ao PSB.
A comissão interventora, então, registrou uma ata no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para invalidar a oficialização. Diante do impasse, a presidência nacional da federação interveio.
Confira a íntegra da nota:
Nota oficial do PSDB Nacional
Em razão de divergências internas no âmbito da Federação PSDB/Cidadania em relação ao apoio às candidaturas a governador em Pernambuco, onde o PSDB defendia o apoio à reeleição da Governadora Raquel Lyra e o Cidadania ao candidato João Campos, o assunto foi submetido ao Colegiado Nacional da Federação que por maioria de votos optou pela neutralidade na coligação para a eleição majoritária. Cabe a nós, portanto, de forma democrática, respeitar essa decisão.
Não obstante, o PSDB, através de seu Presidente Nacional e também Presidente da Federação Aécio Neves, do líder da bancada na Câmara Federal Adolfo Viana, representando todos os nossos Deputados Federais e dos demais membros da direção nacional, como os ex-Governadores do Ceará Ciro Gomes e Tasso Jereissati, reiterando o seu respeito à candidatura do ex-prefeito de Recife João Campos, vêm a público reiterar seu integral apoio à reeleição da Governadora Raquel Lyra, que vem realizando um extraordinário trabalho de recuperação econômica e política do estado.
Da mesma forma, nossas nominatas à Câmara Federal, que têm como principal nome o Deputado Pastor Eurico, e à Assembleia Legislativa mantêm, com o respaldo da direção nacional do PSDB, seu integral apoio à candidatura da atual Governadora.
Respeitosamente,
Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB, em nome da Direção Nacional do partido
Do Blog da Folha
Ontem (7), três lideranças políticas oficializaram a filiação ao Partido Social Democrático (PSD), sigla da governadora Raquel Lyra. Os prefeitos Cloves Ramos, de Afrânio, e Otávio Pedrosa, de Bodocó, além do ex-prefeito de Afrânio Rafael Cavalcanti, deixaram o MDB para integrar o partido. As articulações foram conduzidas pela própria governadora. O MDB, antigo partido dos três políticos, integra a base de apoio do também candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB).
“Nosso time só aumenta, e todos têm o mesmo objetivo, que é continuar levando Pernambuco ao lugar de protagonismo que merecemos. Sou grata a Otávio, Cloves e Rafael, que se juntam ao nosso time e representam um grupo fundamental no Sertão. Vamos continuar dialogando e construindo pontes com as lideranças que verdadeiramente querem o melhor para a nossa população”, destacou a gestora.
Leia maisPara o prefeito de Bodocó, a renovação do apoio de todo o grupo, que vem desde o segundo turno de 2022, se justifica pelo ritmo de entregas e ações que vão do Litoral ao Sertão do Estado. “Raquel é uma mulher forte e tem uma trajetória inspiradora. Esse apoio se deve muito ao trabalho que ela fez não só por Bodocó, mas por todo o Estado. Nossa população viu muitos sonhos saírem do papel”, afirmou Otávio.
Já o prefeito de Afrânio disse que a população relata as melhorias em diversas áreas, e a condução de seu grupo político vai de encontro a esse sentimento. “Nosso apoio não podia ser outro. Raquel tem uma visão de cuidado por todos os municípios de Pernambuco, e com Afrânio não está sendo diferente. A população traz esse sentimento claro de mudança, de que muita coisa está melhorando em relação à segurança, educação e, principalmente, abastecimento d’água”, ressaltou.
Rafael Cavalcanti, ex-prefeito de Afrânio, por sua vez, avaliou que Raquel tem destravado entregas que eram sonhos para a população do município. “Para muitos, Afrânio é o último município de Pernambuco antes do estado do Piauí. Para nós, é o primeiro, e a governadora tem nos atendido com esse olhar. Conseguimos encaminhar a resolução para um problema de abastecimento na nossa cidade, além de tantas outras mudanças em estradas, assistência e educação”, pontuou.
Leia menos
Por Anthony Santana
Do Blog da Folha
Uma semana após o presidente nacional do União Brasil e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, retirar a candidatura ao Senado Federal, o prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), declarou apoio ao candidato da oposição ao governo de Pernambuco, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). A movimentação revela uma divisão nas forças ligadas ao grupo Coelho.
O apoio foi oficializado ontem (7), com a ida de Campos à cidade. Evilásio ainda levou para a base do candidato aliados dele no município, incluindo o presidente da Câmara Municipal, o vereador Francisco Edvaldo (PP), membro do partido do deputado federal Eduardo da Fonte, candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra.
Leia maisA tendência ficou evidente com a participação do prefeito na convenção do PSB, realizada no sábado (1º). Ao receber a oportunidade de discursar, o prefeito disse que estaria com João Campos e que abriu caminho para o grupo.
“Abri a porteira do grupo, tem muito mais gente chegando para se somar ao projeto vencedor”, disse no evento que oficializou João Campos na disputa pelo governo estadual.
Nos últimos meses, o gestor do município sertanejo chegou a ensaiar um embarque na base da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, mas condicionou à escolha de Miguel Coelho como candidato à Casa Alta.
A governadora escolheu o presidente da Federação União Progressista e deputado federal, Eduardo da Fonte (PP), para concorrer ao Senado na chapa, forçando Miguel Coelho a desistir do projeto majoritário.
Evilásio já manifestou insatisfação com a governadora Raquel Lyra (PSD) anteriormente, pela aliança da gestora com o grupo Pimentel, formado pelo ex-prefeito Raimundo Pimentel (PSD) e pela deputada estadual Socorro Pimentel (PSD), rival do atual gestor no âmbito político do município.
Nos bastidores, há expectativa de que o prefeito de Surubim, Cléber Chaparral (UB), também declare apoio à postulação de João Campos para o governo estadual. Ele já manifestou a possibilidade no mês passado, em entrevista a um veículo de mídia local, quando assumiu conversas com interlocutores do candidato.
Chaparral, no entanto, também atrelou à indicação de Miguel Coelho para a disputa senatorial a decisão. À época, o gestor respondeu que “na política tudo é possível” ao ser questionado sobre a possibilidade de aliança com o socialista.
Ele apresentou como justificativa para abandonar a base da governadora a preocupação com a chegada de investimentos na cidade, como a construção de uma maternidade, e uma solução para problemas com o abastecimento de água.
Já o prefeito de Petrolina, Simão Durando (UB), ex-vice de Miguel Coelho durante o governo dele no município entre 2016 e 2022, pretende manter o apoio à reeleição de Raquel Lyra. Ele anunciou apoio à gestora ainda em março, quando o grupo Coelho e o União Brasil oficializaram a entrada na base da gestora.
Leia menos