











O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) avaliará a possibilidade de ser candidato à Presidência da República de olho em pesquisas de intenção de voto e nas possibilidades de aliança que venham a ser costuradas pelo PSDB no âmbito nacional. Ciro esteve em Brasília nesta semana, onde recebeu a proposta do presidente do PSDB, deputado Aécio Neves (MG), para ser o candidato tucano ao Palácio do Planalto.
O anúncio teve o objetivo de incluir Ciro na disputa nacional, ou seja, fazer com que o nome de Ciro passe a figurar nas pesquisas que estão sendo feitas sobre a corrida presidencial. Segundo aliados próximos de Ciro, ele não descarta a possibilidade, mas a tendência, a contar pela atual conjuntura, é que ele permaneça no estado e se candidate ao governo em uma aliança com a direita. As informações são do PlatôBR.
Leia maisUm dado que anima o entorno de Ciro é que grande parte dos eleitores pesquisados não se mostra refratária a mudar sua intenção de voto. Nesse caso, Ciro vê uma oportunidade de enfrentar a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tentará a reeleição a uma quarto mandato, e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que foi lançado com o apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Pesquisa da Genial/Quaest desta quarta-feira, 15, indicou que 43% das pessoas que optaram por votar em um ou outro candidato admitem que podem mudar de opção na urna.
Outro fator que também pode beneficiar Ciro é que, após ter participado de disputas nacionais, contra Lula e contra Bolsonaro, seu nome é o mais associado à chamada terceira via.
Outro fator que Ciro quer observar é o leque de alianças que sustentariam sua candidatura. Partidos como o PDT e o PSB, por onde ele passou, hoje estão no arco de alianças de Lula. Legendas como o União Brasil e Republicanos podem aderir à candidatura de Flávio Bolsonaro, representante da direita. E o PSD tem como candidato Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás.
Siglas como o MDB e o Podemos, que ainda se mantém neutras no cenário atual, seriam opção de busca para os tucanos. Será uma tarefa difícil conciliar os interesses regionais desses partidos com uma aliança nacional.
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Do Metrópoles
A Polícia Federal (PF) rebateu a tese dos Estados Unidos e descartou o enquadramento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas no Brasil. A posição consta em manifestação enviada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), revelada pela coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, após o governo norte-americano comunicar ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a intenção de classificar as facções dessa forma. A informação foi inicialmente noticiada pelo colunista Paulo Cappelli, também do portal.
No ofício, assinado pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, a PF sustenta que as organizações criminosas não se enquadram como terroristas no ordenamento jurídico brasileiro. O documento aponta que, embora não haja uma definição universalmente aceita para terrorismo, existe “relativo consenso internacional quanto aos elementos essenciais que caracterizam esse fenômeno”.
Leia maisA PF afirma que o fenômeno envolve atos violentos motivados por razões políticas, ideológicas, religiosas, xenófobas ou discriminatórias, com o objetivo de provocar terror social generalizado, intimidar populações ou coagir governos. É a partir desse ponto que a PF estabelece a linha de corte. “Em contrapartida, as organizações criminosas são grupos estruturados que se dedicam a atividades ilícitas com o objetivo primordial de obtenção de lucro”, registra o ofício.
A manifestação destaca que, no caso brasileiro, PCC e CV operam dentro de uma lógica econômica, ainda que com elevado grau de organização e violência. As facções atuam em diversas frentes, como tráfico de drogas, armas e até pessoas, mas sempre com finalidade financeira.
O documento também enfrenta diretamente um dos principais argumentos para o enquadramento como terrorismo: o uso da violência. Para a PF, esse elemento, isoladamente, não é suficiente. “Ao contrário, direcionam suas ações violentas principalmente contra adversários específicos, sejam eles forças policiais ou grupos criminosos rivais”, afirma a corporação, afastando a ideia de terror indiscriminado.
“Risco severo”
Apesar disso, o tom do ofício não é de minimização. A própria PF reconhece que as facções representam “risco severo à ordem pública e à segurança institucional”, destacando que a atuação desses grupos exige resposta contínua, integrada e especializada do Estado.
Um dos trechos mais sensíveis do documento trata dos efeitos jurídicos de uma eventual reclassificação. A corporação alerta que a aplicação da Lei Antiterrorismo fora das hipóteses legais pode violar o princípio da legalidade penal, abrindo espaço para questionamentos judiciais e até para a anulação de provas em investigações. Nos bastidores, a avaliação é de que um enquadramento inadequado poderia fragilizar processos em andamento.
A PF também pontua que qualquer mudança nesse sentido exigiria alteração formal da legislação brasileira, já que, atualmente, as facções são tratadas dentro da Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013). Ou seja, não se trata apenas de interpretação, mas de limite legal.
Ao longo do documento, a corporação ainda descreve o nível de sofisticação dessas organizações, com atuação interestadual e internacional, uso de empresas de fachada, movimentações financeiras complexas, inclusive por meio de criptomoedas, e estrutura hierarquizada, muitas vezes com comando exercido a partir do sistema prisional.
O combate
No campo operacional, a PF cita as ações das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), coordenadas pela própria corporação, como exemplo de enfrentamento estruturado. De acordo com a PF, ao longo de 2024, operações estratégicas e integradas resultaram em números expressivos na repressão ao crime organizado no Brasil.
Os dados de 2024 apontam cerca de 180 operações deflagradas, aproximadamente 1,6 mil mandados de busca e apreensão cumpridos, cerca de 700 prisões temporárias e preventivas efetuadas e mais de R$ 300 milhões em bens e valores apreendidos. O documento também destaca que, apesar da divergência sobre a classificação jurídica, o Brasil mantém cooperação ativa com os Estados Unidos.
“Ressalte-se ainda que, dentro da diretriz de atuação conjunta entre os órgãos policiais estrangeiros, o Brasil mantém acordos e memorandos de entendimento com diversas agências policiais dos Estados Unidos da América, com quem é mantida cooperação histórica e consolidada”, afirmou a PF.
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Do jornal O Globo
As duas principais universidades estaduais do Rio de Janeiro e de São Paulo, além de 50 instituições federais de ensino superior, vivem paralisações de diferentes categorias. Aulas e serviços essenciais — como o acesso aos bandejões — já são afetados em diversos campus. Juntas, essas instituições reúnem mais de 915 mil universitários, quase metade de todo o ensino superior público brasileiro.
O caso mais recente é o da Universidade de São Paulo (USP). Na última terça-feira, os técnicos decidiram entrar em greve após o Conselho Universitário criar um bônus de R$ 4,5 mil para professores que assumirem projetos considerados estratégicos, como a oferta de disciplinas em inglês e ações de extensão.
Leia maisA categoria classificou a decisão como “a gota d’água que fez transbordar o balde de indignações pela desvalorização” e aprovou a paralisação. Entre as reivindicações estão a incorporação de R$ 1,6 mil aos salários e o fim da compensação de horas referentes às pontes de feriados e ao recesso de fim de ano. Estudantes apoiam o movimento, pedem aumento das bolsas — de R$ 885 e R$ 335 para R$ 1 mil e R$ 500 — e melhorias nos restaurantes universitários.
Com a mobilização, a maior parte das aulas deixou de ocorrer e serviços da universidade foram interrompidos, como o bandejão e espaços culturais. Na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da USP (FEA), um piquete foi montado para impedir a realização das aulas: estudantes ergueram uma barreira de carteiras para bloquear o acesso ao prédio, alegando falta de diálogo com a coordenação.
No dia da aprovação do bônus, o reitor da USP, Aluisio Segurado, afirmou que a medida valoriza a carreira docente, ajuda a reter talentos e estimula a “ampliação da excelência acadêmica como pressuposto do desenvolvimento social”. Procurada, a reitoria não se manifestou sobre a greve dos técnicos. Nas redes, a universidade informou apenas que se reuniu com estudantes para tratar de reivindicações e que “reitera seu compromisso permanente com a manutenção de um diálogo”.
Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), professores e técnicos também paralisaram as atividades, interrompendo as aulas no fim de março. Entre as pautas, estão recomposição salarial, o retorno dos triênios e questões orçamentárias da instituição.
Na última quarta-feira, representantes da reitoria, trabalhadores e estudantes se reuniram com o governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj), ele ouviu as demandas, prometeu estudar a situação e marcou novo encontro para hoje.
Federais
Na rede federal, 51 instituições enfrentam greve de técnicos, segundo a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). Entre elas, estão as universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Minas Gerais (UFMG), do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Bahia (UFBA).
A categoria afirma que acordos firmados com o governo após a greve de 2024 não foram cumpridos, o que motivou a nova paralisação. Procurado, o Ministério da Gestão e Inovação não respondeu à reportagem.
Com a greve, serviços de bandejão foram interrompidos em algumas instituições e processos administrativos ficaram paralisados. A liberação de bolsas que auxiliam estudantes a permanecer matriculados também foi afetada.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
A primeira vez que vi Moreira Franco “ao vivo e a cores” foi na casa da sua sogra, dona Alzira Vargas, filha preferida de Getúlio e mãe de Celina. Era fim dos anos 1970, início dos 1980. Fui até o Leblon cobrir a reunião da fina flor do MDB fluminense, presentes o senador Amaral Peixoto, marido de dona Alzira, Raphael de Almeida Magalhães, Fernando Gasparian, dono do charmoso jornal Opinião, Nelson Carneiro e, claro, o jovem prefeito de Niterói, Wellington Moreira Franco.
Era governo Figueiredo, o regime militar dava sinais de desgaste, fadiga de material, porém seguia de pé. A anistia acabara de ser votada e o Brasil receberia de volta os exilados, muitos deles da luta armada, como Fernando Gabeira, Betinho, Zé Dirceu e Franklin Martins, e outros expulsos por serem duros adversários do regime, como Brizola e Luiz Carlos Prestes.
Leia maisElegante, inteligente e simpático, difícil resistir à tentação de sucumbir aos argumentos de Moreira. Ele e Amaral Peixoto eram as estrelas daquele encontro, quase uma conspiração, para o qual fui enviado pelo meu chefe Ricardo Bueno, sujeito brilhante, profundo conhecedor da economia e comandante da redação do Jornal do Commercio na rua do Livramento 189.
Signo de virgem, batizado com o nome do duque inglês que derrotou Napoleão em Waterloo, nos últimos 55 anos Moreira foi ator e testemunha ocular da política como ela é. Depois de eleito deputado federal mais votado do Rio, chegou à Prefeitura de Niterói pelo MDB (ainda não havia PMDB) a bordo de uma votação estrondosa. A nova geração chegava ao poder. No seu caso, foi governar o território no qual se assentavam as bases políticas do sogro, o senador Amaral Peixoto, também chamado de “Comandante” ou “Almirante” pela velha guarda getulista.
No início do mês, Moreira lançou livro contando sua trajetória de homem público: “Política como destino”. A obra seguiu a trilha do sogro Amaral Peixoto, que em 1986 publicou seu “Artes da Política”, e coincidentemente (ou não) também deu depoimento à socióloga e cientista política Aspásia Camargo, inteligente, talentosa, que viveu intensamente a política. Carlos Lacerda (“Depoimento”) e Antônio Carlos Magalhães (“Política é paixão”) também contaram suas memórias, deixando um legado valioso. Política, destino e vocação.
Moreira, aos 81 anos, apresentou ao respeitável público verdadeiro tijolaço de 1.047 páginas, mas, diferentemente de pecar por excesso, ganha relevância pela forma como a história é debulhada. O livro flui, escancara a janela pela qual vemos a história recente do Brasil perambular desde os anos 1950 até os tempos mais recentes. Detalhes são revelados, como as conversas de Moreira com Brizola, incluindo rusgas e trocas de gentilezas, confirmadas por Clovis Brigagão.
Brasília ensina aos jornalistas que cobrem política a olhar e entender os atores do poder como seres humanos com qualidades, defeitos e fraquezas, excessos e carências, sejam eles deputados, senadores, ministros ou presidentes. Durante os últimos 47 anos, cruzei com Moreira Franco como prefeito, governador, deputado, ministro e conspirador. Algumas vezes critiquei, outras elogiei, sempre respeitei.
Ele perdeu a eleição de 1982 para Leonel Brizola, depois de descoberta a tentativa de fraude praticada pela empresa Proconsult, encarregada de fazer a totalização dos votos. Foi Cesar Maia quem deu o alerta. Eu estava na coletiva.
Moreira tinha sido apoiado pelo presidente Figueiredo. Trocou o PMDB (agora já tinha o P) pelo PDS, partido que substituiu a Arena, acompanhando seu sogro e chefe político. A troca não significava adesão ao regime que entrara em decadência, mas um rearranjo regional. A crise acabou sendo superada por ambos os lados e eles se entenderam mais adiante, depois que Moreira garantiu a Brizola o controle da Assembleia Legislativa, se recusando a impedir que o PDT indicasse o presidente da Casa.
A política tem dessas coisas quando o ódio não prevalece. Adversários conversam e, muitas vezes, se entendem. Quando a pressão vem de cima, complica. Em 1991, Arnaldo Faria de Sá, então líder do Governo Collor, me contou que o presidente queria aproximar os governadores Antônio Carlos Magalhães, da Bahia, e Leonel Brizola, do Rio. Fui checar com ACM e Brizola, que confirmaram. A notícia virou manchete do Jornal do Brasil.
No dia seguinte, ACM me chama e explica que desmentiria a reportagem. “Mas o senhor confirmou”, argumentei. E ACM, sem rodeios: “O Roberto Marinho não gostou. Não vou contrariar meu amigo”.
Havia esse forte componente de tolerância, eixo central do livro de Moreira Franco. Embora a política seja a arte do possível, como dizia JK, a tolerância e a disposição para o diálogo precisam ser urgentemente resgatadas para o Brasil seguir em frente, sair desse atoleiro da polarização.
Moreira passou pelos momentos mais decisivos da nossa História desde os anos 1970. Teve a oportunidade de testemunhar como a política foi sendo deteriorada e sentir na pele os excessos praticados pelo extremismo da Lava Jato, quando o juiz Marcelo Bretas, hoje fora da magistratura, mandou prendê-lo e ao ex-presidente Temer. Ali não havia justiça, mas puro espetáculo disfarçado de justiçamento.
Vale a pena se agarrar a esse livro de Moreira Franco. Ajuda-nos a entender o Brasil de onde viemos e como chegamos até aqui. Ele conta o passado com os olhos voltados para o presente, sem deixar de mirar os riscos de retrocesso enfrentados pela nossa democracia, um deles a prática cotidiana do casuísmo como maneira ligeira de resolver problemas legais, sem respeitar a jurisprudência nem as regras contidas na Constituição.
Moreira e Amaral Peixoto pertenceram a uma família fincada no centro do poder durante a maior parte do século 20. Uma família que viveu o Estado Novo, o retorno e morte de Getúlio Vargas nos anos 1950, a ditadura militar e a redemocratização com a Constituinte e a volta das diretas para presidente.
Hoje, esses tempos podem parecer distantes demais, mas são as raízes da nossa realidade. A história contada por quem a viveu intensamente, num bate-papo com Aspásia Camargo, como se estivessem no aconchego da sala de estar e a vida fosse passando defronte, igual num filme, parte em preto e branco, outra em tecnicolor.
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Minha agora Triunfo oficial, uma vez que recebi a cidadania honorária quinta-feira passada, amanheceu com uma leve neblina, bem agradável para cumprir minha corridinha diária de 8 km.
Do jornal O Globo
O governo federal decretou luto de três dias em razão da morte de Oscar Schmidt, ontem. Lenda do basquete e do esporte mundial, o ex-jogador faleceu aos 68 anos após ser hospitalizado com uma parada cardiorrespiratória no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba/SP. Oscar lutava há 15 anos contra um tumor no cérebro.
“O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de Presidente da República, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 18, caput, inciso I, da Lei nº 5.700, de 1º de setembro de 1971,
DECRETA:
Art. 1º É declarado luto oficial em todo o País, pelo período de três dias, contado da data de publicação deste Decreto, em sinal de pesar pelo falecimento de Oscar Daniel Bezerra Schmidt, ex-jogador de basquetebol.
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 17 de abril de 2026; 205º da Independência e 138º da República.
GERALDO JOSÉ RODRIGUES ALCKMIN FILHO”
O desgaste no judiciário e a necessidade de reação
A crise de confiança no Poder Judiciário brasileiro ganhou novos contornos, ontem, após declarações públicas de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) reconhecendo a gravidade do cenário e a necessidade de enfrentamento institucional. As manifestações reforçam a percepção de desgaste da imagem da Justiça junto à sociedade e colocam em evidência desafios estruturais e de credibilidade.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, admitiu que o país está “imerso em uma crise”, apontando para um ambiente de questionamentos que atinge diretamente o sistema de Justiça. A avaliação sinaliza preocupação com a relação entre o Judiciário e a população, em meio a críticas recorrentes sobre decisões, funcionamento e alcance das instituições.
Leia maisNa mesma linha, a ministra Cármen Lúcia classificou como “grave” a crise de confiabilidade no Judiciário e defendeu que o problema seja reconhecido de forma ampla, não apenas internamente. Segundo ela, a perda de credibilidade exige reflexão e medidas de aperfeiçoamento. “A crise de confiabilidade é séria, grave e precisa ser reconhecida”, afirmou durante palestra a estudantes de Direito no Rio de Janeiro.
A ministra também destacou que, embora existam “erros e equívocos” que precisam ser corrigidos, o Judiciário continua sendo essencial para a garantia de direitos constitucionais. Para ela, o reconhecimento das falhas é condição necessária para o fortalecimento institucional, especialmente diante de pressões e questionamentos crescentes sobre o papel da Justiça no país.
As declarações ocorrem em um contexto de críticas históricas ao sistema judicial brasileiro, frequentemente associado à morosidade, excesso de processos e dificuldades de acesso por parte da população. Esse conjunto de fatores contribui para o distanciamento entre o Judiciário e a sociedade, ampliando a percepção de ineficiência e seletividade.
Diante desse cenário, integrantes da Suprema Corte defendem que o enfrentamento da crise passa por maior transparência, autocrítica e aprimoramento institucional. O reconhecimento público do problema, por parte de ministros do STF, é visto como um passo relevante, mas especialistas apontam que a reversão da desconfiança dependerá de mudanças concretas na atuação e na comunicação do Judiciário com a sociedade.
Fachin nega crise com Legislativo – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou que haja uma crise institucional entre os Poderes Legislativo e Judiciário após a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado rejeitar o relatório que pedia o indiciamento de três ministros da Corte. “Entendo que não há crise institucional entre o Poder Judiciário e o Legislativo. Há compreensões distintas sobre um determinado fenômeno, como a abrangência de uma CPI e sua pertinência temática. Mas, de modo algum, se colocou em questão a importância de o Parlamento fiscalizar todas as instituições por meio de CPIs”, afirmou Fachin.

Senador quer impeachment – Em pronunciamento no Plenário, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o Senado enfrenta dificuldades para exercer suas prerrogativas e defendeu maior iniciativa da Casa em relação às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). “É inaceitável que o Senado permaneça inerte e subserviente a tantos abusos cometidos por ministros da Suprema Corte. Diante desses ataques, a resposta é mínima, é a admissão do primeiro processo de impeachment de um ministro do STF, antes que seja tarde demais e se torne irreversível a ditadura da toga no Brasil”, afirmou.
Lulinha paz e amor – Ao se encontrar com empresários espanhóis e brasileiros, na Espanha, ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou o tom de comedimento que tem adotado. Com o objetivo de tranquilizar os empresários e incentivar negócios às vésperas da entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia, Lula condenou a guerra no Irã, chamando-a de “desnecessária, inconsequente, sem justificativa”. “Eu digo todo dia: eu não quero briga com Xi Jinping, não quero briga com Putin, não quero briga com Trump, não quero briga com a menor ilha que exista no mundo. O que quero é paz, investimento, gerar melhoria nas condições de vida do povo brasileiro”, disse o presidente.
Schmidt queria ser presidente – O ex-jogador Oscar Schmidt, maior jogador da história do basquete brasileiro, que faleceu ontem, tentou seguir carreira política no fim dos anos 1990 e chegou perto de se eleger senador por São Paulo. Segundo entrevista do ex-jogador para o SportTV, a candidatura em 1998 fazia parte de um projeto maior: o desejo de chegar à Presidência da República. Após mais de uma década atuando na Europa, Oscar afirmou que voltou ao Brasil com esse objetivo. Nas urnas, ele foi derrotado por Eduardo Suplicy, do PT. Anos depois, o próprio Oscar reconheceu que a derrota acabou sendo positiva. “Ainda bem que eu perdi. Quem tem alguma a perder, não se meta lá. Vai respingar em você”, concluiu.

“Ele uniu o país em torno das quadras” – O presidente Lula divulgou, em sua rede social, uma mensagem de pesar pela morte de Oscar Schmidt. Lula disse que o ex-jogador foi um “exemplo de obstinação, talento e de amor à camisa da Seleção” e “uniu o país em torno das quadras, com arremessos inesquecíveis e liderança indiscutível”. “Sua dedicação elevou o nome do país e fez dele inspiração para gerações de atletas e amantes do esporte. Neste momento de pesar, deixo minha solidariedade à família, aos amigos e à legião de fãs que ele conquistou no esporte”, afirmou o presidente.
CURTAS
LUTO – O governo federal decretou luto de três dias em razão da morte de Oscar Schmidt. “É declarado luto oficial em todo o País, pelo período de três dias, contado da data de publicação deste Decreto, em sinal de pesar pelo falecimento de Oscar Daniel Bezerra Schmidt, ex-jogador de basquetebol”. O texto, publicado em edição extra do Diário Oficial da União, foi assinado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
FERIADÃO – O feriado prolongado de Tiradentes vai aumentar o fluxo de viajantes nos aeroportos do país. Entre os principais terminais, o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, o maior do país, estima uma movimentação em torno de 480 mil passageiros no período de 17 a 22 de abril. Guarulhos é o principal hub para voos internacionais e conexões domésticas. Entre os destinos mais procurados pelos passageiros que embarcam na capital federal estão São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Campinas.
10 ANOS DO IMPEACHMENT – Em 17 de abril de 2016, a Câmara dos Deputados aprovou, por 367 votos a favor e 137 contra, a admissibilidade do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). A sessão, presidida por Eduardo Cunha, entrou para a história. Durante todo o dia de ontem, políticos de esquerda e de direita relembraram o ato, cada um reafirmando suas convicções. Uns afirmando golpe e outros a salvação do país.
Perguntar não ofende: A crise no Judiciário tem jeito?
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Ao lado da prefeita de Canhotinho, Sandra Paes (Republicanos) e do pré-candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB), o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), participou, hoje, da inauguração do Centro Inovação, Tecnologia e Educação de Canhotinho (Citec) Lourival Mendonça de Barros, equipamento destinado à formação tecnológica, criativa e empreendedora no município.
Toda a estrutura foi construída e equipada com recursos do próprio município, que investiu R$ 20 milhões na obra. A cerimônia reuniu professores, estudantes, servidores, vereadores, o vice-prefeito Marco Torres e moradores do município. De acordo com a prefeita, o Citec é a realização de um sonho coletivo que nasceu com o compromisso de ser um polo de inovação e conhecimento, promovendo inclusão digital, oportunidades e transformação social por meio da educação.
Leia mais“O Citec instala um novo tempo em Canhotinho. Um tempo de avanços, de mais profissionalização, de ganho de conhecimento em inovação tecnológica e do uso desta inovação para a capacitação dos nossos professores e para formação de nossos alunos e alunas e da população em geral”, disse a prefeita, que aproveitou a inauguração para fazer a entrega de quatro ônibus escolares adquiridos com recursos do município.
Ex-prefeito do município, o deputado Álvaro Porto avalia que o Citec é uma das maiores obras já executadas em Canhotinho e em todo o Agreste, com potencial para impactar positivamente diversos setores do município. “Esta obra vai gerar repercussões na educação, na cultura, na economia, na vida do município, estimulando o ganho de conhecimento e o empreendedorismo. Sandra tem reconhecida capacidade de liderança, de execução e de entregas. O Citec é o símbolo maior de uma gestão que se dedica diariamente à nossa gente”, afirmou.
O centro leva o nome do ex-prefeito de Canhotinho e pai do deputado Lourival Mendonça de Barros, em reconhecimento ao trabalho feito por ele e seus descendentes (Álvaro, os ex-deputados Carlos e Eduardo Porto e o ex-prefeito Felipe Porto) em favor do desenvolvimento do município.
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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou, hoje, que o Judiciário vive uma crise e precisa refletir sobre os limites de sua atuação. A declaração foi feita durante palestra na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. “Estamos imersos, em relação à atuação do Judiciário, em uma crise que precisa ser enfrentada”, disse. Segundo o ministro, o cenário exige atenção para evitar soluções inadequadas. “Sob pena de repetirmos, para problemas novos, soluções velhas”, afirmou.
Fachin defendeu que a expansão do Poder Judiciário deve ser acompanhada de limites. “Toda a expansão do poder, ainda que bem-intencionada, precisa ser acompanhada de autocontenção e reflexão crítica”, declarou. Ele acrescentou que o STF deve manter postura reflexiva sobre sua própria atuação. As informações são do portal Poder360.
Leia maisO ministro utilizou uma metáfora para ilustrar o argumento. “O Judiciário precisa colocar diante de si um espelho no qual possa se ver para enxergar possibilidades e também os seus limites”, disse. Ele também afirmou que o país vive “tempos de desconfiança institucional” e de polarização.
Ao comentar tensões recentes, o presidente do STF negou crise institucional entre Poderes e defendeu o uso de mecanismos legais para contestação. “Quando não se concorda com uma decisão, o caminho adequado é o recurso, e não atacar a própria institucionalidade”, disse. Ele afirmou ainda que o tribunal dará respostas “de maneira unida e colegiada”.
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Se o leitor não conseguiu acompanhar o tributo a cantora Nana Caymmi, no quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
O deputado e ex-ministro Silvio Costa Filho e o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, comemoraram, nesta sexta-feira (17), os avanços dos investimentos para os aeroportos de Garanhuns, Serra Talhada e Araripina. Os três terminais foram leiloados e arrematados pela GRU Airport, concessionária que gerencia o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).
O termo aditivo inclui os três aeródromos no seu contrato de concessão, levando aos aeroportos pernambucanos a experiência da gestora do maior terminal aéreo brasileiro. Silvio Costa Filho destacou a importância da concessão como vetor de desenvolvimento para o interior de Pernambuco. As informações são do Blog da Folha.
Leia mais“Essa concessão representa um passo decisivo para impulsionar investimentos, fortalecer a economia e gerar oportunidades para a população do Agreste e do Sertão. Estamos falando de infraestrutura que atrai novos negócios, amplia o turismo e melhora a qualidade de vida das pessoas”, afirmou Costa Filho.
Os três aeroportos pernambucanos fazem parte do pacote de 12 terminais regionais incluídos no contrato da concessionária, dentro da primeira rodada do Programa AmpliAR. A iniciativa busca fortalecer a aviação regional, aumentar a conectividade aérea e estimular o desenvolvimento econômico em áreas estratégicas do país.
Ao todo, a nova etapa da concessão prevê R$ 731,6 milhões em investimentos, sendo cerca de R$ 630 milhões nos 12 aeroportos arrematados pela GRU Airport. Em Pernambuco, os recursos contemplam melhorias importantes: Serra Talhada receberá R$ 40,5 milhões; Garanhuns contará com R$ 22,1 milhões; e Araripina terá R$ 19,6 milhões em aportes.
As intervenções incluem melhorias em pistas, pátios e terminais de passageiros, com foco na elevação dos padrões de segurança, eficiência operacional e qualidade dos serviços. A expectativa é que os investimentos ampliem a oferta de voos, facilitem o acesso a destinos regionais e fortaleçam setores como turismo, comércio e agronegócio.
O ministro Tomé Franca também ressaltou o impacto da iniciativa para o desenvolvimento regional. “Quando falamos em concessões, não estamos tratando apenas de limitações orçamentárias do Estado, mas de uma solução estruturante: ela amplia a eficiência, melhora a logística nacional e gera emprego e oportunidades em todas as regiões do país”, afirmou.
Segundo o ministro, o grande desafio dos aeroportos regionais sempre foi a sustentabilidade econômica, mas o novo modelo traz perspectivas positivas. “Finalmente encontramos uma solução consistente para esses terminais, com investimentos robustos e, principalmente, com uma gestão profissional que vai garantir eficiência e crescimento para essas regiões”, completou.
A iniciativa reforça o papel da infraestrutura aeroportuária como vetor de desenvolvimento, contribuindo para a interiorização do crescimento econômico e para a redução das desigualdades regionais.
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O Sextou de logo mais, às 18h, presta uma homenagem a uma das maiores intérpretes da música brasileira, Nana Caymmi. Em tributo à artista, o programa relembra seus grandes sucessos e conta com a participação especial do produtor musical José Milton, responsável por quase toda a discografia de Nana e por trabalhos com importantes nomes da MPB.
Criada desde o nascimento num ambiente musical, sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e violonista Dorival Caymmi, e da cantora Stella Maris, seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. Em 1960, iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.
Nana Caymmi morreu no dia 1º de maio de 2025, aos 84 anos, após nove meses de internação na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro para tratar de uma arritmia cardíaca. Segundo seu irmão Danilo Caymmi, ela enfrentou “um processo muito doloroso”, agravado por “várias comorbidades”.
O Sextou vai ao ar daqui a pouco, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir o Sextou pela internet, clique no link do Frente a Frente no alto da página deste blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
