











O prefeito de Pedra, Júnior Vaz (PV), declarou apoio à candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado. A adesão inclui o vice-prefeito Tinan (PSD), sete vereadores e outras lideranças do grupo político do gestor. O anúncio ocorreu durante encontro com Marília e contou com a presença dos vereadores José Benevides (PSD), Riva de Jota (PSD), Wilson de França (PT) e Leonardo Cavalcanti (sem partido), além do secretário de Obras e vereador licenciado Joinha Cavalcanti. Reginaldo Ferreira (PV) e Beto Torres (PSD) também integram o grupo que apoiará a pedetista.
“Pedra e toda a nossa região precisam de uma senadora que conheça a realidade do povo do interior e tenha força política para buscar os investimentos de que nossas cidades necessitam”, afirmou Júnior Vaz. Marília também comentou a adesão: “Receber o apoio dele e de todo o seu grupo fortalece muito a nossa caminhada, especialmente no Agreste e na nossa conexão com o Sertão”. A candidata já recebeu, nas últimas semanas, o apoio de gestores e lideranças de municípios como Cupira, Escada, Tamandaré, São Caetano, Camaragibe e Bonito.
O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 39% das intenções de voto no cenário principal de primeiro turno para a eleição presidencial, segundo pesquisa Indexa divulgada nesta quarta-feira (26). Na sequência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atinge 34% da preferência do eleitorado.
Na sequência do primeiro cenário testado, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) registra 5%, seguido pelo coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão), com 4%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o escritor Augusto Cury (Avante) marcam 1% cada. As informações são da CNN.
Leia maisOs candidatos Wilson Grassi (Democrata), Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC) e Samara (UP) não pontuaram. Os votos nulos e brancos somam 6%, enquanto os indecisos ou que não souberam responder também são 6%. Outros 4% afirmam que não iriam votar.
Em uma segunda simulação, o instituto Indexa apresentou um cenário estimulado aos eleitores testando a inclusão do nome de Pablo Marçal (PRTB). Nesta configuração, Lula mantém a liderança numérica com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio, que aparece com 33%.
Caiado registra os mesmos 5%, posicionando-se à frente de Renan, com 4%, e de Marçal, que soma 2%. Zema aparece em seguida com 1%.
Cury, Samara, Edmilson, Pimenta, Grassi, Hertz e Clariana não pontuaram. Entre os entrevistados, a taxa daqueles que se dizem indecisos sobe para 10%, e 6% indicam voto em branco ou nulo. Nesta simulação, o índice dos que dizem não ir votar marca 0%.
A pesquisa Indexa/Broadcast entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 20 e 23 de agosto, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pela Agência Estado e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06366/2026.
Leia menos
O deputado federal Waldemar Oliveira e líder do Avante na Câmara dos Deputados vem ampliando, nos bastidores, uma articulação para transformar o combate às bets em uma das principais pautas do Congresso Nacional, após as eleições.
Preocupado com o impacto das apostas online sobre a sociedade brasileira, o deputado tem chamado atenção para o que considera uma ameaça crescente: famílias destruídas, pessoas endividadas, dependência e até mortes provocadas pelo avanço descontrolado das apostas.
Leia maisO parlamentar reuniu cinco projetos de sua autoria em uma proposta central de enfrentamento às bets, buscando dar mais força e efetividade à discussão no Congresso. Além disso, protocolou ofícios na Câmara dos Deputados e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando acompanhamento e fiscalização da atuação das empresas de apostas e de seus proprietários durante o processo eleitoral.
A preocupação de Waldemar é também evitar que o poder econômico das bets se transforme, depois das eleições, em influência política dentro do Congresso. Por isso, já iniciou conversas com deputados que estão no mandato e com futuros parlamentares para construir uma ampla frente suprapartidária capaz de enfrentar o problema com independência e rapidez.
A articulação também começa a envolver artistas e personalidades que têm manifestado preocupação com os efeitos sociais das apostas. A ideia é ampliar o debate para além do Congresso e mobilizar a sociedade em torno de uma questão que, segundo o deputado, deixou de ser apenas econômica ou regulatória e passou a representar um problema social de grandes proporções.
A iniciativa tem provocado uma onda de manifestações positivas em torno da atuação de Waldemar Oliveira, justamente por colocar em discussão, antes mesmo das eleições, uma pauta que deverá ganhar ainda mais importância no próximo Congresso.
“Não podemos esperar que o problema se torne ainda maior para agir. As bets estão entrando na vida das famílias brasileiras de uma forma silenciosa e devastadora. Precisamos chegar ao pós-eleição preparados para enfrentar essa questão com seriedade, coragem e rapidez”, afirma Waldemar.
Leia menos
Amisadai Andrade, anote aí esse nome. Funcionário da Caixa Econômica Federal, cargo comissionado do Governo Raquel, postou uma foto em seu perfil do Instagram, usando a tal camisa do “Time Raquel Lyra”.
Dois dias depois, viu seu rosto ficar famoso por uma reportagem nacional da TV Record. Só que a fama pode não ser tão boa nem para ele, nem para a governadora, que anunciou a demissão de Amisadai e o desafiou a provar que se encontrou com ela e acertou o funcionamento gabinete do ódio, financiado com recursos do Governo Estadual.
Leia maisTalvez esse caminho seja perigoso para a governadora. Ela repete de maneira insistente a expressão “podem dizer o que quiser de mim, menos que eu não sou honesta.”
O problema, é que uma vez sendo confirmado que as ordens foram dela e que o Governo bancou, com recursos públicos, esse gabinete do ódio, o “baque” será grande. O tal pilar de sustentação dela, a “inquestionável conduta honesta” pode cair por terra.
Raquel, que se acha acima do bem e do mal, que se diz diferente dos políticos tradicionais, ficaria alguns degraus abaixo dessa classe. A conferir as próximas informações, mas se ela cair em contradição, perderá toda sua credibilidade, e poderá cair em desgraça no gosto do povo.
O povo não gosta de ser enganado, e não perdoa aqueles que se fazem de santo e agem de maneira suja por trás. Se essa máscara cair, já era para “Mainha”.
Leia menos
Por Antônio Campos*
A eleição presidencial de 2026 começa a revelar uma característica que pode ser decisiva: o eleitor brasileiro ainda não está completamente acomodado nos dois polos que, até aqui, dominam a disputa. É justamente nesse espaço que Augusto Cury tenta entrar.
O candidato do Avante ainda aparece com apenas 2% nas pesquisas mais recentes, tendo como vice Júlio Delgado, tanto no levantamento Quaest quanto no BTG/Nexus. À primeira vista, é um número pequeno. Mas seria um erro concluir que sua candidatura está condenada a permanecer pequena.
Leia maisCury tem uma vantagem que muitos candidatos tradicionais não possuem: é conhecido nacionalmente antes mesmo de entrar na política. Psiquiatra, professor e escritor, construiu uma carreira editorial com milhões de livros vendidos e uma presença pública que ultrapassa o universo político. Sabe manejar as redes sociais.
E há outro fator importante: Cury não chega à eleição tentando ser mais um personagem da guerra entre Lula e Bolsonaro. Sua estratégia é apresentar-se como uma alternativa à polarização, apostando em educação, saúde emocional, segurança, mudança institucional e em um discurso de pacificação. No primeiro debate presidencial, realizado pela Band, essa foi uma das marcas de sua participação.
É aí que está o potencial de crescimento.
Augusto Cury provavelmente não será o próximo presidente da República. Hoje, os números não autorizam essa previsão. Mas uma candidatura não precisa chegar ao Planalto para ser decisiva. Em uma eleição fragmentada, poucos pontos percentuais podem determinar quem fica pelo caminho e quem continua na disputa.
A pergunta mais interessante, portanto, não é se Cury ganhará a eleição. É quanto ele poderá crescer.
Se conseguir transformar sua imagem de escritor e especialista em comportamento humano em uma candidatura política competitiva, Cury pode conquistar justamente aquele eleitor que está cansado da polarização, mas que também não se sente representado pelos candidatos tradicionais.
Esse eleitor existe. E pode ser maior do que as pesquisas atuais conseguem capturar.
A eleição começa com Lula e Flávio Bolsonaro concentrando a maior parte das intenções de voto. No BTG/Nexus divulgado nesta semana, Lula aparece com 41% e Flávio com 37%. Na simulação de segundo turno entre os dois, há empate técnico: 46% a 45%.
O dado mais importante, porém, está abaixo dos dois líderes. Caiado tem 5%, Renan Santos e Zema aparecem com 3%, e Cury registra 2%.
É justamente nessa faixa que uma candidatura pode crescer rapidamente.
Cury não precisa necessariamente ultrapassar Lula ou Flávio no primeiro turno. Precisa apenas conquistar uma fatia significativa dos eleitores que hoje estão distribuídos entre candidaturas menores, indecisos e aqueles que ainda não encontraram um nome capaz de convencê-los.
E existe uma consequência ainda mais relevante.
Quanto mais Cury crescer, mais difícil fica prever quem chegará ao segundo turno.
Uma candidatura de 5%, 6% ou 8% pode parecer pequena diante dos líderes, mas pode retirar votos suficientes de um dos favoritos para mudar completamente a matemática eleitoral. Em uma disputa apertada, o candidato que cresce não precisa necessariamente ser o vencedor. Pode ser o responsável por impedir que outro vença.
É nesse sentido que Augusto Cury pode se transformar em um personagem importante da eleição de 2026.
Seu slogan resume a estratégia: “O Brasil tem cura”. A frase não é apenas uma peça de campanha. Ela tenta traduzir uma narrativa política: o país estaria cansado de conflitos permanentes e precisaria de uma espécie de tratamento para seus problemas institucionais, sociais e econômicos. A expressão vem sendo utilizada pelo próprio candidato em sua comunicação de campanha.
Cury tenta vender esperança onde a política brasileira vende conflito.
Esse pode ser seu maior trunfo.
Mas também está aí sua maior dificuldade. A Presidência da República não é um consultório, uma palestra ou uma livraria. Governar o Brasil exige capacidade política, articulação no Congresso, experiência administrativa, conhecimento de orçamento público e capacidade de enfrentar interesses organizados. Ele tenta neutralizar esse aspecto, com o discurso de gestor de suas empresas e empresário também do agronegócio.
Cury ainda precisa provar que consegue transformar seu discurso em projeto de governo viável.
Mesmo assim, sua candidatura merece atenção.
Porque, se a campanha conseguir ampliar sua presença nacional, ocupar espaço no horário eleitoral, crescer nas redes sociais e converter sua enorme popularidade como escritor em voto, Cury poderá deixar de ser apenas um candidato alternativo para se tornar o fiel da balança.
E aqui está a grande ironia da eleição: Augusto Cury pode não ter votos suficientes para ganhar a Presidência, mas pode ter votos suficientes para decidir quem terá a oportunidade de disputá-la no segundo turno.
Lula, por sua vez, não chega ao segundo turno com tranquilidade absoluta. As pesquisas mostram liderança no primeiro turno, mas também apontam uma disputa apertada contra o opositor do segundo turno.
Isso significa que qualquer candidatura capaz de retirar alguns pontos dos favoritos terá importância estratégica.
É por isso que Augusto Cury deve ser observado com atenção.
Ele pode não ser o presidente que o Brasil escolherá em outubro
Mas pode ser o candidato que ajudará a escolher os dois nomes que chegarão à decisão final.
E, numa eleição tão polarizada, talvez essa seja uma das posições mais poderosas que um candidato possa ocupar.
O Brasil tem cura, diz Augusto Cury.
A política brasileira, entretanto, talvez ainda precise descobrir se a cura passa por ele.
E essa resposta não estará nas pesquisas de agosto. Estará nas urnas.
*Advogado e escritor.
Leia menos
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de hoje. Excepcionalmente, o programa será transmitido hoje, em função da agenda do ministro, a entrevista também será feita ao vivo direto do gabinete do titular da Fazenda.
Sucessor de Fernando Haddad no comando da pasta, Durigan vai falar sobre os desafios das contas públicas, juros, dívida, reforma tributária e as medidas que o governo pretende levar adiante no Congresso.
Entre os assuntos em destaque está a chamada “taxa das blusinhas”. Durigan anunciou que o governo vai concentrar esforços no Congresso para aprovar a medida provisória que acaba com a alíquota federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A MP precisa ser aprovada até 8 de setembro para não perder a validade.
Leia maisEm suas declarações mais recentes, Durigan tem elevado o tom na defesa do equilíbrio das contas públicas. Nesta semana, afirmou que o Brasil precisa ter com a irresponsabilidade fiscal a mesma intolerância construída contra a inflação e pregou a busca por “juros civilizados”. O ministro também disse que a equipe econômica está preparada para realizar um novo esforço fiscal equivalente a cerca de 2% do PIB em um eventual próximo mandato do presidente Lula, com atenção especial ao controle das despesas obrigatórias. Também tem sustentado a manutenção, com aperfeiçoamentos, do atual arcabouço fiscal e criticado propostas apresentadas pela oposição para as contas públicas.
Advogado formado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Durigan assumiu o Ministério da Fazenda em março deste ano, após a saída de Fernando Haddad. Antes, ocupava desde 2023 a Secretaria-Executiva da pasta, onde participou da formulação e articulação de algumas das principais agendas econômicas do governo, entre elas o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária. Sua trajetória profissional inclui ainda passagens pela Advocacia-Geral da União (AGU), pela Casa Civil, pela Prefeitura de São Paulo e pelo setor privado.
Nos últimos meses, Durigan ganhou ainda mais espaço na formulação da política econômica. O ministro tem buscado diálogo com economistas de diferentes correntes para discutir alternativas destinadas a estabilizar a dívida pública, reduzir o risco fiscal e criar condições para a queda dos juros.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Leia menos
Uma avalanche de lama aconteceu sobre um rio na fronteira do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete chinês, hoje, provocando enchentes catastróficas que engoliram casas, estradas, pontes. O número de mortos subiu para 95 pessoas no lado nepalês, segundo os dados mais recentes, com centenas de desaparecidos.
Do outro lado da divisa, um deslizamento de terra atingiu o Porto de Gyirong, importante passagem terrestre para o território tibetano, bloqueando vias, causando um apagão nas telecomunicações e interrompendo o fornecimento de energia para a região. Dezenas de pessoas também ficaram feridas e mais de 380 turistas, incluindo 291 estrangeiros que estavam na área conhecida por suas rotas de peregrinação hindu, são dados como desaparecidos.
Leia maisQual foi o gatilho da tragédia?
O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, confirmou as suspeitas de que um terremoto provocou uma avalanche de gelo e rochas no Himalaia, a qual, por sua vez, provocou uma cheia repentina no rio Lhende Khola, que atravessa tanto o Nepal quanto o Tibete. Em seguida, vieram as enchentes relâmpago nos vales abaixo.
Enquanto isso, a agência de notícias estatal chinesa Xinhua informou que os danos em solo tibetano estão conectados a um deslizamento de terra ocorrido no lado nepalês das montanhas. O dano se estendeu até o condado de Gyirong, no Tibete.
Autoridades no Nepal alertaram que uma segunda inundação pode ocorrer, uma vez que o rio Lhende Khola segue obstruído. Alertas de inundação também foram emitidos nos estados indianos de Bihar e Uttar Pradesh, que fazem fronteira com o Nepal, visto que vários rios descem do Himalaia em direção às suas planícies.
“O rio Lhende Khola transbordou duas vezes em quatorze meses; desta vez, o evento foi desencadeado por uma avalanche de gelo e rocha proveniente de uma geleira no lado nepalês, que bloqueou o rio e liberou uma onda repentina de água rio abaixo”, disse Saswata Sanyal, especialista do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), em Katmandu. “Em um Himalaia que sofre com o aquecimento global, a primeira linha de defesa é o alerta precoce”, acrescentou ele.
A região do Himalaia, que abrange o Nepal e vários países vizinhos, é particularmente vulnerável a chuvas fortes, inundações e deslizamentos de terra, pois está aquecendo mais rapidamente do que o restante do mundo devido às mudanças climáticas causadas pela ação humana. Pesquisas indicam que eventos climáticos extremos, como ondas de calor e tempestades intensas, bem como o derretimento de geleiras, têm se tornado mais frequentes na região.
Cientistas em Katmandu constataram, no início deste ano, que as geleiras em toda a região do Himalaia Hindu Kush estão derretendo em ritmo acelerado; as taxas de perda de gelo dobraram desde o ano 2000, principalmente devido ao aumento das temperaturas globais e às mudanças climáticas.
Leia menos
O Tribunal Regional Federal afastou o prefeito Beto do Sargento (PSD) do exercício de suas funções na cidade de Belém de Maria, mata sul de Pernambuco. A decisão foi assinada pelo desembargador Rodrigo Antonio Tenorio Correia e é um desdobramento da Operação Mamon, realizada na manhã de hoje, pela Polícia Federal.
Beto do Sargento também está proibido de ter acesso aos órgãos municipais. A decisão se estende também para Cristina Casale (atual secretária de Saúde), Leonardo de Oliveira, Nathali Ribeiro, Maria Jessica. O Tribunal comunicou a decisão ao presidente da Câmara, Jairo do Timbó (PT), para que dê encaminhamento a posso do vice-prefeito, Genivaldo da Trilha.
O TRE-PE julga, nesta tarde, os recursos envolvendo a cassação da chapa eleita em Cabrobó. Entre os elementos apontados no processo está a doação de R$ 27 mil feita à campanha por empresa que mantinha relação contratual com a Prefeitura, cuja regularidade é questionada nos autos.
O caso se soma a outro ponto considerado grave pela decisão de primeira instância: na carreata de 28 de setembro de 2024, dois postos teriam abastecido de forma massiva e simultânea veículos adesivados com o número 70. Busca e apreensão autorizada pela Justiça encontrou R$ 55.548,58 em vales-combustível, além de celulares e HDs.
Leia maisSegundo a perícia da Polícia Federal citada nos autos, o irmão do prefeito negociava valores e quantidades dos vales, enquanto o pai do prefeito efetuava pagamentos por meio de empresa sediada no Piauí e de terceiros. Naquele dia, o caixa dos postos teria alcançado R$ 126.352,51, muito acima dos R$ 2.390,60 e R$ 10.202,40 registrados nos dias anteriores.
A 77ª Zona Eleitoral reconheceu abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio. Agora, três recursos tentam reverter a decisão no TRE-PE. A Procuradoria Regional Eleitoral, porém, em parecer de 118 itens, opinou pelo não provimento de todos os recursos, mantendo posição contrária à reforma da sentença. O julgamento ocorre hoje e poderá definir o futuro político da chapa eleita em Cabrobó.
Leia menos
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Na semana passada, comentamos por aqui como o candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, impressionou durante um almoço com políticos e empresários na Frente Parlamentar pelo Ambiente de Negócios. Ali, não compareceu o Renan lacrador, mas alguém bem mais sóbrio, e que parecia compreender como se dava o jogo da política exercido pelos deputados e senadores que o convidaram para uma sabatina.
Na ocasião, comentamos: Renan Santos se livra da lacração ou a lacração ronda seu modo de fazer política? O debate da Band no domingo (23) deu a resposta. A gravata laranja escolhida pelo candidato do Missão brilhava de lacração. Fraldas cheias para representar os adversários ausentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Lula chamado de “bêbado”, Flávio Bolsonaro de “cagão”.
Leia maisEntão, os cortes de Renan Santos para as redes sociais ficam prontos. Além das fraldas, o cartaz colado em frente ao púlpito vazio de Lula escrito “ladrão”. E outros momentos. No fundo, parece melhor para as pretensões de Renan Santos que Lula e Flávio Bolsonaro tivessem faltado. Ele diria e faria o mesmo se os dois estivessem presentes? Correria o risco de levar deles uma invertida em um ataque mais agressivo? É a eleição em tempos de Tik Tok. E Renan Santos parece à vontade para ela.
Para o diretor de Estratégia do DSC Lab, Tiago Falqueiro, Renan Santos é o candidato mais bem adaptado ao fluxo da produção de conteúdo digital. “Ele posta no tom e sobre o que sabe que viraliza”. Com isso, avalia que Renan “vai ganhando alcance das plataformas, que da mesma forma se alimentam de conteúdos polêmicos e de crítica”. Não por acaso, o Índice Brasil de Performance Digital (iBR), produzido pelo DSC Lab, bota Renan Santos com o segundo melhor desempenho, atrás somente de Flávio Bolsonaro.
Mas isso não parece se refletir em votos: Renan tem ficado entre 4% e 5% nas pesquisas, nos cenários de primeiro turno. “Em outros tempos, ele seria zero”, observa Falqueiro. Para o diretor do DSC Lab, tomando-se que é um candidato que antes era quase desconhecido, “já é uma estratégia de sucesso”. A lacração do candidato do Missão já vai deixando para trás nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
Então, nesse sentido, Tiago Falqueiro avalia que Renan Santos deverá crescer. É um pouco no que acredita o próprio Renan. Que seu desempenho digital irá se refletir mais no seu desempenho no mundo real à medida que as eleições foram se aproximando. Mas Falqueiro reconhece que pode haver diferença do ambiente digital para o real.
“A principal diferença que temos é que o ambiente na internet é naturalmente ‘mais estimulado’ que o das pesquisas”, observa Falqueiro. Os públicos dentro dos canais dos candidatos, seus partidos e correntes políticas estão mais propensos ao engajamento, a se moverem, e responderem às provocações. Essas métricas são medidas no iBR.
Nesse ambiente, considera Falqueiro, Flávio Bolsonaro, embora ainda seja o candidato que apresenta melhor desempenho digital, teria um problema com relação a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Flávio não consegue ser o porta-voz do politicamente incorreto como o pai era”, diz Falqueiro. “Tenta se adaptar e perde espaço”.
Há, porém, alguns outros analistas e observadores – alguns hoje integrados a campanhas de candidatos – que avaliam que o peso do desempenho digital pode estar sendo superestimado, especialmente levando-se em conta uma disputa polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro. Um ambiente que amorteceria o impacto de outros desempenhos.
Para alguns, as redes sociais hoje já seriam “mágica conhecida”, sem a mesma força de antes. E isso talvez até explique as várias trocas de marqueteiros nas campanhas. O rumo da comunicação desta vez não estaria muito claro. Por outro lado, o senador Cleitinho (Republicanos) lidera a corrida eleitoral em Minas, segundo maior colégio eleitoral.
Cleitinho parece ser a constatação de que o mundo digital tem sua força. Ele não é um senador ativo. Relatou poucos projetos. Não tem presença importante em comissões. E deveria ter perdido espaço com sua hesitação em ser ou não candidato. Se nada disso aconteceu, a razão maior deve ser seus mais de sete milhões de seguidores.
Leia menos
A conclusão da Transnordestina, a defesa de uma política econômica voltada à geração de emprego, renda e redução das desigualdades e a preservação da estabilidade democrática estarão entre as prioridades de Marília Arraes (PDT) no Senado, caso seja eleita.
Durante sabatina da Rádio Jornal, hoje, a candidata detalhou como pretende atuar em algumas das principais decisões que passarão pela Casa nos próximos anos, posicionou-se contra a ampliação da autonomia do Banco Central, defendeu a harmonia entre os Poderes e destacou a importância de Pernambuco eleger dois senadores comprometidos com o projeto de governo do presidente Lula.
Leia maisDurante a entrevista, Marília apontou a conclusão do ramal pernambucano da Transnordestina como uma das prioridades de um futuro mandato e destacou o caráter estratégico da ferrovia para reduzir custos logísticos, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a competitividade da economia pernambucana. A candidata defendeu especialmente a implantação do ramal Salgueiro-Suape e lembrou que, quando deputada federal, participou da mobilização no Congresso contra a retirada do trecho pernambucano do projeto. “O desenvolvimento de Pernambuco passa pela consolidação, pelo término dessa obra da Transnordestina e vai ser uma prioridade do nosso mandato”, afirmou.
A política econômica também ocupou espaço central na sabatina. Questionada sobre a proposta de ampliação da autonomia do Banco Central, Marília reafirmou sua posição contrária e argumentou que a política monetária não pode estar desconectada do projeto econômico escolhido pela população nas urnas. “Os juros interferem no financiamento da sua casa, no pagamento do seu cartão de crédito, interferem no preço da comida, no preço da gasolina”, destacou. A pedetista lembrou ainda que cabe ao Senado sabatinar e votar nomes que ocupam postos decisivos no Banco Central, dando à Casa papel estratégico na condução da economia brasileira.
Outro tema abordado na sabatina foi a relação do Senado com o Supremo Tribunal Federal (STF). Marília defendeu a harmonia entre os Poderes e a preservação da estabilidade institucional. Segundo a pedetista, crises políticas e institucionais podem produzir impactos diretos sobre a economia, as relações comerciais e a vida da população. “O STF é a Suprema Corte do Brasil. A função principal do STF é guardar a Constituição. Como senadora da República, me comprometo com o povo de Pernambuco e do Brasil a preservar a harmonia entre os Poderes”, afirmou.
Marília também ressaltou o peso estratégico da eleição deste ano para a composição do Senado e defendeu a eleição das duas candidaturas da Frente Popular, representadas por ela e pelo senador Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição. Para a pedetista, Pernambuco precisa garantir duas vozes comprometidas com a agenda de desenvolvimento e com a governabilidade do presidente Lula. “É por isso que por onde eu passo, eu peço voto para mim e para ele, porque é importante para o país, é importante para a governabilidade do presidente Lula”, afirmou. Marília lembrou que os eleitos terão oito anos de mandato e participarão de decisões determinantes para o futuro econômico, social e institucional do Brasil.
Leia menos
A Polícia Federal (PF) fez buscas, na manhã de hoje, na casa de Rolph Casale, ex-prefeito de Belém de Maria e assessor da Secretaria da Casa Civil na gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). Fotos e vídeos mostram o político acompanhado de policiais enquanto uma varredura é feita no imóvel, onde também funciona a Secretaria Municipal de Saúde.
Ainda não se sabe se o caso tem relação com a operação Mamon, deflagrada pela PF em quatro municípios pernambucanos, para apurar suspeitas de corrupção e fraude em contratações públicas na área de saúde.
Leia maisCasale é um nome influente da política de Belém de Maria. Além de já ter sido prefeito, ele conseguiu eleger seu filho, Rolph Júnior, como chefe do Executivo municipal por duas vezes e participou da gestão como secretário de Governo. Em 2024, o grupo garantiu mais tempo no controle da prefeitura com a eleição de Beto do Sargento (PSD), que era o então vice-prefeito.
Rolph Casale está nomeado na Casa Civil do Governo Raquel Lyra desde janeiro de 2025, mês em que a governadora ampliou o número de cargos comissionados em sua gestão para abrigar mais de 60 ex-prefeitos, ex-vereadores e outros políticos sem mandato e ampliar sua base de apoio nos municípios. No cargo, o salário do político chega a R$ 7,8 mil.
Leia menos