











O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que a TV Globo não poderá exibir o púlpito destinado a Lula (PT), candidato à reeleição, durante o debate entre os presidenciáveis na noite desta quinta-feira (1º/10).
A decisão foi tomada pela ministra Estela Aranha, atendendo a um pedido do próprio PT para que o espaço destinado ao atual presidente da República, vazio, não pudesse ser exibido pela emissora. As informações são do Metrópoles.
Leia mais“Ante o exposto, defiro o pedido liminar para suspender a eficácia do item 7 da “Ata Debate Presidencial 2026”, determinando à Globo Comunicação e Participações S.A. que se abstenha de aplicar referido dispositivo no debate presidencial a ser realizado em 1º.10.2026, inclusive quanto à exibição destacada da cadeira vazia identificada e quanto à dinâmica de formulação de perguntas dirigidas ao candidato ausente, sob pena de multa a ser oportunamente fixada em caso de descumprimento”, afirmou a ministra na decisão.
Lula foi convidado ao debate da Globo, mas decidiu não comparecer. No mesmo horário, ele estará dando uma entrevista para o podcast Flow. Estão confirmados Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).
Leia menos
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º) mostra como está a disputa para o governo do Distrito Federal nas eleições de outubro. As informações são do g1.
Veja abaixo os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos:
Leia maisA pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Datafolha ouviu 910 pessoas entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Os números de registro da pesquisa são DF-00905/2026.
O Datafolha divulgou também os votos válidos. Para chegar a esse número, o Datafolha exclui os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos.
Veja como fica o cenário considerando apenas os votos válidos:
O Datafolha também perguntou a intenção de voto dos eleitores de forma espontânea – ou seja, sem apresentar a lista com os candidatos. Nesse formato, 30% dos eleitores se disseram indecisos.
Veja os números:
O Datafolha quis saber dos eleitores em qual dos candidatos ao governo do DF eles “não votariam de jeito nenhum”.
Veja as respostas:
O prefeito de São José do Belmonte, Vinícius Marques (PSB), irmão do prefeito do Recife, Victor Marques, criticou nas redes sociais as mudanças no abastecimento de água após a concessão dos serviços da Compesa e responsabilizou o governo de Raquel Lyra pela forma como o processo foi conduzido. Segundo ele, a partir de 26 de outubro, a VITA Sertão assumirá a distribuição na cidade e em localidades hoje atendidas pela Prefeitura.
Vinícius afirmou que moradores que atualmente não pagam pelo serviço passarão a ser cobrados e que a tarifa de esgoto também deverá aumentar os gastos de parte da população. A VITA Sertão é responsável pela distribuição de água tratada, coleta e tratamento de esgoto e gestão comercial em 24 municípios do Sertão pernambucano, dentro de uma concessão de 35 anos.
A relação da família Bolsonaro com a política brasileira é destaque de uma reportagem na revista alemã Der Stern publicada nesta semana, antes do primeiro turno das eleições presidenciais que têm Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair Bolsonaro, e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como principais concorrentes.
“Os Trumps parecem uma família boazinha do subúrbio perto do clã Bolsonaro”, é o título da matéria, que aborda o grande número de membros da família do ex-presidente que resolveram fazer carreira na política. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia mais“Neste 4 de outubro, um total de 18 Bolsonaros vão se candidatar nas eleições brasileiras, entre eles oito pessoas do núcleo da família”, diz o texto, apontando as candidaturas de Michelle Bolsonaro para o Senado; do irmão de Jair, Renato Bolsonaro, para deputado federal; de primos e, claro, dos filhos: Flávio (para presidente), Carlos Bolsonaro (Senado) e Renan Bolsonaro (deputado federal).
Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado, foi condenado à prisão por tentar coagir a Justiça e vive foragido nos Estados Unidos, mantendo contato com aliados do presidente Trump.
“Não existe nenhum Bolsonaro que não está na política. A não ser a filha Laura, 15. Sobre o nascimento de uma menina após quatro filhos homens, Jair, conhecido pela postura machista, disse uma vez: ‘Da quinta vez, eu fraquejei, e nasceu uma menina'”, acrescenta a Stern.
A revista alemã também lembra que outros dez candidatos nas eleições deste ano levam o nome de Bolsonaro, mesmo sem relações de parentesco, para tentar ter mais visibilidade.
“Entrar na política brasileira é altamente lucrativo. Isso ocorre, por um lado, por causa dos altos salários, mas mais ainda por causa do dinheiro que os políticos podem colocar no bolso durante os mandatos. Não é incomum que eles virem milionários enquanto estão no cargo”, afirma a revista.
“Na política brasileira há um citado que diz: ‘todos os políticos são ladrões’. Soa como puro cinismo contra a política. No entanto, é bem próximo da verdade”, diz a matéria.
Uma dinastia do tamanho do clã Bolsonaro não tem precedentes na política mundial, acrescenta ainda a Stern. A publicação compara a presença da família do ex-presidente com outras linhagens, como os ultradireitistas Le Pen, na França, e o republicano George W. Bush.
No entanto, diz a socióloga Débora Messenberg Guimarães, da Universidade de Brasília, ouvida para a matéria, essas dinastias existem apenas em “amplitude regional e em menor número”. “Oito membros de uma família se candidatarem para uma eleição de uma só vez é um possivelmente um recorde mundial”, aponta Messenberg, citada no texto.
A revista alemã também destaca a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e a prisão domiciliar do ex-presidente, além das investigações sobre corrupção que rondam Flávio Bolsonaro e as suspeitas de ligações com crime organizado do candidato do PL e de outros membros do clã, o que rendeu a alcunha de “Familícia” aos Bolsonaro.
Outro aspecto abordado é o papel de outsider e antissistema de Flávio, que a Stern compara com outros políticos ultradireitistas como Donald Trump nos EUA e Javier Milei na Argentina.
“Mas, no caso de Flávio Bolsonaro, isso é especialmente grotesco. O senador, 45, é a personificação do establishment. Ele nunca mostrou nada politicamente, além do sobrenome. Ele é o filho de Jair e, por isso, virou senador. Ele nunca fez nada por conta própria”, ressalta a revista.
“Lula conseguiu ir de trabalhador de fábrica a presidente. Flávio, de filho de presidente a pretendente à presidência”, diz ainda a Stern.
Por fim, a matéria ainda analisa a predileção da família Bolsonaro por Flávio em detrimento de Michelle, que, segundo o texto, teria mais chances na corrida eleitoral, mas ficou em segundo plano —por causa da postura sexista da família, conclui o texto.
Leia menos
Ao longo desta semana, cinco pesquisas diferentes mostraram João Campos, candidato do PSB a governador, à frente ou tecnicamente empatado com a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, confirmando um cenário de disputa acirrada na reta final.
O Datafolha, divulgado há pouco, confirma esse movimento. Raquel aparece com 46%, dois pontos a menos do que na pesquisa anterior, enquanto João encosta, chegando a 44%. O cenário mostra uma eleição aberta, que será decidida voto a voto no próximo domingo.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º) mostra as intenções de voto para o Senado em Pernambuco. Os três primeiros colocados são Marília (PDT) e Humberto Costa (PT), que estão empatados numericamente. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.
Neste ano, há duas vagas em disputa nas eleições de outubro. A última pesquisa Datafolha foi divulgada em 24 de setembro. As informações são do g1.
Leia maisNa pesquisa espontânea, em que o Datafolha não mostra aos eleitores a lista dos candidatos, 52% estão indecisos.
Já na pesquisa estimulada, em que os nomes são mostrados aos entrevistados, Marília Arraes aparece com 19%; Humberto Costa, com 19%; Mendonça Filho, com 12%; e Eduardo da Fonte, com 10%.
Veja os números abaixo:
A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é PE-06822/2026.
Cada entrevistado pelo Datafolha foi perguntado sobre em quem votaria para a primeira vaga no Senado e, depois, para a segunda vaga. Abaixo, veja os dados considerando as respostas sobre o primeiro e o segundo votos:
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º) com as intenções de voto para o governo de Pernambuco mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) com 46% das intenções de voto. Em seguida vem o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), com 44% das intenções de voto.
A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos. A última pesquisa Datafolha foi divulgada em 24 de setembro. As informações são do g1.
Leia maisA pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre o dia 28 de setembro e esta quinta-feira (1º). A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é PE-06822/2026.
Veja os números na disputa do primeiro turno das eleições de 2026 para o governo de Pernambuco:
Votos válidos
O Datafolha divulgou também os votos válidos. Para chegar a esse número, o Datafolha exclui os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos.
Veja como fica o cenário considerando apenas os votos válidos:
A pesquisa traz a simulação de 2º turno:
Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, os números são os seguintes:
A pesquisa também perguntou aos entrevistados em qual candidato eles não votariam de jeito nenhum:
O Datafolha perguntou se, em relação ao voto para governador, o eleitor diria se está totalmente decidido ou se o voto ainda pode mudar. Nesse recorte, a margem de erro é de quatro pontos percentuais. Veja os números:
Entre os eleitores de Raquel Lyra:
Entre os eleitores de João Campos:
O Datafolha também perguntou qual número os eleitores vão digitar na urna para confirmar o voto para governador. Nesse recorte, a margem de erro é de quatro pontos percentuais. Veja os números:
Entre os eleitores de João Campos:
Entre os eleitores de Raquel Lyra:
Posted inGoverno, Inovação, Inteligência Artificial, Soberania Digital, Transformação Digital
Luiz Queiroz 1 de outubro de 2026
O Serpro e a Dataprev já desembolsaram mais de R$ 1,8 bilhão em contratações e equipamentos destinados a colocar dentro das duas estatais a infraestrutura de grandes provedores internacionais de computação em nuvem. O investimento faz parte da estratégia do governo federal para recuperar o controle sobre dados considerados críticos ou estratégicos que, segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, chegaram a ser armazenados fora do país ou em ambientes nos quais o governo não tinha garantia sobre sua localização física.
O problema, segundo a ministra, não se restringe à administração federal. Dweck chamou atenção para a situação das universidades federais. “A maior parte das universidades brasileiras federais estão com dados na Google”, afirmou, acrescentando que muitos desses dados “podem estar em qualquer lugar do mundo”. Para ela, o quadro expõe governo, empresas e academia a uma situação de vulnerabilidade e perda de soberania digital.
Leia maisAs declarações foram feitas em entrevista ao Brasil 247, na qual a ministra apresentou talvez a descrição mais direta já feita pelo governo sobre o diagnóstico encontrado em 2023 e a estratégia adotada desde então para reduzir a dependência externa na infraestrutura digital do Estado.
Dweck reconheceu que parte dos dados do governo permanece em nuvens comerciais. Citou nominalmente Microsoft, Amazon, Google, Oracle e Huawei entre os grandes fornecedores utilizados no mercado e explicou que, antes da mudança de política, informações hospedadas nesses ambientes poderiam estar fisicamente em diferentes países.
“Quando a gente chegou no governo, em 2023, tinha tido algumas licitações de nuvem”, disse. A preocupação surgiu ao constatar que dados críticos ou com algum grau de importância estratégica poderiam estar “em qualquer lugar do mundo”. A resposta foi iniciar o que ela própria chama de “processo de repatriação desses dados”.
Soberania em diferentes graus
A solução adotada não significa abandonar as grandes empresas internacionais de tecnologia. O modelo consiste em levar a infraestrutura utilizada por esses provedores para dentro dos centros de dados das empresas públicas brasileiras. “Hoje em dia, tanto o Serpro como a Dataprev já gastaram mais de 1 bilhão e 800 milhões de reais em contratações e em aquisições de máquinas para poder trazer para dentro”, afirmou Dweck.
A ministra explicou que são servidores e equipamentos de processamento, incluindo CPUs e, no caso de inteligência artificial, GPUs. O serviço de nuvem pode continuar sendo de uma empresa estrangeira, mas a infraestrutura que recebe as informações fica fisicamente dentro da estatal brasileira.
A política oficial atualmente em vigor confirma a mudança descrita por Dweck. A Portaria SGD/MGI nº 5.950, de outubro de 2023, estabeleceu o modelo de contratação de software e serviços de computação em nuvem e tornou obrigatórias determinadas regras para os órgãos integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação. Em novembro de 2024, foram firmados acordos de cooperação com Serpro e Dataprev para a oferta da Nuvem de Governo.
O modelo estabelece que cargas de trabalho contendo informações com restrição legal de acesso, como sigilos fiscal, bancário, policial, empresarial, processual e industrial, entre outros, sejam mantidas no ambiente de Nuvem de Governo, salvo decisão expressa em sentido contrário da governança digital do órgão.
Há, porém, uma diferença importante entre manter o dado no Brasil e possuir integralmente a tecnologia que o processa. É justamente essa distinção que Dweck faz durante a entrevista.
Para a ministra, soberania digital possui diferentes graus. O primeiro é saber onde os dados estão e assegurar que possam continuar sendo acessados mesmo diante de sanções ou restrições internacionais. O segundo é operacional: não basta possuir o dado se o país perder a capacidade de usar o sistema que o processa. O terceiro nível é tecnológico, quando o Brasil possui capacidade de desenvolver a própria tecnologia. A isso ela acrescenta uma quarta dimensão, relacionada à governança e à jurisdição, para evitar que decisões tomadas em outros países possam atingir dados e serviços brasileiros.
O próprio Serpro transformou essa lógica em uma metodologia denominada Gradiente de Soberania. Atualmente são avaliados 15 critérios, envolvendo localização e processamento dos dados, custódia de chaves criptográficas, jurisdição, autonomia operacional, atualizações, licenciamento, padrões abertos, cadeia de fornecedores e capacidade de continuar funcionando diante de restrições externas. O modelo atribui peso de 30% à soberania dos dados, 40% à operacional e 30% à tecnológica.
Arrogância
Dweck revelou também como ocorreu a negociação com as multinacionais para que instalassem seus equipamentos dentro das estatais. Segundo ela, Serpro e Dataprev utilizaram seu poder de compra para pressionar os fornecedores a aceitar o novo modelo. A primeira empresa a concordar foi a chinesa Huawei.
“Obviamente, a primeira a aceitar foi a Huawei”, afirmou. De acordo com Dweck, a decisão da companhia chinesa ajudou o governo nas negociações seguintes com os fornecedores americanos, que posteriormente também aceitaram instalar suas tecnologias nos ambientes públicos brasileiros.
O Serpro informa atualmente que sua Nuvem de Governo possui ambientes homologados com AWS Outposts, Google Distributed Cloud e Huawei Cloud Stack. Oracle e Microsoft estavam, em agosto, em processo de homologação. Os ambientes funcionam nos data centers da estatal em Brasília e São Paulo.
Mas um episódio revelado pela ministra envolvendo a Microsoft dá uma mostra sobre como a posição das big techs vem mudando desde 2023. Dweck contou que, pouco depois da publicação da norma da Secretaria de Governo Digital determinando a nova política, encontrou uma representante da Microsoft durante viagem ao exterior. Segundo a ministra, ouviu que o Brasil estava “tomando uma decisão jurássica”.
“Os dados estão na nuvem, como se a nuvem fosse o céu, e não uma máquina física em algum lugar”, ironizou. Posteriormente, a mesma representante teria procurado Dweck para informar que a Microsoft estava disposta a atender às exigências brasileiras para aumentar o grau de soberania digital. Um tanto tarde, quando outras empresas, além da chinesa, já admitiam o novo modelo.
A questão deixou de ser apenas conceitual. Em agosto, o Ministério da Saúde e o Serpro iniciaram a migração para a nuvem soberana da Rede Nacional de Dados em Saúde, RNDS, e do CadSUS. A RNDS reúne mais de 5 bilhões de registros de saúde. O governo prevê que esses dados sejam armazenados e processados em território brasileiro.
Paralelamente, o governo começou a estruturar uma segunda etapa, chamada Nuvem Brasileira. O projeto reúne MGI, Serpro, BNDES e ABDI e pretende avançar além da localização dos dados, buscando ampliar a capacidade nacional de desenvolver, manter e evoluir as tecnologias utilizadas pela infraestrutura pública.
Universidades expostas
É nesse contexto que ganha importância a referência de Dweck às universidades federais. A ministra não apresentou na entrevista um levantamento detalhando quais instituições utilizam Google, quais serviços foram contratados nem em que países os respectivos dados estão efetivamente armazenados. Sua afirmação, portanto, não permite concluir que a maior parte dos dados acadêmicos esteja necessariamente fora do Brasil.
O que ela afirma é diferente e relevante: grande parte das universidades federais utiliza infraestrutura do Google e, na avaliação apresentada por ela, parte desses dados pode estar armazenada em outros países.
Isso abre uma frente distinta daquela já enfrentada pela administração federal. Enquanto ministérios e órgãos integrantes da estrutura federal podem ser submetidos às regras estabelecidas pela Secretaria de Governo Digital, universidades possuem autonomia e historicamente adotaram soluções próprias para e-mail, colaboração, armazenamento e serviços acadêmicos.
O diagnóstico apresentado pela ministra coloca o sistema federal de ensino dentro da discussão sobre soberania digital e levanta questões sobre localização dos dados, jurisdição, dependência tecnológica, portabilidade e capacidade de funcionamento caso um fornecedor estrangeiro deixe de prestar determinado serviço.
Pós-digital
A estratégia do MGI não termina na infraestrutura. Dweck afirma que o Brasil está começando a sair da fase de “governo digital” e entrar no que chama de governo “pós-digital”. A mudança consiste em deixar de simplesmente transformar serviços presenciais em serviços disponíveis pela internet e passar a integrar bases de dados para que o Estado consiga antecipar necessidades do cidadão.
Uma experiência está sendo feita na área rural. Segundo Dweck, o governo integrou cadastros mantidos por seis ou sete ministérios e autarquias. Durante a entrevista, ela estimou que o número total pode chegar a quase 15 bases.
No Rio Grande do Sul, um projeto piloto pretende tornar inteiramente digital o processo de obtenção de crédito rural. A principal ferramenta é o aplicativo Meu Imóvel Rural. Dweck afirmou que mais de 1 milhão de agricultores já têm acesso à plataforma. O sistema reúne documentos existentes nas bases governamentais, verifica requisitos necessários à obtenção de financiamento e permite fazer simulações do Pronaf.
A próxima etapa será permitir que o produtor gere uma “credencial verificável”, espécie de equivalente digital de uma cópia autenticada, e envie diretamente o documento ao banco. O Brasil está desenvolvendo essa tecnologia em parceria com a Índia.
Dweck informou ainda que o GOV.br já processa mais de 1,2 milhão de assinaturas eletrônicas por dia. A credencial verificável acrescentaria uma segunda camada: além de assinar digitalmente um documento, seria possível comprovar eletronicamente sua autenticidade.
Superaplicativo
Outra mudança planejada é concentrar serviços hoje distribuídos em vários aplicativos. Dweck confirmou que o governo trabalha com a ideia de transformar a relação digital com o Estado em um “super app”, reunindo em uma única porta diferentes serviços públicos. “Queremos”, respondeu quando perguntada diretamente sobre a possibilidade.
Ela colocou o projeto entre as iniciativas pensadas para os próximos quatro anos. A estrutura existente já é grande. A Estratégia Nacional de Governo Digital procura integrar União, Estados e municípios. Segundo Dweck, todos os Estados e mais de 2.800 municípios já participam da Rede GOV.BR, utilizando recursos como autenticação e outras soluções federais, além de receber assistência técnica.
IA pública
É na inteligência artificial, porém, que aparecem alguns dos números mais expressivos da entrevista. Dweck afirmou que o governo federal já utiliza mais de 180 soluções de inteligência artificial e possui aproximadamente 700 outras aplicações em estudo.
A ministra não apresentou durante a entrevista a relação das 180 soluções, os órgãos responsáveis, fornecedores, custos ou bases de dados utilizadas. O número indica, no entanto, que a utilização de IA dentro da máquina federal já alcançou escala muito superior à de experiências isoladas.
O princípio defendido pelo MGI é que essas ferramentas não substituam integralmente o trabalho humano. Dweck disse que o governo elaborou normas internas e um guia de autoavaliação para utilização de IA e que um dos elementos centrais é a supervisão humana em todas as etapas.
O risco, segundo ela, está nos vieses incorporados aos modelos. A ministra deu exemplos simples de ferramentas que escolheram imagens erradas do Congresso brasileiro ou associaram conceitos a imagens inadequadas. O problema se torna muito mais grave, observou, quando um algoritmo participa de decisões sobre quem tem ou não direito a determinado benefício público.
Modelos próprios
A estratégia descrita por Dweck também ajuda a esclarecer o que o governo entende por uma inteligência artificial soberana. A prioridade, segundo ela, não é construir imediatamente um grande modelo generalista capaz de disputar em escala com ChatGPT ou DeepSeek.
A proposta é utilizar modelos abertos disponíveis internacionalmente e treiná-los com dados brasileiros para finalidades específicas.
Dweck cita agricultura tropical, doenças tropicais, medicina, monitoramento do desmatamento, combate a incêndios e previsão de desastres climáticos. A ideia seria preservar controle sobre os dados brasileiros e desenvolver modelos especializados em problemas nacionais.
Nesse ponto, a política de IA se cruza diretamente com a de soberania digital. Para treinar modelos públicos com informações governamentais, o Estado precisa saber onde seus dados estão, quem controla a infraestrutura, sob qual jurisdição ela funciona e quais componentes dependem permanentemente de fornecedores externos.
Dweck defende por isso modelos de código aberto e interoperabilidade. Ela considera particularmente importante a decisão de empresas chinesas de disponibilizar modelos de linguagem em código aberto, porque isso reduz a barreira de entrada para países que pretendem desenvolver aplicações próprias sem arcar com o custo de construir um grande modelo desde o início.
Dados desconhecidos
Um dos projetos relatados pela ministra expõe, ao mesmo tempo, o tamanho da ambição e uma deficiência básica da administração federal: o governo ainda não conhece integralmente os próprios dados.
Dweck revelou que o MGI mantém com o CPQD um grande projeto financiado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico para aplicar inteligência artificial ao setor público. “A gente não conhece todos os dados que o governo tem”, reconheceu.
A própria inteligência artificial deverá ser utilizada para ajudar a catalogar essas informações. O projeto também deverá desenvolver cerca de 30 modelos especializados.
Durante a entrevista, o nome da iniciativa aparece com variação na transcrição, como “ESPIRE” e posteriormente “INSPIRE”. Dweck o descreve como um projeto relacionado à inteligência artificial no setor público, responsabilidade, ética e soberania. A denominação exata precisa ser conferida nos documentos oficiais do projeto.
Parte dos modelos será utilizada para ampliar o atendimento automatizado no GOV.br. Hoje já existem chats capazes de interagir com o cidadão em alguns serviços, entre eles questões relacionadas ao Enem, acesso ao GOV.br e determinadas áreas de saúde. Quando ainda não existe um modelo treinado para aquela necessidade, o sistema direciona o usuário à página correspondente. A intenção, segundo a ministra, é chegar a mais de 30 chats especializados capazes de conversar diretamente com a população.
China e Índia
A diversificação internacional aparece várias vezes na estratégia apresentada pela ministra. Dweck relata que o governo procura desenvolver parcerias tecnológicas com países do Sul Global e cita especialmente Índia e China. A Índia participa do projeto de credenciais verificáveis e uma missão brasileira foi realizada em Bangalore, um dos principais polos tecnológicos do país.
Com a China, uma nova frente está sendo preparada. Dweck revelou durante a entrevista que a iFlyTek, empresa chinesa especializada em inteligência artificial, deverá fazer parceria com o governo brasileiro para treinamento de modelos. “A iFlyTek é uma empresa que vai fazer parceria agora com o governo também para treinar modelos para a gente”, afirmou.
A ministra não informou qual órgão federal participará da parceria, qual será o instrumento jurídico, o valor envolvido, quais modelos serão treinados, quais bases brasileiras poderão ser utilizadas nem onde ocorrerá o processamento.
São questões especialmente relevantes porque o próprio governo passou a tratar localização, jurisdição, controle operacional e dependência tecnológica como critérios de soberania.
IA nas escolas
Dweck também defendeu uma mudança de postura na educação. Para ela, professores precisam ser capacitados em inteligência artificial e devem ensinar os alunos a utilizar essas ferramentas, em vez de simplesmente tentar impedir seu uso.
“A gente não tem que substituir um professor por IA. Mas a IA pode ajudar o professor e pode ajudar o aluno”, afirmou.
Ela citou sistemas que conheceu na China capazes de acompanhar exercícios escolares. O aluno coloca a atividade diante de um dispositivo, a ferramenta identifica erros e indica inclusive a página do material didático onde pode encontrar a explicação necessária.
Na avaliação da ministra, esse tipo de tecnologia pode ajudar a reduzir uma desigualdade histórica: crianças cujos pais possuem maior escolaridade normalmente contam com mais auxílio doméstico nos estudos. A condição, novamente, seria utilizar IA como apoio e não como substituição do trabalho humano.
Regulação
Para Dweck, a expansão da tecnologia precisa vir acompanhada de regulação. Ela rejeitou a ideia de autorregulação das empresas e comparou o desafio internacional da inteligência artificial ao enfrentado no passado com a tecnologia nuclear. O risco, na sua avaliação, não está apenas na substituição de empregos, mas também no uso para ataques, espionagem, invasão de sistemas e aplicações militares.
A ministra defendeu ainda o direito de remuneração dos produtores de conteúdo utilizado por sistemas de inteligência artificial. Para ela, modelos não deveriam simplesmente se apropriar do material produzido por terceiros para treinamento.
Nova nuvem
A política de soberania digital começa agora a entrar em uma segunda fase. Se a Nuvem de Governo criada a partir de 2023 procurou assegurar principalmente residência dos dados, operação nacional e proteção das cargas críticas, a futura Nuvem Brasileira pretende reduzir também dependências tecnológicas.
O projeto oficial estabelece como objetivo aumentar o controle nacional sobre a infraestrutura de computação em nuvem e estimular o desenvolvimento de tecnologia no país. A primeira fase envolve estudos e diagnóstico; depois virão a modelagem técnica, jurídica e de negócios e, finalmente, a implementação.
O Serpro afirma que o conceito não exige que todo hardware ou software seja brasileiro. O objetivo é identificar as dependências e garantir que o Estado possa continuar operando mesmo se determinado fornecedor ou tecnologia deixar de estar disponível. Para testar isso, a estatal chegou a desenvolver um “teste de desconexão”: o ambiente é isolado da conexão externa para verificar se continua administrável e operacional.
É exatamente a diferença que atravessa toda a entrevista de Esther Dweck.
O governo não está propondo abandonar Microsoft, Amazon, Google, Oracle, Huawei ou outros fornecedores internacionais. Tampouco afirma possuir hoje autonomia tecnológica completa. A estratégia é usar o poder de compra do Estado para deslocar parte da infraestrutura para dentro do território brasileiro, submeter os dados mais críticos à jurisdição nacional, diversificar fornecedores, adotar padrões abertos e, progressivamente, aumentar a capacidade brasileira de operar e desenvolver a tecnologia.
Os mais de R$ 1,8 bilhão que Dweck diz já terem sido gastos por Serpro e Dataprev mostram que essa política deixou há algum tempo o terreno conceitual.
Mas a própria entrevista também revela o tamanho do caminho ainda pela frente: universidades federais dependentes de plataformas estrangeiras, dados governamentais que nem sequer estão completamente catalogados, centenas de aplicações de inteligência artificial surgindo dentro da administração e novos acordos tecnológicos internacionais sendo negociados.
A soberania digital que o governo procura construir começa, portanto, por uma pergunta aparentemente elementar que o Estado brasileiro ainda não consegue responder integralmente: quais dados possui, onde exatamente eles estão, quem controla a tecnologia que os processa e o que aconteceria se amanhã esse fornecedor deixasse de estar disponível.
Outros temas da gestão pública foram abordados na entrevista, mas o blog prefere destacar os que são do interesse dos seus leitores.
Leia menos
As redes sociais do ministro da Previdência, Wolney Queiroz, estão bombando com este vídeo abaixo. Manifesta sua confiança na resposta do eleitorado de Caruaru, do Agreste e do Estado, por fim, na eleição do seu pai José Queiroz para deputado estadual.
Compartilho com o desejo e a esperança de Wolney. Há políticos que honram o mandato outorgado pelo povo, que nunca decepcionam e que têm respeito à mais legítima arma do cidadão, que é o voto. Zé Queiroz é um deles.
Acompanho a sua trajetória desde que chegou à Prefeitura de Caruaru pela primeira vez nas eleições de 82. Dirigiu o município por quatro mandatos, entrando para a história como o melhor prefeito da terra de Vitalino, o País de Caruaru, como batizou o grande Nelson Barbalho.
Zé é um político decente, correto, ético, ficha limpa. Caruaru voltará a ter um legítimo e aguerrido representante na Assembleia Legislativa. Não tenho a menor dúvida disso.
O Datafolha divulga nesta quinta-feira (1º), no início da noite, uma nova rodada de pesquisas eleitorais com os números da corrida presidencial. Um pouco antes, serão divulgadas as pesquisas sobre a corrida eleitoral nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco e no Distrito Federal.
O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal Folha de São Paulo e é o último antes do debate desta noite.
Na pesquisa presidencial anterior, de 24 de setembro, Lula (PT) tinha 40% no 1º turno, seguido de Flávio Bolsonaro (PL), com 36%. Augusto Cury (Avante) aparecia no terceiro lugar, com 5%. As informações são do g1.
Leia maisNa simulação do 2º turno, Lula e Flávio estavam em empate técnico: o presidente com 47% e o senador com 45%.
Além das pesquisas Datafolha desta quinta-feira sobre as intenções de voto para o Palácio do Planalto na reta final da campanha, Datafolha e Quaest divulgarão novas rodadas no sábado (3), véspera da votação.
Veja abaixo quando estão previstas as próximas pesquisas:
Na véspera da eleição, estão previstas duas pesquisas nacionais sobre a corrida presidencial:
Os resultados apresentarão um retrato das intenções de voto nos períodos em que as entrevistas forem realizadas. Pesquisas não são uma previsão do resultado da eleição.
Leia menos
O ator, produtor musical e cerimonialista do serviço público Pedro de Souza morreu nesta quinta-feira (1º), no Recife, de causas naturais. Ao longo da carreira, atuou por mais de duas décadas na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, no papel do apóstolo Pedro, e também integrou o Teatro de Amadores de Pernambuco. Desde 2013, trabalhava como produtor musical do Quinteto Violado. O local do velório e do sepultamento ainda não foi definido pela família.
Por Antonio Magalhães*
“Devemos estar prontos para usar trapaça, fraude, violação da lei e mentira [….] Podemos e devemos escrever em uma linguagem que semeie entre as massas ódio, repulsa e desprezo por aqueles que discordam de nós”.
Não, leitor, esta proposta não é do campo político que controla hoje o governo. E ela não é vanguardista como a esquerda nacional imagina. Ao contrário, ela é, na verdade, antiga e ultrapassada. O autor da orientação é o político russo Vladimir Lênin (1870-1924), ideólogo e comandante da revolução soviética de 1917. Depois de 70 anos de comunismo na Rússia e na Europa Oriental, não sobrou nada de concreto do que ele pregava. Foram extintas as violentas e assassinas ditaduras que vigoraram na região e restou um saldo de miséria econômica.
Mas a ideologia, como um zumbi, não desapareceu. Ela se transformou, com os mesmos propósitos, em algo mais difícil de se detectar, misturando-se em meio a setores da sociedade, escolas, universidades, mundo das artes, na Justiça, em lugares onde é muito difícil prevalecer decisões para mudanças por votos populares, como partidos, Legislativo e Executivo
A eleição deste domingo é o pequeno espaço político em que o cidadão de bem pode agir para promover mudanças. Neste domingo, 4 de outubro, 158,7 milhões de eleitores brasileiros vão decidir, pelo voto ou pela ausência, o futuro do Brasil para os próximos quatro anos e muito mais à frente. Num país solidamente democrático, uma eleição seria apenas uma eleição, com votantes, candidatos, votos contabilizados e consagração dos eleitos. Mas esse não é o caso brasileiro.
Em 2022, os tribunais Eleitoral e Supremo semearam armadilhas tidas como legais para suprimir a vontade popular. Foram feitas intervenções contrárias à propaganda do candidato adversário do consórcio da época – STF/TSE/PT e velha imprensa -, beneficiando quem deixou a cadeia, depois de condenado em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro, para ser eleito ao cargo máximo da Nação.
Agora, neste pleito de 2026, mudou a forma de agir de quem não deseja deixar o poder. Sem tanta força na justiça eleitoral como antes, o grupo empoleirado nas altas esferas dos Três Poderes criam artifícios para neutralizar ilegalmente a candidatura oposicionista. Inclusive alertando para uma suposta intervenção estrangeira no pleito ou apelando com falsas promessas em situações variadas. Como a proposta de aumento no subsídio da Bolsa-Família para depois da eleição, numa esdrúxula compra fiada de votos. Ou a entrega a um custo alto de canetas emagrecedoras pelo SUS, quando o sistema sofre para ter medicamentos básicos.
Entrou também no cardápio de medidas eleitoreiras a suspensão das loterias online legais, as Bets. Aprovadas pelo próprio governo, o presidente decidiu cancelar as autorizações sob o argumento que estava endividando famílias. A enganação foi por meio de uma Medida Provisória do governo enviada ao Congresso para ser votada ou com validade vencida só no próximo ano. A iniciativa assustou investidores, clubes de futebol, fornecedores e uma extensa de rede de empregados assistida pelas Bets. Com fim dos sites legais de apostas, foram criadas no mesmo dia 415 plataformas ilegais. Após a iniciativa governamental, caem ainda a arrecadação de impostos. A receita dos jogos na casa de bilhões de reais passa agora limpinha para o caixa do crime organizado.
A insegurança jurídica afetou os meios econômicos. Mas o que mais mexeu com o imaginário eleitoral foram postagens com a notícia falsa de que Flávio Bolsonaro iria destituir Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil, se fosse eleito presidente da República. Uma grande mentira propagada na Basílica de Aparecida pelo arcebispo, exonerado do cargo pelo Papa Leão 14, Dom Orlando Brandes.
Com o discurso alinhado aos petistas, registrado em vídeo, segundo a BBC Brasil, Brandes afirmou que rumores apontam que, caso eleito presidente, Flávio Bolsonaro poderá vir a atender uma reivindicação de setores evangélicos. “No caso de continuidade da expansão de evangélicos entre os brasileiros, cabe também perguntar se o país não consolidará uma transição cultural rumo a um conservadorismo ainda mais rígido em relação aos costumes. Não falo isso fazendo um juízo de valor a priori, qualificando tal fenômeno como bom ou ruim, mas é inevitável pensar se o Brasil continuará a ser “Brasil” caso a maioria religiosa do país deixe de ser católica”, acrescentou o religioso demitido pelo Papa por sua pregação militante.
Depois de passar a erguer imagens de Nossa Senhora em atos da campanha, o presidente petista também levou o caso da padroeira para a propaganda eleitoral. Um vídeo postado na noite de terça-feira nas redes sociais do petista em formato de “nota oficial” diz ser inaceitável que Flávio Bolsonaro desrespeite religiosos. É onde cabe a célebre expressão do escritor francês François La Rochefoucauld: “A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”. O mesmo quando uma pessoa sente a necessidade de fingir que segue os padrões corretos.
No episódio, bispos e padres católicos militantes da esquerda, uniram-se à ala radicalmente antirreligiosa, encarnada pelo PT, para atacar evangélicos visando derrotar a candidatura de oposição. A CNBB negou qualquer responsabilidade por este caso, embora em seus quadros estejam os bispos mais radicais que assinam notas contra a oposição.
E na noite desta quarta-feira, 30, veio uma decisão deste caso por parte do TSE. A Corte decidiu manter a exclusão de postagens que veiculam a notícia falsa de que Flávio Bolsonaro iria destituir Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil, se fosse eleito presidente da República.
A santa, acreditam os que têm fé, inspirou a Corte para barrar tal estupidez. Quem defende “fazer o diabo para ganhar a eleição” viu a verdade suplantar a mentira. Cabe lembrar, caro leitor, que sua decisão na hora do voto ou no esforço para comparecer ao local de votação vão ser decisivos para você, sua família e sua descendência ter um futuro com liberdade garantida e prosperidade. É isso.
*Jornalista
