











Enfim, redução da jornada avança
O presidente Lula (PT) começou o seu dia, ontem, tratando da redução da jornada de trabalho 6×1 num encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O Governo tem pressa em aprovar a matéria por se tratar de mais um aceno ao trabalhador em ano eleitoral.
O impasse está na regulamentação do projeto e no ano da sua entrada em vigor. O Governo quer pra já, mas o empresariado exige um período para adaptação e nada de imediato, porque a medida onera as empresas e não há contrapartida do Governo para aliviar o impacto no caixa das empresas.
Segundo o presidente da Câmara, a redução de 44 horas para 40 horas semanais de trabalho prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da escala 6×1 será aplicada em até um ano. Os dois dias de folga por semana passarão a valer 60 dias após a promulgação.
Leia maisNa prática, em 60 dias após a promulgação do texto, na Câmara e no Senado, haverá uma redução imediata de duas horas e, em até 12 meses, mais duas horas serão reduzidas da jornada. A PEC estabelece o fim da escala 6×1 e garante dois dias de folga semanais a todos os trabalhadores mediante redução da jornada máxima de 44 para 40 horas, com manutenção do salário atual.
As duas folgas semanais, que não precisarão ser consecutivas, serão aplicadas já este ano. A PEC será votada ainda nesta semana na comissão especial e, na sequência, seguirá para análise do plenário da Câmara, também com previsão de votação nesta semana.
SENADO SEM PREVISÃO – No Senado, ainda não há definição sobre o calendário de tramitação. Mas o governo tenta votar a proposta antes das eleições. Se os senadores mudarem o texto, a proposta volta para a Câmara. Motta tratou com Lula de medidas para mitigar impactos da mudança sobre o mercado de trabalho. Segundo ele, a ideia é facilitar contratações por microempreendedores individuais.

Boulos só atrapalha – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se queixou a integrantes do Palácio do Planalto e ao próprio presidente Lula da postura do ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência. A avaliação, compartilhada também por um grupo de líderes da Câmara, é que o ministro tensiona o debate e busca desgastar politicamente os parlamentares diante da opinião pública. Motta também se queixou de Boulos a integrantes do governo que acompanham as negociações em torno do fim da 6×1. Segundo relatos, ele reforçou essas críticas aos ministros José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho), além de parlamentares do PT.
Os deputados pernambucanos do contra – Cinco deputados da bancada pernambucana no Congresso assinaram a emenda do deputado Sérgio Turra (PP-RS), que prevê a possibilidade de trabalhadores brasileiros cumprirem até 52 horas semanais: Pastor Eurico (PSDB), Clarissa Tércio (PP), Coronel Meira (PL), Fernando Coelho Filho (União Brasil) e Augusto Coutinho (Republicanos). O texto também adia para 2036 o início das mudanças na carga horária e vem enfrentando pressão popular e retirada de apoios em outros estados.
Lula na radioterapia – O presidente Lula iniciou, ontem, um tratamento de radioterapia por causa de um câncer no couro cabeludo retirado há cerca de um mês. O tratamento não foi informado inicialmente pelo Palácio do Planalto e só foi divulgado após a primeira sessão do presidente no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. Em nota, o hospital afirmou que “após a retirada de lesão basocelular em 24/04/26, optou-se por tratamento complementar com radioterapia superficial preventiva no couro cabeludo, que teve início nesta segunda-feira”.

Nova desembargadora – O Pleno do Tribunal de Justiça de Pernambuco elegeu, ontem, por aclamação, a juíza Virgínia Gondim Dantas como nova desembargadora da Corte. Titular da 34ª Vara Cível da Capital, a magistrada ocupará a vaga deixada pelo desembargador Antenor Cardoso Soares Júnior, aposentado recentemente. A posse está marcada para hoje, às 11h, no Salão Nobre do Palácio da Justiça. A escolha ocorreu por meio do edital de promoção ao cargo de desembargadora pelo critério de merecimento feminino.
CURTAS
CENTRO – Do deputado Antônio Moraes (PP), em entrevista ontem na Rádio Folha: “A força de Lula no interior de Pernambuco é uma coisa impressionante. E o que João tentou fazer nesse mapa político foi jogar Raquel como uma candidata da direita radical. Então, o papel de Túlio (na chapa) é mostrar que ela é uma pessoa de centro, não é de esquerda, mas quer governar, e não quer fazer política por política”.
CASEIRA – Alexandre Oltramari, apresentado ontem como o novo marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL ao Planalto, foi uma solução caseira para resolver o problema da saída de Marcello Lopes, o Marcellão, na semana passada. Ele já estava na equipe da pré-campanha.
+Dois novos quadros de jornalistas reforçam hoje com perguntas ao pré-candidato do PSD ao Planalto, Ronaldo Caiado, o meu podcast Direto de Brasília em parceria com a Folha de Pernambuco: Eliane Cantanhede, ex-GloboNews Brasília, e Fernando Rêgo Barros, diretor de jornalismo da TV Tribuna.
Perguntar não ofende: Por que nem Túlio Gadelha a governadora confirma como candidato ao Senado na sua chapa?
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Por Igor Maciel – JC
A decisão de Anderson Ferreira (PL) de sair da disputa pelo Senado e caminhar para uma candidatura à Câmara Federal, revelada pela jornalista Terezinha Nunes, do Blog Dellas, no JC, tem sentido claro de autopreservação política.
Anderson estava no jogo como o nome mais claramente identificado com o bolsonarismo na disputa majoritária em Pernambuco. Essa posição dava a ele uma marca eleitoral nítida, mas carregava um risco concreto em um estado de maioria lulista. O voto de direita bolsonarista e não bolsonarista alcança 30% em Pernambuco, mas os outros 70% se concentram na esquerda.
A depender do desenho da eleição, Anderson poderia receber uma votação expressiva, mobilizar o eleitorado de direita e, ainda assim, terminar fora das duas vagas ao Senado. Para um político que já está sem mandato desde 2022, esse tipo de derrota teria custo alto demais. Ficar sem mandato é caro para o capital político.
Leia maisAnderson se desincompatibilizou em abril de 2022 da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes para disputar o Governo de Pernambuco. Deixou no cargo o vice e aliado Mano Medeiros. A política, porém, não preserva espaço vazio por gratidão. Com o tempo, Mano formou seu próprio grupo na cidade, disputou a reeleição, venceu e consolidou uma base própria em Jaboatão.
Anderson, derrotado na eleição estadual de 2022, ficou sem mandato e viu seu principal território político deixar de ser apenas extensão de sua liderança pessoal. Um político precisa ter onde colocar seu grupo para continuar trabalhando por seu nome. Mantê-los sem estrutura de um mandato vai ficando custoso e cada novo ciclo eleitoral passa a ser um fardo mais pesado.
Esse é o ponto central da decisão. Uma candidatura ao Senado poderia recolocar Anderson em evidência e ampliar sua fragilidade com uma derrota. Perder uma eleição proporcional é diferente de perder uma disputa majoritária depois de anos fora do poder. Na eleição para deputado federal, ele volta a disputar um mandato com base conhecida, marca partidária forte e estrutura familiar no PL.
Na eleição para o Senado, enfrentaria uma disputa mais larga, mais cara, mais plebiscitária e com menor margem para erro. Se perdesse, passaria mais quatro anos sem mandato. Para qualquer político profissional, esse é um horizonte perigoso. Para alguém que já perdeu espaço em sua principal base municipal, o perigo é ainda maior.
Anderson era visto como o candidato bolsonarista mais natural ao Senado em Pernambuco depois que Gilson Machado foi para o Podemos e anunciou candidatura à Câmara Federal.
O eleitorado de direita existe, é competitivo e pode ser decisivo em uma das vagas. Ainda assim, não tem maioria automática no estado. Anderson poderia concentrar o voto mais à direita e ficar preso a um teto eleitoral insuficiente para conquistar a vaga. A decisão de não enfrentar a disputa indica a percepção de que uma grande votação não necessariamente bastaria.
As consequências mais relevantes da desistência aparecem no palanque de Raquel Lyra (PSD). Sem Anderson na disputa, o campo governista passa a ter espaço para organizar uma vaga mais competitiva ao Senado no centro ou na centro-direita. O tabuleiro geral começa a se desenhar com três nomes de perfil lulista ou próximos ao campo de Lula: Túlio Gadêlha (PSD), Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT). A quarta posição de maior potencial fica aberta para um nome com capacidade de concentrar votos do eleitorado à direita ou distante do lulismo.
É nesse ponto que crescem as pressões entre Dudu da Fonte (PP) e Miguel Coelho (União). Com Anderson fora da disputa, a votação conservadora, liberal ou simplesmente anti-lulista tende a procurar uma candidatura viável e encontrará o ocupante dessa vaga.
Dudu e Miguel passam a disputar um espaço mais valioso do que antes. O prêmio político aumentou.O custo da divisão também. Quanto mais os dois avançarem sobre o mesmo eleitorado, maior será a tensão dentro da própria base da governadora.
Carlos Sant’Anna (Novo), com candidatura avulsa e sem vinculação oficial à chapa de um candidato ao governo, também passa a ter papel na reorganização desse voto. Ele pode captar parte do segundo voto de eleitores mais à direita que não se sintam representados integralmente pelos nomes acomodados nas chapas majoritárias. Uma candidatura fora do centro institucional da disputa também interfere no cálculo.
A saída de Anderson Ferreira, portanto, não esvazia a direita. Ela muda o endereço provável desse eleitorado. A decisão também mostra que, para ele, a volta à Câmara Federal oferece uma rota menos arriscada para recompor força política, recuperar mandato e reorganizar influência dentro do PL. O Senado oferecia uma vitrine maior e carregava o risco de produzir uma derrota mais danosa.
A Câmara entrega um caminho mais seguro para quem precisa voltar ao jogo antes de tentar voos mais altos.
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Trabalhadores terceirizados ligados à montagem do São João, São Pedro e da Festa da Emancipação Política de Sirinhaém afirmam que ainda não receberam pelos serviços prestados nos eventos realizados no município no ano passado. Em vídeos divulgados nas redes sociais, profissionais vinculados à Balla Produções cobram esclarecimentos da Prefeitura de Sirinhaém e relatam que a empresa responsável pelas contratações teria informado que também não recebeu os valores da gestão municipal. “O São João que a gente fez ano passado, a gente não recebeu ainda”, afirmou um dos trabalhadores nas publicações.
As cobranças ocorrem em meio a questionamentos sobre processos licitatórios no município. Um documento publicado no Portal da Transparência de Sirinhaém mostra que os três primeiros colocados em uma concorrência eletrônica para obras de pavimentação apresentaram diferença mínima de valores, incluindo uma variação de apenas um centavo entre propostas. Nos vídeos, os trabalhadores também pedem atenção do Ministério Público e questionam a realização de novos eventos sem a quitação dos serviços anteriores. “Quem trabalhou merece receber”, diz uma das publicações compartilhadas nas redes sociais. Até o momento desta publicação, a gestão do município não havia se manifestado sobre as cobranças. O espaço segue aberto.
O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) pediu vista nesta segunda-feira (25) e adiou a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do fim da escala de trabalho 6×1 na comissão especial. Com o tempo para a análise, a votação do projeto será retomada na próxima sessão.
De acordo com o relator Leo Prates (Republicanos-BA) e com o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), a tendência é que a votação seja retomada quarta-feira (27) e quinta-feira chegue ao plenário da Casa. As informações são da CNN.
Leia maisNatural em processos de tramitação no Congresso Nacional, o pedido de vista consiste no adiamento da discussão ou votação do projeto para a sessão seguinte. O intervalo de tempo deve servir para a base governista convencer os parlamentares que faltam para consolidar a aprovação da PEC na comissão e no plenário da Casa.
O desejo do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), é que o texto final de Prates seja votado em plenário ainda nesta semana. Com o aval da Câmara, o texto segue para o Senado Federal.
Para voltar à discussão na comissão especial, é preciso esperar suas sessões no plenário da Câmara. Motta sinalizou que deve marcar uma sessão para esta terça e uma outra para a manhã de quarta.
Com isso, o texto poderia ser votado na noite da própria quarta no plenário ou na quinta pela manhã.
Para voltar à discussão na comissão especial, é preciso esperar suas sessões no plenário da Câmara. Motta sinalizou que deve marcar uma sessão para esta terça e uma outra para a manhã de quarta.
Com isso, o texto poderia ser votado na noite da própria quarta no plenário ou na quinta pela manhã.
Em reunião nesta manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi acordada uma redução de duas horas na carga horária semanal após 60 dias da promulgação da nova regra. Depois, após 12 meses, deverá ser implementada a jornada máxima de 40 horas.
A Constituição prevê atualmente uma jornada semanal máxima de 44 horas. O relator sustenta, no entanto, que após os 60 dias da promulgação, ao garantir as duas folgas, o trabalhador já terá direito a uma escala 5×2.
“A jornada é o total que você pode trabalhar em uma semana. Escala é como você arruma esse tempo. A [redução da] escala será feita em 60 dias [após a promulgação], que foi o mote que mobilizou o Brasil”, afirmou Prates a jornalistas.
Com isso, no período em que a escala esteja em 42 horas, os trabalhadores terão uma jornada diária de 8 horas e 24 minutos.
O texto também fala da intenção de incluir no parecer uma sugestão, que já tinha sido levantada na semana passada, para trazer mais funcionários para a CLT. Para isso, uma das ferramentas seria flexibilizar a alocação da jornada de trabalho para quem ganha mais de R$ 23 mil e esteja registrado.
A ideia seria ter um teto de 160 horas mensais que poderiam ser alocadas de acordo com a negociação entre o empregador e o funcionário. Segundo Prates, os trabalhadores que recebem acima desse valor e são contratados como PJ (pessoa jurídica) já não são submetidos a escalas de trabalho definidas.
Para o relator, isso tornaria mais atraente a conversão de trabalhadores em regime PJ para o CLT por justamente permitir às empresas que tenham uma flexibilidade parecida entre os trabalhadores que são registrado e os que são informais.
Segundo Prates, o cronograma ideal estima cerca de 30 dias para o Senado analisar o texto após a aprovação na Câmara.
O pedido de vista, no entanto, foi visto como “esperado” pelo relator. Prates disse que isso já era calculado.
“É um direito legítimo o período de vista. Eu respeito. Fizemos o máximo, tem sugestões que vieram de críticas que vieram da oposição. Estou tranquilo. Meu norte seria um texto médio, a gente tentou. Estamos há mais de uma ano nesse trabalho. O parlamento representa visões diferentes, então é natural não só o pedido de vista como a posição contrária”, disse.
Na reunião com Lula, Hugo Motta afirmou ter tratado sobre o caso dos MEIs (microempreendedores individuais). Para mitigar impactos no mercado de trabalho, medidas específicas serão tratados via projeto de lei, como a atualização do limite de faturamento para se enquadrar na categoria e a possibilidade de contratação de mais de uma pessoa.
Regras para servidores públicos também deverão ser tratadas por meio de projeto de lei. Em acordo com o governo, os casos mais específicos serão tratados por meio do projeto enviado pelo Executivo. Essa matéria deverá trazer as nuances infraconstitucionais e as previsões direcionadas a setores com jornadas diferenciadas.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para a próxima semana uma reunião ministerial para acertar as ações dos novos titulares das pastas. O encontro está marcado para quarta-feira, véspera do feriado de Corpus Christi.
Essa será a segunda reunião ministerial do ano. A primeira aconteceu em 31 de março e serviu para marcar as trocas nos comandos das pastas com as saídas de ministros que vão disputar a eleição deste ano. Houve mudanças no comando de 18 ministérios. As informações são do jornal O GLOBO.
Agora, Lula convocou o novo encontro para alinhar ações de olho nas eleições de outubro. Pela lei, o presidente só pode, por exemplo, participar de inaugurações de obras até 4 de julho
Leia maisCom as mudanças do começo de abril, o governo passou a ser composto em grande parte por nomes de menor expressão política e rostos menos conhecidos. Os antigos secretários executivos foram promovidos a titular na maioria dos ministérios em que houve trocas. Esse tipo de substituição aconteceu, por exemplo, na Fazenda e na Casa Civil, com as promoções de Dario Durigan e Mirian Belchior para os lugares de Fernando Haddad e Rui Costa, respectivamente.
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O Supremo Tribunal Federal (STF), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça passaram a discutir uma resposta institucional do Brasil à decisão da Justiça dos Estados Unidos que autorizou a notificação do ministro Alexandre de Moraes em uma ação movida em território norte-americano. A informação foi revelada pelo G1 e confirmada por O GLOBO.
O advogado americano Martin De Luca, que representa a plataforma de vídeos Rumble e a Trump Media & Technology Group, afirmou nesta segunda-feira que Moraes foi formalmente comunicado sobre o processo por e-mail. As informações são do jornal O GLOBO.
As empresas acionaram a Justiça americana na tentativa de barrar ordens de bloqueio e restrição determinadas pelo magistrado brasileiro. As companhias alegam que as decisões configuram censura e violam garantias previstas na Constituição dos EUA.
Leia maisAs conversas entre STF, AGU e Ministério da Justiça avaliam quais instrumentos jurídicos e diplomáticos podem ser acionados diante do caso. O assunto é tratado de forma reservada. Na AGU, o Departamento de Assuntos Internacionais foi escalado para dialogar com o STF. O ministro Jorge Messias não tratou do tema pois retornou de férias nesta segunda-feira. De acordo com integrantes do governo envolvidos nas discussões, as conversas estão em fase preliminar.
Pela legislação brasileira, magistrados só podem ser responsabilizados em situações excepcionais, como fraude, dolo ou omissão deliberada no exercício da função. A Constituição, por outro lado, estabelece a responsabilidade objetiva do Estado por danos causados por agentes públicos.
Em março, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento sob sigilo, rejeitou o cumprimento de uma carta rogatória enviada pela Justiça americana para intimar Moraes.
Dessa forma, a notificação por e-mail autorizada por uma corte da Flórida e enviada nesta segunda-feira foi interpretada por integrantes do Judiciário brasileiro como uma medida fora do rito tradicional, que normalmente ocorre por vias diplomáticas.
A Justiça americana acolheu o argumento das plataformas de que os mecanismos formais de cooperação estariam travados no Brasil. Na prática, o envio da notificação eletrônica busca permitir o avanço da ação nos Estados Unidos.
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Um grupo de dez deputados estaduais da oposição anunciou, nesta segunda-feira (25), que irá denunciar em coletiva de imprensa marcada para amanhã (26), problemas na rede estadual de saúde de Pernambuco. Segundo os parlamentares, hospitais administrados pelo Governo do Estado enfrentam superlotação, fechamento de leitos, corte de investimentos e precarização estrutural.
De acordo com os deputados, também há suspeitas de tentativas de maquiar a situação enfrentada por pacientes e profissionais de saúde nas unidades hospitalares estaduais. O grupo afirma ter reunido documentos, relatos e dados sobre o cenário da saúde pública pernambucana.
Os parlamentares prometem divulgar novas denúncias envolvendo hospitais da rede estadual e detalhar os problemas identificados nas unidades. Os deputados da oposição afirmaram ainda que irão cobrar esclarecimentos do Governo de Pernambuco sobre a condução da política pública de saúde e as condições de funcionamento dos hospitais estaduais.
Por Anthony Santana – Blog da Folha
Em reunião com representantes do polo de confecções do Agreste, no Palácio do Campo das Princesas, nesta segunda-feira (25), a governadora Raquel Lyra (PSD) anunciou a criação de um grupo de trabalho para elaboração de propostas que ajudem os trabalhadores do setor, que deve ser afetado pelo fim da tarifação sobre produtos de até 50 dólares exportados.
De acordo com a gestora, uma reunião realizada no dia 20, em Santa Cruz do Capibaribe, resultou na construção de uma agenda estratégica para o setor, envolvendo a revisão da tributação do estado, a ampliação da qualificação profissional em moda e design, a comunicação para permitir a penetração dos produtos em outros mercados, entre outros.
Leia maisO grupo de trabalho deverá elaborar estratégias adicionais para a proteção do mercado de confecções do estado. Além de subsidiarem o governo do estado, as propostas deverão ser apresentadas à bancada pernambucana na Câmara e ao governo federal.
“Nós vamos adotar um acompanhamento junto ao Congresso Nacional que já temos feito, mas de maneira estruturada e esse grupo de trabalho nos apresentar no prazo de 30 dias as propostas que podem ser feitas para dentro do estado e para fora do estado”, declarou Raquel Lyra.
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O Sebrae Nacional, em parceria com o Sebrae Pernambuco e o Sebrae Alagoas, apresentou nesta terça-feira (26) o projeto “Rota dos Corais – Conexão do Litoral Sul de Pernambuco ao Norte de Alagoas”. A iniciativa prevê investimento superior a R$ 3,3 milhões para integrar 14 municípios dos dois estados em uma estratégia de turismo sustentável e regenerativo voltada à preservação ambiental, inclusão produtiva e fortalecimento da cadeia turística regional. Segundo o Sebrae, a expectativa é beneficiar diretamente cerca de mil empreendedores ligados ao setor.
O projeto vai conectar municípios turísticos como Porto de Galinhas, Tamandaré e Maragogi a cidades menos exploradas pelos roteiros tradicionais, como Japaratinga e São José da Coroa Grande. Também integram a rota Barra de Santo Antônio, Paripueira, Passo de Camaragibe, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres, em Alagoas, além de Barreiros, Cabo de Santo Agostinho, Rio Formoso e Sirinhaém, em Pernambuco. A proposta inclui ações voltadas a hotelaria, gastronomia, receptivo turístico, artesanato, pesca artesanal e serviços ligados ao turismo.
Leia maisDe acordo com o Sebrae, os participantes terão acesso a consultorias, oficinas e capacitações voltadas à gestão, qualificação profissional e formalização dos negócios. “Esse projeto surge como uma iniciativa visionária para o turismo sustentável do Nordeste brasileiro”, afirmou o superintendente do Sebrae Pernambuco, Murilo Guerra. O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, destacou que “cerca de 97% das empresas do setor de Turismo são de pequenos negócios”.
A execução do projeto foi dividida em quatro etapas, incluindo diagnóstico territorial, formação de governança turística, capacitação profissional, desenvolvimento de produtos turísticos integrados e promoção comercial. A iniciativa também prevê ações ligadas à regeneração ambiental, com participação de projetos voltados à restauração de corais e valorização da gastronomia regional.
Segundo os organizadores, a expectativa é que o programa contribua para crescimento de 20% no volume de negócios ligados ao turismo até 2028. O Sebrae também projeta aumento da formalização de empreendedores e adoção de práticas sustentáveis e de melhoria na gestão dos negócios participantes.
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O deputado Leo Prates (Republicanos-BA) apresentou o relatório para a PEC do fim da 6×1 nesta segunda-feira (25) propondo uma transição de 14 meses para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
O relatório propõe que a redução seja feita em duas “parcelas” de 2 horas cada. A primeira será feita 60 dias depois da promulgação do texto. A segunda será feita 12 meses depois, totalizando 14 meses após a promulgação. As informações são da CNN.
Leia maisO texto também estabelece que as convenções coletivas poderão ampliar a duração do trabalho para mais de 8 horas diárias, por um período de 12 meses de transição. A medida seria para respeitar o teto de 42 horas semanais neste momento.
O fim da escala 6×1 e a passagem para dois dias de descanso também seriam feitos 60 dias depois da promulgação do texto.
O texto foi apresentado depois de um atraso no cronograma. Prates pretendia divulgar o relatório na semana passada, mas a disputa entre governo e oposição justamente pelo período de transição fez com que o deputado precisasse de mais tempo para costurar os acordos.
O anúncio do acordo entre o governo, o relator e a cúpula da Câmara foi feito de forma conjunta na Câmara, nesta tarde. Além de Hugo Motta e do relator, também estavam presentes os ministros Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) e José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais).
O texto também fala da intenção de incluir no parecer uma sugestão, que já tinha sido levantada na semana passada, para trazer mais funcionários para a CLT. Para isso, uma das ferramentas seria flexibilizar a alocação da jornada de trabalho para quem ganha mais de R$ 23 mil e esteja registrado.
A ideia seria ter um teto de 160 horas mensais que poderiam ser alocadas de acordo com a negociação entre o empregador e o funcionário. Segundo Prates, os trabalhadores que recebem acima desse valor e são contratados como PJ (pessoa jurídica) já não são submetidos a escalas de trabalho definidas.
Para o relator, isso tornaria mais atraente a conversão de trabalhadores em regime PJ para o CLT por justamente permitir às empresas que tenham uma flexibilidade parecida entre os trabalhadores que são registrados e os que são informais.
O texto também determina que uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias para mitigar os impactos para as pequenas e médias empresas. A ideia é que elas possam manter os níveis de trabalho.
Depois da votação na comissão especial, a PEC vai ao plenário. A expectativa do presidente da Câmara é votar ainda nesta semana em dois turnos e encaminhar o texto ao Senado. Tanto o governo quanto Motta querem que a votação na Casa Alta se dê em até 30 dias depois da aprovação na Câmara.
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Por Clara Oliveira – Blog da Folha
O deputado estadual Antônio Moraes (PSD) acredita que a chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) para as eleições de outubro terá forças políticas equilibradas para transparecer um posicionamento centralizado. Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM nesta segunda-feira (25), o parlamentar afirmou que o ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo do estado, João Campos (PSB), tentou associar a imagem da gestora estadual ao campo político da direita na tentativa de afastá-la do eleitorado do interior, que vota majoritariamente em aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Diante desse contexto, Raquel teria decidido estruturar uma chapa mais equilibrada, que agregue nomes da esquerda lulista, como o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), que concorreria ao Senado.
Leia mais“A força de Lula no interior de Pernambuco é uma coisa impressionante. E o que João tentou fazer nesse mapa político foi jogar Raquel como uma candidata da direita radical. Então, o papel de Túlio (na chapa) é mostrar que ela é uma pessoa de centro, não é de esquerda, mas quer governar, e não quer fazer política por política”, afirmou Antônio Moraes.
Além disso, o deputado reforçou a relação administrativa firmada entre Raquel Lyra e o presidente Lula. Na percepção de Moraes, o fato de a chefe do Executivo estadual não ter pedido votos para o presidente na eelição de 2022, optadando pela neutralidade política, não interfere na parceria construída nos últimos três anos.
“Mesmo não declarando o voto a Lula, Raquel teve a competência de ir no primeiro dia de gestão dela para Brasília procurar o presidente, levar projetos e pedir a ele para que fizesse parcerias com Pernambuco. Então, isso é importante. Política se faz na época da política”, defendeu o deputado estadual.
Eleições 2026
Antônio Moraes analisou o cenário político da eleição para o governo de Pernambuco neste ano. De acordo com o parlamentar, haverá uma disputa acirrada, mas que, possivelmente, será decidida ainda no primeiro turno.
Moraes também comentou que o quadro está polarizado, porém, a governadora Raquel Lyra tem os objetivos centrados no estado, enquanto seu principal adversário, João Campos, já está pensando nas próximas eleições federais.
“Pernambuco sempre teve eleições acirradas. A gente tem uma governadora bem avaliada, que é candidata à reeleição, e temos um candidato que foi prefeito do Recife, mas que a cabeça está na Presidência da República. Era um sonho do pai (Eduardo Campos), e eu acho que ele trabalha muito em cima disso”, concluiu.
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Por Andréia Sadi – G1
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, justificou a visita do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro à casa de Daniel Vorcaro, após a prisão domiciliar do banqueiro, como uma tentativa de obter o restante do dinheiro para o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
“Foi visitar depois para ver se conseguia o restante do dinheiro. [Vorcaro] estava sendo investigado, não foi condenado a nada”, afirmou Valdemar em entrevista ao Estúdio i, nesta segunda-feira (25).
O presidente do PL também considerou normal a visita do senador ao banqueiro. “Nós não temos dúvida de que foi uma barbaridade o que o Vorcaro fez no país, mas isso é normal. O que o Flávio fez é a coisa mais natural do mundo”, disse.
Na semana passada, Flávio Bolsonaro afirmou que se reuniu com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025, para “botar um ponto final na questão” do financiamento do filme “Dark Horse” (termo em inglês para “azarão”).
“Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, é dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco” , disse Flávio a jornalistas.
Valdemar Costa Neto também afirmou que ficou sabendo da relação e da conversa entre Flávio e Vorcaro pela primeira vez pela imprensa.
“Pela imprensa. Nunca soube; ele nunca falou sobre isso. No dia em que estourou, nós fizemos uma reunião para ver como é que ele ia responder, e aí ele [Flávio Bolsonaro] disse que teve [a reunião] porque tinha necessidade de arrecadar dinheiro para o filme do pai”, disse.
Questionado sobre a motivação do empréstimo para o filme “Dark Horse” e se não enxerga nenhum problema no dinheiro de Vorcaro ser usado para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, Valdemar pontua que haveria um problema se o senador e pré-candidato tivesse pedido o dinheiro para bancos públicos como a Caixa e o Banco do Brasil.
“Eu fiquei surpreso. Mas acontece que ele estava, ele [Flávio Bolsonaro] queria resolver o caso do banco [Master]. Ele [Daniel Vorcaro] estava devendo, e ele [Flávio] foi falar, não achou problema nenhum em falar com o Vorcaro mesmo nessa situação. Eu acho que se o Flávio tivesse pedido o dinheiro para o Banco do Brasil, para a Caixa Econômica Federal, teria problema, porque seriam órgãos públicos”.
Flávio Bolsonaro ‘candidato pra valer’
Ainda durante a entrevista ao Estúdio i, Valdemar afirmou que as revelações sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro não implicam na pré-candidatura do senador à Presidência da República.
“Ele [Flávio Bolsonaro] é o candidato do [Jair] Bolsonaro e nós vamos até o fim nessa história porque ele vai ganhar as eleições. A Michele está fora de questão. Ela não é candidata à Presidência”, disse.
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