











Uma avalanche de lama aconteceu sobre um rio na fronteira do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete chinês, hoje, provocando enchentes catastróficas que engoliram casas, estradas, pontes. O número de mortos subiu para 95 pessoas no lado nepalês, segundo os dados mais recentes, com centenas de desaparecidos.
Do outro lado da divisa, um deslizamento de terra atingiu o Porto de Gyirong, importante passagem terrestre para o território tibetano, bloqueando vias, causando um apagão nas telecomunicações e interrompendo o fornecimento de energia para a região. Dezenas de pessoas também ficaram feridas e mais de 380 turistas, incluindo 291 estrangeiros que estavam na área conhecida por suas rotas de peregrinação hindu, são dados como desaparecidos.
Leia maisQual foi o gatilho da tragédia?
O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, confirmou as suspeitas de que um terremoto provocou uma avalanche de gelo e rochas no Himalaia, a qual, por sua vez, provocou uma cheia repentina no rio Lhende Khola, que atravessa tanto o Nepal quanto o Tibete. Em seguida, vieram as enchentes relâmpago nos vales abaixo.
Enquanto isso, a agência de notícias estatal chinesa Xinhua informou que os danos em solo tibetano estão conectados a um deslizamento de terra ocorrido no lado nepalês das montanhas. O dano se estendeu até o condado de Gyirong, no Tibete.
Autoridades no Nepal alertaram que uma segunda inundação pode ocorrer, uma vez que o rio Lhende Khola segue obstruído. Alertas de inundação também foram emitidos nos estados indianos de Bihar e Uttar Pradesh, que fazem fronteira com o Nepal, visto que vários rios descem do Himalaia em direção às suas planícies.
“O rio Lhende Khola transbordou duas vezes em quatorze meses; desta vez, o evento foi desencadeado por uma avalanche de gelo e rocha proveniente de uma geleira no lado nepalês, que bloqueou o rio e liberou uma onda repentina de água rio abaixo”, disse Saswata Sanyal, especialista do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), em Katmandu. “Em um Himalaia que sofre com o aquecimento global, a primeira linha de defesa é o alerta precoce”, acrescentou ele.
A região do Himalaia, que abrange o Nepal e vários países vizinhos, é particularmente vulnerável a chuvas fortes, inundações e deslizamentos de terra, pois está aquecendo mais rapidamente do que o restante do mundo devido às mudanças climáticas causadas pela ação humana. Pesquisas indicam que eventos climáticos extremos, como ondas de calor e tempestades intensas, bem como o derretimento de geleiras, têm se tornado mais frequentes na região.
Cientistas em Katmandu constataram, no início deste ano, que as geleiras em toda a região do Himalaia Hindu Kush estão derretendo em ritmo acelerado; as taxas de perda de gelo dobraram desde o ano 2000, principalmente devido ao aumento das temperaturas globais e às mudanças climáticas.
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O Tribunal Regional Federal afastou o prefeito Beto do Sargento (PSD) do exercício de suas funções na cidade de Belém de Maria, mata sul de Pernambuco. A decisão foi assinada pelo desembargador Rodrigo Antonio Tenorio Correia e é um desdobramento da Operação Mamon, realizada na manhã de hoje, pela Polícia Federal.
Beto do Sargento também está proibido de ter acesso aos órgãos municipais. A decisão se estende também para Cristina Casale (atual secretária de Saúde), Leonardo de Oliveira, Nathali Ribeiro, Maria Jessica. O Tribunal comunicou a decisão ao presidente da Câmara, Jairo do Timbó (PT), para que dê encaminhamento a posso do vice-prefeito, Genivaldo da Trilha.
O TRE-PE julga, nesta tarde, os recursos envolvendo a cassação da chapa eleita em Cabrobó. Entre os elementos apontados no processo está a doação de R$ 27 mil feita à campanha por empresa que mantinha relação contratual com a Prefeitura, cuja regularidade é questionada nos autos.
O caso se soma a outro ponto considerado grave pela decisão de primeira instância: na carreata de 28 de setembro de 2024, dois postos teriam abastecido de forma massiva e simultânea veículos adesivados com o número 70. Busca e apreensão autorizada pela Justiça encontrou R$ 55.548,58 em vales-combustível, além de celulares e HDs.
Leia maisSegundo a perícia da Polícia Federal citada nos autos, o irmão do prefeito negociava valores e quantidades dos vales, enquanto o pai do prefeito efetuava pagamentos por meio de empresa sediada no Piauí e de terceiros. Naquele dia, o caixa dos postos teria alcançado R$ 126.352,51, muito acima dos R$ 2.390,60 e R$ 10.202,40 registrados nos dias anteriores.
A 77ª Zona Eleitoral reconheceu abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio. Agora, três recursos tentam reverter a decisão no TRE-PE. A Procuradoria Regional Eleitoral, porém, em parecer de 118 itens, opinou pelo não provimento de todos os recursos, mantendo posição contrária à reforma da sentença. O julgamento ocorre hoje e poderá definir o futuro político da chapa eleita em Cabrobó.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Na semana passada, comentamos por aqui como o candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, impressionou durante um almoço com políticos e empresários na Frente Parlamentar pelo Ambiente de Negócios. Ali, não compareceu o Renan lacrador, mas alguém bem mais sóbrio, e que parecia compreender como se dava o jogo da política exercido pelos deputados e senadores que o convidaram para uma sabatina.
Na ocasião, comentamos: Renan Santos se livra da lacração ou a lacração ronda seu modo de fazer política? O debate da Band no domingo (23) deu a resposta. A gravata laranja escolhida pelo candidato do Missão brilhava de lacração. Fraldas cheias para representar os adversários ausentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Lula chamado de “bêbado”, Flávio Bolsonaro de “cagão”.
Leia maisEntão, os cortes de Renan Santos para as redes sociais ficam prontos. Além das fraldas, o cartaz colado em frente ao púlpito vazio de Lula escrito “ladrão”. E outros momentos. No fundo, parece melhor para as pretensões de Renan Santos que Lula e Flávio Bolsonaro tivessem faltado. Ele diria e faria o mesmo se os dois estivessem presentes? Correria o risco de levar deles uma invertida em um ataque mais agressivo? É a eleição em tempos de Tik Tok. E Renan Santos parece à vontade para ela.
Para o diretor de Estratégia do DSC Lab, Tiago Falqueiro, Renan Santos é o candidato mais bem adaptado ao fluxo da produção de conteúdo digital. “Ele posta no tom e sobre o que sabe que viraliza”. Com isso, avalia que Renan “vai ganhando alcance das plataformas, que da mesma forma se alimentam de conteúdos polêmicos e de crítica”. Não por acaso, o Índice Brasil de Performance Digital (iBR), produzido pelo DSC Lab, bota Renan Santos com o segundo melhor desempenho, atrás somente de Flávio Bolsonaro.
Mas isso não parece se refletir em votos: Renan tem ficado entre 4% e 5% nas pesquisas, nos cenários de primeiro turno. “Em outros tempos, ele seria zero”, observa Falqueiro. Para o diretor do DSC Lab, tomando-se que é um candidato que antes era quase desconhecido, “já é uma estratégia de sucesso”. A lacração do candidato do Missão já vai deixando para trás nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
Então, nesse sentido, Tiago Falqueiro avalia que Renan Santos deverá crescer. É um pouco no que acredita o próprio Renan. Que seu desempenho digital irá se refletir mais no seu desempenho no mundo real à medida que as eleições foram se aproximando. Mas Falqueiro reconhece que pode haver diferença do ambiente digital para o real.
“A principal diferença que temos é que o ambiente na internet é naturalmente ‘mais estimulado’ que o das pesquisas”, observa Falqueiro. Os públicos dentro dos canais dos candidatos, seus partidos e correntes políticas estão mais propensos ao engajamento, a se moverem, e responderem às provocações. Essas métricas são medidas no iBR.
Nesse ambiente, considera Falqueiro, Flávio Bolsonaro, embora ainda seja o candidato que apresenta melhor desempenho digital, teria um problema com relação a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Flávio não consegue ser o porta-voz do politicamente incorreto como o pai era”, diz Falqueiro. “Tenta se adaptar e perde espaço”.
Há, porém, alguns outros analistas e observadores – alguns hoje integrados a campanhas de candidatos – que avaliam que o peso do desempenho digital pode estar sendo superestimado, especialmente levando-se em conta uma disputa polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro. Um ambiente que amorteceria o impacto de outros desempenhos.
Para alguns, as redes sociais hoje já seriam “mágica conhecida”, sem a mesma força de antes. E isso talvez até explique as várias trocas de marqueteiros nas campanhas. O rumo da comunicação desta vez não estaria muito claro. Por outro lado, o senador Cleitinho (Republicanos) lidera a corrida eleitoral em Minas, segundo maior colégio eleitoral.
Cleitinho parece ser a constatação de que o mundo digital tem sua força. Ele não é um senador ativo. Relatou poucos projetos. Não tem presença importante em comissões. E deveria ter perdido espaço com sua hesitação em ser ou não candidato. Se nada disso aconteceu, a razão maior deve ser seus mais de sete milhões de seguidores.
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A conclusão da Transnordestina, a defesa de uma política econômica voltada à geração de emprego, renda e redução das desigualdades e a preservação da estabilidade democrática estarão entre as prioridades de Marília Arraes (PDT) no Senado, caso seja eleita.
Durante sabatina da Rádio Jornal, hoje, a candidata detalhou como pretende atuar em algumas das principais decisões que passarão pela Casa nos próximos anos, posicionou-se contra a ampliação da autonomia do Banco Central, defendeu a harmonia entre os Poderes e destacou a importância de Pernambuco eleger dois senadores comprometidos com o projeto de governo do presidente Lula.
Leia maisDurante a entrevista, Marília apontou a conclusão do ramal pernambucano da Transnordestina como uma das prioridades de um futuro mandato e destacou o caráter estratégico da ferrovia para reduzir custos logísticos, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a competitividade da economia pernambucana. A candidata defendeu especialmente a implantação do ramal Salgueiro-Suape e lembrou que, quando deputada federal, participou da mobilização no Congresso contra a retirada do trecho pernambucano do projeto. “O desenvolvimento de Pernambuco passa pela consolidação, pelo término dessa obra da Transnordestina e vai ser uma prioridade do nosso mandato”, afirmou.
A política econômica também ocupou espaço central na sabatina. Questionada sobre a proposta de ampliação da autonomia do Banco Central, Marília reafirmou sua posição contrária e argumentou que a política monetária não pode estar desconectada do projeto econômico escolhido pela população nas urnas. “Os juros interferem no financiamento da sua casa, no pagamento do seu cartão de crédito, interferem no preço da comida, no preço da gasolina”, destacou. A pedetista lembrou ainda que cabe ao Senado sabatinar e votar nomes que ocupam postos decisivos no Banco Central, dando à Casa papel estratégico na condução da economia brasileira.
Outro tema abordado na sabatina foi a relação do Senado com o Supremo Tribunal Federal (STF). Marília defendeu a harmonia entre os Poderes e a preservação da estabilidade institucional. Segundo a pedetista, crises políticas e institucionais podem produzir impactos diretos sobre a economia, as relações comerciais e a vida da população. “O STF é a Suprema Corte do Brasil. A função principal do STF é guardar a Constituição. Como senadora da República, me comprometo com o povo de Pernambuco e do Brasil a preservar a harmonia entre os Poderes”, afirmou.
Marília também ressaltou o peso estratégico da eleição deste ano para a composição do Senado e defendeu a eleição das duas candidaturas da Frente Popular, representadas por ela e pelo senador Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição. Para a pedetista, Pernambuco precisa garantir duas vozes comprometidas com a agenda de desenvolvimento e com a governabilidade do presidente Lula. “É por isso que por onde eu passo, eu peço voto para mim e para ele, porque é importante para o país, é importante para a governabilidade do presidente Lula”, afirmou. Marília lembrou que os eleitos terão oito anos de mandato e participarão de decisões determinantes para o futuro econômico, social e institucional do Brasil.
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A Polícia Federal (PF) fez buscas, na manhã de hoje, na casa de Rolph Casale, ex-prefeito de Belém de Maria e assessor da Secretaria da Casa Civil na gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). Fotos e vídeos mostram o político acompanhado de policiais enquanto uma varredura é feita no imóvel, onde também funciona a Secretaria Municipal de Saúde.
Ainda não se sabe se o caso tem relação com a operação Mamon, deflagrada pela PF em quatro municípios pernambucanos, para apurar suspeitas de corrupção e fraude em contratações públicas na área de saúde.
Leia maisCasale é um nome influente da política de Belém de Maria. Além de já ter sido prefeito, ele conseguiu eleger seu filho, Rolph Júnior, como chefe do Executivo municipal por duas vezes e participou da gestão como secretário de Governo. Em 2024, o grupo garantiu mais tempo no controle da prefeitura com a eleição de Beto do Sargento (PSD), que era o então vice-prefeito.
Rolph Casale está nomeado na Casa Civil do Governo Raquel Lyra desde janeiro de 2025, mês em que a governadora ampliou o número de cargos comissionados em sua gestão para abrigar mais de 60 ex-prefeitos, ex-vereadores e outros políticos sem mandato e ampliar sua base de apoio nos municípios. No cargo, o salário do político chega a R$ 7,8 mil.
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Em uma noite marcada pelo compromisso de fazer o Recife avançar ainda mais, o vereador Fabiano Ferraz (MDB), ao lado do candidato a governador João Campos, apresentou o deputado estadual Fabrizio Ferraz (PODE) e o federal Felipe Carreras (PSB) como seus parceiros na eleição deste ano. Durante o evento, realizado no bairro de Santo Amaro, Fabiano destacou a importância da reeleição dos candidatos para a continuidade dos projetos que estão em andamento na capital pernambucana.
Através da parceria com os parlamentares, Fabiano lutará para atrair mais recursos para o Recife, desenvolvendo políticas públicas para áreas fundamentais como saúde, educação, cultura, infraestrutura, segurança e esportes. “Nossa luta diária é para construir uma cidade melhor para os recifenses e tanto Fabrizio, quanto Felipe estão alinhados com o nosso projeto para a cidade. São dois parlamentares com ampla experiência legislativa e com serviços prestados aos pernambucanos. Vamos trabalhar juntos para proporcionar mais qualidade de vida ao nosso povo”, disse.
Além da celebração da parceria com Fabrizio Ferraz e Felipe Carreras, o vereador do Recife destacou a confiança na eleição de João Campos para governador de Pernambuco. Para Fabiano, Pernambuco necessita de um governo que faça o estado avançar. “A gestão dele na Prefeitura do Recife foi marcada pela capacidade de diálogo e pela implementação de políticas públicas importantes, como a construção de hospital, creches, parques, requalificação de ruas e obras estruturantes nas áreas de morro. Tenho a certeza de que é o melhor nome para governar o nosso estado”, afirmou o parlamentar.
O candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, destacou, em entrevista à Rádio Grande Rio FM, hoje, propostas para fortalecer Petrolina e o Vale do São Francisco. Entre as prioridades apresentadas estão a construção do Hospital Geral do Vale de São Francisco, a criação do Vale Agrotech, investimentos para ampliar a segurança hídrica e ações de combate às facções criminosas.
Ao falar sobre sua experiência à frente da Prefeitura do Recife, João afirmou que pretende levar para o Governo do Estado a mesma disposição para trabalhar e transformar projetos em entregas, sem concentrar a gestão em justificativas para as dificuldades.
Leia mais“Eu estou aqui para dizer a verdade e, principalmente, não é para ficar olhando para o passado. É para olhar para o futuro. Você quer alguém que tem serviço público, responsabilidade. Eu não fiquei reclamando, fui lá e fiz a minha parte. É dessa forma que eu vou fazer, com muita segurança”, afirmou.
O candidato também destacou a importância de acompanhar de perto a execução dos projetos e transformar propostas em obras e serviços. “Eu vou fazer com que as obras aconteçam. Não vai ter uma série de tapumes espalhados pelo Estado. A gente vai ter obra acontecendo. Vai ter obra de hospital, obra de creche, obra de escola, obra de universidade”, disse.
Hospital Geral do Vale
Na saúde, João reforçou a proposta de construir o Hospital Geral do Vale de São Francisco, em Petrolina, com 150 a 200 leitos e atendimento de alta complexidade para moradores de toda a região.
“Petrolina precisa ter um equipamento de grande porte. A gente vai ter um hospital de 150 a 200 leitos para atender Petrolina e todo o Vale do São Francisco, com foco grande na área cardiológica, oncológica, neurovascular, cirurgia geral e emergência”, afirmou.
Tecnologia para a produção irrigada
Para ampliar o potencial econômico do Vale, o candidato defendeu a criação do Vale Agrotech, aproximando universidades, tecnologia e produtores para desenvolver soluções voltadas à agricultura irrigada.
“O grande sonho é não apenas a gente exportar a fruta, que já é uma superconquista pernambucana e sertaneja. É conseguir desenvolver e exportar tecnologia. Se a gente desenvolver tecnologia de irrigação, de pulverização, de monitoramento de praga e de genética, a gente consegue agregar muito valor”, disse.
Água e segurança hídrica
João também reforçou a proposta de realizar 94 grandes obras em Pernambuco para ampliar a capacidade de abastecimento. Em Petrolina, destacou a necessidade de melhorar a estrutura de tratamento e distribuição.
“É por isso que a gente vai fazer um conjunto de 94 grandes obras espalhadas pelo Estado, para garantir o aumento da capacidade de abastecimento de água”, afirmou.
O candidato também defendeu o programa “Sem água, sem conta”, destinado às famílias inscritas na tarifa social. “Se a água não chegar, elas não vão pagar a conta. Ela vai vir zerada até que a água chegue como deveria”, declarou.
Apoio ao trabalhador e combate às facções
Durante a entrevista, João destacou ainda a proposta de zerar o IPVA para motocicletas de até 185 cilindradas, medida voltada, segundo ele, especialmente aos trabalhadores da zona rural que utilizam o veículo no dia a dia.
“Quando a gente fizer, a gente vai estar ajudando o trabalhador. Quem está na Zona Rural, que usa sua motinha para ir trabalhar, para ir ao comércio. Então, vou zerar o IPVA até 180 cilindradas”, afirmou.
Na segurança, o candidato defendeu um pacto estadual contra as facções, com monitoramento das divisas, rastreamento das organizações criminosas e integração com a Secretaria da Fazenda para acompanhar a movimentação financeira do crime.
“Pernambuco precisa ter um pacto estadual contra facções. A gente vai cuidar das divisas, fazer monitoramento, rastrear as facções, integrar isso com a Secretaria da Fazenda para rastrear o dinheiro do crime e combater as facções”, disse.
João denuncia ataques e diz que tomará medidas jurídicas
Ao final da entrevista, João comentou uma reportagem exibida pela Record que apontou uma suposta estrutura organizada para produzir e disseminar ataques contra adversários políticos. O candidato afirmou que é alvo desse tipo de ação há mais de um ano e meio e que pretende adotar medidas jurídicas após a divulgação da reportagem.
“Estou sendo vítima de um ataque criminoso financiado com dinheiro público e quem fez isso vai pagar essa conta. Porque a democracia não tolera isso. Na política, repito, não vale tudo.”
Segundo João, os ataques também atingem seus aliados e familiares e envolvem calúnias, difamações e informações falsas. Ele afirmou ainda que as denúncias já foram encaminhadas aos órgãos de controle.
O candidato criticou a utilização de estruturas públicas para ataques políticos, conforme apontado pela reportagem, e defendeu que a campanha seja concentrada na discussão de propostas e no futuro de Pernambuco.
“Eu vou estar me reunindo com meus advogados ao longo do dia, após essa matéria, para tomar as medidas necessárias. Porque não vale tudo na política. Como é que alguém senta na cadeira para governar o Estado e trata, dentro do Palácio, de montar uma estrutura para atacar a honra de adversário com dinheiro público? As pessoas não querem isso para a eleição. As pessoas querem falar de futuro, querem falar de esperança, de realização”, declarou.
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Da coluna de Cláudio Humberto
A dificuldade de Lula (PT) em enfrentar o escândalo de corrupção e tráfico de influência no núcleo mais íntimo de seu governo ficou escancarada, ontem, durante sua visita ao QG do Exército.
No evento, ele mesmo se ofereceu aos jornalistas, mas, indagado sobre revelações devastadoras envolvendo principalmente seu próprio filho Lulinha em negócios milionários no seu governo, simplesmente caiu fora. Constrangedor. Pensava estar em “ambiente controlado”, só que não.
A governadora Raquel Lyra (PSD) exonerou Amisadai Andrade da Silva, apontado como o chefe do “gabinete do ódio” comandado pelo Palácio do Campo das Princesas. Ele ocupava o cargo de superintendente de Operações da Arena de Pernambuco, vinculado à Secretaria de Turismo e Lazer. A exoneração consta no Ato nº 5003, publicado no Diário Oficial do Estado de ontem, um dia antes da reportagem da TV Record denunciar a existência de uma suposta rede de páginas e perfis utilizada para promover ataques políticos contra adversários da governadora.
Amisadai é servidor da Caixa Econômica Federal cedido ao Governo de Pernambuco e, segundo a reportagem, teria relatado a participação em uma estrutura com centenas de perfis voltados a conteúdos críticos ao candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB). O servidor também teria afirmado que o governo estadual enxergava nesses canais uma forma de “desidratar” o candidato. A publicação do ato de exoneração ocorre em meio à repercussão das denúncias, que apontam ainda para o possível uso de recursos públicos por meio de contratos de publicidade. Confira abaixo a matéria da TV Record na íntegra:
A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, hoje, a Operação Mamon, com o objetivo de cumprir 35 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão preventiva, no âmbito de investigação que apura um suposto esquema de fraude em contratações públicas, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, envolvendo contratos firmados por uma Organização da Sociedade Civil (OSC) com entes públicos municipais.
A investigação reuniu elementos que apontam para possíveis irregularidades em contratações realizadas na área da saúde, incluindo indícios de direcionamento de procedimentos de contratação, de movimentação atípica de recursos públicos e de utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultação da destinação de valores recebidos pela entidade. As informações são do site da Polícia Federal.
Leia maisTambém foram identificados indícios de possíveis mecanismos destinados a dificultar a rastreabilidade dos recursos públicos, incluindo movimentações financeiras entre pessoas físicas e jurídicas relacionadas aos fatos investigados, depósitos fracionados em espécie e transferências com características consideradas atípicas.
A ação cumpre mandados de busca e apreensão nas cidades de Caruaru, Bonito, Palmares, Agrestina, bem como em João Pessoa/PB e em Curitiba/PR. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido.
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O Instituto de Direito Eleitoral e Público de Pernambuco (IDEPPE) realiza, amanhã, às 19h, na Câmara Municipal de Araripina, o evento “Propaganda eleitoral na internet nas Eleições 2026: o que o advogado precisa saber antes que a publicação vire um processo”.
O encontro é voltado para advogados e demais interessados no Direito Eleitoral e vai discutir temas centrais para as campanhas do próximo pleito, como propaganda na internet, impulsionamento de conteúdo, atuação de influenciadores digitais, uso de inteligência artificial, desinformação e os novos riscos jurídicos que envolvem a comunicação política nas redes.
Leia maisA palestra será conduzida por Diana Câmara, advogada, mestranda em Direito, pós-graduada em Direito e Processo Eleitoral e em Direito Público. Ela é presidente de honra do IDEPPE, membro fundadora da ABRADEP (Associação Brasileira de Direito Eleitoral e Político) e articulista em blogs de política.
“Participar de um evento como este é uma oportunidade importante para quem atua ou pretende atuar no Direito Eleitoral, especialmente diante das constantes mudanças na comunicação política e dos novos desafios trazidos pelo ambiente digital. As Eleições 2026 exigirão cada vez mais atenção aos limites legais da propaganda na internet, e discutir esses temas com antecedência é fundamental para evitar problemas que podem transformar uma simples publicação em uma demanda judicial”, destaca Diana Câmara. O evento é uma realização do IDEPPE em parceria com a Câmara Municipal de Araripina e tem entrada gratuita.
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