











Um jato executivo com o cantor Rey Vaqueiro pegou fogo após sair da pista durante um pouso na madrugada deste domingo (13) na cidade de Parelhas, na Região Seridó do Rio Grande do Norte, onde o artista tinha apresentação marcada.
Estavam na aeronave o cantor e outras cinco pessoas, além do piloto e copiloto. Ninguém ficou ferido. O avião ficou destruído. O Corpo de Bombeiros informou que acionou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para investigar a causa do acidente. As informações são do g1.

De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave, de matrícula PP-WMO, é do modelo 550 Bravo, da Cessna, com capacidade para oito passageiros. Ele foi fabricado em 2006.
Cantor havia se apresentado em PE horas antes
Rey Vaqueiro havia se apresentado na cidade de Moreno, em Pernambuco, horas antes e tinha apresentação marcada em Parelhas às 2h30. Cantor, equipe e tripulação foram levados para o Hospital Municipal de Parelhas para avaliação médica. Eles conseguiram deixar a aeronave antes do fogo se espalhar.
Nas redes sociais, o prefeito de Parelhas, Tiago Almeida, publicou uma foto com o artista e também parte da equipe de saúde que o atendeu. “Hoje, diante de uma situação que ninguém esperava viver, profissionais de saúde e toda uma equipe se mobilizaram para cuidar, acolher e fazer o possível diante de uma emergência tão delicada”, disse o prefeito.
Em nota nas redes sociais, o cantor informou que ele e a equipe estão bem e que receberam “todos os cuidados médicos necessários”.
Por conta do acidente, o cantor cancelou os shows deste domingo (13) nas cidades de Custódia e Canhotinho, em Pernambuco. Novas datas serão divulgadas em breve.
Turbinas ficaram em chamas
Segundo o Corpo de Bombeiros, as duas turbinas ficaram em chamas no acidente. Ao todo, foram cinco horas de combate ao fogo.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a pista no local estava apta e não apresentava problemas para pouso ou decolagem. O Registro Aeronáutico Brasileiro também indica que a aeronave estava regular para voo e com certificado de aeronavegabilidade válido até maio de 2027.
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O ex-vice-prefeito de Arcoverde Werner Brito, irmão do vereador do Recife Wilton Brito (PSB), divulgou um vídeo nas redes sociais em que critica a situação do Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde, no Sertão do Moxotó. A publicação reproduz declarações das vereadoras Luiza Margarida (PSB) e Célia Galindo (Podemos).
No vídeo, Luiza Margarida afirma ter recebido denúncias sobre o hospital e relata um episódio envolvendo a tentativa de transferência de um recém-nascido. “Eu vou dizer uma coisa, o que eu tenho recebido de denúncias…”, afirmou a vereadora. Segundo ela, após tentar contato com a direção da unidade, não teria conseguido atendimento. “Esse dia, terça-feira, passei mal, porque eu não podia estar dentro do hospital pra tentar transferir esse recém-nascido. É lamentável o que está acontecendo. Agora isso é diariamente”, declarou.
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Na sequência, Célia Galindo também critica a situação do hospital. Segundo a vereadora, embora a unidade esteja bem cuidada em termos de estrutura física, haveria problemas relacionados ao atendimento. “Essa OS ajeitou o hospital, tá belíssimo, plantas bonitas, bem pintado, bem limpinho, mas o que importa? As vidas não têm valor”, afirmou.
Werner Brito, por sua vez, disse que as declarações das vereadoras mostram a gravidade dos problemas do hospital. “É inacreditável, depois de quatro anos, a governadora está entregando seu governo com um hospital nessa situação, os próprios aliados falando do absurdo que está acontecendo aqui”, afirmou.
No vídeo, Werner também defendeu a candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco e afirmou que, caso eleito, o candidato irá reformar o hospital. “João vai reformar esse hospital e vai se transformar num grande hospital regional para atender com dignidade as pessoas”, declarou.
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Política é, sem dúvida, a arte do pragmatismo.
A governadora Raquel Lyra reuniu aliados e prefeitos para tentar mobilizar sua campanha após o fiasco do debate contra João Campos. Mas, segundo fontes do blog, pode ter levado algumas bolas nas costas.
Ao menos cinco prefeitos do interior que participaram da reunião deixaram o encontro e, logo depois, tiveram interlocução com João Campos e seus assessores.
É o velho fenômeno de quem quer estar ao lado do vencedor. Em toda eleição, quando o cenário começa a se definir, prefeitos e lideranças que não querem ficar fora da festa da vitória começam a migrar em busca do lado que consideram mais competitivo.
Ao que tudo indica, esse movimento está começando mais cedo do que o habitual em Pernambuco.
Um carro pegou fogo enquanto estava estacionado na garagem de uma casa, no bairro de Sucupira, em Jaboatão dos Guararapes, na tarde deste sábado (12), provocando um incêndio no imóvel.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), uma criança e dois adolescentes que estavam no local foram levados a uma unidade de emergência. As três vítimas, que não tiveram nomes e idade revelados, foram socorridas por responsáveis antes da chegada dos bombeiros. O estado de saúde delas também não foi divulgado. As informações são da Folha de Pernambuco.
O incêndio ocorreu em uma residência na Rua Marrocos, no Loteamento Grande Recife. Após atingir o veículo, as chamas teriam se espalhado por parte do terraço da casa.
Três viaturas do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local. Após combater o incêndio, a corporação realizou o rescaldo e o isolamento preventivo da área afetada. A Defesa Civil do Recife foi acionada para avaliação da edificação.
Nesta canção, que eu nao conhecia, falando de Deus e da fé, meu conterrâneo Maciel Melo, das barrancas do Rio Pajeú, se supera. A letra, do poeta cearense Geraldo Amâncio, é esplendorosa e musicada ganhou mais beleza.
Veja!
Por Cláudio Soares*
O Supremo Tribunal Federal tem diante de si, na próxima terça-feira (15), uma situação juridicamente excepcional: o Plenário deverá apreciar o caso que pode resultar na abertura de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes no contexto do caso Banco Master. A sessão foi mantida pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
A questão central, porém, é anterior ao mérito: Alexandre de Moraes pode participar da votação em que seus próprios pares decidirão se ele deve ou não ser investigado? A resposta exige cuidado técnico. O Regimento Interno não permite uma participação baseada apenas na conveniência.
Leia maisO art. 277 do Regimento Interno do STF estabelece que os ministros “declarar-se-ão impedidos ou suspeitos nos casos previstos em lei”. O próprio Supremo já reconheceu que as regras de impedimento e suspeição decorrem da legislação aplicável e não de uma escolha discricionária do julgador.
E aqui aparece o ponto jurídico mais sensível. O art. 252, IV, do Código de Processo Penal estabelece que o juiz não poderá exercer jurisdição quando ele próprio for parte ou diretamente interessado no feito. A norma é objetiva e busca preservar a imparcialidade daquele que exerce a função jurisdicional.
É verdade que não se pode simplesmente transportar esse dispositivo para qualquer situação envolvendo um ministro do Supremo sem examinar a natureza específica do procedimento. O STF tem jurisprudência no sentido de que as hipóteses de impedimento são de interpretação estrita, não admitindo ampliações automáticas.
Mas a situação desta terça-feira possui uma peculiaridade que não pode ser ignorada. Não estamos diante de um processo no qual Moraes seja apenas mencionado. O Plenário deverá deliberar justamente sobre a possibilidade de investigação envolvendo a conduta do próprio ministro.
O julgador e o investigado não podem se confundir. Imagine a pergunta submetida ao colegiado: “Há elementos suficientes para que Alexandre de Moraes seja investigado?” Moraes estaria, simultaneamente, na condição de ministro julgador e de pessoa diretamente atingida pela decisão.
É exatamente aí que surge o problema de imparcialidade. Não se trata de antecipar culpa. Investigação não significa condenação. Muito menos significa que as suspeitas divulgadas contra o ministro sejam verdadeiras.
O princípio é outro, ninguém deve participar da decisão institucional que poderá determinar a abertura de uma investigação sobre sua própria conduta quando existe interesse pessoal direto no resultado.
A imparcialidade não protege apenas o acusado. Protege também a própria credibilidade da decisão judicial. O próprio STF reconhece que impedimento possui natureza objetiva, enquanto suspeição está relacionada à parcialidade subjetiva do julgador.
O precedente do próprio Supremo é importante. Em fevereiro deste ano, quando houve questionamento envolvendo o ministro Dias Toffoli no contexto do caso Banco Master, os dez ministros do STF se reuniram e concluíram que não havia cabimento para a arguição de suspeição, citando o art. 107 do CPP e o art. 280 do RISTF. Toffoli, contudo, deixou a relatoria dos processos relacionados ao caso.
O episódio demonstra que a própria Corte reconhece a necessidade de preservar a aparência de imparcialidade quando um ministro possui relação direta com o objeto de uma controvérsia.
E há outro elemento relevante, o presidente Fachin determinou recentemente que procedimentos envolvendo ministros do STF fossem centralizados na Presidência, justamente para evitar conflitos e decisões contraditórias.
A pergunta que o Supremo precisa responder
Portanto, a questão jurídica não deveria ser tratada como uma disputa política entre ministros. É uma questão de Estado de Direito. Pode o interessado votar sobre a decisão que determinará se ele próprio será investigado? Se a resposta for positiva, o Supremo precisará apresentar uma fundamentação jurídica extremamente sólida para demonstrar por que, naquela situação específica, não incidiria nenhuma hipótese de impedimento ou suspeição.
Se a resposta for negativa, a consequência lógica é simples, Moraes deverá se afastar da deliberação, deixando que seus pares decidam sem a participação daquele que é diretamente alcançado pelo resultado. Isso não representa reconhecimento de culpa.
É justamente a garantia de que uma eventual investigação, caso autorizada, nascerá sob o signo da legalidade, e não da perseguição. A grandeza de uma Corte está também na capacidade de se autocontrolar. O STF é o guardião da Constituição. Por isso, precisa ser o primeiro a observar rigorosamente os princípios que exige dos demais órgãos do Estado.
A questão não é Alexandre de Moraes. A questão é a imparcialidade do julgador, a aparência de independência e a legitimidade da decisão. Se o Plenário decidir que não há motivo jurídico para o afastamento, que explique claramente os fundamentos. Se entender que há impedimento ou suspeição, que o ministro se afaste.
O que não pode existir é a dúvida sobre se alguém participou da decisão que dizia respeito diretamente a si próprio. Porque, no Estado Democrático de Direito, não basta que a Justiça seja imparcial. Ela precisa também parecer imparcial aos olhos da sociedade.
*Advogado e jornalista
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No podcast Direto de Brasília desta semana, que irá ao ar na próxima quarta-feira, o ex-presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, vai tratar especificamente da sessão bombástica do Supremo Tribunal Federal, marcada para o dia anterior, na terça-feira, na qual o plenário vai decidir se autoriza a abertura de uma investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes.
A reunião extraordinária foi convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. O plenário vai analisar um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviadas para um número de telefone que a PF identifica como pertencente a Alexandre de Moraes.
Leia maisO plenário decidirá se as conversas recuperadas podem ser usadas. Os ministros vão definir também se existem fundamentos reais para aprofundar a apuração. Esta etapa serve apenas para decidir se a investigação deve ou não começar. Não há definição de culpa ou inocência neste momento.
Felipe Santa Cruz, o nosso convidado, é graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e mestre em Direito e Sociologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atuou por vários anos na seccional do Rio de Janeiro, onde presidiu a Caixa dos Advogados e a OAB/RJ por dois mandatos.
Foi eleito presidente nacional da OAB para o triênio 2019-2022. Sua gestão ficou marcada por fortes embates institucionais com o governo federal da época e pela atuação da entidade durante o período da pandemia de COVID-19.
O podcast Direto de Brasília, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, é transmitido para 165 emissoras de rádio no Nordeste. Também retransmitem a Rede Mais Rádios, da Paraíba, com 25 emissoras, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras, além também da revista Mais Nordeste, em Fortaleza, e a LW TV, de Arcoverde.
São parceiros no projeto a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, com atuação em São Paulo e no Nordeste, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú, o grupo Grau Técnico, a Oftalmolaser Vale do São Francisco e o Berlitz Idiomas.
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Do jornal O Globo
De olho em um eventual segundo turno, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta criar pontes com Augusto Cury (Avante). O cenário apontado pelas pesquisas indica que o psiquiatra pode ter, na disputa deste ano, um papel semelhante ao que Simone Tebet, na época no MDB, teve na eleição de 2022.
Diante das perspectivas mais difíceis para Lula agora do que quatro anos atrás, há uma avaliação de que o candidato do Avante pode ser ainda mais decisivo do que a ex-senadora. Na eleição de 2022, Tebet ficou em terceiro lugar, com 3,84 % dos votos válidos. Três dias depois do primeiro turno, a então candidata do MDB almoçou com Lula na casa da ex-prefeita Marta Suplicy e em seguida anunciou apoio ao petista.
Leia maisO apoio foi considerado fundamental para a vitória do petista sobre Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno por 1,8 ponto de vantagem de votos válidos.
Segundo a pesquisa Datafolha mais recente, divulgada na sexta-feira, Cury teve uma leve oscilação para baixo, mas continua em um patamar considerado relevante: em uma semana, saiu de 8% das intenções de voto para 6%.
Em outros levantamentos recentes, a faixa de apoio é parecida — na última Quaest, ele teve 8% das intenções de voto. O candidato do Avante tem o seu melhor desempenho no grupo de eleitores que se declara independente.
A Quaest divide o eleitorado em cinco grupos: esquerda lulista, esquerda não lulista, bolsonarista, direita não bolsonarista e independentes. Os independentes são o maior grupo da amostra da pesquisa, representando 32% dos eleitores. Cury teve 17% ds intenção de votos nesse grupo na pesquisa do dia 7. Enquanto Lula teve 24% e Flávio, apenas 9%.

Petistas reconhecem que será mais difícil atrair o candidato do Avante, que tem dado declarações contra Lula, mas lembram que em 2022, o petista também foi atacado por Tebet, que se tornou ministra do Planejamento até abril, quando se lançou para o Senado em São Paulo pelo PSB.
Mas Tebet nunca chegou a dizer que jamais apoiaria o petista, como fez Cury na quinta-feira, em um encontro com operadores do mercado financeiro, em São Paulo, organizado pelo banco Genial.
“Não apoiaria em hipótese alguma Lula. Nem 0,01%”, disse Cury, sob aplausos da plateia. “O Lula tem que se aposentar, o modelo do PT tem que aposentar. Com todo o respeito ao que fez em seu primeiro governo, quando estava o Meirelles (Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central) e o Palocci (Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda), com todos os seus problemas.”
Ao mesmo tempo, o candidato do Avante deixou aberta uma possibilidade de se aliar a Flávio Bolsonaro se o candidato do PL der explicações sobre o seu envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu R$ 134 milhões a Vorcaro para o filme “Dark horse”, dos quais cerca de R$ 69 milhões foram pagos a um fundo nos Estados Unidos, o que é investigado pela Polícia Federal.
“Não ficaria neutro. Mas ele teria que provar que não é corrupto, teria que explicar o “Dark horse”. Tem um longa-metragem meu sendo rodado agora com quase um décimo do valor do filme do pai dele, para se ter uma ideia.”
Apesar das declarações do candidato, petistas lembram que o Avante apoiou Lula desde o primeiro turno em 2022 contra Jair Bolsonaro. Na ocasião, era o partido do deputado André Janones, que foi cabo eleitoral de Lula principalmente nas redes sociais.
Outro ponto de contato está na bancada da Câmara, que tem deputados como Duarte Jr. (Avante-MA) e Neto Carletto (Avante-BA), que pedem votos para Lula em seus estados. Petistas não descartam que as negociações para formalização de um apoio no segundo turno envolvam o compromisso de participação no governo com a indicação de nomes para algum ministério.
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O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) divulgou, no fim da noite de ontem (12), um vídeo nas redes sociais sobre o site “O Maior Salário do Brasil”, criado para questionar a remuneração recebida pela governadora Raquel Lyra (PSD) e autorizado pela Justiça Eleitoral. A página reúne informações sobre os R$ 60,8 mil mensais recebidos pela governadora, valor classificado como inconstitucional e quase três vezes superior ao subsídio de R$ 22 mil previsto para chefes do Poder Executivo pernambucano.

A terceira edição do Festival Sebastião Dias de Repente acontece neste domingo (13), em Tabira, às 20h, logo após a missa, no pátio da igreja matriz. Esta edição será dedicada ao poeta e repentista Raimundo Borges, que faleceu em 25 de agosto deste ano. Parceiro de Sebastião Dias, Raimundo participou ao lado dele no primeiro LP da carreira, “Um Passeio no Sertão”.
A programação reúne nomes da cantoria e da poesia como as duplas Aryel Freire & João Lourenço, Adelmo Aguiar & Arnaldo Pessoa, Diomedes Mariano & Felipe Pereira, George Alves & Josivaldo Rodrigues, Pedro de Alcântara & Edivaldo Nogueira e Zecarlos do Pajeú & André Santos.
Leia maisAlém das apresentações de repente, o festival terá declamação de Sara Cristóvão, participação do poeta Dimas Feitosa e de Seu Marquinhos na sanfona, em tributo a Sebastião Dias, e uma pintura ao vivo da artista visual Tati Pereira.
O III Festival Sebastião Dias de Repente é realizado pelo Instituto Poeta Sebastião Dias, com apoio da Prefeitura de Tabira, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Juventude, e parceria da Associação dos Poetas e Repentistas de Tabira (APPTA).
Serviço
III Festival Sebastião Dias de Repente
Quando: neste domingo (13), às 20h, após a missa
Onde: Pátio da Igreja Matri
Gratuito – para todos os públicos
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), recebeu R$ 2,2 milhões em salários e vantagens vinculados à carreira de procuradora do Estado durante os quase quatro anos de mandato. Segundo o Portal da Transparência de Pernambuco, a remuneração mensal de Lyra chega a R$ 60,8 mil. Desse total, R$ 50,7 mil correspondem ao salário e R$ 10,1 mil a vantagens relacionadas à carreira de procuradora.
O valor acumulado pela governadora é quase três vezes superior ao subsídio atualmente destinado aos chefes do Poder Executivo pernambucano, de R$ 22 mil, e ultrapassa o teto constitucional do funcionalismo público brasileiro. As informações são do Brasil 247.
Leia maisLei aprovada no início do mandato
Em janeiro de 2023, quando assumiu o governo de Pernambuco, Raquel Lyra encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto que resultou na Lei 18.139/2023. A legislação aumentou o salário da governadora e estabeleceu que servidores ocupantes de cargos eletivos poderiam escolher a remuneração que considerassem mais vantajosa.
A própria Raquel Lyra optou pela remuneração correspondente à carreira de procuradora do Estado. De acordo com as informações apresentadas, porém, essa possibilidade entra em conflito com as regras constitucionais aplicáveis aos servidores eleitos para governos estaduais.
A Constituição permite que servidores eleitos governadores mantenham o vínculo com seus órgãos de origem, mas estabelece regras diferentes daquelas previstas para prefeitos e vereadores. Nos cargos municipais, a Constituição permite a escolha entre as remunerações.
O Estatuto dos Servidores de Pernambuco, estabelecido por uma lei estadual de 1968, também determina a perda do vencimento do cargo efetivo durante o exercício de mandato eletivo remunerado, ressalvadas as exceções previstas para prefeitos e vereadores.
Especialista aponta inconstitucionalidade
O advogado Antonio Carlos Freitas Jr., doutor em direito constitucional pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Fundação Santo André, considera que Raquel Lyra não poderia ter escolhido a remuneração de procuradora.
Segundo ele, a Constituição e o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) não permitem que governadores façam a mesma opção assegurada a prefeitos e vereadores.
Na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1.381, originária de Alagoas, o STF julgou improcedente o pedido de um militar eleito que buscava escolher a fonte de remuneração. Conforme o especialista, a Corte entendeu que essa possibilidade é restrita aos ocupantes de cargos municipais.
“Argumentar que existe uma lei estadual de 2023 que permite optar pela remuneração não garante nada se ela afronta a Constituição. Essa possibilidade só existe para cargos municipais, ou seja, de vereador e prefeito. Não cabe dizer que a Constituição deixa implícita a possibilidade sobre governadores, quando o próprio texto não abre uma exceção. Vejo que há uma questão de ordem constitucional e outra de ordem moral. Falhas como essas acontecem nas assembleias legislativas e na Câmara dos Deputados porque o processo legislativo é muito político. Por isso, é importante o controle de constitucionalidade”, argumenta.
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Por Flávio Chaves*
Carpina acendeu na última sexta (11) a nonagésima oitava vela de sua emancipação política, declarada pela Lei Estadual nº 1.931, de 11 de setembro de 1928, quando a antiga Chã do Carpina, já então chamada Floresta dos Leões, rompeu o cordão que a prendia a Paudalho e a Nazaré da Mata e passou a decidir, com as próprias mãos, o que fazer do próprio destino.
Essa ruptura não caiu do céu nem coube em um único gesto de caneta. Já em 1923 o deputado Armando Gayoso havia levado à Assembleia a primeira tentativa de fazê-la, cinco anos antes de vencer as resistências que a atrasaram. Foi ele quem, na tribuna, converteu em lei o desejo de uma terra cansada de pedir licença a outros municípios para cuidar de si mesma, e a ele se somam, na memória que a cidade guarda em nome de rua, Odair Santana e Antônio Bezerra de Menezes, e o jornalista Francisco José Chateaubriand Bandeira de Melo, que anos antes já havia dado àquele povoado um nome e um símbolo próprios, o leão, antes mesmo de a política lhe dar um governo próprio. A esses homens Carpina deve não uma data no calendário, mas o direito de ser sujeito da sua própria história. E é exatamente esse direito que hoje, quase um século depois, parece devolvido a quem a cidade um dia teve a coragem de deixar para trás.
Leia maisNão por decreto, porque nenhuma lei revogou a de 1928, e é preciso dizer isso com todas as letras para que ninguém confunda fato com leitura. Mas por um caminho mais silencioso e, por isso mesmo, mais difícil de combater: o de uma cidade que, aos poucos, deixou de produzir a força política capaz de sustentar sozinha o que conquistou, e viu esse vazio ser ocupado por uma linhagem inteira, construída a três gerações de distância, na prefeitura vizinha.
Foi em Paudalho que um avô governou nos anos sessenta, que um filho dele governou nos anos noventa, que um neto governou por quase uma década inteira até presidir o partido que hoje comanda também Carpina, e que outro neto, irmão do prefeito, subiu à Secretaria de Obras daquela cidade antes de se eleger deputado estadual e se casar com a mulher que hoje ocupa a cadeira mais alta do poder carpinense.
Essa mulher nasceu em Recife, viveu em Recife, e só transferiu seu domicílio eleitoral para Carpina às vésperas de disputar o cargo que ocupa, em uma cidade cujo hino ela talvez ainda não soubesse cantar de cor. Tão estranha à terra que governa que a própria Câmara Municipal precisou aprovar lei concedendo a ela o título de cidadã carpinense, reconhecimento que só faz sentido para quem, por nascimento, não o é. E o marido dela mesmo já disse, em praça pública, que o projeto de seu grupo era vencer tanto em Paudalho quanto em Carpina, como quem anuncia, sem constrangimento, a extensão de um território.
O hino de Carpina, escrito para ser cantado com o peito estufado, soa agora como uma pergunta que ninguém quer fazer em voz alta. Longo tempo vivi dominada, e afinal os grilhões rebentei, diz um de seus versos mais antigos, e logo depois, ainda mais direto: ontem escrava embora, hoje liberta sou. Toda criança que desfila, todo ano, pela avenida Joaquim Nabuco vai cantar essas palavras sem saber que talvez esteja, sem querer, fazendo uma pergunta em vez de uma afirmação. Livre de quem, se quem hoje decide seu orçamento, suas secretarias, seus cargos, aprendeu a fazer política em outra cidade, com outro sotaque de poder, e enxerga Carpina menos como pátria do que como território conquistado? A ironia não é minha invenção. Está na letra que a própria cidade escolheu para se apresentar ao mundo, e uma ironia que a história escreve sozinha vale mais do que qualquer adjetivo que eu pudesse acrescentar a ela.
Vale perguntar, sem melodrama e sem certeza de resposta, o que sentiriam hoje Armando Gayoso, Odair Santana, Antônio Bezerra de Menezes, se soubessem que a cadeira que levaram cinco anos e uma lei inteira para conquistar está hoje ocupada por quem chegou de fora, votando no marido para deputado estadual esteja onde estiver dentro do estado, porque o sistema eleitoral não exige raiz nenhuma para esse voto valer. Talvez sentissem que a luta deles não foi traída por uma lei revogada, mas por um silêncio consentido, o silêncio de uma cidade que parou de formar, dentro de si mesma, gente disposta a brigar pelo próprio governo com a mesma obstinação com que seus avós brigaram pela própria existência.
Porque Carpina não é só lei, prefeitura e brasão. É a Rua da Igreja ao entardecer, é a marmita de alumínio descendo apressada da Estação, é o domingo do Clube dos Lenhadores, Espanadores e Colonial, é a arquibancada do Estádio Oswaldo Freire gritando por um gol, é o frevo entalado na garganta dos foliões nas noites de carnaval, é a missa cantada na Matriz de São José, é a feira do centro, é o banco da praça Joaquim Nabuco onde três gerações se sentaram para namorar antes de casar. É Dona Tila, é Seu Pirulito, é mestre Solon com seu mamulengo, é seu Marcolino com seu fandango, é doutor Gentil, gente que nunca teve mandato nenhum e mesmo assim governou o cotidiano desta terra com mais ternura do que qualquer gabinete. Essa Carpina profunda segue viva, mas hoje ela observa de longe um poder que não sabe seu nome nem carrega, na fala, o barro de que ela foi feita.
Ainda há tempo, e é esse o ponto em que a memória deixa de ser saudade e vira tarefa. Que este 11 de setembro não seja apenas fanfarra e vela soprada, mas o momento em que os filhos desta terra se lembrem de que liberdade não é herança automática, é coisa que se cuida todos os dias, com o mesmo brio e a mesma altivez que levaram um punhado de carpinenses a desafiar duas prefeituras vizinhas para dar a Carpina o direito de decidir por si mesma. Que a Floresta dos Leões, ainda que hoje pareça silenciada, continue viva em quem entende Carpina não como território a administrar, mas como sangue, chão e memória. Porque nenhum hino, nenhuma data e nenhum governo resistem, para sempre, ao dia em que um povo decide, mais uma vez, não ser conduzido por quem nunca aprendeu a amá-lo.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
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