











PT de Pernambuco oficializa hoje aliança com João Campos
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
O PT de Pernambuco reúne a direção estadual hoje (28), em evento no Centro de Convenções, em Olinda, e, sem muitas novidades, deve oficializar a aliança com o PSB em torno da candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo do Estado. O apoio a João é orientação da Executiva Nacional, porque faz parte da estratégia das duas legendas para as eleições de outubro.
O PSB tem ajudado o PT a montar palanques para o presidente Lula (PT), que buscará o quarto mandato, e os dois partidos trabalham juntos em 17 estados da federação. Mesmo diante das divergências em Pernambuco, com alguns membros ligados à governadora Raquel Lyra (PSD), pré-candidata à reeleição, a campanha do prefeito João Campos ao Palácio do Campo das Princesas com a ajuda do PT não será prejudicada.
Leia maisNa última semana, o senador Humberto Costa (PT) e João Campos também já sinalizaram que a parceria seguirá em clima mais ameno, embora Costa não tenha participado do anúncio oficial da pré-candidatura de Campos, episódio que deverá ser superado a partir de hoje. O senador afirmou, na noite em que recebeu o Título de Cidadão Recifense, que a tendência é marchar com a candidatura de João. O prefeito, por sua vez, enalteceu a história de Humberto na política.
Existe a expectativa, inclusive, da participação de João Campos no final dos eventos de hoje do PT. Após a aprovação das decisões partidárias da sigla, o prefeito estaria presente em um ato político de encerramento da agenda, em sinal de agradecimento pelo apoio. Essa ida de João, no entanto, não foi confirmada pela assessoria.
A aliança será selada de vez com a vinda do presidente Lula ao Estado, na próxima semana, para participar de lançamentos ao lado de João Campos, que tem até o próximo sábado (4 de abril) para se desincompatibilizar da prefeitura visando concorrer ao Poder Executivo estadual, mas deseja renunciar ao mandato até o dia 2, na quinta-feira.
O formato das agendas e o dia exato da chegada de Lula ainda estão sendo definidos, mas informações de bastidores dão conta de que há duas inaugurações a serem realizadas com a presença de Lula. Uma delas é a creche Arthur Lula da Silva, no bairro do Pina, que foi batizada com este nome em homenagem ao neto do presidente que faleceu em março de 2019, aos 7 anos. A outra entrega é a do Hospital da Criança do Recife, no Bairro de Areias.
Boas novas para a indústria – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou, nas redes sociais, ontem (27), a liberação de R$ 25 bilhões em medidas de apoio à indústria brasileira. Segundo ele, o presidente Lula (PT) autorizou R$ 15 bilhões para empresas exportadoras impactadas pelo cenário internacional e mais R$ 10 bilhões em linhas de crédito do BNDES voltadas ao financiamento de iniciativas inovadoras, incluindo indústria 4.0 e descarbonização.

Licença-paternidade – A Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (25), o Projeto de Lei Complementar nº 77/2026, que estabelece exceções pontuais às regras fiscais vigentes, permitindo a viabilização da ampliação da licença-paternidade já aprovada pelo Congresso Nacional. O deputado federal Pedro Campos (PSB) foi relator da matéria e apresentou parecer que contribuiu para destravar um impasse que vinha impedindo a implementação efetiva desse direito.
Ajuste técnico – Segundo Pedro Campos, trata-se de uma medida de ajuste técnico que garante segurança jurídica e previsibilidade orçamentária. “Essa aprovação foi fundamental para viabilizar a sanção da ampliação da licença-paternidade, removendo entraves fiscais que impediam sua implementação, mesmo com previsão orçamentária ou fonte de custeio. O projeto assegura que essa política pública possa sair do papel com responsabilidade fiscal”, afirmou o deputado.
Bolsonaro em casa – Após o retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Condomínio Solar de Brasília II, no Jardim Botânico (DF), a direção do residencial emitiu um comunicado aos moradores, ontem (27). O aviso reitera determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro e afirma que “consequências serão imediatas” se houver descumprimento. Entre as medidas estão a proibição de visitas e de aglomerações na porta do condomínio em um raio de 1 quilômetro. As informações são do portal Metrópoles.

Direto de Brasília – Pré-candidato a governador da Bahia pelo Novo, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia é o convidado do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco, da próxima terça-feira (31). Na pauta, as eleições, os desdobramentos dos escândalos envolvendo o banco Master e o INSS, o suposto envolvimento do PT baiano com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e a possível candidatura ao Planalto do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo.
CURTAS
Corrida à Câmara – A Federação União Progressista (UP) oficializou a pré-candidatura do ex-prefeito de Goiana, Eduardo Honório, a deputado federal. O anúncio ocorreu, ontem (27), na sede da federação, no Recife, com a presença do presidente da UP em Pernambuco, deputado Eduardo da Fonte, e do vice-presidente do PP, deputado Lula da Fonte.
Gente nova no Podemos – O deputado estadual Fabrizio Ferraz, que busca a reeleição, teve sua ficha de filiação abonada pelo presidente do Podemos, Marcelo Gouveia, ontem (27). O ato aconteceu no Mar Hotel, em Boa Viagem, e contou com a presença de diversos nomes da política pernambucana, muitos também filiados ao partido.
Combate ao racismo religioso – “O racismo religioso impõe uma série de barreiras para que as pessoas de terreiro acessem direitos básicos. Muitas sequer sabem o que é necessário para a legalização de suas casas, e esse é um dos pontos que o nosso grupo de trabalho tem se proposto a reparar”, afirmou a deputada estadual Dani Portela (PT), após realizar, na Alepe, oficina sobre legalização de terreiros, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco.
Perguntar não ofende: Semana que vem, o presidente Lula vai ter agenda com Raquel Lyra também em Pernambuco?
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Por Ryann Albuquerque – JC
Após semanas de divergências internas, o Partido dos Trabalhadores em Pernambuco vai decidir neste sábado (28) se irá integrar a chapa do prefeito do Recife, João Campos (PSB), com a indicação do senador Humberto Costa para a disputa à reeleição. A deliberação será tomada em reunião do diretório estadual, às 9h, e anunciada às 11h, no Teatro Beberibe, no Centro de Convenções.
A tendência é de aprovação da aliança, embora pontos como a orientação de votos, o engajamento da militância e o formato do palanque ainda não estejam totalmente definidos e devam ser tratados ao longo da pré-campanha. O movimento ocorre em um cenário de forte disputa com a governadora Raquel Lyra (PSD), que também articula alianças e tenta atrair lideranças envolvidas nas negociações para o Senado.
Leia maisEm entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta sexta-feira (27), o deputado federal Carlos Veras afirmou que há uma sinalização predominante dentro do partido.
“Há um sentimento majoritário de caminhar pela aprovação do apoio à candidatura de João Campos, com o Humberto Costa estar nessa chapa”, disse.
Apoio deve ser confirmado, mas decisões serão “caso a caso”
Segundo Veras, a reunião deste sábado marca a definição da “tática eleitoral” do partido, respeitando o processo interno de debates.
“Amanhã nós teremos a reunião do diretório estadual […] para deliberar a nossa proposta eleitoral. O PT tem as suas instâncias, tem o seu tempo”, afirmou.
Apesar da tendência de apoio, o dirigente deixou claro que outros pontos da estratégia eleitoral – como orientação de votos e atuação em palanques – ainda não serão definidos integralmente agora.
“Não entra de maneira alguma nesse momento nessa discussão […] nós vamos discutir caso a caso”, disse, ao descartar uma diretriz nacional sobre liberação de campanhas locais.
Ele reforçou que o partido seguirá avançando gradualmente na construção da estratégia. “Um passo de cada vez”, resumiu.
Veras também destacou que duas prioridades unificam o partido: a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a manutenção do mandato do senador Humberto Costa.
Senado é foco central e ainda concentra indefinições
A disputa pelas duas vagas ao Senado em Pernambuco segue como um dos principais pontos de tensão no cenário político.
Humberto Costa deve ocupar uma das vagas na chapa de João Campos, enquanto a segunda posição foi alvo de intensas articulações recentes, envolvendo nomes como Marília Arraes (PDT) e Silvio Costa Filho (Republicanos).
Em paralelo, essas mesmas lideranças também foram alvo de movimentações do grupo de Raquel Lyra, que buscou atrair apoios para fortalecer sua própria composição majoritária e isolar adversários.
Nesse contexto, João Campos chegou a redesenhar sua chapa em mais de um momento, em uma tentativa de equilibrar forças entre esquerda e centro sem abrir espaço para perdas no campo governista. A composição atualmente em construção inclui os nomes de Humberto Costa e Marília Arraes para o Senado, além da indicação de Carlos Costa (Republicanos) para a vice-governadoria.
O anúncio antecipado desse arranjo, antes de uma deliberação formal do PT, gerou desconforto interno na sigla, em um cenário já marcado por divergências sobre alianças.
Na entrevista, Veras também reforçou que o PT manterá controle sobre decisões estratégicas relacionadas à candidatura ao Senado, incluindo a definição dos suplentes.
“Nós do PT é quem vamos decidir quem será o primeiro e o segundo suplente do senador Humberto Costa […] essa é uma decisão do PT”, afirmou.
Segundo ele, a escolha poderá envolver nomes do partido, da federação ou até de fora, desde que alinhados ao objetivo central da reeleição.
Militância deve entrar gradualmente na campanha
Mesmo com a tendência de apoio ao PSB, a entrada efetiva da militância petista na campanha deve ocorrer de forma progressiva, acompanhando o calendário eleitoral.
“A militância vai entrando no processo de forma muito aguerrida […] para garantir a eleição do presidente Lula e do senador Humberto Costa”, disse.
A avaliação interna é que, apesar das divergências registradas ao longo das negociações, o partido deve unificar o discurso após a decisão deste sábado e seguir priorizando sua estratégia nacional, em alinhamento com o PSB, aliado histórico no plano federal.
Com a definição, o PT tende a reduzir um dos principais pontos de incerteza da política pernambucana e avançar na consolidação das alianças para a disputa de 2026, ainda marcada por rearranjos e negociações entre os principais grupos políticos do estado.
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O presidente Donald Trump voltou a ameaçar Cuba e afirmou que o país latino-americano será o próximo alvo dos Estados Unidos. A declaração do líder norte-americano ocorreu nesta sexta-feira (27/3), durante evento em Miami.
“Eu construí este grande Exército”, declarou Trump ao exaltar as operações militares dos EUA contra a Venezuela e Irã. “Eu disse: ‘Vocês nunca precisaram usá-lo’. Mas às vezes é preciso usá-lo. E Cuba é a próxima [vítima], aliás, mas finjam que eu não disse isso, por favor”. As informações são do Metrópoles.
Leia maisEsta não é a primeira vez, nas última semanas, que o presidente dos EUA ameaça Cuba. Em declarações semelhantes, Trump já afirmou que terá a “grande honra” de tomar o controle da ilha, o que pode ocorrer após o fim da guerra com o Irã, destacou.
A pressão dos EUA contra o país caribenho — alvo de um embargo econômico norte-americano desde a década de 1960 — aumentou no início deste ano, após a queda de Nicolás Maduro, e da mudança política na Venezuela.
Depois da captura do ex-presidente venezuelano, o novo governo do país, liderado por Delcy Rodríguez, se aproximou dos interesses dos EUA. Com isso, o envio de petróleo da Venezuela para Cuba foi interrompido, e provocou um colapso no país já afetado por sanções econômicas.
As ações visam pressionar o governo cubano, liderado por Miguel Díaz-Canel, a negociar com Washington. Os termos de um possível acordo ainda são incertos. Autoridades norte-americanas, contudo, sinalizam que o pacto envolveria uma mudança de regime em Cuba.
A tese foi reforçada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesta sexta-feira. Durante reunião do G7, o chanceler norte-americano disse que o governo em Cuba “precisa mudar”.
“A economia de Cuba precisa mudar, e essa mudança só acontecerá se o sistema de governo mudar”, disse Rubio, que é filho de imigrantes cubanos e duro crítico da atual administração do país. “É simples assim”.
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A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (25), o Projeto de Lei Complementar nº 77/2026, que estabelece exceções às regras fiscais para viabilizar a ampliação da licença-paternidade já aprovada pelo Congresso Nacional. O deputado federal Pedro Campos foi relator da matéria e apresentou parecer que permitiu superar entraves que dificultavam a implementação do benefício.
O texto cria condições jurídicas para que a medida possa ser sancionada sem vetos, ao afastar, de forma específica e temporária, restrições da legislação fiscal. Segundo Pedro Campos, a proposta garante segurança para a execução da política pública. “Essa aprovação foi fundamental para viabilizar a sanção da ampliação da licença-paternidade, removendo entraves fiscais que impediam sua implementação”, afirmou.
A proposta autoriza a implementação de iniciativas relacionadas à licença-paternidade e ao salário-paternidade, desde que haja previsão de fonte de custeio. O projeto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A votação do relatório da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS deve ocorrer madrugada adentro. Por volta das 19h30 desta sexta-feira (27), o relator, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), terminou a leitura de seu texto final após cerca de oito horas. O documento possui quase 4.000 páginas.
A leitura do relatório começou por volta das 9h44 desta sexta-feira, conduzindo a última sessão da CPMI. Na quinta-feira (26), o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou a queda da liminar concedida pelo ministro André Mendonça, portanto, rejeitando a possibilidade de prorrogação da CPMI. As informações são da CNN.
Leia mais“Minha vontade é de que a gente termine de hoje para amanhã, na madrugada se for necessário, a votação do relatório e entreguemos uma solução e o fim da CPMI para todo o país”, afirmou o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Estão escritos 32 parlamentares para falar no período de discussão do relatório final, com ao menos dez minutos de tempo de fala para cada.
Relatório alternativo
Outro fator que deve atrasar a votação do relatório final da CPMI do INSS é o relatório alternativo proposto pela ala governista no colegiado.
Com tamanho semelhante ao de Gaspar, o documento suprime pontos originalmente levantados, como o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, e adiciona novos acusados, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A expectativa dos parlamentares governistas é derrubar o texto proposto pelo relator.
Em uma manobra regimental, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), para que pudesse retornar ao Senado e votar contra o relatório da oposição.
A suplente, senadora Margareth Buzetti (PP-MT), afirmou que a jogada foi uma “estratégia de um governo que tem medo”.
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Com a candidatura ao Senado encaminhada no estado de São Paulo, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, filiou-se nesta sexta-feira, 27, ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Ela será uma das opções apresentadas pelo grupo político liderado pelo presidente Lula (PT) e que tenta reduzir a influência do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o principal adversário do petista, no maior colégio eleitoral do país.
O evento de filiação teve a presença de Alckmin e outras lideranças do partido, como o ministro do Empreendedorismo, Márcio França; o deputado estadual e presidente regional do partido, Caio França; e a deputada federal Tabata Amaral, que ficou em terceiro lugar na disputa pela prefeitura de São Paulo, em 2024, entre outros. A cerimônia ocorreu em um espaço nobre da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp). As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisO evento ressaltou a participação de Tebet na campanha de Lula como um gesto pela democracia. Destacou ainda o papel de seu ministério nas políticas públicas, inclusive a alocação de recursos federais que abastecem obras no estado, e a pauta da maior participação de mulheres na política.
— Vamos ter, este ano, uma escolha entre quem respeita o povo e quer democracia e quem gosta de ditadura, que é mandar no povo — declarou Alckmin.
Tebet disse que aceitou concorrer a presidente, quatro anos atrás, mesmo sabendo que perderia, mas queria ser uma voz ativa contra Jair Bolsonaro, que classificou como o presidente “mais insensível e desumano” da história do país.
— A nossa grande missão é resgatar a esperança do povo brasileiro e dizer que hoje nós temos um governo que faz todo o esforço para realizar sonhos — disse Tebet.
A ministra ingressa no partido em meio a uma articulação ampla de Lula, que tenta consolidar votos no eleitorado de centro e direita não bolsonarista. Tebet mudou de domicílio eleitoral, do Mato Grosso do Sul para São Paulo, e deixou o MDB, seu primeiro e único partido, do qual era militante há quase três décadas, para viabilizar a candidatura. Em outubro, além de tentar garantir uma das duas vagas ao Senado destinadas ao estado, terá como missão diminuir a rejeição do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e fazer oposição a Tarcísio e Flávio. Haddad, cumprindo agendas no Uruguai, não compareceu ao ato.
Tebet chegou a ser considerada, inclusive, como alternativa ao governo do estado. Nos bastidores, entusiastas da candidatura mencionam que ela pode fazer um enfrentamento diferente a Tarcísio, questionando dados sobre feminicídio, por exemplo, e a política de segurança pública como um todo, cujo discurso “linha dura” também ecoa no filho de Bolsonaro. Historicamente, o bolsonarismo enfrenta maiores dificuldades entre as mulheres do que com os homens.
A pesquisa Datafolha mais recente, realizada entre os dias 3 e 5 de março, consolidou Haddad como candidato ao governo (ele apresentou os melhores números contra Tarcísio no primeiro turno, ainda que o adversário seja favorito) e Tebet no Senado. Em uma testagem ampla, com 11 candidatos para apenas duas vagas, a ministra obteve 25% das intenções de voto, atrás apenas de Alckmin, com 31%, que não pretende ir às urnas senão como vice de Lula mais uma vez. Representantes do bolsonarismo não pontuaram além de 13%, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O próprio Lula confirmou que Tebet será candidata em São Paulo com o apoio do PT durante o anúncio da pré-candidatura de Haddad, em São Bernardo do Campo, no dia 19. A segunda vaga na corrida ao Senado pode ser ocupada pelo agora colega de partido Márcio França ou pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede). O presidente também pressiona Alckmin a avaliar essa alternativa, mas líderes do PSB rejeitam a ideia.
Trajetória política
Simone Tebet construiu a carreira política no Mato Grosso do Sul, onde foi vice-governadora, senadora da República e deputada estadual, além de prefeita da sua cidade natal, Três Lagoas, que fica na divisa com a região de Araçatuba, em São Paulo. Ela integrava as fileiras do MDB desde 1997. Nesse meio tempo, adotou posições contrárias ao PT, como ao votar pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e defender a aprovação de reformas e outras pautas econômicas liberais.
A ministra, contudo, se aproximou da esquerda durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela foi uma das senadoras titulares da CPI da Covid, que investigou desmandos da gestão pública na pandemia. A atuação a credenciou para concorrer ao Executivo na eleição passada, enfrentando, ao mesmo tempo, Lula e Bolsonaro. Tebet terminou em terceiro lugar, com 4,2% dos votos válidos, superando Ciro Gomes, ex-governador do Ceará, pelo PDT. No segundo turno, apoiou o petista e participou ativamente da campanha vitoriosa nas urnas.
A então candidata a presidente teve desempenho acima da média em São Paulo, com 6,3% dos votos válidos no primeiro turno, o equivalente a 1,6 milhão de eleitores. Destes, 558 mil foram na capital paulista, onde seu desempenho chegou a 8,1%. A coligação petista, contudo, não elege senadores no estado desde 2010, com Marta Suplicy. Em 2018, apostou em França, do PSB, mas o ex-governador paulista acabou derrotado pelo astronauta Marcos Pontes (PL), ex-ministro da Ciência e Tecnologia durante o governo de Jair Bolsonaro.
Ela tende a desviar de temas espinhosos para a militância do PT, como o próprio histórico de centro-direita, e investir em pautas caras para os estrategistas da campanha de Lula, como indicadores positivos da economia, entre eles a queda na taxa de desemprego, e propostas aprovadas pelo Executivo federal em articulação com o Congresso, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Nas últimas semanas, a ministra tem reforçado as trincheiras em defesa do projeto que acaba com a escala 6×1, jornada de trabalho de seis dias para um de descanso.
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O Shopping RioMar, no Pina, Zona Sul do Recife, foi condenado após seguranças impedirem a entrada de dois adolescentes no estabelecimento em dezembro de 2023. O centro de compras e a empresa Segurpro Vigilância Patrimonial deverão indenizar os jovens, que são irmãos, em R$ 10 mil cada por danos morais. Cabe recurso.
Os irmãos tinham 17 e 13 anos. Um deles gravou o momento em que eram barrados e o vídeo repercutiu nas redes sociais à época. As informações são do Diario de Pernambuco.
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O vídeo mostra os seguranças do shopping impedindo a entrada dos irmãos enquanto outras pessoas subiam as escadas sem serem abordadas.
“Por que eu não posso subir?”, questiona o autor do vídeo. “Porque não pode”, responde um dos seguranças.
No processo, os irmãos, representados pela mãe, contam que foram retirar uma mercadoria e realizar a troca de vestimentas na manhã de 22 de dezembro de 2023. Eles afirmam terem sido vítimas de constrangimento com motivações de racismo estrutural.
Segundo os irmãos no processo, a abordagem foi desprovida de justificativa, “sendo posteriormente fundamentada em suposta ‘baderna’ no local” e na aplicação da Lei Miguel, que proíbe o uso de elevadores ou livre circulação em centros comerciais por crianças de até 12 anos desacompanhadas de pessoa maior de 18 anos.
Nos autos, o Shopping RioMar declara que não houve excesso por parte dos seguranças e cita o aumento de casos de tráfico humano e desaparecimento de crianças em locais públicos, o que implicaria em mais rigor da equipe de segurança.
Já a Segurpro declara em sua defesa que os autores da ação tentam induzir a Justiça a erro, “criando um cenário fantasioso”.
A empresa reforça que os seguranças agiram por força da Lei Miguel “visto que não há diferenças notáveis entre uma criança de 12 e uma criança de 13 anos”.
Em parecer, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) destacou que a utilização da Lei Miguel foi indevida e que a nota oficial do shopping da época, ao admitir “atuação inadequada”, comprovaria o nexo causal e o dano.
Em nota, o shopping informa que não foi notificado e não comenta decisão judicial. A defesa da Segurpro foi procurada, mas não respondeu até a publicação.
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A Justiça do Distrito Federal impediu o governo Ibaneis Rocha (MDB) de usar um imóvel estimado em R$ 2,3 bilhões no plano de capitalização do Banco de Brasília (BRB) desenhado para cobrir o rombo do Banco Master.
O imóvel embargado é a “Gleba A”, uma área de 716 hectares de propriedade Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília). É uma área situada em região de proteção ambiental em um território conhecido como Serrinha do Paranoá. O governo do DF informou que recorreu da decisão. As informações são do Estadão.
Leia maisO governo apresentou nove imóveis para serem vendidos, transferidos ao BRB, estruturados em um fundo imobiliário ou oferecidos como garantia em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para socorrer o BRB. Na lista, a Gleba A é o terreno mais caro, estimado em R$ 2,3 bilhões — ainda não há, no entanto, um laudo atualizado.
A decisão foi dada pelo juiz Carlos Frederido Maroja de Medeiros com base em um ação apresentada pela senadora Leila Barros (PDT-DF), pelo presidente do Partido Verde e ex-secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, Eduardo Brandão, pelo deputado federal Reginaldo Veras (PV-DF) e pela dirigente nacional do PV, Rayssa Tomaz.
Na semana passada, outra decisão judicial chegou a barrar o uso de todos os imóveis no aporte, mas foi revertida após recurso do governo. O BRB cancelou uma assembleia de acionistas que discutiria o plano de capitalização. O banco tem até o dia 31 de março para apresentar o balanço de 2025 e propor uma solução para cobrir os prejuízos deixados pelo Master. Como o Estadão mostrou, a instituição quer adiar o prazo.
Juiz impõe multa de R$ 500 milhões caso governo do DF descumpra decisão
O magistrado impôs uma multa de R$ 500 milhões caso o governo viole a determinação. Além disso, alertou para a possibilidade de responsabilização pessoal por “improbidade administrativa e crime de desobediência à autoridade recalcitrante”, que pode atingir diretamente o governador Ibaneis Rocha e outras autoridades do DF.
“A região da Serrinha está sendo anunciada à venda para salvar o BRB de uma iminente falência, provocada por desastrosas negociatas com um banco que há muito despontava como algo no mínimo suspeito em meio ao sistema financeiro”, diz o magistrado na decisão.
“Para salvar o banco oficial do debacle provocado pela mais pura má gestão, torra-se às pressas o patrimônio imobiliário do povo, com pouca ou nenhuma atenção para aspectos que não representem dinheiro no mínimo tempo possível”, afirma o juiz.
O juiz destacou os aspectos ambientais do terreno para impedir seu uso no projeto do BRB. “Um uso compatível com a sensibilidade ambiental de uma área que é no mínimo próxima a nascentes e comporta um dos cada vez mais raros espaços remanescentes de Cerrado em Brasília certamente – ou idealmente – não deveria ser o de simplesmente entrega-la à especulação imobiliária. Parques, por exemplo, também são equipamentos urbanos de elevada importância, e seria algo bem mais coerente com a vocação do local.”
Conforme o Estadão mostrou, Ibaneis ignorou dois pareceres jurídicos da Procuradoria Geral do Distrito Federal ao propor o uso de imóveis na capitalização do BRB. Uma resolução de 2023 da Terracap, proprietária do terreno, proíbe expressamente a concessão de empréstimos e garantias de qualquer espécie a acionistas, controladores e administradores. O Distrito Federal é dono de 51% da Terracap e a União é dona de 49%.
Além disso, a lei que criou a Terracap (de 1972) não permite o uso de imóveis do patrimônio imobiliário para objetivos que não sejam a atividade fim da empresa, ou seja, a regularização fundiária e o desenvolvimento da capital.
Terreno virou alvo de ‘disputa de pareceres’
A “Gleba A” virou alvo de uma “disputa de pareceres” após a inclusão do imóvel para salvar o BRB. A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) indicou em estudo a existência de áreas de preservação permanente (APP) e nascentes no imóvel. O órgão afirmou que o uso exige licenças ambientais e urbanísticas, com manutenção de no mínimo 50% da área total como como permeável e verde.
Um parecer técnico elaborado pelo governo do Distrito Federal contestou as conclusões, afirmando que não existe uma indicação geográfica do que seria a “Serrinha do Paranoá” e que não existem ocupações nem áreas de preservação permanente no imóvel inserido no projeto. A conclusão também contradiz as análises da consultoria da Câmara Legislativa do DF, que apontaram interesse ambiental na área.
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O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, vai reforçar suas redes sociais com um nome conhecido do bolsonarismo.
Responsável pelas redes sociais de Jair Bolsonaro (PL) em 2018, Marcos Carvalho deve fechar contrato para atuar na pré-campanha e depois seguir ao lado do filho do ex-presidente. As informações são da CNN.
Leia maisA informação foi revelada pelo Globo e confirmada pela CNN com fontes da pré-campanha.
Carvalho é publicitário e dono da agência AM4, que em 2018 prestou serviço para a campanha de Bolsonaro pelo então PSL.
Flávio Bolsonaro ainda procura um marqueteiro para a campanha. O favorito era Paulo Vasconcellos, mas o publicitário mineiro deve fazer a campanha de Ronaldo Caiado.
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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), ressaltou, no início da tarde desta sexta-feira (27), durante a entrega da Ponte Júlia Santiago, que liga os bairros da Imbiribeira e de Areias, a necessidade de construir pontes na política.
Também pregou respeito a adversários políticos. “Mais bonito do que fazer uma ponte de pé de cal é construir a ponte da vida. É construir a ponte com respeito às pessoas”, disse. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisO prefeito afirmou que a política que ele faz é a que “agrega, junta e mobiliza as pessoas. Consegue ouvir quem pensa diferente, respeita quem é adversário, tem compromisso com quem precisa e com quem espera e sonha com a política que funciona e entrega”.
Campos, que deve deixar o cargo no dia 2 de abril, já anunciou publicamente a pré-candidatura ao governo do estado. Ele deverá enfrentar a governadora Raquel Lyra (PSD), que disputa a reeleição.
Lula
O chefe do Executivo municipal não confirmou a vinda do presidente Lula (PT) ao estado para participar da inauguração do Hospital da Criança, no próximo dia 2 de abril.
De acordo com João Campos, houve um conflito de horários na agenda do presidente, devido à previsão de, no mesmo dia, vários ministros deixarem o governo para disputarem as eleições deste ano.
“Ele (Lula) está com uma agenda muito intensa, porque vai ter a desincompatibilização dos ministros. Então, a princípio, vai ser no mesmo dia da inauguração do hospital. Tem um choque de agenda que a gente está vendo se consegue superar”, explicou.
Campos, no entanto, garantiu que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), estará presente.
Devido ao prazo de desincompatibilização, João Campos também deve deixar a prefeitura no dia 2 abril para disputar o governo estadual nas eleições deste ano.
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Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com o cantor e compositor Eve Sandes, o presidente do brega, ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou, nesta sexta-feira (27), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD). Com a volta de Fávaro ao Senado Federal, a composição da CPMI do INSS muda.
A senadora Margareth Buzetti (PP-MT), suplente de Fávaro e alinhada à oposição ao governo Lula, é titular do colegiado na quinta vaga do bloco parlamentar dos partidos MDB, PSDB, Podemos, União. As informações são do g1.
Com a volta de Fávado ao Senado, Buzetti perde o mandato, e o primeiro suplente, senador Beto Faro (PT-PA), que assumiu essa posição na manhã desta sexta, passa ter vaga de titular.
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Fávaro, por sua vez, assumiu a primeira suplência no bloco formado por PSD e PSB.
O governo tenta evitar que o relatório elaborado pelo relator, Alfredo Gaspar (União-AL), que solicita que a Advocacia do Senado peça à Justiça a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Apesar da citação, o relatório só terá efeitos se for aprovado.

O relator começou a leitura do relatório nesta sexta, o documento precisa ser votado até sábado (28), data limite de funcionamento da CPMI. Na quinta, o STF negou a prorrogação da CPMI.
Com a mudança na CPMI , a expectativa é que o governo reúna o voto de 20 parlamentares para rejeitar o texto apresentado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).
A CPMI é composta por 32 membros, 16 senadores e 16 deputados federais. Para ser aprovado, o relatório precisa ter ao menos 17 votos favoráveis.
Ao longo dos últimos dias, a composição da CPMI do INSS sofreu inúmeras alterações, com base e oposição trocando membros e aliados em busca de uma maioria dos votos. Com isso, parlamentares que sequer compuseram a comissão se tornaram memrbos no último dia para garantir votos.
“O ministro Fávaro acabou de ser exonerado para votar no meu lugar. O governo deve estar com muito medo do seu relatório, digníssimo relator, que está tendo detalhes”, reclamou Buzetti durante a sessão que lê o relatório final da comissão.
Ao sair da comissão, a senadora falou com a imprensa que se sentiu desrespeitada pela atitude de Fávaro e que o governo teve medo do voto dela. Criticou a base e o governo por buscarem blindar Lulinha.
“Ele é o titular da pasta, a cadeira é dele, mas a gente merece o mínimo de respeito. […] É muito bom ser mulher”, finalizou.
Suspeitas sobre Lulinha
De acordo com investigadores da Polícia Federal, a suspeita sobre Lulinha surgiu depois que um ex-funcionário de Antônio Camilo Antunes prestou depoimento à PF e disse que Antunes comentava com sua equipe que pagava uma mesada de R$ 300 mil para o filho do presidente Lula.
Essa mesada seria para que Lulinha fizesse lobby para Antunes vender medicamentos de canabidiol ao Ministério da Saúde, segundo a testemunha.
O empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, está preso por suspeita de desvios de pensões e aposentadorias. O Careca tentou vender frascos de canabidiol ao Ministério da Saúde, mas nenhum contrato foi assinado.
A defesa de Lulinha diz que o filho do presidente viajou com Antunes para conhecer uma fábrica de canabidiol em Portugal, mas nega irregularidades e envolvimento com desvios no INSS.
“Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados no bojo da CPMI do INSS”, diz o advogado Marco Aurélio Carvalho.
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