











Por Anthony Santana, Felipe Nascimento e Maysa Sena
Do Blog da Folha
O fim de semana promete dar a largada para a corrida às urnas em Pernambuco. Neste domingo (2), a governadora Raquel Lyra (PSD) irá reunir aliados para confirmar seu projeto de reeleição. Será no Parador, no Bairro do Recife, a partir das 9h. Neste sábado (1º), a Frente Popular deve confirmar a candidatura ao governo do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), em ato político no Clube Internacional, no horário simbólico de 13h40 — em referência à aliança dos socialistas com o PT.
Outras convenções também estão previstas para este fim de semana. Neste sábado, a Federação PRD/Solidariedade e os partidos Progressistas e União Brasil farão seus atos políticos. Amanhã, será a vez da Federação Rede/Psol formalizar a candidatura ao governo do ex-vereador Ivan Moraes (Psol), com a advogada Alice Gabino (Rede) e o pré-candidato ao Senado Paulo Rubem Santiago (Psol). O calendário de convenções só se encerra na quarta-feira (5), quando a Federação União Progressista realiza sua convenção, considerada decisiva para que Raquel Lyra conclua a montagem da própria chapa.
Leia maisLargada
Para quem não acompanha de perto a rotina dos partidos, vale entender o que está em jogo: a convenção é o momento em que uma articulação de bastidores que pode levar meses se transforma em decisão oficial. “É quando se confirma oficialmente quem serão os candidatos”, explica a cientista política Priscila Lapa. Até o momento, os partidos só podem tratar seus postulantes como pré-candidatos. Com a homologação das convenções, passam a existir oficialmente as candidaturas, permitindo, entre outras medidas, a abertura de contas específicas e o recebimento de recursos do fundo eleitoral. O cientista político Alex Ribeiro reforça a leitura: a convenção “marca a passagem das articulações políticas para as definições oficiais”.
Cenários
Embora liderem as principais pré-candidaturas ao Palácio do Campo das Princesas, João Campos e Raquel Lyra chegam às convenções em momentos bem diferentes da formação da sua base aliada. Na convenção do PSB, João terá homologada uma chapa majoritária já consolidada e que percorre com ele o estado desde o lançamento do seu projeto político em março. O empresário Carlos Costa (Republicanos) será confirmado como candidato a vice-governador, o senador Humberto Costa (PT) disputará a reeleição e a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) ocupará a segunda vaga ao Senado. A composição foi fechada após negociações entre os partidos da Frente Popular e permitiu ao pré-candidato iniciar o período das convenções sem pendências internas.
Além disso, a convenção formada por Solidariedade e PRD deve confirmar neste sábado a aliança com João Campos, após deixar a base da governadora Raquel Lyra. A sigla promove seu ato político com presença confirmada do ex-prefeito do Recife.
Ao lado da governadora na chapa, a vice-governadora Priscila Krause (PSD) deve repetir a parceria firmada pelas gestoras desde o pleito de 2022. No material de campanha divulgado nas redes sociais da gestora, as duas líderes políticas são o destaque.
Senado
Com a retirada da candidatura de Miguel Coelho (União Brasil) da disputa ao Senado, às vésperas da convenção que oficializa a candidatura de Raquel Lyra, finamente se encerra a novela pela vaga ao Senado.
É justamente esse tipo de impasse, levado até o limite do calendário eleitoral, que costuma acender um alerta entre analistas políticos. Deixar a convenção para o último dia pode ser também estratégia. “Esticar a corda até o fim, primeiro, cria todo um clima, toda uma expectativa. Isso é muito utilizado como estratégia de comunicação […] Quem sai por último faz ali aquele desfecho e não deixa que o adversário crie um evento politicamente mais relevante”, avalia Priscila Lapa. Segundo ela, adiar a decisão também mantém possíveis dissidentes “reféns” do grupo político, já que não sobra tempo hábil para migrarem para outra legenda antes do fim do prazo.
Alex Ribeiro segue linha semelhante ao analisar a convenção da Federação União Progressista, marcada para o encerramento do calendário das convenções. Na avaliação do especialista, a data isolada não indica necessariamente desorganização interna.
“Adiar a decisão pode servir para prolongar negociações, acompanhar movimentos dos adversários e fechar questões como alianças, composição da chapa e candidaturas ao Senado. Porém, quando as divergências permanecem até o limite do prazo, isso pode revelar dificuldades internas. Portanto, a leitura política depende menos da data e mais das circunstâncias que levaram o partido a decidir no último momento”, pondera.
Já sobre quem, de fato, decide os nomes dentro de uma convenção, Priscila Lapa é direta: a decisão raramente passa pelo voto dos filiados. “Em geral, no Brasil, a regra é que a cúpula decide, o restante do partido apenas segue […] De fato, decisões mais colegiadas, mais democráticas assim são a exceção”, afirma, ajudando a explicar por que negociações como a do PSD em torno da vaga ao Senado se resolvem nos bastidores, entre líderes, e não em votação aberta de bases partidárias.
Expectativa
Enquanto especialistas analisam o significado político das convenções, os pré-candidatos tratam os atos como o início de uma nova fase da campanha e apostam em mobilizações para demonstrar força política. Em agenda pública no fim de semana passado, no Sertão, Raquel Lyra descreveu a expectativa para a convenção que a confirmará como candidata à reeleição.
“Tenho 47 anos e, desde os 30, estou em mandatos eletivos. Nesse momento, dá um frio na barriga danado. É meio como se fosse um momento de Ano Novo, onde a gente para pra refletir sobre tudo o que fez, o que nos trouxe até aqui e o que nos move daqui em diante”, afirmou a governadora de Pernambuco.
Antes do ato político, a gestora buscou dar visibilidade às ações do seu governo com vistorias nas regiões do Agreste, Sertão e Mata Sul que somam investimentos na ordem de R$ 484,6 milhões. Na véspera do fim de semana de convenções, ela buscou dar visibilidade ao roteiro. “Estamos visitando muitas cidades em todas as regiões do nosso estado, acompanhando obras, fiscalizando o andamento, colocando recursos para que nosso governo possa fazer as inaugurações que entregam o melhor serviço para a população”, destacou.
Já João Campos projeta um ato de grande porte no Clube Internacional e destacou a parceria com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. “A gente conversou bastante […] ele me ligou para dizer que estava muito feliz, que estava animado. […] Convidamos todo mundo para este grande momento, onde faremos uma bonita festa e iniciaremos uma nova etapa com muita energia e sentimento positivo”, afirmou o pré-candidato pela oposição.
Ao anunciar o encontro, João Campos ressaltou a construção do arco de alianças que reúne, além do PSB, legendas como Republicanos, MDB e as Federações Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e PRD/Solidariedade. “Tenho certeza de que esse movimento se materializará nas urnas, garantindo uma eleição vitoriosa para o governo do estado, para o Senado e para a presidência.”
Nos últimos dias, João Campos intensificou suas postagens nas redes sociais para convocar aliados. “Será o momento de reafirmar a força do povo pernambucano, consolidar o time de Lula e mostrar que o futuro de Pernambuco será construído com coragem, trabalho e união”, destacou João Campos.
Federação
Além das duas principais chapas na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, as convenções deste fim de semana oficializam as candidaturas das demais forças políticas. Pré-candidato da Federação Rede/PSOL, em aliança com o PCB, Ivan Moraes apresenta sua trajetória fora dos partidos tradicionais como principal diferencial da candidatura.
Segundo ele, a convenção “é um momento importante para juntar nossa turma e apresentar a Pernambuco alternativas”. “Estou há mais de duas décadas atuando ao lado das organizações sociais e coletivos populares, mesmo antes de resolver meter o pé na porta da política. Eu conheço a vida real das pessoas porque essa é a minha vida”, afirmou.
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Às vésperas da convenção que oficializará a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) anunciou, na manhã deste sábado (1º), que retirou sua pré-candidatura ao Senado. Em vídeo publicado há pouco nas redes sociais após uma reunião com a governadora, ele afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo para evitar desgastes à chapa governista e reforçou apoio ao projeto de reeleição de Raquel.
“Sempre defendi que o projeto prioritário é o projeto de eleição de Raquel e de Priscila. Independentemente de quem fossem os candidatos escolhidos, a gente estaria ao lado dela”, afirmou. Segundo Miguel, os dois concluíram que era o momento de retirar a candidatura ao Senado para não colocar o projeto político “em risco”.
“Não era o desfecho que eu queria, vocês sabem. Mas, de novo, não é sobre o eu. É sobre um projeto maior, um projeto para o bem de Pernambuco”, disse.
Apesar da desistência, Miguel afirmou que seguirá atuando politicamente ao lado da governadora. “O Galeguinho continua aqui, de cabeça erguida, firme, continuando o propósito de trabalhar por Pernambuco.”
Por André Gustavo Vieira*
Ao me deparar com uma publicação que tenta atribuir ao empresário e presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro, o papel de alguém que teria qualificado ou desqualificado pessoas, considero necessário fazer um registro. Tal narrativa não encontra qualquer respaldo na realidade. É completamente descontextualizada e, para dizer o mínimo, absurda.
Eduardo Monteiro construiu, ao longo de sua trajetória, uma reputação baseada no respeito às pessoas, no diálogo e na correção de conduta. Quem o conhece sabe que ele trata todos com a mesma consideração, independentemente de posições políticas, econômicas ou pessoais. Seu maior patrimônio é justamente o respeito que conquistou de diferentes setores da sociedade pernambucana.
Leia maisTrata-se de um empresário de conduta irrepreensível, que sempre pautou sua atuação pela responsabilidade e pelo compromisso. Mesmo estando à frente de um dos mais importantes e respeitados grupos de comunicação do Estado, jamais utilizou esse espaço para promover perseguições pessoais, desqualificar quem quer que seja ou impor interesses particulares.
Como qualquer cidadão, Eduardo Monteiro tem suas convicções e preferências pessoais, direito legítimo, que pertence ao âmbito privado e merece ser respeitado. Outra coisa, completamente diferente, é tentar transformar essas preferências em uma narrativa de favorecimentos, perseguições ou interferências que simplesmente nunca existiram.
Por isso, causa estranheza, constrangimento e indignação ver pessoas tentando construir versões artificiais dos fatos para sustentar acusações sem fundamento. A verdade é que Eduardo Monteiro sempre exerceu sua atividade empresarial e sua responsabilidade à frente do Grupo EQM com equilíbrio, seriedade e respeito às instituições e às pessoas.
Eduardo Monteiro merece o respeito que conquistou ao longo de sua vida. Não por cargos ou influência, mas pela forma ética, correta e respeitosa com que sempre conduziu sua trajetória pessoal e profissional.
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Indefinição marca convenção de Raquel
A convenção que homologará a candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD) está marcada para amanhã, no Recife. O que poderia, entretanto, se traduzir num grande ato de demonstração de força e sinalização pela confiança dos aliados na reeleição pode resultar num tremendo fiasco. Não de público, porque a máquina tem um poder incomensurável de mobilização, mas de incertezas na chapa.
Raquel não teve capacidade, traquejo nem tampouco liderança para botar ordem na casa. A convenção perdeu o brilho em razão da chafurdação entre o presidente estadual da federação União Progressista, Eduardo da Fonte, e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que duelam pela segunda vaga de candidato ao Senado.
Leia maisCom cinco mandatos na Câmara Federal e o apoio de uma base de dez deputados estaduais, além de mais de 30 prefeitos, Eduardo ganhou no voto a indicação da federação por 5 x 3, mas Miguel não respeitou o resultado democrático. A governadora demonstra apreço por Miguel, mas ele não tem a maioria da Federação União Progressista, controlada por Eduardo.
Na reta final, Raquel assumiu uma posição de firmeza em defesa de Miguel, mesmo tendo sido diversas vezes alertada sobre as dificuldades de emplacar a candidatura dele, pelo fato de não ter o controle da federação.
A governadora é concursada da Polícia Federal e tem na transparência de sua gestão uma bandeira de campanha, mesmo que da boca pra fora. Assessores da governadora temem que ela quebre a cara na insistência com Miguel, primeiro porque perderá o fundo eleitoral; segundo, porque perderá o tempo da federação na propaganda eleitoral.
Eduardo fez uma jogada de mestre que complicou ainda mais a vida da governadora: marcou para o dia 5, no apagar das luzes do prazo das convenções partidárias, o ato solene e formal da federação para definir os nomes dos candidatos da federação para deputado e senador, ou seja, três dias após a deliberação da convenção da governadora.
VERGONHA – Aliados de João Campos avaliam que Raquel chegou ao teto das intenções de voto na disputa estadual. O cenário que aparece em levantamentos é de equilíbrio, com Raquel numericamente à frente. O entendimento do PSB pernambucano é de que o melhor momento da governadora já passou e que a situação mudará quando a campanha “começar para valer”, a partir de 16 de agosto, segundo escreveu o jornalista Houldine Nascimento, do site Poder360, de Brasília. Ao repórter, o ministro do Empreendedorismo e um dos secretários do PSB nacional, Paulo Pereira, classificou como uma “vergonha” a quantidade de ordens de serviço assinadas por Raquel em 2026.

O palanque e a força de Lula – Em entrevista à Folha de S.Paulo, o pré-candidato do PSB a governador de Pernambuco, João Campos, manifestou confiança na dobradinha nacional com o presidente Lula para instalar um novo ciclo econômico no Estado. “A nossa relação com o presidente não é uma relação eleitoral, é uma relação política construída de muitos anos, de uma aliança nacional feita em todos os estados do Brasil, construindo palanques. Tenho certeza que o presidente vai participar da eleição de Pernambuco. E o palanque, dito pelo próprio presidente, o palanque é nosso”, afirmou.
Bolsonaristas com Raquel – Na mesma entrevista, João avalia que parte dos eleitores que hoje declaram voto em Raquel Lyra mudará de opinião quando perceberem que Lula o apoia. Além disso, o ex-prefeito rechaça a neutralidade da adversária, apontando que a aliança da opositora é composta majoritariamente por bolsonaristas e outros segmentos da direita. “Se for perguntado a Flávio Bolsonaro em quem ele votaria em Pernambuco, eu tenho certeza que ele nunca votaria em mim. Todos os representantes da direita de Pernambuco estão no palanque do PSD e votam nela. Então é um fato”, disse.
Lula próximo a Vargas – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será formalmente anunciado amanhã, em convenção marcada para São Paulo, candidato do PT à Presidência da República. Aos 80 anos, o petista pode renovar o recorde de candidato mais velho eleito presidente e empossado no cargo. Também pode, caso reeleito, se aproximar ainda mais de Getúlio Vargas como presidente que mais tempo ficou no cargo. Getúlio, porém, comandou o Brasil em um momento da ditadura do Estado Novo, de 1937 a 1945.

Novo ato em agosto – A convenção nacional do PT será realizada no Expocenter Norte, centro de convenções localizado na zona norte de São Paulo. O evento começará por volta das 10h e contará com a presença do presidente e de uma série de ministros, entre eles o da Fazenda, Dario Durigan. O PT prepara, no entanto, um ato em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, em 16 de agosto, como o pontapé oficial da campanha petista. Por isso, a convenção deve ter um ar mais contido e voltado para os militantes e delegados petistas.
CURTAS
CONVENÇÃO 1 – Já a convenção que vai homologar a candidatura a governador do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), será realizada hoje a partir das 13h40, no Clube Internacional do Recife. A oficialização da chapa majoritária – Carlos Costa (Republicanos), para vice; e Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), para o Senado – ocorrerá de forma conjunta com a convenção do PDT, simbolizando a união das forças políticas aliadas na disputa estadual.
CONVENÇÃO 2 – Já a convenção do PSD que vai oficializar a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra e da vice Priscila Krause ocorrerá amanhã, a partir das 9 horas, no Parador, localizado no Bairro do Recife (Recife Antigo). Diferente de João, Raquel faz sua convenção sem a chapa completa por causa do impasse na segunda vaga ao Senado.
REVIRAVOLTA – A abertura do inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mobilizou o gabinete do ministro André Mendonça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), além da área técnica da Corte. Um debate nos bastidores que se arrastou por quase uma semana diante da investida da Polícia Federal acabou escalando o desgaste dos investigadores com o gabinete de Mendonça, com direito a uma espécie de reviravolta eletrônica.
Perguntar não ofende: Faltaram experiência política e capacidade de diálogo a Raquel para superar o impasse na sua chapa?
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (31), que a extrema direita não voltará a governar o Brasil enquanto ele estiver vivo e minimizou a atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente argentino, Javier Milei, para apoiar candidatos da oposição na disputa para a Presidência da República. A fala do presidente foi feita durante a convenção partidária estadual do PT no Ceará, que confirmou Elmano de Freitas como candidato a governador do estado.
“Enquanto eu viver, a extrema-direita não voltará a governar este país. E vou dizer mais, vou dizer que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia desse país”, afirmou. As informações são do g1.
Leia maisNo evento, realizado em Fortaleza na noite desta sexta-feira (31), Lula também demonstrou apoio às candidaturas de Cid Gomes (PSB) como senador e Gabriella Aguiar (PSD) como vice-governadora. Também nesta sexta-feira (31), o presidente visitou o Hospital Universitário do Ceará, em Fortaleza.
Durante o discurso, o petista citou, ainda, que precisará de candidatos para o Senado nas eleições de 2026 porque a Casa “tem metade apodrecida e nós precisamos fazer o Senado fazer as coisas corretas”.
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Por Yuri Costa – Blog da Folha
Lideranças pernambucanas do Partido dos Trabalhadores (PT) se manifestaram, nesta sexta-feira (31), sobre a possível ausência do presidente Lula (PT) dos debates eleitoras do primeiro turno. Nessa quinta (30), o chefe do Executivo nacional afirmou, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, que vai analisar o quadro eleitoral antes da decisão de ir ou não aos compromissos.
Para a senadora Teresa Leitão (PT), a possibilidade terá que ser avaliada a depender do rumo da campanha. A petista, no entanto, se posicionou favorável à participação de Lula nos debates.
Leia mais“Eu acho que isso é muito conjuntural. É uma análise que se faz dependendo do rumo da campanha. Não é uma posição definida. Acho que é sempre bom debater, e Lula é muito bom de debate, vai ter muito o que mostrar do seu governo para garantir uma quarta possibilidade de governar o Brasil”, argumentou.
O senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT) reforçou que será necessária uma análise de Lula sobre a participação ou não nos compromissos. O legislador, no entanto, se mostrou pessimista com o nível dos debates no primeiro turno.
“Eu acredito que não (vai prejudicar). Uma coisa era o debate do passado, quando se debatia com Fernando Henrique Cardoso, Ulisses Guimarães, com gente assim. Outra coisa é o debate com pessoas que trabalham o tempo inteiro com deboches e com agressão. O presidente vai ter que avaliar. No segundo turno, eu acho que é outra realidade, e eu sou mais favorável que ele participe do debate”, avaliou.
Já o presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras (PT), não há adversários qualificados para debater com o presidente. O líder da sigla, no entanto, reiterou que a ida de Lula aos compromissos será avaliada pela coordenação nacional do partido na campanha.
“Essa escolha vai ser feita pela coordenação nacional do partido na campanha. Ainda falta um tempo para iniciar os debates. Quando eu olho para o outro lado, eu não vejo candidato qualificado para fazer um debate com o presidente Lula. Não tem proposta, não tem conteúdo e a gente viu o que eles fizeram nesse país. A principal obra do governo Bolsonaro foi 700 mil covas para a população brasileira (durante a pandemia de Covid-19)”, opinou.
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As coincidências boas da vida: o jornalista Houldine Nascimento, que já atuou no meu blog e hoje está no Poder360 cobrindo o Palácio do Planalto e o PT, também veio a São Paulo para acompanhar a convenção do PT, no próximo domingo, que homologa a candidatura do presidente Lula (PT) à reeleição. Acabamos de jantar num restaurante nos Jardins.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) deve confirmar sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal em convenção do partido marcada para domingo (2), às 17h, com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nesta sexta-feira (31), Michelle afirmou que ainda não decidiu se será candidata e que fará esse anúncio na convenção —a tendência, porém, é que ela aceite disputar a eleição. O principal empecilho é seu papel de cuidadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar e tem problemas de saúde. As informações são da Folha de S. Paulo.
“Tudo que eu gosto eu gosto de fazer bem feito, por isso vou definir com ele [Bolsonaro]. Eu estou cuidando dele. A realidade é que não tem ninguém. Eu não posso contar com ninguém nesse momento. Mas é uma expectativa também do [ex-]presidente. Há uma expectativa também do nosso grupo, do nosso movimento de mulheres”, disse ela, que foi presidente nacional do PL Mulher até mês passado.
Leia maisMichelle falou com jornalistas após ter se reunido, durante a tarde, com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e a presidente do PL-DF, deputada federal Bia Kicis. Valdemar, por sua vez, declarou que Michelle vai resolver com o marido se será candidata. “Quem vai decidir é o Bolsonaro se ela sai de candidata ou não”, disse.
A ex-primeira-dama confirmou que Flávio vai participar da convenção no domingo e disse que ainda não se encontrou com ele. Após a recente conciliação entre o presidenciável e sua madrasta, esse deve ser o primeiro evento eleitoral em que os membros do clã Bolsonaro vão dividir o palanque.
Na convenção nacional do último sábado (25), Flávio mencionou Michelle em seu discurso, e a ex-primeira-dama enviou um vídeo para ser exibido no evento em São Paulo. Ela disse que não poderia participar presencialmente porque isso demandaria muitas horas longe de Bolsonaro.
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (31) uma nova investigação da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por eventual tráfico de influência na Dataprev, empresa pública responsável pela gestão de dados sociais do governo federal, em especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As informações são do g1.
Na quinta-feira (30), Mendonça já havia autorizado a abertura de outro inquérito para investigar Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro foi sorteado para ser o relator da investigação.
Na investigação tornada pública na quinta, a Polícia Federal pediu ao STF a abertura de um inquérito para apurar se Lulinha cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção ao atuar para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes em negócios com o Ministério da Saúde e no gabinete presidencial.
Leia maisCamilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é apontado como um dos principais responsáveis por desvios de aposentadorias e pensões, conforme as investigações da PF na Operação Sem Desconto.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa de Lulinha, chamou a decisão de “lamentável” e afirmou que não há nenhum fato que justifique a abertura do inquérito.
“A Polícia Federal segue empreendendo esforços na perspectiva de tentar interferir no processo eleitoral. É absolutamente lamentável. Não há qualquer fato que justifique a abertura de qualquer tipo inquérito contra o Fábio Luis. Nós vamos comprovar que não qualquer tipo de relação, nem direta, nem indiretacom qualquer tipo de irregularidade”, disse.
“É mais do mesmo, tentativa e erro. É a velha estratégia de criar um factóide. Ao que parece, a Polícia Federal está procurando uma espécie de melhor de três, não achei aqui, vou procurar ali. Isso é fishing expedition, pesca probatória, e nos remete ao que houve de pior no nosso sistema de justiça”, afirmou.
Investigações contra Lulinha
No inquérito sobre a atuação no Ministério da Saúde, a PF suspeita que Lulinha e o Careca tenham tido negócios na área de cannabis medicinal.
Como o g1 noticiou em janeiro, o lobista tentou fechar um contrato milionário com o Ministério da Saúde em 2024 e 2025 para vender medicamentos de canabidiol ao governo. O contrato não foi fechado.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa de Lulinha, afirmou considerar que a PF pediu o inquérito sobre atuação na área da saúde porque não encontrou nenhuma irregularidade envolvendo o filho do presidente na investigação das fraudes do INSS.
“Lulinha já demonstrou que não tem relação direta ou indireta com o INSS e não tem relação com os negócios da Roberta. A PF não achou nada no INSS e vai procurar em outro lugar. Isso é pesca probatória. Isso é grave”, afirmou Carvalho.
O Ministério da Saúde afirmou que não tem nem nunca teve contrato com a World Cannabis ou com acionistas citados. “Dessa maneira, nunca fez nenhum repasse de recursos públicos a eles”, disse a pasta.
Lulinha é suspeito de ter atuado para que o Careca fosse recebido no ministério.
O lobista havia contratado a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para prospectar negócios de cannabis medicinal com o governo federal em favor da empresa World Cannabis, que pertencia ao Careca.
A defesa de Roberta nega irregularidades em seu contrato com o Careca e afirma que jamais repassou qualquer valor a Lulinha.
No início de 2025, o Careca do INSS foi recebido no Ministério da Saúde por Swedenberger Barbosa, o Berger, que era secretário-executivo — o número 2 da pasta.
Depois de sair do ministério, em 2025, Berger virou chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do presidente da República.
A PF investiga possível tráfico de influência tanto no Ministério da Saúde como no gabinete presidencial.
Berger afirmou ao g1, em nota, que “a agenda [com o Careca] ocorreu conforme as atribuições da sua função à época, sem que tenha havido qualquer tipo de ‘orientação’ para a sua realização”.
“Como não houve interesse do ministério em adquirir qualquer produto ou serviço da empresa, o encontro não teve nenhum desdobramento, o que evidencia sua condução técnica e afasta a tese de qualquer tipo de influência política”, disse Berger em janeiro deste ano.
Em março passado, a defesa de Lulinha confirmou, em entrevista à GloboNews, que ele viajou para Portugal com o Careca do INSS em novembro de 2024.
A viagem foi para visitar uma fábrica de medicamentos de canabidiol, mas, segundo a defesa, não resultou em nenhum negócio entre Lulinha e o lobista.
“Fábio viajou com o Antônio Camilo, a convite do Antônio Camilo, então um empresário de sucesso no ramo farmacêutico, que ele conheceu através da sua amiga Roberta Luchsinger, a empresária Roberta. Nunca trabalhou com Antônio Camilo e essa viagem não rendeu, qualquer que tenha sido, contrato de forma direta ou indireta. Ele foi conhecer a extração de canabidiol, demonstrou uma curiosidade, foi convidado e aceitou o convite e viajou para Portugal”, disse Carvalho.
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Por Bela Megale – O GLOBO
Não é só no cenário nacional que PP e União Brasil não estarão com o PL e seu candidato, Flávio Bolsonaro. A federação formada pelos dois partidos negou os apelos do presidente Valdemar Costa Neto para coligarem com o PL em Roraima.
Nos últimos dias, Valdemar Costa Neto ligou para o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, tentando reverter a decisão, mas sem sucesso. Ele ofereceu à federação a indicação do candidato a vice-governador de Artur Henrique.
Leia maisO principal motivo da negativa foi a chapa montada pelo partido de Flávio Bolsonaro, na qual os dois candidatos ao Senado — os deputados Helio Negão e Nicoletti — são do PL.
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Dona Júlia comemorou 126 anos de idade em Tibagi, no interior do Paraná. Nascida em 1900, ela viveu parte da vida em situação de rua e só teve a documentação regularizada aos 100 anos.
Hoje, acolhida por uma família local, a idosa chama a atenção pela saúde, pois não possui doenças crônicas nem faz uso contínuo de medicamentos. A data foi celebrada com festa, música e homenagens de familiares e amigos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o cantor e compositor Maciel Melo falou sobre o processo criativo de “Uma Canção Atemporal”, sua nova composição. Segundo o artista, a música foi inspirada pelo atual momento histórico, marcado por guerras, violência e desumanidade. “Toda vez que eu vou compor, embora eu queira fazer uma música alegre, por trás sempre tem uma pitadazinha de melancolia. Eu queria fazer uma música falando sobre esse momento atual”, afirmou. Confira:
