











Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que a Polícia Militar de São Paulo usou bombas de gás lacrimogêneo contra um grupo de manifestantes nos arredores da avenida Paulista, nesta segunda-feira (7).
Confronto ocorreu na rua Carlos Comenale, antes do ato marcado para o feriado de 7 de setembro. Nas imagens, é possível ver que os agentes usaram bombas de efeito moral contra o grupo de manifestantes. Com informações do UOL e do jornal O Globo.
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Policiais justificaram que um grupo de esquerda tentou acessar a avenida Paulista. O vídeo mostra os agentes expulsando os manifestantes do local. O acesso à avenida Paulista pela rua foi bloqueado pela PM.
Segundo relatos de pessoas presentes, o grupo levava faixas contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e tentou acessar a Paulista quando cruzou com um grupo de bolsonaristas, que estava indo para a manifestação da direita. A PM, que bloqueava o acesso pela Alameda Santos, então impediu a entrada dos manifestantes e jogou bombas de gás lacrimogênio. “Na Peixoto Gomide, com a Alameda Santos, um grupo tentou invadir o espaço destinado a outro grupo antagônico, momento em que a PM e a GCM intervieram para conter as partes”, afirmou a corporação.
Por volta das 13h30, a situação já estava controlada. A reportagem do UOL presenciou que a Cavalaria da Polícia Militar estava no local. Também foi possível ver cartazes contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a favor do PT.
A Polícia Militar informou que reforçou o policiamento na Avenida Paulista devido às manifestações previstas e que “não foram registrados incidentes graves”. Disse ainda que “segue no local para garantir a segurança e o direito à livre manifestação”.
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Apoiadores do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) levaram ao ato na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira (7/9), Dia da Independência, um boneco inflável do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segurando uma caricatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usando roupa de presidiário.
O ato na capital paulista reuniu aliados do presidenciável em meio à campanha para pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de Lula, que tenta a reeleição nas eleições deste ano. As informações são do Metrópoles.
Manifestação em SP 👇🏻 pic.twitter.com/38tXknQ8Nj
— Sam Pancher (@SamPancher) September 7, 2026
Apoiadores também levaram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, enquanto outros usaram o boné com a frase “Make America Great Again”, mote do trumpismo norte-americano.
Flávio é apoiador de Trump e favorável à linha dura dos EUA contra facções criminosas. Ele esteve na Casa Branca no início do ano para pedir que o governo classificasse o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
A investida representou uma reviravolta contra o governo Lula e uma escalada na tensão entre Brasil e EUA, que negociavam alternativas ao tarifaço e ao combate ao crime organizado.
Durante o discurso na Avenida Paulista, Flávio não mencionou Trump, mas disse que, se eleito, irá “declarar guerra contra os narcoterroristas” e ser o “libertador da pátria”.
Além do boneco de Trump, apoiadores também ergueram uma figura inflável do ministro André Mendonça, do STF, que entrou em embate direto com Moraes, em decorrência do caso Master na última semana. Eles levaram, também, um painel em que pessoas podiam tirar foto com a imagem de Lula sendo preso.

Por Larissa Rodrigues
Do Blog Efeito Político
A Coligação Pernambuco de Coração, liderada pela governadora Raquel Lyra (PSD), ingressou, nesta segunda-feira (7), no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), uma representação por propaganda eleitoral irregular, com pedido de tutela provisória de urgência, contra o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) e o Partido Liberal. A ação tramita sob o número 0601917-17.2026.6.17.0000.
Em caráter de urgência, a coligação pede que Mendonça Filho e o PL sejam obrigados, no prazo de 24 horas, a interromper a veiculação da peça no rádio e na televisão, além de se absterem de produzir novos conteúdos que apresentem a candidatura de Mendonça associada à de Raquel Lyra (PSD). Também é solicitada a retirada das publicações das redes sociais oficiais do candidato, inclusive do Instagram.
Leia maisNa representação, a coligação questiona peças da campanha de Mendonça Filho que utilizam o nome e a imagem da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) para transmitir ao eleitorado a ideia de que as duas candidaturas fazem parte de um mesmo projeto político. A Coligação Pernambuco de Coração argumenta que não existe vínculo eleitoral formal entre Mendonça e a chapa encabeçada pela governadora. Os candidatos ao Senado registrados na composição são Eduardo da Fonte (PP/UP) e Túlio Gadêlha (PSD).
Um dos materiais contestados foi veiculado no horário eleitoral gratuito e posteriormente publicado no perfil oficial de Mendonça Filho no Instagram. Na propaganda, o candidato afirma ter estado ao lado da governadora desde o início da gestão e diz que pretende levar sua experiência para Brasília para “ajudar Raquel a fazer ainda mais” por Pernambuco. A representação sustenta que a construção da peça passa ao eleitor a percepção de que Mendonça seria um candidato ao Senado ligado politicamente à governadora.
A ação também destaca que Raquel Lyra já havia se pronunciado publicamente sobre o assunto antes da veiculação da propaganda. Em declaração feita em agosto, a governadora afirmou que Mendonça Filho “não é o nosso candidato a senador da República” e apontou Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha como os dois nomes ao Senado vinculados ao seu grupo político. Mais recentemente, já durante as agendas de campanha pelos municípios do Estado, a governadora Raquel Lyra tem reforçado esse posicionamento ao declarar que seus candidatos ao Senado Federal são Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha, que vêm participando ao seu lado dos principais atos políticos da campanha à reeleição.
Para a Coligação Pernambuco de Coração, a utilização da imagem da governadora nessas circunstâncias pode induzir o eleitor a uma compreensão equivocada sobre as alianças formalmente constituídas para a eleição. A representação aponta, ainda, violações ao artigo 242 do Código Eleitoral, ao artigo 54 da Lei das Eleições e às regras previstas na Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral.
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Por Estadão Conteúdo
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) disse que 70 mil pessoas estiveram no desfile de Sete de Setembro que ocorreu na Esplanada dos Ministérios na manhã desta segunda-feira em Brasília. O evento foi marcado pelo clima de campanha a partir de gritos de apoiadores que ocuparam as arquibancadas montadas pela Esplanada dos Ministérios.
Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a plateia se animou mais pelo mascote do Sistema Único de Saúde (SUS), o Zé Gotinha, e os servidores da saúde, e também por lembranças à Copa do Mundo Feminina, que será sediada no Brasil no ano que vem.
Leia maisAntes da chegada de Lula, apoiadores presentes na Esplanada entoaram o canto “fim da 6×1”, em referência à proposta de emenda à Constituição que tramita no Senado Federal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que já indicou que não votará o texto antes das eleições, já estava no local.

Em meio à crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF), após o ministro André Mendonça derrubar o sigilo das investigações do envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com a investigação das fraudes bilionárias do Master, o presidente da Corte, Edson Fachin, esteve presente na cerimônia.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que também está envolto nas novas revelações do Master por suposta proteção ao banqueiro dono do Master, Daniel Vorcaro, foi outra presença no desfile cívico.
Quem também esteve na tribuna de autoridades foi o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O vice-presidente Geraldo Alckmin ficou ao lado do presidente, representando a cúpula do governo.
O presidente Lula estava acompanhado pelos seguintes ministros e integrantes do governo:
Alexandre Padilha (Saúde)
Alexandre Silveira (Minas e Energia)
Celso Amorim (Assessoria Especial da Presidência)
Dario Durigan (Fazenda)
Eloy Terena (Povos Indígenas)
Esther Dweck (Gestão e Inovação)
Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário)
Frederico Siqueira Filho (Comunicações)
George Santoro (Transportes)
Gustavo Feliciano (Turismo)
João Paulo Capobianco (Meio Ambiente)
Jorge Messias (AGU)
José Múcio (Defesa)
Leonardo Barchini (Educação)
Luciana Santos (Ciência e Tecnologia)
Luiz Marinho (Trabalho e Emprego);
Márcia Lopes (Mulheres)
Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria e Comércio)
Marcos Amaro (GSI)
Maria Laura da Rocha (Relações Exteriores)
Miriam Belchior (Casa Civil)
Paulo Henrique Cordeiro (Esportes);
Paulo Pereira (Empreendedorismo)
Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social)
Tomé França (Portos e Aeroportos);
Vladimir Lima (Cidades)
Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública)
Wellington Dias (Desenvolvimento Social)
Wolney Queiroz (Previdência Social)
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Por Marcus Prado*
Do Diário de Pernambuco
Nos círculos cinematográficos, ecoa a adaptação fílmica de “A Odisseia”, a monumental epopeia atribuída ao vate helênico Homero, dirigida por Christopher Nolan. Logrou avivar o apetite intelectual, inclusive, da legião de ávidos “recitadores” de fragmentos homéricos que, paradoxalmente, jamais se dedicaram à imersão integral no poema.
A película converteu-se num grande sucesso de bilheteria, compelindo tanto eruditos quanto diletantes a especularem sobre a transposição da poética vetusta para a modernidade audiovisual. É fascinante observar como essa releitura cinematográfica possui o condão singular de mobilizar o imaginário coletivo, resgatando a centralidade da tradição clássica no debate cultural.
Leia maisNesse horizonte de expectativas, a obra de Nolan promete não apenas honrar o legado mítico da antiguidade greco-latina, mas também submeter sua grandiosidade estrutural ao crivo da linguagem fílmica contemporânea. Resta averiguar se a tradução de tais versos basilares para a tela grande corresponde à monumentalidade intrínseca do texto fundador da civilização ocidental.
No Livro 9 de “A Odisseia”, sobre a chegada segura de Odisseu de navio à “Ilha das Cabras”, ao largo da costa da terra dos Ciclopes — com a descrição detalhada da geografia da própria ilha e até mesmo o episódio em que Odisseu e seus companheiros abatem com arcos e lanças 108 cabras selvagens —, encontrei uma evocação do incrível gosto do famoso dramaturgo Ariano Suassuna pela criação de cabras.
A atividade o tornou tão conhecido em Taperoá (Paraíba), sua cidade natal, ao lado de seu primo Manuel Dantas Suassuna, que passou a ser chamado não apenas de escritor famoso, mas também de “O pastor das cabras”.
O poeta, escritor e professor Carlos Newton Júnior (UFPE), biógrafo mais constante, minucioso, da vida e da obra do autor de “O Auto da Compadecida”, (ele ocupa o lugar de autoridade sobre a obra de Suassuna), assim descreve o lado pouco conhecido do mais famoso dramaturgo brasileiro do seu tempo, que também foi um grande romancista: “Ariano tinha um enorme entusiasmo pela criação de cabras, que desenvolveu com seu primo Manuel Dantas Vilar Filho, o ‘Manelito’. Investiu nessa criação o dinheiro do prêmio que recebeu com seu romance ‘A Pedra do Reino’, melhor livro do ano em 1972 pelo Instituto Nacional do Livro. As cabras eram criadas na fazenda Carnaúba, de ‘Manelito’, em Taperoá. Ariano dizia que a caprinocultura representava um enorme potencial para o desenvolvimento econômico do semiárido nordestino”.
Três meses antes da morte de Ariano, eu estava na cidade de Taperoá quando Zélia de Andrade Lima, a senhora do Engenho Pombal, esposa de Ariano e sua paixão a vida inteira, foi homenageada pela Câmara de Vereadores como Cidadã Honorária da Cidade. Foi quando conheci o primo Manuel Dantas. Era de impressionar o saber que ele acumulou ao longo dos anos, como ninguém no Sertão paraibano, dividindo com o primo e sócio, Ariano, métodos inovadores de criação de caprinos em áreas de clima quente. Manelito escreveu, a seu modo, com a ciência dele próprio e sua garra nordestina, uma epopeia sertaneja, tendo como cenário o clima hostil e os elementos da natureza.
Por fim, aos que desejam saciar a vontade de ler algo mais sobre o filme “A Odisseia” sugiro a leitura de “Abate de Cabras no Livro 9 de A Odisseia”, de Steve Reece, publicado pela Cambridge University Press (2026).
*Jornalista
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O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL) desfilou a pé ao lado de colegas do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) do Recife durante o Desfile Cívico-Militar de Sete de Setembro. A cerimônia foi realizada nesta segunda-feira, na Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, e presidida pela governadora Raquel Lyra (PSD).
Ex-aluno da turma de 1981 do CPOR, Feitosa integrou o pelotão dos Oficiais da Reserva do Exército. O deputado também representou a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) na solenidade.
O desfile, que celebrou os 204 anos da Independência do Brasil, reuniu integrantes das Forças Armadas, das Forças Auxiliares e dos órgãos de segurança pública, além de 36 escolas da rede estadual e representantes da sociedade civil.
Por Germana Macambira
Do Blog da Folha
A governadora e candidata à reeleição em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que no início da manhã deste feriado de Sete de Setembro esteve no desfile cívico-militar, na Imbiribeira, Zona Sul da cidade, participou no início da tarde desta segunda-feira de uma sabatina na TV Tribuna.
Ao ser questionada sobre a exoneração do ex-servidor Amisadai Andrade da Silva, que comandaria um suposto “gabinete do ódio” para desidratar o principal adversário e também candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB), ela negou qualquer relação.
Leia mais“É claro que eu não lidero gabinete do ódio. É claro que não compactuo com algo desta natureza”, assegurou. “O Amisadai eu não conheço. Demiti porque houve uma denúncia de que ele poderia estar oferecendo algum tipo de vantagem, e ele vai ter que se explicar sobre isso. Não tenho nenhuma responsabilidade, quem disso usa disso cuida. Deixa a polícia cuidar disso. Quero falar com Pernambuco sobre o que fizemos até agora”, enfatizou.
Também foram abordados temas relacionados a mobilidade e segurança do estado. Entre outras afirmações, a governadora reforçou ter encontrado “a casa desarrumada”, tendo que “trocar o pneu do carro com o carro andando” — em justificativa a projetos ainda não findados em sua gestão.
“A gente sabe que Pernambuco deixou de fazer investimentos por muito tempo, e no que era mais importante: educação, saúde, segurança pública (…) Não recebemos a casa arrumada e, como toda mulher, fomos arrumando e fazendo entregas”, ressaltou Raquel Lyra, ao ser questionada, por exemplo, sobre o sucateamento em que ainda se encontra o metrô do Recife.
Mobilidade
Ainda sobre o tema mobilidade, e especificamente acerca do metrô da cidade, a governadora afirmou mostrar ao Governo Federal “as péssimas condições” do meio de transporte e, ainda segundo ela, foi pedido garantia ao Governo Federal para que os mais de 3,5 mil trabalhadores que atuam no trem não sejam demitidos. “Através de um acordo de cooperação podemos assumir o metrô de Pernambuco”, enalteceu.
A governadora seguiu falando sobre o tema, ao listar as entregas de terminais de integração, exemplificando o de Igarassu e citando que o de Camaragibe está em andamento.
“Pegamos o de Igarassu com 3% de obras. E entregamos pronto. O de Camaragibe está em obras. O metrô é fundamental e precisamos do aporte do Governo Federal para avançarmos e não temos dúvidas de que vamos ter”, afirmou Raquel.
Creches
A respeito da construção de 250 creches, uma das promessas de campanha da governadora enquanto candidata em 2022, ela garantiu que outras dezenas seguem em construção, assegurando que o que será entregue aos pais dos pequenos é “um projeto de qualidade”.
“Quando entregarmos aos municípios, cada uma delas custando em torno de 6 milhões, os filhos de Pernambuco estarão em um lugar de qualidade”, destacou a governadora, prometendo deixar prontas até o fim deste ano cem unidades de creches à população. “E independente da bandeira partidária do prefeito”, ressaltou.
Saúde
Em se tratando da questão da saúde em Pernambuco, Raquel Lyra também listou feitos de sua gestão, destacando ter encontrado a saúde do estado sucateada. “E isso não foi resultado de um, nem de dois anos, isso foi descaso”, afirmou ela.
Citando a requalificação do Hospital da Restauração, no Derby, área central da cidade, ela disse que houve um investimento de 160 milhões para a unidade de saúde — a maior do estado.
“Estou reformando todos (os hospitais de Pernambuco) e garantindo a ampliação e requalificação sem tapar o sol com a peneira”, enalteceu Raquel, fazendo menção, ainda, ao esgoto estourado encontrado no decorrer da reforma do HR sob o piso da cozinha.
Já sobre o hospital Mestre Vitalino que está sendo construído em Garanhuns, no Agreste, ela afirmou que a unidade terá 240 leitos para atender a quem mora na Região. A governadora também citou que no Agreste Meridional um Hospital da Mulher vai entrar em funcionamento, destacando em sua fala o Dom Moura, também em Garanhuns, que passou a contar com aparelhos para exames que antes não tinha.
Segurança
No quesito segurança pública, Raquel Lyra disse que “polícia não se faz no improviso”, lembrando já ter exercido o cargo de delegada. “Eu disse que assumiria pessoalmente a segurança e isso não é discurso, é coragem”, ressaltou.
Citando também os “laranjinhas”, a governadora falou sobre os empregos gerados na segurança e o concurso que deve ser realizado ainda este ano para novos policiais. “É o maior investimento da nossa história”, reforçou Raquel que, em sua fala final na sabatina destacou sobre a data de hoje, o Sete de Setembro que, para Pernambuco, é ainda mais simbólica.
“Sete de Setembro, Dia da Independência do Brasil mas nós declaramos independência antes (…) por aqui sempre tivemos a luta pela democracia mais forte”, reiterou a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra, repetindo o discurso dito mais cedo no desfile cívico-militar. Ela finalizou afirmando ser 2026 “o melhor ano da segurança pública” em Pernambuco.
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) anunciou, neste feriado de 7 de Setembro, que, caso eleito, criará um programa estadual para renegociação de dívidas. Batizada de “Nome Limpo Pernambuco”, a iniciativa prevê descontos de até 60% e parcelamento dos débitos em até 24 vezes, sem juros. A proposta foi anunciada nas redes sociais do ex-prefeito do Recife.
Com proposta similar ao Desenrola, lançado pelo Governo Federal em 2023, durante o terceiro mandato do presidente Lula (PT), a iniciativa apresentada por João prevê que o governo assuma o pagamento da primeira e da última parcela do acordo firmado pelo cidadão.
O anúncio ocorre em meio a um cenário de elevada inadimplência no Estado. De acordo com o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, Pernambuco tinha 3.652.032 pessoas inadimplentes em maio de 2026, o equivalente a 50,36% da população adulta. O Estado registrou o terceiro maior número de negativados do Nordeste, atrás apenas da Bahia e do Ceará.
No mesmo levantamento, bancos e cartões de crédito aparecem como os principais segmentos das dívidas dos pernambucanos, respondendo por 33,1% dos débitos, seguidos pelas financeiras, com 25,1%.
Por Germana Macambira
Blog da Folha
“Mais um Sete de Setembro que estamos aqui, ao lado das Forças Armadas, do Exército Brasileiro, e é muito simbólico aqui em Pernambuco onde a pátria nasceu, onde lutamos muito pela democracia (…)”. Foi dessa forma que a governadora Raquel Lyra (PSD) iniciou seu pronunciamento deste Sete de Setembro de 2026, antes do inicio do desfile cívico-militar realizado nesta segunda-feira ao longo da Av. Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira, Zona Sul da cidade.
Após as formalidades militares de praxe e revista da tropa, quando desfilou em carro aberto, a governadora retornou e nas imediações do palanque conversou com a imprensa, ocasião em que relembrou sua infância ao lado dos pais que a levava aos desfiles em celebração à data.
Leia mais“Eu sempre estive presente nos desfiles de Sete de Setembro, como governadora de Pernambuco, como prefeita de minha cidade, Caruaru, mas também como cidadã carregando a bandeirinha do Brasil, levada pelos meus pais”, relembrou ela que está candidata à reeleição ao governo do estado.
Também presente no desfile desta segunda-feira (7), ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), o general Carlos Machado, à frente do Comando Militar do Nordeste (CMNE) falou sobre este Dia da Pátria.
“É o Dia da Pátria, no local onde nasceu a pátria. Aqui perto dos Montes Guararapes nós consideramos que foi onde a pátria nasceu, a nacionalidade brasileira nasceu, o exército brasileiro nasceu”, destacou o general que, ao ser questionado sobre a relação da data com a proximidade das eleições em outubro, respondeu: “É a democracia se colocando”.
A governadora Raquel Lyra não ficou para assistir ao desfile. Após suas falas, ela subiu ao palanque para cumprimentar os presentes e saiu em seguida do local.
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Em São Paulo ainda, recebi, há pouco, esta linda imagem, momento marcante e histórico, da passagem dos 94 anos de Beto da Oara, meu conterrâneo do Pajeú, residente na minha Arcoverde. Beto era amigo do meu pai Gastão Cerquinha, que Deus levou em 2022 aos 100 anos.
O vídeo foi enviado pelo meu amigo Paulo Muniz, que toca o blog O Abelhudo, em Sanharó. Batizado Egerton Verçosa do Amaral, Beto da Oara virou um patrimônio nordestino pela história que se confunde com o sucesso da Super Oara.
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Nasceu em Serra Talhada em 1932 e mudou-se jovem para Carnaíba, onde iniciou sua trajetória musical aprendendo a tocar trombone. Em Carnaíba, conviveu com o maestro Moacir Santos e desenvolveu forte paixão pelo trombone. Chegou a ir ao Rio de Janeiro, mas retornou à sua terra natal para trabalhar como fiscal da fazenda (agente arrecadador) e casar-se com Dona Marli.
Nos anos 1950, fixou residência em Arcoverde, cidade que adotou de coração. Em 1958 fundou a Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos, a Super Oara, que se tornou a segunda orquestra de bailes mais antiga em atividade no Brasil. A orquestra ultrapassou fronteiras nordestinas e brasileiras, realizando apresentações internacionais em países como Japão, Grécia e França, além de dividir o palco com grandes nomes da música brasileira.
Com uma carreira dedicada aos bailes, formaturas e grandes eventos, Beto e sua orquestra tornaram-se símbolos vivos da cultura e do sertão pernambucano. É orgulho nordestino, patrimônio nacional.
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Por Betânia Santana
Do Blog da Folha
Em ano de eleições gerais, partidos e candidatos estão sendo orientados a deixar bandeiras e cartazes, em alusão à campanha partidária, no fim da caminhada do 32º Grito dos Excluídos, no Centro do Recife.
Representantes de movimentos sociais, religiosos e sindicais, políticos de mandato e em campanha, e outros líderes estão concentrados no Parque Treze de Maio, área central da cidade. Daqui, saem em caminhada em direção ao Pátio Do Carmo, Centro da capital pernambucana, onde representantes de movimentos religiosos devem discursar.
O Grito foi criado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ala da Igreja Católica considerada progressista. Este ano, o Grito tem como tema a defesa da terra, da paz, da moradia e das mulheres.
Na concentração, candidatos e candidatas, que há alguns anos não têm direito a voz durante o ato, aproveitam para distribuir material de campanha. Eles apenas têm presença registrada pelos locutores de carros de som.
O advogado pernambucano Thomas Crisóstomo, investigado pela Polícia Federal (PF) e réu em um processo por ter atacado o presidente Lula (PT) nas redes sociais, foi o responsável por ingressar com um pedido de habeas corpus em favor dos donos do site Bastidor.PE, que está no centro das investigações sobre a divulgação de panfletos apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD). Por decisão judicial, a página tinha até domingo (6) para fornecer dados que contribuíssem com a identificação dos responsáveis pelos cartazes, mas se recusou sob o argumento de que precisa proteger suas fontes.
Crisóstomo recorreu a uma solução parecida à utilizada por ele próprio após entrar na mira da Justiça Federal. Em 2023, ele postou na rede social X que a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) “virou cabide de emprego pra mulher do ex-presidiário Lula”. Na época, ele defendeu o direito de criticar governantes. O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia por entender que houve injúria contra o presidente da República, argumentando que a liberdade de expressão não é um salvo-conduto para ferir a honra. O advogado não aceitou um acordo de não persecução oferecido no processo e apresentou um pedido de habeas corpus, aceito pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) em agosto deste ano.
Leia maisLigado à direita pernambucana, Crisóstomo se identifica como cofundador do Livres, reduto de políticos neoliberais e antiLula, a exemplo do ex-deputado Daniel Coelho (PSD) e de nomes ligados ao partido Novo, como George Bastos (candidato a deputado federal) e Eduardo Inojosa (candidato a estadual). A vice-governadora Priscila Krause (PSD) também ingressou no movimento em agosto de 2021, com recepção registrada pelo próprio Crisóstomo em foto da época. Outra liderança do Livres é Rodrigo Ambrosio, dono do Bastidor.PE e um dos nomes acionados na Justiça no caso dos panfletos contra Raquel.

A controvérsia em torno do Bastidor.PE começou por conta das ligações políticas de seus responsáveis. O especialista em marketing político Rodrigo Ambrosio e o jornalista Fillipe Vilar tiveram cargos comissionados no Governo Raquel Lyra, de onde saíram em 2025 para fundar o site junto ao jornalista Leo Malafaia, que atua como videomaker da campanha de Raquel à reeleição. Em 30 de agosto, a página foi a primeira a publicar fotos de panfletos contra a governadora, gerando comoção na política local. No dia seguinte, o Bastidor.PE fez uma nova postagem indicando a localização de vários exemplares, exceto de um que tinha a frase “Ela matou o marido para ganhar a eleição”, usado como capa da postagem e o que mais repercutiu.
Por conta dessa lacuna, a Frente Popular incluiu os titulares do Bastidor.PE em uma notícia-crime apresentada à Justiça Eleitoral, pondo em dúvida a existência do panfleto e argumentando que investigações em torno do site seriam relevantes para viabilizar a elucidação do caso. Na sexta-feira (4), o Juízo das Garantias da Justiça Eleitoral de Pernambuco acatou a petição, determinando que a Polícia Federal apure se o cartaz realmente foi produzido e afixado em um espaço público ou se a fotografia é resultado de montagem, manipulação ou fabricação digital. O site tinha dois dias para fornecer as informações.
Além de não indicar dados que poderiam ajudar a desvendar a autoria dos cartazes, Crisóstomo peticionou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em nome de Ambrosio e Vilar, “a suspensão imediata de cumprimento de eventual mandado de busca e apreensão ou expedição futura, bem como proibição de qualquer medida neste sentido contra aparelhos eletrônicos ou outras medidas aptas a revelar as fontes jornalísticas”. Também solicitaram que seja expedido um salvo-conduto “proibindo prisão ou quaisquer atos coercitivos decorrentes do exercício regular do direito que é a observância do sigilo da fonte”.
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