











Por Brasil de Fato PE
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a jornada e a escala máximas de trabalho no Brasil, atualmente de 44 horas e seis dias por semana (escala 6×1), deve ser votada ainda em maio na Câmara Federal. Apesar da forte influência dos setores empresariais sobre o Congresso, votar contra o interesse de 71% da população em ano eleitoral é um risco alto para os parlamentares. O mais provável é a aprovação da mudança na lei. Cientes disto, um grupo de deputados tenta alterar o texto da PEC para torná-lo mais favorável aos setores empresariais, prejudicando a classe trabalhadora.
Nada menos que 176 deputados federais apoiam uma emenda de autoria do deputado Sérgio Turra (PP-RS). O projeto afirma que a redução da escala e da jornada de trabalho só poderá ser efetivada daqui a 10 anos, em 2036, mas só será implantada se os setores empresariais do Brasil atingirem uma série de metas produtivas não apresentadas no texto. O texto diz ainda que a redução da jornada das atuais 44 horas para 40 horas só poderá ser realizada a partir de outros projetos de lei estabelecendo “regras de transição” para cada setor empresarial.
Leia maisOutro trecho da emenda autoriza que empresários “negociem” com seus trabalhadores jornadas de até 30% acima das 40 horas, o que significa jornadas de 52 horas semanais, que seriam jornadas superiores a 10 horas por dia ou ainda cinco dias de 9 horas trabalhadas e um dia com turno de 6 horas. O projeto também sugere que o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que hoje paga o seguro-desemprego, abono salarial e programas sociais, passe a ser destinado a apoio financeiro para empresas realizarem a transição para jornadas inferiores a 40 horas semanais.
O texto ainda prevê outras benesses aos empresários, como a redução do pagamento ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) relativo a cada trabalhador, saindo dos atuais 8% sobre o salário para 4%; e a isenção por alguns anos da contribuição patronal (hoje de 20% sobre o salário) ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) relativo aos novos trabalhadores contratados.
Cinco deputados federais de Pernambuco apoiam as mudanças — todos identificados com o espectro político da direita. São eles os deputados Pastor Eurico (PSDB), Clarissa Tércio (PP), Coronel Meira (PL), Fernando Bezerra Coelho Filho (União Brasil) e Augusto Coutinho (Republicanos). A lista é composta basicamente de nomes da direita brasileira, em sua maioria associados ao bolsonarismo, a exemplo de Nikolas Ferreira (PL), Caroline de Toni (PL), Júlia Zanatta (PL), Bia Kicis (PL), Mário Frias (PL), Filipe Martins (PL), Sóstenes Cavalcante (PL), Osmar Terra (PL) e Ricardo Salles (Novo).
PEC do fim da escala 6×1
Está prevista para esta quarta-feira (20) a leitura do parecer do deputado Léo Prates (Republicanos da Bahia) sobre a PEC que reduz a escala de trabalho semanal, hoje em seis dias de trabalho para apenas um de descanso (6×1), sem redução salarial. A aprovação do relatório é a última etapa antes da PEC ir a votação em plenário, o que pode acontecer na última semana de maio. Se aprovada na Câmara, a PEC vai a votação no Senado e, se aprovada, será sancionada pelo presidente da República.
O relatório fará a junção de duas PECs: a de nº 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT de Minas Gerais), que reduzia a jornada máxima para 36 horas gradualmente, ao longo de 10 anos, com compensação para empresários; e a PEC nº 8/2025, de autoria da deputada Érika Hilton (Psol de São Paulo), também estabelecendo o teto em 36 horas semanais, mas divididas em até 4 dias (escala 4×3), mantendo possibilidades de negociação coletiva de trabalhadores (via sindicatos) e patrões.
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A governadora Raquel Lyra (PSD) anunciou ontem (23) novos investimentos para o Hospital Dom Tomás, hospital filantrópico mantido pela Associação Petrolinense de Amparo à Maternidade e à Infância (APAMI), durante agenda em Petrolina, no Sertão do São Francisco. Entre as medidas anunciadas estão a homologação e o credenciamento do serviço de radioterapia da unidade, além da promessa de instalação de um equipamento de PET Scan, equipamento utilizado no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com câncer.
Durante a visita ao hospital, a governadora destacou que o novo aparelho deve evitar que pacientes da região precisem se deslocar até o Recife para realizar tratamento oncológico. “Essa máquina linda que vocês estão vendo aqui é uma máquina que vai evitar que as pessoas precisem ir para o Recife passar uma semana lá, 15 dias, sofrendo. Essas pessoas que saem do Sertão, muitas vezes de madrugada, sem a família, no momento de fragilidade, agora serão tratadas aqui”, declarou Raquel em vídeo publicado nas redes sociais.
O diretor-presidente do hospital e ex-prefeito de Petrolina, Augusto Coelho, celebrou a chegada do equipamento, destacando-o como um avanço para a unidade. “Com a conquista do PET SCAN para o HDT chegamos ao patamar dos grandes hospitais e, gradativamente, nossos doentes deixam de ser de segunda classe e passam a se nivelar com os doentes dos grandes centros, tendo direito ao mesmo nível de cuidados”, disse.
As festividades alusivas aos 20 anos de fundação deste blog começaram na última segunda-feira com um jantar de adesão que superou todas as expectativas: planejado inicialmente para 300 pessoas, em razão das dificuldades de acomodação do ambiente, o restaurante Sal e Brasa Jardins, da Rui Barbosa, no Recife, atraiu mais de 500 convidados.
Sucesso total! A próxima etapa está prevista para o próximo dia 13: o 1º Forró do Magno, em Arcoverde, a partir de meio-dia, com a Super Oara, Maciel Melo, Paulinho Leite e Assum Preto, ex-vocalista do grupo Brasas do Forró, que segue agora em carreira solo. Será no salão de eventos Persone, com capacidade para 600 pessoas.
Leia maisHaverá outras surpresas musicais a serem confirmadas nos próximos dias. Diferente do Recife, o evento em Arcoverde é dançante, para entrar no clima e ritmo junino. Como está marcado para o dia da estreia do Brasil na Copa, haverá um telão no palco para acompanhar o jogo, previsto para as 19 horas.

Trata-se do primeiro evento festivo do blog no interior do Estado, um gesto de minha parte em reconhecimento ao grande universo do público-leitor das diversas regiões do Estado. Arcoverde foi escolhida pela sua localização geográfica: está a apenas 250 km do Recife, próxima de mais 40 municípios do Sertão e Agreste e parada obrigatória a caminho de outras regiões, como os sertões Central, do Araripe, Itaparica e São Francisco.
Há um detalhe também muito especial: Arcoverde é a terra adotiva e de coração da minha Nayla, onde temos uma choupana e escolhemos o dia 13 em comemoração ao primeiro aniversário do nosso casamento.
O ingresso de acesso custa R$ 250, com direito a almoço. Há 75 mesas disponíveis com espaço para oito pessoas, no valor de R$ 2 mil, saindo ao mesmo preço unitário de R$ 250 para o grupo que deseje dividir o espaço. O mote da festa é animação, alto astral e relax.
O terceiro e último evento festivo está marcado para 11 de agosto em Brasília: um jantar de adesão com a colônia pernambucana no DF, arrastando também deputados, senadores, ministros e outras autoridades, sob a coordenação do embaixador da colônia de PE na capital federal, Aristeu Plácido Júnior.
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Pré-candidato do PSD à Presidência da República, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, volta ao meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras do Nordeste, na próxima terça-feira. Na pauta, a crise instalada na direita, especialmente no PL e no núcleo bolsonarista, com o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro no escândalo do Banco Master.
Recentemente, Caiado afirmou que o Brasil vive uma “desordem institucional” e disse que o atual modelo político não pode mais ser chamado de presidencialismo. Ele criticou o peso das negociações envolvendo emendas parlamentares e votações no Congresso.
Leia maisSegundo Caiado, o centro de poder foi deslocado do Palácio do Planalto, gerando uma “deformidade” no sistema político. O pré-candidato também defendeu uma reforma política e afirmou que o STF deveria responder a questionamentos envolvendo ministros da Corte. Caiado disse ainda que a pauta do impeachment de ministros deve ganhar força nas eleições de 2026 para o Senado.
Médico ortopedista formado pela Escola de Medicina e Cirurgia/RJ, Caiado é natural de Anápolis (GO) e vem de uma família tradicional de produtores rurais. Foi deputado federal por vários mandatos, senador da República e ex-governador de Goiás – eleito em 2018 e reeleito em 2022.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Uma mobilização em defesa do fim da escala 6×1 acontece no Recife hoje (24). Com a organização de movimentos sociais e centrais sindicais, o ato político-cultural está marcada para às 14h, com concentração na Rua da Aurora, no Centro da capital pernambucana.
Organizado pela Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), o protesto integra a campanha nacional que reivindica a redução da jornada de trabalho e melhores condições de vida para os trabalhadores brasileiros. A manifestação busca chamar atenção para os impactos da escala 6×1, sobre a saúde física e mental da população trabalhadora. As informações são do Diário de Pernambuco.
Leia maisAlém do ato presencial, as entidades também incentivam a participação na campanha “Na Pressão”, iniciativa de mobilização popular que busca pressionar parlamentares em defesa da pauta trabalhista.
O evento deve reunir representantes de movimentos populares, sindicatos, coletivos culturais e trabalhadores de diferentes categorias profissionais. A programação inclui apresentações culturais e falas políticas em defesa da redução da jornada de trabalho e da valorização dos direitos trabalhistas.
As manifestações ocorrem em diversas capitais do país neste domingo, como Belém (PA), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Maringá (PR) e Salvador (BA). Amanhã (25), será a vez de Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Cuiabá (MT).
Tramitação no Congresso Nacional
No Congresso Nacional, a discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos meses e já tramita por meio de propostas de emenda à Constituição (PECs) na Câmara e no Senado. Entre elas, estão a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL), que propõe a jornada de quatro dias de trabalho por semana, e a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT), que prevê a redução gradual da carga horária semanal de 44 para 36 horas.
Recentemente, uma comissão especial da Câmara apresentou um cronograma para avançar com os debates e votações sobre o tema, enquanto o governo federal também enviou ao Congresso um projeto defendendo a redução da jornada para 40 horas semanais e a adoção da escala 5×2, sem redução salarial.
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A prefeita de Lagoa Grande, Catharina Garziera, participou na última sexta-feira (22), em Petrolina, da programação da Caravana do Agro, iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária voltada ao setor do agronegócio. O evento foi realizado na sede da Valexport e reuniu produtores rurais, autoridades e representantes da fruticultura do Vale do São Francisco.
Durante a programação, foi realizado o embarque simbólico do primeiro contêiner de uvas produzidas na região com destino à União Europeia sem cobrança de tarifa de exportação. A medida ocorre após o acordo comercial firmado entre Mercosul e União Europeia. Antes disso, produtores pagavam cerca de 12% em tarifas para exportar a fruta ao mercado europeu. Segundo representantes da empresa exportadora, o contêiner saiu com 21 paletes, cada um contendo 120 caixas de aproximadamente cinco quilos de uva.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o impacto do acordo para o setor. “Eu lembro quando o presidente Lula assinou o acordo com a União Europeia e destacou que essa foi uma luta de mais de 20 anos, envolvendo muitos presidentes, ministros e pessoas que acreditaram que isso seria possível. Essa conquista é fruto do esforço coletivo de muita gente”, disse. O produtor rural e secretário de Governo de Lagoa Grande, Jorge Garziera, também comentou o avanço da produção regional. “Ver hoje nossa produção chegando ao mercado internacional com ainda mais competitividade é motivo de muita emoção”, afirmou.
Pacientes internados no Hospital da Restauração, no Recife, denunciaram a demora no atendimento e a falta de realização de cirurgias na unidade hospitalar. Segundo relatos, um paciente diz estar há 45 dias aguardando, enquanto outro estaria há cerca de quatro meses internado, sem cirurgia, mesmo com o quadro de saúde se agravando. As informações são do Blog Ponto da Notícia.
De acordo com informações, o segundo paciente estaria com a perna já necrosando, o que tem causado preocupação entre familiares e pessoas que acompanham a situação. Além da demora no procedimento, pacientes também reclamam das condições do hospital, alegando que setores da unidade estariam sem ar-condicionado, tornando o ambiente ainda mais difícil.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), recebeu apoio da enfermeira Kelly Jane durante passagem por Dormentes, no Sertão do São Francisco. Ex-secretária de Saúde de Barra de Guabiraba, com mais de 20 anos de atuação no SUS, Kelly é pré-candidata a deputada federal neste ano.
Ao comentar o apoio, João Campos afirmou que a saúde deve ser uma das prioridades da campanha e aproveitou para criticar a situação da rede pública estadual. “É preciso investir na Saúde e nós vamos fazer a máquina pública voltar a construir hospital, UPA-E, novos leitos… Esse é um trabalho que está em falta e que nós vamos tocar junto ao povo”, declarou o presidente nacional do PSB.
Por Silvino Teles Filho*
A reforma psiquiátrica no Brasil representou uma das mais importantes transformações na forma de compreender e tratar o sofrimento mental. Durante grande parte do século XX, pessoas com transtornos psiquiátricos eram frequentemente afastadas do convívio social e internadas por longos períodos em manicômios, instituições marcadas pelo isolamento, pela perda da autonomia e, muitas vezes, por situações de abandono, violência e desrespeito à dignidade humana. O modelo manicomial tinha como principal característica a exclusão social do indivíduo, tratando a doença mental de maneira segregadora e institucionalizada.
A partir das décadas de 1970 e 1980, impulsionada por movimentos sociais, profissionais da saúde, familiares e usuários dos serviços de saúde mental, surgiu no país um forte questionamento sobre a eficácia e a humanidade desse modelo. Inspirada em experiências internacionais, especialmente no movimento liderado por Franco Basaglia na Itália, a reforma psiquiátrica brasileira passou a defender uma assistência mais humanizada, baseada na inclusão social, no respeito aos direitos humanos e no cuidado em liberdade.
Leia maisO grande marco jurídico desse processo ocorreu com a Lei nº 10.216, de 2001, conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica. Essa legislação redefiniu a política de saúde mental no Brasil, priorizando o tratamento comunitário e restringindo as internações psiquiátricas apenas aos casos em que outros recursos terapêuticos se mostrassem insuficientes. A proposta não foi simplesmente extinguir hospitais psiquiátricos, mas substituir o modelo centrado na internação prolongada por uma rede de atenção psicossocial mais ampla e integrada.
Com a reforma, surgiram os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços voltados ao acompanhamento ambulatorial intensivo, permitindo que o paciente permanecesse inserido em sua família e em sua comunidade. Além dos CAPS, foram criadas residências terapêuticas, leitos em hospitais gerais e programas de reinserção social, buscando garantir tratamento digno e continuidade do cuidado. Essa mudança representou uma ruptura importante com a lógica do confinamento e da exclusão, reconhecendo o paciente psiquiátrico como sujeito de direitos e não apenas como alguém a ser isolado da sociedade.
Apesar dos avanços, a reforma psiquiátrica também enfrenta desafios e debates constantes. Há discussões sobre a insuficiência de serviços especializados em algumas regiões, a sobrecarga da rede pública e as dificuldades no atendimento de pacientes com quadros graves associados ao uso de substâncias psicoativas. Alguns especialistas defendem a necessidade de ampliar estruturas hospitalares em determinadas situações clínicas, enquanto outros alertam para o risco de retrocessos ao modelo manicomial. Dessa forma, o debate atual não gira apenas em torno da existência ou não de hospitais psiquiátricos, mas principalmente sobre como oferecer um cuidado eficiente, humanizado e capaz de equilibrar proteção, autonomia e reintegração social.
A reforma psiquiátrica brasileira consolidou uma nova visão sobre saúde mental, baseada na ideia de que o sofrimento psíquico deve ser tratado com acolhimento, respeito e inclusão. A extinção progressiva dos manicômios simbolizou o abandono de práticas excludentes e a construção de um modelo assistencial que valoriza a dignidade humana, os vínculos sociais e o direito do indivíduo de viver em liberdade, mesmo diante das limitações impostas pela doença mental.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
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Um homem foi abatido e morto após atirar contra policiais perto da Casa Branca. A informação foi confirmada pelo Serviço Secreto norte-americano. Homem foi abatido após se aproximar de um posto de controle e atirar contra policiais. Ele chegou a ser levado para o Hospital George Washington, mas não resistiu e morreu.
Oficial disse que o homem tinha ‘distúrbios emocionais’. Segundo a Reuters, uma ordem de restrição já havia sido emitida contra ele anteriormente. As informações são do UOL.
Um pedestre também foi baleado, mas ainda não se sabe quem disparou o tiro que o feriu, informou o Serviço Secreto. O estado de saúde da pessoa não foi divulgado.
Repórteres que estavam na Casa Branca ouviram os tiros. Após o ocorrido, houve um bloqueio do Serviço Secreto dos EUA no local. A imprensa, que estava no gramado da Casa Branca, foi levada às pressas para uma sala. Segundo a CNN, os repórteres ouviram agentes do Serviço Secreto gritar “abaixem-se” e alertar sobre “tiros disparados”.
Uma repórter da ABC News, Selina Wang, gravou o momento. “Eu estava no meio da gravação de um vídeo no meu iPhone no gramado norte da Casa Branca quando ouvimos os tiros. Parecia dezenas de disparos de arma. Fomos orientados a correr para a sala de briefings da imprensa, onde estamos agora”, disse a repórter.
A situação ocorreu próximo ao cruzamento da Avenida Pensilvânia com a Rua 17 Noroeste. Segundo a CNN, agentes do Serviço Secreto atendiam a uma denúncia de disparos de arma de fogo. As circunstâncias do incidente ainda não estão claras.
Trump estava na Casa Branca durante o ocorrido. Ele anunciou que estava no local mais cedo, pelo Truth Social, quando deu atualizações sobre o acordo de paz com o Irã. Segundo o Serviço Secreto, o presidente está seguro e não foi afetado pelo incidente.
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O apresentador Luciano Huck adotou um discurso em tom político ontem (22), durante participação no Fórum Esfera, no Guarujá (SP). Huck afirmou que o Brasil é “muito ineficiente” e disse que não vai desistir do país.
Huck abriu a fala com uma defesa do país. “Sou apaixonado pelo Brasil. Eu não vou desistir do Brasil”, afirmou, usando um slogan que se notabilizou na campanha do então candidato Eduardo Campos, que morreu em acidente aéreo em 2014. Em seguida, declarou que a atual geração ainda pode implementar “um projeto de Brasil, de um país eficiente”. As informações são do UOL.
Leia maisO apresentador fez críticas ao funcionamento do Estado e à falta de liderança política. Segundo ele, o Brasil perdeu confiança nas instituições e enfrenta problemas de execução. “Hoje eu acho muito ineficiente”, disse.
Huck criticou a polarização política do Brasil. “Por que a gente não pode jogar com as duas pernas?”, questionou. Ele disse não enxergar esse equilíbrio no cenário atual, mas afirmou acreditar que isso possa acontecer no futuro.
Ao falar sobre pobreza e empreendedorismo, disse que muitas famílias tentam abrir pequenos negócios para escapar do sofrimento econômico. “Famílias querem empreender para parar de sofrer”, declarou. Em seguida, citou atividades como venda de bolo de pote e cosméticos.
O apresentador também disse que o Bolsa Família não cria incentivos para que beneficiários deixem a política social. “Você não cria nenhum estímulo para as famílias saírem do Bolsa Família, o que faz com que elas criem atalhos para se manter no programa”, disse.
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A vida é uma arte, mas para saber viver nem sempre se aprende as maestrias e os malabarismos de um artista. E para saber envelhecer? Se o tempo envelhecer o seu corpo, mas não envelhecer a sua emoção, você será sempre feliz, nos ensina o sábio Augusto Cury, que agora, não sei lá por quais razões, se meteu numa encrenca: em política. É candidato à Presidência da República. Será que perdeu a noção de felicidade que tanto nos passou em seus livros?
Ouvi — e nunca esqueço — de Roberto Magalhães, que a política é diabólica. Nunca vi momento de tamanha lucidez! Meu pai não gostava de falar de idade nem de velhice, mas acho que cada idade tem a sua beleza. Se estamos felizes, todos os dias são belos.
Leia maisAcredite! Envelhecer é ver o mundo com menos pressa e mais verdade. Rubem Alves, meu cronista preferido, via a velhice não como uma “melhor idade” idílica, mas como um tempo de colheita, beleza estética, comparando-a a um crepúsculo.
Ele distinguia “idoso” (palavra de fila) de “velho” (palavra de poesia). A velhice tem a sua beleza, que é a beleza do crepúsculo, escreveu. Que profundo! Porque a beleza do crepúsculo é tranquila, silenciosa. “Os velhos terão rosto de criança se a criança eterna continuar viva dentro deles”, ensinou.
Ele acreditava que envelhecer bem é manter a curiosidade e a capacidade de espanto de uma criança, sem se deixar “aposentar” pela vida. Diferente da juventude, que é a estética da manhã, ele via a velhice como a beleza do fim do dia, onde se toma consciência do tempo.
Para mim, que nasci jornalista, um curioso, crítico contumaz, o passar do tempo rima com indignação. Quando já não me indignar, terei começado a envelhecer. Que importam os anos? O que importa mesmo é comprovar que, afinal de contas, a melhor idade da vida é estar vivo.
E como é bom viver! Amar alguém intensamente, amanhecer ouvindo os pássaros, dormir embriagado de amor e felicidade. Abrir um champanhe para brindar a vida. Ter a lucidez e o bom humor de um Chaplin, trabalhar até o último dia, como fez Barbosa Lima Sobrinho, o jornalista mais longevo deste país, que morreu aos 103 anos escrevendo sua coluna para o JB.
Nunca se imagine velho! Tire todos os dias esse lacro da sua vida. Poucas pessoas têm esse discernimento, poucas pessoas sabem envelhecer. Eu sou um brincalhão e levo a vida a brincar, porque não paramos de brincar porque envelhecemos, mas envelhecemos porque paramos de brincar. Minha alma é jovem, meu coração um adolescente, meu caminhar um constante renascer.
Dizem que o tempo é implacável, mas com um pouco de humor, ele fica bem mais simpático. O tempo não rouba juventude, ele revela maturidade. Feliz é quem envelhece com histórias para contar, e não com mágoas para guardar. Saía por aí contando seus feitos, seus golaços de felicidade, sua alegria, combustível eterno da felicidade.
Seja um Ariano Suassuna, que abominava eufemismos como “terceira idade”. Ele orgulhava-se de ser velho e via a idade avançada como um privilégio. Mario Quintana via o passar do tempo com leveza, ironia e sensibilidade, transformando a velhice em uma fase de liberdade poética.
José Saramago, em reflexões, desafiou a contagem dos anos, defendendo que a idade é aquela que sentimos e escolhemos ter, focando na vitalidade interna. Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles em suas poesias olharam para o envelhecer como parte da construção poética da existência humana, desnudando o cotidiano.
Paulo Freire enfatizou a importância de “não deixar envelhecer o menino” que fomos. Platão, por sua vez, enxergava a velhice como um momento que proporciona paz e libertação. Sêneca, filósofo estoico, escreveu que a velhice é abundante em prazeres se soubermos amá-la, sendo um estado de repouso e liberdade.
Rachel de Queiroz também nos deixou boas lições da velocidade do tempo: “Ao longo dos anos a gente fica mais tímido, mais medroso. Aquela audácia, aquela petulância de quando se é jovem se perde quando se criam laços afetivos. Dá uma certa humildade o conhecimento do mundo.”
Cora Coralina, que leio sempre para rejuvenescer, defendia não ter medo dos anos, manter a mente ativa (lendo e se atualizando), produzir sempre, evitar a inércia e manter uma postura positiva, sem se autodenominar velha ou cansada. “Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo para você, não pense”.
A velhice foi retratada em sua obra como uma época para usar a sabedoria adquirida e como um momento de libertação, ao invés de uma prisão. Cora Coralina vivenciou uma “velhice ativa”, transformando a fase em um período de criatividade e força, sendo um exemplo de envelhecimento saudável e produtivo.
Pense, enfim, num detalhe: existe uma fonte da juventude — é a sua mente, os seus talentos, a criatividade. Pense nisso e bola pra frente!
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