Há muito tempo, mantenho a tradição de passar o São João em Caruaru, mas este ano não foi possível. Para não levar falta, resolvi vir hoje acompanhar o finalzinho da festa, infelizmente tão descaracterizada com a invasão desses sertanejos de gosto duvidoso diante de algo tão autêntico e maravilhoso como o nosso forró pé de serra.
Na chegada ao hotel City, do meu amigo André Gomes, tive uma grata surpresa: água em filtro de barro. Maravilha! Fui logo correndo encher a barriga. Lembrei-me dos meus tempos de garoto em Afogados da Ingazeira.
Lá, além do filtro, havia o pote, mas mamãe e papai só deixavam seus nove filhos matar a sede com água filtrada. Como eram cuidadosos e zelosos com suas crias!
Leandro Grass alerta para necessidade de pacto em torno do patrimônio cultural brasileiro
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
O Brasil precisa de mais investimentos na consolidação de uma cultura de preservação dos seus patrimônios culturais. Embora o País tenha avançado nos últimos três anos nessa questão, ainda há um caminho a percorrer. Essa é a opinião do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pré-candidato a governador do Distrito Federal pelo PT, Leandro Grass.
Ele foi o entrevistado de ontem (24) do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Para Leandro Grass, é preciso conectar a população e os gestores municipais e estaduais ao patrimônio cultural, porque ele pertence à sociedade brasileira, não a governos nem mesmo ao Iphan.
“Uma questão a ser trabalhada cada vez mais nas escolas e nos meios de comunicação é a educação patrimonial, a conexão das pessoas com aquilo que é delas. A gente só vai cuidar daquilo que a gente conhece. A gente só ama aquilo que a gente conhece”, observou Grass.
Segundo ele, o Iphan tem investido em comunicação no sentido de conscientizar brasileiros e brasileiras sobre a importância da preservação e da valorização do patrimônio do país. O instituto duplicou as redes sociais, por exemplo, em número de seguidores, o que ajuda a difundir as informações sobre a riqueza patrimonial do Brasil.
A parceria com a iniciativa privada é importante nesse processo. “A Constituição, no artigo 216, diz que o patrimônio cultural tem que ser preservado em colaboração entre o Estado e a sociedade. Não é só o Estado; também não é só a sociedade. Então, o investimento privado é importante. A gente vê em outros países muito investimento empresarial, de particulares, na preservação do patrimônio. O Brasil tem ferramentas para isso”, destacou.
Nesse sentido, o Iphan tem realizado um trabalho de articulação para construir um pacto em torno do patrimônio cultural brasileiro, algo que não acontece de uma hora para outra, segundo Leandro Grass. “Mas posso dizer que na nossa gestão foi não só iniciado ou reiniciado, porque tinha sido interrompido, mas também foi intensificado todo esse processo”, comentou.
União de projetos – Embora não tenha aprofundado o debate sobre as eleições deste ano, Leandro Grass deixou no ar a possibilidade de unir seu projeto político ao do pré-candidato do PSB ao Governo do Distrito Federal (DF), Ricardo Capelli, ex-interventor de Segurança Pública do DF e atual presidente da ABDI. O petista revelou que já encontrou Capelli e que há um esforço para construir uma unidade no campo progressista, mas respeitando a liberdade dos partidos de participarem da disputa.
Projeto coletivo – “A gente faz parte mesmo do governo, inclusive. Veja, o exercício de uma unidade exige, primeiro, entender que projetos individuais ou meramente partidários não podem se sobrepor a um projeto coletivo. Também exige da gente inteligência política e uma certa objetividade na construção do acordo, da composição de chapa. A gente está em bom posicionamento nas pesquisas, a gente tem um legado da eleição de 2022 e também essa capacidade de poder colaborar com todos os partidos ao mesmo tempo. Se o PT vai ter duas cabeças de chapa? Em outros cenários também já aconteceu, inclusive com o PSB, na última eleição”, afirmou Grass.
Caso Marielle Franco – O início do julgamento dos acusados de mandarem matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, ontem (23), repercutiu na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A deputada Rosa Amorim (PT) foi à tribuna da Casa lembrar Marielle. “Continuamos a ecoar a sua voz. Nós somos a voz de Marielle ativa, viva e não vão nos silenciar. Estamos há oito anos sem Marielle. O tempo passou, mas agora a revolta permanece. Nenhuma sentença dará a vida de Marielle de volta. Nenhuma decisão judicial apagará a brutalidade do crime. Mas a justiça é o mínimo que o Estado deve ao povo brasileiro”, enfatizou Rosa.
ExpoGaranhuns – O deputado Izaías Régis (PSDB) também fez pronunciamento, ontem (23). Ele reforçou a importância da ExpoGaranhuns para o fortalecimento do agronegócio pernambucano e convidou toda a população a participar do evento, que acontece de 11 a 15 de março, no Parque Acauã, em Garanhuns. O parlamentar destacou o orgulho de ter participado ativamente das articulações para a realização da feira, contribuindo junto ao Governo do Estado para viabilizar o evento, uma das maiores exposições agropecuárias do Estado. “É motivo de muito orgulho ver Garanhuns sediando um evento dessa dimensão, que fortalece o agro, gera oportunidades e movimenta a economia regional”, afirmou.
Auxílio Caixa d’Água – O senador Fernando Dueire (MDB-PE) apresentou, ontem (23), no plenário do Senado, o Projeto de Lei nº 6.384/2025, que institui o Programa Auxílio Caixa d’Água Social. A proposta é voltada às famílias de baixa renda do semiárido nordestino e busca enfrentar a chamada pobreza hídrica — realidade marcada não apenas pela escassez de água, mas pela falta de meios adequados para armazená-la com segurança. Ao defender a iniciativa, Dueire destacou que muitas famílias ainda recorrem a recipientes improvisados, o que amplia riscos de contaminação e doenças. “Água é um direito fundamental. Não podemos aceitar que brasileiros armazenem água em condições precárias, colocando em risco a saúde das crianças, dos idosos e de toda a família”, afirmou.
CURTAS
Janela partidária – Os deputados estaduais Renato Antunes (PL) e Dani Portela (Psol) já têm as datas dos seus eventos de mudança partidária. Renato chega ao Novo no dia 12 de março. Já Dani ingressa do PT no dia 13, justamente porque é o número da sigla. O evento de Dani será no Pátio de São Pedro. O de Renato ainda será informado.
Fogo amigo – O pastor Silas Malafaia, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou, em entrevista ao Metrópoles, que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) vai ajudar mais a candidatura à Presidência do irmão Flávio Bolsonaro “se ficar calado”.
Causa animal – O vereador de Caruaru e pré-candidato a deputado estadual, Anderson Correia (PP), protocolou na Câmara de Caruaru uma indicação solicitando ao Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação, a inclusão oficial do tema “prevenção de maus-tratos a animais” no currículo das escolas estaduais.
Perguntar não ofende: Eduardo Bolsonaro calado é um bom cabo eleitoral?
A prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino (União Brasil), enviou nota ao blog após a publicação de matéria sobre atrasos no pagamento de cachês de artistas que se apresentaram no São João de Serra Negra. No comunicado, a gestora reconhece que ainda há pagamentos em aberto e afirma que a situação está relacionada à virada do exercício financeiro e a trâmites administrativos de início de ano.
Segundo a prefeita, os repasses pendentes seguem um cronograma financeiro definido pela gestão municipal. Ela também destacou que a equipe mantém contato com os artistas e seus representantes para tratar das pendências e que os pagamentos serão realizados.
Na nota, a gestora afirmou ainda que a expectativa é concluir os pagamentos dentro do planejamento estabelecido pela administração municipal, após a realização dos eventos recentes e a organização do calendário financeiro.
O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para março o julgamento de uma denúncia contra o pastor Silas Malafaia. A ação foi incluída na pauta do plenário virtual da turma.
A análise foi marcada para ocorrer entre os dias 6 e 13 de março. Além de Dino, fazem parte do colegiado os ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, que é o relator do caso.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Malafaia de ter cometido injúria e calúnia contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva. Segundo a PGR, os fatos teriam ocorrido durante uma manifestação em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorrida em São Paulo. Durante o ato, o pastor chamou generais de “frouxos, covardes e omissos”. Ele também disse que os militares “não honram a farda que vestem”. As informações são do jornal O GLOBO.
Malafaia já havia se manifestado ao STF negando que tivesse ofendido diretamente o general. Em sua manifestação, ele afirmou que apenas fez críticas genéricas ao alto comando militar e que não tinha a intenção de atingir pessoalmente o comandante.
De acordo com a defesa, o religioso usou “palavras fortes” para criticar os generais de forma genérica, sem citar nominalmente Tomás Paiva.
“Reitere-se que não houve ofensas, mas sim críticas. E as críticas apresentadas pelo denunciado foram genéricas, não se voltando contra pessoas específicas ou identificando quem quer que seja, e, obviamente, não tendo o intuito de desonrar a suposta vítima”, disseram os advogados de Malafaia.
Em vias de deixar a presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para disputar novamente o Governo do Distrito Federal, o petista Leandro Grass celebrou os passos de sua gestão para a preservação do patrimônio nacional. Todavia, reconhece que ainda há “um caminho a percorrer” nesse sentido.
“Acredito que a gente tenha dado passos importantes de 2023 para cá, no sentido de conectar a população, os gestores municipais e estaduais e a sociedade ao patrimônio cultural. Que é dela, não é de alguém, não é do governo, não é do Iphan. O Brasil tem 60 bens reconhecidos, como o forró, o frevo, a capoeira, o patrimônio arqueológico, que é vasto, imenso, no nosso país, tudo isso é patrimônio do povo brasileiro. E aí entra uma questão que tem que ser trabalhada cada vez mais nas escolas, nos meios de comunicação, que é a educação patrimonial, a conexão das pessoas com aquilo que é delas. A gente só vai cuidar daquilo que a gente conhece, a gente só ama aquilo que a gente conhece, e o Iphan investiu muito na educação patrimonial ao longo desses últimos anos”, destacou Grass, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“O Brasil tem preservado muita coisa, é preciso dizer. Agora, é claro que em um país continental como o nosso, isso não se dá apenas por uma instituição. A Constituição diz que o patrimônio cultural tem que ser preservado em colaboração do Estado com a sociedade. E o investimento privado é importante. A gente vê, em outros países, muito investimento empresarial, de particulares, na preservação do patrimônio. O Brasil tem ferramentas para isso. A Lei Rouanet permite que as empresas apoiem o patrocínio direto também em alguns casos. Os detentores, os proprietários de imóveis têm que cuidar daquilo que é seu, não desvirtuar esse patrimônio. Então, a gente tem feito esse trabalho de articulação para construir um pacto em torno do patrimônio cultural brasileiro”, completou.
Grass citou o exemplo de Olinda e cobrou que o município tenha uma fundação própria para preservar seu patrimônio. “Em Olinda, temos obras do PAC que estão sendo feitas com a Fundarpe. Mas preciso fazer uma observação. A gente já se colocou à disposição da prefeitura, tanto na época do prefeito Lupércio quanto agora com Mirella. O Iphan vai ajudar Olinda, mas a cidade precisa de uma estrutura de patrimônio. Olinda é patrimônio mundial, não pode se abster ou abrir mão de ter uma estrutura própria. Precisa de uma fundação municipal de patrimônio e de uma legislação municipal. Esse trabalho do chamado Sistema Nacional tem o objetivo de colocar todo mundo na mesma página em termos de gestão e capacidade de investimento”, concluiu.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) reabriu a investigação contra o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL) e outras 25 pessoas para apurar suspeitas de desvio de dinheiro público com o uso de funcionários fantasmas – prática conhecida como rachadinha – na Câmara Municipal
A decisão pela reabertura é da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), que avaliou que a apuração anterior deixou de cumprir diligências consideradas essenciais. As informações são do g1.
A GloboNews teve acesso, com exclusividade, ao parecer da Assessoria Criminal da PGJ que determinou o prosseguimento das investigações.
Segundo o documento, “o prosseguimento das investigações revela-se medida necessária à adequada elucidação dos fatos”. A Procuradoria aponta que o arquivamento anterior não analisou de forma aprofundada pontos como a retirada de valores de um cofre bancário e a compra de um apartamento pelo então vereador.
A investigação contra Carlos Bolsonaro havia sido arquivada pelo próprio Ministério Público em setembro de 2024. Na ocasião, sete funcionários do gabinete foram denunciados por peculato — crime que envolve desvio de dinheiro público.
De acordo com a denúncia, o então chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes teria comandado a organização entre 2005 e 2021, arrecadando cerca de R$ 1,9 milhão — valor que teria sido devolvido por funcionários nomeados no gabinete. Ele segue trabalhando na Câmara Municipal.
O promotor responsável pelo caso à época, Alexandre Murilo Graça, argumentou que depoimentos, relatórios e laudos “não indicaram qualquer esquema de rachadinha em relação a Carlos Bolsonaro, visto que não se demonstrou qualquer circulação de valores para suas contas ou pagamentos”.
No início de 2025, o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venâncio Braga discordou do arquivamento. Ele apontou omissões e contradições na investigação e enviou o caso para análise da Procuradoria-Geral de Justiça, que decidiu reabrir o procedimento.
Pontos que serão aprofundados Entre os focos da nova apuração está a forma como o ex-vereador pagava o plano de saúde. Um relatório apontou que, em um intervalo de nove anos de contratação, apenas um boleto teria sido quitado por meio da conta bancária dele. A PGJ sugeriu que as operadoras do plano sejam oficiadas para informar valores, forma de pagamento e quem era o responsável pelas quitações.
Outro ponto é a compra de um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em 2009. Segundo o parecer, Carlos Bolsonaro declarou a aquisição do imóvel por R$ 70 mil — valor considerado muito abaixo do mercado à época.
O documento também menciona acessos frequentes a um cofre em agência bancária. Segundo o texto, o então vereador “realizou pelo menos um ou mais acessos por mês ao tal cofre”, fato que “despertou atenção, pois cofres bancários, usualmente, se destinam à guarda de joias, documentos ou grandes somas em dinheiro”.
A lista de investigados inclui 26 pessoas, entre elas Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela foi chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro entre 2001 e 2008. Relatórios de inteligência financeira já apontaram depósitos em dinheiro vivo que somam até R$ 340 mil na conta dela.
A Assessoria Criminal da PGJ destaca que é “pertinente a realização de oitivas dos investigados, com o objetivo específico de indagá-los acerca do padrão de saques realizados após o recebimento de seus vencimentos”. A medida visa aprofundar a apuração sobre a possível prática de “rachadinha” — esquema em que funcionários devolvem parte dos salários — e formar juízo mais seguro sobre eventual denúncia ou novo arquivamento.
Carlos Bolsonaro deixou a Câmara Municipal há dois meses, após 25 anos no cargo. Até a última atualização desta reportagem, a defesa dele não havia se manifestado sobre a reabertura da investigação.
O que dizem os outros citados A GloboNews procurou o gabinete da vereadora Alana Passos, que herdou o cargo de Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal, mas não obteve retorno.
Jorge Luiz Fernandes, apontado na denúncia entregue à Justiça como chefe da organização criminosa da suposta rachadinha no gabinete de Carlos Bolsonaro, não quis se manifestar
A defesa de Ana Cristina Siqueira Valle repudiou a última manifestação da Assessoria Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
“É estarrecedor que, em um procedimento absolutamente recheado de nulidades absolutas, com a utilização de expedientes reconhecidamente ilegais, como a clara fishing expedition, sirva de fundamento para uma suposta reabertura de investigações de fatos claramente prescritos. A defesa continua confiando nas instituições regularmente constituídas, que, dissociadas de contextos políticos e eleitoreiros, observem e apliquem o bom Direito”, disse a defesa, em nota.
Adversário do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), na eleição de 2022, o ex-deputado distrital Leandro Grass (PT) concorrerá novamente ao Palácio do Buriti com críticas pesadas à atual administração. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o petista, atual presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), não mediu palavras, chamando o governador de “corrupto” e também criticando a vice-governadora, Celina Leão (PP), que assumirá o governo em abril e disputará a reeleição.
“Estamos completando quase oito anos daquilo que eu chamo de desgoverno. Essa gestão Ibaneis e Celina é desastrosa. Primeiro, pelos escândalos de corrupção, que estão sendo investigados, envolvendo o BRB, o Master, mas também na área da saúde; foram realizadas várias operações. O ex-secretário de Economia do governo Ibaneis e Celina foi condenado na Justiça. Então, na minha avaliação, é um governo corrupto, porque teve agentes que participaram desse governo e que já foram condenados por corrupção. E governos são pessoas, são formados por lideranças”, disparou Leandro Grass.
Adversário do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), na eleição de 2022, o ex-deputado distrital Leandro Grass (PT) concorrerá novamente ao Palácio do Buriti com críticas pesadas à atual administração. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o petista, atual presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), não mediu palavras, chamando o governador de “corrupto” e também criticando a vice-governadora, Celina Leão (PP), que assumirá o governo em abril e disputará a reeleição.
“Estamos completando quase oito anos daquilo que eu chamo de desgoverno. Essa gestão Ibaneis e Celina é desastrosa. Primeiro, pelos escândalos de corrupção, que estão sendo investigados, envolvendo o BRB, o Master, mas também na área da saúde; foram realizadas várias operações. O ex-secretário de Economia do governo Ibaneis e Celina foi condenado na Justiça. Então, na minha avaliação, é um governo corrupto, porque teve agentes que participaram desse governo e que já foram condenados por corrupção. E governos são pessoas, são formados por lideranças”, disparou Leandro Grass.
O empresário Antonio Ferreira Souza foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado do Amapá com uma moção de aplauso pelos serviços prestados à comunidade, com destaque para a atuação na inclusão de jovens no mercado de trabalho. Segundo o documento, a empresa liderada por Souza promove a oferta de estágios e a contratação de aprendizes após o período de formação, contribuindo para a geração de oportunidades e inserção profissional.
Antonio Souza já foi reconhecido em diversos estados do país, a exemplo de premiação concedida pela Câmara Municipal de São Paulo, na categoria empresarial. Esse reconhecimento tem provocado inveja por parte daqueles que não absorvem o sucesso do empresário, que tem origem no sertão do Araripe.
O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pré-candidato do PT ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass, tem dado sinais de buscar um entendimento com o nome do PSB para a disputa, Ricardo Capelli, ex-interventor de Segurança Pública do DF e atual presidente da ABDI. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o petista revelou que já encontrou o colega e que há um esforço para construir uma unidade no campo progressista, mas respeitando a liberdade dos partidos de se lançar à disputa.
“A gente faz parte mesmo do governo, inclusive. Veja, o exercício de uma unidade exige, primeiro, entender que projetos individuais ou meramente partidários não podem se sobrepor a um projeto coletivo. Também exige da gente inteligência política e uma certa objetividade na construção do acordo, da composição de chapa. A gente está em bom posicionamento nas pesquisas, a gente tem um legado da eleição de 2022 e também essa capacidade de poder colaborar com todos os partidos ao mesmo tempo. Se o PT vai ter duas cabeças de chapa? Em outros cenários também já aconteceu, inclusive com o PSB, na última eleição”, afirmou Grass.
Ex-deputado distrital, o petista lembrou que começou a disputa de 2022 com 1%, e no final obteve 26% dos votos, quase chegando ao segundo turno contra o atual governador reeleito Ibaneis Rocha (MDB). “A gente precisa ter sabedoria e lucidez, para fortalecer o projeto coletivo. Garantir que os partidos também possam ter os seus melhores resultados. Não é uma questão apenas de espaço, é uma questão de viabilidade. E a gente quer o PSB na chapa, temos a discussão da vice-governadoria ainda em aberto, temos uma discussão de suplência do Senado e também de outros elementos que podem fortalecer o próprio PSB e fortalecer o conjunto dos partidos para garantir ao presidente Lula sua reeleição, eleger aqui uma bancada ao Senado, eleger uma bancada de deputados federais e a maioria na Câmara Legislativa, para que a gente possa governar Brasília e governar o Brasil no mesmo rumo, que é o que precisa acontecer. Porque hoje Brasília está indo para trás e o Brasil está indo para frente. E a gente tem sabedoria e paciência para chegar nesse lugar, que é o lugar ideal dessa composição ampla”, completou.
A Associação de Empresários do Brasil (AEBR) anunciou que vai propor a realização de uma audiência pública para discutir os impactos da Lei 15.235/2025 sobre o setor produtivo. A entidade afirma que não se opõe ao desconto social na tarifa de energia elétrica para famílias de baixa renda, mas questiona o modelo de financiamento previsto na legislação. A norma, originada da MP 1.300/2025, amplia a gratuidade na conta de luz dentro do programa “Luz do Povo”.
Pelo texto aprovado, a partir de janeiro de 2026, os custos das usinas nucleares de Angra 1 e 2 passarão a ser rateados entre todos os consumidores, incluindo pessoas físicas e jurídicas. A lei também prevê a criação de uma “Cota de Energia Nuclear” na fatura, com cobrança independente do consumo, podendo haver suspensão do fornecimento em caso de inadimplência.
O presidente da AEBR, Fernando Mendonça, defende a manutenção da política social, mas com outra fonte de custeio. “A AEBR não é contra o desconto social na conta de luz. Somos contra transferir para o empresário uma conta que deveria ser paga com recursos do Tesouro Nacional”, afirmou. Ele acrescentou que a entidade pretende levar o debate ao Congresso. “A audiência pública será um espaço técnico e democrático para discutir os impactos reais da medida. Precisamos garantir justiça social sem comprometer a sustentabilidade econômica das empresas que geram emprego e renda no país”, disse.
Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e candidato a governador do Distrito Federal pelo PT, Leandro Grass, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, é o convidado do meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco, hoje. Na pauta, sua pré-candidatura ao Governo do Distrito Federal pelo PT e os principais projetos de preservação do patrimônio cultural brasileiro, além da conjuntura política nacional.
Formado em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), com mestrado em Desenvolvimento Sustentável pelo Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB e formação em gestão cultural pela Organização dos Estados Ibero-Americanos, Grass é professor e pesquisador nas áreas de sociologia, políticas públicas e participação social. Foi deputado distrital entre 2019 e 2022, período em que foi autor de diversas leis nas áreas de educação, desenvolvimento sustentável e direitos das mulheres.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV (sob o comando do jornalista Heron Cid); a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e a LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
A prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino (União Brasil), ainda não teria efetuado o pagamento de cachês a artistas que se apresentaram no polo de Serra Negra, durante o São João do município, segundo relatos encaminhados ao blog. A gestora é aliada da governadora Raquel Lyra (PSD).
De acordo com as informações, nomes como Santanna, Maciel Melo, Geraldinho Lins, Mestrinho, Luiz Fidelis, Fábio Carneirinho, Cezinha e Waldonys estariam entre os que aguardam pagamento pelas apresentações realizadas no evento.
Ainda segundo a denúncia, apenas o cantor Assisão teria recebido o cachê, com pagamento efetuado no último dia do ano passado.