A notícia da governadora Raquel Lyra que está enviando para a Assembleia Legislativa, na próxima semana, um Projeto de Lei para extinção das Faixas Salariais de PMs e Bombeiros foi duramente criticada pelo deputado Coronel Alberto Feitosa.
“Vir com sorriso no rosto dizer que vai fazer o parcelamento complementar de nível hierárquico desses profissionais até 2026, ano de nova campanha eleitoral? Esse tema foi promessa de campanha de Raquel Lyra em 2022 com o compromisso de executar assim que assumisse o Governo em 2023. Mais de um ano e 2 meses depois vem com essa de cumprir até 2026. Que falta de respeito com a família Bombeiro e Militar!”, criticou o parlamentar.
Ele lembrou que a inflação de 2023 passou de 4,60% e a categoria não teve qualquer reajuste salarial e que a estimativa do IPCA para este ano é de 3,80% de inflação e de 3,51% em 2025. Enquanto isso, o Projeto de Lei que a governadora apresenta é de reajuste escalonado de: 3,50% em junho de 2024, 3,50% em junho de 2025 e 3% em junho de 2026.
O Coronel Alberto Feitosa vem cobrando e lutando pelo cumprimento dessa promessa desde o inicio do ano passado. Ele é autor do Projeto de Emenda Constitucional (PEC17/2023) que pede o fim das faixas salariais para policiais e bombeiros e que já está em votação na Assembleia.
“O Governo tem dinheiro para fazer isso de imediato. Em novembro, a Assembleia Legislativa incluiu, na Lei Orçamentária (LOA), R$ 115 milhões para extinção das faixas. Além disso, entrou com uma ação no STF pedindo para não devolver aos órgãos públicos o excedente da arrecadação de impostos do estado. Já pedi a minha assessoria que fizesse uma Emenda tornando os efeitos desse Projeto de Lei de Raquel Lyra para cumprimento em 30, 60 e 90 dias, não mais que isso. Ela como delegada e qualquer outro parlamentar da segurança pública deveriam se envergonhar desse Projeto de Lei”, disparou o Coronel Alberto Feitosa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, hoje, que “uma civilização inteira morrerá esta noite para nunca mais ser ressuscitada”. A ameaça ao Irã foi feita na rede social do republicano, a Truth Social. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu Trump.
O líder norte-americano ainda afirmou: “Agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer. QUEM SABE?”.
“Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã”, finalizou.
A declaração feita hoje coincide com o prazo final imposto por Donald Trump ao Irã. O plano previa trégua inicial de 45 dias e reabertura gradual da principal rota global de transporte de petróleo, o Estreito de Ormuz. O governo iraniano classificou os termos como “ilógicos” e reiterou que não negocia sob ameaça.
Sacrifício
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirma que ele e 14 milhões de iranianos declararam estar dispostos a “sacrificar suas vidas” para defender o Irã. “Mais de 14 milhões de bravos iranianos já declararam sua prontidão para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também sacrifiquei a minha vida pelo Irã, e continuarei a fazê-lo”, escreveu Pezeshkian no X.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, hoje, a realização de uma eleição direta para a escolha do novo governador do Rio de Janeiro, que ficará no cargo em um chamado “mandato-tampão” até o fim do ano. A manifestação da PGR ocorre um dia antes do julgamento marcado no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir o tema.
Os ministros vão debater duas ações que discutem o modelo do pleito: se será uma eleição indireta, feita pela Assembleia Legislativa do Rio, ou direta, por voto popular. Segundo a Procuradoria, mesmo com a renúncia de Cláudio Castro na véspera do julgamento do TSE, a vacância do cargo de governador se deu por motivo da decisão da Corte Eleitoral — ou seja, pela cassação.
Portanto, deve ser aplicada ao Rio de Janeiro a regra do Código Eleitoral, que prevê a convocação de eleições diretas, quando o afastamento dos dirigentes ocorrer por motivo eleitoral a menos de seis meses do fim do mandato. O comando do governo está, atualmente, nas mãos do presidente do Tribunal de Justiça do estado, o desembargador Ricardo Couto, desde que o governador Cláudio Castro renunciou ao mandato.
Castro deixou o governo em 23 de março, um dia antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que acabou resultando na cassação de seu mandato e na aplicação de inelegibilidade por oito anos. As informações são do portal G1.
O deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE) é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o ‘Direto de Brasília’, de hoje. Autor do projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos no Brasil, ele vai detalhar a proposta e comentar os impactos para motoristas e entregadores, além dos reflexos para empresas e consumidores.
O texto, apresentado em 2025, estabelece regras para o transporte individual de passageiros e para serviços de entrega por plataformas digitais, tratando de pontos como vínculo de trabalho, remuneração e segurança jurídica para o setor.
Na pauta também estará o debate sobre a jornada de trabalho no país. Gastão tem participado das discussões sobre mudanças no modelo atual, incluindo a escala 6×1, tema que voltou ao centro do debate nacional e mobiliza trabalhadores, sindicatos e o setor produtivo.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O município de Toritama recebeu, ontem, o Prêmio Prefeitura Amiga da Mulher 2026, concedido pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE). O prêmio foi entregue pela deputada estadual Gleide Ângelo (PP), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, que destacou a Capital do Jeans na categoria de municípios entre 25.001 e 50 mil habitantes. Esta é a segunda vez que a cidade recebe a honraria, a primeira foi em 2023, reafirmando o compromisso da gestão municipal em promover ações de proteção, autonomia e valorização do público feminino no Agreste pernambucano.
Sob a gestão do prefeito Sérgio Colin (PP), Toritama tem intensificado o suporte às mulheres por meio da recém-criada Secretaria da Mulher, sob o comando da primeira-dama e secretária Fernanda Florêncio. A premiação avaliou critérios rigorosos em áreas como saúde, empreendedorismo, finanças e segurança. Entre os diferenciais que garantiram o título estão o programa “Movimenta Mulher”, realizado semanalmente no Parque Biblioteca Maria dos Anjos, e a oferta constante de cursos profissionalizantes na sede da secretaria, além da atuação de destaque do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM).
A conquista de 2026 reflete a continuidade de um trabalho sólido e a ampliação de iniciativas como o Prêmio Mulher Destaque, que reconhece o protagonismo feminino local. Para o governo municipal, o reconhecimento da ALEPE valida a eficiência das políticas públicas que buscam transformar Toritama em um ambiente cada vez mais justo e igualitário. Ao lado de cidades como Recife, Riacho das Almas e Serra Talhada, Toritama agora serve de inspiração para todo o estado de Pernambuco no fortalecimento da rede de proteção e empoderamento das mulheres.
O Sistema Transporte lançou a nova edição da Agenda Institucional Transporte e Logística. A publicação organiza os principais temas de interesse do setor e apresenta o posicionamento institucional sobre projetos em tramitação no Congresso Nacional, ações do Poder Executivo e decisões do Judiciário.
O documento é resultado de trabalho técnico realizado em conjunto com as entidades de base do Sistema Transporte e reúne pautas voltadas ao fortalecimento da mobilidade, da logística e da competitividade do país. “A Agenda organiza consensos e aponta caminhos para que o transporte esteja no centro dos grandes debates nacionais. Nesse cenário de avanços tecnológicos, muito se fala em inteligência artificial, mas ela não substituirá o relacionamento e a representação. A tecnologia evolui, mas o diálogo, a confiança e a presença continuam insubstituíveis”, afirma o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza.
Poder Legislativo: 40 propostas prioritárias
A Agenda reúne 40 projetos considerados estratégicos para o setor. Entre eles, estão propostas como a renovação automática da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e o novo marco legal da Política Nacional de Mobilidade Urbana. O documento também destaca debates sobre tributação, reforma do Código Civil e regulamentação da geração de energia eólica offshore, temas que ampliam a inserção do transporte na agenda da transição energética.
Poder Executivo: entregas e desafios
Em 2025, o setor registrou avanços com concessões rodoviárias, novos marcos ferroviários, leilões portuários e aeroportuários e investimentos em mobilidade urbana limpa. Para 2026, a Agenda aponta quatro prioridades: ampliação das concessões, elaboração do Plano Nacional de Logística 2050, fortalecimento da segurança pública e regulamentação tributária. A CNT também defende maior autonomia para as agências reguladoras como forma de ampliar a segurança jurídica e a confiança dos investidores.
Poder Judiciário: segurança jurídica
A CNT acompanha 11 temas relevantes em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), atuando institucionalmente em debates que impactam diretamente o setor de transporte. Entre os assuntos em discussão estão desoneração da folha de pagamento, piso mínimo do frete e pejotização.
No Tribunal Superior do Trabalho (TST), a entidade atua como amicus curiae em 25 processos, alguns deles com previsão de julgamento em 2026, muitos relacionados aos Incidentes de Recursos de Revista Repetitivos (IRRs). Esses incidentes são instrumentos utilizados pelo tribunal para uniformizar a jurisprudência trabalhista, contribuindo para maior previsibilidade e segurança jurídica nas relações de trabalho.
SEST SENAT: qualificação e inovação
A Agenda dedica um capítulo às ações estratégicas do SEST SENAT, com foco na qualificação de trabalhadores e na preparação do setor para novas tecnologias. Entre as prioridades, estão a ampliação da base de arrecadação, o acesso a dados da Receita Federal e a criação de cursos obrigatórios voltados à amarração de cargas e à condução de veículos por motoristas de aplicativo.
Amanhã, mesmo dia previsto para o Supremo Tribunal Federal (STF) definir o destino político do Rio de Janeiro, se será direta ou indireta a eleição do governador-tampão que administrará o estado até a posse do eleito em outubro, há na pauta da Corte um outro julgamento importante.
Ele definirá se prosseguirão ou não os trâmites para a construção da Ferrogrão, ferrovia que cortará parte do Centro-Oeste e do Norte do país, ligando a cidade de Sinop, no Mato Grosso, até o porto de Mirituba, no Pará. A estrada de ferro criará um eixo de transporte de soja e outros grãos. O problema é que seu trajeto passa por região indígena. E a discussão em torno disso expõe claramente um racha dentro do governo.
Para viabilizar a ferrovia, uma medida provisória, convertida em projeto de conversão, reduziu em 862 hectares a área do Parque Nacional do Jamanxim, onde vivem caiapós e outros povos. Essa decisão esbarra em um grande problema: a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário, estabelece que povos originários precisam ser sempre consultados a respeito de situações que os afetem diretamente.
A Ferrogrão é uma das obras previstas no novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) desde o início deste terceiro governo Lula. E tornou-se um dos pontos centrais a dividir os grupos mais ambientalistas e os mais desenvolvimentistas do governo. O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) defendem a ferrovia. Meio Ambiente e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) defende a posição dos povos originários. Um tipo de divisão que ficou clara durante a COP30, em Belém.
Um dos pontos que será julgado é um agravo da ANTT, que sustenta que a consulta aos povos prevista na Convenção 169 só deva se dar no momento de discussão do licenciamento ambiental e efetivo início da obra. Isso permitiria, então, que se fizesse agora licitação, parcerias e outros instrumentos que, na prática, poderiam tornar a ferrovia um fato consumado.
O advogado Melillo Dinis, que representa o Instituto Kabu, organização não governamental ligada aos caiapós, contesta essa visão, afirmando que a consulta prévia aos indígenas é inequívoca segundo a convenção. Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes tentou uma conciliação, que não evoluiu.
Quando apresentou seu relatório, em outubro do ano passado, Moraes julgou favorável à redução da área do parque. Foi acompanhado pelo ainda ministro Luís Roberto Barroso. Houve, então, um pedido de vista de Flávio Dino. Para Moraes, a redução não implicaria dano ambiental, porque ali já passa a rodovia BR-163.
Segundo o voto de Moraes, dos 977 km previstos para a ferrovia, 635 km já são impactados pela BR-163, rodovia que passa em paralelo ao traçado da estrada de ferro. Para Alexandre de Moraes, a ferrovia, pela capacidade muito maior de transporte, será menos poluente e trará menos impactos ambientais.
Na visão de Alexandre de Moraes, a emissão de CO2 da ferrovia será 50% menor que a da atual rodovia. De acordo com relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), a expectativa é que no primeiro ano após a construção tenham sido transportados 42,3 milhões de toneladas pela ferrovia, abrindo um novo corredor de transporte.
Hoje, 70% da produção de grãos do país é exportada pelo porto de Santos, que fica a mais de dois mil quilômetros dos centros produtores. Quem defende a Ferrogrão, portanto, estabelece que ela criará um corredor mais racional. O problema, na visão contrária: os povos que ali vivem precisam ser consultados.
No fim, é mais um capítulo do cada vez maior impasse entre proteção ambiental e desenvolvimento. Durante anos, o mundo avançou sem se preocupar com isso. Paga hoje o preço real da destruição. Por um lado, tenta pisar no freio. Por outro, considera manter o acelerador. No meio disso tudo, nós, os seres humanos.
Hoje, dia 7, é celebrado o primeiro centenário de nascimento de Dona Maria do Carmo Monteiro, data que convida Pernambuco a relembrar e reverenciar a trajetória de uma das mais distintas figuras humanas de sua história recente.
Filha do ex-governador Agamenon Magalhães, Dona Maria do Carmo herdou valores que nortearam toda a sua vida: dignidade, discrição, senso de dever e profundo compromisso com a família e com a sociedade pernambucana.
Ao lado de seu esposo, Armando Monteiro Filho, desempenhou papel silencioso, porém essencial, como sustentáculo humano de uma trajetória que marcou o desenvolvimento econômico do estado. Sua presença firme e serena foi decisiva no apoio às iniciativas que contribuíram para a consolidação e modernização do setor sucroalcooleiro em Pernambuco.
Inserida em uma tradição familiar que remonta a Antônio de Queiroz Monteiro, pioneiro na implantação de usinas de açúcar no estado, e do Ex. Governador de Pernambuco Agamenon Magalhães, pai de Dona Maria do Carmo, foi testemunha e partícipe de um período de grande relevância para a economia pernambucana.
Na atualidade, esse legado encontra continuidade na atuação de Eduardo Monteiro (filho de Dona Maria do Carmo Monteiro) que, à frente do grupo EQM, mantém viva a tradição de contribuição ao desenvolvimento regional, expandindo suas atividades para além do setor sucroenergético, inclusive no campo da comunicação, com a Folha de Pernambuco.
As celebrações em homenagem ao centenário de Dona Maria do Carmo Monteiro contaram com missa solene e momentos comemorativos que reuniram familiares, amigos e representantes da sociedade, em reconhecimento à sua vida exemplar.
Mais do que uma data simbólica, o centenário de Dona Maria do Carmo representa a reafirmação de valores que permanecem atuais: a força da família, a elegância no agir e a contribuição silenciosa, porém duradoura, para o progresso de Pernambuco.
Em entrevista à Folha de Pernambuco, o novo presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, Pedro Freitas, afirmou que a entidade inicia sua gestão com foco no fortalecimento institucional e na preparação para o Congresso da Amupe, marcado para os dias 27 e 28 de abril, no Recife. “A Amupe está focada na representação institucional dos municípios. A gente precisa estar sempre ouvindo as demandas”, destacou. Segundo ele, o encontro será estratégico por ocorrer às vésperas da mobilização nacional dos prefeitos em Brasília.
O congresso contará com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, além de representantes de órgãos de controle. Um dos principais temas será o debate sobre emendas parlamentares, alvo de críticas por parte dos gestores municipais. “O nosso convite foi justamente nesse sentido. A gente entende a necessidade do controle, da rastreabilidade desses recursos, mas também precisa mostrar a dificuldade que os municípios enfrentam”, afirmou Pedro Freitas.
De acordo com o presidente da Amupe, o objetivo é buscar equilíbrio entre fiscalização e agilidade na liberação dos recursos. “A gente precisa dar velocidade a esse fluxo do recurso. Esses recursos são fundamentais, muitas vezes são eles que garantem fechar as contas e ter capacidade de investimento”, disse. Ele também ressaltou o aumento da burocracia. “Hoje a gente precisa ter uma equipe técnica dedicada para não perder esses recursos”.
Após o congresso, a Amupe participará da Marcha dos Prefeitos em Brasília, organizada pela Confederação Nacional de Municípios. Na pauta, a entidade pretende levar como prioridade a situação dos institutos próprios de previdência municipal. “Eles são hoje um problema grande para os municípios de Pernambuco. Muitos estão quebrados e a gente não tem nada na mesa como alternativa”, alertou.
Pedro Freitas explicou que o tema vem sendo aprofundado e será levado como proposta concreta ao debate nacional. “Estamos aprofundando esse tema no nosso congresso e vamos levar as sugestões para a marcha em Brasília”, disse. Ele também citou outras preocupações, como a queda de arrecadação dos municípios diante de mudanças tributárias, reforçando a importância da mobilização nacional dos gestores.
À frente também da Prefeitura de Aliança, o gestor destacou as ações realizadas no município com foco na captação de recursos. “A gente tem conseguido fazer captações importantes nos editais do PAC e nos convênios com o governo do estado”, afirmou. Entre as entregas, ele citou a instalação de uma agência da Caixa, 40 casas do Minha Casa Minha Vida, duas creches, obras de pavimentação e um centro esportivo. “Muitas frentes abertas, fruto desse trabalho de captação de recursos”, concluiu.
A chuva forte que cai no Grande Recife, desde a noite de ontem, provocou o cancelamento de aulas em escolas e universidades hoje, além de deixar várias ruas e avenidas alagadas. Duas pessoas morreram e duas foram hospitalizadas após um casarão desabar no Bairro do Recife, no Centro da capital pernambucana.
No bairro de Cajueiro Seco, na Zona Norte do Recife, moradores ficaram ilhados por causa dos alagamentos. Na Rua Arão Botler, os bombeiros fizeram o resgate de sete pessoas em um bote salva-vidas.
“A gente não tem mais nada, perdi tudo na minha casa. Eu saí de lá e estava submersa. Geladeira, televisão, tudo. Eu saí de lá para não morrer afogado. Não consigo nem entrar mais lá. Todo ano é isso, cada dia pior”, disse um morador de Cajueiro identificado apenas como Fernando, em entrevista à TV Globo.
A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) atualizou, na manhã desta terça-feira (7), o alerta de chuvas de laranja para vermelho, ou seja, mais intenso. A previsão é da continuidade de pancadas de chuva durante o dia e ao longo da quarta-feira (8) na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata de Pernambuco.
O nível da maré está no ponto mais alto às 6h51 desta terça-feira (7), agravando o alagamento em algumas regiões. O Centro de Operações do Recife (COP) colocou a cidade em estado de alerta desde às 5h desta terça-feira (7), por causa de alterações perceptíveis na rotina da capital.
De acordo com a Apac, até às 5h56, os maiores acumulados de chuva nas últimas 24 horas foram registrados nas seguintes cidades:
· Olinda: 119,3 milímetros;
· Paulista: 110 mm;
· Cabo de Santo Agostinho: 86 mm;
· Ilha de Itamaracá: 76,8 mm;
· Recife: 75,9 mm.
Aulas suspensas
Por causa da chuva, as aulas foram canceladas em todos os turnos desta terça-feira (7) nos seguintes locais:
· Todas as escolas da rede estadual de ensino no Grande Recife;
· Escolas municipais de Camaragibe;
· Escolas municipais do Cabo de Santo Agostinho;
· Escolas municipais de Olinda;
· Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), nos campi Recife e Vitória de Santo Antão;
· Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
· Foram suspensas as aulas no turno da manhã nesta terça-feira (7) nestas instituições:
· Escolas municipais de Paulista;
· Universidade de Pernambuco (UPE);
· Universidade Católica de Pernambuco (Unicap);
· Uninassau.
Expediente cancelado
O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6) suspendeu as atividades presenciais em todas as unidades do Grande Recife, além das Varas do Trabalho de Vitória de Santo Antão, Carpina e Goiana, nesta terça-feira (7). O expediente telepresencial está mantido, assim como o atendimento pelo Balcão Virtual.
Em menos de uma semana, leitores, amigos e seguidores deste blog adquiriram mais da metade dos 300 ingressos disponíveis para o jantar de adesão em comemoração aos 20 anos de fundação desta plataforma política, marcado para o dia 18 de maio, uma segunda-feira, no restaurante Sal e Brasa Jardins, na Avenida Rui Barbosa, no Recife, a partir das 19 horas.
Isso reflete de antemão o sucesso já garantido para o evento, que se traduzirá numa oportuna e emocionante forma de congratulação entre o editor e sua equipe com todos os que fazem questão de reconhecer em uma festa o importante trabalho que prestamos à sociedade como meio de informação e de defesa intransigente de suas causas mais nobres e dos seus direitos.
A antecipação das vendas foi um critério adotado para a garantia do acesso dos interessados ao primeiro evento comemorativo aos 20 anos do blog em função do espaço disponível ser extremamente limitado. Disponibilizamos apenas 300 pulseiras que garantem o jantar de um cardápio por excelência com uma boa música na voz ao vivo de artistas consagrados na constelação musical regional.
Já estão confirmados os cantores Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Josildo Sá, André Rio, Fabiana Pimentinha e Cristina Amaral, mas outros amigos e parceiros ainda devem confirmar presença para nos proporcionar uma noitada muito descontraída, emocionante e em alto astral.
Falei em primeiro evento porque planejamos mais dois: o segundo será o primeiro “Forró do Magno”, no dia 13 de junho em Arcoverde, data que celebra um ano do meu casamento com minha Nayla. O forrobodó, a partir de agora, será promovido todos os anos, no mesmo período junino.
O terceiro será um jantar de adesão em Brasília, promovido em conjunto com a tradicional Confraria do Blog Candanga, à frente o meu amigo Aristeu Plácido Júnior, embaixador de Pernambuco na capital federal. Vamos reunir autoridades federais e a grande colônia nordestina na corte.
Por fim, reitero com as informações abaixo a necessidade da compra antecipada para que você, caro leitor e amigo, não fique de fora da nossa primeira comemoração pelas duas décadas do bom jornalismo.
GARANTA SUA VAGA!
Caro leitor,
Se você quer compartilhar comigo os momentos de alegria e descontração do jantar de adesão pelos 20 anos do meu blog, faça de imediato a compra do seu convite.
Os ingressos são limitados: apenas 300 e não haverá venda de última hora no local do evento.
O cenário político pernambucano começa a ganhar novos contornos no ambiente digital, e João Campos larga, neste momento, com uma vantagem expressiva. Ao atingir, ontem, a marca de 3 milhões de seguidores no Instagram, o pré-candidato ao Governo do Estado consolida uma presença digital que vai além da popularidade: trata-se de uma ferramenta estratégica de comunicação direta com o eleitorado.
Em comparação, a governadora Raquel Lyra soma cerca de 1,6 milhão de seguidores na mesma plataforma. A diferença numérica, por si só, já indica um desequilíbrio relevante. Mas o impacto real está na capacidade de engajamento e difusão de conteúdo — um fator decisivo em campanhas contemporâneas.
As redes sociais deixaram de ser apenas vitrines pessoais e passaram a funcionar como arenas políticas. É nelas que narrativas são construídas, críticas ganham escala e pautas são rapidamente disseminadas. Nesse contexto, João Campos demonstra habilidade ao ampliar o escopo de seus conteúdos, saindo de uma atuação mais municipal para um discurso estadual, alinhado à sua pré-candidatura.
Um exemplo claro dessa estratégia ocorreu recentemente, quando ele publicou um vídeo criticando as condições das estradas no Araripe. O conteúdo alcançou cerca de meio milhão de visualizações apenas no Instagram, sem considerar outras plataformas como o Facebook. Esse tipo de alcance imediato evidencia o potencial de mobilização e pressão que uma presença digital robusta pode gerar.
Por outro lado, Raquel Lyra nunca enfrentou, até aqui, um opositor com força significativa nas redes sociais. A ausência de uma contraposição digital consistente permitiu que sua gestão atravessasse períodos de críticas com menor reverberação pública. Esse cenário tende a mudar com a entrada mais incisiva de João Campos, que passa a ocupar esse espaço com intensidade.
Dessa forma, a disputa política em Pernambuco não se dará apenas no campo tradicional, mas também — e talvez principalmente — no ambiente digital. E, nesse quesito, João Campos inicia a corrida com uma vantagem clara, tanto em alcance quanto em capacidade de engajamento, o que pode influenciar diretamente a formação da opinião pública nos próximos meses.
NAS RUAS – Se a campanha não está nas ruas oficialmente, como se dará com o início da propaganda eleitoral em agosto, os candidatos já estão — e há muito tempo. O momento é de invadir o interior. João Campos (PSB) está em peregrinação pelo Sertão do Araripe desde ontem, enquanto Raquel Lyra (PSD) chega hoje a Petrolina para cumprir extensa programação ao lado do clã Coelho, que se recompôs com a gestora depois de bom tempo lado a lado com o agora ex-prefeito do Recife. A política é também uma roda gigante e tem lá suas conveniências.
Dudu da Fonte ou Miguel? – A pergunta que tenho mais ouvido nos últimos dias diz respeito à grande expectativa em relação ao anúncio do segundo candidato ao Senado na chapa da governadora. A disputa está sendo travada entre o presidente da federação Progressista, Eduardo da Fonte, e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. Raquel faz acenos a ambos, mas não abre a boca. Exercita o ensinamento do saudoso e sábio Marco Maciel, que dizia que quem tem prazo não tem pressa.
Pacote eleitoreiro – Conforme era esperado, com medidas extremamente eleitoreiras, o governo Lula anunciou ontem a edição de uma medida provisória (MP), um projeto de lei e decretos para tentar conter a alta dos combustíveis diante da disparada do petróleo por conta do conflito no Oriente Médio. As ações incluem novas subvenções para o óleo diesel, subsídio para o gás de cozinha (GLP), redução de imposto para o querosene de aviação (QAV), crédito para empresas aéreas e reforço de fiscalização. As medidas valem por dois meses, prorrogáveis por mais dois meses.
Violência alarmante – O número de pessoas baleadas durante assaltos no Grande Recife cresceu no primeiro trimestre de 2026. Segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado, divulgado ontem pelo JC, pelo menos 20 vítimas foram atingidas por tiros. Desse total, dez morreram. Uma das vítimas foi o policial civil Fábio Fernando Souza da Câmara, de 52 anos. Ele foi morto a tiros durante uma tentativa de assalto no bairro de Cidade Tabajara, em Olinda, na noite de 28 de março. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Fábio, que estava de moto, foi abordado por ocupantes de outra moto, que dispararam contra o agente e fugiram.
O recado do novo prefeito – Ao tomar posse, ontem, o novo prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), afirmou que o “ritmo de trabalho vai permanecer intenso”. Marques assumiu a prefeitura com a renúncia de João Campos para concorrer ao Governo do Estado. A posse aconteceu durante ato realizado na Câmara Municipal do Recife. Marques disse que “não é centralizador” e que tem um “time unido” para fazer “ações colegiadas”. E completou: “Vocês vão me ver sempre nas ruas. Tenho orgulho do time que construiu isso”.
CURTAS
REDUÇÃO – O governo Lula bateu o martelo sobre o conteúdo do projeto de lei com urgência constitucional que enviará ao Congresso Nacional este mês para pôr fim à escala de trabalho 6×1. Além do limite 5×2, o PL prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário. E só.
PRA VALER – O escritor Augusto Cury, lançado como opção presidencial pelo Avante, afirmou, ontem, que vai até o fim com a sua candidatura. Prometeu não usar fundo eleitoral na campanha. “Será uma participação única, não tenho interesse em fazer carreira política”, afirmou.
PODCAST – No podcast Direto de Brasília de hoje, parceria deste blog com a Folha, o deputado Luiz Gastão (PSD-CE) vai tratar do avanço da regulamentação dos aplicativos no País, projeto de sua autoria. Também na pauta, o fim da jornada de trabalho 6/1, da qual é contra, e liderando um movimento para evitar a sua aprovação.
Perguntar não ofende: O pacotaço eleitoreiro de Lula surtirá efeito?