O TCU (Tribunal de Contas da União) arquivou um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para investigar a relação de uma empresa ligada à ex-nora do presidente Lula (PT) com o MEC (Ministério da Educação).
Os ministros do TCU decidiram arquivar o processo por falta de provas. O senador pedia para apurar verbas federais enviadas à Life Tecnologia Educacional, onde trabalhava Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, o filho mais velho de Lula com a ex-primeira-dama Marisa Letícia (1950-2017). As informações são do UOL.
Leia maisA corte afirmou que o pedido de investigação se baseia apenas em notícias da imprensa. O tribunal rejeitou a abertura do caso em decisão publicada no dia 26 de maio. A informação só veio a público hoje em reportagem do Metrópoles confirmada pelo UOL.
O acórdão do TCU destaca a ausência de provas para manter a apuração. Os ministros dizem que a petição está “desacompanhada de documentos aptos a identificar contratos específicos”.
Inquérito da Polícia Federal continua
A decisão do tribunal de contas não afeta a investigação conduzida pela PF (Polícia Federal). A polícia apura se a ex-nora de Lula usou o nome do presidente para liberar recursos federais. A investigação ocorre junto com a CGU (Controladoria-Geral da União) para apurar fraudes em licitações. A empresa recebeu R$ 52 milhões do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) em Sumaré.
Defesa e ministério evitam comentar o caso
Os advogados de Carla Ariane decidiram não se manifestar sobre as investigações da polícia. A defesa nega as acusações desde o início da Operação Coffe Break, mas evita dar detalhes.
O MEC afirmou em nota que não tem relação com o caso. A pasta diz que “não tem relação com a operação policial” e evitou comentar uma reunião ocorrida em 2024. Carla Ariane foi recebida no prédio do ministério, em Brasília, em reunião fora da agenda em 12 de julho de 2024. Procurada novamente, a pasta não se manifestou até a publicação deste texto.
Na agenda do dono da Life, Carla é chamada de “nora”. Só no município de Sumaré (SP), foram repassados à empresa cerca de R$ 52 milhões entre 2021 e 2023, parte sob governo Jair Bolsonaro (PL) e parte sob Lula), com dinheiro do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Ela teria continuado recebendo pagamentos.
Leia menos

















