A expectativa no Supremo Tribunal Federal (STF) é de que o desfecho do julgamento do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fique para 2026, após ele ser transformado em réu de forma unânime pela Primeira Turma da Corte. Ele responde por tentar interferir no julgamento da trama golpista em favor do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são do blog da Andréia Sadi, do portal g1.
Isso ocorre porque a Turma pretende concluir os julgamentos de todos os núcleos que envolvem a trama da tentativa de golpe de estado antes de avaliar a denúncia contra Eduardo, conforme apurou a reportagem com fontes ligadas ao STF.
Leia maisAo todo, cinco núcleos compõe o julgamento da trama golpista. São eles:
- Núcleo 1 (Crucial) – Julgamento já realizado, com condenações de oito réus — entre eles Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão;
- Núcleo 2 (Minuta do golpe) – Julgamento marcado para os dias 9, 10, 16 e 17 de dezembro;
- Núcleo 3 (Ataques aos sistema eleitoral) – Julgamento em análise, com novas sessões nos dias 18 e 19 de novembro;
- Núcleo 4 (Fake News) – Julgamento já realizado, com condenações de sete réus;
- Núcleo 5 (Propagação de desinformação) – Julgamento sem data definida.
Todos os ministros integrantes da Primeira Turma — formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia — votaram a favor de acolher a denúncia da PGR para tornar o deputado réu. O colegiado está sem um integrante desde que Luiz Fux passou a integrar a Segunda Turma do Supremo.
A avaliação é que o julgamento dos outros quatro núcleos da trama golpista torna impossível a análise do caso de Eduardo ainda em 2025. Atualmente são julgados os integrantes do Grupo 4, acusados de disseminarem desinformação e de ataques virtuais a autoridades.
Além da fila de processos, o julgamento de Eduardo Bolsonaro pode ser afetado por ele ter sido denunciado conjuntamente com o influencer Paulo Figueiredo, que não tem domicílio no Brasil. Esse fato torna mais difícil, por exemplo, notificá-lo para apresentar defesa.
Caso seja condenado em um eventual julgamento na Corte, Eduardo Bolsonaro pode ficar inelegível para eleição de 2026.
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