Por Dércio Alcântara
Quando no 8 de janeiro de 2023 o Congresso foi invadido e vandalizado, um paraibano estava na cadeira de presidente da instituição e não titubeou em defender a democracia, autorizando as primeiras prisões dos golpistas.
O nome dele é Veneziano Vital do Rêgo, o cara que entrou para a história como a última linha de defesa do estado democrático de direito e em defesa do parlamento naquele dia.
Leia mais
Veneziano não ligou para o presidente Lula barganhando emendas em troca da reação que garantiria, junto com a reação dos outros personagens históricos daquela data, o mandato de quem foi escolhido pelo povo.
Filho de um legalista preso no regime militar, Vital do Rêgo, e neto de um ex-governador cassado pelo AI5, Pedro Gondim, a defesa intransigente da democracia circula nas veias de Veneziano e é inegociável.
Como deputado federal, Veneziano votou contra as reformas trabalhista e da previdência, mesmo o presidente sendo do MDB, Michel Temer.
No Senado, tem alinhamento natural com o pensamento progressista e sempre se posiciona ao lado das políticas públicas do presidente Lula, sendo o líder da maioria e comandando 11 senadores.
Veneziano foi contra a PEC da Blindagem e anistia para golpistas e, mesmo assim, goza do mais alto respeito dentre os senadores conservadores, a exemplo de Esperidião Amim, de Santa Catarina, e outros.
Amigo de Lula desde o tempo que era prefeito de Campina Grande, Veneziano nunca tergiversou e sempre esteve com a esquerda em todas as suas lutas, seja no poder, seja na oposição.
Aliás, se Veneziano quisesse se filiar ao PT hoje, teria o aval dos seus dirigentes e filiados, pois tem um mandato popular irretocável.
Sendo assim, ele tem a prevalência sobre qualquer um outro recém-chegado ou querendo se chegar, pois de fato é o senador de Lula na Paraíba, no Congresso e no Brasil.
Como não quer exclusividade e fica feliz com a mudança de hábitos de quem peregrinou e peregrina pelos caminhos tortuosos da política do toma lá dá cá, acha que o Presidente deve oferecer a outra face e aceitar como aliado quem ontem lhe crucificou.
Leia menos