O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a construção de uma liderança capaz de substituir o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), “não é simples” no atual cenário político. A declaração foi dada em entrevista ao programa Canal Livre, da Band.
Na entrevista, Edinho defendeu a reeleição de Lula para o quarto mandato nas eleições presidenciais de 2026. “Precisamos reeleger o presidente Lula para que a gente tenha segurança de um Brasil que seja conduzido com segurança diante da estabilidade política e econômica que estamos vivenciando. O risco é o Brasil ter retrocesso, vivenciar uma situação de autoritarismo e desmanche.”
Segundo Edinho, Lula concentra hoje um capital político relevante, o que dificulta a definição de um sucessor imediato dentro do campo democrático.
O dirigente ressaltou que a complexidade do cenário político e econômico amplia o desafio de formação de novas lideranças com capacidade de manter a mesma articulação e apoio.
“Evidente que uma liderança para substituir o presidente Lula não é simples, porque ele é hoje o maior líder político do mundo. Não é simples substituir o presidente Lula”, afirmou Edinho Silva.
O presidente do PT afirmou que novas lideranças tendem a surgir ao longo do tempo, desde que haja conexão com as demandas da sociedade.
Para ele, o processo de renovação política ocorre de forma gradual e depende da consolidação de projetos e agendas no País.
Não estava na agenda, mas acabei participando como palestrante do congresso estadual de vereadores, que está sendo realizado ao longo desta manhã, na cidade do frio, numa promoção da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP). Foi uma fala vapt-vupt a pedido presidente licenciado da UVP e presidente da Câmara Municipal de Gravatá, Léo do Ar (PP).
Existe uma coisa que o tempo ensina e que nenhuma pesquisa consegue medir: vivência. Vivência não se compra, não se herda e não se fabrica em gabinete climatizado. Vivência é construída nas vitórias, nas derrotas, nos acertos, nos erros e, principalmente, na capacidade de aprender quando o cenário parece contrário.
A maturidade política nasce exatamente daí. De entender que nenhum projeto cresce ouvindo apenas aplausos. Nenhuma liderança se fortalece cercada apenas por quem concorda com tudo. Política exige escuta, humildade, construção e inteligência coletiva.
Vi isso de perto quando muitos ainda não enxergavam. Quando Eduardo Campos não tinha sequer dois dígitos nas pesquisas, decidi caminhar ao seu lado. Fui chamado de louco, de dissidente (PTB), de homem sem rumo. Mas existia ali algo que muitos não conseguiam perceber: a capacidade de ouvir, de somar, de construir pontes e de compreender que política não se faz com arrogância.
Eduardo cresceu porque entendia o valor do coletivo. Sabia que ninguém governa sozinho e que decisões estratégicas não podem ficar restritas a duas ou três cabeças fechadas dentro de uma bolha. Pernambuco avançou porque existia diálogo, conselho político, debate e visão de futuro.
O problema de muitos projetos atuais é acreditar que força eleitoral substitui inteligência política. Não substitui. Pesquisa não ganha eleição sozinha. Marketing não sustenta projeto sem base. Vaidade não constrói unidade. E soberba sempre cobra um preço alto na política.
O momento que Pernambuco vive exige reflexão profunda. Exige maturidade. Exige ouvir quem conhece o interior, quem entende o sentimento das ruas, quem sabe interpretar o silêncio das bases e o desgaste que muitas vezes os palácios insistem em ignorar.
Não existe construção sólida quando tudo se concentra apenas numa visão metropolitana, fechada e distante da realidade do povo. Pernambuco é muito maior do que uma bolha política cercada de bajuladores. O Estado é plural, diverso e precisa ser pensado de forma ampla.
Quando o debate deixa de ser coletivo, o erro deixa de ser percebido a tempo. E quando ninguém mais pode contrariar o comando, o projeto começa lentamente a perder conexão com a realidade.
A história já ensinou isso várias vezes.
E continuará ensinando para quem insistir em não aprender.
*Ex-prefeito de Palmeirina e ex-presidente da CODEAM
Uma das autoras de um dos pedidos de CPMI do caso Master que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) guarda com o máximo de cuidado debaixo da sua cadeira, a deputada Heloisa Helena (Rede-RJ) criticou duramente para o Correio Político o que, na sua avaliação, não passa de “jogo de cena”.
Na semana passada, quando Alcolumbre, em sessão do Congresso, disse que não iria pautar a instalação da CPMI, suscitou um debate no qual se atacaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), um acusando o outro de envolvimento na crise do banco e cada um manifestando-se a favor da investigação. Para Heloisa Helena, pura encenação.
“Sinceramente, sinto desprezo pelo cínico jogo ensaiado”, disse Heloísa Helena. “Bilhões usurpados de aposentadorias e pensionistas, outros mais de bancos públicos no Fundo Garantidor de Crédito [FGC], impacto gigantesco nos orçamentos estaduais e municipais para tampar o roubo, que no final será pago pelos mais pobres”, continua. Para a deputada, haveria no ato de Alcolumbre de sentar em cima da CPMI uma encenação.
Alcolumbre não pauta, porque interessa a ele que a investigação não avance, e governo e oposição fazem seus discursos porque sabem da mesma forma que não vai avançar. Começando por Flávio Bolsonaro, tudo o que ele disse até agora mostra que ele não teria a menor condição de ir a uma CPMI e ali esclarecer o que de fato aconteceu com o dinheiro que pediu a Vorcaro. Ele fala de um “contrato com cláusula de confidencialidade”. Onde está o contrato? Não há mais sentido em manter confidencialidade. Primeiro, porque Vorcaro não honrou o contrato.
Segundo, porque o banqueiro está preso e constatada a origem ilegal do dinheiro. Do total de R$ 134 milhões que pediu, Flávio teria recebido efetivamente R$ 60 milhões. Se o senador tivesse de fato como mostrar que o dinheiro efetivamente foi para o financiamento de Dark Horse, a cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, já teria apresentado essas planilhas.
Se, assim, Flávio nada ganharia sentando-se na cadeira de uma CPMI, também nada ganharia o governo. Primeiro, porque nunca interessa a um governo uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Ela é um instrumento da minoria, e é por isso que pode ser instalada com um número número menor de apoio.
Mas o governo também teria o que explicar. E o PT. Começando pelo fato de ser o Credicesta a origem da maior parte dos consignados falsos que engordaram a carteira que o Banco Master vendeu para o BRB. O Credicesta pertencia ao governo da Bahia, do PT, que o vendeu a Augusto Lima, sócio de Vorcaro.
Poderá o PT e o governo da Bahia dizer que não sabia das intenções do Master de usar o Credicesta para fraudes. Mesmo assim, poderá ter problemas para explicar algumas coisas numa CPMI. Por exemplo: como se teve acesso aos dados dos professores da Bahia que tiveram em seus nomes os créditos?
Como era possível haver consignados falsos em nome dos professores da rede pública de ensino da Bahia sem o devido desconto do tal empréstimo todo mês na conta desses professores, se é assim que funciona um crédito consignado? Quem fazia vista grossa? Como se dava? O governo da Bahia teria como explicar isso numa CPMI?
Figuras ligadas ao PT e ao governo podem mesmo com tranquilidade explicar suas relações? O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski explicam tranquilos os contratos que tinham com o Master?E, então, Alcolumbre, com relação ao fundo do Amapá?
Assim, enquanto espera uma definição quanto à CPMI que pediu juntamente com a deputada Fernanda Melchiona (Psol-RS), Heloisa Helena desconfia das cobranças quanto à investigação. Nem governo. Nem oposição. Nem Centrão. Nem Legislativo. Nem Judiciário. É a impressionante rede de proteção do Master.
A primeira-dama de Petrolina, Alinne Durando, foi agraciada, ontem, com o Título de Cidadã Petrolinense e a Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan. A homenagem, proposta pelo vereador Marquinhos Amorim e subscrita pelos demais vereadores da Câmara Municipal, foi entregue durante sessão solene realizada na Casa Plínio Amorim, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à população petrolinense, especialmente nas áreas do voluntariado e da dignidade humana.
Natural do Crato, no Ceará, Alinne chegou a Petrolina ainda criança e construiu na cidade toda a sua trajetória pessoal, profissional e familiar. Desde 2022, à frente da coordenação voluntária do Transforma Petrolina, Alinne tem consolidado sua atuação social, com atenção especial às pessoas em situação de vulnerabilidade tanto na sede quanto no interior do município. “São 40 anos vivendo em Petrolina. Hoje recebo esse reconhecimento com muita gratidão no coração. Essa terra faz parte de quem eu sou e quando uma cidade entende a importância e a força da solidariedade, ela se transforma de dentro para fora”, declarou.
Surpreendido pela decisão do governo Trump de classificar PCC e Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não gostou da medida e pretende fazer uma defesa da soberania nacional. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Lula também avalia fazer um telefonema para conversar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o assunto. Auxiliares do presidente brasileiro entendem que Trump pode não ter participado diretamente da formulação da medida, e que a decisão foi influenciada pela ala mais radical do governo norte-americano.
Além disso, o Planalto quer articular uma cooperação com os Estados Unidos voltada ao combate ao crime organizado. De todo modo, o petista entende que a decisão representa que o governo americano pode ter tomado partido de Flávio Bolsonaro. O senador e pré-candidato à Presidência esteve na Casa Branca nesta semana e defendeu junto a Trump a adoção a medida.
Para a equipe de Lula, Trump deveria ter negociado ou pelo menos avisado o governo brasileiro antes que seu Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio, anunciasse a decisão. O Itamaraty e o Ministério da Justiça foram surpreendidos com a publicação.
A forma como a medida foi divulgada desagradou o presidente e foi avaliada como uma sinalização de que Trump pode tentar dar apoio a Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral.
As Eleições 2026 já começaram, ao menos politicamente. Em todas as regiões do país, é possível perceber a intensificação da movimentação de pré-candidatos, o aumento da presença nas redes sociais, a participação em eventos públicos, entrevistas, encontros políticos e a construção cada vez mais antecipada de posicionamentos eleitorais. Mas, em meio a esse cenário, permanece uma dúvida recorrente na cabeça dos pré-candidatos e dos eleitores: afinal, o que já pode e o que ainda não pode ser feito na pré-campanha?
A resposta exige cautela. A legislação eleitoral brasileira passou, nos últimos anos, por mudanças importantes que flexibilizaram atos de pré-campanha, especialmente após a Reforma Eleitoral introduzida pela Lei nº 13.165/2015. O objetivo foi permitir maior liberdade de manifestação política antes do período oficial de campanha, preservando, ao mesmo tempo, a igualdade de oportunidades entre os futuros candidatos.
Hoje, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), em seu artigo 36-A, admite expressamente diversas condutas que antes eram interpretadas como propaganda eleitoral antecipada. Isso significa que o pré-candidato pode, por exemplo, participar de entrevistas, debates, podcasts, encontros políticos, seminários e eventos partidários; pode divulgar posicionamentos políticos, qualidades pessoais, projetos e opiniões sobre temas de interesse público; pode conceder entrevistas à imprensa e manter intensa atividade nas redes sociais.
Também já é possível realizar impulsionamento de conteúdo na internet durante a pré-campanha, desde que respeitados os limites legais e que não haja pedido explícito de voto. Esse ponto merece destaque porque muitos ainda acreditam, equivocadamente, que qualquer divulgação patrocinada antes de agosto do ano eleitoral seria proibida.
A Justiça Eleitoral consolidou o entendimento de que a pré-campanha não precisa ser silenciosa. O debate político antecipado passou a ser compreendido como instrumento legítimo da democracia. Por isso, expressões como “estou preparado”, “quero representar Pernambuco”, “meu nome está à disposição”, “vamos construir esse projeto juntos” ou “o Brasil precisa mudar” normalmente são admitidas pela jurisprudência.
Por outro lado, há limites muito claros que continuam existindo e é justamente aí que muitos pré-candidatos acabam cometendo erros.
O principal deles é o pedido explícito de voto antes do período permitido. A legislação continua proibindo frases como “vote em mim”, “conto com seu voto”, “eleja”, “reeleja” ou qualquer mensagem que contenha solicitação direta e inequívoca de sufrágio.
Além disso, permanecem vedados atos que configurem campanha eleitoral antecipada mediante abuso econômico, uso indevido dos meios de comunicação ou desequilíbrio na disputa. A utilização ostensiva de estrutura pública, publicidade institucional disfarçada, contratação irregular de impulsionamento, uso de recursos não contabilizados ou promoção pessoal excessiva também podem gerar questionamentos judiciais.
Outro ponto sensível para 2026 será o uso da inteligência artificial. O crescimento de vídeos manipulados, deepfakes, montagens e conteúdos sintéticos já preocupa a Justiça Eleitoral. Embora o debate sobre IA ainda esteja em construção normativa, é evidente que a utilização de ferramentas tecnológicas para desinformação, manipulação da imagem de adversários ou disseminação de conteúdos falsos poderá resultar em graves consequências eleitorais.
As redes sociais continuarão sendo um dos principais campos de fiscalização. Curtidas, compartilhamentos, grupos de WhatsApp, vídeos patrocinados e postagens impulsionadas poderão servir como elementos de prova em futuras ações eleitorais. E é importante lembrar: muitas vezes, o ilícito não está apenas no conteúdo isolado, mas no contexto, na repetição, na estratégia e no potencial desequilibrador da conduta.
A pré-campanha moderna exige cada vez mais planejamento jurídico e comunicação responsável. Não basta apenas “estar nas redes”. É necessário compreender os limites da legislação, antecipar riscos e construir uma atuação estratégica que preserve a viabilidade futura da candidatura.
As Eleições 2026 serão, provavelmente, as mais digitais da história brasileira. E, nesse ambiente, quem souber equilibrar presença política, comunicação inteligente e segurança jurídica certamente largará na frente.
Corri meus 8 km diários, há pouco, em Triunfo, num friozinho de 17 graus, onde vim para cobrir o encontro da governadora Raquel Lyra (PSD) e do ex-prefeito João Campos (PSB) com os vereadores no congresso estadual. Mas João não vem mais. Alegou que perdeu o voo de Brasília para Recife porque se estendeu numa audiência com o presidente Lula (PT).
Após alegar que perdeu o voo, devido a reunião extensa que teve com o presidente Lula (PT), ontem, em Brasília, o ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB), cancelou a sua presença no congresso da União de Vereadores de Pernambuco (UVP), hoje, em Triunfo.
Em vídeo postado nas suas redes sociais, João afirmou que marcará uma nova ocasião para “conversar com os vereadores de Pernambuco”. A governadora Raquel Lyra (PSD) mantém a sua agenda e é aguardada no evento. Confira abaixo o vídeo publicado por João:
Justiça coloca em xeque pesquisas com irregularidades
As sucessivas decisões da Justiça Eleitoral suspendendo pesquisas em Pernambuco começam a produzir um efeito político e institucional que vai muito além da disputa entre candidatos: colocam sob forte desconfiança a credibilidade de levantamentos eleitorais marcados por indícios de irregularidades, inconsistências cadastrais e dúvidas sobre financiamento.
Depois da suspensão da pesquisa do instituto Veritá, em abril, a Justiça Eleitoral voltou a agir nesta semana ao determinar a retirada de circulação de um levantamento do Instituto Múltipla que colocava a governadora Raquel Lyra (PSD) na frente da disputa estadual. Na nova decisão, o TRE apontou “indícios relevantes de deficiência técnica” e inconsistências relacionadas à origem dos recursos usados para financiar a pesquisa, além de divergências sobre quem teria contratado efetivamente o levantamento.
O que chama atenção não é apenas o mérito de cada processo isoladamente, mas a repetição de problemas que deveriam ser elementares em qualquer pesquisa eleitoral séria: transparência sobre financiamento, regularidade cadastral, coerência metodológica e fidelidade das informações apresentadas à Justiça Eleitoral.
Quando esses requisitos deixam de ser observados, o debate democrático passa a conviver com uma contaminação perigosa: a utilização de números eleitorais como instrumento de influência política, e não como retrato técnico da opinião pública.
Pesquisas possuem enorme capacidade de interferência no ambiente eleitoral. Influenciam narrativas, movimentam alianças, impactam o comportamento do eleitor e ajudam a construir percepções de força ou fragilidade política.
Exatamente por isso, a legislação eleitoral brasileira estabelece regras rígidas para registro, metodologia e transparência dos levantamentos. As recentes decisões do TRE mostram que a Justiça Eleitoral tem elevado o rigor sobre esse tipo de controle.
E isso ocorre em um momento particularmente sensível, marcado pela antecipação do debate eleitoral e pelo aumento da disputa política em Pernambuco. O problema é que, a cada nova suspensão judicial, cresce também a percepção pública de que parte dessas pesquisas pode estar sendo utilizada mais como peça de guerra política e propaganda do que como instrumento técnico de informação.
O resultado disso é um desgaste para todo o sistema de pesquisas eleitorais, inclusive para os institutos sérios, que acabam atingidos pelo ambiente generalizado de desconfiança.
Mais do que beneficiar ou prejudicar determinado grupo político, decisões como essas reforçam um princípio essencial: pesquisa eleitoral não pode ser tratada como ferramenta de manipulação de expectativa ou fabricação artificial de cenários. Em democracia, números precisam ser sustentados por transparência, responsabilidade técnica e confiança pública.
JÁ GANHOU – Bastou uma pesquisa na qual Raquel aparece na frente de João pela primeira vez, como a do Datafolha de ontem, para os aliados da governadora mudarem o comportamento, até então de desconfiança em relação ao resultado da eleição. Passaram a cantar vitória antes do tempo com um tom de arrogância repugnante. O jogo, entretanto, ainda não deu o seu início.
A capital da aposta – A quatro meses das eleições, em Surubim, a capital da vaquejada, já há apostas sobre o resultado da eleição para governador e senador envolvendo tudo, de dinheiro até casa própria. Um leitor do blog contou que assistiu, ontem, a uma aposta, já casada e empenhada, no valor de R$ 1 milhão em espécie. Tem aposta também em dólar, em terrenos, carros, fazendas, cavalos de vaquejada e bois.
Operação em Jaboatão – Mandados de busca e apreensão foram cumpridos, ontem, contra o presidente da Câmara Municipal do Jaboatão dos Guararapes, Getúlio Belém (PL), e o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Ribeirão Clovis Paiva (ex-PP), durante uma operação da Polícia Civil do Ceará com apoio da Polícia Civil de Pernambuco. De acordo com o delegado de Polícia Civil do Ceará Ícaro Coelho, a operação busca possíveis ligações dos dois agentes políticos com um pernambucano apontado como mandante de um duplo homicídio ocorrido em abril de 2025, na Praia do Futuro, em Fortaleza.
Ninguém votou contra – No primeiro turno da votação da PEC da redução da jornada de trabalho 6-1, na Câmara dos Deputados, quarta-feira passada, todos os deputados da bancada de Pernambuco votaram a favor da proposta, que estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias, com dois de descanso. Mais tarde, na segunda votação, o deputado Eriberto Medeiros (PSB-PE) se ausentou. Os demais integrantes da bancada pernambucana mantiveram votos favoráveis à PEC.
Dudu da Fonte bem na foto – Pelos números da pesquisa Datafolha para o Senado, entre os nomes especulados para a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), o que melhor pontuou foi o do deputado Eduardo da Fonte, presidente estadual da federação Progressista. Ele aparece com 22%. Para quem nunca disputou uma eleição majoritária, uma largada e tanto. Dudu, como é mais conhecido, tem quase o triplo das intenções de Túlio Gadelha (PSD), nome praticamente já escolhido pela governadora para entrar na briga por uma das duas vagas ao Senado.
CURTAS
TERMÔMETRO 1 – Minha charmosa e aconchegante Triunfo vira o centro político do Estado por causa da presença, no congresso dos vereadores, dos dois principais candidatos a governador: Raquel Lyra (PSD), que disputa a reeleição, e João Campos (PSB).
TERMÔMETRO 2 – A organização do evento teve o cuidado de evitar um cara a cara de Raquel com João. Pela agenda, ficou acertado que o socialista fala primeiro, logo cedo, às 8h30, e a governadora depois, por volta das 11 horas. De qualquer forma, trata-se de um ambiente para medir o termômetro eleitoral.
PODCAST – O ex-governador do Rio, Moreira Franco (MDB), aceitou meu convite para ir ao podcast Direto de Brasília da próxima terça-feira para falar sobre seu livro trazendo os bastidores da transição e o processo de redemocratização no País. A obra foi lançada em São Paulo na última segunda-feira e terá uma noite de autógrafos também no Recife por iniciativa do presidente do MDB, Raul Henry.
Perguntar não ofende: Pesquisa influencia o eleitor?
O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, negou ter participado da degustação de uísque organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro em maio de 2024 em Nova York, que reuniu o então governador do Rio, Cláudio Castro (PL), e caciques do Centrão. Procurado pelo GLOBO, Rueda afirmou que “só passou na frente” do Carnegie Club, bar de luxo nas imediações do Central Park, em Manhattan, que recebeu o evento.
Rueda afirmou que o bar ficava próximo a seu hotel, e que a degustação não havia começado quando passou pelo local. Ele disse não saber quem participou do evento. As informações são do jornal O GLOBO.
— Só passei na frente, a caminho do hotel, onde participei remotamente de uma reunião da Executiva nacional do partido naquele dia — disse Rueda.
Rueda é considerado um dos responsáveis pela indicação da antiga diretoria do Rioprevidência, que fez aportes de cerca de R$ 3,7 bilhões em papéis e fundos ligados ao Banco Master, de Vorcaro, segundo a PF. O dirigente do União Brasil não foi alvo da operação da PF, na segunda-feira, que apura a atuação de Castro e de ex-dirigentes do instituto estadual nesses aportes.
Conforme noticiado pelo GLOBO, a degustação de uísque em maio de 2024 custou R$ 5 milhões e reuniu, além de Castro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados federais Hugo Motta (Republicanos-PB), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Doutor Luizinho (PP-RJ). O GLOBO apurou a lista de participantes com duas fontes que estavam presentes no Carnegie Club.
Procurados, os deputados não retornaram aos contatos. O espaço segue aberto. Ciro, o único que respondeu à reportagem, negou ter participado.
A presença dos parlamentares nos Estados Unidos consta nas informações prestadas ao portal da Câmara dos Deputados e em palestras na semana em que ocorreu o encontro reservado a dez pessoas, segundo mensagem de Vorcaro a Castro extraídas do celular do banqueiro pela Polícia Federal.
Castro, Ciro Nogueira e Marcos Pereira participaram de palestras naquela semana. Já Hugo Motta e Dr. Luizinho fizeram viagens oficiais aos Estados Unidos no mesmo período.
O Carnegie Club se define como “um dos lounges mais exclusivos de Nova York, com charuto requintado e whisky single malt”. O custo do evento foi de US$ 1 milhão, o equivalente a R$ 5,2 milhões, de acordo com a conversão feita pela PF. Naquele momento, os quatro deputados presentes eram cotados para suceder o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Motta acabou sendo o escolhido, em fevereiro do ano seguinte.
Ciro Nogueira, por sua vez, apresentou meses depois, em agosto de 2024, uma emenda a um projeto de lei que buscava aumentar o valor de investimentos financeiros cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O texto, que acabou não aprovado, ficou conhecido como “emenda Master”, já que beneficiaria o modelo de negócios do banco de Vorcaro.
— Eu não fui à degustação. Não tomo whiske (sic) puro — alegou Ciro Nogueira ao GLOBO.
No caso de Castro, a PF registra que, um dia depois da degustação milionária, o Rioprevidência aportou R$ 80 milhões em letras financeiras do Master. As mensagens de Vorcaro ao então governador classificam a degustação como um “evento pequeno”, “só homens”, restrito a dez pessoas, e Castro respondeu de forma sucinta: “Eu vou”.
A decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas está sendo explorada politicamente por Flávio Bolsonaro (PL), que tenta apresentar a medida como uma vitória de sua agenda de segurança pública e, ao mesmo tempo, constranger o governo Lula (PT), que tem posição contrária a esse tipo de enquadramento.
Mais bastidores: acompanhe o canal da Sadi no WhatsAppO anúncio foi feito um dia após o senador e pré-candidato se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo Flávio Bolsonaro, Rubio se mostrou favorável à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas. Tudo isso em meio ao escândalo revelado envolvendo as relações do senador com Daniel Vorcaro.
A avaliação no entorno de Flávio Bolsonaro é que o tema pode ajudar a desgastar o governo em uma área considerada sensível para a opinião pública: o combate ao crime organizado. A estratégia passa por pressionar o Planalto a se posicionar e transformar o debate em mais um embate político entre governo e oposição.
No governo brasileiro, porém, a leitura é diferente. Fontes do governo afirmam que a decisão americana já era esperada e estava “precificada” pela diplomacia brasileira. A avaliação é que a medida atende principalmente ao público interno dos Estados Unidos e à política de Donald Trump de endurecimento no combate ao narcotráfico.
Preocupação com interferência Nos bastidores da diplomacia, no entanto, há preocupação com os desdobramentos de longo prazo. Diplomatas brasileiros veem o movimento como um possível precedente para futuras tentativas de interferência em assuntos internos de países da região sob o argumento do combate ao terrorismo e ao crime organizado.
Segundo relatos obtidos pelo blog, integrantes da área diplomática acompanham com atenção os sinais emitidos por Washington e avaliam que esse tipo de classificação pode servir, no futuro, como justificativa para ampliar pressões ou ações externas. Embora não enxerguem qualquer risco imediato de intervenção, a preocupação é com a construção gradual de uma narrativa que permita esse tipo de argumento adiante.
Nesse contexto, a presença de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos e a tentativa de associar a decisão à pauta bolsonarista são vistas por integrantes do governo como um gesto político que funciona também como sinalização ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O Planalto, por sua vez, tenta evitar transformar o tema em confronto direto para não alimentar uma agenda considerada favorável à oposição.
Após a decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT passaram a afirmar que a medida representa mais uma ação do bolsonarismo contra os interesses do Brasil.
O discurso de que a família Bolsonaro atenta contra a soberania do Brasil deve ser usado para rebater a oposição, que tem usado a decisão como um ativo eleitoral contra o presidente Lula. As informações são da CNN.
Integrantes do governo lembram do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros no ano passado, após a articulação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do empresário Paulo Figueiredo na tentativa de frear o avanço do processo sobre a tentativa de golpe, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.
Entenda como designação dos EUA mira membros do PCC e CV e rede financeira
A designação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho), embora estivesse no radar do governo norte-americano há meses, pegou integrantes do Palácio do Planalto de surpresa poucos dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência, visitar a Casa Branca e se encontrar com o presidente Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio.
Até agora, o Palácio do Planalto e o Itamaraty não se manifestaram oficialmente sobre a decisão. Interlocutores do governo reconhecem a dificuldade de reagir publicamente sem parecer uma defesa das facções criminosas.
Membros do governo citam preocupação principalmente com impactos no sistema financeiro e no ambiente diplomático. Integrantes do governo afirmam que a classificação pode abrir espaço para sanções, restrições e questionamentos sobre operações envolvendo o país.
A classificação do PCC e do CV foi comemorada por integrantes da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Entre aliados do senador, a avaliação é que o gesto teve peso político maior do que teria uma eventual declaração explícita de apoio de Trump ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro na disputa presidencial.
EUA x PCC e CV: oposição parabeniza Flávio; base defende soberania nacional