A reeleição do presidente Lula (PT) para um quarto mandato é cristalina na visão do marqueteiro Edson Barbosa, o Edinho. Com a experiência de quem coordenou campanhas em diversos estados do Brasil, entre eles Pernambuco, e também em outros países, o profissional avalia que os nomes do campo oposicionista não terão êxito, pois não há “robustez” na sociedade para favorecer nomes como os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS).
“De um para um, não tem ninguém competitivo para encarar uma eleição contra Lula. E digo mais: não tem nenhum competitivo para encarar uma eleição contra Lula nem contra o Alckmin, que é o vice do Lula. O Lula é candidatíssimo à reeleição; seu campo de força está robusto e tende a crescer mais. Qual é o campo de força que vai dar sustentação a esse esfacelamento dos candidatos de direita?”, disparou Edinho, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Leia mais“Imagina o tamanho da briga dentro do União Brasil. Olha como fritaram o Ronaldo Caiado, pelos interesses do centrão. Olha a dificuldade do Eduardo de sair candidato a presidente. E o Tarcísio vai correr o risco de enfrentar um território minado desse, tendo uma possibilidade muito mais consistente de se reeleger governador de São Paulo e preparar-se com mais qualidade para disputar em 2030? Não creio. Então vai acabar rodando para enfrentar o Lula uma candidatura para cumprir tabela. É como eu vejo a preço de hoje. O que vai acontecer de fato nós sabemos, não somos futurólogos”, completou o marqueteiro.
Edinho ressaltou que o cenário atual é completamente diferente de 2018, quando Jair Bolsonaro (PL) chegou à Presidência da República. Mas reforçou que o lado petista ainda precisa de avanços na área da comunicação digital, um dos pontos responsáveis pela campanha do ex-presidente, que hoje está preso e inelegível, tendo lançado seu filho, Flávio Bolsonaro (PL), como candidato contra Lula.
“Nós ainda precisamos avançar muito e temos avançado na consciência da sociedade democrática a respeito do mundo digital, da necessidade de tratar as coisas no mundo virtual. Acho que o cenário de hoje não é o cenário de 2022, como o de 2022 não foi o cenário de 2018. Em 2018 foi um susto, uma coisa que derrubou não apenas o PT e o Lula. Os setores democráticos, mesmo os conservadores de direita, não contavam que fosse Bolsonaro, e deu Bolsonaro sobretudo por dominar de uma maneira, como os demais não se perceberam, o mundo digital, o mundo da tecnologia. Eu penso que a coisa hoje é outra, há muito mais equilíbrio no enfrentamento”, concluiu.
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