Do jornal O Globo
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fará em dia 17 agosto uma reunião com embaixadadores para explicar o funcionamento da urna eletrônica. Diplomatas dos Estados Unidos e de todos os países com representação no Brasil foram convidados.
Em nota, divulgada ontem (25), o TSE destacou que a urna eletrônica é um “patrimônio do povo brasileiro” e que será defendida pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, no encontro.
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A área internacional do Tribunal foi procurada pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar sobre visita de integrantes do governo americano, segundo o texto divulgado há pouco, mas a pauta não foi informada. A audiência não foi marcada devido ao recesso do Judiciário, informou o TSE.
A nota informa ainda que a Organização dos Estados Americanos (OEA), União Europeia, Parlasul, Carter Center, Uniore e ROJAE-CPLP já aceitaram compor a Missão de Observadores Eleitorais (MOEs) para acompanhar o pleito de outubro. A União Africana e a Liga Árabe também receberam convites.
Em 16 de junho, o presidente já havia se reunido com 25 embaixadores, quando explicou o funcionamento do sistema eletrônico de votação brasileiro.
Na última sexta-feira (24), o Itamaraty negou vistos de dois funcionários do governo americano que viriam ao Brasil com a justificativa oficial de discutir liberdade de expressão no contexto das eleições: Riley M. Barnes, secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel D. Samson, secretário-assistente adjunto do mesmo escritório, atuam no Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio.
A avaliação interna levou em consideração que o pedido de visto com esta finalidade ocorreu em um momento em que o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) questionou as urnas eletrônicas, inclusive em um evento com diplomatas. Observou-se haver, então, um risco de instrumentalização da visita em um contexto pré-eleitoral.
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