Por Paulo Silva Pinto Hamilton Ferrari Houldine Nascimento Gabriel Benevides
Do Poder360
O Brasil completa hoje 40 anos de democracia. É o maior período contínuo da história com eleições diretas para presidente, senadores, deputados, governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores.
Em 1988, o Congresso promulgou uma nova Constituição no país. Substituiu a que estava em vigor desde 1967, quando o Brasil vivia sob uma ditadura. Os governos autocráticos de presidentes militares duraram 21 anos, de 1964 a 1985. Houve várias fases, com diferenças nas restrições à liberdade de expressão e de participação política.
Em 40 anos, a partir de 1985, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil foi ultrapassado pelo da China e pelo da Índia. Os 3 países integravam o que se chamava de Terceiro Mundo nos anos 1970. Nos anos 1990, passou-se a usar o termo “emergentes” para designá-los. Atualmente, usa-se Sul Global.
O Brasil conseguiu superar a alta inflação que o primeiro governo civil herdou em 1985. O processo levou nove anos e sucessivos planos econômicos.
José Sarney (então no PMDB) tornou-se presidente em 15 de março de 1985. A inflação mensal havia sido 22% no mês anterior. Sarney tentou controlar a carestia por meio de congelamento de preços no Plano Cruzado em fevereiro de 1986. No início, a inflação caiu. Depois, voltou a subir.
O cruzeiro, moeda em fevereiro de 1986, foi trocado pelo cruzado, com o corte de 3 zeros da moeda anterior. Houve nova troca em janeiro de 1989 pelo cruzado novo, mais uma vez com a divisão da moeda anterior por 1.000. O governo de Sarney teve inflação acumulada de 1.516.073%.
O sucessor de Sarney, Fernando Collor (então no PRN) foi eleito em 1989 na primeira eleição pelo voto direto em 29 anos. Tomou posse em 15 de março de 1990. Naquele mês, a inflação foi de 82,4%. O novo governo decidiu limitar saques de contas bancárias e de Cadernetas de Poupança a apenas 50.000 cruzados novos (o equivalente na época a só US$ 1.300, pelo câmbio oficial, ou US$ 610, no mercado paralelo de dólar).
O dinheiro permaneceu inacessível por períodos variados a depender das empresas e pessoas que os detinham. Na prática, houve um confisco permanente de parte do dinheiro bloqueado. Quando começou a haver liberação, os recursos haviam perdido valor em relação aos preços de produtos e serviços.
Houve seis planos econômicos contra a inflação nos governos de Sarney e Collor. Todos fracassaram.
Só com o Plano Real, em 1994, durante o governo de Itamar Franco (1930-2011), sem partido na época, foi possível conter a inflação.
Fernando Henrique Cardoso (PSDB) planejou a nova moeda como ministro da Fazenda de Itamar. Candidatou-se a presidente em 1994. Venceu no primeiro turno por causa do sucesso do Plano Real.
A taxa acumulada nas três décadas seguintes foi de 730%. É muito para o padrão dos países desenvolvidos. Nos EUA, a inflação acumulada nesse período foi 112%. Mas, consideradas as altas taxas brasileiras na segunda metade de século 20, o período a partir do Real foi de significativa estabilidade.
O economista André Lara Resende, 73 anos, diz que houve demora excessiva para reduzir a inflação no Brasil. Ele participou do Cruzado, em 1986, e do Real, em 1994. Propôs, ainda no Cruzado, substituir a moeda por uma referência monetária indexada. A ideia foi recusada. No Real, foi aceita. Resultou na URV (Unidade Real de Valor), próxima à cotação do dólar na época. Depois, virou a nova moeda. Com isso, eliminou-se a inflação inercial.
Na avaliação de Lara Resende, o combate à inflação consumiu tempo e energia excessivos, que impediram atenção a outras obstáculos. “Imaginava-se, ou pelo menos eu imaginava, que a inflação era o grande fator impeditivo para que o Brasil pudesse enfrentar seus verdadeiros problemas, o atraso estrutural”, declarou.
Decepção com a economia
“O desempenho nesses 40 anos de redemocratização foi muito aquém do esperado, foi profundamente decepcionante”, afirma Lara Resende. Ele diz acreditar que o país precisa criar mecanismos para estabelecer investimentos de longo prazo com “um projeto de país, de infraestrutura, de educação”. Defende que esses planos de investimentos públicos sejam não-coincidentes com mandatos presidenciais.
O economista Maílson da Nóbrega, 82 anos, criticou a Constituição promulgada em outubro de 1988 por ser excessivamente estatizante e favorecer grupos de interesse. Maílson foi ministro da Fazenda de janeiro de 1988 a março de 1990, no governo de Sarney.
Na avaliação de Maílson, a Constituição teria sido diferente caso demorasse mais para ser feita porque o apoio à economia de mercado viria a crescer no Brasil e em outros países. “Por falta de sorte, [a Constituição foi promulgada] um ano antes da queda do muro de Berlim”, afirmou, referindo-se ao episódio de 9 novembro de 1989, que ficou marcado como o epítome dos fatos que resultaram no fim da Guerra Fria – e, por consequência, a preponderância do modelo de economia liberal e de mercado sobre o sistema de Estado grande e centralizador.
Maílson criticou também o regime militar. Disse que reformas relevantes no final dos anos 1960 resultaram no alto crescimento do início dos anos 1970. Mas os erros do período seguinte causaram a crise inflacionária do final da ditadura, que se intensificou depois da redemocratização. “Ditadura é sempre assim: no começo dá certo. Não tem oposição, o governo consegue fazer reformas estruturais. Mas o sistema não tem mecanismos de avaliação. Aumenta muito a taxa de erro”, afirmou.
Gastos públicos excessivos
O ex-ministro também avalia negativamente a falta de investimentos públicos por causa do aumento de outros gastos. “Os recursos do governo foram sendo carreados para programas sociais. O Brasil criou um sistema de bem-estar social semelhante ao de países ricos”, disse. Esse sistema consome R$ 397 bilhões por ano.
Outra crítica de Maílson é sobre o valor das emendas de congressistas ao Orçamento. “O grande desafio nos próximos anos é mobilizar o país em torno de reformas estruturais profundas que revertam a destruição do processo orçamentário. Nenhum país é viável se o governo central dispõe de apenas 4% dos gastos primários para definir prioridades porque 96% já estão determinados. [As emendas] são gastos paroquiais, [resultam em] má alocação de recursos”, disse.
Henrique Meirelles, 79 anos, que foi presidente do Banco Central de 2003 a 2010, nos dois primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e ministro da Fazenda de 2016 a 2018, no governo de Michel Temer (MDB), diz que o aumento de gastos públicos precisa ser controlado para que o governo tenha mais dinheiro para investir. “Quando há uma maior disciplina fiscal, o país tende a crescer mais e de uma forma mais sustentável”, afirmou.
Meirelles conseguiu em 2016 a aprovação pelo Congresso de uma emenda constitucional para impedir o aumento das despesas de custeio, o Teto de Gastos. Em 2023, o novo governo de Lula conseguiu a aprovação pelo Congresso de novas regras mais frouxas para limitar os gastos.
Infraestrutura
Investimentos públicos são essenciais para a melhora da infraestrutura, que resulta em redução nos custos para empresas e aumento da produtividade. A falta de investimentos no país em 40 anos resultou em limitação para o avanço das rodovias, por exemplo, um dos principais itens de transportes.
O país chegou a 66.520 km de rodovias pavimentadas em 2024 ante 46.455 km em 1985. A alta no período foi de 43,2%. O crescimento havia sido de 282,1% em 21 anos de regime militar (1964-1985).
Indústria
A participação da indústria brasileira no PIB (Produto Interno Bruto) recuou 23 pontos percentuais de 1985 até 2024. O peso dessa atividade na economia do país foi de 48% do PIB para 25% no período.
Maílson da Nóbrega entende que a Constituição de 1988 causou aumento de custos. “Destruiu o sistema tributário de consumo com a autorização dos Estados e municípios para fazer as próprias normas tributárias. É uma bagunça que custou muito o país nesses 40 anos. Isso começou a ser consertado com a reforma tributária”, afirma.
José Ronaldo de Souza, economista-chefe da Leme Consultores, afirma que a indústria do país se tornou menos eficiente em termos comparativos. “A produção foi para os locais com custo mais competitivos, de baixo custo em produtos que são intensivos em mão-de-obra e de alta tecnologia para produtos mais sofisticados”.
Exportações
A fatia brasileira nas exportações globais teve alta de 12% desde 1985. A fatia das exportações da China cresceu 920% no período. A maior parte do crescimento da participação brasileira no comércio internacional é resultado da alta demanda chinesa por produtos do agronegócio brasileiro. Em 50 anos de relações diplomáticas, de 1974 a 2024, a China passou da 38ª posição para a 1ª posição no comércio exterior do Brasil. É o maior comprador e o maior destino de importações brasileiras.
Renegade ganha interior novo e motor híbrido. E ficou mais barato
O Jeep Renegade, que mexeu com o segmento de SUVs no Brasil, evoluiu e ganhou uma nova geração cheia de novidades. Ela traz nessa nova geração um interior e design externo novos e estreia a tecnologia híbrido leve (ou MHEV) de 48V da Stellantis — que usa o motor elétrico para auxiliar em arrancadas, reduzir o consumo e emissões, e gerenciar sistemas internos. O modelo ultrapassou a marca de 700 mil unidades produzidas no Brasil desde 2015, sendo também um recordista de vendas por aqui, com mais de 580 mil emplacamentos.
As versões Altitude, Longitude, Sahara e Willys (4×4) receberam um interior completamente renovado, mais moderno e sofisticado, com novos conteúdos. As novas configurações apresentam novo multimídia 10,1” — ágil, ampla e moderna, com maior resolução de imagem — quadro de instrumentos 7” digital, além de novos acabamentos de bancos, manopla de câmbio, banco elétrico do motorista (nas versões Sahara e Willys) e novo console central com saída de ar traseira.
O novo Jeep Renegade oferece diversos itens de tecnologia e segurança em todas as versões. Desde a de entrada, o novo Renegade conta com seis airbags e possui tecnologias de condução semi autônoma (Adas), como frenagem de emergência, aviso e assistente de mudança de faixa, além de detector de fadiga. Ele tem redução de até R$ 18 mil na versão Altitude, disponível por R$ 130 mil em um lote de lançamento limitado a 3 mil unidades. Na versão Longitude, R$ 158.690 (redução de R$ 7 mil em relação a gama atual). Nas versões Sahara e Willys, a Jeep oferece ainda mais itens de série, mantendo o mesmo preço da gama atual: a primeira por R$ 176 mil; a segunda, a Willys, por R$ 189.490.
Híbrido MHEV – As versões Longitude e Sahara estreiam o sistema híbrido MHEV de 48V aplicado ao motor 1.3 turboflex, de 176 cv. A tecnologia proporciona um torque imediato ao condutor, reduz em cerca de 7% o consumo de combustível no ciclo urbano e em 8% as emissões de CO₂. O consumo dessas motorizações chega a 11,9 km/l (gasolina) e 8,3 km/l (etanol) no ciclo urbano; e a 11,8 km/l (gasolina) e 8,6 km/l (etanol) na estrada. E, melhor: em lugares como o Distrito Federal e São Paulo não paga o IPVA (neste último, proporciona também a isenção do rodízio na capital). O sistema híbrido fornece energia mecânica e elétrica, operando paralelamente ao sistema elétrico convencional do veículo. Uma gestão eletrônica controla a operação entre os modos de condução, otimizando eficiência, economia e disponibilidade de torque visando a dirigibilidade.
Novo design – Com novas grades frontais, que destacam as tradicionais sete fendas, seguindo as novas linhas de design da Jeep. O pacote de mudanças externas é acompanhado por novos para-choques dianteiro e traseiro com ângulo de entrada de um off-road — além das novas máscaras DRL e design de rodas de liga leve (17” e 18”). Internamente, o modelo está totalmente renovado, com painel que adota materiais mais refinados. Todas as versões trazem multimídia de 10.1″, ar-condicionado digital dual zone, partida por botão, novo console central elevado com mais espaço, carregador de telefone por indução com refrigeração, saída de ar traseira e nova manopla de câmbio. O quadro de instrumentos 100% digital também passa a ser item de série em todas as versões. Já a Sahara e a Willys, oferecem ainda mais conforto com banco do motorista com ajuste elétrico. Cada versão do Renegade também recebeu personalizações estéticas individuais. A Willys conta com novo revestimento com tecido militar green, com aplique 3D e aspecto emborrachado. Já a versão Sahara tem como destaque o tecido Sand Beige, com accents laranjas, enquanto a versão Longitude traz revestimentos de vinil preto. Por sua vez, a versão Altitude tem detalhes em tecido Mountain Grey e accents azuis.
Único 4×4 entre os compactos – Para quem busca enfrentar terrenos mais exigentes, o sistema 4×4 do novo Renegade Willys conta com desconexão total do eixo traseiro para otimizar a eficiência de combustível, além de engates imediatos quando a tração integral é necessária — como em situações de chuva e baixa aderência. O seletor de terrenos oferece cinco modos de condução: Auto, Snow, Sand, Mud e Rock. O Willys também é o único do segmento a ofertar câmbio automático de 9 velocidades e funções 4WD Low, que privilegia relações mais curtas do câmbio automático, 4WD Lock, que bloqueia o diferencial traseiro, e Hill Descent Control, capaz de manter automaticamente a velocidade do veículo mesmo em descidas íngremes.
Conectividade e segurança – As versões Sahara e Willys, possuem nova central, que vem embarcada com Adventure Intelligence com Alexa integrada. A ferramenta aprimora o nível de informações, possibilitando ao motorista consultar, de sua casa, o nível de combustível do veículo por meio do comando de voz, por exemplo. Entre as vantagens do Adventure Intelligence estão o app exclusivo, chamada automática de emergência, assistência mecânica 24h, central de serviços conectados, chamada de emergência, alerta de furto e assistente à recuperação veicular e agendamento online. Também traz alertas de condução, extensão smartwatch, assistente virtual, localização do veículo no app, operações remotas, mapa de alcance dinâmico, atualização remota do mapa, busca por ponto de interesse, navegação sem interrupções, tráfego e radares em tempo real e visual 3D. O novo Renegade conta com garantia de 5 anos, que está alinhada com a assistência 24h em todo território nacional. E também oferece uma lista de acessórios caprichada, com mais de 20 itens disponíveis — como barras de teto transversais e longitudinais, estribo lateral, soleira iluminada e tapete de bordas elevadas etc.
Altitude – Lote de lançamento de 3.000 unidades por R$ 130 mil
• Novo – Central multimídia de 10,1”
• Novo – Saídas de ar traseiras
• Novo – Novo console central
• Novo -Novo design das rodas de liga leve 17”
Longitude – R$ 158.690
• Novo -Tecnologia MHEV de 48V da Stellantis
• Novo – Central multimídia de 10,1”
• Novo – Novo design das rodas de liga leve 18”
• Novo – Saídas de ar traseiras
• Novo – Novo console central
Sahara – R$ 175.990
• Novo -Tecnologia MHEV de 48V da Stellantis
• Novo – Central multimídia de 10,1”
• Novo – Adventure Intelligence com Alexa
• Novo – Banco elétrico do motorista
• Novo – Saídas de ar traseiras
• Novo – Novo console central
• Novo – Nova manopla
• Novo – Novo design de rodas de liga leve 18”
Willys – R$ 189.490
• Novo – Central multimídia de 10,1”
• Novo – Adventure Intelligence com Alexa
• Novo – Banco elétrico do motorista
• Novo – Saídas de ar traseiras
• Novo – Novo design das rodas de liga leve 17”
As novidades das Ram 2500 e 3500 – As picapes Ram 2500 e 3500, que integram a linha Heavy Duty, recebem novidades para a linha 2026. As melhorias complementam os avanços apresentados na nova geração, lançada em 2025, para ampliar ainda mais a participação em um segmento que lideram e se consolidaram com folga como as picapes a diesel mais potentes à venda no mercado brasileiro. A 2500 tem como novidade o aumento da capacidade de carga, que sobe para 1.287 quilos, um aumento de mais de 280 quilos em relação ao modelo anterior. Tanto a 2500 quanto a 3500 são equipadas com o motor Cummins 6.7 turbodiesel de 436cv de potência e 148,7kgfm de torque, que as mantém como as picapes a diesel mais potentes à venda no mercado, sempre acoplado à nova uma transmissão automática de 8 marchas.
A dupla também segue com a maior capacidade de reboque entre as picapes disponíveis no Brasil, com a 2500 podendo rebocar até 8.948 quilos, enquanto a 3500 é a campeã nesse quesito, rebocando até 9.079 quilos. Internamente, a linha Heavy Duty apresenta conforto, luxo e tecnologia, com a 3500 Limited Longhorn sendo a picape que representa o topo de toda a gama da Ram à venda no Brasil, com bancos de couro com design exclusivo, uso de madeira legítima e filigranas distribuídos por toda a cabine – além do retrovisor digital 3.0, que pode projetar mais de um ponto de vista para ampliar ainda mais a visibilidade para o condutor quando a picape está rebocando um trailer ou implemento.
A linha 2026 das novas Ram 2500 e 3500 chega aos concessionários da marca no início de abril.
Haval H9 bate recorde e supera o Toyota SW4 – A GWM alcançou dois marcos históricos no Brasil com o resultado de vendas em março. A marca chinesa emplacou 6.598 veículos no mês, o melhor resultado desde o início de suas operações no país, em abril de 2023. Assim, fechou o trimestre com vendas acumuladas de 15.903 unidades, o que representa um crescimento de 137,7% sobre o ano anterior. Como base de comparação, o mercado total cresceu 15,1% no mesmo período. Já em relação ao mesmo mês de 2025, o aumento foi de 215%. O desempenho também se reflete no ranking geral: a GWM conquistou a 12ª posição entre as montadoras no ranking mensal de vendas de março, superando marcas reconhecidas como Ford, Citroën, Ram, Mitsubishi e Peugeot.
O avanço é significativo se comparado a março do ano passado, quando a empresa ocupava a 14ª colocação. A segunda conquista foi o desempenho do Haval H9: o SUV grande alcançou a liderança no segmento em março, com 1.170 emplacamentos, recorde para o modelo. Foram 54 unidades a mais que o Toyota SW4 (1.116 unidades) – que, historicamente, dominava a categoria há anos. Além disso, a GWM emplacou três modelos entre os cinco mais vendidos desta categoria: além do Haval H9 na primeira posição, o Tank 300 ocupa o terceiro lugar da lista, com 906 unidades, enquanto o Wey 07 fecha o top 5 na quinta colocação, emplacando 216 carros.
Ambos também conquistam os recordes mensais de vendas desde que chegaram ao mercado brasileiro. Outro destaque é o desempenho do Haval H6, que manteve a liderança entre todos os veículos híbridos vendidos no Brasil. O modelo encabeça o ranking com 3.317 unidades, seguido por BYD Song Pro (1.987) e Fiat Fastback (1.820), consolidando a GWM como referência em eletrificação no país. Além disso, a picape média Poer P30 estreou no top 5 da categoria, com 677 emplacamentos. Também com seis meses de mercado, a caminhonete da GWM já ultrapassa rivais de peso do segmento, como Fiat Titano (581), Ram Dakota (378), Nissan Frontier (306) e Volkswagen Amarok (123).
Haval H6 tem a menor desvalorização entre SUVs híbridos – O GWM Haval H6 demonstrou melhor valor de revenda frente a concorrentes como Toyota Corolla Cross, BYD Song Plus e Caoa Chery Tiggo 8 PHEV, de acordo com levantamento da revista online Motor Show. A pesquisa mostra que a guerra de preços no segmento tem pressionado a revenda de modelos híbridos, tornando a escolha por veículos com menor desvalorização um diferencial na decisão de compra do consumidor. Na versão HEV, o Haval H6 apresentou índice de desvalorização de somente 16,7% em três anos — menor até que a desvalorização de alguns SUVs a combustão em apenas um ano.
Lançado em 2023, o SUV híbrido já reúne uma lista de atributos como tecnologia avançada, segurança e eficiência energética, e agora tem também o melhor valor de revenda da categoria após três anos de uso. No estudo, que utiliza como base a tabela Fipe — referência na pesquisa de preços do mercado automotivo —, o Toyota Corolla Cross XRX Hybrid teve desvalorização de 18,7% em três anos, enquanto BYD Song Plus e Caoa Chery Tiggo 8 registraram perdas próximas a 40%. Mesmo no caso do Jeep Compass S, um dos principais representantes no segmento de SUVs médios com motor a combustão, a desvalorização é maior que a do SUV da GWM: acima de 30% em três anos de uso.
GR Yaris vende primeiro lote antes da estreia – O novo GR Yaris chegou oficialmente ao Brasil no início deste mês. Mas já garantiu notícia favorável: o sucesso do período de pré-vendas registrou vendas de 100% do primeiro lote (correspondente a metade das unidades previstas para o ano de 2026). Disponível em duas versões — sendo 99 unidades com câmbio manual e outras 99 com transmissão automática —, o hot hatch é oferecido em preço único de R$ 354.990. Os primeiros proprietários receberão seus veículos a partir de abril e serão contemplados com uma imersão no Autódromo Velocittà que inclui clínica de pilotagem e experiência de rally com um GR Yaris de competição.
O modelo é oferecido com teto em fibra de carbono aparente, rodas de liga leve forjadas de 18 polegadas escurecidas e identificadas por uma placa comemorativa numerada no console central para a série inicial. Com DNA direto das pistas de rali, o GR Yaris foi projetado sem concessões. As entradas de ar nos para-choques e nos paralamas melhoram a refrigeração e a aerodinâmica em uso extremo. Já os paralamas alargados acomodam as rodas forjadas e um sistema de freios de alta performance com discos ventilados, solução típica de carros de competição. Na traseira, as saídas de ar funcionais reduzem resistência aerodinâmica e aumentam estabilidade e dissipação térmica.
Por sua vez, as luzes de neblina e ré foram posicionadas junto à lanterna para reduzir os riscos durante o uso esportivo, enquanto o aerofólio foi redesenhado para facilitar a substituição ou customizações. Construído sobre uma estrutura exclusiva da Gazzo Racing, o GR Yaris pesa apenas 1.305 kg (manual) e 1.325 kg (automático). O GR Yaris vem equipado com motor 1.6 turbo de três cilindros capaz de entregar impressionantes 304 cv e 40,8 kgfm de torque.
Para isso, o propulsor conta com pistões reforçados, injeção direta de combustível D‑4ST com pressão elevadas para 260 bar, radiador de óleo com sistema de refrigeração aperfeiçoado e um exclusivo pulverizador de água para o controle de temperatura do intercooler em situações de exigência extrema. Por sua vez, o sistema de tração integral GR-Four, a mesma do GR Corolla, utiliza três diferenciais (central e dois Torsen de deslizamento limitada) e oferece modos Normal (60:40), Gravel (53:47) e Track (que varia entre 60:40 e 30:70) uma tecnologia herdada do rali, onde a Gazoo Racing é campeã mundial há cinco anos consecutivos.
Purismo em duas configurações – Além do câmbio manual de seis marchas com engates curtos, o GR Yaris estreia no Brasil a transmissão automática GR-DAT (Direct Automatic Transmission) de 8 marchas, desenvolvida para entregar respostas extremamente rápidas e que traz uma operação invertida no modo manual, seguindo padrões de competição: empurrando a alavanca para reduções e puxando para “subir” marchas. Toda a cabine do novo GR Yaris é exclusiva e segue o conceito driver-first, colocando a experiência do motorista como prioridade máxima.
Por isso, o console central é inclinado em 15° e, também, há espaço para instalação de mostradores adicionais à frente do copiloto, uma referência clara aos carros de rali. O painel digital de 12,3” oferece modos Normal e Esportivo, sendo o segundo mais minimalista e focado em informações de performance. Nas versões automáticas, há exibição dedicada para temperatura da transmissão e alertas para trocas de marchas. Para uma postura de pilotagem mais fiel à dos carros de competição, o painel foi rebaixado em 50 mm, o retrovisor reposicionado, e os bancos dianteiros foram rebaixados em 25 mm, para aprimorar ergonomia e garantir um feeling mais purista.
Comodidade e segurança – Para garantir a maior comodidade, o hot hatch é equipado com ar-condicionado digital de duas zonas de temperatura, chave presencial Smart Entry com partida por botão, além de um robusto pacote de segurança com oito airbags (dois frontais, dois laterais e quatro de cortina) e o Toyota Safety Sense com:
• Sistema de Saída de Faixa (LTA): o sistema entra automaticamente em ação e avisa o motorista com um sinal sonoro ou vibração no volante, para corrigir o curso sempre que ultrapassar as marcações da pista.
• Sistema de Mudança de Faixa (LDA): o sistema entra automaticamente em ação para auxiliar o motorista no processo de mudança de faixa, monitorando aproximação de carros, para prevenir potenciais colisões.
• Sistema de Colisão Frontal (PCS): suporte na prevenção de colisão e danos por meio de alertas sonoros. Se necessário, ativa automaticamente o sistema de frenagem (acima de 20 km/h).
• Farol Alto com comutação automática (AHB): acende e apaga o farol alto para evitar o ofuscamento do motorista à frente e na mão contrária, o que ajuda a garantir a visibilidade ideal durante a condução noturna.
• Controle de Velocidade de Cruzeiro Adaptativo (ACC): o sistema mantém uma distância constante e segura em relação ao veículo da frente, ajustando automaticamente a velocidade, de acordo com o tráfego (para todas as velocidades na versão automática e acima dos 40 km/h no manual).
• Alerta de Ponto Cego (BSM): monitor de ponto cego que identifica automóveis fora do campo de visão do motorista e emite alertas por meio de aviso no retrovisor externo do veículo.
• Suporte à frenagem de estacionamento: A versão manual conta com dispositivo de Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTA), que emite um aviso sonoro para informar o motorista sobre a presença de tráfego na traseira do veículo. Já a versão automática oferece o Suporte à Frenagem de Estacionamento (PKSB), que além do alerta sonoro, pode atuar com frenagem automática em velocidades de até 20 km/h. Também há controles de tração e de estabilidade com assistência ao arranque em subida (HAC), sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, sistema para fixação de cadeira infantil Isofix, retrovisores com rebatimento elétrico e câmera de ré completam o pacote de comodidades.
Carros automáticos na preferência do consumidor – Cada vez vemos mais carros automáticos no mercado. E, se você ainda é do time que não abre mão de “trocar marchas no braço”, saiba que faz parte de uma resistência cada vez menor. Um levantamento recente da Webmotors revela que o interesse do brasileiro pelo câmbio automático atropelou de vez o manual: foram 427 mil buscas contra apenas 45 mil no último ano. O dado não surpreende quem acompanha o mercado.
Hoje, encontrar um carro 0km com três pedais acima dos R$ 120 mil é raridade — a oferta ficou restrita aos modelos de entrada (os famosos “populares”) ou versões de trabalho. Cerca de 60% dos modelos novos vendidos não têm o terceiro pedal. Curiosamente, a pesquisa apontou um dado que parece contraditório: entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, as buscas por carros manuais cresceram 52%, superando os 22% de alta dos carros automáticos no mesmo período. O motivo? Provavelmente o bolso. Com os preços dos carros novos e usados nas alturas, muita gente voltou a procurar modelos manuais pelo custo de aquisição mais baixo e pela manutenção teoricamente mais simples e barata. É o mercado de usados reagindo à realidade financeira do país.
Automático x manual: o que você precisa saber – Apesar da popularidade, muita gente ainda chega ao Google com dúvidas básicas. Se você está pensando em migrar de sistema, aqui vai o “beabá” técnico:
A grande diferença: nos automáticos, o conversor de torque ou a dupla embreagem fazem o trabalho sujo por você. Esqueça o pedal da esquerda; o foco é total no freio e acelerador. No manual, você é o “cérebro” da transmissão, controlando o acoplamento do motor via embreagem.
Como operar: nos carros automáticos, a regra de ouro é: pé esquerdo morto no descanso. Use apenas o direito para o freio e o acelerador. As posições são padrão: P (estacionar), R (ré), N (neutro) e D (drive/andar).
A hora da partida: para ligar carros automáticos, o pé tem que estar no freio e a alavanca em P ou N. No manual, por segurança e para poupar o motor de partida, sempre pise na embreagem até o fim antes de girar a chave, mesmo que esteja em ponto morto.
Cobertura contra terceiros: conheça as cláusulas pouco ‘conhecidas’ – Contratar cobertura contra danos a terceiros é uma das principais formas de proteção para motoristas que desejam evitar prejuízos financeiros em caso de acidentes. No entanto, apesar de amplamente comercializada por seguradoras e associações de proteção veicular, essa cobertura nem sempre garante amparo em todas as situações, o que ainda é desconhecido por grande parte dos consumidores. Conhecida tecnicamente como Responsabilidade Civil Facultativa (RCF), a cobertura tem como objetivo proteger o condutor quando ele causa danos materiais a terceiros, como veículos, imóveis ou estruturas urbanas.
Falta de clareza – O serviço permite a escolha de limites de indenização, que podem variar de valores mais baixos até cifras milionárias, dependendo do plano contratado. Ainda assim, a falta de clareza na comunicação durante a contratação pode gerar interpretações equivocadas sobre o alcance da proteção.
Além disso, a nomenclatura técnica e as diferenças entre seguros tradicionais e proteção veicular contribuem para a desinformação. Muitos consumidores acreditam estar totalmente amparados, sem conhecer detalhes importantes presentes em apólices e regulamentos. “O principal problema é que as pessoas acreditam estar cobertas para qualquer situação envolvendo terceiros, quando, na prática, existem regras e limites que precisam ser compreendidos antes da contratação”, afirma Hugo Jordão, especialista em proteção veicular e presidente da Atos Proteção Veicular.
O que realmente está incluído – A cobertura de danos a terceiros é acionada quando o condutor é responsável por prejuízos causados a outra pessoa, incluindo danos materiais a veículos, muros, portões, postes ou outros bens. Nesses casos, a seguradora ou associação assume os custos dentro do limite contratado, reduzindo o impacto financeiro para o motorista. Apesar disso, é importante destacar que essa cobertura está restrita a danos de natureza civil.
Ou seja, não contempla situações de caráter criminal, o que limita o escopo de atuação da seguradora. Essa distinção, embora essencial, raramente é explicada de forma clara ao consumidor no momento da adesão. Outro ponto relevante é que a cobertura é facultativa, ou seja, não é obrigatória e pode ser personalizada conforme a necessidade do usuário. “A responsabilidade civil facultativa oferece uma proteção importante, mas o consumidor precisa entender exatamente o que está contratando e quais são os limites dessa cobertura”, explica Jordão.
Cláusulas de exclusão – Um dos pontos mais críticos — e menos conhecidos — da cobertura contra terceiros está nas cláusulas de exclusão, especialmente aquelas relacionadas ao grau de parentesco entre os envolvidos no acidente. Em muitos contratos, danos causados a parentes de primeiro grau, como filhos, cônjuges ou pais, não são cobertos. Essa condição pode gerar surpresa em situações comuns do dia a dia, como acidentes dentro da própria residência ou entre veículos da mesma família. Mesmo sendo um cenário plausível, a negativa de cobertura ocorre com base em cláusulas previstas em regulamentos e condições gerais.
Por isso, o especialista recomenda a leitura detalhada da apólice ou do termo de adesão, além da consulta direta com corretores ou consultores. “Antes de confiar plenamente na cobertura, é fundamental verificar se existem exclusões específicas, principalmente em relação a familiares. Essa informação pode evitar transtornos e prejuízos significativos no futuro”, alerta Hugo.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), publicou neste sábado (4) um vídeo nas redes sociais após a repercussão de imagens que mostram o momento em que retira uma corrente do pescoço antes de um evento público. “É lamentável que tentem desvirtuar uma coisa que tem um valor simbólico tão grande para mim, para querer fazer uso distorcido político”, inicia.
“Eu uso uma correntinha, tem várias medalhinhas aqui, tem inclusive medalhinha que era do meu pai, que foi encontrada depois do acidente dele, as únicas coisas que a gente encontrou intactas foram cinco medalhinhas, ficou uma com cada filho, e eu uso isso aqui o tempo todo. Quando eu vou fazer gravação interna ou externa, eu tiro porque a gente bota um microfonezinho aqui de lapela e fica fazendo esse barulho aqui, se não tirar a correntinha, e atrapalha a gravação.”
Segundo João Campos, a retirada da corrente ocorre exclusivamente para evitar ruídos no microfone durante as filmagens. “Eu uso sempre, sempre que vou fazer a gravação, eu tiro para não fazer barulho no microfone, se não fica tipo um chocalho no microfone. Aqui a proteção é muita”, finalizou.
A Bancada Feminista do Psol protocolou um requerimento de cassação do mandato do deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil) por quebra de decoro. O documento foi entregue ao Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Motivada por processo do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), que investiga o parlamentar por constantes coações para que ex-namorada fizesse um aborto, a ação foi revelada pelo Brasil de Fato em reportagem exclusiva.
Zacarias teria cometido ameaças e abusos psicológicos contra a vítima. O pedido das parlamentares ressalta que “as tentativas reiteradas do deputado de forçar um aborto, combinadas com o profundo abalo à saúde mental da mulher, exigem punição rigorosa”.
Pelo Código de Ética, caso a cassação não ocorra, estão previstas penas que vão desde advertência ou censura até a suspensão temporária de funções dele no cargo. “As informações que constam no boletim de ocorrência e no processo em que o deputado Guto Zacarias é réu são muito graves”, afirma a deputada Paula Nunes (Psol).
Segundo ela, as acusações contra Guto Zacarias correspondem a crimes previstos na Lei Maria da Penha. “Isso já é o suficiente para apresentarmos um pedido de cassação contra ele. Não pode ser que a Assembleia Legislativa siga sendo palco ou siga chancelando casos de violência contra as mulheres”, completou a deputada.
Após ter publicado um vídeo nas redes sociais ao lado de sua ex-namorada negando a acusação, e de áudios com argumentação pró-aborto atribuídos a ele serem divulgados, Zacarias disse em nova publicação, neste sábado: “Não vou mentir para vocês, nós discutimos, sim, a hipótese absurda de interromper a gravidez”.
“Ao descobrir que seríamos pais tão jovens […], nós discutimos essa hipótese absurda […], mas poucas horas depois desistimos desse pensamento pecador. Isso nunca evoluiu, nunca foi pra frente. Eu nunca forcei a Giovana a nada”, afirmou o deputado.
Procurado pelo Brasil de Fato, Zacarias não respondeu até a publicação desta matéria.
Entenda o caso
O Ministério Público apresentou uma denúncia formal contra o ativista do MBL em julho de 2025, enquadrando o caso na Lei Maria da Penha. Segundo o inquérito, o político teria pressionado sua ex-namorada a interromper uma gestação, iniciada no primeiro semestre de 2024, após o fim do relacionamento
Zacarias teria contatado a jovem frequentemente sugerindo métodos de “sucção” e procedimentos clandestinos para interrupção da gravidez. Os autos destacam ainda que postura contínua de chantagem emocional e manipulação causou quadros severos de pânico à vítima.
Temendo represálias, ela registrou um boletim de ocorrência solicitando medidas protetivas de urgência para si e para a filha, alegando ainda abandono financeiro. Guto Zacarias nega as acusações.
Em vídeos nas redes sociais, ele afirma que sofre ataques de caráter eleitoral e diz não ter forçado a ex-companheira a tomar qualquer atitude. Após a publicação da reportagem, a ex-companheira do deputado procurou o Brasil de Fato e afirmou que pediu arquivamento do processo.
“Guto jamais tentou me forçar a nada. Houve uma briga, houve instabilidade, atravessamos um período difícil e, orientada por um advogado, com quem hoje já não atuo, agi por impulso”, disse.
No entanto, como o Ministério Público é o autor da ação, e a jovem é apresentada como vítima, somente o órgão pode requerer o arquivamento.
“Esse não é o primeiro caso de um deputado que é acusado e enquadrado na Lei Maria da Penha e nós torcemos muito para que seja o último. E para isso a assembleia precisa dar uma resposta contundente diante dos fatos que já existem, que são áudios, que são depoimentos, entre outros fatores corroborados no processo judicial”, ressalta a deputada Paula Nunes.
Ela pontua ainda que a Alesp precisa dar uma resposta contundente sobre situação de denúncias contra deputados envolvidos em situações de violência contra as mulheres.
Eleito deputado estadual em 2022, pelo União Brasil (UB), com 152 mil votos, Zacarias é neto de José Benedito Correia Leite, jornalista e importante intelectual que fundou a Frente Negra Brasileira em 1931.
Até o início deste ano, era vice-líder do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Presidiu a Frente Parlamentar em Apoio à Privatização da Sabesp.
Após o primeiro mandato na Alesp, Zacarias anunciou que é pré-candidato a deputado federal pelo Missão, partido fundado pelo MBL, nas eleições de 2026.
Em princípio, devemos partir de que os juros representam o custo do dinheiro emprestado. Portanto, uma engrenagem das finanças e da economia. É o “preço do dinheiro”. Por consequência, existem na maioria dos sistemas e modelos econômicos mundiais. Na prática, remunera para quem empresta e custa para quem toma emprestado.
Em economias de mercado, os juros são fundamentais para ajustar o valor do dinheiro no tempo, corrigir a inflação e medir o risco do crédito. Juros é parte fundamental das decisões estratégicas, sem a menor dúvida. Existem vários tipos de juros: simples, composto, rotativo, moratório. Juros de mora, nominais, reais e juros sobre o Capital próprio.
É bom lembrar que juros estão presentes tanto nas relações pessoais quanto nas empresárias. Para isso, é necessária uma grande dedicação para gerenciar esta atividade que requer muita acuidade porque as diferenças, às vezes, são muitos sutis e fazem a diferença ao longo do tempo.
No Brasil, a taxa de juros básicas é a taxa Selic que é calculada como a “Taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) para títulos federais”. O governo brasileiro interfere na taxa de juros da economia através do Comitê de Política Monetária (COPOM) cujo maior objetivo é manter a inflação dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional – CMN.
Por óbvio, quando os juros estão mais altos, encarecem o crédito e estimulam a poupança. Sem esquecer que as taxas mais altas podem dificultar a expansão da economia. Quando o COPOM aumenta a Selic, tem o propósito de conter a demanda aquecida.
Em economia, tudo é muito sensível. Aqui, entra até o mercado de trabalho. A taxa de desemprego também é levada em conta. Imagine, a tensão geopolítica com os conflitos que acontecem mundo a fora e suas consequências nos países de economias emergentes como o nosso Brasil.
Por fim e desde sempre, a taxa Selic é usada para controlar a inflação. Se os preços sobem demais, o Banco Central aumenta para frear o consumo. Se a economia está desaquecida, a Selic caí para incentivar empréstimos e investimentos. Não podemos esquecer que quando a Selic sobe, o crédito fica mais caro, o consumo cai e o câmbio se valoriza. Numa instabilidade econômica em que vivemos, torna-se uma difícil convivência.
Ainda que não queira abordar a “agiotagem”, atividade irregular, nesta proibitiva interação com os juros, não tem quem não recorde, no aspecto psicológico, a satisfação de quem recebe juros estratosféricos e a angustia de quem paga esta remuneração do dinheiro apelidado de juros. Em outras palavras, agiotagem é a Usura, crime previsto em nosso Código Penal.
Crime contra a economia popular. É a pratica de cobrar juros abusivos, acima do limite legal. No mundo empresarial é apelidado de “Mercado Paralelo”.
São considerados credores predatórios por tirar vantagens e se aproveitar do desespero financeiro dos tomadores.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques viajou de Brasília a Maceió, em novembro de 2025, em um voo particular pago por uma advogada que atua para o Banco Master. A informação foi revelada pelo jornalistas Gustavo Cortês, Aguirre Talento e Vinícius Valfré, do Estadão, e confirmada pelo gabinete do ministro.
Segundo o gabinete, o convite partiu da advogada Camilla Ewerton Ramos, que também ficou responsável pelo pagamento do voo e pela organização da viagem. Ela é casada com o juiz federal Newton Ramos, ex-colega de Nunes Marques no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região). As informações são do Poder360.
A aeronave utilizada é operada pela Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços, ligada à Prime You, que administra bens de Daniel Vorcaro. A advogada atua em processos para o Banco Master no STJ.
Em nota, o gabinete do ministro afirmou que a viagem ocorreu a convite da advogada, que custeou o deslocamento e convidou outros casais de amigos para o evento.
Leia a íntegra da nota do gabinete do ministro Nunes Marques:
“Nota gabinete ministro Nunes Marques:
No dia 14/11/25, o Ministro Nunes Marques e a esposa viajaram para festa de aniversário de Camila, casada com o desembargador Newton Ramos, que foi colega do Ministro no TRF1. Camila convidou o Ministro e outros casais de amigos e ficou responsável pelo voo e detalhes da viagem.”
A programação da Semana Santa 2026 em Brejo da Madre de Deus, no Agreste do Estado, ganhou neste ano um novo elemento: a certificação ambiental. A prefeitura afirma ter neutralizado totalmente a pegada de carbono do evento, que recebeu o Selo Evento CO2 Free.
De acordo com a gestão, a iniciativa buscou compensar as emissões de gases de efeito estufa geradas pela realização da festividade, comum em eventos grandes. A certificação é apresentada como resultado de ações voltadas à mitigação desses impactos, incluindo o plantio de 25 árvores de espécies nativas da Mata Atlântica e da Caatinga.
Em nota, o prefeito Roberto Asfora (PP) destacou a importância da ação. “Não podemos pensar apenas no hoje. O sucesso de um evento em nossa cidade também é medido pelo respeito ao futuro. Ao zerar as emissões da Semana Santa, mostramos que é possível aliar tradição, turismo e vanguarda ambiental”, afirmou.
Após anunciarem, ao lado do prefeito do Recife, João Campos, suas pré-candidaturas pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) no último sábado (28) e oficializarem, ontem (3), a filiação ao Progressistas (PP), com direito a ficha assinada ao lado de Eduardo da Fonte, o deputado estadual Romero Albuquerque e a vereadora do Recife Andreza Romero voltaram atrás e anunciaram, em vídeo divulgado hoje (4), que disputarão as eleições novamente pelo PSB.
A mudança de posição ocorre em meio ao risco de perda do mandato de Andreza, já que a cadeira pertence à legenda, o que poderia levar à convocação do primeiro suplente caso a troca fosse mantida. As informações são do Blog Cenário.
No último dia do prazo de filiação, a movimentação do tabuleiro político de Pernambuco segue a todo vapor. Hoje, Sebastião Oliveira, presidente estadual do Avante, e o deputado federal Waldemar Oliveira reafirmaram a confiança no crescimento expressivo do partido no estado e anunciaram total apoio ao projeto do deputado federal Túlio Gadelha.
Com um discurso firme e otimista, Sebastião Oliveira destacou o fortalecimento da legenda tanto no estado quanto no cenário nacional e o alinhamento com Túlio Gadelha.
De acordo com Sebastião, o planejamento, fruto de articulações políticas consistentes e da chegada de novas lideranças, projeta que o Avante eleja entre três e quatro deputados estaduais. Já para a Câmara Federal, o trabalho está voltado para a eleição de dois a três deputados federais, entre eles, Waldemar Oliveira, que busca a reeleição.
“Para quem duvidou, o Avante segue firme e forte rumo às eleições de outubro. Nosso trabalho é realizado com seriedade e comprometimento com Pernambuco e com os pernambucanos. Tenho a certeza de que nosso time sairá fortalecido das urnas. O Avante dará apoio irrestrito a Túlio Gadelha, que já possui um legado de importantes serviços prestados a Pernambuco”, Sebastião Oliveira, pré-candidato a deputado estadual.
O deputado estadual Jarbas Filho anunciou sua saída do MDB e filiação ao PSD, reforçando o alinhamento com a governadora Raquel Lyra. Em comunicado, o parlamentar elogiou a gestão estadual, destacando a condução “com seriedade, compromisso e foco em resultados” e os avanços em diferentes regiões. A movimentação ocorre em meio à reconfiguração política liderada pela governadora, que já indicou ao senador Fernando Dueire a segunda vaga na chapa para o Senado.
“Escolhi permanecer do lado certo. Por isso, comunico oficialmente minha filiação ao PSD, partido da governadora Raquel Lyra. Essa é uma decisão construída com muita responsabilidade, diálogo e coerência com a minha atuação ao longo de todo o mandato.
Sempre estive ao lado de quem trabalha por Pernambuco, e sigo alinhado à governadora Raquel Lyra, que tem conduzido o nosso Estado com seriedade, compromisso e foco em resultados. Reconheço os avanços que já chegam a todas as regiões e acredito nesse projeto que olha para frente e transforma a vida das pessoas.
Chego ao PSD para somar a um time forte, preparado e comprometido com Pernambuco. O partido representa hoje um caminho sólido, com ideais claros, base estruturada e entregas concretas.
Reafirmo que o meu trabalho continua, com o compromisso firme de fazer a diferença na vida dos pernambucanos, do Litoral ao Sertão, sempre com presença, diálogo e responsabilidade.
A cidade de Bonito, no Agreste do Estado, parou, na manhã deste sábado (4), para receber João Campos (PSB). O pré-candidato a governador percorreu a feira local, o Mercado do Artesanato e outros espaços públicos ao lado do prefeito Dr. Ruy (PSB), de outros gestores municipais, de parlamentares e dos pré-candidatos a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e ao Senado, Marília Arraes (PDT). Ao longo de quase três horas em contato direto com a população do município, João conversou com comerciantes, recebeu manifestações de apoio e falou da expectativa por um tempo de retomada de investimentos na região.
“O que posso dizer é da enorme alegria de ter a confiança das pessoas. Nós vamos seguir essa caminhada de forma muito altiva, animada, fazendo o bom debate. O bom combate é aquele que não é para agredir ninguém, mas para fazer o bem a quem precisa, tendo clareza, prioridade, sabendo aonde quer chegar”, declarou.
Ao ser questionado sobre o projeto da Frente Popular para as eleições deste ano, João Campos destacou a necessidade de fazer o poder público prestar um bom serviço à população. Ele citou como exemplo o Recife, cidade que, durante sua gestão (2021-2026), triplicou o número de vagas de creche, ao mesmo tempo em que teve mais de 160 unidades de ensino reformadas. Do mesmo modo, o pré-candidato exaltou a entrega do Hospital da Criança do Recife, a reforma de mais de 70 unidades de saúde e a digitalização do atendimento via Conecta Recife. “Pernambuco vai voltar a ser o Leão do Norte, a ser o estado que mais cresce no Nordeste, o que mais gera empregos, o que mais traz indústrias, o que tem que a melhor educação pública do país, o que investe na infraestrutura de saúde”, concluiu.
Anfitrião da agenda com João Campos, o prefeito Dr. Ruy citou investimentos dos governos do PSB, como a atração da fábrica da Yazaki para Bonito, como exemplos do que se pode conseguir quando há parceria entre os governos estadual e municipal.
“João Campos é presidente nacional do partido e eu sou prefeito de um município pequeno, mas nossos anseios são os mesmos: procurar humanizar e atender a população mais carente da melhor forma possível. Por eu não ser do lado da governadora, parou o calçamento do teleférico. Iam fazer uma creche, enveloparam e parou. Tem cidades menores do que Bonito que recebem quatro, cinco ônibus, e para aqui veio um. É preciso trabalhar pela população. Se João for eleito, e acho que vai, vamos trabalhar juntos para melhorar cada vez mais a cidade do Bonito”, garantiu.
A agenda também incluiu um café da manhã com lideranças políticas e uma entrevista a uma rádio local. Nas ruas, o povo caminhou ao lado de João Campos como pré-candidato. O aposentado Valdecir da Silva, de 83 anos, disse que sempre foi eleitor de Miguel Arraes (1916-2005) e realizou um sonho ao ver o bisneto do ex-governador entre as bancas da feira que ele frequenta todos os sábados. “Nunca me arrependi de meu voto em Arraes. Enquanto eu for vivo, eu voto. Faço como meu pai, que deu seu último voto com 96 anos, em doutor Arraes, que trouxe muita coisa para Bonito”, afirmou.
O pré-candidato ao governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) deixou o cargo de presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O anúncio foi feito nas redes sociais na última quinta-feira (2) e confirmado ao g1.
Grass deixa o Iphan em razão da desincompatibilização eleitoral – regra da Justiça Eleitoral que obriga ocupantes de cargos no Poder Executivo a se afastarem da função antes de disputar eleições. O comando do Iphan passa às mãos de Deyvesson Israel Alves Gusmão, que dirigia o Departamento de Patrimônio Imaterial do instituto.
Em post nas redes sociais, Leandro Grass disse que a decsão marca “o fim de um ciclo” e que sai do Iphan com “o coração cheio de gratidão e com a certeza de que deixamos um importante legado”.
Também são pré-candidatos ao governo do DF, até o momento: Celina Leão (PP), Ricardo Cappelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB) e José Roberto Arruda (PSD).
Leandro Grass é professor, sociólogo e mestre em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB), gestor cultural pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), ex-pesquisador do Observatório de Políticas Públicas Culturais da Universidade de Brasília (OPCULT/UnB) e integrante da Associação Amigos do Centro Histórico de Planaltina.
Foi deputado distrital entre 2019 e 2022, quando deixou o mandato para se candidatar ao governo do Distrito Federal. Grass ficou em segundo lugar na disputa, mas foi superado ainda no primeiro turno pela campanha de reeleição de Ibaneis Rocha (MDB).
A Faculdade de Medicina de Olinda (FMO) realizou investimento superior a R$ 7 milhões na aquisição de mais de mil MacBooks, notebooks de alto desempenho, distribuídos a estudantes vinculados aos programas FormaSUS e ProUni, em ação conduzida pelos diretores Anderson Silva e Manoel Pacheco.
A iniciativa integra um processo de modernização da instituição, que prevê, nos próximos 30 dias, a entrega de um novo prédio e a implantação de um sistema tecnológico voltado à digitalização das atividades acadêmicas, com redução do uso de papel e ampliação da infraestrutura de ensino na área de saúde.